ANO XVIII - Nº 603 - REGIÃO OESTE - BAHIA - BRASIL - 12/10/2010 - DISTRIBUIÇÃO 100% DIRECIONADA - Estão sujando e mijando na "História" de Barreiras Foto Tenório de Sousa Foto Tenório de Sousa É de calamidade a situação do Centro Histórico de Barreiras. O apelo de uma pequena placa “Seja educado! Não jogue nada em mim!” Que também ainda resiste, não afronta ou nada significa para os brutais depredadores. Mas sempre existe um fio de esperança e este é o exemplo da resistência da ignorância humana de uma sigela plantinha que luta para sobreviver. Mesmo com o caule flajelado, ela insiste em brotar, como se quisesse renascer. Foto Tenório de Sousa A conivência do barreirense faz com que ele não cuide de sua cidade. Suja e enfeia seu Centro Histórico, seus pontos turísticos e seu meio ambiente. Desprezando seu passado, fará com que sua existência não deixe rastro. Falta de manutenção deixa banheiro do Cais dilapidado Pág. 08 Presos passam tempo com arte Pág. 03 Aiba lança campanha pela valorização do campo Pág. 10 02 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 Fonte: Secretaria de Imprensa da Presidência da República COLUNA SEMANAL DO PRESIDENTE LULA O PRESIDENTE RESPONDE Rondineli Gomes, 26 anos, fiscal de segurança de Cuiabá (MT) - Sobre a criminalidade que atualmente perdura nas periferias, o que o governo tem feito? Presidente Lula - Nós estamos atuando fortemente nas regiões metropolitanas que apresentam altos índices de violência. O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), combina repressão ao crime com a prevenção. Nos locais em que a juventude se encontra em situação vulnerabilidade, o Pronasci implanta os Territórios de Paz, pacote com diversos projetos para reduzir a criminalidade. Destaco o Policiamento Comunitário, as Mulheres da Paz e o Protejo. Com o Policiamento Comunitário, os agentes fazem ronda ostensiva sempre na mesma região, estabelecendo com os moradores uma relação de proximidade e confiança. O Mulheres da Paz é integrado por lideranças comunitárias, que identificam os jovens mais vulneráveis ao crime e encaminham para os projetos sociais. Já aderiram ao Pronasci 25 estados e o Distrito Federal, 173 municípios e 4 consórcios (grupos de cidades). Ações promovidas por governos estaduais e municipais também podem receber recursos do Pronasci. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), iniciativa do governo do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a União, estão dando excelentes resultados e devem ser implantadas em outras regiões do país. Ricardo Galiza, 37 anos, técnico em mecânica de Manaus (AM) - Sabemos que o Brasil é hoje um país em desenvolvimento. Isso se deu em um longo processo de evolução. O seu governo deixará algum estudo que aponte uma meta a ser alcançada, alguma previsão de quando o Brasil deixará de ser um país em desenvolvimento para ser uma nação desenvolvida? Presidente Lula - Há dois anos, nós criamos a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), para promover pesquisas e estudos sobre o futuro do país. Em con- junto com outros ministérios e após consultas à sociedade, a SAE elaborou um plano que fixa metas para 2022, ano do bicentenário da independência. Mais informações sobre o plano estão no site da SAE: www.sae.gov.br/brasil2022. Mas nós já estamos trabalhando desde o primeiro dia de governo para tornar o nosso país próspero, igualitário e soberano. As medidas de estímulo à produção, ao consumo e ao emprego, com destaque para o PAC, representaram a retomada do papel do Estado como planejador e investidor. Para garantir a continuidade deste ciclo, nós montamos, em parceria com estados e municípios, o PAC 2, que terá, até 2014, investimentos de cerca de R$ 960 bilhões em energia, transportes e infraestrutura social e urbana. Ou seja, nós estamos deixando mais do que estudos, estamos deixando planejamento, projetos e recursos já garantidos para que quem me suceder possa implementá-los logo após a posse. Os resultados, hoje, já são extraordinários: reduzimos a pobreza a menos da metade, 37 milhões de brasileiros ingressaram na classe média e este ano nós superamos a Espanha e nos tornamos a oitava maior economia do mundo. Mantendo o ritmo atual de crescimento e distribuição de renda, ainda nesta década nós vamos erradicar totalmente a miséria e ocupar o posto de quinta maior economia do mundo. Gilson Miranda de Oliveira, 35 anos, fonoaudiólogo de Terezina (PI) - Presidente, foi sancionada a lei que dá direito à realização do Teste da Orelhinha. Quanto tempo levará para ser implantado esse serviço tão essencial para os recém-nascidos de todo Brasil? Presidente Lula – O Teste da Orelhinha é um método avançado e seguro de diagnóstico precoce de problemas de audição dos bebês. O exame é realizado em 5 a 10 minutos, não causa qualquer desconforto e sequer acorda a criança. Os problemas identificados podem ser tratados em até seis meses, facilitando a reabili- tação da audição, um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento normal dos bebês. O Teste da Orelhinha já é um exame que consta da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, mesmo sem a lei, o governo federal já garantia financiamento aos estados e municípios interessados em oferecer o serviço. Veja que, somente no ano passado, a rede pública realizou quase 270 mil Testes da Orelhinha. Sancionei a lei 12.303 em agosto, quando ficou determinada a obrigatoriedade do Teste. O próximo passo é a regulamentação do texto pelo Ministério da Saúde. Ou seja, serão fixados os prazos para que os hospitais e as maternidades do SUS se adequem aos padrões e normas para a realização do Teste e ofereçam o serviço. Luiz da Silva Calderini, 55 anos, aposentado de Seropédica (RJ) Quais benefícios o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) poderá trazer para nossa cidade? Presidente Lula - Toda cidade, incluindo a sua, poderá se beneficiar e muito de um Centro de Tratamento de Resíduos (CTR). O CTR trabalha em parceria com associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis para que os resíduos sólidos tenham um destino ambientalmente adequado. Resíduo é todo material que pode ser reciclado ou reaproveitado. Não é lixo. Isto porque o resíduo, que começa com uma boa coleta