Boletim Informativo
Agronomia
Ano 1 nº2 05/10/2010
Publicação semestral da Coordenação do Curso
de Agronomia
Memória do primeiro semestre de 2010
O boletim se afirma como espaço de divulgação das atividades do curso. No 1º semestre, houve atividades
de integração entre os professores e
alunos, em duas confraternizações com
churrasco e boa conversa.
Duas reuniões do Colegiado propiciaram monitorar o curso de forma
ampla, a partir da visão de professores,
coordenação e alunos. Diálogos foram
estabelecidos e demandas foram encaminhadas.
Um seminário no final do semestre,
trouxe as representações das categorias
rurais, incluindo o Sindicato Rural, Sindicato de Trabalhadores Rurais, representação
da Fetraf-Sul e do Movimento dos Sem Terras.
Neste semestre, novos desafios e
possibilidades. Vamos em frente !
Segundo semestre de 2010
Com base nas reflexões do Colegiado no primeiro semestre, os horários do segundo semestre foram ajustados.
Novas disciplinas, professores,
demandadas e possibilidades,
foram
compatibilizadas em um quadro fixo de
horários. Apesar das aulas diárias e
uma carga horária pesada na semana, os
feriados longos propiciam o descanso,
além disso, algumas disciplinas terminam antes do final do semestre, possi-
bilitando mais tempo para estudo justamente no período de provas. Contudo na
primeira reunião do colegiado, já se cogitou a possibilidade de desconcentrar as
aulas, liberando pelo menos um turno por
semana para outras atividades. Afinal, pesquisa e extensão são possibilidades no curso e fazem parte de uma formação integral
em nível superior.
Um bom semestre a todos!
Informação & Notícia
O Projeto de iniciação científica
“Sistema reprodutivo sexuado e produção de
mudas por sementes em Tropaeolum pentaphyllum Lam. (Crem)” apoiado pela Fundação de
apoio à pesquisa do RS (FAPERGS), vem sendo
desenvolvido pelos cursos de Engenharia Agronômica (acad. Tiago Lodi) e Tecnologia em Agronegócios (acad. Junior Ferro), sob orientação da Professora Dra. Juliana Marcia Rogalski.
O Crem é consumido no Sul do Brasil
na forma de conservas, como tubérculos ralados e curtidos em vinagre colonial. A conserva
é consumida com sopas e carnes e o tubérculo, já tem cotação, no Mercado Público de Porto Alegre, sendo vendido a R$ 25,00/kg.
O extrativismo dos tubérculos em ambientes florestais, onde é encontrado naturalmente, levou o crem a ser uma espécie ameaçada de extinção no RS. Desta forma, o projeto
visa à reprodução via sementes, objetivando
reduzir a necessidade de extrativismo, e em
seguida produzir recomendações para cultivo.
O acadêmico de Agronomia Tiago Lodi,
vem estudando a biologia reprodutiva da planta,
observando desde a antese, duração das flores,
produção de recursos (pólen e néctar), até o
comportamento dos visitantes florais.
Os experimentos de polinização para
determinar o sistema reprodutivo da espécie já
começaram a ser realizados. Resultados preliminares indicam que as anteras disponibilizam
pólen antes do gineceu estar receptivo
(protandria), que o beija-flor-dourado é o polinizador e, que espécies de abelha, vespa e formiga são pilhadores.
A vespa coleta pólen, a formiga néctar e
a abelha ambos. Cada flor apresenta até três
frutos, com uma semente cada.
Alguns frutos estão sendo predados e
no momento, a equipe de pesquisa busca determinar o agente predador.
Quando os frutos estiverem maduros
serão realizados vários experimentos para testar a viabilidade e as taxas de germinação das
sementes, bem como de produção de mudas.
Mudanças Climáticas
As correntes oceânicas e marítimas que
cruzam o planeta, acionadas pela energia
solar, moldam o ambiente. O clima é alterado pela terra e pelo mar, onde as montanhas fazem os ventos espalharem sua umidade, criando frentes localizadas de chuva,
enquanto correntes frias refrescam as terras quentes. Qualquer alteração neste ciclo
pode ocasionar sérias conseqüências na
Terra.
Os fenômenos que mais ameaçam a
atmosfera são a destruição da camada de
ozônio e o efeito estufa. O aquecimento
global pelo aumento das temperaturas médias altas é uma das conseqüências mais
prováveis do aumento das concentrações
de gases de efeito estufa na atmosfera, o
que pode provocar novos padrões de clima
com repercussões nos regimes de vento,
chuva e circulação geral dos oceanos.
