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Rio de Janeiro, 26 de julho de 2009 - Ano XXIX - No. 1.430
Curso de Teologia, no Bennett,
não mais será suspenso
Depois das notícias preocupantes da semana passada, surgem boas informações com referência à manutenção do Curso de Teologia, no Bennet. Como se sabe, o curso havia sido suspenso e o coordenador e os professores tinham recebido aviso prédio de demissão. Certamente, graças à grande reação que ocorreu, nas reuniões realizadas ficou decidida a continuação daquele curso e anulados os avisos prévios. Há um trabalho de reformulação do
currículo, de maneira a facilitar o ingresso de novos alunos (ou
seja, que não precisem sempre formar novas turmas). Isto sem
perder a qualidade do curso.Na próxima semana outras reuniões
acontecerão e definirão aspectos administrativos gerais.
Hoje teremos eleição de delegados
da Vila para diversos concílios
Ao término do culto matutino de hoje teremos mais um Concílio
Local, sob direção do Rev. Luciano Vergara, para eleição de delegados a diversos concílios. Dos dez relacionados pela Comissão
de Indicação, dois pediram exclusão de seus nomes: Paulo Roberto Soares e Nagib Assad Filho. E o concílio de domingo passado
indicou: Angélica Gouveia, Damaris Amaral e Maria José Pimentel. Assim serão 11 os candidatos. O mais votado será indicado
como candidato da Vila ao Concílio Geral; os dois que tiverem
mais votos serão delegados ao Concílio Regional: os quatro com
maior número de votos irão ao Concílio Distrital. Os demais serão
suplentes, na ordem de sua votação. Haverá uma cédula com o
nome de todos eles, a saber: Álvaro Simões, Ângela Soares,Angélica Gouveia, Carlos Henrique Garcia, Damaris Amaral,
José da Cruz Alves, Maria José Pimentel, Raquel Gonçalves, Ricardo Wesley, Suely Peixoto Mattos e William de Souza.
.
Igreja comemora hoje o Dia dos Avós
Os avós são pessoas muito especiais para os netos. Geralmente
compreensivos, carinhosos, avós normalmente são menos exigentes do que os pais, criando profundos laços de amizade com os
filhos dos filhos. Por isso, hoje nossa igreja, em festa, comemora o
Dia dos Avós. Primeiramente será no culto matutino, sob a direção do Ministério da Terceira Idade e pregação de William de
Souza. E depois da Escola Dominical, com um almoço de confraternização. Parabéns aos vovôs e vovós. Que Deus a todos abençoe.
Rápidas
 No culto desta noite, sob a direção da Sociedade de Jovens, pregará o Rev. Wagner Caetano, da
Igreja Batista da Gávea
 No artigo de domingo passado
“Suspensão do Curso de Teologia”, o Rev. Marcelo Carneiro constou com “ex-Coordenador”. Na
realidade, no original estava assim, mas ele ainda ocupava tal
cargo porque fora nomeado pelo
Colégio Episcopal e somente este
poderia dispensá-lo, o que não
ocorrera.

Leia nesta edição
 Arvoredo abençoado– artigo de
Ely Leal - página 2.
 O alimento do amor – Anna Luisa Carvalho - página 3.
 Mais uma vez, o Bennett – artigo
de Airton Campos – páginas 4 e 5.
 Dois assuntos de uma vez – artigo de João Wesley – páginas 6 e 7.
 Esta e outras notícias estão em O
que há pela Vila – página 6.
Arvoredo abençoado
Ely Ferreira Leal
Observo, e fico encantado, com o
revoar dos pássaros da mesma espécie,
voando em uma só direção: para o arvoredo.
Há um só gorjeio, alegres sons agradáveis,
que nos fazem ficar deveras emocionado com
a beleza e harmonia!
Fico imaginando e até mesmo
comparando isto a uma frondosa e linda
árvore centenária, plantado com muito amor
sobre terra firme e abençoada, onde em
alegria vivemos desde filhotes e que, pelo seu
vigor, tem dado muitos frutos. Dela também
saem muitas mudas, plantadas em diversos
lugares e hoje algumas delas já são formosas
como a mãe!
