REORDENAMENTO HOSPITALAR DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO RELATÓRIO ESTUDO 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares ÍNDICE Índice de Figuras ........................................................................................ 3 1. Introdução ......................................................................................... 9 1.1 Contextualização....................................................................................................................... 11 1.2 Enquadramento estatístico ....................................................................................................... 12 3. Caracterização actual e prospectiva dos recursos humanos médicos 23 3.1 Distribuição actual dos recursos humanos médicos................................................................. 23 3.1.1 Distribuição por tipo de especialidade e vínculo contratual e conversão em ETC ............... 24 3.1.2 Distribuição por unidade territorial ......................................................................................... 25 3.2 Caracterização etária e médicos a entrar em idade normal de reforma .................................. 26 3.2.1 Estrutura etária por unidade territorial ................................................................................... 26 3.2.2 Médicos com idades superiores a 50 e 55 anos de idade .................................................... 28 3.2.3 Evolução de médicos a entrar em idade normal de reforma, por especialidade .................. 29 3.3 Caracterização actual do internato médico na Área Metropolitana do Porto ........................... 36 3.3.1 Evolução do internato médico, por especialidade ................................................................. 36 3.3.2 Peso do ensino pós-graduado da Área Metropolitana do Porto no ensino pós-graduado em Portugal.................................................................................................................................. 40 3.4 Caracterização actual e prospectiva do ensino médico pré-graduado..................................... 41 3.4.1 Universidades Portuguesas ................................................................................................... 41 3.4.2 Universidades estrangeiras ................................................................................................... 43 4. Conclusões ...................................................................................... 45 5. Anexos ............................................................................................ 48 5.1 Anexo 1 – Número de médicos por especialidade, por NUT III ............................................... 48 5.2 Anexo 2 – Evolução do número de médicos a entrar em idade de reforma por NUT III.......... 50 5.2.1 Grande Porto.......................................................................................................................... 50 5.2.2 Entre Douro e Vouga ............................................................................................................. 51 5.2.3 Tâmega .................................................................................................................................. 52 5.2.4 Concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão ...................................................................... 53 5.3 Anexo 3 – Análise por especialidade........................................................................................ 54 5.3.1 Especialidades médicas ........................................................................................................ 54 5.3.2 Especialidades cirúrgicas ...................................................................................................... 71 5.3.3 Especialidades de diagnóstico e terapêutica......................................................................... 86 5.4 Anexo 4 – Lista de universidades estrangeiras ........................................................................ 94 Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 2 de 94 Índice de Figuras Figura 1 – Evolução da idade normal para aposentação, entre 2006 e 2015........................................................... 11 Figura 2 – Número de médicos (headcount) por 1.000 habitantes em Portugal e alguns países europeus......... 13 Figura 3 – Evolução do número de médicos (headcount) por 1.000 habitantes em Portugal, na Região Norte e NUTS III em análise no período 2002-2007 ................................................................................................................. 13 Figura 4 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP, Administrações Regionais de Saúde e Portugal ...................................................................................................................................................................... 14 Figura 5 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na ARSLVT .................................................................................. 15 Figura 6 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP, Região Norte, Portugal e Espanha17 Figura 7 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes em Espanha................................................................................. 18 Figura 8 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP e Comunidade Valenciana ............. 19 Figura 9 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na Comunidade Autónoma de Valência.................................... 20 Figura 10 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP e para AMP segundo standards definidos pela Sociedade Médica de Massachussets ............................................................................................... 21 Figura 11 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a Área Metropolitana do Porto em 2008 ............................................................................................. 24 Figura 12 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a NUT III – Grande Porto ...................................................................................................................... 24 Figura 13 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a NUT III – Entre Douro e Vouga.......................................................................................................... 24 Figura 14 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a NUT III – Tâmega................................................................................................................................ 24 Figura 15 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão............................................................................... 25 Figura 16 – Distribuição de médicos (ETC a 35 horas) por unidade territorial da Área Metropolitana do Porto . 25 Figura 17 – N.º de médicos especialistas (ETC a 35 horas) por 1000 habitantes por unidade territorial da Área Metropolitana do Porto................................................................................................................................................. 25 Figura 18 – Estrutura etária actual de médicos na Área Metropolitana do Porto ................................................... 26 Figura 19 – Estrutura etária actual, por unidade territorial, de médicos na Área Metropolitana do Porto ........... 27 Figura 20 – Evolução da concentração de médicos no escalão etário superior a 50 e 55 anos na AMP (2009 a 2014)............................................................................................................................................................................... 28 Figura 21 – Evolução da concentração de médicos no escalão etário superior a 50 e 55 anos por NUT (2009 a 2014)............................................................................................................................................................................... 29 Figura 22 – Evolução de médicos a entrar em idade de reforma por tipo de especialidade na Área Metropolitana do Porto – valores acumulados................................................................................................................................... 29 Figura 23 – Evolução de médicos a entrar em idade de reforma na AMP e seu peso face à realidade actual (2008) – valores acumulados ....................................................................................................................................... 30 Figura 24 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades médicas ......................................................................................................................................................................... 30 Figura 25 – Médicos a atingir a idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades Médicas .... 31 Figura 26 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades Cirúrgicas ...................................................................................................................................................................... 32 Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 3 de 94 Figura 27 – Médicos a entrar em idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades Cirúrgicas ........................................................................................................................................................................................ 34 Figura 28 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades de Diagnóstico e Terapêutica ........................................................................................................................................... 34 Figura 29 – Médicos a entrar em idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades de diagnóstico e terapêutica............................................................................................................................................. 35 Figura 30 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma ............................................................................................................... 36 Figura 31 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade da reforma na Área Metropolitana do Porto – Especialidades médicas .................................................................. 37 Figura 32 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade da reforma na Área Metropolitana do Porto – Especialidades cirúrgicas ............................................................... 38 Figura 33 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade da reforma na Área Metropolitana do Porto – Especialidades de diagnóstico e terapêutica ................................ 39 Figura 34 – Peso do 1º ano do Internato médico da AMP em Portugal (ensino pós-graduado) ............................ 40 Figura 35 – Número expectável de alunos finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em consideração todos os cursos de Medicina leccionados em universidades Portuguesas ................................... 41 Figura 36 – Evolução prevista de médicos especialistas a acabar o internato e de médicos especialistas actuais a entrar em idade de reforma, entre os anos de 2009 e de 2020 nos hospitais do SNS da AMP ............. 42 Figura 37 – Número expectável de alunos de finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em consideração todos os cursos de Medicina leccionados em Universidades Espanholas .................................... 43 Figura 38 – Número expectável de finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em consideração todos os cursos de Medicina leccionados em Universidades Checas............................................ 43 Figura 39 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – headcount .............. 48 Figura 40 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – ETC ......................... 48 Figura 41 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades médicas – headcount ................................................................................................................................................... 48 Figura 42 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades médicas – ETC .............................................................................................................................................................. 48 Figura 43 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades cirúrgicas – Headcount ................................................................................................................................................ 49 Figura 44 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades cirúrgicas – ETC............................................................................................................................................................ 49 Figura 45 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades de diagnóstico e terapêutica – Headcount ...................................................................................................................... 49 Figura 46 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades de diagnóstico e terapêutica – ETC.................................................................................................................................. 49 Figura 47 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades médicas ........................................................................................................................................................................................ 50 Figura 48 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades cirúrgicas....................................................................................................................................................................... 50 Figura 49 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades de diagnóstico e terapêutica............................................................................................................................................. 50 Figura 50 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades médicas ......................................................................................................................................................................... 51 Figura 51 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades cirúrgicas....................................................................................................................................................................... 51 Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 4 de 94 Figura 52 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades de diagnóstico e terapêutica........................................................................................................................................ 51 Figura 53 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades médicas..... 52 Figura 54 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades cirúrgicas.. 52 Figura 55 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades de diagnóstico e terapêutica............................................................................................................................................. 52 Figura 56 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 – Especialidades médicas............................................................................................................................................... 53 Figura 57 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 – Especialidades cirúrgicas ............................................................................................................................................ 53 Figura 58 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 – Especialidades de diagnóstico e terapêutica............................................................................................................. 53 Figura 59 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cardiologia ........................................................................................................................................................ 54 Figura 60 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cardiologia ....................................................................................... 54 Figura 61 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cardiologia Pediátrica ...................................................................................................................................... 55 Figura 62 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cardiologia Pediátrica ..................................................................... 56 Figura 63 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Endocrinologia.................................................................................................................................................. 56 Figura 64 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Endocrinologia ................................................................................. 57 Figura 65 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Gastrenterologia ............................................................................................................................................... 57 Figura 66 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Gastrenterologia .............................................................................. 58 Figura 67-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Hematologia Clínica.......................................................................................................................................... 58 Figura 68 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Hematologia Clínica......................................................................... 59 Figura 69-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Imunoalergologia .............................................................................................................................................. 59 Figura 70 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma ano – Imunoalergologia...................................................................... 60 Figura 71-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Infecciologia ...................................................................................................................................................... 61 Figura 72 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Infecciologia ..................................................................................... 61 Figura 73-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Medicina Interna................................................................................................................................................ 62 Figura 74 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Medicina Interna............................................................................... 62 Figura 75-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Nefrologia .......................................................................................................................................................... 63 Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 5 de 94 Figura 76 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Nefrologia ......................................................................................... 63 Figura 77-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Neurologia ......................................................................................................................................................... 64 Figura 78 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Neurologia ........................................................................................ 64 Figura 79-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Oncologia médica ............................................................................................................................................. 65 Figura 80 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Oncologia Médica ............................................................................ 65 Figura 81 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Pediatria............................................................................................................................................................. 66 Figura 82 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Pediatria ............................................................................................ 66 Figura 83 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Pedopsiquiatria ................................................................................................................................................. 67 Figura 84 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Pedopsiquiatria ................................................................................ 67 Figura 85 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Pneumologia ..................................................................................................................................................... 68 Figura 86 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Pneumologia..................................................................................... 68 Figura 87 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Psiquiatria....................................................................................................................................... 69 Figura 88 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Psiquiatria......................................................................................... 69 Figura 89 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Reumatologia .................................................................................................................................................... 70 Figura 90 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Reumatologia ................................................................................... 70 Figura 91 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Anestesiologia .................................................................................................................................................. 71 Figura 92 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Anestesiologia.................................................................................. 71 Figura 93 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia Cardio-Torácica .................................................................................................................................. 72 Figura 94 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Cardio-Torácica ................................................................. 72 Figura 95 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia Geral .................................................................................................................................................... 73 Figura 96 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Geral ................................................................................... 73 Figura 97 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia maxilo-facial........................................................................................................................................ 74 Figura 98 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia maxilo-facial....................................................................... 74 Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 6 de 94 Figura 99 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia pediátrica ......................................................................................................................... 75 Figura 100 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Pediátrica ........................................................................... 75 Figura 101 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia Plástica e Reconstrutiva .................................................................................................................... 76 Figura 102 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Plástica e Reconstrutiva ................................................... 76 Figura 103 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia Vascular .............................................................................................................................................. 77 Figura 104 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Vascular ............................................................................. 77 Figura 105 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Dermato-Veneoreologia.................................................................................................................................... 78 Figura 106 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Dermato-Veneoreologia................................................................... 78 Figura 107 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Estomatologia ................................................................................................................................................... 79 Figura 108 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Estomatologia .................................................................................. 79 Figura 109 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Ginecologia/Obstetrícia ................................................................................................................. 