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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica
Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
Motivação e Aprendizagem
Luiz Antonio de Souza
Resumo
Este artigo apresenta relato de desenvolvimento de uma pesquisa-ação que tem
como foco a motivação do aluno e a sua aprendizagem. O projeto foi desenvolvido
com alunos que apresentaram baixo rendimento escolar no primeiro e segundo
bimestre letivo de 2011 com mais ênfase a 1ª série do Ensino Médio de uma escola
pública Centro de Ensino Médio de Guaraí-TO. Para fundamentar este trabalho
foram utilizados alguns referenciais teóricos tais como: Evely Boruchovitch, José
Aloyseo Bzuneck e Sueli Édi Rufini Guimarães. Os dados obtidos foram analisados
e mostrou que o trabalho desenvolvido foi viável, pois houve uma mudança
significativa que melhoraram os resultados durante o período investigado.
Palavras-chaves: Motivação. Ensino. Aprendizagem.
Introdução
A falta de motivação nos estudos é um problema que atinge grande
parte dos estudantes e dificulta o ensino aprendizagem. Faz-se necessário entender
a problemática para tentar amenizar essa situação tão comum na maioria das
escolas públicas. Por que a aprendizagem não acontece de forma prazerosa para a
grande maioria dos alunos? O que falta para que os alunos se sintam motivados?
Nos dias atuais a maioria dos professores tem graduação específica
para o exercício da profissão e em grande parte das escolas existe uma variedade
de recursos para serem utilizados e diversificar o ensino-aprendizagem, mas assim
mesmo muitos alunos tem demonstrado desmotivação em levar a frente seus
estudos com mais eficácia.
Podemos
afirmar
ainda
que,
existem
muitas
possibilidades
(programas educacionais) de incentivo aos alunos. Diante disso fica uma lacuna em
aberto e tem sido uma grande dúvida para muitos profissionais da educação que
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também sentem dificuldades sobre o que fazer para reverter tal quadro e ficam a
procura de uma resposta para como resolver essa situação.
O foco deste trabalho está voltado para a motivação numa
perspectiva de melhoria da aprendizagem. Subtende-se que quando as pessoas se
sentem motivadas, elas vão à luta em busca de novas realizações.
O projeto sobre Motivação e Aprendizagem foi elaborado para ser
executado na Escola Estadual Centro de Ensino Médio Oquerlina Torres de Guaraí,
Estado do Tocantins. O trabalho foi pensado com a possibilidade de responder
alguns questionamentos e problemas enfrentados pelos alunos em terem uma boa
concentração em estudos e consequentemente melhorar o resultado da sua
aprendizagem.
Esse trabalho tem como objetivo geral, entender as razões pelas
quais os alunos não sentem motivação para os estudos e consequentemente
enfrentam dificuldades de aprendizagem.
É apresentado também como objetivos específicos: Entender as
dificuldades de aprendizagem; Estudar meios para que a motivação contribua com a
construção do conhecimento e Encontrar respostas para a causa da desmotivação.
Referencial teórico
Muitas dificuldades são apontadas e discutidas entre os professores
que sentem dificuldades com o ensino e que os alunos estão desmotivados e por
isso não estão aprendendo adequadamente aquilo que é ensinado nas salas de
aulas. São apontados também que os mesmos estão se desviando do foco de
ensino e, portanto não atingem a aprendizagem esperada pelo corpo docente.
Grande parte desses problemas está relacionada à falta de concentração e estarem
atentos para o estudo do que é apresentado durante as aulas. Muitos se dispersam
com algumas tecnologias móveis que acabam também atrapalhando o foco do
ensino e aprendizagem. Acabam usando inadequadamente celulares, ipod e
também se dispersam com conversas paralelas.
Há sempre dúvidas entre os professores em saber lidar com tais
dificuldades de envolvimentos dos alunos. O que fazer para que os alunos se sintam
mais motivados e tenham uma melhor aprendizagem.
