de
Guia
Boas Práticas
Marketing
Territorial
de
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índice
1
O que é o Marketing Territorial? | 06 |
A dinâmica do Marketing Territorial no âmbito territorial e geográfico
Uma fotografia realista do “território” | 06 |
Uma lógica de futuro | 06 |
| 06 |
2
Príncipios básicos do Marketing Territorial | 08 |
A história do Marketing Territorial em traços gerais | 08 |
A importância do Marketing Territorial na vida das pessoas e das empresas | 08 |
O marketing do futuro | 08 |
A importância das boas práticas | 08 |
A sustentabilidade dos processos de financiamento, produção e comercialização
| 09 |
3
O Marketing Territorial de Produto | 10|
Produto | 10 |
O que é um produto, como surge e vinga no mercado | 10 |
Os princípios do que é um bom produto | 12 |
Produtos com final feliz | 12 |
Saber encontrar e superar as expetativas do(s) mercado(s) | 12 |
Como actualizar a inovação | 12 |
Promoção | 12 |
Como divulgar e promover um produto | 12 |
Questões básicas | 12 |
As técnicas de ontem e de hoje | 12 |
O futuro da “promoção”
A dinâmica da sociedade digital - As novas ferramentas
| 12 |
Preço | 15 |
Uma visão a 360. Fatores a considerar na construção de um preço | 15 |
Mercado interno e internacional | 15 |
A lógica do preço para o mercado interno (regional e nacional, mercado europeu e mercados emergentes)
Custo VS Investimento | 15 |
Distribuição | 15 |
Como levar o produto até ao consumidor final, seja particular, ou uma empresa
Os principais factores logísticos a considerar | 15 |
E tudo na distribuição mudou com a era digital | 15 |
Oportunidades e sinergias | 15|
O cliente ali tão perto | 15 |
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| 15 |
| 15 |
4
O Marketing Territorial de Serviço | 18 |
O processo | 18 |
O que é prestar um serviço | 18 |
Que processo usar e em que é que isso nos diferencia |18 |
A galinha do vizinho é mesmo melhor que a minha | 18 |
O processo e a inovação | 18 |
A dinâmica do processo | 18 |
A evidência física | 18 |
A minha casa, a sua casa | 18 |
Manter, mudar ou inovar | 18 |
A arte de receber | 18 |
A importância de um sorriso | 18 |
Imagens que valem mais do que mil palavras
| 19 |
As Pessoas | 19 |
Há caras que não se esquecem | 19 |
As pessoas são quem faz a diferença | 19 |
Pessoas felizes = Projectos felizes | 19 |
A importância da formação | 19 |
As pessoas sempre as pessoas | 19 |
5
Exemplos de boas práticas & Cases Studies | 20|
5 Bons exemplos no âmbito do Marketing Territorial
| 21 |
6
Saiba olhar para o seu negócio numa lógica de Marketing Territorial | 22 |
Mini “check list” | 22 |
Faça e não faça | 22 |
Não sabe? Pergunte |23 |
A importância de uma boa ideia: seja criativo | 23 |
Aprenda com os seus erros ou como tornar fraquezas em forças
| 23 |
7
Das palavras à acção | 24 |
Pare, escute e olhe para o seu negócio | 24 |
O segredo já não é a alma do negócio | 24 |
Quando a concorrência é saudável e se recomenda | 24 |
Tenha consciência das suas acções / práticas: meça o que anda a fazer
Seja responsável, não está sozinho na caminhada | 24 |
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1
O que é o Marketing
Territorial?
1.1. A dinâmica do Marketing Territorial no
âmbito territorial e geográfico.
Seja uma cidade, uma região ou um país, o marketing
territorial permite-nos olhar para uma realidade geográfica e todas as suas componentes ou características
específicas numa lógica de mercado e assim poder ir ao
encontro e satisfazer as expectativas e desejos daqueles
que são o seu público-alvo, sempre numa orientação
concertada de criação de valor.
1.2. Uma fotografia realista do “território”
Olhar a paisagem, o meio envolvente numa lógica de
mercado, permite-nos identificar e valorizar aspectos e
variantes que de outra forma, seriam dificilmente agregados e compreendidos.
A baixa densidade populacional, por exemplo, maioritariamente vista como negativa e sinónimo de desertificação, também pode significar mais liberdade, mais
espaço para oportunidades e menos poluição para as
pessoas, em relação aos bens e serviços disponíveis
naquela área.
Podemos assim, aplicar de forma objectiva e prática uma
leitura de mercado, a um espaço geográfico, ou a uma
região, como se fosse um produto. E assim identificar,
usar de forma diferenciada e controlar, as suas variantes
de marketing mix, de modo a optimizar os recursos
existentes, quer humanos, quer económicos, quer tecnológicos de modo a ir ao encontro da plena satisfação
dos diversos públicos. Quer numa lógica interna a nível
de residentes, quer numa lógica externa, a nível de possíveis investidores, por exemplo.
O conceito macro e micro, está directamente ligado à
proporcionalidade e importância que se possa atribuir
aos factores diferenciadores que constituam vantagens competitivas de referência. A “Pera do Oeste” ou o
“Presunto de Barrancos” pode ser aceite com uma micro
estratégia, com vista a uma dinamização macro da economia regional. Por outro lado, a “Região Demarcada
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Douro”, assume uma dimensão macro e na sua origem
mas destina-se à promoção demarcada de um vinho
específico de uma determinada região.
De uma fotografia de ambiente geral, passamos a uma
leitura mais precisa e orientada, como se de um raio-x se
tratasse. Assim podemos identificar todas as suas características, pontos fortes e pontos fracos, aspectos menos
bons e vantagens que se desejam verdadeiramente
competitivas.
1.3. Uma lógica de futuro
Numa lógica de marketing, em que queremos de forma
consciente, concertada e planeada ir ao encontro do
nosso público, dos nossos consumidores, podemos
planear e projectar um lugar de futuro para a região em
causa, uma vez que podemos e devemos olhar para as
suas características e recursos de uma forma objectiva e
intencional, sempre com vista a um futuro económico e
social mais promissor.
Se assim for e o todo significar e for assumido internamente e para o exterior como uma valiosa e diferenciadora soma das partes, conseguimos olhar para os
recursos geográficos, económicos e outros, de uma
região, das gentes que a compõem, desde as suas vias
de ligação às principais actividades, etc., e planear o fu­
turo. O queremos num futuro próximo e onde gostaríamos de estar num futuro mais distante, onde a evolução
económica de um território, traz de forma efectiva mais
riqueza e valor aos seus habitantes.
As forças e instituições locais, públicas e privadas,
nomeadamente através dos seus empresários nos mais
diversos campos de actividade, podem reunir-se à volta
de um mesmo desígnio comum, que promova o bemestar de quem reside, de quem está de passagem ou
procura motivos para ficar, sempre mas sempre, com o
objectivo transversal de criação de riqueza e valor para
todos: cidadão comum, poder local, tecido empresarial,
investidores, etc.
