FOTO: JOÃO MARCELO KETZER R E V I S TA Faculdade de Arquitetura ajuda a revitalizar o bairro Floresta Mil Mestres e Doutores para 2000 faz 25 anos como um marco para a Universidade Nº 172 • Novembro/Dezembro 2014 Bolhas de hidrato de gás, a fonte de energia do futuro do o t u rsos t ti Ins Recu ceria a i cr dos par nha S CR eo e s em s. Ga para U P ról rai bra isa de Pet Natu Petro esqu ntes tos p ar fo idra eo a a l com força xplor mo hpetró e a co s e gi e gá r e en d o r u o r O eg n N E S TA E D I Ç Ã O Capa REITOR Joaquim Clotet VICE-REITOR Evilázio Teixeira PRÓ-REITORA ACADÊMICA Mágda Rodrigues da Cunha PRÓ-REITOR DE PESQUISA, INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO Jorge Luis Nicolas Audy PRÓ-REITOR DE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS Sérgio Luiz Lessa de Gusmão 5 Pelo Campus A cultura do sorriso O filósofo Pascal Bruckner reflete sobre a felicidade na sociedade contemporânea 6 Nasce o Instituto do Petróleo O Centro de Excelência em Pesquisa e Inovação em Petróleo, Recursos Minerais e Armazenamento de Carbono (Cepac), referência no País e no Exterior, agora ganha um prédio ampliado no Tecnopuc. Em 26 de novembro fará parte do novo Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR). In English conteúdo em inglês PRÓ-REITOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS Ricardo Melo Bastos COORDENADORA DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Ana Maria Walker Roig EDITORA EXECUTIVA Magda Achutti REPÓRTERES Ana Paula Acauan Vanessa Mello FOTÓGRAFOS Bruno Todeschini Gilson Oliveira REVISÃO Antônio Dalpicol Camila Dilélio TRADUÇÃO PARA O INGLÊS Tiago Cattani ARQUIVO FOTOGRÁFICO FOTO: GILSON OLIVEIRA COLABOROU NESTA EDIÇÃO FOTO: BRUNO TODESCHINI ESTAGIÁRIA Juliana Marzanasco Analice Longaray Camila Paes Keppler 20 CIRCULAÇÃO Danielle Borges Diogo PUBLICAÇÃO ON-LINE Mariana Vicili Rodrigo Marassá Ojeda Vanessa Mello Gestão CONSELHO EDITORIAL IMPRESSÃO Epecê-Gráfica Muito além dos mil mestres e doutores Programa de capacitação docente completa 25 anos e foi uma das bases para a transformação da PUCRS FOTO: GILSON OLIVEIRA Draiton Gonzaga de Souza Jorge Luis Nicolas Audy Mágda Rodrigues da Cunha Maria Eunice Moreira Rosemary Shinkai Sandra Einloft PROJETO GRÁFICO PenseDesign Fique ligado! Editada pela Assessoria de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Nas reportagens desta edição, quando você encontrar o quadro abaixo, há conteúdo extra on-line. Confira mais material digital em www.pucrs.br/revista. www.pucrs.br/revista Tiragem: 42 mil exemplares A PUCRS é uma Instituição filiada à ABRUC EXTRA Veja mais em www.pucrs.br/revista ou use o QR Code. Exame mais eficiente as siv clu ex ns ge rta po Re Avenida Ipiranga, 6681 Prédio 1 – 2º andar Sala 202.02 CEP 90619-900 Porto Alegre – RS Fone: (51) 3320-3503 Fax: (51) 3320-3603 [email protected] REVISTA PUCRS ON-LINE Revista PUCRS – Nº 172 Ano XXXVII – Nov/Dez 2014 Pesquisador da Universidade de Nova York Ricardo Otazo realiza estudo em parceria com o Instituto do Cérebro (Inscer/RS) para nova técnica de ressonância magnética. O exame será mais rápido, com imagens de qualidade superior e sem prejuízo pelo movimento da respiração. O projeto também deve resultar em redução de custos e de tempo de espera, com mais pacientes atendidos em um dia. 442 OUTRAS SEÇÕ ES Espaço do Leitor444 Pesquisa4412 FOTO: GILSON OLIVEIRA 22 Maconha prejudica tratamento de dependentes de crack Em busca de uma nova cidade Faculdade de Arquitetura participa de projeto de revitalização do bairro Floresta Panorama4415 In English conteúdo em inglês Pesquisa4414 Como você acompanha os conteúdos em aula Painel Personalidades Doutor Honoris Causa Novidades Acadêmicas4416 Vestibular oferece Engenharia de Software Ambiente4418 FOTO: ARQUIVO PESSOAL FOTO: GILSON OLIVEIRA Imersos no empreendedorismo 36 Ciência4425 Relação com a natureza Professores dedicam tempo livre a jardins, hortas e pomares Pererecas-de-vidro Chocolate com pimenta Gente FOTO: BRUNO TODESCHINI 30 Entrevista A comunicação do futuro Federico Casalegno, do MIT, fala sobre novas tecnologias, redes sociais, relações humanas, privacidade e os dispositivos móveis Ciência4426 Comportamento4427 De aluno a profissional. E agora? Bastidores4428 Vestindo a camisa da internacionalização Alunos PUCRS4432 Viva esse Mundo4438 Uma jornada pela formação de leitores In English conteúdo em inglês Lançamentos da Edipucrs4440 44 Cultura4441 A herança Kultural de Vera Karam Social Ciências Criminais Da neurociência à lei anticorrupção Cultura para ler, ver e ouvir4442 Ambiente Diplomados4443 Ilustradora de sucesso FOTO: ERIK LAVDAL/FREE IMAGES Novo testamento revisitado Simpósio Bíblico, realizado na PUCRS, mostrou as consequências da aplicação de novas tecnologias, descobertas e abordagens para a inovação do estudo do Novo Testamento. Apresentou o ponto a que chegaram as mais recentes discussões e pesquisas. Perfil4448 O poder da sala de aula – Maria Eunice Moreira Eu estudei na PUCRS4449 Vitalidade e autonomia – José Johann Carreira4450 Competências alinhadas Opinião4451 Leia mais em: 33 3 Radar4446 EVISTA WWW.PUCRS.BR/R Universidades e sociedade do conhecimento por Joaquim Clotet COM O LEITOR ano Um grande E ste foi um grande ano para a revista PUCRS. Além de vivenciar uma fase de maturidade – 36 anos de circulação ininterrupta –, a publicação desfrutou de grandes momentos ao se concentrar em sua verdadeira vocação: a notícia e a produção do tipo de reportagem pelo qual os leitores anseiam. O que realmente desperta o interesse do público são matérias atraentes, dotadas de bons recursos, de boas fontes e de boas percepções. No nosso caso, o desafio é usar todos esses elementos para traduzir as grandes dimensões do mundo PUCRS. E isso não depende de qualquer “magia” digital, principalmente a que pode alterar a matemática do bom jornalismo. Nossa essência continua intacta e ganha força quando lançamos mão das ferramentas que iluminam a web: informar com qualidade, dentro de uma atmosfera de confiança, credibilidade e legitimidade que caracteriza a revista da Universidade. Os exemplos deste generoso 2014 são muitos e se somam aos que estão nesta edição. Produzimos dezenas de entrevistas com grandes personalidades, como o psiquiatra suíço Armin Von Gunten, o físico britânico Geoffrey West, o historiador e doutor em Educação José Romão e o filósofo francês Pascal Bruckner. Também houve a divulgação de novidades de ponta como Gluca, a primeira cabra clonada e transgênica da América Latina, e o Aeromóvel que cruzará o Campus em 1,2 minuto. Além, é claro, das reportagens de fôlego, a começar pela capa da edição de março, Ficção real, na qual a repórter Vanessa Mello mergulhou no incrível mundo dos pesquisadores da Faculdade de Engenharia que criam máquinas semelhantes às dos filmes de ficção científica, como a mão biônica e robôs. E a descrição minuciosa feita pela jornalista Ana Paula Acauan na capa de setembro, Revolução invisível, ao descrever o que acontece nos bastidores do Centro Multidisciplinar de Nanociência e Micronanotecnologia, o impulsionador dos estudos nessa área. Que os bons ventos de 2015 continuem a nos oportunizar farto e precioso material para sempre levarmos até você todo o melhor da PUCRS. Boas festas e um grande abraço! Magda Achutti Editora Executiva Envio os meus parabéns pela qualidade e escolha de matérias da revista PUCRS nº 171. A leitura é agradável, inspiradora e realmente informativa. Li também as edições anteriores (igualmente muito boas) que obtenho aqui no térreo do prédio do Tecnopuc, onde temos a filial da Leão Propriedade Intelectual. Faço votos de que a revista siga com este alto padrão de qualidade. Um forte e fraterno abraço, Milton Lucídio Leão Barcellos Porto Alegre/RS Sou professor de português na Colômbia e realizo provas de competência leitora e auditiva em português. Gostei muito do conteúdo da revista PUCRS e desejo usá-la como material para a realização destas provas. Cumprimento à Universidade pelo nível de excelência da publicação. Palmer Jelenski Bogotá/Colômbia Fale com a Redação •Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 1 2º andar – Sala 202.02 – CEP 90619-900 – Porto Alegre/RS •E-mail: [email protected] •Fone: (51) 3320-3503 •www.facebook.com/pucrs •www.twitter.com/pucrs Tenho tido a oportunidade de ler a revista PUCRS quando consulto no Centro Clínico. Sou grande admirador da publicação, na qual sempre encontro artigos de interesse e pesquisas úteis para a sociedade. Parabenizo a equipe pelo excelente trabalho e gostaria de saber se é possível assinar a revista. Nelcy Barcellos Porto Alegre/RS NR: Se você deseja receber a revista PUCRS em casa, entre em contato com a Redação pelo e-mail [email protected], ou ligue o fone (51) 3320-3503. Todo o conteúdo da revista também está disponível no site www.pucrs.br/revista. Gostaria de receber a versão impressa da revista PUCRS em casa. Sou aluna do curso de Neuropsicopedagogia e encontrei um material riquíssimo para as minhas pesquisas nas suas edições. O jornal da Rede Metrológica do RS gostaria de comunicar que reproduziu a matéria Conhecimento sob medida publicada na revista PUCRS nº 171, que cita o trabalho realizado pelo professor da Faculdade de Engenharia, Felipe Albano, um dos coordenadores da associação. Luciana Barros Porto Alegre/RS Aline Alves Porto Alegre/RS 444 PELO CAMPUS OR VANESSA ME 44P LL O o d a r u t l A cu o s i r r so , em Guimarães Rosa e? Como disse em ad ce id te lic fe on é ac e e qu s, a felicidad da re Ve al : sc ão Pa rt Segundo Grande Se s de distração. to e en ad om id m lic fe os a pequen francês, cista e ensaísta ou an a m ad ro eg o, ch of a ós Bruckner, fil ível controlar su es e não é poss te é saber renão é algo simpl ele, o importan ra Pa . da rti pa peram um seu momento de pessoas, sobretudo jovens, es e s ta ui a veitar felicidad conhecê-la. “M não sabem apro e ja , te es um m ez lv co ta r do destino fora a. A arte de vive a ou estão com el sem esperar uma espécie quando ela cheg , es ad quenas felicid menta. sofrimento”, co em aceitar as pe o nt ta az tr e qu ica ág de redenção m O FILÓSOFO PASCAL Bruckner fala o sobre o discurs da felicidade ros, vencedor de Autor de 15 liv s euroêmios literário importantes pr versidade ni U la Letras pe em or ut do , us pe Nova York e em teur. Sua kner lecionou em Nouvel Observa de Paris VII, Bruc a st vi re a m co bora man Polanski. San Diego e cola o cinema por Ro ra pa da ta ap ad i Curso de Altos obra Lua de fel fo a conferência no ra pa eira re eg Al o al a PUCRS é parc Ele visitou Port nsamento, do qu do Pe an do cip s rti ira pa te o, on em outubr Estudos Fr e, ad id rs ve us ni cl U na , com ex icultural, e esteve asião, concedeu oc a N a. st ni io do Fórum Extens vista PUCRS. te entrevista à re in gu se a , de da vi VEIRA FOTO: GILSON OLI ‘‘ obrigação e proa felicidade em ou m or sf an tr o O capitalism ir desse ciclo? e se comumido? Como sa Será que uma duto a ser cons te um produto qu en m es pl sim ação. é rig o ob nã e sa a em ad es id r lic sa fe cu A fácil re felicidade obtid é algo que caso, seria muito o; o e ism ss fo um ns Se utrem co o a. pr ém do detrimento de felicidade vai al os; tem mais a m es m s nó A obrigação da a de agem que temos com um simples gesto de ece ser chamad er m está ligado à im e qu l a vismo pessoa então intimados ver com construti de felicidade? ercado. Somos rm ao o pe rç su be no do or a, ad di s a pr a m di co e, um licidad Não poderíamo esmos nossa fe o não mudaria ic ôm on ec e, construir nós m a ad m udança do siste fazer da liberd túmulo. Uma m da justiça, da essa obrigação. licidade, ao alfe a s fin o m lores co metas que têm solidariedade va e? nt re fe Se a pessoa cria di in ar a s o risco de fic e recua à medid mais importante cançá-las corre coisa. A felicidad to da ui a m ni s iro isa a co é s e Sim. Essa zes acontece na que a felicidad alcançá-la e às ve os metas grandiosas. Não ita? que procuramos am fix mo propriamente d escapa quando ar capturá-la co nt te os pequenas e nos m de Po . de prevê-la ter certeza há meio nenhum armadilha, mas não podemos a o que fam m nu es o m a um pássar i pousar ali, va e ad id lic fe o da a preparação de que o pássar o. Muitas vezes, iss ra a, pa ra os rç fo es e uma ideologi ria felicidade du çamos todos os liz não é mais qu mpo que a próp fe ite r s lic se ai fe a m de ar va jo le sc se e bu O de ssível não os. po st para a felicidad É au ? ex co os se ín m tr ta algo in ega, es des so- não é e, quando ela ch sa escolha? mostrada em re conviver com es ente em nós é a fuga da da e e de nt re da fe di de to jo ui er se m in é de é o al e , re s fazem , o desamA felicidade Penso que o qu o que as pessoa çã ta ão, o sofrimento ncia da en lid es so pr a r re ita ev e, sê ad ciais? Essa id au a? a lic lh esmente põe infe o felizes, atrapa ade não é simpl esmo que pressu id m lic entar, de si fe mostrar que sã A em de . pl o ro çã su pa e ta represen a qualidad um m te a el e, É um código de , ente tão, ao mesmo infelicidad euforia perman EXTRA cular da vida. En rti os pa to en os at om uma espécie de ndid um m infelizes, buscam es quando os ca scamos não ser bu da es de e vi iniõ a qu op is um m em ma r como nas eleiçõ se ja , va po Ve le m te E tentamos mpre sorrindo o. se l Bruckner em di sca té am Pa nt do se r re gi sta se ap os. Da também fu www.pucrs.br/revi amantes, human rrir 3 ou use o QR Code pre simpáticos, so de mais intensa. 3 cie pé uma es . je mesma forma, há ho bita nosso rosto perpétuo que ha r bem, ser simpátiesta Devemos todos mente s e essa evidente to cos, estar aber cial. É tifi ar te en puram é uma linguagem iso. a cultura do sorr 53 3 PUCR C A PA 44POR ANA PAULA ACAUAN INAUGURAÇÃO, NO dia 26 de novembro, dá impulso ao desenvolvimento de tecnologias de ponta no Brasil Institu FOTO: GILSON OLIVEIRA S Hidrato de gás: a fonte de energia do futuro ete anos se passaram e muito aconteceu. O Centro de Excelência em Pesquisa e Inovação em Petróleo, Recursos Minerais e Armazenamento de Carbono (Cepac) começou com foco no sequestro de carbono, expandiu sua atuação, tornou-se referência no País e no exterior e, agora, ganha uma ampliação, com área quatro vezes maior, de dois para sete andares, no Parque Científico e Tecnológico (Tecnopuc). Antes ligado ao Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Cepac fará parte, a partir de 26 de novembro, do novo Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR). De 2007 a 2014, o Cepac captou mais de R$ 60 milhões da Petrobras, seu maior parceiro, e tem outros três projetos em negociação, envolvendo R$ 20 milhões. A criação do IPR visa potencializar pesquisas e prestação de serviços especializados de alta complexidade na área de petróleo e gás e garantir que o País possa desenvolver tecnologias de ponta. “Muitas das análises precisam ser encaminhadas pela indústria do petróleo para fora do Brasil. Queremos avançar na detecção de conhecimento e realizar experimentos cada vez mais sofisticados”, aponta o diretor do IPR, o geólogo João Marcelo Ketzer. Segundo ele, com o peso e o porte do Instituto, será possível ampliar os horizontes. Pondera que, mesmo sem estar mais vinculado ao IMA, o IPR manterá o cuidado com o meio ambiente, porém com nova ênfase em pesquisas relativas à exploração de recursos naturais. Um dos focos do IPR e do Cepac é o estudo de hidratos de gás, a fonte de energia do futuro. A equipe realizou quatro missões marítimas ao Cone de Rio Grande, no Sul do Estado, dentro do projeto Conegas 1. Em forma de gelo, as substâncias são consideradas reservas não convencionais de gás, encontradas no fundo do mar, a grandes profundidades. Parecidas com pedras de gelo, têm sua estrutura estabilizada por moléculas de gás natural (metano, butano, propano e dióxido de carbono). A quantidade existente no planeta pode ser maior que a de todos os recursos de origem fóssil (carvão, petróleo e gás natural) juntos. Outras duas expedições estão programadas: no início de 2015 e no segundo semestre de 2016. Os hidratos de gás têm grande potencial, mas também deve ser buscada uma forma de impedir 446 RS ganha uto do Petróleo que se depositem em gasodutos no fundo do mar, pois eles bloqueiam a passagem do gás. “Estudaremos as precipitações em laboratório e mecanismos para recobrimento de dutos que possam ajudar no escoamento do petróleo”, afirma Ketzer. O IPR possui uma planta-piloto para síntese de hidratos de gás inédita no mundo. O equipamento, projetado em conjunto com técnicos da Espanha e voltado a estudos do Centro, reproduz as condições do oceano a 2 mil metros de profundidade e verifica como as substâncias se formam, sejam por processos naturais ou em tubulações submarinas. Para a nova fase, com a criação do IPR, estão previstos equipamentos voltados a estudos isotópicos avançados, capazes de desvendar a origem de rochas reservatórios, petróleo e gases nelas contidos. “Como a exploração de um poço é muito cara, precisamos de ferramentas para conseguir antecipar o que se pode encontrar”, explica o diretor. No caso do pré-sal, os desafios são ainda maiores, pois não há uma situação geológica conhecida igual no mundo e, portanto, faltam exemplos que possam servir de base para sua exploração. Trata-se de rochas de mais de 100 milhões de anos atrás, de antes da abertura do Oceano Atlântico. No Brasil, esses campos petrolíferos ocupam cerca de 800 quilômetros do litoral. “A Bacia de Santos, por exemplo, tem um histórico de 30 anos de estudos. Já se pode prever onde estão os melhores reservatórios.” O boom da demanda por estudos sobre o pré-sal está recém-começando e a PUCRS se prepara para esse contexto. “Queremos nos posicionar como Instituição para responder a essa necessidade e ir além, fazer pesquisas inovadoras”, aponta Ketzer. Dando seguimento ao projeto de armazenamento de CO2, o Cepac simulará no Tecnopuc Viamão as técnicas de identificação de vazamentos na superfície desse gás. Existem apenas quatro projetos como esse no mundo. Serão introduzidos no solo gases de composição conhecida. Os experimentos começarão em março. O Centro conta com a cooperação dos EUA e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A iniciativa começou na Fazenda da Ressacada, em 3 Santa Catarina, em parceria com a UFSC. 3 73 3 FOTO: ARQUIVO PESSOAL João Marcelo Ketzer com os hidratos: em forma de gelo, são considerados reservas não convencionais de gás Em alto-mar: PUCRS realizou quatro expedições para pesquisas em profundidade na Bacia de Pelotas, a 100 km da costa do RS FOTO: BRUNO TODESCHINI r a n i l p i c s i d r e t n i o ç Esfor ESCHINI FOTO: BRUNO TOD ros Com 4,8 mil met do io éd pr o s, do ra quad bro de IPR abrigará o doé 2016 at s rio funcioná O novo prédio o r, a partir do an segundo anda O s. pa ui te eq ne s bi ará novo ancia, também abrig 14 milhões, fin ém R$ pr ve e vo de o qu no st no cu des, Com partida da ma das novida á ras, com contra 1 mentos. U 1, pa, que abrigar im de al tr dos pela Petrob do ia ul pl la sa am a i fo um io de rá éd se ão pr o, cç PUCRS, o novo etro para dete mil metros di espectrofotôm rados para 4,8 (7º anmil metros quad desafio projetar o espa- um s, a partir de abril. O auditório sa ólogo um as ge i m e Fo r s. so quadrado do profes tes e ainda e en m ist no ex o s to rá va en le pam dar) em 2013. ço para os equi r chegar. “Fui llwock, falecido pel imVi po o o rt tã es be e Al e qu rg pa Jo preparar para os agem por seu icas para preerá uma homen e assessorar as fases cificações técn “S as ad m to atrás das espe r ira sde rtante ao insp ção futura, de trobras”, ver a composi nseguir as po ação com a Pe co m il xi ro fíc di ap i Fo da s. is se icia até linhas de ga sem ainda in a o Pró-Reitor Jorge Audy. m as empresas rm co afi s õe a a acredita que aç nt co rm , fo in pliação, Loureg pamentos” ui am a s eq m os Co do iri o muito. “Nosso álises termos adqu das aumentarã , boratório de An an ha La m lin do de ra r as ei do im na r pr o coorde a, professo o todos de eg sã s ur to Lo en o rio m sã gé pa o Ro equi Com Geoquímicas, ta tecnologia. e participou m robustez e al de Química, qu co e em pouco ad es ld . is io ál cu éd Fa an pr da dos, fazem o do novo za et oj ati um pr m to do au o c çã dares o Cepa como da concep ro e o quarto an se tempo.” Destaca ainda . ei os rc te an o m , hu eo rr os O té de recurs e o sexto ão to aç in rm qu fo O s. na rio polo terão laborató aria e aos gareção, à secret di à o rã na sti de 448 FOTO: BRUNO TODESCHINI erada internacional, PUCRS é considuma bito nacional e âm o N s, te as en ebr D ist , tro ex pela Pe Pesquisa rçar as já ica O Pró-Reitor de ação, Jorge o IPR deverá refo parceira tecnológ s com univerva no ov ar In ici e in se o to e m en e co nt m vi m rta ol be e po s nv im se IPR geira e a criação do ileiras e estran transformou em nal Audy, destaca qu olidação dessa sidades bras ns co .” benchmark nacio a as es ta pr en repres ento do cres- em a cim o es m cr o co ita m ed be Ketzer cr área na PUCRS, s em IPR à comcom a Petrobra nascimento do o e c pa Ce cente parceria os uipe e ao clidos últimos anos ia técnica da eq nc tê pe P&D. “Ao longo a, do pela gi ados com ener ação proporciona ento projetos relacion óleo e recursos ma de inov ci es um cr m petr CRS. “Tivemos PU nesse caso com na ambiente te en ram fortem ial dentro de um nc ne po ex naturais, cresce o in ctos citados fruto do esforç io.” Um dos aspe etos, exeíc op pr Universidade, de s pesquisadore gestão de proj óprio terdisciplinar de nhecimento, vi- por ele é a a equipe no pr co cutada por um tão diversas áreas do es oG ai m de s a do ci r com um e pela Agên ro nt Ce ad sando contribui a e: Universid e. nossa sociedad ológica (AGT) da cn Te res desafios de de so eologia de E&Pentar o proces O gerente de G ias energia para sust o e Competênc to do País.” pacto, abran-Libra/Exploraçã , Adriano Viana, desenvolvimen da sa ui ltados de alto im oração de sq su Pe as re br de de tro ra Pe ão to uç re da s di prod expl Para a