80 Figura 110 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Ginecologia/Obstetrícia................................................................... 80 Figura 111 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Neurocirurgia .................................................................................................................................................... 81 Figura 112 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Neurocirurgia.................................................................................... 81 Figura 113 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Oftalmologia ...................................................................................................................................................... 82 Figura 114 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Oftalmologia ..................................................................................... 82 Figura 115 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Ortopedia ........................................................................................................................................................... 83 Figura 116 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Ortopedia .......................................................................................... 83 Figura 117 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Otorrinolaringologia ......................................................................................................................................... 84 Figura 118 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Otorrinolaringologia ........................................................................ 84 Figura 119 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Urologia ............................................................................................................................................................. 85 Figura 120 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Urologia ............................................................................................ 85 Figura 121 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Anatomia Patológica...................................................................................................................... 86 Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 7 de 94 Figura 122 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Anatomia Patológica........................................................................ 86 Figura 123 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Imunohemoterapia ......................................................................................................................... 87 Figura 124 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Imunohemoterapia ........................................................................... 87 Figura 125-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Medicina Física e de Reabilitação ................................................................................................................... 88 Figura 126 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Medicina Física e de Reabilitação .................................................. 88 Figura 127 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Medicina Nuclear .............................................................................................................................................. 89 Figura 128 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Medicina Nuclear.............................................................................. 89 Figura 129 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Neurorradiologia ............................................................................................................................................... 90 Figura 130 – Evolução do nº total de médicos em função na AMP, em idade de reforma, por ano – Neurorradiologia ........................................................................................................................................................... 90 Figura 131 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Patologia Clínica ............................................................................................................................................... 91 Figura 132 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Patologia Clínica .............................................................................. 91 Figura 133 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Radiologia.......................................................................................................................................................... 92 Figura 134 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma ano – Radiologia ................................................................................. 92 Figura 135 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Radioterapia ...................................................................................................................................................... 93 Figura 136 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Radioterapia ..................................................................................... 93 Figura 137 – Lista de universidades espanholas incluídas no inquérito efectuado pela Intersalus..................... 94 Figura 138 – Lista de universidades checas incluídas no inquérito efectuado pela Intersalus ............................ 94 Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 8 de 94 1. Introdução O Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos recursos humanos médicos hospitalares tem como principais objectivos caracterizar a realidade actual dos recursos humanos médicos na Área Metropolitana do Porto, nomeadamente em termos de distribuição por especialidade e unidade territorial, bem como perspectivar a sua evolução tendo em consideração, por um lado, os médicos a entrar em idade normal de reforma e, por outro lado, a capacidade formativa, tanto pós-graduada como prégraduada. A Saúde é uma área de conhecimento intensivo, que exige capacidades e competências de elevada qualificação, nomeadamente para dominar de forma contínua os conhecimentos e as tecnologias em permanente evolução. As competências necessárias residem nos recursos humanos e, particularmente, nos mais qualificados, destacando-se os técnicos de saúde e, nestes, evidenciando-se os médicos. A formação Médica é de longa duração, sendo que, somando a formação universitária (ensino prégraduado) ao internato médico (ensino pós-graduado), a capacitação de um profissional médico demora entre 9 anos, para Medicina Geral e Familiar, e 12 anos, para a generalidade das especialidades cirúrgicas, o que implica uma necessidade de planeamento a médio e longo prazo, quer no que respeita à abertura de vagas por especialidade, quer no que respeita à abertura de vagas nas Universidades. O emprego e a carreira dos médicos desenvolvem-se, na sua grande maioria, na prestação da actividade no Serviço Nacional de Saúde podendo, aqueles que não optam pela exclusividade, exercer cumulativamente e em simultâneo funções na actividade pública e privada. A mobilidade do sector público para o sector privado é possível, embora limitada e condicionada à obtenção de licença sem vencimento, ou pedido de exoneração. No entanto, uma vez que as licenças sem vencimento estão sujeitas a autorização, sendo controláveis e geríveis de acordo com as necessidades, não são objecto deste estudo. Por outro lado, os pedidos de exoneração são muito escassos (140 no ano de 2007), de acordo com os dados da Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS). Além disso, em alguns dos casos, este tipo de pedidos é feito pelos médicos que pretendem consumar contratos individuais de trabalho com hospitais EPE do próprio Serviço Nacional de Saúde. O Estudo 3 insere-se num projecto mais vasto de Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto. Neste sentido, da identificação de desajustamentos entre as necessidades de cuidados hospitalares e a oferta existente, a realizar no âmbito do Estudo 4, e consequentes propostas de reordenamento hospitalar, resultará certamente a necessidade de verificar se os recursos médicos constituem condicionantes ao reordenamento, assim como orientar o esforço formativo no sentido de assegurar a capacidade assistencial necessária a médio e longo prazo. No entanto, importa não esquecer que a adequação de recursos humanos é um processo complexo, devido às medidas organizacionais que possam ser implementadas, nomeadamente regimes de trabalho de exclusividade, prestação de serviços nas Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 9 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) urgências e organização por processos, entre outros aspectos. Neste sentido, o objectivo do Estudo 3 não é, nem poderia ser, apresentar uma proposta de reorganização dos recursos humanos médicos actualmente existentes, mas antes proceder à sua caracterização actual e prospectiva e verificar em que medida a existência de médicos especialistas permite ou condiciona o reordenamento de cuidados de saúde hospitalares na Área Metropolitana do Porto. Para além desta introdução, o Estudo 3 está organizado em mais dois capítulos, nomeadamente: Contextualização, em que se apresenta um breve enquadramento dos principais aspectos actualmente em alteração e discussão no que respeita a carreiras médicas, aposentação, internato médico e alguns elementos estatísticos; Caracterização actual e prospectiva dos recursos humanos médicos, em que se analisa: (i) a distribuição actual de recursos humanos médicos por especialidade e unidade territorial, (ii) a estrutura etária dos médicos, apresentando uma análise prospectiva de médicos a entrar em idade de reforma e (iii) a capacidade formativa actual em termos de internato médico e de ensino pré-graduado, relacionando-a com a análise prospectiva de médicos a entrar em idade de reforma. Em anexo é apresentada uma análise detalhada para cada especialidade quanto à realidade actual e prospectiva de recursos médicos na Área Metropolitana do Porto. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 10 de 94 1.1 Contextualização A matriz legal de enquadramento de gestão de recursos humanos médicos está em alteração, pelo que o presente capítulo tem como objectivo proceder a uma prévia e sintética contextualização das alterações em curso, nomeadamente no que respeita a: (i) carreiras médicas, (ii) aposentação e (iii) internato médico. No que diz respeito às carreiras médicas, está neste momento em preparação um novo regime, que irá substituir o actual, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 73/90, de 6 de Março. O novo regime, que entrou em fase de negociação entre o Ministério da Saúde e as organizações representativas dos médicos, poderá vir a ajustar, nomeadamente, o regime de trabalho de tempo completo e exclusividade, bem como a adequar os regimes de prestação de serviço nas urgências, prevenção e noites. Relativamente à aposentação, neste momento está a decorrer o período de transição para o regime de convergência entre o sistema da Caixa Geral de Aposentação e o da Segurança Social. Com efeito, o Estatuto de Aposentação da Função Pública foi alterado com a aprovação da Lei n.º 60/2005, de 29 de Dezembro, com as alterações decorrentes da Lei n.º 52/2007, de 31 de Agosto e da Lei n.º 11/2008, de 20 de Fevereiro, tendo-se criado um mecanismo de convergência do Regime de Protecção Social da Função Pública para o Regime Geral da Segurança Social, nomeadamente no que respeita às condições de aposentação e cálculo das pensões, tendo-se estabelecido um regime transitório de aproximação que se estende pelo período de 1 de Janeiro de 2006 a 1 de Janeiro de 2015, destacando-se que: A idade normal da reforma, anteriormente de 60 anos, vai progredir à razão de seis meses por cada ano, até atingir em 1 Janeiro do ano de 2015 os 65 anos como condição para a idade normal de aposentação: Data a partir de: 1 de Janeiro de 2006 1 de Janeiro de 2007 1 de Janeiro de 2008 1 de Janeiro de 2009 1 de Janeiro de 2010 1 de Janeiro de 2011 1 de Janeiro de 2012 1 de Janeiro de 2013 1 de Janeiro de 2014 1 de Janeiro de 2015 Idade normal de reforma: 60 anos e 6 meses 61 anos 61 anos e 6 meses 62 anos 62 anos e 6 meses 63 anos 63 anos e 6 meses 64 anos 64 anos e 6 meses 65 anos Figura 1 – Evolução da idade normal para aposentação, entre 2006 e 2015 Fonte: Estatuto de Aposentação da função pública A possibilidade de antecipação da aposentação, mediante um sistema de compensações (beneficiações e penalizações), em que podem requerer a aposentação antecipada os subscritores da Caixa Geral de Aposentações com: (i) pelo menos 33 anos de serviço, para as pensões requeridas até 31 de Dezembro de 2008, (ii) pelo menos 55 anos de idade e que, à data em que perfaçam esta idade, tenham completado, pelo menos 30 anos de serviço, para as pensões requeridas a partir de 1 de Janeiro de 2009. A antecipação é uma opção voluntária do médico e não sujeita a qualquer autorização, constituindo um Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 11 de 94 direito. Os impactos da Norma que possibilita a antecipação da reforma ainda não foram determinados, não existindo ainda dados que permitam determinar o seu grau de atractibilidade. De acordo com as indicações da ACSS, até ao momento o número de antecipações à idade normal de reforma eram praticamente anuladas pelas postecipações. Além disso, encontra-se também em fase de avaliação pelo Ministério da Saúde um diploma legal que possibilite a contratação de médicos aposentados por parte do Serviço Nacional de Saúde, o que poderá minimizar o impacto da antecipação das reformas. Neste sentido, o estudo considera as saídas tendo em conta unicamente a idade de reforma. No que ao internato médico diz respeito, está neste momento em vigor o Decreto-Lei n.º 203/2004, de 18 de Agosto, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 60/2007, de 13 de Março, que veio substituir o Decreto-Lei n.º 128/92, de 4 de Julho, que passou a considerar um único internato médico, eliminando-se a distinção entre internato geral e complementar. Mais concretamente, o regime de internato médico é composto por um período de formação inicial, designado por ano comum com a duração de 12 meses, e por um período subsequente de formação específica, cuja duração tem relação com as áreas profissionais de especialização. Está neste momento em análise uma proposta de decreto-lei que visa assegurar uma maior retenção de médicos nos hospitais onde realizaram o respectivo internato médico, nomeadamente, para assegurar que os médicos permanecem em funções no hospital, caso este o considere necessário, pelo menos durante um período equivalente ao período do internato médico. Através das análises anteriores é possível verificar que a gestão dos recursos humanos médicos se encontra numa fase de profundas alterações e mudanças em áreas de grande relevo como a formação, desenvolvimento das carreiras profissionais médicas e estatuto de aposentação, aspectos que ao não estarem consolidados, são geradores de incertezas quanto às análises das tendências e condicionam, em certa medida, a evolução futura. 1.2 Enquadramento estatístico Em 2007 estavam registados na Ordem dos Médicos um total de 34.743 médicos de nacionalidade Portuguesa, sendo que se considerarmos os 3.656 médicos de nacionalidade estrangeira resulta num total de 38.399 médicos1. De acordo com dados fornecidos pela Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS), em 2008 estavam a prestar actividade no SNS 23.289 médicos. 1 Os dados foram obtidos do sítio da internet da Ordem dos Médicos (inclui todos médicos registados independentemente do país de formatura ou se estão no activo ou na reforma) Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 12 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) Em termos globais, o número de médicos por 1.000 habitantes, em Portugal, é ligeiramente superior (3,44 em 2005), à média da União Europeia (3,15)2: • Portugal posiciona-se abaixo da Itália, com níveis semelhantes à Alemanha, França e Espanha e acima do Reino Unido. 3,65 3,00 média UE = 3,15 3,45 3,42 3,44 3,22 2,00 2,13 1,00 0,00 Portugal (2005) Itália (2006) França (2007) Alemanha (2006) Espanha (2003) Reino Unido (2002) Médicos Figura 2 – Número de médicos (headcount) por 1.000 habitantes em Portugal e alguns países europeus Fonte: Organização Mundial de Saúde Os anos apresentados são os mais recentes disponíveis para cada um dos países. Verifica-se ainda, como se observa no gráfico abaixo, que o rácio de médicos por 1.000 habitantes em Portugal tem evoluído sempre favoravelmente no período de 2002 a 2007, atingindo o valor de 3,6 médicos por mil habitantes em 2007 (3,2 em 2002). Na ARS Norte, o valor deste rácio, embora ligeiramente inferior, tem evoluído igualmente de forma crescente. 3,70 3,48 3,30 3,30 3,30 3,20 3,29 3,10 3,20 3,10 2,90 2,70 3,57 3,40 3,50 3,00 3,00 2,90 2,50 2002 2003 2004 2005 Portugal 2006 2007 Região Norte Figura 3 – Evolução do número de médicos (headcount) por 1.000 habitantes em Portugal, na Região Norte e NUTS III em análise no período 2002-2007 Fonte: INE – Estatísticas do Pessoal de Saúde (Número de Médicos por 1000 habitantes por Local de residência). Assim, constata-se que Portugal, comparativamente com outros países desenvolvidos, já ocupa uma posição favorável em termos de recursos humanos médicos. O objecto deste estudo focaliza-se nos recursos humanos médicos hospitalares na Área Metropolitana do Porto e por isso será útil, e de interesse, estabelecer algumas comparações nacionais e internacionais para verificar o seu posicionamento relativo. 2 Os rácios apresentados incluem todos os médicos (especialistas e de clínica geral), a trabalhar no SNS ou no sector privado, bem como incluem os internos, e não dizem todos respeito ao mesmo ano (mais recentes disponíveis para cada um dos países) Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 13 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) Comparação de rácios de especialistas a nível Nacional Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes 4 (headcount ) AMP Região Norte Sector Público Sem internos Sector Público Sem internos Sector Público Sem internos População (Homens+Mulheres) 2.353.824 3.748.985 População (Mulheres) 1.233.447 1.935.085 Pressupostos - médicos Região Lisboa e Região Centro V.Tejo Região Alentejo Região Algarve Portugal 3 Sector Público Sem internos Sector Público Sem internos Sector Público Sem internos Sector Público Sem internos 2.808.414 2.381.298 760.933 426.386 10.107.296 1.349.603 1.230.771 373.308 213.457 5.216.626 5 460.041 739.800 444.154 418.162 101.158 64.848 1.888.485 População (idade < 18 anos) Pressupostos - população 2008 - Cónim 2007 - Cónim 2007 - INE 2007 - Cónim 2007 - INE 2007 - INE 2007 - Cónim Esp. Médicas 52,89 45,72 71,39 39,10 21,42 39,87 50,50 Cardiologia 4,42 3,44 6,73 2,86 1,31 3,28 4,08 Cardiologia Pediátrica 0,47 0,32 0,53 0,34 0,00 0,00 0,35 Endocrinologia 1,57 1,04 1,74 0,84 0,00 0,00 1,07 Gastrenterologia 1,95 1,79 3,74 1,89 0,79 3,05 2,33 Hematologia Clínica 1,70 1,12 1,74 1,13 0,26 0,00 1,19 Imunoalergologia 1,27 0,61 1,18 0,42 0,13 0,23 0,67 Infecciologia 1,19 0,75 0,93 0,92 0,00 0,47 0,78 Medicina Interna 13,81 11,74 18,55 8,61 7,49 11,49 12,72 Nefrologia 1,83 1,25 2,31 1,22 0,66 1,88 1,52 Neurologia 3,27 2,45 2,85 2,10 0,26 1,88 2,30 Oncologia Médica 0,64 0,51 0,71 1,09 0,26 0,70 0,69 1 Pediatria 60,65 48,53 73,62 32,52 37,56 53,97 47,39 Pedopsiquiatria 0,85 0,72 1,32 0,55 0,13 0,00 0,79 Pneumologia 3,27 2,48 5,66 2,73 1,18 1,64 3,31 Psiquiatria 4,12 3,41 5,95 3,53 1,18 2,11 4,72 Reumatologia 0,55 0,51 1,18 0,25 0,00 0,47 0,59 Esp. Cirúrgicas 64,36 49,08 71,46 39,52 19,71 37,76 50,62 Anestesiologia 15,34 10,78 14,31 8,19 3,29 6,33 10,47 Cirurgia Cardio-Toracica 1,02 0,59 1,50 0,38 0,00 0,00 0,72 Cirurgia Geral 11,81 9,28 13,21 6,93 5,78 8,44 9,59 Cirurgia Maxilo-Facial 0,38 0,45 0,68 0,34 0,00 0,00 0,44 Cirurgia Pediátrica 0,98 0,59 1,14 0,38 0,13 0,00 0,63 Cirurgia Plástica e Reconstrutiva 1,15 0,80 2,17 0,50 0,26 0,94 1,09 Cirurgia Vascular 1,44 1,09 1,42 0,34 0,00 0,00 0,88 Dermato-venereologia 1,27 1,12 3,06 1,05 0,53 1,41 1,62 Estomatologia 1,44 1,23 1,71 1,51 0,26 0,70 1,34 2 Ginecologia/Obstetrícia 22,30 15,92 20,67 13,73 5,89 16,40 15,60 Neurocirurgia 1,40 1,04 2,14 0,88 0,00 0,70 1,22 Oftalmologia 4,33 3,47 7,09 2,94 1,84 1,64 4,16 Ortopedia 6,50 5,71 6,52 5,54 2,76 4,93 5,66 Otorrinolaringologia 3,27 2,99 3,88 1,64 0,79 3,05 2,78 Urologia 2,34 1,73 2,71 1,81 1,18 1,41 1,98 Esp. Diagnóstico e Terapêutica 15,68 12,43 23,61 10,37 6,70 10,32 14,91 Anatomia Patológica 1,66 1,39 2,42 1,01 0,39 1,17 1,50 Imunohemoterapia 2,21 1,65 2,42 0,92 0,92 0,94 1,90 Medicina Física e Reabilitação 2,34 2,19 3,81 1,30 1,05 2,11 2,34 Medicina Nuclear 0,47 0,29 0,39 0,42 0,00 0,00 0,32 Neurorradiologia 1,36 0,85 1,00 0,67 0,13 0,23 0,77 Patologia Clínica 3,61 2,85 6,98 2,27 1,97 2,81 3,83 Radiologia 3,19 2,59 5,73 3,07 2,10 2,81 3,55 Radioterapia 0,85 0,61 0,71 0,67 0,13 0,23 0,60 Notas: 1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos No caso de Espanha, o rácio de médicos pediatras inclui os médicos, desta especialidade, alocados a Cuidados Primários 2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina 3 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população do continente, dado que os médicos especialistas pertencem na totalidade a Portugal continental 4 - Os rácios apresentados têm em consideração os médicos especialistas a trabalhar no sector público, sem considerar os internos 5 - Quanto à população 2007 das regiões LVT, Alentejo e Algarve obtida através do INE, diz respeito ao escalão etário igual ou inferior a 14 anos, dado que o escalão etário seguinte inclui idades até 25 anos Figura 4 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP, Administrações Regionais de Saúde e Portugal Fonte: Análise Intersalus com base em dados de n.º de médicos fornecidos pela ACSS e estimativas populacionais do INE e Projecções Demográficas do Dr. Custódio Cónim Verifica-se que, regra geral, na Área Metropolitana do Porto o rácio de médicos por 100.000 habitantes nas diversas especialidades é superior ao verificado para Portugal e Administrações Regionais de Saúde, sendo no entanto inferiores aos da ARS de Lisboa e Vale do Tejo. Este facto resulta da tradicional concentração das unidades hospitalares, com especial preponderância nas áreas urbanas do Porto e de Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 14 de 94 Lisboa. Tal tem justificação plena naquelas especialidades de maior complexidade e que exigem uma determinada massa crítica. No entanto, esta concentração poderá ser excessiva em outras especialidades de maior proximidade de prestação de cuidados. Dado que as grandes Áreas Metropolitanas apresentam características muito específicas na prestação dos cuidados de saúde, mostra-se conveniente comparar especificamente a Área Metropolitana do Porto com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). A figura abaixo permite comparar os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) na Área Metropolitana do Porto com os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) na ARSLVT, mais concretamente indica a diferença percentual do rácio de especialistas hospitalares na Área Metropolitana do Porto comparativamente com o rácio de especialistas hospitalares na ARSLVT. Comparação entre rácios de especialistas hospitalares da AMP e da ARS de Lisboa e Vale do Tejo por 100.000 habitantes Dermato-venereologia Reumatologia Patologia Clínica Gastrenterologia Cirurgia Plás. Reconstrutiva Radiologia Cirurgia Maxilo-Facial Pneumologia Oftalmologia Medicina F. Reabilitação Pedopsiquiatria Neurocirurgia Cardiologia Cirurgia Cardio-Toracica Anatomia Patológica Psiquiatria Medicina Interna Nefrologia Pediatria (1) Otorrinolaringologia Estomatologia Cirurgia Pediátrica Urologia Cardiologia Pediátrica Cirurgia Geral Oncologia Médica Endocrinologia Imunohemoterapia Hematologia Clínica Ortopedia Cirurgia Vascular Anestesiologia Ginecologia/Obstetrícia (2) Imunoalergologia Neurologia Radioterapia Medicina Nuclear Infecciologia Neurorradiologia -60% -50% Elevada negativa -40% -30% -20% Moderada negativa -10% 0% 10% Fraca 20% 30% 40% Moderada positiva 50% 60% Elevada positiva Figura 5 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na ARSLVT Fonte: Análise Intersalus com base em dados de n.