As informações contidas neste Prospecto Preliminar estão sob análise da Comissão de Valores Mobiliários, a qual ainda não se manifestou a esse respeito. O presente Prospecto Preliminar está sujeito a complementação e correção. O Prospecto Definitivo será entregue aos investidores durante o período de distribuição. PROSPECTO PRELIMINAR DE DISTRIBUIÇÃO PÚBLICA PRIMÁRIA DE AÇÕES ORDINÁRIAS DE EMISSÃO DA RODOBENS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS S.A. Companhia de Capital Autorizado CNPJ n° 67.010.660/0001-24 Avenida Francisco das Chagas de Oliveira, nº 2500, 15085-485 São José do Rio Preto – SP Código ISIN nº BRRDNIACNOR9 20.000.000 de Ações Ordinárias Valor Total da Distribuição: R$[•] No contexto desta Oferta Primária estima-se, indicativamente, que o Preço de Emissão estará situado entre R$17,00 e R$21,00 por Ação, ressalvado, no entanto, que o Preço de Emissão poderá, eventualmente, ser fixado fora desta faixa. A Rodobens Negócios Imobiliários S.A. (“Rodobens” ou “Companhia”) está realizando uma distribuição pública primária de ações ordinárias nominativas, escriturais, sem valor nominal, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames (“Ações”), que compreende a distribuição primária de 20.000.000 de Ações a serem emitidas pela Companhia (“Oferta” ou “Oferta Primária”), em mercado de balcão não-organizado, a ser realizada no Brasil, sujeita a registro na Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), conforme os procedimentos previstos na Instrução CVM nº 400, de 29 de dezembro de 2003, conforme alterada, e com esforços de colocação nos Estados Unidos da América, para investidores institucionais qualificados, conforme definidos na Regra 144A do Securities Act of 1933 dos Estados Unidos da América, e alterações posteriores (“Securities Act”), em operações isentas de registro em conformidade com o disposto no Securities Act e nos regulamentos editados ao amparo do Securities Act, e nos demais países, exceto o Brasil e os Estados Unidos da América, em conformidade com o Regulamento S do Securities Act e observada a legislação aplicável no país de domicílio de cada investidor, em ambos os casos a serem adquiridas por meio dos mecanismos de investimento regulamentados pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do Brasil e pela CVM. A Oferta será coordenada pelo Banco J.P. Morgan S.A. (“Coordenador Líder”). A quantidade total de Ações inicialmente ofertada no contexto da Oferta Primária poderá ser acrescida de um lote suplementar de até 3.000.000 de Ações (“Ações Suplementares”), correspondente a até 15% do total das Ações inicialmente ofertadas, as quais serão destinadas a atender a um eventual excesso de demanda que venha a ser constatado no decorrer da Oferta Primária, conforme opção para distribuição de Ações Suplementares outorgada pela Companhia ao Coordenador Líder, a ser exercida pelo Coordenador Líder, a seu exclusivo critério, nas mesmas condições e ao mesmo preço das Ações inicialmente ofertadas, nos termos do artigo 24 da Instrução CVM 400 (“Opção de Ações Suplementares”). A Opção de Ações Suplementares poderá ser exercida no prazo de até 30 dias contados da data da publicação do Anúncio de Início, inclusive. O preço de subscrição por Ação (“Preço de Emissão”) será fixado após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento, a ser conduzido no Brasil pelo Coordenador Líder, nos termos do artigo 44 da Instrução CVM 400 e será aprovado pelo Conselho de Administração da Companhia em reunião a ser realizada antes da concessão do registro da Oferta Primária pela CVM. Por Ação(2) ..................................................... Oferta Primária(3) .......................................... Total................................................................ Preço em R$ 19,00 380.000.000,00 380.000.000,00 Comissões em R$ 0,76 15.200.000,00 15.200.000,00 Recursos Líquidos em R$(1) 18,24 364.800.000,00 364.800.000,00 (1) Sem dedução das despesas da Oferta. (2) Considerando o preço de R$19,00 por ação correspondente ao ponto médio da faixa indicativa de preço de R$17,00 a R$21,00 por Ação. (3) Os valores indicados não incluem as Ações Suplementares. A Oferta Primária foi registrada na CVM sob o nº CVM/SRE/REM/2006/[•], em [•] de [•] de 2007. As Ações serão registradas para negociação na Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA sob o código RDNI3. A Oferta Primária e a autorização para o aumento de capital com emissão das Ações foram aprovados com base em deliberação do Conselho de Administração da Companhia realizada em 4 de janeiro de 2007, cuja ata será publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Valor Econômico. O Preço de Emissão e o montante efetivo do aumento do capital social serão aprovados pelo Conselho de Administração da Companhia antes da concessão do registro da Oferta pela CVM. Não será realizado nenhum registro da Oferta Primária ou das Ações na Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos da América ou em qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais de qualquer outro país, exceto o Brasil. Os investidores devem ler integralmente este Prospecto Preliminar, principalmente a seção “Fatores de Risco” nas páginas 40 a 46, para conhecer riscos a serem considerados antes de efetuar sua decisão de investimento nas Ações. Este Prospecto Preliminar não deve, em nenhuma circunstância, ser considerado uma recomendação de compra das Ações. Ao decidir por adquirir as Ações, potenciais investidores deverão realizar sua própria análise e avaliação da condição financeira da Companhia, de suas atividades e dos riscos decorrentes do investimento nas Ações. “O registro da presente distribuição não implica, por parte da CVM, garantia da veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade da Companhia emissora, bem como sobre as Ações a serem distribuídas”. “A presente oferta pública foi elaborada de acordo com as disposições do Código de Auto-Regulação da ANBID para as Ofertas Públicas de Distribuição e Aquisição de Valores Mobiliários, o qual se encontra registrado no 4º Ofício de Registro de Títulos e Documentos da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, sob o n.º 4890254, atendendo, assim, a presente oferta pública, aos padrões mínimos de informação contidos no código, não cabendo à ANBID qualquer responsabilidade pelas referidas informações, pela qualidade da emissora, das instituições participantes e dos valores mobiliários objeto da oferta pública.” Coordenador Líder e Sole Bookrunner Coordenadores Contratados A data deste Prospecto Preliminar é 4 de janeiro de 2007. (Esta página foi intencionalmente deixada em branco) Índice I – INTRODUÇÃO DEFINIÇÕES...................................................................................................................................................... 1 CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTIMATIVAS E DECLARAÇÕES FUTURAS ........................................................... 9 APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS E OUTRAS INFORMAÇÕES...................................... 10 SUMÁRIO DA EMISSORA .............................................................................................................................. 13 SUMÁRIO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS E OPERACIONAIS ............................................................... 18 SUMÁRIO DA OFERTA .................................................................................................................................. 22 INFORMAÇÕES RELATIVAS À OFERTA PRIMÁRIA ...................................................................................... 26 INFORMAÇÕES CADASTRAIS........................................................................................................................ 38 IDENTIFICAÇÃO DE ADMINISTRADORES, CONSULTORES E AUDITORES .................................................. 39 FATORES DE RISCO........................................................................................................................................ 40 DESTINAÇÃO DOS RECURSOS ...................................................................................................................... 47 CAPITALIZAÇÃO ............................................................................................................................................ 48 DILUIÇÃO ....................................................................................................................................................... 49 INFORMAÇÕES FINANCEIRAS E OPERACIONAIS SELECIONADAS .............................................................. 50 ANÁLISE E DISCUSSÃO DA ADMINISTRAÇÃO SOBRE A SITUAÇÃO FINANCEIRA E OS RESULTADOS OPERACIONAIS.............................................................................................................................................. 56 VISÃO GERAL DO SETOR IMOBILIÁRIO ....................................................................................................... 83 NOSSOS NEGÓCIOS ....................................................................................................................................... 94 INFORMAÇÕES SOBRE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS EMITIDOS.................................................... 140 ADMINISTRAÇÃO ........................................................................................................................................ 141 OPERAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS .............................................................................................. 147 DESCRIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL ............................................................................................................... 148 DIVIDENDOS E POLÍTICA DE DIVIDENDOS ................................................................................................ 162 PRÁTICAS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA............................................................................................ 166 PRINCIPAIS ACIONISTAS.............................................................................................................................. 178 i II – ANEXOS ANEXO A Estatuto Social . .................................................................................................................A-1 Anexo B Ata de Reunião do Conselho de Administração da Companhia aprovando a realização da Oferta ..................................................................................B-1 ANEXO C Minuta da Ata de Reunião do Conselho de Administração da Companhia que deliberará sobre o preço de emissão ..............................................................................C-1 ANEXO D Declarações da Companhia e do Coordenador Líder, de que trata o artigo 56 da Instrução CVM 400 .................................................................................................D-1 III – DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ANEXO E Demonstrações Financeiras Individuais (Controladora) e Consolidadas da Companhia e suas controladas referente aos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e Parecer da Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. ......................................................E-1 ANEXO F Informações Trimestrais – ITR da Companhia, relativas aos períodos de nove meses encerrados em 30 de setembro de 2005 e 2006 e Relatório de Revisão Especial da Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. ...................F-1 ii DEFINIÇÕES Para fins do presente Prospecto, os termos indicados abaixo terão os significados aos mesmos atribuídos nesta seção, salvo referência diversa neste Prospecto. ABECIP Associação Brasileira e Poupança. Acionistas Controladores GV Holding S.A., Waldemar Verdi Junior, Eduardo Gorayeb e Waldemar de Oliveira Verdi. Ações ou Ações Ordinárias Ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal de emissão da Companhia, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames objeto da Oferta. Ações Suplementares Até 3.000.000 de Ações, correspondentes a até 15% do total das Ações inicialmente ofertadas no âmbito da Oferta, as quais serão destinadas a atender a um eventual excesso de demanda que venha a ser constatado no decorrer da Oferta. ADEMI Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário. Agente de Colocação Internacional J.P. Morgan Securities Inc. ANBID Associação Nacional dos Bancos de Investimento. Anúncio de Encerramento Anúncio informando acerca do resultado final da Oferta, a ser publicado pelo Coordenador Líder e pela Companhia nos termos da Instrução CVM 400. Anúncio de Início Anúncio informando acerca do início do período de distribuição das Ações, a ser publicado pelo Coordenador Líder e pela Companhia, nos termos da Instrução CVM 400. Aviso ao Mercado Comunicado publicado em 5 de janeiro de 2007, informando acerca de determinados termos e condições da Oferta, incluindo os relacionados ao recebimento de Pedidos de Reserva durante o Período de Reserva, em conformidade com o artigo 53 da Instrução CVM 400. BACEN Banco Central do Brasil. BOVESPA Bolsa de Valores de São Paulo. CBIC Câmara Brasileira da Indústria de Construção. CBLC Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia. 1 das Entidades de Crédito Imobiliário CCI Cédula de Crédito Imobiliário, título representativo de créditos imobiliários. CDI Certificado de Depósito Interfinanceiro. CEF Caixa Econômica Federal. CFC Conselho Federal de Contabilidade. CMN Conselho Monetário Nacional. Código Civil Código Civil Brasileiro, introduzido pela Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. COFINS Contribuição para Financiamento da Seguridade Social. Companhia ou Rodobens Rodobens Negócios Imobiliários S.A. Constituição Federal Constituição da República Federativa do Brasil. Contrato de Distribuição Instrumento Particular de Contrato de Distribuição de Ações Ordinárias de Emissão da Rodobens Negócios Imobiliários S.A., celebrado entre a Companhia, o Coordenador Líder e a CBLC, na qualidade de interveniente anuente, após a definição do Preço de Emissão. Contrato de Participação no Novo Mercado Contrato celebrado entre a Companhia, os Acionistas Controladores, os administradores da Companhia e a BOVESPA em 4 de janeiro de 2007, por meio do qual a Companhia concordou em cumprir com requisitos diferenciados de governança corporativa e divulgação de informações ao mercado estabelecidos pela BOVESPA, a fim de se qualificar para listagem no Novo Mercado, o qual entrará em vigor na data de publicação do Anúncio de Início da Oferta. Coordenador Líder ou JPMorgan Banco J.P. Morgan S.A. Coordenadores Contratados Banco ABN AMRO Real S.A. ou ABN AMRO, Banco Bradesco BBI S.A. ou Bradesco BBI e Citigroup Global Markets Brasil Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários S.A. ou Citigroup. COPOM Comitê de Política Monetária. Corretoras Consorciadas Sociedades corretoras membros da BOVESPA que farão parte exclusivamente do esforço de colocação de Ações junto aos Investidores Não-Institucionais. CRECI-SP Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo. CPMF Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira. 2 CRI Certificado de Recebíveis Imobiliários, título de crédito nominativo, de livre negociação, lastreado em créditos imobiliários e que constitui promessa de pagamento em dinheiro. CSLL Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. CVM Comissão de Valores Mobiliários. EMBRAESP Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio. Empresas Rodobens Conjunto de empresas, direta ou indiretamente, sob controle comum da GV Holding S.A. Estatuto Social Estatuto social da Companhia. Fator Multiplicador Fator criado pela Resolução 3.259 de 28 de janeiro de 2005, posteriormente alterada pela Resolução 3.347 de 08 de fevereiro de 2006 do Conselho Monetário Nacional, pelo qual o valor dos recursos da poupança efetivamente utilizados por determinada instituição financeira para o financiamento imobiliário deve ser multiplicado com o propósito de se calcular o valor a ser considerado por tal instituição financeira como tendo sido destinado ao financiamento imobiliário. FGTS Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. FGV Fundação Getulio Vargas. Governo Federal Governo da República Federativa do Brasil. GV Holding GV Holding S.A. Habite-se Autorização emitida pela Prefeitura do município no qual o empreendimento foi construído, mediante vistoria, que indica que a obra foi executada conforme o projeto e que apresenta as devidas condições para sua habitação e ocupação. IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. IBGC Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBRACON Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. IFC International Finance Corporation. ICC Índice de Custos da Construção, índice de custos da construção da cidade de São Paulo, calculado e divulgado pela FGV. 3 IFRS Normas contábeis internacionais (International Financial Reporting Standards). IGP-M Índice Geral de Preços ao Mercado, índice de inflação calculado e divulgado pela FGV. INCC Índice Nacional de Custo da Construção, índice nacional de custos da construção habitacional, calculado e divulgado pela FGV. Índice de Inadimplência Total de recebíveis não pagos durante um período de três meses e vencidos até 90 dias, dividido pelo valor total dos recebíveis emitidos para cobrança durante o mesmo período de três meses. INPC Índice Nacional de Preços ao Consumidor, índice de inflação calculado e divulgado pelo IBGE. INPI Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Instituições da Oferta Participantes O Coordenador Líder, os Coordenadores Contratados e as Corretoras Consorciadas, em conjunto. Instrução CVM 325 Instrução da CVM nº 325, de 27 de dezembro de 2000, e alterações posteriores. Instrução CVM 358 Instrução da CVM nº 358, de 3 de janeiro de 2002, e alterações posteriores. Instrução CVM 400 Instrução da CVM nº 400, de 29 de dezembro de 2003, e alterações posteriores. Investidores Institucionais Investidores pessoas físicas e jurídicas e clubes de investimento registrados na BOVESPA, com relação às suas ordens específicas de investimento que excedam o valor de R$300 mil, fundos de investimento, carteiras administradas, fundos de pensão, entidades administradoras de recursos de terceiros registradas na CVM, entidades autorizadas a funcionar pelo BACEN, condomínios destinados à aplicação em carteira de títulos e valores mobiliários registrados na CVM e/ou na BOVESPA, seguradoras, entidades de previdência complementar e de capitalização e determinados investidores residentes no exterior que invistam no Brasil segundo as normas da Resolução CMN nº 2.689, ou, ainda, nos termos das normas de investimento externo direto da Lei nº 4.131, de 27 de setembro de 1962, conforme alterada. Investidores Não-Institucionais Pessoas físicas e jurídicas, residentes e domiciliadas no Brasil, que não sejam considerados Investidores Institucionais, e clubes de investimento registrados na BOVESPA que decidirem participar da Oferta de Varejo por meio da realização de Pedido de Reserva. IPCA Índice de Preços ao Consumidor Amplo, índice de inflação calculado e divulgado pelo IBGE. 4 IRPJ Imposto de Renda Pessoa Jurídica. IRRF Imposto de Renda Retido na Fonte. ISS Imposto Sobre Serviços. Lei de Incorporação Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, e alterações posteriores. Lei do Mercado de Valores Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e alterações posteriores. Mobiliários Lei de Registros Públicos Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, e alterações posteriores. Lei das Sociedades por Ações Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e alterações posteriores. LIBOR London Interbank Offered Rate – taxa de juros referencial de curto prazo, comumente utilizada no mercado financeiro internacional. Novo Mercado Segmento especial de negociação de valores mobiliários da BOVESPA. Novo Segmento Significa o segmento de empreendimentos imobiliários, conforme definido pela Companhia, composto principalmente por condomínios fechados com unidades de área útil entre 45 m2 e 90 m2 e com valor de venda entre R$50 mil e R$120 mil. Oferta Institucional Oferta realizada aos Investidores Institucionais. Oferta ou Oferta Primária Oferta pública de 20.000.000 de Ações a serem emitidas pela Companhia. Oferta de Varejo Oferta realizada aos Investidores Não-Institucionais. OPA Oferta pública de aquisição de ações. Opção de Ações Suplementares Opção a ser concedida pela Companhia ao Coordenador Líder para a distribuição de um lote suplementar de até 3.000.000 de Ações, equivalentes a até 15% das Ações inicialmente ofertadas no âmbito da Oferta, as quais serão destinadas exclusivamente a atender a um eventual excesso de demanda que vier a ser constatado no decorrer da Oferta e deverá ser exercida pelo Coordenador Líder, a seu exclusivo critério, no prazo de até 30 dias a contar da data de publicação do Anúncio de Início, inclusive. País ou Brasil República Federativa do Brasil. Partes Vinculadas Os Investidores Não-Institucionais que sejam (i) administradores ou controladores da Companhia, (ii) administradores ou controladores das Instituições Participantes da Oferta, (iii) outras pessoas vinculadas à Oferta, ou (iv) cônjuges ou companheiros, ascendentes, descendentes e colaterais até o segundo grau de cada uma das pessoas referidas nos itens (i), (ii) ou (iii). 5 Pedido de Reserva Formulário específico para a realização de reservas de Ações pelos Investidores Não-Institucionais. Período de Reserva O período de 15 de janeiro de 2007 a 26 de janeiro de 2007, inclusive, no qual os Investidores Não-Institucionais efetuarão seus Pedidos de Reserva. Período de Reserva de Parte Vinculada O período de 15 de janeiro de 2007 a 16 de janeiro de 2007, no qual as Partes Vinculadas efetuarão seus Pedidos de Reserva. PIB Produto Interno Bruto. PIS Programa de Integração Social. Plano Real Plano econômico do Governo Federal que introduziu o real como a moeda de curso legal obrigatório no Brasil, em julho de 1994. Práticas Contábeis Adotadas no Brasil Princípios e práticas contábeis estabelecidos pela Lei das Sociedades por Ações, pelas normas da CVM e pelas normas e pronunciamentos do IBRACON. Preço de Emissão R$[•] por Ação. Procedimento de Bookbuilding Procedimento de coleta de intenções de investimento conduzido no Brasil pelo Coordenador Líder, junto a Investidores Institucionais, em consonância com o disposto no artigo 44 da Instrução CVM 400. Prospecto ou Prospecto Preliminar Este Prospecto de Distribuição Pública Primária de Ações de Emissão da Companhia datado de 4 de janeiro de 2007. Prospecto Definitivo O Prospecto Definitivo de Distribuição Pública Primária de Ações de Emissão da Companhia. Regra 144A Rule 144A do Securities Act. Regulamento do Novo Mercado Regulamento que disciplina os requisitos para negociação de valores mobiliários de companhias abertas no Novo Mercado, estabelecendo regras de listagem diferenciadas para essas companhias, seus administradores e seu acionista controlador. Regulamento S Regulation S do Securities Act. Resolução CFC 963 Resolução do CFC nº 963, de 16 de maio de 2003. Resolução CMN nº 2.689 Resolução do CMN nº 2.689, de 26 de janeiro de 2000, e alterações posteriores. Rodobens Prestadora de Serviços Rodobens Prestadora de Serviços e Intermediação de Vendas Ltda. 6 SBPE Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. SECOVI Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis de São Paulo. SEC Securities and da América. Securities Act Securities Act of 1933 dos Estados Unidos da América e alterações posteriores. Segmento Tradicional Significa o segmento de empreendimentos imobiliários, conforme definido pela Companhia e no qual possui maior histórico de atuação, composto principalmente por condomínios fechados com unidades de área útil entre 75 m2 e 200 m2 e valor de venda entre R$120 mil e R$350 mil. SELIC Taxa média dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia. SERASA Serasa S.A., empresa que realiza análises e informações para decisões de crédito e apoio a negócios. SFH Sistema Financeiro Habitacional, sistema do Governo Federal para financiamento da casa própria. SFI Sistema Financeiro Imobiliário, sistema do Governo Federal para financiamento imobiliário em geral. Sinduscon Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo. Sistema Fácil Sistema de autofinanciamento imobiliário, criado em 1991 pela Rodobens Engenharia Ltda., atual Rodobens Negócios Imobiliários S.A. SPE Sociedade de Propósito Específico. TR Taxa Referencial. U.S. GAAP Princípios contábeis geralmente aceitos da América. Exchange 7 Commission dos Estados Unidos nos Estados Unidos VGV Estimado Valor Geral de Venda Estimado. Corresponde ao valor total estimado a ser potencialmente obtido pela venda de todas as unidades planejadas no projeto de determinado empreendimento imobiliário, a um preço estimado pela Companhia com base nas características do terreno, do produto a ser desenvolvido e em parâmetros de mercado estabelecidos pela Companhia por meio de pesquisas ou outra forma de avaliação. VGV Lançado Valor Geral de Venda Lançado. Corresponde ao valor total a ser potencialmente obtido pela venda de todas as unidades lançadas de determinado empreendimento imobiliário ao preço de lançamento. Unibanco União de Bancos Brasileiros S.A. Unibanco Negócios Imobiliários Unibanco Negócios Imobiliários Ltda. Neste Prospecto, utilizamos os termos “Rodobens”, “Companhia”, “nós”, “nosso”, “nossos”, “nossa” e “nossas” para nos referirmos à Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e suas subsidiárias, exceto quando o contexto requerer outra definição. 