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O Estado do Maranhão - São Luís, 17 de setembro de 2010 - sexta-feira
Sai retrato falado de suspeito da
morte do motorista da Taguatur
Mulher que estava em companhia de Ronielson Lima Pinheiro na noite do episódio fornece as características
do criminoso; fatos já apurados pela polícia indicam a possibilidade de crime passional e por vingança
O
retrato falado do homem suspeito de ter assassinado na noite de
terça-feira, 14, o motorista da
Empresa Taguatur, Ronielson
Lima Pinheiro, o Roni, de 28
anos, foi divulgado ontem pela
Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). O homicídio ocorreu no ponto final da
linha de ônibus do bairro Residencial Paraíso. A identificação do principal suspeito foi
possível depois de a polícia ouvir Gislene, a mulher que estava em companhia da vítima,
na noite do crime.
Para ajudar na confecção do
retrato falado, a SSP firmou
parceria com a Superintendência da Polícia Federal no Maranhão, que utilizou um programa especializado em criar rostos de foragidos. A polícia trabalha nas investigações com
várias possibilidades, mas alguns fatos indicam que pode
se tratar de um crime passional, uma vez que não foi subtraído nenhum pertence do
motorista.
Segundo informações do superintendente de Polícia Civil
da Capital, delegado Sebastião
Uchoa, a verdadeira identidade
do executor do motorista só
será possível após o fim das investigações. “Estamos acom-
Divulgação
panhando o trabalho do delegado Emanuel Bastos, do 16º
DP, que preside o inquérito”,
ressaltou. O superintendente
informou que, por meio do retrato falado, a polícia poderá
chegar ao criminoso, tendo em
vista que a mulher que presenciou o crime detalhou as suas
características.
Depoimentos - A polícia continua ouvindo depoimentos de
testemunhas do crime e de
familiares do motorista para
tentar solucionar o homicídio.
Várias pessoas envolvidas no
círculo social de Ronielson Pinheiro já foram interrogadas e
outras serão intimidas nos próximos dias pelo delegado Emanuel Bastos (16º DP da Vila
Embratel). Em depoimento,
Gislene afirmou que ela e o
motorista mantinham um relacionamento amoroso há cinco
meses, tempo em que ela estava em processo de separação
do marido, com quem vive há
oito anos.
Durante a oitiva, na Superintendência de Polícia Civil da
Capital (SPCC), a testemunha
reafirmou a versão já divulgada, de que o assassino teria se
aproximado do motorista - que
descia do coletivo - e perguntado a que horas seria a pró-
“
A morte de
Ronielson Lima
Pinheiro
também sugere
uma vingança,
que também
está sendo
investigada. Ele
teria atirado
contra um
grupo de
assaltantes”
Sebastião Uchoa,
diretor da Superintendência
de Polícia Civil da Capital.
Retrato falado do suspeito de assassinar motorista de ônibus
xima viagem. Em seguida, ele
efetuou os disparos. Gislene
disse ainda que com Roni baleado no chão, atendeu a uma
ligação no celular da vítima,
feita por outra mulher, também casada, com quem o motorista mantinha um relacio-
namento amoroso.
Esta segunda mulher foi
identificada como Érica, moradora do Residencial Paraísso.
Ela, assim como Gislene, estava se separando do marido e
teria se desesperado na frente
do companheiro, ao saber da
morte de Roni. “Estamos trabalhando com a hipótese de o
marido de Érica ser o mandante do crime, claro, sem desprezar as outras linhas de investigação”, disse Uchoa. A tese
informada pelo superintende
da SPCC, segundo a Polícia
Civil, se fortaleceu com a evasão do suspeito.
Outro fato levantado nas investigações aponta o envolvimento de Ronielson Pinheiro
com uma terceira mulher, também casada, que reside no
bairro Turu. De posse dessa informação, a polícia colheu o
depoimento dessa pessoa, que
confirmou o relacionamento e
os dois faziam planos de viverem juntos.
A Polícia Civil está mantendo negociações para que os
maridos das mulheres que
tiveram envolvimento com
Ronielson Pinheiro prestem
esclarecimentos sobre o caso.
Qualquer informação sobre o
executor do crime ou que possa ajudar a solucionar este caso pode ser repassada pelos
telefones do Disque-Denúncia
(98) 3223 5800 (São Luís) ou
0300 313 5800 (interior).
Comerciante mata a mulher com
nove facadas e recorre ao suicídio
Fazendeiro acusado
de mandar assassinar
padre é condenado
Crime ocorreu na madrugada de ontem na
cidade de Pedreiras e teria sido motivado
pelo fim do relacionamento entre os dois
Osvaldino Teodoro
terá de cumprir 16
anos de prisão no
presidio de Pedrinhas
PEDREIRAS – O comerciante
Armildo Ribeiro Silva, de 20
anos, matou, por volta das 2h de
ontem, na Rua Getúlio Vargas,
em Pedreiras, sua companheira Francilene de Lima Andrade,
de 23 anos, com nove facadas.