Embora aparentemente distantes, as
mudanças climáticas também ocorrerão no
Brasil e, talvez, com efeitos mais danosos
pela vulnerabilidade histórica que o país apresenta a desastres naturais, como secas,
enchentes e deslizamentos de encostas.
Alguns estudos simulando os impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura por meio de modelos matemáticos
prevêem, por exemplo, que o aumento de
1oC na temperatura, pode trazer prejuízos
na ordem de 375 milhões de dólares para o
café, somando os estados de Minas Gerais,
Paraná e São Paulo, e superior a 100 milhões de dólares para o milho em São Paulo
e no Rio Grande do Sul. Além desses, outros estudos contemplam efeitos sobre pragas, doenças, solos e outros aspectos do
sistema produtivo agrícola.
Prof. Márcio Vieira
Acadêmico: Tiago Lodi .
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BOLETIM INFORMATIVO
ANO 1 Nº 2
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Seminário: As concepções de desenvolvimento rural, segundo
as representações das categorias rurais.
Ao término da disciplina de sociologia rural no curso
de Agronomia, os debates acerca das categorias rurais
resultaram em um seminário
sem preconceitos e plural nas
idéias. Representando os Agricultores Patronais, representando secretário do Sindicato
Rural de Sertão - Lídio P. Hannecker. Representando os Agricultores Familiares, o presidente do SRT de Sertão - Marcelo D’Agostini e o presidente
da FETRAF Sul de Getúlio Vargas - Nilton Scariot. Para re-
presentar a visão do Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra (MST) - Roberto Ezequiel
Tetroski, técnico do Instituto
educar de Pontão/RS. Os palestrantes discorreram sobre as
conquistas, as bandeiras de luta,
as formas de organização, as
percepções sobre a questão
Agrária e Agrícola e as diferenças políticas de cada representação. As posições e suas divergências, se revelaram quando
cada um apresentou a sua visão
sobre como ocorre o Desenvolvimento Rural, as perspecti-
vas do futuro do campo e a leitura da realidade atual. Ficou claro
que divergem no método para
alcançar os objetivos e que a
questão Agrária contínua polêmica. A busca da melhoria da qualidade de vida no campo, a importância das mulheres, da formação
dos agricultores e a preocupação
com a sucessão (problema que
pode atingir mais de 50 % propriedades da Agricultura Familiar),
agravando conflitos agrários no
país, parecem ser consenso.
O evento mostrou a adequação do perfil do profissional
que buscamos: eclético, críticoreflexivo, capaz de compreender
as visões diversas da sociedade
sem preconceitos.
Da esquerda para a direita : Representante do SR, do STR, da FETRAF sul, do
MST e embaixo a turma em discussão
Reflexões sobre os desafios
Professores e alunos já
no primeiro semestre assumiram uma postura proativa em
busca de qualidade, assiduidade e pontualidade nas aulas.
Esta postura precisa ser renovada e ao que tudo indica, alunos e professores que chegaram estão empenhados.
Precisamos agora buscar uma maior articulação
entre os conteúdos das disciplinas e o perfil profissional.
O desafio do professor é refletir sobre a ementa
da sua disciplina, propor adequações, ajustes, contribuindo para a monitoria do Plano
Pedagógico do Curso (PPC).
O Núcleo de Ensino,
Pesquisa e Extensão da Ciências Agrárias, coordenado
pelo Prof. Getúlio Stefanello
já iniciou uma reflexão sobre
a adequação das disciplinas e
ementas ao perfil profissional
que buscamos. A idéia é que
para formar um profissional
crítico, precisamos de uma
prática pedagógica na Agronomia que se baseie na ação e na
reflexão permanente.
Tudo indica que nova
Cooperativa no IFRS Campus
Sertão estará se formando em
novembro de 2010. O curso
de Agronomia pode contribuir
em muito para esse processo.
O engajamento de professores
e estudantes é fundamental.
Vamos participar?
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Opinião
Vir para o Rio Grande
do Sul está sendo uma grande
experiência para quem passou a
maior parte da vida em Registro– SP. Em 2009 exausta com
os estudos para os vestibulares,
fiz o Enem. Apesar de pretender inicialmente o curso de Terapia Ocupacional, não pude
acessar a faculdade em Santos –
SP. Então busquei um curso
que valesse a pena me afastar
da família e dos amigos. Longe
de casa (740 km), precisava de
um lugar seguro e agradável.
