Na Última Ceia, Jesus, “tendo amado os seus que estavam
no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1). Que “fim” é esse? Para
Santo Agostinho, “É o fim que aperfeiçoa, não o que mata; o fim
para onde vamos, não onde morremos”. Ora, Cristo amou-nos
não somente até o ponto de morrer por nós, mas de doar-Se real
e permanentemente na Eucaristia, o “fim” de todas as coisas.
Na Cruz foi dócil ao Pai; na Hóstia Santa obedece aos homens. “Deus-Conosco”, na Eucaristia aceita “mais humilhação
e aniquilamento do que no estábulo, em Nazaré e na Cruz”.
Vive para nós “todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28, 20).
A solenidade de Corpus Christi foi criada justamente para
lembrar este duplo mistério: o amor extremo do Senhor e a Sua
vitória sobre a morte! Expressa ao mundo a adoração prestada a
Ele na Missa, com a procissão do Santíssimo Sacramento pelas
ruas. Enquanto não manifesta a Sua glória definitiva, Jesus Eucarístico mostra-Se solene e publicamente aos homens. Como
“Luz verdadeira, vem aos Seus no mundo” (Jo 1, 10-11).
Contudo, “os Seus não O recebem” (idem). Por isso há tanta
rejeição às procissões e celebrações eucarísticas públicas. Por
isso as seitas detestam esta solenidade e, mesmo entre católicos,
há quem a questione. Dizem em seu coração: “não queremos
que Ele reine” (Lc 19, 14). Pois, “os reis da terra uniram-se contra o Senhor e o Seu Cristo” (Sl 2, 2).
nesta edição
MUITO MAIS
QUE PEDOFILIA
Dom Odilo P. Scherer
Página 3
DÍZIMO, UM
GESTO DE FÉ
Faça parte do Dízimo!
Página 6
Maria, auxílio dos cristãos, nos ensine a amar e viver intensamente a solenidade dedicada ao “tão sublime Sacramento” de
infinito amor.
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CATEQUESE
PARA REFLETIR
“Atravessaste, Senhor, o meu
coração com uma flecha de amor
tão penetrante que bem metida no
peito ficou abrasado o ferro dentro
da ferida.”
Santo Agostinho
A Cristo por Maria
Maio, no hemisfério norte, é a época
em que os dias se alongam, os jardins
cobrem-se de flores e as árvores exalam
um perfume fresco. É tempo de promessa, que sinaliza a chegada do verão. Por
isso, é considerado o Mês de Maria.
Maria é a aurora do Sol da Justiça —
Jesus Cristo — que vem iluminar e dar
vida à terra. Chamada Rosa Mística,
Ela exala o Seu bom odor sobre a criação, extinguindo o ranço de pecado do
Éden. No Novo Jardim divino, Ela é o
Sinal, o ramo anunciado de Jessé (Is 11,
1) do qual brota o Salvador.
Verdadeira Mãe, nos conduz pela
mão ao longo de maio. Por meio do
Rosário, preparamo-nos com Ela para o
encontro com Jesus em junho, mês das
solenidades do Sagrado Coração e de
Corpus Christi. Maria não retém nada
consigo, entrega tudo a Seu Filho.
Este é o percurso essencial da existência cristã: Ela sempre prepara nosso
encontro com Deus. A Virgem que
“concebeu e deu à luz um Filho” (Is 7, 14)
é a mesma que um dia virá “vestida de
Sol, tendo a Lua sob os pés” (Ap 12, 1). E,
no entardecer desta vida, ao prestarmos
contas a Cristo, seremos defendidos por
Aquela em quem já confiamos “agora e
na hora de nossa morte”.
Que a Estrela da Manhã indique
e prepare, no mês de maio e sempre, a
vinda de Jesus. Somente Ela — nossa
esperança, vida e doçura — pode levarnos, depois deste desterro, para dentro
do Seu Coração chagado!
Por João Bechara Ventura — Seminarista
SANTORAL
Santa Rita de Cássia
No dia 22 de maio celebramos a vida santa da esposa, mãe, viúva e depois
religiosa que se tornou popular pela sua intercessão em casos impossíveis.
Nascida em 1381 de uma pobre família
que muito bem comunicou-lhe a riqueza
que é viver o Evangelho, desde pequena
manifestava sua grande devoção a Nossa
Senhora e confiança na intercessão de São
João Batista e de Santo Agostinho.
