Descrição Sumária da Estratégia Local de Desenvolvimento da
Douro Superior, Associação de Desenvolvimento
Candidatura ao Subprograma 3 do PRODER
Medida 3.3
Novembro 2008
Subprograma 3 do PRODER – Descrição Sumária
Estratégia Local de Desenvolvimento
Informação Relativa ao território
A região do Douro Superior localiza-se no Interior Norte do país e integra-se nos distritos de Bragança e Guarda, numa
área aproximada de 1933,60km2. Faz fronteira, a Norte com os concelhos de Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros,
Alfândega da Fé e Vila Flor; a Sul com os concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo e Meda; a Nascente com Espanha e
a Poente com o concelho de S. João da Pesqueira e Carrazeda de Ansiães.
Os municípios que integram o Douro Superior são quatro:
NUTIII – Douro
- Freixo de Espada à Cinta: 6 freguesias, numa área total de 245.1km2
- Torre de Moncorvo: 17 freguesias, numa área total de 531.6km2
- Vila Nova de Foz Côa: 17 freguesias, numa área total de 398.2km2
NUTIII – Alto Trás-os-Montes
- Mogadouro: 28 freguesias, numa área total de 758.7km2
O Douro Superior tem uma população de 33.832 habitantes (2001), que corresponde aproximadamente a 1% da
população da Região Norte. A distribuição da população pelos quatros concelhos que constituem a zona de intervenção é
desigual: Mogadouro tem 33% da população, seguindo-se Torre de Moncorvo com 29%, Vila Nova de Foz Côa com
25% e o concelho de Freixo de Espada à Cinta com 12 % da população total.
As freguesias dos 4 concelhos são todas freguesias rurais no total de 68 freguesias, discriminada nos quadros e mapa que
se segue bem como a população residente em 2001:
Concelho
Freixo de Espada à Cinta
(4.184 hab) (245,2 Km 2 )
Freguesia
Rural
IT I
Superficie População 2001
Freixo de Espada à Cinta
√
√
74,7
2.131
Fornos
√
√
28,9
323
Lagoaça
√
√
36,5
497
Ligares
√
√
45,7
520
Mazouco
√
√
18,7
206
Poiares
√
√
40,7
507
2
Douro Superior, Associação de Desenvolvimento
Av. Dos Combatentes da Grande Guerra, ed. GAT
Tel 279 200 730; Fax: 279 254 056; Email: [email protected]
Subprograma 3 do PRODER – Descrição Sumária
Estratégia Local de Desenvolvimento
Concelho
Mogadouro
(11.235 hab)
(758,7Km 2 )
Freguesia
Rural
Azinhoso
√
Bemposta
√
Bruçó
IT I
Superficie População 2001
30,8
378
√
37,2
712
√
√
31,4
265
Brunhosinho
√
√
20,7
277
Brunhoso
√
15,4
138
Castanheira
√
13,9
102
Castelo Branco
√
52,7
540
Castro Vicente
√
34,8
420
Meirinhos
√
55,6
368
Mogadouro
√
49
3.638
Paradela
√
21,1
173
Penas Roias
√
33,1
459
Peredo de Bemposta
√
18,1
258
Remondes
√
19,9
294
Saldanha
√
25,6
203
Sanhoana
√
12,7
149
São Martinho do Peso
√
52,1
441
Soutelo
√
17,6
180
Tó
√
23,8
209
T ravanca
√
20,8
200
Urrós
√
32,6
425
Vale da Madre
√
11,7
154
Valede Porco
√
15,4
158
Valverde
√
23,9
196
Ventozelo
√
√
24
189
Vila de Ala
√
√
26,2
359
Vilar do Rei
√
√
14,4
99
Vilarinho dos Galegos
√
√
24,2
251
√
√
√
√
√
3
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Estratégia Local de Desenvolvimento
Concelho
Freguesias
T orre de Moncorvo
(9.919hab)
(531,6KM 2 )
Rural
IT I
Açoreira
√
√
24
526
Adeganha
√
√
48,4
447
Cabeça Boa
√
√
26,4
469
Cardanha
√
16,1
276
Carviçais
√
63
882
Castedo
√
17,9
275
Felgar
√
34,5
1.100
Felgueiras
√
23,1
438
Horta da Vilariça
√
16,4
396
Larinho
√
29,5
439
Lousa
√
33,9
508
Maçores
√
15,86
223
Mós do Douro
√
√
59,13
309
Peredo dos Castelhanos
√
√
17,95
148
Souto da Velha
√
12,48
125
T orre de Moncorvo
√
√
36,03
3.033
Urros
√
√
56,95
325
Concelho
Freguesias
Vila Nova de Foz Côa
(8.494hab)
(398,18KM 2 )
Superficie População 2001
√
√
√
Rural
IT I
Superficie População 2001
