VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS AQUISIÇÕES NA MODALIDADE PREGÃO PARA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA São Luís 2009 1 Lindalva Lima Silva Reis Maria das Graças de Moraes Rêgo VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS AQUISIÇÕES NA MODALIDADE PREGÃO PARA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Monografia apresentada ao Curso de PósGraduação em Planejamento Tributário, Gestão, Auditoria Tributária e Docência Superior da Universidade Tuiuti do Paraná como requisito parcial para obtenção do grau em Especialista de Planejamento Tributário. Orientador: São Luís 2009 2 TERMO DE APROVAÇÃO Lindalva Lima Silva Reis Maria das Graças de Moraes Rêgo VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS AQUISIÇÕES NA MODALIDADE PREGÃO PARA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Esta Monografia foi julgada e aprovada para obtenção do título de Especialista ..............................................................................................................................................no Curso de .......................................................................................................... da Universidade Tuiuti do Paraná. Curitiba, 25 de maio de 2009. Instituto Brasil – Extensão E Pós-Graduação – Ibep Universidade Tuiuti do Paraná Orientador: Prof. Dr. XXXXXXXXXX Instituição e Departamento Prof. Dr. XXXXXXXXXX Instituição e Departamento Prof. Dr. XXXXXXXXXX Instituição e Departamento 3 A Deus, criador do Universo que me empresta diariamente o coração que pulsa, o ar que respiro, o solo em que caminho para que eu possa existir. Aos filhos pela compreensão e carinho. Em especial aos nossos companheiros, esposos, amigos Viegas e Laniel, por ter nos estimulado a nunca desistir dos nossos sonhos e sempre alcançá-los. Dedicamos. 4 AGRADECIMENTOS Eu, Lindalva Lima Silva Reis agradeço: Agradeço primeiramente a Deus, por estar sempre ao meu lado e que nunca me deixa desistir dos meus objetivos. Aos meus familiares, em especial meu marido Ednei Viegas e minha filha Valéria Letícia pela compreensão quando me fiz ausente na busca dos meus objetivos; Aos meus queridos pais Alberto e Maria Lindalva pela lição de vida e meus queridos irmão pela colaboração incessante; Ao professor Msc. Edmundo R. Tork Filho pela ajuda e orientação segura; Às amigas Graça e Normandia Lima pelo incentivo para a concretização deste trabalho; A todos meus colegas e professores da Pós-graduação pela amizade e troca de conhecimento e experiência. Eu, Maria das Graças Moraes Rego agradeço: A Deus, criador do Universo que me empresta diariamente o coração que pulsa, o ar que respiro, o solo em que caminho para que eu possa existir. A meus dois filhos pela compreensão e carinho. Em especial ao meu companheiro, esposo, amigo Laniel, por ter me estimulado a nunca desistir dos meus sonhos e sempre alcançá-los. 5 É preciso revestir as licitações e contratos públicos de total transparência, mediante a universalização das tecnologias da informação e comunicação e possibilitar à sociedade o acesso a todos os atos dos procedimentos licitatórios. Lula (2004) 6 RESUMO O presente trabalho apresenta uma abordagem sobre vantagens e desvantagens das aquisições na modalidade pregão para Administração Pública. Objetiva-se identificar os aspectos positivos, assim como o levantamento dos aspectos negativos da aquisição de bens e serviços desse tipo de licitação pública. Trata-se uma reflexão de cunho teórico bibliográfico, em que se faz uma descrição sobre o assunto. A partir de um breve recorte histórico, pontuam-se características importantes para o bom funcionamento do pregão, ao tempo em que são abordados pontos relevantes como conceito, base legal, o seu uso na administração pública e as suas principais orientações atuais. Diante das reformas administrativas em busca da melhor eficiência, celeridade e economia nas compras realizadas, o pregão surgiu no contexto, como saída para dinamizar esse processo. Assim, analisam-se as leis e a importância da utilização de novas tecnologias de informação, como internet, na modalidade pregão, pois é notório o crescimento desse tipo de licitação no setor público administrativo brasileiro. Comprova-se a eficiência do pregão como uma maneira dinâmica, pois o mesmo foi criado como forma de redução da burocracia e dos custos, agilização do sistema, flexibilidade, aumento da publicidade e, principalmente, o de revestir de maior transparência os processos de compra e contratação pública. Também, foi possível identificar resultados negativos trazidos pelo uso e aplicação do pregão eletrônico. Palavras-Chaves: Pregão; Licitação; Administração Pública. 7 ABSTRACT The present work presents an approach on advantages and disadvantages of the acquisitions in the modality proclamation for Public Administration. It is aimed at to identify the positive aspects, as well as the rising of the negative aspects of the acquisition of goods and services of that type of public auction. A reflection of bibliographical theoretical stamp is treated, in that is made a description on the subject. Starting from an abbreviation it cuts out historical, important characteristics are punctuated for the good operation of the proclamation, at the time in that important points are approached as concept, legal base, your use in the public administration and your principal current orientations. Before the administrative reforms in search of the best efficiency, velocity and economy in the accomplished purchases, the proclamation appeared in the context, as exit for dinamizar that process. Like this, the laws and the importance of the use of new technologies of information are analyzed, as internet, in the modality proclamation, because it is well-known the growth of that auction type in the administrative public section Brazilian. He/she is proven the efficiency of the proclamation as a dynamic way, because the same was created as form of reduction of the bureaucracy and of the costs, activation of the system, flexibility, increase of the publicity and, mainly, the one of covering of larger transparency the purchase processes and public recruiting. Also, it was possible to identify results negatives brought by the use and application of the electronic proclamation. Keyword: Proclamation; Auction; Public administration. 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Finalidade do pregão ........................................................................... 17 Figura 2 – Fluxograma da fase interna do Pregão................................................ 24 Figura 3 – Fluxograma da fase externa do Pregão............................................... 27 Figura 4 – Diferença entre o pregão presencial e o pregão eletrônico ................. 33 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................................................. 10 1.1 JUSTIFICATIVA........................................................................................... 10 1.2 OBJETIVOS................................................................................................. 12 1.2.1 Geral ............................................................................................................ 12 1.2 Específicos................................................................................................... 12 1.3 PROBLEMA ................................................................................................. 13 1.4 HIPÓTESES ................................................................................................ 13 2 PREGÃO: UMA NOVA MODADLIDADE DE LICITAR ............................... 15 2.1 CONCEITO .................................................................................................. 16 2.2 CARACTERÍSTICAS ................................................................................... 18 2.3 HISTÓRICO ................................................................................................. 20 2.4 BASE LEGAL E ABRANGÊNCIA DO PREGÃO.......................................... 22 2.5 FASES DO PREGÃO .................................................................................. 23 2.5.1 Fase interna ................................................................................................. 24 2.5.2 Fase externa ................................................................................................ 26 2.6 TIPOS DE PREGÕES ................................................................................. 29 2.6.1 Pregão presencial ........................................................................................ 29 2.6.2 Pregão eletrônico......................................................................................... 30 3 O PREGÃO PARA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA................................... 34 3.1 LIMITAÇÃO DO USO A BENS E SERVIÇOS COMUNS............................. 34 3.2 CLASSIFICAÇÃO DOS BENS E SERVIÇOS .............................................. 36 3.3 O PREGÃO E OS PRINCÍPIOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.............. 39 3.4 ATRIBUIÇÕES DA AUTORIDADE COMPETENTE .................................... 42 3.5 PERFIL E ATRIBUIÇÕES DO PREGOEIRO............................................... 43 4 AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DO PREGÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA...................................................................... 46 4.1 VANTAGENS............................................................................................... 46 4.2 DESVANTAGENS ....................................................................................... 50 5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .................................................... 