ANO XVIII - Nº 603 - REGIÃO OESTE - BAHIA - BRASIL - 12/10/2010
- DISTRIBUIÇÃO 100% DIRECIONADA -
Estão sujando e mijando
na "História" de Barreiras
Foto Tenório de Sousa
Foto Tenório de Sousa
É de calamidade a situação do Centro Histórico de Barreiras. O apelo de uma pequena placa “Seja educado! Não jogue nada em mim!”
Que também ainda resiste, não afronta ou nada
significa para os brutais depredadores. Mas
sempre existe um fio de esperança e este é o
exemplo da resistência da ignorância humana
de uma sigela plantinha que luta para sobreviver. Mesmo com o caule flajelado, ela insiste
em brotar, como se quisesse renascer.
Foto Tenório de Sousa
A conivência do barreirense faz com que ele não cuide de
sua cidade. Suja e enfeia seu Centro Histórico, seus pontos
turísticos e seu meio ambiente. Desprezando seu passado,
fará com que sua existência não deixe rastro.
Falta de manutenção deixa banheiro do Cais dilapidado
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Presos passam tempo com arte
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Aiba lança campanha pela valorização do campo
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02 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010
Fonte: Secretaria de Imprensa da Presidência da República
COLUNA SEMANAL DO PRESIDENTE LULA
O PRESIDENTE RESPONDE
Rondineli Gomes, 26 anos, fiscal de segurança de Cuiabá (MT)
- Sobre a criminalidade que atualmente perdura nas periferias, o
que o governo tem feito?
Presidente Lula - Nós estamos
atuando fortemente nas regiões
metropolitanas que apresentam
altos índices de violência. O Programa Nacional de Segurança
Pública com Cidadania (Pronasci), combina repressão ao crime
com a prevenção. Nos locais em
que a juventude se encontra em
situação vulnerabilidade, o Pronasci implanta os Territórios de
Paz, pacote com diversos projetos para reduzir a criminalidade.
Destaco o Policiamento Comunitário, as Mulheres da Paz e o Protejo. Com o Policiamento Comunitário, os agentes fazem ronda
ostensiva sempre na mesma região, estabelecendo com os moradores uma relação de proximidade e confiança. O Mulheres da
Paz é integrado por lideranças
comunitárias, que identificam os
jovens mais vulneráveis ao crime e encaminham para os projetos sociais. Já aderiram ao Pronasci 25 estados e o Distrito Federal, 173 municípios e 4 consórcios (grupos de cidades). Ações
promovidas por governos estaduais e municipais também podem
receber recursos do Pronasci. As
Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), iniciativa do governo
do Estado do Rio de Janeiro, em
parceria com a União, estão dando excelentes resultados e devem
ser implantadas em outras regiões do país.
Ricardo Galiza, 37 anos, técnico em mecânica de Manaus (AM)
- Sabemos que o Brasil é hoje um
país em desenvolvimento. Isso se
deu em um longo processo de evolução. O seu governo deixará algum estudo que aponte uma meta
a ser alcançada, alguma previsão
de quando o Brasil deixará de ser
um país em desenvolvimento para
ser uma nação desenvolvida?
Presidente Lula - Há dois anos,
nós criamos a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), para
promover pesquisas e estudos
sobre o futuro do país. Em con-
junto com outros ministérios e
após consultas à sociedade, a SAE
elaborou um plano que fixa metas para 2022, ano do bicentenário da independência. Mais informações sobre o plano estão no
site da SAE: www.sae.gov.br/brasil2022. Mas nós já estamos trabalhando desde o primeiro dia de
governo para tornar o nosso país
próspero, igualitário e soberano.
As medidas de estímulo à produção, ao consumo e ao emprego,
com destaque para o PAC, representaram a retomada do papel do
Estado como planejador e investidor. Para garantir a continuidade deste ciclo, nós montamos, em
parceria com estados e municípios, o PAC 2, que terá, até 2014,
investimentos de cerca de R$ 960
bilhões em energia, transportes e
infraestrutura social e urbana.
Ou seja, nós estamos deixando
mais do que estudos, estamos
deixando planejamento, projetos
e recursos já garantidos para que
quem me suceder possa implementá-los logo após a posse. Os
resultados, hoje, já são extraordinários: reduzimos a pobreza a
menos da metade, 37 milhões de
brasileiros ingressaram na classe média e este ano nós superamos a Espanha e nos tornamos a
oitava maior economia do mundo. Mantendo o ritmo atual de
crescimento e distribuição de
renda, ainda nesta década nós
vamos erradicar totalmente a
miséria e ocupar o posto de quinta maior economia do mundo.
Gilson Miranda de Oliveira, 35
anos, fonoaudiólogo de Terezina
(PI) - Presidente, foi sancionada a
lei que dá direito à realização do
Teste da Orelhinha. Quanto tempo levará para ser implantado
esse serviço tão essencial para os
recém-nascidos de todo Brasil?
Presidente Lula – O Teste da
Orelhinha é um método avançado e seguro de diagnóstico precoce de problemas de audição dos
bebês. O exame é realizado em 5
a 10 minutos, não causa qualquer
desconforto e sequer acorda a
criança. Os problemas identificados podem ser tratados em até
seis meses, facilitando a reabili-
tação da audição, um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento normal dos bebês.
O Teste da Orelhinha já é um exame que consta da tabela de procedimentos do Sistema Único de
Saúde (SUS). Ou seja, mesmo sem
a lei, o governo federal já garantia financiamento aos estados e
municípios interessados em oferecer o serviço. Veja que, somente no ano passado, a rede pública realizou quase 270 mil Testes
da Orelhinha. Sancionei a lei
12.303 em agosto, quando ficou
determinada a obrigatoriedade
do Teste. O próximo passo é a regulamentação do texto pelo Ministério da Saúde. Ou seja, serão
fixados os prazos para que os
hospitais e as maternidades do
SUS se adequem aos padrões e
normas para a realização do Teste e ofereçam o serviço.
Luiz da Silva Calderini, 55 anos,
aposentado de Seropédica (RJ) Quais benefícios o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) poderá trazer para nossa cidade?
Presidente Lula - Toda cidade, incluindo a sua, poderá se
beneficiar e muito de um Centro
de Tratamento de Resíduos (CTR).