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2
Príncipios básicos
do Marketing Territorial
2.1. A história do Marketing Territorial em
traços gerais
A evolução da humanidade está inequivocamente ligada ao seu contexto geográfico mais básico. Os acessos
e recursos, bem como potencial alimentar, de expansão
e defesa são desde sempre factores considerados na
escolha e fixação de um grupo populacional, numa
certa região, em detrimento de outra. Ou seja, podemos
assumir que a satisfação das necessidades mais básicas
e primárias, estão intimamente ligadas ao percurso e
fixação de gentes a lugares, numa perspectiva primária e
simples de sobrevivência e depois de evolução e criação
de riqueza. Onde as trocas, desde os primórdios, se
renovaram naturalmente, mas onde as necessidades e
motivações continuam a evoluir numa perspectiva de
maior satisfação e realização.
2.2. A importância do Marketing Territorial
na vida das pessoas e das empresas
Digamos que olhar e gerir o mercado de um ponto de
vista geográfico / territorial, económico e social, possui
acima de tudo a mais-valia de ser uma alavanca agregadora ao desenvolvimento e crescimento sustentável das
populações.
Potencialidades intrínsecas de uma área ou território,
de carácter disperso e díspar, podem ser legitimamente
reunidos em prol de um desígnio comum e partilhado,
como por exemplo: gestão dos recursos naturais e ambientais, promoção turística sustentável e de qualidade,
fixação de população, etc. É muito importante que a sociedade, seja no seu âmbito mais alargado, quer no seu
carácter mais regional e local, sejam capazes de encontrar factores diferenciadores e competitivos que estejam
directamente associados à região onde se inserem. Este
valor de identidade, pode apresentar com muita força e
legitimidade associada, ofertas inovadores e de referência, que permitem não só diferenciar quem as produz
(empresas, associações, pequenos produtores,
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etc.), mas também quem está associado ao seu processo
de comercialização, divulgação etc., até chegar ao consumidor final.
Os valores regionais, podem e devem associar valores
aos benefícios de um produto, ou de um serviço de determinada região. Seja pela potencialização máxima de
factores de sucesso intrínsecos, seja pela criação de valor
pela inovação, onde se poderia perspectivar ausência a
condições naturais, ou imediatas de sucesso, de riqueza.
A criação de uma das maiores centrais fotovoltaicas
solares, colocou Amareleja no mapa. Onde podia ser
visto um deserto de desinteresse e recursos, foi possível
criar valor e gerar riqueza, encarando características /
limitações de ordem geográfica e atmosférica – zona
periférica e das mais quentes de Portugal – numa aposta
de valor diferenciada.
2.3. O marketing do futuro
A importância das boas práticas
Os bons exemplos devem ser seguidos ou, pelos menos,
considerados quanto se passa da teoria à prática. O
desenvolvimento de políticas sociais e económicas sustentáveis, permite criar com segurança, uma margem de
futuro: equilibrada, rica para o presente, mas igualmente
promissora a nível de gerações futuras.
A criação por exemplo, de uma região protegida pela
variedade e importância da riqueza da sua fauna e flora,
recursos naturais, etc. possui um grande potencial de
criação de riqueza. A valorização e correta promoção
deste potencial junto das populações é fundamental
para uma estratégia de sucesso.
Ter uma mente aberta, disposta à mudança é sempre
uma aposta ganhadora. Veja-se o excelente exemplo,
de referência mundial, em que os Açores se tornaram: a
proibição da caça à baleia, permitiu a criação de uma
oferta turística de excelência, de natureza ímpar e altamente diferenciadora: a observação das baleias. É muito
importante, para todas as gerações passadas, a
preservação das tradições em espaços museológicos
ou edificações de referência (antigos postos baleeiros) agora colocados ao serviço do turismo ecológico
e sustentável, das gerações presentes e futuras, pela
oportunidade de disfrutar, aprender e crescer com uma
natureza real, simples e próxima.
A sustentabilidade dos processos de financiamento, produção e comercialização
Todas as actividades humanas sem excepção, necessitam de equilíbrio e de uma perspectiva de crescimento
sustentado ou não são garantia de criação de valor às
gerações futuras, por mais rentáveis que efectivamente
sejam na actualidade.
A promoção turística por exemplo, vem conhecendo
com o passar dos anos, mutações muito importantes,
sendo frequente nos últimos anos um pouco por todo
o território nacional a discussão entre o turismo de
massas e o turismo de qualidade. Numa relação directa entre a capacidade e competência da oferta, mas
também a pensar num retorno mais feliz e rico para as
comunidades locais e seus participantes. Sem esquecer
obviamente o papel fundamental do consumidor que ao
tornar-se de dia para dia mais atento e exigente, obriga
a uma capacidade de resposta actual e segmentada por
parte dos diversos agentes económicos e stakeholders.
O futuro passa naturalmente por uma real sustentabilidade, de modo a assegurar adequadamente a criação
constante de valor para as populações, respeitando o
tempo e ciclo de vida do território em si.
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3
O Marketing Territorial
de Produto
Importa compreender que a dinâmica do Marketing
aliada ao contexto territorial, abrange a dinâmica básica
associados aos elementares P’s quer do produto, quer
do serviço. A perspectiva do marketing de produto, que
tem uma adaptação / tradução directa do Inglês, é válida
também no âmbito do serviço.
Os P’s do Marketing Mix de produto são: Produto (Product), Promoção (Promotion), Distribuição (Place) e
Preço (Price).
O alargamento dos P’s no âmbito do serviço são: Processo (Process), Evidência Física (Phisical Evidence) e as
Pessoas (People).
Com esta pequena e breve introdução, passaremos a
apresentar cada uma das variantes do marketing mix,
de uma forma simplista e prática aliadas à dinâmica e
lógica territorial. Será o âmbito do produto ou do serviço
prestado, a par da perspectiva e ordem de grandeza e /
ou importância que ajudaram a encontrar o contexto e
posicionamento pretendido junto do público-alvo.
Ou seja, será a imagem, a ideia que se pretenda vir a
criar na cabeça do consumidor, que dirá do âmbito
e sucesso daquela estratégia de marketing. A para
naturalmente da qualidade e nível de satisfação sobre o
produto ou serviço.
É importante considerar que valores como a originalidade, autenticidade e tradição, são um património
natural que as regiões, num âmbito de marketing de
local, tendem a descurar, ou pelo menos a não potenciar
devidamente. E em nada colidem com a modernização e
inovação da sociedade moderna, mesmo no seu âmbito
mais tecnológico.
O “serious game”, ferramenta inovadora de promoção
aos recursos e actividades da região do Ribatejo e Alto
Alentejo, é a prova de disso mesmo. Como introduzir
uma ferramenta moderna ao serviço de regiões e localidades que há muito existem e são uma referência e
tradição, é um desafio imenso que será naturalmente
ganho, uma vez que estejam devidamente envolvidas e
apoiadas, todas as entidades activas ao nível da economia local.
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Basicamente, trata-se de colocar ao serviço das pessoas,
das suas empresas, produtos e serviços, ferramentas
do marketing, da distribuição moderna, da promoção
e divulgação da era digital, georreferenciação, etc. num
âmbito mais local com vista a uma desenvolvimento
económico e social com resultados práticos.
Assim sendo, apresentam-se seguidamente as variantes
do marketing mix, na sua perspectiva mais elementar,
mas sem descurar a realidade geográfica em que se
podem e devem inserir.