8 CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTIMATIVAS E DECLARAÇÕES FUTURAS As declarações contidas neste Prospecto relativas aos nossos planos, previsões, expectativas sobre eventos futuros, estratégias, projeções, tendências financeiras que afetam as nossas atividades, bem como declarações relativas a outras informações, principalmente descritas nas seções “Sumário da Emissora”, “Fatores de Risco”, “Análise e Discussão da Administração sobre a Situação Financeira e os Resultados Operacionais” e “Nossos Negócios”, constituem estimativas e declarações futuras que envolvem riscos e incertezas e, portanto, não constituem garantias de resultados futuros. Muitos fatores importantes, além daqueles discutidos em outras seções do Prospecto, podem vir a fazer com que os nossos resultados efetivos sejam substancialmente diferentes dos resultados previstos em nossas estimativas, inclusive, entre outros, os seguintes: • • • • • • • • • • • • • • • conjuntura econômica, política e de negócios do Brasil e, em especial, nos mercados geográficos em que atuamos; interesses dos nossos Acionistas Controladores; nosso nível de endividamento e demais obrigações financeiras; nossa capacidade de implementar nosso plano de negócios, inclusive nossa capacidade para contratar financiamentos quando necessário e em termos razoáveis; inflação, desvalorização do real e flutuações das taxas de juros; leis e regulamentos existentes e futuros; aumento de custos; mudanças de preços do mercado imobiliário, da demanda e das preferências de clientes, da situação financeira de nossos clientes e das condições da concorrência; nossa capacidade de realizar nosso VGV Lançado; mudanças de tecnologias de construção; nossa capacidade de obter equipamentos, materiais e serviços de fornecedores sem interrupção e a preços razoáveis; nossa capacidade de continuar a manter taxas de financiamento atrativas para nossos clientes; a existência de oferta de crédito para nossos clientes; sucesso continuado dos nossos esforços de comercialização e venda e da nossa capacidade de implementar com sucesso a nossa estratégia de crescimento; e os fatores de risco discutidos na seção “Fatores de Risco”. As palavras “acredita”, “antecipa”, “espera”, “estima”, “irá”, “planeja”, “pode”, “poderá”, “pretende”, “prevê”, “projeta”, entre outras palavras com significado semelhante, têm por objetivo identificar estimativas e projeções. Estimativas e projeções futuras envolvem incertezas, riscos e premissas, pois incluem informações relativas aos nossos resultados operacionais futuros possíveis ou presumidos, estratégia de negócios, planos de financiamento, posição competitiva no mercado, ambiente setorial, oportunidades de crescimento potenciais, efeitos de regulamentação futura e efeitos da competição. As estimativas e projeções referem-se apenas à data em que foram feitas e nós não nos comprometemos a atualizar publicamente ou a revisar quaisquer dessas estimativas e declarações futuras após a distribuição deste Prospecto, tendo em vista novas informações, eventos futuros ou outros fatores. Devido aos riscos e incertezas descritos acima, os eventos estimados e futuros discutidos neste Prospecto podem não ocorrer e não são garantia de acontecimento futuro. 9 APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS E OUTRAS INFORMAÇÕES As informações financeiras consolidadas relativas aos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 apresentadas neste Prospecto foram extraídas das nossas demonstrações financeiras consolidadas, incluídas no Anexo E deste Prospecto, elaboradas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil e auditadas pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes: Nossas informações financeiras consolidadas relativas aos períodos de nove meses encerrados em 30 de setembro de 2005 e 2006 apresentadas neste Prospecto foram extraídas das nossas informações trimestrais, incluídas no Anexo F deste Prospecto, elaboradas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil e submetidas à revisão especial da Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. As Práticas Contábeis Adotadas no Brasil são baseadas: • • • na Lei das Sociedades por Ações; nos regulamentos da CVM; e em determinados padrões e práticas estabelecidas pelo IBRACON. De acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, existem regras específicas aplicáveis às companhias do setor de incorporação imobiliária, como nós, principalmente no contexto de apropriação do resultado de vendas. A seção “Análise e Discussão da Administração sobre a Situação Financeira e os Resultados Operacionais” contém uma descrição das regras que se aplicam à Companhia. Os resultados de nossas subsidiárias controladas e controladas em conjunto constam de nossas demonstrações financeiras consolidadas, com base em nossa participação no capital social dessas subsidiárias. Em 25 de setembro de 2006, a Companhia alienou sua participação de 99,9% no capital da Rodobens Participações Ltda. e consequentemente a sua participação indireta de 50,0% no capital da Companhia Hipotecária Unibanco-Rodobens. Referidas sociedades não foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir de 31 de dezembro de 2004, conforme facultado pela Instrução da CVM nº 247, de 27 de março de 1996, conforme alterada. Para mais informações sobre a alienação de tais investimentos, ver notas 2(q) e 22 de nossas demonstrações financeiras referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 presentes no “Item III – Demonstrações Financeiras” deste Prospecto. As demonstrações consolidadas foram elaboradas de acordo com as seguintes práticas: • • na consolidação são eliminados os investimentos nas controladas e coligadas da Companhia (SPEs e Rodobens Prestadora de Serviços), assim como os saldos a receber e a pagar e as receitas, as despesas e os lucros não realizados, decorrentes de operações entre tais sociedades. para as controladas em conjunto, a consolidação incorpora as contas de ativos, passivos e resultados, proporcionalmente à respectiva participação da Companhia no seu capital social. Na consolidação proporcional, foram eliminadas as parcelas correspondentes aos saldos proporcionais dos ativos e passivos, bem como as receitas e despesas decorrentes de operações entre tais sociedades, e entre elas e a Companhia. Eventuais diferenças de registro e critérios de apropriação contábil foram apuradas e devidamente ajustadas nas demonstrações financeiras consolidadas constantes deste Prospecto, visando à consistência do critério aplicado às demonstrações financeiras consolidadas. 10 Neste Prospecto, todas as referências a “receita líquida” significam os rendimentos totais contabilizados de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, deduzidos dos descontos concedidos a clientes e impostos sobre receita. Todas as referências a “vendas contratadas” significam o valor geral de vendas decorrentes de todos os contratos de venda de imóveis celebrados em determinado período, incluindo imóveis lançados e imóveis em estoque, acabados ou em construção. As vendas contratadas são registradas pelo valor total de venda como receitas em nossas demonstrações financeiras conforme o percentual da evolução financeira da construção da obra em progresso. Todas as referências a “VGV Lançado” correspondem ao valor total a ser potencialmente obtido pela Companhia proveniente da venda de todas as unidades lançadas de determinado empreendimento imobiliário a um preço determinado. Todas as referências a “VGV Estimado” correspondem ao valor total estimado a ser potencialmente obtido pela venda de todas as unidades planejadas no projeto de determinado empreendimento imobiliário, a um preço estimado pela Companhia com base nas características do terreno, do produto a ser desenvolvido e em parâmetros de mercado estabelecidos pela Companhia por meio de pesquisas. O investidor deve estar ciente de que o VGV Lançado e o VGV Estimado poderão não ser alcançados ou poderão diferir significativamente do valor das vendas contratadas, uma vez que o número total de unidades efetivamente vendidas poderá ser inferior ao número de unidades lançadas e/ou o valor da venda contratada de cada unidade poderá ser inferior ao preço de lançamento ou do preço estimado pela Companhia. Nossos produtos são principalmente direcionados a públicos-alvo distintos e são classificados em dois segmentos principais que são denominados neste Prospecto “Novo Segmento” e “Segmento Tradicional”. No Novo Segmento, oferecemos empreendimentos com valor de venda entre R$50 mil e R$120 mil, com área entre 45 m2 e 90 m2, compostos prioritariamente por casas. Esses empreendimentos destinam-se principalmente a famílias com renda média entre R$1.750,00 a R$3.500,00 mensais, que normalmente estão comprando a primeira casa própria ou imóvel novo de melhor padrão e/ou localização. No Segmento Tradicional, oferecemos empreendimentos com valor de venda entre R$120 mil e R$350 mil, com área entre 75 m2 e 200 m2. Esses empreendimentos compreendem tanto apartamentos como casas, destinados a um público-alvo com renda média familiar acima de R$3.500,00 mensais e que normalmente já possuem um imóvel próprio, mas estão em busca de um imóvel residencial novo e de melhor padrão e/ou localização. Todos os nossos empreendimentos são desenvolvidos na forma de condomínios fechados que oferecem soluções integradas de qualidade, lazer, segurança e serviços, além de avançados conceitos urbanísticos e estéticos e condições de financiamento adequadas. As referências a Índices de Inadimplência consistem nos índices de inadimplência provenientes dos nossos contratos de venda e são calculados dividindo-se o total de recebíveis não pagos durante um período de três meses e vencidos até 90 dias, pelo valor total dos recebíveis emitidos para cobrança durante o mesmo período de três meses. Todas as referências feitas neste Prospecto a “real”, “reais” ou “R$” dizem respeito à moeda oficial do Brasil e todas as referências a “dólar”, “dólares” ou “US$” dizem respeito à moeda dos Estados Unidos da América. Alguns percentuais e outros valores incluídos neste Prospecto foram arredondados para facilitar a apresentação dos números. Assim, alguns dos totais constantes das tabelas aqui apresentadas podem não representar uma soma exata dos valores que os precedem. 11 EBITDA AJUSTADO Nós utilizamos o EBITDA ajustado como uma medida suplementar do nosso desempenho operacional. Nós calculamos nosso EBITDA ajustado utilizando itens das nossas demonstrações de resultado, preparadas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, da seguinte forma: realizamos a soma do lucro líquido ao IRPJ, CSLL, excluímos os efeitos do resultado financeiro, somamos a amortização e depreciação e os gastos com reestruturação societária e excluímos o resultado de equivalência patrimonial. O EBITDA ajustado não é medida de desempenho financeiro segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, tampouco deve ser considerado isoladamente, ou como alternativa ao lucro líquido, ou alternativa aos fluxos de caixa operacionais, ou como medida de liquidez. O EBITDA ajustado apresenta limitações que prejudicam a sua utilização como medida de nossa lucratividade, incluindo, entre outras, o fato de não considerar determinados custos decorrentes de nossos negócios, que poderiam afetar, de maneira significativa, os nossos lucros, tais como despesas financeiras, impostos sobre lucro, despesas de capital e outros encargos relacionados. O EBITDA ajustado não possui significado padronizado e nossa definição de EBITDA ajustado pode não ser comparável àquelas utilizadas por outras sociedades. Para informações adicionais sobre nosso EBITDA ajustado, vide “Sumário das Informações Financeiras e Operacionais” e “Informações Financeiras e Operacionais Selecionadas”. Segue, abaixo, o cálculo do nosso EBITDA ajustado para os exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e para os períodos de nove meses encerrados em 30 de setembro de 2005 e 2006: (Em milhares de R$) Exercício social encerrado em 31 de dezembro de Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2003 2004 2005 2005 2006 Lucro Líquido.......................................................... 4.698 41 2.461 4.343 3.403 (+ ) Imposto de Renda e Contribuição Social ....... 1.572 2.483 1.036 893 1.098 (+) Resultado Financeiro........................................ 2.453 7.736 2.936 2.270 1.712 (+) Depreciação e Amortização............................. 142 147 182 122 119 (-) Equivalência Patrimonial .................................. - 68 -1.341 -923 -1.476 (+) Gastos com Reestruturação Societária............ 455 EBITDA Ajustado.................................................... 8.865 10.475 5.274 6.705 5.311 ESTIMATIVAS DE MERCADO E OUTRAS INFORMAÇÕES Fazemos declarações neste Prospecto sobre estimativas de mercado, nossa situação em relação aos nossos concorrentes e nossa participação no mercado, bem como sobre o tamanho do mercado imobiliário brasileiro. Fazemos tais declarações com base em informações obtidas de fontes que consideramos confiáveis, tais como EMBRAESP, ADEMI, SECOVI, CBIC, CRECI-SP, IBGE e BACEN, entre outras. Embora não tenhamos motivos para achar que tais informações não são corretas em seus aspectos materiais, nem nós, nem o Coordenador Líder verificamos tais informações de forma independente. As informações contidas em nosso website não estão incorporadas por referência neste Prospecto. 12 SUMÁRIO DA EMISSORA Apresentamos a seguir um sumário de nossas atividades, nossas informações financeiras e operacionais, bem como nossos pontos fortes e principais estratégias. Esse sumário não contém todas as informações que o investidor deve considerar antes de tomar sua decisão de investimento em nossas Ações. Antes de investir nas Ações, o investidor deverá ler todo o Prospecto cuidadosamente para uma melhor compreensão das nossas atividades e da presente Oferta. Este sumário deve ser lido juntamente com as informações mais detalhadas constantes das demais seções deste Prospecto, especialmente aquelas contidas nas seções “Fatores de Risco”, “Análise e Discussão da Administração sobre a Situação Financeira e os Resultados Operacionais”, “Nossos Negócios” e nas nossas demonstrações financeiras consolidadas e respectivas notas explicativas, também incluídas neste Prospecto. VISÃO GERAL Somos uma incorporadora imobiliária com mais de 15 anos de atuação e foco em cidades do interior brasileiro com população acima de 150 mil habitantes. Desde o início de nossas atividades em 1991, já lançamos 52 empreendimentos em 15 cidades diferentes em seis Estados brasileiros, correspondentes a 8.913 unidades com área construída total de 1.129.626 m². Nossa atividade de incorporação imobiliária envolve a aquisição de terrenos, desenvolvimento, construção e comercialização de empreendimentos residenciais. Nossos produtos são direcionados para dois segmentos principais e destinados a públicos-alvo distintos: Novo Segmento e Segmento Tradicional. No Novo Segmento, desenvolvemos principalmente empreendimentos com valor de venda entre R$50 mil e R$120 mil, com área entre 45 m² e 90 m², compostos prioritariamente por casas, destinados a famílias com renda média entre R$1.750,00 e R$3.500,00 mensais, que normalmente estão comprando a primeira casa própria ou imóvel novo de melhor padrão e/ou localização. No Segmento Tradicional, desenvolvemos principalmente empreendimentos com valor de venda entre R$120 mil e R$350 mil, com área entre 75 m² e 200 m², destinados a famílias com renda média familiar acima de R$3.500,00 mensais, que normalmente já possuem um imóvel próprio, mas estão em busca de um imóvel residencial novo e de melhor padrão e/ou localização. Todos os nossos empreendimentos são desenvolvidos na forma de condomínios fechados que oferecem soluções integradas de qualidade, lazer, segurança e serviços, além de avançados conceitos urbanísticos e estéticos e condições de financiamento atrativas. Acreditamos que o Novo Segmento apresenta grande potencial de crescimento em cidades do interior do País com mais de 150 mil habitantes devido à maior disponibilidade de terrenos a custos mais baixos, menores custos de construção, incluindo mão-de-obra, demanda reprimida por empreendimentos residenciais de qualidade em condomínios fechados, além de reduzida concorrência se comparada às grandes cidades brasileiras. Tais fatores, combinados com (i) ambiente de crescimento econômico, (ii) aumento do poder aquisitivo, (iii) redução das taxas de juros, (iv) prolongamento dos prazos de financiamento disponíveis a nossos clientes e (v) o conseqüente aumento da oferta de crédito, tornam o mercado do interior brasileiro atrativo para o desenvolvimento do Novo Segmento. Acreditamos ser uma das únicas incorporadoras com amplo conhecimento das preferências da população de regiões do interior do País e apta a oferecer produtos que atendam às exigências de qualidade dos clientes com preço e condições de financiamento acessíveis nestas cidades. Acreditamos que nossa experiência nesse mercado coloca-nos em posição privilegiada para identificar áreas e criar as parcerias necessárias para o desenvolvimento de nossos empreendimentos. Além de atuarmos no interior do Estado de São Paulo e de outros Estados do País, também atuamos nas principais capitais do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Fortaleza. 13 De nossas receitas operacionais líquidas totais nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, 93,3% foram originadas da venda de unidades em imóveis que nós incorporamos e nesses mesmos três exercícios, a maioria dos empreendimentos lançados teve mais do que 90% das unidades vendidas antes da conclusão da construção. Além disso, em nossos empreendimentos, geralmente conseguimos vender em torno de 50% das unidades da etapa lançada em até 180 dias após o lançamento. De nossas receitas operacionais líquidas totais nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, 6,7% resultaram de serviços de gestão de carteiras de recebíveis e administração de obra. A tabela abaixo apresenta determinadas informações financeiras e operacionais nos períodos indicados: (Em milhares de R$) Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 59.356 56.419 Outras receitas operacionais(1) 3.398 EBITDA ajustado(2) Receita operacional líquida Margem EBITDA ajustado(3) Lucro líquido (1) (2) Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 42.492 34.331 33.746 3.731 4.919 3.795 3.615 8.865 10.475 5.274 6.705 5.311 14,9% 18,6% 12,4% 19,5% 15,7% 4.698 41 2.461 4.342 3.403 Inclui as receitas provenientes de prestação de serviços de gestão de carteiras de recebíveis e administração de obra. Nós utilizamos o EBITDA ajustado como uma medida suplementar do nosso desempenho operacional. Nós calculamos nosso EBITDA ajustado utilizando itens das nossas demonstrações de resultado, preparadas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, da seguinte forma: realizamos a soma do lucro líquido ao IRPJ, CSLL, excluímos os efeitos do resultado financeiro, somamos a amortização e depreciação e os gastos com reestruturação societária, e excluímos o resultado de equivalência patrimonial. O EBITDA ajustado não é medida de desempenho financeiro segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, tampouco deve ser considerado isoladamente, ou como alternativa ao lucro líquido, ou alternativa aos fluxos de caixa operacionais, ou como medida de liquidez. O EBITDA ajustado apresenta limitações que prejudicam a sua utilização como medida de nossa lucratividade, incluindo, entre outras, o fato de não considerar determinados custos decorrentes de nossos negócios, que poderiam afetar, de maneira significativa, os nossos lucros, tais como despesas financeiras, impostos sobre lucro, despesas de capital e outros encargos relacionados. O EBITDA ajustado não possui significado padronizado e nossa definição de EBITDA ajustado pode não ser comparável àquelas utilizadas por outras sociedades. Para informações adicionais sobre nosso EBITDA ajustado, vide “Sumário das Informações Financeiras e Operacionais” e “Informações Financeiras e Operacionais Selecionadas”. (3) Margem EBITDA ajustado é calculada sobre a receita operacional líquida. NOSSOS PONTOS FORTES Acreditamos possuir os seguintes pontos fortes: Capacidade de Aproveitamento do Potencial de Crescimento do Setor Imobiliário no Interior. Acreditamos que somos uma das únicas incorporadoras imobiliárias no Brasil bem posicionadas para aproveitar o potencial de crescimento do Novo Segmento no interior do País. 14 • Diversificação Geográfica com Foco no Interior Atuamos no interior brasileiro e também nas principais capitais há mais de 15 anos. Acreditamos que nossa diversificação geográfica minimiza a nossa exposição ao risco de crises em mercados imobiliários locais e confere-nos experiência na realização de empreendimentos particulares a cada cidade, com níveis de qualidade e preços compatíveis com as necessidades, os hábitos e o poder aquisitivo da população dos locais dos empreendimentos. Nossa experiência coloca-nos em posição de vantagem para atender o aumento de demanda por empreendimentos que ofereçam soluções integradas de qualidade, financiamento atrativo, lazer, segurança e serviços nessas regiões. Acreditamos que somos distintos de nossos principais concorrentes já estabelecidos no interior, particularmente em razão de nosso histórico de atuação no interior, acesso a capital para financiamento e a experiência e qualidade de nossa administração e funcionários. Ademais, nosso foco de atuação no interior também nos confere uma vantagem competitiva face às grandes incorporadoras que atuam principalmente nas grandes capitais e não possuem experiência em cidades menores e/ou não possuem estrutura de custos compatível com a realidade do interior. • Experiência no Desenvolvimento de Produtos no Interior Nossa alta administração conta, em média, com mais de 15 anos de experiência no setor imobiliário. Acreditamos ser uma das únicas incorporadoras que possui amplo conhecimento de diferentes regiões do Brasil e experiência quanto às particularidades em se operar no interior do País, tanto no Novo Segmento quanto no Segmento Tradicional. A experiência e o conhecimento que nossa administração adquiriu no tocante às preferências da população do interior e à administração de empreendimentos com grande carteira de clientes, colocam-nos em posição de vantagem para desenvolver produtos que atendam às necessidades de nossos públicos-alvo, incluindo acabamento de qualidade, funcionalidade, projetos atualizados e conceitos urbanísticos modernos, com preços acessíveis e facilidade de pagamento compatíveis com a renda de nossos potenciais clientes. Nossa experiência permite-nos, igualmente, identificar regiões brasileiras com tendência de valorização e novas áreas para a manutenção de um estoque de terrenos adequado para o desenvolvimento de empreendimentos rentáveis. Oferta de Crédito Adequada ao Nosso Público-Alvo Fomos pioneiros no desenvolvimento de mecanismos de oferta de crédito para financiar a aquisição de imóveis residenciais no Segmento Tradicional e no Novo Segmento. Valendo-nos de nossa experiência, criamos uma modalidade inovadora de financiamento denominada Sistema Fácil, que dispensa formalidades e burocracias para a concessão de crédito, sem prejuízo de uma análise adequada de risco de crédito. O Sistema Fácil permite a entrega do imóvel em curto prazo com financiamento de longo prazo com taxas atrativas, permitindo parcelas de financiamento cujos valores são muito próximos aos aluguéis pagos por nossos clientes em suas residências, possibilitando, dessa forma, a opção da compra da casa própria. Por meio do Sistema Fácil, atualmente somos capazes de oferecer a certos clientes linha de crédito para o financiamento da compra de nossos imóveis à taxa de juros de 9% ao ano acrescida de TR, que acreditamos ser inferior à média do mercado. Acreditamos que o Sistema Fácil contribui para melhorar significativamente a velocidade de nossas vendas, ampliando a nossa base de clientes e apresentando baixo Índice de Inadimplência. Nosso índice de Inadimplência foi da ordem de 3,0%, em média, nos últimos três exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2005. (para informações sobre a metodologia de cálculo de nosso Índice de Inadimplência, vide seção “Nossos Negócios - Financiamento a Clientes”). 