REORDENAMENTO HOSPITALAR DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO
RELATÓRIO
ESTUDO 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares
ÍNDICE
Índice de Figuras ........................................................................................ 3
1.
Introdução ......................................................................................... 9
1.1
Contextualização....................................................................................................................... 11
1.2
Enquadramento estatístico ....................................................................................................... 12
3.
Caracterização actual e prospectiva dos recursos humanos médicos 23
3.1
Distribuição actual dos recursos humanos médicos................................................................. 23
3.1.1
Distribuição por tipo de especialidade e vínculo contratual e conversão em ETC ............... 24
3.1.2
Distribuição por unidade territorial ......................................................................................... 25
3.2
Caracterização etária e médicos a entrar em idade normal de reforma .................................. 26
3.2.1
Estrutura etária por unidade territorial ................................................................................... 26
3.2.2
Médicos com idades superiores a 50 e 55 anos de idade .................................................... 28
3.2.3
Evolução de médicos a entrar em idade normal de reforma, por especialidade .................. 29
3.3
Caracterização actual do internato médico na Área Metropolitana do Porto ........................... 36
3.3.1
Evolução do internato médico, por especialidade ................................................................. 36
3.3.2
Peso do ensino pós-graduado da Área Metropolitana do Porto no ensino pós-graduado em
Portugal.................................................................................................................................. 40
3.4
Caracterização actual e prospectiva do ensino médico pré-graduado..................................... 41
3.4.1
Universidades Portuguesas ................................................................................................... 41
3.4.2
Universidades estrangeiras ................................................................................................... 43
4.
Conclusões ...................................................................................... 45
5.
Anexos ............................................................................................ 48
5.1
Anexo 1 – Número de médicos por especialidade, por NUT III ............................................... 48
5.2
Anexo 2 – Evolução do número de médicos a entrar em idade de reforma por NUT III.......... 50
5.2.1
Grande Porto.......................................................................................................................... 50
5.2.2
Entre Douro e Vouga ............................................................................................................. 51
5.2.3
Tâmega .................................................................................................................................. 52
5.2.4
Concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão ...................................................................... 53
5.3
Anexo 3 – Análise por especialidade........................................................................................ 54
5.3.1
Especialidades médicas ........................................................................................................ 54
5.3.2
Especialidades cirúrgicas ...................................................................................................... 71
5.3.3
Especialidades de diagnóstico e terapêutica......................................................................... 86
5.4
Anexo 4 – Lista de universidades estrangeiras ........................................................................ 94
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Índice de Figuras
Figura 1 – Evolução da idade normal para aposentação, entre 2006 e 2015........................................................... 11
Figura 2 – Número de médicos (headcount) por 1.000 habitantes em Portugal e alguns países europeus......... 13
Figura 3 – Evolução do número de médicos (headcount) por 1.000 habitantes em Portugal, na Região Norte e
NUTS III em análise no período 2002-2007 ................................................................................................................. 13
Figura 4 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP, Administrações Regionais de Saúde
e Portugal ...................................................................................................................................................................... 14
Figura 5 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio
de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na ARSLVT .................................................................................. 15
Figura 6 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP, Região Norte, Portugal e Espanha17
Figura 7 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio
de médicos hospitalares por 100.000 habitantes em Espanha................................................................................. 18
Figura 8 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP e Comunidade Valenciana ............. 19
Figura 9 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio
de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na Comunidade Autónoma de Valência.................................... 20
Figura 10 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP e para AMP segundo standards
definidos pela Sociedade Médica de Massachussets ............................................................................................... 21
Figura 11 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a
35 horas para a Área Metropolitana do Porto em 2008 ............................................................................................. 24
Figura 12 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a
35 horas para a NUT III – Grande Porto ...................................................................................................................... 24
Figura 13 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a
35 horas para a NUT III – Entre Douro e Vouga.......................................................................................................... 24
Figura 14 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a
35 horas para a NUT III – Tâmega................................................................................................................................ 24
Figura 15 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a
35 horas para os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão............................................................................... 25
Figura 16 – Distribuição de médicos (ETC a 35 horas) por unidade territorial da Área Metropolitana do Porto . 25
Figura 17 – N.º de médicos especialistas (ETC a 35 horas) por 1000 habitantes por unidade territorial da Área
Metropolitana do Porto................................................................................................................................................. 25
Figura 18 – Estrutura etária actual de médicos na Área Metropolitana do Porto ................................................... 26
Figura 19 – Estrutura etária actual, por unidade territorial, de médicos na Área Metropolitana do Porto ........... 27
Figura 20 – Evolução da concentração de médicos no escalão etário superior a 50 e 55 anos na AMP (2009 a
2014)............................................................................................................................................................................... 28
Figura 21 – Evolução da concentração de médicos no escalão etário superior a 50 e 55 anos por NUT (2009 a
2014)............................................................................................................................................................................... 29
Figura 22 – Evolução de médicos a entrar em idade de reforma por tipo de especialidade na Área Metropolitana
do Porto – valores acumulados................................................................................................................................... 29
Figura 23 – Evolução de médicos a entrar em idade de reforma na AMP e seu peso face à realidade actual
(2008) – valores acumulados ....................................................................................................................................... 30
Figura 24 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades
médicas ......................................................................................................................................................................... 30
Figura 25 – Médicos a atingir a idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades Médicas .... 31
Figura 26 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades
Cirúrgicas ...................................................................................................................................................................... 32
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Figura 27 – Médicos a entrar em idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades Cirúrgicas
........................................................................................................................................................................................ 34
Figura 28 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades de
Diagnóstico e Terapêutica ........................................................................................................................................... 34
Figura 29 – Médicos a entrar em idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades de
diagnóstico e terapêutica............................................................................................................................................. 35
Figura 30 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma ............................................................................................................... 36
Figura 31 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade
da reforma na Área Metropolitana do Porto – Especialidades médicas .................................................................. 37
Figura 32 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade
da reforma na Área Metropolitana do Porto – Especialidades cirúrgicas ............................................................... 38
Figura 33 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade
da reforma na Área Metropolitana do Porto – Especialidades de diagnóstico e terapêutica ................................ 39
Figura 34 – Peso do 1º ano do Internato médico da AMP em Portugal (ensino pós-graduado) ............................ 40
Figura 35 – Número expectável de alunos finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em
consideração todos os cursos de Medicina leccionados em universidades Portuguesas ................................... 41
Figura 36 – Evolução prevista de médicos especialistas a acabar o internato e de médicos especialistas
actuais a entrar em idade de reforma, entre os anos de 2009 e de 2020 nos hospitais do SNS da AMP ............. 42
Figura 37 – Número expectável de alunos de finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em
consideração todos os cursos de Medicina leccionados em Universidades Espanholas .................................... 43
Figura 38 – Número expectável de finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em
consideração todos os cursos de Medicina leccionados em Universidades Checas............................................ 43
Figura 39 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – headcount .............. 48
Figura 40 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – ETC ......................... 48
Figura 41 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades
médicas – headcount ................................................................................................................................................... 48
Figura 42 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades
médicas – ETC .............................................................................................................................................................. 48
Figura 43 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades
cirúrgicas – Headcount ................................................................................................................................................ 49
Figura 44 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades
cirúrgicas – ETC............................................................................................................................................................ 49
Figura 45 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades de
diagnóstico e terapêutica – Headcount ...................................................................................................................... 49
Figura 46 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades de
diagnóstico e terapêutica – ETC.................................................................................................................................. 49
Figura 47 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades médicas
........................................................................................................................................................................................ 50
Figura 48 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades
cirúrgicas....................................................................................................................................................................... 50
Figura 49 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades de
diagnóstico e terapêutica............................................................................................................................................. 50
Figura 50 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades
médicas ......................................................................................................................................................................... 51
Figura 51 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades
cirúrgicas....................................................................................................................................................................... 51
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Figura 52 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades
de diagnóstico e terapêutica........................................................................................................................................ 51
Figura 53 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades médicas..... 52
Figura 54 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades cirúrgicas.. 52
Figura 55 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades de
diagnóstico e terapêutica............................................................................................................................................. 52
Figura 56 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 –
Especialidades médicas............................................................................................................................................... 53
Figura 57 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 –
Especialidades cirúrgicas ............................................................................................................................................ 53
Figura 58 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 –
Especialidades de diagnóstico e terapêutica............................................................................................................. 53
Figura 59 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Cardiologia ........................................................................................................................................................ 54
Figura 60 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Cardiologia ....................................................................................... 54
Figura 61 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Cardiologia Pediátrica ...................................................................................................................................... 55
Figura 62 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Cardiologia Pediátrica ..................................................................... 56
Figura 63 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Endocrinologia.................................................................................................................................................. 56
Figura 64 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Endocrinologia ................................................................................. 57
Figura 65 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Gastrenterologia ............................................................................................................................................... 57
Figura 66 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Gastrenterologia .............................................................................. 58
Figura 67-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Hematologia Clínica.......................................................................................................................................... 58
Figura 68 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Hematologia Clínica......................................................................... 59
Figura 69-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Imunoalergologia .............................................................................................................................................. 59
Figura 70 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma ano – Imunoalergologia...................................................................... 60
Figura 71-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Infecciologia ...................................................................................................................................................... 61
Figura 72 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Infecciologia ..................................................................................... 61
Figura 73-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Medicina Interna................................................................................................................................................ 62
Figura 74 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Medicina Interna............................................................................... 62
Figura 75-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Nefrologia .......................................................................................................................................................... 63
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Figura 76 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Nefrologia ......................................................................................... 63
Figura 77-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Neurologia ......................................................................................................................................................... 64
Figura 78 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Neurologia ........................................................................................ 64
Figura 79-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Oncologia médica ............................................................................................................................................. 65
Figura 80 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Oncologia Médica ............................................................................ 65
Figura 81 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Pediatria............................................................................................................................................................. 66
Figura 82 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Pediatria ............................................................................................ 66
Figura 83 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Pedopsiquiatria ................................................................................................................................................. 67
Figura 84 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Pedopsiquiatria ................................................................................ 67
Figura 85 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Pneumologia ..................................................................................................................................................... 68
Figura 86 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Pneumologia..................................................................................... 68
Figura 87 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de
Janeiro de 2009 – Psiquiatria....................................................................................................................................... 69
Figura 88 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Psiquiatria......................................................................................... 69
Figura 89 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Reumatologia .................................................................................................................................................... 70
Figura 90 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Reumatologia ................................................................................... 70
Figura 91 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Anestesiologia .................................................................................................................................................. 71
Figura 92 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Anestesiologia.................................................................................. 71
Figura 93 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Cirurgia Cardio-Torácica .................................................................................................................................. 72
Figura 94 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Cardio-Torácica ................................................................. 72
Figura 95 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Cirurgia Geral .................................................................................................................................................... 73
Figura 96 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Geral ................................................................................... 73
Figura 97 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Cirurgia maxilo-facial........................................................................................................................................ 74
Figura 98 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia maxilo-facial....................................................................... 74
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Figura 99 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de
Janeiro de 2009 – Cirurgia pediátrica ......................................................................................................................... 75
Figura 100 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Pediátrica ........................................................................... 75
Figura 101 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Cirurgia Plástica e Reconstrutiva .................................................................................................................... 76
Figura 102 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Plástica e Reconstrutiva ................................................... 76
Figura 103 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Cirurgia Vascular .............................................................................................................................................. 77
Figura 104 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Vascular ............................................................................. 77
Figura 105 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Dermato-Veneoreologia.................................................................................................................................... 78
Figura 106 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Dermato-Veneoreologia................................................................... 78
Figura 107 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Estomatologia ................................................................................................................................................... 79
Figura 108 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Estomatologia .................................................................................. 79
Figura 109 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de
Janeiro de 2009 – Ginecologia/Obstetrícia ................................................................................................................. 80
Figura 110 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Ginecologia/Obstetrícia................................................................... 80
Figura 111 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Neurocirurgia .................................................................................................................................................... 81
Figura 112 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Neurocirurgia.................................................................................... 81
Figura 113 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Oftalmologia ...................................................................................................................................................... 82
Figura 114 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Oftalmologia ..................................................................................... 82
Figura 115 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Ortopedia ........................................................................................................................................................... 83
Figura 116 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Ortopedia .......................................................................................... 83
Figura 117 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Otorrinolaringologia ......................................................................................................................................... 84
Figura 118 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Otorrinolaringologia ........................................................................ 84
Figura 119 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Urologia ............................................................................................................................................................. 85
Figura 120 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Urologia ............................................................................................ 85
Figura 121 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de
Janeiro de 2009 – Anatomia Patológica...................................................................................................................... 86
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Figura 122 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Anatomia Patológica........................................................................ 86
Figura 123 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de
Janeiro de 2009 – Imunohemoterapia ......................................................................................................................... 87
Figura 124 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Imunohemoterapia ........................................................................... 87
Figura 125-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Medicina Física e de Reabilitação ................................................................................................................... 88
Figura 126 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Medicina Física e de Reabilitação .................................................. 88
Figura 127 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Medicina Nuclear .............................................................................................................................................. 89
Figura 128 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Medicina Nuclear.............................................................................. 89
Figura 129 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Neurorradiologia ............................................................................................................................................... 90
Figura 130 – Evolução do nº total de médicos em função na AMP, em idade de reforma, por ano –
Neurorradiologia ........................................................................................................................................................... 90
Figura 131 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Patologia Clínica ............................................................................................................................................... 91
Figura 132 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Patologia Clínica .............................................................................. 91
Figura 133 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Radiologia.......................................................................................................................................................... 92
Figura 134 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma ano – Radiologia ................................................................................. 92
Figura 135 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de
2009 – Radioterapia ...................................................................................................................................................... 93
Figura 136 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação
com médicos a entrar em idade de reforma – Radioterapia ..................................................................................... 93
Figura 137 – Lista de universidades espanholas incluídas no inquérito efectuado pela Intersalus..................... 94
Figura 138 – Lista de universidades checas incluídas no inquérito efectuado pela Intersalus ............................ 94
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1. Introdução
O Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos recursos humanos médicos hospitalares tem como
principais objectivos caracterizar a realidade actual dos recursos humanos médicos na Área
Metropolitana do Porto, nomeadamente em termos de distribuição por especialidade e unidade territorial,
bem como perspectivar a sua evolução tendo em consideração, por um lado, os médicos a entrar em
idade normal de reforma e, por outro lado, a capacidade formativa, tanto pós-graduada como prégraduada.
A Saúde é uma área de conhecimento intensivo, que exige capacidades e competências de elevada
qualificação, nomeadamente para dominar de forma contínua os conhecimentos e as tecnologias em
permanente
evolução.
As
competências
necessárias
residem
nos
recursos
humanos
e,
particularmente, nos mais qualificados, destacando-se os técnicos de saúde e, nestes, evidenciando-se os
médicos.
A formação Médica é de longa duração, sendo que, somando a formação universitária (ensino prégraduado) ao internato médico (ensino pós-graduado), a capacitação de um profissional médico demora
entre 9 anos, para Medicina Geral e Familiar, e 12 anos, para a generalidade das especialidades
cirúrgicas, o que implica uma necessidade de planeamento a médio e longo prazo, quer no que respeita à
abertura de vagas por especialidade, quer no que respeita à abertura de vagas nas Universidades.
O emprego e a carreira dos médicos desenvolvem-se, na sua grande maioria, na prestação da actividade
no Serviço Nacional de Saúde podendo, aqueles que não optam pela exclusividade, exercer
cumulativamente e em simultâneo funções na actividade pública e privada. A mobilidade do sector público
para o sector privado é possível, embora limitada e condicionada à obtenção de licença sem vencimento,
ou pedido de exoneração. No entanto, uma vez que as licenças sem vencimento estão sujeitas a
autorização, sendo controláveis e geríveis de acordo com as necessidades, não são objecto deste estudo.
Por outro lado, os pedidos de exoneração são muito escassos (140 no ano de 2007), de acordo com os
dados da Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS). Além disso, em alguns dos casos, este
tipo de pedidos é feito pelos médicos que pretendem consumar contratos individuais de trabalho com
hospitais EPE do próprio Serviço Nacional de Saúde.
O Estudo 3 insere-se num projecto mais vasto de Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do
Porto.
Neste sentido, da identificação de desajustamentos entre as necessidades de cuidados hospitalares e a
oferta existente, a realizar no âmbito do Estudo 4, e consequentes propostas de reordenamento hospitalar,
resultará certamente a necessidade de verificar se os recursos médicos constituem condicionantes ao
reordenamento, assim como orientar o esforço formativo no sentido de assegurar a capacidade
assistencial necessária a médio e longo prazo. No entanto, importa não esquecer que a adequação de
recursos humanos é um processo complexo, devido às medidas organizacionais que possam ser
implementadas, nomeadamente regimes de trabalho de exclusividade, prestação de serviços nas
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
9 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
urgências e organização por processos, entre outros aspectos. Neste sentido, o objectivo do Estudo 3 não
é, nem poderia ser, apresentar uma proposta de reorganização dos recursos humanos médicos
actualmente existentes, mas antes proceder à sua caracterização actual e prospectiva e verificar em que
medida a existência de médicos especialistas permite ou condiciona o reordenamento de cuidados de
saúde hospitalares na Área Metropolitana do Porto.
Para além desta introdução, o Estudo 3 está organizado em mais dois capítulos, nomeadamente:
ƒ
Contextualização, em que se apresenta um breve enquadramento dos principais aspectos
actualmente em alteração e discussão no que respeita a carreiras médicas, aposentação, internato
médico e alguns elementos estatísticos;
ƒ
Caracterização actual e prospectiva dos recursos humanos médicos, em que se analisa: (i) a
distribuição actual de recursos humanos médicos por especialidade e unidade territorial, (ii) a estrutura
etária dos médicos, apresentando uma análise prospectiva de médicos a entrar em idade de reforma e
(iii) a capacidade formativa actual em termos de internato médico e de ensino pré-graduado,
relacionando-a com a análise prospectiva de médicos a entrar em idade de reforma.
Em anexo é apresentada uma análise detalhada para cada especialidade quanto à realidade actual e
prospectiva de recursos médicos na Área Metropolitana do Porto.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
10 de 94
1.1 Contextualização
A matriz legal de enquadramento de gestão de recursos humanos médicos está em alteração, pelo que o
presente capítulo tem como objectivo proceder a uma prévia e sintética contextualização das alterações
em curso, nomeadamente no que respeita a: (i) carreiras médicas, (ii) aposentação e (iii) internato
médico.
No que diz respeito às carreiras médicas, está neste momento em preparação um novo regime, que irá
substituir o actual, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 73/90, de 6 de Março. O novo regime, que entrou em fase
de negociação entre o Ministério da Saúde e as organizações representativas dos médicos, poderá vir a
ajustar, nomeadamente, o regime de trabalho de tempo completo e exclusividade, bem como a adequar os
regimes de prestação de serviço nas urgências, prevenção e noites.
Relativamente à aposentação, neste momento está a decorrer o período de transição para o regime de
convergência entre o sistema da Caixa Geral de Aposentação e o da Segurança Social. Com efeito, o
Estatuto de Aposentação da Função Pública foi alterado com a aprovação da Lei n.º 60/2005, de 29 de
Dezembro, com as alterações decorrentes da Lei n.º 52/2007, de 31 de Agosto e da Lei n.º 11/2008, de 20
de Fevereiro, tendo-se criado um mecanismo de convergência do Regime de Protecção Social da Função
Pública para o Regime Geral da Segurança Social, nomeadamente no que respeita às condições de
aposentação e cálculo das pensões, tendo-se estabelecido um regime transitório de aproximação que se
estende pelo período de 1 de Janeiro de 2006 a 1 de Janeiro de 2015, destacando-se que:
ƒ
A idade normal da reforma, anteriormente de 60 anos, vai progredir à razão de seis meses por cada
ano, até atingir em 1 Janeiro do ano de 2015 os 65 anos como condição para a idade normal de
aposentação:
Data a partir de:
1 de Janeiro de 2006
1 de Janeiro de 2007
1 de Janeiro de 2008
1 de Janeiro de 2009
1 de Janeiro de 2010
1 de Janeiro de 2011
1 de Janeiro de 2012
1 de Janeiro de 2013
1 de Janeiro de 2014
1 de Janeiro de 2015
Idade normal de reforma:
60 anos e 6 meses
61 anos
61 anos e 6 meses
62 anos
62 anos e 6 meses
63 anos
63 anos e 6 meses
64 anos
64 anos e 6 meses
65 anos
Figura 1 – Evolução da idade normal para aposentação, entre 2006 e 2015
Fonte: Estatuto de Aposentação da função pública
ƒ
A possibilidade de antecipação da aposentação, mediante um sistema de compensações
(beneficiações e penalizações), em que podem requerer a aposentação antecipada os subscritores da
Caixa Geral de Aposentações com: (i) pelo menos 33 anos de serviço, para as pensões requeridas até
31 de Dezembro de 2008, (ii) pelo menos 55 anos de idade e que, à data em que perfaçam esta idade,
tenham completado, pelo menos 30 anos de serviço, para as pensões requeridas a partir de 1 de
Janeiro de 2009.
A antecipação é uma opção voluntária do médico e não sujeita a qualquer autorização, constituindo um
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
11 de 94
direito.
Os impactos da Norma que possibilita a antecipação da reforma ainda não foram determinados, não
existindo ainda dados que permitam determinar o seu grau de atractibilidade.
De acordo com as indicações da ACSS, até ao momento o número de antecipações à idade normal de
reforma eram praticamente anuladas pelas postecipações. Além disso, encontra-se também em fase de
avaliação pelo Ministério da Saúde um diploma legal que possibilite a contratação de médicos
aposentados por parte do Serviço Nacional de Saúde, o que poderá minimizar o impacto da antecipação
das reformas.
Neste sentido, o estudo considera as saídas tendo em conta unicamente a idade de reforma.
No que ao internato médico diz respeito, está neste momento em vigor o Decreto-Lei n.º 203/2004, de 18
de Agosto, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 60/2007, de 13 de Março, que veio
substituir o Decreto-Lei n.º 128/92, de 4 de Julho, que passou a considerar um único internato médico,
eliminando-se a distinção entre internato geral e complementar. Mais concretamente, o regime de internato
médico é composto por um período de formação inicial, designado por ano comum com a duração de 12
meses, e por um período subsequente de formação específica, cuja duração tem relação com as áreas
profissionais de especialização. Está neste momento em análise uma proposta de decreto-lei que visa
assegurar uma maior retenção de médicos nos hospitais onde realizaram o respectivo internato médico,
nomeadamente, para assegurar que os médicos permanecem em funções no hospital, caso este o
considere necessário, pelo menos durante um período equivalente ao período do internato médico.
