EDIÇÃO Nº 204
QUINZENAL • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
24 DE SETEMBRO DE 2012
HENRIQUE CASINHAS
DIRETORA: PATRÍCIA TADEIA
24 set 2012 • 1
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CALOIRO QUE É CALOIRO…
A NOSSA PRIMEIRA EDIÇÃO DEPOIS DAS FÉRIAS NÃO ESQUECE QUE ESTAMOS EM ALTURA DE FESTA. A FESTA DA PRAXE. POR ISSO,
O MU QUIS SABER O QUE ACHAM OS CALOIROS DOS VETERANOS E O QUE PENSAM OS MAIS VELHOS DOS RECÉM-CHEGADOS. DESCOBRE
AS FESTAS DE RECEÇÃO AO CALOIRO. TUDO NUMA EDIÇÃO ESPECIAL DE “VOLTOU O QUE É BOM”, OU SEJA, O TEU JORNAL PREFERIDO! P. 8 E 9
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Era uma vez uma miúda. Tinha 5 anos. Era mais nova do
que todos os seus colegas. Culpa de ser escorpião. Não
sabia bem ao que ia. Caras novas. Lágrimas e sorrisos.
Hoje essa miúda recorda que foi guiada pela mão da mãe,
mas não se recorda de a ter deixado. Lembra as lágrimas
de não querer ficar por lá. Já a mãe recorda que a deixou
na escola sorridente e que a miúda entrou na sala de aula
destemida. Diferentes rumos. Diferentes perspetivas.
Era uma vez outra miúda. Que pode ser a mesma – ou
não –, mas 12 anos mais velha. Continuava a ser mais
nova do que todos os colegas. Já tinha frequentado várias
escolas, mas continuava sem saber ao que ia. Caras novas (umas mais riscadas do que outras). Hoje, essa miúda
recorda que entrou na universidade, longe da mão da
mãe que um dia a guiara. Continuava a ser aquela criança
destemida. Com o mesmo rumo e a mesma perspetiva.
Era uma vez outra miúda ainda. Que mais uma vez pode
ser a mesma, mas mais velha. Tem 31. Já não é a mais
nova entre os colegas. Ainda é escorpião, isso é coisa
que nunca muda. Frequentou muitas escolas e ainda hoje
não sabe ao que vai. Conheceu caras novas (umas mais
maquilhadas do que outras). Hoje recorda o primeiro dia
de um novo um trabalho. De um novo projeto. O primeiro
dia sem o namorado que se perdeu. O primeiro dia sem a
amiga, que – por rumos ou perspetivas, ou circunstâncias
da vida – se perdeu para uma doença “estúpida”.
Era uma vez a mesma miúda. A mesma de à bocado. E
era uma vez o primeiro dia em que essa miúda sai para
as ruas, numa edição publicada – esta que lês –, sem a
companhia da tal amiga que perdeu. E era uma vez uma
miúda que não teve “espaço” para lhe prestar homenagem
escrita. Rumos e perspetivas à parte,
a amiga que perdeu, e que esteve
presente em cada uma das edições
passadas, vai estar também sempre
em cada uma das futuras. Passam
hoje mais de dois meses desde
que essa amiga seguiu o seu
rumo. Já as suas perspetivas
estão, e vão estar, sempre vivas
em cada um dos desenhos,
cores, e forma deste jornal
que agora lês. São rumos
ou perspetivas.
Em homenagem a
Joana Túlio, designer
do mu até 9 de Julho
de 2012, dia em que
faleceu.
S
A
L
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&
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PSSST...
24 set 2012 • 2
RUMOS E
PERSPETIVAS
VOX POP
CATARINA GOMES,
21, PSICOLOGIA,
UNIVERSIDADE DE LISBOA
Concordo com as praxes
enquanto modo de integrar
os alunos novos e de toda
a gente se conhecer. Não
concordo se forem exageradas.
BERNARDO ÁLVARES, 23,
ESTUDOS URBANOS, ISCTE-IUL
Concordo com as praxes. Em geral
sou contra qualquer manifestação de
autoridade arbitrária, com a agravante de
se dar no ensino superior onde se devia
promover o pensamento livre. Se por um
lado a praxe pode integrar e criar ovelhas, por outro exclui (na minha opinião)
ainda mais aqueles que pretendem
aproveitar a universidade como forma
de abrir a mente.
Eis um estudo que pode
diminuir as brigas entre
casais. Homens e mulheres
veem de forma diferente. Por
isso, se o teu namorado não
reparar que tens um novo
corte e cor de cabelo, não te
admires. Diz um estudo norte-americano que os olhos dos
homens são mais sensíveis
aos detalhes e a objectos
que se movem em grande
velocidade. Já as mulheres
distinguem as cores com
mais facilidade. O estudo
realizado pelo professor
de psicologia do Brooklyn
College, Isaac Abramov,
conclui que as mulheres são
melhores quando se trata
de combinar cores ou de
procurar tons semelhantes
entre si. Por seu turno, os
homens detetam os detalhes,
por mínimos que seja, com
mais facilidade.
CONCORDAS COM AS PRAXES?
SIM OU NÃO? E PORQUÊ?
DÉLCIO BAPTISTA, 21, PINTURA,
UNIVERSIDADE LUSÓFONA
Não concordo, nem discordo. Porque
eu não quero ser praxado, Mas há
pessoas que não se importam....
Agora, os que querem um dia praxar,
que se deixem ser praxados
também.
EDITORIAL
FICHA
PATRÍCIA TADEIA • DIRECTORA EDITORIAL
[email protected]
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Paula Tavares, Raquel Pinto, Daniel Barata; Directos – Luís Filipe (Coordenador), Eva Oliveira, Filomena Mestre, João Rodrigues, Luís Farinha, Ricardo Afonso, Sónia Andrade | Sede Redação: Arruamento D à Rua José Maria Nicolau, nº 3, 1549-023 Lisboa | Tel: 21 049 4000 | Distribuição: José Magalhães | Distribuição: Gratuita
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NEWS
JOVENS DESIGNERS
NACIONAIS NA
LONDON FASHION
WEEK
UMA SEMANA PELA PELE
KIT DO CALOIRO
A Associação de Estudantes de Ciências
Farmacêuticas da Universidade Lusófona
organizou entre 17 e 21 de setembro a Semana
da Pele. Palestras, workshops, e rastreios
gratuitos foram algumas das atividades
que decorreram na instituição, no Campo
Grande, em Lisboa. Entre as ações aconteceu
ainda uma exposição de Dermocosmética
com stands de várias empresas do setor
onde os visitantes puderam contactar
com profissionais de saúde, conhecer
os produtos e experimentá-los.
Este é o terceiro ano consecutivo em que a Rede
UniverCidade – maior comunidade nacional de
estudantes do ensino superior – leva o “Kit do Caloiro”
a Universidades de todo o País. A ação vai decorrer
até ao final de outubro. No ano passado foram entregues
12 mil Kits do Caloiro e 20.000 Guias a 50 Associações
Académicas e de Estudantes por todo o País. Além
de distribuir os Kits, a Rede UniverCidade vai surgir sempre
acompanhada pela sua mascote – O Burro da Rede.