O CTR trabalha em parceria com
associações ou cooperativas de
catadores de materiais recicláveis para que os resíduos sólidos tenham um destino ambientalmente adequado. Resíduo é
todo material que pode ser reciclado ou reaproveitado. Não é
lixo. Isto porque o resíduo, que
começa com uma boa coleta seletiva, tem grande valor econômico e social, gerando emprego
e renda para homens e mulheres. O material que sobra depois
do processo de reciclagem e reaproveitamento é chamado de
rejeito, e apenas este deve ser
encaminhado para o aterro sanitário, que terá muito mais tempo de vida útil. Uma cidade que
faça a separação dos resíduos,
que tenha coleta seletiva, em
que a prefeitura conte com catadores de materiais recicláveis, e
que tenha um aterro sanitário
recebendo apenas rejeitos, esta
cidade sem dúvida reúne condi-
ções para proporcionar bem-estar social e econômico para a população. Significa dizer que será
uma cidade organizada, pois direciona seus resíduos para local
ambientalmente adequado, ou
seja, sem lixões, com catadores
de materiais recicláveis trabalhando em ambiente salubre e
com dignidade, e que planeja a
gestão integrada dos resíduos
sólidos que gera.
Claudilene Siqueira, 31 anos,
produtora audiovisual de Manaus (AM) - O governo federal prometeu dar casa popular para
quem não tem imóvel próprio.
Quando esse projeto vai chegar a
Manaus?
Presidente Lula - Já chegou,
Claudilene. O Programa Minha
Casa Minha Vida, lançado em
março do ano passado, já contratou a construção de 7.775 moradias em Manaus. A meta é construir 1 milhão de novas unidades
habitacionais em todo o território nacional, para famílias com
renda de até 10 salários mínimos.
Até agora, 717 mil casas e apartamentos já foram contratados.
Para o Estado do Amazonas a
meta foi de 22.238 unidades habitacionais, sendo 9.022 em Manaus. As famílias com renda de
até R$ 1.395,00, devem entrar em
contato com a Prefeitura Municipal e verificar se ainda existem
unidades habitacionais disponíveis. Para esta faixa de renda, as
prestações, independentemente
do valor do imóvel, são de 10%
da renda familiar, com um valor
mínimo de R$ 50,00, pelo período
máximo de 10 anos. Na segunda
fase do Minha Casa Minha Vida,
haverá financiamento para mais
2 milhões de moradias em todo
o Brasil, sendo 1,2 milhão para
famílias com renda máxima de 3
salários mínimos. Famílias com
renda mensal superior a R$
1.395,00 podem negociar diretamente com as construtoras locais que tenham unidades habitacionais à venda.
Cezar Pereira Alves, 57 anos,
frentista de Alvorada (RS) - Peço
uma atenção especial às aposentadorias dos frentistas, pois trabalhamos em ambiente insalubre, e quando chega o tempo da
aposentadoria temos que entrar
na justiça para obtermos nossos
direitos.
Presidente Lula - Cezar, antigamente, a legislação brasileira
previa a concessão de aposentadoria especial, ou seja, com tempo menor de contribuição, para
determinadas profissões. Exemplos: motoristas de caminhão de
carga, engenheiros químicos e mineiros de subsolo. Os frentistas
não estavam incluídos. Mas, de
acordo com a lei atual, em vigor
desde abril de 1995, a aposentadoria especial é direito apenas
dos segurados que trabalharam
expostos a agentes nocivos (químicos, físicos e/ou biológicos),
independentemente da profissão.
Tendo em conta a gravidade, a
intensidade e a freqüência da exposição a estes agentes, o tempo
de trabalho para a aposentadoria pode ser de apenas 15, 20 ou
25 anos. Cada caso é analisado
separadamente. Para a avaliação, é preciso apresentar o Perfil
Profissiográfico Profissional,
documento emitido pela empresa e que tem todo o histórico profissional do empregado, com
informações sobre as condições
ambientais de trabalho e o período da atividade exercida. Não é
necessário recorrer à Justiça. A
aposentadoria especial é concedida sempre que a documentação
apresentada comprovar que o
empregado trabalhou exposto a
agentes nocivos à saúde durante
o período exigido.
Uma publicação da
EDITORA OESTE S/C LTDA
ADMINISTRAÇÃO/REDAÇÃO
Av. Presidente Vargas, 342-Centro
(77) 3611-2258 / 3021-1711
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EDITOR: Tenório de Sousa
CHEFE DE REDAÇÃO: Rose Cerqueira
REDAÇÃO/CORREÇÃO: Ana Cedro
DEPTO. COMERCIAL: 3611-2258
IMPRESSÃO: Gráfica Irmão Ribeiro (3614-1201)
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Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 -
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Ascom Prefeitura de São Desidério
AÇÃO SOCIAL / SEGURANÇA PÚBLICA / SÃO DESIDÉRIO
Presos passam tempo com arte
cializar o preso. Nós não possuímos em nossa delegacia
um espaço condizente para
a realização de atividades
artesanais, ademais, os poucos materiais que adentram
a cadeia pública, geralmente são fornecidos pelos familiares dos custodiados, quando deveriam ser fornecidos
gratuitamente pelo Estado”.
Foto Rodney Martins/Ascom São Desidério
“O Estado não vem cumprindo com sua função primordial que é a
recuperação do criminoso. Entendo que as atividades artesanais
exercidas no interior de uma delegacia devem ser incentivadas, com
algumas ressalvas, pois tais atividades naturalmente tendem a
ressocializar o preso.” Delegado Carlos Ferro.
Foto Rodney Martins/Ascom São Desidério
São poucas as doações recebidas
de acordo com o delegado
É nesse espaço pequeno que flui a criatividade
Para o delegado Carlos
Ferro a confecção de peças
de artesanato também é um
meio de ressocialização e no
futuro poderá evitar a reincidência criminal.
“Delegacia não é presí-
dio. O nosso sistema prisional atual encontra-se falido.
O Estado não vem cumprindo com sua função primordial que é a recuperação do
criminoso. Entendo que as
Sid, como é chamado, já
perdeu a conta de quantos
artesanatos fez
Foto Rodney Martins/Ascom São Desidério
A cadeia pública de São
Desidério funciona em um
prédio no centro da cidade.
Cada uma das quatro celas
tem capacidade para acomodar em média três presos.
Atualmente, encontram-se
24 detidos.
Em uma dessas celas, a
de número 4, encontra-se
Sidney Silva Santos, 27. Há
cinco meses preso, ele buscou no artesanato uma alternativa para fazer o tempo
passar mais rápido. Entre lixas de unha, palitos de picolé e de fósforo, cola, cartolina, pó de brita, pincel e tintas, ele vai construindo cinzeiros, casinhas, pulseiras.
“Eu já fiz uns mil desses. É
só ter uma foto que eu faço
igual. Mando pra vender lá
na minha rua”, declarou. Um
trabalho de dedicação que
acabou incentivando os companheiros de cela.
