UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO INCLUSÃO SOCIAL PELA CONVERGÊNCIA DA FÉ : EDUCAÇÃO, ORÇAMENTO, EMPRESA, MEIO AMBIENTE POR : MARCELO AUGUSTO COELHO RIO DE JANEIRO 2003 2 UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO INCLUSÃO SOCIAL PELA CONVERGÊNCIA DA FÉ : EDUCAÇÃO, ORÇAMENTO, EMPRESA, MEIO AMBIENTE POR : MARCELO AUGUSTO COELHO MONOGRAFIA APRESENTADA COMO REQUISITO DA DISCIPLINA: METODOLOGIA DA PESQUISA, TURMA T: 38, PARA CONCLUSÃO DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO “ LATO SENSU ” GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS . RIO DE JANEIRO 2003 3 AGRADECIMENTOS: Ao Pai todo poderoso, aos meus mestres ao longo da minha vida , ao meu pai adotivo Maurício , à minha mãe adotiva Erenilce, à minha mãe natural (in memoriam?) Maria, à minha esposa Zilá,à minha irmã Merícia,ao meu irmão André,ao meu irmão Paulo,ao meu enteado Leonardo, à minha enteada Ana, à minha enteada Ilídia,a todos os colegas ao longo da minha vida e a todos que de alguma forma contribuíram na formação do meu carácter e logo também para este trabalho. 4 SUMÁRIO 1 - INTRODUÇÃO 2 - TEORIA REDUZIDA DO ALUNO 2.1 - “UM DESAFIO PARA TODOS” de Denise Esposito Fiorin 3 - TEORIA REDUZIDA DO PROFESSOR 4 - TEORIA REDUZIDA DA ESCOLA 5 - TEORIA REDUZIDA DO ORÇAMENTO 6 - CONVERGÊNCIA DA FÉ: EDUCAÇÃO DA INCLUSÃO 7 - TEORIA REDUZIDA DA EMPRESA 7.1 - O COMEÇO É PELA FÉ 7.2 - A FÉ DE OUTREM, A FORMAÇÃO DO PASSIVO 7.3 - A FÉ NOSSA DE CADA DIA, A FORMAÇÃO DO ATIVO 7.4 - A FÉ ENTRE EMPRESAS, ESTADO E O MEIO AMBIENTE,EXTERNALIDADES 7.5 - CONSTRUINDO EQUIPES 8 - CONVERGÊNCIA DA FÉ: CONCLUSÃO FINAL 8.1 - “ESTRATÉGIA DE AVESTRUZ” de Jurandir Freire Costa 9 - BIBLIOGRAFIA 5 1 - INTRODUÇÃO À medida que vamos nos amadurecendo percebemos que somos produto da nossa vivência, e que o nosso “EU” foi construído (ou está sendo construído),conforme nossos anseios. E isto está acontecendo com as outras pessoas também. As coisas de modo geral se converte a um ponto de equilíbrio, nem sempre para todos um ponto ótimo ( este ponto de equilíbrio muda conforme nossos anseios), à medida que se vai interando, quebramos algumas convicções, mas com certeza aderimos a mais outras. O objetivo deste trabalho é reduzir os conflitos, através da positivação dos conflitos, da positivação dos intuitos das pessoas (que se envolvem em cada grupo organizacionais). Advindo do pensamento que as entidades organizacionais são organismos vivos, logo tende a morte , se não perspectivar a fé mútua entre os entes organizacionais , diminuir os ruídos nas mensagens , poderemos ter um ambiente conflituoso e de difícil administração. • objetivo é criar um ambiente de encorajamento único (em cada grupo organizacional), prosperar é acreditar sempre num acréscimo de objetivos e metas, e para isso todos os envolvidos no processo, têm que acreditar no objetivo, no objetivo “ a mais” , como um time( “team”), e se alegrar com cada objetivo(“goal”) conseguido. O objetivo é mostrar que existe um circuito de fé de valor vetorial que corre paralelamente , as decisões, as negociações e em todas as sistematizações organizacionais. É também considerado capital por este trabalho a ética , a transparência , a veracidade em cada momento das negociações ou operações . O resultado da fé fica comprometido quando não observados estes aspectos. As instituições organizacionais vivem também de credibilidade, e negociar, administrar é manter esta credibilidade, tanto internamente como externamente, é um processo contínuo , perceber as pequenas mudanças(“nuanças”)internas e externas para possível mudança nas negociações sempre tangível à veracidade , tudo organizacionais no mercado. isto é colaborar com a continuação das instituições 6 É objetivo que haja uma reflexão plena da meta a ser alcançada , diminuindo assim os descréditos nas fontes de informação , colocando as informações em etapas , a crença no entendimento mútuo diminui o atrito ou as desinteligências. É interesse desta monografia mostrar também a importância da educação, do treinamento, a busca da escola hoje é inteirar o aluno ao mundo , do professor se inteirar com o mundo, porque o estado presente da sociedade é o aluno ( ou o cliente , ou também o estado presente do mercado é o cliente ). Hoje as tecnologias vão se interando, cada vez mais , e isto tem que refletir na sala de aula , talvez a princípio uma harmonia entre professores para o melhor currículo entre as matérias, pois nada é mais importante do que a outra. As convergências são as mais múltiplas possíveis , o que no passado não se pensava em se inteirar com outra áreas científicas , hoje o desenvolvimento em qualquer área , em qualquer carreira é preponderante. O que de fato às vezes me assusta , porque as convergências deveria ser de inclusão. • Então devemos quebrar algumas convicções materialistas , políticas , científicas , econômicas. Ao quebrarmos algumas das nossas convicções em prol de uma sociedade melhor e buscarmos outras , teremos a convergência da fé. • Mais para isso teremos que ter equilíbrio emocional , buscarmos a sensatez , as nossas emoções tem como parâmetro a razão, mais nem por isso as nossas emoções deixam de pertencer ao carro chefe, os nossos interesses ( pelos entes) que nos envolvem decorre da nossa fé , amor , emoções estas que são verdadeiros motores de ignição, a continuidade decorre da harmonia com o meio , renovamos esperanças e melhoramos a cada dia , o que precisamos é termos consciência e filtrarmos só as boas experiências ou as boas emoções (termos com nós a boa fé). 7 2 -TEORIA REDUZIDA DO ALUNO Hoje nossos alunos têm carências de quase tudo , de planejamento , de orientação, de ambiente , perspectivas , de nutrição , afeto , e muitas das vezes tiram deles a própria alma e o espírito para qualquer crítica ao sistema , o estudante sempre está privado,” neste sentido amplo , significa crescer e amadurecer sob condições de vida aquém de um nível ótimo “ ( Patto ,Maria - Introdução à Psicologia Escolar ). Num sistema aonde valores crescem desproporcionalmente , algum valor ou alguns valores terão rendimentos decrescente , não existe algo mais importante do que a outro , uma cultura mais importante ou capital do que a outra, um trabalho mais capital do que o outro , uma inteligência melhor ou mais importante do que a outra, um conhecimento mais importante do que outro, temos apenas limites e tolerâncias , um em relação a outra , na verdade tudo é relativo (menos a ética), ao espaço , ao tempo e ao indivíduo. Logo a educação tem que perspectivar do espaço e do tempo do aluno, ou perspectivar do próprio aluno. Em relação ao estudante temos o limite da inteligência , memória , grau de atenção , audição , fala, coordenação motora ( o que não podemos ter é limite para a ética). Segundo Lauro de Oliveira : “ Se contemplarmos um professor chamado moderno , dando suas aulas com todos os recursos audiovisuais, com gráficos com o quadro negro, com aparelhos de demonstração, e, sobre tudo , com a profunda eloqüência que a linguagem didática (sic) lhe põe à disposição, uma coisa ressalta logo à vista: para esse professor a mente é uma máquina fotográfica ou uma fita magnética. Aula é processo de gravação de imagens e de sons? Quanto mais luz (clareza) , quanto mais explicações , quanto mais exposição (condição da fixação!), quanto mais claro os contornos, mais nítida a fotografia . Daí esmerar-se no vocabulário, na chamada linguagem didática , nas repetições freqüentes, para que a fotografia fique perfeita , para que o retrato do conhecimento existente na mente do mestre se transfira perfeito para a mente do aluno. Didática é um processo de fotocópia cuja matriz é o professor... O cérebro do aluno, um gravador. Logo mais o jovem será testado : quanto mais parecido forem seus conhecimentos com os do professor ,melhor o resultado da aprendizagem! Se fosse possível um carimbo pedagógico estaria resolvido o problema da aprendizagem. Ora qual o professor ,por exemplo , que uma monografia (mesmo ilustrada) não ensina ninguém a nadar. Aprende-se a nadar, nadando. Por que , então , pretender que explicações verbais ensinarão o aluno a “operar”(operação é a ação mental)? “ ( Lima, Lauro de Oliveira - ESCOLA NO FUTURO,Petrópolis , Vozes,1979,página 123). Logo , a individualidade gera limite da sua aprendizagem ou compreensão, dado também da sua herança e da sua bagagem de vida, são verdadeiras curvas de possibilidades e seria ótimo se pudéssemos 8 saber a capacidade ociosa da pessoa, ou efetiva , ou potencial , mas podemos cair em armadilhas , pois as inteligências são divergentes ou convergentes (em função da emoção, convicções , fé), e muitas vezes o aluno não sabe o que vem pela frente, para chegarmos a um resultado satisfatório e expansão das possibilidades de compreensão do aluno, em escala constante , deve haver suprimentos adicionais de todos os recursos( imateriais , materiais , e pessoais tanto do aluno quanto do professor) inclusive práticos, envolvidos , considerando sempre limites e tolerâncias. É óbvio que quando crianças, jovens ou adultos vão à aula (dos mais diversos programas educacionais, analítico , profissional ou atlético ) espera que estejam sensíveis á aprendizagem, e é verdade também que somos alunos constantes ou em aprendizagem contínua , isto reflete as atividades como ler um livro, um jornal , jogar futebol, fazermos reprovação de imposição de alguém , obstinar pelo equilíbrio do ecossistema , fechar um balancete. Então o propósito de qualquer programa educacional , apesar das variedades de ambientes possíveis ,o objetivo principal é “promover” a aprendizagem , e promoção é diminuir custo para o aluno adquirir estes novos conhecimentos , deste ou daquele programa educacional, e não estamos só , muito menos o aluno, ele tem que perceber as interações das coisas, por isso a aprendizagem está sempre se efetuando, “agregando-se”, este processo contínuo (antes mesmo do nascimento) e de uma forma ou de outra durante toda a nossa vida ( passamos então a bola para os nossos herdeiros). A verdade é que muito que aprendemos de importante muitas das vezes não é na escola, por isso o interesse de “inteirar” as coisas : não há saída sem entrada, redução sem oxidação, débito sem crédito, amor sem perdão , escola sem aluno ou aprendizagem sem estudo. E na ótica da interação, se possível , manter os alunos de dificuldades de aprendizagem, de audição como também de visão , das diversas possibilidades e incapacidades de coordenação motora, de diferentes classes sociais , etnias, numa mesma escola. A memória do indivíduo é muito importante como também toda a sua inteligência e seus devidos limites, mas segundo Albert Einstein o mais importante do indivíduo é a sua imaginação ,sua criatividade, criação, este é o produto do conhecimento , este é o novo incremento a ser dado à cultura, e o aluno não pode ser privado da criatividade , ou de 9 trabalhos criativos, o que diferencia um indivíduo do outro é justamente a sua criatividade, então a aprendizagem do aluno está diretamente ligado à sua memória, à sua inteligência, ao seu grau de atenção (“interesse”) e ao seu desenvolvimento de criação, mas também a criança ,o jovem ou o adulto estudante é função direta do professor , da escola, do orçamento, da sociedade, do equilíbrio disso tudo e o mais importante a sua fé e a sua Ética em relação a tudo isto. O ensino envolve inúmeras responsabilidades e questionamentos técnicos que devem ser julgados por especialistas , não é desejável que os alunos sejam educados conforme o desejo de seus pais e sim de orientação vocacional ou de um planejamento escolar. “Desde o começo dos tempos nunca houve outro com a minha mente , meu coração, meus ouvidos, minhas mãos , meu cabelo , minha boca. Ninguém que tenha existido antes , ninguém que vive hoje e ninguém que virá amanhã pode andar e falar , se mover e pensar exatamente como eu .Todos os homens são meus irmãos , todavia eu sou diferente de cada um. Eu sou uma criatura única . Mesmo sendo do reino animal, as recompensas animais , sozinhas não me satisfazem. Em mim queima a chama que tem passado por incontáveis gerações e seu calor é uma constante provocação para meu espírito se tornar melhor do que sou e poderei ser. Eu estimularei essa chama de insatisfação e proclamarei minhas condições para o mundo. Ninguém pode duplicar minhas vigorosas pinceladas , minhas marcas de cinzel,ninguém pode reproduzir minha escrita , ninguém pode gerar meu filho. Daqui por diante , irei capitalizar esta diferença, pois é uma garantia a ser promovida em sua totalidade . Eu uma criatura única na natureza. Eu sou raro , e existe um valor em toda raridade ; assim eu sou valioso. Eu sou o produto acabado de milhares de anos de evolução ; eu sou melhor equilibrado em mente e que todos os imperadores e sábios que me precederam. Mas meus predicados , meu espírito, meu coração e meu corpo estagnarão, irão se decompor e eu morrerei ; com este receio eu darei bom uso a tudo . Eu tenho potencial ilimitado. Só uma pequena porção do meu cérebro eu aproveito ; só uma mínima parte de meus músculos flexiono. Cem vezes ou mais eu posso aumentar minhas realizações de ontem e isso eu farei, começando hoje. Nunca mais ficarei satisfeito com as realizações da véspera , nem me entregarei outra vez , em louvor próprio , por ações que na realidade são muito pequenas até para serem admitidas...Eu não estou neste mundo por acaso. Estou aqui para um propósito e esse propósito é fazer-me crescer como uma montanha e não encolher-me até um grão de areia. De hoje em diante aplicarei todos os meus esforços para me tornar a 10 mais alta montanha entre todas e estenderei meu potencial até que ele grite por misericórdia. Eu tenho tido olhos para ver e cabeça para pensar e agora conheço um grande segredo da vida porque percebo , enfim, que todos os problemas , desencorajamentos e dores de cabeça são na verdade grandes oportunidades disfarçadas . . . Nenhum animal , nenhuma planta , nenhum vento , nenhuma chuva , nenhuma rocha , nenhum lago teve o mesmo começo que eu , pois fui concebido pelo amor e educado para um propósito . No passado eu não considerei esse fato , mas daqui por diante ele irá modelar a guiar minha vida . E a natureza não conhece derrotas . Eventualmente ela emergirá vitoriosa e assim eu também , e com vitória a próxima luta se torna menos difícil.”(Eu sou o maior milagre da natureza -LBV SINE/RJ FAT).A perspectiva é capitalista numa ótica individualista, mas o mais importante é termos esperança no sucesso do aluno, fé no estudante, acreditar na capacidade de realizações que o aluno pode executar, mesmo ainda se o resultado for diferente do esperado , de acordo ainda com o texto acima “ a natureza não conhece derrotas” mas não somos animais para deixar alguém em apuros e conscientemente não auxiliar. 2.1-“ UM DESAFIO PARA TODOS “ (de Denise Esposito Fiorin ) “ “ Esta turma é muito agitada . Os alunos não se concentram em aula “ .” maioria deles não realiza as tarefas solicitadas , em aula ou para casa “ . “ A turma é imatura e não apresenta os pré-requisitos necessários para a série “ . “Alguns alunos têm problemas “ . Tais comentários são ouvidos em conselhos de classe que podem ser de qualquer escola e de qualquer série , de qualquer escola e de qualquer grau de ensino de nossa cidade ( ou será , também , de qualquer cidade ?) . Quantos aspectos negativos são apresentados ! Ao se questionar os professores sobre o que tentam fazer para minimizar os problemas citados , escuta-se: “ Mandei bilhete para os pais “ . “Comecei a descontar pontos “. Tentei fazer trabalho em grupo , mas não deu certo , a bagunça foi maior . Desisti “ .”Mudei a disposição das classes . Foi pior “. Quando perguntados sobre o que sugerem que seja feito a partir daí , ouve-se: “conversar com a turma”. “Encaminhar os alunos mais perturbadores ao SOE “. “ Chamar os pais “ . Refletindo sobre tudo isso , observando situações , ao longo de alguns anos de atuação na área da educação , faço algumas considerações . A maioria dos professores , em seus cursos de formação , recebeu orientações para trabalhar com turmas pequenas , incluindo alunos de nível médio ( em termos de conhecimento e de dificuldades ) , provenientes de lares bem estruturados , que vêm para a escola com bastante vontade de aprender e de ficar concentrados o tempo todo , em sala de aula . 