É lindo ver, principalmente aos
domingos, a revoada dos “pássaros”
deixando seus ninhos em direção a essa
encantadora “árvore”, que se transforma
numa esplendorosa beleza, florindo aquele
sagrado ambiente num cantar celestial.
Nós voamos desse encantador lugar e
assim organizamos nosso ninho em uma terra
mui distante, visto que uma de nossas
avezinhas casou, deixando nosso ninho.
Então, nós que vivemos com muito amor,
saudosos, após um ano voamos também,
para que assim, com a Graça de Deus,
ficássemos todos perto.
Aqui chegados, depois de arrumar
nosso ninho, com tristeza notamos que não
havia nenhum arvoredo que nos abrigasse,
embora encontrássemos alguns pássaros de
nossa espécie, mas dispersos, o que nos fez
segui-los. Isto por pouco tempo, visto que a
saudade daquele lindo arvoredo distante e
também por nosso cantar destoando, por se
tratarem de outras espécies.
Procuramos e encontramos um
arvoredo semelhante e lá fomos arrolados,
onde estamos até hoje. Só que já algum tempo
não temos voado até lá, devido a distância
(fica a 30 quilômetros de estrada).
Só que, “as aves que aqui gorjeiam,
não gorjeiam como lá.” Estamos mui longe
daquele arvoredo centenário, é verdade, mas
aquele gorjeio de lá ainda soa em nossos
ouvidos, quando meditamos ou oramos.
Como são lindos e emocionantes estes
momentos!
De vez em quando, bato as asas e vou
pousar nos galhos sagrados daquele arvoredo
original que nosso amado Deus plantou.
Como fico feliz! Depois de matar a saudade,
volto ao nosso ninho familiar, que é tão
gostoso e agradável.
“Qual a ave que vagueia longe do seu
ninho, tal é o homem que anda vagueando
longe de seu lar” (Provérbios 27-8)
Creio em Deus, nosso amado Pai, que
em breve teremos aqui perto de nosso ninho,
um lindo arvoredo plantado com muita fé,
em terreno sólido e abençoado, com muito
amor, regado pelo Espírito Santo, onde
uniremos nossa espécie a cantar com alegria
cânticos de glória ao Senhor.
Obrigado Igreja Metodista de Vila
Isabel, nosso inesquecível arvoredo.
Oremos para que todos estejam bem.
Nota da Redação: Nosso irmão Ely Leal e sua
família, depois de serem membros de nossa
igreja por muitos anos, mudaram-se para Rio
Claro (SP). Ele sempre fala da saudade que
sente deste “arvoredo”. Atualmente é
membro da Igreja Metodista de Piracicaba.
Chegou a ser aberto um trabalho metodista
em Rio Claro, mas alguns problemas
impediram sua continuação. No dia 15 de
agosto, um grupo de “pássaros” de nossa
igreja irá até Rio Claro, para realizar o Culto
do Lar na residência do Ely e de sua esposa
Lydia e, assim, matar um pouco das
saudades. E, quem sabe, contribuir para o
estabelecimento de um trabalho metodista
naquela cidade.
O alimento do amor
Anna Luisa Carvalho
Dois dos dez mandamentos são
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu
coração, e de toda a tua alma, e de todo o
teu pensamento” e “Amarás o teu próximo
como a ti mesmo”, incluindo aí as pessoas
que moram com você e também aquelas
que você só vê de vez em quando. Muito
tempo depois de Moisés receber as tábuas
com estas ordens, Jesus veio à Terra com a
missão principal de nos trazer uma
mensagem: a de que estes dois
mandamentos são os mais importantes e
os que mais merecem nossa atenção.
Para que a gente entendesse bem
isso, Ele deixou claro, em Mateus 22:38 “Destes dois mandamentos dependem
toda a lei e os profetas”. Mas para não
deixar dúvidas, Jesus também contou
muitas histórias, tomou suas atitudes e
explicou qual é o caminho certo em
diversas situações. Tudo que Ele fez e
disse
levava
sempre
aos
dois
mandamentos principais. Se é assim,
podemos parar de nos preocupar com
tantos afazeres e começar a, simplesmente,
amar a Deus e ao próximo, certo? Aí é que
está. Dizer “eu te amo” não é suficiente
para demonstrar nosso amor.
