C i ê n c i a • F i l o s o f i a • R e l i g i ã o • I m o r t a l i d a d e espaço espírita ignácio de antioquia Volumoso relato histórico psicografado em Minas Gerais impressiona ao seguir a narrativa dos tradicionais romances de Emmanuel, e detalha com fidelidade as trajetórias de mártires como o Apóstolo João e Ignácio, o menino colocado no colo do Cristo Dia 8 de Março O exemplo Conhecimento A mulher diante de Jesus Cristo Divaldo, nosso Paulo de Tarso Estudar a Doutrina é preciso Página 11 Página 06 Página 03 Página 05 Morro do Amaral A fraternidade mora aqui Conheça a obra social espírita de Joinville que está mudando a realidade de 130 crianças e jovens Jornal Espírita de Circulação Regional • Ano IV • Número 19 • Março a Maio de 2007 • E-mail [email protected] • Distribuição Gratuita espaço espírita Março a Maio de 2007 Opinião 2 Joaquim Pires Jr. Editorial A violência anunciada COTIDIANO ESPÍRITA Centro espírita não salva ninguém Divulgação A viola a lei institucionalmente constituída ou fere cada instante ficamos sabendo o direito de alguém; a pautarmos nossa vida pela que um novo tiro foi dado. ética e não fazermos para os outros aquilo que A cada momento um novo rio de não gostaríamos que nos fosse feito. sangue brota das selvas de pedra Qualquer atitude de desequilíbrio, por menor onde nos debatemos na busca do vil que seja, contribui para a violência, eis que somametal, nos deixando perturbados para descobrir se a correntes energéticas que estão no mesmo até onde iremos com esse mal. diapasão. As manchetes se transformaram em veículos Todavia, a paz realmente pode se manifestar de divulgação da violência, trazendo nas entreliexteriormente e se estabilizar ao nosso redor, nhas que a música de nosso tempo baseia-se no dependendo esse êxito das prioridades que eleger“salve-se quem puder”. mos ao longo de nossa vida e onde focarmos E a paz, o que houve com ela? Foi sepultada em alguma curva da estrada ou foi atropelada por nossa “sintonia”, mesmo porque a paz é tranqüila, modesta, não se trombeteia, não se impõe. E a algum tanque de guerra, AR-15 ou fuzil? maior parte da humanidade, A paz está em nossos apesar de almejá-la, não lhe dá o corações, está nos homens e Não podemos de devido crédito quando acontece, mulheres de boa vontade, está deixar de divulgar preferindo banquetear-se com o no sentimento comum de esquartejar dos noticiários até fraternidade que é imanente à notícias que promocomo alternativa mais cômoda que solidariedade de todos os seres vem a paz, o bem, a não levará a se preocupar em vivos. melhorar e a ensejar o autoTodavia, para que realmenconcórdia, a conhecimento. te se consolide, é imperioso caridade, a fim de Assim, não podemos de deixar que ela se manifeste em cada que esses fatos se de divulgar notícias que promomínimo gesto nosso: ao eduvem a paz, o bem, a concórdia, o carmos nossos filhos a não multipliquem amor, a caridade, a fim de que cada verem filmes violentos e tamvez mais esses fatos se multiplibém não fazermos o mesmo, quem em nosso meio e mostrem o monopolizando o “controle remoto” da TV, quando chegamos do trabalho ou potencial que os seres humanos tem para a prática do bem. Devemos eleger períodos da nos fins de semana; ao tratarmos fraternalmente nossa semana para buscar questões que tratam da aqueles que dividem o espaço com a gente no paz, praticadas por outras pessoas e divulgá-las. trânsito ou numa fila, seja ela de banco ou até Outros períodos devemos eleger para sermos mesmo da padaria; a não fazermos comentários protagonistas ou coadjuvantes da prática do bem desairosos sobre os nossos semelhantes; a não e da promoção da paz. Com o passar do tempo querermos estar sempre certos quando manifestanão ficaremos arrependidos dos resultados, pois mos nossas opiniões, respeitando a verdade que obteremos mais qualidade de vida para nós e para se encontra com nosso próximo; a não sermos aqueles que nos cercam. vingativos, rancorosos e ficarmos o tempo todo E com certeza, através da multidimenprocurando por culpados; a não jogarmos lixo sionalidade de ações na paz, ela se firmará em no chão, onde quer que estejamos, respeitando o definitivo, sepultando todos os tiros, apagando meio ambiente, inclusive falando mais baixo; a todas as formas de violência, substituindo os rios aceitarmos os nossos limites; ao sermos mais de sangue pela seiva da fraternidade, permitindo a pacientes e tolerantes; ao buscarmos mais a todos os seres humanos descobrirem sua verdafelicidade do que o mero prazer fugaz; a não deira natureza. aceitarmos um favor ou benefício quando ele “ Atividades na casa espírita: a simples freqüência não assegura a evolução espiritual. O importante é a vivência da reforma íntima Popularizou-se entre alguns freqüentadores de centros espíritas que a permanência física entre as paredes da instituição, participando das palestras, tomando passes, bebendo a água fluidificada, pegando algum livrinho da biblioteca, deixando o nome no serviço de irradiação, constitui-se num salvo conduto contra as agruras da vida, servindo como um antídoto contra as influências espirituais negativas. Triste é quando constatamos que muitos dirigentes espíritas pensam que pelo fato de coordenarem alguma atividade na instituição, ou participarem de sua diretoria, conquistaram esse “salvo-conduto”, garantindo total imunidade e até sua presença numa excelsa colônia espiritual. E assim nos deparamos com pessoas que dentro do centro espírita se fazem modelo da perfeição moral almejada, e se a gravidade permitisse estariam flutuando naquelas dependências. Todavia, fora da instituição tudo vai por água abaixo. Centro espírita não salva ninguém e nem é passaporte para um “lugar tranqüilo” para a eternidade. Centro espírita não é lugar para fugir da família, dos amigos e da sociedade. Centro espírita é proposta de trabalho, de reforma íntima, de prática do bem, de autoconhecimento, de estudo, de melhora de valores, de reeducação de tendências, de laboratório íntimo, de alquimia espiritual – não só dentro das suas paredes, mas principalmente fora delas. A “salvação” que o centro espírita oferece é a porta aberta para a mudança de comportamento a partir de novas perspectivas existenciais, de novos pontos de vista, de novos valores, de reprogramação da vida, de não só conhecer as verdades, mas colocálas em prática. Dona Domingas volta do além! “ Color e Sistema para tinturaria e confecção de roupas Expediente Fone: (47) 3336-4508 / 9982-5594 PB Informática Ltda - Blumenau espaço espírita é uma publicação espírita regional. Circula em casas espíritas de Balneário Piçarras, Penha, Barra Velha, Itajaí, Navegantes, Guaramirim, Gaspar, Joinville, Araquari, Balneário Camboriú e Florianópolis. • Consultor doutrinário: Joaquim Ladislau Pires Júnior • Jornalista Responsável: Juvan de Souza Neto (SC 01359 JP) • Reportagem, edição e diagramação: Juvan Neto e Luiz Garcia Colunistas e colaboradores: Jouglas Laffitte, Paulo Beduschi, Wilmar Manske, Maria Massucati e Lucia Helena Purper. Tiragem: 1.500 exemplares. Impressão: Editora Estado do Paraná, Curitiba - PR. Para críticas e sugestões: Espaço Espírita - Caixa Postal 6 - 88380.000 - Balneário Piçarras - SC. Fones (47) 3347-0480 e 3456-3402 - Endereço eletrônico: [email protected] Eu, Espírito Comum Pedidos: LIVRARIA ESPÍR ITA “PEDRO E PAULO” Uberaba, MG O sincero relato de uma das médiuns mais conhecidas e procuradas de Uberaba. Desencarnada em 2005, dona Domingas volta do Além para relatar o mundo que encontrou. As experiências. Os amigos de volta. E a prova de que como está no Livro dos Espíritos, questão 621, a Lei de Deus está em nossa consciência Psicografia de Carlos Baccelli Telefone/fax: (0xx34) 3322-4873 espaço espírita Doutrina Março a Maio de 2007 3 Conhecimento espírita A importância do estudo Espírita sincero, sequioso pelo conhecimento, deve vencer o comodismo e ingressar em grupos de estudo na casa espírita ••• André Pinheiro Jornalista e trabalhador do C. E. Casa de Jesus - Balneário Camboriú A Doutrina Espírita é fonte inesgotável de subsídios para o aperfeiçoamento e a iluminação das consciências. Em seu tríplice aspecto – filosofia, ciência e religião –, oferta ao homem uma série de oportunidades evolutivas, bem como de autoconhecimento e compreensão da realidade que o cerca. Para o melhor aproveitamento dessas oportunidades de elevação que o Espiritismo nos traz, faz-se necessária a aceitação de um precioso – e prazeroso – convite que a Doutrina faz: a busca e a ampliação de nossos conhecimentos. Publicado por Allan Kardec em 1864, O Evangelho Segundo o Espiritismo tem o seu capítulo VI intitulado “O Cristo Consolador”. Estão aí incluídas algumas instruções do Espírito de Verdade, que também prefacia a obra. Na primeira comunicação, transmitida em Paris, em 1860, o Espírito de Verdade ressalta: “Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo”. A afirmação, categórica, reveste-se de grande relevância para nós, integrantes do movimento espírita. Com ela, o Espírito de Verdade coloca, ao lado da necessidade de desenvol- ver nossa capacidade de amar, o aprimoramento da compreensão acerca da Doutrina como uma das condições essenciais para que possamos experimentar, com a máxima plenitude, os resultados do Espiritismo sobre as nossas vidas. Conseqüência natural do contato com a Doutrina, o impulso de aprender sempre mais pode ser facilmente atendido por qualquer um de nós. Para isso, basta apenas vencer o comodismo e a passividade e buscar a inserção em grupos de estudo ou, conforme o caso, a participação em palestras públicas, cursos e seminários, disponíveis em todos os centros espíritas. Além dos estudos coletivos, com trocas de informações, discussões fraternas e salutares, é oportuno ainda ressaltar a importância da leitura e da pesquisa realizadas de forma individual. A esse respeito, vale a pena recordar a oportuna recomendação do espírito André Luiz, na obra Conduta Espírita, psicografia de Waldo Vieira: “Consagrar diariamente alguns minutos à leitura de obras edificantes, esquecendo os livros de natureza inferior e preferindo, acima de tudo, os que, por alimento da própria alma, versem temas fundamentais da Doutrina Espírita”. Para isso, também não é preciso ir muito longe, já que a literatura espírita nos oferta inesgotáveis opções. Das obras de Kardec – os pilares da Doutrina que todos, inevitavelmente, devemos conhecer – até as psicografias de Divaldo Pereira Franco e Francisco Cândido Xavier, passando pelos contemporâneos da Codificação, como Ernesto Bozzano, Gabriel Delanne e León Denis, sem citarmos uma série de outros autores, encontramos esclarecimentos para todas as nossas dúvidas. Conhecereis a Verdade Juvan Neto Estudos das Obras Básicas, aliados às boas obras complementares: receita para o autoconhecimento O saber impulsiona nossa evolução Tópicos como vida espiritual, mediunidade, obsessão, sexualidade e reencarnação, entre outros, são facilmente explicados nos livros espíritas. São páginas de conteúdo científico, que nos orientam; mensagens fundamentadas no Evangelho, que consolam e exortam à prática do bem; narrativas que desvelam a vida na espiritualidade; romances que exemplificam, com ensinamentos de cunho moral. Patrimônio inalienável do espírito, o conhecimento impulsiona a sua libertação ao longo da trajetória pelos caminhos da evolução. Essa conquista, no entanto, exige aplicação, como nos lembra, novamente, André Luiz: “Disciplinar-se na leitura, no que concerne a horários e anotações, melhorando por si mesmo o próprio aproveitamento, não se cansando de repetir estudos para fixar o aprendizado”. O alerta de Pascal Sesquicentenário do Espiritismo: exortação à caridade Este ano de 2007 é o que nos marcará o transcurso do sesquicentenário do lançamento das bases da codificação espírita. No próximo dia 18 de abril comemoraremos com justa alegria os 150 anos do advento definitivo do Consolador prometido por Jesus Cristo, nosso Divino Mestre. Naquela auspiciosa data Allan Kardec, um dos mais lúcidos discípulos do Mestre, lançava “O Livro dos Espíritos”, inaugurando nova luz aos entendimentos humanos. A mensagem da fé revigorada com o apoio da razão teve como sua legenda áurea aquela mesma que o Cristo nos legou “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei!”. E os espíritos superiores relembrando-nos o cristianismo das primeiras horas asseveraram “fora da caridade não há salvação”! O grande e luminoso convite à nova era estava lançado em definitivo na face obscura do mundo. Urgia seguir o venerável apelo e renovar os caminhos terrestres pela senda da justiça e da concórdia, da paz e do perdão. Contudo, passados 150 anos da nova luz, verificamos que lamentavelmente o apelo de Jesus, à semelhança de seus primeiros passos na Galiléia distante, recebeu o desdém e o escárnio, o desprezo e a perseguição dos grandes da terra. Novos fariseus, novos Barrabás, novos doutores da lei, novos generais impiedosos e novos desertores da fé surgiram, e no carreiro dos acontecimentos incessantes a humanidade tem experimentado, com raríssimas exceções, um rastro de sombras e morticínios, fomes e guerras, violências e negações vestidas de filosofias vazias de alma nas aparências das púrpuras de enganosa fantasia. Prossegue o homem terrestre com a couraça de seu egoísmo e tomba, novamente, a civilização nos estertores e sob o guante implacável de tremenda insegurança. As famílias se desagregam, em espetáculos de insanas lutas. Os grandes meios de comunicação em massa banalizam a cultura devassando a mediocridade sem pudor. As cátedras que antes guiavam com sua ponderação respeitável, dão costas à fé e se enregelam na indiferença. O orgulho injustificável erige barreiras intransponíveis entre abastados e miseráveis, nações e povos, credos e religiosos de todas as raças e procedências. E ante o assombro dos habitantes do globo, surge a desesperança avassaladora levando aos píncaros da angústia mental milhões de criaturas desesperadas e tristes. Já a lucidez do espírito de Pascal, escrevendo a Allan Kardec sobre o egoísmo na cidade de Sens em 1862, alertavanos que se a humanidade desprezasse o seu único remédio – a Caridade, ver-seia defrontada pelo monstro da insegurança. Amigos, a prescrição da sabedoria celeste é uma só – o Amor. Somente o amor redime e acalma, abranda e levanta, multiplica-se em paz e promove a felicidade, estimula a alegria e engrandece o homem. Ao Brasil, pátria do Evangelho Redivivo, caberá a enorme responsabilidade de exemplificar deste amor, nos mais agudos instantes da transição que se verificará no futuro que já vem perto. Agradeçamos esta imensa oportunidade nos dias que passam e preparemonos com amor nos corações. E, ao abrigarmos o sentimento de caridade como legenda constante de nossas vidas, sem perceber, estaremos, enfim, abrigando o próprio Cristo no imo d’alma. Ephigênio de Salles Victor Mensagem psicografada em reunião pública no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, em Minas Gerais, na noite de 5 de fevereiro de 2007 pelo médium Geraldo Lemos Neto. espaço espírita Março a Maio de 2007 Reflexão Textos do Momento Espírita Conduta Espírita www.momento.com.br As Verdadeiras Jóias Narra uma lenda romana do século II antes de Cristo, que uma matrona romana, de nome Cornélia, tinha dois filhos. Certo dia, chamou os meninos que brincavam no jardim e lhes disse que naquele dia deveriam receber a visita de uma amiga para jantar. Ela era muito rica e viria para lhes mostrar suas jóias. Quando a mulher chegou, ambos os irmãos arregalaram os olhos ao ver os anéis que trazia nos dedos, os braceletes nos braços, as correntes de ouro que contornavam seu pescoço e os fios de pérolas que cintilavam nos seus cabelos. Olharam para sua mãe que trajava uma túnica branca, sem adereços, e na cabeça trazia somente suas tranças enroladas. Um servo trouxe uma caixa e a colocou sobre a mesa. E ante a surpresa dos meninos, a mulher lhes mostrou rubis vermelhos como sangue, safiras azuis como o céu, esmeraldas verdes como o mar, e diamantes que luziam ao sol. O menorzinho sussurrou para o maior: "Seria tão bom se nossa mãe pudesse ter algumas dessas pedras ou dessas jóias." Olhando com quase piedade para Cornélia, a ilustre visitante lhe indagou: "É verdade que você não tem jóias? Será verdade que você é assim tão pobre?" Sem pestanejar, a anfitriã respondeu: "De forma alguma. Tenho jóias muito mais valiosas que as suas!" Os irmãos Tibério e Caio se entreolharam. Seria possível que sua mãe possuísse jóias e eles não soubessem? Acaso teria ela um cofre secreto? Seriam suas jóias de tamanho valor que ela não as usasse, temendo ladrões? Mas Cornélia se aproximou dos dois filhos, abraçou-os sorrindo e falou: "Estas são as minhas jóias. Não são muito mais preciosas do que as suas pedrarias?" São verdadeiramente jóias preciosas os filhos que nos chegam. Alguns pedras brutas para lapidação, outros já deixando perceber o fino trabalho da ourivesaria dos tempos, da lapidação das várias vidas. Quantos de nós nos apercebemos de tal riqueza? Quanta vez preferimos ilusões do mundo a estar com nossos pequenos? Quantas vezes preferimos colocarnos ante a televisão, permitindo que os anos se sucedam e nossas preciosidades cresçam sem o cuidado e o carinho de que necessitam! E haverá algo mais precioso do que o sorriso de uma criança? De um abraço generoso? De suas carícias com as mãozinhas tépidas em nossos rostos? Atendamos aos nossos pequenos, jóias raras que Deus nos confiou por breve tempo. Não percamos oportunidades de estar com eles, de senti-los, de amá-los. Porque de todos os tesouros do Universo, o amor é o mais valioso e duradouro. Você sabia? Cornélia era mãe de Tibério e Caio Graco, que se tornaram estadistas em Roma? E que, quando o povo romano erigia estátuas em honra dos irmãos, nunca esquecia de prestar tributo à mulher que os ensinara a ser sábios e bons? Texto com base em lenda romana A Existência do Espírito Um dia, um médico materialista resolveu questionar um de seus pacientes que ele sabia ser seguidor da Doutrina Espírita. Enquanto examinava o rapaz o médico foi logo perguntando: – Você tenta ajudar os espíritos com a sua doutrina? – Sim! Respondeu. – Você já viu um espírito? – Não! Disse o paciente. – Você já ouviu um espírito falando? – Não! Falou o espírita. – Você já sentiu algum espírito? – Não! – Pois bem, completou triunfante o médico, “temos aí três argumentos contra, e um a favor da existência do espírito ou da alma. Logo se conclui que, segundo a lógica, não existe nem um, nem outra.” O paciente então perguntou ao médico: – Você, como médico, já viu uma dor? – Claro que não! Respondeu rápido. – Você já provou uma dor? – Não! – Você já cheirou uma dor? – Não! – Você já sentiu uma dor? – Sim! Disse, finalmente o médico. 