53 6 CONCLUSÃO.............................................................................................. 55 REFERÊNCIAS ........................................................................................... 57 10 1 INTRODUÇÃO 1.1 JUSTIFICATIVA Por muitos anos a administração pública era caracterizada como inerte no que diz respeito ao atendimento à crescente demanda dos cidadãos por serviços públicos mais eficazes, ágeis e de qualidade. A aquisição dos bens e serviços não obedecia a uma legislação eficaz e com isso custos eram excessivos. Assim, foi iniciada uma série de transformações, inclusive em matéria de licitações e contratos administrativos, com a finalidade de reformulação das suas concepções, em face da consagração constitucional do princípio da eficiência. Considerando que a administração pública tem como finalidade prestar serviço de qualidade à sociedade, devendo ter como base de conduta a Constituição Federal, as leis, os princípios principalmente os da legalidade e da igualdade para assim melhor efetuar suas aquisições, foi o que motivou o interesse pelo tema, ensejando a necessidade de exploração e estudo da licitação na modalidade pregão, por ser esta mais ágil, o que faz com que seus procedimentos sejam menos burocráticos. O pregão, que teve sua pratica exercida pela primeira vez pela ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações, através da Medida Provisória 2.026, de 04 de maio de 2000, passou fazer parte das licitações brasileiras como uma nova modalidade. Foi regulamentada pelo Decreto n. 3.555, de 08 de agosto de 2000 e efetivada Lei nº 10.520/02, cuja premissa básica é a redução de tempo e o aumento da competitividade, trazendo como melhores resultados, condições para a 11 assinatura dos contratos públicos na aquisição de bens e contratação de serviços considerados comuns. Tem como meta os padrões de desempenho e qualidade para que sejam objetivamente definidos em seus atos convocatórios (edital). Também podendo o pregão permitir, ainda, a utilização de recursos eletrônicos, notadamente o uso da internet, o qual se denominou como pregão eletrônico. É considerado um leilão às avessas, cujo vencedor é o proponente que oferecer menor preço e qualidade, sendo constituído de duas fases distintas: preparatória ou interna e a externa ou de desenvolvimento. Ressalta-se que em todas as modalidades de compra pela esfera pública (federal, estadual e municipal) está implícito o precipício de que o Estado deve contratar quem oferecer o menor preço para fornecimento de bens ou serviços. O Pregão vem sendo bastante utilizado pelas vantagens que ele oferece o que faz ele se sobrepor às outras modalidades, pois ele é um processo mais rápido, e mais ágil. No Pregão a escolha do vencedor ocorre no mesmo dia, enquanto que nos processos de tomada de preços ou concorrência pode chegar até cento e vinte dias. Não tendo contestação, ou seja, recurso de alguma empresa, em dez dias sairá o resultado no Diário Oficial. Leva vantagem no que diz respeito à inversão das fases e ao procedimento da definição do vencedor do processo. A simplificação favorecida pelo pregão pode estimular o aumento da competitividade e ampliar a participação de empresas de pequeno e médio portes, as mais beneficiadas pela redução dos custos de transação. Com a ampliação do número de concorrentes, diz a teoria econômica, os preços tendem a cair. Embora não sejam modalidades diferentes, sejam apenas subespécies, existem pequenas diferenças entre o pregão presencial e o pregão eletrônico, 12 principalmente com respeito ao pregoeiro, enquanto o presencial exige presença física o eletrônico não há necessidade. O objeto do presente trabalho é o enfoque sobre essa nova modalidade de licitação denominada pregão em cujo trabalho será abordado o seu conceito, a sua aplicabilidade, a base legal, entre outros e, sobretudo os seus efeitos. Faz-se uma análise sobre as vantagens e desvantagens na Administração Pública Assim a justificativa está em conhecer mais profundamente esse tipo de modalidade, notabilizar suas vantagens e desvantagens para a administração pública a matéria e viabilizar a implementação de melhorias, principalmente quanto ao processo de seleção de propostas. Analisa-se o processo de contratações pelo Poder Público, pois o Pregão contem novas regras de escolha dos fornecedores de materiais e prestadores de serviços. Acredita-se, em suma, que a pesquisa proposta propiciará não só no meio acadêmico, mas também ao profissional uma melhor visão de como a administração pública adquire os bens e serviços comuns. 1.1 OBJETIVOS 1.1.1 Objetivo geral • Identificar as vantagens e desvantagens da aquisição na modalidade Pregão, para a administração pública. 1.1.2 Objetivos específicos • Compreender o meio pelo qual as instituições públicas adquirem seus bens e serviços; 13 • Analisar a lei de licitações, decretos e as leis complementares que regulamentam o Pregão; • Identificar as possíveis formas com que a sociedade poderá controlar os gastos Públicos; • Abordar os princípios da legalidade, igualdade, impessoalidade, moralidade e probidade; • Identificar se houve a possibilidade de disputa entre os fornecedores após a criação da modalidade pregão; • Esclarecer maior transparência de seus atos à sociedade; 1.2 PROBLEMA Percebe-se uma grande dificuldade dos Gestores Públicos em controlar seus gastos, a partir das aquisições feitas pela Lei de licitações e contratos. Nesse sentido chega-se a seguinte questão de pesquisa: Quais as vantagens e desvantagens da aquisição na modalidade Pregão para Administração Pública? 1.3 HIPÓTESES H1 – As compras governamentais feitas através das licitações públicas na modalidade Pregão evidenciam redução de custo para as instituições públicas. H2 – O procedimento licitatório é sempre exigido para afastar o arbítrio e o favorecimento, buscando escolher a melhor proposta para administração pública. 14 H3 – Com a modalidade de licitação pregão é possível determinar o equilíbrio entre o retorno esperado e gasto em suas aquisições. H4 – Na modalidade pregão há uma maior participação de empresas de pequeno e médio porte. 15 2 PREGÃO: UM NOVO PARADIGMA Quando se fala em aquisição de bens e serviços em uma empresa, tem-se em mente o procedimento licitatório, que é uma tomada de preço promovido pela Administração Pública direta ou indireta, entre os interessados habilitados na compra ou alienação de bens, na concessão de serviço ou obra pública. O termo licitação, segundo Aguiar (2002, p. 1020), é originária do vocábulo latino licitacione e significa oferecer lances. Em português a palavra licitação tem por sentido o ato de conseguir dos licitantes o oferecimento do menor preço ou lance para adjudicação da coisa que se coloca como objeto de venda. Brasil (2006) sintetiza licitação como um “procedimento administrativo formal em que a Administração Pública convoca, mediante condições estabelecidas em ato próprio (edital ou convite), empresas interessadas na apresentação de propostas para o oferecimento de bens e serviços”. Para Barros (2002), a licitação constitui um dos principais instrumentos de aplicação do dinheiro público, à medida que possibilita à Administração a escolha, para fins de contratação, da proposta mais vantajosa, sempre colocando em condições de igualdade os candidatos que do certame queiram participar. A licitação significa um cortejo de oferta, em que o interessado lança uma melhor proposta de serviço e ou fornecimento de mercadorias ao Poder Público. Na visão de Mukai (2004, p. 1) pode ser definida nesse sentido como “uma invitatio ad offerendum, isto é, um convite do Poder Público aos administrados para que façam suas propostas e tenham chance de ser por ele contratados, para executarem determinada prestação (de dar ou fazer)” (grifo do autor). 16 A licitação é obrigatória e é regida pela Lei 8.666, de 1993 a qual estabelece em seu artigo 1º “normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios” (BRASIL, 1993). No Brasil as aquisições de bens e serviços, segundo Marinho Junior (2006), devem ser precedidos de processos criatório específico, sobretudo se o contratante é a Administração Pública, assim, o contratante deve estar caucado nas leis que os regem, pois existem várias modalidades de licitações tais como: concorrência, tomada de preços, convite, concurso, leilão, e a mais recente modalidade no âmbito da União, denominada Pregão. Todas elas possuem características próprias e se destinam a determinados tipos de contratação. 2.1 CONCEITO Etimologicamente a palavra pregão, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa apud Szklarowsky (2002), se origina do latim preaco, onise que significa o que proclama, anuncia ou diz em público (grifo do autor). Em um conceito geral a licitação através do pregão pode ser vista como um procedimento administrativo que envolve uma série de atos e ações encadeadas e concatenadas, utilizadas para selecionar a proposta mais vantajosa à Administração. Tem-se, porém o conceito de quem mais entende do assunto. Brasil (2000) assim leciona: Pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns em que a disputa pelo fornecimento é feita em sessão pública, por meio de propostas e lances, para classificação e habilitação do licitante com a proposta de menor preço (BRASIL, 2000). 