REESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO: ESTUDO DE CASO DE NOVA FRIBURGO/RJ Cláudio Leite de Freitas Eduardo Tavares da Silva Eunice Horácio Teixeira Luciana Costa Brizon Luciana Santos Pires Miguel Ângelo A. F. de Paula Milena Santana Borges Richele Cabral Gonçalves Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro - Fetranspor – [email protected] RESUMO O relevante crescimento das cidades de médio porte aliado a uma estrutura urbana defasada e mal planejada acarretou em uma perda significativa da qualidade do transporte coletivo urbano ocasionando notáveis consequências tanto para mobilidade urbana quanto para acessibilidade das pessoas. A fim de garantir uma melhoria desse cenário na cidade de Nova Friburgo / RJ, foram realizados estudos e análises, durante um ano e meio, pela equipe técnica da Diretoria de Mobilidade Urbana da Fetranspor (autores) em conjunto com os órgãos municipais e a empresa operadora. Estes tiveram o propósito de reestruturar o sistema de transporte público urbano do município assim como melhorar a acessibilidade dos usuários, tendo no final um programa de reestruturação urbana como resultado. ABSTRACT The substantial growth of medium-sized cities combined with an outdated and poorly planned urban structure resulted in a significant loss of quality of urban transportation leading to notable consequences for urban mobility and for accessibility for people. In order to ensure an improvement of this scenario in the city of Nova Friburgo / RJ, studies and analysis were performed, during one year and half, by the technical staff of the Directorate of Urban Mobility of Fetranspor (authors) together with the municipal authorities and the operating company. These had the purpose of restructure the urban public transport system of the city so as to improve the accessibility of users, and as final result an urban restructuring program was realized. PALAVRAS CHAVE Mobilidade urbana, reestruturação de linhas, transporte público urbano. 1. INTRODUÇÃO O notável processo de crescimento das cidades de médio porte aliado à Politica Nacional de Mobilidade Urbana fez com que a elaboração de um plano de mobilidade urbana, que congregasse transporte público integrado e acessibilidade das pessoas, tenha se tornado peça fundamental para o contínuo desenvolvimento dessas localidades. O estudo realizado para o munícipio de Nova Friburgo / RJ, cidade de porte médio, segundo as considerações de Braga (2005) e Lima (1998), que ocupa uma área de 938,5 km2 e com população de aproximadamente 183 mil habitantes, foi fruto de uma cooperação técnica entre Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), Prefeitura Municipal de Nova Friburgo e FAOL (Friburgo Auto Ônibus Ltda.) firmado no ano de 2013 com intuito de garantir melhorias para o próprio transporte público e para a mobilidade urbana. É sabido que o processo de urbanização da maioria das cidades brasileiras se deu de forma desordenada e mal estruturada. A consequência desse crescimento desequilibrado ficou ainda mais evidente com expansão econômica brasileira vivenciada nos últimos anos, se for considerado a taxa de crescimento da frota de automóveis, onde no Brasil saltou de 23,7 milhões de automóveis em 2003, para quase 48 milhões em 2014, um aumento de 102%. Para a cidade de Nova Friburgo esse número subiu de 42 mil automóveis para quase 70 mil em 2014, um aumento de 65%, (DENATRAN, 2015). Ao passo que, estudos e projetos de mobilidade urbana e acessibilidade de pessoas não tiveram o mesmo êxito de crescimento, fazendo que cidades como Nova Friburgo sofressem as consequências graves (saturação de via com consequente perda de qualidade do transporte coletivo urbano e acessibilidade irregular de pessoas) de uma estrutura urbana mal planejada. 2. REESTRUTURAÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO DE NOVA FRIBURGO O município de Nova Friburgo possui características peculiares que influenciam diretamente na mobilidade da população, dentre as quais se podem destacar a topografia acidentada, que limita o sistema viário, e as grandes distâncias entre a área central do município e suas diversas localidades. O município também é “cortado” pelo Rio Bengalas dificultando ainda mais a mobilidade da população. Somam-se a estas características o aumento na utilização do transporte individual motorizado, o tráfego de veículos de carga pelas vias urbanas centrais e um sistema de transporte público coletivo baseado em serviços radiais e na baixa utilização da integração através do sistema de bilhetagem eletrônica. A necessidade da reestruturação do transporte público da cidade de Nova Friburgo foi motivada pela imensa perda de qualidade do sistema de transporte público que ocorreu