seletiva, tem grande valor econômico e social, gerando emprego e renda para homens e mulheres. O material que sobra depois do processo de reciclagem e reaproveitamento é chamado de rejeito, e apenas este deve ser encaminhado para o aterro sanitário, que terá muito mais tempo de vida útil. Uma cidade que faça a separação dos resíduos, que tenha coleta seletiva, em que a prefeitura conte com catadores de materiais recicláveis, e que tenha um aterro sanitário recebendo apenas rejeitos, esta cidade sem dúvida reúne condi- ções para proporcionar bem-estar social e econômico para a população. Significa dizer que será uma cidade organizada, pois direciona seus resíduos para local ambientalmente adequado, ou seja, sem lixões, com catadores de materiais recicláveis trabalhando em ambiente salubre e com dignidade, e que planeja a gestão integrada dos resíduos sólidos que gera. Claudilene Siqueira, 31 anos, produtora audiovisual de Manaus (AM) - O governo federal prometeu dar casa popular para quem não tem imóvel próprio. Quando esse projeto vai chegar a Manaus? Presidente Lula - Já chegou, Claudilene. O Programa Minha Casa Minha Vida, lançado em março do ano passado, já contratou a construção de 7.775 moradias em Manaus. A meta é construir 1 milhão de novas unidades habitacionais em todo o território nacional, para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Até agora, 717 mil casas e apartamentos já foram contratados. Para o Estado do Amazonas a meta foi de 22.238 unidades habitacionais, sendo 9.022 em Manaus. As famílias com renda de até R$ 1.395,00, devem entrar em contato com a Prefeitura Municipal e verificar se ainda existem unidades habitacionais disponíveis. Para esta faixa de renda, as prestações, independentemente do valor do imóvel, são de 10% da renda familiar, com um valor mínimo de R$ 50,00, pelo período máximo de 10 anos. Na segunda fase do Minha Casa Minha Vida, haverá financiamento para mais 2 milhões de moradias em todo o Brasil, sendo 1,2 milhão para famílias com renda máxima de 3 salários mínimos. Famílias com renda mensal superior a R$ 1.395,00 podem negociar diretamente com as construtoras locais que tenham unidades habitacionais à venda. Cezar Pereira Alves, 57 anos, frentista de Alvorada (RS) - Peço uma atenção especial às aposentadorias dos frentistas, pois trabalhamos em ambiente insalubre, e quando chega o tempo da aposentadoria temos que entrar na justiça para obtermos nossos direitos. Presidente Lula - Cezar, antigamente, a legislação brasileira previa a concessão de aposentadoria especial, ou seja, com tempo menor de contribuição, para determinadas profissões. Exemplos: motoristas de caminhão de carga, engenheiros químicos e mineiros de subsolo. Os frentistas não estavam incluídos. Mas, de acordo com a lei atual, em vigor desde abril de 1995, a aposentadoria especial é direito apenas dos segurados que trabalharam expostos a agentes nocivos (químicos, físicos e/ou biológicos), independentemente da profissão. Tendo em conta a gravidade, a intensidade e a freqüência da exposição a estes agentes, o tempo de trabalho para a aposentadoria pode ser de apenas 15, 20 ou 25 anos. Cada caso é analisado separadamente. Para a avaliação, é preciso apresentar o Perfil Profissiográfico Profissional, documento emitido pela empresa e que tem todo o histórico profissional do empregado, com informações sobre as condições ambientais de trabalho e o período da atividade exercida. Não é necessário recorrer à Justiça. A aposentadoria especial é concedida sempre que a documentação apresentada comprovar que o empregado trabalhou exposto a agentes nocivos à saúde durante o período exigido. Uma publicação da EDITORA OESTE S/C LTDA ADMINISTRAÇÃO/REDAÇÃO Av. Presidente Vargas, 342-Centro (77) 3611-2258 / 3021-1711 CEP 47 800-000- Barreiras-BA www.novoeste.com - [email protected] EDITOR: Tenório de Sousa CHEFE DE REDAÇÃO: Rose Cerqueira REDAÇÃO/CORREÇÃO: Ana Cedro DEPTO. COMERCIAL: 3611-2258 IMPRESSÃO: Gráfica Irmão Ribeiro (3614-1201) Artigos assinados não expressa a opinião da editoria do jornal. Direitos reservados de textos, fotos e ilustrações da Editora Oeste. Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 - 03 Ascom Prefeitura de São Desidério AÇÃO SOCIAL / SEGURANÇA PÚBLICA / SÃO DESIDÉRIO Presos passam tempo com arte cializar o preso. Nós não possuímos em nossa delegacia um espaço condizente para a realização de atividades artesanais, ademais, os poucos materiais que adentram a cadeia pública, geralmente são fornecidos pelos familiares dos custodiados, quando deveriam ser fornecidos gratuitamente pelo Estado”. Foto Rodney Martins/Ascom São Desidério “O Estado não vem cumprindo com sua função primordial que é a recuperação do criminoso. Entendo que as atividades artesanais exercidas no interior de uma delegacia devem ser incentivadas, com algumas ressalvas, pois tais atividades naturalmente tendem a ressocializar o preso.” Delegado Carlos Ferro. Foto Rodney Martins/Ascom São Desidério São poucas as doações recebidas de acordo com o delegado É nesse espaço pequeno que flui a criatividade Para o delegado Carlos Ferro a confecção de peças de artesanato também é um meio de ressocialização e no futuro poderá evitar a reincidência criminal. “Delegacia não é presí- dio. O nosso sistema prisional atual encontra-se falido. O Estado não vem cumprindo com sua função primordial que é a recuperação do criminoso. Entendo que as Sid, como é chamado, já perdeu a conta de quantos artesanatos fez Foto Rodney Martins/Ascom São Desidério A cadeia pública de São Desidério funciona em um prédio no centro da cidade. Cada uma das quatro celas tem capacidade para acomodar em média três presos. Atualmente, encontram-se 24 detidos. Em uma dessas celas, a de número 4, encontra-se Sidney Silva Santos, 27. Há cinco meses preso, ele buscou no artesanato uma alternativa para fazer o tempo passar mais rápido. Entre lixas de unha, palitos de picolé e de fósforo, cola, cartolina, pó de brita, pincel e tintas, ele vai construindo cinzeiros, casinhas, pulseiras. “Eu já fiz uns mil desses. É só ter uma foto que eu faço igual. Mando pra vender lá na minha rua”, declarou. Um trabalho de dedicação que acabou incentivando os companheiros de cela. O artesanato é devolvido para as