15 Estoque Estratégico de Terrenos no Interior e Opções de Compra Possuímos estoque e opções de compra de mais de 5,6 milhões de m2 de terrenos localizados em mais de 15 cidades do interior do Brasil, incluindo os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Essas áreas no interior permitem o desenvolvimento de nossos empreendimentos em etapas, contribuindo para a redução dos riscos do empreendimento. Ao desenvolvermos um projeto em etapas, buscamos uma valorização das etapas posteriores, que se beneficiam do desenvolvimento geral da região em decorrência da conclusão das etapas iniciais. Acreditamos que nosso estoque de terrenos no interior confere-nos uma vantagem competitiva, pois o desenvolvimento de empreendimentos em etapas nem sempre é viável nas áreas metropolitanas das grandes capitais por apresentarem maior escassez de áreas disponíveis e preços de terrenos mais elevados. Experiência e Reputação do Grupo Controlador As Empresas Rodobens possuem mais de 50 anos de experiência, atuando em uma grande variedade de negócios, contando com aproximadamente 700 mil clientes e operações em aproximadamente 185 cidades e em todos os Estados brasileiros. A sólida reputação das Empresas Rodobens no território brasileiro contribuem para a formação de novas parcerias estratégicas com empreendedores locais ou em regiões ainda não exploradas por nós, e para uma percepção de confiabilidade do nosso produto no interior do País. As Empresas Rodobens contam também com larga experiência em consórcios, especificamente no segmento imobiliário, o que propicia sinergias em todas as etapas de nosso negócio, desde a incorporação de empreendimentos até a venda de unidades. NOSSAS PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS Nossas principais estratégias comerciais e financeiras estão relacionadas abaixo: Forte Crescimento no Novo Segmento Pretendemos adotar uma estratégia de crescimento significativo de nossa atuação no Novo Segmento, prioritariamente no desenvolvimento de casas. O público-alvo do Novo Segmento é formado por famílias com renda mensal entre R$1.750,00 e R$3.500,00, que representa, aproximadamente, 18% dos domicílios brasileiros (ou nove milhões de famílias), de acordo com dados do IBGE. Acreditamos que significativa parcela dos potenciais clientes desse segmento não é adequadamente atendida em suas expectativas de qualidade e condições de financiamento de produtos imobiliários. Esse segmento da população é normalmente composto de indivíduos com alto grau de instrução e cultural, mas de poder aquisitivo limitado. Nos últimos anos, os financiamentos disponíveis (por exemplo, pela CEF) para a aquisição de imóveis não eram adequados às exigências desse segmento da população. Acreditamos que os produtos e condições de financiamento que oferecemos atendem à demanda dessa classe da população e que estamos bem posicionados para explorar o grande potencial de crescimento desse segmento. Na data deste Prospecto, tínhamos 14 empreendimentos em fase de planejamento, destinados a empreendimentos no Novo Segmento. 16 Crescimento Contínuo no Segmento Tradicional Pretendemos continuar a expandir nossas atividades no Segmento Tradicional, onde temos experiência e histórico de sucesso. Nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, vendemos 438, 538, 502 e 295 unidades, respectivamente, no Segmento Tradicional. Acreditamos que esse segmento também apresenta um significativo potencial de crescimento, devido à tendência de queda nas taxas de juros e de aumento da disponibilidade de recursos para financiamento residencial. Acreditamos igualmente que nossa atuação nesse segmento, juntamente com a estratégia de continuarmos nossa expansão no Novo Segmento, assegurará um crescimento à Companhia em bases sólidas e uma carteira diversificada de clientes e produtos. Expansão Geográfica de Nosso Negócio Pretendemos aproveitar nossa experiência em empreendimentos realizados no interior dos Estados brasileiros para expandirmos geograficamente nossos negócios para mercados com mais de 150 mil habitantes e com grande potencial de crescimento da demanda. Atualmente, estamos presentes em 15 cidades, de seis Estados brasileiros, e acreditamos que existe um potencial de demanda no Novo Segmento em pelo menos 70 cidades de 15 Estados. A concorrência nessas localidades tende a ser mais fragmentada, além de menos sofisticada e intensa se comparada à concorrência existente nas grandes capitais. Pretendemos expandir e solidificar nossa atuação nessas regiões, atendendo à demanda reprimida existente, lançando empreendimentos que ofereçam soluções integradas de qualidade, financiamento, lazer, segurança e serviços. Além disso, pretendemos aproveitar o menor custo dos terrenos no interior, o que nos possibilita a aquisição de áreas maiores e, conseqüentemente, de maior potencial de valorização. Também pretendemos reforçar nossa presença em diversas regiões do País, a fim de mitigar os efeitos do ciclo de oferta e demanda do mercado imobiliário de diferentes regiões. Expansão de Nosso Estoque de Terrenos no Interior Nosso estoque de terrenos é determinante para nossa capacidade de desenvolver empreendimentos atrativos aos nossos públicos-alvo a preços acessíveis e com margens de rentabilidade adequadas. Pretendemos aumentar e diversificar nosso estoque de terrenos em regiões do interior do Brasil onde pretendemos realizar empreendimentos futuros destinados particularmente para o Novo Segmento. Para tanto, iremos utilizar nossa experiência em diversas regiões do País, bem como nossas diversas parcerias, que nos permitem identificar novas oportunidades de negócio. Contínuo Desenvolvimento de Soluções de Financiamento Atrativo ao Nosso Público-Alvo Acreditamos que nosso público-alvo é sensível à disponibilidade de soluções de financiamento que viabilize o acesso à casa própria. Pretendemos continuar desenvolvendo e oferecendo soluções de financiamento para facilitar a aquisição de nossos produtos por nossos clientes e, para tanto, manteremos parcerias e bom relacionamento com agentes financiadores, desenvolvendo soluções de financiamento inovadoras e aproveitando a tendência atual do mercado financeiro de expandir suas atividades de financiamento imobiliário tanto em termos do aumento dos volumes disponíveis quanto de redução das taxas de juros e alongamento de prazos. O sucesso que obtivemos com o Sistema Fácil demonstra que planos de financiamento que supram as necessidades específicas de nossos clientes e estejam ao seu alcance facilitam e aumentam a velocidade de nossas vendas, o que também se traduz em maior retorno para nossos empreendimentos. Manutenção de Gestão Eficiente, Reduzindo Riscos Continuaremos a operar com forte controle de custos, priorizando projetos com alto potencial de retorno e velocidade de venda, que nos permitem reduzir nossa exposição a riscos, minimizar a necessidade de capital de giro e financiamento à construção por meio do estabelecimento de nossas parcerias locais com proprietários de terrenos e construtoras, quando necessário, e por meio de parceiros financeiros. 17 SUMÁRIO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS E OPERACIONAIS As informações financeiras abaixo devem ser lidas e analisadas em conjunto com as nossas demonstrações financeiras consolidadas, incluindo as respectivas notas explicativas, bem como as informações contidas nas seções “Apresentação das Informações Financeiras e Outras Informações” e “Análise e Discussão da Administração sobre a Situação Financeira e os Resultados Operacionais” deste Prospecto. As informações financeiras consolidadas relativas aos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 apresentadas abaixo foram extraídas das nossas demonstrações financeiras consolidadas, incluídas no Anexo E deste Prospecto, elaboradas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil e auditadas pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. As demonstrações financeiras consolidadas relativas aos períodos de nove meses encerrados em 30 de setembro de 2005 e 2006 apresentadas abaixo foram extraídas das nossas demonstrações financeiras trimestrais consolidadas, incluídas no Anexo F deste Prospecto, elaboradas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, submetidas à revisão especial da Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO (Em milhares de R$) Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2003 Receita operacional ......................................... 62.426 Deduções da receita......................................... (3.070) Receita operacional líquida............................. 59.356 Custos dos empreendimentos vendidos ......... (43.533) Resultado operacional bruto .......................... 15.822 (Despesas) receitas operacionais..................... (8.309) Comerciais e vendas .................................. (2.546) Gerais e administrativas e honorários da administração ....................................... (6.708) Gastos com reestruturação societária ...... Resultado financeiro ................................ (2.453) Outras receitas operacionais..................... 3.398 Resultado da equivalência patrimonial.......... Lucro operacional ............................................ 7.513 Resultados não operacionais........................... 59 Lucro do exercício / período antes dos impostos e contribuições, participação de funcionários e participação dos acionistas minoritários...................................................... 7.572 Imposto de renda e contribuição social correntes ........................................................... (838) Imposto de renda e contribuição social diferidos............................................................ (734) Participação de funcionários ........................... (1.302) Participação dos acionistas minoritários ........ Lucro líquido do período / exercício .............. 4.698 18 Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2004 2005 2005 2006 59.194 (2.775) 56.419 (36.896) 19.523 (16.415) (4.074) 44.956 (2.464) 42.492 (29.356) 13.137 (9.232) (3.352) 36.211 (1.880) 34.331 (22.798) 11.533 (6.064) (2.172) 35.774 (2.028) 33.746 (21.114) 12.632 (7.614) (2.388) (8.269) (7.736) 3.731 (68) 3.108 (159) (9.203) (2.936) 4.919 1.341 3.905 - (6.340) (2.270) 3.795 923 5.469 - (8.149) (455) (1.712) 3.614 1.476 5.018 - 2.949 3.905 5.469 5.018 (1.584) (1.035) (938) (713) (898) (425) 41 (1) (387) (21) 2.461 45 (233) 4.343 (385) (517) 3.403 BALANÇO PATRIMONIAL (Em milhares de R$) Em 30 de setembro de Em 31 de dezembro de Total do ativo .................................................... Ativo circulante ................................................. Caixa e bancos ................................................... Aplicações financeiras ....................................... Créditos perante clientes (líquido da provisão para créditos de liquidação duvidosa).............. Imóveis a comercializar ..................................... Créditos com terceiros....................................... Despesas a repassar a SPEs ................................ Despesas comerciais a apropriar ....................... Despesas antecipadas ........................................ Outros créditos .................................................. Ativo realizável a longo prazo ......................... Créditos perante clientes .................................. Depósitos judiciais ............................................. Partes relacionadas............................................ Ativo permanente ............................................. Investimentos..................................................... Imobilizado ........................................................ Total do passivo e patrimônio líquido ............. Passivo circulante .............................................. Fornecedores ..................................................... Empréstimos e financiamentos......................... Obrigações sociais.............................................. Obrigações tributárias....................................... Recursos de parceiros ........................................ Contas a pagar por aquisição de imóveis......... Impostos diferidos ............................................. Provisão para garantia ...................................... Adiantamentos de clientes ............................... Partes relacionadas............................................ Participação de funcionários nos resultados.... Lucros a distribuir .............................................. Outras contas a pagar ....................................... Passivo exigível a longo prazo ......................... Impostos diferidos ............................................. Empréstimos e financiamentos......................... Provisão para contingências ............................. Contas a pagar por aquisição de imóveis......... Participação de acionistas minoritários ........... Patrimônio líquido............................................. Capital social realizado ..................................... Reservas de lucro ............................................... Lucros/prejuízos acumulados ............................ 2003 122.186 89.558 2.118 921 2004 119.245 59.786 1.638 2.282 2005 134.430 69.296 1.676 3.442 2006 156.851 96.208 1.436 3.147 60.595 13.996 6.864 910 3.687 443 24 31.896 25.510 10 6.376 732 108 624 27.577 14.454 6.759 2.273 4.528 7 268 54.654 45.337 10 9.307 4.805 3.933 872 32.853 16.384 7.902 2.328 4.212 467 32 57.761 47.802 9.959 7.373 6.274 1.099 47.938 22.276 13.690 1.319 4.260 1.760 382 58.485 40.430 18.055 2.158 2.158 122.186 60.749 1.794 15.218 500 811 9.910 7.526 5.141 1.654 3.518 13.350 686 490 151 30.964 2.482 25.569 75 2.838 30.473 18.188 25 12.260 119.245 53.365 1.850 5.713 566 1.815 8.275 2.151 3.065 1.902 3.437 23.131 686 490 284 35.366 5.272 25.824 118 4.152 30.514 18.188 25 12.301 134.430 51.037 1.231 9.087 872 805 4.773 2.718 3.282 1.521 2.959 22.053 686 490 560 50.866 4.964 41.960 89 3.853 21 32.506 18.188 25 14.293 156.851 50.401 1.861 11.531 1.326 651 7.934 2.237 5.172 1.269 3.176 12.248 578 507 1.911 52.670 3.798 46.036 142 2.694 53.780 52.438 1.342 19 OUTROS DADOS FINANCEIROS Exercício social encerrado em 31 de dezembro de EBITDA ajustado (1) (em milhares de R$) Margem de EBITDA ajustado (2) (em %) (1) 2003 2004 8.865 14,9% 10.475 18,6% Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2005 5.274 12,4% 6.705 19,5% 2006 5.311 15,7% Nós utilizamos o EBITDA ajustado como uma medida suplementar do nosso desempenho operacional. Nós calculamos nosso EBITDA ajustado utilizando itens das nossas demonstrações de resultado, preparadas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, da seguinte forma: realizamos a soma do lucro líquido ao IRPJ, CSLL, excluímos os efeitos do resultado financeiro, somamos a amortização e depreciação e os gastos com reestruturação societária, e excluímos o resultado de equivalência patrimonial. O EBITDA ajustado não é medida de desempenho financeiro segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, tampouco deve ser considerado isoladamente, ou como alternativa ao lucro líquido, ou alternativa aos fluxos de caixa operacionais, ou como medida de liquidez. O EBITDA ajustado apresenta limitações que prejudicam a sua utilização como medida de nossa lucratividade, incluindo, entre outras, o fato de não considerar determinados custos decorrentes de nossos negócios, que poderiam afetar, de maneira significativa, os nossos lucros, tais como despesas financeiras, impostos sobre lucro, despesas de capital e outros encargos relacionados. O EBITDA ajustado não possui significado padronizado e nossa definição de EBITDA ajustado pode não ser comparável àquelas utilizadas por outras sociedades. Para informações adicionais sobre nosso EBITDA ajustado, vide “Sumário das Informações Financeiras e Operacionais” e “Informações Financeiras e Operacionais Selecionadas”. (2) Margem EBITDA ajustado é calculada sobre a receita operacional líquida. OUTROS DADOS OPERACIONAIS Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 4 735 50.960 3 270 32.538 Vendas Número de unidades vendidas (2) 632 Área útil das unidades vendidas (em m2) 55.415 Vendas contratadas (em milhares de R$) (3) 135.081 Preço médio de venda (em R$/m2) 2.438 738 78.943 192.778 2.442 Lançamentos Número de empreendimentos lançados Número de unidades lançadas (1) Área útil das unidades lançadas (em m2) (1) Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 2 311 26.655 2 311 26.655 3 462 42.305 710 65.206 147.954 2.269 526 46.815 108.569 2.319 517 45.768 93.428 2.041 Total de unidades dos empreendimentos lançados, independentemente da nossa participação nos empreendimentos, e excluindo as unidades objeto de permuta. (2) Total das unidades vendidas dos empreendimentos nos quais participamos, independentemente da nossa participação no empreendimento. (3) Total de vendas contratadas dos empreendimentos nos quais participamos, independentemente da nossa participação no empreendimento. 20 DEMONSTRATIVO DA DÍVIDA LÍQUIDA (Em milhares de R$) Em 30 de setembro de Em 31 de dezembro de Financiamentos e empréstimos........................ Circulante ...................................................... Exigível a longo prazo – Sistema Financeiro de Habitação ............... (-) Disponibilidades e aplicações financeiras... Caixa e bancos .............................................. Aplicações financeiras .................................. Total dívida líquida ........................................... Total dívida líquida/patrimônio líquido .......... 2003 2004 2005 40.787 15.218 31.537 5.713 51.047 9.087 57.567 11.531 25.569 3.039 2.118 921 37.748 123,9% 25.824 3.920 1.638 2.282 27.617 90,5% 41.960 5.118 1.676 3.442 45.929 141,3% 46.036 4.583 1.436 3.147 52.984 98,5% 21 2006 SUMÁRIO DA OFERTA Companhia ...................................... Rodobens Negócios Imobiliários S.A. Coordenador Líder.......................... JPMorgan Coordenadores Contratados.......... ABN AMRO, Bradesco BBI e Citigroup. Agente de Colocação Internacional ................................... J.P. Morgan Securities Inc. Oferta............................................... Oferta de 20.000.000 de Ações a serem emitidas pela Companhia, para distribuição pública, a ser realizada no Brasil, em mercado de balcão não-organizado, nos termos da Instrução CVM 400. Adicionalmente, o Agente de Colocação Internacional realizará esforços de colocação das Ações no exterior, sendo nos Estados Unidos da América para investidores institucionais qualificados residentes e domiciliados no exterior (Qualified Institutional Buyers), conforme definidos na Regra 144A, em operações isentas de registro segundo o Securities Act, e, nos demais países, exceto no Brasil e nos Estados Unidos da América, com base no Regulamento S. Opção de Ações Suplementares .... Opção para distribuição pública das Ações Suplementares que poderá ser exercida pelo Coordenador Líder, no prazo de até 30 dias contados da data de publicação do Anúncio de Início, inclusive, na hipótese de ser constatada a existência de excesso de demanda pelas Ações no âmbito da Oferta. Preço de Emissão ............................ Preço por Ação a ser fixado após a apuração do resultado do Procedimento de Bookbuilding, a ser conduzido pelo Coordenador Líder junto aos Investidores Institucionais, em conformidade com o artigo 44 da Instrução CVM 400, e de acordo com o artigo 170, inciso III do parágrafo 1º da Lei das Sociedades por Ações, justificando-se a escolha desse critério pelo fato de que tal preço não promoverá diluição injustificada dos atuais acionistas da Companhia e refletirá o valor pelo qual os Investidores Institucionais apresentarão suas intenções de subscrição das Ações no âmbito da Oferta. Os Investidores Não-Institucionais que aderirem à Oferta de Varejo não participarão do Procedimento de Bookbuilding e, portanto, do processo de determinação do Preço de Emissão. Valor Total da Oferta...................... R$[y]. Direitos, Vantagens e Restrições das Ações......................................... As Ações garantirão aos seus titulares os mesmos direitos conferidos às demais ações de emissão da Companhia, nos termos de seu Estatuto Social, legislação aplicável e Regulamento do Novo Mercado, incluindo, mas não se limitando ao direito a voto e ao recebimento integral de dividendos e demais proventos de qualquer natureza que vierem a ser declarados pela Companhia a partir da Data de Liquidação (vide seção “Descrição do Capital Social”). 