Curso de Atualização Manejo tecnológico da lavoura cafeeira - PROCAFÉ Mecanização da Lavoura Cafeeira Colheita e Recolhimento Prof. FABIO MOREIRA DA SILVA Departamento de Engenharia Universidade Federal de Lavras INTRODUÇÃO Desde o princípio da criação, DEUS determinou ao homem tirar da terra o seu sustento (Gêneses:3, 17 e 18) Missão de produzir alimentos •Homens •Ferramentas •Animais Domésticos Um trator cafeeiro com potência de 50cv equivale teoricamente a 500 homens •Na prática um trator cafeerio faz o serviço equivalente de 50 a 100 homens. •Uma colhedora faz o serviço equivalente de 50 a 120 homens. Novos Conceitos Tecnológicos Importância da Colheita 25-35% de toda a mão de obra empregada; 40% de todo o custo de produção de uma saca de café; Reflexos direto na qualidade de bebida; OPERAÇÕES DE COLHEITA DO CAFÉ Arruação : É a operação de limpeza da área ao redor e sob o cafeeiro, antes da colheita, que consiste em remover a terra solta, plantas daninhas e detritos, amontoandose este material nas entre-linhas. Derriça: É a operação de separação do fruto da planta. A derriça pode ser feita no chão arruado ou sobre panos colocados sob o cafeeiro. Varrição: É a operação de ajuntamento do café caído no chão. No caso da derriça feita no chão a varrição é feita anteriormente, para derriça no pano a varrição é feita posteriormente. Recolhimento: Operação também conhecida por levantamento do café, consiste no ajuntamento do café varrido ou derriçado. Abanação: É o processo de limpeza do café, separando-se folhas, gravetos, torrões, pedras, etc. Perdas por queda natural dos frutos Datas 2010 Carga pendente (L/pl) Grau de Maturação Porcentagem Maturação (%) Força de desprendimento (N) Verde Cereja Verde Cereja Volume varrido (L/pl) Volume acumulado caído no chão (L/pl) Frutos caído chão (%) 24/4 16,40 1,3 86,6 9,2 9,0 4,8 0,22 0,22 1,39 08/5 16,50 2,1 39,2 39,2 8,8 4,1 0,24 0,46 2,76 22/5 16,75 2,1 37,1 40,5 8,5 4,3 1,90 2,40 8,18 07/6 16,25 2,7 19,6 42,0 8,3 5,8 1,60 2,40 14,36 19/6 16,05 3,0 15,4 30,8 8,5 5,9 0,26 2,86 16,45 03/7 15,55 3,4 9,7 20,8 8,8 4,8 0,27 3,12 18,34 17/7 14,75 3,6 8,5 13,5 7,4 4,9 2,32 5,44 32,51 31/7 14,05 3,6 6,5 12,4 6,7 4,5 0,31 5,75 38,22 16/8 13,45 3,8 1,6 2,3 7,6 4,0 0,12 5,88 44,26 26/8 12,95 3,9 0,4 1,3 6,3 3,6 0,14 6,02 45,87 11/9 12,45 3,9 * * * * 0,15 6,17 50,27 24/9 12,05 4,0 * * * * 0,11 6,27 54,21 09/10 11,73 4,0 * * * * 0,55 6,83 58,22 7.99 4,67 - - - Força desprendimento média FORÇA DE DESPRENDIMENTO DOS FRUTOS FORÇA DE DESPRENDIMENTO DOS FRUTOS Força de desprendimento não irrigado F. desprendimento (N) 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 0,00 1 8 15 22 29 36 43 Dias após inicio da colheita 50 57 Cereja 64 71 Verde GERENCIADOR DE COLHEITA Avaliação da força de desprendimento dos frutos do café. Condições para colheita seletiva • Produção: mais de 6 L/planta; • Maturação: menos que 50% de verdes; • Posição da maturação; Operacionalização do gerenciador • Definição da variedade; • Medida de 5 frutos verdes; • Medida de 5 frutos cereja; Respostas do Gerenciador • Colheita apta ou não; • Colheita seletiva ou plena; • Indicação da velocidade; • Indicação