Informativo do Campus São Gonçalo CONEXÃO Campus São Gonçalo inicia projeto Cineclube Projeto vai tratar de questões relacionadas ao cotidiano dos estudantes CONEXÃO INFORMATIVO DO CAMPUS SÃO GONÇALO 2º dia debateu cotas e racismo Thiago Turíbio após palestrar sobre os jovens infratores A 1ª edição do projeto 'Cineclube' provocou reflexões a respeito de um tema polêmico e agradou em cheio ao público presente. O evento aconteceu no dia 11 de julho, no auditório do campus São Gonçalo do IFRJ. A ideia para a atividade surgiu a partir de reuniões do coletivo antirracista da unidade - formado por alunos de química -, orientados pelo professor de Sociologia Ricardo Costa. A atividade conta com a organização dos alunos Eduarda Monteiro, Gabrielle Caroline, Alyne Quintanilha, Ana Luiza Buriche, Gabriela Bonfim, Júlia Dutra, Julia Gomes, Karolayne Silva, Katthelyn Abreu, Larissa Melo, Maria Luisa Rodrigues, Natália Oliveira, Ruan Coelho e Thamiris Campos. Com o objetivo de estimular e envolver alunos do instituto e de escolas próximas, além da comunidade, pelo menos um sábado por mês a equipe trará assuntos para reflexão dos participantes. Com o tema “Redução da maioridade penal”, no evento foi exibido o documentário “JUÍZO – JOVENS INFRATORES NO BRASIL” (2007), de Maria Augusta Ramos e um debate com o professor de História e membro do Núcleo Dandara dos Palmares de Direitos Humanos e Educação (PSOL-SG) Thiago Turíbio. “Leciono em Itaboraí e a vontade de incentivar o conhecimento é enorme, não só em História, mas sobre todos os temas” comemorou o professor. O documentário “Raça Humana” e o curta-metragem “Vista minha pele” foram exibidos no dia 25 de julho, e, em seguida, ocorreu um debate com a temática “Racismo e cotas na educação” com o professor de História da África Jorge Nascimento. O historiador começou pela origem dos seres humanos. “O DNA mais antigo do planeta é o do negro. Logo, conclui-se que as demais etnias vieram dele”, declarou. Os primeiros seres humanos surgiram na África. Muitos negros foram para outros continentes, onde as condições climáticas e regionais influenciaram na pigmentação da pele. Assim, a pele de alguns grupos ficou mais clara. Quando os humanos mais claros encontraram as pessoas com a pele negra, surgiu o racismo. Isso há cinco mil anos. Para Larissa Melo, aluna do curso Técnico em Química, o preconceito contra os negros é uma vergonha. “Sou umbandista e me olham torto porque sou branca, como se essa religião e toda a cultura negra não tivesse valor algum”, lamentou. Outro sinal de racismo é o termo “mulato”, pois vem de mula, um animal que não se reproduz e considerado incapaz intelectualmente. O correto é mestiço. Jorge ressaltou a importância em buscar autores africanos, pois as pessoas se prendem apenas aos europeus. Após esses esclarecimentos a respeito do valor dos negros, o professor disse que pregar meritocracia é perverso. “Estudantes negros não têm chance acadêmica. A deficiência na educação pública – que é geralmente a que esse jovem tem acesso – é evidente e impede a evolução nos estudos”, concluiu. Agosto - 2015 SÃO GONÇALO E DUQUE DE CAXIAS NO IFRJ EM AÇÃO Badminton, Futsal, handebol, voleibol e dança fizeram parte da atividade O Projeto IFRJ em Ação reuniu alunos e professores das unidades Duque de Caxias e São Gonçalo para jogos de badminton, futsal, handebol, voleibol, além de apresentações de dança no dia 24 de julho, no campus Duque de Caxias. Estiveram presentes no evento os professores de educação física Ingrid Fonseca, Edson Farret, Luis Claudio (IFRJ/SG), Leandro Gouveia e Ana Beatriz Oliveira (IFRJ/CDUC), além da presidente e do diretor de arbitragem da federação de badminton do estado do Rio de Janeiro Simone Santos e Rafael Alonso. A atividade foi idealizada pelas professoras Ingrid Fonseca e Ana Beatriz Oliveira. Com o objetivo de trabalhar os valores da educação física como socialização, integração, respeito, harmonia e comunhão. O projeto tem a colaboração dos professores Luis Claudio, Edson Farret e Leandro Gouveia. O docente Luis Claudio (IFRJ/SG) destacou que o projeto não visa competição e a iniciativa vai crescer em breve. A presidente da Federação de Badminton Simone Santos explicou que o esporte é inclusivo, permite partidas mistas. “O caminho para competir oficialmente é longo, mas não impossível. É necessário procurar uma escolinha