No coração de Rita crescia o desejo
da vida religiosa, porém, foi casada pelos
pais com Paulo Ferdinando, que de início aparentava boa índole, mas começou
a se mostrar grosseiro, violento e fanfarrão. Ela sofreu muito com o esposo, até
que este foi assassinado e isso acabou
gerando nos dois filhos gêmeos grande
revolta e vontade de vingança. Ela, no entanto, se entregava constantemente à oração e ao testemunho de caridade, tanto
que perdoou o esposo e seus assassinos,
mas infelizmente perdeu cedo os filhos.
Como viúva conseguiu a graça de entrar na vida religiosa. Chagada, e em meio
a novas situações humanamente impossíveis, conseguiu superar com a graça de
Deus todos os desafios pela santidade.
“Outro Senhor não há no mundo, a
não ser Jesus Cristo. A Ele adoro e
quero servir, por Ele quero morrer
mil vezes. Não há martírio que possa
arrancar do meu coração o amor a
Jesus Cristo.”
São Genésio
“Deus prefere deixar-me nas trevas
a dar-me outra luz que não seja Ele
mesmo.”
Santa Teresinha
“Se fores aquilo que Deus quer
colocareis fogo no mundo.”
Santa Catarina de Sena
“Quando estou dividido em mim
mesmo é porque não estou unido
com Deus.”
São Bernardo
“Um único olhar sobre a imagem do
Crucificado – confessou ela mesma
– tira-me toda aflição e suaviza-me o
sofrimento.”
Santa Escolástica
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VOZ DA IGREJA
Muito mais que pedofilia
As notícias sobre pedofilia envolvendo membros do clero difundiramse de modo insistente. Tristes fatos, infelizmente, existiram no passado e existem no presente. Não preciso discorrer
sobre as cenas escabrosas de Arapiraca... A Igreja vive dias difíceis, em que
aparece exposto o seu lado humano
mais frágil e necessitado de conversão.
De Jesus aprendemos: “Ai daqueles que
escandalizam um desses pequeninos!”.
E de São Paulo ouvimos: “Não foi isso
que aprendestes de Cristo”.
As palavras dirigidas pelo Papa Bento XVI aos católicos da Irlanda servem
também para os católicos do Brasil e
de qualquer outro país, especialmente
aquelas dirigidas às vítimas de abusos e
aos seus abusadores. Dizer que é lamentável, deplorável, vergonhoso é pouco!
Em nenhum catecismo, livro de orientação religiosa, moral ou comportamental da Igreja isso jamais foi aprovado ou
ensinado. Além do dano causado às vítimas, é imenso o dano à própria Igreja.
O mundo tem razão de esperar da
Igreja notícias melhores. Dos padres, religiosos e de todos os cristãos, conforme a
recomendação de Jesus a seus discípulos:
“Brilhe a vossa luz diante dos homens,
para que eles, vendo vossas boas obras,
glorifiquem o Pai que está nos céus!”.
Inútil divagar com teorias doutas sobre
as influências da mentalidade moral permissiva sobre os comportamentos individuais, até em ambientes eclesiásticos.
Talvez conseguiríamos compreender
melhor por que as coisas acontecem, mas
ainda nada teríamos mudado.
Há quem logo tenha a solução, sempre pronta, à espera de aplicação: é só
acabar com o celibato dos padres que
tudo se resolve! Ora, será que o problema tem que ver somente com celibatários? E ficaria bem jogar nos braços
da mulher um homem com taras desenfreadas, que também para os casados fazem desonra? Mulher nenhuma merece
isso! E ninguém creia que esse seja um
problema somente de padres: a maioria
absoluta dos abusos sexuais de crianças
acontece debaixo do teto familiar e no
círculo do parentesco. O problema é
bem mais amplo.
Ouso recordar algo que pode escandalizar alguns até mais que a própria
pedofilia: é preciso valorizar novamente
os mandamentos da Lei de Deus, que
recomendam atitudes e comportamentos castos, de acordo com o próprio estado de vida. Não me refiro a tabus ou
repressões “castradoras”, mas apenas a
comportamentos dignos e respeitosos
em relação à sexualidade. Tanto em relação aos outros como a si próprio. Que
outra solução teríamos? Talvez o valetudo e o “libera geral”, aceitando e até
recomendando como “normais” comportamentos aberrantes e inomináveis,
como esses que agora se condenam?
As notícias tristes desses dias
ajudarão a Igreja a se purificar e a ficar
muito mais atenta à formação do seu
clero. Essa orientação foi dada há mais
tempo pelo Papa Bento XVI, quando
ainda era prefeito da Congregação para
a Doutrina da Fé. Por isso mesmo, considero inaceitável e injusto que se pretenda agora responsabilizar pessoalmente
o Papa pelo que acontece. Além de ser
ridículo e fora da realidade, é uma forma oportunista de jogar no descrédito
toda a Igreja Católica. Deve responder
pelos seus atos perante Deus e a sociedade quem os praticou. Como disse São
Paulo: examine-se cada um a si mesmo.