Através das análises anteriores é possível verificar que a gestão dos recursos humanos médicos se
encontra numa fase de profundas alterações e mudanças em áreas de grande relevo como a formação,
desenvolvimento das carreiras profissionais médicas e estatuto de aposentação, aspectos que ao não
estarem consolidados, são geradores de incertezas quanto às análises das tendências e condicionam, em
certa medida, a evolução futura.
1.2 Enquadramento estatístico
Em 2007 estavam registados na Ordem dos Médicos um total de 34.743 médicos de nacionalidade
Portuguesa, sendo que se considerarmos os 3.656 médicos de nacionalidade estrangeira resulta num total
de 38.399 médicos1. De acordo com dados fornecidos pela Administração Central dos Serviços de Saúde
(ACSS), em 2008 estavam a prestar actividade no SNS 23.289 médicos.
1
Os dados foram obtidos do sítio da internet da Ordem dos Médicos (inclui todos médicos registados independentemente do país de
formatura ou se estão no activo ou na reforma)
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
12 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
Em termos globais, o número de médicos por 1.000 habitantes, em Portugal, é ligeiramente superior
(3,44 em 2005), à média da União Europeia (3,15)2:
•
Portugal posiciona-se abaixo da Itália, com níveis semelhantes à Alemanha, França e Espanha e
acima do Reino Unido.
3,65
3,00
média UE =
3,15
3,45
3,42
3,44
3,22
2,00
2,13
1,00
0,00
Portugal (2005)
Itália (2006)
França (2007) Alemanha (2006) Espanha (2003)
Reino Unido
(2002)
Médicos
Figura 2 – Número de médicos (headcount) por 1.000 habitantes em Portugal e alguns países europeus
Fonte: Organização Mundial de Saúde
Os anos apresentados são os mais recentes disponíveis para cada um dos países.
Verifica-se ainda, como se observa no gráfico abaixo, que o rácio de médicos por 1.000 habitantes em
Portugal tem evoluído sempre favoravelmente no período de 2002 a 2007, atingindo o valor de 3,6
médicos por mil habitantes em 2007 (3,2 em 2002). Na ARS Norte, o valor deste rácio, embora
ligeiramente inferior, tem evoluído igualmente de forma crescente.
3,70
3,48
3,30
3,30
3,30
3,20
3,29
3,10
3,20
3,10
2,90
2,70
3,57
3,40
3,50
3,00
3,00
2,90
2,50
2002
2003
2004
2005
Portugal
2006
2007
Região Norte
Figura 3 – Evolução do número de médicos (headcount) por 1.000 habitantes em Portugal, na Região Norte e NUTS III em
análise no período 2002-2007
Fonte: INE – Estatísticas do Pessoal de Saúde (Número de Médicos por 1000 habitantes por Local de residência).
Assim, constata-se que Portugal, comparativamente com outros países desenvolvidos, já ocupa uma
posição favorável em termos de recursos humanos médicos.
O objecto deste estudo focaliza-se nos recursos humanos médicos hospitalares na Área Metropolitana do
Porto e por isso será útil, e de interesse, estabelecer algumas comparações nacionais e internacionais
para verificar o seu posicionamento relativo.
2
Os rácios apresentados incluem todos os médicos (especialistas e de clínica geral), a trabalhar no SNS ou no sector privado, bem
como incluem os internos, e não dizem todos respeito ao mesmo ano (mais recentes disponíveis para cada um dos países)
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
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Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
Comparação de rácios de especialistas a nível Nacional
Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes 4 (headcount )
AMP
Região
Norte
Sector Público
Sem internos
Sector Público
Sem internos
Sector Público
Sem internos
População (Homens+Mulheres)
2.353.824
3.748.985
População (Mulheres)
1.233.447
1.935.085
Pressupostos - médicos
Região Lisboa e
Região Centro
V.Tejo
Região
Alentejo
Região
Algarve
Portugal 3
Sector Público
Sem internos
Sector Público
Sem internos
Sector Público
Sem internos
Sector Público
Sem internos
2.808.414
2.381.298
760.933
426.386
10.107.296
1.349.603
1.230.771
373.308
213.457
5.216.626
5
460.041
739.800
444.154
418.162
101.158
64.848
1.888.485
População (idade < 18 anos)
Pressupostos - população 2008 - Cónim 2007 - Cónim
2007 - INE
2007 - Cónim
2007 - INE
2007 - INE 2007 - Cónim
Esp. Médicas
52,89
45,72
71,39
39,10
21,42
39,87
50,50
Cardiologia
4,42
3,44
6,73
2,86
1,31
3,28
4,08
Cardiologia Pediátrica
0,47
0,32
0,53
0,34
0,00
0,00
0,35
Endocrinologia
1,57
1,04
1,74
0,84
0,00
0,00
1,07
Gastrenterologia
1,95
1,79
3,74
1,89
0,79
3,05
2,33
Hematologia Clínica
1,70
1,12
1,74
1,13
0,26
0,00
1,19
Imunoalergologia
1,27
0,61
1,18
0,42
0,13
0,23
0,67
Infecciologia
1,19
0,75
0,93
0,92
0,00
0,47
0,78
Medicina Interna
13,81
11,74
18,55
8,61
7,49
11,49
12,72
Nefrologia
1,83
1,25
2,31
1,22
0,66
1,88
1,52
Neurologia
3,27
2,45
2,85
2,10
0,26
1,88
2,30
Oncologia Médica
0,64
0,51
0,71
1,09
0,26
0,70
0,69
1
Pediatria
60,65
48,53
73,62
32,52
37,56
53,97
47,39
Pedopsiquiatria
0,85
0,72
1,32
0,55
0,13
0,00
0,79
Pneumologia
3,27
2,48
5,66
2,73
1,18
1,64
3,31
Psiquiatria
4,12
3,41
5,95
3,53
1,18
2,11
4,72
Reumatologia
0,55
0,51
1,18
0,25
0,00
0,47
0,59
Esp. Cirúrgicas
64,36
49,08
71,46
39,52
19,71
37,76
50,62
Anestesiologia
15,34
10,78
14,31
8,19
3,29
6,33
10,47
Cirurgia Cardio-Toracica
1,02
0,59
1,50
0,38
0,00
0,00
0,72
Cirurgia Geral
11,81
9,28
13,21
6,93
5,78
8,44
9,59
Cirurgia Maxilo-Facial
0,38
0,45
0,68
0,34
0,00
0,00
0,44
Cirurgia Pediátrica
0,98
0,59
1,14
0,38
0,13
0,00
0,63
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
1,15
0,80
2,17
0,50
0,26
0,94
1,09
Cirurgia Vascular
1,44
1,09
1,42
0,34
0,00
0,00
0,88
Dermato-venereologia
1,27
1,12
3,06
1,05
0,53
1,41
1,62
Estomatologia
1,44
1,23
1,71
1,51
0,26
0,70
1,34
2
Ginecologia/Obstetrícia
22,30
15,92
20,67
13,73
5,89
16,40
15,60
Neurocirurgia
1,40
1,04
2,14
0,88
0,00
0,70
1,22
Oftalmologia
4,33
3,47
7,09
2,94
1,84
1,64
4,16
Ortopedia
6,50
5,71
6,52
5,54
2,76
4,93
5,66
Otorrinolaringologia
3,27
2,99
3,88
1,64
0,79
3,05
2,78
Urologia
2,34
1,73
2,71
1,81
1,18
1,41
1,98
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
15,68
12,43
23,61
10,37
6,70
10,32
14,91
Anatomia Patológica
1,66
1,39
2,42
1,01
0,39
1,17
1,50
Imunohemoterapia
2,21
1,65
2,42
0,92
0,92
0,94
1,90
Medicina Física e Reabilitação
2,34
2,19
3,81
1,30
1,05
2,11
2,34
Medicina Nuclear
0,47
0,29
0,39
0,42
0,00
0,00
0,32
Neurorradiologia
1,36
0,85
1,00
0,67
0,13
0,23
0,77
Patologia Clínica
3,61
2,85
6,98
2,27
1,97
2,81
3,83
Radiologia
3,19
2,59
5,73
3,07
2,10
2,81
3,55
Radioterapia
0,85
0,61
0,71
0,67
0,13
0,23
0,60
Notas:
1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos
No caso de Espanha, o rácio de médicos pediatras inclui os médicos, desta especialidade, alocados a Cuidados Primários
2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina
3 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população do continente, dado que os médicos especialistas pertencem na
totalidade a Portugal continental
4 - Os rácios apresentados têm em consideração os médicos especialistas a trabalhar no sector público, sem considerar os internos
5 - Quanto à população 2007 das regiões LVT, Alentejo e Algarve obtida através do INE, diz respeito ao escalão etário igual ou inferior a 14 anos,
dado que o escalão etário seguinte inclui idades até 25 anos
Figura 4 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP, Administrações Regionais de Saúde e Portugal
Fonte: Análise Intersalus com base em dados de n.º de médicos fornecidos pela ACSS e estimativas populacionais do INE e
Projecções Demográficas do Dr. Custódio Cónim
Verifica-se que, regra geral, na Área Metropolitana do Porto o rácio de médicos por 100.000 habitantes nas
diversas especialidades é superior ao verificado para Portugal e Administrações Regionais de Saúde,
sendo no entanto inferiores aos da ARS de Lisboa e Vale do Tejo. Este facto resulta da tradicional
concentração das unidades hospitalares, com especial preponderância nas áreas urbanas do Porto e de
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
14 de 94
Lisboa. Tal tem justificação plena naquelas especialidades de maior complexidade e que exigem uma
determinada massa crítica. No entanto, esta concentração poderá ser excessiva em outras especialidades
de maior proximidade de prestação de cuidados.
Dado que as grandes Áreas Metropolitanas apresentam características muito específicas na prestação dos
cuidados de saúde, mostra-se conveniente comparar especificamente a Área Metropolitana do Porto com
a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).
A figura abaixo permite comparar os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) na Área
Metropolitana do Porto com os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) na ARSLVT,
mais concretamente indica a diferença percentual do rácio de especialistas hospitalares na Área
Metropolitana do Porto comparativamente com o rácio de especialistas hospitalares na ARSLVT.
Comparação entre rácios de especialistas hospitalares da AMP e da ARS de Lisboa e Vale do Tejo
por 100.000 habitantes
Dermato-venereologia
Reumatologia
Patologia Clínica
Gastrenterologia
Cirurgia Plás. Reconstrutiva
Radiologia
Cirurgia Maxilo-Facial
Pneumologia
Oftalmologia
Medicina F. Reabilitação
Pedopsiquiatria
Neurocirurgia
Cardiologia
Cirurgia Cardio-Toracica
Anatomia Patológica
Psiquiatria
Medicina Interna
Nefrologia
Pediatria (1)
Otorrinolaringologia
Estomatologia
Cirurgia Pediátrica
Urologia
Cardiologia Pediátrica
Cirurgia Geral
Oncologia Médica
Endocrinologia
Imunohemoterapia
Hematologia Clínica
Ortopedia
Cirurgia Vascular
Anestesiologia
Ginecologia/Obstetrícia (2)
Imunoalergologia
Neurologia
Radioterapia
Medicina Nuclear
Infecciologia
Neurorradiologia
-60%
-50%
Elevada negativa
-40%
-30%
-20%
Moderada negativa
-10%
0%
10%
Fraca
20%
30%
40%
Moderada positiva
50%
60%
Elevada positiva
Figura 5 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio de médicos
hospitalares por 100.000 habitantes na ARSLVT
Fonte: Análise Intersalus com base em dados de n.º de médicos fornecidos pela ACSS e estimativas populacionais do INE e
Projecções Demográficas do Dr. Custódio Cónim
Notas:
1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos
2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina
Da análise da figura acima é possível concluir que o rácio de especialistas hospitalares por 100.000
habitantes, na Área Metropolitana do Porto, face ao da ARSLVT, oscila entre 58% abaixo e 36% acima,
diferença bastante acentuada, sendo ainda de destacar que:
•
A Área Metropolitana do Porto apresenta um rácio de médicos por 100.000 habitantes menor em
29 especialidades e superior em apenas 9 especialidades;
•
Considerando a variação relativa de mais ou menos 10% como uma fraca divergência ou de
quase equilíbrio enquadram-se, nesta faixa, as seguintes especialidades: Ortopedia, Hematologia
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
15 de 94
Clínica, Imunohemoterapia, Endocrinologia, Anestesiologia, Ginecologia/Obstetrícia, Cirurgia
Vascular e Imunoalergologia;
•
As especialidades em que existe uma divergência moderada negativa3 (entre -10% e -30%) são
as seguintes: Oncologia Médica, Cirurgia Geral, Cardiologia Pediátrica, Urologia, Cirurgia
Pediátrica, Estomatologia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Nefrologia e Medicina Interna;
•
As especialidades que apresentam uma divergência elevada negativa (abaixo de -30%) são as
seguintes: Psiquiatria, Anatomia Patológica, Cirurgia Cardiotorácica, Cardiologia, Neurocirurgia,
Pedopsiquiatria, Medicina Física e Reabilitação, Oftalmologia, Pneumologia, Cirurgia MaxiloFacial, Radiologia, Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, Gastrenterologia, Patologia Clínica,
Reumatologia e Dermato-Venereologia;
•
As especialidades que apresentam uma divergência moderada positiva4 (entre +10% e +30%)
são as seguintes: Neurologia, Radioterapia, Medicina Nuclear, Infecciologia;
•
Apenas para a especialidade de Neuroradiologia existe uma divergência elevada positiva (acima
de + 30%) apenas na especialidade de Neurorradiologia.
Comparação de rácios de especialistas a nível internacional
Em termos de comparação por especialidades a nível internacional haverá que ter em consideração que
eventuais divergências de quantidades poderão estar associadas a diferentes conteúdos funcionais ou
tipos de organização, pelo que a sua leitura não poderá ser sem reservas, devendo antes ser analisada
com alguma cautela. Ainda assim, apresentam-se os dados, por poderem ser úteis a título de referência.
A análise organiza-se da seguinte forma: (i) comparação de rácios de médicos especialistas da Área
Metropolitana do Porto com rácios de médicos especialistas em Espanha, (ii) comparação de médicos
especialistas da Área Metropolitana do Porto com rácios de médicos especialistas na Comunidade
Autónoma Valenciana, e (iii) análise das recomendações da Sociedade Médica de Massachussets.
3
Divergência negativa significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas de ARS LVT (neste caso)
são inferiores à ARSLVT, pelo que resulta numa variação percentual negativa
4
Divergência positiva significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas de ARS LVT (neste caso) são
superiores à ARSLVT, pelo que resulta numa variação percentual positiva
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
16 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
Rácios médicos especialistas por 100.000
habitantes 5 (headcount )
Pressupostos - médicos
AMP
Região Norte
Sector Público
Sem internos
Sector Público
Sem internos
Portugal 3 Espanha 4
Sector Público
Sem internos
Sector Público
Sem internos
População (Homens + Mulheres) 2.353.824
3.748.985
10.107.296 44.708.964
População (Mulheres) 1.233.447
1.935.085
5.216.626
22.196.988
População (idade < 18 anos) 460.041
739.800
1.888.485
7.682.193
Pressupostos - população 2008 - Conin 2007 - Conin 2007 - Conin
2006
Esp. Médicas
52,9
45,7
50,5
Cardiologia
4,4
3,4
4,1
3,8
Cardiologia Pediátrica
0,5
0,3
0,3
Endocrinologia
1,6
1,0
1,1
1,8
Gastrenterologia
2,0
1,8
2,3
3,3
6
Hematologia Clínica
1,7
1,1
1,2
3,0
Imunoalergologia
1,3
0,6
0,7
1,1
Infecciologia
1,2
0,7
0,8
Medicina Interna
13,8
11,7
12,7
7,2
Nefrologia
1,8
1,3
1,5
1,9
Neurologia
3,3
2,5
2,3
3,3
Oncologia Médica
0,6
0,5
0,7
1,3
1
Pediatria
60,6
48,5
47,4
79,3
Pedopsiquiatria
0,8
0,7
0,8
Pneumologia
3,3
2,5
3,3
2,7
Psiquiatria
4,1
3,4
4,7
5,4
Reumatologia
0,6
0,5
0,6
1,2
Esp. Cirúrgicas
64,4
49,1
39,5
Anestesiologia
15,3
10,8
10,5
9,0
Cirurgia Cardio-Toracica
1,0
0,6
0,7
0,4
Cirurgia Geral
11,8
9,3
9,6
8,4
Cirurgia Maxilo-Facial
0,4
0,5
0,4
0,6
Cirurgia Pediátrica
1,0
0,6
0,6
4,9
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
1,1
0,8
1,1
0,7
Cirurgia Vascular
1,4
1,1
0,9
0,8
Dermato-venereologia
1,3
1,1
1,6
1,9
Estomatologia
1,4
1,2
1,3
2
Ginecologia/Obstetrícia
22,3
15,9
15,6
16,5
Neurocirurgia
1,4
1,0
1,2
0,9
Oftalmologia
4,3
3,5
4,2
5,2
Ortopedia
6,5
5,7
5,7
7,7
Otorrinolaringologia
3,3
3,0
2,8
3,9
Urologia
2,3
1,7
2,0
3,4
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
15,7
12,4
10,4
Anatomia Patológica
1,7
1,4
1,5
2,4
Imunohemoterapia
2,2
1,7
1,9
Medicina Física e Reabilitação
2,3
2,2
2,3
2,3
Medicina Nuclear
0,5
0,3
0,3
0,5
Neurorradiologia
1,4
0,9
0,8
Patologia Clínica
3,6
2,9
3,8
3,7
Radiologia
3,2
2,6
3,6
6,7
Radioterapia
0,8
0,6
0,6
0,8
Notas:
1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade
igual ou inferior a 18 anos
2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população
feminina
3 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população do
continente, dado que os médicos especialistas pertencem na totalidade a Portugal Continental
4 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes, tendo sido excluidos os especialistas do sector
privado que no seu conjunto representam cerca de 5% do total
5 - Os rácios apresentados têm em consideração os médicos especialistas a trabalhar no
sector público, sem considerar os internos
6 - No caso de Espanha inclui a Imunohemoterapia
Figura 6 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP, Região Norte, Portugal e Espanha
Fonte: Portugal: Análise Intersalus com base em dados de n.º de médicos fornecidos pela ACSS e Projecções Demográficas do Dr.
Custódio Cónim; Espanha: Ministério de Sanidad e Consumo
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
17 de 94
Verifica-se que, se retiradas algumas especialidades (Cirurgia Pediátrica, Pediatria, Radiologia, Medicina
Interna) em que se notam significativas divergências, existe uma certa convergência nos rácios de
médicos especialistas por 100.000 habitantes, embora estes sejam ligeiramente inferiores em Portugal
relativamente a Espanha. Tal poder-se-á dever a diferentes formas de organização na prestação de
cuidados, nomeadamente ao papel da Medicina Interna versus outras especialidades médicas, ou da
Pediatria versus as competências e responsabilidades atribuídas aos médicos de Medicina Geral e
Familiar.
A figura abaixo permite comparar os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) na Área
Metropolitana do Porto com os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) em Espanha,
mais concretamente indica a diferença percentual do rácio de especialistas hospitalares na Área
Metropolitana do Porto comparativamente com o rácio de especialistas hospitalares em Espanha.
Comparação entre rácios de especialistas hospitalares da AMP e Espanha por 100.000 habitantes
Cirurgia Pediátrica
Reum atologia
Radiologia
Oncologia Médica
Hem atologia Clínica
Gastrenterologia
Cirurgia Maxilo-Facial
Derm ato-venereologia
Urologia
Anatom ia Patológica
Psiquiatria
Pediatria (1)
Oftalm ologia
Otorrinolaringologia
Ortopedia
Endocrinologia
Medicina Nuclear
Nefrologia
Patologia Clínica
Neurologia
Medicina Física e Reabilitação
Radioterapia
Im unoalergologia
Cardiologia
Pneum ologia
Ginecologia/Obstetrícia (2)
Cirurgia Geral
Neurocirurgia
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Anestesiologia
Cirurgia Vascular
Medicina Interna
Cirurgia Cardio-Toracica
-80% -70% -60% -50% -40% -30% -20% -10%
0%
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 110% 120% 130% 140% 150% 160%
Elevada negativa
Moderada negativa
Fraca
Moderada positiva
Elevada positiva
Figura 7 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio de médicos
hospitalares por 100.000 habitantes em Espanha
Fonte: Portugal: Análise Intersalus com base em dados de n.º de médicos fornecidos pela ACSS e Projecções Demográficas do Dr.
Custódio Cónim; Espanha: Ministério de Sanidad e Consumo
Notas:
1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos
2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina
Da análise da figura acima verifica-se que o rácio de médicos por 100.000 habitantes, na Área
Metropolitana do Porto, face ao de Espanha, oscila entre 80% abaixo e 155% acima, o que significa uma
variância superior à da realidade Portuguesa, sendo ainda de destacar que:
•
A Área Metropolitana do Porto apresenta um rácio de médicos por 100.000 habitantes menor em
20 especialidades e superior em apenas 13 especialidades, confirmando que a dotação de
especialistas por habitante é superior em Espanha;
•
Considerando a variação relativa de mais ou menos 10% como uma fraca divergência ou de
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
18 de 94
quase equilíbrio, enquadram-se nesta faixa as seguintes especialidades: Radioterapia, Medicina
Física e Reabilitação, Neurologia, Patologia Clínica, Nefrologia e Medicina Nuclear;
•
As especialidades em que existe uma divergência moderada negativa5 (entre -10% e -30%) são
as seguintes: Endocrinologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Pediatria e Psiquiatria;
•
As especialidades em que existe uma elevada divergência negativa (abaixo de -30%) são as
seguintes:
Anatomia
Patológica,
Urologia,
Dermato-Venereologia,
Cirurgia
Maxilo-Facial,
Gastrenterologia, Hematologia Clínica, Oncologia Médica, Radiologia, Reumatologia e Cirurgia
Pediátrica;
•
As especialidades que apresentam uma divergência moderada positiva6 (entre +10% e +30%)
são as seguintes: Pneumologia, Cardiologia e Imunoalergologia;
•
As especialidades que apresentam uma elevada divergência positiva são as seguintes: Cirurgia
Cardiotorácica, Medicina Interna, Cirurgia Vascular, Anestesiologia, Cirurgia Plástica e
Reconstrutiva, Neurocirurgia, Cirurgia Geral e Ginecologia/Obstetrícia.
Na tabela seguinte, é possível comparar os rácios de especialistas hospitalares na Área Metropolitana do
Porto face aos rácios de especialistas na Comunidade Valenciana.
