MARIA AUXILIADORA DA FONSECA LEAL
COMPLEMENTOS
PREPOSICIONADOS
VERBAL DO PORTUGUÊS:
SINCRÔNICA
E
NO
SINTAGMA
UMA ABORDAGEM
DIACRÔNICA
Dissertação apresentada ao Curso de
Pós-Graduação da Faculdade de Letras
da
Universidade
Federal
de
Minas
Gerais,
como parte
dos requisitos
para obtenção do Grau de Mestre era
Letras - Língua Portuguesa.
Be Io Hori zonte
1992
Dissertação
aprovada
pela
banca
examinadora,
constituída pelos seguintes professores:
Profa.
Dra.
MARIA ANTONIETA AMARANTE DE M.
UFMG - Orientadora
^roT.
Prof a.
Dr.
COHEN
JOHN ROBERT ROSS
UFMG
MARLENE MACHADO ZICA VIANNA
UFMG
Profa. Dra. VERA LÚCIA ANDRADE
I
Coordenadora do Curso de Pós-Graduação
em Letras - FALE/UFMG
Faculdade de Letras da UFMG
Belo Horizonte,
15 de abril
de
1992
Para
Aline e Nozinho.
Também
Danieia,
Soraia,
Julian,
Rafael,
Lucas e Diego.
AGRADECIMENTOS
A
Cohen,
Profa.
pela
Dra.
Maria
orientação
Antonieta
segura
e
Amarante
eficiente,
competência,
Às amigas
Martinez,
Araci
exemplo sensível
bondade e sabedoria.
Istela E.
G.
Mendonça
proporcionando-me
uma convivência profundaniente enriquecedora,
de humanismo,
de
Amorim
Martins,
e
Agda
Elza M.
Pereira,
Vasconcelos
Elsa M.
pela
amizade,
pelo carinho e pela colaboração que sempre dedicaram a mim.
Aos
Santos,
professores
Hugo
Milton do Nascimento,
Betânia
pelo
apoio,
Mari,
Sueli
Eliana Dias,
dedicação
e
Pires,
Idéia
Marlene Z.
Viana e
estímulo,
imprescindíveis
à
elaboração desta pesquisa.
Aos
meus
irmãos,
especialmente
minhas
irmãs,
amigas
e
DRE
sempre.
Às
Sete
funcionárias
Lagoas,
da
sobretudo
38ã
Rute
DRE
de
Moreira
e
Curvelo
Vanda
239:
Teresinha,
de
pela
boa vontade e delicadeza que sempre concederam-me.
À
Alda,
Eponina,
Liete
Silva,
Sebastiana
Pafume,
Soledade e Simone Dias pela ajuda prestimosa e oportuna.
Ao
Pedro,
pela
compreensão,
dedicação
e
incentivo
constante.
Aos
Morais"
todas
colegas
da
pela amizade e
as
pessoas
que
Escola
confiança,
Estadual
"José
Ermírio
bem como aos meus
contribuíram
para
a
de
alunos e
realização
deste
t raba1ho.
Aos
Deuscreide,
colegas
Geruza,
do
Curso
Lourdinha,
de
Pós-Graduação.
Dentre
Semirinha e Toninho.
eles
RESUMO
Trabalho
objetiva
não)
os
Português
de,
de
de
natureza
caracterizar
como
complementos
Moderno
bem como
retenção
e
sincrônica
objeto
direto
preposicionados
no
Português
do
Antigo,
e
diacrônica,
que
preposicionado
(ou
sintagma
verbal
precedidos
por
no
a e
identificar os processos de mudança ou fenômenos
envolvidos
nos
mesmos.
Sincronicamente,
adotamos
como conceituação/caracterização do objeto direto um conjunto
de traços
ticas
sintáticos,
tradicionais
a exemplo de Perini
portuguesas.
(1989)
Diacronicamente,
e das gramáseguimos
concepção de Lingüística Histórica proposta por Bynon
a
(1977).
SUMARIO
LISTA DE ABREVIATURAS UTILIZADAS
g
INTRODUÇÃO
O corpus
9
13
CAPÍTULO 1
0 ACUSATIVO PREPOSICIONAL
1 - Considerações gerais
1.1 - A origem do fenômeno nas línguas românicas
1.2 - Os casos no Latim Vulgar
1.3 - O acusativo preposiciona 1 nas línguas
românicas
...
CAPÍTULO 2
ANÁLISE TRADICIONAL DO ACUSATIVO PREPOSICIONAL NAS
LÍNGUAS ROMÂNICAS
1 - Emprego do acusativo preposiciona 1 no espanhol
moderno
1.1 - A preposição está obrigatoriamente presente
..
1.2 - A preposição pode estar presente
1.3 - A preposição está obrigatoriamente ausente
...
1.4 - A preposição pode estar ausente
2 - Análises propostas para o português
2.1 - Emprego do acusativo preposiciona1 no
português moderno
2.1.1 - A preposição está obrigatoriamente presente
.
2.1.2 - A preposição pode estar presente
CAPÍTULO 3
PREPOSIÇÃO A E PREPOSIÇÃO DE NO PORTUGUÊS
E PORTUGUÊS ANTIGO
1 - Descrição dos dados
2 - Português moderno
2.1 - Análise dos complementos precedidos
Português Moderno
2.1.1 - V + a + SN não-oraciona 1
2.1.2 - V + a + infinitivo
2.2 - Análise dos complementos precedidos
no Português Moderno
2.2.1 - V + de + SN não-orac iona 1
2.2.2 - V + de + infinitivo
3 - Português antigo
3.1 - Análise dos complementos precedidos
Português Antigo
3.1.1 - V + a + SN não-oraciona 1
3.1.2 - V + a + infinitivo
3.2 - Análise dos complementos precedidos
no Português Antigo
3.2.1 - Verbo + de + infinitivo
3.2.2 - Verbo + de + SN não-orac iona 1
17
17
19
19
25
34
4,q
40
41
42
43
45
54
54
54
MODERNO
57
57
58
por a no
60
61
72
por de
76
78
9q
Ij4
por a no
II4
II4
I20
por de
127
I97
I44
CAPÍTULO 4
ANÁLISE DIACRÔNICA
1 - Verbos que ocorreram nas duas modalidades de
língua: casos de retenção
1.1 - Verbo + a +SN não-oraciona 1
1.2 - Verbo + a + infinitivo
1.3 - Verbo + de + SN não-oraciona 1
1.4 - Verbo + de + infinitivo
2 - Verbos que somente ocorreram no PA: casos de
mudança
2.1 - Verbo + a + infinitivo
2.2 - Verbo + de + SN não-orac iona 1
2.3 - Verbos + de + infinitivo
3 - Verbos que ocorreram apenas no PM: casos de
inovação?
3.1 - Verbo + a + SN não-orac i ona 1
3.2 - Verbo + a + infinitivo
3.3 - Verbos seguidos pela preposição de + SN
não-oraciona1
3.4 - Verbos seguidos pela preposição de +
infinitivo
150
152
153
153
154
155
157
157
158
158
159
159
160
160
161
CONCLUSÃO
162
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
170
LISTA DAS ABREVIATURAS UTILIZADAS
Int
Intransitive
LEC
Língua Escrita Culta
LFC
Língua Falada Culta
LOC
Língua Oral
LV
Locução Verbal
OD
Objeto Direto
01
Objeto
ODI
Objeto Direto e
ODP
Objeto Direto Preposicionado
PA
Português Antigo
PM
Português Moderno
REA
Real Academia Espanhola
SN
Sintagma Nominal
SV
Sintagma Verbal
TD
Transitivo Direto
TI
Transitivo
TDI
Transitivo Direto e
VA
Verbo Auxiliar
V
Verbo
Contemporânea
Indireto
Indireto
Indireto
Indireto
INTRODUÇÃO
No
aspectos
presente
da
sintaxe.
trabalho
doutrina
Pretendemos
propomos
gramatical
investigar
portuguesa
na
alguns
área
da
fornecer subsídios que possam esclarecer
determinados pontos da classificação dos verbos e da caracterização
dos
complementos
preposicionados
do
sintagma verbal,
como também identificar processos de mudanças ou fenômenos de
retenção que possam ter ocorrido/estar ocorrendo nos mesmos.
Como sabemos,
sido
objeto
lingüistas
de
e
é
fácil
indireto,
diretos
e
indiretos,
diretos
e
auxiliares,
nados
são
em
português
classificados
direto
apenas
pela
critério
entre
gramáticos,
delimitar
um
por
que
classificação verbal
lado,
fronteiras
outro.
são
e entre
Os
objeto
entre
transitivos
complementos
preposicio-
estudo
neste
Tradicional,
presença
objeto
transitivos
considerando-se
da
e
verbos
de
Gramática
tem
filólogos
obviamente entre verbos
por
preposicionado,
o
problema da
controvérsias
não
direto e objeto
o
da
para
trabalho
como
tal,
objeto
às
preposição
vezes,
junto
ao
comp1 emento.
O
grande
classes
mente,
assunto
escala
verbais
os
detivemos
e
é
amplo,
deveria
do
modalidades:
verbos
implicações
abranger
português.
limites da nossa
em
tem
um
Tarefa
evidenciados
estudo
que
dissertação,
semânticas
de
excede,
motivo pelo
pelos
dados
Português Moderno e Português Antigo.
todas
de
as
naturalqual nos
em
duas
10
Nossa pesquisa tem como base a descrição de dados das
duas modalidades de
proposta
para
sincrônica,
deriva
por
da
si
as
língua referidas acima;
construções
quanto,
descrição
um
e,
estudo,
tanto
conseqüentemente,
atribuída
"corpus"
em
a análise por nós
a
original.
esses
A
na
dados,
Histórica que nos norteia segue Bynon
parte
diacrônica,
que
concepção
na
de
constituem
Lingüística
(1977):
"A Lingüística Histórica procura investigar e
descrever a maneira
pela qual
as
línguas
mudam ou conservam suas estruturas através do
tempo
(...)
Isto significa que é possível
abstrair dos documentos a estrutura gramatical da
língua de cada período
e,
desta
forma,
uma série de gramáticas sincrônicas
podem ser postuladas e comparadas (...)"
Sincronicamente,
preposicionados
ocorridos
rizá-los
no
"corpus"
como
critérios
ligados
aos verbos
sob
pela
pelas
investigação,
objeto direto
propostos
por Perini
procuramos descrever os complementos
preposições
objetivando
preposicionado
Gramática
(ou
Tradicional
não),
a e
de,
caractesegundo
Portuguesa
e
(1989).
Diacronicamente,
comparamos
verbos das duas modalidades de
os
tipos
sintáticos
língua em exame,
e
os
identificando
processos de mudança ou fenômenos de retenção.
No
primeiro
capítulo
—
Considerações
gerais
introduzimos o tema "Objeto Direto Preposicionado" através de
exemplos
algumas
do
português
considerações
românicas.
Tratamos
e
do
espanhol.
sobre a origem do
da
redução
dos
Em
seguida,
fenômeno nas
casos
no
Latim
fizemos
línguas
Vulgar,
11
espelhando
o
ponto de
o modo
pelo qual
cional
nas
línguas
ocorrência
língua,
se
do
este
capítulo,
vista de
deu a
ocorrer
no
espanhol
condicionam
mais
pelo
freqüência.
fatores
o
que,
Descrevemos
acusativo preposi-
examinando
com mais
apresentamos
consultados,
disseminação do
românicas,
fenômeno
diversos autores.
detidamente
fato
Como
de,
acusativo
nessa
conclusão
segundo
os
a
do
autores
preposiciona1
nas
línguas românicas.
No segundo capítulo,
gráfica
dos
românicas,
para
autores
tendo
alguns
rência
ordem
do
livre.
Em
preposiciona1
ausência
cos.
ses
da
Ainda
no
entre
e
que
espanhol
modernas,
estar
a
moderno
em
chegando
nem
à
de
preposição que
nalizando
o
capítulo,
como
acompanha
a
a
tipo
que
de
sintáti-
das análitradi-
não
existe
complemento
nem quanto ao
referido complemento.
alguns
a
ocorrência/
abordagens
de
ocor-
acusativo
ambientes
transitivos,
apresentamos
atenção
exempIo,
do
um estudo
conclusão
o
a
por
emprego
mostrando
preposicionado que segue os verbos
tipo
o
fizemos
ao
línguas
influenciando
apresentando
quanto
nas
Chamamos
determinados
português,
consenso,
fenômeno
(1982).
descrevemos
capítulo,
o
o
prepos ic ionado,
seguida,
para
Lois
parecem
direto
no segundo
eles
estudaram
base
preposição
propostas
cionais
como
fatores
objeto
que
apresentamos uma resenha biblio-
ambientes
de
Fi-
ocor-
rência do objeto direto preposicionado no português moderno.
No terceiro capítulo,
do Português
dos
verbos
Moderno.
seguidos
iniciamos a análise do "corpus"
Procuramos
pelas
classificar
preposições
a
e
os
de
complementos
como
ODP
(ou
12
não),
baseando
conjunto
de
nossa
definição
traços sintáticos.
de
objeto
Consideramos
direto
como
em
tal
uni
aqueles
complementos que admitiram a maioria dos critérios caracteri—
zadores do OD em português.
de
complementos
como
se verá,
Chamou~nos a atençao a ocorrência
oracionais
atribuímos
a
infinitivos
precedidos
de
de
e,
alguns deles
o "status"
de objeto
direto preposicionado.
No
guês
quarto
Antigo,
capítulo,
tendo
como
parâmetro
expectativa de que "...as
documento
ação
histórico
hoje"
rior,
(Labov,
procuramos
diretos
direto
são
(ou
seguindo
as
mesmas
caracterizar
não),
"corpus"
Português
(ODP)
A
podem
exemplo
do
verbos
seus
(ou
mesmos
que
os
analisando
os
o
o
do
Portu-
Moderno
na
forças que operavam para produzir o
1975:829).^
preposicionado
língua
analisamos
ser
capítulo
como
complementos
nao),
nessa
procedimentos
vistas
em
ante-
transitivos
como
objeto
modalidade
usados
de
para
a
descrição dos dados do Português Moderno.
No quinto capítulo,
sincrônicos
do
identificando
nas duas
que
quatro
fases da
ocorreram
períodos
Português
de
de retenção.
língua
Moderno
tipos
língua.
com
procedemos à comparação dos dados
o
sintáticos
Apresentamos,
mesmo
tipo
examinados,
Na seqüência,
aos
de
do
que
Português
seguem
em seguida,
complemento
evidenciando-se
os
Antigo,
os
verbos
os verbos
nos
dois
fenômenos
analisamos os verbos que ocorreram
i"...the
forces
which operated
to
record are the same as those which
today" (Labov, 1975:829).
produce
the historical
can been seen operating
13
somente
no
mudança
e,
Moderno,
1
-
O
os
manifestando
verbos
constituindo casos de
que
processos
de
só figuram no Português
inovação
lexical.
CORPUS
"corpus"
de
períodos
(PA)
Antigo,
finalmente,
O
tuído
Português
uma
da
utilizado
amostragem
Língua
presente
dados
do
trabalho
representativa
Portuguesa,
e o Português Moderno
Como
no
a
saber,
de
o
é
consti-
dois
grandes
Português
Antigo
(PM).
PA
foram
coletados
excertos
das
seguintes coletâneas:
BUENO,
Silveira.
Antologia Arcaica,
"Trechos
em Prosa e
Verso", coligidos em obras do Século VIII ao Século VXI ,
São Paulo, Livraria Acadêmica, 1941.
HERCULANO,
Alexandre.
Portugaliae
Monumenta
Histórica
"Chronicas Breves de Santa Cruz de Coimbra", 1876.
VASCONCELLOS, L. José. Textos
Clássica Editora, 1922.
Arcaicos,
MATTOSO, José. Narrativas dos
Moeda, Imprensa Nacional.
Livros
NUNES, J.J. Crestoraatia Arcaica,
Clássica Editora, 1943.
Os
dados
período arcaico da
XVI.
Ao
Português
analisar
Moderno
do
PA
língua,
o
na
4a
colhidos
"corpus"
do
tentativa
de
edição,
Linhagens,
edição,
por
isto é,
4a
nós
Lisboa,
Livraria
Casa
da
Livraria
correspondem
ao
do Século XII até o Século
PA
de
fazemos
referências
estabelecer
um
ao
confronto
14
entre
a
experiência
conhecedor
da
arcaica da
língua.
lingüística
Língua Oral
do
leitor
contemporâneo,
(LOC)
e a modalidade
Contemporânea
Toda a amostragem foi
tirada de documentos
em prosa.
Os dados
do Português
a)
(Língua
Moderno foram
colhidos
de
três
f ont es:
LOC
dessa modalidade
telejornais,
enunciação
sitário
por
técnico
regência
Os
de
foram
solicitamos
no momento
testes
de
de
18
de sua
escritos.
a
nível
a
verbos
duas
informantes
realização.
realizados no mesmo dia.
os
Na
Posteriormente,
(três
Português
Na
resposta
segunda etapa,
testes
(oral
e
e
três
apresentamos
etapas.
uma
dois de
homens
onde
no
de sua
univer-
secundário,
testes
em
gravações,
no momento
anos).
superior
de
amostragem
segmento "culto"
40
três
aplicados
Ambos
feitas
do
A
através de
dois de nível
classes
nossos
colhida
anotações
de
responder
algumas
testes
foi
informantes,
dois
Contemporânea).
falantes
etária
e
para
e de
parte de
(faixa
mulheres)
língua
novelas
pedimos a seis
nível
de
Oral
a
Moderno.
primeira,
oral
gravada
aplicamos os
escrito)
foram
Durante a aplicação dos testes apre-
sentamos algumas estratégias para minimizar o efeito negativo
do gravador,
interação
no
"quê"
testes
como por exemplo,
com os
falar
informantes,
e
realizados
tivamente,
mas
não
no
por
para
a nossa participação direta na
procurando
"como"
nós
refinar
falar.
não
foram
a
análise
fazê-los
Cabe
ressaltar
utilizados
das
seguem os complementos verbais no "corpus"
concentrar
que os
quantita-
preposições
examinado.
que
15
b)
foram
foram
vo
-
extraídos
Projeto
tes,
LFC
(Língua
do
fornece
de
Projeto
o
e o vol.
homogeneizar
vol.
em
forma
Documentador
2)
-
II,
Os
se
da
Diálogos
entre
- Entrevistas,
os
dados
dos
dados
Como
análises
Ill
comparação posterior,
pessoais
Culta)
Nurc/SP.^
subsídios para
selecionados
(1987)
Falada
LFC.
vários
sabe,
Assim
dois
(1988).
da
LFC
esse
sendo,
Informan-
Com o objeti-
informantes
para
selecionamos narrativas de experiências
de:
1)
Diálogo
Diálogos
entre
entre
Informantes.
tipo de narrativa porque ao relatá-las,
o
Informantes
Escolhemos
e
esse
informante está tão
envolvido emocionaImente com o que relata que presta o mínimo
de atenção ao como relata.
c)
LEC
modalidade
baixo
do
de
(Língua
língua
consagrado
escolha não foi
autor
-
ter,
Escrita
foi
coletado
escritor
aleatória,
segundo alguns
o
países
do
melhor
Portuguesa,
insere
na
apenas
as
de
mundo,
que
suas
própria
origem
estruturas
que
-
O
livro
Sabino,
"corpus"
De
dessa
cabeça
1989.
para
A nossa
ela se deveu ao fato de o referido
críticos
da
uma
tempo
da
Literatura Brasileira,
Neste
andanças
retomando
remonta ao
do
Fernando
um estilo tipicamente narrativo.
relata
Culta)
livro,
e
aventuras
antiga
dos
Fernando Sabino
tradição
por
vários
em
Língua
grandes navegantes
História
do
consideramos
Brasil.
Coletamos
relevantes
exemplificação da modalidade escrita em LP ao
e se
para
a
longo de toda a
2É
importante
ressaltar
que
não
estamos
centrando
nossa
atenção era diferenças dialetológicas e sim na ocorrência do
chamado acusativo preposiciona1.
16
obra.
Na
Moderno
Estas
verdade,
(PM)
duas
corresponde
últimas
argumentação,
pois
características
leitores
do
a
de
século
modalidade
mais à
rotulada
(LOC)
foram utilizadas
apesar
de
oralidade,
XX,
uma
o
ele
do
que à
mais
como
PA
é,
como
Português
LFC ou
um
suporte
LOC,
não
numerosas
basicamente,
para nós,
modalidade
constitui problema
para a
os textos arcaicos apresentam muitos
de
apresentar
escrita.
O
fato
compararmos duas modalidades em princípio diferentes,
PA e
à LEC.
nossa análise
de
isto é,
já que
traços de oralidade.
CAPÍTULO
O
ACUSATIVO
1
PREPOSICIONADO
1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS
O
sintaxe
objeto
portuguesa
direto
que
preposicionado
tem
sido
objeto
é
de
um
aspecto
da
investigação
por
parte de gramáticos de orientação sincrônica e diacrônica.
No
entanto,
de
sua
tais
estudos carecem
ocorrência
análise
na
detalhada
língua
tanto
oral
do processo
de
descrição adequada
contemporânea,
evolutivo
que
como
de
evidencie
uma
melhor
os mecanismos gramaticais envolvidos no fenômeno.
Na tentativa de
nado
estabelecemos
trabalho
atual da
como um
caracterizar
estruturas
com
esse
do
e
dos
objeto
objetivos
descrever
complemento
na
os
direto
preposicio-
principais do
diferentes
fase
arcaica
nosso
tipos
e
na
de
fase
língua portuguesa.
Apresentamos,
cias
elucidar o
no
grupo
que tradicionalmente
de
tem
sentenças
sido
abaixo,
ocorrên-
chamado "objeto
direto
preposicionado" pelas gramáticas do português:
(1)
"Eu entendia mais a ela do que ela a mim."
(2)
"São Paulo não conheceu pessoalmente a Jesus Cristo."
18
(3)
"Muito
obrigado
a
todos
que
estão
aqui
prestigiando
ao
show."
(4)
"Senhores,
(5)
"Exija tudo aquilo a que sua criança tem direito."
(6)
"É hora de presentear a quem amamos."
(7)
"O problema é querer ajudar a quem nem sempre merece."
(8)
"A festa estava ótima convidei a todo mundo."
(9)
"Tudo a que me interessa é
(10)
fiquei observando a tudo isso até agora."
"O que nos
comprova o
investigar esse caso."
enriquecimento do verbo principal
ao qual ele auxilia."
Os complementos sublinhados nas orações acima são,
geral,
considerados
gramáticas
direto
tradicionais do português
Esse
Espanhol,
"objeto
tipo
de
complemento
em sentenças como
(11)
(11),
"Vi a tu hermano."
Nessa
língua
do que no português.
o
Em
fenômeno
é
preposicionado"
(Cf.
Rocha Lima,
também
em
pelas
1976).
característico
do
por exemplo:
(Harri Meier,
parece
linhas gerais,
ser
1948).
mais
disseminado
admite-se que o objeto
direto preposicionado vem precedido de preposição o diante de
um complemento
[+animado].
(Cf.
Gili y Gaya,
1955).
A partir da observação de que o acusativo preposicio-
19
nal
em
conta
português
do
precisa
objetivo
ser
proposto,
melhor
elucidado
examinaremos
na
e
para
seção
dar
que
se
segue o aspecto diacrônico do fenômeno.
1.1 - A origem do fenômeno nas
Para
explicitar
discutir
abrirmos
a
origem
alguns
a
discussão,
do
objeto
aspectos que
abordagem diacrônica desses
verbal.
Serão
examinadas
nas
gramáticas
nas
línguas românicas.
línguas românicas
históricas
começaremos
direto
nos
por
tentar
preposicionado.
parecem
Vamos
relevantes para
uma
tipos de complementos no sintagma
as
a
principais
respeito
observações
da
origem
do
contidas
fenômeno
1.2 - Os casos no Latim Vulgar
Segundo a maioria das gramáticas históricas consultadas,
uma
das
preposicional
redução
dos
de
casos^,
dativo
e
em
principais
latim
casos
Vejamos como
No
causas
e
o
e
como
conseqüente
nominativo,
emprego
acusativo
português
das
foi
a
preposições.
funções sintáticas por meio
vocativo,
apresentava
em
do
latim.
a distinção das
ablativo
surgimento
posteriormente
isso aconteceu em
latim,
do
grande
acusativo,
desproporção
genitivo,
entre
o
iQ termo "caso" significa marcação superficial das desinências casuais (latinas), ou seja, identificação das relações
sintáticas entre as palavras de uma sentença, através de
contrastes como nominativo, acusativo, etc.
20
número
de
desinências
multiplicidade
de
desenvolvimento
ou
morfemas,
relações que
do
muito
estes
emprego das
limitado,
deviam expressar.
preposições,
as
quais,
e
a
Daí
o
usadas
de começo com o propósito de tornar mais precisas as diversas
relações
sintáticas,
vieram
por
fim
a
suplantar
o
uso
das
desinências casuais.
O
nominativo
alguns
nomes
acabou
desaparecendo
foi
aos
da
poucos
e
2a.
o
vocativo
declinação.
em
sendo
proveito
substituído
eram
iguais,
Dessa
do
exceto
forma,
o
vocativo
O
genitivo
nominativo.
pelo ablativo
precedido da
preposição o de;
o dativo pelo acusativo regido de ad.
hesitações
entre
o acusativo
correr
tempo,
do
Península
foi
o
fosse
Ibérica,
acusativo,
o
que
o ablativo
este
caso
é,
e
último
sobrevivente
salvo
fizeram que,
também
poucas
da
em
Mas as
com o
eliminado.
declinação
exceções,
aquele
Na
latina
donde
se originam as palavras portuguesas.
Segundo
da
-m
preposição,
final
tivas
de
nas
Grandgent
(1928)
na
oral,
língua
acusativo.
sílabas
Com
não
a
tornou-se
devido ao
perda das
acentuadas,
necessário
uso
desaparecimento do
distinções
o
o
ablativo
quantitapassou
a
distinguir-se muito pouco ou nada do acusativo no singular na
maioria
das
patre(m),
antes
da
palavras
patre,
queda
ablativo
plural
lugar
forma
a
singular
se
(Cf.
etc.)
do
já
de
causa(m),
Para
o
Império
tivesse
pronunciavam
referido
Romano
sido
acusativo.
causa;
O
iguais
autor,
é
Ocidental,
eliminada,
ablativo
em
donu(m),
todos
provável
a
forma
usando-se
e
dono;
em
que
do
seu
o
acusativo
no
os
vocábulos
na
21
(jja^ior partG do território
sem
dúvida,
favorecida
pj'0pQgiçõ0S
segundo
tanto
pelo
com
Grandgent,
la.tino«
uso
de
sodales,
cum
em
(Bechtel,
com
tal
A
o
95),
forma
do
(Bechtel,
pág.,
a
grande freqüência no
pág.,
de
(Bechtel,
95);
acusativo
cum
mas,
não
se
"É muito freqüente
discentes
pág.
488)
substitui
outras
caput,
a
suos,
cum
também
preposições:
a
forma
cum
epistolam
vitia
(Ben.,
a
forma
a
do
monazontes
pág.,
de
ablativo
é
125);
empregada
lugar da forma de acusativo:
pág.,94);
é mais
ven it
Ismael
dois
casos
como
um
o
ablativo,
de
-ante
sole,
ante
com
ad ecclesia
cruce
(Bechtel,
na "Peregrinatio" o uso de -in com ablativo em vez
acusa t i vo:
"Se
E afirma:
certas
etc.
Inversamente,
raajore
com
provavelmente
Spr.,
acusativo
de
(Ibid) ,
empregarem
foi^
etc".
precedida
actus
III.
se
como
confusão
(Lat.
ablativo
94);
de
acusativo:
inscrições
pág.,
fato
acusativo
generalizou antes do século
o
A fusão dos dois c^sos
freqüente
o uso
correto
in civitate sua (Bechtel,
Coutinho
(acusativo
fenômeno
fato
que
(1976)
e
nominativo)
sintático
fonético
da
afirma
do
queda
que
do
a
pág.,
que
um
a
do
-in
com
94-101).
redução
o
justifica-se
fonético,
-m
de
dos
mais
acrescentando:
acusativo
singular
podia favorecer a identidade do acusativo com o nominativo na
Ia.
declinação
com a 2a.
e a 3a.
diferentes
palavras
(Cf.
se
(Cf.
hora e
hora(m);
o mesmo já não acontecia
declinação em que os dois casos permaneciam
hortus
dispunham
na
e
hortu(m)),
frase,
em
avis
Latim
e
Vulgar,
ave(m).
segundo
As
a
22
ordem natural de elaboração o do pensamento - sujeito - verbo
-
objeto
língua
ou
predicativo
clássica.
velmente,
em
Acontecia
acabou
por
contraposição
que
fixar
a
essa
ordem,
função
das
o
ao
uso
quase
palavras
da
invariana
frase.
Assim não se justificava mais a manutenção dos dois casos".