da vibração; • % máxima de verdes colhidos. COLHEITA SELETIVA COM O USO DO ETHREL RETARDADOR DE MATURAÇÃO NATURAL MATURADOR FORÇA DE DESPRENDIMENTO Tabela 1. Influência da aplicação de retardador de maturação na Queda Natural Tratamentos T1- retardador de maturação T2 - retardador de maturação 2 aplicações T3 - natural T4 - Maturador Volume (L/plt) 0,131 a 0,149 a 0,215 b 0,371 c * Não houve diferença significativa entre os tratamentos estudados para a variável força de desprendimento de frutos Colheita Mecânica e Seletiva do Café CUSTO OPERACIONAL DA COLHEITA MECANIZADA SAFRA – 2012 Sistema mecanizado Produção lavoura Desempenho operacional Volume colhido Capacidade operacional Custo operacional Custo total Repasse (15%) Custo parcial Custo repasse Custo final Custo parcial mecaniz. Custo parcial manual Redução Custo operacional aluguel Colhedora e repasse Custo parcial mecaniz. Redução 30sc/ha 35sc/ha 55med/h 60med/h 204med/ha 238med/ha 4,0h/ha 4,0h/ha 120,00/h R$ 480,00/ha R$ 480,00/ha 36med/ha 42med/ha R$16,00/medida R$ 576,00/ha R$ 672,00/ha R$ 1056,00/ha R$ 1152,00/ha R$ 4,40/medida R$ 4,10/medida R$ 14,30/medida R$ 12,00/medida 69% 65% 200,00/h 1356,00/ha 1512,00/ha R$ 5,65/medida R$ 5,40/medida 60% 55% FATORES QUE INFLUENCIAM A COLHEITA SELETIVA ë PLANTA Variedade: Icatú 3282, MN, Acaiá, Rubi,Catuaí Índice de maturação: % de verdes Uniformidade de maturação. ë MÁQUINA Vibração Velocidade Distribuição das varetas Regulagem do freio ë INFRAESTRUTURA Descascador Terreiro e secadores PARÂMETROS DA DERRIÇA MECÂNICA Varetas vibratória • Freqüência de vibração – regulável 550 a 1000 c/min • Amplitude de vibração – fixo • Impácto – maior ou menor (regulagem do freio) • Tempo de vibração – regulável, veloc. 650 a 1600 m/h Como os grãos são derriçados • verde - impacto • cereja e passa - impacto e vibração • seco - vibração Colheita Seletiva da Planta Toda Colheita das Ponteiras Introdução Objetivos Referencial teórico Resultados e discussão Metodologia Conclusões Desempenho operacional da colheita com duas passadas, safra de 2005. Tratam Café Eficiência Vibração Velocid colhido de colheita Ciclos T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 650 750 850 900 1000 1000 1000 1000 -1 km h 1,640 1,649 1,645 1,643 2,184 2,614 1,064 1,643 -1 L planta % Café caído no chão Eficiência Sobra na Eficiência de derriça Desfolha planta de derriça total -1 L planta % -1 -1 kg planta L planta % 4,17 4,34 5,10 5,39 Primeira passada 37,91 0,98 39,45 1,51 46,36 1,28 49,00 1,39 46,82 53,18 58,00 61,64 0,533 0,583 0,665 0,699 - - 3,01 2,81 3,44 3,26 Segunda passada 27,36 1,00 25,55 1,08 31,27 0,67 29,64 0,70 36,45 35,36 37,36 36,00 0,547 0,568 0,672 0,656 1,00 0,55 0,48 0,26 83,27 88,54 95,36 97,64 T1 T2 T3 T4 Manual R$ 1298,00 R$ 1275,00 R$ 1171,00 R$ 957,00 R$ 2545,00 49% 50% 54% 62% LEVANTAMENTO CAFÉ-RIO DE JANEIRO - BASE 4 A 11/5/2011 Primeira passada L/Plantas CEREJA VERDE BOIA P1 5,44 64,57 17,53 18,87 P2 11,08 55,80 25,08 23,16 P3 11,13 42,82 37,51 19,67 P4 10,44 66,23 22,01 11,47 P5 7,44 57,89 21,26 20,85 P6 12,65 71,33 16,53 12,13 P7 11,80 65,51 21,61 12,87 PARTE ALTA CAFÉ SAIA CAFÉ PADRÃO PARTE ALTA CAFÉ SAIA CAFÉ 1ºLEVANTAMENTO – PIVO7 Quadrante 3 2 planta por ponto Ponto 1 33 litros PADRÃO CAFÉ REGULAGEM CONTROLE VELOCIDADE CONTROLE VIBRAÇÃO PADRÃO CAFÉ COLHIDO COLHEDORA REGULADA PADRÃO CAFÉ COLHIDO COLHEDORA SEM REGULAGEM Eficiência de colheita - Colhedora K3 Jacto - Millennium (Lavoura Acaiá) Velocidade (m/h) Volume colhido (L) Volume no chão (L) Volume total (L) Eficiência de colheita (%) 1000 51,00 4,19 55,19 43,11 1600 54,25 7,32 61,57 48,10 2000 50,14 8,61 58,75 45,90 2500 43,50 8,29 51,79 40,46 Eficiência de colheita - Colhedora K3 Jacto - Millennium (Lavoura Icatú) Velocidade (m/h) Volume colhido (L) Volume no chão (L) Volume total (L) Eficiência de colheita (%) 1000 51,16 4,28 55,44 49,55 1600 48,40 5,19 53,60 47,94 2000 34,70 6,15 40,85 36,54 2500 31,00 9,12 40,12 35,90 Verde ponta: 11,74 Verde meio: 9,60 Verde saia: 9,88 Média verde: 10,40 Cereja ponta: 7,10 Cereja meio: 6,25 Cereja saia: 6,13 Média cereja: 6,50 Passa ponta: 0,42 Passa meio: 1,76 Média passa: 1,02 Carga Pendente: 8 L/planta Verde ponta: 13,25 Verde meio: 10,00 Verde saia: 7,50 Média verde: 10,25 Cereja ponta: 5,87 Cereja meio: 5,92 Média cereja: 5,89 Carga Pendente: 8,6 L/planta Regulagem Adequada para Colhedoras ë Indice de regulagem I ë I = Vibração / velocidade (ciclos/metro) ë Exemplo I = 850 vibr. / 1000 m/h, I = 0,85 ë I = (variando de 0,5 a 1,0) ë I = 0,5 a 0,7 (colheita seletiva) ë I = 0,8 a 1,0 (colheita total) Limitações da Colheita Mecanizada - Colhe no máximo 85% dos frutos em uma única passada; - Requer repasse manual, normalmente feito no chão; - Com duas passadas pode dispensar o repasse, porém com volume expressivo de grãos caído no chão; - Perdas efetivas da colhedora de 10 a 20% da carga pendente RESULTADOS DE PROJETO DE PESQUISA UFLA/JACTO 2008 Velocidade (m/h) Desfolha (g/planta) Volume colhido(L) Volume no chão (L) Perdas (%) Méida 1000 568,75 55,00 5,17 8,76 a 1600 500,00 55,00 8,50 13,38 a 2000 559,37 45,00 9,00 16,66 a 2500 428,12 40,00 8,50 17,30 a cv: 25,18 Média 14,02 Velocidade (m/h) Perdas Ensaio1 Perdas Ensaio2 Perdas Ensaio3 Perdas (%) Média 1000 4,22 3,98 8,58 5,59 a 1600 7,56 8,29 11,63 9,16 ab 2000 11,84 13,27 17,64 14,25 b 2500 15,02 11,50 20,44 15,65 b cv: 28,62 Média Perdas Ensaio1 Perdas Ensaio2 Perdas Ensaio3 Perdas (%) Média 1000 8,70 8,58 9,17 8,81 a 1600 13,20 13,88 13,63 13,57 b 2000 14,80 14,24 14,53 14,52 b 2500 13,40 14,71 18,60 15,57 b Média Recolhedor original - 4 Lâminas Velocidades de 1000 e 1600 m/h Perda média = 11,07% Recolhedor original - 5 Lâminas Velocidades de 1000 e 1600 m/h Perda média = 7,37% 11,16 Velocidade (m/h) cv: 10,51 Lavoura Acaiá Carga Pendente: 8L/planta Espaçamento: 3,80 x 0,60 m 13,11 Recolhedor protótipo - 5 Lâminas Velocidades de 1000 e 1600 m/h Perda média = 11,19% Velocidade (m/h) Desfolha (g/planta) Volume colhido (L) Volume no chão (L) Perda (%) Média 1000 788,44 52,50 4,40 7,74 a 1600 726,92 47,00 4,00 7,85 a 2000 621,11 30,00 4,00 12,02 a 2500 692,27 24,50 8,00 25,09 b cv: 21,07 Média 13,17 Lavoura Icatú Carga Pendente: 8,6L/planta Espaçamento: 3,80 x 0,75 m Recolhedor original - 4 Lâminas Velocidades de 1000 e 1600 