Então conheci no SISU o curso
de Agronomia em Sertão e resolvi fazer a matrícula, aproveitando para conhecer um pouco
do lugar com minha família. A
impressão que tive do Englert
foi de um lugar bem calmo,
mas morando aqui, vi que, por
conta das festas dos estudantes,
em alguns dias é difícil dormir
ou estudar, assim, acabei me
mudando para a cidade de Sertão.
Conheci diferentes pessoas, costumes (CTG, chimarrão), vestimentas, (bombacha,
pala), a culinária (cuca, arroz
carreteiro, butiá...)o próprio
sotaque italiano e as palavras
gauchescas, muito diferentes
da minha realidade anterior.
Apesar de gostar daqui, confesso que não é fácil
morar tão longe, até porque
muitas coisas aconteceram nesse ano, inclusive a perda de familiares. Contudo, a internet
propicia uma comunicação
constante, envio e recebo mensagens e fotos da família. Destaco, por fim, que muitas pessoas tem me ajudado na adaptação e quero agradecer a todos
nesse sentido.
Luciana Maíra Tibães (2º sem)
Paradigma dos Terráqueos.
estão aqui há bem pouco tempo.
Nos afastamos de nossa matriz
e subjugamos coisas que nem
conhecemos. Nessas alturas, o
planeta beira a exaustão, vidas
agonizam, biomas estão cada
vez mais pobres e tudo isso em
função da exploração excessiva.
A natureza não consegue mais
recuperar-se de tantas agressões, vamos além da capacidade de reposição natural e mais,
estamos ficando obesos.
A água não é mais pura,
o ar e o solo estão poluídos e,
alguns bolsos bem cheios.
Que herança receberão
as novas gerações? Será ainda
possível, que seja a mesma que
recebemos? Já não passamos
dos limites?
O Cio da Terra
Composição: Milton Nascimento / Chico
Buarque
Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do
pão e se fartar de pão
Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do
mel, se lambuzar de mel
Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, propícia estação
De fecundar o chão.
A história mostra que
na batalha pela exploração sem
limites da natureza, não haverá
vencedores. Haverá sim quem
acumule mais, mas todos sairemos perdendo! Mas então, qual
o sentido de continuarmos no
mesmo rumo?
O homem não tramou o
sentido da vida, ele é simplesmente um de seus fios. Isto sabemos, mas em que medida
assumimos essa orientação?
Se esta reflexão te fez
pensar e concordas com isso,
então estamos juntos e daí te
convido: vamos repensar o conhecimento de nossos pais e
avós e o próprio conhecimento
que estamos adquirindo.
Algumas coisas que
faziam nossos antepassados, as
vezes, parecem fazer muito sentido hoje, mesmo assim foram
esquecidas. Porque?
Estudar mais deve servir para vivermos melhor! Esse
é o verdadeiro desafio humano!
Prof. Luiz Carlos Damian Souto
Os terráqueos humanos
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BOLETIM INFORMATIVO
Agronomia valoriza a cultura gaúcha
No dia 01 de setembro de 2010 em Passo Fundo/RS, o CTG Lalau Miranda promoveu um
evento de âmbito Cultural recebendo o tradicionalista, folclorista, escritor e Engº Agrº Carlos
Paixão Côrtes que abordou o tropeirismo, a origem do MTG, danças, instrumentos musicais,
dentre outros assuntos relacionados a cultura do RS.
Mais de 600 pessoas prestigiaram e representando o IFRS - Campus Sertão, estavam os Alunos da Agronomia Francieli da Silva e Vagner Tobias Haubert que representava também o nosso CTG. Eles levaram para presentear Paixão Côrtes, um pacote de erva mate artesanal produzida pelo alunos da Agronomia. O tradicionalista aproveitou o ensejo, e discorreu sobre o processo artesanal de fabricação e a história do uso da erva. Disse ainda que antigamente “estar
sem erva em casa” era uma forma de dizer que estava sem dinheiro. Destacou a iniciativa dizendo ainda que: “essa é a garantia de preservação e difusão de nossa cultura para as novas
gerações”. Emocionado com a atitude dos estudantes, agradeceu pelo carinho e falou da importância de atividades como essa, serem retomadas e valorizadas no curso de Agronomia, porque
o hábito de beber o chimarrão, ali incentivado, “é um patrimônio histórico Imaterial” transmitido de geração a geração, carregando elementos de consciência social, presentes no ato do preparo e de tomar o chimarrão em roda com os amigos e familiares.
