FACULDADES UNIDAS DO NORTE DE MINAS - FUNORTE INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – NÚCLEO VILA VELHA ESPECIALIZAÇÃO EM ORTODONTIA ESTUDO SOBRE AS CONDUTAS CLÍNICAS ORTODÔNTICAS EM CASOS DE AGENESIAS DE INCISIVO LATERAL SUPERIOR VIVIANE SINHORINI NEVES FROSSARD VILA VELHA 2009 VIVIANE SINHORINI NEVES FROSSARD ESTUDO SOBRE AS CONDUTAS CLÍNICAS ORTODÔNTICAS EM CASOS DE AGENESIAS DE INCISIVO LATERAL SUPERIOR VIVIANE SINHORINI NEVES FROSSARD Monografia apresentada ao Programa de Pós Graduação do Instituto de Ciências da Saúde, Núcleo Vila Velha, como requisito para a obtenção de título de especialista em Ortodontia. Orientadora: Profa. Maria Bernadete Depoli VILA VELHA 2009 VIVIANE SINHORINI NEVES FROSSARD ESTUDO SOBRE AS CONDUTAS CLÍNICAS ORTODÔNTICAS EM CASOS DE AGENESIAS DE INCISIVO LATERAL SUPERIOR Monografia apresentada ao Programa de Especialização em Ortodontia, do Instituto de Ciências da Saúde – FUNORTE/SOEBRAS Núcleo Vila Velha, como requisito para a obtenção de título de especialista em Ortodontia. Aprovada em _____ de _______________ de ________. COMISSÃO EXAMINADORA ______________________________________________ Prof. Ronaldo de Sousa Ruela Instituto de Ciências da Saúde – FUNORTE/SOEBRAS ______________________________________________ Profa. Triuze Yano Barone Instituto de Ciências da Saúde – FUNORTE/SOEBRAS ______________________________________________ Profa. Maria Bernadete Depoli Orientadora. AGRADECIMENTOS Agradeço, primeiramente, a Deus por mais uma conquista em minha vida, minha eterna gratidão. Aos meus pais Ana Maria e Jamir e ao meu irmão Vinícius Sinhorini, todo amor, incentivo, apoio e paciência nas horas difíceis. Ao meu marido Giovany, a motivação, apoio e incentivo nesta minha caminhada, todo o meu amor. Agradeço aos professores Triuze Yano Barone, Guilherme Alves da Silva Cardoso e Wagner de Sousa Ruela todo ensinamento, dedicação e orientação. A todos os professores. Ao colega de trabalho Vinícius Borges, o auxílio na coleta dos artigos científicos e todo apoio. Aos companheiros e amigos de curso. Aos funcionários e pacientes do I.E.O. O tempo endereça às criaturas o seguinte aviso, em cada alvorecer: Certamente, Deus te concederá outros dias e outras oportunidades de trabalho, mas faze agora todo o bem que puderes porque dia igual ao de hoje, só terás uma vez. Francisco Cândido Xavier (Emmanuel) LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS % Porcentagem ABO-ES Associação Brasileira de Odontologia seção ES BBO Biblioteca Brasileira de Odontologia mm milímetro PLA Placa Lábio Ativa UFSC Universidade Federal de Santa Catarina RESUMO Agenesia dentária representa uma anomalia comum que, frequentemente acarreta problemas ortodônticos. Considerada cada vez mais prevalente nas diferentes populações, seu diagnóstico precoce é de vital importância na prevenção de distúrbios maxilo-mandibulares. A proposta deste trabalho consiste em uma revisão de literatura sobre agenesias de incisivos laterais superiores abordando etiologia, incidência, diagnóstico, condutas clínicas ortodônticas, enfocando as possíveis formas de tratamento desses casos e os fatores que possam interferir nesta decisão, como também no sucesso do tratamento eleito. A revisão de literatura proposta foi feita nas bases de dados MEDLINE, LILACS e BBO, bem como no domínio www.google.com.br e em periódicos on line The American Journal of Orthodontics, The Journal of American Dental Association (JADA), Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, Revista ImplantNews, utilizando as palavras chave agenesia incisivos laterais, anodontia, mesialização de caninos, oligodontias, hipodontias, anomalia de número. O exame radiográfico é valioso na detecção dessas anomalias e, quando realizado precocemente, permite estabelecer uma conduta clínica e ortodôntica no momento oportuno. A decisão pelo tipo de tratamento a ser instituído dependerá de variados fatores. As opções encontradas seriam o fechamento de espaços edêntulos ortodonticamente, a manutenção ou abertura dos espaços para futura reabilitação protética convencional e/ou reabilitação com emprego de implantes ósseointegráveis, visando restabelecer estética, dental e facial, a função e a saúde do sistema estomatognático. Palavras-chave: Agenesia; Incisivos laterais; Anodontia; Mesialização de caninos; oligodontias; Hipodontias; Anomalia de número. ABSTRACT The anodontia represents a common abnormality that results in orthodontic problems. Considered more and more prevalent in different populations, its early diagnosis has critical importance in preventing jaws disturbances. The purpose of this study comprises to review literature concerning missing upper lateral incisors addressing the etiology, incidence, diagnosis, orthodontic clinical interventions, focusing possible ways to treat those cases and the factors that may to interfere with this decision, as well as with the success of treatment chosen. The literature review purposed was carried out through databases MEDLINE, LILACS and BBO, as well as through domain www.google.com.br and the online journals The American Journal of Orthodontics, The Journal of American Dental Association (JADA), Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, Revista ImplantNews, using key-words lateral incisors anodontia, anodontia, mesial movement of canines, oligodontia, hypodontia, number anomaly. The radiographic examination is valuable in detecting these abnormalities and, when performed early, it enables to establish a clinical and orthodontic management at appropriate time. The decision for type of treatment to be applied will depends on varying factors. The options found would be the orthodontic closure of edentulous spaces, maintenance or opening of spaces for future conventional prosthetic rehabilitation and/or restoration with osseointegrated implants, aiming to re-establish the dental, aesthetic and facial function and the health of stomatognathic system. Key-words: Anodontia; lateral incisors; mesial movement of canines; oligodontia; hypodontia, number abnormality. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 9 2. PROPOSIÇÃO .......................................................................................................... 12 3. REVISÃO DE LITERATURA ...................................................................................... 13 3.1. Etiologia e incidência das agenesias dentárias ................................................... 13 3.2. Diagnóstico e tratamento ..................................................................................... 16 3.2.1. FECHAMENTO DOS ESPAÇOS .................................................................. 22 3.1.2. ABERTURA OU MANUTÊNÇÃO DOS ESPAÇOS ....................................... 31 4. DISCUSSÃO .............................................................................................................. 33 5. CONCLUSÃO............................................................................................................. 39 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 40 1 INTRODUÇÃO Em Odontologia o estudo das agenesias dentárias é de relevante importância, pois sua ocorrência pode levar as complicações de maloclusão acarretando problemas funcionais e estéticos. A anodontia é considerada uma patologia onde os germes dentários não se desenvolveram suficientemente para permitir a diferenciação em tecidos dentários, podendo ser parcial (hipodontia ou oligodontia) ou total, quando envolve todos os dentes. A anodontia parcial é a condição mais frequente, possuindo predileção por alguns grupos de dentes, já a total (ausência total de dentes ou aplasia), é mais rara. Brusco et al. (2000) revisaram a nomenclatura referente à ausência de dentes e enfatizaram a importância do estudo de suas causas, analisando sua prevalência, incidência e a necessidade de diagnósticos precoces com o intuito de minimizar as complicações dessa malformação. Quanto à nomenclatura, o termo anodontia é utilizado para ausência total de germes dentários, oligodontia e hipodontia são usados para ausência parcial de germes, um ou mais dentes ausentes. O termo anodontia vera é usado tanto para ausência total de dentes como para a ausência parcial. Os dentes permanentes que mais frequentemente sofrem agenesia são os terceiros molares, segundos pré-molares inferiores, incisivos