Introdução
O presente trabalho é uma proposta de entrevista sobre a questão: Intramuros da
Universidade Federal dos vales do Jequitinhonha e Mucuri – Diamantina –Minas Gerais
a fim de obter do órgão responsável pelo meio ambiente como Plano de Licenciamento,
a questão lixo produzido pela Universidade, a existência de projetos no Campus II em
relação à coleta de lixo.
A primeira proposta do grupo foi entrar em contato com o Srº Professor Carlos
Victor Mendonça Filho, responsável pelo meio ambiente, mas infelizmente o e-mail
enviado pelo participante do grupo Sanmil não foi respondido, ou seja, várias tentativas
foram realizadas, mas não obtivemos respostas, a única alternativa foi percorrer as áreas
separadamente e perguntar aos professores ou técnicos de laboratório.
Entrevista com responsáveis de Laboratórios que descartam Lixo:
Sólido e Líquido no Campus II
Mas depois de varias tentativas começamos a entrevistas por unidades
acadêmicas.
Primeiro entrevista:
Foi o professor Paulo Sobrinho. Departamento de Nutrição, responsável pelo
laboratório de Higiene de alimentos.
Entrevistador: Como são descartador os diversos tipos de materiais que sobram
nos experimentos de Laboratório?
Entrevistado- Os organismos patogênicos são esterilizados a uma temperatura
de 121°c por 40 minutos, antes de ser descartado, o material liquido seu descarte é feito
na pia, mas o solido após ser esterilizado a essa temperatura é descartado em lixo
comum não diferencia o lixo infectante do lixo comum, ou seja, é descartado em ambos.
Entrevistador: O professor trabalha com produtos cancerígenos?
Entrevistado – Por enquanto não por causa da infra-estrutura porque o
laboratório é pequeno, mas futuramente vamos trabalhar com outros tipos de
experimentos.
Entrevistador: Qual o destino do lixo do Laboratório?
Entrevistado - O destino dos vidros que são quebrados dentro das caixas de
papelão é deixado para as pessoas de a limpeza jogar fora.
Segunda entrevista
A técnica do laboratório de Fisioterapia Natalia de Tartler, nesse departamento
Fisioterapia.
Entrevistador: Como é descartado o lixo sólido e liquido das salas de fisioterapia?
Entrevistada- o lixo é bem simples porque as pessoas fazem fisioterapia utilizando
toalhas, lençóis descartáveis, o liquido utilizado é o Glutaraldeído (esterilizante
químico), mas a funcionaria deixa os vasilhames guardados dentro de um banheiro, por
falta de lugar adequado para descartá-lo.
A utilização de objeto cortante é levada pela vigilância sanitária.
A terceira entrevista:
Realizada pela professora Maria Neudes, professora de Fisiologia Vegetal das
Agrárias.
Nesse laboratório não utiliza muito pouco os ácidos tóxicos nas plantas, quando
utiliza são ácido Ácido- indol- acéticas (AIA), por não ser um ácido tóxico o descarte
feito na própria pia, em relação restos das plantas o descarte é no lixo comum.
Quarta entrevista:
Laboratório de Microbiologia do solo técnica responsável Andréia Mara Martins:
Entrevistador: Quais tipos de matérias encontrados nesse laboratório de solo?
Entrevistada– Microorganismos patogênicos, ácidos, bases e solvente, considerados
fortes e principalmente os metais considerados pesados como o Bório, Cromo todos
esses materiais são esterilizados antes de jogar no lixo, ou seja, a rede de esgoto
comum.
Quinta Entrevista:
O Laboratório de fertilidade do solo – não se manifestou.
Sexta entrevista:
Técnico de Laboratório de Anatomia Animal trabalha com vários tipos de ácido.
Entrevistador:
Quais materiais são descartados nesse laboratório e onde são jogados?
Entrevistado – Ácido Clorídrico, Sulfúrico, acético, formol, formaldeído, glicerina,
álcool, entre outros reagentes, são neutralizados e jogados no esgoto comum. Os
animais mortos, carcaça, glândula, sangue são conservados por tempo indeterminado e
colocado dentro de uma fossa com tampa de concreto coloca-se cal. Não há coleta de
(lixo seletiva), lixo hospitalar, vigilância sanitária. A prefeitura foi solicitada, mas não
tomou a providencia e somente recolhe o lixo comum.
Entrevistador: Quais medidas preventivas para as pessoas que trabalham no interior do
Laboratório?
Entrevistado – Jaleco, Lucas, mascará, acrescenta que apesar das mascaras a poluição
do ar pelo formol e a decomposição dos animais é de grande incomodo. Previsões para
tratamento do esgoto do laboratório, ressaltando o respeito aos animais e sobre o formol
que é cancerígeno, causando irritação nas vias respiratórias, olhos e garganta.
Considerações Finais:
Diante das informações das entrevistas com os Técnicos de Laboratório
observamos o descaso no descarte de lixo sólido e líquido. Precisando reestruturar a
forma de descarte desses lixos sendo a maioria tóxica, cancerígena, contamina solo,
água e ar. Conseqüentemente provocando doenças, ou seja, mutação das células das
pessoas desenvolvendo de acordo com relação ao estado de resistência de cada pessoa.
Podemos acrescentar que mesmo material de descarte submetido mesmo sendo
esterilizado a uma temperatura elevada o lixo deverá ser descartado como lixo
infectante, ou seja, deverá ser descartado em ambiente adequado, mas essa possibilidade
é descartada todos os lixos vão para o mesmo destino, trazendo danos a saúde das
pessoas.
Diante dessas afirmativas precisamos pensar no impacto causado pelo descarte
de lixos que prejudicam a saúde de toda a população porque esses resquícios de
materiais contaminam água e solo, essenciais para a sobrevivência humana.
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Introdução Entrevista com responsáveis de Laboratórios