Newsletter GeoArtigos 31 de Agosto de 2010 CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS DA ILHA DO PORTO SANTO E A SUA RELAÇÃO COM O TURISMO Gilda Dantas Associação Insular de Geografia [email protected] Artigo adaptado do livro de Gilda Dantas - “Desenvolvimento do Turismo na Ilha do Porto Santo – Avaliação de Impactes”, (pp. 71 – 80). A Ilha do Porto Santo tem uma superfície de 42,26 Km 2 e está localizada a nordeste da Ilha da Madeira, entre os paralelos 32º 59’ 40’’N e 33º 07’ 35’’N. Apresenta uma configuração alongada, ligeiramente côncava, com 11 quilómetros de comprimento e 6 quilómetros na sua maior largura, aproximadamente. O desenvolvimento do turismo que se está a verificar no Porto Santo, em especial a partir da década de 1990, altura em que foi introduzido o ferry-boat para as ligações marítimas entre a Madeira e o Porto Santo, e construídas as estruturas nos portos destas duas ilhas para embarque e desembarque de viaturas, leva a reflectir, cada vez mais, sobre os estados de tempo e as características climáticas desta Ilha, factores responsáveis, em grande parte, pelos problemas de sazonalidade que tanto preocupa o sector turístico. Os elementos climáticos que serão analisados neste estudo, dos quais sobressaem a temperatura associada à humidade relativa, a precipitação e os ventos, permitirão reflectir sobre os níveis de conforto da população, em cada um dos meses do ano, determinantes para a atracção ou repulsão da população que visita esta Ilha. Para analisarmos o clima do Porto Santo tem de ser feita referência, em primeiro lugar, aos factores de carácter geral que influenciam o clima do Arquipélago da Madeira e, só depois, passar ao caso particular daquela ilha. Estando o Arquipélago da Madeira localizado entre os paralelos 32º N e 33º 07’ N, na margem oriental do Oceano Atlântico, está sob a influência do anticiclone dinâmico dos Açores e dos que se localizam no noroeste do Continente Africano e na Europa Ocidental. Estes fazem parte da família de altas pressões subtropicais existentes a esta latitude, tanto a norte como a sul do equador, e que formam um limite entre a circulação das médias latitudes e a da região intertropical. Estes anticiclones localizam-se, preferencialmente, sobre os oceanos, e em especial do lado oriental, afectados pelas correntes frias oceânicas. No Inverno, esta família de altas pressões desloca-se para sul, acompanhando toda a dinâmica da atmosfera. O Arquipélago da Madeira, desprotegido destes anticiclones, é frequentemente atingido pelos sistemas frontais associados a centros depressionários e pelas depressões que se formam no Atlântico, na Península Ibérica e no Noroeste de África. O tempo fica instável e há possibilidade de aguaceiros e ventos fortes. Criam-se situações de tempo instável. Estas perturbações da Superfície Frontal Polar fazem-se sentir, especialmente, de Novembro a Março, quando se deslocam no Atlântico Norte em direcção à Europa, vindas de Oeste, acompanhando os ventos predominantes nestas latitudes – “Ventos de Oeste”. No Verão, o campo de acção fica profundamente modificado. Os centros de altas pressões subtropicais deslocam-se para norte e podem influenciar uma parte da Europa Ocidental ou de sudoeste. O anticiclone dos Açores, acompanhando esta dinâmica, é repuxado para Nordeste, fortalece-se (pressão no centro cerca de 1025 a 1035 mb) e influencia o tempo do Arquipélago da Madeira, criando situações de tempo estável. Á superfície, as altas pressões mantêm-se sobre os oceanos, enquanto sobre o continente africano, com o aquecimento, se forma uma extensa área de baixas pressões. Newsletter Os Ventos de Oeste são menos frequentes, mais fracos e menos regulares que no Inverno, sobretudo nas regiões oceânicas. Em