4 – Pois bem, concluiu o paciente, “temos aí três argumentos contra e um a favor da existência da dor. Apesar disso, você sabe que existe a dor, e eu sei que existem espíritos!” ••• Somos feitos de sombra e luz. Somos seres materiais, sujeitos a todas as mudanças da matéria. E somos espíritos, com riquezas latentes e esperanças radiosas. Somos seres que tocamos as profundezas sombrias do abismo, com os pés e com a fronte, as alturas fulgurantes do céu. Perante adeptos de outras religiões Estimar e reverenciar os irmãos de outros credos religiosos. O sarcasmo não edifica. Não exasperar-se em oportunidade alguma, ainda mesmo pretextando defesa dos postulados religiosos que lhe alimentam o coração, a fim de evitar o vírus da cólera e as incursões das forças inferiores no próprio íntimo. A exasperação leva ao desequilíbrio e à queda. Aproveitar o tempo e as energias, fugindo às discussões estéreis em torno das origens da Vida e do Universo ou sobre tópicos fundamentais do Espiritismo. Espíritos existem que se esforçam para não crer em sua própria existência. Em nenhuma circunstância, pretender conduzir alguém ou alguma instituição, dessa ou daquela prática religiosa, à humilhação e ao ridículo. O Sol, em nome de Deus, ilumina o passo de todas as criaturas. Suportar construtivamente as manifestações constantes de cultos exóticos e estranhos à simplicidade e pureza do Espiritismo, oferecendo, tanto quanto possível, auxílio e cooperação, sem pretensiosas exigências aos companheiros que a tais cultos se prendem. Muitos irmãos distantes serão, em futuro próximo, excelentes cultores da DoutrinaEspírita. A título de preservar o corpo doutrinário do Espiritismo, ou de defender a Verdade, não faltar com a compreensão espírita cristã nem agarrar-se a conceituações radicais e inamovíveis. Quando apaixonado e desmedido, o zelo obscurece a razão. Sistematicamente, não impor ou forçar a transformação religiosa dos irmãos alheios à fé que lhe consola o coração. Toda imposição, em matéria religiosa, revela fanatismo. Silenciar todo impulso a polêmicas com irmãos aprisionados a caprichos de natureza religiosa. Discussão, em bases de ironia e azedume, é pancadaria mental. ”Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados.” (TIAGO,5:9.) Waldo Vieira/André Luiz Barra Definitivamente, Shopping a sua melhor leitura! 11ª FEIRA DE VERÃO EM 2008 velha ESTAMOS PREPARANDO PRA VOCÊ... 60 LOJAS DIRETO DE FÁBRICA!!! RESERVE SEUS ESTANDES 3456-2027 9995-2823 O universo da pesca. Todo mês nas bancas. F o n e ( 4 7 ) 3 2 4 9 - 5 9 1 1 Na internet: www.feiradeverao.com.br Em Barra Velha, todos os domingos, 10h: Em Penha, todas as terças-feiras, 15h: Debate Evangélico à Luz do Espiritismo Centro Espírita Grupo de Apoio aos Depressivos (GAD) Gotas de Luz No Centro Espírita Jesus de Nazaré Atendimento médico especializado - Trabalho gratuito e não-religioso A casa espírita de Guaramirim Com Passes Espirituais - Rua Lauro Ramos, 130 - Centro No Centro Espírita Luz do Caminho Palestras e passes às Quartas-feiras, 20h 45 minutos de estudos do Evangelho + 15 minutos de debate com a platéia Rua Jahiel Moacir Tavares, 785, Armação (Rua do Superm. Provesi) Rua Jerônimo Corrêa, 636, centro Guaramirim Fone p/contato 3373.3919 espaço espírita Destaque Março a Maio de 2007 5 Morro do Amaral O endereço da fraternidade Entidade ligada à SEJ assiste 130 crianças e jovens em área carente de Joinville e oferece promoção humana e dignidade à infância ••• Da Redação Com informações da Sociedade Espírita de Joinville Uma obra social espírita dedicada ao crescimento das futuras gerações. Assim é o Núcleo Espírita Eurípedes Barsanulfo (NEEB), instituição filantrópica implantada no Morro do Amaral, em Joinville, uma das áreas mais carentes da cidade. O NEEB iniciou suas atividades em 1993, e é um braço do Departamento de Assistência e Promoção Social Espírita da Sociedade Espírita de Joinville (SEJ), uma das tradicionais instituições espíritas de Joinville. O núcleo – que ofereceu uma programação especial aos seus assistidos no último Natal – conta com sede própria, de aproximadamente 400m² de área construída, e até um pequeno parque infantil onde as crianças do bairro se divertem. O terreno possui aproximadamente 2.000m², e está neste momento construindo mais um prédio para o auditório e a sala de informática. Wilmar Manske, um dos dirigentes da SEJ e atual presidente do Conselho Regional Espírita da 6ª Região (CRE-6), informa que atualmente, as atividades desenvolvidas no NEEB são inclusão digital, tapeçaria, escolinha de futebol, evangelização e atendimento odontológico. Alicerçado na Doutrina Espírita, que preconiza a gratuidade da caridade, aliada à vivência cristã, o núcleo oferece todas estas atividades gratuitamente para mais de 130 crianças e jovens matriculados na instituição. Para manter o NEEB, a SEJ conta com dois grandes benfeitores – dona Alayde Pereira e Abelardo Mendonça. Outra parte vem do bazar de roupas usadas e doações voluntárias de colaboradores. “O núcleo só existe por conta desses dois abnegados trabalhadores. Dona Alayde e seu Abelardo são nossos referenciais de respeito, amor e dedicação ao próximo”, observa Manske. “E a comunidade do Morro do Amaral tem um respeito muito grande pelos dois”, completa. Conhecimento Jovens do núcleo debatem e estudam a reencarnação feitos”, avalia Wilmar. “Nosso objetivo é fazer com que elas cresçam como seres humanos e sejam melhores do que ontem”. Manske revela ainda que a Secretaria de Saúde de Joinville oferece o material para o funcionamento da sala odontológica. O NEEB também está aberto a voluntários e trabalhadores das diversas casas espíritas da região, e não apenas da SEJ. O Centro Espírita Luz do Oriente já atua no núcleo. “Se os centros quiserem participar, estão livres para contribuir”. A opção por homenagear o inesquecível médium e educador mineiro Eurípedes Barsanulfo com o nome da instituição vem dos próprios idealizadores do NEEB, Alayde e Abelardo. A equipe de trabalhadores da SEJ considera Eurípedes o mentor espiritual dos trabalhos no Morro do Amaral. Vem aí: dias 5 e 6 de maio em Joinville Exposição da Literatura Espírita Crianças e jovens assistidos no NEEB têm a valiosa oportunidade de conhecer melhor as lições do Evangelho de Jesus e a Doutrina codificada por Allan Kardec. Todas as terças-feiras, 20h, acontece o Estudo do Evangelho; aos sábados é a vez da Evangelização de Crianças e Jovens; e uma vez por mês, acontece a entrega de cestas básicas, aliada à leitura de uma página do Evangelho aos que buscam esta ajuda material. Cerca de 20 voluntários se revezam para manter o trabalho. “Na pré-juventude temos notado uma excelente evolução com os jovens, pois estamos discutindo assuntos acerca da reencarnação. Como uma parte da comunidade é católica e outra evangélica, da Assembléia de Deus, isso tem despertado um interesse muito grande e nos deixado muito satis- Amor em ação Divulgação Assistidos contam com aulas de informática, tapeçaria, escolinha de futebol, evangelização e atendimento odontológico; Alayde Pereira e Abelardo Mendonça são os principais mantenedores Cinema com conteúdo moral Em 2006, o NEEB iniciou um novo projeto, o “Cinema no Morro”, idéia do confrade Alberto Ferreira, com o objetivo de levar cultura e ensinamentos morais à comunidade. “Os filmes apresentados devem ter conteúdo moral. Iniciamos o projeto passando o filme ‘Desafiando os Limites’, com Anthony Hopkins. Nossa primeira projeção contou com aproximadamente 65 pessoas da comunidade e foi um sucesso”, diz Manske. “Passamos os filmes a cada dois meses. No intervalo entre um e outro, tínhamos em mente fazer uma palestra a respeito do conteúdo do filme passado, mas ainda não achamos um voluntário para esta tarefa”. Quem quiser colaborar nas várias tarefas do NEEB deve procurar a equipe da SEJ pelo telefone 9984.7020. Eurípedes: inspiração superior para o NEEB Emoção Homenagem com carro de som A emoção tomou conta dos voluntários do NEEB no último dia 16 de dezembro, quando a entidade encerrou suas atividades de 2006. Os dirigentes do trabalho prepararam peças teatrais e apresentação do coral “Vozes do NEEB”. O momento de maior emoção foi quando a comunidade do Morro do Amaral ofertou para os voluntários do núcleo uma mensagem de agradecimento veiculada através de carro de som, com direito a foguetório. Os voluntários ainda premiaram os alunos que tiveram maior porcentual de freqüência nas atividades e com desta- que na escola. “Para este ano, por conta dos nossos investimentos na construção de nova sala de informática e auditório, resolvemos fazer um passeio no barco Príncipe, no ano passado fizemos uma viagem até São Paulo de avião, com quatro crianças”, revela Manske. Os contemplados foram Rafaela Soares - 16 anos; Talia Cândido - 9 anos; Carlos Daniel Miranda - 7 anos; Jaciara de Miranda - 15 anos; Tamires Claudino - 11 anos e Mariana Fischer - 18 anos. As mães presentes no encerramento também foram contempladas com brindes oferecidos por empresas da região (JSN). espaço espírita Março a Maio de 2007 Especial 6 Divaldo Franco O Paulo de Tarso dos dias atuais Médium baiano já deu o equivalente a 57 voltas ao redor da Terra, levando o Espiritismo a todos os pontos do Globo e cumprindo previsão de Kardec ••• Washington Fernandes Texto adaptado pela redação a partir de informações do Jornal Mundo Espírita, de Curitiba - PR O Jornal Mundo Espírita, de Curitiba – PR, teve a feliz idéia de abrir um espaço mensal para comentar a atuação do médium Divaldo Franco, principalmente no Exterior, dando notícias de suas lutas, dificuldades, do seu idealismo para divulgar o Espiritismo, com a certeza de que saber de seu histórico de trabalho é ter conhecimento da própria caminhada da Doutrina Espírita no mundo. Divaldo é o médium, o homem cuja vida se voltou totalmente ao Espiritismo e ao Evangelho, desde 1947, através de todas as formas que lhe foram possíveis. E por isso sua folha de serviços é admirável e incomparável. Conhecendo os detalhes de suas atividades no exterior, o espírita melhor compreende sua missão na difusão da Terceira Revelação. O médium Divaldo está para a difusão do Espiritismo exatamente o que Paulo de Tarso representou para a difusão do Evangelho. Paulo, conforme notícias constantes nos Atos dos Apóstolos, esteve em pelo menos 60 cidades e 12 países. Suas viagens totalizaram cerca de 25 mil quilômetros, o que na época era admirável, pois nem ha- via meios de transporte disponíveis. Pode-se dizer que ele foi o responsável por sedimentar a mensagem do Evangelho no Oriente e trazê-la para o Ocidente. Da mesma forma Divaldo, que tem tido a missão de fomentar o Espiritismo na pátria mais espírita do mundo, o Brasil, além de difundi-lo em outros lugares e países, muitos deles abalados pelo histórico de guerras e ditaduras, ou onde nunca se tinha falado da Doutrina codificada por Allan Kardec. Curioso que o próprio Codificador (na Revista Espírita, junho de 1862, em ‘Assim se Escreve a História’) profetizou que o Espiritismo teria seus Paulos de Tarso – e não há dúvida que o médium Divaldo é um deles. Seu