laterais superiores e segundos pré-molares superiores. O diagnóstico de dentes ausentes baseia-se nas evidências radiográficas. Quando realizado precocemente, o exame radiográfico permite estabelecer uma conduta clínica e ortodôntica no momento oportuno. Segundo Santos et al. (2000), a incidência de anodontia de incisivo lateral foi de 2,07 %, sendo constatada maior prevalência de hipodontia em indivíduos do gênero feminino. A unidade faltante mais comum foi o incisivo lateral superior esquerdo, com 34,28 % dos casos. As possíveis soluções para os casos de agenesias exigem um planejamento criterioso. Situações anteriormente encaradas como limitantes para a terapia ortodôntica, como os casos de necessidade de ancoragem máxima em adultos, podem ser tratadas com maior facilidade devido ao benefício da utilização de implantes ortodônticos como ancoragem. Atualmente, os recursos da odontologia nos permitem reabilitar os espaços edêntulos com próteses sobre implantes estéticas e funcionais, em terapias de menor tempo e com menor risco estético facial (BEZERRA et al., 2007). O tratamento da ausência de um ou mais dentes na região maxilar anterior é um grande desafio. A decisão pelo tipo de tratamento a ser instituído dependerá de vários fatores. As opções encontradas seriam o fechamento de espaços edêntulos ortodonticamente, a manutenção ou abertura dos espaços para futura reabilitação protética, visando estabelecer estética dental e facial, função, saúde do sistema estomatognático e estabilidade nos resultados atingidos. O objetivo foi realizar uma revisão de literatura sobre agenesias de incisivos laterais superiores abordando etiologia, incidência, diagnóstico, condutas clínicas ortodônticas, enfocando as possíveis formas de tratamento desses casos e os fatores que possam interferir nesta decisão, como também no sucesso do tratamento eleito. A revisão da literatura proposta, foi feita nas bases de dados MEDLINE, LILACS e BBO, bem como no domínio www.google.com.br e em periódicos on line The American Journal of Orthodontics, The Journal of American Dental Association (JADA), Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, Revista ImplantNews, utilizando as palavras chave agenesia incisivos laterais, anodontia, mesialização de caninos, oligodontias, hipodontias, anomalia de número. 2 PROPOSIÇÃO A proposta deste trabalho foi realizar uma revisão de literatura sobre as formas de tratamento dos casos de agenesias de incisivos laterais superiores abordando etiologia, incidência, diagnóstico e fatores que podem influenciar na escolha do tratamento. 3 REVISÃO DE LITERATURA 3.1 ETIOLOGIA E INCIDÊNCIA DAS AGENESIAS DENTÁRIAS Baum e Cohen (1971) estudaram grupos de indivíduos e pesquisaram a freqüência de casos de agenesia e dimensões dos dentes. Os autores comprovaram um relacionamento direto entre a agenesia e o tamanho diminuído do dente especialmente no sentido mesiodistal. A pesquisa por eles realizada mostrou uma quantidade significativa de variação no tamanho dos caninos, tanto mesiodistalmente quanto bucolingualmente, e concluíram que os fatores que controlam a agenesia do terceiro molar e a de outros dentes aparentam ser os mesmos. Glavam e Silva (1995) realizaram uma pesquisa com o propósito de determinar a prevalência da hipodontia entre os pacientes atendidos no Departamento de Estomatologia da UFSC, verificando as possíveis influências da variável gênero sobre a ocorrência da anomalia, bem como os sítios de localização preferencial das anomalias encontradas. Os autores examinaram 1.625 crianças, de 3 a 12 anos de idade, concluíram que a prevalência de hipodontia foi de 3,13 %, que foi mais prevalente em meninas, que as localizações preferenciais foram as regiões de incisivos laterais superiores (38,14 %), segundos pré-molares inferiores (25,77 %), segundos pré-molares superiores (17,53 %), primeiros pré-molares superiores (9,27 %), primeiros pré-molares inferiores (6,20 %) e outras (3,09 %). Os autores consideraram que o diagnóstico precoce pode prevenir a instalação de problemas oclusais, ainda na dentição decídua, como também durante a fase de dentição mista. Santos et al. (2000) realizaram uma pesquisa no curso de Especialização de Ortodontia da ABO - Secção Bahia, por meio da análise dos prontuários dos pacientes, juntamente com as respectivas radiografias panorâmicas. A idade, o gênero, a presença e ausência de anodontia dos incisivos laterais e a unidade acometida pela patologia foram anotados em uma ficha padronizada para posterior análise estatística. Os dados de 1112 pacientes, sendo 564 do gênero feminino e 548 do masculino, foram coletados e analisados. A partir dos resultados da pesquisa, os autores concluíram que a incidência de anodontia de incisivo lateral foi de 2,07 % e constatada a prevalência de hipodontia em indivíduos do gênero feminino. A unidade faltante mais comum foi o incisivo lateral superior esquerdo, com 34,28 % dos casos. Oliveira et al. (2001) definiram a hipodontia como a falta congênita de um ou mais dentes, sendo uma anomalia dentária frequentemente encontrada em humanos e relataram que a mesma pode estar associada a fissuras em incisivos laterais. Os dentes ausentes mais comumente encontrados foram os incisivos laterais e prémolares. Estudaram a incidência e concluíram que ocorre numa prevalência de 3,87% e os achados clínicos encontrados estão de acordo com os relatados em outros estudos. Constataram que a presença de dentes conóides demonstrou uma variabilidade de expressão na sua herança. Quanto à incidência da hipodontia, Silva et al. (2004) realizaram pesquisa e encontraram uma prevalência de 2,5 %, e foi constatado não haver diferença significativa entre os gêneros masculino e feminino. Os dentes mais ausentes foram os incisivos laterais superiores, seguidos pelos pré-molares superiores. Não houve diferença significativa com relação à localização, podendo ocorrer unilateralmente (47 %) ou bilateralmente (53 %). Os autores concluíram que a hipodontia é uma anomalia de desenvolvimento dentário cada vez mais freqüente. Consideraram que a radiografia panorâmica é um valioso exame na detecção dessas anomalias, mas que o diagnóstico de um dente ausente deve estar sempre associado ao exame clínico, buscando relacionar os fatores etiológicos e eliminar possíveis perdas dentárias. Destacaram que no estudo da hipodontia, é importante lembrar que fatores associados à evolução da espécie humana podem contribuir para a ocorrência desse distúrbio, como, por exemplo, a redução da dimensão dos maxilares e, consequentemente, das arcadas dentárias, sendo necessárias novas pesquisas direcionadas aos aspectos étnicos e genéticos das populações. Silva et al. (2005) realizaram uma revisão sobre anomalias de número dos órgãos dentais, agenesia e dentes supranumerários, para apontar as peculiaridades dessas condições. Os autores concluíram que o processo de desenvolvimento dentário, odontogênese, encontra-se ainda em estudo. Os complexos mecanismos ocorridos desde a sexta semana de vida intra-uterina, quando o embrião tem apenas 11 mm, são ainda obscuros à ciência. Tanto a agenesia dental quanto os dentes supranumerários apresentam prevalência que varia de acordo com a população estudada. Na agenesia, os dentes mais afetados na população norte americana são os segundos pré-molares, incisivos laterais superiores e os terceiros molares. O dente supranumerário de maior incidência é o mesiodente, mas sua prevalência é considerada baixa comparada à agenesia dental. A observação e o exame clínico-radiográfico detalhado, aliados ao conhecimento, são as melhores armas com as quais o cirurgião-dentista pode contar, e a prevenção se torna condição essencial para o tratamento das maloclusões que poderão ocorrer se não houver acompanhamento de todo o processo odontogênico. Para isto é necessário um correto diagnóstico baseado nos fatores determinantes da anomalia e seus sintomas (SILVA et al., 2005). As hipóteses sobre os fatores etiológicos foram comparadas por Costa et al. (2006), verificando a concordância das características dento-faciais. Além destes aspectos os autores avaliaram as formas de tratamento sugeridas na literatura com dois casos clínicos. Concluíram que há um conhecimento incompleto sobre a etiologia da ausência de dentes. As características apresentadas pelos indivíduos afetados, geralmente, restringem-se a região dento-alveolar e secundariamente ao perfil mole, não caracterizando um curso de crescimento distinto. 