Almendra
√
√
54,41
457
Castelo Melhor
√
√
36,77
336
Cedovim
√
√
32,11
434
Chãs
√
√
17,6
370
Custoias do Douro
√
√
10,88
278
Freixo de Numão
√
√
27,87
652
Horta do Douro
√
√
10,07
266
Mós do Douro
√
√
13,08
241
Murça
√
√
8,48
135
Muxagata
√
√
26,54
403
Numão
√
√
23,05
311
Santa Comba
√
√
30,54
290
Santo Amaro
√
√
15,16
94
Sebadelhe
√
√
8,08
317
Seixas
√
√
12,21
357
T ouça
√
√
9,39
253
Vila Nova de Foz Côa
√
√
61,94
3.300
4
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Estratégia Local de Desenvolvimento
N
S. MARTINHO DO PESO
SALDANHA
CONCELHOS
AZINHOSO
CASTANHEIRA
SOUTELO
TRAVANCA
REMONDES
FREIXO DE ESPADA A CINTA
CASTRO VICENTE
SANHOANE
PENAS RÓIAS
VALE DA MADRE
MOGADOURO
BRUNHOZINHO
BRUNHOSO
URROS
TORRE DE MONCORVO
PARADELA
MOGADOURO
VILA DE ALA
TÓ
BEMPOSTA
VILA NOVA DE FOZ COA
VILAR DE REI
VALVERDE
VALE DE PORCO
VILARINHO DOS GALEGOS
VENTOZELO PEREDO DA BEMPOSTA
CASTELO BRANCO
ADEGANHA
MEIRINHOS
CARDANHA
BRUÇO
HORTA DA VILARIÇA
CASTEDO
FELGAR
LARINHO
LAGOAÇA
SOUTO DA VELHA
CABEÇA BOA
CARVIÇAIS
FORNOS
TORRE DE MONCORVO
LOUSA
FELGUEIRAS
MAZOUCO
AÇOREIRA
MÓS
MAÇORES
MÓS
NUMÃO SEIXAS
CUSTÓIAS
MURÇA
SANTO AMARO
PEREDO DOS CASTELHANOS
FREIXO DE ESPADA À CINTA
VILA NOVA DE FOZ CÔA
URROS
FREIXO DE NUMÃO
LIGARES
HORTA
POIARES
SEBADELHE
TOUÇA
CEDOVIM
CASTELO MELHOR
MUXAGATA
CHÂS
ALMENDRA
SANTA COMBA
5
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Estratégia Local de Desenvolvimento
Diagnostico do território
Objectivos estratégicos para a diversificação da economia e para a melhoria da qualidade de vida
no Território (analise swot)
Em anexo I
Matriz de Enquadramento Lógico
Em anexo II
Descrição da estratégia local proposta
A Douro Superior, Associação de Desenvolvimento pretende implementar no seu território uma estratégia
de desenvolvimento, com enfoque na componente turística, o que irá permitir propor e encontrar soluções
que resultem numa maior capacidade de atracção e fixação das populações.
Esta estratégia visa um desenvolvimento duradouro integrado tendo por objecto de experiência formas de:
- melhoramento da capacidade organizativa do território, dinamização sócio - económica para a criação
de emprego, valorização do património natural e cultural e melhoria dos serviços básicos à população.
Melhoramento da capacidade organizativa do território
Através de uma estratégia de desenvolvimento integrada, concebida a partir da base, pretende-se criar um
“ambiente de trabalho” que incentive a cooperação entre instituições locais, fomente as parcerias públicas
- privadas, melhore o acesso das populações à informação sobre projectos e decisões das instituições
locais. Pretende-se, ainda, incentivar uma reflexão colectiva sobre o desenvolvimento do território,
permitir a realização de diagnósticos específicos, promover acções de animação para mobilizar a
população, informar, sensibilizar e motivar o surgimento de novas ideias e projectos. Organizar a oferta e
promover a criação de redes (de cooperação e promoção), assumindo aqui o turismo um papel
privilegiado de intervenção e dinamização. A Cooperação para o desenvolvimento de novos serviços e
equipamentos (domínios da tecnologia, ensino, cultura, património...)
Valorização do património natural e cultural
Aproveitamento dos recursos patrimoniais, naturais, paisagísticos, culturais, arqueológicos e humanos,
determinados por factores externos à região, que permitem ver esta zona num novo quadro estratégico,
através de novas acessibilidades e das novas tecnologias de informação e de comunicação, irá permitir
uma nova inserção do território no espaço nacional e europeu.
