JOSÉ ANTÓNIO DE SOUSA, CEO DA LIBERTY, CONSIDERA
Estado ainda tem uma intervenção
“castrante” na atividade económica
Pág. 20
DIRETOR
João Peixoto de Sousa
Nº 1504 / 9 de agosto 2013 / Semanal / Portugal Continental J 2,20
www.vidaeconomica.pt
PUB
SECRETÁRIO DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA AVISA
Vida Económica
Funcionários
públicos
que rescindirem
não serão
readmitidos
Págs. 4 e 5
Boletim do Contribuinte
Jornal Fiscal
Vida Judiciária
Contabilidade & Empresas
Trabalho & Segurança Social
www.vidaeconomica.pt
MERCADOS
Resultados
operacionais
da banca caem 45%
Pág. 37
INVESTIMENTO
Portugal pode
aumentar negócios
com o México
Pág. 16
A NOSSA ANÁLISE
BES Vida Novo
Rendimento com
taxa de 3,5%
Pág. 43
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QREN atinge
taxa de execução
de 64,2%
No final do primeiro semestre
deste ano, a taxa de execução
do QREN atingiu os 64,2% e
a taxa de compromisso dos
fundos disponíveis era já de
97,9%.
O volume de despesa validada
EMPRESAS
Conserveira Ramirez
investe 18 milhões
Pág. 22
PUB
e de pagamentos efetuados
aos beneficiários atinge
cerca de 13,8 mil milhões de
euros, dos quais 800 milhões
realizados no segundo
trimestre.
Pág. 36
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Novo Regime IVA de Caixa
01504
9 720972 000037
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2
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ABERTURA
Capgemini aumenta serviços
para empresas através da cloud
Top da semana
Porto de Sines
com certificação
ISO/IEC 27001
A Capgemini, um dos maiores fornecedores de serviços
de Consultoria, Tecnologia e
Outsourcing do mundo, em
conjunto com a Sogeti, a sua
unidade de serviços profissionais locais, anunciou uma nova
oferta de serviços orquestrados
na cloud designada por SkySight.
Desenvolvida em colaboração
com a Microsoft, o SkySight irá
permitir a um amplo leque de
empresas, desde multinacionais
A Administração do Porto de
Sines obteve a certificação do seu
Sistema de Gestão de Segurança de Informação de acordo com
a norma ISO/IEC 27001:2005.
A certificação foi atribuída pela
Lloyd’s Register Quality Assurance
e tem como âmbito a gestão da segurança da informação nos serviços
de governação da JUP - Janela Única Portuária no Porto de Sines, para
o suporte aos despachos associados
às escalas de navios e às mercadorias
carregadas e descarregadas.
Trata-se de um marco importante no processo de implementação da Janela Única Portuária no
Porto de Sines, pois, após alguns
anos de funcionamento da JUP II,
foi agora reconhecida pela Lloyd’s
Register Quality Assurance a maturidade ao nível da segurança da
informação nesta importante plataforma de suporte ao negócio do
Porto de Sines.
O processo de implementação do
Sistema de Segurança de Informação foi o resultado de um trabalho
integrado de todos os utilizadores
da JUPII no Porto de Sines, designadamente de toda a equipa técnica
e operacional da APS, das autoridades, dos terminais e dos agentes de
navegação e despachantes.
a PME, integrar, configurar,
provisionar e gerir as cargas de
trabalho das aplicações baseadas na cloud, a partir de uma
oferta de serviços orquestrada e
desenvolvida pela Capgemini.
O SkySight permite a implementação de ambientes cloud
híbridos, através da utilização
das tecnologias cruciais da Microsoft para a cloud, tais como,
o Windows Server 2012, o
System Center 2012 e o Windows Azure. Esta oferta inclui
um portefólio de serviços de
infraestruturas e aplicações
baseadas na cloud, disponibilizados através da loja da SkySight Enterprise Applications.
Este portefólio inclui também
o Microsoft SharePoint, ferramentas de mensagens de texto e colaborativas, Microsoft
Lync, plataformas de teste,
plataformas de computação de
elevado desempenho, capacidade de computação e de armazenamento.
Millennium bcp alarga serviços
para smartphones e tablets
O Millennium bcp acaba de
lançar uma nova aplicação, a
M Empresas, que permite aos
clientes gerir com total mobilidade as suas empresas, através da consulta às suas contas
bancárias, bem como realizar e
autorizar operações através de
smartphone ou tablet, Apple
ou Androi.
Para clientes particulares, o
Banco disponibiliza também
duas novas funcionalidades, as
transferências por QR Code,
que permitem transferir facilmente dinheiro através da
aproximação de um smartphone a outro ou partilhando o
QR Code por email e redes
sociais, bem como o pagamento de faturas por leitura ótica,
uma funcionalidade pioneira e
inovadora no mercado que permite o pagamento de faturas
através da utilização da câmara
do smartphone.
À semelhança da App já
existente para particulares, os
Clientes Empresa do Millennium bcp poderão agora, através de smartphone ou tablet,
autorizar operações, acompanhar os saldos e movimentos
das contas à ordem, visualizar
extratos mensais, consultar depósitos a prazo, fazer o pagamento de despesas correntes,
carregar telemóveis e efetuar
transferências.
Nesta edição
Imprensa
EM REVISTA
EXPANSIÓN
Confiança económica
melhora na Zona
Euro e na UE
04
Atualidade
37
Mercados
40
Mercados
Funcionários públicos
que rescindirem não podem
voltar a trabalhar no Estado
Resultados operacionais
da banca caem 45% e imparidades
para créditos sobem 25%
Custos de financiamento
da atividade do retalho
aumentaram no último ano
Internacional ...........Pág. 11
Negócios e Empresas Pág. 18
Associativismo...... Pág. 33
Publicis e Omnicom criam
maior grupo de publicidade do
mundo
Projeto Kaizen permite à
Lidergraf reduzir desperdício
de papel em 30%
Região Minho com bom
índice de recuperação de
empresas
Atualidade .............. Pág. 16
PME ........................ Pág. 22
Associativismo...... Pág. 35
Portugal pode aumentar
negócios com o México
Conserveira Ramirez investe 18
milhões
Negócios e Empresas Pág. 17
Fiscalidade............. Pág. 32
Espaço Visual organiza
missões empresariais a França,
Espanha e Estados Unidos
Empresas portuguesas de
chocolate estão a investir na
exportação
Ofício esclarece sistema de
intercâmbio de informações
sobre o IVA
Automóvel .............. Pág. 47
Nova geração Toyota Corolla
chega em outubro
Humor económico
A confiança na situação
económica por parte
de consumidores e
empresários continuou a
melhorar durante o mês
de julho na Zona Euro e
no conjunto dos países
da União Europeia. As
perspetivas são mais
otimistas no que toca à
produção e aos níveis de
encomendas.
Na Zona Euro, o aumento
da confiança ficou a dever-se à melhoria registada
entre os consumidores,
os empresários, o setor
dos serviços e o comércio
de retalho. O único
segmento que apresentou
uma quebra foi o da
construção. A confiança
do consumidor cresceu,
face a uma avaliação mais
positiva das expetativas
de emprego e melhores
previsões das poupanças
nos próximos 12 meses. O
sentimento de confiança
piorou significativamente
na Holanda, mas melhorou
em países como a Itália, a
Espanha ou a França.
THE WALL STREET
JOURNAL
Taxa de inflação está
estabilizada
A economia europeia
estabilizou em meados
do ano, podendo acelerar
nos próximos meses. No
entanto, a recuperação será
ainda pouco robusta, pelo
EDITOR E PROPRIETÁRIO Vida Económica Editorial, SA DIRETOR João Peixoto de Sousa COORDENADORES EDIÇÃO João Luís de Sousa e Albano Melo
REDAÇÃO Virgílio Ferreira (Chefe de Redação), Adérito Bandeira, Ana Santos Gomes, Aquiles Pinto, Fernanda Teixeira, Guilherme Osswald, Marta
Araújo, Patrícia Flores, Rute Barreira, Susana Marvão e Teresa Silveira; E-mail [email protected]; PAGINAÇÃO Célia César, Flávia Leitão,
José Barbosa e Mário Almeida; PUBLICIDADE PORTO2UA'ONÎALO#RISTØVÍOŽ0ORTO4ELs&AX
s%MAILCOMERCIAL VIDAECONOMICAPTPUBLICIDADE LISBOA #AMPO0EQUENOŽ%SQ,ISBOAs4ELs%MAIL
[email protected]; ASSINATURAS4ELs%MAILASSINATURAS VIDAECONOMICAPTIMPRESSÃO Naveprinter, SA - Porto
DISTRIBUIÇÃO6!303!#ACÏM%MAILGERAL VASPPTs4EL&AX
MEMBRO DA EUROPEAN
BUSINESS PRESS
menos nos tempos mais
próximos, a par de muita
incerteza, sobretudo na
Zona Euro.
A taxa de inflação tem-se
mantido estável em 1,6%,
na Zona Euro, portanto
ainda bastante abaixo do
limite dos dois pontos
percentuais. Entretanto,
as empresas continuam
a ter dificuldades em
aceder ao crédito, numa
altura em que os governos
se estão a afastar
gradualmente das medidas
de austeridade, apostando
mais no investimento e no
financiamento às empresas
de menores dimensões.
LES ECHOS
Alemanha com
desemprego mais
baixo desde a
reunificação
A taxa de desemprego na
Alemanha foi de 6,8%,
em junho, o que se
traduz num total de 2, 9
milhões de pessoas sem
emprego. Uma boa notícia
é que a economia cresceu
fortemente no segundo
trimestre e o mercado de
trabalho está a beneficiar
com a aceleração em causa.
Acontece que a taxa de
desemprego alemã atingiu
o nível mais baixo desde
o período da reunificação,
facto que contraria a
tendência verificada nos
parceiros europeus. O
que poderá significar
que a Alemanha está a
aumentar as exportações
para países terceiros, ao
mesmo tempo que há um
crescimento do consumo
interno, tendo em conta
o sentimento económico
mais positivo, quer por
parte das empresas, quer
dos particulares.
TIRAGEM CONTROLADA
0%,!
TIRAGEM DESTA EDIÇÃO
4000 Município (Porto)
TAXA PAGA
REGISTONA$'#3NŽ
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NŽ
MANUEL RAMIREZ
Há algum tempo que não
se ouvia falar do grupo
conserveiro Ramirez na
comunicação social. Agora
a empresa liderada por Manuel
Ramirez volta a ser notícia pelas
melhores razões. São 18 milhões
de euros destinados a uma nova
fábrica, que permitirá diversificar
o produto e alargar o seu espectro
geográfico. Mais uma prova evidente
que há quem não baixe os braços,
ainda que o contexto económico
seja de grandes dificuldades. Mas é
também uma prova que em tempos
de crise há quem veja janelas de
oportunidades.
CARLOS COSTA
O governador do Banco de
Portugal tem desenvolvido
um papel meritório,
revelando que a instituição
é um regulador do mercado. A
quebra nos resultados dos maiores
bancos é entendida por Carlos
Costa como uma necessidade,
já que foi necessário reforçar as
provisões. Carlos Costa transmite
uma sensação de segurança ao
mercado, que, aliás, tem sido um
dos pilares da sua atuação. Sem
problemas, tem assumido posições
públicas, nem sempre politicamente
corretas. Espera-se que continue
a desenvolver este tipo de postura
e que seja crítico sempre que
necessário.
PASSOS COELHO
O primeiro-ministro
continua a revelar uma
enorme inabilidade
política. A nomeação de Maria Luís
Albuquerque para ministra das
Finanças teve as consequências que
se sabe, com a agravante que é raro
o dia em que não aparecem notícias
sobre aspetos mal explicados no
âmbito dos “swap”. É bom que este
problema não seja escondido debaixo
do tapete, já envolve muito dinheiro e
os contribuintes é que estão a pagar
os erros de gestão de governantes
e “aquela espécie” de gestores
públicos. Passos Coelho acaba por
ser um dos maiores problemas que
se coloca a ele próprio.
3
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
Convenção de dupla tributação com Chipre
Acaba de ser publicado o Aviso n.º 87/2013, de 1 de agosto, que aprova o Acordo entre a República Portuguesa e a República de Chipre para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento. O acordo entrará em vigor no dia
16 de agosto de 2013.
ATUALIDADE
APOIOS TOTALIZAM CERCA DE 1,3 MILHÕES DE EUROS
Fundo de Eficiência Energética vai abrir
cinco novos concursos até final do ano
FERNANDA SILVA TEIXEIRA
[email protected]
Cinco novos concursos para financiamento de projetos no domínio da sustentabilidade e eficiência energética serão lançados ainda este ano, ao abrigo do
Fundo de Eficiência Energética (FEE).
A abertura dos cinco novos avisos do
FEE para 2013, que totalizam cerca de
1,3 milhões de euros de apoios previstos, foi já aprovada pela Comissão Executiva do Plano Nacional de Acão para a
Eficiência Energética (PNAEE) e visam
apoiar projetos tecnológicos nos setores
dos Transportes, Residencial e Serviços,
Indústria (incluindo Agricultura), Estado e Comportamentos.
Assim, na área Transportes, e em
concretização dos programas Sistema
de Eficiência Energética nos Transportes e Mobilidade Urbana, com um financiamento total elegível de 350 mil
euros, serão lançados, respetivamente,
os avisos “Enchimento de Pneus por Nitrogénio 2013”, destinado à aquisição
de unidades de enchimento de pneumáticos com nitrogénio, e “Promoção da
Mobilidade Urbana Sustentável 2013”,
destinado a apoiar “Planos de Mobilidade e Transportes (PMT)” ou “Planos
de Mobilidade de Empresas e Polos
Geradores e Atractores de Deslocações
(PMEP)”.
Programa Renove Casa e Escritório tem um financiamento total elegível de 355 mil euros.
Área residencial e serviços com o
maior financiamento
Para a área Residencial e Serviços, e
no âmbito do programa Renove Casa e
Escritório, com um financiamento total
elegível de 355 mil euros será lançado
o aviso “Edifício Eficiente 2013”, destinado a promover a reabilitação de edi-
fícios mediante o apoio à implementação de soluções de eficiência energética
traduzidas em intervenções em edifícios
residenciais unifamiliares e multifamiliares, como por exemplo a instalação
de recuperadores de calor a biomassa,
potenciando a redução dos consumos de
energia em casa.
Ao nível da Indústria, em linha com
o programa Sistema de Eficiência Energética na Indústria, será lançado o aviso “SGCIE: Incentivo à promoção da
Eficiência Energética 2013”, com uma
dotação orçamental de 350 mil euros,
destinado a conceder apoios para a realização de auditorias energéticas, bem
como para a instalação de equipamentos
e sistemas de gestão e monitorização dos
consumos de energia, enquanto ferramenta de apoio à implementação de medidas de eficiência energética constantes
do Sistema de Gestão dos Consumos
Intensivos de Energia (SGCIE).
Por fim, para a área Estado, e em concretização do programa Eficiência Energética no Estado, o aviso “Sistemas de
Controlo de Tráfego Eficientes 2013”,
dotado de uma verba de 250 mil euros,
destina-se a conceder apoios a projetos
que tenham como objetivo o aumento da
eficiência energética da Iluminação Pública existente em Sistemas de Controlo de
Tráfego.
As dotações orçamentais para cada
aviso poderão ser reforçadas, e lançados outros avisos, em detrimento dos
previstos nas áreas de atuação definidas
para 2013, de acordo com as medidas
constantes na Estratégia para a Eficiência Energética - PNAEE 2016 ou caso
exista orçamento remanescente dos Avisos lançados em 2012.
AICCOPN APONTA COMO CAUSA “A COMPLEXA TEIA BUROCRÁTICA”
Maioria dos concelhos não tem PDM aprovado
Dos 278 concelhos existentes
em Portugal Continental, apenas
70 têm os seus planos diretores
municipais (PDM) aprovados,
194 estão ainda em processo de
discussão e existem 14 concelhos
sem PDM. A denúncia é feita
pela AICCOPN — Associação
dos Industriais da Construção
Civil e Obras Públicas.
A mesma entidade aponta
como causa “a complexa teia burocrática” que se apresenta como
um dos principais entraves ao
desenrolar de todo o processo. “A
AICCOPN manifesta-se perplexa, perante situações de concelhos que continuam sem ter em
vigor um documento orientador
e regulador do desenvolvimento
territorial adequado e ajustado
às necessidades das populações
e dos agentes económicos, designadamente no que se refere à
concretização de projetos de investimento essenciais para o de-
Há processos que se
arrastam por períodos
superiores a um ano
senvolvimento territorial e para
a fixação dos habitantes”, acrescenta.
A AICCOPN refere-se aos
PDM “como instrumentos que
constituem a base da estratégia
de desenvolvimento local, estabelecendo a estrutura espacial,
o traçado das redes de infra-estruturas, a localização dos
equipamentos e a classificação do
regime do solo (urbano e rural),
bem como índices de ocupação
do território”, Apontando assim
para “a elevada importância que
estes Planos têm, pelas repercussões que apresentam, na qualidade de vida dos cidadãos e no
desenvolvimento económico dos
concelhos”.
“Num momento em que a regeneração das cidades, a reabilitação dos centros urbanos e o
investimento são assumidos com
vetores essenciais para alavancar
o crescimento económico, a Associação afirma-se preocupada
com o facto de, em resultado daquela situação, “muitos projetos
de desenvolvimento concelhio,
que poderiam criar emprego e
riqueza, não se efetivam ou estão
parados”.
Acrescenta que “quando as decisões relativamente a esses projetos são tomadas, elas acontecem
de uma forma pontual, arbitrária
e pouco transparente, faltando-lhes uma visão estratégica e sustentável sobre o desenvolvimento
dos concelhos”.
“Num país que se quer dinâmico e moderno, os agentes económicos não podem aceitar tamanhas indecisões e dificuldades
“Os atrasos na revisão dos PDM são incomportáveis”, afirma Reis Campos,
presidente da AICCOPN.
processuais para implementar os
seus projetos de investimento”.
Conclui a AICCOPN que o “país
precisa que os PDM estejam em
vigor, assegurando a coerência, a
transparência, a qualidade urbanística e o desenvolvimento territorial”.
4
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ATUALIDADE
Indústria volta ao crescimento na Zona Euro
O crescimento regressou à Zona Euro no que toca à atividade industrial, em julho. Foi a primeira vez em dois anos e os indicadores são encorajadores, de acordo com dados da Markit. A
atividade industrial subiu em todos os países da Zona Euro, exceto em Espanha. Estes resultados sucedem-se a outros não menos animadores, como a melhoria da confiança das empresas
e dos consumidores e uma ligeira descida da taxa de desemprego, também em dois anos. É
possível que a região saia da recessão no terceiro trimestre.
Porto de Lisboa aumenta em 35% movimentação
de graneis sólidos
O Porto de Lisboa registou um crescimento de 34,7% na movimentação de graneis sólidos,
em julho, tendo sido movimentadas mais de 104 mil toneladas, face a igual período do ano
passado. Verificou-se um forte contributo da movimentação de graneis agroalimentares, os
quais representaram mais de 60% do total.
SECRETÁRIO DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTIMA REDUÇÃO DE 330 MILHÕES DE EUROS
Funcionários públicos que res
não podem voltar a trabalhar
O Estado vai poupar
330 milhões de euros,
o equivalente a uma
redução anual de
2% da massa salarial
no conjunto das
administrações públicas,
com a saída de 70 a
80 mil funcionários
públicos nos próximos
quatro/cinco anos, revela
o secretário de Estado da
Administração Pública.
Em entrevista à “Vida
Económica”, Hélder
Rosalino também
confirma que a aceitação
da rescisão do vínculo
com o Estado (unilateral
ou por acordo) impede
os funcionários de
voltarem a exercer
funções públicas,
mesmo que na
administração indireta
do Estado ou em órgãos
regionais e autárquicos,
durante o quádruplo do
tempo equivalente ao da
sua indemnização.
“Nas rescisões por mútuo acordo não há lugar a subsídio de desemprego”, confirmou à “Vida Económica” Hélder Rosalino, secretário de Estado da Administração Pública.
TERESA SILVEIRA
[email protected]
será ainda superior?
Vida Económica – Afirmou
à “Vida Económica” numa entrevista em janeiro último que
está a ocorrer um ajustamento
de grande dimensão na Administração Pública que não deverá ficar longe, no espaço de
quatro a cinco anos, de uma
redução líquida na ordem dos
70 ou 80 mil trabalhadores.
Esse número mantém-se ou
PUB
Hélder Rosalino - O redimensionamento do Estado impõe-se
não só por razões de exigência financeira, mas também pela necessidade de recomposição do perfil
funcional dos quadros, visando
uma Administração Pública [AP]
eficiente e modernizada. Os dados de emprego nas administrações públicas divulgados através
da Síntese Estatística de Emprego Público (SIEP) demonstram
uma redução de fim de período
(entre 2012 e 2011) de cerca de
28 mil trabalhadores. Nesse contexto, mesmo com um programa
de renovação seletiva dos quadros
da AP, a redução líquida indicada [70 ou 80 mil trabalhadores]
é perfeitamente exequível num
horizonte de quatro/a cinco anos.
VE - Que poupança, em termos financeiros, representa
para o Estado esta redução
de funcionários públicos?
Mantêm-se os 0,2% do PIB,
equivalente a 330 milhões de
euros, de que nos falou?
“Os dados de emprego
nas administrações
públicas divulgados
através da Síntese
Estatística de Emprego
Público (SIEP)
demonstram uma
redução de fim de
período (entre 2012 e
2011) de cerca de 28
mil trabalhadores”
HR - A estimativa de 330 milhões de euros representa a redução da massa salarial associada a
uma redução anual de 2%, no
conjunto das administrações públicas.
VE – E qual é o montante
máximo das indemnizações
que o Estado está disposto a
pagar?
HR - No programa de rescisões amigáveis, em vigor de 1
de setembro a 30 de novembro
de 2013, as condições da compensação por cessação voluntária
de contrato dependem da idade
do trabalhador (cf. tabela). O
valor final da compensação por
rescisão amigável depende da remuneração (salário base e suplementos com caráter permanente)
5
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ATUALIDADE
Volatilidade nos preços não impede aumento da área de milho
Execução orçamental de acordo com as previsões
A área cultivada com milho para grão registou um aumento de 7%, face ao ano passado, para
um total de quase 102 mil hectares, de acordo com a Associação Nacional dos Produtores de
Milho e Sorgo (Anpromis). “Este aumento reflete o significativo esforço do investimento efetuado pelos produtores nacionais de milho, num ambiente de elevadas restrições financeiras
e confirma o produto como a cultura arvense com maior expressão em Portugal, ocupando
cerca de 40% da área total de cereais”, refere a associação em comunicado.
A execução orçamental, até ao passado mês de junho, decorreu de acordo com as previsões. A
Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) refere que o défice orçamental se cifrou em 4 157
milhões de euros. Apesar da execução não apresentar desvios, relativamente às estimativas, a unidade técnica do Parlamento para o Orçamento não deixa de avisar para a necessidade do Governo
estar atento à descida nas contribuições para a Segurança e o aumento que se tem registado ao nível
da despesa do Estado, especialmente no que respeita às pensões e aos subsídios de desemprego.
AILEEN KIERSTEIN
cindirem
para o Estado
Condições da compensação por cessação de contrato
IDADE DO TRABALHADOR
CONDIÇÕES
Inferior a 50 anos
1,5 meses de remuneração e suplementos por ano de serviço
Entre 50 e 54 anos
1,25 meses de remuneração e suplementos por ano de serviço
Entre 55 e 59 anos
1 mês de remuneração e suplementos, por ano de serviço
Nota: Simulações em: http://www.dgaep.gov.pt/upload/programa/
auferida pelo trabalhador e pelos
anos de antiguidade. Por exemplo, para um trabalhador com 49
anos e 30 anos de antiguidade, se
a remuneração mensal for de mil
ou de 1500 euros, receberá 45
mil ou 67 500, respetivamente.
O valor das indemnizações por
cessação de contrato em caso de
não recolocação em funções após
requalificação, segue o regime
transitório do valor de compensação por despedimento do setor
privado - a prever no anteprojeto de Lei Geral do Trabalho em
funções públicas, cuja entrada
em vigor se perspetiva para 1 de
janeiro de 2014 (diploma em processo negocial). O montante a pagar dependerá, no primeiro caso,
do número de adesões elegíveis ao
programa de rescisões voluntárias
(da iniciativa dos trabalhadores) e,
no segundo caso, apenas se houver processos formais de reorganização de serviços (da iniciativa
de dirigentes) com aplicação do
sistema de requalificação. Nestes,
e para o conjunto de trabalhadores que venham a ser colocados
em requalificação, apenas nos casos em que não haja colocação em
funções após o período de 12 meses de requalificação, está prevista
a cessação do contrato, com pagamento de indemnização e atribuição de prestação equivalente à
do subsídio de desemprego, nos
mesmos moldes do que se aplica
no setor privado.
VE - A proposta de lei que
regula o sistema de requalificação de trabalhadores em
funções públicas foi a semana
passada aprovada na especialidade, sendo que o regime de
mobilidade especial prevê um
período máximo de 12 meses.
Quantos funcionários públicos
conta que poderão transitar
para este regime da mobilidade?
HR - Apenas os funcionários
“O programa de
requalificação tem uma
duração de 12 meses.
Nos primeiros seis,
o trabalhador recebe
dois terços da sua
remuneração mensal.
Nos segundos seis
meses, recebe metade
da remuneração”
que se encontram no sistema de
mobilidade especial, aquando da
entrada em vigor do novo sistema, é que transitam para o novo
sistema de requalificação. O programa de requalificação tem uma
duração de 12 meses. Nos primeiros seis meses, o trabalhador
recebe dois terços da sua remuneração mensal. Nos segundos seis
meses, o trabalhador recebe metade da sua remuneração mensal.
O valor da retribuição mensal
durante o período de requalificação não pode ser inferior ao salário mínimo nacional. Ao todo,
o trabalhador recebe os mesmos
14 meses de remuneração. Durante os 12 meses do programa,
o trabalhador pode ou não ser
reintegrado na Administração
Pública. Se ao fim dos 12 meses
não tiver encontrado colocação,
opera a cessação do vínculo laboral. Aquando da cessação, o
trabalhador tem direito a receber
uma compensação por cessação
de contrato e subsídio de desemprego durante um período que
varia em função da idade e antiguidade nos mesmos moldes que
para o setor privado.
VE - Nas rescisões amigáveis
vai ou não haver direito a subsídio de desemprego?
HR - Nas rescisões por mútuo
acordo não há lugar a subsídio de
desemprego.
VE – Quanto aos trabalhadores cujos contratos não sejam
renovados e que venham a ser
despedidos, está contabilizado
qual é o montante financeiro
dos encargos com o seu subsídio de desemprego?
HR - Sendo contratos a prazo significa que a responsabilidade é da Segurança Social,
pelo que não tenho a informação que solicita, nem qualquer
estimativa.
VE – E em que fase está o
processo de convergência dos
regimes de proteção social entre o setores público e privado?
HR - Esse processo está a ser
preparado em termos técnicos.
VE - Os trabalhadores que
agora sejam dispensados poderão um dia voltar a ser trabalhadores do Estado?
HR – De acordo com o artigo
11º da Portaria n.º 221-A/2013,
de 8 de julho, a aceitação impede
o trabalhador de constituir nova
relação de vinculação, a título
de emprego público ou outro,
incluindo prestações de serviços
com os órgãos e serviços das administrações direta e indireta do
Estado, regionais e autárquicas. E
incluindo as respetivas empresas
públicas e entidades públicas empresariais e com quaisquer outros
órgãos do Estado ou pessoas coletivas públicas, durante o número
de meses igual ao quádruplo do
número resultante da divisão do
montante da compensação atribuída pelo valor de 30 dias de remuneração base, calculado com
aproximação por excesso.
estagiária de jornalismo
O potencial adormecido
da cidade do Porto
A primeira coisa que recebi
quando deixei o avião que
me trouxe ao Porto foi um
mapa turístico da cidade,
com todas as principais
atrações turísticas. Os meus
olhos recaíram de imediato
num circuito de camioneta
“hop-on hop-off ”, incluindo
dois passeios pela cidade,
uma ida opcional à Ribeira e
uma visita às famosas caves
de Vinho do Porto, com uma
prova gratuita desse néctar.
Mas o mapa não foi tão útil
como eu pensava. Como
descobri alguns dias depois,
também é possível alugar um
helicóptero ou realizar um
passeio de elétrico.
Conheci uma cidade com um
leque muito diversificado de
atrações e para todo o tipo de
pessoas. Os turistas que estão
interessados na sua história
têm a oportunidade de visitar
os diferentes museus, por
exemplo o Museu do Vinho
do Porto ou o Museu do
Carro Elétrico. Também os
muitos conventos e a catedral
convidam os turistas a
visitarem a cidade velha, onde
podem marcar lugar para uma
ida às quintas de Vinho do
Porto e aos seus arredores.
Os estrangeiros que
pretenderem apreciar o
ambiente da cidade podem
utilizar vários veículos de
aluguer, como bicicletas,
scooters ou até iates. A costa
da cidade disponibiliza
entretenimentos aquáticos e
com bola, designadamente
lições de surf, pesca ou
voleibol. Depois, os turistas
podem apreciar a gastronomia
do Porto, quer junto ao rio,
quer nas ruas labirínticas que
formam a cidade velha.
Como é possível que o
Porto, com todas estas
atrações turísticas, ainda
não se tenha tornado um
destino por excelência para os
estrangeiros? Em todo o caso,
o potencial de se tornar uma
metrópole do turismo existe,
mas está adormecido. Muitas
das pessoas que chegam ao
porto não são informadas
sobre as possibilidades
e oportunidades de que
dispõem, na medida em
que muitas das ofertas estão
escondidas em numerosas
páginas web, difíceis de
encontrar.
O problema que qualquer
grande cidade tem com
que se defrontar prende-se
com a sua limpeza. Várias
ruas são antigas, estão em
má conservação e sujas.
As casas, os importantes
símbolos da cidade antiga,
estão em decadência. Muitas
casas estão vazias, as janelas
e as portas destruídas e as
fachadas repletas de “graffiti”.
Os hotéis e as pensões
estão, com frequência,
delapidados. As renovações
e o (re)desenvolvimento são
dispendiosos, mas causam
uma impressão muito positiva
nos visitantes.
Mas o principal problema
é outro. O Porto é uma
cidade de elevada densidade
de construção, com toda
uma série de becos e vielas.
Enquanto estrangeira, é-me
muito difícil orientar nesta
grande cidade. O Porto
precisa de um sistema
sinalético mais completo e
detalhado para os turistas.
Várias grandes cidades têm
um mapa em cada esquina,
com todas as informações
sobre as atrações turísticas.
Por outro lado, a informação
deve ser o mais detalhada
possível. Também terá de
haver uma brochura idêntica
com toda a informação sobre
circuitos, passeios e vistas, de
modo a que o turista beneficie
de todas as oportunidades
que se lhe colocam. Não
menos importante será
o desenvolvimento de
publicidade sobre a cidade na
televisão ou junto de agências
de viagens, de modo a que as
pessoas sejam confrontadas
com as vantagens do Porto e
fiquem interessadas na cidade.
O Porto tem tudo aquilo que
uma cidade turística necessita,
mas tem de se esforçar por
se tornar mais famosa e
popular e tem de mostrar aos
visitantes que existe oferta
disponível.
Veja a versão original no site da
Vida Económica: http://www.
vidaeconomica.pt/potentialsleeps-porto
6
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ATUALIDADE
Especialistas defendem redução do IVA na restauração
AT descobre 450 empresas sem registo
O Governo português deve baixar o IVA na restauração para 13%, de acordo com a esmagadora maioria dos especialistas do Barómetro Academia do Turismo do IPDT. A medida teria
um efeito positivo no turismo e na economia. O mesmo estudo adianta ainda que a recente
crise política teve um impacto muito reduzido na atividade turística. O painel apresenta um
nível médio da confiança de cerca de 70%, o valor mais alto desde há dois anos, o que leva a
supor uma possível atenuação da recessão no setor do turismo.
As novas regras de transporte de mercadorias começam a cumprir um dos objetivos desejados.
Em julho, a autoridade tributária detetou a presença de 450 empresas inexistentes. São organizações que recebem bens e produtos, mas não estão registadas junto da AT, o que significa que não
pagam os respetivos impostos. Através das novas regras de transporte de mercadorias, o fisco fica
em condições de controlar a faturação, o IVA, o IRC e o lucro de qualquer empresa. O processo
não é complicado, tendo em conta as novas tecnologias e o cruzamento de dados.
Ryanair e Turismo de Portugal
em desacordo sobre a expansão de Faro
AILEEN KIERSTEIN
[email protected]
As relações entre a companhia aérea de
baixo custo Ryanair e o Turismo de Portugal
(ITP) atingiram o ponto de rutura. A companhia aérea irlandesa afirma que o Turismo
de Portugal rejeita o plano de crescimento
para o aeroporto de Faro, mas a entidade nacional nega as acusações, com o argumento
que em causa estão fundos públicos. As duas
entidades recusaram a divulgação do valor
envolvido.
A Ryanair não compreende que o Estado
português não esteja interessado em aumentar o tráfego de passageiros no aeroporto de
Faro em cerca de 35% durante o próximo
inverno. A companhia pretendia estabelecer
três novas rotas a partir de Dortmund, Colónia e Memmingen. A oferta aumentaria os
voos semanais de 68 para 92 e atrairia mais
de 70 mil novos passageiros. Considera a
empresa que não faz sentido o aeroporto de
Faro perder a oportunidade de obter mais
tráfego, novo crescimento e até novos postos
de trabalho. “É surpreendente que uma organização cuja missão é promover o turismo
no Algarve, ignore a maior companhia aérea europeia de baixo custo e a primeira em
Faro, particularmente num momento em
que a taxa de desemprego se cifra em 18%,
em Portugal”, refere Robin Kiley da Ryanair.
“Acreditamos que o tráfego aéreo vai crescer
muito rapidamente, em resultado da cooperação da Ryanair com outras companhias
aéreas.”
Três milhões para promoção de
torneio de golfe
Os responsáveis da Ryanair tomaram
conhecimento que o Turismo de Portugal investiu três milhões de euros na promoção de um torneio de golfe, em vez de
cooperar com a companhia, de modo a
serem solucionados problemas sazonais,
como estava acordado originalmente. A
Ryanair pediu um investimento em marketing por parte do Turismo de Portugal para encorajar o aumento de 70 mil
Projeto da Ryanair aumentaria o tráfego de passageiros no aeroporto de Faro em cerca de 35% durante o próximo inverno.
passageiros. A proposta acabou por ser
rejeitada.
A companhia aérea garante que apenas
pediu o apoio em matéria de marketing e
publicidade, não para outras atividades.
De acordo com as declarações da empresa,
o apoio requerido representa uma pequena
fração do valor disponível no Turismo de
Portugal para a economia local, num montante de cerca de 35 milhões de euros.
A companhia pretendia
estabelecer três novas rotas a
partir de Dortmund, Colónia
e Memmingen
Turismo de Portugal rejeita
acusações
O Turismo de Portugal rejeita as acusações da Ryanair. Refere o seu diretor, Paulo
Gomes: “Não é verdade que tenhamos rejeitado o plano de expansão do aeroporto de
Faro. Não pretendemos impedir a Ryanair
de aumentar o seu número de voos ou de
rotas no Algarve. Meramente rejeitamos pa-
gar o dinheiro pedido para a companhia reforçar as suas operações.” Afirma ainda que
os valores não são proporcionais ao esforço
financeiro necessário por parte da companhia, tendo em conta as atividades promocionais previstas.
O grupo Ryanair parece ter beneficiado
do apoio de várias instituições públicas para
desenvolver e implementar os seus projetos.
No entanto, a maioria dos voos contratados para a importante época de inverno foi
cancelada. Por outras palavras, “no passado
a Ryanair propôs a criação de novas rotas
e voos para o Algarve durante o inverno,
que foram subsequentemente cancelados
pela companhia, apesar do apoio disponibilizado”, adianta o Turismo de Portugal.
A Ryanair, por seu lado, assume que quer
cumprir as obrigações contratuais em Faro,
até porque a companhia é responsável por
cerca de um terço do tráfego global naquele
aeroporto.
Sobre o investimento de três milhões
de euros num torneio de golfe, o Turismo de Portugal não se pronuncia sobre
esta matéria e afirma que “pretende continuar a dar passos para contribuir para
o aumento do número de turistas em
Portugal”.
AEPF melhora gestão de resíduos industriais
A Associação Empresarial de
Paços de Ferreira (AEPF) e a Recolha Resíduos Industriais (RRI)
renovaram o protocolo de cooperação que concede condições
mais vantajosas para as empresas
associadas nos serviços prestados
por esta, nomeadamente na valorização de resíduos industriais,
em detrimento da simples eliminação.
O conceito de desenvolvimento sustentável como “o que satisfaz as necessidades atuais, sem
pôr em risco a possibilidade das
gerações futuras satisfazerem as
suas” é um desafio atual na estratégia de qualquer organização.
Assim, numa altura em que a
responsabilidade social está na
agenda e a opinião pública exige
às empresas o cumprimento integral das responsabilidades ambientais, começa a ser prioritário
a adoção de elevados padrões de
qualidade ambiental. E importa
recordar que a presente legislação imputa a responsabilidade
do destino final dos resíduos a
quem os produz. Desta forma, a
implementação de uma política
ambiental pelas entidades produtoras inclui, obrigatoriamente, a
gestão dos resíduos produzidos, o
armazenamento e o destino final.
A empresa RRI presta serviços de gestão global de resíduos
(banais e perigosos), de limpeza
urbana e industrial, de abastecimento de águas para consumo e
tratamento de águas residuais domésticas e industriais.
7
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ATUALIDADE
Comitiva empresarial francesa visitou
região vitivinícola de Setúbal
O embaixador de França, o
presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso Francesa e o vice-presidente da Alliance Française visitaram as caves
de Azeitão a convite de Luís
Rodrigues
A bem conhecida ligação de
Luís Rodrigues à fileira vitivinícola, enquanto parlamentar, e a
sua visão estratégica que faz das
denominações de origem nacionais uma das alavancas do setor
turístico e hoteleiro, esteve na
origem do lançamento de iniciativas pioneiras, como as provas
de vinhos da Península de Setúbal na Assembleia da República,
ou as apresentações e jantares
vínicos em Estrasburgo e Arzon, na França, e em Bruxelas,
na Bélgica.
O esforço de uma década em
prol da viticultura da região,
reconhecido pela Confraria do
Moscatel no Capítulo de 2011,
aquando da sua entronização,
teve seguimento nos convites
aos embaixadores de Angola e da
Hungria para visitarem a região
e conhecerem os seus vinhos. A
iniciativa continua em 2013, já
no âmbito da candidatura de
uma eleição autárquica, mobilizando para a causa dos vinhos
produzidos no concelho de Setúbal um conjunto de individualidades de origem francesa para
uma visita às caves da José Maria
da Fonseca, a 30 de julho.
O presidente do Conselho de
Administração da centenária
empresa sedeada em Azeitão,
António Soares Franco, recebeu
o embaixador de França, Pascal
Teixeira da Silva, e dois outros
lideres da comunidade empresarial francesa em Portugal,
Bernard Chantrelle, presidente
do Conselho de Administração da Câmara de Comércio e
Indústria Luso-Francesa e Inês
de Mena e Mendonça, vice-presidente da Alliance Française,
que se juntam a Luís Rodrigues
e ao candidato da coligação
“Por Setúbal, Por Si” à União
das Freguesias de Azeitão, João
Pedro Nunes.
Luís Rodrigues espera que es-
António Maria Soares Franco, administrador da José Maria da Fonseca, o presidente do Conselho de Administração
da JMF, António Soares Franco, Inês de Mena e Mendonça, da Alliance Française, Embaixador de França, Bernard
Chantrelle, Luís Rodrigues, senhora de Bernard Chantrelle e embaixatriz Pascale Teixeira da Silva.
tas e outras iniciativas promocionais dos vinhos e de outras
denominações de origem e produtos tradicionais de qualidade
produzidos em Setúbal permitam potenciar a sua divulgação
e valorização em mercados internacionais, auxiliando o esforço
e investimentos realizados nos
últimos anos pela entidade certificadora e os agentes económicos
da região.
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8
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ATUALIDADE
DELFINA LEAL, ADMINISTRADORA DA SABUGAL+, AFIRMA
“A inovação é a forma mais eficaz
As empresas, as
instituições de ensino e
de ciência e tecnologia,
os organismos públicos
e as organizações ligadas
à economia social só
podem ser competitivas
e sustentáveis se
apostarem na inovação.