E quem estiver de pé, cuide para não cair.
A Igreja é como um grande corpo:
quando um membro está doente, todo
o corpo sofre. O bom é que os membros sadios, graças a Deus, são a imensa
maioria. Também do clero. Por isso ela
será capaz de se refazer dos seus males,
para dedicar o melhor de suas energias
à boa notícia: para confortar os doentes;
visitar os presos nas cadeias; dar atenção
aos abandonados nas ruas e debaixo dos
viadutos; para ser solidária com os pobres das periferias urbanas, das favelas
e cortiços. Ela continuará ao lado dos
drogados e das vítimas do comércio de
morte, dos aidéticos e de todo tipo de
chagados; e continuará a acolher nos
cotolengos criaturas rejeitadas pelos
“controles de qualidade” estéticos aplicados ao ser humano; a suscitar pessoas,
como Dom Luciano e Dra. Zilda Arns,
para dedicarem a vida ao cuidado de
crianças e adolescentes em situação de
risco; e, a exemplo de Madre Teresa de
Calcutá, ainda irá recolher nos lixões
pessoas caídas e rejeitadas, para lavar
suas feridas e permitir-lhes morrer com
dignidade, sobre um lençol limpo, cercadas de carinho.
Continuará a mover milhares de iniciativas de solidariedade em momentos
de catástrofes, como no Haiti; a estar
com os índios e camponeses desprotegidos, mesmo quando também seus
padres e freiras acabam assassinados. E
continuará a clamar por justiça social e a
denunciar o egoísmo que se fecha às necessidades do próximo. Ainda defenderá
a dignidade do ser humano contra toda
forma de desrespeito e agressão, e não
deixará de afirmar que o aborto intencional é um ato imoral, como o assassinato, a matança nas guerras, os atentados e genocídios. E sempre anunciará
que a dignidade humana também requer
comportamentos dignos e conformes à
natureza, também na esfera sexual; e que
a Lei de Deus não foi abolida, pois está
gravada de maneira indelével na coração
e na consciência de cada um.
Mas ela o fará com toda humildade,
falando em primeiro lugar para si mesma, bem sabendo que é santa pelo Santo
que a habita, e pecadora em cada um
de seus membros. Todos são chamados
à conversão constante e à santidade de
vida. Não falará a partir de seus próprios
méritos, consciente de trazer um tesouro
em vasos de barro, mas consciente também de que, apesar do barro, o tesouro é
precioso, e ela quer compartilhá-lo com
toda a humanidade. Essa é sua fraqueza
e sua grandeza!
Dom Odilo P. Scherer — O Estado de S.Paulo
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DEVOÇÃO
Sagrado Coração de Jesus
A devoção ao Coração de Jesus existe desde os primeiros tempos da Igreja,
que contemplou a crucificação do Senhor, de onde saiu sangue e água do
Seu peito aberto pela lança. Desse Coração nasceu a Igreja e por esse
Coração foram abertas as portas do Céu.
Os Santos Padres muitas vezes
falaram do Coração de Cristo como
símbolo de seu amor, tomando-o da
Escritura: “Beberemos da água que
brotaria de Seu Coração....quando saiu
sangue e água” (Jo 7,37; 19,35).
Na Idade Média começaram
a considerá-lo como modelo de
nosso amor, paciente por nossos pecados, a quem devemos
reparar entregando-Lhe nosso coração (santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a
Grande, Margarita de
Cortona, Angela de
Foligno, São Boaventura, etc.).
No século XVII estava muito expandida
essa devoção. São João
Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública
do Sagrado Coração.
Em 1673, Santa Margarida Maria
de Alocoque começou a ter uma série
de revelações que a levaram à santidade
e ao impulso de formar uma equipe de
apóstolos dessa devoção. Com seu zelo
conseguiram um enorme impacto na
Igreja.
Foram divulgados inúmeros livros
e imagens. As associações do Sagrado
Coração subiram em um século, desde
meados do XVIII, de 1.000 a 100.000.
Umas vinte congregações religiosas e
vários institutos seculares foram fundados para estender seu culto de mil
formas.
