1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica Motivação e Aprendizagem Luiz Antonio de Souza Resumo Este artigo apresenta relato de desenvolvimento de uma pesquisa-ação que tem como foco a motivação do aluno e a sua aprendizagem. O projeto foi desenvolvido com alunos que apresentaram baixo rendimento escolar no primeiro e segundo bimestre letivo de 2011 com mais ênfase a 1ª série do Ensino Médio de uma escola pública Centro de Ensino Médio de Guaraí-TO. Para fundamentar este trabalho foram utilizados alguns referenciais teóricos tais como: Evely Boruchovitch, José Aloyseo Bzuneck e Sueli Édi Rufini Guimarães. Os dados obtidos foram analisados e mostrou que o trabalho desenvolvido foi viável, pois houve uma mudança significativa que melhoraram os resultados durante o período investigado. Palavras-chaves: Motivação. Ensino. Aprendizagem. Introdução A falta de motivação nos estudos é um problema que atinge grande parte dos estudantes e dificulta o ensino aprendizagem. Faz-se necessário entender a problemática para tentar amenizar essa situação tão comum na maioria das escolas públicas. Por que a aprendizagem não acontece de forma prazerosa para a grande maioria dos alunos? O que falta para que os alunos se sintam motivados? Nos dias atuais a maioria dos professores tem graduação específica para o exercício da profissão e em grande parte das escolas existe uma variedade de recursos para serem utilizados e diversificar o ensino-aprendizagem, mas assim mesmo muitos alunos tem demonstrado desmotivação em levar a frente seus estudos com mais eficácia. Podemos afirmar ainda que, existem muitas possibilidades (programas educacionais) de incentivo aos alunos. Diante disso fica uma lacuna em aberto e tem sido uma grande dúvida para muitos profissionais da educação que 2 também sentem dificuldades sobre o que fazer para reverter tal quadro e ficam a procura de uma resposta para como resolver essa situação. O foco deste trabalho está voltado para a motivação numa perspectiva de melhoria da aprendizagem. Subtende-se que quando as pessoas se sentem motivadas, elas vão à luta em busca de novas realizações. O projeto sobre Motivação e Aprendizagem foi elaborado para ser executado na Escola Estadual Centro de Ensino Médio Oquerlina Torres de Guaraí, Estado do Tocantins. O trabalho foi pensado com a possibilidade de responder alguns questionamentos e problemas enfrentados pelos alunos em terem uma boa concentração em estudos e consequentemente melhorar o resultado da sua aprendizagem. Esse trabalho tem como objetivo geral, entender as razões pelas quais os alunos não sentem motivação para os estudos e consequentemente enfrentam dificuldades de aprendizagem. É apresentado também como objetivos específicos: Entender as dificuldades de aprendizagem; Estudar meios para que a motivação contribua com a construção do conhecimento e Encontrar respostas para a causa da desmotivação. Referencial teórico Muitas dificuldades são apontadas e discutidas entre os professores que sentem dificuldades com o ensino e que os alunos estão desmotivados e por isso não estão aprendendo adequadamente aquilo que é ensinado nas salas de aulas. São apontados também que os mesmos estão se desviando do foco de ensino e, portanto não atingem a aprendizagem esperada pelo corpo docente. Grande parte desses problemas está relacionada à falta de concentração e estarem atentos para o estudo do que é apresentado durante as aulas. Muitos se dispersam com algumas tecnologias móveis que acabam também atrapalhando o foco do ensino e aprendizagem. Acabam usando inadequadamente celulares, ipod e também se dispersam com conversas paralelas. Há sempre dúvidas entre os professores em saber lidar com tais dificuldades de envolvimentos dos alunos. O que fazer para que os alunos se sintam mais motivados e tenham uma melhor aprendizagem. 