famílias e algumas peças são vendidas no comércio local. A renda é revertida para a compra de produtos de higiene pessoal ou para incrementar a refeição. atividades artesanais exercidas no interior de uma delegacia devem ser incentivadas, com algumas ressalvas, pois tais atividades naturalmente tendem a resso- Doações - São as famílias encarregadas por enviar produtos de higiene pessoal aos presos, bem como as roupas. Ainda de acordo com o delegado são poucas ou quase nenhuma as doações recebidas. “As doações são sempre bem-vindas, assim como, quem se interessar em adquirir os artesanatos produzidos por eles”. Voluntários do Centro Espírita Irmã Sheilla mantém o compromisso de preparar sopa para os presos e de realizar sua distribuição gratuita sempre aos domingos, ao meio-dia. A Pastoral Carcerária do município, formada por cerca de dez pessoas realiza encontros de oração que geralmente ocorrem aos sábados. Já as visitas de familiares e amigos dos presos, são sempre às terças-feiras. 04 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 Por Tenório de Sousa PAUTA LIVRE Analisando o contexto político e eleitoral em Barreiras depois das últimas eleições Para uma análise clara e imparcial do contexto político de Barreiras sobre as últimas eleições, destacaremos aqui a percentagem de indecisão para a escolha dos candidatos a deputados, como em toda a Bahia. O alto índice de abstenção, votos em branco e nulos, já era esperado, segundo as pesquisas mostravam. Há poucos dias da votação, o jornal A Tarde, na sua edição nº 33.382, de 31 de agosto de 2010, divulgou uma pesquisa da Vox Populi, que 71% dos baianos não sabiam em quem votar para deputado estadual. Na escolha dos candidatos a deputado federal, a incerteza era ainda maior, atingindo 75% e, entre as mulheres, as quais representam 52% dos eleitores, a indefinição chegava a 81%. Seria mesmo indecisão ou desinteresse pelos políticos? Que a política no Brasil vai mal das pernas, ninguém discute. E, na Bahia não é diferente. Para alguns analistas políticos que tiveram a coragem de falar na mídia, o difícil estava em encontrar nos candidatos algo novo e persuasivo em suas propostas e idéias, prova disso foi o “efeito Tiririca” nas eleições em São Paulo. Um comediante candidato a deputado federal por São Paulo se elegeu com 1.353.820 votos, fato que algumas verdades importantes se revelaram: a desmoralização da classe política chegou no limite; uma parcela do povo brasileiro vota por carisma, e outra vota em figuras bizarras por rejeição ou protesto. Figuras essas, usadas como puxadores de votos para que políticos ficha-suja se elejam. Voltando ao contexto político de Barreiras, muitas pessoas acham que o fato da prefeita ter eleito seus deputados faz com que recupere sua popularidade no mesmo patamar que se elegeu em 2008 quando teve 51% dos votos. Puro engano. Em Barreiras ela continua igual ou pior e isso se deve a sua péssima gestão nos serviços de saúde, educação, ação social e infraestrutura, além da fama de má pagadora. Em Barreiras a realidade é 17.294 abstenções (21,28% do eleitorado), quase a quantidade dos votos do deputado mais votado (Oziel Oliveira - PDT, com 18.588 votos). Tivemos mais 7.337 de votos em branco e nulos e mais 5.232 de votos em legenda, aquele voto em que o eleitor vota somente no número para presidente ou governador, se abstendo nominar o nome ou o número de seu candidato a deputado federal, estadual ou distrital. Portanto, se somarmos todos esses números chegaremos a um montante de 29.863 votos desperdiçados, o que equivale a 36,74%, um índice muito elevado e, para muitas pessoas isso se deve ao descrédito para com os políticos de Barreiras, principalmente depois que a atual prefeita deixou de ser a esperança de uma nova política para muitos barreirenses. O estado de abandono da cidade dar a impressão de que a miséria social cresceu assustadoramente. “Nunca se viu tantos mendigos e pedintes nas praças e ruas de Barreiras”, palavras de um morador do Centro. Outro comparativo que precisa ser questionado é sobre os 18.588 votos de Oziel Oliveira (PDT) e dos candidados de oposição (Karlúcia Macêdo (PMDB) 7.130 votos: Saulo Pedrosa (PSDB) 4.610; Tsylla Balbino (PV) 2.462; ACM Neto (DEM) 2.177: Arthur Maia (PMDB) 1.677; João Leão (PP) 1.636; Zézeu Ribeiro (PT) 1.566, João Almeida (PSDB) 1.440), chega a 22.698 votos, equivalente a 40,07% dos válidos, acima dos 32,81% que o candidato marido da atual gestora teve. O restante dos votos totalizaram 10.134, 17,89% do total dos votos em legenda e nominais de Barreiras. O que esses dados representam na verdade? Que houve apenas uma eleição ganha, e isso se faz por quem tem no comando a força da máquina de serviços públicos. Apenas eleger candidatos não significa ter força política, diferente de líderes políticos que elegem seus candidatos com mais de 50% dos votos, estes sim, demonstraram que possuem força política e popularidade. Da mesma forma, a eleição de Kelly Magalhães (PC do B) a deputada estadual revela o que foi dito anteriormente. Para isso, basta comparar os 15.203 votos que Kelly teve nestas eleições de 2010 com os 13.642 votos que ela teve nas eleições de 2006, respectivamente, 25,908% e 25,058%, em ambos os pleitos eleitorais ela praticamente chegou a um quarto dos votos válidos. Cadê a força política do Governo Cidade Mãe em Barreiras? Se nestas eleições Kelly teve o prestígio da prefeita municipal, trunfo que não teve em 2006, deveria ter estourado de votos nas urnas. No restante da Bahia, Kelly teve 20.938 e Oziel 63.223. Em ambas votações, com certeza teve o mérito da prefeita na região e em algum outro município baiano, vestígio de quando ela era deputada federal, sem falar que também foram frutos dos meios de como conquistar votos. Com relação a Herbert Barbosa (DEM), esperava-se que ele tivesse mais votos em Barreiras. Mesmo assim, ele ficou com 19,05% dos votos válidos, um total de 11.178. Em São Desidério predominou o prestígio do prefeito Zito. Herbert teve 57,27% dos votos válidos, enquanto que o segundo colocado, o Professor Valdeci (PT) teve 14,09%, 1.920 votos. Não podemos deixar de dizer que, além do prestígio do prefeito, o trabalho que sua administração “Governo do Desenvolvimento e Cidadania” está fazendo frente ao município, foi um dos trunfos da campanha vitoriosa de Herbert, não só em Barreiras como também na região. Em São Desidério a abstenção, em branco, nulos e em legenda com relação ao eleitorado do município que é de 17.378, chegou a 31,90%, também um índice muito alto, foram 5.544 votos desperdiçados. A respeito de Antônia Pedrosa (PMDB), que tentou o Continua... Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 - 05 PAUTA LIVRE seu 3º mandato, ela teve 12,65% dos votos válido de Barreiras, que equivale apenas 7.424 votos. Isto com o prestígio de Antônio Henrique, que parece em baixa, e sem o poder da qualquer outro órgão público, deve ter se decepcionado com a sua votação em Barreiras e região. E o que é pior, ficou na 4ª suplência com 31.646 votos. Fora do sistema do governo do estado, ficou ainda mais difícil assumir um dia novamente o mandato. Da. Antônia, como é mais conhecida, agora vai ter bastante tempo em repensar toda a sua trajetória política, no ensejo verá seus erros nestas eleições e um deles com certeza foi, durante mais de quatro anos, querer martelar na mente dos eleitores que foi ela que trouxe o Hospital do Oeste e o Corpo de Bombeiro, desta vez não colou. Concordo quando o analista político Itapuan Cunha diz que a vontade do povo está expressa nas urnas. Não importam os meios como esses votos foram conquistados. Mesmo assim é necessário rever algumas questões vertentes, dentre elas a de analisar o panorama eleitoral de forma mais clara no âmbito político. Eleger um deputado, seja ele na esfera federal ou estadual, não significa o prenúncio de benfeitorias para uma cidade ou para uma região onde vivemos, até mesmo porque os que outrora foram eleitos apenas serviram de marionetes ou ficaram atrelados a negociatas por cargos públicos, nunca tiveram o respeito e a moral de brigar com o governo em prol de obras ou de ações públicas que, por mérito, a nossa região carece devido o permanente descaso dos governos estaduais. Se o dinheiro é quem move o mundo, a política também faz com que as coisas aconteçam, basta quereremos. Para isso precisamos cobrar dos políticos eleitos com votos de Barreiras e dos demais municípios do Oeste que eles precisam assumir o compromisso conosco de que vão trabalhar em prol do desenvolvimento de nossa região e do bem - estar coletivo de nossa gente. Tenório de Sousa Editor/Chefe Novoeste Impresso e Online COOPERATIVA DOS PRODUTORES DE GRÃOS DOS GERAIS CNPJ – 15.638.240/0001-93 ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO 001/2010 O LIQUIDANTE da Cooperativa dos Produtores de Grãos dos Gerais - COPERGEL, no uso das atribuições que lhe confere os Artigos 67 e 68 inciso IX da Lei 5764/71, convoca os associados remanescentes, para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se na data de 16 de outubro de 2010, na Rua Vinte e Quatro de Outubro, 460, centro, na cidade de Barreiras, Bahia, às 09h00min em 1ª e única convocação com a presença de 50% mais um dos associados remanescentes para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: PRESTAÇÃO DE CONTAS DO LIQUIDANTE. Barreiras 30 de Setembro de 2010. UILIO RIBEIRO CHIBIAQUE LIQUIDANTE POLÍTICA por Itapuan Cunha A vontade do povo está expressa nas urnas. Não importam os meios como tais votos foram conquistados. É como consta nas pules do jogo de bicho no Rio de Janeiro: “vale o que está escrito”, se bem que naquele jogo a coisa é séria, diferente dos malabarismos da política. As comemorações antecipadas em alguns casos decepcionam. Muitos petistas festejaram com antecipação a vitória de sua candidata, já no primeiro turno e tiveram que se contentar com um já definido adiamento. Agora, depois da imprevista derrocada, estarão no encalço da candidata Marina, que mesmo sem uma base partidária sólida alcançou um honroso terceiro lugar e agora passa a ser a menina dos olhos dos dois primeiros colocados, que lhe farão a corte e tentarão, custe o que custar, o seu apoio. Muitos acontecimentos provam que o eleitor brasileiro está cansado das fanfarrices da grande maioria dos nossos políticos. A eleição do palhaço Tiririca é um fato que deve servir de exemplo à classe. Sinaliza, queiram ou não queiram os políticos profissionais, que necessitamos de uma exemplar reforma política, longe dos casuísmos e das jogadas pouco recomendáveis da quase totalidade dos que militam no meio político. Anos atrás, conversando como meu pai, hoje com seus noventa e seis anos e com uma cabeça incrível, lhe afirmei que pretendia ingressar na política, aqui em Barreiras. Respondeu-me, de bate pronto: “É, se você pretende perder o que lhe resta de vergonha, ingresse na política...” Acho que o meu pai pegou pesado, mas se levarmos em consideração certos aspectos da política, bom mesmo é dela não participar. Mesmo porque - é voz corrente uma pequena parcela o faz com boas intenções. A maioria, no entanto, quer é se dá bem, acomodar parentes e, vez por outra, ganhar boas somas para aprovar projetos e fazer lobbies para liberação de verbas, etc. Alguns leitores desta coluna (é, há quem leia o que escrevo!) pedem minha opinião sobre a eleição para governador da Bahia. Muitos sabem que não sou adepto da forma paternalista de se fazer política, como faz o PT. Há informações que o senhor Wagner gastou mais com propaganda do que com as pastas de saúde, educação e segurança. A ser verdade, é de se lamentar tamanha irresponsabilidade. Não creio, porém, ser verdadeira tal assertiva. Em Barreiras, diz outro leitor desta coluna, não há nenhuma obra do senhor Wagner, ao contrário do exgovernador Paulo Souto, que construiu e inaugurou o Hospital do Oeste, marco significativo e de intenso proveito social. Para muitos barreirenses, a obra do século. Quero parabenizar a cidade mãe, que elegeu um deputado federal e um estadual. Parabenizar também o candidato Herbert Barbosa, ganhador em sua primeira eleição. Não adiantou campanha encetada por diversos segmentos sociais em prol do voto em candidatos da região. O eleitor, orientado por prefeitos mal preparados, encheu a bola de candidatos de outras plagas, infelizmente. Passo aos meus leitores parte de bem elaborado trabalho do consagrado jornalista Rubem Alves, da Folha de São Paulo, que afirmou: “Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo. No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo”. “De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que o acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção: (caminhando e cantando e seguindo a canção). Isso é tarefa para os artistas e educadores. O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança”. A canção citada acima é do compositor paraibano Geraldo Vandré, como é de outro paraibano, Ipojuca Pontes, a peça teatral e livro: brasileiro, profissão esperança. 