i MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA-CAMPUS JÚLIO DE CASTILHOS CURSO TÉCNICO AGRICOLA COM HABILITAÇÃO EM AGRICULTURA PRODUÇÃO DE SEMENTES NA FAZENDA TOMAZETTI EM PRIMAVERA DO LESTE - MT RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO Adriana Roubuste Heuert Júlio de Castilhos, RS, 2010 ii MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA-CAMPUS JÚLIO DE CASTILHOS CURSO TÉCNICO AGRICOLA COM HABILITAÇÃO EM AGRICULTURA PRODUÇÃO DE SEMENTES por Adriana Roubuste Heuert Relatório de Estagio de Profissional apresentado como requisito para obtenção do titulo de Técnico Agrícola com Habilitação em Agricultura do Instituto Federal Farroupilha Campus de Júlio de Castilhos – RS. Orientador: Prof. João Batista Rossetto Pellegrini Júlio de Castilhos, RS, março de 2010 iii DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1 Estagiária 1.1 Nome: Adriana Roubuste Heuert 1.2 Curso: Técnico Agrícola com Habilitação em Agricultura 1.3 Turma: AGRI 1 1.4 Endereço: Rua Padre Aparício n° 117 1.5 Município e Estado: Júlio de Castilhos – RS 1.6 CEP: 98130.000 1.7 Telefone: 91718112 1.8 E-mail: [email protected] 2 Empresa 2.1 Nome: Sementes Tomazetti 2.2 Endereço: Avenida das Industrias, nº 420. 2.3 Município e Estado: Primavera do Leste - MT 2.4 CEP: 78850-000 2.5 Fone: (66)34971356 2.6 E-mail: [email protected] 3 Estágio 3.1 Área de realização: Produção sementes 3.2 Coordenador do Curso: Ricardo Luis Schons 3.3 Professor Orientador no IIF-JC: João Batista Rossetto Pellegrini 3.4 Supervisor de Estágio na empresa: Márcio Reginaldo de Sousa 3.5 Carga horária total: 392 horas 3.6 Data de início e término: 21/09/09 a 08/11/09 iv MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA-CAMPUS JÚLIO DE CASTILHOS CURSO TÉCNICO AGRICOLA COM HABILITAÇÃO EM AGRICULTURA O Supervisor da Empresa, Márcio Reginaldo de Sousa, e a Estagiária, Adriana Roubuste Heuert, abaixo assinados cientificam-se do teor do Relatório de Estágio Curricular Supervisionado do Curso Técnico Agrícola com Habilitação em Agricultura. PRODUÇÃO DE SEMENTES Elaborado por Adriana Roubuste Heuert Como requisito parcial para obtenção do titulo de Técnico Agrícola com Habilitação em Agricultura Márcio Reginaldo de Sousa (supervisor de Estágio) Adriana Roubuste Heuert (Estagiária) Júlio de Castilhos, março de 2010 v MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA-CAMPUS JÚLIO DE CASTILHOS CURSO TÉCNICO AGRICOLA COM HABILITAÇÃO EM AGRICULTURA O Supervisor da Empresa, Márcio Reginaldo de Sousa, o Orientador, João Pellegrini, e a Estagiária, Adriana Roubuste Heuert, abaixo assinados, cientificam-se do teor do Relatório de Estágio Curricular Supervisionado do Curso Técnico Agrícola com Habilitação em Agricultura. PRODUÇÃO DE SEMENTES Elaborado por Adriana Roubuste Heuert como requisito parcial para obtenção do título de Técnico Agrícola com Habilitação em Agricultura Márcio Reginaldo de Sousa (Supervisor de Estágio) João Batista Rossetto Pellegrini (Orientador) Adriana Roubuste Heuert (Estagiária) Júlio de Castilhos, março de 2010 vi SUMÁRIO LISTA DE SIGLAS ..................................................... ......................................... viii LISTA DE FIGURAS ............................................................................................ ix 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................ 10 2. HISTÓRICO DA EMPRESA ............................................................................ 11 3 PRODUÇÃO DE SEMENTES ........................................................................... 11 3.1 Diferença entre grão e semente ..................................................................... 12 4. CULTURAS ACOMPANHADAS DURANTE O ESTÁGIO .............................. 13 4.1 Cultura do Feijão Carioca ............................................................................... 13 4.1.1 A dessecação da lavoura do feijão .............................................................. 14 4.1.2 Colheita ....................................................................................................... 15 4.1.3 Dessecação para plantio ............................................................................. 16 4.1.4 Tratamento de sementes............................................................................. 17 4.1.5 Épocas de plantio ........................................................................................ 17 4.1.6 Invasoras na lavoura de feijão carioca ....................................................... 18 4.1.7 Pragas na lavoura de feijão carioca ............................................................ 18 4.1.8 Doenças na lavoura do feijão carioca ......................................................... 19 4.1.9 Correção da fertilidade do solo.................................................................... 20 4.2 Cultura do Feijão caupi.................................................................................. 