3 Em sala de aula, os efeitos imediatos da motivação do aluno consistem em ele envolver-se ativamente nas tarefas pertinentes ao processo de aprendizagem, o que implica em ele ter escolhido esse curso de ação, entre outros possíveis e ao seu alcance. Tal envolvimento consiste na aplicação de esforço no processo de aprender e com a persistência exigida por cada tarefa. (BZUNECK, 2009, p.11) O tema sobre Motivação e aprendizagem surgiu justamente como uma forma de entender como a falta de motivação interfere na aprendizagem dos alunos mais especificamente aqueles que estão cursando a 1ª série do ensino médio. Parece que eles já chegam cansados da jornada de ensino passado por eles no decorrer dos estudos do ensino fundamental. Outra situação visível é a dificuldade de aprendizagem por falta de conhecimentos de conteúdos básicos e necessários para a continuidade dos estudos. Pelos resultados nota-se que os alunos estão trazendo pouca bagagem e aquelas poucas que ainda trazem apresentam dificuldade em aproveitá-la adequadamente para produzir mais conhecimento. Uma questão importante diz respeito à relação da motivação intrínseca e a aprendizagem. É evidente que os alunos aprendem por gostarem ou estarem interessados por determinado assunto, mas também podem aprender por almejarem altas notas, aprovação escolar ou agradar pais e professores. Quais são, então, os argumentos para se privilegiar a motivação intrínseca dos alunos para as atividades escolares? (GUIMARÃES, 2009, p.38) Para amenizar tais problemas a escola tem realizado conversas e reuniões com alunos e seus responsáveis com o propósito de encontrar soluções e propor juntos algum tipo ajuda que venha beneficiar a aprendizagem. Esses encontros já são utilizados como uma forma de conscientização com objetivos focados na elevação da autoestima e motivação para aprendizagem. São apresentados os resultados e discutidos com o grupo a situação apresentada através das avaliações realizadas pelos professores em conforme o andamento das atividades e instrumentos utilizados para verificar o andamento da aprendizagem, no decorrer do bimestre letivo. As atividades de cunho contínuo são apresentadas pelos professores aos alunos para serem realizadas m sal de aula e também como tarefa de casa. Os trabalhos de pesquisa e outros também são 4 apresentados aos alunos com antecedência para que os mesmos realizem suas tarefas de maneira natural e as entregue para que o professor possa avaliá-las. Uma grande dificuldade enfrentada é que muitos alunos acabam sem fazer seus deveres e isso faz com eles não alcancem o resultado esperado satisfatoriamente no processo avaliativo. Problemas de motivação ocorrem igualmente nos seus aspectos qualitativos, ou seja, existem tipos de motivação menos adaptadores e menos eficazes do que outros. Há alunos motivados, mas por razões errôneas, que produzem menor envolvimento com a aprendizagem e, consequentemente, piores resultados. Incluem-se nessa categoria os alunos que fazem rápido as tarefas com o objetivo de entregar logo, mesmo com baixa qualidade, fato que absolutamente não os preocupa. Outros vivem demais preocupados com notas, com diploma ou certificado ou com a ameaça de reprovação na série escolar ou na disciplina. Outros ainda visam a não aparecerem como incompetentes; ou a aparecerem como os melhores ou os primeiros da classe, o que explica o fato de muitos alunos concluírem rápido demais a atividade exigida. (BZUNECK, 2009, p.18) O problema em foco está relacionado ao envolvimento do aluno no processo de aprendizagem visto que grande parte deles ainda apresentam indícios de falta de interesse. Então fica a dúvida ou até frustração por parte de muitos professores sobre: o que fazer para que os alunos se sintam atraídos pelos estudos em busca da construção de seus conhecimentos? Encontrar meios pelos quais a concepção de inteligência como passível de ser plenamente