22 Direito de Venda Conjunta (Tag-Along) .................................... Em caso de alienação do controle, todos os acionistas terão o direito de serem incluídos em oferta pública de aquisição de ações, observadas as condições e prazos previstos na legislação vigente e no Regulamento do Novo Mercado, de forma a lhes assegurar tratamento igualitário àquele dado ao acionista controlador alienante. Determinadas Restrições à Venda das Ações pela Companhia, pelos Administradores e Acionistas Controladores ....................................... Nossa Companhia, cada um dos membros do nosso Conselho de Administração e da nossa Diretoria e nossos Acionistas Controladores celebraremos acordos de restrição à venda de ações ordinárias de emissão da nossa Companhia (lock-ups), por meio dos quais nos comprometeremos, sujeitos tão somente às exceções previstas em referidos acordos, a: (i) nos termos do regulamento do Novo Mercado, não vender e/ou ofertar à venda ações de nossa emissão, ou derivativos lastreados nessas ações, durante os primeiros seis meses subseqüentes à primeira distribuição primária pública de nossas ações, após a assinatura do Contrato do Novo Mercado, sendo que, após o período inicial de seis meses, nós, os Acionistas Controladores e membros do nosso Conselho de Administração e da nossa Diretoria não poderemos vender ou ofertar mais do que 40% das ações ordinárias, ou derivativos lastreados em ações de nossa emissão de que sejamos titulares, imediatamente após a efetivação da distribuição anteriormente mencionada, por seis meses adicionais, ressalvada a hipótese de cessão ou empréstimo de ações que vise ao desempenho da atividade de formador de mercado credenciado pela BOVESPA, nesse caso limitado a 15% da quantidade total de ações cuja negociação esteja vedada; e (ii) adicionalmente, nos comprometemos com o Coordenador Líder a não emitir, transferir, oferecer, vender, contratar a venda, dar em garantia, emprestar, conceder qualquer warrant, opção de compra, realizar qualquer venda ou de qualquer forma dispor, ou conceder qualquer direito relacionado a qualquer ação ordinária ou qualquer valor mobiliário conversível em, ou permutável por, ou que represente o direito de receber, ações ordinárias de nossa emissão por 180 dias contados da data do Prospecto Definitivo. Listagem .............................................. Em 04 de janeiro de 2007, celebramos o Contrato de Participação no Novo Mercado, o qual entrará em vigor na data de publicação do Anúncio de Início. No primeiro dia útil subseqüente a tal publicação, nossas ações passarão a ser negociadas na BOVESPA sob o código RDNI3 e listadas no Novo Mercado. Público-Alvo .................................... A Oferta será direcionada a (i) Investidores Não-Institucionais no montante de pelo menos 10% das Ações, excluindo as Ações Suplementares, observado que o Coordenador Líder poderá, a seu exclusivo critério, aumentar a quantidade de Ações destinadas à Oferta de Varejo até o máximo de 20% das Ações objeto da Oferta; e (ii) Investidores Institucionais (vide seção “Informações Relativas à Oferta Primária”). 23 Inadequação da Oferta a Certos Investidores ......................... Não há inadequação específica da Oferta a certo grupo ou categoria de investidor. Como todo e qualquer investimento em ações, a subscrição ou aquisição das Ações apresenta certos riscos e possibilidades de perdas patrimoniais que devem ser cuidadosamente considerados antes da tomada de decisão de investimento. Os investidores devem ler a seção “Fatores de Risco”. Pedidos de Reserva......................... Será concedido aos Investidores Não-Institucionais o prazo de 9 dias úteis, a ser iniciado em 15 de janeiro de 2007 e encerrado em 26 de janeiro de 2007, inclusive, o qual poderá ser estendido a critério do Coordenador Líder, para a realização dos respectivos Pedidos de Reserva. Pedidos de Reserva de Partes Vinculadas ....................................... Será concedido aos Investidores Não-Institucionais que sejam Partes Vinculadas o prazo de dois dias úteis, a ser iniciado em 15 de janeiro de 2007 e encerrado em 16 de janeiro de 2007, inclusive, para realização dos respectivos Pedidos de Reserva. Período de Colocação ..................... Prazo de até três dias úteis, contado da data da publicação do Anúncio de Início. Data de Liquidação ......................... A liquidação física e financeira ocorrerá em até três dias úteis após a data da publicação do Anúncio de Início, com a entrega das Ações aos respectivos investidores. Regime de Colocação – Garantia Firme .............................................. As Ações serão colocadas no Brasil pelas Instituições Participantes da Oferta, coordenada pelo Coordenador Líder que, por sua vez, colocará as Ações em regime de garantia firme de liquidação. A garantia firme de liquidação consiste na obrigação individual do Coordenador Líder de adquirir, no último dia do Período de Colocação, pelo Preço de Emissão, a totalidade do saldo resultante da diferença entre (a) o número de Ações objeto da garantia firme de liquidação prestada individualmente pelo Coordenador Líder; e (b) o número de Ações efetivamente colocado no mercado e liquidadas pelos investidores que as subscreveram, observado o limite e a proporção da garantia firme de liquidação prestada pelo Coordenador Líder. Tal garantia será vinculante a partir do momento em que for concluído o Procedimento de Bookbuilding e celebrado o Contrato de Distribuição. Fatores de Risco .............................. Para explicação acerca dos fatores de risco que devem ser considerados cuidadosamente antes da decisão de investimento nas Ações, vide seção “Fatores de Risco”. Destinação dos Recursos ................ Os recursos líquidos obtidos na Oferta serão utilizados para adquirir terrenos e incorporar novos empreendimentos, financiar clientes durante o período de construção, construir empreendimentos lançados, bem como para reforçar nosso capital de giro, conforme detalhado na seção “Destinação dos Recursos”. 24 Aprovações Societárias .................. A Oferta e a autorização para o aumento de capital com emissão das Ações foram aprovados com base em deliberação do Conselho de Administração da Companhia realizada em 4 de janeiro de 2007. O Preço de Emissão e o montante efetivo do aumento do capital social serão aprovados por nosso Conselho de Administração em reunião a ser realizada entre a conclusão do Procedimento de Bookbuilding e a concessão do registro da Oferta pela CVM. Informações Adicionais .................. Para descrição completa das condições aplicáveis à Oferta, vide seção “Informações Relativas à Oferta Primária”. A Companhia e o Coordenador Líder solicitaram o registro da Oferta em 21 de novembro de 2006, estando a presente Oferta sujeita à prévia aprovação da CVM. Maiores informações sobre a Oferta poderão ser obtidas com as Instituições Participantes da Oferta nos endereços indicados na seção “Informações Relativas à Oferta Primária – Informações Complementares”. 25 INFORMAÇÕES RELATIVAS À OFERTA PRIMÁRIA COMPOSIÇÃO ATUAL DO NOSSO CAPITAL SOCIAL Na data deste Prospecto Preliminar, a composição do nosso capital social é a seguinte: Espécie Subscrito/Integralizado Quantidade Valor (R$)(1) Ordinárias......................................... Total(2) ............................................. 25.575.200 25.575.200 (1) (2) 63.938.000,00 63.938.000,00 As ações não têm valor nominal. Em 30 de setembro de 2006, nosso capital social era de R$ 63.938.000,00, sendo que R$11.500.000,00 encontravam-se pendentes de integralização. Em 21 de dezembro de 2006 tal montante foi integralizado. Após a conclusão da Oferta, assumindo a colocação da totalidade das Ações, a composição de nosso capital social será a seguinte, sem considerar o exercício integral da Opção de Ações Suplementares: Espécie Quantidade Ordinárias ............................................ Total ..................................................... 45.575.200 45.575.200 (1) Subscrito/Integralizado Valor (R$)(1) 443.938.000,00 443.938.000,00 Considerando o preço de R$19,00 por Ação correspondente ao ponto médio da faixa indicativa de preço de R$17,00 a R$21,00 por Ação. Após a conclusão da Oferta, assumindo a colocação da totalidade das Ações e na hipótese de haver o exercício integral da Opção de Ações Suplementares, a composição de nosso capital social será a seguinte: Espécie Subscrito/Integralizado Quantidade Valor (R$)(1) Ordinárias............................................... Total........................................................ 48.575.200 48.575.200 (1) 500.938.000,00 500.938.000,00 Considerando o preço de R$19,00 por Ação correspondente ao ponto médio da faixa indicativa de preço de R$17,00 a R$21,00 por Ação. O quadro abaixo indica a quantidade de ações detidas por acionistas titulares de 5% ou mais de nossas ações e por nossos Conselheiros, bem como as ações em tesouraria, na data deste Prospecto Preliminar e após a conclusão da Oferta, assumindo a colocação da totalidade das Ações, sem considerar o exercício da Opção de Ações Suplementares: Quantidades de Ações e porcentagens Ações antes da Oferta Acionista GV Holding S.A. ....................................... Waldemar Verdi Junior ........................... Giuliano Finimundi Verdi........................ Eduardo Gorayeb..................................... Conselheiros............................................. Demais partes do Acordo de Acionistas(1) ........................................... Outros....................................................... Total.......................................................... (1) Ações após a Oferta Ações (%) Ações (%) 12.217.673 5.400.000 3.400.000 2.557.520 7 47,8 21,1 13,3 10,0 - 12.217.673 5.400.000 3.400.000 2.557.520 7 26,8 11,8 7,5 5,6 - 2.000.000 25.575.200 7,8 100,0% 2.000.000 20.000.000 45.575.200 4,4 43,9 100,0% Para maiores informações sobre o Acordo de Acionistas vide seção “Descrição do Capital Social – Acordo de Acionistas”. 26 O quadro abaixo indica a quantidade de ações detidas por acionistas titulares de 5% ou mais das ações do nosso principal acionista, GV Holding S.A., detentora de 47,8% de nossas ações na data deste Prospecto: Acionista Waldemar Verdi Junior ................... Waldemar de Oliveira Verdi............. Outros ............................................... Total................................................... (1) Quantidades de Ações da GV Holding e porcentagens Ações Ações Ordinárias Preferenciais Total de Ações (%) 260.400.000 282.100.0001 2.589.748 542.500.000 407.482.526 46 599.583.634 1.007.066.206 696.092.526 282.100.046 602.173.382 1.549.566.206 44,9 18,2 38,9 100,0% O Sr. Waldemar de Oliveira Verdi é usufrutuário destas ações, detendo usufruto e direito de voto sobre (i) 98.735.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Ena Lucia Escobar Verdi Caldeira; (ii) 98.735.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Alessandra Escobar Verdi; (iii) 28.210.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Beny Maria Verdi Haddad; (iv) 28.210.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Rosy Lavinia Roquette Verdi; e (v) 28.210.000 ações ordinárias de titularidade do Sr. Waldemar Verdi Junior. O quadro abaixo indica a quantidade de ações detidas por acionistas titulares de 5% ou mais de nossas ações e por nossos Conselheiros, bem como as ações em tesouraria, na data deste Prospecto Preliminar e após a conclusão da Oferta, assumindo a colocação da totalidade das Ações e considerando o exercício integral da Opção de Ações Suplementares. Quantidades de Ações e porcentagens Ações após a Oferta Ações antes da Oferta Acionista GV Holding S.A. ................................... Waldemar Verdi Junior ....................... Giuliano Finimundi Verdi.................... Eduardo Gorayeb................................. Conselheiros......................................... Demais partes do Acordo de Acionistas Outros................................................... Total ..................................................... Ações (%) Ações (%) 12.217.673 5.400.000 3.400.000 2.557.520 7 2.000.000 25.575.200 47,8 21,1 13,3 10,0 7,8 100,0% 12.217.673 5.400.000 3.400.000 2.557.520 7 2.000.000 23.000.000 48.575.200 25,2 11,1 7,0 5,3 4,1 47,3 100,0% CARACTERÍSTICAS Descrição da Oferta A Oferta compreende a distribuição primária de, inicialmente, 20.000.000 de Ações a serem emitidas pela Companhia. A Oferta será realizada no Brasil, em mercado de balcão não-organizado, mediante a coordenação do Coordenador Líder e com a participação dos Coordenadores Contratados e Corretoras Consorciadas, nos termos da Instrução CVM 400, e, ainda, com esforços de colocação das Ações nos Estados Unidos da América, por meio de mecanismos de investimento regulamentados pelo CMN, pelo BACEN e pela CVM, para investidores institucionais qualificados, residentes e domiciliados nos Estados Unidos da América (Qualified Institutional Buyers), conforme definidos na Regra 144A editada pela SEC, em operações isentas de registro em conformidade com o disposto no Securities Act e nos regulamentos editados ao amparo do Securities Act, e, nos demais países, exceto o Brasil e os Estados Unidos da América, em conformidade com os procedimentos previstos no Regulamento S editado pela SEC, respeitada a legislação vigente no país de domicílio de cada investidor. Não haverá registro das Ações em qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais de qualquer outro país, exceto no Brasil. 27 A quantidade total das Ações inicialmente ofertada no âmbito da Oferta poderá ser acrescida de até 3.000.000 de Ações Suplementares, correspondentes a até 15% do total das Ações inicialmente ofertadas no âmbito da Oferta, conforme Opção de Ações Suplementares, a ser exercida pelo Coordenador Líder no prazo de até 30 dias da data da publicação do Anúncio de Início, inclusive, para atender a um eventual excesso de demanda que venha a ser constatado no decorrer da Oferta. Quantidade, Valor e Classe dos Valores Mobiliários Na hipótese de não haver exercício da Opção de Ações Suplementares: Quantidade Companhia Total 20.000.000 20.000.000 Preço de Emissão por Ação (R$)(1) 19,00 19,00 Montante (R$) Comissões (R$) Recursos líquidos para a Companhia (R$)(2) 380.000.000,00 380.000.000,00 15.200.000,00 15.200.000,00 364.800.000,00 364.800.000,00 (1) Considerando o preço de R$19,00 por Ação correspondente ao ponto médio da faixa indicativa de preço de R$17,00 a R$21,00 por Ação. (2) Sem levar em consideração as despesas com a Oferta. Na hipótese de haver exercício integral da Opção de Ações Suplementares: Companhia Total Quantidade Preço de Emissão por Ação (R$)(1) Montante (R$) Comissões (R$) Recursos líquidos para a Companhia (R$)(2) 23.000.000 23.000.000 19,00 19,00 437.000.000,00 437.000.000,00 17.480.000,00 17.480.000,00 414.520.000,00 414.520.000,00 (1) Considerando o preço de R$19,00 por Ação correspondente ao ponto médio da faixa indicativa de preço de R$17,00 a R$21,00 por Ação. (2) Sem levar em consideração as despesas com a Oferta. Preço de Emissão No contexto da Oferta, estima-se que o Preço de Emissão estará situado entre R$17,00 e R$21,00, podendo, no entanto, ser eventualmente fixado fora desta faixa. O Preço de Emissão será fixado com base no resultado do Procedimento de Bookbuilding a ser conduzido pelo Coordenador Líder, em conformidade com o artigo 44 da Instrução CVM 400, e de acordo com o artigo 170, inciso III do parágrafo 1° da Lei das Sociedades por Ações. Os Investidores Não-Institucionais que aderirem à Oferta de Varejo não participarão do Procedimento de Bookbuilding e, portanto, do processo de fixação do Preço de Emissão. O Preço de Emissão é justificado tendo em vista que as Ações Ordinárias serão distribuídas por meio de distribuição pública em que o valor de mercado das Ações a serem emitidas será aferido com a realização do Procedimento de Bookbuilding e refletirá o valor pelo qual os Investidores Institucionais apresentarão suas intenções de subscrição das Ações no âmbito da Oferta. Custos de Distribuição Os custos de distribuição da Oferta serão suportados por nós. 28 Abaixo segue descrição dos custos relativos à Oferta: Comissões e Despesas Comissão de coordenação................. Comissão de garantia firme de liquidação......................................... Comissão de colocação..................... Comissão de incentivo.................... Total de comissões............................ Taxas de registro e listagem da Oferta.............................. Outras despesas Advogados................................... Auditores...................................... Publicidade da Oferta Gráfica, road show e outras Total.................................................. (1) Valor (Em milhares de R$) % em relação ao valor total da Oferta(1) 2.280 0,6 2.280 0,6 6.840 3.800 15.200 1,8 1,0 4,0 82,9 2.000 700 200 500 18.683 0,5 0,2 0,1 4,9 Sem considerar o exercício da Opção de Ações Suplementares. Aprovações Societárias A Oferta e a autorização para o aumento de capital com emissão das Ações foram aprovados com base em deliberação do Conselho de Administração da Companhia realizada em 4 de janeiro de 2007. O Preço de Emissão e o montante efetivo do aumento do capital social serão aprovados por nosso Conselho de Administração em reunião a ser realizada entre a conclusão do Procedimento de Bookbuilding e a concessão do registro da Oferta pela CVM. Público-Alvo da Oferta A Oferta será direcionada, na Oferta de Varejo, aos Investidores Não-Institucionais, e, na Oferta Institucional, aos Investidores Institucionais. 29 Cronograma e Procedimentos da Oferta Cronograma da Oferta Encontra-se abaixo um cronograma estimado das etapas da Oferta, informando seus principais eventos a partir da publicação do Aviso ao Mercado: Ordem dos eventos 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. (1) Eventos Data prevista (1) Publicação do Aviso ao Mercado (sem logotipo das corretoras consorciadas) Disponibilização do Prospecto Preliminar Início do Road Show Início do procedimento de Bookbuilding Publicação do Aviso ao Mercado (com logotipo das Corretoras Consorciadas) Início do Período de Reserva, inclusive para Partes Vinculadas Encerramento do Período de Reserva para Investidores NãoInstitucionais que sejam Partes Vinculadas Encerramento do Período de Reserva para Investidores NãoInstitucionais que não sejam Partes Vinculadas Encerramento do Road Show Encerramento do procedimento de Bookbuilding Fixação do Preço de Emissão Reunião do Conselho de Administração – Aprovação do Preço de Emissão Assinatura do Contrato de Distribuição e do Placement Facilitation Agreement Obtenção do Registro da Oferta na CVM Disponibilização do Prospecto Definitivo Publicação do Anúncio de Início Início do prazo para o exercício da Opção de Ações Suplementares Início de negociação das Ações da Oferta Data de Liquidação da Oferta Encerramento do prazo para o exercício da Opção de Ações Suplementares Data de Liquidação das Ações Suplementares Publicação do Anúncio de Encerramento 05 de janeiro de 2007 15 de janeiro de 2007 16 de janeiro de 2007 26 de janeiro de 2007 29 de janeiro de 2007 30 de janeiro de 2007 31 de janeiro de 2007 02 de fevereiro de 2007 01 de março de 2007 06 de março de 2007 08 de março de 2007 Todas as datas previstas são meramente indicativas e estão sujeitas a alterações, antecipações e adiamentos. Procedimentos da Oferta Após o encerramento do Período de Reserva, a conclusão do Procedimento de Bookbuilding, a concessão do registro da Oferta pela CVM, a publicação do Anúncio de Início e a disponibilização do Prospecto Definitivo, as Instituições Participantes da Oferta efetuarão a distribuição das Ações aos Investidores Não-Institucionais e aos Investidores Institucionais, nos termos da Instrução CVM 400, e observado o esforço de dispersão acionária previsto no Regulamento do Novo Mercado. 30 Será concedido aos Investidores Não-Institucionais o prazo de nove dias úteis, a ser iniciado em 15 de janeiro de 2007 e a ser encerrado em 26 de janeiro de 2007, inclusive (“Período de Reserva”), o qual poderá ser estendido a critério do Coordenador Líder, para a realização dos respectivos Pedidos de Reserva. Os Investidores Não-Institucionais que sejam Partes Vinculadas efetivarão seus Pedidos de Reserva necessariamente até 16 de janeiro de 2007, inclusive (“Encerramento do Período de Reserva para Investidores Não-Institucionais que sejam Partes Vinculadas”), data essa que antecede em, pelo menos, sete dias úteis a conclusão do Procedimento de Bookbuilding. Qualquer Pedido de Reserva efetuado por Investidor Não-Institucional que seja Parte Vinculada após o Encerramento do Período de Reserva para Investidores Não-Institucionais que sejam Partes Vinculadas será cancelado pela Instituição Participante da Oferta que houver recebido o respectivo Pedido de Reserva, na eventualidade de haver excesso de demanda superior em um terço à quantidade de Ações ofertadas. O montante de, pelo menos, 10% das Ações objeto da Oferta, excluindo as Ações Suplementares, será destinado prioritariamente a Investidores Não-Institucionais que realizarem Pedidos de Reserva, observado que o Coordenador Líder poderá, a seu exclusivo critério, aumentar a quantidade de Ações destinadas à Oferta de Varejo até o máximo de 20% das Ações objeto da Oferta (“Ações objeto da Oferta de Varejo”). Os Pedidos de Reserva serão realizados de maneira irrevogável e irretratável, observada a condição de eficácia indicado no item (i) e excetuadas as hipóteses previstas nos itens (vii) e (viii) abaixo: (i) (ii) (iii) (iv) (v) cada Investidor Não-Institucional somente poderá efetuar Pedido de Reserva junto a uma única Instituição Participante da Oferta, observado o valor mínimo de investimento de R$3.000,00 (“Valor Mínimo”) e o valor máximo de investimento de R$300.000,00 (“Valor Máximo”). Os Investidores Não-Institucionais poderão estipular no Pedido de Reserva, como condição de sua eficácia, um preço máximo por Ação, nos termos do parágrafo 3º do artigo 45 da Instrução CVM 400. Os Pedidos de Reserva realizados pelos Investidores Não-Institucionais que estipularem, como condição de eficácia, um preço máximo por Ação inferior ao Preço de Emissão, serão automaticamente cancelados pela Instituição Participante da Oferta junto à qual o Pedido de Reserva tenha sido realizado; cada Instituição Participante da Oferta deverá informar a quantidade de Ações a serem adquiridas e o correspondente valor do investimento ao Investidor Não-Institucional que com ela tenha realizado Pedido de Reserva até às 16:00 horas do dia útil imediatamente seguinte à data de publicação do Anúncio de Início, por meio de seu endereço eletrônico ou, na sua ausência, por telefone ou correspondência, sendo o pagamento limitado ao valor do Pedido de Reserva, ressalvada a possibilidade de rateio, conforme previsto no item (vi) abaixo; até as 10:30 horas da Data de Liquidação (conforme definida abaixo), cada Investidor NãoInstitucional deverá efetuar o pagamento do valor indicado, conforme previsto no item (ii) acima, junto à Instituição Participante da Oferta na qual tenha efetuado seu respectivo Pedido de Reserva, em recursos imediatamente disponíveis. Ressalvado o disposto no item (vii) abaixo, não havendo pagamento pontual, o Pedido de Reserva será automaticamente cancelado pela Instituição Participante da Oferta junto à qual o Pedido de Reserva tenha sido realizado; na Data de Liquidação, cada Instituição Participante da Oferta junto à qual o Pedido de Reserva tenha sido realizado entregará a cada Investidor Não-Institucional que com ela tenha feito seu Pedido de Reserva o número de Ações correspondente à relação entre o valor constante do Pedido de Reserva e o Preço de Emissão, desconsiderando-se, para tanto, as frações de Ações; caso a totalidade dos Pedidos de Reserva realizados pelos Investidores Não-Institucionais seja igual ou inferior ao montante das Ações objeto da Oferta de Varejo, sem considerar as Ações Suplementares, não haverá rateio, sendo