Vais poder encontrá-lo em diversos eventos
de “Receções ao Caloiro”, em Lisboa, Porto, Coimbra,
Viseu, entre outras.
FORMAÇÃO EM
INFORMATION SECURITY
Cinco finalistas da Plataforma de Moda – Fashion Hub de Guimarães 2012 apresentaram as suas coleções criadas para a primavera/verão 2013 na semana passada na London Fashion Week.
Este é um dos eventos mais reputados da moda internacional
e contou com a visão de cinco jovens designers portugueses.
A participação no certame resulta de uma parceria da Capital Europeia
da Cultura com o The Mushrooms Group e foi uma oportunidade única
para João Pedro Filipe, Rita Afonso, Maria Azevedo, Mariana Morgado
e Ricardo Andrez.
João Pedro Filipe – A coleção para a primavera/verão 2013 é apelidada de “Turbina” e reflete
os poderosos “muscles cars” dos anos 70. Inspirada em Álvaro de Campos.
Rita Afonso - A coleção “Punk Rural” é inspirada
na arquitectura das entradas das igrejas do norte
de Portugal.
Maria Azevedo - A colecção, apelidada de
“Time flies”, apresenta novas representações
visuais compostas por contornos inspirados nas
varandas de ferro portuguesas.
Mariana Morgado – Coleção inspirada nos
movimentos pelos direitos das mulheres, e
mistura tecidos delicados e suaves e de tons
frescos e leves que reforçam a sensualidade.
Ricardo Andrez – Já é presença regular na
Lisboa Fashion Week, apresentou uma colecção
inspirada na uniformidade.
A Rumos vai lançar a 1ª Edição do Postgraduate
Certificate and Diploma in Information Security da
Royal Holloway, University of London, no Porto. Após
o sucesso das edições em Lisboa, a Rumos fará
um evento de lançamento desta ação, no dia 4 de
outubro, no Novohotel em Gaia. O evento contará
com a presença de John Austen, professor e
investigador da Universidade Royal Holloway, que
apresentará os conteúdos programáticos, plano de
estudos e as vantagens desta pós-graduação que
terá início no próximo dia 26 de outubro. Dirigido
a alunos universitários na área da Informática
e dos Sistemas de Informação, Profissionais de TI,
Diretores de Informática, os interessados poderão
candidatar-se até ao dia 19 de outubro, nos Centros
de Formação da Rumos, em Lisboa e no Porto.
APAV LANÇA CAMPANHA
NAS UNIVERSIDADES
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV)
está a promover uma campanha de prevenção
da violência sexual no ensino superior. O projeto
“Unisexo” alerta para a “desvalorização do sexo
forçado nas relações de intimidade e dos atos
sexuais menores (como toques e beijos forçados),
PORTUGUESA?
QUAL A MELHOR UNIVERSIDADE
siderada como
A Universidade de Coimbra foi con
o ranking
a melhor do País, de acordo com
– University World
da Quacquarelli Symonds Limited
ª posição.
Rankings (QS). Esta surge na 385
ida de nove
Face a 2011, verifica-se uma sub
eiríssimo lugar,
prim
O
posições no ranking global.
husetts Institute
sac
Mas
ao
a nível mundial, coube
peu destaca-se
of Technology. Já ao nível euro
bridge que ocupa
a universidade University of Cam
al.
a 2ª posição do ranking glob
universities.com
Sabe mais em http://www.top
os consumos de bebidas alcoólicas e outras substâncias
aliado ao ambiente de festividade, liberdade e excessos
usuais nas festividades académicas”. Segundo a APAV,
estes “são fatores que podem levar a que muitas das
vítimas não denunciem e nem sequer percecionem estes
atos como crime”. A ação será divulgada com maior
incidência nas festas académicas de Coimbra: Festa
das Latas de 2012 e Queima das Fitas de 2013. “Depois
do não, para. Respeita a vontade dos outros. A violência
sexual é crime” é a principal mensagem desta campanha.
UMA EXPOSIÇÃO
EM 365 DIAS
São 17 fotografias a preto e branco,
da autoria de Francisco Rosado
Silva Alves e que estão patentes
na Faculdade de Ciências da
Universidade de Lisboa. A exposição
“Academia FCUL” retrata os vários
acontecimentos académicos da
Faculdade, no passado ano letivo,
e que começam com as praxes
e terminam com a bênção das fitas
na Alameda da Cidade Universitária.
As comemorações dos 100 anos da Faculdade de Ciências, o jogo final do campeonato universitário de rugby, vencido
pela faculdade, ou uma tuna académica a tocar no Chiado são algumas das imagens que podes encontrar nesta exposição
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NEWS
UMA “REPÚBLICA DE LUXO”
Uma mansão de luxo. Uma sala de jogos para as horas vagas. Um jardim de sonho para mostrares aos
teus amigos. Uma piscina para os dias quentes que ainda se fazem sentir. Parece um sonho, certo?
E mais, parece que te estamos a tentar vender um qualquer “reality show”. Nada disso. Este foi o prémio
atribuído ao vencedor de um passatempo lançado pela Uniplaces.pt, uma plataforma oficial de alojamento
universitário e a Moving-ON.
O concurso para universitários terminou na semana
passada e o grande vencedor recebeu uma estadia
totalmente gratuita num dos quartos de uma mansão
de luxo em Lisboa. O sortudo é Joana Tomé Ribeiro e
já se mudou para esta “república de luxo” que dá pelo
nome de “Mega Mansão Uniplaces” e que fica localizada
na freguesia de Campolide. Vai poder ficar por lá até ao
dia 31 de dezembro.
Na passada sexta-feira a organização entregou a chave
ao seu novo morador, numa tarde de festa à beira
da piscina, animada por DJ.
A FRASE
VENCEDORA
“Para ganhar um semestre à borla
na Mega Mansão Uniplaces estou
disposto a…
USAR TODOS OS DIAS O BALÃO DE
HÉLIO DA UNIPLACES AMARRADO
AO PULSO”
Joana Tomé Ribeiro, Gestão, UNL
1.380
participantes
A “Mega Mansão Uniplaces” é uma
das propostas de alojamento para universitários que a
Uniplaces oferece na plataforma
online em www.uniplaces.pt
- A mansão tem capacidade para acolher
um total de 10 residentes.
- A casa oferece piscina, cozinha totalmente
equipada, sala de jogos, lareira e barbecue.
- A renda situa-se entre os 550
e os 800 euros mensais.
- A renda inclui ligação à Internet, limpeza semanal,
manutenção da piscina.
