Risco Meteorológico de Incêndio Florestal
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Tendência do índice de risco de incêndio florestal
para o dia seguinte - um precioso auxiliar no
trabalho do bombeiro*
Introdução
É de todo o interesse conhecer a distribuição da tendência do índice de risco
de incêndio florestal para o dia seguinte não só para fins de prevenção, tais como
a adequação dos percursos das brigadas motorizadas de vigilância terrestre e
aérea, ou das brigadas de investigação de fogos florestais, o seu reforço ou
imobilização, mas também para o próprio combate, com vista à disposição
táctica das forças no terreno, concentrando-as nas áreas de maior risco, e, ainda,
para a segurança individual, numa situação de combate directo ao fogo florestal.
A investigação desenvolvida desde 1985 permitiu estabelecer índices
meteorológicos de risco de incêndio florestal muito simples, já que apenas utilizam
elementos meteorológicos de fácil obtenção, tanto através de informações da rede
oficial do Instituto Nacional de Meteorologia, como da rede própria. Além disso,
a simplicidade de cálculo permite determiná-los em qualquer momento e local,
sempre que for necessário caracterizar rapidamente uma situação de crise.
1. Índice de Risco de Deflagração de Incêndio Florestal
De entre os índices propostos, começamos por indicar o mais simples,
correspondente ao risco de deflagração, o qual se obtém dividindo o valor da
temperatura do ar pelo da sua humidade relativa (L.LOURENÇO, 1988b):
* Recolha documental, V Jornadas de Prevenção e Segurança na Floresta de Betão, Lisboa, 1996, p. 114123 (em colaboração com MANUELA BENTO)
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Luciano Lourenço
IRDIFLL =
IRDIFLL
T
U
T
U
- Índice de risco de deflagração de incêndio florestal
- Temperatura do ar, em °C
- Humidade relativa do ar, em %
2. Índice de Risco de Progressão do Incêndio Florestal
Como é sabido, o vento é um elemento imprescindível para a rápida
progressão do fogo. No entanto, a sua quantificação não é tarefa fácil, pelo
que, de início, não foi introduzido na fórmula de cálculo do índice de risco
(L. LOURENÇO, 1988a e 1991).
Em Portugal Continental, os ventos conhecidos por “nortada”, designação
local de uma brisa importante sobre todo o litoral ocidental, que geralmente
sopra com rumos situados entre 350° (NNW) e 360° (N), e os ventos que
apresentam um trajecto continental, transportando ar quente e seco,
proveniente do interior da Península Ibérica e, por vezes, mesmo do Norte de
África, que podem soprar nos quadrantes situados entre 0° (N) e 180° (S), são
aqueles que se apresentam particularmente perigosos, favoráveis a uma rápida
progressão do fogo. Os provenientes de outros rumos, por norma, transportam
ar húmido, não causando por isso grandes problemas, pelo que não se
consideram.
Assim, com o prosseguimento da investigação, foi possível incluir o
comportamento do vento, em termos de fogos florestais, na fórmula do índice
de risco de progressão de incêndio florestal (L. LOURENÇO, 1991), quando o
seu rumo (D) varia entre 350°-D-360° v 0°-D-180°.
IRPIFLL = R + V
T 100
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IRPIFLL
T
U
V
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- Índice de risco de progressão de incêndio florestal
- Temperatura do ar, em °C
- Humidade relativa do ar, em %
- Velocidade do vento em Km/h, quando o seu rumo (D) se
situa entre os quadrantes 350° a 360° e 0° a 180°, ou seja,
quando 350°-D-360 v 0°-D-180°
No entanto, este índices normalmente só se podem aplicar a condições de
risco presentes ou passadas, o que é insuficiente, em termos de prevenção de
fogos florestais, pelo que foi necessário adicionar-lhes o carácter de previsão.
3. Tendência do Índice de Risco de Incêndio Florestal para o Dia
Seguinte
É do conhecimento geral que tanto para a detecção como,
fundamentalmente, para o combate aos incêndios florestais, interessa conhecer
com antecedência as condições de risco para o dia seguinte, a fim de que,
atempadamente, em função do grau de risco previsto, se possam dispor no
terreno os meios de combate aos incêndios florestais e, eventualmente, reforçar
os meios de vigilância e de detecção.