O artesanato é devolvido
para as famílias e algumas
peças são vendidas no comércio local. A renda é revertida para a compra de produtos de higiene pessoal ou
para incrementar a refeição.
atividades artesanais exercidas no interior de uma delegacia devem ser incentivadas, com algumas ressalvas, pois tais atividades naturalmente tendem a resso-
Doações - São as famílias encarregadas por enviar
produtos de higiene pessoal
aos presos, bem como as roupas. Ainda de acordo com o
delegado são poucas ou quase nenhuma as doações recebidas. “As doações são
sempre bem-vindas, assim
como, quem se interessar em
adquirir os artesanatos produzidos por eles”.
Voluntários do Centro Espírita Irmã Sheilla mantém o
compromisso de preparar
sopa para os presos e de realizar sua distribuição gratuita sempre aos domingos, ao
meio-dia. A Pastoral Carcerária do município, formada por
cerca de dez pessoas realiza
encontros de oração que geralmente ocorrem aos sábados. Já as visitas de familiares e amigos dos presos, são
sempre às terças-feiras.
04 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010
Por Tenório de Sousa
PAUTA LIVRE
Analisando o contexto político e eleitoral
em Barreiras depois das últimas eleições
Para uma análise clara e
imparcial do contexto político de Barreiras sobre as últimas eleições, destacaremos aqui a percentagem de
indecisão para a escolha dos
candidatos a deputados,
como em toda a Bahia. O
alto índice de abstenção,
votos em branco e nulos, já
era esperado, segundo as
pesquisas mostravam.
Há poucos dias da votação, o jornal A Tarde, na sua
edição nº 33.382, de 31 de
agosto de 2010, divulgou uma
pesquisa da Vox Populi, que
71% dos baianos não sabiam
em quem votar para deputado estadual. Na escolha dos
candidatos a deputado federal, a incerteza era ainda maior, atingindo 75% e, entre as
mulheres, as quais representam 52% dos eleitores, a indefinição chegava a 81%.
Seria mesmo indecisão
ou desinteresse pelos políticos? Que a política no Brasil vai mal das pernas, ninguém discute. E, na Bahia
não é diferente. Para alguns
analistas políticos que tiveram a coragem de falar na
mídia, o difícil estava em
encontrar nos candidatos
algo novo e persuasivo em
suas propostas e idéias, prova disso foi o “efeito Tiririca” nas eleições em São
Paulo. Um comediante candidato a deputado federal
por São Paulo se elegeu com
1.353.820 votos, fato que
algumas verdades importantes se revelaram: a desmoralização da classe política chegou no limite; uma
parcela do povo brasileiro
vota por carisma, e outra
vota em figuras bizarras por
rejeição ou protesto. Figuras
essas, usadas como puxadores de votos para que políticos ficha-suja se elejam.
Voltando ao contexto político de Barreiras, muitas
pessoas acham que o fato da
prefeita ter eleito seus deputados faz com que recupere
sua popularidade no mesmo
patamar que se elegeu em
2008 quando teve 51% dos
votos. Puro engano. Em Barreiras ela continua igual ou
pior e isso se deve a sua péssima gestão nos serviços de
saúde, educação, ação social e infraestrutura, além da
fama de má pagadora.
Em Barreiras a realidade
é 17.294 abstenções (21,28%
do eleitorado), quase a quantidade dos votos do deputado mais votado (Oziel Oliveira - PDT, com 18.588 votos).
Tivemos mais 7.337 de votos em branco e nulos e mais
5.232 de votos em legenda,
aquele voto em que o eleitor
vota somente no número
para presidente ou governador, se abstendo nominar o
nome ou o número de seu
candidato a deputado federal, estadual ou distrital. Portanto, se somarmos todos
esses números chegaremos
a um montante de 29.863
votos desperdiçados, o que
equivale a 36,74%, um índice muito elevado e, para
muitas pessoas isso se deve
ao descrédito para com os
políticos de Barreiras, principalmente depois que a atual prefeita deixou de ser a
esperança de uma nova política para muitos barreirenses. O estado de abandono
da cidade dar a impressão de
que a miséria social cresceu
assustadoramente. “Nunca
se viu tantos mendigos e
pedintes nas praças e ruas
de Barreiras”, palavras de
um morador do Centro.
Outro comparativo que
precisa ser questionado é
sobre os 18.588 votos de
Oziel Oliveira (PDT) e dos
candidados de oposição
(Karlúcia Macêdo (PMDB)
7.130 votos: Saulo Pedrosa
(PSDB) 4.610; Tsylla Balbino
(PV) 2.462; ACM Neto (DEM)
2.177: Arthur Maia (PMDB)
1.677; João Leão (PP) 1.636;
Zézeu Ribeiro (PT) 1.566,
João Almeida (PSDB) 1.440),
chega a 22.698 votos, equivalente a 40,07% dos válidos, acima dos 32,81% que
o candidato marido da atual gestora teve. O restante
dos votos totalizaram
10.134, 17,89% do total dos
votos em legenda e nominais de Barreiras.
O que esses dados representam na verdade? Que
houve apenas uma eleição
ganha, e isso se faz por quem
tem no comando a força da
máquina de serviços públicos. Apenas eleger candidatos não significa ter força
política, diferente de líderes
políticos que elegem seus
candidatos com mais de 50%
dos votos, estes sim, demonstraram que possuem
força política e popularidade.
Da mesma forma, a eleição de Kelly Magalhães (PC
do B) a deputada estadual
revela o que foi dito anteriormente. Para isso, basta
comparar os 15.203 votos
que Kelly teve nestas eleições de 2010 com os 13.642
votos que ela teve nas eleições de 2006, respectivamente, 25,908% e 25,058%,
em ambos os pleitos eleitorais ela praticamente chegou a um quarto dos votos
válidos. Cadê a força política do Governo Cidade Mãe
em Barreiras? Se nestas
eleições Kelly teve o prestígio da prefeita municipal,
trunfo que não teve em
2006, deveria ter estourado
de votos nas urnas.
No restante da Bahia,
Kelly teve 20.938 e Oziel
63.223. Em ambas votações, com certeza teve o
mérito da prefeita na região
e em algum outro município
baiano, vestígio de quando
ela era deputada federal,
sem falar que também foram
frutos dos meios de como
conquistar votos.
Com relação a Herbert
Barbosa (DEM), esperava-se
que ele tivesse mais votos
em Barreiras. Mesmo assim,
ele ficou com 19,05% dos
votos válidos, um total de
11.178. Em São Desidério
predominou o prestígio do
prefeito Zito. Herbert teve
57,27% dos votos válidos,
enquanto que o segundo colocado, o Professor Valdeci
(PT) teve 14,09%, 1.920 votos. Não podemos deixar de
dizer que, além do prestígio
do prefeito, o trabalho que
sua administração “Governo
do Desenvolvimento e Cidadania” está fazendo frente
ao município, foi um dos
trunfos da campanha vitoriosa de Herbert, não só em
Barreiras como também na
região. Em São Desidério a
abstenção, em branco, nulos
e em legenda com relação
ao eleitorado do município
que é de 17.378, chegou a
31,90%, também um índice
muito alto, foram 5.544 votos desperdiçados.
