Quantidade e Qualidade: o desafio
do ensino superior no Brasil
Maria Helena Guimarães de Castro
Comissão de Educação do Senado
11 de novembro 2009
1 Agenda
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2. Introdução
3. Ensino Superior
4. Investimentos
5. Uma nova agenda
6. Considerações Finais
Maria Helena Guimarães de Castro
2 Introdução
• Panorama da Educação 2008
– 29 países da OCDE e 6 países convidados:
• Brasil, Chile, Estônia, Israel, Rússia e Eslovênia
– Melhorias contínuas nos indicadores educacionais
– Tendência a ampliação dos investimentos públicos e
privados
Maria Helena Guimarães de Castro
3 Ensino Superior
Maria Helena Guimarães de Castro
3 Ensino Superior: Brasil
Fonte: INEP
Maria Helena Guimarães de Castro
3 Ensino Superior
• OECD: Avanços concretos na obtenção das metas
estabelecidas.
• Brasil: Ensino Superior
– Entre 2000 e 2003: conclusão do Ensino Superior cresceu 5%.
• Tendência semelhante a média da OCDE.
– Taxa de conclusão do Ensino Superior: 15% (2003).
• OCDE: 33%.
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3 Ensino Superior
• Brasil - Distribuição de graduandos por área:
– Ciências Sociais, Negócios e Direito: 41%.
– Humanidades, artes e educação: 33%.
– Saúde e bem-estar: 13%.
– Engenharias: 5% ( metade da média OCDE).
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3 Ensino Superior: o campeão do crescimento.
Em mil
5.000
Evolução do Ensino Superior 1962 - 2007
4.000
3.000
2.000
1.000
0
1962 1965 1970 1975 1980 1985 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007
Docentes
Matrícula
Concluintes
Vagas
Incrições
Ingressos
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3 Ensino Superior: continuará crescendo?
• Causas do crescimento da taxa bruta:
– Grande numero de ingressantes acima da idade apropriada;
• Elevadas taxas de reprovação e evasão escolar na educação básica;
• Baixa escolaridade da população;
• Demanda do mercado de trabalho por qualificação.
• Dificuldades:
– Baixos índices de conclusão do Ensino Médio: 62%.
• Média dos países desenvolvidos: 83%.
• Alemanha, Noruega, Japão e Finlândia: 100%.
• Chile: 70%
• México: 40%.
• Problemas:
– Apenas 48% dos jovens de 15 a 17 anos cursam o nível médio, de
acordo com a PNAD 2008.
– 80% dos concluintes do EM ingressam no Ensino Superior !!
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3 As matriculas no EM estagnaram
em
mil
Evolução das Matrículas no Ensino Médio e da População de 15 a 17
anos de idade, Brasil, 1991 a 2008
14.000
12.000
10.000
8.000
6.000
4.000
2.000
0
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
Matrículas E. Médio
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
pop 15-17
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3
O ensino técnico profissional avança, mas ainda é
modesto para atender as novas demandas
Matrículas na Educação Profissional em nível técnico por
dependência administrativa. Brasil, 2001 a 2008
800.000
700.000
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0
2001
2002
pública
2003
2004
2005
privada
2006
2007
2008
total
Maria Helena Guimarães de Castro
3 Os indicadores de rendimento pioraram
Taxa de Promoção no Ensino Médio. Brasil, 1995 a 2005
77,1
74,5
72,2
74,5
73,4
72,2
71,8
71,7
67,9
67,4
65,0
Maria Helena Guimarães de Castro
3
Melhorou o atraso escolar, mas 45% dos
alunos do E. Médio estão defasados
Distorção idade-série por nível de ensino (%).
Brasil, 1999 a 2006
54,8
50,7
54,9
53,3
51,1
48,9
46,8
49,3
47,6
45,0
46,3
44,9
42,1
39,5
39,2
37,1
36,2
35,4
33,0
29,8
27,1
1999
2000
2001
E. F. 1a a 4a
2002
2003
E.F. 5a a 8a
24,9
24,2
2004
2005
23,0
2006
Ensino Médio
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3
As taxas esperadas de conclusão apresentam
tendência de queda...
Taxa Média esperada de conclusão (%)
Brasil, 1995 a 2005
82,9
81,7
78,5
77,7
74,0
71,4
65,8
74,9
75,0
71,9
68,5
63,0
58,4
61,1
62,3
59,3
57,1
51,9
1995
1996
1997
1998
1999
66,6
2000
Ensino Fundamental
2001
2002
54,0
53,5
53,8
2003
2004
2005
Ensino Médio
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3
E o desempenho no SAEB em língua
portuguesa melhora lentamente...
