Introdução ................................................................................................................................................................................ 3 Pra começo de conversa... .................................................................................................................................................. 4 O que é Ampliada? ............................................................................................................................................... 4 Por que realizar uma Ampliada?......................................................................................................................... 4 Por que é importante planejar? .......................................................................................................................... 4 Quem participa da Ampliada Regional? ............................................................................................................ 4 Além dos/as delegados/as, quem mais participa da Ampliada Regional? .................................................... 5 Olhando a realidade local... ................................................................................................................................................. 5 Como olhar a realidade da PJ em minha (arqui) diocese? .............................................................................. 5 A organização da PJ no Regional Oeste 1 ........................................................................................................ 5 Olhando o contexto nacional, latino-americano e mundial... ..................................................................................... 6 Projetos Nacionais da PJ .................................................................................................................................... 6 “Ajuri” ................................................................................................................................................................ 7 “A Juventude Quer Viver” ............................................................................................................................... 7 “Caminhos de Esperança” .............................................................................................................................. 7 “Mística e Construção” .................................................................................................................................... 7 “Teias da Comunicação” ................................................................................................................................. 7 “Tecendo Relações” ........................................................................................................................................ 7 Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens ................................................................ 8 Projeto de Revitalização da PJ Latino Americana ............................................................................................ 9 “Enraizados/as em Cristo” Uma proposta de vivência das Jornadas Mundiais da Juventude ................. 12 Orientações Práticas .............................................................................................................................................................. 15 Onde acontecerá a Ampliada Regional? ......................................................................................................... 15 Como Chegar? .................................................................................................................................................... 15 Como fazer a inscrição dos/as delegados/as? ............................................................................................... 15 Programação da Ampliada Regional ................................................................................................................ 16 Roteiro para a montagem das tendas .............................................................................................................. 17 Dicas do que levar na mala... ............................................................................................................................ 17 ANEXOS .................................................................................................................................................................................. 18 Anexo 1 – Sugestões de estudo ....................................................................................................................... 18 Anexo 2 - Sete sinais de um mau planejamento ............................................................................................. 18 Anexo 3 - Hino da Ampliada Regional da PJ ................................................................................................... 21 Anexo 4 – Oração da Ampliada Regional da PJ .............................................................................................. 22 2 Introdução A vida é feita de grandes momentos. Tudo aquilo que realizamos em nossa caminhada pessoal e comunitária é um grande composto de pequenos retalhos de história. Quando nos damos conta daquilo que construímos ao olhar para trás, percebemos que nada mais que fizemos foi dar passos importantes em nossa existência e assumir uma postura prospectiva. Daí surge os sentimentos de alegria, esperança, confiança e certeza de que a missão está produzindo os frutos almejados. A caminhada da Pastoral da Juventude no estado do Mato Grosso do Sul é assim: feita de momentos. Momentos esses que ficarão na história da caminhada eclesial em nosso estado pantaneiro e, sobretudo na memória da Juventude Sul-mato-grossense que celebra a Ampliada Regional. De fato, este é um sinal da presença de Deus que, assim como no Egito, liberta o seu povo, e este reconhece esta proeza divina louva a Deus por tão grande maravilha, este momento de encontro é um sinal Kairótico da manifestação de Divina. Por isso: Deus Seja Louvado! A Ampliada Regional da Pastoral da Juventude do Estado do Mato Grosso do Sul será norteada por um tema, que revela o caráter e a importância desta organização. Queremos celebrar a vida da Juventude Sul-mato-grossense, um caminho de discipulado e missão. Somos discípulos Missionários que desejamos que aconteça no hoje de nossa história a construção da Civilização do Amor, num caminho de esperança, solidariedade e comunhão. Esta novidade, a juventude construtora de história quer demonstrar por meio do seguimento ao Mestre, Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6). O lema que ecoará da boca dos/as jovens em versos e ciranda, na celebração da vida é este: Vamos Juntos/as Gritar, girar o mundo, chega de violência e extermínio de jovens! Este mesmo grito que foi calado em nosso querido irmão de caminhada, Pe. Gisley, quer se tornar vida na vida de tantos jovens. Queremos dizer um basta à violência que dissemina a vida juvenil em nosso estado, em toda a realidade a qual nossos jovens pertencem, seja ela rural ou urbana. Merece um destaque a Juventude Indígena de nosso estado, que sofre as dores da opressão e da desigualdade. Por fim, inspirados no evangelho, queremos ir até Belém para ver o que aconteceu, vamos ver aquilo que o senhor nos revelou! (Lc 2,15). Belém é o lugar teológico da acolhida. Aonde o Deus menino foi reclinado numa manjedoura. Portanto, também é lugar da simplicidade, do aconchego humilde. É o lugar da