SOGISC
(FILIADA À FEBRASGO)
E-mail: [email protected]
N.º9 - Setembro/2003
Congresso Catarinense de Obstetrícia
e Ginecologia entra para o calendário
científico da especialidade
Diretoria da SOGISC comemora
junto aos médicos associados de
todo estado os importantes
resultados obtidos no I Congresso
Catarinense de Obstetrícia e Ginecologia,
que contou com a presença de
aproximadamente 700 participantes, na
sede da ACM, em Florianópolis.
Integrando profissionais das mais diversas
regiões de Santa Catarina, o evento
transformou-se num cenário de
congraçamento da classe e já conquistou
seu lugar no calendário científico da
especialidade para os próximos anos.
A
Páginas Centrais
Durante três dias os congressistas debateram os
principais temas de interesse da prática da especialidade
e aproveitaram momentos de confraternização para
ampliar a integração entre os colegas
Destaque para o trabalho de
Educação Continuada promovido
pela SOGISC em 2003
Página 03
®
3
2
editorial
editorial
Congresso Catarinense
Expediente
JORNAL DA SOGISC
Florianópolis
Estatuto
Ato Médico
O médico é o único profissional da saúde que não tem seu campo de
trabalho definido em lei. O PLS 25/2002, em tramitação no Congresso
Nacional, é uma tentativa de resolver esta questão.
Muitas reações ao projeto são reflexo das invasões, de fato ou desejo,
dos espaços tradicionalmente privativos da medicina. A proliferação de
cursos superiores na área da saúde, sem nenhum planejamento
governamental, determinando desemprego ou sub-emprego, vem a
determinar esta crise.
Sugerimos:
1 - Esclarecer nossos políticos (telefonar, e-mail, cartas etc.) da
importância da aprovação do PLS 25/2002.
2 - Fortalecer a importância do médico tocoginecologista na
assistência à mulher, junto à sociedade não médica.
3 - Manter o espaço atual e ampliar nossa participação nas entidades
de classe, setores administrativos, assembléias e cargos de direção.
4 - Orientar a população do perigo da proliferação de abominações,
como as casas de parto, e as ditas "medicinas alternativas".
Baile Anual do Ginecologista
Já está marcado para o dia 29 de novembro o nosso Baile Anual, que
acontecerá na sede da ACM, em Florianópolis.
Programe-se! Sua participação é muito importante.
editorial
Alberto Trapani Júnior
Presidente SOGISC
Chapecó
Atenção Básica ao Casal Infértil e Temas Controversos em Obstetrícia foram os temas do
Programa de Educação Continuada da SOGISC, ocorrido no dia 5 de abril, em Chapecó,
durante o 2º Encontro Integrado das Regionais do Planalto, Meio Oeste e Oeste do Estado. O
evento contou com a presença do Dr. Rosires Pereira de Andrade, da UFPR e de profissionais
renomados do estado catarinense na área da Ginecologia e Obstetrícia. Os temas abordaram
desde a avaliação e sexualidade do casal infértil, até o futuro da infertilidade. No período da
tarde as palestras versaram sobre monitorização da vitalidade fetal, parto prematuro, gravidez e
diabetes, entre outros.
Foi com grande satisfação que constatamos que o maior problema
de nosso primeiro congresso estadual foi o número maior de
participantes que a previsão inicial. A avaliação foi bastante positiva,
tanto dos congressistas, quanto dos palestrantes e expositores. Tivemos
quase 700 pessoas envolvidas no evento. Já existe uma grande expectativa
para sua segunda edição.
Temos alguma urgência na atualização do estatuto, principalmente
em decorrência do novo Código Civil. Pretendemos também adapta-lo de
acordo com as recentes alterações no estatuto da FEBRASGO. Em breve
todos serão convocados para uma assembléia. Gostaríamos de receber
sugestões sobre possíveis modificações. Favor entrar em contato.