O Apostolado da Oração, que pretende conseguir nossa santificação pessoal e a salvação do mundo mediante
esta devoção, contava já em 1917 com
20 milhões de associados. E em 1960
chegava ao dobro em todo o mundo,
Consagração das Famílias aos
Sagrados Corações
de Jesus e de Maria
passando de um milhão na Espanha;
suas 200 revistas tinham 15 milhões de
inscrições. A maior instituição de todo
o mundo.
A oposição a este culto sempre foi
grande, sobretudo no século XVIII, por
parte dos jansenistas, e recebeu um
forte golpe com a supressão da
Companhia de Jesus (1773).
Na Espanha foram proibidos
os livros sobre o Sagrado Coração. O imperador da Áustria
deu ordem que desaparecessem suas imagens
de todas as Igrejas e capelas. Nos seminários
era ensinado: “a festa do
Sagrado Coração provocou uma grave mancha
sobre a religião”.
A Europa oficialmente
rejeitou o Coração de Cristo e em
seguida foi assolada pelos horrores da
Revolução Francesa e das guerras napoleônicas. Mas, depois da purificação,
o continente ressurgiu de novo com
mais força que nunca.
Em 1856, Pio IX estendeu sua festa
a toda a Igreja. Em 1899, Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração
de Jesus (o Equador já tinha se consagrado em 1874).
E a Espanha, em 30 de maio de 1919,
também se consagrou publicamente ao
Sagrado Coração no Monte dos Anjos, onde foi gravada, sob a estátua de
Cristo, uma promessa feita por Jesus ao
religioso Bernardo de Hoyos em 1733,
onde apareceu durante uma oração
mostrando-lhe Seu Coração e dizendolhe: “Reinarei na Espanha com mais
Veneração que em muitas outras partes” (até aquela época, parte da América
pertencia à Espanha).
Santíssimos Corações de Jesus e de Maria,
unidos no amor perfeito, como nos
olhais com carinho e misericórdia,
consagramos nossos corações,
nossas vidas e nossas famílias a Vós.
Conhecemos que o belo exemplo
de Vosso lar em Nazaré foi um modelo
para cada uma de nossas famílias.
Esperamos obter, com Vossa ajuda,
a união e o amor forte e perdurável
que Vos destes.
Que nosso lar seja cheio de alegria.
Que o afeto sincero, a paciência,
a tolerância, e o respeito mútuo sejam
dados livremente a todos.
Que nossas orações incluam as
necessidades dos outros, não somente
as nossas. E que sempre estejamos
próximos dos sacramentos.
Abençoai a todos os presentes e
também aos ausentes, tantos os vivos
como os defuntos;
que a paz esteja conosco e, quando
formos provados, concedei a resignação
cristã à vontade de Deus.
Mantende nossas famílias perto de
Vossos Corações;
que Vossa proteção especial esteja
sempre conosco.
Sagrados Corações de Jesus e de Maria,
escutai nossa oração.
Amém.
QUER SABER MAIS SOBRE O SAGRADO CORAÇÃO? ACESSE
w w w . n o s s a s e n h o r a d o b r a s i l . c o m . b r
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LITURGIA
Corpus Christi: tesouro da Igreja
A festa de Corpus Christi é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da
Eucaristia, sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os
fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como
alimento e remédio de nossas almas. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o
tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.
A festa de Corpus Christi surgiu no
séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica,
por iniciativa da Freira Juliana de Mont
Cornillon (†1258), que recebia visões
nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma
festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.
Aconteceu que quando o Padre
Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou
uma Missa na cripta de Santa Cristina,
em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada
começaram a cair gotas de sangue sobre
o corporal após a consagração. Dizem
que isso ocorreu porque o padre teria
duvidado da presença real de Cristo na
Eucaristia.
O Papa Urbano IV (1262-1264), que
residia em Orvieto, cidade próxima de
Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino,
ordenou ao Bispo Giacomo que levasse
as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso
foi feito em procissão. Quando o Papa
encontrou a procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.
Em 11/8/1264 o Papa aprovou a Bula
Transiturus de mundo, onde prescreveu que na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente
celebrada a festa em honra do Corpo do
Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício
Procissão de
Corpus Christi 2008
da celebração. O Papa era um arcediago
de Liège e que havia conhecido a Beata
Cornilon havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade
de seus apelos.
Em 1290, foi construída a belíssima
Catedral de Orvieto, em pedras pretas e
brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se
a primeira procissão eucarística pelas
ruas de Liège, como festa diocesana,
tornando-se depois uma festa litúrgica
celebrada em toda a Bélgica, e depois,
então, em todo o mundo no séc. XIV,
quando o Papa Clemente V confirmou
a Bula de Urbano IV, tornando a festa da
Eucaristia um dever canônico mundial.