20 4.2.1 Tratamento da lavoura com inseticida ......................................................... 21 4.2.2 Dessecação da cultura do feijão caupi para colheita .................................. 22 4.2.3 Colheita do feijão caupi ............................................................................... 22 4.3 Cultura do milho ............................................................................................. 22 4.3.1 Tratamento de sementes de milho .............................................................. 23 4.3.2 Semeadura das sementes de milho ............................................................ 24 4.3.3 Aplicação de herbicida de pré-emergência no milho ................................... 25 4.3.4Aplicação de inseticidas na lavoura de milho ............................................... 25 4.3.5 Épocas de plantio de milho ......................................................................... 26 4.3.6 Pragas na lavoura de milho ......................................................................... 26 4.3.7 Invasoras na lavoura de milho..................................................................... 26 4.3.8 Correção da fertilidade do solo.................................................................... 27 4.4 Cultura da soja ............................................................................................... 27 vii 4.4.1 Tratamento de sementes de soja ................................................................ 28 4.4.2 Plantio das sementes de soja...................................................................... 28 4.4.3 Épocas de plantio de soja ........................................................................... 29 4.4.4 Pragas na cultura da soja ............................................................................ 29 4.4.5 Invasoras na cultura da soja........................................................................ 30 4.4.6 Correção e fertilidade do solo...................................................................... 30 5. CONCLUSÃO .................................................................................................. 31 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................... 32 viii LISTA DE SIGLAS ha – hectare kg – quilograma l/ha – litros por hectare m/l– Linha por metro ml – mililitros kg/ha – quilos por hectare l - litros ix LISTA DE FIGURAS Fig.01. O gerente Gerson na área de feijão carioca ----------------------------------pg 14 Fig.02. Colhedeira usada na empresa---------------------------------------------------- pg 16 Fig 03. Barracão da Fazenda Horizonte------------------------------------------------- pg 17 Fig 04. Vaquinha (Nezara viridula)---------------------------------------------------------pg 19 Fig 05. Sintoma de mancha angular na folha do feijão-------------------------------pg 20 Fig 06. Feijão caupi----------------------------------------------------------------------------pg 21 Fig 07. Milho-------------------------------------------------------------------------------------pg 23 Fig 08.Plantadeira utilizada para efetuar o plantio------------------------------------pg 25 Fig 09. .Soja-------------------------------------------------------------------------------------pg 28 Fig 10 Percevejo Marrom (Euchistus Heros)-------------------------------------------pg 30 1 INTRODUÇÃO O estágio supervisionado do curso Técnico Agrícola com Habilitação em Agricultura foi realizado na fazenda Novo Horizonte da empresa Sementes Tomazetti, de propriedade do senhor Moacir Tomazetti localizada no interior do município de Primavera do Leste, Mato Grosso. O estágio foi ocorreu durante o período de vinte e um de setembro de dois mil e nove a oito de novembro de dois mil e nove totalizando trezentas e noventa e duas horas. Tendo como orientador de estágio o professor e Engenheiro Agrônomo João Pellegrini e como supervisor de estágio o Engenheiro Agrônomo Marcio Reginaldo Souza. Durante o período de estágio atuei na área de produção de sementes. Onde na lavoura participei ativamente das técnicas de manejo sanitário e manejo produtivo dando ênfase à produção de sementes sadias e livres de invasoras e possíveis misturas provenientes de safras anteriores ou falhas de cruzamentos. A empresa produz na fazenda Novo Horizonte aproximadamente 800 hectares divididos entre as culturas de feijão carioca (Phaseolus vulgaris), feijão caupi (vigna unguiculata), milho (Zea mays) e soja (Glycine max). O trabalho relata experiências e impressões obtidas a partir das atividades que participei e daquelas que por alguma razão somente pude assistir sua realização. O estágio na Empresa Sementes Tomazetti realizou-se em tempo integral na fazenda Novo Horizonte, na qual pude acompanhar a cultura do feijão caupi na sua fase final; a cultura do feijão carioca da fase final até a colheita de um plantio e o plantio de um novo ciclo até princípio de sua fase inicial; e por fim, as culturas da soja e milho do seu plantio até as fases iniciais. O estágio realizado na empresa Sementes Tomazetti teve como objetivo principal auxiliar aprimorando e inovando os meus conhecimentos na área da agricultura. 