3
Em sala de aula, os efeitos imediatos da motivação do aluno
consistem em ele envolver-se ativamente nas tarefas pertinentes ao
processo de aprendizagem, o que implica em ele ter escolhido esse
curso de ação, entre outros possíveis e ao seu alcance. Tal
envolvimento consiste na aplicação de esforço no processo de
aprender e com a persistência exigida por cada tarefa. (BZUNECK,
2009, p.11)
O tema sobre Motivação e aprendizagem surgiu justamente como
uma forma de entender como a falta de motivação interfere na aprendizagem dos
alunos mais especificamente aqueles que estão cursando a 1ª série do ensino
médio. Parece que eles já chegam cansados da jornada de ensino passado por eles
no decorrer dos estudos do ensino fundamental.
Outra situação visível é a dificuldade de aprendizagem por falta de
conhecimentos de conteúdos básicos e necessários para a continuidade dos
estudos. Pelos resultados nota-se que os alunos estão trazendo pouca bagagem e
aquelas poucas que ainda trazem apresentam dificuldade em aproveitá-la
adequadamente para produzir mais conhecimento.
Uma questão importante diz respeito à relação da motivação
intrínseca e a aprendizagem. É evidente que os alunos aprendem por
gostarem ou estarem interessados por determinado assunto, mas
também podem aprender por almejarem altas notas, aprovação
escolar ou agradar pais e professores. Quais são, então, os
argumentos para se privilegiar a motivação intrínseca dos alunos
para as atividades escolares? (GUIMARÃES, 2009, p.38)
Para amenizar tais problemas a escola tem realizado conversas e
reuniões com alunos e seus responsáveis com o propósito de encontrar soluções e
propor juntos algum tipo ajuda que venha beneficiar a aprendizagem. Esses
encontros já são utilizados como uma forma de conscientização com objetivos
focados na elevação da autoestima e motivação para aprendizagem.
São apresentados os resultados e discutidos com o grupo a situação
apresentada através das avaliações realizadas pelos professores em conforme o
andamento das atividades e instrumentos utilizados para verificar o andamento da
aprendizagem, no decorrer do bimestre letivo. As atividades de cunho contínuo são
apresentadas pelos professores aos alunos para serem realizadas m sal de aula e
também como tarefa de casa. Os trabalhos de pesquisa e outros também são
4
apresentados aos alunos com antecedência para que os mesmos realizem suas
tarefas de maneira natural e as entregue para que o professor possa avaliá-las.
Uma grande dificuldade enfrentada é que muitos alunos acabam
sem fazer seus deveres e isso faz com eles não alcancem o resultado esperado
satisfatoriamente no processo avaliativo.
Problemas de motivação ocorrem igualmente nos seus aspectos
qualitativos, ou seja, existem tipos de motivação menos adaptadores
e menos eficazes do que outros. Há alunos motivados, mas por
razões errôneas, que produzem menor envolvimento com a
aprendizagem e, consequentemente, piores resultados. Incluem-se
nessa categoria os alunos que fazem rápido as tarefas com o
objetivo de entregar logo, mesmo com baixa qualidade, fato que
absolutamente não os preocupa. Outros vivem demais preocupados
com notas, com diploma ou certificado ou com a ameaça de
reprovação na série escolar ou na disciplina. Outros ainda visam a
não aparecerem como incompetentes; ou a aparecerem como os
melhores ou os primeiros da classe, o que explica o fato de muitos
alunos concluírem rápido demais a atividade exigida. (BZUNECK,
2009, p.18)
O problema em foco está relacionado ao envolvimento do aluno no
processo de aprendizagem visto que grande parte deles ainda apresentam indícios
de falta de interesse. Então fica a dúvida ou até frustração por parte de muitos
professores sobre: o que fazer para que os alunos se sintam atraídos pelos estudos
em busca da construção de seus conhecimentos?
Encontrar meios pelos quais a concepção de inteligência como
passível de ser plenamente desenvolvida e adequadamente
ampliada pelo contexto educacional é um desafio importante que nos
permitirá caminhar no sentido da promoção de uma motivação
adequada à aprendizagem autorregulada, em nossos alunos.
(BORUCHOVITCH, 2009, p.112)
Pretende-se, com este trabalho demonstrar os resultados da
pesquisa ação realizada junto aos alunos, professores, profissionais das escolas,
famílias e publicações sobre o tema motivação e aprendizagem. E, após ter
entendido as causas do problema possibilitar um melhor atendimento para o
alunado, assim atingir resultados mais satisfatórios e fazer com que o objetivo da
escola que é uma educação de qualidade seja alcançado.