0 planejamento do tratamento geralmente é multidisciplinar, necessitando a participação integrada dos profissionais para sua execução. 3.2 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO McNeill e Joondeph (1973) concluíram que nos casos de incisivos laterais superiores congenitamente ausentes, a presença dos sintomas principais de maloclusão dita geralmente a escolha entre a abertura do espaço para a recolocação protética do incisivo lateral e o fechamento do espaço com substituição do incisivo lateral pelo canino. Nas situações em que um ou outro tratamento é praticável, a escolha deveria ser baseada na avaliação de determinados critérios secundários que incluiriam a aceitabilidade da oclusão funcional resultante. O ortodontista freqüentemente se confronta com a falta dos incisivos laterais superiores. Na avaliação do caso individual, a decisão a respeito do fechamento do espaço ou recuperação do espaço e a reconstrução protética eventual pode ser complexa. Os vários critérios diagnósticos, tais como a relação esqueletal, análise do perímetro do arco, inclinação dos dentes, e estética dental, devem ser avaliados. Com base nestas informações diagnósticas, uma alternativa do tratamento poderia ser escolhida para corrigir a maloclusão. A solução poderia ser encontrada na manutenção do espaço, necessitando a recolocação protética pós tratamento ortodôntico, ou fechando-se os espaços e assim evitando a necessidade de dentes artificiais (SHWANINGER e SHAVE, 1977). Zachrisson (1978) discutiu a melhoria dos resultados ortodônticos nos casos em que diversos dentes vizinhos faltam e quando a auto-transplantação dos pré-molares se torna parte do plano do tratamento. O autor forneceu informação em como melhorar resultados ortodônticos clínicos nos casos em que os incisivos centrais e laterais superiores faltam, as mecânicas do tratamento, modificações de coroas clínicas do dente por procedimentos especiais, considerações sobre reabsorções radiculares e contenção pós- tratamento. Quanto à reabsorção radicular haveria pelo menos três fatores que poderiam contribuir para reabsorção apical da raiz dos incisivos laterais superiores, quando fossem movidos mesialmente para substituir os incisivos centrais, quando estes faltassem, as forças traumáticas, as forças ortodônticas, e forças funcionais excessivas. Turvey et al. (1984) realizaram uma análise multidisciplinar, ao estudar o transplante de osso na maxila e no palato, na região de fenda palatina de pacientes fissurados. Relataram 24 casos de pacientes onde os resultados do osso transplantado foram avaliados. Em 17 pacientes, o osso foi transplantado antes da erupção dos caninos, e em 16 destes pacientes, o canino entrou em erupção passiva no arco. Nem todo paciente com fissura é candidato a transplante de osso, mas o procedimento pode ser benéfico em pessoas selecionadas. Os autores concluíram que o sucesso ou falha do osso transplantado em pacientes fissurados depende dos critérios da investigação. Relataram que o exame clínico assim como radiografias devem ser usadas na avaliação do procedimento. As radiografias não podem ser usadas sozinhas para demonstrar o sucesso ou falha das cirurgias. As radiografias periapicais fornecem maiores detalhes como a consolidação do osso e padrões trabeculares. É igualmente um bom indicador do nível ósseo, melhor que a panorâmica e a oclusal. O sucesso de cada caso deveria ser individualmente avaliado. Cruz et al. (1995) publicaram caso clínico de paciente de 11 anos apresentando oligodontia, observaram a ausência congênita de dez dentes permanentes. O tratamento envolveu a redução ortodôntica dos diastemas, a colocação de próteses removíveis e a transformação estética dos caninos em incisivos laterais. Here (1975) apud Cruz et al. (1995) considerou que os portadores de oligodontia, em geral, apresentam problemas fisiológicos, estéticos e até psicológicos. A reabilitação dentária restabeleceria a dimensão vertical, melhoraria a função mastigatória e deglutiva, a fala, bem como o comportamento, demonstrando uma mudança positiva para o paciente. O papel do odontopediatra na ausência congênita de incisivos laterais permanentes foi discutido por meio de uma breve revisão de literatura, ilustrando alguns casos clínicos. Os autores concluíram que a situação clínica em que o odontopediatra se depara com a ausência congênita de dentes é uma das mais importantes em termos de oclusão e estética. Assim, o profissional consciente, pode e deve intervir na época correta e de maneira adequada minimizando os problemas decorrentes dessa anomalia. Para isso uma equipe multidisciplinar seria imprescindível (MODESTO et al., 1998) Sabri (1999) descreveu o tratamento de maloclusões que resultam da falta dos incisivos laterais superiores. Abordou os dois métodos de tratamento mais comuns, bem como os protocolos de tratamentos e os problemas encontrados. As duas opções de tratamento seriam a abertura ortodôntica de espaço para futuras restaurações ou fechamento ortodôntico do espaço usando os caninos de modo a repor os incisivos laterais superiores que estariam ausentes. O tamanho do espaço requerido e as várias opções protéticas foram discutidas. O autor descreveu métodos de remodelagem dos caninos no fechamento do espaço para simular os incisivos laterais e concluiu que a ausência de incisivos laterais superiores associada a qualquer maloclusão existente deve ser tratada dentro de um só plano de tratamento. Fatores relacionados ao paciente, o tamanho, a forma, a posição e a cor dos dentes, o efeito na oclusão, e a estética dental e facial devem ser considerados como um todo quando se decidir criar ou não a abertura ou se optar pelo fechamento ortodôntico do espaço. As vantagens e desvantagens de ambas as modalidades de tratamento e as várias opções para a reposição protética numa abertura ortodôntica de espaço devem ser discutidas com o paciente. No passado, o fechamento de espaço ortodôntico por reposição de incisivos laterais usando os caninos era um procedimento comum quando a principal solução protética de espaço aberto era a prótese convencional. A introdução de alternativas protéticas conservadoras, e a tendência não extrativa na Ortodontia fizeram da abertura de espaço com a reposição dos incisivos laterais uma opção de tratamento mais popular. Brusco et al. (2000) revisaram a nomenclatura referente à ausência de dentes, e estudaram suas causas, prevalência, incidência e analisaram a necessidade de diagnósticos precoces afim de minimizar as complicações dessa malformação. Os autores concluíram que o profissional deve fazer regularmente, clínica e radiograficamente, um acompanhamento da odontogênese e avaliar os fatores que podem estar associados às agenesias, como doenças sistêmicas, síndromes e herança. Detectar alterações de desenvolvimento, como a ausência de germes dentários, permitiria minimizar e/ou solucionar as seqüelas. Em virtude da possibilidade de não existir o germe dentário correspondente na dentição permanente, o profissional tem como evitar a execução de um tratamento inadequado, ou seja, extrair dente decíduo que não tenha sucessor, sem prévio planejamento multidisciplinar com alcance a longo prazo e de resultados favoráveis para o paciente, tanto estética como funcionalmente. Nader e Júnior (2000) evidenciaram, por meio de relato de caso clínico, as dificuldades de resolução do problema estético devido à ausência de dentes, principalmente os incisivos laterais superiores permanentes, levando-se em consideração o grande enfoque que se tem dado a estética, principalmente pelo paciente. No caso relatado, paciente do gênero masculino, 15 anos de idade, apresentava agenesia de incisivos laterais superiores, e apesar da idade, presença do incisivo lateral esquerdo decíduo. Visando amenizar o problema estético abordado pelo paciente, optou-se inicialmente pela preservação do dente decíduo, onde com o uso das técnicas e materiais estéticos, o mesmo seria restaurado de maneira que o formato e cor se aproximassem ao do sucessor permanente. Após isso, o paciente seria encaminhado para o ortodontista e implantodontista para a resolução mais completa do caso. Os autores concluíram que dentre os dentes mais frequentemente ausentes os incisivos laterais superiores são o segundo