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NEWS
UMA CARA
E UMA VOZ
Dar voz a quem vê os seus direitos desrespeitados. Este é o grande
objetivo do PROJETO #65. Os
responsáveis são Ana Santos
e Diogo Dória, dois designers finalistas
da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. As caras que veem nas paredes
são dos moradores do Bairro de Santa Filomena, na Amadora. Este é um
trabalho académico que se tornou
num projeto social. Um alerta contra
o processo de “desocupação desumana” que a câmara municipal tem
levado a cabo junto destes moradores.
O mu falou com os dois alunos sobre este trabalho e não só. Quem sabe
se o projeto não pega noutros bairros
com histórias semelhantes?
Como surgiu a ideia do projeto?
Surgiu no âmbito de um trabalho académico de
final de licenciatura em Design de Comunicação
na Faculdade de Belas Artes, da Universidade de
Lisboa. Tínhamos vindo a trabalhar uma temática
direcionada para a cidade e este projeto surgiu
na sequência dessa pesquisa.
Porque é que escolheram o Bairro
Santa Filomena? Pensam chegar
a mais bairros?
Santa Filomena surgiu pela necessidade de se dar
uma voz àqueles que não veem os seus direitos
serem respeitados. Este bairro, tendo em conta
a atual situação de demolição, apresentou-se
como um dos casos mais críticos e urgentes.
No futuro o objetivo do projeto não é incidir apenas
e só sobre este bairro, mas também, se se revelar
possível, continuar a abordar outros casos.
Que apoios tiveram para o projeto?
Como foi tudo projetado, executado e montado
num curto espaço de tempo houve alguma
dificuldade em arranjar patrocínios. As impressões
em grande formato e quantidade são realmente
dispendiosas, no entanto contámos com apoio
a nível material de pessoas que se identificaram
com a causa. No que diz respeito à aplicação
das impressões, fomos nós próprios com a ajuda
valiosa de alguns moradores e pessoas exteriores
ao bairro que a concluímos.
Como foram recebidos no bairro?
Numa fase inicial, as primeiras visitas ao bairro
foram quase que de passagem. Tentámos sempre
ser cautelosos porque o nosso objetivo era
conhecer o bairro e os moradores, estabelecer um
contacto próximo e não sermos vistos como estranhos. Com todas estas condicionantes, pensámos
que seria difícil ganharmos a sua confiança.
No entanto, depois de falarmos com alguns
moradores e representantes da Associação
de Moradores - Eurico e Domingas - e ainda
com o coletivo Habita, que trabalha com o bairro
há já algum tempo, foram muitas as pessoas
que naturalmente nos começaram a abrir as
portas de casa e a contar a sua história. Quando
ali voltámos, desde o primeiro dia que entrámos
no bairro, até hoje, somos sempre recebidos
com a maior hospitalidade, fazem-nos sentir
parte da comunidade e o mais confortáveis
possível.
Como reagiram os moradores quando
a primeira imagem foi colocada?
Acima de tudo ficaram curiosos. Foi incrível o
número de moradores que veio ter connosco
a pedir para lhes tirarmos uma fotografia e
preenchermos também as suas casas, as que
vinham ter connosco a querer saber mais sobre
o projeto. A recetividade ao longo de todo o
processo de montagem e mesmo depois foi e
tem sido muito boa.
Estão a preparar alguma iniciativa
para a altura do processo de
demolição? O quê?
Na medida do possível vamos procurar acompanhar o processo de demolição por solidariedade
para com os moradores do bairro. Por outro lado,
vamos tentar também registar o momento fotograficamente para arquivo pessoal/profissional
para mais uma vez ficarmos com material que
possa demonstrar o impacto ao ver-se os rostos
ali afixados serem destruídos à medida que as
casas também o são.
PROJETO #65
O NOME: Deriva do Artigo 65 da Cons-
tituição da República Portuguesa que diz
respeito à habitação e urbanismo e visa
promover o direito do cidadão à habitação.
ZOOM
“Desde o primeiro dia que entrámos no
bairro, até hoje, somos sempre recebidos
com a maior hospitalidade, fazem-nos
sentir parte da comunidade e o mais
confortáveis possível.”
QUAL A HISTÓRIA DESTE BAIRRO?
- Santa Filomena é um de vários bairros
de barracas ainda existentes no Concelho
da Amadora.
- No pós 25 de abril, muitos terrenos
ficaram desocupados e sem fiscalização,
o que contribuiu para a construção.
de várias barracas. No entanto, ao contrário
de muitos outros, este bairro manteve-se
de pé quando muitos outros foram
demolidos nos anos 90.
- É constituído na maioria por uma comunidade cabo-verdiana. Parte deles tem direito
ao Programa Especial de Realojamento,
porque fizeram parte do recenseamento
de 1993. Mas outra parte não.
- Aquando da demolição total, haverá famílias que não têm rendimentos suficientes
para viver fora de um contexto
de habitação social e suportar os custos
que isso implica.
ZOOM +
Caloiros
s
o
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V
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FOTOS: HENRIQUE CASINHAS
ÉM-CHEGADOS É SÓ NOVIDADES.
MAIS UM ANO QUE COMEÇA. PARA OS REC
OS CONTRASTA COM A FELICIDADE
O RECEIO E ANSIEDADE INICIAL DOS CALOIR
AS PRAXES MARCAM O INÍCIO DO
DOS QUE JÁ LÁ ANDAM HÁ ALGUNS ANOS.
OS VETERANOS TÊM DE RECEBER
ANO LETIVO E, BEM OU MAL, É A FORMA QUE
O QUE PENSAM UNS E OUTROS
OS MAIS “PEQUENINOS”. O MU QUIS SABER
MELHORES FESTAS QUE AÍ VÊM.
DESTA ESTREIA E CONTA-TE TUDO SOBRE AS
COS NA CARA. SE ÉS VETERANO,
FICA ATENTO E, SE ÉS CALOIRO, EXIBE OS RIS
A TODOS.
TRAJA COM CLASSE E SOBERANIA. BOM ANO
Por Patrícia Tadeia
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Assim foi uma tarde de praxes no campus do IST, no Taguspark...
BI
BI
INÊS BERNARDINO, 18
SOCIOLOGIA, FCSH - UNL
NOTA DE ENTRADA: 14,3
Gostava de ser conhecida como a caloira que
foi mais divertida e recetiva ao que lhe foi proposto.
BEATRIZ PEREIRA, 19
BIOLOGIA, FCUL
NOTA DE ENTRADA: 14,7
Gostava de ser conhecida como a caloira que
instigou maiores desafios.
O que pensas das praxes? São essenciais
porque são uma forma de os novos alunos
se conhecerem e de comunicarem.
O que pensas dos veteranos? Acho que só
se estão a “vingar” do que lhes fizeram em anos
anteriores, mas são uns queridos e só querem
integrar-nos e que nos sintamos bem.
Tens medo deles?
Não!
O que não gostavas que te fizessem? Não gostava que me obrigassem a beber coisas que não
sejam água ou refrigerantes e que me obrigassem
a nadar em lagos imundos.
O que não te importavas que te fizessem?
Não me importava que me riscassem e que
me obrigassem a fazer alguma atividade física…
Qual seria a maior maldade? Faltarem-me
ao respeito e humilharem-me.