11 2 HISTÓRICO DA EMPRESA A Fazenda Nova Horizonte é propriedade de Moacir Tomazetti o qual é natural de Júlio de Castilhos, Rio Grande do Sul. Ela está localizada as margens do Rio das Mortes, no município de Primavera do Leste, na região sul do estado do Mato Grosso e possui uma área total de aproximadamente 800 hectares. Além da Fazenda Horizonte a Empresa Sementes Tomazetti possui a Fazenda Cumbuco que está situada no interior do mesmo município, com área de 1200 hectares. O trabalho desenvolvido na empresa é direcionado para a produção de sementes de feijão carioca, feijão preto, feijão caupi, milho e soja para a venda à produtores da região. Ela conta com um corpo técnico formado por dois Engenheiros Agrônomos, oito Técnicos em Agropecuária e outros técnicos na área de administração, gestão e marketing, operadores de máquinas e vários trabalhadores de campo. A Empresa Sementes Tomazetti foi a primeira empresa do setor a desenvolver produção de feijão caupi em larga escala e sob irrigação de pivô central. Além disso, desenvolve um trabalho comunitário único no país no qual por intermédio das prefeituras distribui as famílias de baixa renda um saco de 15 kg de sementes desse feijão para que as mesmas cultivem para consumo próprio, sendo que após a colheita a família tem que devolver o equivalente ao que recebeu. Para que desta maneira, outras famílias também possam ter mesma oportunidade. 3 PRODUÇÃO DE SEMENTES Segundo Peske (2009), o ato de produzir semente é algo relativamente fácil, desde que se adotem técnicas e condições disponíveis para o processo dentre elas podem-se destacar a época de semeadura, o preparo do solo e a escolha de cultivar. Deve-se ressaltar que os principais problemas enfrentados estão relacionados com o clima, o qual pode acarretar em estresse hídrico nas plantas; com as plantas invasoras; com as misturas durante a colheita mecanizada e com a armazenagem das sementes, dentre outros. 12 Porém, sabe-se que as estes problemas podem ser amenizados se forem adotadas algumas medidas básicas para esse processo tais como: o uso de mãode-obra qualificada; tecnologias adaptadas á região e cultura, como por exemplo, a irrigação; limite genético de multiplicação da cultivar e, principalmente, a adaptabilidade desta ao meio onde está inserida. Se forem tomados esses cuidados a qualidade da semente e a produtividade da mesma será maximizada. Outro fator de importância relevante é o valor de mercado das sementes nacionais, uma vez que, os produtores de sementes preferem comprar sementes estrangeiras ou de baixa qualidade devido o menor preço de mercado das mesmas. Porém, esse hábito traz grave problema em longo prazo aos próprios produtores, pois, estas sementes “clandestinas” muitas vezes não apresentam qualidade. Desta maneira, é um imenso engano a mentalidade de que o menor preço representa o melhor produto. Nessa situação, pode ser empregado com grande facilidade o antigo dito popular: “o barato sai caro”. 3.1 Diferença entre grão e semente Na atividade agrícola há vários contra pontos, mas para poder entendê-los primeiro têm que conhecer os princípios básicos da produção de grãos e da multiplicação de sementes. Os grãos são produzidos a campo para uso exclusivo da indústria, tem valor econômico alto e oscilante no tempo. Nas lavouras pode-se tolerar algumas invasoras e até a presença de certos sintomas de doenças. Por outro lado, a semente é um ser vivo levado a campo com o objetivo único de reprodução e perpetuação da espécie. Neste caso são necessários cuidados específicos tratamentos corretos para que a cultivar ali multiplicada esteja livre de patógenos e invasoras que possam vir a dificultar ou impedir sua colheita, beneficiamento e embalagem para conseqüente comercialização para outros agricultores, que por sua vez, levarão sementes a campo para produção de grãos. 