impressionante currículo tem mais de 12 mil conferências, das quais três mil foram no Exterior, e há décadas são mais de 230 palestras ao ano, ou seja, uma incansável “máquina” de divulgação e propaganda. Das mais de mil cidades em que esteve, 350 são fora do Brasil. Só no Exterior percorreu mais de 2 milhões e 400 mil quilômetros (o correspondente a 57 voltas ao redor Divaldo em números Conferências no Brasil e no mundo Conferências só no exterior Países visitados Palestras por ano Cidades onde já esteve (total) Cidades do exterior visitadas Quilômetros percorridos no exterior Total de voltas ao redor da Terra dadas Cartas com orientações respondidas por mês Livros vendidos no Brasil Livros vendidos no Exterior Idiomas traduzidos Homenagens recebidas no exterior Horas de entrevista na mídia internacional Livros psicografados Palestras nos EUA Palestras em Portugal Palestras na Colômbia Palestras na Espanha Palestras na Suíça Palestras na Alemanha África do Sul da Terra e ir oito vezes até à Lua). Da mesma forma que Paulo de Tarso, Divaldo tem ajudado a criar centenas de núcleos cristãos (espíritas), no Brasil e no Exterior (só com o nome Joanna de Ângelis, sua Guia Espiritual, há centenas deles em toda a parte), como também há vários anos tem um volume enorme de “epístolas” (cartas), que responde regularmente (mil por mês), para confrades de todo o país e do Exterior, nas quais, além de uma palavra de aconselhamento, oferece orientações para dirigentes dos núcleos espíritas que ajudou a criar por onde passou, como o fazia Paulo às comunidades cristãs por ele formadas. Além disso, recebeu mais de 150 homenagens em outros países, vendeu no Exterior mais de 100 mil de seus livros psicografados, os quais foram vertidos para 15 idiomas, esteve mais de 100 horas na mídia internacional (rádio e TV). Admirável que sua atuação pela oratória no Exterior é uma pequeníssima parte de sua missão espírita, pois sua divulgação oral no Brasil é quatro vezes maior, além dele ter também uma tarefa social-educacional em Salvador, a Mansão do Caminho, por onde passam gratuitamente, todos os dias, 3 mil e 500 crianças, e ele tem também a psicografia, que já ensejou cerca de 200 obras e vendeu mais de sete milhões de livros. Divaldo entregou a vida ao Espiritismo e por isso não é mais ele que vive – mas Cristo e Allan Kardec que vivem nele. * Fonte: Jornal Mundo Espírita 12 mil 3 mil 57 230 Mais de 1.000 Mais de 350 2 milhões e 400 mil 57 (equivale a 8 idas à lua) 1.000 por mês 7 milhões 100 mil 15 150 100 horas 200 431 431 363 168 132 Amor como Solução, um 117 dos lançamentos mais 108 recentes do médium O missionário Foto FERGS Divaldo: 7 milhões de exemplares vendidos, 12 mil conferências e 57 países visitados 57 países visitados desde 1947 Para melhor avaliar o que representa Divaldo Franco para o Espiritismo no Mundo, basta lembrar sua atuação em 31 países (dos 57 em que ele já esteve), onde ele proferiu, pela primeira vez, conferências espíritas, em público, após a Segunda Guerra Mundial (que ocorreu só 20 anos em seguida à Primeira Guerra). Muitos desses lugares até tiveram, no passado, um Movimento Espírita mais ou menos organizado, com periódicos e até livros publicados, mas o Espiritismo estava totalmente tolhido historicamente por essas guerras, revoluções e ditaduras. Além disso, com seu jeito fraterno e carismático, ele consegue promover uma aproximação entre os espíritas de diversas cidades e países e suas viagens, às vezes, se tornam encontros internacionais, pois acorrem às palestras pessoas de diversos lugares, estimulando o intercâmbio do Movimento Espírita no Exterior. espaço espírita História Cristianismo Primitivo Para os fãs de Paulo e Estevão Volumosa psicografia de 500 páginas traz a vida e o martírio de um verdadeiro servidor do Cristo, na mesma linha das narrativas do benfeitor Emmanuel ••• Juvan Neto Jornalista e trabalhador do C. E. Jesus de Nazaré - Barra Velha Uma das maiores contribuições que a Espiritualidade Superior deu nos últimos anos à Literatura Espírita e Mediúnica pode e deve ser melhor conhecida pelos espíritos sequiosos do conhecimento acerca do Cristianismo Primitivo e da vida de importantes mártires da Boa Nova. Seguindo a mesma linha histórica das narrativas romanceadas de Emmanuel, uma obra de peso ditada pelo até então desconhecido espírito Theophorus traz em 544 páginas e com riquíssimo detalhamento histórico as vidas de dois apóstolos do primeiro século do Cristianismo. O livro em questão é “Ignácio de Antioquia”, ditado ao médium mineiro Geraldo Lemos Neto e publicado em 2005 pelo Serviço Editorial Vinha de Luz, departamento editorial da Fraternidade Espírita Cristã Francisco de Assis (FECFAS), de Belo Horizonte. A obra traz em suas páginas a luminosa trajetória de Ignácio, o jovem menino que esteve no colo do Cristo, na inolvidável passagem das Bem-Aventuranças em que Jesus ilustra seu ensinamento do “Deixai vir a mim as criancinhas” – fato este que por nove décadas, marcou profundamente a vida do menino e transformou-o em abnegado pioneiro cristão, seja pela presença marcante de Jesus em sua vida, seja pela atuação tutelar do apóstolo João Boanerges, que o tinha como filho. Aliás, a obra também detalha o exemplo de renúncia e sacrifícios vividos pelo apóstolo João, que desde Jerusalém e Joppe, da Judéia, passando por Antioquia de Síria até Éfeso e Smyrna da Ásia, venceu obstáculos de desafios para implantar a Boa Nova no coração dos homens. Mas a narrativa não chama a atenção apenas pela qualidade literária de seus 55 capítulos – que além da fidelidade aos episódios históricos, traz os nomes de cidades e províncias com sua grafia original e necessitou até mesmo de um professor de latim para auxiliar o médium Geraldo em seu trabalho psicográfico. Uma série de manifestações da Espiritualidade Amiga permeou todo o trabalho de recepção da obra, que podese dizer, teve o aval do médium Chico Xavier, ainda nos anos 40, quando pediu ao amigo Arnaldo Rocha que guardasse na memória o nome “Ignácio de Antioquia”, a quem os cristãos deviam muito. Aos mais íntimos, Chico teria confessado que a história da vida de Ignácio seria o sexto romance histórico que Emmanuel planejara ditar, mas que após a fama conseguida pelo medianeiro de Uberaba depois de 1971, com suas duas apresentações no programa Pinga Fogo, da TV Tupi, e com o trabalho de consolo aos aflitos em Uberaba não houve maior disponibilidade de tempo para este mister – já que a psicografia de um texto mais denso consumiria um labor maior. Cefas, amigo de Nestório O próprio médium Geraldo Lemos Neto comenta que a princípio, não conhecia a identidade de Theophorus, mas depois, ficou sabendo que se trata do escravo Cefas, amigo de Nestório, uma das identidades espirituais do benfeitor Emmanuel, descrita na obra clássica “50 anos depois”. “Theophorus, ao tempo de Ignácio de Antioquia, foi o discípulo Cefas, na cidade de Apolônia Pôntica, por volta do ano 75 de nossa era”. Por esta proximidade entre Cefas e Emmanuel, Geraldo não descarta que a narrativa assinada por Theophorus tenha contado com a anuência do mentor de Chico. “À medida que a psicografia ia se desenrolando, fiquei convicto que o querido benfeitor Emmanuel, embora indiretamente, houve por bem nos auxiliar no serviço mediúnico”, atesta. Manifestações mediúnicas E não só este endosso de Emmanuel e Chico que valida a excelente obra. A manifestação dos Espíritos a Geraldo começou cedo, segundo o próprio médium. Um fenômeno de desdobramento espiritual fez com que na noite de 16 para 17 de abril de 2003, Geraldo fosse cientificado de que a obra estava preparada para ele psicografá-la. Na ocasião, três benfeitores convidaram Geraldo à tarefa. “Penetrei, então, num novo mundo de sensações indefiníveis envolvendo-me todo o ser”, relata o médium. Os trabalhos de psicografia aconteciam no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, de Belo Hori- Servo do Senhor Março a Maio de 2007 7 Fotos Divulgação Vida de Ignácio, filho de criação do apóstolo João, é detalhada com grande fidelidade histórica. No detalhe, o médium Geraldo Lemos Neto, o Geraldinho, de Belo Horizonte: 544 páginas psicografadas zonte, e também na União Espírita Mineira, com Arnaldo Rocha. Na mesma noite do desdobramento, dois outros médiuns da capital mineira receberam instruções sobre o compromisso mediúnico de Geraldo: Noêmia Barbosa da Silva, médium ostensiva, e Ivanir Severino da Silva, colega que Geraldo não via por quase 20 anos, e atuava na Fraternidade Espírita Cristã Francisco de Assis, à qual Geraldo iria se vincular em seguida, para implantar o departamento editorial da instituição. Através da mediunidade de psicofonia de Ivanir, o abnegado benfeitor Irmão José repassou a Geraldo as orientações e advertências sobre o trabalho a ser iniciado. Durante 18 meses ininterruptos, Geraldo se dedicou à psicografia nas noites de domingo, na sua própria casa, onde foi instalado o Núcleo Espírita Cristão Maria de São João de Deus. Já o prefácio e os dois últimos capítulos do livro, por instruções dos Espíritos, foram recebidos em reuniões do Luz, Amor e Caridade, às segundas-feiras. No final da obra, Geraldinho, como é conhecido, dedicou-a a Chico Xavier e lembrou ainda a presença amiga da benfeitora espiritual Neném Aluotto, que quando encarnada, comandou a União Espírita Mineira (UEM) por 33 anos. Menino de 7 anos desenha Ignácio subindo aos céus Antes disso, em março de 2005, outra intervenção da Espiritualidade: o menino Estevão Soares Villas, de 7 anos de idade, espontaneamente, ofereceu a Geraldinho um desenho intrigante: a foto de um homem feliz, com asas, subindo aos céus. O menino Estevão recebeu o desenho horas antes de Geraldo psicografar o capítulo 54, que narra o desenlace e a subida de Inácio de Antioquia ao Plano Espiritual Superior. Para Geraldo, uma demonstração inegável de que a Espiritualidade esteve presente durante todo o percurso do livro. O desenho de Estevão e as pinturas