º de médicos fornecidos pela ACSS e estimativas populacionais do INE e Projecções Demográficas do Dr. Custódio Cónim Notas: 1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos 2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina Da análise da figura acima é possível concluir que o rácio de especialistas hospitalares por 100.000 habitantes, na Área Metropolitana do Porto, face ao da ARSLVT, oscila entre 58% abaixo e 36% acima, diferença bastante acentuada, sendo ainda de destacar que: • A Área Metropolitana do Porto apresenta um rácio de médicos por 100.000 habitantes menor em 29 especialidades e superior em apenas 9 especialidades; • Considerando a variação relativa de mais ou menos 10% como uma fraca divergência ou de quase equilíbrio enquadram-se, nesta faixa, as seguintes especialidades: Ortopedia, Hematologia Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 15 de 94 Clínica, Imunohemoterapia, Endocrinologia, Anestesiologia, Ginecologia/Obstetrícia, Cirurgia Vascular e Imunoalergologia; • As especialidades em que existe uma divergência moderada negativa3 (entre -10% e -30%) são as seguintes: Oncologia Médica, Cirurgia Geral, Cardiologia Pediátrica, Urologia, Cirurgia Pediátrica, Estomatologia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Nefrologia e Medicina Interna; • As especialidades que apresentam uma divergência elevada negativa (abaixo de -30%) são as seguintes: Psiquiatria, Anatomia Patológica, Cirurgia Cardiotorácica, Cardiologia, Neurocirurgia, Pedopsiquiatria, Medicina Física e Reabilitação, Oftalmologia, Pneumologia, Cirurgia MaxiloFacial, Radiologia, Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, Gastrenterologia, Patologia Clínica, Reumatologia e Dermato-Venereologia; • As especialidades que apresentam uma divergência moderada positiva4 (entre +10% e +30%) são as seguintes: Neurologia, Radioterapia, Medicina Nuclear, Infecciologia; • Apenas para a especialidade de Neuroradiologia existe uma divergência elevada positiva (acima de + 30%) apenas na especialidade de Neurorradiologia. Comparação de rácios de especialistas a nível internacional Em termos de comparação por especialidades a nível internacional haverá que ter em consideração que eventuais divergências de quantidades poderão estar associadas a diferentes conteúdos funcionais ou tipos de organização, pelo que a sua leitura não poderá ser sem reservas, devendo antes ser analisada com alguma cautela. Ainda assim, apresentam-se os dados, por poderem ser úteis a título de referência. A análise organiza-se da seguinte forma: (i) comparação de rácios de médicos especialistas da Área Metropolitana do Porto com rácios de médicos especialistas em Espanha, (ii) comparação de médicos especialistas da Área Metropolitana do Porto com rácios de médicos especialistas na Comunidade Autónoma Valenciana, e (iii) análise das recomendações da Sociedade Médica de Massachussets. 3 Divergência negativa significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas de ARS LVT (neste caso) são inferiores à ARSLVT, pelo que resulta numa variação percentual negativa 4 Divergência positiva significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas de ARS LVT (neste caso) são superiores à ARSLVT, pelo que resulta numa variação percentual positiva Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 16 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes 5 (headcount ) Pressupostos - médicos AMP Região Norte Sector Público Sem internos Sector Público Sem internos Portugal 3 Espanha 4 Sector Público Sem internos Sector Público Sem internos População (Homens + Mulheres) 2.353.824 3.748.985 10.107.296 44.708.964 População (Mulheres) 1.233.447 1.935.085 5.216.626 22.196.988 População (idade < 18 anos) 460.041 739.800 1.888.485 7.682.193 Pressupostos - população 2008 - Conin 2007 - Conin 2007 - Conin 2006 Esp. Médicas 52,9 45,7 50,5 Cardiologia 4,4 3,4 4,1 3,8 Cardiologia Pediátrica 0,5 0,3 0,3 Endocrinologia 1,6 1,0 1,1 1,8 Gastrenterologia 2,0 1,8 2,3 3,3 6 Hematologia Clínica 1,7 1,1 1,2 3,0 Imunoalergologia 1,3 0,6 0,7 1,1 Infecciologia 1,2 0,7 0,8 Medicina Interna 13,8 11,7 12,7 7,2 Nefrologia 1,8 1,3 1,5 1,9 Neurologia 3,3 2,5 2,3 3,3 Oncologia Médica 0,6 0,5 0,7 1,3 1 Pediatria 60,6 48,5 47,4 79,3 Pedopsiquiatria 0,8 0,7 0,8 Pneumologia 3,3 2,5 3,3 2,7 Psiquiatria 4,1 3,4 4,7 5,4 Reumatologia 0,6 0,5 0,6 1,2 Esp. Cirúrgicas 64,4 49,1 39,5 Anestesiologia 15,3 10,8 10,5 9,0 Cirurgia Cardio-Toracica 1,0 0,6 0,7 0,4 Cirurgia Geral 11,8 9,3 9,6 8,4 Cirurgia Maxilo-Facial 0,4 0,5 0,4 0,6 Cirurgia Pediátrica 1,0 0,6 0,6 4,9 Cirurgia Plástica e Reconstrutiva 1,1 0,8 1,1 0,7 Cirurgia Vascular 1,4 1,1 0,9 0,8 Dermato-venereologia 1,3 1,1 1,6 1,9 Estomatologia 1,4 1,2 1,3 2 Ginecologia/Obstetrícia 22,3 15,9 15,6 16,5 Neurocirurgia 1,4 1,0 1,2 0,9 Oftalmologia 4,3 3,5 4,2 5,2 Ortopedia 6,5 5,7 5,7 7,7 Otorrinolaringologia 3,3 3,0 2,8 3,9 Urologia 2,3 1,7 2,0 3,4 Esp. Diagnóstico e Terapêutica 15,7 12,4 10,4 Anatomia Patológica 1,7 1,4 1,5 2,4 Imunohemoterapia 2,2 1,7 1,9 Medicina Física e Reabilitação 2,3 2,2 2,3 2,3 Medicina Nuclear 0,5 0,3 0,3 0,5 Neurorradiologia 1,4 0,9 0,8 Patologia Clínica 3,6 2,9 3,8 3,7 Radiologia 3,2 2,6 3,6 6,7 Radioterapia 0,8 0,6 0,6 0,8 Notas: 1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade igual ou inferior a 18 anos 2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina 3 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população do continente, dado que os médicos especialistas pertencem na totalidade a Portugal Continental 4 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes, tendo sido excluidos os especialistas do sector privado que no seu conjunto representam cerca de 5% do total 5 - Os rácios apresentados têm em consideração os médicos especialistas a trabalhar no sector público, sem considerar os internos 6 - No caso de Espanha inclui a Imunohemoterapia Figura 6 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP, Região Norte, Portugal e Espanha Fonte: Portugal: Análise Intersalus com base em dados de n.º de médicos fornecidos pela ACSS e Projecções Demográficas do Dr. Custódio Cónim; Espanha: Ministério de Sanidad e Consumo Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 17 de 94 Verifica-se que, se retiradas algumas especialidades (Cirurgia Pediátrica, Pediatria, Radiologia, Medicina Interna) em que se notam significativas divergências, existe uma certa convergência nos rácios de médicos especialistas por 100.000 habitantes, embora estes sejam ligeiramente inferiores em Portugal relativamente a Espanha. Tal poder-se-á dever a diferentes formas de organização na prestação de cuidados, nomeadamente ao papel da Medicina Interna versus outras especialidades médicas, ou da Pediatria versus as competências e responsabilidades atribuídas aos médicos de Medicina Geral e Familiar. A figura abaixo permite comparar os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) na Área Metropolitana do Porto com os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) em Espanha, mais concretamente indica a diferença percentual do rácio de especialistas hospitalares na Área Metropolitana do Porto comparativamente com o rácio de especialistas hospitalares em Espanha. Comparação entre rácios de especialistas hospitalares da AMP e Espanha por 100.000 habitantes Cirurgia Pediátrica Reum atologia Radiologia Oncologia Médica Hem atologia Clínica Gastrenterologia Cirurgia Maxilo-Facial Derm ato-venereologia Urologia Anatom ia Patológica Psiquiatria Pediatria (1) Oftalm ologia Otorrinolaringologia Ortopedia Endocrinologia Medicina Nuclear Nefrologia Patologia Clínica Neurologia Medicina Física e Reabilitação Radioterapia Im unoalergologia Cardiologia Pneum ologia Ginecologia/Obstetrícia (2) Cirurgia Geral Neurocirurgia Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Anestesiologia Cirurgia Vascular Medicina Interna Cirurgia Cardio-Toracica -80% -70% -60% -50% -40% -30% -20% -10% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 110% 120% 130% 140% 150% 160% Elevada negativa Moderada negativa Fraca Moderada positiva Elevada positiva Figura 7 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes em Espanha Fonte: Portugal: Análise Intersalus com base em dados de n.º de médicos fornecidos pela ACSS e Projecções Demográficas do Dr. Custódio Cónim; Espanha: Ministério de Sanidad e Consumo Notas: 1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos 2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina Da análise da figura acima verifica-se que o rácio de médicos por 100.000 habitantes, na Área Metropolitana do Porto, face ao de Espanha, oscila entre 80% abaixo e 155% acima, o que significa uma variância superior à da realidade Portuguesa, sendo ainda de destacar que: • A Área Metropolitana do Porto apresenta um rácio de médicos por 100.000 habitantes menor em 20 especialidades e superior em apenas 13 especialidades, confirmando que a dotação de especialistas por habitante é superior em Espanha; • Considerando a variação relativa de mais ou menos 10% como uma fraca divergência ou de Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 18 de 94 quase equilíbrio, enquadram-se nesta faixa as seguintes especialidades: Radioterapia, Medicina Física e Reabilitação, Neurologia, Patologia Clínica, Nefrologia e Medicina Nuclear; • As especialidades em que existe uma divergência moderada negativa5 (entre -10% e -30%) são as seguintes: Endocrinologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Pediatria e Psiquiatria; • As especialidades em que existe uma elevada divergência negativa (abaixo de -30%) são as seguintes: Anatomia Patológica, Urologia, Dermato-Venereologia, Cirurgia Maxilo-Facial, Gastrenterologia, Hematologia Clínica, Oncologia Médica, Radiologia, Reumatologia e Cirurgia Pediátrica; • As especialidades que apresentam uma divergência moderada positiva6 (entre +10% e +30%) são as seguintes: Pneumologia, Cardiologia e Imunoalergologia; • As especialidades que apresentam uma elevada divergência positiva são as seguintes: Cirurgia Cardiotorácica, Medicina Interna, Cirurgia Vascular, Anestesiologia, Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, Neurocirurgia, Cirurgia Geral e Ginecologia/Obstetrícia. Na tabela seguinte, é possível comparar os rácios de especialistas hospitalares na Área Metropolitana do Porto face aos rácios de especialistas na Comunidade Valenciana. Unidade: Headcount Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes Comunidade AMP Valenciana Sector Público Sem internos Sector Público Sem internos População (Homens+Mulheres) 2.353.824 4.806.908 População (Mulheres) 1.233.447 2.338.981 Pressupostos - médicos População (idade<18 anos) Pressupostos - população 460.041 2008 - Conin Esp. Médicas Cardiologia 4,4 Endocrinologia 1,6 Gastrenterologia 2,0 Hematologia Clínica 1,7 Medicina Interna 13,8 Pediatria (1) 60,6 Pneumologia 3,3 Psiquiatria 4,1 Esp. Cirúrgicas Anestesiologia 15,3 Cirurgia Geral 11,8 Cirurgia Pediátrica 1,0 Dermato-venereologia 1,3 Ginecologia/Obstetrícia (2) 22,3 Oftalmologia 4,3 Ortopedia 6,5 Urologia 2,3 Esp. Diagnóstico e Terapêutica Anatomia Patológica 1,7 Patologia Clínica 3,6 Radiologia 3,2 825.653 2006 - INE 3,3 1,5 3,0 2,6 4,4 114,7 2,3 4,0 8,6 6,2 0,5 2,0 15,8 4,7 6,7 3,3 2,0 2,6 5,5 Notas: 1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos 2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina Figura 8 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP e Comunidade Valenciana Fonte: Portugal: Análise Intersalus com base em n.º de médicos fornecidos pela ACSS e Projecções Demográficas do Dr. Custódio Cónim; Espanha: Conselleria de Sanitat – Generalitat Valenciana 5 Divergência negativa significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas de Espanha são inferiores aos de Espanha, pelo que resulta numa variação percentual negativa 6 Divergência positiva significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas de Espanha são superiores aos de Espanha, pelo que resulta numa variação percentual positiva Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 19 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) Verifica-se que, se retiradas algumas especialidades (Pediatria, Medicina Interna, Anestesiologia e Cirurgia Geral) em que se notam significativas divergências, existe uma certa convergência nos rácios de médicos especialistas por 100.000 habitantes. Como foi mencionado na analise anterior, tal poder-se-á dever a diferentes formas de organização na prestação de cuidados, nomeadamente ao papel da Medicina Interna versus outras especialidades médicas, ou da Pediatria versus as competências e responsabilidades atribuídas aos médicos de Medicina Geral e Familiar. A figura abaixo permite comparar os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) na Área Metropolitana do Porto com os rácios de especialistas hospitalares (por 100.000 habitantes) na Comunidade Valenciana, mais concretamente indica a diferença percentual do rácio de especialistas hospitalares na Área Metropolitana do Porto comparativamente com o rácio de especialistas hospitalares na Comunidade Valenciana. Comparação entre rácios de especialistas hospitalares da AMP e a Comunidade Autónoma de Valencia por 100.000 habitantes Pediatria (1) Radiologia Derm ato-venereologia Hem atologia Clínica Gastrenterologia Urologia Anatom ia Patológica Oftalm ologia Ortopedia Endocrinologia Psiquiatria Cardiologia Pneum ologia Patologia Clínica Ginecologia/Obst. (2) Anestesiologia Cirurgia Geral Cirurgia Pediátrica Elevada negativa Moderada negativa Fraca Moderada positiva 22 0% 21 0% 20 0% 19 0% 18 0% 17 0% 16 0% 15 0% 14 0% 13 0% 12 0% 11 0% 90 % 10 0% 80 % 70 % 60 % 50 % 40 % 30 % 20 % 10 % 0% -1 0% -2 0% -3 0% -4 0% -5 0% Medicina Interna Elevada positiva Figura 9 – Diferença percentual entre o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na AMP e o rácio de médicos hospitalares por 100.000 habitantes na Comunidade Autónoma de Valência Fonte: Intersalus conforme dados fornecidos pela ACSS; Espanha: Conselleria de Sanitat – Generalitat Valenciana Notas: 1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos 2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina Da análise da figura acima verifica-se que o rácio de médicos por 100.000 habitantes na Área Metropolitana do Porto face ao da Comunidade Autónoma de Valência, oscila entre 47% abaixo e 212% acima, oscilação semelhante à comparação face a Espanha, sendo ainda de destacar que: • Considerando a variação relativa de mais ou menos 10% como uma fraca divergência ou de quase equilíbrio encontram-se nesta faixa as seguintes especialidades: Psiquiatria, Endocrinologia, Ortopedia e Oftalmologia; • As especialidades com uma divergência moderada negativa7 (entre -10% e -30%) são as seguintes: Anatomia Patológica e Urologia; 7 Divergência negativa significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas da Comunidade Valenciana são inferiores aos da Comunidade Valenciana, pelo que resulta numa variação percentual negativa Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 20 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) • As especialidades em que existe uma elevada divergência negativa (abaixo de -30%) são as seguintes: Gastrenterologia, Hematologia Clínica, Dermato-Venereologia, Radiologia e Pediatria; • As especialidades em que existe uma elevada divergência positiva8 (acima de +30%) são as seguintes: Medicina Interna, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Geral, Anestesiologia, Ginecologia/Obstetrícia, Patologia Clínica, Pneumologia e Cardiologia. Se considerarmos os standards propostos em 1993 pela Sociedade Médica de Massachussets e os aplicarmos à população da Área Metropolitana do Porto obter-se-iam os resultados conforme a tabela Cardiologia Gastrenterologia Medicina Interna Pediatria (1) 104 46 325 279 Anestesiologia Cirurgia Geral Dermato-venereologia Ginecologia/Obstetrícia (2) Neurocirurgia Oftalmologia Ortopedia Otorrinolaringologia 361 278 30 275 33 102 153 77 Radiologia 75 Especialidades médicas 4,4 35.000 2,0 35.000 13,8 2.250 60,6 6.000 Especialidades cirúrgicas 15,3 17.000 11,8 15.000 1,3 35.000 22,3 7.000 1,4 150.000 4,3 25.000 6,5 20.000 3,3 35.000 Esp. diagnóstico e terapêutica 3,2 20.000 2.353.824 Unidade: Headcount N ºa es bs p ol A eci uto M al P is de em ta s Po 2 0 na pu 08 la (A çã ) o 20 A 08 MP (B em R es ác ) i pe o A cia de M P li ha po sta bi r s n ta 10 a nt 0. es 00 (A 0 S M ta /B as n ) sa da r m ch d éd us ha ic se bi o p t s ta o (1 nt r . es .. N ºa )( C es bs pe olu ) A cia to M l d SM P s ista e M eg s n u R (20 nd a ác 08 o io ) a A d e (B M /C P es ha po pe ) bs r 1 c. . 0 na SM seg 0.0 0 u M n 0 ( d 10 1 / o a 0. C x 00 0) seguinte: 67 67 1.046 77 2,9 2,9 44,4 16,7 138 157 67 176 16 94 118 67 5,9 6,7 2,9 14,3 0,7 4,0 5,0 2,9 118 5,0 1 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração a população com idade inferior a 18 anos 2 - Rácio de médicos por 100.000 habitantes tendo em consideração apenas a população feminina Nota: a população com idade inferior a 18 anos é de 460.041 e a população feminina é de 1.233.447 Figura 10 – Rácios médicos especialistas por 100.000 habitantes para AMP e para AMP segundo standards definidos pela Sociedade Médica de Massachussets Fonte: Intersalus conforme dados fornecidos pela ACSS e Sociedade Médica de Massachussets (1993) Projecções demográficas 2005-2035, Dr. Custódio Cónim (cenário baixo) Da análise da figura acima, é possível concluir que, salvo algumas excepções, o número actual de médicos da Área Metropolitana do Porto são, na generalidade das especialidades, superiores aos calculados se fossem adoptados os standards americanos de Massachussets. As excepções são as seguintes especialidades: • Especialidades Médicas: 2,9 médicos por 100.000 habitantes de Gastrenterologia segundo standards americanos versus 2 especialistas por 100.000 habitantes existentes e 44,4 médicos por 100.000 habitantes de Medicina Interna segundo standards americanos versus 13,8 especialistas por 100.000 habitantes existentes; • Especialidades Cirúrgicas: 2,9 médicos por 100.000 habitantes de Dermato-Venerologia segundo standards americanos versus 1,3 especialistas por 100.000 habitantes existentes; • Especialidades de Diagnóstico: 5 médicos por 100.000 habitantes de Radiologia segundo standards americanos versus 3,2 especialistas por 100.000 habitantes existentes. 8 Divergência positiva significa que os rácios de especialistas da AMP face aos rácios de especialistas da Comunidade Valenciana são superiores aos da Comunidade Valenciana, pelo que resulta numa variação percentual positiva Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 21 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) De uma forma geral, é possível constatar que existe uma grande diversidade quanto aos rácios de especialistas médicos por 100.000 habitantes, não se escrutinando critérios objectivos que permitam determinar a medida mais adequada para a sua estimativa. Se a diferença de conteúdos profissionais de cada especialidade pode justificar algumas divergências entre dois países, nomeadamente entre Portugal e Espanha (embora ambos possuam o mesmo modelo de saúde - o Serviço Nacional de Saúde), tal não é suficiente para explicar uma parte relevante das divergências verificadas. Mais difícil será ainda encontrar a justificação adequada para explicar as notórias divergências existentes entre as duas grandes áreas metropolitanas portuguesas Área Metropolitana do Porto e ARSLVT, o que também ocorre em Espanha, onde existem também grandes diferenças de dotação de médicos por 100.000 habitantes entre as diversas Comunidades Autónomas. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 22 de 94 3. Caracterização actual e prospectiva dos recursos humanos médicos O presente capítulo apresenta uma análise, por unidade territorial, da realidade actual de recursos humanos médicos para a Área Metropolitana do Porto, bem como evolução de médicos a entrar em idade normal de reforma, por especialidade, avaliando de que forma a capacidade formativa (pré e pósgraduada) consegue contrabalançar as eventuais entradas em idade normal de reforma. 3.1 Distribuição actual dos recursos humanos médicos No que diz respeito à distribuição actual dos Recursos Humanos médicos na Área Metropolitana do Porto, excluindo os internos, destaca-se que, no ano de 2008: • Estavam a exercer funções nos hospitais objecto de análise 3.237 médicos, independentemente do vínculo contratual, o que se estima que correspondam a cerca de 3.261 Equivalentes a Termo Completo (ETC) a 35 horas semanais; • Quanto à distribuição por vínculo contratual, verifica-se que a grande maioria (94,9%)9 são médicos constantes do Mapa de Pessoal das diversas unidades de hospitalares (a maioria por nomeação, cerca de 60%, seguindo-se o contrato individual de trabalho, cerca de 22%, sendo o contrato administrativo de provimento e contrato a termo certo pouco representativos); os prestadores de serviço representam cerca de 5,1% (com especial destaque para o serviço de urgência); • Relativamente à distribuição por tipo de especialidade, em termos de ETC, verifica-se um maior peso para as especialidades cirúrgicas (47%), seguindo-se as especialidades médicas (40%) e as especialidades de diagnóstico e terapêutica (12%)10; • Quanto à distribuição por unidade territorial, como seria de esperar, verifica-se uma maior concentração na NUT III – Grande Porto, que integra cerca de 80% do pessoal médico de toda a Área Metropolitana do Porto; • Em termos de distribuição de médicos hospitalares a trabalhar no SNS por 1.000 habitantes, a NUTIII – Grande Porto apresenta um rácio de 2,0 por 1.000 habitantes (em ETC de 35 horas) em comparação com rácios inferiores a 1 nas restantes unidades territoriais. As tabelas seguintes têm objectivo de ilustrar as conclusões acima referidas. 9 Para efeitos do cálculo destas percentagens foram utilizados os números de ETC a 35 horas 10 Existe cerca de 1% de Equivalentes a Termo Completo, para os quais não é indicada a especialidade, a prestar cuidados médicos no serviço de urgência (em regime de prestação de serviços). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 23 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 3.1.1 Distribuição por tipo de especialidade e vínculo contratual e conversão em ETC 11 Esp. Médicas Esp. Cirúrgicas Esp. Diagnóstico e Terapêutica Cuidados Especiais Urgência Total Vínculo 1.158 1.346 342 8 0 2.854 Total de médicos Prestador Total 87 1.245 169 1.515 27 369 0 8 100 100 383 3.237 % 38% 47% 11% 0% 3% 100% Vínculo 1.273 1.447 374 9 0 3.103 ETC a 35 horas Prestador Total 36 1.309 70 1.517 12 386 0 9 40 40 158 3.261 % 40% 47% 12% 0% 1% 100% Figura 11 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a Área Metropolitana do Porto em 2008 Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP a) Grande Porto Esp. Médicas Esp. Cirúrgicas Esp. Diagnóstico e Terapêutica Cuidados Especiais Urgência Total Vínculo 934 1.065 292 8 0 2.299 Total de médicos Prestador Total 39 973 78 1.143 19 311 0 8 100 100 236 2.535 % 38% 45% 12% 0% 4% 100% Vínculo 1.029 1.145 321 9 0 2.503 ETC a 35 horas Prestador Total 17 1.046 32 1.177 9 329 0 9 40 40 98 2.601 % 40% 45% 13% 0% 2% 100% Figura 12 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a NUT III – Grande Porto Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP b) Entre Douro e Vouga Esp. Médicas Esp. Cirúrgicas Esp. Diagnóstico e Terapêutica Cuidados Especiais Urgência Total Vínculo 81 113 20 0 0 214 Total de médicos Prestador Total % 29 110 36% 60 173 56% 6 26 8% 0 0 0% 0 0 0% 95 309 100% Vínculo 86 118 20 0 0 224 ETC a 35 horas Prestador Total 12 98 24 142 2 23 0 0 0 0 38 262 % 37% 54% 9% 0% 0% 100% Figura 13 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a NUT III – Entre Douro e Vouga Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP c) Tâmega Esp. Médicas Esp. Cirúrgicas Esp. Diagnóstico e Terapêutica Cuidados Especiais Urgência Total Vínculo 98 94 16 0 0 208 Total de médicos Prestador Total % 10 108 46% 16 110 47% 1 17 7% 0 0 0% 0 0 0% 27 235 100% Vínculo 109 105 18 0 0 232 ETC a 35 horas Prestador Total 4 113 6 111 0 18 0 0 0 0 11 243 % 47% 46% 8% 0% 0% 100% Figura 14 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para a NUT III – Tâmega Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP 11 Equivalentes a Tempo Completo (a 35 horas): para cálculo do ETC a 35 horas semanais considerou-se, no caso dos médicos com vínculo, o horário de trabalho efectivo, e no caso de prestadores de serviço, em que não existe indicação de horário, um horário de 14 horas semanais, ou seja, cerca de 2 dias de trabalho por semana (0,4 ETC) Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 24 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) d) Concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão Vínculo 45 74 14 0 0 133 Esp. Médicas Esp. Cirúrgicas Esp. Diagnóstico e Terapêutica Cuidados Especiais Urgência Total Total de médicos Prestador Total % 9 54 34% 15 89 56% 1 15 9% 0 0 0% 0 0 0% 25 158 100% Vínculo 49 79 15 0 0 143 ETC a 35 horas Prestador Total 4 52 7 87 0 16 0 0 0 0 11 155 % 34% 56% 10% 0% 0% 100% Figura 15 – Distribuição de médicos por vínculo contratual e por tipo de especialidade e estimativa de ETC a 35 horas para os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP 3.1.2 Distribuição por unidade territorial Especialidades médicas 9% Especialidades cirúrgicas 4% 7% 7% 6% 9% 78% 80% Especialidades diagnóstico e terapêutica Grande Porto 5% 4% E. Douro e Vouga Tâmega 6% St. Tirso, Trofa e Famalicão 85% Figura 16 – Distribuição de médicos (ETC a 35 horas) por unidade territorial da Área Metropolitana do Porto Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP A figura acima permite concluir que a maioria da actividade médica se concentra na NUT III – Grande Porto, o que seria expectável tendo em conta os resultados apurados nos Estudos 1 e 2. No entanto, da análise da figura abaixo, conclui-se que existem diferenças muito significativas no que respeita ao número de médicos hospitalares a trabalhar no SNS, em ETC a 35 horas, por 1.000 habitantes, para cada uma das unidades territoriais. Com efeito, verifica-se que as restantes unidades territoriais da AMP apresentam rácios de número de médicos hospitalares a trabalhar no SNS por 1.000 habitantes muito inferiores ao rácio do Grande Porto (2,0 médicos), destacando-se pelos níveis bastante baixos a NUT III – Tâmega com apenas 0,5 médicos por 1000 habitantes, ou seja, praticamente um terço do rácio verificado para a Área Metropolitana do Porto (1,4 médicos por 1.000 habitantes). População 2008 Nº ETC a 35 horas Nº ETC a 35 horas / 1000 habitantes Grande Porto 1.288.431 2.601,5 2,0 Entre Douro e Vouga 290.264 261,9 0,9 Tâmega 528.729 242,5 0,5 Concelhos St. Tirso, Trofa e Famalicão 246.400 154,6 0,6 Área Metropolitana Porto 2.353.824 3.260,5 1,4 Figura 17 – N.