Edições CADERNO DE RESUMOS: III COLÓQUIO INTERNACIONAL POÉTICAS DO IMAGINÁRIO AMAZÔNIA: LITERATURA E CULTURA Allison Leão Otávio Rios (Org.) Universidade do Estado do Amazonas Cátedra Amazonense de Estudos Literários CADERNO DE RESUMOS: III COLÓQUIO INTERNACIONAL POÉTICAS DO IMAGINÁRIO AMAZÔNIA: LITERATURA E CULTURA Allison Leão Otávio Rios (Organizador) Manaus - AM 2012 III COLÓQUIO INTERNACIONAL POÉTICAS DO IMAGINÁRIO AMAZÔNIA: LITERATURA E CULTURA Caderno de Resumos dos Trabalhos Apresentados Universidade do Estado do Amazonas Reitor José Aldemir de Oliveira Comissão organizadora Allison Leão (Coordenador Geral) Universidade do Estado do Amazonas Roberto Augusto Ferro (Co-organização) Universidad de Buenos Aires Maged El Gebaly (Co-organização) Universidade Ain Shams Gabriel Arcanjo dos Santos Albuquerque – UFAM Gleidys Maia – UEA Juciane dos Santos Cavalheiro – UEA Lorena Nobre- UEA Mauricio Gomes de Matos – UEA Michele Brasil – UFRJ/UFAM Nicia Zucolo - UFAM Otávio Rios – UEA Renata Nobre – UEA Caderno de Resumos: III Colóquio Internacional Poéticas do Imaginário: Amazônia: literatura e cultura / Allison Leão, Otávio Rios (orgs.). Manaus: UEA Edições, 2012. 88 p. ISBN 978-85-7883-204-9 1. Ensaios Brasileiros. 2 Cultura Amazônica. I. Título. II. Leão, Allison. III. Rios, Otávio. CDD B869.4 Osconceitos,asafirmaçõeseoserrosgramaticaiscontidosnosartigossãodeinteiraresponsabilidadedos autores,assimcomoquaisquerimagensinseridasnostextos.Deigualmodo,osorganizadoresrestringirama revisãoformaldostextosapenasàformataçãoestabelecidanascirculares.Assim,asincorreçõesquantoàs normas da ABNT que extrapolam esse referencial são de inteira responsabilidade dos autores. Editora Universitária da Universidade do Estado do Amazonas Otávio Rios Portela | Diretor Juliana Sá | Editora Assistente Ed Bibiani | Secretário Executivo Francisco Ricardo Lopes de Araújo | Diagramador Ana Luiza Santa Cruz de Matos dos Santos | Capa Leandro Babilônia | Revisor de textos Conselho Editorial Ademir Castro e Silva Cristiane da Silveira Maria da Graças Vale Barbosa Otávio Rios Portela (Presidente) Patrícia Melchionna Albuquerque Sergio Duvoisin Junior Silvana Andrade Martins Simone Cardoso Soares Valmir César Pozzetti — UEA EDIÇÕES — Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas Av. Djalma Batista, 3578 - Flores - Manaus – Amazonas CEP: 69050 – 030 | Tel. (92) 3878-4463 [email protected] | [email protected] www.uea.edu.br UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários MINICURSOS Registro e análise de narrativas orais: problemas e método Ministrante: Prof. Dr. Devair Antônio Fiorotti (Universidade Estadual de Roraima/PPGL - Universidade Federal de Roraima) Ementa:Partindodaexperiênciadoprojeto“NarrativaOralIndígena:Registro e análise nas Terras Indígenas São Marcos e Raposa Serra do Sol”, em funcionamentodesde2008,esteminicursoexpõecomoforamrealizadosos registros das narrativas orais nesse projeto. Ainda apresenta e analisa as principaisdificuldadesencontradasnoprocessodecoletaetrabalhocomas narrativas.Todoprocessoderegistroancorou-senametodologiaoriundada HistóriaOral,sendoqueasanálisesposterioressustentam-senumaperspectiva interdisciplinar.AdimensãometodológicadaHistóriaOraltempermitido,além do registro, o trabalho com os dados, que resumidamente pode ser assim apresentado:transcrição,conferênciadefidelidade,copidesqueeposterior disponibilizaçãoparaconsulta.Considerandoqueoquestionáriodeentrevista foiestruturadodeformaaminimamentedarcontatantodeaspectossóciohistóricos quanto mitológicos e lendários, a análise das narrativas tem se apresentadocomoumproblemaàparte,jáqueasinformaçõespresentesdizem respeitoaváriasáreasdoconhecimento,taiscomoaAntropologia,Sociologia, História,TeoriadaLiteratura,Linguística.Porenquanto,ofocodaanálisetem recaídoemquestõesdeidentidadeindígenaeaspectosmitológicoselendários. Memória e oralidade na Amazônia Ministrante: Josebel Akel Fares (Universidade do Estado do Pará) Ementa:Esteminicursodivide-seemduaspartes.Aprimeirapretendequestões ligadasàmemória,apartirdeautoresedetemasconsideradosfundamentais; taiscomomemóriamítica,tradiçãoeesquecimento,memóriaindividuale coletiva.Asegundapartepropõeumaleiturapráticadealgumasexperiências depesquisa na Amazônia envolvendo as poéticas da oralidade, a partir de construçõesnarrativasderepertóriosmíticos,testemunhos,históriadevida. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 9 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários O Acre “rur-bano” no século XX: poderes, imaginários e discursos Ministrantes:Profa.Dra.LucianaMarinodoNascimento,Prof.Dr.Francisco Bento da Silva e Profa. Ms. Ana Carla Clementino (Universidade Federal do Acre) Ementa:Apresentaredesenvolverjuntoaosparticipantesdominicursoreflexões acercadosprocessossociaisrelacionadosàproduçãoetransformaçãodo espaçourbanonaAmazôniaacreana,bemcomodosmúltiplosaportesteóricos quepossibilitamaconstruçãodacidadecomoobjetodahistória.Discutire debaterquestõesrelacionadasaosdiscursoseimagináriosconstituídosao longodostemposcomsuastransformaçõesepermanências,usosedesusos ao longo do século XX. Memória intercultural no Relato de um certo oriente Ministrante: Prof. Dr. Maged El Gebaly (Universidade Ain Shams – Egito) Ementa: O minicurso será dividido em duas partes: 1. EmbasamentoTeórico: Discutiremos a memória como local da “narrativadaidentidade”(PaulRicoeur,1984)esuarelaçãocomonarrador testemunha–sobrevivente(WalterBenjamin,1936).Tambémanalisaremos a relação entre a“memória autobiográfica”(Alan Braddeley, 2011), que se aproximadarealidadefatual,eanarrativada“memóriaficcional”,umaforma artísticasubjetivaqueprocuratrazerparaaconsciênciaarealidadepsíquica de uma“memória inconsciente”, local de contato entre as identidades e as diferenças (Márcio Seligmann-Silva, 2005). Na situação da narrativa da imigração, a“memória cultural”(Joel Candau, 2011) – diferentemente da “memória histórica”(Jaques Le Goff, 1992) – surge como um modo póscolonialdeintersubjetividadequesuperaaretóricaholísticadasnarrativas totalitáriasdonacionalismo,docolonialismoedoorientalismo.Mas,sendoa memóriaolocaldasidentidadesedasdiferenças,elapassaaexistirapartirdo contatocomoutrasculturas,oquequerdizerqueamemórianãoécultural, mas intercultural (Anthony Pym, 1998). 2. Oficina Literária: No Relato de um certo oriente (Milton Hatoum, 1989),essamemóriainterculturalseconfigurapormeioda“polifonia”daficção (Mikhail Bakhtin, 1929; Marília Amorim, 2004), da“memória involuntária” proustiana,deexperiênciaspessoaiscomobjetossensoriais(fotos,cadernos, 10|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários cartas,cheirosmarcantes),daevocaçãodeimagensdopassadoedopresente misturadasesuaslembrançasentrearealidadefatualeaficção(JohanLehrer, 2007).NoRelato,amemóriainterculturalnãoseconstróidemodocronológico elinear,masassociativopormeiode“monólogosdialogantes”entreomundo dacasa(famíliaecomunidade)eomundodarua(asociedade)(DenisLeandro Francisco, 2007). Haikai: de Matsuo Bashou a Luiz Bacellar Ministrante:Profa.Dra.MicheleBrasil(UniversidadeFederaldoRiodeJaneiro/ Universidade Federal do Amazonas) Ementa:Oshaikai(ouhaiku),poemaslíricosdeorigemjaponesaformados de 17 sílabas (dentro do padrão três versos com cinco, sete e cinco sílabas, respectivamente),sãoumademonstraçãodaartededizermuitocompoucas palavras.Asugestão,maisqueadescrição,fazemdesteverdadeiroexercício desíntesealgomuitorico,apesardeaparentementesimples.Muitosforam osescritoresnoOcidenteatraídospelasingelezadoshaikai.NoBrasil,onde temosatéconcursosliteráriosdehaikai,nomescomoosdeAfrânioPeixoto eMillôrFernandessãosemprelembradosentreoshaicaístasbrasileiros.Na literaturaamazonense,aofalarmosdehaikaisemprenoslembramosdeLuiz Bacellar,especialmentepeloseulivroSatori.Esteminicursopropõeestudar oshaikaiapartirdesuasorigens,atravésdepoemasdeMatsuoBashou(seu maiorrepresentantenoJapão),observandooskigo(palavrasqueremetemàs estaçõesdoano)eseuapeloànatureza,dialogandocomospoemasdoescritor amazonense Luiz Bacellar. Fractais do ser na lírica de Astrid Cabral Ministrante: Profa. Ms. Nicia Petreceli Zucolo (Universidade Federal do Amazonas) Ementa:AstridCabraléamazonense,integrantedoClubedaMadrugadapor “confissãoartística”,radicadanoRiodeJaneiro.Suavastaobralíricaabarca, alémdediversoslivrosdepoemas,umlivrodecontoscujolirismoseevolade umaprosasurpreendente,revelandoumasensívelpercepçãodanatureza,antes monopolizadapeloolharmasculino.Apropostadesteminicursoéidentificarem LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 11 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários quemedidaoser–figuradonaobradaautora–éarepresentaçãofractaldo universopercebidocosmogonicamentepeloeu-lírico,sempreapôremquestão o agora, o aqui, o devir, o eu. Entendendo fractais como a multiplicação da autossemelhançadeumtodoreproduzidoaoinfinitonumaparte,pretende-se refletirsobreodobramentodosercaptadopelalentedodemiurgofeminino, emseuprosaicoquotidianobanalizadopelosensocomum,porémcapazde reproduziremsiocosmos.Aênfasenaautoriafemininaédeterminantenuma abordagemdegêneroaqualpretendeavaliarasrelaçõesqueseestabelecem nessa perspectiva fractal. Fronteras móviles e inestables en La vorágine de José Eustasio Rivera: notas acerca de la problemática de los géneros literarios Ministrante: Prof. Dr. Roberto Ferro (Universidad de Buenos Aires) Ementa:En La voráginese traman un conjunto de registros narrativos que exhibenmarcasquesecorrespondenconunagrandiversidaddegéneros discursivosyliterarios:testimonio,denuncia,autobiografía,diariodeviaje, fragmentosepistolares,entreotros;latensiónentrediscursosycontextos abre esa diversidad a intercambios y contaminaciones, que a su vez se complicaenlasfiguracionesficcionalesqueatraviesanlanarraciónnovelesca. El curso se propone una aproximación a la novela de José Eustasio Rivera conelobjetivodereflexionarespeculativamenteacercadelaespecificidadde losgénerosliterarios,queenLavorágineaparecenvinculadosporfronteras móvileseinestables.Elcursoapuntaapromoverunalecturacríticadeltexto centradaenlaexigenciaderevisarlascuestionesteóricasrelacionadasconla caracterizacióndelosgénerosliterarios.Laideabásicaconsisteenalentarla intervencióndelosparticipantesentornodeaquellasrelacionesentreteóricay críticaquepermitanunaadecuadaaproximaciónalobjetodeestudiodelcurso. Bibliografía sumaria: Ferro, Roberto. Da literatura e dos restos, Florianópolis, UFSC, 2010. GarridoGallardo,Miguel(ed.).Teoríadelosgénerosliterarios,Arco,Madrid, 1988. Schaeffer, Jean-Marie. ¿Qué es un género literario?, Madrid, Akal, 2006. 12|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários Ecos de Os Lusíadas na Amazônia: Muhuraida, de Henrique João Wilkens Ministrante: Profa. Ms. Verônica Prudente (Universidade do Estado do Amazonas) Ementa: Partindo da análise do texto fundador da poesia amazonense, a Muhuraidaouotriumfodafénabemfundadaesperançadaenteiraconversão,e reconciliaçãodagrande,eferóznaçãodogentioMuhúra(1785),que,inspirada n’OsLusíadas,deLuísdeCamões,cantaaempreitadacolonizadoranonorte do Brasil e a conversão da nação Mura, este minicurso pretende analisar assemelhançasdotextodeWilkenscomodeCamões,eabordaraquestão colonizadoxcolonizador,centrandoadiscussãonasideiasdeWalterBenjamin a respeito de uma outra versão da História —“a história vista de baixo”. Da mesmaforma,pretendemosabordaroutrasnarrativasamazônicasnasquaisa naçãoMurasefazpresente,asaber:noromanceOsSelvagens,deFrancisco Gomes de Amorim e no conto “A decana Mura”, de Alberto Rangel. Leitura e comentário de Chove nos campos de Cachoeira, de Dalcídio Jurandir Ministrante: Prof. Dr. Willi Bolle (Universidade de São Paulo) Ementa: O romance Chove nos Campos de Cachoeira (1941), de Dalcídio Jurandir (1909-1979), é o livro inicial do conjunto de dez romances, que o escritorparaensedenominou“CiclodoExtremoNorte”(1941-1978)ecom o qual realizou o seu projeto de criar um amplo retrato dos habitantes da Amazônia,focalizandoadécadade1920a1930apartirdecenárioslocalizados nailhadeMarajó,emBelémenoBaixoAmazonas.Ametadedosromances passa-senaperiferiadeBelém,queéolugardemoradiadosmigrantesqueali seinstalaramapartirdofimdoCiclodaBorracha.Oobjetivodominicursoé proporcionarumaintroduçãoaocicloromanescointeiroapartirdosprincipais elementosconstitutivosdoromancefundador:oprotagonista(umoudois) comopersonagemcentral,figuradesondagemedemediação;afamíliaeseus problemas;escola,formaçãoeaprendizagem;tipossociais,classessociaise relaçõesdepoder;aspectoseconômicosepolíticos,inclusiveprojetospseudosociais;ocontextohistórico;costumes,tradições,rituaisefestas;componentes eróticos;oimaginário,sonhoseimagensdedesejo;asfalasdospersonagense o projeto dalcidiano de um dictio-narium dos habitantes da Amazônia. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 13 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários Panorama da Literatura Amazônica para a formação de um pensamento crítico Ministrante: Prof. Dr. Yurgel Pantoja (Universidade Federal do Amapá) Ementa: Qual representação se quer da Amazônia no contexto atual da construçãodeumpensamentocríticonaregião?Arigor,onome“Amazônia” constitui-se recentemente, pois a designação desse imenso e riquíssimo territóriodatadeumdiscursocolonialquepassouaformularasCapitanias do Maranhão e Grão-Pará (1621), Grão-Pará e Maranhão (1751) e GrãoParáeRioNegro(1772).Taisdesignaçõesparaaquiloqueseriadepoistidae havidacomo“Amazônia”aindapercorriaoperíodorepublicanoquando,àépoca do RegimeMilitar(1964-1984), a Amazônia passa então a ser reconhecida comoestaregiãoqueabsorveváriasrepresentaçõesemdiversoscampos doconhecimento.Nopercursoliterárioamazônico,háváriosexemplosde narrativasquesemovemnumespaçoondesãoencenadaslutasferrenhas entreabarbárieconcretadeumageografiadesconhecidaeohomemmoderno ecivilizador.Nessecontexto,chamamaatençãoalgumasobrasbasilaresna formaçãodoconceitodeespaçosobrearegião,desdeosprimeiroscronistas, comooFreiCarvajal(séc.XVI)atéosromancesdeDalcídioJurandir(séc.XX) eMiltonHatoum(sécs.XX-XXI),passandoporobrasemblemáticas,comoo poemaépicoMuhuraida(H.J.Wilkens,séc.XVIII)eaprosadeInglêsdeSouza (séc.XIX).Assim,apropostadesteminicursoé,aoapresentarumpanorama daliteraturadeexpressãoamazônica,aplicarumalógicadecunhocríticoaessa produçãoapartirdealgunsmodelosdedesenvolvimentoqueseimpuseram sobreoespaçoamazônico,tantodopontodevistaestético-literárioquantodo político-econônimo. 14|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários SESSÕES DE COMUNICAÇÃO SESSÃO 1 Coordenadora: Cátia Monteiro Wankler TOPOFILIA À BEIRA DO RIO: BOAVISTA EM BEIRAL, DE ZECA PRETO Cátia Monteiro Wankler (UFRR) Resumo:OlivrodepoemasBeiral,dopoetaZecaPreto,paraenseradicadoem Roraima,cantaacidadedeBoaVistaapartirdeimagensqueseconstroemem tornodoRioBranco,enfocandoolocalconhecidocomo“Beiral”,cujocotidiano envolvepescadores,lavadeiras,prostitutaseoutrospersonagens.OBeiralde ZecaPretotrazaobservaçãodeumaBoaVistaribeirinhaapartirdeumolhar quetransitaentreasubjetividadeeaobjetividade,masque,emcertamedida, éapaixonadoerevelafortessentimentostopofílicos.Paratratardatopofilia, tomamoscomobaseaobrahomônimadeYi-FuTuan,que,atravésdeconceitos epontosdevistadaGeografiaCultural,subsidiaasdiscussõesacercadapercepção do lugar pelo(s) sujeito(s) poético(s). Palavras-chave:PoesiadeRoraima;LiteraturaeIdentidade;TopofiliaePoesia. BOA VISTA/RR: UMA CIDADE VIVIDA E CONTADA Carla Monteiro de Souza (UFRR) Resumo:BoaVistasetornacapitaldoantigoTerritórioFederaldoRioBranco em 1943, e de 1944 a 1959 passou por mudanças significativas, espaciais/ urbanísticasenasrelaçõessociais/culturais,asquaisconfiguraramacidade dehoje.Estetrabalhoapresentaumadiscussãosobreesteprocessoapartir daleituradolivroBoaVista1950:umahistóriaquequerocontar,deWalmir Pimentel(2010),quepormeiodepequenosrelatosesquadrinhaacidadede então,enfocandopersonagens,lugaresepráticas.Estávinculadaaoprojeto “Memória e História de BoaVista na década de 1950”(apoiado pelo CNPq), LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 15 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários queconcebeacidadecomo“umtecidosemprerenovadoderelaçõessociais”, pensadaapartirdasrepresentaçõessociaisqueseproduzemeseobjetivam empráticassociais”(Pesavento,2007).Discutetambémopapeldamemória edosseusrelatosnoestudodasquestõesurbanas,namedidaemqueestes projetamopassadonopresente,poisotempodamemóriaqueospreside, descontínuoeflexível,perpassaotextonomomentodasuaescritaenoda lembrança, a matéria-prima da narrativa, aspecto que torna estes textos fontes tão fecundas e válidas para pensar a cidade da atualidade. Palavras-chave: Cidade; Memória; Narrativa; Boa Vista. A REPRESENTAÇÃO DO ESPAÇO EM PORÃO DAS ALMAS, DE ANTÍSTHENES PINTO Francisco Alves Gomes (UnB/CAPES) Sidney Barbosa (UnB) Resumo: OescritoramazonenseAntísthenesPinto(1929-2000)foipoeta, prosadorejornalista.FezpartetambémdoClubedaMadrugadaedaAcademia AmazonensedeLetras.Produziuumaliteraturasingular,noqualapaisagem amazônica,comtodososseuselementosmíticos,dialogadeformadiretacomos dilemasdohomemmoderno,sujeitoemconstanteprocessodeafirmaçãonuma realidadeemqueaflorestaeacidade,aomesmotempoqueestãocoadunadas, levamatransformaçõessócioculturaismarcantes.Apartirdotítulodanovela PorãodasAlmas,apresentandoumaverticalidadeoposta,“porão”quelevaao submundo,àdepressão,aosufoco,ouseja,aquiloqueestáemprocessode degradaçãoemoposiçãoa“alma”,simbolicamenteinterpretadacomoaquilode maisaltaneiro,sublimeeluminosoexistentenohomem,faremosumaanálise daespacialidadeutilizadanaarquiteturadanovela,tendoemvistasuasfunções naproduçãodosváriossentidosdotexto.Nonossoentendimento,ajunção das categorias deespaço são fundamentais para a tessitura da novela, seu desenrolareforça,caracterizadapeladensidadepoéticapresentenolivro. Palavras-chave: Literatura; Espacialidade;Topo-análise; Porão das almas. 