desenvolvida e adequadamente ampliada pelo contexto educacional é um desafio importante que nos permitirá caminhar no sentido da promoção de uma motivação adequada à aprendizagem autorregulada, em nossos alunos. (BORUCHOVITCH, 2009, p.112) Pretende-se, com este trabalho demonstrar os resultados da pesquisa ação realizada junto aos alunos, professores, profissionais das escolas, famílias e publicações sobre o tema motivação e aprendizagem. E, após ter entendido as causas do problema possibilitar um melhor atendimento para o alunado, assim atingir resultados mais satisfatórios e fazer com que o objetivo da escola que é uma educação de qualidade seja alcançado. 5 A grande dificuldade relatada pelos professores nos conselhos e reuniões, e também observada por nós coordenadores na escola hoje, é a falta de interesse dos alunos. Estes quando questionados sobre a dificuldade nas aulas, relatam que estão desinteressados pelos conteúdos e tem demonstrado pouca motivação para estudar. “É possível estar constantemente motivados, porém podemos descobrir pequenos triunfos que nos fazem estar mais motivados” (ARAÚJO, 1999, p. 9). Isso leva a reflexão de que os alunos precisam fazer a sua parte e ir à busca de seus ideais através da educação, porque através dela é possível a abertura de novos caminhos rumo ao sucesso da sua aprendizagem. É perceptível que os alunos têm apresentado baixa motivação e, portanto faz-se necessário que o professor coloque em prática novas estratégias, e utilize novos recursos para que o aluno desenvolva melhores atitudes na aprendizagem. É muito importante ao aluno “Descobrir o que o motiva, quais os seus os seus pontos fortes, aquilo que você efetivamente gosta de fazer é seu grande desafio!!!” (ARAÚJO, 1999, p. 9), aquilo que o leve a estudar através do seu próprio desejo de aprender sobre o conteúdo que está sendo tratado. É fundamental que o aluno tenha claro o motivo, para despertar mais interesse àquilo que vai ser ensinado / aprendido. Cabe aqui, porém, um esclarecimento, uma vez que a esse respeito têm surgido mal-entendidos e posturas extremistas. Problemas de motivação estão no aluno, no sentido de que ele é o portador e o maior prejudicado. Mas isto não significa que ele seja o responsável, muito menos o único, por essa condição. Assim, não seria correto generalizar que a motivação ou seus problemas são do aluno. Há uma convergência de resultados de pesquisas que atestam que tanto a motivação positiva e desejável como a sua ausência ou distorção têm a ver com determinadas condições ambientais. Mais especificamente, resultam de complexas interações entre caraterísticas do aluno e fatores de contexto, sobretudo em sala de aula (AMES, 1992; BROPHY, 1983; PARIS & TURNER, 1994 apud BZUNECK, 2009, p.24). É possível que através da utilização diversificada dos recursos tecnológicos existentes na escola faça uma diferença na motivação do aluno. Por isso o professor também contribui positivamente quando modifica suas estratégias de ensino em suas aulas. Incentiva também os alunos fazerem uso de variadas recursos para apresentarem seus trabalhos e atividades de exposição oral que o 6 professor possa avaliá-los. Quanto mais diversidade tecnológica há maior possibilidade de despertar o interesse do aluno na construção de conhecimento e alcançar mais aprendizagem. Em qualquer situação, a motivação do aluno esbarra na motivação de seus professores. E, para começar, a percepção de que é possível motivar todos os alunos nasce de um senso de compromisso pessoal com a educação; mais ainda, de um entusiasmo e até de uma paixão pelo seu trabalho (BROPHY, 1987; FIRESTONE & PENNELL, 1993; REYNOLDS, 1992 apud BZUNECK, 2009, p.24). A motivação é um fator relevante e de grande importância para o desenvolvimento da aprendizagem. Ela está relacionada a vários fatores, que contribuem positivamente o envolvimento