grande manifestação de Deus na singeleza de uma criança que traz a salvação para todos nós. Devemos ser agora, portadores/as de salvação, de esperança a toda a juventude para que ela viva e seja feliz! Que este momento importante de nossa caminhada no regional nos ajude a mantermos firme e acesa a chama do amor que nos aquece e que nos indica caminhos seguros para uma caminhada de Pastoral da Juventude sempre mais eficaz, consciente e libertadora. Irmão Ricardo Ferreira Silva, PSDP 3 Pra começo de conversa... O que é Ampliada? Ampliada é um momento de avaliação e projeção da caminhada. É uma reunião em que determinados representantes, avaliam o que foi realizado e traçam novas metas para os próximos anos. É um momento de comunhão com outras pessoas e realidades diferentes, momento de ouvir, falar e de somar forças em busca de um mesmo ideal. É uma estância ampla de consulta e deliberação, não se constitui como Assembléia, pois tem uma metodologia mais ágil. Por que realizar uma Ampliada? A PJ tem uma história de lutas e conquistas linda e elogiável em todo o Brasil. Em Mato Grosso do Sul não poderia ser diferente, mas, há alguns anos sua articulação regional foi interrompida. Foram tempos de muita dificuldade, pois os encontros, reuniões, ampliadas e assembléias em instância nacional ficaram sem nenhuma representação juvenil do nosso regional, bem como os diversos grupos de jovens de Mato Grosso do Sul ficaram sem referências de trabalho pastoral e formação com a identidade da PJ. Depois de muitas conversas, reuniões, encontros e sacrifícios de jovens e adultos, lideranças e agentes de pastoral, em 2009, foi constituída uma Coordenação Regional da PJ, formada por um/a jovem de cada (arqui) diocese. Em caráter provisório essa Coordenação teve com objetivo construir estratégias para a organização permanente da PJ no regional. Fruto dessa construção nasce a iniciativa de realizar uma Ampliada. Para servir como momento de reflexão, avaliação, projeção e deliberação da PJ no regional. A realização de uma Ampliada mostra a busca da PJ por uma Igreja de comunhão e participação, onde todos/as são convidados/as a ser Igreja, formando um corpo composto por membros unidos e articulados. A Ampliada é importante porque nela é decidido o caminho a ser seguido por todas as (arqui) dioceses, ou seja, na Ampliada serão escolhidas as prioridades da PJ de todo o nosso regional, bem como a Coordenação Regional que se responsabilizará por esse trabalho. Por que é importante planejar? Planejar ajuda na busca de um objetivo em comum, faz com que todos/as caminhem na mesma direção. Mas isso não pode ser visto como uma camisa de força que limita nossas atividades somente àquilo que foi proposto. As metas estabelecidas na Ampliada devem ser sempre consultadas, revistas e modificadas para se adequar às novas necessidades de cada realidade. Para planejar é preciso saber onde se está, para onde se quer ir, como ir, com quem ir, o que é preciso... Rogério Oliveira no texto Sete sinais de um mau planejamento, Anexo I, mostra a importância do bom planejamento. Quem participa da Ampliada Regional? Cada (arqui) diocese poderá enviar até 5 representantes, que são chamados/as de delegados/as.1 Dentre esses delegados/as, um/a deverá ser assessor/a. É muito importante que a Coordenação (Arqui) Diocesana escolha delegados/as que conheçam bem a realidade que 1 Para incentivar a articulação diocesana, a Diocese de Naviraí, criada em Junho de 2011, também poderá enviar 5 representantes, trabalhando em conjunto com a Diocese de Dourados. 4 estão representando e que estejam dispostos a construir o bem comum, deixando de lado os interesses pessoais ou de pequenos grupos. Além dos/as delegados/as, quem mais participa da Ampliada Regional? Também participarão da Ampliada membros da Coordenação Regional da Pastoral da Juventude, assessores/as convidados/as para ajudar no desenvolvimento de momentos específicos da Ampliada, bem como outros/as representantes de organizações convidadas pela Coordenação Regional, a fim de estabelecer parcerias com a PJ. Todos/as, delegados/as, Coordenação Regional da PJ, assessores/as e convidados/as tem direito a voz e voto nas discussões da Ampliada. Olhando a realidade local... Como olhar a realidade da PJ em minha (arqui) diocese? É importante que os/as delegados/as conheçam bem a realidade de sua (arqui) diocese, paróquias e grupos de jovens. Propomos algumas pistas de questionamentos que podem facilitar a reflexão em cada localidade: • Há PJ organizada em minha comunidade, paróquia, (arqui) diocese? • Como se articula os grupos de jovens? • Como esta articulação ajuda na formação dos jovens, nos seus projetos de vida, na organização de uma sociedade mais justa e fraterna? • Há sinais de morte para os jovens da sua localidade? Quais? • Há sinais de vida para os jovens de sua localidade? Quais? • Como está o envolvimento da PJ da sua localidade com os sinais de vida e morte da juventude? • Quais as maiores necessidades que seu grupo de base, paróquia, (arqui) diocese possui? • Quais as maiores qualidades que seu grupo de base, paróquia, (arqui) diocese tem? • Como é organizada as Atividades Permanentes (Semana da Cidadania, Semana do/a Estudante e Dia Nacional da Juventude) em seu grupo de base, paróquia, (arqui) diocese? • Como a PJ está inserida no Setor Juventude (Arqui) Diocesano, no Plano (Arqui) Diocesano de Pastoral e no Diretório Pastoral de minha (arqui) diocese? Uma proposta para estudo é o texto Sete sinais de um mau planejamento de Rogério Oliveira Anexo I A organização da PJ no Regional Oeste 1 A Pastoral da Juventude é uma pastoral social orgânica, que não caminha isolada, é transformadora, pensada a partir de uma prática de Igreja inserida na realidade local e na Igreja particular através do Setor Juventude Diocesano. Está sempre em comunhão com o magistério da Igreja, conforme orientações dos documentos da CNBB 85 “Evangelização da Juventude e 94 “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil - 2011-2015”. 5 Está organizada em diversas instâncias (comunidade, diocese, regional, nacional...), para responder aos desafios da juventude. “Só uma juventude organizada será uma juventude forte” (PUEBLA, 1185/1188) O Regional Oeste 1 da CNBB, compreende à 7 (sete) (arqui) dioceses localizadas na região de todo o estado de Mato Grosso do Sul: Arquidiocese de Campo Grande; Diocese de Corumbá; Diocese de Coxim; Diocese de Dourados; Diocese de Jardim; Diocese de Naviraí2; Diocese de Três Lagoas. A Coordenação Regional da Pastoral da Juventude é órgão representativo da PJ no Regional, sendo constituída por um/a jovem de cada (arqui) diocese. A representação é uma mão de via dupla, por um lado representa sua base carregando consigo as características e desafios locais, por outro lado, junto aos representantes das demais (arqui) dioceses formam a Coordenação Regional que articula e soma as forças de todos/as os/as representados/as. Na CRPJ um/a jovem é a referência do Regional na Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude e, hoje, representa e articula a CRPJ em todas as atividades do Regional Oeste 1 e nos demais momentos em que a CRPJ necessitar ser representada. Atualmente temos a atual composição da CRPJ: Arquidiocese de Campo Grande: Walkes Vargas (também representante nacional) Diocese de Corumbá: Dilson Esquer3 Diocese de Coxim: Mackeitt Nery Diocese de Dourados e Diocese de Naviraí*: Everton de Pádua Diocese de Jardim: Alexsander Arguelo Diocese de Três Lagoas: Júlio Veloso Cabe aos (arce) bispos do Regional Oeste 1 designar um bispo que acompanhe a juventude no regional. Atualmente dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande é a nossa referência para a juventude no regional. Olhando o contexto nacional, latino-americano e mundial... Projetos Nacionais da PJ A cada três anos, jovens pejoteiros/as e assessores/as de todo o Brasil se reúnem para olhar a caminhada da PJ no país, avaliá-la e repensá-la. Em janeiro de 2011, olhando para a realidade trazida e apresentada pelos delegados/as das (arqui) dioceses de todo o país, a Pastoral da Juventude reafirmou sua opção pela vivência dos Projetos Nacionais. Realizada em Imperatriz, no Maranhão, a última Ampliada Nacional confirmou a continuidade dos cinco projetos já existentes e reconheceu a necessidade da criação de um novo projeto, todos visando colaborar na transformação da realidade em que nós jovens estamos inseridos. 