Unidade: Headcount
Rácios médicos especialistas
por 100.000 habitantes
Comunidade
AMP
Valenciana
Sector Público
Sem internos
Sector Público
Sem internos
População (Homens+Mulheres)
2.353.824
4.806.908
População (Mulheres)
1.233.447
2.338.981
Pressupostos - médicos
População (idade<18 anos)
Pressupostos - população
460.041
2008 - Conin
Esp. Médicas
Cardiologia
4,4
Endocrinologia
1,6
Gastrenterologia
2,0
Hematologia Clínica
1,7
Medicina Interna
13,8
Pediatria (1)
60,6
Pneumologia
3,3
Psiquiatria
4,1
Esp. Cirúrgicas
Anestesiologia
15,3
Cirurgia Geral
11,8
Cirurgia Pediátrica
1,0
Dermato-venereologia
1,3
Ginecologia/Obstetrícia (2)
22,3
Oftalmologia
4,3
Ortopedia
6,5
Urologia
2,3
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
Anatomia Patológica
1,7
Patologia Clínica
3,6
Radiologia
3,2
825.653
2006 - INE
3,3
1,5
3,0
2,6
4,4
114,7
2,3
4,0
8,6
6,2
0,5
2,0
15,8
4,7
6,7
3,3
2,0
2,6
5,5
Notas:
1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a
população com idade inferior a 18 anos
2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas
a população feminina
Figura 8 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP e Comunidade Valenciana
Fonte: Portugal: Análise Intersalus com base em n.º de médicos fornecidos pela ACSS e Projecções Demográficas do Dr. Custódio
Cónim; Espanha: Conselleria de Sanitat – Generalitat Valenciana
5
Divergência negativa significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas de Espanha são inferiores
aos de Espanha, pelo que resulta numa variação percentual negativa
6
Divergência positiva significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas de Espanha são superiores
aos de Espanha, pelo que resulta numa variação percentual positiva
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
19 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
Verifica-se que, se retiradas algumas especialidades (Pediatria, Medicina Interna, Anestesiologia e Cirurgia
Geral) em que se notam significativas divergências, existe uma certa convergência nos rácios de médicos
especialistas por 100.000 habitantes. Como foi mencionado na analise anterior, tal poder-se-á dever a
diferentes formas de organização na prestação de cuidados, nomeadamente ao papel da Medicina Interna
versus outras especialidades médicas, ou da Pediatria versus as competências e responsabilidades
atribuídas aos médicos de Medicina Geral e Familiar.
A figura abaixo permite comparar os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) na Área
Metropolitana do Porto com os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) na
Comunidade Valenciana, mais concretamente indica a diferença percentual do rácio de especialistas
hospitalares na Área Metropolitana do Porto comparativamente com o rácio de especialistas hospitalares
na Comunidade Valenciana.
Comparação entre rácios de especialistas hospitalares da AMP e a Comunidade Autónoma de Valencia por 100.000 habitantes
Pediatria (1)
Radiologia
Derm ato-venereologia
Hem atologia Clínica
Gastrenterologia
Urologia
Anatom ia Patológica
Oftalm ologia
Ortopedia
Endocrinologia
Psiquiatria
Cardiologia
Pneum ologia
Patologia Clínica
Ginecologia/Obst. (2)
Anestesiologia
Cirurgia Geral
Cirurgia Pediátrica
Elevada negativa
Moderada negativa
Fraca
Moderada positiva
22
0%
21
0%
20
0%
19
0%
18
0%
17
0%
16
0%
15
0%
14
0%
13
0%
12
0%
11
0%
90
%
10
0%
80
%
70
%
60
%
50
%
40
%
30
%
20
%
10
%
0%
-1
0%
-2
0%
-3
0%
-4
0%
-5
0%
Medicina Interna
Elevada positiva
Figura 9 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio de médicos
hospitalares por 100.000 habitantes na Comunidade Autónoma de Valência
Fonte: Intersalus conforme dados fornecidos pela ACSS; Espanha: Conselleria de Sanitat – Generalitat Valenciana
Notas:
1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos
2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina
Da análise da figura acima verifica-se que o rácio de médicos por 100.000 habitantes na Área
Metropolitana do Porto face ao da Comunidade Autónoma de Valência, oscila entre 47% abaixo e 212%
acima, oscilação semelhante à comparação face a Espanha, sendo ainda de destacar que:
•
Considerando a variação relativa de mais ou menos 10% como uma fraca divergência ou de
quase
equilíbrio
encontram-se
nesta
faixa
as
seguintes
especialidades:
Psiquiatria,
Endocrinologia, Ortopedia e Oftalmologia;
•
As especialidades com uma divergência moderada negativa7 (entre -10% e -30%) são as
seguintes: Anatomia Patológica e Urologia;
7
Divergência negativa significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas da Comunidade Valenciana
são inferiores aos da Comunidade Valenciana, pelo que resulta numa variação percentual negativa
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
20 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
•
As especialidades em que existe uma elevada divergência negativa (abaixo de -30%) são as
seguintes: Gastrenterologia, Hematologia Clínica, Dermato-Venereologia, Radiologia e Pediatria;
•
As especialidades em que existe uma elevada divergência positiva8 (acima de +30%) são as
seguintes:
Medicina
Interna,
Cirurgia
Pediátrica,
Cirurgia
Geral,
Anestesiologia,
Ginecologia/Obstetrícia, Patologia Clínica, Pneumologia e Cardiologia.
Se considerarmos os standards propostos em 1993 pela Sociedade Médica de Massachussets e os
aplicarmos à população da Área Metropolitana do Porto obter-se-iam os resultados conforme a tabela
Cardiologia
Gastrenterologia
Medicina Interna
Pediatria (1)
104
46
325
279
Anestesiologia
Cirurgia Geral
Dermato-venereologia
Ginecologia/Obstetrícia (2)
Neurocirurgia
Oftalmologia
Ortopedia
Otorrinolaringologia
361
278
30
275
33
102
153
77
Radiologia
75
Especialidades médicas
4,4
35.000
2,0
35.000
13,8
2.250
60,6
6.000
Especialidades cirúrgicas
15,3
17.000
11,8
15.000
1,3
35.000
22,3
7.000
1,4
150.000
4,3
25.000
6,5
20.000
3,3
35.000
Esp. diagnóstico e terapêutica
3,2
20.000
2.353.824
Unidade: Headcount
N
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0)
seguinte:
67
67
1.046
77
2,9
2,9
44,4
16,7
138
157
67
176
16
94
118
67
5,9
6,7
2,9
14,3
0,7
4,0
5,0
2,9
118
5,0
1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos
2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina
Nota: a população com idade inferior a 18 anos é de 460.041 e a população feminina é de 1.233.447
Figura 10 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP e para AMP segundo standards definidos pela
Sociedade Médica de Massachussets
Fonte: Intersalus conforme dados fornecidos pela ACSS e Sociedade Médica de Massachussets (1993)
Projecções demográficas 2005-2035, Dr. Custódio Cónim (cenário baixo)
Da análise da figura acima, é possível concluir que, salvo algumas excepções, o número actual de
médicos da Área Metropolitana do Porto são, na generalidade das especialidades, superiores aos
calculados se fossem adoptados os standards americanos de Massachussets. As excepções são as
seguintes especialidades:
•
Especialidades Médicas: 2,9 médicos por 100.000 habitantes de Gastrenterologia segundo
standards americanos versus 2 especialistas por 100.000 habitantes existentes e 44,4 médicos por
100.000 habitantes de Medicina Interna segundo standards americanos versus 13,8 especialistas
por 100.000 habitantes existentes;
•
Especialidades Cirúrgicas: 2,9 médicos por 100.000 habitantes de Dermato-Venerologia
segundo standards americanos versus 1,3 especialistas por 100.000 habitantes existentes;
•
Especialidades de Diagnóstico: 5 médicos por 100.000 habitantes de Radiologia segundo
standards americanos versus 3,2 especialistas por 100.000 habitantes existentes.
8
Divergência positiva significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas da Comunidade Valenciana
são superiores aos da Comunidade Valenciana, pelo que resulta numa variação percentual positiva
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
21 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
De uma forma geral, é possível constatar que existe uma grande diversidade quanto aos rácios de
especialistas médicos por 100.000 habitantes, não se escrutinando critérios objectivos que permitam
determinar a medida mais adequada para a sua estimativa.
Se a diferença de conteúdos profissionais de cada especialidade pode justificar algumas divergências
entre dois países, nomeadamente entre Portugal e Espanha (embora ambos possuam o mesmo modelo
de saúde - o Serviço Nacional de Saúde), tal não é suficiente para explicar uma parte relevante das
divergências verificadas.
Mais difícil será ainda encontrar a justificação adequada para explicar as notórias divergências existentes
entre as duas grandes áreas metropolitanas portuguesas Área Metropolitana do Porto e ARSLVT, o
que também ocorre em Espanha, onde existem também grandes diferenças de dotação de médicos
por 100.000 habitantes entre as diversas Comunidades Autónomas.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
22 de 94
3.
Caracterização actual e prospectiva dos recursos humanos médicos
O presente capítulo apresenta uma análise, por unidade territorial, da realidade actual de recursos
humanos médicos para a Área Metropolitana do Porto, bem como evolução de médicos a entrar em
idade normal de reforma, por especialidade, avaliando de que forma a capacidade formativa (pré e pósgraduada) consegue contrabalançar as eventuais entradas em idade normal de reforma.
3.1 Distribuição actual dos recursos humanos médicos
No que diz respeito à distribuição actual dos Recursos Humanos médicos na Área Metropolitana do
Porto, excluindo os internos, destaca-se que, no ano de 2008:
•
Estavam a exercer funções nos hospitais objecto de análise 3.237 médicos, independentemente do
vínculo contratual, o que se estima que correspondam a cerca de 3.261 Equivalentes a Termo
Completo (ETC) a 35 horas semanais;
•
Quanto à distribuição por vínculo contratual, verifica-se que a grande maioria (94,9%)9 são médicos
constantes do Mapa de Pessoal das diversas unidades de hospitalares (a maioria por nomeação,
cerca de 60%, seguindo-se o contrato individual de trabalho, cerca de 22%, sendo o contrato
administrativo de provimento e contrato a termo certo pouco representativos); os prestadores de
serviço representam cerca de 5,1% (com especial destaque para o serviço de urgência);
•
Relativamente à distribuição por tipo de especialidade, em termos de ETC, verifica-se um maior peso
para as especialidades cirúrgicas (47%), seguindo-se as especialidades médicas (40%) e as
especialidades de diagnóstico e terapêutica (12%)10;
•
Quanto à distribuição por unidade territorial, como seria de esperar, verifica-se uma maior
concentração na NUT III – Grande Porto, que integra cerca de 80% do pessoal médico de toda a
Área Metropolitana do Porto;
•
Em termos de distribuição de médicos hospitalares a trabalhar no SNS por 1.000 habitantes, a
NUTIII – Grande Porto apresenta um rácio de 2,0 por 1.000 habitantes (em ETC de 35 horas) em
comparação com rácios inferiores a 1 nas restantes unidades territoriais.
As tabelas seguintes têm objectivo de ilustrar as conclusões acima referidas.
9
Para efeitos do cálculo destas percentagens foram utilizados os números de ETC a 35 horas
10
Existe cerca de 1% de Equivalentes a Termo Completo, para os quais não é indicada a especialidade, a prestar
cuidados médicos no serviço de urgência (em regime de prestação de serviços).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
23 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
3.1.1
Distribuição por tipo de especialidade e vínculo contratual e conversão em ETC 11
Esp. Médicas
Esp. Cirúrgicas
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
Cuidados Especiais
Urgência
Total
Vínculo
1.158
1.346
342
8
0
2.854
Total de médicos
Prestador Total
87
1.245
169
1.515
27
369
0
8
100
100
383
3.237
%
38%
47%
11%
0%
3%
100%
Vínculo
1.273
1.447
374
9
0
3.103
ETC a 35 horas
Prestador Total
36
1.309
70
1.517
12
386
0
9
40
40
158
3.261
%
40%
47%
12%
0%
1%
100%
Figura 11 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a
Área Metropolitana do Porto em 2008
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
a)
Grande Porto
Esp. Médicas
Esp. Cirúrgicas
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
Cuidados Especiais
Urgência
Total
Vínculo
934
1.065
292
8
0
2.299
Total de médicos
Prestador Total
39
973
78
1.143
19
311
0
8
100
100
236
2.535
%
38%
45%
12%
0%
4%
100%
Vínculo
1.029
1.145
321
9
0
2.503
ETC a 35 horas
Prestador Total
17
1.046
32
1.177
9
329
0
9
40
40
98
2.601
%
40%
45%
13%
0%
2%
100%
Figura 12 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a
NUT III – Grande Porto
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
b)
Entre Douro e Vouga
Esp. Médicas
Esp. Cirúrgicas
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
Cuidados Especiais
Urgência
Total
Vínculo
81
113
20
0
0
214
Total de médicos
Prestador Total
%
29
110 36%
60
173 56%
6
26
8%
0
0
0%
0
0
0%
95
309 100%
Vínculo
86
118
20
0
0
224
ETC a 35 horas
Prestador Total
12
98
24
142
2
23
0
0
0
0
38
262
%
37%
54%
9%
0%
0%
100%
Figura 13 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a
NUT III – Entre Douro e Vouga
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
c)
Tâmega
Esp. Médicas
Esp. Cirúrgicas
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
Cuidados Especiais
Urgência
Total
Vínculo
98
94
16
0
0
208
Total de médicos
Prestador Total
%
10
108 46%
16
110 47%
1
17
7%
0
0
0%
0
0
0%
27
235 100%
Vínculo
109
105
18
0
0
232
ETC a 35 horas
Prestador Total
4
113
6
111
0
18
0
0
0
0
11
243
%
47%
46%
8%
0%
0%
100%
Figura 14 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a
NUT III – Tâmega
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
11
Equivalentes a Tempo Completo (a 35 horas): para cálculo do ETC a 35 horas semanais considerou-se, no caso dos médicos
com vínculo, o horário de trabalho efectivo, e no caso de prestadores de serviço, em que não existe indicação de horário, um horário
de 14 horas semanais, ou seja, cerca de 2 dias de trabalho por semana (0,4 ETC)
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
24 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
d)
Concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão
Vínculo
45
74
14
0
0
133
Esp. Médicas
Esp. Cirúrgicas
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
Cuidados Especiais
Urgência
Total
Total de médicos
Prestador Total
%
9
54
34%
15
89
56%
1
15
9%
0
0
0%
0
0
0%
25
158 100%
Vínculo
49
79
15
0
0
143
ETC a 35 horas
Prestador Total
4
52
7
87
0
16
0
0
0
0
11
155
%
34%
56%
10%
0%
0%
100%
Figura 15 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para
os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
3.1.2
Distribuição por unidade territorial
Especialidades médicas
9%
Especialidades cirúrgicas
4%
7%
7%
6%
9%
78%
80%
Especialidades diagnóstico e terapêutica
Grande Porto
5% 4%
E. Douro e
Vouga
Tâmega
6%
St. Tirso, Trofa e
Famalicão
85%
Figura 16 – Distribuição de médicos (ETC a 35 horas) por unidade territorial da Área Metropolitana do Porto
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
A figura acima permite concluir que a maioria da actividade médica se concentra na NUT III – Grande
Porto, o que seria expectável tendo em conta os resultados apurados nos Estudos 1 e 2. No entanto, da
análise da figura abaixo, conclui-se que existem diferenças muito significativas no que respeita ao número
de médicos hospitalares a trabalhar no SNS, em ETC a 35 horas, por 1.000 habitantes, para cada uma das
unidades territoriais. Com efeito, verifica-se que as restantes unidades territoriais da AMP apresentam
rácios de número de médicos hospitalares a trabalhar no SNS por 1.000 habitantes muito inferiores ao
rácio do Grande Porto (2,0 médicos), destacando-se pelos níveis bastante baixos a NUT III – Tâmega com
apenas 0,5 médicos por 1000 habitantes, ou seja, praticamente um terço do rácio verificado para a Área
Metropolitana do Porto (1,4 médicos por 1.000 habitantes).
População 2008
Nº ETC a 35 horas
Nº ETC a 35 horas / 1000 habitantes
Grande
Porto
1.288.431
2.601,5
2,0
Entre
Douro e
Vouga
290.264
261,9
0,9
Tâmega
528.729
242,5
0,5
Concelhos
St. Tirso,
Trofa e
Famalicão
246.400
154,6
0,6
Área
Metropolitana
Porto
2.353.824
3.260,5
1,4
Figura 17 – N.º de médicos especialistas (ETC a 35 horas) por 1000 habitantes por unidade territorial da Área Metropolitana
12
do Porto
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP e Projecções demográficas 2005-2035, Dr. Custódio Cónim
(cenário baixo)
12
Inclui todos os especialistas hospitalares bem como os especialistas afectos a Cuidados Especiais e a Urgências a trabalhar em
hospitais públicos da AMP
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
25 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
3.2
Caracterização etária e médicos a entrar em idade normal de reforma
3.2.1
Estrutura etária por unidade territorial
A actual estrutura etária dos médicos a exercer na Área Metropolitana do Porto, representada na figura
abaixo, permite concluir que, globalmente, existe uma distribuição equilibrada dos médicos por
escalão etário. Com efeito, a estrutura etária não se apresenta demasiado envelhecida, verificando-se
uma idade média de 47 anos, que corresponde sensivelmente à idade em que se atinge a metade da
carreira médica, o que poderá facilitar um planeamento de recursos médicos a médio e longo prazo. Mais
concretamente, destaca-se que, no ano de 2008:
•
Os escalões etários com menor peso percentual são o escalão com menos de 30 anos (apenas
1%), o escalão com mais de 65 anos (cerca de 2%) e o escalão entre 60 e 64 anos (cerca de 7%),
o que não é de estranhar, uma vez que a maioria dos médicos acaba a sua formação com pelo
menos 30 anos de idade e actualmente a idade normal de reforma é de 61 anos e 6 meses (a
progredir para os 65 anos em 2015, tal como anteriormente referido);
•
O escalão com maior peso é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos,
representando cerca de 22% do total, seguindo-se os escalões entre os 35 e os 39 anos,
representando cerca de 18% do total;
•
O escalão etário entre os 30 e os 34 anos representa apenas cerca de 7% do total, reflectindo a
entrada na profissão após os 30 anos devido ao largo período de internato, nomeadamente nas
especialidades cirúrgicas;
•
O conjunto de médicos apresenta uma idade média de 47 anos, que também é a mediana.
Mais de 65 anos
2%
60 a 64 anos
7%
55 a 59 anos
15%
50 a 54 anos
17%
45 a 49 anos
22%
40 a 44 anos
13%
35 a 39 anos
18%
30 a 34 anos
M enos de 30 anos
Média = 47
anos
7%
1%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 18 – Estrutura etária actual de médicos na Área Metropolitana do Porto
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Para além deste conjunto de médicos especialistas, existe ainda um conjunto de 1.030 internos em
formação pós-graduada em 2008 (cerca de 22% do conjunto de médicos especialistas actuais), que serão
os próximos especialistas nos hospitais da Área Metropolitana do Porto até 2014 (ver ponto 3.3.1 –
Evolução do internato médico, por especialidade).
Na medida em que nem todas as especialidades apresentam a mesma distribuição etária, no ponto 3.2.2 é
apresentada uma análise, por especialidade, dos médicos a entrar em idade normal da reforma o que,
em complemento com a análise por especialidade apresentada em anexo (ponto 5.3), permite identificar
quais as especialidades em que as saídas do pessoal médico podem criar algumas preocupações ao nível
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
26 de 94
de capacidade assistencial a médio e longo prazo na Área Metropolitana do Porto.
A figura abaixo apresenta a estrutura etária actual do pessoal médico por unidade territorial.
Grande Porto
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
E. Douro e Vouga
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
2%
7%
15%
17%
22%
13%
17%
6%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
1%
4%
10%
14%
22%
14%
21%
13%
2%
0%
5%
Tâmega
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
7%
13%
16%
15%
15%
25%
7%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
St. Tirso, Trofa e Famalicão
0%
0%
10%
15%
20%
25%
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
1%
11%
22%
18%
17%
11%
13%
6%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 19 – Estrutura etária actual, por unidade territorial, de médicos na Área Metropolitana do Porto
Fonte: Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Da figura acima, é possível concluir, numa análise por unidade territorial, que:
ƒ
De uma forma transversal para todas unidades territoriais, as distribuições são equilibradas e não
envelhecidas;
ƒ
As médias de idade não variam muito entre as diversas unidades territoriais, sendo de 49 anos nos
concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão, de 47 anos no Grande Porto, de 46 anos no Tâmega e
de 44 anos no Entre Douro e Vouga;
ƒ
No que respeita ao escalão etário entre os 45 e os 49 anos, que apresenta o maior peso para a Área
Metropolitana do Porto, não é o que apresenta maior peso em todas as unidades territoriais,
destacando-se que: (i) na NUT III - Tâmega assume maior peso percentual o escalão etário entre os
35 e 39 anos, o que poderá ter alguma relação com a entrada em funcionamento do H. Padre Américo
e (ii) nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão assumem um maior peso os escalões etários
entre os 55 e os 59 anos.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
27 de 94
3.2.2
Médicos com idades superiores a 50 e 55 anos de idade
Os nºs 8 e 9 do artigo 31.º do Decreto-lei 73/90 de 6 de Março, que aprovou o regime das carreiras
médicas, estabelece que aos médicos com idade superior a 50 anos e que o requeiram, será concedida a
dispensa da prestação de serviço de urgência nocturna, e que aos médicos com idade superior a 55 anos
e que o requeiram, será concedida a dispensa da prestação de serviços de urgência.
70%
62%
57%
60%
52%
48%
50%
45%
40%
40%
40%
30%
23%
27%
29%
32%
36%
20%
10%
0%
2009
2010
2011
Mais de 50 anos
2012
2013
2014
Mais de 55 anos
Figura 20 – Evolução da concentração de médicos no escalão etário superior a 50 e 55 anos na AMP (2009 a 2014)
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
A figura acima pretende avaliar o potencial impacto, até 2014, na prestação de cuidados médicos nas
Urgências, mais concretamente perceber qual a disponibilidade de recursos para a prestação de serviço
nas Urgências e sua evolução ao longo do tempo.