11 Ao chegarem no ambiente escolar , mais especificamente na sala de aula , as coisas não são bem assim. Cada aluno carrega sua bagagem pessoal em termos de conhecimentos , vivências , necessidades , ansiedade, curiosidades , interesses , ritmos de trabalho etc. Então , os professores tornam -se, muitas vezes, desorientados ,procurando caminhos que solucionem as dificuldades encontradas e resolvam sua insegurança em lidar com tais situações... Esta desorientação seria um indicativo de : - Falta de informação ? - Incompetência ? - Desconhecimento do processo ensino - aprendizagem ? - Falta de adequação à realidade ? - Pouca ênfase recebida nos cursos de formação sobre as disciplinas pedagógicas ? - Desconhecimento dos recursos existentes fora da escola , de onde os alunos recebem significativas informações ? Sabe-se que atualmente os educandos absorvem grande quantidade de informações por dia , através dos meios de comunicação ( TV, jornais , revistas , computador ... ) Os meios de comunicação expandiram-se muito e poderiam ser chamados de meios de aquisição de informação, ou até mesmo , de recursos para a auto - aprendizagem. Através deles e de outras tantas formas as pessoas recebem centenas de informações sobre os mais variados temas , podendo , inclusive , selecionar o que interessa . Como é que a turma vai concentrar-se mais em aula , se naquela sala , as imagens não mudam a cada segundo , como na tela de um aparelho de TV ? Se não há ansiedade em tentar encontrar , rapidamente pelo raciocínio, as soluções para um problema , como para um jogo de vídeo ? Como é que a turma vai permanecer sentada , em fileira , durante os cinco períodos de aula , se existe muita energia , criatividade e espontaneidade para serem expressas ? Durante algum tempo , vários professores condenavam os meios de comunicação , pois pensavam que eram seus concorrentes , mas o ideal é servir-se deles, incluí-los no planejamento das aulas , aproveitar os subsídios que transmitem e ensinar os alunos a fazerem uma leitura crítica de todos eles . Sei que não é possível aparelhar todas as salas de aula , pelo menos por enquanto . Mas é possível refletir e tentar buscar caminhos mais atraentes para aproximar os alunos ao seu ambiente de trabalho . Sabe-se que os alunos gostam da escola, dos colegas e de muitos professores, mas não gostam das aulas . Isso ocorre porque , em muitas delas , não acontecem coisas interessantes que realmente prendam a atenção, busquem o envolvimento e a participação dos alunos . E eis uma palavra-chave : participação . 12 Com a evolução dos anos 90 , é preciso que o ensino também evolua , acompanhe o ritmo acelerado da sociedade e dos educandos . É necessário que se busque uma melhoria de qualidade , resultante de um trabalho sério e engajado de todos aqueles que compõem a comunidade escolar . Cabe à direção e aos serviços especializados da escola reunirem-se freqüentemente para analisar e avaliar todo o trabalho que se está desenvolvendo ; delinear ou reafirmar a linha filosófica da instituição e sua conseqüente proposta pedagógica , no seu mais amplo sentido . Ao professor cabe comprometer-se com seu papel de orientador , de formador ( não só de informador ) de indivíduos em desenvolvimento . Sua forma de atuação tem de ser , portanto , simultaneamente compatível com a realidade , as necessidades e capacidades dos alunos e com os princípios norteadores do ensino-aprendizagem : uma agilização do processo capaz de conduzir o aluno à auto-construção do seu próprio conhecimento . Não são bilhetes , nem pontos descontados , nem mudança de posição de classes os responsáveis por uma mudança de desempenho , mas , uma competente ação educativa com vistas a acertar . O fundamento é manter-se numa busca constante de melhores resultados , baseada nas experiências diversificadas adquiridas e na procura contínua de novas informações , através de cursos de atualização e de leitura .” (Fiorin , Denise Esposito , Pedagoga e Especialista em Supervisão Escolar - Revista do Professor , 94 -Porto Alegre). O cliente da escola é o aluno ( cliente externo ) que deve ser respeitado toda sua individualidade, os demais profissionais da escola ( clientes interno ) devem trabalhar em função do aluno ( se possível cada aluno ) buscando e entendendo e satisfazendo os seus interesses que correlacione sempre com uma competente ação educativa . 13 3 - TEORIA REDUZIDA DO PROFESSOR As carências dos professores são instrumentais e até de conhecimento de pelo menos aplicar as tecnologias de ensino , o como e aonde , e o que pode e não pode ensinar ,os limites são negligenciados em aspecto horizontal ( dado outras matérias), vertical (dado na própria matéria) e o mais importante , carências de informações do próprio aluno (observações feitas ao longo da minha vida). O nível de compreensão do aluno é dado a colocação de signos novos, se a seqüência destes signos foi boa, passa a ser possível novos conhecimentos , esta estrutura lógica ( de acordo , com a natureza da memória ou inteligência da pessoa ) faz com que se transforme em instrumentos de raciocínio. Isto é a partir do espaço , da realidade de vida desta pessoa, relevando inúmeras privações , marginalizações que a criança , o jovem e o adulto sofrem a cada dia , ou seja não tirar à força duma condição que deveria ser construída , respeitando as suas respectivas culturas, fazer com que o conhecimento dos conteúdos se construa pelo educando , através de trabalhos , atividades esportivas, e jogos diversos que estimule as suas estruturas lógicas e afetivas à realidade sócio-econômica. Somos fracos frente a pressão econômica liberal/individualista , então : “ O sistema educacional pode contribuir para o desenvolvimento do sistema econômico , quer produzindo novos conhecimentos e idéias, quer elevando o nível educacional da população , quer ainda , desenvolvendo os recursos humanos com a qualificação reclamada por esse sistema econômico “(Paro,Vítor Henrique -Escola e Formação Profissional). O professor deve conhecer o habitat do aluno , mas despir-se de preconceitos , admitir que , quem quer aprender é a criança , o jovem ou o adulto , e eles têm concepção do universo em que vive , deve ele ampliar horizontes , mas perspectivar do indivíduo o seu horizonte , considerar a sua história e inclusive da sua família e de sua cidade e considerar se o meio é rural ou urbano ou suas próprias diversidades , se é de comunidade urbana marginalizada , ou marginalizada financeiramente ( ou completamente afortunada ), os interesses ou necessidades é do aluno , o que a sociedade acha não é importante , os conhecimentos adquiridos por estas pessoas são valiosos (seus próprios talentos ) para 14 poder incrementar novos conhecimentos e a recíproca é verdadeira , será quase uma função identidade , mas a responsabilidade é maior do educador com a criança , com o jovem ou com o adulto. Na estrutura do ensino, além do estudante que está aprendendo , o professor é extremamente importante. As várias influências que permeiam a criança, o jovem e o adulto devem ser selecionadas e indexadas à idade , ao tempo e o espaço do aluno , isto requer planejamento. Quando há aprendizagem percebe a mudança de comportamento e de atitude , observa-se isto em quase todos animais e este novo comportamento deverá ser permanente caso não haja novas abordagens (um verdadeiro poder político). Uma das virtudes do professor, deverá saber ouvir (para uma relação de fé, de confiança) ter uma gama de processos avaliativos , inclusive estatístico e uma capacidade enorme de descrição minuciosa dos problemas , ser o mais flexível em relação às suas próprias atitudes e convicções e sentimentos. A maioria das pessoas estão interessadas em aprender, e em condições normais , um pequeno estímulo dará respostas extraordinárias, por exemplo, em trabalhos de grupos , o que não pode haver é um critério ditatorial , o que prejudicaria a criatividade ou a criação do aluno, liberdade e fé é fundamental, caso contrário, apatia , desinteresse e evasão escolar, não poderá tanger esquemas individualistas/liberal , aonde só os mais fortes sobrevivem (uma dos objetivos da educação hoje será diminuir diferenças econômicas , sociais e culturais) e caso venham sobreviver (se formar no fundamental , médio , técnico ou superior), a conjugação ditatorial e individualista os fariam uns subjugados ,pois teriam dificuldades de tomar decisões em grupo , o fracasso do aluno é o fracasso do professor, da escola , do currículo , do orçamento , dos pais, da família , da sociedade , das empresas , da economia , do país. PÁTRIA A Pátria não é ninguém :são todos. E cada qual tem no seio dela O mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. 15 A Pátria não é um sistema, Nem uma seita , nem um monopólio, Nem uma forma de governo. É o Céu , o solo , o povo , a tradição, A consciência , o lar , o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados , A comunhão da lei , da língua e Da liberdade. Os que servem são os que , Não invejam , os que não infamam , Os que não conspiram, os que não desalentam, Os que não emudecem, Os que não acobardam, mas resistem, Mas se esforçam, mas pacificam, Mas discutem, mas praticam a justiça, A admiração , o entusiasmo. RUI BARBOSA A natureza dos organismos é se adaptar às semelhanças, ou algo adaptável , é a reunião das afinidades, o elemento novo agregará por analogia ao elemento antigo , mas o homem é diferente dos demais animais da natureza ( além das inteligências divergente e convergente, como as múltiplas sensórias inteligências, há o lado emocional atrelado às estas inteligências), quando por sua vez o elemento novo não condiz com as suas expectativas ou ele repele de início, ou a diferença entre um pólo (elemento antigo) complementará (reverbera) até chegar ao elemento novo, aquele que repeliu no início , poderá de acordo com outras reverberações , admitir o que não foi aceito antes (reminiscências ). Logo a criatividade advêm das vivências , ou seja de convivermos com os diferenciais , a resposta para a própria evolução (dentro de uma analogia de conveniências , do espaço e do tempo do indivíduo).”Entre os neurotransmissores conhecidos estão a acetilcolina , certos aminoácidos com a glicina , o glutamato , o aspartato , o ácido-gama-amino-butírico ou GABA e as monoaminas doponina , noroadrenalina , adrenalina e histamina. Sabe-se hoje que muitos peptídeos também podem funcionar como neurotransmissores em neurônios sensitivos , e os opióides . Esses últimos pertencem ao mesmo grupo químico da morfina e entre eles estão as endorfinas e as encefalinas .” ” As sinapses químicas caracterizam -se por serem polarizadas , ou seja , apenas um dos dois elementos em contato , o chamado elemento pré-sináptico , possui o neurotransmissor . Este é armazenado em vesículas 16 especiais , denominadas vesículas sinápticas , identificáveis apenas à microscopia eletrônica , onde apresentam morfologia variada .” “ O tipo de vesícula sináptica predominante no elemento pré-sináptico depende do neurotransmissor que o caracteriza . Durante muito tempo , acreditou-se que as vesículas sinápticas era produzidas apenas no pericário , sendo levadas até as terminações axônicas através do fluxo ascoplasmático . Sabe-se hoje que elas podem também ser produzidas na própria terminação axônica por brotamento do retículo endoplasmático agranular .” “ Sabe-se que o sistema nervoso central , longe de receber passivamente as informações sensoriais que vão ter a ele , é incapaz de modular a transmissão dessas informações através de fibras centrífugas que agem principalmente sobre os núcleos relés existentes nas grandes vias aferente . Caracteriza-se assim a existência de vias aferentes reguladoras da sensibilidade . A primeira observação mostrando a existência dessas vias deve-se a Ramon Cajal , que descobriu no nervo óptico e na retina fibras eferentes originárias da formação reticular . A presença de vias eferentes reguladoras da sensibilidade explica a capacidade que temos de selecionar , entre as diversas informações sensoriais que nos chegam em um determinado momento , aquelas mais relevantes e que despertam nossa atenção . Na dependência dessas vias estão , pois , fenômenos como a atenção seletiva e a habituação a estímulos apresentados continuamente .” Machado , Angelo B.M. Neuroanatomia funcional -93 -BH . “O hipocampo e a amígdala eram duas partes-chave do primitivo “nariz cerebral” que , na evolução , deu origem ao córtex e depois ao neocórtex . Até hoje , essas estruturas límbicas são responsáveis por grande ou a maior parte do aprendizado e da memória do cérebro ; a amígdala é a especialista em questões emocionais . Se for cortada do resto do cérebro , o resultado é uma impressionante incapacidade de avaliar o significado emocional dos fatos ; esse mal é às vezes chamado de “ cegueira afetiva“. “Sem peso emocional , os encontros perdem seu domínio . Um rapaz cuja amígdala fora cirugicamente removida para controlar sérios ataques perdeu por completos o interesse pelas pessoas , preferindo sentar-se isolado , sem nenhum contato humano . Embora fosse perfeitamente capaz de conversar , não reconhecia mais amigos íntimos , parentes , nem mesmo a mãe , e ficava impassível diante da angústia deles com sua indiferença . Sem a amígdala , parecia ter perdido toda identificação de sentimento , assim como qualquer sentimento sobre sentimento . A amígdala atua como um depósito da memória emocional, e portanto do próprio significado ; a vida sem a amígdala é uma vida privada de significados emocionais“ Daniel GolemanInteligência Emocional ,96 . A criação ( como um todo ) não é perversa, só temos que desvendá-la , os notáveis estão escondidos nas suas diversas formas , que poderá se mostrar , se expandir , à taxas cada vez maiores , como na música , esporte , teatro , literatura , direito , economia , etc.. É só nós respeitarmos as suas individualidades , ou seja a sua própria criação. 17 4 - TEORIA REDUZIDA DA ESCOLA Na antiga Grécia, os mestres andavam com seus discípulos pelos jardins refletindo sobre política , Economia , Filosofia , ciências , Agricultura , Medicina , Lógica, etc... Os discursos ficavam no mundo das idéias ,uma separação do homem ou do físico dos seus respectivos pensamentos , ou do abstrato do concreto . As concepções das coisas advêm do concreto, estes valores abstratos (concepções) reflete substancialmente no novo mundo concreto (podemos pensar muitas coisas e realizar poucas, mas tudo que realizamos tivemos que idealizar antes, logo é as idéias que são fundamentais),ou a existência do concreto adveio do abstrato , ou seja de um processo continuado de idéias ou de uma estrutura lógica por exemplo MAIÊUTICA é o processo pedagógico socrático, que consiste em multiplicar as perguntas a fim de obter por indução dos casos particulares e concretos um conceito geral do objeto em questão . De vez em quando (quase sempre) voltamos aos nossos antigos mestres ( ou contínuos professores ) para partimos de um conceito ou uma idéia que eles já tiveram, é a construção do conhecimento ou a História ou a memória da ciência. Hoje as carências na escola são múltiplas inclusive afetivas ( na busca de produzir conhecimentos ou fabricar capital humano , esquecem os fundamentais, a interação do amor, a moral e a Ética) e também estrutural, por exemplos , se a escola é para formar técnicos em laboratório(como também em química ou Patologia) não há laboratório, técnico em secretariado não há microcomputador (ou até máquina de escrever , manual ou elétrica), localização e ambiente são os mais desfavoráveis possíveis (inúmeras perto de poluição sonora), o ótimo seria então uma escola bem estruturada no seu espaço físico com equipamentos mais contemporâneos possíveis e técnicos e especialistas compromissados com a evolução intelectual de cada aluno, na sua plenitude. As escolas podem ser diversas ou estar em diversos lugares ,como no campo ou área rural ou na cidade , área urbana. Mas pode estar também na empresa , debaixo da árvore, no sindicato , presídio e nos mais diversos cursos como pré-escolar , básica (ensino fundamental) , médio e superior (graduação , pós-graduação em especialização , mestrado 18 ou doutorado) ou a escola pode ser técnica, com expectativa de formação de técnicos (em todos níveis escolares) nas áreas : comercial , industrial , rural ou de saúde . Segundo Ary Lex ( Biologia Educacional ) “Quando se cogita de instalar uma escola fundamental , a primeira questão que nos deve preocupar é a adaptação do meio em que vai viver a criança às necessidades do seu desenvolvimento. Precisamos proporcionar-lhe bom arejamento , seja relativo ao interior da escola , seja relativo ao local onde se constrói o prédio . Além disso , deve a