nas atividades que favorecem uma aprendizagem de qualidade. Os recursos pedagógicos utilizados pelos professores devem sempre fazer parte cotidiano escolar para que os objetivos da disciplina sejam atingidos de maneira mais eficiente. Isso mostra que é necessário o professor ter domínio de conteúdo da disciplina que leciona, mas precisa que os alunos sintam-se motivados para construírem com naturalidade o seu conhecimento. A motivação se refere ao direcionamento momentâneo do pensamento, da atenção, da ação a um objetivo visto pelo indivíduo como positivo. Ela eleva a autoestima e dinamiza a ação. Propõe ao ser sujeito a vontade de agir, ter iniciativa para realizar algo e atingir certos objetivos. A motivação estimula as pessoas a saírem da monotonia e abre horizontes em busca de satisfação e do desejo de realização de algo. Com base nos resultados destes estudos Filho (2009), afirma que, É através do comportamento motivacional que as atitudes do aluno pode ser positiva quando leva o aluno a estudar, tendo em vista o significado da matéria; ou negativa, quando leva o aluno a estudar por meio de ameaças, repreensões, castigos. Pelo exposto podemos analisar que ainda encontramos muitos alunos desmotivados e sem interesse em aprender. Isso é uma problemática da própria falta de motivação que acarreta sérias implicações no fracasso da aprendizagem. O sucesso da escola também depende da motivação dos alunos. E 7 isso vai fazer a diferença naquilo que eles esperam da escola, que é ter um ensino de forma prazerosa e atraente. O professor espera que seus alunos aprendam e para isso é importante que os conteúdos escolares sejam adequados àquilo que eles precisam aprender. Assim é importante que o professor garanta de maneira segura e bem planejada a administração de uma boa aula para facilitar o máximo possível o alcance da motivação do aluno na construção do seu conhecimento e da sua aprendizagem. Descrição das atividades A metodologia utilizada foi bem diversificada e realizada através da utilização questionários para levantamento de dados; entrevista de professores e alunos; uma pesquisa junto aos professores e alunos; estudo de publicações de livros, textos, artigos e outros; tabulação dos dados levantados; escrita de um texto sobre uma análise da pesquisa; demonstrativo de dados através de gráficos e realização palestras sobre tema abordado. Os recursos materiais utilizados foram papel, tinta colorida para impressora e toner para impressão de textos monocromáticos. Foram utilizados para imprimir os questionários para pesquisa. O Datashow foi utilizado nas reuniões com um recurso tecnológico de melhor visualização para apresentar, os resultados dos problemas detectados no levantamento de dados obtidos e que tinha necessidade de intervenção. O material apresentado abaixo representa a trajetória das atividades desenvolvidas relacionada ao projeto de Intervenção sobre Motivação e aprendizagem. Esse trabalho se deu através de diversas formas de levantamento e aproveitado os momentos coletivos entre professores. Alguns resultados foram coletados no próprio conselho de classe através das observações apresentadas sobre o processo avaliativo e das situações que causaram baixo desempenho dos alunos no 1º bimestre. 8 61,1% 38,9% 59,4% 50,0% 50,0% 40,6% 53,1% 46,9% 48,4% 51,6% 45,7% 54,3% 58,8% índice de aprovação no bimestre índice de reprovação no bimestre To t al 3D 3C 3B 3A 2D 2C 2B 2A 1D 1C 8,6% 41,2% 39,4% 29,7% 47,1% 52,9% 60,6% 70,3% 81,1% 48,6% 51,4% 18,9% 1B 1A 100,0% 90,0% 80,0% 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% 91,4% Resultado do Conselho de Classe 1º bimestre - Matutino - CEMOT 62,1% 37,9% 43,3% 56,7% 64,7% 35,3% 1H 24,0% 1G 29,2% 33,3% 31,4% 30,3% 29,0% 30,0% 24,2% 40,0% 43,5% 60,0% 50,0% 76,0% 56,5% 70,8% 66,7% 70,0% 68,6% 71,0% 69,7% 80,0% 75,8% Resultado do Conselho de Classe 1º bimestre - Vespertino - CEMOT índice de aprovação no bimestre índice de reprovação no bimestre 20,0% 10,0% 0,0% 1E 1F 1I 2E 2F 2G 3E 3F Total 57,9% 42,1% 45,5% 54,5% 47,1% 47,4% 32,4% 40,0% 34,8% 50,0% 35,6% 60,0% 52,9% 70,0% 52,6% 65,2% 64,4% 80,0% 67,6% Resultado do Conselho de Classe 1º bimestre - Noturno - CEMOT índice de aprovação no bimestre índice de reprovação no bimestre 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% 1J 1L 2H 2I 3G 3H Total O rendimento escolar das turmas analisadas com base nos índices de aprovação e reprovação dos alunos no 1º bimestre não teve um resultado muito satisfatório tendo em vista os altos índices de reprovação nas turmas principalmente porque predominaram nas 1ª séries. Tais resultados talvez tenham a ver com a 9 mudança de escola, pois antes estavam no ensino fundamental e agora passaram para o ensino médio. Aquele impacto de 1ª impressão. Ainda no conselho de classe foram observados sobre as possíveis causas que levaram os alunos a apresentarem dificuldades de aprendizagem, levantados junto aos professores. Causas do Baixo Rendimento Escolar - 1º bimestre - Matutino - CEMOT 70,0% 59,6% 60,0% 50,0% 44,8% 40,0% 40,0% 35,2% 35,2% 30,0% 26,0% 20,0% 12,0% 10,0% 12,0% 6,8% 3,6% 4,8% 1,2% In fre qu ên ci D a I m ifi po cu nt ld ua ad e lid de ad e ap re nd iz ag 4. em 5. In di N sc ão ip li n fa z a as at 7. ivi 6. da D de ifi s Pa cu ld is ad au es se 8. de nt es r el N ac ão i o ob na ed m 9. en ec to e ao Po 10 pr uc of . o es pa Co so rti nv r c ip er a sa da m s ui 11 au to . la e s De m sa m on la st de ra 12 au po . la uc Co o m i n po te re rta ss m e en to H ip er at iv o 3. 2. 1. 0,0% As três principais causas do período matutino de acordo com o gráfico não fazer atividades chegou 59,5% dos alunos, demonstrar pouco interesse 44,8% e participar pouco das aulas 40,0%. Esse resultado teve como campo amostral os alunos apresentados no conselho de classe em cada turno, ou seja, aqueles em pelo menos uma das disciplinas ficou com a média bimestral menor que 7,0 (sete). 10 Causas do Baixo Rendimento Escolar - 1º bimestre - Vespertino - CEMOT 80,0% 68,1% 70,0% 61,1% 60,0% 53,5% 51,9% 50,0% 40,0% 40,0% 30,0% 28,1% 16,8% 20,0% 13,0% 10,8% 10,0% 0,0% 1,1% 0,5% In fre qu ên ci D Im a ifi cu po ld n tu ad a e lid de ad ap e re nd iz ag 4. em 5. In di N sc ão ip fa li n z a as 7. at i vi 6. da D de ifi s cu Pa ld is ad a us es 8. en de te re s N la ão ci o ob na ed 9. m ec en e to ao Po 10 uc pr . o o fe pa Co ss rti nv or ci er pa sa d a m s 11 ui au to . la em s De m sa on la st de ra 12 au po . la uc Co o m in po te rta re ss m en e to H ip er at iv o 3. 2. 1. 0,0% As três principais causas do período vespertino de acordo com o gráfico demonstrar pouco interesse 68,1%, participar pouco das aulas 61,1% e não fazer atividades chegou a 53,5% dos alunos. Causas do Baixo Rendimento Escolar - 1º bimestre - Noturno - CEMOT 80,0% 71,9% 70,0% 57,0% 60,0% 50,0% 57,0% 56,3% 43,0% 44,4% 36,3% 40,0% 30,0% 21,5% 20,0% 12,6% 8,1% 10,0% 1,5% 0,7% In fre 3. 2. qu ên ci D Im a ifi po cu nt ld ua ad e lid de ad e ap re nd iz ag 4. em 5. In di N sc ão ip fa li n z a as 7. at i vi 6. da D de ifi s cu Pa ld is ad a es us 8. en de te re s N la ão ci o ob na ed m 9. en ec to e ao Po 10 uc pr . of o es pa Co so rti nv ci r er p a sa d as m u 11 au it o . la em s De sa m on la st de ra 12 au po . la uc Co o m in po te rta re ss m en e to H ip er at iv o 1. 0,0% 11 No período noturno as três principais causas de acordo com o gráfico apresentou amis um agravante que é a infrequência com resultado de 71,9%, demonstrar pouco interesse e não fazer atividades chegaram 57,0%, participar pouco das aulas 56,3% dos alunos. Para tratar desse assunto foram convocados todos os alunos que estavam abaixo da média 7,0 (sete) para verificar junto a eles os motivos que levaram a esse resultado. Também foram convocados os pais onde 31,1% deles compareceram e dessa forma a reunião aconteceu Fechado o segundo bimestre, novamente tivemos o conselho de classe e foi apresentado o resultado com o aproveitamento dos alunos e as causas do baixo rendimento escolar, conforme os gráficos abaixo. 