Assim, é possível concluir que a percentagem de médicos com mais de 50 anos aumenta em 22
pontos percentuais entre 2009 e 2014, o que implica que uma grande parte dos médicos actualmente em
actividade poderá requerer o direito de não realizar urgências nocturnas. Verifica-se também que a
percentagem de médicos com mais de 55 anos aumenta em 17 pontos percentuais entre 2009 e
2014, o que implica que uma grande parte dos médicos actualmente em actividade poderá igualmente
requerer o direito de não realizar urgências. No entanto este movimento poderá e deverá ser
compensado pela entrada de novos médicos especialistas, actualmente em regime de internato ou
formação escolar, cuja análise se encontra nos pontos 3.3 e 3.4.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
28 de 94
A figura abaixo permite possível a análise da evolução de médicos com mais de 50 e 55 anos de idade por
unidade territorial:
Grande Porto
E. Douro e Vouga
70%
60%
50%
45%
41%
40%
30%
27%
24%
58%
54%
49%
63%
51%
60%
46%
50%
36%
33%
30%
41%
40%
20%
36%
18%
20%
22%
2010
2011
2012
29%
30%
20%
16%
0%
0%
2009
2010
2011
2012
Mais de 50 anos
2013
2009
2014
Mais de 55 anos
Mais de 50 anos
41%
37%
40%
23%
21%
42%
26%
2013
2014
Mais de 55 anos
St. Tirso, Trofa e Famalicão
Tâmega
60%
30%
29%
25%
10%
10%
50%
39%
35%
49%
47%
33%
30%
52%
80%
70%
37%
60%
50%
58%
60%
63%
37%
40%
42%
34%
2009
2010
2011
2012
53%
70%
66%
53%
45%
40%
30%
20%
20%
10%
10%
0%
0%
2009
2010
2011
Mais de 50 anos
2012
2013
2014
Mais de 50 anos
Mais de 55 anos
2013
2014
Mais de 55 anos
Figura 21 – Evolução da concentração de médicos no escalão etário superior a 50 e 55 anos por NUT (2009 a 2014)
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
3.2.3
Evolução de médicos a entrar em idade normal de reforma, por especialidade
Ainda que a entrada em idade normal de reforma não seja a única causa de saída de médicos a exercer
no Serviço Nacional de Saúde é, actualmente, a principal causa. Consequentemente, medidas de
planeamento a médio e longo prazo devem ter necessariamente em consideração a evolução de médicos
a entrar em idade normal de reforma.
Tal como referido no ponto 2 (contextualização), está a decorrer, desde 1 de Janeiro de 2006 e até 1 de
Janeiro de 2015, um período de convergência da idade de reforma até aos 65 anos, factor que foi tido em
consideração na determinação do número de médicos a atingir a idade de reforma entre o ano de 2009 e
de 2020.
Considerou-se preferível, para efeitos de análise, apresentar as potenciais saídas por idade normal de
reforma em termos acumulados no período do estudo.
754
800
557
600
141
202
236
117
171
277
2010
2011
2012
2013
2014
2015
400
200
98
365
642
451
0
2009
Esp. Médicas
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
2016
2017
2018
2019
2020
Esp. Cirúrgicas
Total das entradas em idade de reforma *
Figura 22 – Evolução de médicos a entrar em idade de reforma por tipo de especialidade na Área Metropolitana do Porto –
valores acumulados
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
29 de 94
800
700
600
500
400
300
200
100
0
19,5%
22,9%
16,9%
25,0%
20,0%
13,7%
15,0%
11,1%
6,1%
7,2%
8,4%
3,5%
4,3%
5,2%
3,0%
98
117
141
171
202
236
277
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
365
451
557
642
754
10,0%
5,0%
0,0%
Entradas em idade de reforma (acum)
2016
2017
2018
2019
2020
peso percentual das entradas em idade de reforma (acum)
Figura 23 – Evolução de médicos a entrar em idade de reforma na AMP e seu peso face à realidade actual (2008) – valores
acumulados
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Da análise das figuras acima, é possível concluir, para a Área Metropolitana do Porto, que:
•
Existem 754 médicos especialistas a entrar em idade normal de reforma no período entre o ano de
2008 e de 2020;
•
O número de entradas em idade de reforma acelera nos últimos 5 anos da projecção (2016 a
2020) para todos os tipos de especialidades (sendo ligeiramente mais acentuada nas
especialidades cirúrgicas);
•
A percentagem do número acumulado de entradas em idade de reforma, face ao total de médicos
em 2008, atinge os 22,9% em 2020, sendo que o período entre 2016 e 2020 representa 63%
destas eventuais reformas de médicos, ou seja, 477 médicos.
Os pontos abaixo apresentam uma análise da evolução de médicos a entrar em idade normal de reforma,
por especialidade, agrupadas em: (i) especialidades médicas, (ii) especialidades cirúrgicas e (iii)
especialidades de diagnóstico e terapêutica.
a)
Especialidades médicas
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Médicas
Cardiologia Pediátrica
Hematologia Clínica
Reumatologia
Neurologia
Endocrinologia
Gastrenterelogia
Pneumologia
Psiquiatria
Medicina Interna
Nefrologia
Pediatria
Cardiologia
Infecciologia
Imunoalergologia
Pedopsiquiatria
Oncologia Médica
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
Nº de médicos
em idade de
reforma (20082020)
Nº de médicos
em idade
activa (2020)
Variação
1.242
11
40
13
77
37
46
77
97
325
43
279
104
28
30
20
15
317
6
16
5
26
11
13
21
26
85
11
69
18
4
4
2
0
925
5
24
8
51
26
33
56
71
240
32
210
86
24
26
18
15
26%
55%
40%
38%
34%
30%
28%
27%
27%
26%
26%
25%
17%
14%
13%
10%
0%
Figura 24 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades médicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
Tal como resulta da figura acima, dos médicos de especialidades médicas em exercício de funções nos
hospitais do Serviço Nacional de Saúde da Área Metropolitana do Porto no ano de 2008 (1.242 médicos),
estima-se que 317 médicos tenham atingido a idade da reforma no ano de 2020, ou seja, cerca de 26%.
Globalmente, esta não é uma percentagem elevada, sobretudo se se tiver em consideração que tal sucede
num período de 12 anos (aproximadamente 1/3 do período expectável da carreira médica). No entanto, a
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
30 de 94
distribuição não é uniforme, quer por especialidade quer por unidade territorial. Com efeito destaca-se que:
•
As especialidades com maior peso em 2008, nomeadamente a Pediatria (peso actual de 22%) e
a Medicina Interna (peso actual de 26%), apresentam uma percentagem de médicos, em idade
da reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções no ano de 2008, de 26%
(ou seja, 85 médicos) e 25% (ou seja, 69 médicos), respectivamente, o que não é uma
percentagem elevada;
•
Existe um conjunto de especialidades médicas (com um peso global de cerca de 12%) em que a
percentagem de médicos em idade de reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de
funções no ano de 2008 é superior a 33%, o que é revelador de um maior envelhecimento dos
médicos, que deve ser tido em consideração em termos de planeamento, particularmente dos
internatos médicos. Dentro destas especialidades médicas destacam-se, pelo nível de
diferenciação e pela percentagem mais elevada de médicos que atingem a idade de reforma: (i) a
Cardiologia Pediátrica (55%, ou seja 6 médicos), (ii) a Hematologia Clínica (40%, ou seja 16
médicos), (iii) a Reumatologia (38%, ou seja 5 médicos) e (iv) a Neurologia (34%, ou seja 26
médicos);
•
Existe um conjunto de especialidades médicas (com um peso global de cerca de 16%) em que a
percentagem de médicos a atingir a idade de reforma até 2020 face ao total de médicos em
exercício de funções no ano de 2008 é inferior a 20%, o que é revelador de um menor
envelhecimento dos médicos, destacando-se as seguintes especialidades: (i) a Oncologia
Médica (0%), (ii) a Pedopsiquiatria (10%, ou seja, 2 médicos), (iii) a Imunoalergologia (13%, ou
seja 4 médicos), (iv) a Infecciologia (14%, ou seja, 4 médicos), e (v) a Cardiologia (17%, ou
seja, 18 médicos);
•
A NUT III – Grande Porto apresenta, regra geral, uma estrutura de médicos ligeiramente mais
envelhecida do que as restantes unidades territoriais, com excepção da especialidade de
Gastrenterologia, em que se estima que, até 2020, tenham atingido a idade de reforma no
Tâmega cerca de 40% dos médicos actuais, e da especialidade de Medicina Interna, em que se
estima que até 2020 atinjam a idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão
cerca de 39% dos médicos actuais (tal como resulta da figura seguinte).
Grande
Porto
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Médicas
Cardiologia Pediátrica
Hematologia Clínica
Reumatologia
Neurologia
Pneumologia
Endocrinologia
Gastrenterelogia
Psiquiatria
Pediatria
Medicina Interna
Nefrologia
Cardiologia
Infecciologia
Imunoalergologia
Pedopsiquiatria
Oncologia Médica
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
970
11
38
12
68
58
34
38
81
192
233
43
75
28
30
17
12
Entre
Douro e Vouga
Variação
55%
42%
42%
35%
33%
32%
29%
28%
28%
27%
26%
20%
14%
13%
12%
0%
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
110
0
2
1
7
13
2
3
3
26
41
0
10
0
0
0
2
Variação
0%
0%
29%
15%
0%
0%
0%
19%
12%
20%
0%
St. Tirso, Trofa e
Famalicão
Tâmega
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
108
0
0
0
2
4
1
5
13
36
28
0
16
0
0
3
0
Variação
0%
0%
0%
40%
23%
14%
25%
6%
0%
-
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
54
0
0
0
0
2
0
0
0
25
23
0
3
0
0
0
1
Variação
0%
24%
39%
0%
0%
Figura 25 – Médicos a atingir a idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades Médicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
31 de 94
As tabelas com maior nível de detalhe por unidade territorial são apresentadas em anexo (ponto 5.2).
b)
Especialidades cirúrgicas
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Cirúrgicas
Cirurgia Cardio-Toracica
Cirurgia Pediátrica
Cirurgia Maxilo-Facial
Estomatologia
Oftalmologia
Urologia
Otorrinolaringologia
Ortopedia
Cirurgia Geral
Ginecologia/Obstetrícia
Neurocirurgia
Cirurgia Vascular
Dermato-venerologia
Anestesiologia
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
Nº de médicos
em idade de
reforma (20082020)
Nº de médicos
em idade
activa (2020)
Variação
1.515
24
23
9
34
102
55
77
153
278
275
33
34
30
361
27
367
10
8
3
11
32
16
20
39
70
69
8
8
7
62
4
1.148
14
15
6
23
70
39
57
114
208
206
25
26
23
299
23
24%
42%
35%
33%
32%
31%
29%
26%
25%
25%
25%
24%
24%
23%
17%
15%
Figura 26 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades Cirúrgicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
No que diz respeito às especialidades cirúrgicas, do número total de médicos em exercício de funções nos
hospitais do Serviço Nacional de Saúde da Área Metropolitana do Porto no ano de 2008 (1.515 médicos),
estima-se que 367 médicos tenham atingido a idade da reforma no ano de 2020, ou seja, cerca de 24%.
Mais uma vez, globalmente esta não é uma percentagem elevada, sobretudo se se tiver em consideração
que tal sucede num período de 12 anos (aproximadamente 1/3 do período expectável da carreira médica).
No entanto, a distribuição não é uniforme, quer por especialidade quer por unidade territorial. Com efeito
destaca-se que:
•
Tanto a Ortopedia (peso actual de 10%), como a Cirurgia Geral (peso actual de 18%) e a
Ginecologia/Obstetrícia (peso actual de 18%), apresentam uma percentagem de médicos em
idade da reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções no ano de 2008 de
25% (ou seja, 39, 70 e 69 médicos, respectivamente);
•
Existe um conjunto de especialidades cirúrgicas (com um peso global de cerca de 4%) em que a
percentagem de médicos a atingir a idade de reforma até 2020 face ao total de médicos em
exercício de funções no ano de 2008 é superior a 33%, o que deve ser tido em consideração em
termos de planeamento, particularmente dos internatos médicos. Dentro destas destacam-se: (i) a
Cirurgia Cardiotorácica (42%, ou seja 10 médicos), (ii) a Cirurgia Pediátrica (35%, ou seja 8
médicos) e (iii) a Cirurgia Maxilo-Facial (33%, ou seja 3 médicos);
•
A especialidade de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva (com um peso global de cerca de 2%) e a
especialidade de Anestesiologia (com um peso global de 24%) apresentam uma percentagem
de médicos a atingir a idade de reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de
funções no ano de 2008 inferior a 20%, ou seja, 15% (4 médicos em idade de reforma) e 17%
(62 médicos em idade de reforma), respectivamente;
•
Como se pode ver na figura abaixo, ainda que para as especialidades mais diferenciadas a
variação assuma sobretudo relevância na NUT III – Grande Porto, como seria expectável, para as
restantes especialidades tal já não sucede, mais concretamente com respeito às seguintes
especialidades: (i) Otorrinolaringologia (em que se espera que estejam em idade normal de
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
32 de 94
reforma 71% dos médicos a exercer nos concelhos de SantoTirso, Trofa e Famalicão e 40% dos
médicos a exercer na NUT III – Tâmega), (ii) Ginecologia/Obstetrícia (em que se espera que
atinjam idade normal de reforma 47% dos médicos a exercer nos concelhos de Santo Tirso, Trofa
e Famalicão), (iii) Ortopedia (em que se espera que atinjam a idade normal de reforma 46% dos
médicos a exercer nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão e 31% dos médicos a exercer
no Tâmega), (iv) Oftalmologia (em que se espera que atinjam a idade normal de reforma 43%
dos médicos a exercer nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão), (v) Urologia (em que
se espera que atinjam a idade de reforma 40% dos médicos a exercer na NUT III – Tâmega) e (vi)
Cirurgia Geral (em que se espera que atinjam a idade normal de reforma 38% dos médicos a
exercer nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
33 de 94
Grande
Porto
Unidade: Headcount
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
1.143
23
8
23
33
45
79
197
106
30
56
187
34
32
267
23
Especialidade
Especialidades Cirúrgicas
Cirurgia Cardio-Toracica
Cirurgia Maxilo-Facial
Cirurgia Pediátrica
Estomatologia
Urologia
Oftalmologia
Cirurgia Geral
Ortopedia
Dermato-venerologia
Otorrinolaringologia
Ginecologia/Obstetrícia
Cirurgia Vascular
Neurocirurgia
Anestesiologia
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Entre
Douro e Vouga
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
173
1
1
0
1
5
16
26
18
0
9
42
0
1
51
2
Variação
43%
38%
35%
33%
31%
30%
26%
24%
23%
23%
23%
24%
22%
18%
17%
St. Tirso, Trofa e
Famalicão
Tâmega
Variação
0%
0%
0%
40%
31%
15%
17%
0%
21%
100%
10%
0%
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
110
0
0
0
0
5
0
31
16
0
5
27
0
0
24
2
Variação
0%
19%
31%
40%
30%
21%
0%
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
89
0
0
0
0
0
7
24
13
0
7
19
0
0
19
0
Variação
43%
38%
46%
71%
47%
21%
-
Figura 27 – Médicos a entrar em idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades Cirúrgicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
As tabelas com maior nível de detalhe por unidade territorial são apresentadas em anexo (ponto 5.2).
c)
Especialidades de diagnóstico e terapêutica
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Diag. Terap.
Medicina Nuclear
Anatomia Patológica
Patologia Clínica
Radiologia
Imunohemoterapia
Medicina Física e Reabilitação
Radioterapia
Neurorradiologia
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
Nº de médicos
em idade de
reforma (20082020)
Nº de médicos
em idade
activa (2020)
Variação
369
11
39
85
75
52
55
20
32
69
5
14
20
11
7
7
2
3
300
6
25
65
64
45
48
18
29
19%
45%
36%
24%
15%
13%
13%
10%
9%
Figura 28 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades de Diagnóstico
e Terapêutica
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
No que diz respeito às especialidades de diagnóstico e terapêutica, dos médicos em exercício de funções
nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde da Área Metropolitana do Porto no ano de 2008 (369
médicos), estima-se que 69 médicos tenham atingido a idade da reforma no ano de 2020, ou seja, cerca
de 19%. Globalmente esta é uma percentagem baixa, sobretudo se se tiver em consideração que tal
sucede num período de 12 anos (aproximadamente 1/3 do período expectável da carreira médica). No
entanto, a distribuição não é uniforme, quer por especialidade quer por unidade territorial. Com efeito
destaca-se que:
•
Existe um conjunto de especialidades de diagnóstico e terapêutica (com um peso global de cerca
de 14%) em que a percentagem de médicos a atingir a idade normal de reforma até 2020 face ao
total de médicos em exercício de funções no ano de 2008 é superior a 33%, o que deve ser tido
em consideração em termos de planeamento, particularmente dos internatos médicos. Dentro
destas destacam-se, pelo nível de diferenciação e pela percentagem mais elevada de médicos a
atingir a idade de reforma: (i) a Medicina Nuclear (45%, ou seja 5 médicos) e (ii) a Anatomia
Patológica (36%, ou seja 14 médicos);
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
34 de 94
•
As restantes especialidades de diagnóstico e terapêutica apresentam percentagens de médicos
em idade de reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções abaixo dos 20%,
entre as quais de destacam: (i) a Neurorradiologia (9%, ou seja, 3 médicos) e a (ii) a
Radioterapia (10%, ou seja, 2 médicos);
•
Ainda que as especialidades de diagnóstico e terapêutica em que existe uma maior percentagem
de médicos a atingir a idade de reforma na Área Metropolitana do Porto estejam concentradas na
NUT III – Grande Porto, para outras especialidades tal já não sucede, mais concretamente
relativamente às seguintes especialidades: (i) Patologia Clínica (em que se espera que atinjam a
idade normal de reforma 50% dos médicos a exercer na NUT III – Tâmega) e (ii)
Imunohemoterapia (em que se espera que estejam em idade de reforma 50% dos médicos a
exercer nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão).
Grande
Porto
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Diagnóstico e Terapêutica
Medicina Nuclear
Anatomia Patológica
Patologia Clínica
Radiologia
Medicina Física e Reabilitação
Imunohemoterapia
Radioterapia
Neurorradiologia
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
311
11
39
69
65
35
40
20
32
Entre
Douro e Vouga
Variação
45%
36%
22%
15%
14%
13%
10%
9%
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
26
0
0
5
6
11
4
0
0
Variação
20%
17%
9%
0%
-
St. Tirso, Trofa e
Famalicão
Tâmega
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
17
0
0
6
2
5
4
0
0
Variação
50%
0%
20%
0%
-
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
15
0
0
5
2
4
4
0
0
Variação
20%
0%
0%
50%
-
Figura 29 – Médicos a entrar em idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades de diagnóstico e
terapêutica
Fonte: Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
As tabelas com maior nível de detalhe por unidade territorial são apresentadas em anexo (ponto 4.2).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
35 de 94
3.3
3.3.1
Caracterização actual do internato médico na Área Metropolitana do Porto
Evolução do internato médico, por especialidade
A figura abaixo indica, para cada tipo de especialidade, a evolução expectável do número de médicos a
concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto. Para além disso, para efeitos de
comparabilidade, é também indicado o número acumulado de médicos actuais que atingem a idade de
reforma (tal como resulta do ponto anterior), sendo calculado um rácio ajustado entre o n.º acumulado de
médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma,
corrigido em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a
redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do
SNS da Área Metropolitana do Porto (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade
formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída
para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da
actividade clínica em hospitais do SNS da Área Metropolitana do Porto, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar
responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão,
investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). A análise é realizada
apenas até 2014, na medida em que o que ocorrerá nos anos seguintes dependerá do número de vagas
que sejam abertas por especialidade a partir de 2009.
Global
Especialidades médicas
Nº Médicos
Rácio
1200
6,0
1030
1000
3,2
600
400
3,7
993
3,7
800
2,4
4,0
2,0
373
0
98
2009
6,0
3,8
400
141
2011
171
2,7
0,0
2012
2013
2,0
102
0
2014
Rácio
63 55
2009
61
2,4
218
365
2,6
4,0
68
105
2,7
111
2011
2012
2013
2014
2012
2013
0,0
2014
Especialidades de Diagnóstico e
Terapêutica
7,3
140
5,3
100
3,9
Rácio
7,3
8,0
127
127
5,3
6,0
4,3
117
85
60
4,0
56
40
20
0,0
2010
2011
103
Nº Médicos
80
2,0
88
84
120
402
2,7
315
2010
71
61
48
38
2009
6,0
0,9
4,0
305
2,0
Especialidades cirúrgicas
1,8
143
3,6
501
501
409
200
100
236
202
Nº Médicos
450
400
350
300
250
200
150
100
50
0
4,3
4,5
174
117
2010
600
300
608
1,5
200 191
Rácio
500
3,3
841
Nº Médicos
2,0
26
5
8
2009
2010
0
12
2011
12
13
2012
2013
22
0,0
2014
Nº Médicos a concluir o internato (A)
Nº Médicos em idade de reforma (B)
Rácio Ajustado (A/B*0,75)
Figura 30 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP e Situação actual do internato médico nos hospitais da AMP
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
36 de 94
Nota 1:No grupo de especialidades médicas e de diagnóstico e terapêutica, embora se tenha procedido à análise até ao ano 2014,
estima-se que todos os actuais internos tenham terminado o seu internato em 2013, tendo em conta a duração do respectivo
internato por especialidade (máximo de 5 anos)
Nota2: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de
médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão
contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP
(tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos
internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do
exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais
como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde,
nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Da análise dos gráficos anteriores é possível concluir para a Área Metropolitana do Porto que:
•
Em termos globais, de acordo com o rácio de substituição ajustado, existirão, já em 2009,
cerca de 1,5 futuros médicos especialistas por cada eventual saída, proporção que aumenta
progressivamente até alcançar, em termos acumulados até 2014, cerca de 3,3 futuros médicos
especialistas por cada eventual saída, no mesmo período;
•
As especialidades cirúrgicas apresentam rácios ligeiramente inferiores, ainda que apenas em
2009 o número previsto de novos especialistas não seja suficiente para colmatar o eventual
número de saídas.
Uma análise mais detalhada por especialidades é apresentada nos pontos seguintes.
a)
Especialidades médicas
Nº Médicos a Nº Internos
exercer 2008 em 2008 (A)
Unidade: Headcount
Nº médicos em
idade de reforma
ano 2013 (B)
Rácio (A/B)
Rácio
Ajustado*
(A/B*0,75)
Esp. Médicas
1.242
501
84
6
4,5
Infecciologia
28
16
1
16,0
12,0
Pediatria
279
114
16
7,1
5,3
Medicina Interna
325
125
18
6,9
5,2
Psiquiatria
97
46
7
6,6
4,9
Cardiologia
104
26
4
6,5
4,9
Imunoalergologia
30
10
2
5,0
3,8
Nefrologia
43
15
3
5,0
3,8
Endocrinologia
37
15
3
5,0
3,8
Pneumologia
77
19
5
3,8
2,9
Gastrenterologia
46
15
4
3,8
2,8
Cardiologia Pediátrica
11
3
1
3,0
2,3
Neurologia
77
25
12
2,1
1,6
Hematologia Clínica
40
16
8
2,0
1,5
Oncologia Médica
15
39
0
Pedopsiquiatria
20
12
0
Reumatologia
13
5
0
Figura 31 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade da reforma na
Área Metropolitana do Porto – Especialidades médicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP e Situação actual do internato médico nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico em 21013 e o n.º
acumulado de médicos a entrar em idade da reforma em 2013, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar
aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em
hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela
colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como
para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem
atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a
prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez;
morte; entre outros).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
37 de 94
O rácio de substituição ajustado previsto nas especialidades médicas é de 4,5 até 2013.
