2 O Ergodesign de Automóveis 2.1. O Ergodesign O conceito de Ergodesign surgiu, há pelo menos duas décadas, com o intuito de acabar com as diferenças que existiam entre as disciplinas Ergonomia e Design. Antigamente, como apontado por vários autores (Moraes, 2001; Quaresma e Moraes, 2001; Porter e Porter, 1997, 2000; Yap, 1997), existia uma grande dificuldade de ambos os lados de entender quais eram os benefícios que uma discipliPUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA na poderia trazer para a outra. Do lado do Design, incluindo projetistas em geral, como desenhistas industriais, engenheiros e arquitetos, muitos viam a Ergonomia como um elemento complicador no desenvolvimento de um projeto, já que ela exigia estudos e análises mais aprofundados sobre o usuário e que diversos requisitos fossem cumpridos, tornando o projeto mais demorado e aumentando seus custos. Pelo lado da Ergonomia, muitos ergonomistas não conseguiam enxergar a dinâmica do processo de desenvolvimento de projeto, não conseguindo transmitir as suas descobertas aos designers de maneira sintetizada e de fácil aplicação. Como solução, Yap (1997) concluiu que o conceito de Ergodesign poderia acabar com as divergências entre designers e ergonomistas. O autor acreditava que esta nova tecnologia otimizaria a integração das duas disciplinas no processo criativo, ao dizer que “o Ergodesign é um importante conceito desenvolvido para construir uma ponte e tornar mais eficiente uma interação entre as duas disciplinas. O Ergodesign apaga efetivamente as barreiras artificiais entre as duas disciplinas e conseqüentemente melhora sua aplicabilidade no processo de design. A sinergia e a simbiose dessa união resultarão numa significante melhoria da tecnologia da interdisciplinaridade para a criação de produtos, equipamentos e ambientes, em sistemas complexos”. Além de ser uma abordagem sem barreiras, iterativa e interdisciplinar o Ergodesign garante uma transformação direta de dados ergonômicos no processo de projeto e estimula a suave interação da teoria na prática. Hoje em dia, acredita-se que este conceito já seja aplicado, mesmo que não O Ergodesign de Automóveis 30 leve o nome “ergodesign”, pois este conceito às vezes vem embutido em outros conceitos como “usabilidade”, “design centrado no usuário”, “experiência do usuário (UX)”, “design emocional”, etc., onde o foco é, na verdade, o usuário e sua relação com uma interface qualquer. Com o avanço das novas tecnologias, muitas empresas tiveram a necessidade de buscar informações sobre o usuário de seus produtos e, nesse momento, suas equipes de projeto tiveram que agregar um ergonomista ou um ergodesigner ao seu grupo. Isso é claramente visto em empresas que trabalham com a interação humano-computador, como a Apple e a Nokia. Aqui no Brasil, também não é diferente, muitas empresas buscam por profissionais, em grande parte da área do design com conhecimentos de ergonomia, para o desenvolvimento de seus produtos, principalmente no ramo de interfaces computadorizadas como a Globo.com e empresas de telefonia celular. Além do meio profissional, no acadêmico o ergodesign também ficou bastante difundido PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA com os projetos de pesquisa realizados nos mestrados e doutorado em Design da PUC-Rio, da Unesp-Bauru e da UFPE nas suas linhas de pesquisa em Ergonomia, assim como com o Congresso Ergodesign, que ocorre anualmente há nove anos em cidades brasileiras, divulgando estas pesquisas. Cada vez mais se busca atender as necessidades do usuário no desenvolvimento de um projeto, seja ele um produto, um ambiente, uma interface computadorizada ou um serviço. As empresas atualmente que não atendem as necessidades do usuário certamente deixarão de existir, pois a competição é cada vez mais forte e os usuários estão mais exigentes. Isto pode ser percebido na indústria automobilística, que há anos vem trabalhando com a ergonomia no desenvolvimento de seus automóveis. Os veículos que não atendam a muitos requisitos ergonômicos em seus projetos, é bem provável que não emplaquem no mercado. Um exemplo simples é o alcance dos pedais ou de controles prioritários no painel de instrumentos. Se em algum automóvel este requisito ergonômico não for considerado, o veículo simplesmente não irá funcionar e não será vendido. Portanto, é muito importante que o conceito de Ergodesign esteja na base do processo de projeto, junto obviamente com as outras áreas de desenvolvimento como o Marketing e a Engenharia. O Ergodesign de Automóveis 31 2.2. O Design de Automóveis Para o desenvolvimento do projeto de um automóvel novo, seja uma versão atualizada de um que já esteja no mercado ou um totalmente novo, diversas áreas de conhecimento trabalham em conjunto até o seu lançamento. As principais áreas de projeto são o Design e a Engenharia. Basicamente, o projeto se inicia com um briefing de Marketing (Planejamento Estratégico do Produto) levado às equipes de engenharia