Esta a opinião
de Delfina Leal,
administradora da
Sabugal+.
O novo quadro
comunitário que
sucederá ao atual
QREN e irá vigorar
entre 2014 e 2020
será determinante para
Portugal, mas para
isso “é necessário saber
aproveitá-lo e começar
a refletir sobre o mesmo
desde já”. É a conclusão
dos intervenientes
do “workshop” sobre
“Oportunidades de
Cofinanciamento
da Investigação,
Desenvolvimento
e Inovação (IDI)”,
realizado no Auditório
Municipal do Sabubal.
VIRGILIO FERREIRA
[email protected]
“A inovação é reconhecida
como a forma mais eficaz de
garantir a competitividade e a
sustentabilidade das empresas,
instituições de ensino e de ciência e tecnologia, organismos
públicos e organizações ligadas à
economia social”, afirmou Delfina Leal, presidente da empresa
António Robalo (presidente da Câmara Municipal do Sabugal), Joaquim Ricardo (consultor de empresas e autarca, autor do livro “Manual do Autarca – O poder
local e os seus eleitos” e Maria Delfina Leal (administradora da Sabugal+, EM).
municipal Sabugal+, durante o
workshop “Oportunidades de
Cofinanciamento da Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI)”.
Neste encontro, promovido
pelo Grupo Editorial Vida Económica e pela Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), em
colaboração com a Câmara Municipal do Sabugal, a Empresa
Municipal Sabugal+, Associação
de Desenvolvimento do Sabugal
e a Universidade da Beira Interior, Delfina Leal destacou ainda
“os incentivos que se constituem
como instrumentos fundamentais de apoio ao investimento
e à dinamização económica,
nomeadamente em matéria de
inovação e desenvolvimento regional”.
VE e SPI em parceria
Previstas no âmbito da Agenda Europeia – Europa 2020, está
um conjunto de iniciativas que
pretendem contribuir para a “estratégia de crescimento da União
Europeia para a próxima década”,
tornando-a numa “economia inteligente (baseada no crescimento
e na inovação), sustentável (mais
eficiente em termos de utilização
dos recursos, mais ecológica e mais
competitiva) e inclusiva (com níveis elevados de emprego que assegure a coesão social e territorial)”,
acrescentou a mesma responsável.
É neste contexto que o Grupo
Editorial Vida Económica, em
parceria com a SPI pretende levar
a cabo um conjunto de iniciativas
no âmbito do Projeto “Portugal
Ivone Peres e MiguelTaborda (consultores da SPI), Joaquim Ricardo e António Robalo.
- Agenda para a Inovação 2020”,
cujo objetivo principal é contribuir para a sensibilização dos
agentes ligados ao desenvolvimento económico e social para a importância da inovação, do fomento da cooperação e da constituição
de alianças e parcerias estratégicas.
E durante os anos de 2013 e 2014
tem previsto um conjunto de iniciativas a desenvolver no território
nacional, numa estratégia de promoção de uma cultura de inovação e de estímulo a projetos de
Inovação, Investigação e Desenvolvimento e Internacionalização.
Portugal recebe apenas 65%
das contribuições do QREN
A ação realizada no Auditório
Municipal do Sabugal teve como
principal objetivo “divulgar a temática da inovação, o próximo
pacote de fundos comunitários que vai vigorar a partir de
2014 e a estratégia que deve ser
seguida para se aproveitarem as
oportunidades que daí resultem”, referiu João Luís de Sousa,
diretor adjunto do Grupo Editorial Vida Económica, salientando que é preciso “fomentar
a cooperação entre as empresas,
ensino superior e as autarquias,
pois é da conjugação de esforços
que irão surgir os resultados”.
Considera, ainda, que nesta área
de inovação, no que respeita ao
anterior QREN, que termina
no final deste ano, houve pouco aproveitamento por parte de
Portugal, pois só recebeu 65%
José Luís Manso Ramos (gestor da ENAT).
9
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ATUALIDADE
de garantir a competitividade”
Paulo Martins (administrador da Natura).
Paulo Marques (gestor da Pró-Raia) e Maria Delfina Leal
das suas contribuições”. O que
na prática significou que Portugal “financiou a investigação
de outros países, enquanto os
mais dinâmicos multiplicaram
por cinco a sua contribuição”,
afirma, concluindo que o orçamento do próximo programa
irá aumentar, “passando de 52
para 70 mil milhões de euros”.
António Robalo, presidente da
Câmara Municipal do Sabugal, mostrou-se satisfeito com
a realização desta iniciativa no
vir os testemunhos de dois empresários que apostaram no concelho do Sabugal: Paulo Martins,
da Natura Empreendimento,
empresa concessionária das Termas do Cró, e José Luís Manso
da ENAT – Energias Naturais.
Os dois empresários realçaram
a dificuldade de ser empresário
em Portugal. No entanto, para
Paulo Martins, as termas serão
“o grande motor de desenvolvimento da região”. Já para José
Luís Manso, o concelho do Sa-
Sabugal. “O próximo pacote é
determinante e estamos agora
a definir estratégias para o novo
QREN”, aproveitando ainda para
agradecer ao Grupo Editorial Vida
Económica e à SPI, “o facto de se
terem disponibilizado para vir ao
Sabugal. Ainda bem que não se
esqueceram do interior do país”.
Testemunhos empresariais
Os mais de 30 participantes do
“workshop” puderam ainda ou-
bugal tem “inúmeras potencialidades e é dos mais ricos, ou até
mesmo o mais rico, do país, em
recursos naturais.”
RETIFICAÇÃO
“Sabugal tem potencialidades
para o investimento empresarial”
Na edição da Vida Económica de 26 de julho, na notícia com o título
em epígrafe, ocorreram erros de montagem em duas fotos publicadas,
na de António Robalo (não corresponde à pessoa da imagem) e na
de José Epifânio da França (não esteve presente no “workshop” do
Sabugal).
Aos visados e aos leitores pedimos as nossas desculpas.
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10
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ATUALIDADE
Desemprego desce no segundo trimestre
Setor da indústria afunda ainda mais
A taxa de desemprego apresentou uma descida de 1,3%, no segundo trimestre, face aos três
primeiros meses, para 16,4% da população ativa. No entanto, em termos homólogos, verificou-se um acréscimo de 1,4 pontos percentuais. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o desemprego atingia cerca de 886 mil pessoas. O setor dos serviços é aquele
onde se regista o maior número de desempregados, seguindo-se a atividade industrial.
A situação complica-se no que toca a atividade industrial em Portugal. O índice do volume
de negócios voltou a agravar-se em junho, tendo registado uma descida de 4,7%, face à variação negativa de 0,9% do mês anterior. As exportações baixaram 3,7%, contra um aumento
de 2,5%, em maio. Já as vendas para o mercado interno desceram 5,4%, quando em maio o
recuo tinha sido de 3,5%.
ENGELBERT WESTKAMPER, DIRETOR DO INSTITUTO FRAUNHOFER, ALEMANHA, DEFENDE
“Portugal necessita de mudar
a sua estrutura industrial”
O empreendedorismo
e as Pequenas e Médias
Empresas (PME) são os
principais pilares sobre os
quais deverá ser construída a nova política industrial portuguesa, uma
necessidade cada vez mais
premente no entender de
Engelberg Westkamper,
diretor de Engenharia
Industrial e Automação
do Instituto Fraunhofer.
Em entrevista à “Vida
Económica”, à margem
de uma conferência organizada em Portugal pelo
Inesc Tec, o principal
responsável pela definição
das políticas industriais
na Alemanha e na Europa, explica ainda que o
desenvolvimento a longo prazo do nosso país
“pode e deve ser fomentado através da aposta
em produtos inovadores
e na sustentabilidade da
produção”.
FERNANDA SILVA TEIXEIRA
[email protected]
Vida Económica – Tendo em
conta a atual situação económica portuguesa, qual o papel
reservado ao nosso país no contexto da denominada agenda
para a re-industrialização da
Europa?
Engelbert Westcamper – Portugal tem uma indústria tradicional e algumas áreas com competências tecnológicas capazes de se
afirmarem em futuros mercados,
tal como a indústria automóvel.
Todavia, o país perdeu parte das
suas indústrias tradicionais, fruto
da deslocalização para a Ásia de
muitas empresas.
Acredito que Portugal tem as
competências técnicas, mas necessita de mudar a sua estrutura
industrial para assegurar um futu-
O empreendedorismo
e as PME devem ser os
principais pilares da
nova política industrial
portuguesa
tante na comunidade europeia de
investigação. Por isso, e tendo em
conta que os salários não são mais
um fator crítico de sucesso mas de
habilidade e qualificação, Portugal dispõe de uma oportunidade
de crescimento e concorrência na
economia global.
VE – O problema da baixa
produtividade da indústria portuguesa é muito antigo. Como
devemos lidar com este problema específico?
Para aumentar a produtividade, é preciso investir em inovação, em equipamentos de produção e na qualificação dos
trabalhadores, salienta Engelberg Westkamper.
ro de crescimento. Para tal, o país
deve basear o seu esforço nas Pequenas e Médias Empresas (PME)
e no empreendedorismo, apostando na sustentabilidade, na concentração regional de forças e na exportação para os mercados globais.
VE – Na prática, quais devem
ser as prioridades do governo e
dos industriais?
EW – Uma das nossas propostas
para o desenvolvimento económico passa por lutar para trazer de
volta a produção em massa, agora assente na personalização. Por
exemplo, os produtos para os segmentos domésticos que apostam
no design são um dos principais
pontos para a criação de valor e de
emprego.
Para além disso, o desenvolvimento a longo prazo pode ser
fomentado através da aposta em
produtos inovadores e na sustentabilidade da produção. Isso
inclui inovações para eficiência
energética e material e fábricas que
baseiam a sua produção em metodologias “lean” e ecológicas. Uma
terceira prioridade deve ser o campo da produção informatizada,
que oferece um elevado potencial
de produtos e serviços ao longo do
ciclo de vida de cada produto.
VE – Quais são os setores ou
indústrias onde esta agenda se
deve concentrar?
EW – A produção é uma disciplina transversal e a pesquisa ao
nível da fabricação inclui todas
as tecnologias e metodologias necessárias para a produção e para o
ciclo de vida dos produtos, que começa na engenharia e no design e
termina com a reciclagem ou refabricação. Ainda assim, alguns setores podem desempenhar um papel
de liderança dentro deste campo
económico. Este é, especialmente,
o caso do setor automóvel, com
a sua cadeia de fornecedores e as
indústrias que equipam as fábricas
com todas as máquinas e as ferramentas de que estas necessitam.
VE – E quais serão os principais desafios à implementação
deste programa?
EW – A mudança do sistema
de gestão assente nos velhos paradigmas, como a maximização dos
lucros no curto prazo, para o desenvolvimento sustentável é um dos
principais desafios. É também ne-
cessário que a pesquisa e a inovação
sejam orientadas para a aplicação e
como apoio concreto aos fabricantes. Nesse sentido, os centros de pesquisa regionais devem desempenhar
um papel de sinergia e cooperação
no seio das redes europeias.
Inovação e qualificação
dos trabalhadores são
essenciais ao aumento da
produtividade
VE – Olhando de uma perspetiva externa, quais são as principais vantagens competitivas da
indústria nacional e como podemos tirar proveito delas?
EW – Destacaria, principalmente, as competências ao nível
dos veículos automóveis, da mecânica e da eletrónica. Muitos fornecedores portugueses estão envolvidos nas cadeias de abastecimento
das grandes multinacionais, incluindo nas áreas do design e da
engenharia. A qualificação dos
engenheiros é alta e tal é um fundamento para futuras inovações.
Da mesma forma, os institutos de
pesquisa nacionais são parceiros
em muitos projetos colaborativos
e desempenham um papel impor-
EW – Para aumentar a produtividade, é preciso investir em inovação, em equipamentos de produção
e na qualificação dos trabalhadores.
Contudo, o desenvolvimento a longo prazo inicia-se com produtos
inovadores e com empreendedores
e, por isso, penso que o apoio financeiro de “spin-offs” resultantes da
investigação, das PME e das principais inovações setoriais, assumindo
riscos financeiros, pode ser um dos
impulsionadores da produtividade.
Outra possibilidade para aumentar
a produtividade passa pela implementação de metodologias, como o
“Lean Manufacturing”.
VE – E como podemos aumentar o valor acrescido da produção industrial e assegurar a
competitividade global da nossa
indústria?
EW – A maximização do lucro
é contraprodutiva, pois tem de ser
usada para criar inovação e investir na comercialização. Como tal,
e tendo em conta que os salários
em Portugal são baixos, parece ser
necessário apostar na qualidade e
fiabilidade da produção, em primeiro lugar. Por outro lado, a personalização dos produtos e a relação com o cliente são uma grande
opção para acrescentar valor, ainda
que tal exija flexibilidade e qualidade em todas as operações e uma
concentração em serviços para satisfação dos clientes.
11
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ATUALIDADE/Internacional
Publicis e Omnicom
criam maior grupo
de publicidade do mundo
As duas empresas, em conjunto, representam uma faturação de quase 18 mil milhões de euros.
Os grupos norte-americano Omnicom
e francês Publicis estão num processo de
fusão. Será criado o maior grupo de publicidade a nível global, à frente do britânico
WPP. Os volumes de negócio e de capitalização das empresas são idênticos, pelo que
a fusão vai ocorrer entre iguais. É possível
que o processo fique concluído ainda antes
do final do ano. A nova entidade vai manter
as suas sedes em Nova Iorque e Paris e será
cotada em ambos os países. Em conjunto,
a faturação ascenderá a cerca de 17,7 mil
milhões de euros, com um valor bolsista na
ordem dos 26,5 mil milhões de euros. Os
seus promotores estão convencidos que as
sinergias alcançadas serão vantajosas para os
os trabalhadores e os clientes de ambas as
empresas. É até possível que sejam criados
postos de trabalho. O mercado da publicidade defronta-se com novos desafios, como
são os casos do desenvolvimento exponencial dos novos meios, os novos comportamentos dos utilizadores e a utilização de
novas tecnologias.
Gigantes como Google ou Facebook, em
particular, alteraram as regras do jogo da
publicidade, nos últimos anos. Em conjunto, é possível que as negociações de novos
contratos com estes grupos se tornem menos complicadas. A fusão “de iguais” pretende respeitar a estrutura acionista dos dois
grupos, que terão um peso equivalente na
nova entidade. As autoridades francesas e
norte-americanas terão ainda de dar luz verde a esta fusão que terá um forte impacto no
negócio global da publicidade.
Vendas europeias de veículos
pesados em queda
As vendas de veículos industriais e autocarros registaram uma quebra de quase
7%, no primeiro semestre, face a período
homólogo do ano passado, para 868 986
unidades, no que respeita ao mercado europeu.
Em junho, as matriculações deste tipo de
veículos ascenderam a 156 240 unidades,
o que se traduziu numa descida de 5%,
face a igual período do ano passado. O recuo do mercado prende-se com a recessão
económica que a Europa atravessa e que se
reflete de imediato na procura destes veí-
culos. Por segmentos, as entregas de pesados industriais até 3,5 toneladas ascenderam a 715 757 unidades, menos 5,8%, em
termos homólogos. Entre janeiro e junho
foram vendidos 137 706 camiões médios,
num decréscimo de 11,4%. No acumulado do ano foram matriculados 103 860
veículos industriais na Europa, numa quebra de 11,2%, face ao ano anterior. Por
sua vez, as vendas de autocarros atingiram
15 523 unidades, no primeiro semestre,
numa baixa de 8,9%, relativamente aos
seis primeiros meses do exercício anterior.
França é país que mais gasta
em política social
A França continua a ser o país que destina mais meios para as suas despesas sociais.
Este ano, deverão atingir cerca de 33% do
PIB, revela um estudo da OCDE. A crise
fez disparar, entre os Estados-Membros da
organização, as despesas com gastos sociais.
A OCDE refere que a crise e o aumento
das verbas para o desemprego, bem como
outras prestações, fizeram com que as despesas sociais reais aumentassem cerca de
10% desde o início da crise financeira. Só
dois países evoluíram contra a tendência, a
Grécia e a Hungria, com descidas de 14%
e 13%, respetivamente. Em contrapartida,
foi a Coreia do Sul que apresentou o maior
crescimento nas prestações sociais (29%),
o que se ficou a dever ao agravamento das
despesas para pensões e ajudas à guarda
de crianças. Segundo aquela organização,
é a França que consagra mais dinheiro às
questões sociais, seguindo-se a Dinamarca
(30,2%) e a Suécia (29,8%), contra uma
média de 22,1% na OCDE. As políticas
sociais continuam a ser uma prerrogativa
de muito peso dos países europeus, ao contrário do que sucede nos Estados Unidos e,
em certa medida, nas economias emergentes, ainda que já se verifiquem preocupações neste âmbito.
12
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ATUALIDADE/Opinião
FRANCISCO VILELA DA SILVA
Risk Manager
Xerox Portugal & Xerox Financial Services Portugal
Gestão de tesouraria Quebra-Cabeças
Gerir a tesouraria de uma empresa
pode ser um verdadeiro quebra-cabeças.
Que o digam os muitos empresários
que se tentam organizar entre recebimentos e pagamentos, entre o deve e
o haver.
Pago daqui, recebo dali, se for preciso pede-se ao banco. Durante muitos anos foi assim que as empresas
foram gerindo a sua tesouraria, tudo
funcionava bem, com as empresas em
crescimento e com a preocupação dos
empresários a centrar-se quase exclusivamente nas vendas.
Nos dias de hoje, já não se pode
dizer com facilidade que se não houver se pede ao banco! Já se volta a ter
mais atenção no deve e no haver.
A melhor forma de resolver este
quebra-cabeças é conhecer e controlar muito bem estes três factores:
Ciclo de exploração da empresa
Prazo de pagamentos
Prazo de recebimentos
O ciclo de exploração não é mais
que o processo que engloba todos os
paços que a empresa necessita de dar
para fornecer o seu produto/serviço
ao cliente final.
Então conhecer todos os custos deste processo com os respectivos prazos
de pagamento aos fornecedores é o
primeiro passo, assim é possível saber-se exactamente quanto, quando e
a quem vai ser preciso pagar.
Por outro lado, considerando o nível de vendas que temos e o seu respetivo prazo de pagamento é possível
prever (com alguma fiabilidade e se
tivermos um bom conhecimento dos
nossos clientes quando vendemos a
crédito) quando, quanto e de quem
se vai receber.
Desta forma, é possível perceber
se é preciso fazer ajustes no ciclo de
exploração, reduzindo custos e tornando-o mais eficiente e, ao mesmo
tempo, também é recebida a indicação sobre se os preços e prazos de recebimento são os adequados.
Poderá ser ainda preciso recorrer
ao banco, mas com esta situação bem
dominada, será sempre uma situação
pontual e com uma dimensão e em
termos de valores e prazos mais justa e adequada ao que a empresa realmente necessita.
Lufthansa LGSP
apoia maratona
fotográfica no Porto
O Dia Mundial da Fotografia vai ser celebrado este
ano em Portugal no Porto
com o Photorama, uma maratona fotográfica, que dará
acesso aos fotógrafos inscritos
a lugares normalmente restritos ao público.
O 1º Photorama deste ano
terá lugar no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto,
no dia 18 de agosto, com o
apoio da ANA-Aeroportos de
Portugal. Esta maratona fotográfica é igualmente o lançamento do Photorama e vai
possibilitar aos participantes fotografar, de
uma forma exclusiva, o aeroporto e zonas
do aeroporto que normalmente não estão
acessíveis ao grande público. As melhores
fotografias, escolhidas por um júri profissional, serão reunidas num livro, que terá o
título “Olhares sobre o aeroporto”.
“Este projeto é único e vai estender-se a
2014”, refere Paulo Geisler, administrador
executivo da Lufthansa LGSP. “Estamos,
neste momento, em negociações com várias autarquias e instituições privadas para
que o Photorama se torne o maior evento
fotográfico continuado jamais realizado
em Portugal e que possa vir a fazer um retrato do nosso pais.”
Cada edição do Photorama dará origem
a um livro com o título “Olhares sobre...”,
que poderá vir a ser comercializado pelos
promotores de forma a minimizarem o investimento no evento. “Aliás, o objetivo das
nossas produções é que estas praticamente se
autofinanciem, sendo o “cliente” (instituição
pública ou privada) um facilitador”, esclarece
ainda Paulo Geisler. “Além disso, o promotor
fica com um espólio incalculável de imagens
da sua região, cidade ou instituição”.
A pré-inscrição para a maratona deverá
ser feita em [email protected].
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AZUIL BARROS
Especialista no Crescimento de Negócios
Partner&Diretor Geral
www.QuantumCrescimentoNegocios.com
Como fazer crescer o seu negócio
de forma sustentada?
Fazer crescer e manter um crescimento sustentado do seu negócio no médio
e longo prazo é uma das questões fundamentais a que você, o empresário,
tem de dar resposta! Não fazê-lo com
sucesso significa que a sua empresa vai
mirrar e, porventura, fechar as portas…
Estou certo de que já tentou, está a
tentar ou irá tentar num futuro próximo implementar um conjunto de estratégias que acelere o crescimento da sua
empresa.
Não está a conseguir atrair clientes
em número suficiente? As suas vendas
não crescem e nada parece funcionar?
Parece que o seu plano de negócios não
está a funcionar, pelo menos da forma
como esperava que resultasse?
É difícil ter um produto, um serviço
ou um conceito que, por si só, consiga
manter o crescimento da sua empresa
no longo prazo. E, ainda lhe é mais difícil manter o crescimento sustentado
da sua empresa, quando o empresário
ignora as regras básicas que ajudam a
manter um negócio bem-sucedido.
Como pode a sua empresa crescer de
forma acelerada?
Para a sua empresa crescer de forma
acelerada, o seu negócio terá de responder a três fatores…
Primeiro fator: Ajudar a resolver um
problema importante! A sua empresa
ajuda os seus clientes a resolver as suas
necessidades ou desejos de forma significativa. Esse nicho de clientes é localizável, acessível e tem dinheiro para
comprar o seu produto ou serviço?
Segundo fator: Apresentar uma solução única! A sua empresa propõe uma
solução melhor e, de certa forma, única
para o problema do seu cliente? Os seus
clientes percebem essa diferença?
Terceiro fator: Obter uma vantagem
competitiva! A sua empresa desenvolveu alguma vantagem competitiva relativamente à sua concorrência? E está
disposta a acentuar essa vantagem competitiva à medida que a sua concorrência vai procurando imitá-la?
Os nossos clientes podem não saber
bem aquilo que querem, mesmo quando lhes perguntamos. Por isso, o melhor
que tem a fazer é experimentar.
Logo que implemente uma solução e
esta não funcione, não demore anos a
decidir mudar. Teste e introduza modificações de forma rápida. Quanto mais
rápido falhar, mais rápido poderá melhorar o seu projeto ou abandoná-lo e
iniciar outro.
Há uma frase escrita, de forma gigante, nas paredes das instalações do Facebook que resume este conceito muito
atual: “Fail Fast!”.
Periodicamente, analise o seu espaço
de mercado e coloque as três questões
base: Que problema está a resolver aos
seus clientes? Que solução única apresenta? Que vantagens competitivas possui?
Procure manter-se sempre no topo do
nicho de mercado onde atua, porque só
assim crescerá de forma sustentada.
Comece já e coloque a Sua Empresa
um passo à frente da sua concorrência!
OBJETIVOS:
PORTO
16 setembro
9h30 às 13h00
A formação tem como principal objetivo que os participantes,
após a sua frequência, dominem e apliquem, de acordo com a
atual legislação em vigor, as:
s.OVASREGRASDECIRCULAÎÍODEBENS
s.OVASREGRASDEFATURAÎÍO
PROGRAMA:
0ÞBLICO
'ERALG90
!SSINANTES
6% G45
)6!
Organização:
Media Partner:
.OVO2EGIMEDE"ENSEM#IRCULAÎÍO
s$ElNIÎÜES
s%XCLUSÜES
s$OCUMENTOSDETRANSPORTE
s0ROCESSAMENTODOSDOCUMENTOSDETRANSPORTE
s#IRCUITOEVALIDADEDOSDOCUMENTOSDETRANSPORTE
s4RANSPORTADOR
s)MPRESSÍODOSDOCUMENTOSDETRANSPORTE
s3UBCONTRATAÎÍO
s!QUISIÎÍODEDOCUMENTOSDETRANSPORTE
.OVAS2EGRASDE&ATURAÎÍO
s/BRIGATORIEDADEDEEMISSÍODEFATURA
s#OMUNICAÎÍODAFATURAÎÍOË!UTORIDADE4RIBUTÈRIA!4
s"ENEFÓCIOlSCALPELAEXIGÐNCIADEFATURA
&/2-!$/2%3
Jorge Pires -$IRETORGERALDA-ONERIS2ISA3!#OAUTORDOS
LIVROSSNC - Teoria e Prática, Normalização Contabilística
para MicroentidadesECOMARTIGOSPUBLICADOSEMREVISTASDA
ESPECIALIDADE
Informações e inscrições:
Vida Económica – Patrícia Flores
/i°\ÊÓÓÎÊΙ™Ê{ÈÈÊUÊ>Ý\ÊÓÓÓÊäxnÊä™nÊ
E-mail: patriciafl[email protected]
João Gomes --ANAGERDA-ONERIS3ANTARÏME3UPERVISOR
DA-ONERIS2ISA#OAUTORDOSLIVROSSNC - Teoria e Prática,
Normalização Contabilística para MicroentidadesECOMARTIGOS
PUBLICADOSEMREVISTASDAESPECIALIDADE
14
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ATUALIDADE/Opinião
Bancos dispensam 500 trabalhadores desde o início do ano Parlamento quer alterações no setor automóvel
Os cinco maiores bancos portugueses dispensaram cerca de 500 dos seus trabalhadores desde
o início do ano. No ano passado, o setor prescindiu de mais de 1 500 colaboradores. O processo vai continuar durante os próximos tempos, tendo em conta a necessidade de reestruturação
do setor financeiro. O BCP foi o banco que mais reduziu o número de colaboradores, desde
janeiro, num total de cerca de 230, mas a CGD não divulgou qualquer número. De uma
maneira geral, a justificação apresentada é a quebra do negócio.
FRANCISCO JAIME QUESADO
Especialista em Estratégia, Inovação e
Competitividade
NOVO CICLO TERÁ QUE FAZER DAS EMPRESAS O MOTOR DUMA AGENDA
DE CRESCIMENTO
Crise: as respostas da economia
Neste tempo de crise internacional
e nacional, as respostas que interessam
estão na economia. Portugal não
consegue atingir os níveis de
produtividade da União Europeia e
isto é uma condição “sine qua non”
para se atingir os grandes objetivos
de prosperidade, solidariedade e
qualidade de vida. Ao contrário do que
muitos parecem indiciar, a economia
portuguesa não está controlada e a
sua debilidade estrutural continua a
assentar em alguns pecados capitais
conhecidos:
s um modelo exportador, mas
que é reativo relativamente aos
mercados e relativamente pobre
em valor acrescentado;
s uma crença no IDE sem a
adequada incorporação de
produção ou decisão nacional
naquilo que faz;
s transferência de mão de obra e
capital para atividades de baixo
Ao contrário do que
muitos parecem indiciar,
a economia portuguesa
não está controlada e a
sua debilidade estrutural
continua a assentar em
alguns pecados capitais
conhecidos
valor acrescentado, em alguns
serviços (ex: turismo) e na
construção civil;
Numa frase, com este modelo
obtivemos um país de baixa
produtividade e muito dependente
do exterior, porque implementámos
mal o que parecia ser uma boa receita:
exportações; infra-estruturas; atração de
capital estrangeiro via investimentos e
via turistas.
Impõe-se mais do que nunca
corrigir o rumo e a posição dos
protagonistas do processo de
desenvolvimento do País, em ordem
a obter um modelo mais assertivo e
eficaz. As variáveis para esse processo
são claras:
s aumentar as exportações no PIB,
mas fazê-lo porque se trabalha
para clientes mais exigentes.
s Abandonar a captação de clientes
baseada nas vantagens de preço
baixo e procurar os clientes
mais sofisticados – pagam mais
pelo valor acrescentado e ainda
nos desafiam a modernizar e
a aumentar os nossos padrões
de exigência a vários níveis.
Isto reforçará fatores de
competitividade baseados em
recursos e capacidades únicos,
flexíveis e valiosos, por oposição
aos modelos mecânicos, lineares,
baseados na minimização de
custos;
s apostar na dinamização
de indústrias de bens
transacionáveis de média e
alta intensidade tecnológica,
procurando envolvê-las com
os grandes investimentos de
IDE. Isto reforçará o capital
empreendedor, normalmente
em micro e médias empresas/
projectos, e contribuirá para a
fixação de conhecimento, ganhos
económicos e aumentos nos
centros de decisão portugueses;
s apostar na educação superior
e na formação. Mas isto não
significa elevar o número de
diplomados por si. Significa
promover o grau de utilidade
da educação/formação para as
empresas. Actualmente assiste-se à emigração de talentos ou
ao sub-emprego de licenciados,
por falta desta relação entre
centros de formação e empresas.
A solução não é um “superplano” que aponte as áreas
prioritárias – isto é ineficaz. É
antes introduzir concorrência
e liberdade de opção entre as
escolas, universidades e centros
de formação, para além dos
investimentos em estrutura e
nas pessoas dessas instituições.
Rapidamente os benefícios da
internalização de mecanismos de
mercado serão transpostos para
outras áreas de welfare;
s o sector público consome, em
despesa total, quase 50% do
PIB português. É preciso refletir
muito seriamente sobre tomar
uma de duas opções: ou este
número se reduz para níveis mais
eficientes, em torno dos 40%,
com a necessária revisão das
funções do Estado; ou o sector
público aprende a tornar-se mais
produtivo e devolve à Sociedade,
em serviços públicos e em bemestar, tanto ou mais quanto lhe
cobra em impostos.
São estas algumas das armas centrais
para conseguirmos ganhar a batalha da
Economia Portuguesa.
A Assembleia da República aprovou uma recomendação ao Governo para que seja estudado um
conjunto de medidas para o setor automóvel. Uma das propostas respeita à criação de um novo
programa de incentivos ao abate de veículos em fim de vida. Por outro lado, o Parlamento considera adequado e urgente a criação de um grupo de trabalho para fiscalidade numa atividade que
tem batido mínimos históricos em termos de vendas. De igual modo, é pedida a suspensão do pagamento do IUC durante o período de revenda do veículo.
GONÇALO BRÁS
Economista e Doutorando na Faculdade de Economia
da Universidade de Coimbra
O ar condicionado de Gaspar
Pós-memorando, se analisarmos
cerca de uma dezena de indicadores
macroeconómicos e de finanças
públicas do nosso país, existe
apenas um único indicador com
comportamento positivo. De forma
análoga, podemos dizer que o teto
da casa já caiu, as paredes ruíram,
o chão desabou mas, felizmente, o
ar condicionado está a trabalhar!
Gaspar sai do governo, mas deixa-o a
trabalhar. O ar condicionado deu um
jeitão, não foi Gaspar? Com unhas
e dentes, enquanto se aguentou no
executivo, Gaspar sempre argumentou
que o ar condicionado funcionava em
perfeitas condições e ainda melhor
do que tinha previsto aquando da
sua aquisição. O que Gaspar não
disse é que o facto do “seu” ar
condicionado estar a trabalhar tem
tido como consequência a queda do
teto, das paredes e do chão da casa,
que não a sua, mas a do povo. O ar
condicionado de Gaspar chama-se
balança de bens e serviços. Previase que a balança de bens e serviços
estaria equilibrada em 2014 mas
Gaspar conseguiu-o mais cedo
que o esperado. O atual Executivo
vangloria-se com o equilíbrio das
contas externas e rejubila. Mas será
que, ultimamente, tal sem sido feito
através da dinâmica de crescimento
do fluxo de saída de bens e serviços
nacionais? O que não se diz é que,
face à estagnação das exportações
(diminuição de 0,2% no último
trimestre de 2012 e crescimento
residual de 0,1% no primeiro
trimestre de 2013), tal tem sido feito,
em exclusivo, à custa da queda das
importações.
Se o teto, as paredes e o chão
já há muito desapareceram, fruto
da recessão que vivemos no nosso
país e das suas consequências
socioeconómicas, o ar condicionado
de Gaspar continua a funcionar
e, segundo temo, brilhará aos
olhos da sua sucessora, Maria Luís
Albuquerque. Contudo, o ar, aquele
que já não conseguimos respirar,
deriva da queda das importações por
via da contração da procura interna e
do investimento. Por outras palavras,
advém do nosso empobrecimento
geral! Até que ponto estará disposta
Maria Luís Albuquerque, com as
consequências que dele advêm,
a preservar o ar condicionado de
Gaspar?
JOSÉ MARTINO
Engenheiro Agrónomo
josemartino.blogspot.com
A gaiola dourada
Em tempo de férias, a ideia é ser
menos exaustivo e mais “light”.
Posto isto, o que me desperta por
estes dias estivais de agosto?
Os “swaps”, o Rui Machete, as
eleições autárquicas, o regresso da bola?
Nada disso. Regressei há dias da
Holanda e parto em breve para os
Estados Unidos.
Viagens de trabalho. A primeira para
ciceronear uma missão empresarial
que a “Espaço Visual” e a “AGIM”
organizaram a explorações de mirtilo.
A próxima para ir conhecer “in loco”
explorações e empresários que serão
anfitriões da futura missão empresarial
a terras norte-americanas, a realizar em
2014.
Neste intervalo, fui seduzido por um
filme luso-francês que está aí na berra,
“A gaiola dourada”. A história de um
casal português de emigrantes em terras
de França.
Uma história igual a tantas outras,
mas que demonstra o espírito
trabalhador e empreendedor dos
portugueses. Características que vejo
em muitos e muitos jovens agricultores
que se viram para a agricultura para
começarem a construir o seu sonho, o
seu projecto de vida.
Por muitos obstáculos e dificuldades
com que se deparem, os portugueses
são resilientes e gostam de aprender
mais, melhorar mais. É também por
isso que estas missões empresariais são
importantes.
Os portugueses, como o provam
os emigrantes e o casal de “A gaiola
dourada”, são um povo aberto ao
mundo, aos novos conhecimentos e
realidades. É esse o espírito luso.
No sector agrícola, esse capital
empreendedor é o sinal mais forte
de empresários que têm colocado a
agricultura, por estes dias, na vanguarda
da economia portuguesa.
É preciso continuar a trabalhar,
a investir e a tentar ter melhores
desempenhos. Isso só se consegue se se
continuar a ser eternamente insatisfeito.
Além do mais, “A gaiola dourada” tem
fantásticas imagens do Douro, um dos
nossos cartões de visita.
15
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
NEGÓCIOS
E EMPRESAS
Martifer procede a alienação na Prio Energy
O grupo Martifer procedeu à alienação de parte da sua participação na subsidiária Prio
Energy, SGPS, a favor da empresa OxyCapital – Sociedade de Capital de Risco, reduzindo assim a sua participação de 49% para apenas 10%. “O encaixe desta operação
possibilitará ao grupo Martifer uma redução da sua dívida de aproximadamente 31,2
milhões de euros”, refere o grupo em comunicado à Comissão do Mercado de Valores
Mobiliários (CMVM).
MoreTextile concentra
acabamentos em Portugal
O grupo MoreTextile, que
agrega as marcas António Almeida e Filhos, Coelima e José
Machado de Almeida (JMA),
vai concentrar a atividade de
acabamentos e serviços auxiliares no pólo industrial de Moreira de Cónegos.
Esta decisão enquadra-se no
projeto de reorganização operacional e industrial do grupo,
que pretende explorar as vantagens competitivas de cada uma
das suas unidades industriais,
potenciando os ativos mais eficientes em cada processo.
Nesse sentido, o grupo já ti-
nha implementado ações de
maximização das competências
ao concentrar no pólo de Pevidém, sede da Coelima, as áreas
de logística, confeção e serviços
partilhados.
O estudo – levado a cabo pelo
CITEVE - analisou todos os
processos industriais do grupo,
com o objetivo de reforçar a sua
competitividade no mercado
internacional, tendo concluído
que, face às condições energéticas no pólo de Pevidém, só
através desta medida de concentração é possível aumentar a
eficiência das operações e con-
Concentração das operações de acabamentos visa reforçar a competitividade internacional.
solidar a sua sustentabilidade
e viabilidade económico-financeira.
A decisão de concentrar as
operações de acabamentos, até
aqui distribuídas entre os pólos
industriais de Moreira de Cónegos e Pevidém, não terá impacto
ao nível dos recursos humanos.
PORTO
5 setembro
14h30/18h30
Transforme o seu negócio numa atividade
sólida e sustentável ao longo dos tempos!
Público
Geral: G40
Assinantes
VE: G25
DESTINATÁRIOS:
Gestores, empresários, futuros empreendedores, professores e Alunos de Licenciatura e Mestrado nas áreas
das Ciências Empresariais
(+ IVA)
PROGRAMA:
Organização:
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Vida Económica – Patrícia Flores
/i°\ÊÓÓÎÊΙ™Ê{ÈÈÊUÊ>Ý\ÊÓÓÓÊäxnÊä™nÊ
patriciafl[email protected]
Participação sem custos para empresas com
resultados negativos e desempregados. No
âmbito da sua política de responsabilidade
social, nas ações de formação a Vida
Económica criou uma quota de inscrições
gratuitas para os assinantes empresas com
resultados negativos ou individuais em
situação de desemprego. Para beneficiar desta
oferta até ao limite dos lugares disponíveis,
deverá enviar uma cópia da última Declaração
mod. 22, ou uma cópia do comprovativo da
situação de desemprego, emitida pelo IEFP.
s!IDENTIlCAÎÍODENECESSIDADES
s$ElNIRAVISÍOVALORESEMISSÍO
s!NÈLISEDASCAPACIDADESECOMPETÐNCIASINTERNAS
s!NÈLISEEAVALIAÎÍODOAMBIENTEEXTERNO
s!NÈLISEDAINDÞSTRIA
s%STABELECIMENTODEMETASEOBJETIVOS
s3ELEÎÍODEESTRATÏGIAS
s$ESENHODEPROGRAMASOPERACIONAIS
s$ElNIÎÍOORÎAMENTAL
s!VALIAÎÍODEDESEMPENHOS
Formador:
João M. S. CarvalhoÏ0ROFESSORNO)3-!)
n)NSTITUTO3UPERIORDA-AIAE)NVESTIGADORDA
5.)#%35NIDADEDE)NVESTIGAÎÍOEM#IÐNCIAS
%MPRESARIAISE3USTENTABILIDADE4RABALHOUNO
setor farmacêutico durante 15 anos e é professor
universitário na área das ciências empresariais há
16 anos. É Licenciado em Gestão de Empresas,
0ØSGRADUADOEM'ERONTOLOGIA3OCIAL-ESTREEM
Economia e Doutorado em Ciências Empresariais
pela Faculdade de Economia da Universidade
do Porto. Paralelamente, tem colaborado como
formador e consultor de inúmeras organizações
a nível nacional nos três setores (lucrativo, nãoLUCRATIVOEPÞBLICO4EMVÈRIASPUBLICAÎÜESE
comunicações a nível nacional e internacional.
16
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Companhia Própria renova certificação de qualidade
Vintage 2011 da Sogevinus chegam ao mercado
A Companhia Própria, empresa especializada em formação Profissional e de consultoria de
recursos humanos, acaba de ver renovada a certificação de qualidade do Sistema de Gestão,
implementado de acordo com a norma NP EN ISSO 9001:2008. Na auditoria realizada
pela SGS, a empresa voltou a alcançar excelentes resultados, não havendo registo de qualquer
ocorrência.
As quatro casas da Sogevinus Fine Wines – Kopke, Burmester, Calem
e Barros – acabam de lançar no mercado os seus Porto Vintage 2011,
que, desde a sua declaração oficial, têm gerado uma elevada expetativa e procura em torno desta que é a primeira declaração de Vintage
Clássico da década.
AUTOMÓVEL E TURISMO SÃO OS SETORES COM MAIOR POTENCIAL
Portugal pode aumentar negócios
com o México
Comunidade
portuguesa no México
é inferior
às 500 pessoas
JOSÉ MIGUEL
GALLO
Conselheiro CIEP para a
Internacionalização da Economia
Portuguesa -México
O México oferece a Portugal
grandes oportunidades de
negócio. O automóvel e o
turismo são os setores com
maior potencial.
Nos últimos cinco anos, o
investimento direto de Portugal
no México caiu cerca de 36%.
A comunidade portuguesa
estabelecida naquele país não
excederá as 500 pessoas. Mas
ultimamente tem-se assistido
a um aumento de jovens
portugueses com formação
superior e bons empregos no
México. O facto do país ter mais
de 110 milhões de habitantes
deve ser tido em conta.