pec- Técnica e vão desde a contra na Unirla Bonan, a ex ndo setores qu e a empresa en ge cionais até a qu z en di nv ica co óg Pró-Reitoria, Ca ia ol o nc cn nã energia parceira te torne referê a de se m R os “u IP rs e vidades”, o cu ad e id re qu rs ta é tativa biental de is ati senvol- ve e desempe am de o cia ct no ân l pa rt na im po io ac im do a rn s aposta que análise elevad nacional e inte o IPR, a Petrobra da PUCRS istrativo exempesquisa e de m in de Co m a. ad os e an et Vi oj ico pr ia cn al av ção vimento de a- nho té ibilidade de atua sformado em rsos humanos qu ampliará a poss , tendo se tran mentos dos es se sti ar ve pl cin s té formação de recu ia no da nc ica ili lê ég sib ce at vi Ex tr rá l”. es da na ra to ei cio rc tu na mo pa Participação lificados. “O Insti um crescimento benchmark nião pela Lei da , agilidade e co U to à s en m do vi eti de rá om na os pr de petróleo. recurs ca, com de e proporcio fundamentais ntes da produção bros para iciativas da ni s ie in re en e lo s ov va õe pr o l aç sã s cia ia da pe eficiênc la Es des cére sustentado monstrados pe de de atrair gran ”, analisa Carla. da de ea ili s ár ib ra ss na ob el e atuar e po tr ad “A Pe id Univers IPR da plantel disponív do o s to ai en m . a im ta nd rg en ai su r sc o alifica eo e gás são CRS, acre Ela destaca que cos desen- qu na cadeia de ól tífi do a uma PU a pl en ha ci in am al os ra tá et ei es oj an e de m “Os pr s que a Petroé estratégico das expectativa da PUCRS. ia permitiram a to as er m en rc ta m gu pa vi al ol as em nv en se os volvid e”, complemen uisa ap visão de de a na Universidad tensifiquem as grupos de pesq in sit de po se o e de çã qu ui as tit se br ns aura “Esper eio co o de infraestrut entíficas por m e implementaçã m o gerente. co colaborações ci , es ís ad Pa id no un s as re tr pa ou ím m a ic co de parcerias S. tecnológ stitutos da PUCR acadêmicas e in FOTOS: GILSON OLIVEIRA Na Bacia de Pelotas: a PUCRS está no mesmo nível do Japão para missões de estudos de hidratos de gás Missões no mar: mudança de paradigma 2011: a 300 quilômetros da costa, o navio levava mais de 10 mil itens Foi mais de um ano de preparação para a primeira missão oceanográfica, em 2011, e o maior desafio para o então coordenador do Cepac, João Marcelo Ketzer. “Levar 30 alunos para o mar foi uma quebra de paradigma.” A equipe se dividiu em sete frentes de trabalho. Quinze setores/Faculdades da PUCRS se envolveram no processo. Em 2009 e 2010, Ketzer e Gesiane Sbrissa par- ticiparam de duas missões no Japão. Sete integrantes do Centro foram treinados em laboratórios no país oriental e um nos EUA. Ao todo, foram quatro expedições na Bacia de Pelotas, num total de 85 dias. “Na primeira, pelo menos a metade nunca tinha pisado num navio”, conta Ketzer. A inaugural teve 12 pessoas; a segunda, 30; a terceira, oito; e quarta, 32. “Hoje estamos no mesmo nível do Japão para missões de estudos de hidratos de gás.” A 300 quilômetros da costa, nada podia faltar, de computadores a luvas. O navio levava mais de 10 mil itens, separados, em caixas, por etiquetas com cor relativa a cada laboratório. Foram montadas cinco estruturas para análises das amostras, sedimentos e micro-organismos a bordo. “Não há alguém mais apaixonada pelo que faz” Pela janela da sua sala, no 9º andar da Biblioteca Central – onde o Cepac ficou provisoriamente –, a química Lia Bressan, 31 anos, observava o andamento das obras do edifício que abriga o IPR. “Fiz fotos do prédio todos os dias.” Há sete anos, quando o Centro estava sendo gestado, ainda no prédio 5, Lia começou o mestrado em Engenharia e Tecnologia de Materiais, orientada pelo professor João Marcelo Ketzer. Na época, ele lhe alcançou um texto sobre sequestro de carbono. “Os artigos, antes raros, hoje são milhares.” Fazer parte desse avanço mundial ilumina seus olhos. “Minha família diz que não há alguém mais apaixonada pelo que faz.” Recém-concluiu o doutorado e, em 2012, ingressou como profissional no Centro. Foi desafiador aprender a trabalhar nos equipamentos e agora se dá conta do quanto a equipe cresceu. “Estamos prontos para pensar em coisas mais complexas.” Atua no projeto de armazenamento de CO2, mas acaba envolvendo-se em outros. Participou de duas missões do Conegas 1 e vibrou com a experiência e a oportunidade de conviver com os colegas. A comida apimentada e as dificuldades de contato com a família estão na lembrança, mas muito mais o trabalho dentro do navio. “Os japoneses que nos acompanharam ficaram surpresos com a nossa preparação. Não faltou nada.” Lia esteve em duas missões marítimas do Conegas 1 e vibrou com a experiência Linha do tempo 2007 2009 • Nasce o Cepac, ainda com o nome Centro de Excelência em Pesquisa sobre Armazenamento de Carbono para a Indústria do Petróleo, com 20 pesquisadores, alunos e técnicos. Na foto, a cerimônia de inauguração. FOTOS: ARQUIVO PUCRS 2008 IMAGEM: MONTAGEM SOBRE REPRODUÇÃO • O Centro se muda para o prédio no Tecnopuc. • Começam estudos sobre uso limpo de carvão mineral e de reservatórios de petróleo e aquíferos salinos para sequestro de carbono, integridade de cimento e aço em poços de petróleo e associação de fontes emissoras de CO2 e reservatórios geológicos. • Projeto com o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa de Fronteiras Exploratórias (Profex), mapeia o Oceano Atlântico Sul (a partir da linha do Equador) para exploração de petróleo, contendo informações dos últimos 140 milhões de anos sobre o local, como clima, correntes marítimas, localização no tempo e no espaço e produtividade orgânica. Porto Alegre • Projeto financiado pela Petrobras e pela Agência Nacional do Petróleo torna o Cepac o mais bem equipado do gênero no Brasil, com a aquisição de aparelhos de última geração num valor total de R$ 9,5 milhões, custeados pela Petrobras. Rio Grande Cone de Rio Grande 2010 • Começa o Projeto Conegas, vinculado ao Profex da Petrobras, envolvendo pesquisas sobre hidratos de gás no Cone de Rio Grande (faixa oceânica dentro da Bacia de Pelotas, distante cerca de 100 km da costa do Rio Grande do Sul). FOTO: BRUNO TODESCHINI 2011 • Projeto Carbometano Brasil, financiado pela Petrobras, avalia a quantidade e a qualidade de gás natural liberado nas camadas de carvão em poços perfurados em Triunfo e a capacidade desses poços de armazenarem CO2 injetado. • Primeira expedição oceanográfica da equipe do Cepac, no navio Marechal Rondon, dentro do Conegas. Percorreu do Porto de Rio Grande ao Cone de Rio Grande. Ao todo, foram quatro missões, até 2013. 4410 soas s e p e d o ã ç a Form em sete anos* 2012 • Iniciam-se os testes com equipamento de simulação de reservatórios como os do pré-sal, o CSES-350, adquirido com recursos financiados pela Petrobras. Reproduz um reservatório de petróleo em laboratório (condições extremas de 5 mil metros de profundidade, 150°C e salinidade muitas vezes superior à do mar). utorado: 135 • Mestrado e do o científica: 63 iaçã • Bolsas de inic 43 : os gi • Está /1 *Dados de 2014 Estrutura organismos ia: Estuda microog ol bi eo G de ) para aplicação • Laboratório cidos da ciência he on is sc de s le de dores ambienta (muitos ergia, remedia en en de m za es va nt fo há o com água quando a r pa lim o o, çã pl ra (para, por exem mesmo para a ge r pesquisas até tos) e deverá te • Cepac recebe da Espanha equipamento especialmente iza de fármacos. ímicas: Caracter nálises Geoqu projetado para seus estudos sobre hidratos de gás. nA te de en o rio ra tó ra pa s • Labo s e gase do ui líq , as Trata-se de uma planta-piloto que imita as condições ch ro quimicamente ões. do mar a 2 mil metros de profundidade. origens e aplicaç ímica: Simula as dimento de suas Geoqu rde Modelagem de estão os rese • Laboratório rior da Terra, on de te in ou ) do s ica fís õe iç em cond elag o de reator (mod computacional). vatórios por mei em ag el od (m s ica ér m nu s ologia: Caractesimulaçõe • Criada a Rede Gasbras, com apoio da Finep, para prospecção de entologia e Petr m di to Se de rio tó para entendimen • Labora shale gas no País. A Gasbras avaliará recursos potenciais nas bacias as e sedimentos rich st ro di s, e ai is er ra in tu m na riza sedimentares brasileiras a partir de 2015. A Agência Internacional de recursos m co o çã la re s, de suas origen Energia coloca o País em 10º lugar em termos de reservas de folhelho. s sedimentares. buição nas bacia Com a mesma aplicação que o gás natural, vem revolucionando a matriz energética dos EUA. Outro objetivo é reduzir os danos ao meio ambiente, evitando, durante a perfuração, atingir o sistema aquífero. 2013 2014 • O IPR é inaugurado e o Cepac ampliado, com capacidade para abrigar 130 pessoas. No momento, o Centro tem 50 profissionais e bolsistas, projetando que, daqui a dois anos, chegue a 80. TODESCHINI FOTOS: BRUNO IN ENGLISH PUCRS opens Institute of Petroleum The Center of Excellence in Research and Innovation in Petroleum, Mineral Resources and Carbon Storage (Cepac) first began with a focus on carbon sequestration, extended its activities, became a benchmark in Brazil and abroad, and now opens an area four times larger, in the Science and Technology Park. First associated with the Institute of the Environment, from November 26 on Cepac will be part of the Institute of Petroleum and Natural Resources (IPR). From 2007 to 2014, Cepac attracted more than BRL 60 million from Petrobras, its greatest partner, and currently has other three projects in progress, involving BRL 20 Conteúdo em inglês million. The creation of IPR aims at enhancing research and high-complexity specialized service rendering. “Several analyses need to be sent outside the country by the petroleum industry,” IPR Director, João Marcelo Ketzer, says. One of the focal points of IPR and Cepac is the study of gas hydrates, the energy source for the future. The team has carried out four missions to the Cone of Rio Grande. As ice, the substances are considered unconventional gas reserves, found on the seabed at great depths. It is estimated that the quantity of gas hydrates in the planet can be greater than that of all other fossil resources together. Two other expeditions are scheduled. A OLIVEIR A/ARQU IVO PUCR S Maconha FOTO: G ILSON PESQUISA prejudica tratame de d mpla pesquisa sobre a vulnerabilidade de mulheres dependentes de crack e sua exposição ao trauma na infância rendeu publicações de artigos e defesas de teses e dissertações de integrantes do Grupo de Pesquisa Neurociência Cognitiva do Desenvolvimento, do Núcleo de Pesquisa em Trauma e Estresse, dos Programas de Pós-Graduação em Psicologia e Pediatria. Dois anos depois de finalizado o estudo, novas revelações vêm mostrar que a maconha prejudica o tratamento dessas mulheres. Das 93 investigadas, as que começaram a usar Cannabis sativa antes dos 15 anos têm 3,97 vezes mais chance de sofrerem com sintomas de abstinência durante a desintoxicação de crack do que as demais. Para aquelas que, nos últimos cinco anos, fumavam maconha regularmente (três vezes por semana, pelo menos), a chance de piorar aumentava para 2,84 vezes. Os pesquisadores, liderados pelo psiquiatra Rodrigo Grassi de Oliveira, procuraram saber se as mulheres precisaram voltar à Unidade Psiquiátrica São Rafael, do Sistema de Saúde Mãe de Deus, em Porto Alegre, dois anos e meio depois de completado o estudo. Oitenta por cento de todas as entrevistadas (146 no estudo geral) fizeram novamente o tratamento no local, que dura, no máximo, 21 dias (coberto pelo Sistema Único de Saúde). A média de reinternações foi maior entre as usuárias com histórico de abuso de maconha (5,29 vezes) em relação àquelas sem essa trajetória (4,41). Para Grassi de Oliveira, esses resultados evidenciam a necessidade de repensar o discurso defendido por alguns profissionais de que uma droga seria um substituto ao crack. “Na balança científica, ponderamos fatores que poderiam alterar os resultados, como uso de álcool e tabaco e idade, testamos todas as hipóteses e nos surpreendemos com o resultado.” O psiquiatra destaca que a dependência não começa de uma hora para outra; vai se consolidando ao longo da vida. “As áreas de recompensa sofrem modificações com o uso das drogas que facilitam a adição no futuro. O cérebro fica pronto para a dependência.” Virá para a PUCRS, somar-se aos estudos, o professor Timothy Bredy, das Universidades da Califórnia (EUA) e de Queensland (Austrália), pelo programa Pesquisador Visitante Especial, do Ciência sem Fronteiras (CNPq). Ele estuda em modelos animais como o ambiente altera o DNA. Os próximos passos do Núcleo são buscar alvos de proteção à mulher usuária, incluindo a realização de um manual de políticas e cuidado dirigido a profissionais da saúde. Os pesquisadores pretendem ainda entender o ciclo de vulnerabilidade. Noventa por cento das mulheres do estudo relataram histórico de algum tipo de abuso ou negligência na infância. Grande parte delas têm filhos e há preocupação de que os maus-tratos possam se repetir na relação com as novas gerações. Na amostra, grande parcela de mulheres morava na rua e todas haviam procurado trataAs áreas de mento voluntariamente. A maiorecompensa sofrem 3 ria deseja largar o crack. 3 Curiosidade científica Vasculhando o banco de dados, o psicólogo Thiago Viola, aluno do Programa de Pós-Graduação em Pediatria e Saúde da Criança, e seus colegas, notaram que as entrevistadas, em geral, reduziam os sintomas de abstinência do crack durante a desintoxicação. Mas um bom número não obteve efeitos positivos no tratamento, às vezes até piorando. Em debates com Grassi de Oliveira e atento a artigos recentemente veiculados, Viola deu-se conta de que o uso de maconha poderia ter implicações com esse resultado. Essa curiosidade científica rendeu uma conclusão inédita para a área de pesquisa em crack e uma publicação na revista científica Drug and Alcohol Dependence, uma das mais importantes da área. ‘‘ modificações com o uso das drogas que facilitam a adição no futuro. O cérebro fica pronto para a dependência. Rodrigo Grassi de Oliveira 4412 GRUPO DE mulheres que usaram Cannabis sativa antes dos 15 anos tem 3,97 vezes mais chance de sofrerem sintomas de abstinência que as demais ento dependentes de 44POR ANA PAULA ACAUAN crack IN ENGLISH Conteúdo em inglês Marijuana impairs treatment of crack addicts Extensive research on the vulnerability of women addicted to crack and their exposure to such trauma during childhood produced the publication of papers and the presentation of theses and dissertations by members of the Development Cognitive Neuroscience Research Group, from the Trauma and Stress Study and Research Nucleus, which is part of the Graduate Programs in Psychology and Pediatrics. Two years after the end of the study, new discoveries show that marijuana impairs the treatment of these women. Among the 93 women surveyed, those who started using Cannabis sativa before age 15 are 3.97 times more likely to suffer more with withdrawal symptoms during crack detox than others. For the women who, during the last five years, smoked marijuana regularly (at least three times a week), the chance of making it worse increased 2.84 times. Eighty percent of all respondents (146 in the overall study) were readmitted again at São Rafael Psychiatric Unit, at Mãe de Deus Health System, in Porto Alegre, over 2.5 years. They returned 4.41 times, on average. Among women with a history of marijuana abuse, that number increased to 5.29. According to the coordinator of the research, Rodrigo Grassi-Oliveira, this study may further the reconsideration of the idea defended by some professionals about replacing crack with marijuana. The psychiatrist emphasizes that addiction does not begin all of a sudden; it consolidates throughout life. “The reward areas are altered by the use of drugs that facilitate substance dependence in the future. The brain is left ready for addiction.” 133 3 PESQUISA a h n a p m o c a ê c o v Como údos em aula? os conte ostra, alas turmas da am , soD ca a uros ets, o papel e as eram de calo artphones e tabl O profes- gum 169 alunos. Nestes . la au m tempos de sm de la sa o espaço na e mando neta vêm dividind Administração, Contabilidade sparidade de de e o grupos, a di et ad N ld ra cu ei Fa liv da O r so o Pery de foi maior com re nha- médias o Souza e o alun pa rd ua om om ac Ed ac ia de de om as Econ forma as form nove lação à pesquisa sobre disciplinas e em realizaram uma ento das aulas. co cin am nh em pa is cia s presen , os ouvino. mento das aula as çã s Ainda sim as meAdministra da de al os fin rs cu no s s do do aram dos da turmas de tes alcanç os, foram coleta forma principal Durante três an a s, com 7,49. al ta qu no : ta es or un lh rg ouvins com a pe as sa en es pr ap phone im am as er ov es ou pr O celular smat las? As opçõ o au N . as ne ar ho nh tp pa ar xo, com ta; e sm você acom ficou logo abai caderno e cane do ; in ad iP clu in ou , ia ok or bo ai qu eam ra os e utili te; note es responderam ano- 7,39. Pa a nt ra o, da pa od tu ta ét es en m 5 42 am um l, rr tota m mais de tes como fe za dg ga l, pe am pa liz m om uti . O ac pacional, co calouros, não média foi de 7,02 o. A forma tradi st a po nd ex o comgu do se eú a i nt fo to tradicional e tação do co en . O notebook os am al un nh al 8 a 21 ist a: ad forma m desempenho fin , respectivamente. ainda é a mais us , ouvinte e uma tador tiveram 45 ne 6, pu e ho , tp 61 ar as 6, im Sm de . s óx Unianalisada ficaram pr as a) lin ad escolha, com 83 ip sc on ci di s le a que o aluno na tr na se os a opção pesquisa m a am. a, lh uz pa So ra o at o nd (com mais de um uandos, respectivamente. Segu gadgets nã o o iss r çã ad ra po gr pa o, 39 m ur e co ad to a r aber s às é mais m itiu um com 45, 40 estudantes, esta de dados perm ais versidade os to fin ss s en no ta am er no nt ec as va nh su le O os co elhor maneira alunos e Fun- “Precisam ogias e usar os recursos da m utilizado pelos A, o , TG rs g, cu tin re o ke e ar ol tr en de M tecn s não aprendeu Administração o de professore l, OSM novas eé s co ni rô et nas disciplinas de istração, Estratégia Empresaria pe- possível. A nossa geraçã el eios min desem inante, pelos m ção a isso. Temos damentos de Ad aneira predom Promocional. O la o m re st de m po co m la Co ito au ce do to ter precon amento de o nh nã pa te e Gerenciamen an om comparar o com rt ac o po nã de mudou e métodos apenas im os do s ia de un do nc m ão to o riê dr e pe pa em qu ex io o r nh ma desv aceita icos de hoje co uito similar, com foi dos ouvintes: 7,68. que to dos acadêm presencial foi m iso ser flexível”, en ta ec al am pr s rt É ai . po m es a nt is, ada ta tu an to pl es s ex ia do a éd r an m vi qu s r a pesquisa l e só ou tivemos 0,25. Da de desenvolve o levar materia en r; ao que nós nã et rio o pr fe r un in mo al so o es do nh of pe to “O fa desem nde. O pr Economia, Turis Contabilidade, a que ele terá um sempenho superior, o defe fic de ni os sig rs o cu nã s o no çã de m uisa mostra um . Além també 3 contrário, a pesq l de concentração laria. 3 ve te ní Ho ao e do na tá lacio do es que deve estar re otam, pois sabem que o conteú Gadgets o an enta Souza. tão sendo m es co , disso, muitos nã is” po de r e, com dem acessa rporados on po e co ph e in at dl sm oo M do i no ais alta fo m , al ia tina das ro on éd à ici m a ad tr nd a A segu e a form 21 7, m las co au ou as fic isto baixo, m 7,58. O grupo m sempenho mais de o ve te ok a tr bo os com 7,18. O note ia de aprovação: 7,15. “Isso m améd fic ni sig a et af o ainda acima da nhamento nã pa om ac o çã de la a que a form grupo em re rformance de um ar gadgets em tivamente a pe us e qu m ficou claro a outro. També nho do aluno. piora o desempe nã sala de aula o linas depende de cada um”, scip O sucesso nas di sor. es of pr o ta de curso ressal maior vivência co Os alunos m s. Ouvintes melhores média apresentaram as acompanhaartphones para ais de e usuários de sm eram médias fin tiv s la au s da mento am notebook dentes que utiliz . Os adepon sp re s O . 86 7, 7,85 próximos, com ficaram muito édia 7,74 e os m am er tiv neta tos de papel e ca lheram mais de uma opção esco estudantes que . 40 ficaram com 7, E PESQUISA M O ST R A que uso de smartphones não afeta desempenho acadêmico SCHINI NO TODE : BRU FOTO 4414 PA N O R A M A Leo Wetzels (E) com Joaquim Clotet: “A PUCRS é o melhor centro de fonologia do Brasil” PUCRS CONCEDE a honraria a um linguista e a um advogado Personalidades Doutores Honoris Causa A FOTO: GILSON OLIVEIRA Universidade outorga o título de Doutor Honoris Causa a personalidades que se distinguem pelo saber ou pela atuação em prol de diferentes áreas do conhecimento ou do melhor entendimento entre os povos. É a distinção honorífica de maior reconhecimento acadêmico da PUCRS, entregue a quem, reconhecidamente, reúne tantas virtudes. O ano de 2014 fica marcado pela homenagem a dois grandes profissionais. Em setembro, foi o linguista holandês Leo Wetzels. Em novembro, a outorga do título vai para o jurista português José Joaquim Gomes Canotilho. Leo Wetzels é professor da Universidade de Amsterdam (Holanda), diretor do Laboratório de Pesquisa em Fonética e Fonologia da Sorbonne-Nouvelle (Paris) e editor-chefe do jornal Probus International. A proposta da honraria partiu da Faculdade de Letras, por sua relevante contribuição à pesquisa e ao ensino superior no campo da linguística, com destacados estudos na área da Fonologia, do português brasileiro e da língua indígena brasileira. Ao receber a homenagem das mãos do Reitor Joaquim Clotet, em 25 de setembro, disse: “A PUCRS é o melhor centro de fonologia do Brasil. Para um linguista, não há honra maior do que essa que a Instituição acaba de me conceder.” Professor de Direito Constitucional e ex-vice reitor da Universidade de Coimbra (Portugal), José Joaquim Gomes Canotilho é considerado um dos nomes mais relevantes da atualidade na sua área e um dos constitucionalistas estrangeiros de maior influência no Brasil. Na seção de jurisprudência do site do Supremo Tribunal Federal (STF), seu nome aparece como referência citada em mais de 500 acórdãos e decisões. Em Portugal, o catedrático foi distinguido com o Prêmio Pessoa, em 2003, e com a Comenda da Ordem da Liberdade, em 2004. Na PUCRS, a Faculdade de Direito é a mentora da honraria realizada no dia 27 de novembro. Canotilho é autor de um grande número de obras, entre as quais se destacam Constituição dirigente e vinculação do legislador; Direito constitucional e teoria da constituição; e Proteção do ambiente e direito da propriedade (Crítica de 3 Jurisprudência Ambiental). 