A respeito de Antônia Pedrosa (PMDB), que tentou o
Continua...
Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 -
05
PAUTA LIVRE
seu 3º mandato, ela teve 12,65% dos votos válido de Barreiras, que equivale apenas 7.424 votos. Isto com o prestígio de Antônio Henrique, que parece em baixa, e sem o
poder da qualquer outro órgão público, deve ter se decepcionado com a sua votação em Barreiras e região. E o
que é pior, ficou na 4ª suplência com 31.646 votos. Fora
do sistema do governo do estado, ficou ainda mais difícil
assumir um dia novamente o mandato. Da. Antônia, como
é mais conhecida, agora vai ter bastante tempo em repensar toda a sua trajetória política, no ensejo verá seus
erros nestas eleições e um deles com certeza foi, durante mais de quatro anos, querer martelar na mente dos
eleitores que foi ela que trouxe o Hospital do Oeste e o
Corpo de Bombeiro, desta vez não colou.
Concordo quando o analista político Itapuan Cunha diz
que a vontade do povo está expressa nas urnas. Não importam os meios como esses votos foram conquistados.
Mesmo assim é necessário rever algumas questões vertentes, dentre elas a de analisar o panorama eleitoral de
forma mais clara no âmbito político. Eleger um deputado,
seja ele na esfera federal ou estadual, não significa o
prenúncio de benfeitorias para uma cidade ou para uma
região onde vivemos, até mesmo porque os que outrora
foram eleitos apenas serviram de marionetes ou ficaram
atrelados a negociatas por cargos públicos, nunca tiveram o respeito e a moral de brigar com o governo em prol
de obras ou de ações públicas que, por mérito, a nossa
região carece devido o permanente descaso dos governos estaduais.
Se o dinheiro é quem move o mundo, a política também faz com que as coisas aconteçam, basta quereremos. Para isso precisamos cobrar dos políticos eleitos
com votos de Barreiras e dos demais municípios do Oeste que eles precisam assumir o compromisso conosco de
que vão trabalhar em prol do desenvolvimento de nossa
região e do bem - estar coletivo de nossa gente.
Tenório de Sousa
Editor/Chefe Novoeste Impresso e Online
COOPERATIVA DOS PRODUTORES
DE GRÃOS DOS GERAIS
CNPJ – 15.638.240/0001-93
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
EDITAL DE CONVOCAÇÃO 001/2010
O LIQUIDANTE da Cooperativa dos Produtores de Grãos dos Gerais - COPERGEL, no uso das atribuições que lhe confere os Artigos 67 e 68 inciso IX da Lei 5764/71, convoca os associados remanescentes, para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária a
realizar-se na data de 16 de outubro de 2010, na Rua Vinte e Quatro
de Outubro, 460, centro, na cidade de Barreiras, Bahia, às 09h00min
em 1ª e única convocação com a presença de 50% mais um dos
associados remanescentes para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: PRESTAÇÃO DE CONTAS DO LIQUIDANTE.
Barreiras 30 de Setembro de 2010.
UILIO RIBEIRO CHIBIAQUE
LIQUIDANTE
POLÍTICA por Itapuan Cunha
A vontade do povo está
expressa nas urnas. Não importam os meios como tais
votos foram conquistados. É
como consta nas pules do
jogo de bicho no Rio de Janeiro: “vale o que está escrito”, se bem que naquele jogo
a coisa é séria, diferente dos
malabarismos da política.
As comemorações antecipadas em alguns casos decepcionam. Muitos petistas
festejaram com antecipação
a vitória de sua candidata, já
no primeiro turno e tiveram
que se contentar com um já
definido adiamento. Agora,
depois da imprevista derrocada, estarão no encalço da
candidata Marina, que mesmo sem uma base partidária
sólida alcançou um honroso
terceiro lugar e agora passa
a ser a menina dos olhos dos
dois primeiros colocados,
que lhe farão a corte e tentarão, custe o que custar, o
seu apoio.
Muitos acontecimentos
provam que o eleitor brasileiro está cansado das fanfarrices da grande maioria
dos nossos políticos. A eleição do palhaço Tiririca é um
fato que deve servir de exemplo à classe. Sinaliza, queiram ou não queiram os políticos profissionais, que necessitamos de uma exemplar
reforma política, longe dos
casuísmos e das jogadas
pouco recomendáveis da
quase totalidade dos que
militam no meio político.
Anos atrás, conversando
como meu pai, hoje com seus
noventa e seis anos e com
uma cabeça incrível, lhe afirmei que pretendia ingressar
na política, aqui em Barreiras. Respondeu-me, de bate
pronto: “É, se você pretende
perder o que lhe resta de
vergonha, ingresse na política...” Acho que o meu pai pegou pesado, mas se levarmos
em consideração certos aspectos da política, bom mesmo é dela não participar. Mesmo porque - é voz corrente uma pequena parcela o faz
com boas intenções. A maioria, no entanto, quer é se dá
bem, acomodar parentes e,
vez por outra, ganhar boas
somas para aprovar projetos
e fazer lobbies para liberação
de verbas, etc.
Alguns leitores desta coluna (é, há quem leia o que
escrevo!) pedem minha opinião sobre a eleição para
governador da Bahia. Muitos
sabem que não sou adepto
da forma paternalista de se
fazer política, como faz o PT.
Há informações que o senhor
Wagner gastou mais com
propaganda do que com as
pastas de saúde, educação
e segurança. A ser verdade,
é de se lamentar tamanha irresponsabilidade. Não creio,
porém, ser verdadeira tal
assertiva. Em Barreiras, diz
outro leitor desta coluna, não
há nenhuma obra do senhor
Wagner, ao contrário do exgovernador Paulo Souto, que
construiu e inaugurou o Hospital do Oeste, marco significativo e de intenso proveito social. Para muitos barreirenses, a obra do século.
Quero parabenizar a cidade mãe, que elegeu um
deputado federal e um estadual. Parabenizar também
o candidato Herbert Barbosa, ganhador em sua primeira eleição. Não adiantou
campanha encetada por diversos segmentos sociais
em prol do voto em candidatos da região. O eleitor,
orientado por prefeitos mal
preparados, encheu a bola
de candidatos de outras plagas, infelizmente.