no município nos últimos anos. Aliado ao aumento da frota de automóveis, já citado anteriormente, soma-se a falta de investimento em projetos de mobilidade urbana, ocasionando assim externalidades para a população. O projeto de reestruturação foi desenvolvido ao longo de um ano e meio pela equipe técnica da Diretoria de Mobilidade Urbana da Fetranspor (autores) em conjunto com os órgãos municipais de Nova Friburgo e a empresa operada. Foram realizadas pesquisas de campo, tabulação e análise de dados, simulação da rede de transporte atual e suas considerações e por fim a proposição de alternativas de intervenções operacionais e estruturais com o imperativo objetivo de: Aumentar e qualificar a mobilidade da população através da garantia de maior acesso, conforto e segurança; Reduzir o tempo de viagem nos deslocamentos; Aumentar a utilização do sistema de bilhetagem eletrônica possibilitando a desativação do Terminal Central; Minimizar os congestionamentos através da otimização da frota do transporte público e de ações na operação viária; Aumento da produtividade do sistema de transporte público coletivo. 2.1 Dados em Base Primária e Secundária Os dados para este estudo de reestruturação originaram-se de fontes primárias, pesquisas de campo e visitas técnicas, como também de fontes secundárias, reuniões com a participação de técnicos e representantes dos principais órgãos municipais que poderiam disponibilizar informações e apresentar os projetos existentes na área de transporte, trânsito e sistema viário, bem como com os representantes da empresa operadora. Segundo Yin (2009) a triangulação de dados, análise e combinação das diversas fontes, evita distorções impróprias, sobretudo as decorrentes de viés dos informantes, produzindo resultados mais confiáveis e sólidos. Os dados primários consistiram basicamente em informações advindas de pesquisas de campo, tais como: Demanda de passageiros no Terminal Rodoviário Central; O/D dos usuários do transporte público coletivo; Frequência e ocupação do transporte público coletivo; Contagem classificada de veículos. Já os dados secundários foram basicamente: Disponibilização do plano semafórico; Indicação dos pontos para a realização das pesquisas de campo; Informações gerais sobre circulação viária e principais gargalos; Dados de demanda diária do transporte público coletivo; Quadros de horários e descrição dos itinerários; Especificação da frota rodante. 2.2 Considerações das análises dos dados secundários Após análise das fontes secundárias, algumas considerações foram realizadas para entender o sistema atual de transportes do munícipio de Nova Friburgo, como a rede de atendimento das linhas e serviços de transporte coletivo urbano apresentado na figura abaixo. Figura 1 - Rede de linhas / serviços do sistema de transporte público coletivo urbano de Nova Friburgo / RJ com área de atendimento (banda de 300 m) As linhas também foram classificadas basicamente em dois tipos de linhas de transporte público urbano, segundo definição de Ferraz e Torres (2004): Radial: linha que liga a área central (onde, em geral, há grande concentração de atividades comerciais e de prestação de serviços) a outra região da cidade (onde se localizam um ou mais bairros); Diametral: linha que conecta duas regiões passando pela zona central. Além dessas definições também se obteve o cenário atual de movimentação de passageiros que utilizam o transporte público do município. Os dados e informações referentes à circulação de veículos, planos semafóricos e sistema viário foram utilizados na construção do modelo computacional em microescala que teve como objetivo a simulação do tráfego. O software de simulação utilizado foi o Aimsun. 2.3 Considerações das análises dos dados primários Com o objetivo de complementar a base de dados secundária, foram coletados dados em base primária através de levantamentos de campo incluindo pesquisas e visitas técnicas. Dentre as pesquisas realizadas, com intuito de caracterizar a rede de transporte urbano de Nova Friburgo / RJ, destaca-se: Pesquisa de Movimentação de Passageiros no Terminal Rodoviário Central: segundo Portugal e Goldner (2003) os terminais de passageiros são os principais elementos de uma rede de transporte rodoviário, e ainda corroborou para isso o fato que a maioria das linhas de ônibus do munícipio tem como único ponto de integração física o Terminal Central. Esse levantamento teve como objetivo contabilizar o número de passageiros que embarcaram, desembarcaram e integraram no Terminal Central, identificando a linha (número, horário, sentido e n.