Maurer Júnior
da
redução
dos
(1962)
casos
se
argumenta que
deve
ao
emprego
a
causa
das
principal
preposições
que
se tornava uma necessidade quando a confusão das desinências,
pela
perda
timbre
essa
consoantes
vocálico,
trazia
perspectiva,
antiga,
na
das
a
o
finais
maior
autor
e
pelo
enfraquecimento
obscuridade
afirma
que
à
frase.
numa
fase
do
Segundo
bastante
língua vulgar possuía todos os casos que conhecemos
língua
clássica.
A desagregação
do
sistema
antigo
reali-
zou-se pouco a pouco e vestígios de todos os casos encontramse cristalizados em palavras românicas.
Considerando dados epigráficos,
a
confusão
menos
entre
desde
Pompéia.
Ao
confusão
não
Jr.,
ela
o
os
casos
princípio
se
da
contrário
evidencia nas
era
de
cristã,
Grandgent ,
se generalizou antes
foi
anterior
à
Maurer Jr.
do
inscrições,
como
por
que
afirma
século III,
documentação
afirma que
pelo
exemplo,
que
em
tal
para Maurer
epigráfica,
o
que
se
confirma também pela universalidade da eliminação do ablativo
na
Romania.
Essa
universalidade
Maurer
Jr.,
no
caso
senta
erros
de
regência
Philote,
ad
porta
de
cum
uma
em:
seria
renovação
cum
sodales,
ob
mais
mais
iumentum,
auctione,
estranha,
recente.
sine
pro
E
diz
apre-
dulcissimum
ferrum,
per
23
vindemia
em
inscrições
de
Pompéia^;
roga
inscrição cristã do cemitério de Calisto;
sodales
tuos,
ocorrem
expressões
valle
ilia,
i 1 lo,
etc.
no
cemitério
como
de
cum
in quo descendit
Essa confusão
casual
ele,
tamanha
tivo^ que,
suos,
Nunes
nomes
importância
sina pedes,
Em
pelo
preposição:
"Si
238,
No
uma
hoc
cum
regidos
ipsud,
per
subissemus
de
in
preposição
lugar do ablativo.
a
mesma
Latim
idéia.
vulgar
Segundo
o
acusa-
em que não podia confundir-se com
frases:
preposições
que este
de quaslibet causas,
caso
cura filies
etc.
latim,
1979).
no
encontra-se regido das
como se vê nas
expressa
adquiriu
em
"Peregrinatio"
pro
maiestas Dei,
apresenta
ainda no plural,
o ablativo,
pedia,
J.J.
Na
monazontes,
dos
nos,
roga pro fratres et
Giordano.
mostra que se empregava o acusativo no
Também
pro
o
complemento
verbo
uis
transitive
pacem,
entanto,
ao
para
sobre
o
ia
para
bellum"
lado
dessa
qual
o
incidia
a ação
acusativo,
(Silvio
Elia,
construção,
sem
pág.
criou-se
outra que admitia a regência preposiciona1.
A confusão
entre
acusativo
e dativo
é
relevante
20s exemplos (Cf. Maurer Jr., 1959) vêm na Antologia,
90-95 e em Vããnãnen, Le latin vulgaire, pág., 204.
para
págs.,
3É do acusativo que procede a grande maioria das palavras
portuguesas.
Embora
essa asserção tenha sido
colocada em
dúvida por Malkiel (apud Maurer Jr., [1959]), que se refere
ao problema do caso "Lexicogênico" (acusativo ou ablativo)
como "um problema de gramática histórica ainda em discussão".
Entre os filólogos portugueses e brasileiros a doutrina de
que o caso "Lexicogênico" é o acusativo é geralmente aceita
sem hesitação.
o
presente
trabalho
porque
acusativo preposiciona1 nas
Segundo Maurer
período
seria
latino
Jr.
tivesse
certamente
apenas
"docere,
na
normal
em
celare,
praestro,
põe
sempre
caso
(o
muitos
Bourciez
é
a
fenômeno
origem
provável
curiosa
de
com um
que
ao
Para o autor,
o
mas
limitada
pequeno número
postulara,
desde
inovação,
extensão
língua vulgar.
ação,
no
verbos
dico,
mas
dativo
dativo)
(1967)
e
o duplo
de verbos,
(ex)poscere",
perdeu-se
(do
vestem
pauperi).
indicam
invideo,
minor".
Segundo
há
função
o
notadamente
a
autor,
"Intransitivos",
preenchida
por
uma
por "fratri
em
(marcando
ou
trado,
e
abuso
se
este
principal
verbos
de
que
disso,
solicitude
estes
em nocet
pessoa
hostilidade
diferença
de
"faveo,
"noceo,
que
para
os
imediata são ditos
linguagem,
muito
fratri
fraca
e a
porque
entre
a
de fratrein
fratrein".
De acordo com Bourciez,
tuía,
do,
Além
único
idéia de uma ação
senão
uma
complemento
auxilior,)
implicavam a
logicamente
laedit
o
como
não exprimem somente o objeto
também a
parco,
ordinário
verbos
referem
servio,
latinos não
etc.,
expressa
que
certos
se
obedio,
em
(op.cit.)
latim
deu
línguas românicas.
um
rogare,
promitto,
imediato da
não
que
língua vulgar.
Para
de
ela
aparecido
não um processo geral da
acusativo,
foi
latim vulgar,
a atribuição)
em
o movimento sintático consti-
substituir
pela
o complemento
preposição
ad +
do dativo
acusativo,
que
25
exprimia originariamente
distinção
entre
alique(m);
Huno
ad
as
data
restitui
como
freqüente
na
2,13).
gênero
Captt
IX,
se
Ait
ad
o
illos
ep.
"Intransitivos"
seção
que
acusativo preposicional nas
Nas
línguas
renciadamente:
mento
direto
regular.
O
construção,
o
catalão
acusativo
no
se
mas
e
o
se
produziriam
se
uma
preposicional
^"Tendência" expressão
tica atual. Em inglês,
ad
da
(Hyg.
5).
ad
id
propinquaos
tarde,
116);
movimento
com
mas
é
Dominus
Por outro
o
logo:
preposição,
Fab,
lado,
e
os
"Nocet
línguas românicas
segue
a
disseminação
e
o
no
problema
romeno
em
se
do
determinadas
italiano
posição
processou dife-
a presença do comple-
não
vaga, mas
"drift".
de
forma menos
muito
tal
tipo
é
de
Já o português e
intermediária.
é usado
condições,
adotaram
criaram o artigo partitivo.®
ocupam
pecun ia
ad
línguas românicas.
preposicionado,
francês
litteras
a
fratrem .
românicas,
espanhol
dare
bastante
seguiram
1.3-0 Acusativo Preposicional nas
na
et
uso
122),
se tornou também "nocet
Veremos
fazia mais
omnes
estendeu
Jeremiam (Hier.
se
101):
3613);
Entretanto,
só
Não
litteras
desse
(CIL.
Vulgata:
ditos
fratri"
alicui
(Plaut.,
dicere,
loquitur ad
verbos
erit
(Liv.
"tendência
confusões
ali quem dabo
teraplum
verbos
e
dare
a
Nessas
duas
o
sistematizada
difundida
na Lingüís-
sparece que nas línguas românicas em que não ocorre o ODP,
aparece o artigo partitivo (Cf. italiano, francês). Ao nosso
ver,
esse
processo
provavelmente
substituiu
o
acusativo
prepos icional.
26
do que no espanhol
e no romeno.
Como vimos,
embora
de
Segundo
similaridade
tant
a
personnel
1'autre.
Ex.:
un
a tu,
ce
personne
e
em
o
Fabra,
se
place
est
cet
devant
un
de
Ia
de
le
pronoum
1'expression
usage
o
Catalane
i no a tu" a peut aussi
mais
como
les apòtres
Graraaire
e dans
grande
preposiciona1
complément
etc)
catalão.
português
catalão "ettous
a
também,
apresentam
chama "acusativo
a ell,
"A mi me mira
nom de
est évité par
Tanto
préposition
quand
existe
português
línguas
exemplo do
"La
direct
(a mi,
duas
Jésuchriste",
afirma:
complément
em
fenômeno.
Meier
Sobre o
aimaient
(1941),
as
ao
têm o que H.
preposiciona 1
freqüente,
Meier,
frente
comparação
devant
acusativo
forma menos
Harri
catalão
o
1'un a
se placer
préposition
Ia plupart des écrivains actuels".
Vamos agora examinar mais detidamente a ocorrência do
acusativo
línguas
preposiciona1
românicas,
é
no espanhol,
nessa
língua
porque,
que
o
dentre
fenômeno
todas
as
ocorre
de
forma mais disseminada.
Em espanhol
a-
(<lat.
gos,
no
ad)
embora
espanhol
direto
está
a
presente
não seja
moderno o
quando
o
preposição
nos
empregada
seu uso
textos
o
objeto direto
literários
sistematicamente.
é
complemento
que precede
é
mais antiNo
obrigatório antes
um
nome
entanto,
do objeto
contendo
o
traço
[+animado].
Segundo H.
Meier
Ia preposición a para
minado
todavia".
el
Também
(1948:117)
"La
acusativo
en el
Gili
y
Gaia
evolución de
espanol,
( 1955 )
no
afirma
emplear
ha terque
este
27
fenômeno "sigue en plena evolución sin hayan
1 legado a conso-
lidarse en su totalidad estados historicamente alcanzados".
O uso da preposição a em textos medievais do espanhol
não
é
tão regular.
Observem-se
aprece a preposição,
(12)
a)
"...tanto
"...e
que
não.
aqueste
dioles
hermano..."
c)
"...e
rrey
Filomenes
por
guiador
a
ordeno
don
Hector
d)
"...fue ferir a don Hector..."
e)
"...feriendo a toda parte
g)
mal..."
h)
"...e
Ulixes
que
todos
a
Çiralanor,
su
la
quarta
az
e
puso
(p.235)
(p.245)
e matando
a todos
quantos antes
mató
ao
traer a
rrey
de
los griegos..."
Frisa,
en
que
(p.252)
fizo
muy
grand
(p.257)
muchos
ouo
y
a
quien
preso
de
Ia
su
cayda..."
(p.259)
i)
en
(p.252)
"...començaron a mal
"...que
a
(p.230)
rrey Rremo de Çisonia..."
fallaua..."
vio
(p.234)
despues
ella ai
f)
abaixo em que ora
Exemplos com a preposição a:
estaua a pie..."
b)
ora,
os exemplos
"...Diomedes a quien matara Troylo el
caualo..."
(p.285)
28
13)
Exemplos sem a preposição a:
a)
"...Palomedes que vio
b)
"...e quando vio
(
con don Hector..."
c)
"...el
del
rrey Thoas
"...e mataua
e)
"...mas
f)
(
)
el
(
tan mal..."
ally estonce
mato
(
)
los que
se conbatian
Casabilante,
uno de
) muchos muy esforçadamente..."
)
(p.238)
los
fiios
(p.250)
mucho
rrey Protenor..."
"...dieron
"...e
el
los griegos
aguijaron estonce
dardos ..."
g)
(
)
(p.248)
rrey Priamo..."
d)
e
)
(
Anchiles
ayna
(
(p.252).
)
el
rrey Anchiles
feridas
de
espadas
(p.241)
tantas
e
de
(p.288)
Diomedes,
que
preso Anchiles..."
h)
"...E Polibetes
i)
"...vet
j)
"...ca
vio
en
commo
(
) Apon,
(
)
don
Hector
(p.297)
fue
ferir
commo esta soboroso do
gelo
leuaua
defenderian
(
el viejo,..."
los yr(
)
muy
)
ferir..."
poços
(p.299)
(p.284)
caua11eros..."
(p.299)
Por
outro
lado,
no mesmo
"corpus",
o
emprego da
preposição a
é obrigatório antes dos pronomes:
a)
"...que
salieron
agamenon..."
b)
a
el
quando
sopieron
(p.266)
". . .atendiendo su saldrien a ellos..."
(p.
282)
que
venia
29
c)
"...esto
fue
por
que
partio
a
todos
los
de
su
parte..."
(p.267)
d)
"...que nom temia a ninguno a mataua muchos
Pidal,
Bourciez
(op.cit.)
castelhano é o hábito de
(muito
tempo
um
deve
começado
ter
(Cid,
já
na
nos
299),
plural
ser
o
Este
durante
o
textos
uso
personificadas:
Harri
espanhol
em
a
emprego
"El
sol
Meier
três
mi,
período
a
em
português
nicas.
Na
segunda
condições
a
é
em
etapa,
primeira
etc.
Esta
outros
o
lexicais,
a
um
estendida
apenas
Uma pluralidade
espanhol
a
Ia
de condições
ao
raugier",
língua moderna e
diante
é
de
coisas
fenômeno
representada
primeira
das
o
mas
etapa
línguas
uso
do
no
pelas
ocorre
româ-
acusativo
limitado a certas
bastante
italianos.
e
autor
primitivo,
restrito
principalmente no português,
ao
o
que
(Garcilaso).
mostra
número
e em alguns dialetos provençais e
é
Na
dialetos
autor
segundo
evolução do
estendido a outros nomes,
e
do
sobretudo com nomes no
472).
a
principal
"Veré
registrado
a
ei,
e
sintáticas
influências
(Cid,
divide
etapas:
tí,
específico
românico
al mundo alumbre
(1948)
também
preposiciona 1
também
que
espanhóis
"Quinze moros matava",
seu
traço
complemento
sem ser ainda obrigatório,
poesia
formas:
á)
animado.
antigos
um
ligar ao verbo através da preposição
escrito
representa
domina
(p.252)
M.(1976) Textos Medievales Espanoles - ESPASA CALPE
Segundo
a
..."
romeno
de
no catalão
A terceira etapa
contemporâneos.
colaboram para dar ao
acusativo
preposicional
esfera
uma
pessoal,
objetos,
função diferente
actuante
e
e
nova:
a de
individualizada,
(apud Lois,
1982)
esfera
dos
afirma que todos os
exemplos de pronomes pessoais acusativos nos
examinados
por
constatação
Herbert
diz
referentes
ele vêm precedidos
de
a;
de
a
Ia.
a
diferença
H.
ainda
preposição.
Meier
que
Rafael
entre
sobre
espianhol.
há
uma
hositação
ou
(1964)
acusativos não-pronominais,
observa
objetos
primeiros
sido
do
não-pronominais
com pronomes pessoais
Tem
etapa
acusativos
precedendo
nos
colocação apóia
SN's
Lapesa
a
essa
textos medievais
com
pessoas,
não-pronominais
antigo
da
passiva e coletiva.
Herbert Ramsden
a
distinguir a
textos
não
há
omissão
igualmente
pronominais
e
da
esta
objetos
literários.
No
espanhol
alternância,
já
com SN's
há alternância.
consenso
entre
os
gramáticos
que
em
português o emprego da preposição tornou-se necessário sempre
que
o
SN
sujeito
[ +animados]
Nesses
o
SN
complemento,
possam exercer a
casos,
car qual
e
somente a
função
presença
da
ambos
de
Camões:
"Vio Alexandre
a
de
seres
sujeito ou de objeto.
preposição poderia
dos dois elementos é o objeto.
exemplo de
nomes
indi-
Observe-se o seguinte
Apelles
"(Lus.,
10,
48,
1952).
O objeto direto no referido exemplo vem preposicionado
devido
à
inversão
contigUos
e
inserção
da
elementos
do
animados
sujeito.
Melhor
provocam
uma
preposição
funciona
permite
como objeto,
precedido de preposição
.
dizendo,
os
ambigüidade
identificar
uma vez
e
SN's
somente
qual
que este
dois
dos
é o
a
dois
que vem
31
Segundo
Harri
Meier,
uma
das
razões
que
explicam
o
uso restrito do fenômeno em português é o fato de haver nesta
língua uma separação nítida entre acusativo e dativo,
não ocorrendo no espanhol.
e
o,
a,
nância
os,
as,
da
acusativo.
distinção
correspondência
mentos
o(s),
quase
e os
Para
casual
com a
entre
lhes são dativo
Meier,
português
a
essa
lhes
de
um
substantivais
e
os
com H.
Meier,
a
perturbada
nocionaImente
uma
adverbal
coisa,
assistir
assinala
objeto
a
o
gênero
adverbal
átono
primeiro
caso,
esses
objetos
conceito
de
a
um
não
a,
de
de acordo
para
animado
a,
um
o
os,
as
grande
indireto
indireto "stricto sensu"
da
(Ex.:
número
conceito
objeto
as.
(Ex.:
de
indireto"
seu
"tratar
mas
objeto
com
a Deus:
gramáticos
a
direto
a
que
marca
no
amá-lo).
estendem
lado
de
pronome
estabelecendo
ao
no
de alguma
preposição
sensu",
Certos
transformação
transformação
de
fica
objeto,
da
"indireto",
"lato
"1)
o
"amar
de
é um nome
2)
paciente,
pela possibilidade
o,
e
a
regência
do
objeto
reger
admitem
os,
a
o
Dicionário
circunstâncias:
espetáculo");
admite
seu
"direto
duas
mas
átono o,
pessoa
direto
entre
por
em
quando
preposição
direto,
pronome
Câmara,
afirma que
oposição
exigem
referente
Mattoso
Gramática,
substantivo,
verbos
entre
diminui a expansão do acusativo preposiciona1.
entanto,
teoricamente
e
sem preposição
Essa consciência do caso acusativo e dativo,
Filologia 0
pela
comple-
lado,
outro.
No
predomi-
exprime-se
lhe,
preposição
complementos
lhe,
Harri
no
completa
substantivais
a(s)
No português,
o mesmo
No
a
um
do objeto
com a possibilidade de transformação
32
Gm
lli0
G
lli0S«
preposicionado,
direto normal
No
que
sGgundo
tendo
discutido
como
acima»
pronominal
outro,
o
nao
objeto
direto
pode
que
haja
a distinção entre objeto direto e
tao
clara
teste
da
Na verdade,
admitir
Assim
uma
assim
como
afirma H.
Meier,
substituição pronominal,
o
ou
distingue,
dativo.
pQJ«^^g^0g
é
critério o
objeto
o
sem preposição regente.
indireto
como
tGm—SG
fica cm variação estilística com o objeto
Como fizemos notar,
objeto
c3.sO)
nome
não
por
substantivo que
a
um
sendo,
substituição
lado,
não
o
parece
correspondência
funciona
pela
acusativo
verdade
nítida
que
entre
forma
e,
a,
os,
as,
e dativo,
o
acusativo,
formas
que normalmente admite a substituição
do nome substantivo pelas
Epiphânio Dias
por
para
que permite a substituição dos seus complementos pelas
o,
como
formas
(1970)
lhe,
diz
lhes.
que em português
direto é ou pode ser em alguns casos,
precedido da preposição
a.
O emprego da preposição é de regra:
a)
Com o
pronome relativo
quem:
Mas
"o objeto
o velho
a quem
tinhão já
obr i gado..."
b)
Com as
formas
tônicas
o mundo todo doma
de pronomes
(Lus.,
VI,
d)
A vós e
a mim
30)
c) Na designação de reciprocidade,
uns aos outros com o fumo
pessoais:
(AFF.
com um-outro:
Albuq.,
Comm.,
Sem se verem
32)
Quando por causa da colocação do complemento,
a omissão da
preposição
sucedeo
afrontando
torna
de
o
sentido
palavras
respondeo o santo
a
(Vieira,
ambíguo:
Xavier
8,
463)"
hu
E
homem
que
desconhecido
33
Segundo este
posição quando,
último,
em geral,
No português,
limita-se
verbos
tações
de
que
sentimentos.
facultativo o
emprego
da
pre-
o complemento designa pessoa ou ser
personificado.
aos
é
diz Epiphânio Dias,
exprimem
Assim,
sentimentos
diz-se
sempre
esta prática
ou
"Amar
manifesa
Deus"
como tradição da sintaxe antiga conservada no catolicismo.
De
principais
tudo
o
apresentado
fatores
preposiciona1
nas
que
acima
favorecem
a
línguas românicas,
- Ambigüidade
- Animacidade
- Definitividade
- Classes de Verbos
procuramos
ocorrência
a saber:
extrair
do
os
acusativo
CAPÍTULO
ANÁLISE
TRADICIONAL
DO
ACUSATIVO
LÍNGUAS
Faremos
gráfica
nas
dos
na
seção
autores
que
línguas românicas,
As explicações
das.
De
acordo com os
seguintes
-
fator
idéia
PREPOSICIONAL
NAS
ROMÂNICAS
que
se
segue
estudaram
o
uma
resenha
acusativo
preposiciona1
tomando como base Lois
(1982).
dadas
bastante
ao
fenômeno
autores resenhados
são
biblio-
por Lois
varia-
(1982),
os
fatores estariam envolvidos no mesmo:
ritmico
preposiciona1
-
2
e
papel
(Cf.
de direção
e
do
acento
Reichenkron,
localidade
no
emprego
do
acusativo
1951);
(Cf.
Brauns,
1908
e Kelepky,
1913) ;
-
importância do gênero pessoal;
-
a
esfera
pessoal
evidenciada
exprimem idéia de violência,
sobretudo
pelos
verbos
num primeiro período
que
(Spitzer,
1928);
- a esfera pessoal
e a expressão de respeito
- analogia com o objeto
indireto.
(Hatcher,
1942);
35
Para Meyer
uma
substituição
termos
de
tese
preposição
o
com
pe
que
para o dativo.
de
para
o
Meyer
existe,
para
o
na
(1959)
Lübke
o
em
explicação
difundida
para
é
em
o
apresenta um argumento
afirmando
jamais
segundo
muito
que
função
autor,
é
de
no
romeno
dativo.
uma
(cachorro)
cainelui^
nume
(nome)
nemelui
fata
(moça)
fetei
espanhol
não
aparece
é
Essa
caine
o
introduz
interesse.
preposiciona 1
a
Nessa
flexão
casual
Observe-se:
similares,
que
acusativo
dativo
não aparece
contextos
dativo,
o
de
o
Niculescu
Considerar uma
menos
(1900)
dativo
No entanto,
a
língua
do
analogia
espanhol.
contra
Lübke
é
o
mesma
e
o
romeno,
acusativo
espanhol
de
onde
para
ele
admitindo para o mesmo
suficiente,
função
explicação
para o
prepos i c iona 1
dativo.
essa
pois
Como
não
se
fenômeno,
ao
apresenta
em
uma analogia
romeno a
é
veremos
explicação
o
pe
mais
e
com
preposição
esta
nunca
tarde,
mesmo
esclarece
toda
a
complexidade do problema.
i(Cf. Guillemou, 1953). No romeno esta forma de dativo não é
possível, por exemplo, com substantivos sem artigo. Usa-se a
preposição
a
que
é
empregada
também
na
língua
falada,
familiar ou no lugar da flexão, jamais a preposição pe, (Cf.
Sandfeld e Olsen [1936]).
36
Como
já
das gramáticas
preposiciona1
ambigüidade
foi
dito,
uma
idéia
muito
comum
na
maioria
tradicionais que procuram explicar o acusativo
consiste em dizer que este surgiu para evitar a
entre
sujeito e
objeto,
devido
à ordem
livre dos
elementos na frase.
R.
direto
Lenz
(1944)
prende-se
à
afirma
que
preposição
a
o
se
complemento
ele
pode
do
ser
objeto
confundido
logicamente com o sujeito da frase.
De acordo
Espanola
(1973),
com a
o
gramática normativa
emprego
da
preposição
da
Real
a diante
Academia
do
objeto
direto refere-se a pessoas determinadas e
individualizadas.
preposição
inanimado desde
seja
indica
possível
também o
objeto
confundi-lo
direto
logicamente
com
o
A
que
sujeito
da
sentença.
R.
visto mi
Seco
(1971)
observa que se em frases como "Ayer ha
madre a Andrés",
sente,
seria
e
qual
é o
é
o
impossível
objeto.
sujeito
e
se a
saber
A posição
qual
é
preposição não
qual
dos dois
dos elementos
o objeto,
se
a
estivesse pre-
SN's é
o sujeito
determinaria qual
ordem
fosse
exemplo a ordem dos constituintes não é SVO,
SVO.
Nesse
mas VSO.
Certamente é devido a essa quebra da ordem básica SVO
que a presença da preposição é relevante para distinguir o SN
sujeito
do
em
muerte
"La
gran
SN objeto.
de
desgracia
elementos
na
Se
Juan
ocasionó
ocasionó
frase
é
os dois
Ia
SN's
una
muerte
indiferente,
forem
gran
de
uma
inanimados,
desgracia"
Juan",
vez
a
que
e
como
"Una
posição
o
perigo
dos
de
37
confusão
entre
entanto,
que
assim,
ver,
gõ.o
sujeito
as
frases
objeto
acima
não
existe.
possuem
o
só
se
faz
inanimados
"Sostiene a
E.
e
necessária
a
frase
Ia voluntad
C.
pode
Hills
nao
esc^uema
quando
possui
o
o
sujeito
esquema
afirma
argumenta
latinas,
objeto
que
confusões
o
moderno,
meio
ou
preposição
e
que
a
a.
Essa
objeto
está na
seja
se
exemplo,
oração.
a
uma
ordem
indicar
função
preposição
não
que
preposição
estivesse
a
"su
em
ela não
é
a
a
ordem
tem
casuais
faz
o
indireto
fazendo
pela
em que
com que
presente
o
SN
entendemos
no
o
ter-se-ia
necessária
o
sua origem,
Assim
como
e
francês
su padre",
a.
Hills
sujeito
e
como
desde que o
encontrar
padre"
preposição
o
como
"Busca a
singular,
entender
onde
como
flexões
direto
parece
como
do
pela
estruturas
a
das
SVO,
objeto
de
precedido
analogia,
objeto
inanimados.
diferenciar
fixa
o
pessoa
poder-se-ia
Por
em
em estruturas
3a
o
preposição
desaparecimento
hesita
de
ainda
segundo Hills,
o verbo
o
espanhol
por
e
evitar uma ambigüidade possível,
com
Sendo
Ao nosso
SVO
igualmente
objeto seja animado ou o sujeito e o objeto
outras
SVO<
no
Ia esperanza."^
(1920)
provocar
função principal
que,
Observe-se,
o emprego da preposição a nao foi necessário.
esta
livre
e
para
referido
sujeito
estendido
clareza
da
a
da
2Segundo
R.
Seco,
muitas
vezes
não
há
uma
ambigüidade
possível
nestes
casos.
Observe-se
"Destrozó
Ia
casa
el
temporal". Nesse exemplo, um conhecimento pragmático, como
também a noção de "agente" evita a confusão do sujeito com o
objeto. Sabemos que "temporal" é o agente lógico e "casa" o
paciente,
não
sendo
necessária,
portanto,
a
presença
da
preposição,. Ao nosso ver, a sentença se tornaria ambígua se
antepuséssemos a preposição ao SN "temporal".
38
frase
como
em "Busco
pessoa do singular.
su
padre",
também
a
relevante para
em
prosa
em que
o verbo
está
na
Ia
fazer notar ainda que em "Busca a
SV/VS
Desse
é possível,
modo,
a
su padre
inserção
da
poderia ser
preposição
é
indicar o SN objeto.
Meier
do
padre",
Devemos
inversão
sujeito.
H.
a mi
(1947),
catalão,
ao
fazer um estudo
observa
que
nos
de
casos
vários
estudados
textos
a
pre-
posição não ocorre quando o complemento se encontra diante do
verbo,
a
exceto nos casos
possibilidade
ter
se
casos,
aos
diz
a
ele,
Já
num
liberdade
objetos
distinção
estendido
gramaticais.
grande
de
de
inanimados.
graças
complementos
ordem
das
poema
épico,
na ordem,
acusativo preposicional ,
à
Nessa
preposição
nominais
palavras
onde
verifica-se
uma
parece
humanos.
fixa
há
língua,
as
não
Nesses
relações
inversões
e
uma
nítida maioria
de
mesmo quando os complementos não são
pronom ina i s .
S.
Puscariu
preposicional
tivo
para
entre
é
não
"agens"
quando
se
realizar
(1922)
um meio
de
sacrificar
e
da
uma ação,
formal
para
meio
formal
pode
para
o
acusativo.
distinguir
a
é
importante,
a
língua
distinguir
ser
tão
a
Quando
o
ordem
se
de
o
autor,
seres
nominativo
trata
do
palavras
de
do nominaa
distinção
especialmente
vivos
romena criou
das
o acusativo
o acusativo
Para
designação
que
no romeno,
ordem.
"patiens"
trata
meio
afirma que,
capazes
de
propriamente um
acusativo.
ou
objetos
o
Esse
morfema
inanimados,
pe
o
traço distintivo é apenas a ordem das palavras.
Para o
espanhol,
G.