As relações comerciais podem aumentar
rapidamente de modo a que Portugal volte
a ser um parceiro importante do México e
vice-versa.
Desde há muitos anos que as relações sociais e políticas entre Portugal e o México
têm sido excelentes e a comunicação entre
os dois países muito boa, construtiva e, em
muitos casos, muito política.
É certo que Portugal tem um longo caminho a percorrer para gerar mais negócios no
México a curto prazo. A crise global é mais
Investimento
português no México
cai 36%
Nos últimos anos, o investimento português
no México caiu para o lugar que tinha
antes, não só porque têm existido menos
projetos portugueses de investimento neste
país, provavelmente pela crise global que
se atravessa, mas também devido ao forte
investimento de outros países no México.
Como receptor de investimento mexicano,
Portugal passou da 42ª posição em 2008
para a 25ª em 2012. Como investidor no
México, Portugal desceu da 20ª posição em
2008 para a 29ª em 2012. O investimento
directo de Portugal no México, entre 2008
e 2012, decresceu cerca de 36%.
O turismo de portugueses no México, sobretudo em Cancun e Riviera Maia, tem crescido nos
últimos anos, principalmente nas férias de verão, no Natal e na Páscoa.
evidente em alguns países europeus, do que
na América Latina, que tem um enorme
potencial humano, embora o seu poder de
compra não seja o mais forte.
O importante é aprender a negociar no
México e com os mexicanos, embora possa
parecer que é um ponto negativo, a realidade é completamente o inverso. É muito fácil
lidar com os mexicanos que querem fazer
negócios, tratando-os de igual para igual,
oferecendo produtos de qualidade e respeitando o combinado previamente.
Um negócio que dá errado pela primeira
vez é uma porta fechada, tendo em conta
que existem fornecedores em todo o mundo que querem fazer negócios com compradores mexicanos. O volume de negócios é
muito alto, pois estamos a falar de um país
com mais de 110 milhões de habitantes. As
possibilidades estão aqui, à vista de todos.
Setor automóvel em crescimento
Um setor que tem sido um grande sucesso nos últimos anos difíceis da crise no
México é o setor automóvel. Nos últimos
dois anos assistiu a um grande crescimento, estando já próximo dos valores de antes da crise. Actualmente, o México já tem
fábricas das marcas General Motors, Ford,
Chrysler, Nissan, Toyota, Honda, Mazda,
Fiat, BMW, Volkswagen e Audi. Esta última está em construção e tem produção até
2015, com um investimento inicial de dois
mil milhões de dólares.
Em anos anteriores houve um aumento
significativo das exportações de Portugal
para o México no setor automóvel, tendo
em conta os modelos Volkswagen e Seat
que vieram para este país diretamente das
linhas de produção da Volkswagen Sharan
e do Seat Alhambra, no entanto, estes dois
modelos, infelizmente, não estão mais no
mercado mexicano e não foram substituídos por outras unidades produzidas em
Portugal.
Tarifas no vinho dificultam
comercialização
O caso do vinho português no México
tem sido um exemplo difícil para todos os
que importam os nossos excelentes produtos. Em muitos casos, os vinhos portugueses chegam ao México com todas as
tarifas e valores muito próximos aos vinhos
espanhóis, dificultando a sua comercialização, visto que o produto espanhol é muito
procurado pelos consumidores nacionais.
Hoje podemos encontrar vinhos portugueses em lojas gourmet, com preços acessíveis, mas o seu volume de vendas ainda
não é significativo.
Turismo mexicano em Portugal é um
nicho a explorar
O turismo de Portugueses no México, sobretudo em Cancun e na Riviera Maia, tem
crescido nos últimos anos, principalmente
nas férias de verão, no Natal e na Páscoa.
É comum estar num hotel ou num shopping center em Cancun, Cozumel ou Playa
del Carmen e ouvir famílias portuguesas. O
mesmo não sucede ao contrário, isto é, ver
turismo mexicano em Portugal.
O turismo mexicano para a Europa é algo
que acontece com muita frequência e é o
suficiente para ver como é difícil hoje em
A comunidade portuguesa no México é
muito pequena e, por vezes, muito volátil.
É o resultado de existirem Portugueses em
trabalhos específicos e de curta duração
no México e que regressam a Portugal ou
para onde forem enviados pelas empresas
para as quais trabalham. Estima-se que
a comunidade portuguesa estabelecida
no México não exceda as 500 pessoas,
mas, ultimamente, tem-se assistido a
um aumento de jovens portugueses com
formação superior e bons empregos
no México. As últimas informações
disponibilizadas pela Embaixada de
Portugal no México indicam que se
encontram registados menos de 400
portugueses, no entanto, existem muitos
casos de cidadãos portugueses que já
não se encontram no México e que não
informaram a Embaixada da sua saída.
dia conseguir um voo comercial para as cidades com as quais é mais fácil e comum
viajar do México para a Europa (Madrid,
Paris, Londres, Frankfurt e Amsterdão).
Tal deve-se ao facto de as empresas áreas
desses países terem voos directos para Espanha, França, Inglaterra, Alemanha e Holanda. Na década de 80, durante um pequeno
período de tempo, existiram voos directos
para Lisboa, mas este projecto foi cancelado
porque o número de viagens não foi suficiente para manter este serviço.
Os principais destinos de mexicanos para
a Europa são evidentes: Madrid, Paris e o
Vaticano. Raramente Portugal se vê integrado como destino turístico para as famílias
mexicanas.
O turismo mexicano em Portugal é normalmente de pessoas que viajaram anteriormente em trabalho, conheceram o país,
admiram a gastronomia, a hospitalidade
dos Portugueses e organizam depois férias
com a família em Portugal. Este é definitivamente um nicho a explorar num futuro
próximo.
Volume de negócios é inferior a mil milhões/ano
As relações bilaterais com empresas portuguesas estabelecidas no México, apesar de poucas,
existem e estão bem identificadas. Algumas são apenas pequenos escritórios comerciais de
apoio às empresas portuguesas que exportam os seus produtos para o México ou de apoio às
suas vendas.
A balança comercial entre os dois países é muito equilibrada, os volumes de negócio entre os
dois países são muito semelhantes. No entanto há muito a fazer nesta área, uma vez que o
volume de negócios não passa os mil milhões de dólares por ano, o que é muito pouco tendo
em conta outros países que, apesar da proximidade, hierarquia, desenvolvimento, dimensões
tecnológicas e comerciais serem inferiores às de Portugal, o volume de negócios excede em
muito os mil milhões de dólares. Portugal poderá seguramente ultrapassar este valor em breve.
17
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
CBRE coloca Continente em Portimão
Quinta da Lixa triplica produção
A CBRE foi a consultora imobiliária responsável pela colocação do Continente na cidade
algarvia de Portimão. Trata-se de um espaço com cerca de seis mil m2 e que conta com 350
lugares de estacionamento, bem como com uma bomba de combustível Galp. O empreendimento fica localizado no Cabeço do Mocho. O grupo Sonae viu a sua presença interrompida
nesta cidade, depois do incêndio que afetou o Retail Park de Portimão, há cerca de nove,
tendo agora sido possível reabrir uma nova loja Continente.
A Quinta de Lixa finalizou um investimento de quatro milhões de euros numa nova linha de produção e numa nova propriedade agrícola. O objetivo é dar resposta à procura dos mercados nacional
e internacional. A empresa tem agora a possibilidade de engarrafar nove mil garrafas por hora, o
equivalente a seis milhões de garrafas por ano. “A grande inovação da nova linha está essencialmente
na tecnologia de enchimento, de higienização e controlo, de inspeção de qualidade e na utilização de
bicos automáticos na enchedora”, refere Óscar Meireles, administrador da Quinta da Lixa.
MERCADO NACIONAL VALE 170 MILHÕES DE EUROS
Empresas portuguesas de chocolate
estão a investir na exportação
O setor nacional do
chocolate vale cerca
de 170 milhões de
euros. Apesar de se
verificar um crescimento
continuado, nos últimos
anos, a realidade é
que o consumo fica
abaixo da maioria dos
países europeus. O
nosso chocolate é de
qualidade, mas a taxa
de IVA restringe o seu
consumo. As empresas
produtoras estão a
apostar cada vez mais
na exportação, explicou
à “Vida Económica”
Manuel Barata Simões,
secretário-geral da
Associação das Indústrias
de Chocolate e
Confeitaria (ACHOC).
GUILHERME OSSWALD
[email protected]
Vida Económica – Quanto
vale o mercado português do
chocolate?
Manuel Barata Simões – O
setor vale cerca de 170 milhões
de euros. Apesar da crise, as vendas de chocolate têm registado
um desempenho positivo e, no
ano passado, as vendas cresceram 1,5% em valor e 3,3%, em
volume, face ao exercício anterior. No entanto, os Portugueses
consomem, em média, cerca de
1,4 quilos “per capita” por ano. É
um valor reduzido quando comparado com outros países. Por
exemplo, em Espanha ou Itália o
consumo ultrapassa os três quilos
e em países como o Reino Unido
ou a Alemanha o consumo é de
cerca de dez quilos. Nesses países
o chocolate é considerado um alimento ideal para ser consumido
a meio da manhã ou durante a
tarde, como um complemento ou
suplemento das refeições básicas.
No nosso país ainda é, muitas vezes, encarado como uma prenda
ou gratificação.
perto de 151 milhões. O chocolate português é reconhecido
como sendo um produto de elevada qualidade. Exportamos para
quatro dezenas de países, o que
demonstra que existe um reconhecimento especial da excelente
qualidade do nosso chocolate.
VE – O chocolate é associado
à obesidade e a outros problemas de saúde. O seu consumo
é ainda encarado de uma forma
errada pela maioria das pessoas?
VE – Quais os principais problemas que se colocam à vossa
atividade?
MBS- Em Portugal paga-se
uma taxa de IVA de 23% pelo
chocolate, enquanto, por exemplo, em Espanha, este imposto
é de 8%, dado ser considerado
como de facto aquilo que é, um
produto alimentar. O que torna
difícil de acomodar a desejada
harmonização fiscal. É também
causa, altamente provável, de
“movimentações” nas zonas de
fronteira, em prejuízo da receita
fiscal portuguesa, como acontece
com outros produtos. Estamos
perante uma situação de concorrência desleal que afeta as empresas que operam legitimamente
no país, mas é um facto que os
nacionais acabam por comprar o
chocolate a um preço mais elevado que os consumidores espanhóis. Torna-se necessário manter
Manuel Barata Simões considera incompreensível o chocolate pagar uma taxa
de IVA de 23%, quando se trata de um produto alimentar.
informação esclarecida e persistente junto das autoridades fiscais
sobre a incoerência de impor a
taxa mais elevada num produto
alimentar, tal como é considerado
no resto da Europa.
Negociações exigentes com
a distribuição
VE – Mas o mercado funciona de forma adequada no que
toca ao nosso país?
MBS – Não temos notícia de
qualquer restrição à livre concorrência neste produto, para além
das duras e exigentes negociações
com o setor da distribuição. De
referir, entretanto, que a produção nacional de chocolate tem
crescido nos últimos anos. Neste
momento, está acima dos 20% e
Portugal é também um país exportador de chocolate para vários
países. No ano passado, as exportações ascenderam a cerca de 10,8
milhões de euros, enquanto as
importações se terão cifrado em
MBS – Existe um série de mitos em Portugal, o que também
pode justificar o baixo consumo
médio por pessoa, em comparação com outros países europeus.
Um dos mitos é que o chocolate faz aumentar o colesterol. Estudos científicos demonstram
que o chocolate não aumenta os
níveis sanguíneos de colesterol.
Pelo contrário, os antioxidantes
presentes em teores significativos
no chocolate podem ajudar a diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Também é frequente
atribuir-se ao chocolate o aparecimento ou agravamento da acne,
mas nenhum estudo científico o
comprova. A acne é uma situação
cutânea que resulta essencialmente de um aumento da atividade
hormonal, com um acréscimo de
secreção sebácea. O consumo de
chocolate não tem qualquer interferência com este processo. Ao
contrário do que se pode pensar,
o chocolate, consumido com moderação, como qualquer alimento, oferece vários benefícios para
um quotidiano saudável.
NUM PROJETO INOVADOR A NÍVEL NACIONAL
Altran lança academia de formação avançada no Fundão
A Altran, empresa de inovação
e consultoria na área tecnológica,
vai lançar uma academia em parceria com a Universidade da Beira
Interior (UBI), a Câmara Municipal do Fundão e o Instituto do
Emprego e Formação Profissional
(IEFP). A academia surge no âmbito do centro de formação avançada no Fundão e arranca em Setembro, com formações abertas a
todos os licenciados em engenharias de informática, eletrónica e
outras áreas relacionadas, explicou
à “Vida Económica” Susana Chaves, diretora de recursos humanos
da Altran Portugal.
“A ideia surgiu a partir do centro de serviços nearshore que a
Altran Portugal desenvolveu no
Fundão. A academia é um projeto
que resulta da parceria entre a nossa empresa, a UBI, a câmara do
Fundão e o IEFP e que pretende
dar formação específica e complementar aos licenciados em engenharias. Surge também integrada
no centro de formação avançada
inaugurado no Fundão, em parceria com aquelas entidades, onde
serão igualmente promovidas formações em diversas áreas, como
idiomas, comportamentos ou áreas técnicas”, de acordo com Susana Chaves.
A referida academia está instalada no espaço da UBI, onde serão
lecionadas formações gratuitas,
direcionadas a todos os licenciados
em engenharia informática, eletrotécnica e outros ramos. A primeira
sessão é sobre Java Enterprise Edition (JEE) e decorrerá em Setembro. Metade do grupo, selecionada
de acordo com o desempenho na
formação, será recrutada pela Altran, através de um contrato de estágio profissional entre a empresa e
o IEFP. Os objetivos são claros, na
ótica daquela responsável: “Estas
iniciativas pretendem que o centro
nearshore se torne uma referência
ao nível do desenvolvimento e da
inovação tecnológicos e também
dinamizar a região e criar novos
postos de trabalho. Paralelamente,
contribuem para a formação pós-académica dos licenciados.” Nota
ainda que se trata de uma excelente oportunidade para recém-licenciados ingressarem numa empresa
multinacional e trabalharem em
projetos internacionais e inovadores.
Quanto à Altran, tem como
funções apoiar as empresas na criação e no desenvolvimento de produtos e serviços. Presta serviços aos
principais intervenientes dos setores aeroespacial, automóvel, energia, ferroviário, financeiro, saúde e
telecomunicações. “A empresa está
presente em cada etapa do projeto,
desde o planeamento estratégico
da nova tecnologia à fase de produção.” Está no mercado nacional
desde 1998 e conta com cerca de
400 colaboradores. A nível global,
tem uma força de trabalho de mais
de 20 mil colaboradores.
18
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Cofina ganha menos 22% no primeiro semestre
Galp assina contratos de exploração no Brasil
A Cofina teve um lucro de 500 mil euros, no primeiro semestre, valor que refletiu uma quebra
de 22,6%, relativamente a igual período do ano passado. As receitas operacionais baixaram
9%, para 51 milhões de euros, e o EBITDA sofreu uma quebra de 17%, para 5,7 milhões de
euros. “O primeiro semestre foi caraterizado pela manutenção do clima de crise económica,
que se traduziu na redução do volume de investimento publicitário e num decréscimo das
receitas de circulação”, refere a empresa em comunicado à CMVM.
A Galp Energia assinou os contratos de concessão para exploração de petróleo no Brasil, no âmbito da 11ª sessão de licitações realizada pelo Governo, em maio passado. Os
blocos serão explorados pela petrolífera nacional em consórcios com a brasileira Petrobras e a britânica BG. Os trabalhos preliminares de avaliação estão previstos demorar
cerca de quatro anos. Os blocos estão localizados nas bacias de Parnaíba, Barreirinhas
e Potiguar.
Gala de Estilismo de Calçado demonstra
a dinâmica económica de Felgueiras
Os habitantes do concelho de Felgueiras,
maior exportador de calçado do país, marcaram presença na Descalço – Gala Anual
de Estilismo de Calçado, reafirmando que
o produto tem potencial para continuar a
contribuir para a “saúde financeira” da região e dos seus habitantes.
A Praça da República esteve repleta de
gente a assistir à Descalço 2013 – Gala
Anual de Estilismo de Calçado, uma iniciativa que decorreu no dia 20 de julho, organizada pela empresa municipal ACLEM
– Arte, Cultura e lazer – em colaboração
com a Câmara Municipal, a Escola Profissional de Felgueiras, a Associação Empresarial do concelho e Know Food.
O presidente da Câmara Municipal,
Inácio Ribeiro, sublinhou que este desfi-
le é um veículo de promoção do “calçado
criado e produzido por felgueirenses, um
produto que distingue o concelho”.
O autarca realça que, para além de estarem representadas várias empresas/ marcas
de Felgueiras, este evento destaca o trabalho que está a ser desenvolvido ao nível da
formação.
Iniciativa de referência do concelho
“O desfile conta com a participação de
empresas e marcas felgueirenses que produzem no concelho e que exportam, contribuindo para o crescimento da balança
comercial nacional, mas apresenta também
a aposta que se está a fazer na formação,
que é fundamental para a inovação e proPUB
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O desfile da “Descalço” é um veículo de promoção do “calçado criado e produzido por felgueirenses, um produto que distingue o concelho”, afirma Inácio Ribeiro, presidente da câmara municipal.
gresso da atividade, através da participação
ativa da Escola Profissional de Felgueiras e
da Academia do Design e Calçado – CFPIC”.
A iniciativa de referência do concelho,
que tem como objetivo promover as potencialidades dos jovens criadores e mostrar o que de melhor se produz e se comercializa em Felgueiras na área do calçado
trouxe a Felgueiras pessoas do mundo da
moda e empresários do ramo do calçado
para assistirem ao desfile e trocarem experiencias sobre a área.
Pela passerelle passaram algumas figuras
públicas ligadas à moda e à representação
a apresentar alguns modelos de calçado e
acessórios produzidos em Felgueiras.
Destaque ainda para alguns momentos
musicais protagonizados pelo cantor português André Sardet.
No evento estiveram representadas as
coleções das seguintes entidades e marcas:
Escola Profissional de Felgueiras, Academia do Design do Calçado, Eject Shoes,
Cloud - Joia, Dkode, Codenoir, Viago,
Lieutenant, Jefar Pratik, Ital Art, Innocent
Gattino, Felmini, Savana, Tel Yoh, Atrai,
Sopel Calçado e Mind.
Sika apoia reabilitação
do Túnel de Alcântara
No âmbito da estratégia de mercado para
a reabilitação urbana, a Sika Portugal vai
apoiar, em exclusivo, o fornecimento da
tinta decorativa para a reabilitação do Túnel de Alcântara, em Lisboa, uma iniciativa
promovida pela Associação Portuguesa de
Arte Urbana (APAURB).
A intervenção teve início a 7 de agosto, com a realização simultânea de vários
workshops de caráter voluntário.
Ainda no decorrer do mês de agosto, a
Sika Portugal também se juntará aos trabalhos com a participação de cerca de 20 colaboradores que, em regime de voluntariado,
irão colaborar na pintura dos três mil m2
de paredes, tetos e pavimentos do túnel que
liga o Bairro de Alcântara ao rio.
“Estamos muito satisfeitos por, mais uma
vez, fazer parte de um projecto de carácter
social, desta vez com um simbolismo marcante para a cidade de Lisboa. Pretendemos contribuir deste modo para devolver o
Túnel de Alcântara aos cidadãos e assumir
novamente o nosso papel enquanto agentes
sociais”, afirma Cláudia Gomes, gestora do
mercado da reabilitação na Sika Portugal.
A mesma responsável recorda que, recentemente, a Sika esteve envolvida na
reabilitação da Associação Nun’Álvares de
Campanhã, patrocinando em exclusivo a
reparação da fachada da instituição e promovendo, igualmente, uma acção de voluntariado social entre os colaboradores Sika.
“Somos especialistas em reabilitação urbana e este será um projecto inovador que
se apresentou como um desafio e que ficará,
com certeza, como referência para a cidade
de Lisboa”, acrescenta Cláudia Gomes.
Este projeto de reabilitação, através de
uma intervenção urbana, surge de uma
iniciativa promovida pela Associação Portuguesa de Arte Urbana, que pretende colocar o Túnel de Alcântara no roteiro de arte
urbana para turistas e comunidade artística.
19
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
MÚSICA ABSORVE CERCA DE METADE DO INVESTIMENTO ANUAL DA MARCA EM PATROCÍNIOS
Vodafone dá nome a festival
com mais de vinte anos de história
“A música tem sido uma
aposta forte da Vodafone por
ser um vetor potenciador
dos valores da sua marca. O
retorno muito positivo tem
comprovado o sucesso desta
estratégia de associação aos
maiores e mais relevantes
acontecimentos de música
em Portugal”, afirma à
“Vida Económica” António
Carriço, diretor de Marca e
Comunicação da Vodafone
Portugal.
A Vodafone dá este ano
nome ao festival de Paredes
de Coura, que assinala a sua
vigésima primeira edição sem
interrupções.
Preocupação ambiental ganha
expressão durante o festival
Vida Económica - Sendo a preocupação ambiental uma das áreas em
destaque nesta iniciativa, ela identifica-se também com a atuação da Vodafone?
AC - Essa é uma das preocupações
da Vodafone Portugal e ganha uma expressão importante num festival onde
as questões ambientais são essenciais.
Logo no pórtico do Vodafone Paredes de
Coura haverá estruturas amigas do ambiente, numa arquitetura dinâmica que
utiliza madeiras recicladas e reutilizadas,
imprimindo um diálogo marcante com a
natureza envolvente do festival.
O Vodafone Trashart é outra das novidades ambientais que visa motivar o público do festival para a reciclagem através
da arte.
VE - Podemos também dizer que a
criatividade e a originalidade é outra
das imagens de marca da Vodafone?
AC - Ao longo dos anos, a Vodafone
tem vindo a destacar-se pela criatividade
e grau de originalidade das suas iniciativas, pela qualidade de produção das
mesmas e pela grande preocupação em
envolver as pessoas nas experiências que
proporciona. A presença no festival Vodafone Paredes de Coura pauta-se pelos
mesmos princípios de criatividade e diferenciação.
VIRGILIO FERREIRA
virgilio@vidaeconomica
Vida Económica - Como surge o patrocínio ao Festival Paredes de Coura?
António Carriço - O patrocínio ao
Vodafone Paredes de Coura surge naturalmente, após uma óptima experiência
com o palco Vodafone FM e várias iniciativas Yorn que decorreram no recinto
da última edição do festival.
É notória a grande afinidade entre a
linha musical da Vodafone FM e a filosofia do Vodafone Paredes de Coura,
um evento que responde de forma eficaz
ao posicionamento da Vodafone na área
da música. O facto de se tratar de um
festival que decorre distante dos grandes centros urbanos foi outro fator que
contribuiu para esta parceria. Além de
patrocinar, a Vodafone dá nome a um
festival com mais de vinte anos de história, atualmente o mais antigo realizado
em Portugal, e que já foi nomeado internacionalmente para os Europe Festival
Awards.
VE - Em que consiste esse apoio?
AC - O apoio consiste em várias iniciativas: os visitantes terão ao seu dispor
uma app (iOS e Android) integrada com
o Facebook e Instagram (com acesso a
uma página com fotografias carregadas
com hashtags específicas e partilha de
imagens com filtros personalizados).
Além de permitir comprar passes ou bilhetes diários para o festival com 20%
de desconto, consultar as principais notícias e cartaz do festival, com filtros por
data, palco e artista, a app permite ainda
criar uma agenda de concertos personalizada, partilhá-la e aceder a informações
úteis e comentários sobre os diferentes
concertos. Um sistema GPS fornecerá
ainda a localização exacta dos Vodafone
Shuttles, disponíveis este ano no festival.
A Vodafone FM é a rádio oficial do
festival e durante os dias do evento terá
a maioria da sua programação concentrada no Vodafone Paredes de Coura. No recinto estará um estúdio onde
decorrerão emissões em direto, com
VE - De que forma o patrocínio a
eventos deste tipo potenciam o crescimento da marca Vodafone no mercado?
“A música tem vindo a ser uma aposta forte da Vodafone por ser um vetor potenciador dos valores
da sua marca”, afirma António Carriço.
Passes ou bilhetes diários
com 20% de desconto
Vodafone Trashart motiva
público para a reciclagem
transmissão de concertos, entrevistas e
captação de conteúdos exclusivos com
os artistas. A partir das 19h50 de 13 de
agosto (1º dia do festival) haverá concertos no palco Vodafone FM – o palco
secundário do festival – que será também o palco dos concertos “after-hours”
do festival.
Para que os campistas nunca fiquem
sem comunicar, a Vodafone disponibiliza um espaço para o carregamento dos
seus telemóveis, o Recharge Center –
uma estrutura coberta e localizada perto
do campismo, onde os visitantes terão
cerca de 200 fichas elétricas disponíveis.
No recinto do festival haverá igualmente
um Vodafone Recharge Point para carregar o telemóvel.
Para além destas iniciativas, a Vo-
dafone disponibiliza camas de rede,
bóias, gaivotas e espreguiçadeiras no
rio Coura. Teremos também dois Vodafone Shuttles, de 17 lugares, que farão
gratuitamente o percurso de ida e volta entre o parque de campismo e a vila
para os portadores de pulseira (passe)
do festival.
Por último, a Vodafone levará também
a música para fora do recinto do festival, com concertos exclusivos e artistas
surpresa em locais, também eles, não
conhecidos previamente. O acesso será
gratuito, mas limitado.
AC - A música tem vindo a ser uma
aposta forte da Vodafone, por ser um
vetor potenciador dos valores da sua
marca. O retorno muito positivo tem
comprovado o sucesso desta estratégia de
associação aos maiores e mais relevantes
acontecimentos de música em Portugal.
Algumas manifestações desse retorno
surgem nas diversas edições do Rock
in Rio, por exemplo, onde a Vodafone surge sempre como uma das marcas
mais associadas ao evento, mesmo não
tendo sido o patrocinador principal do
festival. No caso do Vodafone Mexefest,
o reconhecimento ganhou mesmo uma
dimensão internacional, que lhe valeu a
distinção de ‘Best Musical Event’ e ‘Best
Media Coverage’ nos European Best
Event Awards.
Vodafone aposta na música
A música absorve cerca de metade do investimento anual da Vodafone em patrocínios. No
seu histórico de associação à música e, particularmente, aos festivais, a Vodafone tem,
por exemplo, patrocinado todas as edições do maior evento de música do mundo, o Rock
in Rio-Lisboa (2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e será, já no próximo ano, o Patrocinador
Principal deste festival internacional).
“A estratégia da Vodafone nesta área aposta claramente na utilização da música como uma
forte ferramenta comunicacional que transmite os valores da marca de forma relevante e
permanente junto daquele que é um dos seus principais públicos-alvo”, afirma António
Carriço.
“A música e a envolvência de festivais como o Vodafone Paredes de Coura, assim como
do Vodafone Mexefest ou da rádio Vodafone FM, representam óptimas oportunidades para
atingir o público jovem, fundamental para a marca. A este propósito, refira-se que a marca
Vodafone é claramente líder no segmento jovem, tendo ao longo dos anos sempre mais de
60% da quota de mercado dos Clientes entre os 15 e os 24 anos (dados do Barómetro das
Telecomunicações da Marktest)”, conclui.
20
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
DE ACORDO COM JOSÉ ANTÓNIO DE SOUSA, CEO DA LIBERTY SEGUROS
Estado ainda tem uma intervenção “castrante”
na atividade económica
O Estado ainda tem uma
presença “castrante” e
excessiva na atividade
económica. Por outro
lado, a competitividade
em Portugal ainda é
reduzida, tendo em conta
a falta de qualidade que
se verifica aos níveis da
gestão empresarial e do
empreendedorismo. Esta
a posição assumida por
José António de Sousa,
CEO da Liberty Seguros,
que faz um aviso quanto
à necessidade de garantir
o controlo orçamental,
sob pena de se agravarem
ainda mais os problemas.
AILEEN KIERSTEIN
[email protected]
Vida Económica – Estando no
terreno, enquanto administrador da Liberty Seguros, como
encara a atual situação do país
no que toca à crise soberana?
José António de Sousa - Temos um ditado muito interessante em Portugal: “Quem não tem
dinheiro, não tem vícios”. Como
país soberano, de facto nunca tivemos dinheiro, mas sim muitos
vícios, porque sempre gastámos
à “tripa forra”, bem acima das
nossas possibilidades e da riqueza gerada no país (ou trazida das
ex-colónias). A situação agravou-se nos últimos 50 anos, em que
Portugal esteve sob intervenção
do FMI (que me lembre, pelo
menos duas vezes, 1978 e 1985,
se a memória não me atraiçoa),
antes de chegar à situação de descalabro em que nos encontramos
presentemente. Desta vez, e pela
simples razão de que a crise está
bem enraizada na Europa, mesmo
naqueles mercados que pareciam
«imunes» (França e Alemanha),
há muito menor disponibilidade
dos mercados para nos financiar
os vícios. Neste momento, ainda
estamos sob intervenção estrangeira, mas se quisermos voltar aos
mercados temos poucos meses
para demonstrar que aprendemos
a lição e somos hoje capazes não
só de gastar apenas na exata proporção em que geramos riqueza
no país, como também de gastar
os parcos recursos extraídos aos
contribuintes de forma sábia, de
maneira a reproduzir riqueza. De
maneira que a minha resposta é
claramente sim, os Portugueses
estão mesmo obrigados hoje a
ser mais disciplinados a gastar os
parcos recursos gerados no país
e, portanto, mais disciplinados a
gerir o Orçamento do Estado. O
tempo das vacas gordas e do gastar
«à tripa forra» acabou de vez.
VE – Mas o nosso país ainda
tem uma competitividade limitada…
América Latina
ainda é uma região volátil
JAS - O problema principal da
competitividade em Portugal é a
qualidade da gestão e do empreendedorismo, geralmente ambos
de fraca qualidade (exceções, que
as há, muitas e boas, confirmam a
regra). E o outro problema grave
é a presença dominadora, omnipresente, abafadora, castrante, do
Estado em todos os aspetos da
vida económica do país. Quando vão para o estrangeiro viver,
os Portugueses têm de sobreviver à sua custa, sem subsídios
ou apoios do Estado. Têm que
ter êxito à custa do seu próprio
esforço. E os meus concidadãos
demonstram uma e outra vez
que são fabulosos trabalhadores
por conta de outrem, disciplinados, ordeiros, precisos, produtivos ou empresários de excelência, quando decidem investir
no seu próprio negócio. Como
mudar as regras em Portugal? Por
um lado, ajudando a melhorar as
práticas de gestão em Portugal,
que é o que a Liberty Seguros,
em parceria com a Vida Económica, tem vindo a fazer, trazendo
para o mercado livros de leitura
simples, mas com conteúdo de
«peso», acessíveis e de fácil leitura. E por outro lado, continuar
a insistir para que haja uma redefinição do papel do Estado na
Economia.
VE – Da sua experiência na
América Latina, há aspetos positivos comparativamente aos
mercados da Europa latina?
VE – As coisas estão a correr
no sentido de uma melhoria?
JAS - Essa parte acabará por
surgir inevitavelmente pelo que
dizíamos atrás, que «quem não
tem dinheiro não tem vícios». Nós
já não temos dinheiro para continuar a suportar um Estado balofo,
ineficiente, gastador e castrante
da iniciativa privada, pelo que,
provavelmente, e uma vez mais,
forçados pelo peso das circunstâncias, e obrigados por estrangeiros,
teremos mesmo que resolver o
problema da nossa dependência e
dos nossos vícios de uma vez por
todas.
VE – O que pensa da intervenção da Comissão Europeia e
do Fundo Monetário Internacional no nosso país?
JAS - Definitivamente, nunca
seguir a recomendação do FMI
de continuar a reduzir salários,
que é a sugestão mais imbecil que
se pode fazer no atual momento.
Em vez de pôr a economia novamente a crescer, para que nos voltemos a aproximar dos níveis de
vida da Europa Central (a grande
promessa da integração europeia
e da moeda única, que nunca
chegou realmente aos Portugueses...), aplicámos um programa
de austeridade cega que conseguiu apenas destruir a incipiente
classe média que tínhamos começado a formar. Parece que o FMI
A Liberty Seguros tem desenvolvido esforços no sentido de melhorar as práticas de gestão das empresas nacionais, garantiu à “Vida Económica” José António de Sousa.
anda a procurar criar um novo
«lumpen-proletariado» europeu,
assente na mão-de-obra barata,
para satisfazer as necessidades de
mão-de-obra barata das economias da Europa Central. Só que
esse modelo económico é errado
e nefasto. Nós não devemos partir
nunca mais para tratar de competir com os países asiáticos de mão-de-obra barata, escravizada, ilegal
e sem benefícios. O nosso modelo
tem de partir por gerar indústrias
assentes no valor acrescentado, na
especialização, na incorporação de
tecnologia. E, preferentemente,
nos setores em que os Portugueses
sempre foram bons, como no setor têxtil, nos sapatos, na cortiça,
no vinho e no turismo, para citar
apenas alguns.
VE – o que deve o nosso país
fazer?
JAS - Mais do que imitar outros, é absolutamente imperioso
que Portugal volte a apostar no
desenvolvimento de um modelo
de «negócio» (país) próprio, como
tratou de fazer com o relatório
Porter, em 1996. Precisamos não
de imitar, mas de nos diferenciarmos competitivamente no contexto das nações e num mundo
globalizado com um modelo de
negócio próprio, com caraterísticas diferenciadoras claras. E precisamos depois que o que quer
que seja decidido, seja executado
com determinação e firmeza, o
que aqui infelizmente raras vezes
acontece (o tal problema da qualidade de gestão).
Portugal é um país solidário
Questionado sobre se existe solidariedade efetiva na Europa, José
António de Sousa responde: “Não sei se podemos realmente falar
de um espírito de solidariedade europeia. O que tenho visto é que
cada país tem vindo a travar a sua própria luta para minimizar o
impacto dos programas de austeridade na sua respetiva população.”
Admite que as economias que estão ainda à margem de programas
de austeridade, como a Alemanha, estão a tratar de proteger as suas
fronteiras e as suas benesses. “Em Portugal o que vemos é um alto
grau de solidariedade entre nós próprios, mais do que em qualquer
dos países que visitei recentemente. Fiquei por, exemplo, perplexo
com o impacto dos programas de austeridade que vi em Espanha. Vi
muito mais miséria e desespero em Espanha do que a que vejo aqui
em Portugal, onde os laços familiares fortes ainda ajudam fortemente
a mitigar os aspetos mais duros da austeridade, a perda de teto e a
fome. Isso, para mim, significa que em Portugal conseguimos manter
uma sociedade mais saudável, menos consumista, egocêntrica, egoísta
e individualista do que noutros países muito perto de nós.”
JAS - Quer estejamos a falar
da Europa do Norte, a de raízes
anglo-saxónicas, da Europa Central, de base germânica e calvinista, ou da Europa do Sul, a dita
Europa mediterrânica, a que Portugal pertence, mais pelas suas raízes latinas, do que propriamente
pela localização geográfica, aquilo que se verifica é que a América
Latina é bem mais volátil e imprevisível em praticamente todos
os aspetos que possamos querer
comparar do que qualquer parte
da Europa. A Europa não é mais
antiga do que muitas das civilizações nascidas na América Latina.
Aliás, olhando para a História, o
que vemos é que há algumas centenas de anos atrás, quando aqui
na Europa ainda predominavam
as hordas de bárbaros, os Maias
e os Incas já eram civilizações desenvolvidas. No entanto, foi na
Europa, com a riqueza retirada
das antigas colónias, que se desenvolveu a Revolução Industrial
que catapultou o nosso Continente para a prosperidade sem
precedentes do século XX, em
particular na segunda metade do
século, depois da destruição gerada pela II Guerra Mundial.
VE – Como é trabalhar na
América Latina?
JAS - Precisamente pelas suas
caraterísticas intrínsecas, a América Latina é um dos Continentes
mais fascinantes do nosso planeta
para um Europeu trabalhar. Tive
o privilégio de viver e trabalhar
em três dos maiores e mais importantes mercados do Continente latino-americano, o México,
onde vivi duas vezes (1984-1988
e 1992- 1996), o Brasil, onde vivi
entre as duas «aventuras» mexicanas, e a Venezuela, de finais de
2000 até meados de 2003. Foram
sem dúvida dos períodos mais
intensos e ricos da minha vida,
quer em termos pessoais, quer em
termos profissionais. Muitas corporações multinacionais, como a
Nestlé, os grandes bancos e seguradoras e as grandes farmacêuticas, ascendem aos seus Conselhos
de Administração executivos que
passaram pela América Latina,
pois trabalhar nesses mercados é
tão importante como frequentar os bancos de uma boa escola
de negócios. Na América Latina
aprende-se a viver com a crise
quotidianamente, aprende-se a
ser flexível (o «jogo de cintura»,
como dizem os irmãos brasileiros)
e aprendem-se muitos dos aspetos
humanos e emocionais de dirigir
equipas que hoje são fundamentais para ter êxito, mesmo em
mercados de outras latitudes.
21
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Sonae Sierra assina contrato com o grupo Orient
A Sonae Sierra assinou um contrato com um novo operador de cinema no mercado português.
O grupo Orient vai explorar as salas de cinema de 10 centros comerciais geridos pela Sonae,
sob a designação Cineplace. A abertura dos complexos será faseada, à medida que os diferentes
processos necessários para a sua abertura estejam concluídos. É objetivo das duas empresas ter
todas as salas a operar até ao final do presente ano.
MARIA DOS ANJOS GUERRA ADVOGADA
[email protected]
DOAÇÃO DE QUINHÃO HEREDITÁRIO
Manual do Autarca
O poder local e os seus eleitos
Autor: Joaquim Fernado Ricardo
Páginas: 912 (17,5x24,5 cm)
P.V.P.: € 33
Responsabilidade
pelos encargos da herança
Por herança, sou comproprietário (50%) de um imóvel e terrenos com outra pessoa, que é
o cabeça de casal, mas que não
contribui com um tostão em eletricidade e água (não paga), nem
suspende o seu fornecimento,
tendo eu suportado todas essas
despesas para que não haja situações de incumprimento e contencioso com estas empresas.
Agora, o cabeça de casal, alegando que não pode suportar
o IMI, quer doar a parte dele
(50%) à Junta de Freguesia local.
Agradecia explicação sobre o
seguinte:
- A doação pode ser feita à minha revelia?
- Em caso de doação efetiva,
as despesas sobre o imóvel suportadas por mim, quem as vai
partilhar?
O leitor refere a existência de
um cabeça de casal, pelo que se
depreende que não se tratará,
propriamente, de uma situação de
compropriedade, mas sim de uma
herança ainda indivisa e, como tal,
o leitor poderá requerer a partilha
quando pretender.
Respondendo à primeira questão
formulada pelo leitor, desde já
se esclarece que, muito embora a
condição de herdeiro não seja, em
si mesma alienável, numa herança
indivisa qualquer herdeiro pode
dispor, não de um imóvel ou de
parte do mesmo, mas sim do
seu quinhão hereditário, ou seja,
do direito a uma quota parte da
herança.
Isto porque, por definição legal,
doação é o contrato pelo qual uma
pessoa, por espírito de liberalidade
e à custa do seu património,
dispõe gratuitamente de uma
coisa ou de um direito ou assume
uma obrigação em benefício de
outro contraente. Neste caso,
distintamente do referido pelo
leitor, deverá tratar-se da doação de
um direito e não de uma coisa ou
parte de uma coisa, dado que numa
herança os herdeiros não têm direito
a bens concretos mas apenas a um
quinhão ideal de todos os bens que
a compõem.
Quando o quinhão hereditário seja
vendido ou dado em cumprimento
a estranhos, os coherdeiros gozam
do direito de preferência, em
termos semelhantes aos que a lei
confere aos comproprietários, mas
como o leitor nos fala em doação,
e essa por inerência não permite o
exercício daquele direito, a única
via jurídica que o leitor tem à sua
disposição para impedir a doação
será a de obter a partilha antes da
formalização daquela liberalidade.
No que concerne às quantias
relativas aos encargos com os
imóveis da herança que o leitor
suportou, deve esclarecer-se
Os encargos com os
imóveis da herança
deveriam ter sido
suportados pelo cabeça
de casal a quem,
nessa qualidade,
até à liquidação e
partilha competia
a administração da
herança
que aqueles deveriam ter sido
inicialmente suportados, não por si,
mas pelo cabeça de casal, a quem,
nessa qualidade, até à liquidação e
partilha competia a administração
da herança, designadamente
o recebimento das receitas e a
satisfação dos encargos inerentes aos
bens que a compõem.