Em 1317, o Papa João XXII publicou
na Constituição Clementina o dever de
se levar a Eucaristia em procissão pelas
vias públicas. A partir da oficialização,
a festa de Corpus Christi passou a ser
celebrada todos os anos na primeira
quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.
Todo católico deve participar dessa
procissão por ser a mais importante de
todas que acontecem durante o ano, pois
é a única na qual o próprio Senhor sai às
ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas
com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do
Senhor que vem visitar o Seu povo.
Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes,
a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras
outras homenagens a Jesus na Eucaristia.
Muitos se converteram e foram agraciados por esse momento de fé e celebração.
Por Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br
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DÍZIMO
Dízimo, um gesto de fé
A primeira coisa que a Bíblia fala sobre as ofertas e o dízimo é que são gestos
de fé. Quem tem fé em Deus entende o
que significa o dízimo e começa a oferecê-lo à comunidade. Por quê? Porque
a Bíblia diz que Deus é o Criador e Senhor de tudo. O homem foi chamado a
ser administrador dos bens por Ele. Não
somos proprietários desses bens. Somos
apenas administradores. Vamos abrir
a Bíblia e ver isto em Gênesis, 1,22ss. e
2,15. Quando nos damos conta de que
Deus é o Criador e Senhor de tudo e de
que nós somos apenas administradores,
começamos a entender o significado
verdadeiro do dízimo e das ofertas. Reconhecemos o direito de Deus de solicitar que parte dos bens que Ele nos dá seja
oferecido para o serviço da comunidade.
A lei do dízimo — O povo de Deus, tendo à frente homens de fé, agradecidos ao
Senhor e conscientes de que são administradores dos bens e não donos foram
organizando o dízimo, que, aos poucos,
se tornou lei da comunidade. “O dízimo
deve ser oferecido porque pertence a
Deus”, diz a Bíblia no Levítico 27,3033. No livro de Números (Num 2,2132), vemos que na distribuição da terra
prometida para as 12 tribos de Israel os
levitas não receberam seu pedaço de
terra (v. 33). Eles cuidavam do serviço
de Deus na comunidade. Os dízimos
que as outras tribos deveriam trazer
para a comunidade eram para ajudar
os levitas, que se dedicavam, em tempo
integral, a serviço de Deus, no serviço
a todas as tribos. A Bíblia fala do dízimo destinado aos levitas e sacerdotes
do templo (ver em Num 18,21-24) e aos
levitas itinerantes (Dt 18,1-8), pede um
dízimo especial para os pobres (ver Dt
14,28-29; 26,12-15; 12,14-17; 14,22-28).
Ela ensina que parte do dízimo é para o
trabalho e a promoção dos pobres.
Como meros administradores dos
bens de Deus não devemos ver o dízimo
como uma troca de favores. O dízimo,
bem entendido, exclui o egoísmo e integra o amor e a gratuidade. Ele deve
ser oferecido com amor, “sem grandes
intenções”, sem exigir que a Igreja realize obras para incentivar a participação.
Mostrar obras é próprio de políticos,
não da Igreja. Devemos participar do
dízimo com apenas um sentimento –
entrar em comunhão com Deus, participar de Seu plano de Salvação e estar
em comum união com a casa de Deus,
com Sua vontade e a comunidade.
SANTORAL
O DÍZIMO É A MANEIRA
JUSTA E NOBRE DE TODOS
PARTICIPAREM, PORQUE É VONTADE DE DEUS.
COMPROMETA-SE COM NOSSA PARÓQUIA.
FAÇA PARTE DO DÍZIMO!
CADASTRE-SE NA SECRETARIA PAROQUIAL OU LIGUE (11) 3082 9786
GRUPOS DE ORAÇÃO (RCC)
Comunhão com Deus
Para os meses de maio e junho,
os grupos de oração (Renovação Carismática Católica — RCC) da Paróquia
Nossa Senhora do Brasil estão preparando palestras e momentos de espiritualidade voltados para um conhecimento
renovado sobre Nossa Senhora e a Eucaristia. Traga sua família, amigos, colegas
de trabalho e participe conosco dessa
experiência de comunhão com Deus!
Grupo de Oração Sementes do
Espírito: Segundas-feiras, 20h.
(Acesse: www.sementesdoespirito.com.br)
Grupo de Oração Amados
do Senhor: Terças-feiras, 20h.
Grupo de Oração Espírito Santo:
Quintas-feiras, 14h30.
Plantão de Oração: Terças-feiras,
15h (é necessário marcar).