Ser caloiro e não ser praxado é... não ser
um verdadeiro caloiro, mas cada um sabe de si.
Ser caloiro é... uma ótima maneira de iniciar
a vida académica. É aproveitar ao máximo todos
os momentos.
O que pensas das praxes? Concordo. Embora
seja um compromisso que requer algum
esforço, não deixa de ser uma tradição.
O que pensas dos veteranos? Respeitam as
tradições que inclui andarem de traje, apesar
dos 30 graus, com os caloiros pela faculdade.
Parecem durosm mas é apenas o papel deles.
Tens medo deles? Deles não, só do que me
podem obrigar a fazer.
O que não gostavas que te fizessem?
Farinha, ovos, vinagre, etc. Não gostava que
me sujassem porque sei que teria de continuar
assim o resto do dia.
O que não te importavas que te fizessem?
Tudo o que é habitual. Flexões, abdominais,
jogos, canções, desafios...
Qual seria a maior maldade? Exposições
públicas sozinha.
Ser caloiro e não ser praxado é... uma
escolha válida e pessoal.
Ser caloiro é.... começar uma vida nova, com
novas pessoas, novos meios, novas dificuldades
e, claro, novas alegrias também.
FESTAS
26 E 27 DE SETEMBRO
PARQUE DAS NAÇÕES
MEGA FESTA DO CALOIRO
Este é o 10º aniversário
da Mega Festa do Caloiro,
que vai acolher o DJ Ride,
Karetus, Funk You 2 e a
Dupla Mete Cá Sets! A entrada é gratuita.
26 A 30 DE SETEMBRO
SEMANA DO CALOIRO LISBOA 2012
QUINTA DA TORRE, CAPARICA
Organizada pela Associação dos Estudantes
da Faculdade de Ciência e Tecnologias da
Universidade Nova de Lisboa este ano recebe
os Azeitonas, Quim Barreiros, Richie Campbell,
Mónica Ferraz, Boss AC, DJ Ride, Morangotango,
DJ Alvim, DJ Sexation, DJ Di Rosato, WIK’O NOIZE,
Dupla Mete ca Sets e Coolplay. Os bilhetes
custam entre 20 e 25 euros.
27 DE SETEMBRO
MEGA ABERTURA DO ANO ACADÉMICO
PORTO
A organização é da MEGA Hits em parceria com
a República de Estudantes do Porto e vai contar
com a Dupla Mete Cá Sets, Peter Simonsm Freak
n’ Chic e Put’ Armada. Os bilhetes custam entre
6 euros e 10 euros.
28 E 29 DE SETEMBRO
RECEÇÃO AO CALOIRO
DE LISBOA 2012
CAIS DA MATINHA,
LISBOA
Quim Barreiros, Fado Cão, Capitão Fausto e
Arrebimba o malho são alguns dos convidados
para esta Receção ao Caloiro, organizada pela
Associação Académica de Lisboa. Os bilhetes
custam 2 euros.
11 A 17 DE OUTUBRO
LATADA DE COIMBRA 2012
COIMBRA
Os caloiros, este ano, serão recebidos com
Scissor Sisters, Crookers, Mark Bale e Cosmo
Klein, Orelha Negra, Azeitonas, Rui Veloso
e Miúda e Pendulum (DJ set).
BI
JORGE CRUZ, 27
GESTÃO DE SISTEMAS E TEC. DE
INFORMAÇÃO, UNIV. ATLÂNTICA
2002-2007
Um Dux Duxorum é um cargo vitalício,
contemplado no Código de Praxe e cujo
papel é assessorar a Comissão de Praxe.
Jorge exerce esta função embora já tenha
terminado o curso.
O que pensas das praxes? Decorrendo com
a devida normalidade, são indispensáveis na
integração de novos alunos.
O que pensas dos caloiros? Devem todos passar pela praxe. Deve também ser-lhes prestado
todo o auxílio que necessita qualquer pessoa
que se depara, pela primeira vez, com uma nova
realidade.
Achas que têm medo de ti? Na altura em que
praxava, sim. Tinham o receio natural de quem
BI
não conhece o meio. Agora denoto que nutrem
por mim, sobretudo, sentimentos como são
a simpatia e o respeito.
O que gostavas de fazer a um caloiro?
Todo o género de praxe que se enquadrava
dentro dos limites da civilidade.
O que não eras capaz de fazer? Praxes de
índole sexual, xenófoba, etc. No fundo, nunca
pratiquei praxes que, de algum modo, os
melindrasse no que eram as suas crenças
e convicções mais profundas.
Qual foi a maior maldade que já fizeste?
Nunca fiz nenhuma maldade propriamente dita.
Ser caloiro e não ser praxado é... uma opção
que deverá ser respeitada primeiro por quem
praxa e depois pelo próprio caloiro, uma vez que
essa decisão faz com que este fique restringido
no que às funções da praxe diz respeito.
Ser veterano é... saber integrar o caloiro
através da praxe, respeitando o Código de Praxe,
que regula o funcionamento desta, respeitando
sobretudo o caloiro; novo aluno/futuro colega.
BI
GONÇALO SILVA, 22
3º ANO, EDUCAÇÃO FÍSICA E
DESPORTO ULHT
Gostava de ser conhecido como o veterano que
sempre respeitou os caloiros como pessoas, e
que esteve sempre presente.
RUI COSTA, 23
5º ANO, ENG. DE REDES DE
COMUNICAÇÕES, IST
Gostava de ser conhecido como o veterano que
serviu de inspiração para fazer o curso sem
nunca desistir.
O que pensas das praxes?
As praxes a meu ver são excelentes meios de
integração. São, muito contrariamente ao que
muitos pensam, uma forma de integrar. É uma
excelente forma de todos se conhecerem.
O que pensas dos caloiros? São pessoas
como nós, com os mesmos direitos e deveres,
apenas novatos na faculdade. Todas as praxes
que fazemos com eles devem ser apenas de
modo a que todos se conheçam.
Achas que têm medo de ti? Todos têm medo
dos trajados. Talvez mais receio do que
possam pedir para eles fazerem...
O que gostavas de fazer a um caloiro?
É uma pergunta difícil. O que mais gosto é
mesmo do mergulho no lago do Campo Grande
(risos).
O que não eras capaz de fazer? Jamais faria
algo racista, xenófobo ou mesmo sexista.
Qual foi a maior maldade que já fizeste?
Acho que colocar uma das minhas afilhadas
a matar formigas com a voz apenas!
Ser caloiro e não ser praxado é... como ir ao
McDonalds e pedir uma salada!!
Ser veterano é... Ser o exemplo, é respeitar o
traje, honrar a faculdade e o curso, respeitar os
caloiros!
O que pensas das praxes?
As praxes são a melhor maneira de fazer com
que os alunos, que muitas vezes se sentem
perdidos ao início, conhecerem os colegas. Nas
praxes cria-se uma união e empatia entre todos.