16|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários SESSÃO 2 Coordenadora: Roseli Anater UM OLHAR SOBRE A ARTE NAÏF DA ÍNDIA MACUXI CARMÉZIA EMILIANO Roseli Anater (IFRR/PPGL-UFRR) Resumo:Opresentetrabalhopretendediscorrersobreumestilodeartemuito peculiar:aArteNaïf.Umaartequesedesenvolveuespecialmentenapintura. Comcaracterísticasmuitopróprias,échamadadearteingênua,espontânea ouprimitiva.Utilizabasicamenteascoresprimáriasesecundáriasemgrande profusão,porissonasuagrandemaioriasãobastantecoloridas,comformas ecoresuniformesechapadas.Umacaracterísticaemespecialresidenaopção estéticaeética,darepresentaçãocaprichosa(nosdoissentidosdotermo),de umimagináriofantasiosoeescapistadoartistanaïf,conformeafirmaAnatole Jacovsky,conhecidoespecialistaemnaïfs.Éumaartebaseadanaculturadoseu povo,emespecialnosaspectosreligiososesociais,destacandoasimplicidade, purezaeingenuidadedosartistasqueapraticam.Roraimatemnaíndiamacuxi e artista plástica Carmézia Emiliano sua representante naïf. É exemplo de umfenômenodetransição,detransculturaçãopormigração.Trazconsigoa memóriadoseucotidianonamaloca,darelaçãocomosindígenaseanatureza, das lendas e mitos, as cenas de caça e pesca, plantio, colheitas e festas. Essa memóriapictográficaimpregnadaemseuservaiservirdebasee“inspiração” para grande parte de sua produção artística. Palavras-chave:ArteNaïf;CarméziaEmiliano;Imaginário;Transculturação; Memória. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 17 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários BRINQUEDOSDEMIRITI:CULTURA,IMAGINÁRIO,ORALIDADEEEDUCAÇÃO Claudete do Socorro Quaresma da Silva (UEPA) Nazaré Cristina Carvalho (UEPA) Resumo:Esteartigoapresentareflexõesiniciaisacercadobrinquedodemiritie suasinterfacescomacultura,aoralidade,aeducaçãoeoimaginárioamazônico. Talbrinquedoéumartesanatoseculartipicamenteamazônicoquetrazemsua materialidadeumconjuntodeexperiências,valores,crenças,sentimentos, símbolosesignificadosquesãohistoricamentevivenciados,construídose partilhadoscotidianamenteporcaboclosribeirinhosamazônidas.Sãocobras, tatus, casas, dançarinos, pássaros, peixes, barcos, canoas, entre tantas outraspeçascriadaseproduzidaspelosartesãosqueexpressamoimaginário localeenriquecemcomseucolorido,levezaeencantamentoasfestividades religiosas,principalmenteadeNossaSenhoradeNazaré,emBelém,capitaldo Pará.Porsuasignificabilidadeculturaltalobjetoéreconhecidocomopatrimônio imaterialecultural.Osartesãosdobrinquedodemiriticomsuaformasingular deensinaratravésdaoralidadeedaobservaçãoperpetuamdeumageração aoutraossaberesefazeresqueconduzemdiariamenteoritmoeoestilode vidadascomunidadesribeirinhaseconstroemaeducaçãonaregiãoAmazônica. Ressalta-sequeestetrabalhoéumrecortedapesquisaBrinquedosdeMiriti: IdentidadeeSaberesCotidianos,queestásendorealizadanoProgramadePósGraduação em Educação da Universidade do Estado do Pará. Palavras-chave: Brinquedo de miriti; Cultura; Imaginário; Educação. CUIAS DE SANTARÉM: A BELEZA GRAFADA POR MÃOS DE ARTESÃS DA ASARISAN Ádrea Gizelle Morais Costa (UFOPA) Resumo:OsprimeirosregistrossobreascuiasdeSantarémforamfeitosno finaldoXVIIpornaturalistasquevisitaramaregiãoamazônica,eatualmente sãoconhecidascomoartesanatodetradição,ecomoimportantetradutorda identidadedaquelequeoproduziusejacomoindividuooucomocoletividade. AbordonestetrabalhooestudosobreasfamosascuiasdeSantarém,ascuias estudadassãoprocedentesdaregiãodoAritapera,aspeçasforamanalisadas 18|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários duranteoprocessodecriação,pormeiodoregistrofotográfico.Apesquisafoi desenvolvidaemmarçode2011,nestapesquisaprocureianalisaraiconografia dascuiaseaformaqueédesenvolvidapelasartesãsdaAsarisan,tendoporobjetivodescreverasetapasdoprocessodeconfecçãodacuia,eprincipalmente asdiferentesformasdegrafismoutilizadasnaiconografiadascuias,analisando osmaisrecorrentes,grafismos,estesfeitospelashabilidosasmãosdasartesãs daAsarisan,cooperativademulheresqueconfeccionamcuiaspretas,tendo comodecoraçãoatécnicadaincisão.AscuiasdeSantarémretratamnãosomenteomodoculturaldaregião,masaidentidadedemulheresquepormeiodo artesanato contribuem com o suporte econômico de suas famílias. Palavras-chave: Cuias; Icnografia; Asarisan. SESSÃO 3 Coordenador: Zemaria Pinto TRAGÉDIA E CHANCHADA NO TEATRO DE MÁRCIO SOUZA Zemaria Pinto (PPGL-UFAM) Resumo:RetomandocomunicaçãoqueapresentamosnoIIColóquio,em2010, divulgaremosacontinuidadedaqueletrabalho,queseiniciaracomoOteatro mítico de Márcio Souza. Com base nas peças publicadas em três volumes (MarcoZero,1997),analisaremososgruposqueclassificamoscomotragédias amazônicasechanchadasamazônicas.APaixãodeAjuricaba,aprimeirapeça deMárcioSouzalevadaàcena,abreocapítulodastragédias,comahistória ficcionaldoheróiamazonense.Pequenoteatrodafelicidade,ambientadadurante aguerraentrecabanoselegais,tratadatragédiacoletiva,damesmaforma queContatosamazônicosdeterceirograu,umaalegoriadopoderdestruidor dacolonização.Homenageandoasorigenscinéfilasdoautor,agrupamosentre aschanchadasamazônicasacotadasuaobraqueseria,talvez,maisapropriado chamar de farsas históricas: As Folias do Látex, uma alegre e contundente análise sobre nossas origens e nosso caráter; A resistível ascensão do boto Tucuxi,umretratodaartemenordapolíticaamazonensenosanospós-Vargas/ Maia;eTempiranhanopirarucu,umpainelrisonhoefrancodaManauspósLivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 19 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários moderna.Entreosdeusesdaprimeiraabordagemeosheróisebufõesdesta, oraniza-se o universo dramático do autor amazonense. Palavras-chave: Márcio Souza; Teatro; História; Política; Amazonas. POÉTICAS TEATRAIS MODERNAS NA AMAZÔNIA PARAENSE José Denis de Oliveira Bezerra (PPHIST/UFPA- UEPA) Resumo: Este trabalho tem como fulcro as poéticas teatrais modernas na Amazôniaparaense.Paratanto,éfundamentalcompreenderasrepresentações sociais,políticas,ideológicaseestéticasnaregiãoamazônica.Estudarcomose constituiu,emumaperspectivahistórica,oteatromodernonaregiãoajudará aperceberaformaçãodopensamentoartístico-culturalnoesobreoespaço amazônico,noséculoXX.Assim,estacomunicaçãodepesquisadedoutorado centraliza-seemumaquestãofundamental:comosederamastransformações naprodução erecepção das práticas cênicas no século XX, ou seja, o teatro moderno,noPará.Alémdisso,problematizatambémahistoriografiateatral noBrasil,ediscutealgunsconceitos:teatro/dramaturgia/encenação;moderno/ modernismo/tradição; história/memória/historiografia. Palavras-chave: Teatro; Moderno; História; Amazônia. LENDASAMAZÔNICAS: ORALIDADESNAESCRITURADRAMATICA Gislaine Regina Pozzetti (UEA) Resumo: A lenda é um elemento indissociável da identidade amazônica; figuracomoexperiênciadevidaememóriacoletiva.Comraízeseobjetivos semelhantes,lendaseteatrosurgemcomohomemprimitivo,umparaexplicar osfenômenosdanatureza,outrocomotentativadecontrolá-los.Contudo,só épossívelcompreenderalendaporelaprópria,assim,aescrituradramática, aoexploraraslendascomotemática,apresenta-secomoumaestratégiade permanênciaereflexãoacercadoambientedospovosamazônicos,alimentando o imaginário e estruturando os atos humanos. O desafio, neste processo 20|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários criativo,apresenta-senapreservaçãodaespontaneidadecriativaqueaoralidade comporta,ressaltandosuarelevância,enquantomemória,eoferecendooutras possibilidades de enunciação, para além das práticas orais. Palavras-chave: Escritura Dramática; Oralidade; Lenda; Teatro. SESSÃO 4 Coordenadora: Maria da Luz Soares da Silva BAÍRA: AMBIGUIDADE DE UM HERÓI CIVILIZADOR Maria da Luz Soares da Silva (PPGL-UFAM) Resumo:Estacomunicaçãotemcomoobjetivogeralaanálisedasfunções desempenhadaspelopersonagemburlãoemrelatosmíticosretiradosdolivro ExperiênciaseestóriasdeBaíra–ograndeburlão,deNunesPereira,afimde determinaraambiguidadedascaracterísticasdeherói-civilizadoredeburlão nasaçõesdessepersonagem.Aanáliseserádesenvolvidaàluzdosestudos etnográficosdeClaudeLévi-StrausscontidosemsuasobrasAntropologia Estrutural (2008)e Ocrueocozido (2010),nasquaisoantropólogofrancês põeempráticaseuspreceitosteóricosestruturaissobrenarrativasmitológicas do continente americano. De posse deste e de outros estudos da teoria da narrativa,analisaremosostextosliterários,procurandoidentificarelementos característicosdoheróimíticoBaíra,personagemdosrelatosnaobradeNunes Pereira. Palavras-chave: Herói-civilizador; Relatos Míticos; Ambiguidade. A ESTRUTURA DO UNIVERSO: ORIGEM DO KAHPÍ E DAS FLAUTAS MINÃPORà Juliana Mitoso Belota (PPGSC-UFAM) Resumo: Os Desâna organizam seu cosmos a partir da relação espaçoLivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 21 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários temporalcircunscritanosciclosdevidaenvolvidosnosprocessosdemorte erenascimento,quesãoexpressospelocaminhoespiritualdoSolprimordial pelasuperfíciedaterraemoposiçãoàmortecarnal.Aunidaderepresentativa douniversoéamaloca.Amúsica,quetemexpressãonasflautasetrompetes denominadosMiñapõrã(flautasdeJurupari)éaunidaderepresentativado caminho do Solprimordial pela terra. O kahpí, ingerido por yaiwas (pajés), kumus (conhecedores da medicina tradicional), e bayaroas (mestres de músicaecerimônia),abreemsuacorporalidadecanaisdecomunicaçãocomas dimensõesdouniverso.Ésobrearelaçãodosmahsá(gentedouniverso),com aorigemdamedicinasagradaoualimentodoscriadores(Kahpí),edasflautas sagradasqueversaomito.Osaber-fazerbiodiversodestepovoécalcadono usodesteenteógeno,comofontedesabedoriaedevida.Estetrabalhoobjetiva analisar o mito de origem do Kahpí e das flautas Miñapõrã, no contexto da cosmologia Desâna. Palavras-chave: Cosmologia; Gênese; Mito; Xamanismo; Música. NARRATIVA MÍTICA EM ÓRFÃOS DO ELDORADO Werner Vilaça Batista Borges (PPGL-UFAM) Resumo:OprópriotítulodanovelaÓrfãosdoEldoradodeMiltonHatoumjá sugere uma imersão nas questões míticas. O que se propõe neste artigo é considerarestaobracomoumareleiturademitosamazônicos.Eistopormeio donarrador-personagemqueconduzanarrativaemumacaracterísticaem quesepredominaaoralidade(contandosobresuavida),enisto,repercutindo eressoandohistóriasmíticas.Destaforma,compõem-seumaliteraturaque estabelecerelaçõescomamitologia,entendendoestacomoaquiloquedá sentidoàvida.Assim,otrabalhopropostoéanalisarcomoestasnarrativas míticasestãosendoentrelaçadasnaobraecomoinfluenciamaestruturaea maneira de pensar e agir das personagens. Palavras-chave: Narrativa; Mito; Oralidade. 22|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários SESSÃO 5 Coordenador: Carlos Rogerio Duarte Barreiros RUMO AO CRUZEIRO: O ACRE, O BRASIL E O MUNDO NA URBANIDADE AMAZÔNICA DOS LOS PORONGAS Carlos Rogerio Duarte Barreiros (USP) Resumo:AbandaderockLosPorongas,formadaemRioBranco,noAcre,tem alcançadosucessodecríticaedepúbliconoquesetemconvencionadochamar cenaindependentedacançãopopularbrasileira.Oconceitodeurbanidade amazônica,exploradopeloconjuntoemseuprimeiroálbum,lançadoem2007; as condições específicas em que se formaram os Los Porongas e que lhes permitiramaprojeçãonacional;opontodevistaapartirdoqualasletrasda bandaexpressamaculturadoAcreedoBrasil,querevelamaisarespeitodo paísdoquepoderiasuporcertoregionalismoanacrônico;asdiferençasentre ascançõesdoprimeiroálbum,especialmenteligadoaoespaçodoAcre,easdo segundo,largamenteinfluenciadopelotempoaceleradodacidadedeSãoPaulo, para a qual a banda se transferiu no ano de 2008 – todos esses serão temas investigadosnaapresentaçãoquepropomos,cujopontodefugaéahipótesede queaexpressãodascontradiçõesentrevidaideológicaevidamaterialdoBrasil, apartirdopontodevistaamazônicodascançõesdosLosPorongas,ganha extensão e complexidade no plano da forma e do conteúdo. Palavras-chave:LosPorongas;Cançãopopularbrasileira;Urbanidadeamazônica; Rock brasileiro; Canção independente. A MEMÓRIA NAS TOADAS DOS BOIS-BUMBÁS Maria Celeste de Souza Cardoso (PPGLA-UEA) Resumo:Esteartigoexplicitacomoamemóriaseapresentanastoadasdos bois-bumbásdeParintins,demonstraopensamentodealgunspesquisadoresa respeitodatemáticaeenfatizaaquestãodapreocupaçãocomotradicionale omodernopresentesatualmentenascomposiçõesmusicaisdosbois-bumbáse LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 23 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários astransformaçõesocorridasnosúltimosanos.Ahistóriadoboi-bumbáestána memóriadosbrincantesmaisantigosedaquelesqueacompanhamaevoluçãodos bumbáseosurgimentodenovosmodelosnasagremiaçõesfolclóricas.Assim, oartigoevidenciaqueamemóriaestávivaeatuantenomeioculturaletrazem sitodoumprocessodetransformaçõespeloqualpassaramassociedadesno diasatuais.Nastoadasdosbumbásparintinenses,essastransformaçõessão evidenciadas quando se comparam as toadas antológicas com as atuais. Palavras-chave: Memória; Toadas; Boi-bumbá de Parintins. INVISÍVEL LIRA: MÚSICA E ESTRUTURA MUSICAL DE PENSAMENTO EM FRAUTA DE BARRO Valquíria Luna (UEA/FAPEAM) Resumo:Visando aprofundar os estudos sobre a obra de Luís Bacellar, esta comunicaçãodepesquisasevoltaaumaspectonotóriodesuapoesia:amúsica. A relação entre esta e sua obra, no entanto, vai além das marcas musicais observáveisemseusversos.Ocarátermusicalquesepretendedesvendaréo dopensamentoquecompõeasuaobra,acosmovisãomusical,movimentosnão apenascaptáveissensorialmente,masapartirdeumadinâmicaespecíficado jogoentreasimagens.Ofundamentodessacosmovisãomusicaléjustamente o ritmo, não o da medida, apreensível e aparente, mas o ritmo anterior à linguagem,odopensamentoquegeraafrase,invisíveleincorpóreo.Oquese busca,dessaforma,éapreenderemdiversosníveis,apresençaeasignificação damusicalidade–desdeoselementosmusicaisaparentes,paraalémdestes–e desse ritmo invisível na obra do poeta amazonense. Palavras-chave: Frauta de barro; lírica; música. 24|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários SESSÃO 6 Coordenador: Miguel Nenevé UMA LEITURA PÓS-COLONIAL DA AMAZÔNIA DESCRITA POR JÚLIO VERNE EM A JANGADA Andréia Mendonça dos Santos Lima (UNIR) Miguel Nenevé (UNIR) Regiani Leal Dalla Martha Couto (UNIR) Resumo:AAmazôniatemsidodescrita,investigadaeanalisadapormuitos escritoresejornalistasháséculos.Muitosdosescritossobrearegiãoforam “inventados”comoafirmaNeideGondim,umavezquefazempartedeuma rede discursiva sobre a região. Assim, a imagem produzida e reproduzida nem sempre é baseada no que se vê, mas no que se quer ver, ou no que se esperaqueoleitorqueiraver.Assim,temosvisõesdistorcidas,desfiguradas dependendodointeressedequeminterpreta,divulgaereproduzestasvisões. Considerandoestesaspectos,nossapesquisatemporobjetivoanalisarsobuma perspectivapós-colonialaAmazôniadescritaporJúlioVernenaobraAjangada –800léguaspeloAmazonas.Paraestruturaçãodotrabalhousamosobrasde estudiosossobreaAmazôniaeautoresquediscutemopós-colonialismoea literaturadeviagem.NossapesquisanospermiteargumentarquenaobraA Jangada,JúlioVernenãorepeteumaimagemestereotipadadaAmazôniaque foitransmitidaemsuaépoca,masapresentaumaAmazôniamaiscomplexacom fatorespositivosenegativos.Podemosdizerque,decertaforma,Vernetem posturadescolonizadoraseconsiderarmosoespaçogeográficoeaépocaem que viveu e escreveu. Palavras-chave: Pós-colonialismo; Amazônia; Júlio Verne. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 25 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários ASPECTOS MNEMÔNICOS PRESENTES NA CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO AMAZÔNICO: A INVENÇÃO DA AMAZÔNIA, DE NEIDE GONDIM Maria Luiza Germano de Souza (UFAM) Resumo:Oimaginárioamazônicofoiconstruído,segundoNeideGondim,nos doisprimeiroscapítulosdeAinvençãodaAmazônia,apartirdasmemórias e rastros deixados pelos viajantes que visitaram outro lugar: a Índia. A autoranospossibilitaverificarformasmnemônicasusadasnaconstruçãodas representaçõesedoimaginárioamazônicodeixadosnascrônicasdosprimeiros viajantesqueaquiestiveram:GaspardeCarvajal,AlonsodeRojas,Cristóbalde AcuñaeLaCondamine.Esteartigopretendeverificaraconstruçãodamemória eimaginárioamazônicoapartirdosrelatosdosprimeirosviajantes,usando comorecorteaabordagemdeNeideGondimnosprimeiroscapítulosdolivro mencionado.AsbasesteóricasusadasserãoasinferênciasdePaulRicoeurem Amemória,ahistória,oesquecimento,quandooautortratadalembrança,da imaginação, da memória e do testemunho. Palavras-chave:Imaginárioamazônico;Cronistas;PaulRicoeur;Memória. QUANDOESCREVERÉNARRARAPOSSE:ACOLONIZAÇÃODAAMAZÔNIA E A ESCRITA DA HISTÓRIA Kigenes Simas Ramos (UFF/FAPEAM) Resumo:Opresenteartigobuscaanalisararelaçãoentreposseenarrativa no relato colonial na Amazônia. Trata-se de uma questão de leitura e de itinerário,umavezqueapenasoespaçolegíveladquiriuestatutodepossee presença ao colonizador e somente a escrita dessa presença nos é dada a saberpormeiodeseusrelatosdeconquista.Assim,analisaremosa“Relação donovodescobrimentodofamosoriograndequedescobriuocapitãoFrancisco Orellana”,documentoquerelataaviagemdaprimeiraexpediçãoacruzaroRio Amazonas e chegar até sua foz, buscando relacionar a escrita da viagem à narração da posse a partir do estatuto de linguagem do século XVI. Palavras-chave: Amazônia; Narração; Colonização. 