13 4. CULTURAS ACOMPANHADAS DURANTE O ESTÁGIO Na seqüência serão explanadas as atividades que foram desenvolvidas e acompanhadas nas lavouras de produção de sementes das culturas de feijão carioca, feijão caupi, milho e soja. 4.1. A cultura do Feijão Carioca O feijão (Phaseolus vulgaris) é uma cultura anual pertencente à família das leguminosas, sendo o Brasil o segundo maior produtor mundial do gênero Phaseolus e o primeiro da espécie Phaseolus vulgaris. A sua provável origem é a América do Sul ou Central. A cultura possui um ciclo médio de 95 dias. O fruto é um legume e no interior deste são encontradas as sementes as quais possuem grande importância na alimentação humana, por constituírem uma fonte de baixo custo de vitaminas, proteínas e sais minerais, dentre ele o Ferro. Segundo Bulisani (2008) as temperaturas amenas e baixa umidade relativa do ar são fatores considerados essenciais para a produção de sementes sadias de feijão. Na empresa Sementes Tomazetti a cultura do feijão carioca é implantada em área de irrigação por sistema de pivô central na época considerada de seca no estado do Mato Grosso. Como essa cultura tem ciclo curto ela é posta a campo ainda mais duas vezes, totalizando três safras anuais. Foi observado no decorrer do estágio que a empresa não pratica os ensinamentos da rotação de cultura de maneira efetiva em suas áreas, pois, normalmente, tem por hábito plantar em sucessão feijão caupi, feijão carioca ou soja, e algumas vezes a mesma cultura. A seguir a cultura do feijão carioca será exposta da forma como foi acompanhada a campo sendo: dessecação da lavoura do feijão, sua colheita, dessecação de área para seu plantio, seu tratamento de sementes, épocas utilizadas para seu plantio, invasoras observadas na área, doenças reconhecidas na área, bem como, a correção utilizada na área para plantio do feijão carioca. 14 Figura. 01 O gerente Gerson mostrando que havia plantas de feijão caupi na área de feijão carioca 4.1.1 Dessecação da lavoura do feijão A dessecação da cultura do feijão carioca é uma prática considerada necessária pela empresa para que a colheita mecanizada da cultura possa ser satisfatória e sem problemas por perdas ou maturação fisiológica na lavoura. Os dessecantes utilizados nessa etapa foram Reglone e Gramoxone. A dose utilizada nesta aplicação foi de 3 l/ha de cada produto receitado para a aplicação. O uso desse método se faz necessário para se obter uma desfolha e dessecação uniforme, para que os ganhos com a colheita sejam maximizados de forma que não afete no potencial produtivo da lavoura. Esse procedimento pode ser considerado correto por pesquisadores e produtores. Porém, nesse caso em particular, a tomada de decisão para o procedimento foi antes da plena maturação fisiológica das sementes de feijão impedindo que esse terminasse seu comprometendo a qualidade das sementes. amadurecimento para a colheita, 15 4.1.2 A colheita A colheita na empresa Sementes Tomazetti é realizada de forma totalmente mecanizada. Sendo efetuada por quatro máquinas da marca CASEIH com sistema axial. Para que esta tenha um bom desempenho é necessário que ela trabalhe sempre com a sua plataforma cheia, assim evita que haja perdas desnecessárias na plataforma, as quais são de aproximadamente 10% das perdas totais da colheita. Ao fim da colheita foram feitas avaliações necessárias e as perdas gerais atingiram o equivalente a seis sacos por hectares uma vez que a produtividade total do feijão gira em torno de 60 sacas de 20 kg por hectare. Segundo MENEZES & RIGITANO a colheita direta do feijão a campo ainda não era possível em 1972, pois, os problemas inerentes a ela ainda não haviam sido solucionados. Por isto, era necessária a colheita seguida de cura a campo, para que se processasse a secagem até o ponto em que a trilhagem pudesse ser feita com facilidade e eficiência. Sobre a ocorrência de danos às sementes durante o processo de colheita Sousa Filho e Scherer (2003) dizem que: A umidade dos grãos tem influência direta sobre o índice de quebras; o ponto de colheita ideal é entre 15 e 18% de umidade dos grãos. Porém, se a umidade dos grãos for menor que estes índices, é conveniente escolher os horários com menor incidência de sol, como a parte da manhã e o final da tarde, para realizar a operação com um menor índice de danos. Em áreas ou épocas chuvosas pode-se começar a colheita próxima aos 25% de umidade, porém ajustando-se o cilindro para rotações em torno de 200 rpm. Quanto mais secos estiveram os grãos, menor deve ser a rotação, a fim de minimizar os danos mecânicos (Sousa Filho e Scherer, 2003). 16 Figura. 02 Colhedeira usada na empresa (foto cedida pelo téc. Pleslei de Jesus) 4.1.3 Dessecação para plantio A dessecação normalmente é utilizada no manejo do plantio direto. A prática foi realizada na área com o uso de glifosato numa dose de 4 l/ha e se fez necessário pela alta infestação de ervas como leiteiro (Euphorbia heterophylla). Segundo Kissmann & Groth (1992), esta é uma espécie de rápido crescimento e alta capacidade reprodutiva causando perdas consideráveis na produtividade das culturas de soja, arroz, feijão e milho. Outra espécie muito encontrada nas lavouras é o picão-preto (Bidens sp) sobre o qual Kissmann (1997) afirma que a formação de sementes é intensa, podendo chegar a 3.000 por planta, e, após a maturação, poucas sementes têm germinação imediata, contribuindo assim para a formação de banco de sementes. O feijão caupi (Vigna unguiculata) que embora seja considerada cultura de cultivo, por vezes se manifesta em áreas de outras culturas como “invasora” já que ali não deveria ter se desenvolvido e atrapalha o desenvolvimento da cultura instalada no momento. 