O que pensas dos caloiros? São alunos “em
bruto por lapidar” que, com medo da transição
do secundário para o universitário, muitas vezes
acabam por ficar à deriva caso não sejam
“ajudados” pela praxe.
Achas que têm medo de ti? Possivelmente
têm. Mas também têm medo de tudo o que
os rodeia, por ser novo e por ser diferente.
O que gostavas de fazer a um caloiro? Uma
praxe que ele nunca se esquecesse e que marcasse o início dos melhores anos da vida dele.
O que não eras capaz de fazer? Qualquer tipo
de violência não verbal.
Qual foi a maior maldade que já fizeste?
Deixá-lo amarrado numa árvore (em parte por
esquecimento) durante uma hora.
Ser caloiro e não ser praxado é... perder a
possibilidade de conhecer colegas e alunos
mais velhos que podem dar conselhos vitais.
Ser veterano é... Ter a responsabilidade de
educar e formatar caloiros até serem alunos
com responsabilidades.
24 set 2012 • 10
BEM-VINDO À VIDA ACADÉMICA
Desenganem-se aqueles que acham que a vida académica é só estudo,
cerveja e… tunas. Basta ires até à tua Associação de Estudantes (AE) para
descobrires grupos que provavelmente nunca ouviste falar e outros que, se
calhar, até já conhecias “de nome” e não associavas ao mundo académico.
Desde grupos de teatro a núcleos desportivos, passando por apadrinhar um
PORTO
IA
FACULDADE DE ECONOM
eCOROmia
15 anos de
OROmia conta já com
Criado em 1996, o eC
tivais interfes
em
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muita música, CD editad
nal de Música
.U – Festival Internacio
nacionais como o F.I.M
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Universitária, em Belfor
om; [email protected];
Infos: www.ecoromia.c
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te por estudantes das
constituído integralmen
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de Direito e Criminolog
sores.
colaboração de Profes
rnaltribuna
t; www.facebook.com/jo
ol.p
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up
Infos: tribuna.fd
estudante Erasmus e até, quem sabe, juntar um grupo de colegas visionários e
proporem um novo núcleo à vossa AE, tens imensas atividades que não só te
enriquecem o espírito como o Currículo! O MU andou a vasculhar pelos quadros de
cortiça das faculdades e escolheu os seus grupos favoritos.
Por Catarina Poderoso
LISBOA
FACULDADE DE DIREITO
Apadrinhamento Erasmus
O Apadrinhamento Erasmus nasceu no ano letivo
2010/2011 na
AAFDL. O principal objetivo desta iniciativa é promo
ver a integração
dos alunos estrangeiros na Faculdade de Direito
de Lisboa, sendo
dada a possibilidade de se tornarem um grande
suporte de um
aluno que necessitará claramente de algumas dicas.
Infos: www.aafdl.pt/; [email protected]
FACULDADE DE LETRAS
ArTeC – Grupo de Teatro
O ArTeC nasceu de um workshop de representaç
ão no Bar Novo
da Faculdade de Letras de Lisboa em 1994 pela
mão do encenador de sempre do grupo, Marcantonio Del Carlo.
Todos os anos
escolhe novos membros de entre as pessoas que
frequentarem
o workshop anual do grupo.
Infos: www.oartec.blogspot.com; [email protected]
om
FACULDADE DE FARMÁCIA
Núcleo de Fotografia
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http://www.aau
O Núcleo de Fotografia da AEFFUL foi criado no início
de 2009, sendo
pioneiro na faculdade e dando aos alunos a oportu
nidade de participar em diversos tipos de atividades no âmbito fotogr
áfico.
Infos: [email protected]
COIMBRA
TEATRO DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
O TEUC (Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra)
é um
grupo de teatro universitário cheio de história, sendo que
a sua
primeira apresentação pública realizou-se em 27 de julho de
1938,
ainda com a designação de Grupo Cénico da Secção de Fado
Académico de Coimbra.
Infos: [email protected]; http://www.teuc.pt
24 set 2012 • 11
PUB
24 set 2012 • 12
MÚSICA
ELES ESTÃO AÍ DE NOVO. E COM MUITO AMOR PARA DAR. O SEGUNDO ÁLBUM DE ORIGINAIS DOS NU SOUL
FAMILY JÁ ESTÁ NAS LOJAS. “UNCONDITIONAL LOVE” É O TÍTULO DESTE TRABALHO QUE FOI GRAVADO ENTRE
PORTUGAL E OS ESTADOS UNIDOS. PARA A BANDA, ESTE É UM REGISTO MAIS MADURO E MAIS ORGÂNICO,
E QUE CONTA COM MUITAS PARTICIPAÇÕES. “IT’S WHATEVER YOU WANT” É UM DOS SONS MAIS CONHECIDOS,
MAS O ÁLBUM ESCONDE, NO TOTAL, ONZE TEMAS, FEITOS COM MUITO AMOR, CLARO. SE AINDA NÃO OS CONHECES,
FICA A SABER QUE NO PRÓXIMO DIA 26 DE SETEMBRO, QUARTA-FEIRA, VIRGUL, DINO, DJ ALAN GUL E B@SSMAN,
VÃO APRESENTAR O ÁLBUM NO MÍSTICO RITZ CLUBE, EM LISBOA. O MU FALOU COM A BANDA NO DIA EM QUE
O CD SAIU PARA AS RUAS. E AS EXPETATIVAS ERAM AS MELHORES. Por Patrícia Tadeia
moçambicana, a Neyma. Até o nosso B@ssman
não nasceu em Angola, mas viveu lá. Eu sou
angolano, o Virgul também é descendente de
angolanos, o Dino de cabo-verdianos. É sempre
importante mostrá-lo nos nossos trabalhos.
Virgul: Essa música é uma coisa completamente
nova, não é afro house. É uma mistura do que gostamos e tentámos produzir à nossa maneira. E é
importante termos a ligação às raízes. No primeiro
disco falamos do nosso “people”, família, de onde
vimos. Não queremos de todo esquecer isso.
Como têm sido as reações ao álbum?
DJ Alan Gul: Positivas. Dizem que está mais maduro. Penso que encontrámos a pólvora, o tesouro
para os Nu Soul Family em questão de estilo.
NU SOUL FAMILY
MUITO AMOR PARA DAR
Quais as principais diferenças entre este
“Unconditional Love” e o primeiro álbum?
Virgul: A maturidade. Crescemos e sabemos
melhor o que queremos com este segundo disco.
A estrada fez-nos repensar o modo de apresentar
o disco e como o trabalhar. E foi a energia que
tínhamos ao vivo que trouxemos para o álbum.
Está mais organizado. Usámos muitos músicos
que trabalham connosco na estrada. E mesmo
a preocupação com o próprio disco e músicas,
o pormenor de masterização e sonoridade... Está
tudo mais cuidado. Este é um disco de continuação, de crescimento.
Ter a oportunidade de gravar o disco entre
Portugal e os EUA foi uma mais valia? Notaram diferenças nas condições que tinham lá?