3 J. J. Canotilho é um dos constitucionalistas estrangeiros mais influentes no Brasil FOTO: DIVULGAÇÃO Tecnopuc e Tuspark O Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) formalizou, em outubro, acordo de internacionalização com o Tuspark, importante Parque Tecnológico de Pequim (China). Além da troca de conhecimento entre os dois ambientes de inovação, a proposta é apoiar a entrada de empresas chinesas no Brasil 153 3 são parceiros e vice-versa. O convênio foi assinado pelo Pró-Reitor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento, Jorge Audy, e pelo presidente do Tuspark, Herbert Chen, durante a 31ª Conferência da Associação Internacional de Parques Tecnológicos em Doha, no Qatar. O modelo de cooperação entre o Tecnopuc e o Tuspark – que abriga mais de 400 empresas – integra o Programa de Softlanding do Tecnopuc, que atua facilitando o acesso de empresas parceiras a países de interesse. Da mesma forma, companhias estrangeiras têm apoio para ingressar no mercado brasileiro, contando com consultoria para facilitar a entrada 3 no País. 3 NOVIDADES ACADÊMICAS Vestibular oferece Engenhari a de Softw are C om inscrições abertas até 26 como diferenc de novembro, ial o foco no pr o Vestibular de oces so de desenvol Verão 2015 da vi PU mento de softw CR S re aliza aplicad provas nos dias are o. “Ele é capaz 6e de utilizar traz uma nova op 7 de dezembro e processo s, ção na Faculdad e de ramenta métodos e ferInformática: En genharia de So s de Tecnologia ftware. da In O curso, que te fo rm aç ão pa ra rá oito semestr es turno vespertin o, foi criado para no produzir softwares suprir robust a carência de pr os e de quaofiss na área de TI, no ionais qualificados lidade, de s mercados regi maneional, ra sist nacional e glob emática e al. O acadêmico de eficaz”, explica o Engenharia de Software será co ordenador do preparado para atuar curso, em análise de sis professor temas, projeto e con- Marce cepção da arqu lo Yamaitetura de soft ware, guti. programação, an álise da qualidad ee gerenciamento O diretor da de projetos. No currí- Faculd culo, uma visão ade de Ingeral dos fundam entos formáti da computação ca, e uma análise pr ofun- do D ot Fernanda de program ti , de st ac a ação, gerencia mento que de projetos e ge o estudante da stão da qualidad e. O PUCRS es curso oferecerá ainda uma agên tá inserido em cia ex- um am perimental para biente diferencia simular situações do reais que resu de projetos e a lta da forte inte vivência de de safios ção da graencontrados no academia com o mundo m ercado, Profissional com do trabalho. empregabilidade principalmente por meio do alta, o engenh Parque Ci en tífico e Tecnológ eiro de softwar ico (Tecnopuc), e tem com a e pesquisa e a inov ação. 3 3 Destaque n a área Segundo o Rank ing Universitário do em setembr Folha (RUF), divu o pelo Jornal Fo lgalha de S. Paulo, de Computação os cursos da PUCRS foram considerados os res do País entre melhoas universidades privadas. Além curso em Engenh do novo aria de Softwar e, mática oferece mais três na área a Faculdade de Infor: Ciência da Com Sistemas de Info putação, rmação e Engenh aria de Computa ção. FOTO: FREE IMAGES O curso terá oito semestres e vis suprir a carênciaa de profissionais qualificados na área de TI Vestibular 2015 Inscrições: até 26 de novembro Provas: 6 e 7 de dezembro, das 16h às 20h Informações: www.pucrs.br/ve www.facebook stibular .com vestibular@pucr /vestibularpucrs s.br (51) 3320-355 7 Geriatria t e r internacio á curso nal a distâ ncia O Instituto de Ger iatria e Geronto logia e a Faculdade de Medicina do Po da PUCRS geradas em Portug rt oferecerão o 1º al. O início do cu Curso Internacio o (Portugal) o segundo sem rso está previsto Clínica. Professo estre de 2015. nal de Geriatria para res das duas in O s m re édicos participa ce be sti rã o dupla certific tuições ministra aulas, que serão nt es ação. O curso pr rão as perman totalmente a dist esencial do IGG ece. Informaçõe ância. As imagen s: s serão 3353 www.pucrs.br/ -6031. 3 igg e fone (51) 3 4416 Locais púb l i c wi fi Eduro os com am A lunos, professo res, técnicos ad - serviço, graç ministrativos e as a um acordo as pesquisadores sinado, em da PUCRS pode m acessar a rede setembro, entre a Empresa de wi-fi Eduroam em Processam en to de Dados do M 15 locais público unicípio de Port Porto Alegre. A s de Alegre (P o Capital é a prim rocempa) e a Re eira ci- Ensin de Nacional de dade da América o e Pesquisa, ge Latina a oferecer stora e este no Bras il do Eduroam. 3 operadora FOTO: ANSELMO CUNHA/DIVULGA ÇÃO PMPA 3 wi fi perto de você Os 15 locais com rede disponível FOTO: CACO BEL MONTE/DIVULGA ÇÃO PMPA segurança na hora de diagnostic ar P ara confirmar pr ognósticos de pr oblemas em vasos sanguíneos , doenças cardía A especialização cas, fratura de , com costelas, pneum de on se ia mana, propõe ati encontros mensais em finais e at é câncer de pu entre outras pato vidades teórica lmão, longo logi s e práticas ao dos 18 meses de sitam aos pacien as, os médicos comumente requ duração. “Aluno tes i- pretam ex s interames com o su especialização da uma radiologia do tórax. A no porte do quava dro de do Fa FOTO: BRU centes – especi Torácica – a única culdade de Medicina, Radiolog NO TO alistas de ia renome na do Brasil na área DE SC cional e internac – garante a pneu logistas, radiolog HIN mo- – que m ional istas e clínicos ge I inistram as aula rais, uma análise victa dos resulta s. con- um prim Em dos da técnica. eiro momento, “Os profissiona fizerem o curso indiis qu terão condições plenas de interp e vidualmente em seus equi com segurança retar pamen os mais variado tos, para depois s exames, onde que estejam”, afi os quer casos se rma o coordena rem debatido dor, Leandro Frits “Os diagnóstico s cher. com a s por imagem ev tu rm a”, descreve muito significati ol uí ra m de forma va nos últimos 15 Fritscher. A prim an tecnológico e o eira edigrande aprimor os, com o avanço ção do cu rs am o mento”, avalia en te ve to do início co nheci- em se Fritscher. Por iss tembro deste o, o professor or uma atualização ano ie nta com lota contínua dos es tudos. “Métodos ção máxima. A vez mais sofistic cada próxim ados são utilizad a está prevista os, o feiçoamento po para r parte dos méd que requer aper- o início de 2016. 3 ic vêm do interio os. Muitos alun 3 r, por exemplo, os e precisam ter autonomia para maior lidar com dificul Curso de dades”, acrescen ta. Ra Informaçõ es • Educon • www.pucrs.br/ educon • Prédio 15, sala 112 173 3 diologia Torácic é voltado para a pneumologistas , radiologistas e clínicos gerais FOTO: IVO GONÇA LVES/DIVULGAÇÃO PMPA • Parque da Re denção • Departamento Municipal • Avenida Ipirang de Limpeza Urba a na (Avenida Azenha • Praça 15 de N , 631) ovembro • Us in a do Ga • Departamento sômetro Municipal de Ha bitação • Largo Gl (Avenida Prince ênio Peres sa Isabel, 1.115) • Secretaria Mun • La rg o dos Açorianos icipal de Obras e Viação (Avenida Borges de Medeiros, 2. • Pr aç a Izabel, a Católic 244) a • Secretaria de Políticas para as • Vi aduto Dom Pedr Mulheres do RS (Av. Borges oI de Medeiros, 15 01) • Praça da Al • Parque Marin fâ ndega ha do Brasil • Mercado Público O ANASC ARZ M NA LIA 44 P OR JU AMBIENTE Imersos no empreend PUCRS FOI a única universidade convidada na Feira do Empreendedor do Sebrae FOT OS: BRU NO TO DE SC HI NI O s passos apressados e o barulho da multidão não interferiam na atenção dos olhares dos visitantes. Concentrados nas dicas de gestão, nas possibilidades de mercado ou mesmo fascinados pelas inovações tecnológicas, viam, de forma prática, o desejo de criar ou aprimorar o seu próprio negócio. Entre os dias 11 e 14 de setembro, o Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre, recebeu mais de 18 mil pessoas com um intuito em comum: mergulhar a fundo no empreendedorismo. Entre os 9 mil metros quadrados da Feira do Empreendedor do Sebrae-RS, 80 foram concedidos à PUCRS, a única universidade convidada a participar do evento. Estande Indústria Em cada um dos balcões do estande IndúsSustentável: tria Sustentável, passantes encontravam soluções desenvolvimento criativas para transformar meios de produção econômico e também em alternativas ecológicas. As proposmeio ambiente tas apresentadas comprovaram que é possível aliar desenvolvimento econômico e cuidado com o meio ambiente. “Ilustramos na Feira tudo o que a Universidade produz em relação à sustentabilidade”, descreve Irisleyne do Nascimento, aluna de Relações Públicas e estagiária do Laboratório de Eficiência Energética. “A ideia foi mostrar uma forma inovadora e factível de empreender, com foco em resolver problemas socioambientais que existem na nossa comunidade”, sintetiza a professora e coordenadora do Núcleo Empreendedor, Naira Libermann. Entre os 41 participantes do estande da PUCRS, estavam expositores como centros de energia e excelência em pesquisa, laboratórios e projetos organizados e representados, especialmente, por estudantes da graduação. “Todos estavam muito bem articulados, falavam com propriedade, conhecimento. Fiquei impressionado com o sincronismo. Eles tinham autonomia para explicar as propostas e ajudar os colegas quando necessário”, ressalta o professor da Faculdade de Engenharia Odilon Duarte sobre o desempenho dos alunos na orientação aos empresários 3 e outros interessados que procuravam soluções sustentáveis.3 Tecnologia universitária cobiçada pelas empresas “O que mais interessa às empresas hoje é a questão energética”, revela o professor Odilon Duarte, coordenador do Grupo Eficiência Energética da PUCRS. “Preocupa, especialmente aos pequenos empresários, saber como economizar. Por isso, eles veem nas chamadas energias renováveis, uma chance de se tornarem mais competitivos”, explica. A redução nos gastos com energia permite aos administradores utilizar as sobras no orçamento em outras áreas, o que pode aumentar a produção, por exemplo. Natureza e mercado são beneficiados. “Associa-se responsabilidade socioambiental à lucratividade”, define. 20 4418 dedorismo Alexandre Couzenn, do município de Arroio do Padre, possui um negócio de embutidos e se interessou pelas propostas do Centro de Energia Eólica apresentadas na Feira do Empreendedor. “Encontrei custo-benefício e visão de futuro. Ao preservar o meio ambiente e utilizar recursos naturais de forma correta, diminuo os custos e agrego valor ao meu produto final”, observa Couzzen. “Consegui boas informações e agora quero aplicá-las”, completa. Além do pequeno empresário do interior do Estado, o estande da Universidade atraiu grande número de empreendedores em busca de inovação. “Para restringir o consumo, muitos síndicos profissionais, moradores de condomínios, cabelereiros e outros profissionais nos procuraram em busca de soluções. Estamos agora em processo de negociação”, observa Duarte. Antonio Julio, por exemplo, é síndico profissional e cuida de vários conFOTO: GILSON OLIVEIRA domínios em Porto Alegre. Pretende uma parceria com a PUCRS para aplicar, nos complexos residenciais, o que o Laboratório de Eficiência Enérgica desenvolve no ambiente universitário. “Aproveitamento de água da chuva, horta comunitária, compostagem, uso de lâmpadas LED, entre outros”, descreve o professor. Beatriz Medeiros desenvolveu um sistema de aquecimento simultâneo de água a partir do uso de uma lareira ecológica. Ela foi encaminhada ao Tecnopuc para ver quem poderá auxiliá-la nesta iniciativa sustentável. Os engenheiros Angelo Fontana e Expositores Saulo Maia também da PUCRS recorreram à expertiapresentaram se da academia. Eles soluções ecológicas pretendem abrir uma empresa que trabalhe com fontes renováveis de energia. Empresários buscam aliar responsabilidade socioambiental à lucratividade Verde como o Campus Telhado verde: isolamento acústico, térmico e diferencial estético Projeto do Aeromóvel atraiu a atenção do público Com obras previstas para 2015, o Aeromóvel da PUCRS permitirá que o usuário cruze o Campus e atravesse a Av. Ipiranga em apenas 1,2 minuto. O projeto do veículo seguro e não poluente ganhou o público da Feira do Empreendedor pela praticidade. Mas as atividades ecológicas e facilitadoras da Universidade expostas no evento nem de longe se restringem ao futuro. Graças ao programa Campus + Verde, que há cinco anos promove a gestão consciente dos recursos, a qualidade de vida da cidade universitária aumentou. Além do enfoque ambiental, a iniciativa, aprimorada em 2013, aborda condições de trabalho, aspectos técnicos, educacionais e de comunicação. “A ideia é integrar e auxiliar ações de cuidado e de respeito à natureza espalhadas pelo Campus. Todos estão convidados a participar”, explica o coordenador, professor Odilon Duarte. A importância da consciência ambiental despertou o desejo de se tornar referência na área. O Projeto USE (Uso Sus- tentável de Energia) realiza capacitações para promover o consumo responsável de energia. Dentre as funções, a iniciativa desenvolve estudos técnicos para redução de custos e é responsável pela substituição dos eletrodomésticos de baixo rendimento por equipamentos modernos e eficientes. Sabia que usar uma lâmpada incandescente gasta cinco vezes mais do que uma fluorescente? O Manual de Economia de Energia da PUCRS explica isso. Na Feira, o USE expôs o Projeto Telhado Verde. No alto de alguns prédios da Universidade, plantas, arbustos e flores tomaram o lugar do concreto, utilizando uma técnica de arquitetura que consiste na aplicação e uso de solo ou substrato e vegetação sobre uma camada impermeável, instalada na cobertura. As vantagens são facilitar a drenagem, fornecer isolamento acústico e térmico, produzir um diferencial estético e ambiental e compensar, parcialmente, a área impermeável que foi ocupada no térreo da edificação. GESTÃO Muito além d o s mil mestres e do E ra 1988. O entã o Reitor Ir. Norbe rto Rauch tran almejava a apro sformou numa ximação da PUCR grande universid S com o sa e mercado e fora ade de pesquiensino, como as m ch am adas 42 empres para uma reuniã avaliações mos as Audy, ao o no prédio 1. Vi tram”, destaca le m br eram ar a recente divu tado? Nenhuma lgação do Rank parceria, mas um 41. O resul- Universitário Fo ing lh a “As empresas tin a, da Folha de S. constatação: ham mais pesqui PUCRS está em Paulo, no qual 1º lugar entre as a sa que a Universidade. Parei es universidades pr sa in das do País, líder ivanesse grupo na que primeiro a ge terface, pois me convenci de s áreas de Pesq e Inovação e a 1ª nte precisava in uisa vestir na qualifina cação dos profes sores”, conta o pr de Mercado e In Região Sul em Ensino, Avaliaçã o ofessor Urbano ternacionalização Zilles, Pró-Reito r de Pesquisa e Pó . Segundo Audy, qu s-Graduação de 1987 a 2004. Há e foi pessoalmente pelo programa, 25 beneficiado o pr Mil Mestres e Do anos, foi criado o Programa utores para o An gerou a massa cr ocesso de qualificação docent e o 2000, visando ítica para a real à qualificação do ização de pesqui cente e à criaçã com alto grau de sas o de uma cultu ra de pesquisa. qualificação e pr Am opiciou a criaçã de grupos, núcle o os, laboratórios 1999. Mas o ince eta foi atingida em julho de e institutos. Área ntivo permanec inovação e dese s de e até hoje, com nvolvimento, co descontos para mo o Tecnopuc cursar mestrado ea e doutorado. Em Agência de Gestão Tecnológica 2014, a Univers , são também ex idade é a quarta sões da pesquisa pr es melhor instituição do País em de senvolvida na In pós-grad recentemente, stituição. Mais a Universidade Para o Pró-Reito uação, segundo a Capes. ár impulsiona no eas, como petról r de Pesquisa, vas Desenvolvimen eo e gás, fármac Inovação e to, Jorge Audy, os, neurociência de m ocracia e acervo esse programa s, um marco para s lit er ár io fo s, além de ampl i projetos co a PUCRS, ao cr m cooperação in iar os iar as condiçõe que a fizeram ati ternacional. s ngir a atual posiç A diretora de Pe ão no cenário nacional. “Gesto squisa da Próres como o Ir. N Bonan, avalia qu Reitoria, Carla orberto, Zilles e e os docentes in o Pró-Reitor de cluídos no Mil M Administração, tres e Doutores esAn vo tonio Bianchi, tiveram uma ad ltaram de suas qu mirá uma visão difere nte e disseminar alificações com belecerem as ba vel visão de futuro ao estaam a ideia de qu ses sobre as qu Universidade nã ea ais a PUCRS se o er o conhecimento a mais um local para reproduz ir e sim, gerá-lo. Pa ra ela, o Salão de Iniciação Científi ca, que complet A R a 15 anos, é refle dessa mudança EI IV xo de O então Pró-Re OL itor Urbano biente de pesqui cultura. “A opção por esse am Zilles foi à Facu sa e inovação at ldade de Medirai novos talent Muitos dos prof cina na década os. esso de 1990 e volexterior escolher res que hoje poderiam atuar no tou desolado. am ficar aqui. Presenciou os Para a Pró-Reito médicos Gabrie ra Acadêmica, l Gauer e Carfoi com um proj Mágda Cunha, los Eduardo Po eto sólido de tit li de Figueiredo ulação docente a Universidade que numa sala min pôde atingir indi úscula com um cado tituição de pesq refrigerador de uisa, por exempl res de uma insequipamento. o. “Fomentand formação de pe oa Atravessando a squisadores, a po PU nte sobre o CRS se preparou para as conexões Arroio Dilúvio internacionais, (ainda não hanum momento que isso é altam em via a passarela) ente estratégico , encontrou o , para atingir al índices de avalia tos Ir. Norberto Ra ção e ainda cons uch e desafiou: truir um ensino diferenciais apoi com “Vamos matar o ados na pesquisa pós em Medi.” 3 3 cina”. O Reitor A qualificação d fic ou vermelho a e Zilles desviou pesquisa se trad o assunto. Esperou dois dias uz e pediu autorinuma visão de zação para nego Em 1987, do tota cia r o apoio do excelência da P governo do Esta e doutores, 62 tin l de professores, mestres UCRS do à criação do ham livre docênc que seria o Insti e isso atrai novo ia ou doutorado e 98 eram tuto de Pesquimestres. Em 20 se sas Biomédicas 04, o número pulou para 607 (IPB). Significamelhores aluno doutores (33% s. do total) e 883 mestres (49%). Naquele ano, 55 tinham feito Jorge Audy estágio pós-dout oral no exterior. FO TO :G ILS ON Apenas o p rim Evolução 4420 44POR ANA PAUL A ACAUAN s outores Embrião de excelência: inauguração do IPB em 1997, que mais tarde viria a originar o InsCer/RS ‘‘ 213 3 FOTO: ARQUIVO PUCRS va que o Plano de Capacitação Docente era ap enas o primeiro passo. “Esses pr ofessores voltavam da formaç ão em algumas das melhores un iversidades do mundo e queria m espaço.” Com o apoio do asse ssor Diógenes dos Santos (hoj e ainda colabo rador da Pró-Re itoria e professor da Faculdad e de Farmácia), elaborou o proj eto. O governo colaborou, exig indo como contrapartida que a Universidade contratasse 20 do proc uravam em utores que ig exterior. A PUCR ra r pa ra o S chamou 25. Inaugurado em 1997, o IPB originou o Instituto do Cérebro do RS (InsCer/RS), que começou a funcionar há do is anos. Em número s • Projetos de pesquisa em andamento: • Projetos em 995 cooperação com empresas: 3 • Bolsas de IC 8 (BPA e demais agências): 70 • Bolsas de pó 3 s: • Bolsas de pó 1.422 s-doc (2013): 10 1 ‘‘ Em universidad e, o que se planta hoje não se colhe amanhã cedo. Pa ra formar um professor d outor, leva-se, no mín imo, seis anos. A pes quisa e a pós-graduação pre apoio e planejam cisam de ento a longo prazo. O que ho je não rende amanhã pode re nder. Urbano Zilles Um lugar para cresc er eiro passo ARQUIVO EIRA/ OLIV ON ILS :G TO FO P RO G R A M A D capacitação docE que completa 2 ente, foi uma das bas 5 anos, para a transformes ação da PUCRS FOTO: GI LS ON OLI Em no ve m br VEI RA o, um workshop mos trará a ap lic aç ão do s m ódulos fotovolta icos fa b ri ca d o s p el a PU C R S n as em presas Petrob ras, Eletrosul e CEEE .O Núcleo de Tecn ologia em Energia So lar (NT-Solar) é um a das melhores estr uturas na América La tina e já Izete Zanesco formou 24 mes tres e sete Adriano Moehl e ecke doutores. A evol do NT-Solar, , ução do espaço simboliza o avan receberam ço da PUCRS na pesquisa nessas década licença para faze r s. O programa M doutorado na il Mestres e Doutores permitiu que o Espanha casal de físicos Adriano M oehlecke e Izete Zanesco, que coordena o NTSolar, obtivesse licença para faze doutorado na Es r panha. “Fomos para um local de mento internac reconheciional, visando pr oduzir a tecnolog sil. Quando volta ia no Bramos, tínhamos onde trabalhar” Moehlecke. Izete , comenta , por exemplo, te ve de pedir dem outra universidad issão de e porque não ha via incentivo sem O professor cont el hante. a qu e os primeiro ram doados pela PUCRS. O próprio s equipamentos foum computado Urbano Zilles de r da stinou e Izete atuavam Pró-Reitoria para o grupo. Moe hlecke nos prédios 8, 10 e 12, além da até que, em 20 UFRGS, 03, foram tran sferidos para o Pesquisa e Dese Centro de nvolvimento em Física, no Tecnop desenvolveram uc uma linha de pr odução pré-indu , onde fabricação de cé strial para lulas solares e m ódulos fotovolta tecnologia nacio icos com nal. 44 PO R PA I N E L A AN UAN ACA LA U PA FACULDADE DE Arquitetura participa de projeto de revitalização do bairro Floresta EXTRA Assista ao vídeo para saber mais sobre o projeto em www.pucrs.br/revista ou use o QR Code Em busca de nova cida C om imagem ligada ao abandono, uma transformação está acontecendo no Bairro Floresta, em Porto Alegre. Um movimento toma conta e inspira iniciativas em busca de uma cidade baseada na construção coletiva. O Vila Flores, um centro de diversidade, cultura, educação