Passo aos meus leitores
parte de bem elaborado trabalho do consagrado jornalista Rubem Alves, da Folha de
São Paulo, que afirmou: “Os
políticos romanos sabiam
que o povo se enrola com pão
e circo. No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos
sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver
o sangue e ouvir os gritos! As
coisas mudaram. Os cristãos,
de comida para os leões, se
transformaram em donos do
circo”. “De vez em quando,
raramente, o povo fica bonito. Mas, para que o acontecimento raro aconteça, é
preciso que um poeta entoe
uma canção: (caminhando e
cantando e seguindo a canção). Isso é tarefa para os
artistas e educadores. O
povo que amo não é uma realidade, é uma esperança”.
A canção citada acima é do
compositor paraibano Geraldo Vandré, como é de outro
paraibano, Ipojuca Pontes, a
peça teatral e livro: brasileiro, profissão esperança.
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Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 -
Por Tenório de Sousa
POLÍTICAS PÚBLICAS / INFRAESTRUTURA / BARREIRAS
Foto Arquivo Balcão de Imagem/Novoeste
Em tempos remotos os barreirenses presenciavam com
orgulho as belezas da cidade,
dons da natureza que nenhuma
outra tem igual. Era o tempo em
que nos domingos as famílias
levavam seus filhos a locais de
lazer para apreciar lindas paisagens, brincar nas praças da cidade e observar seus belos chafarizes. Hoje os tempos mudaram, a degradação tomou conta
de tudo. É triste se deparar com
tanta destruição, e ao mesmo
tempo não poder fazer absolutamente nada. Saber que esses lugares um dia
foi palco para registro de grandes momentos
familiares, de encontros amigáveis e até mesmo de manifestações sociais.
O ditado popular "História esquecida. Gerações Mortas", expressa muito bem o momento
caótico e de falência histórica. O barreirense
está desprezando seu passado de maneira que
sua existência não deixará rastro e prova disso
é o Centro Histórico da cidade, principalmente
nas imediações da Praça Landulpho Alves e em
todo o calçadão do Cais, a sujeira e depredação
toma conta e para piorar o insuportável fedor
de esgoto e de urina está em todo canto.
Quem circula pelas BR's, saída para Brasília e Salvador,
bairros periféricos e Centro
Histórico de Barreiras, se depara com a mesma realidade:
a poluição visual. Um dos males da falta de planejamento
do setor de infraestrutura que
devido o excesso de mídias alternativas como outdoor, placas e faixas de tudo o que é
tipo, expostas pela cidade.
O problema desse tipo de
poluição que transforma os
espaços públicos em meios de
disputa comercial reside no
desconforto visual dos transeuntes e dos motoristas que diariamente correm risco de
acidentes quando desviam o
olhar, além da degradação
pela desarmonia dos anúncios que causam pouca leitura
visual devido as mais diversas
manifestações comerciais.
O mais preocupante é que
esse tipo de poluição tornouse negócio na cidade e, o poder público sequer faz um
planejamento ou coloca em
prática a legislação existente. São faixas, outdoor e pla-
as para a cidade, uma vez que o
lixo nos esgotos, além do mau
cheiro e entupimento dos bueiros que impede o escoamento
das águas pluviais, coloca em
risco a proliferação de doenças
causadas por mosquitos, baraFoto Tenório de Sousa
tas e ratos. Como é o caso da
dengue, nos períodos de chuva qualquer objeto como tampas de garrafa, pneus velhos,
sacolas plásticas e copos descartáveis ou outros objetos
podem acumular água e favorecer a procriação do mosquito
transmissor da doença.
esgoto
depredação
patrimônio Público
Foto Tenório de Sousa
Outro problema que deixa
a cidade insuportável é o mau
cheiro, em alguns locais da cidade é impossível passar devido o forte odor do esgoto, como
por exemplo na Praça Celso
Barbosa em frente ao Cais, na
Avenida ACM defronte ao Banco do Brasil, entre outros. Esses problemas existem devido
ao esgoto a céu aberto e ao lixo
acumulado nos bueiros, jogados nas ruas pelos próprios
moradores da cidade que, irresponsavelmente, preferem
jogar nas vias públicas do que
nas lixeiras.
O transtorno do lixo nas ruas
vai além do aspecto de sujeira.
A falta de educação dos moradores tem conseqüências séri-
lixo
Desrespeito ao bem público
voeste
cas expostas nas ruas, avenidas e em espaços públicos
que ultrapassaram o limite
do senso comum e moral de
quem trabalha e mora nessa
terra. Muitas delas são serventia de politicagem e de órgãos públicos para parabenizar alguém ou anunciar eventos que poderia ser divulgado
por outros meios. No final do
mês passado, um casal sob
uma moto em movimento, foi
atingido por uma placa, causando danos a saúde e perdas
materiais à família.
Outro sinal do comportamento de certas pessoas, característica da falta de educação e de respeito, é o forte odor de urina em certos pontos da cidade. Em toda e
qualquer via pública dessa cidade, sem
exceção, pode se tornar alvo de exibição
da genitália de quem precisa desafogar
suas necessidades fisiológicas. São atos
que causam constrangimento a quem por
ali passa e ultraja o pudor público. Quem
pratica esse tipo de ato obsceno, é enquadrado segundo o Artigo 233 do Código Penal Brasileiro.
Um dos pontos mais críticos, segundo
as denúncias que chegaram a redação do
Novoeste, é nas imediações entre a Praça
Celso Barbosa e Praça Landulpho Alves,
ambas no Centro Histórico de Barreiras. As
portas dos estabelecimentos estão enferrujadas, devido à ação corrosiva dos componentes da urina.
Durante o fim de semana a situação piora. Já virou costume jovens dos mais diversos cantos da cidade se reunirem para
beber e ouvir músicas no calçadão do Cais,
nas imediações citadas acima. Como o local não tem banheiros públicos, e os bares
locais não têm condições de atender a
demanda, o jeito é desafogar o que bebeu em qualquer lugar, de preferência
onde for mais escuro.
Nossa redação ao verificar in loco a situação, de repente flagrou um jovem que
encostado no pilar do parapeito do Cais fez sua necessidade, ali mesmo no meio do
grupo. Perguntado se ele não
tinha consciência do que estava fazendo, respondeu com
outra pergunta, "Mano, você
acha que eu estaria derramando aqui se estivesse outro lugar? A gente vai ali no
bar e eles não deixam, dizem
que é só para clientes. Então
mano, as meninas quando
percebem que a gente tá fazendo viram a cara, o que vale
para todos aqui é esvaziar a
bexiga para continuar enchendo. " Enfatizou o jovem que disse se chamar Leandro.