2 3 Criada pelo Papa Bento XVI no dia 1º de junho, desmembrada da Diocese de Dourados. Coordenador do Setor Juventude Diocesano de Corumbá. 6 “Ajuri” O Projeto “Ajuri” tem como objetivo promover o conhecimento e integração com a diversidade cultural de nosso país, bem como contribuir na afirmação da identidade cultural e social dos/as jovens indígenas, quilombolas, ribeirinhos e rurais, e a construção de uma pedagogia que respeite estas realidades. É urgente o conhecimento e a valorização da imensa diversidade do bioma brasileiro: a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, o Pantanal, os Pampas. “A Juventude Quer Viver” “A Juventude Quer Viver” traz à luz as realidades sofridas pelos/as jovens, tais como: genocídio, violência, prostituição, drogas... Para que possamos afirmar que a juventude, inserida em suas diversas realidades tem direito e busca a vida digna e plena. Tem como objetivo gerar reflexões sobre a temática que envolva a defesa da vida da juventude, através de subsídios e campanhas, buscando gerar a participação da juventude em espaços de participação pública e proposições políticas públicas de juventude e do controle social. “Caminhos de Esperança” No Projeto “Caminhos da Esperança”, propomos respostas à ausência de assessores/as e lideranças que contribuam para um planejamento que concretize e acompanhe a vivência de um processo de educação na fé. Um objetivo é a sistematização das experiências de formações para a troca entre as lideranças das diversas (arqui) dioceses do país. “Mística e Construção” Este projeto tem como foco a espiritualidade da nossa pastoral, buscando um trabalho de articulação entre lideranças que se identifiquem com a temática e também buscando a capacitação. O Projeto investe no uso do Ofício Divino da Juventude como também nas escolas bíblicas e litúrgicas para jovens. “Teias da Comunicação” O projeto “Teias da Comunicação” tem como proposta criar uma rede de produção, difusão de idéias e informações entre as diversas instâncias, sendo um canal democrático e criativo para fortalecer a caminhada da Pastoral da Juventude na sua relação com a sociedade, entidades e pessoas (ligadas ou não à PJ) de acordo com o objetivo geral da Pastoral da Juventude, tendo em vista um novo homem e uma nova mulher. “Tecendo Relações” Este é o mais novo Projeto Nacional, lançado recentemente na Ampliada Nacional da PJ de Imperatriz-MA e tem como objetivo contribuir com uma reflexão madura e aprofundada sobre as questões da sexualidade, afetividade, gênero e corporeidade. 7 Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens “Vamos juntos/as gritar, girar o mundo. Chega de violência e extermínio de Jovens.” (Pe. Gisley, assessor do Setor Juventude/CNBB, antes de ser morto no dia 15 de junho de 2009) As Pastorais da Juventude do Brasil gritam pelas vidas jovens assassinadas cotidianamente no Campo e na Cidade, reafirmando que toda vida tem o mesmo valor, sendo fermento na massa, colocando-se em marcha, contra a violência e o extermínio de jovens! Como nasceu a Campanha? A Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens começou a ser construída na 15ª Assembléia Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil, realizada entre 22 e 25 de maio de 2008 em Samambaia-DF, com a presença de lideranças da Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Pastoral da Juventude Estudantil e Pastoral da Juventude Rural, vindas de todos os cantos país que durante 03 dias rezaram, meditaram a palavra e, inspirados na Mística Libertadora do Cristo Ressuscitado, decidiram sobre os novos rumos das Pastorais da Juventude do Brasil. Inspirados/as na leitura “A Piscina de Siloé” (Jo 9, 1-41), em que o cego se liberta da cegueira do mundo através da ação pastoral de Jesus, os/as delegados/as da Assembléia, construíram seis Bandeiras de Luta que serão priorizadas nacionalmente, dentro do Planejamento Pastoral das Pastorais Juventude Brasil, sendo estas: Ser Jovem; Projeto de Vida; Igreja Jovem de Comunhão e participação; Fortalecimento das Pastorais da Juventude do Brasil; Novo Modelo de Sociedade; e Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. Essa última Bandeira de Luta, fruto da indignação dos/as delegados/as em relação ao número alarmante de jovens assassinados no campo e na cidade dos quatro cantos do país, reforçado pelo silêncio da mídia, a política armada e punitiva do Estado brasileiro, com as suas especificidades regionais, foi eleita como prioritária dos próximos dois anos (2009 e 2010) gerando a Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. Nesse sentido, todos os nossos esforços, nestes anos enquanto Pastorais da Juventude do Brasil, estão canalizados para o debate dessa desafiadora Bandeira contra a violência. As Atividades Permanentes (Semana da Cidadania, Semana do/a Estudante e Dia Nacional da Juventude), serão motivadas por temáticas diretamente ligadas a esta Bandeira, mantendo como lema, nosso grande grito nacional: JUVENTUDE EM MARCHA CONTRA A VIOLÊNCIA. A Campanha foi lançada nacionalmente no mês de Novembro de 2009, neste tempo, por si só inspirador, o mês de novembro mês da consciência negra, a Campanha quer reforçar a opção da denúncia em meio a tanto silêncio, quer fazer ecoar o grito chega de violência e o extermínio de jovens, reconhecendo que a grande maioria dessa juventude violentada e exterminada é negra. O lançamento nacional da Campanha foi no Encontro Nacional de Fé e Política em Ipatinga-MG, espaço de estudo, reza, reflexão, encontro e fortalecimento da nossa mística, da opção ao Projeto de Jesus Cristo, Projeto este que denuncia as injustiças e anuncia a libertação e igualdade. Desde o lançamento nacional da Campanha, recebemos notícias das Pastorais da Juventude nos quatro cantos do Brasil, com ações que colocam a Campanha nas ruas, nas pautas locais e regionais. A cada mês que passa percebemos a criatividade, ousadia e coragem dos/as pejoteiros/as, que das mais diversas formas e formatos constroem ações relacionadas a Campanha, como: marchas, encontros, retiros, vigílias, acampamentos... entre outras ações. Nos alegra e fortalece perceber que a Campanha foi assumida de fato pelas Pastorais da Juventude e tem contribuído com o debate de um outro Modelo de Segurança Pública no país. 8 Eixos e ações da Campanha Nacional É importante lembrar que os eixos que sustentam a Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens são: Eixo I - “Formação política e trabalho de base”: Ações de conscientização e sensibilização quanto aos debates de segurança pública, sistema carcerário, direitos humanos, outros tipos de