17 Di Pietro (2004) traz a seguinte definição doutrinária: pregão é a modalidade de Licitação para aquisição de bens e serviços comum, qualquer que seja o valor estimado da contratação, em que a disputa pelo fornecimento é feita por meio de propostas e lances em sessão pública. Na visão de Fernandes (2007, p. 455) o pregão é: [...] o procedimento administrativo por meio do qual a Administração pública, garantindo a isonomia, seleciona fornecedor ou prestador de serviço, visando à execução de objeto comum no mercado, permitindo aos licitantes, em sessão pública presencial ou virtual, reduzir o valor da proposta por meio de lances verbais e sucessivos. No sentido técnico-jurídico, Niebuhr (2002) apud Jacobsen; Marchiori (2006) conceitua o pregão como: [...] uma nova modalidade de licitação pública, que visa à agilidade e à eficiência, destinada a contratos de aquisição de bens e de prestação de serviços, ambos considerados comuns, cujo julgamento das propostas antecede a fase de habilitação, admitindo que os licitantes de melhor classificação renovem as suas propostas. Partindo desses pressupostos, pode-se afirmar que o Pregão é um leilão onde quem vence é o proponente que oferece melhor preço e qualidade, ou seja, é uma modalidade de licitação diferenciada e bastante arrojada em que muitas e significantes são as vantagens decorrentes de sua adoção cuja finalidade é a aquisição de bens e a contratação de serviços comuns (Figura 01). Figura 1 – Finalidade do pregão Fonte: Santos, 2005 18 Silva e Pamplona (2006) realçam que o pregão é uma modalidade aberta para todo o público, inclusive via internet. Os autores esclarecem que qualquer cidadão interessado pode acompanhar o processo licitatório em curso, os valores de cada lance efetuado, o vencedor e até a duração da disputa. Isso aumenta a transparência e o controle social No que concerne aos bens e serviços comuns, Justen Filho (2005) afirma que são “aqueles que apresentam identidade e características padronizadas e que se encontram disponíveis, a qualquer tempo, num mercado próprio”. Embora o art. 1º, § 1º, da Medida Provisória nº 2.026/2000, afirmar que bens e serviços comuns "aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado". Brandão (2005) acredita que esse conceito legal é insuficiente, para ele todos os bens licitados devem ser objetivamente definidos, em descrição sucinta e clara. Para Meireles (2004) o que caracteriza os bens e serviços comuns é sua padronização, ou seja, a possibilidade de substituição de uns por outros, mantendose o mesmo padrão de qualidade e eficiência, assim, serviços como de Engenharia que prevalece a melhor técnica ou de técnica e preço, devem ser afastados, pois no Pregão o que é levado em consideração é o fator preço e não o fator técnico. 2.2 CARACTERÍSTICAS O pregão segundo Fernandes (2007) é uma forma inovadora de compra na administração pública brasileira e possui as seguintes características: 19 a) Limitação do uso e serviços comuns: essa característica está vinculada tão-somente à natureza do objeto a ser licitado. Para Jacobsen; Marchiori (2006) ela é permitida apenas para a aquisição de bens e a contratação de serviços comuns. Ela se difere das outras modalidades porque o preço não tem nenhuma importância para o objeto a ser licitado. Por este motivo, o pregão evita o parcelamento indevido da licitação pública; b) Possibilidade de o licitante reduzir o valor da proposta durante a sessão; Essa característica visa a definição da proposta mais vantajosa para a Administração, que segundo Vasconcelos (2006), “é feita por meio de proposta de preço escrita e, após, disputa por lances verbais. Após os lances, ainda pode haver a negociação direta com o pregoeiro, no intuito da diminuição do valor ofertado”. Assim, as empresas apresentam suas propostas de preços e, em seguida, começam a diminuir seus preços, sem limite para queda dos valores; c) Inversão das fases de julgamento da habilitação e da proposta: essa característica, segundo Nunes (2004), visa a agilização do certame, uma vez que nas aquisições de bens ou serviços realizados mediante a modalidade do pregão as propostas são invertidas em relação às demais modalidades de licitação. Primeiro vem à etapa de preços e, em segundo, a fase de habilitação; d) Redução dos recursos a apenas um, que deve ser apresentado no final do certame. Essa característica apenas analisa a documentação do participante que tenha apresentado a melhor proposta. Cabe realçar que na modalidade pregão a agilidade e a transparência são características fundamentais uma vez que o que vale é sempre o menor preço. Assim, o poder público tem, por lei, a obrigação de fazer uma pesquisa de mercado, 20 para ter um parâmetro de preços nas licitações, haja vista que o pregão funciona como um leilão ao reverso (ao invés de quem dá mais, vale o quem dá menos). 2.3 HISTÓRICO Apesar de parecer uma palavra nova no setor financeiro, a prática do pregão é bastante conhecida, Segundo Fernandes (2003) o pregão teve sua origem nas Ordenações Filipinas de 1592, como uma das primeiras práticas de licitações públicas e uma forma de desburocratizar e tornar mais rápida e econômica a licitação. Para Jacobsen; Marchiori (2006), a primeira manifestação de licitação através do uso do Pregão utilizada no Brasil foi exclusiva da Agência Nacional de Telecomunicação (ANATEL) em 1997, através da Lei Geral de Telecomunicações (Lei nº 9.472, de 16 de junho de 1997) e de seu Regulamento de Contratações (Resolução nº 005/98). Esse órgão adotou o pregão para suas compras, dada à necessidade de uma nova modalidade de licitação que fosse rápida e garantisse economia às aquisições do órgão, entretanto não era permitido a utilização pelos estados, municípios e Distrito Federal. Motivado pelos resultados positivos relatadas pela ANATEL no que concerne à economicidade, maior celeridade e eficiência no processo com os procedimentos de pregão, o Governo Federal, resolveu adotar essa prática, segundo Dantas (2005), por meio da Medida Provisória 2.026, de 04 de maio de 2000, o que posteriormente foi transformada na Medida Provisória nº. 2.182, reeditada sucessivamente por 18 vezes. 21 Inicialmente, a Medida Provisória 2.026/00 instituía o pregão apenas no âmbito da União. O artigo 1º da Medida Provisória determinava que o pregão fosse utilizado "para aquisição de bens e serviços comuns, a união poderá adotar licitação na modalidade pregão" (BRASIL, 2000), porém, segundo Di Pietro (2005) apud Silva (2008) essa restrição estava sendo considerada inconstitucional pela quase totalidade da doutrina que tratou do assunto tendo em vista que, em se tratando de norma geral, tinha que ter aplicação para todos os entes federativos. Em 2002 o pregão foi normatizado e passou se de uso para os outros órgãos através da Lei 10.520, de 17 de julho de 2002 tornando-se ferramenta fundamental nas compras governamentais (BRASIL, 2002). Assim, através do sistema de pregão iniciou-se uma inversão no processo de aquisição. Antes de avaliar se a empresa, através da análise da documentação exigida para habilitação, está apta a vender o produto ou serviço desejado, avalia-se primeiro o preço mínimo possível praticado pela, só após, avalia-se a habilitação jurídica do fornecedor (NUNES, 2004). O sucesso do pregão foi sendo difundido pelos Órgãos Públicos o que motivou o Governo Federal a utilizar a tecnologia da informação no pregão, e assim, expediu o Decreto n°. 3.697, de 21 de dezembro de 2 000, que disponibilizava o procedimento do pregão eletrônico, realizado via Internet. Esse decreto foi revogado pelo Decreto n°. 5.450, d e 31 de maio de 2005, e, a nova edição determina que as contratações efetuadas pelo governo federal necessariamente devem seguir a modalidade de pregão e deve ser fundamentada a necessidade de aquisição através de qualquer outra forma de disputa através do pregão eletrônico. 22 A Lei em seu enunciado assim estabelece: [...] a exigência de utilização do pregão, preferencialmente na forma eletrônica, para entes públicos ou privados, nas contratações de bens e serviços comuns, realizadas em decorrência de transferências voluntárias de recursos públicos da União, decorrentes de convênios ou instrumentos congêneres, ou consórcios públicos (BRASIL, 2005). Desde seu surgimento o pregão vem passando por amadurecimentos e eliminando inúmeras regras desnecessárias ao bom andamento dos certames. Os procedimentos de aquisição estão sofrendo gradativas desconsiderações e o agente público, aos poucos, busca visualizar o interesse público ao invés de tornar o certame um concurso de cumprimento de regras editalícias, onde vencia quem tinha melhor capacidade de cumpri-las. 2.4 BASE LEGAL E ABRANGÊNCIA DO PREGÃO O pregão, como em toda modalidade de licitação está caucada na legislação brasileira, Lei N° 10.520, de 17 de Julho de 2002 – “institui a modalidade de licitação pregão, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios” (BRASIL, 2002). Surgiu com fonte no Projeto de Lei de Conversão Nº 19, de 2002, da Medida Provisória de Nº 2.026, de 4 de maio de 2000, que instituiu o pregão como nova modalidade de licitação e da reedição da mesma em 28 de julho de 2000, que incorpora inúmeros aperfeiçoamentos de redação destinados a melhor esclarecer aspectos do rito do pregão; dos Decretos de Nº 3.555 de 08/08/2002, que aprova o Regulamento para a modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns e o de Nº 5.504/2005 que o regulamenta por meio de tecnologia eletrônica. Cabe realçar aplica-se subsidiariamente a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, no que couber. 23 Têm-se ainda nos termos do inciso XXVII do artigo 22, da Constituição Federal, que estabelece normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III (BRASIL1988). A definição da referida lei que dá sustentação legal para aquisição de bens e serviços comuns está no parágrafo único do artigo 1º e assim leciona: [...] “aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado” (BRASIL, 2002). Quanto a sua abrangência, a Lei N° 10.520 está dest inada por definição legal, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. Entenda-se que, além dos órgãos da Administração Direta, também os fundos especiais as autarquias, as fundações, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União estão submetidas ao regime legal instituído pela referida lei (SZKLAROWSKY, 2002). 