Identidade do território
Um dos objectivos fundamentais é a criação da “imagem” do território: afirmação pela comunicação de
uma modernidade rural, utilização da paisagem como instrumento de mobilização da população, o
aproveitamento da renovação das aldeias e do património arquitectural para desencadear novas dinâmicas,
reutilização de símbolos da identidade local, reabilitação de antigas estrutura (ferroviárias) para novas
funções.
Identidade local e especificidade cultural
Utilização da cultura e do saber-fazer local como factor de desenvolvimento, valorização da identidade
como elemento novo nas regras de troca com os mercados, construção de novas percepções da ruralidade.
Envolvimento da população na definição de estratégias locais, facilitar o acesso à informação,
sensibilização e formação para o empreendedorismo e para assumir riscos individuais e/ou colectivos,
organização de intercâmbios para aumentar a confiança em si e para promover o diálogo entre a
população e os representantes políticos, melhoria da coesão social pelo ordenamento dos espaços, criação
de pólos de difusão cultural e de afirmação da cultura local.
Ambiente, gestão do espaço e dos recursos naturais
Os recursos do território devem ser vistos como uma herança a transmitir às gerações vindouras, gestão
da floresta, da agricultura, dos recursos patrimoniais e culturais existentes, gestão com responsabilidade,
não como um recurso em que se extrai um valor a curto prazo, mas uma gestão da floresta, água, espaços
agrícolas, património histórico a longo prazo.
6
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Estratégia Local de Desenvolvimento
Utilização dos recursos naturais, revalorização dos agricultores para a gestão do espaço. Valorização da
qualidade específica do território graças a novos produtos e serviços. Apoio a um turismo respeitador do
ambiente. Criação de centros de lazer e de informação relativa ao ambiente. Modernização da imagem
tradicional do espaço rural pela introdução de uma dimensão ecológica.
Gerar oportunidades económicas, fruto da revalorização do património arquitectural, revalorização das
paisagens e do património arqueológico, para o desenvolvimento do turismo, de novos serviços,
integração da protecção do ambiente e do desenvolvimento económico, desenvolvimento de novas
actividades económicas na base de um conceito assente no património ambiental e arqueológico existente.
No que diz respeito à educação e sensibilização ambiental e patrimonial, pretende-se apoiar a criação de
centros de informação e formação diversos, ecológicos, trilhos, sinalização, etc.
Dinamização socioeconómica para a criação de emprego
Criação de produtos, manutenção dos factores que contribuem para a criação desses produtos. No
contexto actual, há uma procura crescente para o que as regiões têm de diferente, específico e
intransferível sendo necessário manter, valorizar, promover o clima, paisagem, fauna e flora, recursos
minerais, águas, património histórico, arquitectónico, incluindo paisagens humanizadas, como as encostas
do Douro, as suas aldeias, as manifestações culturais como as festividades, a gastronomia, o artesanato e
os produtos locais de qualidade.
Objectivamente a questão coloca-se em como tirar partido desses recursos e utiliza-los para revitalizar a
economia, torná-la mais competitiva. Como por a “render” estes recursos? Como aumentar a
competitividade do mundo rural e da agricultura e o acesso aos mercados?
Aumentando o valor acrescentado pela transformação local e a comercialização directa de produtos agroalimentares, passando do conceito de agricultor para o conceito de “empresário rural”, valorizando a
pluriactividade e a diversificação. Promoção de economias de diversificação, orientação da produção e
dos “produtos” turísticos para os mercados nichos, criação de economias em rede, estruturar a oferta dos
produtos em torno dum tema agregador, estruturação da oferta de diversos produtos em torno de uma
nova necessidade, reintrodução das culturas e produtos tradicionais. Ainda relativamente aos mercados,
criação de novos produtos e serviços para mercados exteriores, confecção dos produtos em função dos
mercados, organização dos produtores e dos circuitos de comercialização (representatividade em termos
de produção e redução de intermediários).
Novas funções do espaço rural (residencial, ambiental, qualidade de vida...), novas relações rural-urbano,
valorização das identidades regionais - permitir que as populações urbanas e o seu ideal de procura de
regiões remotas com espaços de lazer e recreio, ligação às suas origens, aquisição da 2ª residência,
recuperação da habitação familiar (suporte da actividade de construção civil), seja incentivada e se torne
uma realidade.