e de design para desenvolverem os primeiros estudos e verificar a viabilidade das propostas iniciais. Dentro do departamento de Design ou Design Studio [termo amplamente utilizado nas montadoras] as propostas são desenhadas considerando as tendências do mercado, o segmento do veículo, as características dos usuários definidos para PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA o projeto, sempre considerando as limitações da estrutura do interior do veículo – habitáculo dos passageiros, compartimento do motor e bagageiro. Na Engenharia são verificadas as propostas do Design, viabilizando-as ou não, assim como são verificadas as possibilidades de implantação de novas tecnologias, novos processos de produção e novos materiais, principalmente para reduzir os custos do projeto. Uma vez aprovada as propostas iniciais pela coordenação do projeto e todas as áreas envolvidas, segue o desenvolvimento do veículo num processo iterativo e interdisciplinar, desde a fase de levantamento de dados, passando pelo desenvolvimento e detalhamento até a conclusão com os testes do protótipo e sua validação. Para o desenvolvimento do projeto no Design Studio, de uma maneira geral, este departamento conta com dois grupos de atividades, as áreas de projeto e as áreas de suporte, que ajudam no trabalho das áreas de projeto. As áreas de projeto são: Shape Design, Package & Ergonomics, Color & Trim e Craftsmanship & Design Quality. Estas quatro áreas trabalham em conjunto desde o início do desenvolvimento do projeto para gerar a forma do novo veículo, a organização de seus componentes e os materiais e acabamentos das partes do veículo que serão visualizados e usados pelos consumidores. Para ajudar no desenvolvimento dessas áreas de projeto, as atividades de suporte contam com outras três áreas de modelagem: Math & CAD Modeling, Clay Modeling e Prototype Modeling. O Ergodesign de Automóveis 32 Figura 2.1. – Estrutura organizacional do Design Studio O Shape Design é uma das principais áreas do Design Studio, geralmente composta apenas por designers de produto, com formação em Desenho Industrial, que desenvolvem a forma e o estilo de todo o veículo e seus componentes. Seus PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA trabalhos iniciam-se com o desenvolvimento de sketches e renderings, gerando várias alternativas para o novo veículo. Uma vez escolhida uma alternativa ou duas, o trabalho passa para um modelo tridimensional físico onde são feitas as verificações da intenção do projeto, modificações e apresentações para a coordenação geral do projeto. Este modelo físico é gerado pela área de suporte Clay Modeling que trabalha com o designer de maneira iterativa até a definição do design do veículo. Uma vez definido o modelo físico, este é escaneado para ser trabalhado em CAD. Com o modelo em CAD, o designer começa a trabalhar com as outras áreas do Design e a Engenharia, também de maneira iterativa, verificando se cada componente do veículo é viável de ser produzido e se atendem a todos os requisitos de projeto. Figura 2.2. – Exemplos de scketches e redenrings criados por shape designers A área de Package & Ergonomics é a que define o dimensionamento do interior do veículo – o habitáculo dos passageiros –, o arranjo e a usabilidade de seus componentes. Seus integrantes, de um modo geral, são ergodesigners e enge- O Ergodesign de Automóveis 33 nheiros com pleno conhecimento de ergonomia aplicada ao desenvolvimento de automóveis. O trabalho inicia-se com desenvolvimento de desenhos em CAD, utilizando modelos antropométricos para a definição inicial dos espaços e alcances do interior do veículo. Esta definição do interior está totalmente relacionada ao estilo de veículo que está sendo desenvolvido pela equipe de Shape Design. As duas equipes trabalham em conjunto logo no início dos primeiros desenhos do automóvel, validando ambas propostas. É também nesta área que são estudadas as questões de usabilidade dos componentes, controles e displays do veículo. PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA Figura 2.3. – Exemplos de desenhos e esquemas gerados pela equipe de Package & Ergonomics Já o Color & Trim é a área responsável pelo desenvolvimento e definição das cores, texturas, brilhos, tecidos e acabamentos do veículo. Sua equipe é, também, composta basicamente por designers, podendo ser tanto da área design de produto quanto da área de design gráfico. Em conjunto com a equipe de Shape Design, esta equipe analisa as tendências do mercado e de moda, gera alternativas para o projeto que esta sendo desenvolvido, definindo a aparência final de cada componente do veículo. Esta equipe trabalha de maneira intensa com as equipes de Marketing, para a definição da escala e composição de cores e tecidos que serão lançados no automóvel, e da Engenharia, para a definição de materiais e processos que serão utilizados na manufatura do produto. Figura 2.4. – Exemplos de padrões e placas de cores usados nos