2.5 FASES DO PREGÃO O pregão como toda e qualquer licitação passa por determinados procedimentos legais para a realização do mesmo, assim, para que essa prática seja efetivada, a Administração Pública convoca os interessados à apresentação de propostas, com o escopo de selecionar aquela que se mostrar mais conveniente em função de parâmetros previamente divulgados. As fases do pregão previstas em lei de acordo com Brasil (2000) são duas a fase interna e a fase externa. 24 2.5.1 Fase interna A fase interna, ou preparatória do pregão se inicia com a formação dos autos até a publicação do edital (Figura 2). Compreende os atos requeridos para a abertura do processo licitatório. Figura 2 - Fluxograma da fase interna do Pregão Fonte: Bahia (2004) 25 Nessa fase os trabalhos são realizados em âmbito interno, com a participação do dirigente denominado “autoridade competente” o qual é responsável por compras e contratações, da unidade administrativa ou área encarregada de serviços gerais e da unidade ou área da qual se origine a demanda pela licitação (BRASIL, 2000). Cabe a autoridade competente justificar e definir os critérios licitatório a serem contemplados tais como: necessidade de contratação; objeto do certame; exigências de habilitação; critérios de aceitação das propostas; sanções por inadimplemento; prazos para fornecimento; as cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para fornecimento; designar o pregoeiro e equipe de apoio; decidir recursos contra atos do pregoeiro; homologar a adjudicação, feita pelo pregoeiro; determinar a celebração do contrato (SILVA; PAMPLONA, 2006). Essa fase está contemplada no Art. 3º, incisos de I a IV da Lei nº 10.520/02, contendo as seguintes regras: I - a autoridade competente justificará a necessidade de contratação e definirá o objeto do certame, as exigências de habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as sanções por inadimplemento e as cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para fornecimento; II - a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem a competição; III - dos autos do procedimento constarão a justificativa das definições referidas no inciso I deste artigo e os indispensáveis elementos técnicos sobre os quais estiverem apoiados, bem como o orçamento, elaborado pelo órgão ou entidade promotora da licitação, dos bens ou serviços a serem licitados; e IV - a autoridade competente designará, dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação, o pregoeiro e respectiva equipe de apoio, cuja atribuição inclui, dentre outras, o recebimento das propostas e lances, a análise de sua aceitabilidade e sua classificação, bem como a habilitação e a adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor (BRASIL, 2002). Zanotello (2009) enfatiza a importância da fase interna do pregão, pois se essa etapa da licitação for efetivada da maneira correta, em atendimento às exigências legais, certamente a Administração terá êxito na contratação. 26 2.5.2 Fase externa A fase externa ou do desenvolvimento do pregão tem início com a divulgação do edital, que deverá ficar disponível por, no mínimo, oito dias úteis. O conteúdo do art. 4º, Inciso I da Lei n°. 10.520/0 2, assim determina: A convocação dos interessados será efetuada por meio de publicação de aviso em diário oficial do respectivo ente federado ou, não existindo, em jornal de grande circulação local, e facultativamente, por meio eletrônicos e conforme o vulto da licitação, em jornal de grande circulação, nos termos do regulamento de que trata o art. 2º (BRASIL, 2002). A fase externa do Pregão deverá obedecer às regras estabelecidas no Art. 4º, Lei nº 10.520/02, e Art. 8º, do Decreto Estadual nº 8.590/03, que assim estabelece: convocação; credenciamento; classificação; competição por disputa de lances; habilitação; recursos e adjudicação; e homologação (BAHIA, 2004). Como se pode perceber essa modalidade é o inverso das outras, pois após a convocação vem a Classificação, Habilitação, Adjudicação e Homologação, ou seja, na modalidade Pregão em primeiro lugar ocorre a Classificação das ofertas, só então ocorrerá a Habilitação do participante enquanto nas outras, primeiro habilita o participante em seguida é que ocorre à Classificação (Figura 3). Quanto à etapa competitiva, Brasil (2000) esclarece que ela deve transcorrer durante a sessão pública do pregão, na qual são recebidas as propostas escritas e a documentação de habilitação, realizada a disputa por lances verbais e o seu julgamento e classificação, seguido da habilitação da melhor proposta e, finalmente, da proclamação de um vencedor, ou seja, o pregoeiro classificará as propostas em ordem crescente do preço ofertado, em seguida vem a etapa de habilitação, com a abertura do envelope contendo o nome autor da proposta classificada em primeiro lugar. 27 Figura 2 – Fluxograma da fase externa do pregão Fonte: Bahia (2004) 28 O inciso VII do artigo 4º da Lei n°. 10.520/02 assi m determina: Aberta a sessão, os interessados ou seus representantes, apresentarão declaração dando ciência de que cumprem plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os envelopes contendo a indicação do objeto e do preço oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à verificação da conformidade das propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório (BRASIL, 2002) Ainda no mesmo artigo, nos incisos IX, X, XI e XII a lei esclarece: Não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas condições definidas no inciso anterior, poderão os autores das melhores propostas, até o máximo de 3 (três), oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços oferecidos; Para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de menor preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital; Examinada a proposta classificada em primeiro lugar, quanto ao objeto e valor, caberá ao pregoeiro decidir motivadamente a respeito da sua aceitabilidade; Encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura do invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta, para verificação do atendimento das condições fixadas no edital (BRASIL, 2002). Para Brandão (2005) quando é proclamado o vencedor da licitação, só poderá ser interposto recurso contra essa decisão, se o licitante interessado manifestar sua decisão de imediato, assim, é concedido um prazo de três dias para apresentação das razões, ficando também intimados, em igual prazo, os demais licitantes para a apresentação das contra-razões. Caso não preencha os requisitos para a habilitação, proceder-se-á à análise da documentação do segundo colocado e, assim, sucessivamente, até que se encontre um candidato habilitado (TSCHIEDEL, 2008). 29 2.6 TIPOS DE PREGÕES O Pregão, como já foi citado em itens anteriores, apresenta-se como uma modalidade de licitação voltada para a aquisição de bens e serviços comuns, qualquer que seja o valor da contratação, e pode ser realizado de duas maneiras: através de proposta escrita seguida de lances verbais - pregão presencial ou por via eletrônica em sessão pública – pregão eletrônico, em que sairá vencedor aquele que apresentar menor preço final (grifo nosso). 2.6.1 Pregão presencial Pregão presencial ou comum, como o próprio nome sugere, é realizado de modo tradicional em que os representantes que participam do certame comparecem ao órgão licitador, na data e hora previamente determinada e apresentam suas propostas e lances verbais em seção pública (BAHIA, 2004). Na forma presencial o pregoeiro, sua comissão e os licitantes reúnem-se para fazerem à compra através do menor lance ofertado. Para a Tribuna de Criciúma (2009), “o pregão presencial também é mais vantajoso, pois as empresas já apresentam a documentação na hora e pode haver também negociação de preço imediata". Nessa modalidade o pregoeiro é figura de suma importância no desenrolar do processo licitatório, pois é ele que irá conduzir o certame operando o pregão, na data e hora da sua realização e, segundo Fernandes (2007) no ato do credenciamento guarda seção solenidade. 30 Outro fator importante no pregão presencial diz respeito ao critério de competição do certame, visto que apenas os licitantes detentores das ofertas com preços até dez por cento superiores à menor, ou pelo menos três licitantes participam da etapa dos lances (SILVA, 2008). Na fase externa do pregão presencial há: publicidade do edital (forma e prazos de impugnação do edital e pedidos de esclarecimentos, quando republicar o edital); sessão publica do pregão credenciamento, declaração de cumprimento dos requisitos de habilitação, apresentação dos envelopes, análise preliminar das propostas, como detectar as propostas inexeqüíveis, fase de lances orais, análise de aceitabilidade das propostas, análise da habilitação do detentor do melhor preço, declaração do vencedor. Cabe realçar que inicialmente o pregão foi instituído de modo presencial através da Lei de nº 10.520 de 17 de Julho de 2002, porém com o avanço tecnológico o governo também instituiu o pregão eletrônico em não há a presença física dos representantes das empresas licitantes, na forma mencionada no modo presencial. 2.6.2 Pregão eletrônico O pregão eletrônico apresenta as mesmas regras básicas do pregão presencial, pois também é regido pela Lei de nº 10.520/2002, entretanto possui alguns procedimentos específicos. Tem como normatização legal o Decreto n°. 