º de médicos especialistas (ETC a 35 horas) por 1000 habitantes por unidade territorial da Área Metropolitana 12 do Porto Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP e Projecções demográficas 2005-2035, Dr. Custódio Cónim (cenário baixo) 12 Inclui todos os especialistas hospitalares bem como os especialistas afectos a Cuidados Especiais e a Urgências a trabalhar em hospitais públicos da AMP Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 25 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 3.2 Caracterização etária e médicos a entrar em idade normal de reforma 3.2.1 Estrutura etária por unidade territorial A actual estrutura etária dos médicos a exercer na Área Metropolitana do Porto, representada na figura abaixo, permite concluir que, globalmente, existe uma distribuição equilibrada dos médicos por escalão etário. Com efeito, a estrutura etária não se apresenta demasiado envelhecida, verificando-se uma idade média de 47 anos, que corresponde sensivelmente à idade em que se atinge a metade da carreira médica, o que poderá facilitar um planeamento de recursos médicos a médio e longo prazo. Mais concretamente, destaca-se que, no ano de 2008: • Os escalões etários com menor peso percentual são o escalão com menos de 30 anos (apenas 1%), o escalão com mais de 65 anos (cerca de 2%) e o escalão entre 60 e 64 anos (cerca de 7%), o que não é de estranhar, uma vez que a maioria dos médicos acaba a sua formação com pelo menos 30 anos de idade e actualmente a idade normal de reforma é de 61 anos e 6 meses (a progredir para os 65 anos em 2015, tal como anteriormente referido); • O escalão com maior peso é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos, representando cerca de 22% do total, seguindo-se os escalões entre os 35 e os 39 anos, representando cerca de 18% do total; • O escalão etário entre os 30 e os 34 anos representa apenas cerca de 7% do total, reflectindo a entrada na profissão após os 30 anos devido ao largo período de internato, nomeadamente nas especialidades cirúrgicas; • O conjunto de médicos apresenta uma idade média de 47 anos, que também é a mediana. Mais de 65 anos 2% 60 a 64 anos 7% 55 a 59 anos 15% 50 a 54 anos 17% 45 a 49 anos 22% 40 a 44 anos 13% 35 a 39 anos 18% 30 a 34 anos M enos de 30 anos Média = 47 anos 7% 1% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 18 – Estrutura etária actual de médicos na Área Metropolitana do Porto Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Para além deste conjunto de médicos especialistas, existe ainda um conjunto de 1.030 internos em formação pós-graduada em 2008 (cerca de 22% do conjunto de médicos especialistas actuais), que serão os próximos especialistas nos hospitais da Área Metropolitana do Porto até 2014 (ver ponto 3.3.1 – Evolução do internato médico, por especialidade). Na medida em que nem todas as especialidades apresentam a mesma distribuição etária, no ponto 3.2.2 é apresentada uma análise, por especialidade, dos médicos a entrar em idade normal da reforma o que, em complemento com a análise por especialidade apresentada em anexo (ponto 5.3), permite identificar quais as especialidades em que as saídas do pessoal médico podem criar algumas preocupações ao nível Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 26 de 94 de capacidade assistencial a médio e longo prazo na Área Metropolitana do Porto. A figura abaixo apresenta a estrutura etária actual do pessoal médico por unidade territorial. Grande Porto Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos E. Douro e Vouga Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 2% 7% 15% 17% 22% 13% 17% 6% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 1% 4% 10% 14% 22% 14% 21% 13% 2% 0% 5% Tâmega Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 7% 13% 16% 15% 15% 25% 7% 0% 5% 10% 15% 20% 25% St. Tirso, Trofa e Famalicão 0% 0% 10% 15% 20% 25% Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 1% 11% 22% 18% 17% 11% 13% 6% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 19 – Estrutura etária actual, por unidade territorial, de médicos na Área Metropolitana do Porto Fonte: Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Da figura acima, é possível concluir, numa análise por unidade territorial, que: De uma forma transversal para todas unidades territoriais, as distribuições são equilibradas e não envelhecidas; As médias de idade não variam muito entre as diversas unidades territoriais, sendo de 49 anos nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão, de 47 anos no Grande Porto, de 46 anos no Tâmega e de 44 anos no Entre Douro e Vouga; No que respeita ao escalão etário entre os 45 e os 49 anos, que apresenta o maior peso para a Área Metropolitana do Porto, não é o que apresenta maior peso em todas as unidades territoriais, destacando-se que: (i) na NUT III - Tâmega assume maior peso percentual o escalão etário entre os 35 e 39 anos, o que poderá ter alguma relação com a entrada em funcionamento do H. Padre Américo e (ii) nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão assumem um maior peso os escalões etários entre os 55 e os 59 anos. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 27 de 94 3.2.2 Médicos com idades superiores a 50 e 55 anos de idade Os nºs 8 e 9 do artigo 31.º do Decreto-lei 73/90 de 6 de Março, que aprovou o regime das carreiras médicas, estabelece que aos médicos com idade superior a 50 anos e que o requeiram, será concedida a dispensa da prestação de serviço de urgência nocturna, e que aos médicos com idade superior a 55 anos e que o requeiram, será concedida a dispensa da prestação de serviços de urgência. 70% 62% 57% 60% 52% 48% 50% 45% 40% 40% 40% 30% 23% 27% 29% 32% 36% 20% 10% 0% 2009 2010 2011 Mais de 50 anos 2012 2013 2014 Mais de 55 anos Figura 20 – Evolução da concentração de médicos no escalão etário superior a 50 e 55 anos na AMP (2009 a 2014) Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP A figura acima pretende avaliar o potencial impacto, até 2014, na prestação de cuidados médicos nas Urgências, mais concretamente perceber qual a disponibilidade de recursos para a prestação de serviço nas Urgências e sua evolução ao longo do tempo. Assim, é possível concluir que a percentagem de médicos com mais de 50 anos aumenta em 22 pontos percentuais entre 2009 e 2014, o que implica que uma grande parte dos médicos actualmente em actividade poderá requerer o direito de não realizar urgências nocturnas. Verifica-se também que a percentagem de médicos com mais de 55 anos aumenta em 17 pontos percentuais entre 2009 e 2014, o que implica que uma grande parte dos médicos actualmente em actividade poderá igualmente requerer o direito de não realizar urgências. No entanto este movimento poderá e deverá ser compensado pela entrada de novos médicos especialistas, actualmente em regime de internato ou formação escolar, cuja análise se encontra nos pontos 3.3 e 3.4. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 28 de 94 A figura abaixo permite possível a análise da evolução de médicos com mais de 50 e 55 anos de idade por unidade territorial: Grande Porto E. Douro e Vouga 70% 60% 50% 45% 41% 40% 30% 27% 24% 58% 54% 49% 63% 51% 60% 46% 50% 36% 33% 30% 41% 40% 20% 36% 18% 20% 22% 2010 2011 2012 29% 30% 20% 16% 0% 0% 2009 2010 2011 2012 Mais de 50 anos 2013 2009 2014 Mais de 55 anos Mais de 50 anos 41% 37% 40% 23% 21% 42% 26% 2013 2014 Mais de 55 anos St. Tirso, Trofa e Famalicão Tâmega 60% 30% 29% 25% 10% 10% 50% 39% 35% 49% 47% 33% 30% 52% 80% 70% 37% 60% 50% 58% 60% 63% 37% 40% 42% 34% 2009 2010 2011 2012 53% 70% 66% 53% 45% 40% 30% 20% 20% 10% 10% 0% 0% 2009 2010 2011 Mais de 50 anos 2012 2013 2014 Mais de 50 anos Mais de 55 anos 2013 2014 Mais de 55 anos Figura 21 – Evolução da concentração de médicos no escalão etário superior a 50 e 55 anos por NUT (2009 a 2014) Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP 3.2.3 Evolução de médicos a entrar em idade normal de reforma, por especialidade Ainda que a entrada em idade normal de reforma não seja a única causa de saída de médicos a exercer no Serviço Nacional de Saúde é, actualmente, a principal causa. Consequentemente, medidas de planeamento a médio e longo prazo devem ter necessariamente em consideração a evolução de médicos a entrar em idade normal de reforma. Tal como referido no ponto 2 (contextualização), está a decorrer, desde 1 de Janeiro de 2006 e até 1 de Janeiro de 2015, um período de convergência da idade de reforma até aos 65 anos, factor que foi tido em consideração na determinação do número de médicos a atingir a idade de reforma entre o ano de 2009 e de 2020. Considerou-se preferível, para efeitos de análise, apresentar as potenciais saídas por idade normal de reforma em termos acumulados no período do estudo. 754 800 557 600 141 202 236 117 171 277 2010 2011 2012 2013 2014 2015 400 200 98 365 642 451 0 2009 Esp. Médicas Esp. Diagnóstico e Terapêutica 2016 2017 2018 2019 2020 Esp. Cirúrgicas Total das entradas em idade de reforma * Figura 22 – Evolução de médicos a entrar em idade de reforma por tipo de especialidade na Área Metropolitana do Porto – valores acumulados Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 29 de 94 800 700 600 500 400 300 200 100 0 19,5% 22,9% 16,9% 25,0% 20,0% 13,7% 15,0% 11,1% 6,1% 7,2% 8,4% 3,5% 4,3% 5,2% 3,0% 98 117 141 171 202 236 277 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 365 451 557 642 754 10,0% 5,0% 0,0% Entradas em idade de reforma (acum) 2016 2017 2018 2019 2020 peso percentual das entradas em idade de reforma (acum) Figura 23 – Evolução de médicos a entrar em idade de reforma na AMP e seu peso face à realidade actual (2008) – valores acumulados Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Da análise das figuras acima, é possível concluir, para a Área Metropolitana do Porto, que: • Existem 754 médicos especialistas a entrar em idade normal de reforma no período entre o ano de 2008 e de 2020; • O número de entradas em idade de reforma acelera nos últimos 5 anos da projecção (2016 a 2020) para todos os tipos de especialidades (sendo ligeiramente mais acentuada nas especialidades cirúrgicas); • A percentagem do número acumulado de entradas em idade de reforma, face ao total de médicos em 2008, atinge os 22,9% em 2020, sendo que o período entre 2016 e 2020 representa 63% destas eventuais reformas de médicos, ou seja, 477 médicos. Os pontos abaixo apresentam uma análise da evolução de médicos a entrar em idade normal de reforma, por especialidade, agrupadas em: (i) especialidades médicas, (ii) especialidades cirúrgicas e (iii) especialidades de diagnóstico e terapêutica. a) Especialidades médicas Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Médicas Cardiologia Pediátrica Hematologia Clínica Reumatologia Neurologia Endocrinologia Gastrenterelogia Pneumologia Psiquiatria Medicina Interna Nefrologia Pediatria Cardiologia Infecciologia Imunoalergologia Pedopsiquiatria Oncologia Médica Nº de médicos a exercer (2008) Nº de médicos em idade de reforma (20082020) Nº de médicos em idade activa (2020) Variação 1.242 11 40 13 77 37 46 77 97 325 43 279 104 28 30 20 15 317 6 16 5 26 11 13 21 26 85 11 69 18 4 4 2 0 925 5 24 8 51 26 33 56 71 240 32 210 86 24 26 18 15 26% 55% 40% 38% 34% 30% 28% 27% 27% 26% 26% 25% 17% 14% 13% 10% 0% Figura 24 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades médicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% Tal como resulta da figura acima, dos médicos de especialidades médicas em exercício de funções nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde da Área Metropolitana do Porto no ano de 2008 (1.242 médicos), estima-se que 317 médicos tenham atingido a idade da reforma no ano de 2020, ou seja, cerca de 26%. Globalmente, esta não é uma percentagem elevada, sobretudo se se tiver em consideração que tal sucede num período de 12 anos (aproximadamente 1/3 do período expectável da carreira médica). No entanto, a Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 30 de 94 distribuição não é uniforme, quer por especialidade quer por unidade territorial. Com efeito destaca-se que: • As especialidades com maior peso em 2008, nomeadamente a Pediatria (peso actual de 22%) e a Medicina Interna (peso actual de 26%), apresentam uma percentagem de médicos, em idade da reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções no ano de 2008, de 26% (ou seja, 85 médicos) e 25% (ou seja, 69 médicos), respectivamente, o que não é uma percentagem elevada; • Existe um conjunto de especialidades médicas (com um peso global de cerca de 12%) em que a percentagem de médicos em idade de reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções no ano de 2008 é superior a 33%, o que é revelador de um maior envelhecimento dos médicos, que deve ser tido em consideração em termos de planeamento, particularmente dos internatos médicos. Dentro destas especialidades médicas destacam-se, pelo nível de diferenciação e pela percentagem mais elevada de médicos que atingem a idade de reforma: (i) a Cardiologia Pediátrica (55%, ou seja 6 médicos), (ii) a Hematologia Clínica (40%, ou seja 16 médicos), (iii) a Reumatologia (38%, ou seja 5 médicos) e (iv) a Neurologia (34%, ou seja 26 médicos); • Existe um conjunto de especialidades médicas (com um peso global de cerca de 16%) em que a percentagem de médicos a atingir a idade de reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções no ano de 2008 é inferior a 20%, o que é revelador de um menor envelhecimento dos médicos, destacando-se as seguintes especialidades: (i) a Oncologia Médica (0%), (ii) a Pedopsiquiatria (10%, ou seja, 2 médicos), (iii) a Imunoalergologia (13%, ou seja 4 médicos), (iv) a Infecciologia (14%, ou seja, 4 médicos), e (v) a Cardiologia (17%, ou seja, 18 médicos); • A NUT III – Grande Porto apresenta, regra geral, uma estrutura de médicos ligeiramente mais envelhecida do que as restantes unidades territoriais, com excepção da especialidade de Gastrenterologia, em que se estima que, até 2020, tenham atingido a idade de reforma no Tâmega cerca de 40% dos médicos actuais, e da especialidade de Medicina Interna, em que se estima que até 2020 atinjam a idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão cerca de 39% dos médicos actuais (tal como resulta da figura seguinte). Grande Porto Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Médicas Cardiologia Pediátrica Hematologia Clínica Reumatologia Neurologia Pneumologia Endocrinologia Gastrenterelogia Psiquiatria Pediatria Medicina Interna Nefrologia Cardiologia Infecciologia Imunoalergologia Pedopsiquiatria Oncologia Médica Nº de médicos a exercer (2008) 970 11 38 12 68 58 34 38 81 192 233 43 75 28 30 17 12 Entre Douro e Vouga Variação 55% 42% 42% 35% 33% 32% 29% 28% 28% 27% 26% 20% 14% 13% 12% 0% Nº de médicos a exercer (2008) 110 0 2 1 7 13 2 3 3 26 41 0 10 0 0 0 2 Variação 0% 0% 29% 15% 0% 0% 0% 19% 12% 20% 0% St. Tirso, Trofa e Famalicão Tâmega Nº de médicos a exercer (2008) 108 0 0 0 2 4 1 5 13 36 28 0 16 0 0 3 0 Variação 0% 0% 0% 40% 23% 14% 25% 6% 0% - Nº de médicos a exercer (2008) 54 0 0 0 0 2 0 0 0 25 23 0 3 0 0 0 1 Variação 0% 24% 39% 0% 0% Figura 25 – Médicos a atingir a idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades Médicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 31 de 94 As tabelas com maior nível de detalhe por unidade territorial são apresentadas em anexo (ponto 5.2). b) Especialidades cirúrgicas Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Cirúrgicas Cirurgia Cardio-Toracica Cirurgia Pediátrica Cirurgia Maxilo-Facial Estomatologia Oftalmologia Urologia Otorrinolaringologia Ortopedia Cirurgia Geral Ginecologia/Obstetrícia Neurocirurgia Cirurgia Vascular Dermato-venerologia Anestesiologia Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Nº de médicos a exercer (2008) Nº de médicos em idade de reforma (20082020) Nº de médicos em idade activa (2020) Variação 1.515 24 23 9 34 102 55 77 153 278 275 33 34 30 361 27 367 10 8 3 11 32 16 20 39 70 69 8 8 7 62 4 1.148 14 15 6 23 70 39 57 114 208 206 25 26 23 299 23 24% 42% 35% 33% 32% 31% 29% 26% 25% 25% 25% 24% 24% 23% 17% 15% Figura 26 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades Cirúrgicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% No que diz respeito às especialidades cirúrgicas, do número total de médicos em exercício de funções nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde da Área Metropolitana do Porto no ano de 2008 (1.515 médicos), estima-se que 367 médicos tenham atingido a idade da reforma no ano de 2020, ou seja, cerca de 24%. Mais uma vez, globalmente esta não é uma percentagem elevada, sobretudo se se tiver em consideração que tal sucede num período de 12 anos (aproximadamente 1/3 do período expectável da carreira médica). No entanto, a distribuição não é uniforme, quer por especialidade quer por unidade territorial. Com efeito destaca-se que: • Tanto a Ortopedia (peso actual de 10%), como a Cirurgia Geral (peso actual de 18%) e a Ginecologia/Obstetrícia (peso actual de 18%), apresentam uma percentagem de médicos em idade da reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções no ano de 2008 de 25% (ou seja, 39, 70 e 69 médicos, respectivamente); • Existe um conjunto de especialidades cirúrgicas (com um peso global de cerca de 4%) em que a percentagem de médicos a atingir a idade de reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções no ano de 2008 é superior a 33%, o que deve ser tido em consideração em termos de planeamento, particularmente dos internatos médicos. Dentro destas destacam-se: (i) a Cirurgia Cardiotorácica (42%, ou seja 10 médicos), (ii) a Cirurgia Pediátrica (35%, ou seja 8 médicos) e (iii) a Cirurgia Maxilo-Facial (33%, ou seja 3 médicos); • A especialidade de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva (com um peso global de cerca de 2%) e a especialidade de Anestesiologia (com um peso global de 24%) apresentam uma percentagem de médicos a atingir a idade de reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções no ano de 2008 inferior a 20%, ou seja, 15% (4 médicos em idade de reforma) e 17% (62 médicos em idade de reforma), respectivamente; • Como se pode ver na figura abaixo, ainda que para as especialidades mais diferenciadas a variação assuma sobretudo relevância na NUT III – Grande Porto, como seria expectável, para as restantes especialidades tal já não sucede, mais concretamente com respeito às seguintes especialidades: (i) Otorrinolaringologia (em que se espera que estejam em idade normal de Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 32 de 94 reforma 71% dos médicos a exercer nos concelhos de SantoTirso, Trofa e Famalicão e 40% dos médicos a exercer na NUT III – Tâmega), (ii) Ginecologia/Obstetrícia (em que se espera que atinjam idade normal de reforma 47% dos médicos a exercer nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão), (iii) Ortopedia (em que se espera que atinjam a idade normal de reforma 46% dos médicos a exercer nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão e 31% dos médicos a exercer no Tâmega), (iv) Oftalmologia (em que se espera que atinjam a idade normal de reforma 43% dos médicos a exercer nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão), (v) Urologia (em que se espera que atinjam a idade de reforma 40% dos médicos a exercer na NUT III – Tâmega) e (vi) Cirurgia Geral (em que se espera que atinjam a idade normal de reforma 38% dos médicos a exercer nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 33 de 94 Grande Porto Unidade: Headcount Nº de médicos a exercer (2008) 1.143 23 8 23 33 45 79 197 106 30 56 187 34 32 267 23 Especialidade Especialidades Cirúrgicas Cirurgia Cardio-Toracica Cirurgia Maxilo-Facial Cirurgia Pediátrica Estomatologia Urologia Oftalmologia Cirurgia Geral Ortopedia Dermato-venerologia Otorrinolaringologia Ginecologia/Obstetrícia Cirurgia Vascular Neurocirurgia Anestesiologia Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Entre Douro e Vouga Nº de médicos a exercer (2008) 173 1 1 0 1 5 16 26 18 0 9 42 0 1 51 2 Variação 43% 38% 35% 33% 31% 30% 26% 24% 23% 23% 23% 24% 22% 18% 17% St. Tirso, Trofa e Famalicão Tâmega Variação 0% 0% 0% 40% 31% 15% 17% 0% 21% 100% 10% 0% Nº de médicos a exercer (2008) 110 0 0 0 0 5 0 31 16 0 5 27 0 0 24 2 Variação 0% 19% 31% 40% 30% 21% 0% Nº de médicos a exercer (2008) 89 0 0 0 0 0 7 24 13 0 7 19 0 0 19 0 Variação 43% 38% 46% 71% 47% 21% - Figura 27 – Médicos a entrar em idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades Cirúrgicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% As tabelas com maior nível de detalhe por unidade territorial são apresentadas em anexo (ponto 5.2). c) Especialidades de diagnóstico e terapêutica Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Diag. Terap. Medicina Nuclear Anatomia Patológica Patologia Clínica Radiologia Imunohemoterapia Medicina Física e Reabilitação Radioterapia Neurorradiologia Nº de médicos a exercer (2008) Nº de médicos em idade de reforma (20082020) Nº de médicos em idade activa (2020) Variação 369 11 39 85 75 52 55 20 32 69 5 14 20 11 7 7 2 3 300 6 25 65 64 45 48 18 29 19% 45% 36% 24% 15% 13% 13% 10% 9% Figura 28 – Médicos a entrar em idade de reforma na Área Metropolitana do Porto até 2020 – Especialidades de Diagnóstico e Terapêutica Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% No que diz respeito às especialidades de diagnóstico e terapêutica, dos médicos em exercício de funções nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde da Área Metropolitana do Porto no ano de 2008 (369 médicos), estima-se que 69 médicos tenham atingido a idade da reforma no ano de 2020, ou seja, cerca de 19%. Globalmente esta é uma percentagem baixa, sobretudo se se tiver em consideração que tal sucede num período de 12 anos (aproximadamente 1/3 do período expectável da carreira médica). No entanto, a distribuição não é uniforme, quer por especialidade quer por unidade territorial. Com efeito destaca-se que: • Existe um conjunto de especialidades de diagnóstico e terapêutica (com um peso global de cerca de 14%) em que a percentagem de médicos a atingir a idade normal de reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções no ano de 2008 é superior a 33%, o que deve ser tido em consideração em termos de planeamento, particularmente dos internatos médicos. Dentro destas destacam-se, pelo nível de diferenciação e pela percentagem mais elevada de médicos a atingir a idade de reforma: (i) a Medicina Nuclear (45%, ou seja 5 médicos) e (ii) a Anatomia Patológica (36%, ou seja 14 médicos); Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 34 de 94 • As restantes especialidades de diagnóstico e terapêutica apresentam percentagens de médicos em idade de reforma até 2020 face ao total de médicos em exercício de funções abaixo dos 20%, entre as quais de destacam: (i) a Neurorradiologia (9%, ou seja, 3 médicos) e a (ii) a Radioterapia (10%, ou seja, 2 médicos); • Ainda que as especialidades de diagnóstico e terapêutica em que existe uma maior percentagem de médicos a atingir a idade de reforma na Área Metropolitana do Porto estejam concentradas na NUT III – Grande Porto, para outras especialidades tal já não sucede, mais concretamente relativamente às seguintes especialidades: (i) Patologia Clínica (em que se espera que atinjam a idade normal de reforma 50% dos médicos a exercer na NUT III – Tâmega) e (ii) Imunohemoterapia (em que se espera que estejam em idade de reforma 50% dos médicos a exercer nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão). Grande Porto Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Diagnóstico e Terapêutica Medicina Nuclear Anatomia Patológica Patologia Clínica Radiologia Medicina Física e Reabilitação Imunohemoterapia Radioterapia Neurorradiologia Nº de médicos a exercer (2008) 311 11 39 69 65 35 40 20 32 Entre Douro e Vouga Variação 45% 36% 22% 15% 14% 13% 10% 9% Nº de médicos a exercer (2008) 26 0 0 5 6 11 4 0 0 Variação 20% 17% 9% 0% - St. Tirso, Trofa e Famalicão Tâmega Nº de médicos a exercer (2008) 17 0 0 6 2 5 4 0 0 Variação 50% 0% 20% 0% - Nº de médicos a exercer (2008) 15 0 0 5 2 4 4 0 0 Variação 20% 0% 0% 50% - Figura 29 – Médicos a entrar em idade de reforma até 2020 por unidade territorial – Especialidades de diagnóstico e terapêutica Fonte: Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% As tabelas com maior nível de detalhe por unidade territorial são apresentadas em anexo (ponto 4.2). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 35 de 94 3.3 3.3.1 Caracterização actual do internato médico na Área Metropolitana do Porto Evolução do internato médico, por especialidade A figura abaixo indica, para cada tipo de especialidade, a evolução expectável do número de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto. Para além disso, para efeitos de comparabilidade, é também indicado o número acumulado de médicos actuais que atingem a idade de reforma (tal como resulta do ponto anterior), sendo calculado um rácio ajustado entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, corrigido em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da Área Metropolitana do Porto (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da Área Metropolitana do Porto, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). A análise é realizada apenas até 2014, na medida em que o que ocorrerá nos anos seguintes dependerá do número de vagas que sejam abertas por especialidade a partir de 2009. Global Especialidades médicas Nº Médicos Rácio 1200 6,0 1030 1000 3,2 600 400 3,7 993 3,7 800 2,4 4,0 2,0 373 0 98 2009 6,0 3,8 400 141 2011 171 2,7 0,0 2012 2013 2,0 102 0 2014 Rácio 63 55 2009 61 2,4 218 365 2,6 4,0 68 105 2,7 111 2011 2012 2013 2014 2012 2013 0,0 2014 Especialidades de Diagnóstico e Terapêutica 7,3 140 5,3 100 3,9 Rácio 7,3 8,0 127 127 5,3 6,0 4,3 117 85 60 4,0 56 40 20 0,0 2010 2011 103 Nº Médicos 80 2,0 88 84 120 402 2,7 315 2010 71 61 48 38 2009 6,0 0,9 4,0 305 2,0 Especialidades cirúrgicas 1,8 143 3,6 501 501 409 200 100 236 202 Nº Médicos 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 4,3 4,5 174 117 2010 600 300 608 1,5 200 191 Rácio 500 3,3 841 Nº Médicos 2,0 26 5 8 2009 2010 0 12 2011 12 13 2012 2013 22 0,0 2014 Nº Médicos a concluir o internato (A) Nº Médicos em idade de reforma (B) Rácio Ajustado (A/B*0,75) Figura 30 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP e Situação actual do internato médico nos hospitais da AMP Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 36 de 94 Nota 1:No grupo de especialidades médicas e de diagnóstico e terapêutica, embora se tenha procedido à análise até ao ano 2014, estima-se que todos os actuais internos tenham terminado o seu internato em 2013, tendo em conta a duração do respectivo internato por especialidade (máximo de 5 anos) Nota2: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Da análise dos gráficos anteriores é possível concluir para a Área Metropolitana do Porto que: • Em termos globais, de acordo com o rácio de substituição ajustado, existirão, já em 2009, cerca de 1,5 futuros médicos especialistas por cada eventual saída, proporção que aumenta progressivamente até alcançar, em termos acumulados até 2014, cerca de 3,3 futuros médicos especialistas por cada eventual saída, no mesmo período; • As especialidades cirúrgicas apresentam rácios ligeiramente inferiores, ainda que apenas em 2009 o número previsto de novos especialistas não seja suficiente para colmatar o eventual número de saídas. Uma análise mais detalhada por especialidades é apresentada nos pontos seguintes. a) Especialidades médicas Nº Médicos a Nº Internos exercer 2008 em 2008 (A) Unidade: Headcount Nº médicos em idade de reforma ano 2013 (B) Rácio (A/B) Rácio Ajustado* (A/B*0,75) Esp. Médicas 1.242 501 84 6 4,5 Infecciologia 28 16 1 16,0 12,0 Pediatria 279 114 16 7,1 5,3 Medicina Interna 325 125 18 6,9 5,2 Psiquiatria 97 46 7 6,6 4,9 Cardiologia 104 26 4 6,5 4,9 Imunoalergologia 30 10 2 5,0 3,8 Nefrologia 43 15 3 5,0 3,8 Endocrinologia 37 15 3 5,0 3,8 Pneumologia 77 19 5 3,8 2,9 Gastrenterologia 46 15 4 3,8 2,8 Cardiologia Pediátrica 11 3 1 3,0 2,3 Neurologia 77 25 12 2,1 1,6 Hematologia Clínica 40 16 8 2,0 1,5 Oncologia Médica 15 39 0 Pedopsiquiatria 20 12 0 Reumatologia 13 5 0 Figura 31 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade da reforma na Área Metropolitana do Porto – Especialidades médicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP e Situação actual do internato médico nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico em 21013 e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma em 2013, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 37 de 94 O rácio de substituição ajustado previsto nas especialidades médicas é de 4,5 até 2013. Existe um conjunto de especialidades médicas, em que se prevê que o rácio de substituição ajustado seja superior a 5: • Infecciologia: 12 • Pediatria: 5,3 • Medicina Interna: 5,2 • Psiquiatria: 4,9 • Cardiologia: 4,9 Não existem especialidades médicas em que o rácio de substituição ajustado até 2013 seja inferior a 1, o que implica que no período em análise não se prevê uma taxa de substituição deficitária em qualquer das especialidades. No entanto, destacam-se as seguintes especialidades em que a taxa de substituição ajustada é menor: b) • Neurologia: 1,6 • Hematologia Clínica: 1,5 Especialidades cirúrgicas Nº Médicos a Nº Internos exercer 2008 em 2008 (A) Unidade: Headcount Esp. Cirúrgicas 1.515 402 Nº médicos em idade de reforma ano 2014 (B) Rácio (A/B) Rácio Ajustado* (A/B*0,75) 111 3,6 2,7 Dermato-venereologia 30 16 1 16,0 12,0 Cirurgia Plástica e Reconstrutiva 27 8 1 8,0 6,0 Ortopedia 153 54 8 6,8 5,1 Urologia 55 25 4 6,3 4,7 Oftalmologia 102 28 8 3,5 2,6 Anestesiologia 361 101 21 4,8 3,6 Ginecologia/Obstetrícia 275 64 17 3,8 2,8 Cirurgia Vascular 34 11 3 3,7 2,8 Otorrinolaringologia 77 24 8 3,0 2,3 Neurocirurgia 33 5 2 2,5 1,9 Estomatologia 34 5 3 1,7 1,3 Cirurgia Geral 278 47 27 1,7 1,3 Cirurgia Cardio-Toracica 24 5 5 1,0 0,8 Cirurgia Maxilo-Facial 9 2 3 0,7 0,5 Cirurgia Pediátrica 23 7 0 Figura 32 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade da reforma na Área Metropolitana do Porto – Especialidades cirúrgicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP e Situação actual do internato médico nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico em 2014 e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma em 2014, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). O rácio de substituição ajustado previsto nas especialidades cirúrgicas é de 2,7 até 2014. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 38 de 94 Existem três especialidades cirúrgicas em que o rácio de substituição ajustado é superior a 5: • Dermato-Veneoreologia: 12 • Cirurgia Plástica e Reconstrutiva: 6 • Ortopedia: 5,1 Ao contrário das especialidades médicas, existem especialidades cirúrgicas em que o rácio de substituição ajustado até 2014 é igual ou inferior a 1: • Cirurgia Cardio-Torácica: 0,8 • Cirurgia Maxilo-Facial: 0,5 De notar que esta última especialidade (cirurgia Maxilo-Facial) é a única, em toda a Área Metropolitana do Porto, em que se espera que o número médicos a acabar o internato seja inferior ao número de médicos a entrar em idade de reforma, o que requer um planeamento cuidado. Destacam-se ainda as especialidades com baixa taxa de substituição ajustada prevista: Neurocirurgia (1,9) Estomatologia (1,3) e a Cirurgia Geral (1,3). c) Especialidades de diagnóstico e terapêutica Nº Médicos a Nº Internos exercer 2008 em 2008 (A) Unidade: Headcount Nº médicos em idade de reforma ano 2013 (B) Rácio (A/B) Rácio Ajustado* (A/B*0,75) Esp. Diagnóstico e Terapêutica 369 127 13 9,8 7,3 Neurorradiologia Medicina Física e Reabilitação Radioterapia Anatomia Patológica Medicina Nuclear Patologia Clínica Radiologia Imunohemoterapia 32 55 20 39 11 85 75 52 16 23 7 21 5 15 33 7 1 3 1 4 1 3 0 0 16,0 7,7 7,0 5,3 5,0 5,0 - 12,0 5,8 5,3 3,9 3,8 3,8 - Figura 33 – Relação entre o n.º de médicos a realizar o internato médico em 2008 e o n.º de médicos em idade da reforma na Área Metropolitana do Porto – Especialidades de diagnóstico e terapêutica Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP e Situação actual do internato médico nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico em 2013 e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma em 2013, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). O rácio de substituição ajustado previsto nas especialidades de diagnóstico e terapêutica é de 7,3 até 2013. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 39 de 94 Existe um conjunto de especialidades de diagnóstico e terapêutica, em que o rácio de substituição ajustado até 2013 é superior a 5: • Neurorradiologia: 12 • Medicina Física e de Reabilitação: 5,8 • Radiologia: 5,3 Não existem especialidades de diagnóstico e terapêutica em que se preveja que o rácio de substituição ajustado até 2013 seja inferior a 1, o que implica que no período em análise não se prevê taxa de substituição deficitária em qualquer das especialidades. 3.3.2 Peso do ensino pós-graduado da Área Metropolitana do Porto no ensino pós-graduado em Portugal Quanto à representatividade do ensino pós-graduado da Área Metropolitana do Porto em Portugal, a figura abaixo apresenta a sua evolução ao longo do período de 2006 a 200813: 100% 80% 186 28% 229 30% 273 37% 60% 40% 470 525 2006 2007 468 20% 0% Nº total internos no 1º ano em Portugal fora da AMP 2008 Nº total internos no 1º ano na AMP Figura 34 – Peso do 1º ano do Internato médico da AMP em Portugal (ensino pós-graduado) Fonte: Situação actual (2008) do internato médico nos hospitais da AMP – ARSN e Nº de entradas no 1º ano do internato médico no período 2005 a 2008 em Portugal – ACSS (excluindo Medicina Geral e Familiar) Da análise da figura é possível concluir que a proporção de internos no 1.º ano do internato médico na Área Metropolitana do Porto face ao total de internos no 1.º ano de internato médico em Portugal foi de 37% no ano 2008, sendo que tal proporção tem vindo a subir nos últimos anos, tendo sido de 28% e 30% em 2006 e 2007, respectivamente. Por outro lado, a elevada diferenciação dos hospitais e a sua dimensão faz com que os hospitais da Área Metropolitana do Porto sejam um local de eleição para os internos, em toda a região norte do país, nomeadamente nos 3 hospitais mais diferenciados que detêm elevada capacidade formativa (CHVNG/Espinho, CH Porto e H.S. João). De seguida é caracterizado o ensino médico pré-graduado, actual e prospectivo. 13 Não inclui concurso de Outubro / Novembro 2008 Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 40 de 94 3.4 Caracterização actual e prospectiva do ensino médico pré-graduado 3.4.1 Universidades Portuguesas Este capítulo pretende caracterizar o ensino pré-graduado em Portugal, aferindo qual capacidade formativa no período de 2009 a 2014. Ano de saída / actual ano de frequência : FMUP - Fac. Medicina da Univ. Porto ICBAS - Inst. Ciências Biomédicas Abel Salazar - Porto ECSUM - Esc. Ciências da Saúde da Univ. Minho FCSUBI - Fac. Ciências da Saúde da Univ. Beira Interio FMUC - Fac. Medicina da Univ. de Coimbra FMUL - Fac. Medicina da Univ. Lisboa FCMUNL - Fac. Ciências Médicas da Univ. Nova Lisboa Univ. Algarve (novo curso de Medicina) Total Variação 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Total 6º ano 205 108 95 58 237 259 211 0 1.173 5º ano 226 167 62 81 264 325 187 0 1.312 4º ano 240 181 60 69 257 326 208 0 1.341 3º ano 262 222 60 90 283 383 267 0 1.567 2º ano 271 145 98 88 227 298 222 0 1.349 1º ano 302 196 145 164 283 373 251 0 1.714 2009-2014 1.506 1.019 520 550 1.551 1.964 1.346 0 8.456 - 12% 2% 17% -14% 27% - Figura 35 – Número expectável de alunos finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em consideração todos os cursos de Medicina leccionados em universidades Portuguesas Fonte: Dados fornecidos por cada uma das universidades identificadas, no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP, em resposta a inquérito efectuado pela Intersalus A Faculdade de Medicina da Universidade do Algarve ainda não iniciou a sua actividade pedagógica, pelo que não é considerada no âmbito deste estudo, prevendo-se, no entanto, que o seu início ocorra no ano lectivo 2009/2010 e com uma previsão de matrículas de 320 alunos inscritos nos próximos 4 anos lectivos (até ao ano lectivo 2012/2013). Chama-se ainda a atenção para que, de acordo com a organização pedagógica do curso, o mesmo é de segundo ciclo com a duração de quatro anos e acesso restrito a candidatos com habilitações mínimas adequadas. No ano lectivo de 1998/1999, de acordo com dados do Ministério do Ensino Superior e Ciência, existiam 735 vagas em todas as Faculdades de Medicina em Portugal; no ano lectivo de 2008/2009 existem 1714, o que representa um acréscimo de 133%. Da análise da figura acima, é possível constatar que, considerando os alunos actualmente inscritos em 7 Universidades de Portugal onde é leccionado o curso de Medicina, e considerando uma taxa de sucesso de 93%14, é expectável que venham a existir 7.864 licenciados em Medicina disponíveis para iniciarem o internato médico entre 2009 e 2014, e consequentemente obter a sua graduação em médico assistente até 2020. Para efeitos das análises seguintes, estima-se que possam ter terminado o internato médico até 2020 um total acumulado de 2.685 médicos, assumindo: • 1.030 internos a realizarem o internato médico em 2008; • Um máximo de 70%15 dos alunos que saem das Faculdades de Medicina em Portugal realiza o internato em especialidade diferente de Medicina Geral e Familiar; 14 Segundo dados do GPEARI, o índice de sucesso escolar no ensino superior 2005-2006 nos Cursos de Medicina actualmente leccionados atinge um mínimo de 93%, valor este assumido para efeitos deste estudo. 15 Segundo o Despacho nº 23 095/2006 emitido pelo Ministério da Saúde, dos internatos médicos que se iniciem a partir de 2007, o número de vagas de Medicina Geral e Familiar deve corresponder a um mínimo de 25% do total das vagas a colocar a concurso. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 41 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) • 25%16 dos novos internos nacionais (excluindo internos da especialidade de Medicina Geral e Familiar) realiza o seu internato na Área Metropolitana do Porto; • Uma duração média de internato médico de 5 anos; • Um número de estudantes de Medicina a entrar no ano de 2009 pelo menos igual ao número de estudantes a entrar em 2008. A figura seguinte permite comparar, até ao ano de 2020, o número de internos que previsivelmente acabam o seu internato médico na Área Metropolitana do Porto com o número de médicos actuais que entrarão em idade normal da reforma, de acordo com os pressupostos acima referidos. 3000 2000 1000 0 191 373 1.434 993 1.221 841 608 1.653 1.908 2.127 2.406 2.685 98 117 141 171 202 236 277 365 451 557 642 754 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Entradas em idade de reforma (acum) Internos que terminam no ano (acum) Figura 36 – Evolução prevista de médicos especialistas a acabar o internato e de médicos especialistas actuais a entrar em idade de reforma, entre os anos de 2009 e de 2020 nos hospitais do SNS da AMP Fonte: Dados fornecidos por cada uma das universidades identificadas, no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP, em resposta a inquérito efectuado pela Intersalus e Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP * Futuros internos: A partir de 2014, para além dos actuais internos, é considerada a estimativa de futuros internos especialistas que actualmente frequentam os cursos de Medicina e que a partir de 2014 (assumindo uma duração média do internato médico de 5 anos) começarão a terminar o internato médico, nomeadamente na AMP e em especialidades que não Medicina Geral e Familiar Estima-se que até 2020 o número de alunos a frequentar cursos de Medicina nas diversas Faculdades de Medicina nacionais implicará uma formação de médicos bastante superior ao número de médicos que entram na idade normal de reforma. Com efeito, no período de 2009 a 2020, e considerando o somatório das potenciais graduações de médicos actuais e futuros internos (2.685) e as eventuais saídas de médicos por atingirem a idade normal de reforma (754), estima-se um potencial rácio global de substituição de 3,5. Por outro lado, considerando um rácio ajustado de substituição, tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado17 em 2020 possa ser de 2,7. Quanto à definição das especialidades destino deste conjunto de médicos, esta deve reger-se pelas necessidades de recursos nas especialidades com maiores carências actuais, bem como incidir sobre as especialidades em que se prevê uma eventual redução do contingente por entrada em idade normal de reforma dos médicos. 16 Este pressuposto tem em consideração que em termos médios os internos da AMP representam 32% do total de internos em Portugal para o período 2006-2008 (já excluindo os internos de Medicina Interna e Familiar). Por outro lado, tem em consideração a eventual saturação da capacidade formativa em alguns serviços, devido à colocação intensiva de novos internos. 17 Considerando um factor de ajuste em baixa de 25%. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 42 de 94 3.4.2 Universidades estrangeiras Para além dos alunos a frequentar cursos de Medicina em Universidades Portuguesas, existe ainda um número significativo a frequentar cursos de Medicina no estrangeiro, nomeadamente em Espanha e República Checa. No sentido de apurar o número de alunos a frequentar o curso de Medicina no estrangeiro foram endereçadas cartas a diversas Universidades. As Universidades estrangeiras inquiridas incluem as Universidades Espanholas com Faculdade de Medicina (30) e um conjunto de 3 Universidades Checas (ver âmbito do inquérito no ponto 5.4) onde, potencialmente, podem estudar alunos portugueses. De referir, no entanto, a dificuldade de obtenção de informação, resultando apenas 9 respostas das 30 Universidades Espanholas inquiridas (taxa de resposta de 30%) e em 2 respostas das 3 Universidades Checas inquiridas (taxa de resposta de 66%). O número de respostas ao inquérito realizado às várias Universidades Espanholas e Checas não permite concluir sobre a totalidade de alunos formados noutros países nos próximos anos, contudo podemos observar nas figuras abaixo o número de finalistas de Medicina Portugueses entre os anos 2009 e 2014 nas seguintes Universidades: Ano de saída / actual ano de frequência : 2009 2010 6º ano 1 0 0 0 0 0 12 25 0 3 41 Univ. de Barcelona Fac. Castilha a Mancha Univ. de Cádiz Univ. de Saragoça Univ. de Cantábria Univ. Autónoma de Madrid Univ. Leida Univ. Estremadura Univ. Granada Univ. Sevilha Total 2011 2012 5º ano 4º ano 3º ano 2 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 0 0 0 12 12 12 6 11 14 0 0 0 6 4 3 26 28 31 2013 2º ano 1 0 0 0 0 0 12 8 0 1 22 2014 Total 1º ano 2009-2014 22 27 0 0 23 23 1 1 8 10 0 0 12 72 4 68 0 0 8 25 78 226 Figura 37 – Número expectável de alunos de finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em consideração todos os cursos de Medicina leccionados em Universidades Espanholas Fonte: Dados fornecidos por cada uma das universidades identificadas, no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP, em resposta a inquérito efectuado pela Intersalus Palachý (Olomouc) Masaryk Total Ano de saída / actual ano de frequência : 2009 2010 2011 2012 2013 2014 6º ano 5º ano 4º ano 3º ano 2º ano 1º ano 0 0 1 4 3 7 0 4 4 22 52 39 0 4 5 26 55 46 Total 2009-2014 15 121 136 Figura 38 – Número expectável de finalistas de Medicina, entre os anos de 2009 e de 2014, tendo em consideração todos os cursos de Medicina leccionados em Universidades Checas Fonte: Dados fornecidos por cada uma das universidades identificadas, no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP, em resposta a inquérito efectuado pela Intersalus Verifica-se que existe um total de 226 alunos de Medicina em Universidades Espanholas e um total de 136 alunos de Medicina em Universidades Checas, que responderam ao inquérito e que irão terminar a Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 43 de 94 sua formação pré-graduada até 2014 e que poderão integrar o internato médico. O número de respostas, embora insuficiente, permite constatar que existe ainda um conjunto significativo de alunos a cursar Medicina no estrangeiro e que poderão reforçar, se tal for necessário, a disponibilidade de recrutamento de profissionais de Saúde. Assim, verifica-se que no período abrangido pelo estudo até 2020 a capacidade formativa de médicos no país e no estrangeiro é muito relevante, sendo por isso previsível um aumento progressivo e importante da oferta de recursos humanos médicos, que não só anulará a eventual escassez pontual e compensará as saídas, mas poderá inclusivamente criar uma certa folga de disponibilidade de recrutamento para o SNS. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 44 de 94 4. Conclusões Em termos globais, o número de médicos por 1.000 habitantes em Portugal, tem sido crescente e situa-se no ano 2007 em cerca de 3,6, sendo superior à média europeia. Na generalidade das diversas especialidades, a Área Metropolitana do Porto apresenta um rácio de médicos por 100.000 habitantes ligeiramente superior ao verificado para Portugal e restantes Administrações Regionais, com excepção da ARSLVT, em que é inferior. Se se considerar as duas grandes áreas metropolitanas portuguesas, Área Metropolitana do Porto e ARSLVT e se estabelecer entre elas a comparação por especialidades médicas, constata-se que a Área Metropolitana do Porto tem um rácio por habitante inferior em 29 especialidades, e superior em apenas 9 especialidades. Relativamente a Espanha verifica-se que, se retiradas algumas especialidades (Cirurgia Pediátrica, Pediatria, Radiologia, Medicina Interna) em que se notam significativas divergências, existe uma certa convergência nos respectivos rácios de número de médicos por 100.000 habitantes, embora e como tendência, exista uma maior dotação de médicos por habitante em Espanha do que na Área Metropolitana do Porto. A estrutura etária dos médicos, quer na Área Metropolitana do Porto, quer nas diversas unidades territoriais, é equilibrada e não se apresenta envelhecida, nem denota falhas ou concentrações excessivas em determinados estratos etários. Por outro lado, a idade média situa-se nos 47 anos, o que, considerando que o início da carreira começa por volta dos 30 anos, corresponde igualmente a cerca de metade do exercício da carreira profissional. Verifica-se que o alargamento progressivo da idade de reforma, à razão de seis meses por cada ano até atingir 65 anos em 2015, pode ter um efeito de retenção de médicos na Área Metropolitana do Porto, na medida em que faz diminuir o número de médicos em idade de reforma. O número de médicos que atingem a idade de reforma não é uniforme até 2020, existindo dois períodos distintos: até 2014 atingem a idade normal de reforma 236 médicos das diversas especialidades, o que representa cerca de 7% do total dos médicos em actividade actualmente; e entre 2015 e 2020 atingem a idade normal de reforma 518 médicos, 16% do total dos médicos em actividade actualmente, ou seja, mais do dobro de eventuais entradas em idade normal de reforma na mesma duração de anos. Em termos de grupos de especialidade, a taxa potencial de médicos a atingir a idade normal de reforma até 2020 não é muito diferente: • 26% (318 médicos) no conjunto das especialidades médicas; • 24% (367 médicos) no conjunto das especialidades cirúrgicas; • 19% (69 médicos) no conjunto das especialidades de diagnóstico e terapêutica. As percentagens referidas no ponto anterior são equilibradas e razoáveis, se considerarmos que as mesmas se verificam durante um período de 12 anos, o equivalente a cerca um terço do tempo da carreira Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 45 de 94 profissional completa. A deslocação das potenciais entradas em idade de reforma para datas mais distantes e próximas do final do período em análise, permitirá um melhor e mais adequado planeamento das necessidades. A Área Metropolitana do Porto está especialmente preparada para receber internos na globalidade das especialidades, pela localização de diversas unidades hospitalares com forte tradição na formação pós-graduada como o H. de S. João, o CH do Porto e o CH. de Vila Nova de Gaia/Espinho. Em termos de internato, e do ponto de vista global, existem actualmente na Área Metropolitana do Porto 1.030 internos, nas diversas especialidades e anos de internato, que serão candidatos a graduação em médicos até 2014. A distribuição por grandes grupos de especialidades em 2008 é a seguinte: Especialidades Especialidades Médicas Especialidades Cirúrgicas Especialidades de Diagnóstico e Terapêutica Nº de potenciais internos a concluir o internato até 2014 501 402 127 Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado18 em 2014 possa ser de 3,3. Em termos de grupos de especialidade estimam-se os seguintes rácios de substituição ajustados em 2014: • Especialidades Médicas: 3,619 • Especialidades Cirúrgicas: 2,7 • Especialidades de diagnóstico e Terapêutica: 4,320 É por isso expectável que até 2014 exista uma melhoria progressiva de disponibilidade de recursos humanos médicos. Apenas nos primeiros anos existem alguns constrangimentos, a ter em consideração, nomeadamente nas especialidades cirúrgicas que em 2009 apresentam globalmente um rácio de substituição ajustado inferior a 1 (0,9). Na globalidade dos cursos de Medicina das Universidades Portuguesas estão neste momento inscritos 18 O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico em 2014 e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma em 2014, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). 19 Rácio de substituição ajustado de 4,5 em 2013 20 Rácio de substituição ajustado de 7,3 em 2013 Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 46 de 94 8.456 alunos, o que representa já uma capacidade formativa apreciável. No ano lectivo de 2009/2010 deverá entrar em funcionamento um novo curso na Universidade do Algarve, reforçando essa capacidade com a previsão de 320 matrículas de alunos inscritos. Na Área Metropolitana do Porto estão situadas duas Faculdades de Medicina (Faculdade Medicina da Universidade do Porto e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar) com uma frequência global, nas duas faculdades, de 2.525 alunos, correspondendo a 30% dos actuais alunos inscritos em todo o ensino médico em Portugal. Adicionalmente, na ARS Norte ainda se encontra a Escola de Ciências da Universidade do Minho, com uma frequência global actual de 520 alunos a frequentar o curso de Medicina. Existe, por isso, na Área Metropolitana do Porto e na área da ARS Norte, uma elevada capacidade formativa de médicos. Considerando, para além dos actuais internos, os actuais alunos a frequentar cursos de Medicina nas diversas Faculdades de Medicina (assumindo uma taxa de sucesso de 93%) e tendo em atenção uma distribuição de 30% para os cuidados primários e 70% para as especialidade hospitalares, assim como considerando que se mantém na Área Metropolitana do Porto uma quota percentual de 25%, pode estimar-se que possam concluir o internato até 2020 cerca de 2.685 médicos, o que implica um rácio de substituição ajustado previsto de 2,7. Para além do referido, existem ainda a estudar Medicina no estrangeiro um número relevante de alunos, que tendo em conta somente as respostas recebidas de algumas Universidades consultadas, totaliza 337. Assim, e considerando que no período abrangido pelo estudo até 2020 a capacidade formativa de médicos no país e no estrangeiro é relevante, e considerando o número de internatos médicos nas diversas especialidades, é previsível um aumento progressivo da oferta de recursos humanos médicos, que anulará a eventual escassez pontual e compensará as saídas. No entanto haverá que se ter em conta que, o actual número de médicos na Área Metropolitana do Porto é comparativamente inferior à ARSLVT e ao verificado em Espanha para um conjunto relevante de especialidades, e que não se tem mostrado suficiente para responder à procura actual, existindo um número elevado de utentes em listas de espera. Por outro lado, e conforme resulta do Estudo 1 no capítulo “Projecção de Necessidades”, estima-se até 2020 um crescimento das necessidades nas diversas linhas de prestação de cuidados21. É por isso previsível que, a médio e longo prazo, a disponibilidade de recursos humanos médicos possibilite a melhoria quantitativa e qualitativa da prestação dos cuidados de Saúde, e não condicionem ou limitem, antes facilitem, as eventuais opções para o Reordenamento da Área Metropolitana do Porto. 