grupo em maior porcentagem e os que mais se tornam problemáticos quanto à estética. Consideraram que, com a utilização de implantes osseointegrados, é possível a reabilitação das anodontias parciais dos dentes permanentes, sendo a solução preferencial. A manutenção por um tempo maior do dente decíduo, propiciaria pelo menos, uma solução provisória. Enfatizaram a importância de um diagnóstico de alterações congênitas dos dentes, que quanto mais precoce, maior a chance de se obter um resultado satisfatório. Salzedas et al. (2006) relataram dois casos familiares de incisivos laterais superiores congenitamente ausentes, de ocorrência uni e bilateral, com permanência do decíduo num dos casos e também, evidenciaram a importância do diagnóstico precoce dessa anomalia para que os tratamentos instituídos resultem em vantagens para o paciente. O fato de esta alteração ocorrer em mãe e filha aumenta a possibilidade de interferência de fatores hereditários. Ressaltaram que o diagnóstico precoce dessa anomalia possibilita o planejamento adequado do tratamento, considerando as necessidades individuais, no intuito de melhorar o prognóstico. Bezerra et al. (2007) apresentaram as vantagens e desvantagens de cada uma das opções de tratamento da ausência de um ou mais dentes na região maxilar anterior. As possíveis soluções para estes casos incluem fechamento ortodôntico do espaço ou abertura para colocação de prótese fixa ou implantes unitários. Os autores concluíram que os tratamentos que requerem e envolvem várias especialidades exigem um planejamento criterioso com a participação de todos os profissionais envolvidos. Situações anteriormente encaradas como limitantes para a terapia ortodôntica, como os casos de ancoragem máxima em adultos, podem ser tratadas com maior facilidade devido ao beneficio da utilização de implantes como ancoragem. Atualmente, os recursos da Odontologia nos permitem reabilitar os espaços edêntulos com próteses sobre implantes estéticas e funcionais, em terapias de menor tempo e com menor risco estético facial. 3.2.1 FECHAMENTO DOS ESPAÇOS Tuverson (1970) descreveu o tratamento dos casos em que os caninos são usados para substituir os incisivos laterais superiores ausentes. No tratamento este procedimento não seria aplicável a todos os casos com ausência dos incisivos laterais superiores. Haveria casos que exigiriam a abertura dos espaços para os dentes artificiais. O procedimento usual, quando o espaço fosse fornecido para os incisivos laterais, seria incorporar incisivos artificiais em uma prótese removível ou uma prótese fixa poderia ser feita. A decisão de mover os caninos para a posição dos incisivos laterais faltantes é dependente de diversos fatores e apresenta vantagens e desvantagens. O autor descreveu tratamento em que os caninos são posicionados substituindo os incisivos laterais superiores faltantes. Embora alguns casos exijam a abertura dos espaços para os dentes artificiais, o procedimento recomendado seria mover caninos nos espaços dos incisivos laterais faltantes sempre que possível. Eliminados os problemas protéticos e se aos caninos forem dados formatos corretamente a assemelharem-se aos incisivos laterais, resultados estéticos consistentemente melhores seriam conseguidos. O grau de melhoria estética varia. O autor considerou como importante fator de sucesso, o tamanho original e a forma dos caninos, assim como a habilidade de dar forma e posicionar estes dentes devolvendo a função como incisivos laterais. Zachrisson e Mjor (1975) estudaram os riscos envolvidos na remodelação extensiva dos dentes como o desenvolvimento de sensibilidade, de reações da polpa, de alteração de cor (devido à retenção de pigmentos em superfícies ásperas e na dentina exposta), e de cárie aumentadas. As reações da polpa e da dentina ao desgaste extensivo foram estudadas clínica e histologicamente. Quarenta e oito pré- molares a serem extraídos por razões ortodônticas foram remodelados com instrumentos diamantados e refrigeração de água abundante, polidos com discos de lixa e fluoreto tópico administrado. Aos pacientes foram pedidos para relatar as reações aumentadas da sensibilidade. Os dentes foram extraídos em zero, uma ou três semanas ou três a cinco meses. Nenhum incômodo significativo foi relatado pelos pacientes, com exceção de um período inicial de alguns dias onde houve uma sensibilidade aumentada às mudanças de temperatura. Os resultados histológicos indicaram que a remodelação extensiva dos dentes jovens permanentes causa baixas reações na polpa e na dentina. Alguns efeitos iniciais nos odontoblastos, a hiperemia, ausência de uma zona sem célula, e a infiltração celular ligeira foram observados em alguns casos, mas as observações a longo prazo indicaram que estas reações foram transitórias. A formação secundária de dentina não foi registrada. É importante que as técnicas de desgaste sejam irrigadas abundantemente e que se alise as superfícies preparadas. Em alguns dentes em que as áreas proximais foram preparadas involuntariamente, desenvolveu-se cárie e reações na polpa. Cuidado deve ser tomado para não introduzir degraus proximais quando são executados ajustes mésio-distais da largura do dente. O estudo forneceu a evidência histológica e clínica para indicar que esse recontorno mesmo com extensivo desgaste não pode ser prejudicial aos dentes. Isto deveria incentivar ortodontistas a remodelar os dentes por desgaste para melhorar os resultados oclusais e estéticos finais. Furquim et al. (1997) relataram caso clínico em que a agenesia dentária foi tratada com o fechamento dos espaços. A paciente apresentava 15 anos, Cl I, deficiência de maxila, ausência dos elementos 12, 22, 25 e 35. Devido à presença de Cl III esquelética (retrognata maxilar) submeteu-se à tração reversa da maxila. Uma prévia montagem de diagnóstico foi realizada e observou-se bom resultado estético e funcional, confirmou-se a opção de fechamento dos espaços, prevendo-se a necessidade da Dentística Restauradora. O procedimento de transformação do canino em lateral foi realizado durante o tratamento ortodôntico por um profissional de Dentística. A oclusão sob o ponto de vista funcional e estético pode ser considerada ótima, frente às limitações da mecanoterapia do caso. Os movimentos de lateralidade foram guiados pelos pré-molares. Os autores concluíram que o fechamento dos espaços pode, pela retração dos incisivos, provocar a retração do lábio superior e aumentar o ângulo naso-labial, piorando a característica do perfil Cl III. Segundo os autores, o uso criterioso de uma máscara facial ou tração reversa poderia ser um bom recurso para este problema. Para eliminação de contatos prematuros e interferências no lado de balanceio, poderia ser necessário incluir o segundo molar no tratamento e obter bom equilíbrio oclusal ao final do tratamento. Consideraram como vantagem desta técnica mais conservadora, proporcionar resultado estético altamente satisfatório e de longa duração. Freitas et al. (1998) revisaram a literatura pertinente e apresentaram caso clínico de uma paciente com incisivos laterais superiores ausentes, tratada com sucesso, por meio do fechamento ortodôntico dos espaços anodônticos. Numa paciente de nove anos com ausência congênita dos incisivos laterais superiores permanentes, com relação molar de Cl I, bom perfil facial e equilíbrio entre os vetores vertical e horizontal de crescimento, optou-se pelo fechamento dos espaços anodônticos e a intrusão dos incisivos superiores. No arco inferior, para o nivelamento, foi instalada uma Placa Lábio Ativa, juntamente com elásticos de Cl III, que partiam do gancho da PLA e alcançavam os primeiros molares superiores. A finalidade era a mesialização dos molares superiores e a manutenção dos espaços disponíveis no arco inferior para a obtenção do alinhamento dos dentes ântero-inferiores. Alcançada a relação molar de Cl II e o alinhamento e nivelamento dos incisivos inferiores. Optou-se pela interrupção do tratamento, aguardando o irrompimento dos pré-molares e caninos permanentes. Durante o tratamento, realizaram-se desgastes graduais nos caninos. Além de resultados estéticos, houve melhora na função, devido a eliminação da interferência das cúspides dos caninos nos movimentos protrusivos. A paciente manifestou-se satisfeita com os resultados obtidos somente à custa de desgastes nos caninos. O caso relatado demonstrou