escola possuir água pura e abundante e mobiliada com material apropriado , localizar-se numa rua tranqüila , sem linha de ônibus à porta, para evitar ruídos nocivos ao ensino. Distanciar o prédio escolar das fábricas , usinas ou estações aonde se produzem fumaças e odores desagradáveis ; dos mercados ,feiras ,fábrica de sabão , serrarias ou hospitais. A orientação pela escolha do local para uma escola, não só pelas razões de higiene física ou defesa contra as moléstias contagiosas , mas também razões de higiene moral . ” A arquitetura aplicada à edificação escolar constitui uma verdadeira especialidade. Se o Homem tem que se inteirar com o meio , a escola tem que se inteirar com o Homem, com seus limites ou seja ser psicologicamente , biologicamente , pedagogicamente possível , e é incrível as inúmeras escolas que cometem uma enorme violência às tolerâncias orgânicas das pessoas, por não consultar especialistas de área de construção , médicas ( ou de saúde ) e pedagógica. Na escola rural segundo ainda Ary Lex , “Evita-se o terreno demasiadamente argiloso, porque nele a água forma poças por ocasiões das chuvas. O terreno rico em humo retêm água . Esta umidade é má condição para a saúde dos alunos e é prejudicial à conservação das paredes. O terreno de rochas sedimentares (arenito e calcário) é bom, pois é permeável e se mantém sempre seco. A sua desvantagem é ser o terreno pouco propício à formação das hortas anexas à escola , pela escassez de humo... Paredes jamais deverão ser de taipa ou de terra socada como ainda se encontram , em algumas fazendas antigas . Essas paredes ficam logo esburacadas , oferecendo abrigo a insetos , como percevejos, piolhos e chupões ou barbeiros , transmissores da moléstia de Chagas , endêmica no Brasil Central . As paredes de tijolos precisam ser caiadas com cuidado e pintadas a óleo de 1,5 m de altura , quando for possível. Evitem-se as paredes que separam uma classe da outra , feitas de tábuas. Não são isolamento do som de modo que exposição de um professor é ouvida na outra sala , interferindo no aprendizado e trazendo confusão e falta de atenção. Além do telhado , é indispensável que exista forro de madeira. Todos nós sabemos que na maioria das escolas rurais o chão é de terra socada ou , quando muito , de tijolo . Em ambos os casos , o asseio é falho , pois nunca é possível retirar todos os resíduos , tendo sido encontrados até ovos de vermes em tais pisos. O assoalho , que deve ser de madeira , ficará a cerca de meio metro do chão , para evitar a penetração de umidade na sala . 19 A fim de impedir a introdução de terra nas salas de aula , é necessários colocar limpa - pés na entrada da escola ou das salas.” Cuidados estes que em muitas escolas na cidade também devem observar , pois transtornos de ruídos de salas vizinhas devem ser evitados como também umidade e sujeiras de todas as formas. Uma das formas de combater a globalização e seus maléficos desajustes sociais , como desemprego, falências , depressão , é nos deslumbrar- mos com o meio rural , começando com escola de carácter técnico rural ( inclusive nas cidades urbanas ) , presídio rural ou presídio-escola rural , inúmeras frentes de trabalho em encostas , lavouras , secas etc. Não se pode corroborar com a teoria malthusiana e sim criar artifícios para corrigir desníveis sócio- econômicos . Com boa vontade , suprir a demanda de professores na área rural com meios de comunicação ( rádio e televisão ) e multirão para o ensino destes desfavorecidos , marginalizados pela cultura da industrialização , um genocídio educacional de 17,5 milhões de analfabetos. “ Deve ser dito que a criança aprende a dominar as operações racionais , porque o desenvolvimento social a capacita para cooperação , ou deve admitir-se , ao contrário , que tais capacidades individualmente adquiridas a levam à cooperação e lhe permitam conhecer os outros ? “ Piaget . Por isso , as crianças à certa altura do crescimento , procuram grupos fora da família , para agirem em um clima de reciprocidade , mas este melhor lugar é a escola . Há uma necessidade de preparar melhor nossas crianças nas escolas , mas não de forma individualista, criando um espírito competitivo entre si. A nova era pede que a criatividade, conhecimento , trabalho seja atrelado e o espírito não pode ser mais competitivo individualmente , e sim o de grupo ( que poderá ser apenas uma análise de relatividade) é a única maneira de combinar os diferentes e obter o novo , este novo é o produto das inúmeras convivências e adaptações tendo assim pessoas mais flexíveis , mas tem estar embutido em relações afetivas boas , dar com carinho e amor e ensinar a amar , adequadamente , “o aprendizado não se dá isolado dos sentidos das crianças. Ser emocionalmente alfabetizado é tão importante para o aprendizado quanto a instrução em matemática e leitura “ Daniel Goleman. A idéia de equipe ou a cada equipe ou a cada comportamento novo , só pode advir pela educação , pois é o único método que muda o comportamento humano. 20 As avaliações nas escolas também não pode ser mais individuais ( ou apenas ) , e sim avaliações do grupo ( mais pelo grupo e sua adaptabilidade do que pela nota em si ) , assim tem a necessidade de variar os grupos fazendo que sejam com os integrantes da mais variadas etnias , temperamentos , inteligências, criatividades ( que as possibilidades sejam a mais diferentes possíveis ) , mostrar com isso respeito mútuo, ética , controle emocional (dignidades morais ) , os trabalhos poderão ser da mais diferentes ordens e contemporizações, inclusive manutenção do meio ambiente (o seu e dos outros, diminuição dos custos sociais pela solidariedade e inclusive como moeda de troca entre comunidades pobres , consumo consciente , reciclagem, replantio de árvores , hortas e tudo sobre preservação ecológicas e o bom uso d’água e alternativas de energia ) ,ferramentas sustentáveis de um mundo melhor, uma escola não pode ficar mais “ilhada” nos seus conceitos de sucesso ( porque o sucesso não é só o sucesso do aluno e sim o sucesso da sociedade ou do grupo ou equipe que o aluno estará inserido no futuro ) , o aluno é educado para mundo e este mundo está cada vez mais integralizando-se, diferenciamos ( delimitamos) para entender , mas integralizamos ( compor com os diferentes mas com afinidades ) para funcionar. Se inserir em um grupo tem que representar a troca da hierarquia pela divisão do trabalho (não só , não priorizar ou preferir alguma diversidade cultural , somos todos importantes ou capitais , ninguém pode ser considerado melhor) na capacidade e respeito a cada limite dos indivíduos envolvidos , sempre compreendendo o ponto de vista do outro, porque não existe a cooperação sem compreensão, isto tudo é função da reciprocidade e por sua vez é para transcender , vencer a linguagem egocêntrica , prevalecendo uma linguagem coletiva , dentro duma tridimensionalidade plena ( feedback total ). Então há necessidade de mudar o conceito das salas de aulas , uma boa reengenharia na escola , começa na sala de aula , e a sua mudança de sua estrutura arquitetônica , aonde o foco agora é o grupo de trabalho e quem observa pode ser uma junta de professores , as carteiras não pode ser mais individualizadas (algumas hoje altamente personalizadas ) e sim mesas ou ambientes sem fronteiras para comunicação entre os integrantes dos grupos ( inclusive entre estes grupos ) , sejam quais forem as idades dos alunos , a troca de aprendizagem é mútua entre todos os envolvidos (inclusive a quem se dispõe a ensinar, a orientar ,a coordenar). 21 Assim como a empresa , a escola tem que estar preparada para receber os seus alunos , os alunos entram e os preconceitos não , dessa forma a escola precisa adaptar o ambiente do aluno ao ambiente da escola , como adaptando-se aos alunos portadores de deficiência . Não se pode mais premiar apenas aquele aluno que é bom em algumas matérias ou todas, o prêmio ou a boa nota se dará para o grupo , ou para os alunos , que efetivamente se envolver em aprender e a ensinar, o aprendizado tenderá a ser único ( apenas tenderá , existe o respeito à individualidade ) com uso pleno da comunicação ou o uso coletivo da linguagem . O primeiro contacto com os conceitos de equipe tem que ser na escola , os retreinamentos nas empresas são muito caros , não que não se deva fazer , muito pelo contrário sempre que haver as necessidades ou averiguar as necessidades que haja o treinamento ( a mudança ou o melhoramento é contínuo ) , mas o mérito da educação e também da pesquisa é da escola , empresa ou organização que cria desenvolvimento do conhecimento humano. “ As universidades , por uma série de razões , são , atualmente , as únicas entidades realmente capazes para desenvolver pesquisa tecnológica no país. Primeiro , porque dispõem de mão de obra abundante e relativamente barata. Segundo , porque possuem não só os equipamentos como a documentação exigida para este trabalho . E terceiro , porque acumularam razoável experiência através de uma série de projetos específicos , alguns , já em fase de aproveitamento industrial . O grande problema tem sido criar mecanismos capazes de canalizar os projetos gerados nas universidades para a indústria . Os problemas da indústria se concentram na preocupação com prazos ,vendas e lucros . A universidade pelo contrário , trabalha a longo prazo , muitas vezes indiferente a aspectos cruciais como custos , rentabilidades, e obsolência “(revista Isto é,2001). Fica para a empresa como compor melhor a equipe e o assessoramento adequados à elas , inclusive estes poderão advir das equipes de pesquisas da universidades, uma sinergia comunidade empresa e a escola . Mas nada impede que empresas fundem as suas próprias escolas ( economia livre, requer atitudes livres, o parâmetro está na dignidade humana)estas organizações do aperfeiçoamento do conhecimento humano num paradigma todo próprio da empresa no processo de evolução da empresa com seus clientes ( internos e externos ) , fornecedores e empreendedores , considerando assim a equipe , toda a empresa, e seus envolvidos como um time (“team” ) e a escola ou esta “ educação corporativa “ como um técnico (“coach”), o técnico por sua vez tem que perceber e respeitar os talentos pessoais , esta procura da pessoa por uma atividade deve ser considerada ( “... a prática é mais importante. Num estudo com 22 violonistas considerados prodígios , observaram que os mais geniais eram aqueles que tinham sete mil horas de treino. Os bons tinham cinco mil horas e os medianos , três mil. A habilidade pode ser explicada pela prática , por isso , chamo de talento o interesse por um assunto “ Dra. Suzana Herculano Honzel - Megazine, O Globo 2002). Este grande projeto de equipe , a escola , a empresa e as pessoas envolvidas poderão perspectivar juntos com a melhora da atividade empresarial , esta empresa criadora (ou desenvolvente ) de conhecimento tem uma maior maleabilidade para adaptar ao mercado , criando novos produtos ou adaptando estes ,a resposta é rápida aos clientes . Todo ensinamento deve ser para criar ( ou desenvolver ) novos conhecimentos , novas tecnologias , são estes “ o produto “ do ensinamento . Se ao longo de um tempo não se agregou nenhum valor novo ao conhecimento , então o aprendizado ou ensinamento foi ineficaz , este é realmente o fracasso da escola , pois fundamentalmente a evolução é uma característica da vida e se não houve mudança desta qualidade , então nada foi aprendido , nada foi ensinado ( é aonde mora o fracasso , nas equipes , nas empresas , na sociedade , no país ).”Conhecimento humano tornou- se o principal ingrediente do que produzimos , fazemos , compra mos e vendemos . Resultado : administrá-lo => encontrar e estimular o capital intelectual , armazená-lo , vendê-lo e compartilhá-lo tornou -se a tarefa econômica mais importante dos indivíduos , das empresas e dos países “ (Stewart,Thomas-”capital intelectual”1998). Segundo a nova LDB ( art.1o , parágrafo 2o) “ A educação escolar deverá vincular -se ao mundo do trabalho , e à prática social “, por isso acho necessário que o indivíduo antes de passar pelos treinamentos das empresas ou pela “ educação corporativa “ estas pessoas devem ter tido uma formação profissional em padrões mais abrangentes e ainda no mínimo ter terminado o nível médio ( se possível técnico/superior ou uma graduação plena ) , para que a nova característica da empresa seja apenas um acréscimo de conhecimento e uma vez que esta pessoa saia da empresa ela possa sempre se adaptar em outras, a educação é para o mundo e o “ mundo do trabalho” são todos os trabalhos possíveis que as pessoas possam realizar e a “educação corporativa” pode ser muito boa para as empresas que necessitam de mudança de comportamento ao tempo desejado , mas pode ser crucial para o “funcionário/aluno”, caso este não teve uma boa formação prévia ( fundamental , médio ou superior ) , pois ele fica no molde desta empresa e a cada necessidade de mudança de comportamento na empresa ele está fadado ou vulnerável a ser “ex -funcionário/aluno“ o e incompatibiliza a boa “prática social” . 23 5 - TEORIA REDUZIDA DO ORÇAMENTO As carências no orçamento advém da não interpretação de equilíbrio do meio que as coisas devem ter na verdade devemos ser justos e isto requer conhecimento , quando não há justiça , terá que haver solidariedade, e muitas das vezes , ver pessoas na soberba por terem ajudado o próximo , marginalizado por um orçamento ( aonde este é apenas reflexo ). “ Qual a madame de sociedade que não se sente candidata à beatificação toda vez em aterrissa na sua visita anual à favela do Buraco-Quente , a bordo de seu automóvel com motorista , distribuindo carrinhos e bonecas de plástico biodegradável ? Existe confissão a padre católico que dê essa mesma sensação de perdão por viver no Morumbi e jogar fora mais restos de comida do que o pessoalzinho do Buraco-Quente come por semana ? Quantos pai-nossos e ave-marias seriam necessários para absolver madame por correr ao banheiro , ao chegar em casa , e desinfetar as mão com álcool após essa experiência humanamente tocante pela qual acaba de passar ?(Ricardo Semler). A humildade de sabermos que justiça é apenas um limite , tende ao infinito , logo a solidariedade ou bondade extra-orçamentária tenderá a zero , que deveremos sempre fazer ajustes (sem amor e sem dedicação nada é possível ) , a princípio não devemos ser bons (podemos pecar para com outros ) e sim justos, caso venhamos a falhar teremos que ter carinho e simplicidade , para ajustar . Não somos deuses! Algumas pessoas acham que vão encontrar por aí Zeus , Netuno , Vênus , Hércules, Atenas, ou os mais atualizados superhomem e a Mulher Maravilha ou todos Super-amigos ou quem sabe X-men na mais evoluída genética humana! Somos produto do carinho e do amor , um verdadeiro ajuste da natureza , uma evolução constante . “ Um conjunto de gêneros de primeira necessidade e de satisfação não pode ser comparado com outro conjunto ; o valor de uso não pode ser medido por nenhum padrão conhecido , pois cada um calcula o seu valor de maneira diferente .” ( David Ricardo ). Se numa escola todos sentam no chão , inclusive o professor, resta saber , se nesta escola todos sabem , o bom uso da cadeira , pois não há injustiça relativo à escola , pois todos sentam no chão ; caso haja conhecimento do uso , passará haver um sentimento de injustiça , ainda assim a escola não deixou de ser justa , caso ela não tenha previsão de receitas ( ingressos financeiros ou as próprias cadeiras ) suficiente ( em relação ao sistema educacional , sim !). 