26|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários SESSÃO 7 Coordenador: John Fletcher AUSÊNCIASPOÉTICAS?:APONTAMENTOSSOBREAARTECONTEMPORÂNEA DE BELÉM, PA John Fletcher (UFPA) José Afonso Medeiros (UFPA) Resumo:Compreenderumaproduçãovisualnosdiasatuaisébuscarumaforma desituartalpoéticacomoumregistrodosprocessosculturaiscontemporâneos, umavezquesualógicadecriaçãoseinsereemumcontextodeculturalidades híbridasedeencurtamentodefronteiras.Nessecontexto,apresentepesquisa trata de um recorte de processos artísticos visuais em Belém, PA, os quais têm se utilizado de premissas sobre a ausência para espelhar e discutir problemáticascontemporâneasrelacionadasàculturamaterialeimaterial; problemáticasaliadasàsnossasestruturasdesentimentosemdeformaçãoe transformação. Palavras-chave: Arte Contemporânea; Processos Culturais; Hibridismo. CRÍTICA E HISTORIOGRAFIA DAS ARTES NA AMAZÔNIA: MEMÓRIA DOCUMENTAL E VISUAL Ana Lídia da Conceição Ramos Maracahipe (UFPA) Camila Ferreira dos Santos Freire (UFPA) Edison Farias (UFPA) John Fletcher Couston Junior (UFPA) Resumo:Apresentepesquisatemcomoobjetivoapresentarumadiscussão sobreopapeldamemóriadocumentalevisualcomocomplementopremente paraahistoriografiaculturaldeumdadocontexto,eutilizacomopontode partidaoprojetointitulado“CríticaeHistoriografiadasArtesnaAmazônia” (CHAA). O material em questão, neste trabalho, foi adquirido a partir de impressos sobre artes visuais, publicados no período de 1970 a 2010, os LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 27 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários quaisvêmsendoorganizadoseanalisadoscomointuitodecriarumbancode dadosvisualqueestaráàdisposiçãodeprocedimentoscientíficos,artísticos eeducacionaisemtornodasmanifestaçõesartísticasproduzidasnoPará,e, maisespecificamente,nacidadedeBelém.Apesquisa,alicerçadaemconceitos relacionadoscommemóriaeantropologiacultural,buscaretratarocontexto artísticodeumaépocalocalemsuasformulaçõestransformadorasemutantes podemgerarindíciosdecomoseentenderopresentecomotemporalidade híbrida. Palavras-chave: Artes Visuais; Memória; Historiografia Cultural. CRÍTICAEHISTORIOGRAFIADAARTENAAMAZÔNIA:UMPROJETO HISTORIOGRÁFICO E CULTURAL DAS ARTESVISUAIS PARAENSES A PARTIR DE IMPRESSOS DE 1970 A 2010 Edison Farias (UFPA) John Fletcher Couston Junior (UFPA) Samantha Raissa Cunha da Silva (UFPA) Resumo:Esteartigotemporobjetivoapresentarumapremissahistoriográfica e cultural de um dos eixos do projeto de pesquisa intitulado “Crítica e HistoriografiadasArtesnaAmazônia”(CHAA).Apartirdeimpressosedemais publicaçõesocorridasnoperíodode1970a2010,quevisaorganizardadose traçarumacartografiavisualeassimcontribuirparaacompreensãodoprocesso deprodução,transmissãoepercepçãodaartenoParáe,maisespecificamente, na cidade de Belém. Sendo assim, a presente pesquisa, baseada em uma análiseteóricadosestudosculturaisehistoriográficos,propõe-seemlançar algumasdasrotasteóricasparaidentificarosprocessoshíbridos,confluentes, refluentes,assimétricosenãolinearesdaproduçãoartísticaparaofocolocal. Palavras-chave: Historiografiadaarte;Críticaparaensesobrearte;Arteno Pará. 28|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários SESSÃO 8 Coordenadora: Auricléa Oliveira das Neves AMAZÔNIA E AS CRÔNICAS MARIOANDRADIANAS, DE 1927 Auricléa Oliveira das Neves (ESBAM/UNINORTE) Resumo: O recorte a ser tratado neste artigo são os escritos de Mario de Andradenoperíodode7demaioa15deagostode1927, queoautorrelatou naobraOTuristaAprendiz,tendocomosubtítulo“ViagempeloAmazonas até o Peru, pelo Madeira até Bolívia e por Marajó até dizer chega”, em clara referênciaparodísticaaosextensostítulosdadosàscrônicassobreoBrasilno períododesuacolonização.Osincidentesdaviagem,asdificuldadesenfrentadas paraarealizaçãodeseuintentodepesquisador,oconhecimentoempíricode fauna,floraepaisagemdiversificadas,ocontatocomculturasdiferentesea minúciadanarraçãodecadapassagem,destinadaatemasespecíficos,dão aostextosaspectosdecrônicashistóricasqueasseguramapermanênciade registronofuturo.Ascrônicasmarioandradianas representam, portanto, a memóriadaquelaépoca,sobaóticadeumintelectualquebuscounessaviagem material estético para algumas de suas obras. Palavras-chave:MáriodeAndrade;Amazônia;Literaturabrasileira;Crônica. EU SOU TU: A AMAZÔNIA SURREAL NO DISCURSO MODERNISTA BRASILEIRO Gleidys Maia (CESP-UEA) Resumo:Costuma-seestudaraVanguardacomoumaspectodaModernidade. Poresseprisma,elacompreendemovimentos,ações,geralmentecoletivas, reunindoartistas/escritores,sobressaindo-seporumantagonismoradical faceàordemestabelecidanodomínioartístico(formasetemas)enoplano geral(político-social).OModernismobrasileiro,enquantomovimentode renovaçãoartística,nãopodesersituadonomesmoplanoqueosmovimentos LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 29 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários davanguardaeuropéiacomooCubismo,oFuturismo,oExpressionismoouo Surrealismo.Essesmovimentosdiferemteóricaeestilisticamenteentresi, masapresentamcaracterísticascomuns:possuem,individualmente,unidade estilísticaeafirmam,explícitaouimplicitamente,umavisãocríticacomrespeito àprópriamodernidadeouatodaartedopassado.Essascaracterísticassão encontradasnoModernismobrasileirodeformaincipiente-quetem,aliás, nessadiferença,suaespecificidade.Anegaçãoiconoclastadosmodernistas explicitainfluênciasdaVanguardahistórica,massevoltaparaaconstrução deumperfildebrasilidade,paraaartenacional,cujocaráternãopassapelo binômiodestruição/construção,maspeloresgatedahistóriadopaís,pela valorizaçãodoprimitivoedaculturapopular,priorizandoasformasdevidaeas condiçõessociaispré-modernas,aomesmotempo,queatualizaessasformas econdiçõesàrealidadebrasileira,numabuscaincessantedeautenticidadeda identidadenacional.Esseestudoqueranalisarodiscursomodernistaquando sevoltaparaavalorizaçãodoprimitivoedaculturapopular,considerandoas influênciasdavanguardahistórica,principalmentedoSurrealismo,norelatode viagem O Turista Aprendiz, de Mário de Andrade. Palavras-chave: Modernidade; Surrealismo; Primitivismo. RETRATOSDETRABALHADORESAMAZÔNICOS:DASNARRATIVASDE VIAGENS ÀS NARRATIVAS FICCIONAIS Ane Caroline Rodrigues de Souza (UEA-CESP/FAPEAM) Gleidys Meyre da Silva Maia (UEA-CESP) Dilce Pio Do Nascimento (UEA-CESP) Resumo: Este trabalho aborda aspectos que visam identificar e descrever perfisdetrabalhadoresamazônicospintadosnosrelatosdeviajantesdurante oséculoXIXeiníciodoséculoXX.Apartirdaanálisedetalhistadosdiscursos dessesnarradores,apresentepesquisaparte,então,paraabuscaderesíduos dessesperfisnaliteraturacontemporâneadetemáticaamazônica,apoiada teoricamentenosestudosdaanálisedodiscursodasnarrativashistóricase dasnarrativasficcionais.Naperspectivadeencontrarfatoreseescritosque comprovemerelatem a ação do trabalhador amazônida, este trabalho de pesquisajustifica-sepelofatodequeasliteraturasdeviagensnãoserestringem àsviagensdedescobrimento,elatambémenglobaviagensdeperegrinação, 30|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários viagenscomerciaise,ainda,viagensimaginárias,umavezqueasnarrativasde viagensremetemaolongodosséculosaumaabundânciatextualdeterminada pelofatoqueessedeslocamentomoldouomundoeahumanidade.Dessaforma, comestetrabalho,objetiva-seanalisar,identificaredescreverosprocessosde construçãodeperfisdetrabalhadoresamazônicosnosdiscursosdenarrativas deviagenseparatalprocessoutilizar-se-ádapesquisabibliográficaquedefinirá o corpus da análise e determinará a seleção de textos a serem analisados. O principal critério para essa seleção será a inscrição do texto no gênero Narrativa deViagem, ficcional ou histórica, documental ou monumental. Palavras-chave:Trabalhadores;Narrativasdeviagensimagináriaseetnográficas. SESSÃO 9 Coordenador: Kenedi Santos Azevedo A CIDADE NOS POEMAS DE ASTRID CABRAL E AL BERTO Kenedi Santos Azevedo (UERJ) Resumo: O presente trabalho tem como propósito fazer uma leitura comparativa das obras de Astrid Cabral e Al Berto, Visgo daTerra, de 2005 e HortodeIncêndio,de2000,respectivamente,apontandoaimagempoéticada cidade(des)construídaporambos.Enquantonolivrodapoetisaamazonensea cidadeérecuperadapormeiodamemória–“CaricaturadaGrécia/aManausda minhainfância/essaAtenastropical/plantadadepára-quedas/entrevegetais e colunas/ e doces mares singrados/ das proas de canoas e catraias/ pelo Peloponeso dos baré”(p. 56) –, no livro do poeta português destaca-se a imagemdeumacidadesubvertidanopresente:“maslisboaéfeitadefiosde sangue/deprovíncias/deesperasdiantedoscafés/devaziosobumcéuplúmbeo queensombra/osjardinsdeestátuaspartidas”(p.46).Alémdisso,pretendesemostrarqueambosospoetassãocontemporâneos,emesmoassim,suas visõesacercadacidadecontrapõem-se,apesardeosdoisvislumbraremde longeoespaçourbano,Astridpelaslembrançaspueris,AlBertopelamelancolia. Palavras-Chave:Cidade;AstridCabral;AlBerto;PoesiaAmazonense;Poesia Portuguesa. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 31 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários A (DE)GRADAÇÃO DO “EU” EM “A AGONIA DA ROSA” Adriana Gonzaga de Moura (PPGLA-UEA) Resumo:Noestudopropostodesenvolveremosreflexõesemtornodoconto “Aagoniadarosa”,contidonolivroAlameda,daescritoraamazonenseAstrid Cabral.Emtodasasvintecurtasnarrativaspresentesnestaobra,hámáscaras vegetais para a representação dos dramas humanos. E o que o trabalho apresentarásãoasváriasfacetasinerentesàcondiçãodaexistênciaatravés dequatromomentosdispostosemdiferentes‘eus’dapersonagem,tendocomo objetivomostrarqueanarrativaoperaumagradaçãoemanticlímax.Paraa demonstraçãodessedesgasteoquesedegradaráéo“eu”emdetrimentodo “outro”,eissoaconteceránasgradaçõesqueseseguem:eumaiorqueooutro (o desdém da rosa frente às suas“irmãs de mentira”); eu menor que o outro (ainvejadarosaanteosseus“irmãosfelizes”);euconjuntovazio(anulidade darosaaosolhosdoshumanos); euigualamenosEU(aiminênciadamorte pressentida).AquaseausênciadeenredodoscontosdeAstridcontribuipara queessesextraordináriosseresvegetaisimprimamnatelanarrativaasmais finas ironias e as mais profundas reflexões existenciais. Palavras-chave: Astrid Cabral; Ser; Existência; Morte. A POÉTICA DA MORTE Sônia Maria Vasques Castro (PPGL-UFAM) Resumo:“Amorteéumarealidadedaqualnenhumhomempodesefurtar.Éum fatonatural,comoonascimento,asexualidade,oriso,afome,asede.Diante dela, jovens e velhos, homens e mulheres, ricos e pobres, ateus e crentes, todossucumbem.Diantedela,ascondiçõessociaissãorelativizadase,noque dizrespeitoàfinitude,ficaevidenteaabsolutaigualdadequeregeodestino doshomens.Todosmorrem”(MARANHÃO,1998,p.7).Refletirsobreotema damortepalmilhandooterritóriodereminiscênciasdonarradordeSôbolos riosquevão(2010),obradoromancistaportuguêsAntónioLoboAntunese cotejarotratamentodadoaomesmotemapelaescritoraamazonenseAstrid 32|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários CabralnaobraAlameda(1998),maisespecificamentenocontoAagoniada rosa,éapretensãodestacomunicação.Paratanto,serãotomadasasopiniões dosociólogoefilósofoJoséLuizMaranhão Oqueéamorte?edoteóricode literatura e estudos culturais Terry Eagleton no livro Depois da teoria. Palavras-chave: Astrid Cabral; Lobo Antunes; Poética da morte. SESSÃO 10 Coordenadora: Ana Maria de Carvalho CORDEL: A ESCRITURA DA MEMÓRIA DAS VOZES Ana Maria de Carvalho (UFPA) Resumo: Falar de memória e oralidade remete ao folheto de cordel, nele conformeSantos(2006)apalavra,aimagemeavozsecruzam.Aseurespeito é possível dizer que eles se situam entre a fronteira da escritura e da voz, fronteiraquenãodeveserentendidacomoseparação,mascomocontinuidade ecomplementação.Nessecaso,oversoimpressoseriaessacontinuaçãoe complementaçãodooral,tendoemvistaqueemborasejaumaproduçãoescrita, suatransmissãonãoocorriasomentepormeiodaleiturasilenciosaeindividual. Elatambémsedavaatravésdaleituraoralquesematerializavanasleituras comunitáriasfeitasnasrodasdeterreiros.Aleituraemvozaltatambémera um meio do poeta vender seus folhetos nas feiras, uma vez que eram lidos algunstrechosdasnarrativasparachamaraatençãodopúblicoleitor.Noque dizrespeitoàtemáticadestacomunicação,dareidestaqueàsnarrativasque versamacercadomovimentomigratóriodosnordestinosparaosseringaisea relação com o que eles deixaram para trás. Palavras-chave: Oral; Escrito; Migração; Representação. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 33 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários CARTOGRAFIAS DA CULTURA: ORALIDADE E ESCRITURA EM NARRATIVAS DA AMAZÔNIA Danieli dos Santos Pimentel (UEPA) Resumo:Apesquisaestudaaspoéticasorais/escritasnasvozesdenarradores daAmazônia.Partindodarelaçãoentreoralidadeeescrituraseobservade quemodoaobraÓrfãosdoEldorado(2008)deMiltonHatoumserelaciona às matrizes poéticas orais da região. Para tanto, o desenho cartográfico da referidaabordagemestárelacionadoaoconceitodecartografiadacultura cunhadoporJesusMartín-BarberoemsuaobraOfíciodecartógrafotravessias latino americanas da comunicação na cultura (2002). Nessa perspectiva, aproximar então os textos orais/impressos da cultura é observar que as fronteirasqueosunemseinterconectamnosmapasculturais,poisnamaioria dasvezesosregistrosimpressosjáestiveramemvozesdenarradores,mas foramnovamentereelaboradosapartirdoescritoepassadosnovamentepela oralidade.Assim,paraanalisarasrelaçõesentreoralidadeeescrituraliterária, o respectivo recorte fundamenta-se, sobretudo, nos estudos Escritura e nomadismo(1985)dePaulZumthorArmadilhasdamemória(2003)deJerusa PiresFerreira,nosentidodeentendercomoasnarrativassemovem,variame se adaptam a outros códigos culturais. Palavras-chave: Cartografia; Cultura; Poéticas; Oralidade; Escritura. POÉTICAS DO ORAL/IMPRESSO NO IMAGINÁRIO AMAZÔNICO: DALCÍDIO JURANDIR E MILTON HATOUM EM DIÁLOGO Danieli dos Santos Pimentel (UEPA) Luiz Guilherme dos Santos Júnior (UFPA) Resumo:Pretende-senestacomunicaçãodepesquisaestabelecerumdiálogo entreaobraMarajó(1947),deDalcídioJurandireÓrfãosdoEldorado(2008), deMiltonHatoum,notocanteàsmatrizesoraisquecompõemosdoistextos literários. As referidas produções apresentam em sua estrutura signos da culturaamazônicaeumamitopoéticafundadaapartirdasnarrativasorais 34|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários gregas,peninsulareseindígenas.Esseprocessodereelaboraçãodasmatrizes européiase/ouindígenasevidenciaumjogodeapropriação,aomesmotempoem queseobservaacirculaçãodemitoselendasuniversaiselocais,“escrituras moventesemistas”.Observa-seaindaacorrespondênciaentreimaginários esignos culturais que se reescrevem no contexto da escritura dos autores, configurando-senumfenômenodetraduçãocultural.Aanáliseaquiproposta pauta-seemconceitosdaSemióticadacultura,nosentidodeentendercomo essasmatrizesseadaptamàtessituratextualliteráriaeseengendramemnovos códigosculturais.Nestesentido,recorre-se,teoricamenteaosestudosde EleazarMeletínski,emOsarquétiposliterários(2002),Escrituraenomadismo (2005)dePaulZumthor,Armadilhasdamemória(2003),deJerusaFerreira, EscoladeSemiótica(2003),deIreneMachado,alémdeoutrosimportantes estudiosos que referenciam este trabalho. Palavras-chave: Poéticas; Matrizes orais/impressas; Semiótica da cultura. SESSÃO 11 Coordenador: Marcelo Sabino Martins O ENCANTO DA ENCANTARIA: CULTO AOS ENCANTADOS EM PORTO VELHO/RO Marcelo Sabino Martins (UNIR) Leonardo Lucas Britto (UNIR) Resumo: Este trabalho tem como objetivo desenvolver estudos sobre a prática dos cultos de encantados em terreiros de Porto Velho/RO. Com o título de“O Encanto da Encantaria: culto aos encantados em PortoVelho/ RO”,apresentaremosumabrevepesquisasobreaorganizaçãodecultosem comunidadesreligiosasdePortoVelho.AcreditamosqueaEncantariaéum cultopresentenarealidadereligiosaafro-brasileiradaAmazônia.Essetema justifica-sepordarvisibilidadeàquestãodaspráticasdoEncantadoe,oque defendemos,oencantoqueeleprovocasobreumaparceladapopulaçãode PortoVelho.Iremosmapearalgunslugaresondeessecultoérealizadoecomo sedãoessaspráticas.Ametodologiaestáfundamentadaemumapesquisa LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 35 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários bibliográficasobrereligiosidadeeculturapopularamazônicaeafro-brasileira, alémdeestudossobreacontextualizaçãodocultodeencantadosnosterreiros dePortoVelho.Trabalhamoscomdepoimentoseentrevistasdepraticantes desse culto. Palavras-chave: Encantaria; Cultura; Religiosidade. MITO, FOLCLORE E LITERATURA: O VOO DO PÁSSARO DE ENCONTRO À SERPENTE Elaine Pereira Andreatta (PPGL-UFAM) Resumo:Nestetrabalhoabordamosalgunsaspectosreferentesàpresençado mitoedofolclorenaliteratura,apartirdaanálisedoconto:“Acauã”,deInglês deSousa,buscandocompreendercomosedáoprocessodemitologização naliteratura.Primeiramente,procuramosentenderosconceitosdemitoe mitologizaçãoapartirdasobrasdeMirceaEliadeeMielietinski,bemcomo arelaçãoindissociáveldomitocomalinguagem,abordadaporCassirer.Em seguida,tratamosdosconceitosrelacionadosaomitoemcontraposiçãoao conceito de folclore, abordando as principais diferenças entre essas duas formasdeexpressão.Porúltimo,realizamosumaanálisedoconto“Acauã”, deInglêsdeSouza,estabelecendopontosdecontatocomomitoeofolclore, emespecial,emtornodedoisanimaisparadigmáticospresentesnoconto:a serpenteeaaveacauã,observandoasmodificaçõesocorridasnopercursoque nospropomosaanalisar,asquais,mesmotransmutadas,evidenciamaspectos da mitologização observada na literatura. Palavras-chave: Mito; Folclore; Literatura; Ave; Serpente. 