violência; - Elaboração de texto-base; - Subsídios preparatórios às Atividades Permanentes das Pastorais da Juventude do Brasil alinhados com a temática da Campanha (Semana da Cidadania, Semana do/a Estudante e Dia Nacional da Juventude); - Organização de Seminários Estaduais, de discussão e planejamento da Campanha; e - Criação de um site da Campanha para disponibilizar subsídios, informações e possibilitar a interação com todas as pessoas que aderirem à Campanha. Eixo II - “Ações de massa e divulgação”: - Organização de uma Marcha ou manifesto público de impacto nacional, com o objetivo de denunciar a violência e mobilizar a sociedade no que se refere ao extermínio de jovens; - Organização de marchas locais; e - Ações a partir das Atividades Permanentes das Pastorais da Juventude do Brasil. Eixo III - “Monitoramento da mídia e denúncia quanto à violação dos direitos humanos”: - Acompanhamento e denúncia das violações de direitos humanos praticadas pela mídia. Estes eixos direcionam as ações da Campanha e orientam o trabalho prioritário das Pastorais da Juventude do Brasil nestes próximos anos. Neste caminho, ao colocar a Campanha nas ruas, é importante que reflitamos em torno de algumas questões: como a Campanha tem se desenvolvido na PJ, nos regionais, nas dioceses, nos grupos de jovens? Tem ajudado na articulação com as outras Pastorais da Juventude (PJMP, PJR e PJE)? De fato, a temática tem sido trabalhada com a base de forma aprofundada e não superficial? Como anda a Campanha nas nossas realidades locais? Quais os principais desafios e as principais perspectivas em relação a Campanha? Neste momento de avaliação da caminhada, a Campanha Nacional é uma pauta importante para a reflexão em torno das nossas formas de intervenção política, de forma específica, a nossa intervenção coletiva na realidade das violências em que a juventude sofre. Somado a isso, nos provoca também a (re) conhecer a importância da unidade enquanto Pastorais da Juventude do Brasil, motivando a mística e a força das Pastorais da Juventude juntas em torno dessa bandeira de luta, como também é uma oportunidade importante para dialogar com outras organizações e movimentos de juventude, da própria Igreja (Setor Juventude) como também de outros espaços. Projeto de Revitalização da PJ Latino Americana Embalados/as pela Conferencia de Aparecida, que envia toda a Igreja Latino-Americana em Missão e que convoca a Missão Continental, a PJ na América Latina, com os pés na Vida da Juventude, no seguimento a Jesus Cristo e convidando todos/as à visitarem alguns lugares bíblicos marcantes na Vida de Jesus (Belém, Nazaré, Betânia, Samaria e Jerusalém), organizando o chamado Projeto de Revitalização da PJ na América Latina. (APARECIDA, 243) 9 A PJ deseja repensar suas orientações e práticas, revitalizando e re-fortalecendo sua ação junto aos jovens. Porém, deseja fazer isso a partir da Vida da Juventude e com a Juventude, por isso mesmo o nome do Projeto é: A Vida da Juventude, um caminho de discipulado e missão. O Projeto foi esquematizado por ano, com passos e ações para cada ano. Porém o mesmo não segue este caminho retilíneo, mas sim um caminho que faz voltas e de modo que no ultimo ano eu possa viver todos os passos anteriores. No caminho de Jerusalém até Emaús vemos em um primeiro movimento a ação onde Jesus se aproxima dos discípulos e se coloca no caminho com eles, mesmo eles não tendo reconhecido Jesus. Seguindo este exemplo em 2008 toda a Igreja Latino-Americana foi convidada a se aproximar da Juventude em seus lugares vitais e em seus caminhos. Ainda no caminho para Emaús Jesus se coloca numa postura de ESCUTA, e ouve os discípulos falar-lhes de sua vida, dores e tristezas, em especial sobre a morte do próprio Jesus. Impulsionados/as por esta atitude de Jesus, nós fomos convidados a em 2009 nos colocarmos numa postura de escuta da Juventude. Queríamos com isso, ouvir a Juventude. Queríamos provocar que ela falasse de suas dores, alegrias, medos, sonhos. Após escutar os discípulos, Jesus ajuda-os a perceber que Ele próprio devia sofrer, morrer e que Ele ressuscitaria, pois a morte não tem a palavra final. Jesus, com isso retoma todos os escritos bíblicos que falavam sobre Ele. Já em Emaús, quando Jesus após o pedido dos discípulos para Ele ficar, se coloca na mesa e parte o pão, os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus, mas Ele já não estava mais lá. No desejo de sermos fieis a esta ação de Jesus, durante o caminho até e em Emaús, fomos convidados a em 2010 vivermos um tempo de DISCERNIMENTO. Este discernimento foi embalado pela escuta da Vida da Juventude, pela Palavra de Deus, pelo Magistério da Igreja, pelas Ciências Sociais e pela Prática Pastoral e culminou no III Congresso Latino-Americano de Jovens. No partir o Pão, os discípulos, antes cegos, reconheceram Jesus e se deram conta de que seus corações estavam ardendo. Na mesma hora, eles se levantam, se colocam no caminho, mesmo sendo noite e perigoso, e vão à Jerusalém. Na mesma experiência dos discípulos de Emaús que, com o coração ardendo, voltam à Jerusalém para anunciar a Boa-Nova da Vida que vence a morte, nós somos/as convidados/as a irmos também para Jerusalém. Por isso, queremos em 2015 chegar em Jerusalém. Há duas idas para Jerusalém, uma que é a ida até a cruz e a outra que é ida da ressurreição. Queremos chegar em 2015 na Jerusalém da Ressurreição e por isso faremos de 2011 a 2015 o tempo de CONVERTER, visitando mais alguns lugares marcantes na vida de Jesus: Belém, Nazaré, Betânia e Samaria, para daí chegarmos na Jerusalém da Ressurreição. 2011: Converter/Construir – Lugar Bíblico: Belém Em 2011 somos convidados/as a irmos até Belém e lá contemplarmos o mistério do Amor de Deus presente na encarnação de Jesus. Belém, o lugar do Nascimento e da Acolhida, deve nos ensinar várias ações e características, para o trabalho com a Juventude, entre elas: Confiança no/a outro/a e no Pai; cuidado com a vida, com o pobre e com a juventude. 10 2012: Comover/Cuidar – Lugar Bíblico: Nazaré De Belém com o Menino Deus, somos convidados/as a partirmos para Nazaré, local do Crescimento e da Família, local do ser criança e do ser jovem, local de trabalhar e crescer. Por isso, mesmo em 2012, somos convidados a fazermos com Jesus a experiência de Nazaré. 2013: Vivenciar/Saborear – Lugar Bíblico: Betânia Já em 2013 somos convidados/as a celebrar a Vida da Juventude, a celebrar a Amizade e a celebrar a Vida no todo. Por isso, mesmo acompanharemos Jesus em Betânia, local da Amizade, da partilha, da lágrima, do riso, do falar da vida. 2014: Reconhecer/Conviver – Lugar Bíblico: Samaria Pelo ano de 2014 somos convidados/as a nos encontrarmos com a Diversidade Juvenil, numa atitude de permanente acolhida e escuta. Somos convidados/as a viver, falar e partilhar com o diferente. Somos convidados/as a também a nos comprometermos com o/a excluído/a e marginalizado/a. Faremos este exercício pisando nas terras de Samaria. 