e praticar aos poucos até chegar á um nível alto”. Ela disse que prática de qualquer esporte ajuda no EXPEDIENTE Textos Juliana Santos Programação Visual Tiago Giannerini Diretor do Campus São Gonçalo Mayara Silveira Estagiário de Jornalismo Supervisão e Revisão AsCom - Reitoria aprendizado, pois promove descontração e isso incentiva o cérebro a absorver conteúdo. “Apesar das adversidades, como o calendário ainda diferente do civil, o projeto está caminhando. O grupo de dança está se consolidando, com muitos alunos e alunas querendo participar. Isto é algo novo na escola, já nos apresentamos em vários locais e terá mais um em 06 de agosto, por convite do campus Paracambi” conta a professora Ingrid. Ela também disse que o badminton ainda precisa de mais divulgação e estímulo, mas isto é uma questão de tempo e insistência. Quanto ao voleibol, ela acredita que se a quadra fosse de melhor qualidade, as atividades sempre estariam lotadas de alunos. Ingrid contou que Pinheiral fará parte do projeto e, junto com São Gonçalo e Duque de Caxias, fará as mesmas atividades para criar mais intercambio e aprimorar o desenvolvimento da própria atividade. Quanto ao badminton, ela arriscou: “Quem sabe o badminton não entra no próximo intercampi, pelo interesse dos alunos?”. Debate sobre cotas e racismo reuniu alunos e visitantes Paulo Roberto de Assis Passos Reitor do IFRJ Alunos e servidores dos dois campi após as atividades do projeto Professores de Educação Física e estagiários dos dois campi “Vamos fazendo trabalho de formiguinha. Estamos em uma escola técnica onde o olhar sobre o corpo, o O poder das meninas do campus São Gonçalo As meninas do campus São Gonçalo se apresentaram com a música ‘Crazy in love’ no campus Duque de Caxias. As próximas performances prometem participação de meninos e forró. Grupo de dança de São Gonçalo antes de apresentarem o ‘Crazy in love’ esporte e lazer são menores, o que para mim é um dos grandes equívocos”, disse Ingrid. Segundo ela, o IFRJ é uma escola e nela devem se desenvolver todos os aspectos do ser humano. O lazer e o esporte são alguns destes canais. Os alunos já perceberam isto, e aos poucos estão se juntando em torno do projeto” finalizou. O aluno do curso Técnico em Química Leonardo Kapiska disse que foi um enorme prazer representar o campus São Gonçalo, que a cada dia desenvolve mais ações relacionadas ao esporte. A estudante do curso Técnico em Química e integrante do grupo Yasmim Lorena acredita que é uma ótima oportunidade para ampliar as atividades extracurriculares, além de melhorar o condicionamento físico e incentivar a atividade em grupo. “Acho que uma melhor divulgação nos campi pode ajudar o projeto a crescer, pois se os benefícios forem expostos, a procura pela ampliação desse projeto será maior”. “Com certeza é necessária a expansão do projeto para outros campi, e também a entrada de esportes diferenciados, como badminton, tornam a experiência mais excitante!” disse a aluna do curso técnico em química e também integrante do grupo Francyelli Alvim. Ela destaca que o ar de competitividade continua alimentando o jogo, mas não é tão pesado quanto nos outros intercampi. História de dois Aimorés Pai e filho compartilham o nome e histórias de superação Uma dupla bastante conhecida no IFRJ campus São Gonçalo é formada pelo técnico administrativo da Secretaria Aimoré Opytaciano dos Santos Filho e seu filho Aimoré Opytaciano dos Santos Neto. Ambos compartilham semelhança física e também na personalidade. Recentemente, o jovem foi aprovado para o curso de Publicidade, com bolsa integral na PUC. Sobre a vitória, o pai se derrete em elogios. “Estou muito orgulhoso dele. Sempre foi muito estudioso e dedicado. Nas poucas vezes em que tirou notas baixas, se reergueu determinado a melhorar”. A emoção toma conta quando o assunto é parceria. “Meu pai me respeita muito, mesmo que não entenda minhas escolhas, ele procura estar sempre ao meu lado” relatou o rapaz. O adolescente diz que o hobby do pai é assistir jogos esportivos, jogar videogames e estudar. “O que mais gosto nele é a capacidade de me fortalecer, só batemos de frente porque somos rudes, nos estressamos fácil”. Aimoré tem outra filha da mesma união, e lembra-se de uma época delicada em que a mãe de seus filhos teve problemas psicológicos. “Já estava separado. Neste momento nos unimos bastante. O apoio