contrapartida, os Ventos Alíseos de Nordeste, atingem latitudes mais elevadas, entre os paralelos 35 º N e 20 º N, numa deslocação constante de NE/SW, no Hemisfério Norte. Estando o Arquipélago da Madeira entre os paralelos 32ºN e 33ºN, é influenciado predominantemente pelos Ventos Alíseos de Nordeste no Verão, que se escoam ao longo do flanco oriental do anticiclone dos Açores. Pelo exposto, é fácil deduzir que a Ilha do Porto Santo, ficando tão próxima da Madeira, deveria ter um clima semelhante a esta, não fosse a actuação de factores locais, para além da influência oceânica e da latitude, nomeadamente: As características orográficas – O relevo, cuja altitude não ultrapassa os 517 metros, com uma zona central mais ou menos plana, com uma ligeira inclinação Norte/sul, torna propício a circulação dos ventos que sopram de todos os quadrantes. A falta de vegetação - Contribui e ao mesmo tempo é consequência da aridez verificada nesta ilha. Esta situação está, contudo, a modificar-se, com a plantação de grande quantidade de árvores, em especial o pinheiro de Alepo, em vários picos. Durante quase todo o ano o Porto Santo está sob a influência dos ventos do quadrante norte que varrem toda a Ilha sem encontrar obstáculos, contrariamente ao que acontece na Madeira, em que uma cordilheira central, que se prolonga no sentido Este/Oeste, protege a vertente sul daqueles ventos. Por sua vez, as massas de ar húmidas vindas do Atlântico não encontram na Ilha do Porto Santo obstáculos orográficos que possam originar a subida e arrefecimento das massas de ar e, consequentemente, potenciar a precipitação. Face a estes factores, as características climáticas da Ilha do Porto Santo diferenciam-se de qualquer dos microclimas analisados na Ilha da Madeira (quadro 1). Estação: Porto Santo Altitude : 78 metros; Latitude : 33º 04’ N ; Longitude: 16º 21’ W Período : 1961 -1990 Meses Temperatura (ºC) Valores Médios Temperatura Máxima (ºC) Valores extremos Temp. Mínima (ºC) Valores extremos Precipitação média (mm) Nº médio de dias de Precipitação M J J A S O N D Ano 15,6 15,4 15,7 16,3 17,6 19,4 21,1 22,3 22,1 20,5 18,3 16,4 18,4 21,4 22,6 26,0 24,9 29,8 30,5 31,6 35,3 34,4 28,6 29,2 23,0 35,3 7,8 6,4 8,4 8,8 11,1 12,3 14,0 16,2 14,5 12,4 10,3 7,5 6,4 58,6 45,1 45,3 24,1 11,9 8,5 3,1 4,6 23,1 48,2 54,5 59,4 386,4 12 11 10 8 7 5 5 7 12 14 15 120 71 69 66 67 68 67 67 68 70 71 72 69 9h 81 79 77 74 74 76 75 76 77 78 78 78 77 21h 79 78 77 76 76 78 77 78 78 79 78 77 78 134,3 141,2 175,0 193,4 232,8 211,1 229,6 244,6 214,8 185,7 146,8 132,2 2241,5 43% 46% 48% 50% 55% 50% 53% 60% 58% 53% 47% 43% 51% 15h 7 7 7 7 6 6 6 5 5 6 7 7 6 9h 7 7 7 7 7 7 7 6 6 7 7 7 7 21h 6 6 6 6 6 6 6 6 5 6 6 6 6 18,8 19,3 17,8 18,7 17,5 16,1 14,4 14,4 15,1 16,6 18,4 18,1 17,8 Insolação média (horas) média Ventos A 73 média 0-10 M 14 relativa U% e F 15h Humidade Nebulosidad J Intensidade média Km/h Quadro 1 - Fonte: Instituto de Meteorologia (Direcção Regional da Madeira). Página 2 GeoArtigos Temperatura No período 1961-1990 (quadro 1), a temperatura média anual foi de 18,4ºC, com a média máxima registada no mês de Agosto (22,3ºC) e a média mínima registada no mês de Fevereiro (15,4ºC). A amplitude térmica média anual foi de 6,9 ºC. Neste mesmo período as temperaturas apresentaram um máximo absoluto de 35,3ºC no mês de Agosto e um mínimo absoluto de 6,4ºC no mês de Fevereiro (Figura 1). Figura 1 Fonte: Instituto de Meteorologia Precipitação O total anual de precipitação foi de 386,4 mm, muito inferior ao registado em qualquer das estações da Ilha da Madeira, embora o Porto Santo esteja localizado a uma latitude norte mais elevada. Figura 2 Fonte: Instituto de Meteorologia Os mínimos de precipitação ocorreram nos meses de Verão: Junho, Julho e Agosto, com