Virgul: Lá foi mais a parte lírica. Gravei algumas
vozes lá, mas muito pouco. Já temos cá muito
CONCERTO
RITZ CLUBE –
26 DE SETEMBRO | 22:30
Ao comprares o disco, recebes
imediatamente o bilhete para
este concerto de apresentação
de Unconditional Love e ainda
te é oferecido o primeiro CD da
banda.
boas condições, tudo depende do budget e do
material, obviamente. Fomos lá porque a pessoa
que nos ajuda com as letras é de lá, e assim
tivemos a oportunidade de acordar em inglês,
viver em inglês, sonhar tudo em inglês.
Torna-se mais fácil para elaborar as letras.
Este é um disco de amor. Estão todos
apaixonados?
DJ Alan Gul: É mais um amor incondicional à
família, entre os Nu Soul, às musicas e às pessoas que nos rodeiam. É um amor universal, em
relação a tudo na vida, não só nas relações a dois.
Virgul: É a forma de estar na vida. Com a maturidade e idade acabamos por nos aperceber que,
se amarmos as coisas e gostarmos delas
o realmente como são, estamos a amar incondicionalmente. Ao longo da vida criamos muitos
preconceitos,
desvios, e chegamos a um ponto em que
fazemos as nossas escolhas e gostamos
das coisas como elas são. O preto no
branco, como se costuma dizer. Este disco
é o apelo a isso, ao amor incondicional.
Nós sentimos isso na forma como nos
entregamos à musica. Quando gostamos
de algo, gostamos e pronto.
Já no primeiro álbum tinham uma
música em crioulo. Neste surge-nos o “Kunamanaie”. É importante
mostrar as raízes?
DJ Alan Gul: Essa música é um mix de
dois dialetos: crioulo e outro de Moçambique. Tem a participação
de uma
cantora
Como será o concerto
no Ritz Clube, no dia 26?
Virgul: Super positivo, alegre,
com muita energia, boa
música! Temos tido a sorte
de andar a tocar e estamos
bem oleados. Vai ser um
concerto forte e divertido.
Esperamos casa cheia.
E como vai ser tocar no Ritz Clube?
Virgul: O Ritz é um clássico, toquei lá com Da
Weasel em 1997 ou 98, e agora foi renovado. É
uma casa porreira, é bom não ser muito grande,
cria uma certa empatia com o público e os fãs.
Qual o balanço dos quase três anos juntos?
DJ Alan Gul: Isso está explícito no álbum, nas
letras. No título do álbum. Mas é muito positivo. As
pessoas amadurecem. E em questão de trabalho
também se amadurece muito, em concerto e na
parte criativa. Os portugueses também nos têm
recebido bem, as críticas são muito positivas.
Bem... Só é pena o País estar como está...
24 set 2012 • 13
JOÃO ESTÁ SÓ.
E OS ABANDONADOS?
ELE ESTÁ SÓ. E ELES DIZEM QUE ESTÃO ABANDONADOS. MAS A VERDADE É QUE EM CONCERTO,
A PLATEIA NUNCA OS DEIXA SOZINHOS. HÁ OS SEGUIDORES ANTIGOS, AQUELES BEM JOVENS,
MAS QUE JÁ OUVEM ESTE RAPAZ HÁ ALGUNS ANOS E QUE SABEM AS MÚSICAS DE COR. E DEPOIS
HÁ OS MAIS VELHOS. AQUELES QUE O MÚSICO DE 24 ANOS DIZ TER VINDO A CONQUISTAR NOS
ÚLTIMOS TEMPOS. JOÃO ESTÁ SÓ, MAS ESTÁ SATISFEITO. OS ABANDONADOS... BEM, OS ABANDONADOS NUNCA ESTARÃO SÓS. ATÉ PORQUE VÃO ESTAR COM O JOÃO JÁ NO DIA 27, QUINTA-FEIRA,
NO TMN AO VIVO. LÚCIA MONIZ E ZÉ PEDRO DOS XUTOS & PONTAPÉS TAMBÉM ESTARÃO POR LÁ.
QUEREM MELHOR COMPANHIA QUE ESTA? Por Patrícia Tadeia
Quem é o João Só? Qual é a tua história?
Comecei a tocar guitarra aos 12 anos num campo de férias, tinha
uma que os meus avós me tinham dado e não sabia tocar. Comecei
praticamente logo a fazer música. Cantava mal que se fartava, a minha
mãe quase me batia para me calar (risos). Mas depois lá tive aulas
de voz, para conseguir gravar discos. Começou tudo desde pequenino,
com a mania dos Beatles, que veio da minha tia e da minha mãe.
Nunca tive grandes brinquedos, só me davam discos. Era o que queria.
Mas na 4ª classe já querias uma banda: os Metralhas...
Sim, sim. Até tinha feito umas letras com uns amigos, mas depois
aquilo não andou para lado nenhum.
Quais as principais diferenças do “Ela só” face ao anterior?
Este, que saiu em outubro do ano passado, e que foi agora reeditado,
foi um pouco difícil de fazer, tínhamos ensaios à noite, e eu gosto
muito de trabalhar de dia. Eu não sabia o que queria. Queria fazer rock,
mas também gosto das baladas. Foi um disco difícil, mas do qual
gosto imenso. E que tem a “Sorte Grande” que é das musicas que
fiz que mais gosto.
Quando resolveste fazer o dueto, percebeste imediatamente
que devia ser a Lúcia Moniz?
A música primeiro foi gravada só comigo, mas na altura pensei que
faltava qualquer coisa. Eu tinha andado a fazer umas músicas para
NO IPOD DO JOÃO
Samuel Úria, Jorge Palma, Tiago Bettencourt, Clã, Beatles, Tom Petty, Bob Dylan,
o novo single dos The Killers.
O OUTRO JOÃO SÓ
João Evangelista de Melo Fortes, compositor
brasileiro que nasceu em 1943 e cujo primeiro
instrumento foi o cavaquinho. O nosso João Só
confessa que já tocou o Ukelele e que gostou
imenso. Hoje em dia diz estar mais virado para
as guitarras de 12 cordas e anos 60.
agenda
DAVID FONSECA
28 setembro, C.C. Olga Cadaval, Sintra, 22h
Preço: 15 euros
Esta é a segunda parte do trabalho “Seasons”. O primeiro volume,
“Rising”, foi editado a 21 de março. Agora, o músico apresenta
“Falling”, que saiu no dia 21 de setembro. “Under The Willow”
e “It Feels Like Something” ou “I’ll Never Hang My Head Down”
são alguns dos temas que farão parte do espetáculo.
a Lúcia e gosto imenso dela. Liguei-lhe a perguntar se ela
gostava de gravar. Ela disse logo que sim e pronto. Gravámos
numa semana e ficou o “single”. Não esperávamos é que fosse
tão badalada. E adoro o “feedback” do público. Em concertos,
damos os primeiros acordes do “Sorte grande” e é a loucura.