Seja como for, muito embora
depois de efetuada a partilha cada
herdeiro só responda pelos encargos
na proporção da quota que lhe
tenha cabido na herança, até à
liquidação e partilha da herança é
o acervo hereditário que responde,
no seu conjunto, pelos respetivos
encargos.
Fiscalidade
Outros Olhares
Coordenação: António Carlos dos Santos
e Cidália Maria da Mota Lopes
Páginas: 368 (17,0 x 23,5 cm)
P.V.P.: € 20
Guia Prático da Recuperação
e Revitalização de Empresas - 2ª Edição Opções Reais
Autor: Raposo Subtil & Associados
Coordenação: A. Raposo Subtil e Paulo Valério
Páginas: 448 (15,5x23,0 cm)
P.V.P.: € 22
[email protected]
223 399 400
Compre já em http://livraria.vidaeconomica.pt
22
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS/PME
Hörmann Portugal lança portas industriais inovadoras
Sindocal reforça estratégia de internacionalização
A Hörmann Portugal lançou nos mercados portugês, angolano e moçambicano uma nova série de
portas seccionais industriais. Com porta integrada, o mecanismo de feho inovador garante uma
maior segurança ao setor industrial, referem os seus responsáveis. Contém um sistema de fecho
com vários pinos e está dotada de novas tecnologias que asseguram um mecanismo de tranque
mais eficaz. Por outro lado, estas portas integradas possuem dobradiças ocultas e de fácil substituição, “uma caraterística estética que remete para a uniformidade da porta seccional industrial”.
A Sindocal, empresa de calçado que opera sobretudo no segmento militar, está a intensificar
a sua estratégia de internacionalização. Com uma capacidade de produção de 1 250 pares por
dia, cerca de 85% destina-se à exportação, sobretudo para os países europeus. Mas a marca
está a ganhar quota em África e na Ásia. O mercado do calçado militar é particularmente exigente, sendo que a empresa está associada ao sistema de construção Goodyear, “uma técnica
que garante ao calçado mais conforto, resistência e durabilidade”, adianta a empresa.
Conserveira Ramirez investe 18 milhões
“com os pés bem assentes no chão”
TERESA SILVEIRA
[email protected]
Desde a decisão interna da Ramirez de
construir uma nova fábrica, passando pela
posterior apresentação desse investimento
de 18 milhões de euros para financiamento público, a que se seguiu a declaração
do mesmo como projeto PIN - Potencial
Interesse Nacional - pelo ex-ministro da
Economia, Manuel Pinho, até ao dia do
lançamento da primeira pedra da unidade
industrial que agora se vai erguer na freguesia da Lavra “foi um processo muito
longo, de vários anos, durante o qual as
condições do país foram mudando e mudando também as próprias condições de
financiamento”. Afirmações de Manuel
Ramirez, presidente da empresa mais antiga do mundo em laboração no setor das
conservas de peixe e que este ano completa
160 anos, durante a cerimónia de arranque da obra, a semana passada, em Matosinhos.
A construção da nova fábrica, cujos
edifícios industriais ocuparão 20 mil
m2 de uma área total de 40 mil m2, vai
permitir à Ramirez “diminuir os custos
operacionais e logísticos, favorecer o recurso a novos equipamentos e a criação
de novos produtos, dando continuidade
à aposta na segurança alimentar e na inovação”. E com isso permitindo “duplicar
a capacidade” de transformação, explicou
Manuel Ramirez, garantindo que faz hoje
esta aposta industrial “com os pés bem assentes no chão”.
O empresário frisou ainda a mais-valia
da nova unidade ficar localizada tendo “a
pista do aeroporto Francisco Sá Carneiro
ali atrás daqueles eucaliptos”, estando também perto do porto de Leixões, por onde
embarcam regularmente os contentores
de latas de conservas para várias dezenas
de países (50 ao todo), e próximo da Lota
de Matosinhos, onde chega diariamente o
peixe que há-de ser amanhado e transformado pela mais de uma centena de colaboradores da empresa.
A “Ramirez 1853”, como se vai designar,
configurará também um pilar do turismo
industrial em Matosinhos, refere a empresa, já que terá espaço para uma plataforma de divulgação e degustação das mais
diversas propostas de conservas de peixe e
disporá ainda de um museu, alusivo à sua
história empresarial.
Fábrica apoiada pelo PROMAR em
mais de seis milhões de euros
Uma história empresarial que começa
em Vila Real de Santo António e que se
estende por Olhão, Albufeira, Setúbal,
Lisboa, Matosinhos e Peniche, localidade
esta onde a Ramirez ainda detém uma unidade industrial de conservas de peixe, que
foi alvo, aliás, de um recente investimento
de modernização financiado com cerca de
um milhão de euros de apoios públicos,
nomeadamente do PROMAR (Programa
Operacional das Pescas 2007-2013).
PROMAR ainda
tem 50 milhões
para apoiar
investimentos
TERESA SILVEIRA
[email protected]
O PROMAR - Programa Operacional
das Pescas 2007-2013 já reabriu as candidaturas às medidas relativas a aquacultura
e transformação e comercialização de pescado e tem ainda disponíveis “cerca de 50
milhões de euros” para apoiar investimentos
nestas áreas até ao fim do prazo de execução (2015), revelou à “Vida Económica”
Maria Teresa Bessa, diretora geral dos Recursos Naturais e gestora do PROMAR, em
declarações à margem da cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova fábrica
conserveira da Ramirez, em Matosinhos.
A responsável do Ministério da Agricultura reconheceu que o PROMAR está, em
termos de execução, mais atrasado que o
PRODER “porque também começou mais
tarde”, tendo os primeiros projetos sido
aprovados em 2009. No entanto, “o Programa tem evoluído muito bem e, neste
momento, já estamos com cerca de 80%
de compromisso”, assegurando Maria Teresa Bessa que querem chegar “aos 100%
de execução” em 2015. E essa meta, diz, “é
possível”.
“Até ao final de 2015 temos de ter o programa executado. As candidaturas estão
abertas até ao final deste ano, sem prejuízo de poder ser prolongado esse prazo, mas
desde que os projetos terminem todos em
2015”, explicou a gestora do PROMAR,
frisando que “os projetos vão ter menos
tempo para serem executados”, mas que “é
possível alargar esse prazo [para candidaturas] até final de 2013 ou até posterior a isso”
de modo a permitir financiar novos projetos
em preparação e alocar todas as verbas.
Até ao lançamento da primeira pedra da nova fábrica “foi um processo longo, de vários anos,
durante o qual as condições do país foram mudando e mudando também as condições de
financiamento”, referiu Manuel Ramirez.
Aquicultura off-shore e de bivalves
está em desenvolvimento
Uma informação confirmada à “Vida
Económica” por Maria Teresa Bessa, diretora geral dos Recursos Naturais, presente
na cerimónia de lançamento da primeira
pedra da nova fábrica da Lavra, declarada
como um projeto de Potencial Interesse
Nacional (PIN), o que “permitiu acelerar
os processos burocráticos do licenciamento”, e será apoiada pelo PROMAR em mais
de seis milhões de euros. Aliás, explicou
Maria Teresa Bessa à “Vida Económica”,
este apoio “ainda não está completamente
fechado”, sendo expectável que possa vir a
ser “aumentado”.
Questionada sobre o porquê deste investimento ter sido declarado pelo Governo como PIN, a também gestora do
PROMAR explicou que se trata de “um
projeto estratégico para o país”. “Eu na
altura ainda não estava como gestora do
PROMAR, mas o que levou [a que assim
fosse considerado] foi com certeza o volume do investimento, a criação de postos
de trabalho e o interesse que o projeto
tem para o país”, acrescentou Maria Teresa Bessa.
Referiu a gestora que, “este tipo de projetos ligados à indústria transformadora é um
dos que contribui mais para a execução do
Programa e é com base em projetos que sabemos que ainda vão entrar, sobretudo nesta área da aquicultura e da transformação de
pescado, que estamos confiantes que vamos
conseguir executar o programa na totalidade”. Isto, apesar da taxa de desistências rondar, até ao momento, os 8%.
Questionada pela “Vida Económica”
sobre se a banca está hoje mais recetiva a
apoiar este tipo de projetos, Maria Teresa
Bessa anuiu, explicando que a linha de
crédito de 1500 milhões de euros protocolada recentemente entre o Ministério da
Agricultura e oito instituições bancárias
nacionais tem levado a que “vários promotores recorram a essa linha de crédito
e avancem com projetos usufruindo desses
benefícios”.
Dos projetos ligados ao setor do Mar em
execução em Portugal continental diz Maria Teresa Bessa que eles “estão dispersos por
todo o país, embora, obviamente, mais junto ao litoral”.
Em conversa com a “Vida Económica”
à margem da cerimónia, Manuel Ramirez
explicou que quanto ao financiamento
bancário para assegurar a operação, que vai
ser assegurado pela Caixa Geral de Depósitos, não tiveram quaisquer dificuldades.
“A Caixa acabou por nos oferecer as melhores condições, mas nós nunca tivemos
problemas em obter financiamento; aliás,
podemos gabar-nos de ter tido cinco bancos a degladiarem-se para financiarem a
construção da fábrica”, acrescentou o presidente da Ramirez.
Com um total de 180 trabalhadores e
duas unidades fabris em Matosinhos e Peniche, a Ramirez tem uma faturação anual
de 30 milhões de euros, 64% dos quais resultantes da exportação para 50 mercados.
Vende 45 milhões de latas por ano e possui
um total de 55 referências de conservas de
peixe. Constituída em 1853, em Vila Real
de Santo António, a Ramirez estabeleceu-se em Matosinhos no final de década de
1920 e fixou aí a sua sede em 1940, ainda
antes da entrada em laboração da actual
fábrica em Leça da Palmeira.
23
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS/PME
Travelport intensifica posição na África Oriental
Vulcano associa-se ao Parque de Sustentabilidade de Aveiro
A Travelport, multinacional do setor do turismo, está a apostar no reforço das suas operações na
África Oriental, face ao crescimento acelerado na região. Dentro de quatro anos, a zona da África
subsariana deverá captar cerca de 42,6 milhões de turistas. O crescimento tem sido incentivado
pela melhoria económica e o incremento das receitas, com os segmentos de lazer e turismo de
negócios a ganharem expressão, ao mesmo tempo que se verifica um maior interesse por parte
dos países emergentes. A Travelport está presente em 47 países do mercado africano.
A Vulcano, empresa produtora de soluções de água quente e solar térmica, estabeleceu um
protocolo com a Câmara Municipal de Aveiro. Trata-se da instalação de sistemas solares térmicos no Edifício e Equipamento de Formação Científica (EEFAC), integrado no projeto de
sustentabilidade. A Vulcano vai ainda contribuir para a dinamização de iniciativas de formação e sensibilização para as temáticas das energias renováveis, cujo início está previsto para o
próximo mês.
MARCA IDENTIFICA NO DESPORTO OS VALORES QUE PRATICA
Liberty reforça apoio ao ciclismo nacional
desporto, com o objetivo de “ajudar as
pessoas a viverem vidas mais seguras”.
Em vários países onde o grupo está
presente, o desporto é um veículo para
transmitir os valores que definem a marca localmente e uma importante alavanca de notoriedade, pois o desporto proporciona grande exposição para a marca.
Em termos de modalidades, a escolha
das mesmas dependerá da estratégia de
marketing e comunicação local. No
caso de Portugal, e como já foi referido
anteriormente, privilegiamos modalidades que corporizem os nossos valores e a
nossa forma de estar no mercado e uma
dessas modalidades é o ciclismo.
A ligação da Liberty Mutual ao desporto tem vindo a crescer e hoje praticamente todos os países têm patrocínios
de grandes eventos desportivos. Como
exemplos, temos o caso da Liberty Seguros no Brasil, como a seguradora oficial
da Copa do Mundo FIFA 2014, e nos
Estados Unidos, com a Liberty Mutual
a assumir o patrocínio principal do movimento olímpico naquele país.
VE - Qual é o investimento efetuado na Volta a Portugal e o retorno
esperado?
RE - Este é um investimento que se
insere na área do desporto, sendo que o
nosso objetivo é apoiar, mais uma vez,
o ciclismo e proporcionar aos amantes
da modalidade a maior festa do desporto. O valor do patrocínio é um dado
confidencial do contrato entre a Liberty
Seguros e a PA.
Cobrança
de Dívidas a Clientes
A “Onda Azul” é a imagem de marca da Liberty na Volta a Portugal 2013.
A Liberty Seguros apoia,
desde 2004, o ciclismo e a
Volta a Portugal em Bicicleta,
sendo em 2013 a principal
patrocinadora da prova que
se realiza de 7 a 18 de agosto.
“Reconhecemos no ciclismo
a capacidade de corporizar
alguns dos mais importantes
valores que a Liberty Seguros
defende e pratica no dia-adia: Trabalho em Equipa, a
Excelência, a Honestidade,
o Compromisso e o Rigor”,
explica Rodrigo Esteves,
diretor de marketing da
Liberty.
portugueses ao longo destes anos.
Mais recentemente, e com um apoio
institucional à modalidade, foi juntamente com a Federação Portuguesa de
Ciclismo que nos associamos às seleções
nacionais de ciclismo, numa grande
campanha nacional em prol da ética no
desposto.
Relativamente à Volta a Portugal em
Bicicleta, estamos há vários anos ligados a esta prova e reconhecemos a sua
importância junto das populações por
onde passa. Assumimos, em 2007, a
posição de seguradora oficial do evento,
posteriormente emprestamos a marca
Liberty Seguros à camisola de montanha
e desde 2012 que somos o patrocinador
principal.
VIRGILIO FERREIRA
[email protected]
RE - Reconhecemos no ciclismo a capacidade de corporizar alguns dos mais
importantes valores que a Liberty Seguros defende e pratica no dia-a-dia, quando praticado de forma honesta e com o
total respeito pela verdade desportiva.
São estes o Trabalho em Equipa, a Excelência, a Honestidade, o Compromisso
e o Rigor.
Vida Económica - Como surgiu o
envolvimento da Liberty na Volta a
Portugal?
Rodrigo Esteves - A Liberty Seguros
chegou a Portugal em 2003 e, desde
2004, está ligada ao ciclismo e à Volta a
Portugal em Bicicleta. É ao ciclismo e à
sua prova rainha que a Liberty Seguros
deve uma boa parte do reconhecimento
de marca que tem hoje. Foi pela mão
do ciclismo, do patrocínio a uma equipa
profissional de ciclismo, e à performance da mesma durante anos a fio na Volta
a Portugal em Bicicleta que a Liberty
Seguros chegou à casa de milhares de
OBJETIVOS:
s0ROPORMÏTODOSDEORGANIZAÎÍODEUMSISTEMADE#ONTROLODO#RÏDITOA#LIENTES
s0ROPORCIONARMÏTODOSPRÈTICOSDECOBRANÎA
s!UMENTARAFORMAÎÍODASPESSOASDODEPARTAMENTOSDECOBRANÎASASSIMCOMODE
TODOSOSQUEINTEGRAMASÈREASCOMERCIAISlNANCEIRASEADMINISTRATIVAEQUEDE
UMAFORMADIRETAOUINDIRETATÐMUMALIGAÎÍOCOMOCRÏDITOACLIENTESECOMAS
COBRANÎAS
s-OSTRARAIMPORTÉNCIANATESOURARIADOSCRÏDITOSEDOSENCARGOSlNANCEIROS
RELATIVOSËSVENDASDECRÏDITO
PORTO
9 e 10 setembro
(ORÈRIOHORAS
HËSHEHËSH
Vida Económica - Que razões determinam a preferência por uma
modalidade clássica, face a outras
iniciativas, por exemplo, eventos
musicais?
VE - O facto de em Boston, onde a
Liberty Mutual tem a sua sede, haver
uma forte ligação ao desporto reflete-se sobre as iniciativas da companhia
nos países onde está presente?
RE - O Liberty Mutual Group apoia
vários eventos e iniciativas ligados ao
DESTINATÁRIOS:
1UADROSEPESSOAL
ADMINISTRATIVODASÈREAS
#OMERCIAL&INANCEIRAE
!DMINISTRATIVA
Público
Geral: G100
Assinantes
VE: G80
(+ IVA)
PROGRAMA:
1.#OMODIMINUIROCRÏDITOVENCIDO
2. #OMOORGANIZARUMSERVIÎODECOBRANÎAS
3. !ÎÜESADESENVOLVERNOPROCESSODECOBRANÎAS
4./SASPETOSJURÓDICOSEACOBRANÎADASDÓVIDAS
DOSCLIENTES
5./SASPETOSlSCAIS
6.#UIDADOSATERCOMOSMEIOSDEPAGAMENTO
UTILIZADOSPELOSCLIENTES
7./ATRASONOSPAGAMENTOSEAAPLICAÎÍODEJUROS
COMERCIAIS
8.#OMODIMINUIRORISCODECRÏDITO
9. #ARTASTIPOEFORMULÈRIOSPARAOCONTROLODE
CRÏDITOECOBRANÎAS
0ARTICIPAÎÍOSEMCUSTOSPARAEMPRESASCOMRESULTADOSNEGATIVOSEDESEMPREGADOS.OÉMBITODASUAPOLÓTICADERESPONSABILIDADESOCIALNASAÎÜESDEFORMAÎÍOA6IDA%CONØMICACRIOUUMAQUOTADEINSCRIÎÜESGRATUITASPARAOSASSINANTES
EMPRESASCOMRESULTADOSNEGATIVOSOUINDIVIDUAISEMSITUAÎÍODEDESEMPREGO0ARABENElCIARDESTAOFERTAATÏAOLIMITE
DOSLUGARESDISPONÓVEISDEVERÈENVIARUMACØPIADAÞLTIMA$ECLARAÎÍOMODOUUMACØPIADOCOMPROVATIVODA
SITUAÎÍODEDESEMPREGOEMITIDAPELO)%&0
24
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
NEGÓCIOS E EMPRESAS
Allianz Portugal com nova plataforma informática
A Allianz Portugal implementou, junto da sua Rede de Prestadores de Serviços, uma nova plataforma informática que proporciona rapidez na troca de informação, facilidade de contacto e celeridade nos pagamentos. Esta nova aplicação permite
uma forma de gestão dos sinistros ainda mais célere e de qualidade acrescida.
Xerox Portugal nomeia gestor de serviços Manuel
Pedrógão
A Xerox Portugal acaba de anunciar a nomeação de Manuel Pedrógão como
responsável pela Divisão de Customer Service Organisation e de Service Delivery. No desempenho deste novo cargo, terá como principais responsabilidades a gestão global de todos os contratos de serviços e de todo o serviço
técnico pós-venda e logística.
EMPRESA APLICA GANHOS DE 150 MIL EUROS EM MELHORIAS INTERNAS
Projeto Kaizen permite à Lidergraf
reduzir o desperdício de papel em 30%
A implementação da
cultura Kaizen permitiu
à Lidergraf reduzir em
30% o desperdício
de papel, bem como
melhorar o fluxo de
material e informação
dentro da fábrica. A
empresa aproveitou os
bons resultados obtidos
instituindo o prémio
“Be Kaizen” entre os
colaboradores. Dividida
em quatro categorias –
melhor implementação,
dedicação, melhor
resultado e Be Kaizen –,
a distinção teve ainda os
objetivos de garantir a
aplicação de uma cultura
de melhoria contínua no
quotidiano da empresa
e de promoção de boas
práticas.
O projeto desenvolvido
entre o Kaizen Institute e
a Lidergraf contou com
a participação ativa de
todos os colaboradores.
Cristiano Azevedo,
diretor-geral da
Lidergraf, e José Carlos
Pires, “senior operations
manager” do Kaizen
Institute, explicam este
sucesso.
VIRGILIO FERREIRA
[email protected]
O Kaizen Institute desenvolveu
um projeto com a Lidergraf que
teve como objetivo principal a redução do desperdício de papel na
operação da gráfica. O resultado
alcançado foi de 30%, correspondente a uma poupança de 150 mil
euros/ano.
Os ganhos alcançados foram
aproveitados para instituir o prémio “Be Kaizen” entre os colaboradores. Dividida em quatro categorias – melhor implementação,
dedicação, melhor resultado e Be
Kaizen –, a distinção tem ainda o
“Com a motivação
das equipas podemos
responder de forma
mais eficaz às
novas exigências do
mercado”
A melhoria contínua faz agora parte da cultura da Lidergraf e mesmo após o término do projeto com o Kaizen Institute os valores permanecem entre as diferentes hierarquias da empresa.
objetivo de “garantir a aplicação
de uma cultura de melhoria contínua no quotidiano da empresa
que nos permitisse aumentar a
produtividade e reduzir os desperdícios”, afirma à “Vida Económica” Cristiano Azevedo, diretor-geral da Lidergraf.
Além daqueles ganhos, o projeto permitiu assim o envolvimento
de colaboradores e de chefias, durante e após a sua implementação.
Tal como refere Cristiano Azevedo, “a melhoria contínua faz
agora parte da cultura da empresa
e mesmo após o término do projeto com o Kaizen Institute estes
valores permanecem entre as diferentes hierarquias da empresa”.
Mais inovação com menos
desperdício
“Ao tentarmos rentabilizar os
recursos, e reestruturarmos alguns
processos, conseguimos aumentar
significativamente a produtividade e diminuir os custos associados. Essa libertação de ‘cash flow’
permite que a empresa continue
a apostar em eixos fundamentais,
como a inovação e sustentabilida-
de, e a investir em novos mercados, acrescenta o mesmo responsável.”
“Um dos pontos fundamentais
a reter desta parceria com o Kaizen Institute é o facto de percebermos que com objetivos claros,
com normalização de processos e
motivação das equipas podemos
responder de forma ainda eficaz
às novas exigências do mercado”,
conclui.
O volume de vendas da Lidergraf é de 20 milhões de euros e as
exportações representam 6% do
volume de negócios. Atualmente,
a empresa está presente em vários
países europeus e também em
África.
JOSÉ CARLOS PIRES, “SENIOR OPERATIONS MANAGER” DO KAIZEN INSTITUTE, CONSIDERA
A melhoria contínua exige mudanças
dentro da organização
“O projeto desenvolvido pelo Kaizen Institute com
a Lidergraf permitiu ganhos de 150 mil euros na
redução do desperdício de papel, assim como
na redução do tempo de ‘setup’ e de ‘stocks’,
garantindo a libertação de ‘cash flow’ que pode ser
encaminhado para novos investimentos”, explica
José Carlos Pires, “senior operations manager” do
Kaizen Institute.
“Este processo de implementação da melhoria
contínua exige mudanças dentro da organização e
uma consciencialização de chefias e equipas com
vista a atingir os objetivos propostos. É, portanto,
um processo que exige o empenho de todos os
colaboradores e que permite que as empresas
incrementem os seus resultados e aprendam a
reduzir os desperdícios”, acrescenta.
“É importante que os colaboradores se sintam parte
integrante de todo o processo e que as suas opiniões
sejam tidas em conta pelas chefias. A realização de
reuniões semanais sobre indicadores de desperdício
permite a partilha e análise dos mesmos.”
“A conjuntura económica adversa exige que as
empresas e organizações nacionais encontrem um
equilíbrio entre a aposta na inovação e a redução
de desperdícios, de forma a tornarem-se mais
competitivas num mercado cada vez mais global. A
parceria desenvolvida entre o Kaizen Institute e a
“É importante que os colaboradores se sintam parte
integrante de todo o processo e que as suas opiniões
sejam tidas em conta pelas chefias”, afirma José Carlos
Pires.
Lidergraf permitirá que a empresa consiga responder
com dinamismo às novas exigências económicas”,
conclui.
25
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
EMPRESAS/Empresas Familiares
Especialistas na consultoria a Empresas Familiares
e elaboração de Protocolos Familiares
Santiago – Porto www.efconsulting.es
REFLEXÕES SOBRE
EMPRESAS FAMILIARES
ANTÓNIO NOGUEIRA DA COSTA
Consultor Empresas
Familiares
[email protected]
Maior presença em fóruns e observatórios profissionais
Os mercados mais desenvolvidos e
competitivos normalmente caraterizam-se por possuírem grande atividade de conhecimento dos seus principais players.
É pois muito natural que entidades
como as associações empresariais, fundações e o meio académico promovam
iniciativas que permitam recolher e
analisar múltiplas atividades e comportamentos das empresas e empresários.
Estes estudos são muito interessantes
e podem desempenhar um papel crucial no incremento da competitividade
dos visados. Neste contexto, assume
especial relevância a dinamização de
eventos de divulgação dos resultados e
discussão conjunta dos mesmos.
Na área das empresas familiares, tradicionalmente mais reservada, temos
assistido nos últimos anos a uma grande abertura a estas iniciativas, de que
se pode salientar o I Forum da Competividade das Empresas Familiares,
realizado na Maia em 2011; do estudo
e Congresso Europeu da Sucessão Em-
presarial da AEP, em 2012, e do Congresso Crescer e Vencer das Associação
das Empresas Familiares, em fevereiro
deste ano.
A grande evolução a reconhecer
nestes eventos é o contínuo aumento e participação ativa das empresas e
empresários familiares, o que permite
um maior conhecimento real destes
players e consequente passagem de
boas práticas para todos os seus congéneres.
Temas
para reflexão:
s%STAMOSRECETIVOSAOSESTUDOSSOBRE
empresas e empresários familiares?
s1UANDOFOIAÞLTIMAVEZQUE
participamos num fórum profissional?
s/QUEPODEMOSFAZERPARADINAMIZAR
ACONGREGAÎÍODEINTERESSESDAS
empresas e famílias empresárias?
!4-'FOIFUNDADAEMPOR-ANUEL
'ONÎALVESLIGADAËÈREADAlAÎÍO.OS
DIASDEHOJEASUAlLEIRATÐXTILOCUPA
ALIDERANÎANACIONALSENDOCONTUDO
SOMENTEUMAPARTEDOSNEGØCIOSDO
GRUPOQUEFRUTODEUMAESTRATÏGIADE
DIVERSIlCAÎÍOVAIDESDEA30%PRODUÎÍO
DEENERGIAELÏTRICAË%&!#%#DOSMEIOS
AÏREOSDA(ELI0ORTUGALËPRODUÎÍODE
VINHOEËPARTICIPAÎÍONO-ILLENNIUM
"#0DESDEASUAGÏNESE!PESARDESTA
ENORMERELEVÉNCIAQUEROGRUPOQUER
AFAMÓLIATEMSEMPREASSUMIDOUMA
POSTURAMUITODISCRETAASSISTINDOSECOM
ASNOVASGERAÎÜESAUMAPARTICIPAÎÍO
MAISATIVAEMEVENTOSPROlSSIONAIS
DEQUEAPARTICIPAÎÍONO#ONGRESSO
DAS%MPRESAS&AMILIARESDE&EVEREIRO
DEÏUMEXEMPLO.ESTEEVENTO
)SABEL'ONÎALVES&URTADODEUACONHECER
NÍOSØOGRUPOCOMOTAMBÏMOLADOMAISFAMILIARDOMESMO)LUSTROUPOREXEMPLOOPAPEL
DESEMPENHADOPELOSEUAVÙQUEAOCONVIDÈLAAESTAGIARDURANTESEISANOSEMTODOSOSSETORES
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26
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
APPV escolhe PHC
Associação Portuguesa de Profissionais de Vendas (APPV)
escolheu a solução PHC FX para optimizar os seus processos internos, conseguindo ultrapassar algumas dificuldades
que sentia ultimamente em termos de cobrança e de regularização das quotas dos seus membros.
TECNOLOGIAS
APESAR DE JÁ TEREM CONSCIÊNCIA DA NECESSIDADE DE SOLUÇÕES QUE OS PROTEJAM
Retalho luta contra aumen
e diminuição do budget pa
O comércio enfrenta
cada vez mais e maiores
desafios. A concorrência é
aguerrida, a crise diminui
o poder de compra
do consumidor e, por
outro lado, potencia o
furto. Ou seja, esta seria
a melhor altura para
investir em sistemas
de proteção eficazes.
E os retalhistas sabem
disso. Mas João Fanha,
diretor de marketing da
Gateway, explica que
também os comerciantes
estão em crise. Os
planos de investimento
retraem-se, fazendo com
que o retalho venda
menos e tenha também
um menor budget
para investir. “Muitos
projetos agendados
para estes últimos anos
não saíram do papel,
assim como empresas
que tinham grandes
planos de expansão não
conseguiram liquidez
suficiente e adiaram a
sua internacionalização.”
Ainda assim, a Gateway,
empresa especializada em
soluções de segurança
eletrónica e de prevenção
de quebra no retalho, vai
conseguir crescer 7% este
ano.
SUSANA MARVÃO
[email protected]
Vida Económica (VE) – Hoje,
quais os grandes desafios que
a segurança logística apresenta
aos fornecedores?
João Fanha (JF) – Para grandes
males, grandes remédios, é o que
acreditamos. A nossa visão face à
crise tem sempre sido a de identificar “oportunidades para criar” e
é isso mesmo que temos vindo a
fazer. Criamos novas formas de o
retalho conseguir potenciar as suas
vendas.
Neste sentido, temos vindo a
desenvolver soluções que não produzam apenas os resultados esperados de um sistema de proteção
– proteger eficazmente contra o
furto – mas que vão mais além e
que também ajudam na gestão de
loja, aumentando as suas vendas,
fazendo com que os clientes gostem
de visitar a loja, se sintam bem enquanto experimentam os artigos e,
essencial, dando ao retalho o principal ativo de qualquer negócio: o
conhecimento do consumidor.
VE – O que tem vindo a mudar
nesta indústria?
JF – Principalmente a consciência dos retalhistas. Felizmente há
cada vez mais a ideia de que, apesar da crise, a proteção é um fator
essencial ao bom funcionamento
da loja, assim como a contratação
do staff e instalação de sistemas de
segurança tecnologicamente evoluídos que oferecem conhecimento
sobre o consumidor, apresentando-se como autênticas ferramentas de
marketing que permitem delinear
estratégias de loja e orientar de forma mais inteligente o staff e todo o
processo logístico.
Em igual medida, podemos afirmar que toda e qualquer tecnologia usada para fazer frente ao furto,
nomeadamente aos grupos organizados, é importante. À medida que
a crise aumenta, aumenta também
a sua “criatividade”, logo o desenvolvimento de sistemas inteligentes
que não só protejam eficazmente,
como também atraiam visitantes às
lojas, ajudando o retalho a diferenciar-se uns dos outros.
VE – É obrigatório seguir esta
tendência?
JF – Quem não segue esta tendência é facilmente derrubado pelo
retalho que oferece uma loja mais
bonita, um merchandising seguro
que enalteça o produto, uma experiência de compra positiva e toda
uma estratégia de retenção da atenção do consumidor.
Os lojistas têm de agarrar estas
oportunidades de mostrarem a sua
Joao Fanha, diretor de marketing da Gateway.
loja enquanto montra, enquanto
expositor em livre serviço para se
destacarem da sua concorrência.
Existem várias formas para o conseguirem, como exposições store-in-store, corners próprios dentro das
lojas, ações de promoção, tudo para
potenciar a livre experimentação
dos artigos por parte dos visitantes,
alavancando assim as vendas, tendo
para tal soluções que, além de ajudarem no merchandising seguro
e atraente, protegem eficazmente
contra eventuais furtos.
VE – Até que ponto o atual momento económico e social mais
fragilizado veio alterar as “regras
do jogo”?
JF – Veio alterar na medida em
que há menos inaugurações de
lojas, menos centros comerciais a
abrir. No entanto, existem mais
remodelações que apostam em sistemas novos e mais eficazes, uma
vez que muitos dos antigos se tor-
A generalidade
dos retalhistas vê
a proteção como
fundamental para
conseguirem vender e
angariar mais clientes,
uma vez que sabem
que cortar neste bem
necessário leva a
perdas maiores por
furto do que o valor a
investir em sistemas de
segurança.
nam obsoletos quando não são
adaptáveis e interligáveis entre si.
O budget para investir é menor e
as margens de lucro também, o que
faz com que os planos de prevenção
de quebras tenham de ser precisos,
mas, ao mesmo tempo, altamente
adaptáveis com soluções que comuniquem entre si para potenciar
a segurança em loja.
Crise potencia número de furtos e diminui poder de compra
VE – Hoje, o que mais privilegiam os retalhistas nos produtos/
soluções?
JF – São vários os fatores que os
retalhistas privilegiam. A qualidade
e a garantia das soluções instaladas,
a sua durabilidade e adaptabilidade são fatores essenciais para que o
investimento dê frutos. E, claro, a
relação qualidade/ preço bem como
o serviço prestado.
27
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
TECNOLOGIAS
Cláudia Lima assume funções
de Talent Manager na Mind Source
A Mind Source acaba de lançar um novo departamento dedicado ao
Talent Management. Cláudia Lima, Associate Senior Consultant na
Mind Source desde 2010, abraça um novo desafio, assumindo a função de Talent Manager na consultora.
Indra fornece solução integrada de gestão à FCSH/NOVA
A Indra implementou uma solução integrada para a gestão administrativa, financeira e logística na Faculdade de Ciências Sociais
e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA). O
projeto permite compatibilizar, integrar e agilizar a gestão administrativa, financeira e logística.
to de furtos
ra segurança
Temos vindo a
desenvolver soluções
que não produzam
apenas os resultados
esperados de um
sistema de proteção –
proteger eficazmente
contra o furto – mas
que vão mais além e
que também ajudam
na gestão de loja.
Outro forte exemplo é a interligação entre os sistemas em loja,
uma vez que permite potenciar a segurança num “loop” de 360 graus.
Por exemplo, o CCTV é uma das
soluções mais requisitadas pelos
retalhistas, uma vez que – além de
todas as vantagens que lhe são conhecidas – é um excelente complemento às soluções antifurto EAS
na proteção de qualquer espaço
comercial, oferecendo a capacidade
de integração com outros sistemas
de segurança de loja, como EAS e
POD Displays, captando imediatamente as imagens no momento de
alarme.
Outro exemplo são as soluções
POD Displays da Gateway que asseguram, por um lado, o bom funcionamento e proteção das novidades de gadgets eletrónicos e, por
outro, oferecem uma experiência
confortável porque o cliente pode
tocar, aceder aos menus e ter uma
ideia bem real do peso e da performance do artigo para que possa realizar uma compra inteligente e bem
suportada. E para que determinado
retalhista seja escolhido em detrimento de outro com perfil muito
similar, é necessário que se saiba diferenciar da sua concorrência, oferecendo a sua loja como “provador”
para os visitantes experimentarem
tudo e potenciar assim as vendas.
Uma experiência de compra positiva é mais do que meio caminho
andado para fidelizar o cliente.
Outra das soluções que os retalhistas têm vindo a dar cada vez
maior valor é aos sistemas de contagem de pessoas (seja por antenas
EAS ou por sistemas de GateCounter), na medida em que permitem
conhecer melhor o consumidor, saber a que altura do ano, meses, dias
e horas se dirige às lojas oferece dados cruciais para desenvolver campanhas orientadas para o sucesso.
VE – Qual o retorno médio dos
vossos produtos? É uma questão
que preocupa os vossos clientes?
JF – Os nossos clientes sabem que
com a crise aumenta claramente o
furto e diminui o poder de compra
dos clientes, assim como o budget
alocado pelo retalho para a compra
de soluções de segurança para as
lojas. Mas, felizmente, são cada vez
mais os retalhistas que apostam em
soluções para proteger os seus artigos, pois sabem que se não o fize-
Gateway Portugal marca presença
na Feira Internacional de Luanda
De encontro aos objetivos até ao final de 2015, que pressupõem a consolidação da sua presença em Angola, a
Gateway Portugal anunciou, pelo segundo ano consecutivo, a sua presença na FILDA, a Feira Internacional de
Luanda. A Gateway Portugal partilhou o stand com o parceiro Sanders Group, apostando na exposição de soluções
de segurança EAS (Electronic Article Surveillance), sistemas de vídeo vigilância (CCTV) e POD Displays para
protecção de gadgets eletrónicos.
Segundo a empresa portuguesa, este ano a FILDA teve cerca de mil empresas presentes, comparativamente com as
700 registadas no ano passado. Estiveram representados 35 países e a Região Administrativa Especial de Macau.
Portugal, que na edição de 2012 foi o país convidado, voltou este ano a ser a nação com mais empresas presentes:
112, a maior parte das quais (92) no Pavilhão de Portugal, que tem uma área de três mil metros quadrados. A
Gateway Portugal foi uma das empresas a marcar presença com um stand corporativo, em conjunto com o seu
parceiro local – Sanders Group - algo que já tinha acontecido o ano passado.
A parceria com o Sanders Group Investimentos LDA teve lugar em abril de 2012 e visa assegurar não só a cobertura
comercial do país africano, como também garantir um apoio técnico de qualidade às empresas suas parceiras em
Portugal, que se expandiram para este mercado.
O volume de negócios na FILDA deverá ultrapassar os 2,5 mil milhões de kwanzas – cerca de 19,7 milhões de euros,
da anterior edição (2012), e o volume de negócios deverá atingir três mil milhões de kwanzas, aproximadamente
23,7 milhões de euros.
rem, as quebras desconhecidas em
loja (seja por furto interno, externo
ou erros administrativos) acabam
por influenciar negativamente os
resultados operacionais de loja de
tal forma que perdem mais se não
apostarem adequadamente em sistemas de proteção
Adiamento do investimento é
uma realidade
VE – Qual a solução/serviço
que mais contribuiu para o vosso
volume de negócios?
JF – Com o emergente crescimento do mercado dos smartphones e tablets, a Gateway Portugal
viu uma oportunidade de desenvolver para estes produtos soluções
específicas que potenciassem a sua
experimentação em loja, para satisfazer a curiosidade dos visitantes e
potenciar a sua venda. Assim, podemos afirmar que as soluções que
mais comercializamos são o LTO e
LTO 2 para tablets e as novidades
high security para smartphones,
pelo elevado valor comercial destes
artigos de consumo. E embora o
retalho se esteja a ressentir da crise,
as vendas de smartphones e tablets
continuam a crescer.
Temos, no entanto, vindo a desenvolver bastante a nossa área de
CCTV, com soluções sobre IP, que
além de todas as vantagens que lhe
são conhecidas, é um excelente
complemento às soluções antifurto EAS na proteção de qualquer
espaço comercial. O sistema GateCounter de contagem de pessoas
com gravação do espaço, nomeadamente do POS para assegurar as
corretas transações de caixa é também uma solução muito procurada
pelo retalho.
VE – Assistem a um adiar do
investimento nas soluções por
parte dos retalhistas?
JF – Sim, sem dúvida. Com a crise, os planos de investimento retraem-se, fazendo com que o retalho
venda menos e tenha também um
menor budget para investir.
Muitos projetos agendados para
estes últimos anos não saíram do
papel, assim como empresas que
tinham grandes planos de expansão
não conseguiram liquidez suficiente e adiaram a sua internacionalização. Houve um real abrandamento
do setor, nomeadamente alguns
pequenos espaços comerciais que
adiam eternamente a decisão de
proteção, presos na expetativa de
como será o futuro. E ainda experienciámos o caso de muitos clientes que queriam remodelar os sistemas antigos, mas, devido a falta de
budget, prolongam o tempo útil de
vida dos equipamentos de segurança existentes.
Felizmente que a generalidade
dos retalhistas vê a proteção como
fundamental para conseguir vender
e angariar mais clientes, uma vez
que sabem que cortar neste bem
necessário leva a perdas maiores por
furto do que o valor a investir em
sistemas de segurança. Isto porque a
recessão económica potencia a proliferação do crime organizado, mas,
por outro lado, gera também uma
maior procura por novas soluções
para combater formas de furto inovadoras, na medida em que ambas
crescem a ritmos paralelos.
Crescimento de 2013 centrado nos 7%
VE – Como correram os primeiros meses do ano?
JF – Quanto ao primeiro semestre de 2013, o feedback está a ser
positivo. Estamos a crescer 26%,
relativamente ao ano homólogo.
VE – Como preveem que o ano
termine?
JF – Em 2012 crescemos 7% face
a 2011 e este ano esperamos continuar neste contaciclo.
VE – Quais os grandes objetivos a dois anos?
JF – Temos cinco grandes objetivos pelos quais lutamos para se tornarem realidade até ao final do ano
de 2015. São eles manter a liderança do mercado no setor dos EAS
(Electronic Article Surveillance);
continuar a apostar forte no crescimento do CCTV e adquirir o estatuto de empresa de referência no setor; continuarmos a ser vistos como
primeira opção quanto à proteção
de gadgets eletrónicos; consolidar
a nossa presença em Angola e iniciar um projeto em Moçambique;
e mantermos o contraciclo iniciado
em 2012 com um novo crescimento em vendas, empurrando a crise
para trás.