17 4.1.4 Tratamento de sementes O tratamento de sementes tem por objetivo protegê-la contra fungos de solo nos seus primeiros dias de desenvolvimento. Nesse caso foi utilizado Cruiser na dose de 300 ml, Potreat 200 ml, água 200 ml e inoculante também 200 ml, resultando em uma calda de 700 ml que era utilizada de forma a tratar 100 kg de sementes ou quatro sacos de 25 kg por vez. O tratamento foi realizado com o uso de uma betoneira na proteção do barracão. A razão de tal trabalho ter sido realizado dessa forma foi o tipo de inoculante utilizado que é uma turfa indicada para tal procedimento, mas que pode ter o poder de corroer o material da máquina inoculadora. O vetor utilizado no tratamento não dispensa cuidados com limpeza e sanidade, que devem ser feitos com maiores cuidados, pois, o meio utilizado para o trabalho não é próprio para isso e dificulta a total ação dos elementos utilizados na ação e controle de tempo de contato da calda com as sementes para a proteção efetiva das mesmas. Figura 03. Vista frontal do Barracão da Fazenda Horizonte 4.1.5 Épocas de plantio Como a cultura é ainda considerada nova na região depende somente das condições onde será inserida. Na época das chuvas em qualquer área disponível para seu cultivo e na época da seca somente se faz possível onde há possibilidades 18 de irrigação para o desenvolvimento da cultura. No caso da fazenda Nova Horizonte essa possibilidade é efetiva e realizada todos os anos em suas áreas de pivô central. 4.1.6 Invasoras na lavoura do feijão carioca Na propriedade há histórico de banco de sementes de picão preto (Bidens pilosa), leiteiro (Euphorbia heterophylla), corda de viola (Ipomoea purpúrea), fedegosa (Senna obtusifolia), feijão caupi (Vigna unguiculata), entre outras. LORENZZI (2000) diz que as sementes de picão-preto germinam facilmente até 1 cm de profundidade; quando em profundidades maiores que 10 cm, podem permanecer dormentes por vários anos. O leiteiro é outra planta invasora em que o controle químico vem sendo amplamente adotado, não só devido ao espaçamento de plantio, que dificulta o uso de máquinas, mas, principalmente, em função da grande oferta de herbicidas, da economia de mão-de-obra e da rapidez da operação (BURNSIDE, 1992; EMBRAPA, 1999). A alta propagação de plantas invasoras nas áreas da fazenda Nova Horizonte se deve a falta de rotações de culturas e aos receituários de herbicidas que em algumas situações é alterado sem embasamento na indicação técnica dos produtos que são aplicados em doses diferentes do que os indicados, em algumas indicações as doses são pela metade quando a população de invasoras é pequena e em outras essas doses eram aumentadas conforme a grande presença das plantas daninhas por ordem do senhor Moacir Tomazetti e outras por ordem do engenheiro agrônomo Osmar Boschilia durante visitas a campo. 4.1.7 Pragas na lavoura do feijão carioca A as pragas mais comuns na área de feijão carioca são o percevejo verde (Nezara viridula), a vaquinhas (Diabrotica speciosa) e ocasionalmente a lagarta da maçã (Heliothis virescens). Segundo o Engenheiro agrônomo Marcio Reginaldo de 19 Sousa a proximidade de lavouras de algodão situadas na redondeza propiciam o aparecimento dessa lagarta. Figura 04.Vaquinha (Nezara viridula) 4.1.8 Doenças na lavoura do feijão carioca A doença mais comum na área de feijão carioca é a mancha angular que pode ser facilmente confundida com antracnose, pela lesão que provoca nas vagens e nas folhas e caule. O controle deve ser feito com fungicidas indicados e a ação preventiva é fazer a rotação de culturas e uso de variedades resistentes. 20 Figura 05. Sintoma de mancha angular na folha do feijão. 4.1.9 Correção da fertilidade do solo Na área onde foi implantada a cultura de feijão carioca nessa safra 2009/2010 foi aplicado 150 kg de calcário por hectare. Embora tenha acompanhado a aplicação de calcário não tive maiores informações sobre sua necessidade ou baseado em que critério esta quantidade havia sido indicada. 4.2. O Feijão Caupi No Rio Grande do Sul o feijão caupi (Vigna unguiculata) é conhecido como feijão miúdo e décadas atrás era considerada uma invasora que merecia atenção especial dos agricultores, pelo seu difícil controle, sua baixa necessidade hídrica e fácil adaptação. Era uma forte concorrente nas lavouras de soja e feijão. A primeira área a ser cultivada foi no estado da Bahia, se espalhando por todas as regiões. Porém, o seu cultivo concentra-se nas regiões do Norte e 21 Nordeste sendo uma das principais alternativas sociais e econômicas de suplemento alimentar devido a seu alto teor protéico, bem com pela geração de emprego (FREIRE FILHO, et al., 2005). Na empresa Tomazetti, o feijão caupi tem destaque especial e é tratado até como seu carro chefe, já que distribui informações sobre ele como sendo um excelente alimento e que esse deveria fazer parte da cesta básica de todo brasileiro. Figura 06. Vista de uma lavoura de Feijão caupi fazenda Novo Horizonte 4.2.1 Tratamento da lavoura com inseticida No controle de insetos é usado Metamidofós com uma dose de 0,8 l/ha, Folicur 0,5 l/ha e 500 gr de sal por litro de calda que foi utilizada para combater percevejos verdes e vaquinhas, em lavouras para produção de sementes. A indicação técnica é de se aplicar o inseticida quando detectado dois percevejos adultos por metro quadrado. Porém, como a preocupação pelas perdas significativas que essa praga pode causar os engenheiros agrônomos da empresa recomenda a aplicação de dose cheia quando detectado um inseto por batida, devido às grandes perdas que eles podem causar. Segundo RATTES (2010) a decisão no controle desta praga deve ser em função de população instalada, sendo que em lavouras de grãos controlam-se quando esta população atingir dois percevejos por amostragem e se for campo de semente o limite é um percevejo por amostragem na linha. 22 4.2.2 Dessecação da cultura do feijão caupi para colheita A dessecação do feijão caupi foi realizada com glifosato na dose de 4 l/ha, sendo aplicado em toda a área. Já se sabe que o produto leva de sete a treze dias para agir e provocar a morte total da planta, fato que fica claro quando aplicado em uma cultura tão rústica como a do feijão caupi. A justificativa que a torna tolerável é que a planta de feijão caupi pode conter ao mesmo tempo vagens em estado de total maturação e outras em principio de desenvolvimento. E embora a prática seja aceita na região não tenho consciência do que essa ação pode causar em suas sementes, e se essa pode ser considerada própria para perpetuação de sua espécie. 4.2.3 Colheita do feijão caupi Assim como no feijão carioca a colheita foi realizada com as colheitadeiras da linha CASEIH com sistema axial de funcionamento. E, neste caso durante a colheita também houve perdas equivalentes a seis sacas de semente por hectare. Devido à dessecação que foi realizada antes da maturação fisiológica da maior área das plantas inseridas na área. 4.3 A cultura do Milho O milho (zea mays) é considerado um reorganizador de solo, pois, possui um sistema radicular bem desenvolvido. Nas duas primeiras semanas a plântula é nutrida pelas raízes seminais as quais não atingem grandes profundidades. Depois disso a nutrição é feita pelo sistema radicular nodal, o qual acompanha a planta 23 durante todo seu ciclo, onde também surgem às raízes adventícias, as quais têm por função principal sustentar a planta ao solo. O milho pertence à família das Poaceae, seu fruto é a espiga, sendo que no interior desta encontram-se as sementes, responsáveis pela continuidade da espécie. O ciclo médio de uma cultivar é muito variável sendo influenciado pelas condições de clima, época do ano e região.Trata-se de uma cultura que apresenta grande importância social e econômica, mundialmente e principalmente no Brasil. O milho é cultivado desde a agricultura tipicamente de subsistência até lavouras de alto nível tecnológico (EMBRAPA, 2007). Segundo CANTÃO (2007) as tecnologias que são usadas para aumentar a produtividade da cultura do milho são baseadas no adequado fornecimento de nutrientes às plantas. Este autor enfatiza a importância de melhorar as condições do solo para o desenvolvimento das plantas e a utilização de genótipos capazes de obter maiores tetos de produtividade. Figura 07 Lavoura de Milho na Fazenda Horizonte, foto tirada 25/10/2009. 4.3.1 Tratamento de sementes de milho O tratamento de sementes de milho é realizado como forma de proteger as sementes de patógenos que podem vir a atacá-las durantes os seus primeiros dias de desenvolvimento. Os produtos e suas respectivas doses utilizadas foram: 300 ml de Vitavax-thiran, 600 ml de cruiser 35 %, 300 g de gaucho e 300 ml de água. Esta calda é suficiente para o tratamento de 100 kg de sementes. SHURTLEFF (1986) 24 evidencia que o tratamento de sementes de milho com os fungicidas Captan e Thiran controla alguns fungos causadores de podridão de semente e morte de plântulas. O tratamento foi realizado no barracão com máquina própria para tal procedimento, a qual deve estar regulada conforme a necessidade de calda aplicada e tempo que essa deve estar em contato com as sementes para efetivamente protegê-las. A limpeza dessa máquina é importante, assim como, em qualquer outro implemento agrícola, e tem como objetivo evitar a mistura de sementes de cultivares diferentes, desperdício de energia e agrotóxicos envolvidos no tratamento, além de promover o prolongamento da vida útil da inoculadora utilizada no processo. 