21 (i) Cirurgias, considerando a eliminação das listas de espera estima-se um acréscimo de 38.4%, apenas se prevendo um decréscimo de 12% na Cirurgia Obstétrica; (ii) Internamento, com a eliminação das listas de espera estima-se um crescimento de 3.1%; (iii) Consultas Externas, assume-se um crescimento de 35% para alcançar o rácio de consultas por habitante internacionalmente razoável para uma área metropolitana; (iv) Hospital de dia estima-se um crescimento elevado para os diversos tipos de hospital de dia Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 47 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 5. Anexos 5.1 o Anexo 1 – Número de médicos por especialidade, por NUT III Grupo de especialidades Entre Douro e Vouga Tâmega Unidade: Headcount Esp. Médicas Esp. Cirúrgicas Esp. Diagnóstico e Terapêutica Total Quadro 98 94 16 208 Prestador 10 16 1 27 Quadro 81 113 20 214 Prestador 29 60 6 95 Grande Porto Quadro 934 1.065 292 2.291 Prestador 39 78 19 136 Ave Parcial Quadro 45 74 14 133 Prestador 9 15 1 25 Total das NUTS Quadro 1.158 1.346 342 2.846 Prestador 87 169 27 283 Figura 39 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – headcount Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Entre Douro e Vouga Tâmega Unidade: ETC Esp. Médicas Esp. Cirúrgicas Esp. Diagnóstico e Terapêutica Total Quadro 109 105 18 232 Prestador 4 6 0 11 Quadro 86 118 20 224 Prestador 12 24 2 38 Grande Porto Quadro 1.029 1.145 321 2.494 Prestador 17 32 9 58 Ave Parcial Quadro 49 79 15 143 Prestador 4 7 0 11 Total das NUTS Quadro 1.273 1.447 374 3.094 Prestador 36 70 12 118 Figura 40 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – ETC Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidades médicas o Tâmega E. Douro e Vouga Grande Porto Ave Parcial Total das NUTS Quadro Prestador Quadro Prestador Quadro Prestador Quadro Prestador Quadro Prestador 98 9 0 1 5 0 0 0 27 0 2 0 34 3 4 13 0 10 7 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 2 0 0 0 0 81 8 0 1 3 1 0 0 28 0 6 2 23 0 6 2 1 29 2 0 1 0 1 0 0 13 0 1 0 3 0 7 1 0 934 72 11 34 37 38 27 28 217 43 64 12 184 17 57 81 12 36 3 0 0 1 0 3 0 16 0 4 0 8 0 1 0 0 45 3 0 0 0 0 0 0 23 0 0 0 17 0 2 0 0 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 8 0 0 0 0 1.158 92 11 36 45 39 27 28 295 43 72 14 258 20 69 96 13 84 12 0 1 1 1 3 0 30 0 5 1 21 0 8 1 0 Unidade: Headcount Esp. Médicas Cardiologia Cardiologia Pediátrica Endocrinologia Gastrenterelogia Hematologia Clínica Imunoalergologia Infecciologia Medicina Interna Nefrologia Neurologia Oncologia Médica Pediatria Pedopsiquiatria Pneumologia Psiquiatria Reumatologia Figura 41 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades médicas – headcount Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tâmega Unidade: ETC Esp. Médicas Cardiologia Cardiologia Pediátrica Endocrinologia Gastrenterelogia Hematologia Clínica Imunoalergologia Infecciologia Medicina Interna Nefrologia Neurologia Oncologia Médica Pediatria Pedopsiquiatria Pneumologia Psiquiatria Reumatologia Quadro 109 10 0 1 6 0 0 0 31 0 2 0 38 3 4 14 0 Prestador 4 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 E.Douro e Vouga Quadro 86 7 0 1 3 1 0 0 31 0 7 2 24 0 6 2 1 Prestador 12 1 0 0 0 0 0 0 5 0 0 0 1 0 3 0 0 Grande Porto Quadro 1.029 78 12 36 39 44 29 32 249 45 70 13 202 19 65 84 12 Prestador 16 2 0 0 0 0 1 0 6 0 2 0 3 0 0 0 0 Ave Parcial Quadro 49 3 0 0 0 0 0 0 25 0 0 0 18 0 2 0 0 Prestador 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 0 0 0 0 Total das NUTS Quadro 1.273 98 12 38 48 45 29 32 336 45 79 16 282 23 77 100 13 Prestador 35 6 0 0 0 0 1 0 12 0 2 0 8 0 3 0 0 Figura 42 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades médicas – ETC Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 48 de 94 o Especialidades cirúrgicas Tâmega E. Douro e Vouga Grande Porto Ave Parcial Total das NUTS Quadro Prestador Quadro Prestador Quadro Prestador Quadro Prestador Quadro Prestador 94 23 0 28 0 0 0 0 0 0 20 0 0 16 4 3 16 1 0 3 0 0 2 0 0 0 7 0 0 0 1 2 113 22 0 21 0 0 0 0 0 0 26 0 13 18 8 5 60 29 1 5 1 0 2 0 0 1 16 1 3 0 1 0 1.065 264 23 170 8 23 21 32 29 33 160 32 79 94 53 44 78 3 0 27 0 0 2 2 1 0 27 0 0 12 3 1 74 12 0 22 0 0 0 0 0 0 17 0 7 10 6 0 15 7 0 2 0 0 0 0 0 0 2 0 0 3 1 0 1.346 321 23 241 8 23 21 32 29 33 223 32 99 138 71 52 169 40 1 37 1 0 6 2 1 1 52 1 3 15 6 3 Unidade: Headcount Esp. Cirúrgicas Anestesiologia Cirurgia Cardio-Toracica Cirurgia Geral Cirurgia Maxilo-Facial Cirurgia Pediátrica Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Cirurgia Vascular Dermato-venerologia Estomatologia Ginecologia/Obstetrícia Neurocirurgia Oftalmologia Ortopedia Otorrinolaringologia Urologia Figura 43 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades cirúrgicas – Headcount Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tâmega Unidade: ETC Esp. Cirúrgicas Anestesiologia Cirurgia Cardio-Toracica Cirurgia Geral Cirurgia Maxilo-Facial Cirurgia Pediátrica Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Cirurgia Vascular Dermato-venerologia Estomatologia Ginecologia/Obstetrícia Neurocirurgia Oftalmologia Ortopedia Otorrinolaringologia Urologia Quadro 105 27 0 32 0 0 0 0 0 0 22 0 0 17 4 3 E.Douro e Vouga Prestador 6 0 0 1 0 0 1 0 0 0 3 0 0 0 0 1 Quadro 118 25 0 21 0 0 0 0 0 0 27 0 13 18 8 5 Prestador 24 12 0 2 0 0 1 0 0 0 6 0 1 0 0 0 Grande Porto Quadro 1.145 298 26 184 8 25 21 33 28 35 170 34 81 100 55 46 Prestador 32 1 0 11 0 0 1 2 0 0 11 0 0 5 1 0 Ave Parcial Quadro 79 14 0 24 0 0 0 0 0 0 18 0 7 10 6 0 Total das NUTS Prestador 7 3 0 2 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 Quadro 1.447 364 26 261 8 25 21 33 28 35 236 34 102 145 73 55 Prestador 70 16 0 16 0 0 2 2 0 0 21 0 1 6 2 1 Figura 44 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades cirúrgicas – ETC Fonte: ARS Norte - Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP o Especialidades de diagnóstico e terapêutica Tâmega Unidade: Headcount Esp. Diagnóstico e Terapêutica Anatomia Patológica Imunohemoterapia Medicina Física e Reabilitação Medicina Nuclear Neurorradiologia Patologia Clínica Radiologia Radioterapia E. Douro e Vouga Grande Porto Ave Parcial Total das NUTS Quadro Prestador Quadro Prestador Quadro Prestador Quadro Prestador Quadro Prestador 16 0 4 5 0 0 6 1 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 20 0 2 9 0 0 4 5 0 6 0 2 2 0 0 1 1 0 292 37 39 35 11 31 67 52 20 19 2 1 0 0 1 2 13 0 14 0 4 4 0 0 4 2 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 342 37 49 53 11 31 81 60 20 27 2 3 2 0 1 4 15 0 Figura 45 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades de diagnóstico e terapêutica – Headcount Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tâmega Unidade: ETC Esp. Diagnóstico e Terapêutica Anatomia Patológica Imunohemoterapia Medicina Física e Reabilitação Medicina Nuclear Neurorradiologia Patologia Clínica Radiologia Radioterapia Quadro 18 0 5 5 0 0 7 1 0 Prestador 0 0 0 0 0 0 0 0 0 E.Douro e Vouga Quadro 20 0 2 9 0 0 4 5 0 Prestador 2 0 1 1 0 0 0 0 0 Grande Porto Quadro 321 41 45 36 12 32 76 54 23 Prestador 9 2 0 0 0 0 1 5 0 Ave Parcial Quadro 15 0 5 4 0 0 5 2 0 Prestador 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Total das NUTS Quadro 374 41 57 54 12 32 92 62 23 Prestador 12 2 1 1 0 0 2 6 0 Figura 46 – Nº de médicos actualmente em função em cada uma das NUT III em análise – especialidades de diagnóstico e terapêutica – ETC Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 49 de 94 5.2 Anexo 2 – Evolução do número de médicos a entrar em idade de reforma por NUT III 5.2.1 o Grande Porto Especialidades médicas Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Médicas Cardiologia Pediátrica Hematologia Clínica Reumatologia Neurologia Pneumologia Endocrinologia Gastrenterelogia Psiquiatria Pediatria Medicina Interna Nefrologia Cardiologia Infecciologia Imunoalergologia Pedopsiquiatria Oncologia Médica Nº de médicos a exercer (2008) Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2008-2020) (2020) 970 11 38 12 68 58 34 38 81 192 233 43 75 28 30 17 12 268 6 16 5 24 19 11 11 23 53 64 11 15 4 4 2 0 702 5 22 7 44 39 23 27 58 139 169 32 60 24 26 15 12 Variação 28% 55% 42% 42% 35% 33% 32% 29% 28% 28% 27% 26% 20% 14% 13% 12% 0% Figura 47 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades médicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% o Especialidades cirúrgicas Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Cirúrgicas Cirurgia Cardio-Toracica Cirurgia Maxilo-Facial Cirurgia Pediátrica Estomatologia Urologia Oftalmologia Cirurgia Geral Ortopedia Cirurgia Vascular Dermato-venerologia Otorrinolaringologia Ginecologia/Obstetrícia Neurocirurgia Anestesiologia Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Nº de médicos a exercer (2008) Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2008-2020) (2020) 1143 23 8 23 33 45 79 197 106 34 30 56 187 32 267 23 276 10 3 8 11 14 24 51 25 8 7 13 43 7 48 4 867 13 5 15 22 31 55 146 81 26 23 43 144 25 219 19 Variação 24% 43% 38% 35% 33% 31% 30% 26% 24% 24% 23% 23% 23% 22% 18% 17% Figura 48 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades cirúrgicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% o Especialidades de diagnóstico e terapêutica Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Diagnóstico e Terapêutica Medicina Nuclear Anatomia Patológica Patologia Clínica Radiologia Medicina Física e Reabilitação Imunohemoterapia Radioterapia Neurorradiologia Nº de médicos a exercer (2008) Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2008-2020) (2020) Variação 311 59 252 19% 11 39 69 65 35 40 20 32 5 14 15 10 5 5 2 3 6 25 54 55 30 35 18 29 45% 36% 22% 15% 14% 13% 10% 9% Figura 49 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Grande Porto até 2020 – Especialidades de diagnóstico e terapêutica Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 50 de 94 5.2.2 o Entre Douro e Vouga Especialidades médicas Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Médicas Cardiologia Pediátrica Nefrologia Infecciologia Pedopsiquiatria Imunoalergologia Neurologia Cardiologia Pediatria Pneumologia Medicina Interna Hematologia Clínica Reumatologia Endocrinologia Gastrenterelogia Psiquiatria Oncologia Médica Nº de médicos a exercer (2008) 110 0 0 0 0 0 7 10 26 13 41 2 1 2 3 3 2 Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2008-2020) (2020) 16 0 0 0 0 0 2 2 5 2 5 0 0 0 0 0 0 94 0 0 0 0 0 5 8 21 11 36 2 1 2 3 3 2 Variação 15% 29% 20% 19% 15% 12% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Figura 50 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades médicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP o Especialidades cirúrgicas Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Cirúrgicas Neurocirurgia Urologia Oftalmologia Ginecologia/Obstetrícia Ortopedia Cirurgia Geral Anestesiologia Cirurgia Cardio-Toracica Cirurgia Maxilo-Facial Estomatologia Otorrinolaringologia Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Cirurgia Pediátrica Dermato-venerologia Cirurgia Vascular Nº de médicos a exercer (2008) 173 1 5 16 42 18 26 51 1 1 1 9 2 0 0 0 Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2008-2020) (2020) 29 1 2 5 9 3 4 5 0 0 0 0 0 0 0 0 144 0 3 11 33 15 22 46 1 1 1 9 2 0 0 0 Variação 17% 100% 40% 31% 21% 17% 15% 10% 0% 0% 0% 0% 0% - Figura 51 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades cirúrgicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% o Especialidades de diagnóstico e terapêutica Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Diagnóstico e Terapêutica Patologia Clínica Radiologia Medicina Física e Reabilitação Imunohemoterapia Medicina Nuclear Anatomia Patológica Radioterapia Neurorradiologia Nº de médicos a exercer (2008) Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2008-2020) (2020) Variação 26 3 23 12% 5 6 11 4 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 4 5 10 4 0 0 0 0 20% 17% 9% 0% - Figura 52 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Entre Douro e Vouga até 2020 – Especialidades de diagnóstico e terapêutica Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 51 de 94 5.2.3 o Tâmega Especialidades médicas Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Médicas Cardiologia Pediátrica Hematologia Clínica Reumatologia Nefrologia Infecciologia Imunoalergologia Oncologia Médica Gastrenterelogia Psiquiatria Medicina Interna Pediatria Cardiologia Pneumologia Neurologia Endocrinologia Pedopsiquiatria Nº de médicos a exercer (2008) 108 0 0 0 0 0 0 0 5 13 28 36 16 4 2 1 3 Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2008-2020) (2020) 18 0 0 0 0 0 0 0 2 3 7 5 1 0 0 0 0 90 0 0 0 0 0 0 0 3 10 21 31 15 4 2 1 3 Variação 17% 40% 23% 25% 14% 6% 0% 0% 0% 0% Figura 53 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades médicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% o Especialidades cirúrgicas Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Cirúrgicas Otorrinolaringologia Ortopedia Ginecologia/Obstetrícia Anestesiologia Cirurgia Geral Urologia Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Cirurgia Cardio-Toracica Cirurgia Maxilo-Facial Cirurgia Pediátrica Estomatologia Oftalmologia Dermato-venerologia Cirurgia Vascular Neurocirurgia Nº de médicos a exercer (2008) 110 5 16 27 24 31 5 2 0 0 0 0 0 0 0 0 Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2008-2020) (2020) 26 2 5 8 5 6 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 84 3 11 19 19 25 5 2 0 0 0 0 0 0 0 0 Variação 24% 40% 31% 30% 21% 19% 0% 0% - Figura 54 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades cirúrgicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% o Especialidades de diagnóstico e terapêutica Especialidade Especialidades Diagnóstico e Terapêutica Patologia Clínica Medicina Física e Reabilitação Radiologia Imunohemoterapia Medicina Nuclear Anatomia Patológica Radioterapia Neurorradiologia Nº de médicos a exercer (2008) Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2020) (2008-2020) Variação 17 4 13 24% 6 5 2 4 0 0 0 0 3 1 0 0 0 0 0 0 3 4 2 4 0 0 0 0 50% 20% 0% 0% - Figura 55 – Médicos a entrar em idade de reforma na NUT III – Tâmega até 2020 – Especialidades de diagnóstico e terapêutica Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 52 de 94 5.2.4 o Concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão Especialidades médicas Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Médicas Cardiologia Pediátrica Hematologia Clínica Reumatologia Neurologia Endocrinologia Gastrenterelogia Psiquiatria Nefrologia Infecciologia Pedopsiquiatria Imunoalergologia Medicina Interna Pediatria Pneumologia Cardiologia Oncologia Médica Nº de médicos a exercer (2008) 54 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 25 2 3 1 Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2020) (2008-2020) 15 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 9 6 0 0 0 39 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 14 19 2 3 1 Variação 28% 39% 24% 0% 0% 0% Figura 56 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 – Especialidades médicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% o Especialidades cirúrgicas Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Cirúrgicas Otorrinolaringologia Ginecologia/Obstetrícia Ortopedia Oftalmologia Cirurgia Geral Anestesiologia Cirurgia Cardio-Toracica Cirurgia Maxilo-Facial Cirurgia Pediátrica Estomatologia Urologia Dermato-venerologia Cirurgia Vascular Neurocirurgia Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Nº de médicos a exercer (2008) 89 7 19 13 7 24 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2008-2020) (2020) 36 5 9 6 3 9 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 53 2 10 7 4 15 15 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Variação 40% 71% 47% 46% 43% 38% 21% - Figura 57 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 – Especialidades cirúrgicas Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% o Especialidades de diagnóstico e terapêutica Unidade: Headcount Especialidade Especialidades Diagnóstico e Terapêutica Imunohemoterapia Patologia Clínica Radiologia Medicina Nuclear Anatomia Patológica Radioterapia Neurorradiologia Nº de médicos a exercer (2008) Nº de médicos em Nº de médicos idade de reforma em idade activa (2008-2020) (2020) Variação 15 3 12 20% 4 5 2 0 0 0 0 2 1 0 0 0 0 0 2 4 2 0 0 0 0 50% 20% 0% - Figura 58 – Médicos a entrar em idade de reforma nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão até 2020 – Especialidades de diagnóstico e terapêutica Fonte: ARS Norte – Lista RH médicos em 2008 nos hospitais da AMP Especialidade com uma variação igual ou superior a 33% Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 53 de 94 5.3 Anexo 3 – Análise por especialidade O presente capítulo apresenta uma análise por especialidade da realidade actual e futura de recursos humanos médicos para a Área Metropolitana do Porto. Esta análise é agrupada nos seguintes subcapítulos: (i) especialidades médicas, (ii) especialidades cirúrgicas e (iii) especialidades de diagnóstico e terapêutica. 5.3.1 Especialidades médicas Cardiologia Em 2008 existiam 104 cardiologistas (correspondentes a 104 Equivalentes a Tempo Completo [ETC]) em toda a Área Metropolitana do Porto (AMP), o que equivale a 8,4% do número de médicos de especialidades médicas e a 3,2% do número total de médicos da AMP. Destes 104 médicos, 12 são prestadores de serviço. A idade dos médicos apresenta a seguinte distribuição: 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 1% 5% 12% 10% 27% 14% 22% 10% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 59 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cardiologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 40 e os 44 anos. O maior número de médicos encontra-se na NUT III – Grande Porto (72%, ou seja, 75 médicos), seguindo-se o Tâmega (15%, ou seja, 16 médicos), o Entre Douro e Vouga (10%, ou seja, 10 médicos) e os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão (3%, ou seja, 3 médicos). Nº Médicos 30 25 20 15 1,1 10 5 3 0 2 2009 Rácio 6,0 4,9 4,5 3,9 4,5 1,9 26 18 21 12 2 5 2010 2 4 4 6 6 8 9 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 18 3,0 1,5 12 0,0 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 60 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cardiologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 54 de 94 Por um lado, espera-se que no período entre 2009 a 2020 entrem em idade normal de reforma 18 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 83% do número total de médicos actualmente em função na Área Metropolitana do Porto. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (26) até 2013 supera o número esperado de médicos a entrar em idade de reforma (4). Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 4,9 (como referido na figura). Cardiologia Pediátrica Em 2008 existiam 11 cardiologistas pediátricos (ou seja, 12 ETC) na Área Metropolitana do Porto, o que corresponde a 0,9% do número de médicos de especialidades médicas e a apenas 0,3% do número total de médicos da AMP. Não se contabiliza qualquer médico em situação de prestação de serviço. A sua idade apresenta a seguinte distribuição: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 9% 45% 9% 9% 0% 27% 0% 0% 0% 10% 20% 30% 40% Figura 61 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cardiologia Pediátrica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 50 e os 59 anos. Os 11 médicos encontram-se a exercer na NUT III – Grande Porto, não existindo qualquer médico desta especialidade nas restantes unidades territoriais. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 55 de 94 Nº Médicos 7 6 5 4 3 2 1 0 0 0 2009 Rácio 6,0 6 2,3 1,5 3 0 0 2010 0 1 2011 1 2 2012 2 1 1 1 2013 2014 2015 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 3,0 4 4 4,5 3 1,5 0,0 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 62 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cardiologia Pediátrica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 6 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 45% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (3), até 2013, supera o número de médicos em idade de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 2,3 (como referido na figura). Endocrinologia Em 2008 existiam 37 endocrinologistas (38 ETC) o que corresponde a 3,0% do número de médicos em especialidades médicas e a 1,1% do total de médicos de todas as especialidades na AMP. Apenas um médico está sob o regime de prestação de serviço. A distribuição dos médicos segundo as classes etárias é a seguinte: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 3% 5% 22% 16% 16% 19% 16% 3% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 63 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Endocrinologia ; em 2008 nos hospitais da AMP Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos. A maioria dos médicos (92%, ou seja, 34 médicos) exerce actividade na NUT III – Grande Porto, sendo que apenas 5% (ou seja, 2 médicos) estão no NUT III – Entre Douro e Vouga e 3% no Tâmega (ou seja, 1 Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 56 de 94 médico), não tendo os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão qualquer médico. Nº Médicos 20 Rácio 6,0 3,8 15 10 4,5 15 1,5 0,8 10 7 5 0 3,8 2,6 2 2 2009 2 4 2010 9 2 2 3 3 3 4 5 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 11 3,0 1,5 6 0,0 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 64 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Endocrinologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma cerca de 11 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 70% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (15), até 2013, supera o número de médicos em idade de reforma (3), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 3,8 (como referido na figura). Gastrenterologia Em 2008 existiam 46 médicos desta especialidade (48 ETC), o que corresponde a 3,7% sobre o total de especialidades médicas e 1,4% do total de especialidades na AMP. A distribuição etária dos médicos é a que se segue, sendo que apenas existe um prestador de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 9% 20% 7% 20% 28% 13% 4% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 65 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Gastrenterologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 40 e os 44 anos. A distribuição dos médicos é bastante diferente de NUT para NUT sendo que o Grande Porto é a Unidade Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 57 de 94 Territorial com uma maior percentagem de médicos (83%, ou seja, 38 médicos), seguindo-se a NUT III – Tâmega com apenas 11% (ou seja, 5 médicos) e Entre Douro e Vouga, com 7% (ou seja, 3 médicos). Os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão não empregam qualquer médico desta especialidade. Nº Médicos 20 Rácio 6,0 15 4,5 10 0,8 5 0 1 1 2009 2 2,3 12 2,0 1,5 2,8 15 4 2010 11 11 8 3 4 4 4 4 2011 2012 2013 2014 2015 7 9 2016 2017 13 3,0 1,5 0,0 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 66 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Gastrenterologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma cerca de 13 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 72% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (15), até 2013, supera o número de médicos em idade de reforma (4), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 2,8 (como referido na figura). Hematologia Clínica Em 2008 existiam 40 médicos (45 ETC), o que corresponde a 3,2% sobre o total de especialidades médicas e a 1,2% do total de médicos tendo em conta todas as especialidades na AMP. Apenas um médico exercia a sua actividade como prestador de serviço. A distribuição das idades dos médicos é a seguinte: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 30% 10% 5% 33% 10% 13% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% Figura 67-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Hematologia Clínica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 58 de 94 idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. A grande maioria dos médicos (95%, ou seja, 38 médicos) encontrava-se, nesta data, a trabalhar numa das unidades hospitalares pertencentes ao Grande Porto, e os restantes 5% (ou seja, 2 médicos) em unidades da NUT III – Entre Douro e Vouga. Os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão e a NUT III – Tâmega não dispunham de qualquer especialista. Nº Médicos 20 Rácio 6,0 15 1,5 10 5 0 0,4 2 1 2009 2 1,7 11 1,8 1,1 3 2010 3 7 2011 16 16 16 12 11 13 16 13 3,0 8 1,5 5 2012 4,5 0,0 2013 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 68 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Hematologia Clínica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 16 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 60% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (16), até 2013, supera o número de médicos em idade de reforma (8), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 1,5 (como referido na figura). Imunoalergologia