3.1. Produto
O que é um produto, como surge e vinga no
mercado
Um produto ou está devidamente orientado para o mercado ou não vinga. Além do consumidor ser cada vez
mais informado, exigente e crítico, a sorte de principiante na dinâmica da oferta, não passa disso mesmo.
O consumidor usa, compara, procura e tempos de crise
como os que vivemos actualmente, a compra por impulso reduz-se a situações e produtos pontuais.
Há que conhecer o mercado, saber ouvir o consumidor
e estar à altura das espectativas e exigências da procura.
Mas também dos próprios concorrentes e colaboradores.
As técnicas de gestão modernas implicam directamente
e de forma activa a colaboração e participação dos
colaboradores da empresa. É intrínseco à cultura e missão de muitas empresas a mais-valia que representa de
forma efectiva o capital humano no desenvolvimento e
crescimento das diversas actividades.
Os princípios do que é um bom produto ou
Produtos com final feliz
A simplicidade é o factor que na maioria das vezes dita
o sucesso de um produto. Há, como é óbvio, diversos
factores a considerar e, em certos segmentos, nomeadamente na área industrial e do foro “business to business”,
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a complexidade aumenta exponencialmente.
Mas a verdade é que o consumidor quer e espera,
efectivamente, que este ou aquele produto ou serviço
que pretende adquirir cumpra à altura do que se
propôs. Caso contrário, a reclamação acontece a par da
devolução. E é factual que a compra não só não se repetirá, como será desaconselhada a terceiros.
Por outro lado, um Cliente satisfeito traz à empresa e
aos seus produtos / serviços, uma publicidade que não
há plano de marketing que supere. Aquilo que era um
“boca-a-boca” convencional e frequentemente relativizado passou, com a abrangência e dinâmica das redes
sociais, a uma projecção e escala inimagináveis.
projecção nacional, ibérica, europeia ou mesmo mundial.
A recente estratégia de posicionar Portugal como um
destino de surf de excelência, mostra a evolução e maturidade de mentalidades. Bem como a capacidade de nos
posicionarmos de forma atractiva e ganhadora perante
a concorrência de outros locais e países do mundo. E a
aposta é clara e simples: venham, se não encontrarem
boas ondas, pagamos para cá voltarem novamente. Esta
é a mais recente aposta do turismo de Portugal e que,
sem dúvida, contribui para uma imagem e posicionamento de excelência para a comunidade surfista a nível
mundial.
Saber encontrar e superar as expectativas
do(s) mercado(s)
3.2. Promoção
Estar atento à dinâmica do mercado e às expectativas
dos Clientes. O consumidor sabe mais sobre o seu
produto e o segmento, do que a própria empresa. No
sentido em que, num ato de compra, o consumidor vai
informado e escudado num manancial de informação,
referências, qualidades, preços praticados, etc., que as
próprias empresas não têm, em termos práticos,
interesse directo ou capacidade de reunir.
A verdade é que uma decisão de compra baseia-se hoje
em prossupostos que não eram sequer considerados
à 5 ou 10 anos atrás. A cada vez mais mencionada e
equacionada “pegada ecológica” é disso mesmo um
bom exemplo, a par das acções e práticas efectivas de
responsabilidade social.
A entrada em bolsa é hoje acompanhada com informação credível e actual relativamente ao desempenho
sustentável” da empresa. A “certificação energética” é
uma realidade social, que procura assegurar uma existência sustentada.
Como actualizar a inovação
Os empresários, os cidadãos, os órgãos de poder local e
regional, etc., têm que estar informados, actualizados e
pontos a intervir de modo a reinventarem a sua realidade geográfica se necessário.
Os diversos esforços de coesão com vista à candidatura
de diversos fundos comunitários, são disso um bom
exemplo. Havendo a vontade e a par dela um caminho
traçado de forma consciente e estratégica, a concertação de esforços vinga e é possível criar melhores infraestruturas, melhores redes de acesso, polos industriais
e tecnológicos inovadores, optimizar recursos naturais
e com eles criar novos factores de atracção, promoção
conjunta de destinos e/ou criação projectos regionais
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Como divulgar e promover um produto
Primeiro pense em quanto pretende investir numa acção
de promoção. Defina em função do plano estratégico da
empresa, o que é que pretende promover? A sua marca
ou o seu produto ou serviço? Qual o benefício que pretende promover? A quem se destina? Qual a amplitude
que quer dar à sua mensagem? Tipifique e defina o seu
público-alvo.
É fundamental que meça o impacto da sua mensagem,
caso contrário nunca saberá avaliar e optimizar o retorno do seu esforço e do seu investimento. Atingiu os
objectivos a que se propôs? Aumentou a sua quota de
mercado, o lançamento do seu produto foi um sucesso
com um nível de satisfação e intenção de repetição de
compra satisfatórios? Qual a taxa de retorno do seu
investimento? Ficou a conhecer melhor o seu consumidor? Está à altura das suas expectativas e tem como
superá-las? Onde quer que o seu negócio esteja daqui a
10 anos?
A definição de uma estratégia de comunicação é fundamental. Não tem que ser um documento complexo, mas
antes uma consolidada lista de intenções naquilo que
são as principais características e fundamentos da sua
oferta.
Nunca relativize ou desvalorize a imagem ou ausência
dela, que os outros têm de si. Sejam seus empregados,
seus colaboradores, fornecedores ou clientes. Estabeleça
uma relação de confiança e parceria com os seus interlocutores. De um simples, mas bem delineado plano de
CIM (Comunicação Integrada de Marketing) nasce uma
boa acção de comunicação.
Lembre-se que quando procura uma atitude, está a
trabalhar ao nível da marca. E que quando promove um
comportamento, está a relacionar-se com o seu público
a nível de produto. Conta aquilo que as pessoas fazem
em relação ao que tem a oferecer e não, directamente,
aquilo que pensam de si. Estando todos os factores presentes no que se trata de comportamento de consumo,
prevalece a ordem e nível de importância atribuídos.
Quer ao seu produto, aos preços que pratica, etc.
Questões básicas
Pense bem no que o move e naquilo que pretende
alcançar com a sua comunicação. Estude e promova
adequadamente os benefícios do seu produto. Estabeleça uma mensagem clara. Seja eficaz e salvaguarde
uma margem de erro para as suas acções.
Faça o seu planeamento de média à medida das suas
capacidades e de modo a assegurar que impacta do
melhor modo o seu público-alvo.
Tenha presente que a media regional (imprensa local e
regional, rádios locais, etc.) uma força viva da região e
constituem de um modo geral, um investimento relativamente acessível e com uma boa cobertura.
Existem ainda, suportes de “média” / meios nacionais
(jornais, por exemplo) que possuem edições regionais
que podem ser uma aposta interessante e acessível.
Mantenham também presente, que boas acções de
relações públicas, podem trazer-lhe um bom retorno e
visibilidade com implicações financeiras mínimas. Aliás
se envolver os “médias” tradicionais e digitais nas suas
actividades, pode conseguir uma visibilidade extra,
dando a conhecer, por exemplo, o seu processo de fabrico tradicional, o lançamento inovador de um produto
de tradição ancestral, etc.