Educação Continuada da SOGISC congrega
médicos em diversas regiões catarinenses
Diretoria Executiva
Presidente:
Dr. Alberto Trapani Júnior
Vice-Presidente:
Dr. Manuel Pereira Pinto Filho
Secretária:
Drª. Leisa Beatriz Grando
Tesoureira:
Drª. Simone Bousfield Prates
Diretor Científico Geral:
Dr. Evaldo dos Santos
Diretora Científica de Obstetrícia:
Drª. Sheila Koetker Silveira
Diretora Científica de Ginecologia:
Drª. Clarisse Salete Fontana
Diretora de Defesa de Classe:
Drª. Maria Salete Medeiros Vieira
Diretora de Divulgação:
Drª. Beatriz Maykot Kuerten Gil
Diretor de Informática:
Dr. Carlos Alberto Wenderlich
Edição
Texto Final
Assessoria de Comunicação
Jornalistas Responsáveis:
Lena Obst e Denise Christians
Colaboração:
Lúcia Py Lüchmann
Arte Final e Impressão:
M. Darwin Editor Gráfico
Tiragem:
1000 Exemplares
A programação do 5º Curso de Revisão em Ginecologia e Obstetrícia ocorreu em três fins
de semana consecutivos: dias 4 a 6 , 11 a 13 e 19 e 20 de julho, sendo ao mesmo tempo abrangente e objetivo, contando com a participação de aproximadamente 30 professores. A programação
constituiu-se na evolução do antigo curso preparatório para o TEGO e abordou todo o
conteúdo da Ginecologia e da Obstetrícia, recebendo a aprovação dos participantes. Na
avaliação do Dr. Alberto Trapani Junior, Presidente da SOGISC, o objetivo foi plenamente
alcançado: "Tivemos uma aprovação na prova do TEGO na ordem de 80% entre os participantes do curso (contra 45% da média nacional).
Criciúma
Os Drs. Paulo Sérgio Naud, Edison Fedrizzi e Lilia Marques foram os convidados especiais do
Encontro de Educação Continuada do Sul do Estado, que aconteceu em Criciúma, dias 29 e
30 de agosto. O evento, que propiciou atualização profissional em clima de debate informal, levou
aos médicos os assuntos mais freqüentes no seu dia a dia de trabalho, entre eles, as queixas sexuais;
HPV e Oncogênese, Diagnóstico e Tratamento do HPV - Análise crítica; Líquen Escleroso e
outras Dermatoses; Vulvovaginoses e Candidíase recorrente. Foi um sucesso.
Jornada Joinvilense de Ginecologia e Obstetrícia
3º Encontro Catarinense de Gravidez de Alto Risco
A Sociedade Joinvilense de Ginecologia
e Obstetrícia promoveu de 3 a 5 de julho, a 8ª
Jornada Joinvilense de Ginecologia e
Obstetrícia e o 3º Encontro Catarinense
de Gravidez de Alto Risco. Os eventos
ofereceram três cursos paralelos que
abordaram os temas: Endocrinologia
Ginecológica, pelo professor Doutor Hans
W. Halbe, de São Paulo; Diabetes Gestacional
com Enfoque Multidisciplinar, coordenado
pelo médico Jean Carl Silva, de Joinville; e
uma pausa na programação científica levou o
enólogo Dr. Eliano Pelline a falar sobre
Degustação de Vinho.
A conferência de abertura da Jornada
foi proferida pelo Dr. Nilson Donadio (São
Paulo), que falou sobre "Clonagem
Humana".
O evento contou ainda com a participação dos seguintes médicos convidados:
Salomão Nassif Sfeir; Elizabeth G. Richter;
Evaldo dos Santos, Aroldo Fernando
Camargos, Carlos Alberto H. dos Santos,
Ricardo Alves Pereira, Gastão Schwarz
Júnior, Cleusa R. de Moraes, Ubiratan C.
Barbosa, Murillo Cézar Fronza, Paulo R. M.
Barrozzo, Carmem Frick Reu, Aparecida B.