mediúnicas foram reproduzidas no final da obra. “O concurso de todos estes amigos dedicados supriu as minhas muitas deficiências e pude sentir-me, num espaço de alguns meses, mais seguro para entregar-me à recepção psicográfica”, observa o médium. Geraldo ainda destaca que os conhecimentos de fatos, lugares, personagens e acontecimentos repassados por Theoforus estão nitidamente fora dos limites dos conhecimentos do médium. “A sensação que vivenciei era a de que vigorosa vontade extracorpórea se impunha, fazendo-me ser invadido por inúmeros fluidos elétricos, elevando-me ao estado de transe”, lembra ele. “Por vezes, pareceu-me ler num livro imaterial o que grafava no papel. De outras vezes, afigurava-seme estar testemunhando um filme em três dimensões, acompanhando as cenas”, acrescenta. O médium comenta ainda que o fato de grafar os nomes originais das províncias e cidades citadas na língua latina fez com que ele mesmo tivesse de pesquisar atlas da antiguidade e mapas históricos, pois muitos destes locais ou não existem mais ou são sítios arqueológicos. A narrativa também dedica 15 páginas para notas explicativas que contextualizam o momento histórico da época, detalham curiosidades sobre encarnações anteriores e futuras de muitos dos personagens citados, costumes dos judeus e primeiros cristãos, situam as antigas províncias com os mapas da atualidade e ainda relacionam fatos citados aos romances clássicos de Chico, como “Há 2.000 anos” e “Paulo e Estevão”, entre outros. Aliás, é impressionante como a obra desdobra assuntos não abordados nos romances clássicos de Emmanuel – como a própria trajetória de João Boanerges e Inácio, e ainda a atuação e o destino de Maria, mãe de Jesus, desde a proteção permanente de João, os locais onde Maria viveu em Smyrna e Éfesus, até seu luminoso desencarne. espaço espírita Textos Espíritas Selecionados À luz da Terceira Revelação A Família Na família, às vezes é difícil de se conviver. A busca pela perfeição adorna o ser, que procura resgates, que findam quando se robustecem os laços de fraternidade e de amor dos integrantes dela. A forma de ver a família às vezes é torta, sem eixo e compreensão, como se não tivesse razão de ser. Mas a luta para entender e chegar à perfeição muda completamente essa visão. A lavoura do amor na família está em primeiro lugar, pois é aí que reencontramos os maiores resgates e nossos desafetos. A caridade deve estar em nossos lares, reinando em nossos corações, promovendo a força necessária para enfrentarmos uns aos outros. Assim como nossas mazelas e imperfeições. A luta pessoal é maior do que a que temos para com as imperfeições alheias. Lutamos pela paz, mas não a encontramos. Por que? Porque a buscamos no exterior e ela está dentro de nós. A família é assim: o entendimento da vida reside aí, entendendo pai, mãe, irmãos, etc. Não esquecendo da humanidade, nossa grande família, nosso próximo. Não somos todos irmãos? Não fomos criados por um mesmo Pai? Na família residem nossas responsabilidades em nos melhorarmos, treinarmos habilidades, resgatarmos todo o mal que já produzimos. Graças ao Pai de amor e misericórdia, amoroso, justo e bom, temos na família instrumento magnânimo e sublime de renovação, resignação e aprendizado com acertos e erros – pois o que plantamos colhemos. Busquemos a luz através da oração na família! Muita paz! Irmão Osvaldo. (Mensagem recebida em 8 de agosto de 2006, no Centro Espírita Paz do Senhor, em Joinville, pelo médium Hemerson Silva) Pensando em Suicídio? Deus ama você! BUSQUE ORIENTAÇÃO! Agora em Itajaí: Fone (47) 9982.4812 ou e-mail [email protected] Doutrina Março a Maio de 2007 8 Sesquicentenário FEB lança nova edição do Livro dos Espíritos Nova tradução foi apresentada no Conselho Federativo Nacional da FEB e é assinada por Evandro Noleto Bezerra ••• Da Redação Com informações da FEB Uma edição especial de O Livro dos Espíritos, com nova tradução e notas de rodapé inéditas é uma das principais ações que a Federação Espírita Brasileira (FEB) programou para 2007, quando se comemora os 150 anos da Doutrina Espírita. O Livro dos Espíritos – marco inicial do Espiritismo – foi lançado por Allan Kardec no dia 18 de abril de 1857, em Paris, França. O lançamento da nova tradução de O Livro dos Espíritos aconteceu nos dias 9 e 10 de dezembro de 2006 e assinalou a abertura das comemorações dos 150 anos do Espiritismo na Federação Espírita Brasileira. No dia 9, o lançamento ocorreu na sede histórica da FEB, no Rio de Janeiro. A solenidade contou com palestras de Juvanir Borges de Souza (ex- presidente da FEB), Evandro Noleto Bezerra (tradutor da obra) e Cesar Perri de Carvalho. A tradução de Guillon Ribeiro A FEB publicava, até então, apenas a tradução do seu ex-presidente, Luiz Olímpio Guillon Ribeiro. Uma obra clássica, que tem como marca registrada a linguagem refinada. Engenheiro civil, poliglota, jornalista e vernaculista, aos 28 anos de idade Guillon teve sua competência como escritor reconhecida publicamente por Ruy Barbosa, em discurso pronunciado na sessão de 14 de outubro de 1903. Ele traduziu, ainda, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, A Gênese e Obras Póstumas, todos de Allan Kardec. A nova tradução de O Livro dos Espíritos – que foi apresentada na reunião do Conselho Federativo Nacional da FEB, de 10 a 12 de novembro Tex to básico da nova ed ição é a segunda passado – é assinada por Evandro impressão da 2º edição francesa, de 1.860, com Noleto Bezerra. Secretário-geral da FEB, acréscimos e supressões Noleto já traduziu os 12 volumes da de Allan Kardec Revista Espírita editados por Allan Kardec e, no ano passado, lançou Viagem Espírita em 1862, O Espiritismo na ginais franceses exissua Expressão Mais Simples, Instruções tentes na Biblioteca de Obras Raras da Práticas sobre as Manifestações Espíri- FEB. Ele tomou como texto básico a setas (todos de Kardec) e organizou Ins- gunda impressão da 2ª edição francesa, truções de Allan Kardec ao Movimento de 1860 com alguns acréscimos, supressões e modificações feitos pelo próprio Espírita. A tradução de Noleto é fruto de um Allan Kardec. Noleto optou por um texdedicado trabalho de pesquisa nos ori- to direto, sem inversões. Programa de Ana Maria Braga Globo aborda a mediunidade infantil Os médiuns invadiram o programa televisivo de Ana Maria Braga no último dia 1º de março, para tratar da mediunidade infantil. Em quase uma hora de entrevistas ao vivo na TV Globo, a apresentadora do “Mais Você” recepcionou duas grandes seareiros da Doutrina Espírita – as médiuns Isabel Salomão de Campos, de Juiz de Fora (MG), e Guiomar Albanese, de São Paulo (SP), além de um jovem médium de 13 anos de idade, Guilherme Vinicius de Souza Romano, também de São Paulo. Ana Maria trouxe seus convidados para comentar um dos assuntos mais palpitantes dos últimos tempos: a capacidade que as crianças têm de ver os Espíritos – fato retratado na telenovela “Páginas da Vida”, que encerrou no dia 2 de março. Na trama, dois irmãos, Francisco e Clara, são assistidos espiritualmente pela mãe, Fernanda, vivida pela atriz Fernanda Vasconcelos, morta na hora do parto e que começa a promover fenômenos mediúnicos para se fazer sentir presente no plano físico. As entrevistas de Ana Maria foram sérias e esclarecedoras, apesar do tempo curto oferecido pela TV. Inicialmente, o programa mostrou o exemplo de dona Isabel Salomão, a médium de cura mais famosa de Minas Gerais e procurada por centenas de pessoas do Brasil inteiro. A extensa obra assistencial da médium, com sua Comunidade Espírita Casa do Caminho, abriga 40 meninos de rua e lhes garante educação integral e capacitação. Todo mês, médiuns do grupo de dona Isabel levam seis toneladas de alimentos à periferia carente de Juiz de Fora, e até mesmo uma escola espírita, o Instituto Educacional Allan Kardec, oferece pedagogia espírita de qualidade a diversos alunos. O mais interessante foram os relatos de cura das pessoas assistidas por dona Isabel, e os depoimentos de médicos que atestaram o fenômeno. A médium tem passe livre em todos os hospitais da cidade, para visitar e atender os doentes. Fotos Internet “Mediunidade é responsabilidade” Já dona Guiomar falou da experiência mediúnica vivida pelo jovem Guilherme, que impressionou pela fidelidade doutrinária nos conceitos expostos, e pelo conhecimento da Codificação, apesar de seus 13 anos de idade. Desde os 6, Guilherme vê e ouve os espíritos. O mais interessante é que ele considerou a Ana Maria que “mediunidade não é dom. É responsabilidade”. “Eu sou uma criança Ana Maria entrevistou médiuns como dona Isabel (acima), a médium de cura mais conhecida em MG totalmente normal. Leio a série André Luiz, do Chico Xavier, mas gosto de Star Trek, de Senhor dos Anéis”, observou. As entrevistas serviram para desmistificar e orientar os pais sobre o fenômeno da mediunidade que eclode em crianças. espaço espírita Março a Maio de 2007 Movimento 9 Trabalhadores espíritas: As diferenças comportamentais O Centro Espírita não tem problemas porque tem pessoas diferentes. Ele tem problemas quando não sabe integrar essas diferenças ••• Da Redação Colaboração da leitora Maria Massucati Em termos práticos, como administrar as diferenças comportamentais dos trabalhadores das casas espíritas, de forma a oportunizar uma convivência saudável e menos sujeita a atritos e melindres, ainda tão comuns no Centro Espírita? Como trabalhar as “panelinhas” que se formam nos Centros e melindram-se demais? É isto que Alberto Almeida responde logo abaixo, num texto adaptado de uma de suas palestras. Leia e reflita. Nós compreendemos que o movimento das pessoas para se aglutinarem compondo as “panelinhas” é uma tendência própria das pessoas, pelos laços de fraternidade, de amizade, de sintonia, de identidade, e que essas panelinhas podem estar a serviço da Causa, se, em função da sua dinâmica, não há comprometimento para o conjunto. Na medida em que essas panelinhas formam facções dentro da Casa; na medida em