06 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 - Por Tenório de Sousa POLÍTICAS PÚBLICAS / INFRAESTRUTURA / BARREIRAS Foto Arquivo Balcão de Imagem/Novoeste Em tempos remotos os barreirenses presenciavam com orgulho as belezas da cidade, dons da natureza que nenhuma outra tem igual. Era o tempo em que nos domingos as famílias levavam seus filhos a locais de lazer para apreciar lindas paisagens, brincar nas praças da cidade e observar seus belos chafarizes. Hoje os tempos mudaram, a degradação tomou conta de tudo. É triste se deparar com tanta destruição, e ao mesmo tempo não poder fazer absolutamente nada. Saber que esses lugares um dia foi palco para registro de grandes momentos familiares, de encontros amigáveis e até mesmo de manifestações sociais. O ditado popular "História esquecida. Gerações Mortas", expressa muito bem o momento caótico e de falência histórica. O barreirense está desprezando seu passado de maneira que sua existência não deixará rastro e prova disso é o Centro Histórico da cidade, principalmente nas imediações da Praça Landulpho Alves e em todo o calçadão do Cais, a sujeira e depredação toma conta e para piorar o insuportável fedor de esgoto e de urina está em todo canto. Quem circula pelas BR's, saída para Brasília e Salvador, bairros periféricos e Centro Histórico de Barreiras, se depara com a mesma realidade: a poluição visual. Um dos males da falta de planejamento do setor de infraestrutura que devido o excesso de mídias alternativas como outdoor, placas e faixas de tudo o que é tipo, expostas pela cidade. O problema desse tipo de poluição que transforma os espaços públicos em meios de disputa comercial reside no desconforto visual dos transeuntes e dos motoristas que diariamente correm risco de acidentes quando desviam o olhar, além da degradação pela desarmonia dos anúncios que causam pouca leitura visual devido as mais diversas manifestações comerciais. O mais preocupante é que esse tipo de poluição tornouse negócio na cidade e, o poder público sequer faz um planejamento ou coloca em prática a legislação existente. São faixas, outdoor e pla- as para a cidade, uma vez que o lixo nos esgotos, além do mau cheiro e entupimento dos bueiros que impede o escoamento das águas pluviais, coloca em risco a proliferação de doenças causadas por mosquitos, baraFoto Tenório de Sousa tas e ratos. Como é o caso da dengue, nos períodos de chuva qualquer objeto como tampas de garrafa, pneus velhos, sacolas plásticas e copos descartáveis ou outros objetos podem acumular água e favorecer a procriação do mosquito transmissor da doença. esgoto depredação patrimônio Público Foto Tenório de Sousa Outro problema que deixa a cidade insuportável é o mau cheiro, em alguns locais da cidade é impossível passar devido o forte odor do esgoto, como por exemplo na Praça Celso Barbosa em frente ao Cais, na Avenida ACM defronte ao Banco do Brasil, entre outros. Esses problemas existem devido ao esgoto a céu aberto e ao lixo acumulado nos bueiros, jogados nas ruas pelos próprios moradores da cidade que, irresponsavelmente, preferem jogar nas vias públicas do que nas lixeiras. O transtorno do lixo nas ruas vai além do aspecto de sujeira. A falta de educação dos moradores tem conseqüências séri- lixo Desrespeito ao bem público voeste cas expostas nas ruas, avenidas e em espaços públicos que ultrapassaram o limite do senso comum e moral de quem trabalha e mora nessa terra. Muitas delas são serventia de politicagem e de órgãos públicos para parabenizar alguém ou anunciar eventos que poderia ser divulgado por outros meios. No final do mês passado, um casal sob uma moto em movimento, foi atingido por uma placa, causando danos a saúde e perdas materiais à família. Outro sinal do comportamento de certas pessoas, característica da falta de educação e de respeito, é o forte odor de urina em certos pontos da cidade. Em toda e qualquer via pública dessa cidade, sem exceção, pode se tornar alvo de exibição da genitália de quem precisa desafogar suas necessidades fisiológicas. São atos que causam constrangimento a quem por ali passa e ultraja o pudor público. Quem pratica esse tipo de ato obsceno, é enquadrado segundo o Artigo 233 do Código Penal Brasileiro. Um dos pontos mais críticos, segundo as denúncias que chegaram a redação do Novoeste, é nas imediações entre a Praça Celso Barbosa e Praça Landulpho Alves, ambas no Centro Histórico de Barreiras. As portas dos estabelecimentos estão enferrujadas, devido à ação corrosiva dos componentes da urina. Durante o fim de semana a situação piora. Já virou costume jovens dos mais diversos cantos da cidade se reunirem para beber e ouvir músicas no calçadão do Cais, nas imediações citadas acima. Como o local não tem banheiros públicos, e os bares locais não têm condições de atender a demanda, o jeito é desafogar o que bebeu em qualquer lugar, de preferência onde for mais escuro. Nossa redação ao verificar in loco a situação, de repente flagrou um jovem que encostado no pilar do parapeito do Cais fez sua necessidade, ali mesmo no meio do grupo. Perguntado se ele não tinha consciência do que estava fazendo, respondeu com outra pergunta, "Mano, você acha que eu estaria derramando aqui se estivesse outro lugar? A gente vai ali no bar e eles não deixam, dizem que é só para clientes. Então mano, as meninas quando percebem que a gente tá fazendo viram a cara, o que vale para todos aqui é esvaziar a bexiga para continuar enchendo. " Enfatizou o jovem que disse se chamar Leandro. O seu Pedro, proprietário de uma oficina eletrônica, em uma das ruas da Praça Celso Barbosa diz que além do prejuízo de ter que trocar várias vezes as portas por causa da corrosão que a urina causa nos ferros, não agüenta mais ter de lavar