todos os Investidores Não-Institucionais integralmente atendidos em todos os seus Pedidos de Reserva, e as eventuais sobras no lote ofertado aos Investidores Não-Institucionais serão destinadas aos Investidores Institucionais; 31 (vi) (vii) (viii) (ix) caso a totalidade dos Pedidos de Reserva realizados pelos Investidores Não-Institucionais supere a totalidade das Ações objeto da Oferta de Varejo, sem considerar as Ações Suplementares, será realizado o rateio de tais Ações entre todos os Investidores Não-Institucionais que realizaram Pedidos de Reserva, sendo que (1) até o limite de R$5.000,00, inclusive, o critério de rateio será a divisão igualitária e sucessiva das Ações destinadas à Oferta de Varejo entre todos os Investidores Não-Institucionais, limitada ao valor individual de cada Pedido de Reserva e ao valor total de Ações destinadas à Oferta de Varejo (“Rateio Igualitário e Sucessivo para os Investidores Não-Institucionais”); e (2) uma vez atendido o critério de Rateio Igualitário e Sucessivo para os Investidores Não-Institucionais, as Ações destinadas à Oferta de Varejo remanescentes serão rateadas proporcionalmente ao valor dos respectivos Pedidos de Reserva entre todos os Investidores Não-Institucionais, desconsiderando-se, entretanto, em ambos os casos, as frações de Ações. Opcionalmente, o Coordenador Líder, de comum acordo com a Companhia, poderá aumentar a quantidade de Ações objeto da Oferta de Varejo para que os Pedidos de Reserva excedentes realizados pelos demais Investidores Não-Institucionais possam ser total ou parcialmente atendidos, sendo que, no caso de atendimento parcial, será observado o critério de Rateio Igualitário e Sucessivo para os Investidores Não-Institucionais; na hipótese exclusiva de ser verificada divergência relevante entre as informações constantes do Prospecto Preliminar e do Prospecto Definitivo que altere substancialmente o risco assumido pelo Investidor Não-Institucional ou a sua decisão de investimento, a Companhia e o Coordenador Líder farão constar do Anúncio de Início e/ou do anúncio de retificação, conforme o caso, a informação de que referidos investidores poderão desistir dos respectivos Pedidos de Reserva, após a publicação do Anúncio de Início. Nessa hipótese, o respectivo Investidor Não-Institucional deverá informar sua decisão de desistência do Pedido de Reserva à Instituição Participante da Oferta que houver recebido seu Pedido de Reserva, em conformidade com os termos e no prazo nele previsto; na hipótese de não haver a conclusão da Oferta, de resilição do Contrato de Distribuição, ou, ainda, em qualquer outra hipótese de devolução dos Pedidos de Reserva em função de expressa disposição legal ou regulamentar, os Pedidos de Reserva serão automaticamente cancelados e o Coordenador Líder comunicará o cancelamento da Oferta aos Investidores Não-Institucionais que tiverem efetuado Pedidos de Reserva, inclusive por meio de publicação de aviso ao mercado; e recomenda-se aos Investidores Não-Institucionais verificar com a Corretora Consorciada de sua preferência, antes de realizar seu Pedido de Reserva, se esta, a seu exclusivo critério, exigirá a manutenção dos recursos em conta de investimento aberta e/ou mantida junto a mesma, para fins de garantia de Pedido de Reserva solicitado. Com relação à Oferta Institucional, o Coordenador Líder, com a expressa anuência da Companhia, elaborará plano de distribuição das Ações, nos termos do parágrafo 3º do artigo 33 da Instrução CVM 400, o qual levará em conta a criação de uma base diversificada de acionistas, as relações da Companhia e do Coordenador Líder com seus clientes e outras considerações de natureza comercial ou estratégica, observado que o Coordenador Líder deverá assegurar a adequação do investimento ao perfil de risco de seus clientes, bem como o tratamento justo e eqüitativo aos investidores. As Ações da Oferta, após o atendimento dos Pedidos de Reserva dos Investidores Não-Institucionais tal como descrito acima, serão distribuídas aos Investidores Institucionais. Não serão admitidas, para os Investidores Institucionais, reservas antecipadas e não haverá valores mínimos ou máximos de investimento. Caso o número de Ações da Oferta objeto de ordens recebidas de Investidores Institucionais durante o Procedimento de Bookbuilding exceda o total de Ações remanescentes após o atendimento dos Pedidos de Reserva das Partes Vinculadas e dos Investidores Não-Institucionais, terão prioridade no atendimento de suas respectivas ordens os Investidores Institucionais que, a critério do Coordenador Líder e da Companhia, melhor atendam o objetivo da Oferta de criar uma base diversificada de acionistas formada por investidores com diferentes critérios de avaliação sobre as perspectivas, ao longo do tempo, da Companhia, seu setor de atuação e as conjunturas macroeconômicas brasileira e internacional. 32 Os Investidores Não Institucionais e os Investidores Institucionais deverão realizar a subscrição das Ações da Oferta mediante o pagamento à vista, em moeda corrente nacional, no ato da subscrição. Prazo A data de início da Oferta será divulgada mediante a publicação do Anúncio de Início, em conformidade com o previsto no parágrafo único do artigo 52 da Instrução CVM 400. A liquidação física e financeira da Oferta deverá ser realizada no prazo de até três dias úteis contados da data de publicação do Anúncio de Início (“Data de Liquidação”). O prazo para a distribuição das Ações no âmbito da Oferta é de até seis meses contados da data de publicação do Anúncio de Início, nos termos do artigo 18 da Instrução CVM 400, ou até a data da publicação do Anúncio de Encerramento, o que ocorrer primeiro. Inadequação de Investimento nas Ações O investimento em ações representa um investimento de risco, posto que é um investimento em renda variável e, assim, os investidores que pretendam investir nas Ações no âmbito da Oferta estão sujeitos a diversos riscos, inclusive àqueles relacionados com a volatilidade do mercado de capitais, a liquidez das Ações e a oscilação de suas cotações em bolsa, e, portanto, poderão perder uma parcela ou a totalidade de seu eventual investimento. Ainda assim, não há nenhuma classe ou categoria de investidor que esteja proibida por lei de adquirir as Ações no âmbito da Oferta. Vide seção “Fatores de Risco” deste Prospecto Preliminar, que contém a descrição de certos riscos que atualmente acreditamos serem capazes de nos afetar de maneira adversa. Contrato de Distribuição e Placement Facilitation Agreement Celebraremos com o Coordenador Líder e a CBLC (como interveniente-anuente) o Contrato de Distribuição. De acordo com os termos do Contrato de Distribuição, o Coordenador Líder concordou em distribuir, em regime de garantia firme de liquidação, a totalidade das Ações. Nos termos do Placement Facilitation Agreement a ser celebrado entre nós e o Agente de Colocação Internacional, o Agente de Colocação Internacional realizará esforços de colocação das Ações exclusivamente no exterior. As Ações que forem objeto de esforços de colocação no exterior pelo Agente de Colocação Internacional serão obrigatoriamente subscritas, liquidadas e pagas em reais. O Contrato de Distribuição e o Placement Facilitation Agreement estabelecem que a obrigação de o Coordenador Líder e do Agente de Colocação Internacional efetuarem o pagamento pelas Ações está sujeita a determinadas condições, como (i) a entrega de opiniões legais por nossos e seus assessores jurídicos; (ii) a assinatura de termos de restrição à negociação de Ações por nós, por nossos administradores e pelos Acionistas Controladores; e (iii) a emissão de cartas de conforto pelos nossos auditores independentes relativas às demonstrações financeiras consolidadas e demais informações financeiras contidas no Prospecto e no prospecto a ser utilizado nos esforços de colocação das Ações no exterior (Offering Memorandum). De acordo com o Contrato de Distribuição e o Placement Facilitation Agreement, nos obrigamos a indenizar o Coordenador Líder e o Agente de Colocação Internacional em certas circunstâncias e contra determinadas contingências. As Ações serão ofertadas pelas Instituições Participantes da Oferta e pelo Agente de Colocação Internacional pelo Preço de Emissão. O Contrato de Distribuição estará disponível para consulta ou cópia nos endereços do Coordenador Líder e da CVM indicados no item “Informações Complementares” desta seção do Prospecto. Informações sobre a Garantia Firme de Liquidação A garantia firme de liquidação consiste na obrigação individual do Coordenador Líder de subscrever e integralizar, na Data de Liquidação, pelo Preço de Emissão, uma quantidade de Ações objeto da Oferta (que inclui a Oferta de Varejo e a Oferta Institucional). Esta garantia será vinculante a partir do momento em que for concluído o Procedimento de Bookbuilding e assinado o Contrato de Distribuição. 33 Caso a totalidade das Ações não seja totalmente liquidada na Data da Liquidação, o Coordenador Líder subscreverá e integralizará pelo Preço de Emissão, na Data de Liquidação, a totalidade do saldo resultante da diferença (a) entre o número de Ações objeto da garantia firme de liquidação prestada pelo Coordenador Líder, nos termos do Contrato de Distribuição, e (b) o número de Ações efetivamente colocado no mercado e pago pelos investidores. Em caso de exercício da garantia firme de liquidação e posterior revenda das Ações ao público pelo Coordenador Líder até a publicação do Anúncio de Encerramento, o preço de revenda será o preço de mercado das Ações, limitado ao Preço de Emissão, ressalvadas as atividades de estabilização a serem contratadas pela Companhia mediante a celebração do Contrato de Estabilização. Restrições à Negociação de Ações (Lock-up) Nossa Companhia, cada um dos membros do nosso Conselho de Administração e da nossa Diretoria e nossos Acionistas Controladores celebraremos acordos de restrição à venda de ações ordinárias de emissão da nossa Companhia (lock-ups), por meio dos quais nos comprometeremos, sujeitos tão somente às exceções previstas em referidos acordos, a: • • nos termos do regulamento do Novo Mercado, não vender e/ou ofertar à venda ações de nossa emissão, ou derivativos lastreados nessas ações, durante os primeiros seis meses subseqüentes à primeira distribuição primária pública de nossas Ações, após a assinatura do Contrato do Novo Mercado, sendo que, após o período inicial de seis meses, nós, os Acionistas Controladores e membros do nosso Conselho de Administração e da nossa Diretoria não poderemos vender ou ofertar mais do que 40% das ações ordinárias, ou derivativos lastreados em ações de nossa emissão de que sejamos titulares, imediatamente após a efetivação da distribuição anteriormente mencionada, por seis meses adicionais, ressalvada a hipótese de cessão ou empréstimo de ações que vise ao desempenho da atividade de formador de mercado credenciado pela BOVESPA, nesse caso limitado a 15% da quantidade total de ações cuja negociação esteja vedada; e adicionalmente, nos comprometemos com o Coordenador Líder a não emitir, transferir, oferecer, vender, contratar a venda, dar em garantia, emprestar, conceder qualquer warrant, opção de compra, realizar qualquer venda ou de qualquer forma dispor, ou conceder qualquer direito relacionado a qualquer ação ordinária ou qualquer valor mobiliário conversível em, ou permutável por, ou que represente o direito de receber, ações ordinárias de nossa emissão por 180 dias contados da data do Prospecto Definitivo. Estabilização do Preço das Ações O Coordenador Líder, por intermédio de J.P. Morgan Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., poderá realizar atividades de estabilização de preço das Ações, no prazo de até 30 dias contados da data de publicação do Anúncio de Início, por meio de operações de compra e venda de ações de nossa emissão em conformidade com as disposições legais aplicáveis e o Contrato de Estabilização, o qual deverá ser aprovado pela BOVESPA e pela CVM antes da publicação do Anúncio de Início. Direitos e Vantagens das Ações Nossas ações ordinárias garantem aos seus titulares os seguintes direitos: (i) (ii) (iii) (iv) (v) direito de voto nas nossas assembléias gerais; direito ao dividendo obrigatório, em cada exercício social, equivalente a 25% do lucro líquido ajustado nos termos do artigo 202 da Lei das Sociedades por Ações; em caso de alienação a título oneroso do nosso controle, tanto por meio de uma única operação, como por meio de operações sucessivas, direito de alienação de suas ações nas mesmas condições asseguradas ao acionista controlador alienante; todos os demais direitos assegurados às ações de nossa emissão, nos termos previstos no Regulamento de Listagem do Novo Mercado da Bovespa, no nosso estatuto social e na Lei das Sociedades por Ações; e direito ao recebimento integral de dividendos e demais proventos de qualquer natureza que vierem a ser por nós declarado a partir da Data de Liquidação. 34 Admissão à Negociação de Ações Solicitamos o registro para negociação de nossas ações na BOVESPA no segmento de listagem do Novo Mercado, e, tão logo seja deferido tal registro, nossas ações passarão a ser listadas no Novo Mercado sob o código RDNI3. Não será realizado nenhum registro da Oferta ou das Ações na SEC ou em qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais de qualquer outro país, exceto no Brasil. Alteração das Circunstâncias, Revogação ou Modificação Nós poderemos requerer que a CVM nos autorize a modificar ou cancelar a Oferta, caso ocorram alterações posteriores, materiais e inesperadas nas circunstâncias inerentes à Oferta , existentes na data do pedido de registro de distribuição, que resultem em um aumento relevante nos riscos assumidos por nós. Adicionalmente, nós poderemos modificar, a qualquer tempo, a Oferta, a fim de melhorar seus termos e condições para os investidores, conforme disposto no parágrafo 3º, do artigo 25 da Instrução CVM 400. Caso o requerimento de modificação das condições da Oferta seja aceito pela CVM, o prazo para distribuição da Oferta poderá ser adiado em até 90 dias, contados da aprovação do pedido de registro. Se a Oferta for cancelada, os atos de aceitação anteriores e posteriores ao cancelamento serão considerados ineficazes. A revogação ou qualquer modificação da Oferta será imediatamente divulgada por meio do jornal Valor Econômico, veículo também usado para divulgação do Aviso ao Mercado e do Anúncio de Início, conforme disposto no artigo 27 da Instrução CVM 400 (“Anúncio de Retificação”). Após a publicação do Anúncio de Retificação, as Instituições Participantes da Oferta só aceitarão ordens no Procedimento de Bookbuilding e Pedidos de Reserva daqueles investidores que se declararem cientes dos termos do Anúncio de Retificação. Os investidores que já tiverem aderido à Oferta serão considerados cientes dos termos do Anúncio de Retificação quando, passados cinco dias úteis de sua publicação, não revogarem expressamente suas ordens no Procedimento de Bookbuilding ou seus Pedidos de Reserva. Nesta hipótese, as Instituições Participantes da Oferta presumirão que os investidores pretendem manter a declaração de aceitação. Em qualquer hipótese, a revogação torna ineficazes a Oferta e os atos de aceitação anteriores ou posteriores, devendo ser restituídos integralmente aos investidores aceitantes os valores dados em contrapartida às Ações, sem qualquer acréscimo, conforme disposto no artigo 26 da Instrução CVM 400, sendo permitida a dedução do valor relativo à CPMF. Suspensão e Cancelamento da Oferta Nos termos do artigo 19 da Instrução CVM 400, a CVM (a) poderá suspender ou cancelar, a qualquer tempo, uma oferta que: (i) esteja se processando em condições diversas das constantes da Instrução CVM 400 ou do registro; ou (ii) tenha sido havida por ilegal, contrária à regulamentação da CVM ou fraudulenta, ainda que após obtido o respectivo registro; e (b) deverá suspender qualquer oferta quando verificar ilegalidade ou violação de regulamento sanáveis. O prazo de suspensão de uma oferta não poderá ser superior a 30 dias, durante o qual a irregularidade apontada deverá ser sanada. Findo tal prazo sem que tenham sido sanados os vícios que determinaram a suspensão, a CVM deverá ordenar a retirada da referida oferta e cancelar o respectivo registro. A suspensão ou o cancelamento da Oferta será informado aos investidores que já tenham aceitado a Oferta, sendo-lhes facultado, na hipótese de suspensão, a possibilidade de revogar a aceitação até o 5º dia útil posterior ao recebimento da respectiva comunicação. Todos os investidores que tenham revogado a sua aceitação, na hipótese de suspensão, conforme previsto acima, terão direito à restituição integral dos valores dados em contrapartida às Ações, conforme o disposto no parágrafo único do artigo 20 da Instrução CVM 400, no prazo de até três dias úteis, sem qualquer remuneração ou correção monetária, com a dedução do valore relativo à CPMF. 35 Relacionamento entre a Companhia e o Coordenador Líder Além do relacionamento referente à Oferta, o JPMorgan mantém relacionamento comercial com a Companhia de acordo com as práticas usuais do mercado financeiro e, no futuro, poderá prestar serviços de banco de investimento, consultoria financeira, conceder empréstimos e outros serviços para a Companhia conforme as práticas vigentes para operações do tipo. Relacionamento entre a Companhia e os Coordenadores Contratados ABN AMRO Além do relacionamento referente à Oferta, a Companhia manteve e mantém relacionamento comercial, de acordo com as práticas usuais do mercado financeiro com o ABN AMRO. Ainda, a Companhia mantém operações de crédito imobiliário e aplicações financeiras, além de serviços bancários em geral. Bradesco BBI Além do relacionamento referente à Oferta, o Bradesco BBI não mantém relações comerciais conosco. O Banco Bradesco S.A. é a instituição financeira contratada por nós para a prestação de serviços de escrituração de nossas ações. Citigroup Além do relacionamento referente à Oferta, o Citibank ou sociedades de seu conglomerado econômico não mantêm relações comerciais relevantes conosco, mas, no futuro, poderão prestar serviços de banco de investimento, consultoria financeira e outros serviços para nós, ou sociedades de nosso grupo, pelos quais pretendem receber comissões. Instituição Financeira Escrituradora das Ações A instituição financeira contratada para prestação de serviços de escrituração das Ações é o Banco Bradesco S.A. Informações Complementares O Coordenador Líder recomenda aos investidores, antes de tomarem qualquer decisão de investimento relativa às Ações ou à Oferta, a leitura cuidadosa deste Prospecto Preliminar. A leitura deste Prospecto Preliminar possibilita aos investidores uma análise detalhada dos termos e condições da Oferta e dos riscos a ela inerentes. Para a obtenção de informações adicionais sobre a Oferta, os investidores interessados deverão dirigirse à CVM, nos seguintes endereços: (a) Rua Sete de Setembro, 111, 5.º andar, Rio de Janeiro – RJ, ou (b) Rua Cincinato Braga, 340, 2º andar, São Paulo – SP, e à BOVESPA, na Rua XV de Novembro, 275, 5º andar. São Paulo – SP, ou contatar a Companhia ou quaisquer das Instituições Participantes da Oferta, nos endereços indicados abaixo: Companhia Rodobens Negócios Imobiliários S.A. Avenida Francisco das Chagas de Oliveira, 2.500 São José do Rio Preto – SP 15085-485 Tel: (017) 2137-1752 Fax: (017) 2137-1736 At: Orlando Viscardi Neto www.rodobens-rni.com.br 36 Coordenador Líder Banco J.P. Morgan S.A. Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.729, 13º andar, São Paulo - SP 04538-905 Tel: (0xx11) 3048-3423 Fax: (0xx11) 3048-3760 At: Sr. Paulo Mendes www.jpmorgan.com/pages/jpmorgan/investbk/brasil/prospecto/rodobens Coordenadores Contratados Banco ABN AMRO Real S.A. Avenida Paulista, n.º 1.374, 15º andar São Paulo – SP 01310-100 Tel: (0xx11) 3174-7165 Fax: (0xx11) 3174-6809 At: Sr. Vital Menezes www.bancoreal.com.br/ofertaspublicas Banco Bradesco BBI S.A. Avenida Paulista, n.º 1.450, 3º andar São Paulo – SP 01310-100 Tel: (0xx11) 2178-4805 Fax: (0xx11) 2178-4880 At: Sr. João Carlos Zani / Marcelo Nascimento www.shopinvest.com.br Citigroup Global Markets Brasil, Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários S.A. Avenida Paulista, n.º 1.111, 11º andar São Paulo – SP 01310-200 Tel: (0xx11) 4009-7449 Fax: (0xx11) 4009-5549 At: Sr. Roberto Serwaczak www.citibank.com.br Corretoras Consorciadas Dependências das Corretoras Consorciadas participantes da Oferta. Para maiores informações, consultar o website da CBLC www.cblc.com.br. 37 INFORMAÇÕES CADASTRAIS Identificação Rodobens Negócios Imobiliários S.A., companhia aberta de capital autorizado, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 67.010.660/0001-24, com seus atos constitutivos arquivados na Junta Comercial do Estado de São Paulo – JUCESP sob o NIRE nº 35.210.515.243. Sede Nossa sede está localizada na cidade de São José do Rio Preto, Estado de São Paulo, na Avenida Francisco das Chagas de Oliveira, nº 2500, CEP 15085-485. Diretoria de Relações com Investidores Nossa Diretoria de Relações com Investidores está localizada na cidade de São José do Rio Preto. O responsável por esta diretoria é o Sr. Orlando Viscardi Neto. O telefone do Departamento de Relações com Investidores é (17) 2137-1752, o fax é (17) 2137-1736 e o e-mail é [email protected]. Auditores Independentes da Companhia Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. Títulos e Valores Mobiliários Emitidos Em 4 de janeiro de 2007, celebramos com a BOVESPA o Contrato de Participação no Novo Mercado, o qual entrará em vigor na data de publicação do Anúncio de Início da Oferta, e de acordo com o qual nossas Ações serão admitidas à negociação no Novo Mercado. As Ações passarão a ser negociadas no Novo Mercado da BOVESPA no primeiro dia útil seguinte à data de publicação do Anúncio de Início, sob o código RDNI3. Para informações adicionais sobre os valores mobiliários emitidos, vide seção “Informações sobre Títulos e Valores Mobiliários Emitidos”. Jornais nos quais realizamos publicação de informações Nossas informações são publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no jornal Valor Econômico, edição nacional. Site na Internet Nosso site na Internet é www.rodobens-rni.com.br. As informações contidas em nosso site na Internet não fazem parte deste Prospecto Preliminar. Atendimento aos Acionistas O atendimento aos nossos acionistas é efetuado em qualquer agência do Banco Bradesco S.A., com sede no núcleo administrativo Cidade de Deus localizado na Vila Yara, cidade de Osasco, Estado de São Paulo, CEP 06029-900. O responsável pelo atendimento aos nossos acionistas é o Sr. Luis Cláudio de Freitas Coelho Pereira, telefone (11) 3684-4522, fax (11) 3684-5645, e e-mail 4010.acecustó[email protected] . Informações Adicionais Quaisquer informações ou esclarecimentos adicionais sobre nossa Companhia e a Oferta poderão ser obtidos junto (i) à Companhia, em sua sede social; (ii) ao Coordenador Líder, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.729, 13º andar; (iii) à BOVESPA, na Rua XV de Novembro, 275, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo; e (iv) à CVM, na Rua 7 de setembro, 111, 5º andar, na cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, ou na Rua Cincinato Braga, nº 340, 2º, 3º e 4º andares, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. 