41,1% 58,9% 40,7% 50,0% 50,0% 25,8% 32,3% 30,3% 59,3% 74,2% 67,7% 69,7% 69,7% 57,6% 42,4% 30,3% 30,0% 29,4% 40,0% 34,4% 50,0% 37,8% 60,0% 50,0% 50,0% 51,5% 48,5% 70,0% 70,6% 62,2% 80,0% 65,6% Resultado do Conselho de Classe 2º bimestre - Matutino - CEMOT índice de aprovação no bimestre índice de reprovação no bimestre 20,0% 10,0% al To t 3D 3C 3B 3A 2D 2C 2B 2A 1D 1C 1B 1A 0,0% 71,0% 49,6% 50,4% 52,6% 30,3% 45,0% 55,0% 69,7% 73,9% 47,4% 29,0% 30,0% 26,1% 30,0% 40,0% 66,7% 54,2% 45,8% 41,9% 50,0% 58,1% 60,0% 42,9% 70,0% 57,1% 80,0% 33,3% 70,0% Resultado do Conselho de Classe 2º bimestre - Vespertino - CEMOT 20,0% 10,0% 0,0% 1E 1F 1G 1H 1I 2E 2F 2G 3E 3F Total índice de aprovação no bimestre índice de reprovação no bimestre 12 31,0% 50,8% 49,2% 60,7% 39,3% 67,9% 40,0% 32,1% 55,9% 44,1% 53,1% 46,9% 50,0% 56,7% 60,0% 43,3% 80,0% 70,0% 69,0% Resultado do Conselho de Classe 2º bimestre - Noturno - CEMOT índice de aprovação no bimestre índice de reprovação no bimestre 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% 1J 1L 2H 2I 3G 3H Total Os trabalhos realizados sobre o resultado do primeiro bimestre com os alunos e pais presentes surtiram um efeito positivo onde 63,6% das turmas de 1ª série reverteram sua situação e a aprovação predominou sobre a reprovação. Foi perceptível a mudança de resultado, mas ainda há condições de maiores melhorias. Ainda é preciso fazer mais coisas com o propósito de motivar os alunos e mostrar a eles que quando se quer alcançar algo sempre é possível desde que tenha vontade, perseverança e atitude para enfrentar os desafios encontrados. Os gráficos abaixo mostram as possíveis causas do baixo rendimento escolar daqueles alunos que ainda ficaram abaixo da média 7,0 (sete) no segundo bimestre. Causas do Baixo Rendimento Escolar - 2º bimestre - Matutino - CEMOT 100,0% 88,5% 90,0% 85,3% 83,3% 80,0% 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 36,5% 31,4% 30,1% 30,0% 20,0% 10,0% 14,1% 7,1% 7,1% 0,0% 0,6% 0,0% In fre 3. 2. qu ên ci D Im a ifi po cu nt ld ua ad e lid de ad e ap re nd iz ag 4. em 5. In di N sc ão ip fa li n z a as 7. at ivi 6. da D de ifi s cu Pa ld is ad au e 8. se s de nt es re N la ão ci on ob a e m 9. de en ce to ao Po 10 uc pr . of o es pa Co so rti nv ci r er pa sa d as m ui 11 au to . la em s De sa m on la st de ra 12 au po . la uc Co o m i n po te rta re ss m en e to H ip er at iv o 1. 0,0% 13 As três principais causas do período matutino de acordo com o gráfico não fazer atividades chegou 88,5% dos alunos, participar pouco das aulas 85,3% e demonstrar pouco interesse 83,3%. Causas do Baixo Rendimento Escolar - 2º bimestre - Vespertino - CEMOT 80,0% 75,4% 74,6% 70,1% 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 35,1% 32,8% 29,1% 20,0% 14,9% 9,7% 9,0% 10,0% 0,7% 0,7% 0,0% In fre qu ên ci D Im a ifi cu po ld n tu ad a e lid de ad ap e re nd iz ag 4. em 5. In di N s ão ci pl fa in z a as 7. at ivi 6. da D de ifi s cu Pa ld is ad au e 8. se s de nt es re N la ão ci on ob a ed 9. m ec en e to ao Po 10 uc pr . of o e pa Co ss rti nv or ci er pa sa d as m 11 ui au to . la em De s m sa on la st d e ra 12 au po . la uc Co o m in po te rta re ss m en e to H ip er at iv o 3. 2. 1. 0,0% As três principais causas do período vespertino de acordo com o gráfico não fazer atividades chegou 75,4% dos alunos, participar pouco das aulas 70,1% e demonstrar pouco interesse 74,6%. Causas do Baixo Rendimento Escolar - 2º bimestre - Noturno - CEMOT 80,0% 68,5% 70,0% 64,0% 59,6% 60,0% 53,9% 50,0% 40,0% 43,8% 36,0% 30,0% 20,0% 23,6% 15,7% 11,2% 10,0% 4,5% 0,0% 1,1% In fre 3. 