m/h Perda média = 7,79% Velocidade (m/h) Perdas Ensaio1 Perdas Ensaio2 Perdas Ensaio3 Perdas (%) Média 1000 7,25 8,91 6,35 7,50 a 1600 11,06 11,06 12,10 11,40 a Recolhedor original - 5 Lâminas 2000 18,91 15,29 17,43 17,21 b 2500 18,85 18,20 22,10 19,71 b Velocidades de 1000 e 1600 m/h Perda média = 9,45% cv: 11,17 Velocidade (m/h) Média Volume colhido (L) Volume no chão (L) Perda (%) Média 1000 57,00 5,06 8,15 a 1600 58,00 6,10 9,51 a 2000 36,00 5,87 14,02 b 2500 31,00 10,60 25,48 b cv: 17,2 Desfolha (g/planta) 13,95 Média 14,29 Recolhedor Protótipo - 5 Lâminas Velocidades de 1000 e 1600 m/h Perda média = 8,83% Perdas médias das lâminas nas velocidades de 1000 e 1600 m/h 4 lâminas orig. 5 lâminas orig. 5 lâminas prot. Média Acaiá 11,07 7,37 11,19 9,87 Icatú 7,79 9,45 8,83 8,69 Média 9,43 8,41 10,01 9,28 Cultivar Perdas médias das lâminas nas diversas velocidades 4 lâminas orig. 5 lâminas orig. 5 lâminas prot. Média Acaiá 14,02 b 11,16 a 13,11 a 12,76 Icatú 13,17 a 13,95 a 14,29 a 13,80 Média 13,59 12,55 13,70 13,28 Cultivar cv: 20,03% Recolhedor original - 5 lâminas (Lavoura Acaiá) Velocid. (m/h) Vol. Colh. (L) Volume no chão (L) Volume Total no chão (L) Volume colhido+vol ume no chão (L) Perda parcial (%) Perda Total (%) Velocidades de 1000 e 1600 m/h Perda média = 10,10% 1000 1600 2000 2500 38,00 60,00 TR - A=0,45 TR - B=0,30 0,75 LAM - A=1,75 LAM - B=1,07 2,82 6,78 TR - A=1,63 TR - B=1,27 2,90 4,27 LAM - A=2,90 LAM - B=2,10 5,00 7,36 TR - A=1,85 TR - B=1,68 3,53 6,92 41,57 8,58 67,90 42,00 43,00 1,80 11,63 51,00 Perdas nos transportadores = 3,03% 17,64 LAM - A=3,90 LAM - B=1,57 5,47 10,72 TR - A=2,30 TR - B=2,00 4,30 7,95 LAM - A=4,00 LAM - B=2,75 6,75 54,05 TR - A = Volume perdido pelo transportador no lado de cima do terreno; TR - B = Volume perdido pelo transportador no lado de baixo do terreno; LAM - A = Volume perdido pela lâmina no lado de cima do terreno; LAM - B = Volume perdido pela lâmina no lado de baixo do terreno; Perdas nas lâminas = 7,07% Perda média geral = 14,57% 20,44 12,48 Posição e causas das perdas As perdas nas lâminas recolhedoras normalmente são maiores no lado superior da planta, devido ao desalinhamento que chegou a ser de 20 cm. Menor perdas transportador 3400 m/h 100 rpm (monitor) Perdas: 1,5% Perdas de frutos (%) Velocidade operacional (m/h) Acaia Icatu Média 1000 6,97 7,91 7,44 1600 12,03 10,20 11,12 2000 15,36 14,45 14,91 2500 17,93 22,92 20,42 13,07 13,87 13,47 Situação Adequada para Colhedoras Automotrizes ë ë ë ë ë ë ë ë ë ë Espaçamento entre ruas de 3,6 a 4,0m; Espaçamento entre plantas 0,5 a 1,0 m; Plantas alinhadas; Curvas abertas, ruas longas; Carreadores de 6,0m; Diâmetro da saia de 2,0 a 2,3m; Altura da planta de 2,5 a 4,0 m; Declividade até 15%; Estágio de maturação Estrutura de recebimento (terreiro, maquinário e pessoal); ë Querer colher mecanicamente ! OPERAÇÃO DE LEVANTAMENTO MECANIZADO Desempenho médio do levantamento manual: 3 a 5 medidas / Homem / dia Custo parcial de R$ 10,00 a 16,00 / medida Sistema de recolhimento mecanizado Velocidade operacional mais adequada 1600 a 2400 metros/h Eficiência média de recolhimento 90% Redução de custo em