5.450, de 31 de maio de 2005. Antes de ser normatizado pela Lei foi disciplinado pelo O Decreto federal 3697, de 21 de dezembro de 2000. Caracteriza-se especialmente pela inexistência da "presença física" do pregoeiro e dos demais 31 licitantes, uma vez que toda interação é feita por meio de sistema eletrônico de comunicação - Internet (FONSECA, 2006) (grifo do autor). O autor ainda destaca como importante atributo, a potencialização de agilidade aos processos licitatórios, minimizando custos para a Administração Pública, estando cada vez mais consolidado como principal forma de contratação do Governo Federal. É praticado em um ambiente virtual, utilizando, como apoio técnico e operacional, o provedor do sistema eletrônico indicado pela autoridade competente, que garantam condições de segurança em todas as etapas do certame. Cabe realçar que o acesso ao sistema eletrônico para o devido credenciamento do licitante dar-se-á pela atribuição de chave de identificação e de senha, pessoal e intransferível na forma mencionada no modo presencial. Segundo Fernandes (2007), o pregão eletrônico tem algumas peculiaridades que o diferencia do pregão presencial, a saber: obrigatoriedade do uso de recursos de criptografia e autenticação; utilização do apoio técnico operacional da Secretaria de Logística e Tecnologia de Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP) que atua como provedor do sistema eletrônico para órgãos integrantes do Sistema de Serviços Gerais (SISG), os demais órgãos podem ter sistema próprio; Utilização do sistema eletrônico da SLTI/MP para os órgão ou entidades dos Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios mediante o termo de adesão. Albuquerque e Freitas (2006) acrescentam que para a operacionalização da sistemática de Pregão Eletrônico deverão ser previamente credenciados perante o provedor do sistema eletrônico, a autoridade competente do órgão promotor da licitação, o pregoeiro, os membros da equipe de apoio e os licitantes que participam 32 do pregão na forma eletrônica, entretanto o ato de credenciamento não há sessão solene podendo ser feito através de e-mail. No que diz respeito às propostas classificadas, Fernandes (2007) afirma que o pregoeiro abre a fase de lances e após algum tempo decide encerrá-la. Após a decisão o sistema eletrônico emite o “aviso de fechamento iminente de lances” e, após o aviso, em intervalo de zero a trinta minutos, aleatoriamente definido pelo sistema, encerra a etapa de lances. Sobre o assunto a Lei de nº 5.450, artigo 24 § 6º assim determina: Artigo 24. Classificadas as propostas, o pregoeiro dará início à fase competitiva, quando então os licitantes poderão encaminhar lances exclusivamente por meio do sistema eletrônico. § 6º A etapa de lances da sessão pública será encerrada por decisão do pregoeiro (BRASIL, 2005). Quanto ao critério competição do certame, Silva (2008) destaca que no pregão eletrônico todos os licitantes concorrem no processo licitatório. Fernandes (2007) enfoca que o pregão eletrônico se distanciou da forma presencial no que concerne a seleção, haja vista que nessa modalidade a escolha se dá aleatoriamente, fato esse que é julgado como inconstitucional, uma vez que viola a isonomia do certame, pois afasta a melhor contratação. Embora que no pregão tenham duas modalidades, a presencial e a eletrônica, cabe realçar que não são duas modalidades licitatórias distintas, Lima (2008) afirma que são apenas formas diferentes de realização deste procedimento de licitação, apresentando as mesmas regras básicas, sendo que a forma eletrônica é acrescida de procedimentos específicos (Figura 4). Na fase externa do pregão eletrônico diferencia do pregão presencial, pois existe o sistema de informática; a publicidade e peculiaridades do edital de pregão 33 eletrônico; o credenciamento no pregão eletrônico; impugnação e pedido de esclarecimento; a) A fase externa do pregão eletrônico: A sessão pública do pregão eletrônico (acesso ao sistema, declaração de conhecimento e atendimento às exigências de habilitação, julgamento da proposta inicial, fase de lances, encerramento da fase inicial de lances e fase de tempo aleatório, negociação eletrônica, anúncio do arrematante do certame, habilitação). b) Recursos administrativos. Conteúdo mínimo das atas. Adjudicação e homologação. Peculiaridades das sanções administrativas na modalidade pregão (eletrônico e presencial) c) Técnicas de negociação para pregoeiros. Figura 4 – Diferença entre o pregão presencial e o pregão eletrônico Fonte: Lima (2008) 34 3 O PREGÃO PARA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O pregão nos últimos tempos tem se tornado habitual antecedente de várias espécies de contratos administrativos, isso porque ele oferece rapidez e economia nas compras efetuadas pelo governo. Aliás, são essas as principais vantagens que os gestores apontam no pregão. De acordo com Aguiar (2008) foi o seu procedimento mais célere e objetivo, que tornou o pregão, depois de pouquíssimo tempo, a modalidade de licitação mais utilizada pela Administração Pública. Justen Filho (2005, p. 9) a esse respeito manifesta: “A União implementou, a partir da introdução da figura do pregão, um projeto de alteração geral da legislação sobre licitações. Trata-se de substituir a disciplina tradicional consagrada na Lei n° 8.666 por instrumentos licitatórios mais ágeis e rápidos” (...). Segundo Pens (2004) “o pregão junta-se a outros mecanismos (a concorrência, a tomada de preços e o convite) estabelecidos pela Lei Federal nº 8.666/93 para disciplinar as compras no setor público”. Assim, tem-se a compreensão de que todos esses mecanismos operam o princípio de que somente deve ser contratado pela administração pública quem oferecer a proposta mais vantajosa, ou seja, quem apresentar o menor preço para fornecer um bem ou serviço. 3.1 LIMITAÇÃO DO USO A BENS E SERVIÇOS COMUNS O pregão, segundo Fernandes (2007), foi instituído para a União, de forma autônoma, assim, mesmo sendo imposto pela lei que se trata de aquisição de bem ou serviço comum, foram necessários mais de 2 anos de reedições de Medidas 35 Provisórias para que a modalidade viesse a lume como um adequado instrumento constitucional a qual se estende como ferramenta para Estados, o Distrito Federal e Municípios. Entretanto, pode-se afirmar que existe uma dificuldade na definição de bens e serviços “comuns”, pois segundo Justen Filho (2002, p. 20), [...] “a interpretação do conceito de bem ou serviço comum deve fazer-se em função das exigências do interesse público e das peculiaridades procedimentais do próprio pregão”. Na visão de Dantas (2005) se o legislador quisesse autorizar a Administração a aplicar o pregão quando bem o entendesse, o termo “bens e serviços comuns” não teriam sido utilizados. Cabe destacar que o pregão só poderá ser utilizado para aquisição de bens ou serviços comuns, de fácil caracterização, conforme o Parágrafo único do Art. 1º da Lei Ordinária nº 10520, de 2002. Justen Filho (2002, p. 20) pede certa cautela na interpretação do conceito e ainda ressalta; Todo e qualquer objeto licitado tem que ser descrito objetivamente, por ocasião da elaboração do ato convocatório da licitação. Mesmo quando se licitar um bem ou serviço “incomum”, especial, singular, haverá a necessidade (e a possibilidade) de fixação de critérios objetivos de avaliação. Ou seja, o que identifica um bem ou serviço “comum” não é a existência de critérios objetivos de avaliação. Quando muito, poderia afirmar-se que um bem ou serviço comum pode ser descrito mais fácil e completamente através de critérios objetivos do que os que não o sejam. Para Maurano (2004) a adoção do pregão para aquisição de bens e serviços comuns objetiva, principalmente, ampliar a competição, permitindo a obtenção de um melhor preço pela administração, no entanto, sua aplicação tem sido objeto de muitos questionamentos, gerando dúvida e insegurança por parte do administrador quanto à sua escolha, especialmente quando se trata de proceder ao enquadramento do objeto da licitação no conceito de bens e serviços comuns. Na visão de Fernandes (2007, p. 460) a norma é clara ao dispor sobre a restrição: “só para bens e serviços comuns é facultado o uso do pregão; para os 36 demais, não-comuns, o uso do pregão está implicitamente vedado” (grifo do autor). Para o autor a própria Lei definiu o que deve ser entendido por bens e serviços comuns, não sendo razoável a pretensão de inserir novas característica não expressa na norma. Assim, o que define se um bem ou serviço pode ser considerado ou não comum é a possibilidade de definir o padrão de desempenho ou qualidade, segundo especificações usuais no mercado. Assim, contratações de produtos ou serviços complexos, como obras de engenharia, por exemplo, estão exclusos do pregão, pois não necessariamente o menor preço (que sempre é conseguido pelo pregão) é a melhor opção para a contratação. Estas continuam submetidas à Lei 8.666/93 (a Lei de Licitações). Pelo exposto, constata-se que não existe uma definição precisa e legal no que se refere a bens e serviços comuns, uma vez que existem expressões com várias significações. Assim, no momento da convocação a Administração Pública precisa, pode e deve ser objetiva ao citar os componentes e serviços a serem oferecidos, haja vista que exclusivamente não se pode ter formas de tomar conhecimento do que pode e do que não pode ser licitado por pregão, apesar da listagem citada pelo Anexo II do Decreto e nº 3.784/2001. 3.2 CLASSIFICAÇÃO DOS BENS E SERVIÇOS A disposição sobre “bens e serviços comuns” está regulamentada pelos Decretos nº 3.555/2000; nº 3.693/2000 consta no Anexo II do Decreto e nº 3.784/2001, cujo conteúdo é o que segue: a) BENS COMUNS 1. Bens de Consumo 37 1.1. Água mineral; 1.2. Combustível e lubrificante; 1.3. Gás; 1.4. Gênero alimentício; 1.5. Material de expediente; 1.6. Material hospitalar, médico e de laboratório; 1.7. Medicamentos, drogas e insumos farmacêuticos; 1.8. Material de limpeza e conservação; 1.9. Oxigênio; 1.10. Uniforme. 2. Bens Permanentes 2.1. Mobiliário; 2.2. Equipamentos em geral, exceto bens de Informática; 2.3. Utensílios de uso geral, exceto bens de Informática; 2.4. Veículo automotivo em geral; 2.5. Microcomputador de mesa ou portátil (notebook), monitor de vídeo e impressora. b) SERVIÇOS COMUNS 1. Serviços de Apoio Administrativo. 2. Serviços de Apoio à Atividade de Informática. 