º do veículo). Segundo a metodologia aplicada na coleta de dados, foi possível, combinando os números de embarque e desembarque de passageiros e os valores das catracas de acesso a pé do Terminal Rodoviário Central, identificar a movimentação de pessoas pelo Terminal e os horários de pico. Pesquisa de Origem / Destino dos Usuários de Transporte Coletivo Urbano: através de uma pesquisa quantitativa de entrevista pessoal com questionário semiestruturado aplicado aos usuários no interior do Terminal Rodoviário Central, obteve-se as características dos deslocamentos dos passageiros nos períodos de pico da manhã e da tarde. Pesquisa de Frequência e Ocupação Visual: previamente foram selecionados pontos, que segundo os técnicos do órgão público seriam locais notáveis para quantificação estimada do volume de passageiros das linhas de transporte coletivo urbano. A partir desses pontos os pesquisadores registraram o horário de passagem dos veículos do transporte público coletivo urbano, relacionando-os com a linha e o sentido em que o mesmo estava operando, bem como o tipo de veículo, assim como a estimativa do número de passageiros transportados, através da comparação visual do nível de ocupação do veículo com padrões típicos de lotação pré-definidos, com auxílio de um gabarito. Pesquisa de Contagem Classificada de Veículos: previamente foram selecionados pontos, que segundo os técnicos do órgão público seriam locais notáveis para quantificação estimada do volume de veículos, assim como suas classificações em: automóvel, ônibus, caminhão e motocicleta. Os dados gerados através dessa pesquisa serviram de fontes de entrada para a micro simulação de tráfego da rede estudada. Com os dados coletados, tabulados e analisados as seguintes considerações acerca da rede de transporte do munícipio de Nova Friburgo foram feitas: Pesquisa de Movimentação de Passageiros no Terminal Rodoviário Central: o Terminal Central apresentou altos índices de integração física, o que indica que a atual estrutura de linhas e serviços deve ser reavaliada. A rede de linhas, formada basicamente por serviços radias, onde todos levam ao Terminal Central, obriga os usuários que possuem destino a outras regiões de Nova Friburgo a desembarcarem e esperarem outro ônibus no Terminal. Soma-se a isso o baixo índice de utilização do sistema de bilhetagem eletrônica (2,5% dos usuários) para integração tarifária. Pesquisa de Origem / Destino dos Usuários de Transporte Coletivo Urbano: segundo apuramento junto aos usuários do Terminal Central, as principais origens no período da manhã foram as regiões de Olaria, Nova Suíça e São Geraldo. Os principais destinos foram o Centro, Olaria e Conselheiro Paulino. Já no período da tarde as principais origens foram as regiões do Centro, de Olaria e de Conselheiro Paulino. Os principais destinos são Olaria, Amparo, Cascatinha e São Geraldo. Para esta pesquisa também foi possível observar que, na média, os usuários que circulam pelo terminal central, gastam cerca de 3 horas (01:19 no período da manhã e 01:38 no período da tarde) nos deslocamentos diários. Esse resultado, mesmo que estimado pelo usuário, é muito elevado, sendo superior ao tempo gasto nos deslocamentos de regiões metropolitanas. Pesquisa de Frequência e Ocupação Visual: na média os ônibus apresentaram uma ocupação de cerca de 50% de sua capacidade, nos horários de pico. Tal situação reforça a necessidade de se rever a estrutura de rede de linhas/serviços. O índice de passageiros por quilômetro – IPK – médio de 1,79 é muito baixo. Além disso, foi possível perceber que o trecho que apresenta o maior carregamento de passageiros do transporte público coletivo teve valor médio de 3 mil passageiros. Ao longo do corredor viário norte/sul, no entorno do Rio Bengalas, o volume de passageiros transportado foi de 1.500 passageiros por sentido. Pesquisa de Contagem Classificada de Veículos: os automóveis responderam por 89,1% do volume de veículos, em circulação nos horários de pico (87,1% no pico da manhã e 91,2% no pico da tarde). Os caminhões representam 6,5% (7,7% no pico da manhã e 5,3% no pico da tarde) e os ônibus 4,4% (5,3% no pico da manhã e 3,6% no pico da tarde). Foi desconsiderado para essa classificação o volume de motocicletas. 3. PROGRAMA DE REESTRUTURAÇÃO A partir da análise do cenário atual foi elaborado um programa de reestruturação baseado em 3 (três) pilares: 1. Racionalização da rede de linhas, vide figura a seguir, buscando o aumento de produtividade com a implantação de um sistema tronco alimentador caracterizado da seguinte forma: a. Linhas troncais ligando os terminais de ponta ao Centro e serviços alimentadores com maior frequência; b. Linhas diametrais equilibradas passando pela área central; c. Linha interbairro ligando os bairros de Conselheiro Paulino e Olaria sem passar pelo Centro. Figura 2 – Esquema do sistema tronco alimentador proposta para o munícipio de Nova Friburgo. 