28
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
Lucro da REN desce mais de 9%
A REN sofreu uma descida de 9,3% no resultado líquido do primeiro semestre, face a período homólogo do ano passado, para 64,1 milhões de euros. O grupo atribui o desempenho negativo à redução
em 0,7% do EBITDA e ao aumento dos impostos, sobretudo tendo em conta o reconhecimento como
custo fiscal as provisões relativas ao processo Amorim Energia. Todavia, este efeito negativo terá sido
parcialmente compensado pelo bom resultado nos resultados financeiros da empresa, resultante da
melhoria motivada pela subida dos proveitos financeiros e dos ganhos em empresas associadas.
EMPRESAS
Capital do móvel com produtos inovadores
Mobiliário com aplicações em
pele de peixe. Uma mesa automatizada que ajusta a sua dimensão sem intervenção humana, com recurso a uma aplicação
para smartphones. Uma chaise
longue que utiliza o tecido do
fato de natação mais rápido do
mundo e outros projetos dos finalistas da primeira pós-graduação em Design de Mobiliário de
Paços de Ferreira. Estas são algu-
mas das inovações que o setor do
mobiliário português tem para
apresentar ao grande público, de
3 a 11 de agosto, no Parque de
Exposições Capital do Móvel,
em Paços de Ferreira. Trata-se da
maior oportunidade do ano para
conhecer as principais ofertas
em termos de mobiliário e decoração que a Capital do Móvel
possui.
Ao apresentar uma edição re-
cheada de novidades em termos
de inovação, a 41ª Capital do
Móvel – Feira de Mobiliário e
Decoração de Paços de Ferreira
assume o papel central de dinamizador do setor do mobiliário.
Por outro lado, desde há alguns
anos que este certame apostou
na criação dos prémios Design e
de Melhor Stand. Ainda que de
forma simbólica, tem sido um
incentivo muito positivo à ino-
A 41ª Capital do
Móvel – Feira
de Mobiliário e
Decoração de Paços
de Ferreira assume
o papel central de
dinamizador do setor
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Hoje, a feira Capital do Móvel
é o espelho do setor do mobiliário nacional, que cada vez mais
investe nos três pilares: inovação,
design e qualidade.
A feira está aberta ao público
entre as 10h00 e as 23h00. Um
convite gratuito pode ser obtido
no sítio da Internet www.capitaldomovel.pt.
Vinhos
de Portugal
promovidos
através do golfe
Criar uma associação positiva
do golfe ao vinho e promover os
vinhos portugueses junto de públicos importantes, de referência
a nível internacional, são os objetivos que motivam o apoio da
ViniPortugal, como “sponsor”
oficial ao Ladies European Golf
Tour- LET.
A plataforma agora lançada
pela ViniPortugal
http://let.
winesofportugal.com/
resume
este apoio e agrega informação
e fotografias sobre o encontro
promovido entre três golfistas
internacionais e três enólogas. As
golfistas internacionais Daniela
Holmqvist, sueca, Holly Emma
Aitchison, britânica, e Marion
Ricadeau, francesa, trocaram
experiências e vivências com as
enólogas Martta Simões, Sandra
Tavares da Silva e Susana Esteban
e ficaram conquistadas pelos vinhos portugueses.
A associação com o LET traduz, em termos desportivos, os
atributos dos vinhos portugueses.
Um setor tradicional, cheio de
património, mas dominado por
uma nova geração de enólogos
dinâmicos que tiveram a inteligência de apreender o melhor de
um país cheio de diversidade e,
por caminhos não convencionais,
têm levado os vinhos portugueses
ao mais alto nível da vinificação
internacional. Assim como o
LET, os vinhos portugueses deixaram as suas raízes na Europa,
mas agora estão a conquistar o
mundo
Aumentar o valor dos
vinhos
A ViniPortugal é a associação
interprofissional do setor vitivinícola que tem como missão
promover a imagem de Portugal,
enquanto produtor de vinhos por
excelência, valorizando a marca
“Vinhos de Portugal”.
29
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
EMPRESAS/ANJE
Última chamada para a Colômbia
Cooperação lusófona a partir de Luanda
Encerram a 13 de agosto as inscrições na missão de prospeção à Colômbia, levada a cabo pela
ANJE, entre os dias 9 e 14 de setembro. Com passagem pelas cidades de Bogotá e Medellín,
a viagem enquadra-se no GET OUT - Projeto Conjunto de Internacionalização de PME,
cofinanciado pelo QREN. A criação de agendas de contactos por setores de atividade é um
dos elementos distintivos desta ação.
O reforço da cooperação entre Portugal e Angola, com vista à promoção e facilitação de novos
negócios entre empresários dos dois países, foi uma das principais intenções manifestadas
pela ANJE no Congresso do Empreendedor Lusófono, que, este ano, aconteceu em Luanda.
A associação foi coorganizadora da iniciativa que lançou, em 2011, no Porto, e assegurou a
representação nacional com uma comitiva de 12 empresários.
ANJE em Copenhaga para apoiar
novos negócios no setor da moda
A ANJE - Associação Nacional
de Jovens Empresários encontra-se a promover a participação de
cinco criadores de moda nacionais na Vision Copenhaga, a decorrer na capital dinamarquesa
até amanhã, dia 10 de agosto.
Os conceituados Luís Buchinho
e Anabela Baldaque, a emergente Susana Bettencourt e ainda as
jovens promessas Carla Pontes e
Hugo Costa asseguram a representação lusa no conceituado
certame. Trata-se da segunda
investida do projeto Estratégia
para o Mercado Global 2013,
no âmbito do qual a associação
responsável pela organização do
Portugal Fashion acaba de levar
a moda portuguesa ao certame
londrino Scoop International
Fashion Show. Paris e Viena são
os mercados eleitos para completar este roteiro pelas feiras internacionais do setor.
Por interposto de uma concertada aposta na projeção comercial da moda portuguesa, o
projeto Estratégia para o Mercado Global 2013 visa apoiar
um conjunto de criadores que,
uma vez aplicado na expansão
das respetivas etiquetas e na profissionalização das suas atividades, conta já com uma estrutura
profissional definida e uma empresa formalmente constituída.
Trata-se, pois, da consolidação
de um conjunto de propósitos
associados à aproximação entre
designers e indústria têxtil e ao
fomento do empreendedorismo
no setor da moda que a ANJE,
no âmbito do Portugal Fashion
e de outros programas complementares, vem prosseguindo há
já longa data.
Centrando-se no mercado global e nas estratégias que o mesmo
dita, o novo projeto da associação
dos jovens empresários propõe às
empresas participantes a atuação
em rede, no sentido de juntas
alcançarem um reforço de competitividade. Reforço esse que se
pretende capaz de alavancar os resultados inerentes à participação
em certames internacionais de
referência para o setor. Através da
combinação de diferentes registos
e estilos, a ANJE acredita multiplicar as possibilidades de promoção dos criadores nacionais,
junto de outros criadores, cadeias
de lojas, agentes de compras, distribuidores e até consumidores
de todo o mundo. Esta atuação
em rede, associada a uma série de
outras vantagens, nomeadamente
financeiras, será particularmente
importante para os jovens criadores mais carentes de notoriedade
e ferramentas promocionais.
Além da participação nos melhores certames setoriais, o projeto Estratégia para o Mercado
Global 2013 aposta no acompanhamento e facilitação dos processos de internacionalização das
empresas participantes, numa
lógica informativa e integradora, sustentada no acesso a novas redes de contactos. A ANJE
ambiciona ainda, por esta via,
contribuir para a diminuição
das dificuldades sentidas pelas
empresas na hora de colocar os
seus produtos no estrangeiro,
assim como para a promoção da
atividade das empresas de confeção que com elas trabalham na
conceção das suas propostas de
vestuário.
Foco comercial e atenção
aos projetos jovens
A renovada feira Vision Copenhaga, onde a ANJE se encontra com uma seleção de cinco
criadores e respetivas empresas,
é organizada pela Exhibition
Professionals. Definindo a aproximação da criatividade e do
comércio como um propósito
claro, a Vision resulta da fusão
entre as feiras CPH Vision e Terminal 2, consumada em agosto
do ano transato. Aquela que é a
segunda edição do novo formato
tem lugar na Lokomotivværkste-
Seis nomes lusos
na Scoop International Fashion Show
O mesmo projeto que agora motiva a participação da ANJE na Vision Copenhaga - Estratégia para o
Mercado Global 2013 – conduzira
já a associação a Londres, onde entre
os dias 21 e 23 de julho decorreu a
Scoop International Fashion Show.
Na capital inglesa foram seis os criadores de moda a aproveitar a oportunidade para fazer novos negócios:
o conceituado Luís Buchinho, os
emergentes Diogo Miranda e Susana
Bettencourt e ainda as jovens pro-
messas Carla Pontes, Daniela Barros
e Teresa Abrunhosa.
Divididas entre a Phillips Gallery
(Carla Pontes, Daniela Barros e Teresa Abrunhosa) e a Saatchi Gallery
(Diogo Miranda, Luís Buchinho e
Susana Bettencourt), as empresas
portuguesas de moda fizeram-se representar pelos seus criadores naquela
que é a mais dinâmica e conceituada
feira setorial da Europa. Criada em
2011, a Scoop International Fashion
Show reuniu, na edição Primavera/
Verão 2014, cerca de 400 coleções de
marcas e designers das áreas de vestuário, acessórios, joias e calçado.
Apresentando um conceito tradicional de “boutique womens tradeshow”, este certame internacional
prima pela diversidade de produtos
expostos, resultado de uma mistura
de criadores e marcas conceituadas
com talentos contemporâneos, pontuados ainda por alguns referências
da pintura, da escultura e da instalação artística.
det e identifica o design escandinavo como tema central dos
trabalhos expostos por criadores
e marcas, provenientes de vários
pontos do mundo. A feira internacional de Copenhaga é agora
reconhecida como uma plataforma de negócios estruturada em
diferentes áreas temáticas, com
linguagens e atores específicos.
“Shine”, “Seek”, “Dawn”, “Private”, “Free” e “The Boiler” são
os bairros formados no interior
do certame para expor as melhores marcas contemporâneas do
mundo.
Além da diversidade de etiquetas e nacionalidades representadas, a valorização dos jovens criadores é também uma
das bandeiras da Vision 2013,
sendo o espaço “Dawn” aquele que está reservado aos novos
talentos. Em stands individuais, Carla Pontes, Hugo Costa
e Susana Bettencourt podem
ali beneficiar de um ecossistema catalisador da renovação do
circuito de moda internacional,
com projeção global e múltiplas
oportunidades para a formulação de novos negócios.
O Estratégia para o Mercado
Global 2013 é um projeto da
responsabilidade da ANJE –
Associação Nacional de Jovens
Empresários, desenvolvido em
parceria com a ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção
e atualmente financiado pelo
QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional e pelo
FEDER – Fundo Europeu de
Desenvolvimento Regional, no
âmbito do Compete - Programa
Operacional Fatores de Competitividade.
30
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
PBBR colabora na elaboração do International Copyright Law
A PBBR, por intermédio dos advogados César Bessa Monteiro, César Bessa Monteiro Jr e Ricardo Henriques, participou na elaboração da publicação International Copyright Law, sendo
responsável pela parte portuguesa da obra. Editado pela Gobal Law Business, o livro contém
um estudo de Direito comparado do regime do Direito de Autor e Direitos Conexos em 40
países.
DIREITOS
LEGAL & ILEGAL
A apresentação de propostas separadas
no mesmo concurso público
de duas empresas em processo de fusão
ARI ELIAS DA COSTA
Gabinete de Advogados
António Vilar, Luís Cameirão & Associados
[email protected]
www.antoniovilar.pt
O Código dos Concursos Públicos, mormente o art. 55º que versa sobre os impedimentos que obstam a que entidades possam
ser candidatas, concorrentes ou integrar
qualquer agrupamento, nada refere no que
concerne a sociedades cujo processo de fusão se encontra em andamento e devidamente averbado no seu registo comercial.
Todavia, a questão é pertinente, uma vez
que o referido código explicita claramente
que o júri do concurso, se constatar que
o mesmo concorrente apresentou mais de
uma proposta, deve propor a exclusão de
todas as propostas por ele apresentadas
(art. 146º, nº 3, do CCP).
A fusão de sociedades está regulamentada no capítulo IX do Código das Sociedades Comerciais, que prevê várias modalidades para o efeito.
Uma das possibilidades previstas consiste na fusão “mediante a constituição de
uma nova sociedade, para a qual se transferem globalmente os patrimónios das sociedades fundidas, sendo aos sócios destas
atribuídas partes, ações ou quotas da nova
sociedade” (vide art. 97º, nº 4, alínea b)
do CSC).
Neste caso, as administrações das sociedades que pretendam fundir-se elaboram,
em conjunto, um projeto de fusão onde
constem, além de outros elementos necessários ou convenientes para o perfeito
conhecimento da operação visada, tanto
no aspeto jurídico como no aspeto económico.
O projeto de fusão deve ser registado,
sendo de imediato publicado e, ainda,
ser submetido a deliberação dos sócios de
cada uma das sociedades participantes,
em assembleia-geral, sendo as assembleias
convocadas depois de efetuado o registo,
para se reunirem, decorrido, pelo menos,
um mês sobre a data da publicação da con-
vocatória. (art. 100º)
A partir da publicação do registo do projeto, os sócios, credores e representantes
dos trabalhadores de qualquer das sociedades participantes na fusão têm o direito de
consultar, na sede de cada uma delas, os
documentos subjacentes ao projeto.
A lei confere aos credores das sociedades
participantes, cujos créditos sejam anteriores a essa publicação, a faculdade de deduzir oposição judicial à fusão.
Sendo que a oposição judicial deduzida
por qualquer credor impede a inscrição definitiva da fusão no registo comercial (Artigo 101º B).
O registo da fusão no registo comercial
(não confundir com o registo do projeto
de fusão que, pelos mais diversos motivos,
poderá nunca vir a concretizar-se) deve ser
requerido somente após a deliberação da
fusão por todas as sociedades participantes,
sem que tenha sido deduzida oposição ou,
tendo esta sido deduzida, se tenha verificado algum dos factos referidos no nº 1 do
artigo 101º B, a inscrição (Artigo 111º).
Sublinhe-se que, no caso de constituição
de nova sociedade, apenas com a inscrição
da fusão no registo comercial se extinguem
todas as sociedades fundidas, transmitindo-se os seus direitos e obrigações para a
nova sociedade (Artigo 112º).
Até esse momento as sociedades participantes mantêm a sua personalidade jurídica distinta.
Mas, ainda que no plano jurídico duas
sociedades permaneçam distintas, se na
prática já atuarem como se uma só fossem,
se a análise das respetivas propostas revelar
fortes indícios de que os atos, acordos, práticas ou informações são suscetíveis de falsear as regras de concorrência, as mesmas
devem ser excluídas, ao abrigo do prescrito
na alínea g), do nº 2, do art. 70º, do CCP.
Logrando a recolha desses fortes indícios, os demais concorrentes podem, em
sede de audiência prévia, pugnar pela exclusão das respetivas propostas.
LEGAL & ILEGAL
NOVOS REQUISITOS PARA CRIAÇÃO DE UMA EMPRESA DE SEGURANÇA PRIVADA
Em face das recentes alterações
em matéria de segurança privada,
quais os procedimentos necessários
e os requisitos que devo cumprir e
verificar para poder criar e instalar
uma empresa de segurança privada?
DANIELA S. RAMALHO
Gabinete de Advogados
António Vilar, Luís Cameirão & Associados
[email protected]
www.antoniovilar.pt
A Lei nº 34/2013, de 16 de maio,
veio estabelecer o regime do exercício
da atividade de segurança privada,
introduzindo uma série de requisitos que
têm de ser obrigatoriamente cumpridos para
que uma empresa possa legalmente exercer
estas atividades em Portugal. Tais empresas
são, nos termos legais, “toda a entidade
privada, pessoa singular ou coletiva,
devidamente autorizada, cujo objeto social
consista exclusivamente na prestação de
serviços de segurança privada” sendo que
a mesma tem de “exercer uma atividade
de prestação de serviços a terceiros”, nos
termos da alínea a) do art. 2º da predita
lei. Os serviços de segurança que são
prestados a terceiros por estas empresas
encontram-se enumerados no art. 3º nº 1 do
diploma legal, englobando várias atividades
relacionadas com vigilância, monitorização
e gestão de dispositivos de segurança,
com a fiscalização e inspeção de objetos
e pessoas, bem como com o transporte de
valores ou mercadorias de elevado valor,
entre outros.
Todas as empresas que desejam dedicarse à prestação de serviços de segurança
privada têm obrigatoriamente que obter um
alvará, que consiste na autorização para a
prestação destes serviços (art. 4º e 14º da
Lei 34/2013). É a Direção Nacional da PSP
que tem competência para a sua emissão
e o pedido é feito em requerimento próprio
dirigido ao Ministro da Administração
Interna, enquanto membro do Governo
responsável por esta área. Este tem o prazo
máximo de 30 dias para decidir, sendo
que mesmo que seja concedido o alvará, o
início da atividade fica sempre dependente
de comprovação por parte do requerente,
no prazo de 90 dias, de que cumpriu uma
série de obrigações enumeradas nas alíneas
do nº 2 do art. 47º do mencionado diploma
legal. A prestação desses serviços sem alvará
consubstancia a prática de crime punível
com pena de prisão de um a cinco anos ou
pena de multa até 600 dias.
Paralelamente, convém ter em atenção as
exigências que são legalmente impostas
para o exercício da profissão de segurança
privado e que se encontram neste diploma,
bem como na Lei nº 9/2009, de 4 de março,
entretanto alterada pela Lei nº 41/2012, de
28 de Agosto. Trata-se, portanto, de uma
profissão regulamentada, com especialidades
e funções concretamente delimitadas.
Importante é igualmente a exigência de
forma escrita dos contratos de trabalho
do pessoal de segurança, nos termos do
art. 21º Lei 34/2013, bem como a regra
geral de proibição de contratos de muito
curta duração para o exercício da profissão.
Existem ainda requisitos e incompatibilidades
no caso dos administradores e gerentes
das sociedades que exerçam atividades
de segurança privada, os quais são de
verificação obrigatória para a obtenção do
cartão profissional
Por último, cabe ressalvar que estas
atividades se encontram sujeitas a
fiscalização a cargo da Direção Nacional da
PSP, estando tipificados, além dos crimes já
mencionados, várias contraordenações com
multas que podem variar entre os 1500J e
os 44 500J, quando cometidas por pessoa
coletiva, e entre os 150J e os 3000J,
quando praticadas por pessoas singulares.
Em suma, devido ao papel cada vez maior
que a segurança privada desempenha na
manutenção da ordem pública, justifica-se
que a nova lei tenha regulado esta matéria
de forma especialmente cuidada, permitindo
um controlo administrativo, que se pretende
eficaz, destas atividades.
31
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
#OIMBRARECEBEENCONTROLUSOBRASILEIRODECONTABILIDADE
O Conselho Federal de Contabilidade do Brasil e a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas
(OTOC) organizam, no próximo dia 6 de setembro, em Coimbra, o 4º Encontro Luso-Brasileiro
de Contabilidade. Os trabalhos vão decorrer sob o tema “Unidos pela contabilidade”. Os profissionais nacionais e brasileiros estão juntos, uma vez mais, para trocarem experiências e opiniões sobre
os grandes desafios que se colocam ao exercício da atividade de técnico oficial de contas.
FISCALIDADE
STI LAMENTA INÉRCIA DO GOVERNO
AGENDA FISCAL
Trabalhadores dos impostos
avisam para situação
de caos nos serviços
serem atendidos. A esta situação acrescem
os sucessivos ataques à segurança e à integridade física e mental dos funcionários,
sem que por parte da tutela exista uma atitude para responder a esta situação grave.
Quando uma secção de cobrança é assaltada, não são apenas os funcionários da
AT que estão a ser atacados. É o Estado e
os Portugueses que estão a ser roubados e
ofendidos.”
Cabe ao Governo repor uma
situação de normalidade
A situação entre os trabalhadores dos
impostos e o Ministério das Finanças é
cada vez mais tensa e não é de colocar de
lado a possibilidade novas formas de luta
por parte dos profissionais. O Sindicato
dos Trabalhadores dos Impostos (STI)
fala de caos nos serviços de Finanças e de
falta de segurança, estando mesmo em
causa a integridade física dos funcionários.
“A perda de autoridade – não apenas formal – que é fomentada pelos discursos dos
governantes contra os trabalhadores que
representam o Estado, no nosso caso dos
que apenas possuem autoridade para cobrar impostos, é o principal fator que justifica a insegurança crescente. Ao desrespeito pela dignificação dos trabalhadores da
Autoridade Tributária e Aduaneira, com
um processo de carreiras iniciado e interrompido pela tutela, à imposição do acréscimo do horário de trabalho sem qualquer
compensação, à inexistência de formação,
à rutura de recursos humanos, aos equipamentos informáticos obsoletos, vem agora
adicionar-se a falta de segurança”, referem
os responsáveis do sindicato.
O STI garante que os últimos meses têm
sido insustentáveis para os trabalhadores
da AT, já que continuam com excesso de
volume de trabalho. Refere a este propósito: “Os trabalhadores continuam a não
ter mãos a medir com o volume de serviço,
acrescido com os milhões de notificações
enviadas, por atacado, aos contribuintes e
que diariamente afluem aos serviços para
Lamenta o sindicato que estejam a ser
colocados de parte o respeito e a consideração pelos trabalhadores do Estado. E
adianta o STI: “Mais do que exigir um polícia à porta de cada serviço, exigimos que
os governantes deem o exemplo na forma
como tratam os trabalhadores da AT.” Aliás,
os dirigentes sindicais não compreendem
como pode a AT exercer as suas funções de
atividade junto dos contribuintes se o Governo “menospreza a cobrança de impostos e o combate à fraude e à evasão fiscais”.
Perante esta situação, tida como insustentável, o STI pretende uma audiência
com a ministra das Finanças. Entretanto,
já foi dado conhecimento do que se está a
passar ao Ministério da Administração Interna, entidade à qual também foi pedida
uma audiência. “É da responsabilidade do
Governo implementar soluções para repor
a normalidade do funcionamento da AT,
assim como é responsabilidade dos sindicatos denunciar as situações que constrangem os trabalhadores e propor alternativas”, conclui o sindicato.
PRÁTICA FISCAL
IPSS – ISENÇÃO FATURAÇÃO
5MA)033QUESØPRATICA
OPERAÎÜESISENTASESTÈ
DISPENSADADAEMISSÍODE
FATURASARTŽŽNŽDO
#)6!LOGONÍOÏOBRIGADA
APROCEDERAOENVIOPARAA
!4!SRECEITASDESTA)033
SÍOPROVENIENTESDEFORMA
EXCLUSIVADEMENSALIDADES
PAGASPELOSPAISDASCRIANÎAS
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TEMORIGINADOAEMISSÍODE
DECLARAÎÜESDElNALDEANOCOM
OVALORTOTALDASMENSALIDADES
PAGASDURANTEOANOPARAEFEITOS
DEDEDUÎÍODEDESPESASDE
EDUCAÎÍONO)23®LUZDO
PRECEITUADONOARTŽŽNŽ
ALÓNEABDO#)23TALDESPESA
DEEDUCAÎÍOSØÏACEITEPARA
EFEITOSDEDEDUÎÍONO)23
MEDIANTEAIDENTIlCAÎÍOEM
FATURAEMITIDANOSTERMOSLEGAIS
DOSUJEITOPASSIVO&ACEAOQUE
ANTECEDEPARECENOSSALVO
MELHOROPINIÍOQUESEPORUM
LADOA)033NÍOÏOBRIGADAË
EMISSÍODEFATURAËLUZDO#)6!
PASSAASEROBRIGADAËEMISSÍO
DEFATURAËLUZDO#)233ERÈ
QUEESTAINTERPRETAÎÍOESTÈ
CORRETAOUHAVERÈFORMADE
EVITARAEMISSÍODEFATURAÎÍO
2ESPOSTADO!SSESSOR&ISCAL
1. O n.º 3, do artigo 29.º, do
CIVA, não proíbe a emissão de
fatura por parte dos sujeitos
passivos que pratiquem
exclusivamente operações
isentas de imposto ... Apenas
os dispensa da obrigatoriedade
de faturação imposta pela
alínea b), do n.º 1, do mesmo
normativo.
2. As despesas de educação
só são dedutíveis à colecta
para efeitos de IRS, desde que
prestada por estabelecimentos
de ensino integrados no
sistema nacional de educação
ou reconhecidos como tendo
fins análogos pelos ministérios
competentes, só podendo a
dedução ser realizada face à
identificação, em fatura emitida
nos termos legais, do sujeito
passivo ou do membro do
agregado a que se reportem, nos
casos em que envolvam despesa
INFORMAÇÃO ELABORADA PELA APOTEC - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE TÉCNICOS DE CONTABILIDADE
(alínea b) do n.º 6, do artigo
78.º, e n.º 4, do artigo 83.º, do
CIRS).
3. Neste sentido, e porque
compete ao estabelecimento
de ensino, neste caso à IPSS,
garantir as condições de
dedutibilidade do encargo
do dependente no IRS do
respectivo agregado familiar,
nada impede e até se impõe
como imperativo legal, que
emita a correspondente fatura,
deixando justificadamente
de aproveitar da dispensa de
faturação que a lei lhe faculta.
4. Este, salvo orientação
diferente da administração
tributária e aduaneira, é o nosso
entendimento.
[email protected]
AGOSTO
Até ao dia 10
s)6!)MPOSTOSOBREO6ALOR!CRESCENTADO
- Periodicidade mensal – Entrega via Internet da
declaração periódica relativa às operações realizadas no mês de junho e pagamento do respetivo imposto.
s)23)MPOSTOSOBREO2ENDIMENTODAS0ESSO
AS3INGULARES
- Entrega da declaração mensal de remunerações pelas entidades devedoras de rendimentos
do trabalho dependente sujeitos a IRS, bem
como os que se encontrem excluídos de tributação, para comunicação daqueles rendimentos e
respetivas retenções de imposto, das deduções
efetuadas, relativamente a contribuições obrigatórias para regimes de proteção social e subsistemas legais de saúde e a quotizações sindicais,
relativas ao mês anterior.
Até ao dia 15
s)6!)MPOSTOSOBREO6ALOR!CRESCENTADO
- Periodicidade trimestral - Entrega Declaração
Periódica acompanhada dos anexos que se mostrem devidos pelos contribuintes do regime normal trimestral, relativa às operações efectuadas
no 2º trimestre de 2013.
s)23)MPOSTOSOBREO2ENDIMENTODAS0ESSO
AS3INGULARES
- Entrega da Declaração Modelo 11 - pelos Notários e outros funcionários ou entidades que desempenhem funções notariais, bem como as entidades ou profissionais com competência para
autenticar documentos particulares que titulem
atos ou contratos sujeitos a registo predial, das
relações dos atos praticados no mês anterior,
susceptíveis de produzir rendimentos.
s)-4)MPOSTO-UNICIPALSOBRE4RANSMISSÜES
/NEROSASDE)MØVEIS
- Entrega pelos notários e outros funcionários ou
entidades que desempenhem funções notariais,
bem como as entidades ou profissionais com competência para autenticar documentos particulares
de relação dos atos ou contratos sujeitos a registo
predial, dos da relação dos atos ou contratos sujeitos a IMT, ou dele isento, de cópia das procurações
irrevogáveis e respetivos substabelecimentos e de
cópia das escrituras ou documentos particulares
autenticados de divisões de coisa comum e de partilhas de que façam parte bens imóveis.
Até ao dia 20
s)2#)MPOSTOSOBREO2ENDIMENTODAS0ESSO
AS#OLECTIVAS
- Entrega das importâncias retidas, no mês anterior, para efeitos de Imposto sobre o Rendimento
das Pessoas Colectivas
s)23)MPOSTOSOBREO2ENDIMENTODAS0ESSO
AS3INGULARES
- Entrega das importâncias retidas, no mês anterior, para efeitos de Imposto sobre o Rendimento
das Pessoas Singulares.
s)6!)MPOSTOSOBREO6ALOR!CRESCENTADO
- Pequenos retalhistas – Pagamento do imposto
sobre o valor acrescentado (IVA), a efectuar nas tesourarias de finanças, correspondente ao imposto
apurado na declaração respeitante ao 2º trimestre;
- Declaração recapitulativa – Entrega pelos sujeitos passivos do regime normal mensal que tenham efectuado transmissões intracomunitárias
de bens e/ou prestações de serviços noutros Estados Membros, no mês anterior, e para os sujeitos passivos do regime normal trimestral, quando o total das transmissões intracomunitárias de
bens a incluir na declaração tenha no trimestre
em curso excedido o montante de J 100.000.
s)MPOSTODE3ELO
- Entrega do imposto retido no mês anterior.
DUPLA TRIBUTAÇÃO
Convenção Portugal-Suiça
Foi publicado no dia 27 de junho a Resolução da
Assembleia da República nº 87/2013 que aprova
o Protocolo Modificativo da Convenção entre Portugal e a Suíça para Evitar a Dupla Tributação em
Matéria de Impostos sobre o Rendimento e sobre
o Capital, celebrada em 1974 e aprovada pelo Decreto nº 716/74, de 12.12. Destaque para a tributação das a mais-valias, relativamente às quais
se estabelece que os ganhos que um residente de
um Estado Contratante aufira da alienação de partes de capital, cujo valor proceda, direta ou indiretamente, em mais de 50 %, de bens imobiliários
situados no outro Estado Contratante, podem ser
tributados nesse outro Estado.
32
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
FISCALIDADE
Enquadramento fiscal de compensações e subsídios
referentes à atividade voluntária
Ofício esclarece sistema de intercâmbio de informações
sobre o IVA
Foi publicada a lei que clarifica o enquadramento fiscal das compensações e subsídios, referentes à atividade voluntária, postos à disposição dos bombeiros. A Lei nº 53/2013 define ainda
as bolsas atribuídas aos praticantes de alto rendimento desportivo, por parte do Comité Paralímpico de Portugal, e dos respetivos prémios atribuídos por classificações relevantes obtidas
em provas desportivas de elevados prestígio e nível competitivo.
A Autoridade Tributária e Aduaneira divulgou vários esclarecimentos relativos aos procedimentos
a empreender por parte dos contribuintes com estabelecimento estável ou domicílio em Portugal.
O ofício-circulado nº 30148/2013 dá as necessárias indicações quanto à inscrição e gestão do número de identificação fiscal no sistema de intercâmbio de informações sobre o IVA (VIES), tendo
em conta as alterações introduzidas ao Código do IVA, no âmbito da Lei do OE para este ano.
JOÃO ANTUNES
CONSULTOR DA ORDEM DOS TÉCNICOS
OFICIAIS DE CONTAS
Crédito fiscal extraordinário
ao investimento
Estando o País num anunciado novo ciclo em que, a par da
continuada vigilância orçamental, se pretende impulsionar a
economia através dos instrumentos fiscais, eis que surge uma
novidade: o crédito fiscal extraordinário ao investimento.
O crédito fiscal ao investimento é um instrumento fiscal que
se traduz numa dedução à coleta que, neste caso, se traduz
numa dedução à coleta de 20 por cento do investimento
elegível efetuado, até 70 por cento da coleta anual. Existindo
insuficiência de coleta, este crédito fiscal pode ser deduzido
durante um período de cinco anos.
Este mecanismo permitirá reduzir a taxa efetiva de IRC para 7,5
por cento (30 por cento X 25 por cento) representando uma
redução que deve ser aproveitada ao máximo.
O investimento elegível é todo aquele efetuado em ativos fixos
tangíveis novos, ativos intangíveis sujeitos a deperecimento e
afetos à atividade operacional das empresas e até valores máximos
de 5.000.000 euros, efetuado entre 1 de junho e 31 dezembro de
2013. O mecanismo aplica-se igualmente aos ativos adquiridos
em sistema de locação financeira desde que reúnam os requisitos
para serem classificados como ativo fixo tangível.
É um instrumento fiscal que também pode ser utilizado pelos
grupos económicos que apliquem o regime especial de tributação
de grupos de sociedades, podendo a dedução, nestes casos,
ser efetuada à coleta do grupo até ao limite de 70 por cento
da coleta e também 70 por cento da coleta que seria apurada,
em cada período de tributação, pela sociedade que realizou o
investimento elegível, caso não se lhe aplicasse o regime especial
de tributação de grupos de sociedades. Tal como prometido, foi
já publicada uma circular esclarecedora sobre esta matéria, com
exemplos práticos que devem ser consultados pelos profissionais
da área fiscal.
Relançamento económico
Outra característica interessante do crédito fiscal extraordinário
ao investimento é o facto de ficar excluído do âmbito da
aplicação da limitação imposta no artigo 92.º do Código do
IRC, segundo a qual o IRC liquidado, líquido das deduções
à coleta correspondentes à dupla tributação internacional e
aos benefícios fiscais, não pode ser inferior a 90 por cento do
montante apurado se a empresa não usufruísse de benefícios
fiscais. De salientar igualmente que o crédito fiscal pode ser
utilizado em todos os setores da atividade económica.
Em suma, parece-nos uma medida boa que, a par de outras já
anunciadas e veiculadas pela imprensa especializada, poderão
fazer toda a diferença no relançamento da economia.
As expectativas são, à partida, grandes, naquilo que se anuncia
como um novo ciclo político de pendor mais económico.
Contudo, questionamos o período temporal curto de apenas
seis meses para efetuar o investimento, podendo provocar
alguma incerteza nas empresas, nos casos em que o investimento
se prolongue para além de dezembro. Contudo, as adições a
investimentos já em curso que ocorram no período considerado
(1 junho a 31 de dezembro) são elegíveis.
Mais uma vez, parece-nos, deparamo-nos com a
imprevisibilidade das normas fiscais, realidade sobejamente
conhecida dos sujeitos passivos. Será que o beneficio vai manterse e ser prorrogado? Continuará estre crédito fiscal a existir para
investimentos em 2014 que não foi possível concluir em 2013?
Não precisa o País, desesperadamente, de investimento e,
sobretudo, de investimento direto estrangeiro? Se a resposta é
afirmativa, porque não estender já o crédito fiscal extraordinário
ao investimento para o próximo ano ou, pelo menos, dar sinais
aos potenciais investidores nesse sentido? Ficam as questões.
CONSULTÓRIO TÉCNICO
Alteração do regime
de determinação dos rendimentos
O regime simplificado poderá ser afastado pelo sujeito passivo que
manifeste essa vontade, na declaração de início ou na declaração de
alterações a apresentar até ao fim do mês de março do ano em que
se pretende a determinação do rendimento líquido com base na
contabilidade, a qual deverá ser organizada de acordo com o disposto
no CIRC (n.º 4 do art.º 28.º do CIRS).
Determinado contribuinte enquadrou-se no
regime de contabilidade organizada por opção
para o triénio de 2008-2010 e confirmou-se,
no início de 2012, que estava enquadrado no
mesmo regime para o triénio 2011-2013.
Em 30 de julho de 2012 foi oficiosamente
atribuído, sem comunicação, o regime
simplificado pelo facto de ter registado em
2010 vendas superiores a 150 mil euros (152
444,71 euros) e em 2011 ter registado vendas
abaixo desse valor (123 498,84 euros). As
vendas de mercadorias registadas desde o início
da atividade foram: 2008 – 83 225,80 euros;
2009 – 149 281,99 euros; 2010 – 152 444,71
euros; 2011 – 123 498,84 euros; 2012 – 103
868,25 euros.
Nos termos do n.º 5 do artigo 28.º do CIRS,
verifica-se que o período de permanência em
qualquer regime é de três anos, prorrogável
por igual período, exceto se o sujeito passivo
comunicar a alteração do regime nos termos
definidos (alínea b), n.º 4, do art.º 28.º). Desta
forma, não há justificação para esta alteração
efetuada pela Autoridade Tributária. Como é que
se pode resolver este problema?
A determinação dos rendimentos empresariais
e profissionais, salvo no caso da imputação
prevista no artigo 20.º do CIRS, faz-se, de
acordo com o n.º 1 do art.º 28.º do CIRS:
a) Com base na aplicação das regras decorrentes
do regime simplificado;
b) Com base na contabilidade.
O regime simplificado é um método que se
aplica aos sujeitos passivos que, exercendo
uma atividade empresarial ou profissional,
não tenham no ano anterior ultrapassado um
montante anual ilíquido de rendimentos desta
categoria: 150 mil euros.
O regime simplificado poderá ser afastado pelo
sujeito passivo que manifeste essa vontade,
na declaração de início ou na declaração
de alterações a apresentar até ao fim do
mês de março do ano em que se pretende a
determinação do rendimento líquido com base
na contabilidade, a qual deverá ser organizada
de acordo com o disposto no CIRC (n.º 4 do art.º
28.º do CIRS).
O n.º 5 do art.º 28.º do Código do IRS determina
que «(…) o período mínimo de permanência
em qualquer dos regimes a que se refere o
n.º 1 é de três anos, prorrogável por iguais
períodos, exceto se o sujeito passivo comunicar,
nos termos da alínea b) do número anterior,
a alteração do regime pelo qual se encontra
abrangido (…).»
Resulta daqui que o período mínimo de
permanência no regime simplificado é de
três anos, renováveis automaticamente por
períodos iguais, desde que se mantenham os
pressupostos de tributação por este regime
(montante de rendimentos inferior a 150 mil
euros).
De igual forma, a permanência no regime
de contabilidade por opção é de três anos,
renováveis automaticamente por iguais períodos,
mas apenas desde que a opção continue válida,
ou seja, caso se mantenham os pressupostos
para ser abrangido pelo regime simplificado
(montante de rendimentos inferior a 150 mil
euros).
Acontece que, pelos dados enviados, a opção
foi efetuada em 2008, vigorando para o triénio
2008-2010, e renovaria automaticamente
no regime da contabilidade organizada, sem
necessidade de qualquer opção adicional,
caso se mantivessem os pressupostos de
enquadramento no regime simplificado, que
seria a obtenção de rendimentos de montante
inferior a 150 mil euros, o que não foi o caso.
Em 2010, último ano do triénio, o contribuinte
obteve um montante de rendimentos de
152 444,71 euros, montante que determina
a exclusão de enquadramento no regime
simplificado, ficando desta forma enquadrado
na contabilidade organizada em 2011, por
imposição legal, não relevando aqui a opção que
havia sido efetuada.
Os sujeitos passivos que estejam abrangidos
pelo regime de contabilidade organizada, por
não preencherem os requisitos previstos no n.º
2 do art.º 28.º do CIRS (rendimentos superiores
aos limites), não têm período de permanência,
nem possibilidade de opção.
Como tal, tendo obtido em 2011 um valor total
de rendimentos inferior àqueles limites, transita,
em 2012, para o regime simplificado, mantendose este enquadramento pelo prazo de três anos
(2012-2014), a menos que se verifiquem durante
este período as circunstâncias previstas no n.º 6
do mesmo art.º 28.º.
Ou seja, em 2011, o contribuinte estava, de
facto, na contabilidade organizada, mas, por
imposição legal, sendo aplicável apenas nesse
ano. Com a entrega das declarações do ano de
2011, modelo 3 e IES, que é efetuada em 2012,
é dado conhecimento à Autoridade Tributária
dos valores dos rendimentos (que ficam abaixo
dos 150 mil euros), motivo provável de ter sido
efetuado o reenquadramento do sujeito passivo
apenas a meio do ano de 2012.
Atendendo ao exposto, a permanência do
enquadramento do contribuinte na contabilidade
organizada dependeria de ter sido entregue uma
declaração de alterações até final de março de
2012, a efetuar essa opção.
Informação elaborada pela Ordem dos Técnicos
Oficiais de Contas, segundo o Novo Acordo
Ortográfico
33
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
Encomendas à construção caem para mínimo histórico
ASSOCIATIVISMO
A carteira de encomendas assegurada pelo setor da construção, em maio, era de apenas 5,3
meses, o valor mais baixo de toda a série do inquérito mensal à atividade, que data de 1989.
De acordo com a análise de conjuntura da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e
Obras Públicas (FEPICOP), “a redução continuada da procura tem sido uma das responsáveis
pela grave crise vivida pelo setor, a qual se tem traduzido num avolumar das insolvências de
empresas de construção e do desemprego com origem nesta atividade”.
Região Minho com bom
índice de recuperação
de empresas
A Região Minho regista, em
2013, uma das melhores recuperações nas insolvências de empresas.