2.1. Digitação; 2.2. Manutenção; 3. Serviços de Assinaturas; 3.1. Jornal; 3.2. Periódico; 38 3.3. Revista; 3.4. Televisão via satélite; 3.5. Televisão a cabo; 4. Serviços de Assistência. 4.1. Hospitalar; 4.2. Médica; 4.3. Odontológica; 5. Serviços de Copa e Cozinha. 6. Serviços de Confecção de Uniformes. 7. Serviços de Suporte à Administração de Edifícios Públicos. 8. Serviços de Eventos. 9. Serviços de Filmagem. 10. Serviços de Fotografia. 11. Serviços de Gás Natural. 12. Serviços de Gás Liquefeito de Petróleo. 13. Serviços Gráficos. 14. Serviços de Hotelaria. 15. Serviços de Jardinagem. 16. Serviços de Lavanderia. 17. Serviços de Limpeza e Conservação. 18. Serviços de Locação de Bens Móveis. 19. Serviços de Manutenção de Bens Imóveis. 20. Serviços de Manutenção de Bens Móveis. 21. Serviços de Remoção de Bens Móveis. 22. Serviços de Microfilmagem. 39 23. Serviços de Reprografia. 24. Serviços de Seguro-Saúde. 25. Serviços de Degravação. 26. Serviços de Tradução. 27. Serviços de Telecomunicações de Dados. 28. Serviços de Telecomunicações de Imagem. 29. Serviços de Telecomunicações de Voz. 30. Serviços de Telefonia Fixa. 31. Serviços de Telefonia Móvel. 32. Serviços de Transporte. 33. Serviços de Vale-Refeição. 34. Serviços de Vigilância e Segurança Patrimonial. 35. Serviços de Fornecimento de Energia Elétrica. 36. Serviços de Apoio Marítimo. 37. Serviço de Aperfeiçoamento, Capacitação e Treinamento (BRASIL, 2001). 3.3 O PREGÃO E OS PRINCÍPIOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Como todo e qualquer ramo de negócio existe algumas regras que norteiam sua elaboração e execução. Para Tschiedel (2008) são normas balizadoras das atividades e estas devem estar concatenadas com todos os ordenamentos jurídicos, o que é plenamente aplicável ao Direito Administrativo. Cretella Júnior apud Tschiedel (2008), assim comenta: "não se pode encontrar qualquer instituto do Direito Administrativo que não seja informado pelos respectivos princípios". 40 O autor ressalva que os princípios que regem a Administração Pública estão expressos na Constituição Federal, e, são reconhecidos em casos que, embora não constem do texto constitucional, são aceitos pela doutrina administrativista de forma majoritária. Os princípios do Direito Administrativo expressos na Constituição Federal em seu artigo 37, caput são: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. O Pregão, embasado nos direitos constitucionais também está condicionado, segundo Silva e Pamplona (2006) aos seguintes Princípios: os básicos e os correlatos. a) Princípios básicos – Constam no Decreto nº 3.555/2000, Anexo I, em seu artigo 4º que assim explicita: A licitação na modalidade de pregão é juridicamente condicionada aos princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo [...] (BRASIL, 2000b). Tais princípios são explicados por Silva e Pamplona (2006) da seguinte forma: Legalidade – a atuação do gestor público e a realização da licitação devem ser processadas na forma da Lei, sem nenhuma interferência pessoal da autoridade. Impessoalidade – o interesse público está acima dos interesses pessoais; a Administração não deverá fazer acepção de pessoas; tratamento igual independente do interlocutor; vedada a discriminação face a sede da empresa. Moralidade – a licitação deverá ser realizada em estrito cumprimento dos princípios morais, de acordo com a Lei, não cabendo nenhum deslize, uma vez que o Estado é custeado pelo cidadão que paga seus impostos para receber em troca os serviços públicos. Publicidade – transparência do processo licitatório em todas as suas fases. Inclusive sala da sessão de pregão aberta ao público ou mediante distribuição de senhas. Nada de portas trancadas... Probidade Administrativa – o gestor deve ser honesto em cumprir todos os deveres que lhe são atribuídos por força da legislação. Vinculação ao instrumento convocatório – a Administração, bem como os licitantes, ficam obrigados a cumprir os termos do edital em todas as fases do processo: documentação, propostas, julgamento e ao contrato. 41 Igualdade – previsto no art. 37, XXI da Constituição Federal onde proíbe a discriminação entre os participantes do processo. O gestor não pode incluir cláusulas que restrinjam ou frustem o caráter competitivo favorecendo uns em detrimento de outros, que acabam por beneficiar, mesmo que involuntariamente, determinados participantes. Julgamento objetivo – pedidos da Administração em confronto com o ofertado pelos participantes devem ser analisados de acordo com o Edital, considerando o interesse do serviço público e os fatores de qualidade (Princípio da Eficácia – Art. 37 CF/88). b) Princípios correlatos – Também estão explicitados no Anexo I, em seu artigo 4º do Decreto nº 3.555/2000. Seu conteúdo assim retrata: [...] “celeridade, finalidade, razoabilidade, proporcionalidade, competitividade, justo preço, seletividade e comparação objetiva das propostas” (BRASIL, 2000b). Sobre esses princípios Silva e Pamplona (2006) assim manifestam: 1) Celeridade, buscando a agilidade do procedimento; 2) Finalidade, princípio máximo do Direito Administrativo, voltado para a regra de interpretação teleológica da norma; 3) Razoabilidade, que exige uma conexão perfeita entre a opção de conduta escolhida e a finalidade, voltado para o atendimento ao interesse público; 4) Proporcionalidade, a chamada “dosimetria” dos atos em face de importância dos atos; 5) Competitividade, regra fundamental da licitação; 6) Justo Preço, alcançar preços em compasso com o mercado; 7) Seletividade, que determina o trabalho constante de seleção da proposta mais vantajosa; 8) Comparação objetiva das propostas, critérios objetivos e normativos, “menor preço”. 42 3.4 ATRIBUIÇÕES DA AUTORIDADE COMPETENTE A Autoridade Competente é o dirigente responsável pela administração das compras e contratações designada no Regimento do órgão ou entidade. Tem função muito importante, pois em grande medida abrange atos que precedem a divulgação do certame. Tais medidas regimentais, de acordo com Brasil (2002, p. 12), de uma maneira geral, contemplam os seguintes atributos: a) Determinar a abertura da licitação, justificando a necessidade da contratação; b) Definir o objeto do certame, de forma clara, precisa e concisa; c) Estabelecer: as exigências da habilitação, os critérios de aceitabilidade dos preços, as sanções por inadimplemento (art. 7º da Lei 10.520/2002), os prazos e as condições da contratação, o prazo de validade das propostas (art. 6º da Lei 10.520/2002); d) Definir a redução mínima admissível entre os lances sucessivos; e) Definir o critério de encerramento da etapa de lances; f) Fixar as condições de prestação de garantia de execução do contrato ou dispensá-la, se for o caso; g) Designar o pregoeiro e os componentes da equipe de apoio ao pregão; h) Estabelecer os requisitos e critérios que regem a licitação e a execução do contrato; i) Decidir os recursos contra atos do pregoeiro, reconsiderados; j) Adjudicar o objeto da licitação quando houver recurso; por este não 43 k) Homologar, anular ou revogar a adjudicação do pregão, determinando a celebração do contrato. As atribuições da autoridade competente podem ser delegadas para servidor designado como Ordenador de Despesas ou como Agente de Compras, no intuito de agilizar decisões e procedimentos. Cabe salientar que tais atribuições estão definidas nos artigos 3° do Decreto 47.297/20 02 e 6° da Resolução CEGP10/2002. 3.5 PERFIL E ATRIBUIÇÕES DO PREGOEIRO O Pregoeiro é o elemento imprescindível pela condução do pregão. Tem seu nome designado pela autoridade competente do órgão ou entidade promotora da licitação, mediante ato administrativo, consoante ao que estabelece o art. 3º, inciso IV e § 1º, da lei nº 10.520/02. A pessoa indicada para pregoeiro é escolhida dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação. Conta com uma equipe de apoio também indicada pelo mesmo processo de escolha do pregoeiro. Salienta-se que a legislação pertinente não determina número mínimo de membros da equipe de apoio do pregoeiro nem a duração dos mandatos de ambos. Quanto ao processo de escolha do pregoeiro e sua equipe, de acordo com Nóbrega (2001), não pode e não deve ser feita de forma aleatória, indica-se qualquer servidor que esteja disponível ou que se ofereça para a função, como normalmente ocorre em relação às comissões de licitação e de processo disciplinar. A norma que rege essa modalidade orienta que somente poderá atuar como 44 pregoeiro o servidor que tenha realizado capacitação específica para desempenhar essa atribuição. Para desenvolver essa atividade, o servidor responsável deverá ser capacitado não só com conhecimentos legais e técnicos específicos das áreas de compras, licitação e contratos, mas também nos aspectos comportamentais e éticos, para que possa coordenar e conduzir a sessão pública e a negociação com fornecedores com segurança e em atendimento aos preceitos legais de impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (artigo 37 da Constituição federal de 1988) que norteiam a administração pública. A lei não estabelece as características pessoais como condição para o exercício da função de pregoeiro. Entretanto, Justen Filho (2001, p. 63) alerta que o pregoeiro deve ser bem treinado e estar orientado e compromissado a bem exercitar os seus encargos. São deles essas palavras: [...] a atividade de pregoeiro exige algumas habilidades próprias e específicas. A condução do certame, especialmente na fase de lances, demanda personalidade extrovertida, conhecimento jurídico e técnico razoáveis, raciocínio ágil e espírito esclarecido. O pregoeiro não desempenha mera função passiva (abertura de propostas, exame de documentos etc.), mas lhe cabe inclusive fomentar a competição – o que significa desenvoltura e ausência de timidez. Nem todas as pessoas físicas dispõem de tais características, que se configuram como uma questão de personalidade muito mais do que de treinamento. Constituir-se-á, então, em dever da autoridade superior verificar se o agente preenche esses requisitos para promover sua indicação como pregoeiro. Preenchido o perfil desejável de liderança, que segundo Bahia (2004) são: honestidade, integridade, responsabilidade, liderança, boas maneiras, pontualidade, boa fluência, organização, auto-valorização, respeito, capacidade de negociação, conhecimento das normas que disciplinam os procedimentos das licitações, ética, transparência, equilíbrio emocional, habilidade em negociação e domínio em comunicação, o pregoeiro deverá desenvolver as atribuições a ele conferidas. 