5
A grande dificuldade relatada pelos professores nos conselhos e
reuniões, e também observada por nós coordenadores na escola hoje, é a falta de
interesse dos alunos. Estes quando questionados sobre a dificuldade nas aulas,
relatam que estão desinteressados pelos conteúdos e tem demonstrado pouca
motivação para estudar. “É possível estar constantemente motivados, porém
podemos descobrir pequenos triunfos que nos fazem estar mais motivados”
(ARAÚJO, 1999, p. 9). Isso leva a reflexão de que os alunos precisam fazer a sua
parte e ir à busca de seus ideais através da educação, porque através dela é
possível a abertura de novos caminhos rumo ao sucesso da sua aprendizagem.
É perceptível que os alunos têm apresentado baixa motivação e,
portanto faz-se necessário que o professor coloque em prática novas estratégias, e
utilize novos recursos para que o aluno desenvolva melhores atitudes na
aprendizagem. É muito importante ao aluno “Descobrir o que o motiva, quais os
seus os seus pontos fortes, aquilo que você efetivamente gosta de fazer é seu
grande desafio!!!” (ARAÚJO, 1999, p. 9), aquilo que o leve a estudar através do seu
próprio desejo de aprender sobre o conteúdo que está sendo tratado. É fundamental
que o aluno tenha claro o motivo, para despertar mais interesse àquilo que vai ser
ensinado / aprendido.
Cabe aqui, porém, um esclarecimento, uma vez que a esse respeito
têm surgido mal-entendidos e posturas extremistas. Problemas de
motivação estão no aluno, no sentido de que ele é o portador e o
maior prejudicado. Mas isto não significa que ele seja o responsável,
muito menos o único, por essa condição. Assim, não seria correto
generalizar que a motivação ou seus problemas são do aluno. Há
uma convergência de resultados de pesquisas que atestam que tanto
a motivação positiva e desejável como a sua ausência ou distorção
têm a ver com determinadas condições ambientais. Mais
especificamente, resultam de complexas interações entre
caraterísticas do aluno e fatores de contexto, sobretudo em sala de
aula (AMES, 1992; BROPHY, 1983; PARIS & TURNER, 1994 apud
BZUNECK, 2009, p.24).
É possível que através da utilização diversificada dos recursos
tecnológicos existentes na escola faça uma diferença na motivação do aluno. Por
isso o professor também contribui positivamente quando modifica suas estratégias
de ensino em suas aulas. Incentiva também os alunos fazerem uso de variadas
recursos para apresentarem seus trabalhos e atividades de exposição oral que o
6
professor possa avaliá-los. Quanto mais diversidade tecnológica há maior
possibilidade de despertar o interesse do aluno na construção de conhecimento e
alcançar mais aprendizagem.
Em qualquer situação, a motivação do aluno esbarra na motivação
de seus professores. E, para começar, a percepção de que é
possível motivar todos os alunos nasce de um senso de
compromisso pessoal com a educação; mais ainda, de um
entusiasmo e até de uma paixão pelo seu trabalho (BROPHY, 1987;
FIRESTONE & PENNELL, 1993; REYNOLDS, 1992 apud
BZUNECK, 2009, p.24).
A motivação é um fator relevante e de grande importância para o
desenvolvimento da aprendizagem. Ela está relacionada a vários fatores, que
contribuem positivamente o envolvimento nas atividades que favorecem uma
aprendizagem de qualidade.
Os recursos pedagógicos utilizados pelos professores devem
sempre fazer parte cotidiano escolar para que os objetivos da disciplina sejam
atingidos de maneira mais eficiente. Isso mostra que é necessário o professor ter
domínio de conteúdo da disciplina que leciona, mas precisa que os alunos sintam-se
motivados para construírem com naturalidade o seu conhecimento.
A motivação se refere ao direcionamento momentâneo do
pensamento, da atenção, da ação a um objetivo visto pelo indivíduo como positivo.
Ela eleva a autoestima e dinamiza a ação. Propõe ao ser sujeito a vontade de agir,
ter iniciativa para realizar algo e atingir certos objetivos.