Por outro lado, sabemos que o risco de incêndio florestal não comporta só
variáveis meteorológicas. Com efeito, além destas, importa considerar outros
parâmetros de natureza física, tais como os relacionados com o relevo (altitude,
exposição das vertentes, declives, ...) e com as características dos combustíveis
(tipo e estado da vegetação), etc.. Do mesmo modo, importa também analisar
certos aspectos de índole humana (densidade da população, taxa de
envelhecimento, percentagem de população agrícola, ...) e ainda aspectos
operacionais (distância ao quartel de bombeiros, efectivos de bombeiros por
km 2,...).
Na impossibilidade de integrar directamente todas estas variáveis numa
única fórmula, pensamos que uma maneira prática de avaliar todas estas
componentes, que directa ou indirectamente intervêm na deflagração e
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Luciano Lourenço
propagação do fogo florestal, é fazê-lo através da análise estatística,
considerando a história passada dos incêndios florestais num dado local ou
região.
Deste modo, é possível relacionar a densidade de fogos florestais
ocorridos numa determinada área (n.º de fogos por km 2) com a percentagem
de área ardida nessa mesma área, obtendo-se assim uma média de risco de
incêndio florestal para a área considerada. Este método, aplicado aos
concelhos do Continente, permitiu-nos calcular um índice de risco histórico-geográfico para cada concelho (fig. 1), o qual pode funcionar como um factor
de correcção aos valores obtidos através dos elementos meteorológicos.
Equacionando o problema, digamos que se tornava então necessário
encontrar uma solução, uma fórmula que, de modo simples e económico,
pudesse indicar a tendência de risco de incêndio para o(s) dia(s) seguinte(s).
Além da componente meteorológica, inequivocamente a mais importante,
teria de incluir, obrigatoriamente, uma vasta gama de factores, múltiplos e
variados, que localmente permitem diferenciar o grau de risco, quando do
ponto de vista meramente meteorológico este se apresenta muito semelhante.
A solução para o problema consiste em adicionar ao índice de risco de
progressão definido no ponto anterior:
T + V
U 100
a previsão meteorológica para o(s) dia(s) seguinte(s) e para os parâmetros antes
considerados (temperatura, humidade relativa do ar, rumo e velocidade do
vento) traduzidos em fórmula,
fazendo afectar todo o conjunto pelo coeficiente de correcção regional (R),
obtido através do risco histórico.
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Deste modo, a fórmula que permite obter a tendência de risco de incêndio
florestal para o dia seguinte, pode ser assim apresentada:
TIRIFLL - Tendência do índice de risco de incêndio florestal para o dia
seguinte;
Tdc - Temperatura do ar do dia em causa, em °C;
Udc - Humidade relativa do ar do dia em causa, em %;
Vdc - Velocidade do vento do dia em causa, em Km/h, quando o seu rumo
(D) se situa entre os quadrantes 350° a 360° e 0° a 180°, ou seja,
quando 350°-D-360° v 0°-D-180°;
Tds - Temperatura do ar prevista para o(s) dia(s) seguinte(s), em °C;
Uds - Humidade relativa do ar prevista para o(s) dia(s) seguinte(s), em %;
Vds - Velocidade do vento prevista para o(s) dia(s) seguinte(s), em Km/h,
quando o seu rumo (D) se situar entre os quadrantes 350° a 360° e
0° a 180°, ou seja, quando 350°-D-360° v 0°-D-180°;
R - Factor de correcção regional, baseado na história dendrocaustológica
municipal.
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Fig. 1 - Distribuição do Índice de Risco Histórico-Geográfico de Incêndio Florestal entre
1980 e 1994, nos concelhos do Continente.
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4. Divulgação do Mapa com a Tendência do Índice de Risco de
Incêndio Floretsal
Com base na fórmula anterior é possível determinar e cartografar, para cada
concelho, a tendência do risco de incêndio florestal para o dia seguinte (fig. 2).
O mapa assim obtido é divulgado por telecópia, todos os dias, ao fim da tarde,
durante a “época de fogos”, para as diversas entidades oficiais envolvidas na
prevenção, detecção, combate e investigação criminal de incêndios florestais,
nomeadamente: Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON),
Inspecções Regionais de Bombeiros (IRB), Centros de Meios Aéreos (CMA),
Divisão da Protecção da Floresta contra Incêndios da Direcção-Geral de Florestas
(DPCI), ex-Delegações Florestais (DF) e Directoria de Coimbra da Polícia Judiciária.
Deste modo, cada uma destas entidades recebe um mapa com a distribuição do
índice de risco de incêndio florestal para o dia seguinte, relativo ao risco médio de cada
um dos concelhos da área abrangida pelo projecto, e divulgão internamente.