Rolfs
(1971)
sustenta
igualmente
39
a
idéia
de
que
depois
do
desaparecimento
dos
casos
latinos
fizeram-se necessários outros procedimentos para distinguir o
nominativo
estrita
do
das
acusativo,
palavras
preposiciona1.
mendado
como
na
por
frase,
exemplo:
ou
ainda,
Este segundo procedimento,
desde
que
a ordem
rígida
1)
das
uma ordem mais
2)
um
acusativo
afirma ele,
palavras
não
é reco-
desfaça
o
equívoco entre os possíveis candidatos a sujeito ou objeto ou
quando
mento
estes
estão adjacentes,
objetivo,
por
razões
isto
é,
sempre
estilísticas,
que
esteja
o
comple-
colocado
no
começo da frase diante do sujeito ou do verbo.
Vejamos alguns de seus exemplos:
a)
"E agora dises que maten ellos a nos"
b)
"Solicita que no confunda a ça razón
Do que
têm
em
se
ocupado do
particular
objeto
foi
é
no
exposto,
problema
atribuída
Ia ira
podemos dizer
nas
espanhol,
(espanhol antigo)
línguas
afirmam
principalmente
que
(espanhol).
os
autores que
românicas em geral,
que
a
à
confusão
ordem
sujeito-
livre.
Outros
acreditam também na analogia do acusativo preposiciona1
dativo.
Nas
freqüente
disso,
é
línguas
românicas
com objetos que
no espanhol
que
citadas,
apresentam o
o
o
fenômeno
traço
com o
é
mais
[+humano].
Além
acusativo preposiciona 1
a maior freqüência de ocorrência.
e
apresenta
No catalão e no português o
uso da preposição não é muito disseminado.
Diferentemente das
40
outras
línguas
introduzido
românicas
pela
em que
preposição
a,
o acusativo
no
romeno
o
preposiciona1
fenômeno
é
ocorre
com a preposição pe.
1 - EMPREGO DO ACUSATIVO PREPOSICIONAL NO ESPANHOL MODERNO
Apresentamos
ocorrência
râneo,
Lois
do
a
acusativo
seguir
uma
síntese
preposiciona1
conforme os critérios a),
b),
no
c),
d)
dos
ambientes
espanhol
e h)
de
contempo-
adotados por
(1982).3
1.1 - A preposição está obrigatoriamente presente:
(A)
Objeto direto
Sujeito
[+ animado]
[+ animado]
1)
2)
3)
4)
Juan
Nós
Ellos
Io
El perro
mató
a
Mar í a
insulta
a
este senor
conhecemos
a
Juan
hemos visto
a
su padre
arrestaron
a
él
a
e1a
a
gato
a
n ifio
a
alguien
a
uno,
a
éste
hirió
otro
3A numeração e ordenação dos critérios retirados da autora
aqui citada foram feitas em função do presente trabalho.
41
5) Yo
escucho
a
nadie
a
ninguno
a
t odo
a
qualquiera
etc.
(B)
Objeto direto
Sujeito
[+ animado]
[- animado]
A sinceridade
Os
verbos
assusta
a
preocupa
a
dos
exemplos
sujeito um SN [+ animado]
de
Juan
(B)
(A)
também
como
apesar do caráter
do objeto.
Sujeito
Objeto direto
[animado]
[-an imado]
"L1 amar
a
Ia muerte"
"Las aves
saludam
a
aurora"
"Los ácidos
atacam
a
los metales"
a
Ia bondad..."
"La malícia
De
ter
como em "Juan assusta a Maria".
1.2 - A preposição pode estar presente,
[-animado]
podem
um
modo
outros contextos,
no comprende
geral,
os
verbos
mencionados
selecionam complementos
acima,
[+ animados]
em
42
(B)
l-"Preceden a cada fragmento unas notas"
"El
segundo surco
"El
número de sillas duplica al numero de mesas
"El
invierno sigue al
2-Podemos
incluir
preposição
güidade
o
SN
pode
possível
objeto
tocaba ai primeiro en un solo punto
otono"
também nessa
estar
presente
entre o
seja
seção
Gili y Gaya
(1969)
Observe—sei
"La
O
casos
quando
sujeito
[-animado].
os
e
em
há
uma
dominó
exemplo
al
ambi-
seguinte
interés
De acordo com Gaya e a Academia Espanola,
estando presente pode-se
a
o objeto mesmo que
e da Real Academia Espanola
amistad
que
de
é
de
(1973).
todos
.
a preposição
inverter a ordem do sujeito e
do objeto sem alterar a função sintática.
1.3 - A preposição está obrigatoriamente ausente
(A)
Sujeito
Objeto direto
[+an imado]
[-animado
Compré
(
]
casa
)
canetas
(B)
Sujeito
Objeto direto
[+animado]
[+ animado]
Necessito
(
)
amigos
Busco
Os
1.3
(B)
objeto
SN's
são
são
que
funcionam
determinados.
de
número
cr iados
como
Além
diferente.
objetos
disso,
A
os
nos
SN's
ambigüidade
exemplos
sujeito
parece
de
e
ser
43
gerada
por
SN's
que
tanto
na
posição
de
sujeito
quanto
na
posição de objeto estão no mesmo número.
1.4
-
A
preposição
[+animado]
(A)
pode
estar
ausente
apesar
do
caráter
do objeto.
Objeto direto
Sujeito
[+animado]
[+an imado]
"Los
romanos
"Quieras
robaron
Ias
sabinas"
que te preste
mi
"Dejó
su nino en
cocinera?"
Ia
puerta..."
"Envió
Os verbos de
[-animados]
No
(A)
sus hijos a
Ia.
acima selecionam normalmente objetos
entanto,
a
omissão
da
preposição
é
menos
freqüente com nomes próprios:
(B)
Objeto direto
Sujeito
[+ animado]
[+ animado]
"Allí
se daria ordem de
Se os
dois
objetos
llevar a Dorotéia a sus padres".*
designam nomes
fórmula deve
ser empregada,
mesmo
encontramos exemplos
quando
Sancho".
Segundo
a
R.A.E.
afirma
esta
*0s exemplos são da R.A.E.(1973).
a
do
próprios
uma outra
Real Academia Espanola,
tipo:
mesma
"Di
a Diana
ambigüidade
a dom
pode
ser
44
6ncontrcida.
próprios.
Para
nos
exsmplos
"Recomiende
resolver
direto
é
essa
Bello
presente
valiente".
no
diz
o objeto
designam
Senor
a
R.A.E.,
o
ao
lado
do
director".
complemento
verbo
caso:
que
a
y
fariseos",
sem
preposição
"Prefiero
el
deve
discreto
Porém se a repetição de a for inviável,
"El
nomss
indireto precedido de a.
afirma
seguinte
nao
sobrino al
colocado
(1948)
objeto direto precede:
sacerdotes
objetos
ambigüidade,
em seguida,
Também
os
usted a mi
freqüentemente
preposição e,
estar
ond6
diz ele,
traidor Judas vendió a Jesus a
"El
duque
sin
hablar
dió
al
el
o
los
nino al
cura".
H.
Meier
ainda
conserva
e
preposição
sem
da
identidade
outro
que
é
propósito H.
ro,
a
não
(1948)
afirma que a
para variar
entre
permite-lhe,
complemento de
em geral,
do nominativo
e
a
do
identidade
o
liberdade que o espanhol
evitar
acusativo
dativo
e
acusativo
e
encontrar
um
na
dativo.
objeto
língua
uma
Outros
direto animado
e
com
os
anteriormente,
nesses
estar ausente apesar do caráter
um
objeto
dar,
etc.
marcar
o
indireto
intervenha,
Deve-se
notar
acusativo
não
que
é
a
uma
casos,
a
[+animado]
como
com
escolha
da
estratégia
segundo,
quais
um objeto
esse
primei-
importante
os verbos que selecionam normalmente objetos
já dissemos
A
fatores:
limitada;
confusão
verbos
o dilema
acusativo.
Meier chama a atenção para dois
estabelece
que
seja substituído por
liberdade para omitir a preposição é
se
pessoa com
entre
podemos
indireto
inanimados.
são
Como
preposição a pode
do objeto,
sem que
os
enviar,
verbos
preposição
tão
a
cuidadosa,
para
uma
45
vez que há omissão da mesma diante do acusativo quando se tem
uma ordem
fixa com verbos
e um objeto
que pedem um objeto
direto animado
indireto.
Em
exemplos
com
SN's
indefinidos
como
em
buscar um médico experimentado que conocera bien
dades
dei
país"
extranjero
que
especificidade
sicionado
(subjuntivo)
gozaba de una
"Fueron
gran
estar
relacionada
necessário
é,
o
objeto
[-definido]
objeto
é
preposição
(indicativo)
complemento
modos
indicativo,
indicativo há maior especificidade,
isto
aos
a um médico
a
prepo-
indicativo
e
O falante parece pensar em um referente específi-
co desde que seja empregado o modo
faz-se
do
a
Ias enfermi-
a buscar
reputación"
ou a não-especificidade
parece
subjuntivo.
e
"Fueron
e
[+
[+
para
direto,
se
faz
e
o
nesse
específico].
definido]
não
indicar
[-
Já
logo,
com
o
necessário.
Ao
da
ação
SN objeto
o modo
específico],
com o
o uso da preposição
objetivo
caso
ou seja,
verbal,
parece
subjuntivo o
portanto,
nosso ver,
o
uso
ser
SN
da
parece haver
uma relação entre preposição e especificidade.
2 - ANALISES PROPOSTAS PARA O PORTUGUÊS
Mattoso Câmara afirma que a sentença "falo ao menino"
é
o
nome
resultado
da
substantivo
substituição
regido
pela
do
dativo
preposição
por
a.
uma
Assim,
locução
o
do
chamado
46
complemento "indireto"
ser
caracterizado
diz
ele,
há
preposição
na
a
pela regência
língua
com
principalmente,
"Devemos
do verbo transitive relativo® passou a
o
a
amar a Deus".
assinala
uma
direto
esse
que
é
sujeito expresso pelo verbo:
ao
local
inicial
da
locução
indireto
a
mecanismo
caelo',
veio
um
dos
com a.
de
podia
nem
estava
pleno
um
a
casos,
pessoa:
movimento
do
é esta a função
dativo
associar
E
no
a
ou Vou ao menino",
o
por
o
afirma:
vigor
aparecer
também
com um nome que
do
de
direção.
em
analogamente
esta
objeto
"quando
complemento
dativo:
o
de
'educere
'atirar para o céu'".
Também Hüber
direção
de
substituição
de
entanto,
usar
refere
locução
objeto
tendência
complemento
casos
se
Segundo Câmara,
A
uma
a
se
No
determinados
"Vou a Paris,
que ele se encontra.
construção,
direção
o
de
em
objeto
Além disso,
posição
preposição a.
possibilidade
objeto
quando
da
não
sempre,
exemplifica:
(1933)
for um objeto,
mas
na maior
argumenta que se o complemento de
mas
sim uma
parte
das
pessoa,
vezes,
à
este
liga-se
preposição
"O homem nom pode servir a dous senhores".
a.
E
(Fab.
30) .
Para
tais
que
dade
de
Rodrigues
Lapa
determinaram o
clareza.
Segundo
(1973)
emprego
ele,
o
da
um dos
motivos
preposição foi
emprego
fundamena necessi-
transitivo
do verbo
ssegundo Francisco Fernandes (1958), "Transitivo Relativo" é
o verbo a que se ajuntam para formar sentido,
"um objeto
direto e um complemento terminativo". Ex.: "Daquele entusiasmo que êle sabia comunicar aos que o oviam" (A. Herculano
"Eurico",
258)."Acusam
o
réu
de
roubo"
(João
Ribeiro'
"Gramática Portuguesa", Curso Superior, 236).
'
47
criou
uma
mente
no
qual
ambigüidade de
exemplo
tanto
inimigo",
do
"não
poderá
como,
inimigo
significado
pôde
resistir
significar
por uma
não
não
inversão
pôde
que
resistir
à
se mostra
força
pôde
inimigo",
resistir
corrente
.
do
Só
na
a
perfeita-
à
a
força
do
língua
"a força
entonação
poderia
discriminar o verdadeiro significado da frase»
Como na
língua
escrita essa discriminação através da entonação fica difícil,
o
caso
foi
remediado
com
o
auxílio
das
preposições,
que
introduziram clareza no discurso.
Maximino
idéia.
Segundo ele,
geralmente
que
Maciel
para
a
(1914)
clareza
língua escrita e não à
(apud
sua
Carlos
preposição
o
Histórica,
afirma
um
processo
novo
que
objeto
necessário
se
fixou
designava
um
que,
de
em
Segundo ele,
Eduardo
desde
reger
português
o
o
objeto
para
aparece
a
exprime
ação
pois,
diz
habi tua 1
ainda
regência
ele,
mesmo
ente
da
animado"
suges tão,
objeto
preposição
ordinariamente
há nesse
com
caso
o espírito
a
praticada
uma
XI,
com
a
clareza
e
a preposição só se antepunha
f
(decepit
preposição a o seu objeto com nomes de
E
à
Pereira
século
rege
vivos.
ressaltar
Carlos
Subordinando a esse processo medieval,
seres
mesma
referem-se
germano)".
com a
a
língua falada.
1955)
ad,
É
quanto Maximino Maciel
Gramática
variedade da frase.
quando
sintática.
Góis,
desenvo1veu—se
apresenta
empregamos o objeto direto preposicionado
tanto Rodrigues Lapa
Em
também
de
toda
por
influência
comuni ca
suo
o português
seres
vez
ad
pessoas ou
inanimados
que
seres
o
verbo
inanimados
psicológica.
certa vida ao
Por
objeto,
48
interessando-o
na
ação
(Antonio Pereira).
Carlos
que
verbal.
Ex.:
"Não
"A noite segue ao dia"
Góis
(1945)
afirma
que
implicam a regência preposiciona1
obscuridade,
a ênfase,
a ordem inversa,
o gênio da
Como
se
o
os
um
pouco
totalidade
mencionam.
suas
dos
acusativo
do objeto direto são:
preposiciona1
Suas
e
Epiphânio Dias,
observações
gramáticos
se
análises
fatores
a
a distância,
etc.
Carlos Góis
mais
mundo"
principais
no
carece de estudos mais profundos e sistemáticos.
Mattoso Câmara,
ao
(Idem)
a elipse do verbo,
língua,
vê,
ameis
sobre
abstêm
o
de
português
A exceção de
que
explicitam
fenômeno,
estudá-lo,
restringem-se
a
a
quase
apenas
definições
o
com
alguma exemp1ificação.
Examinando
os
diversos
conceitos
do
objeto
direto
preposicionado em português chegamos à seguinte conclusão:
definições
são,
ao nosso
ver,
repetitivas,
raramente
esclarecimentos que aprofundem a noção do ODP.
autores
citados
explanação
português.
ocorrência,
Alguns
dar
conservam
diacrônica
Além
do
não
pouquíssimos
uma
explicação
exemplos
para
mais
havendo
os
o
não
explicitam
destaque
autores,
mais
para
como
ampla
o
para
o
originais.
A
maioria
se
uma
preposiciona1
em
restringe
Não
motivos
aspecto
de
sua
diacrônico.
Câmara,
fenômeno.
sistematização dos exemplos apresentados,
dados
há
os
Mattoso
havendo
Quase todos os
clássicos.
acusativo
as
procuram
Não
há
uma
nem apresentação de
apenas
a
citar
os
casos clássicos afirmando que o objeto direto não é precedido
de
preposição.
No
entanto,
casos
há
em
que
a
presença
da
49
preposição torna-se necessária.
Então enumeram os exemplos
conhecidos do acusativo preposiciona1
já
fazendo a divisão entre
o uso obrigatório e o uso facultativo.
Em
mente
do
além
de
português,
espanhol,
a.
estudaram o
cias
e
Para
o
acusativo
pode vir
mostrar
fenômeno,
divergências
a
precedido
posição
apresentamos,
entre
preposiciona1,
eles
por outras
de
na
quanto
diferente-
alguns
tabela,
ao
tipo
preposições
autores
que
as
coincidên-
de
preposição
que precede o objeto direto preposicionado na nossa
língua.®
Preposições que regem o acusativo preposicional em português
a
de
Adriano Kury
X
Carlos Góis
X
Celso Cunha
X
Celso Luft
X
X
Cláudio Brandão
X
X
Eduardo C.
X
X
Pereira
Epiphânio Dias
X
Evanildo Bechara
X
J.
X
J.
Nunes
Mattoso Câmara
X
Napoleão Almeida
X
Said Ali
X
Silvio Elia
X
com
X
TABELA
por
X
X
1
fiPor economia de espaço no quadro, indicamos
obras na bibliografia final do trabalho.
os
títulos
das
50
Examinando o
são
unânimes
reger
o
mos,
em
que
Pereira,
admitem
com a
admitir
objeto direto
ademais,
Carlos
quadro,
também
preposição
A
de,
ela
Até
a
fase
guês.
Para
como:
"Arrancar
preposição
expletiva.
Góis
das
da
Celso
espadas
Já
do
preposição
se
nesses
Antenor Nascentes o nome de
vezes
tar
afirma
depois
um
desses
novo
o
que
seguinte:
matiz
sem preposição.
espada".
(1968)
de certos
verbos".
a
de
segue
verbos
para
de
indicar
Luft
partitivo
ainda
usada
casos,
em
no
por
uma
realce
objeto
deu-lhe
é
socorro,
de
com
portu-
sentenças
(Camões)
como
"Cumpri
partitivo
línguas româniusual
fino"
a definição
preposição
serve
sentido
a
Celso
preposicionado
partícula
tipo:
Bechara compara
Nesta última,
Eduardo
o
o
a
ou
direto
dever".
A
professor
"posverbio".
"a
Observe-se:
para
Constata-
artigo
"Gritei
de
considera
emprega
ad)
(parte do vinho e não o
aço
em
caráter
Luft
e
direto
construção
de
expressões
centes
de
uma
preposicionado
Bechara
Brandão
preposição
língua.
tem
que
latim
autores
etc.
era
a
os
português.
eqüivale
preposição
clássica
por
(<
latim vulgar e fixou-se nas
Carlos
idiossincrasia
todos
consultados,
objeto
"Beber do vinho"
da
em
Cláudio
do
quando
a
autores
Góis,
"Comer do pão",
desenvolveu-se em
cas.
os
construção
regência
que
preposição
dentre
em exemplos do tipo:
vinho todo);
a
preposicionado
Carlos
a
observamos
do
de Antenor Nas-
que
aparece
mais para
que
reger
construções
muitas
lhes acresceno
complemento
com preposição
e
"Arrancar a espada" e arrancar da
preposição,
de
acordo
com Bechara,
51
acentua a
idéia de uso do objeto e a retirada total
ou
Em
cinta.
sição
que
"Cumpri
segue
o
o
dever
verbo
e
cumpri
acentua
com o
a
idéia
da bainha
dever,
de
a
prepo-
zelo
ou
boa
vontadepara executar algo.
Cláudio Brandão
tivo
preposicionado
regências
e
(1963)
de
certos
idiomáticas.
"cumpri
alguém",
com
o
afirma que o complemento objeverbos
Assim pode-se
dever",
legiones"
em
48).
Ao
com
Elementares
preposição
rando
De
por
Bello
"Cumpri a vontade
sintático
Noções
tinha
(Cesar,
Dom casmurro,
tipo
alguém
transitivo
deste,
no
Sintaxe
da
de autoria
direto
o
verbo
cumprir,
entanto,
e
É
em
"Complere
transitivo
(Machado de Assis,
Fausto
preposição
dele
por
etc.
1,25).
com.
o dever"
esperar
acusativo,
Gallico,
preposição
de
composta,
sintaxe
e
o verbo
de minha mãe"
lado
a
(1967)
verdadeiras
"Cumpri
"puxar o arado e puxar pelo arado",
"complere",
direto
dizer:
"esperar
Segundo Antenor Nascentes
latim
constitui
aparece
Barreto,
simples
Carlos Laet,
cumprir,
vê
outro
nas
e
da
conside-
neste
segundo
tipo um objeto direto "esporadicamente preposiciona1".
Said Ali,
na revista Cultura,
CVII,
p.
237-41,
chamou
"cumprir com" de forma enfática que diz mais do que o singelo
cumprir,
por
dar
a
e
boa
vontade
dedicação
obrigada.
Segundo
freqüência,
entender
ele,
parecendo
"Cumpri
com
sua
ofício".
Para
o mestre,
que
uma
"Com
sentir
a
de
executa
que
com
geralmente
obrigação",
ao
pessoa
coisa
cumprir
ser
a
está
ocorre
a
seu
forma
zelo,
moralmente
com
notória
preferida
dever",
hoje,
com
parece
"Com
não
em
seu
haver
52
motivo
para
instrução,
ral
inserir
etc".
a
partícula
Já para
em
"Cumpri
a mentalidade
recorrer à forma enfática quando
vassalo
obediente
(Barros,
dec.,
e
I,
leal.
Daí
o
ordem,
mandato,
de outrora,
era natu-
importava dar mostras de
"cumprir
pró 1ogo,I,1-6)
a
com
par
o
de
regimento"
"cumprir
o
regimento".
Rodrigues
sintaxe
"cumprir
também faz
que
não
não
se
(op.cit.),
as obrigações
e
exemplificando
cumprir
com as
a
dupla
obrigações",
sentir que quando se trata de quaisquer obrigações
são
usa
Lapa
inerentes
geralmente
ao
a
indivíduo,
que
preposição.
não
Ex.:
dependem
"Cumpri
dele,
as
ordens
que
encon-
que me foram dadas".
Na
literatura
tramos
sobre
o
RAMOS,
Jânia
(1989).
preposição
considerada
a
atual,
acusativo
na
uma
variante
texto mais
preposiciona1
Neste
função
o
texto
a
português
realização
gramatical
no
em
recente
de
português
do
objeto
do
é
SN
o
com
direto
Brasil
de
a
é
atual.
Vejamos alguns de seus exemplos:
(1)a.
b.
(2)
"Ele os contratou e aos outros
também".
"Este é o homem a quem encontrei ontem na
loja".
"Irmã Dulce surpreendeu a todos".
Segundo
construção
ser
RAMOS,
baixa
apesar
em
da
freqüência
entrevistas
com
desse
falantes
tipo
de
de
São
Paulo,
sua presença é
importante porque evidencia um processo
gramatical
mais
amplo,
Caso.
fazer
uma
Ao
como
formas
estruturas
com
verbos
[1980])
a
da
é
autora afirma
cida
lização
ordem VS
pelos
e o
segundo
preposiciona1
a
de
SN
postula
ocorrência
gramatical
trando
traço animacidade.
de
Caso
pudemos
tende
e,
de
SN
sua análise apenas
nos
o
TRV
status
(Chomsky
tende
com
a
a
SN's
acusativos
lingüística
favore-
não adjacência,
O processo de reaser
cada
modo,
a
vez
mais
marcação
também
a
ser
menos
autora
citada
acima
preposição
a
na
função
faz
um
antigo
grandes
estudo
casos de
diacrônico
SN's acusativos
cencom a
Em nosso trabalho pretendemos examinar dados do
também
comparativo
a
desse
constatar,
RAMOS
com
produtividade
duas
SN objeto em
uma realização
de
fatores:
e
do
português
moderno
ocorrência do acusativo preposicional
mas
base
ela
de objeto direto como uma forma em variação.
preposição a.
a
a
preposição é
seguintes
Como observamos,
português
como
de mudança
acusativo
Como
e
dados
Descrevendo
preposiciona1
autora,
produtiva.
a
essa
dos
de
equivalente à adjacência e ainda a uma
"morfológica"
restrito,
SN objeto
tendo
um fenômeno
principalmente
ordem OV,
que
"morfológica"
quantitativa
a,
A marcação
diacronicamente
realização
transitivos.
preposição
flexionai.
a
variantes
"morfológica" de Caso,
marca
é
análise
considerou
gramatical
que
a
preposição
(ou não)
uma
a
não só com a preposição
objetivando
explicitar
a
do objeto direto preposicionado nessas
modalidades de
e
de,
focalizando
análise
língua,
bem
diacrônica
como fazer
dos
um estudo
ambientes
de
54
ocorrência do acusativo preposiciona1
des,
tentando
evidenciar
os
disseminação do fenômeno na
Vamos
direto
resumir
preposicionado
os
nas referidas modaliao-
fatores
que
contribuíram
para a
língua portuguesa.
ambientes
(ODP)
de
seguido
ocorrência
pela
do
preposição
objeto
a
em
Português Moderno.
2.1 - Emprego do acusativo preposicional no Português Moderno
2.1.1 - A preposição está obrigatoriamente presente:
(Objeto direto)
(sujeito)
[+animado
aos
amigos
verão
a
Jesus"
"Brutos
a
César
"Ca im
a
Abel
"Todos
Com
objeto
anteposição
vem
do
objeto,
preposicionado
para
dos dois SN's,
]
assassinou"
matou"
evidenciada
evitar
lógica entre o sujeito e o objeto,
[+animado]
(3)
a
direto
confusão
+ animado
consolou
(1) Mar ia
(2)
[
]
em
uma
(2),
pos s íve1
devido ao caráter
sendo ambos nomes próprios.
"Nem ele entende
o
a
nós nem nós a ele"
a
ela nem ela a ele"
(4)
"Conheço a pessoa
a
quem admira"
(5)
"É hora de presentear
a
quem amamos"
(6)
"Nós amamos muito
a
Deus"
(7)
.1.2.
"Ama-se com fervor
aos
pais"
"Conhecem-se uns
aos
outros"
A preposição pode estar presente:
(A)
Sujeito
Objeto direto
[±an imado]
(1)
[+ animado]
Tua beleza
encanta
a
todos
a
a 1guém
a
outros
a
n inguém
etc.
(2)
(B)
"
Já tive a honra de conhecer
Sujeito
a
V.
Exa."
Objeto direto
[- animado]
t- animado]
O remédio
vence
ao
ma 1
O raio
ofende
ao
t ronco
(C)
Sujeito
Objeto direto
[+ animado]
[- animado]
"Não ameis
(D)
ao
Sujeito
Objeto direto
[- animado]
"A noite
mundo"
[- animado]
segue
ao
dia"
56
Em
até
(D)
podemos
pragmática,
sabe-se
notar
que
por
que a
noite é
uma
questão
que segue
lógica,
ao dia
e
e não
Vi ce-versa.
Em
geral,
complemento
Isso
nos
exemplos
preposicionado
corrobora a assertiva
excecões,
antecede
sempre
posição
ordem da
frase,
na
analisados
ocorre
de
que o
ao
sempre
o
o
lugar.
salvo poucas
ocupando
SN
aqui,
segundo
SN sujeito,
verbo
enquanto
em
até
a
primeira
objeto normalmente
segue ao verbo.
Feita
esta
resenha
bibliográfica
Objeto Direto Preposicionado,
se
seguem,
à
análise
do
procederemos,
"corpus"
Moderno e Antigo mencionado na
de
Introdução.
sobre
o
tópico
nos capítulos que
dados
do
Português
CAPÍTULO
PREPOSIÇÃO
A
E
3
PREPOSIÇÃO M NO
NO
PORTUGUÊS
PORTUGUÊS
MODERNO
E
ANTIGO
1 - DESCRIÇÃO DOS DADOS
Apresentamos,
dos
dados
(PM)
pesquisados por
tratado
se
como
complementos
o
na
sabe,
ligados
fase
que
nós
textos do
português.
Nosso
quanto no
análise
tradição
direto
esse
os
pelo
Português Moderno,
"corpus",
as
oracionais
a
verificamos
modalidades
ou
não,
eles
que
de
que,
descrição
na
a,
fase
fim de
língua,
como Objeto Direto Preposicionado.
complemento
ocorre
do
Eles
estudar
confirmar ou
Ao
preposição
casos,
são
fenômeno
Português
introduzindo
alguns
a.
dos
acordo
era
atribuída.
a
alguns
moderna.
no
tem
De
típicos
tanto
também
em
de
inicial
a
portuguesa
preposição
tipo
casos
objetivo
tradicional
a
Português Moderno
gramatical
pela
quanto
revelarem
precedidos
seguem,
preposicionado
aos verbos
arcaica,
por
em
se
(PA).
pesquisado,
importantes
complementos
a
objeto
"corpus"
tanto
ambas
seções
e do Português Antigo
Como
com
nas
em
tais
Antigo
refutar a
analisarmos
de
ocorre
o
em
complementos
serão
analisados
58
Nossa
análise
descreveremos
procederemos
o
à
complementos
estudaremos
da
que
será
foi
os
preposição
de.
Português Antigo,
dos
verbos
da
verbos
pelo
encontrado
análise
através
guiada
mesmo:
do
PM
preposição
ligados
Na
no
"corpus",
aos
seção
3
seção
ligados
a,
seus
na
isto
na
2.1
aos
seus
seção
2.2
complementos
analisaremos
é,
os
através
dados
do
nesta mesma ordem de apresentação.
2 - PORTUGUÊS MODERNO
Os
verbos
classificados
(TD),
reto
em
como
Transitivos
(TDI)
sificar
os
selecionam.