mútuo foi essencial” lembrou. O técnico administrativo diz que o filho sempre foi 'viciado' em tecnologia, e tanto na escola quanto em casa sempre o via com o celular nas mãos. O servidor explicou que o nome Aimoré é indígena e foi inspirado em um parente com esse nome, porém com a letra 'y' na escrita. Já o sobrenome Opytaciano, foi criado por seu bisavô, que saiu de casa e se recusou a usar o sobrenome do pai. Duas gerações do mesmo nome para marcar o IFRJ REFLEXÕES SOBRE DIVERSIDADE SEXUAL 6ª edição do Paro, penso, falo (?) debateu sobre transfobia e outros preconceitos A 6ª edição do projeto de extensão Paro, Penso, Falo (?) ocorreu no último dia 01 de julho, no pátio do campus São Gonçalo. A atividade teve como objetivo discutir a questão do gênero, o preconceito, a transfobia e a homofobia, visto que o Brasil - segundo dados da UNICEF de 2011 é o país que mais mata por razões homofóbicas. Os convidados foram a militante do movimento trans, Indianara Sophia e o professor de Filosofia do Campus Nilópolis, Edson Barros. As palestras são organizadas pela diretora de apoio técnico ao ensino, Gleyce Figueiredo e o estagiário de serviço social Luiz Antonio Cabral. Edson disse que existem muitos termos acerca de gênero, e diferenciou dois tipos: binário e não-binário. O primeiro se trata de uma pessoa que se identifica estritamente com o gênero feminino ou com o gênero masculino, sempre de forma separada, sem fluidez e em totalidade. Pessoas binárias podem ser cis ou trans. Já o segundo conceito, se aplica aos indivíduos que não são apenas gênero feminino ou masculino. O professor também falou sobre a atração romântica e a atração sexual. A primeira é sentida sem causar desejo de fazer sexo, e vem de uma admiração de quem sente. Diferente da segunda, que leva à vontade do toque. O filósofo explicou o complexo de Édipo – cuja história vem da mitologia grega – e usou dessa teoria para justificar a formação da sexualidade. Já a militante trans falou que foi presa por andar sem camisa pela rua. “Legalmente sou homem. Não me reconhecem perante a lei como uma mulher, então, eu tenho direito de andar sem camisa. Deveriam permitir que eu tivesse a liberdade que os homens têm”. Neste episódio, ela foi apontada e agredida verbalmente por pessoas que não a conheciam e considera que a sociedade se torna mais justa quando a minoria passa a ter direitos. Indianara destaca as contradições da sociedade e declara que vivemos em um sistema patriarcal. “Fui julgada como mulher, pois andei com seios de fora, então com essa atitude deixam claro que homens e mulheres não tem o mesmo direito. Homens podem andar sem camisa. Mulheres não”. “O problema não é somente a homofobia, pois também vejo formas de criminalizar o desejo da mulher, o machismo é muito presente. Fazem piadinha e pedem meus documentos, pois questionam se sou homem ou mulher, quando isso não deveria importar” lamentou. “Se eu fosse intolerante, ficaria trancada em casa” brincou. A militante aconselhou os estudantes a aceitarem a diversidade, pois, de qualquer forma, sempre haverá alguém diferente de você, seja por orientação sexual, religião, cor de pele ou deficiência física. No encerramento do debate, Indianara foi muito aplaudida e deixou no ar a seguinte questão: “O que vai mudar nada na sua vida se alguém resolver se assumir ou fizer qualquer coisa com o próprio corpo?”. Muita alegria e até quadrilha psicodélica no 'Arraiá' do campus São Gonçalo Servidores e alunos esbanjaram criatividade nas danças e fantasias O campus São Gonçalo promoveu a festa julina no dia 18 de julho. Estiveram presentes o diretor geral Tiago Giannerini, o diretor de Ensino Anderson Silva, a diretora de Apoio Técnico ao Ensino Gleyce Figueiredo, além de servidores e alunos. O arraiá teve de tudo: barraquinhas de comidas típicas, fantasias diversas, as quadrilhas tradicional e psicodélica. A segunda é caracterizada por um tom mais cômico, onde os integrantes dançam trechos da quadrilha tradicional e, em alguns momentos, músicas populares do axé e funk. O público também pôde assistir à apresentação de dança do grupo Caipigirls – composto pelas alunas Nathália Assumpção, Jessica diniz, Laura Magalhães, Gabriela Abreu, Alice Miranda, Stefany Prado, Ingrid Araujo, Mylena leite, Isabella Garcia, Shayenne Oliveira, Stella bastos, Paola Vieira, Pamela Rafaela e Juliana Azeredo.