PABERTARTA nova edição LÍNGUA PORTUGUESA Isabella Pessoa de Melo Carpaneda Licenciatura plena em Pedagogia pela Universidade de Brasília e CEUB, com especialização em Administração e Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Coordena, prepara material pedagógico e ministra cursos de treinamento para professores de educação infantil e ensino fundamental em vários estados, desde 1990. Atua como assessora pedagógica de educação infantil e ensino fundamental em Brasília-DF, desde 1984. Angiolina Domanico Bragança Licenciatura plena em Pedagogia pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal, com especialização em Administração Escolar. Coordena, prepara material pedagógico e ministra cursos de treinamento para professores de educação infantil e ensino fundamental em vários estados, desde 1990. Atua como assessora pedagógica de educação infantil e ensino fundamental em Brasília-DF, desde 1970. ano São Paulo 1a. edição – 2011 MANUAL DO PROFESSOR Língua Portuguesa Porta Aberta – Língua Portuguesa – Nova edição Copyright © Isabella Pessoa de Melo Carpaneda e Angiolina Domanico Bragança Todos os direitos reservados à EDITORA FTD S.A. Matriz: Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo - SP CEP 01326-010 - Tel. (0-XX-11) 3598-6000 Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 Internet: http://www.ftd.com.br E-mail: [email protected] Diretora editorial Silmara Sapiense Vespasiano Editora Maria Cecília Mendes de Almeida Editoras assistentes Helena de Brito Rosa Visconti Assistentes de produção Ana Paula Iazzetto Lilia Pires Assistente editorial Denise Aparecida da Silva Preparação de texto Iracema Santos Fantaguci Maria F. Cavallaro Renato Alberto Colombo Jr. Revisão Adriana Rinaldi Périco Aurea Maria dos Santos Cristiane Zunno Casseb Lívia Perran T. Pires da Costa Suzimar E. de Paula Mota Tatiana Sado Jaworski Alberto Llinares Projeto gráfico e capa Carlos Augusto Asanuma e Fabiano dos Santos Mariano Ilustrações que acompanham o projeto: Alberto Llinares Fotos da capa: Diana Ong. Home sweet home. Computação gráfica. c. 2007. Foto: Diana Ong/SuperStock/Getty Images e Photodisc/Getty Images Coordenador de produção editorial Caio Leandro Rios Editor de arte Roque Michel Jr. Ilustrações Ilustra Cartoon Iconografia Pesquisa: Célia Rosa Daniel Cymbalista Elizete Moura Santos Assistência: Cristina Mota Rosely Ladeira Editoração eletrônica Diagramação: Andréa Wolff Gowdak Noto Edgar Sgai Isabel Cristina Corandin Marques Imagens: Ana Isabela Pithan Maraschin Vania Aparecida Maia Gerente de produção gráfica Reginaldo Damasceno Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Carpaneda, Isabella Pessoa de Melo Porta aberta : língua portuguesa, 4o ano / Isabella Pessoa de Melo Carpaneda, Angiolina Domanico Bragança. – 1. ed. – São Paulo : FTD, 2011. Nova edição. ISBN 978-85-322-7742-8 (aluno) ISBN 978-85-322-7743-5 (professor) 1. Português (Ensino fundamental) I. Bragança, Angiolina Domanico. II. Título. 11-03042 CDD-372.6 Índices para catálogo sistemático: 1. Português : Ensino fundamental 372.6 Querido aluno, Desde que você nasceu, aprendeu muitas coisas: a engatinhar, a andar, a falar... e, certamente, nem se lembra do esforço que fez para superar esses desafios, não é mesmo? Agora as metas são outras: aprender a ler e a escrever cada vez melhor para poder se informar sobre diferentes assuntos. Vai descobrir que a leitura pode ser uma deliciosa viagem. Vai aprender a falar sobre o que sabe usando melhor as palavras; vai aprender a transmitir suas ideias com clareza e, assim, aos poucos, perceber o quanto tudo isso é importante para você se tornar um cidadão consciente de seus deveres e de seus direitos. Desejamos que seja um ano de muitas descobertas e que tenha tantas alegrias quanto nós, ao escrevermos este livro. Um grande abraço. Alberto Llinares As autoras SUMÁRIO Unidade 1 Preparação para a leitura 11 Texto: Para evitar lesões – Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica 12 Só para lembrar: Verbos 14 Outro texto: Minhas férias, pula uma linha, parágrafo. – Christiane Gribel 17 Estudo da língua: Numeral 21 Com que letra?: Palavras que causam dúvida 26 Produção: Folheto 26 2 Preparação para a leitura 29 Texto: Férias na Antártica – Nathália Llovatte 30 Com que letra?: Uso de por que, porque, por quê, porquê 35 Só para lembrar: Ordem alfabética 37 Estudo da língua: Encontros vocálicos – Ditongo, tritongo e hiato 38 Outro texto: Nos tempos da vovó – Luiza Braga 40 Projeto: Entrevista, exposição de fotos, brinquedos e objetos antigos (1ª. parte) 42 Ilustrações: AMJ Studio Unidade Unidade 3 AMJ Studio Unidade Alberto Llinares Preparação para a leitura 48 Texto: Lobinho na Escola de Enganação – Ian Whybrow 49 Outro texto: Cartas do Lobinho – Ian Whybrow 52 Mais correspondência: Carta e e-mail 55 Só para lembrar: Sílaba tônica 58 Estudo da língua: Palavras oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas 60 Projeto: Entrevista, exposição de fotos, brinquedos e objetos antigos (2ª. parte) 62 4 Preparação para a leitura 67 Texto: Anedota – Paulo Tadeu 68 Só para lembrar: Verbos de elocução 72 Outro texto: Que nome! – Tatiana Belinky 74 Com que letra?: Palavras com s depois de ditongos 79 Estudo da língua: Substantivos primitivos e derivados 80 Produção: Festival de anedotas 82 5 Preparação para a leitura 83 Texto: A cigarra e as formigas – Esopo 84 Dê a sua opinião: Atitude das formigas 87 Outro texto: A cigarra e as formigas – Monteiro Lobato 89 Só para lembrar: Pontuação no diálogo 91 Estudo da língua: Substantivos simples e substantivos compostos 94 Com que letra?: Palavras com s depois das consoantes n, l e r 97 Mais um texto: A raposa que fingia – Flávia Muniz 98 Produção: Fábula 102 Unidade Ilustrações: AMJ Studio Unidade 6 Preparação para a leitura 104 Texto: O príncipe desencantado – Flávio de Souza 105 Outro texto: A cigarra e a formiga 109 Estudo da língua: Pronomes pessoais do caso reto 116 Com que letra?: Palavras com ss e ç 117 Produção: Revisão e montagem do Livro de fábulas 119 Unidade 7 Preparação para a leitura 121 Texto: Nhaaac!!! – Revista Recreio 122 Estudo da língua: Pronomes pessoais do caso oblíquo 126 Só para lembrar: Substantivos comuns e próprios 129 Com que letra?: Palavras terminadas em -ação, -aço e -aça 130 Outro texto: Verde que mata – Revista Galileu 131 Projeto: Plantas tóxicas (1a. parte) 135 Unidade 8 Preparação para a leitura 139 Texto: Como fazíamos sem... o banho – Bárbara Soalheiro 140 Só para lembrar: Parágrafo 145 Estudo da língua: Locução adjetiva 146 Com que letra?: Palavras terminadas em -oso e -osa 148 Outro texto: A mulher conquista o Brasil – <www.historiadigital.org> 149 Projeto: Plantas tóxicas (2ª. parte) 155 9 Preparação para a leitura 157 Texto: Gigante atrapalhado – Revista Recreio 158 Estudo da língua: Artigo 161 Outro texto: Viagens de Gulliver – Jonathan Swift 163 Com que letra?: Palavras com x depois de ditongos 169 Projeto: Plantas tóxicas (parte final) 170 Ilustrações: AMJ Studio Unidade Unidade 10 Preparação para a leitura 172 Texto: Timorato – Lygia Bojunga 173 Estudo da língua: Acentuação das palavras proparoxítonas 179 Com que letra?: Palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio e -úgio 180 Outro texto: O segredo – Amaury Braga da Silva 181 Produção: Reescrita do conto O segredo 185 Ilustrações: AMJ Studio Unidade 11 Preparação para a leitura 189 Texto: Chuva – Edson Gabriel Garcia 190 Outro texto: Akira – Ricardo Azevedo 194 Teca – Ricardo Azevedo 195 Estudo da língua: Grau do adjetivo 198 Dê a sua opinião: Ter horário para dormir é importante? 