24 Em um orçamento as origens de recursos se equiparam as aplicações dos recursos , num orçamento inicial ou de instalação , faz-se uma previsão dos gastos com terreno, construção, instalação , móveis e utensílios , microinformática , biblioteca , material didático , equipamentos de laboratório , de oficina e etc. E de pessoal a cada instante do projeto. As origens de recursos podem ser próprio ou de terceiros( ou de ambos). O começar é uma coisa boa, o resto é conseqüência de uma coisa boa que foi começar ( com seus devidos ajustes ). Em um orçamento de gestão ou de exercício , a finalidade fica em prever receitas e gastos ,os confrontos sistemáticos entre as previsões e as realizações visam a por em evidências os desvios que devem constituir o objeto de indagação para conhecerem-se os motivos que os determinaram , isto tudo com certa flexibilidade , inclusive contínua revisão da previsão e a conseqüente reconciliação de seus dados com as novas condições do mercado .” As empresas , como indivíduos , não possuem vidas infinitas . Uma empresa caminha através dos estágios de nascimento , crescimento , maturidade e eventualmente declínio.” (Gitman, Lawrence J. Princípios de administração financeira ). O orçamento público (Lei -4320/64) é a previsão ( ou fixação ) das quantias monetárias que num período determinado , devem entrar (previsão ) em forma de receita , e sair (fixação ) na forma de despesas, dos cofres públicos . As receitas públicas são de capital ( como alienações de bens ) ou corrente ( tributo, imposto, taxa, contribuição de melhoria, vendas de serviços, recebimento de transferência, multa e cobrança da dívida ativa , como exemplos ) os estágios da receita pública são : previsão , lançamento , arrecadação e recolhimento . Geralmente aqui no Brasil, paga quem quase não tem , e quem tem quase não paga impostos (ou ingressos em geral) neste país, fora a sonegação, a corrupção na fiscalização desgraça os serviços públicos , a previdência e todos aqueles que dependem destes serviços. Despesas orçamentária são aquelas cuja as realizações depende de autorização legislativa não podendo realizar sem crédito orçamentário correspondente , as despesas são de capital e correntes que desdobra na de transferências e a de custeio. A despesa de custeio são aquelas a que corresponde contraprestação de serviço ou realização de operação ou 25 fato do interesse imediato da entidade que as realiza como material de consumo , serviços de terceiros , docentes , pessoal administrativo , encargos , materiais didáticos, cozinha, equipamentos de informática e etc... Os estágios da despesa são : fixação, licitação, empenho , liquidação , suprimento , pagamento . O orçamento público ou privado é a maximização da satisfação sujeito a uma renda monetária limitada que pode teoricamente ser otimizada pela curva de indiferença de Pareto, ajustada pela teoria do comportamento do consumidor ( o espaço orçamentário e o mapa de indiferença ) ou fronteira de possibilidades de utilidade e também programação linear ( considerando os limites de sua linearidade ). O limite da otimização ( satisfação do cliente interno e externo , no caso profissionais da educação envolvidos na aprendizagem dos alunos, pessoal de manutenção da escola e os próprios alunos ) do orçamento tanto público ou privado é a razão direta do limite da concorrência perfeita ou pura , como no Brasil a concorrência é perfeitamente imperfeita . Está aí mais um grande motivo para as desgraças dos nossos orçamentos ! A execução orçamentária poderá coincidir com a projeção ou previsão orçamentária criando uma situação de equilíbrio ou os gastos terem sido maior que a previsão tendo assim um estado de déficit orçamentário ou também o caso inverso ao anterior , esta condição será de superávit orçamentário . Modernamente , o orçamento é vinculado ao planejamento econômico e social dependendo dos estudos das contas nacionais ( contabilidade social ) , buscando objetivos e fins e quantificando os fundos que requerem ( de acordo com a previsão de receitas ). “ A função sempre precede a forma “ - Louis , Henri Sullivan ( l856-l924 ) , arquiteto norte-americano, revista Lippincott’s magazine ,(uma análise artística do edifício comercial) março de 1896. Poderia ter colocado a cada instância . “A função sempre precede a forma “ o mais importante é saber o que o aluno aprendeu dado o que vai em diante , os formalismos da série ou cumplicidade com a série e ( ou só com o conteúdo dela ) é uma forma de genocídio educacional ... Mas em relação a função do orçamento público é fundamentar a democracia conforme a melhor distribuição de renda assim eu pergunto: Quem é que vai investir às margens urbanas , às margens do valor de utilidade ou duma sociedade de consumo? Considerando que a iniciativa privada visa lucro e a sociedade é como uma macro-molécula ou polímero de interesses imediatistas dificultando a 26 solidariedade e as associações e cooperativas (algumas , verdadeiras fraudes ) , sobre estas , uma importante ajuda , mas concomitante a iniciativa do Estado. “ Déficit orçamentário. Mecanismo de equilíbrio econômico proposto por Keynes , visando superar os problemas criados pelas crises cíclicas da economia capitalista . Segundo Keynes , cabe ao Estado o papel de restabelecer o equilíbrio econômico , por meio de uma política fiscal ,creditícia e de gastos , realizando investimentos ou inversões reais que atuem , nos períodos de depressão , como estímulo à economia . Dessa política resultaria um déficit sistemático no orçamento. Nas fases de prosperidade, ao contrário, o Estado deve manter uma política tributária alta, formando com isso um superávit que deve ser usado para o depressão. Esse tipo de proposta orçamentária ficou conhecido como orçamento cíclico e decorreu de verificação feita por Keynes de que o equilíbrio orçamentário, não constitui um benefício para a economia; ao contrário, atua de forma prejudicial , já que contribui para agravar a conjuntura do ciclo , seja ele de expansão ou de depressão. A teoria Keynesiana dos orçamentos cíclicos constitui uma tentativa de encontrar saída para o ”laissez - faire” e serve para confirmar a falência do sistema liberal - individualista e reafirmar a necessidade de intervenção estatal permanente na economia.” Sandroni , Paulo - Dicionário Economia, ( a tecnologia Keynesiana pode ser prejudicial ou ser usada de forma Maquiavélica , como gastos públicos em armamentos bélicos e destruição de economias de “geopolítica inimigas “ para futuramente empreiteiros , destas economias belicistas , reconstruírem estas economias destruídas através de linha de financiamentos e logo endividamento do povo da economia destruída , fé em Maquiavel é mau presságio ou má fé pura ). Crédito , confiança , fé, em todas as formas de carinho é tudo que as meninas e meninos do nosso futuro precisam , não é muito difícil uma política de pleno emprego , capacitação de recursos às áreas carentes, investimentos de novas escolas , capacitação de novos professores , investimentos na produção e o único risco é aumentar as riquezas relativas. ANO 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1) 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,2 0,2 0,8 1,1 2) 48,7 57,8 53,1 46,6 32,1 32,0 33,3 34,4 38,4 3) 7,2 7,2 6,3 7,4 9,3 10,6 8,3 8,1 7,0 4) 43,2 34,1 40,2 45,3 56,9 55,7 56,8 54,5 51,5 5) 0,2 0,1 0,1 0,2 0,2 0,7 0,3 0,2 0,8 6) 0,2 0,3 0,1 0,0 0,2 0,1 0,2 0,2 0,2 7) 0,3 0,2 0,1 0,2 1,0 0,3 0,2 0,3 0,3 8) 0,2 0,3 0,1 0,2 0,2 0,4 0,2 0,5 0,7 Soma 100 100 100 100 100 100 100 100 100 27 % 1-Educação de crianças de 0 a 6 anos de idade . 2- Ensino fundamental 3- Ensino médio 4- Ensino superior 5- Ensino supletivo 6- Educação física e desportos 7- Assistência a educandos 8- Educação especial fonte : MEC Distribuir melhor os fundos públicos , sendo que mantendo ou não diminuindo o valor absoluto de cada tipo de ensino ou assistência ( em casos até aumentando ) o ótimo seria diminuindo a diferença relativa entre elas , o que induz a pensar que deve então aumentar os fundos públicos destinado a educação. E como faria se em verdade se os fundos são escassos? Segundo o próprio economista Milton Friedman (monetarista ou neoliberal ) com Anna Schwartz (um estudo feito de 1867 a 1960 ) concluem que : “A moeda importa , e muito. As alterações na quantidade de moeda têm efeitos econômicos importantes e claramente previsíveis . Alterações de períodos longos na quantidade de moeda , em relação à produção determinam o comportamento secular dos preços. Expansões substanciais na quantidade de moeda durante períodos curtos têm sido a principal fonte imediata da concomitante inflação de preços . Contrações substanciais na quantidade de moeda durante períodos curtos têm sido o fator principal de sérias retrações econômicas . E as variações cíclicas na quantidade de moeda podem ser perfeitamente um elemento importante no ciclo econômico costumeiramente moderado . “ Friedman, Milton - A monetary history of the United States ,1867-1960 com Anna Schwartz (1963). Então a quantidade de moeda têm que se expandir de acordo com a expansão da produção . E a produção do “novo” decorre de novas capacidades intelectuais e de novos investimentos , acredito que um dos modos que se pode acontecer é acreditando no novo , na sua forma mais ampla , acredito que um dos modos que se pode suprir a necessidade orçamentária é pelo diferencial a produzir ( ou a propensão marginal a produzir induzido ) , esta diferença monetária , pode ser feita por ajustes de créditos governamentais ou bancário via desbloqueamento do depósito compulsório (mais para o orçamento privado) ou emissão de moeda proporcional ( ou a uma taxa menor , dado outros ajustes creditícios ) ao custo marginal agregado (projetos industriais , agrícolas , 28 governamentais , escolares , etc.), o custo diferencial de produzir será igual ou menor do que a variação de moeda necessário aos novos investimentos. O único risco é a taxa de juros cair e o sistema financeiro ou bancário não gostar , e também haver taxa de inflação em período relativamente curto , dependendo dos tempos das durações dos projetos , o ótimo seria investimentos por setores e priorizar regiões mas distantes dos centros financeiros , industriais , criando pólos agrícolas , escolas para pessoas desfavoráveis regionalmente. Com isto também aumentar os dispêndios na educação de criança de 0 a 6 anos e ensino médio inclusive de área técnica. A interação disso tudo só pode se houver ética em relação as prioridades e respeito ao controle orçamentário por que haverá sempre limite de renda monetária. “ Não posso lhe dar a fórmula do sucesso, mas posso lhe dar a fórmula para o fracasso : Tente agradar a todos“(Herbert B. Swope ). Se podemos a cada instante nos aprofundar em custos, podemos também em orçamento e mais ainda em crédito , sim fé nas pessoas , nas instituições e nos países, e no globo. Este é o nosso micro, macro cosmo contábil. “ Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tem necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Mas tu não deves esquecer . Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”( Saint - Exupéry , Antoine Marie Roger de , O pequeno príncipe). Na verdade quanto mais cativamos o conhecimento mais responsável nos sentimos em relação as pessoas, e responsabilidade é prover apoio, fundos e amor na sua mais diversas formas. Estabilidade , embora muito importante , não é a mais básica para a maioria das pessoas, principalmente aquelas que se encontram completamente marginalizadas , há um objetivo mais básico : Os seus sonhos (as suas propensas realizações ), para isso mais investimentos (a princípio com as solidariedades na forma de capital humano, nas comunidades pobres, permutar entre si as suas capacidades de trabalho) menos concentração de riquezas , oligopólios , monopólios. “ No domínio das possibilidades materiais , as lições são diversas . O que guardas , talvez te deixe . O que desperdiças , com certeza te acusa . O que emprestas te experimenta . Em verdade , só te pertence aquilo que dás .” Emmanuel , pelo Médium Francisco Cândido Xavier . 29 6 - CONVERGÊNCIA DA FÉ: EDUCAÇÃO DA INCLUSÃO O estado presente da sociedade é o aluno , que está inteirado nos interesses da comunidade , que é um diferencial da sociedade que tem que ser respeitado. Às vezes a gente pensa , o que é bom para gente é bom para os outros , muita das vezes não respeitando os estágios ou as evoluções econômicas de cada comunidade , o seu ecossistema , o equilíbrio momentâneo , parece que queremos conquistar à força aquilo que de alguma forma não é nosso diretamente, apenas um complemento ( geográfico) , que terá que crescer dentro do equilíbrio da natureza das coisas. “Na medida em que as minorias , submetendo as maiorias a seu domínio , as oprimem , dividi - las e mantê las divididas são condição indispensável à continuidade de seu poder” (Paulo Freire). A única maneira é estudar os propósitos e os objetivos e os sonhos destas comunidades, e formas para alavancar as realizações. Temos que quebrar algumas das nossas convicções as vezes, lutarmos por outras, é a única forma de construirmos alguma coisa. Os custos humanos , concretizados pela fome, desemprego, desequilíbrio psicobiológico , desconjunturas sociais. Não podemos compactuar , com indecorosas políticas e comprometimento com a anti - ética. “A causa não está na consciência , mas no ser , na vida , no social , inversamente que determina sua consciência.” (Karl Marx) . As perspectivas das coisas tendem sempre a um ponto , o que temos que fazer é manipular a tendência deste ponto na convergência da inclusão , lastreada na boa vontade , na atitude de coisas boas inteirada a todos os níveis com a ética. Numa palestra sobre solda , eu conferi as interações das ciências , como biologia, química , física (densidade , ponto de fusão , ponto de ebulição , condutibilidade térmica 30 relativa ao cobre , coeficiente de dilatação , calor específico , condutibilidade elétrica relativa ao cobre , dureza e etc.) , contabilidade , economia e suas derivadas como metalurgia, engenharia de produção ,engenharia de segurança na própria ciência que é a solda , interando construção civil com estrutura metálica (ou seja interando pedreiros, carpinteiros de forma , armadores com montadores , soldadores , maçariqueiros , aonde técnicos de construção civil e técnicos da área mecânica formam uma sinergia em prol do projeto arquitetônico , a sua cronologia mais rápida da obra poderá compensar , com o início das atividades , o custo orçamentário maior do projeto ) mas também vi a robótica como a própria máquina de solda (parâmetros tridimensionais , tipos de consumíveis , amperagens , tensão e algumas de capacidade de lógica fuzzy) para a produção em escala , os problemas causados pelo fumo da solda e suas possíveis soluções (exaustores) Me parece que as coisas têm alma ou apenas estão querendo dizer algo que a gente concorda ou não e isso é sempre de acordo com as nossas percepções convergente ou divergente , e as vezes fico com medo que “a fábrica do futuro terá 2 funcionários um homem e um cachorro. O homem estará lá para alimentar o cachorro . O cachorro estará lá para evitar que o homem toque no equipamento”. ( Warren Bennis ) aonde a perspectiva é o limite máximo da exclusão , talvez impossível ou só se houvesse renda em outros setores da economia , estas pessoas teriam que migrar para algum lugar . “ O mercado mudou , e com ele as instituições de ensino e o próprio funcionário. A antiga relação patrão - empregado , com vínculos empregatícios seguros , está com os dias contados . Para garantir um lugar no mercado de trabalho, não basta se manter atualizado , o profissional do futuro tem que saber trabalhar em grupo e utilizar com rapidez as novas informações tecnológicas.” ( Portugal , Suely - chefe da divisão de educação profissional do CETEC de solda - revista soldagem e inspeção , Abril de 1999). E eu fico mais preocupado ainda com a falta de patriotismo , como pode A P- 35( unidade flutuante de produção de petróleo , na Bacia de Campos)”ser resultado de uma obra de conversão, iniciada em julho de 1996 , pela Hyndai Heavy Industries , na qual toda estrutura do antigo navio foi substituída de forma a se transformar numa unidade com 19 poços de produção , oito poços injetores de água e capacidade para estocar dois milhões de barris de petróleo . Foram gastos 250 milhões de dólares para transformar o antigo navio , que transporta minério e petróleo , em uma plataforma para águas profundas. O projeto executivo , suprimento de materiais e equipamentos foi realizado em Houston , nos EUA, enquanto a montagem e a construção foram feitas na China e na Coréia.” ‘( Baptista , Danilo - coordenador da obra revista soldagem e inspeção - março de 1999 )’ . Efetivamente o capital não tem pátria ou apenas a 31 globalização nos mostra os efeitos nocivos a sociedade , eles tem o mundo para escolher a quem pagar o salário mais baixo , combinado com a crescente oferta de mão de obra , demanda decrescente devido as evoluções tecnológicas e o cinismo de como garantir um lugar no mercado de trabalho . Estas propensões são taxas cada vez maiores . O que dizer para os nossos alunos , que eles são uns incapazes , ou de qualquer forma serão uns incapazes ? Como pôde a Petrobras dar empregos para outros países , enquanto nossos estaleiros estavam parados ou ainda estão parados ( ou quase parados )? A verdade também que o descompasso tecnológico com o funcionário é de responsabilidade também da empresa , ela que deve