Em 2008 foram contabilizados 30 médicos (30 ETC) desta especialidade (dos quais 3 médicos sob prestação de serviço), o que representa uma percentagem de 2,4% sobre o total de especialidades médicas e 0,9% sobre o total de médicos de todas as especialidades na AMP. A distribuição dos médicos por classes etárias é a seguinte: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 3% 3% 7% 20% 23% 20% 23% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 69-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Imunoalergologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 59 de 94 Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos e o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Em 2008, todos os médicos existentes a exercer actividade em Imunoalergologia encontravam-se a trabalhar na NUT III – Grande Porto, sendo que as restantes NUT III em análise não dispunham de qualquer médico nesta área. Nº Médicos 12 Rácio 6,0 10 8 3,8 6 4 2 0 2,3 0,8 2 2 2009 4,5 10 3,0 8 3,0 1,5 2 4 2010 6 2 2 2 2 2 2 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 4 4 4 4 2017 2018 2019 2020 1,5 0,0 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 70 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma ano – Imunoalergologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 4 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 87% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (10), até 2013, supera o número de médicos em idade normal de reforma (2), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 3,8 (como referido na figura). Infecciologia Relativamente à Infecciologia, existiam 28 médicos a exercer actividade no ano de 2008, o que corresponde a 32 unidades de ETC. Tal número de médicos (28) representa cerca de 2,2% de especialistas médicos da Área Metropolitana do Porto e cerca de 0,8% dos médicos tendo em conta o total de especialidades. Não foi identificado qualquer médico a exercer actividade como prestador de serviço. As idades dos médicos distribuem-se da seguinte forma, a 1 de Janeiro de 2009: Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 60 de 94 Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 4% 11% 29% 21% 4% 32% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% Figura 71-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Infecciologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. Todos os médicos afectos a esta especialidade se concentram na NUT III – Grande Porto. Nº Médicos 20 12,0 15 9,0 10 5 0 4 1 2009 12,0 16 8,0 12 6,0 3,0 0 Rácio 16,0 4,0 8 4 2010 1 1 1 1 1 1 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2 4 4 4 2017 2018 2019 2020 0,0 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 72 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Infecciologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade de reforma 4 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 86% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (16), até 2013, supera o número de médicos em idade normal de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 12 (como referido na figura). Medicina Interna Em 2008 haviam 325 médicos (348 ETC) a exercer esta especialidade, o que corresponde a cerca de 26,1% do nº total de médicos adstritos a especialidades médicas e a 9,9% do nº total de médicos da AMP. Dos 325 médicos identificados, 30 trabalhavam sob prestação de serviço. A distribuição das idades verifica-se segundo o seguinte gráfico: Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 61 de 94 Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 2% 8% 17% 17% 19% 15% 20% 3% 0% 0% 5% 10% 15% 20% Figura 73-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Medicina Interna Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. Dos 325 médicos existentes na actualidade, a maioria (72%, ou seja, 233 médicos) encontra-se a exercer a actividade na NUT III – Grande Porto, seguindo-se a região de Entre Douro e Vouga com 13% (ou seja, 41 médicos), e a região do Tâmega (9%, ou seja, 28 médicos) e os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão (7%, ou seja, 23 médicos). Nº Médicos 140 120 100 80 2,3 60 40 20 24 0 8 2009 Rácio 6,0 5,2 5,2 4,4 4,5 125 3,4 104 82 45 10 2010 14 2011 15 2012 18 2013 26 30 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 35 45 61 70 85 3,0 1,5 0,0 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 74 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Medicina Interna Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade de reforma 85 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 74% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (125), até 2013, supera o número de médicos em idade normal de reforma (18), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na AMP e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estimase que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 5,2 (como referido na figura). Nefrologia Em 2008 existiam 43 médicos nefrologistas (o que corresponde a 45 ETC), o que concerta 3,5% dos médicos afectos às especialidades médicas e a 1,3% do total de médicos dos vários grupos de Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 62 de 94 especialidades. Nenhum nefrologista estava em situação de prestação de serviço. As idades dos médicos são conforme o seguinte gráfico: g Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 2% 5% 19% 14% 16% 28% 14% 2% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 75-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Nefrologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 40 e os 44 anos. É no Grande Porto que se encontram localizados todos os médicos desta especialidade. Nº Médicos 16 14 12 10 8 6 0,8 4 2 0 2 2 2009 Rácio 6,0 3,3 13 3,8 15 4,5 11 8 1,3 1,5 5 3 2010 3,0 8 3 3 3 3 3 2011 2012 2013 2014 2015 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 4 4 2016 2017 0,0 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 76 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Nefrologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade de reforma 11 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 74% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (15), até 2012, supera o número de médicos em idade normal de reforma (3), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2012 seja de 3,8 (como referido na figura). Neurologia Em 2008 existiam 77 neurologistas a exercer actividade numa das unidades hospitalares objecto de análise, sendo 5 prestadores de serviço. Estes especialistas têm um peso de 6,2% sobre o total de Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 63 de 94 especialistas médicos e de 2,3% sobre o total e correspondem a 81 unidades de ETC. A distribuição das idades dos médicos é apresentada em seguida: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 6% 9% 18% 18% 19% 8% 17% 4% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 77-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Neurologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. No Grande Porto situam-se 88% dos médicos em função (ou seja, 68 médicos), em Entre Douro e Vouga 9% (ou seja, 7 médicos) e no Tâmega os restantes 3% (ou seja, 2 médicos). Os concelhos em análise (Santo Tirso, Trofa e Famalicão) não dispõem de qualquer elemento médico desta especialidade. Nº Médicos 30 Rácio 6,0 25 19 15 10 5 0 26 25 20 0,6 0,4 8 14 11 1,0 8 4 6 2009 2010 12 12 20 1,6 15 12 12 13 4,5 3,0 16 1,5 1,2 0,0 2011 2012 2013 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 78 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Neurologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade de reforma 26 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 66% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (25), até 2013, supera o número de médicos em idade normal de reforma (12), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 1,6 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 64 de 94 Oncologia médica Em 2008 encontravam-se 15 oncologistas médicos (16 ETC) a exercer a actividade, estando um dos médicos sob o vínculo de prestador de serviço. Estes especialistas correspondem a um universo de 1,2% no total de especialistas médicos e a apenas 0,5% do número total de especialistas na AMP. A distribuição dos médicos por idades é apresentada em seguida: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 0% 0% 7% 13% 27% 47% 7% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% Figura 79-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Oncologia médica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. No Grande Porto está situada a maioria dos médicos de Saúde (80%, ou seja, 12 médicos), tendo a unidade territorial de E. Douro e Vouga 13% (ou seja, 2 médicos) e o CH do Médio Ave 7% (ou seja, 1 médico). O CH Tâmega e Sousa não possui qualquer especialista médico oncológico. Nº Médicos 50 Rácio 6,0 40 4,5 39 30 34 20 3,0 23 1,5 10 0 0 5 2009 0 12 0 0 2010 2011 2012 0 0 0 0 0 0 0 0 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 0,0 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado (A/B*0,75) Figura 80 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Oncologia Médica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Existe a expectativa de que nenhum médico atinja a idade da reforma até 2020. Prevê-se que o número de médicos que terminam o internato médico, até 2013, seja de 39. Pediatria Em 2008 figuravam 279 médicos pediátricos (290 ETC) a exercer actividade num dos hospitais da Área Metropolitana do Porto, o que representa no total de médicos e de médicos associados a uma especialidade médica cerca de 8,5% e 22,4%, respectivamente. Dos 279 médicos pediatras, 21 tinham um vínculo como prestador de serviço. A distribuição dos médicos pediatras dá-se conforme a figura seguinte: Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 65 de 94 Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 1% 5% 19% 15% 21% 15% 17% 7% 0% 0% 5% 10% 15% 20% Figura 81 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Pediatria Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Embora o Grande Porto detenha 69% (ou seja, 192 médicos), o CH Tâmega e Sousa consegue reter, ainda assim, 13% (ou seja, 36 médicos), e os hospitais de E. Douro e Vouga (26 médicos) e o CH do Médio Ave (25 médicos) 9% cada um. Nº Médicos 120 5,6 100 80 3,1 60 5,3 114 6,0 95 4,1 74 40 58 49 20 0 6,5 Rácio 8,0 37 29 7 9 2009 2010 10 2011 11 2012 16 2013 16 17 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2015 69 48 4,0 2,0 26 0,0 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 82 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Pediatria Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade de reforma 69 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 75% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (114), até 2013, supera o número de médicos em idade normal de reforma (16), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 5,3 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 66 de 94 Pedopsiquiatria Em 2008 existiam 20 médicos (23 ETC) afectos a esta especialidade, o que corresponde a 1,6% do total de especialidades médicas e a 0,6% do total de médicos da AMP. Todos os médicos estavam no mapa de pessoal, sendo que nenhum era prestador de serviço. A distribuição das idades dos médicos pedopsiquiatras é da seguinte forma: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 0% 10% 15% 30% 10% 25% 10% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 83 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Pedopsiquiatria Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Do total de pedopsiquiatras disponíveis em 2009, 85% exerciam actividade no Grande Porto (ou seja, 17 médicos) e os restantes 15% no Tâmega (ou seja, 3 médicos). Nº Médicos 15 Rácio 6,0 11 5 0 4,5 12 10 3,0 7 6 0 0 0 0 0 0 0 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 1 1 1 1 2 2016 2017 2018 2019 2020 1,5 0,0 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado (A/B*0,75) Figura 84 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Pedopsiquiatria Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma apenas 2 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 90% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (12), até 2012, supera o número de médicos em idade de reforma (0), até esse ano. Pneumologia Em 2008 existiam 77 médicos de Pneumologia a exercer actividade na Área Metropolitana do Porto (81 ETC), 8 dos quais exerciam como prestadores de serviço. Tal número corresponde a 6,2% do total de especialistas médicos e a 2,3% do total de especialistas da AMP. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 67 de 94 Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 1% 10% 16% 10% 18% 12% 23% 9% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 85 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Pneumologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. Do total de médicos, 75% pertenciam à NUT III – Grande Porto (ou seja, 58 médicos), 17% à NUT III – E. Douro e Vouga (ou seja, 13 médicos), 5% à NUT III – Tâmega (ou seja, 4 médicos) e 3% ao CH do Médio Ave (ou seja, 2 médicos). Nº Médicos 25 Rácio 6,0 5,3 20 4,5 15 2,3 2,8 21 2,9 19 2,8 17 10 5 0 12 15 11 9 7 1 3 3 4 5 2009 2010 2011 2012 2013 8 9 2014 2015 18 3,0 12 1,5 0,0 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 86 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Pneumologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 21 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 73% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (19), até 2013, supera o número de médicos em idade de reforma (5), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 2,9 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 68 de 94 Psiquiatria Em 2008 o número de psiquiatras ascendia a 97 (100 ETC), o que corresponde a 7,8% do número total de especialistas médicos e a 2,9% do número total de especialistas da AMP. Apenas um médico não estava no mapa de pessoal. A distribuição etária é como se segue: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 1% 11% 14% 37% 18% 5% 10% 3% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% Figura 87 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Psiquiatria Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 50 e os 54 anos. O Grande Porto dispõe de 84% dos médicos desta especialidade (ou seja, 81 médicos), o Tâmega dispõe de 13% (ou seja, 13 médicos) e, por último, E. Douro e Vouga apenas tem disponíveis 3% dos médicos (ou seja, 3 médicos). Os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão não dispunham de nenhum especialista. Nº Médicos 50 40 30 2,6 20 35 3,0 24 10 0 2,6 4,5 46 3,8 2,5 Rácio 6,0 4,9 3 10 2009 14 26 7 12 15 16 18 20 1,5 7 8 7 0,0 4 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 88 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Psiquiatria Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em normal idade de reforma 26 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 73% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (46), até 2013, supera o número de médicos em idade de reforma (7), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 69 de 94 estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 4,9 (como referido na figura). Reumatologia Em relação à Reumatologia, dispunham-se de 13 médicos, em 2008, adstritos a esta especialidade (o mesmo valor em ETC), o que corresponde a 1,0% dos médicos afectos a especialidades médicas e a 0,4% do total de médicos da AMP. Nenhum destes médicos exercia actividade com vínculo de prestador de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 15% 23% 15% 8% 15% 23% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 89 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Reumatologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos e o das idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos. A grande maioria dos médicos encontra-se a exercer actividade no Grande Porto (12 médicos) sendo que apenas um se encontra na NUT III – Entre Douro e Vouga. Nº Médicos 6 5 4 3 2 2 1 0 0 2009 Rácio 6,0 5 5 5 4 4 4,5 3,0 3 0 0 0 0 2010 2011 2012 2013 3 2 2 2 2 2014 2015 2016 2017 1,5 0,0 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado (A/B*0,75) Figura 90 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Reumatologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 5 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 62% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (5), até 2013, supera o número de médicos em idade de reforma (0), até esse ano. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 70 de 94 5.3.2 Especialidades cirúrgicas Anestesiologia Os 361 anestesiologistas (380 ETC) compõem 97,8% do total de especialistas cirúrgicos e 10,9% do total de médicos da AMP, sendo que 40 estão com um vínculo de prestação de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 2% 5% 10% 12% 20% 12% 24% 14% 1% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 91 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Anestesiologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. No Grande Porto está situada a maioria dos médicos de Saúde (74%), tendo a unidade territorial de E. Douro e Vouga 14% dos médicos, o CH Tâmega e Sousa 6% e o CH do Médio Ave 5%. Nº Médicos 120 Rácio 6,0 5,1 100 4,2 60 4,5 101 3,6 101 3,6 101 3,5 80 81 1,7 40 3,0 51 20 0 10 22 2009 11 2010 12 2011 18 2012 21 2013 21 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 38 25 42 48 53 62 1,5 0,0 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 92 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Anestesiologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 62 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 83% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (101), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (21), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 3,6 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 71 de 94 Cirurgia Cardio-Torácica Em 2008 existiam 24 médicos (26 ETC) afectos a esta especialidade, o que corresponde a 1,6% do total de cirurgiões e 0,7% do total de médicos na AMP. Apenas um médico exercia actividade com o vínculo de prestador de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 8% 21% 13% 13% 25% 17% 4% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 93 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia Cardio-Torácica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Todos os médicos se encontram a exercer actividade nos hospitais pertencentes à NUT III – Grande Porto, exceptuando-se o caso de 1 médico que se encontra no H. de S. Sebastião (Feira). Nº Médicos 12 Rácio 6,0 10 8 0,5 6 8 7 4 2 0 0,8 2 0 2009 0,3 1 3 0,3 1 3 2010 2011 5 0,3 5 10 10 10 4,5 3,0 5 1,5 3 2 2012 5 9 0,0 2013 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 94 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Cardio-Torácica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 10 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 58% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (5), até 2014, é igual o número de médicos em idade de reforma (5), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 0,8 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 72 de 94 Cirurgia Geral Em 2008 existiam 278 cirurgiões gerais (277 ETC), o que corresponde a cerca de 18,3% do número total de cirurgiões e a 8,4% do total de especialistas. 37 destes cirurgiões gerais apresentavam-se com um vínculo de prestador de serviço. A distribuição das idades é conforme a seguinte figura: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 4% 7% 14% 16% 19% 13% 24% 1% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 95 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia Geral Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. 71% dos cirurgiões gerais encontram-se a trabalhar no Grande Porto (ou seja, 197), 11% no CH Tâmega e Sousa (ou seja, 31 médicos), 9% em E. Douro e Vouga (ou seja, 26 médicos) e 9% no CH do Médio Ave (ou seja, 24 médicos). Nº Médicos 80 70 60 50 40 30 20 0,4 0,6 10 17 18 15 8 0 2009 2010 Rácio 6,0 64 0,8 1,2 1,3 24 27 2012 56 47 33 20 21 21 2011 1,3 42 70 41 3,0 45 1,5 31 2013 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 4,5 0,0 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 96 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Geral Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 70 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 75% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (47), até 2014, é bastante superior ao número de médicos em idade de reforma (27), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 1,3 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 73 de 94 Cirurgia Maxilo-Facial Apenas 9 especialistas de cirurgia maxilo-facial estavam a trabalhar na AMP (correspondem a 8 ETC), o que corresponde a 0,6% do total de cirurgiões e a 0,3% do total de médicos da AMP. Dos 9 médicos, 1 estava sob prestação de serviço. A distribuição das suas idades era a seguinte: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 33% 0% 22% 0% 0% 44% 0% 0% 0% 10% 20% 30% 40% Figura 97 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia maxilo-facial Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. Dos 9 médicos, 8 exercem actividade no Grande Porto e 1 em E. Douro e Vouga. Nº Médicos 4 3 3 2 2 2 1 1 1 0,4 0 2009 Rácio 6,0 3 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3,0 2 0,4 1 0,4 1 2 0,4 1 0,3 1 2010 2011 2012 2013 4,5 1,5 0,5 0,0 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 98 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia maxilo-facial Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 3 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 67% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (2), até 2014, é inferior ao número de médicos em idade de reforma (3), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 0,5 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 74 de 94 Cirurgia Pediátrica Em 2008 existiam 23 cirurgiões pediátricos (25 ETC), o que corresponde a 1,5% do número total de cirurgiões e a 0,7% do total de médicos na AMP. Todos os médicos pertenciam ao mapa de pessoal da função pública. A distribuição das idades apresentava-se da seguinte forma: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 0% 35% 9% 26% 13% 17% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% Figura 99 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia pediátrica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos. Todos os médicos se encontravam em actividade no Grande Porto. Nº Médicos 10 Rácio 6,0 8 6 4 2 0 8 7 6 5 0 1 2009 0 2 2010 0 2 2011 0 3 2012 0 0 0 2 2013 2014 2015 2016 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 6 4,5 3,0 6 1,5 0,0 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 100 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Pediátrica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 8 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 65% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (7), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (0), até esse ano. Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Em relação aos cirurgiões plásticos, sabe-se que existiam 27 médicos (23 ETC) o que corresponde a, apenas, 1,8% do total de especialidades cirúrgicas e a 0,8% do total de especialidades. Dos 27 cirurgiões plásticos, 6 eram prestadores de serviço. Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 75 de 94 Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 4% 11% 22% 22% 15% 26% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 101 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. 