Com já alguns anos de existência, o projecto tem vindo a alargar a sua área
de influência, em virtude de várias solicitações que nos têm sido dirigidas por
parte das diversas entidades. Deste modo, após uma fase inicial de
investigação, desenvolvida essencialmente entre 1988 e 1990, em que se
ensaiaram processos de cálculo e de difusão do mapa com o índice de risco,
chegou-se a um período de reflexão, correspondente ao ano de 1991, durante
o qual, devido a dificuldades várias, não se procedeu ao cálculo e difusão do
índice. No entanto, criaram-se bases mais sólidas que, nos anos seguintes
permitiram continuar a investigação e alargá-la a novas regiões.
Assim, no ano de 1992, apenas continuaram a beneficiar desta informação os
concelhos pertencentes à Região Centro do País. Em 1993, o projecto foi alargado
para Norte até ao rio Douro. No ano de 1994 atingiu a área de Lisboa. Em 1995
estendeu-se desde o rio Douro até às regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Alto Alentejo.
No ano de 1996, a Tendência do Índice de Risco de Incêndio Florestal
passou a ser divulgada para todos os concelhos do País situados a sul do rio
Douro (fig. 2). A norte deste rio, a tendência foi determinada pela
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), de forma a que todo
o território Continental passou a dispor desta informação.
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Nota:
A Tendência do Risco de Incê
da zona a Norte do Rio Do
produzida e enviada pela
Sistema de Informação do
Risco de Incêndio Florestal
Produzido pelo
NICIF
Núcleo de Investigação Ciêntifica
De Incêndios Florestais
Patrocinado pela
CNEFF
Tendência do Risco
de Incêndio Floresta
Para o Dia 21/7/96
Reduzido
Moderado
Elevado
MuitoElevado
Máximo
LIMITE DO MUNICIPIO
0
40 km
© NICIF 1996 Dados: Núcleo de Investigação Científica de Incêndios Florestais da Universidade
Fig. 2 - Exemplo do Mapa com a Tendência do Índice de Risco de Incêndio Florestal para o
Dia Seguinte. Refere-se à tendência para o dia 21/07/96, a qual foi difundida na véspera,
dia 20/07/96, pelas 18 horas.
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5. Informação transmitida ao Bombeiro pelo Mapa da Tendência do
Índice de Risco
A informação sobre o risco de incêndio aparece organizada segundo cinco
graus, cujos limiares foram definidos através de diversos ensaios, de acordo
com a gravidade de cada situação. A visualização destes níveis de risco, por
intermédio da representação cartográfica, facilita desde logo a apreensão das
situações de maior ou menor grvidade (TABELA I).
TABELA I - Identificação das classes de risco de incêndio florestal
A cada uma destas cinco classes correspondem condições específicas de
risco. O conhecimento detalhado destas condições é fundamental para o
bombeiro, de modo a saber o que fazer, como agir, que mecanismos accionar,
em cada uma das diferentes situações. Nesta conformidade, indicam-se, a
seguir, as principais características de cada grau de risco:
Reduzido: Nesta situação os focos de ignição são débeis e não provocam
incêndios. No entanto, focos intensos, como uma faísca, podem
incendiar manta morta e detritos. Os incêndios propagam-se lentamente,
sendo facilmente controláveis, pelo que raramente apresentam gravidade.
Moderado: os fogos em campo aberto de herbáceas secas ardem
intensamente e propagam-se rapidamente com o vento. Os incêndios
em maciços florestais progridem lentamente. A extinção dos incêndios é
relativamente fácil, se atacados a tempo.
Elevado: Os combustíveis miúdos, mortos, inflamam-se rapidamente. Os
incêndios propagam-se com facilidade, havendo produção de faúlhas e
projecções de pequeno alcance. O fogo atinge grande intensidade em
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encostas ou em concentrações de combustíveis miúdos. Os incêndios
podem atingir gravidade e tornarem-se dificilmente controláveis, se não
forem combatidos a tempo.
Muito Elevado: Os incêndios consolidam-se imediatamente após a ignição
e propagam-se com rápido aumento da sua intensidade. Abundante
produção de faúlhas, cuja projecção provoca focos de ignição salteados.
Este nível de risco implica medidas especiais no ataque a todos os fogos
nascentes, sobretudo a nível da rapidez de actuação.
Máximo: Fácil ignição e propagação imedita, com grande velocidade e
intensidade. Os incêndios que atingem povoamentos florestais,
especialmente de resinosas, podem tornar-se incontroláveis, sendo o
combate possível apenas sobre os flancos, até que a alteração das condições
ambientais ou o esgotamento dos combustíveis permitam um ataque frontal.