As técnicas de ontem e de hoje: o futuro da
“promoção”
Dar-se a conhecer ainda passa, felizmente, por dar-se a
conhecer efectivamente. A presença em feiras temáticas,
pode ser um esforço concertado que lhe trará visibilidade e assertividade a nível de contactos. Pondere
sempre muito bem e não descure, o seu esforço de
comunicação. Mais vale uma boa acção concertada e
dirigida, do que tentar disparar para todo o lado, e só
“fazer como a concorrência faz”. Com a concorrência
também se aprende, lembra-se?
Mais uma vez a simplicidade, pode trazer-lhe retornos
e contribuir para uma imagem geral do seu negócio
positiva e credível. Um exemplo prático: de nada lhe
servirá um Site (ou sítio), nem boas aplicações móveis
para demonstração dos seus produtos e serviços, se as
imagens que tiver disponíveis foram tirados de forma
“caseira”. Como verá mais à frente, uma imagem vale
mais do que mil palavras e um bom argumento de vendas (vulgo “salesfolder”) fará e muito, pela qualidade da
sua imagem e dos seus produtos.
Se parar um pouco para pensar no universo regional que
o rodeia, o seu local tem uma entidade, criada há muitos, muitos anos, mas que o tempo não apagou, antes
reafirmou. O Brazão da sua cidade ou concelho, traduz
a identidade original do lugar. Tudo o que representa,
desde tempos muito antigos, mais não é do que os
factores diferenciadores e/ou de criação de riqueza associados aquele determinado lugar: a cortiça, a pesca, o
rio, a vinha, a perspectiva defensiva ou de troca associadas. Num simples Brazão regional, se encerra a história
e valências de uma determinada região. Ao limite, que
uma identidade visual tão simples, mas estrategicamente simbólica são o que de melhor lhe pode servir de
mote ou inspiração, para se promover e dar-se a conhecer numa lógica de marketing territorial.
A dinâmica da sociedade digital - As novas
ferramentas
Perspectiva Micro:
No seio pessoal ou da empresa há que criar e gerir de
forma optimizada e realista uma entidade digital, seja
através da implementação de um site, de uma página no
facebook ou microsite, intranet (rede empresarial), etc.
Quando o fizer, há que fazê-lo bem e de forma prática
e funcional, caso contrário correr o risco de o feitiço
se virar contra o feiticeiro e o seu público o ver com
descrédito ou falta de qualidade. Pelo que a entrada
no mundo digital ou é bem-feita e sustentada ou não
deverá acontecer.
A título particular ou privado, a realidade do mundo e
comunicação digital, é um dado seguro de futuro. Não
vale a pena empurrar para a frente e adiar o inadiável,
vivemos num mundo digital. E hoje, não é amanhã, nem
depois, quem não está na web, não existe.
Por isso, fale e faça-se ouvir digitalmente alto e bom
som:
- Crie um site (sítio) para a sua empresa / actividade e
faça-o bem feito de forma estruturada. Mais vale um site
simples e eficaz de utilização (interface) simples, do que
um complexo de difícil navegação e actualidade;
- E actualidade é a palavra de ordem no contexto digital: refresque a actualize as suas mensagens. Crie um
“newsletter” digital e envie-a aos seus contactos. É mais
“verde” e pode monitorizar, acompanhar em tempo útil
o sucesso da sua mensagem.
- Se a sua realidade local / regional o permitir crie uma
intra net (rede interna) que optimize a sua identidade e
os produtos e serviços que oferece. Este género de
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associativismo digital pode ser vantajoso e implicar um
nível de investimento mais reduzido e suportável.
- As comunicações e aplicações móveis devem ser
encaradas como uma mais - valia para sua actividade
e para os seus produtos / serviços. O consumidor está
mesmo à distância de um click, nomeadamente a nível
de informação.
- Tablets são uma montra digital de produtos, desinvista no papel, seja mais verde e descubra tudo o que o
mundo digital pode fazer por si e pela sua empresa. Um
“salesfolder” em formato digital, por exemplo, constituirá
uma útil e prática ferramenta de trabalha. Motiva a sua
força de vendas ao dotá-la de recursos actuais e acessíveis e surpreende os seus parceiros e clientes pela sua
actualidade.
Por outro lado, factores de proximidade de carácter regional – como o associativismo - permitem-lhe optimizar
recursos e tornar-se mais competitivo. O consumidor é
informado e conhecedor do valor da qualidade e da autenticidade. A procura de produtos biológicos por exemplo, tradicionalmente mais caros em cerca de 20 a 30%
do produto industrial, tem conhecido um crescimento
motivador nos últimos anos. Isto para lhe dizer que também existem factores que reforçam o valor atribuído e
percepcionado de um preço, pelo que deverá ponderar
bem, a par da qualidade e imagem, o limite até o qual o
consumidor está disposto a pagar por si.
Tal como nas outras variantes do marketing mix, vale
a pena fazer alguns estudos e testes de preço. As suas
margens vão agradecer.
Perspectiva Macro:
Custo VS Investimento
O mudo digital dá uma visibilidade à região que se
insere e à sua actividade que não conseguiria de outra
forma ou dimensão. Ponha-se no mapa com as diversas
aplicações disponíveis na internet, optimize custos e
contactos falando sem custos via skype, por exemplo.
- Peça a sua “assinatura digital” e habitue-se a uma nova
dinâmica e lógica empresarial. Os concursos públicos e
acessos a informação, bem como processamento da informação referente à sua empresa e actividade, nomeadamente a nível de Estado (Finanças, Segurança Social,
etc.) dependem cada vez mais e em termos práticos
desta funcionalidade.
- As previsões meteorológicas, as cotações cambiais, as
transacções bancárias via net, etc., permitem-lhe mais e
melhores respostas com uma diminuição significativa de
custos.
- É possível, por exemplo, gerir e monitorizar a gestão de
uma frota automóvel a nível de distribuição sem sair da
sua secretária.
3.3. Preço
Uma visão a 360. Factores a considerar na construção de
um preço
Pense em preço, pense em valor. E pense em todos, de
forma estruturada e consistente. E nunca se esqueça do
seu, do valor que o seu trabalho e dos seus colaboradores têm para a actividade que desenvolve. Tende-se
a equacionar os custos directos e indirectos associados,
mas às vezes o óbvio fica por contabilizar.
Todas as horas dedicadas por si e pela sua família, se
uma empresa de âmbito familiar se tratar, deverão ser
consideradas na construção de uma ordem de grandeza,
de valor, associados aquilo que faz, que produz.
Numa lógica de gestão moderna e actual, é estrategicamente importante que os recursos de uma empresa sejam devidamente adequados a esta ou aquela
finalidade, numa perspectiva de investimento. Não se
quer, nem se pretende gastar dinheiro. Gasta-se dinheiro
quando não se pensa e planeia o que fazer com ele. Se
os recursos a utilizar forem devidamente planeados e
estruturalmente assentes numa estratégia concertada e
partilhada, o investimento deverá assegurar um retorno
futuro. Porque não existem fórmulas de sucesso garantido, assegure-se que o seu investimento tem retorno
garantido, crie uma margem de erro, assegure reorientação da estratégia ou minimização do seu impacto:
quanto mais planeamento, menos surpresas.