DIZIMISTAS
ANIVERSARIANTES
Maio
3 – Pedro Amaral Salles
5 – Maria Célia Ribeiro Vairo e
Ana Lúcia Comolatti
13 – Maria Cristina Monteiro
15 – Mariana Furucho
16 – Agnes Ilona Keresztes Bigatto
e Tarcísio Barroso
20 – Maria Yolanda Cintra
21 – Mara Strambi Guimarães
31 – Reinaldo Conrad
Junho
7 – Maria Aparecida Correa Lapa
8 – Olga Cardoso Alves
9 – José Eduardo Morato Mesquita
21 – Maria do Rosário Almeida
(Day)
29 – Marilu Giugni
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DICA DE LEITURA
O Evangelho de Maria
A linguagem do carinho é a poesia. Ao falarmos
daqueles a quem amamos,
caímos mesmo sem querer
nas imagens, no simbolismo
lírico, na frase musical.
Salvador Muñoz Iglesias, sacerdote, exegeta e
teólogo, ao falar de Maria,
Mãe de Cristo e nossa Mãe,
dá vazão ao seu afeto, como
bom filho que é. Propõe-se
até, expressamente, “gravar assim o seu
nome” no coração de Nossa Senhora.
Mas se o Evangelho de Maria, conjunto de meditações sobre os textos da
Sagrada Escritura que falam de Nossa
Senhora, é um poema de amor, está ao
mesmo tempo alicerçado na familia-
ridade do autor com os
textos sagrados e na sua
lucidez de teólogo. O resultado é um livro vivo
e fulgurante, coloquial e
profundo, em que tanto
o coração como a cabeça
encontram o seu alimento.
É também uma orientação para a oração pessoal, que deve ser feita, conforme o modelo de Maria,
meditando os ensinamentos de Cristo
com o coração. E assim se chega à bela
descoberta que o autor fez ao concluir
que “por trás do Evangelho de Jesus
sempre está Maria”.
Título: O Evangelho de Maria
Autor: Salvador M. Iglesias
Editora: Quadrante
DICA DE FILME
A Corrente do Bem
A Corrente do Bem conta a história
de um jovem que crê ser possível mudar
o mundo a partir da ação voluntária de
cada um.
O professor de Estudos Sociais Eugene Simonet (Kevin Spacey) não espera
que a turma da 7.ª série deste ano seja diferente das anteriores. Por isso, ele sugere
o mesmo trabalho de sempre no primeiro dia de aula, sem maiores expectativas
quanto aos resultados: os alunos têm
de pensar num jeito de mudar nosso
mundo e colocar isso em prática. Mas
o garoto Trevor McKinney (Haley Joel
Osment) resolve levar o trabalho a sério.
por alguém algo que este não pode fazer
por si mesmo; fazer isso para três pessoas;
e cada pessoa ajudada fazer isso por outras três. Assim, a corrente cresceria em
progressão geométrica: de três para nove,
daí para 27 e assim sucessivamente.
Eugene, que se transformou numa
pessoa de defesas cerradas contra o
mundo, vê no introspectivo Trevor uma
reedição do seu idealismo de outrora.
Os primeiros alvos do garoto são sua
mãe e seu professor. Na busca por um
pai e um lar estável, ele tenta unir os dois
forçando um relacionamento.
Aos 11 anos, ele mora num bairro
de classe operária de Las Vegas com a
mãe, Arlene (Helen Hunt), que trabalha
à noite como garçonete numa boate, de
dia, num cassino, e tem pouco tempo
para ele. O pai (o músico Jon Bon Jovi),
então, raramente aparece.
Quando Arlene percebe a força do
plano do seu filho, ela procura o professor para que este a ajude a compreender
Trevor. Eugene, por seu lado, começa a
se permitir ser mais aberto também em
relação ao garoto, que quer compreender melhor, ainda sem se dar conta dos
sentimentos que nutre pela mãe dele.
A paixão do professor Eugene inspira Trevor, que cria a corrente do bem. A
idéia é baseada em três premissas: fazer
Enquanto isso, o garoto vai em frente com seu plano e as consequências
começam a aparecer. Ele dá a um jo-
vem sem-teto (Jim Caviezel) um lugar
para dormir e para tomar um banho.
Isso emociona uma sem-teto mais velha, Grace (Angie Dickinson) e acaba
chegando até um jovem repórter (Jay
Mohr), que tenta perseguir aquilo que
acredita ser uma grande história.
Sem que Trevor saiba, a concepção da
corrente do bem iniciada em Las Vegas
está se espalhando pelos Estados Unidos.