O verdadeiro amor precisa de
alimento, para que cresça e floresça. E o
alimento do amor é o cuidado. Então, amar
o próximo significa cuidar dele, dar
atenção e lugar a ele. Como as pessoas
sentem, pensam e agem diferentemente,
cuidar do outro nem sempre é fácil. Se
cuidar de quem mora na sua casa já é
difícil, imagine então cuidar daquele
próximo que a gente só encontra de vez
em quando?! É difícil porque primeiro
precisamos saber como a pessoa é, do que
ela gosta, do que sente falta, etc., para só
então cuidar dela do jeito que ela precisa.
Agora, se amar a Deus significa
cuidar Dele, então complicou de vez. Ele
não fica doente para darmos remédio, não
precisa de roupas, educação, atendimento
médico. Como cuidar de Deus? Na
verdade, como Ele está presente em tudo
que criou - inclusive em nossos corações,
pois também somos suas criaturas -, temos
que cuidar de Suas coisas para
conseguirmos alcançar nosso objetivo.
Sejam seres com vida, sejam inanimados.
Cuidar da cidade onde vivemos,
cuidar dos rios, praias e campos, cuidar
dos animais e das plantas, enfim, cuidar de
tudo que Ele nos deu, inclusive nossos
irmãos e irmãs. Mas, assim como
precisamos conhecer as pessoas para
poder cuidar delas, é preciso que a gente
entenda como as coisas funcionam para
depois dar-lhes o cuidado necessário. Um
cachorro precisa de espaço para brincar,
alimentação saudável, carinho do dono,
etc. Já para um jacaré, não precisamos dar
nada disso! Em compensação, temos que
manter os rios cheios e limpos, para que
eles possam viver bem.
Uma planta precisa ser regada,
podada e protegida contra ventos ou
chuvas fortes. Já uma floresta pode crescer
sozinha, desde que a gente não a desmate
ou polua. É dessa forma que podemos
demonstrar nosso amor por todas as coisas
que Deus nos deu e, consequentemente,
por Ele mesmo e por todos os nossos
próximos. Se conseguirmos isso, o mundo
inteiro saberá que nós o amamos sem que
digamos uma única palavra. Nesses casos,
o cuidado fala muito mais alto do que
aquelas três palavrinhas, “eu te amo”.
Bem, como estes dois são os
mandamentos mais importantes, podemos
colocar as mãos à obra desde já. Vamos ter
mais atenção ao fazer compras, escolhendo
produtos
ecologicamente
corretos,
reutilizar mais o que consumimos, reciclar
tudo que for possível, diminuir o uso da
água e, principalmente, evitar os
desperdícios de qualquer tipo! Ah, outro
passo importante é conquistar os outros
para esta tarefa de cuidar do mundo.
Mais uma vez, o Bennett
Airton Campos
Mais uma vez somos surpreendidos
por notícia a respeito do Bennett. Há cerca de
um ano foi a surpresa da informação do leilão
da propriedade para o pagamento de dívida
não honrada. Naquela ocasião, depois que a
noticia se espalhou, a Administração
Regional emitiu comunicados com respostas
tardias e a conta-gotas, minimizado o
problema.
Agora o fechamento de cinco dos 15
cursos superiores ministrados pelo Bennett,
como não podia deixar de ser, repercutiu de
modo negativo nos meios de comunicação e
causou verdadeiro espanto na comunidade
metodista, principalmente pelo fechamento
do Curso de Teologia, que prepara os
pastores para a Igreja.
Também mais uma vez a notícia foi
veiculada por pessoas ligadas à instituição e
não pelos canais oficiais.
Agora, ao que parece, a autoridade
eclesiástica regional também foi pega de
surpresa e a reação dos alunos e da
comunidade metodista pode tornar sem
efeito a decisão, pelo menos com relação ao
Curso de Teologia.