3.4. Distribuição
Como levar o produto até ao consumidor
final, seja um particular, ou uma empresa
Vá até ao consumidor final ou deixe que ele venha até si.
Em qualquer dos casos e mais uma vez, pondere e planei
muito bem o esforço financeiro e de recursos que toda a
logística obriga.
Acondicionar um produto que sai da terra, mesmo sem
o fazer chegar a lado nenhum, tem custos. Este processamento, por exemplo, implica boa capacidade de
armazenamento, a não descurar. Até ao momento em
que tem que ter o assegurar capacidade de armazenamento, também. Desde os custos menos óbvios, como o
do espaço em armazém das mercadorias aos custos associados à subida e descida do preço dos combustíveis,
seguros, sistema de utilização da sua frota automóvel,
devem ser muito bem ponderados.
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Os principais factores logísticos a considerar
e o que mudou com a era digital
As novas tecnologias, especialmente na área da comunicação vieram efectivamente encurtar distâncias e dar
novas dimensões ao tempo e ao espaço. A gestão
moderna a nível de distribuição, permite remotamente
gerir e afectar os recursos mais adequados às necessidades e interesses da empresa.
Um dos maiores grupos de confecção têxtil do mundo
– nascido e gerido a partir da Galiza – assegura uma
capacidade de resposta útil, a nível mundial, ou seja para
qualquer país, de 28 dias. Desde a concepção de um
modelo, à venda efectiva em loja, todo o sistema de financiamento, gestão e controlo estão sintonizados para
cumprir sem falhas este compromisso final. A verdade
é que além de uma brutal vantagem competitiva e de
vendas / resultados, a diferenciação, com esta capacidade ímpar de resposta, é também assegurada pela
qualidade do produto final.
Oportunidades e sinergias - O cliente ali tão
perto
Adicionalmente existem factores a considerar, como
sejam o acesso e proximidade. Do lado de lá da fronteira,
por exemplo a distribuição pode ser mais vantajosa. Um
menor esforço fiscal, associada a um parceiro de maior
dimensão (não necessariamente da mesma área de
negócio), podem trazer sinergias muito interessantes a
nível do custo de um frete, por exemplo. O espaço em
transporte pode permitir ganhos interessantes com uma
gestão eficiente a nível de pesos e volumes. Diferentes
cargas de vários clientes, podem partilhar a mesma
ocupação de espaço e custos associados, como seja a
refrigeração, ou tempo útil de vida (produtos perecíveis,
por exemplo) optimizando tempo e recursos.
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4
O Marketing Territorial
de Serviço
4.1. O Processo
A dinâmica do processo e a inovação
O que é prestar um serviço
Numa abrangência e perspectiva global, numa lógica
macro de mercado territorial, os principais países
emergentes, adoptaram posicionamentos específicos
para sectores e determinadas áreas de actividade, numa
segmentação em que inovaram a generalidade a para
dos produtos que produzem na dinâmica da estrutura
que os faz chegar ao destino.
O Brasil no sector primário com a agricultura e pecuária
- produção em grandes extensões - a Índia a nível de
prestação de serviços em grande escala a par da China
com a sua máquina industrial, reinventarem mais do que
os processos de fabrico, o modo como o potenciar em
grande escala o processo da prestação de serviços.
A oferta médica na Índia por exemplo, mostra como o
processo de prestação de um serviço médico – operação ao coração, por exemplo – deslocou e optimizou
temporal e geograficamente recursos inimagináveis e
economicamente mais acessíveis.
O processo é o método estrutural como apresenta o
serviço que presta. Ou seja o modo, segundo o qual todas as disponibilidades oferecidas chegam até ao cliente
final.
Que processo usar e em que é que isso nos
diferencia
O modo diferenciado como é prestado um serviço pode
estar na maneira diferenciadora como o apresenta: as
Feiras Medievais por exemplo, que nos últimos anos têm
conhecido uma imensa participação e notoriedade um
pouco por todo o país, tratam-se na realidade de vestir
uma mesma oferta turística ou gastronómica na área da
restauração numa vertente lúdica, onde o consumidor é
literalmente parte integrante da festa.
A galinha do vizinho é mesmo melhor que a
minha
No âmbito do marketing territorial a “naturalidade” de
um produto ou serviço, advém naturalmente da origem.
Aliás é a sua origem que remete para as suas principais
características. A “alheira do Fundão” e a “alheira de
Mirandela” têm em si mesmas associadas características
únicas. Desde o consumidor final ao parceiro de negócio, existem pressupostos regionais, de lugar, que devem
ser muito bem considerados e tidos como elementos de
referência numa estratégia de promoção e divulgação.
Não podemos descurar a legitimidade em detrimento
da qualidade, pois não é só porque foi feito “ali” que
é necessariamente bom, mas a expectativa e nível de
exigência está presente e é determinante no momento
de selecção e compra.
4.2. A Evidência Física
A minha casa, a sua casa ou a arte de receber
Proximidade e conforto são determinantes naquilo
que em serviço chamamos de evidência física, ou seja
fisicamente aquilo com que contactamos, interagimos
quando usufruímos de uma vivência, da experiência
com um serviço.
Se vai a um dentista, a higiene é para si um imperativo,
não se concebe que seja sequer de outro modo. Com
este exemplo, olhe à sua volta e pergunte qual a melhor
maneira de receber quem o visita.
Também aqui, existem exemplos de excelência que lhe
permitem uma rápida, mas assertiva visita nostálgica
ao passado. O crescimento do turismo rural, muitas das
vezes em zonas onde a oferta é francamente pobre ou
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escassa, vieram reabilitar infra-estruturas e criar oferta
hoteleira e emprego, em zonas muitas vezes inóspitas e
que pareciam esquecidas.
À beleza natural de uma região só falta de fato e muitas
vezes, juntar o saber receber: minha casa, sua casa.
Manter, mudar ou inovar
Aquilo que se vê, aquilo com que se interage, diz
muito de si e do serviço que presta. Tal como no factor de comunicação, a criação de uma entidade, de um
logotipo são muito importantes e podem mesmo ser
determinantes, a imagem, o suporte físico que chega
até aos seus clientes e parceiros, é determinante para
uma experiência de sucesso, que se quer repetir e que se
recomenda.
Por isso, está nas suas mãos, saber como se apresentar e
com que impressão quer deixar quem o visita. De nada
lhe serve, servir os melhores petiscos da região, por
quem muitos clientes arriscam uns bons quilómetros, se
a carta estiver desactualizada ou incorrecta, a limpeza
deixar a desejar, o estacionamento privado ou não,
estiver sempre caótico, etc.
A boa impressão criada é de manter sempre. Não se
fique pelas primeiras boas impressões, ou os seus clientes também se ficaram pelas primeiras visitas.
Imagens que valem mais do que mil palavras
Vital para o seu sucesso é a imagem com que se apresenta, ou seja qual a identidade que lhe está associada?
Mais uma vez, há que investir minimamente na sua imagem, e a recuperação de certos valores regionais, podem
e devem trazer-lhe um reconhecimento imediato a nível
de negócio. Um logotipo é um património que lhe estará
sempre ligado e que dirá muito de si. Em comunicação,
tudo se reinventa e como pode constatar nos últimos
anos, tem-se assistido a um regresso às origens, não só
a nível de produtos e serviços “do antigamente”, mas
mesmo a imagens do antigamente, com que gerações
antigas e novas muito se identificam.