Para isso é necessário promover a preservação e recuperação destes recursos e a gestão dos espaços que
os suportam – necessidade de:
- Investimentos acrescidos em infra-estruturas e equipamento para preparar o território para responder às
novas procuras, novas formas de organização da prestação de serviços. - A valorização dos recursos pode
ser uma actividade muito intensiva, exige conhecimento e saber-fazer que não apenas os tradicionais (ex.
gestão, aplicações diferentes à funcionalidade dos produtos locais...);
- Novas Tecnologias de Comunicação e Informação: melhoria da eficiência e qualidade de prestação de
serviços às pessoas (saúde, ensino, ensino à distância, formação on-line...); fixação nas aldeias,
valorizando o seu quadro de vida e o ambiente, profissionais qualificados associando elevada mobilidade
ao uso intensivo das telecomunicações nas suas relações com o mundo. Melhoria da difusão de
informação (empresas, agricultores), facilitam o acesso ao mercado, desenvolvem formas mais avançadas
de pluriactividade assistidas por computador;
- É necessário formar, sensibilizar, motivar e reorganizar. Reorganização à volta desta associação ou de
outro tipo de estrutura. Nova organização da economia à volta dos transportes e do reforço da posição
estratégica para a localização das actividades, através das relações com o mercado espanhol, aproveitando
a proximidade e a localização estratégica deste território. Aproveitamento de mão de obra qualificada e da
existência de unidades de formação superior existentes na região, aumentando as relações com estas
instituições, aproveitando o seu trabalho de investigação e dos seus recursos humanos e técnicos;
7
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Estratégia Local de Desenvolvimento
- Aumento da procura dos recursos do território associado ao aumento da mobilidade;
- Criação de postos de trabalho: procura de novas fontes de emprego na cultura, no lazer, nos serviços,
nos serviços, no ambiente. Organização de uma rede de estruturas de formação e de inserção profissional,
criação de novas profissões em meio rural;
- Financiamento das actividades rurais: financiamento dos serviços de assistência técnica e de animação
pelo desenvolvimento de actividades comerciais. Abordagem colectiva do investimento. Reconverter
bens públicos para novas actividades geradoras de riqueza;
- Migrações, inserção social e profissional: para resolver as questões de baixa densidade populacional, é
necessário haver o envolvimento da população na concepção/execução de serviços colectivos.
Valorização do potencial ecológico e de lazer dos espaços rurais, criação de serviços ambulantes, de
serviços multifuncionais. No que diz respeito ao aumento do envelhecimento, é necessário promover a
valorização do saber-fazer e da “memória histórica” das pessoas idosas, a criação de centros de serviços
comuns à população idosa e às crianças. A criação de condições locais para a instalação profissional dos
jovens, o apoio ao desenvolvimento endógeno e a promoção da pluriactividade permitiriam diminuir o
êxodo rural. Renovação das populações (integração, misturas): aberturas a novos chegados, actores de
novas actividades, apoio aos grupos em dificuldades, apoio à integração dos residentes secundários e dos
migrantes diários.
A estratégia assenta num conjunto de apostas fundamentais, a seguir apresentadas e está embuída dos
objectivos atrás definidos, nas suas áreas e acções estratégicas. As intervenções propostas foram
subdividas em Intervenções Chave e Intervenções Conexas.
Intervenções Chaves
Esta estratégia visa desenvolver o turismo e outras actividades de lazer de forma a potenciar a valorização
dos recursos endógenos, valorizando os produtos locais, património cultural e natural e proporcionando o
crescimento económico da região.
Além das actividades turísticas pretende-se densificar o tecido económico criando emprego e
revitalizando a economia e sociedade.
Pretende-se aumentar a acessibilidade a serviços básicos, melhorando o nível de vida e integração das
populações.
Estas são intervenções chave desta Estratégia de Desenvolvimento Local, que visam: melhorar e
aumentar os produtos e infra-estruturas turísticas da região sensibilizando a população em geral para a
importância do turismo, e requalificando as características tradicionais da uma região permitindo desta
forma uma maior atracção para aqueles que nos visitam em busca de um contacto com a natureza,
paisagens e locais de outrora, proporcionando assim à região um aumento de mais-valias; Densificar o
tecido económico aumentando a criação de emprego e fixação da população; E por fim aumentar ou
requalificar serviços básicos de modo a melhorar a qualidade de vida da população contribuindo para a
fixação da população.
Para efectivar este tipo de intervenções, pretende-se implementar as seguintes acções chaves:
Desenvolvimento de Actividades Turísticas e de Lazer
Criação e desenvolvimento de microempresas
Serviços básicos para a população
Intervenções Conexas
Para que as intervenções chaves tenham resultados há necessidade de promover e dinamizar a região, daí
este Plano de Desenvolvimento Local apresentar intervenções conexas ou complementares desta área.
Este tipo de intervenção visa promover por um lado a região no exterior e por outro dinamizar e
revitalizar economicamente, socialmente e culturalmente a própria região.