e negócios criativos, passa por uma revitalização que está no foco dessa mudança. É formado por uma quadra de 1,4 mil m² com dois edifícios de três andares cada, um galpão e um pátio interno que se transformou em um espaço público aberto. O grupo Geração Urbana, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), faz parte do projeto, com as tarefas de pesquisar sobre a região, integrar a Praça Florida e aproximar-se dos moradores da Vila dos Papeleiros, próxima do local. Voluntariamente, os alunos acompanham as novidades, colaboram na promoção de eventos e colocam a mão na massa. Uma minirreforma foi feita na sala cedida à PUCRS. Nos demais espaços, há cobrança de aluguel (a preços reduzidos) para que cada artista, produtor cultural ou arquiteto organize seu espaço e ajude a criar workshops, cursos e iniciativas voltados à comunidade. A ONG Mulher em Construção, por exemplo, realiza oficinas no 3º andar para formar trabalhadoras na construção civil. Os exercícios dão forma ao espaço que será da Associação Vila Flores, voltado à integração de todos os projetos. De certa forma, foi a academia que mostrou o valor do patrimônio aos Wallig, proprietários das construções projetadas pelo arquiteto José Lutzenberger (pai do ambientalista famoso), nas Ruas São Carlos e Hoffmann. A pedagoga e mestre em Artes Visuais Antonia Wallig, que atua na gestão cultural do Vila Flores, conta que o professor Flávio Kiefer (hoje diretor do Instituto de Cultura da PUCRS), que participou da restauração da Casa Lutzenberger, foi consultado e não faltaram visitas do irmão João Felipe, arquiteto, à Biblioteca da Universidade para atestar o valor cultural do prédio. Alunos e professores acompanham as novidades, colaboram na promoção de eventos e colocam a mão na massa 4420 e uma ade Antonia vê o espaço como uma incubadora de negócios criativos. A família se surpreendeu com o interesse da comunidade pela ideia. Metade do prédio da Rua Hoffmann está ocupada. Ela ressalta o envolvimento das universidades, pois o Vila Flores “é um laboratório vivo”, não só para alunos de Arquitetura, mas também de Design, Educação e Economia, entre outras áreas. “Vários conhecimentos têm circulado no local. Precisamos criar metodologias e sistematizar o que está acontecendo para passar adiante a outros ambientes com negócios criativos.” A participação da PUCRS começou com a indicação da professora Cibele Figueira pela FAU para integrar reuniões no 4º Distrito (que compreende os bairros Floresta, São Geraldo, Navegantes, Marcílio Dias, Farrapos e Humaitá, da rodoviária à Arena do Grêmio). Resultado: além do projeto Vila Flores, todas as práticas das disciplinas da Faculdade deste ano se rea lizam no local. Vila Flores: centro de diversidade, cultura, educação e negócios criativos Cibele tinha recém-voltado do exterior e alunos que se envolveram no projeto e participaram de experiências pelo programa Ciência sem Fronteiras se juntaram motivados por fazer algo pela cidade. “No Vila Flores, conseguimos resgatar a ideia de integração comunitária que estamos perdendo nessa sociedade indivi dualista e privatizadora”, relata Cibele. Agora, a pretensão da professora é agregar outros cursos da PUCRS na iniciativa. No dia 13 de novembro, os alunos participam de maratona para criarem o logotipo da exposição que será realizada na Usina do Gasômetro de 6 a 19 de abril de 2015. Projetos realizados por eles no 4º Distrito estarão em foco na Usina. Antes disso, uma mostra desses 3 trabalhos circulará pelo Vila Flores. 3 “É incrível estar aqui ” 233 3 Para o TCC, a aluna se debruça sobre uma das áreas mais degradadas da região: a Av. Presidente Roosevelt. “Minha avó, que trabalhou na empresa Neugebauer, conta que o local era um polo cultural, com bares, cafés e cinema de rua. Eu me interesso por estudar as estruturas urbanas e as relações entre o público e o privado.” No seu projeto, orientado pela professora Ana Cé, ficou surpresa com a quantidade de imóveis abandonados na Avenida Voluntários da Pátria. “Como reverter esse quadro numa área que um dia foi tão rica e efervescente?”, pergunta-se Camila. Camila Radici pensa em propor uma oficina de arte urbana FOTOS: GILSON OLIVEIRA Camila Radici, do 9º semestre de Arquitetura, participou do Ciência sem Fronteiras e viu em Londres ateliês criados em galpões de bairros industriais e integrados à King’s College, que considera uma universidade de artistas. Voltar para o Brasil e participar de um ambiente propício a novas ideias, como o Vila Flores, é tudo o que Camila e colegas da FAU sonhavam. “É incrível estar aqui.” Todas as manhãs, ela fica na sala destinada ao grupo, almoça a R$ 10 por semana (num sistema colaborativo, em que todo mundo ajuda) e já fez um workshop de desenho do Casa Grande, projeto também instalado no local. Agora pensa em propor uma oficina de arte urbana. Pela janela, esclarece os curiosos da vizinhança sobre os eventos agendados para o Vila Flores. Nada que passe das 22h, para não perturbar o sossego de moradores. Bolsista da Fapergs, Camila integra um estudo para identificar as áreas públicas e imóveis tombados do bairro Floresta. “Isso se chama acupuntura urbana. Queremos verificar construções e espaços conectados que possam ser geradores de grandes mudanças”, explica a professora Cibele Figueira. ‘‘ Esse projeto leva a Universidade para a cidade real, com todos os seus problemas. É uma experiência de vida para os alunos. Paulo Bicca, coordenador do Departamento de Projetos da FAU PA I N E L Em obras: abandonado por décadas, o prédio na esquina das ruas Hoffmann e São Carlos foi invadido por famílias Do a ão uge à degradaç florespoa, o cebook.com/vila fa o N ão lp ra a utilização de os e o ga ojeto atenta pa Os dois edifíci pr ), oFl la Vi nelas salientes complexo bay-windows (ja s que formam o do 25 a 19 in e qu tr es en uídos acar a res foram constr -se à moradia a fim de dest um com vam solução muito e 1928. Destina s do prédios, final do ria st do ã dú in em al de s arquitetura na de trabalhadore a nc fra época em Bairro Floresta, na , predominou século 20. a busca eo rr té o omento, a famíli , em N m . o N expansão an para dos espaços. Ab blico e privado o uso comercial io foi apoio pú rma dos éd fo re pr a o s, ar eç da m ca is anos, co do donado por dé lo o, nd ia in pl s terão ício pe mílias, am prédios. As obra invadido por fa rá e se e qu é qu s, At . rlo ão gradaç da Rua São Ca cio ifí ed a assim, a sua de Ru sa ercial. N começaram a pe sivamente com clu ex os proprietários eiat á qu ar ar rig do conjunto ann, o térreo ab quisar a história al e salas ra a ci- Hoffm su pa vi e ss te re ar e te in n u sig liês de de tetônico e se o çã pa s demais O cu s. so io de de ensa dade. O processo anos e o local de aulas e de rão receber resitrês tos deve levou de dois a Defe- pavimen porários, especialmenla pe do ita rd te chegou a ser in ar . dentes tem cidade apresent de desabamento te quem vem à sa Civil pelo risco do e s o va ad ati lh ici te in o ar gr trocou trabalhos ou inte Então a família o Vila Flores. guém quer nada in et oj “N pr . es ao or o Fl íci la in Vi deu s õe aç do deseja partis ed if ic onto. Todo mun A fa ch ad a da pr as gente”, bo em rua está e projeto com a ss de r pa ci voltadas para a cervando as cara nia Wallig. condições, pres al. conta Anto in ig or ra tu ite qu terísticas da ar Saiba mais ress.com •geraurb.wordp et s.n re flo ila •www.v O nome mparmunidade e co Vila significa co adores que criam trai mor tilhamento. “A e troca”, , afeto, amizade ho al ab tr de s rede ltural. FloWallig, gestora cu oresta. explica Antonia o Fl z parte do Bairr res indica que fa deve ao se o m tis ba o , do Mas, antes de tu s, Maria rio tá ó dos proprie sobrenome da av descendentes a paixão aos Luiza, que legou Associafoi presidente da a El . ra pela cultu na Casa u s do RS e trabalho ção dos Museu io Quintana. de Cultura Mar Alguns dos residentes – Espaço de •Casa Grande artística, o e colaboração çã ta experimen Arte êmio Funarte de vencedor do Pr Negra 2013. e visa do – Projeto qu •Vuelta al Mun não no hó no cotidia inserir um brec , mas as lh ve de roupas como uma loja re de liv o um ns co de como alternativa ria da moda como dúst problemas da in o. trabalho escrav e poluição têxtil iação o – Espaço de cr •Stúdio Hybrid ares lin ip os interdisc voltado a projet a, nç da a, mod em artes visuais, e fotografia. o de ví , ce an perform 4424 CIÊNCIA e t a l o c Cho a t n e m i p com PESQUISAS MOSTRAM de ações positivas ses substâncias des alimentos em cas doenças hepáti UDITH HAKZE/FREE IMAGES FOTO: J Protetores: a pimenta e o cacau reduzem a inflamação do fígado 253 3 ra drigues de Olivei iências Jarbas Ro oc La Bi no de a e tic ad ld pá professor da Facu voltados para lesão e fibrose he ui células dos . O fígado poss desenvolve estu lular e Inflamação cool, medicamentos Ce a sic ofí Bi de por ál boratório ndo se lesiona, das (por vitamina A. Qua das, ficam alonga m va co ati as o ad sã el s tr la es lu cé , cacau s ta sa en es m e, o hepatit a fibrose. Pi am rm fo e A a ou doença com in pesquisa e s), perdem vitam foram temas de r) la lu ce e isso crescem mai nt ne estreladas do sfosfato (compo rsão das células ve re na e frutose 1,6 bi s vo siti sultados po apresentaram re licadas dipara normal. do na pimenta, ap ga te en es pr a, estado alon cin , foi possível as de capsai cinco e sete dias e tr Com microgram en da ba cu sponsáveis pela lula in vitro, in ula TGFBeta, re éc ol m retamente na cé a e no e de aumento na de coláge o da inflamação çã ui reduzir a síntese in m s genes, di da ras, além m a expressão do anos la gu re e qu s formação das fib na eí hum Y (grupo de prot mos testes em molécula PPAR o). “Ainda não te comer piism ol oa ss ab et pe m a e to l, mas o fato de na desenvolvimen cio la etor. No pu ot pr po estudo um fator e não fizemos um de qualquer forma, pode ser veis de ní os u to te, e aumen ão aç m fla in a menta diariamen ziu da fibrose hea pimenta redu e na prevenção to en am estudo in vitro, at tr trou-se boa no in vitamina A. Mos odelo de fibrose Oliveira. ta cacau utilizou m s na m pática”, comen co os do am tu lic es ap o a, tequina e os ca a e Da mesma form u do ca e ca ação os o extrato de dução da inflam vitro. “Incubam foi positivo na re r. Ambas so m es bé of m pr ta o do ica células. O resulta las estreladas alongadas”, expl ientadas or o, utorad s célu para teses de do crescimento da s da iza al re m ra os. as pesquisas fo varam quatro an mbém focado por Oliveira, e le o de mestrado, ta çã ta er Inss di ra pa tóxica do ferro. Um estudo , avaliou a ação ro as lit tic ili pá m he a/ s m ça ra microg em doen semana com um eladas alongadas, a um r po s da cuba estr ímico, as células do. do elemento qu piora em seu esta a um am ar nt se re o, ss ap , ce se ex ro com fib ando em sita no fígado, qu po opr de s, se re o rr liv fe is ca “O formação de radi e aciona a rota de tica. Se a pessoa come muito pá vocando lesão he consegue eliminar, porém o rim o , n) (ío io ss tá excesso, depo a o ferro que, em órgão não elimin te no fígado e causa a lesão en posita-se basicam Oliveira. ica pl ex , a” tic , as células hepá se da pesquisa fa a nd Na segu a mesma m contaminadas co ilimolar m 6 estreladas foram 0, e adição de o rr fe de e ad quantid . Mesmo com osfato (açúcar) sf bi 6 u 1, e os ut de fr e a célula deixo reversão de 50% e te uv en ho , es al pr et tá m o nte es . Esse compone de ser alongada sável pela inibion sp re é e r la lu ce ca líti oteção contra na rota glico dicais livres e pr ra de ia ão aç rm se. “A nossa teor ção da fo uações de estres sit sipo em r de la se lu e ce o dano impede que el quela o ferro e ando em é que a frutose a ação tóxica qu su a do in ib in o, fígad te na célula do 3 3 . iza al fin , o” excess O CIÊNCIA Pererecas- PESQUISADOR DA Faculdade de Biociências Santiago CastroviejoFisher participa de expedição nos Andes peruanos e descobre novas espécies E m uma expedição aos Andes peruanos, iniciada em 2010, um grupo de pesquisadores descobriu quatro novas espécies, três delas com ossos verdes pertencentes à família das pererecas-de-vidro – assim chamadas porque têm a pele do ventre parcial ou totalmente transparente. O herpetólogo e pesquisador do Laboratório de Sistemática de Vertebrados da Faculdade de Biociências Santiago Castroviejo-Fisher, é co-autor do estudo e revela algumas características peculiares das novas espécies. Em comparação a outras pererecas-de-vidro, a espécie Centrolene charapita é grande: tem 4,5 centímetros. Nas patas traseiras apresenta ornamentos brancos. Das 150 espécies conhecidas, menos de dez têm este tipo de ornamentação. “O nome Charapita é referência a uma pimenta da Amazônia peruana, são bolinhas amarelas como às do dorso do anfíbio”, explica Castroviejo-Fisher. Foram encontrados apenas dois machos em um riacho nos Andes, próximo a cidade La Oliva. São parcialmente transparentes, do peito para baixo, e pode-se ver parte de seus órgãos e seus ossos verdes. FOTOS: SANTIAGO CASTROVIEJO-FISHER/DIVULGAÇÃO de-vidro Com 2,5 centímetros, círculos amarelos ao redor dos olhos e íris vermelha, a espécie Cochranella guayasamini foi descoberta no norte dos Andes peruanos. Como emitem sons, são de mais fácil localização. Seus girinos são de um rosa avermelhado vivo, tornando-se verdes à medida que crescem. Os machos adultos possuem uma projeção do osso do úmero em forma de espinho que, acredita-se, sejam usados em disputas territoriais. Pode-se ver parte de seus órgãos internos pela transparência parcial do ventre. Seu nome é dedicado a um herpetólogo do Equador que trabalha com pererecas-de-vidro. Com pele ventral totalmente transparente, Hyalinobatrachium anachoretus foi descoberta em um lugar isolado, a mais de dois mil metros acima do nível do mar. “Foi inesperada, pois normalmente não há pererecas desse gênero nessa altitude. A esse fato está relacionado o nome anachoretus”, comenta Castroviejo-Fisher. Um grande número foi achado em somente uma noite. Em outros levantamentos noturnos na mesma área não havia um único espécime. Também com 2,5 centímetros, foi a única com machos e fêmeas identificados. Pode-se ver todos os seus órgãos, inclusive o coração batendo. E não tem ossos verdes. Com nome em homenagem à trilogia O Poderoso Chefão, a espécie Chimerella corleone une características das anteriores: espinho umeral e toda a toda pele ventral transparente. “Essa é a segunda do gênero descoberta em todo o mundo. Isso é muito importante”, ressalta Castroviejo-Fisher. Foi detectada na zona de cachoeiras e tem apenas dois centímetros de comprimento. Até o momento, a distribuição dessas espécies só tem registros na Região Amazônica dos Andes peruanos. “O tamanho dessas populações ainda é desconhecido e é preciso um estudo para avaliar o estado de conservação. Sabemos apenas que a Cochranella guayasamini não corre perigo de extinção pois foi encontrada em diversos locais dos Andes. As demais foram avistadas em um único riacho, cada”, comenta. Sobre as descobertas, Castroviejo-Fisher considera que uma grande diversidade de anfíbios permanece desconhecida nas florestas tropicais. “Isso tem implicações no estudo da evolução das pererecas-de-vidro. Usando sequências de DNA reconstruímos a história evolutiva dos grupos. Pelas relações filogenéticas das espécies descobrimos que algumas características, como o espinho umeral, evoluíram independentemente em vários grupos de pererecas-de-vidro. É a única forma de pesquisar a origem e os processos de diversidade observados hoje 3 em dia”, revela. 3 Veja vídeo da National Geografic sobre as pererecas de vidro: http:// channel.nationalgeographic.com/ channel/secret-life-of-predators/ videos/ninja-frog/ 4426 FOTO: GILSON OLIVEIRA/ARQUIVO PUCRS C O M P O R TA M E N T O OS DESAFIOS enfrentados pelos jovens nesta fase de transição T A ideia de que “dorme-se de um jeito e acorda-se de outro” sinaliza a mudança De aluno a profissional... ornar-se um profissional é uma caminhada que envolve muito mais do que adquirir habilidades. Exige um processo de construção de identidade que deve estar de acordo com a pessoa que o aluno é ao longo de sua trajetória de transformação. O dia a dia impõe desafios que levam a novos aprendizados, descobertas e necessidade de reajustes internos e externos. A incerteza e as constantes mudanças, muitas vezes, causam ansiedade e podem comprometer o desempenho acadêmico. Num mundo em que concluir uma etapa da formação é uma das condições para a emancipação humana e social, as famílias e os jovens trilham caminhos árduos para chegar à tão almejada graduação. Como os desejos e os projetos não são comprados – conquistam-se, constroem-se – e estão carregados de significados, toda a rede de relações do universitário passa a fazer parte de suas conquistas. É preciso levar em conta que a escolha de uma profissão começa na infância: “vou ser” e “brincar de”. Inicia-se no processo de “se ver como” em uma projeção de futuro. Com o término do Ensino Médio, fazer uma escolha implica abdicar de outras possibilidades e, às vezes, gera angústias e dúvidas. Mas faz parte da tomada de decisão. “Para decidir, é preciso pensar, avaliar e refletir sobre as questões que cada um deseja para si”, observa a psicóloga Dóris Della Valen273 3 e agora? tina, coordenadora do Centro de Atenção tenho um registro profissional e, como Psicossocial da PUCRS. tal, respondo por minhas decisões e atos. As escolhas, por sua vez, são precoces E aí, surgem questionamentos: Estou cae ocorrem em um período de mudança: a pacitado? Se precisar de ajuda, a quem passagem da adolescência à vida adulta. recorro? O que faço agora? O processo de redefinição pessoal passa No mundo do trabalho, a busca é por por ajustes. É necessário criar uma nova profissionais seguros, com autonomia, caidentidade ou, no mínimo, modificar a que pacidade de tomar decisões, condições de está em curso. Então, como fazer escolhas enfrentar situações críticas, com iniciativa duradouras? e um currículo que demonstre as qualiAs provas, trabalhos, participações em dades construídas em sua trajetória de seminários, estágios obrigatórios ou não, experiências. são oportunidades únicas para refletir e O mundo paralelo ao do conhecimenautoavaliar sua escolha. Nessas situações, o to que emancipa não coloca a formação jovem pode identificar seus pontos fortes e integral como princípio fundamental, mas fragilidades e desenvolver novas estratégias exige-a. A PUCRS tem se preocupado cada de enfrentamento, conforme suas caracte- vez mais com a pedagogia de que só grarísticas pessoais. duar o aluno não basta. É preciso mais. São frequentes as dúvidas quanto às A maioria dos cursos tem inovações que escolhas, manifestadas em trocas de cur- vão da formação básica profissionalizante so, trancamentos e desistências. Elas si- à proposição de disciplinas que contemnalizam muito a necessidade de definição plem uma formação integral e integrada. da identidade pessoal. A ideia de que “se “É preciso formar mais do que o prodorme de um jeito e fissional. É preciso tamse acorda de outro”, bém auxiliar a pessoa a sinaliza esta transCentro de Atenção desenvolver suas habilidaformação: sou aluno, des, suas potencialidades Psicossocial tenho supervisores, e a enfrentar suas dificul• Prédio 17 – 4º andar posso pedir ajuda, dades. É na formação inte• Atendimento de segunda tenho uma instituigral que, talvez, resida um a sexta-feira, das 8h às 21h ção educacional que dos maiores desafios do • (51) 3320-3703 • www.pucrs.br/prac.cap me respalda; para Ensino Superior”, finaliza 3 um outro momento: Dóris. 3 TODESCHINI FOTOS: BRUNO BASTIDORES Equipe de 11 pessoas divide as atividades em mobilidade in e out RIA DE COORDENADOdêmica Mobilidade Acates em auxilia estudan tercâmbio programas de in ARZANASCO 44POR JULIANA M a n r e t in na e da segurança cia da convicção vel que o aluno ân rt po im í dí 25 pa cidir. “É imprescin iversidades em arado, que ele es hora de de rceria com 81 un nt ep pa pr da tu de te es en a m 60 , ca to os gi m lo en be m ico ce na ps re io ja o, nc te fu e es sua rotina, ficar Só este an as 13 horas de itais nacionais to para sair de ed de Aca- ses. on e da tr pr á ili en ta ob 5, sin M 11 se de viamos r, um igos”, observa. “H Coordenadoria ende aos e en ionais”, observa Otávio Porche família e dos am at S da um : e CR ar ng PU lo us da de A) uito rnac dêmica (CM todos os inte plo que gosto m cretários. estres seguidos en- um exem didos. Alunos de se m s de pe se s do os ês ixa rs tr ca e ve as em nt di e e s ra – ad du mai ra id io pa un ve o o da nã s un m al as viagens e as os serviço O telefone coletivos també rmações sobre ls cursos procuram o imaginário repleto de fo ai r in m ear sc ro at bu qu . Só depois de te a dos com países nversamos muito ncias, di- trad mo mediadora, entre alunos, busca do novo, co s riê e ia s pe nc ex lsa uê – bo s eq ei ns ív A, co poss não. Co itada CM lha – e das is co Em qu es s. re a re à su possíveis – e im ga be de lu a ca s lta ez a, de vo a sidades, e cert is e inusitado participar. Agor cta- e univer cilitar o acesso eu pe fa lv e ex ferenças cultura so a ar re cl nh – es la pa m e ia”, acrescenta. de acom ar as de iverso qu , aprovou a vivênc social é um ionários além ção dos intercambistas, divulg re meio a esse un nc eg fu Al o 11 rt s Po ao ta e, cabe enção Psicos r a questionamen (antes, a adap tivas e realidad O Centro de At ra ajuos estudantes dades e responde Faculdades nos ni ar tu or or ss op se tá disponível pa s e as es r e âm ro as rc ei te do rc do seto in an pa de qu de a m gran ficuldade uito bo is do program os estudantes”, es diante de di da. tos. “É m nt m eti co da r durante e depo om tu sa s pr es er m os nv co r co to da am para uros icologia atua no uipe é mui quando cham Faculdade de Ps m de acordo visitamos os calo bio). “Nossa eq o A e, uc s. a is da po á vi m ca “H dú . a ia Flav para stimos os, que varia angas”, conta bolsas de sobra Realmente, ve processos seletiv a ingressar no Ciência nharia. Existem regaçamos as m m ge ar ce r, En he ha da on al sc ab de tr “P na vamos editais. ar os alunos a coorde dentre outras área e, às vezes, de brincadeira, ainda com os a ta ra m es so cli es of em pr a, s, por exemplo, A . nt ira la co te ve o on re , Fr n. s” se m de ie se ma ortunida rta de motivaçã Flavia Th é preciso uma ca tes o contato co dora, professora res, três secretários, dois as op s, an o cia pe nt ên m ig ua se ex “Q de O a: ofessor. s tempo aconselh Quatro professo hada por um pr ica, melhor. Mai iciação cienin eti in m êm ca om ad de pr en Ac as m st de co lsi da o bo is Mobili r”. avaliado, za é de ni o da ic ga ili or estagiários e do ob êm e m te ad ar ac an ej em rt o dos nh atividades rá para plan Mas é impo tífica dividem as A primeira categoria diz have angeiros ou não, a motivação r mento em aula também. tr ze t. ocional”, pondefa Es ou em de o de a ar nta o prep A adrenalin in e mobilida de outras co a. os cid ede em un r re al va pa de le é o s çã ico êm enta mpara que mais conc respeito à movim o ou de pesquisa para a acad esmo, de trocar ideias e de co sobre o program ia CRS av Fl PU ra da o çã as m st sin ua de grad s jamais vi ra por si os so oa un ss es al of pe 9 instituições de en pr 15 m da s: co s in lsa ão ma de iciaomento o- bo b a orientaç ente pelo progra a vez, tilhar m e de crescer na pr lm su PUCRS e está so ad r ua nt at po vo a, a am nd aj m vi ta gu e3 plemen . Já a se brasileiro. 