A motivação estimula as pessoas a saírem da monotonia e abre
horizontes em busca de satisfação e do desejo de realização de algo. Com base nos
resultados destes estudos Filho (2009), afirma que,
É através do comportamento motivacional que as atitudes do aluno
pode ser positiva quando leva o aluno a estudar, tendo em vista o
significado da matéria; ou negativa, quando leva o aluno a estudar
por meio de ameaças, repreensões, castigos.
Pelo exposto podemos analisar que ainda encontramos muitos
alunos desmotivados e sem interesse em aprender. Isso é uma problemática da
própria falta de motivação que acarreta sérias implicações no fracasso da
aprendizagem. O sucesso da escola também depende da motivação dos alunos. E
7
isso vai fazer a diferença naquilo que eles esperam da escola, que é ter um ensino
de forma prazerosa e atraente.
O professor espera que seus alunos aprendam e para isso é
importante que os conteúdos escolares sejam adequados àquilo que eles precisam
aprender. Assim é importante que o professor garanta de maneira segura e bem
planejada a administração de uma boa aula para facilitar o máximo possível o
alcance da motivação do aluno na construção do seu conhecimento e da sua
aprendizagem.
Descrição das atividades
A metodologia utilizada foi bem diversificada e realizada através da
utilização questionários para levantamento de dados; entrevista de professores e
alunos; uma pesquisa junto aos professores e alunos; estudo de publicações de
livros, textos, artigos e outros; tabulação dos dados levantados; escrita de um texto
sobre uma análise da pesquisa; demonstrativo de dados através de gráficos e
realização palestras sobre tema abordado.
Os recursos materiais utilizados foram papel, tinta colorida para
impressora e toner para impressão de textos monocromáticos. Foram utilizados para
imprimir os questionários para pesquisa. O Datashow foi utilizado nas reuniões com
um recurso tecnológico de melhor visualização para apresentar, os resultados dos
problemas detectados no levantamento de dados obtidos e que tinha necessidade
de intervenção.
O material apresentado abaixo representa a trajetória das atividades
desenvolvidas
relacionada
ao
projeto
de
Intervenção
sobre
Motivação
e
aprendizagem. Esse trabalho se deu através de diversas formas de levantamento e
aproveitado os momentos coletivos entre professores. Alguns resultados foram
coletados no próprio conselho de classe através das observações apresentadas
sobre o processo avaliativo e das situações que causaram baixo desempenho dos
alunos no 1º bimestre.
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índice de aprovação no bimestre
índice de reprovação no bimestre
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Resultado do Conselho de Classe 1º bimestre - Matutino - CEMOT
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37,9%
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56,7%
64,7%
35,3%
1H
24,0%
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29,2%
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43,5%
60,0%
50,0%
76,0%
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70,8%
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70,0%
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Resultado do Conselho de Classe 1º bimestre - Vespertino - CEMOT
índice de aprovação no bimestre
índice de reprovação no bimestre
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50,0%
35,6%
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52,9%
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80,0%
67,6%
Resultado do Conselho de Classe 1º bimestre - Noturno - CEMOT
índice de aprovação no bimestre
índice de reprovação no bimestre
30,0%
20,0%
10,0%
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1J
1L
2H
2I
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3H
Total
O rendimento escolar das turmas analisadas com base nos índices
de aprovação e reprovação dos alunos no 1º bimestre não teve um resultado muito
satisfatório tendo em vista os altos índices de reprovação nas turmas principalmente
porque predominaram nas 1ª séries. Tais resultados talvez tenham a ver com a
9
mudança de escola, pois antes estavam no ensino fundamental e agora passaram
para o ensino médio. Aquele impacto de 1ª impressão.
Ainda no conselho de classe foram observados sobre as possíveis
causas que levaram os alunos a apresentarem dificuldades de aprendizagem,
levantados junto aos professores.
Causas do Baixo Rendimento Escolar - 1º bimestre - Matutino - CEMOT
70,0%
59,6%
60,0%
50,0%
44,8%
40,0%
40,0%
35,2%
35,2%
30,0% 26,0%
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1.
