MOTIVAÇÃO PARA ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM DO
TRABALHO
Izadora Carapiá 1
Lorenna Mendes 2
RESUMO:
Frente a um mercado de trabalho competitivo e que busca profissionais cada vez mais
qualificados, a especialização pode ser o diferencial no momento da contratação. No
ramo da enfermagem tem-se um leque de opções de especialização, dentre elas,
obstetrícia, pediatria, terapia intensiva, saúde ocupacional, saúde coletiva e outras. O que
será que motiva o enfermeiro a optar pela qualificação na área de saúde ocupacional?
Analisar o porquê desta escolha é o principal objetivo desta pesquisa. Trata-se duma
pesquisa qualitativa de natureza exploratória e retrospectiva desenvolvida no município
de Salvador – BA, cuja coleta de dados se deu por meio do “Questionário de
Expectativas” aplicado pela Atualiza Cursos aos seus alunos de pós-graduação. Teve-se
uma amostra de 36 Questionários e a partir da qual se verificou que os mais
significativos motivadores para a escolha da especialização em Enfermagem do Trabalho
são a busca pela aprovação em concurso público, uma melhor oportunidade de trabalho e
o incessante interesse em ampliar o conhecimento. Motivadores esses que perpassam a
mera identificação pessoal. Contatou-se ainda que todas essas variáveis motivadoras
encontram-se direta ou indiretamente influenciadas pelo mercado de trabalho.
Palavras-chave: Enfermagem do trabalho. Mercado de trabalho. Especialização em
enfermagem do trabalho. Saúde ocupacional.
1
Bacharel em Enfermagem. E-mail: [email protected]
Bacharel em Enfermagem. E-mail: [email protected]
Artigo apresentado a Atualiza Cursos, como requisito parcial para obtenção do título de especialista em
Enfermagem do Trabalho, sob orientação da professora Carolina Pedrosa. Salvador, 2013
2
2
1. INTRODUÇÃO
Foi com a Revolução Industrial, século XVIII, na Inglaterra, que se deu o
processo de deterioração do processo de trabalho. A fim de aumentar os seus lucros, as
indústrias submetiam seus trabalhadores a péssimas condições de trabalho (ambiente
laboral com fraca iluminação, higiene precária, excesso de horas de trabalho, má
alimentação, maquinaria sem proteção). Condições estas que acabaram culminando num
aumento significativo de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. De acordo com
Miranda (1998) sob essa nova sociedade capitalista, os antigos direitos humanos à vida e
à subsistência teriam que ser repensados.
Para se viabilizar até mesmo a sobrevivência e reprodução desse modelo de
produção capitalista que ,em 1802, foi aprovada a primeira lei de proteção aos
trabalhadores - “Lei da Saúde e Moral dos Aprendizes” – criada por Robert Peel, com a
finalidade de estabelecer carga horária, turno de trabalho e boas condições no ambiente
laboral.
A enfermagem do trabalho, para Antunes (2009), é o resultado de um processo
evolutivo que começou em finais do século XIX e acompanhou o desenvolvimento da
indústria do século XX, em que os enfermeiros eram contratados pelas empresas para
combater a propagação de doenças contagiosas, como a tuberculose.
Segundo Pereira3 (2001 apud SILVA, 2000, p.80) a enfermagem do trabalho, na
atualidade, sendo um ramo da Enfermagem de Saúde Publica e, como tal, utiliza os
métodos e técnicas empregados na Saúde Pública visando a promoção da saúde do
trabalhador, proteção contra os riscos decorrentes das suas atividades laborais; proteção
contra agentes químicos, físicos, biológicos e psicossociais; manutenção da sua saúde no
mais alto grau de bem estar físico e mental e recuperação de lesões, doenças
ocupacionais ou não ocupacionais e a sua reabilitação para o trabalho. De uma forma
mais sucinta, Haag (1997) atribui à enfermagem do trabalho um conjunto de ações
educativas e assistenciais, que visam interferir no processo trabalho - saúde adoecimento no sentido de valorizar o ser humano atuando nos três níveis de prevenção
(primária, secundária e terciária). Para Lucas (2004) essa atuação da enfermagem do
3
PEREIRA, Henrique. O enfermeiro e os principais domínios da prevenção na saúde ocupacional. Porto,
n.19, jul. 1991, p. 33-36.