Ter a participação de um músico tão emblemático como
o Zé Pedro dos Xutos no álbum é uma responsabilidade?
Sim, mas ele também é um grande amigo. Já tinha vontade
de fazer isto há muito tempo. Há um tema, o “Cansado”, que
é assim mesmo rock ‘n’ roll, mais pesada, e ele era ideal para
aquela musica. Aquele som de guitarra que eu queria que, por
mais que tentemos, ninguém consegue fazer como ele. Então
porque não chamá-lo? Divertimo-nos imenso em estúdio.
Gostei imenso.
Com quem gostavas mais de fazer um dueto?
Com vários artistas... O que eu mais queria era ter um disco
com o Miguel dos Azeitonas, e já o fiz. Depois, sei lá... O Samuel
Úria, o [Jorge] Palma, o Tiago Bettencourt. E a Manuela [Azevedo]
dos Clã, que é assim a minha grande paixão musical.
Gostas mais de compor ou de estar em palco?
Gosto da fase de composição. É uma fase muito minha.
Em que estás a fazer a música e ainda não a mostraste a
ninguém. Mas é tua, por pouco tempo. Porque depois toca-la
para outras pessoas, ou mostras a música e ela já é das
outras pessoas que a interpretam da forma que querem. Eu
sou um bocadinho nazi, nos arranjos, e gosto de controlar a
minha veia de produtor. Mas a verdade é que também gosto
muito de tocar ao vivo. Ou de estar em estúdio. Sou muito
dedicado no estúdio, porque o disco tem de ficar bom para
sempre. Na verdade gosto de todas as fases...
Qual é o teu público? Tem uma idade?
Nos primeiros discos, sentíamos que o nosso público era
muito jovem. Agora estamos a chegar a mais faixas etárias. O
público expandiu-se imenso e isso é óptimo. As receções ao
caloiro, por exemplo, são sempre uma boa oportunidade para
fazermos concertos mais rockeiros que também gosto.
MISS LAVA, TRUCKFIGHTERS
E WILD TIGER AFFAIR
30 setembro, Hard Club, Porto
Preço: 10 euros
“Red Supergiant” é o nome do mais recente disco dos Miss Lava.
Este é o segundo trabalho da banda, que contou com a mistura
e masterização do produtor norte-americano Matt Hyde, conhecido pelas produções de Fu Manchu, Sum 41, Children of Bodom,
ou Hatebreed. No concerto nesta emblemática casa do Porto,
trazem consigo os suecos Truckfighters.
Como é aos 24 anos
ser cantor, compositor e produtor?
Foi tudo um bocado
rápido. O primeiro
disco gravei aos 19
anos. Saiu em 2009,
e foi muito giro ver
o processo todo
a partir daí. Depois
convidaram-me para produzir o primeiro disco, depois veio o segundo, e ganhei o gosto de estar em estúdio. Depois
comprei material também para gravar em casa com boa qualidade.
E ando a tentar perceber bem como é que o negócio funciona.
Gosto muito de estar envolvido nisto tudo.
Como nasce o nome João Só?
Foi numa reunião. Nós éramos o “João PB e Emprestados”. Soava
um pouco a hip hop. Então disse que podia ser só João ou João
só e emprestados. Mas o só não fica bem com os emprestados.
Assim nasceram os Abandonados. A ideia é fazer o trocadilho do
nosso som animado e rock com um nome triste.
O concerto de dia 26 do TMN ao Vivo conta
com convidados como Zé Pedro, Lúcia Moniz,
Asterisco Cardinal Bomba Caveira e António
Fontes.
PRÓXIMOS CONCERTOS
11/10 – Receção ao Caloiro, Beja
27/10 – Receção ao Caloiro, Castelo Branco
Sabe tudo em
www.facebook.com/joaosoeabandonados
JENNIFER LOPEZ
5 outubro,
Pavilhão Atlântico, Lisboa, 20h30
Preço: desde 36 euros
É a sua estreia em Portugal. A norte-americana, que foi eleita
pela revista “Forbes” como a Celebridade Mais Poderosa do
Mundo, já conta com sete álbuns de estúdio editados e mais
de 55 milhões de discos vendidos. J.Lo tem 42 anos e deve
lançar este ano um novo disco com o seu best-of.
24 set 2012 • 14
AMBIENTE
UMA FESTA SUSTENTÁVEL
Sensibilizar para as questões ecológicas, de justiça social e desenvolvimento económico sstentável são os principais objetivos
do Greenfest. Aquele que é considerado o maior evento de sustentabilidade do País decorre entre os dias 26 e 30 de setembro
no Centro de Congressos do Estoril. O evento tem ainda como objetivo divulgar um conjunto de iniciativas que refletem de que
modo uma atitude empreendedora pode contribuir para uma sociedade mais sustentável. E tu, és empreendedor?
Para esta edição de 2012, o Greenfest
escolheu como tema central a atitude
empreendedora. “Mas o que é isto?”,
perguntas tu? Ora bem, como atitude
empreendedora entende-se “não só
a capacidade de criar projetos ou
empresas, mas como uma atitude de
resiliência, construtiva e criativa”, informa
a organização. “Esta escolha reflete a
nossa convicção de que cada um de nós
pode ter um papel positivo na sociedade
e contribuir para a sua sustentabilidade”,
PUB
acrescenta. Como tal, durante os cinco dias do
evento a ideia é “homenagear os que têm ideias
e capacidade” para as implementar, “os que
criam valor para a sociedade, com a ambição de
conciliar o desenvolvimento económico com o
equilíbrio ambiental e a equidade social”.
No espaço deste evento, será possível encontrar 8
temáticas ou “eco-tendências”, todas relacionadas
com o dia a dia, quer seja profissional ou pessoal.
Descobre quais são!
Sabe mais em http://www.greenfestival.pt
8 tendÊncias
Art & Culture
Workshops de dança e teatro, concertos,
sessões de cinema, muita animação…
e até uma extração de lotaria popular!
Care & Longevity
Rastreios e aconselhamento, espaço
wellness, aulas de yoga e dança.
Eco-Fashion
Desfiles de moda intergeracionais com apresentação de novos designers do IADE e da UBI
.
Home & Cooking
Ateliers para crianças, workshops e sessões
de live cooking com chefs, como Chakal, entre
outros. Tudo à volta dos sabores e da saúde.
Cross Generations
Workshops para ensinar a utilizar Internet,
debates, aulas de cozinha para crianças
e seniores, ações de recolha de bens
não alimentares para doar a uma instituição, aulas de ginástica intergeracional.
Design & Arquitecture
Casas sustentáveis e autossuficientes,
workshop de hortas verticais, instalações
elaboradas por alunos do IADE com
materiais reciclados.
Leisure & Pleasure
Passeios de bicicleta, gincanas, parede de
escalada, workshops de defesa pessoal para
seniores e crianças, aulas interativas de kung
fu.