Existe um conjunto de especialidades médicas, em que se prevê que o rácio de substituição ajustado seja
superior a 5:
•
Infecciologia: 12
•
Pediatria: 5,3
•
Medicina Interna: 5,2
•
Psiquiatria: 4,9
•
Cardiologia: 4,9
Não existem especialidades médicas em que o rácio de substituição ajustado até 2013 seja inferior a 1, o
que implica que no período em análise não se prevê uma taxa de substituição deficitária em qualquer das
especialidades. No entanto, destacam-se as seguintes especialidades em que a taxa de substituição
ajustada é menor:
b)
•
Neurologia: 1,6
•
Hematologia Clínica: 1,5
Especialidades cirúrgicas
Nº Médicos a Nº Internos
exercer 2008 em 2008 (A)
Unidade: Headcount
Esp. Cirúrgicas
1.515
402
Nº médicos em
idade de reforma
ano 2014 (B)
Rácio (A/B)
Rácio
Ajustado*
(A/B*0,75)
111
3,6
2,7
Dermato-venereologia
30
16
1
16,0
12,0
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
27
8
1
8,0
6,0
Ortopedia
153
54
8
6,8
5,1
Urologia
55
25
4
6,3
4,7
Oftalmologia
102
28
8
3,5
2,6
Anestesiologia
361
101
21
4,8
3,6
Ginecologia/Obstetrícia
275
64
17
3,8
2,8
Cirurgia Vascular
34
11
3
3,7
2,8
Otorrinolaringologia
77
24
8
3,0
2,3
Neurocirurgia
33
5
2
2,5
1,9
Estomatologia
34
5
3
1,7
1,3
Cirurgia Geral
278
47
27
1,7
1,3
Cirurgia Cardio-Toracica
24
5
5
1,0
0,8
Cirurgia Maxilo-Facial
9
2
3
0,7
0,5
Cirurgia Pediátrica
23
7
0
Figura 32 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade da reforma na
Área Metropolitana do Porto – Especialidades cirúrgicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP e Situação actual do internato médico nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico em 2014 e o n.º
acumulado de médicos a entrar em idade da reforma em 2014, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar
aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em
hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela
colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como
para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem
atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a
prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez;
morte; entre outros).
O rácio de substituição ajustado previsto nas especialidades cirúrgicas é de 2,7 até 2014.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
38 de 94
Existem três especialidades cirúrgicas em que o rácio de substituição ajustado é superior a 5:
•
Dermato-Veneoreologia: 12
•
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva: 6
•
Ortopedia: 5,1
Ao contrário das especialidades médicas, existem especialidades cirúrgicas em que o rácio de substituição
ajustado até 2014 é igual ou inferior a 1:
•
Cirurgia Cardio-Torácica: 0,8
•
Cirurgia Maxilo-Facial: 0,5
De notar que esta última especialidade (cirurgia Maxilo-Facial) é a única, em toda a Área Metropolitana do
Porto, em que se espera que o número médicos a acabar o internato seja inferior ao número de médicos a
entrar em idade de reforma, o que requer um planeamento cuidado.
Destacam-se ainda as especialidades com baixa taxa de substituição ajustada prevista: Neurocirurgia
(1,9) Estomatologia (1,3) e a Cirurgia Geral (1,3).
c)
Especialidades de diagnóstico e terapêutica
Nº Médicos a Nº Internos
exercer 2008 em 2008 (A)
Unidade: Headcount
Nº médicos em
idade de reforma
ano 2013 (B)
Rácio
(A/B)
Rácio
Ajustado*
(A/B*0,75)
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
369
127
13
9,8
7,3
Neurorradiologia
Medicina Física e Reabilitação
Radioterapia
Anatomia Patológica
Medicina Nuclear
Patologia Clínica
Radiologia
Imunohemoterapia
32
55
20
39
11
85
75
52
16
23
7
21
5
15
33
7
1
3
1
4
1
3
0
0
16,0
7,7
7,0
5,3
5,0
5,0
-
12,0
5,8
5,3
3,9
3,8
3,8
-
Figura 33 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade da reforma na
Área Metropolitana do Porto – Especialidades de diagnóstico e terapêutica
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP e Situação actual do internato médico nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico em 2013 e o n.º
acumulado de médicos a entrar em idade da reforma em 2013, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar
aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em
hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela
colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como
para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem
atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a
prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez;
morte; entre outros).
O rácio de substituição ajustado previsto nas especialidades de diagnóstico e terapêutica é de 7,3
até 2013.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
39 de 94
Existe um conjunto de especialidades de diagnóstico e terapêutica, em que o rácio de substituição
ajustado até 2013 é superior a 5:
•
Neurorradiologia: 12
•
Medicina Física e de Reabilitação: 5,8
•
Radiologia: 5,3
Não existem especialidades de diagnóstico e terapêutica em que se preveja que o rácio de substituição
ajustado até 2013 seja inferior a 1, o que implica que no período em análise não se prevê taxa de
substituição deficitária em qualquer das especialidades.
3.3.2
Peso do ensino pós-graduado da Área Metropolitana do Porto no ensino pós-graduado
em Portugal
Quanto à representatividade do ensino pós-graduado da Área Metropolitana do Porto em Portugal, a figura
abaixo apresenta a sua evolução ao longo do período de 2006 a 200813:
100%
80%
186
28%
229
30%
273
37%
60%
40%
470
525
2006
2007
468
20%
0%
Nº total internos no 1º ano em Portugal fora da AMP
2008
Nº total internos no 1º ano na AMP
Figura 34 – Peso do 1º ano do Internato médico da AMP em Portugal (ensino pós-graduado)
Fonte: Situação actual (2008) do internato médico nos hospitais da AMP – ARSN e Nº de entradas no 1º ano do internato médico no
período 2005 a 2008 em Portugal – ACSS (excluindo Medicina Geral e Familiar)
Da análise da figura é possível concluir que a proporção de internos no 1.º ano do internato médico na
Área Metropolitana do Porto face ao total de internos no 1.º ano de internato médico em Portugal foi de
37% no ano 2008, sendo que tal proporção tem vindo a subir nos últimos anos, tendo sido de 28% e 30%
em 2006 e 2007, respectivamente.
Por outro lado, a elevada diferenciação dos hospitais e a sua dimensão faz com que os hospitais da Área
Metropolitana do Porto sejam um local de eleição para os internos, em toda a região norte do país,
nomeadamente nos 3 hospitais mais diferenciados que detêm elevada capacidade formativa
(CHVNG/Espinho, CH Porto e H.S. João).
De seguida é caracterizado o ensino médico pré-graduado, actual e prospectivo.
13
Não inclui concurso de Outubro / Novembro 2008
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
40 de 94
3.4
Caracterização actual e prospectiva do ensino médico pré-graduado
3.4.1
Universidades Portuguesas
Este capítulo pretende caracterizar o ensino pré-graduado em Portugal, aferindo qual capacidade
formativa no período de 2009 a 2014.
Ano de saída / actual ano de frequência :
FMUP - Fac. Medicina da Univ. Porto
ICBAS - Inst. Ciências Biomédicas Abel Salazar - Porto
ECSUM - Esc. Ciências da Saúde da Univ. Minho
FCSUBI - Fac. Ciências da Saúde da Univ. Beira Interio
FMUC - Fac. Medicina da Univ. de Coimbra
FMUL - Fac. Medicina da Univ. Lisboa
FCMUNL - Fac. Ciências Médicas da Univ. Nova Lisboa
Univ. Algarve (novo curso de Medicina)
Total
Variação
2009
2010
2011
2012
2013
2014
Total
6º ano
205
108
95
58
237
259
211
0
1.173
5º ano
226
167
62
81
264
325
187
0
1.312
4º ano
240
181
60
69
257
326
208
0
1.341
3º ano
262
222
60
90
283
383
267
0
1.567
2º ano
271
145
98
88
227
298
222
0
1.349
1º ano
302
196
145
164
283
373
251
0
1.714
2009-2014
1.506
1.019
520
550
1.551
1.964
1.346
0
8.456
-
12%
2%
17%
-14%
27%
-
Figura 35 – Número expectável de alunos finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em consideração
todos os cursos de Medicina leccionados em universidades Portuguesas
Fonte: Dados fornecidos por cada uma das universidades identificadas, no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP,
em resposta a inquérito efectuado pela Intersalus
A Faculdade de Medicina da Universidade do Algarve ainda não iniciou a sua actividade pedagógica, pelo
que não é considerada no âmbito deste estudo, prevendo-se, no entanto, que o seu início ocorra no ano
lectivo 2009/2010 e com uma previsão de matrículas de 320 alunos inscritos nos próximos 4 anos lectivos
(até ao ano lectivo 2012/2013). Chama-se ainda a atenção para que, de acordo com a organização
pedagógica do curso, o mesmo é de segundo ciclo com a duração de quatro anos e acesso restrito a
candidatos com habilitações mínimas adequadas.
No ano lectivo de 1998/1999, de acordo com dados do Ministério do Ensino Superior e Ciência, existiam
735 vagas em todas as Faculdades de Medicina em Portugal; no ano lectivo de 2008/2009 existem 1714, o
que representa um acréscimo de 133%.
Da análise da figura acima, é possível constatar que, considerando os alunos actualmente inscritos em 7
Universidades de Portugal onde é leccionado o curso de Medicina, e considerando uma taxa de sucesso
de 93%14, é expectável que venham a existir 7.864 licenciados em Medicina disponíveis para iniciarem
o internato médico entre 2009 e 2014, e consequentemente obter a sua graduação em médico
assistente até 2020.
Para efeitos das análises seguintes, estima-se que possam ter terminado o internato médico até 2020 um
total acumulado de 2.685 médicos, assumindo:
•
1.030 internos a realizarem o internato médico em 2008;
•
Um máximo de 70%15 dos alunos que saem das Faculdades de Medicina em Portugal realiza o
internato em especialidade diferente de Medicina Geral e Familiar;
14
Segundo dados do GPEARI, o índice de sucesso escolar no ensino superior 2005-2006 nos Cursos de Medicina actualmente
leccionados atinge um mínimo de 93%, valor este assumido para efeitos deste estudo.
15
Segundo o Despacho nº 23 095/2006 emitido pelo Ministério da Saúde, dos internatos médicos que se iniciem a partir de 2007, o
número de vagas de Medicina Geral e Familiar deve corresponder a um mínimo de 25% do total das vagas a colocar a concurso.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
41 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
•
25%16 dos novos internos nacionais (excluindo internos da especialidade de Medicina Geral e
Familiar) realiza o seu internato na Área Metropolitana do Porto;
•
Uma duração média de internato médico de 5 anos;
•
Um número de estudantes de Medicina a entrar no ano de 2009 pelo menos igual ao número de
estudantes a entrar em 2008.
A figura seguinte permite comparar, até ao ano de 2020, o número de internos que previsivelmente
acabam o seu internato médico na Área Metropolitana do Porto com o número de médicos actuais que
entrarão em idade normal da reforma, de acordo com os pressupostos acima referidos.
3000
2000
1000
0
191 373
1.434
993 1.221
841
608
1.653
1.908 2.127
2.406
2.685
98
117
141
171
202
236
277
365
451
557
642
754
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Entradas em idade de reforma (acum)
Internos que terminam no ano (acum)
Figura 36 – Evolução prevista de médicos especialistas a acabar o internato e de médicos especialistas actuais a entrar em
idade de reforma, entre os anos de 2009 e de 2020 nos hospitais do SNS da AMP
Fonte: Dados fornecidos por cada uma das universidades identificadas, no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP,
em resposta a inquérito efectuado pela Intersalus e Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
* Futuros internos: A partir de 2014, para além dos actuais internos, é considerada a estimativa de futuros internos especialistas
que actualmente frequentam os cursos de Medicina e que a partir de 2014 (assumindo uma duração média do internato médico de 5
anos) começarão a terminar o internato médico, nomeadamente na AMP e em especialidades que não Medicina Geral e Familiar
Estima-se que até 2020 o número de alunos a frequentar cursos de Medicina nas diversas Faculdades de
Medicina nacionais implicará uma formação de médicos bastante superior ao número de médicos que
entram na idade normal de reforma. Com efeito, no período de 2009 a 2020, e considerando o somatório
das potenciais graduações de médicos actuais e futuros internos (2.685) e as eventuais saídas de médicos
por atingirem a idade normal de reforma (754), estima-se um potencial rácio global de substituição de
3,5. Por outro lado, considerando um rácio ajustado de substituição, tendo em consideração que
existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a
exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores,
para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica
nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado17 em 2020 possa ser de 2,7.
Quanto à definição das especialidades destino deste conjunto de médicos, esta deve reger-se pelas
necessidades de recursos nas especialidades com maiores carências actuais, bem como incidir sobre as
especialidades em que se prevê uma eventual redução do contingente por entrada em idade normal de
reforma dos médicos.
16
Este pressuposto tem em consideração que em termos médios os internos da AMP representam 32% do total de internos em Portugal para o
período 2006-2008 (já excluindo os internos de Medicina Interna e Familiar). Por outro lado, tem em consideração a eventual saturação da
capacidade formativa em alguns serviços, devido à colocação intensiva de novos internos.
17
Considerando um factor de ajuste em baixa de 25%.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
42 de 94
3.4.2
Universidades estrangeiras
Para além dos alunos a frequentar cursos de Medicina em Universidades Portuguesas, existe ainda um
número significativo a frequentar cursos de Medicina no estrangeiro, nomeadamente em Espanha e
República Checa.
No sentido de apurar o número de alunos a frequentar o curso de Medicina no estrangeiro foram
endereçadas cartas a diversas Universidades.
As Universidades estrangeiras inquiridas incluem as Universidades Espanholas com Faculdade de
Medicina (30) e um conjunto de 3 Universidades Checas (ver âmbito do inquérito no ponto 5.4) onde,
potencialmente, podem estudar alunos portugueses.
De referir, no entanto, a dificuldade de obtenção de informação, resultando apenas 9 respostas das 30
Universidades Espanholas inquiridas (taxa de resposta de 30%) e em 2 respostas das 3 Universidades
Checas inquiridas (taxa de resposta de 66%).
O número de respostas ao inquérito realizado às várias Universidades Espanholas e Checas não permite
concluir sobre a totalidade de alunos formados noutros países nos próximos anos, contudo podemos
observar nas figuras abaixo o número de finalistas de Medicina Portugueses entre os anos 2009 e 2014
nas seguintes Universidades:
Ano de saída / actual ano de frequência :
2009
2010
6º ano
1
0
0
0
0
0
12
25
0
3
41
Univ. de Barcelona
Fac. Castilha a Mancha
Univ. de Cádiz
Univ. de Saragoça
Univ. de Cantábria
Univ. Autónoma de Madrid
Univ. Leida
Univ. Estremadura
Univ. Granada
Univ. Sevilha
Total
2011
2012
5º ano 4º ano 3º ano
2
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2
0
0
0
12
12
12
6
11
14
0
0
0
6
4
3
26
28
31
2013
2º ano
1
0
0
0
0
0
12
8
0
1
22
2014
Total
1º ano 2009-2014
22
27
0
0
23
23
1
1
8
10
0
0
12
72
4
68
0
0
8
25
78
226
Figura 37 – Número expectável de alunos de finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em consideração
todos os cursos de Medicina leccionados em Universidades Espanholas
Fonte: Dados fornecidos por cada uma das universidades identificadas, no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP,
em resposta a inquérito efectuado pela Intersalus
Palachý (Olomouc)
Masaryk
Total
Ano de saída / actual ano de frequência :
2009
2010
2011
2012
2013
2014
6º ano 5º ano 4º ano 3º ano 2º ano 1º ano
0
0
1
4
3
7
0
4
4
22
52
39
0
4
5
26
55
46
Total
2009-2014
15
121
136
Figura 38 – Número expectável de finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em consideração todos os
cursos de Medicina leccionados em Universidades Checas
Fonte: Dados fornecidos por cada uma das universidades identificadas, no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP,
em resposta a inquérito efectuado pela Intersalus
Verifica-se que existe um total de 226 alunos de Medicina em Universidades Espanholas e um total de
136 alunos de Medicina em Universidades Checas, que responderam ao inquérito e que irão terminar a
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
43 de 94
sua formação pré-graduada até 2014 e que poderão integrar o internato médico.
O número de respostas, embora insuficiente, permite constatar que existe ainda um conjunto significativo
de alunos a cursar Medicina no estrangeiro e que poderão reforçar, se tal for necessário, a disponibilidade
de recrutamento de profissionais de Saúde.
Assim, verifica-se que no período abrangido pelo estudo até 2020 a capacidade formativa de médicos no
país e no estrangeiro é muito relevante, sendo por isso previsível um aumento progressivo e importante da
oferta de recursos humanos médicos, que não só anulará a eventual escassez pontual e compensará as
saídas, mas poderá inclusivamente criar uma certa folga de disponibilidade de recrutamento para o SNS.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
44 de 94
4.
Conclusões
Em termos globais, o número de médicos por 1.000 habitantes em Portugal, tem sido crescente e
situa-se no ano 2007 em cerca de 3,6, sendo superior à média europeia.
Na generalidade das diversas especialidades, a Área Metropolitana do Porto apresenta um rácio de
médicos por 100.000 habitantes ligeiramente superior ao verificado para Portugal e restantes
Administrações Regionais, com excepção da ARSLVT, em que é inferior. Se se considerar as duas
grandes áreas metropolitanas portuguesas, Área Metropolitana do Porto e ARSLVT e se estabelecer entre
elas a comparação por especialidades médicas, constata-se que a Área Metropolitana do Porto tem um
rácio por habitante inferior em 29 especialidades, e superior em apenas 9 especialidades.
Relativamente a Espanha verifica-se que, se retiradas algumas especialidades (Cirurgia Pediátrica,
Pediatria, Radiologia, Medicina Interna) em que se notam significativas divergências, existe uma certa
convergência nos respectivos rácios de número de médicos por 100.000 habitantes, embora e
como tendência, exista uma maior dotação de médicos por habitante em Espanha do que na Área
Metropolitana do Porto.
A estrutura etária dos médicos, quer na Área Metropolitana do Porto, quer nas diversas unidades
territoriais, é equilibrada e não se apresenta envelhecida, nem denota falhas ou concentrações
excessivas em determinados estratos etários. Por outro lado, a idade média situa-se nos 47 anos, o que,
considerando que o início da carreira começa por volta dos 30 anos, corresponde igualmente a cerca de
metade do exercício da carreira profissional.
Verifica-se que o alargamento progressivo da idade de reforma, à razão de seis meses por cada ano
até atingir 65 anos em 2015, pode ter um efeito de retenção de médicos na Área Metropolitana do Porto,
na medida em que faz diminuir o número de médicos em idade de reforma.
O número de médicos que atingem a idade de reforma não é uniforme até 2020, existindo dois períodos
distintos: até 2014 atingem a idade normal de reforma 236 médicos das diversas especialidades, o que
representa cerca de 7% do total dos médicos em actividade actualmente; e entre 2015 e 2020 atingem a
idade normal de reforma 518 médicos, 16% do total dos médicos em actividade actualmente, ou seja, mais
do dobro de eventuais entradas em idade normal de reforma na mesma duração de anos.
Em termos de grupos de especialidade, a taxa potencial de médicos a atingir a idade normal de
reforma até 2020 não é muito diferente:
•
26% (318 médicos) no conjunto das especialidades médicas;
•
24% (367 médicos) no conjunto das especialidades cirúrgicas;
•
19% (69 médicos) no conjunto das especialidades de diagnóstico e terapêutica.
As percentagens referidas no ponto anterior são equilibradas e razoáveis, se considerarmos que as
mesmas se verificam durante um período de 12 anos, o equivalente a cerca um terço do tempo da carreira
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
45 de 94
profissional completa.
A deslocação das potenciais entradas em idade de reforma para datas mais distantes e próximas do final
do período em análise, permitirá um melhor e mais adequado planeamento das necessidades.
A Área Metropolitana do Porto está especialmente preparada para receber internos na globalidade
das especialidades, pela localização de diversas unidades hospitalares com forte tradição na formação
pós-graduada como o H. de S. João, o CH do Porto e o CH. de Vila Nova de Gaia/Espinho.
Em termos de internato, e do ponto de vista global, existem actualmente na Área Metropolitana do Porto
1.030 internos, nas diversas especialidades e anos de internato, que serão candidatos a graduação em
médicos até 2014.
A distribuição por grandes grupos de especialidades em 2008 é a seguinte:
Especialidades
Especialidades Médicas
Especialidades Cirúrgicas
Especialidades de Diagnóstico e Terapêutica
Nº de potenciais internos a
concluir o internato até 2014
501
402
127
Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam
o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e
que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do
exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado18
em 2014 possa ser de 3,3.
Em termos de grupos de especialidade estimam-se os seguintes rácios de substituição ajustados
em 2014:
•
Especialidades Médicas: 3,619
•
Especialidades Cirúrgicas: 2,7
•
Especialidades de diagnóstico e Terapêutica: 4,320
É por isso expectável que até 2014 exista uma melhoria progressiva de disponibilidade de recursos
humanos médicos. Apenas nos primeiros anos existem alguns constrangimentos, a ter em
consideração, nomeadamente nas especialidades cirúrgicas que em 2009 apresentam globalmente um
rácio de substituição ajustado inferior a 1 (0,9).
Na globalidade dos cursos de Medicina das Universidades Portuguesas estão neste momento inscritos
18
O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico em 2014 e o n.º acumulado de médicos a
entrar em idade da reforma em 2014, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a
redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de
especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída
para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP,
por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar
responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas;
invalidez; morte; entre outros).
19
Rácio de substituição ajustado de 4,5 em 2013
20
Rácio de substituição ajustado de 7,3 em 2013
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
46 de 94
8.456 alunos, o que representa já uma capacidade formativa apreciável. No ano lectivo de 2009/2010
deverá entrar em funcionamento um novo curso na Universidade do Algarve, reforçando essa capacidade
com a previsão de 320 matrículas de alunos inscritos.