que nós compomos determinadas ações que estão apartadas do conjunto, não somos uma equipe de trabalho que faz parte do conjunto, seremos um grupo de companheiros que está atuando dentro do Movimento, que está exatamente rompido com a unidade da Casa. Então, esse movimento, nessa circunstância, causa um descompasso, ele é perverso para a Casa, é perverso para a “panelinha” e compromete o conjunto inteiro. Então, temos que reconhecer a diferença. Enquanto nos identificamos com alguns companheiros, formamos uma equipe de trabalho, e quando nos isolamos daquela equipe de trabalho, nós achamos que só nós fazemos o certo e que os outros fazem o errado e vice-versa, e criamos vários Centros Espíritas dentro de um só Centro Espírita. O problema das diferenças não é que as pessoas sejam diferentes, até porque as diferenças potencializam a Casa Espírita, como todos os espaços humanos. Nós todos somos diferentes, e há um objetivo divino nisso. Veja que não há dois olhares iguais; não há duas modulações de voz iguais; não existem duas pessoas iguais, ainda que fossem clonadas, como acontece na vida intra-uterina dos gêmeos que são originários da mesma célula. Eles são aparentemente iguais, mas têm diferenças marcantes na medida em que você os avalia, tanto do ponto de vista físico, quanto do ponto de vista psicológico. Tudo o que se reflete no ser humano, enquanto a diferença, ao invés de ser um problema, nos aponta para a solução. Quando nós sinalizamos a mão e configuramos os dedos, cada um com a sua função, com a sua performance, com a sua contextura, com seu tamanho, integrados na palma da mão, eles compõem uma harmonia, uma unidade a serviço do corpo harmônico. O Centro Espírita não tem problemas porque tem pessoas diferentes. Ele tem problemas quando não sabe integrar essas diferenças. Um jardim bonito não o é porque tem só rosas vermelhas, mas porque tem rosas, margaridas, amores-perfeitos, orquídeas, e cada flor dessas tem os seus matizes. Isso é o que dá o sentido de harmonia. Na Casa Espírita nós vamos ver uma pessoa vinculada à prática. É aquele trabalhador que só quer saber de fazer, fazer, fazer. Então, ele é um companheiro que pode ser aproveitado intensamente, em diversas atividades, para operacionalizar as instruções quando vão se concretizar. Ele é um companheiro que está posto ali, está disponível. Temos um outro companheiro que gosta mais de ficar idealizando, gosta de ficar sonhando, arquitetando. Ele é um companheiro extraordinário para montar um planejamento; para fazer avaliações de mudanças de estrutura da Casa; para reavaliar a dinâmica de um grupo de trabalho. Temos outro companheiro, na Casa Espírita, extremamente racional. Tudo ele tem que medir; tudo ele tem que codificar. Para ele tem que estar tudo no quadro, numericamente. Ele é um companheiro fantástico. Ele vai ocupar um espaço de trabalho na Casa Espírita muito bom. Ele, por certo, poderá ser um excelente diretor de finanças, fazendo as contas, a distribuição. Ele será, na Casa Espírita, a lógica funcionando. Qual é o mais importante? Há um outro companheiro que é mais emocional, mais afetivo, que tem um temperamento mais ardoroso, mais sensível. É um outro companheiro que tem uma função, na Casa Espírita, fantástica. Ele, na verdade, sintoniza muito bem com o sentimento; ele combina muito bem com o afeto, com o amor; é um companheiro que tem uma habilidade imensa para quando há um conflito, quando há uma dificuldade, quando há alguma resistência. Ele vai com a sua afetividade e tem o condão de desfazer. Qual deles é o mais importante? Enquanto não somos homens que detemos todas essas possibilidades de seres integrais, essas diferenças, que são muito mais marcantes, fazem-nos os trabalhadores Assim é a seara Luiz Garcia/Arquivo Os diversos trabalhos espíritas, como esta palestra aqui da foto, requerem equipe fraterna e coesa ideais para composição de uma equipe. Tem aquele companheiro que é mais introspectivo, que não gosta de falar. Ele não vai desempenhar a exposição na Casa Espírita. Mas será um excelente entrevistador; ele conseguirá ser um excelente trabalhador na área mediúnica, dialogando como um médium esclarecedor. As lideranças espíritas têm que entender que as diferenças é que fazem a diferença no ser humano, e que a liderança não tem que estar preocupada em criar estereótipos, fôrmas, onde todo mundo tem que ser igual. Ela tem que se valer das diferenças para potencializar o trabalho. À liderança, na Casa Espírita, cabe administrar esses conflitos de relacionamento humano, procurando, naturalmente, assumir, não uma posição de juiz: você está certo, você está errado, nem a de promotor, acusando, ou a de advogado de defesa, mas ser apenas o que Jesus propôs a Simão Pedro: “Se tu me amas, apascenta as minhas ovelhas”. E apascentar não é esconder as verdades; apascentar é ser fraterno, é ser amigo; é medir as relações, aglutinando; é estabelecer um diálogo fraterno. (Adaptado do Jornal Mundo Espírita de setembro de 1998. Fone: Portal do Espírito) O Centro Espírita na visão de Chico Xavier Parte 1 “Os centros espíritas devem ser locais de oração, trabalho e estudo. Conhecer o Espiritismo é de fundamental importância, mas, segundo Emmanuel me tem ensinado, esse conhecimento necessita ser traduzido na prática, a começar pelo entendimento entre os companheiros que constituem a equipe de cooperadores da casa. O fenômeno em um templo de orientação espírita deve ser acessório e, nunca, sem dúvida, atividade especial”. “Para mim, centro espírita tinha que abrir todo dia, o dia inteiro... Se é hospital, como dizemos, como é que pode estar de portas fechadas?... O centro precisava se organizar para melhor atender os necessitados. O que impede que o centro espírita seja mais produtivo é a centralização das tarefas; existe dirigente que não abre mão do comando da instituição...” “O centro espírita, quanto mais simples, quanto mais humilde, mais reduto do Evangelho. Construções colossais sempre me parecem destituídas de espírito... A Sociedade Espírita de Paris era uma sala de acanhada dimensões: ali imperava o espírito de fraternidade”. “As reuniões nos centros espíritas poderiam ser mais produtivas. Existe dirigente que abre e termina a sessão olhando o relógio... Não posso dar palpite no centro dos outros - Emmanuel me mandaria conservar a boca fechada -, mas a gente fica triste com os centros espíritas que funcionam apenas meia hora durante a semana... Humberto Vasconcelos - Site Universo Espírita Medicamentos em Geral Fórmulas Magistrais Receitas Médicas Ervas Medicinais Biomolecular Fitoterápicos Homeopatia Dra. Deborah Moura Litvay - CRF 3267 Florais Av. Nereu Ramos, 263 - sala 1 Centro - Piçarras Cosméticos Fone: (47) 3347-1557 Aromatizantes Fax: (47) 3345-3409 Velas Aromáticas [email protected] Mais um lançamento de Carlos Baccelli Muito Além da Saudade CARTAS FAMILIARES PSICOGRAFADAS Neste livro de relatos comovedores, aprenderemos que onde existe fé, as nuvens espessas da saudade não conseguem empanar o brilho do sol da esperança. Pedidos: LIVRARIA ESPÍRITA “PEDRO E PAULO” Uberaba, MG - Fone/fax: (34) 3322-4873 espaço espírita Março a Maio de 2007 Doutrina 10 Paulo Beduschi MOMENTO DE ORAÇÃO Oração do Educador Dora Incontri Senhor! SABEDORIA Que eu possa me debruçar sobre cada criança e sobre cada jovem, com a reverência que deve animar minha alma diante de toda criatura tua! DO DO LIVRO LIVRO DOS DOS ESPÍRITOS ESPÍRITOS Que eu respeite em cada ser humano de que me aproximar, o sagrado direito de ele próprio construir seu ser e escolher seu pensar! Pode o homem gozar de plena felicidade na Terra? Pergunta 469: Resposta: “Não, por isso que a vida foilhe dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.” Que eu não deseje me apoderar do espírito de ninguém, imprimindo-lhe meus caprichos e meus desejos pessoais, nem exigindo qualquer recompensa por aquilo que devo lhe dar de alma para alma! Que eu saiba acender o impulso do progresso, encontrando o fio condutor de desenvolvimento de cada um, dando-lhes o que eles já possuem e não sabem, fazendo-os surpreenderem-se consigo mesmos! Que eu me impregne de infinita paciência, de inquebrantável perseverança e de suprema força interior para me manter sob o meu próprio domínio, sem deixar flutuar meu espírito ao sabor da circunstâncias! Mas que minha segurança não seja dogmatismo e inflexibilidade e que minha serenidade não seja mormaço espiritual! Que eu passe por todos, sem nenhuma arrogância e sem pretensão à verdade absoluta, mas que deixe em cada um, uma marca inesquecível, por ter transmitido alguma centelha de verdade e todo o meu amor!” Visite uma Casa Espírita •CIDADE/CENTRO Vá ao Centro Espírita mais próximo de sua casa e conheça o Espiritismo •ATIVIDADES •LOCALIZAÇÃO Sábado - 17h Domingo - 10h Estudo ESDE (Grupo 1), Mediunidade (Grupo 2)+Vibrações Conversa fraterna e orientação sob a ótica espírita Palestras públicas, tratamento fluidoterápico (passes e água fluidificada) e Evangelização Infanto-Juvenil Estudo Seqüencial do Livro dos Espíritos e Vibrações Debate Evangélico à Luz do Espiritismo e Passes Rua Lauro Ramos, 130 Centro - Fone (47) 456.3402 ou 3456.0227 Gaspar C.E. Caminho 3ª feira - 20h - 21h 4ª feira - 19h30 Palestra espírita pública e aplicação de passes Curso do Livro dos Espíritos Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Rua Alessandro Pires, s/nº-bairro Santa Terezinha Itajaí C.E. Anjo da Guarda Palestra espírita pública e aplicação de passes 2ª feira - 20h 3ª e 5ª feira - 15h30 Palestra pública e passes 2ª e 6ª feira - 19h30 Atendimento fraterno 3ª e 5ª feira - 15h Atendimento fraterno Estudo seqüencial do Livro dos Espíritos 3ª feira - 14h Estudo seqüencial do Livro dos Espíritos e Passes 6ª feira - 20h Estudos espíritas para infância e juventude Sábado - 10h Rua 15 de Novembro, 405, centro de Itajaí. Próximo à Polícia Federal Navegantes C.E. O Bom Pastor 2ª feira - 20h 3ª feira - 15h - 20h 4ª feira - 20h 6ª feira - 20h Estudo