resultados estéticos e funcionais satisfatórios, nos casos de agenesias dentárias, sem a necessidade de restituição protética dos dentes ausentes (FREITAS et al., 1998). A movimentação ortodôntica em pacientes jovens é mais fácil, devido à própria fisiologia do periodonto dos pacientes adultos, que oferece maior resistência à movimentação, exigindo a aplicação de forças mais suaves e controladas. Desta forma justificou-se a preferência de muitos profissionais pela realização de procedimentos protéticos nestes pacientes. A inclinação dos incisivos superiores no sentido ântero-posterior deveria ser considerada. A mesialização dos dentes posteriores, para o fechamento dos espaços, geralmente acarreta certa inclinação para lingual dos dentes anteriores, pelo próprio princípio de ação e reação. Quando os incisivos superiores apresentarem uma inclinação acentuada para lingual, a restituição protética dos dentes ausentes seria preferível. Casos com padrão de crescimento horizontal apresentam uma maior resistência à movimentação e consequentemente ao fechamento dos espaços, em casos de padrão de crescimento vertical seria mais fácil. A opção de manutenção dos espaços e restauração protética estaria mais indicada nos casos horizontais e a de fechamento, nos casos verticais (FREITAS et al., 1998). Schwaninger e Shave (1977) apud Freitas et al. (1998), relataram que a opção pelo fechamento dos espaços anodônticos constitui uma opção viável de tratamento, desde que se considere fatores como a idade do paciente, a relação molar, o grau de protrusão dos incisivos, o padrão facial, o comprimento do arco dentário, além da inclinação dentária e da estética resultante. Em relação à desoclusão nos movimentos de lateralidade não ocorre guia canino devido à substituição dos incisivos laterais ausentes. Nordquist e McNeill (1975) apud Freitas et al. (1998) enfatizaram que a desoclusão em grupo acarretou ao periodonto os mesmos efeitos fisiológicos provocados pela desoclusão guiada pelos caninos. Mondelli e Lopes (2000) descreveram e apresentaram detalhadamente, por meio de caso clínico, toda a sequência operatória e restauradora da reanatomização dos incisivos centrais superiores e transformação dos caninos superiores em incisivos laterais, com clareamento prévio. Os autores concluíram que as técnicas restauradoras diretas, desde que corretamente indicadas e aplicadas conjuntamente a outros procedimentos estéticos, quando necessário, proporcionam de forma simples e eficiente a resolução estética e funcional de situações clínicas que poderiam comprometer auto-estima e o bem-estar social. Cargnin et al. (2002) descreveram um protocolo de desgaste de caninos superiores para assemelharem-se aos incisivos laterais superiores ausentes. Os procedimentos descritos incluíram as variações no tratamento que são executadas nos casos da colocação dos caninos superiores na posição dos incisivos laterais ausentes. Uma prévia montagem diagnóstica (set-up) deveria ser realizada para determinar se uma relação oclusal harmônica pode ser obtida. Os autores concluíram que de acordo com evidências clínicas e histológicas, os ortodontistas podem e devem, quando necessário, fazer uma remodelação extensa por desgaste, sem prejuízo para os dentes. Descreveram um protocolo de desgaste do canino superior para substituir os incisivos laterais, nos casos de ausência dos mesmos. Consideraram que o grau de sucesso obtido varia na dependência do tamanho e da forma dos caninos, como também da habilidade do profissional para remodelar o canino assemelhando-o ao incisivo lateral ausente. Estácia e Souza (2002) relataram um caso clínico, com oito anos de pós-contenção, no qual os caninos permanentes superiores foram mesializados, substituindo os incisivos laterais permanentes superiores congenitamente ausentes. No caso estudado, os procedimentos estéticos realizados se iniciaram com o fechamento dos espaços e posicionamento dos caninos superiores no lugar dos incisivos laterais superiores. Para a obtenção de níveis gengivais adequados foi necessária a extrusão dos caninos superiores até que seu nível gengival se assemelhasse ao do incisivo lateral permanente, a transformação dos caninos por desgastes e a restauração do ângulo inciso-mesial com resina composta, foi necessária para se obter uma estética satisfatória. Algumas vezes, dependendo da anatomia do canino e das limitações de desgaste, é necessário preencher também o ângulo mesiodistal. Nas relações dentárias, pode-se ter um acréscimo nas dimensões anteriores superiores não coincidentes com as do arco inferior ocasionando uma discrepância de Bolton, mesmo com o desgaste dos caninos e a compensação parcial pelo menor diâmetro dos primeiros pré-molares quando comparados aos dos caninos. Os autores concluíram que em casos de dúvidas no planejamento, pode ser realizado um setup diagnóstico com modelos de gesso, para poder determinar o tratamento ortodôntico que proporcione um resultado final oclusal funcional e esteticamente agradável nas variadas situações (ESTÁCIA e SOUZA, 2002). Almeida et al. (2002) consideraram que o tratamento de pacientes com agenesia de incisivos laterais deve ser multidisciplinar, envolvendo as áreas de Ortodontia e Dentística Restauradora ou Ortodontia, Implante e Prótese. As opções de tratamento devem ser discutidas com o paciente e/ou responsáveis, e expostas as vantagens e desvantagens do tratamento escolhido. No planejamento ortodôntico destacaram que alguns fatores devem ser considerados como a necessidade de extrações, a relação sagital dos arcos dentários, a relação oclusal dos dentes posteriores, a posição, a forma e a cor dos caninos, a quantidade de espaço remanescente, a idade do paciente e a análise do perfil e do padrão facial do paciente. Os autores apresentaram casos clínicos tratados satisfatoriamente com fechamento dos espaços ortodonticamente e a transformação dos caninos em incisivos laterais e consideraram que o tratamento desta malformação representa um desafio para os ortodontistas e especialistas em Dentística Restauradora (cosmética). Os autores concluíram que a melhor opção de tratamento para os pacientes com agenesias de incisivo lateral superior seria sempre que possível, o fechamento dos espaços ortodonticamente. Baseando-se em evidências científicas e clínicas, pode-se relacionar algumas vantagens desta modalidade de tratamento, como melhores condições periodontais dos pacientes tratados com fechamento de espaços em relação aos pacientes tratados com manutenção de espaços e reabilitação protética, e a obtenção de excelentes resultados estéticos e funcionais após a transformação do canino em incisivo lateral. Kreia et al. (2003) relataram caso clínico de agenesia bilateral de incisivos laterais superiores, em que ortodonticamente movimentaram os caninos superiores até a posição dos laterais. Os autores descreveram a seqüência restauradora do fechamento dos espaços (diastemas), a remodelação dos caninos em incisivos laterais e a reanatomização dos incisivos centrais. Baratieri (1995) apud Kreia et al. (2003) destacou que o primeiro princípio estético a ser analisado foi a proporcionalidade entre os dentes, que seria um fator importante na aparência de um sorriso e dependeria da relação que existe entre o comprimento e a largura dos dentes, bem como da sua disposição no arco, da forma do arco e da configuração do sorriso. Para o correto recontorno e preenchimento dos espaços foram observados e considerados alguns aspectos, como: forma, tamanho, cor e posição dos dentes na arcada. Com auxílio do compasso de ponta-seca, mediram-se os dentes no sentido mésio-distal e cérvico-incisal para analisar a simetria e planejar a correta harmonização no tamanho dos incisivos centrais superiores. Os autores concluíram que a inter-relação entre a Dentística Restauradora e a Ortodontia tem importância crescente na Odontologia contemporânea, principalmente na reanatomização de caninos nos locais da agenesia de incisivos laterais (Kreia et al., 2003) Pereira et al. (2005) relataram caso clínico em que se optou pelo fechamento dos espaços por meio do reposicionamento dos caninos superiores, sem recontorno posterior, e a extração dos incisivos laterais inferiores para correção da discrepância ântero-posterior. Os fatores que conduziram para tal abordagem também foram discutidos através de uma revisão da literatura. A paciente de 18 anos apresentava maloclusão de Classe l e mordida topo-a-topo, além da agenesia de ambos os incisivos laterais superiores. O diagnóstico foi realizado através do set-up. Os autores concluíram que o fechamento do espaço pelo tratamento ortodôntico, envolvendo a extração de dois incisivos laterais inferiores, ofereceu um bom resultado estético e funcional. Pela revisão de literatura, pode-se esperar que a correção do trespasse vertical e horizontal seja estável, com risco mínimo de apinhamento ântero-inferior. Pithon et al. (2005) relataram caso clínico de um paciente com o incisivo lateral superior direito conóide e ausência congênita do incisivo lateral superior esquerdo, tratado com o fechamento dos espaços pelos caninos permanentes. Um paciente com 12 anos de idade, perfil facial reto, selamento labial, relação molar Cl I, linhas médias dentárias coincidentes com a facial, presença do dente 12 conóide, ausência do 22, 23 mesializado, diastemas entre 11 e 21, 11 e 12 e entre 23 e 63, sobressaliência (3 mm), sobremordida moderada. 