Halbe, Gabriel Dequech Neto, Artenise
Braga Pfeifer, Hellen Hardy, Alexandre de
Lima Farah, Geraldo Antônio Cassol,
Domingos A. Petti, Valdir Martins Lampa,
Hans W. Halbe, Carlito Moreira Filho, Sérgio
Espinosa, Rafaeli Roberto Sfendrych,
Denilson José de Souza, Jocelyn Mara May
Miers, Jorge Abi Saab Neto, Jean Carl Silva,
Jorge F. Kuhn dos Santos, Jorge Silva do
Amaral, Anibal Faundes, Manoel P. Pinto
Filho, Marilza Rudze, Ademir Garcia Reberti,
Eduardo Campos, Fátima C. da Silva
Wendhausen, Ilma L. Marchesini, Carmem
Lúcia M. C. de Gregório.
Programação
da SOGILI
27/09/03 - Curso 03: Amniorréxis
Prematura e Trabalho de Parto Prematuro
18/10/03 - Curso 04: Abordagem
Multidisciplinar no Diabetes Gestacional
22/11/03 - Curso 05: Atualização em
Vitalidade Fetal
Todos os cursos serão ministrados na
Maternidade Santa Luíza, em Balneário
Camboriú, das 9h às 12h.
Calendário
Científico 2003
03 de outubro/2003
Blumenau
Encontro de Educação Continuada
da SOGIVA, SJGO e SOGILI, que
terá como temas: Climatério,
Medicina Fetal, Uroginecologia e
Histerectomia por vídeo
10 e 11 de outubro
Florianópolis
O Encontro de Educação
Continuada
FEBRASGO/SOGISC será sobre
Mastologia para Ginecologista e
acontecerá na Sede da ACM Associação Catarinense de
Medicina.
18 a 22 de novembro/2003
Recife
50° Congresso Brasileiro de
Ginecologia e Obstetrícia
Aprovados de SC
na Prova do TEGO
A SOGISC parabeniza os aprovados
na Prova do TEGO, realizada em 27
de julho para todos os ginecologistas
do Brasil. Os aprovados de Santa
Catarina são:
• Dr. Adyr José Suzin
• Dra. Andréa Bongiolo Cordeiro
• Dr. Carlos Roberto Brittes Espíndola
• Dr. Dagoberto Quadros Royes
• Dra. Daniele Marquardt
• Dra. Denise Helena Piovesan
• Dra. Fabiane Ribeiro Suder
• Dr. Garibaldi Monteiro Bastos
• Dr. José Antônio Guazina Posser
• Dr. José Henrique Eing
• Dr. Juliano Pereira
• Dr. Orlando Tobias Junior
• Dra. Rita de Cássia Ávila
• Dra. Rosaura Rodrigues Drischel
• Dra. Sandra Roberta dos S. Chagas
• Dr. Saulo Pinto Sabatini
• Dra. Valéria Abreu Costa
4
5
Sucesso marca o I Congresso Catarinense
de Obstetrícia e Ginecologia
Agradecimentos especiais
Pelo sucesso alcançado durante o I Congresso Catarinense de Obstetrícia e Ginecologia, a
Diretoria da SOGISC agradece aos expositores, patrocinadores e Presidentes das Regionais.
O
“I Congresso Catarinense de
Obstetrícia e Ginecologia” foi
um sucesso. Promovido pela
SOGISC - Sociedade de Obstetrícia e
Ginecologia de Santa Catarina, o evento foi
realizado no período de 29 a 31 de maio de
2003, superando todas as expectativas em
número de participantes e consolidando o
Congresso na agenda científica da especialidade para os próximos anos. As instalações da
ACM - Associação Catarinense de Medicina,
em Florianópolis, recebeu os aproximadamente 700 participantes da programação,
Dirigentes das entidades médicas foram presenças marcantes na abertura do I Congresso
Catarinense de Obstetrícia e Ginecologia
entre palestrantes, convidados, inscritos e
pessoal de apoio.
Nos três dias de Congresso, ginecologistas e obstetras de
várias regiões do país ministraram aulas que abordaram temas
bem atuais e comuns nos consultórios, como: Climatério,
Anticoncepção, Endocrinologia Ginecológica, Cosmiatria,
Cirurgia, Infecções, Medicina Fetal, Assistência ao Parto e outros.