38 IDENTIFICAÇÃO DE ADMINISTRADORES, CONSULTORES E AUDITORES Para fins do disposto no Item 2 do Anexo III da Instrução CVM 400, esclarecimentos sobre a Companhia e a Oferta poderão ser obtidos nos seguintes endereços: Companhia Rodobens Negócios Imobiliários S.A. Diretoria de Relações com Investidores At.: Sr. Orlando Viscardi Neto Avenida Francisco das Chagas de Oliveira, 2.500, São José do Rio Preto, SP, CEP 15085-485 Tel: (17) 2137-1752 Fax: (17) 2137-1736 E-mail: [email protected] Internet: www.rodobens-rni.com.br Consultores Legais Locais da Companhia Souza, Cescon Avedissian, Barrieu e Flesch Advogados At. Sr. Joaquim Oliveira Rua Funchal, 263, 11º andar São Paulo, SP, CEP 04551-060 Tel: (11) 3089-6500 Fax: (11) 3089-6565 E-mail: [email protected] Internet: www.scbf.com.br Consultores Legais Externos da Companhia Shearman & Sterling LLP At.: Sr. André B. Jánszky Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.400, 17º andar São Paulo, SP, CEP 04538-132 Tel.: (11) 3702-2200 Fax.: (11) 3702-2224 E-mail: [email protected] Internet: www.shearman.com Coordenador Líder Banco J.P. Morgan S.A. At.: Sr. Paulo Mendes Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.729, 13º andar São Paulo, SP, CEP 04538-905 Tel.: (11) 3048-3423 Fax.: (11) 3048-3760 E-mail: [email protected] Internet: www.jpmorgan.com/pages/jpmorgan/investbk/ brasil/prospecto/rodobens Consultores Legais Locais dos Coordenadores Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados At.: Sr. José Roberto Opice Av. Brigadeiro Faria Lima, nº 3.144, 11º andar São Paulo, SP, CEP 01451-000 Tel.: (11) 3150-7000 Fax.: (11) 3150-7001 E-mail: [email protected] Internet: www.mmso.com.br Consultores Legais Externos dos Coordenadores Simpson, Thacher & Bartlett LLP At.: Sr. Jaime Mercado 425 Lexington Avenue Estados Unidos da América/Nova Iorque/NY 10017-3954 Tel.: (1 212) 455-2000 Fax.: (1 212) 455-2502 E-mail: [email protected] Internet: www.stblaw.com Auditores Independentes da Companhia Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes At.: Sr. Walbert Antonio dos Santos Rua Alexandre Dumas, 1981 São Paulo, SP CEP 04717-906 Tel.: (11) 5186-1000 Fax.: (11) 5181-2911 E-mail: [email protected] Internet: www.deloitte.com.br Para informações adicionais sobre nossos administradores, vide seção “Administração” deste Prospecto Preliminar. 39 FATORES DE RISCO O investimento em ações envolve alto grau de risco. Os potenciais investidores devem considerar cuidadosamente toda a informação contida neste Prospecto, particularmente os riscos descritos abaixo antes de tomarem uma decisão de investimento. Nossas atividades, situação financeira e resultados operacionais podem ser afetados de maneira adversa por quaisquer desses riscos. Os riscos descritos abaixo são aqueles que atualmente acreditamos que poderão nos afetar de maneira adversa, podendo riscos adicionais e incertezas atualmente não conhecidos por nós, ou que atualmente consideramos irrelevantes, também prejudicar nossas atividades de maneira significativa. O preço de mercado das nossas Ações pode diminuir devido a quaisquer desses riscos ou outros fatores e os potenciais investidores podem perder parte substancial ou todo o seu investimento. RISCOS RELATIVOS À NOSSA COMPANHIA Podemos não conseguir implementar integralmente a nossa estratégia de negócios, inclusive de expansão no Novo Segmento. A nossa capacidade de implementar a nossa estratégia de negócios, particularmente a nossa estratégia de expansão no Novo Segmento, depende principalmente da disponibilidade de crédito para compradores de imóveis em potencial e de taxas de juros acessíveis. A falta de qualquer desses dois fatores pode prejudicar nossa capacidade de executar a nossa estratégia de negócios, prejudicando de maneira relevante nossa situação financeira e nossos resultados operacionais. Até a presente data, lançamos um número limitado de empreendimentos no Novo Segmento e não podemos assegurar o sucesso desses empreendimentos no futuro. A falta de disponibilidade de recursos para obtenção de financiamento ou um aumento das taxas de juros podem prejudicar a capacidade ou disposição de compradores de imóveis em potencial para financiar suas aquisições de imóveis. A falta de disponibilidade de recursos no mercado para obtenção de financiamento ou um aumento das taxas de juros podem prejudicar a capacidade ou disposição de compradores em potencial para financiar suas aquisições de imóveis. A disponibilidade de recursos a juros menores foi sensivelmente favorecida pela instituição, pelo CMN, do Fator Multiplicador, que representou importante incentivo para que bancos e instituições financeiras reduzissem os juros para financiamento imobiliário. A criação do Fator Multiplicador deve-se a fatores circunstanciais, sendo provável sua extinção no futuro. A capacidade de consumo do público-alvo de nossos empreendimentos do Novo Segmento, no qual pretendemos concentrar nosso foco de atuação, encontra-se mais diretamente vulnerável a aumentos nas taxas de juros e indisponibilidade de crédito. Conseqüentemente, aumentos nas taxas de juros e a indisponibilidade de crédito, causados pela extinção do Fator Multiplicador ou por qualquer outro motivo, podem causar uma redução expressiva da demanda pelos nossos imóveis residenciais, principalmente pelos nossos empreendimentos do Novo Segmento, afetando adversamente de forma significativa nossa condição financeira e resultados operacionais e nos impedindo de desenvolver nossa estratégia de expansão no desenvolvimento de empreendimentos no Novo Segmento. 40 Nossas atividades dependem da disponibilidade de financiamento para suprir nossas necessidades de capital de giro e de recursos para aquisição de terrenos e para financiar aquisições de imóveis por compradores de imóveis em potencial. Nossas atividades exigem volumes significativos de capital de giro e de recursos para aquisição de terrenos. Nós dependemos de empréstimos bancários e do caixa gerado por nossas atividades para suprir nossas necessidades de capital de giro. Podemos, portanto, ser obrigados a levantar capital adicional por meio de empréstimos bancários, por meio da emissão de títulos de dívida, por meio de aportes de capital de nossos acionistas ou por meio da emissão de ações, para o crescimento e desenvolvimento futuros das nossas atividades. Adicionalmente, a maioria dos compradores de imóveis em potencial também depende de empréstimos bancários para financiar suas aquisições. Não podemos assegurar a disponibilidade de financiamento para nós ou para compradores de imóveis em potencial, nem que, se disponíveis, esses financiamentos terão condições satisfatórias para nós ou para esses compradores em potencial. Mudanças nas regras de financiamento do SFH e do SFI, a falta de disponibilidade de recursos no mercado para obtenção de financiamento e/ou um aumento das taxas de juros podem prejudicar nossa capacidade de financiar nossas necessidades de capital e a capacidade ou disposição de compradores em potencial para financiar suas aquisições de imóveis, restringindo, dessa forma, o crescimento e desenvolvimento futuros das nossas atividades, e reduzindo a demanda pelos nossos imóveis residenciais. O descasamento de prazos e taxas de juros entre a nossa captação de recursos e os financiamentos que concedemos a nossos clientes ou o aumento das taxas de juros poderão afetar adversamente nosso fluxo de caixa e nossos resultados. Nós captamos recursos a taxas e indexadores diferentes daqueles que cobramos de nossos clientes nos financiamentos que concedemos. O descasamento de taxas e prazos entre a nossa captação de recursos e os financiamentos por nós concedidos poderão vir a afetar adversamente o nosso fluxo de caixa e desempenho financeiro. Nós concedemos financiamentos aos compradores das unidades residenciais de nossos empreendimentos até a entrega das chaves e, excepcionalmente, após esse momento. Estamos sujeitos aos riscos de falta de pagamento do principal e juros e aumento do custo dos recursos por nós captados, podendo ambos prejudicar nosso fluxo de caixa. Relativamente aos valores financiados aos nossos clientes, as contas a receber são reajustadas aplicando-se a taxa de juros de 12% ao ano e correção mensal pela variação do IGP-M. Caso haja um crescimento da inflação, o endividamento de nossos clientes decorrente da celebração dos contratos de venda a prazo ora mencionados poderá vir a aumentar, ocasionando, assim, um crescimento do Índice de Inadimplência. Caso isso ocorra, a nossa geração de caixa e, portanto, os nossos resultados, poderão ser afetados negativamente. Estamos sujeitos a riscos normalmente associados à concessão de financiamento. Concedemos financiamentos aos compradores das unidades dos nossos empreendimentos residenciais por meio do Sistema Fácil. Vide seção “Nossos Negócios – Financiamento a Clientes”. Estamos sujeitos aos riscos normalmente associados à concessão de financiamentos, incluindo risco de falta de pagamento do principal e juros e risco de aumento do custo dos recursos por nós captados, podendo ambos prejudicar nosso fluxo de caixa. Além disso, nos termos da legislação brasileira, em caso de inadimplemento ocorrido após a entrega da unidade, nosso direito de promover a retomada da unidade do comprador inadimplente está sujeito a prazos e procedimentos judiciais. Ademais, após a etomada da posse da unidade, ao revendermos tal unidade, poderemos apurar preço inferior ao nteriormente estabelecido, o que poderia afetar negativamente nossa condição financeira e resultados operacionais. 41 A perda de membros da nossa alta administração pode ter um efeito adverso relevante sobre a nossa situação financeira e resultados operacionais. Nossa capacidade de manter nossa posição competitiva depende em larga escala dos serviços da nossa alta administração, que possui qualificação específica referente a empreendimentos no Novo Segmento e Segmento Tradicional. Nenhuma dessas pessoas está sujeita a contrato de trabalho de longo prazo ou a pacto de não-concorrência. Não podemos garantir que teremos sucesso em atrair e manter pessoal qualificado para integrar a nossa alta administração. A perda dos serviços de qualquer dos membros da nossa alta administração ou a incerteza em atrair e manter pessoal adicional para integrá-la pode comprometer o cumprimento de nossas metas de resultados operacionais. Somos uma companhia cujos resultados dependem dos resultados das nossas subsidiárias, os quais não podemos assegurar que nos serão disponibilizados. Somos uma companhia que controla diversas subsidiárias que atuam no setor imobiliário. Nossas controladas, à exceção da Rodobens Prestadora de Serviços, são as SPEs que constituímos para a incorporação de empreendimentos. Essas SPEs, em sua maioria, têm como sócios construtoras, corretoras imobiliárias, proprietários de terrenos e outras incorporadoras. Nossa capacidade de cumprir com as nossas obrigações financeiras e de pagar dividendos aos nossos acionistas depende do fluxo de caixa e dos lucros das nossas subsidiárias, bem como da distribuição desses lucros a nós. Conforme normalmente contratado com os sócios nas SPEs, estas sociedades não podem pagar dividendos, exceto se todas as suas obrigações tiverem sido integralmente pagas ou os sócios tiverem decidido de forma diversa. Não há garantia de que tais recursos nos serão disponibilizados ou que serão suficientes para o cumprimento das nossas obrigações financeiras e para o pagamento de dividendos aos nossos acionistas. RISCOS RELATIVOS AO SETOR IMOBILIÁRIO Estamos expostos a riscos associados à incorporação imobiliária, construção e venda de imóveis residenciais. Nós nos dedicamos à incorporação, construção e venda de empreendimentos residenciais e pretendemos continuar desenvolvendo tais atividades. Além dos riscos que afetam de modo geral o mercado imobiliário, tais como interrupções de suprimentos e volatilidade do preço dos materiais e equipamentos de construção, mudanças na oferta e procura de empreendimentos em certas regiões, redução na velocidade de vendas de nossos empreendimentos, greves e regulamentos ambientais e de zoneamento, nossas atividades poderão ser especificamente afetadas pelos seguintes riscos: • • • • • • • a conjuntura econômica do Brasil pode prejudicar o crescimento do setor imobiliário como um todo, através da desaceleração da economia, aumento de juros, flutuação da moeda e instabilidade política; podemos ser impedidos no futuro, em decorrência de nova legislação ou de condições de mercado, de corrigir monetariamente nossos recebíveis, de acordo com certas taxas de inflação, conforme atualmente permitido, o que poderia tornar um projeto inviável financeira ou economicamente; podemos ser diretamente afetados pelas condições do mercado imobiliário local ou regional das regiões em que atuamos ou nas quais viermos a atuar no futuro; o grau de interesse dos compradores por um novo projeto lançado ou o preço de venda por unidade necessário para vender todas as unidades podem ficar abaixo do esperado, fazendo com que o projeto se torne menos lucrativo do que o estimado; na hipótese de falência ou dificuldades financeiras significativas de uma grande companhia do setor imobiliário, o setor como um todo pode ser prejudicado, o que poderia causar uma redução, por parte dos clientes, da confiança em outras companhias que atuam no setor; alguns terrenos que já temos compromissados para incorporação ou sob opção de compras podem, em decorrência de alteração na legislação municipal, sofrer restrições relacionadas à possibilidade de construção, o que pode inviabilizar o processo de incorporação. a construção e a venda das unidades dos empreendimentos podem não ser concluídas dentro do cronograma pretendido, acarretando um aumento dos custos de construção ou a rescisão dos contratos de venda; 42 • • • nossas margens de lucros podem ser afetadas em função de aumento nos custos operacionais, incluindo prêmios de seguro, tributos imobiliários, tarifas públicas e matérias-primas; as garantias de cinco anos que prestamos em relação a defeitos estruturais, conforme previsto no Código Civil, podem vir a ser exigidas; e problemas com nossos empreendimentos imobiliários realizados por nós, diretamente ou por meio e nossas SPEs, individualmente ou associadas a consórcios e parcerias, que estão fora de nosso ontrole, tais como defeitos em produtos fornecidos por terceiros que usamos em nossas construções, poderão prejudicar nossa reputação e vendas futuras, bem como nos sujeitar ao pagamento de indenizações por responsabilidade civil. A ocorrência de quaisquer das situações acima pode causar um efeito relevante adverso na nossa condição financeira e resultados operacionais. O setor imobiliário no Brasil é altamente competitivo e podemos perder nossa posição no mercado em certas circunstâncias. O setor imobiliário no Brasil é altamente competitivo e fragmentado, não existindo grandes barreiras que restrinjam o ingresso de novos concorrentes no mercado. Os principais fatores competitivos no ramo de incorporações imobiliárias incluem disponibilidade e localização de terrenos, preços, financiamento, projetos, qualidade, reputação e parcerias com incorporadores e construtores locais. Uma série de incorporadores residenciais e companhias de serviços imobiliários concorrem conosco (i) a quisição de terrenos, (ii) na busca de parceiros para incorporação, (iii) na tomada de recursos financeiros para incorporação e (iv) na busca de compradores de imóveis em potencial. Outras companhias, inclusive estrangeiras, em alianças com parceiros locais, podem passar a atuar fortemente no mercado de incorporação imobiliária no Brasil nos próximos anos, aumentando ainda mais a concorrência, o que poderia prejudicar a nossa situação financeira e os nossos resultados operacionais, causando, ainda, a perda de nossa posição no mercado. Na medida em que um ou mais dos nossos concorrentes iniciem uma campanha de marketing ou venda bem sucedida e, em decorrência disso, suas vendas aumentem de maneira significativa, nossas atividades podem vir a ser afetadas adversamente de maneira relevante. Se não formos capazes de responder a tais pressões de modo imediato e adequado, a demanda por nossas unidades imobiliárias pode diminuir, prejudicando de maneira relevante nossa situação financeira e resultados operacionais. Nossas atividades estão sujeitas a extensa regulamentação, o que pode vir a aumentar o nosso custo e limitar o nosso desenvolvimento ou de outra forma afetar adversamente as nossas atividades. O setor imobiliário brasileiro está sujeito a extensa regulamentação relativa a edificações e zoneamento, expedida por diversas autoridades federais, estaduais e municipais, bem como a leis e regulamentos ambientais federais, estaduais e municipais. Essas leis e regulamentos afetam a aquisição de terrenos e as atividades de incorporação imobiliária e construção, por meio de regras de zoneamento e necessidade de obtenção de licenças, bem como de leis e regulamentos relativos à proteção ao consumidor, o que pode acarretar atrasos, fazer com que incorramos em custos significativos para cumpri-las e outros custos, assim como proibir ou restringir severamente a atividade de incorporação e construção residencial e comercial em regiões ou áreas ambientalmente sensíveis. Somos obrigados a obter aprovação de várias autoridades governamentais para desenvolvermos a nossa atividade de incorporação imobiliária. Novas leis ou regulamentos podem ser aprovados, implementados ou interpretados de modo a afetar adversamente os nossos resultados operacionais. Além disso, essas leis tendem a se tornar mais restritivas e qualquer aumento de restrições pode afetar adversamente e de maneira relevante os nossos resultados operacionais. 43 RISCOS RELATIVOS AO BRASIL O Governo Federal exerceu e continua a exercer influência significativa sobre a economia brasileira. Essa influência, bem como a conjuntura econômica e política brasileira, podem causar um efeito adverso relevante nas nossas atividades e no preço de mercado das nossas Ações. O Governo Federal freqüentemente intervém na economia do País e ocasionalmente realiza modificações significativas em suas políticas e normas. As medidas tomadas pelo Governo Federal para controlar a inflação, além de outras políticas e normas, freqüentemente implicaram aumento das taxas de juros, mudança das políticas fiscais, controle de preços, desvalorização cambial, controle de capital e limitação às importações, entre outras medidas. Nossas atividades, situação financeira e resultados operacionais poderão ser prejudicados de maneira relevante por modificações nas políticas ou normas que envolvam ou afetem fatores, tais como: • • • • • • • taxas de juros; controles cambiais e restrições a remessas para o exterior, tais como os que foram impostos em 1989 e no início de 1990; flutuações cambiais; inflação; liquidez dos mercados financeiros e de capitais domésticos; política fiscal e legislação tributária; e outros acontecimentos políticos, sociais e econômicos que venham a ocorrer no Brasil ou que o afetem. A incerteza quanto à implementação de mudanças por parte do Governo Federal nas políticas ou normas que venham a afetar esses ou outros fatores no futuro pode contribuir para a incerteza econômica no Brasil e para aumentar a volatilidade do mercado de valores mobiliários brasileiro e dos alores mobiliários emitidos no exterior por companhias brasileiras. Em outubro de 2006, foram realizadas eleições presidenciais e o Presidente Luis Inácio Lula da Silva foi reeleito. Não temos como assegurar que o Governo Federal dará continuidade às atuais políticas econômicas ou que eventuais alterações que venham a ser implementadas não afetarão diretamente nossos negócios. Adicionalmente, nos últimos meses, membros do Poder Executivo e Legislativo estão sendo investigados em razão de alegações de conduta ilícita ou antiética. É impossível prever os eventuais resultados dessas investigações e se tais resultados poderão gerar uma desestabilização na economia brasileira. Tais incertezas, alegações de conduta ilícita ou antiética e outros acontecimentos futuros na economia brasileira poderão prejudicar nossas atividades e nossos resultados operacionais, ou a liquidez e o preço de mercado de nossas Ações. A inflação e os esforços do Governo Federal de combate à inflação podem contribuir significativamente para a incerteza econômica no Brasil, podendo prejudicar nossas atividades e o preço de mercado das nossas Ações. No passado, o Brasil registrou índices de inflação extremamente altos. A inflação e algumas medidas tomadas pelo Governo Federal no intuito de controlá-la, combinada com a especulação sobre eventuais medidas governamentais a serem adotadas, tiveram efeito negativo significativo sobre a economia brasileira, contribuindo para a incerteza econômica existente no Brasil e para o aumento da volatilidade do mercado de valores mobiliários brasileiro. Mais recentemente, as taxas de inflação em 2003, 2004 e 2005 medidas pelo IGP-M foram de 8,7%, 12,4% e 1,2%, respectivamente, e de 3,3% no terceiro trimestre de 2006. As medidas do Governo Federal para controle da inflação freqüentemente têm incluído a manutenção de política monetária restritiva com altas taxas de juros, restringindo assim a disponibilidade de crédito e reduzindo o crescimento econômico. Como conseqüência, as taxas de juros têm flutuado de maneira significativa. Por exemplo, as taxas de juros oficiais no Brasil no final de 2003, 2004 e 2005 foram de 16,5%, 17,75% e 18,0%, respectivamente, conforme estabelecido pelo COPOM e de 14,25% no final do terceiro trimestre de 2006. 44 Futuras medidas do Governo Federal, inclusive redução das taxas de juros, intervenção no mercado de câmbio e ações para ajustar ou fixar o valor do real poderão desencadear aumento de inflação. Se o Brasil experimentar inflação elevada no futuro, talvez não sejamos capazes de reajustar os preços que cobramos de nossos clientes para compensar os efeitos da inflação sobre a nossa estrutura de custos, o que poderia aumentar nossos custos e diminuir nossas margens líquidas e operacionais. A instabilidade cambial pode prejudicar a economia brasileira, bem como o preço de mercado das nossas Ações. Em decorrência de diversas pressões, a moeda brasileira sofreu desvalorizações em relação ao dólar e outras moedas fortes ao longo das últimas quatro décadas. Durante todo esse período, o Governo Federal implementou diversos planos econômicos e utilizou diversas políticas cambiais, incluindo desvalorizações repentinas, mini-desvalorizações periódicas (durante as quais a freqüência dos ajustes variou de diária a mensal), sistemas de mercado de câmbio flutuante, controles cambiais e mercado de câmbio duplo. De tempos em tempos, houve flutuações significativas da taxa de câmbio entre o real e o dólar e outras moedas. Por exemplo, o real desvalorizou 18,7% em 2001 e 52,3% em 2002 frente ao dólar. Embora o real tenha valorizado 18,2%, 8,1% e 13,7% em relação ao dólar em 2003, 2004 e 2005, respectivamente, não se pode garantir que o real não sofrerá depreciação ou não será desvalorizado em relação ao dólar novamente. Em 30 de setembro de 2006, a taxa de câmbio entre o Real e o Dólar era de R$2,1742 por US$1,00. As desvalorizações do real em relação ao dólar podem criar pressões inflacionárias adicionais no Brasil e acarretar aumentos das taxas de juros, podendo afetar de modo negativo a economia brasileira como um todo, bem como o preço de mercado das nossas Ações. Acontecimentos e a percepção de riscos em outros países, sobretudo em países de economia emergente, podem prejudicar o preço de mercado dos valores mobiliários brasileiros, inclusive das nossas Ações. O valor de mercado de valores mobiliários de emissão de companhias brasileiras é influenciado, em iferentes graus, pelas condições econômicas e de mercado de outros países, inclusive países da América Latina e países de economia emergente. Embora a conjuntura econômica desses países seja significativamente diferente da conjuntura econômica do Brasil, a reação dos investidores aos acontecimentos nesses outros países pode causar um efeito adverso sobre o valor de mercado dos valores mobiliários de companhias brasileiras. Crises em outros países de economia emergente podem reduzir o interesse dos investidores nos valores mobiliários das companhias brasileiras, inclusive os valores mobiliários da nossa emissão. Isso poderia prejudicar o preço de mercado das nossas Ações, além e dificultar o nosso acesso ao mercado de capitais e ao financiamento das nossas operações no futuro, em termos aceitáveis ou absolutos. RISCOS RELATIVOS ÀS NOSSAS AÇÕES A volatilidade e falta de liquidez do mercado brasileiro de valores mobiliários poderão limitar substancialmente a capacidade dos investidores em nossas Ações de vendê-las pelo preço e na ocasião que desejarem. O investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, tal como o Brasil, envolve, com freqüência, maior risco em comparação a outros mercados mundiais, sendo tais investimentos considerados, em geral, de natureza mais especulativa. O mercado brasileiro de valores mobiliários é substancialmente menor, menos líquido e mais concentrado, podendo ser mais volátil do que os principais mercados de valores mobiliários mundiais. Como exemplo, as dez maiores companhias listadas na BOVESPA, representaram aproximadamente 51,5% da capitalização total de todas as companhias listadas na BOVESPA em 31 de dezembro de 2005 e 51,2% em 30 de setembro de 2006. As ez principais ações, em volume de negociação, responderam por aproximadamente 53,0%, 53,0%, 50,3% e 46,1% de todas as ações negociadas na BOVESPA em 2003, 2004, 2005 e no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, respectivamente. 