2. Priorização do sistema de transporte público coletivo no sistema viário, com a implantação de faixas exclusivas, sistema BRS (Bus Rapid Service), adequação das áreas de estacionamento público e da programação semafórica. 3. O sistema BRS consiste na implantação de faixas preferenciais para ônibus, onde grupos de linhas de mesmas características, essas definidas conforme particularidade de cada sistema, são agrupadas para que os pontos de paradas possam ser escalonados, mantendo uma distância entre pontos não superior a 300 metros. Aumento no número de integrações através da utilização do sistema de bilhetagem eletrônica possibilitando assim integração em qualquer ponto da rede, desativando o terminal rodoviário central como ponto de integração física. Foram realizadas micro simulações de tráfego (situação atual e proposta) para se quantificar em índices e parâmetros os benefícios da implantação das intervenções propostas, tendo em vista a possibilidade de se estudar uma situação existente com facilidade e a análise de soluções alternativas (Tolfo, 2006). Segundo McLean (1989), a principal vantagem dos simuladores é a possibilidade de controlar as variáveis que influenciam o tráfego, isso no que diz respeito á observação da corrente de tráfego. Quanto às desvantagens, Gomes (2004) aborda que há suspeita de que o modelo ou experimento não seja capaz de representar devidamente a situação real que se deseja estudar Já Oliveira (1988) cita que se a complexidade do sistema crescer, o tempo necessário para obter os resultados também irá ser maior. E para Portugal (2005), a principal desvantagem da simulação é a morosidade e a falta de rigor técnico. A figura 3 demonstra um trecho dos corredores norte/sul representado na simulação. N Figura 3 – Micro simulação do Corredor Norte / Sul proposto. As etapas contempladas no desenvolvimento das atividades de micro simulação envolveram: 1ª Etapa – montagem da rede atual com as informações de contagens de tráfego, itinerários das linhas de transporte público, características do sistema viário e plano semafórico; 2ª Etapa – calibração da rede atual utilizando-se de parâmetros de análise gerados pela ferramenta e definidos previamente para validação do modelo permitindo a representação da realidade; 3ª Etapa – montagem e simulação da rede com as alterações propostas, tendo simulado vários cenários; 4ª Etapa – comparativo e análise dos resultados gerados, antes e pós-alterações. O método de alocação da demanda se deu por estado de tráfego por se tratar de uma rede básica com um único corredor estrutural (norte/sul). Se a rede a ser trabalhada fosse complexa, seria aconselhável usar como demanda de tráfego matrizes O/D. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS A proposta de reestruturação do sistema de transporte público urbano de Nova Friburgo envolverá não apenas a definição de uma nova rede de linhas e serviços e uma adequação da oferta à demanda, mas também, ações no trânsito, na operação do sistema de bilhetagem, na infraestrutura viária e de apoio à operação, ou seja, em todos aqueles itens que impactam na mobilidade da população. Os resultados oriundos das micro simulações do tráfego nas principais vias de acesso à área central do município, comparando a situação atual com a proposta, indicam uma maior fluidez na circulação de veículos, principalmente nos ônibus (aumento de 70%). A implantação de prioridade para o transporte coletivo no sistema viário reduzirá o tempo parado em congestionamentos em cerca de 51%. Estima-se que a redução da frota operacional alcance entre 15% e 20% enquanto o headway médio nos corredores reduza em cerca de 50%. Esses resultados indicam que a reestruturação do sistema através da implantação de corredores exclusivos/preferenciais, combinado com uma nova estrutura de linhas e serviços tronco-alimentados e com o aumento da utilização do sistema de bilhetagem eletrônica possibilitando um incremento no número de integrações, tornará o sistema de transporte público mais produtivo para a empresa operadora, mais eficiente para os seus usuários e que seja atrativo para os usuários do transporte individual. 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRAGA, R. (2005). Cidades Médias e Aglomerações Urbanas no Estado de São Paulo: Novas Estratégias de Gestão Territorial. In: X ENCONTRO DE GEOGRÁFOS DA AMÉRICA LATINA. Anais do X Encontro de Geógrafos da América Latina, Universidade de São Paulo, p.2241-2254. DENATRAN (2015). Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/frota.htm> FERRAZ, A. C. C. P. F.; TORRES, I. G. E. (2004). Transporte público urbano. Trima, São Carlos. GOMES, G. Z. (2004). 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