Durante o jantar de encerramento do Congresso
A programação deu especial atenção aos aspectos práticos na
foram entregues os prêmios de Melhor Trabalho
abordagem do paciente, através de discussão de casos, colóquios e
Científico nas áreas da Obstetrícia e da Ginecologia.
debates que contaram com renomados nomes da especialidade.
Prêmio Dr. Zulmar Lins Neves
Ao fazer uma avaliação do evento, o Presidente da
Melhor Trabalho - Área da Obstetrícia:
SOGISC, Dr. Alberto Trapani Júnior, enfatizou que a equipe
Diabetes
Gestacional: Uso de Insulina
organizadora pôde contar com a participação de 21 empresas
Os autores são os médicos Ana P. Corrêa,
expositoras e um total de 527 congressistas inscritos, distribuíJean C. Silva, Alexsandra Vitti, André L. Rosa,
dos nas categorias profissional, residente e acadêmico. "O
Andréia Colombo, da Maternidade
questionário de avaliação demonstrou o alto grau de satisfação
Darcy Vargas - Joinville/SC.
dos participantes em relação ao evento e, portanto, o resultado
Prêmio Dr. Murilo Pacheco da Motta
geral foi muito positivo". Dr. Trapani credita o sucesso do
Melhor Trabalho - Área da Ginecologia:
Congresso ao envolvimento e grande colaboração por parte de
Ultra-Som Tridimensional (3d)
cada membro das Comissões Executiva, Científica da Ginecolona Avaliação do Dispositivo
gia, Científica da Obstetrícia, de Temas Livres, da Obstetrícia e
Intra-Uterino
(DIU)
da Ginecologia, bem como dos Presidentes das Regionais.
Os autores são os médicos Denílson J. de Souza,
Áurea F. S. F. de Souza, Delmo Dumke,
Elisiane H. dos Santos e José R. Spósito, do
Centro de Diagnóstico da Mulher - Itajaí/SC.
Vencedores dos
Trabalhos Científicos
Diretoria da SOGISC, grande responsável pela promoção do
evento, realizado na sede da ACM, na capital catarinense
Vencedores dos melhores trabalhos foram premiados
durante o jantar de encerramento do Congresso
A feira de expositores
contribuiu para o
grande número de
participantes e fluxo
de presentes durante a
programação
50º Congresso Brasileiro de
Ginecologia e Obstetrícia
da Febrasgo acontecerá
em novembro
Os Ginecologistas e Obstetras do estado já podem começar a
se preparar para o 50º Congresso Brasileiro de Ginecologia e
Obstetrícia da FEBRASGO, que acontecerá no período de 18 a 22
de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em
Recife. Os temas escolhidos pela Comissão Científica são
abrangentes e contemplarão toda a tocoginecologia. A expectativa
dos organizadores é reunir seis mil congressistas durante o evento.
Além do aprimoramento profissional, os congressistas terão
oportunidade de conhecer ou rever as belezas de Recife, sua
diversidade cultural, suas opções turísticas e seu povo
hospitaleiro.Outras informações podem ser obtidas junto ao site:
www.febrasgo.org.br .
Aché Laboratórios
Astrazeneca do Brasil
Ativus Farmacêutica
Bleymed
Editora Maio
Farmoquímica
Gynhitech Brasil
Hebron
Herbarium Laboratório Botânico
H-Strattner
Ipas Brasil
Libbs Farmacêutica
Marjan
Medley
Medson/Ekhorad
Millet Roux
Organon do Brasil
Schering do Brasil
Sigma Pharma
Solvay Farma
Unicred
Presidentes
das Regionais
Joinville
Dr. Valdir Martins Lampaz
SOGIVA
Dr. Jacy Bruns
SOGILI
Dr. Denilson José de Souza
SOGIS
Dr. Vicente Machado Wagner
Tubarão e Região
Dr. Salésio Nicoleit
SOGISCA
Dr. Vilson Luiz Maciel
Meio Oeste
Dr. Paulo Jefferson Mendes
Oeste
Dr. Werner André Weissheimer
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artigo
artigo científico
Infecção por
Estreptococos Grupo B
Drª. Adriane Pogere
E
Anúncio
streptococos agalactie ou estreptococos grupo B de Lancefield (SGB)
pode ser isolado de vários sítios
corporais como, trato respiratório, genital e
gastrointestinal.