Na Área Metropolitana do Porto estão situadas duas Faculdades de Medicina (Faculdade Medicina da
Universidade do Porto e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar) com uma frequência global,
nas duas faculdades, de 2.525 alunos, correspondendo a 30% dos actuais alunos inscritos em todo o
ensino médico em Portugal. Adicionalmente, na ARS Norte ainda se encontra a Escola de Ciências da
Universidade do Minho, com uma frequência global actual de 520 alunos a frequentar o curso de
Medicina.
Existe, por isso, na Área Metropolitana do Porto e na área da ARS Norte, uma elevada capacidade
formativa de médicos.
Considerando, para além dos actuais internos, os actuais alunos a frequentar cursos de Medicina nas
diversas Faculdades de Medicina (assumindo uma taxa de sucesso de 93%) e tendo em atenção uma
distribuição de 30% para os cuidados primários e 70% para as especialidade hospitalares, assim
como considerando que se mantém na Área Metropolitana do Porto uma quota percentual de 25%, pode
estimar-se que possam concluir o internato até 2020 cerca de 2.685 médicos, o que implica um rácio de
substituição ajustado previsto de 2,7.
Para além do referido, existem ainda a estudar Medicina no estrangeiro um número relevante de alunos,
que tendo em conta somente as respostas recebidas de algumas Universidades consultadas,
totaliza 337.
Assim, e considerando que no período abrangido pelo estudo até 2020 a capacidade formativa de médicos
no país e no estrangeiro é relevante, e considerando o número de internatos médicos nas diversas
especialidades, é previsível um aumento progressivo da oferta de recursos humanos médicos, que
anulará a eventual escassez pontual e compensará as saídas.
No entanto haverá que se ter em conta que, o actual número de médicos na Área Metropolitana do Porto é
comparativamente inferior à ARSLVT e ao verificado em Espanha para um conjunto relevante de
especialidades, e que não se tem mostrado suficiente para responder à procura actual, existindo um
número elevado de utentes em listas de espera. Por outro lado, e conforme resulta do Estudo 1 no capítulo
“Projecção de Necessidades”, estima-se até 2020 um crescimento das necessidades nas diversas linhas
de prestação de cuidados21. É por isso previsível que, a médio e longo prazo, a disponibilidade de
recursos humanos médicos possibilite a melhoria quantitativa e qualitativa da prestação dos
cuidados de Saúde, e não condicionem ou limitem, antes facilitem, as eventuais opções para o
Reordenamento da Área Metropolitana do Porto.
21
(i) Cirurgias, considerando a eliminação das listas de espera estima-se um acréscimo de 38.4%, apenas se prevendo um
decréscimo de 12% na Cirurgia Obstétrica; (ii) Internamento, com a eliminação das listas de espera estima-se um crescimento de
3.1%; (iii) Consultas Externas, assume-se um crescimento de 35% para alcançar o rácio de consultas por habitante
internacionalmente razoável para uma área metropolitana; (iv) Hospital de dia estima-se um crescimento elevado para os diversos
tipos de hospital de dia
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
47 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
5.
Anexos
5.1
o
Anexo 1 – Número de médicos por especialidade, por NUT III
Grupo de especialidades
Entre
Douro e Vouga
Tâmega
Unidade: Headcount
Esp. Médicas
Esp. Cirúrgicas
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
Total
Quadro
98
94
16
208
Prestador
10
16
1
27
Quadro
81
113
20
214
Prestador
29
60
6
95
Grande Porto
Quadro
934
1.065
292
2.291
Prestador
39
78
19
136
Ave Parcial
Quadro
45
74
14
133
Prestador
9
15
1
25
Total das NUTS
Quadro
1.158
1.346
342
2.846
Prestador
87
169
27
283
Figura 39 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – headcount
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Entre
Douro e Vouga
Tâmega
Unidade: ETC
Esp. Médicas
Esp. Cirúrgicas
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
Total
Quadro
109
105
18
232
Prestador
4
6
0
11
Quadro
86
118
20
224
Prestador
12
24
2
38
Grande Porto
Quadro
1.029
1.145
321
2.494
Prestador
17
32
9
58
Ave Parcial
Quadro
49
79
15
143
Prestador
4
7
0
11
Total das NUTS
Quadro
1.273
1.447
374
3.094
Prestador
36
70
12
118
Figura 40 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – ETC
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidades médicas
o
Tâmega
E. Douro e Vouga
Grande Porto
Ave Parcial
Total das NUTS
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
98
9
0
1
5
0
0
0
27
0
2
0
34
3
4
13
0
10
7
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
2
0
0
0
0
81
8
0
1
3
1
0
0
28
0
6
2
23
0
6
2
1
29
2
0
1
0
1
0
0
13
0
1
0
3
0
7
1
0
934
72
11
34
37
38
27
28
217
43
64
12
184
17
57
81
12
36
3
0
0
1
0
3
0
16
0
4
0
8
0
1
0
0
45
3
0
0
0
0
0
0
23
0
0
0
17
0
2
0
0
9
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
8
0
0
0
0
1.158
92
11
36
45
39
27
28
295
43
72
14
258
20
69
96
13
84
12
0
1
1
1
3
0
30
0
5
1
21
0
8
1
0
Unidade: Headcount
Esp. Médicas
Cardiologia
Cardiologia Pediátrica
Endocrinologia
Gastrenterelogia
Hematologia Clínica
Imunoalergologia
Infecciologia
Medicina Interna
Nefrologia
Neurologia
Oncologia Médica
Pediatria
Pedopsiquiatria
Pneumologia
Psiquiatria
Reumatologia
Figura 41 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades médicas –
headcount
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tâmega
Unidade: ETC
Esp. Médicas
Cardiologia
Cardiologia Pediátrica
Endocrinologia
Gastrenterelogia
Hematologia Clínica
Imunoalergologia
Infecciologia
Medicina Interna
Nefrologia
Neurologia
Oncologia Médica
Pediatria
Pedopsiquiatria
Pneumologia
Psiquiatria
Reumatologia
Quadro
109
10
0
1
6
0
0
0
31
0
2
0
38
3
4
14
0
Prestador
4
3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
E.Douro e Vouga
Quadro
86
7
0
1
3
1
0
0
31
0
7
2
24
0
6
2
1
Prestador
12
1
0
0
0
0
0
0
5
0
0
0
1
0
3
0
0
Grande Porto
Quadro
1.029
78
12
36
39
44
29
32
249
45
70
13
202
19
65
84
12
Prestador
16
2
0
0
0
0
1
0
6
0
2
0
3
0
0
0
0
Ave Parcial
Quadro
49
3
0
0
0
0
0
0
25
0
0
0
18
0
2
0
0
Prestador
4
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3
0
0
0
0
Total das NUTS
Quadro
1.273
98
12
38
48
45
29
32
336
45
79
16
282
23
77
100
13
Prestador
35
6
0
0
0
0
1
0
12
0
2
0
8
0
3
0
0
Figura 42 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades médicas – ETC
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
48 de 94
o
Especialidades cirúrgicas
Tâmega
E. Douro e Vouga
Grande Porto
Ave Parcial
Total das NUTS
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
94
23
0
28
0
0
0
0
0
0
20
0
0
16
4
3
16
1
0
3
0
0
2
0
0
0
7
0
0
0
1
2
113
22
0
21
0
0
0
0
0
0
26
0
13
18
8
5
60
29
1
5
1
0
2
0
0
1
16
1
3
0
1
0
1.065
264
23
170
8
23
21
32
29
33
160
32
79
94
53
44
78
3
0
27
0
0
2
2
1
0
27
0
0
12
3
1
74
12
0
22
0
0
0
0
0
0
17
0
7
10
6
0
15
7
0
2
0
0
0
0
0
0
2
0
0
3
1
0
1.346
321
23
241
8
23
21
32
29
33
223
32
99
138
71
52
169
40
1
37
1
0
6
2
1
1
52
1
3
15
6
3
Unidade: Headcount
Esp. Cirúrgicas
Anestesiologia
Cirurgia Cardio-Toracica
Cirurgia Geral
Cirurgia Maxilo-Facial
Cirurgia Pediátrica
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Cirurgia Vascular
Dermato-venerologia
Estomatologia
Ginecologia/Obstetrícia
Neurocirurgia
Oftalmologia
Ortopedia
Otorrinolaringologia
Urologia
Figura 43 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades cirúrgicas –
Headcount
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tâmega
Unidade: ETC
Esp. Cirúrgicas
Anestesiologia
Cirurgia Cardio-Toracica
Cirurgia Geral
Cirurgia Maxilo-Facial
Cirurgia Pediátrica
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Cirurgia Vascular
Dermato-venerologia
Estomatologia
Ginecologia/Obstetrícia
Neurocirurgia
Oftalmologia
Ortopedia
Otorrinolaringologia
Urologia
Quadro
105
27
0
32
0
0
0
0
0
0
22
0
0
17
4
3
E.Douro e Vouga
Prestador
6
0
0
1
0
0
1
0
0
0
3
0
0
0
0
1
Quadro
118
25
0
21
0
0
0
0
0
0
27
0
13
18
8
5
Prestador
24
12
0
2
0
0
1
0
0
0
6
0
1
0
0
0
Grande Porto
Quadro
1.145
298
26
184
8
25
21
33
28
35
170
34
81
100
55
46
Prestador
32
1
0
11
0
0
1
2
0
0
11
0
0
5
1
0
Ave Parcial
Quadro
79
14
0
24
0
0
0
0
0
0
18
0
7
10
6
0
Total das NUTS
Prestador
7
3
0
2
0
0
0
0
0
0
1
0
0
1
0
0
Quadro
1.447
364
26
261
8
25
21
33
28
35
236
34
102
145
73
55
Prestador
70
16
0
16
0
0
2
2
0
0
21
0
1
6
2
1
Figura 44 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades cirúrgicas – ETC
Fonte: ARS Norte - Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
o
Especialidades de diagnóstico e terapêutica
Tâmega
Unidade: Headcount
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
Anatomia Patológica
Imunohemoterapia
Medicina Física e Reabilitação
Medicina Nuclear
Neurorradiologia
Patologia Clínica
Radiologia
Radioterapia
E. Douro e Vouga
Grande Porto
Ave Parcial
Total das NUTS
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
Quadro
Prestador
16
0
4
5
0
0
6
1
0
1
0
0
0
0
0
0
1
0
20
0
2
9
0
0
4
5
0
6
0
2
2
0
0
1
1
0
292
37
39
35
11
31
67
52
20
19
2
1
0
0
1
2
13
0
14
0
4
4
0
0
4
2
0
1
0
0
0
0
0
1
0
0
342
37
49
53
11
31
81
60
20
27
2
3
2
0
1
4
15
0
Figura 45 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades de diagnóstico e
terapêutica – Headcount
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tâmega
Unidade: ETC
Esp. Diagnóstico e Terapêutica
Anatomia Patológica
Imunohemoterapia
Medicina Física e Reabilitação
Medicina Nuclear
Neurorradiologia
Patologia Clínica
Radiologia
Radioterapia
Quadro
18
0
5
5
0
0
7
1
0
Prestador
0
0
0
0
0
0
0
0
0
E.Douro e Vouga
Quadro
20
0
2
9
0
0
4
5
0
Prestador
2
0
1
1
0
0
0
0
0
Grande Porto
Quadro
321
41
45
36
12
32
76
54
23
Prestador
9
2
0
0
0
0
1
5
0
Ave Parcial
Quadro
15
0
5
4
0
0
5
2
0
Prestador
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Total das NUTS
Quadro
374
41
57
54
12
32
92
62
23
Prestador
12
2
1
1
0
0
2
6
0
Figura 46 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades de diagnóstico e
terapêutica – ETC
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
49 de 94
5.2
Anexo 2 – Evolução do número de médicos a entrar em idade de reforma por NUT III
5.2.1
o
Grande Porto
Especialidades médicas
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Médicas
Cardiologia Pediátrica
Hematologia Clínica
Reumatologia
Neurologia
Pneumologia
Endocrinologia
Gastrenterelogia
Psiquiatria
Pediatria
Medicina Interna
Nefrologia
Cardiologia
Infecciologia
Imunoalergologia
Pedopsiquiatria
Oncologia Médica
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2008-2020)
(2020)
970
11
38
12
68
58
34
38
81
192
233
43
75
28
30
17
12
268
6
16
5
24
19
11
11
23
53
64
11
15
4
4
2
0
702
5
22
7
44
39
23
27
58
139
169
32
60
24
26
15
12
Variação
28%
55%
42%
42%
35%
33%
32%
29%
28%
28%
27%
26%
20%
14%
13%
12%
0%
Figura 47 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades médicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
o
Especialidades cirúrgicas
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Cirúrgicas
Cirurgia Cardio-Toracica
Cirurgia Maxilo-Facial
Cirurgia Pediátrica
Estomatologia
Urologia
Oftalmologia
Cirurgia Geral
Ortopedia
Cirurgia Vascular
Dermato-venerologia
Otorrinolaringologia
Ginecologia/Obstetrícia
Neurocirurgia
Anestesiologia
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2008-2020)
(2020)
1143
23
8
23
33
45
79
197
106
34
30
56
187
32
267
23
276
10
3
8
11
14
24
51
25
8
7
13
43
7
48
4
867
13
5
15
22
31
55
146
81
26
23
43
144
25
219
19
Variação
24%
43%
38%
35%
33%
31%
30%
26%
24%
24%
23%
23%
23%
22%
18%
17%
Figura 48 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades cirúrgicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
o
Especialidades de diagnóstico e terapêutica
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Diagnóstico e
Terapêutica
Medicina Nuclear
Anatomia Patológica
Patologia Clínica
Radiologia
Medicina Física e Reabilitação
Imunohemoterapia
Radioterapia
Neurorradiologia
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2008-2020)
(2020)
Variação
311
59
252
19%
11
39
69
65
35
40
20
32
5
14
15
10
5
5
2
3
6
25
54
55
30
35
18
29
45%
36%
22%
15%
14%
13%
10%
9%
Figura 49 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades de diagnóstico e
terapêutica
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
50 de 94
5.2.2
o
Entre Douro e Vouga
Especialidades médicas
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Médicas
Cardiologia Pediátrica
Nefrologia
Infecciologia
Pedopsiquiatria
Imunoalergologia
Neurologia
Cardiologia
Pediatria
Pneumologia
Medicina Interna
Hematologia Clínica
Reumatologia
Endocrinologia
Gastrenterelogia
Psiquiatria
Oncologia Médica
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
110
0
0
0
0
0
7
10
26
13
41
2
1
2
3
3
2
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2008-2020)
(2020)
16
0
0
0
0
0
2
2
5
2
5
0
0
0
0
0
0
94
0
0
0
0
0
5
8
21
11
36
2
1
2
3
3
2
Variação
15%
29%
20%
19%
15%
12%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
Figura 50 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades médicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
o
Especialidades cirúrgicas
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Cirúrgicas
Neurocirurgia
Urologia
Oftalmologia
Ginecologia/Obstetrícia
Ortopedia
Cirurgia Geral
Anestesiologia
Cirurgia Cardio-Toracica
Cirurgia Maxilo-Facial
Estomatologia
Otorrinolaringologia
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Cirurgia Pediátrica
Dermato-venerologia
Cirurgia Vascular
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
173
1
5
16
42
18
26
51
1
1
1
9
2
0
0
0
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2008-2020)
(2020)
29
1
2
5
9
3
4
5
0
0
0
0
0
0
0
0
144
0
3
11
33
15
22
46
1
1
1
9
2
0
0
0
Variação
17%
100%
40%
31%
21%
17%
15%
10%
0%
0%
0%
0%
0%
-
Figura 51 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades cirúrgicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
o
Especialidades de diagnóstico e terapêutica
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Diagnóstico e
Terapêutica
Patologia Clínica
Radiologia
Medicina Física e Reabilitação
Imunohemoterapia
Medicina Nuclear
Anatomia Patológica
Radioterapia
Neurorradiologia
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2008-2020)
(2020)
Variação
26
3
23
12%
5
6
11
4
0
0
0
0
1
1
1
0
0
0
0
0
4
5
10
4
0
0
0
0
20%
17%
9%
0%
-
Figura 52 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades de diagnóstico
e terapêutica
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
51 de 94
5.2.3
o
Tâmega
Especialidades médicas
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Médicas
Cardiologia Pediátrica
Hematologia Clínica
Reumatologia
Nefrologia
Infecciologia
Imunoalergologia
Oncologia Médica
Gastrenterelogia
Psiquiatria
Medicina Interna
Pediatria
Cardiologia
Pneumologia
Neurologia
Endocrinologia
Pedopsiquiatria
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
108
0
0
0
0
0
0
0
5
13
28
36
16
4
2
1
3
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2008-2020)
(2020)
18
0
0
0
0
0
0
0
2
3
7
5
1
0
0
0
0
90
0
0
0
0
0
0
0
3
10
21
31
15
4
2
1
3
Variação
17%
40%
23%
25%
14%
6%
0%
0%
0%
0%
Figura 53 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades médicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
o
Especialidades cirúrgicas
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Cirúrgicas
Otorrinolaringologia
Ortopedia
Ginecologia/Obstetrícia
Anestesiologia
Cirurgia Geral
Urologia
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Cirurgia Cardio-Toracica
Cirurgia Maxilo-Facial
Cirurgia Pediátrica
Estomatologia
Oftalmologia
Dermato-venerologia
Cirurgia Vascular
Neurocirurgia
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
110
5
16
27
24
31
5
2
0
0
0
0
0
0
0
0
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2008-2020)
(2020)
26
2
5
8
5
6
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
84
3
11
19
19
25
5
2
0
0
0
0
0
0
0
0
Variação
24%
40%
31%
30%
21%
19%
0%
0%
-
Figura 54 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades cirúrgicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
o
Especialidades de diagnóstico e terapêutica
Especialidade
Especialidades Diagnóstico e
Terapêutica
Patologia Clínica
Medicina Física e Reabilitação
Radiologia
Imunohemoterapia
Medicina Nuclear
Anatomia Patológica
Radioterapia
Neurorradiologia
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2020)
(2008-2020)
Variação
17
4
13
24%
6
5
2
4
0
0
0
0
3
1
0
0
0
0
0
0
3
4
2
4
0
0
0
0
50%
20%
0%
0%
-
Figura 55 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades de diagnóstico e
terapêutica
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
52 de 94
5.2.4
o
Concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão
Especialidades médicas
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Médicas
Cardiologia Pediátrica
Hematologia Clínica
Reumatologia
Neurologia
Endocrinologia
Gastrenterelogia
Psiquiatria
Nefrologia
Infecciologia
Pedopsiquiatria
Imunoalergologia
Medicina Interna
Pediatria
Pneumologia
Cardiologia
Oncologia Médica
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
54
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
23
25
2
3
1
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2020)
(2008-2020)
15
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
9
6
0
0
0
39
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
14
19
2
3
1
Variação
28%
39%
24%
0%
0%
0%
Figura 56 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 –
Especialidades médicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
o
Especialidades cirúrgicas
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Cirúrgicas
Otorrinolaringologia
Ginecologia/Obstetrícia
Ortopedia
Oftalmologia
Cirurgia Geral
Anestesiologia
Cirurgia Cardio-Toracica
Cirurgia Maxilo-Facial
Cirurgia Pediátrica
Estomatologia
Urologia
Dermato-venerologia
Cirurgia Vascular
Neurocirurgia
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
89
7
19
13
7
24
19
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2008-2020)
(2020)
36
5
9
6
3
9
4
0
0
0
0
0
0
0
0
0
53
2
10
7
4
15
15
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Variação
40%
71%
47%
46%
43%
38%
21%
-
Figura 57 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 –
Especialidades cirúrgicas
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
o
Especialidades de diagnóstico e terapêutica
Unidade: Headcount
Especialidade
Especialidades Diagnóstico e
Terapêutica
Imunohemoterapia
Patologia Clínica
Radiologia
Medicina Nuclear
Anatomia Patológica
Radioterapia
Neurorradiologia
Nº de
médicos a
exercer
(2008)
Nº de médicos em Nº de médicos
idade de reforma em idade activa
(2008-2020)
(2020)
Variação
15
3
12
20%
4
5
2
0
0
0
0
2
1
0
0
0
0
0
2
4
2
0
0
0
0
50%
20%
0%
-
Figura 58 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 –
Especialidades de diagnóstico e terapêutica
Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Especialidade com uma variação igual ou superior a 33%
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
53 de 94
5.3
Anexo 3 – Análise por especialidade
O presente capítulo apresenta uma análise por especialidade da realidade actual e futura de recursos
humanos médicos para a Área Metropolitana do Porto.
Esta análise é agrupada nos seguintes subcapítulos: (i) especialidades médicas, (ii) especialidades
cirúrgicas e (iii) especialidades de diagnóstico e terapêutica.
5.3.1
Especialidades médicas
Cardiologia
Em 2008 existiam 104 cardiologistas (correspondentes a 104 Equivalentes a Tempo Completo [ETC]) em
toda a Área Metropolitana do Porto (AMP), o que equivale a 8,4% do número de médicos de
especialidades médicas e a 3,2% do número total de médicos da AMP. Destes 104 médicos, 12 são
prestadores de serviço. A idade dos médicos apresenta a seguinte distribuição:
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
1%
5%
12%
10%
27%
14%
22%
10%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
Figura 59 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Cardiologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 40 e os 44 anos. O maior número de médicos encontra-se na NUT III –
Grande Porto (72%, ou seja, 75 médicos), seguindo-se o Tâmega (15%, ou seja, 16 médicos), o Entre
Douro e Vouga (10%, ou seja, 10 médicos) e os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão (3%, ou seja,
3 médicos).
Nº Médicos
30
25
20
15
1,1
10
5
3
0 2
2009
Rácio
6,0
4,9
4,5
3,9
4,5
1,9
26
18
21
12
2
5
2010
2
4
4
6
6
8
9
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
18
3,0
1,5
12
0,0
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 60 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Cardiologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
54 de 94
Por um lado, espera-se que no período entre 2009 a 2020 entrem em idade normal de reforma 18 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 83% do número total de médicos actualmente em função
na Área Metropolitana do Porto. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico
(26) até 2013 supera o número esperado de médicos a entrar em idade de reforma (4). Tendo em
consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o
internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e
que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do
exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em
2013 seja de 4,9 (como referido na figura).
Cardiologia Pediátrica
Em 2008 existiam 11 cardiologistas pediátricos (ou seja, 12 ETC) na Área Metropolitana do Porto, o que
corresponde a 0,9% do número de médicos de especialidades médicas e a apenas 0,3% do número total
de médicos da AMP. Não se contabiliza qualquer médico em situação de prestação de serviço. A sua
idade apresenta a seguinte distribuição:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
9%
45%
9%
9%
0%
27%
0%
0%
0%
10%
20%
30%
40%
Figura 61 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Cardiologia Pediátrica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 50 e os 59 anos.