Para nós, foi uma experiência histórica e reveladora de valores e responsabilidades que
Paixão Cortes carrega e que estamos efetivamente assumindo como estudantes e futuros Engenheiros
Agrônomos.
Acad. Wagner Tobias Hauber e Franciele da Silva Souza, abaixo com Paixão Cortes emocionado (Histórico!).
Estudante de Agronomia e os desafios !
Neste semestre com novos desafios, iniciamos a caminhada com expectativas e a vontade
de fazermos o melhor. Com esse ímpeto, há 63 anos, um grupo de jovens estudantes do Colégio Estadual Julio de Castilhos em Porto Alegre-RS deram a arrancada contra a invasão americana na cultura gaúcha. Como um alerta, nasceu o maior movimento sócio, cívico e cultural da
América Latina o MTG. Os jovens foram pioneiros nesse movimento que comemora no mês
de setembro a Semana Farroupilha, relacionada aos feitos de nossos antepassados, suas virtudes e alertando: povo sem virtudes acaba por ser escravo!
A cultura é também um alicerce que sustenta a sociedade. A cultura gaúcha com seus valores que já extrapolam as áreas rurais e as fronteiras do RS, não deve ser vista como modismo,
mas como um resgate de valores, costumes, ética e princípios que retratam a coragem, a honestidade, a igualdade como uma identidade do povo gaúcho. É o jovem que tem a responsabilidade pela continuidade e liderança dessa cultura. Como estudantes de Agronomia, podemos
preservar nossa cultura e daí, a nossa própria identidade. A produção de erva mate artesanal
neste ano, foi justamente, a prova disso.
Em sala de aula, no cotidiano e juntamente do seio familiar, devemos fazer questão de preservar os valores como o respeito, especialmente aos mais velhos, a honra, a honestidade, a
ética, a bravura, o cumprimento de nossos deveres e a luta por nosso direitos. Costumes como o hábito do chimarrão, o uso dos trajes gaúchos, o jogo de truco, da tava, a dança e a música gaúcha, são aspectos fundamentais a serem preservados e ensinados.
A nossa vez está chegando! Hoje estamos ao lado dos condutores “da carroça”, mas sabemos, que logo “tomarmos as rédeas” e, seremos responsáveis por garantir um Estado mais
justo e igualitário, pois isso implica em uma vida melhor no Rio Grande do Sul, hoje e sempre.
Acad. Franciele da Silva Souza
Autoria: Glaucus Saraiva
Amargo doce que eu sorvo
Num beijo em lábios de prata.
Tens o perfume da mata
Molhada pelo sereno.
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão
Traduz, no meu chimarrão,
Em sua simplicidade,
A velha hospitalidade
Da gente do meu rincão.
Trazes à minha lembrança,
Neste teu sabor selvagem,
A mística beberagem,
Do feiticeiro charrua,
E o perfil da lança nua,
Encravada na coxilha,
Apontando firme a trilha,
Por onde rolou a história,
Empoeirada de glórias,
De tradição farroupilha.
Em teus últimos arrancos,
Ao ronco do teu findar,
Ouço um potro a corcovear,
Na imensidão deste pampa,
E em minha mente se estampa,
Reboando nos confins ,
A voz febril dos clarins,
Repinicando: "Avançar"!
E então eu fico a pensar,
Apertando o lábio, assim,
Que o amargo está no fim,
E a seiva forte que eu sinto,
É o sangue de trinta e cinco,
Que volta verde pra mim.
ANO 1 Nº 2
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Serviços
A COOPEAFS disponibilizou uma copiadora digital
no prédio Central dos cursos superiores e o funcionamento já está normalizado
de segunda a sexta das
09h30min as 10h30min e
durante a noite das
20h30min as 21h30min.
O ponto de cópias agora aceita a impressão a partir
de pen drive ou pelo e-mail
[email protected]
mas as cópias só serão rodadas mediante pagamento.
A secretaria dos cursos
superiores agora está em
funcionamento durante três
ENADE
turnos, facilitando o acesso a
informações e serviços para
os alunos.