200 Com que letra?: Formas verbais terminadas em u 202 Produção: Revisão da reescrita do conto O segredo 204 Unidade 12 Alberto Llinares Preparação para a leitura 206 Texto: Rimas de cordel com ditados populares – César Obeid 207 Outro texto: O Brasil das placas – L. Soares e José Eduardo Camargo 210 Com que letra?: Plural de palavras com til 214 Estudo da língua: Acentuação de palavras paroxítonas 216 Mais um texto: Vaca Estrela e Boi Fubá – Patativa do Assaré 217 Produção: Estrofe de cordel 222 Unidade 13 AMJ Studio Preparação para a leitura 225 Texto: Plutão – Olavo Bilac 226 Outro texto: Tela Velhos companheiros de brincadeiras – Briton Rivière 230 Só para lembrar: Os verbos no dicionário 232 Estudo da língua: Tempos verbais 234 Com que letra?: Palavras terminadas em -ram e -rão 236 Produção: Recital e exposição de cordel 237 Referências bibliográficas 270 Sites 272 Caro estudante, Estes personagens vão acompanhar você durante todo o ano. Bom trabalho! As autoras Meu nome é Miguita. Eu era uma formiga como as outras, até que um dia um livro chamou minha atenção. Saí da fila e subi em uma das páginas cheiinha de palavras. Adorei! A partir desse dia decidi explorar outros livros e comecei a descobrir muitas coisas. Agora estou aqui e vou contar para você o que aprendi. Fique atento às minhas dicas! Eu sou o Lanterninha. Iluminar é a minha função. Toda vez que você produzir um texto, eu entrarei em cena, dando algumas dicas. Preste bastante atenção quando minha luz acender e juntos nós vamos brilhar! Ilustrações: Alberto Llinares Meu nome é Maria-Traça-Dicionário. Eu sou uma traça devoradora de livros, e o meu preferido, claro, é o dicionário. De tanto comer palavras, acabei conhecendo o significado de muitas delas. Adoro explicar palavras difíceis. UNIDADE PREPARAÇÃO PARA A Sbot/Proteste LEITURA Alberto Llinares Leia parte da capa do folheto de uma campanha da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia em parceria com a Associação de Consumidores Proteste. 1 Folheto cedido pela So ciedade Brasileira de Ortopedia e Traumato logia – SBOT - e Associação de Consumid ores PROTESTE Discuta as questões abaixo com seus colegas e o professor. a. A ortopedia é uma especialidade médica. Do que ela trata? b. Que perigo as mochilas escolares podem oferecer? c. Qual é o objetivo dessa campanha? a) Professor, se necessário, informe que essa especialidade médica se dedica ao estudo e tratamento do sistema locomotor e da coluna vertebral – ossos, articulações, ligamentos, tendões e músculos. Estimule os alunos a verbalizarem suas hipóteses sobre o perigo Espera-se que os alunos digam que, se usadas de modo incorreto, podem causar dor e desconforto. que as mochilas podem oferecer e sobre o objetivo da campanha. Orientar os alunos e seus pais sobre o perigo de carregar mochilas de forma inadequada. 11 TEXTO Sbot/Proteste Leia algumas informações do folheto para verificar se o que você pensou se confirma. Proteste Alberto Llinares Em prol de — Em defesa de, em proveito de. Folheto cedido pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT - e Associação de Consumidores PROTESTE 12 TEXTO ESTUDO DO 1 Responda oralmente. objetivo é alertar para o perigo do uso incorreto das mochilas a. Qual é o objetivo dessa campanha? Oescolares e instruir o melhor jeito de utilizá-las. b. De acordo com o folheto, qual é o perigo das mochilas? O perigo das mochilas é causar lesões na coluna quando são levadas pelos alunos incorretamente e com excesso de peso. c. A quem se destina esse folheto? Como você descobriu?Espera-se que os alunos respondam que ele se destina aos pais, a partir da observação do texto em cor laranja: Oriente seu filho..., do subtítulo Como os pais podem ajudar e do texto abaixo dele. d. O menino que ilustra o folheto está carregando corretamente a mochila? alunos deverão concluir que não, porque o menino carrega a mochila apoiada apenas em um dos ombros. Justifique. Os Além disso, a mochila está abaixo da linha da cintura, sem estar presa a ela. e. O que as pessoas interessadas em mais informações sobre o assunto devem fazer? Elas devem acessar os sites da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e consultar os telefones e o site da Proteste. 