valores que se situam entre os 8,5mm e os 3,1mm, o que corresponde a 4,1 % do total anual de precipitação, e os máximos em Novembro, Dezembro e Janeiro, com uma percentagem de 44,5 % de precipitação anual total, o que significa que, em média, nestes três meses chove quase metade do que é registado ao longo do ano. Página 3 Newsletter Com base no “Índice de Gaussen” foi calculada a quantidade de meses secos 1. Através dos cálculos efectuados a partir do “Índice de GAUSSEN”, podemos concluir que o Porto Santo apresenta, em relação à precipitação, uma estação seca prolongada, de Abril a Setembro. Esta aridez é manifesta, nomeadamente, na falta de vegetação e na formação no solo de crostas calcárias (caliche). Insolação O total de horas de insolação foi de 2241,5 ao longo do ano. O valor máximo foi registado em Agosto (60%) com 244,6 horas de sol, e os mínimos em Dezembro e Janeiro (43%), o que corresponde a 132,2h e 134,3 h de insolação, respectivamente. Humidade relativa Os valores de humidade relativa média são variáveis ao longo do ano, consoante as horas do dia. Oscilam entre 66% e 73% às 15 horas, hora em que são registados os valores mínimos diários. Às 9 horas e 21 horas os valores diários aproximamse, variando entre 74% e 81%. Nebulosidade Os valores da nebulosidade, às 15 horas, variam entre 6 e 7, de Outubro a Julho, e de 5 nos restantes meses, numa escala de 0 a 10, que corresponde a décimos de céu aberto. Às 9 horas a nebulosidade é mais intensa (entre 6 e 7 ao longo de todo o ano). Às 21 horas os valores de nebulosidade são iguais ou inferiores aos das 15 horas, com excepção do mês de Agosto. Isto significa que, na parte da manhã, regra geral, há maior nebulosidade. Vento A intensidade da velocidade dos ventos é mínima nos meses de Julho e Agosto (14,4 Km/h) e máxima a atingir 19,3Km/h no mês de Fevereiro (quadro 1). Rumo N NE E SE S SO O NO C Frequência % 37,0 15,6 9,4 4,8 6,0 2,1 8,2 11,7 5,3 Velocidade Média Km/H 19,3 17,1 16,1 14,9 19,2 19,2 20,0 19,8 - Quadro 2 – Rumo dos ventos, frequência da ocorrência e velocidade média dos ventos no Porto Santo (1961-1990). Fonte: Instituto de Meteorologia O rumo predominante é de Norte durante todo o ano, com uma frequência de 37% e com uma intensidade média de 19,3 Km/h, seguindo-se o de Nordeste com uma frequência de 15,6% e uma velocidade média de 17,1 Km/h (figura 2). Em relação à intensidade dos ventos, os que sopram do quadrante Este são, regra geral, mais fracos, com velocidades médias que se situam entre os 14,9 Km/h e 17,1 Km/h. Segundo M.GAUSSEN, podemos verificar a quantidade de meses secos registados ao longo do ano relacionando a temperatura com a precipitação: Um mês é considerado seco quando o total das precipitações, em mm, é inferior a duas vezes o valor da temperatura em ºC (P<2T). 1) GeoArtigos Os ventos que vêm do quadrante Oeste e de sul são mais frequentes na estação de Inverno e registam velocidades médias elevadas (entre 19,2 KM/h e 20,0 Km/h). Fonte: Instituto de Meteorologia Figura 3 Caracterização do clima Em referência ao número de meses secos e ao tipo de chuvas, podemos considerar que o regime de chuvas é mediterrâneo, com um máximo no Inverno e um mínimo no Verão. São predominantemente concentradas, do tipo aguaceiro, o que provoca grande erosão nos solos, muitos deles desnudos de vegetação. Quanto às temperaturas médias, podemos caracterizar o clima desta ilha como temperado, com temperaturas médias que não ultrapassam os 23ºC no Verão, nem descem a valores inferiores a 15º C no Inverno, durante o período analisado. As amplitudes térmicas médias anuais são, por conseguinte, baixas (6,7ºC). Por estar sob a influência oceânica, os valores de nebulosidade e de humidade relativa são elevados ao longo de todo o