45 As atribuições do pregoeiro de acordo com o Decreto nº 3.555, de 08 de agosto de 2000, Artigo 9º do Anexo I, são as seguintes: a) O credenciamento dos interessados; b) O recebimento dos envelopes das propostas de preços e da documentação de habilitação; c) A abertura dos envelopes das propostas de preços, o seu exame e a classificação dos proponentes; d) A condução dos procedimentos relativos aos lances e à escolha da proposta ou do lance de menor preço; e) A adjudicação da proposta de menor preço; f) A elaboração de ata; g) A condução dos trabalhos da equipe de apoio; h) O recebimento, o exame e a decisão sobre recursos; i) O encaminhamento do processo devidamente instruído, após a adjudicação, à autoridade superior, visando a homologação e a contratação (BRASIL, 2002b). Quanto à equipe de apoio, ela deve estar integrada ao pregoeiro, pois a missão precípua é prestar assistência ao pregoeiro, dando suporte às atividades que lhe incumbem executar. No que diz respeito às responsabilidades conferidas ao pregoeiro, Nóbrega (2001) destaca que o mesmo tem o dever de bem executar as atribuições de sua competência além do compromisso de bem atuar e de cumprir o encargo confiado, haja vista que essas responsabilidades implicam em ter que assumir as consequências de atos que resultem da inobservância de deveres descumpridos ou atendidos de forma insatisfatória. Sobre esse assunto o autor assim destaca: Ao desatender às obrigações confiadas, submeter-se-á o pregoeiro às responsabilidades nas esferas administrativa, cível e criminal. A primeira implica em ter que avaliar no plano meramente funcional o cometimento de irregularidades que resultem, direta ou indiretamente, na afronta a normas e regulamentos que se prestem a orientar condutas que deva observar, podendo afetar a relação mantida com o ente ao qual se acha integrado. No âmbito civil apurar-se-á a ocorrência de danos a serem reparados em razão de eventual irregularidade que se lhe possa imputar. Na área criminal a repercussão estará adstrita ao exame de cometimento de fato tipificado como crime pelas leis em vigor (NÓBREGA, 2001). 46 4 AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DO PREGÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Quando se trata de atender aos interesses da sociedade, cabe a Administração Pública exercer esse papel, pois é de fundamental importância que seja evitada que essa administração venha a se privilegiar ou atender os interesses pessoais daqueles que estão em um patamar de hierarquia superior. Nesse sentido, Brandão (2005) preconiza que existem vários instrumentos que tornam essa finalidade uma realidade eficaz, embora que se veja na prática, o mau uso da Administração Pública no que concerne aos interesses da coletividade. Para tanto, surgem novos paradigmas com o objetivo de resolver os problemas de controle dos atos administrativos e desmando dos gestores públicos. Assim, a modalidade pregão surgiu como uma forma de restrição imposta à Administração Pública, com finalidade de conter a contratação livre, dos bens e serviços necessários ao bom funcionamento do setor. O pregão passou a integrar o campo das aquisições e contratações empreendidas pelo poder público e, desta forma, certamente contribuirá para a transformação da rotina da Administração Pública, principalmente para que se venha efetivar cada vez mais a melhor compra e/ou contratação, buscando sempre satisfazer o interesse público. 4.1 VANTAGENS A modalidade de Pregão vem apresentando resultados expressivos na nos processos licitatórios e propiciando economia substancial nos preços finais pagos pela Administração Pública. É um aperfeiçoamento do regime de licitações para a 47 administração pública de suma importância para os princípios da contabilidade, pois participa do equilíbrio do orçamento público e a operacionalização das receitas e despesas da empresa. Sobre o assunto Silva (2000) assim manifesta: Para fazer face ás suas necessidades, cumprindo suas precípuas funções. Estado dispõe de recursos ou rendas que lhe são entregues através da contribuição das coletividades. O conjunto desses recursos constitui a denominada Receita Pública e com ela, o Estado vai enfrentar todos os encargos com a manutenção de sua organização, com custeio de seus serviços, com a segurança de sua soberania, com as iniciativas de fomento e desenvolvimento econômico e social e com seu próprio patrimônio. [...] Constituem Despesas Públicas, todos os desembolsos efetuados pelo Estado no atendimento dos serviços e encargos assumidos no interesse geral da comunidade, nos termos da Constituição, das leis, ou em decorrência de contratos ou outros instrumentos. (SILVA, 2000, p.98-113.). Podem-se enumerar várias vantagens que essa modalidade de licitação oferece. Para Niebuhr (2004) a modalidade pregão distingue-se das demais por apresentar vantagens flagrantes. O autor classifica como primeira vantagem a independência do valor estimado do futuro contrato. Outra delas é que ele torna o processo mais rápido, invertendo as etapas usuais da licitação, primeiro escolhendo a melhor proposta, para depois cuidar de toda a parte burocrática da licitação. Além de agilidade e redução de custos para o setor público, o pregão também proporciona mais transparência aos interessados que podem acompanhar essas movimentações financeiras dos locais de trabalho pela internet. Sobre o assunto Justen Filho (2002, p. 208) assim manifesta: O pregão desburocratizou os processos de contratação de bens e serviços pela Administração Pública, tornando-os menos formalistas, bem como ampliou as oportunidades de participação dos licitantes garantindo maior transparência aos processos licitatórios. O pregão possui também uma vantagem que parte do princípio constitucional da eficiência. Maurano (2004) justifica que [...] “ninguém mais que os Estados e Municípios necessitam da simplificação e agilização dos procedimentos licitatórios, com vistas à melhoria do atendimento de suas necessidades de serviço e à 48 satisfação do interesse público em geral, de modo algum se justificando tal marginalização”. Na prática, o que realmente se observa é que além da eficiência existe, principalmente, a economia, por isso que está sendo procurada cada vez mais pela Administração Pública. No que diz respeito ao princípio da eficiência Tschiedel (2008) enumera alguns itens em que o pregão contribui. Presteza: o pregão permite uma maior agilidade do procedimento licitatório, pois, ao antepor a fase de classificação e julgamento à da habilitação, evita a perda de tempo em se analisarem documentações de empresas que não apresentarão propostas condizentes com os interesses da Administração. Rendimento funcional: como no pregão não é necessária a presença de uma comissão de licitação, mas apenas de um pregoeiro (devidamente capacitado) e de uma equipe de apoio (não necessariamente dotada de grande conhecimento técnico), tal modalidade acaba por permitir um melhor aproveitamento dos recursos humanos disponíveis. Produtividade: como o procedimento do pregão é mais célere do que os demais, é possível que, com a mesma quantidade de recursos humanos disponível se realize um maior número de licitações, com ganhos reais de produtividade. Economicidade: a oportunidade de oferecer lances verbais sucessivos àquele licitante que emitiu a proposta mais vantajosa e aos três outros que não suplantaram em 10% a proposta do primeiro colocado aumenta, consideravelmente, a competitividade entre eles, que tendem a reduzir, ainda mais, os preços ofertados inicialmente, gerando economia nas contratações. Redução de desperdícios do dinheiro público: seguindo o mesmo raciocínio do item anterior, as ofertas mais baixas, pelos licitantes, geram grande economia, reduzindo os desperdícios na aplicação dos recursos públicos. Em virtude da importância desses últimos dois itens para a concretização do princípio da eficiência, o próximo tópico fará uma análise mais aprofundada dos mesmos, abordando os fatores que permeiam a análise decisória dos licitantes (grifo do autor). Outro ponto positivo, segundo Niebuhr (2004) é que o pregão também atrai elogios porque ele minimiza a possibilidade de litígios, haja vista que os licitantes dispõem de apenas uma oportunidade para interporem recursos administrativos, que ocorre logo após a decisão do pregoeiro sobre a habilitação. Além disso, para 49 interporem o recurso, devem estar presentes à sessão do pregão e manifestar motivadamente a intenção de recorrer. No Pregão a escolha do vencedor ocorre no mesmo dia, enquanto que nos processos de tomada de preços ou concorrência pode chegar até cento e vinte dias. Não tendo contestação, ou seja, recurso de alguma empresa, em dez dias sairá o resultado no Diário Oficial. Cabe realçar que as duas subespécies proporcionam à Administração Pública todas as já citadas vantagens, especialmente em comparação com as modalidades tradicionais da Lei nº 8.666/93. Niebuhr (2004) ressalta que o pregão eletrônico se destaca do presencial por utilizar recursos de tecnologia da informação, e por isso apresenta vantagens ainda maiores como: Isonomia, redução do tempo, comodidade para os participantes, agilidade e rapidez no processo, economia e redução nos preços, aumento da publicidade devido a Internet, possibilidade de negociar com os fornecedores, transparência/ moralidade e maior concorrência. Como se pode perceber essa nova modalidade, com acesso livre e direto às licitações, traz benefícios para todos os envolvidos, tais como: a) para a sociedade: transparência; b) para o fornecedor: aceso à disputa; c) para o estado: agilidade no processo de compra, redução dos preços, de custos processuais e de tempo de duração do processo. Diante de todas as vantagens, Brandão (2005) chama a atenção para os excelentes resultados obtidos pelo Pregão os quais estão motivando a Administração Pública no sentido de adotar cada vez mais essa nova modalidade de Licitação, especialmente após a edição da Lei 10.520/2002, uma vez que o Pregão 50 se destaca pela sua expressiva contribuição para a racionalização, a economia, a agilidade e a transparência das licitações. 