2 Responda no caderno. a. No folheto aparecem dicas para garantir a saúde das costas. Quem as forneceu? As dicas foram fornecidas pela Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica. b. Como você descobriu isso? Pelo fato de a fonte estar citada logo abaixo das dicas. c. Por que não é adequado apoiar a mochila em apenas um ombro? Porque esse uso pode provocar escoliose (desvio lateral inadequado da coluna), que causa dor e desconforto. 3 Copie as alternativas que estão de acordo com as orientações do folheto. Os pais estão sendo orientados a: a. observar se o filho está usando corretamente a mochila. b. arrumar os objetos escolares na mochila dos filhos. c. procurar um ortopedista caso o filho se queixe de dor nas costas. d. conversar com os professores sobre a possibilidade de diminuir o material escolar que o filho leva na mochila. e. medicar o filho no caso de dor nas costas. Sigla — Palavra Sbot Alberto Llinares 4 No final do folheto, aparece a sigla abaixo. Veja. formada com as letras iniciais de um nome próprio, para ele ficar mais curto. Você saberia dizer qual é o significado dessa sigla? Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Professor, abra espaço para que os alunos comentem que outras siglas conhecem. Museu de Arte de São Paulo 13 Captura via escâner Captura via escâner 5 Com seus colegas, descubra e escreva o significado das siglas abaixo. a. b. Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos *Professor, costumamos utilizar o termo peso no lugar do termo correto massa. Se julgar conveniente, explique que massa é a quantidade de matéria presente em um corpo, e que o peso depende da ação da gravidade sobre um corpo. Será que você está carregando muito peso* na mochila? [...] O peso da mochila não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança. Ou seja, uma criança de 35 quilos só pode levar uma bolsa que pese até 3,5 kg. [...] Extraído do site: <http://oglobo.globo.com/>. Acesso em: 28 dez. 2010. Seu peso: 38 quilos 38 10 = 380 380 100 = 3,8 Peso máximo da mochila: 3,8 quilos. Que tal, no caminho da escola, parar em uma farmácia, pesar-se e pesar a sua mochila? SÓ PARA Alberto Llinares Marinez Maravalhas Gomes Para descobrir qual deve ser o peso máximo da sua mochila, multiplique o peso do seu corpo por 10. O resultado deve ser dividido por 100. Pronto! Você saberá quantos quilos suas costas podem suportar. LEMBRAR 1 Leia como foi o primeiro dia de aula em uma escola. Estudar é legal! [...] no primeiro dia de aula, a professora propôs um trabalho diferente sobre o tema “Estudar é um direito de toda criança”. Junto com os alunos, ela organizou a campanha “Toda criança na escola”. Durante dias, eles fizeram cartazes em defesa da educação para todos e espalharam pelo bairro e pela escola. [...] Paulo Eduardo Zanettini. O mundo das crianças. São Paulo: Globo, 2005. p. 92. 14 Professor, participe da discussão. Comente que, infelizmente, no Brasil, ainda existem crianças que estão fora da escola: não sabem ler, tampouco escrever. Informe que o Estatuto da Criança e do Adolescente fala que “Toda criança deve estudar. Os pais têm a obrigação de matricular seus filhos na escola, e o governo deve oferecer educação primária gratuita, e também de qualidade, para que todas as crianças tenham oportunidades iguais para desenvolver suas habilidades”. 2 Conte para os seus colegas qual é a importância de uma campanha como essa. 3 Copie no caderno as palavras destacadas no trecho do texto da atividade 1. Depois discuta as questões abaixo com seus colegas e o professor. propôs, organizou, fizeram, espalharam a. Essas palavras dão ideia de masculino? E de feminino? Não dão ideia de masculino nem de feminino. b. Essas palavras dão ideia de passado, de presente ou de futuro? De passado. c. O que as palavras destacadas têm em comum? São verbos. Você já sabe que as palavras que indicam ações chamam-se verbos. Os verbos mudam de terminação de acordo com o tempo passado, presente ou futuro. Professor, se os alunos perguntarem sobre estudar e é, que não foram explorados, explique que eles estudarão o infinitivo na atividade 6 e o verbo ser mais adiante. 