0 arco inferior apresentava-se com diastemas generalizados resultando em uma discrepância dente-osso positiva. Apresentava a partir da avaliação dos dados cefalométricos: bom relacionamento entre as bases ósseas, Cl I esquelética e bom posicionamento dos incisivos. Foi proposto a extração do conóide e o fechamento do espaço através da mesialização do dente 13. Após dois anos e meio foi obtido o fechamento dos espaços, os caninos foram restaurados objetivando-se simular a forma e o tamanho de um incisivo lateral superior. A relação molar foi levada a Cl II. Quanto aos movimentos mandibulares foi obtida função em grupo bilateral e protrusiva com toque dos incisivos e caninos superiores com os incisivos inferiores. No resultado conseguido houve melhora na estética dentária e na oclusão. Quanto ao perfil houve uma piora no mesmo, isso se deve a verticalização e retroinclinação dos incisivos superiores e inferiores, além de um maior crescimento do nariz e pogônio. Os autores concluíram que, quando bem indicado, o fechamento de espaço nos casos de agenesia de incisivo lateral é um importante aliado do ortodontista. Esse método de tratamento se torna a primeira escolha quando a estética do canino se mostra favorável para transformação em lateral e também quando o paciente mostra sua vontade da não realização de prótese. 3.1.2 ABERTURA OU MANUTENÇÃO DOS ESPAÇOS Alves e Santos (1991) apresentaram um caso de anodontia de incisivos laterais superiores permanentes, numa paciente de 12 anos a 11 meses de idade, em que não havia evidência clinica e radiográfica de ausência de outras unidades. Fizeram uma revisão da literatura e discutiram alguns aspectos mostrados por diversos autores sobre esse tema, propuseram um tratamento de recuperação de espaço e colocação de uma prótese parcial removível, em virtude da paciente apresentar 12 anos e 11 meses de idade e ser do tipo braquicefálica. Os autores concluíram que o diagnóstico de dentes ausentes baseia-se nas evidências radiográficas. Normalmente as radiografias mostram o saco dentário antes do início da calcificação. Se em lugar de uma área homogênea circunscrita no osso, indicadora de um germe dentário antes do início da calcificação, houver um trabeculado, podese supor a ausência do germe. Geralmente aos cinco anos de idade seria possível discernir a presença ou ausência de todos os dentes com exceção dos terceiros molares. Os autores concluíram através de revisão literária que há unanimidade entre os trabalhos estudados em enfatizar a importância do conhecimento do assunto, bem como do diagnóstico o mais precoce possível, para que as medidas clínicas razoáveis possam ser tomadas em beneficio do paciente. Reichenback e Klippel (1995) relataram um caso de anodontia congênita dos incisivos laterais superiores que foi solucionado através de terapia ortodôntica para recuperação dos espaços onde foram instalados implantes osseointegrados unitários como pilares para coroas individuais. Eles concluíram que a utilização dos implantes osseointegrados como pares de coroas individuais nos casos de agenesias onde é possível manter ou recuperar os espaços ortodonticamente, pode ser proposto como uma opção previsível e que favorece os resultados estéticos e funcionais, além de ser altamente preventivo, pois evita o desgaste dos dentes sadios vizinhos ao espaço edêntulo, necessário para a confecção de próteses fixas e consequentemente a sua sobrecarga. Brito et al. (2006) fizeram uma revisão de literatura para discutir o uso de implantes em pacientes infantis. Revisaram os vários sentidos de crescimento ósseo da maxila e mandíbula. Os autores concluíram que a utilização de implantes em pacientes que ainda não terminaram a fase de maturação óssea deve ser muito cautelosa e muito estudada. Deveria-se analisar o momento ideal levando em consideração o gênero do paciente, o tipo facial, e a alteração hereditária que causou a hipodontia ou anodontia, para o planejamento do caso e a colocação de implantes. Mello et al. (2006) realizaram uma revisão da literatura sobre frequência, conceitos, etiologia e tratamento das agenesias dentárias. Relataram dois casos clínicos de gêmeas monozigóticas, com agenesias de incisivos laterais superiores permanentes e decíduos tratadas, com sucesso, pela Ortodontia e implantes dentários. Os autores concluíram que o tratamento mais aceito, para as agenesias de incisivos laterais superiores seria aquele que tivesse condições de apresentar alta previsibilidade e longevidade, restaurando a falta do elemento dentário, tanto no aspecto estético como funcional. Por essas razões, o tratamento ortodôntico, deveria ser iniciado primeiramente, a fim de restabelecer o espaço perdido no arco dentário, e deveria ser seguido pela instalação de implante osseointegrado e finalmente, pela fixação de coroa unitária sobre o implante. 4 DISCUSSÃO Brusco et al. (2000); Silva et al. (2005) concordaram que o profissional deve fazer regularmente um acompanhamento da odontogênese e saber os fatores que podem estar associados às agenesias, como doenças sistêmicas, síndromes e herança. Alves e Santos (1991); Brusco et al. (2000); Silva et al. (2005) destacaram a importância da observação e do exame clínico-radiográfico detalhado, aliados ao conhecimento; e, Salzedas et al. (2006) destacaram a importância de considerar a possibilidade de interferência de fatores hereditários. Brusco et al. (2000) afirmaram que detectar alterações de desenvolvimento, como a ausência de germes dentários, permite minimizar as complicações dessa malformação. Glavam e Silva (1995) consideram que o diagnóstico precoce pode prevenir a instalação de problemas oclusais. Modesto et al. (1998) discutiram o papel do odontopediatra na ausência congênita de incisivos laterais permanentes, o profissional consciente, pode e deve intervir na época correta e de maneira adequada minimizando os problemas decorrentes dessa anomalia. Silva et al. (2005) abordaram a prevenção como condição essencial para o tratamento das maloclusões que poderão ocorrer se não houver acompanhamento de todo o processo odontogênico; e, Alves e Santos (1991); Nader e Júnior (2000); Salzedas et al. (2006) evidenciaram a importância do diagnóstico precoce dessa anomalia para que medidas clínicas sejam tomadas em benefício do paciente e os tratamentos instituídos resultem em vantagens para o mesmo. Sabri (1999); Almeida et al. (2002) concordaram que as modalidades de tratamento de agenesias de incisivos laterais devem ser discutidas com o paciente e/ou responsáveis, e expostas as vantagens e desvantagens do tratamento escolhido. Entretanto Sabri (1999) destacou que também devem ser elucidadas as várias opções para a reposição protética numa abertura de espaço ortodôntico. Em casos de dúvidas no planejamento, pode-se realizar um setup diagnóstico com os modelos de gesso, para poder determinar o tratamento ortodôntico que proporcione um resultado final oclusal funcional e esteticamente agradável nas variadas situações (ESTÁCIA e SOUZA, 2002; PEREIRA et al., 2005; CARGNIN et al., 2002); e, para prever a necessidade da Dentística Restauradora, confirmando a opção de fechamento dos espaços, uma prévia montagem de diagnóstico pode ser realizada. (FURQUIM et al., 1997). Os fatores encontrados na literatura estudada, que interferem na escolha do