Além do património natural a região do Douro Superior caracteriza-se por uma paisagem rica em
construções tradicionais (moinhos, pombais, malhadas, antigas construções rurais, etc...) que urge
requalificar. Os núcleos urbanos de dimensão rural do Douro Superior e algumas aldeias necessitam de
intervenções que visam melhorar a qualidade de vida da população e manter a envolvente tradicional e
8
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Estratégia Local de Desenvolvimento
histórico de espaços e de alguns edifícios, atraindo assim mais visitantes. O património cultural da região
também tem que ser preservado recuperando práticas e tradições culturais (espólios documental e
materiais, artes e ofícios, folclore, música, trajes, receituário gastronómico)
A actividade agrícola familiar é uma característica típica da região que necessita de ser dinamizada, com
o desenvolvimento de actividade não agrícola criando novas fontes de rendimento e emprego.
O bem estar da população local não depende só da manutenção das características naturais atractivas da
região, mas também da necessidade de apoiar unidades de produção e transformação, artesanal e agroalimentar da região, que com os seus produtos finais integram o atractivo existente no Douro superior.
Assim, no intuito de apoiar e acompanhar as acções chaves e efectivar este tipo de intervenções irão ser
implementadas as seguintes acções conexas:
Animação territorial
Diversificação da actividade na exploração agrícola
Conservação e valorização do património rural
Articulação de parcerias
A Douro Superior encontra-se numa zona do interior do país, onde os recursos humanos, económicos e
financeiros são escassos. Para um desenvolvimento integrado na ZI, a procura de soluções para os
problemas comuns passa pela elaboração de uma estratégia comum. A constituição de parcerias
compromete definitivamente os parceiros locais nessa estratégia de desenvolvimento. Por isso terão que
ser elaborados contactos para parceria entre os associados da Douro Superior e outros agentes
económicos e sociais, individuais ou colectivos, públicos ou privados, portadores de projectos a
implementar na Z.I., definidos nas áreas e sub-áreas do PDL.
As entidades promotoras a serem envolvidas com responsabilidade nesta estratégia têm um papel
dinamizador na região ao nível económico, social e cultural, visando o desenvolvimento rural da região.
No Douro Superior a associação é constituída por associados que representam a maioria dos actores
locais, como instituições de carácter público (Municípios), entidades privadas (cooperativas, associações
culturais, associações de comerciantes, associações de produtores etc...) que desenvolvem ou representam
actores nas actividades económicas na área do turismo, artesanato, produção agro-alimentar, relacionados
com a valorização de produtos locais e turismo entre outros, e entidades privadas ligadas a área social
(Santa Casa da Misericórdia, bombeiros) contribuindo desta forma para o desenvolvimento rural da
região.
Esta dinamização insere-se no âmbito dos objectivos do LEADER ao incentivar e suster os actores locais
a reflectir sobre o potencial do seu território numa perspectiva a longo prazo.
Cooperação
O aspecto “cooperação” no seu sentido lato (interterritorial e transnacional) será um elemento
fundamental para a Abordagem Leader.
A cooperação interterritorial terá como base o apoio à cooperação entre territórios rurais, com
características específicas e comuns de cada umas das regiões desenvolvidas, englobadas num conjunto
geográfico ou cultural, como é o caso do Parque Natural do Douro Internacional, o Parque Arqueológico
do Côa e o Douro Património Mundial.
A existência de uma produção específica nesses territórios e a necessidade de poder aceder a um
intercâmbio do saber ser, saber estar e saber fazer numa perspectiva de “conhecer para inovar”, vai
permitir uma mudança de mentalidades, onde a motivação se traduz na confiança da população no seu
mundo rural, que ligada ao desenvolvimento das novas tecnologias implementará uma nova concepção e
percepção do mundo rural.
Na cooperação transnacional, pretendemos apoiar projectos de cooperação em função das necessidades da
região, devendo essa resultar de um diagnóstico ou de necessidades expressas de actores ou organismos
que solicitam o apoio para o intercâmbio transnacional.
Sendo a Douro Superior uma região transfronteiriça caracterizada por um património riquíssimo nas suas
variadas vertentes, com uma cultura que trespassa para além da fronteira, considera-se importante
promover o desenvolvimento económico, social e cultural de uma forma equilibrada e em consonância
com os dois lados da fronteira.
Esta cooperação irá permitir um desenvolvimento e uma valorização de uma determinada actividade local
inspirada numa iniciativa de outro país.
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Douro Superior, Associação de Desenvolvimento
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Estratégia Local de Desenvolvimento
ANEXO I
10
Douro Superior, Associação de Desenvolvimento
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Estratégia Local de Desenvolvimento
Dominio (àreas
temàticas)
Pontos Fracos
Pontos Fortes
Ameaças
Oportunidades
Demografia e
Dinamicas
Demograficas
Baixa densidade populacional, de centros urbanos. Da
evolução demográfica recente, o aspecto mais
preocupante é a tendência evidente de envelhecimento
demográfico.