A Região se movimenta numa
campanha de crescimento, não importa se o
alvo é grande demais ou não, e por razões
puramente econômicas se resolve não formar
mais pastores? Fica difícil de entender. Até
parece que os conselheiros do Bennett
ignoram a estratégia da Região, mesmo tendo
dentre eles representantes dela.
Se a decisão de fechar os cursos foi
cuidadosamente estudada em todas as suas
conseqüências, porque o edital do vestibular
para o 2° semestre de 2009, com inscrição até
o dia 17 de julho, lançado em maio, previu
vagas para estes cursos? Como se noticia o
fim de um curso sem uma definição clara de
qual será a solução para os alunos que ainda
o estão cursando?
A informação de que dispomos é de
que há pelo menos dois vestibulares
anteriores não foi aberta turma de teologia. E
porque, só agora depois de anunciado o
fechamento do curso, estão sendo estudadas
soluções? Não foi feito um diagnóstico para
entender o que está acontecendo com a
instituição e os seus cursos?
O diagnóstico institucional é a
principal ferramenta para manter a
sustentabilidade.
Ele
deve
ter
uma
justificativa, com contexto situacional que
expresse a história da instituição, sua
realidade financeira e a análise dos acertos e
erros.
Parece que nada disto é feito. Procurase só “apagar os incêndios”, mas as brasas
continuam acesas por baixo das cinzas, até
que um dia as labaredas aparecem
novamente.
Enxugar as despesas e cortar custos
são medidas necessárias em momentos de
crise. Demissões e reestruturação de equipes
são medidas impopulares que muitas vezes
são necessárias para adaptar uma instituição
à uma nova realidade, mas é fundamental,
porém, manter o senso de justiça nestes
momentos.
Se isto for feito, mesmo na dor, será
possível gerar confiança entre professores e
alunos. Os verdadeiros líderes são os que
incentivam o diálogo para obter e colocar em
prática as melhores idéias, sejam elas
populares ou não. Ele não pode se omitir nem
agir de forma impulsiva.
Por agir sem pensar, ou sem pensar
nas consequências, o Bennett responde hoje a
um enorme número de reclamações na
Justiça do Trabalho, envergonhando o nome
da Igreja Metodista. Espera-se pelo menos
que a falta de definição sobre o futuro dos
alunos não leve a outra enxurrada de
processos judiciais.
Antes, os erros administrativos das
decisões dos Conselhos Diretores eram
debitados à falta de experiência dos
conselheiros
em
gerir
instituições
educacionais. Foi então criado um curso de
preparação para pessoas que quisessem ser
conselheiros destas instituições. O Conselho
Nacional de Educação é o órgão responsável
por formar e manter o cadastro de candidatos
a membros dos conselhos diretores das
instituições educacionais e o curso de
capacitação é organizado e oferecido
periodicamente pelo COGEIME, só podendo
ser nomeados os candidatos previamente
credenciados e aprovados no curso de
capacitação.
Também nossa legislação determina
que todos os cargos de reitores, vice-reitores,
diretores gerais e vice-diretores gerais sejam
impreterivelmente ocupados por metodistas
e que uma política para aproveitamento e
formação de metodistas para esses cargos seja
criada.
Uma pergunta que não quer calar.
Então porque nossas instituições vão mal
financeiramente,
enquanto
outras
particulares vão muito bem?
Os novos Cânones, que entraram em
vigor em 2007, abriram a possibilidade de
que as instituições subordinadas à COGEAM
ou à COREAM possam ter um único
Conselho Diretor para duas ou mais
instituições, de modo a ensejar integração
administrativa.
Se já é difícil para o conselheiro
acompanhar realmente a vida da instituição
através de reuniões mensais, quanto mais
prestando este serviço voluntário a mais de
uma, algumas vezes distantes.
Atravessar crises econômicas não é,
contudo, um privilégio de instituições
metodistas. A universidade luterana ULBRA, no sul do país, está vendendo
propriedades para pagar dívidas, tal como fo
Granbery, que se desfez da maior parte de
sua propriedade. O patrimônio é consumido
para custear despesas de funcionamento mal
gerido.
Não me digam que é porque as
universidades particulares estão preocupadas
só com o lucro, sem se importar com a
qualidade do ensino. Vários dos cursos de
nossas instituições estão muito mal
classificados nas avaliações do Ministério da
Educação.