condicionar o trabalhador às mutações tecnológicas . Falta especialistas da área de educação na empresa , falta incentivos promocionais , falta perspectiva de mercado para atualização de gerência , por isto muitas estão falindo , como muitos estaleiros faliram . A maioria das empresas brasileiras não investe nada no ser humano ( só exauri quase tudo , no menor espaço de tempo . “ O que é um cínico ? Um homem que sabe o preço de tudo e não sabe o valor de coisa alguma.” Oscar Wilde) e buscam outros a cada instante , em instantes cada vez menores , como se os trabalhadores fossem papéis higiênicos. Manipular a tendência de uma convergência para a inclusão as vezes extremamente saturada , é melhor que se converta para outra direção ou direções ( “ O mundo será sempre governado por interesse pessoal. Não deveríamos tentar impedi - los , mas deveríamos tentar tornar o interesse dos egoístas , um pouco mais coincidente com os das pessoas decentes . “ Samuel Butler ) . Compreendo que mais do que fabricarmos “ capital humano “ é convergirmos alunos em seres humanos, buscando a paz ( “ a paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos “ . Albert Einstein ) , a ética , a felicidade de viver em grupo , a importância do amor , isto tudo é tão capital ou mais capital do que prepará - los para o mercado , pois alguns é uma falácia , muda a cada instante e instantes cada vez menores. A melhor adaptação aos tempos ( do mercado ) seria o ensino médio nos moldes do antigo curso científico para todos ( inclusive fazer um esforço social , político , econômico para que as pessoas não saísse das escolas para o mercado de trabalho antes de terminar o ensino médio , pois aumentaria a oferta de mão de obra , diminuiriam os salários médios e 32 aumentaria a pressão do desemprego ) , aí sim, a opção de um curso técnico , neste caso ou neste devido momento, esta pessoa seria mais flexível ao mercado e suas “ matizações perversas “ , podendo se ajustar a qualquer tempo , um novo curso técnico ou uma graduação normal ou curta ( educação contínua ou seriada como alguns pós-médios , pósgraduações ou superior técnico ) . As pessoas que não conseguirem se incluir às “nuanças perversas “, a ânsia faria migrar às regiões mais compatíveis , por isso investimentos em educação ( “ a sabedoria de despender fundos públicos e privados em educação não deve ser medida unicamente pelos seus frutos diretos . Será proveitoso , como simples investimentos em oportunidades muito maiores às massas humanas do que estas pedem , em geral , aproveitar. Com efeito , por esse meio , muitos que teriam morrido na obscuridade poderão receber o impulso inicial necessário para trazer à luz as suas capacidades latentes... Tudo que se gastasse durante muitos anos em tornar acessível às massas os meios de adquirir uma educação superior seria sobejamente compensado se engendrasse mais um Newton ou Darwin.” Alfred Marshall) , saúde ( preventiva, estrutural , medicamentosa ) em regiões mais pobres , estas migrações criariam dispersões de cidades altamente povoadas para cidades emergentes , aonde o valor da utilidade deverá ter crescimento conforme a evolução comutativa destas comunidades (comutatividade econômica , como também educativa ) , temos que fazer outras cidades crescerem com os devidos respeito às comunidades já existente, muitas delas hoje às margens da dignidade humana , como professores juntarem pessoas de vários níveis escolares e fazer a “ hierarquia para o ensino “, alunos de séries superiores ajudando os de séries inferiores , inclusive analogias com a região e conforme a comunidade , e o professor como coordenador destes assuntos ( ou um agente pedagógico ) , como também , não existe conhecimento mais importante do que o outro , logo , esta forma , ou caminho deverá ser de “mão dupla “ , ou seja séries inferiores ajudando os de séries superiores , sempre visar a ajuda mútua . “ Aos esfarrapados do mundo . E aos que neles se descobrem e , assim descobrindo -se , com eles sofrem , mas , sobretudo , 33 com eles lutam . Ninguém liberta ninguém , ninguém se liberta sozinho : os homens se libertam em comunhão . “ Paulo Freire . Nestas regiões de novos investimentos , como também em escolas de regiões urbanas , integração de surdos , mudos e deficientes físicos , este convívio é perfeitamente possível , quanto mais calor humano melhor, seremos pessoas melhores em todos os sentidos , a comunidade terá que está convicta do seu empenho entre si . 34 7 - TEORIA REDUZIDA DAS EMPRESAS 7.1 -O COMEÇO É PELA FÉ . Os cientistas estão ainda desvendando o genoma humano, acreditam dentre estes genes está um gene que poderá explicar a natureza da individualidade e seu vínculo com Deus, alguns chamam este hipotético gene, de gene da fé , da alma ou de Deus, Deus (aonde para os hebreus da antigüidade “o monoteísmo, a partir da legislação mosaica, é o grande mérito dos judeus. Foram os primeiros a acreditar num Deus único , e por isso a sua religião se distinguiu de todas as outras do Oriente” A. Souto Maior - História Geral, 69. Jeová, Javé é Deus porque o nome Dele não poderia ser dito com freqüência ou em vão) é a variação do verbo hebráico ha-wáh (vir a ser; tornar-se. Ele causa que venha a ser) “ mas parece ser parte do programa genético humano questionar nosso lugar no universo quando chegamos à idade madura . Estudos com gêmeos sugerem que espiritualidade e crença são influenciadas pelos genes . Seria interessante saber que genes são esses “Dean Hamer - Especialista em genética do comportamento - Revista Época ,98 . “Cada casa , naturalmente, é construída por alguém , mas quem construiu todas as coisas é Deus” (Hebreus 3:4). Por mais que já tenha sido publicado o genoma humano ainda é extremamente difícil a sua interpretação , pois é uma seqüência de letras quase infindáveis , verdadeiramente uma sopinha ou sopão de letras ( representam seqüência de bases do DNA numa seqüência de aminoácidos , as base são : A de adenina , T de timina , C de citosina e G de guanina nos dois lados ou nas duas cadeias do DNA , A com T e C com G , a elaboração deste modelo valeu , em 1962, o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia a seus autores Watson ,Crick e Wilkins) .”Pense , por exemplo, na seqüência de letras “marromarmar” . Podemos separá-las de várias maneiras : “marrom-armar”,”mar-roma-armar” ou “marroma-ar-mar”. Para nós , que conhecemos a língua portuguesa, não é difícil descobrir as possibilidades de separação. Entretanto , os cientistas não dominam bem o idioma em que está escrito o chamado livro da vida . Hoje , já se tem conhecimento de alguns trechos da obra , descobertos por estar associados a alguma doença ou a alguma característica conhecida das pessoas” Almanaque Abril - Atualidades Vestibular 2003 . O DNA só sintetiza proteínas que diz respeito a ele através do RNA . “Nas células , encontramos três 35 tipos de RNA : RNA ribossômico , RNA mensageiro e RNA transportador. Estes RNA desempenham importantíssimo papel na síntese das proteínas : os RNA ribossômicos formam o ribossomo, sobre o qual a síntese protéica ocorre; os RNA transportadores captam os aminoácidos e os transportam até o ribossomo , e os RNA mensageiros são cópias dos códigos do DNA” José Mariano Amabis -Biologia v.1 ,78 . E assim caminha a humanidade, cada código genético é um conjunto de afinidades que passa de geração para geração, agregando ao longo do tempo características , mudanças que só diz respeito a este DNA ou conjunto de genes ou características das pessoas . E isto é tudo, inclusive a nossa inteligência . Uma boa empresa pode ser comparada ao DNA , se ela tiver personalidade . Na empresa além das características das pessoas para adequadas funções ( “Pessoas trazem dentro de si histórias de vida , emoções , saberes , valores , crenças e expectativas “Maria Rita Gramigna - Modelo de competências e gestão dos talentos), a empresa deve perspectivar a partir das Leis de mercado, Leis naturais geralmente aceitas, Leis de meio ambiente , Leis jurídicas como o Código Civil; Código Comercial; Código de Defesa do Consumidor; Constituição Federal; Consolidação das Leis do Trabalho; Código Tributário Nacional; Leis das Sociedades Anônimas ,inclusive os princípios fundamentais de contabilidade como : entidade, continuidade , oportunidade , registro pelo valor original , competência (contra pondo ao regime de caixa) , prudência ; Lei de Falência ou seja todo o universo do Direito Privado ou tudo que pode estar na órbita da empresa e corresponda com a afinidade dela , tudo com ênfase da boa fé objetiva ( inclusive nos contratos, de acordo com o novo código civil). Os ciclos dos signos são significativos , a lógica utilizada pela nossa inteligência é correspondida pelos signos das palavras, para que podemos ponderar o que vemos ou percebemos(“...uma palavra desprovida de pensamento é uma coisa morta, e um pensamento não expresso por palavras permanece na sombra” Vigotsky), a qualidade de conhecer melhor o que enxergamos ou o que sentimos está na verdade, quão mais fiel a verdade maior é a fé no sentido das coisas . Acreditar , ou confiar em algo é estar firme na qualidade da verdade ou o crédito que damos ao que percebemos ou vemos , logo a verdade é subjetiva ( mais tem que existir fidelidade na parte que percebemos ) assim como a fé . 36 Temos que somar o máximo as nossas subjetividades (‘nossa fé ‘ ) para que possamos ter uma aproximação mais real possível da verdade , as pessoas envolvida têm que haver afinidade com o objetivo a atingir . O que queremos é o que acreditamos que podemos ter , acreditar é fundamental e talvez uma negociação contínua , para fundamentar a fé nas pessoas envolvidas . Como a moeda ou dinheiro (que por sinal é por excelência um título de crédito ),este um intermediário do que queremos , fé é intermediária da ligação ou coligação necessária para objetivação da organização . O patrimônio (direitos e obrigações) da empresa é caracterizado pelas demonstrações financeiras ou seu balanço geral (conforme Lei 6404/76) , mais antes de pensarmos na empresa ou no seu patrimônio , temos que pensar no objeto da empresa ou seja a sua função na sociedade , o que se propõe “a fazer “ (já foi o tempo que as pessoas acreditavam em que tudo “produzido “ será “ consumido “ ou ” toda oferta criará a sua própria demanda“, segundo a lei de Say ,então é necessário saber “o que” e “quanto” , “como” e “para quem produzir” ), isso tudo implica a pensar qual deve ser o produto , mercadoria ou serviço , toda uma postura da empresa como cliente ( a empresa que demanda recursos ) e ainda da empresa para com sua clientela ou potencial clientela . As pessoas se aglutinam em volta duma idéia (“Pessoas têm necessidade de integrar seus sonhos a um projeto coletivo” Maria Rita Gramigna) desde da antiga Grécia percebiam que “os valores abstratos reflete substancialmente no mundo concreto” ou seja um verdadeiro “feedback” entre o mundo das idéias e o mundo real ou ainda entre Platão e Aristóteles, o que “ pensamos “ é o que “ poderemos fazer “, para fazermos é necessário primeiro acreditar no que podemos fazer , ciente que do nada , nada vem e sabendo que incontáveis histórias começou com idéias na cabeça e fé no coração (coragem ou agir com o coração com a devida ousadia) como a de Disney (pioneiro na produção de desenhos animados), que com alguns desenhos do Mickey (ou rabiscos de um ratinho negro, depende de quem vê ) e assim se percebe a dificuldade de negociar , Disney precisava de empréstimo bancário, e foi extremamente difícil, o começo(“Tomar iniciativa: a palavra iniciativa , como todos sabem, vem do verbo iniciar, quer dizer, começar alguma coisa no mundo. Tomar iniciativa é uma ação que modifica algo existente , que introduz algo novo, que começa alguma coisa, que cria” Zarifian, P. - Objetivo competência) ou recomeço é sempre difícil , a diferença é a fé daquilo que pode ser feito. ” A 37 esperança fez a diferença . A resposta dos estudantes (à pergunta “Embora você se propusesse a receber um B , quando chega o resultado de sua primeira prova , valendo 30% da nota final , é um D . Passou-se uma semana desde que você recebeu o D . Que é que você faz ?) com alto nível de esperança era trabalhar mais e pensar numa gama de coisas que podiam tentar elevar a nota final . Os estudantes com moderados graus de esperança pensavam em várias maneiras de aumentar a nota , mas tinham muito menos determinação de segui-las . E , compreensivelmente , os estudantes com baixos níveis de esperança desistiam das duas coisas, desmoralizados . A questão não é apenas teórica , porém . Quando C. R. Snyder , o psicólogo da Universidade de Kansas que fez esse estudo , comparou a ficha acadêmica real de calouros com altos e baixos níveis de esperança , descobriu que a esperança era um melhor instrumento de previsão de suas notas no primeiro semestre do estudantes vão se sair na universidade ( e altamente relacionado ao Q.I. ). Também aqui , tendo-se em geral a mesma gama de capacidades intelectuais , as aptidões emocionais fazem a crítica diferença. Explicação de Snyder : - Os alunos com alta esperança estabelecem para si mesmos metas mais altas , e sabem como se esforçar para atingi-las . Quando se comparam alunos de aptidão intelectual equivalente nos rendimentos acadêmicos, o que os distingue é a esperança .” Goleman , Daniel - Inteligência Emocional ,96 -RJ ,às vezes só temos a idéia , mas de fato só podemos fazer alguma coisa se houver aceitação dessa alguma coisa , deveremos negociar até o ponto ótimo, o ponto ótimo é o ponto de encontro da proposta da criação com a aceitação (“ na empresa , é necessário portanto , afastar o perigo comum a certos “chefes” de considerar seu gosto pessoal como critério inapelável” - Fernand Bouquerel ,Estudos de mercados - 1967), esta aceitação é ampla, uma verdadeira convergência da fé entre a empresa, funcionários, financiadores e clientela . A mediação do entendimento é mais árdua, se dentro destas variáveis, algumas (ou alguma) forem de vetores contrários ou de fé antagônicas à idéia proposta , a verdade é que apenas haverá um deslocamento deste ponto ótimo , satisfazendo assim a todos, através da negociação . As pessoas se envolvem com a empresa pelos créditos dados à sua organização e a potencialidade do seu mercado, a fé das pessoas aumentam à medida que esta organização vai realizando projetos, idéias, planos para uma melhor qualidade de vida , da empresa, dos funcionários e todos aqueles que se envolvem. As credibilidades andam concomitantemente com as negociações , em todos os trâmites da organização há necessidade de negociações , mas tem que haver fé naquilo que negociamos . 7.2 - A FÉ DE OUTREM , A FORMAÇÃO DO PASSIVO 38 Como as pessoas se envolvem com a empresa pela fé dada à sua organização , então é capital a fé dos entes dos recursos financeiros , tecnológicos , naturais e mais importante ou capital ainda é os recursos humanos (a mão de obra , o trabalho , sem paradoxo , pois a partir da teoria de David Ricardo “valor-trabalho” aonde toda as coisas advém do trabalho, Karl Marx desenvolveu a teoria de” mais valia” , como o trabalho não pago seria a fonte da acumulação do capital , “ Por isso simpatizo com a doutrina pré-clássica de que tudo é produzido pelo trabalho , ajudado pelo que antes era chamado de arte e agora se chama técnica , pelos recursos naturais livres ou que custam uma renda conforme sua escassez ou abundância , e pelos resultados do trabalho passado , incorporado aos bens patrimoniais , que têm também um preço variável segundo a sua escassez ou abundância . É preferível considerar o trabalho , incluídos naturalmente os serviços pessoais do empreendedor e de seus colaboradores , como o único fator da produção, operando dentro de um determinado ambiente de técnica , recursos naturais , equipamentos de produção e demanda efetiva. Isto em parte explica por que pudemos tomar a unidade de trabalho como a única unidade física de que necessitamos em nosso sistema econômico , à parte as unidades de moeda e de tempo.” - Keynes , hoje na nova economia é “mais valia “ sem dúvida nenhuma é o capital intelectual , inúmeras vezes providos pelos funcionários da empresa , estes importantes também nas intermediações e negociações de cada processo produtivo da empresa ) , pois estes são que formarão os recursos necessários para a produtividade da empresa , a eficiência e a eficácia dependerá (não somente) da qualidade e das boas negociações destes recursos . A demanda de provisões no mercado de recursos ( imputes ) terá como contra - partida rendimentos (toda fé é pretensiosa , esperamos ou supomos receber algo pelos nossos créditos , valor de retorno , esperança matemática , ou a probabilidade de termos sucesso ) , a busca da necessidade da capacidade de gestão (negociações para melhor qualidade de alocação de recursos ) , tecnológica e recursos naturais (negociações de equilíbrio na gestão de renovação e uso ) , de poupança ou de crédito (negociações para investimento , ou formação de capital fixo ) isto tudo acarretará em salários a pagar , aluguéis a pagar , empréstimos a pagar e juros a pagar , lucro a distribuir ou dividendos a pagar , como também impostos a pagar considerando o Estado um facilitador da produção com as contribuições de melhorias ou investimentos de infra - estrutura . Bem isto faz com que a empresa tenha obrigações com seus acionistas ou quotistas ( capital próprio ou recursos próprios ou ainda o Patrimônio Líqüido) e obrigações com seus funcionários , fornecedores, financeiras , Governo ( capital de terceiros ou recursos de 39 terceiros)caracterizando assim o Passivo Total da organização , ou origem de recursos da empresa , ou ainda créditos que a empresa tem . A fé nos insumos ( e todos os fatores de produção ) são importantes , talvez um mais importante ou mais capital do que o outro , a fé na qualidade destes insumos não pode ser quebrada com facilidade, caso haja necessidade, deve haver planejamento e negociações para que a continuidade da produção não seja afetada, ou a fé daqueles que produzem ou estão envolvidos no empreendimento . 