4 Copie as frases completando-as com as formas verbais do quadro abaixo. faremos sairei correu limpei visitará dormirão encontrei fomos a. Ontem eu o meu quarto. limpei passado b. Na semana passada Laura e eu ao cinema. fomos c. Terça-feira passada o meu primo. encontrei d. Meu pai na São Silvestre de 1980. correu a. Amanhã Matheus seu avô. visitará futuro b. Você e eu a pesquisa. faremos c. Eu bem cedo amanhã. sairei Alberto Llinares d. Eles na casa da avó no próximo domingo. dormirão Além de os verbos variarem para passar ideia de tempo presente, passado ou futuro, eles também variam de acordo com quem pratica a ação. Por exemplo: eu gosto, eles gostam, nós gostamos. 15 5 Agora escreva no caderno a frase abaixo, alterando as formas verbais de acordo com os tempos indicados. Durante as férias eu saí da rotina e acordei mais tarde. a. presente b. Durante as férias eu saio da rotina e acordo mais tarde. futuro Durante as férias eu sairei da rotina e acordarei mais tarde. 6 Observe os verbos destacados na frase da atividade 5 e responda oralmente. Professor, peça aos alunos que consultem no dicionário os verbos destacados na frase, para que possam visualizar que eles são registrados no infinitivo. a. Esses verbos estão escritos da maneira como aparecem no dicionário? Não. b. Como esses verbos aparecem no dicionário? sair, acordar Alberto Llinares No dicionário os verbos aparecem escritos no infinitivo e não no tempo presente, passado ou futuro. Por exemplo, “vê” no dicionário aparece como ver, e “ajuda” aparece no dicionário como ajudar. 7 Escreva no caderno os verbos abaixo do modo como eles aparecem no dicionário. a. quer querer b. acontece acontecer c. enxerga enxergar d. estão estar O menino Cazuza vive em um lugarejo do Maranhão, no final do século XIX, e realiza seu grande desejo de entrar na escola. Mas o primeiro dia de aula é uma grande decepção. Cazuza se depara com um ensino rígido, que usa a punição como principal ferramenta de controle dos alunos. [...] Professor, nesta seção os alunos encontrarão sugestões de livros de Viriato Corrêa. Cazuza. São Paulo: Companhia literatura. A preferência recaiu sobre aqueles Editora Nacional, 2004. 4.a capa. aprovados no Programa Nacional Biblioteca da Escola — PNBE, pelo fato de terem sido distribuídos pelo Governo Federal. Assim, é provável que os livros indicados façam parte do acervo da biblioteca da sua escola. 16 Viriato Corrêa. São Paulo: CoCazuza. Ilustrações Renato Sil mpanhia Edito ra Nacional, 20va. 04 VOCÊ JÁ LEU? OUTRO TEXTO Professor, o objetivo desta proposta é levar os alunos a fazerem inferência a respeito do conteúdo do livro a partir da observação da capa, que contém o título da história e uma ilustração. É importante, também, chamar a atenção para o nome da autora. Christiane Gr ibel. Minhas fér ias, parágrafo. Ilu pula uma linha, strações de Or ulo lando. São Pa : Salamandra, 2000 O trecho do conto que você vai ler está neste livro. Chame a atenção dos alunos para o fato de o menino estar 1 Responda oralmente. segurando uma bola e ter nas costas uma mochila. Ainda fazem da ilustração um sol, um guarda-sol e parte de um campinho a. O que você vê na ilustração da capa? parte de futebol. b. Você acha que vai ler um poema, um texto com informações sobre as férias ou uma história com personagens e fatos relacionados a esse período? Professor, é importante que os alunos argumentem suas respostas. Levando em conta o título do livro e a ilustração da capa, é provável que respondam 17 que irão ler uma história com personagens e fatos relacionados às férias. 