Hoje está em andamento uma grande
concentração organizacional das instituições
de ensino superior. Muitas aquisições e
fusões têm ocorrido, envolvendo enormes
valores financeiros.
Grandes grupos como a Anhanguera
Educacional, o Kroton e o Universo Online
abriram o capital colocando ações na bolsa de
valores e têm pago bons dividendos aos
acionistas. O ensino superior tem se
mostrado um bom negócio, existindo até
mesmo fundo de investimento norteamericano aplicando recursos nesta área, no
Brasil. Sei disso porque tenho acompanhado
esta movimentação e dado conhecimento
dela a dirigentes de instituições metodistas e
autoridades da Igreja.
Será que a Igreja Presbiteriana
Independente, que vai abrir curso superior
em São Paulo, não estudou o mercado? Para
se instalar no Rio, a Mackenzie certamente
estudou o mercado e viu oportunidade.
Então porque há evasão de alunos nos cursos
do Bennett que obriguem seu cancelamento?
A Igreja Metodista procurou se
adaptar à concentração do ensino superior
criando a Rede Metodista de Ensino, mas
segundo parecer especializado, a criação da
rede com todas as instituições tendo como
mantenedora a Igreja Metodista, se configura
como grupo econômico e assim todas serão
condenadas solidariamente a pagar débitos
trabalhistas.
Se esta condição já caracteriza a
formação de grupo econômico, imagine-se se
o Conselho Diretor e o Reitor forem os
mesmo, como no caso do Bennett
e
Granbery.
Dois assuntos de uma vez
João Wesley Dornellas
A crise do Bennett e o fechamento de sua
Faculdade de Teologia
De uma cambulhada só, o Bennett fechou
diversos cursos, entre eles o de Teologia, prejudicando uma porção de alunos. No momento em que
escrevo, não sei se houve ou, mesmo, se haverá solução. Todos se revoltam mas eu creio que está na
hora de, aproveitando a crise, estudar seriamente o
problema da formação de pastores em nossa Igreja e
até o seu recrutamento.
No seu comunicado publicado no JORNAL
DA VILA, o ex-coordenador do Curso de Teologia,
Rev. Marcelo Carneiro, critica o “capitalismo predatório” e “a lógica do mercado”, que considera um
“pragmatismo canibal”, como causadoras da crise.
No mesmo documento, ele critica o sistema de Educação à Distância, que ele acha ser “um mecanismo
canibalizador da essência do ensino”. No mesmo
comunicado, ele critica uma certa preferência que
existe pela Faculdade de Teologia da São Paulo, que
“é subsidiada pela Igreja, o que já indica uma clara
política de preferência”.
Antes do IMS e da apropria UMESP, em São
Bernardo, o que existia era a Faculdade de Teologia,
criada pelo Concílio Geral de 1938, unificando os
seminários de Juiz de Fora e de Porto Alegre. A
aquisição daquela grande propriedade, às margens
da Rodovia Anchieta foi uma façanha. O que garantiu a sua pujança de hoje, com instalações novas e
muitos recursos, é fruto da visão dos delegados ao
Concílio Geral de 70/71. Ao aprovar a criação do
IMS, que se transformaria na UMESP, todas as garantias foram tomadas para que a Faculdade de Teologia não fosse afetada no seu funcionamento. Por
isto, ela é hoje cada vez mais forte, tem mais recursos pessoais e tecnológicos. Nela a Educação à distância não é canibalizadora, mas um fator de aumento de sua influência, inclusive em meios nãometodistas.
A crise do Bennett, bem como de muitas
outras instituições de nossa Igreja, é uma crise de
competência. Normalmente, procuram-se posições
para as pessoas e não ao contrário. As improvisações, os pistolões, a ambição de muitos, têm impedido um crescimento profissional. E não adianta
botar a culpa no capitalismo ou no mercado. O mercado sempre existiu e vai continuar existindo. E o
capitalismo ainda é a forma mais eficiente de enfrentar os problemas que ele possa causar e, principalmente, aproveitar todas as possibilidades que ele
enseja para o desenvolvimento social. Não dá para
fazer uma lei abolindo o mercado, como também
não dá para revogar a lei da oferta e da procura...