3
trabalho não se limita a figura do trabalhador, alcança também a sua família e a
comunidade na qual está inserido.
No início dos anos 70, quando então fora consagrado o campeão mundial de
acidente de trabalho, o governo brasileiro, buscando perder esse “título”, ou seja, reduzir
o elevado índice de acidente ocupacional obriga as empresas a incorporarem a
enfermagem do trabalho, assim como os demais profissionais de segurança e medicina
do trabalho de acordo com o dimensionamento de pessoal e com a devida especialização.
Como consequência das políticas voltadas para área do trabalho, as Normas
Regulamentadoras (NR’s) relativas à medicina, higiene e segurança do trabalho, são
publicadas através da Portaria n° 3214, de 08 de junho de 1978, pelo Ministério do
Trabalho. São justamente essas NR’s que vão dar um direcionamento para o
desenvolvimento das ações e obrigações das empresas. Em destaque para àquelas
relativas às medidas de prevenção, controle e eliminação de riscos, inerentes ao trabalho
e á proteção da saúde do trabalhador.
Dentre uma série de outras recomendações técnicas, são as NR’s que
estabelecem a obrigatoriedade das empresas a constituírem o SESMT (Serviço
Especializado em Segurança do Trabalho) e as categorias profissionais integrantes
desses serviços. A saber: médico do trabalho; engenheiro do trabalho; técnico de
segurança do trabalho; enfermeiro do trabalho e o auxiliar de enfermagem do trabalho.
Caracterizando assim, a necessidade de uma equipe multiprofissional para atuar nessa
vertente. Todos estes profissionais necessitam de formação específica para atuarem
nestes serviços.
Tendo como foco o profissional enfermeiro, e com base NR 4, para que este
profissional venha fazer parte da SESMT de uma empresa é exigido do mesmo:
certificado de conclusão do curso de especialização em enfermagem do trabalho, em
nível de pós-graduação enviado por faculdade/universidade que mantenha curso de
graduação de enfermagem autorizado pelo Ministério da Educação (ATLAS, 2009).
A busca por conhecimento e reconhecimento acadêmico se faz cada vez mais
necessária. Se outrora a graduação era tida como “garantia” de um emprego, hoje o
diferencial está por conta da especialização que o profissional soma a seu currículo com
o intuito de destacar-se em meio à multidão. Visto que o mercado de trabalho está cada
vez mais competitivo.
O profissional de enfermagem/enfermeiro possui uma gama de opções de
especialização (auditoria em saúde, enfermagem em emergência, UTI, UTI neonatal e
4
pediátrica, ontológica, saúde do trabalhador, dentre outras possibilidades). Desse modo,
o presente trabalho questiona: O que será que motiva o enfermeiro a optar/buscar a
especialização na área de saúde ocupacional? Analisar o porquê desta escolha é o
principal objetivo desta pesquisa. Bem como, secundariamente, traçar o perfil dos
enfermeiros que buscam essa qualificação em enfermagem do trabalho.
Diante desta necessidade de capacitação dos enfermeiros para sua atuação junto
ao SESMT é que são estruturados os cursos de Especialização em Enfermagem do
Trabalho. Neste contexto, o presente estudo tem como objeto a motivação e expectativas
do enfermeiro em relação a este curso de especialização.
Acredita-se que com este estudo, será possível identificar as principais causas
que levam ao profissional a optar pela qualificação em saúde do trabalhador e até que
ponto as oportunidades de trabalho influenciam nesta escolha. Além de contribuir com
informações e conhecimento sobre a temática.