Português
Intransitivos
Indiretos
e Auxiliares
verbos
(TI),
(VA).
segundo
o
Melhor dizendo,
mentos
conforme
através
venham
da preposição
dados,
essa
classificação dos
(I),
são
Transitivos
Interessa-nos aqui
tipo
de
os
ligados
vai
serão
que
eles
dos
procurando caracaos
observando-se
dicotomia
Indi-
complementos
e Verbo Auxiliar.
verbos que
Diretos
tentar clas-
complemento
sob análise,
a,
normalmente
Transitivos Diretos e
(ou não)
a dicotomia Verbo Transitivo
nossos
(PM)
examinaremos
verbos encontrados no "corpus
terizá-los
Moderno
seus
principalmente
De
acordo com
contribuir
analisados
comple-
para
a
no decorrer
do
t raba1ho.
No
PM
a
locução
verbal
auxiliar + forma infinitiva
(ex:
(LV)
formada
quer ir,
auxiliar + preposição + forma
infiniti va
falar,
(Cf.
continuar a trabalhar)
é
por
deve sair)
(Cf.,
Pontes,
ex. :
1973).
No
verbo
ou verbo
coineçar a
corpus"
59
pesquisado
como um
acompanhados
dos
os
verbos
apresentam,
como
estrutura
pela
isto
por ambas as
constituintes
verdade,
todo,
verá,
semelhante
exceção de um,
de.
à
Os
constituído
preposições,
a e
primeira vista,
nessa ordem:
se
preposição
à
é
Verbo
+
complementos
de
LV
PM
complementos
de,
complementos
a maior parte
essa descrição,
preposição +
os
no
de
que
são
verbo.
aparecem
aqueles
precedidos
em
uma
por a
são,
à
seguidos de SN não-oraciona 1 .
caracterizadores
do
objeto
verificarmos se os verbos
direto
(OD)
em
testes
português
para
listados por nós podem ser analisa-
dos como transitivos diretos ou não.
ser
Na
precedidos
Procederemos à análise propondo a aplicação de
possam
com
classificados
como
Caso não o sejam,
auxiliares,
ou
talvez
transitivos
indiretos.
Antes de
tam
seus
passarmos
complementos
definir
alguns
à
análise dos
precedidos
"traços"
do
pela
verbos
que
apresen-
preposição
chamado
objeto
a,
vamos
direto
em
português.
Um
direto
a
critérios
em português é
tituído
é
dos
por
uma forma
possibilidade
chamado
objeto
critério
objeto
direto
relevante,
poder
que/quem).
"traço"
da
ser
Além
tradicionais
ele poder
pronominal
(o/a,/os/as).
formação
segundo
ret ornado
Anteposição,
do objeto
a possibilidade de
(OD)
desses
definitórios
três
melhor
oblíqua
da
voz
passa a
ser
a Gramática
em
pergun t as
critérios,
dizendo,
a
passiva,
sujeito.
ser subs-
na
Outro
qual
o
Ainda outro
Tradicional,
at ravé s
adotaremos
o
SN
que
(o
também
o
de
possibilidade
é
de
o
60
complemento
do
verbo
poder
ser
anteposto
à
sentença
sem
prejuízo de sentido.
Os critérios adotados por nós estão em Perini
(1989),
que procura caracterizar o objeto direto prototípico com base
numa
matriz
de
traços
formais.
Para
o
referido
autor,
o
objeto direto é um constituinte que apresenta as propriedades
que se seguem:
-
"Não
do predicado,
está
em
relação
abreviadamente
de
concordância
com
o núcleo
[- CV]
- Pode ser anteposto
livremente
[- Ant]
- Pode ser retomado pelo elemento
(o)
que/quem.
[-Q],
(...)
em
características de
muitos
casos
interesse,
o
OD
apresenta
outras
como:
- pode ser retomado por o/a [+ o/a]
- pode aparecer como sujeito de uma frase passiva..."
(Perini,
1989:101/102)
2.1 - Análise dos complementos precedidos por a no Português
Moderno
Apresentaremos a seguir os verbos que ocorrem
aos
seus
Português
complementos
Moderno,
pela
a saber,
preposição
amar,
ameaçar,
a
no
ligados
"corpus"
apoiar,
do
conhecer.
61
conseguir,
entender,
observar,
vencer.
ouvir,
escutar,
prejudicar,
Utilizaremos
definitórios
do
objeto
Começaremos
nosso
porque
modalidade
essa
a
mandar,
presentear,
partir
direto
estudo
com os
de
de
marcar,
resistir,
agora
apresentados
dados
língua
será
do
o
matar,
salvar
os
na
critérios
seção
Português
ponto
de
(2).
Moderno,
referência
para a nossa análise do Português Antigo.
2.1.1 -V+a+ SN não-oracional
Iniciaremos nossa análise com o verbo amar.
Vejam-se os exemplos:
Vejamos
(1)
Ele ama muito a Deus.
(2)
Amo a todos meus amigos.
se
os
quatro
critérios
caracterizadores
do
OD
se
aplicam ao verbo amar no PM.
Cri tério I:
(1)a)
Ele o ama mui to.
(2)a)
(Eu)
os amo.
Vimos pelo teste que o critério
I
Observemos o Critério II:
e
funciona para o verbo amar.
62
O
(1)b)
*
(A)
Deus é amado por ele.
(2)b)
*
(A)
todos meus amigos são amados por mim.
critério
da
acima,
não
passar
para
tável.
Ao
a
+
SN
se
transformação
aplica.
a
posição
nosso ver,
não
existirem
Observe-se
respostas,
(i)
Na
de
se
o
sujeito
sujeitos
fizermos
os resultados
a
como
foi
evidenciado
complemento
objetivo ao
torna
a
precedidos
passivização
português
que
verdade,
complementos
admitem
em
passiva,
devido
sentença
pela
ao
precedidos
elipse
da
preposição
fato
de
inacei-
de
não
preposição.
preposição
nas
serão melhores.
Deus é amado por ele.
(ii) Todos meus amigos são amados por mim.
Critério III:
(1)c) Quem ele ama?
- A Deus.
(2)c) Quem amo?
— A todos meus amigos.
O critério
III
funciona para o verbo em exame.
forma quem para as
interrogativas
toda vez que
Utilizaremos a
os complemen-
63
tos verbais possuírem o traço
[+ animado].
Vejamos agora o Critério IV:
(1)d) A Deus ele ama muito.
(2)d) A todos meus amigos amo.
Como
foi
adotando
que
demonstrado,
para definir o OD
somente
funcionou.
aparece
um dos
três
o
casos
Esse é um dos
da
ainda
do
critérios
transformação
que
sempre precedido
típicos
quatro
o
direto
admite,
amar.
complemento
pela preposição
objeto
como
estamos
Vimos
passiva
desse
a e
não
verbo
constitui
preposicionado
"verbos que exprimem sentimentos",
a Gramática Tradicional,
que
se aplicaram ao verbo
critério
Observamos
quase
dos
que,
complemento,
no
PM.
segundo
um objeto
direto preposicionado.
De
acordo
com
amar é "transitivo dize-me
'Oh,
Eurico,
277).
Prezar,
Lisboa;
tenho
lhe
outra vez
amores,
estar
Francisco
as
amas
mercês
(Idem,
Fernandes
'A
(Camilo,
não
que
Lendas,
enamorado:
heroísmos e abnegações.'
que
que
(1958),
o
sentir ternura por;
gostar muito de:
feito
odiar assim de morte.'
Ter
Fernandes
Tomar amor a;
bem a:
~
Francisco
I,
Eurico!'
81)...;
mulher,
Novelas,
registra
o
não
o
povo
me
há
de
de
Intransitivo
quando
lii,
querer
(Herculano
'Amo muito
posso:
verbo
ama,
tem
80)." Notamos
verbo
amar
com
complementos precedidos pela preposição a.
Conforme
pudemos
comprovar,
dos
quatro
critérios
64
utilizados
por
nós,
nosso ver,
ele pode
que a maioria dos
No
verbos
funcionaram
ser analisado
para
o
verbo
como transitivo
amar.
Ao
direto,
já
testes se aplicaram.
presente
cujos
três
trabalho
complementos
só
serão
admitirem
a
analisados
maioria
como
dos
TD os
critérios
definitórios do OD em português.
Vejamos agora o verbo ameaçar.
(3)
Ele enfrenta a "gang" que ameaça a todos.
Cri tério I:
(3)a)
A
utilização
ameaçar.
Ele enfrenta a gang que os ameaça.
do
Devido
critério
à
I
parece
animacidade
do
plausível
complemento,
para
o
verbo
consideramos
necessário substituirmos o constituinte em análise pela forma
pronominal
correspondente fazendo a devida concordância.
Observe-se o Critério II:
(3)b)
* A todos são ameaçados pela "gang"...
O critério II não funcionou para o verbo em exame.
Vejamos o Critério III:
65
(3)c)
Quem a "gang"
ameaça?
- A todos.
A
exemplo
do
critério
resultado aceitável
I,
o
critério
também
que é o da anteposição:
Ele enfrenta a "gang" que a todos ameaça.
Três dos quatro critérios utilizados por nós
o verbo
apresentou
para o verbo ameaçar.
Passemos ao Critério IV,
(3)d)
III,
ameaçar.
Somente o critério
funcionaram para
da transformação passiva^
não foi admitido na sentença acima.
Para
biobj.:
'O
Antenor
delegado
que se deriva do
coisa
e
lat.
indireto
da
Nascentes
ameaçou-o
minari,
pessoa,
(1967)
de
"o
prisão.'
verbo
A
base
ameaçar
é
é
ameaça,
biobjetivo com objeto direto da
ao
contrário
do
que
se
dá
nas
línguas românicas."
A exemplo
ao verbo
ameaçar,
do verbo
assim
amar,
sendo,
três
podemos
critérios
se
aplicaram
analisá-lo como TD no
Português Moderno.
Passemos ao verbo apoiar:
transformação passiva apresenta algumas restrições (Cf.,
por exemplo, Milton do Nascimento [1980]). Apesar de não ser
um critério decisivo para a caracterização do OD em português, a voz passiva serve para indicar, com o auxílio de outros critérios, muitas ocorrências do referido complemento no
PM.
66
(4)
É como se eu apoiasse a ele.
Critério I:
(4)a)
Vimos
que
o
É como se eu o apoiasse.
resultado
da
utilização
do
critério
I
funciona
perfeitamente para o verbo mencionado acima.
Vejamos o Critério II:
(4)b)
* É como se a ele fosse apoiado por mim.
O critério da passiva não resultou uma estrutura plausível.
Observemos o Critério
(4)c)
III:
É como se eu apoiasse quem?
- A ele.
Ao
nosso
ver,
o
critério
III
parece
bom,
ace i táve1.
Critério
(4)d)
IV:
É como se a ele eu apoiasse.
já
que
(4)c)
é
67
Como
sucedeu
funcionaram
com
os
verbos
para
o
verbo
considerado como TD e
pública
os
Transitivo-relativo
corpo
sobre
'Apoiei-me
pé
à
nós,
essa.'
se
C.
Como
ao
jamais
Políticas,
vimos,
critérios
será,
aplaudir:
sempre.'
Firmar,
(Aulete)
corrimão.'
(Rui
portanto,
o
a
uma
"apoiar
'O certo é que
Q.
Império,
encostar:
-
o
Firmar-sc:
(Stringari).
Basear-se,
judiciária,
documentação
II,
'Apoiando
Pronominal
'Não creio que nenhuma ação
apoiasse
(Rui
-
direito.'
parede,
fundamentar-se:
Ele
três
assim o apresenta:
aprovar,
apóia
196).
o
ameaçar,
apoiar.
(1958)
- Transitive - dar apoio a;
opinião
e
seu complemento como objeto direto.
Francisco Fernandes
a
amar
entre
colossal
como
293)."
verbo
em
exame
admitiu
critérios definitórios do OD em português,
a
maioria
portanto,
dos
ele será
considerado TD.
Conhecer
(5)
São
Paulo
não
conheceu
pessoalmente
Cristo.
Critério I:
(5)a)
O critério
São Paulo não o conheceu pessoalmente.
I não apresenta nenhuma restrição.
Passemos ao Critério II:
a
Jesus
()8
(5)b)
»
A
Jesus
Cristo
nrto
é
conhecido
jios soa l incj) t o
por Silo Paulo.
Podemos
notar
aceitável
que
o
critério
II
n/lo
culminou
numa
senlonv"
para o verbo conhecer.
Vejamos agora os Critérios
Critério
III
e
IV:
III:
(5)c) Quem Silo Paulo nflo conheceu pessoalmente?
- A Jesus Cristo.
Critério
(5)d)
A
IV;
Jesus
Cristo
SAo
Paulo
tiAo
conheceu
pessoaImente.
Como
o
fizemos notar,
verbo
passiva
em
análise,
apresentou
resultaram
os critérios
em
somente
restrições.
estruturas
I,
o
Já
III
e
IV
critério
que
plausíveis,
a
func i ona r/im para
da
transformavAo
maioria
lios
analisaremos
conhecer como TD no PM.
Entender
(7)
Eu entendia mais a ela do que ela a mim.
testes
o
verbo
69
Critério I:
(7)a)
Eu a entendia mais do que ela a mim.
Não vemos restrições quanto à utilização do critério
Vejamos o Critério
(7)b)
O critério
I.
II:
* A ela era mais entendido por mim...
II não funciona para a sentença acima.
Passemos ao Critério III:
(7)c)
Quem eu entendia mais?
- A ela.
Critério IV:
(7)d)
A ela eu entendia mais do que ela a mim.
Tanto
o
critério III
verbo
entender.
quanto
Vimos,
de três critérios
pois,
o critério
que
são aceitáveis.
os
IV funcionaram
resultados
Desse modo,
ele
da
para o
aplicação
também pode
ser considerado TD.
Analisaremos a seguir o verbo escutar.
(8)
No mundo você escuta mais a Milton Nascimento.
70
Cri tério I:
(8)a) No mundo você o escuta mais.
O resultado da aplicação do critério
I
parece bom.
Vejamos o Critério II:
(8)b)
*
A
Milton
Nascimento
é
mais
escutado
por
(você) .
Como
podemos
apresenta
notar,
o
resultado
critério
aceitável
da
transformação
para
nenhuma
passiva
das
não
estrutras
analisadas até agora.
Passemos ao Critério III:
(8)c) No mundo quem você escuta mais?
- A Milton Nascimento.
Critério IV:
(8)d)
Os
A Milton Nascimento no mundo você escuta mais.
critérios
III
e
IV,
aplicados
acima,
não
parecem
apresentar restrições para o verbo escutar.
Francisco
"Transitivo
perceber,
-
Dar
ouvindo:
Fernandes
atenção
'Prontos
(op.cit.)
a;
assim
tornar-se
estavam
todos
atento
o
registra:
para
escutando o
ouvir;
que
o
71
sublime
Gama
Intransitivo
-
contaria.'
Prestar
(Camões,
atenção
para
Lusíadas,
ouvir
monge vagabundo parou e escutou de novo.'
I,
117.)
Pronominal
palavras;
ditames;
não
-
Prestar
seguir
deixar-se
senão
guiar
atenção
as
por:
suas
III,
alguma
coisa:
(Herculano,
às
suas
próprias
Escutar-se
a
3.)
'O
Lendas,
próprias
opiniões,
si
mesmo.
(Mora is. ) " .
O
pois
três
verbo
escutar
também
pode
ser
analisado
como
TD,
testes resultaram em sentenças plausíveis.
Mandar
(9)
Eles mandaram a todos para a rua.
Critério I:
(9)a)
O critério
I
Eles os mandaram para a rua.
parece se aplicar ao verbo mandar.
Observe-se o Critério II:
(9)b)
O
critério
* A todos foram mandados para a rua por eles.
II,
como
resultado aceitável
foi
comprovado
ac ima,
para a estrutura em exame.
Passemos ao Critério
III:
não
apresenta
72
(9)c)
Quem eles mandaram para a rua?
- A todos.
O constituinte em análise pode
ser
retomado em perguntas
pelo
quem.
Vejamos o Critério
(9)d)
Como
foi
A todos eles mandaram para a rua.
evidenciado,
est rut ura
IV:
o
critério
IV
parece
funcionar
para
(9)d ) .
2.1.2 - V + a +
infinitivo
Examinaremos a seguir o verbo conseguir.
(6)
E conseguimos a vencer e a ganhar.
Critério I:
(6)a)
E o conseguimos.
Vimos que o critério da substituição pronominal
restrições
referido
que
o
para
verbo
pronome
o verbo
tem
o,
como
nesse
citado
acima.
complemento
caso,
não apresenta
Observe-se ainda
uma
forma
corresponde
à
que o
infinitiva
forma
e
neutra
73
i sso.^
Vejamos agora o Critério II:
(6)b)
Novamente
o
* A vencer e a ganhar foi
critério
estrutura aceitável.
da
conseguido por nós.
passivização
não
culminou
numa
Vejamos os critérios seguintes:
Critério III:
(6)c) O que conseguimos?
- Conseguimos a vencer e a ganhar.
O
constituinte
conseguir,
em
análise,
O critério
a
complemento
do
verbo
IV funcionou perfeitamente para o verbo conseguir.
como
vista
(Bocage,
o
A vencer e a ganhar conseguimos.
Francisco
que
é,
pode ser retomado em perguntas pelo que/quem.
(6)d)
conseguir
isto
"Transitivo
não
Obras,
conseqüência'.
Fernandes
consegue,
I,
'Com
82).
tantos
-
(op.cit.)
Alcançar,
consegue
Chegar
a;
esforços,
a
registra
obter:
'As
temerária
ter
como
conseguiu
20 pronome o (igual a isso será utilizado no
lho para substituir uma oração, que, por sua
um SN complexo.
o
verbo
delícias,
fantasia.'
resultado
apenas
ou
perder
presente trabavez, é parte de
74
tempo e dinheiro.'
(Séguier)." Conseguir + a +
Infinitive não
é registrado por Fernandes.
Vimos que a maioria dos critérios utilizados apresentaram
resultados
aceitáveis.
2.1.1
examinados
acima,
para
o
verbo
a
conseguir,
Como
sucedeu
maioria
dos
portanto
o
com
os
critérios
verbos
de
funcionaram
analisaremos
como
TD.
Também mandar será considerado TD.
Observe-se que dentre os critérios definitórios do OD
em
português
resultado
somente
a
aceitável,
transformação
para
comprovam nossos dados,
complementos
preposição
resultaram
passivizados.
Ocorre
complementos
aceitável
os
em
verbos
Conforme
sentenças
a
pela
precedidos
inaceitáveis
serem
pela
quando
apassivados,
posição
de
preposição
a
tais
sujeito,
-
o
estes,
que
não
é
apresentaremos
a
em português.
simplificar
dos
demais
a
análise
critérios definitórios
verbos
ligados
aos
não
do OD
seus
preposição a ocorrentes nos dados do PM,
examinados
apresentou
acima.
oracionais
ao
para
precedidos
Para
aplicação
e
que,
passam
os
não
todos os verbos em exame seguidos por
não-oracionais
a
portanto,
todos
passiva
todos
eles
admitiram
três
em português
complementos
para
pela
uma vez que ao serem
dos
quatro
critérios
adotados por nós.
Como
conhecer,
sucedeu
conseguir,
transformação
passiva
para as estruturas
com
os
verbos
entender,
não
escutar
culminou
{10)-(18),
amar,
em
e
ameaçar,
mandar,
sentenças
apoiar,
somente
a
aceitáveis
que apresentamos a seguir:
75
(10)
Ficam seis
(11)
E se ela matar a todos.
(12)
Senhores,
(13)
Eu sempre ouço a você.
(14)
jogadores marcando ao Romário e ao Bebeto.
fiquei
observando a
tudo
isso até agora.
Isso prejudica muito mais a ela do que a nós.
(15)
É hora de presentear a quem amamos.
(16)
É difícil
(17)
Eles
(18)
E agora vence ao time do Paraguai.
Como
foi
resistir a você.
salvaram a todos.
demonstrado,
admitiram
três
todos
critérios
os
verbos
analisados nessa
definitórios
do
Conseqüentemente os complementos que os
OD
em
seção
português.
seguem foram caracte-
rizados como objetos diretos preposicionados.
Outros
animacidade,
ciando
a
fatores
como
definitividade,
ocorrência do ODP
ambigüidade,
tonicidade
nesses
tipos
comparatividade,
podem
de
estar
estruturas,
sugerido pelos diversos autores consultados nos
2 do presente trabalho.
aspectos
verá,
pus"
na
análise.
terem
também a
do
PM
capítulos
1
e
a
descrever
que,
como
se
registrados em nosso "cor-
"verbo
+
preposição
+
infini-
"verbo + preposição + SN não-oraciona1".
Apresentamos
"corpus"
estrutura
como
não desenvolveremos estes
Continuaremos
apresentamos os complementos
tive" e não apenas
a.
No entanto,
influen-
na
ligados
tabela
aos
seus
2
os
verbos
que
complementos
ocorreram no
pela
preposição
76
Tipos de complementos
a + SN não-oraciona 1
Verbos
amar
X
ameaçar
X
apo iar
X
conhecer
X
a +
inf ini t ivo
X
consegui r
entender
X
escutar
X
mandar
X
marcar
X
matar
X
observar
X
ouvir
X
prejudicar
X
presentear
X
salvar
X
vencer
X
TABELA 2
2.2 - Análise dos complementos precedidos por ji£ no Português
Moderno
A partir
dos
dados
básico do nosso trabalho,
que
constituem
parte
(PM),
Alguns
observar,
"corpus"
propomo-nos a averiguar nessa seção
se as construções precedidas pela preposição de,
Moderno
do
no Português
possuem ou não valor de complemento objetivo.
gramáticos
admitem
a
tradicionais,
construção
do
conforme
Acusativo
já
fizemos
Preposiciona1
77
precedido
da
Pereira,
preposição
Carlos
afirmações
Góis,
desses
Celso
se
seguem podem
também se,
referida
de
tal
os
têm
realmente
nosso
para
do
estudo
ligados aos
forma
formando
C.
Segundo
nesses
casos
se as estruturas
observaremos
objeto
o
complemento
partitivo.
Perseguindo
direto
aplicando
em
os
precedidos
português,
mesmos
de
testes
a,
objetivando
nos nossos dados do PM,
registramos
transitivos diretos.
Na
idêntico
locuções
vezes
a
seus complementos através da preposição de
infinitiva.
formalmente
de
como OD,
muitas
valor
os complementos
Como já foi dito,
+
Eduardo
Brandão.
preposição
que acompanha
caracterizar os verbos
verbos
Cláudio
caracterizadas
definitórios
continuaremos
utilizados
a
e
estão:
como argumentam os gramáticos citados acima,
verbos
traços
Luft
eles
Além de verificarmos
ser
preposição
alguns
Entre
autores,
possui valor partitivo.
que
de.
verdade,
às
esse
construções
verbais,
como
já
tipo
com
foi
de
complemento
verbos
é
auxiliares
mencionado na
seção
1
deste capí tu Io.
Consideramos
ao
se
mais
caracterizarem os
meios
transitivos
para
Português Moderno
mentos.
Segundo
complementos
através
da
a
verbos
distingui-los
aplicação
transitivos
dos
dos
testes,
diretos,
auxiliares,
pois
teremos
ou
dos
indiretos.
Faremos a
ram
necessária
seguir
a
análise dos
verbos
do
"corpus" do
ligados pela preposição de aos seus comple-
esse
"corpus"
os
não-oracionais
preposição
de:
verbos
seguintes
ligados
ligados
conhecer,
entender,
apresentaaos
verbos,
pesquisar,
78
provar,
de
a
usar
e
formas
cismar,
cupar.
auxílio
Apareceram
infinitivas
dever,
Apesar
de
trabalhar.
evitar,
de
se
verbos
interessar,
ligar
preposição,
os
ligados
pela
agüentar,
inventar,
diretamente
analisaremos
preposição
atrapalhar,
resolver e preo-
ao
infinitivo
também o verbo
sem
o
prometer,
por razões que serão esclarecidas posteriormente.
Examinaremos
PM
ligados a SNs não-oracionais através da preposição de.
Continuando
mesmos
nós
inicialmente os verbos que apareceram no
ao
nosso
estudo,
seguimos
utilizando
os
critérios definitórios do OD em português adotados por
longo
Pronominal,
II
desse
-
trabalho,
Transformação
Constituinte pelas
a
saber,
Passiva,
formas que/quem e
I
III
-
Substituição
-
Retomada
IV - Anteposição.
2.2.1 - V + de + SN não-oraciona1
Vamos começar com o verbo conhecer.
Vejam-se os exemplos:
(19)
Conheço das suas qualidades artísticas.
Critério I:
(19)a)
(Eu)
as conheço.
do
79
O
resultado
aceitável
da
aplicação
do
critério
I
é
perfeitamente
para o verbo conhecer.
Critério II:
{19)b)
*
Das
suas
qualidades
artísticas
é
conhecido
por mim.
O critério
II
não parece bom.
Vejamos o Critério
III:
(19)c) O que conheço?
- Conheço das suas qualidades artísticas.
A
exemplo
do
Critério
I,
o
Critério
III
também
apresenta
resultados aceitáveis para o verbo conhecer.
Passemos ao Critério
{19)d)
Das suas qualidades artísticas conheço.
Somente o critério da
estrutura
IV:
plausível
transformação passiva não culminou numa
para
o
verbo
conhecer.
Parece-nos
que
80
esse
verbo
como
apresentado
em
(19)
significa
'conhecer
profundamente ' .
Segundo A.
'Conheço
de
aquele
adjunto
significa
Nascentes
indivíduo.'
adverbial
'tomar
de
(1967),
Como
"conhecer
é
Trans,
intransitivo
é
acompanhado
referência
conhecimento^:
O
com
a
preposição
tribunal
conheceu
dir.
de,
do
recurso."
Em
valor
nosso
partitivo
dados,
o
verbo
correspondendo
em
a
exame
parece
'conhecer
ser
parte
TD
de',
com
mas
'conhecer profundamente'.
Entender
(20)
O governo
precisa
entender
das
razões
da
classe
média.
Vejamos os
critérios
definitórios
do OD
em
português
verbo
entender,
para o verbo entender.
(20)a) O governo precisa entendê-las.
O Critério
I,
ao nosso
embora
a
substituição
mentos
[animados].
ver,
funciona
pronominal
Vejamos o Critério
II:
para
pareça
o
melhor
para
comple-
81
(20b)
*
Das
razões
da
classe
média
precisa
ser
entendido pelo governo.
O
Critério
que
a
II
não
preposição
profundo'.
apresenta
de
resultado
indica,
nesse
plausível.
caso,
Além do sentido partitivo
'um
Parece-nos
conhecimento
implícito.
Critério III:
(20)c) O que o governo precisa entender?
- Precisa entender das razões da classe média.
O Critério
III
melhores com a
parece
bom,
apesar
de
as
perguntas
parecerem
inserção da preposição de.
Critério IV:
(20)d)
Das
razões
da
classe
média,
o
governo
precisa
entender.
O Critério
IV funciona perfeitamente para a estrutura
Conforme
entender
é
Transitivo
observa
transitivo
indireto
Nascentes
direto:
em
biobjetivo no sentido de
A.
'Entendi
'entender
do
estar de acordo,
(op.cit.),
o
que
"o
ele
riscado.'
(20).
verbo
disse.'
Reflexivo
em harmonia,
em boa
82
inteligência:
'Não me entendo com você.'"
Na verdade,
analisado
dos
como
o verbo entender em nossos dados pode
transitivo
critérios
examinados
direto-partitivo,
funcionaram
para
pois
as
a
ser
maioria
sentenças
em
aná1i se.
Passemos ao verbo pesquisar:
(21) A aeronáutica pesquisa do assunto.
(22) Nós pesquisamos de borboleta.
Critério I:
As
(22)a)
* A aeronáutica o pesquisa.
(22)a)
* Nós o pesquisamos.
estruturas
acima
parecem
apresentar
restrição
quanto
ã
substituição pronominal.
Vejamos o Critério
O
II:
(21)b)
* Do assunto é pesquisado pela aeronáutica.
{22)b)
♦ De borboleta é pesquisado por nós.
critério
da
transformação
passiva
não
sentenças em exame.
Observemos então o Critério III:
(21)c) O que a aeronáutica pesquisa?
fu.-\ciona
para
as
83
- Pesquisa do assunto.
(22)c) O que nós pesquisamos?
- Pesquisamos de borboleta.
Ao
nosso
ver,
viáveis:
as
podemos
duas
formas
seguintes
interrogar com
(o que)
de
e
perguntas
são
(de que).
Vejamos agora o Critério IV:
Também
(22)d)
Do assunto a aeronáutiva pesquisa.
(23)d)
De borboleta nós pesquisamos.
o
critério
sentenças
do
seu
para
(21)
o
e
IV apresenta
(22).
verbo
Temos,
pesquisar.
complemento
como
resultados
pois,
dois critérios
Portanto,
ODP,
já
que
plausíveis para as
a
não
podemos
maioria
dos
funcionanconsiderar
testes
não
funcionaram.