Ao final do seu comunicado, o Rev. Marcelo
Carneiro fala que não soube usar o poder, porque
não foi seduzido por ele. Poder, parodiando o sambista, são “cinco letras que choram num soluço de
dor”. Essa é a guerra que existe nas instituições de
nossa Igreja, a luta pelo poder.
A lógica da nova Rede Metodista de Educação vai levando para longe da Igreja e de seus membros o ideal plantado em terras brasileiras por Martha Watts e J.M. Lander ainda no século 19, fundadores do Piracicabano e do Granbery, e muitos outros. A educação em nossa Igreja hoje em dia é um
meio e não mais um fim.
Hoje em dia, ainda existe uma ligação entre
ela e a Igreja, mas essa ligação, pelo aumento de
poder que a Rede vai, aos poucos, conseguindo,
vamos repetir a situação da Igreja Metodista Americana, que praticamente perdeu todas as suas universidades, transformadas em fundações independentes e sem nenhuma influência da Igreja. Felizmente,
lá eles tomaram a mesma providência tomada na
criação do IMS no Brasil. Isto é, as universidades
teriam que se responsabilizar pelas Escolas de Teologia metodistas. Assim, nos Estados Unidos, temos
ótimas escolas de Teologia, como Yale, Duke, Drew,
Boston University e na SMU, que mantém o nome
metodista em sua marca porque ela vale muito por
motivos de marketing. Ou seja, não dá para fugir do
“maldito” mercado.
Outra questão da qual não podemos fugir
nessa questão de escolas de teologia é a finalidade
real delas. Antigamente, quando se chamava a Faculdade de Teologia de “menina dos olhos de nossa
Igreja”, ela era chamada também de “Casa dos Profetas”. E hoje, ela está formando profetas, que falem,
como pastores, em nome de Deus, ou está simplesmente preparando “teólogos” para escrever livros,
fazer cursos de aperfeiçoamento, ser professores ou
diretores em nossas escolas de nível superior? Não
tenhamos dúvidas, a crise de identidade de nossa
Igreja não é culpa de leigos mas dos pastores. Nunca
houve na história do Metodismo, repleta de divisões
em quase todos os países, um movimento desagregador liderado por leigos. Quando aderem é porque
foram levados na conversa de pastores nos quais
confiavam.
Não conheço as estatísticas mas tenho a impressão que a média de idade dos alunos de gradua-
ção na Faculdade de Teologia de São Paulo é muito
menor do que nesses seminários regionais. Gostaria
e conhecer esses números. A mim me parece que
nesses seminários regionais o que existe mesmo são
as “vocações tardias”, que podem significar um
chamado especial de Deus, como também podem
significar que se trata de pessoas que não conseguiram realizar-se em atividade nenhuma e que vêem o
pastorado como tábua de salvação para suas vidas.
Daí termos esse excesso de pastores coadjutores em muitas igrejas. Mesmo igrejas pequeninas
têm, hoje em dia, mais de um pastor. E há então
esse excesso de presbíteros, com direitos que a Igreja
não pode atender, compondo concílios regionais
gigantescos, como o da Primeira Região, caríssimos,
nos quais os leigos são uma minoria e onde não há a
mínima chance de uma discussão objetiva dos problemas da Igreja.
Voltando à Faculdade de Teologia do Bennett, deve-se dizer francamente que ela, desde os
tempos em que se chamava Instituto Asbury, funcionando no Instituto Central do Povo, ou Seminário
Bispo César, já então funcionando no Bennett, nunca
esteve com essa bola toda. Na maioria dos anos,
tudo foi muito improvisado. Essa era uma das queixas do saudoso Rev. Frederick Blake Maitland, que
dirigiu o “César Dacorso” por muitos anos. Essa
falta de identidade metodista, que é mais visível em
nossa Região Eclesiástica, deve ser fruto, em grande
parte de nosso Seminário Regional. Esse é um problema também de nossa Faculdade de Teologia, de
São Paulo, que deveria, por força de sua tradição de
quase 100 anos, porque já existia antes dela o Seminário do Granbery, com professores que escreveram
o seu nome na história de nossa Igreja, manifestar-se
a respeito das questões básicas de nossa Igreja, sem
medo da perda de posições. Suas atitudes depois do
último Concílio Geral, não se posicionando claramente com relação à violência da aprovação de uma
política antiecumênica da Igreja Metodista, foram
uma decepção da comunidade metodista que ainda
se dispõe a pensar. Pode-se até dizer, em defesa
dela, que o Concílio Geral é a autoridade máxima da
Igreja. É. Mas ele não tem a força e o poder de fazer
com que não se pense. Suas decisões podem e devem ser discutidas. Voltaremos ao assunto.