Embora continue a ser o terceiro distrito no qual se regista
o maior número de insolvências
(335, que corresponde a 10,1%
do total nacional), mantendo a
tendência dos últimos anos, Braga é também um dos distritos
onde a recuperação deste índice
se fez sentir de uma forma mais
positiva, tendo registado, no
primeiro semestre de 2013, face
a igual período do ano passado,
menos 29% de insolvências. Estes dados foram obtidos no âmbito do estudo da COSEC – Companhia de Seguro de Créditos aos
resultados do primeiro semestre
de 2013.
Por sua vez, o distrito de Viana
do Castelo também registou uma
evolução muito positiva, tendo
as insolvências diminuído neste
primeiro semestre, 26% (53, que
corresponde a 1,6% do total nacional). Segundo o Presidente da
AIMinho – Associação Empresa-
rial, António Marques, “se juntarmos os distritos de Braga e de
Viana do Castelo verifica-se que
a Região Minho consegue registar uma das maiores diminuições
a nível nacional no número de
insolvências (-27,5% de insolvências), o que comparado com
a média nacional (-10%) é muito
significativo!”
Lisboa (752, com aumento de
7%) e Porto (764, com redução
de 15%), continuam a ser os dois
distritos com mais insolvências
em Portugal.
“A Economia regional está a reagir e a fazer frente às insolvências” afirma
António Marques, presidente da AIMinho.
“O sistema de reembolso foi alterado em Janeiro passado” – explica à Vida Económica Johannes
Ruckert, director.
34
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ASSOCIATIVISMO
AICC promove campanha
“O café e o estado de alerta”
CCISP denuncia discriminação
do ensino superior politécnico
A Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), em conjunto com a Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), promove a segunda fase da Campanha de Sensibilização Rodoviária - Café e o estado de alerta - com o objetivo de consciencializar
todos os portugueses para o perigo que o cansaço pode representar para os automobilistas.
Na sequência da proposta de revisão do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior,
apresentada pelo Ministério da Educação e Ciência, o Conselho Coordenador dos Institutos
Superiores Politécnicos (CCISP) considera existir uma forte discriminação negativa em relação
ao ensino superior politécnico e às suas instituições.
ANETIE firma parceria
com Associação E-Commerce de Macau
A ANETIE – Associação Nacional das Empresas das Tecnologias de Informação e Eletrónica acaba de firmar uma parceria
com a Associação de E-Commerce de Macau (ECAM). O protocolo foi assinado em Macau,
na abertura de um seminário da
plataforma de internacionalização LOGIN>PT, que reuniu
empresários portugueses e locais
e constituiu um dos pontos altos
da missão organizada pela ANETIE àquela região administrativa
especial da China. Assistiu à formalização desta colaboração ao
nível da promoção das relações
empresariais entre tecnológicas
de ambos os mercados o Cônsul-geral de Macau, Vítor Sereno.
Criada em 2000, a ECAM as-
sume a missão de facilitar o desenvolvimento das tecnologias de
informação e comunicação em
Macau, fomentando as atividades
económicas por via do comércio
eletrónico. A associação macaense atua junto das empresas no
PUB
Protocolo formalizado
na China visa
fomentar as relações
empresariais
apoio às atividades de e-commerce e na aplicação das mesmas,
numa perspetiva de expansão do
mercado. Nesse pressuposto, a
parceria agora estabelecida com a
ANETIE assume particular interesse estratégico para as empresas
nacionais, não só ao nível da promoção das soluções tecnológicas
portuguesas, mas também no que
toca à exploração de novas oportunidades de negócio que passem
pelo e-business.
Objetivos específicos
PORTO
4 e 5 setembro
HHsHH
OBJETIVOS:
s&AMILIARIZAROSFORMANDOSCOMOSPRINCIPAISCONCEITOSCONTABILÓSTICOSElNANCEIROS
BÈSICOS
s0ERMITIRUMASENSIBILIZAÎÍOAOSPROBLEMASCONCRETOSDODIAADIA
s!PRECIAROIMPACTODASDECISÜESQUOTIDIANASSOBREOSRESULTADOSGLOBAISDAEMPRESA
s0ROPORCIONARAOSPARTICIPANTESAAQUISIÎÍODEUMACULTURAlNANCEIRAINDISPENSÈVELA
TODOSOSELEMENTOSCOMRESPONSABILIDADESNUMAEMPRESA
Formador: Dr. Agostinho Costa
0ÞBLICO
'ERAL
G120
!SSINANTES
6% G90
)6!
Organização:
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Vida Económica – Patrícia Flores
/i°\ÊÓÓÎÊΙ™Ê{ÈÈÊUÊ>Ý\ÊÓÓÓÊäxnÊä™nÊ
patriciafl[email protected]
ENQUADRAMENTO:
/SASPETOSlNANCEIROSENCONTRAMSESUBJACENTESATODAAATIVIDADEEMPRESARIAL0ORTAL
FACTOOCONHECIMENTODOIMPACTODASDECISÜESQUOTIDIANASSOBREOSRESULTADOSGLOBAIS
DAEMPRESAÏDEEXTREMAIMPORTÉNCIA0ARAMELHORCOMPREENSÍODETALIMPACTOO
DOMÓNIODOSMECANISMOSCONTABILÓSTICOSElNANCEIROSBÈSICOSSERÈFUNDAMENTAL
²DEEXTREMAIMPORTÉNCIAOSGESTORESOSDIRIGENTESEQUADROSNÍOlNANCEIROS
INDEPENDENTEMENTEDAÈREAONDEOPERAMCOMPREENDEREMOSCONCEITOSEALINGUAGEM
CONTABILÓSTICAlNANCEIRAEORÎAMENTALESEJAMCAPAZESDEPREPARAREINTERPRETAR
AINFORMAÎÍORELEVANTEPARAAANÈLISEDASDECISÜESOPERACIONAISNASUAÈREADE
RESPONSABILIDADE
PROGRAMA:
s#OMPREENDERUMBALANÎO
s!NALISARAFORMAÎÍODOSRESULTADOS
s#ALCULAREINTERPRETAROSINDICADORESDEGESTÍOMAISSIGNIlCATIVOS
s!SNOÎÜESBASEPARAANALISAROEQUILIBRIOlNANCEIRODEUMAEMPRESA
s!SNOÎÜESBASEPARAAANÈLISEECONØMICAElNANCEIRA
s/0ONTO#RITICODA%MPRESA"REAK%VEN0OINT
s!SPETOSQUECONTRIBUEMPARAACLASSIlCAÎÍODERISCODASEMPRESAS
s/SEMPRÏSTIMOSBANCÈRIOSNOCONTEXTOATUAL
s!SCAUSASDASNECESSIDADESDElNANCIAMENTO
s/SPRINCIPAISFATORESCONDICIONANTESDARENTABILIDADE
s#ONSTRUIRUM4ABLEAUDE"ORDPARAACOMPANHAMENTODAGESTÍOOPERACIONALDECADA
ÈREADAEMPRESA
s%XEMPLOSPRÈTICOS
0ARTICIPAÎÍOSEMCUSTOSPARAEMPRESASCOMRESULTADOSNEGATIVOSEDESEMPREGADOS.OÉMBITODASUAPOLÓTICADERESPONSABILIDADESOCIALNASAÎÜESDEFORMAÎÍOA6IDA%CONØMICA
CRIOUUMAQUOTADEINSCRIÎÜESGRATUITASPARAOSASSINANTESEMPRESASCOMRESULTADOSNEGATIVOSOUINDIVIDUAISEMSITUAÎÍODEDESEMPREGO0ARABENElCIARDESTAOFERTAATÏAOLIMITE
DOSLUGARESDISPONÓVEISDEVERÈENVIARUMACØPIADAÞLTIMA$ECLARAÎÍOMODOUUMACØPIADOCOMPROVATIVODASITUAÎÍODEDESEMPREGOEMITIDAPELO)%&0
São cinco os objetivos específicos que suportam a nova relação
de cooperação: apoiar o desenvolvimento do comércio eletrónico
entre Macau e Portugal; disponibilizar conhecimento e partilhar experiências em matéria de
comércio eletrónico; promover
o intercâmbio de informações
eletrónicas e comerciais; partilhar e promover a inovação resultante da emergência de novas
empresas de base tecnológica, no
sentido de reforçar a competitividade de cada um dos mercados; e apoiar ações de estímulo
à criação de novas tecnologias de
informação.
Esta colaboração interassociativa teve já início com a promoção do Login>PT IT Show Macau, iniciativa organizada pela
ANETIE, que, com o ímpeto da
ECAM, beneficiou de reforçada
visibilidade junto de empresários
e demais “players” locais. Way2Inov, Innovation Makers, ETH,
Digital Enabled, Deltatec e Bubble Mind são as empresas lusas
que rumaram a Macau. Visando
o reconhecimento do mercado, o
seminário setorial incluído nesta
missão contou também com o
envolvimento da Federação de
Jovens e da Associação de Jovens
Empresários. A identificação de
possibilidades de sinergias entre
parceiros, participantes e organizações locais foi potenciada também através de um conjunto de
reuniões bilaterais e de encontros
institucionais. A consolidação
destes contactos poderá ser alcançada em outubro, por altura da
Feira Internacional de Macau.
35
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
ASSOCIATIVISMO
Cáritas Portuguesa cria “Rede de Competências”
Quadrilátero Empresarial visitou Zona Industrial de Sines
A Cáritas Portuguesa anunciou o lançamento uma nova plataforma, denominada “Rede de
Competências”. O objetivo é desenvolver uma rede social que facilite a partilha de informação e a comunicação entre empresas e desempregados com mais de 45 anos. Este projeto
conta com a parceria do GRACE - Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial, com
cerca de 100 associados.
Depois da realização das missões internacionais de “benchmarking”, o Quadrilátero Empresarial deslocou-se recentemente a Sines, numa visita à ZIL - Zona Industrial e Logística de Sines
da AICEP Global Parques e ao Porto de Sines, o maior porto de águas profundas da Península
Ibérica. O destino para a realização de nova ação de “benchmarking” foi selecionado após
análise da realidade nacional ao nível do acolhimento empresarial.
Espaço Visual organiza missões empresariais
a França, Espanha e EUA
GALIZA E MERCADOS
EMERGENTES
DE ÁFRICA SÃO
ALVOS DE NEGÓCIO
PREFERENCIAIS
Ceranor regressa
à Exponor
em setembro
A 23ª adição da Ceranor - Casa
Hotelaria, Decoração e Brinde regressa em setembro à Exponor para
reforçar o seu posicionamento de
liderança, enquanto maior feira de
“homeware” que se realiza em Portugal.
O certame, que se realiza de 5 a
8 de setembro, é uma vez mais o
palco privilegiado para os profissionais do sector poderem apresentar
as suas mais recentes novidades,
reforçarem relações comerciais e
realizarem negócios através de troca de ideias e oportunidades e tem
como novidades o estreitamento de
relações com a Galiza e a aposta nas
economias emergentes de África.
A Ceranor quer reforçar a sua
presença junto dos vizinhos galegos
e, como tal, foi assinado um protocolo com o Colégio Oficial de Decoradores e Designers de Interior
da Galiza, tendente à divulgação do
evento junto dos associados desta
instituição, para que visitem a Ceranor.
Angola, Moçambique e Marrocos são os países identificados como
boas oportunidades de negócio,
para os quais a organização apostou
numa forte campanha de divulgação para perceber as necessidades
destes mercados e adaptar a oferta
à procura.
Destaque ainda para uma iniciativa paralela, que permite alargar o
âmbito da feira: “Espaço Tendências na Decoração de Eventos”.
Serão apresentadas cinco mesas de
tendências na decoração de eventos.
Este ano, com cerca de 150 expositores, entre fabricantes, importadores, representantes e criadores,
a Ceranor vai voltar a receber a visita dos principais profissionais do
setor, assim como de compradores
oriundos de países estrangeiros que
procuram aquilo que de bom se faz
em Portugal, com soluções inovadoras e diferenciadoras.
A empresa de consultadoria
agrónoma Espaço Visual (www.
espaco-visual.pt) está a organizar uma missão empresarial ao
estado norte-americano do Oregon, cuja excelente qualidade na
produção de mirtilos, amoras,
framboesas e morangos é reconhecida em todo o mundo.
Esta missão terá lugar em
2014, estando a empresa a desenvolver um trabalho logístico,
no terreno, na escolha das explorações a visitar, permitindo,
assim, aos interessados potenciar
os seus conhecimentos, com vista a aplicá-los nos seus projectos
empresariais.
Face à complexidade logística
desta missão empresarial, a Es-
paço Visual está a elaborar uma
“guest list”, que privilegiará,
numa primeira fase, quem já tenha participado noutras iniciativas organizadas pela empresa.
Na última semana, a Espaço
Visual realizou uma missão empresarial à Holanda. Os participantes puderam visitar explorações de mirtilo que utilizam
CAMPANHA
ESPECIAL
Manuais de apoio
para o cumprimento
das obrigações declarativas
E
IDAD
NOV
tecnologia de ponta, aumentando, assim, a produtividade e a
qualidade do produto.
Nos dias 5, 6 e 7 de setembro,
será organizada uma missão empresarial a França, para visitar
explorações de kiwis arguta. Nos
dias 18 e 19 de outubro, o destino será Madrid, para participar
na “Fruit Atraction”.
2013
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UIES 2012 (18€)
UDOCUMENTAÇÃO FISCAL (13€)
U Para o efeito envio cheque/vale nº
3(POÎBMP$SJTUØWÍPSDt10350
, s/ o
, no valor de €
U Solicito o envio à cobrança. (Acrescem 4€ para despesas de envio e cobrança).
ASSINATURA
,
36
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
Abertas as inscrições para os “Open Days 2013”
Encontram-se abertas as inscrições para os Open Days 2013, a semana europeia das regiões
e cidades, que decorrerá entre os dias 7 e 10 de outubro. O período 2014-2020, no qual vigorará o novo ciclo de apoios comunitários, é o ponto de partida da edição deste ano, mas os
olhares estarão voltados para os desafios de futuro, tendo em conta as prioridades e a cooperação entre as diferentes regiões.
QREN
QREN atinge taxa de execução de 64,2%
FERNANDA SILVA TEIXEIRA
[email protected]
No final do primeiro semestre deste ano,
a taxa de execução do QREN (Quadro de
Referência Estratégica Nacional) atingiu
os 64,2% e a taxa de compromisso dos
fundos disponíveis era já de 97,9%.
Segundo informa o boletim oficial do
QREN, os dados referentes ao final do
segundo trimestre de 2013 permitem evidenciar que a “taxa de execução atingiu
64,2% da dotação total dos fundos prevista executar até 2015”, cerca de 4,2% superior ao valor registado no final do primeiro
trimestre e mais 18,0%, em relação ao trimestre homólogo de 2012.
Este valor corresponde a um volume de
despesa validada e de pagamentos efetuados aos beneficiários de cerca de 13,8 mil
milhões de euros, dos quais 800 milhões
foram realizados no segundo trimestre de
2013.
Na prática, o volume de recursos finan-
ceiros mobilizados permitiu, por exemplo,
abranger na agenda da competitividade
9458 empresas em apoios diretos e outras
6993 através de mecanismos de engenharia financeira.
No âmbito da agenda do potencial humano, iniciaram o ciclo de formação 569
mil novos formandos em modalidades de
dupla certificação e construídos ou requalificados 932 estabelecimentos de ensino.
Governo abre novo concurso para
montantes ainda disponíveis do
QREN-EQ
Entretanto, está prevista, já a partir do
próximo dia 16 de agosto e até 5 de setembro, a abertura de um período de candidaturas a 127 milhões de euros de verbas ainda disponíveis da 1.ª e 2.ª tranches
do QREN-EQ, a linha de financiamento
atribuída ao sistema científico e tecnológico nacional, que ainda não tinha aplicação.
Os apoios destinam-se a financiar parte da contrapartida nacional dos projetos
aprovados para cofinanciamento pelo Fun-
do Europeu de Desenvolvimento Regional
(FEDER) e pelo Fundo de Coesão (FC),
no âmbito do QREN 2007-2013.
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Conheça as oportunidades
do setor agrícola
A agricultura é um dos setores com
maior potencial de crescimento.
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CONSULTÓRIO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS
SI Qualificação aposta na internacionalização
Existem apoios à internacionalização de uma empresa de fabrico de material elétrico? Quais as
condições e de que forma poderá o montante de apoio a receber ser maximizado?
RESPOSTA
As empresas industriais podem candidatarse ao SI Qualificação e Internacionalização
das PME para obter apoio ao investimento
em fatores dinâmicos de competitividade,
entre os quais ações relacionadas com a
internacionalização, nomeadamente:
s!ÎÜESDEPROSPEÎÍOEPRESENÎAEM
mercados externos, designadamente
prospeção de mercados, participação em
concursos internacionais, participação
em certames internacionais nos
mercados externos, ações de promoção
e contacto direto com a procura
internacional;
s!ÎÜESDEPROMOÎÍOEMARKETING
internacional, designadamente conceção
e elaboração de material promocional e
informativo e conceção de programas de
MARKETINGINTERNACIONAL
O apoio máximo é de 400 mil euros por
projeto, sendo a taxa base de apoio de
75% do investimento elegível no caso de
despesas relacionadas com a participação
(enquanto expositor) em certames
internacionais e de 45% para as restantes
despesas. Contudo, é de realçar que as
despesas relacionadas com a participação
nesses certames e com pedidos de direitos
de propriedade industrial são abrangidas
pelo regulamento do auxílio de minimis,
pelo que a sua taxa de apoio pode ser menor
se a empresa já se encontrar próxima do
limite máximo estabelecido por lei.
Por outro lado, convém ainda ter em
conta os fatores que permitem maximizar
a pontuação a obter com o Mérito do
Projeto (MP), o qual hierarquiza os projetos
candidatos, de forma a assegurar a
disponibilidade orçamental para os projetos
com maior pontuação. Assim, apesar de
não receber um maior montante de apoio,
ao maximizar o MP é possível melhorar a
probabilidade do projeto ser aprovado.
Acresce que, no concurso que se encontra
aberto, a dotação orçamental afeta por
cada Programa Operacional que não
for comprometida na anterior fase de
candidaturas transita para a fase seguinte
e até ao seu esgotamento. As Autoridades
de Gestão podem reforçar a dotação em
concurso, em caso de disponibilidade
orçamental, de forma a selecionar todos
os projetos com pontuação final igual ou
superior a 4,25, sem prejuízo do reforço
poder vir a abranger projetos hierarquizados
com pontuações inferiores a este limiar.
Dado que o concurso se encontra na sua
quarta e última fase de candidaturas,
que termina em 16 de setembro de 2013
(exceto no caso dos projetos localizados
em Lisboa, cujo período de candidaturas já
encerrou), será conveniente assegurar um
MP igual ou superior a 4,25 pontos (num
máximo de 5).
Para tal contribui a realização de despesas
relacionadas com a internacionalização
(participação em certames internacionais,
VIAGENSDEPROSPEÎÍOAÎÜESDEMARKETING
internacional, estudos de mercado, entre
outros), a contratação de dois técnicos
qualificados, no âmbito do projeto
(preferencialmente com idade igual
ou inferior a 30 anos), a realização de
iniciativas com carácter inovador para a
empresa (por exemplo, criação de website,
se inexistente) e o aumento significativo das
exportações da empresa.
WWW.SIBEC.PT
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37
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
PSI-20 (07.08)
5720,10
-0,02% Var. Semana
5800
MERCADOS
5750
5700
5650
Dow Jones 7/Aug .......15442,08
DAX 7/Aug ....................8260,48
Var Sem ...............................-0,37%
Var 2013 ...............................17,84%
Var Sem ...............................-0,19%
Var 2013 ................................8,51%
Nasdaq 7/Aug ............. 3640,801
CAC40 7/Aug .................4038,49
Var Sem ................................0,39%
Var 2013 ..............................20,57%
Var Sem ................................1,15%
Var 2013 ..............................10,92%
IBEX 35 7/Aug ............... 8574,10
04 Jul 05 Jul 08 Jul 09 Jul 10 Jul
1,15% Var. 2013
Var Sem ................................1,67%
Var 2013 ................................4,98%
COLABORAÇÃO: BANCO POPULAR
OS RESULTADOS LÍQUIDOS DOS QUATRO MAIORES BANCOS PRIVADOS NACIONAIS TOTALIZARAM NO FINAL DO 1º SEMESTRE UM
VALOR NEGATIVO DE 636 MILHÕES
Resultados operacionais caem 45%
e imparidades para créditos sobem 25%
ALBANO DE MELO
[email protected]
No 1º semestre de 2013, os resultados
líquidos consolidados dos cinco maiores
bancos nacionais – CGD BCP, BES, BPI
e Santander Totta – apresentaram, no seu
conjunto, um valor global negativo de
817 milhões de euros que traduz um agravamento de mais de 400 milhões face ao
valor negativo de 384 milhões apurado no
período homólogo do ano anterior. Não se
trata de situação nova, ainda que agravada.
Basta relembrarmos que, no final de 2011,
os resultados negativos foram de 1178 milhões de euros — determinados então pelos valores fortemente negativos do BCP
— e que, em 2012, o valor negativo foi de
620 milhões de euros. São indicadores de
que a banca vem sendo há tempos afetada
pela crise financeira e pela instabilidade recessiva da conjuntura económica recente.
Agora, no final do 1º semestre, o BCP e a
CGD voltam a apresentar resultados negativos de 489 milhões e de 181,6 de euros,
respetivamente (ainda assim menos negativos que os 544 milhões do 1º semestre
de 2012, no caso do BCP, e muito menos
ainda no caso da CGD, cujo resultado negativo no final do semestre homólogo do
ano anterior foi de 12,7 milhões de euros).
Mas o BES apresenta resultados negativos
de 237 milhões de euros, quando no período homologo de 2012 atingiu um resultado
positivo de 25,5 milhões.
Há, contudo, dois bancos, no conjunto
destes cinco, que apresentaram, no período
em análise, resultados positivos, ainda que
em queda significativa face ao 1º semestre
de 2012: BPI (58,9 milhões representando
uma queda de 30,7%) e Santander Totta
(30,9 milhões, o que significa uma queda
de 50%).
Resultado de Exploração em queda
face à degradação do Produto
Bancário
Mas o que de facto importa destacar nesta análise é a queda brutal, da ordem dos
47%, face ao 1º semestre de 2012 que afetou o Resultado de Exploração do conjunto
destes cinco bancos, refletindo a diferença
entre os proveitos da exploração bancária e
os custos operacionais e de funcionamento,
ainda que, naturalmente, se registem valores absolutos positivos. Assim, os resultados
da exploração propriamente dita decresceram em todos os bancos desta amostra nos
seguintes termos : 70,5% no BCP e 57% na
CGD (o que face à grande dimensão destes
bancos pesa muito na evolução do conjunto) e 33,6% no BES, 16,8% no BPI, 40%
no Santander Totta.
Sendo os resultados de exploração positivos, ainda que em forte desaceleração, pode-
-se concluir que, maioritariamente, foram os
valores afetos às imparidades para crédito e
outros riscos os efetivos causadores do grande
afundamento nos resultados finais líquidos
do conjunto destes cinco bancos.
Imparidades para créditos e outros
riscos aumentam 10%
Com efeito, constata-se que, no final do
1º semestre, e sobretudo dada a forte queda
nos resultados da exploração, o valor destas
imparidades representava, como média da
amostra em análise, 165% daqueles resultados, quando no período homólogo do ano
anterior tal valor médio relativo se situava
nos 80%.
Temos aqui retratados os fatores condicionadores da exploração bancária num
quadro recessivo da economia, na sua tripla perspectiva de queda do crédito e da
margem financeira (que analisaremos de
seguida), aumento do crédito em incumprimento e crescimento das imparidades,
designadamente para cobrir o crédito malparado ou em risco efetivo.
No BCP, o rácio das imparidades sobre o
resultado de exploração apresenta, no final
de 1ºsemestre de 2013, um valor próximo
de 4 vezes, no BES de 1,78 vezes, na CGD
de 1,58 vezes e de 0,65 vezes no BPI e de
0,75 no Santander Totta.
Analisando agora as grandes áreas que
contribuem para a formação do Resultado
de Exploração, constatamos que, enquanto
o produto bancário (indicador especifico do
volume de negócios) apresenta no período
em análise uma queda global de cerca de
25%, os custos operacionais de funcionamento mantêm-se no conjunto da amostra,
quando se compara com os valores do período homologo do ano anterior. No que
toca ao produto bancário a maior queda
regista-se no BCP (-36,8%) seguindo-se a
CGD (-27,3%), o Santander Totta (decréscimo de 23%), o BES (-17,6% ) e o BPI
(-7,8%).
Por sua vez, em matéria de contenção dos
custos operacionais e de funcionamento –
que para o conjunto destes cinco bancos
da amostra apresenta estagnação — deve
referir-se que apenas o BCP registou uma
queda (de 2,3%) pelo que se verificaram ligeiros aumentos nos outros quatro Bancos,
tendo a variação ascendente mais significativa ocorrido na CGD (+ 2,1%).
Crédito diminui, desalavancagem
prossegue e eficiência (custos/
produto) deteriora-se
Da evolução comparada entre produto
bancário e custos operacionais, resulta a
perda de eficiência medida pelo rácio “cost
to income” o qual em média, nos cinco
bancos, atingiu os 64,5%, quando no final do 1º semestre de 2012 se situava nos
49,5%. Em termos individuais, as situações
mais críticas neste domínio pertencem ao
BCP e à CGD (rácio de 71,5% e 70,2%,
respectivamente) e as melhores situações,
ainda que em deterioração, pertencem ao
BPI e ao Santander Totta (rácios de 50,2%
e de 55,0%, respectivamente).
Uma análise mais fina do produto bancário – que como se disse caiu 25% no período em análise- evidencia que as suas principais componentes de negócio registaram
decréscimos percentuais (30% na margem
financeira, 10% nas comissões e 30% nos
resultados de operações financeiras). Aliás a queda da margem financeira — que
pesa perto de 50% no produto bancário
— foi extensiva a todos os bancos da amostra, com um ritmo mais elevado na CGD
(-41,7%) seguindo-se o BCP (-33,5%), o
BES (-22,6%), o BPI (-19%) e o Santander
Totta (-11,8%). Esta queda de margem financeira contém implícita uma inequívoca
preocupação, refletindo também o crescendo da crise económica, o ainda grande peso
nas carteira dos créditos à habitação e os fatores de desalavancagem” impostos”.
Sob outro prisma de análise, designadamente a evolução do crédito e dos depósitos, há que destacar:
- Queda global da carteira de crédito,
sendo de 4,2% para o segmento dos particulares e de mais de 5% para o segmento das empresas; esta queda estendeu-as à
generalidade dos bancos da amostra, com
uma exceção no crédito a empresas por
parte do BES (crescimento de 1,2%).
- Quanto aos recursos captados junto
dos clientes e registados em balanço –
maioritariamente os depósitos bancários
— verificou-se, face ao 1º semestre de
2012, um crescimento de 3,2%, para o
que contribuiu sobretudo os acréscimos
de 11,8% do BES, de 2,1% na CGD e de
1,1% no BCP.
- A relação crédito/depósitos acusou
uma descida generalizada, sintoma da
desejada desalavancagem expressa no próprio Programa de Assistência Externa. O
BPI, ao apresentar um rácio de 101%,
ultrapassou significativamente os limites
impostos de 120%, o mesmo sucedendo
com a CGD, que evidencia um rácio de
110,5% . Nos outros três bancos em análise, esta relação vai-se aproximando dos
referidos limites: 123% no BCP, 125% no
BES, e 127% no Santander Totta.
Solvabilidade dentro dos requisitos e peso
do crédito malparado acentua-se.
Finalmente, abordemos alguns outros indicadores complementares, mas relevantes,
da exploração bancária :
Solvabilidade
Todos os Bancos da amostra evidenciam
rácios de Core tier 1 compatíveis com os requisitos impostos pelo Banco de Portugal,
embora se verifique, relativamente há um
ano atrás, uma tendência de deterioração.
Assim, no BCP o rácio Core Tier 1 é de
12,5%,11,3% na CGD, 15,3%,no BPI,
13,3% no Santander Totta e no BES é de
10,4%, o valor mais próximo do patamar
mínimo obrigatório dos 10%.
Qualidade do Crédito
Na sequência da forte conjuntura recessiva que atravessa a economia em geral, a
relação entre o crédito vencido há mais de
90 dias e a carteira de crédito concedido conheceu, no período em análise, um agravamento generalizado e significativo. Assim, o
BCP, a CGD e o BES – ou seja os maiores
bancos da amostra dos cinco - apresentam
os rácios mais elevados (6,8% 5, 9% e
5,1%, respetivamente), enquanto no BPI e
no Santander Totta o rácio ronda os 3,5%,
ainda que em situação de agravamento, face
ao 1º semestre do ano passado.
38
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
MERCADOS
EURODÓLAR (07.08) 1,3323
0,35% Var. Semana
1,335
1,33
1,325
1,32
1,315
Euro/Libra 7/Aug ......0,8594
Var Sem .........................1,80%
Var 2013 ........................-5,44%
Euro/Iene 7/Aug ...128,8340
Var Sem .........................1,32%
Var 2013 ...................... -11,26%
04 Jul 05 Jul 08 Jul 09 Jul 10 Jul
0,95% Var. 2013
Euribor 3M 7/Aug .....0,2270
EURIBOR 6M (07.08) 0,3410
Var Abs Sem ...................-0,001
Var 2013 .......................... -0,774
0,001% Var. Semana
0,343
0,342
0,341
0,34
0,339
PETRÓLEO BRENT (07.08)107,66
Ouro 7/Aug............1287,00
Var Sem ..................... -1,63%
Var 2013 ................... -23,22%
-10,0% Var. Semana
109
Euribor 1Y 7/Aug ......0,5360
108
Prata 7/Aug .............. 19,57
Var Abs Sem ................... 0,005
Var 2013 ......................... -0,968
107
Var Sem ...................... 0,37%
Var 2013 ................... -35,29%
106
04 Jul 05 Jul 08 Jul 09 Jul 10 Jul
04 Jul 05 Jul 08 Jul 09 Jul 10 Jul
-0,883% Var. 2013
-3,08% Var. 2013
COLABORAÇÃO: BANCO POPULAR
NO FINAL DO ANO
Mercado imobiliário português
poderá inverter tendência de quebra
O mercado imobiliário português ainda foi pouco atrativo para os investidores
nacionais e estrangeiros, de acordo com
a consultora Cushman & Wakefield. No
primeiro semestre, o volume de investimento no imobiliário comercial ascendeu
a cerca de 153 milhões de euros, o que representou um aumento de 41%, face ao
volume total do ano passado. Começam a
surgir sinais de uma recuperação.
Importa notar que o valor referido foi
muito influenciado por uma única transação, a venda de 50% do CascaiShopping, por parte de um fundo gerido pela
Rockspring, à Sonae Sierra (que já detinha
os restantes 50%). “Apesar da implementação dos planos de consolidação orçamental
pelo Governo ter sido bem recebida pelos
principais organismos internacionais, não
se verificou qualquer aquisição por parte
dos investidores estrangeiros, durante o
primeiro semestre, o que compara com a
média da última década de 46% das transações totais.” Acontece que esta tendência
contraria a que se está a registar na Europa, em que o investimento estrangeiro tem
desempenhado um papel fundamental na
maior parte dos setores, com um cresci-
mento de 15% versus 5% do investimento
nacional.
Mas as perspetivas são razoavelmente otimistas relativamente aos próximos
tempos, como refere o estudo da consultora imobiliária: “Apesar da atividade dos
investidores estrangeiros ter sido nula no
primeiro semestre, já se consegue vislumbrar algum interesse no nosso mercado
por parte de compradores estrangeiros.
Estes variam dos family offices (fortunas
familiares geridas por profissionais) aos
fundos oportunistas (normalmente de origem norte-americana) e, mais recentemente, também a alguns fundos imobiliários e
de pensões europeus mais tradicionais.” O
que os une é a consciencialização de que o
imobiliário português começa agora a ter
um preço atrativo.
Quanto às yields prime, desde meados
de 2007 que têm corrigido de forma generalizada, sendo, contudo, o impacto maior
em termos de desvalorização dos ativos no
mercado secundário. Em junho passado,
as yields prime situavam-se nos 7% para
o comércio de rua, em 7,75% para centros comerciais e escritórios e 9,75% para
o segmento industrial. “A incerteza quanto
ao momento em que se irá dar a inversão
da curva de crescimento da economia nacional reflete-se numa estagnação do va-
lor das yields nos dois últimos trimestres,
prevendo-se a manutenção dos valores até
ao final do ano.”
JOÃO AFONSO SANTOS
Especulação
Pedro Arroja Gestão de Patrimónios S.A.
www.pedroarroja.com
O Gigante Adormecido - Alcoa
A Alcoa, um dos componentes do índice
Dow Jones, dedica-se à produção de vários
tipos de alumínio, estando presente na
extracção, refinação, fabrico e reciclagem.
Os produtos da Alcoa são utilizados em
todo o mundo nas indústrias aeronáutica
e automóvel, transporte comercial,
embalagem, construção, petrolífera, defesa,
electrónica e aplicações industriais.
Com uma capitalização bolsista actual
de cerca de 8,5 mil milhões de dólares e
uma cotação de cerca de oito dólares, a
Alcoa tem feito os seus accionistas passar
por tempos difíceis – desde o seu máximo
histórico de 48,77 dólares há seis anos, a
16 de Julho de 2007, a acção perdeu mais
de 80% do seu valor às cotações actuais.
Embora mais de 50% acima do seu mínimo
dos últimos 20 anos, 4,97 dólares a 2 de
Março de 2009, a acção mantém-se numa
aparentemente clara tendência descendente.
A cotação da Alcoa foi influenciada
por anos de resultados negativos (2008
e, particularmente, 2009), fortemente
condicionados por uma descida acentuada
dos preços do alumínio, que tiveram um
mínimo no início de 2009. O impacto
dos preços do alumínio na facturação
e nos lucros levou os investidores a
direccionarem-se para acções com melhores
perspectivas de resultados.
Neste sentido, a Alcoa tem procurado
aumentar a produtividade e reduzir custos,
realizando progressos notáveis. Entre 2009
e 2012, os custos reduziram-se em 5,5 mil
milhões de dólares e em mais 500 milhões
no primeiro semestre de 2013. Este facto
deveu-se a uma profunda reestruturação, da
qual o mais recente exemplo é o fecho da
fábrica de Fusina, em Itália. Os ganhos de
produtividade e a melhoria da estrutura de
custos não têm, no entanto, sido suficientes
para entusiasmar os investidores, muito por
culpa da já referida queda dos preços do
alumínio, situados abaixo dos 1800 dólares
por tonelada na London Metal Exchange.
O que se conclui é que apenas uma
recuperação dos preços do alumínio poderá
ter impacto significativo nas perspectivas de
crescimento da empresa e funcionar como
um catalizador para a valorização do título.
As más notícias são claras: o quadro de
análise da Alcoa revela grande incerteza
quanto à evolução futura da acção, dada
a sua clara dependência dos preços do
metal que produz. Nesta lógica, contudo,
podem existir igualmente boas notícias.
Os participantes do mercado preocupamse sempre mais com os acontecimentos
futuros de que com os passados e não há
garantias de que os preços do alumínio
continuem a cair. Na verdade, os preços
deste metal situam-se a níveis próximos
dos mínimos dos últimos três anos, o que
analistas do sector dos metais atribuem a
duas causas essenciais: reduzida procura e
elevados níveis de existências. Tendo em
conta que muitos analistas consideram
que o sector de produção de alumínio
tem dificuldade em ser lucrativo quando
o preço do metal se situa abaixo dos dois
mil dólares por tonelada, há ainda um
longo caminho a percorrer. O consenso dos
analistas do sector dos metais aponta para
uma subida da cotação do alumínio dos
actuais mínimos próximos dos 1800 dólares
por tonelada para 2200 dólares, no final do
ano de 2014. As projecções da Alcoa vão
também ao encontro desta tese.
Olhando para o futuro próximo, as
expectativas de resultados da Alcoa são
de 0,40/ dólares/acção para o ano que
decorre, elevando-se para 0,64/ dólares/
acção em 2014, um crescimento de 60%.
O PER estimado para 2014, a relação entre
a cotação da acção e os lucros por acção
é de aproximadamente 12,5, abaixo da
média do índice S&P500, que se encontra
nos 15. Se acrescentarmos que o PBV da
empresa, a relação entre a cotação e o valor
contabilístico da acção, é pouco superior
a 0,65, o título será interessante para um
investidor que procura valor. Há aqui, no
entanto, dois factores que merecem ser tidos
em conta. O primeiro é relativo à análise,
que, sendo estática - baseada em múltiplos não incorpora as perspectivas a longo prazo
da empresa quanto ao desenvolvimento
do seu negócio. O segundo diz respeito
à natureza humana: os investidores têm
dificuldade em acreditar numa acção que
não pára de cair, quando (quase) todas já
tiveram acentuadas subidas. O gigante,
porém, pode acordar.
As informações contidas neste artigo
têm carácter meramente informativo e não
constituem qualquer tipo de aconselhamento
de investimentos ou recomendação para
compra ou venda de valores mobiliários.
POR INDICAÇÃO DO AUTOR, ESTE ARTIGO NÃO
SEGUE AINDA O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
39
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
MERCADOS
Confiança das empresas alemãs sobe
pelo terceiro mês consecutivo
Santander, Movistar e Mercadona são marcas espanholas
mais valiosas
É uma boa notícia para a economia europeia. A confiança empresarial alemã subiu em julho,
pelo terceiro mês consecutivo. As empresas consideram que a sua situação tem melhorado. No
entanto, em termos futuros, as perspetivas não são tão otimistas. Para a melhoria da confiança
empresarial contribuíram sobretudo os setores industrial e o das vendas.
O banco Santander, a Movistar e a Mercadona são as marcas espanholas com o maior valor
financeiro, de acordo com um estudo da Brand Finance. O Santander manteve a primeira posição, relativamente ao ano passado, num valor superior a 20 mil milhões de euros. A Movistar detém um valor de 11 mil milhões e a Mercadona vale cerca de nove mil milhões de euros.
Soares da Costa
reforça posição
no mercado africano
Jerónimo Martins aumenta lucros em 9%
no primeiro semestre
A construtora Soares da Costa está a desenvolver esforços para reforçar a sua presença em Angola, Moçambique e no Brasil. O grupo obteve adjudicações de obras
no valor de cerca de 103 milhões de euros,
o que traduz um acréscimo de 9,5% ao valor global da carteira do grupo.
Em Angola, foi adjudicada a construção
do edifício sede da Empresa Nacional de
Eletricidade, em Luanda, no valor de 35,5
milhões de euros, um edifício de escritórios,
comércio e habitação também na capital,
no valor de 19 milhões de euros e o projeto e construção do edifício de “call center”
da Movicel, num montante de 8,8 milhões
de euros. Em Moçambique, foi adjudicado
à Soares da Costa a construção do edifício
sede do Ministério da Justiça, em Maputo,
por 11 milhões de euros. Já no Brasil, em
Fortaleza, o grupo tem à sua responsabilidade uma empreitada de 29 milhões de euros
e que implica a construção de um conjunto de casas e respetivas infraestruturas. As
obras representam um crescimento de 13%
na carteira de obras a executar em Angola,
de 7% em Moçambique e 6,5% no Brasil.
A Jerónimo Martins aumentou o resultado líquido em 9%,
no primeiro semestre, face a
igual período do ano passado,
para 165 milhões de euros. As
vendas cresceram 13%, para
5,6 mil milhões de euros, enquanto o EBITDA registou
um acréscimo de 11%, para
cerca de 350 milhões de euros.
As perspetivas para a segunda
metade do ano são otimistas,
de acordo com os responsáveis
da empresa de distribuição.
“O crescimento de 9% do resultado líquido, num ambiente
macroeconómico desfavorável, reflete a forte execução da
nossa estratégia e a força competitiva dos nossos modelos
de negócio”, adianta o CEO
da JM, Pedro Soares dos Santos. Na Polónia, a Bierdronka
aumentou as vendas em mais
de 5%, com um desempenho
entendido como muito po-
sitivo. “Em Portugal, a nova
estratégia de preço do Pingo
Doce levou as vendas a crescerem 4%. Este desempenho, em
conjunto com o programa de
racionalização de custos, resultou num aumento de 16% do
EBITDA.” A Jerónimo Martins registou crescimentos em
todas as áreas de negócios, “garantindo a robustez dos seus
retornos”.
O novo investimento na Ara
também apresentou indicadores positivos e decorreu de
acordo com as metas definidas,
garante Pedro Soares dos Santos em comunicado à CMVM.
“Estamos confiantes que a forte posição de mercado da Bierdronka, focada em liderança
de preço e na proximidade, e a
robusta recuperação do Pingo
Doce resultarão em crescimentos das vendas acima do mercado. Temos razões para con-
Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins.
firmar as perspetivas positivas
no que respeita ao crescimento
de vendas e resultados para o
grupo no presente exercício.”