2015: Gerar/Celebrar – Lugar Bíblico: Jerusalém Após nos aproximarmos da Juventude, termos escutado ela, termos discernido e termos vivido o mistério da acolhida, do crescimento, do celebrar e do encontro com a diversidade. Após termos percorrido Emáus, Belém, Nazaré, Betânia e Samaria, somos convidados/as a com Jesus irmos à Jerusalém. Participando da Paixão e Morte de Cristo na Cruz somos convidados/as a participamos também da Paixão da Juventude em nosso Continente. Somos convidados/as a caminharmos com a Juventude e vermos seus sofrimentos e dores. Somos convidados/as a nos indignarmos com as situações de morte juvenil. Mas também em Jerusalém, somos convidados/as a não pararmos na tristeza e na morte, por que ela não vence. Por isso, sendo a Igreja Jovem na Pátria Grande América Latina, somos impelidos/as a participarmos do mistério da Ressurreição. Somos convidados/as pelo mistério da Ressurreição a não aceitarmos a morte. Como compromisso da ressurreição somos convidados/as a defendermos a Vida da Juventude. A Boa-Nova de Cristo, Boa Nova da Ressurreição que fez os discípulos de Emaús voltarem à Jerusalém e fez com que os/as discípulos de Jesus não ficassem em Jerusalém deve fazer com que todos/as nós, discípulos/as de Jesus, testemunhas da Ressurreição e Igreja Jovem, saiamos pelo mundo à anunciar a Boa Nova da Vida e a gritarmos o Evangelho com nossa Vida no compromisso diário com a Juventude e com os pobres. Luis Duarte Vieira (Regional Centro-Oeste) e Roberta Agustinho (Regional Sul 1) 11 “Enraizados/as em Cristo”. Uma proposta de vivência das Jornadas Mundiais da Juventude “Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão. Cuidado para que ninguém escravize vocês através de filosofias enganosas e vãs, de acordo com tradições humanas, que se baseiam nos elementos do mundo” (Colossenses 2.6-8). Esse texto de São Paulo nos leva a refletir sobre nossa opção pela pessoa de Jesus e seu Reino. Enraizar é fincar raízes, e dali se alimentar e viver. Quem está enraizado em Cristo, não pode ser diferente Dele, pois se alimenta de uma fonte que é melhor que todas as outras. O/a verdadeiro/a cristão/ã se transforma naquilo que é Jesus, suas atitudes e suas ações refletem aquelas de Jesus. A Juventude enraizada em Cristo tem uma trajetória de caminhada. Podemos dizer que a Pastoral da Juventude enraizada em Cristo é aquela que desceu da glória do Monte Tabor para se misturar com a realidade humana da dura e cruel Jerusalém. A Juventude que se enraizou em Cristo, em 1973 a sua missão: serem jovens, cristãos, católicos, organizados como ação da Igreja evangelizando outros/as jovens, para que, capacitados/as, atuemos na própria Igreja e nos movimentos sociais visando a transformação da sociedade em todo o Brasil. Essa Juventude estava e continua enraizada em Cristo. Uma planta enraizada noutra, não deixa de ser ela mesma, mas a qualidade dos seus frutos melhora ou piora depende do tipo de planta a que se enraizou. São Paulo nos fala de quem se diz cristão/ã e se enraíza em outras coisas ou pessoas que não Cristo, mesmo que queira não produzirá bons frutos. Ele fala em enraizar-se, não acampar. Enraizar é para sempre, acampar é passageiro, pode até ser bonito, mas à primeira dificuldade quem é acampado foge e inclusive muitas vezes deixa para trás seus pertences. O enraizamento não é para resolver uma emergência é para estabilizar uma vida, o acampamento é uma medida de emergência e por isso não é duradoura, não se envolve não se desenvolve e não produz. O/a cristão/ã enraizado em Jesus permanece firme na fé, se torna capaz de discernir e resistir qualquer coisa que possa desviá-lo/a do Cristo anunciado pelo Evangelho. Os/as enraizados/as em Cristo não se fixam na glória de Jesus, mas na sua proposta de serviço ao Reino, que se traduz no serviço e no amor aos irmãos/ãs, principalmente àqueles/as mais necessitados/as. O termômetro para medir se um grupo de jovens é ou não enraizado em Cristo, não está na sua oração glamorosa tão somente, mas numa celebração que se enche de glamour porque celebra a vida e a presença dos/as irmãos/ãs mais excluídos. O Espírito não sopra no vazio. Sopra lá onde há uma vida precisando de mais vida. Sopra onde há espaço de verdade para a Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. As raízes da PJ não se fixam em aparências: templos ornados, liturgias impecáveis, canções de encantamento, mas sim, no serviço aos pobres, na valorização e defesa da Justiça e da Solidariedade, na luta por uma sociedade ética, no engajamento pastoral e na doação de si para o resgate da presença de Deus, ir a busca das ovelhas que se desgarraram. Quem foge do próprio redil porque as ovelhas são difíceis ou porque desejava ser “o pastor”, não é enraizado em Cristo. Quem por medo de 12 enfrentar as intempéries da realidade da sua comunidade foge para outra, ainda não está enraizado em Cristo, mas acampado, acomodado com a vidinha nômade de ir sempre em busca de privilégios e visibilidade, por isso pode até estar cheio/a de lindas folhagens e flores, mas os seus frutos, quando os produz, não alimentam, porque apareceu como enraizado/a em Cristo, mas na verdade se acampou em Cristo, enraizando-se em si mesmo e em doutrinas ou filosofias enganosas e vãs. A Juventude enraizada em Cristo tem plena consciência de que “uma religião de missa dominical, mas de semana injusta, não agrada ao Senhor. Uma religião de muitas rezas e tantas hipocrisias no coração, não é cristã. Uma Igreja que se instala só para estar bem, para ter muito dinheiro, muita comodidade, mas que se esquece do clamor das injustiças, não é verdadeiramente a Igreja de nosso Divino Redentor. Por isso luta incessantemente por uma fé pura, real, verdadeira. Viver o Cristo de verdade, porque tem certeza que o cristianismo não é um conjunto de verdades que se deve crer, de leis que temos que cumprir, de proibições! Isto se torna repugnante! O cristianismo é uma pessoa, que o ama tanto, e que reclama seu amor. O cristianismo é Cristo”. E Cristo se apresenta como Libertador do povo pobre e injustiçado; é o libertador sobre esta terra, libertador no seu anúncio utópico do Reino e denúncia profética do anti-Reino; libertadora é a mensagem do Abbá, o Deus que nos acolhe e nos tira de nós mesmos; libertador é o seu amor até o fim, na cruz, e a esperança de que o verdugo não triunfará sobre a vítima; libertador é o seu modo de ser, compassivo, respeitoso, dignificante; libertador é quando ele, ao contrário dos “profetas” fanfarrões, se deixa evangelizar por uma pobre mulher viúva. A Juventude que tem suas raízes em Cristo tem o olhar que se move na direção do primado de Deus, tem olhos bem abertos e ouvidos atentos à Palavra de Deus e aos gritos roucos que chegam das periferias. A vida de um jovem enraizado em Jesus Cristo deve ser uma transparência de Deus, mas para isso é fundamental o encontro pessoal com Ele. Quem vê o jovem enraizado, enxerga “uma pessoa que transparece Deus no mundo de hoje”. Uma Juventude místico-profética precisa formar os seus sentidos na escuta atenta da Palavra de Deus, somente ela leva a escutar os gritos dos sofredores como disse o Senhor a Moises: “Eu vi a opressão do meu povo no Egito e ouvi o grito de aflição diante dos seus opressores” (Ex 3,7). A paixão pelo Reinado não se fortalece em meros espiritualismos gerados por orações de olhos fechados e ouvidos surdos. O Reinado acontece quando os ouvidos se abrem para a Palavra e para os gritos dos pobres, e os olhos se abrem na direção daquele que necessita. Neste processo, o Reinado se expressa na experiência de Deus e na solidariedade com os empobrecidos. A profecia e a mística do Reinado assumida pela PJ, revelam a sua opção radical em seguir o Mestre em sua “opção preferencial pelos pobres, que sendo Deus se fez pobre por nós para nos enriquecer com a sua pobreza”. A Pastoral da Juventude enraizada não se confunde com outras pastorais e migra para outras formas de viver. A verdadeira Pastoral da Juventude não envelhece e não morre, apenas se ilumina pela Palavra para iluminar. 