Após o crime, o jovem foi encontrado morto por enforca-
mento, dentro de seu estabelecimento comercial, na mesma
rua. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil local.
O delegado Francisco de Assis Andrade Ramos, responsável pelas investigações, informou que o motivo pelo qual Armildo Silva teria assassinado a
mulher seria o fato de ele não
aceitar o fim do relacionamento proposto por ela. Ainda segundo a polícia, o assassinato
aconteceu na residência da mãe
de Francilene Andrade.
Armildo Silva foi à casa onde
a mulher estava já com a intenção de matá-la. Ele arrombou a
porta dos fundos do imóvel e,
ao encontrar Francilene Andrade - que tinha acordado com o
barulho da invasão -, desferiulhe nove facadas. Ela ainda gritou pela sua mãe. Os dois filhos
Fotos/Biné Morais
Drogas e jóias encontradas ontem com o traficante Oziel Nunes Martins (detalhe), preso em flagrante
Traficante de drogas é
preso no Bairro de Fátima
Com o acusado, que foi atuado em
flagrante, a polícia encontrou maconha
transgênica , crack, cocaina, jóias, e armas
Apontado como um dos mais
influentes traficantes de drogas do Bairro de Fátima, Oziel
Nunes Martins, de 36 anos, foi
preso ontem na Vila do Sapo,
naquele bairro. A ação policial
foi realizada pelo Departamento de Combate a Narcóticos
(Denarc), que já haviam recebido informações do DisqueDenúncia (3223-5800) de que
ele vendia maconha, crack e
cocaína.
De campana, os investigadores do Denarc conseguiram localizar o traficante. Ele
foi levado até sua residência, na
Rua Nossa Senhora Aparecida,
onde a droga foi encontrada
em um buraco, na parede. No
endereço, a polícia apreendeu
17 trouxas de maconha trans-
gênica (mais forte que a comum), nove petecas de crack e
uma porção avulsa de cocaína.
Além dos entorpecentes,
foram apreendidos em poder
do acusado um revólver calibre
38, com três munições, e R$
70,00. Conduzido até a delegacia especializada, ele teve a ficha
criminal levantada, e foi descoberto que ele havia sido preso em 2006, pelo mesmo crime.
Também suspeito de cometer
vários assaltos na área, Oziel
Nunes foi autuado por tráfico
de drogas e posse irregular de
arma de fogo.
do casal acordaram e presenciaram o fato. A mãe da vítima ligou para a ambulância e a polícia. Francilene ainda foi socorrida, mas morreu ao chegar ao
hospital.
Após tomar conhecimento
do episódio, a polícia saiu à procura de Armildo Ribeiro e o encontrou enforcado em seu estabelecimento comercial. No local, havia duas garrafas de bebidas, em uma mesa, e que supostamente teriam sido consumidas por ele.
Júri absolve
homem que
tentou matar
comerciante
ANAJATUBA - O comerciário
Domingos Ramos dos Santos Dutra foi absolvido em julgamento
ocorrido segunda-freira, 13, em
Anajatuba. Ele era indiciado por
tentativa de homicídio contra o
comerciante João Francisco Lopes
Licar, no dia 10 de outubro de 2004.
O fato ocorreu em uma festa
que se realizava na casa da mulher
identificada apenas como Sabina,
no povoado Bom Jardim, no município de Anajatuba. Em decorrência da gravidade da lesão, a vítima perdeu um dos rins e ficou
com outros problemas de saúde.
Na defesa de Domingos Ramos, atuou o criminalista Juarez
Santos, que sustentou a tese de
legítima defesa, mostrando aos jurados que Licar, de acordo com
ensinamentos vitimológicos, foi
culpado pelo crime, pois, se não
tivesse provocado e agredido o
acusado, nada teria acontecido.
Os jurados acolheram a tese do
advogado de defesa e absolveram
Dutra por maioria de votos. O resultado mais esperado, segundo o
advogado, era de uma condenação, pois durante os debates, a
promotora Maria Cristina Lima
Lobato Murilo demonstrou, com
as provas dos autos, que o acusado agiu à traição, sem dar chance
de defesa para a vítima. A pena
prevista era de 12 a 30 anos de
prisão, por crime qualificado.
IMPERATRIZ – O fazendeiro Osvaldino Teodoro da Silva, o Mundico,foi condenado a 16 anos de
prisão pelo assassinato do padre
Josimo Moraes Tavares, crime
ocorrido em 1986, em Imperatriz.
A sessão do júri foi realizada na
quarta-feira, no auditório de uma
faculdade da cidade, acompa-
nhada pelo bispo da Diocese de
Imperatriz, dom Gilberto Pastana.
Padre Josimo, que atuava como coordenador da Comissão
Pastoral da Terra (CPT), na região
do Bico do Papagaio, em Tocantins, foi morto no dia 10 de maio
de 1986, a tiros, enquanto subia a
escadaria do prédio onde funcionava o escritório da pastoral.
Para os lavradores da região, o
"padre preto de sandálias surradas" é símbolo de resistência
contra a opressão e um mártir da
luta pela terra.
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Sai retrato falado de suspeito da morte do motorista