Francisco
Fernandes
regência do verbo pesquisar
respeito
(Morais)
rasto.'
de
buscar:
Inquirir,
(Aulete).
alguém'
grumetes
de
de;
e
Fortes,
indagar:
"Transitivo os
apresenta
mandava
-
pesquisar,
suco
é
os
lhe segue o
pesquisas:
traziam-lhe
241)."
Analisaremos agora o verbo provar.
Observem-se os exemplos:
cúmplices'.
'Pesquisar a vida
Fazer
de efeitos
a
Fazer pesquisas a
réus,
esquadrinhar:
Intransitivo
cana cujo
assim
Pesquisando se alguém
Investigar,
moços que
grão Cã,
:
'Pesquisar
(Morais)
canafístula,
(op.cit.)
'Os
amostras
purgativos.'
(A.
84
(23)
Volta amanhã,
prá provar do resto.
(24)
Não provamos do bolo.
Cri tério I:
(23)a)
Volta amanhã prá prová-lo.
(24)a)
Não o provamos.
O critério
I
parece
funcionar para o verbo provar.
Vejamos agora o Critério
*(23)b)
Volta
amanhã
prá
II:
do
resto
ser
provado
por
você.
*(24)b)
Vemos
Do bolo não
restrições
entendemos
que
quanto
estamos
à
nos
foi
provado por nós.
utilização
referindo
do
a
critério
uma
ao todo.
Critério III:
(23)c) Volta prá provar o que amanhã?
- Provar do resto.
(24)c) O que não provamos?
- Não provamos do bolo.
"parte
II,
de"
pois
e
não
85
Apesar
de
preposição
provar),
a
pergunta
de,
as
como
parecer
por
estruturas
melhor
exemplo,
acima
com
(provar
possuem
a
de
inserção
que)
valor
ou
(de
partitivo,
da
que
por
isso as consideramos aceitáveis.
Critério IV:
Como
(23)d)
Do resto,
(24)d)
Do bolo,
fizemos
apresentaram
provar nas
objeto
Nova
prá provar.
não provamos.
notar,
a
maioria
resultados
dos
aceitáveis,
critérios
sendo
utilizados
assim,
o
verbo
sentenças em exame pode ser analisado como TD,
direto
preposicionado,
análise
gramáticos
volta amanhã,
confirma,
assim,
tradicionais
que analisam esses
apresentando
as
colocações
apresentados
tipos de
valor
no
início
com
partitivo.
de
alguns
dessa
seção,
complementos preposicionados como
"objeto partitivo".
Antenor Nascentes
probare,
tinha
(Petrônio
apud
'Prove
deste
verdade"^
por
sintaxe
Saraiva).
doce.'
biobj.:
(1967)
No
afirma que
acusativo:
Trans,
sentido
ind.
de
com
dar
'Vou provar a você que
"provar,
do
Probare
mucronem
objeto
prova,
(25) Use da sua capacidade de pensar.
(26) Use de seus direitos
partitivo:
testemunho
tenho razão.'
Observemos agora o verbo usar:
trabalhistas.
latim
da
86
Critério I:
O
(25)a)
Use-a.
(26)a)
Use-os.
critério
I
parece
bom
para
o verbo
usar
como
apresentado
ac ima.
Vejamos o Critério II
(25)b)
:
* Da sua capacidade de pensar é usada por você.
(26)b)
*
De
seus
direitos
t rabaIhi stas
é
usada
por
você.
O
critério
talvez
da
pelo
imperativa.
transformação
fato
Já
verbo provar,
de
o
podemos
verbo
passiva
em
perceber
exame
que
não
se
esse
parece
encontrar
verbo,
parece possuir valor partitivo.
(26)c)
III:
Use o que?
- Use da sua capacidade de pensar.
(26))
Use o que?
- Use de seus direitos
a
na
forma
exemplo de
Mas continuemos
com a aplicação dos critérios:
Critério
funcionar,
trabalhistas.
87
O
critério
(25)
e
apresenta
resultado
aceitável
para
Da sua capacidade de pensar,
use.
as
sentenças
(26).
Passemos ao Critério IV:
(25)d)
(26)d) De seus direitos trabalhistas,
O
critério
verdade,
IV pode
como
ser utilizado
empregado nas
para o
estruturas
use.
verbo em
acima,
análise.
parece
fora
Na
de
dúvida que o verbo usar é TD com objeto direto preposicionado
de
valor
partitivo.
freqüente.
de
última
maior
ocorrência
Possivelmente,
complemento
cionado.
A
Como
ter
se
no
PM
e
de
a
se
o
mesmo
língua,
não
a
ocorrência
partitivo
deve
substituído
verá,
modalidade
que
sido
isso
do
ao
pelo
fato
PM
de
é
acontecerá
no
do
Acusativo
pouco
esse
Acusativo
ocorrência
de
no
tipo
PreposiPA.
Nesta
partitivo
é
Preposiciona1
é
bem menor.^
Dentre
apresenta
trazer
barba.'
o
verbo
(Aulete).
o
meus
misericórdia
regências,
usar
habitualmente,
utilizar-se,
'Homens,
outras
como
fazer
No
"trans,
uso
sentido
referido
irmãos,
de que usou
autor
Antenor
agradecei
dir.,
no
freqüente:
de
o
Nascentes
sentido
'Usa
servir-se,
analisa
ao
como
bom
convosco'...(Coe1ho
(1967)
bigode
lançar
trans,
Deus
Neto,
do
de
e
mão,
ind.:
céu
a
O raja
do
30 partitivo parece substituir o objeto direto preposicionado
nas línguas que não adotaram o complemento preposiciona1 .
Tanto é que nas
línguas românicas somente o francês e o
italiano não adotaram o ODP, mas criaram o artigo partitivo.
88
Pandjab,
II,
27 ) . "
Trabalhar:
(27)
A senhora
(28)
A
gente
trabalha de professora?
estuda
e
tem
que
trabalhar
de
qualquer
servi ço,
Vejamos os
critérios
definitórios
do OD
para
o
verbo
trabalhar:
Critério
A
I:
(27)a)
* A senhora o trabalha?
(28)a)
* A gente estuda e
utilização
plausível
do
critério
para o verbo
I
tem que o trabalhar.
não
trabalhar,
resulta
numa
estrutura
como empregado acima.
Passemos ao Critério II:
(27)b)
* De professora é
(28)b)
* De qualquer serviço é
O critério
II
trabalhado pela senhora?
trabalhado pela gente.
também não é bom.
Critério III:
(27)c)
* O que a senhora
trabalha?
- Trabalha de professora.
89
(28)c)
* O que a gente
trabalha?
- Trabalha de qualquer serviço.
Os
constituintes
apresentadas.
interrogados
Para
as
respostas
teríamos
de
acrescentar
exemplo,
"De
que a
da
preposição
não
a
às
respostas
corresponderem
às
perguntas
estas
senhora
a
preposição
trabalha?"
é obrigatória,
não funciona para o verbo
correspondem
de,
Nesse caso,
portanto,
o
como
a
critério
por
inserção
III
também
trabalhar.
Vejamos agora o Critério
IV:
{27)d)
De professora a senhora
(28)d)
De
qualquer
serviço
a
trabalha?
gente
estuda
e
tem
que
ver,
ele
t raba1har.
O
critério
também
zadores
é
IV
duvidoso.
do
OD
trabalhar.
nas
talvez,
verbos
parece
tão
Nenhum
deram bom
Tudo
apresentado
mas,
não
leva
a
crer
intrasitivo com
no
dos
ao
que
o
caracteri-
aplicados
referido
não
valor
nosso
critérios
quando
acima,
"corpus"
mas
quatro
resultado
estruturas
encontrados
ruim,
é
ao
verbo
verbo,
como
transitivo
direto,
circunstancial.
Dentre
PM,
único
do
ele
foi
o
os
que
negou todos os critérios.
Podemos concluir,
do que
foi
exposto acima,
te:
dentre os verbos que apresentaram seus
dos
a
usar
SNs
podem
não-oracionais
ser
através
considerados
da
complementos
preposição
Transitivos
o seguin-
Diretos
de,
liga-
provar
e
com objetos
90
preposicionados
de
valor
partitivo.
entender também serão considerados
complementos
verbo
objetos
pesquisar
somente
dois
dos
diretos com
não
pode
ser
critérios
definitórios
direta
muito
sentido
empregado,
é
será
conhecer
e
transitivos diretos e seus
considerado
Na verdade,
indireta
verbos
significado
estruturas plausívies.
e
Os
partitivo.
TD,
uma
do OD
Já
vez
o
que
resultaram em
a diferença entre regência
tênue.
O
considerado
verbo
trabalhar,
intransitive
de
no
valor
c i rcuns t anc i a 1.
2.2.2 - V + de +
infinitive
Examinaremos
seus
complementos
apresentam
este
agüentar,
inventar,
a
seguir
através
complemento
atrapalhar,
os
verbos
que
da
preposição
na
forma
cismar,
dever,
são
de.
infinitiva.
evitar,
ligados
a
Todos
eles
São
eles:
interessar,
resolver e preocupar.
Começamos nossa análise com o verbo agüentar.
Vejam-se os exemplos;
(29) Não agüentamos de assistir
tanta miséria.
(30)
men ina
Não
agüentamos
de
chão.
Critério I:
(29)a) Não o agüentamos,
ver
a
de i tada
a1 i
no
91
(30)a) Não o agüentamos,
As
o
sentenças
substitui,
assistir
chão],
nesses
tanta
(Cf.
acima
casos,
miséria]
Nota 2,
De
parecem
os
e
[de
aceitáveis.
constituintes
ver
a
O
pronome
oracionais
menina
deitada
ali
[de
no
deste capítulo).
Vejamos o Critério
*(29)b)
nos
II:
assistir
tanta
miséria
não
foi
agüentado
por nós.
*{30b)
De
ver
a
menina
deitada
ali
no
chflo
não
foi
agüentado por nós.
As
sentenças
verdade,
tanta
o
(29)b)
verbo
miséria
e
(30)b)
agüentar
não
foi
não
significa
suportado
deitada ali no chão não foi
nos
por
parecem
aceitáveis.
'suportar':
nós;
De
Na
De assistir
ver
a
menina
suportado por nós.
Critério III:
(29)c) O que não agüentamos?
- Não agüentamos de assistir tanta miséria.
(30)c) O que não agüentamos?
- Não agüentamos de ver a menina deitada ali no
chão.
Os
constituintes
pelo que/quem.
em análise
podem
ser
retomados em
perguntas
92
Vejamos agora o critério da anteposição:
(29)cl) De assitir tanta miséria,
(30)d)
De
ver
a
menina
não agüentamos.
deitada
ali
no
chão,
não
três
dos
agüentamos.
Como
foi
quatro
demonstrado,
critérios
Portanto,
que
o
que
verbo
estamos
agüentar
utilizando
devemos considerá-lo TD,
segue
pode
preposicionado
(ODP).
De
acordo
transitivo
'posvérbio'
que
analisado
'Agüenta
traz valor
Notamos,
o
ser
a
afetivo:
verbo
entanto,
agüentar
que
ligado
para
como
mão!'
(Machado de Assis,
no
admitiu
definir
assim sendo,
com Antenor Nascentes
direto:
pesas públicas.'
registra
o
objeto
se
'...agüentam
direto
"agüentar
usa
com
com as
Crônicas de Lelio,
o
ao
referido
seu
OD.
o complemento
(op.cit.),
Também
o
complemento
Vejamos agora o verbo atrapalhar:
(31) A angústia às vezes nos atrapalha de viver.
Cri tério I:
(31)a) A angústia às vezes nô-lo atrapalha.
des-
308)."
autor
preposição de.
um
não
pela
93
Critério 11:
*(32)b)
O
critério
I
De viver é às vezes atrapalhado pela angústia.
apresenta
resultados
aceitáveis,
mas o
critério
II não.
Vejamos os critérios
III
e
IV:
Critério III:
(31)c)
O que a angústia às vezes nos atrapalha?
- Nos atrapalha de viver.
Devemos
atrapalhar
nosso
fazer
admite
ver,
as
notar
ser
duas
que
o
interrogado
formas
são
complemento
pela
do
preposição
viáveis,
verbo
de.
portanto
Ao
vamos
considerar a estrutura acima como aceitável.
Critério IV:
(31)d) De viver,
Ao
nosso ver,
três
dos
a angústia às vezes nos atrapalha.
critérios
adotados até
aqui
funcionam
para o verbo atrapalhar.
Francisco
Fernandes
"Transitivo - Perturbar,
atrapalhou
o
orador'...
(1958)
confundir,
(M.
assim
o
embaraçar:
Assis,
Hist,
classifica:
'O aplauso não
da
meia
noite.
94
1O70).
Intransitivo
atrapalhamos;
Pronominal
vamos
-
por
Produzir
partes'.
confundir-se,
(Castilho,
embaraçar-se:
procurava homologar o que dissera,
se'.
(Júlio
Ribeiro,
Carne,
confusão:
'Mas
apud
208)."
Aulete).
'Caía
atrapalhava-se,
Francisco
não
em
si,
confundia-
Fernandes
não
registra a forma agüentar de.
Segundo os critérios adotados,
pode
ser
analisado
como
TD,
e,
o verbo arrolado acima
conseqüentemente,
o
comple-
mento que o segue é um ODP.
Passemos agora ao verbo cismar.
(32)
Se
ele
cismar
de
ir
embora,
ninguém
o
convence
f i car.
(33)
Se ela cismar de sair agora,
o que vamos
fazer?
Critério I:
(32)a)
Se ele o cismar,
ninguém o convence
(33)a)
Se ela o cismar,
o que vamos
ficar.
fazer?
Critério II:
*(32)b)
De
ir embora,
se
é cismado
por ele,
ninguém o
convence ficar.
*(33)b)
De
vamos
sair
agora,
fazer?
se
for
cismado
por
ela,
o que
95
Critério III:
(32)c)
Se ele cismar o que?
- Se ele cismar de
{33)c)
ir embora.
Se ela cismar o que?
- Se ela cismar de sair agora.
Critério IV:
(32)d)
De
ir embora,
se ele cismar,
ninguém o convence
f i car.
(33)d)
De
sair
agora,
se
ela
verbo
cismar
admitiu
cismar,
o
que
vamos
fazer?
Como
vimos,
o
caracterizam
(33)
o
OD.
Parece
então
que
três
nas
critérios
estruturas
que
(32)
e
ele seleciona complemento direto.
Para Antenor Nascentes,
direto:
'No
balcão
apüd Aulete).
o
Trans,
que
"o verbo
cismará
ind.:
'Vamos
cismar
sozinha?'
é
transitivo
(Rabelo
frei
Vasco,
dos
registros
Silva,
em que cismas?'
Alexandre Herculano apud Aulete)".
Podemos
por
Nascentes
"corpus".
parece
ser
ser
Ao
notar
coincidem
nosso
outro,
caracterizado
minal
que
ver,
ou
nenhum
com
o
seja,
como
TD,
como vimos postulando
a
regência
significado
encontrada
do
verbo
'decidir'.
Sendo
desde
a
que
corresponda
apresentados
em
em
assim,
análise
ele
substituição
à
nosso
forma neutra
pode
pronoisso.
96
Seguindo
nós
essa
perspectiva,
cismar
nos
dados
examinados
por
seleciona como complemento um ODP no PM.
Analisaremos a seguir o verbo dever.
(34)
Eles deviam de olhar mais para a fome.
(35)
Eu deveria de falar a princípio em
(36)
Eu
acho
aos
que
o
governo
devia
de
lexia.
entregar o poder
jovens.
Cr 1tério I:
O
(34)a)
* Eles o deviam.
(35)a)
* Eu o deveria.
(36)a)
* Eu acho que o governo o devia.
pronome
análise.
matiz
Ao
o
não
parece
aplicarmos
semântico
('ter
o
corresponder
critério
dúvidas')
selecionar um complemento
I,
nesse
o
ao
complemento
verbo
adquiriu
sentido,
dever
em
novo
parece
[animado].
Passemos ao Critério II:
(34)b)
* De olhar mais para a fome é devido por eles.
(35)b)
*
De
falar
a
princípio
em
lexia
seria
devido
por mim.
(36)b)
*
De
entregar
o
poder
seria devido pelo governo.
aos
jovens
eu
acho
que
97
Também
este
se
o
critério
II
não
apresenta
em
(34),
funciona
(35)
e
para
o
(36).
verbo
Quando
dever,
como
passivizado,
dever parece ter um significado diferente daquele apresentado
nas
estruturas
admite dois
ativas.
É
portanto,
um
verbo
ambíguo
já
que
significados.
Critério III:
(34)c)
O que eles deviam?
- Eles deviam de olhar mais para a fome.
(35)c)
O que eu deveria?
- Eu deveria de falar a princípio em lexia.
(36)c)
O que o governo devia?
- Devia de entregar o poder aos jovens.
Pudemos
observar
interrogados,
que
os
SN's
das
sentenças
levam
o
verbo
a
corresponde
a
'dever
alguma
Uma
que
que
significa
'ter
obrigação',
admitir
isto
duas
coisa
é,
acima,
a
quando
interpretações.
alguém'
'era
de
se
e
outra
esperar
que' .
Vejamos o Critério IV:
(34)d)
De olhar mais para a fome eles deviam.
(35)d)
De falar a princípio em
(36)d)
De
entregar o
governo devia.
poder
lexia eu deveria.
aos
jovens
eu
acho
que
o
o verbo dever admitiu dois dos critérios utilizados até aqui.
Assim
sendo,
verbo
em
não o
análise
consideraremos
parece
TD.
funcionar
Nas
sentenças
acima,
o
como
auxiliar
formando
locução verba 1.
Para
tinha
por
alicui'
grafo
sintaxe
(Cicero,
242.
rece em
da
de.
e
indica
assim sendo,
fosse
"devia
-
ir
resultado
festas",
ou
-
que
se
isto
é,
e
opinião.
Essa
locuções
arcaizantes:...
da
Nabuco de
em que
hoje
Araújo,
já
claro
dever
em dia
por
as
línguas
-
do
na
de
de
não
indica obrigação
fato
fazer
ao
de que
pelo
as
de
a
frase
precisão
"Deve
de
de
haver
Bellegarde,
6-7,
é
nos
da
mesma
clássicos:
duras
provas...
em
escritores
ainda
deviam
avultar
de D. Viçoso,
empregou
e
e
expresso
festa".
desapareceu,
exemplo,
Apa-
Ribeiro,
português
certa
haja
Encontra-se
ela
João
Diferentemente,
portuguesa,
Vila
pará-
assentada é
primeira.
que
devem
lat.,
ora acompanhado
fato
indica
existia
que
ao
pecuniam
eqüivale a ~ era de esperar
ir.
língua
Silvério Gomes Pimenta,
Nascentes,
comum
debere,
(Aulete).
diz
é
ir"
realiza
12,3).
"é
sintaxe,
provável
distinção
VII,
a ninguém'
probabilidade
"espera-se
invenções...
(Lusíadas,
A.
dupla
morrer"
não
Gram,
ora desacompanhado,
"devia de
era
latim
'Debere
Madvig,
nada
em ambas
devia
Vocábulos
"Aquelas
-
do
dativo:
V.
174,
a
"dever,
e
dever
Essa
a regra
preposição
(D.
'Não
contemporâneos,
castelhano,
que
acusativo
apud Saraiva).
Biobj.:
preposição
verbo,
(op.cit.)
locuções verbais,
Autores
a
Nascentes
por
130).
muito".
Segundo
assim dizer.
a preposição
não probabilidade.
em caso
"Quando o
99
legislador
no
país
trata
deve
de
de
(Joaquim Nabuco,
anular
uma
lei
providenciar
que
tem
sobre
esses
interesses..."
Lins
do Rego não usou a preposição num caso de probabilidade:
"Por
viu-os
(Riacho
por
sumirem
Doce,
analogia
suspeita,
viciosa
27).
com
estrada.
Já
Para Nascentes,
haver
dúvida,
sua
na
império,
interesse
José
fim,
Um estadista do
criado
de.
Em
presunção.
interposição
a
I,
deviam
se
andar
preposição
espanhol,
Não
47).
deber
usando
(Gramática
de
teria
de
nesse
Ia
longe"
vindo
significa
sentido,
lengua
é
espafiola,
n.95) .
Como
vertida
nossos
a
passado
+
é
(34),
e
os
em
ação
parece
um
ponto
do verbo
(35)
e
que
vista
ocorrência
(36)
o
que
verbo
o
parece
parece
fora
indicar
ser
de
auxiliar
semântico,
ligado
dúvida
modal.
Como
Passemos agora ao verbo evitar.
Observem-se os exemplos:
Eu estou evitando de ir
lá.
(38) Nós evitamos de subir escadas.
no
citados
Do
dever
se
de.
um
verá,
Nos
por
acima,
dever,
ponto
não
Em
tempo
constituídos
obrigação,
coincidirá com a do Português Arcaico.
(37)
aparece
casos
que
contro-
construção.
são
concretizada'.
é
preposição
dever
nos
'uma
à
dessa
seguem
Semanticamente,
precisa
verbo
de
dever
a
complementos
exame
sintático,
do
freqüente
infinitivo.
verbo
uma
vê,
análise
dados
exemplos
de
se
de
é
essa
o
ou
vista
TD,
mas
análise
100
Critério I:
(37)a) Eu o estou evitando.
(38)a) Nós o evitamos.
Não parece haver restrições quanto à substituição pronominal.
Vejamos o Critério II:
O
*(37)b)
De
*(38)b)
De subir escadas é evitado por nós.
Critério
acessível
II
ir
lá está sendo evitado por mim.
quando
utilizado
não
apresenta
resultado
para o verbo evitar.
Passemos ao Critério III:
(37)c)
O que estou evitando?
- Estou evitando de
(38)c)
ir
lá.
O que evitamos?
- Evitamos de subir escadas.
O
critério
III
funciona
perfeitamente
para
ac ima.
Vejamos o Critério IV:
(37)d)
De ir
lá estou evitando.
(38)d)
De subir escadas nós evitamos.
as
estruturas
101
De
é
acordo
TD
e
com os
critérios
seleciona
um
definitórios do OD o
complemento
preposicionado
verbo evitar
que
pode
ser
caracterizado como ODP em PM.
Francisco
Evadir,
los'
das
(Rui,
ou
desviar-se
(Camões,
as
classes,
C.
todos
Inglaterra,
de:
Impedir:
trabalhos,
'Evitar
passos.'
assim
fugir a:
o
VIII,
passadas.'
89).
e
'O
evitápor to-
(Camilo,
ao
trato
apud Aule-
'Evitar
despesas,
Transitivo-re1 ativo - Privar:
ofícios
divinos.'
'Evitar-lhe
despesas,
(Morais)
custas,
Escusar,
trabalhos,
Evitar de não é registrado pelo referido autor.
(39)
Ele não
(40)
Ela nunca
Critério I
interessar:
interessa de vir aqui.
interessou de
fazer nada por ele.
- Substituição pronominal:
(39)a)
* Ele não o
(40)a)
* Ela nunca o interessou.
substituição
que
lavra
encontro,
Poupar:
Analisaremos a seguir o verbo
A
e
-
ousarão arrostá-lo.'
evitava-o.'
crime.'
perigos
incêndio
raros
"Transitivo
(Aulete).
dos
poupar:
registra:
Esquivar-se ao
'Tomássia
um
o
'Adivinhar
evitam,
150).
'Evitar
alguém
atalhar,
de,
Lusíadas,
convivência
te).
Fernandes
corresponda
interessa.
pronominal
ao
não
parece
constituinte
pronome o substituiria aqui
em
fornecer
exame.
ura complemento
Ao
um
resultado
nosso
[+animado].
ver,
o
102
Vejamos o Critério II
- Transformação Passiva:
(39)b)
* De vir aqui não é
(40)b)
*
De
linteressado por ele.
fazer nada por
ele não
é
interessado
por
ela.
O critério II
também não apresenta resultados plausíveis para
as sentenças acima.
Observemos o Critério
(39)c)
O que ele não
- Não
(40)c)
interessa?
interessa de vir aqui.
O que ela nunca
- Nunca
O critério III
III:
interessou?
interessou de fazer nada por ele.
funciona para as estruturas
(39)
e
(40).
Vejamos o Critério IV:
(39)d)
De vir aqui,
ele não
interessa.
(40)d) De fazer nada por ele,
Também o critério
demonstramos,
tiveram
IV parece bom para o verbo
somente
resultados
ela nunca
dois
critérios
aceitáveis.
Assim,
interessou.
interessar.
caracterizadores
tal
verbo
Como
do
não pode
OD
ser
analisado como TD.
Antenor Nascentes
classifica o verbo "interessar como
103
transitive
ofender
direto
um órgão;
no
negócio.'
de
ser útil:
'O
no
sentido
'O vendeiro
golpe
'Isto
'provocar
ou
dar
parte
num
negócio.,
interessou o primeiro
interessou o
pulmão.'
caixeiro
Trans,
ind.,
no
interessa a todos.'"
Segundo nossos
ficar
de
dados,
causar
o verbo em
interesse',
exame
parece
podendo
ser
signi-
analisado
como TI.
Observemos agora o verbo
Inventar:
(41)
Inventamos de fazer uma redação coletiva.
(42)
Um parente do meu marido
inventou de
escrever um
1ivro.
Vejamos a aplicação dos
critérios:
Critério I:
O
(41)a)
Nós o inventamos.
(42)a)
Um parente do meu marido o
critério
verdade,
mo
já
I
parece
funcionar
o pronome que substitui
dissemos,
deve
ter
'criar',
no
as
estruturas
entanto,
ele
acima.
o constituinte em exame,
como parâmetro
Com a substituição pronominal,
ficar
para
inventou.
o verbo
pode
a
forma
neutra
inventar parece
recuperar
tido dos constituintes em análise nas sentenças
também
(41)
e
Na
co-
isso.
signio
sen-
(42).
104
Critério 11:
(41)b)
De fazer uma redação coletiva foi
inventado por
nós .
(42)b)
De
escrever
um
livro
foi
inventado
por
um
parente do meu marido.
A
passiva
considerar
parece
um
(41)b)
e
pouco
(42)b)
estranha,
portanto,
não
vamos
como aceitáveis.
Critério III:
(41)c)
O que
-
(42)c)
Inventamos de fazer uma redação coletiva.
O que um parente do meu marido
-
O critério
inventamos?
III
Inventou de escrever um
inventou?
livro.
se aplica perfeitamente ao verbo
inventar.
Observemos o Critério IV:
(41 )d)
De fazer uma redação coletiva,
(42)d)
De
escrever um
livro,
um
inventamos.
parente do
meu marido
inventou.
O
critério
portanto,
tados
IV
funciona
tendo os
aceitáveis,
complementos,
nos
para
as
estruturas
em
análise,
três
critérios utilizados produzido resul-
este
pode
ser
analisado
exemplos
em
análise,
com
TD,
objetos
e,
seus
diretos
105
preposicionados.
Francisco
"transitivo"
criar no
arte,
-
Fernandes
Ser
o
primeiro
pensamento ou
e
estava
incuráveis.'
registra
na
ter
fantasia:
inventando
(Camilo,
a
a
idéia
'Sabia
pastilhas
Novelas,
inventar
II,
a
56.)
17.)
ou
'Inventar
achar:
o
meu
escândalos.
'Anjos
amigo
inventar
para
documenta
Inventar
chamam os
me
dirá
a minha
inventar de,
espalhar
depois
que
Isaura.'
a todas
nome
estafada
a
(Camilo,
sua
idear:
VIII,
falsamente:
(Aulete)
poetas
a
moléstias
Lusíadas,
contar
calúnias
senhores
as
Excogitar,
(Camões,
levantar,
imaginar,
preceito
para
'Inventará traições e vãos venenos.'
Armar,
de;
como
Descobrir,
as mulheres;
musa
Vingança,
há
191)."
de
Não
no entanto.
Vamos agora examinar o verbo resolver.
Observem-se os exemplos:
(43)
Se ela resolver de voltar,
(44)
Se ele resolver de sair,
eu
te aviso antes.
telefona mais
tarde.
Critério I:
Ao
(43)a)
Se ela o resolver,
eu te aviso antes.
(44)a)
Se ele o resolver,
telefona mais
nos so ver,
as
estruturas
acima
não
apresentam
quanto à substituição por uma forma pronomina1.
Passemos ao Critério II:
tarde.
restrições
106
*(43b)
De voltar será resolvido por ela.
*(44)b) De sair será resolvido por ele.
O critério
II
não parece bom para se sentenças em exame.
Vejamos então o Critério III:
{43)c)
Se ela resolver o que?
- Se ela resolver de voltar.
(44)c)
Se ele resolver o que?
- Se ele resolver de sair.
A utilização do critério
III
apresenta resultado aceitável.