as calçadas e portas do estabelecimento quase todos os dias. Segundo ele, o senso de impunidade rola solto, já que fez denúncias a diversas autoridades e até então, ninguém aparece para resolver, "eu não sei mais a quem recorrer", lastimou. Seu Fernando Dias, vendedor ambulante estabelecido nas imediações do Mercado Velho, comenta que as pessoas, prinFoto Arquivo Balcão de Imagem/Novoeste Noutrora, uma rara beleza Poluição Visual Foto Arquivo Balcão de Imagem/No- A conivência do barreirense faz com que ele não cuide de sua cidade. Suja e enfeia seu Centro Histórico, seus pontos turísticos e seu meio ambiente. Desprezando seu passado, fará com que sua existência não deixe rastro. Sujeira e mau cheiro por todos os lados Foto Tenório de Sousa Foto Tenório de Sousa Estão sujando e mijando na "História" de Barreiras Barreiras, a maior cidade do Oeste da Bahia, desponta como uma promessa do ecoturismo no estado, devido seu inquestionável patrimônio histórico e natural, proporcionado pelo seu povo e conjunto de belezas naturais, entre elas os rios que formam belíssimas cachoeiras, corredeiras e outras paisagens que mostram uma biodiversidade única. Mas, hoje Barreiras sofre com problemas de infraestrutura e ambientais crônicos que em sua maioria são provocados, muitas vezes, pela falta de consciência dos próprios moradores que poderiam evitar com simples ações como não jogar lixo nas ruas, não depredar o patrimônio público, não mijar ou fazer qualquer outro tipo de necessidade fisiológica em lugares impróprios. 07 cipalmente os homens não fazem nenhuma cerimônia em urinar na rua. "Aqui em nossa cidade o que muito se vê nas ruas são os homens, sem nenhum pudor ou preocupação com quem passa à sua volta, urinarem nos locais inapropriados. Além do atentado ao pudor, também estão cometendo ato obsceno, visto que ficam se mostrando para tudo e para todos. São uma cambada de marmanjos que deixam paredes, portas, calçadas, árvores emporcalhadas e com um horrível cheiro de urina em todo o calçadão e parapeito do Cais e estabelecimentos da redondeza", denunciou. Estão sujando e mijando na "História" de Barreiras. São pontos históricos, turísticos e praças públicas que estão em total abandono, e que precisam urgente de atenção especial ou apenas de uma simples manutenção. O Centro Histórico de Barreiras pede socorro! Já está mais do que na hora, de quem verdadeiramente vive e ama esse torrão, se mobilizar para dar um basta em tanta falta de respeito à história e às suas belezas naturais. Barreirense, se você mesmo desprezar seu passado, sua existência não deixará rastro. 08 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 Por Ana Cedro POLÍTICAS PÚBLICAS / INFRAESTRUTURA / BARREIRAS Foto Ana Cedro Foto Ana Cedro zar esses espaços públicos como banheiros ao ar livre. Só para se ter idéia da real situação, os vendedores ambulantes que ficam no calçadão do Caís, convivem com a falta de água e de sanitários públicos. Muitos usam a água e as margens do rio para fazerem suas necessidades. A ambulante, Lisbete Santana, 71, disse que quando a vontade aperta, é preciso pedir para usar os sanitários dos bares próximos ao Cais. Já seu esposo, Ranael, 59, diz que faz suas Foto Ana Cedro Aparentemente a estrutura do prédio por fora está ótima. Mas na parte interna, o estado é de deteriorização: paredes sujas de fezes humanas; tubulação entupida faz com que o odor desagradável seja sentido distante; fios elétricos soltos deixam a perigo pessoas de serem eletrocutadas, torneiras e outras peças quebradas, lixo de todo o tipo e fezes por todos os lados mostra o tamanho da omissão do poder público para um dos patrimônio de Barreiras. Foto Ana Cedro A cidade de Barreiras a cada dia cresce e o poder público através de suas políticas, precisa acompanhar. A implantação de mais sanitários públicos, não só no centro, mas em pontos de grande movimento de pessoas, é uma dessas necessidades. Se não se constroi nada, pelo menos deve cuidar ou preservar o que tem. É vergonhoso, mais é verdade - há meses o banheiro público localizado nas imediações do Cais, no Centro, está de porta arrombada. A notícia chegou à redação do Novoeste, que checou in loco e deparou-se com uma cena lastimável no tocante a dilapidação do patrimômio público. Aparentemente a estrutura do prédio por fora está ótima. Mas na parte interna, o estado é de calamidade: paredes sujas de fezes humanas; tubulação entupida faz com que o odor desagradável seja sentido à distância; fios elétricos soltos deixam a perigo pessoas de serem eletrocutadas, torneiras e outras peças quebradas, lixo e fezes de todo o tipo e por todos os lados mostra o tamanho da omissão do poder público para um dos patrimônio de Barreiras. É notório que o prédio está se deteriorando com o tempo e como não recebe o cuidado merecido, alguns locais da cidade como calçadas, postes, becos e outros locais estão sendo utilizados como mictórios. Seja durante o dia ou à noite, parte da população não se intimida em utili- Foto Ana Cedro Falta de manutenção deixa banheiro do Cais dilapidado necessidades fisiológicas na rua mesmo, já que o único banheiro existente nas adjacências do Cais está o tempo todo com as portas fechadas. “Esse banheiro que tem aqui no Cais é inutilizável. É uma fedentina terrível, ninguém consegue utilizar, e quando o sol esquenta, a situação piora, pois o banheiro exala um fedor tão grande que acaba espantando nossos clientes aqui no Cais”, reclamou seu Ranael. Problemas urbanos como estes revelam maus hábitos da população de Barreiras, contudo, isso é fruto da ausência de campanhas educativas e de sensibilização, promovidos pelo poder público. É necessário que a administração pública cuide e zele do patrimônio da cidade. Além disso é preciso ação que envolva todas as unidades escolares e social no intuito de incentivar as pessoas a fazerem suas necessidades fisiológicas nos locais adequados para que sejam preservados os bens públicos. A cidade de Barreiras sofre com os problemas ambientais crônicos que em sua maioria são provocados, principalmente, pela falta de conscientização dos moradores ou até mesmo pela debilidade das autoridades, que poderiam ser evitadas com simples ações a exemplo de colocar um funcionário público responsável pela limpeza dos sanitários públicos existentes. No Centro são dois os pontos de banheiros públicos. O da Praça 24 horas, pelo que se sabe, são os próprios comerciantes quem zelam. É um exemplo para que a prefeitura chame os comerciantes em torno do Cais e faça uma parceria para que eles também zele o banheiro do Caís. A redação procurou a prefeitura para comentar o assunto, mas até hoje (12/10) não teve retorno. Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 - DIREITO DE REPOSTA “Embasa mente e deturpa ao esclarecer denúncias” No direito de resposta utilizado pela Embasa, a empresa não ofendeu ou desrespeitou a redação do Jornal Novoeste e os profissionais das emissoras de rádio que noticiam o andamento das obras de esgotamento sanitário. A empresa reconhece a importância dos profissionais de comunicação e o papel social do seu trabalho e, através de sua Assessoria de Comunicação, se manifestou apresentando a sua versão e esclarecimentos em relação às denúncias feitas por este periódico. Na emissora Rádio Vale do Rio Grande, por exemplo, o citado Secretário de Infraestrutura, José Alves, concedeu entrevista nesta emissora, no dia 02 de setembro, apresentando seu ponto de vista em relação à obra de ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Barreiras, e o coordenador do Departamento de Obras da Embasa, engº Fábio Cunha, concedeu duas entrevistas no dia 03 de setembro. Na ocasião, todos os questionamentos referentes à obra foram respondidos. Na edição 599, a reportagem relatou uma série de transtornos para os morado- res do bairro Vila Rica, alguns inerentes à obra da Embasa e outros à falta de infraestrutura urbana. A Embasa, em sua resposta, esclareceu o que é de responsabilidade da empresa e o que é de responsabilidade da Prefeitura. Em nenhum trecho foi mencionado que a obra não traz transtornos e muito menos que os moradores inventam problemas. Ao fornecer um número de contato para reclamações, o objetivo foi criar um canal para que a população possa encaminhar suas demandas e ser atendida no menor prazo possível. Hoje, em 01/10/2010, foram registradas dez reclamações através do número 36130045. O serviço social da obra está divulgando este número entre os moradores dos bairros onde há intervenção desta obra. O Jornal Novoeste utilizou informações fornecidas por especialistas que não quiseram se identificar e o meio de comunicação tem todo o direito de preservar a identidade de suas fontes, mas isso certamente compromete a credibilidade do que foi afirmado por eles. Já a Embasa se manifestou por meio de engenheiros que atuam na área de sanea- mento, têm experiência com obras de esgotamento sanitário e estudaram o local em que o sistema está sendo implantado. A equipe está a disposição da redação do Jornal e de toda população barreirense para explicar e confirmar o que foi dito na resposta da Embasa, desde que, por uma questão de logística, a visita seja agendada previamente. Quanto ao pronunciamento da Embasa, as ligações de fato existiram e isso não foi questionado, o que colocamos é que a redação do Jornal Novoeste efetivamente só solicitou os esclarecimentos no dia 17/08/2010, inclusive o email intitulado “Esclarecimentos sobre a obra de esgotamento sanitário”, enviado pelo Jornal, chegou no mesmo dia 17/08, às 15h59, não havendo assim tempo hábil para agendar entrevista até o fechamento da matéria. Além disso, nos meses de agosto e setembro nenhum recado do Jornal Novoeste foi deixado com a secretária do gerente regional da Embasa, Francisco Andrade, e nenhum tipo de contato foi mantido com o mesmo. Assessoria de Comunicação da Embasa 09 A Redação do Jornal Novoeste Av. Presidente Vargas, 345, Centro Nesta Prezados senhores, Após leitura de vossa matéria publicada na edição de nº 601, de 21/09/10, sob o título de “EMBASA MENTE E DETURPA AO ESCLARECER DENÚNCIAS”, na qualidade de cidadão barreirense, nunca pedi a ocultação de meu nome nas minhas declarações prestadas a este órgão informativo. Esclareço ainda que não tomamos conhecimento e nem fomos convidados para participar da formação da referida “CAO” - COMISSAÕ DE ACOMPANHAMNETO DE OBRA, mencionada na reportagem de outros órgãos informativos, observamos que o único participante da Prefeitura é um Médico Veterinário, Coordenador da Vigilância Sanitária, não existindo nenhum engenheiro ou técnico da prefeitura constituído na comissão para que possa discutir as condições da obra e ou relatar publicamente as falhas técnicas que vem ocorrendo, motivo de tantas reclamações. Informo ainda que, por várias vezes já solicitei a relação das pessoas nomeadas para essa comissão, tanto para a Embasa como para a Empresa executora dos serviços e até a presente data não fui atendido. Atenciosamente José Alves Secretário de infraestrutura de Barreiras UNIBAHIA SOCIEDADE COOPERATIVA CNPJ 07.396.390/0001-00 EDITAL DE CONVOCAÇÃO 002/2010 ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA O Presidente da Unibahia Sociedade Cooperativa, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 32º, letra “d” do Estatuto Social, convoca os senhores associados que nesta data somam vinte e oito (28), para se reunirem em Assembléia Geral Extraordinária, na data de 30 de outubro de 2.010, na rua Pernambuco, Q-41. L-12, 1º andar, na cidade de Luís Eduardo Magalhães-BA, sede da cooperativa, às 9:00 horas em 1ª convocação com a presença de 2/3 dos associados; às 10:00 horas em segunda convocação com a presença de metade mais um dos associados e às 11:00 horas em terceira e última convocação com a presença de mínima de dez (10) associados para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: - Alteração do endereço da sede da cooperativa. Luís Eduardo Magalhães-BA, 06 de outubro de 2010 João Carlos Jacobsen Rodrigues - Presidente 10 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 Ascom Prefeitura SD DESENVOLVIMENTO/SÃO DESIDÉRIO Estimular a produção leiteira em São Desidério tem sido objetivo da Secretaria Municipal de Agricultura. Na manhã do dia 07, quinta-feira, pequenos produtores do município foram mobilizados para conhecerem a proposta de parceria da Laticinios Ki-Sabor, instalada na cidade de Serra Dourada, a 250 km de São Desidério. Dentre as propostas da empresa aos produtores se destaca a