Os 11 médicos encontram-se a exercer na NUT III – Grande Porto, não existindo qualquer médico desta
especialidade nas restantes unidades territoriais.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
55 de 94
Nº Médicos
7
6
5
4
3
2
1
0
0 0
2009
Rácio
6,0
6
2,3
1,5
3
0
0
2010
0
1
2011
1
2
2012
2
1
1
1
2013
2014
2015
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
3,0
4
4
4,5
3
1,5
0,0
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 62 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Cardiologia Pediátrica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 6 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 45% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (3), até 2013, supera o
número de médicos em idade de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos
que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade
clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da
reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS,
estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 2,3 (como referido na figura).
Endocrinologia
Em 2008 existiam 37 endocrinologistas (38 ETC) o que corresponde a 3,0% do número de médicos em
especialidades médicas e a 1,1% do total de médicos de todas as especialidades na AMP. Apenas um
médico está sob o regime de prestação de serviço. A distribuição dos médicos segundo as classes etárias
é a seguinte:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
3%
5%
22%
16%
16%
19%
16%
3%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 63 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Endocrinologia
; em 2008 nos hospitais da AMP
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos.
A maioria dos médicos (92%, ou seja, 34 médicos) exerce actividade na NUT III – Grande Porto, sendo
que apenas 5% (ou seja, 2 médicos) estão no NUT III – Entre Douro e Vouga e 3% no Tâmega (ou seja, 1
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
56 de 94
médico), não tendo os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão qualquer médico.
Nº Médicos
20
Rácio
6,0
3,8
15
10
4,5
15
1,5
0,8
10
7
5
0
3,8
2,6
2
2
2009
2
4
2010
9
2
2
3
3
3
4
5
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
11
3,0
1,5
6
0,0
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 64 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Endocrinologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma cerca de 11
médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os
médicos que continuam em idade activa correspondem a 70% do número total de médicos actualmente
em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (15), até 2013,
supera o número de médicos em idade de reforma (3), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 3,8 (como referido na
figura).
Gastrenterologia
Em 2008 existiam 46 médicos desta especialidade (48 ETC), o que corresponde a 3,7% sobre o total de
especialidades médicas e 1,4% do total de especialidades na AMP. A distribuição etária dos médicos é a
que se segue, sendo que apenas existe um prestador de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
9%
20%
7%
20%
28%
13%
4%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
Figura 65 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Gastrenterologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 40 e os 44 anos.
A distribuição dos médicos é bastante diferente de NUT para NUT sendo que o Grande Porto é a Unidade
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
57 de 94
Territorial com uma maior percentagem de médicos (83%, ou seja, 38 médicos), seguindo-se a NUT III –
Tâmega com apenas 11% (ou seja, 5 médicos) e Entre Douro e Vouga, com 7% (ou seja, 3 médicos). Os
concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão não empregam qualquer médico desta especialidade.
Nº Médicos
20
Rácio
6,0
15
4,5
10
0,8
5
0
1
1
2009
2
2,3 12
2,0
1,5
2,8 15
4
2010
11
11
8
3
4
4
4
4
2011
2012
2013
2014
2015
7
9
2016
2017
13
3,0
1,5
0,0
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 66 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Gastrenterologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma cerca de 13
médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os
médicos que continuam em idade activa correspondem a 72% do número total de médicos actualmente
em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (15), até 2013,
supera o número de médicos em idade de reforma (4), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 2,8 (como referido na
figura).
Hematologia Clínica
Em 2008 existiam 40 médicos (45 ETC), o que corresponde a 3,2% sobre o total de especialidades
médicas e a 1,2% do total de médicos tendo em conta todas as especialidades na AMP. Apenas um
médico exercia a sua actividade como prestador de serviço. A distribuição das idades dos médicos é a
seguinte:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
30%
10%
5%
33%
10%
13%
0%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
Figura 67-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Hematologia Clínica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
58 de 94
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. A grande maioria dos médicos (95%, ou seja, 38
médicos) encontrava-se, nesta data, a trabalhar numa das unidades hospitalares pertencentes ao Grande
Porto, e os restantes 5% (ou seja, 2 médicos) em unidades da NUT III – Entre Douro e Vouga. Os
concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão e a NUT III – Tâmega não dispunham de qualquer
especialista.
Nº Médicos
20
Rácio
6,0
15
1,5
10
5
0
0,4
2
1
2009
2
1,7 11
1,8
1,1
3
2010
3
7
2011
16
16
16
12
11
13
16
13
3,0
8
1,5
5
2012
4,5
0,0
2013
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 68 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Hematologia Clínica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 16 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 60% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (16), até 2013, supera o
número de médicos em idade de reforma (8), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos
que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade
clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da
reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS,
estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 1,5 (como referido na figura).
Imunoalergologia
Em 2008 foram contabilizados 30 médicos (30 ETC) desta especialidade (dos quais 3 médicos sob
prestação de serviço), o que representa uma percentagem de 2,4% sobre o total de especialidades
médicas e 0,9% sobre o total de médicos de todas as especialidades na AMP. A distribuição dos médicos
por classes etárias é a seguinte:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
3%
3%
7%
20%
23%
20%
23%
0%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 69-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Imunoalergologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
59 de 94
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos e o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos.
Em 2008, todos os médicos existentes a exercer actividade em Imunoalergologia encontravam-se a
trabalhar na NUT III – Grande Porto, sendo que as restantes NUT III em análise não dispunham de
qualquer médico nesta área.
Nº Médicos
12
Rácio
6,0
10
8
3,8
6
4
2
0
2,3
0,8
2
2
2009
4,5
10
3,0 8
3,0
1,5
2
4
2010
6
2
2
2
2
2
2
2011
2012
2013
2014
2015
2016
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
4
4
4
4
2017
2018
2019
2020
1,5
0,0
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 70 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma ano – Imunoalergologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 4 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 87% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (10), até 2013, supera o
número de médicos em idade normal de reforma (2), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 3,8 (como referido na
figura).
Infecciologia
Relativamente à Infecciologia, existiam 28 médicos a exercer actividade no ano de 2008, o que
corresponde a 32 unidades de ETC. Tal número de médicos (28) representa cerca de 2,2% de
especialistas médicos da Área Metropolitana do Porto e cerca de 0,8% dos médicos tendo em conta o total
de especialidades. Não foi identificado qualquer médico a exercer actividade como prestador de serviço.
As idades dos médicos distribuem-se da seguinte forma, a 1 de Janeiro de 2009:
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
60 de 94
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
4%
11%
29%
21%
4%
32%
0%
0%
0%
5%
10% 15% 20% 25% 30% 35%
Figura 71-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Infecciologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos.
Todos os médicos afectos a esta especialidade se concentram na NUT III – Grande Porto.
Nº Médicos
20
12,0
15
9,0
10
5
0
4
1
2009
12,0
16
8,0
12
6,0
3,0
0
Rácio
16,0
4,0
8
4
2010
1
1
1
1
1
1
2011
2012
2013
2014
2015
2016
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2
4
4
4
2017
2018
2019
2020
0,0
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 72 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Infecciologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade de reforma 4 médicos desta
especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que
continuam em idade activa correspondem a 86% do número total de médicos actualmente em função na
AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (16), até 2013, supera o
número de médicos em idade normal de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 12 (como referido na
figura).
Medicina Interna
Em 2008 haviam 325 médicos (348 ETC) a exercer esta especialidade, o que corresponde a cerca de
26,1% do nº total de médicos adstritos a especialidades médicas e a 9,9% do nº total de médicos da AMP.
Dos 325 médicos identificados, 30 trabalhavam sob prestação de serviço. A distribuição das idades
verifica-se segundo o seguinte gráfico:
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
61 de 94
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
2%
8%
17%
17%
19%
15%
20%
3%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
Figura 73-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Medicina
Interna
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. Dos 325 médicos existentes na actualidade, a maioria
(72%, ou seja, 233 médicos) encontra-se a exercer a actividade na NUT III – Grande Porto, seguindo-se a
região de Entre Douro e Vouga com 13% (ou seja, 41 médicos), e a região do Tâmega (9%, ou seja, 28
médicos) e os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão (7%, ou seja, 23 médicos).
Nº Médicos
140
120
100
80
2,3
60
40
20
24
0 8
2009
Rácio
6,0
5,2
5,2
4,4
4,5
125
3,4
104
82
45
10
2010
14
2011
15
2012
18
2013
26
30
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
35
45
61
70
85
3,0
1,5
0,0
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 74 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Medicina Interna
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade de reforma 85 médicos desta
especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que
continuam em idade activa correspondem a 74% do número total de médicos actualmente em função na
AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (125), até 2013, supera o
número de médicos em idade normal de reforma (18), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na AMP e que existem factores, para além da idade da reforma,
que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estimase que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 5,2 (como referido na figura).
Nefrologia
Em 2008 existiam 43 médicos nefrologistas (o que corresponde a 45 ETC), o que concerta 3,5% dos
médicos afectos às especialidades médicas e a 1,3% do total de médicos dos vários grupos de
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
62 de 94
especialidades. Nenhum nefrologista estava em situação de prestação de serviço. As idades dos médicos
são conforme o seguinte gráfico:
g
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
2%
5%
19%
14%
16%
28%
14%
2%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
Figura 75-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Nefrologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 40 e os 44 anos.
É no Grande Porto que se encontram localizados todos os médicos desta especialidade.
Nº Médicos
16
14
12
10
8
6
0,8
4
2
0
2
2
2009
Rácio
6,0
3,3 13
3,8
15
4,5
11
8
1,3
1,5
5
3
2010
3,0
8
3
3
3
3
3
2011
2012
2013
2014
2015
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
4
4
2016
2017
0,0
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 76 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Nefrologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade de reforma 11 médicos desta
especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que
continuam em idade activa correspondem a 74% do número total de médicos actualmente em função na
AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (15), até 2012, supera o
número de médicos em idade normal de reforma (3), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2012 seja de 3,8 (como referido na
figura).
Neurologia
Em 2008 existiam 77 neurologistas a exercer actividade numa das unidades hospitalares objecto de
análise, sendo 5 prestadores de serviço. Estes especialistas têm um peso de 6,2% sobre o total de
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
63 de 94
especialistas médicos e de 2,3% sobre o total e correspondem a 81 unidades de ETC. A distribuição das
idades dos médicos é apresentada em seguida:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
6%
9%
18%
18%
19%
8%
17%
4%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 77-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Neurologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. No Grande Porto situam-se 88% dos médicos em função
(ou seja, 68 médicos), em Entre Douro e Vouga 9% (ou seja, 7 médicos) e no Tâmega os restantes 3% (ou
seja, 2 médicos). Os concelhos em análise (Santo Tirso, Trofa e Famalicão) não dispõem de qualquer
elemento médico desta especialidade.
Nº Médicos
30
Rácio
6,0
25
19
15
10
5
0
26
25
20
0,6
0,4
8
14
11 1,0
8
4
6
2009
2010
12
12
20
1,6
15
12
12
13
4,5
3,0
16
1,5
1,2
0,0
2011
2012
2013
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 78 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Neurologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade de reforma 26 médicos desta
especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que
continuam em idade activa correspondem a 66% do número total de médicos actualmente em função na
AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (25), até 2013, supera o
número de médicos em idade normal de reforma (12), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 1,6 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
64 de 94
Oncologia médica
Em 2008 encontravam-se 15 oncologistas médicos (16 ETC) a exercer a actividade, estando um dos
médicos sob o vínculo de prestador de serviço. Estes especialistas correspondem a um universo de 1,2%
no total de especialistas médicos e a apenas 0,5% do número total de especialistas na AMP.
A distribuição dos médicos por idades é apresentada em seguida:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
0%
0%
7%
13%
27%
47%
7%
0%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
Figura 79-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Oncologia
médica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. No Grande Porto está situada a maioria dos médicos de
Saúde (80%, ou seja, 12 médicos), tendo a unidade territorial de E. Douro e Vouga 13% (ou seja, 2
médicos) e o CH do Médio Ave 7% (ou seja, 1 médico). O CH Tâmega e Sousa não possui qualquer
especialista médico oncológico.
Nº Médicos
50
Rácio
6,0
40
4,5
39
30
34
20
3,0
23
1,5
10
0
0
5
2009
0 12
0
0
2010
2011
2012
0
0
0
0
0
0
0
0
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
0,0
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado (A/B*0,75)
Figura 80 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Oncologia Médica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Existe a expectativa de que nenhum médico atinja a idade da reforma até 2020. Prevê-se que o número de
médicos que terminam o internato médico, até 2013, seja de 39.
Pediatria
Em 2008 figuravam 279 médicos pediátricos (290 ETC) a exercer actividade num dos hospitais da Área
Metropolitana do Porto, o que representa no total de médicos e de médicos associados a uma
especialidade médica cerca de 8,5% e 22,4%, respectivamente. Dos 279 médicos pediatras, 21 tinham um
vínculo como prestador de serviço. A distribuição dos médicos pediatras dá-se conforme a figura seguinte:
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
65 de 94
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
1%
5%
19%
15%
21%
15%
17%
7%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
Figura 81 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Pediatria
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos.
Embora o Grande Porto detenha 69% (ou seja, 192 médicos), o CH Tâmega e Sousa consegue reter,
ainda assim, 13% (ou seja, 36 médicos), e os hospitais de E. Douro e Vouga (26 médicos) e o CH do
Médio Ave (25 médicos) 9% cada um.
Nº Médicos
120
5,6
100
80
3,1
60
5,3
114
6,0
95
4,1
74
40
58
49
20
0
6,5
Rácio
8,0
37
29
7
9
2009
2010
10
2011
11
2012
16
2013
16
17
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2015
69
48
4,0
2,0
26
0,0
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 82 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Pediatria
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade de reforma 69 médicos desta
especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que
continuam em idade activa correspondem a 75% do número total de médicos actualmente em função na
AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (114), até 2013, supera o
número de médicos em idade normal de reforma (16), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 5,3 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
66 de 94
Pedopsiquiatria
Em 2008 existiam 20 médicos (23 ETC) afectos a esta especialidade, o que corresponde a 1,6% do total
de especialidades médicas e a 0,6% do total de médicos da AMP. Todos os médicos estavam no mapa de
pessoal, sendo que nenhum era prestador de serviço. A distribuição das idades dos médicos
pedopsiquiatras é da seguinte forma:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
0%
10%
15%
30%
10%
25%
10%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
Figura 83 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Pedopsiquiatria
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Do total de pedopsiquiatras disponíveis em 2009, 85%
exerciam actividade no Grande Porto (ou seja, 17 médicos) e os restantes 15% no Tâmega (ou seja, 3
médicos).
Nº Médicos
15
Rácio
6,0
11
5
0
4,5
12
10
3,0
7
6
0
0
0
0
0
0
0
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
1
1
1
1
2
2016
2017
2018
2019
2020
1,5
0,0
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado (A/B*0,75)
Figura 84 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Pedopsiquiatria
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma apenas 2
médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os
médicos que continuam em idade activa correspondem a 90% do número total de médicos actualmente
em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (12), até 2012,
supera o número de médicos em idade de reforma (0), até esse ano.
Pneumologia
Em 2008 existiam 77 médicos de Pneumologia a exercer actividade na Área Metropolitana do Porto (81
ETC), 8 dos quais exerciam como prestadores de serviço. Tal número corresponde a 6,2% do total de
especialistas médicos e a 2,3% do total de especialistas da AMP.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
67 de 94
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
1%
10%
16%
10%
18%
12%
23%
9%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 85 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Pneumologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos.
Do total de médicos, 75% pertenciam à NUT III – Grande Porto (ou seja, 58 médicos), 17% à NUT III – E.
Douro e Vouga (ou seja, 13 médicos), 5% à NUT III – Tâmega (ou seja, 4 médicos) e 3% ao CH do Médio
Ave (ou seja, 2 médicos).
Nº Médicos
25
Rácio
6,0
5,3
20
4,5
15
2,3
2,8
21
2,9 19
2,8
17
10
5
0
12
15
11
9
7
1
3
3
4
5
2009
2010
2011
2012
2013
8
9
2014
2015
18
3,0
12
1,5
0,0
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 86 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Pneumologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 21 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 73% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (19), até 2013, supera o
número de médicos em idade de reforma (5), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos
que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade
clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da
reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS,
estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 2,9 (como referido na figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
68 de 94
Psiquiatria
Em 2008 o número de psiquiatras ascendia a 97 (100 ETC), o que corresponde a 7,8% do número total de
especialistas médicos e a 2,9% do número total de especialistas da AMP. Apenas um médico não estava
no mapa de pessoal. A distribuição etária é como se segue:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
1%
11%
14%
37%
18%
5%
10%
3%
0%
0%
5%
10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%
Figura 87 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Psiquiatria
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 50 e os 54 anos.
O Grande Porto dispõe de 84% dos médicos desta especialidade (ou seja, 81 médicos), o Tâmega dispõe
de 13% (ou seja, 13 médicos) e, por último, E. Douro e Vouga apenas tem disponíveis 3% dos médicos
(ou seja, 3 médicos). Os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão não dispunham de nenhum
especialista.
Nº Médicos
50
40
30
2,6
20
35
3,0
24
10
0
2,6
4,5
46
3,8
2,5
Rácio
6,0
4,9
3
10
2009
14
26
7
12
15
16
18
20
1,5
7
8
7
0,0
4
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 88 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Psiquiatria
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em normal idade de reforma 26 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 73% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (46), até 2013, supera o
número de médicos em idade de reforma (7), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos
que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade
clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da
reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS,
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
69 de 94
estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 4,9 (como referido na figura).
Reumatologia
Em relação à Reumatologia, dispunham-se de 13 médicos, em 2008, adstritos a esta especialidade (o
mesmo valor em ETC), o que corresponde a 1,0% dos médicos afectos a especialidades médicas e a
0,4% do total de médicos da AMP. Nenhum destes médicos exercia actividade com vínculo de prestador
de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
15%
23%
15%
8%
15%
23%
0%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 89 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Reumatologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos e o das idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos.
A grande maioria dos médicos encontra-se a exercer actividade no Grande Porto (12 médicos) sendo que
apenas um se encontra na NUT III – Entre Douro e Vouga.
Nº Médicos
6
5
4
3
2
2
1
0
0
2009
Rácio
6,0
5
5
5
4
4
4,5
3,0
3
0
0
0
0
2010
2011
2012
2013
3
2
2
2
2
2014
2015
2016
2017
1,5
0,0
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado (A/B*0,75)
Figura 90 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Reumatologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 5 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 62% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (5), até 2013, supera o
número de médicos em idade de reforma (0), até esse ano.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
70 de 94
5.3.2
Especialidades cirúrgicas
Anestesiologia
Os 361 anestesiologistas (380 ETC) compõem 97,8% do total de especialistas cirúrgicos e 10,9% do total
de médicos da AMP, sendo que 40 estão com um vínculo de prestação de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
2%
5%
10%
12%
20%
12%
24%
14%
1%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 91 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Anestesiologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos.
No Grande Porto está situada a maioria dos médicos de Saúde (74%), tendo a unidade territorial de E.
Douro e Vouga 14% dos médicos, o CH Tâmega e Sousa 6% e o CH do Médio Ave 5%.
Nº Médicos
120
Rácio
6,0
5,1
100
4,2
60
4,5
101 3,6 101 3,6 101
3,5
80
81
1,7
40
3,0
51
20
0
10 22
2009
11
2010
12
2011
18
2012
21
2013
21
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
38
25
42
48
53
62
1,5
0,0
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 92 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Anestesiologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 62 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 83% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (101), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (21), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 3,6 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
71 de 94
Cirurgia Cardio-Torácica
Em 2008 existiam 24 médicos (26 ETC) afectos a esta especialidade, o que corresponde a 1,6% do total
de cirurgiões e 0,7% do total de médicos na AMP. Apenas um médico exercia actividade com o vínculo de
prestador de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
8%
21%
13%
13%
25%
17%
4%
0%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 93 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia
Cardio-Torácica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Todos os médicos se encontram a exercer actividade nos
hospitais pertencentes à NUT III – Grande Porto, exceptuando-se o caso de 1 médico que se encontra no
H. de S. Sebastião (Feira).
Nº Médicos
12
Rácio
6,0
10
8
0,5
6
8
7
4
2
0
0,8
2
0
2009
0,3
1
3 0,3
1
3
2010
2011
5 0,3
5
10
10
10
4,5
3,0
5
1,5
3
2
2012
5
9
0,0
2013
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 94 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Cirurgia Cardio-Torácica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 10 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 58% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (5), até 2014, é igual o
número de médicos em idade de reforma (5), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos
que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade
clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da
reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS,
estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 0,8 (como referido na figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
72 de 94
Cirurgia Geral
Em 2008 existiam 278 cirurgiões gerais (277 ETC), o que corresponde a cerca de 18,3% do número total
de cirurgiões e a 8,4% do total de especialistas. 37 destes cirurgiões gerais apresentavam-se com um
vínculo de prestador de serviço. A distribuição das idades é conforme a seguinte figura:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
4%
7%
14%
16%
19%
13%
24%
1%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 95 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia
Geral
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos.
71% dos cirurgiões gerais encontram-se a trabalhar no Grande Porto (ou seja, 197), 11% no CH Tâmega e
Sousa (ou seja, 31 médicos), 9% em E. Douro e Vouga (ou seja, 26 médicos) e 9% no CH do Médio Ave
(ou seja, 24 médicos).
Nº Médicos
80
70
60
50
40
30
20
0,4 0,6
10 17
18
15
8
0
2009
2010
Rácio
6,0
64
0,8
1,2
1,3
24
27
2012
56
47
33
20 21 21
2011
1,3 42
70
41
3,0
45
1,5
31
2013
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
4,5
0,0
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 96 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Cirurgia Geral
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 70 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 75% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (47), até 2014, é bastante
superior ao número de médicos em idade de reforma (27), até esse ano. Tendo em consideração que
existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a
exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores,
para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica
nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 1,3 (como referido
na figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
73 de 94
Cirurgia Maxilo-Facial
Apenas 9 especialistas de cirurgia maxilo-facial estavam a trabalhar na AMP (correspondem a 8 ETC), o
que corresponde a 0,6% do total de cirurgiões e a 0,3% do total de médicos da AMP. Dos 9 médicos, 1
estava sob prestação de serviço. A distribuição das suas idades era a seguinte:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
33%
0%
22%
0%
0%
44%
0%
0%
0%
10%
20%
30%
40%
Figura 97 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia
maxilo-facial
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. Dos 9 médicos, 8 exercem actividade no Grande Porto e
1 em E. Douro e Vouga.