13 Com João Paulo II, a PJ se abre para o abraço à Cruz, sem medo de se entregar ao Mistério do Amor maior que acontece a todo instante, por isso não abre mão daquilo que lhe baluarte: a) A Missão: Paulo VI dizia que a evangelização dos/as jovens deve-se dar pelos/as próprios/as jovens, pois ninguém melhor do que eles/as sabem de seus anseios, angustias, grandezas e misérias, medos e possibilidades, além de estarem juntos/as nos mesmos ambientes e serem capazes de falar a mesma língua. É preciso, portanto, que a PJ vá ao encontro dos/as jovens que não conhecem a Cristo, com um autêntico testemunho de uma vida plena de sentido, da alegria de pertencer a Cristo e de ser membro de sua Igreja. b) Dimensão espiritual: A espiritualidade do/a jovem deve permear toda a sua existência, todos os aspectos de sua vida. Desta maneira, não pode ser uma espiritualidade desencarnada, mas uma espiritualidade que dê sentido a sua vida e frutifique na família, na escola, no trabalho, etc. Em suma, o relacionamento com Cristo deve mudar a vida e a história do/a jovem. Qualquer coisa que se distancie disso será uma espiritualidade superficial. c) Dimensão cultural: Chamada a dar uma resposta e um auxílio ao jovem em sua integridade, a PJ não pode negligenciar o incentivo e a interação do/a jovem na cultura, ajudando-o/a a formar um juízo crítico em relação à sociedade e aos padrões de comportamento que nos são impostos, a aprender a admirar e amar as artes, para que, mais sensível à beleza, possa o jovem encontrá-la em si e remetê-la ao Criador. d) Dimensão social: “Ao aproximar-nos do pobre para acompanhá-lo e servi-lo, fazemos o que Cristo nos ensinou, quando se fez irmão nosso, pobre como nós. Por isso o serviço dos pobres é medida privilegiada, mas sem exclusivismo, de nosso seguimento de Cristo. O melhor serviço do irmão é a evangelização que o dispõe a realizar-se como filho de Deus, o liberta das injustiças e o promove integralmente. (PUEBLA, 1145). e) Dimensões da Formação Integral: No tocante à formação humana, os/as agentes da PJ deverão ajudar os/as jovens a se auto-conhecerem: a ter uma sadia e justa visão de sua sexualidade, de seus limites e possibilidades, bem como um tranquilo conhecimento de suas feridas e carências e os meios de saná-los. Falar-se-á também da necessidade de promover todas as áreas da vida do homem e, sobretudo, mostrar a beleza e o valor divino do que é humano, ordinário, natural. Quanto à formação doutrinal, a PJ deverá aprofundar-se com zelo e difundir a Sã Doutrina em toda a sua integridade e profundidade. Deverá estimular o amor aos ensinamentos da fé e estarem “prontos para uma resposta vitoriosa a todo aquele que vos perguntar acerca da vossa esperança” (I Pd 3,15). Concluindo podemos dizer que a Juventude enraizada em Cristo deve viver a sua experiência de Reino não encantada com os seus feitos, mas praticar o que Ele disse ao partir: “Ide pelo mundo inteiro e fazei discípulos”. Os/as verdadeiros/as enraizados/as amam de verdade, e se preciso for dão as suas vidas pela Causa do Reino em quem se enraizaram. Irmão Silvio da Silva, PSDP 14 Orientações Práticas Para que nossa Ampliada Regional seja leve e tranquila, e que possamos priorizar a vida da juventude, seguem algumas orientações práticas: 1. As deliberações se darão numa construção coletiva, através de consenso. Não havendo o consenso optaremos pela votação simples (50%+1); 2. A Coordenação Regional e Assessores/as convidados/as encaminharão toda a parte metodológica, a Infra-estrutura ficará a cargo da Arquidiocese de Campo Grande, sendo assim, é importante que esses encarregados/as estejam antecipadamente no local da Ampliada, dia 26/08 a noite ou 27/08 de manhã, para cuidarem dos últimos preparativos; 3. Os quartos são coletivos divididos entre masculino e feminino conforme orientação no credenciamento; 4. Os telefones celulares deverão permanecer desligados ou em modo silencioso; 5. Cada pessoa é responsável por seus objetos pessoais; 6. Não teremos copos descartáveis, portanto cada um/a deverá levar sua caneca; 7. Os crachás devem estar sempre com os/as delegados/as em lugar visível; 8. Mantenha o ambiente sempre limpo, ele é de todos/as nós; 9. As refeições acontecerão no refeitório em horários pré-determinados, alguns lanches acontecerão nos grupos, lembramos que todos são responsáveis pela limpeza deste espaço; 10. O silencio deve ser respeitado após as 00h00min quando os portões serão fechados; 11. É responsabilidade de todos nós respeitarmos os horários de trabalho; 12. Acima de qualquer regra prevalece o bom senso. Para que nossa Ampliada seja um momento bonito e marcante em nossa história, contamos com todos/as. Dúvidas, sugestões, reclamações e contribuições, estaremos a disposição. Onde acontecerá a Ampliada Regional? A Ampliada Regional acontecerá no Centro de Orientação Vocacional Rainha dos Apóstolos, casa dos Pobres Servos da Divina Providência: localizado na Rua Abílio Barbosa, 115, bairro São Francisco, Campo Grande-MS. Próximo ao Instituto Teológico João Paulo II. Como Chegar? Para quem vai do interior para Campo Grande de ônibus, a nova rodoviária está distante, aproximadamente 7km. Em frente a ela tomar ônibus 087, cujo destino é terminal General Osório. Vir por ele até ao Supermercado Comper, que está à rua Quatorze de Julho. No semáforo logo em frente começa a rua Euller de Azevedo. Descer por ela e seguir até a lombada eletrônica. À direita há um posto Ipiranga (desativado). Seguir pela rua Abílio Barbosa, até o nº 115. Demora-se a chegar entre 40 a 60 minutos, dependendo do trânsito. Como fazer a inscrição dos/as delegados/as? As inscrições podem ser feitas através do Coordenador Regional de sua (arqui) diocese. A taxa de inscrição é de R$ 30,00 (trinta reais), e deverá ser depositada até dia 20/08 na conta bancária da CNBB Regional Oeste 1: Banco HSBC – Agência: 0842 - Conta Corrente: 10827-42. Envie para os e-mails [email protected] e [email protected] o comprovante de depósito com as informações para emissão do recibo e os seguintes dados dos/as 15 delegados/as: Nome, Paróquia, Diocese, Função na PJ e E-mail. Não se esqueça de informar que você está fazendo inscrição para a Ampliada Regional da Pastoral da Juventude. A inscrição só será confirmada, e o recibo emitido, após o recebimento do comprovante de depósito com todos os dados dos/as delegados/as. Programação da Ampliada Regional4 27/08 – Sábado – Manhã Credenciamento Montagem das Tendas (Reunião da CRPJ) 27/08 – Sábado – Tarde Credenciamento Montagem das Tendas Acolhida Mística Inicial Abertura Orientações 27/08 – Sábado – Noite Deserto Leitura Orante da Bíblia Ofício da Vigília Noite Cultural 28/08 – Domingo – Manhã Missa Assessoria Trabalhos de Grupo 4 É importante lembrar que, oficialmente a Ampliada iniciará no sábado à tarde. Portanto não estará disponível almoço no sábado. Os/as delegados/as, equipe de apoio e membros da CRPJ que chegarem antes deverão informar dia e horário de chegada no ato da inscrição para ser tomada as devidas providências. 