O presente trabalho apresenta uma pesquisa de caráter qualitativo de natureza
exploratória e retrospectiva desenvolvida no município de Salvador - BA. A coleta de
dados se deu por meio do “Questionário de Expectativas“ (ver ANEXO A) aplicado pela
Atualiza Cursos aos seus alunos de pós-graduação.
A opção por esta instituição de ensino foi devido ao fato das autoras deste
projeto de pesquisa pertencerem ao quadro de alunos da mesma, o que acaba por
facilitar, de certa forma, o acesso ao Questionário e, consequentemente, ao
desenvolvimento do estudo almejado.
Fora estabelecido como os critérios de inclusão: ser (ou ter sido) aluno da
Atualiza Cursos; e como os de exclusão: estar matriculado em outro curso de
especialização que não Enfermagem do Trabalho.
Trabalhou-se com uma amostra de 36 Questionários, quantitativo este
disponibilizado pela instituição já de acordo com os critérios acima descritos. O
Questionário é composto por três quesitos, no primeiro, o aluno deve fazer uma síntese
sobre a sua atividade atual e nos seguintes, justificar o motivo da escolha pelo curso,
nesse caso o de Enfermagem do Trabalho, e quais as expectativas com o mesmo.
Com a devida leitura dos questionários segregados, buscou-se em seguida a
categorização/tabulação das respostas obtidas com os mesmos criando-se um banco de
dados apropriado a partir do Programa MS-Excel 2007 para MS-Windows XP para
armazenar os dados coletados e posteriormente, fazer análises qualitativas para todas as
5
variáveis trabalhadas. Essa coleta de dados ocorreu no mês de novembro de 2012, na
Atualiza.
No que tange aos aspectos éticos da pesquisa, observou-se os disciplinados pela
Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde – Ministério da Saúde.
2. DESENVOLVIMENTO
Como forma de coligir os resultados e discussão dos mesmos, optou-se em
abordar cada um dos quesitos contidos no questionário utilizando-os como categorias no
estudo. As quais ficaram assim distribuídas: atividade atual; motivação para
especialização em Enfermagem do Trabalho; e expectativas com o curso de enfermagem
do trabalho.
2.1. Atividade atual
Tabela 1 – Distribuição dos pós-graduandos em enfermagem do trabalho de acordo com
sua atividade atual. Salvador, BA. 2012.
ATIVIDADE ATUAL
N
%
Saúde Pública
8
22,22
Saúde Privada
6
16,67
Estudante Graduação
6
16,67
Desempregados
10
27,78
Não responderam
6
16,67
TOTAL
36
100
Fonte: Dados do questionário aplicado pela Atualiza Cursos
Verifica-se com os dados acima, que o setor público (22,1%) vem se tornando o
mais significativo empregador da saúde quando comparado ao privado (16,7%). Isso
demonstra, em partes, o impacto positivo das políticas públicas no país com seus
inúmeros programas de saúde, como exemplo, Programa de Agentes Comunitários de
6
Saúde (PACS), Programa de Saúde na Família (PSF), Núcleo de Apoio a Saúde da
Família (NASF), dentre outros, os quais abarcam inúmeros profissionais da área de
saúde.
Consoante Nogueira4 (1983 apud MACIEL FILHO; PIERANTONI, 2013 e
p.140), as relações entre oferta e demanda da força de trabalho são estabelecidas pelas
leis de mercado. A oferta refere-se à totalidade de indivíduos que trabalham num
determinado setor ou que buscam trabalho, ao passo que a demanda é representada pelo
total de postos de trabalho ocupados ou vacantes, proporcionados pelas instituições
daquele setor. As relações de trabalho na área de saúde não fogem dessa regra geral de
mercado.