O seu Pedro, proprietário de uma oficina eletrônica, em uma das ruas da Praça
Celso Barbosa diz que além do prejuízo de
ter que trocar várias vezes as portas por
causa da corrosão que a urina causa nos
ferros, não agüenta mais ter de lavar as
calçadas e portas do estabelecimento quase todos os dias. Segundo ele, o senso de
impunidade rola solto, já que fez denúncias a diversas autoridades e até então,
ninguém aparece para resolver, "eu não
sei mais a quem recorrer", lastimou.
Seu Fernando Dias, vendedor ambulante estabelecido nas imediações do Mercado Velho, comenta que as pessoas, prinFoto Arquivo Balcão de Imagem/Novoeste
Noutrora, uma rara beleza
Poluição Visual
Foto Arquivo Balcão de Imagem/No-
A conivência do barreirense faz com
que ele não cuide de sua cidade.
Suja e enfeia seu Centro Histórico,
seus pontos turísticos e seu meio
ambiente. Desprezando seu passado,
fará com que sua existência não
deixe rastro.
Sujeira e mau cheiro por todos os lados
Foto Tenório de Sousa
Foto Tenório de Sousa
Estão sujando e mijando na "História" de Barreiras
Barreiras, a maior cidade
do Oeste da Bahia, desponta como uma promessa do
ecoturismo no estado, devido seu inquestionável patrimônio histórico e natural,
proporcionado pelo seu
povo e conjunto de belezas
naturais, entre elas os rios
que formam belíssimas cachoeiras, corredeiras e outras paisagens que mostram
uma biodiversidade única.
Mas, hoje Barreiras sofre
com problemas de infraestrutura e ambientais crônicos que em sua maioria são
provocados, muitas vezes,
pela falta de consciência dos
próprios moradores que poderiam evitar com simples
ações como não jogar lixo
nas ruas, não depredar o patrimônio público, não mijar
ou fazer qualquer outro tipo
de necessidade fisiológica
em lugares impróprios.
07
cipalmente os homens não
fazem nenhuma cerimônia
em urinar na rua. "Aqui em
nossa cidade o que muito se
vê nas ruas são os homens,
sem nenhum pudor ou preocupação com quem passa
à sua volta, urinarem nos
locais inapropriados. Além
do atentado ao pudor, também estão cometendo ato
obsceno, visto que ficam se
mostrando para tudo e para
todos. São uma cambada de
marmanjos que deixam paredes, portas, calçadas, árvores emporcalhadas e com um horrível
cheiro de urina em todo o calçadão e parapeito do Cais e estabelecimentos da redondeza", denunciou.
Estão sujando e mijando na "História"
de Barreiras. São pontos históricos, turísticos e praças públicas que estão em total
abandono, e que precisam urgente de
atenção especial ou apenas de uma simples manutenção. O Centro Histórico de
Barreiras pede socorro! Já está mais do
que na hora, de quem verdadeiramente
vive e ama esse torrão, se mobilizar para
dar um basta em tanta falta de respeito à
história e às suas belezas naturais. Barreirense, se você mesmo desprezar seu passado, sua existência não deixará rastro.
08 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010
Por Ana Cedro
POLÍTICAS PÚBLICAS / INFRAESTRUTURA / BARREIRAS
Foto Ana Cedro
Foto Ana Cedro
zar esses espaços públicos
como banheiros ao ar livre.
Só para se ter idéia da real
situação, os vendedores ambulantes que ficam no calçadão do Caís, convivem com a
falta de água e de sanitários
públicos. Muitos usam a água
e as margens do rio para fazerem suas necessidades. A ambulante, Lisbete Santana, 71,
disse que quando a vontade
aperta, é preciso pedir para
usar os sanitários dos bares
próximos ao Cais. Já seu esposo, Ranael, 59, diz que faz suas
Foto Ana Cedro
Aparentemente a estrutura do
prédio por fora está ótima. Mas
na parte interna, o estado é de
deteriorização: paredes sujas de
fezes humanas; tubulação
entupida faz com que o odor
desagradável seja sentido
distante; fios elétricos soltos
deixam a perigo pessoas de serem
eletrocutadas, torneiras e outras
peças quebradas, lixo de todo o
tipo e fezes por todos os lados
mostra o tamanho da omissão do
poder público para um dos
patrimônio de Barreiras.
Foto Ana Cedro
A cidade de Barreiras a
cada dia cresce e o poder público através de suas políticas,
precisa acompanhar. A implantação de mais sanitários
públicos, não só no centro,
mas em pontos de grande
movimento de pessoas, é
uma dessas necessidades.
Se não se constroi nada,
pelo menos deve cuidar ou
preservar o que tem. É vergonhoso, mais é verdade - há
meses o banheiro público localizado nas imediações do
Cais, no Centro, está de porta
arrombada. A notícia chegou
à redação do Novoeste, que
checou in loco e deparou-se
com uma cena lastimável no
tocante a dilapidação do patrimômio público.
Aparentemente a estrutura do prédio por fora está ótima. Mas na parte interna, o
estado é de calamidade: paredes sujas de fezes humanas;
tubulação entupida faz com
que o odor desagradável seja
sentido à distância; fios elétricos soltos deixam a perigo
pessoas de serem eletrocutadas, torneiras e outras peças
quebradas, lixo e fezes de
todo o tipo e por todos os lados mostra o tamanho da
omissão do poder público para
um dos patrimônio de Barreiras.
É notório que o prédio
está se deteriorando com o
tempo e como não recebe o
cuidado merecido, alguns locais da cidade como calçadas,
postes, becos e outros locais
estão sendo utilizados como
mictórios. Seja durante o dia
ou à noite, parte da população não se intimida em utili-
Foto Ana Cedro
Falta de manutenção deixa banheiro do Cais dilapidado
necessidades fisiológicas na
rua mesmo, já que o único banheiro existente nas adjacências do Cais está o tempo todo
com as portas fechadas.
“Esse banheiro que tem
aqui no Cais é inutilizável. É
uma fedentina terrível, ninguém consegue utilizar, e
quando o sol esquenta, a situação piora, pois o banheiro
exala um fedor tão grande que
acaba espantando nossos clientes aqui no Cais”, reclamou
seu Ranael.
Problemas urbanos como
estes revelam maus hábitos
da população de Barreiras,
contudo, isso é fruto da ausência de campanhas educativas e de sensibilização, promovidos pelo poder público.
É necessário que a administração pública cuide e zele do
patrimônio da cidade. Além
disso é preciso ação que envolva todas as unidades escolares e social no intuito de
incentivar as pessoas a fazerem suas necessidades fisiológicas nos locais adequados
para que sejam preservados
os bens públicos.
A cidade de Barreiras sofre
com os problemas ambientais
crônicos que em sua maioria
são provocados, principalmente, pela falta de conscientização dos moradores ou até
mesmo pela debilidade das
autoridades, que poderiam
ser evitadas com simples
ações a exemplo de colocar
um funcionário público responsável pela limpeza dos sanitários públicos existentes.