36|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários HISTÓRIASDEMULHERESEENCANTADOSNAVÁRZEAAMAZÔNICA Ádria Fabíola Pinheiro de Sousa (UFOPA) Resumo:Estetrabalhopropõeanalisardequemaneiraoimaginárioamazônico interferenavidadasmulheresribeirinhasdaRegiãodoAritapera,localizadaàs margensdoRioAmazonas,quetemcomosedeacidadedeSantarém.Pormeio deregistrosoraisdashistóriasdevidadessasmulheres,pretendemosanalisar comoosistemadecrençaemencantados(sobrenaturais,botos,visagens) eemcuradores,pajés,benzedeiras,dentreoutroselementosdoimaginário amazônico,configuramoespaçoeaidentidadefemininanumalocalidadede várzea.Tambémbuscamosentenderatéquepontoessesistemadecrenças influi no modo de organizar, entender, tomar consciência e, enfim, de se representar como mulher ao narrar para si e para outros suas histórias de vidacomoumasériedeacontecimentosencadeados,nosquaisaquelesentes aparecem fortemente ligados a fatos e passagens da vida. Palavras-chave: Imaginário amazônico; História de vida; Registros orais; Crenças. SESSÃO 12 Coordenadora: Verônica Prudente INVESTIGAÇÕES SOBRE O POEMA MUHURAIDA Débora de Lima Santos (CEST-UEA/FAPEAM) Verônica Prudente Costa (CEST-UEA) Resumo: O poema épico Muhuraida, escrito por Henrique João Wilkens nasegundametadedoséculoXVIII,éconsideradooprimeiropoemaescrito emlínguaportuguesasobreaAmazônia.Opoemacelebraa“pacificação”e canta o triunfo da fé sobre o gentio Mura, um povo guerreiro e feroz que resistiuàdominaçãodosportuguesespormaisdecinquentaanosatéodiada pacificaçãomilagrosacantadaporWilkensnoépico.Percebe-sequenopoema LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 37 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários MuhuraidaháaspectosformaisdaobracamonianaOsLusíadas,porexemplo, oepisódiodoMuraVelhoqueremeteaoVelhodoRestelo,ambosretratama vozdasabedoria,ouseja,daexperiência.Opresentetrabalhotambémdiscute diferentesolharessobreapacificaçãodosMuranoquedizrespeitoàsversões docolonizadoredehistoriadoresquepesquisamaversãodocolonizado,como Francisco Jorge dos Santos. Palavras-chave: Muhuraida; Colonização; Pacificação. AREPERCUSSÃODOPENSAMENTOEUROPEUARESPEITODOCRISTIANISMO NA VIDA DO INDÍGENA: UMA ABORDAGEM COM BASE NO ROMANCE OS SELVAGENS Sâmua Menezes Campos Lankford (UFAM) Ligiane Pessoa dos Santos Bonifácio (SEMED-MANAUS) Resumo:Nestetrabalho,analisamos,apartirdoromanceOsSelvagens,publicado porFranciscoGomesdeAmorimem1875,comoocristianismo,importadodo pensamentoeuropeueprincipalmenteluso,repercutiuprofundamentesobreo universoindígena,transmudandoseusvaloresemtodasasdimensões,sejam elasculturais,identitárias,econômicas,religiosasetc.Paratanto,tecemos considerações sobre o cristianismo a fim de relacioná-las e/ou aplicá-las a essaobradaliteraturaamazonense,elencamosepisódiosdanarrativaemque se evidencia a ideia de que o índio é um selvagem e de que a conversão ao catolicismoo“civilizaria”.Amaneiracomooritoindígena,evidenciadoemuma passagemdanarrativa,éinterpretadopelonarradordaobrajustifica-sena perspectivaporeleassumida.Notexto,talperspectivapodeseridentificada através das escolhas linguísticas, evidentes nas expressões de horror e depreciativasqueeleutiliza.Quandovemosoíndioficcionalizadonoromance, vemo-lo sobas lentes de um narrador aferrado a valores cristãos dos quais nãoconseguedesvencilhar-se,detalmodoquevaloresalheiostornam-separa eleindiferentes.Assim,osistemadevidaepensamentotribalédesqualificado, porqueosprincípioscristãos,inerentesaonarradoretomadossemprecomo referenciais, são considerados como melhores ou mais “adequados”. Palavras-chave: Universo indígena; Cristianismo; Os Selvagens;Valores. 38|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários REPRESENTAÇÕESCOLONIAIS,PODERECONTRADIÇÃOEMCINZAS DO NORTE, DE MILTON HATOUM Estrela Dalva Amoedo Viotto (UNIR) Resumo:Oobjetivodapresentepesquisaemandamentoéanalisaromodo de ser e agir do sujeito cultural colonial representado no romance Cinzas do Norte, de Milton Hatoum. Partindo da análise do discurso e das teorias pós-coloniais,procuraremoscompreenderdequemodooslugaresdefala revelamatessituradaredederelaçõesecomosedesenvolve,nessarede,a práticadopoderqueenvolveaspersonagenseasociedaderepresentadana obra,e,então,identificaremosasrepresentaçõescoloniaisimplícitasnestas relaçõesepráticasnoromance.Aexploraçãodotempodamatérianarrada, noquedizrespeitoaoselementoshistórico,socialeeconômico,nospermitirá contextualizarascontradiçõesprovocadaspelamodernizaçãoemtermosde Brasiledemundoeseusconsequentesreflexosnoespaçoamazônicoexplorado pelaobra,bemcomonosajudaráaverificarseháounãoummovimentode descolonização (resistência) por parte dos personagens centrais da obra. Palavras-chave: Colonialismo; Poder; Contradição; Descolonização. SESSÃO 13 Coordenadora: Marinilce Oliveira Coelho CENÁRIOS DA BELÉM DO PÓS-GUERRA NOS CONTOS DE SULTANA LEVY E DE MÁRIO FAUSTINO Marinilce Oliveira Coelho (UFPA) Resumo: Este estudo analisa os contos de dois escritores: Sultana Levy Rosenblatt (1910-2008) e Mário Faustino (1930-1962) com o objetivo de verificar a literatura produzida em Belém após a Segunda Grande Guerra Mundial. Os contos foram publicados entre os anos de 1946 a 1952, em periódicoslocaiserepresentamdocumentosimportantesparaosestudosda histórialiterárianopaís.Essescontosrevelamimagensdefacesmasculinase LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 39 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários femininasangustiadaspelascondiçõessócio-históricasdeummundoconturbado peloshorrorescausadospelaguerra.Oolhardoscontistassobreocotidiano fragmentadonosgestosdospersonagens,noscaminhosporondecirculam, noscenáriosdacapitalparaense.Essesautoresnarraram,então,conflitos, intrigas,traumasdeumtempohistórico.Issodimensionaumareflexãopara osestudossobrealiteraturadaAmazôniadiantedoprocessodeinterpretaro mundo nas dimensões temporais e territoriais. Palavras-chave:históriadaliteratura;literaturaparaense;periódico;conto. VER-O-PESO: CORAGEM E RESISTÊNCIA NA POÉTICA DE MAX MARTINS Helenice Silva (UFPA) Resumo:Opresentetrabalhovisaaapresentarumestudosobrealgumasdas característicasdepoesia-resistênciacomotradução,quesupomosencontrar naobra“Ver-O-Peso”,deMaxMartins.Opoemaéaquientendidocomouma manifestaçãosocialdecoragemeresistênciaculturalqueparecereveladano decorrerdetodootextoemsi.Entende-seopoemacomoumaresistência ao que está predeterminado por uma sociedade capitalista. Segundo as concepçõesdeBosiemNarrativaeResistência(2002)eaobrafoulcautiana ACoragemdaverdade(2008),ocorreumaconexãocomaéticadointelectual onderevelaseupapelpolítico-social.Emseutexto,Maxinscreveohomemdo “Ver-O-Peso”,atravésdolirismopoético,onderevelaseupapelético-políticosocialnumaconstruçãodesentidodesuaresistência.Éohomemuniversalque surge,que“étrazido”paranaconstruçãodopoema,apartirdeumambiente. Quantoàrevelaçãopoética,ressignifica,pois,umprocessoqueligaespaço, tempo,língua,cultura,costumeecrença,ondeocorreoencontro,odiálogoe arelaçãoentreépocasnumdeterminadotempohistórico.Otextoemergeem seusaspectosmaisparticulares,entreacoragem,resistênciaeverdadede umavida,reveladanohomemindividualenaimagemurbanadeumacoletividade. Palavras-chave:Tradução;Coragem;Resistência;Ver-O-Peso;MaxMartins. 40|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários MADAMESAATAN:OHEAVYMETALCOMOMEDIAÇÃOSIMBÓLICA ENTRE A PERIFERIA E O CENTRO DO CAPITALISMO Carlos Rogerio Duarte Barreiros (USP) Resumo: Madame Saatan, banda de Belém do Pará, acaba de lançar dois videoclipesdirigidosporP.R.Brown,consagradopelostrabalhoscomgrandes conjuntosdorockinternacional.Épeculiaracomposiçãodecançõesdeheavymetalcomletraemlínguaportuguesa,emversossemalinearidadeadolescente tradicionalmenteassociadaaessegênero.Alémdisso,édignodenotaquea bandaguarderaízesnaRegiãoNorte,povoandoaobradealusõesàcultura popularurbanadeBelém,sempreconfinadaeeivadapeloselementoseculturas dafloresta,ressignificadosquandoconfrontadoscomaculturaurbanaea indústriafonográfica.Finalmente,alinguagemvisualadotadapelodiretordos videoclipespermiteinvestigaraobradabandaemduasperspectivas–ambas tentativasbemacabadas,esteticamente,demediaroconflitoentreogênero oriundodocentrodocapitalismoesuasexpressõesespecíficasnoespaço periférico:deumlado,opontodevistadabanda,quesereconhece“desterrada emsuaprópriaterra”,naexpressãodeSérgioBuarquedeHolanda,fazendo rockemcidadedelimitadapelafloresta,semprescindirdasletrasemportuguês edaafirmaçãodospatrimôniosdaculturalocalenacional;deoutro,avisada deP.R.Brown,cujapercepçãodaqueleconflitopermitiu-lheformularlinguagem visualque,longedeadaptarabandaaosmodelosestrangeiros,aclimata-osde modo a alçá-la à categoria de banda internacional. Palavras-chave:MadameSaatan;Cançãopopularbrasileira;Heavy-metalbrasileiro; Rock brasileiro; Canção independente. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 41 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários SESSÃO 14 Coordenadora: Lucila Bonina Teixeira Simões BIOGRAFEMAS EM LIVROS INFANTIS: ENTRE A PALAVRA ARTE E A PALAVRA INFORMAÇÃO Lucila Bonina Teixeira Simões (PPGLA-UEA) Resumo: As obras de literatura infantil apresentam, em geral, elementos paratextuais bastante diversificados, mas verifica-se em livros infantis a recorrênciadeumparatextocominformaçõessobreoautoreoilustrador, muitasvezescomotítulo:“Sobreoautor”ou,buscandomaiorproximidade comalinguageminfantil,simplesmente“QueméFulano(autordolivro)”.Este trabalho tem como objetivo verificar como esses textos“Sobre o autor”, enquanto registro de certos biografemas da vida do autor, podem revelar muitomaisdoquedadosrelevantesdocurrículodoautordolivro.Taistextos podemproporcionarumaantecipação–tardiadopontodevistadaediçãodo livro, mas anterior do ponto de vista da criação literária – de dois aspectos fundamentaisnodesenvolvimentodaliteraturainfantil:aconcepçãodecriança sobreaqualseconstróieafunçãosocialatribuída(oupraticada)peloautorà sualiteraturainfantil.OsobjetosdeanálisesãoobrasinfantisdeElsonFarias, autoramazonenseque,naúltimadécada,publicoumaistítulosparacrianças noAmazonas.Paraefeitoscomparativos,escolhemosostextosbiográficosda autoraRuthRocha,porseremâmbitonacional,dasautorasmaisconhecidase mais produtivas da literatura infantil. Palavras-chave: Literatura amazonense; Literatura infantil; Biografema. SUPORTE ELETRÔNICO: UMA PROPOSTA DE ARQUIVAMENTO DA LITERATURA INFANTO-JUVENIL AMAZONENSE Delma Pacheco Sicsú (UEA) Resumo:Ocenárioliterárioamazonensetrazàtonaumaquestãohámuitotempo presente:anãoexistênciadaliteraturainfanto-juvenilnoAmazonas,produzida 42|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários porescritoresamazonenses.Essarealidade,porém,vemsemodificando.Elson Farias,porexemplo,em2002,lançapelaEditoraValeracoleção“Aventuras deZezénaFlorestaAmazônica”,comdeznarrativasemquetomacomoespaço privilegiadoaAmazônia,aproveitandodessemeioaslendas,osmitoseomodo deviverdaspessoasqueaquihabitam.Falta,porém,umarcabouçoteóricoque possaservirdefontedepesquisaparafuturosinvestigadoresdessaliteratura. Acriaçãodeumarquivo,pormeiodesuporteeletrônico,éumaalternativa que pode ajudar a criar um suporte teórico, através de guias de leitura e de discussõesteóricas.Opresenteestudotemoobjetivodediscutiraimportância do suporte eletrônico para o arquivamento da literatura Infanto-Juvenil produzidanoAmazonas,atravésdeanálisedasnarrativasdacoleçãooracitada. Tomar-se-ácomosuporteteóricoosestudosdeMeneses(1999),Colombo (1991) e outros que possam ajudar na elucidação do tema em questão. Palavras-chave: Literatura infanto-juvenil; Amazonas; Arquivo; Suporte eletrônico. O QUE LEEM OS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO NA REGIÃO FRONTEIRIÇA RORAIMA–GUIANA Joemia Gomes Sarmento (UFRR) Resumo: Com base na análise parcial de alguns questionários do projeto “Literatura e Ensino em Roraima: O Cânone e a invenção escolar da Amazônia”,fomentadopeloCNPq,surgiuotrabalhofrutodeumainiciação científicaquesepreocupaemobservaroquantoasituaçãodefronteiraimplica numarelaçãodiaspóricaparaestudantesdeorigemestrangeiraemrelaçãoà culturaveiculada/propostapelaescolabrasileira,nocasodealunosestrangeiros queresidemouestudamnacidadedeBonfim(fronteiraBrasil/Guiana),partindo dapergunta“comoeoqueleemestesalunos?”,apontandoquepercursofazem eoqueleemdenossaliteratura“nacional”canônica,assimcomoseemnossas escolas há aulas de literatura. Palavras-chave: Literatura; Cânone; Ensino; Fronteira; Diáspora. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 43 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários SESSÃO 15 Coordenadora: Norma Wimmer L’EXPOSITION COLONIALE: CONSIDERAÇÕES SOBRE O OLHAR FRANCÊS SOBRE A AMAZÔNIA Norma Wimmer (IBILCE/UNESP) Resumo: Em 1988, o romancista francês Erik Orsenna publicaL’exposition coloniale,paineldequaseumséculodehistóriadaFrançarepresentadasoba óticadoprotagonistaGabriel,apaixonadopelaborrachaquedescobre,durante suaviagemaoBrasil,aAmazônia.ChegandoaBelémemoutubrode1913, Gabrielvivenciaa“magia”dapaisagemamazônica,testemunhaaadmiraçãodos habitanteslocaispelopositivismodeComte,convivecomodeclíniodaeconomia daregiãoemdecorrênciadaquedadovalordolátexnosmercadosinternacionais eéatingidoporprofundadepressãoapósapartidadacompanheiraClara, paraquemvivertãolongedaEuropaetãopróximoàselvaconfigurou-seuma experiênciainsuportável.OromancedeOrsennaapresenta,notadamente noscapítulosintituladosUmamordeGabriel,Anotaçõesdaflorestapluviale Futebol,consideraçõesacercadequestõesdeidentidade,deintertextualidade, dasrelaçõeshistória-ficção,captandooolhar“estrangeiro”sobreaAmazônia atravésdeimagensqueregistramoestranhamentodoencontrodoeucom ooutro,docentrocomaperiferia.Finalmente,oobjetivodacomunicaçãoa serapresentadaéodeapontarreflexõesfundamentadasteoricamentesobre textosdeT.Todorov,JennyLaurent,MariaTeresadeFreitasacercadoolharde um escritor francês do século XX sobre a Amazônia. Palavras-chave:Orsenna;L’expositioncoloniale;Amazônia;Identidade.Intertextualidade. 44|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários O ALTO-JURUÁ DE TASTEVIN E PARRISSIER: REFLEXÕES COMPARATIVAS SOBRE OS RELATOS, AS VIAGENS E A OCUPAÇÃO DO RIO Camila Bylaardt Volker (UFAC/UFMG) Resumo:Opresentetrabalhofazreflexõescomparativassobredoisrelatosde viagemàregiãodoAlto-Juruá,orelatodeJean-BaptisteParrissier,de1898,e odeConstantTastevin,de1914.Osmissionáriosespiritanosvisitaramaregião para“reconhecer”oscaminhosqueafécatólicaalitomava.Osrelatosforam remetidosàCongregaçãodoEspíritoSantoesãodocumentosimportantíssimos queretratam–mesmoqueparcialmente–comoviviaapopulaçãolocal.O objetivodotrabalhoéperceberquaisosmétodosqueosautoresutilizampara descreversuasandanças,demodoacompreenderarelaçãoqueosviajantes estabelecemcomoespaçoecomapopulaçãolocal.Mesmoutilizandométodos diferentes, os relatos deTastevin e Parrissier representam um imaginário semelhante da Amazônia e de seus habitantes. Inspirado nas teorias de RolandBarthes(OEfeitodeReal)eMikhailBakhtin(ORomancedeEducação esuaimportâncianahistóriadoRealismo),otrabalhoanalisanostextosas característicasdogênerorelatodeviagem,oposicionamentodosnarradorese oselementosdanarrativa,pararefletirsobrecomoosrelatosdessasviagens descrevemimportantesprocessosdeformaçãodeumpovo,deumlocale,até mesmo, de um imaginário literário. Palavras-chave: Relato de viagem; Parrissier; Tastevin; Acre; Rio Juruá. CÔNSUL ROGER CASEMENT NO BRASIL DE EUCLIDES DA CUNHA Freddy Orlando Espinoza Cárdenas (CESTB-UEA) Resumo:Estetrabalhotemopropósitoderefletirsobreoperíododeserviço consular de Roger Casement no Brasil, através da sua correspondência brasileirarecopiladapeloprofessorAngusMitchell,nosarquivosdaNational LibraryofIreland.Seuobjetivo:construir,oudevanear,umitineráriodesua missãodiplomáticaemSantos,BelémdoParáeRiodeJaneiro,entre1906e 1909,afimdeoferecerumensaionarrativosobreasaçõesmaissignificativas LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 45 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários queCasementfezemterrasbrasileiras.Assimcomotambémdesvelararelação quetevecomEuclidesdaCunhaque,jáem1905,haviadenunciadoatriste condiçãohumanadosnordestinosbrasileiros,que,porsuacondiçãodepresos nosseringais,estariampagandoessegrandepecado:odeterabandonado o Sertão, o de ter mudado da civilização à barbárie, em prol de uma ilusória fortuna. Além de vincular os ensaios de Euclides sobre a Amazônia com os relatórios amazônicos de Roger Casement. Palavras-chave: Literatura; História. SESSÃO 16 Coordenadora: Maria Lúcia Tinoco Pacheco DOCHOCOLATEÀGOMA,DASVAZANTESÀSCHEIAS,UMALEITURA SÓCIO-HISTÓRICA DA AMAZÔNIA A PARTIR DA PROSA FICCIONAL DO NORTE PRODUZIDA ENTRE 1850 E 1930 Maria Lúcia Tinoco Pacheco (PPGSCA-UFAM) Resumo:CommétodospróprioscomoHistóriadaLiteratura,CríticaLiterária, entreoutros,aLiteraturavempossibilitandodebatesquecompreendemas relaçõescomosistemaliterário,bemcomocomaquelasrelacionadasàquestão contextualesociológica.Partindo-sedestenovocenário,otrabalhoqueora seconstituibusca,emumaperspectivaqualitativa,produzirumaleiturada Amazônia,emseusaspectoshistóricos,sociológicoseliterários,tomando a literatura como método principal de análise. Neste sentido, o corpus do trabalhorelaciona-seaobraspublicadasentre1850e1930eligadasaosciclos econômicoshistoricamenteapontadosnahistóriadaAmazônia,assimcomo aquelesquesemprefizerampartedavidadeseushabitantescomooregime daságuas.Alémdestaquestão,ressalta-seaindaqueemboramuitosestudos tenham sido feitos sobre o lócus amazônico, há ainda lacunas referentes a sua história cultural em perspectiva literária, fato pelo qual o texto poderá contribuir sobremaneira. Palavras-chave: Literatura; Amazônia; Ciclos Econômicos. 