Atualmente, vem se constatando um crescente número de Escolas que outrora
se limitavam ao ensino fundamental e médio e que passarem a ser também Faculdades/
Universidades. E dentre os cursos, inicialmente providos por estas novas Faculdades é
bastante comum encontrar o curso de Enfermagem. Baptista; Barreira (2006)
constataram que em 30 anos (1970-1999), o aumento de cursos superiores de
enfermagem foi de 475%. E entre 2000 e 2005, entraram em funcionamento mais 310
cursos, sendo 93% (288) privados e apenas 7% (22) públicos, o que equivale a um
aumento de 204%, em apenas seis anos. Esse aumento observado em seis anos é maior
do que o total de cursos criados entre 1890 e 1999, ou seja, em cento e dez anos de
existência da enfermagem profissional no Brasil.
Existem atualmente cerca de quinhentos cursos de enfermagem de nível
superior, espalhados por todo o Brasil, com cerca de setenta mil alunos de graduação,
formando mais de quinze mil profissionais de enfermagem por ano, segundo o Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2006).
Ampliando assim significativamente o número de profissionais disponíveis no mercado,
dessa forma, a “oferta” de enfermeiros se torna cada vez maior. E o mercado ou se
tornará saturado, ou se limitará a abranger um mínimo de profissionais, o que
compromete a qualidade do serviço prestado.
Partindo-se dessa logística é que se pode justificar, em partes, o percentual
considerável de desempregados (27,8%) no estudo realizado. Afim de não se tornar
4
NOGUEIRA, R.P. A força de trabalho em saúde. Revista de administração pública, 17(3), jul./set., p.
61-70, 1983.
7
“mais um” ou de não fazer parte dessa taxa de desempregados é que muitos estudantes
veem buscando a especialização antes mesmo de concluir a graduação. No caso, 16,7%
dos estudantes de pós-graduação almejam obter esse diferencial para facilitar sua
alocação no mercado de trabalho.
2.2. Motivação para Especialização em enfermagem do Trabalho
Tabela 2 – Fatores desencadeantes da motivação para escolha da especialização em
enfermagem do trabalho. Salvador, BA. 2012.
MOTIVAÇÃO
N
%
Aprovação em concurso
público
13
36,11
Melhor oportunidade de
trabalho
9
25
Ampliar conhecimentos
11
30,56
Identificação pessoal
3
8,33
TOTAL
36
100
Fonte: Dados do questionário aplicado pela Atualiza Cursos
A motivação tem sido considerada como um fator importante no trabalho.
Desde a Antiguidade, como mostra a literatura, há uma preocupação com as razões pelas
quais as pessoas agem ou pelas quais decidem o que fazer (VIEIRA, 2002). Esses fatores
que impulsionam as pessoas a fazerem algo, estão relacionados a uma hierarquia de
necessidades como exercer um cargo, ter reconhecimento e progresso profissional, entre
outros.
A tabela mostra que entre os quatro fatores motivacionais na escolha do curso
de especialização em enfermagem do trabalho estão, em ordem de prioridade: aprovação
em concurso público, ampliar conhecimentos, melhor oportunidade de emprego,
situando-se a identificação pessoal em quarto lugar, não sendo esta, portanto, a principal
variável na motivação do enfermeiro para a escolha da citada especialização.
Verifica-se que a aprovação em concurso público é o grande motivador para a
busca pela especialização em enfermagem do trabalho, visto que ao concurso público
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conferem-se certas estabilidades (no emprego, no salário, aposentadoria). Além do que, o
concurso público na área de enfermagem do trabalho geralmente é bem remunerado e
contêm outros benefícios como plano de saúde (médico, hospitalar, odontológico,
psicológico) e benefícios educacionais para dependentes, dentre outros quando
comparado a outros concursos de enfermagem.
De acordo com Koizumi et al. (1985), ao se propor um Curso de
Especialização, é necessário em primeiro lugar, avaliar-se a real necessidade do mercado
de trabalho, assim como a demanda existente, ambas analisadas quanto às suas
características e distribuição. Para Moraes (2007), a demanda desse profissional esta
maior devido às exigências de legislações, bem como da necessidade do enfermeiro
ocupacional na promoção da saúde do trabalhador.