Sistematizado do Livro dos Espíritos Passe e Atendimento Fraterno Palestra pública e aplicação de passes Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Palestra pública e aplicação de passes Rua Itamar da Luz, 168 Centro da Cidade Fone 319-3977 Penha C.E. Luz do Caminho 2ª feira - 20h 2ª feira - 16h 3ª feira - 20h 3ª feira - 15h Sábado - 19h Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Atendimento Fraterno, Evangelho e Passe Estudo Seqüencial do Livro dos Espíritos Grupo de Apoio aos Depressivos - Tratamento psicossocial Palestra Pública, Passe e Atendimento Fraterno Rua Jahiel M. Tavares, 785. Fone 3345-5044 - Armação, esquina com Mercado Provesi Baln. Piçarras C.E. Allan Kardec 2ª feira - 20h 5ª feira - 20h Sábado - 20h Estudos do Livro dos Espíritos Palestra Pública e Passe Palestra Pública e Passe Rua Joaquim L. das Neves, 29 - Centro Baln. Piçarras C.E.Trabalhadores da Última Hora 2ª feira - 20h 3ª feira - 20h20 6ª feira - 20h Estudo Sistematizado do Espiritismo - Unidade 100 Educação medianímica Palestra Pública e Passes Rua Mário Brás de Santana,104,centro.Ao lado de Tina Cabeleireira Fone: (47) 3470480 Baln. Piçarras C.E. Luz do Evangelho 2ª feira - 19h 3ª feira - 20h 5ª feira - 14h 6º feira 14h Sábado Estudo e reunião mediúnica Reunião Doutrinária e Palestra Encontro Fraterno Orientações e aplicação de passes Fluidoterapia (das 9h às 12h e das 14h às 18h) Rua João de Deus Carvalho, nº 2100 Bairro Santo Antônio Joinville C.E. Paz do Senhor 4ª feira 6ª feira 4ª feira 6ª feira 4ª feira 2ª feira Atendimento fraterno (também às 14h25) Atendimento fraterno (também às 19h50) Palestras doutrinárias (também às 15h) Palestras doutrinárias (também às 20h45) Estudo da Doutrina Espírita (Esde) (também às 14h30) Estudo do Livro dos Espíritos (também terças, 13h30 e 14h25 Rua João Pessoa, 172 Saguaçu Joinville - SC. Fone (47) 3425-9278 Barra Velha C.E. Jesus de Nazaré 2ª feira - 20h 4ª feira - 18h45 4ª feira - 20h (principais atividades) - 13h45 19h 14h30 20h 13h30 19h30 O maior objetivo de cada criatura é ser feliz. Mas qual o caminho que leva à felicidade? Os espíritos nos dizem que felicidade é ainda uma conquista longínqua, que nos cabe no momento evolutivo ao qual vivemos, apenas trabalhar, e assim irmos nos afastando gradativamente de nossas próprias mazelas, criadas ao longo das encarnações vividas. Podemos suavizar as dificuldades, sendo provas ou expiações, podemos suavizar o sofrimento advindo do esforço da melhora, ou da vivencia na dor. Amigos e irmãos de ideal, devemos sempre olhar para dentro de nós mesmos, de aceitar nossos infortúnios como a paga justa das más atitudes passadas ou presentes, de olhar para a frente com esperança no futuro, fé da justiça de Deus e acreditar sempre em nós mesmos. Em qualquer tempo, haverá sempre dois dias que nunca poderemos modificar nada, o “ontem” e o “amanhã”. Portanto, só nos resta o “hoje” para construirmos nossa própria felicidade. Vamos evoluir sem transferir para os outros as nossas próprias culpas e fraquezas. Não vamos mais nos justificar perante a vida, com máscaras construídas por nós mesmos para encobrirem nossas imperfeições. Vamos buscar na autenticidade e na simplicidade os instrumentos que nos ajudarão a sermos felizes. Não vamos esquecer o ensinamento de Jesus que nos disse que quem quiser ser o maior, que seja o menor de todos. E assim, vamos dando um passo após o outro, na correnteza da vida, com a fé na vitória de nós mesmos. Vamos à conquista de felicidade. Pense nisto! Em Florianópolis visite o icef instituto de cultura espírita da capital Rua Professora Enoé Schuttel, 297 Bairro da Trindade Caixa Postal 624 • CEP 88.010.970 Florianópolis • SC Saite: www.icef-sc.com.br Clube do Livro Terceiro Milênio Caixa Postal 624 - CEP 88.010-970 - Florianópolis Os melhores lançamentos, a cada dois meses e com desconto de 40% Associe-se a nós! E-mail [email protected] • Fone (48) 9982.4327 Assinatura semestral: R$ 45 • (Seis livros) Assinatura anual: R$ 90 • (Nove livros) Entrega nos meses pares (fevereiro, abril, junho, agosto, outubro e dezembro) espaço espírita Doutrina Março a Maio de 2007 11 8 de março, Dia da Mulher A mulher diante de Jesus Cristo Na trajetória do A fonte da água viva Mestre, mulheres deram exemplo de fidelidade permanente Divulgação ••• Chico Xavier Pelo Espírito Emmanuel Do livro “Religião dos Espíritos” Toda vez que nos dispomos a considerar a mulher em plano inferior, lembremo-nos dela, ao tempo de Jesus. Há vinte séculos, com exceção das patrícias do Império, quase todas as companheiras do povo, na maioria das circunstâncias, sofriam extrema abjeção, convertidas em alimárias de carga, quando não fossem vendidas em hasta pública. Tocadas, porém, pelo verbo renovador do Divino Mestre, ninguém respondeu com tanta lealdade e veemência aos apelos celestiais. Entre as que haviam descido aos vales da perturbação e da sombra, encontramos em Madalena o mais alto testemunho de soerguimento moral, das trevas para a luz; e entre as que se mantinham no monte do equilíbrio doméstico, surpreendemos em Joana de Cusa o mais nobre expoente de concurso e fidelidade. Atraídas pelo amor puro, conduziam à presença do Senhor os aflitos e os mutilados, os doentes e as crianças. E embora não lhe entregassem o círculo apostólico, foram elas – as representadas nas filhas anônimas de Jerusalém - as únicas demonstrações de solidarieda- Jesus no seu diálogo com a samaritana: Cristo valorizou a abnegação das mulheres de espontânea que o visitaram, desassombradamente, sob a cruz do martírio, quando os próprios discípulos debandavam. Mais tarde, junto aos continuadores, da Boa Nova, sustentavam-se no mesmo nível de elevação e entendimento. Dorcas, a costureira Jopense, depois de amparada por Simão Pedro, fez-se mais ativa colaboradora da assistência aos infortunados. Febe é a mensageira da epístola de Paulo de Tarso aos romanos. Lídia, em Filipos, é a primeira mulher com suficiente coragem para transformar a própria casa em santuário do Evangelho nascituro. Lóide e Eunice, parentas de Timóteo, eram padrões morais da fé viva. Entretanto, ainda que semelhantes heroínas não tivessem de fato existido, não podemos Orar resolve? A oração coloca o espírito em contato com Deus, com Jesus e com os amigos espirituais. Ela estimula as potencialidades, fornecendo apoio e luz para vencer as dificuldades. Pode-se orar por encarnados e desencarnados, visando aliviar sofrimentos e pedir orientação espiritual. Quem ora examina melhor o assunto que lhe preocupa, permitindo-se ver novos ângulos e soluções, ou aceitando a realidade com resignação e paciência. Por meio de uma prece sincera é possível a comunicação com o plano espiritual para pedir (por si mesmo ou pelos outros), agradecer (pelo passado e pelo presente) e louvar, manifestando confiança em Deus. A oração deve ser realizada com humildade, reconhecendo as reais necessidades, sem cultivar ressentimentos para com o próximo. Não são necessários ostentação, falar alto ou posição especial para se harmonizar com a espiritualidade superior, mas é fundamental ter a mente receptiva às boas inspirações. Importante que, no caso de se pedir algo, que seja um pleito justo, benéfico (porém, nem sempre sabemos o que é melhor para nós, ou o que é bom e justo). A perseverança também deve estar presente, através da certeza do que se quer, para que, apoiado olvidar que, um dia, buscando alguém no mundo para exercer a necessária tutela sobre a vida preciosa do embaixador divino, o supremo poder do universo não hesitou em recorrer à abnegada mulher, escondida num lar apagado e simples... Humilde, ocultava a experiência dos sábios; frágil como o lírio, trazia consigo a resistência do diamante; pobre entre os pobres, carreava na própria virtude os tesouros incorruptíveis do coração, e, desvalida entre os homens, era grande e prestigiosa perante Deus. Eis o motivo pelo qual, sempre que o raciocínio nos induza a ponderar quanto à glória do Cristo - recordando, na terra, a grandeza de nossas próprias mães - nós nos inclinaremos, reconhecidos e reverentes, ante a luz imarcescível da Estrela de Nazaré. Do Site Seara Espírita no merecimento e na justiça, o pedido possa ser atendido. A prece não derroga as leis divinas, mas pode acioná-las a favor de quem ora, pela sintonia com o bem. Através dela são captadas energias fortalecedoras, além de atrair bons espíritos que podem intervir a favor de quem ora, se as leis divinas assim o permitirem. Quem cumpre seus deveres está orando; quem estuda para compreender a vida está orando; quem compreende o próximo faz uma prece a Deus. Quem trabalha no bem está orando, porque orar é ligar-se a Deus através de pensamentos, palavras e atitudes. Lições dos Espíritos através da psicografia de Carlos Baccelli Médium: ser ou não ser? E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” 2 Timóteo, cap. 3 – v.15 Neste trecho de sua carta, Paulo lembra a Timóteo que, desde a infância, o jovem discípulo havia sido orientado nas sagradas letras e que, conseqüentemente, a sua responsabilidade era maior. Notemos que o apóstolo fala em sabedoria decorrente do Evangelho e não do conhecimento advindo da Ciência — “sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”. Quantos não são os que não sabem se salvar pela crença? Quantos os medianeiros que desprezam na mediunidade a possibilidade de elevação espiritual? E quantos os que não aproveitam a oportunidade que a tarefa mediúnica lhes confere, para viverem em paz consigo mesmos? A condição mediúnica, por si só, nada significa. Ser ou não ser médium é uma questão de somenos. O problema é de direcionamento. Muitos nascem em berço espírita e renegam a fé; outros reencarnam com excelentes possibilidades no campo mediúnico e as ignoram... Paulo, quando conheceu o Evangelho, já tinha se equivocado muito. Neste sentido, ele recorda a Timóteo os privilégios do jovem companheiro que, desde os primeiros dias, recebera de sua mãe e de sua avó, Eunice