16 28/08 – Domingo – Tarde Trabalhos de Grupo Plenária Celebração de envio Roteiro para a montagem das tendas Sua (arqui) diocese terá no dia 27/08 um momento para montagem de sua própria tenda. Neste espaço serão expostas três realidades: • As luzes da (arqui) diocese: Quais foram os avanços na articulação juvenil, no diálogo, nas parcerias, nos projetos, se formos comparar hoje com a realidade de anos atrás? Quais sinais podemos mostrar que indiquem que a vida da juventude é valorizada? • As sombras da (arqui) diocese: Quais são as dificuldades encontradas? Onde é que a vida da juventude é ameaçada ou atingida? Onde a articulação peca? Que problemas nós encontramos? Quais os gritos da juventude da sua localidade? • As cores da (arqui) diocese: O que é que fazemos e que dá muito certo? O que pode servir de exemplo? Contemplando as três realidades acima, é importante que cada delegado/a se preocupe em trazer materiais que possam caracterizar cada uma delas. Podem ser cartazes, bandeiras, tecidos, artesanatos, objetos, fotos, textos, camisetas, símbolos, etc. É importante que ao visitar cada tenda se possa perceber claramente estas três realidades (luzes, sombras e cores). Obs.: Trazer tudo impresso e em arquivo digital, para ser registrado na Ampliada Regional e constar no Relatório Final. Dicas do que levar na mala... Roupa de Cama e Banho; Produtos de Higiene Pessoal; Blusa, casacos, calça, meias, cobertores serão bem-vindos; Bíblia, Oficio Divino da Juventude e/ou das Comunidades; Traga também o material para suas anotações. Não entregaremos bloco nem canetas; Teremos uma Noite Cultural, portanto não esqueça de preparar uma apresentação de sua (arqui) diocese, sempre valorizando a cultura local e os dons dos/as delegados/as; Não se esqueça dos materiais para a construção da Tenda de sua (arqui) diocese; Também é importante estar munido do que já se tem planejado pela PJ em sua (arqui) diocese, participação no Setor Juventude (arqui) diocesano, Plano (Arqui) Diocesano de Pastoral, Diretório Pastoral e Calendário de atividades da (arqui) diocese; 17 ANEXOS Anexo 1 – Sugestões de estudo Documento de Aparecida, “Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado LatinoAmericano e do Caribe”. Edições CNBB, 2007. Documento da CNBB 94 “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil - 20112015”. São Paulo: Paulinas, 2011. Documento da CNBB 85 “Evangelização da Juventude – Desafios e Perspectivas Pastorais”. São Paulo: Paulinas, 2007. Plano Pastoral Nacional da Pastoral da Juventude: 2011-2016. Livro: Pastoral da Juventude: um jeito de ser e fazer. Orientações para a caminhada: um Corpo em construção. Org. Lourival Rodrigues da Silva. São Paulo: CCJ, 2009. Anexo 2 - Sete sinais de um mau planejamento Elaborar um planejamento é montar um plano, roteiro ou programação para um determinado fim. Na Pastoral da Juventude, há uma boa preocupação de que esta atividade seja feita com cuidado e atenção. Contudo, nem sempre isto acontece. Há grupos, militantes, assessores, instâncias da PJ que por falta de tempo ou presença de outras pessoas não planeja adequadamente um próximo ano, um conjunto de atividades ou as etapas de uma formação, por exemplo. Quando um planejamento é feito, há alguns sinais que podem ser percebidos para saber se há a possibilidade dele dar certo ou não. 1- Não levar em conta o que já existe Pelo que nossa fé nos ensinou, só Deus criou algo a partir do nada. Todas as outras coisas foram concebidas a partir de algo que já existia. Ou seja, não dá para pensar um planejamento a partir do nada. Mesmo que o nada seja muito pouco, já é algo a ser levado em conta. “Vamos montar um grupo de jovens aqui na comunidade porque não há jovens por aqui”. Já começou errado. Se não tem jovens, como montar um grupo com eles? Vão esperar as crianças crescerem um pouco mais? Se o plano for montar um grupo de jovens, além das motivações certas (a PJ, por exemplo, é constituída de grupos que tem por princípio formar integralmente os jovens para uma vida que faça a diferença no mundo, a partir do exemplo e proposta de Jesus), é preciso saber onde estão os jovens e o que oferecer para motivar a participação deles nesta proposta. Existe espaço adequado para reuni-los? Existem pessoas preparadas para acompanhá-los? É preciso pensar e utilizar os recursos já existentes em qualquer planejamento. 2- Não se preocupar com a história recente Este é um sinal profundamente ligado ao primeiro. Entre as coisas já existentes antes de fazer um planejamento está a história. Preparar um plano sem que ela seja levada em conta é um erro. 18 Já visitei e conheci muitos locais em que a juventude queria organizar os grupos dentro da proposta da PJ. Eles faziam as reuniões, acertavam tudo e quando levavam ao conhecimento do padre, eram estranhamente barrados. Só depois de muito argumentarem é que ficaram sabendo que o padre era contrário à PJ. E o que normalmente só souberam depois é que esta implicância se deu em razão de um contato desastrado entre uma proposta localizada de PJ e o padre. Infelizmente o nome da PJ é associado a uma série de propostas desencontradas em razão da má formação de algumas lideranças e da influência de alguns militantes desacreditados com a Igreja. Claro que há também padres que veem na PJ jovens que estudam e questionam e que entendem que isso pode ser uma ameaça porque não gostam de discutir as decisões que tomam, mesmo que isto aconteça no mais alto grau de polidez e educação. O que estes grupos deveriam fazer? PJ para mim é mais do que uma sigla. É uma proposta de ação e formação. Disse a eles e continuo a repetir: há padres e lideranças comunitárias que tiveram uma experiência ruim com a PJ e esse nome pode assusta-los. Se os jovens querem seguir a proposta da PJ e existe este empecilho na história, que usem das propostas sem utilizar a sigla. 3- Não avaliar adequadamente os recursos Recurso remete a dinheiro, mas não está restrito a ele. Há recursos financeiros, materiais e humanos. Todos eles devem ser levados em conta num planejamento. É preciso sim planejar de onde virá o dinheiro a ser gasto em qualquer ação que o grupo faça, e o que fazer caso este evento, além de se auto-sustentar, ainda gere uma sobra. É preciso sim pensar em todos os materiais que serão utilizados no evento, para não ter aquela correria de última hora quando ninguém combinou quem traria o aparelho de DVD ou quando ninguém trouxe papel suficiente para as anotações. Isso eu aprendi quando eu ainda estava na PJ paroquial. Quando a gente esquecia qualquer um destes recursos era ao pároco que íamos recorrer. Ele nunca nos faltou, mas diante de tantos esquecimentos, ele por duas ou três vezes nos chamou de canto e soltou o verbo. “Se vocês sabiam que iriam utilizar um toca CD, porque não me avisaram antes?”, “Se iam precisar de tanto papel assim, poderiam ter me comunicado antes que ele já estaria aí”. Ninguém gosta de ser chamado a atenção. Em especial por coisas tão óbvias assim. Recursos humanos normalmente são o item mais preocupante, primeiro porque não podemos tratar as pessoas como quem trata os objetos. Isto o mercado faz e o faz muito bem. Segundo porque o trabalho que as pessoas realizam em âmbito pastoral é um trabalho voluntário, na grande maioria dos casos. É preciso que elas sejam constantemente motivadas e esclarecidas da importância do que fazem, para que o comprometimento seja contínuo. Todos nós precisamos crescer como seres humanos no trabalho pastoral que fazemos. Ninguém o faz para ser engolido por ele. 4- Não fazer um bom encadeamento de ações/etapas Sabe aquele velho ditado de não colocar a carroça na frente dos bois? Num planejamento as ações, etapas ou temas de estudo devem ter uma sequência lógica, de um ligado a outro, de forma que ao final de um período aquilo tudo faça sentido. Fui catequista de crisma por algumas vezes. Uma das coisas que a nossa equipe de catequistas se preocupava bastante era com a sequência de temas e atividades. Nós nunca adotamos os livros prontos com os encontros. Eles eram úteis para dar uma idéia, mas nem sempre estavam de acordo com a realidade da juventude com a qual trabalhamos. Sem adotar um livro, havia o risco de colocarmos dois temas seguidos sem uma ligação entre 19 eles, ou esquecermos um tema importante e no meio do processo ter que encaixa-lo entre assuntos sem nexo com ele. Sim, é um risco. E isto mostra a importância de pensar bem o planejamento. Sabíamos, por exemplo, que algumas atividades previstas para quando o grupo tivesse quatro ou cinco meses precisariam de uma boa dose de integração entre os participantes. Por isso, “gastamos” uns cinco ou seis encontros no início para conseguir uma boa aproximação entre os jovens. Algumas coisas são possíveis de se prever. 