É encontrado na mulher como saprófita da
vagina de maneira intermitente. O índice de
colonização é semelhante em mulheres grávidas
e não grávidas e sua taxa de prevalência é de 10 a
30%, de acordo com a área geográfica estudada.
Estreptococos grupo B é a principal causa
de sépsis e meningite em recém-nascidos, é
causa freqüente de pneumonia e é mais comum
que outras doenças, mais bem conhecidas, como
rubéola, sífilis e espinha bífida. É causada por
infecção materna pelo EGB, portanto, a doença
em recém-nascidos pode ser prevenida pela
identificação e tratamento da infecção materna.
Cerca de 50% a 75% dos recém-nascidos
expostos ao EGB intravaginal tornam-se
colonizados e no total 1 a 2% de todos recémnascidos de mãe colonizadas, irão desenvolver
doença invasiva de início precoce. Apesar dos
bebês prematuros terem um alto risco para
adquirirem a doença, metade dos casos de sépsis
ocorrem em bebês a termo. Seqüelas neurológicas ocorrem em cerca de 15% a 30% dos
sobreviventes de meningite.
Em 1996, o Center for Disease Control
and Prevention (CDC) publicou diretrizes para
prevenção da doença perinatal, observando-se,
a partir disso, diminuição da doença invasiva
por EGB.
Agora, o CDC atualizou estas diretrizes e
recomenda o seguinte:
• Todas as mulheres devem ser triadas com
culturas vaginais e retais com 35-37 semanas
de gestação. Isto substitui as recomendações
de 1996 de escolher uma estratégia baseada
em cultura ou em risco. As mulheres que tem
bacteriúria por EGB ou que tiveram
crianças com doença por SGB automaticamente devem receber profilaxia intraparto
sem triagem.
• As amostras devem ser colhidas da vagina
(terço inferior e sem espéculo vaginal) e do
reto; se forem usados dois swabs, poderão ser
combinados no mesmo meio de transporte.
Para as mulheres alérgicas à penicilina, qualquer
SGB identificado deve ser testado para
sensibilidade à clindamicina e à eritromicina.
• A profilaxia intraparto está indicada para
mulheres com bacteriúria por SGB; filho
anterior com doença por EGB; cultura
positiva para EGB com 35-37 semanas; ou
que apresente os seguintes fatores de risco:
estado desconhecido para EGB mais
trabalho de parto antes de 37 semanas,
ruptura da membrana amniótica há 18 horas
ou mais ou temperatura intraparto de 38°C.
• A profilaxia intraparto é desnecessária para
mulheres com gravidez prévia com cultura
positiva para EGB (a menos que a cultura no
momento seja positiva), parto cirúrgico
planejado sem trabalho de parto ou ruptura
prematura das membranas ou culturas
vaginal e retal negativas para EGB com 35 a
37 semanas.
• O tratamento intraparto recomendado é a
penicilina G 5 milhões UI intravenosa como
dose inicial, seguida de 2,5 milhões UI a cada 4
horas até o parto. Como alternativa pode ser
utilizado ampicilina 2g intravenosa inicialmente e após 1g a cada 4 horas, até o parto.
- Pacientes alérgicas à penicilina, com alto risco
para anafilaxia devem receber clindamicina ou
eritromicina; àquelas que não têm alto risco
para anafilaxia, devem receber cefazolina (2g
iniciais e após, 1g a cada 8 horas até o parto).
• Para as pacientes com EGB resistente à
eritromicina ou EGB de sensibilidade desconhecida, a vancomicina pode ser utilizada.
Embora vacina para prevenir infecção
materna e testes rápidos para determinar os
patógenos no início do trabalho de parto algum
dia venham a estar disponíveis, as diretrizes 2002
do CDC representam os melhores procedimentos atualmente à disposição.