No Centro são dois os pontos de banheiros públicos. O
da Praça 24 horas, pelo que se
sabe, são os próprios comerciantes quem zelam. É um
exemplo para que a prefeitura chame os comerciantes em
torno do Cais e faça uma parceria para que eles também
zele o banheiro do Caís.
A redação procurou a prefeitura para comentar o assunto, mas até hoje (12/10) não
teve retorno.
Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 -
DIREITO DE REPOSTA
“Embasa mente e deturpa ao
esclarecer denúncias”
No direito de resposta
utilizado pela Embasa, a
empresa não ofendeu ou
desrespeitou a redação do
Jornal Novoeste e os profissionais das emissoras de
rádio que noticiam o andamento das obras de esgotamento sanitário. A empresa
reconhece a importância
dos profissionais de comunicação e o papel social do
seu trabalho e, através de
sua Assessoria de Comunicação, se manifestou apresentando a sua versão e esclarecimentos em relação às
denúncias feitas por este
periódico.
Na emissora Rádio Vale
do Rio Grande, por exemplo, o citado Secretário de
Infraestrutura, José Alves,
concedeu entrevista nesta
emissora, no dia 02 de setembro, apresentando seu
ponto de vista em relação
à obra de ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Barreiras, e o coordenador do Departamento de Obras da Embasa,
engº Fábio Cunha, concedeu duas entrevistas no dia
03 de setembro. Na ocasião, todos os questionamentos referentes à obra
foram respondidos.
Na edição 599, a reportagem relatou uma série de
transtornos para os morado-
res do bairro Vila Rica, alguns inerentes à obra da
Embasa e outros à falta de
infraestrutura urbana. A
Embasa, em sua resposta,
esclareceu o que é de responsabilidade da empresa e
o que é de responsabilidade
da Prefeitura. Em nenhum
trecho foi mencionado que a
obra não traz transtornos e
muito menos que os moradores inventam problemas.
Ao fornecer um número
de contato para reclamações, o objetivo foi criar um
canal para que a população
possa encaminhar suas demandas e ser atendida no
menor prazo possível. Hoje,
em 01/10/2010, foram registradas dez reclamações
através do número 36130045. O serviço social da
obra está divulgando este
número entre os moradores
dos bairros onde há intervenção desta obra.
O Jornal Novoeste utilizou informações fornecidas
por especialistas que não
quiseram se identificar e o
meio de comunicação tem
todo o direito de preservar
a identidade de suas fontes,
mas isso certamente compromete a credibilidade do
que foi afirmado por eles. Já
a Embasa se manifestou por
meio de engenheiros que
atuam na área de sanea-
mento, têm experiência com
obras de esgotamento sanitário e estudaram o local em
que o sistema está sendo
implantado. A equipe está a
disposição da redação do
Jornal e de toda população
barreirense para explicar e
confirmar o que foi dito na
resposta da Embasa, desde
que, por uma questão de logística, a visita seja agendada previamente.
Quanto ao pronunciamento da Embasa, as ligações de fato existiram e
isso não foi questionado, o
que colocamos é que a redação do Jornal Novoeste
efetivamente só solicitou
os esclarecimentos no dia
17/08/2010, inclusive o email
intitulado “Esclarecimentos
sobre a obra de esgotamento sanitário”, enviado pelo
Jornal, chegou no mesmo
dia 17/08, às 15h59, não havendo assim tempo hábil
para agendar entrevista até
o fechamento da matéria.
Além disso, nos meses de
agosto e setembro nenhum
recado do Jornal Novoeste
foi deixado com a secretária do gerente regional da
Embasa, Francisco Andrade,
e nenhum tipo de contato foi
mantido com o mesmo.
Assessoria de Comunicação da Embasa
09
A Redação do Jornal Novoeste
Av. Presidente Vargas, 345, Centro
Nesta
Prezados senhores,
Após leitura de vossa matéria publicada na edição
de nº 601, de 21/09/10, sob o título de “EMBASA MENTE E DETURPA AO ESCLARECER DENÚNCIAS”, na qualidade de cidadão barreirense, nunca pedi a ocultação
de meu nome nas minhas declarações prestadas a este
órgão informativo.
Esclareço ainda que não tomamos conhecimento e
nem fomos convidados para participar da formação
da referida “CAO” - COMISSAÕ DE ACOMPANHAMNETO DE OBRA, mencionada na reportagem de outros
órgãos informativos, observamos que o único participante da Prefeitura é um Médico Veterinário, Coordenador da Vigilância Sanitária, não existindo nenhum
engenheiro ou técnico da prefeitura constituído na
comissão para que possa discutir as condições da obra
e ou relatar publicamente as falhas técnicas que vem
ocorrendo, motivo de tantas reclamações.
Informo ainda que, por várias vezes já solicitei a
relação das pessoas nomeadas para essa comissão,
tanto para a Embasa como para a Empresa executora
dos serviços e até a presente data não fui atendido.
Atenciosamente
José Alves
Secretário de infraestrutura de Barreiras
UNIBAHIA SOCIEDADE COOPERATIVA
CNPJ 07.396.390/0001-00
EDITAL DE CONVOCAÇÃO 002/2010
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O Presidente da Unibahia Sociedade Cooperativa, no uso das atribuições
que lhe conferem o art. 32º, letra “d” do Estatuto Social, convoca os
senhores associados que nesta data somam vinte e oito (28), para se
reunirem em Assembléia Geral Extraordinária, na data de 30 de outubro de
2.010, na rua Pernambuco, Q-41. L-12, 1º andar, na cidade de Luís Eduardo Magalhães-BA, sede da cooperativa, às 9:00 horas em 1ª convocação
com a presença de 2/3 dos associados; às 10:00 horas em segunda convocação com a presença de metade mais um dos associados e às 11:00 horas
em terceira e última convocação com a presença de mínima de dez (10)
associados para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:
- Alteração do endereço da sede da cooperativa.
Luís Eduardo Magalhães-BA, 06 de outubro de 2010
João Carlos Jacobsen Rodrigues - Presidente
10 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010
Ascom Prefeitura SD
DESENVOLVIMENTO/SÃO DESIDÉRIO
Estimular a produção leiteira em São Desidério tem
sido objetivo da Secretaria
Municipal de Agricultura. Na
manhã do dia 07, quinta-feira, pequenos produtores do
município foram mobilizados
para conhecerem a proposta de parceria da Laticinios
Ki-Sabor, instalada na cidade de Serra Dourada, a 250
km de São Desidério.