85% (ou seja, 23 médicos) encontravam-se na NUT III – Grande Porto, 7% (ou seja, 2 médicos) encontravam-se na NUT III – Tâmega e os restantes 7% (ou seja, 2 médicos) encontravam-se na NUT III – Entre Douro e Vouga (ou seja, 2 médicos). O CH do Médio Ave não dispunha de nenhum especialista nesta área. Nº Médicos 10 8 3,8 6 4,5 8 7 4 3,0 5 2 0 Rácio 6,0 6,0 5,3 0 2 2009 0 2 2010 0 3 2011 1 1 1 1 2012 2013 2014 2015 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 3 3 3 3 2016 2017 2018 2019 4 1,5 0,0 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 102 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 4 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 85% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (8), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 6 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 76 de 94 Cirurgia Vascular Em 2008 existiam 34 médicos cirurgiões na área vascular (35 ETC), o que representa 2,2% do total de cirurgiões e 1,0% do total de médicos da AMP. Dois deles estavam com um vínculo de prestadores de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 6% 6% 12% 15% 21% 21% 21% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 103 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Cirurgia Vascular Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos, o das idades compreendidas entre os 40 e os 44 anos, bem como o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Os 34 cirurgiões exercem actividade na NUT III – Grande Porto. Nº Médicos 12 Rácio 6,0 10 11 3,4 9 8 2,6 6 4 2 0 1,5 8 7 0,8 0,4 4 2 4,5 2,8 1 2009 2 2 2010 2 2 2 2011 2012 2013 3 2014 4 5 5 5 2016 2017 2018 8 3,0 1,5 0,0 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2015 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 104 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Cirurgia Vascular Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 8 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 76% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (11), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (3), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 2,8 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 77 de 94 Dermato-Veneoreologia Em 2008 existiam 30 cirurgiões desta valência (28 ETC) o que corresponde a 2,0% do total de cirurgiões e 0,9% do total de médicos da AMP. Um dos cirurgiões tinha vínculo de prestador de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 3% 20% 17% 17% 10% 23% 10% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 105 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Dermato-Veneoreologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. Todos os médicos exerciam, à data, actividade no Grande Porto. Nº Médicos 18 16 14 12 10 8 6 2,3 4 2 1 3 0 2009 Rácio 16,0 10,5 12,0 14 6,8 8,0 9 3,0 1 12,0 16 12,0 16 4 2010 1 1 1 1 1 1 4 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 6 6 7 2018 2019 2020 4,0 0,0 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 106 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Dermato-Veneoreologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 7 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 77% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (16), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 12 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 78 de 94 Estomatologia Existiam, à data, 34 estomatologistas (35 ETC), o que pressupõe 2,2% do total de especialistas cirúrgicos e cerca de 1,0% do total de médicos da AMP, um dos quais como prestador de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 12% 21% 41% 15% 3% 9% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% Figura 107 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Estomatologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 50 e os 54 anos. Todos os especialistas se encontravam na região do Grande Porto, excepto um que estava a trabalhar em E. Douro e Vouga. Nº Médicos 12 Rácio 6,0 10 11 8 6 4 2 0 1,9 1,5 0,8 0 0 2009 1 5 1 2010 1 2 2011 3 3 4 2 2012 2013 2014 2015 3,0 7 6 6 6 2016 2017 2018 4,5 1,5 0,0 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 108 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Estomatologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 11 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 68% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (5), até 2012, é superior ao número de médicos em idade de reforma (2), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2012 seja de 1,9 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 79 de 94 Ginecologia/Obstetrícia Existiam, à data, 275 médicos (257 ETC), o que pressupõe 18,2% do total de especialistas cirúrgicos e cerca de 8,3% do total de médicos da AMP, 52 dos quais como prestadores de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 1% 8% 16% 18% 27% 13% 11% 5% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 109 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Ginecologia/Obstetrícia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. A maioria dos médicos encontrava-se na NUT III – Grande Porto (68%, ou seja, 187 médicos). Ainda assim a NUT III – E. Douro e Vouga conserva 15% (ou seja, 42 médicos), a NUT III – Tâmega detém 10% (ou seja, 27 médicos) e os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão 7% (ou seja, 19 médicos). Nº Médicos 80 70 60 50 40 30 1,1 20 10 6 9 0 2009 Rácio 6,0 2,6 2,2 42 1,4 2,5 53 2,8 64 56 42 26 8 69 15 2010 9 2011 12 2012 16 2013 17 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 3,0 49 1,5 28 24 4,5 0,0 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 110 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Ginecologia/Obstetrícia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 69 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 75% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (64), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (17), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 2,8 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 80 de 94 Neurocirurgia Em 2008 havia um conjunto de 33 neurocirurgiões (34 ETC) o que corresponde a um peso de 2,2% sobre o conjunto de especialidades cirúrgicas e a 1,0% do conjunto de todas as especialidades na AMP. Dos 33 neurocirurgiões, 1 exercia a sua actividade sob prestação de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 6% 18% 6% 27% 27% 9% 6% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 111 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Neurocirurgia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 40 e os 44 anos e o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Todos os médicos exerciam a sua actividade no Grande Porto à excepção de um, que exercia actividade em E. Douro e Vouga. Nº Médicos 10 Rácio 6,0 8 4,5 6 2,3 4 0 5 4 2 0 1 2009 0 3 2010 0 3 2011 3 1 2012 7 1,9 1,5 2 2 2 2013 2014 2015 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 4 4 2016 2017 8 3,0 5 1,5 0,0 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 112 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Neurocirurgia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 8 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 76% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (5), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (2), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 1,9 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 81 de 94 Oftalmologia Em 2008 existiam 102 oftalmologistas (103 ETC), o que corresponde a 6,7% do grupo de especialidades cirúrgicas e a 3,1% de todas as especialidades da AMP. Três tinham vínculo como prestadores de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 3% 5% 24% 12% 17% 21% 10% 10% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 113 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Oftalmologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos. A maioria dos médicos encontrava-se na NUT III – Grande Porto (77%, ou seja, 79 médicos). Ainda assim a NUT III – E. Douro e Vouga conserva 16% dos especialistas (ou seja, 16 médicos), estando os restantes 7% (ou seja, 7 médicos) no CH Médio Ave. Nº Médicos 35 30 25 20 15 10 0,6 5 4 3 0 2009 Rácio 6,0 4,2 3,2 2,4 29 28 32 25 21 3,0 21 13 1,5 13 4 5 5 7 2010 2011 2012 2013 8 8 2014 2015 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 4,5 0,0 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 114 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Oftalmologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 32 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 69% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (28), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (5), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2012 seja de 4,2 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 82 de 94 Ortopedia Cerca de 153 ortopedistas (151 ETC) estavam a trabalhar na Área Metropolitana do Porto (dos quais 15 prestadores), o que corresponde a 10,1% do total de cirurgiões e a 4,6% do total de médicos da AMP. A distribuição etária encontra-se representada no seguinte gráfico: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 2% 5% 18% 22% 26% 12% 14% 1% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 115 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Ortopedia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. A maioria dos médicos encontrava-se na NUT III – Grande Porto (69%, ou seja, 106 médicos). Ainda assim a NUT III – E. Douro e Vouga conserva 12% dos especialistas (ou seja, 18 médicos), estando 10% no CHTS (ou seja, 16 médicos) e os restantes 8% no CH Médio Ave (ou seja, 13 médicos). Nº Médicos 60 50 4,5 54 2,4 30 45 36 20 0,9 5 28 21 10 0 4,2 3,9 3,2 40 Rácio 6,0 5,1 6 2009 5 16 5 2010 2011 33 39 1,5 21 7 8 8 2012 2013 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 14 11 2015 2016 3,0 0,0 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 116 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Ortopedia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 39 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 75% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (54), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (8), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 5,1 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 83 de 94 Otorrinolaringologia Em 2008 existiam, na AMP, 77 médicos de ORL (75 ETC), em que 6 eram prestadores de serviço. Tal valor corresponde a 5,1% do conjunto de cirurgiões da AMP e a 2,3% do total de médicos do âmbito de análise. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 1% 12% 13% 18% 29% 14% 9% 4% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 117 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Otorrinolaringologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. A maioria dos médicos encontrava-se na NUT III – Grande Porto (73%, ou seja, 56 médicos). Ainda assim a NUT III – E. Douro e Vouga conserva 12% (ou seja, 9 médicos), o CH Médio Ave 9% (ou seja, 7 médicos) e o CH Tâmega e Sousa 6% (ou seja, 5 médicos). Nº Médicos 30 Rácio 6,0 25 4,5 20 2,5 15 10 14 1,0 10 5 0 2,1 20 2,1 3 2,3 24 4 2009 3 5 2010 2011 7 8 8 2012 2013 2014 11 10 12 15 17 20 3,0 1,5 0,0 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 118 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Otorrinolaringologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 20 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 74% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (24), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (8), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 2,3 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 84 de 94 Urologia Em 2008 existiam 55 urologistas (56 ETC), dos quais 3 urologistas são prestadores de serviço, o que corresponde a 3,6% do total de especialistas cirúrgicos e a 1,7% do total de especialistas na AMP. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 4% 5% 20% 16% 16% 11% 25% 2% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 119 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Urologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos. O maior número de médicos encontra-se na NUT III – Grande Porto (82%, ou seja, 45 médicos), seguindose o Entre Douro e Vouga (9%, ou seja, 5 médicos) e o Tâmega (9%, ou seja, 5 médicos). O CH do Médio Ave não dispõe de nenhum médico nesta área. Nº Médicos 30 4,7 25 3,9 20 15 3 25 3,0 21 15 0,5 5 4,5 2,8 2,3 1,8 10 0 Rácio 6,0 7 2 2009 9 9 3 3 4 4 4 5 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 10 12 14 16 1,5 0,0 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 120 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Urologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 16 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 71% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (25), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (4), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 4,7 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 85 de 94 5.3.3 Especialidades de diagnóstico e terapêutica Anatomia Patológica Em 2008 existiam 39 anatomo-patologistas (43 ETC) o que corresponde a 10,6% do número de especialistas de diagnóstico e terapêutica e a 1,2% do total de médicos em estudo, dos quais 2 médicos são prestadores de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 3% 15% 18% 18% 23% 5% 15% 3% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Figura 121 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Anatomia Patológica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Todos os médicos se encontram concentrados no Grande Porto. Nº Médicos 25 Rácio 6,0 20 15 2,3 10 2 21 19 2,3 3,2 4,5 21 3,0 12 1,1 5 0 3,9 3,6 3 2009 2 6 2010 4 4 2011 2012 7 8 9 4 5 2013 2014 2015 2016 2017 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 11 13 14 1,5 0,0 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 122 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Anatomia Patológica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 14 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 64% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (21), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (5), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 3,2 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 86 de 94 Imunohemoterapia Os 52 imunohemoterapeutas (58 ETC) compõem 14,1% do total de especialistas de diagnóstico e terapêutica e 1,6% do total de médicos da AMP, sendo que 3 estão com um vínculo de prestação de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 8% 6% 29% 31% 10% 13% 4% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 123 – Evolução Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Imunohemoterapia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. No Grande Porto está situada a maioria dos médicos de Saúde (77%, ou seja, 40 médicos), tendo a unidade territorial de E. Douro e Vouga 8% (ou seja, 4 médicos), o CH Tâmega e Sousa 8% (ou seja, 4 médicos) e o CH do Médio Ave 8% (ou seja, 4 médicos). Nº Médicos 8 7 6 5 4 3 2 1 1 0 0 2009 Rácio 6,0 7 7 7 2,6 4 4 4 5 3,0 5 1,5 3 0 1 2010 0 1 2011 0 0 2012 2013 4,5 2 0,0 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 124 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Imunohemoterapia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 7 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 87% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (7), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (2), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 2,6 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 87 de 94 Medicina Física e de Reabilitação Relativamente aos médicos fisioterapeutas, foram identificados 55 médicos (55 ETC), dos quais 2 médicos estavam como prestadores de serviço. Tal representa 14,9% do conjunto de médicos afectos a especialidades de diagnóstico e terapêutica e 1,7% do conjunto total de médicos da AMP. A idade actual dos médicos distribui-se da seguinte forma: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 7% 5% 31% 18% 9% 13% 15% 2% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 125-Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Medicina Física e de Reabilitação Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 50 e os 54 anos. Como seria de prever, a maioria dos médicos encontrase a exercer actividade na NUT III – Grande Porto (64%, ou seja, 35 médicos), sendo que a unidade territorial de Entre Douro e Vouga também observa um valor importante (20%, ou seja, 11 médicos) sendo a região do Tâmega (9%, ou seja, 5 médicos) e da área concelhia de Santo Tirso, Trofa e Famalicão (7%, ou seja, 4 médicos), os que têm menos médicos. Nº Médicos 25 Rácio 15,0 20 23 15 6,0 16 7,1 19 12,0 8,6 9,0 10 6,0 8 5 0 0 2009 2 2 2 3 2010 2011 2012 2013 3 4 4 2014 2015 2016 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 6 6 6 7 2017 2018 2019 2020 3,0 0,0 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 126 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Medicina Física e de Reabilitação Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 7 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 87% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (23), até 2012, é superior ao número de médicos em idade de reforma (2), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 88 de 94 da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2012 seja de 8,6 (como referido na figura). Medicina Nuclear Em 2008 existiam 11 médicos de Medicina Nuclear (12 ETC) o que corresponde a apenas 3,0% do número de especialistas de diagnóstico e terapêutica e a 0,3% do total de médicos em estudo, dos quais nenhum é prestador de serviço: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 9% 36% 18% 0% 9% 9% 18% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% Figura 127 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Medicina Nuclear Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos. Todos os médicos se encontram concentrados no Grande Porto. Nº Médicos 6 Rácio 6,0 5 3,8 4 3,8 5 5 0,0 1 0 2009 5 1 2010 3 1 1 1 1 2011 2012 2013 2014 2015 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 1,5 2 1 4,5 3,0 4 3 2 0 3,8 5 2,3 3 1 5 0,0 2016 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 128 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Medicina Nuclear Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 5 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a apenas 55% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (5), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2013 seja de 3,8 (como referido Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto 89 de 94 Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) na figura). Neurorradiologia Em 2008 haviam 32 médicos (32 ETC) a exercer esta especialidade, o que corresponde a cerca de 8,7% do número de médicos de especialidades de diagnóstico e terapêutica e 1,0% do número total de médicos da AMP. Dos 32 médicos identificados, 1 médico trabalhava sob prestação de serviço. A distribuição das idades verifica-se segundo o seguinte gráfico: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 3% 6% 6% 31% 22% 22% 9% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 129 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Neurorradiologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. Todos os médicos se encontram concentrados no Grande Porto. Nº Médicos 20 Rácio 16,0 12,0 15 12,0 12,0 10,5 16 3,8 5 0 14 6,8 10 2 2009 1 8,0 9 0,0 0 16 5 2010 1 1 1 2011 2012 2013 1 1 2014 2015 2 2 2 2016 2017 2018 3 3 2019 2020 4,0 0,0 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 130 – Evolução do nº total de médicos em função na AMP, em idade de reforma, por ano – Neurorradiologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 3 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 91% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de internos que terminam o internato médico (16), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (1), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 12 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 90 de 94 Patologia Clínica Em 2008 o número de médicos ascendia a 85 (94 ETC), o que corresponde a 23,0% do número de especialistas de diagnóstico e terapêutica e a 2,6% do número total de especialistas na AMP. Dos médicos desta especialidade, 4 médicos são prestadores de serviço. A distribuição das idades é conforme se segue: Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 7% 16% 21% 38% 6% 9% 2% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% Figura 131 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Patologia Clínica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. No Grande Porto está situada a maioria dos médicos de Saúde (81%, ou seja, 69 médicos), tendo o CH Tâmega e Sousa 7% (ou seja, 6 médicos), a unidade territorial de E. Douro e Vouga 6% (ou seja, 5 médicos) e o CH do Médio Ave 6% (ou seja, 5 médicos). Nº Médicos 25 Rácio 6,0 5,3 20 3,8 15 2,8 2,3 4,5 3,8 15 15 10 15 17 7 1 3 2009 3,0 15 11 5 0 1,9 20 1,5 10 1 3 3 3 6 2010 2011 2012 2013 2014 6 7 2015 2016 0,0 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2017 2018 2019 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 132 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Patologia Clínica Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 20 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 76% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (16), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (6), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 1,9 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 91 de 94 Radiologia Em 2008 existiam 75 radiologistas (68 ETC) o que corresponde a 20,3% do número de especialistas de diagnóstico e terapêutica e a 2,3% do total de médicos em estudo, dos quais 15 médicos são prestadores de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 4% 11% 20% 27% 17% 16% 5% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Figura 133 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Radiologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 45 e os 49 anos. No Grande Porto está situada a maioria dos médicos de Saúde (87%, ou seja, 65 anos), tendo a unidade territorial de E. Douro e Vouga 8% (ou seja, 6 médicos), o CH do Médio Ave 3% (ou seja, 2 médicos) e o CH Tâmega e Sousa 3% (ou seja, 2 médicos). Nº Médicos 35 30 Rácio 16,0 31 25 20 15 10 5 0 33 33 12,0 8,3 24 8,0 15 0 9 2009 0 0 0 0 3 2010 2011 2012 2013 2014 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 3 5 2015 2016 6 2017 6 8 2018 2019 11 4,0 0,0 2020 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 134 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma ano – Radiologia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 11 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 85% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (33), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (3), até esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 8,3 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 92 de 94 Radioterapia Em 2008 existiam 20 radioterapeutas (23 ETC) o que corresponde a 5,4% do número de especialistas de diagnóstico e terapêutica e a 0,6% do total de médicos em estudo, dos quais não existem médicos prestadores de serviço. Mais de 64 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos Menos de 30 anos 0% 5% 5% 40% 25% 25% 0% 0% 0% 0% 10% 20% 30% 40% Figura 135 – Classificação dos médicos em função nos hospitais da AMP, por classe etária, a 1 de Janeiro de 2009 – Radioterapia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Tal como representado na figura, o escalão etário com maior peso percentual nesta especialidade é o das idades compreendidas entre os 50 e os 54 anos. Todos os médicos se encontram concentrados no Grande Porto. Nº Médicos 8 5,3 5,3 6 7 7 3,0 4,5 7 2,3 4 2 0 Rácio 6,0 5,3 3 0,0 1 3,0 4 0 2009 1,5 1 1 1 1 1 1 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Nº Médicos em idade de reforma - Acum. (B) 2 2 2 2 2 2016 2017 2018 2019 2020 0,0 Nº Médicos a concluir o internato - Acum. (A) Rácio Ajustado Acum (A/B*0,75) Figura 136 – Evolução de médicos a concluir o internato médico na Área Metropolitana do Porto e comparação com médicos a entrar em idade de reforma – Radioterapia Fonte: ARS Norte – Lista RH Médicos em 2008 nos hospitais da AMP Nota: O rácio ajustado corresponde ao rácio entre o n.º acumulado de médicos a concluir o internado médico e o n.º acumulado de médicos a entrar em idade da reforma, ajustado em baixa por um factor de 25%, de forma a incorporar aspectos que poderão contribuir para a redução do n.º de médicos que acabam o internato e ficam a exercer actividade clínica em hospitais do SNS da AMP (tais como: desistências de especialidade; saturação da capacidade formativa de alguns serviços, pela colocação intensiva de novos internos; saída para clínica privada; saída para outros hospitais do SNS; entre outros), assim como para a saída de médicos do exercício da actividade clínica em hospitais do SNS da AMP, por outras razões para além de terem atingido a idade da reforma (tais como: saída para clínica privada; outras tarefas de que podem ficar responsáveis, substituindo a prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em termos de gestão, investigação, ou outras; reformas antecipadas; invalidez; morte; entre outros). Por um lado, espera-se que, no período de 2009 a 2020, entrem em idade normal de reforma 2 médicos desta especialidade, de acordo com a distribuição apresentada na figura acima, sendo que os médicos que continuam em idade activa correspondem a 90% do número total de médicos actualmente em função na AMP. Por outro lado, o número de médicos que terminam o internato médico (7), até 2014, é superior ao número de médicos em idade de reforma (1), para esse ano. Tendo em consideração que existem aspectos que podem contribuir para que alguns médicos que acabam o internato não fiquem a exercer actividade clínica em hospitais do SNS na Área Metropolitana do Porto e que existem factores, para além da idade da reforma, que contribuem para a saída de médicos do exercício de actividade clínica nos hospitais do SNS, estima-se que o rácio de substituição ajustado em 2014 seja de 5,3 (como referido na figura). Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 93 de 94 5.4 Anexo 4 – Lista de universidades estrangeiras Espanha Univ. Alcalá Universidad de Murcia Univ. Autónoma de Barcelona Universidad de Navarra Universidad Autónoma de Madrid Universidad de Oviedo Universitat de Barcelona Universidad del País Vasco Universidad de Cádiz Universitat Rovira i Virgili Universidad de Cantabria Universidad de Salamanca Universidad Complutense de Madrid Universidad de Santiago de Compostela Universidad de Córdoba Universidad de Sevilla Universidad de Extremadura Universitat de Valencia Universidad de Granada Universidad de Valladolid Universidad La Laguna Universidad de Zaragoza Universidad Las Palmas de Gran Canaria UCLM Universitat de Lleida Universidad de Zaragoza Universidad de Málaga (UCM) Univ. Miguel H. de Elche Universidad CEU San Pablo Figura 137 – Lista de universidades espanholas incluídas no inquérito efectuado pela Intersalus Fonte: Dados de cada uma das universidades questionadas no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP. República Checa Faculty of Medicine in Pilsen University Faculty of Medicine - Masaryk University Faculty of Medicine and Dentistry - Palacký University in Olomouc Figura 138 – Lista de universidades checas incluídas no inquérito efectuado pela Intersalus Fonte: Dados de cada uma das universidades questionadas no âmbito do Projecto de Reordenamento Hospitalar da AMP. Universidades das quais se obteve resposta Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto Relatório (Estudo 3 – Análise actual e prospectiva dos Recursos Humanos Médicos Hospitalares) 94 de 94