4.3.2 Semeadura das sementes de milho A semeadura foi realizada em duas áreas irrigadas sob pivô central, sendo a primeira de 60 ha e a segunda de 11 ha, sendo utilizada para isto as plantadeiras da marca CASEIH e SEMEATO. A população instalada foi de 2.4 sementes no plantio e 2 plantas instaladas por m/l. O técnico em agropecuária Pleslei de Jesus me auxiliou nessa fase tirando dúvidas sobre regulagem, inclusive pedindo para que eu as realizasse para ter certeza de que havia realmente compreendido e poderia efetuar tal ação sozinha. O plantio do milho ocorreu em duas áreas diferentes por serem duas variedades diferentes, as áreas ficaram situadas cada uma em um pivô e a uma distância média de 800 m, para que não houvesse riscos de cruzamento entre as duas variedades. 25 Figura 08 Plantadeira utilizada para efetuar o plantio 4.3.3 Aplicação de herbicida de pré-emergência no milho A aplicação do herbicida foi realizada antes da emergência da cultura com o intuito de controlar as ervas ali existentes. As doses e produtos utilizados foram: com 3 l/ha de glifosato e 4 l/ha de atrazina. A aplicação foi realizada com pulverizador autopropelido com reservatório para dois mil litros e com vazão de 120 l/ha. Como o trabalho na lavoura estava calmo durante esta etapa, o técnico agropecuário responsável pelas aplicações de agrotóxicos realizadas na Fazenda Novo Horizonte, Rafael Longuini, pode explicar passo a passo todos o processo desde a limpeza dos bicos até a regulagem da vazão. 4.3.4 Aplicação de inseticida na lavoura de milho A aplicação acompanhada tinha como objetivo controlar a infestação da lagarta do milho (Spodoptera frugiperda). A calda utilizada nesse procedimento era composta 0,2 l/ha de Rimon, 1,2 l/ha Lannate e 0,45 ml/ha de óleo vegetal. A vazão indicada pelo engenheiro Osmar Boschilia foi de 150 l/ha. O Engenheiro Agrônomo Márcio Reginaldo de Souza recomendava que a aplicação fosse feita antes do 26 amanhecer do dia para efetivamente afetar as lagartas que ficam no interior das folhas da cultura. 4.3.5 Época do plantio de milho A cultura do milho pode ser implantada na lavoura em qualquer época do ano, quando é possível a sua irrigação, já que é uma cultura bastante exigente em água. Segundo o engenheiro Márcio Reginaldo de Souza é indicada uma distância mínima de 400 metros entre talhões de variedades diferentes ou um mês de intervalo entre o plantio delas. 4.3.6 Pragas da lavoura de milho Durante a fase acompanhada foi encontrada somente a conhecida lagarta do milho, a qual foi controlada conforme descrito no item 4.3.4. 4.3.7 Invasoras da lavoura de milho Na área foi encontrado picão preto o qual se constitui numa das mais importantes plantas infestantes, tanto de culturas anuais como de perenes (Kissmann & Groth, 1992), fedegoso, leiteiro, feijão caupi e feijão carioca. Uso constante de um herbicida ou de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação exerce alta pressão de seleção, o que reduz ou elimina indivíduos suscetíveis e, em contrapartida, aumenta o número de indivíduos tolerantes e a manifestação de biótipos resistentes que, provavelmente, já existiam na população, mas em freqüência bastante baixa (HOLT & LEBARON, 1990). Embora não seja efetuada efetivamente na empresa, julgo a prática da rotação de cultura, a alternativa mais correta a ser efetuada para o controle do 27 banco de sementes de invasoras que tanto dificultam as ações praticadas na lavoura. 4.3.8 Correção da fertilidade do solo Na área onde foram plantados os 60 ha de milho foi aplicado o equivalente a 150kg/há de uréia. Durante o plantio do milho foi implantado o adubo N-P-K na formulação 5–20-10 no momento da semeadura, em uma quantidade equivalente a 150 kg/ha. 4.4 A cultura da Soja A cultura da soja (Glycine max) tem aumentado sua área significativamente nos últimos anos, com um grande aumento no uso de tecnologia de ponta, gerando inúmeros empregos diretos e indiretos, e contribuindo assim para o fortalecimento da economia da região e do país. A soja é uma leguminosa anual com ciclo médio de 130 dias, distribuídos em uma fase vegetativa que vai da emergência até o aparecimento dos primeiros botões florais e outra reprodutiva que se estende do aparecimento dos botões florais até a maturação fisiológica. Nesta segunda fase são formadas as sementes as quais são de interesse aos agricultores. 28 Figura 09 Visão da lavoura de Soja, foto tirada em 1/11/2009. 4.4.1 Tratamento de semente de soja Como nas outras culturas o tratamento específico de semente foi realizado para protegê-las do ataque de patógenos nas fases iniciais de desenvolvimento. Nesta ocasião também foi aplicado o inoculante o qual resultará na formação de nódulos junto às raízes das plantas pelo desenvolvimento de bactérias simbióticas do Gênero Rizobium, as quais propiciam a fixação biológica de nitrogênio presente no ar. Foi usada a calda composta por 1 l de Saluzi, 2 l de Potreat, 2 l de água e 3 l de inoculante. Esta calda é suficiente para o tratamento de 1000 kg de sementes. 