Crescimento populacional dos aglomerados urbanos. A
existência de dinâmicas entre os núcleos populacionais
mais próximos da fronteira
Circulo não virtuoso de factores negativos sobre a
demografia: continuação do decrescimento da taxa de
natalidade, agravamento do saldo natural, migração
continua para o estrangeiro e litoral. O declínio
demográfico acelera o desprovimento de infraestruturas, equipamentos e serviços públicos.
Decréscimo da qualidade dos serviços as populações
isoladas; degradação dos serviços de saúde e apoio
social.
Industria, comercio e
serviços
Sectores tradicionais com dificuldades de reestruturação
e modernização; industria praticamente inexistente.
Falta de incentivos fiscais e financeiros à criação e
expansão nestas regiões do interior do Pais. Industria de
base económica muito dependente das actividades
primárias. Falta de dinamismo empresarial. Mercado
local insuficiente para a viabilização das produções
locais; falta de serviços de apoio a produção
(informação, experimentação, demonstração, extensão,
apoio jurídico e elaboração de projectos) e exportação
Grandes tradições em produtos artesanais,
nomeadamente gastronómicos, especialmente no que
concerne ao fabrico de queijo de ovelha e de cabra, ao
mel, aos enchidos e ao azeite; Importantes
potencialidades no domínio das industrias agroalimentares, dada a existência de grande quantidades de
produtos agrícolas (azeitona, uva, amêndoa, leite,
etc...); facilidade de instalação de unidades fabris devido
ao baixo custo dos terrenos; existência de mercado para
as industrias alimentares. Dinâmicas importantes de
criação do próprio emprego, sobretudo nos sectores
comerciais e de serviços.
Poucas empresas, reduzido número de empregos
industriais. Inexistência de factores dinâmicos
endógenos suficientemente fortes para romper com os
modelos de especialização do terciário actuais; dinâmica
demográfica desfavorável diminui potencial de mão-deobra e de consumo. Não há mercado - não há poder de
compra- não há empresas- não utilização de mão de
obra.
Turismo
Fraca capacidade reivindicativa; falta de infra-estruturas
e de divulgação dos atractivos existentes. Capacidade
hoteleira reduzida .O não aproveitamento dos valores
existentes em termos de turismo e criação de riqueza e
o facto de o seu aproveitamento se fazer apenas em
épocas restritas do ano o que leva a um
subaproveitamento das potencialidades existentes; Falta
de técnicos e animadores especializados em T urismo
bem como, de guias locais capazes de organizar e
oferecer um turismo com base nos recursos naturais e
patrimoniais existentes. Inexistencia da promoção da
região.
Contexto de Globalização - Há uma procura crescente
para o que as regiões têm de diferente, específicos e
intransferível: clima, paisagem, fauna e flora, águas,
património histórico, arquitectónico (incluindo
A existência de um rico e diversificado património
Grande dependência dos operadores de transportes
paisagens humanizadas, como as encostas do Douro, as
histórico-cultural, paisagens naturais e culturais. Outros externos à região. Ausência de redes telemáticas da
aldeias..), manifestações culturais (festividades,
factores favoráveis à actividade de turismo e lazer.
oferta turística. Baixos níveis de consciência cívica e de
gastronomia...), artesanato e produtos locais de
Região remota com espaço de lazer e recreio. A
sensibilização das populações para as oportunidades do
qualidade (fora da agricultura existe um vasto
gastronomia.
turismo.
potencial). Exploração do mercado da parte ocidental
da Península Ibérica. Compromisso político e
mobilização institucional para o desenvolvimento da
Região (EMRDD); QREN 2007-2013.
Objectivo estratégico
Aumento significativo da população na terceira idade e
dos residentes temporários poderá dinamizar a procura
de serviços de proximidade. Criação de redes de serviços Aumento de acessibilidades a serviços basicos;
e de complementaridade de apoio às +populações mais melhoria do nivel de vida e integração das
isoladas (rurais); criação dum mercado de emprego de
populações
base social, sobretudo para servir idosos e
complementar;
Potencial multiplicador de certas actividades primárias
(vinicultura, actv. extractiva).
Concentração/recentrarem do associativismo
empresarial. Produtos locais de grande qualidade
passíveis de certificação e promoção externa.
Exploração do terciário de ponta: telemática,
multimédia, audiovisual..
Densificação do tecido economico e criação de
emprego, revitalização economica e social.
Estimular também o desenvolvimento de
actividades não agricola na exploração, criando
novas fontes de rendimento e de emprego.