Um laboratório de desenho já foi planejado e encaminhado para licitação,
facilitando as aulas práticas
de desenho e topografia.
Um novo mural foi colocado ao lado do auditório
onde as informações do curso poderão serem vistas
com fácil acesso a todos.
Os alunos do curso
que estão aptos, foram cadastrados no ENADE e assinaram o ciente da data e local da prova (que será anunciado em breve).
A melhor nota no ENADE representa um posicionamento melhor do curso em relação aos demais.
Isso garante uma concorrência maior pelo acesso e portanto visibilidade ao curso.
BOA PROVA !
Centro Acadêmico da Agronomia !
Os estudantes estão preparando a formação do Centro Acadêmico da Agronomia. A disputa de idéias e a formação de lideranças é uma tradição nos cursos de Agronomia do país. O centro acadêmico tem
uma importância grande nesse sentido também.
Os vínculos com entidades em outros níveis como FEAB e UNE, deverão acontecer posteriormente,
inclusive com vistas a confecção da carteira nacional de estudante com selo da UNE, porque, do contrário,
não tem validade nacional e nem os descontos de cinema, ônibus, etc.
As principais funções de um centro acadêmico são:
Defender os interesses e direitos dos estudantes
Estimular o aperfeiçoamento político, social, científico e cultural dos estudantes
Buscar o aperfeiçoamento do curso permanentemente, zelando pela qualidade do ensino .
Representar os estudantes em questões com a coordenação, direção e instâncias do Movimento
Estudantil (FEAB) e da categoria do Engenheiros Agrônomos(FAEAB).
Mais orientações pedagógicas
As notas dos alunos, depois de uma decisão Colegiada na Reitoria, foi equalizada de 0-10 para todos
os cursos superiores do IFRS. Portanto, os professores devem estar atentos para as mudanças que
serão refletidas nos cadernos de notas deste ano.
Os Planos de Ensino devem ser apresentados aos alunos no início do semestre. Os planos já entregues no formato antigo no primeiro semestre deverão serem ajustados para o formato proposto no
manual do professor 2010, bem como os do segundo semestre de 2010. Ambos deverão ser enviados por e-mail à coordenação do curso que fará a impressão e arquivamento.
O período de exames, data e horário dos exames de cada disciplina está fixado no mural do curso.
As provas deverão ser aplicada somente nos dias e horários definidos. Não poderá haver aula na semana de exames.
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Erva Mate artesanal é produzida pelos estudantes
Estudantes do curso de Agronomia sob a coordenação do Prof. Welington R Zanini e apoio técnico da EMATER regional de Erechim, através do Eng. Agrº Valdir Zonin com larga experiência na Fabricação artesanal de Erva-mate, produziram uma erva mate considerada muito boa.
A atividade surgiu de uma discussão em sala de aula. Após um debate sobre multifuncionalidade
do campo, a idéia da preservação cultural da produção artesanal do produto ganhou força. Um soque de
erva que estava desativado há 12 anos, foi reformado. A matéria prima foi coirtada na área do próprio IFRS
Campus sertão, pelos alunos. O produto foi então sapecado e secado em um secador de leito fixo, usado
para secagem de grãos. Foi uma atividade de muitas mãos. A direção apoiou prontamente a idéia, funcionários atuaram rapidamente na reforma do soque e os estudantes limparam e higienizaram o local. No processo produtivo, aprendemos as fases as questões mais específicas do corte, do transporte, do sapeco, da secagem e do soque.
Um primeiro lote, ainda ficou não muito bem seca, mas no segundo lote, o sapeco, secagem e soque foram modificados e o produto foi bem aceito. O próximo passo será uma avaliação do processo, quando o Eng. Agrº Valdir Zonin poderá apoiar novamente, em seguida será produzido uma cartilha sobre o
processo, para então podermos divulgar a ação. Em 2007, está sendo planejado na recepção dos calouros
uma nova produção de erva mate. Acadêmico: Anderson Rezzadori
Vista do Corte, carregamento, sapeco, secagem e soque. O jogo
de truco e o churrasco, não podiam faltar
na confraternização.