O SEPULTAMENTO DO REV. EUGÊNIO SIAS
Falamos na semana passada sobre a vida do
Rev. Eugênio. Hoje sobre o seu sepultamento, ao
qual compareceram muitas pessoas, a maioria de
nossa igreja de Vila Isabel.
Há diversos pontos a comentar, além da
tristeza de todos com a perda de pessoa tão querida.
O primeiro deles, é que o Bispo estava lá. Com o
atraso da chegada do corpo, o sepultamento tam-
bém atrasou muito. O Bispo, o pastor dos pastores,
não pôde esperar em virtude de outro compromisso.
Lamentável, principalmente pela posição que representa. No sepultamento de minha mãe, que não era
pastora mas viúva de pastor, ele estava em São Paulo numa reunião do Colégio Episcopal , largou tudo
e veio ao Rio para oficiar na cerimônia fúnebre, voltando incontinente a São Paulo. Nossa família é muito grata a ele por aquela atitude. Foi uma pena que
ele tivesse ido embora no sepultamento do Rev. Eugênio, a quem havia visitado naquela semana. Tendo em vista a justiça da razão, creio que nenhuma
pessoa das que o esperavam para esse compromisso
ficaria desapontada com o seu atraso.
Felizmente tivemos no sepultamento, que
não seguiu totalmente o ritual, duas intervenções
que vale a pena registrar aqui. A primeira delas, a
do Rev. Ronan Boechat, curtíssima, de aproximadamente três minutos. Além do que lhe pediram, a
leitura de dois versículos bíblicos, ele ofereceu palavras de consolo aos familiares e, de maneira especial, se dirigiu aos três empregados do Cemitério,
popularmente chamados coveiros, que lhe prestaram uma obsequiosa atenção. O Rev. Ronan lhes
falou que sua tarefa naquela tarde era muito importante porque eles estavam enterrando uma pessoa
muito importante, que era um pastor de almas chamado por Deus para servir aos homens e ajudar a
implantar o Reino de Deus na terra. Eu creio que
essa palavra representou, na mente e no coração
daqueles humildes homens, alguma coisa especial,
uma exceção de dignidade numa tarefa socialmente
desprezada, a de ajeitar um caixão na chamada “última morada” e derramar terra por cima. Naquele
dia, certamente, eles tiveram que relatar às suas esposas e familiares, depois de um domingo chuvoso e
desgastante, a satisfação de terem participado de um
enterro muito importante, o de um pastor de almas.
Parabéns pela criatividade do Rev. Ronan que, em
poucas palavras, sem discurso inflamado e cheio de
“evidentementes”, marcou, com uma palavra de
esperança, de fé e de confiança em Deus, uma cerimônia que normalmente é triste pela própria natureza.
O Rev. Marcelo Corrêa, que teve despertado
o seu chamado para o ministério no pastorado do
Rev. Eugênio em Vila Isabel, marcou também, com
poucas frases, um retrato da personalidade do Rev.
Eugênio no trato com os jovens e juvenis da nossa
igreja e do estilo do seu pastorado. Depois de ressaltar sua amizade, seu companheirismo e o fato de
estar sempre presente nas atividades dos jovens, ele
proferiu uma frase lapidar: “Como pastor, o Rev.
Eugênio provou que o que o que prende um jovem
na igreja não é a guitarra ou a bateria mas outros
valores”. No que tinham inteira razão, não só Marcelo Corrêa mas o próprio Rev. Eugênio.