2 Leia o trecho do conto e verifique se o que você pensou se confirmou. Minhas férias, pula uma linha, parágrafo. AMJ Studio O primeiro dia de aula é o dia que eu mais gosto em segundo lugar. O que eu mais gosto em primeiro é o último, porque no dia seguinte chegam as férias. Os dois são os melhores dias na escola porque a gente nem tem aula. No primeiro dia não dá para ter aula porque o nosso corpo está na escola, mas a nossa cabeça ainda está nas férias. E, no último, também não dá para ter aula porque o nosso corpo está na escola, mas a nossa cabeça já está nas férias. Era o primeiro dia e era para ser a aula de português, mas não era porque todo mundo estava contando das férias. E como todo mundo queria contar mais do que ouvir, o barulho na classe estava mesmo ensurdecedor. O que explica o fato de ninguém ter escutado a professora gritando para a gente parar de gritar. Todo mundo estava bem surdo mesmo. Mas quando ela bateu com os livros em cima da mesa a nossa surdez passou e todo mundo olhou para ela. Ela estava em pé, na frente do quadro, e ficou em silêncio, com uma cara bem brava, olhando para a gente. Quando um professor está em silêncio com uma cara bem brava olhando para você, é melhor também ficar em silêncio com uma cara de sem graça olhando para um ponto qualquer que não seja a cara brava do professor. A professora puxou a cadeira dela e se sentou. 18 Atrás dela, no quadro-negro, eu vi decretado o fim das nossas férias e o fim do nosso primeiro dia de aula sem aula. Estava escrito: AMJ Studio Redação: escrever 30 linhas sobre as férias. [...] Quando a gente transforma as nossas férias numa redação, elas não são mais as nossas férias, são a nossa redação. Perdem toda a graça. [...] De repente as nossas férias ficaram silenciosas. Onde já se viu férias sem barulho? E, além do mais, eu tenho certeza que a professora nem quer saber de verdade como foram as nossas férias. Ela quer só saber como é a nossa letra e se a gente tem jeito para escrever redação. Aqueles dois meses inteirinhos de despreocupações estavam prestes a virar 30 linhas de preocupações com acentos, vírgulas, parágrafos e ainda por cima com a letra legível depois de tanto tempo sem treino. [...] Christiane Gribel. Minhas férias, pula uma linha, parágrafo. Rio de Janeiro: Salamandra, 1999. p. 7-9. Alberto Llinares Prestes — Que está para acontecer logo em seguida. 19 TEXTO ESTUDO DO 1 Você já sabe que o narrador pode se apresentar de duas formas em um conto: • narrador-personagem – é personagem, a história acontece com ele; • narrador-observador – conta os fatos vividos pelos personagens, mas não participa deles. Responda oralmente. O narrador do conto é narrador-personagem ou narrador-observador? É narrador-personagem. 2 A autora escreveu o conto usando uma criança como narrador. Discuta a questão abaixo com seus colegas. O professor vai registrar a conclusão a) Professor, chame a atenção da turma para o fato na lousa. de que a linguagem usada pelo narrador contribui para a. Que efeito a linguagem infantil dá ao texto? tornar a história engraçada, mais próxima deles, crianças e alunos, criando uma ligação entre o narrador e o leitor. O leitor a que se destina o texto se identifica mais com o narrador-personagem e com a história. b. O narrador faz uma brincadeira no primeiro parágrafo. O que você entendeu objetivo da questão é chamar a atenção dos alunos para a brincadeira com dessa brincadeira? Opalavras que o narrador faz no primeiro parágrafo. Ele conta que existem dois dias de aula de que gosta mais: primeiro o último dia, porque depois vêm as férias, e, em segundo, o primeiro dia de aula, porque ele reencontra os amigos e fala das férias. 3 Responda oralmente. Essa forma de escrever o parágrafo torna o conto confuso, engraçado ou triste? Engraçado. 