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4.3. As Pessoas
Há caras que não se esquecem, a importância de um sorriso
Nos serviços, como em tudo, as pessoas marcam.
Quando falámos em cima da importância de um sorriso,
é porque ele de fato é importante.
A simpatia de quem nos recebe faz-nos crer voltar e dá
sem dúvida, mais sentido a tudo aquilo que foi vivenciado. O trato pode ser simples, mas se for autêntico, marca
e marca pela positiva. Por isso pessoas felizes, fazem projectos felizes. E isso sente-se, vive-se. É por isso mesmo
que nos serviços, são as pessoas quem faz a diferença.
A importância da formação
E quanto mais estivermos preparados, mais diferença se
faz. Acima de tudo porque com a formação adequada, a
diferença faz-se pela positiva e pela qualidade.
A atenção ao detalhe e ao pormenor, o cuidado que se
tem e o modo como se atende um telefone ou recebe
um recado, fazem toda a diferença.
Sem artifícios, é fundamental estar-se atento e ter uma
atitude cuidada e responsável naquilo que fazemos.
Promova a formação e o conhecimento, estimule a
curiosidade dos seus colaboradores. Que a gente da
terra, saiba da “sua” terra e do seu negócio como mais
ninguém e que este conhecimento chegue simples e
credível aos que o rodeiam.
As pessoas sempre as pessoas
Pode estar de visita ao sítio mais lindo e vibrante som
que sempre sonhou, se for mal recebido, nunca irá esquecer… e será pela negativa que se recordará, até das
coisas boas. Porque perguntar-se-á sempre e se tivesse
corrido bem, então como seria?
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5
Exemplos de boas
práticas & case studies
5.1. S. João da Madeira
A “metodologia de trabalho desenvolvida localmente”,
bem como a “qualidade final do produto turístico apresentado” diferenciam o projecto de marketing territorial
no âmbito do turismo industrial, como um projecto de
sucesso. A replicar noutras zonas do país.
Promovido pela Câmara Municipal de São João da
Madeira, este projecto agrega um núcleo de empresas
que se associaram à iniciativa (Viarco, Heliotextil, Helsar,
Everest, Fepsa e Cortadoria) e que permitem individualmente ou através de uma rota temática, o contacto
directo com a realidade industrial do concelho, que
promove e reforça assim a sua natureza industrial.
Fruto do sucesso nacional e projecção além-fronteiras
desta iniciativa decorreu, o 4º Encontro Europeu de
Turismo Industrial, onde estiveram presentes alguns dos
principais responsáveis e especialistas internacionais na
área do Turismo industrial.
Para além de profissionais e peritos universitários de
Portugal, França e Espanha, países que assumiram a
co-organização do congresso, este alargou-se também
a representantes do Reino Unido, Alemanha, Holanda,
República Checa e Itália.
Os co-organizadores do Congresso aprovaram as bases
para a criação da Rede Europeia de Turismo Industrial,
assinando para o efeito a Declaração de S. João da
Madeira.
Nesse documento, pode ler-se que “o Turismo Industrial
tem potencial para gerar experiências enriquecedoras
de alto valor, combinando o conhecimento, os sentidos
e as emoções”.
5.2. A Austrália e o melhor emprego do
mundo
Numa campanha de marketing para promover a ilha
de Hamilton, o Turismo de Queensland lançou uma
campanha a nível mundial, para contratação de um
empregado durante 6 meses. O seleccionado foi Ben
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Southall de 34 anos, eleito para o emprego entre 34 mil
candidatos. Entre os requisitos para ocupar o lugar, era
necessário saber nadar, mergulhar, fazer fotos e vídeos,
e relatar pela internet as actividades realizadas durante
a missão – viver seis meses na ilha Hamilton na Austrália.
Para o efeito, recebeu 120 mil dólares (cerca 84 mil
euros) pelo seu trabalho.
O concurso fez parte do plano publicitário destinado a
promover o potencial turístico do estado australiano de
Queensland e suas ilhas. Uma estratégia simples, mas
eficaz que cumpriu o seu objectivo: colocar Queensland
no mapa e tornar-se um desejado destino de férias.
“Queremos abrir as nossas portas para o mundo e convidar um sortudo para viver em Queensland por 6 meses
e depois contar ao mundo sobre as experiências vividas.
Acredito que o maior risco será que o empregado não
vai querer ir para casa ao final de 6 meses” disse a Ministra do Turismo de Queensland Desley Boyle. Missão
cumprida!
5.3. Açores, o 2º melhor destino sustentável
do mundo
A National Geographic Traveler (NGT) apresentou uma
lista com as ilhas e arquipélagos classificadas como os
melhores destinos turísticos de todo o mundo.
De entre as 111 ilhas e arquipélagos analisados nesta
lista, os Açores obtiveram uma honrosa posição, o
segundo lugar com 84 pontos, numa pontuação de zero
a cem, sendo por isso classificados como, “um sítio maravilhoso. Ambientalmente em boa forma”. Ficando apenas
atrás das Ilhas Faroé na Dinamarca que obtiveram 87
pontos.
Estes pontos foram obtidos através de 522 peritos em
turismo sustentável, que registaram os destinos em risco
de sucumbir à pressão turística e os que conseguiram
encontrar um equilíbrio: “os nossos 522 especialistas
votaram nos destinos que devem evitar o perigo, os que
estão sucumbir a ele e quais o que pendem na balança”.
A apreciação feita pelos 522 peritos em turismo sus-
tentável às ilhas foi: “não é um destino de praia, caso
contrário seria susceptível ao turismo de massa. De
facto, o seu clima caprichoso provavelmente impede o
fluxo de turistas. As verdes e vulcânicas montanhas das
ilhas e as pitorescas cidades a preto e branco aparentam
estar intactas.
Belo lugar. Estrutura ambiental em boa forma. Os habitantes locais são muito sofisticados, uma vez que muitos
viveram além-mar.
Distantes e temperados os Açores permanecem levemente turísticos.
O principal tipo de visitante é o turista independente que fica em “Bed&Breakfeast” (alojamento tipo
“Cama&Pequeno-almoço). O ecossistema – desde as
belas colinas das Flores às baías rochosas da Terceira —
está em grande forma. As baleias são ainda uma vista
frequente. A cultura local é forte e vibrante, habituada a
convidar alguém para um jantar em casa, ou bem receber para uma refeição durante as festividades”.
5.4. Alqueva promove o turismo nocturno:
uma perspectiva estelar de sucesso
O Alqueva apresenta um céu nocturno com características únicas para o desenvolvimento de uma Reserva Dark
Sky®. Pelo que se tornou recentemente o primeiro sítio
no mundo a receber a “Starlight Tourism Destination
Certification”, concedida pela Fundação Starlight, com o
apoio da UNESCO, OMT e IAC.
