AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA SOBRE MEDIDAS DE CONTROLE DE INFECÇÃO Bernardo de França Paula1; Alice Lívio Soares Nunes2; Cristiane Damasceno de Oliveira3 INTRODUÇÃO • As IRAS representam um grave problema de saúde no país; • Existe uma série de evidências que fundamentam as ações para a prevenção e o controle das IRAS a fim de reduzir os riscos nos serviços de saúde. • O SEP e a CCIH se uniram para elaboração de uma proposta de trabalho multidisciplinar, que inclui ações educativas, a fim de reduzir as taxas de IRAS da instituição. OBJETIVO Avaliar o conhecimento da Equipe de Enfermagem sobre medidas de controle de infecção, através de um projeto de educação no trabalho. DESCRIÇÃO METODOLÓGICA • Pesquisa Quantitativa Exploratória • Cenário: CTI do Hospital do Amparo Feminino • Sujeitos: Equipe de Enfermagem (G1 – 09 Enfermeiros / G2 – 36 Técnicos de Enf.) • Programa de Treinamento associado a Pré e Pós-Testes • Análise Estatística Descritiva Simples AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA SOBRE MEDIDAS DE CONTROLE DE INFECÇÃO Bernardo de França Paula1; Alice Lívio Soares Nunes2; Cristiane Damasceno de Oliveira3 RESULTADOS Na ausência de sujidade visível ou matéria orgânica, qual a melhor substância para a HM? Água e Sabão Álcool Gel 67% 47% 33% 53% 22% Pré -Teste Pós -Teste Enfermeiros 14% Pré - Teste Pós -Teste Técnicos de Enfermagem Conhece a técnica de colocar e retirar o capote? 100% 86% 78% O treinamento de capote alterou sua técnica anterior? 78% 92% 56% 44% 22% 8% 0% SIM NÃO Enfermeiros SIM NÃO Técnicos de Enfermagem SIM NÃO Enfermeiros SIM NÃO Técnicos de Enfermagem AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA SOBRE MEDIDAS DE CONTROLE DE INFECÇÃO Bernardo de França Paula1; Alice Lívio Soares Nunes2; Cristiane Damasceno de Oliveira3 RESULTADOS Os 5 momentos preconizados pela OMS para HM com álcool gel. ENFERMEIROS Pré -Teste 100% 89% Pós - Teste 100% 100% 78% 78% 78% 67% 56% 22% 1º 2º 3º 4º 5º TÉCNICOS DE ENFERMAGEM Pré - Teste 86% 67% 1º 83% Pós -Teste 78% 56% 56% 2º 3º 89% 89% 86% 50% 4º 5º AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA SOBRE MEDIDAS DE CONTROLE DE INFECÇÃO Bernardo de França Paula1; Alice Lívio Soares Nunes2; Cristiane Damasceno de Oliveira3 CONCLUSÃO • Através dessa estratégia multidisciplinar foi possível avaliar as dificuldades técnicas e estruturais encontradas pelos funcionários para realização das atividades propostas. • Permitindo reavaliação contínua do conhecimento e consequente processo de trabalho e sua otimização, garantindo a capacitação dos funcionários e consequente melhoria no controle de infecções. • Entende-se a incorporação das técnicas de precauções e de higienização das mãos como parte do programa de orientações para todos os funcionários antes de iniciar suas atividades nas unidades, e que deve ser continuamente reforçada. A parceria entre SEP e CCIH é de fundamental importância para garantir a adesão às medidas adotadas para controle de IRAS, construção significativa de conhecimento e autonomia para promover transformação da realidade institucional. AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA SOBRE MEDIDAS DE CONTROLE DE INFECÇÃO Bernardo de França Paula1; Alice Lívio Soares Nunes2; Cristiane Damasceno de Oliveira3 CONTRIBUIÇÕES PARA ENFERMAGEM A Educação Permanente ancorada nos preceitos da práxis transformadora cria estratégias educativas que não visam à transmissão de um conhecimento, mas a mudança do comportamento dos funcionários, garantindo a melhoria da qualidade na assistência e mais especificamente no controle de infecções. REFERÊNCIAS (1) OLIVEIRA AC, CARDOSO CS, MASCARENHAS D. Precauções de contato em Unidade de Terapia Intensiva: fatores facilitadores e dificultadores para adesão dos profissionais. Rev. esc. enferm. USP. 2010; 44(1). (2) Organização Mundial da Saúde. Guia Para Implementação : Um Guia para a implantação da estratégia multimodal da OMS para a melhoria da higienização das mãos a observadores: estratégia multimodal da OMS para a melhoria da higienização das mãos. Tradução de Sátia Marine – Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; Agência Nacional de VigilânciaSanitária, 2008. (3) JARDIM JM, LACERDA RA, SOARES NJD, NUNES BK. Avaliação das práticas de prevenção e controle de infecção da corrente sanguínea em um hospital governamental. Rev. esc. enferm. USP. 2013; 47(1). (4) SILVA LAA, FERRAZ F, LINO M, BACKES VMS; SCHMIDT SMS. Educação permanente em saúde e no trabalho de enfermagem: perspectiva de uma práxis transformadora. Rev. Gaúcha Enferm. (Online). 2010; 31(3). Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S198314472010000300021 DESCRITORES: Educação Continuada; Hospitalar; Prática Profissional. Infecção ÁREAS TEMÁTICAS: Interfaces da Enfermagem com práticas profissionais e populares de cuidado em saúde