46|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários O PROJETO LITERÁRIO AMAZÔNICO DE ALBERTO RANGEL Rafael Voigt Leandro (UnB) Resumo:Háumsentidoestritodeprojetoliterárionoscontosamazônicosde AlbertoRangel.EmborasejarelativamenteconhecidoeestudadoseuInferno Verde:cenasecenáriosdoAmazonas(1908),épraticamentedestituídade recepçãoliteráriasuacontraparte,Sombrasn’água:vidaepaisagensnoBrasil equatorial (1913). Alinhada ao positivismo e naturalismo de sua época, a tendênciainfernistadaprosarangelianademonstrarumospossíveisdaliteratura brasileiranoiníciodoséculo20.Seuprojetoliteráriopossuifortevinculação comaobra“vingadora”einconclusaUmparaísoperdido,deEuclidesdaCunha, alémdeÀmargemdahistóriaeoutrosescritosamazônicoseuclidianos.Muitos traçospodemserapontadosparaacaracterizaçãodessaprosadeRangelno que tange a três grandes eixos temáticos: natureza, etnografia e conflitos histórico-econômicos.Dentrodessasperspectivas,opositivismo-naturalismo deInfernoVerdeeSombrasn’águarevelaumnarradorematitudedialética comatradiçãohistórico-científicaeculturaldaregião,bemcomocomoslimites definidoresdaidentidadenacionaldeascendênciaamazônica,semdesconsiderar aencruzilhadahistóricaarmadapeloaugedoCiclodaBorrachaepelapolíticada primeira república nas cidades do Norte. Palavras-chave:AlbertoRangel;InfernoVerde;Sombrasn’água;Projetoliterário amazônico. CONSTRUÇÃODOIMAGINÁRIODERONDÔNIA,NADÉCADADE80, ATRAVÉS DO ROMANCE DE OURO E DE AMAZÔNIA Neila da Silva de Souza (UNIR) Resumo:ApresentecomunicaçãoapresentaoromanceDeouroedeAmazônia, deOswaldoFrançaJúnior,sobaperspectivadeexporaexploraçãodegarimpo emRondônianadécadade1980. Escritoem1989,oromancetemcomofio condutoroprotagonistaAdailtonquedeixasuaterranatalembuscaderiqueza fácilerápida.Encontramosumapersonageminquietaquesedeslocadeum lugarparaoutro.Dessestrajetos,surgearelaçãohomemesociedade.Começa, LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 47 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários então,umabuscaporidentidadenasociedade.Issofazcomquehajaconflitos internos,passandoarefletirsobreaexistênciahumana.Osmovimentosda personagem,ouasdescriçõesdoambienteconduzemoleitornaapreensãodos cenárioscompostosporPortoVelho,Abunã,Vilhena,entreoutros.Ogarimpo podeserrepresentado,comparandoosempecilhosvivenciadosporAdailtone suasobrevivênciacomosváriosbrasileirosquesaíram,esaemdeseusestados embuscadefortunaligeira,epormelhorescondiçõesdevidaenfrentamos perigosdasmatas,escavaçõesprofundasdosrios,adistânciadafamília,enem sempre conseguem alcançar seus objetivos. Palavras-chave: Garimpo; Rondônia; De ouro e de Amazônia. SESSÃO 17 Coordenadora: Telma Borges ENCONTROSCULTURAIS:UMAREFLEXÃOSOBREALITERATURADE MILTON HATOUM E A DE GABRIEL GARCÍA MARQUEZ Telma Borges (Unimontes) Resumo:Estetrabalhoobjetiva,apartirdeDoisirmãos,deMiltonHatoum,e Cemanosdesolidão,deGabrielGarcíaMárquez,analisaraatuaçãodosfilhos bastardosdessasnarrativas.Dequemodosuasidentidadessãocompreendidas comoumaalegoriadaAméricaLatina–BrasileColômbia–emcontraponto àquela imposta pelo colonizador. No emaranhado das culturas brasileira, indígena e árabe, nasce Nael, personagem-narrador de Dois irmãos, que buscaaidentidadepaterna,negadapelamãeeporeletambém.Essecurumim herdaonomeárabedobisavôpaterno,masoptaporsuacondiçãobastarda, fazendoseurelatonascercomoumdiscursonãolegitimado,semaassinatura dopai.EmCemanosdesolidão,abastardiacondicionaoaparecimentode pergaminhosescritosemlínguasimpenetráveis,somentedecifradosporaquele que,colocadoàmargem,buscaalgumsinalquepossaindicá-locomoagentede umahistóriaquedesejaverrecontadaenaqualnãoestejarelegadoaoporão, devendofigurar,portanto,nomesmoplanodos“donos”daHistória.Avozdo bastardo,portanto,emergecomoresultadodatransculturação.Comela,pode 48|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários contarasversõesnão-oficiaisdesuahistória.Apartirdessasvozespretendese problematizar quando foi e se existiu o pós-colonial na América Latina. Palavras-chave:MiltonHatoum;GabrielGarcíaMarquez;Pós-colonial;Transculturação; Alegoria. EL ZORRO DE ARRIBA Y EL ZORRO DE ABAJO, DE JOSÉ MARÍA ARGUEDAS:RESGATEDEUMAUTOPIAARCAICAOUREVELAÇÃODE UMA TOTALIDADE CONTRADITÓRIA E HETEROGÊNEA? Juliana Bevilacqua Maioli (UNIR/ UNESP) Resumo: O trabalho propõe discutir o embate entre divergentes leituras críticaselaboradaspelosintelectuaisMarioVargasLlosaeAntonioCornejo Polar a respeito do romance El zorro de arriba y el zorro de abajo, de José MaríaArguedas.Publicadaem1971,aobraficcionalizaastransformações sócio-econômicasexperimentadaspeloPeru,apartirdametadedoséculo XX,motivadasprincipalmentepelointensofluxomigratórioquerapidamente promoveráaurbanizaçãodopaís.AmbientadoemChimbote,orelatorevelaa edificaçãodeumnovomundosobreasbasesdocapitalismoconsumistaedo individualismo.Logo,oromanceobjetivarepresentarofuturodaculturaandina/ quéchuaemmeioàsdemandasdamodernizaçãoimplementadasnoterritório peruano.Ouniversoficcionaltecidonanarrativasuscitadiferentesapreciações críticas. De um lado, Vargas Llosa assinala a perspectiva reacionária de El zorro... que, ao refletir os sofrimentos do Peru e dos demais países latinoamericanos,tendearessuscitaroarcaísmodaculturaincaicaemumautopia literária,hostilaodesenvolvimentoindustrialeamodernizaçãodopaís.Nopólo oposto,CornejoPolarbuscaenfatizar,pormeiodaconstataçãodapresença dosujeitomigrante,ocaráterinovadordoromance,segundoele,capazde representar a totalidade contraditória e heterogênea da cultura peruana. Palavras-chave: El zorro de arriba y el zorro de abajo; Mario Vargas Llosa; Utopia arcaica; Antonio Cornejo Polar; Sujeito migrante. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 49 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários ESCREVER, RELEMBRAR E ESQUECER: O CICLO ARGUEDIANO Isadora Xavier (UEA) Resumo: No romance Los ríos profundos, de José María Arguedas, o protagonista, Ernesto, sofre por não estar inserido em um campo cultural preciso.Omeninobrancocomcriaçãoeformaçãoindígenapossuitambém traumasfamiliaresrelacionadosaoabandonodesuamãe,suaeducaçãomestiça e,principalmente,aconturbadarelaçãocomseupai.Arespeitodestarelação, sabe-sequeJoséMariaArguedasfazumapossívelreleituradesuavida,jáque, assimcomoErnesto,foitambémórfão,quepelofalecimentodesuamãeea desatençãodeseupai,buscourefúgioecuidadosaproximando-sedosíndiosda serraperuana.Aanálisepropostaé,primeiramente,adedescobrir,naobra emquestão,atéquepontosualiteraturapodefuncionarcomoumespelho desuaexperiência,tantorelacionadaàinfância,quantoaotraumaexistente porsuanacionalidadefragmentadadevidoàmesclaculturalquesofreuainda emseusprimeirosanosdevida.Emseguida,pretende-seanalisarcomoesta rememoração,propostaporArguedasaoescreveroromance,sugerequea reconquistadeseupassadoestejafortementeligadaaopoderlíricodoromance, equeaformacomoconstróiessamemóriadeseupassadoultrapasseolimite ficcional de Los ríos profundos. Palavras-chave: Arguedas; Los ríos profundos; Transculturação. SESSÃO 18 Coordenadora: Débora Renata de Freitas Braga NOTAS SOBRE UMA CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DE AMAZÔNIA EM PORTUGAL: FERREIRA DE CASTRO Débora Renata de Freitas Braga (PPGLA-UEA) Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo investigar de que maneira foi construídaumaimagemdeAmazôniaemPortugal.Paraisso,elencamoso escritorportuguêsFerreiradeCastro,cujaapreciaçãopelatemáticaamazônica nasnarrativasASelvaeOInstintoSupremogarantiu-lheumlugartantonas 50|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários letraslusasquantonasbrasileiras.Especialmenteapartirdaleituradosensaios deHernâniCidadeeFernandoCristóvãoescritosemhomenagemaoautor, problematizaremosarespeitodarecepçãodestaimagemdeAmazôniacriadano textoliterárioeinterpretadapelacrítica,discutindoasquestõesdeidentidade eoconceitodecomunidadelusófona.Pretendemos,destaforma,investigar sehávestígiosdedominaçãoculturaldePortugalemrelaçãoàAmazôniana interpretação realizada sobre a obra castriana. Palavras-chave:Ferreira de Castro; Amazônia; Portugal; Literatura; Crítica literária. EXPERIÊNCIA E SIMBOLO: FIGURAÇÕES DO RIO-MAR NO IMAGINÁRIO POÉTICO LUSÓFANO Renir Reis de Oliveira (CESP/UEA-PAIC) Resumo:Oencontrodessaspoéticasdaságuasfoipromovidoatemaparaa formaçãodeumalinhadepesquisaquesevoltasseparaliteraturacomparada e para as poéticas do espaço. A partir das poéticas de Elson Farias, poeta amazonense,eSophiadeMelloBreynerAndresen,poetisaportuguesa,este projetoestende-sealémmarequeranalisarasfiguraçõesdorio-marnuma atitudecomparatistanapoéticacabo-verdianaemoçambicana,espaços privilegiadosdaculturadelínguaportuguesa,espaço,portanto,lusófono.Este projetoéumainiciativadeintroduçãodetrabalhoparaaCátedraAmazonense de Estudos Literários (UEA), articulado à linha de pesquisa de literatura e história,cujametaéestabelecerpontosconceituaisentreasliteraturasda mesmalíngua.Escolhemosessetemaporquereúneesintetizagrandesfulcros da poética do espaço e da viagem na poesia desses autores, pela presença permanentedomarcomtodososseusmundos,vivências,metaforizaçõese alegorizações,viagens,espantoseespera.Comomotivomaiordapesquisa espera-seampliaroestudodasfiguraçõesdoRio-Marnoimagináriopoético lusófono,principalmenteaspoéticasdeCaboVerdeeMoçambique,numa atitude comparatista, a partir dos estudos sistematizados nas poéticas de ElsonFarias,poetaamazonense,eSophiadeMelloBreynerAndresen,poeta portuguesa. Palavras-chave: Lusofonia; Figurações; Mar; Poética; Imaginário. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 51 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários CIDADES LÍRICAS: A MEMÓRIA ERGUE AS RUÍNAS DE MANAUS E LISBOA, EM LUIZ BACELLAR E AL BERTO Fadul Moura (UFAM) Resumo:MuitoemboraManauseLisboafaçampartedeculturasdistintas, uma conexão entre ambas se torna possível através das representações criadaspelopoetabrasileiro,denaturalidadeamazonense,LuizBacellar,e pelo português Al Berto.Tanto em Frauta de barro (1963) como em Horto deincêndio(1997),ascidadessãorepresentadascomamesmaimagem:a das ruínas. Este trabalho se propõe a analisar a edificação dessas cidades e estabelecerseueixocomunicante.Paratanto,oconceitodememóriadeWalter BenjamineasconsideraçõessobreacidadedeRenatoCordeiroGomesserão importantes.É,pois,nointervaloentreacidadeeamemóriaqueháosujeito, capazdenãosomenteconfigurarosseussignificados,comotambémdeasunir. Palavras-chave: cidade; memória; ruínas; Luiz Bacellar; Al Berto. SESSÃO 19 Coordenadora: Maisa Navarro DESLOCAMENTOE(RE)CONSTRUÇÃODAMEMÓRIA:UMALEITURA DE RELATO DE UM CERTO ORIENTE, DE MILTON HATOUM Maisa Navarro (UFPA) Resumo:OromancedeMiltonHatouminscreve-senoespaçogeográficode Manauseapresenta-secomoumrelatocuriosodaexperiênciadohibridismo cultural brasileiro que se deu no Norte do Brasil, quando da chegada de imigrantes,noiníciodoséculoXX.Provenientesdeváriospaísesdomundoe, comoilustraolivrodeHatoum,tambémdoLíbano,osimigrantestornaramseforçadetrabalhonafundaçãodasociedadebrasileira,influenciandohábitos sociaiseculturais.Aolongodahistória,noBrasilsemisturaramraças,crenças, religiõesecomidas,compondoo“caldeirãodeculturas”,earelaçãoespaçoidentidadepassouaseconfundircomabuscadafelicidade.Atreladoàhistória 52|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários familiar,noromancedeHatoumoindividuoestáàprocuradesimesmoedo outro. O presente trabalho se propõe a analisar a noção de deslocamento evocadanoromance,bemcomoohibridismocultural,elementofundadorque marcouaformaçãodopovobrasileiro.Tambémsepretenderefletiradinâmica narrativa que envolve a descoberta dos personagens, sua importância na reconstruçãodamemóriaemumacasadesotaquesmúltiplos,emquevozese atitudes subjetivas se entrecruzam. Palavras-chave: imigração, cultura, identidade. IDENTIDADESCRUZADAS:UMALEITURADAOBRACIDADEILHADA DE MILTON HATOUM Maria Alice Sabaini de Souza (UNIR) Resumo:Opresentetrabalhotemporobjetivoanalisar,apartirdaperspectiva do narrador, questões referentes à cultura e à identidade desenvolvida na literaturamanauara.Paratanto,utilizaremosaobraCidadeIlhada,doescritor MiltonHatoum,comocorpusdessapesquisa.Nessaobra,oautorcontextualiza a maioria de seus contos em Manaus. No entanto, o fato de o espaço físico ondeasestóriassepassamseromesmo,aculturaeaidentidadedemuitasdas personagensnãoéhomogênea,namedidaemqueemummesmoconto,como é o caso de“uma estrangeira em minha rua”, é possível verificar a presença de três culturas numa mesma casa, já que a personagem Lyris vive imersa namiscigenaçãocultural,pelofatoderesidiremManauseserfilhadeuma peruanaedeuminglêsouirlandês.Nessesentido,observa-sequenoscontos emqueháumhibridismocultural,umanovaidentidadeseprojetanoindividuo que interage com cultura manauara. Palavras-chave:Cultura;Identidade;Literatura;MiltonHatoum;CidadeIlhada. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 53 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários ARQUEOLOGIA DA MEMÓRIA: ENTRE CIDADES E CINZAS Cristiana Mota (PPGLA-UEA) Resumo:Oqueseconvémchamardepós-modernidadelegaaohomema fragmentaçãoidentitária,asensaçãodeincompletudeemarcaumaintensa problematizaçãoacercadoconceitodehistória,reconstituídaconstantemente pormeiodamemóriaedoarquivo.Aliteratura,enquantoexpressãohumana, é um viés usado para se refletir sobre a desconstrução e reconstrução da História.Nesseprocesso,asnarrativasdoescritorMiltonHatoumpermitemnosumaabordagemcríticasobreotema,umavezqueamatériausadapara estruturá-las,baseia-senojogoentrememória,históriaeficção.Diantedisso, esteartigopropõeanalisarasobrasCinzasdonorteedoiscontosdeAcidade ilhada,soboprismadaconcepçãodenarradorpropostaporWalterBenjamine apartirdaideiadearquivopropostaporJacquesDerrida.Comisso,objetiva-se perscrutaraescritadeHatoumembuscadolugardoarquivoedamemóriana formulação dos discursos histórico-literários. Palavras-chave: Memória; Arquivo; Cinzas do Norte; A cidade ilhada. SESSÃO 20 Coordenador: Yomarley Lopes Holanda O BOI-BUMBÁ DE FONTE BOA (AM) OU DE COMO A CIDADE QUE O BARRANCO LEVOU SE ENCENA NA SUA CULTURA POPULAR Yomarley Lopes Holanda (UEA) Manoel Domingos de C. Oliveira (UEA) Resumo:AAmazôniavemsendoocentrodosdiscursosrepresentacionais contemporâneos,sobretudo,noquedizrespeitoàpreservaçãosustentável domeioambienteedeseusrecursosnaturais.Sãoessesdiscursoseimagens quetêmsidoredimensionadospelasfestaspopularesnointeriordaAmazônia, enquantofontesdeatraçãoparaosvisitantes,configurando-seemalternativas econômicasinteressantesondeaexotizaçãodoselementoshumanosenaturais 54|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários regionaisservedematéria-primaparataisexpressões.FonteBoa-AM,322 anosdehistória,éopalcodeumamanifestaçãosocioculturalqueremonta ameadosdoséculoXX:abrincadeiradoboiqueaolongodotempopassou pelosterreirosequintais,pátiosdeescolasatéchegaràarena.Apesquisaque alicerçaasreflexõesdesteartigopartedeumestudoetnográficosobreesta festapopularquecongregaemovimentaumconjuntodeinstituiçõessociais, demonstrandoformasdeproduçãoartísticadiversas,chamandoaatençãoas suas continuidades e simbolizações. Palavras-chave: Cultura Popular; Boi-bumbá; Fonte Boa. A IDENTIDADE SATERÉ-MAWÉ NAS TOADAS DE BOI BUMBÁ Josy Magno de Deus e Silva (CESP-UEA/PAIC) Resumo:EstetrabalhovisaregistrartraçosculturaisdopovoSateré-Mawé encontradosnastoadasdeboibumbáinvestigardequeformaécontadaahistória dessaetnianasobrassupracitadas,tendoemvistaoconhecimentorepassado poressascomposições,bemcomooestudoparatalprodução.Porquanto,a reproduçãodessastoadasimplicaumaexploraçãoteatral,oregistrodessa pesquisaalmejaoferecerconhecimentocientíficodessegrupoétnicoemarcar dadosrelativosàliteraturalocal.OestudoestáreferenciadoemDemo(2009); Laraia (2001); Marconi (2007); Nogueira (2008); Silva (2009); Silva (2000) Somanlu(2002);Valentin (2005), Ribeiro (2010) e outros. Na metodologia, anaturezaéqualitativa.Tem-sepesquisabibliográficapeloembasamentonos estudiososdaáreaabordada.Osmétodosdeprocedimentossãooestudode caso,analisandominuciosamenteastoadasdeboibumbá.Portanto,estemote buscaavalorizaçãoeafirmaçãodaculturalocal,noâmbitodatoadadeboi bumbá, e indígena, Sateré-Mawé. Palavras-chave:Identidade;Sateré-Mawé;BoiBumbá;Cultura;Literatura. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 55 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários TOADA DO BOI BUMBÁ DE PARINTINS: AVALORIZAÇÃO CULTURAL DA IDENTIDADE DE UM POVO Cláudia Célia Duarte de Souza (PAIC/UEA-CESP) Resumo:Estetrabalhoapresentaparcialmenteoresultadodapesquisacujo temaé“ToadadoBoiBumbádeParintins:avalorizaçãoculturaldaidentidadede umpovo”.Apesquisatemopropósitodeinvestigarcomoécontadaahistória dopovoparintinensenatoadadeboibumbá,vislumbrandooconhecimento transmitidopelascomposições,bemcomooestudoparatalprodução,poisa repercussãodessasproduçõessugereumaexploraçãoteatralaserencenada a céu aberto, tornando-se um material rico e acessível, podendo até ser exploradoemdiferentescontextosdeaprendizagem.Nestaperspectivao estudo tem como referência: Demo (2009); Laraia (2001); Marconi (2007); Monteiro (2004); Nogueira (2008); Silva (2009); Somanlu (2002);Valentin (2005)eoutros.Anaturezadapesquisaéqualitativa;ométododeabordagem éodialéticoedeprocedimentoéoestudodecaso.Ouniversodapesquisasão astoadasdoBoiBumbádeParintins.Oestudotemrelevânciacientíficapela importânciaeutilizaçãodamesmaparaserretratadaaidentidadeculturalde um povo. Palavras-chave: Toada; Literatura; Cultura; Boi Bumbá; Identidade. SESSÃO 21 Coordenadora: Carla Monteiro de Souza NARRATIVAS ORAIS: A ARTEVERBALTRADUZIDA PELASVOZES DE NARRADORES INDÍGENAS Maria Georgina dos Santos Pinho e Silva (UERR/UFRR) Carla Monteiro de Souza (UFRR) Resumo: As narrativas orais são marcadas por fragmentos de textos pertencentesaopassadoeestãoimbricadasnaprópriaorigemdohomem, apresentandosaberesquedãosignificadosàvidaatual.Porseremdesvalorizadas 56|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários socialmenteemrelaçãoaotextoescrito,buscamosnasvozespoéticasdos narradoresindígenasdaComunidadeSãoJorge-RR,conheceredesvendaros segredosdashistóriasoraispresentesnamemóriadosnarradores.Paratanto, estetrabalhoqueépartedapesquisasobreasnarrativasoraisdaComunidade São Jorge, localizada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol – Roraima, vinculadaaoProgramadePós-GraduaçãoemLetras(UFRR),buscaperceber osrastrosidentitáriosnasnarrativasorais,comafinalidadedeverificarcomo anarrativaconcorreparaapropagaçãodepráticasculturaisànovageração. Portrabalharcomaoralidade,registrandoaslembrançasdosnarradoresque sãocoletivamentecompartilhadas,adoteiosprocedimentosmetodológicosda história oral. Palavras-chave: Narrativa oral; Narrador; Cultura; Comunidade Indígena. A POÉTICA-POLÍTICA DE UM CANTO DA TUCANDEIRA Mário Geraldo Rocha da Fonseca (UFMG) Resumo:Oartigodesenvolveanoçãode“esperto”apartirdocantoa“Origem daTucandeira”,colhidoporNunesPereira,nadécadade40doséculopassado, eaindahojeexecutadonascomunidadessateré-mawé,tantodasáreasdos riosMaraueAndirá(Amazonas),quantonaquelasinstaladasnascidadesde Maués,IrandubaeManausentreoutras.Paratanto,fazumpercursohistórico dossateré-mawé,mapeandoapresençadelesemregistrosdahistóriacultural daAmazônia,demodoaobservaracapacidadequeaquelegrupoindígena demonstrou para estreitar o contato com índios de outros grupos e com a populaçãonão-indígena.Acapacidadedefazerdeslocamentoscomrelativa frequência,queénotadopeloshistoriadoresdaAmazôniaindígena,merece registroaindamaiscontundentesporpartedepesquisadoresinteressados emanalisaroprocessoidentitáriodoschamadosíndiosurbanos.Oconceito de“esperto”,portanto,torna-seumaferramentainteressanteparaverificar comoumritualtãoantigo,comoéocasodaTucandeira,demonstraumagrande capacidadeplásticadedialogarcomasmaisvariadassituaçõespelasquaisos sateré-mawétêmpassadoaolongodasuaaventurahistóricaesócio-cultural. Palavras-chave: Esperto; Ritual da tucandeira; Poética/política. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 57 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários A PERFORMANCE E A MEMÓRIA DO NARRADOR ORAL SATERÉ-MAWÉ Dilce Pio Nascimento (UEA/PPGLA-UEA) Resumo: No presente artigo, pretende-se analisar e refletir sobre a performancedonarradordasnarrativasoraisdosíndiosSateré-Mawé,doBaixo Amazonas,numaperspectivaliterária.Paradarsustentabilidadeaessaanálise, estabeleceu-seumdiálogoentredoisautores:PaulZumthoreWalterBenjamin. Oprimeiro,porserumdosmaisconceituadosestudiososdeliteraturasorais, apresentandoumaampladiscussãoemtornodaperformancedonarradororal; eosegundo,poranalisaraquelequeseriaonarradorporexcelência,noque serefereà maneira de contar histórias, ao se aproximar dos narradores das tradiçõesorais.Umadasestratégiasdonarradororalestámomododenarrar, pois,aoutilizarocomplexoedinâmicoprocessoentreavozeocorpoelucida umenunciadovivo,cheiodedigressões,levandoosouvintesparaumtempo distante,fazendoumalongaviagempelosmeandrosdamemóriaquere-criaa história,aconselhando-osafimdequeogruposocialcontinueunificadoevivo, dessaforma,valorizasuaculturaparaqueoutrasgeraçõesnãodeixequeessa prática, de narrar suas crenças e costumes, caia no esquecimento. Palavras-chave: Performance; Memória; Narrador oral; Sateré-Mawé. SESSÃO 22 Coordenadora: Rita Barbosa de Oliveira MITOS DA AMAZÔNIA NA PERSONAGEM DE JOANA, DE GALVEZ, IMPERADOR DO ACRE Rita Barbosa de Oliveira (UFAM) Resumo:Nestacomunicação,seráapresentadoomodocomoonarradorpersonagemdoromanceGalvez,imperadordoAcre(1976),deMárcioSouza, reconstrói alguns mitos da Amazônia, tais como as icamiabas, Jurupari e Ajuricaba,pormeiodapersonagemJoana,levantandoquestionamentossobre 58|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários amitologiaeahistoriografiadamencionadaregião,recolocandoemdiscussão ochoqueentreacosmogoniadosprimeiroshabitantesdoterritórioamazônico eadoscolonizadores.Emprega-secomofundamentaçãoteóricaapolifonia poéticadeMikhailBakhtin,naqualseverificam,dentreoutras,ascategorias daestilizaçãoedacarnavalização.Esteestudointegraalinhadeinvestigação Prosa de ficção do Grupo de Estudos e Pesquisas em Literaturas de Língua Portuguesa (GEPELIP). Palavras-chave: Galvez, Imperador do Acre; Romance. AMAZÔNIA: MITOS E MEMÓRIA Mônica Vieira (UFPA) Resumo: Este trabalho visa pesquisar, estudar e compreender os mitos amazônicospresentesemcomunidadesindígenasafetadaspelaconstruçãode hidrelétricas,tendoestesmitoscomorepresentantesdaformaçãodamemória edaidentidadedascomunidadesescolhidasparaestapesquisa,ereconhecer talrepresentaçãoculturalcomoportadoradesignificadosexplícitoseimplícitos paraacomunidadeeseusindivíduos.Otemadoestudodosmitostemganhado maioratençãoereconhecimentoemdecorrênciadavalorizaçãodosestudos dasrepresentaçõesculturaisdascomunidades,poristo,justificominhaescolha pretendendoagregarconhecimentoaestaáreadepesquisaquevisaaprofundar conhecimentonoquedizrespeitoaoimaginário,aosimbólicoeàformaçãoda memória e identidade de uma comunidade. Palavras-chave: Mitos; Memória; Identidade. ASPECTOSTRÁGICOSEMITOLÓGICOSEMAPAIXÃODEAJURICABA DE MÁRCIO SOUZA E ECOS DO MITO DE REI ARTUR Mary Ellen Rivera Cacheado (PPGL-UFAM) Resumo: Neste artigo, fazemos uma análise dos aspectos trágicos e mitológicosdapeçaAPaixãodeAjuricabadoautoramazonenseMárcioSouza. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 59 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários Comoembasamentoteórico,usamosprincipalmenteasobras Poéticade Aristóteles,MitoeRealidadedeMirceaEliadeeAmazônia:mitoeliteratura de Marcos Frederico Krüger. Nesse artigo, encontramos alguns pontos de convergência entre a tragédia de Márcio Souza e a tragédia clássica, assim comoalgumasrupturas.Analisamostambémalgunsaspectosmitológicosda peçaeencontramosalgunsmitoslocais,assimcomoecosdomitolongínquo de Rei Artur. Palavras-chave: Tragédia grega; Mito; Herói; Rei Artur. SESSÃO 23 Coordenador: José Luiz Foureaux de Souza Júnior CHUVA BRANCA: TRAVESSIA AMAZÔNICA José Luiz Foureaux de Souza Júnior (UFOP) Resumo: O presente trabalho apresenta leitura do romance amazonense deautoriadePauloJacob,naperspectivacomparatista.Ocontrapontoda comparação é Grande sertão: veredas. Ambos, de certa forma propiciam visãoficcionaldeambiênciasnaturais,cadaumemsuaregiãode“origem”. Trata-sedearticulaçãointerpretativadealgunsíndicestextuais,semomenor desejodeesgotaraspossibilidadeshermenêuticasoferecidasporambosos textos.Alinguagemdeambos,sustentáculodediscursospróximos–noquediz respeitoàconstruçãodorelatoficcional–,éopontodefugadosapontamentos apresentadosnabuscadeconstruirumhorizontedeexpectativascomumentre as duas obras. Palavras-chave: Comparatismo; Leitura; Linguagem; Discurso. 60|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários A AMAZÔNIA ILUSTRADA: O QUE SE CAMUFLA POR ENTRE O VERDE D’A SELVA Adriana Aguiar (UFAM/FAPEAM) Resumo:UmpasseiopelaspinturasnointeriordoTeatroAmazonasoupelas quasemilobrasdaPinacotecadoEstadorevelamosmuitosolharesqueartistas lançaramsobreaAmazônia.Pormãosdeestrangeirosebrasileiros,oespaço tomaaformadeumcoloridomosaicodepercepções.Astemáticasquepermeiam essasimagenssãoquasesempreprovidasdeumimaginárioconstruídopelo europeueintensificadopelosdiferentesereforçadosconceitosqueselançavam sobrearegião,fundandooquesepodechamardeumatradiçãoimagéticada Amazônia.Nãoraramente,aextensaárealocalizadaaonortedaAméricadoSul éarquivadacomoselva,comomassaverde,camuflandorealidadessubjacentes nointeriordoecossistema.Quandotaisimagenssãoprodutosdotextoliterário, queAmazôniaémetaforizada?Sãoquestionamentoscomoestequesedesejam problematizarnesseartigo.Partindodasrelaçõesentreliteraturaepintura, buscar-se-áanalisaraAmazôniailustradanoromanceASelva,especificamente nasediçõesde1939,encomendadaporRobertoNobre,ede1955,realizada porCândidoPortinari.Dessaforma,pensa-senãoapenasarelaçãodefidelidade entreoscontextossemióticos,mas,sobretudo,asrelaçõesentreosefeitos queotextoliterárioefetuanopintor,eambos(literaturaepintura),noleitor. Palavras-chave: Amazônia; Literatura; Pintura; A Selva. VOZES SILENCIADAS: NARRATIVAS DE MILTON HATOUM E MIA COUTO EM DIÁLOGO José Benedito dos Santos (PPGL-UFAM) Resumo:Pormeiodestacomunicaçãopretendemosrealizaraintertextualidade entreaobradeMiltonHatoumeadeMiaCouto,especialmente,nosaspectos dosilenciamentoaqueamulheréobrigadanosistemasocialemquevive, fazendoareflexãosobresuacondiçãoeprocurandocompreenderolugarque amesmaocupanessasociedade,bemcomo,aomesmotempo,mostrarque háumaformaderesistêncianasduasnarrativasàdominaçãocolonial.Para LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 61 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários isso,temoscomoobjetosdeanáliseapersonagemAnastáciaSocorrodaobra Relato de um certo Oriente (1989), do primeiro autor, e Miserinha de Um riochamadotempo,umacasachamadaterra(2003),dosegundo.Osuporte teóricoempregadoseráaconcepçãodeMikhailBakhtinsobreodialogismo. Palavras-Chave:MiltonHatoum;MiaCouto;LiteraturasemLínguaPortuguesa; Dialogismo. SESSÃO 24 Coordenador: José Denis de Oliveira Bezerra LITERATURAAMAZÔNICA:IDENTIDADES,PRODUÇÃOERECEPÇÃO José Denis de Oliveira Bezerra (PPHIST/UFPA- UEPA) Resumo:Falardeliteraturadeexpressãoamazônicaéumgrandedesafio,e emmuitasvezesjásetornoualgoenfadonho,poisacreditoquetaldiscussão deve ter outros rumos, não que ela deva ser esgotada, mas que o campo dasreflexõesseamplieouatémesmoseja(re)descoberto.Nãoseobjetiva aquicriarnovosparadigmas,masrefletirsobreosconceitosdeliteratura,de Amazôniaedoquechamamos,nacontemporaneidade,depráticasculturais artísticas,focandoaarteliterária.Pensoqueaofalardasquestõespertinentes àproduçãoliterárianaAmazônia,devemosdestacartrêsquestões:aprodução, o produto e a recepção. Baseio-me na análise de Antonio Cândido, em a FormaçãodaLiteraturaBrasileira,quandodefinealiteraturaenquantosistema, distinguindo,apartirdoNeoclassicismo,aliteraturademanifestaçõesliterárias. Candidopensaaliteraturaenquantoelementoorgânicodacivilização,equehá elementosdenaturezasocialepsíquicaquesemanifestamhistoricamente. Assim,estetrabalhopretenderefletiraidentidadeliteráriaamazônicaapartir da produção e da recepção. Palavras-chave: Literatura; Amazônia; Produção; Recepção. 62|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários NOTAS SOBRE A PRIMEIRA FASE DA FORTUNA CRÍTICA DETHIAGO DE MELLO Pollyanna Furtado Lima (UFAM) Resumo:Esteestudoapresentaaspectosdaprimeirafasedafortunacríticade ThiagodeMello.Apósolevantamentogeraldostextoscríticossobreaobrado poeta,decidiu-seadotarcomocorpusdeanáliseapenasaquelesproduzidosde 1951a1960. Partedomaterialdeanálisefoiencontradanasegundaedição doVentoGeral;aoutrafoidescobertaembancosdedados,bibliotecas,acervos particularessobdomíniopúblico.Comopressupostoteórico,emprega-seos conceitosdiscutidosporPascaleCasanova,emARepúblicaMundialdasLetras, queanalisaatensãonasrelaçõesentreautorecrítico,asnoçõesdeliteratura (nacionaleuniversal)easdificuldadescomunsàgrandepartedosescritores para se impor no espaço literário. Em função da natureza da pesquisa, fezsenecessárioohistóricodosdiferentesperfisdacríticabrasileirapresente nosestudosdeAfrânioCoutinho,AntonioCandidoeFloraSüssekind.Como resultado da coleta e seleção de dados, constam as críticas de Álvaro Lins, EmanueldeMoraes,GilbertoFreyre,SérgioMilliet,ManuelBandeira,entre outros.Aanálisedessestextosapresentaaspectosreveladoresdadinâmicado sistema literário nacional. Palavras-chave: Thiago de Mello; Fortuna Crítica; Literatura Brasileira Contemporânea. A CONSOLIDAÇÃO IDENTITÁRIA EM PERSONAGENS DO BEIRAL: SERÃO AS BRISAS DO RIO BRANCO SEI LÁ... Sheila Praxedes Pereira Campos (UERR/PPGL-UFRR) Resumo: Dentre as diversas simbologias criadas para representar o Beiral (bairro às margens do Rio Branco, em Boa Vista-RR), cinco personagens que dão título a poemas ocupam lugar de realce no cenário discursivo do conjuntodaobrahomônimadeZecaPreto,artistaroraimensequepublicaessa coletâneadepoemasem1987,duranteoMovimentoRoraimeira.Aoeleger estescincopersonagens(Genésio,ChicoRibeiro,Xikinha,SimeãoeMaria),é LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 63 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários interessanteindagarcomoelesforamapreendidospelopoetaequaisimagens foramconstruídasemtornodeles.Estasindagaçõesserãorespondidastendo emvistaapluralidadedeconstruçõessobreestespersonagens,cujasimagens serãocolocadasemdiálogosobaóticadaconsolidaçãoidentitáriaapartirdo local onde vivem – o Beiral. Palavras-chave: Beiral; Identidade; Personagens. SESSÃO 25 Coordenador: Marcio Roberto Vieira Cavalcante A NARRATIVA LITERÁRIA CONSTRUINDO O IMAGINÁRIO URBANO Marcio Roberto Vieira Cavalcante (UFAC) Deuzilene de Lima Costa (UFAC) Resumo: A história que propomos se confunde com a literatura, já que correspondeanarrativasexplicativasdorealqueserenovamnotempoeno espaço,masquesãodotadasdetraçodepermanênciaancestral.Oquenos interessaédiscutirodiálogodahistóriacomaliteratura,comoumcaminhoque sepercorranastrilhasdoimaginário.Emlinhasgerais,nossapropostaédeler ahistóriacomoliteratura,vernaliteraturaahistóriaseescrevendo.Queremos evidenciar,pormeiodenarrativasliterárias,oslugaresdevidairregular,de boemia,deprostituição,nosentidodepensarque“viverourbano”impõeuma sériedeinterditosenãolugares.Pormeiodostextosliterárioschegaremos aessesinterditos,assensibilidadesquefazemacidadesetornaroredutode novas/velhassensibilidades.Acidadecomolugardohomem,ondeelerealiza seus projetos, vai ser evidenciada neste trabalho, para que os conflitos, as relaçõessociais,aspráticasdeinteraçãovenhamàtona,voltemafazersentido nopresente,queseconstituicomotempohistórico,nosentidodeconhecermos um pouco mais dos enredos de uma memória tão carente de estudo. Palavras-chave: Literatura; Cultura; Amazônia. 64|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários RETRATOS IMAGINADOS: A AMAZÔNIA NAS PÁGINAS DA LITERATURA Marcelo Sabino Martins (UNIR) Resumo: Grandes e densas matas, animais silvestres, indígenas, aldeias, silêncio,granderio,verde,imensidão...sãoalgumasdasimagens,formase coresquepovoamoimagináriosobreaAmazônianoBrasilenomundo.Porém, oretratoimaginadonaspáginasdaliteraturaamazônicanãocorresponde apenasaessascores,formasesons.CinzasdoNorte,DoisirmãoseÓrfãosdo EldoradosãoalgumasdasobrasdeMiltonHatoumqueapresentamum“outro” retratodaAmazônia:porvezescinza,escura,barulhenta,urbana,devárias etnias,transitória.Assim,propomoscomesteartigocontraporaideiadeuma Amazôniaverde,desconhecida,comaAmazôniacinza,urbanadeManaus.A AmazôniadoEldorado,daslendasedosmitos,comaAmazôniadosdesencontros, damodernidade,damelancolia.QualdessasAmazôniasérepresentativada realidadelocal?QualdessasAmazôniaséoresultadodeumretratoimaginado? EsteéumtrabalhoquesesituanoâmbitodaHistóriaCulturalelevaemconta oconceitochavede“representação”,talcomopropostoporRogerChartier em“HistóriaCultural:entrepráticaserepresentação”.Asobrasliteráriassão tomadascomofonte,sendoescolhidosparaanálisetrechosdeobrasdeumdos autores amazonenses mais lidos da atualidade. Palavras-chave: Amazônia; Literatura; Imaginário; Representação. ALDÍSIO FILGUEIRAS E ARNALDO ANTUNES: DIÁLOGO SOBRE O IMAGINÁRIO DA CIDADE Maria das Graças Vieira da Silva (UFAM) Resumo:Esteartigoapresentaumaanálisecomparativaentreapoéticade AldisioFilgueiras,dolivronovasubúrbios,lançadoem2006,eadeArnaldo Antunes em 2 ou + corpos no mesmo espaço, da Coleção Signos, lançado em1997,pelaeditoraPerspectiva. Afundamentaçãoteóricabaseia-senas concepçõesdecidadeenaimagemdacidadedeManausevocadanapoesiade Aldísio,segundoAllisonLeão,em“Acidadequeexisteemnós”,bemcomo,nas LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 65 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários visõesliteráriasdourbanoapresentadasporSandraPesaventoemOImaginário dacidade.EsteestudointegraalinhadepesquisaPoesiaemLínguaPortuguesa, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Literaturas de Língua Portuguesa (GEPELIP). Palavras-chave: Aldisio Filgueiras; Arnaldo Antunes; Poesia. SESSÃO 26 Coordenadora: Priscila Gomes Rodrigues O SAGRADO NOS CONTOS DE SOPHIA ANDRESEN E MAX CARPHENTIER Priscila Gomes Rodrigues (PPGL-UFAM) Resumo:Osagradoacompanhaahistóriadahumanidade,conformeseobserva nasorganizaçõessociais,inclusivenasproduçõestextuais.Otrabalhoconsiste emrealizarumestudocomparadodoscontosdaautoraportuguesaSophia deMelloBreynerAndresenedoautoramazonenseMaxCarphentierLuizda Costa.Ointuitoéidentificarelementosquerepresentamosagradonoscontos OjantardoBispo,daprimeira,e OsínodoemTefé,aascensão,dosegundo. Trilharumconceitodesagradoemsuaessênciaébastantecomplexoeamplo, maséprimordialentenderqueaabordagemcontidanoenredodoscontos refere-seaumsagradocristão.Apartirdasíntesedecadaconto,oselementos identificadosserãoanalisadoseinterpretadoscombasenaideiadosagrado paraMirceaEliade,nolivroOsagradoeoprofano,eparaRogerCaillois,emO homem e o sagrado. Palavras-chave: Conto; Sagrado; Cristianismo. 66|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários ANA HATHERLY E ALDISIO FILGUEIRAS: DUAS EXPERIMENTAÇÕES Matthews Carvalho Rocha Cirne (UFAM) Resumo: A literatura amazonense tem se mostrado inovadora devido ao rompimentocomotradicionalismonofazerpoéticodealgunsescritores. Juntamentecomodesvelamentodaurbanidadeemmeioàfloresta,verifica-sea notoriedadedapalavraemumaperspectivametalinguística,ondeasexperiências comaarteconcretainterligamospoemasdeAldisioFilgueirascomosdeAna Hatherly,precursoradomovimentodePoesiaExperimentalemPortugal.Neste contexto,seráanalisadaaformacomqueFilgueirasconstróiseuspoemas através de experimentações com o concretismo e serão identificadas as semelhançasentreosseuspoemaseosdapoetaportuguesa.Estetrabalho estáfundamentadoem“TeoriadaPoesiaConcreta”,manifestodosautoresdo concretismoAugustodeCampos,DécioPignatarieHaroldodeCamposeestá inseridonalinhadeinvestigação“PoesiaemLínguaPortuguesa”doGrupode EstudosePesquisasemLiteraturasdeLínguaPortuguesa(GEPELIP/UFAM). Palavras-chave: Poesia; Experimentações; Concretismo. A LÍRICA DE BACELLAR EM FORMA DE RONDEL Giele Vieira dos Santos (UniNorte) Resumo:OpoetaLuizBacellardevetercertificadopelosleitoresamazonenses olugarpreponderantequelhecabenacriaçãoliterária.Areflexãoserá,aolongo dosparâmetrosorientadoresqueaobraSoldefeiraofereceenaidentificação dealgunsfatoresdeterminantesdamodernidade,noideárioestético-literário, quedemandaráumapréviacontextualizaçãodenaturezahistórico-literária dasuaprodução.Estudar-se-á,pelavisãosemiótica,asfrutasofertadasem poesia.Éimportanteessaconsciênciaconsubstanciantequeenvolveapoética inovadoraeclara,equesepropõeassentenaconsciênciadoleitoramazônico: odeperceberospoderesdaartequeenvolveasvozes,ossabores,oscheiros, os odores na feira, do pomar para a quitanda. O rigor formal foi herdado de ondeestudou,emSãoPaulo,aliadoaosentirromânticopeloquerepresenta suainfância:qualquerescritorsofre,maiscedooumaistarde,ofascíniodas LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 67 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários suasorigens,eaescritasefazmemória.Pelaevocaçãodapaisagem,dolugar edaatmosfera,Bacellarpõeapresença-memóriadasfrutasqueopomarse ofertaesetransmudaemsensualidadefeminina.Éoquesepodeobservarem seus poemas. Palavras- chave: Luiz Bacellar; Poesia; Sensualidade; Memória. SESSÃO 27 Coordenadora: Viviane Dantas Moraes IDENTIDADESDESENRAIZADAS:DOISIRMÃOSEOCASOTODOROV Viviane Dantas Moraes (Unama) Resumo:OobjetivodestetrabalhoédiscutiraquestãodaIdentidadeculturalna modernidade,apartirdaperspectivadoimigrante,questionandoaconfiguração identitária e cultural no mundo globalizado. Deste modo, pensa-se na representaçãodaidentidadeculturaldoimigrantenaliteratura,especialmente nocenárioamazônico,apartirdaobraDoisIrmãos,deMiltonHatoum,onde odesenraizamentogeraconflitosqueperpassamoslimitesdaidentidade.Por outrolado,aexperiênciadocríticoliterárioeprofessorhúngaroTzvetanTodorov, radicadonaFrança,sobreseuconflitoemtornodaaceitaçãodesuaprópria identidadedeorigem,nosservirádeexemploparaengendraradiscussão. Em autobiografia crítica, em que retrata seu processo de transculturação, Todorovnosdáumadimensãorealeuniversaldodramadoimigrantequando desenraizadodoseulocaldeorigem.Assim,temosdoisexemplosqueilustram odebateemtornodaaquisiçãodeumanovaculturaeadecisãoemadmiti-la enquantoprimeira,masporoutro,anãoadaptaçãoàculturaestrangeiragera umentrave.ApartirdavisãodeautorescomoCancliniesuateoriasobreas “culturashíbridas”edosociólogopolonêsZygmuntBauman,épossívelainda refletir sobre uma questão primordial que é a identidade em si mesma. Palavras-chave: Identidade; Todorov; Imigrante; Modernidade. 