7.3 - A FÉ NOSSA DE CADA DIA , FORMAÇÃO DO ATIVO As pessoas se envolvem com a empresa ( ou qualquer tipo de organização ) por causa que acreditam no empreendimento, os atos de construção ou produção são de ajuda mútua com o devido feedback em cada etapa (“Na verdade , é uma questão de feedback , de as pessoas receberem a informação essencial para manter seus esforços nos trilhos . Em seu sentido original , na teoria de sistemas, feedback significa o intercâmbio de dados sobre o funcionamento de uma parte de um sistema, com a compreensão de que uma parte afeta todas as outras , a fim de que , qualquer uma delas saindo do curso , pudesse ser mudada para melhor . Numa empresa , todos fazem parte de um sistema, e assim o feedback é a linha vital da organização - a troca de informação que comunica às pessoas se o trabalho delas está indo bem ou precisa ser aprimorado , elevado de nível ou inteiramente reorientado . Sem feedback , as pessoas ficam no escuro ; não têm idéia de em que pé estão com o chefe , com os colegas , ou em termos do que se espera delas , e qualquer problema só piorará com o passar do tempo . Num certo sentido , a crítica é uma das mais importantes tarefas de um administrador . Contudo , é também uma das mais temida e odiadas . E , como o sarcástico vice-presidente , demasiados administradores têm dominado mal a crucial arte do feedback . Essa deficiência tem um grande custo : assim como a saúde emocional de um casal depende de como eles externam bem ou mal as suas queixas , também a eficiência , satisfação e produtividade das pessoas no trabalho dependem de como lhes falam de problemas incômodos . Na verdade , a maneira como se fazem e recebem críticas vai longe na determinação de até onde as pessoas estão satisfeitas com seu trabalho , com os que trabalham com elas e com aqueles perante os quais são responsáveis“ Daniel Goleman) , é por isso que as pessoas envolvidas devem acreditar , manter esta fé na linha de produção requer negociações de padronizações ou novas padronizações , já que as pessoas são de natureza criativa , manter a fé nestas novas criações ou padronizações é fundamental. A empresa produz e vai perspectivar em função do cliente (é intrínseco a percepção de mudança , adaptação ou reajustes ) então toda origem de recursos será aplicado na empresa para elaboração e distribuição de utilidades que vai ao encontro das necessidades , fé do 40 cliente, considerando a garantia do serviço ou produto oferecido, a fé tem que ser contínua, (“o estudo do cliente é um verdadeiro “ redutor de incertezas” para a empresa “ -Fernand Bouqueral Estudos de Mercados - 1967 ) , assim vejo a necessidade de negociações para motivar o cliente e também negociações para motivar toda a linha de montagem ou do projeto do empreendimento , ou seja ser ativo ( valor intrínseco daquele que se empenha ) é se comprometer com o objetivo sem hipocrisia , fé total , plena naquilo que a empresa pode oferecer . As aplicações de recursos são derivados dos recursos de capital e alocados para satisfação de necessidades de máquinas e equipamentos , terrenos , galpões industriais , instalações industriais , fôrmas, matrizes , e gabaritos , frota de caminhões e carretas , fluxo de caixa , custos da produção ( outputs) e por sua vez custos da comercialização , tudo isto para proporcionar em clientes ou mais clientes ou cliente fiéis (ou receitas de vendas , preços estes formados num mercado de oferta de bens e serviço , que podem ser de alimentação , habitação , vestuário , saúde , educação , transporte , comunicação ou lazer , o que faz- nos perceber a amplitude e a importância da fé nos meios de produção , não importa quem produza desde que produza , fé na produção é capital , é isto que aumenta e proporciona qualidade de vida nas pessoas ) , advindo assim um controle em forma de contas correntes de caixa , bancos e instituições financeiras , clientes ( a fidelidade de um consumidor, talvez seja o maior ativo de uma organização ) , estoque ( matérias primas , produtos ou serviço em elaboração , ou acabados ), imobilizados , direitos de exploração de recursos naturais, como também originários do capital intelectual como marcas e patentes e direitos de uso , caracterizando assim em bens e direitos ou o Ativo Total da organização,ou aplicação de recursos na empresa, ou ainda os débitos que a empresa tem .Tudo que a empresa tem é dela , mas tudo que ela tem , ela deve (Princípio da entidade ), conforme artigo 4° da Lei 6.404 ,15-12-76 : “O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes , independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. 41 Parágrafo único. O Patrimônio pertence à Entidade , mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova Entidade, mas numa unidade de natureza econômico-contábil.” No Passivo o seu tamanho depende da fé dos credores ( me permita a redundância) e no Ativo, o tamanho depende da fé dos clientes ( ou de fidelidades aos produtos ou serviços da organização), assim os créditos conseguidos é para disponibilizar meios de elaboração de utilidades (produtos ou serviços ), então existe uma função identidade entre o Passivo Total e o Ativo Total (Ativo = Passivo + Patrimônio Líqüido) ou a origem de recursos é igual a aplicação de recursos ou ainda o aumento de capitais ou lucros dependem da fé dos clientes (na negociação e manutenção da qualidade dos serviços ou produtos, na quantidade ou distribuição e garantia de vida útil , de reparos ou reposição de peças). Perder a confiança do cliente é perder novos recursos de capitais , vendas, serviços (receitas ou donativos), lucros e logo perder investimentos na empresa , tendo assim a falência da empresa ( entidade ou qualquer organização). Exemplificarei o Balanço Patrimonial com os seus sete grupos de contas aonde, a lei determina para o Ativo seja classificado em ordem decrescente a liquidez dos ativos e no Passivo a ordem é crescente em relação a exigibilidade dos pagamentos dos títulos ou suas obrigações : BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO 1. ATIVO CIRCULANTE 4. PASSIVO CIRCULANTE 2. ATIVO REALIZÁVEL A LONGO 5. PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO PRAZO 3. ATIVO PERMANENTE 6. RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS 7. PATRIMÔNIO LÍQÜIDO As pessoas envolvidas na arquitetura do projeto , têm que transferir a sua confiança àqueles que de fato irão construir esta negociação fica facilitada se as pessoas já tiverem (reciprocamente , as que transfere a fé e as que a recebe ) afinidade com o projeto . É como uma química entre os elementos que se agregam por afinidade , formando moléculas ( pelas eletrovalências ou ligações covalentes ou dativas ) , os elétrons seriam os negociadores “aonde mostraria que vale a pena contribuir com o projeto “, em verdade, a empresa sendo um organismo vivo , tudo é uma composição destas moléculas , eu diria moléculas da fé . 42 Saber avaliar é extremamente importante , pois conduta inadequada é um vetor contrário no sistema de produção, o controle de resultados, com base em padrões preestabelecidos, permite verificar até que ponto está a fé dos avaliados no sistema de produção,aceitar críticas e sugestões e apreciá-las, buscar ajustes, retreinamento, comprometer-se de verdade é compreender e acreditar, ter fé nos objetivos e metas da empresa, fé também segundo o “Aurélio “,é firmeza ou pontualidade na execução de uma promessa ou compromisso .Os pecados da produção é um vetor contrário ao da fé na empresa , logo não deve ser capitais (importantes ou origens de recursos , podem ser encarados cada um como tipo de câncer,ou encarados como “corpos” estranhos) para a empresa ( os pecados capitais são importantes para não cometermos ), pagamos pelos nossos pecados até os não conscientes, logo os pecados sempre vêm com mais sacrifícios ou os sacrifícios demasiados ( ou com a dor , um alerta que algo está errado) advêm dos pecados, Maria Rita Gramigna avalia os 7 pecados capitais que pode prejudicar o processo de inovação da empresa mais também indica como uma forma de implantação de um banco de identificação de talentos : “Preguiça : em quase todos os grupos , existem profissionais que , por terem passado por experiências negativas naquele ou em outro contexto de trabalho, não acreditam que podem mudar o ambiente . O resultado da descrença gera o sintoma da preguiça para começar de novo . Gula : ao contrário da preguiça , a gula faz com que os promotores do projeto atropelem as etapas e exageram na aceleração do processo . O lema da gula é quantidade ( qualidade fica em segundo plano) . Aqui não vai um juízo de valor nem a crença de que o que é feito em quantidade não tem qualidade. É mais um alerta para que as empresas dêem suporte aos projetos urgentíssimos , para garantir a qualidade final. Avareza : a avareza pode ser retratada como a tendência à economia excessiva, desde a locação de recursos financeiros , passando pela centralização de informações e pela falta de tempo para discutir aspectos relevantes do projeto , até a negativa em designar coordenadores e profissionais para acompanhar e dar suporte nas várias fases de sua implantação . Inveja: há pessoas que , por não conseguirem determinadas conquistas, agem como a raposa na famosa história (no caso deveria ser estória , mantenho o original impresso) das uvas Este é o comportamento dos invejosos. Quando o projeto está a todo vapor, aparecem aqueles “ do contra”. Sua visão míope e desfocada faz com que dirijam sua energia para derrubar o que está sendo sucesso . Ira : quando as expectativas não atendidas , alguns irados descontam nos outros as suas frustrações . Se esperam alcançar algum ganho , ocupar mais espaços na empresa , brilhar sozinhas ou obter promoções e não conseguem seus intentos, tornam-se agressivos no trato , interferindo diretamente no clima e na credibilidade do banco de identificação de talentos .Luxúria : nas atividades diárias de qualquer profissional existem algumas tarefas prazerosas e outras enfadonhas . Evitar as últimas e focar as que dão prazer é a marca registrada deste pecado . Cobiça : existem aqueles que só 43 valorizam o que é do outro e querem sempre o que vêem longe de si... , como tratar a cobiça : compartilhando informações e reconhecendo o mérito de outras áreas no seu desenvolvimento. Disseminar e descentralizar a base de dados e treinar gestores e líderes para usá-lo, minimiza a cobiça”- Maria Rita Gramigna , Modelos de competências e gestão dos talentos . Se cativamos a empresa , logo somos responsáveis por ela e todos os seus integrantes , administrar é manter a continuidade e suas devidas inovações , manter-mos atentos sempre, “Os órgãos são responsáveis pela segurança e continuidade de funcionamento, pois todo o organismo possui tendência para perder a funcionalização , caindo na inércia da rotina , através de um processo de acomodação de seus elementos, que passam a fazer o estritamente necessário para manter as aparências .” ( A. Nogueira Faria ) Como a fé da empresa deve ir ao encontro da fé do cliente , que corresponderá no produto ou serviço , este por sinal é advindo de sacrifícios , a graça será a satisfação do cliente , a produção dum bem ou a oferta dum serviço são realizados em função do mercado, “o custo da produção não exerceria qualquer influência sobre o preço competitivo se pudesse não exercer efeito algum sobre a oferta “ John Stuart Mill. Quanto maior a fé nos meios de produção , maiores são as chances de criação de maneiras melhores para aumentar a eficiência de cada elemento , ou seja a diminuição dos sacrifícios na linha de montagem e logo maiores produtividade , a fé e a criação andam juntas . “ O conjunto de atividades de acompanhamento, classificação , apropriação , análise e registro dos gastos incorridos , direta ou indiretamente , na aplicação de insumos na fabricação de bens ou prestações de serviços ...Em todo tipo de atividade econômica , inclusive a de prestação de serviços , para controlar e avaliar continuamente os custos de produção , visando atingir os objetivos propostos...( promover quantidade maiores através melhores negociações ou ampliar ou melhorar a qualidade do produto ou serviço oferecido ao cliente , através das atividades da compra , transformação e venda ). O exercício da atividade de comprar deriva da necessidade de ser manter fluxo contínuo de matérias-primas , componentes e materiais secundários para serem transformados em produtos finais. A atividade de vender complementa as de compra e transformação , de modo a permitir a colocação dos produtos finais no mercado intermediário ou consumidor .” Milton Augusto Walter - Introdução a contabilidade , 1985. A atividade de vender corresponde o “feedback“ necessário para a empresa perceber o nível de aceitação ou credibilidade , fidelidade e as possíveis adequações de qualidade, gastos e treinamento de pessoal. Alguns critérios de avaliação de custos pode por analogia ser aplicados em recursos humanos , para melhorar as negociações internas e motivar a fé nas atividades ou funções. Então teríamos para cada funcionário um custo fixo ( um salário fixo compondo uma 44 cesta avaliada como necessária ou um salário abaixo de mercado ) e um custo variável como sendo um salário variável , então analogamente , dependendo da sua produtividade ou vendas ou participação efectiva no bom desempenho da empresa , ele terá na proporção directa um acréscimo ao salário fixo ou custo fixo , se apontar a produção e poder avaliar cada funcionário , e assim ser um poderoso instrumento para cargos e salários , negociações para futuras promoções . Toda empresa deve ganhar com os resultados positivos ou com o estado de graça ou satisfação dos clientes . Os “goals” atingidos foi de méritos de todos dentro da empresa , logo deve haver critérios de avaliações para todos (não só para vendedores quando for o caso ) , para haver acréscimos variáveis , este “ team “ tem que ficar unido , ou ter porque comemorar cada “ goal “ atingido , a resposta é rápida na busca de clientes, dentro da dignidade da boa fé. Em relação ao custo marginal, deverá perceber o limite do desgaste físico ou psicológico de cada indivíduo no trabalho, pois só não há rendimento decrescente quando todos os recursos são acrescentados de forma proporcional, o “novo” terá que advir com recursos necessários, pessoal, material e tempo. À medida que a empresa produz cada vez mais, o custo da unidade produzida será menor a cada unidade, até o limite da sua capacidade produção ( todos os recursos, inclusive de pessoal ), neste limite a variação do custo por unidade é zero, à partir deste limite o custo por unidade será crescente. Cada pessoa também tem o seu limite de produção, que é o seu limite orgânico (não espere de ninguém uma quantidade de adenosina trifosfática infinita! Só como exemplo), limite este que fará a diferença em cada tarefa em cada função (vale acrescentar que é adequado opiniões de profissionais de educação física, nutrição, fisioterapia, psicologia, medicina para otimizar as competências), aonde irá requerer avaliação de cada pessoa para possível mudança de tarefa ou função competente, facilitará a análise, se o ingresso das pessoas nas organizações e suas funções fossem de interesses delas, ou à medida que percebessem ou ambientassem às organizações (satisfação do cliente interno concomitante satisfação da organização). “ A empresa deve fazer o máximo possível para que as pessoas achem algo que realmente gostam de fazer. Um dos programas da Semco que faz parte deste esforço é o “Perdido no Espaço”. Através deste programa algumas pessoas recém-formadas são convidadas a trabalhar na empresa. Porém, têm um período de um ano, livre para circularem e trabalharem nos departamentos que lhes interessarem. Cada recém-formado tem um Padrinho, que é a pessoa que cuida dos aspectos logísticos de seu período de estudo da empresa, e que tenta aconselhá- lo. A regra que vale é a 45 de que a pessoa deve procurar algo para fazer que lhe interesse bastante e que, simultaneamente, possa fazer bem à empresa.” RICARDO SEMLER. 