4 O quinto parágrafo se refere ao professor e ao aluno. Releia-o. Escreva no caderno se os trechos abaixo se referem ao professor ou ao aluno. a. 1. “[...] está em silêncio [...].” Professor. 2. “[...] é melhor também ficar em silêncio [...].” Aluno. b. 1. “[...] com uma cara bem brava [...].” Professor. 2. “[...] com uma cara de sem graça [...].” Aluno. 20 c. 1. “[...] olhando para você [...].” Professor. 2. “[...] olhando para um ponto qualquer [...].” Aluno. ESTUDO DA LÍNGUA 1 Releia um trecho do conto infantil Minhas férias, pula uma linha, parágrafo. e responda. “O primeiro dia de aula é o dia que eu mais gosto em segundo lugar. O que eu mais gosto em primeiro é o último, porque no dia seguinte chegam as férias.” a. O que o narrador diz sobre o primeiro dia de aula? Ele diz que é o dia de que ele gosta mais em segundo lugar. b. E o que ele diz sobre o último dia de aula? Ele diz que é o dia de que ele mais gosta em primeiro lugar. c. O que você entendeu: O narrador gosta mais do primeiro ou do último dia de aula? O narrador gosta mais do último dia de aula. d. Que palavras ajudaram você a chegar a essa conclusão? As palavras segundo lugar e primeiro (lugar). 2 Leia. As palavras primeiro e segundo são numerais. Os numerais indicam quantidade, ordem, fração ou multiplicação. Sabendo disso, responda oralmente. O que as palavras primeiro e segundo indicam nesse trecho do conto? Elas indicam ordem. 3 Escreva no caderno frases com os seguintes numerais: a. terceiro b. quinto c. décimo segundo 21 4 Utilizamos os numerais em vários momentos do nosso dia a dia. De acordo com sua função, os numerais podem ser classificados em: Cardinais Oslaim Brito /F Digital Vision/Getty Images olhapress Ordinais Indicam quantidade: um, dois, três... Indicam ordem: primeiro, segundo, terceiro... Multiplicativos Photodisc/Getty Marcus Cappellano Images Fracionários Indicam divisão: meio, metade, terço, quarto... Indicam multiplicação: dobro, triplo, quádruplo... 22 5 Escreva por extenso no caderno: b. o preço das frutas da banca. Marinez Maravalhas Gomes Jorge Araújo/Folhapress a. a velocidade máxima permitida na via. mamão: quatro reais; melão: três reais; uva: cinco reais; caqui: quatro reais sessenta quilômetros por hora d. o andar onde trabalha o cardiologista. Fernandes e Gilmar Editoria de arte c. a quantidade de cada produto da lista de compras. terceiro andar vagem: meio quilo; batata: dois quilos; pó de café: um quilo 6 Leia as frases. O atleta fez muitas acrobacias. Várias pessoas assistiram à inauguração. Faltam poucos dias para a viagem. Professor, participe da discussão levando os alunos a perceberem que os numerais se referem sempre a uma quantidade definida de seres ou à posição que um ser ocupa em determinada sequência. As palavras destacadas nas frases não indicam quantidades definidas, por isso não podem ser classificadas como numerais. Responda oralmente. Apesar de as palavras destacadas representarem quantidade, elas podem ser classificadas como numerais? Por quê? 23 7 Faça um quadro como este no seu caderno. Cardinais cinco duzentos oitenta mil Ordinais sexto décimo primeiro vigésimo Multiplicativos Michio Yamachita Agora complete o quadro com os numerais abaixo. Fracionários duplo triplo quíntuplo quádruplo terço metade onze avos vinte avos duzentos duplo sexto cinco terço onze avos décimo oitenta triplo metade quíntuplo primeiro vigésimo mil quádruplo vinte avos 8 Copie as frases completando-as com numerais multiplicativos. Observe o exemplo. Neste ano choveu duas vezes mais que no ano passado. Neste ano choveu o dobro do que no ano passado. a. Tenho três vezes a sua idade, ou seja, tenho o da sua idade. triplo b. Mário tem o de figurinhas de João, ou seja, ele tem duas vezes mais figurinhas. dobro c. Para construir a casa de Mariana, foram gastos quatro vezes mais tijolos que na de Ivete, ou seja, foi gasto o de tijolos. quádruplo 24 9 Observe o quadro abaixo e consulte-o sempre que