Sendo uma situação relativamente rara, corresponde à reunião de um
conjunto de condições variadas, todas elas favoráveis ao desenvolvimento de
grandes incêndios. Nestas circunstâncias, os fogos que não forem
controlados logo de início evoluem rapidamente para grandes incêndios,
dificilmente controláveis. É a situação que determina o máximo cuidado de
todos os intervenientes no fogo florestal (vigilantes e combatentes).
(Adaptado de: F. MACEDO et al. p. 45)
Não basta conhecer o significado de cada grau de risco. É necessário aplicar,
em devido tempo, medidas concretas, tendentes a rentabilizar tempo e meios.
Nestas circunstâncias, e de acordo com cada grau de risco, propomos que se
tomem as seguintes medidas:
Risco Reduzido: Diminuição do estado de alerta do pessoal, aproveitando o
tempo para realizar operações de conservação e manutenção de equipamento.
Risco Moderado: Situação considerada normal, em que são assegurados
todos os serviços de rotina.
Risco Elevado: Reforço da vigilância e dos meios de primeira intervenção.
Não efectuar queimadas. Ataque dos fogos nascentes com todos os
meios diponíneis. Cuidado especial com os rescaldos, após a extinção
dos fogos. Detecção de fogos por meios aéreos.
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Risco Muito Elevado: Colocação de brigadas de primeira intervenção em
locais estratégicos, próximos de áreas particularmente sensíveis, onde se
fará a vigilância de pessoas e viaturas. Supressão de actividades na
floresta, susceptíveis de envolver perigo de incêndio.
Risco Máximo: Situação anormal, de máxima gravidade, que deve envolver
todos os meios disponíveis, incluindo o estado de alerta do pessoal de
reforço. Patrulhamento aéreo nas horas de maior risco, com aerotanques
preparados para intervenção (“vigilância armada”).
Conclusão
A investigação até agora desenvolvida sobre índices de risco de incêndio
florestal mostrou como estes são importantes, diremos mesmo fundamentais,
para a planificação das actividades a desenvolver a médio prazo, com vista à
elaboração de projectos de arborização e recuperação de áreas ardidas e
também no ordenamento florestal do território.
A divulgação diária do mapa com a tendência do índice de risco de incêndio
florestal para o dia seguinte revelou-se uma tarefa de grande utilidade, a curto
prazo, já que este constituiu um auxiliar indispensável tanto para a definição
de estratégias de prevenção directa (vigilância), como para a adequação dos
meios de combate e sua disposição no terreno e, ainda, para a segurança
individual, face à situação de fogo florestal.
Agradecimentos
Desejamos aqui manifestar o nosso vivo agradecimento às entidades que,
directa ou indirectamente, têm suportado financeiramente e apoiado os nossos
trabalhos, nomeadamente: Comissão Nacional Especializada de Fogos Florestais,
Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, Direcção-Geral das
Florestas, Serviço Nacional de Bombeiros e todas as outras entidades que têm
colaborado nos nossos Projectos de Investigação. A todas, o nosso muito obrigado.
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Luciano Lourenço
Referências bibliográficas
LOURENÇO, L. (1988a) - “Tipos de tempo correspondentes aos grandes incêndios
florestais ocorridos em 1986 no Centro de Portugal”. Finisterra, XXIII,
46, Lisboa, p. 251-270.
LOURENÇO, L. (1988b) - “Risco de Incêndio Florestal em Portugal Continental”.
Informação Florestal, Lisboa, p. 22-32.
LOURENÇO, L. (1991) - “Uma fórmula expedita para determinar o índice
meteorológico de risco de eclosão de fogos florestais em Portugal
Continental”. Separata de Cadernos Científicos sobre Incêndios Florestais,
Coimbra, p. 3-63.
LOURENÇO, L. & GONÇALVES, A. BENTO (1990) - “As situações meteorológicas
e a eclosão-propagação dos grandes incêndios florestais registados durante
1989 no Centro de Portugal”. Comunicações, II Congresso Florestal
Nacional, Porto, p. 755-763.
REBELO, F. (1980) - “Condições de tempo favoráveis à ocorrência de incêndios
florestais. Análise de dados referentes a Julho e Agosto de 1975 na área
de Coimbra. Biblos, LVI, Coimbra, p. 653-673.
MACEDO, F. W. e SARDINHA, A. M. (1987) - “Fogos Florestais” Publicações
Ciência e Vida; Lisboa.
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