8
opinião
opinião
Metade dos Defeitos
Congênitos tem prevenção e
podemos estar perdendo a
oportunidade de preveni-los
Drª Maria Verônica Muñoz Rojas
Médica Geneticista
É de conhecimento da maioria
daqueles que trabalham, direta ou
indiretamente, com obstetrícia, prénatal e neonatologia, que os defeitos
congênitos são anomalias morfológicas ou funcionais, presentes ao
nascimento, de causa genética ou
ambiental, pré ou pós concepcional,
que afetam entre 5 e 10% dos
nascimentos. Os defeitos congênitos são a segunda causa de mortalidade infantil em muitas populações
sul-americanas. Sabemos, também,
que ao menos 50% destas anomalias
poderiam ser evitadas com medidas
de prevenção primária.
É com este intuito, prevenção,
que o ECLAMC (Estudo Colaborativo LatinoAmericano de Malformações
Congênitas) propôs o decálogo de
recomendações de prevenção
primária de defeitos congênitos.
Estas recomendações são fundamentalmente pré-concepcionais. A
possibilidade de, em metade dos
casos, realizar a prevenção de
defeitos congênitos em qualquer
criança, implica em responsabilidade moral direta na nossa sociedade.
E, portanto, torna-se necessário
tomar conhecimento destas
recomendações.
Este decálogo é o seguinte:
1. Mesmo sem saber, qualquer
mulher em idade fértil pode estar
grávida.
2. O ideal é completar a família
enquanto ainda se é jovem.
3. O acompanhamento pré-natal é
a melhor garantia de saúde
gestacional.
4. É importante a realização da
vacina contra a rubéola, antes de
engravidar.
5. Todo medicamento deve ser
evitado, exceto os imprescindíveis.
6. As bebidas alcóolicas são
prejudiciais para a gestação.
7. Não fumar e evitar os ambientes
onde se fuma.
8. Comer de tudo e de forma
balanceada, dando prioridade a
verduras e frutas.
9. Consultar se o tipo de atividade
profissional/habitual é prejudicial à gravidez.
10. Diante de qualquer dúvida
consultar o médico ou um
serviço especializado (Serviço de
Informação Teratogênica).
Frente à importância deste
decálogo, vamos discutir alguns
pontos importantes em cada item,
desta vez salientando a 10ª recomendação.
Existem, no Brasil, poucos mas
eficientes Serviços de Informação
sobre Agentes Teratogênicos
(SIATs). O mais próximo de nós é o
SIAT de Porto Alegre, que foi
implantado no Serviço de Genética
Médica do Hospital de Clínicas de
Porto Alegre, em agosto de 1990,
vinculado ao Departamento de
G e n é t i c a d a U F RG S e a o
ECLAMC. Este foi o primeiro
sistema desta natureza a operar na
América Latina e atualmente está
incorporado ao European Network
of Teratogenic Infor mation
Services (ENTIS), que congrega
entidades congêneres em todo o
continente europeu.
O SIAT tem dois objetivos
principais:
a) prevenção do aparecimento de
defeitos congênitos na espécie
humana decorrentes de exposições ambientais e;
b) aprofundamento do conhecimento a respeito da teratogênese
em humanos.
Este é um serviço telefônico
GRATUITO que fornece informação sobre riscos reprodutivos
relacionados à exposição de
mulheres grávidas a agentes
químicos, físicos e biológicos.
Destina-se a gestantes, médicos ou
pesquisadores em geral. Para
consultar o SIAT basta fazer a
consulta via telefone (51- 33168008) das 14 às 17 horas, FAX (5133168010), que pode ser enviado a
qualquer hora, ou e-mail ([email protected]). Em breve será
possível fazer a consulta através da
página na Internet, que está em
construção. A consulta é muito
fácil e a resposta é rápida, uma vez
que costuma ser atendida em até 72
horas, mas em geral é encaminhada
no mesmo dia ou no dia seguinte.
Considero que, como médica,
geneticista e cidadã, é minha
responsabilidade propagar estas
informações e utilizar o SIAT
sempre que pertinente. Mas
considero, também, que, depois de
ler este texto, todo médico e
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