e Lóide, segura formação espiritual. Os que conhecem o caminho a ser trilhado e dele, voluntariamente, se afastam, serão duplamente responsabilizados. É natural que o médium sem Doutrina cometa despautérios. Todavia como ficaremos ante aquele cujas faculdades mediúnicas foram adestradas na casa espírita, mas, mesmo assim, se desvirtua? Infelizmente, muitos dos que se fazem médiuns no Espiritismo, depois de lhe desfrutar das prerrogativas, renunciam à sua condição de espíritas, mas não abrem mão de serem médiuns — querem a mediunidade, mas não a querem com as suas implicações éticas. Alguns aos quais Dr. Odilon Fernandes estamos nos referindo, por interesses os mais escusos, abjuram, mais tarde, a fé espírita e chegam a criar doutrinas paralelas — doutrinas que não lhes exijam tanto em termos de renovação íntima. O médium que não souber ser médium para a salvação de si mesmo pela fé no Cristo, melhor que renuncie à mediunidade e se contente com tarefas que lhe imponham menor responsabilidade. Espiritismo tem ensinado o caminho da abordagem do Mundo Espiritual a muitos medianeiros que, depois, o desprezam! A observação de Paulo a Timóteo soa como um alerta profundo a todos. Na elaboração de seu pensamento, o apóstolo coloca a sua afirmação sob condição: “sabes as letras sagradas que podem tornar-te sábio”... O conhecimento da Verdade pode ou não ser útil a quem o detém. Ser espírita ou ser médium, simplesmente pelo fato de o ser, é como ser isto ou aquilo, tanto fez ou tanto faz. O rótulo nem sempre revela satisfatoriamente o conteúdo. O que mais transcende numa flor é o seu perfume e não propriamente a sua aparência. Por este motivo, a todos quantos se candidatem a qualquer atividade mediúnica recomendamos, primeiro, que respondam com toda a sinceridade possível, a si mesmos, a seguinte pergunta: — Qual é a razão de eu estar querendo ser médium? Pelo Espírito Odilon Fernandes Do livro: No Mundo da Mediunidade espaço espírita Últimas Março a Maio de 2007 12 Lindos casos de Fala, Dr do! Dr.. Ricar Ricardo! O alcoolismo sob a ótica espírita As drogas, de maneira simplificada, podem ser classificadas em três grandes grupos: drogas estimulantes, entorpecentes e alucinógenas. O álcool acha-se incluído no grupo das drogas entorpecentes. Chamam-se entorpecentes drogas que retardam ou desaceleram a atividade do sistema nervoso central, são tranqüilizantes, anestésicos ou soníferos. Embora o álcool possa, inicialmente, dar uma sensação de bem estar, com o passar do tempo passa a alterar a química do organismo tornando-se indispensável ao indivíduo que física e psiquicamente torna-se dependente ou prisioneiro do álcool. Seu uso constante passa a gerar um estado de desânimo com perda do interesse pelo trabalho, pelo estudo e pela vida. Estudos desenvolvidos pela pediatria demonstram que a principal causa da existência de jovens alcoolistas é a falta de núcleo familiar organizado e estável. Muitas vezes o álcool surge como mecanismo de fuga dos jovens à solidão em que vive desde criança. A falta de amor em família provoca desajustes que freqüentemente deságuam no alcoolismo. As freqüentes separações dos pais, o abandono do lar por um deles, ou as energias de conflito graves entre os genitores é causa mais flagrante da busca do álcool pelo jovem. O alcoolismo, além de grandes lesões nos órgãos do viciado, determina sérios problemas aos recém- Vício que aprisiona Dependência é também problema espiritual nascidos quando a gestante é usuária da droga. O álcool pode causar lesões no feto que se desenvolve no útero materno, podendo chegar a causar a chamada “Síndrome do Alcoolismo Fetal”, com deficiência mental, atraso do desenvolvimento, defeitos cardíacos e microcefalia (cérebro pequeno). Triste flagelo O dependente do álcool, além de estar física e mentalmente prejudicado, traz inúmeros problemas para a sociedade, criando atritos, brigas e freqüentemente se envolvendo com amizades que o levam a ambientes onde o crime espreita. Sob o ponto de vista espírita, um dos aspectos a ser considerado é a obsessão espiritual sobre os alcoólatras. O dependente do álcool é, em muitos casos, acompanhado por dois tipos de obsessores: os ectoparasitas, e os endoparasitas espirituais. Chamam-se ectoparasitas aqueles espíritos que costumam freqüentar bares ou locais de bebedeira se alimentando dos vapores etílicos que absorvem para seu corpo espiritual. Os endoparasitas espirituais são de mais grave conseqüência, pois se ligam ao corpo espiritual (perispírito) do beberrão, prendendo-se ao chacra esplênico da vítima, onde vampirizam o fluido vital (energia vital). O alcoolista crônico costuma ser rodeado de larvas energéticas que se fixam ao seu perispírito. Fato este descrito por autores espirituais e também observados por videntes. Quando o viciado ingere álcool, há uma expansão de sua consciência e as energias ou fluidos desequilibrados, que se encontravam retidos, saem para a superfície da sua aura, atraindo os perseguidores espirituais. O alcoolismo é um triste flagelo da humanidade e, como tal, necessita de urgentes providências por parte de todos nós que estamos livres deste pesadelo. Trabalhemos pelo próximo orientando-o. Desenvolvamos a amizade e o amor, que o álcool não será destruidor da saúde, da paz e da harmonia familiar. Dr. Ricardo Di Bernardi Médico homeopata e pediatra www.icef-sc.com.br Plantão Doutrinário Este espaço é destinado a tirar dúvidas doutrinárias a respeito do Espiritismo. Mande sua carta para: Espaço Espírita - Caixa Postal nº 6 CEP 88380-000 - Piçarras - SC. Ou envie e-mail para [email protected] 1) De nenhuma maneira devemos cobrar pelas atividades do centro espírita? (Rute, de Indaial) Resp.: Qualquer atividade praticada nas instituições espíritas é lastreada no voluntariado, que presume o exercício de um trabalho sem desejo de retribuição material pelo serviço, baseando-se na boa vontade em auxiliar-se a si mesmo e os semelhantes, mesmo porque as casas espíritas não objetivam o lucro, não tendo-o como finalidade institucional. Qualquer instituição que cobra pelas atividades perde a conotação de espírita, não podendo ser considerada desse jaez. 2) Existem instituições espíritas mais fortes que as outras, quer dizer, que consigam afastar os maus espíritos melhor do que as demais? (Joel, de Curitiba) Resp.: Em primeiro lugar, não existe nenhuma competição entre instituições verdadeiramente espíritas. O que faz uma instituição forte é o amor que os membros daquela casa nutre uns pelos outros, e o respeito que devotam-se reciprocamente, pautando sua vida pela prática incessante dos princípios lapidados no evangelho de Jesus, da reforma íntima, do estudo e da prece. É essa autoridade moral conquistada pela comunhão de mentes e corações que atrai os benfeitores espirituais e que poderá colaborar para os espíritos imperfeitos (se assim esses desejarem) modificarem a sua rota comportamental, servindo também para neutralizar qualquer influência deletéria que possam querer exercer naquela seara do bem. Skin Print remanufaturados Cartuchos reciclados Jato de tinta toner Alta qualidade com garantia. Compramos cartuchos vazios e temos entrega gratuita Fone (47) 456-2770 / 9994-6572 com Roberto Rua Cecílio Manoel da Cruz, 799. Caixa P ostal 84 - Barra V elha Postal Velha Chico Xavier O cãozinho Dom Negrito Este é o nome de um cãozinho preto, luzidio, simpático para não dizermos espiritualizado, que, recente e espontaneamente, aparece às sessões públicas do Centro Espírita Luiz Gonzaga: Chega na sala, vagarosa e respeitosamente, dirige-se para o canto em que está o Chico e ali fica, como em estado de concentração e prece, até ao fim dos trabalhos. A dona do D. Negrito encontrou-se com o Chico e lhe disse: -Imagine, Chico, o Negrito as segundas e sextas-feiras desaparece das 20 às 2 horas da madrugada. E, agora, há pouco, é que soube para onde vai: às sessões do Luiz Gonzaga. Isto tem graça. Ele, que é um cão, consegue vencer os obstáculos e procurar os bons ambientes e eu, que sou sua dona, por mais que me esforce, nada consigo... E o Chico, como sempre útil e bom, a consola: -Isto tem graça e é uma bela lição. Mas não fique desanimada por isto; Dom Negrito vem buscar e leva um pouquinho para sua dona e uma dia há de trazê-la aqui. Jesus há de ajudar. Os tempos estão chegados, é uma verdade. Até os cães estão dando lições e empurrões nos seus donos, encaminhando-os, com seus testemunhos, à Vereda da Verdade, por meio do Espiritismo, que esclarece, medica, consola e salva. O jatobá, a oração e o cachorro A madrinha do Chico, por vezes, passava tempos entregue à obsessão. Assim é que, nessas fases, e exasperação dela era mais forte. Em algumas ocasiões, por isso, condenava o menino há vários dias de fome. Certa feita, já fazia três dias que a criança permanecia em completo jejum. À tarde, na hora da prece, encontrou a mãezinha desencarnada, que lhe perguntou o motivo da tristeza com a qual se apresentava. – Então, a senhora não sabe? – explicou Chico – tenho passado muita fome... – Ora, você está reclamando muito, meu filho! – disse Dona Maria João de Deus – menino guloso tem sempre indigestão. – Mas hoje bem que eu queria comer alguma coisa... A mãezinha abraçou-o e recomendou: – Continue na oração e espere um pouco. O menino ficou repetindo as palavras do Pai Nosso e daí a instantes um grande cão da rua penetrou o quintal. Aproximou-se dele e deixou cair da bocarra um objeto escuro. Era um jatobá saboroso. Chico recolheu, alegre, o pesado fruto, ao mesmo tempo em que reviu a mãezinha ao seu lado acrescentando: – Misture o jatobá com água e você terá um bom alimento. E, despedindo-se da criança, acentuou: – Como você observa, meu filho, quando oramos com fé viva um cão pode nos ajudar, em nome de Jesus. Do Livro “Lindos Casos de Chico Xavier” Ramiro Gama - Editora LAKE Chico Pescados A UNIÃO ENTRE VARIEDADE, QUALIDADE E BONS PREÇOS • ANEXO MINI MERCADO Fone 3457.6919 BR 101 KM 90 Itajuba - Barra Velha