CARTEIRAS DE ATIVOS
Julho foi mês de subida nos principais mercados de ações
RICARDO ALMEIDA
Portfolio Manager, Patris
Gestão de Ativos
O mês de julho foi marcado por
subidas fortes nos principais mercados de ações. Nos Estados Unidos,
dois dos principais índices de referência atingiram novos máximos
históricos, com o S&P500 a valorizar 4,95% e o Dow Jones Industrials a valorizar 3,96%. Na Europa,
destaque para o desempenho extremamente positivo do IBEX em
Espanha (+8,64%). O índice agregador SXXP subiu 5,11%. Contrapondo-se a esta envolvente positiva,
é de mencionar o terceiro mês consecutivo de queda, ainda que ligeira
(-0,07%), do Nikkei 225, sendo
uma sequência destas inédita desde
meados de 2010. Em Portugal, o
PSI20 subiu 2,96%, recuperando
de forma sólida da queda do início
do mês, despoletada pela possibilidade real de uma crise política indutora de eleições antecipadas.
Durante o mês, uma grande
parte dos resultados do segundo
trimestre foram sendo divulgados, tendo o setor financeiro surpreendido pela positiva e a área
das matérias-primas confirmado
a fraqueza antecipada pelas estimativas do consenso de mercado.
Nos Estados Unidos, foi divulgado o relatório de emprego do mês
de julho, com a criação de novos
postos de trabalho a ficar abaixo
das estimativas; no entanto, a taxa
de desemprego caiu de 7,6% em
junho para 7,4% em julho, muito
por culpa da continuação da queda da taxa de participação da força
de trabalho, que se mantém perto
dos mínimos dos últimos 30 anos.
Confirmou-se o abrandamento da
China, refletido nos dados do comércio externo (exportações em
queda) e nos inquéritos ao setor
industrial (Markit PMI). No Japão,
o índice de preços referente a junho
apresentou valores positivos (com
influência decisiva da componente
de combustíveis e energia), mas a
área industrial mostrou-se mais fraca que o esperado (Markit PMI em
queda). As principais economias da
Zona Euro (Alemanha, França e
Itália) parecem confirmar de forma
mais consistente a estabilização da
área industrial, com os vários PMI
a subirem e indicadores de confiança estabilizados/em recuperação.
A nossa aposta para agosto passa
pela manutenção da estrutura e
composição da Carteira, mantendo
uma sobreponderação na Europa e
uma almofada de liquidez que permita ter flexibilidade suficiente para
Classe Activos
Liquidez
Obrigações
OT de Portugal 16/10/2017
Portugal Telecom 24/03/2017
Forex
EURUSD
Ações
Mapfre
Telefonica
Repsol
Ericsson
Unilever
L’Oreal
Fortum
BNP Paribas
Ishares MSCI Emerging Markets
Ishares MSCI Brazil Capped
TOTAL
Perfil de Risco
Conservador
20,0%
30,0%
15,0%
15,0%
5,0%
5,0%
45,0%
2,5%
5,0%
5,0%
5,0%
5,0%
5,0%
2,5%
5,0%
5,0%
5,0%
100%
aproveitar eventuais oportunidades
que possam surgir.
Agressivo
7,5%
15,0%
7,5%
7,5%
10,0%
10,0%
67,5%
5,0%
7,5%
7,5%
7,5%
7,5%
7,5%
5,0%
5,0%
7,5%
7,5%
100%
ISIN
PTOTELOE0010
XS0215828913
CFD
ES0124244E34
ES0178430E18
ES0173516115
SE0000108656
NL0000009355
FR0000120321
FI0009007132
FR0000131104
US4642872349
US4642864007
CARTEIRAS ELABORADAS A 05 DE AGOSTO
2013.
PUB
40
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
MERCADOS
Glintt investe na internacionalização e aumenta lucros
Lucro da Galp cai 9% no primeiro semestre
A Glintt manteve a sua aposta no investimento do desenvolvimento da atividade internacional. No primeiro semestre, o resultado líquido cresceu 2%, para 633 mil euros. O EBITDA,
face aos seis primeiros meses do ano passado, aumentou um ponto percentual, para 3,7 milhões de euros. O volume de negócios ascendeu a 40,5 milhões de euros, numa quebra de
10% e com a atividade internacional a ser responsável por 14% do montante. A empresa tem
sido penalizada no mercado interno.
A Galp teve ganhos de 162 milhões de euros no primeiro semestre, o que se traduziu numa
quebra de mais de 9%, face a igual período do ano passado. No segundo trimestre, os lucros
fixaram-se em 86 milhões de euros. O desempenho em baixa ficou a dever-se ao “aumento das
amortizações e depreciações, devido ao início da depreciação do complexo de hydrocracking –
processo de transformação de hidrocarbonetos de petróleo em gasolina – e à diminuição dos
resultados financeiros”, refere a petrolífera em comunicado à CMVM.
MAIOR RISCO DO SETOR E NECESSIDADE DE MENOR ENVOLVIMENTO DA BANCA EXPLICAM CENÁRIO, SEGUNDO JOÃO SEABRA, DO IMPORTADOR DA KIA
“Custos do financiamento da ati
aumentaram significativamente
Os custos de retalho
automóvel para financiar a
atividade têm subido bastante,
o que aumenta, segundo João
Seabra, diretor-geral da MCK
Motors, importador da Kia
para Portugal, as dificuldades
dos concessionários a operar
no nosso país. “Desde há
dois anos, e em particular no
último ano, que os custos do
financiamento da atividade do
retalho automóvel aumentaram
significativamente. Isto em
tudo o que é a envolvência
com a banca, porque muitos
concessionários têm as
garantias bancárias associadas a
programa de financiamento do
stock e outros instrumentos,
como contas caucionadas”,
afirma o executivo, em
entrevista à “Vida Económica”.
João Seabra aponta o maior
risco do setor e a necessidade
de menor envolvimento da
banca como fatores para
aquele aumento dos custos do
financiamento dos retalhistas
automóveis.
AQUILES PINTO
[email protected]
Vida Económica – As garantias bancárias e outros instrumentos bancários
de financiamento da atividade corrente
dos retalhistas automóveis têm aumentado. É uma dificuldade?
João Seabra – Desde há dois anos, e em
particular no último ano, que os custos do
financiamento da atividade do retalho automóvel aumentaram significativamente.
Isto em tudo o que é a envolvência com
a banca, porque muitos concessionários
têm as garantias bancárias associadas a
programa de financiamento do stock e outros instrumentos, como contas caucionadas, tudo mecanismo de curto prazo (deixemos aqui de fora investimentos grandes
como os imobiliários). As garantias bancárias eram um instrumento interessante
para os stocks porque eram baratas. Em
marcas de grande volume, era fácil que os
plafonds atingissem um ou dois milhões
O objetivo da Kia em termos de imagem de marca “é ficar um pouco acima das marcas generalistas”, de acordo com João Seabra.
de euros. No nosso caso, que somos uma
marca ainda em crescimento, os concessionários maiores tinham envolvimento
inferiores a um milhão de euros. Estes
plafonds eram, muitas vezes, cobertos, em
parte, por garantias bancárias. Ora, de há
dois anos para cá, a banca apanhou uns
sustos com toda a atividade económica,
em particular com o retalho automóvel.
A desaceleração do setor, em três anos, de
215 mil unidades por ano para 100 mil
unidades por ano, reflete-se na análise de
risco das empresas. Além disso, a banca
também teve de provisionar melhor a sua
atividade. Resultado, passámos do oito
para o 80. Aquilo que era crédito fácil –
para toda a economia e não apenas no setor – mudou. Não só o crédito ficou mais
caro, como o envolvimento dos bancos
nas empresas teve de diminuir.
VE – Esse ajustamento foi difícil?
JS – Muito. Uns não conseguiram fazê-lo e outros tiveram que desviar dinhei-
“Durante dois anos,
gastou-se as gorduras e agora
está-se no osso. Tudo aquilo
que havia para desinvestir
já está desinvestido. Isto
são ciclos que vão e vêm e
as coisas hão de melhorar,
mas, no presente, a situação
é muito complicada,
sobretudo no retalho”.
ro de tesouraria, não podendo ir a outro
banco negociar, pois não foi uma questão
do banco A ou B, mas de toda a banca.
Isto causou um distúrbio que se juntou ao
facto de a atividade não estar a gerar os
cash-flows que já gerou, porque os volumes de venda caíram drasticamente. Além
de que as políticas de desconto obrigam a
ter menos margem nas vendas. Imagine o
que não aconteceu em algumas empresas.
VE – No vosso caso, como importador, como contribuem para que os vossos concessionários se defendam?
JS – O nosso caso não é problemático,
pois somos uma marca que ainda não está
nos 2% de quota de mercado e os nossos
concessionários são, na maioria, multimarca, representando outras marcas que
têm mais peso na sua atividade. Portanto, as dificuldades que podemos sentir na
rede de retalho da Kia são consequência
das dificuldades que essas empresas podem ter pelo facto de serem concessioná-
41
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
MERCADOS
BCP Polónia aumenta lucros em 15%
Atividade internacional impulsiona ganhos da Mapfre
O Bank Millennium Polónia obteve um resultado líquido de 61 milhões de euros, no primeiro trimestre, o que se traduziu num aumento de 15%, face a igual período do ano passado. O
banco conseguiu uma redução dos custos operacionais de 1,2% e o crédito às empresas manteve a tendência de crescimento. Foi ainda batido um novo recorde trimestral na área do “factoring”, para 483 milhões de euros. Destaque para a parceria com cinco bancos para o lançamento de uma plataforma de pagamentos via mobile.
O grupo Mapfre, com uma importante presença no mercado português, aumentou os lucros
em 5%, no primeiro semestre e face a igual período do ano passado, para 456 milhões de euros. As receitas totais da seguradora espanhola cresceram 4,8%, para mais de 13,7 mil milhões
de euros. O bom desempenho ficou a dever-se sobretudo ao impulso dado pelo negócio internacional, que representa já um terço da faturação total do grupo. Os prémios consolidados da
Mapfre superaram os 11,7 mil milhões de euros, refere a empresa em comunicado.
vidade do retalho automóvel
no último ano”
lhantes às marcas mainstream europeia e
conseguir, numa fase posterior, ultrapassar
esse valor e tornar-se numa marca “médio
mais”. Isto é, o nosso objetivo é ficar um
pouco acima das marcas generalistas. Tem
design, qualidade de condução e os setes
anos de garantia, que são a cereja no topo
do bolo em termos de tranquilidade. É,
também, por essa via da garantia que o valor residual sobe.
“É evidente que as marcas
têm de encontrar estratégias
para auxiliar as redes e uma
delas é o recurso a tentar
diminuir o custo do stock.
Tanto no custo físico, para
viaturas consignadas, como
na exigência de cobertura de
plafond”.
rias de outras marcas e terem encargos e
estruturas que tinham uma dimensão que
não eram necessárias para a nossa dimensão, mas cujas sinergias também aproveitámos. Mas é evidente que as marcas têm
de encontrar estratégias para auxiliar as
redes e uma delas é o recurso a tentar diminuir o custo do stock. Tanto no custo
físico, para viaturas consignadas, como na
exigência de cobertura de plafond. É evidente que, se você há dois anos precisava
de um plafond de um milhão de euros,
hoje chega-lhe de 400 mil euros, pois os
volumes de vendas são muito inferiores.
Agora, infelizmente, a redução do volume
e da rentabilidade do negócio é superior
à redução de custos que se pode fazer de
forma rápida. Por isso é que o último ano
tem sido muito complicado e o próximo
também vai ser. Vai ditar a capacidade
de sobrevivência das organizações. Está
a chegar-se ao osso. Durante dois anos,
gastaram-se as gorduras e agora está-se no
osso. Tudo aquilo que havia para desinvestir já está desinvestido. Isto são ciclos
que vão e vêm e as coisas hão de melhorar,
mas, no presente, a situação é muito complicada, sobretudo no retalho.
VE – Na questão dos “dealer standards” [exigências em relação às instalações das concessões] também pode
haver mais flexibilidade por parte das
marcas?
JS – Algumas marcas têm tido a tendência de exigir, a nível dos “dealer standards”, alguns investimentos que estão desadequados da realidade do mercado. Mas
este é um mercado aberto: as marcas têm
os seus “dealer standards”, mas há, do outro lado, um empresário que tem de saber
se vale a pena ou não investir. Se um concessionário de uma marca investe um ou
dois milhões de euros para cumprir com
os critérios, ele tem de ter feito contas e
VE – Os custos de garantia para a
marca estão dentro do previsto?
JS – Os incidentes de garantia que
acontecem na Kia são mínimos. Isto demonstra a qualidade do produto e que esta
aposta não foi uma loucura de marketing,
mas que foi preparada. E nos Estados Unidos, essa garantia é de 10 anos ou 150 mil
milhas [240 mil km]. O facto de termos
garantia alargada, o facto de os clientes
estarem a aderir à marca e o facto de a
marca estar a crescer no mundo inteiro
leva a que o mercado perceba que a Kia
está a fazer as coisas como deve ser. Resultado, aos poucos a marca vai ganhando notoriedade e tem o cliente particular
que quer a marca, o cliente que quer um
usado e procura a marca porque sabe que
ainda tem garantia de fábrica e atrás disso virão os frotistas. Este é um canal que
depende muito de volumes e há marcas
que têm o relacionamento com os frotistas. Agora, a partir do momento em que
você tem tudo o resto, está a um passo de
conseguir as coisas. Se calhar, este ano já
vamos conseguir um negócio neste canal
em Portugal. Depois de aberta a porta, a
pouco e pouco, poderão seguir-se outros.
Tal como nos restantes canais, queremos
fazer tudo passo a passo.
“Algumas marcas têm tido a tendência de exigir, a nível dos ‘dealer standards’, alguns investimentos que estão desadequados da realidade do mercado”, refere João Seabra.
perceber se seria rentável. O facto é que
em Portugal as pessoas têm querido pagar.
Muitas vezes até me tem surpreendido. Eu
não pagaria. Mas não deixa de ser verdade
uma coisa: havia empresários do setor que
não faziam contas. Queriam ser concessionários de determinada marca e pagavam o que fosse preciso. Sublinhe-se, no
entanto, que o retalho, neste momento, é
dominado em Portugal por grandes grupos retalhistas. E eu não acredito que esses grupos aceitem, no presente, critérios
demasiado rigorosos que ainda existem da
parte de algumas marcas. Mas, repito, isto
é a lei do mercado.
VE – Falemos sobre a Kia. Segundo
um estudo da EurotaxGlass, o valor dos
usados da marca está a subir, devido à
garantia de sete anos nos novos. Isso
pode permitir a entrada no negócio do
renting e das frotas?
JS – É sempre boa notícia quando os
valores residuais sobem. Um dos maiores
valores de uma marca automóvel é que o
valor residual das suas viaturas seja bom
e isso é que faz o valor da marca a longo
prazo. Se pensarmos nas marcas mais prestigiadas no mercado, uma das razões importantes que está por trás desse prestígio
é o valor dos usados. Por isso, desde a primeira hora, que um dos objetivos da Kia,
sobretudo na Europa, é fazer com que o
valor reconhecido pelo cliente, refletido
no valor residual das viaturas fosse crescendo, conseguindo atingir níveis seme-
VE – No primeiro semestre, as vendas
da Kia caíram 33%, enquanto o mercado de ligeiros de passageiros subiu
2,9%. O que justifica essa diferença?
JS – Há dois motivos. Primeiro, porque
tivemos um primeiro trimestre do ano
passado muito bom, pois tínhamos lançado o Rio há pouco tempo. Por outro lado,
o cliente particular foi saindo do mercado
e cliente Kia sempre foi muito compostos
por particulares e não frotas. Além disso,
no ano passado tivemos um negócio de
rent-a-car de cerca de 150 carros e este ano
não fizemos rent-a-car. Portanto, tudo isso
contribuiu para uma quebra muito acentuada da Kia na comparação com o ano
passado. Depois, o lançamento do novo
Cee’d não foi tão forte como poderia, pois
o “run out” do anterior modelo foi muito
dificultado pela quebra abrupta do mercado nos ter deixado com mais viaturas do
que gostaríamos para vender. No entanto,
creio que no fim do ano não vamos ter
quebra alguma, no mínimo.
42
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
MERCADOS
BCE admite publicar atas das suas reuniões
Fabricante de genéricos Perrigo compra irlandesa Elan
O Banco Central Europeu (BCE) está a estudar a possibilidade de publicar as atas das suas
reuniões em que seja discutida a política monetária. Os seus responsáveis admitem que será
uma forma de melhorar a transparência da instituição. A transparência é entendida como importante para a eficácia da política monetária e a confiança num banco central. O BCE ficaria
obrigado a explicar as razões da sua política monetária, na ótica de alguns dos seus membros,
que já se mostraram favoráveis a uma maior abertura da instituição junto do grande público.
A empresa produtora de medicamentos genéricos Perrigo chegou a um acordo definitivo para
adquirir a biotecnológica irlandesa Elan, por cerca de 6,4 mil milhões de euros. A operação
implica a criação de uma nova holding na Irlanda. A empresa dos Estados Unidos considera
que será criada uma sociedade global na área da saúde, com um perfil de crescimento líder
no setor, tendo em conta um negócio “verdadeiramente diferenciado”. É desenvolvida uma
plataforma diferenciada para uma maior expansão internacional.
Investor
Relations
M. JORGE C. CASTELA
ECONOMISTA E ADVOGADO
[email protected]
Bruxelas aprova plano
de reestruturação da CGD
Os Impostos e a “Silly Season”
É verão – por muitos apelidada, com propriedade,
como a “Silly Season” da Política que nos (des)governa
– uma época do ano quiçá mais propícia a “banhos”,
mas que, para infortúnio de todos nós, contribuintes
lesados pelo Confisco a que nos sujeitam, termina no
dia 31 de Agosto, com o prazo para liquidarmos os
“acertos” no IRS que nos vai conduzir à ainda maior
penúria com que somos privados da Liberdade para
Viver com os rendimentos do Nosso Trabalho!
A finalidade última de uma Política Fiscal será,
já o afirmava John Locke, no seu “Second Treatise
on Government”, “not to abolish or restrain, but to
reserve and enlarge freedom”, promover a Justiça para
o indivíduo, uma virtude que consiste na disposição
de atribuir a cada um o que é seu, o seu “direito” (o
“ius suum” de Ulpiano), significando uma igualdade
perante a Lei, de acordo com as “regras da conduta
justa” que Hayek “traduziu” a Epieikeia aristotélica,
como uma forma superior de Justiça universal, que
se sobrepõe à “Justiça Legal” e permitiria ao aplicador
de normas positivas, corrigi-las se se revelarem
inadequadas ao caso particular, de forma a permitir a
melhor realização do “Justo Concreto”.
A Justiça é uma “virtude cardeal”, que consiste na
disposição firme e permanente da vontade de atribuir
a cada um o seu direito, ou a simples exigência
da atribuição objectiva a cada um do que é seu –
uma “Justiça Objectiva”, uma justiça em sentido
estritamente jurídico, não uma “justiça social”, um
conceito absolutamente indeterminado, vazio de
segurança e certeza jurídica, que ninguém sabe o que
é e muito menos sabe ou consegue concretizar…
mas que se mantém, quer na “vulgata” discursiva
da “política”, quer na “base filosófica” do chamado
“Estado Providência”, que lhe conferiram “assento
constitucional” e “legal”, sem cuidar, como vamos
ensaiando demonstrar ao longo destas crónicas,
explicitar o seu fundamento objectivo e concreto em
disposições constitucionais que a regulam.
Se o objecto da Justiça é, precisamente, o direito de
cada um ao que é seu, o que é devido a uma pessoa e
por este pode ser exigido, pressupondo o Direito na
sua exterioridade, alteridade e reciprocidade, não se
apercebe o sentido de disposições, como as contidas
nos preceitos constitucionais que se nos afiguram, no
mínimo, “controversos” – a saber, entre outros:
“Artigo 103.º (Sistema fiscal)
1. O sistema fiscal visa a satisfação das necessidades
financeiras do Estado e outras entidades públicas e
uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza.
2. Os impostos são criados por lei, que determina
a incidência, a taxa, os benefícios fiscais e as garantias
dos contribuintes.
3. Ninguém pode ser obrigado a pagar impostos
que não hajam sido criados nos termos da
Constituição, que tenham natureza retroativa ou cuja
liquidação e cobrança se não façam nos termos da lei.
Artigo 104.º (Impostos)
1. O imposto sobre o rendimento pessoal visa
a diminuição das desigualdades e será único e
progressivo, tendo em conta as necessidades e os
rendimentos do agregado familiar.
2. A tributação das empresas incide
fundamentalmente sobre o seu rendimento real.
3. A tributação do património deve contribuir para
a igualdade entre os cidadãos.
4. A tributação do consumo visa adaptar a
estrutura do consumo à evolução das necessidades
do desenvolvimento económico e da justiça social,
devendo onerar os consumos de luxo.”
Uma concepção de sistema fiscal em que a “Justiça”
se alcança se a repartição dos impostos pelos cidadãos
se efectuar em função da sua capacidade económica,
independentemente do grau de satisfação que cada
contribuinte possa retirar dos “benefícios” dos bens
e serviços que o Estado entenda disponibilizar: o
imposto como “dever fundamental”, observando
dois critérios cumulativos – o da “igualdade
horizontal” (que exige que as pessoas com capacidades
contributivas equivalentes devem pagar o mesmo
imposto) e o da “igualdade vertical” (que obriga que
pessoas com diferentes capacidades contributivas
deverão pagar impostos desiguais). Critérios que,
aparentemente, se vão reconduzir à “progressividade”
e à medida do “sacrifício” imposto a cada um dos
contribuintes na definição das suas funções de
utilidade marginal do rendimento vs. consumo.
Qualquer cidadão contribuinte sente, ao
invés, de uma forma mais ou menos evidente,
a iniquidade, a ineficácia, a complexidade e a
injustiça do sistema fiscal que vigora (na) e atrofia
invariavelmente a economia do seu país. Raros são,
de facto, as excepções a regimes fiscais marcados
pela complexidade, materializada num número
excessivo de impostos, sem qualquer objectivo
financeiro, económico ou social de relevo; pela
iniquidade, constatada pelas elevadas e crescentes
taxas de imposto que incidem sobre o trabalho e o
risco, pela fraude impune e provocante que leva à não
tributação de diferentes ganhos ou à concessão de
benefícios sem uma justificação aparente ou mesmo à
tributação efectiva de rendimentos intributáveis; pela
ineficácia e injustiça, que passa pela incapacidade de
corresponder ao propósito de, pelo seu lançamento,
proporcionar a estabilização conjuntural a que se
propõe, antes evidenciando as malhas de uma imensa
teia burocrática, injustificada e injustificável, de uma
Administração Pública ancilosada, corrupta, onerosa
e parasitária, que se oferece ao cidadão. Longe de se
imbuir do espírito do tal “bom pastor (que) tosquia as
suas ovelhas sem lhes arrancar a pele”, se tem pautado
por atitudes e comportamentos, que o “nosso”
Oliveira Martins, atual em 1883 como hoje, em
referência ao nosso país, classificava ao pugnar que
“(...) urge reformar num sentido prático os sofismas
que, sob o nome de “liberdades”, corrompem até à
medula o corpo desta sociedade. Urge moralizar a
administração e extirpar o parasitismo que nos rói.
Urge pôr ponto de ordem no desvairado rumo das
finanças, no regime iníquo e absurdo do imposto (...).
Urge, numa palavra, moralizar uma política desvairada,
levantar uma autoridade abatida; e levantá-la não pela
força, mas pelo respeito devido ao saber e ao caráter;
urge restaurar as forças económicas de uma nação
adormecida e o vigor floral de um povo atormentado”.
Palavras que a própria vida económica das
sociedades contemporâneas se tem encarregado de
corroborar, evidenciando que os poderes públicos,
por exemplo, ao cobrarem os seus impostos, longe
de os utilizarem de uma forma mais eficaz, deles se
servem para fins estranhos aos interesses de quem
os elege ou suporta. De facto, as políticas fiscais
e a sua filosofia são, no quadro da actual política
económica levada a cabo pela generalidade dos
países ocidentais, o exemplo que mais se assemelha
à célebre “Lei Seca”, destruindo aquilo que
pretendia promover, delapidando o nosso tempo,
paciência e dinheiro!
A CGD fica impedida de colocar dinheiro em ativos de risco e terá de orientar o financiamento para as PME.
A Comissão Europeia aprovou
o plano de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos, no âmbito
da recapitalização que teve lugar
em junho do ano passado. Foi
encerrado o processo de investigação relativo ao pagamento de
dividendos pela instituição.
A recapitalização surgiu no
contexto dos novos requisitos
regulatórios impostos pela Autoridade Bancária Europeia,
tendo resultado na necessidade
de capital adicional no valor de
1 650 milhões de euros, subscrito pelo acionista Estado e
considerado por Bruxelas como
auxílio estatal. O plano de reestruturação agora aprovado assenta em três vetores principais
de atuação. A desalavancagem
do balanço do grupo, por via
da venda do ramo segurador e
das restantes participação não
estratégicas e pelo “run-down”
de ativos menos relevantes. O
segundo vetor respeita à me-
lhoria da eficiência operacional,
designadamente através da otimização do número de agências
e de empregados e da renegociação dos serviços contratados.
Por último, a reestruturação
da atividade e a otimização da
dimensão da rede da CGD em
Espanha.
Ficou ainda definido o não
prosseguimento de estratégias
comerciais agressivas, reduzir a
atividade não relacionada com
clientes a mínimos necessários
ao funcionamento da tesouraria
e não proceder ao pagamento de
dividendos, cupões ou juros a titulares de ações preferenciais ou
de dívida subordinada, quando
esses pagamentos não decorram
de obrigação contratual ou legal.
Por outro lado, aplicar 30 milhões de euros por ano num fundo que investirá em participações
sociais em PME e em sociedades
com grau de capitalização média
portuguesas.
Estimativas apontam para forte
quebra no preço do ouro
O ouro é cada vez menos um
investimento de refúgio. Alguns
analistas admitem que a recuperação do seu preço chegou ao fim e
que agora a tendência é de descida, podendo cifrar-se em cerca de
mil dólares a onça, em menos de
dois anos. A volatilidade regressou
a um mercado tido como de baixo
risco desde há vários anos.
Caso se confirmem as estimativas mais recentes de alguns
especialistas, então o preço da
onça descerá para metade do seu
atual valor e muito dificilmente
serão novamente atingidos os
picos de 2011, quando chegou
a mais de 1 900 dólares. Neste
momento, o metal precioso tem
dificuldades em rondar os 1 300
dólares a onça. Os investidores
estão particularmente atentos
à situação nos Estados Unidos.
No princípio do fim dos estímu-
los da Reserva Federal, as pressões inflacionistas não atingiram
os níveis que temiam os analistas. Tudo indica que a inflação
continuará em níveis reduzidos,
tendo em conta o fraco crescimento. Acresce que a normalização nas políticas da Fed, relativamente às taxas de juro reais,
passará fatura a cotações como o
ouro.
Mas esta não é a única condicionante para a descida do preço
do ouro. Num contexto de debilidade da economia europeia e
de abrandamento no crescimento dos mercados emergentes, é
possível que se venha a assistir
a uma revalorização do dólar,
o que pressionará em baixa o
conjunto do mercado das “commodities”, como se sabe monopolizado pela moeda norte-americana.
43
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
MERCADOS
Popular supera expetativas do mercado
Sonaecom aumenta lucros para mais de 40 milhões de euros
O banco Popular fechou o primeiro semestre com um resultado líquido de 170 milhões de
euros, uma descida de 3%, face a igual período do ano passado. Ainda assim, os lucros ficaram
acima das estimativas dos analistas, que apontavam para 133 milhões. Os gastos permaneceram estáveis, já que o banco espanhol concluiu a absorção dos custos extraordinários derivados da integração do banco Pastor. Também começaram a fazer notar-se os frutos das sinergias
obtidas através da fusão das duas entidades.
O grupo Sonaecom obteve um resultado líquido de quase 40 milhões de euros, no primeiro semestre,
mais 4,5% do que em período homólogo do ano passado, “em resultado de uma melhoria de desempenho do EBITDA e de um menor nível de amortizações e depreciações”, de acordo com a empresa. O volume de negócios desceu pouco mais de 2%, para 399,4 milhões de euros, influenciado pela
quebra nas receitas de serviços. Já os custos operacionais atingiram 277 milhões de euros, sendo que a
empresa conseguiu uma descida de 3,6%, face a igual período do exercício anterior.
A NOSSA ANÁLISE
BES Vida Novo Rendimento 2ª Série
para quem pensa no longo prazo
Aí está um produto com a
garantia forte de uma grande
casa, o BES. Trata-se de
um produto de seguro com
capitalização e com garantia
de capital. O BES Vida Novo
Rendimento 2ª Série oferece
uma TANB de 3,5% até
ao final de 2014 e implica
um contrato de oito anos
e um dia. A partir de 1 de
janeiro de 2015 a seguradora
apresenta uma taxa garantida
pelos 12 meses seguintes, mas
poderá ser estabelecida no
valor zero.
CONSELHOS
s EstaMOSPERANTEUMCONTRATODE
SEGUROOQUESIGNIlCAQUEOFUNDO
DEGARANTIADEDEPØSITOSDO%STADO
NÍOSEAPLICA!GARANTIAÏDADAPELA
CAPACIDADEDEBALANÎODAEMPRESA
SEGURADORAEPELORATINGDOGRUPO
ONDESEINSEREEDAÓORENDIMENTO
SERSUBSTANCIALMENTESUPERIORMAIS
DODOBRODEUMDEPØSITOAPRAZO
CONVENCIONAL/UTROFATORATEREM
CONSIDERAÎÍOÏOPRAZOMÓNIMODESTE
CONTRATOOITOANOSEUMDIAOQUE
SIGNIlCAQUEÏPRECISOPENSARMUITO
BEMANTESDEENVEREDARPORESTE
MODELODEPOUPANÎA
VÍTOR NORINHA
[email protected]
Rendimento superior à inflação
Pode-se poupar e obter um rendimento substancialmente superior à inflação,
algo que não está a acontecer com os
fundos de tesouraria e com os depósitos
a prazo de pequenos montantes. Falamos
do BES Vida Novo Rendimento 2ª Série, um produto financeiro alocado a um
seguro de capitalização a longo prazo.
O prazo a contratar é de oito anos e
um dia, sendo que pode ser contratado
por menores a partir dos 16 anos e não
há limite de idade de acesso, pois não
implica risco vida para a seguradora.
Trata-se, como dissemos, de um produto
típico de capitalização.
Para quem quiser aderir há que ter em
atenção que se está perante uma oferta
com uma elevada remuneração até 31 de
dezembro de 2014: 3,5% brutos, sendo
que este rendimento está na categoria
“E”. Logo, é tributado à taxa liberatória
de 28%. Ter em atenção que este produto apenas admite uma entrega única,
sendo que o mínimo é mil euros. Este é
outro aspeto nuclear e revela que se trata
de uma solução de poupança para quem
opta pela estabilidade do aforro.
A taxa de juro anual garantida bruta é
de 3,5%, como já dissemos, mas apenas
até ao último dia de 2014, sendo que nos
primeiros 15 dias de 2015 será estabelecida uma taxa de juro anual garantida
durante esse ano civil, mas sendo uma
taxa anualmente variável, pode acontecer que naquele ano tenha o valor zero.
Em todos estes produtos financeiros as
taxas não consideram a respetiva tributação sobre os rendimentos à taxa legalmente em vigor no momento do resgate.
Não admissão de reembolsos
parciais
Muita atenção que neste tipo de
contrato não são admitidos reembolsos
parciais, sendo que no caso de solici-
tações de reembolso o contrato é considerado anulado. Neste produto da
BES Vida, a ficha técnica impõe que,
em caso de reembolso, o pagamento
do saldo da apólice será efetuado por
crédito em conta bancária sedeada no
BES, e que o segurador fará o depósito dos fundos até o 10º dia depois
de receber toda a documentação. Este
prazo é encurtado para cinco dias, caso
o reembolso resulte de vencimento do
contrato.
Outro aspeto deste produto é que na
sua assinatura é indicado um beneficiário em caso de morte do segurado (contratante) ou, quando não o é, presume-se que sejam os herdeiros legais.
Em caso de falecimento do segurado
há benefícios fiscais para os herdeiros
(no enquadramento atual), pois os capitais a receber não têm incidência de
IRS e não estão sujeitos a Imposto de
Selo.
s /REEMBOLSOÏPOSSÓVELMASATENÎÍO
QUEHAVERÈUMVALORDECOMISSÍO
DEREEMBOLSOEQUECORRESPONDE
AOVALORDOJURORELATIVOAOPERÓODO
DECORRIDO%STAIMPOSIÎÍOVIGORAATÏ
lNALDE$EPOISDESSADATA
NÍOHAVERÈCOMISSÍODEREEMBOLSO
SENDOQUENUNCASEAPLICACOMISSÍO
DEREEMBOLSOEMCASODEMORTEDO
SEGURADO.APRÈTICAEXISTEUMRISCO
DEEMCASODENECESSIDADEDOCAPITAL
OSEGURADOTRATASEDEUMCONTRATODE
SEGUROENÍODEUMDEPØSITOARRISCA
ARECEBERAPENASOCAPITALDURANTEO
PRØXIMOANOEMEIO
s 3ÍOEXCLUÓDOSDATRIBUTAÎÍODESTE
PRODUTODORENDIMENTOSEO
RESGATEVENCIMENTOOUADIANTAMENTO
OCORRERAPØSCINCOANOSEANTESDE
OITOANOSDEVIGÐNCIADOCONTRATOOU
SEJAARETEREMSEDEDE)23SERÍO
DORENDIMENTO4AMBÏMSÍO
EXCLUÓDOSDETRIBUTAÎÍODO
RENDIMENTOSEORESGATEVENCIMENTO
OUADIANTAMENTOOCORRERAPØSOITO
ANOSDEVIGÐNCIADOCONTRATOOU
SEJAO)23ARETERSERÈDEDO
RENDIMENTO
Promotores imobiliários entregam mais imóveis
em dação em pagamento
A Associação dos Profissionais e Empresas
de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) estima que cerca de 1 346 imóveis
terão sido entregues em dação em pagamento, no primeiro semestre, menos 60%
do que em igual período do ano passado.
“A quebra verificada tem a ver com as medi-
das de facilitação do pagamento de dívidas
adotadas pelos bancos”, refere o presidente
daquela associação, Luís Carvalho Lima.
Mas há outros problemas que devem ser
tidos em conta: “Apesar do número de casas
entregues pelas famílias registar um decréscimo, a entrega de imóveis feita por pro-
motores imobiliários continua a crescer. O
arrefecimento do mercado imobiliário, aliado à instabilidade económica quem afeta o
país, atinge de forma significativa que investiu na promoção e no desenvolvimento
de novos projetos e empreendimentos.” As
áreas metropolitanas de Lisboa e Porto con-
centraram 34,5% das ocorrências relativas a
imóveis entregues em dação em pagamento. Dos dez municípios mais penalizados,
sete pertenceram às áreas metropolitanas de
Lisboa e Porto – Sintra, Oeiras, Gondomar,
Montijo, Vila Nova de Gaia e Palmela - sendo os restantes de zonas distintas do país.
44
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
MERCADOS
DAX 30 - ANÁLISE DE LONGO PRAZO
PSI-20 - ANÁLISE DE LONGO PRAZO
O índice bolsista alemão aparenta estar neste início de agosto numa fase
de consolidação de ganhos, depois de não ter conseguido ultrapassar a
barreira dos 8400 pontos (que se mantém como resistência). De resto,
nota-se um certo movimento de lateralização nas últimas semanas.
Ainda assim, o DAX mantém-se dentro do canal ascendente, estando
no entanto não só a testar o limite inferior desse canal, como também o
suporte dos 8250 pontos. Neste cenário, caso o mesmo seja quebrado,
podemos assistir a uma queda até aos 8100 pontos.
Depois de ter conseguido quebrar o limite superior da tendência de
queda que registava desde maio, o PSI 20 recuperou algum terreno
até à zona dos 5750/5810 pontos. A verdade é que, e apesar das
várias tentativas, o índice de Lisboa não foi capaz de ultrapassar esses
níveis, tendo agora corrigido um pouco do movimento ascendente
do mês de julho. Neste momento, mantém-se o suporte dos 5560
pontos, bem como a resistência na zona dos 5750/5810 pontos que,
a ser quebrada, poderá levar o PSI 20 até aos 5900 pontos.
CARLOS BALULA [email protected]
Eur/Usd em lateralização
FILIPE GARCIA
MERCADO MONETÁRIO
INTERBANCÁRIO
fi[email protected]
EUR/USD
Efeitos da crise política ainda se sentem
nas maturidades curtas
O Banco Central Europeu decidiu
manter a taxa de juro de referência
da Zona Euro em 0,5%, na reunião
de 1 de agosto, em linha com as
expectativas. A taxa de depósitos ficou
também inalterada nos 0%.
Na conferência de imprensa, Mario
Draghi deu a entender que apesar
de se notar algumas melhorias,
será necessário que os indicadores
económicos melhorem muito mais para
que se altere a perspetiva de manter os
“juros baixos e a liquidez abundante”
durante muito tempo. Tal como a Fed,
o BCE não se quer comprometer com
um calendário rígido de medidas e
mecanismos, deixando as medidas
associadas à evolução económica. Este
tipo de atitude deixa os mercados com
menor volatilidade.
Pareceu-nos que o presidente do BCE
colocou bastante ênfase na inflação,
dizendo que o BCE apenas mudará de
ideia em termos de política monetária
quando o cenário para a inflação se
alterar. Draghi considera que a inflação
é baixa, sem que haja ameaças de
deflação. No nosso entender, há um
fator de risco nesta estratégia e que
tem a ver com a diferença entre os
níveis de inflação de cada país. Na
Zona Euro como um todo, a inflação
mercado de curto prazo abaixo da taxa
de referência do BCE, mas começa a
exercer alguma pressão ascendente.
A Grécia vendeu 812 500 000J de
títulos do tesouro a seis meses com uma
rentabilidade de 4,2%, em linha com
o mês passado. Espanha, obteve 3,22
mil milhões de euros através de uma
emissão de dívida a três e cinco anos,
acima dos 3 mil milhões previstos.
Os 951 milhões de euros a três anos
foram colocados a uma taxa média de
2,636%, contra os 2,768%, em junho.
O restante montante a cinco anos foi
pago a 3,561%, abaixo dos 3,735%
do último leilão. A procura superou a
oferta, com um rácio de 1,74. Este
parece ser um bom resultado, a menor
incerteza em torno das medidas dos
bancos centrais ajudaram na emissão.
Os rendimentos das obrigações
portuguesas estão a recuperar um
pouco depois de descerem em todos os
prazos, Nos 10 anos, Portugal está a
pagar pouco mais de 6,6%, depois de
na semana passada encontrar-se abaixo
dos 6,3%. O efeito da instabilidade
política já foi praticamente desfeito nos
10 anos, mas mantém-se nos prazos
mais curtos (2 anos).
(homóloga) está nos 1,6%. Mas se
é verdade que na generalidade dos
países os valores são abaixo de 1%, na
Alemanha a inflação está nos 1,9% e
em alta. Sendo a Alemanha um país
tradicionalmente avesso à inflação e
dado o peso político e financeiro do
Bundesbank, adivinha-se um conflito
crescente entre o BCE e a Alemanha,
caso os preços continuem a acelerar
naquele país. Os alemães não ficarão
nada confortáveis com a manutenção
de políticas expansionistas num
cenário de inflação em alta. Por outro
lado, Mario Draghi mostra-se a favor
da publicação das atas das reuniões,
assumindo que será um passo para a
estabilidade e garante mais confiança
entre os investidores e empresas. Estas
medidas já foram aplicadas pela Fed e
pelo Banco de Inglaterra.
Na última semana, as taxas Euribor
voltaram a subir, ainda que muito
ligeiramente, estendendo a tendência
altista que engrenou no início de julho.
A reunião do BCE, a estabilidade de
medidas e estratégias futuras, têm
lavado a estes pequenos aumentos.