Nº Médicos
4
3
3
2
2
2
1
1
1
0,4
0
2009
Rácio
6,0
3
2
2
3
3
3
3
3
3
3
3,0
2
0,4 1
0,4 1
2
0,4 1
0,3 1
2010
2011
2012
2013
4,5
1,5
0,5
0,0
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 98 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Cirurgia maxilo-facial
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 3 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 67% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (2), até 2014, é inferior ao
número de médicos em idade de reforma (3), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos
que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade
clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da
reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS,
estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 0,5 (como referido na figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
74 de 94
Cirurgia Pediátrica
Em 2008 existiam 23 cirurgiões pediátricos (25 ETC), o que corresponde a 1,5% do número total de
cirurgiões e a 0,7% do total de médicos na AMP. Todos os médicos pertenciam ao mapa de pessoal da
função pública. A distribuição das idades apresentava-se da seguinte forma:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
0%
35%
9%
26%
13%
17%
0%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
Figura 99 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Cirurgia pediátrica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos.
Todos os médicos se encontravam em actividade no Grande Porto.
Nº Médicos
10
Rácio
6,0
8
6
4
2
0
8
7
6
5
0
1
2009
0
2
2010
0
2
2011
0
3
2012
0
0
0
2
2013
2014
2015
2016
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
6
4,5
3,0
6
1,5
0,0
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 100 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Cirurgia Pediátrica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 8 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 65% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (7), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (0), até esse ano.
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Em relação aos cirurgiões plásticos, sabe-se que existiam 27 médicos (23 ETC) o que corresponde a,
apenas, 1,8% do total de especialidades cirúrgicas e a 0,8% do total de especialidades. Dos 27 cirurgiões
plásticos, 6 eram prestadores de serviço.
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
75 de 94
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
4%
11%
22%
22%
15%
26%
0%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 101 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia
Plástica e Reconstrutiva
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos.
85% (ou seja, 23 médicos) encontravam-se na NUT III – Grande Porto, 7% (ou seja, 2 médicos)
encontravam-se na NUT III – Tâmega e os restantes 7% (ou seja, 2 médicos) encontravam-se na NUT III –
Entre Douro e Vouga (ou seja, 2 médicos). O CH do Médio Ave não dispunha de nenhum especialista
nesta área.
Nº Médicos
10
8
3,8
6
4,5
8
7
4
3,0
5
2
0
Rácio
6,0
6,0
5,3
0
2
2009
0
2
2010
0
3
2011
1
1
1
1
2012
2013
2014
2015
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
3
3
3
3
2016
2017
2018
2019
4
1,5
0,0
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 102 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 4 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 85% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (8), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 6 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
76 de 94
Cirurgia Vascular
Em 2008 existiam 34 médicos cirurgiões na área vascular (35 ETC), o que representa 2,2% do total de
cirurgiões e 1,0% do total de médicos da AMP. Dois deles estavam com um vínculo de prestadores de
serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
6%
6%
12%
15%
21%
21%
21%
0%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 103 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia
Vascular
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos, o das idades compreendidas entre os 40 e os 44 anos,
bem como o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Os 34 cirurgiões exercem actividade na
NUT III – Grande Porto.
Nº Médicos
12
Rácio
6,0
10
11
3,4 9
8
2,6
6
4
2
0
1,5
8
7
0,8
0,4
4
2
4,5
2,8
1
2009
2
2
2010
2
2
2
2011
2012
2013
3
2014
4
5
5
5
2016
2017
2018
8
3,0
1,5
0,0
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2015
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 104 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Cirurgia Vascular
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 8 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 76% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (11), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (3), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 2,8 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
77 de 94
Dermato-Veneoreologia
Em 2008 existiam 30 cirurgiões desta valência (28 ETC) o que corresponde a 2,0% do total de cirurgiões e
0,9% do total de médicos da AMP. Um dos cirurgiões tinha vínculo de prestador de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
3%
20%
17%
17%
10%
23%
10%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 105 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Dermato-Veneoreologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos.
Todos os médicos exerciam, à data, actividade no Grande Porto.
Nº Médicos
18
16
14
12
10
8
6
2,3
4
2 1
3
0
2009
Rácio
16,0
10,5
12,0
14
6,8
8,0
9
3,0
1
12,0 16 12,0 16
4
2010
1
1
1
1
1
1
4
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
6
6
7
2018
2019
2020
4,0
0,0
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 106 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Dermato-Veneoreologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 7 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 77% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (16), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 12 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
78 de 94
Estomatologia
Existiam, à data, 34 estomatologistas (35 ETC), o que pressupõe 2,2% do total de especialistas cirúrgicos
e cerca de 1,0% do total de médicos da AMP, um dos quais como prestador de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
12%
21%
41%
15%
3%
9%
0%
0%
0%
5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%
Figura 107 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Estomatologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 50 e os 54 anos. Todos os especialistas se encontravam na região do
Grande Porto, excepto um que estava a trabalhar em E. Douro e Vouga.
Nº Médicos
12
Rácio
6,0
10
11
8
6
4
2
0
1,9
1,5
0,8
0
0
2009
1
5
1
2010
1
2
2011
3
3
4
2
2012
2013
2014
2015
3,0
7
6
6
6
2016
2017
2018
4,5
1,5
0,0
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 108 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Estomatologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 11 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 68% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (5), até 2012, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (2), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2012 seja de 1,9 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
79 de 94
Ginecologia/Obstetrícia
Existiam, à data, 275 médicos (257 ETC), o que pressupõe 18,2% do total de especialistas cirúrgicos e
cerca de 8,3% do total de médicos da AMP, 52 dos quais como prestadores de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
1%
8%
16%
18%
27%
13%
11%
5%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
Figura 109 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009
– Ginecologia/Obstetrícia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. A maioria dos médicos encontrava-se na NUT III –
Grande Porto (68%, ou seja, 187 médicos). Ainda assim a NUT III – E. Douro e Vouga conserva 15% (ou
seja, 42 médicos), a NUT III – Tâmega detém 10% (ou seja, 27 médicos) e os concelhos de Santo Tirso,
Trofa e Famalicão 7% (ou seja, 19 médicos).
Nº Médicos
80
70
60
50
40
30
1,1
20
10
6 9
0
2009
Rácio
6,0
2,6
2,2
42
1,4
2,5 53 2,8
64
56
42
26
8
69
15
2010
9
2011
12
2012
16
2013
17
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
3,0
49
1,5
28
24
4,5
0,0
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 110 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Ginecologia/Obstetrícia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 69 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 75% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (64), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (17), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 2,8 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
80 de 94
Neurocirurgia
Em 2008 havia um conjunto de 33 neurocirurgiões (34 ETC) o que corresponde a um peso de 2,2% sobre
o conjunto de especialidades cirúrgicas e a 1,0% do conjunto de todas as especialidades na AMP. Dos 33
neurocirurgiões, 1 exercia a sua actividade sob prestação de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
6%
18%
6%
27%
27%
9%
6%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
Figura 111 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Neurocirurgia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 40 e os 44 anos e o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos.
Todos os médicos exerciam a sua actividade no Grande Porto à excepção de um, que exercia actividade
em E. Douro e Vouga.
Nº Médicos
10
Rácio
6,0
8
4,5
6
2,3
4
0
5
4
2
0
1
2009
0
3
2010
0
3
2011
3
1
2012
7
1,9
1,5
2
2
2
2013
2014
2015
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
4
4
2016
2017
8
3,0
5
1,5
0,0
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 112 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Neurocirurgia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 8 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 76% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (5), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (2), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 1,9 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
81 de 94
Oftalmologia
Em 2008 existiam 102 oftalmologistas (103 ETC), o que corresponde a 6,7% do grupo de especialidades
cirúrgicas e a 3,1% de todas as especialidades da AMP. Três tinham vínculo como prestadores de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
3%
5%
24%
12%
17%
21%
10%
10%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 113 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Oftalmologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos. A maioria dos médicos encontrava-se na NUT III –
Grande Porto (77%, ou seja, 79 médicos). Ainda assim a NUT III – E. Douro e Vouga conserva 16% dos
especialistas (ou seja, 16 médicos), estando os restantes 7% (ou seja, 7 médicos) no CH Médio Ave.
Nº Médicos
35
30
25
20
15
10
0,6
5
4
3
0
2009
Rácio
6,0
4,2
3,2
2,4
29
28
32
25
21
3,0
21
13
1,5
13
4
5
5
7
2010
2011
2012
2013
8
8
2014
2015
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
4,5
0,0
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 114 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Oftalmologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 32 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 69% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (28), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (5), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2012 seja de 4,2 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
82 de 94
Ortopedia
Cerca de 153 ortopedistas (151 ETC) estavam a trabalhar na Área Metropolitana do Porto (dos quais 15
prestadores), o que corresponde a 10,1% do total de cirurgiões e a 4,6% do total de médicos da AMP. A
distribuição etária encontra-se representada no seguinte gráfico:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
2%
5%
18%
22%
26%
12%
14%
1%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
Figura 115 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Ortopedia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. A maioria dos médicos encontrava-se na NUT III –
Grande Porto (69%, ou seja, 106 médicos). Ainda assim a NUT III – E. Douro e Vouga conserva 12% dos
especialistas (ou seja, 18 médicos), estando 10% no CHTS (ou seja, 16 médicos) e os restantes 8% no CH
Médio Ave (ou seja, 13 médicos).
Nº Médicos
60
50
4,5
54
2,4
30
45
36
20
0,9
5
28
21
10
0
4,2
3,9
3,2
40
Rácio
6,0
5,1
6
2009
5 16
5
2010
2011
33
39
1,5
21
7
8
8
2012
2013
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
14
11
2015
2016
3,0
0,0
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 116 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Ortopedia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 39 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 75% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (54), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (8), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 5,1 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
83 de 94
Otorrinolaringologia
Em 2008 existiam, na AMP, 77 médicos de ORL (75 ETC), em que 6 eram prestadores de serviço. Tal
valor corresponde a 5,1% do conjunto de cirurgiões da AMP e a 2,3% do total de médicos do âmbito de
análise.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
1%
12%
13%
18%
29%
14%
9%
4%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
Figura 117 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Otorrinolaringologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. A maioria dos médicos encontrava-se na NUT III –
Grande Porto (73%, ou seja, 56 médicos). Ainda assim a NUT III – E. Douro e Vouga conserva 12% (ou
seja, 9 médicos), o CH Médio Ave 9% (ou seja, 7 médicos) e o CH Tâmega e Sousa 6% (ou seja, 5
médicos).
Nº Médicos
30
Rácio
6,0
25
4,5
20
2,5
15
10
14
1,0
10
5
0
2,1 20
2,1
3
2,3 24
4
2009
3
5
2010
2011
7
8
8
2012
2013
2014
11
10
12
15
17
20
3,0
1,5
0,0
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 118 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Otorrinolaringologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 20 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 74% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (24), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (8), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 2,3 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
84 de 94
Urologia
Em 2008 existiam 55 urologistas (56 ETC), dos quais 3 urologistas são prestadores de serviço, o que
corresponde a 3,6% do total de especialistas cirúrgicos e a 1,7% do total de especialistas na AMP.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
4%
5%
20%
16%
16%
11%
25%
2%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 119 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Urologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos.
O maior número de médicos encontra-se na NUT III – Grande Porto (82%, ou seja, 45 médicos), seguindose o Entre Douro e Vouga (9%, ou seja, 5 médicos) e o Tâmega (9%, ou seja, 5 médicos). O CH do Médio
Ave não dispõe de nenhum médico nesta área.
Nº Médicos
30
4,7
25
3,9
20
15
3
25
3,0
21
15
0,5
5
4,5
2,8
2,3
1,8
10
0
Rácio
6,0
7
2
2009
9
9
3
3
4
4
4
5
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
10
12
14
16
1,5
0,0
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 120 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Urologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 16 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 71% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (25), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (4), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 4,7 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
85 de 94
5.3.3
Especialidades de diagnóstico e terapêutica
Anatomia Patológica
Em 2008 existiam 39 anatomo-patologistas (43 ETC) o que corresponde a 10,6% do número de
especialistas de diagnóstico e terapêutica e a 1,2% do total de médicos em estudo, dos quais 2 médicos
são prestadores de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
3%
15%
18%
18%
23%
5%
15%
3%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
Figura 121 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009
– Anatomia Patológica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Todos os médicos se encontram concentrados no
Grande Porto.
Nº Médicos
25
Rácio
6,0
20
15
2,3
10
2
21
19
2,3
3,2
4,5
21
3,0
12
1,1
5
0
3,9
3,6
3
2009
2
6
2010
4
4
2011
2012
7
8
9
4
5
2013
2014
2015
2016
2017
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
11
13
14
1,5
0,0
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 122 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Anatomia Patológica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 14 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 64% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (21), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (5), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 3,2 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
86 de 94
Imunohemoterapia
Os 52 imunohemoterapeutas (58 ETC) compõem 14,1% do total de especialistas de diagnóstico e
terapêutica e 1,6% do total de médicos da AMP, sendo que 3 estão com um vínculo de prestação de
serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
8%
6%
29%
31%
10%
13%
4%
0%
0%
5% 10% 15% 20% 25% 30%
Figura 123 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009
– Imunohemoterapia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. No Grande Porto está situada a maioria dos médicos de
Saúde (77%, ou seja, 40 médicos), tendo a unidade territorial de E. Douro e Vouga 8% (ou seja, 4
médicos), o CH Tâmega e Sousa 8% (ou seja, 4 médicos) e o CH do Médio Ave 8% (ou seja, 4 médicos).
Nº Médicos
8
7
6
5
4
3
2
1
1
0 0
2009
Rácio
6,0
7
7
7
2,6
4
4
4
5
3,0
5
1,5
3
0
1
2010
0
1
2011
0
0
2012
2013
4,5
2
0,0
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2015
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 124 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Imunohemoterapia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 7 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 87% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (7), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (2), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 2,6 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
87 de 94
Medicina Física e de Reabilitação
Relativamente aos médicos fisioterapeutas, foram identificados 55 médicos (55 ETC), dos quais 2 médicos
estavam como prestadores de serviço. Tal representa 14,9% do conjunto de médicos afectos a
especialidades de diagnóstico e terapêutica e 1,7% do conjunto total de médicos da AMP. A idade actual
dos médicos distribui-se da seguinte forma:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
7%
5%
31%
18%
9%
13%
15%
2%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
Figura 125-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Medicina
Física e de Reabilitação
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 50 e os 54 anos. Como seria de prever, a maioria dos médicos encontrase a exercer actividade na NUT III – Grande Porto (64%, ou seja, 35 médicos), sendo que a unidade
territorial de Entre Douro e Vouga também observa um valor importante (20%, ou seja, 11 médicos) sendo
a região do Tâmega (9%, ou seja, 5 médicos) e da área concelhia de Santo Tirso, Trofa e Famalicão (7%,
ou seja, 4 médicos), os que têm menos médicos.
Nº Médicos
25
Rácio
15,0
20
23
15
6,0 16
7,1 19
12,0
8,6
9,0
10
6,0
8
5
0
0
2009
2
2
2
3
2010
2011
2012
2013
3
4
4
2014
2015
2016
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
6
6
6
7
2017
2018
2019
2020
3,0
0,0
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 126 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Medicina Física e de Reabilitação
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 7 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 87% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (23), até 2012, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (2), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
88 de 94
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2012 seja de 8,6 (como referido na
figura).
Medicina Nuclear
Em 2008 existiam 11 médicos de Medicina Nuclear (12 ETC) o que corresponde a apenas 3,0% do
número de especialistas de diagnóstico e terapêutica e a 0,3% do total de médicos em estudo, dos quais
nenhum é prestador de serviço:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
9%
36%
18%
0%
9%
9%
18%
0%
0%
5% 10% 15% 20% 25% 30% 35%
Figura 127 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Medicina Nuclear
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos. Todos os médicos se encontram concentrados no
Grande Porto.
Nº Médicos
6
Rácio
6,0
5
3,8
4
3,8 5
5
0,0
1
0
2009
5
1
2010
3
1
1
1
1
2011
2012
2013
2014
2015
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
1,5
2
1
4,5
3,0
4
3
2
0
3,8 5
2,3
3
1
5
0,0
2016
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 128 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com
médicos a entrar em idade de reforma – Medicina Nuclear
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 5 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a apenas 55% do número total de médicos actualmente em
função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (5), até 2014, é
superior ao número de médicos em idade de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que
existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a
exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores,
para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica
nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 3,8 (como referido
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
89 de 94
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
na figura).
Neurorradiologia
Em 2008 haviam 32 médicos (32 ETC) a exercer esta especialidade, o que corresponde a cerca de 8,7%
do número de médicos de especialidades de diagnóstico e terapêutica e 1,0% do número total de médicos
da AMP. Dos 32 médicos identificados, 1 médico trabalhava sob prestação de serviço. A distribuição das
idades verifica-se segundo o seguinte gráfico:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
3%
6%
6%
31%
22%
22%
9%
0%
0%
5% 10% 15% 20% 25% 30%
Figura 129 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Neurorradiologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos.
Todos os médicos se encontram concentrados no Grande Porto.
Nº Médicos
20
Rácio
16,0
12,0
15
12,0
12,0
10,5
16
3,8
5
0
14
6,8
10
2
2009
1
8,0
9
0,0
0
16
5
2010
1
1
1
2011
2012
2013
1
1
2014
2015
2
2
2
2016
2017
2018
3
3
2019
2020
4,0
0,0
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 130 – Evolução do nº total de médicos em função na AMP, em idade de reforma, por ano – Neurorradiologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 3 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 91% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (16), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 12 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
90 de 94
Patologia Clínica
Em 2008 o número de médicos ascendia a 85 (94 ETC), o que corresponde a 23,0% do número de
especialistas de diagnóstico e terapêutica e a 2,6% do número total de especialistas na AMP. Dos médicos
desta especialidade, 4 médicos são prestadores de serviço. A distribuição das idades é conforme se
segue:
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
7%
16%
21%
38%
6%
9%
2%
0%
0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%
Figura 131 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Patologia Clínica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. No Grande Porto está situada a maioria dos médicos de
Saúde (81%, ou seja, 69 médicos), tendo o CH Tâmega e Sousa 7% (ou seja, 6 médicos), a unidade
territorial de E. Douro e Vouga 6% (ou seja, 5 médicos) e o CH do Médio Ave 6% (ou seja, 5 médicos).
Nº Médicos
25
Rácio
6,0
5,3
20
3,8
15
2,8
2,3
4,5
3,8
15
15
10
15
17
7
1
3
2009
3,0
15
11
5
0
1,9
20
1,5
10
1
3
3
3
6
2010
2011
2012
2013
2014
6
7
2015
2016
0,0
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2017
2018
2019
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 132 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Patologia Clínica
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 20 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 76% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (16), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (6), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 1,9 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
91 de 94
Radiologia
Em 2008 existiam 75 radiologistas (68 ETC) o que corresponde a 20,3% do número de especialistas de
diagnóstico e terapêutica e a 2,3% do total de médicos em estudo, dos quais 15 médicos são prestadores
de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
4%
11%
20%
27%
17%
16%
5%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
Figura 133 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Radiologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. No Grande Porto está situada a maioria dos médicos de
Saúde (87%, ou seja, 65 anos), tendo a unidade territorial de E. Douro e Vouga 8% (ou seja, 6 médicos), o
CH do Médio Ave 3% (ou seja, 2 médicos) e o CH Tâmega e Sousa 3% (ou seja, 2 médicos).
Nº Médicos
35
30
Rácio
16,0
31
25
20
15
10
5
0
33
33
12,0
8,3
24
8,0
15
0
9
2009
0
0
0
0
3
2010
2011
2012
2013
2014
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
3
5
2015
2016
6
2017
6
8
2018
2019
11
4,0
0,0
2020
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 134 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma ano – Radiologia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 11 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 85% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (33), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (3), até esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 8,3 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
92 de 94
Radioterapia
Em 2008 existiam 20 radioterapeutas (23 ETC) o que corresponde a 5,4% do número de especialistas de
diagnóstico e terapêutica e a 0,6% do total de médicos em estudo, dos quais não existem médicos
prestadores de serviço.
Mais de 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
Menos de 30 anos
0%
5%
5%
40%
25%
25%
0%
0%
0%
0%
10%
20%
30%
40%
Figura 135 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 –
Radioterapia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das
idades compreendidas entre os 50 e os 54 anos. Todos os médicos se encontram concentrados no
Grande Porto.
Nº Médicos
8
5,3
5,3
6
7
7
3,0
4,5
7
2,3
4
2
0
Rácio
6,0
5,3
3
0,0
1
3,0
4
0
2009
1,5
1
1
1
1
1
1
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B)
2
2
2
2
2
2016
2017
2018
2019
2020
0,0
Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A)
Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75)
Figura 136 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos
a entrar em idade de reforma – Radioterapia
Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP
Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em
idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que
acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da
capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS;
entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de
terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de
cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros).
Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 2 médicos
desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos
que continuam em idade activa correspondem a 90% do número total de médicos actualmente em função
na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (7), até 2014, é superior
ao número de médicos em idade de reforma (1), para esse ano. Tendo em consideração que existem
aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer
actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além
da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos
hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 5,3 (como referido na
figura).
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
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5.4
Anexo 4 – Lista de universidades estrangeiras
Espanha
Univ. Alcalá
Universidad de Murcia
Univ. Autónoma de Barcelona
Universidad de Navarra
Universidad Autónoma de Madrid
Universidad de Oviedo
Universitat de Barcelona
Universidad del País Vasco
Universidad de Cádiz
Universitat Rovira i Virgili
Universidad de Cantabria
Universidad de Salamanca
Universidad Complutense de Madrid
Universidad de Santiago de Compostela
Universidad de Córdoba
Universidad de Sevilla
Universidad de Extremadura
Universitat de Valencia
Universidad de Granada
Universidad de Valladolid
Universidad La Laguna
Universidad de Zaragoza
Universidad Las Palmas de Gran Canaria
UCLM
Universitat de Lleida
Universidad de Zaragoza
Universidad de Málaga
(UCM)
Univ. Miguel H. de Elche
Universidad CEU San Pablo
Figura 137 – Lista de universidades espanholas incluídas no inquérito efectuado pela Intersalus
Fonte: Dados de cada uma das universidades questionadas no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP.
República Checa
Faculty of Medicine in Pilsen University
Faculty of Medicine - Masaryk University
Faculty of Medicine and Dentistry - Palacký University in Olomouc
Figura 138 – Lista de universidades checas incluídas no inquérito efectuado pela Intersalus
Fonte: Dados de cada uma das universidades questionadas no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP.
Universidades das quais se obteve resposta
Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto
Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares)
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