3 imento e de incr dar fora com Ana Wertheimer tiva do governo adquirir conhec teresse em estu a de in e o, m br te sã so fis ta em er qu al e avia cuida de e do docent currículo. Mas Fl responsabilidad ção mentar o la re a e essa fica sob a um os m lho. “Mante José Nicoletti Fi N 4428 ais obilidade Acadêmica oferece Saiba m alunos doria de M al A Coordena versitário, no qu rama Amigo Uni trangeiros. E, por meio og Pr o m bé m ta es ecem a ajudar os using Anywhere, ficou da PUCRS se ofer Ho a m or af at pl a com ões nos de uma parceria ntrar acomodaç co en s ico êm ad ac mais fácil para os a ens. bém uma alianç destinos das viag r começou tam to se po o es o, nt br da tu Em ou a os estu a Carreiras. Agor ar de lic rio ap o itó m cr co Es com o cas sobre futuro m palestras e di dem contar co fora do País no de o ad iz nd re ap o experiência e m dúno exterior ou te profissional. sse em estudar re 6 ou te 65 in -3 m 20 te 33 m lo Que contato pe em r tra en de w po página ww. vidas a respeito rs.br/pma e na uc .p w r w w e sit o rmações. O seto 3353-6044. N , há outras info rs uc ap m /p h. om 21 facebook.c , das 8h às 101 do prédio 15 funciona na sala Programas io b bios oferecidos na CMA: de ingutnsedorcs prâinm cipais intercâm ander Conheça al Americanas Sant oer Ib lsa Bo de • Programa eses tercâmbio: 6 m Período de in il m 3 € : Valor da bolsa ram Elap e Americas Prog th of s er ad Le • Emerging eses tercâmbio: 6 m Período de in : US$ 7.200 Valor da bolsa s cia sem Fronteira eses m • Programa Ciên 18 a úde, tercâmbio: de 6 ncede seguro sa co Período de in is po , da ia camento nc re fe de di tico, auxílio slo dá di l Tem proposta ia er at m tudo. , auxilio me o local do es auxílio instalação nduíche confor sa oçã ua ad gr e bolsa (PMA) es conveniadas. ordos Bilaterais S com instituiçõ • Mobilidade Ac CR PU da o bi intercâm Programa de lsa. bo ui ss Não po a d a s i m a c a o d Vestin o ã ç a z i l a n acio Alemão com eiro jeitinho brasil ava pelo prédio 15 do Cam- ann Georg Hartmno fez amigos a o setor e destacdo apoio recebi n, 23 anos, pass so e curioso, o Georg Hartman 116 vazia. Surpre ão que avila sa a u ro nt co ch pus quando en tas coloridas no ão seguiu as se reu o caminho or rc pe e El . estudante alem 1” os para a sala 10 denadoria savam: “Mudam ndo conta, “os amigos da Coor gu se paço de atendipara encontrar, vezes maior – es ês tr as e – vo no viagem às fazend Acadêmica” no lar sobre a minha ncia às vinícolas fa ra pa i te ei ov mento. “Apr a em referê Gonçalves”, afirm bido pelo pessoal. Gosto de uva de Bento ce re m . “Fui muito be trabalho e da Serra Gaúcha ortunidades de op s da i, qu da s oa ss ta a”, acrescen . do jeito das pe asil me interess Br O S. Osnabrück CR PU agora, da Universidade de da ca áti rm fo agosto para Estudante de In a Porto Alegre em ou eg ch n an m rt boratório de Alto (Alemanha), Ha ofissional no La pr ca áti pr dos sode es ática. “Busquei da nça fazer sete mes rm fo In de e ad a alia Faculd Desempenho da empresas parceiras da UAS7, um PUCRS, e a e es br içõ so tu r sti sa in ui bre as . Ao pesq ãs em al es ad El sid stifica. e já ha entre sete univer conceituada”, ju m be em to es ui es m m a er ês descobri que ário durante tr trabalho volunt de rua. Lá via realizado um integrar meninos amente re ra pa de da vi ati ratic Fortaleza, numa te no idioma. “P uês e hoje é fluen o alemão e eu precisava ug rt po eu nd re ap pouc inglês, nem tão ninguém falava . , brinca e concedido me comunicar” ância do suport rt po im a aa rç fo ar ao Estado. “F O acadêmico re o antes de cheg m e es pr m m , Se ria . m do ok també pela Coordena l e pelo Facebo ai m er po o ig lavam com 293 3 cionar comtudo, desde solu em am ar legas ud aj e rmar com os co prestativos, m ula, até me entu ríc at m a m co plicações es”, destaca. geiros e e com os costum eventos para integrar os estran za ni lg ra divu ar e faO setor orga o ferramenta pa m co is ssou cia so s n diz que não pa utiliza as rede riano, Hartman ta upo ge gr Ve no o. ar at st nt cilitar o co “Tive que po o. sc ra ur ch o últim o, o povo gosdificuldades no levei. Fez sucess e qu ta ita ba de com jeitinho bras a receita do pão reiro, o alemão ve o fe er é sp At “E . a. ria or denado tou”, comem tras visitas à Coor . ou iza al rá fa fin te ”, er en lv am leiro cert as para reso m le ob pr m se , ar ir só para socializ E N T R E V I S TA o d o ã ç a c i n u m o Ac ELLO M 44POR VANESSA o r u t fu FEDERICO o CASALEGNO, d MIT, foi um dosevento convidados do aos 20 comemorativo duação anos do Pós-Grao Social em Comunicaçã 2014, m entre 2003 e que nador do PPGCo de ta al or ss Co Silva re ir Machado da m 20 anos, m re ica. Ju óg e ol nt cn ce te do o o a revoluçã m co u m u it a co is a ce es cr a das mudanças o program abalhos tratam tr s mudou. Os cedo e rt pa e to da internet, m ai s “Grand mo o surgimen co o, a çã lu la re s fa ze m ica un m dade. Temos um tele- na co s, e da sociabili ai io ci ár so que ligações; as in s ag de im re s do as e da cnologia visões ficaram fin a linha de pesquisa sobre te nc nu o . ca içã , indi ocom defin e comunicação” e o forte relaci tão no meio internacionais es , es m ça xõ bé an m ne Fr ta co s da ro As a; os liv ogramas antes imaginad lugares do mun nvolvido com pr se PP os rs de do ve to di da en ra ar m st sit gi na el vi o marca re ou radisã ud A m EU ia s digital; é possív og do o, ol e br al cn m te rtug tador; e a te 20 anos, em se ento em de Po do pelo compu e celebrou seus lização qu unicar. No mom , na m io m co ac Co G rn de te a In a rm e fo operação a se discuti Co nd calmente a io ai e ár a in Expem av ile Se riz o la ob com popu MIT M que a internet se virtual e quais os seus limites, ção. O diretor do tute of Technoica un m Co em do un Insti como seria o m Massachussets uação em Comuidarama de Pós-Grad e de Comuni- rience Lab, no foi um dos conv og o, pr gn o le do sa ia Ca cr o i fo ric ad ld de ista cu Fe ev ), Fa tr UA da en ) logy (E PGCom ncedeu nicação Social (P es do evento. Co “Na época, exis. nt ias, ra 94 st og 19 le ol pa cn em e te S, s do PUCR novas cação Social da unicação, no Rio S falando sobre m CR eo co e PU ad a em id st os vi ac rs re iv cu à pr is humanas, es çõ la tiam somente se Paulo. Hoje são mais de 40 na re do s, o ai ci çã a revolu redes so São vos móveis ness oneiras, com iti pi de Janeiro e em os as e sp tr di s en do tá l pe idade es denadora, pa mano. área e a Univers ”, destaca a coor mportamento hu os co ss re eg 0 50 mais de Haussen. professora Doris TODESCHINI FOTOS: BRUNO E 4430 ‘‘ não é mpo nas redes Gastar muito te oa r um contato olh te as m , vo ati eg n ito mais ção social, é mu ook. olho, uma intera s likes do Faceb ao o ad ar p m co mentar, profundo reciso saber argu ssar Na vida real é p esacordos, expre d u o s o rd o ac r nversa encara iniões. É uma co ar a sentimentos, op des podem ajud re s A a. d n fu ro p r mais sociais para cria es çõ ra te in as cristalizar redor ilizar grupos ao b o m e es ad id . n comu isso é fantástico e es õ aç e d , as de idei lugar da municação, no co a r ta en m au ee sa complexidad lor. rtamento es rmações sem va po fo m in co o de ga am ar ud ec m s br ai so ci o e inforso s ogias e rede ra a comunicaçã pa ço pa es rá As novas tecnol ve ha sociedade? to. Cada vez Num cenário futuro, levisão, rádio)? l (impressos, te das pessoas e da está mudando o comportamen ua at o at fismo: a teleopr rm , fo de no mação ismo ou catastro o e assim tiv ogia à socieda ga ol Definitivamente cn ne te to ui ou m ia íd televisã social é uma nova m Sempre temos rnet vai matar a a conectividade te er in ov a que se introduz pode , om ro Pr liv . o ça ica a pelos meios e comun de mudan visão vai matar , o conteúdo viaj er conversação, to voca-se um tipo ov . Não en et om rn om pr te m r m in o ta é de na en At po a, . redes no cinem por diante r, desafio: aum la al lu re ce o é no corse s, pensar como as os re Es . ei os m mpo estar em diversos luga entos humanos te morto. Todos Gastar muito te en a. lm an ta .A m to es ção e relacionam hu rá çõ o ta ua çã es sit l tos e , uma o pape na comunica ntato olho a olho es diria que ssidades, momen do e a questão co ce ne a conectividade um es r te nt re as fe m di aos lik to rápi negativo, respondem a do comparado o evoluindo mui ndo nas redes não é uito mais profun r argumentar, encarar mídia e as tecnologias estã informação, cria m e é , to al en ci im so o ec nh be co sa ava o interaçã nd iso um st va ec uma é como continuar le jornal co a vida real é pr tos, opiniões. É público, como o en te m s. ba nti ia de do Facebook. N íd se o r m o s sa nd es va ta as no istalizar as cultura e aumen cordos, expr ra certa, usando ho dem ajudar a cr na acordos ou desa po s ão de aç re rm ao As fo . ofunda zar grupos fazer com a in na resolução conversa mais pr ra criar comunidades e mobili dem ser usados mos 50 po s re pa ei te is óv 50 m cia 20 s so vo es Em ositi interaçõ fantástico. dem Como os disp ento de ideias? de ações e isso é ro lugar, mputadores po no desenvolvim co e os as , m je redor de ideias, le Ho ob . rmas. Em primei pr os fo o s ad de iss ta ct ui do ne m tu co e de s o, to os st usad tes vi s poderosas bilhões de obje Eles podem ser o o, como nunca an . Há ferramenta iss rp os co os tr o m ou ss ar m no rm co fo ao ’ ar ns conect mo tra agens. Não são ser ‘vestidos ma- nos ajudam a mo vídeos e im ctividade. Mas co hu co ne es o, co os çõ çã a la ica do re ta e un o m en ar a co eis, que levam unicaçã tem aum ente sobre com ormá-las para alcanç nes, são computadores portát m sf al os an re o, tr é a nd e er gu qu nd se go re em al enas telefo rmações. Em ecisamos ap m fo ap pr in e ixe r s ca ia sa en es og ol ac se nó a e cn s sobre s: para qu ajudam nas? Temos te ra, desenhá-las no bolso e nos ber muitas coisa falamos. sa ltu a cu a am ss eç no m a s co eis em e adaptá-la to humano. dispositivos móv fazemos, onde vamos, com qu ao comportamen e portamento qu m o , co os o à diversidade e m ss so no o quem o? torno sobre rig ém re pe gu um al r em o a da m s fic co e no é deroso. perigo ou se E a privacidad Então, podem e isso é muito po acidade está em olescentes está ad s do sa Não sei se a priv da vi A . tório de Pesqui a privacidade” S tem o Labora CR e tiPU qu iá A id o disse: “Esqueça M s, to ia fo nc nvergê emórias, suas Mobilidade e Co olveu o projeto eduem A on-line, suas m . am or m o na , desenv o, quem a Até o momento ca (Ubilab) que ia com fazem, o que sã e temos. De um qu a edia, em parcer m M ar s c o vi ica el Ci p ún – a st a a aj ca er vi o Lo já d cação é a e ú b. ad te con nce La Qual ica, a privacid Mobile Experie IT m M em re r o te perspectiva técn poderia invadir minha ta es es ad e d sid as univer ém meios e po importância de vulnerável: algu s? no s, inhas senhas. O re m ga ar lu ub ses laboratório s ro es o so o, m nc er div espaços co ogia, se conta no ba boratóol la s cn se te a es r m po co a amos Fundamental. É r, no cinema, n la am que ponto é como lid tece quando postamos lu ilit ce ib es poss acon eo u e as universidad q o qu s ia nã ir rio ojetos ez d sabemos o que lv pr ta ão m N te ns . ve en ternet in -line. Os jo es experim on nt da em tu ag es sim us a po te se um que se e apenas uma estará totalmen ente cientes de el a liberdade qu ap m p co s co ai cin re de dar. estejam totalm em o sino superior po i permanecer e, morto. A questã instituição de en is capacitam os alutam algo, isso va futuro empregador vir ar , po seu São fantásticos e a se ou dez anos, se é como continu alizá-la? Você tu ex nt co a experimentar o m am co , ud aj em to os ag e e en im s is ta sa im no es s digi ucação não levando conhec uir suas imagen ais criativos. A ed m em ar . rn to to ex não pode perseg o nt d transferência de podem sair de co formação, crian in ce apenas pela e te on ac essas memórias tira a cabeça para ou s inte mentando o au ecimento de um estudante, mas pensar as mídia ades e e nh ra co u lt cu É necessário re unid r para o ndo r conectar com tra, do professo os. O Ubilab explora ate público, usa vas para melho eb d et oj ? pr ão r aç po ic un também forma aprimorar a com mídias. Como s r da comuva emergindo de lo o o va n tã o as es er e nd qu te as ei ntes id da tu o r es er É preciso en s ze núm ava fa ssibilita ao a. A explosão do uito rápida e po o jornal costum m nicação human m conectividade au3 sso. 3 ão na s co fazerem parte di com a informaç de dispositivo ssas vidas no em e a. ad rt id ex hora ce menta a compl reduzir nsar em como pe e qu os m te e ‘‘ 313 3 ALUNOS DA PUCRS O de ciência Novidade: a participação de alunos de Ensino Médio IM A G E M: D IVU L O D ois alunos da Universidade de Newcastle (Inglaterra) estiveram na PUCRS buscando dados para uma pesquisa sobre prevenção e cuidado odontológico. Naemm Adam e Emma Walshaw foram os primeiros acadêmicos da instituição inglesa a virem para a Universidade graças a uma parceria. Eles contaram com a supervisão da professora Marina Lobato, da Faculdade de Odonto- FOTO: DIVULGAÇÃO Çà Odontologia houve a palestra Quais são as tuas metas?, ministrada pelo docente Luciano de Jesus, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, e uma homenagem aos ex-coordenadores do evento. “Quando colocamos datas nos nossos sonhos, eles viram metas”, disse Jesus à plateia. “As metas devem ser positivas, objetivas, específicas e significar algo para quem as definiu”. A professora Cleusa Scroferneker – coordenadora desta edição e da Iniciação Científica na Universidade – destaca a importância da área. “Ao atuar em projetos de pesquisa de mestres e doutores, os alunos passam a ter acesso a um conhecimento especializado. Isso repercute no futuro. Pode ser um diferencial no processo de seleção para o mercado de trabalho ou mesmo para a pós-graduação”, afirma. “E, se a prática for premiada, pode incrementar ainda mais o currículo”, conclui. Dos trabalhos, 124 obtiveram a nota máxima – 29 a mais em relação ao ano passado. Conquistaram o mérito de destaque, concedido pelos 310 avaliadores, entre professores da PUCRS e convidados de outras Instituições do Estado. Luciano de Jesus na palestra de abertura do 15º Salão de Iniciação Científica: “Quando colocamos datas nos nossos sonhos, eles viram metas” GA Salão de Iniciação Científica (SIC) da PUCRS, há 15 anos reúne professores e estudantes da graduação envolvidos em atividades de pesquisa em diferentes instituições do País. Este ano, alunos de Ensino Médio também puderam participar. No auditório do prédio 40, apresentaram projetos – desenvolvidos no programa de Iniciação Científica (IC) Júnior/Pré-Grad – e contaram, brevemente, as suas experiências na Universidade. O espaço IC Júnior mostrou um pouco das atividades realizadas no programa, que concede bolsas de iniciação científica a estudantes de escolas maristas e de outros dois colégios particulares de Porto Alegre. A PUCRS, por meio da iniciativa, proporciona aos pré-universitários seis meses de vivência acadêmica. “Os estudantes têm a oportunidade de se familiarizar com o ambiente de pesquisa, esclarecer dúvidas, conhecer profissionais e possibilidades de carreiras”, explica o professor Fernando de Azevedo, coordenador adjunto da Coordenadoria de Iniciação Científica. Além dos 948 trabalhos inscritos, nos cinco dias de SIC, em outubro, : BRUNO TODESCH INI FOTO Quinze anos Espaço IC Júnior O Espaço IC Júnior, a novidade do 15º Salão de Iniciação Científica, contou com a participação de quatro escolas maristas: Colégio Marista Assunção, Colégio Marista Rosário, Colégio Marista Ipanema e Colégio Marista Champagnat. Foram apresentados 11 trabalhos e, desses, seis foram considerados Trabalhos-Destaque. As bancas avaliadoras eram compostas por pesquisadores titulados da Universidade. Destaques logia, e apoio de alunos e professores da graduação e da pós. “Fomos muito bem recebidos e gostamos do convívio com os estudantes brasileiros. Trabalhamos juntos, compartilhamos experiências e encontramos vários pontos em comum”, conta Adam. “Os professores de Newcastle nos disseram que a PUCRS seria um ótimo lugar para o estudo. Estavam completamente certos!”, aprova Emma. FOTO: BRUNO TODESCHINI 4432 O que fazer quando o Ensino Médio acabar? P ara familiarizar-se com o ambiente Leonardo da Silva, 16 anos, encarou universitário e conhecer mais sobre com os colegas do Colégio Marista São Franos cursos, alunos de Ensino Médio e cisco, de Rio Grande, cerca de de cursinhos pré-vestibular participaram da quatro horas de viagem para Alunos Feira das Profissões 2014. Este ano, o evento experimentar um pouco do de Ensino apresentou uma novidade: o formato Open que a Faculdade de EngeMédio foram Campus. Em dois dias de outubro, cerca de nharia oferece. O esforço recebidos por professores 9 mil estudantes puderam circular, visitar e compensou. “A PUCRS é que falaram interagir em diferentes unidades acadêmi- completa, tem tudo o que das profissões cas. Vivenciaram um pouco do cotidiano a gente precisa. Estávamos das Faculdades. comentando como gostamos Quem pretendia fazer Jornalismo, por da Feira. Viemos de longe e nunca havíamos exemplo, teve a oportunidade de apre- participado de um evento assim”, conta. sentar um telejornal. Da mesma forma, os Além do formato Open Campus, a Feiadeptos da Medicina acompanharam pro- ra contou com outras atrações. Entre os cedimentos de reanimação em manequins prédios 6 e 15, food trucks (veículos que e atividades de videolaparoscopia. Interes- vendem refeições) da Temakeria sados em Ciências Aeronáuticas, assistiram Japesca, Delicafé Truck, Trata uma simulação de voo e, assim, sucessi- toria Sobre Rodas e Olívia Na Famecos, vamente. Os espaços foram divididos em & Palito reuniram multiestudantes acompanharam seis áreas: Energia, Meio Ambiente e Bio- dões que aproveitaram atividades diversidade; Humanidade e Ética; Cultura e o verde do Campus e práticas relacionadas Educação; Sociedade e Desenvolvimento; se deliciaram com cafés, a cada área Tecnologia da Informação e Comunicação; temakis, massas, sanduíBiologia e Saúde. ches e muito mais. No paiRafaela de Andrade, 17 anos, é aluna nel Sem pressão, mas também do Colégio João Paulo I e veio sem solidão: como proporcioconhecer a Faculdade de Químinar um ambiente saudável ao EXTRA ca. “É a minha matéria favorita. vestibulando – destinado aos Assista a um vídeo sobre Tenho curiosidade de entender pais, familiares e professores a Feira das Profissões e veja mais fotos o que acontece no mundo e a – o tema foi apredo evento em www.pucrs/revista maioria das coisas têm reações sentado por ou use o QR Code. químicas”, explica. “Achei o Camprofissionais Food trucks pus maravilhoso! Quero ingresde Psicoloforam uma sar na iniciação científica, trabagia, Nutrição, atração para o público lhar em pesquisas, me dedicar Educação Fíbastante e me apaixonar ainda sica e Neuromais pela química”, antecipa. ciência. FOTOS: BRUNO TODESCHINI Direito Relações Públicas tradição de os diplomados em Direito pela PUCRS se destacarem nos concursos para a magistratura mais uma vez se confirma. Dos 71 juízes que tomaram posse no Tribunal de Justiça do Estado, em setembro, 15 são egressos da Universidade. O concurso teve nada menos que 4.200 concorrentes de todo o País. Recentemente, o curso da Faculdade de Direito também repetiu sua performance, conquistando cinco estrelas (excelente) na avaliação no Guia do Estudante da Abril. curso de Relações Públicas conquistou três primeiros lugares no Prêmio da Associação Brasileira de Relações Públicas – SP. Na categoria Monografia – Estudos da Comunicação Organizacional e Relações Públicas venceu a aluna Eliane da Costa Kunt, orientada pela professora Cleusa Scroferneker. A segunda colocada foi Natália Taborda, com orientação de Glafira Furtado. A primeira colocada em Monografia – Setor Privado foi a acadêmica Camila Schultz, que teve a orientação de André Pase. Na categoria Monografia – Setor Público ganhou a estudante Fabiane Marcílio, orientada por Nelson Fossatti. O trabalho da aluna Raffaela Brodbeck Buratto, orientado pela docente Susana Azevedo, recebeu menção honrosa. A 333 3 O ALUNOS DA PUCRS Rumo a Miami FOTO: GILSON OLI VEIRA Matheus Soldatelli e Luiza Lucas ganharam bolsa de estágio no Jackson’s Hospital A O s estudantes do quarto ano de Medicina, Matheus So ldatelli e Luiza Lu embarcam, no fin cas al de nove Miami (EUA). Ve ncedores do prêm mbro, para io Leonel Lerner, concedido pela Faculdade, eles receberam uma bolsa de es tágio no Jackson’ s Ho rante três meses , vivenciarão a pr