aquisição da ração alimentar fornecida aos animais. A Ki-Sabor adquire a ração e financia para o produtor que, por sua vez, efe- Foto Rodney Martins/Ascom São Desidério Leite produzido em São Desidério atrai empresa de laticínios tua o pagamento por meio da venda do leite. As condições climáticas e novas negociações entre produtores e empresa serão referenciais para definir o preço do produto, porém o valor de R$ 050 a R$ 0,55 foi apresentado durante a reunião. O proprietário da fábrica Geovah Moreira destacou que a coleta do produto de- penderá do volume produzido e, que em um primeiro momento será instalado apenas um tanque resfriador. “Mas se a nossa proposta for realmente aceita, instalaremos um número maior que ficará de acordo com a produção e o caminhão passará por cada localidade cadastrada, o que queremos é comprar o leite, em qualquer quantidade”. A Laticínios Ki-Sabor atua em 18 municípios e está no mercado há 15 anos na produção do queijo, abastecendo o mercado baiano, de outros estados e países, a exemplo da Argentina. “Tivemos interesse pela compra do leite de São Desidério pelo fato do município dispor de um grande potencial para a bacia leiteira e também por ter condições de produzir leite durante o ano todo, e é isso que nós precisamos”. Declara Geovah. Para formalizar esta parceria, em consenso os produtores sugeriram outra reunião com um número maior de participantes envolvidos no processo e uma visita às instalações da fábrica para conhecer o trabalho de perto. COMUNICAÇÃO Imprensa Aiba Aiba lança campanha pela valorização do campo Valorizar o produtor rural e evidenciar a importância do campo no dia a dia das pessoas, na cidade e na zona rural, é a idéia central da campanha publicitária que a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) deu início no dia 03, domingo. Com o slogan “O campo está em toda parte, mas nem sempre você vê”, a ação, que na primeira etapa está restrita à TV e outdoors, com alcance regional, aborda de uma maneira moderna e divertida situações cotidianas em que os produtos agrícolas e o trabalho do homem do campo estão presentes, mas não são percebidos. A campanha faz parte das comemorações pelos 20 anos de existência da Aiba, completados no dia 22 de junho. O briefing partiu da adaptação do texto intitulado “Ei, você!”, da jornalista Catarina Guedes, que serviu de off para a peça da TV. No vídeo, um cidadão comum assistindo televisão é surpreendido por um chiado no aparelho, onde sua própria imagem o convida para uma viagem eletrônica ao campo. A produção é assinada pelo diretor de cinema e vídeo Amadeu Alban, da produtora Santo Forte, de Salvador, com imagens de campo do cinegrafista Alex Marques, da produtora Detalhe Filmes, de Barreiras. Já os outdoors, que ficaram a cargo da filial em Salvador da agência Carambola Comunicação e Eventos, também de Barreiras, mostram cenas comuns nas quais imagens de alguns objetos foram substituídas pelas suas matérias-primas, como o casal de jovens no cinema que debulha pipoca de grandes espigas de milho, ou o rapaz que veste uma camiseta de capulhos de algodão. “Ficamos muito contentes com o resultado deste trabalho porque ele sintetiza a necessidade urgente de valorização do homem do campo, sem o qual é impossível a preservação do homem na terra. Fizemos isso de uma forma simples e criativa. Esperamos que ajude a rever conceitos”, diz o presidente da Aiba, Walter Horita. A etapa seguinte da campanha abrangerá a mídia impressa e rádios regionais. Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 - Por Raul Vitor da Cruz Parabéns Kelly! Foto Osmar Ribeiro Doando Sangue, Salvando vidas Setenta anos do casados Foto Arquivo Pessoal/Família CIDADANIA 11 A velocidade e o dinamismo em que levamos nossas vidas atualmente, nos deixam cada vez mais sujeitos a eventualidades que podem comprometer o bem estar, a saúde, ou até mesmo a continuidade de nossa existência. Seja em casa, no Trânsito, no trabalho, ou em qualquer outro lugar, somos passíveis de uma série de acasos em meio a esse acelerado ritmo de vida. Dado o grau de exposição em que nos encontramos, é impossível afirmar quando precisaremos de ajuda, de intervenção médica e principalmente de um composto essencial á vida: O sangue. Contudo, a quantidade de acasos que interrompem significativamente inúmeras vidas, é muito superior á disponibilidade de sangue nos hospitais público de Barreiras. Sabendo dessa realidade, e da necessidade de inserirse socialmente como instituição atuante e participativa, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) em parceria com o HEMOBA (Hospital do Oeste) promove no dia 5 de outubro a campanha de doação de sangue “UFBA Sangue Bom” que acontecerá no antigo Colégio Municipal Padre Vieira das 8 ás 21 hs, onde toda a sociedade barreirense poderá doar sangue, num ato de muita solidarie- dade, cidadania e nobreza. Com a coordenação do projeto pelo professor Floriano Barboza, o curso de administração da UFBA tem a consciência de que toda grande universidade deve ser caracterizada pela sua responsabilidade social e compromisso com a população, e sobretudo pela influência na melhoria da qualidade de vida de toda a sociedade. É importante sensibilizar toda a comunidade em torno desta causa, no sentido de que todos entendam que é necessário doar no dia 5, mas também que o HEMOBA funciona diariamente no H.O e sempre estará disponível para receber doações e continuar salvando vidas. No último dia 20 de setembro, em João Pessoa, na Paraíba, houve a comemoração dos setenta anos do casamento de João Rolim da Cunha (96 anos) e Detinha Leitão da Cunha (92 anos), pais do nosso colaborador Itapuan Cunha, há 24 anos residente em Barreiras. Um acontecimento marcante, que contou com a presença dos seis filhos do casal, 32 netos, 27 bisnetos e 1 trineto. Kelly Magalhães (PC do B) foi a deputada estadual mais votada em Barreiras com 15.203 votos, 25,908%. No restante da Bahia, Kelly teve 20.938, totalizando 36.141. Para Kelly sua eleição foi mérito da prefeita Jusmari. Kelly será a única representa da região Oeste da Bahia com domicílio eleitoral em Barreiras. Que ela tenha SUCESSO na sua nova missão. São os votos da Equipe NOVOESTE 12 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010