Título: A Corrente do Bem
Título original: Pay It Forward
Gênero: drama
Origem/ano: EUA/2000
Duração: 122 min
Direção: Mimi Leder
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EXPEDIENTE PAROQUIAL
EXPEDIENTE DA SECRETARIA
Em dias úteis: das 8 às 19h.
Sábados: das 8 às 14h.
BATISMO1
Curso preparatório de Batismo para
pais e padrinhos (todo 3º domingo
do mês, das 9h30 às 11h). Inscrições
no próprio dia; comparecer munidos
do RG e de uma lata de leite para ser
doada para instituições de caridade.
Acesse o site da Paróquia para saber os documentos necessários para
marcar o Batismo.
HORÁRIOS E DIAS PARA BATISMO
Sábados, 13 e 15h (individuais)2; domingos, 9h, 13h30 e 15h30 (individual)2; domingos, 14h30 (coletivo).
DIAS PARA CURSO DE BATISMO
23/5 e 27/6.
MATRIMÔNIO
Informações sobre datas e horários
disponíveis para Casamento devem
ser solicitadas somente na secretaria
pessoalmente.
DIAS PARA CURSO DE NOIVOS
12 e 13/6.
HORÁRIOS DE CONFISSÃO3
Segundas, das 10 às 12h; terças e
quintas, das 9 às 12h; quartas, das 15
às 17h; sextas, das 10 às 12h; aos domingos, antes e durante as missas.
HORÁRIOS DE MISSAS4
Segundas a sextas-feiras: 8h, 9h,
12h05, 17h30 e 18h30.
Sábados: 8 e 9h.
Missas de preceito às 12 e
16h.
Domingos: 8h, 10h, 11h,
12h30, 17h, 18h30 e 20h.
Para maiores informações ou esclarecimentos procurar pessoalmente o Expediente Paroquial.
2
É necessário marcar com certa antecedência.
3
É possível marcar horário para Confissão e
Direção Espiritual.
4
Para missas individuais, de 7º dia ou outras
intenções, verificar outros horários na Secretaria Paroquial.
1
EXPEDIENTE
Informativo Nossa Senhora do Brasil
Maio/Junho - 2010 – Ano 1 – Edição 8
CATEQUESE
INFANTIL
Terças-feiras, 17h30.
Quartas-feiras: 9, 16 e 18h.
Sábados: 9h30.
G. DE ORAÇÃO
SEMENTES DO
ESPÍRITO
Segundas-feiras, 20h.
G. DE ORAÇÃO
AMADOS DO
SENHOR
Terças-feiras, 20h.
G. DE ORAÇÃO
ESPÍRITO SANTO
Quintas-feiras, 14h30.
PLANTÃO DE
ORAÇÃO
Terças-feiras, 15h.
É necessário marcar.
PROGRAMAÇÃO
HORA SANTA
com Exposição do
Santíssimo
Sextas-feiras, 16h.
OFÍCIO DA
IMACULADA
Sábados de maio, 9h.
G. DE JOVENS
UNIVERSITÁRIOS
Domingos, 19h45.
ORAÇÃO DAS MIL
AVE-MARIAS
Todo primeiro sábado do
mês, às 13h30, na Capela
de N. Sª. do Carmo.
PASTORAL DA
FAMÍLIA
Dia 12/5, tema “Filhos,
quantos tê-los?”. Dia 26/5,
tema “O que os filhos
esperam dos pais”. Dia
9/6, tema “Interferência
dos parentes no casal”.
Dia 30, tema “Maturidade
conjugal”. No salão
paroquial, 20h.
RECOLHIMENTO
FEMININO
Dia 18/5, tema “As
riquezas da Graça de
Deus”. Dia 15/6, tema “O
valor do cotidiano”. Às
14h30.
MISSA DE N. S. DE
SCHOENSTATT
Dia 19/5, 20h. Dia 17/6,
10h.
CURSO SOBRE A
ESPIRITUALIDADE
DE SCHOENSTATT
Dias 4/5 e 8/6, 14h30.
PROCLAMAS - CASAMENTOS
MAIO
1 Luiz Carlos Persico e Renata de Lara; Filipe Paro e Flavia
de Atayde A. Freire; Rodrigo Strassacappa e Sabrina Brionis Schlenger; Eduardo José Nerathi e Renata Caetano; Pedro Paulo Corino da Fonseca e Maristella de Serra Manso.
6 Gustavo de Campos Santos e Carolina Muggia Salem.
7 Bruno Pasqualino A. Silva e Eduarda Marione S. Luzia;
Rodrigo Avian Andrade e Patricia Oriente Colombo.