7.4 - A FÉ ENTRE EMPRESAS , ESTADO E O MEIO AMBIENTE , EXTERNALIDADES Entre a fé na resolução do conflito , ou das resoluções dos conflitos , está na consciência do problema ou dos problemas para negociar , mediar a um ponto satisfatório para todos . Então eu digo que os custos sociais são ( por excelência ) custos da produção , pois derivam dela . São “despesas feitas durante o processo de produção e que são pagas pelos que as ocasionaram, mas por terceiros ou transferidas para toda a sociedade . São as despesas acarretadas , por exemplo , pela poluição do ar e das águas, pela destruição da fauna e da flora , pelos acidentes de trabalho e pelas doenças profissionais , entre outros fatores . Determinar esses custos é muito difícil , pois apenas uma parte deles chega a ser identificada em grandezas monetárias “ Paulo Sandroni - Dicionário de Economia . Diminuir estes custos terá que se meta de qualquer administração seja ela pública ou privada , são enormes os gastos médicos com os acidentados no trabalho e os decorrentes de doenças profissionais e enormes saldos deficitários no INSS e na Previdência Social, vários derrames de dejetos industriais, petróleo , mercúrio, soda cáustica nos rios e mares, enormes mortandade de peixes , pessoas sem poderem beber água (apenas mineral ou importada de outros lugares), fábricas paradas e assim também gerando custos sociais. Assim todavia as pessoas têm que acreditar no processo de produção e nas suas devidas mudanças, pois é também custo social todo produto não produzido efetivamente, que potencialmente poderia ter sido produzido . Uma das formas de acreditar na diminuição do custo social é aumentando o produto, interagindo com as adversidades , fazendo delas possibilidades de aumentar a produção . Segundo Hal R. Varian,que “taxar um bem , normalmente aumentará o preço pago pelos demandantes e diminuirá o preço recebido pelos ofertantes. Isso representa certamente um custo para os demandantes e ofertantes, mas, do ponto de vista do economista , o custo social do imposto é que o produto é reduzido . O produto perdido é o custo social do imposto...” Quanto maior o imposto maior o custo social, a contra partida são as receitas do governo, que podem ser utilizadas em prol da comunidade , mas mesmo assim haverá uma perda, chamada de perda de peso morto 46 (deadweight loss), pois o produto reduzido ou produto perdido é maior do que o valor de retorno dos impostos pagos. “Vamos considerar agora uma situação envolvendo a produção de externalidades . A firma S produz certa quantidade de aço , s , e também produz uma certa quantidade de poluição , x , que despeja no rio. A firma F, uma firma de pesca , está localizada abaixo , no curso do rio e é adversamente afetada pela poluição de S... os custos de F de produzir uma quantidade dada de peixes depende da quantidade de poluição produzida pela firma de aço...(pela) firma F a poluição aumenta o custo de produzir peixe e pela firma S , a poluição diminui o custo de produzir aço ...” “ ...A siderúrgica tem que escolher a quantidade de poluição que gera , mas a firma de pesca tem que considerar o nível de poluição como fora de controle.... Estas condições dizem que no ponto de maximização de lucro, o preço de cada bem ( aço e poluição ) deve ser igual ao seu custo marginal. No caso da siderúrgica, um de seus produtos é a poluição , a qual por hipótese possui um preço zero. Portanto , a condição determinando a oferta de poluição que maximiza os lucros diz para produzir poluição até o ponto, o custo de produzir uma unidade extra seja zero .” “...A firma de pesca se importa com a poluição, mas não tem controle sobre ela...Suponha que a siderúrgica e a firma se juntassem (ou conciliassem) e formassem uma firma que produzisse tanto aço quanto peixe (e possivelmente poluição).Então não há externalidades! Uma produção de externalidades só surge quando as ações de uma firma afetam as possibilidades de produção da outra firma. Se há apenas uma firma, então levará em considerações as interações entre as suas “divisões” quando escolher o plano de produção que maximiza lucro . Agora se produz poluição até que a soma do custo marginal da siderúrgica e da firma de pesca seja zero”. Varian, Hal R. Microeconomia,97. Temos outra forma de fazer isto conforme o autor acima, é estabelecer um imposto (imposto de Pigou) na poluição gerada pela siderúrgica, o difícil é conhecer o nível ótimo de poluição, e se tivermos este nível, na forma da lei poderá ser estipulado este imposto. Os impostos poderiam ser um controlador fiscal para inibir outros custos sociais também, como o desemprego . Estamos a cada tempo encontrando mais diversidades nas externalidades, que na verdade são pontos relativos, então estamos relativizando e tomando consciência do todo , sintetizando. Às vezes não temos fé em alguma coisa , por desconhecimento parcial ou relativo e até total , muitas das vezes , por ignorar e talvez o maior custo social seja ignorância , não saber , pode envolver ensinamentos , ignorar é falta de fé . Não temos que ignorar as adversidades e sim negociar-mos, juntar-mos, conciliarmos, equiparando assim a zero os custos marginais e o lucro seja de todos ( os envolvidos ). 7.5 - CONSTRUINDO EQUIPES 47 Já houve épocas que a pessoa sozinha ou praticamente sozinha poderia trabalhar nas suas idéias e desenvolver ( qualquer coisa ) os seus conceitos , hoje dificilmente a pessoa desenvolverá coisas novas sozinhas ou até para diferenciar o conhecido é extremamente difícil , pois o conhecido é um estoque histórico da civilização humana . Há uma necessidade latente nas empresas que as pesquisas , os projetos , os trabalhos sejam feitos em equipes . Mas a equipe não nasce da noite para o dia , ela é toda própria do ambiente e da atividade que vai ser exercida . “ Qualquer situação um pouco mais complexa excede as competências de um único indivíduo. Exige que cada indivíduo aprenda , quer dizer que precise de competências que não possui e de auxílios que se baseiam na solidariedade da ação , auxílios que corroboram eticamente suas tomadas de iniciativa , ao mesmo tempo , essa situação mais complexa exige que as competências de uma rede possam , da maneira mais livre possível , convergir e associar-se em função dela “ Zarifian(2000). Se constrói um ambiente adequado não só pelos equipamentos ou novas tecnologias , mas também com pessoas voltadas a cooperar , acompanhar todo o processo de melhoria da equipe, “ Quase todos os empresários acham que seus funcionários são partícipes da empresa, e que são o maior ativo do empreendimento. Por outro lado, quase todos os funcionários acham que são tratados com insuficiente atenção e respeito, mas não têm espaço para falar o que pensam , e acham que o empresário vive numa ilha da fantasia , sabendo pouco sobre o que aconteceu na empresa.” Ricardo Semler, estes companheiros comprometidos é que vão fazer a diferença . “ Sem as pessoas , qualquer tecnologia , por mais necessária e inovadora que seja, não funciona” Maria R.Gramigna . Não há mais espaços para estrutura rígidas ou fixas, os novos projetos de “arquitetura“são para “terremotos “ , “ maremotos “ e “ furacões ” ( por mais que no Brasil não exista , sempre preferimos importar ) e todas as “peças“ envolvidas terão que ter uma afinidade com as mudanças, a cada tempo uma estabilidade nova . Os ativos se depreciam com maior rapidez, novos investimentos são necessários para acompanhar as mudanças e o conhecimento das pessoas pegam o mesmo “barco“ e como “canalizar“ o novo conhecimento, buscar ( ou produzir ) e distribuir de forma mais uniforme são os maiores desafios das equipes ( levando-se em conta que mudança de comportamento é através de ensinamentos que requer tempo e pelo dois lados , dinheiro ), “ compartilhar e transmitir o conhecimento, alavancá-lo exige ativos intelectuais , como sistema de informações , laboratórios , inteligência competitiva e de mercado, conhecimento dos canais de mercado e foco gerencial , que transformam “ know how “ individual em propriedade do grupo . Assim , como o capital humano , o capital 48 estrutural só existe no contexto de um ponto de vista , uma estratégia, um destino , um propósito . Portanto, o capital intelectual é a capacidade organizacional que uma organização possui de suprir as exigências de mercado “ Gdikian , Elizabeth Ayres ( e Moisés Correia da Silva ) . Verdadeiramente a primeira equipe de ignição é o de planejamento e projeto , que pode ser de localização do empreendimento , projeto do prédio , lay out , do produto , da logística e inúmeros outros , mesmo porque “projeto” é a intenção de dar certo , lançar-se para frente e continuar na posição, outros projetos logo outras posições intencionadas. A equipe por sua vez é a “catapulta” dos projetos ou idéias, planos a serem lançados. Esta equipe tem que ter a dimensão do projeto e o posicionamento ( no tempo e no espaço) ao lançamento do projeto que por sua vez tem que ter um sistema aberto a modificações (por mais que tenha que ser respeitados propósitos , planos, padrões tem que haver facilitações à mudança, como o DNA ou código genético sofre mudança ao longo da vida ou ao longo da evolução da espécie ou ainda como a lingüística que com toda rigidez da gramática, a palavra sofre mudança de signo ou da sua estrutura, a cada corte temporal, uma complexidade lingüística nova com novas palavras e mais outras com sentido diferente da sua etimologia), necessidades de harmonizar realidades diversas, integrações dos projetos envolvidos (que muita vezes ou aparentemente nada tem a ver entre si, mas o esforço é válido) e que projeto é diferente de empreendimento ( projeto é a abstração do acréscimo do novo), naturalmente temos ter na organização , na equipe , projetos que reflita a realidade interna e da comunidade envolvida, pois é esta a realidade primeira, as outras objetivações são secundárias e até “voláteis” (pela razão destes mercados estarem dispersos ou volúveis), “ copiar cultura de empresa bem sucedida é grau 8,5 de miopia. A cultura, seja ela, democrática ou autocrática , progressista ou tradicional , séria ou mais ou menos , é sua personalidade . Da mesma maneira que não gostamos de pessoas com falta de personalidade , empresas sem perfil de cultura própria não sobrevivem ao tempo . ...adapta-se o plano e os programas, mas a filosofia precisa permanecer inalterada. A empresa precisa necessariamente atrair para si pessoas que se encaixem no seu modo de pensar“ ( Semler ), e como a nossa personalidade sofre influências direta do nosso meio ambiente (uma vez já formada, fica mais intolerante , mas não absolutamente), logo este tem que ser saudável e de certa forma preservado, o que não nos impede de crescer emocionalmente, culturalmente e produtivamente ( preservar e acrescentar coisas boas ), a empresa tem que manter a sua personalidade nos projetos mesmo em tempos difíceis, aonde muitas das vezes 49 os problemas são importados, e as flexibilidades das estruturas são inevitáveis, mas não a “fundação (infra-estrutura )” ou seu “DNA” origem. Uma equipe tem que estar atrelada a mudança para outras clientelas , mas se manter fiel as que já tem, os novos projetos têm que ser de acréscimos, são estes os diferenciais, mudar por mudar ou mudar tudo ou ainda colocar alguém que não seja da afinidade dela poderá ser muito conflituoso, o planejamento só será adequado se for a partir da realidade da empresa, das suas disponibilidade (do seu “EU”). Pensar em novas alternativas é uma coisa boa no entanto, uma vez implantado o sistema, dificilmente pode se voltar atrás, o custo da irreversibilidade pode ser cruel. A equipe dos projetos não deve usar bola de cristal , astrologia ou ”achologia”, as ferramentas são: -Análise de balanços ( três exercícios , no mínimo , com informações fidedignas ) ; -Sistemas computacionais ( inclusive para método heurístico ) ; -Matemática financeira ; -Programação linear (ou lógica fuzzy ); -Análise de sistemas(fluxogramas e O&M ); -Análise microeconômica ; -Análise macro econômica ; -Econometria ; -Estatística e outros métodos quantitativos( mínimos quadrados, testes de hipóteses, regressão ou transformação logarítmica , regressão múltipla , regressão linear , etc.), se forem necessários, como também métodos de avaliações de comportamento como comprometimento , ética , equilíbrio emocional e capacidade de ensinar e aprender, e para não usar mesmo a bola de cristal, análises e efeitos ambientais e processos de separação e inclusão de materiais recicláveis em seus projetos ( inclusive treinamentos de consciência ambiental ) . “A empresa que não possui uma equipe de pensamento não pode apresentar uma execução eficiente, porque não existe assessoramento , planejamento e racionalização do trabalho , considerando que nenhum chefe é capaz de resolver isoladamente os problemas de sua responsabilidade numa grande estrutura. “ A. Nogueira de Faria . O RH tem que ter uma síntese das competências das equipes nas organizações, para poder avaliar com mais justiça os subordinados, não só cobrando resultados diretos do 50 pessoal, mas também cobrando materiais e equipamentos dos seus respectivos chefes ou qualquer responsável que responda a insuficiência e toda orientação possível para o bom desempenho do funcionário , inclusive também catalogar todo desenvolvimento educacional (por iniciativa própria ou pelos treinamentos na empresa) e profissional (se possível um perfil completo) para sua devida realocações dentro da empresa .Quando for de uma agência (pública ou privada) deverá tomar considerações com os candidatos que com os quais já houvem avaliações nas empresas clientes (ou nas próprias agências) e não obtiveram êxito e de maneira adequada fazer uma orientação profissional, indicar cursos ou também ter os seus próprios cursos preparatórios (ou salas de treinamentos) e poder indicálos à outras empresas, faz parte desta consideração que o número de inscrição do candidato seja levado em conta (correlacionado com o perfil do candidato, pois é as agências de emprego que deve cruzar as informações de demanda e oferta de mão de obra) que todo trabalho seja atrelado a este arquivo e que mantenha a prioridade da seqüência (os últimos não pode ser os primeiros), visando assim diminuição de retornos freqüentes destes candidatos às agências (públicas e privadas), violência percebida todas as semanas através das filas quilométricas (todo limite tem que ser pela dignidade humana), despesas freqüentes e desnecessárias às vezes com anúncios em jornais por exemplo, mesmo se for usar outros critérios como preenchimento de fichas virtuais através de portais eletrônicos, envios de currículos para correios eletrônicos, só maquia a violência, se não forem usados os métodos acima as filas passam a ser virtuais (ou melhor existem mas não aparecem parte dela), mas a ansiedade dos candidatos piora uma vez que as relações são mais frias. As pessoas não devem optar pelo departamento de recursos humanos, porque gostam de pessoas, mesmo porque “ os departamentos de RH não são centro de terapia , nem retiros sociais . O profissional de RH deve criar práticas de gestão de pessoas que tornem a empresa mais competitiva “ (Prof.a Helenice Carvalho - Adm. de RH - UCAM ), aí sim é fundamental gostar de pessoas , mesmo porque com uma boa gerência todos os envolvidos agradecerão. 