Fixação da população reforço da economia
rural
Desenvolvimento do turismo e de outras
actividades de lazer de forma a potenciar a
valorização dos recursos endogenos:
valorização dos produtos locais, patrimonio
cultural e natural, crescimento economico e
criação de emprego
Património
arqueologico,
historico, cultural e
natural
Cultura que valoriza o saber e o conhecimento,
diversidade do património histórico relevantes;
existência do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
Património histórico, arquitectónicos incluindo as
Acessos ao patrimonio edificado deficientes;
paisagens humanizadas, como as encostas do Douro, as
Levantamento e divulgação do património inexistente; aldeia ...),que testemunham a sábia convivência do
incendios florestais; inexistência de estudos tendentes a homem com a natureza. Espaços e recursos naturais,
avaliação do potencial existente em recursos naturais;
recursos nacionais estratégicos (água, floresta, espaços
Relevos acentuado de difícil acesso.
agrícolas); Empreendimentos hidroeléctricos de
natureza pública. Paisagens naturais e culturais e outros
factores favoráveis à actividade de turismo e lazer (
paisagem natural, amendoeira em flor).Parque Natural
do Douro Internacional." Alto Douro Vinhateiro".
Dificuldades de comunicação entre o poder local e o
poder central quanto ao aproveitamento regional do
recurso patrimonial das gravuras do Côa. Manutenção e
conservação do património existente. Abandono dos
recursos locais . Deficiente organização das reservas
cinegéticas. Persistência de problemas de
encravamento, de infra-estruturas, de ordenamento
paisagístico. Baixos níveis de consciência cívica e de
sensibilização das populações para as oportunidades do
turismo nesta área. O abandono das praticas agrícolas
trás um grande risco na manutenção da paisagem.
Região de grandes potencialidades como o vasto e rico
património existente como as gravuras do Côa
classificadas como Património da Humanidade ,bem
como o "Douro Vinhateiro"e o Museu arqueológico do
Côa; O Parque Natural do Douro Internacional.
Aumento da procura dos recursos do território
associado ao aumento da mobilidade. Espaços de Lazer.
Elevada qualidade ambiental e paisagistica;
reconhecimento e valorização dos recursos naturais e
culturais
valorização do patrimonio rural na optica do
interesse colectivo, enquanto factor de
identidade do território. Melhorar a qualidade
ambiental; Incutir uma nova perspectiva sobre
a floresta segundo a qual esta é valorizada do
ponto de vista do ambiente, do património, do
lazer e do turismo. T ransformação de
potenciais naturais em recursos para o
desenvolvimento local e regional.
Dinamicas culturais
Fraca solidariedade, com pulverização das actuações;
Existência de festas, feiras e romarias, manifestações
incentivos reduzidos às actividades culturais e
culturais (festividades , gastronomia..)
recreativas. Inexistencia de uma calendarização comum.
Baixa densidade de actores locais. Ausência da
participação civil; promiscuidade dos actores em
diferentes entidades;
Esta região contribui para a definição da sua identidade
cultural e das sua gente.
Valorização, consolidação e reforços de
dinâmicas instaladas; Criar novas dinâmicas
culturais estimulando os agentes culturais a
produções e que atraiam o publico e que subam
o padrão de qualidade.
Douro Superior, Associação de Desenvolvimento
Av. Dos Combatentes da Grande Guerra, ed. GAT
Tel 279 200 730; Fax: 279 254 056; Email: [email protected]
11
Subprograma 3 do PRODER – Descrição Sumária
Estratégia Local de Desenvolvimento
ANEXO II
12
Douro Superior, Associação de Desenvolvimento
Av. Dos Combatentes da Grande Guerra, ed. GAT
Tel 279 200 730; Fax: 279 254 056; Email: [email protected]
Subprograma 3 do PRODER – Descrição Sumária
Estratégia Local de Desenvolvimento
Matriz de Enquadramento Lógico
Indicadores
Objectivo
Hierarquia dos objectivos
Realização
Objectivo
estratégicos
Meta 2013
-Desenvolvimento do turismo e de outras actividades de lazer de forma a
potenciar a valorização dos recursos endógenos: valorização dos produtos
locais, património cultural e natural, crescimento económico e criação de
emprego.
-Valorização do património rural na óptica do interesse colectivo, enquanto
factor de identidade do território. Melhorar a qualidade ambiental; Incutir uma
nova perspectiva sobre a floresta segundo a qual esta é valorizada do ponto de
vista do ambiente, do património, do lazer e do turismo. Transformação de
potenciais naturais em recursos para o desenvolvimento local e regional.
-Criar novas dinâmicas culturais estimulando os agentes culturais a produções
e que atraiam o público e que subam o padrão de qualidade.
-Criação e Desenvolvimento de Microempresas.