Talking & Sharing Knowledge
Conferências, workshops, sessões de formação
e informação, momentos de networking e
partilha sobre os temas do empreendedorismo,
do turismo sustentável, das cidades do futuro
entre outros.
PIZZA PELA TELEVISÃO?
OS ÓLEOS CORPORAIS de ÁRGAN E OLIVA!
Já é possível encomendar Telepizza diretamente através da televisão.
O yubuy, lançado em
exclusivo pela Vodafone, é uma aplicação
inovadora de comércio
eletrónico que permite,
com poucos cliques
no telecomando da TV,
finalizar compras de produtos e serviços. A Telepizza é a primeira
marca de pizzas,
presente no mercado português,
disponível através
deste serviço. Esta
aplicação é gratuita para todos os clientes do serviço de televisão da Vodafone e pode ser
acedida a partir da tecla azul do telecomando (menu de aplicações StartApps na TV).
Natural Honey apresenta dois novos elixires de beleza e
hidratação: os novos Óleos Corporais de Árgan e de Oliva! O
Óleo de Árgan também denominado como “Ouro líquido do
deserto” caracteriza-se pelas suas ancestrais propriedades
cosméticas e dermatológicas únicas e pela sua elevada
concentração de ácidos essenciais Ómega 3, 6 e 9. O Body
Oil Oliva recorre a todos os benefícios conhecidos da vitamina E, funcionando como antioxidante e protegendo a pele
contra os efeitos dos radicais livres, atrasando o envelhecimento e mantendo a pele elástica, hidratada e lisa.
BOTICÁRIO LANÇA NOVA LINHA
MAGNUM... AGORA À COLHER!
Magnum acaba de lançar uma gama de sobremesas
que irá trazer uma nova dimensão à forma de saborear
este gelado em casa. Disponível nas variedades clássicas de Magnum, em Chocolate e em Baunilha, esta
nova gama vai satisfazer muitos paladares. Um sedoso
gelado, com crocantes pedaços de chocolate Magnum
no seu interior, complementados com um surpreendente recheio de chocolate. Os novos Magnum, enriquecidos com o distintivo chocolate Magnum, são uma
experiência de texturas contrastantes e indulgência.
DESCONTOS NA WELL’S
Na lojas Well’s Ótica até ao dia 30 de setembro de 2012 encontras 25% de
desconto em cartão Continente em armações e lentes oftálmicas de todas
as marcas, incluindo a marca exclusiva “WE”. Destinada a um público urbano
e moderno, esta marca tem para te oferecer uma vasta gama de óculos com
modelos clássicos e arrojados.
E mais, numa das 50 Well’s Ótica está a decorrer uma campanha de regresso
às aulas, onde podes encontrar packs de armações + lentes oftálmicas e oferta de óculos de sol na gama infantil a partir de 69 euros até 30 de setembro.
PONTO QUÊ?
UMA QUESTÃO DE DESEJO…
Vivemos tempos complicados e parece que na
cama as dificuldades também se acentuam.
Apesar de se pensar que os homens estão
sempre prontos e que as mulheres são as
maiores consumidoras de Paracetamol, devido
às constantes dores de cabeça, parece que
o desejo não é assim tão imune ao que nos
rodeia e, mesmo nos casais mais novos, é
motivo de preocupação e conflitos. São cada
vez mais os pedidos de ajuda que chegam na
expetativa de encontrarem, e/ou estimularem, o
O Boticário lançou a linha Make B.
Fashion Collection, inspirada nas grandes
capitais da moda, trazendo as tendências da passarelle para as ruas
através de produtos que combinam
o fashion, o moderno, a beleza e
a sofisticação que existe em cada
mulher Make B. A nova coleção de
maquilhagem para o outono/inverno 2012 inspira-se assim nas
seis capitais mais influentes do mundo: Paris, Milão, Nova Iorque, Londres, Tóquio e São
Paulo. Esta é uma coleção para mulheres modernas, inteligentes, que gostam de inovar
e buscam, nas principais tendências da moda, inspiração para potencializar o seu estilo
próprio e a sua beleza. Versátil e moderna, composta por cores ligadas às tendências
da estação. Proporciona looks completos e variados, tanto para o dia quanto para a
noite. Além de vir acompanhada de um nécessaire, que pode ser utilizado sozinho.
UMA SOLUÇÃO MAIS COMPACTA
A partir de agora, acabaram-se as desculpas para não
aproveitares ao máximo os momentos com amigos e aqueles
convites para uma festa de
última hora. A Tampax sugere a
nova e completa gama Tampax
Compak – o tampão mais
discreto e fácil de aplicar da
marca. Graças ao seu aplicador
de plástico mais suave, o
tampão Tampax Compak é muito mais higiénico e fácil de aplicar. O seu tamanho
pequeno confere-lhe uma descrição extrema e torna-o no tampão perfeito para andar
sempre guardado em qualquer bolsa, ou bolso. Assim, e em caso de emergência,
já não há desculpa para sair a correr para casa, e perder uma ótima festa.
Vânia Beliz, psicóloga clínica e sexóloga, vai falar-te todas as semanas
de um assunto que te interessa, e muito. Não percas nem uma edição!
Se tiveres dúvidas, ou quiseres ver um assunto tratado nestas crónicas,
envia um email para [email protected]
desejo. É importante que percebamos que a nossa
vida sexual não tem fórmulas e que não existe por
isso uma que nos diga se devemos fazer 5 ou 10
vezes, se devemos demorar 20 minutos ou duas
horas.
A nossa vida sexual adapta-se ao ritmo das
nossas vidas e, se existem preocupações ou
problemas, é muito provável que elas se reflitam
entre lençóis. Não podemos, também aqui, fazer
milagres.
As pessoas andam deprimidas, ausentes e longe
umas das outras. É importante que aprendamos
a controlar medos e ansiedades e que não nos
culpabilizemos de hoje não nos apetecer, de hoje
ter sido demasiado rápido ou de simplesmente
não termos gemido de prazer. A culpa dita mais
afastamento, fazendo com que se caia na cobrança, ao invés de nos remetermos a um diálogo
civilizado. O “hoje não me apetece” não tem que
ser interpretado como falta de amor ou de interesse, não tem de ditar perseguições e visitas às
caixas de mensagens do telefone. Este “hoje não
me apetece”, pode ser simplesmente isso mesmo.
Como se disse, nos tempos em que vivemos
é difícil que as preocupações não envenenem
as nossas relações mas, até aqui é preciso
encontrarmos um pacote de estabilidade
que inclua diálogo, compreensão e alguma
dose de criatividade para quebrar a rotina e
colocar tudo o que nos preocupa do lado
de lá da porta.
Parece difícil mas, não há nada como tentar. O desejo pode ser difícil de conquistar
mas se nada fizermos, a batalha fica logo à
partida perdida. Há que ter paciência e não
se fazer da sua ausência uma missão impossível… pode até parecer que fugiu para
parte incerta e que teima em não aparecer
mas, nada como insistir do seu reencontro.
24 set 2012 • 15
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24.09.2012 - Mundo Universitário