ano. Os ventos predominantes sopram do quadrante norte, durante quase todo o ano. Deste conjunto de características, podemos concluir que o Porto Santo tem um clima temperado, com características semiáridas em que o regime de chuvas é mediterrâneo, com um máximo de precipitação no Inverno e um mínimo no Verão. São chuvas predominantemente concentradas, de tipo aguaceiro. Conforto Térmico A partir do estudo efectuado podemos analisar em que medida as condições climáticas do Porto Santo poderão influenciar o desenvolvimento do turismo nesta Ilha, principalmente o turismo sol/praia, tomando em consideração o Conforto Térmico. Todos nós sentimos que para além de certos limites, as condições atmosféricas provocam mal-estar no organismo, o que pode ser um factor negativo para a atracção turística. A sensação de conforto ou desconforto térmico pode-se manifestar através da combinação de elementos como a temperatura e humidade relativa. A relação temperatura e humidade relativa elevadas provocam desconforto. Pelo contrário, uma temperatura de, por exemplo, 35º C, pode estar dentro dos parâmetros de conforto térmico, se a humidade relativa for inferior a 25%. Temos o exemplo da Madeira: temperaturas que podem não ser tão altas como as registadas no Alentejo, mas que associadas a uma humidade relativa mais elevada provoca maior desconforto físico. Se combinarmos os ventos e temperatura, verificamos que os ventos moderados a fortes associados a temperaturas baixas provocam sensação de mal-estar, enquanto estes mesmos valores de velocidade dos ventos associados a temperaturas elevadas provocam um efeito agradável, refrescante. Página 5 Newsletter Neste estudo da Ilha do Porto Santo utilizou-se o diagrama psicrométrico de W. H. Carrier (adaptado) – (Ferreira, et al, 1983, p.8), que indicam linhas de igual temperatura efectiva e que permite distinguir, de uma forma simples, os graus de conforto térmico: muito quente, quente, ameno, frio, muito frio, combinando a humidade relativa e a temperatura do ar a que se dá o nome de “Temperatura Efectiva” (figura 4). Figura 4 – Gráfico Psicrométrico do Porto Santo Adaptado de Brum Ferreira et al, 1983, p. 8 A combinação da temperatura e humidade relativa no diagrama psicrométrico permite concluir que o nível de conforto térmico da Ilha do Porto Santo é Ameno durante todo o ano, estando os meses de Agosto e Setembro muito próximos da linha de marcação do nível quente (figura 4). Às temperaturas mais elevadas corresponde uma humidade relativa mais baixa, o que conduz a uma maior amenidade climática. O mês de Maio pode ser considerado um mês de transição, em que, apesar da temperatura média ser relativamente baixa (17,6ºC), a humidade relativa já se situa nos valores mínimos registados (67% às 15 h). Se ao Conforto Térmico associarmos a intensidade do vento, os meses considerados secos e a insolação, ficaremos com uma ideia mais precisa da época que menos atracção exerce sobre o turista, considerando o destino praia. Consideraram-se quatro níveis de insolação (Ferreira, et al,1983, p.10): > 70% - Muito Bom (céu limpo) 50% e 70% - Bom 31% a 49% - Tolerável < 30% - Intolerável (céu totalmente encoberto). 2) Temperatura Efectiva – é uma grandeza que exprime, para uma determinada temperatura e humidade atmosféricas, uma sensação de conforto idêntica à que se verificaria numa atmosfera de temperatura mais baixa mas saturada (Ferreira et al – 1983, p.5) GeoArtigos Quanto à velocidade do vento, utilizaram-se quatro escalões de velocidade, adaptando-se os critérios estabelecidos por Ferreira et al, (1983, p.8): V< 7 Km/h - ar calmo ou com ligeira aragem; 7 Km /h < V < 18 km /h - perfeitamente tolerável, sobretudo em tempo quente. 