4.2 DESVANTAGENS O pregão tem se mostrado uma excelente ferramenta na redução da despesa pública, pois é incontestável o ganho real nas licitações. Entretanto, há caso em que ele não se mostra a modalidade de licitação mais adequada, mesmo sendo para aquisição de bens e serviços comuns. Segundo Dantas (2005) em relação às outras modalidades o pregão deixa a desejar em alguns aspectos, pois o mesmo não é adequado para concursos, pois esta modalidade destina-se a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico; não substituirá o leilão porque não exige fase de habilitação prévia, exceto caução, e tem as mesmas características de lance verbal; não substituirá o convite, pois este tem um prazo de divulgação menor que o pregão - cinco dias úteis contra oito dias do pregão; não substituirá os tipos de licitação de "melhor técnica" e "técnica e preço". O autor ainda coloca que o pregão está favorecendo a ocorrência do “blefe”, da venda de posição entre licitantes, já que a habilitação é exigida após a definição do vencedor. Embora regido por lei, existem situações em que licitantes vencedores vendem sua posição e não entregam os documentos para a formalização da habilitação, com isso são desclassificados e os licitantes remanescentes são chamados com preços superiores ao cotado inicialmente e são declarados vencedores. Cabe realçar que a maioria dos editais não estabelecem penalidades para a ocorrência da situação acima mencionada. 51 Outra desvantagem diz respeito ao preço de participação do processo. Segundo Dantas (2005) para participar de um procedimento licitatório, normalmente se leva duas propostas: a primeira, com um preço maior, que será entregue se o mesmo perceber que não acudiram muitos concorrentes ao certame; a segunda, conhecida como proposta "de guerra", ou melhor, a menor proposta comercialmente possível. No pregão não existe proposta essa modalidade já que todas as cotações são conhecidas, levando o paradigma inicial sempre para cima (grifo do autor). Outra distorção diz respeito à divulgação da economia feita pelo Pregão. Nas outras modalidades licitatórias não são mencionados/divulgados o preço de referência e o preço contratado. No que concerne ao pregão eletrônico, Niebuhr (2004) menciona que se por um lado, o pregão eletrônico amplia a competitividade, por outro, se utilizado indistintamente, para objetos cujos fornecedores ainda não disponham de tecnologia, o efeito tende a ser contrário, restringindo a competitividade. São palavras do autor: “tal desvantagem pode ser perfeitamente contornada, desde que haja sensibilidade para saber quando e em que situação utilizar o pregão eletrônico”. Para Lima (2008), um dos pontos negativos a serem vencidos, é em relação ao caráter tecnológico e ao caráter jurídico do processo, pois pontos como a demora para download, problemas de busca, a falta de segurança na rede e o despreparo tecnológico dos fornecedores que devem ser corrigidos; no campo jurídico, deve a obediência da lei, uma vez que os diferentes contextos em que se inserem essas modalidades de licitação exigem regulamentações. Portanto necessitam de atos e procedimentos que garantam os mesmos direitos e deveres em ambas as situações. Outro ponto relevante, considerado como uma desvantagem, segundo a autora, diz respeito à ausência da regra dos 10%, uma vez que a tendência dos 52 licitantes tem sido fazer a cotação inicial pelo maior valor possível, quanto não se divulga o preço referencial ou pelo limite do valor referencial, quando este é divulgado. 53 5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Esta pesquisa é de revisão (pesquisa bibliográfica), pois foram consultadas fontes bibliográficas, tais como, livros, publicações periódicas (jornais, revistas, panfletos etc.) e de autores de renome no meio contábil, cujo conteúdo abrange as seguintes áreas de conhecimento: Direito Tributário e Contabilidade envolvendo os tributos. No levantamento bibliográfico será dada especial atenção aos trabalhos científicos, dissertações e teses, privilegiando sempre as publicações de artigos em anais de congressos e de revistas especializadas. Sendo a pesquisa bibliográfica a principal fonte, o instrumento de coleta de dados serão realizadas anotações de informações mais relevantes sobre o assunto retirado desta bibliografia, objetivando a otimização da pesquisa a ser realizada. Dessa forma, através destas anotações contendo registros de dados documentais necessários ao desenvolvimento e fundamentação do estudo, tem-se uma visão mais dinâmica do tema proposto de acordo com a ótica de diversos doutrinadores. Trata-se de um estudo analítico em que o tipo utilizado é a pesquisa teórica porque “analisa uma determinada teoria” (TORK FILHO, 2008). Após da escolha do tema, foi feito o levantamento bibliográfico e escolheuse as obras de maior relevância sobre o tema em discussão. Assim, após a leitura e análise das obras, discorreu-se sobre o assunto, analisando desde o surgimento do Pregão, suas vantagens e desvantagens em relação a outras modalidades de licitação, teve-se assim a clareza do conceito de Pregão e sua aplicabilidade no dia a dia, a base legal como, a lei de licitações, decretos e leis complementares que regulam essa modalidade. 54 As fontes documentais apropriadas para a elaboração dessa pesquisa teórica foram: • Documentos escritos, como livros, jornais, revistas, artigos e conferências escritas; • Documentos eletrônicos como páginas web. Assim, os passos metodológicos principais foram: • Levantamentos bibliográficos junto às bibliotecas da UFMA, UNICEUMA, entre outras, em que se buscará a fundamentação teórica acerca do assunto. • Revisão bibliográfica, incluindo seleção e análise a fim de constatar se o material consultado se enquadra na pesquisa. • Apreciação e correção do orientador; • Conclusão e redação final. 55 6 CONCLUSÃO Diante do que foi visto e exposto acerca do pregão, chega-se a conclusão que o mesmo foi instituído no momento em que o Estado deixou de ser executor e passou a ser regulador, visto que a sociedade acordou e começou a exigir uma maior eficiência nos serviços prestados pelo Governo. Assim, o pregão surgiu com um novo paradigma, cuja finalidade é a de atender essas necessidades essenciais, de formas mais rápidas, econômicas e transparentes aos administradores públicos de todas as esferas, seja federal, estadual, municipal ou distrital. É notório que a adoção do Pregão e a implementação de sua forma eletrônica viabilizaram um notável progresso no que diz respeito às compras e contratações realizadas pela administração pública, já que se observa um grande volume de recursos financeiros empenhados pela mesma em suas contratações. Assim, contratar serviços e obras comuns pela modalidade do pregão, independente do valor, apresenta resultados positivos diretamente contidos na agilidade na aquisição de bens e serviços, visto a contratação dar-se em sessão única; redução de custos aos fornecedores, que não precisarão preparar-se para um processo longo; e, inibição à formação de cartéis, pela maior possibilidade de negociação da Administração frente aos proponentes, e pela ampliação do leque dos proponentes, principalmente no caso de pregão eletrônico. Todas essas vantagens aumentam, em grande escala, a eficiência na gestão administrativa já que o objetivo extrair dos particulares que contratam com a Administração o menor preço de fato. O fato de a Administração Pública ter adotado gradativamente o pregão nas duas formas de realizações, tanto do presencial quanto do eletrônico, demonstra maior comprometimento com o bem público, pois os resultados até então obtidos, 56 ratificam a importância do uso dessa nova forma de licitação já que as mesmas são amparadas no rigor da lei. Assim, pode afirmar que as duas vantagens primordiais decorrentes do pregão são a agilidade e a diminuição de custos para a Administração Pública e, portanto vão de acordo com dois princípios constitucionais: da eficiência e da economicidade, visto que nessa modalidade o procedimento é menos oneroso, mais célere e eficaz. Ademais, a modalidade eletrônica vem se consagrando como uma forte tendência para a tecnologia de informação, pois dá abertura para vendedores e prestadores de serviço de todo território brasileiro participar do certame. O pregão, sem sombra de dúvidas, é a mais recente tendência dos processos licitatório no que diz respeito às compras e contratações realizadas pela administração pública pelas vantagens supracitadas, porém como em toda em qualquer atividade, tem os suas desvantagens, sobretudo porque não permite contratação de bens e serviços de maior complexidade; permite comportamento fraudulento do licitante, que pode anular o processo licitatório, apesar das sanções previstas. 57 REFERÊNCIAS AGUIAR, Afonso G. Licitação. Fórum de Contratação e Gestão Pública, ano 1, nº 9. p. 1020 – 1023, set. 2002. AGUIAR, Alexandre Magno Fernandes Moreira. Pregão realizado por entidade da administração indireta. 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