4.4.2 Plantio das sementes de soja O plantio foi realizado tanto em áreas irrigadas por pivô central como em áreas não irrigadas. Ela foi efetuada com plantadeiras da linha CASEIH e SEMEATO, com 16 sementes por metro linear e 14 plantas instaladas por m/l. 29 As variedades utilizadas para produção de sementes usadas foram todas transgênicas, e nos estandes de teste foram inseridas duas variedades de soja convencional desenvolvidas pela Fundação Mato Grosso. 4.4.3 Épocas de plantio da soja Com a alta propagação que ocorreu da ferrugem asiática a cultura só pode ser instalada na época das chuvas e a indicação é de sempre utilizar variedades resistentes a esta doença. Neste ano a Fundação Mato Grosso forneceu aos seus colaboradores duas variedades de soja transgênica inox que é resistente a ferrugem asiática. Estas variedades foram plantas em estandes para ser testada quanto a sua resistência à doença e adaptabilidade a condição edafo-climáticas regional. 4.4.4 Pragas na cultura da soja As pragas encontradas são diversas, mas as mais vistas foram o percevejo verde (Nezara viridula) e o percevejo marrom (Euschistus heros) o qual pode ser visualizado na foto abaixo. Segundo a Professora Doutora Jurema Fonseca Rattes os percevejos são considerados as principais pragas da cultura soja, alimentam-se preferencialmente de grãos tornando-os chochos, reduzindo a produtividade da cultura. Outras pragas também identificadas nas lavouras, mas com menor incidência e dano foram: as vaquinhas, a lagarta falsa-medideira (Pseudoplusia includens), a lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis) e a lagarta elasmo (Anticarsia gemmatalis) Quanto a estas pragas é de extrema importância que sejam controladas da lavoura pelas perdas que podem provocar quando ali instaladas. 30 Figura 10Percevejo Marrom (Euchistus heros) Foto: Múcio Leão Pereira, 1999 4.4.5 Invasoras na cultura da soja Nas diversas áreas onde a soja foi implantada encontrava-se plantas de fedegoso, corda-de-viola, picão preto e leiteiro, além é claro do feijão carioca e do feijão caupi. Deixando claro pela situação encontrada que ações curativas são extremamente necessárias, mas que essas podem levar alguns anos para começar a demonstrar seu efeito, pois, um banco de sementes instalado em uma área não ira se acabar entre uma safra e outra. 4.4.6 Correção da fertilidade do solo Após análise de solo, foi detectado pelos agrônomos da empresa que não havia necessidade de aplicações de produtos para a correção da fertilidade do solo. 31 5. CONCLUSÃO No decorrer do estágio, bem como, ao descrevê-lo foi possível perceber a necessidade de realizá-lo. Enquanto na condição de aluno em sala de aula se tem uma noção ampla do que pode vir a ser uma cultura a campo, quando temos a oportunidade de acompanhá-la de perto, ver seu desenvolvimento, conhecer suas principais pragas, doenças e suas invasoras os conhecimentos se tornam mais facilmente observados. Neste momento sentimos e vemos como aqueles lembretes, citações e as quase imposições dos professores têm fundamentos técnicos e científicos extremamente necessários para desenvolver o trabalho a que nos estamos nos habilitando. Com isso pode-se dizer que o estágio curricular foi de grande importância, pois, a convivência com certas situações e pessoas me permitiu buscar mais informações e também o aprendizado. Pela convivência aprendi principalmente a ser humilde para admitir erros e pedir ajuda para tentar concertá-los e a reconhecer minhas dificuldades tanto pessoais, quanto profissionais. Sendo que, as minhas dificuldades foram relacionadas a dúvidas que às vezes não eram sanadas, pois, muitas vezes pedi explicações ao meu orientador na empresa ou ao gerente da fazenda e esses não as respondiam e às vezes até ignoravam minhas dúvidas. Outra situação que senti muita dificuldade em conviver foi o fato de haverem várias pessoas com opiniões diferentes dando ordens, de forma contraditória sobre a mesma atividade. Acho que para a empresa ter um melhor desenvolvimento eles deveriam entrar em consenso sobre a atividade e modo de desempenha-lá, para não prejudicar e atrasar o trabalho a ser realizado no campo. 32 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BERTAGNOLLI, Carla. Material de apoio. Culturas Anuais. 2008-2009. PESKE, S.T. Manejo e criatividade na produção de sementes. Disponível em www.seednews.inf.br. Acesso em 23/02/2010. BULISANI, E. A. Feijão carioca uma história de sucesso Palestra proferida no IX CONAFE – Disponível em www.conafe.com.br. Acesso em 16/11/2008. MENEZES, J.F.; RIGITANO, A. Alguns aspectos da mecanização das operações na cultura do feijão. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE FEIJÃO, 1, 1971, Campinas. Anais...Campinas, Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, 1972. p. 397416. SOUSA FILHO, E. 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