O excesso de liquidez no sector
bancário da Zona Euro ficou nos 258
mil milhões de euros, continua alto
o suficiente para manter as taxas de
ANÁLISE PRODUZIDA A 07 DE AGOSTO
DE 2013
EVOLUÇÃO EURIBOR (EM BASIS POINTS)
07 agosto13
1M
0,128%
31.outubro12
0,131%
3M
0,227%
0,228%
1Y
0,536%
0,536%
10.outubro12
-0,003
=
TAXAS EURIBOR E REFI BCE
0,123%
0,005
-0,001
0,217%
0,010
0,000
0,512%
0,024
FUTUROS EURIBOR
Data
September 13
October 13
November 13
March 14
June 15
December 16
3 Meses Implícita
0,250%
0,260%
0,275%
0,370%
0,725%
1,550%
CONDIÇÕES DOS BANCOS CENTRAIS
Minium Bid*
0,50%
BCE
Lending Facility*
1,00%
Deposity Facility*
0,00%
*desde 2 de maio 2013
EUA
R.Unido
Brasil
Japão
YIELD 10 ANOS PORTUGAL
FED Funds
Repo BoE
Taxa Selic
Repo BoJ
*1x4 – Período termina a 4 Meses, com início a 1M
EURO IRS
InterestSwapsvs Euribor 6M
Prazo
Bid
Ask
0,570
0,576
2Y
0,737
0,767
3Y
1,196
1,206
5Y
1,738
1,748
8Y
2,004
2,024
10Y
Fontes: Reuters e IMF
O Eur/Usd prossegue a sua
tendência de lateralização que
se observa desde o início do
ano. Ainda que se encontre no
intervalo superior dessa banda
de variação, nas últimas semanas o câmbio tem oscilado apenas entre os 1,32 doláres e 1,33
doláres, revelando extrema dificuldade em quebrar claramente
um destes limites. Enquanto tal
não acontecer, será complicado
vislumbrar uma tendência de
alta ou baixa. Ainda assim, o
viés é de alta, pelo que poderá
perspectivar-se um regresso aos
1,34 dólares.
Eur/Jpy
O Eur/Jpy encontra-se, neste
momento, numa fase de alguma indefinição. Se por um lado
regista desde abril mínimos relativos cada vez mais altos, os
máximos relativos não acompanham essa tendência, formando, desta forma, um triângulo
0,25%
0,50%
8,50%
0,10%
EURO FRA’S
Forward Rate Agreements
Tipo*
Bid
Ask
0,224
0,264
1X4
0,253
0,293
3X6
0,343
0,383
1X7
0,391
0,431
3X9
0,480
0,520
6X12
0,850
0,890
12X24
Obrigações
Eur/Usd
5Y
6,04
3,48
1,06
0,67
3,09
1,42
1,37
0,28
10Y
6,56
4,56
2,25
1,69
4,25
2,48
2,61
0,76
ascendente. O limite inferior
está actualmente a ser testado e,
caso seja ultrapassado, pode levar o câmbio até aos 127 ienes,
inicialmente, e aos 125 ienes
posteriormente. Para quebrar
o triângulo em alta, o par terá
de partir os 133 ienes, tendo,
no entanto, uma resistência nos
131,3 ienes antes disso.
Eur/Gbp
O Eur/Gbp tem apresentado
bastante volatilidade nas últimas
semanas. A continuidade do canal ascendente formado desde
finais de junho, encontra-se,
neste momento, a ser ameaçada,
uma vez que o par ultrapassou
em baixa o limite inferior do canal. A zona entre as 0.857 e 0.86
libras é importante e, de algum
modo, um ponto intermédio,
já que quebrada em alta poderá levar o câmbio novamente às
0.87 libras, sendo que, em sentido contrário, poderá cair até às
0.847 libras.
Fixing
7.ago.13
Variação
semanal (%)
Variação
no mês (%)
Desde
1 jan (%)
EUR/USD
1,3305
0,52%
3,54%
0,84%
EUR/JPY
129,21
-1,13%
-0,64%
13,73%
EUR/GBP
0,8596
-1,11%
-0,24%
5,32%
EUR/CHF
1,2321
0,03%
-0,67%
2,06%
EUR/NOK
7,8995
0,83%
-0,82%
7,50%
EUR/SEK
8,7261
0,40%
-0,72%
1,68%
EUR/DKK
7,4571
0,03%
-0,03%
-0,05%
EUR/PLN
4,2170
-0,42%
-1,84%
3,51%
EUR/AUD
1,4878
0,98%
5,18%
17,04%
EUR/NZD
1,6826
0,98%
1,53%
4,87%
EUR/CAD
1,3868
1,75%
2,22%
5,56%
EUR/ZAR
13,2109
1,02%
0,97%
18,24%
EUR/BRL
3,0641
1,84%
5,97%
13,33%
45
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
MERCADOS
Santander ganha mais de 2,2 mil milhões no primeiro semestre
Lucro da Corticeira Amorim cai quase sete por cento
O banco Santander teve um resultado líquido de 2 255 milhões de euros, no primeiro semestre, mais 29% do que em período homólogo do ano passado. A menor necessidade de provisões, depois do esforço realizado no exercício anterior, ajudou o grupo a obter uma melhoria
dos benefícios semestrais, apesar da descida das receitas. A América Latina já representa cerca
de metade dos resultados do Santander. O Reino Unido e os Estados Unidos também estão a
ganhar peso na faturação total do banco espanhol.
A Corticeira Amorim obteve um lucro de 16,5 milhões de euros, no primeiro semestre, o que compara com os 17,7 milhões de igual período do ano passado. O endividamento líquido da empresa
é agora de 115,6 milhões de euros, tendo-se registado uma descida de mais de nove milhões de
euros, em termos homólogos. As vendas consolidadas ascenderam a 281,7 milhões de euros, mais
2,4%, mas sem o efeito perímetro Trefinos as vendas teriam registado uma quebra de 2,6%. Essa
quebra ficaria a dever-se às vendas “trade” da unidade de revestimentos e ao efeito cambial.
TÍTULOS EURONEXT LISBOA
Título
Última
Cotação
Variação
Semanal
Máximo 52 Mínimo
Sem
52 Sem
EPS Est
Act
PAINEL BANCO POPULAR
Div. Yield Est
Data Atl
Hora Atl
ALTRI SGPS
1,919
-1,08%
2,066
1,113
0,270
0,223
7,107
8,605
1,30%
1,04%
07-08-2013
16:35:00
B. COM. PORT.
0,095
1,06%
0,120
0,048
-0,023
0,005
--
19,000
--
1,05%
07-08-2013
16:37:35
B.ESP. SANTO
0,750
2,74%
1,190
0,484
-0,103
0,052
--
14,423
--
0,00%
07-08-2013
16:35:47
BANIF-SGPS
0,012
-14,29%
0,170
0,010
--
--
--
--
--
--
07-08-2013
16:35:00
B. POP. ESP.
3,610
11,08%
5,244
2,350
0,033
0,271
109,394
13,321
--
0,00%
07-08-2013
15:26:15
BANCO BPI
0,968
-1,22%
1,380
0,501
0,056
0,082
17,286
11,805
--
0,00%
07-08-2013
16:35:00
COFINA,SGPS
0,448
0,67%
0,730
0,310
0,040
0,030
11,200
14,933
2,23%
2,23%
07-08-2013
16:36:02
CORT. AMORIM
2,050
1,49%
2,100
1,269
0,240
0,240
8,542
8,542
4,88%
4,39%
07-08-2013
16:35:00
CIMPOR,SGPS
3,090
-2,22%
3,720
3,000
0,370
0,445
8,351
6,944
0,52%
5,66%
07-08-2013
16:35:00
EDP
2,666
-0,15%
2,693
1,901
0,264
0,269
10,098
9,911
6,94%
7,09%
07-08-2013
16:35:00
EDPR
3,811
-1,14%
4,434
2,500
0,167
0,208
22,820
18,322
--
1,21%
07-08-2013
16:35:00
MOTA ENGIL
2,692
-1,75%
2,860
1,009
0,238
0,295
11,311
9,125
4,09%
4,09%
07-08-2013
16:35:00
ESF GROUP
5,250
0,19%
5,732
5,010
--
--
--
--
--
--
07-08-2013
16:35:00
GALP ENERGIA
12,430
3,58%
13,285
10,760
0,421
0,494
29,525
25,162
1,93%
2,25%
07-08-2013
16:35:00
IMPRESA,SGPS
0,660
-1,49%
0,680
0,280
0,040
0,040
16,500
16,500
--
--
07-08-2013
16:35:00
J. MARTINS
14,250
-4,04%
18,560
12,216
0,680
0,794
20,956
17,947
2,07%
2,31%
07-08-2013
16:35:00
MARTIFER
0,480
-2,04%
0,820
0,450
-0,010
0,020
--
24,000
--
--
07-08-2013
15:40:37
NOVABASE
2,650
0,38%
3,080
1,770
0,217
0,240
12,212
11,042
3,77%
3,21%
07-08-2013
16:35:00
GLINTT
0,140
7,69%
0,210
0,100
--
--
--
--
--
--
07-08-2013
15:31:04
P. TELECOM
2,876
0,17%
4,462
2,573
0,256
0,259
11,234
11,104
11,30%
10,36%
07-08-2013
16:35:00
PORTUCEL
2,606
-2,10%
2,915
2,022
0,250
0,256
10,424
10,180
6,14%
6,98%
07-08-2013
16:38:16
REDES E. NAC.
2,162
-2,53%
2,390
1,800
0,228
0,241
9,482
8,971
7,86%
7,77%
07-08-2013
16:35:00
S. COSTA
0,220
10,00%
0,330
0,120
--
--
--
--
--
--
07-08-2013
16:29:37
SEMAPA
6,470
-2,65%
7,410
4,890
0,585
0,653
11,060
9,908
3,94%
3,91%
07-08-2013
16:35:00
SONAECOM
1,746
-2,02%
1,847
1,178
0,154
0,152
11,338
11,487
6,87%
4,75%
07-08-2013
16:35:00
SONAE,SGPS
0,784
0,64%
0,800
0,403
0,035
0,060
22,400
13,067
4,22%
4,34%
07-08-2013
16:39:22
SONAE IND.
0,460
-6,12%
0,683
0,408
-0,227
-0,133
--
--
--
--
07-08-2013
16:35:00
SAG GEST
0,180
5,88%
0,400
0,160
-0,040
-0,010
--
--
--
0,00%
07-08-2013
16:22:24
TEIX. DUARTE
0,550
0,00%
0,680
0,200
--
0,050
--
11,000
2,73%
--
07-08-2013
16:38:27
Z. MULTIMEDIA
4,319
-1,84%
4,475
2,001
0,158
0,196
27,335
22,036
2,78%
3,15%
07-08-2013
16:35:00
PAINEL BANCO POPULAR
TÍTULOS MERCADOS EUROPEUS
Última
Cotação
Título
Variação
Semanal
Máximo
52 Sem
Mínimo
52 Sem
EPS Est
Act
EPS Est
Fut
PER Est
Act
PER Est
Fut
DIOGO SERRAS LOPES
Diretor de Investimentos do Banco Best
EPS Est
Div. Yield
PER Est Act PER Est Fut
Fut
Ind
Div. Yield
Ind
Div. Yield
Est
Data Atl
Hora Atl
B.POPULAR
3,677
11,26%
5,271
2,320
0,033
0,271
111,424
13,568
--
0,19%
07-08-2013
16:38:00
INDITEX
103,75
3,54%
111,800
84,738
4,205
4,694
24,673
22,103
1,83%
2,36%
07-08-2013
16:38:00
REPSOL YPF
18,125
0,75%
18,550
13,800
1,695
1,688
10,693
10,738
2,68%
5,40%
07-08-2013
16:38:00
TELEFONICA
10,86
1,35%
11,780
9,466
1,035
1,085
10,493
10,009
3,22%
6,69%
07-08-2013
16:38:00
FRA. TELECOM
#N/A N.A.
-
--
--
1,015
1,003
--
--
--
--
#N/A N Ap
#N/A N Ap
LVMH
138,95
1,68%
143,400
117,000
7,315
8,344
18,995
16,653
2,16%
2,29%
07-08-2013
16:37:11
BAYER AG O.N.
87,26
-0,10%
91,030
60,500
5,744
6,490
15,170
13,426
2,18%
2,38%
07-08-2013
16:35:29
DEUTSCHE BK
33,5
-1,20%
38,730
24,850
3,949
4,693
8,485
7,140
2,24%
2,44%
07-08-2013
16:35:25
DT. TELEKOM
9,052
-1,05%
10,110
7,976
0,700
0,735
12,969
12,351
7,73%
5,77%
07-08-2013
16:35:14
VOLKSWAGEN
172,85
0,99%
177,300
122,250
21,262
24,837
8,120
6,952
2,02%
2,39%
07-08-2013
16:35:05
ING GROEP
8,263
7,59%
8,328
5,521
0,986
1,066
8,380
7,751
--
0,00%
07-08-2013
16:35:51
Este relatório foi elaborado pelo Centro de Corretagem do Banco Popular, telf 210071800, email: [email protected], com base em informação disponível ao público e considerada fidedigna, no entanto, a sua
exatidão não é totalmente garantida. Este relatório é apenas para informação, não constituindo qualquer proposta
de compra ou venda em qualquer dos títulos mencionados.
O que esperar do segundo semestre
O primeiro semestre do ano terminou com os mercados financeiros a refletirem
os receios em torno do fim provável dos estímulos monetários sem precedentes
nos EUA. Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal norte-americana,
anunciou que, nas atuais condições de mercado, a redução do programa de
compra de obrigações (Quantitative Easing) deverá começar no final de 2013 e
terminar a meio de 2014.
Para alguns analistas, este movimento pode constituir uma correção exagerada
e, nesse caso, poder-se-ão dar apreciações até ao final do ano nos principais índices
acionistas, enquanto para outros estas quedas podem continuar, uma vez que os
mercados estavam dependentes dos estímulos monetários.
Estas opiniões díspares parecem sustentar-se em diferentes cenários.
Os pontos negativos:
1) A retirada dos estímulos monetários nos EUA constitui um ponto negativo.
Após um período de liquidez abundante e de procura por investimentos com
retorno superior à taxa de juro sem risco, a subida das taxas, consequência da
retirada de liquidez, poderá ter um efeito negativo nos ativos de maior risco.
2) A China poderá passar por um período de abrandamento económico, devido
em parte à política do governo de alterações económicas estruturais, como a
passagem de uma economia orientada para exportações para uma economia com
maior preponderância da procura doméstica.
3) A Zona Euro continua a demorar em definir um enquadramento legal para
combater futuras crises financeiras e orçamentais. Por outro lado, a nível de regras
orçamentais, não houve progressos nos últimos tempos, mantendo-se assim as
barreiras a uma maior integração e mecanismos de solidariedade.
Os pontos positivos:
1) A recuperação económica norte-americana parece ser um dos pontos
positivos de destaque para os mercados financeiros. Os consumidores, embora
atingidos por uma maior carga fiscal, mostram-se resilientes e continuam
a sustentar a economia, enquanto o mercado laboral recupera, o mercado
imobiliário continua a registar melhorias e a produção industrial dá sinais de
retoma.
2) No plano microeconómico, o cenário também parece ser ainda positivo, embora
na Zona Euro exista uma maior disparidade entre setores e empresas. Ainda assim,
o trabalho de consolidação e reestruturação efetuado pelas empresas após a crise de
2008 permite agora um melhor posicionamento e solidez das empresas.
3) A imprevisibilidade que envolve a Zona Euro também pode ter um
impacto positivo nos mercados financeiros. Se existem riscos relacionados com
a demora política e institucional para encontrar soluções, a capacidade de estas
serem atingidas, nomeadamente devido a um BCE mais proativo, pode ser um
catalisador positivo. Na última reunião o BCE afirmou que os juros se vão manter
“reduzidos por um longo período de tempo”.
Assim, o segundo semestre do ano pode ser visto, então, como um novo
começo nos mercados financeiros, depois de os ganhos registados desde o início
do ano terem sido reduzidos por um aumento do risco relacionado com o fim do
Quantitative Easing nos EUA.
Um dos temas apresentados como marcantes no início de 2013 prendia-se
com o que se chamou “a grande rotação”, isto é, uma inversão da tendência
verificada desde 2009 de se registarem valores muito superiores à média histórica
de subscrição de fundos de investimento de obrigações, ao contrário do que se
passava nos fundos de investimento de ações, cujas subscrições estiveram desde
então muito abaixo da média. Este movimento de inversão só se começou a
verificar a partir de maio, exatamente com os receios de uma Reserva Federal
menos acomodatícia do que até então. De facto, se olharmos para a generalidade
da alocação de ativos, tanto de investidores de retalho como de investidores
institucionais, tendemos a ver um peso excessivo da componente obrigacionista,
face à componente acionista quando comparada com a média das últimas décadas.
A inversão desta tendência, a confirmar-se, deverá beneficiar de forma clara os
mercados de ações face aos mercados de obrigações.
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46
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
Makro apoia Festival do Marisco de Olhão’13
A Makro apoia pela primeira vez o Festival do Marisco de Olhão. A loja de
Faro será o fornecedor de excelência de todo o tipo de produtos necessários, sendo a retaguarda de segurança de todos os restaurantes presentes no
evento para os mais variados pratos gastronómicos que os esperados 60 mil
visitantes terão oportunidade de saborear.
MARKETING
ANA DELGADO, DIRETORA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DA SCML, AFIRMA
“A música é um meio privilegiado
para aproximar dos mais jovens
o valor da solidariedade”
“Partilhar e promover as
boas causas, os valores
da solidariedade, da
responsabilidade social e
da tolerância é uma das
causas da Santa Casa da
Misericórdia de Lisboa
em pleno século XXI”,
afirma Ana Delgado,
diretora de Comunicação
e Marketing da Santa
Casa.
Tendo o público mais
jovem como alvo desta
estratégia, a SCML apoia
espetáculos musicais,
atuando em parceria com
algumas instuições
Depois do Marés Vivas, a
Santa Casa estará ainda,
de 7 a 11 de agosto,
no Meo Sudoeste, na
Zambujeira do Mar,
a promover a música
portuguesa, por um
lado, e levando ao
festival campanhas de
prevenção e sensibilização
para os mais jovens, por
outro, nomeadamente
rastreios de alcoolemia,
sensibilização para
o cancro da pele e
mergulhos perigosos.
VIRGILIO FERREIRA
[email protected]
Vida Económica - A Santa
Casa aposta no apoio à Música
Nacional, aos músicos e à música portuguesa. Porquê?
Ana Delgado - Antes de mais,
porque a promoção do Homem
através do acesso à cultura faz parte
da missão desta casa. E no contexto
difícil que o país atravessa, na Santa Casa reconhecemos que é ainda
mais importante apoiar as Artes
e as Letras nacionais, colocando
a cultura ao serviço da coesão da
sociedade, do desenvolvimento da
pessoa.
VE - Que iniciativas está a
promover e com que parcerias
conta?
AD - Estamos a apostar na presença nos festivais de verão, por um
lado para apoiar o palco de música
portuguesa – Palco Santa Casa por
outro, para chegar também junto
dos mais jovens. Estivemos no festival Marés Vivas, no Norte, e de 7
a 11 de Agosto estaremos no Meo
Sudoeste, no Sul, estratégia que tem
como objetivo abranger todo o país
e um maior número de pessoas.
Para criar sinergias com a Temporada de Música em São Roque, organizada pela Santa Casa, e que este
ano celebra 25 anos, estabelecemos
também uma parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian para a
promoção de iniciativas que levem
a novos públicos uma programação
musical de excelência. Durante os
próximos três anos, vários espaços
e equipamentos da Santa Casa vão
ainda abrir a porta a espetáculos
com elementos do Coro ou da Orquestra Gulbenkian, ao longo do
ano, na iniciativa “Caminhos da
Santa Casa”, realizando-se igualmente um conjunto de “Concertos
de Domingo”, com preços mais
acessíveis e com caráter pedagógico.
Aos lares e centros de dia da
Santa Casa estamos ainda a levar
músicos e artistas, como a Maria
José Valério, a Anita Guerreiro, o
António Calvário, com o programa “Encontros com Vida”, que dão
pequenos espetáculos. Com este
programa, não só estamos a apoiar
músicos nacionais, que neste momento passam por algumas dificuldades, como procuramos prevenir
situações de isolamento social e de
autoexclusão entre os mais idosos,
que têm sido preocupação central
da atual administração.
Ir ao encontro dos mais
jovens através da música
VE - A aposta neste segmento
tem a ver também com o facto
do público da música ser maioritariamente jovem?
AD - Participamos em festivais
de verão, no Norte e no Sul, precisamente para ir ao encontro dos
mais jovens através da música. A
música é a verdadeira linguagem
universal e um meio privilegiado
para aproximar deste público especial os valores de solidariedade que
são o dia a dia da Santa Casa.
Fula lança
campanha
“não me
cheira”
Já imaginou fazer um jantar
com amigos ou familiares, em
que serve deliciosos e estaladiços rissóis e quando anuncia
que o jantar está pronto, ninguém acredita? Pois é, se não
lhe cheira é Fula - Fula Reduz o
Cheiro a Fritos.
Inspirado na expressão popular “Não me Cheira”, a nova
campanha Fula mostra como
todos podem ter refeições com
fritos, sem se preocuparem com
os cheiros desagradáveis. E isso
é visível no novo filme de Fula
quando, num jantar descontraído entre amigos, o anfitrião
afirma que os rissóis já estão
prontos e alguém responde com
ar desconfiado “Não me Cheira…”.
Legenda: “A Santa Casa quer estar mais próxima dos mais jovens, porque é
com eles que hoje se começa a construir o amanhã”, afirma Ana Delgado.
VE - Que importância tem este
envolvimento, tendo em conta o
contexto difícil que o país hoje
atravessa?
AD - É também o contexto difícil que motiva este nosso envolvimento, ao encontro da missão da
Santa Casa de promover o Homem
através da cultura. Assim sendo,
acreditamos que é preciso apostar
no talento jovem, nas nossas bandas e músicos, mas também, em
simultâneo, não esquecer os nossos
artistas mais veteranos, alguns dos
quais, infelizmente, estão a passar
por dificuldades neste momento.
Reforço de investimento na
cultura
VE - O investimento de promoção programado para 2013 nesta área é superior ao efetuado
em 2012?
AD - O investimento em festivais de verão é significativamente
inferior ao ano anterior, mas temos
procurado diversificar e tornar mais
impactante a nossa presença nesses
eventos, que consideramos essenciais para aproximar a instituição de
um público mais jovem. Considerando a aposta na cultura nacional,
o investimento definido para 2013
é ligeiramente superior ao ano passado, tendo em conta que estamos
a promover novas iniciativas e par-
cerias, que se estendem para os próximos anos.
VE - Considera importante ter
as equipas de colaboradores motivadas neste tipo de iniciativas?
AD - Sim, claro. Na Santa Casa,
temos o privilégio de trabalhar por
boas causas, e é sempre estimulante reunir, em torno de objetivos
comuns, equipas polivalentes e de
diferentes áreas da atividade da instituição. Aos festivais, por exemplo,
levamos também as nossas equipas
de enfermeiros do “Saúde Mais
Próxima” para fazerem rastreios de
alcoolemia e sensibilização para os
perigos da exposição solar e de mergulhos imprudentes, que são fundamentais junto dos mais jovens,
como bem sabemos.
VE - Que mensagem gostaria
de transmitir?
AD - Desde 1498, a Santa Casa
tem procurado chegar a quem mais
precisa, quando mais se precisa,
promover a coesão social. Neste
sentido, em pleno século XXI, é
também nossa missão partilhar e
promover as boas causas, os valores
da solidariedade, da responsabilidade social, da tolerância. E é por isso
que a Santa Casa quer estar mais
próxima dos mais jovens, porque é
com eles que hoje se começa a construir o amanhã.
A inovação de Fula “Reduz
o Cheiro a Fritos” diminui os
cheiros libertados durante a
fritura ao incluir na sua formulação óleos essenciais de ervas
aromáticas.
Com conceito criativo da
McCann, a nova campanha de
Fula está disponível na TV (nos
canais generalistas e cabo) a
partir de 1 de agosto e terá ainda visibilidade exterior, internet
e em ponto de venda.
“A nova campanha pretende
demonstrar que os fritos continuam a fazer as delícias de todos
e que continuam a fazer parte
dos bons momentos à mesa.
Fula Reduz o Cheiro a Fritos é
a grande inovação da marca que
veio revolucionar a forma como
os portugueses olham para os
fritos. Com Fula Reduz o Cheiro a Fritos é possível desfrutar
de deliciosos pratos de batatas
fritas, rissóis, croquetes, pastéis de bacalhau e tempuras,
mas sem se preocupar com os
cheiros”, afirma Isabel Roseiro,
“strategic marketing manager”
da marca Fula.
47
SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO 2013
Montepio oferece viaturas
a instituições de solidariedade social
A Fundação Montepio ofereceu 21 viaturas adaptadas a 21 instituições de solidariedade social, no
âmbito do projeto “Frota solidária”. Desde o seu início, este projeto já respondeu às necessidades de
mobilidade de 103 instituições de solidariedade social. “Olhamos a questão das parcerias de forma
abrangente, pois só assim podemos chegar ao utente final com a maior eficácia possível”, referiu António Tomás Correia, presidente do Montepio.
AUTOMÓVEL
Nova geração Toyota Corolla chega em outubro
DORA TRONCÃO
[email protected]
A 11ª geração Toyota Corolla chega a
Portugal em outubro. Corolla é “o automóvel mais vendido do mundo, com 40
milhões de unidades comercializadas”, segundo Fabio Capano, Diretor de Produto e Comunicação Toyota. “A cada dois
minutos é vendido um Toyota Corolla no
mundo e desde 1966 que é fabricado ininterruptamente”. Toyota apresenta a nova
geração deste modelo emblemático que estará disponível para Portugal nas motorizações 1.4D-4De 1.33 Dual VVT-i e, apenas
por encomenda, na versão 1.6 Valvematic,
coma possibilidade de escolher entre o nível de equipamento Active, Comfort e o
topo de gama Exclusive. Em 2012 foram
vendidos cerca de 63.500 Toyota Corolla;
em 2013, a marca espera atingir as 70 mil
unidades e, em 2014, as 90 mil unidades,
Motorizações Corolla
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Motorizações Auris
Touring Sports
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* Sempre em circuito combinado
** Disponível por encomenda
¹ Disponível com Transmissão Multimode
que representam um aumento ambicioso
de 40% em relação a 2012. A grande aposta são os clientes fiéis ao Corolla, dos quais
cerca de 40% compram a nova geração do
mesmo modelo, existindo ainda 65% de
probabilidades de um proprietário Corolla
comprar outro Toyota.
Vendido em 150 países e fabricado
em 16 unidades industriais, o novo Corolla está mais do que nunca “focado no
consumidor, oferecendo mais espaço de
arrumação, mais espaço para passageiros (80 mm de comprido; 15 mm mais
largo; 5mm mais baixo e distância entre
eixos de 1000 mm) além de uma maior
capacidade de bagageira (452 litros). Os
preços do novo Corolla ainda não estão
disponíveis.
Novo Toyota Auris Touring Sports à
conquista do mercado europeu
Toyota vendeu até agora 5,5 milhões de
híbridos no mundo. Na Europa, a marca
nipónica oferece 6 híbridos no modelo
Auris enquanto no mundo conta já com
14, atingindo 20 se contabilizar Toyota e
Lexus (outra marca do Grupo Toyota). A
pretensão da Toyota para os Veículos híbridos é que, em 2015, haja 18 modelos
híbridos Toyota a circular pelas estradas do
mundo, um deles com “fuel cell”. “Queremos ter um híbrido para as massas, um
híbrido mainstream e afirmar que o híbrido chegou de vez”, frisou o Diretor de Produto Toyota.
O novo Auris Touring Sports é um reforço desta postura da marca no mercado,
com uma aposta na redução na emissão
de CO2 (85g/km na versão 1.4 D-4D) a
permitir uma poupança de 18% em combustível, menos 25% de necessidade de
manutenção, reparação, menos gastos de
pneus, menos serviços no sistema de travagem e quando a troca de veículo, a versão
híbrida é, por norma, valorizada em mais
de 15% do que todas as outras versões. A
Toyota tem para o Auris Touring Sports
projeções ambiciosas em termos de mercado europeu. Neste momento o segmento
O novo Toyota Corolla faz parte da 11ª geração de um automóvel que conta com milhões de
seguidores desde há 47 anos, tendo sido vendidas, até hoje, 40 milhões de unidades no mundo.
C tem cerca de 4,6 % de quota de mercado na Europa, o que corresponde a um
total de 130 mil vendas, em 2013, e a projeção da Toyota é atingir as 140 mil unidades numa conquista plena do mercado
europeu, representando 5% de quota de
mercado, com 45% das vendas a centrarem-se em Touring Sports Híbrido, 30%
na versão a Gasolina e 25% no Diesel.
Desde 2001 que a Toyota não apostava no
segmento C, sendo que, em 2007, foram
comercializadas as últimas unidades deste
segmento em Portugal. É de referir que no
primeiro trimestre de 2013 as vendas de
Auris cresceram mundialmente cerca de
41% apenas coma versão Hatchbacke, em
Portugal, o Auris é o 2º automóvel mais
vendido — com 35% nas versões Hatchback; 34% Station e 9% Sedan. Salienta-se
ainda que o segmento C é o 2º segmento
mais importante em termos de vendas no
país. No que se refere, todavia, às ambições
da marca quanto aos automóveis híbridos,
a Diretora de Marketing Toyota Portugal,
Paula Arriscado, não deixade ressalvar que
a conquista deste mercado em Portugal
tem uma série de obstáculos: “o mercado
português é muito focado no Diesel, há a
mudança de mentalidades por fazer e a conjuntura que atravessamos não ajuda pelo
facto de o híbrido ser mais dispendioso”.
Os preços do Toyota Auris Touring
Sports vão dos J19.360-J25.200 na Gasolina; J23.000 a J28.000, no Diesel, e
J26.875-J29.040 no Híbrido. O Toyota
Auris Touring Sports começou este mês a
ser comercializado em Portugal.
Previsões de vendas para
novos Corolla e Auris Touring
Sports
COROLLA
5NIDADES
5NIDADES
AURIS
5NIDADES4OURING3PORTSE
(ATCHBACK
5NIDADES4OURINGE
(ATCHBACK
Ford Fiesta 1.0 EcoBoost é o Carro Feminino do Ano
O novo Ford Fiesta 1.0 EcoBoost é o é o Carro Feminino do Ano
2013. As juradas, de um painel
constituído por mulheres jornalistas de todo o mundo, destacaram
“o design e elevada qualidade e
eficiência no consumo de combustível”, segundo a marca. O utilitário ficou à frente de Audi Allroad,
Range Rover e Porsche Boxster S.
As 18 jornalistas avaliaram fatores
como segurança, relação custo-benefício, aparência estética, espaço
de arrumação, segurança das crianças, facilidade de condução, cor,
“sex appeal” e impacto ambiental.
Após o restyling operado há
meses, o Fiesta oferece um novo
exterior marcante, um interior otimizado em termos de ergonomia
e conforto, e o Ford MyKey. Esta
é uma tecnologia que permite aos
pais incentivar a uma condução
mais segura e limitar a exposição
dos filhos aos riscos inerentes. “O
novo Fiesta elevou a fasquia ao
oferecer um design mais arrojado,
mais tecnologias, mais eficiência
em consumo de combustível e é
divertido de conduzir”, disse Barb
Samardzich, vice-presidente de desenvolvimento de produto da ford
Europa. “Ao corresponder às necessidades de todos os nossos clientes
estamos a garantir a este pequeno
automóvel um futuro muito bri-
lhante”, acrescentou Samardzich.
“O Fiesta tem uma aparência
de alta qualidade e isso também
se sente”, disse a jurada do Reino
Unido, Victoria MacMillan Bell.
“Isso, juntamente com o multipremiado motor 1.0 EcoBoost com
valores de consumo de combustível e desempenho nunca antes
vistos e esta pequena e elegante
‘bomba’ ganha claramente em cada
categoria”, referiu.
“Ficou claro desde o início que
o novo Fiesta 1.0 EcoBoost tinha
ganho a simpatia do nosso painel
feminino de especialistas em automóveis de todo o mundo”, disse a
presidente do júri do Women’s Car
Modelo ficou à frente de Range Rover, Porsche e Audi
of the Year, Sandy Myhre, da Nova
Zelândia.
A entrega de prémios da quinta
edição do ‘Women’s World Car of
the Year’ terá lugar em outubro, em
Londres.
Uma edição
Compre já em livraria.vidaeconomica.pt
Nº 1504 / 9 de agosto 2013 Semanal J 2,20 Portugal Continental
Governo quer
antecipar ajudas
comunitárias
aos agricultores
NOTA DE FECHO
A TENDÊNCIA(?)
Dez países com maiores descobertas de hidrocarbonetos
VIRGILIO FERREIRA CHEFE DE REDAÇÃO
[email protected]
Portugal requereu à Comissão Europeia uma antecipação dos apoios comunitários aos agricultores, em
resultado das cheias que assolaram o país no início do
ano. O Governo espera que
os fundos cheguem em outubro e não em dezembro,
como previsto.
Em causa estão ajudas diretas aos agricultores, no valor de 320 milhões de euros,
possibilitando o recebimento
de 50% ou 80%, de acordo
com o tipo de ajuda. O pedido feito pelo Governo português terá ainda de ser apreciado por Bruxelas, esperando-se
uma resposta, o mais tardar,
em meados de Setembro. Portugal coloca em prática a estratégia de antecipar as ajudas
comunitárias, sempre que a
legislação comunitária o permite. Entretanto, o PRODER
– Programa de Desenvolvimento Rural está com uma
taxa de execução de 68%,
mais dois pontos percentuais
do que a média europeia. O
que traduz o facto de mais jovens estarem a apostar no setor agrícola.
Mboe (1)
As contas do destino
Brasil
Moçambique
Irão
Noruega
Iraque
Israel
Tanzânia
Azerbeijão
Austrália
Angola
Petróleo
Gás Natural
(1) De um total estimado de 72 700 mil milhões de barris de petróleo equivalente identificados. Mboe
significa milhões de barris de petróleo equivalente.
Fonte: Fonte: Wood Mackensie, HIS e Cobalt International Energy (in Exame Angola, Junho 2013)
COMENTÁRIO:
50% das novas descobertas de petróleo e gás desde 2005
estão localizadas em países de língua portuguesa: Brasil, Moçambique e Angola.
JORGE A. VASCONCELLOS E SÁ
Mestre Drucker School
PhD Columbia University
Professor Catedrático
Instituto de Liberdade Económica
http://www.linkedin.com/in/vasconcellosesa
Vide artigos e gráficos:
http://economiadasemana.blogspot.pt
https://twitter.com/VasconcelloseSa
LIBERTAS
[email protected]
www.institutoliberdadeeconomica.blogspot.com
Crédito
malparado
volta a descer
em junho
O crédito malparado tornou a registar uma quebra
no passado mês de junho. A
descida foi de 170 milhões de
euros, relativamente a maio,
de acordo com o Banco de
Portugal. Feitas as contas, os
bancos a operarem em território nacional têm dificuldades em recuperar mais de
16,8 mil milhões de euros.
As empresas são as entidades que apresentam mais dificuldades em cumprir as suas
obrigações junto da banca,
com o crédito malparado a
superar os 11,6 mil milhões
de euros. A boa notícia é que
houve uma descida de 1,3%,
face a maio. Ou seja, as empresas não conseguem pagar
perto de 11,2% do crédito
total que lhes foi atribuído.
Quanto aos particulares, o incumprimento desceu cerca de
0,3%, em junho, para 5 164
milhões de euros. Neste caso,
o incumprimento afeta cerca de 4% do total de crédito
atribuído às famílias. A maior
fatia deste valor respeita ao
crédito à habitação. De igual
modo, o crédito ao consumo
também sofreu uma ligeira baixa. Os empresários em
nome individual é que estão
numa situação mais complicada, com mais de 32% destes a registarem créditos em
Ora se anuncia uma medida boa, ora se anuncia
outra má. É a taxa do IRC que vai descer, seguida de
anúncio de corte de 10% nas pensões, encoberta por
outra de descida do desemprego.
Este jogo do esconde e aparece deixa os portugueses
confusos. Será que os sacrifícios pagos compensam
os resultados? Não. Trata-se de um jogo político,
certamente. Um jogo em que não se fala verdade, dos
governantes para com os seus eleitores. Tudo feito à
descarada.
Com a agravante de os sacrifícios não serem iguais
para todos. Por que razão quem mais descontou
no passado tem agora de ser mais penalizado na
sua pensão de reforma? Não tem lógica. Será em
nome da justiça redistributiva do rendimento? Pura
mentira. Seria assim se esses cortes de pensões fossem
para alimentar os mais pobres. Mas não se trata nada
disso.
O problema está na dívida pública ao exterior. Dos
empréstimos sobre empréstimos que o Estado não
consegue pagar. E a única fonte que encontra é os
rendimentos, dos trabalhadores públicos e privados.
Não de todos. Os juízes e os diplomatas ficam de fora
no corte de 10% das pensões. Polícias e militares,
sobretudo altas patentes, não terão o mesmo direito?
Os juízes são os que determinam as penas, os militares e
polícias são os que cumprem a lei.
Ora, com tanta impunidade legislativa, há que
cuidar – dos governantes, entenda-se – dos que
sistematicamente violam a lei suprema do país.
Governo tem o dever-obrigação de
explicar aos portugueses onde vai
“sacar” os 300 milhões de euros
para evitar um novo desfalque no
Orçamento
OBJETIVOS:
O curso de dois dias têm por objetivo responder às
questões:
s#OMONOSPODEMOSPREPARARPARAENFRENTARAS
situações difíceis?
s#OMORECUPERARUMAEMPRESAEMSITUAÎÍODIFÓCIL
s#OMODEVERÈSEREFETUADAAGESTÍONOSPERÓODOSDE
recuperação?
ENQUADRAMENTO:
As PME’s, assim como o resto da economia,
sentiram o golpe da recessão e da crise financeira.
A desaceleração da atividade económica daqui
resultante, trouxe difíceis desafios a todo o setor
empresarial, mas com grande incidência no segmento
das PME’s.
Público Geral:
G120
Assinantes VE:
G100
(+ IVA)
Perante tal situação, é importante que o empresário
consiga analisar o negócio e constatar soluções
possíveis para assegurar a viabilidade futura da
empresa.
Não há fórmula mágica para todos os problemas, mas
há métodos para recuperar empresas em dificuldades.
PROGRAMA:
1. O declínio pode ser detectado na sua fase inicial e
ser evitado?
2. Etapas do Declínio do Negócio
Organização:
3. Fundamentos para uma Reestruturação de Sucesso
4. Fases da Reestruturação
Informações e inscrições:
6ˆ`>ÊVœ˜“ˆV>ÊUÊ*>ÌÀ‰Vˆ>ʏœÀiÃÊ
/i°\ÊÓÓÎÊΙ™Ê{ÈÈÊUÊ>Ý\ÊÓÓÓÊäxnÊä™nÊ
«>ÌÀˆVˆ>yœÀiÃJۈ`>iVœ˜œ“ˆV>°«Ì
5. A Gestão durante o “Período de Recuperação”
6. Providencias Legais de Recuperação de Empresas
Quando vai parar este ciclo de terror sobre os salários
e as pensões? Esta deve ser a pergunta que muitos
portugueses fazem neste momento. Portugueses que
não sabem do seu futuro, dos seus filhos e até dos seus
netos. Sim, porque o Estado, quando corta nas pensões
de reforma, para pagar a dívida ao estrangeiro, não
mostra a mínima preocupação para com aqueles que
hoje, fruto desta política destrutiva do emprego, têm
de albergar filhos e netos. Os avós eram e ainda são
para muitos portugueses o “último chapéu de abrigo”.
Matando este, que lhes resta?
Quando o Governo diz que vai baixar a taxa de
IRC deveria explicar como vai compensar essa dádiva.
Com o agravamento do custo de vida dos cidadãos?
Certamente. Ou então, não vai descer coisa alguma.
É mais uma mentira, mais um “choque fiscal” atirado
para as calendas gregas. Se promete tal coisa, tem o
dever-obrigação de explicar aos portugueses onde vai
“sacar” os 300 milhões de euros para evitar um novo
desfalque no Orçamento.
Duvido que os políticos, sejam os que estão no
Governo, sejam os que estão na Oposição, consigam
neste momento convencer os contribuintes do que
quer que seja. Nas boas medidas, já ninguém acredita.
Apenas que os sacrifícios vão aumentar. Fale-se a
verdade, pelo menos para que os portugueses possam
ver uma luzinha ao fundo do túnel, se é que ela lá está.
No meio de tanta confusão, mentira e impunidade,
aplauda-se os governantes que têm a dignidade e a
hombridade de apresentar a demissão. Esses sim, talvez
sejam os políticos da verdade e, por ironia do destino,
deveriam continuar a governar e os que lá se mantêm
irem embora. São as contas do destino.
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Funcionários públicos que rescindirem não serão