68|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários A ARTE DE NARRAR EM RELATO DE UM CERTO ORIENTE Fabricio M. Souza (PPGLA-UEA/SEDUC-AM) Resumo: Este artigo pretende versar sobre como a arte narrativa oral é representadananarrativadeficçãodoromanceRelatodeumcertoOriente (2008),doescritorMiltonHatoum,partindo-sedoensaioOnarrador...[1936], dofilósofoWalterBenjamin.Nesseensaio,Benjaminescrevequea“artedenarrar estáemviasdeextinção”.Seelaestáemviasdeextinçãoporqueaspessoas nãosabemmais“contar”,entãocomoreportaressaafirmação,examinando-a àluzdeumtextoficcional-literário,maisapropriadamente,odenossareflexão? Asreflexõespostasemdiapelofilósofonosdãoaentenderque,sejafazendo comparaçõesdesemelhançasounãoentreanarrativaoraleescrita,ficaem relevoqueoRomancepõedeladoessemododetransmitiraexperiênciadedar eouvirconselhos(narrativaoral)emtrocadeumapergunta:sobreosentido davida(relato).Tendoemseuinteriorpersonagensqueesboçamumatradição oraldoOrienteeAmazônica,éumanarradoraanônimaquemdáoprimeiro gestoquefundaanarração,representando-secomoorganizadoradosrelatos queformamsuaprópriaperplexidadediantedossegredosdessahistória. Palavras-chave: Narrador; Narrativa oral/escrita; Relato. NARRAÇÃO, MITO E INFORMAÇÃO EM ÓRFÃOS DO ELDORADO Elton Emanuel Brito Cavalcante (UNIR) Resumo:Benjamin,emONarrador,afirmaqueaformadeexpressãoliterária representativadoperíodopré-capitalistaeraaNarração.Estapermeava-sepor mitos,osquaisconstituíamumsaberoralarmazenadonumamemóriacoletiva. ComoCapitalismo,aNarraçãoforasubstituídapelaInformação,maiscélere, menos moralizante. O homem deixara de crer no mito e passara a adorar a Razão.Benjamin,entretanto,fazestaanálisesobumaperspectivaurbanae eurocêntrica,comoseemoutrasregiõesnãohouvesseformasdistintasdese narrarevivenciarosmitos.Estes,naAmazônia,porexemplo,segundoLoureiro, constituem-seemfonteoraldesaber,fazendopartedoimagináriocaboclo. Assim, em livros como Órfãos do Eldorado, de Mitton Hatoum, haveria a LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 69 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários manifestaçãofenomenológicadomito.Entretanto,comoocorrenessaobratal manifestação?Representariaestaaformarealcomoosmitossãovivenciados no meio rural ou reforça a visão racionalista e urbana de que os mitos são apenascrendices?Hipótese:nolivro,mitoslocaismesclam-seaosdatradição judaico-cristãemanifestam-secomoparteintegrantedapersonalidadedas personagens. Palavras-chave: Mito; Narração; Informação. SESSÕES COORDENADAS SC1 – EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS DE AUTORIA INDÍGENA Coordenadora: Cynthia de Cássia Santos Barra Resumo:FazempartedestasessãotrêstrabalhosdepesquisadorasdoGrupo dePesquisaTransdisciplinarLiteraterras:escrita,leitura,traduções(FALE/ UFMG),atualizandoquestõesrelativasàspassagensculturais,àletra,àvoz, aosdeslocamentosqueosconceitosdelivroedeexperiêncialiteráriasofrem quandoemcontatocompoéticasindígenas.EmOLivroVivo,MariaInêsde Almeidaacompanhaoprocessodeediçãodaspesquisasdosprofessorese agentesdesaúdeKaxinawádoRioJordão,compreendendoaspectosdapoética quemostramcomoostextosseligamcomosbichos,asplantas,o“espíritoda floresta”,eatuamnacura(nisunemhatxakuinoulínguakaxinawá).Em“Livros Maxakali:método,horizonteindígenaeexperiênciatradutória”,CinaradeAraújo abordaaconvergênciadopoéticonosprocessostradutóriosenafeiturade livrosesitecomaetniaMaxakali:Hitupmã’ãx(Curar),TikmuunMaxakaniYõg MimãtiÃgtuxYõgTappet(OLivroMaxakalicontasobreaFloresta)eBiografias Maxakali(emedição).Em“UmaliteraturaporvirYanomami”,CynthiaBarra interrogaasarticulaçõespossíveisentretextos(mitos,poemaserelatos)de autoria Yanomami publicados em português e a criação literária. Palavras-chave:Autoriaindígena;Experiêncialiterária;Traduçãointercultural. 70|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários UMA LITERATURA POR VIR YANOMAMI Cynthia de Cássia Santos Barra (UNIR/RO) Resumo:AexistênciadeummovimentoliteráriodeautoriaindígenanoBrasil contemporâneopareceserumfenômenoestéticoepolíticobastantecomplexo (ALMEIDA,2004).Cadavezmaisevidentecomofenômenocultural,oslivros da floresta têm sido pouco discutidos pela crítica literária especializada. A presentecomunicaçãoalmejaessadiscussão,indagando:oquesabemos sobreostextoscriativosdeautoriaYanomamiesuapenetraçãonoespaço literário?Ajustamosnossoolharaoenquadramentodaspalavrascanibaisde AntônioRisério:“Nãohápovoquenãoostente,noelencodosseussignosmais expressivos,objetosdelinguagem,correspondentesaoque,emnossomundo, chamamos poesia”(RISÉRIO, 1993 p. 25). Passamos à leitura de duas obras escritas–MitopoemasYãnomam(1978)eAcriaçãodomundosegundoos índiosIanomami(1994)–,eaosrelatosdeDaviKopenawapublicadosnaweb, comoquemencontrapassagemabertaentremundos.Porumveiohistórico,o sentidointensivodapalavraescritaadentrounaclareiraemmeioàflorestados Yanomami.Quantoaossentidosextensivosdaescrita,comoatodeescrever indígenaeaspossíveisórbitasdescentradasdalíngua/lógicacolonizadora, apostamosnaemergênciadeumaliteraturadeautoriaYanomamiemnosso mundo como “nó a desatar-se no olhar” (LLANSOL, 1997, p. 9). Palavras-chave:LiteraturaYanomami; Livros da Floresta; Davi Kopenawa. LIVROSMAXAKALI:MÉTODO,HORIZONTEINDÍGENAEEXPERIÊNCIA TRADUTÓRIA Cinara de Araújo Soares Iannini (Literaterras/UFMG) Resumo: Reflexão sobre a prática do NúcleoTransdisciplinar de Pesquisa Literaterras,designandoaconvergênciadopoéticonosprocessostradutórios enafeituradelivroscomaetniaMaxakali.Apontamentossobretécnicasde produçãoeediçãocoletivasdoslivrosHitupmã’ãx(Curar),TikmuunMaxakani YõgMimãtiÃgtuxYõgTappet (OLivroMaxakalicontasobreaFloresta)edo siteBiografiasMaxakali.Análisedaslinhasdepensamentoquesustentamo LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 71 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários métodoinprogressdoslaboratóriosinterculturais.Ressaltamos,nocontexto de formação de professores indígenas, acaba-se formando também, e de formacontundente,pesquisadoresnão-índios.“Nãoéaculturaqueprecisa da poesia, para se enriquecer, é a poesia que precisa de uma cultura que a permita.” (LOPES, 2003. p. 192). Uma inversão do olhar sobre o próprio camporeflexivoquenosédado.AfrasedateóricaRodriguesLopesdeixa-nos questões.Afinal,qualpoesiaanossaculturapermite/permitiu/permitirá?Os inúmerosprocessosdetradução(linguística,intersemióticaeintercultural), suassoluçõeseimpossibilidades,apontam-nosjustamenteparaesteponto. Nãosetratasomentedeafirmarumadissemelhançaestética,masdegrafar umaoutramaneiradehabitaromundoouosmundos.Permitir,semadulterar e/ou domesticar, a potência indígena que perdemos. Palavras-chave: Maxakali; Livros; Método tradutório; Literaterras. O LIVRO VIVO Maria Inês de Almeida (FALE/UFMG) Resumo:NosentidodecontinuaraexperiênciadoNúcleoLiteraterrascom astextualidadesindígenas,estamosrealizandoumtrabalhoqueconsiste em acompanhar e editar as pesquisas dos professores e agentes de saúde KaxinawádoRioJordãosobreocomplexopoético/narrativoqueenvolveseus textoseseusprocessosdecuratradicionais.Aspesquisasdizemrespeitoao universoconceitualdaAyauascaeaosensinamentosdaJibóia(Yube),naforma comoseapresentamnosrituais,bemcomoàpossibilidadedetraduzi-lospara alínguaportuguesa.Assim,as“medicinas”dopovohunikuin,oukaxinawá, são ensinadas aos jovens pesquisadores por alguns mais velhos. Ensinam asmedicinas(apalavraéusadaporelesequivalendoàsplantasmedicinais) tradicionais,oscantos,onixipae,eosbanhos.Ocampoliterárioabre,assim, espaço para conceber a ciência sem cindir: o canto e a biologia, a cura e a funçãodaescrita.Pretendemos,apoiandoaediçãodoLivroVivo,organizado peloPajéAgostinhoManduca,compreenderaspectosdapoéticaquemostram como os textos se ligam com os bichos, as plantas, o“espírito da floresta”, e atuam na cura (nisun em hatxa kuin ou língua kaxinawá). Palavras-chave: Kaxinawá; Livro Vivo; Poética. 72|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários SC2 – NARRATIVA ORAL E IMATERIALIDADE: IMAGINÁRIO INDÍGENA E GARIMPEIRO DE RORAIMA EM QUESTÃO Coordenador: Devair Antônio Fiorotti Resumo:Essasessãocoordenadaobjetivadiscutiraspossibilidadesdepesquisa apartirdanarrativaoralgarimpeiraeindígena.Ostrabalhosapresentados partemdedoisprojetosdepesquisasobacoordenaçãodeDevairAntônio Fiorotti: Do diamante ao carvão, que registra e analisa narrativas orais dos antigosgarimpeirosdalendáriaregiãodoTepequém,Roraima;eNarrativaoral indígena: registro e análise na Terra Indígena do Alto São Marcos, esse últimofinanciadopeloCNPQ.Apartirdessesprojetos,sãoapresentadosdois trabalhos,umsobreoimagináriogarimpeiroeoutrosobreoimaginárioindígena emcontatocomnãoindígenas.Ambosbuscamtrabalharcomessesaspectos aprincípiodistintos,quetambémcompõemaspectosculturaisdeRoraima.A metodologiadecoletaetrabalhodasnarrativaséoriundadaHistóriaOral,ea análise ancora-se na perspectiva multidisciplinar dos Estudos Culturais. Palavras-chave:Narrativaoralindígenaegarimpeira;Imaginário;Imaterialidade. DO CLÁSSICO AO REGIONAL: UMA INVESTIGAÇÃO ENTRE AS HISTÓRIAS CLÁSSICAS E AS NARRATIVAS INDÍGENAS DE RORAIMA Ana Maria Alves de Souza (PPGL-UFRR) Devair Antônio Fiorotti (UERR e PPGL-UFRR) Resumo:SendopartedoProjetodePesquisaNarrativaOralIndígena:registro eanálisenaTerraIndígenaAltoSãoMarcos-RR,opresentetrabalhoinvestiga anarrativaoraldenominadaMariazinhaBorralheira,contadaporDonaArlene, índiaMacuxidacomunidadeSabiá.Nessanarrativa,ainformantenarrauma história com riqueza em detalhes literários que remete ao conto clássico GataBorralheira.Assim,estacomunicaçãocentra-senoreconhecimentodas semelhanças e diferenças entre a literatura clássica e a literatura regional relacionadasaestahistória,umavezqueconhecimentoereconhecimentode aspectosregionaissãoimportantesnavalorizaçãoculturaldospovosindígenas, LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 73 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários principalmentediantedoprocessodetransculturalização,quevêmsofrendo tais povos. Palavras-chave: Narrativa oral; Mariazinha Borralheira; Comparação. OIMAGINÁRIODOGARIMPONACONSTRUÇÃODESUAPAISAGEM Paulino Batista Neto (UFRR) Devair Antônio Fiorotti (UERR e PPGL-UFRR) Resumo:Ogarimpeiro,atualmente,éfiguraestigmatizadapordeterminados segmentosdasociedaderoraimense,contudo,éelementoimportanteda nossaculturaeda nossaidentidade,razãoquejustificaeste trabalho.Nele procuramosrefletiracercadofenômenodoimagináriodogarimpeiroedesua importânciacomoumdosrecursosparaaformaçãodapaisagemgarimpeira. Paratanto,buscamosnarrativasoraisdeex-garimpeirosqueaindamoramna regiãodoTepequém,alémdacontribuiçãodojornalistaLaucidesOliveira,que, poralgumtempo,nadécadade50,testemunhouarelaçãodessesatoresnessa região.Parareferendarestetrabalhotrazemostambémabordagensteóricas quejustificamessarelaçãoentreohomemeomeiofísico,umavezcadaqual atua e molda o outro. Palavras-chave: Narrativas orais; Garimpeiro; Imaginário; Paisagem. SC3 – IMATERIALIDADE, ORALIDADE E IMAGINÁRIO REFERENCIADOS NO PROJETO IFNOPAP Coordenador: Maria do Socorro Simões Resumo: O projeto IFNOPAP (O imaginário nas formas narrativas orais popularesdaAmazôniaparaense),implantadonoantigoCentrodeLetras,da UFPA,em1994,contacomumacervodemaisde5.300(cincomiletrezentas) narrativasrecolhidasem118municípiosdoPará,comaparticipaçãodemaisde 2.000(doismil)informantes.Aolongodessesanosdetrabalhojáparticiparam 74|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários do projeto, 130 (cento e trinta) estudantes, responsáveis pela recolha de depoimentoseproduçãodetrabalhosacadêmicos,emníveisdiferenciados.O projetojáfoicontempladocommaisde80bolsasdeIC(UFPA/CNPq)econta comumaproduçãoacadêmicarepresentativa:20DissertaçõesdeMestrado, 07TesesdeDoutorado,inúmerosTCCseMonografiasdecursoslatosensu, 16livrospublicados,maisdeoitentaartigosemlivroserevistascientíficas, alémdeterpromovido16eventos,dealcanceregional(02),nacionais(12)e internacionais(02).NoIIICOLÓQUIOINTERNACIONALPOÉTICASDOIMAGINÁRIO —AMAZÔNIA:LITERATURAECULTURA,apresentar-se-áumaretrospectiva dasprincipaisproduçõeseatividadesdoprojetoIFNOPAP,nestesdezoitoanos de existência. Palavras-chave: Narrativas; Amazônia; Imaginário; Cultura; Tradição. IMATERIALIDADE,ORALIDADEEIMAGINÁRIOREFERENCIADOSNO PROJETO IFNOPAP Maria do Socorro Simões (UFPA) Resumo: Há cerca de mais ou menos vinte anos, autoridades uniram-se a estudiososepesquisadoresparareconheceremquehámuitomaisquepedrae calcomoreferênciadopatrimônioculturaldahumanidade.Daí,aconsideração daexistênciadeumpatrimônioculturalimaterialreferenciadoemelementos intangíveis,masigualmenterepresentativosdohomem,noseupercurso terrestre,materiaisestesidentificadosnastradições,nossaberes,naslínguas, nasfestas,naslendasemitoseemoutrastantasmanifestações,transmitidas degeraçãoemgeração.OprojetoIFNOPAPconstitui,comumacervodemais de5.300narrativas,umdosmaiscarospatrimôniosimateriaisdaAmazônia paraense,umavezqueneleseencontramreferênciasaohomemamazônida emsuasmanifestaçõesmaisricasediferenciadas,queatendemdesdeoseu particularimaginárioatéasuasobrevivência,“entreoRioeaFloresta”,deste espaço indescritível. Palavras-chave: Amazônia; Narrativas; Imaginário; Patrimônio imaterial. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 75 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários PROJETO IFNOPAP: DO TRABALHO CIENTÍFICO DE DESIGNAÇÃO TEMÁTICA DAS NARRATIVAS À PESQUISA DOS CASOS DE METAMORFOSES EM BELÉM DO PARÁ Natasha de Queiroz Almeida (UFPA/ CAPES) Resumo:Diantedastranscriçõesde1.439narrativascatalogadasnoacervo, oprojetoIFNOPAPassentouaimportânciadaorganizaçãodestasnarrativas portemasetipostextuais,afimdeviabilizaroacessoeapesquisadopúblico edacomunidadeacadêmicaaoacervodenarrativascoletadasnaAmazônia paraense.Destafeita,osresultadosdoprévioestudotemáticoetipológico dasnarrativasdoscampideAbaetetuba,deBelémedeBragançasinalizarama relevânciaeanecessidadedoestudonarratológico,comênfaseàidentificação deelementosligadosàmemóriaeàtradiçãodecomunidades,passíveisde serem encontrados entre contadores de outroscampi da região que, sem dúvida,possuemumcorpusdiversoesingular.Areferidapesquisaclassificatória foirealizadanocampusBelém,comaleituraedesignaçãoteórico-metodológica de 824 narrativas, assim como no campus Marajó que salvaguarda 122 narrativas. Mediante o estudo cabal de ambos oscampi, verificou-se que umnúmeroconsideráveldenarrativas,asaber,20%destas,apresentamo dilemadametamorfosecomotema.Considerou-se,portanto,aimportância doprosseguimentodesseviésdepesquisadecunhostrictusensu,cujofoco presentificaosdiálogosqueasmetamorfosescirculantesnaAmazôniaparaense estabelecemcomosmitosgregosclássicosdemetamorfose,comaverificação dos índices de memória presentes nestes mitos. Palavras-chave: Narrativa; Tema; Metamorfose. SANTA CRUZ DO ARARI: MITO COMO REFERÊNCIA DE IDENTIDADE Rosa Bentes (UFPA) Resumo: Este trabalho trata de um relato de experiência sobre o estudo desenvolvidocomacomunidadedeSantaCruzdoArari-Marajó.Oobjetivodo estudofoiadentrarnaspeculiaridadesconstituintesdeumimagináriocoletivo herdadodoancestralíndio,aliadosaoambientefísicoedodesenvolvimento 76|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários culturalqueseprocessounaregião.Nesseestudo,apresentam-seasrelações e significações subjacentes nas histórias de vaqueiros e pescadores da comunidadesanta-cruzense,utilizandoosconceitosdeimaginárioesímbolo,de Gilbert Durand (1997), e de oralidade, segundo Paul Zumthor (1993). Palavras-chave: Vozes caboclas, superstição, fenômenos climáticos. MEMÓRIA E TRADIÇÃO EM MONUMENTOS ORAIS DA AMAZÔNIA PARAENSE Antonia Priscila Fernandes Araújo (UFPA) Alex Dax de Sousa (UFPA) Resumo:Esteestudoapresentaaidentificaçãodeíndicesquerefirammemóriae tradiçãoamazônicas,emnarrativasoraisdeBragança,fazendoumaabordagem analíticacircunstancialdasnarrativascoletadasnoreferidomunicípio,pelo projeto de pesquisa IFNOPAP (O Imaginário nas Formas Narrativas Orais PopularesdaAmazôniaParaense).Pretende-seumainvestigaçãodarecorrência de tais índices na dinamicidade das relações entre indivíduos e hábitos, costumes,tradiçõeseideologiasqueseentrecruzamnosfazeresindividuale coletivodoamazônidaparaense,evidenciadosemtaisnarrativas.Aotratara memóriacomoprocessocontínuo,nãolinear,cheiodeconexõesqueformamum todosignificativo,compreende-sequeestefenômenoatua,emcolaboraçãocom atradiçãooral,paraamanutençãodeumaidentidadecultural,considerando, para tanto, o aspecto temporal que marca tal processo. Neste sentido, as narrativasoraisdeBragançaconsistemumcorpusdeanáliseoportunoparao estudooraproposto,namedidaemqueresgatamelementosdahistóriados primeirospovosemcontatocomaformaçãodeumaidentidadelocal,durante eapósoperíododecolonizaçãopeloqualpassou.Conclui-se,então,que,além depossibilitaraidentificaçãodoselementossupracitados,esteestudopode servircomobaseparaaverificaçãodoexercíciodatradiçãooral,constanteno cotidiano dos povos da Amazônia Paraense. Palavras-chave: Narrativa oral; Memória; Tradição. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 77 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários A SOBREVIVÊNCIA DE TEMAS MEDIEVAIS EUROPEUS EM NARRATIVAS ORAIS DA AMAZÔNIA PARAENSE Priscila Oliveira Ramos (UFPA) Resumo: O corpus do projeto IFNOPAP possui um acervo extremamente ricodenarrativasoraiscaracterizandooqueSocorroSimõesafirmaserum “modosupremodaexperiênciadevida”noqualsevêhomensdividindosuavida entreorioeafloresta,transmigrandoparamundosnosquaisexistemseres encantadoscomquemtambémdividemsuavidaesuasexperiências.Nesse sentido,Simõesafirmaser“indispensávelqueselembredaherançarecebida, pela narrativa escrita, das formas de produção oral da Grécia antiga e o do NortedaEuropa”,ressaltando-sequesetratadeumaarteverbal,que,umas vezes,serevelanasuaformaoraleoutras,nasuafeiçãoescrita.Valeressaltar queessasproduçõesoraisseapresentamtambémcomoumdepoimentovivoda presençadocolonizadordentrodoEstadodoPará.Dessaforma,tendo-seum contatomaisaprofundadocomasnarrativasdessecorpus,percebe-se,dentre outrosaspectos,oquãosãorecorrentesressonânciasmedievaiseuropeiasnas “narrativasoraisparaenses”.Comisso,pretende-se,nestecolóquio,fazeruma comunicaçãonaqualserãoabordadastaiscaracterísticasprópriasdacultura desses povos estrangeiros dentro do imaginário amazônico. Palavras-chave: Narrativas; Medievalismo Europeu; Memória, Tradição. PAINEL MIDIÁTICO: UM OLHAR NO PASSADO COM OLHOS NO PRESENTE E FUTURO DO PROJETO IFNOPAP Eurico Lucas Cruz Bezerra (UFPA) Lázaro Klenner de Paiva (UFPA) Maria do Socorro Simões (UFPA) Resumo:OprojetoIFNOPAPdesdeasuaconcepção,contribuiu,primeiramente, paraaformaçãodeumcorpusrepresentativodedepoimentoscomnarrativas oraispopulares,e,posteriormente,oacervotransformou-seemimportante fontedepesquisaedeproduçãocientífico-acadêmicaparainúmerostrabalhos, emníveisdiferenciados,desdecomunicações,emeventoslocais,aconferências 78|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários emesas-redondasem encontros locais,nacionaiseinternacionais;desde produçãomonográfica,nagraduação,atétesesdeDoutorado.Desde2006, tem-setrabalhadonaorganizaçãodeumabasededadosdoacervoIFNOPAP, com o objetivo de digitalizar as narrativas, ainda em base analógica, e disponibilizaressematerialparaasfuturaspesquisas,considerandoumabase, apartirdasmaisdecincomilnarrativasrecolhidas.Essetrabalhoderecolha e posterior tratamento das narrativas orais feitas pelo projeto IFNOPAP ao longodessesdezesseisanosseráexpostopormeiodeumpainelmidiático,com fotos,vídeos,bannereseaapresentaçãodeumdocumentárioproduzidoem umdoseventos.Aexposiçãodotrabalhomostraráaretrospectivadoseventos etrabalhosjárealizadospeloprojetonessesanos“navegandoentreorioea floresta”,comexplicaçõesinterpessoaisnodecorrerdoevento.Essaexposição pretendemostraroscaminhostrilhadospeloscomponentesquejuntamente comprofessoraSocorroSimões,fizeram(eaindafazem)doprojetoIFNOPAP umdosmaioresemaisimportantesprojetosdepesquisaeextensãoemcurso na Universidade Federal do Pará. Palavras-chave: Narrativas; Amazônia; Imaginário; Cultura; Tradição. SC4 – QUESTÕES SOBRE IDENTIDADE: (DES) ENCONTROS IDENTITÁRIOS NA AMÉRICA LATINA AMAZÔNICA E CARIBENHA Coordenadora: Maria Helena Valentim Duca Oyama Resumo:Asessãocoordenada“Questõessobreidentidade:(des)encontros identitáriosnaAméricaLatinaAmazônicaecaribenha”temoobjetivodiscutire apresentarreflexõesacercadatemáticaidentidade,levandoemconsideração conceitos(re)elaboradoseobrasliteráriasdeintelectuais/ficcionistasdesta região,ligadosaos encontrosdeculturas.Conceitoscomotransculturação, crioulizaçãoehibridaçãoalimentamasdiversasrepresentaçõesdohomem,dos lugares,daspaisagensedosdiscursosquedialogamcomoutrasconstruções, outrosimaginários,tendoemvistanovosrecursosliteráriosutilizadosnaficção contemporâneadaAméricaLatina,maisespecificamentedaAmazôniaedo Caribe. Palavras-chave: América Latina; Identidade; Cultura; Transculturação, Romance Contemporâneo. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 79 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários CONSIDERAÇÕES SOBRE IDENTIDADES EM QUAND LES MUR TOMBENT: L´IDENTITÉ NATIONALE HORS LA LOI? Maria Helena Valentim Duca Oyama (UFRR) Resumo:OensaioQuandlesmurstombent:l´identiténationalehorslaloi?, deEdouardGlissantePatrickChamoiseau(2009),retomaquestõesiniciadas porelesmesmosnosanos1990sobreidentidades.Partindodasconsiderações dessesautores,estacomunicaçãopretendediscutiraspectosteóricosque envolvemoimagináriocaribenhoapartirdanoçãodecrioulização,elaboradapor Glissant,quenosconvidaavalorizaradiversidadepoéticanaregiãoamazônica enomundo.Anoçãodecrioulizaçãonospermiteconsideraraspossibilidades deaproximaçõesliteráriasentreoCaribeeasAmazônias,resguardandoas opacidades regionais, locais. Palavras-chave:Identidades;Crioulização;AméricaLatina;Amazônias;Caribe. REFLEXÕES SOBRE A NARRATIVA CONTEMPORÂNEA EM ERA UMA VEZ O AMOR MAS TIVE QUE MATÁ-LO Aline Cavalcante Ferreira (IFRR/PPGL-UFRR) Resumo:Apresentecomunicaçãotemointuitoderefletirsobreoselementos constitutivos da estrutura narrativa contemporânea a partir da análise do romanceEraumavezoamormastivequematá-lo,doescritorcolombiano EfraimMedinaReyes.Paratanto,verifica-secomooautorvaidesconstruindoo texto,abalandoascaracterísticasdoromancetradicionalpormeiodoemprego denovosrecursosliterários,própriosdoromancecontemporâneo.Estaanálise procuraseefetivartendocomofundamentaçãoteóricaasconsideraçõesde Anatol Rosenfeld e ErwinTheodor Rosenthal sobre o romance moderno Palavras-chave: Efraim Medina Reyes; Romance moderno; Identidade; Fragmentação; Polifonia. 80|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários A ABORDAGEM TRANSCULTURAL INDÍGENA NA NARRATIVA DE ARGUEDAS Leidejane Machado Sá (PPGL-UFRR) Resumo:AAméricaLatinaconstituiumimensocenáriodediversidadecultural, dadaaaltataxademiscigenaçõesdentrodocontinente.Consideradoum paísmultiétnico,oPerucontacomaproximadamente73%decontribuição indígenaparaaformaçãodesuapopulação.Nessecontexto,umdosgrandes representantes da palavra latino-americana do século XX e renovador da literaturadeinspiraçãoindigenista,cujasobrasmaisrepresentativastematizam aquestãoculturalindígena,JoséMaríaArguedas,tratadosconflitosculturais doindígenaperuano.Considerandoessadinâmicainterculturaldocontinente latino-americano,entende-sequeArguedas,aoabordarafiguraindígena,nos brindacomumapossibilidadedeanalisaresseeoutroscenários,aparentemente compostos por elementos similares, como por exemplo, países latinoamericanosqueconcentremgrandevariedadedeetniasindígenas.Apartir daabordagemqueoautorfazemtornodoespaçoocupadopeloíndio,tanto físico,social,culturalouidentitário,Arguedasnosinstigaparaumainvestigação baseadaprincipalmentenaideiadeidentidadeedoreconhecimentodosujeito inseridoemculturashíbridas.Portanto,pretende-seanalisarcomooautor peruanoapresentaopersonagemindígenaecomoestesedesenvolvedentro da narrativa, considerando sua identidade nacional e cultural. Palavras-chave: América Latina; Identidade; Cultura; Transculturação. SC5 – LITERATURA EM RORAIMA: RECEPÇÃO, REPRESENTAÇÃO CULTURAL E ENSINO Coordenador: Roberto Mibielli Resumo:Apropostainicialdestasessãocoordenadaédiscutirosprocessos derecepçãoederepresentaçãoculturaldaliteraturalocal,alémdeanalisar parcialmente o ensino da literatura na Cidade de BoaVista, RR. O primeiro trabalhoaserapresentadotratadarecepçãodaproduçãolitero-musicaldo MovimentoRoraimeira(movimentoculturaliniciadoem1984,quebuscou LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 81 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários discutir o problema da identidade roraimense) entre leitores de escolas públicasdeensinomédiodaCidadedeBoaVistaqueiniciaramsuavidaescolar naprimeiradécadadoséculoXXI.Essacomunicaçãotemoseguintetítulo: MovimentoRoraimeira:ProcessosdeRecepção.Osegundotrabalhoabordao conhecimentoliteráriodosalunosdeensinomédiodaCidadedeBoaVista,e temoseguintetítulo:AspectosIdentitários:conhecimentoliteráriodosalunos deensinomédiodeBoaVista,RReprocuramostraroperfilidentitáriodestes alunos a partir de suas escolhas literárias. O terceiro trabalho, com o título: OEnsinodeLiteraturaemBoaVista-RR:ApredizagemLiterárianasEscolasde Ensino Médio apresenta dados relacionados a um breve ‘ estudosobrecomoo ensinodeLiteraturaérealizadopelosprofessoresdasescolasdeensinomédio e como isso contribui ou não para a formação de uma imagem do literário. Palavras-chave:LiteraturaLocal;EstéticadaRecepção;EnsinodeLiteratura. ASPECTOSIDENTITÁRIOS:CONHECIMENTOLITERÁRIODOSALUNOS DE ENSINO MÉDIO DE BOA VISTA, RR Roberto Mibielli (PPGL/UFRR) Resumo: Nossa pesquisa Literatura e Ensino em Roraima: o cânone e a invençãoescolardaAmazônia,fomentadapeloCNPq(emsuaprimeiraetapa viaeditaldeCiênciasHumanaseSociaisAplicadaseemsuasegundaetapa através do edital Universal) procura, entre outras coisas montar o perfil identitáriodealunosdeensinomédiodaCidadedeBoaVistaapartirdesuas escolhasliterárias.Intitulado:AspectosIdentitários:conhecimentoliteráriodos alunos de ensino médio de BoaVista, RR, este trabalho, recorte do projeto maior,buscaobservarqueimagemdoliterárioéconstruídanoimaginário destesalunosequalosautoresapartirdosquaisestaimageméformulada, procurandoperceberseosautorescitadospertencemaummodelocanônico de literatura nacional. Discutimos, entre outras coisas, que aspectos das escolhasapontadasrefletemumsaberconstituídoapartirdoespaçoescolar, qualéopanoramadestaimagem,comoelainfluinaconstruçãodaidentidade e,emcasosemqueprevalecemasescolhaspessoais,queimagemdoliterário estesalunostrazememsuabagagemextra-escolar.Adiscussãodaconstrução 82|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários deummodelocanônicooriginadonosbancosescolarestambéméobjetodeste trabalho,namedidaemqueocorpusanalisadopertenceaouniversoescolar. Palavras-chave:Literatura;Cânone;ImagemdoLiterário;LiteraturaeEscola; Identidade. MOVIMENTO RORAIMEIRA: RECEPÇÃO E IDENTIDADE Suênia Kdidija Araújo Feitosa (PPGL-UFRR) Resumo:Apropostainicialdestacomunicaçãooralédiscutirosprocessosde recepçãodaliteraturalocal,especificamentedoRoraimeira(movimentocultural iniciadoem1984,quebuscoudiscutiroproblemadaidentidaderoraimense), entreleitoresdeescolaspúblicasdeensinomédiodaCidadedeBoaVistaque iniciaramsuavidaescolarnaprimeiradécadadoséculoXXI.Nessesentido, discute-searecepçãodessaproduçãolocalemtrêsaspectos:identificação, apropriação e construção identitária. Uma das questões analisadas é a seguinte:passadosmaisdeduasdécadasdoiníciodoMovimentoRoraimeira, quealgunspesquisadoreslocaisapontamcomoumdosprincipaisproponentes daconstruçãodeumaimagemidentitáriadeRoraima,quaisrepresentações destaidentidadeefetivamentepermanecemnoimagináriodenossosjovens estudantesdeensinomédio?Éimportanteressaltarqueestetrabalhosevolta paraaspectosreceptivoseidentitários,semmargensparaquestõesdidáticopedagógicas. Palavras-chave: Estética da Recepção; Literatura Local; Identidade. O ENSINO DE LITERATURA EM BOA VISTA-RR: APRENDIZAGEM LITERÁRIA NAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO Herica Maria Castro dos Santos (PPGL-UFRR) Resumo:Estetrabalhoapresentadadosimportantesnoquetangeoensinode LiteraturapraticadoemBoaVista–RR.Apesquisaenfatizouprincipalmenteo papeldoprofessor.Foramvisitadas21(vinteeuma)escolasdeEnsinoMédio LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 83 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários regular,aamostradapesquisafoide15(quinze)educadoresqueatuamnas disciplinasdeLínguaPortuguesaeLiteratura.Asinformaçõesapresentamum breveestudoteóricosobreoensinodeLiteratura,descrevendoasconcepções doensinoeumbreveretrospectohistórico.Nasequência,descrevooqueos documentosbalizadoresdoensinodeliteraturaregemnosúltimosanos,eao final,relatoosdadoscoletadosnapesquisarealizadacomosprofessores.As informaçõesdemonstramarealidadevivenciadaporumaparcelasignificativade educadores roraimenses. Palavras-chave:EnsinodeLiteratura;EstudosLiterários;Formaçãodeleitores. SC6 – LITERATURA E FILOSOFIA II – MITO E FILOSOFIA Coordenadora: Maria do Socorro da Silva Jatobá Resumo:Desdeaantiguidadeclássica,afilosofiasedebruçasobreosmitosafim deinvestigá-los,analisá-loseteorizá-los.Nossopropósitoé,pois,apresentar algunsmitosealgumasreflexõesfilosófico-literáriassobreosmesmos,afimde estabelecermosumamplodebatecomáreasafinseprovocarmos,dessemodo, umareflexãosobrealgunsaspectosdamitologiaamazônica,ressaltandosuas característicaprincipais,desenvolvendoumacategoriamínimadeanáliseede conceitosfundamentaisaseremtematizadoseexploradospelospesquisadores dotema.Demonstrarsuariquezaecomplexidadeapartirdoexameereflexão sobreumaliteraturaindígenavivaericaqueestáemprocessodeconstrução edesenvolvimento,ocupandopoucoapoucoocenárioliterárionacionalé, também, uma das tarefas que nos propomos a realizar. Palavras-chave: Mito; Mitologia; Escrita e Oralidade. SERES QUE VÊM DA MATA: UMA LEITURA DO MITO TIKUNA Maria do Socorro da Silva Jatobá (UFAM) Resumo:Otrabalhotemporobjetivoapresentarumateoriadomitoefazer umaanálisedosmitosdoCurupiraedoMapinguariconformeapresentadono 84|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários LivrodasÁrvores,elaboradopormembrosdaetniaTikuna.Namedidaemque CurupiraeMapinguariseconfiguramcomoprotetoresdaflorestaedouniverso queaconstitui,nossaleiturapretendeexploraroconceitodevidaedegente queatuamcomoumaespéciedesubstratofundamentaldasatividadeseda natureza desses dois seres. Palavras-Chave: Mito; Mitologia; Antropologia; Oralidade. SOBRE HOMENS E PEIXES NA MITOLOGIA AMAZÔNICA Marilina Conceição Oliveira Bessa Serra Pinto (UFAM) Resumo: O trabalho pretende mostrar a relação de proximidade entre os homenseospeixesnamitologiaamazônica,sobretudo,quandosetratados mitoscosmogônicos.Tomaremoscomoobjetodeanáliseasnarrativasdedois povosdistintosquevivemnaAmazônia,osticuna,cujaterraindígenasituase na região do Alto Solimões e os tukano que vivem na região do Alto Rio Negroedemaisafluentes.Otrabalhocomparativodestasnarrativasconfirma asrecorrênciasnorepertóriotemáticodosmitosqueemborasejamuniversais semanifestamdediferentesmodosemcontextossociaisdistintos.Nestecaso oenfoqueserádadoaosimbolismoaquáticoquefiguracomoumdosprincipais na constituição do imaginário amazônico. Palavras-chave: Simbolismo aquático; Homens; Peixes; Mitologia. ACOMPREENSÃOEREPRESENTAÇÃODOSASTROSPELOSWAHARI DIPUTIRO PORÁ, OS AVÔS DO MUNDO DESANA Lucas Jatobá do Lago (UFAM) Resumo:Orecentedesenvolvimentodocampodasetnociênciaseapublicação deobrassobrepopulaçõesindígenasregionais,proporcionaaelaboraçãode estudosantropológicosrelacionandosaberesepráticastradicionaisàdiversas áreasdoconhecimento.Aelaboraçãodesteestudoobjetiva,então,analisare compreenderarelaçãoentreaetniaDesana,eseuconhecimentosobreos LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 85 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários céus,eseussaberesepráticascotidianas.Paratanto,foiutilizadametodologia qualitativa baseada somente na leitura de textos, principalmente da obra “BueriKãdiriMaririye:Osensinamentosquenãoseesquecem”,quedescreve osistemaderepresentaçãoastronômicaDesanaeaestruturadocicloanual queseconstróiapartirdele.Comoresultadoobteve-seumaanálisedosistema derepresentaçãoastronômicaDesanaedosaspectossócio-culturaisaele relacionados,alémdeconclusõesacercademetodologiasdepesquisaede construçãodoconhecimento,relacionandoautoresclássicosecontemporâneos do campo das ciências sociais. Palavraschave:Desana;Etnoastronomia;Antropologia;Mitologia;Cosmologia. BANNERS O ASPECTO LIBERTÁRIO NOS VERSOS DE ASTRID CABRAL E LUIZA NETO JORGE Carolina Alves Ferreira de Abreu (UFAM) Resumo:Nestebanner,objetivamosfazerumestudodirecionadoàcomparação entreopoema“SemMaquilagem”,presentenaobraLiçãodeAlice,dapoetisa amazonenseAstridCabral,eopoema“Minibiografia”,inseridoemALume,da portuguesaLuizaNetoJorge.Estapropostatemcomointençãoconsiderar,por meiodeumalinguagempoéticaeparticular,oespíritorevolucionárioelibertador tratadopeloseu-líricosdosdoispoemas,abordandodeformacontestadorao universofemininoadversoaoscostumesvigentesdecadamomento:amulher, comoumindivíduomoldadoàscondiçõessociaisdevidamenteimpostasaela,e aliberdadedoser,condiçãohumanaopostaàsubmissãooudomíniodeoutro. Paraisso,utilizamoscomofundamentaçãoteóricaacríticatemáticaquepropõe a investigação da relação do sujeito com o mundo. Palavras-chave: Crítica temática; Literatura Comparada; Liberdade. 86|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura. UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários MEMÓRIA,UMAEMOÇÃOQUESEFORTALECEAOLONGODOTEXTOE DO TEMPO Matheus José Santos da Silva (UF AM) Resumo:Nestebanner,propõe-sefazerumaanálisetemáticaecomparada entre o poema“Soneto”, de autoria da poetisa Astrid Cabral, presente em “Copo de Mar”, primeira parte do livro Rasos d’Água, e o poema“Poema ao filho”,doautorportuguêsJorgeReis-Sá,inseridanoseguimento“Caminhode Candeeira”dolivroBiologiadoHomem,arespeitodarelaçãoafetivaefamiliar. Comofundamentaçãoteórica,seráempregadaaideiadememóriadiscutida pelofilósofofrancêsHenriBergsonnolivroMemóriaeVida–textosescolhidos, enfatizandoosegundocapítulodaobra,“Amemóriaouosgrauscoexistentes daduração”,noqualoautorescrevequeessefenômenosemanifestanaarte emdecorrênciadaexplosãodeintensasemoçõesimaginadasoureinventadas, as quais estão correlacionadas à vivência. Palavras-chave: Análise temática e comparada; Memória. UM FLÂNEUR NAS MUITAS CIDADES Stéphanie Rodrigues da Cunha (UFAM) Resumo:Nestebannerobjetivamosidentificaraimagemdialéticadoflâneur naobra“Arepúblicamuda”,dopoetaamazonenseAldisioFilgueiras,tendoem vista as observações críticas que o autor expõe sobre a cidade de Manaus, vítimadosrecentesprocessosdeurbanizaçãoeindustrializaçãopromovidos pelamodernidade,empregandocomofundamentaçãoteóricaotextodeWalter BenjaminCharlesBaudelaireumlíriconoaugedocapitalismo,complementada com o comentário de Ricardo Maia sobre a obra em questão, objeto desta pesquisa.EsteestudointegraasinvestigaçõesdoprojetoFiodelinhodapalavra do Departamento de Língua e Literatura Portuguesa (DLLP) – UFAM. Palavras-chave:AldisioFilgueiras;Flâneur;WalterBenjamin;Modernidade; Manaus. LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia:Literatura e Cultura.| 87 UniversidadedoEstadodoAmazonas-CátedraAmazonensedeEstudosLiterários 88|LivrodeResumos:IIIColóquioInternacionalPoéticasdoImaginárioAmazônia: Literatura e Cultura.