Vamos ver agora o Critério IV:
(43)
De voltar,
(44) De sair,
Três
critérios
aplicam
será
ao
te aviso antes
telefona mais
caracterizadores
verbo
analisado
eu
resolver
como TD
em
com
se ela resolver.
tarde se ele resolver.
do
OD
empregados
resultados
(43)
e
(44),
aqui
aceitáveis
e
seus
e
se
este
complementos
como ODP.
latim
Antenor
Nascentes
assim
resolvere
tinha por
sintaxe
(Celso,
apud
Reflexivo,
Saraiva).
Trans,
analisa
acusativo:
dir.:
'Resolva
no sentido de "determinar-se^ ,
a Albertina não se
resolvesse a
resolver
-
resolvere
este
O
nodum
problema.'
biobjetivo:
aparecer...'
"V.
(Julia
'E como
Lopes de
107
Almeida,
Ânsia Eterna,
72)." Resolver de não é
registrado por
Antenor Nascentes.
Preocupar:
(45)
Nunca preocupamos de fazer tal
pergunta.
Critério I:
(45)a)
O critério
Nunca o preocupamos.
I não parece bom.
Vejamos o Critério II:
(45)b)
*
De
fazer
tal
pergunta
nunca
foi
preocupado
por nós.
A estrutura acima parece apresentar restrições ao uso
da forma passiva.
Critério III:
(45)c) O que nunca preocupamos?
- Nunca preocupamos de fazer tal
O
em
critério
exame.
III
resulta uma
Embora
a
forma
inserção da preposição de.
estrutura
pergunta.
plausível
interrogativa
pareça
para
o
me lhor
verbo
com
a
108
Critério IV:
(45)d)
De fazer tal pergunta,
nunca preocupamos.
Dois critérios funcionaram para o verbo preocupar,
maioria
dos
analisá-lo
testes
como
não
TD
e
se
aplicaram
seu
e
complemento
ele,
em
logo
(45)
portanto a
não
não
podemos
pode
ser
citada
por
considerado ODP no PM.
Vejamos
Nascentes:
"V.
preocuparam
vivia
...
a
regência
trans,
de
verbo
'...as
preocupar
inquietações
(Camilo apud Aulete).
preocupado
(Rodrigo
dir.:
do
com
a
Andrade,
saúde
Reflexivo
frágil
do
140)."
O
Velórios,
do
ciúme
biobj.:
gado
o
'Ele
holandês...'
referido
autor
não
registra preocupar de.
Ocorreu
Entretanto,
tiva
sem
ele
a
uma
em
apareceu
auxílio
portanto,
mesmo,
também
de
que
desses critérios é
ligado
preposição.
aplicação dos
vez
nossos
nosso
testes
dados
o
diretamente
Não
verbo
à
forma
consideramos
objetivo
principal
com
infini-
necessária
que vimos utilizando
a
para o
aplicação
identificar o tipo de complemento preposi-
cionado que seguem aos verbos.
Observem-se os exemplos:
(46)
prometer.
Ela prometeu trazer as fotos hoje.
(47) Nós prometemos chegar cedo em casa.
109
Francisco
prometer
como
escrito
logo
a
o
Fernandes
Transitivo
(fazer
ou
conselho.'
relativo
alguma
-
alguma
a;
'Prometi-lhe
Intransitivo
prometermos;
que
(Castilho,
esperança
(Rui
prometer:
n.
prometer
de
nos
esse
de
III,
de
de
verbo
-
por
ou
é
vos
Esperar;
prometer-me
dar
nós
falta.'
ter grande
nota
- Prometer de,
Fé
-
servi-lo.'
'Mau
nós
a
por
convocar
(fazer
promessas
de
ou
Transitivo
de
tudo
receber
ótima'
o mesmo que
do
verdadeiro
121).
Francisco
Sermões
tipo
dele
Relativo
Sermões,
vimos,
faria
nenhum
eu
prometeu
(Vieira,
Como
3.2.1,
só
'Prometeram
palavra
Fazer
o
verbalmente
Aulete.)***;
Pronominal
'Devia
68)...;
'Não
Deus,'...
-
faltar-vos,
obter:
Réplica,
a
que
apud Aulete)...;
de
coisa)
apud
dar
(Morais)...;
classifica
"Obrigar-se
Silva
Obrigar-se
coisa):
-
dar
(R.
(op.cit.)
Fernandes
Veira.
construção
cita
Como
ocorreu
se
a
regência
verá
também
na
com
seção
grande
freqüência em nosso dados do PA.
Dentre
forma
infinitiva
cismar,
dos
em
os
evitar,
aceitáveis
português.
mação
passiva
entanto,
como
aplicados,
podemos
verbos
pela
analisados
preposição
inventar e
-
não
vimos,
resultaram
classificá-los
complementos ODP.
dos
notar,
em
agüentar,
critérios
apenas
resultou
fizemos
de,
seção
resolver admitiram
a maioria
Como
nesta
em
a
a
sentenças
como
dos
da
do OD
transfor-
plausíveis,
critérios
aceitáveis.
transitivos
resulta-
definitórios
estruturas
à
atrapalhar,
- com
utilização
maioria
ligados
diretos,
no
quando
Desse
sendo
modo,
seus
1 10
o
modal
e
verbo
pode
modal",
ser
que
Quanto
aos
dúvida
que
dever,
anali.sado
nessa
TI.
de
(46)
OD.
de
termos
ligados
ao
e
à
forma
complemento
examinando,
do
PM
preposição de.
de
da
regência
aos
formar
parece
fora
apresentado
LV.
de
nas
selecionando
análise
em
complementos
de,
consideramos
verbo
devido
ao
igual
seus
"auxiliar
TD
do
os
valor
regência
preposição
prometer + de +
ligados
parece
como
nossa
3,
verbo
preocupar
possui
tabela
apresenta
um
língua
e
infinitiva,
na
dito,
como
preposicionado
isto é,
Resuminos,
LOC
centrado
a
foi
prometer,
(47),
apresentar
diretamente
"corpus"
Já
infinitive através
necessário
um
na
interessar
estruturas
Apesar
já
modalidade
verbos
são
como
prometer,
fato
de
no
ao
que
ligado
PA
ele
estamos
infinitivo.
verbos
que
complementos
ocorreram
no
através
da
111
Tipos de Complementos
Verbos
De +
infinitivo
agüentar
X
atrapalhar
X
cismar
X
De + SN não-oraciona1
X
conhecer
X
dever
X
entender
evi tar
X
interessar
X
inventar
X
X
pesquisar
X
preocupar
X
provar
X
resolver
usar
X
trabalhar
X
TABELA 3
Apresentamos
"corpus" do PM.
na
tabela
os
verbos
examinados
no
1 12
Verbo
Prepos i ção
Tipo de
Comp1 emento
Class i f icação
amar
a
SN
TD
ameaçar
a
SN
TD
agüentar
de
Infinitive
TD
apoiar
a
SN
TD
atrapalhar
de
Inf ini t ivo
TD
cismar
de
Infinitive
TD
conhecer
de
SN
TD
consegui r
a
Infinitive
TD
dever
de
Infinitive
Aux .
entender(1)
a
SN
TD
entender(2)
de
SN
TD
escutar
a
SN
TD
evi tar
de
Infinitive
TD
interessar
de
Infinitive
TI
inventar
de
Infinitive
TD
mandar
a
SN
TD
marcar
a
SN
TD
matar
a
SN
TD
observar
a
SN
TD
ouvi r
a
SN
TD
pesqu i sar
de
SN
TI
prejudicar
a
SN
TD
preocupar
de
Infinitive
TI
presentear
a
SN
TD
Infinitive
TD
Infinitive
TD
promoter
reso1ver
de
salvar
a
SN
TD
trabalhar
de
SN
Int.
provar
de
SN
TD
usar
de
SN
TD
vencer
a
SN
TD
TABELA 4
1 13
Apresentamos,
na seção 3.1,
Verbos TD
cujos
na
tabela 5,
complementos
todos os verbos examinados
foram analisados como ODP.
Prepos ição
ODP
amar
a
X
ameaçar
a
X
agüentar
de
X
apo iar
a
X
at rapa 1har
de
X
cismar
de
X
conhecer
de
X
conseguir
a
X
entender
a/de
X
escutar
a
X
evi tar
de
X
inventar
de
X
mandar
a
X
marcar
a
X
matar
a
X
observar
a
X
ouvi r
a
X
prejudicar
a
X
presentear
a
X
provar
de
X
resolver
de
X
salvar
a
X
usar
de
X
vencer
a
X
TABELA 5
1 14
3 - PORTUGUÊS ANTIGO
Pro pomo-nos
complementos
a
ligados
exam i na r
aos verbos
na
seção
através
da
que
se
segue
preposição a
e da
preposição de no Português Antigo.
3.1 - Análise dos complementos precedidos por a no Português
Ant igo
No
"corpus"
apareceram
ligados
preposição
vir.
a:
Mandar
conhecer,
PA
aos
começar,
e
ir
do
e
analisado,
seus
vir,
de
seguintes
complementos
conhecer,
satisfazer
os
ir,
são
mandar,
seguidos
infinitivo.
de
Começaremos
verbos
através
dn
satisfazer
SN;
e
começar,
nosso
estudo
com o verbo mandar.
3.1.1.
- V + a + SN não-oracional
Começaremos
Analisaremos
as
inicialmente
estruturas
traços
com
do
PA
com
caracterizadores
os
verbos
o verbo
o
mandar.
referido
do
OD,
seguidos
Vamos
verbo
de
verificar
possuem
conforme
SN.
os
(ou
se
não)
critérios
utilizados nas seções anteriores.
Observem-se os exemplos:
(48)
"...E mando a meus vassallos que me vãao soterrar
a
Santa
Maria
de
Crestomatia Arcaica,
Bragaa..."
pág.
30)
(J.J.
Nunes,
1 15
(49)
"...O
bispo
da
cidade
bispo Nono que
disse
preguasse..."
e
mandou
(Idem,
ao
santo
Ibidem,
pág.
92)
(50)
"...E mandou a
buscar
e
lhe
tres
escudeiros
troxesse
Crestomatia Arcaica,
(51)
ga11iotes:..."
Arcaica,
Vamos
verificar
verbo
mandar
(OD)
pág.
carne..."
a
fossem
(J.J.Nunes,
160)
"...E mandou aos fidallgos que rremassem em
dos
Direto
a
seus que
pág.
agora se
possuem
(Silveira
Bueno,
logar
Antologia
58)
as estruturas
traços
que
as
do PA
em que
caracterizem
figura o
como Objeto
em português:
(48)a)
...E
mando-os^
que
me
vão
soterrar
a
Santa
Maria de Braga...
(49)a)
O
bispo
da
cidade
disse
e
mandou-o
que
pregasse...
(50)a)
(51 )a)
E mandou-os que
E
mandou-os
fossem buscá-la...
que
remassem
em
lugar
dos
galiotes..•
Como
verbo
pudemos
mandar
observar,
segundo o
pode
substituído
ser
critério
por
I
uma
o
complemento do
forma
pronominal.
Vejamos então se tais estruturas podem ser apassivadas:
«As estruturas do PA analisadas
tendo como parâmetro o PM.
por
nós
serão
parafraseadas
1 16
(48)b)
A
meus
vassalos
que
me
vão
soterrar
a
santa
Maria de Braga é mandado por mim...
(49)b)
Ao
santo
bispo
Nono
que
pregasse
foi
mandado
por ele...
(50)b)
A
três escudeiros
seus
que
a
fossem
buscar
foi
mandado por ele...
(51)b)
Aos fidalgos que remassem em
lugar dos galiotes
foi mandado por ele...
Ao nosso
ver,
as
sentenças
acima
são duvidosas,
restrição quanto à transformação passiva,
as
mesmas
ficado
agora
possuírem
tão
se
ruim.
é
usando as
sentido
Não vamos
possível
causativo,
interrogarmos
os
talvez pelo
a
considerá-las
parece haver
passiva
fato de
não
aceitáveis.
constituintes
tenha
Vejamos
em
exame
formas que/(o que/quem);
(48)c) Quem mando?
- A meus vassalos...
(49)c) Quem o bispo da cidade mandou que pregasse?
- Ao santo bispo Nono...
(50)c) Quem ele mandou que a fossem buscar?
- A três escudeiros seus...
(51)c) Quem ele mandou que remassem?
- Aos fidalgos...
Critério IV:
(48)d)
A
meus
vassalos
que
me
vão
soterrar
a
Santa
1 17
Maria de Braga mando...
(49)d)
O
Bispo
da
cidade
disse
ao
Santo
Bispo
Nono
mandou que pregasse...
(50)d)
A
três
escudeiros
seus
mandou
que
que
remassem
em
n
fossem
buscar...
(51)d)
Aos
fidalgos
mandou
lugar
dos
ga1iot es...
Os
critérios
Podemos
III
dizer,
estruturas
e
IV
pois,
que
aceitáveis
com
referido verbo possui
preposição
que,
um
em
todas as
complemento
frases,
com
o
verbo
o verbo
traço
oracional.
pela
o
o
Em
OD.
preposição a,
análise.
Vimos
por que.
e
casos,
assim,
o
Notamos ainda
primeiro
em
tais
tudo
lugar
seguida,
um
complementos
O primeiro complemento
sendo
que
em
um SN precedido pela
seleciona em
os
em
resultaram
mandar.
[+animado]
ambos
verbo
critérios
introduzida
ser analisados como
seguido
três
para
dois complementos;
a e uma oração
complemento
podem
funcionaram
leva a
aparece
crer que
ele pode ser analisado como ODP.®
Segundo Adriano
causativo".
mandar
nas
Said
Ali
Kury,
(apud
Dificuldades
da
o
verbo
Pontes
Língua
mandar
1973)
é
um
"auxiliar
classifica
Portuguesa
como
o
verbo
"auxiliar
sSabemos que um ponto crucial em análises de textos antigos é
sermos influenciados pela nossa intuição de fa 1 antes/1 eitores
do PM.
No entanto,
a
leitura
exaustiva de
textos do PA
permitiu-nos, até certo ponto, aprimorar a nossa percepção no
sentido de procurar observar aspectos semânticos e sintáticos
das estruturas em análise e a pragmática textual
de tais
estruturas segundo a temática da época.
1 18
causative"
por
Histórica,
influência de
seguindo
critério
transitivo e acrescenta:
com
mandar,
deixar,
juntar um
termo que
regente
sujeito
e
acontece
com
tratando
declara:
e
sintático,
e
exerça a
do
línguas.
verbo
que
verbos
sinônimos)
e
dupla
segue
como
substantivas
de
reduzidas
como
o
auxiliares
de
o
Ali,
causativos,
mas
mandar,
olhar,
exercem
fazer
sentir
constroem-se
normalmente
mesmo
Said
(deixar,
ouvir,
do verbo
Pontes,
ensinamento
(ver,
pode-se
de objeto
Segundo
infinitivo,
que
impessoal,
função
regido.
sensitivos
seguidos
Gramática
classifica-o
infinitivo
"com os auxiliares causativos
sinônimos)
Já na
"Às combinações verbais constituídas
fazer
Bechara,
estes
outras
c
orações
a
função
de
os
priuille-
sujeito ou objeto direto".
Passamos agora ao verbo satisfazer.
Observe-se a estrutura que se segue:
(52)
"...Nom
gios
satisfazia(m)
e
liberdades
(Fernão Lopes,
Vamos
ver
se
os
quatro
a
que
seu
lhe
critérios
que
des...
o
tinha,..."
estamos
pág.
usando
0)
para
se aplicam à estrutura acima:
Critério I - substituição por uma
Não
dados
Crônica d'ELRei Dom Johan,
caracterizar o OD em português
(52)a)
deseio
satisfaziam
os
forma pronominal:
privilégios
e
liberda-
1 19
Como
vimos,
(52)a).
o
critério
I
parece
Vejamos o Critério
(5)b)
II
-
funcionar
para
a
sentença
transformação passiva:
* A seu desejo não era satisfeito pelos privilégios e
liberdades...
O teste não resultou numa sentença possível.
Passemos ao Critério III - Que/quem:
(52)c)
O
que
os
privilégios
e
liberdades
não
sat isfaziam?
- A seu desejo...
O critério
III
parece resultar em uma estrutura plausível.
Observemos o Critério
(52)d)
A
seu
desejo
IV:
não
satisfaziam os
privilégios
e
1 iberdades...
Também
o
critério
exame:
a seu desejo pode ser anteposto.
transformação
IV
pode
passiva
não
ser
utilizado
funcionou
para
constitui
análise.
portanto,
Como
um
dos
vimos,
satisfazer
casos
para
três
será
típicos
critérios
sentença
em
Somente o critério da
o
verbo
Entendemos que o complemento a seu desejo,
(52)
a
de
como mencionado em
ODP
deram
caracterizado
satisfazer.
na
bons
com
língua,
em
resultados,
TD
em
seu
1 20
complemento ODP.
3.1.2 - V + a +
infinitive
Observemos agora
o
verbo
começar,
que
vem
seguido
de
inf init ivo.
(53)
"...Entõ
sas
baruas..."
pág.
(54)
"...E
As orações
infinitivo
como
afirma
(J.J.
per
Nunes,
no
logo Theofilo
pág.
(53)
Pontes
transitivo
o
ou
duas entradas
e per
começou
a
PM como
verbo
braadar..."
e
(54)
revelam-nos o emprego do verbo
analisa
transitivo,
se
o
começar
intransitivo,
tem
não
o
o
infinitive.
verbo
quando
sujeito
léxicas diferentes,
é
testes,
* E
+
A
mesmo
autora
significado
que
seja
teremos:
(54)a)
a
abstrato.
conforme
* Então o começaram...
+
6 animado
considera
(53)a)
começar
o sujeito
int rans i t ivo.
Aplicando os
(idem,
84 ) .
(1973)
intransiti vo,
que
seus cabelos
Crestomacia Arcaica,
ligado à preposição a seguido de
Eunice
e,
tirar
80 ) .
ibidem,
começar
começarõ a
logo Theofilo o começou...
o
mesmo
como
tenha
transitivo ou
121
Como
se
pôde notar,
critério
as
sentenças
(53)
e
(54)
não
admitiram o
I.
Vejamos então o Critério
II:
( 53 ) b )
* A t irar por seus cabelos
(54)b)
* A bradar foi
Também o
critério II
foi
começado.
começado por Theofilo...
apresenta
resultados
plausíveis para
as
estruturas acima.
Observemos o Critério
(53)c)
III:
O que então começaram?
- Começaram a tirar por seus cabelos...
(54)c) O que Theofilo
logo começou?
- Começou a bradar...
A
aplicação
do
Critério
III
resulta
em
sentenças
ace i táve i s.
Vejamos o critério
Como
IV,
que é o da Anteposição:
(53)d)
A tirar por seus cabelos começaram...
(54)d)
A bradar Theofilo
pudemos
verificar,
o
verbo
logo começou...
começar admitiu somente
critérios que caracterizam o OD em português.
analisaremos
como
TD.
Vale
lembrar
que
só
Portanto,
serão
dois
não o
analisados
como TDs os verbos cujos complementos admitirem a maioria dos
122
critérios definitórios do OD em português.
A
respeito
Fernandes
(1958)
um verbo no
de:
'A
Monge,
(Machado
Cubas,
que
a
I,
24),
de
Como
causar-me
Assis,
Esaú,
começava
se
pôde
Comparando os
os
verbo
dados
aqui
começar
preposição
de
uma
maior
0
Francisco
o
do
usado
no
sem
mudança
a
nossos
começar
prazer'.
pela
'Recurso
rua
sem
atesta
a
do
longa
(Idem,
com
a
Brás
variação
sobre
o
que:
a)
o
a e
com
a
preposição
profunda
de
PM
significado;
formas possíveis do PA.
No
de
Fernandes
observa-se
dados,
de ocorrência.
forma
F.
PA,
ser
freqüência
subir
autor
de
parecia
com
de
infinitives.
analisados
acordo
contrário,
diz
oprimi-la'.
notar,
comentários
PA,
de
I),
de
começar a e começar de eram ambas
De
PM,
espécie
'Começaram
da preposição com complementos
com
no
usa-se a preposição a ou a preposição
talvez
252)".
começar,
que "quando o complemento do verbo começar 6
começava
(Herculano,
eficácia,
verbo
infinitivo,
dor
Carmo'.
do
começar
Português
não
é
de
apresentou
Contemporâneo
registrada
e
a
é
forma
que apresenta maior freqüência de ocorrência é começar a.
Do exposto,
1
e
II
verbo
culminaram em sentenças aceitáveis quando aplicados ao
começar.
como OD,
dos
pudemos observar que somente os Critérios
já que
critérios
Conforme
Assim
não
estamos
têm
fizemos
que
de
notar
classificaremos
admitindo
resultar
através
o verbo
que
em
dos
podemos
dizer
começar
verbal.
No Português Contemporâneo,
no
o
seus
para
complementos
ser OD
a
maioria
estruturas
plausíveis.
dados
examinados,
PA
aqui
formava
uma
locução
referido verbo,
segundo
123
alguns
autores
preposição a,
consultados,
mas continua a
aparece
formar
ligado
somente
h
locução verbal.
Analisaremos a seguir o verbo conhecer.
(55)
"...Quando
beldade..."
conoceu®
a
amar
amou
seu
^Leite de Vasconce1los,
irmão
pág.
pela
135).
Critério I:
(55)a) Quando o conheceu...
A substituição pronominal
nos
parece aceitável.
Vejamos o Critério II:
*
(55)b)
O critério
Quando a amar foi
conhecido por ela...
II não parece funcionar para o verbo conhecer.
Observemos o Critério
III:
(8)c) O que conheceu?
- Conheceu a amar.
A
exemplo
do
primeiro
teste,
o
critério
III
não
apresenta
rest rições.
60 verbo conhecer como apresentado na estrutura (55) do PA,
de acordo com o contexto, parece poder ser parafraseado com o
verbo começar.
1 24
Passemos ao Critério
(55)d) A amar,
Ao
nosso
para
ver,
três
>.Tuando conheceu...
critérios
caracterizar
Arcaico.
IV:
o
verbo
Podemos dizer,
conhecer
pois,
um ODP nessa modalidade de
definitórios
como
OD
TD
funcionaram
no
Português
que o complemento que o segue 6
língua.
Observemos agora o verbo
(56)
do
rei
ir:
"...Quando
el
dom
Fernando
foi
logares..."
(Leite de Vasconce 1 los,
a
danar
pág.
os
121)
Cri tério I:
(56)a)
O critério
* Quando o rei
I não parece bom.
(56)b)
*
A
danar
os
dom Fernando o foi...
Observemos o Critério
logares
foi
ido
II:
pelo
rei
Fernando...
Também o critério
II
não funciona para o verbo em exame.
Vejamos agora o Critério III:
(56)c)
O rei dom Fernando foi
o que?
dom
125
- Foi a danar os
O
critério
para o verbo
III
lugares.
parece
apresentar
resultado
aceitável
ir.
Passemos ao Critério
(56)d)
*
A danar
os
IV:
lugares quando
o rei
dom Fernando
foi...
O
critério
somente
um
mencionado
que
o
IV não
se
aplica
ao verbo
critério caracterizador
acima.
segue
não
Sendo
é
ODP.
parece ser auxiliar,
assim,
Na
o
do
ir.
OD
Pudemos
se aplicou
complemento
estrutura
em
notar
que
no verbo
preposicionado
análise,
o
verbo
ir
formando LV.
Observemos a seguir o verbo vir:
(57)
"...Outra
ouuesse
arcaica,
vez
viesse
medo..."
pág.
a
comer
(J.J.
com
Nunes,
elle
75).
* Outra vez viesse-o com ele...
O resultado da aplicação do critério
Vejamos o Critério
II:
I
nom
Crestomatia
Critério I:
(57)a)
e
não parece bom.
1 26
(57)b)
Como
* A comer com ele fosse vindo outra vez...
constatamos,
o
critério
II
também
apresenta
resultado
p1aus íveI.
Passemos ao critério III:
(57)c)
Outra vez viesse o que?
- Viesse a comer com ele...
Ao nosso ver,
(57)c)
parece melhor que os demais.
Vejamos o Critério IV:
(57)d) A comer com ele,
O
critério
dos
quatro
IV também
parece
critérios
adotados
Ele não será,
Do que
portanto,
foi
outra vez viesse...
bom.
Assim
sendo,
funcionaram
vimos
para
o
que dois
verbo
vir.
considerado transitivo direto.
expos to
nessa seção,
podemos
concluir
que
os complementos não-oracionais do verbo satisfazer e do verbo
conhecer podem ser analisados
dos
verbos
parecem
ir e vir,
funcionar
auxiliares em uma
como
como
foi
ODP
como ODP no PA.
evidenciado em
no
PA,
mas
Os complementos
(56)
e
(57)
possivelmente
locução verbal.
Resumimos os resultados na tabela 6
não
como
1 27
Complememento
inf ini t ivo
Prepos ição
Verbos
SN
TD
Começar
a
X
Conhecer
a
X
Ir
a
X
Mandar
a
X
X
Sat ifazer
a
X
X
Vir
a
X
TABELA 6
3.2 - Análise dos complementos precedidos por íLc no PA
3.2.1 - Verbo + de +
Objetivando
nado,
Infinitive
caracterizar o objeto
direto
continuamos nosso estudo utilizando os mesmos critérios
definitórios desse
tipo de complemento da seção anterior.
De acordo com o "corpus" pesquisado,
dos
aos
guintes
ousar,
seus
complementos,
verbos:
começar,
prometer,
temer,
verbos estão citados
Como
aos
os
preposicio-
seus
através
fizemos
que
da
caracterizem
se
ferir,
na
preposição
desejar,
pedir,
seção
pela
seguem
preposição
com
costumar,
da
de,
dever,
usar e
ligaos
se-
entender,
trabalhar.
Estes
segundo a ordem de análise.
complementos
verbos
através
apareceram
de
anterior,
preposição
-
-
transitivos
ligados
possuem,
diretos.
com
verbos
a,
vamos
aos
seus
ou
É
não,
ligados
verificar
se
complementos
traços
importante
que
os
ressaltar
1 28
que,
ligam
com
exceção
aos
seguidos
seus
de
uma
do
verbo
trabalhar,
complementos
forma
todos
através
infinita,
como
da
se
os
verbos
preposição
poderá
que
de
observar
se
são
nos
exemplos que se seguem:
(58)
"...supitamente
começaron
(Silveira Bueno,
(59)
"...Ali
começarõ
de
trovões..."
pág.
fugir..."
pág.
80).
(J.J.Nunes,
52).
"...desque começou de reynar ataa o acabamento de
sseus
bemauenturados
dyas..."
Crônica d'ElRei dom Johan,
(61)
"...ergeo
chorar..."
pág.
coisa
substituído
as
mãaos
(J.J.
(Fernão
Prolloguo,
ao
Nunes,
ceeo
e
Lopes,
pág.01)
começou
Crcstornatica
de
Arcaica,
62)
Iniciaremos
primeira
ouvir
Antologia Arcaica,
Crestomatia Arcaica,
(60)
de
a
por
nossa
observar
uma
forma
análise
com
é
seu
se
o
pronominal
o
verbo
começar.
complemento
que,
no
pronome neutro o.
(58)a)
* Subitamente o começaram...
(59)a)
* Ali
(60)a)
* Desde que o começou...
(61)a)
* Ergueu as mãos ao céu e o começou.
o começaram...
pode
caso,
A
ser
é
o
1 29
As
sentenças
acima
não
parecem
ser
restrições quanto à substituição pronominal.
gramaticais,
há
Vejamos agora
se
tais estruturas podem ser apassivadas:
(58)b)
* De ouvir trovões subitamente
(59)b)
* De fugir foi
(60)b)
De
reinar
As
sentenças
até
o
acabamento
começado.
em
são
não
de
seus
bem
começado...
* De chorar foi
análise
começado...
começado...
aventurados dias foi
(61)b)
foi
bem
formadas,
isto
é,
não
admitem a transformação passiva.
Vejamos
se
é
possível
interrogarmos
os
constituintes
em exame através de que/(o que/quem):
(58)c)
O que começaram?
- Começaram de ouvir trovões.
(59)c)
O que começaram?
- Começaram de fugir...
(60)c)
O que começou?
- Começou de reinar...
(61)c)
O que começou?
- Começou de chorar...
Os
elementos
retomados
critério
em
em
análise
perguntas
sozinho
não
é
nas
pelo
estruturas
que/quem.
suficiente
para
acima
podem
Entretanto,
caracterizar
ser
esse
o
OD.
1 30
Observemos o critério da anteposição:
(58)d)
De ouvir trovões,
(59)d)
De fugir,
(60)d)
De reinar,
ali
subitamente começaram...
começaram...
começou até o acabamento de seus bem
aventurados dias...
(61)d)
Como
se
De chorar,
pôde
critério
ver
da
em
começou...