estudos de Color & Trim O Craftsmanship & Design Quality, também conhecido como Appeanrance Engineering ou Perceived Quality, é a área que lida com a percepção do usuário O Ergodesign de Automóveis 34 em relação à qualidade do projeto e à qualidade de sua execução. A equipe é, normalmente, formada por engenheiros, mas designers também podem fazer parte. O foco principal deste trabalho é fazer a integração do que está sendo feito no Design Studio com o que está sendo gerado e pensado pela Engenharia, em relação à execução dos componentes e do veículo, como o processo de fabricação e montagem das peças. O importante é garantir que tudo que será visualizado, tocado e sentido pelo usuário será agradável e trará a percepção de que o produto tem uma boa qualidade (Quaresma e Ramos, 2004). Esta equipe trabalha diretamente com a equipe de Color & Trim e Shape Design durante a geração e confirmação PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA de alternativas de design. Figura 2.5. – Exemplos de desenhos desenvolvidos pela equipe de Craftsmanship & Design Quality junto com a Engenharia, para definição dos espaços (gaps) entre as partes do exterior do veículo O esquema a seguir apresenta o fluxo das atividades das áreas de projeto e suas trocas durante o processo. Observa-se que inicialmente na fase de pesquisa as áreas trabalham independentes, definindo as suas ações para o determinado projeto. Já na fase de criação e conceituação começa a haver a interação entre as áreas, pois uma vez definido os objetivos, é necessário saber os requisitos e as limitações de cada área, para a continuidade do processo de projeto. Na fase de desenvolvimento cada área trabalha em seus estudos, principalmente com os modelos em CAD disponíveis a todos, mantendo sempre a interação entre elas. No detalhamento, o grupo já começa a trabalhar bem mais unido, assim como com um grande suporte da engenharia, fazendo a confirmação dos estudos desenvolvidos anteriormente, através dos modelos físicos e virtuais, sempre de maneira iterativa. Por fim, na validação, com os protótipos desenvolvidos pela engenharia e fornecedores, as áreas analisam e aprovam esses protótipos de acordo com a conformidade aos requisitos e objetivos definidos no início do processo. Uma vez aprovado por todas as áreas, o veículo segue para produção em série. É importante ressaltar O Ergodesign de Automóveis 35 que os inputs da engenharia ocorrem sempre em todas as fases, principalmente entre as fases de criação e conceituação, desenvolvimento e detalhamento. PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA Figura 2.6. – Fluxograma das atividades das áreas de projeto do Design Studio Em relação às áreas de suporte às áreas de projeto, todas elas trabalham com algum tipo de modelagem. A área de Math & CAD Modeling é a área que gera e trabalha os modelos virtuais em computador, tanto para a geração de estudos quanto para tratamento das superfícies dos componentes do veículo. Estas superfícies são enviadas para engenharia, para seus estudos assim como para a utilização na confecção das ferramentas. As áreas de Clay Modeling e Prototype Modeling são as que geram os modelos físicos, a primeira trabalha com modelos feitos em clay, que é uma massa especial que amolece com o calor e conserva uma certa maleabilidade na temperatura ambiente para o tratamento da superfície, enquanto que a segunda área trabalha com modelos com materiais mais rígidos e definitivos, como a fibra de vidro, por exemplo, e com algumas peças do próprio material que será utilizado no veículo final. Figura 2.7. – exemplos de desenhos/modelos gerados pela equipe de Math & CAD Modeling O Ergodesign de Automóveis 36 Figura 2.8. – exemplos de modelos gerados pelas equipes de Clay Modeling e Prototype Modeling 2.3. A Ergonomia no Design de Automóveis A Ergonomia no design de automóveis, é uma das partes fundamentais no desenvolvimento de um novo projeto. Considerando que um automóvel é um produto que será utilizado pelo ser humano e que tem um espaço restrito, é muito importante considerar as dimensões e limitações humanas durante o seu projeto, e PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA estes aspectos sempre devem ser considerados desde o início do processo. Conforme mostrado no processo de design de um automóvel no item anterior, a área de Package & Ergonomics lida com os aspectos do dimensionamento do interior do veículo e os aspectos de usabilidade no arranjo dos componentes, controles e displays. Desta forma, pode-se dividir o ergodesign de um automóvel em duas sub-áreas: a de Occupant Package [termo também amplamente utilizado na indústria automobilística] e a de Usabilidade. É importante frisar que, apesar dessa separação, as duas sub-áreas trabalham em conjunto em todas as decisões dos aspectos ergonômicos. A diferença está apenas no modo em que os aspectos são trabalhados. O primeiro passo a ser dado no desenvolvimento de um automóvel é a definição do envoltório