spital. Duáti no exterior. E nã o fizeram por m ca médica enos. “O processo seletivo le vou em consider ação histórico escolar, proficiên cia cientifica, particip em inglês, curriculum lattes – produção aç nitorias e ativida ão em congressos, ligas acadêm des diversas, co icas, momo entrevista com se te professores da voluntariado – além da Faculdade”, desc telli. “Entre eles , o diretor Jeffers reve Soldaon Braga e o co estágios em Mia ordenador de mi, professor Ca rlos Barrios”, ac “Acredito que ex rescenta Luiza. periências fora com a formação do País colabora pessoal e profiss m muito io aluno que ingres sou em 2010, tra nal”, destaca Soldatelli. O ncou o curso po estudar Medica r um ano para l English em Lond res e fazer trabal em uma ONG br ho voluntário itânica no Cambo ja. E essa não se temporada do es rá a primeira tudante de 22 an os no janeiro realizei um estágio de um m Jackson’s Hospital. “Em ganhadoras do prêmio Leonel Le ês. Inclusive, morei com as rner de 2013, La Valentina Cará. rissa Pinós e Elas serviram de exemplo acadêm ráter para mim”, ico e de caesclarece. As garotas també m in centivaram a pa “Sempre estiver rticipação de Lu am do nosso lado iza. , co dos, e, depois do resultado, algum mpartilharam aprendizaas dicas”, revela cio do curso, em . Desde o iní2011, a estudant e demonstrou in pesquisa e trajet teresse pela ória acadêmica. Ag aperfeiçoar conh ecimentos e atua ora, aos 22 anos, espera r ao lado de gran da Endocrinolog des mestres ia, da Endocrinop ediatra e da Med algumas de suas icina Interna, áreas de interess e. Para Matheus, o período em Mia da futura especi mi pode ajudar na escolha alidade médica , além de facilit em residências ar a admissão no Brasil ou nos EUA. acompanhar e in tegrar o funciona “É uma oportunidade de mento de um se ferência”, defin e. “Com certeza rviço de reserá um incenti seguir meus so vo a mais para nhos e vislumbr ar mais longe os minha carreira objetivos de como médica”, finaliza Luiza. Destaques Direito equipe de arbitr agem da Faculdade de Direito , composta pelos alunos e dipl omados Artur Rodrigues, Caro lina Almaleh, Ca roline Schaeffer, Guilh erme Schwarts mann, Juliana Soria, Lu cas Dall’Agnol, M anoela Ardenghi, Maú ra Polidoro e W agner de Oliveira, foi vi ce-campeã na co mpetição Prep-Sul, organizada pela OAB/ RS, como prepar ação à 5ª Compe tição Brasileira de Ar bitragem Petrôn io Muniz. Na disputa, dividida em fase escrita e oral, as equipe s trabalharam co m um caso hipotético, discutindo tem as de arbitragem e de direito empresar ial. A dupla de orador es Artur e Carolin e classificou-se para a final com a FGVSP, depois de enfrentar com êxito a equi pe Escritório de Ad vocacia Souto, Co do rrea, Cesa, Lummertz & Amaral Advo gados. FOTO: ARQUIVO PESSOAL 4434 Case de chocolate D FOTO: PATRÍCIA NASCIMENTO/DI VULGAÇÃO Os diplomados Fernanda Goldschmidt e Márcio Oliveira epois de aprese ntar por quatro anos consecutivos ro Q ua tro m et ro upas feitas de ch s de al tu ra , oco- dois de late, na última Ch largura e 1,70 oc of es t, o Senac/RS (Serviço Naciona de profundidade. O ta l de manho do coel levou para o even Aprendizagem Comercial) ao ho, asso uniforme de fu to, o maior coel tebol e a bola no ciado ho de chocolate do mundo – ho pé – em menagem à Co título atestado pe pa do Mundo – lo World Records. chamavam E coube aos dipl Guinness atenção de quem via. Sem falar no omados em Relações Pública material. O coel inusitado s pela PUCRS, M ho, feito com o árcio Oliveira e Fernanda Gol doce maciço, pesava cerca de dschmidt aprese quatro tonelada ntar o case da empresa no Cong s e le dias para ser co resso Internacio ncebido. Mais de vou oito nal de Rela- pa ções Públicas e 20 pessoas rticiparam da cr Comunicação, em Salvador, iação. E, para co em outubro. “E peça, foi constr nservar a ste tipo de expe uída uma caixa riência importante. Reún que mantinha e estudantes e pr é muito a temperatura em 18 ofissionais ao °C de toda a América término da Choc . Todo esse chocolate, Latina”, define O ofest, foi doado liveira. “É o gr momento de m ostrar como o Es ama do Sesc (S ao proerviço Social do tado trabalha as relações públ Comércio), Mesa Brasil, um icas”, completa. a rede nacional de bancos de alimentos. Ideia original: coelho, feito com o doce maciço, pesava cerca de quatro toneladas FOTO: SENAC-RS/ DIVULGAÇÃO FOTO: ARQUIVO PESSOAL Nutrição A aluna do curso de Nut o 1º lugar no Prêm rição Maria Natalia De Santan a recebeu io Instituto Euva ldo Lodi (IEL) Mel ticas de Estágio 20 ho 14 res Prá, do Programa De reiras IEL/RS, repr senvolvimento esentando o Ba de Carnco de Alimento tem como objetiv s do RS. A premia o identificar, reco ção nhecer e premia oferecem as m elhores práticas r as empresas qu de estágio dese e contribuindo pa nvolvidas no Es ra o empreended tado, orismo e a inov ação. Engenharia de C omputação 353 3 FOTO: DIVULGAÇà O/ASSESPRO O s recém-formad os Renan Castanheira da Silva e Lucas Koslowsky Gerhard conquistaram o Prêmio Assespro -RS, concedido ao melhor Trabalho de Conclusão de Curso. Orientad os pelo professor Dênis Fernande s, venceram com a pesquisa Contro le de Cruzeiro Adap tativo Baseado no Reconhecimento de Objetos Atra vés de Visão M onocular. O estu do foi desenvolvido como uma alte rnativa de custo reduzido que at ua sobre a velocidad e do veículo para evitar colisões. Medicina A Faculdade de Med cina e o Hospita il São Lucas lançaram a 35ª ed ição da A ct aM tema da publica éd ica. O ção é Urgências e Emergê ncias, englobando 67 artigos , pr por acadêmicos oduzidos , doutorandos, residentes, professores e orientadores. A editora-chefe é a professora M ariângela Badalotti, chefe do Serviço de Ginecologia do Sã o Lucas. 44 P OR VA GENTE ELLO AM S S NE PROFESSORES DEDICAM tempo livre a jardins, hortas e pomares S Relação entir o cheiro da chuva e da terra molhada, da grama cortada, o perfume das flores. Admirar o colorido de um jardim, ouvir o canto dos pássaros e saborear frutas colhidas do pé. O contato com a natureza faz bem à saúde e traz uma sensação de tranquilidade. Professores da PUCRS compartilham desse pensamento e no tempo livre são os jardineiros de casa. Adroaldo Piccinini, coordenador de relacionamento discente, da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, é de origem rural e, ainda criança, aprendeu o valor da natureza, no interior de Roca Sales. Quando iniciou uma pós-graduação na PUCRS, surgiu a oportunidade de trabalhar no Amazonas pela Universidade, onde ficou de julho de 1974 a janeiro de 1988. “Foi um grande período de realização em todos os sentidos. Vivenciei sua majestade a natureza amazônica com sua exuberância de florestas, rios e biodiversidade”, lembra. No apartamento onde mora com a esposa Gema, tem flores e temperos, mas é no sítio em Gravataí que Piccinini volta às origens, com uma diversidade de plantas, hortaliças, frutas – das cítricas como limão, bergamota poncã e laranja até variedades do Norte do País como graviola e biriba – e um zelo especial pelas rosas, que mantém ao natural, sem estufa. Nos finais de semana se voltam para natureza e se afastam da televisão, do celular, do trabalho, da rotina diária. A dedicação é completa, da compostagem à colheita. “Temos alface, radicci, salsa, cebolinha e couve, além de pimentão, mamão, tomate arbóreo, pimenta, temperos. Tudo sem produtos químicos. Isso melhora os hábitos alimentares”, garante. Os dois filhos e a filha contemplam a natureza com uma pequena participação, já plantaram coqueiros. Do parreiral produzem vinho para consumo próprio. Em uma reunião de família, colhem as uvas francesas, moem e fazem o vinho. “O contato com a natureza permite a renovação do ser, física e espiritualmente. Vemos como é extraordinário o que Deus criou. Podemos contemplar, 3 interagir, vivenciar”, comenta. 3 com a Adroaldo Piccinini: dedicação completa, da compostagem à colheita Surgimento das flores O professor da Faculdade de Química Carlos Roberto Gil faz jardinagem no apartamento, na casa das filhas e nas suas duas residências em Gramado. Na cidade são apenas 40 metros de jardim, mas na Serra tem mais de 100 metros para colocar em prática todo seu conhecimento e habilidade. São laranjas, bergamotas, laranjas do céu, alface, tomate, cenoura, temperos, orquídeas, amores-perfeitos, bromélias, trepadeiras, três marias (bougainville) de diversas tonalidades, além de pés de parreiras que plantou para produzir uva branca, rosa e a pequena niágara. A ideia é fazer o próprio vinho e manter uma “adeguinha”. Estuda o início da primavera e acompanha o surgimento das flores. Gil aduba, analisa a química da terra antes de plantar e faz a elaboração do calcário para correção da acidez. “Os nutrientes do solo são os geradores das cores. Quando a área é ácida, a flor é azul. Quando é básica, a cor é rosa. Se é neutra, a flor é branca, e tem a mescla de solo com alumínio, que resulta nas hortênsias com as três tonalidades”, explica. Na culinária, o tempero é sempre da horta, caseiro e sem agrotóxico. O interesse pelo cultivo começou por volta de 1968, quando o pai aposentou-se e mudou-se para uma chácara em Viamão. Gil ajudava a tirar leite da vaca e lavrar a terra. “Aprendi com meu pai a acompanhar os ciclos da natureza. O contato com a terra desestressa; descarrego energias e preocupações e vejo o crescimento das plantas, que trazem a alegria das flores, frutas e temperos”, considera. Ressalta também o diálogo com os responsáveis pela natureza do Campus da PUCRS, com quem troca informações e experiências. 4436 Odilon, a esposa, as gêmeas e o coelho Tor Recantos do jardim Jocelyne Bocchese: “Um jardim é igual ao ensino. É preciso paciência, dar tempo, corrigir o rumo, acompanhar” 373 3 Família sustentável Odilon Duarte, coordenador do Laboratório de Eficiência Energética, da Faculdade de Engenharia, e do Programa Campus +Verde se diz ajudante das gêmeas Laura e Marina, de seis anos. As filhas cuidam do jardim e o pai fica responsável para que Tor – o coelho de pouco mais de um ano – não coma toda a plantação. “Recentemente as meninas e minha esposa plantaram alface e moranguinho. Eu fico com a parte mais braçal, recolho os inços, alcanço e guardo as ferramentas e faço a limpeza”, conta. A horta da família tem chás, temperos e flores. No prédio onde moram, há também um jardim comunitário, com um limoeiro, onde todos podem plantar e colher. “Gosto de mexer na terra, é uma sensação muito boa, mágica. Saio do estresse diário, vejo minhas filhas se desenvolverem e temos uma cumplicidade grande. É uma atividade que fortalece os laços de família. É uma forma de passar a ideia de sustentabilidade para as meninas”, afirma. FOT OS :A RQ UI VO L OA SS PE A professora Jocelyne Bocchese, da Faculdade de Letras e da Coordenadoria de Controle Acadêmico e de Matrícula, da Pró-Reitoria Acadêmica, começou a se dedicar ao jardim em 2000, quando se mudou de um apartamento para uma casa em um grande terreno em Gravataí. Plantou mais de 30 árvores frutíferas, flores das estações, araucária e plátano com balanços, além de 40 roseiras diferentes, lavanda, amor-perfeito e jasmim de vários tipos. Na horta, rúcula, salsinha crespa e lisa, alface, espinafre, temperos, radicci, tomate-cereja, cenoura, conforme a estação. A neta Laura, de nove anos, tem o próprio regador e ajuda a avó a cuidar das plantas, em especial dos girassóis. “A casa está sempre cheia de crianças, que adoram brincar de esconder e de caça ao tesouro nos recantos do jardim”, conta. Jocelyne pretende expandir para o terreno vizinho, da filha, e iniciar um parreiral. Ela faz compostagem e leva as plantas que estão fracas para a enfermaria (de baixo dos pinheiros) para se recuperarem. “Um jardim é igual ao ensino. É preciso paciência, dar tempo, corrigir o rumo, acompanhar. E é um prazer ver o crescimento e renascimento nas estações”, revela. Estuda o solo, o local certo para cada folhagem e a época de plantio. “As árvores são como as paredes de uma casa: os arbustos são os móveis e as flores, os enfeites”, explica. No Carlos Gil final de semana, dedica-se ao aduba, analisa jardim, onde moram cinco a química e cachorros, passarinhos, corrige a acidez lagartos, zorrilhos e até da terra antes de plantar um porco espinho, que fez um ninho em cima do plátano, come as frutas e desce à noite para passear. p a d a n r o j a Um V I VA E S S E M U N D O e l e d o ã ç a form ‘‘ ‘‘ silábicas ao 2º am betizaAs crianças cheg mas são Jornada de Alfa centração, algu n pela Faco a a id lt ov Fa . om o pr sa an o, çã têm apoio em ca as (Fale) e u q s A s. va culdade de Letr ati hiper tomar os faz tanto suceselhor. Preciso re m há uma década, em d n re em r o. ap ra o, foi pa vessem no 1º an ti es so que, neste an se o ou m fic co s em ra qu conteúdo ntos, Natal (RN) e, pa sdobrouAdriane dos Sa de , re eg Al o rt em Po de l emião, ário Naciona tadual Rafaela R Es la -se no 1º Semin co Es ra itu Le sino da Porto Alegre Aprendizado e En Iniciais. GraAnos e da Escrita nos professores de es a s to er tuitos e ab am eventos estimul colas públicas, os cantigas, fábulas em usar de os professores a aula. têm base. Gran ão n ários na sala de s er o lit en s u ro ne eq p gê ofes Os e outros difícil, a da Jornada, pr scola. O início é -e ré m ra e idealizador p re do z le za a fe ni as ga ão nç n or ia a a cr te Para par ajudar as e adaptar-se. Se e -s o importante é crever. , ar es iz ira m al re ci bé Pe m so ra ta Ve m sora possam precisa itos pais assifiente para que ha, melhor. Mu an da gramática cl p compreensivam m no o si ac en a o íli lh m ve fa itar o teatro do dam material. Eu an “Precisamos ev ta que lotou o m en ão at n a e ei s at o m pl et ra a ra orre ero-me são analfab catória”, disse pa S. Os primeiros encontros oc odologia, consid et imenCR m lv a PU vo m en da u es D 40 go o o. io si ra préd não ia pa nove estão lend s, o ntro de Referênc n m lugares. u ce al m 6 2 co s 8, o D io na arena do Ce éd eclética. a, m (Celin), no pr este ano, ocorreu a 2ª Pereira Saldanh to da Linguage a .N ci ra Lé fo de e ja nt se ge e ta qu tratativas para Mas ficava mui Remião, l e, em 2016, há na io ac Estadual Rafaela N a la ad co Es Jorn icipal l. ciência rnaciona e, e Escola Mun gr a foi relacionar le de âmbito inte ad A rn o Jo rt ª Po 10 , da ra os leito orada Um dos objetiv uma sociedade Hilário Feijó, Alv ra a criação de propa r em ui a rib ad nt se co ba e e arte ão eficaz, dão uma uma alfabetizaç iniciando com ados científicos ch “A . as or es ad ov in co e s is -se, pela ndiçõ postas atua betização. Sabe ar fa eç al m à co va ve no de va perspecti itura, que se le a sa es o, oc pl pr o em br , por ex de como o cére enores, usando m s ca ra ísti Pa . gu ra lin Ve staca pelas unidades ão de sons)”, de tiç , pe te (re en m es da çõ la ra alhados iso rimas e alite ab tr r se m ve de não ela, os fonemas tos da cultura. en em el e Vitória, da Fa m co mas ney has been Maria Inês Côrt ra é so la es co of es pr e Literacy Jour a th da is de pé ca pa de Segundo s a r do Fo s, and its second ação (Faced), um arizem com a escrita School of Letter e th For by d re ili culdade de Educ so m fa spon in Natal (RN). crianças que se orcionado em on took place d op iti pr pe ed é lo l o ve na oportunizar às nã de tio o it , na iss rto Alegre sinar, uitas vezes Po en m in ra is pa po ed , to ay ra st on itu an pr le ea odelo Reading d those who e não há um m Piaget e al Seminar on o qu m on ta co di ati s, re N t Ac ico . 1s ss sa e clá ca res into th Age, at PUCRS. s dados por auto promoveram on for the Early d ati ce uc Fa ents Ed a e ng mas parâmetro le riti Fa W hers, these ev ar uitas edições, a blic school teac , visando prepar and pu ão , aç es to Vygotsky. Por m tiz bl n be fa pe fa s, O Al use song lização em to cia rs pe he Es ac de te o e d rs o Cu 33 m. Use for encourag ra esse desafio. in the classroo es nr ge y ar er lit os professores pa other RO S E N CO N T D O S REALIZA os há dez anucesso são um s A educat e th h g u ro th y e rn A jou 4438 pela s e r o t i e : Alfabetização um tema so controver RA FOTOS: G ILSO NO LIV EI ‘‘ ‘‘ ‘‘ depende da A alfabetização criança, de maturidade da ntrar-se. conseguir conce unos, 30% Dos meus 26 al sso e os estão em proce rto do que demais leem. Pa abalho com eles querem e tr desenho, blocos/setores: ramaticidade, pintura, jogos, d m a história, em que reconta primeiro e leitura. Ensino icas, as famílias siláb m ter pois eles precisa ológica. consciência fon , Renata Teixeira Itamaraty, Escola Estadual Porto Alegre SH IN ENGLI lês Conteúdo em ing tion of readers d, ttle-Bee metho in Brazil, the Li s d, de ze ca ci iti de cr e ly re th vere et books, was se based on alphab ht thousands of people how taug despite having global method Nowadays the e. rit w on d an ad to re tivism. Educati ced by construc e en th flu in to , s ed it us un is te r fr om th e gr ea at th y sa w no now ha pp en s s d neuroscience smaller ones. An d in the Country is being a opte the method ad ning. ar le hindrance to 393 3 e. “Ele sabe isa reinventar-s ec pr o br re cé qualquer lado e Para ler, o tar virada para es ‘d’, de po ta ne do não é mais que uma ca ta. O ‘d’ inverti , ne ira ca re o Pe nd r se he á ac continuar ra Wannm Ve ra so es of in pr ol ic a mas ‘b’”, afirma tras (Fale) e especialista em Ps Le te subver r essa da Faculdade de arar alguém para ep pr alo tã en o m muito mais, ser guística. Co ficar as letras e ? di os co xt de te l, us ra se tu ordem na produzir os e er nd ee pr hi m el co o da Ab guém capaz de Brasil, o métod no o ad liz uti s o, apesar de ter Por três década , foi massacrad as lh o rti ca s na o e vigora o métod nha, basead de pessoas. Hoj nes co ar e , ilh et m ag o Pi ad alfabetiz utivismo, de rreiro, ência do constr global, com influ obra da pesquisadora Emília Fe r das da se r a passou solidado a parti leitura. O ensino neurociência na co fo do sa na sua defe es. E agora a es para as menor um emunidades maior País está sendo no a ad ot ad a rm fo bre o assunto vem dizer que a m. Saiba mais so ge iza nd re ap a pecilho para da PUCRS. is especialistas na opinião de do hweitz ) Augusto Buc érebro do RS C o d to tu ti s (Fale e In stradial, têm demon s, em nível mun éo As neurociência , ou de consciência fonológica, a co ni um fô o de a od ar ét cl m o ão do que determinaç a lta Fa . ia ar er tiz tre os mat is ideal para alfabe is. Em 2010, en ia ic in uios an os ão para distrib diretriz para ério da Educaç a ist in ha M al lo ab pe tr os os produzid s exercíci do 1% de os se , en s, m bem ção nas escola nça que dorme lógica. Uma cria ro tem condições de no fo a ci ên ci ns co segu num ambiente obal foi alimenta e está es. O método gl es m is se em ” go lizaram di uti có o o s s Unido “quebrar ropa. Os Estado Eu ianças cr na as e do qu na m do aban mo, ao vere es m o am er fiz có bra do digo”, por dois anos e . Depois da “que deve comedo en nd re ap m não estava letras, aí sim do do som das rtir da com o aprendiza is diferentes a pa ua xt gêneros te m co ho al ab tr çar o iança. realidade da cr aced Síntia Ebert (F al João Satt) icip e Escola Mun e tizou muita gent be deu certo e alfa ico O método fônico o por utilizar a cartilha como ún a ad cr va sa nti as ce m i in o global no Brasil. Fo ferente, o métod da di ca a dé rm na fo e s, D ai o. recurs ares nacion metros curricul eçar com o leitura. Os parâ ação deve com tiz be fa al o a e qu m ficação talvez nã de 90, aponta ação e a decodi . fic ão di ns co ee A . pr os m xt uso de te maior é a co a m le ob o pr ic O ún o. sso assumir um al, sejam o gargal pronta. Não po ob ita gl ce do re s e ai ist m ex u Não a todos. So ar pl em mo nt bé co m ta sintético, método para nça precisa do esia qu cr a a ir m uz gu al od mas, se ento, intr am tr le o ar riz , io pr fônico as aplico. Deve-se ita. No método cr es da e ra itu o professor. O tão social da le um norte para m va que ta en es pr as uma linha. O cartilhas re um método, m é ias o ég nã at tr o es sm vi construti fala mais em se e oj H l. ua man fazer? Não há sino. en de os rs cu re e LANÇAMENTOS EDIPUCRS a d s o t n e m a anç s r c u p i d E s Mano RIATIVO, Viníciu o divinal, C O IT E C N O C 44 aganda não é at dir idade e prop não pode prescin Criar em public ade, claro, mas ca lid er bi ac ha es de çõ e no nd depe mercado e de s õe s aç ca rm ísti fo caracter de técnica, in envolvido e das e nt s ie ra cl itu do le os as daquel dos objetiv se trata de uma autores. É um ão N o. lv -a ico do públ de seus títutam os sucessos que apenas rela muito carente de ea ár a um a do lta vo livro técnico, za. los desta nature A TANDO O SISTEM UAIS Q : NA SOMBRA EDUCACIONAL ERNAMENTAIS PARA QUAL POLÍTICAS GOV DA?, Mark Bray l na TUTORIA PRIVA ma educaciona ra Univembro, a Edito té o dia 16 de no marca CRS (Edipucrs) versitária da PU Porto de ro Feira do Liv presença na 60ª enam nç la m fândega, co Al da a aç Pr na , to Alegre ecimen . A es áreas do conh nt re fe di em s to % em todas as descontos de 30 editora oferece o oferecidas as promoções sã Campus. obras. As mesm do 41 ucrs, no prédio na Livraria Edip A Autógrafos na ro 60ªFeira do iv e de Porto Alegr das sessões A programação está nos sites: r/edipucrs • www.pucrs.b r livro-poa.com.b • www.feirado 44CONFRON te no chamado sis a. Em A obra é focada ementar privad pl su ria to tu a ra pa tu do cular, a toria sombra, volta Asiático, em parti cala. O sise st Le do es rt grande es algumas pa a existência e em Ásia privada tem long o evidente em outras partes da te. ad or rn N to e do -s m ica te ér a tem Europa e Am na o m s co na a sim aç ão de gr e da África, as recebem educaç te en ou m a te an en m qu se Alunos fre dia, finais de Mas, no fim do s mesescolas públicas. s particulares do la au m be ce re s, mesmo nas féria la. sinados na esco mos tópicos en , DE, MENOPAUSA ÉTIL E DISFUNÇÃO ER SA U PA O R D N A ENTO, NO ENVELHECIM Carlos Cairoli Newton Terra, li e Marcelino Po erada, até relhice era consid A 44SEXUALID al na ve ente, A atividade sexu