2. qu ên ci D Im a ifi po cu nt ld ua ad e lid de ad e ap re nd iz ag 4. em 5. In di N sc ão ip fa li n z a as 7. at i vi 6. da D de ifi s cu Pa ld is ad au e s 8. se de nt es re N la ão ci o ob na ed m 9. en ec to e ao Po 10 uc p r . of o es pa Co so rti nv ci r er pa sa da m s ui 11 a to ul . as em De sa m on la st de ra 12 au po . la uc Co o m in po te rta re ss m en e to H ip er at iv o 1. 0,0% 14 As três principais causas do período vespertino de acordo com o gráfico não fazer atividades chegou 68,5% dos alunos, infrequência 64,0% e participar pouco das aulas 59,6%. Mais uma observação pelos resultados é que mesmo com a diminuição do número de alunos apresentados com baixo desempenho no segundo bimestre ainda se tem um número grande de causas e predominaram as mesmas do primeiro bimestre. Isso me leva a interpretar que a falta de motivação desses alunos representa a causa principal deles não alcançarem pelo menos a média 7,0 (sete), mínima prevista e satisfatória para bimestre e consequentemente aprovação final também. Veja bem que não fazer as atividades, pouco participar das aulas e demonstrar pouco interesse, foi apresentado em todos os turnos e em todos nos dois bimestres analisados. A infrequência foi notada no período noturno, onde se percebe que os alunos são trabalhadores e isso acaba também influenciado no baixo desempenho do aluno. Considerações finais A Educação de maneira geral tem enfrentado sérios problemas no que se refere à aprendizagem dos alunos. Isso é uma preocupação não só do ministério da educação, mas principalmente dos profissionais que atuam diretamente com esse problema nas escolas. Com esse trabalho pretende-se buscar saber a real causa do baixo índice de aprendizagem dos alunos nos dias atuais. Sabe-se que a educação tem passado por vários processos de mudanças especialmente no que se refere aos investimentos e formação de professores. Mesmo assim ainda não temos resultados satisfatórios quanto à aprendizagem dos alunos, pois se acredita que o resultado será em longo prazo. É bem provável que através da diversificação dos recursos tecnológicos que a escola tem disponível faça uma diferença na motivação do aluno. Por isso o papel do professor é muito importante e contribui positivamente na qualidade do ensino através de novas estratégias utilizadas em suas aulas. Isso motiva os alunos em realizarem suas atividades escolares partindo dos mais variadas recursos apresentados e que venha auxilia-los em seus 15 afazeres, trabalhos e atividades propostas como instrumento de aprendizagem. Quanto mais haver diversidade tecnológica em uso, haverá maior possibilidade de despertar o interesse do aluno na construção do seu conhecimento, fazer alcançar mais aprendizagem e com isso possibilitará melhores resultados educacionais. Referências ARAÚJO, Paulo Henrique de. Motivando o talento humano. Blumenau - SC: Eko, 1999. BORUCHOVITCH, Evely. Inteligência e motivação: perspectivas atuais. In: BORUCHOVITCH, Evely & BZUNECK, José Aloyseo (orgs.). A motivação do aluno: contribuições da psicologia contemporânea. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 2009, p.96-115. BZUNECK, José Aloyseo. A Motivação do aluno: aspectos introdutórios. In: BORUCHOVITCH, Evely & BZUNECK, José Aloyseo (orgs.). A motivação do aluno: contribuições da psicologia contemporânea. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 2009, p.9-36. FILHO, Jose Ribamar Oliveira. Motivação dos alunos em sala de aula. Publicado em 2009. Disponível em: <http://www.webartigos.com/articles/20719/1/MOTIVACAO -DOS-ALUNOS-EM-SALA-DE-AULA/pagina1.html>. Acesso em 31 janeiro 2011. GUIMARÃES, Sueli Édi Rufini. Motivação intrínseca, extrínseca e o uso de recompensas em sala de aula. In: BORUCHOVITCH, Evely & BZUNECK, José Aloyseo (orgs.). A motivação do aluno: contribuições da psicologia contemporânea. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 2009, p.37-57.