tratamento e no sucesso do tratamento eleito: a relação esqueletal (SCHWANINGER e SHAVE, 1977; FREITAS et al., 1998; ALMEIDA et al., 2002); o comprimento do arco (SCHWANINGER e SHAVE, 1977); a inclinação dos dentes (SCHWANINGER e SHAVE, 1977; FREITAS et al., 1998; ALMEIDA et al., 2002; FURQUIM et al., 1997; FREITAS et al., 1998; PITHON et al., 2005); o risco de piora no perfil (FURQUIM et al., 1997; FREITAS et al., 1998; PITHON et al., 2005); a estética dental (TUVERSON, 1970; SCHWANINGER e SHAVE, 1977; SABRI, 1999; ALMEIDA et al., 2002; PITHON et al., 2005); o tamanho do espaço requerido, a relação oclusal e a estética facial (SABRI, 1999; ALMEIDA et al., 2002); a idade (FREITAS et al., 1998; ALMEIDA et al., 2002); a direção de crescimento (FREITAS et al., 1998); e, a maturação óssea. (NADER e JÚNIOR, 2000; BRITO et al., 2006; ALVES e SANTOS, 1991); a necessidade de extrações (ALMEIDA et al., 2002); e, as opções protéticas (SABRI, 1999). Segundo Freitas et al. (1998) a movimentação ortodôntica em pacientes jovens é mais fácil; o padrão de crescimento horizontal apresenta maior resistência à movimentação e consequentemente ao fechamento dos espaços; e, a manutenção dos espaços e restauração protética está mais indicada nos casos horizontais e a de fechamento, nos casos verticais. Os autores enfatizaram que a restituição protética dos dentes ausentes é preferível quando os incisivos superiores apresentarem uma inclinação acentuada para lingal. Entretanto Brito et al. (2006) consideraram importante a condição óssea do paciente e discutiram o uso de implantes em pacientes infantis. Concluíram que a utilização de implantes em pacientes que ainda não terminaram a fase de maturação óssea deve ser muito cautelosa. Em casos em que a conservação do espaço é necessária, e precisa-se aguardar o momento oportuno para a realização de implantes osseointegrados, Nader e Júnior (2000) consideraram que a manutenção do dente decíduo, por um tempo maior, propicia pelo menos uma solução provisória. Entretanto Alves e Santos (1991) propuseram a colocação de uma prótese parcial removível após tratamento de recuperação de espaço, como solução provisória, em virtude da necessidade de se aguardar o melhor momento para a reabilitação com implantes osseointegráveis. Tuverson (1970); Almeida et al. (2002) consideraram que a melhor opção de tratamento para os pacientes com agenesia de incisivo lateral superior é, sempre que possível, o fechamento dos espaços ortodonticamente. Entretanto Tuverson (1970) considerou ainda que alguns casos exijam a abertura dos espaços para os dentes artificiais. Pereira et al. (2005) defenderam a técnica, afirmando que oferece um bom resultado estético e funcional, com estabilidade na correção do trespasse vertical e horizontal, e risco mínimo de apinhamento ântero-inferior. Furquim et al. (1997) a classificaram como uma técnica mais conservadora. Pithon et al. (2005) consideraram que o método de fechamento do espaço anodôntico se torna primeira escolha quando a estética do canino se mostra favorável para transformação em lateral e também quando o paciente mostra sua vontade da não realização de prótese. Almeida et al. (2002); Furquim et al. (1997) relacionaram como vantagens do fechamento de espaços, melhores condições periodontais devido a não necessidade de reabilitação protética e obtenção de excelentes resultados estéticos e funcionais. Concordando Tuverson (1970) considerou que com o fechamento ortodôntico, os problemas protéticos são eliminados e, se aos caninos são dados forma, a assemelharem-se aos incisivos laterais, resultados estéticos consistentemente melhores são conseguidos, e o grau de melhoria estética varia. E, como fator de sucesso do tratamento destacou a habilidade do profissional além da estética dental. A reanatomização do canino foi discutida por alguns autores, segundo Furquim et al. (1997); Cargnin et al. (2002); Kreia et al. (2003) o procedimento de transformação do canino em lateral pode ser realizado durante o tratamento ortodôntico; Kreia et al. (2003) concluíram que a inter-relação entre a Dentística Restauradora e a Ortodontia tem importância crescente na Odontologia contemporânea, principalmente na reanatomização de caninos nos locais da agenesia de incisivos laterais; e, Cargnin et al. (2002) descreveram um protocolo de desgaste de caninos superiores para assemelhar-se aos incisivos laterais superiores ausentes. Entretanto Estácia e Souza (2002) destacaram que para a obtenção de níveis gengivais adequados pode ser necessária a extrusão dos caninos superiores até que seu nível gengival se assemelhe ao do incisivo lateral permanente e Mondelli e Lopes (2000) discutiram a possibilidade de um clareamento prévio para melhor resultado estético. Zachrisson e Mjor (1975) estudaram os riscos envolvidos na remodelação extensiva dos dentes, analisaram as mudanças na dentina e na polpa após a remodelação por desgaste com finalidade ortodôntica e concluíram que esse recontorno permite melhorar resultados oclusais e estéticos finais. Zachrisson e Mjor (1975); Cargnin et al. (2002) concluíram que de acordo com evidências clínicas e histológicas, os ortodontistas podem e devem, quando necessário, fazer uma remodelação extensa por desgaste, sem prejuízo para os dentes. Os resultados obtidos com o fechamento ortodôntico em casos de agenesia de incisivos laterais foram discutidos, Furquim, Suguino e Sábio (1997) concluíram que o fechamento dos espaços pode piorar a característica do perfil Cl III e consideraram como vantagem, proporcionar resultado estético altamente satisfatório e de longa duração. Quanto à longa duração do resultado obtido, Mello et al. (2006) discordaram afirmando que para apresentar alta previsibilidade e longevidade, o elemento dentário faltante deve ser restaurado, tanto no aspecto estético como funcional. Quanto ao resultado estético altamente satisfatório, Pithon et al. (2005) comprovaram a partir do relato um caso clínico, que o perfil pode ser desfavorecido em função da verticalização e retroinclinação dos incisivos superiores e inferiores. A maioria dos autores estudados Tuverson (1970); Zachrisson e Mjor (1975); Estácia e Souza (2002); Furquim et al. (1997); Freitas et al. (1998); Mondelli e Lopes (2000); Almeida et al. (2002); Kreia et al. (2003); Pereira et al. (2005); Pithon et al. (2005); Cargnin et al. (2002), abordaram o fechamento ortodôntico como tratamento eleito; e, determinados trabalhos Tuverson (1970); Zachrisson e Mjor (1975); Furquim et al. (1997) desprestigiavam a abertura ou manutenção dos espaços, pois consideravam como problema as técnicas reabilitadoras protéticas. A posição dos autores se modificou com o passar dos anos, e os estudos trouxeram inovações que mudaram os critérios de vantagens e desvantagens. Sabri (1999) relatou que quando a principal solução protética de espaço aberto era a prótese convencional, o fechamento de espaço ortodôntico usando os caninos era um procedimento comum. A introdução de alternativas protéticas conservadoras, e a tendência não extrativa na Ortodontia fizeram da abertura do espaço ortodôntico com a reposição dos incisivos laterais uma opção de tratamento mais popular. Concordando, Bezerra et al. (2007) ressaltaram que os recursos da Odontologia nos permitem reabilitar os espaços edêntulos com próteses sobre implantes estéticas e funcionais, em terapias de menor tempo e com menor risco estético facial. Reichenback e Klippel (1995); Nader e Júnior (2000); Mello et al. (2006) concordaram que o tratamento ideal para as agenesias de incisivos laterais superiores é aquele que tenha condições de apresentar alta previsibilidade e longevidade, restaurando a falta do elemento dentário, tanto no aspecto estético como funcional. Concluíram que o tratamento ortodôntico, deve ser iniciado primeiramente, a fim de restabelecer o espaço perdido no arco dentário, e deve ser seguido pela instalação de implante osseointegrado e finalmente, pela fixação de coroa unitária sobre o implante. E, concordaram com a opinião de que é complexa a decisão a respeito do fechamento do espaço ou recuperação do espaço e eventual reconstrução protética. 