priada, imoral e bizarra. Felizm ro ap da “velhice centemente, in m o estereótipo íra ru st de os os e torna o indivívários estudi velhecimento qu en o bre é ão N . a” . O livro trata so assexuad , sim, a sociedade menopausa, de as m o, ad xu se duo as ausa e no idoso, androp disfunção erétil . ra do ce e esclare maneira simples RIA, RATIVAS & HISTÓ R A N S, IA R Ó 44MEM chnow dade Lucas Neves Pro nhola para a ci .O imigração espa O livro trata da tre as décadas de 1940 a 1970 iou en ic re in ) eg 936-1939 de Porto Al cisco Franco (1 an no Fr l ria de r to ta ta ili di verno golpe m vil e um duro go ci ati ra rr er na A gu . l 80 ue cr 19 uma década de a é at eu as nd ist te país, que se es partir das entrev óessa situação a ói suas trajet va problematiza nhóis. Reconstr pa a es 13 m co s sa divisão afetou realizada eender como es re. pr m co a nt te e rias o Aleg panhola de Port comunidade es OS RAIOS , EM CELULARES go Potier Guido de Camar S ENTRE 44PARCERIA ESCOLAS E UM TIVO: MUSEU INTERA À CONTRIBUIÇÕESCAÇÃO CULTURA E EDUE TECNOLÓGICA CIENTÍFICA, João ocha Filho, Bernardes da R Rosana Regina Borges, el Lara Gessinger e Isab (Orgs.) GACIÓN 44LA INVESTI FICA (AUTO)BIOGRÁ : N IÓ C EN EDUCA DAS MIRADAS CRUZA ESPAÑA, ENTRE BRASIL Y enna Maria Helena M e Barreto Abrahão(Orgs.) Antonio Bolívar D 44PERIGOS Acesse edipucrs www.pucrs.br/ com/edipucrs www.facebook.m/edipucrs www.twitter.co 4440 C U LT U R A Herança Kultural D ocumentos pessoais de ordem particular e profissional, correspondências, livros, blocos de anotações, manuscritos, recortes de jornais, fotografias. O Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural – recebe o acervo da dramaturga Vera Karam, atualmente em fase de processamento técnico. Vera K., como era conhecida, faleceu em janeiro de 2003, aos 43 anos. A doação foi uma iniciativa de Margot Karam, mãe de Vera, motivada pela amizade da filha com o escritor e professor da Universidade, Luiz Antonio de Assis Brasil, com quem ela fez a Oficina de Criação Literária. “Vera estudou Letras na PUCRS e também tinha uma especial relação com o professor Volnyr Santos, que deu grande estímulo para ela escrever e lhe apresen- PUCRS RECEBE acervo da dramaturga Vera Karam FOTOS: ARQUIVO DE FAMÍLIA tou a oficina do Assis, que foi o início da sua carreira como escritora”, conta a irmã Lúcia. Margot revela que a doação do acervo tem um grande significado para a família, que poderá retirar o material quando desejado, mas sempre devolver ao Delfos. “Muitas escolas usam os trabalhos da Vera e esses alunos poderão consultar e fazer pesquisa no local”, complementa. Segundo Lucas Martins Kern, técnico em Memória Literária, a ideia é disponibilizar o acervo para consulta de pesquisadores cadastrados no Delfos. “Não é necessário possuir vínculo com a PUCRS. Solicitamos apenas que sejam elucidadas algumas questões, como motivo da pesquisa, se será particular ou em nome de alguma instituição, tipo de utilização do material, possibilidade de publicação”, 3 explica.3 Cuidados Vera K. Nascida em Pelotas, em 1959, a professora de inglês e tradutora Vera Maria Bandeira Karam passou a integrar o Grêmio Dramático Açores no final da década de 1970, quando começou a dialogar com o teatro. Na década de 1990, tornou-se o nome mais expressivo na dramaturgia gaúcha. Foi ao cursar a Oficina de Criação Literária, na PUCRS, que Vera começou a produzir contos e textos para o teatro. Sua estreia como teatróloga foi em 1992, com o espetáculo Quem sabe a gente continua amanhã. Sua obra traz humor e ironia, com peças premiadas como Maldito coração, Me alegra que tu sofras, pela qual recebeu o Troféu Açorianos Especial de Teatro, e Ano Novo, vida nova, primeiro lugar no Concurso de Dramaturgia Qorpo-Santo e Prêmio Açorianos na categoria literatura dramática. Texto da dramaturga: cena do curta-metragem Anachronique Todos os acervos, quando chegam ao Delfos, passam por fases prévias de higienização e limpeza dos documentos, que consistem na retirada de poeira, sujeira, manchas, clipes, grampos ou quaisquer outros materiais que possam avançar o processo de deterioração. Com isso, previne-se formação de manchas em originais provenientes de detritos de poeira ou da oxidação de grampos ou clips de papel. É possível também verificar a existência dos agentes biológicos de degradação de acervos, como marcas de cupim, broca, mofo ou fungo, dentre outros, que são cuidadosamente analisados para diferenciá-los, observar se existem e os procedimentos a serem tomados. O acervo passa ainda pelo acondicionamento, quando as obras são separadas uma a uma, unitariamente. É utilizado um papel para invólucro dos originais, assim como uma folha de papel-seda entre todas as páginas de um mesmo documento. Esse procedimento impede que os compostos químicos de um papel migrem para o outro, impedindo que um papel mais ácido acidifique um outro, por exemplo. Por fim, o acervo segue para o processamento técnico, catalogação, classificação e indexação. Página do jornal Zero Hora com depoimento do amigo Assis Brasil C U LT U R A O Ambiente meio ambiente e a preservação da natureza são temas cada vez mais discutidos nas pautas dos debates. E merecem esse destaque. Em 2014, a humanidade esgotou os recursos naturais do planeta em 19 de agosto, data que a cada ano tem chegado mais cedo. Além disso, alcançou os maiores níveis de concentração de gases do efeito estufa na atmosfera desde 1984. O professor Nelson Fontoura, da Faculdade de Biociências, e a funcionária do IMA Letícia de Oliveira dão dicas de livros, filmes, sites e apps sobre o assunto. para ler, ver, curtir e clicar ivros • www.sosma.org.br – Cientistas, empresários, jornalistas e defensores ambientais criam, na década de 1980, a SOS Mata Atlântica, a primeira ONG para defender os remanescentes de Mata Atlântica no Brasil. A entidade tem o objetivo de conservação ambiental e de capacitação de pessoas para geração de conhecimento sobre o bioma. • www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/grupos.html – O Instituto Chico Mendes da Conservação da Natureza foi criado em 2007, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Executa ações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade, além de exercer o poder de polícia ambiental em proteção das unidades de conservação federais. • www.wwf.org – A organização World Wild Fund for Nature busca um futuro em que as pessoas vivam em harmonia com a natureza. Incentiva um modo de vida mais sustentável e age contra a mudança climática. • UMA VERDADE INCONVENIENTE (2006). Dirigido por Davis Guggenheim, o documentário mostra a campanha de Al Gore para fazer a questão do aquecimento global ser reconhecida mundialmente. O ex-vice-presidente dos EUA chama a atenção para as causas e efeitos do aquecimento global e apresenta uma grande variedade de fatos e informações de forma persuasiva. • O VENENO ESTÁ NA MESA 1 E 2 (2011 e 2014). Os do cumentários de Silvio Tendler mostram os malefícios do modelo agrário baseado no agronegócio, com trabalhadores que manipulam venenos e uma população que consome produtos com agrotóxicos. Na sequência, mostra alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, com respeito à natureza, aos trabalhadores rurais e aos consumidores. • EL CONSUMO HUMANO NATIONAL GEOGRAPHIC DOCUMENTAL COMPLETO. O documentário da National Geographic (http://bit.ly/ 1fLGBKC), de 47 minutos, apresenta o impacto gerado por cada ser humano nascido, o quanto consumimos e quanto lixo geramos ao longo da vida. Traz reflexões fundamentais sobre os nossos hábitos de vida (texto em espanhol). Aplicativos • BioGarden – Calendário de referência biodinâmica, que ajusta automaticamente para o fuso e hemisfério do gadget onde está instalado. Mostra os melhores dias para diferentes plantações. Quem indica s, harel em Ciências Biológica NELSON FONTOURA, bac de a áre na a nci ia. Tem experiê mestre e doutor em Zoolog enia Aquática. Atua principalm log Eco em ase Ecologia, com ênf itat háb de o, reprodução e ocupação pro te nos temas de cresciment É ira. que m de pesca e gestão pes ade crustáceos e peixes, alé adu -gr pós e ção ciências na gradua fessor da Faculdade de Bio Animal. a de pesquisa de Ecologia linh na ar ção, além de orient ncias IVEIRA é graduada em Ciê LETÍCIA PARANHOS DE OL io Me do to titu Ins cionária do Biológicas pela PUCRS e fun o and atu A), (IM ais tur Na Ambiente e dos Recursos à temática soem dois projetos voltados Nosso Rio cioambiental em escolas: MA/ CR – parceria entre a PU S/I ola Esc o pri pró FIUC e no el. táv ten Sus FOTO: REPRODUÇÃO Sites IMAGEM: REPRODUÇÃO • WALDEN, de Henri David Thoreau. O autor deixou sua cidade natal em Massachusetts (EUA), em 1845, para morar à beira do Lago Walden. O livro traz um relato sobre os dois anos em que viveu longe da sociedade, contemplando a natureza. Editora L&PM, 2010. Filmes FOTO: REPRODUÇÃO IMAGEM: REPRODUÇÃO • O ÚLTIMO HOMEM AMERICANO, de Elizabeth Gilbert. Conta a história verídica do naturalista Eustace Conway que, em 1977, aos 17 anos, trocou o conforto da casa de seus pais pelas montanhas Apalaches. Conway vive nas montanhas e estimula as pessoas a seguirem seus passos. Formado em Antropologia e Letras, construiu a Turtle Island Preserve, uma área de preservação ambiental que funciona como escola da natureza. Editora Objetiva, 2012. IMAGEM: REPRODUÇÃO • PRIMAVERA SILENCIOSA, de Rachel Carlson. Publicado incialmente em 1962, o livro teve grande influência na atual política ambiental; forçou a proibição do DDT e estimulou mudanças nas leis de conduta em testes químicos de produtos. A autora, bió loga marinha, cita resultados de trabalhos científicos sobre os efeitos devastadores de pesticidas sobre pássaros e outros animais. Editora Gaia, 2010. EXTRA Mais dicas em www.pucrs.br/revista ou use o QR Code. DIPLOMADOS de suce Autorretrato iu – restúdio, Bobby Ch fundador do es s, pela ho al ab outros tr ponsável, dentre on e diretor Tim Burt arte em filmes do ey – e com o prosn animações da Di dor wkes – colabora Fa n ofessor Natha pr a ou gr te que in da DreamWorks Ri o o, de filmes com dução artística e um “S . cipe do Egito Shrek e O Prín inha m na l ia foi tão cruc iro te final de semana in ês m um nal, o que io ss ofi pr a e ad qu rn o jo bre ”, refere Bruna so não deve fazer? a. lação pensou na époc r insegura em re Apesar de se senti e requeria, em um tivo – qu ao processo sele co peças ode to, o envio de cin vi en e om os m ad ro im ei an im pr os a questionamen ntre desenh se descobriu de portfólio e respostas r, te te ar ch Ri da a o un ad Br games, de ra e o signific de mão cheia e s sobre a carrei a criou uma ilustradora em Publicidade to sua vida –, Brun na o çã ra st ção, Bruna i ilu a da ad e Form aterial. “Logo fu depois da gradua concei m e o e int eu ne ra et ja traços precisos. Du bm em , su e rcoragem final de 2013 o Paulo, de arte a e marquei o cu e Propaganda no fez cursos em Sã cromática e ilustração quatro vagas chamada para a entrevist s da a um . ce ou re ão ro já conquist se, curso so para julho de 2014”, escla tual, de composiç radora 2D da Fescher orkshop in Hou tista visual. “O ilust ar é , je ãe M Ho u. l. St rio ria tá do Imaginism W ism ito ici in ed de trabalhar Pai, publ stração do Imag sempre disponí“Tenho o prazer ve o. te çã ara es tu s st ei te intensivo de ilu ilu nc ar eo co N às s famequianos, , mucentivo , um dos mai dois talentosos e in o de livros, filmes os ei tr qu , m ou r dios, no Canadá do tamm po un e co m el e do ss vel, fo ael Quites, que oa”, brinca desenho arner de ovos de pásc Bernardes e Mik dos estúdios de W a s de m a ur te , To nt an ey pi sn eu ar ou Di us a nh us m se plo, a dese radores no st ilu m ra fo atende, por exem udios. “Estar inserida Bruna. A menina que adorav m al St municação bé conta. Bros. e o Univers a por gente talentosa ingressou na Faculdade de Co ade, a jovem pu encon- mim”, de ad a de nç ro ra o, pe ei es m mpos de Faculd a ar e te m s ilh art co ness Do nt pa 09 ie m or 20 u co em e se z, l cia o di o ao aprender r So “supostos”, com o, blicitária demostra gratidã e sedenta por z querer trabalha trar um uso para os o, e à Universiiçã fe an e ed M m de s só , as ciu to m ní Vi ra en r og so pr es of em pr s conhecim r, to e do ata a ele pelas conhecimen , conta. “Hoje percebo qu eternamente gr o. ei de çã er a ra “S st . mais e melhor” rm ilu de fo e da n em orcionou. E à ra sebeças web desig des que me prop ito Publicidade pa da Desenhar 50 ca ejar quadrados de fe ni e r tu te or ria op isa ec o e eu encontrei não pr mesm ite; trac pelas pessoas qu e escolhi mas, ao S, ixá-los os cubo em uma no qu , CR de ro ra r PU ei tu ui rr fu eg ca o o ns a nã ra co ir é gu ta at agora se museu”. Pa maneira interrup lelos; reproduzir fotos tempo, não estaria onde estou pelo estágio no “ser uma ra pa te em a uma meta: m en m su . re ita m ia se bé al m os av perfe , ta an o a” pl el nd r fu 3 fosse po s – em um amigo, começou vez melhor”. 3 de objetos branco nder suas formas e o onselhada por um Núcleo de Web artista cada P IN HOUSE Ac te ISM WORKSHO en GIN IMA ra FOTO: branco – pa s foram um estágio voluntário no sa Es . rio ná ce m do que os distingue una até d o Es p aç o Ex p e fas iniciais de Br re ta s da as pintura riência da Famecos algum à s, en de personag o çã ia cr à ar eg ch e branco) e e, por indicação do ntrastes (preto dos valores e co uzir as pe- professor Fernando ra depois reprod à colorização, pa e o ponto Azevedo, do Núcleo qu ica. “Percebi ças em tinta acríl ática e a de Criação, em 2011 pr a é r para evolui te an rt po im s ai m horas de ingressou como ilus”, revela. Eram 15 criação do hábito s aulas começavam às tradora do Museu de a. “A exercícios por di tregues Ciências e Tecnologia s deveriam ser en de da vi ati as e Ficáva- da PUCRS. 10h . te in gu rio do dia se rá ho o m es m no , lembra. manhã fazendo” ipar, mos até às três da curso ao partic No curso Bruna soube do mo co p ho ks , de um wor tensivo de lis in po nó ia or Fl em ilustração LIA NA M AR 44POR JU SCO NA A Z a r o d a r Ilust sso BRUNA RICHTER participou do Imaginism Workshop in House, no Canadá E 433 3 SOCIAL a i c n ê i c o r u e n Da o ã ç p u r r o c i t n a à lei tedrático eurociência, o ca ancha erência sobre N M nf a co -L a lla N sti o, ade de Ca o final de outubr nal da Universid ilidade Pe ib ss ito po re a Di e br de po tratou so es Cr o rd as mais importan ua crime Ed ) um por do (Espanha bilidade a alguém sa on entes autoridades sp de re e r ui ad rib cid (tem capa ro de at l at ve te tá no pu m im é ira un sa pessoa País se re alterações no mpus e se es de questão é se Ca an gr do A . 40 z) io fe e éd do pr oa esteja mais nder o qu r para que a pess do 5º Con- te ui r rib pa innt ci co rti m pa de ra pa A po “O Estado pode ional de Ci- DN r um ato ilícito. el ca ív ati ss pr pa a É sa s? gresso Internac en to op rtamen e 14º Con- pr termina compo esde qu o , ?” Iss r? ica ências Criminais ga ím sti qu iplinar de ve uma castração gresso Transdisc Foram de tratamento, como ckner, um dos CRS Ricardo Gloe s. ai PU in da im r Cr so es as ci of pr ên Ci na o multâneas tio zadores do evento. em foco os três sessões si ni ga or aab que estiveram de tr o Gloeckner diz mpliance, rd Co ca de apresentação Ri ”. da ista da on cr m 148) a ra “n fo l o ta tã to es o e (n lhos grou, debateu a suntos qu qual ele se inte -redondas as à as a es to es m m ro o, at pl qu e r exem ao reconhecimen esmo tem- po entiva que visa 12 ev pr 20 l de na is pe Le a ocorrendo ao m rm . As enderam a no vidades suspeitas de empresas po. Os temas at ati ão – exigem que de pç ru or na tic e ss An re e te ro in ei de nh s Di co fo de s vário Lavagem rociência e – am as regras. l, área, como Neu companhias sig e Processo Pena as e lp go do os l foi Democracia an ua sat 50 ife a os m an : te m ão ro as siç ut m O an os co stiça de Tr cimentos iniciad . Como assunde Direito Penal; Ju ante dos aconte Lei Anticorrupção di controle do uso e O il; . e as 13 ca Br 20 ni no rô em ar et il El as ia Br so nc no lâ civil-milit va a gi ati ru Vi a expect ções de destacaram-se Violação de ta tos, o ajuste entre e es o il ot m as pr tos mais gerais, co Br s is, no no ta l s en ra na ca am Execução Pe a: Riscos más m garantias fund Controle Penal; stiça Restaurativ o compromisso co ão, estiveram em discussão. Ju e l e cia is; ta en am staç Direitos Fund ito à livre manife Pinto de Azees. duação o dire eou Tupinambá ra ag G sen m Pó da ho e Potencialidad de a to m en O ev ade de Direito do Progra ittó Gauer, érito da Faculd Ch A coordenadora em ui th r rib Ru so nt es ra co of r so pr so es , , o profes inais, prof e vedo ra GS. “Há 16 anos bo FR em Ciências Crim sso reflete a interdisciplinaridad la U Co da . e os S un CR ngre ntador de al S. “Fa- PU ie CR or PU co o da m o co destaca que o co ad e 3 estrado e doutor nhecimento que em bancas diz Ruth. 3 dos cursos de m co intensamente”, de e s a po ns m te ca ex s rio vá lamos sobre os ática.” m te a m ia id bs su C O N G R ES S O REALIZADO na PUCRS reuniu autoridades em Ciências Criminais /AGÊNCIA CNJ FOTO: LUIZ SILVEIRA A precariedade do sistema penal brasileiro esteve em pauta N ‘‘ NA /RS AB Y/O RN ZIO JE o FO TO : JU LIA como a troles informais, n co e d a ci n ão sê Na au icato, a associaç d n si o , ja re ig a , s rígido família, a escola gurança no mai se se asc u b , o rr nal, de bai ole, o Direito Pe tr n co e d al rm mo se a instrumento fo as as aflições, co d to e d ro u o no, ad desagu tudo. É um enga se es lv so re l ta a falta repressão esta penal não supre ça ea am a is o p , valorativos. uma ilusão de referenciais nior Miguel Reale Jú l a n e p a ç “Amea e r p u s o nã ” s e r o l a v e d a t l a f ELLO M 44POR VANESSA so exemplo do de esídio Central é a Pr m O le ob pr e ao do crim o frente a cia de autoria da administraçã a ên so an er ca m sf su an tr de a da ando a vi tim 5º Con- ou gi le do , ra al , tu os on er isi es ab pr pr ? o es de A conferência de Ciências Criminais para eles recebem puniçã stinados milhar já de es o nt e. sã ce ad e es id qu de ol gn l ad di iona de Os ção e gresso Internac de um mínimo nior, procasa de conten internação em Miguel Reale Jú i- destituídos o pr ncia natural. A ta m ris uê de co ju eq ao o r ns e m rio co qu co a , pe i é ça fo su s cia sti ze Ju ên ve s da cid ta in ro A re ão de prempo mui ex-minist o de jovens com assistência jurídica e a construç gentes ca Cri- por te fessor da USP e er líti m Po nú e l lo na Pe . Pe or ur mai Direito os são medidas interna são do sestruturada, é pequena a quan abordou o tema sídios semiabert a à publicação opulação de ist rp a os ev pe íli id tr m su lv en fa a vo go en Em s lo . iar anos minal gumas da que podem aliv menores de 18 ele antecipou al la mágica de su- tidade de pe o é m Mundo PUCRS, o co nã . e, ia E . ad ár es er lid av rc gr ca is da atua do em crimes sponsabilidade criminal que questões crucia re s, crime organiza r io te íd or es ne organizado pr en co m de to o o en perlotaçã Catarina, o crim dos e colos punição. a do crescim a ai m nt m le r Sa ob po pr e Em o ad e lv ed ci eaça reso sses contraria e a ânsia da so ais, como se e violenta. Se am teve seus intere b risco, com ataques da criminalidad controles inform em , uo de es ia tín or nc ai sê m as so au a a ria e , “N o have dicato o deve cou a sociedad la, a igreja, o sin nal resolvesse, nã ndo crimes. pe nsecutivos. Com no a co nç a família, a esco as ra di ca gu s ati se rio pr se vá o, r aer sc po m o, bu nizado dentro ande nú sociação de bairr tido o crime orga de controle, gr ba al m rm co r fo se to en m rco mais rígido instru todas as a prisional mais presídios? te-se com e e fora dos desaguadouro de l resol- A estrutura do sistem l, qu O na . Pe os ito ad re en Di ganizado comba ap o or ta os e ta ra im es cr o ne sã O ge es re que a repr investigação aflições, como se gano, uma ilusão, pois rompe feito para que haja uma mudan inteligência e de a pelos líde ho al ab tr en ser ade ação determinad vesse tudo. É um de refe- deve o de criminalid nir para prevenir a o supre a falta va, com reduçã nã eti l ef na ça pe esídios e para pu ça ea a am s presos? de dentro dos pr s do re o de çã .” ta l ili s. os ta ab , tiv ice al re pl cúm ências e renciais valora o sistema prision os coautores e tado sobre diverg e a Falta estruturar Penal. todos ão uç Quando pergun ec qu Ex de de i ca ona Le stiça, com a críti as mudanças pr , assiscomo previsto entre Polícia e Ju a posição sobre nas de trabalho , Reale Júnior ci su a” a go ofi l nd di ua m ra Có Q “b co é s do io a sira íd re reform legislação brasile o inope- Pres assistência ao eg pelo projeto de lícia Civil tem sid o que tência jurídica e social, rtos, postas Senado? be ia no m o se çã s ita io discordou. “A Po nt íd nal em tram ão de pres Pe vestigação, ta uç in tr s ns da esse projeto va co po , ati m so rn ca ca rante no autoria penas alte veras críti s a m se de tê já do z os za Fi ub ni ro ga s or do como no subssistema apenas 1% a 2% no texto original ja impunidade.” a se a defi ís. e, or Pa qu m o e do qu é em to resenta graves descoberta. Aí jurista. vo do relator, ap parte geral, como do uti es tit xõ fle ca re cífi as espe Confira outr s técnicas, seja na avalia a situação ? Qual ciência l. Como o senhor re eg Al da o o rt çã Po du de na especia sição sobre a re duziria do Presídio Central Qual a sua po ida re o passo? ed im m óx sa pr o Es r l? se na ve maioridade pe menores de participação de os crimes com 453 3 RADAR Internacionalizar FOTO: GILSON OLIVEIRA Palestrantes estrangeiros e gestores do governo federal na área de educação internacional participaram, em outubro, do Seminário Internacionalização: Desafio para Universidade, promovido pela PUCRS. O encontro foi o primeiro no Sul do País destinado a integrar gestores de universidades com foco em assuntos internacionais e cooperação em ensino, pesquisa, inovação e extensão. A realização foi da Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento e da Assessoria para Assuntos Internacionais e Interinstitucionais (AAII) em parceria com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD). “Avaliamos o futuro da área, como o impacto econômico das parcerias globais, o desenvolvimento social do processo, prioridades e desafios. Também nos permitiu saber como fazer, o que fazer e por que fazer”, resumiu a assessora para AAII, Rosemary Shinkai. Pesquisador destaque O professor César de Rose, da Faculdade de Informática, recebeu da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs) o troféu de Pesquisador Destaque nas áreas de Matemática, Estatística e Computação. O prêmio, entregue em cerimônia na Fiergs, reconhece o extenso trabalho de De Rose. FOTO: DIVULGAÇÃO O Coral e a Orquestra Filarmônica da PUCRS apresentaram, em setembro, no Salão de Atos da Universidade, a ópera Madama Butterfly, de Giacomo Puccini, em forma de concerto. A regência do espetáculo foi do maestro convidado Mario Perusso, argentino, conhecido internacionalmente por sua habilidade com o repertório lírico. Mérito Farroupilha FOT O: D IVU LGA ÇÃO O diretor do Instituto do Cérebro e professor da Faculdade de Medicina, neurologista Jaderson Costa da Costa, foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado com a Medalha do Mérito Farroupilha. A proposta para conceder a mais alta honraria do órgão foi do deputado estadual Aldacir Oliboni em reconhecimento aos anos que Costa dedicou à pesquisa avançada em neurociências. FOTO: DIVULGAÇÃO Madama Butterfly FOTO: REPRODUÇÃO Fronteiras do Pensamento Soluções para o convívio urbano, popularização da ciência, sustentabilidade. Esses são alguns dos tópicos que trazem a Porto Alegre, em 2014, nomes consagrados mundialmente em suas especialidades para apresentações no curso de altos estudos Fronteiras do Pensamento, do qual a PUCRS é parceira cultural. Com o objetivo de criar um produto que refletisse o olhar acadêmico sobre esses e outros assuntos expostos, foi lançada, em outubro, a revista Leituras PUCRS/Fronteiras do Pensamento, durante a abertura da conferência do filósofo francês Pascal Bruckner. A proposta da nova publicação é trazer aos leitores a interpretação de docentes e pesquisadores da Universidade sobre temas que mobilizam a sociedade, impactam a opinião pública e sinalizam novos caminhos. A edição está disponível em www.pucrs.br/leituras-pucrs. 