Oportunidades em pesquisa, extensão e atividades
complementares na AGRONOMIA
Projetos em andamento, com bolsa em itálico e vinculados ao curso de Agronomia em negrito, são
apresentados a seguir:
1. Gerenciamento financeiro e produtivo de rebanho leiteiro no IFRS Campus Sertão e Região Norte do RS, com a
utilização da ferramenta INFOLEITE. Coord. Carla Diefenbach e Patrícia do Nascimento-IFRS – Campus Sertão
2. Uma Nova Adaptação do Manejo de Plantio Direto. Coord.David Peres da Rosa - PIBITI/CNPq (bolsa)
3. Efeitos da intensidade e do número de pastejos na composição bromatológica e características produtivas do
trigo de duplo propósito BRS Tarumã. Coord. Fernanda Alves de Paiva - Probic/Fapergs (bolsa)
4. Ensaio Estadual de cultivares de trigo – parceria entre Campus Sertão, Embrapa Trigo e Fepagro. Coord.
Fernando Machado dos Santos - IFRS – Campus Sertão.
5. Ensaio Estadual de híbridos de milho – parceria entre Campus Sertão e Fepagro. Coord.Fernando Machado
dos Santos -IFRS – Campus Sertão
6. Avaliação do desempenho agronômico de híbridos de milho (Zea mays, L.) e cultivares de soja (Glycine
max (L.) Merrill) no município de Sertão, região Norte do Rio Grande do Sul. Coord. Fernando Machado dos
Santos- Probic/Fapergs (bolsa)
7. Levantamento de espécies de inimigos naturais em culturas anuais e perenes para multiplicação e liberação em pequena escala nos sistemas de produção. Coord. Getulio J. Stefanello Júnior - Probic/Fapergs (bolsa)
8. Efeito Luminoso, Reprodutor e Farmacológico na Indução de Cio em Ovelhas Lanadas em Período de Anestro
Sazonal. Coord. Heitor José Cervo -IFRS – Campus Sertão
9. Comportamento de híbridos de milho para silagem no Planalto Médio do Rio Grande do Sul. Coord. Juliana dos
Santos -Probic/Fapergs (bolsa)
10.Sistema reprodutivo sexuado e produção de mudas por sementes em Tropaeolum pentaphyllum Lam.
(crem). Coord. Juliana Marcia Rogalski - Probic/Fapergs (bolsa)
11.Avaliação de Extratores de Solo para Coleta de Amostras com Estrutura Indeformada. Coord. Márcio Luis
Vieira- PIBITI/CNPq (bolsa)
12. Caracterização e valoração de genótipos de plantas destinados à alimentação em Assentamentos
da Reforma Agrária do Rio Grande do Sul”. Coord. Maria Tereza Bolzon Soster - IFRS – Campus Sertão
13.Avaliação da aclimatização de Chrysantemum cineriaefolium cv. Vacaria em diferentes substratos e
recipientes de cultivo. Coord. Nice Lívio Borsoi - IFRS – Campus Sertão
14.Propagação de erva-mate (Ilex paraguariensis L.) sob influência de tamanho de estacas, fitormônios e substratos. Coord. Sergiomar Theisen -IFRS – Campus Sertão
15.Propagação de Erva-Mate (Ilex paraguariensis L.) em Condições Climáticas Controladas Sob Influência
de Fitormônios e Localização das Estacas na Planta Matriz.Coord. Sergiomar Theisen-PIBITI/CNPq (bolsa)
16.Efeito de Diferentes Tratamentos (Bissulfato de Sódio, Sulfato de Cálcio, Hidróxido de Cálcio, Sulfato de Alumínio) em
Cama Aviária no Desempenho de Frango De Corte. Coord. Walter Lucca -PIBITI/CNPq (bolsa).
A formação integral de um estudante de graduação passa pelo seu envolvimento não somente no
ensino e na pesquisa, mas também na extensão e em atividades complementares.
Os projetos de EXTENSÃO RURAL em andamento, são dois:
1.
Projeto “NOVOS HORIZONTES”, que atua em Sertão na formação e fortalecimento de grupos de Agricultores, que na fase inicial, atua com um grupo na comunidade de Nossa Senhora da Aparecida em Sertão, mas prevê a ampliação dos grupos.
2.
DIA DE CAMPO, que difunde aos agricultores da região a pesquisa institucional.
Além dessas, o aluno poderá ainda integrar-se em ATIVIDADES COMPLEMENTARES anuais:
1.
Produção artesanal de erva mate;
2.
Acompanhamento as práticas de produção e comercialização agrícola, como o plantio, manejo
e colheita das culturas no IFRS-Campus Sertão;
3.