necessário. Quadro de numerais Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários um primeiro — — dois segundo dobro / duplo meio / metade três terceiro triplo terço quatro quarto quádruplo quarto cinco quinto quíntuplo quinto seis sexto sêxtuplo sexto sete sétimo sétuplo sétimo oito oitavo óctuplo oitavo nove nono nônuplo nono dez décimo décuplo décimo onze décimo primeiro — onze avos vinte vigésimo — vinte avos trinta trigésimo — trinta avos quarenta quadragésimo — quarenta avos cinquenta quinquagésimo — cinquenta avos sessenta sexagésimo — sessenta avos setenta septuagésimo — setenta avos oitenta octogésimo — oitenta avos noventa nonagésimo — noventa avos cem centésimo cêntuplo centésimo mil milésimo — milésimo Professor, chame a atenção dos alunos para o fato de a terminação -ésimo ser escrita com s e não com z. 25 COM QUE LETRA? 1 Na lista abaixo estão algumas palavras que, provavelmente, você escreve com frequência. Dessas palavras, quais você acha difíceis de escrever? Registre-as no caderno. O professor vai abrir espaço para que a turma comente quais consideraram difíceis e Aprender ortografia é um processo longo, em que é necessário conhecer regularidades que ajudam a decidir sobre como por quê. escrever algumas palavras e memorizar a grafia daquelas de uso frequente, cuja escrita não obedece a regras. Para avançar nesse processo, é fundamental desenvolver nos alunos algumas atitudes, como “desconfiar” quando uma palavra apresenta um som que pode ser grafado de várias formas. lição questão pesquisa Oriente a reflexão coletiva sobre a escrita das palavras da lista apontadas pelos alunos como sendo de escrita difícil. O objetivo da atividade é a discussão sobre o motivo por que errariam as palavras, o que oferece um momento de reflexão e socialização de conhecimentos sobre a escrita. trabalho colégio amanhã horário presença ilustração discussão hoje As palavras ou expressões de uso comum devem ser escritas corretamente mesmo que os alunos ainda não saibam as regras ou que elas não tenham regras. próxima falta agenda final seguinte também história lanche biblioteca 2 Junto com seus colegas e o professor, faça uma lista das palavras que usam com frequência e consideram difíceis de escrever. Estimule os alunos a falarem algumas palavras ou expressões de uso frequente no ambiente escolar. Explique que irá registrar as sugestões da turma na lousa e, depois, em um cartaz, para que possam consultar sempre que necessário. Desse modo, ao verem constantemente essas palavras e expressões, os alunos poderão construir a imagem mental delas. Vale ressaltar a importância de não sobrecarregar a lista, pois isso dificultaria a consulta dos alunos. Sugestões de respostas: português, matemática, problema, lição, casa, de repente, certa vez, era uma vez, existia, muito, também, história, multiplicação, divisão, pesquisa etc. Esse procedimento contribui para que os alunos aprendam a escrever convencionalmente muitas palavras que são irregulares, isto é, que não obedecem a uma regra que define a grafia correta. No entanto, é preciso informar que, em alguns casos, há regras que definem a escrita correta das palavras. Também é importante que aprendam procedimentos que os ajudem a descobrir a PRODUÇÃO escrita correta – usar o dicionário, pensar em palavras da mesma família, construir listas de palavras usadas com frequência na sala de aula. Você e seus colegas vão usar tudo o que aprenderam com os textos desta unidade e fazer folhetos para a campanha: CUIDADO COM A COLUNA! Professor, converse com os alunos sobre o fato de que carregar estojos com muitos lápis e canetinhas, brinquedos, livros e outros materiais escolares que não serão usados na aula contribui para o aumento de peso nas mochilas. A 26 consulta diária, em casa, sobre as aulas a que irão assistir no dia seguinte é fundamental para evitar que levem, desnecessariamente, material a mais.