Para potenciar este projecto, em 2009 foi constituída a
parceria Terras do Grande Lago Alqueva composta pela
Rede de Turismo de Aldeia do Alentejo | Genuineland
como coordenador, a TGLA – Turismo Terras do Grande
Lago Alqueva, a EDIA SA e a Comissão de Coordenação e
Desenvolvimento Regional do Alentejo, com o objectivo
de criar a Reserva Dark Sky® Alqueva e proceder à sua
certificação.
A Reserva Dark Sky® Alqueva é um projecto estruturante
de desenvolvimento sustentável que visa a implementação da Agenda para a Sustentabilidade e Competitividade do Turismo Europeu nos concelhos de Alandroal,
Barrancos, Moura, Mourão, Portel e Reguengos de Monsaraz. Criar um destino onde o motivo de atractividade
seja desfrutar em pleno um imenso céu estrelado livre
de poluição luminosa que permita oferecer ao turista
actividades nocturnas, é aposta de valor e diferenciação
desta iniciativa.
A parceria público-privada que coordena este projecto
criou o Grupo de Trabalho Dark Sky® Alqueva para desenvolver a esta “Reserva Dark Sky® Alqueva”, de modo a
agregar os diversos os municípios da região envolvidos,
as empresas do sector do turismo e energéticas, bem
como as associações e peritos nacionais e internacionais
da especialidade.
O objectivo foi criar uma oferta turística de valor diferenciador que capitalize as características e potencialidades
da região, promovendo-a dentro e além-fronteiras,
contribuindo para um aumento significativo de visitas à
região.
5.5. Promover Portugal através da tradicional calçada portuguesa
A simplicidade de uma boa ideia aliada às novas tecnologias de informação: Promover PORTUGAL através da
tradicional calçada portuguesa feita com pedras brancas
e pretas com a tecnologia do QR Code. Cá dentro ou lá
fora, como em Barcelona, a cidade mais visitada do Mundo, basta fotografar o QR colocado no chão e recebe-se
informação sobre Portugal e ganha uma noite de hotel
grátis. Simplesmente genial! Assim se aliou um país de
tradições e com uma riqueza turística invulgar à identidade de um mesmo país que se apresenta moderno, actual e criativo. Esta iniciativa não passou indiferente pelo
seu carácter inovador, a sua actualidade e modernidade
como estratégia promocional do turismo de Portugal,
chegando mesmo a ser premiada internacionalmente
com um Eurobest, um dos prémios mais significativos a
nível de comunicação.
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6
Saiba olhar para o seu
negócio numa lógica de
Marketing Territorial
6.1. Mini “check list”
6.2. Faça e não faça!
Qual é sua principal actividade?
Dentro daquilo que faz em que é que se considera realmente bom?
Aquilo em que é bom promove a sua diferenciação (junto do público e junto da concorrência, por exemplo)?
O que é podia fazer melhor para tornar a sua ocupação /
negócio mais rentável?
Divulga convenientemente as suas actividades?
Acompanha o nível de satisfação dos seus colaboradores, parceiros e consumidores de forma satisfatória,
ou não o faz de todo?
Aposta na inovação da sua oferta?
Aposta na comunicação do que faz?
Considera a sua comunicação um gasto ou um investimento?
Está satisfeito com a sua distribuição?
Os preços que pratica são vantajosos para si?
Onde imagina a sua marca / produto / actividade daqui
a 10 anos?
A região onde mora / tem a sua empresa, inspira-o?
Considera que os atributos da “terra” são um factor diferenciador e vantajoso para os seus produtos / serviços?
Promova as boas acções e acções de sucesso e faça dos
erros, lições a aprender e a não esquecer. Para o efeito,
precisa de bom senso e estratégia: se não souber o que
anda a fazer, não sabe por onde deve ir. Com base nisto,
assuma tudo aquilo que faz bem e deve continuar a
fazer em prol do seu negócio, motivação e formação dos
seus funcionários, campanhas promocionais de desconto, etc. E assuma e delimite aquilo que não deve fazer
de todo, porque prejudica a sua própria motivação, dos
seus funcionários e não é com teimosia que vamos lá.
Mas sim com coerência e pertinência naquilo que temos
para receber e oferecer aos outros.
Faça na sede da sua empresa este género de preguntas
e deixe que os seus colaboradores e parceiros, tenham
também uma palavra a dizer. O seu sentido crítico aliado
aos do que lhe são mais próximos, podem permitir-lhe
aferir forças e fraquezas do seu negócio e são uma boa
maneira de se manter atento e actual face ao meu onde
se insere e ao mercado onde atua.
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6.3. Não sabe? Pergunte!
Procure informação, seja curioso e não tenha nenhum
receio em perguntar sobre aquilo que não sabe.
Procure nas forças vivas da região e a nível central, as
respostas para as suas perguntas. À distância de um
telefonema, de uma carta ou correio electrónico, estão
muitas oportunidades que teima por não aproveitar.
Dependendo do âmbito da sua actividade, foque-se a
nível central, nas agências e ministérios que têm informação disponível que lhe pode ser útil. E a nível local
nas entidades que lhe poderão facultar informação em
tempo útil e com maior proximidade, como por exemplo:
Ministérios Finanças, Agricultura, Pescas, etc.
Câmaras de Comércio
IAPMEI
Entidades locais agregadoras de diversas actividades
económicas (NERPOR / UAERLVT)
Câmaras Municipais (Alter do Chão, Arronches, Avis,
Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira,
Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre,
Sousel, Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento,
Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas,
Vila Nova da Barquinha, Almeirim, Alpiarça, Benavente,
Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém. E respectivas Juntas de
Freguesia locais.
6.4. A importância de uma boa ideia: seja
criativo!
6.5. Aprenda com os seus erros ou como
tornar fraquezas em forças!
Seja optimista, em tempos de crise podem surgir boas
oportunidades de negócio! Tem é que manter o sentido
crítico e estar atento! É possível actuar em contra ciclo se
souber o que anda a fazer.
Exemplo: “A minha região é um deserto, a paz é tanta
que aborrece!” Aborrece-o a si, porque não vive o
rebuliço diário da cidade e sabe melhor que ninguém o
que é uma boa noite de sono. Há muita gente que não
tem essa sorte. Promova o silêncio e boas noites de sono
como aquilo que de melhor tem para oferecer e garante
a devolução em caso de insatisfação. Experimente e
meça o impacto da sua oferta e das suas acções.
Ouse e inove! Mais vale uma pequena boa ideia, do
que um mega projecto impraticável. A simplicidade de
uma boa ideia, tem a grandeza e o potencial que você
quiser. Seja persistente e estabeleça um plano de acção.
Pode ter que repensar a sua estratégia por exemplo, por
questões de financiamento, por exemplo, mas ao menos
tentou e optimizou os recursos que planeou usar.
Dê a conhecer o mérito de se ter esforçado, acredite que
tem valor.
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7
Das palavras à acção
7.1. Pare, escute e olhe para o seu negócio...
COM ATENÇÃO
Sinta o pulso ao seu negócio, oiça os seus colaboradores
e o que a concorrência diz e pensa de si. Seja curioso e
crítico, não se trata de gerir uma paranóia sobre a sua
imagem, mas é francamente saudável ter consciência do
modo como é visto: é actual, inovador, reconhecem-lhe
qualidade e competência no que faz?