Agroecologia em Pontão/RS, no cultivo e criações de forma agroecológica, além de palestras/cursos.
Coord. Agronomia IFRS - Campus Sertão
Infra estrutura do Campus
Campus Sertão oferecerá 06 cursos superiores em 2011
Iluminação e calçada
no acesso ao CES
serão concluídas nos
próximos dias
Reivindicação antiga dos acadêmicos dos
cursos superiores do
Campus, a iluminação e a
construção de uma calçada entre o prédio central
e o Centro de Ensino Superior estão sendo providenciadas pela DireçãoGeral.
A iluminação foi
estabelecida do prédio
central até o trevo de acesso ao Campus, restando apenas o trecho que
compreende do trevo ao
Centro de Ensino Superior, o qual, segundo a Diretora Viviane Silva Ramos, será concluído nos
próximos dias.
Já a calçada para
trânsito de pedestres que
une as duas áreas do
Campus será feita através
de uma parceria entre a
Instituição e a Prefeitura
Municipal, sendo que os
materiais serão adquiridos
pelo Campus e a mão-deobra será fornecida pela
Prefeitura Municipal. A
conclusão da obra está
prevista para o final deste
ano ou até o início de
2011.
Em 2011, o Campus Sertão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) oferecerá seis cursos de nível superior gratuitos: Agronomia (40 vagas), Zootecnia (40 vagas),
Licenciatura em Ciências Agrícolas (30 vagas), Tecnologia em Agronegócio (40 vagas), Tecnologia em Gestão Ambiental (40 vagas) e Tecnologia em Alimentos (30 vagas).
Para ingressar nos cursos superiores do Campus, os candidatos devem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). As aulas terão início no primeiro semestre de 2011.
Mais informações podem ser obtidas no site www.sertao.ifrs.edu.br.
Saiba mais ____________________________________________________
Tecnologia em Alimentos - Hab: Tecnólogo em Alimentos
Carga horária: 2.960 horas, sendo 360 horas de estágio curricular supervisionado
Duração: 3 anos + estágio Turno: Noite Vagas: 30 vagas anuais
Zootecnia - Hab: Zootecnista
Carga horária: 4.490 horas, sendo 450 horas de estágio curricular supervisionado, 300
horas de atividades complementares e 60 horas de trabalho de conclusão de curso.
Duração: 5 anos (Com estágio obrigatório) Turno: Integral (M/T) Vagas: 40 vagas anuais
Licenciatura em Ciências Agrícolas - Hab: Licenciado em Ciências Agrícolas
Carga Horária: 4.008 horas total, incluindo 400 horas de estágio obrigatório, 200 horas de
atividades extracurriculares e 60 horas de Trabalho de Conclusão de Curso.
Duração: 2 anos e meio + estágio Turno: Integral Vagas: 30 vagas anuais
Agronomia - Hab: Engenheiro Agrônomo
Carga horária: 5.560 horas, sendo 400 horas de estágio prático profissional supervisionado, 200 horas de atividades extracurriculares e 60 horas de Trabalho de Conclusão de Curso.
Duração: Quatro anos + estágio Turno: Integral Vagas: 40 vagas anuais
Tecnologia em Gestão Ambiental - Hab: Tecnólogo em Gestão Ambiental
Carga horária: 2.400 horas, incluindo 400 horas de estágio prático profissional supervisionado, 200 horas de atividades extracurriculares e 60 horas de Trabalho de Conclusão de
Curso.
Duração: Três anos + estágio Turno: Noite
Vagas: 40 vagas anuais
Tecnologia em Agronegócio - Hab: Tecnólogo em Agronegócio
Carga horária: 2.760 horas, sendo 360 horas de estágio.
Duração: Três anos + estágio Turno: Noite Vagas: 40 vagas anuais
Aos Engenheiros Agrônomos e Estudantes de Agronomia
Por Moacir Cardoso Elias, Engenheiro Agrônomo, Ex-conselheiro da Câmara Especializada de Agronomia do CREA RS e Professor da Faculdade de AgronomiaEliseu Maciel (Faem),UFPEL (texto adaptado publicado no jornal do CREA)
Usamos, muitas vezes, nosso tempo lendo muito sobre muitos assuntos, mas nem sempre fazemos o mesmo com o que respeita à nossa profissão. O título profissional é algo tão valioso e a ser preservado, tanto quanto, nosso próprio nome, um legado de nossos pais. Por isso o Dia do Engenheiro Agrônomo é para nós tão importante como o de nosso próprio aniversário.