5 CONCLUSÃO Agenesia dentária representa uma anomalia comum que, frequentemente acarreta problemas ortodônticos. Considerada cada vez mais prevalente nas diferentes populações, seu diagnóstico precoce possibilita minimizar complicações dessa malformação. As possíveis soluções para casos de agenesias de incisivos laterais superiores incluem o fechamento ortodôntico dos espaços, a manutenção ou abertura para colocação de prótese fixa ou implantes unitários. A revisão da literatura mostrou que trabalhos mais antigos, desprestigiavam a abertura ou manutenção dos espaços, pois consideravam como problema as técnicas reabilitadoras protéticas. Os trabalhos mais recentes mostram uma Odontologia mais conservadora e consideram os implantes osseointegrados como soluções para tais problemas. As vantagens e desvantagens das possíveis soluções de tratamento precisam ser consideradas, assim como os fatores que possam interferir no resultado almejado (relação esqueletal, inclinação dos dentes, risco de piora no perfil, a estética dental, o tamanho do espaço requerido, a relação oclusal e a estética facial, a idade e direção de crescimento, a maturação óssea). A intervenção em um momento oportuno aumenta as chances de sucesso do tratamento. O ideal é que o problema seja tratado de forma multidisciplinar, e planejando obter o melhor resultado em termos de oclusão e estética satisfatórias ao paciente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, R. R.; ALMEIDA-PEDRIN, R. R.; ALMEIDA, M. R.; INSABRALDE, C. M. B. Tratamento ortodôntico em pacientes com agenesia dos incisivos laterais superiors – Integração ortodontia e dentística restauradora (cosmética). Jornal Brasileiro de Ortodontia Ortopedia Facial, Curitiba, v. 7, n. 40, p. 280-290, jul./ago. 2002. ALVES, A. A.; SANTOS, A. N. L. Anodontia parcial de incisivos laterais superiores permanentes - relato de um caso. Revista da Faculdade de Odontologia da UFBA, Salvador, v. 10-11, p. 100-109, jan./dez. 1990/1991. BAUM, B. J.; COHEN, M. M. Agenesis and tooth size in the permanent dentition. Angle Orthodontist, Appleton, v. 41, n. 2, p. 100-102., Apr. 1971. BEZERRA, F.; MEIRELES, J. K.; FERREIRA, P. S.; CASTELLUCCI, L. Diagnóstico e tratamento de ausências dentárias na região maxilar causadas por agenesia de incisivos laterais. Revista Implantnews, São Paulo, v. 4, n. 2, p.141-145, 2007. BRITO, C. R.; MALUF, A. P.; GEREMIAS, T.; ZAFFALON, G. T.; REIS, E. C. R. NETO, H. I. A Utilização de implantes em odontopediatria. Innovations Implant Journal - Biomaterials And Esthetics, São Paulo, v. 1, n. 2, p. 30-33, dez. 2006. BRUSCO, E. H. C.; ZEMBRUSKI, C.; FERREIRA, S. L. M. Considerações sobre as anodontias e as oligodontias. Revista da Faculdade de Odontologia Passo Fundo, Passo Fundo, v. 5, n. 2, p. 7-12, jul./dez. 2000. CARGNIN, R. N., ALMEIDA, R. C.; NOUER, P. R. A. Remodelação de canino superior com finalidade ortodôntica. Ortodontia, São Paulo, v. 35, n. 1, p. 151-156, jan./mar. 2002. COSTA, A. L. P. da; LAVALLE, C. N.; SILVA, G. A.; SILVA, A. A. Etiologia, características clínicas e formas de tratamento em casos de hipodontia - relato de caso. Jornal Brasileiro de Clínica Odontológica Integrada e Saúde Bucal Coletiva, Curitiba, v. 10, n. 53, p. 107-114, 2006. CRUZ, R. A., CAMPUS, V.; CAPELLI JÚNIOR, J. Resolução clínica de um caso de oligodontia. Revista Gaúcha de Odontologia, Porto Alegre, v. 43, n. 3, p. 147-154, mai./jun. 1995. ESTÁCIA, A.; SOUZA, M. M. G. Agenesia bilateral de incisivos laterais superiores – relato de caso. JBO - Jornal Brasileiro de Ortodontia & Ortopedia Facial. Curitiba, v. 4, n. 25, p. 21-28, jan./fev. 2000. FREITAS, M. R.; SOUZA, L. F.; JANSON, G. R. P.; HENRIQUES, J. F. C.; SANDRINI, E. C. Agenesias dentárias. Relato de um caso clínico. Ortodontia, São Paulo, n. 1, v. 31, p. 105-112, jan./abr. 1998. FURQUIM, L. Z.; SUGUINO, R.; SÁBIO, S. S. Integração ortodontia dentística no tratamento da agenesia bilateral dos incisivos laterais superiores. relato de um caso clínico. Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Maxilar, Maringá, v. 2, n. 5, p.10-33, set./out. 1997. GLAVAM, P. R. C.; SILVA, R. H. H. Prevalência e Localização de Hipodontias em Crianças. Revista Gaúcha de Odontologia, Porto Alegre, v. 43, n. 4, p. 232-234, jul./ago. 1995. KREIA, T. B.; TANAKA, O.; MEDA, E. M.; VIEIRA, S. A dentística restauradora e a ortodontia no estabelecimento da estética anterior. JBD Jornal Brasileiro de Dentística e Estética, Curitiba, v. 2, n. 6, p. 158-165, abr./jun. 2003. MCNEILL, R. W.; JOONDEPH, D. R. Congenitally absent maxillary lateral incisors: treatment planning considerations. Angle Orthodontist, Appleton, v. 43, n. 1, p. 2429, Jan., 1973. MELLO, E. D. A.; MELLO, G. P. S.; ROBINSON, W. M.; OLIVEIRA, M. G.; WOITCHUNAS, G. F. P. Anodontia de incisivos laterais superiores em gêmeas monozigóticas: tratamento com ortodontia e implantes dentários. Revista da EAP/APCD, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 1-3, dez. 2006. MODESTO, A. P.; MORAIS, A.; GLEISER, R. Ausência Congênita de Incisivos Laterais Permanentes - Uma Abordagem Clínica, JBP - Jornal Brasileiro de Odontopediatria & Odontologia do Bebê, Curitiba, abr. 1998. Disponível em: <http://www.odontologia. com.br/imprimir.asp?id=80&idesp=13>. Acesso em: 9 nov. 2008. MONDELLI, R. F. L.; LOPES, L. G. Reanatomização dental para finalização de tratamento ortodôntico – relato de caso clínico. JBC – Jornal Brasileiro de Clínica & Estética em Odontologia, Curitiba, v. 4, n. 23, p. 84-89, set./out. 2000. NADER, H. A. e JÚNIOR, A. C. Comprometimento estético na anodontia parcial. Revista Gaúcha de Odontologia, Porto Alegre, v. 4, n. 48, p. 212-214, out./dez. 2000. OLIVEIRA, O. M. S.; PALLOS, D.; GIL, F.; CORTELLI, J. R. Prevalência de hipodontia e alterações da anatomia dentária relacionadas. Revista de Biociências, Taubaté, v. 7, n. 2, p. 31-37, jul./dez. 2001. PEREIRA, S. R. A.; GUMIEIRO, E. H.; MITRI, G.; COSTA, J. R. Fechamento ortodôntico de espaços na agenesia de incisivos laterais superiores. Relato de caso e revisão de literatura. Revista Paulista de Odontologia, São Paulo, v. 27, n. 1, p. 28-30, jan./mar. 2005. PITHON M. M.; SANTOS, R. L.; BERNARES L. A. A. Tratamento de ausência congênita de incisivo lateral superior por meio do fechamento dos espaços pela mesializacao do s caninos. Revista da Associação Paulista de Especialistas em Ortodontia - Ortopedia Facial, São Paulo, v. 3, n. 1, p. 63-70, jan./mar. 2005. REICHENBACK, M.; KLIPPEL, J. H. Implantodontia aplicada à ortodontia na solução de casos de agenesia. Revista Brasileira de Cirurgia e Implantodontia, Curitiba, v. 2, n. 4, p. 35-42. out./dez.1995 SABRI, R. Tratamento da ausência dos incisivos laterais superiores. Journal of American Dental Association-Brasil, São Paulo, v. 2, p. 55-59, abr. 1999. SALZEDAS, L. M. P.; GIOVANINI, E. G.; SIMONATO, L. E.; COCLETE, G. A. Relato de dois casos familiares de agenesia de incisivos laterais superiores. Revista da Faculdade de Odontologia Passo Fundo, Passo Fundo, v. 11, n. 1, p. 27-30, jan./dez. 2006. SANTOS, G. D.; COELHO SANTOS, M. J. M.; FREITAS, A. P.; SANTOS, G. N. A.; SOARES, L. P.; PINHEIRO, M. F. Prevalência de anodontias verdadeiras dos incisivos laterais permanentes. Revista da Faculdade de Odontologia da UFBA, Salvador, v. 21, p. 20-23, jul./dez. 2000. SCHWANINGER, B.; SHAVE, R. Management of cases with upper incisors missing. American Journal of Orthodontics, Saint Louis, v. 71, n. 4, p. 396-405, Apr. 1977. SILVA, D. N.. CANCINO, C. M. H.. BATISTA, P. S.. ROBINSON, W. M. Prevalência de hipodontia na faixa etária de seis a 16 anos: um estudo radiográfico. R. Ci. méd. biol. Salvador, v. 3, n. 1, p. 69-75, jan./jun. 2004. SILVA, E. R.; PEREIRA, M.; FAGGIONI JÚNIOR, G. G. Anomalias dentáriasagenesias e supranumerários - revisão bibliográfica. Bioscience Journal, Uberlândia, v. 21, n. 2, p. 105-113, may./aug. 2005. TUVERSON, D. L. Orthodontic treatment using canines in place of missing maxillary lateral incisors. American Journal of Orthodontics, Saint Louis, v. 58, n. 2, p. 109127, Aug. 1970. TURVEY, T. A.; VIG, K.; MORIARTY, J.; HOKE, J. Delayed bone grafting in the cleft maxilla and palate: A retrospective multidisciplinary analysis. American Journal of Orthodontics, Saint Louis, v. 86, n.3, p. 244-256, Sept. 1984. ZACHRISSON, B. U.; MJOR, I. A. Remodeling of teeth by grinding. American Journal of Orthodontics, Saint Louis, v. 68, n. 5, p. 545-553. Nov. 1975. ZACHRISSON, B. U. Improving orthodontic results in cases with maxillary incisors missing. American Journal of Orthodontics, Saint Louis, v.73, n. 2, p. 274-289, Mar. 1978.