350
300
250
290
284
256
267
250
262
233
235
267
249
232
227
261
235
200
150
188
187
1995
1997
171
165
169
173
176
1999
2001
2003
2005
2007
100
50
0
4a série E.F.
8a série E.F.
3a série E.M.
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3 SAEB: em matemática o quadro é o mesmo....
350
300
250
282
253
289
280
250
277
246
243
279
245
260
233
273
247
200
150
191
191
1995
1997
181
1999
176
177
182
2001
2003
2005
193
100
50
0
4a série E.F.
8a série E.F.
2007
3a série E.M.
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3 PISA: Porcentagem de alunos acima do nível 3
80
Brasil
México
Uruguai
Grécia
Portugal
Espanha
Polônia
OCDE
Inglaterra
Austrália
Japão
70
60
50
40
30
20
10
0
Mat.
Leit.
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3 Nem qualidade, nem quantidade....
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4 Investimentos
• OCDE
– Crescimento de 19% do gasto (2000 a 2005).
– Média 2005: 6,1% do PIB
– Gasto Público: representa 86% do investimento.
• Apenas 7 países com investimentos menores a 5% do PIB.
• Brasil
– Crescimento moderado: 3,8% (1995) para 4,6% (2008 ).
• Cresce mais o investimento em educação básica.
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4 Investimentos
Média de todos os segmentos de ensino, exceto Educação Infantil
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4 Investimentos
160%
800%
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4 Investimentos no Ensino Superior
• OCDE
– Tendência crescente da participação privada no setor
educacional superior;
• Responsabilidades compartilhadas público-privado.
• Cobranças de taxas nas IES públicas
• Brasil:
– PROUNI
• Financiamento público a alunos de baixa renda em instituições privadas
• SP: Governo oferece bolsas em instituições públicas ou privadas em troca
da prestação de serviço.
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4 O que o PISA revela
• Recursos financeiros: são importantes, não suficientes;
• Resultados PISA:
– Relação entre recursos financeiros e resultados na
aprendizagem é moderada.
– Investimento financeiro é necessário, mas não é pré-requisito
exclusivo para obtenção de boa qualidade;
• PISA 2006 – Ciências:
Japão
Investimento aluno:U$ 71.517
Pontuação : 531 pontos
Estônia
Investimento aluno: U$ 35.742
Pontuação : 531 pontos
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5 Prioridades Urgentes: grandes desafios
• O Brasil tem 50 milhões de jovens entre 15 e 29
anos de idade
• 27.000 escolas de EF abaixo da média do IDEB.
• 37% dos professores recebem o piso nacional de
950,00 (40hs).
• Os salários dos professores de nível superior
estão em média 53% abaixo das outras carreiras.
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5 Prioridade: Jovens
• Flexibilização Curricular do Ensino Médio
• Qualificação Profissional: ausência de efetiva
articulação das políticas publicas.
• Nova Lei do Estágio?
• Principal direito do jovem: acesso ao emprego
• Pré-sal: 225 mil empregos bem qualificados
• Copa do Mundo e Olimpíadas: milhares de empregos
• Não há emprego sem investimento e educação de
qualidade!
Maria Helena Guimarães de Castro
5 Prioridade urgente: Educação Básica
• Prioridades da Educação Básica:
• Mais investimentos: 6% do PIB (mínimo)
• Qualidade do EF: Alfabetização e Currículo
• Universalizar o E. Médio com qualidade
• Expandir a educação infantil
• FOCO: Formação, Carreira e Salários de
professores
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6 Considerações Finais
• Investir na Qualidade e Diversificação do Ensino
Superior:
– Conhecer as diferentes alternativas e escolhas políticas
adotadas pelos países;
• Afetam o padrão de oferta e qualidade do sistema.
–
–
–
–
Ampliar o gasto em relação ao PIB;
Expandir os investimentos;
Criar referências de qualidade;
Assegurar o financiamento adequado
• Investimento publico x Investimento privado.
Maria Helena Guimarães de Castro
6 Considerações Finais
• Desafios do Ensino Superior Privado:
–
–
–
–
–
PADRÕES DE QUALIDADE
Avaliação e Mecanismos de Acreditação
Formação de professores;
Ampliar os subsídios públicos;
Ampliar o acesso com qualidade e eficiência.
Maria Helena Guimarães de Castro
Obrigada
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