(58)d),
anteposição
mencionadas
acima.
que
caracterizar
podem
aplicaram:
(59)d),
parece
Em última
o
se
aplicar
análise,
OD
(60)d)
nas
e
às
somente
(61)d),
estruturas
dois
sentenças
critérios
em
exame
a retomada por o que/quem e a anteposição.
de não será,
então,
Passaremos
o
se
Começar
classificado como TD.
a
examinar
a
seguir
os
verbos
costumar o
desejar.
Os
verbos
Epiphânio
seguinte
forma:
sujeito,
acção
Dias,
costumar
Syntaxe
um
E.
Pontes,
auxiliar
1973)
que
que
simples
(ou sem preposição,
Tendo como base
são
descritos
Portuguesa,
suppoem
1959,
outra acção
infinitive
que
por
da
do mesmo
designa
esta
ora com de ou a ou em)".
critérios
considera
denota
desejar
Histórica
"Aos verbos
junta-se
e
o
"repetição
semânticos,
verbo
de
Said
costumar,
ação"
e
Ali
no
desejar
(apud
PM,
um
um
verbo
que denota "vontade ou desejo".
Nessa
chamados
perspectiva
modais.
são
Adriano Kury
classificados
(1985:43)
também os
afirma
verbos
que desejar 6
131
"um verbo
sujeito,
auxiliar modal
ou
o
falante,
acrescentando à
Como
encara
o
o
modo
segundo
processo
do
o
qual
o
infinitive
as
verbos
gramáticas
segundo
do
critérios
Português
Moderno
semânticos.
Ao
nosso
tais critérios sozinhos não são suficientes para definir
determinada
de
indica
locução caráter de volição".
vimos,
classificam os
ver,
que
verbos
mesmos
classe
do
PA.
critérios
verificar
o
de verbos,
Assin
sendo,
sintáticos
"status"
principalmente
utilizaremos,
apresentados
sintático
quando
dos
a
se
trata
seguir,
anteriormente
complementos
os
para
verbais
nas
estruturas com costumar e desejar que se seguem:
(62)
"...Costumamos de peer parte das bondados de cada
um
huum
rey,..."
dom Joham,
(63)
"...estes
Vila..."
"...e
da
Prolloguo,
(José
Mattoso,
pág.
Crônica
fe
Vasconce1 los,
d'ElRei
1).
Narrativas
de
dos
cobrarem u
Livros
de
123).
deseiauam muyto
santa
Vejamos
pág.
Lopes,
fidalgos desejavam muito
Linhagens,
(64)
(Fernão
de auer vitoria dos
catho1ica. . ."
Textos Arcaicos,
(José
pág.
umigos
Leite
de
69)
inicialmente a possibilidade de utilização do
Critério I:
(62)a)
*
...O costumamos...
(63)a)
...Estes
fidalgos o desejavam...
132
(64)a)
...O desejavam muito.
Observemos agora o Critério
(62)b)
*
...
De
pôr parte
II:
das bondadas
de cada
um foi
COS tumado...
*
(63)b)
...De cobrarem a Vila
foi muito
desejado pelos
f idaIgos...
(64)b)
*
...de
aver
vitória
dos
inimi^^os
foi
muito
desejado por eles...
Cri tério III:
(62)c)
O que costumamos?
-
Costumamos
de
por
parte
das
bondados
de
cada
um. . .
(63)c) O que desejavam este
-
fidalgos?
...desejavam muito de cobrarem a Vila...
(64)c) O que eles desejavam?
- Desejavam muito de aver vitória...
Vejamos a seguir o Critério
(62)d)
...de
pôr
parte
IV:
das
bondades
de
cada
um,
costumamos...
(63)d)
...de cobrarem a Vila,
mui to...
estes
fidalgos desejavam
133
(64)d)
...de aver vitória,
desejavam muito...
Dos critérios utilizados para a caracterização do OD no PA,
critério
I
de
Também
(62).
dois
não
quatro
português,
critério
mos
mente ,
o
o
resultado
critério
II
quando
não
utilizados
e o critério
isto
é,
IV.
não
aplicado
funcionou
para
verbo costumar admitiu
TD,
o
bom
critérios
III
como
dá
Desse modo,
admite
OD
comp1 emento prepos i c ionado
estrutura
bem.
Portanto,
o
dois,
a
OD
em
saber,
o
não o classificare-
no
que
à
definir
somente
o
PA,
o
e,
consequente-
segue não
é objeto
direto preposicionado.
O
Admitiu
verbo
três
apresenta
desejar
critérios
o
é
diferente
definitórios
complemento
na
do
do
forma
verbo
OD,
e,
costumar.
além
flexionada,
disso,
fazendo
a
inclinados
a
concordância com o sujeito.
Diante
analisar
o
não
(62),
é
verbo
exposto
complemento
Preposicionado
em
do
como
do
(ODP).
Já
um verbo
até
aqui,
verbo
o
desejar
verbo
auxiliar
e
Semant i camente
podemos
que
indica
o
classificado
por
determinativo"
no
Said
PM.
Ali
Somos
como
costumar
ODP.
melhor
somos
o
Objeto
parece
complemento
dizer
momento
como
da
que
se
ação
verbo
inclinados
a
Direto
funcionar,
que
o
trata
segue
de
verbal,
foi
"acurativo
manter
a
um
ou
mesma
classificação para o PA.
Passamos agora ao verbo dever.
Adriano Kury
que
o
verbo
dever
(1985)
é
"um
afirma,
auxiliar
para o Português Moderno,
modal
que
indica
o
modo
134
segundo
o
qual o
infinitive;
dever(de)
acrescentando
do
estruturas
PA
tem
opcionalmente
verbal
ou
à
o falante,
locução
encara o
processo do
caráter
de
necessidade:
com
verbo
(...)"
As
textos
sujeito,
constituídas
como
seguido
complemento
de
de.
dever é o mesmo do
Além
um
o
dever
infinitivo
disso,
o
em
impessoal
sujeito
da
forma
os
mesteres
infinitivo.
Observe-se:
(65)
"...e
nom
foram
tantos"...
Breves
deuedes
de
culparca
(Alexandre
e Memórias de
seus
Herculano,
Santa Cruz
Chronicas
de Coimbra,
pág.
17) .
(66)
"...nós
(J.J.
(67)
nom
deuemos
Nunes,
d'ajudar
os
maaos
Crestomatia Arcaica,
pág.
homes...
74).
"...o doctor nos emsina que nom deuemos ajudar os
maaos homêes"...
Verificaremos
a
seguir se
com os critérios,
(Idem,
tais
ibidem,
complementos
pág.
74)
podem,
de
acordo
ser considerados ODP.
Critério I:
(65)a)
*
E
não
o
devedes
ca
os
seus
misteres
tantos. . .
(66)a)
* Nós não o devemos...
(67)a)
* Doctor ensina que não o devemos...
foram
1 35
Como
vimos,
estruturas
o
critério
ambíguas.
I
quando
Nesse
significar
'ter dívidas',
do teste é
inaceitável.
utilizado,
sentido,
portanto,
dever
resulta
pode
ao nosso ver,
em
também
o resultado
Passemos então ao Critério II:
(65)b)
* De culpar
(66)b)
* D'ajudar os maus homens não é devido...
(67)b)
* Ajudar os maus homens é devido...
Como fizemos observar,
(...)
é devido...
o critério
II
não se aplicou.
Vejamos o Critério III:
(65)c) O que não devedes?
- Não devedes de culpar,
(66)c)
(...)
O que não devemos?
- Não devemos d'ajudar os maus homens...
(67)c)
O que não devemos?
- Não devemos ajudar os maus homens...
O
critério
III
parece
dar
resultados
aceitáveis
quando
aplicado às estruturas em análise.
Vejamos agora o Critério IV:
(65)d)
...De
culpar
foram tantos...
não
devemos
ca
os
seus
mistérios
1 36
(66)d)
...D'ajudar os maus homens não devemos...
{67)d)
...ajudar os maus homens não devemos...
Conforme
testes
que
como
resultados
Portanto,
OD,
uma
maioria
dos
vez
na
infinitiva
que,
do
ponto
de,
ligada
de
à
'obrigação',
da
o
verbo
com
vista
forma
infinitiva
no
sem
a
PA
a
talvez
o OD
seus
que
De
suavizar
verbo
ser
acordo
com
u
as
complementos
Parece-nos
da
preposição
o
sentido
resultado'.
a
OD
de.
presença
de
parecem
complementos
seleciona
'precisão
quatro
ao
para
fortalece
parece
dos
aplicarem
preposição
semântico,
de
JA
a
obrigatoriedade,
'probabilidade'.
o verbo dever como usado nas estruturas
tem valor modal
e
se
fune ionar.
infinitiva,
indicando
Ao nosso ver,
lidade'
de
e
ao
admitindo
dever
preposição de
evidenciando
(65)-(67)
têm
dois
caracterizar
classificar
estamos
critérios
acima,
forma
podemos
que
somente
para
aceitáveis
não
sentenças
ausência
constatar,
estamos utilizando
acarretar
dever.
pudemos
pode
ser
indicando
seguido
'obrigação'
de
ou
'probabi-
complementos
na
forma
ligados ou não à preposição de.
Vamos examinar agora o verbo entender.
Sabemos
'compreender',
ma
de
no PM,
português."
matemática",
Na
que
nossa
ou
o
verbo
é
transitivo direto:
transitivo
eqüivalendo
análise
entender,
do PM,
a:
"Sei
entender
indireto:
com
o
de
"Entendo o progra"Entendo
profundamente
foi
sentido
muito
de
matemática."
considerado
transitivo
137
direto,
com valor partitive.
Observemos
estruturas de
(68)
(68)
os
2.2.1)
complementos
e
(69)
do PA:
"...que
aly
emtemdia
higuarias..."
pág.
(69)
(Cf.
(J.J.
do
de
verbo
dar
Nunes,
entender
muytas
nas
delicadas
Crestomantia Arcaica,
75).
"...este
formos
dia,
a
entendem
vencedores..."
do Livro de Linhagens,
de
(José
pág.
cobrar
Mattoso,
se
nós
nom
Narrativas
131).
Antes de passarmos a analisar os critérios sintáticos
definitórios do OD,
nas sentenças
(68)
devemos
e
prejuízo de sentido,
(69),
fazer notar que o verbo entender,
parece poder ser parafraseado,
pelo verbo resolver,
significando
sem
'tomar
uma decisão'.
Observem-se os exemplos abaixo:
(68)
Que
ali
resolveu
de
dar
muitas
delicadas
iguar ias.
(69)
Este dia resolveu de cobrar a Vila...
Vejamos agora os
resultados da aplicação dos quatro critérios
adotados por nós para o verbo entender.
138
Cri tério I:
(68)a)
...que ali o entendia...
(69)a)
...este dia a entendem...
Critério II:
(68)b)
*
De
dar
muitas
delicadas
iguarias
foi
ent end i do.. .
(69)b)
* De cobrar a Vila foi
entendido...
Critério III:
(68)c)
O que entendia?
- Entendia de dar muitas delicadas
(69)c)
iguarias...
- O que entendem este dia?
- Entendem de cobrá-la...
Critério IV:
(68)d)
...que
aly
de
dar
muitas
delicadas
iguarias,
entendia...
(69)d)
Parece-nos
...De cobrar,
que
três
este dia a entendem.
critérios
resultaram em estruturas plausíveis,
caracterizadores
do
para o verbo entender.
Examinaremos a seguir o verbo ousar.
OD
139
Said
(1966:61)
Ali,
em
considera
Dificuldades
da
ousar um verbo de
afirmando:
"Há
ainda
gostar de,
etc,
que,
outros
sendo
Lingua
difícil
verbos
como
completados
Portuguesa,
classificação,
ousar,
por
outro
desejar,
verbo,
não
admitem no PM a existência de um sujeito neste novo verbo,
e,
portanto,
N5o
os
grupos
de
podemos,
só
se
empregam
entretanto,
com
infinitivo
acomodar
em
nenhum
impessoal.
dos
três
auxi1iares".
Para
Adriano
Kury,
op.cit.,
funciona como "um auxiliar que
sujeito
ou
o
acrescentando
falante
à
locução
o
verbo
ousar,
no
PM,
indica o modo segundo o qual
encara
o
caráter
processo
de
do
intenção".
o
infinitivo,
Estes
são
os
comentários desses autores a respeito de ousar no PM.
Veja-se agora o seu emprego no PA:
(70)
"...em
guissa
elle..."
Joham,
Vamos
verificar
que
(Fernão
se
Lopes,
Capitólio XII,
se a
nom
estrutura
ousauom
Crônica
de
teer
com
d'ElRei
Dom
pág.23)
(30)
possui
alguns
dos
traços
definitórios do OD em português:
Critério I:
(70)a)
...se não o ousavam...
Parece-nos
substituição
do
que
não
complemento
há
do
rest ri ções
verbo
ousar
por
quanto
uma
à
forma
140
pronom i na 1.
Observemos o Critério II:
*(70)b)
...de
ter com ele não é ousado...
A passiva resultante é,
ao nosso ver,
mal
formada.
Vejamos agora o Critério III:
(70)c)
O que
se não ousavam?
- Se não ousavam de
Pudemos
pode
notar
ser
que
o
constituinte
interrogado
Critério IV,
em
que/(o
na
sentença
que/quem).
acima
Passemos
ao
De ter com ele se não ousavam.
Também o critério
(70).
IV dá resultado aceitável
quando aplicado A
Pelo que pudemos verificar,
funcionaram para o verbo ousar.
Ele é,
Observe-se agora a sentença
(71)
exame
que é o da Anteposição:
(70)d)
estrutura de
pelo
ter com ele.
"...que ousastes
então,
três critérios
TD.
(71);
fazer tan grã ardimento en nossa
terra?..."
Como
se
pode ver,
o complemento
constituído por uma oração
de ousar na sentença
infinitiva e não aparece
acima é
ligado ao
14 1
seu
complemento
pela
preposição
de.
Na
verdade,
parece
ser
esta a regência desse verbo no PM.
Por todas as características apresentadas,
que
o
verbo
ousar,
caracterizado
PM,
o
como
verbo
complemento
tanto
(70),
um verbo TD.
ousar
pela
em
não
quanto
É
pertinente
aparece
preposição
em
de.
jamais
parece-nos
(71),
pode
ser
lembrar
que,
ligado
ao
seu
portanto,
que
Verificamos
no
houve mudança de regência do PA para o PM.
Vejamos a seguir os verbos prometer e
Para
temer
Epiphânio
são verbos a
Dias
que o
(op.cit.),
infinitivo se
complemento
direto".
Segundo
quanto
estão na
lista
temer
declarativos".
(72)
"...assy
pág.
lho
Crônica
liga na
autor,
prometer
"qualidade de
tanto
verbo chamados
e
prometer
"sensitivos e
prometia
de
d'ElRei
Dom
guardar..."
Joham,
(Fernão
Capitólio
I,
5)
"...E a grua,
de
verbos
Observe-se o emprego de prometer no PA:
Lopes,
(73)
dos
este
os
temer:
lhe
Arcaica,
dar
ouvimdo
sseu prometimento,
ssaude..."
pág.
(J.J.
Nunes,
73)
Observemos a aplicação do Critério I;
(72)a)
Assim
lho o prometia.
(73)a)
E a grua,
o prometeu.
prometeo
Crestomtitia
142
As
sentenças
de
I íngua
constituídas
em aná1i se
com
o
verbo
admi tiram a
prometer na
substituição do
modalidade
complemento
por uma forma pronominal.
Vejamos a seguir o Critério II:
(72)b)* de guardar assim
(73)b)* de
O critério
II
lho foi
lhe dar saúde foi
não parece
prometido...
prometido pela grua...
tão bom para as estruturas acima.
Observemos o Critério III:
(72)c) O que
lho prometia?
- Lho prometia de guardar...
(73)c)
O que a grua prometeu?
- Prometeu de
Pudemos notar que o teste
lhe dar saúde.
III
dá bons
resultados.
Vejamos o Critério IV:
(72)d)
...de guardar assim
(73)d)
...de
Pudemos
para
verificar
definir
o OD
lhe dar saúde prometeu...
que
em
três
dos
português
critérios
se
exame com resultado aceitáveis.
pode
ser
lho prometia...
caracterizado
como
TD.
que
aplicaram às
Assim sendo,
estamos
usando
estruturas em
o verbo prometer
Conseqüentemente,
seleciona
143
complemento
verbo
direto.
prometer
preposição de,
Assim,
nas
seleciona
sentenças
complementos
muito
dom Rodrigo
triste
verificar
Froiaz..."
se
os
do OD são aplicáveis ao verbo
pela
como ODP.
seguintes estruturas:
porque
(José
dos Livros de Linhagens,
Vamos
o
temer.
O verbo temer no PA aparece nas
"...foi
acima,
precedidos
os quais podem ser classificados
Passemos agora ao verbo
(74)
descritas
pág.
quatro
se
temeo
Mattoso,
de
perder
Narrativas
37)
critérios
definitórios
temer.
Critério I:
(74)a)
...Foi muito
triste porque se o temeu...
Cri tério II:
*(74)b)
...de
perder
triste porque
foi
Dom
Rodrigo
Froiaz
foi
temido...
Cri tério III:
(74)c) O que se
- Se
temeu?
temeu de perder Dom Rodrigo Froiaz...
muito
144
Critério IV:
(74)d)
Três
dos
critérios
admitidos
cionou.
e o
De perder dom Rodrigo Froiaz
pelo
caracterizadores
verbo
temer.
Apenas
do
a
se
OD
temeu...
em
português
pssivização
n&o
sflo
fun-
Podemos dizer que o verbo temer é um verbo transitivo
infinitivo faz parte de uma oração que
Do exposto até aqui
prometer,
quanto
acima
podem
Assim
sendo,
verbos
podem
ser
temer,
pode-se afirmar que,
como
analisados
não
há
ser
lhe serve de OD.
empregados
como
dúvida
verbos
de
classificados
que
como
nas
no PA,
estruturas
transitivos
os
de
diretos.
complementos
ODP nessa
tanto
desses
modalidade
de
1 íngua.
3.2.2 - Verbo + de + SN não oracional
Outros verbos que
ocorrem
usar.
acompanhados
fazem parte do "corpus"
pela
preposição
são
de
do PA e que
ferir,
pedir
e
Estes apresentam valor partitivo.
Observe-se:
(75)_"...indo
dõ
todo
Alcarac..."
pág.
(76)
a
seu
poder
para
(J.J.Nunes,
ferir
da
Crestomaria
espada,
Arcaica,
54)
"...e
ferirom-sse
golpes..."
(Idem,
de
tam
ibidem,
dura
pág.
força
36)
de
tamanhos
145
(77)
"...que achara huum mouro doemte e
lazerado e
pedira da água que bevesse per Deus..."
Bueno,
(78)
Antologia Arcaica,
"...Husamdo
sempre
cortases..."(Fernão
Johan,
Vimos
a
(78)
que
pág.
todos os
pág.
de
(Silveira
60)
mesuradas
Lopes,
lhe
palluras
Crônica
d'ELRei
e
dom
2)
verbos
apresentados
nas
sentenças
de
(75)
possuem valor partitivo e podem ser caracterizados co-
mo transitivos diretos.
sário aplicar os
Também o
Portanto,
entendemos que não 6 neces-
testes definitórios do OD para
verbo
trabalhar-se
aparece
tais verbos.
em
nossos
dados
do PA:
(79)
"...como
aquella
que
sempre
de
trabalhou
(Fernão Lopes,
(80)
"...os
saya
Arca i ca,
Examinaremos,
empregados
pág.
a seguir,
até
trabalhar-se nas
o
aqui
ajudar
*
cheiro..."
verdadeira,
estes
reynos..."
dom Johan,
de
(J.J.Nunes,
se
pág.
buscar
8)
dôde
Crestomatia
161)
se os critérios que caracterizam o OD
por
nós,
são
sentenças acima.
...se o
e
traba1harã-se
Critério I;
(79)a)
leal
Crônica d'ELRei
escudeiros
também
he
trabalhou...
admitidos
pelo
verbo
146
(80)a)
*
...os escudeiros
As estruturas de
seguido
por
um
(79)
e
(80)
complemento
se o
trabalharam...
mostram-nos o verbo
que,
ao
nosso
ver,
trabalhar-sc
não
pode
ser
substituído por uma forma pronominal.
Vejamos o Critério
*(79)b)
...de
II:
ajudar
estes
reinos
foi
trabalhado
sempre...
*(80)b)
...de
buscar
donde
saía
tão
bom
cheiro
foi
trabalhado pelos escudeiros...
A passiva resultante não parece aceitável.
Vejamos o Critério III:
(79)c) O que se
- Se
trabalhou de ajudar estes
(80)c) O que se
-
trabalhou?
reinos...
trabalharam?
Trabalharam-se
de
buscar
donde
saía
tão
bom
chei ro...
Vejamos agora o Critério
(79)d)
IV:
De ajudar estes reinos
(80)d) De
buscar
escudeiros
donde
se
saía
trabalharam-se...
trabalhou sempre...
tão
bom
cheiro
os
147
Dois dos quatro critérios caracterizadores do OD em português
dão
em
sentenças
(80),
verbo
o
aceitáveis.
verbo
Note-se
trabalhar
esforçar-se.
-se
Na verdade,
que,
tanto
em
(79),
quanto
pode
ser
parafraseado
parece
ser
esse
o
pelo
sentido de
trabalhar-se nas estruturas em exame.
Ve j am-se:
(81)
Como aquela que
é
leal
e verdadeira,
sempre para ajudar estes
(82)
Os
escudeiros
donde saía
As
em
estruturas
(79)
e
acima
(80),
se esforçou
reinos...
esforçaram-se
de
(para)
buscar
tão bom cheiro.
atestaram-nos
parece
poder
que
ser
o
verbo
trabalhar-se,
substituído
pelo
verbo
esforçar-se.
Como
ele
admitiu
apenas
dois
dos
quatro
critérios
definitórios do OD em português não o analisaremos como TD.
Estão sendo classificados como OD os
verbos
que
assim,
podemos
desejar,
maioria
mente,
admitirem a maioria
dizer que,
entender,
dos
somos
dos
ousar,
critérios
dos
critérios adotados.
verbos
examinados nessa
prometer
e
caracterizadores
inclinados
a
complementos dos
analisar
temer
do
seus
OD.
preposicionado"
além
de
pode
indicar
que também no PA o
vir precedido
valor
partitivo
seção,
admitiram
a
Consequente-
complementos
objeto direto preposicionado nessa modalidade de
Vimos pois,
Sendo
como
língua.
"chamado objeto direto
pela
preposição
quando
ligada
de.
a
SN
Esta,
não-
148
oracional,
nais.
De
pode
vir
acordo
com
preposição
também
o
precedendo
"corpus"
prototípica
complementos
pesquisado,
das
estruturas
de
oracio-
parece
ser
arcaicas
a
com
infinitive.
Apresentamos
na
tabela
7
os
tipos
de
complementos
ligados aos verbos examinados na seção 4.2.2.
Tipo
Verbo
de
Prepos ição
complemento
SN
De +
infinitivo
Começar
de
X
Costumar
de
X
Desejar
de
X
Dever
de
X
Entender
de
X
X
Ferir/Ferir-se
de
X
X
Ousar
de
X
Pedir
de
X
Prometer
de
X
temer
de
X
trabalhar-se
de
X
usar
de
X
TABELA 7
X
X
149
Apresentamos
na
Tabela
8
todos
os
verbos
analisados
no "corpus" do PA
Verbo
Prepos i ção
Tipo de
Comp i emento
Classif icação
ODP
Coraeçar(1)
a
Inf init ivo
aux.
Começar(2)
de
Infinitivo
aux.
Conhecer
a
Costumar
de
Infinitivo
aux.
Desejar
de
Inf ini t ivo
TD
Dever
de
Inf ini t ivo
aux.
Entender
de
Inf init ivo
TD
x
Ferir
de
TD
x
Ir
a
Mandar
a
Ousar
de
Pedir
de
Promet er
de
Sat isfazer
a
Temer
de
Trabalhar-se
de
Usar
de
Vir
a
SN
SN
Infinitivo
SN
TD
x
aux.
TD
x
TD
X
TD
X
TD
X
TD
X
Infinitivo
TD
X
Infinitivo
aux.
Infinitivo
SN
Inf in i t ivo
SN
SN
Infinitivo
TABELA 8
TD
aux.
X
CAPÍTULO
ANÁLISE
No
sincrônicos
presente
dos
Português Antigo
vamos
ÜIACRÔNICA
capítulo
dois períodos
(PA)
reapresentar
proposto por Bynon
4
vamos
de
comparar
língua
examinados,
e Português Moderno
o
conceito
(1977:1/2),
de
os
(PM).
dados
a
saber,
Antes,
porém,
Lingüística
Histórica
que norteia a nossa pesquisa:
"A Lingüística Histórica procura investigar e descrever a maneira pela qual as línguas
mudam ou conservam suas estruturas através do
tempo; seu domínio é, portanto, a língua no seu
aspecto diacrônico.
(...) que a língua de fato muda através
dos
tempos
torna-se
logo
evidente
quando
documentos
escritos
na
mesma
língua
mas
de
diferentes períodos de tempo são examinados.
(...) Isto significa que é possível abstrair dos documentos a estrutura gramatical da
língua de cada período e, desta forma, uma série de gramáticas sincrônicas podem ser postuladas e comparadas. As diferenças em suas estruturas sucessivas podem então ser interpretadas como reflexo do desenvolvimento histórico
da 1 íngua" .
Segundo
sincrônicas
moderno
da
esta
foram
língua
perspectiva,
postulados
portuguesa,
fragmentos
para
a
o
fim
período
de
de
gramáticas
arcaico
caracterizarmos
e
o
os
15 1
complementos
objetos
dos
diretos
conceituação
de
verbos
seguidos
da
preposi c ionados
objeto
direto
preposição
ou
um
não,
conjunto
de
ou
a
como
tomando
de
como
traços
que
o
def inem.
Procederemos
cas sincrônicas
o objetivo de
não
nesses
agora
os
tipos
comparação
na
linha
de
Bynon
com
analisados
identificamos
quatro
tipos
complementos
ou
1983),
conforme
transcrito acima.
verbos
que os segue:
gramáti-
sincrônicas)
(1977,
Comparando os
oracionais
duas
identificar mudanças que possam ter ocorrido ou
padrões,
de
dessas
(ou fragmentos de gramáticas
evidenciado no excerto
língua,
à
que
não-oracionais,
a ou de,
estes
e
de
nos
dois
sintáticos,
selecionam,
acordo
com
de
períodos
de
acordo
com
isto
a
é,
SN's
preposição
são eles:
(1) V + a + SN não-oraciona1
(2) V + a +
(3)
infinitivo
V + de + SN não-oraciona1
I
(4) V + de +
Os
infinitivo
tipos
não-f1exionadas,
dos casos,
(2)
e
(4),
que apresentam formas
estão sendo considerados por nós,
como um SN que
infinitivas
na maioria
teria a configuração que se
segue:
152
(47)
de
Ou
seja,
existe
outro SN que,
A
não
preposição,
nódulo
SN que
por sua vez,
nossa
objetos
um
análise
diretos
se
S
domina
uma
preposição
e
um
se expande numa oração.
discutiu
oracionais
constituem,
se
e,
na
tais
SN's
como
são
verdade,
constituem ou
precedidos
objetos
de
diretos
preposionados oracionais.
1
- VERBOS QUE OCORRERAM
CASOS DE RETENÇÃO
Os
infinitive
SN
(ODP),
verbos
(aux.
começar a
modal),
usar de +
SN
NAS
+
DUAS
infinitive
mandar
(ODP),
MODALIDADES
a
+ SN
pedir de
sentido e estrutura semelhantes nas duas
(aux.),
(ODP),
+ SN
DE
LÍNOUA:
dever
satisfazer
(ODP)
fases da
dc
+
a +
apresentam
língua.
153
1.1 - Verbo + a + SN não-oracionaI
Os
"corpus"
verbos
mandar
examinado,
e
satisfazer,
apareceram
ligados
de
aos
acordo
seus
verbo
complemento
verbo,
como
não
seleciona
língua.
mandar
o
a
ODP no
+
PA
SN
e
foi
no
analisado
PM.
mudança
no
mesmo
tipo
complemento
Quanto
de
tipo
ao significado,
este
língua.
como
Portanto,
houve
parece
TD
quanto
sintático,
nas
o
complementos
através da preposição a nas duas modalidades de
O
com
c
seu
a
esse
pois
ele
duas
fases
também não
da
ter se
a 1 terado.
Também
complemento
referido
o
constituindo
não
ser
portanto,
a
+
como
SN
ODP
é
no
uma
em
lacuna,
freqüente
PA
e,
no
ligado
no PA,
e,
nossos
que
PM.
a
Seu
certamente
ao
seu
apesar
dados
de o
do
PM,
segundo
as
ocorrência
de
sabemos,
consultadas,
caracterizando-se como outro caso de
1.2 - Verbo + a +
apareceu
preposição a
registrado
tradicionais
satisfazer
analisado
satisfazer
SN através da
verbo
gramáticas
verbo
complemento
pode
sê-lo
foi
no
PM,
retenção.
infinitivo
O verbo começar apareceu
ligado ao
infinitivo através
da preposição a no PA.