8 Guilherme Bottura e Paula Orsone Nunes; Maurício
Montano Silva Meismith e Daniella Moysés; Frederico
Metzner Martins e Natalia Kherlakian; Marcio Victor
Nanni e Gabriela Chequer de Abreu Fernandes; Flavio
Augusto Henriques Vinoe e Carolina Sgarioni Camargo;
Frederico Sucari e Maysa Moscato Putti.
13 Luiz Gonzaga Morato Neto e Carolina Toledo França
Suter.
14 Rafael Francisco Loquercio Cammarota e Priscila Santos Segura; Leandro Pinheiro de Campos e Mila Maria
Vasconcelos Ielo; Roberto Rodrigues Saes e Amanda Mariane D. Bricoli.
15 Marcelo da Costa Mello e Kátia Christina Tirabassi;
Marcello Marins Cau e Suellen Regina Ugliano Rodrigues;
Fábio da Rocha Azevedo Gorga e Ana Carolina Pereira
Carmo Saraiva; José Carlos Mendes Matuiama e Juliana
Shimura Mattos; Carlos Pimenta de Souza e Ana Carolina
Roselli Marques.
20 Maurício Rebello Moreira e Maria Pia Vitória de Fátima
Trussardi Ugollini.
21 Luiz Antonio Salicio Fuso e Rosangela Alves Leal;
Christiano Alberto Savoy de Britto e Adriana Aboim
Guedes.
22 Marcos Baptista do Vale e Priscila Aricia Neto; Rafael
de Athayde Soares e Gabriela Malveis Cinalli; Rafael Farah
e Helena Koerbel; Antonio Claret Marques Junior e Ana
Carolina Silveira Megale; David Pascal Capliez e Priscila
Carneiro Costa.
28 Marcio Calfat Jafet e Carolina de Cassia Mendes Lopes;
Felipe Mendes Pinhal e Camila Candido Aguiar.
29 Caio Albuquerque de Barros e Ana Carolina Matielli;
Rafael Augusto Todeschi Variane e Renata Porto Silva; Rafael Ferreira Marçal e Vanessa de Souza Marcondes; Marcel José de Jesus Lage Monteiro e Manuela Lo Schiavo; João
Paulo de Oliveira Fonseca e Kelen Cuence.
31 Thomas Anthony Leen e Cristina Couto Teixeira.
JUNHO
02 Wellington Almeida Medeiros e Fabiola Salmora Gaidies.
04 Ricardo Antonio Bocardi e Janaina Araújo Figueiredo; Augusto Tafner Novelli e Diany Mara Fernandes de
Oliveira.
05 Luiz Targino de Lima Neto e Veridiana Nascimento
Moreira Piai.
11 Adriano Kfoury Fernandes e Fernanda Saade.
12 Decio Roberto Kamio Teshuma e Clarissa Harumi
Omori; Flávio Roberto Balbino e Verônica Santos Bento;
Eduardo Pereira de A. R. da Silva e Andreia de Souza Leite;
Domingos Mantelli Guedes de Almeida e Mônica Fernandes de Assis; Douglas Rogerio Campos e Denise Enes
de Araújo.
18 Adriano Soria Barbosa e Giselle Dall Agnol.
19 Gustavo Marques de Oliveira e Isabella Freitas M. Keunecke; Bruno Aruani Lacombe e Carolina Garcia Rosa
Hispagnol; Fernando Kenichi Takenouchi e Sandra Satie
Okuda; Francesco Paolo Conte e Maria Laura Piran de Almeira; Felipe Augusto Paraná Pintinha e Isaura do Amaral
Sousa.
25 João Ricardo Aluey e Flavia Franchello Niero.
26 Alexandre Acerbi e Juliana Maria Maggiorim de Magalhães; Renato Cerski Lavatti e Bruna Gayoso; Diego
Nunes Agostinho e Paula Adriana de Nobil.
Periodicidade: bimestral | Distribuição: gratuita | Tiragem: 2.500 exemplares | Impressão: Gráfica EGM
Responsável: Gisele Munhoz Frey | Projeto gráfico e editorial: Sérgio Fernandes (sergiofernandes.com.br) | Revisão: Marcus Facciollo (marcusrevisor.com.br)
Acesse a versão digital no site: www.nossasenhoradobrasil.com.br
FALE CONOSCO: PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BRASIL - Praça N. Sª. do Brasil – Jardim Paulista, São Paulo – SP, CEP 01438-060
Telefone: (11) 3082 9786 | E-mail: [email protected] | Site: www.nossasenhoradobrasil.com.br
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