18 Km /h < V < 30 Km /h - pouco tolerável V > 30 Km/h – limite a partir do qual o vento se torna desagradável. Segundo Ferreira et al (1983, p.10), citando K. KWIECIEN, a partir de 18 Km/h os banhos de mar e a estada na praia só são possíveis em lugares abrigados. Foi considerando essa afirmação que, por observação no terreno, comprovamos ser verdadeira, criamos uma classe intermédia de 18 Km/h a 30 Km/h como pouco tolerável. Neste grupo incluem-se os meses de Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Abril. Com base nestes dados construímos a tabela de meses mais favoráveis ao turismo no Porto Santo, considerando as condições climáticas (quadro 3). J F M A M J J A S O N D Meses Secos - - - Seco Seco Seco Seco Seco Seco - - - Vel. do Vento (Km/h) PT PT T PT T T T T T T PT PT Insolação % T T T B B B B B B B T T Níveis de conforto A A A A A A A A A A A A Mto. pouco FAV Mto. pouco FAV Pouco FAV Pouco FAV FAV FAV Mto. FAV Mto FAV Mto FAV Pouco FAV Mto. pouco FAV Mto. pouco FAV Atracção Turística A – Ameno T – Tolerável PT – Pouco Tolerável B – Bom Quadro 4 - Meses mais favoráveis ao turismo, no Porto Santo, considerando as condições climáticas. Elaboração pelo próprio. Conclusão Apesar de todos os meses serem considerados Amenos, atendendo à relação Temperatura/Humidade Relativa, a maior percentagem de Insolação, menor velocidade do vento e graus mínimos de precipitação apresentados nos meses de Maio, Junho, Julho, Agosto e Setembro permitem colocá-los como meses mais favoráveis ao turismo, sendo que Julho, Agosto e Setembro, pelo registo de temperaturas mais elevadas (superior aos 21ºC) são considerados os mais atractivos para o destino sol/praia. O mês de Outubro, embora já esteja incluído nos meses pouco favoráveis devido a não ser considerado um mês seco segundo o Índice de Gaussen (precipitação de 48,2 mm), tem uma percentagem de insolação ainda elevada (185,7 horas de Sol) e uma temperatura média superior a 20ºC, o que faz aproximá-lo dos meses favoráveis. O mesmo se passa com o mês de Abril. O problema deste mês não é a precipitação (já é considerado um mês seco), mas a intensidade dos ventos, principalmente os que sopram do quadrante norte. Os meses muito pouco favoráveis para o destino sol/praia são os de Novembro, Dezembro, Janeiro e Fevereiro, o que pressupõe colocar de lado o produto sol/praia nesta época do ano, e apostar noutros produtos turísticos, nomeadamente, no turismo de saúde, desportivo ou de eventos. Página 7 Newsletter Bibliografia ANAIS DO MUNICÍPIO DO PORTO SANTO (1985). BAUM, Tom, LUNDTORP, Send (2001) – Seasonality in Tourism, Londres, Editora Pengamon. DANTAS, Gilda (2007) – Desenvolvimento do Turismo na Ilha do Porto Santo – Avaliação de Impactes, Funchal, Região Autónoma da Madeira. CAVACO,Carminda (1998) – “Turismo de Ontem e de Amanhã”, Lisboa, Revista Economia e Prospectivas, Volume I, nº 4, pág. 8791. ESTIENNE Pierre, GODARD, Alain (1970) – Climatologie, Collection U, Paris, Série “Geographie”. FERREIRA, Brum, ROXO, Maria José, VIEIRA, Maria José, QUINTAL, Raimundo (1983) – Ambiência Atmosférica e Recreio ao Ar Livre – “Duas tentativas de classificação e sua aplicação a estações litorais portuguesas”, Linha de Acção de Geografia Física, Centro de Estudos Geográficos, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA E GEOFÍSICA (1980) - Regime dos Ventos, Precipitação, Temperatura e Nebulosidade na Ilha do Porto Santo, Lisboa. PAGNEEY, P, (1976) – Les Climats de la Terre, Paris, Editora Masson. QUINTAL, Raimundo, VIEIRA, Maria José (1985) –Ilha da Madeira – Esboço de Geografia Física, Secretaria Regional do Turismo e Cultura – RAM. UMBELINO, Jorge (2000) – “Soustainable Tourism”, Série de Estudos nº 3, Centro de Estudos de Geografia e de Planeamento Regional, Universidade Nova de Lisboa. Página 8