51 8 - CONVERGÊNCIA DA FÉ: CONCLUSÃO FINAL Comecei a minha monografia pela Educação, por causa que eu acredito que melhor projeto de gerência começa pela educação, e acredito também que o fracasso do aluno é decorrente da má gestão de pessoal em função do seu cliente. A escola tem que ser de todos, construir equipes é perspectivar toda a vida da pessoa no espaço dela e no tempo dela, com todos os tipos de pessoas, sejam pessoas de qualquer raça, qualquer religião, ou qualquer sexo, de qualquer classe social, de qualquer Q.I. ou deficiência (segundo Einstein somos todos da raça humana, indubitável, só tem um jeito de termos a verdadeira paz, é construindo), capacitando competências para o mercado de trabalho, considerando sempre um estado de inclusão, preparação esta que é desde da sua infância e todo decorrer da sua vida. Numa contra partida à violência, ao desemprego, a educação tem que ser de inclusão, capacitando indivíduos não para disputar e competir, mas para agregar, somar valores, cooperar e estar disposto sempre a conciliar e colocar no lugar dos outros e poder compreender, inclusive adquirir consciência dos ecossistemas, respeitando sempre o limite das possibilidades de cada aluno. 52 Estamos numa biosfera e a empresa (ou qualquer organização, inclusive educacional) é um organismo vivo e seus órgãos são constituídos de pessoas (como se fossem células nervosas prontas para sinapse) e estas pessoas são providas de fé. O que tem que fazer é negociar, administrar estas crenças objetivando-as para as metas da empresa, têm pessoas que apredem e fazem, têm pessoas que apredem e fazem melhor, porque acreditam no que fazem, ou passaram acreditar, têm pessoas que apredem e não fazem ou fazem muito pouco, um dos critérios da empresa é negociar, é quebrar crenças (considerar as influências sofridas, considerando a fé como um vetor) que não condiz com a empresa ou fluxo operacional ou padrão de qualidade. A lógica aristotélica se resume em “é / não é” ou matematicamente em pertence / ou não pertence ou ainda a lógica eletrônica que varia entre zero e um, aonde por analogia entre falso e verdadeiro, correndo paralelamente, existem pessoas que acreditam ou não acreditam. Lastreando isso, alguns dos sinônimos de fé é crédito que é “confiança ou segurança na verdade de alguma coisa; crença”, Grande enciclopédia Larousse Cultural. A diferença é que nas ciências exatas ou colocadas como exatas, as distribuições se concentra em “1” ou “0” (verdadeiro ou falso), nas ciências sociais é uma distribuição entre todos os valores entre zero e um. Por analogia também posso considerar o gestor(controlador, negociador, administrador), também, ou melhor comparação, ao elemento “carbono” na estrutura macromolecular, polímero vivo ou organização viva, aonde há a necessidade de incontáveis elementos tetravalentes (carbono), no caso, cada valência seria respectivamente negociar os capitais de terceiros e seus possíveis conflitos, os capitais dos acionistas e seus possíveis conflitos, gerenciar e negociar as melhores aplicações no Ativo, manter a produção(na escola a produção é o ensino) em função do cliente. Os gestores têm que ter consciência plena do negócio, para avaliar a melhor mediação ou contrato. Umas das propostas é perspectivar este circuito da fé, ou sistema que corre concomitantemente ao fluxo de racionalização da organização, administrando, negociando as influências da carga de conhecimento que as pessoas têm, fazendo fluir positivamente na credibilidade da empresa e no seu produto ou serviço. Considero o fluxo vetorial da fé (em base nos meus conhecimentos contábeis, pois sou bacharel em Ciências Contábeis e no livro de A. Nogueira de Faria, Organização de 53 Empresas, isto é o reflexo da convergência da fé) das pessoas para com a empresa, como: fé na empresa (créditos providos por terceiros ou próprios) implica em ou advém de (função identidade) mais organização e melhores negociações que implica em ou advém de em menores custos e menores preços, logo maiores vendas que implica também em maiores lucros e salários que resulta em prosperidade com os envolvidos e isto implica em mais fé na empresa (créditos ou capitalizações). Mas antes dos créditos que a empresa deve ter, ela deve dar com a verdade, ética e transparência. A empresa é respaldada pelos seus gestores, funcionários, então em todas as instâncias têm que haver veracidade, as pessoas têm que se envolver com a empresa pela verdade, por causa que tem que haver confiança, e que crise de credibilidade pode ser uma reação em cadeia, ou esta crise pode ganhar, dependendo do tamanho, uma inércia (movimento ou velocidade constante, no caso dificuldade de parar) toda própria dado o seu fluxo. É relevante dizer em relação a isto, que falta de fé na empresa é a depressão econômica dela e o inverso extremo é a euforia, que não é bom e tem que ser administrado. Em suma na experiência de vida percebi que faltam projetos ( logo falta equipes ou são quase inexistentes) nas empresas, sejam educacionais, agrícolas, industriais, comerciais e de serviços e um projeto nacional , aonde integre e atribua compromissos sociais e amplie estas funções sociais, porque qualquer que seja o projeto de “reengenharia“ (o marido ou a esposa traída não tem que jogar fora o “sofá“) ele terá que ser sempre de inclusão ou um segmento ou em outro, a ressaca da “ reengenharia “ mora em não terem observados as interligações econômicas, a macroeconomia (hoje mais complexa, mais global, enormes externalidades, altamente informatizada pela rede mundial de computadores, mas ainda assim podemos ser fiel a Keynes ,ora , pleno emprego nunca pode ser demais! Nos EUA , eles estão passando por uma fase recessiva e as novas projeções são Keynesianas. “Apenas em 1936 John Maynard Keynes formularia , em sua Teoria Geral do Emprego , do Juro e da Moeda , a idéia de que , para garantir o pleno emprego em períodos instáveis , o governo tem de gastar . Nos últimos anos , Keynes foi deixado de lado em favor da política liberal de déficit zero , defendido por instituições como o Fundo Monetário Internacional. Os anos da Presidência de Ronald Reagan , nos EUA , e os da liderança de Margaret Thatcher, na Inglaterra , são marcos da cartilha cujas palavras-chave são desregulamentação e privatização. ...Por trás dessa movimentação , há uma nova ordem econômica que se cria , afirmam especialistas. O mundo não será mais o mesmo.” Acabou aquela visão abrangente , que fundamentava a confiança do mercado na globalização “ diz o professor John Gray , da London School of Economics 54 .”Época,2001 ), não existe renda sem produção, o total da receita agregada é igual a despesa agregada (se alguém diminuir custos, alguém perderá renda) e se o superávit conseguido em algum orçamento pode ser a contra partida de inúmeros orçamentos deficitários , inclusive domésticos, custos sociais marginais crescentes e intoleráveis ( literalmente sentidos na pele, hoje todos nós ).Administrar sem projetos ( e se for errôneos pior ainda ) , sem controle e ajustes e sem perspectivar, é morte na certa ( o preço do pecado é a morte! ) e pelo visto de pessoas ( inocentes ??? ) e de empresas , vale a velha lição citada por Faria : “ Tu me decifras ou eu te devoro...”, temos de alguma forma deixarmos nossos egoímos de lado , superar o cinismo do clássico individualismo/ liberal inserido hoje na globalização de mercado ou neoliberalismo sem fronteiras , e progressivamente pensar no coletivo ou de fato no mundo em que vivemos ,“não se trata , porém , em perspectiva libertadora, do pecado como realidade individual , privada e intimista , afirmada exatamente o bastante para necessitar uma redenção << espiritual >> que não questiona a ordem em que vivemos .Trata-se do pecado como fato social , histórico, ausência de fraternidade , de amor nas relações entre homens , ruptura da amizade com Deus e com os homens e , em conseqüência , cisão interior , pessoal . Assim consideradas as coisas , redescobrem -se as dimensões coletivas ...” Gustavo Gutiérrez em Teologia da libertação, editora Vozes. Ajudar aos outros , cooperar , assistir àqueles que precisam ( e quem não precisa ?) é sempre uma lógica de reciprocidade , um mundo melhor só é melhor se construírmos. 8.1 -“ESTRATÉGIA DE AVESTRUZ” ( de Jurandir Freire Costa- psicanalista , professor da UERJ ) “ Na avenida , o Carnaval acabou ; na vida , a dança macabra continua : assassinando crianças ; calouro de medicina morto por afogamento em um trote ; mendigos incendiados e mortos a tiros ; garçom de botequim assassinado por um cliente que devia R$3,50 de um lanche ; passageiros de automóveis assassinados dentro de túneis ou em estradas bloqueadas por bandidos ; policiais suspeitos de matar três adolescentes ; ambulantes mortos por terem denunciado a extorsão de policiais e parlamentares ; família de policial chacinada por traficantes etc. . Adeus, terra das palmeiras onde cantam sabiás! O que aconteceu conosco ? Como ocorreu essa medonha mutação ? É fácil culpar a impunidade por esse estado de coisas . Não teríamos cadeias , mesmo que quiséssemos, para tantos crimes . A coisa é mais séria . Basta ver o que acontece quando governantes decidem enfrentar os criminosos , como no caso do Rio. Justamente porque o governador Anthony Garotinho - pelo menos, até agora(21/3/99)-vem mostrando firmeza no combate ao banditismo , nossa indigência social aparece sem disfarces. Tudo parecia simples quando nada era feito. As boas consciências podiam, então, se queixar de omissão das autoridades. Pois bem, a autoridade chegou e o resultado é “Chicago anos 30” em todos os bairros da zona sul. Mães debruçadas sobre bebês, para defendê-los de balas; vitrines espatifadas ; crianças apavoradas; 55 pessoas mais velhas feridas nas correrias , em suma , pânico nas ruas! Eis o saldo da tentativa de eliminar , pela força , o resíduo social produzido por “meios legais e pacíficos” . Conclusão: ou nos aliamos ao crime ou, em breve, estaremos treinando “como deitar no chão em meio minuto”, antes , durante ou depois do expediente . A menos , é óbvio , que abandonemos a estratégia de avestruz para reparar, enquanto é tempo, nossos aleijões sociais. Estamos vivendo um pesadelo e continuamos a falar em câmbio, bolsa e juros como se fôssemos turistas em um mercado de escravos do século 19 . Precisaríamos de dezenas de Castro Alves , Joaquim Nabuco ou Raul Pompéia para nos convencer do que é evidente: se essa crise foi econômica , há muito deixou de ser só econômica. O que está em jogo é o desmoronamento de um estilo de vida que sucumbiu à pressão imoral da cultura da ganância . Como mostrou Bruno Latour, recentemente, na Folha, a ficção ideológica da “sociedade como cópia do mercado” vem se revelando tão autoritária e insensata quanto as ficções políticas do nazismo e dos comunismos . A demência de um mundo em que as 225 pessoas mais ricas detêm, segundo relatório da ONU, a mesma renda anual dos 2,5 bilhões de pessoas mais pobres só não é visível para os cínicos ou os que perderam o sentido do que é viver em comunidade humana. Nem na França do antigo regime, onde 4.000 aristocratas parasitavam a nação, existiu tal concentração de privilégio e de poder. O capitalismo , historicamente, se justificou enquanto soube conviver com as idéias de liberdade da república e distribuir, de modo mais eqüitativo , as riquezas materiais. Essa era a superioridade moral das democracias capitalistas ocidentais diante dos regimes comunistas ou ditatoriais dos países periféricos. Em 20 ou 30 anos, tudo isso foi por água abaixo. A lógica delirante do lucro perdeu o freio e a vergonha histórica . No Brasil , em particular , falar em direito à saúde , educação , moradia , emprego e amparo na doença ou invalidez passou a ser ridicularizado como arcaísmo de mentes estúpidas e atrasadas . Cidadãos aposentados se tornaram “velhos improdutivos”; crianças de ruas se tornaram pivetes; trabalhadores rurais sem terra se tornaram “invasores” e trabalhadores urbanos sem emprego, “grevistas arruaceiros “ que não entendem as “dificuldades terríveis” de banqueiros e especuladores globais. Em suma, às favas com a lengalenga de solidariedade, justiça e respeito ao próximo: quem tem, tudo bem, quem não tem passe bem ! É essa a cozinha em que se fabrica a violência. Para que virtude cívica , se a recompensa são as filas nos postos do INSS , dos hospitais-abatedouros ou de escolas sem vaga , convertidas , muitas vezes , em covil de traficantes ? Para que virtudes privadas , se quem goza de admiração pública são os freqüentadores do “bordel de elites taradas” em que se transformou a cultura de massas no Brasil, como bem disse Gilberto Vasconcellos ? Quais são nossos heróis culturais ? O artista de talento , o cientista de valor , o indivíduo trabalhador? Ou o mais recente apresentador de televisão, que ganha fortunas exibindo deformidades físicas ou “divertidas perversõezinhas”, feitas de encomendas para excitar o moralismo tacanho dos que renunciaram a pensar com a as próprias cabeças? Quem vale mais, neste país: o indivíduo honesto ou o corrupto incensado nas festas perdulárias e nas revistas de celebridades ?Quem é de fato, premiado: o empresário, o trabalhador ou especulador e o “esperto” traficante de influência e de informações privilegiadas no mercado ? 56 A violência de hoje não se baseia , apenas , no ódio ao diferente ou na intolerância com os desviantes. Ela se tornou uma forma corriqueira de levar ao extremo as conseqüências do jargão leviano “tudo é mercadoria”. Em poucas palavras , se o dinheiro é a medida do homem , ou o dinheiro no bolso ou cadáver no fosso! Depois de anos de desmoralização do valor da pessoa humana , gente , “aranhas ou visigodos”, tudo é nivelado por baixo. Elite e ralé não mais se distinguem , e o efeito está aí : mata-se por R$3,00; morre-se por coisa alguma. Vidas sem rumo, mortos sem causa . Esse “terror branco”, da cor do dinheiro, é pior, em certa medida, do que os regimes de terror conhecidos , pois seus mentores querem nos convencer de que a vítima é culpada por não compreender as “nobres” razões que a levam à forca ! Por que a ideologia do lucro é mais limpa e imaculada do que ideologia dos fanáticos defensores da “raça” ou do “povo”? Por que se calar diante dos assassinatos em massa que vêm acontecendo no Brasil ? Assim como aprendemos que vida se respeita , também desaprendemos a respeitar vidas que não têm cadastros especiais em bancos . É só uma questão de tempo e hábito . Philip Dick, na ficção futurística “Loteria Solar”, descreve um mundo onde o jogo substitui a moral, a ação humana se curva às estatísticas e o que resta é “apostar em uma boa chance”. Felizmente, ainda não estamos lá . Mas , ou viramos o leme do barco ou tudo será muito difícil de resolver . Retórica vazia? Vamos aos fatos . Em três dias de Carnaval foram consumidas 840 garrafas de champanhe francês e 900 garrafas de uísque em camarote da Marquês de Sapucaí . No mesmo período, 450 pessoas morreram no país, na mesma “animada” festa. Façam as contas e decidam qual a moral da história .” (FOLHA DE SÃO PAULO - domingo, 21de março de 1999). Para Aristóteles o Estado somos nós, a soma dos seres , dos “eu’s” , somos células políticas e aí eu pergunto como está o Estado ( ou a situação no qual nos encontramos)? Gestão de pessoas (ou um curso de gestão de recursos humanos) não pode ser só para as empresas ou principalmente para aquelas que visam lucros ou são particulares , porque as pessoas estão em todas as partes ou porque não estamos em Marte , a gestão está nas escolas , nas administrações públicas , nas organizações não governamentais, ou aonde precisar de pessoas ou aonde existir pessoas . “É fácil culpar a impunidade por esse estado de coisas . Não teríamos cadeias , mesmos que quiséssemos, para tanto crimes .” As crianças de cada periferia das cidades , dos morros , das favelas , dos cortiços de cada bolsão de pobreza estão crescendo , vendo os seus pais sentado num sofá apoiado em tijolos , muitas das vezes numas casas sem tijolos , sem comida ou quase sem , sem esperança ou quase sem . Quase, porque elas estão crescendo vendo outros adultos de uma maneira ou de outra conseguindo as coisas, que seus pais não conseguiram de maneira honesta ou digna aos nossos olhos, são estes, outros adultos no qual será modelos de 57 sucesso ou fracasso crescente dessa sociedade, “ a menos é óbvio , que abandonemos a estratégia de avestruz.” BIBLIOGRAFIA : D’AMORE, Domingos,CASTRO,Adauctode Souza,CONTABILIDADE INDUSTRIAL, S. Paulo:SARAIVA, 1947 MARTINS, Eliseu, CONTABILIDADE DE CUSTOS, São Paulo: ATLAS , 2001 SERSON , José , CURSO BÁSICO DE ADMINISTRAÇÃO DO PESSOAL, São Paulo: LTR,1971 FARIA, A. 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