0,0%
As três principais causas do período matutino de acordo com o
gráfico não fazer atividades chegou 59,5% dos alunos, demonstrar pouco interesse
44,8% e participar pouco das aulas 40,0%. Esse resultado teve como campo
amostral os alunos apresentados no conselho de classe em cada turno, ou seja,
aqueles em pelo menos uma das disciplinas ficou com a média bimestral menor que
7,0 (sete).
10
Causas do Baixo Rendimento Escolar - 1º bimestre - Vespertino - CEMOT
80,0%
68,1%
70,0%
61,1%
60,0%
53,5%
51,9%
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30,0% 28,1%
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3.
2.
1.
0,0%
As três principais causas do período vespertino de acordo com o
gráfico demonstrar pouco interesse 68,1%, participar pouco das aulas 61,1% e não
fazer atividades chegou a 53,5% dos alunos.
Causas do Baixo Rendimento Escolar - 1º bimestre - Noturno - CEMOT
80,0%
71,9%
70,0%
57,0%
60,0%
50,0%
57,0%
56,3%
43,0% 44,4%
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1.
0,0%
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No período noturno as três principais causas de acordo com o
gráfico apresentou amis um agravante que é a infrequência com resultado de 71,9%,
demonstrar pouco interesse e não fazer atividades chegaram 57,0%, participar
pouco das aulas 56,3% dos alunos.
Para tratar desse assunto foram convocados todos os alunos que
estavam abaixo da média 7,0 (sete) para verificar junto a eles os motivos que
levaram a esse resultado. Também foram convocados os pais onde 31,1% deles
compareceram e dessa forma a reunião aconteceu
Fechado o segundo bimestre, novamente tivemos o conselho de
classe e foi apresentado o resultado com o aproveitamento dos alunos e as causas
do baixo rendimento escolar, conforme os gráficos abaixo.
41,1%
58,9%
40,7%
50,0%
50,0%
25,8%
32,3%
30,3%
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42,4%
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Resultado do Conselho de Classe 2º bimestre - Matutino - CEMOT
índice de aprovação no bimestre
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33,3%
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Resultado do Conselho de Classe 2º bimestre - Vespertino - CEMOT
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índice de aprovação no bimestre
índice de reprovação no bimestre
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49,2%
60,7%
39,3%
67,9%
40,0%
32,1%
55,9%
44,1%
53,1%
46,9%
50,0%
56,7%
60,0%
43,3%
80,0%
70,0%
69,0%
Resultado do Conselho de Classe 2º bimestre - Noturno - CEMOT
índice de aprovação no bimestre
índice de reprovação no bimestre
30,0%
20,0%
10,0%
0,0%
1J
1L
2H
2I
3G
3H
Total
Os trabalhos realizados sobre o resultado do primeiro bimestre com
os alunos e pais presentes surtiram um efeito positivo onde 63,6% das turmas de 1ª
série reverteram sua situação e a aprovação predominou sobre a reprovação.
Foi perceptível a mudança de resultado, mas ainda há condições de
maiores melhorias. Ainda é preciso fazer mais coisas com o propósito de motivar os
alunos e mostrar a eles que quando se quer alcançar algo sempre é possível desde
que tenha vontade, perseverança e atitude para enfrentar os desafios encontrados.
Os gráficos abaixo mostram as possíveis causas do baixo
rendimento escolar daqueles alunos que ainda ficaram abaixo da média 7,0 (sete)
no segundo bimestre.
Causas do Baixo Rendimento Escolar - 2º bimestre - Matutino - CEMOT
100,0%
88,5%
90,0%
85,3%
83,3%
80,0%
70,0%
60,0%
50,0%
40,0%
36,5%
31,4%
30,1%
30,0%
20,0%
10,0%
14,1%
7,1%
7,1%
0,0% 0,6%
0,0%
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As três principais causas do período matutino de acordo com o gráfico não fazer
atividades chegou 88,5% dos alunos, participar pouco das aulas 85,3% e
demonstrar pouco interesse 83,3%.
Causas do Baixo Rendimento Escolar - 2º bimestre - Vespertino - CEMOT
80,0%
75,4%
74,6%
70,1%
70,0%
60,0%
50,0%
40,0%
30,0%
35,1%
32,8%
29,1%
20,0%
14,9%
9,7%
9,0%
10,0%
0,7% 0,7%
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As três principais causas do período vespertino de acordo com o gráfico não fazer
atividades chegou 75,4% dos alunos, participar pouco das aulas 70,1% e
demonstrar pouco interesse 74,6%.