O número de empresas no país vem crescendo e, como já fora dito
anteriormente, as NR’s vão, dentre outras instruções técnicas, estabelecerem a
obrigatoriedade dessas empresas em constituírem o SESMT. Ampliando assim, o
mercado de trabalho para os profissionais que fazem parte desse serviço. Mais
especificadamente é a NR4 que define, entre outros aspectos, o número de profissionais
da área que devem compor o quadro funcional dos SESMT, contudo, a inclusão desses
profissionais é determinada pelo número de funcionários da empresa.
Destaca-se nesse aspecto que esta inserção inclui primeiramente o auxiliar e
técnico de enfermagem (empresas com mais de 500 funcionários) e, posteriormente, o
enfermeiro do trabalho (empresas com mais de 500 funcionários) o que vai de encontro
ao que é preconizado pela Lei do Exercício Profissional de Enfermagem n 7498/86 – a
obrigatoriedade de ter o enfermeiro como o responsável técnico pelo serviço de
enfermagem. Credita-se que, como a resolução desse “impasse”, se amplie ainda mais o
mercado de trabalho para o enfermeiro do trabalho.
9
2.3. Expectativas com o Curso de Enfermagem do Trabalho
Tabela 3 – Expectativas com a Especialização em Enfermagem do Trabalho. Salvador,
BA.2012
EXPECTATIVAS
N
%
Qualificação para trabalhar na
área
22
61,11
Aprender sobre a área
10
27,78
Melhores possíveis
4
11,11
TOTAL
36
100
Fonte: Dados do questionário aplicado pela Atualiza Cursos
A Tabela 3 expõe que 11,1% dos alunos responderam o quesito de forma
sucinta ao dizerem que suas expectativas quanto ao curso na área do trabalho são as
melhores possíveis. A grande maioria (61,1%) espera obter a qualificação necessária
para adentrar o mercado de trabalho na área da saúde ocupacional e os 27,8% restante
pretendem abranger seu conhecimento a respeito da saúde do trabalhador.
Nota-se que as variáveis das expectativas trazidas possuem uma ligação. Se o
conhecimento é ampliado e se obtém a qualificação obrigatória para trabalhar na área
(certificado) com o curso escolhido é lógico esperar o melhor com a opção feita.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a realização deste estudo, pôde-se perceber que os grandes motivadores da
especialização em Enfermagem do Trabalho são justamente a busca pela aprovação em
concurso público, melhor oportunidade de trabalho, além do interesse incessante de
aumentar o conhecimento. Todas essas variáveis motivadoras encontram-se direta ou
indiretamente influenciadas pelo mercado de trabalho.
Sabe-se que o mercado de trabalho é cada vez mais competitivo, o que leva o
indivíduo a procurar qualificar-se, atualizar-se sempre para ou adentrar ou permanecer
10
nele. Ao conseguir a provação em um concurso público se obtém relativa e significativa
garantia de permanência no mercado de trabalho.
Especializar-se em Enfermagem do Trabalho vislumbra um processo educativo
e de formação que relacione conhecimento acadêmico e prática profissional de qualidade
como resposta aos desafios e às constantes mudanças da profissão e do mercado de
trabalho.
Segundo Oliveira (2001), esta havendo maior reconhecimento do enfermeiro do
trabalho em diversos campos como: certificações, orientações sobre NR 32, coordenação
de trabalhos e projetos, promoção da saúde e controles especiais, dentre outros.
Tornando o mercado de trabalho favorável aos profissionais da área de saúde
ocupacional.
11
MOTIVATION FOR EXPERTISE IN NURSING WORK
ABSTRACT:
Facing a competitive job market and seeking qualified professionals increasingly,
specialization can be the difference at the time of hiring. In the field of nursing has a
range of specialization options, among them, obstetrics, pediatrics, intensive care,
occupational health, public health and others. I wonder what motivates nurses to opt for
qualifications in occupational health? Analyze why this choice is the main objective of
this research. This is an exploratory qualitative research and retrospective developed in
the city of Salvador - BA, whose data collection was through the "Survey of
Expectations" applied by Refreshes courses to their students graduate. Had a sample of
36 questionnaires and from which it was found that the most significant motivators for
choosing specialization in Nursing Labour are seeking approval for tender, a better job
opportunity and unceasing interest in expanding knowledge. Motivators that underlie
these mere personal identification. It was noted also that all these motivational variables
are directly or indirectly influenced by the labor market.