4446 Uma tese duplamente premiada. O professor Rodrigo Barros, da Faculdade de Informática, teve a pesquisa On the automatic design of decision-tree induction algorithms, agraciada com os prêmios da Sociedade Brasileira de Computação e o da Capes de Tese. O trabalho foi orientado pelo professor André de Carvalho (USP) e co-orientado por Alex Freitas (University of Kent, Reino Unido). A área de pesquisa da tese é Aprendizado de Máquina. FOTO: BRUNO TODESCHINI Prêmio Capes 1 Prêmio Capes 2 O professor Luis Felipe Espath, da Faculdade de Engenharia, conquistou menção honrosa do Prêmio Capes de Tese 2014, na área de Engenharias, com o trabalho Otimização de forma estrutural e aerodinâmica usando análise isogeométrica e elementos finitos, orientado por Armando Awruch, do Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFRGS. Atualmente, Espath realiza estágio de pós-doutorado na Universidade Kaust (Arábia Saudita) em Ciências Físicas e Engenharia. Referência mundial O diretor do Centro de Memória, neurocientista e professor Iván Izquierdo, é o primeiro pesquisador latino-americano a alcançar 20 mil citações na base de dados de artigos científicos multidisciplinares Web of Knowledge. Há mais de 50 anos em atuação, Izquierdo é referência na comunidade científica mundial quando o assunto é fisiologia da memória. Entre as suas principais descobertas, estão os mecanismos moleculares de formação, evocação, persistência e extinção da memória. FOTO: BRUNO TODESCHINI Relatório Social Olímpico FOTO: ARQUIVO PESSOAL Para aproximar a comunidade internacional das iniciativas sociais promovidas pela Universidade, foi lançado A PUCRS recebeu a visita do professor Norbert Müller, o Relatório Social PUCRS e Hospital São Lucas (HSL) em da Universidade de Kaiserslautern (Alemanha), membro do versão bilíngue (português/inglês). Com personagens Conselho Pontifício para Laicos (Vaticano) e presidente do Coque vivem e interagem com a Instituição, o conteúdo mitê International Pierre de Coubertin. Além de atividades com está distribuído em seis áreas: Institucional, Ensino, as Faculdades de Educação Física e Ciências do Desporto e FilosoPesquisa, Extensão, Saúde e Meio Ambiente. Acesfia e Ciências Humanas, o Museu de Ciências e Tecnologia e o Cense e veja fotos, gráficos e vídeos num formato tro de Pastoral, Müller também participou de reuniões com o Grupo exclusivo para dispositivos móveis em www. de Pesquisa em Estudos Olímpicos e com o Comitê Brasileiro Pierre de pucrs.br/relatoriosocial2013. Coubertin (ambos com sede na PUCRS) para a prospecção de pesquisas e o planejamento de atividades educacionais e sociais relacionadas com os Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil. Inovador digital Diego Maffazzioli, estudante de Direito, teve seu projeto selecionado pela Microsoft para integrar o BizSpark: programa mundial que incentiva e auxilia novas empresas de pequeno porte da área de TI, por meio do fornecimento gratuito de softwares Microsoft. À frente da Ludific – startup incubada na Raiar da PUCRS – o empresário desenvolveu com o sócio, Felipe Busanello, um sistema digital que possibilita a empresas e instituições de ensino testar alunos e funcionários de acordo com a área de estudo ou atuação de cada um. Para os empreendedores, a participação no programa da Microsoft é um passo importante, pois permite o acesso à rede de informações geradas por integrantes do programa que reúne mais de 100 mil startups em todo o mundo. 473 3 FOTO: G ILSON PERFIL OLIVEIR A APAIXONADA PELA profissão, Maria Eunice Moreira completará 50 anos de magistério em 2015 M O poder da sala de aula aria Eunice Moreira nasceu para ser professora. Desde jovem dava aulas para a irmã, o irmão e a “gurizada” da vizinhança em Santa Maria. Auxiliou até na alfabetização de um menino de cinco anos. “Ele havia perdido o pai. Eu tinha uns 14 anos, sentava com ele no colo e o ensinava a ler”, conta a professora da Faculdade de Letras (Fale). Concluiu o antigo Magistério, ingressou na Faculdade de Direito da UFSM e começou a lecionar em uma escola de Cachoeira do Sul. Viajava todas as semanas entre as duas cidades. “Eu estudava muito para preparar as aulas. Tinha 36 alunos, todos disponíveis e interessados. Eu adorava”, lembra. Formou-se em 1968, foi lecionar na Educação Infantil e no Ensino Médio e depois trabalhou na Delegacia de Educação em Cachoeira, enquanto estudava Letras, na Urcamp. Em 1976 iniciou uma especialização na PUCRS, ainda trabalhando e morando no interior. Fez as malas para a Capital em 1985, quando iniciou o doutorado. Em 1991 entrou oficialmente para o corpo docente da PUCRS. “Ser professora é uma das profissões mais ricas que existe. Acredito na educação como fator de melhora, no poder da sala de aula. É uma troca de experiências entre gerações, uma alquimia, um prazer. Aprendo todos os dias. É preciso ser malabarista, ter artifícios para prender a atenção do estudante e manter um respeito profundo entre aluno e professor”, garante. Em 2015, Maria Eunice completa 50 anos de magistério “sem nunca ter parado” e 68 de vida. Já orientou mais de 70 alunos em teses e dissertações, “mas, se contar iniciação científica, esse número passa de 150”. Foi de aluna a professora, pesquisadora na Pós-Graduação em Letras, com muitos livros publicados, diretora da Faculdade de Letras (Fale), de 2004 a 2012, e diretora de pós-graduação na Pró-Reitoria Acadêmica, de 2012 a 2014. A docente também atua no Delfos, onde cuida dos acervos de Moysés Vellinho, Júlio Petersen e Ir. Elvo Clemente. Edita as revistas Letras de Hoje, da Fale, e Navegações, em parceria com o Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa, da Universidade de Lisboa. Em 2001 fez pós-doutorado na Fundação Biblioteca Nacional de Lisboa, onde ficou quatro meses. Anos antes, em 1983, passou um período em Madri e Málaga ‘‘ Acredito na educação como fator de melhora, no poder da sala de aula. É uma troca de experiências entre gerações, uma alquimia, um prazer. Aprendo todos os dias. para especialização em Língua e Literatura Espanhola pelo Instituto de Cooperación Iberoamericana. As experiências no exterior trouxeram o autoconhecimento. “Aprendi a viver comigo e a ser minha companhia. O que fala é o silencio interior. É um exercício difícil, mas contribuiu para minha formação pessoal”, recorda. Os livros sempre foram bons companheiros de Maria Eunice. Já teve mais de 5 mil exemplares, doou muitos para a PUCRS e hoje tem mais de 3 mil. Entre suas obras preferidas estão Os Lusíadas, onde sempre encontra passagens que pode aplicar em diferentes situações da vida. Philip Roth, Ítalo Calvino e Jorge Luis Borges são alguns de seus escritores favoritos, além de José de Alencar. “Gosto muito de história da literatura, romance e literatura brasileira contemporânea”, conta. Da cozinha não é muito amiga, mas “sei digitar bem o telefone dos restaurantes”, brinca. Estudou piano durante oito anos e é aficcionada por música, especialmente erudita. Já visitou Egito, Marrocos, Grécia, Hungria, Suíça, Alemanha, França, Itália, China, EUA, México e quase toda a América do Sul, entre outros países. Tem uma casa em São Francisco de Paula, onde planta flores e cuida do jardim. “Gosto muito de arquitetura e de observar a paisagem. Vou pintando mentalmente as casas e mudando o cenário, fazendo alterações arquitetônicas 3 imaginárias”, revela. 3 4448 EU ESTUDEI NA PUCRS O NÚMERO 15 da Odontologia gaúcha, José Johann mantém consultório 493 3 não se agradava, até que foi estimulado a ingressar no curso de Odontologia da PUCRS, na década de 1950, por Elias Cirne Lima – o fundador, que liderou um movimento para separar a área da Medicina. Estudava no Colégio Rosário, onde se dariam as aulas da Universidade. “Contrataram professores espetaculares”, recorda. No final do segundo ano, tornou-se monitor e o pai (que era guarda-livro, contador) não precisou mais arcar com as mensalidades. Depois de formado, continuou como professor assistente de Prótese por cinco anos. Foi um dos pioneiros do curso no Campus Central. “Era uma dificuldade chegar. Ia de carro pelo Beco do Salso, uma pista de terra que saía no Champagnat. O Riacho Ipiranga passava nos fundos; era limpo. Quando éramos crianças, tomávamos banho lá, nos piqueniques do Rosário. Parece incrível, hoje não dá nem para olhar.” A vantagem é que tinha muito cliente na região afastada da cidade. A distância e a remuneração o fizeram dedicar-se apenas ao consultório e ao Sesi, como dentista do Sindicato dos Metalúrgicos. Guarda até hoje um abaixo-assinado dos estudantes do curso pedindo que reconsiderasse a decisão. Constam na lista os alunos Raphael Loro, que décadas depois se tornou diretor da Faculdade, e Jair Soares, mais tarde governador do Estado. Conheceu a esposa, a professora primária Matilde, aos 19 anos. Ficou viúvo em ‘‘ FO TO :G ILS O A EIR IV OL osé Johann tem o registro número 15 do Conselho Regional de Odontologia, que ajudou a criar, com colegas da PUCRS. Aos 81 anos, segue trabalhando três vezes por semana. Nos demais dias, vai às compras para o gabinete dentário, passa no banco, coloca roupa para lavar, mantém a casa, faz receitas da avó (consultando um livro quase comido por cupins), prepara o jantar (nhoque e bacalhau são algumas de suas especialidades) e cuida de flores e plantas. A antiga casa dos pais, no bairro Higienópolis, virou o seu jardim. E espalhou rosas, pitaias e orquídeas na cobertura do apartamento onde mora, que fica ao lado. Às vezes, vai a pé até o Mercado Público, 4,5 quilômetros de distância. “É logo ali. Levo 45 minutos. Eu fico gozando, porque é tudo entupido de carro e eu sigo.” Aos domingos, o destino da caminhada é o Parque da Redenção. Acorda perto das 4h30min com o canto de um sabiá e fica mais uma hora na cama. Vai para o consultório, que fica a poucos metros, antes das 7h. “A cidade já está em polvorosa.” Na sala de espera, notam-se quadros de sua autoria. A cortina foi feita por ele numa máquina Singer. Afeito a engenhocas, também adaptou um compressor e faz a manutenção dos equipamentos dentários. Em casa mantém inclusive uma oficina, com todo tipo de peças, aparelho de solda e elétrica. Já não tem disposição para consertar o Gol da década de 1980. Mas a paixão foi transferida para o filho, Geraldo, que se formou em Engenharia Mecânica. Chegou a ter um jipe candango DKW que “juntava gente”. Ele mesmo considera o gabinete dentário um museu. Com alvará de licença de janeiro de 1967, mantém a cadeira e aparelhos da época. Atende gerações de famílias, pois é também odontopediatra. Seus primeiros clientes foram os corredores Norberto Jung e Catarino Andreatta. Um dos seus irmãos queria que seguisse sua profissão de médico, mas Johnann N J Vitalidade e autonomia Era uma dificuldade chegar no Campus da PUCRS. Ia de carro pelo Beco do Salso, uma pista de terra que saía no Champagnat. O Riacho Ipiranga passava nos fundos; era limpo. Quando éramos crianças, tomávamos banho lá, nos piqueniques do Rosário. 2012, quando aprendeu a cozinhar e cuidar da casa. “A morte é uma porcaria. A gente 3 deveria viver para sempre”, ri. 3 CARREIRA 44POR CA FOTOS: GILSON OLIVEIRA PARCERIA AUXILIA na formação do perfil do empreendedor Consultoria para os empreendedores da Raiar: Ana Carolina da Silva e Arthur De Franceschi Brasil A dministrar competências pode ser o pulo do gato para empresas nascentes obterem sucesso. Na Raiar – Incubadora de Empresas da PUCRS –, uma das assessorias oferecidas às startups é realizada em parceria com o Escritório de Carreiras (EC) e tem, justamente, esse objetivo: orientar os profissionais na formação de uma carreira empreendedora. A atividade teve início neste ano e integra um dos pilares da certificação nacional Cerne, para a qual a Raiar está trabalhando visando recebê-la. O objetivo da Cerne é criar uma plataforma de soluções para ampliar a capacidade da Incubadora em gerar empreendimentos bem-sucedidos. As consultorias com os representantes das empresas são prestadas pelo Escritório de Carreiras e, a primeira fase consiste em sete encontros individuais no período de um ano, com duração de 30 minutos cada. “A grande meta é promover o autoconhe- cimento dos empreendedores para que consigam comandar seus negócios, aproveitando as competências de cada um em áreas estratégicas”, observa a psicóloga Ana Carolina da Silva, do EC. O perfil dos participantes é mapeado com o auxílio de testes que oferecem subsídios para que se possa lidar efetivamente com situações de estresse, indicando formas de melhorar a comunicação entre os sócios. A identificação de características de liderança e ajustes de habilidades profissionais e pessoais, segundo Ana Carolina, são questões importantes para o desenvolvimento do empreendedor. O professor e coordenador do Escritório de Carreiras, André Duhá, acrescenta que, no segundo ano de consultorias, os empresários deverão elaborar um plano de ação para o desenvolvimento das competências necessárias à jornada empreendedora. “A ideia dessa etapa é enfatizar alinhadas a importância do gerenciamento de suas carreiras”, destaca Duhá. De acordo com a gerente da Incubadora, Flavia Cauduro, a atividade está alinhada ao novo momento da Raiar, que vem aprimorando os processos de assessoramento aos incubados. “Sabemos que boas ideias só se transformam em negócios se forem executadas com sabedoria, por isso estamos focando em desenvolver os perfis dos empreendedores da Raiar, para que saibam a direção a seguir e contribuam com o funcionamento orgânico de suas empresas”, defende. Por enquanto, apenas as empresas Goga Tecnologia, SmartMoney Consultoria Financeira, Smartlife e Izee recebem o acompanhamento, mas, conforme Flavia, a expectativa é atender a todas as novas startups da Incubadora. “A parceria entre a Raiar e o Escritório de Carreiras será du3 radoura”, projeta. 3 Trabalho em sintonia Os resultados da consultoria do Escritório de Carreiras para os empreendedores da Raiar já são observados. Flávio Pereira, da Izee, considera a iniciativa excelente. “Conseguimos refletir sobre nossas diferenças. Descobrimos com os atendimentos que temos perfis complementares e nos organizamos melhor nas tomadas de decisões do dia a dia”, revela o jovem empresário. Ao lado dos sócios Thales Sarubbi, Marlon Quadros e Thiago Galbeno, Flávio desenvolveu um aplicativo chamado we go, que informa qual ônibus os pedestres podem pegar, optando por ruas sem congestionamento. Arthur De Franceschi Brasil, da Goga, revela que ele e os sócios José Rodolfo Masiero e Paulo Ricardo Masiero imaginavam ter perfis complementares, mas não sabiam como Flávio Pereira (E e Thales Sarubb ) i cial pe Es O/ MIL AD ILÉ LI unificar as competências de cada um. “Após o resultado da avaliação de perfil e de algumas conversas com a orientadora, definimos com mais clareza nossas responsabilidades. Por sermos novos empreendedores e sem capital para contratar grandes equipes, muitas vezes assumimos a linha de frente em territórios que não dominamos. Isso dificulta a tomada de decisões. Com as consultorias recebidas, sabemos quem denominar para cada atividade”, observa. Os economistas Ricardo Dias e Felipe Saldanha, sócios na SmartMoney, complementam que os resultados dos encontros são percebidos na forma como se relacionam com os clientes. “Aprimoramos a abordagem, o que contribui com a fidelização dos novos consumidores do nosso serviço”, finalizam. Ricardo Dias (D e Felipe Saldanha) OPINIÃO s e d a d i s r Unive VEIRA FOTO: GILSON OLI e d a d e i e soc imento do conhec O domínio de lín prescindível o im r is, la po cu rti epa ct o te se cara s, de mod momento presen mudanças guas estrangeira m essa condição, a ntes língua inglesa. Se riza por consta lamento. ssidades e da ce ne às s o tenderá ao iso da içã tu sti alinha anáin e Vive-s m está atenta à ciedade atual. A PUCRS també os e at rm fo s conquistas da so edade do Conhecição de novo ca tifi ci en So id a à e ad e in lis a denom sidade graduação papel da univer o abordagens para os cursos o al qu na , to men o proporcionar criaçã aduação, visand el. Ações como gr ív sut inpó sc e di in , é ão de ovaç ias acadêmicas s, núcleos de in aluno experiênc co na análise de ao e os de incubadora fic ão, parques cientí dé- terdisciplinares, com fo agências de gest de soluções. as marcado as últim er- problemas e na proposta formas de m tê s ico óg ol s tecn univ a vivenciar nova res instituições ão Ele precis uisa como aç cadas das melho sq ov pe in a a o s nd ai te qu do, nas ndizagem, re ap o desenes ra ad sitárias do mun pa l o são priorid ndamenta fu ism ta or en ed am nd rr ee fe a aquisição e o empr da autonomia e to en im . lv es vo nt ta an cons ngo de toda a tonia com os av ecimentos ao lo capacidade nh co de A PUCRS, em sin da ho ver sua , trilha o camin Precisa desenvol ços do século 21 e à ex- vida. e . Do contrário, já vo ad id no al ao qu o à çã sa ta vi ap e ad qu de ão ão . Além disso, inovaç sua reestruturaç culdade obsoleto do Fa on da op irá pr , sa ia nc celê elo de anos de estudo e a do seu mod ico é necessário flexibilizar pl organizacional atég dade estudantil, osso Plano Estr em- para promover a mobili uro dos esgovernança. N o , andono premat ionalização ab ac o rn sa vem te zir in du a re a enfatiz sino e na pesqui boração com os o com a la en çã co ra no a te r ia in ra nc a lê gu e se ce o aliações do tudos, as ação ex preendedorism áreas tecnocilitar a particip irmada pelas av s fa nf e na co es as o or en nd ad ap se eg o empr nhecimento do sociedade nã e nas ciências es, com o reco s profissionais. ão ap ia aç /C anc ic EC riê un M pe m ex co a, ntinuad Tecnologia e Inov s. As em lógicas, na ério da Ciência, de educação co todas as demai ist ta fia in er sa em M of de as A e m ra an e, m cla úd da sa dos com as de focado numa e a teologia, a za tá ni ofi es to o os fil sin Iss m a , o. os cu rs as çã o no com cu l nesciências human futuro, bem com torna-se crucia de sde as origens e, o de ad sã o vi ed içã 3 ci ra 3 ad so e. do tr ad el da ogias e niversid de memoráv acom- das . Novas metodol de- primento da missão da U es, sustentam e se novo cenário er nd o re m das universidad ap co e ar te o permanen ades de ensin panham o diálog s ciências aplicadas possibilid ações da te do vem in grar as dinâmico mun ersidades, cujo . ra o das univ e da tecnologia pa l ve ná tio es qu é o de criar, de Um aspecto in futuro papel ao o çã ta eservar ap ad a e transmitir e pr arm enfrentamento fo da va imentos já tante e reno Um aspecto - os conhec es N consiste na cons s. re do hu sa la ui os pe e pesq ão prod uz id ção de docentes ários de formaç stionável para bem como in e e, m u se ad q id os in , an m do m co se senti s to r sendo propos ovar e quebra continuada vêm para o uso de novos o de in tamento e a n e fr as existentes. ão n aç gm e di cit o ra pa pa ca à a as o st vi , com esos e de pesquisa Considerando modelos didátic ares e w se os, ur ct co pe en as op ptação ao futuro , os a d a ses e outros s co educação on-line gi gó da adest de recursos pe e a PUCRS vem se a variada gama incipr s. e na constante as ei e st ív tr si on en n sp o o c nd ca sa atualmente di ui ação de pesq stituições de en A internacionaliz igual- pais in é rmação de es il, nt as fo da Br a tu d do es r a e v rio s o re pe n so su es o re of sin pr dores, a univeralidade ental para que atendendo à fin ra uisadores. pa mente fundam sq ta e er p ab des e o ai s ra m pa z te r n ve ui e rib da c nt ca o d sidade fique a vez, de co que este, por su mento social. A o mundo e, para ersidade. Torna-se, senvolvi univ se aproxime da TET, JOAQUIM CLOS Reitor da PUCR ‘‘ 513 3