Causas do Baixo Rendimento Escolar - 2º bimestre - Noturno - CEMOT
80,0%
68,5%
70,0% 64,0%
59,6%
60,0%
53,9%
50,0%
40,0%
43,8%
36,0%
30,0%
20,0%
23,6%
15,7%
11,2%
10,0%
4,5%
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1,1%
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As três principais causas do período vespertino de acordo com o
gráfico não fazer atividades chegou 68,5% dos alunos, infrequência 64,0% e
participar pouco das aulas 59,6%.
Mais uma observação pelos resultados é que mesmo com a
diminuição do número de alunos apresentados com baixo desempenho no segundo
bimestre ainda se tem um número grande de causas e predominaram as mesmas do
primeiro bimestre. Isso me leva a interpretar que a falta de motivação desses alunos
representa a causa principal deles não alcançarem pelo menos a média 7,0 (sete),
mínima prevista e satisfatória para bimestre e consequentemente aprovação final
também.
Veja bem que não fazer as atividades, pouco participar das aulas e
demonstrar pouco interesse, foi apresentado em todos os turnos e em todos nos
dois bimestres analisados. A infrequência foi notada no período noturno, onde se
percebe que os alunos são trabalhadores e isso acaba também influenciado no
baixo desempenho do aluno.
Considerações finais
A Educação de maneira geral tem enfrentado sérios problemas no
que se refere à aprendizagem dos alunos. Isso é uma preocupação não só do
ministério da educação, mas principalmente dos profissionais que atuam
diretamente com esse problema nas escolas. Com esse trabalho pretende-se buscar
saber a real causa do baixo índice de aprendizagem dos alunos nos dias atuais.
Sabe-se que a educação tem passado por vários processos de
mudanças especialmente no que se refere aos investimentos e formação de
professores. Mesmo assim ainda não temos resultados satisfatórios quanto à
aprendizagem dos alunos, pois se acredita que o resultado será em longo prazo.
É bem provável que através da diversificação dos recursos
tecnológicos que a escola tem disponível faça uma diferença na motivação do aluno.
Por isso o papel do professor é muito importante e contribui positivamente na
qualidade do ensino através de novas estratégias utilizadas em suas aulas.
Isso motiva os alunos em realizarem suas atividades escolares
partindo dos mais variadas recursos apresentados e que venha auxilia-los em seus
15
afazeres, trabalhos e atividades propostas como instrumento de aprendizagem.
Quanto mais haver diversidade tecnológica em uso, haverá maior possibilidade de
despertar o interesse do aluno na construção do seu conhecimento, fazer alcançar
mais aprendizagem e com isso possibilitará melhores resultados educacionais.
Referências
ARAÚJO, Paulo Henrique de. Motivando o talento humano. Blumenau - SC: Eko,
1999.
BORUCHOVITCH, Evely. Inteligência e motivação: perspectivas atuais. In:
BORUCHOVITCH, Evely & BZUNECK, José Aloyseo (orgs.). A motivação do
aluno: contribuições da psicologia contemporânea. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 2009,
p.96-115.
BZUNECK, José Aloyseo. A Motivação do aluno: aspectos introdutórios. In:
BORUCHOVITCH, Evely & BZUNECK, José Aloyseo (orgs.). A motivação do
aluno: contribuições da psicologia contemporânea. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 2009,
p.9-36.
FILHO, Jose Ribamar Oliveira. Motivação dos alunos em sala de aula. Publicado
em 2009. Disponível em: <http://www.webartigos.com/articles/20719/1/MOTIVACAO
-DOS-ALUNOS-EM-SALA-DE-AULA/pagina1.html>. Acesso em 31 janeiro 2011.
GUIMARÃES, Sueli Édi Rufini. Motivação intrínseca, extrínseca e o uso de
recompensas em sala de aula. In: BORUCHOVITCH, Evely & BZUNECK, José
Aloyseo (orgs.). A motivação do aluno: contribuições da psicologia contemporânea.
4.ed. Petrópolis: Vozes, 2009, p.37-57.
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A motivação é um fator relevante e de grande importância para o