-Desenvolvimento de Actividades Turísticas e de lazer
N.º de aldeias intervencionadas
N.º de edifícios recuperados
Nº de projecto de preservação
e recuperação de práticas e
tradições culturais
Volume total de investimento
(€)
N.º de projectos de apoio a
infância
N.º de projectos de apoio
domiciliário e serviços
itinerantes de apoio social
N.º de projectos de Serviços de
Animação cultural e recreativa
de base local
N.º de projecto de apoio a
novos residentes
N.º de projectos de
refuncionalização de edifícios
Volume total de investimento
(€)
N.º de projectos de animação
territorial
N.º de projecto de aquisição de
competências
-N.º de participantes nas
acções de aquisição de
competências.
N.º de projectos de cooperação
-Conservação e valorização do património Rural
-Serviços Básicos para a população
-Animação territorial e aquisição de competências
- Cooperação
Pressupostos
1%
N.º bruto de empregos criados
por acção/
3.1.1.-5
3.1.2.-5
3.1.3.-6
3.2.1.-1
3.2.2.-6
3.5-2
5/10
50%M
10%<25anos
N.o de Exploração /empresas
que introduziram novos
produtos
4/4
N.º adicional de turistas
10%
%Aumento da oferta de
estruturas de apoio e animação
turísticas
15%
% Aumento dos n.º de visitantes
15%
População das zonas rurais
beneficiárias de serviços
melhorados por acção
50%
Aumento da implantação da
internet nas zonas rurais
-n.º de projectos de Turismo no
espaço rural
-n.º de projectos de Turismo de
Natureza
-N.º de projectos em serviços
de recreação e lazer
N.º de projectos de acções
pedagógicas
-N.º de projectos em
actividades de transformação
-N.º de projectos de ponto de
venda directa
-N.º de projectos de prestação
de serviços a terceiros
Volume total de investimento
(€)
N.º de microempresas de
produtos locais
N.º de microempresas
inovadoras
N.º de Microempresas várias
N.º de projectos de
alojamentos turísticos
N.º de projectos de criação de
produtos turísticos
N.º de projecto de infraestruturas de pequena escala
Volume total de investimento
(€)
-Diversificação de Actividade na Exploração Agrícola
Aumento do VAB não agrícola
das actividades apoiadas
Na exploração/fora da exploração
H/M
Classe etária
-Aumento de acessibilidades a serviços básicos; melhoria do nível de vida e
integração das populações. -Valorização, consolidação e reforços de dinâmicas
instaladas;
Objectivos
Operacional
(actividades
Meta 2013
Desenvolvimento económico do território, através da diversificação da
economia, criação de emprego e melhoria da qualidade de vida.
Aproveitamento do turismo em torno dos dois patrimónios Mundiais existente
na Zona de Intervenção e de todos os recursos endógenos para a criação de
emprego e fixação da população.
-Densificação do tecido económico e criação de emprego, revitalização
económica e social. Estimular também o desenvolvimento de actividades não
agrícola na exploração, criando novas fontes de rendimento e de emprego.
Fixação da população reforço da economia rural.
Objectivo
específico
(resultados)
Resultados
Impacto
Meta 2013
VABpb ;
1,5%;
-N.º adicional de
empregos líquidos
criados
25
%Fixação da
população
1%
% de novos residentes
1%
Medida de
acção Proder
Recurso
% de
despesa
pública
Medida 3.3
100%
Medida 3.1
40 %
Medida 3.2
40 %
Medida 3.4
Medida 3.5
(aquisição de
competências
e animação)
8%
10%
8
4
4
2
Acções
3.1.1
8%
3.1.2
16%
3.1.3
16%
3.2.1
20%
3.2.2
20%
3.5(aquisição
de
competências
e animação)
8%
2
2
4
939.448/311
7
5
5
8
12
8
2.348.620/313
8
4
8
1.957.184/321
8
10
4
4
4
1.565.747/322
7
50
10
14
PROVER com AM Vale do Côa – Turismo sustentável
PROVER com AC de Mirandela – Valorização de Produtos endógenos
Protocolo
Protocolo
Coop Transfronteiriça “En(cantos) Históricos”
45,791.67
As condicionantes externas são:
- A realização do IP2, IC34 e IC5, que poderão ajudar a aumentar o fluxo de
turistas e aumentar a fixação de indústrias.
-A fraca taxa de financiamento poderá impedir a realização da estratégia se não
aparecer promotores com capacidade financeira.
13
Douro Superior, Associação de Desenvolvimento
Av. Dos Combatentes da Grande Guerra, ed. GAT
Tel 279 200 730; Fax: 279 254 056; Email: [email protected]
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Estratégia - Douro Superior