N
Que há pela Vila
o próximo sábado, dia 1º de agosto, nossa igreja abrigará um encontro tri-distrital das
Sociedades de Mulheres. Aqui se reunirão sociedades dos Distritos do Catete, Cascadura e Penha. A programação começa às 14 horas, indo até o final de tarde, sob a liderança de Jane Gonçalves, SD do Distrito do Catete. A presidente Suely Mattos está convocando todas as mulheres da Vila para estarem aqui naquele dia e participarem da programação.
E
nos dias 1 e 2 de agosto
acontecerá no Acampamento Clay um reencontro
dos juvenis que participaram
de congressos e encontros
nos anos de 1979 a 1982. Vila
Isabel estará representada
por diversos ex-juvenis. Não
haverá condução especial e
cada participante cuidará de
seu meio de transporte. As
inscrições devem ser feitas
antecipadamente. Informações podem ser obtidas com
Roberto Pimenta.
D
e 31 de julho a 2 de agosto será realizado na
Escola de Missões, em Teresópolis, o II Encontro Regional de Evangelistas, com série de estudos e palestras
visando ao melhor preparo
destes leigos voltados para a
evangelização. O Rev. Ronan, Coordenador do Ministério Regional de Missões e
Evangelização, lá estará presente.
s segundas-feiras, à noite, temos a Igreja no Lar,
culto que acontece nas residências daqueles que as oferecem para o evento. Mas,
no dia 15 de agosto, um sábado, teremos uma Igreja no
Lar muito especial, pois ela
será realizada na casa de
nossos irmãos Ely e Lydia
Leal, na cidade de Rio Claro
(SP). O planejado é alugar-se
uma van, tendo preferência
aqueles que normalmente
À
frequentam esta programação.
E
m sua última reunião, o
Ministério de Ação Administrativa autorizou o aluguel de um imóvel na Praça Cocotá, próximo à estação
das barcas, na Ilha do Governador, para que ali tenhamos nosso Ponto Missionário. As primeiras reuniões
já têm acontecido em casa de
membros da Igreja Metodista naquela ilha.
E
por falar em imóvel,
está à venda uma propriedade quase defronte à
casa ocupada por nossa
Congregação do Grajaú, na
Rua Uberaba. O Corpo Pastoral (pastores e guiasleigos) reunido na última 4ªfeira, manifestou interesse
na aquisição do imóvel e
buscará alternativas que serão apreciadas em uma outra
reunião marcada para a 4ªfeira, dia 8 de agosto.
A
Vigília do Coração Aquecido, que normalmente ocorre na manhã do
sábado que antecede ao primeiro domingo do mês foi
adiada e será realizada no
dia 8 de agosto
O
editor, editor da conceituada revista Ultimato, Elben Cezar, deverá estar
conosco nos dias 29 e 30 de
agosto, para uma programação especial. No sábado ha-
verá palestra e debate. No
domingo, ele participará dos
cultos. Elben é um leigo
presbiteriano.
H
oje, logo após a Escola
Dominical, serão inaugurados dois banheiros para
adultos, no segundo andar
do Edifício Hilton Vidal
Campante. Até aqui, os dois
banheiros ali existentes destinavam-se apenas a meninos e meninas.
C
om a volta das férias do
Coordenador e do ViceCoordenador do Ministério
da Memória, serão acelerados os projetos para instalação do Espaço Memória de
nossa igreja. Logo mais, às
17 horas, será realizada uma
reunião do ministério.
N
a próxima sexta-feira, a
Congregação do Grajaú
fará uma vigília, das 22 horas até às 5:30 da manhã.
JORNAL DA
VILA
ANO XXIX - Nº 1430
Publicado semanalmente pelo
Ministério de Comunicação da
Igreja Metodista de Vila Isabel
– Rio (RJ).
Coordenador do Ministério:
Marcus Vinicius Mello
Vice-Coord: Simone Lins
Diretor: Roberto Pimenta
Redator: Luiz Pimenta
Xerox e distr: Walquírio Mattos
Os artigos assinados são de
exclusiva responsabilidade de
seus autores.
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