relação ao processo manual de 30% OPERAÇÕES DE LEVANTAMENTO DO CAFÉ A possibilidade de se mecanizar o recolhimento, abre a perspectiva de se fazer à colheita do café no sistema totalmente mecanizado. Limitações das máquinas de recolhimento -Requer boa topografia; -Requer sistematização do solo e ciscos; -São máquinas lentas; -Requer duas passadas, uma em cada lado da linha do cafeeiro; -Requer maior disponibilidade de trator; Objetivo Avaliar o desempenho da recolhedora de café, que faz a varrição, recolhimento e abanação em uma única operação. Materiais e Métodos O trabalho foi desenvolvido na safra 2007; Fazenda Campo Alegro - Boa Esperança/ MG; Cultivar Mundo Novo, (25 anos decotada em 2005); Espaçamento 1,5 x 3,5m; Colheita mecânica em 15/07/2007 com a colhedora KTR® na vibração de 840 ciclos/minuto e velocidade operacional de 970 metros/hora; A operação mecanizada foi realizada com a recolhedora Dragão-ECO, tracionada pelo trator VALTRA BF 75, com tração auxiliar. Materiais e Métodos Os ensaios foram realizados com três repetições em parcelas de 20 plantas, avaliando a eficiência de recolhimento, variando-se as velocidades operacionais em 648; 1080; 1584m/h, para os seguintes os volumes médios de frutos no chão de 0,6; 2,4 e 4,6 litros por metro linear. RESULTADOS Café no chão L/metro 0,6 2,4 4,6 Velocidade operacional metros/hora Eficiência de recolhimento % Impurezas recolhidas % 648 83,0 22,7 1080 85,3 21,6 1584 96,8 15,0 648 86,8 25,0 1080 87,3 15,0 1584 89,2 12,5 648 78,5 15,0 1080 85,1 10,0 1584 86,7 5,0 RESULTADOS E DISCUSSÃO • Lavoura Mundo Novo, espaçamento de 3,80 x 1,50m, com declividade média de 5%; • A velocidade operacional média de 1600 m/hora; • Eficiência média de recolhimento: 90,9%; • Perdas médias de recolhimento: 9,1%; • Total de impurezas: 19,8%. RESULTADOS E DISCUSSÃO • O custo operacional foi calculado tomando por referência o volume médio recolhido nos dois ensaios em tempo operacional total e efetivo, com tempo de depreciação diferente. Tabela 1 Custo da medida recolhida (trabalhando 800 horas por safra) Vida Útil Custo horário do Volume médio conjunto efetivo Volume médio total Custo parcial Custo efetivo parcial total Horas R$/hora Medida/hora Medida/hora R$/medida R$/medida 10000 68,77 10,07 7,24 6,83 9,49 9600 69,58 10,07 7,24 6,91 9,61 5000 88,37 10,07 7,24 8,78 12,20 RESULTADOS E DISCUSSÃO • A eficiência média operacional da recolhedora foi de 72%; • A eficiência média de recolhimento foi de 89,5%. RESULTADOS E DISCUSSÃO • O custo horário do conjunto variou de R$ 68,77 a 88,37, sendo R$ 35,63 o custo horário referente ao trator • R$ 33,14 a 52,74, o custo da recolhedora; • O custo parcial da medida de 60 litros de frutos limpos recolhido variou de R$ 9,49 a 12,20, considerando o tempo operacional total; • O custo médio da medida recolhida manualmente foi de R$ 17,50 proporcionando uma redução de custos de 30 a 46% no recolhimento mecanizado. Enleiradora Arruadora ARANHA Enleiradora Arruadora ARANHA “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” Cora Coralina Prof. Fábio Moreira da Silva Depto. Engenharia – UFLA Fone 35 3829 14 94 [email protected]