Tudo começou na primeira metade do último século do milênio passado (parece muito tempo?
Pois ainda há muitos colegas que naquela época já estavam neste mundo). São completados 74 anos desde
que o então presidente da República (Getúlio Dornelles Vargas, um gaúcho de São Borja) assinou o Decreto Nº 23.196, de 12/10/1933, que “Regula o exercício da profissão agronômica e dá outras providências”. Era o ano do cinqüentenário de fundação da FAEM (mas o ato não foi conseqüência direta da data,
apenas mostra que os nossos primeiros colegas tiveram que lutar durante meio século até que a legislação oficializasse nossas atribuições profissionais). Então os engenheiros agrônomos passaram a ter o exercício profissional oficialmente regulamentado no país (o curso continuou e continua a ser Agronomia.
Confere o título de engenheiro pela formação que oferece.
Temos todo o respeito e toda a admiração pela Engenharia, tanto que participamos do mesmo conselho profissional, Confea/Creas, mas não é
Engenharia Agronômica.
A Agronomia não é um ramo da Engenharia; é uma ciência. Aquele Decreto foi substituído pela
Lei 5.194, de 24/12/1966, que regulamentou na mesma lei o exercício profissional dos engenheiros, dos
arquitetos e dos engenheiros agrônomos. Essa Lei e as Resoluções 218/1973 e 1.010/2005 do Confea disciplinam nossa profissão.
Por muitos anos não havia coincidência de data para a comemoração. O Rio Grande do Sul, por
exemplo, comemorava no dia 8 de dezembro em homenagem à data de fundação da Faem (08/12/1883), a
mais antiga no Estado e a que funciona ininterruptamente há mais tempo no país.. A primeira Escola de
Agronomia foi fundada em São Bento das Lages, em 1859, na Bahia, paralisada por um período, reabriu
em Cruz das Almas e atualmente é parte da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
Com a criação da Federação das Associações de Engenheiros Agrônomos do Brasil (Faeab), em
12/10/1963 (substituída em 14/05/1999 pela Confederação das Federações de Engenheiros Agrônomos
do Brasil (Confaeab), foi unificado nacionalmente o 12 de outubro, como Dia do Engenheiro Agrônomo.
Uma referência à data (12/10/1933) da primeira regulamentação oficial do exercício profissional da agronomia no Brasil (a profissão já existia, mas a regulamentação que possibilitou coibir o exercício da atividade agronômica por leigos, enquadrando-o em exercício ilegal da profissão, só foi possível a partir daquela
data).
Em outubro de 1969, durante a realização do VI Congresso Brasileiro de Agronomia e do I Congresso Latino-americano de Engenheiros Agrônomos, em Porto Alegre, foi escolhido o logotipo, substituindo o arado de aivecas e o teodolito, para ser adotado como símbolo da Faeab e entidades filiadas, representando as seguintes idéias: a) congregação de entidades; b) defesa e valorização profissional; c) participação do engenheiro agrônomo no desenvolvimento agrário do Brasil.O logotipo é composto de seis
“A” formando uma figura sextavada com um espaço central também sextavado e com seis raios separando os “A”, que significam o seguinte: Os “A” representam as associações de engenheiros agrônomos dos
Estados filiados à Faeab, mostrando no seu conjunto a união das mesmas nas soluções dos problemas das
Associações, dos Agrônomos, da Agronomia, da Agricultura, da Agropecuária e da Agroindústria. O sextavado central é o centro de debates onde são discutidos assuntos da classe, anteriormente relacionados,
tanto aceitando como propondo opiniões da própria categoria profissional, dos governos municipais, estaduais e federal. Os raios indicam os caminhos para a entrada e a saída de assuntos provindos de vários
segmentos. No mesmo Congresso, o logotipo também foi escolhido como símbolo dos engenheiros agrônomos no Brasil.
A profissão e os compromissos com ela são de todos os profissionais e a responsabilidade por
nossa profissão é toda e apenas nossa, algo absolutamente intransferível. Só assim poderemos garantir nas
próximas gerações a garra e o destemor necessários para vencermos as imensas dificuldades que sempre
enfrentaremos, pois nunca foi e nunca será diferente.
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