(sobre começar de +
infinitivo veja-se
seção
do
2.3).
ele não foi
foi
na
LFC.
A
exemplo
verbo
satisfazer,
registrado por nós no "corpus"
Sabemos
que
as
gramáticas
dividem quanto à sua classificação:
nesta
estrutura,
sob análise,
mas o
contemporâneas
se
começar a é auxiliar para
1 54
Kury
(1985)
e Luft
(1983)
e
é
transitivo para
Pontes
(1973),
para o sujeito é animado.
Conforme nossa análise,
não
é
transitivo
definitórios
direto.
do
saber,
a
então,
para ele,
OD
Retomada
no PA,
Apenas
resultaram
por
dois
em
que/quem
começar a +
dos
quatro
sentenças
e
a
critérios
plausíveis,
Antepôsiçflo.
o "status" de auxiliar,
infinitivo
a
Sugerimos,
apesar de não
termos
detalhado essa análise.
Nossa
proposta
forma,
sugestão
de Kury
de
e Luft
para o
tendo se mantido o
significado,
este
análise
será
PM:
para
o
este
é um
tipo sintático,
considerado
por
PA
e,
coincide
com
/i
auxiliar.
Desta
ao que parece,
nós
como
um
casíi
o
de
retenção.
1.3 - Verbo + de + SN não-oraciona1
Vejamos
seus
de
agora
complementos
+
SN
(ODP)
apareceram nas
os
verbos
através
e
usar
duas
da
de
apresenta
os
verbos
+
SN
foi
pouca
em
transitivos
de
já
de
foi
confirmamos
+
SN
modalidades
de.
(ODP).
de
língua
partitivo
freqüência
de
ocorrência
podem
partitivo
registrado
regência
São
eles;
em
pedir
dois
exame,
aos
verbos
e,
além
possuem valor partitivo.
o
valor
ligados
Esses
dito,
análise
sua
ocorreram
preposição
de serem transitivos diretos,
Como
que
ser
no
por
como
PA
nós
TD
é
um
no
fenômeno
PM.
Entretanto,
caracterizados
e
no
PM.
somente
através
como
O verbo
no
de
que
PA;
no
pedir
PM,
gramáticas
155
tradicionais.
de
+
nas
SN
Assim
são
duas
verbos
fases da
significado
sendo,
tanto
pedir
transitivos
língua.
partitivo
diretos
Nesses
dos
de
se
SN,
com
casos,
mesmos
+
o
quanto
valor
usíir
partitivo
tipo sintiltico
mantiveram.
Silo
e o
também
fenômenos de retenção.
1.4 - Verbo + de +
Outro
tipo
de
infinitivo
verbo
que
complemento
é
ocorreu
no
PA
dever
de.
e
no
Conforme
definitórios do OD por nós utilizados,
admite
forma
dever
tanto no PA,
variação
complemento,
de
os
o
mesmo
critérios
língua.
quanto no PM,
podendo
o verbo dever
ocorrer
ligado
infinitiva com ou sem o auxílio da preposição de:
de
+
infinitivo,
possíveis
nos
analisado
apenas
dois
quanto
períodos
dever
modalidades
de
A
presença
da
preposição
'obrigação'
ou
'precisão
de
de
Nascentes
desapareceu,
em
de
embora
em
Em
análise possui
fortalecer
resultado'.
Já
indicando
afirmar
que
dados,
são
tenliamos
ambas
as
valor modal.
o
a
sentido
sua
de
ausência
'probabilidade'.
dever de
este
i\
tanto
infinitivo,
infinitivo.
fato,
nossos
+
exame,
parece
(1967)
segundo
dever
+
língua o verbo
suaviza a obrigatoriedade do
Apesar
com
não podemos nnalisá-lo
como TD em nenhuma das duas modalidades de
Como se viu,
PM
6
hoje
um
em
dia
tipo
de
construção freqüente na LOC.
Também o
modalidades
de
verbo
língua.
prometer
foi
Observamos,
em
considerado
nossos
TD
nas
duas
dados,
que
este
15 6
verbo,
no
PA,
aparece
vés da preposição de.
Apesar
forma
de
alguns
corrente
aqui
na
mais
isto
língua
é,
de
forma
foi
aparecer
sem
oral
caso
h
Seu complemento
informantes,
um
ligado
prometer
infinitiva,
segundo
sempre
analisado como OOP.
ligado
preposição,
prometer de
+
do
nos
diretamente
dados
do
infinitive 6
contemporânea.
retenção
infiniliva atra-
Assim
e
PM,
forma
sendo,
significado
A
temos
do
tipo
sintático.
De acordo com o "corpus"
pode ser caracterizado com TD:
oracional
preposicionado,
e
pesquisado,
no PA seleciona um complemento
no
PM,
oracionais preposicionados ou não.
seleciona
Sendo assim,
retenção do padrão sintático V + de +
do significado,
nessa
posição.
Os
verbos
ligados
seção selecionam
verbos
mandar
e
a
preposição
tos,
os
de.
Desse
complementos
como objetos
verifica-se a
infinitivo,
SN's
como
também
satisfazer
modo,
que
não-oracionais
complementos
complementos através da preposição a.
da
complementos
além da possibilidade de variação no PM.
Todos os
nados
o verbo em exame
os
sendo
precedidos
são
podem
diretos preposicionados
de
pre-
aos
seus
Já pedir e usar através
verbos
seguem
ligados
exami-
nas
transitivos
ser
duas
dire-
caracterizados
modalidades
em
exame.
Vimos,
vir
precedido
pois,
pela
que
tanto
preposição
indicando valor partitivo.
análise
tradicional
dos de verbos
no PA
a
e
quanto no
pela
PM,
preposição
o OD pode
de,
esta
Esta constatação vem a confirmar a
atribuída
aos
complementos
transitivos caracterizados
preposiciona-
como objetos diretos
157
preposicionados.
Quanto
ligado
de,
ao
(Cf.
ao
Cap.
verbo
2).
começar,
infinitive através
da
parece
fora
preposição
a e
dúvida
que,
da preposiçflo
é um auxiliar que forma LV no PA e no PM.
2 - VERBOS QUE SOMENTE OCORRERAM NO PA:
Os verbos
verbos
que
mentos
que
que
os
+
infinitivo
+
SN
temer
infinitivo
2.1
de
(ODP)
+
e vir a +
preposicionado
infinitivo
auxiliares.
e
como
na
vir
Neste
se
vê
+
somente
ligados
abaixo:
infinitivo
infinitivo
PA.
S/Io
comple-
conocer
a
+
costumar de
(ODP),
ousar de
(ODP),
no
aos
(aux.),
infinitivo
(aux.),
infinitivo
+
ferir de
infinitivo
trabalhar-se
de
+
(aux.).
infinitivo
conocer,
infinitivo
caracterizado
enquanto
como
infinitivo
+
- Verbo + a +
a
PM
desejar de
+
Os verbos
+
no
começar de +
ir a
CASOS DE MUDANÇA
seguem ocorreram
seguem,
(aux.),
(ODP),
(ODP),
se
desapareceram
infinitive (GDP),
V
de
no
TD
ir
PA.
e
Dentre
seu
modalidade
+
a
tipo
+
e vir
apresentaram a
eles,
apenas
complemento
em
exame.
infinitivo
sintático:
verbos acima desapareceram no PM.
V
como
Os
+
a
conocer
objeto
verbos
foram
estrutura
direto
ir
analisados
+
foi
+
u
+
como
infinitivo,
os
158
2.2 - Verbo + de + SN não-oraciona1
O verbo
único verbo
oracional
ferir
que
também
apresentou
nessa
fase
da
ocorreu
a
somente
estrutura
língua.
Foi
no
Verbo
+
PA
de
e
+
caracterizado
foi
SN
o
nAo-
como
TD
C
seu complemento ODP de valor partitivo.
2.3 - Verbo + de +
Os
entender
ram
a
tipo
verbos
de,
começar
ousar de,
estrutura
sintático
ousar,
infinitivo
temer e
Verbo
apenas
de,
temer
de
+
de
+
no
PA.
trabalhar-se
costumar
e
de,
trabalhar-se
infinitivo
Dentre
e
eles
desejar
de,
de apresenta-
ocorreram
desejar,
nesse
entender,
foram caracterizados como transi-
tivos diretos e seus
complementos objetos diretos preposicio-
nados
em análise.
na
modalidade
Já
costumar
de
e
começar de
foram analisados como auxiliares.
Na verdade,
com
outros
desejar,
formas
que
hoje
infinitivas,
através
verbo
tipos
da
se
enquanto
os
verbos
de
aparece
ligado
aparecia no
manifestava
no
o
se
complementos.
preposição de.
integrando
acima
O
PA
tipo
conservam
Assim,
diretamente
PA
ligado
não
é
o
sintático
mesmo
V
por
a
ao seu
tipo sintático
+
no
PM,
mas
exemplo,
SN's
ou
a
complemento
em que
do
PM.
de
+
o
referido
Portanto,
infinitivo,
desejar desapareceu.
Vimos,
pois,
que
todos os
casos analisados
na seção 2
acima são fenômenos de mudança.
Em 2.1 os verbos examinados desapareceram
integran-do
150
a
estrutura
tico não
V +
a
+
infinitivo,
ter sido eliminado na
Em
2.2
não-oraciona 1
entanto,
tratamos
que,
ferir,
Em
apesar
língua oral
tratamos
como
tal,
como
se
viu,
receram na estrutura V + de +
da
esse
tipo
sintá-
contemporânea.
estrutura
não
nesta estrutura,
2.3,
de
V
+
desapareceu
do
no
+
SN
PM.
No
não ocorre no PM.
os
verbos
analisados
infinitivo,
desapa-
apesar de esse
tipo
permanecer no PM com outros verbos.
3 - VERBOS QUE OCORRERAM APENAS NO PM:
3.1
verbos
seguintes
apareceram
simples e ocorreram apenas no PM.
apoiar,
entender,
prejudicar,
listados
foram
objetos
confirma
isto
não-oraciona 1,
objetos
diretos
como foi
salvar
é,
são,
a
verbos
de
e
como
diretos
preposicionados
não
verbos
em
englobam os casos em que os
ou
1.
pela
os
só
Todos
verbos
os
diretos
no
critérios
PM,
Ademais,
exame
mas
os
e
PM.
Essa
a
eles
a
+
SN
adotados,
também
os
no
casos
termos,
SN's envolvidos apresentam
presença
seus
complementos
constituem
Dito em outros
comparatividade,
SN
ouvir,
preposição
no
+
ameaçar,
tradicional
seguidos
com
a
observar,
transitivos
análise
prototípicos do ODP em portuguÊs.
animacidade,
vencer.
acordo
dos
matar,
de
amar,
preposicionados
evidenciado na seção
preposicionados
seguidos
Observem-se:
marcar,
classificados
classificação
atribuída,
escutar,
presentear,
complementos,
de
INOVAÇÃO?
- Verbo + a + SN não-oraciona1
Os
PA,
CASOS 1)H
de
eles
traços
pronomes
I (<()
tônicos,
dentre outros.
Os verbos
com
a
estrutura
maioria
do
analisados
V
total
+
a
de
seÇilo
que
3.1
lexical
ainda,
aparecem
e
retençfto do
3.2 - Verbo + a
preposiçAo
na
seçilo
do
a:
que
admitem
os
no
ocorria
PM,
constituem
objetos
a
dirot<is
verbos
PM,
no
examinados
mas
F'A.
o
tipo
I.oko,
na
sub-
sintático cm
liouve
inovav^o
tipo sintrttico.
PM
apareceu
conseKuir.
3.1.,
o
no
PM,
manifesta
nAo-ornc i ona I ,
no
infinitivo
Um verbo
da
diretos
línRua.
inovaçAo
já
transitivos
que
fase da
constituem
eles
•♦■SN
verbos
prcposicionados nessa
Constatamos,
como
A
lidado
exemplo
tipo sintático
tambóm
ao
ilos
no qual
ocorria
no
infinitivo
verbos
o verbo
PA,
/itravòs
e xam i mulos
const'Kuir
poróm
com
se
outr«)s
ve rbos.
3.3 - Verbos seguidos pela preposi^Ao de
Os
trabalhar
no
PM.
diretos
conhecer,
ocorreram
lidados
a
SN's
eles,
e
complementos
objetos
entender e provar.
Devemos
seus
sintático
em
três
entender,
Dentre
conhecer,
tipo
verbos
que
foram
♦
SN nAo-orncionaI
pefKiuisnr,
atravòs
analisados
aparecem
da
preposi^Ao
como
diretos
provar
preposIcionados:
verbos
manifestava no PA com outras classes verbais.
«!o
transitivos
fazer notar ainda,
os
o
cm
que o
exame
se
1(. 1
3.4 - Verbos
Os verbos
seguintes
plementos
através
Português
Moderno:
dever de,
evitar de,
e
resolver
tipo
de.
V
apareceram
preposivilo
agüentar
de,
verbos
+
de
na
+
aos
srt
atrapalhar
o
seus
de,
preocupar do
arcaico
(Cf.
por
por
nós,
tos diretos preposicionados.
de
nSo
foram
di>
pnra
exem-
De acordo com os critérios deflseis
deles
podem
ser carac-
terizados como transitivos diretos e seus complementos,
preocupar
»lt',
desapareceu
contemporânea.
no
cismar
padrAo
que
com-
ocorreram
inventar ile,
infinitivo
infinitivo).
do OD adotados
e
conservam
língua
Infinitivo
1ík«hI(i.s
de
interessar de,
verbos
ousar de +
nitórios
da
Esses
sintático
determinados
plo,
♦
seguidos pela prcposivA" de
Apenas dever de,
caracterizados
obje-
interessar de e
como
transitivos
diretos.
Observamos ainda
nesta
sub-seç5o,
infinitivo,
foi,
dessa
segundo o "corpus"
de
PM:
3
na
verbos
estrutura
aparecer
variaçflo
examinado,
exemplo,
discutidos
V
ligailos
♦
«le
aos
Kste ill ti mo
♦
seus
tipo
é
o
existente,
mas
nesta
sub-classe,
mais
freqUente.
aparece
quase
nAo
/inalisada,
o complemento
Um
sempre
verbo
como
ligado
ao
infinitivo através da preposigrto de.
Resumindo,
seçào
dos
examinado por nós.
preposiçAo
por
complemento
maioria
figuram
também
no entanto,
precedido
a
sem o auxílio da prepos i<;fto du.
Apesar
cismar,
que
podem
complementos
não
e
que
podemos
e sub-seções
dizer
constituem
os verbos mudaram,
mas os
que
os
casos
tipos
de
verbos
examinatlos
inova<,"Ao
sintrtticos
lexical
na
no
permaneceram.
CONCLUSÃO
o objetivo
cios
complementos
português
e
deste
em duas
PortuRuês
mudanças
foi
preposicionados
fases da
Antigo,
ou
traballio
com
fenômenos
língua,
o
de
no
a
a
sinlaKma
sabor,
intento
retençAo
examinar
(ie
que
ocoir<>ncia
voibal
do
PortuKU»?'» Moderno
evidenciai'
puilessem
possíveis
ler
ocorrido
envolvendo os mesmos.
Tratamos,
gramática
numa
tradicional
Preposicionado" ,
isto
pela
a,
preposição
em
fase
inicial,
portuguesa
é,
de
dos
complementos
intitula
complementos
seguida
a
um
"Objeto
que
verbo,
sAo
que
a
Direto
precedidos
configurando
a
estrutura V + a + SN.
Para
invert igarmos
tais
complementos
necessrtrio
partirmos de uma conceituaçflo de objeto direto ijut-'.
da
apresentada
portugueses,
por
Per ini
(1980),
c
por
faz uso de um conjunto de
Os dados,
coletados
em
textos
alguns
traços
entenilidos
língua,
lista
complementos
preposição
gramáticos,
verbos
a
e
como
ligados
de.
Como
Carlos
aos
se
Góis,
viu
no
Celso
nos
gramrtticos
como
repre-
forneceram uma
Capítulo
l.uft,
maneira
sinlrttio«>s.
sentativos das duas modalidades de
de
r«>i
atravós
2,
admitem
da
alguns
ijue
a
preposiçílo do chamado "Objeto Direto I'rcpos i c I oiiailo"
de,
além
de
a.
Daí
precedidos por de.
ligados a verbos
Para
tais
nas
lambém
os
complementos
transitivos diretos.
atingir
fases
listado
sor
Relacionamos aqueles que suspeitávamos vir
complementos
duas
termos
pode
nosso
objetivo
como objeto
da
língua
e
tentamos
direto
para
caracterizar
preposicionado
tanto
utilizamos
(ou
os
nA«))
testes
definitórios do objeto direto citados acima.
Verificamos
que
os
manifestam mais
três
tipos
de
tipo
de
acordo
com
a
com o
preposição
(a
ou
complementos
sintrtticos
complemento
de)
que
(além
(SN
neles
preposicionados
de
♦
V
oracional
fiKura,
♦
a
ou
SN),
nAo)
perlazetwlo
e
ao
todo quatro tipos:
( 1 )
V + a + SN nilo-orac i ona 1
(2)
V + a +
(3)
V + de + SN nâo-oraciona 1
(4)
V +• de +
infinitivo
infinitivo
Na parte diacrônica,
para
os
língua,
por
complementos
conforme
Dynon
(1977 ),
analisados a
comparamos as analises
prepos i c i onados
metodologia
para
o
de
trabalho
tratamento
ilois
períoilos
diacrAnico
de mudanças
de
sugerida
1 ingll (sticas
'posteriori'.
Das análises apresentadas
1)
nos
piopostas
Com
relaçflo aos
de + SN nüo-oraciona1
pode-se concluir que:
tipos sinlAlicos
V
♦
a
♦
SN o
V
♦
1 f)4
Objeto Direto
gramáticos
sintático
arcaico,
tradicionais,
V
+
a
+
quanto
confirmamos,
que
tal
Prepos i c i onjido,
SN
isto
no período
de
o
moderno
como
que
náo-oracional
no entanto,
tipo
6,
tnl
cnlciidom
aprcscnla
existe
da
o
tanio
líiiKua
«>
txi
os
tipo
período
portuKuesa.
NAo
o ponto de vista de Ramos
complemento
tende
ser
menos
dc
produtivo
nn
língua contemporânea.
Quanto
ao
Objeto
de + SN nào-oraciona1 )
Carlos
Góis,
Pereira,
Celso
tradicional
sintáticos
aparece
se
mantém
a
preposiçflo
i\
nâo
Como
cionados
que
na
foi
o
analisamos
quando
plausíveis.
tais
jA
lírandAo
é
viu,
+ a
de,
de
a
os
de
e
(do
l l po
♦ SN
Hduardo
tipos
♦
a
ile
♦
SN
línKua.
mesmos
y
V
tip«)S
♦
de
♦
no verbo que
preposiv^o
sintáticos
e
que,
os
6
n.
verbos
neste
tipo
língua moderna.
aplicaçflo
objeto
de
lestes
direto dos
o
complemento
a
maioria
dos
em
quest Ao
critérios
em
comprovassem
Lembramos,
como
objeto
produziu
seguida,
comentando a validade de
que
complementos preposi-
fundamento de nossa análise.
dados analisados.
Os
apenas
quarulo
Carlos
prepos i c i otuuh)
nilo-í)rnc i ona I
alteraçAo
♦
V
roKistradi) por
ilireto
portuguesa.
ferir
Consideraremos,
separadamente,
objeto
posiçOes,
figura na
se
o
língua
V
exceçflo
nilo o "status"
apenas
Cláudio
tendo havido
preenchendo
sintático,
que
Luft,
permaneceram:
permaneceram,
ou
com valor pariitivo,
portanto,
nfto-oraciona1,
Quando
Preposicionado
também este ocorreu nas duas modalidades de
Vê-se,
SN
Direto
caila
aindn,
direlo
sen t et»*,'"
um
ilelos
sua aplicavAo para os
I í»?
A subs t i t u i çilo
siderada
objeto
o,
a,
como
um
dos
direto
ou
não.
os,
nais,
as
que
Para
os
tipos
a
vazia
de
com
SN que
no
o
e
a
tem
K^ncro
ser substituída pela
a,
os,
as
(e
ser
falo
forma
de
ser
direto
muitas
a
de
partitivas
que
variantes)
sAo
bons
precedido
pelas
parece
a,
os,
parece
nAo
Mesmo
sor
juntamente
a».
,
ser
tAo
/issim,
pAdc
juntamente c«)m o SN.
teste para a
nessa
língi"» arcaica,
moila l i ilaile
também
do
substitutos
línHun
ile
SN
o,
(i'f.
1989:212).
A possibilidade de pns s i v i zaçAo
(Crilôrií)
considerada
existência
pela
,
deu
o,
partitivo.
luimcro.
oraciotiais
poder,
por
oblíquas
o
preposivAo
mesmo
pronominal
já
nAo
com»)
nrto-oracio-
pronominal
substituída
significado
válida,
Mattos e Silva,
—
orÍKÍnal
casos,
Quanto à aplicaçflo deste
consideramo-la
(3)
com
con-
SN
pronominais
acordo
c
sido
um
de
SN
pelo
ilc
SN's
construções
um
formas
torn
princípio,
o
Nesses
segue,
I)
em
(1)
sendo
de.
nas
pois
as
substituiçAo
significado,
entanto,
vazia,
a
mesmo
preposições
Assim,
sintáticos
(Crilório
ca ra c l e r i zailor cs
flexionar-se
acima,
resultados,
testes
substituiriam,
podem
arrolados
pronominal
como
reveladora
gramática
restrições,
da
tradicional
dentre
outras,
o
portuguesa,
falo
ile
II),
apesar
do
objeto
apresetUa
m\illos
verbos
indubitavelmente
transitivos diretos nAo se passivi/arem.
Por
outro
verbos
ser
lado,
há
transit ivos
indireto
que
potlem
pass iv i zados.
Nos nossos
sentenças
dados,
aceitáveis,
o
para
teste da
os
tipos
passiva
(1)
e
r>Ao
(3)
(A
culmitíou em
exceçAo
de
I ()(>
mandar,
má
do PA,
que
con f i gu raçtlo
preposição
posição
teve
das
i n t e rprc t a<;Ao duvidosa).
sentenças
precedendo
do
sujeito,
contribuindo para
Mesmo
propostos,
o
sendo
constituinte
mas
tais
pas s i v i zada s
há,
que
A
veio
cert/imcnte,
este
um
testo
fraco
tipos V * a ♦
testes deram resultados aceitáveis.
que/quem,
em
interrogados,
pergunta,
pôde
ser
constituintes
em
(Critério
no entanto,
poderiam
a
fatores
como
também
mantiila,
quest Ao
III),
se
objctiv«)s
♦
SN,
já
que
íís
pelas
formas
deu sempre
resul-
pAde observar,
admitir,
nAo-
em
muitos
os
SN*s
casos,
na
a preposição.
Também no
de
dos
direto
interrogativas
aceitáveis,
tia
ocupar
os
♦ de
SN c V
outros
tados
objeto
para
como
retomada
a
outros
oracionais,
A
prcscttva
formações.
a análise dos
três
Airibulmos a
que/quem
PA,
os
na posição
de
SN' s
podem
ser
sujeito e
i nt er roK/idos
de objet(í
através
direto
((.'oIhmi,
objeto
para
1990).
A
início
de
antepôsição
da
oração da
sentido,
(Critério
qual
nas duas
faz
IV)
parte
modalidades
precedido de preposiçflo.
do
SN
pode ocorrer
de
Na verdade,
língua,
na
«»
sem prejuízo
mesmo
vindo este
llngu/i con t emporAnea,
a antepôsição é um dos ambientes em que a preposiçAo pode nAo
ocorrer
junto ao SN movido.
Como
mente,
direto,
não
se
teria
mas
pôde
observar,
cada
um
dos
testes,
isolada-
força suficiente para caracterizar um objeto
usados
em
conjunto
relativamente seguro para essa
constituem
finalidade.
um
dispositivo
U)7
2)
Com
relaçAo
infinilivo e V + de +
Além
oracionais,
tipos
(2)
e
tipo
no
tipos
(4),
V
isto
Dos dois,
Português
admite
a
lipos
sintAlicoN
+
a
6,
Moderno,
análise
antiga
e
♦
de
c
+
a
♦
SN
ílü
inTinitivo
♦
n
c
objeto
no
iiAo-
lamhóm «>s
♦
V
frcqUcnte ó o
quanto
moderna
♦
V
os dados aprcscn t/»ram
V
o mais
SN
♦
do
sendo que
PortUKuOs
direto
esta análise a eles atribuída ó válida,
portuguesa
V
infinilivo.
comentados acima,
infinitivo.
tanto
dos
aos
AntiKO
este
preposicionailo.
entrto
complementos
temos
na
or/icionais
Se
Iíhk»'»
precedi-
dos por de que sáo objeto direto.
Quanto
aos
testes
aplicados
gostaríamos de
ressaltar os
a)
a
admitimos
substituta
respeito,
SN
e
V
+
portanto,
quanto
os
para
os
também
preposiçáo
b)
forma
ao
tipos
de
foi
+
seguintes
pronominal
SN's
a
tiois
tIpoM,
pontos:
neutra
oracionais
nessas estruturas,
SN,
esses
nfio-orac i ona i s,
o
(■
isso)
em
questrt»).
como
naquelas
cimentadas
como
A
V
esse
♦
a
acima,
♦
a
considerada por nós vazia de slgniricado e,
como parte do SN que a domina;
teste
da passiva,
oracionais,
como já
revelou-se
foi
como
dit cí ,
um
também para
critério
fraco
para caracterizar o objeto direto;
c)
quanto
quem,
do
d)
à retomada
foi
pronominal,
admitida nas
formas
apenas a
forma ijue,
interrogaiivas,
e nunca
o que ileriva
fato de o SN ser orncional;
quanto à anteposição,
os mesmos comentários
feitos
para os
1 68
tipos não-oracionais
A
um
dicotomia
lado,
e,
discussão
nais.
verbo
levada
Como
são válidos
verbo
transitivo
auxiliar
a
e
efeito
se viu,
para os oracionais.
transitivo
para
a partir
direto
os
e
por
tipos
do Capítulo
indireto,
outro,
subjaz
sintáticos
III,
foram
por
A
oracio-
objeto de
análise complementos verbais oracionais e preposicionais que,
pareceram,
análise
os
à
primeira
desenvolvida
mesmos:
indiretos,
estruturalmente
evidenciou
alguns
outros,
vista,
foram
no
entanto,
semelhantes.
diferenças
classificados
como
diretos e ainda outros,
A
entre
transitivos
auxiliares.
3) Com relação à análise diacrônica.
Diacronicamente
retenção
e
no nível
estrutural,
mudança
quanto
como
de
mudança.
outros
de,
(Cf.
sintático
contemporânea
sua vez,
+
4),
de
em
+
exemplo de
desejar
às
agüentar
inovações,
de,
vista,
fazer
parece
notar
cismar
que
de,
Este
itens
estas
de,
este
"sub-standard"
tipo
nas
temos
costumar
tipo
os de
perdas,
verbos do
de,
dentre
integrando
aparecem
de
tanto
lado,
tanto
perdas
mas
o
na
tipo
língua
sintático,
poi"
léxicos.
também
evitar
conservam o tipo sintático arcaico,
Devemos
Por outro
desapareceram
ambientes.
fenômenos
manifestaram
lexicais,
infinitivo,
outros
se
lexical.
itens
de,
que
identificados
retenção
permanece com outros
Quanto
léxico:
Como
começar
Cap.
V
de
apenas
inovações.
ousar
Os
quanto no
envolveram
nas
foram
mais
de,
revelaram
dentre
inovam
sintático
revelou-se,
se
outros,
lexicalmente.
que,
pelos
no
primeira
nossos
dados.
1 69
como uma estrutura arcaica.
4)
Comentários
Esperamos,
estudos
dos
e
na
da
com esta pesquisa,
Sintaxe Histórica
complementos
de,
moderna
língua arcaica,
ter contribuído pnra os
Portuguesa,
verbais preposicionados
especialmente
língua
finais
por
—
de
termos
através
nos
quais
evidenciado
a
sintáticos
já
tipos
bem como perdas e
da
análise
fisurnm
a
permanência —
existentes
inovações de
itens
na
lexicais
ocorrentes nessas estruturas.
Apresentamos
os
tipos
de
uma
complementos
análise
que
preposicionados
em dois estágios da Língua Portuguesa.
possível
por
formaram,
na
histórica,
termos
trabalhado
medida das
um "corpus"
pretendeu
com
limitações
coerente,
toda a discussão apresentada.
Tal
do
sistematizar
Sintagma
Verbal
sistematizaçdo
dados
inerentes
históricos
a
toda
foi
que
pesquisa
condição "sine qua non"
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