São nestas aparentes pequenas questões que estão
muitas vezes grandes verdades sobre o seu negócio ou
potencial dele.
Se na sua região, não for “o” produtor, mas um “dos” isso
pode colocá-lo perante uma oportunidade de associativismo, que trará projecção e mercado para as suas
produções locais.
A mostra de produtos e presença em feiras de promoção
e divulgação, podem passar a fazer parte das suas actividades, dando-lhe uma maior visibilidade porque “agora”
passou a ter possibilidade e uma maior oportunidade
de se mostrar ou deixar que mostrem os seus produtos
por si.
7.2. O segredo já não é a alma do negócio
Partilhe informação de forma sistemática e pertinente
com os seus colaboradores, parceiros e consumidor
final. Doseado e avaliando naturalmente a informação
que distribui, mas não deixe de o fazer. Os seus colaboradores sentir-se-ão mais motivados, os seus parceiros
mais envolvidos no seu negócio e o consumidor final
mais atento às suas actividades e capacidade de dinamização.
Dê-se a conhecer, tal como já foi referido, participe em
Feiras e Exposições, reúna esforços e parceiros “locais”
para o efeito, pois a união faz a força. Promova o que faz,
mesmo que seja no jornal da terra ou região, contribui
para o seu negócio e ajuda a dinamizar os meios locais.
Dê amostras do seu produto, deixe que experimentem o
seu serviço em condições vantajosas.
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Não se alheie das novas tecnologias: crie um site, use o
Facebook, Twiter ou outros. Ou não o faça de todo, mas
assuma de forma coerente e consciente essa decisão e
garanta que quando o contactarem tem como responder prontamente e em tempo útil.
7.3. Quando a concorrência é saudável e se
recomenda
Veja a possibilidade de uma parceria estratégica como
um bom investimento, um factor de diferenciação e
uma boa oportunidade de negócio.
Escute o que pretendem e esperam de si, não imponha
os seus produtos à revelia de quem os poderá querer
comprar. Esteja muito atento àquilo que os seus concorrentes fazem, e adopte uma atitude positiva: boas
ideias, mesmo que não sejam suas, podem gerar boas
ideias... desde que se respeite naturalmente os direitos e
deveres de todos .
Não copie, inove: se quiser a sua galinha pode ser igualmente boa, mas diferente da galinha do vizinho.
7.4. Tenha consciência das suas acções /
práticas: meça o que anda a fazer
Se não tiver consciência e capacidade de análise e crítica
sobre as suas actividades, não só não se posiciona de
forma credível e competitiva, como compromete a sua
capacidade de resposta e anula ou reduz dramaticamente a sua margem de erro.
Monitorize o que anda a fazer, esteja atento à concorrência e dê muita importância ao nível de satisfação e
reclamação sobre aquilo que faz.
Crie esquemas simples, mas eficazes de controlo. Estabeleça níveis de descontos sobre os preços, por exemplo. Não faça uma “atenção” por impulso porque é do
seu bolso que sai ou não chega a entrar.
Não se fique pelas palavras, assuma como parte integrante da sua acção, a participação activa em prol da
comunidade em que se insere. Promova por exemplo,
a possibilidade de realizar estágios profissionais na sua
empresa, estabelecendo uma ponte a nível de formação
e instituições universitárias, bem como uma porta
aberta à fixação de população jovem activa, que ser
activa e motivada.
7.5. Seja responsável, não está sozinho na
caminhada
Seja consciente e verde em tudo o que puder. Ser
ecologicamente sustentável e socialmente responsável,
faz de si e do seu negócio uma franca vantagem competitiva. Se precisa de renovar ou reforçar a sua frota
automóvel, escolha de forma consciente e sustentada.
Optimize os seus recursos: promova o digital e faça um
consumo de papel equilibrado, por exemplo.
Veja a energia solar ou eólica como uma alternativa
à energia eléctrica. Uma boa rede de painéis solares,
poderá torná-lo auto-suficiente e mesmo tornar-se uma
fonte de rendimento extra.
Optimize o seu consumo de água e garante a eficácia e
sustentabilidade dos seus consumos. Opte por redutores de caudal, por exemplo nas torneiras do seu escritório e promova estas e outras acções junto dos seus
parceiros e funcionários. Criará boa vontade para com a
sua pessoa, equipa e negócio e o ambiente agradece.
Privilegie os seus parceiros locais nas escolhas de distribuição, por exemplo. E promova pequenas acções de
sensibilização ou visitas às suas instalações de modo a
ser uma mais-valia pedagógica para a comunidade em
que se insere, especialmente dos mais novos e respectivos agregados familiares.
7.6. Seja audaz. Inove!
Aprenda a viver e a tirar o máximo partido das novas
tecnologias de comunicação. Os jogos sérios (tradução
literal do inglês “serious game”), por exemplo, desenvolvido no âmbito deste projecto, é a tradução prática
de como diversas ferramentas das novas tecnologias
de comunicação, podem ser usadas e colocadas à
disposição dos interesses e estratégias mais variadas,
nomeadamente a nível regional. Onde o carácter inovador, em particular a amplitude e versatilidade das suas
aplicações, são colocadas de modo completamente singular ao serviço da promoção e divulgação do Ribatejo
e Alto Alentejo.
Basicamente trata-se de aplicações informáticas, interactivas, com o objectivo de transmitir conteúdos de
cariz educativo aos utilizadores/jogadores, simulando,
para isso, contextos e realidades, em que os jogadores
têm um papel activo. O termo sério (“serious”) referese, neste caso, a produtos e situações ligadas à área da
defesa, da educação, exploração científica, serviços de
saúde, gestão de emergência, planeamento urbano,
engenharia, etc.
Os jogos sérios consistem normalmente em jogos online, por vezes multilingues, que podem ser classificados
/ agrupados em função do contexto retratado e dos seus
objectivos. Alguns exemplos:
Advergame, usado como ferramenta de marketing,
tende a usar jogos, em particular os electrónicos, na
divulgação de marcas, produtos, organizações, etc.
Edutainment, forma e ajuda a socializar o seu públicoalvo, através de formas familiares de entretenimento.
Os jogos de cariz jornalístico – notícias - reportam eventos recentes ou enviam comentários editoriais sobre um
determinado evento. Enquanto os jogos de “Simulação”
simulam actividades e experiências da vida real, com o
objectivo de representar a realidade.
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FICHA TÉCNICA
Esta publicação é parte integrante do Projecto Marketing Territorial no Norte Alentejo e no Ribatejo, desenvolvido
em co-promoção pelo NERPOR-AE e pela UAERLVT
NERPOR - Núcleo Empresarial da Região de Portalegre
Parque de Feiras e Exposições de Portalegre
Apartado 202
7300-901 Portalegre
Telefone: +(351) 245 302 300
UAERLVT - União das Associações Empresariais da
Região de Lisboa e Vale do Tejo
Várzea de Mesiões
Pavilhão de Exposições da Nersant
Apartado 177
2354-909 Torres Novas
Telefone: +(351) 249 839 500
Para a sua execução, este projecto contou com a participação de:
www.ipiconsultingnetwork.com
www.pressaporter.pt
Co-financiamento
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Guia de Boas Práticas de Marketing Territorial