5- Não estabelecer metas a serem alcançadas Parece conversa de empresa de telemarketing. Fulano bateu a meta da semana e conseguiu este ou aquele prêmio. A conversa não é bem por aí, mas pode nos ser útil. Fulano quando bate a meta semanal, consegue sim uma vitória pessoal e ajuda a empresa a atingir seu objetivo no mercado. Num planejamento pastoral, no entanto, não há a questão do lucro que envolve as empresas no mundo capitalista em que vivemos, mas há um caminhar para os objetivos pastorais. Fui da coordenação diocesana da PJ em minha diocese entre os anos de 1996 e 1999. Estávamos reestruturando a PJ por aqui. Uma das metas para os anos de 1997 e 1998 foi ampliar a divulgação da ação da PJ por paróquias que não tínhamos contato. Todas nossas ações pastorais apontavam para isto, fossem as semanas de formação, os grupos de estudo, o Dia Nacional da Juventude. Terminamos este biênio bem conhecidos e com bons contatos em várias paróquias. Tornar a PJ mais conhecida, contudo, não é um objetivo pastoral. É uma meta a ser alcançada. O objetivo está lá na frente ainda. Quem define as metas que seu grupo deve alcançar? Se você me perguntasse isso, eu lhe diria que é a sua realidade. Eu não posso indicar metas que vocês devam cumprir. Quem sabe das suas necessidades são vocês. Só posso indicar que não desviem o olhar do objetivo e que tracem metas ousadas, porém realizáveis. 6- Não colocar momentos intermediários de avaliação A PJ quando faz suas assembléias e planejamentos pensa em ações por um, dois ou três anos, por exemplo. Estas ações precisam apontar para a realização de seus objetivos pastorais, conforme foi colocado no item cinco. Um sinal de que este planejamento a médio ou longo prazo está doente é justamente a ausência de momentos intermediários de avaliação. Se em minha realidade, a PJ faz um planejamento anual, não é certo que em seis meses se faça uma parada de avaliação para corrigir a rota e celebrar os acertos? A cada três anos a PJ Nacional faz um momento de celebração e planejamento chamado “Ampliada Nacional”. Aquela que será feita em Janeiro de 2011 terá, entre outras coisas a montagem dos projetos nacionais para os próximos seis anos. A coordenação nacional em suas reuniões programadas faz sempre um momento de apresentação da caminhada destes projetos. É importante que faça. Mas a grande sacada está justamente num planejamento de seis anos com a possibilidade de reavaliação pela ampliada de 2014, ou seja, daqui a três anos. Este é um momento intermediário importantíssimo de reavaliação. Não se reconstrói tudo e também não se acata tudo, mas se avalia no meio de um processo. 7- Planejar uma situação final irrealizável O primeiro e o sétimo sinais desta relação são também extremos de um erro bem comum no planejamento pastoral. Enquanto o primeiro falava em criar planos, o último aponta para os objetivos do planejamento. O erro do primeiro sinal é ignorar que exista algo já feito e que deva ser levado em conta. O erro do último sinal é superestimar o planejamento; é achar que ele vai 20 resolver todos os problemas ou que com a sua realização vamos estar vivendo a plenitude do Reino de Deus. Colocar uma situação final em um projeto é algo óbvio, afinal planejamos algo para chegar em um determinado fim. Mas por melhor que seja o plano, a situação planejada deve ser factível e dentro das possibilidades daquela realidade. Lembro disto quando numa assembléia que eu acompanhei um dos planos de ação era o mapeamento de todos os grupos de jovens do estado de São Paulo. Era uma idéia fantástica se fosse possível ser feita. Fizemos isto em minha diocese quando eu era assessor e tivemos um salto incrível na participação. Mas tínhamos uma equipe diocesana muito boa e colaboradores nos setores pastorais bem comprometidos. Como fazer isto num estado onde algumas dioceses nem sequer tem PJ organizada? Existe, portanto, um plano anterior ao mapeamento: o fortalecimento das equipes de PJ locais. No entanto isto só foi percebido por mim e pelos outros depois da assembléia e quando todos já estavam frustrados pela não realização do plano. Situação final é aquela possível de ser realizada no período proposto. Conforme foi colocado no final do quinto sinal, é preciso que ela seja realizável sim, mas não pode ser algo puramente para cumprir tabela ou tímido demais. Quem quer ver melhorias, precisa de ousadia, mas de pés no chão. Rogério Oliveira Comissão Regional de Assessores da Pastoral da Juventude – Regional Sul 1 Blog Pejotando - pejotando.blogspot.com Anexo 3 - Hino da Ampliada Regional da PJ Trilhando Novos Caminhos (Carlos Nogueira – Arquidiocese de Campo Grande) D G A D Por mais que os anos passem o sonho jamais passará G A D De ver aberto o caminho pra vida se reencontrar G A F# Bm G A F# Bm Tempo novo de paz e justiça, a missão por nós assumida G A G A D D7 Com os pés firmes no chão planejar, a juventude unida celebrar. G A Vamos agora refazer a história D D7 G A Ver acontecer a vida nova com nossos projetos D F# Bm Juntos reviver como discípulos esta missão para que sejamos um G A D Bm Nossa PJ reflorescerá em Mato Grosso do Sul (bis) 21 G A D E como Igreja, juntos na peleja, Regional Oeste 1. D G A D Trilhando novos caminhos com amor, força e consciência G A D Os jovens ecoam um grito: chega de tanta violência! G A F# Bm G A F# Bm Três Lagoas, Dourados, Coxim, Campo Grande, Corumbá e Jardim G A G A D D7 Naviraí chega pra somar aos nossos sonhos, com fé, vamos lá. D G A D Partindo da realidade da bases, da vida, da história G A D Campo Grande é nossa Belém pro novo que nasce agora. G A F# Bm G A F# Bm Pelos campos, serras, pantanal, Jesus Cristo é nosso ideal. G A G A D D7 Com o Evangelho na vida a fluir os passos jovens do mestre seguir. Veja o vídeo: http://youtu.be/bgccXIMCXGs Anexo 4 – Oração da Ampliada Regional da PJ (Walkes Vargas – Arquidiocese de Campo Grande) Senhor Deus que é Pai e Mãe, Faz-nos ser como teu Filho o jovem Jesus E envia-nos teu Espírito Santo nessas terras pantaneiras da capital sul-mato-grossense. Queremos conhecer a realidade e a vida da juventude, fazer deste chão o nosso caminho de discipulado e missão. Nessa nova história que estamos construindo, Queremos ir até Belém, para ver aquilo que o Senhor nos revelou. Vamos gritar e girar o mundo dizendo: Chega de Violência e extermínio de Jovens! Que Nossa Senhora da Abadia nos proteja, na construção de uma Pastoral que defenda a vida da juventude. Amém! Axé! Porã! Awerê! 22 23 PASTORAL DA JUVENTUDE CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL REGIONAL OESTE 1 – MATO GROSSO DO SUL Rua Abílio Barbosa, 169 - Bairro São Francisco Cx. Postal 03/79002-970 CEP 79118-130 - Campo Grande-MS Fone: 67 3314-7342/8423-6844 Fax: 67 3314-7341 Endereço eletrônico: [email protected] Página virtual: www.cnbboeste1.org.br 24