dos ocupantes do veículo. Inicialmente, a equipe de Marketing do projeto estipula qual será o estilo do veículo (esportivo, luxuoso, utilitário, etc.) e quantos ocupantes deverão ser acomodados. Por exemplo, se for um estilo esportivo, em geral, se prioriza a acomodação de quatro ou duas pessoas, e se for um sedã luxuoso, a prioridade é a acomodação de cinco pessoas. O segmento do veículo é que determina o grau de acomodação dos passageiros, se o veículo é um compacto mais barato este certamente terá um envoltório dos ocupantes menor do que um veículo de luxo. Estes compromissos de espaço acontecem, normalmente, mais no banco traseiro do que na posição do motorista, pois é importante que o motorista esteja acomodado confortavelmente para a condução segura e, também, O Ergodesign de Automóveis 37 porque o banco traseiro não é utilizado com tanta freqüência que a parte da frente do habitáculo dos passageiros. (Roe, 1993) O ponto de partida do dimensionamento de um novo veículo é o SgRP (Seating Reference Point). O SgRP é um ponto localizado no “meio” do quadril do modelo antropométrico que abrange 95% da população (figura 2.9.). A partir deste ponto, considerando o conceito do estilo do automóvel a ser projetado, é que se estipulam outros pontos muito importantes dentro do veículo, que virão definir o posicionamento dos pedais, da coluna de direção, o curso do banco, etc., conforme os padrões SAE1 J1100, J826, J4004, J1516, J1517, J941, J1050, J1052 e J287 (figura 2.10.). Quanto mais baixa for a altura do SgRP em relação ao assoalho do carro (altura H30 na figura 2.9.) mais o veículo tende ao estilo esportivo, e quanto mais alto, mais o veículo tende ao estilo utilitário. A partir desta configuração, são dePUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA senhados todos os requisitos mínimos necessários para a acomodação da maior parte da população, como espaços para pernas, cabeça, ombros, quadril e etc., com a ajuda dos modelos antropométricos definidos nos padrões da SAE. Este processo define toda a área de Occupant Package (o envoltório dos ocupantes) do veículo. Figura 2.9. – Representação gráfica do SgRP e suas relações de altura e largura com o pedal do acelerador, volante e inclinação do tronco. (SAE J1100) Figura 2.10. – Representação gráfica dos modelos antropométricos das práticas recomendadas da SAE (Roe, 1993) Além disso, também utilizando os modelos SAE, são definidos o alcance máximo (J287) e o campo de visão do motorista (J1050). O alcance máximo é definido por uma superfície à frente da posição do motorista (figura 2.11.) que, considerando os pontos de acomodação do curso do banco, determina até que distân1 Society of Automobile Engineers (no Brasil, Sociedade de Engenheiros da Mobilidade) O Ergodesign de Automóveis 38 cia a maioria dos motoristas conseguirão alcançar na sua posição de dirigir. Como requisito de projeto, os controles e componentes do interior do veículo, que deverão ser alcançados pelo motorista enquanto dirige, devem estar para atrás dessa superfície, em direção ao motorista. Já o campo de visão é definido por planos tangentes a duas elipsóides, conhecidas como eyellipses (J941), que representam o 90º ou o 95º percentil da posição dos olhos do motorista (figura 2.12.). Estas tangentes ligadas a um determinado objeto ou uma limitação (como o teto) determina o campo de visão do motorista. Sendo assim, tudo que estiver na parte de dentro da tangente será visualizado pela maioria dos motoristas – 90% ou 95% (figuras PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA 2.13. e 2.14.). Figura 2.11. – Representação gráfica do alcance máximo do motorista. (SAE J287) Figura 2.12. – Representação gráfica das elipsóides que representam as diversas posições do olho do motorista (SAE J941) Figura 2.13. – Representação gráfica do plano tangente à eyellipse, numa vista lateral, para a definição do campo de visão do motorista (SAE J941) Figura 2.14. – Representação gráfica de um campo de visão exterior do motorista (SAE J941) O trabalho de Ergonomia começa junto com o desenvolvimento de alternativas de design do projeto. Designers e ergodesigners trabalham juntos de uma maneira iterativa na definição de todos os pontos do projeto que serão fixos poste- O Ergodesign de Automóveis 39 riormente, ajustando a parte exterior com a parte interior do veículo. Com o package (o envoltório dos ocupantes) definido e compatibilizado com o exterior é que se definem todos os subsistemas do automóvel. No desenvolvimento destes subsistemas são conformados e distribuídos todos os comandos, controles e displays que serão acionados e visualizados pelo motorista e passageiros. Durante este desenvolvimento existe um trabalho que deve ser feito para garantir que todos os subsubsistemas sejam fáceis de usar, confortáveis e seguros, ou seja, deve-se con- PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0610653/CA siderar em cada um dos “subprojetos” a usabilidade destes subsubsistemas.