Dentre as propostas da
empresa aos produtores se
destaca a aquisição da ração
alimentar fornecida aos animais. A Ki-Sabor adquire a
ração e financia para o produtor que, por sua vez, efe-
Foto Rodney Martins/Ascom São Desidério
Leite produzido em São Desidério
atrai empresa de laticínios
tua o pagamento por meio da
venda do leite. As condições
climáticas e novas negociações entre produtores e empresa serão referenciais para
definir o preço do produto,
porém o valor de R$ 050 a
R$ 0,55 foi apresentado durante a reunião.
O proprietário da fábrica
Geovah Moreira destacou
que a coleta do produto de-
penderá do volume produzido e, que em um primeiro
momento será instalado
apenas um tanque resfriador.
“Mas se a nossa proposta for
realmente aceita, instalaremos um número maior que
ficará de acordo com a produção e o caminhão passará
por cada localidade cadastrada, o que queremos é
comprar o leite, em qualquer quantidade”.
A Laticínios Ki-Sabor atua
em 18 municípios e está no
mercado há 15 anos na produção do queijo, abastecendo o mercado baiano, de outros estados e países, a
exemplo da Argentina. “Tivemos interesse pela compra do leite de São Desidério pelo fato do município
dispor de um grande potencial para a bacia leiteira e também por ter condições de produzir leite durante o ano todo, e é isso
que nós precisamos”. Declara Geovah.
Para formalizar esta parceria, em consenso os produtores sugeriram outra reunião
com um número maior de participantes envolvidos no processo e uma visita às instalações da fábrica para conhecer o trabalho de perto.
COMUNICAÇÃO
Imprensa Aiba
Aiba lança campanha pela valorização do campo
Valorizar o produtor rural
e evidenciar a importância
do campo no dia a dia das
pessoas, na cidade e na zona
rural, é a idéia central da
campanha publicitária que a
Associação de Agricultores e
Irrigantes da Bahia (Aiba)
deu início no dia 03, domingo. Com o slogan “O campo
está em toda parte, mas
nem sempre você vê”, a
ação, que na primeira etapa está restrita à TV e outdoors, com alcance regional, aborda de uma maneira moderna e divertida situações cotidianas em que os
produtos agrícolas e o trabalho do homem do campo
estão presentes, mas não
são percebidos. A campanha
faz parte das comemorações
pelos 20 anos de existência
da Aiba, completados no dia
22 de junho.
O briefing partiu da
adaptação do texto intitulado “Ei, você!”, da jornalista
Catarina Guedes, que serviu
de off para a peça da TV. No
vídeo, um cidadão comum
assistindo televisão é surpreendido por um chiado no
aparelho, onde sua própria
imagem o convida para uma
viagem eletrônica ao campo. A produção é assinada
pelo diretor de cinema e vídeo Amadeu Alban, da produtora Santo Forte, de Salvador, com imagens de campo
do cinegrafista Alex Marques, da produtora Detalhe
Filmes, de Barreiras. Já os
outdoors, que ficaram a cargo da filial em Salvador da
agência Carambola Comunicação e Eventos, também de
Barreiras, mostram cenas
comuns nas quais imagens
de alguns objetos foram
substituídas pelas suas matérias-primas, como o casal
de jovens no cinema que debulha pipoca de grandes espigas de milho, ou o rapaz
que veste uma camiseta de
capulhos de algodão.
“Ficamos muito contentes
com o resultado deste trabalho porque ele sintetiza a
necessidade urgente de valorização do homem do campo, sem o qual é impossível
a preservação do homem na
terra. Fizemos isso de uma
forma simples e criativa. Esperamos que ajude a rever
conceitos”, diz o presidente
da Aiba, Walter Horita. A etapa seguinte da campanha
abrangerá a mídia impressa
e rádios regionais.
Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010 -
Por Raul Vitor da Cruz
Parabéns
Kelly!
Foto Osmar Ribeiro
Doando Sangue,
Salvando vidas
Setenta anos do casados
Foto Arquivo Pessoal/Família
CIDADANIA
11
A velocidade e o dinamismo em que levamos nossas
vidas atualmente, nos deixam cada vez mais sujeitos
a eventualidades que podem
comprometer o bem estar, a
saúde, ou até mesmo a continuidade de nossa existência. Seja em casa, no Trânsito, no trabalho, ou em qualquer outro lugar, somos passíveis de uma série de acasos em meio a esse acelerado ritmo de vida.
Dado o grau de exposição
em que nos encontramos, é
impossível afirmar quando
precisaremos de ajuda, de
intervenção médica e principalmente de um composto essencial á vida: O sangue. Contudo, a quantidade de acasos que interrompem significativamente inúmeras vidas, é muito superior á disponibilidade de
sangue nos hospitais público de Barreiras.
Sabendo dessa realidade,
e da necessidade de inserirse socialmente como instituição atuante e participativa, a Universidade Federal da
Bahia (UFBA) em parceria
com o HEMOBA (Hospital do
Oeste) promove no dia 5 de
outubro a campanha de doação de sangue “UFBA Sangue Bom” que acontecerá no
antigo Colégio Municipal
Padre Vieira das 8 ás 21 hs,
onde toda a sociedade barreirense poderá doar sangue,
num ato de muita solidarie-
dade, cidadania e nobreza.
Com a coordenação do
projeto pelo professor Floriano Barboza, o curso de administração da UFBA tem a
consciência de que toda
grande universidade deve
ser caracterizada pela sua
responsabilidade social e
compromisso com a população, e sobretudo pela influência na melhoria da qualidade de vida de toda a sociedade.
É importante sensibilizar
toda a comunidade em torno desta causa, no sentido
de que todos entendam que
é necessário doar no dia 5,
mas também que o HEMOBA funciona diariamente no
H.O e sempre estará disponível para receber doações e
continuar salvando vidas.
No último dia 20 de setembro, em João Pessoa, na Paraíba, houve a comemoração dos setenta anos do casamento de João Rolim da Cunha (96 anos) e Detinha Leitão da
Cunha (92 anos), pais do nosso colaborador Itapuan Cunha, há 24 anos residente em Barreiras. Um acontecimento marcante, que contou com a presença dos seis filhos
do casal, 32 netos, 27 bisnetos e 1 trineto.
Kelly Magalhães (PC do B) foi
a deputada estadual mais votada em Barreiras com 15.203
votos, 25,908%. No restante
da Bahia, Kelly teve 20.938,
totalizando 36.141. Para Kelly sua eleição foi mérito da
prefeita Jusmari. Kelly será a
única representa da região
Oeste da Bahia com domicílio eleitoral em Barreiras.
Que ela tenha SUCESSO na
sua nova missão. São os votos da Equipe NOVOESTE
12 - Ano XIX - nº 603 - Região Oeste - Bahia - Brasil - 12/10/2010
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