Key words: Nursing job, job market, job specialization in nursing, occupational health.
12
REFERÊNCIAS
ATLAS. Coordenação e supervisão da Equipe Atlas. Segurança e medicina do
trabalho. Manuais de legislação atlas. São Paulo: Ed. Atlas. 63. ed. 2009. 800p.
BAPTISTA, Suely de Souza; e BARREIRA, Ieda de Alencar . Enfermagem de nível
superior no Brasil e vida associativa. Revista HISTÓRIA DA ENFERMAGEM
Brasileira
de
Enfermagem
REBEn,
2006.
Disponível
em:<
http://www.scielo.br/pdf/reben/v59nspe/v59nspea05.pdf>. Acesso em: 04 fev. 2013.
BRASIL. Ministério do Trabalho. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196/96.
Diretrizes e Normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos, Brasília
(DF); 1996.
HAAG, GS. et. al. A enfermagem e a saúde dos trabalhadores. Goiânia: AB, 1997.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO
TEIXEIRA (INEP). Disponível em: <http://www.inep.gov.b>. Acesso em: 25 ago. 2006.
KOIZUMI, M.S. et al. Seleção de candidatos aos cursos de especialização.
Rev.Esc.Enfermagem USP, v.19, n.2, p.111-9, 1985.
LUCAS, A. J. O processo de enfermagem do trabalho: a sistematização da
assistência de enfermagem em saúde ocupacional. São Paulo: Iátria, 2004.206p.
MACIEL FILHO, Rômulo; PIERANTONI, Célia Regina. O médico e o mercado de
trabalho em saúde no Brasil: revendo conceitos e mudanças. Observatório de Recursos
Humanos em Saúde no Brasil. Estudos e Análises, v.2, 2013. Disponível
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e_trabalho.pdf>. Acesso em: 12 maio. 2012.
MIRANDA, Carlos Alberto. Introdução à Saúde no Trabalho. São Paulo: Atheneu,
1998.
MORAES, MVG. Enfermagem do Trabalho: programas, procedimentos e técnicas.
2ª ed. Iátria: São Paulo-SP, 2007.p. 17-22.
13
OLIVEIRA, MI. Atuação responsável dos profissionais de Enfermagem do Trabalho e o
futuro desta profissão. Apresentação Congresso Internacional de Enfermagem do
trabalho. São Paulo/SP. 2001.
SILVA, Sergio Lima da. Interações do enfermeiro do trabalho com a saúde do
trabalhador em âmbito de prática e assistência de enfermagem / Sergio Lima da
Silva.
Rio
de
Janeiro:
UFRJ/
EEAN,
2005.
Disponível
em:
<http://teses.ufrj.br/EEAN_d/SergioLimaDaSilva.pdf>. Acesso em: 03 set. 2012.
VIEIRA, MJ. Imagem cultural e motivação na escolha da enfermagem. Aracaju:
EDUFS/ Fund. Oviêdo Teixeira; 2002. p. 19-50
14
ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE EXPECTATIVAS
Pós-Graduação LATO SENSU em
___________________________________________________________________
CÓDIGO TURMA: _______________
O preenchimento deste questionário é muito importante para a instituição. A partir das
informações, aqui registradas, poderemos realizar um trabalho que atenda às suas
expectativas. Ele servirá também como referência ao professor de cada módulo, evitando
repetidas apresentações em sala.
NOME COMPLETO: ____________________________________________________
MATRÍCULA Nº: _______________________________________________________
1 – Por favor, faça uma síntese da sua atividade atual.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
2 – Qual foi o motivo da escolha deste curso?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
3 – Quais são as suas expectativas com o curso?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
15
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MOTIVAÇÃO PARA ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM DO