45 Não podemos assegurar que após a conclusão da Oferta nossas Ações terão liquidez, o que poderá limitar consideravelmente a capacidade do adquirente das nossas Ações de vendê-las pelo preço e na ocasião desejados. Um mercado ativo e líquido para nossas Ações pode não se desenvolver. As nossas Ações serão negociadas na BOVESPA após o início da Oferta. Conseqüentemente, nenhuma garantia pode ser dada de que um mercado de negociação líquido e ativo para as Ações se desenvolverá ou será mantido após a Oferta. Mercados de negociação líquidos e ativos geralmente resultam em menor volatilidade dos preços e maior eficiência na execução de ordens de compra e venda de investidores detidas por pessoas não-relacionadas à Companhia. A liquidez de um mercado de ações é freqüentemente determinada pelo volume de ações em circulação. A venda de quantidades significativas das nossas Ações após a Oferta pode fazer com que o preço das nossas Ações diminua. Nós, os membros do nosso Conselho de Administração e diretores e nossos Acionistas Controladores concordamos, observadas certas exceções, em não emitir, oferecer, vender, contratar a venda, dar em garantia ou de outra forma alienar, direta ou indiretamente, no prazo de até 180 dias a contar da data do Prospecto Definitivo, quaisquer das nossas Ações ou quaisquer valores mobiliários conversíveis em nossas Ações, que possam ser permutados por nossas Ações, ou que representem direito de receber nossas Ações. Após a expiração desse prazo, tais Ações estarão livres para venda ao público. Além disso, de acordo com as regras do Novo Mercado, o nosso acionista controlador e os membros do conselho de administração e diretores de companhia listada no Novo Mercado não podem vender e/ou ofertar à venda nossas Ações, ou derivativos lastreados em nossas Ações, durante os primeiros seis meses subseqüentes à nossa primeira distribuição pública de Ações após a assinatura do Contrato de Participação no Novo Mercado. Após este período inicial de seis meses, o acionista controlador e os membros do conselho de administração e diretores não podem vender ou ofertar mais do que 40% de suas Ações ordinárias, ou derivativos lastreados em Ações de nossa emissão de que eram titulares imediatamente após a efetivação da distribuição anteriormente mencionada, por seis meses adicionais. Caso os titulares de nossas Ações as vendam ou, caso o mercado tenha a impressão de que nós, nossos acionistas controladores, nossos membros do conselho de administração ou diretores, pretendemos vendê-las, o preço de mercado das nossas Ações poderá cair significativamente. Podemos vir a precisar de capital adicional no futuro, por meio da emissão de valores mobiliários, o que poderá afetar o preço das Ações e resultar em uma diluição da participação do investidor nas nossas Ações. Podemos vir a ter que captar recursos adicionais no futuro por meio de operações de emissão pública ou privada de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações ou permutáveis por elas. Qualquer captação de recursos por meio da distribuição de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações ou permutáveis por elas pode resultar em alteração no preço das Ações e na diluição da participação do referido investidor nas nossas Ações. Os interesses dos nossos Acionistas Controladores podem entrar em conflito com os interesses dos investidores. Nossos Acionistas Controladores têm poderes para, entre outras coisas, eleger a maioria dos membros do nosso Conselho de Administração e determinar o resultado de qualquer deliberação que exija aprovação de acionistas, inclusive nas operações com partes relacionadas, reorganizações societárias, alienações, parcerias e a época e montante do pagamento de quaisquer dividendos futuros, observadas as exigências de pagamento do dividendo obrigatório impostas pela Lei das Sociedades por Ações. Nossos Acionistas Controladores poderão ter interesse em realizar aquisições, alienações, parcerias, buscar financiamentos ou operações similares que podem entrar em conflito com os interesses dos investidores. 46 DESTINAÇÃO DOS RECURSOS Estimamos receber recursos líquidos de aproximadamente R$361,3 milhões provenientes da emissão de 20.000.000 de Ações no âmbito da Oferta Primária, com base no preço de R$19,00 por Ação, correspondente ao ponto médio da faixa indicativa de preço entre R$17,00 e R$21,00 por Ação, sem considerar o exercício da Opção de Ações Suplementares pela Companhia, após a dedução das comissões de distribuição e das despesas estimadas relativas à Oferta e devidas por nós. Pretendemos utilizar os recursos líquidos recebidos em razão da Oferta Primária no desenvolvimento normal de nossas atividades, alocando-os para adquirir terrenos e incorporar novos empreendimentos, financiar clientes e construir empreendimentos lançados, bem como para reforçar nosso capital de giro, nos percentuais descritos na tabela abaixo. Destinação Valor (em milhões) Percentual Aquisição de terrenos e incorporação de novos empreendimentos.... 180,7 50% Construção de empreendimentos lançados........................................... 108,4 30% Capital de giro ......................................................................................... 54,1 15% Financiamento a clientes......................................................................... 18,1 5% Total.......................................................................................................... 361,3 100% Um aumento (redução) de R$1,00 no preço por Ação aumentaria (reduziria) o valor dos recursos líquidos a serem captados por nós no âmbito da Oferta em um montante total de R$20 milhões. Para maiores informações sobre o impacto dos recursos líquidos por nós auferidos em decorrência da presente oferta em nossa situação patrimonial, vide seções “Capitalização” e “Análise e Discussão da Administração sobre a Situação Financeira e os Resultados Operacionais”. 47 CAPITALIZAÇÃO A tabela a seguir apresenta nossos montantes de disponibilidades (caixa e bancos) e aplicações financeiras, endividamento de curto e longo prazo e a capitalização total em 30 de setembro de 2006, em base histórica real e ajustado para refletir o recebimento de recursos líquidos após as comissões e despesas estimados em R$361,3 milhões, com base no preço de R$19,00 por Ação, correspondente ao ponto médio da faixa indicativa de preço entre R$17,00 e R$21,00 por Ação provenientes da emissão das Ações pela Companhia no âmbito da Oferta Primária, sem considerar o exercício da Opção de Ações Suplementares pela Companhia. A tabela abaixo deve ser lida em conjunto com as Seções “Informações Financeiras e Operacionais Selecionadas”, “Análise e Discussão da Administração sobre a Situação Financeira e os Resultados Operacionais” e nossas demonstrações financeiras trimestrais consolidadas, objeto de revisão especial, e respectivas notas explicativas, constantes deste Prospecto Preliminar. (Em milhares de R$) Em 30 de setembro de 2006 Real Ajustado(1) Caixa e bancos e aplicações financeiras ............................ 4.583 365.900 Financiamentos e empréstimos(2) Financiamentos e empréstimos de curto prazo ............................. Financiamentos e empréstimos de longo prazo ............................ 11.531 46.036 11.531 46.036 Total dos financiamentos e empréstimos.......................... 57.567 57.567 Patrimônio Líquido Capital social realizado(3) ............................................................. Lucros (prejuízos) acumulados ...................................................... 52.438 1.342 432.438 (17.341) Total do patrimônio líquido................................................ 53.780 415.097 Capitalização total(4) .......................................................... 99.816 461.133 (1) Ajustado para refletir a aplicação dos recursos líquidos provenientes da Oferta Primária, sem considerar a emissão pela Companhia de Ações Suplementares. (2) 54,29% dos financiamentos e empréstimos de curto prazo e 27,07% dos financiamentos e empréstimos de longo prazo possuem garantia dos Acionistas Controladores. (3) Sem considerar a integralização total do aumento de capital realizado em 15 de setembro de 2006, no valor total de R$45.750.000,00 dos quais R$34.250.000,00 foram integralizados no ato e R$11.500.000,00 em 21 de dezembro de 2006. (4) Corresponde à soma do endividamento de longo prazo (empréstimos e financiamentos), sem incluir o endividamento de curto prazo da dívida de longo prazo, acrescido do total do patrimônio líquido. Um aumento (redução) de R$1,00 no preço por Ação de R$19,00 aumentaria (reduziria) o valor dos recursos líquidos a serem captados por nós no âmbito da Oferta em um montante total de R$20 milhões. Desde 30 de setembro de 2006, não houve qualquer alteração significativa em nossa capitalização, exceto pela integralização total do aumento de capital realizado em 15 de setembro de 2006, no valor total de R$45,8 milhões, dos quais R$34,3 milhões foram integralizados no ato e R$11,5 milhões em 21 de dezembro de 2006. 48 DILUIÇÃO Em 30 de setembro de 2006, o valor do nosso patrimônio líquido, calculado a partir das demonstrações financeiras trimestrais preparadas segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil era de R$53,8 milhões. O valor patrimonial por ação, que representa o valor contábil do nosso patrimônio líquido dividido pelo número total de ações de nossa emissão, correspondia, na mesma data, a R$2,10. Considerando a subscrição de 20.000.000 de Ações a serem emitidas por nós no âmbito da Oferta Primária, ao preço de R$19,00 por Ação, correspondente ao ponto médio da faixa indicativa de preço entre R$17,00 e R$21,00 por Ação, sem considerar o exercício da Opção de Ações Suplementares, o valor do nosso patrimônio líquido em 30 de setembro de 2006 seria de, aproximadamente, após comissões e despesas, R$415,1 milhões (sem considerar a integralização total do aumento de capital realizado em 15 de setembro de 2006, no valor total de R$45,8 milhões, dos quais R$34,3 milhões foram integralizados no ato e R$11,5 milhões em 21 de dezembro de 2006), representando R$9,11 por ação. Considerando o preço de R$19,00 por Ação, a realização da Oferta representaria, em 30 de setembro de 2006, um aumento imediato do valor patrimonial contábil por ação correspondente a R$7,01 para os atuais acionistas, representando 333,1% do valor patrimonial por ação em 30 de setembro de 2006 e uma diluição imediata no valor patrimonial contábil de R$9,89, por ação para os novos investidores adquirentes de Ações no contexto da presente Oferta. Esta diluição representa a diferença entre o Preço de Emissão pago pelos investidores e o valor patrimonial contábil por ação imediatamente após a Oferta. O preço efetivo por Ação emitida nesta Oferta será informado no Prospecto Definitivo e poderá ser diferente do ponto médio da faixa indicativa de preço informado na capa deste Prospecto. O quadro a seguir ilustra a diluição por ação: Preço de Emissão(1) .............................................................................................................. Valor patrimonial por Ação em 30 de setembro de 2006 ................................................. Valor patrimonial por Ação Após a Oferta ........................................................................ Aumento no valor patrimonial por Ação atribuído aos atuais acionistas........................ Diluição por Ação para novos investidores ........................................................................ Percentual de diluição para os novos investidores(2) ........................................................ R$19,00 R$2,10 R$9,11 R$7,01 R$9,89 52,1% (1) Correspondente ao ponto médio da faixa indicativa de preço informada na capa deste Prospecto. (2) Calculado por meio da diluição no valor patrimonial contábil por ação dos novos investidores pelo Preço de Emissão. O Preço de Distribuição não guarda relação com o valor patrimonial de nossas Ações e será fixado com base no Procedimento de Bookbuilding. Para maiores informações sobre a fixação do Preço de Emissão, vide seção “Informações Relativas à Oferta Primária”. Um aumento (redução) de R$1,00 no preço por Ação de R$19,00, aumentaria (reduziria), após a conclusão da Oferta: (i) o valor do nosso patrimônio líquido contábil em R$20 milhões; (ii) o valor do patrimônio líquido contábil por Ação em R$0,43; e (iii) a diluição do valor patrimonial contábil por Ação aos investidores desta Oferta em R$0,43, assumindo que o número de Ações emitidas no âmbito da Oferta, conforme estabelecido na capa deste Prospecto, não sofrerá alteração, sem considerar o exercício da Opção de Ações Suplementares. O valor do nosso patrimônio líquido contábil após a conclusão da Oferta está sujeito, ainda, a ajustes decorrentes da alteração do preço por Ação, bem como de quaisquer outras alterações nos termos e condições desta Oferta que somente serão conhecidas após a conclusão do Procedimento de Bookbuilding. 49 INFORMAÇÕES FINANCEIRAS E OPERACIONAIS SELECIONADAS As informações financeiras consolidadas relativas aos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 apresentadas abaixo foram extraídas das nossas demonstrações financeiras consolidadas, incluídas no Anexo E deste Prospecto, elaboradas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil e auditadas pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. As informações financeiras consolidadas relativas aos períodos de nove meses encerrados em 30 de setembro de 2005 e 2006 apresentadas abaixo foram extraídas das nossas demonstrações financeiras trimestrais consolidadas, incluídas no Anexo F deste Prospecto, elaboradas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil e submetidas à revisão especial da Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. As informações financeiras abaixo devem ser lidas e analisadas em conjunto com as nossas demonstrações financeiras consolidadas, incluindo as respectivas notas explicativas, bem como as informações contidas nas seções “Apresentação das Informações Financeiras e Outras Informações” e “Análise e Discussão da Administração sobre a Situação Financeira e os Resultados Operacionais” deste Prospecto. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO (Em milhares de R$, exceto porcentagem) Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2003 2004 % Receita operacional .................................................. 62.426 Deduções da receita ................................................. (3.070) % 105,2 59.194 (5,2) (2.775) 2003 x 2004 2005 % 104,9 (4,9) 44.956 (2.464) 105,8 (5,8) % 2004 x 2005 % (5,2) (24,1) (9,6) (11,2) (24,7) Receita operacional líquida ..................................... 59.356 100,0 56.419 100,0 42.492 100,0 (4,9) Custo dos empreendimentos vendidos ................... (43.533) (73,3) (36.896) (65,4) (29.356) (69,1) (15,2) (20,4) Resultado operacional bruto ................................... 15.822 26,7 19.523 34,6 13.137 30,9 23,4 (32,7) (Despesas)Receitas operacionais.............................. (8.309) (14,0) (16.415) (29,1) (9.232) (21,7) 97,6 (43,8) Comerciais e vendas ............................................ (2.546) (4,3) (4.074) (7,2) (3.352) (7,9) 60,0 (17,7) Gerais e administrativas e honorários da administração ................................................. (6.708) (11,3) (8.269) (14,7) (9.203) (21,7) 23,3 11,3 - - Gastos com reestruturação societária ................ Resultado financeiro ........................................... - - - - - (2.453) (4,1) (7.736) (13,7) (2.936) (6,9) 3.398 5,7 3.731 6,6 4.919 11,6 Resultado da equivalência patrimonial .................. - - (0,1) 1.341 3,2 Lucro operacional ..................................................... 7.513 12,7 5,5 3.905 9,2 Resultados não operacionais ................................... 59 0,1 Lucro do exercício/período antes dos impostos e contribuições, participação de funcionários e participação dos acionistas minoritários........................................ 7.572 12,8 2.949 5,2 3.905 (838) (1,4) (1.584) (2,8) (734) (1,2) (898) (1.302) (2,2) (425) Outras receitas operacionais Imposto de renda e contribuição social correntes .................................................... Imposto de renda e contribuição social diferidos ..................................................... Participação de funcionários (68) 3.108 (159) 9,8 - (62,0) 31,8 (2.072,1) (58,6) 25,6 (369,5) - 9,2 (61,1) 32,4 (1.035) (2,4) 89,0 (34,7) (1,6) (1) (0,0) 22,3 (99,9) (0,8) (387) (0,9) (67,4) (8,9) (21) (0,0) - 5,8 (99,1) (0,3) Participação dos acionistas minoritários ................. - - - - Lucro do período/exercício ...................................... 4.698 7,9 41 0,1 50 215,4 - - 2.461 - 5.092,4 (Em milhares de R$, exceto porcentagem) Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 % Receita operacional ................................................ 36.211 Deduções da receita ............................................... (1.880) 2005 x 2006 % 105,5 (5,5) 35.774 (2.028) % 106,0 (6,0) (1,2) 7,9 Receita operacional líquida.................................... 34.331 100,0 33.746 100,0 (1,7) Custo dos empreendimentos vendidos.................. (22.798) (66,4) (21.114) (62,6) (7,4) Resultado operacional bruto ................................. 11.533 (6.064) 33,6 (17,7) 12.632 (Despesas)Receitas operacionais ............................ (7.614) 37,4 (22,6) 25,6 Comerciais e vendas ............................................... (2.172) (6,3) (2.388) (7,1) 9,9 Gerais e administrativas e honorários da administração ............................................... (6.340) (18,5) (8.149) (24,1) 28,5 (455) (1,3) (1.712) (5,1) Gastos com reestruturação societária.................... - - 9,5 - Resultado financeiro .............................................. (2.270) (6,6) Outras receitas operacionais .................................. 3.795 11,1 3.614 10,7 (4,8) Resultado da equivalência patrimonial ................. 923 2,7 1.476 4,4 59,9 Lucro operacional ................................................... 5.469 15,9 5.018 14,9 (8,2) Resultados não operacionais.................................. - - - - Lucro do exercício/período antes dos impostos... 5.469 15,9 5.018 14,9 (24,6) (8,2) Imposto de renda e contribuição social................. (938) (2,7) (713) (2,1) (24,0) Imposto de renda diferidos.................................... 45 (0,1) (385) (1,1) (955,6) Participação de funcionários.................................. (233) (0,7) (517) (1,5) 121,9 Participação de acionistas minoritários ................. - - - - Lucro Líquido do período/exercício....................... 4.343 12,7 3.403 10,1 51 (21,6) BALANÇO PATRIMONIAL (Em milhares de R$, exceto porcentagem) 2003 Total do ativo................................ Ativo circulante ............................ Caixa e bancos..................................... Aplicações financeiras ........................ Créditos perante clientes (líquido da provisão para créditos de liquidação duvidosa)...................... Imóveis a comercializar ...................... Créditos com terceiros ........................ Despesas a repassar a SPEs Despesas comerciais a apropriar ........ Despesas antecipadas ......................... Outros créditos.................................... Ativo realizável a longo prazo .... Créditos perante clientes.................... Depósitos judiciais .............................. Partes relacionadas ............................. Ativo permanente ........................ Investimentos ...................................... Imobilizado ......................................... Total do passivo e patrimônio líquido ...................................... Passivo circulante ......................... Fornecedores....................................... Empréstimos e financiamentos .......... Obrigações sociais............................... Obrigações tributárias ........................ Recursos de parceiros ......................... Contas a pagar por aquisição de imóveis ...................................... Impostos diferidos .............................. Provisão para garantia ....................... Adiantamentos de clientes................. Partes relacionadas ............................. Participação de funcionários nos resultados ................................ Lucros a distribuir ............................... Outras contas a pagar ........................ Passivo exigível a longo prazo .... Impostos diferidos .............................. Empréstimos e financiamentos .......... Provisão para contingências............... Contas a pagar por aquisição de imóveis ...................................... Participação de acionistas minoritários.................................... Patrimônio líquido ....................... Capital social realizado....................... Reservas de lucro ................................ Lucros/prejuízos acumulados.............. Em 31 de dezembro de 2005 % % 100,0 134.430 100,0 50,1 69.296 51,5 1,4 1.676 1,2 1,9 3.442 2,6 2004 2003 x 2004 % (2,4) (33,2) (22,7) 147,8 2004 x 2005 % 12,7 15,9 2,3 50,8 24,4 12,2 5,9 1,7 3,1 0,3 0,0 43,0 35,6 7,4 5,5 4,7 0,8 (54,5) 3,3 (1,5) 149,8 22,8 (98,4) 1.016,7 71,4 77,7 46,0 556,4 3.541,7 39,7 19,1 13,4 16,9 2,4 (7,0) 6.571,4 (88,1) 5,7 5,4 7,0 53,4 59,5 26,0 134.430 100,0 51.037 38,0 1.231 0,9 9.087 6,8 872 0,6 805 0,6 4.773 3,6 (2,4) (12,2) 3,1 (62,5) 13,2 123,8 (16,5) 12,7 (4,4) (33,5) 59,1 54,1 (55,6) (42,3) 2,0 2,4 1,1 2,2 16,4 (71,4) (40,4) 15,0 (2,3) 73,3 26,4 7,1 (20,0) (13,9) (4,7) 686 490 560 50.866 4.964 41.960 89 0,5 0,4 0,4 37,8 3,7 31,2 0,1 88,1 14,2 112,4 1,0 57,3 97,2 43,8 (5,8) 62,5 (24,6) 3,5 3.853 2,9 46,3 (7,2) 25,6 15,3 0,0 10,3 21 32.506 18.188 25 14.293 0,0 24,2 13,5 0,0 10,6 0,1 0,3 6,5 16,2 122.186 89.558 2.118 921 % 100,0 73,3 1,7 0,8 119.245 59.786 1.638 2.282 60.595 13.996 6.864 910 3.687 443 24 31.896 25.510 10 6.376 732 108 624 49,6 11,5 5,6 0,7 3,0 0,4 0,0 26,1 20,9 0,0 5,2 0,6 0,1 0,5 27.577 14.454 6.759 2.273 4.528 7 268 54.654 45.337 10 9.307 4.805 3.933 872 122.186 60.749 1.794 15.218 500 811 9.910 100,0 49,7 1,5 12,5 0,4 0,7 8,1 7.526 5.141 1.654 3.518 13.350 6,2 4,2 1,4 2,9 10,9 2.151 3.065 1.902 3.437 23.131 1,8 2,6 1,6 2,9 19,4 2.718 3.282 1.521 2.959 22.053 686 490 151 30.964 2.482 25.569 75 0,6 0,4 0,1 25,3 2,0 20,9 0,1 686 490 284 35.366 5.272 25.824 118 0,6 0,4 0,2 29,7 4,4 21,7 0,1 2.838 2,3 4.152 30.473 18.188 25 12.260 24,9 14,9 0,0 10,0 30.514 18.188 25 12.301 23,1 12,1 5,7 1,9 3,8 0,0 0,2 45,8 38,0 0,0 7,8 4,0 3,3 0,7 119.245 100,0 53.365 44,8 1.850 1,6 5.713 4,8 566 0,5 1.815 1,5 8.275 6,9 52 32.853 16.384 7.902 2.328 4.212 467 32 57.761 47.802 9.959 7.373 6.274 1.099 Em 30 de setembro de (Em milhares de R$, exceto porcentagem) 2006 % Total do ativo........................................................ Ativo circulante..................................................... Caixa e bancos....................................................... Aplicações financeiras........................................... Créditos perante clientes (líquido da provisão para créditos de liquidação duvidosa)............ Imóveis a comercializar......................................... Créditos com terceiros .......................................... Despesas a repassar a SPEs ................................... Despesas comerciais a apropriar .......................... Despesas antecipadas ........................................... Outros créditos...................................................... Ativo realizável a longo prazo ............................ Créditos perante clientes...................................... Depósitos judiciais................................................. Partes relacionadas ............................................... Ativo permanente................................................. Investimentos ........................................................ Imobilizado............................................................ Total do passivo e patrimônio líquido ........ Passivo circulante.......................................... Fornecedores ......................................................... Empréstimos e financiamentos ............................ Obrigações sociais ................................................. Obrigações tributárias .......................................... Recursos de parceiros............................................ Contas a pagar por aquisição de imóveis............ Impostos diferidos................................................. Provisão para garantia.......................................... Adiantamentos de clientes................................... Partes relacionadas ............................................... Participação de funcionários nos resultados....... Lucros a distribuir.................................................. Outras contas a pagar........................................... Passivo exigível a longo prazo..................... Impostos diferidos................................................. Empréstimos e financiamentos ............................ Provisão para contingências................................. Contas a pagar por aquisição de imóveis............ Participação de acionistas minoritários ...... Patrimônio líquido ........................................ Capital social realizado......................................... Reservas de lucro................................................... Lucros/Prejuízos acumulados................................ 53 30 de setembro de 2006 x 31 de dezembro de 2005 % 156.851 96.208 1.436 3.147 100,0 61,3 0,9 2,0 16,7 38,8 (14,3) (8,6) 47.938 22.276 13.690 1.319 4.260 1.760 382 58.485 40.430 0 18.055 2.158 0 2.158 156.851 50.401 1.861 11.531 1.326 651 7.934 2.237 5.172 1.269 3.176 12.248 578 507 1.911 52.670 3.798 46.036 142 2.694 53.780 52.438 0 1.342 30,6 14,2 8,7 0,8 2,7 1,1 0,2 37,3 25,8 11,5 1,4 1,4 100,0 32,1 1,2 7,4 0,8 0,4 5,1 1,4 3,3 0,8 2,0 7,8 0,4 0,3 1,2 33,6 2,4 29,4 0,1 1,7 34,3 33,4 0,9 45,9 36,0 73,2 (43,3) 1,1 276,9 1.093,8 1,3 (15,4) 81,3 (70,7) (100,0) 96,4 16,7 (1,2) 51,2 26,9 52,1 (19,1) 66,2 (17,7) 57,6 (16,6) 7,3 (44,5) (15,7) 3,5 241,3 3,6 (23,5) 9,7 59,6 (30,1) 65,5 188,3 (90,6) OUTROS DADOS FINANCEIROS Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 EBITDA ajustado(1) (em milhares de R$)...... Margem de EBITDA ajustado(2) (em %) ..... 8.865 14,9% 10.475 18,6% 5.274 12,4% Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 6.705 19,5% 5.311 15,7% (1) Nós utilizamos o EBITDA ajustado como uma medida suplementar do nosso desempenho operacional. Nós calculamos nosso EBITDA ajustado utilizando itens das nossas demonstrações de resultado, preparadas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, da seguinte forma: realizamos a soma do lucro líquido ao IRPJ, CSLL, excluímos os efeitos do resultado financeiro, somamos a amortização e depreciação e os gastos com reestruturação societária, e excluímos o resultado de equivalência patrimonial. O EBITDA ajustado não é medida de desempenho financeiro segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, tampouco deve ser considerado isoladamente, ou como alternativa ao lucro líquido, ou alternativa aos fluxos de caixa operacionais, ou como medida de liquidez. O EBITDA ajustado apresenta limitações que prejudicam a sua utilização como medida de nossa lucratividade, incluindo, entre outras, o fato de não considerar determinados custos decorrentes de nossos negócios, que poderiam afetar, de maneira significativa, os nossos lucros, tais como despesas financeiras, impostos sobre lucro, despesas de capital e outros encargos relacionados. O EBITDA ajustado não possui significado padronizado e nossa definição de EBITDA ajustado pode não ser comparável àquelas utilizadas por outras sociedades. Para informações adicionais sobre nosso EBITDA ajustado, vide “Sumário das Informações Financeiras e Operacionais” e “Informações Financeiras e Operacionais Selecionadas”. (2) Margem EBITDA ajustado é calculada sobre a receita operacional líquida. OUTROS DADOS OPERACIONAIS Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 Lançamentos Número de empreendimentos lançados........ Número de unidades lançadas(1) ................... Área útil das unidades lançadas (em m2) ....... Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 4 735 50.960 3 270 32.538 2 311 26.655 2 311 26.655 3 462 42.305 Vendas Número de unidades vendidas(2)................... 632 Área útil das unidades vendidas (em m2)....... 55.415 Vendas contratadas (em milhares de R$)(3) .. 135.081 Preço médio de venda (em R$/m2).................. 2.438 738 78.943 192.778 2.442 710 65.206 147.954 2.269 526 46.815 108.569 2.319 517 45.768 93.428 2.041 (1) Total de unidades dos empreendimentos lançados, independentemente da nossa participação nos empreendimentos, e excluindo as unidades objeto de permuta. (2) Total das unidades vendidas dos empreendimentos nos quais participamos, independentemente da nossa participação no empreendimento. (3) Total de vendas contratadas dos empreendimentos nos quais participamos, independentemente da nossa participação no empreendimento. 54 DEMONSTRATIVO DA DÍVIDA LÍQUIDA Em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 (Em milhares de R$) Financiamentos e Empréstimos............................... 40.787 Circulante ............................................................. 15.218 Exigível a longo prazo – Sistema Financeiro de Habitação................................................. 25.569 (-) Disponibilidades e aplicações financeiras.......... 3.039 Caixa e bancos ................................................... 2.118 Aplicações financeiras ....................................... 921 Total Dívida Líquida ................................................. 37.748 Total Dívida Líquida/Patrimônio Líquido ............... 123,9% 55 Em 30 de setembro de 2006 31.537 5.713 51.047 9.087 57.567 11.531 25.824 3.920 1.638 2.282 27.617 90,5% 41.960 5.118 1.676 3.442 45.929 141,3% 46.036 4.583 1.436 3.147 52.984 98,5% ANÁLISE E DISCUSSÃO DA ADMINISTRAÇÃO SOBRE A SITUAÇÃO FINANCEIRA E OS RESULTADOS OPERACIONAIS A discussão a seguir toma por base, e deverá ser lida em conjunto com, as nossas demonstrações financeiras consolidadas e respectivas notas explicativas, incluídas no “Item III – Demonstrações Financeiras” deste Prospecto, com as seções “Apresentação das Informações Financeiras e outras informações”, “Sumário das Informações Financeiras e Operacionais”, “Informações Financeiras e Operacionais Selecionadas” e as demais informações financeiras que constam de outras seções deste Prospecto. Para fins de análise e maior esclarecimento sobre nossa Companhia ao potencial investidor, apresentamos abaixo informações mais detalhadas e com maior abertura do que as nossas demonstrações financeiras incluídas no “Item III - Demonstrações Financeiras” deste Prospecto. Visão Geral Somos uma incorporadora imobiliária com mais de 15 anos de atuação e foco em cidades do interior brasileiro com população acima de 150 mil habitantes. Desde o início de nossas atividades em 1991, já lançamos 52 empreendimentos em 15 cidades diferentes em seis Estados brasileiros, correspondentes a 8.913 unidades com área construída total de 1.129.626 m². Nossa atividade de incorporação imobiliária envolve a aquisição de terrenos, desenvolvimento, construção e comercialização de empreendimentos residenciais. Nossos produtos são direcionados para dois segmentos principais e destinados a públicos-alvo distintos: Novo Segmento e Segmento Tradicional. A maioria dos empreendimentos desenvolvidos por nós até hoje se enquadra no Segmento Tradicional, sendo que, a partir do final de 2002, intensificamos a nossa atuação no Novo Segmento, com lançamentos nas cidades de São José do Rio Preto e Santo André, no interior do Estado de São Paulo. Na data deste Prospecto, possuíamos 18 empreendimentos em andamento, sendo 14 em fase de construção, totalizando 2.828 novas unidades autônomas e 375.816 m² lançados a serem entregues nos próximos seis a 24 meses. Na data deste Prospecto, o preço médio de venda dessas unidades era de R$206 mil, variando entre R$76 mil (Terra Nova Garden Village I) e R$530 mil (Tamboré 7). Até a data deste Prospecto, a segmentação do VGV Lançado por faixa de preço unitário dos imóveis residenciais indicava 16,8% no Novo Segmento e 83,2% no Segmento Tradicional. De nossas receitas operacionais líquidas totais nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, 93,3% foram originadas da venda de unidades em imóveis residenciais. PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS E ESTIMATIVAS As nossas demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil. A preparação das nossas demonstrações financeiras exige o uso de estimativas para registrar certos ativos, passivos e outras operações. As estimativas contábeis baseiam-se em fatores objetivos e subjetivos, bem como no julgamento da administração para determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações financeiras. Os itens sujeitos às estimativas e premissas incluem a previsão de custos totais orçados para empreendimentos em construção, provisão para créditos de liquidação duvidosa e as provisões para perdas em outros ativos operacionais, entre outros. As principais práticas contábeis e estimativas relativas à apropriação da receita e custos, à contabilização de imóveis a comercializar e à contabilização do IRPJ e CSLL são definidas como aquelas que refletem opiniões e incertezas significativas e têm o potencial de acarretar resultados significativamente diferentes quando adotadas diferentes premissas e condições. Embora acreditemos que nossos julgamentos e estimativas sejam razoáveis, os resultados reais podem divergir das estimativas e julgamentos apresentados. Para discussão dessas e das demais práticas contábeis, veja a Nota Explicativa nº 2 das nossas demonstrações financeiras consolidadas. 56 As principais práticas contábeis adotadas para a elaboração das demonstrações financeiras são descritas a seguir: Consolidação. Os resultados de todas as nossas subsidiárias são consolidados proporcionalmente em nossas demonstrações financeiras. Em 25 de setembro de 2006, a Companhia alienou sua participação de 99,9% no capital da Rodobens Participações Ltda. e consequentemente a sua participação indireta de 50,0% no capital da Companhia Hipotecária Unibanco-Rodobens. Referidas sociedades não foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir de 31 de dezembro de 2004, conforme facultado pela Instrução 247 da CVM, de 27 de março de 1996, conforme alterada. Para informações adicionais sobre a alienação de tais investimentos, ver Notas Explicativas nº 2(q) e nº 22 de nossas demonstrações financeiras referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, presentes no “Item III – Demonstrações Financeiras” deste Prospecto. As demonstrações consolidadas foram elaboradas de acordo com as seguintes práticas: • • • na consolidação são eliminados os investimentos nas controladas e coligadas da Companhia (SPEs e na Rodobens Prestadora de Serviços) assim como os saldos a receber e a pagar e as receitas, as despesas e os lucros não realizados, decorrentes de operações entre tais sociedades, e entre elas e a Companhia; para as controladas em conjunto, a consolidação incorpora as contas de ativos, passivos e resultados, proporcionalmente à respectiva participação da Companhia no capital social das controladas. Na consolidação proporcional, foram eliminadas as parcelas correspondentes aos saldos proporcionais dos ativos e passivos, bem como as receitas e despesas decorrentes de operações entre tais sociedades, e entre elas e a Companhia; e eventuais diferenças de registro e critérios de apropriação contábil foram apuradas e devidamente ajustadas nas demonstrações financeiras anexas a este Prospecto, visando à uniformidade do critério aplicado às demonstrações financeiras consolidadas. Apropriação de Receitas e Custos. Companhias como a nossa, que operam no setor de construção e incorporação imobiliária contemplam a plena adoção do regime de competência, segundo o qual a receita principal oriunda dos empreendimentos vendidos é reconhecida ao longo do período de desenvolvimento do empreendimento, à medida da evolução financeira das obras, sendo irrelevante, portanto, para o reconhecimento contábil da receita, o momento da assinatura dos contratos de venda das unidades imobiliárias. A maior parte das nossas vendas é realizada a prazo, com o recebimento do valor da venda em parcelas. Nas vendas a prazo de unidades concluídas, o resultado é apropriado no momento em que a venda é efetivada, independentemente do prazo de recebimento do valor contratual. Os juros prefixados são apropriados ao resultado observando o regime de competência, independentemente de seu recebimento. A apropriação de receitas para vendas a prazo de unidades não concluídas segue os critérios estabelecidos na Resolução CFC 963, conforme descrito abaixo. Em geral, recebemos o valor (ou parte do valor, no caso de vendas a prazo) dos contratos de venda antes da apropriação da receita. A receita de empreendimentos relativa a um período reflete a apropriação de vendas contratadas no próprio período e em períodos anteriores. 57 Resolução CFC 963. De forma a alinhar as práticas contábeis das sociedades brasileiras que se dedicam às atividades imobiliárias aos princípios internacionais, em 16 de maio de 2003, o CFC aprovou a Resolução CFC 963, estabelecendo critérios e procedimentos específicos de avaliação, de registro de variações patrimoniais e de estruturação das demonstrações contábeis, bem como as informações mínimas a serem divulgadas em notas explicativas para as sociedades que se dedicam à compra, venda, incorporação, administração e locação de imóveis e ao loteamento de terrenos. Com relação à incorporação, a apropriação das receitas nas vendas a prazo de unidades não concluídas obedece aos seguintes critérios: • • • • • • • o percentual dos custos incorridos (incluindo aquisição de terreno, projetos, construção e encargos financeiros diretamente relacionados ao empreendimento) com as unidades vendidas até o momento de apuração da receita é calculado em relação aos custos totais orçados até a conclusão da obra; para a apuração da receita a ser apropriada no período, o percentual calculado acima deve ser aplicado ao valor total proveniente das unidades vendidas, em conformidade com os contratos de compra e venda; os recebimentos referentes à venda de unidades que sejam superiores ao valor da receita de vendas a ser apropriada no período em questão, calculado conforme mencionado acima, são registrados no passivo circulante, como adiantamento de clientes; o valor da receita de vendas apuradas, líquida das parcelas já recebidas, é registrado como contas a receber (créditos perante clientes) do ativo circulante ou realizável a longo prazo. Os saldos a receber são atualizados de acordo com os índices contratuais; custo incorrido das unidades vendidas, incluindo a aquisição do terreno e os encargos de financiamento diretamente relacionados ao empreendimento, é apropriado integralmente ao resultado; o mesmo critério é aplicado às receitas com juros e variação monetária referentes à venda a prazo de unidades imobiliárias; e as despesas com vendas, representadas principalmente por montagem dos plantões de venda (stands de venda), a decoração do apartamento modelo, comissões, propaganda e publicidade são apropriadas de acordo com a realização das receitas. Imóveis a comercializar. São nosso estoque de imóveis disponíveis para venda, representando unidades construídas ou em construção ainda não comercializadas, bem como terrenos para futuras incorporações. São registrados no ativo circulante e avaliados pelo custo de aquisição, acrescido dos custos incorridos com a evolução da obra, os quais não devem exceder o valor de mercado. Imposto de Renda e Contribuição Social. O imposto de renda e a contribuição social diferidos referem-se: z z z a diferenças a tributar decorrentes de lucros nas atividades imobiliárias tributados pelo regime de caixa e o valor registrado pelo regime de competência; a créditos e obrigações tributárias temporariamente não dedutíveis ou tributáveis na determinação do lucro tributável; e a prejuízos fiscais e base de cálculo negativa de contribuição social em função de créditos fiscais cuja realização ou recuperação ocorrerá no futuro. Analisamos regularmente nosso ativo de imposto de renda e contribuição social diferidos, e, conforme aplicável, contabilizamos uma provisão de avaliação com base na receita histórica tributável, na receita tributável futura projetada e no momento previsto dos estornos de tais diferenças temporárias existentes. Se formos incapazes de gerar receita tributável futura ou dedutível suficiente, ou se houver alteração relevante nas alíquotas de imposto efetivas ou no período no qual as diferenças temporárias subjacentes se tornem tributáveis ou dedutíveis, poderemos estar obrigados a contabilizar uma provisão de avaliação para perdas sobre o saldo total ou sobre uma parcela significativa de nosso ativo fiscal diferido, o que pode ter um efeito negativo sobre nossos resultados operacionais. 58 A provisão para o PIS, a COFINS, o IRPJ e a CSLL diferidos referem-se a diferenças a tributar decorrentes das receitas e dos lucros das atividades imobiliárias tributados pelo regime de caixa (critério fiscal) e o valor registrado pelo regime de competência (Resolução CFC 963). Provisão para créditos de liquidação duvidosa. É constituída, quando aplicável, com base na avaliação de nossa diretoria quanto a perdas prováveis na realização de contas a receber de nossos clientes. Nossa provisão é composta por todos os débitos de clientes vencidos e não pagos após 90 dias da respectiva data de vencimento. Resultado da Equivalência patrimonial. Por meio de nossa subsidiária Rodobens Participações Ltda., nós detínhamos participação de 50% do capital social da Companhia Hipotecária Unibanco-Rodobens, a qual nós alienamos no segundo semestre de 2006. Para maiores informações ver seção “Nossos Negócios - Estrutura Societária Atual e Recentes Alterações”. CENÁRIO MACRO-ECONÔMICO BRASILEIRO Desde o início de seu governo, em 2003, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem, de maneira geral, dando continuidade à política econômica do governo anterior e manifestando a intenção de priorizar a responsabilidade fiscal. Assim, a economia brasileira vem apresentando um maior grau de estabilidade. Em 2003, a confiança dos investidores foi recuperada após um período de insegurança que precedeu as eleições presidenciais de 2002 e o real valorizou-se em 22,4% em relação ao dólar, tendo fechado o ano de 2003 em R$2,8915 por US$1,00. A inflação anual em 2003, medida pelo IPCA e IGP-M, foi de 9,3% e 8,7%, respectivamente. Naquele ano, o PIB cresceu apenas 0,6%. O BACEN reduziu a taxa de juros sete vezes ao longo do ano e a SELIC média foi de 23,5% ao ano. Em 2004, a economia brasileira mostrou importantes melhorias em seus principais indicadores. O PIB cresceu 4,9% e a taxa média de desemprego caiu de 10,9% para 9,6% nas principais regiões metropolitanas do país, de acordo com as estimativas de desemprego publicadas pelo IBGE. O Brasil registrou um superávit primário nas contas públicas de 4,6% do PIB, acima da meta de 4,3% do PIB estabelecida pelo Fundo Monetário Internacional como parte de seu acordo de empréstimo então em vigor com o Brasil naquele período. O Brasil teve um superávit comercial de US$34 bilhões. A inflação, medida pelo IPCA e pelo IGP-M, foi de 7,6% e 12,4%, respectivamente, e a SELIC média foi de 16,4% ao ano. O real valorizou-se em 8,9% em comparação ao dólar norte-americano. Entretanto, o aumento da atividade econômica causou alguma preocupação com relação à inflação, o que resultou na manutenção em níveis elevados da taxa de juros pelo governo. Adicionalmente, a carga tributária aumentou de 34,9% para 35,9% do PIB brasileiro, de acordo com a Receita Federal. O ano de 2005 foi marcado por denúncias de corrupção contra integrantes do governo e deputados federais da base de sustentação do atual presidente e pelo esforço do Banco Central em atingir a meta de inflação de 4,5% no ano, o que resultou na manutenção em níveis elevados da taxa de juros. Com o desaquecimento da economia, a partir de novembro, o governo começou a reduzir a taxa básica de juros de modo a incentivar a retomada do crescimento econômico. Em 31 de dezembro de 2005, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central foi de 19,1% ao ano. O real valorizou-se em 13,7% em comparação ao dólar norte-americano. Apesar dessa valorização, o Brasil teve um superávit comercial de US$44,8 bilhões, seu mais alto superávit comercial de todos os tempos. A taxa média de desemprego caiu de 9,6% para 8,3% nas principais regiões metropolitanas do País, de acordo com as estimativas de desemprego publicadas pelo IBGE. A inflação, conforme medida pelo IPCA e pelo IGP-M, foi de 5,7% e 1,2%, respectivamente, a SELIC média foi de 19,1% e o PIB cresceu 2,3% naquele ano. 59 O período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006 continuou marcado pelas denúncias de corrupção e disputas políticas em função da aproximação da eleição presidencial. O real manteve a tendência anterior e valorizou-se 7,7% em comparação ao dólar norte-americano. Apesar dessa valorização, o Brasil teve um superávit comercial de US$34,0 bilhões. Apesar do crescimento de 3,5% da população economicamente ativa, a taxa média de desemprego cresceu apenas 0,4 pontos percentuais, de 9,6% em 30 de setembro de 2005 para 10,0% em 30 de em setembro de 2006 nas principais regiões metropolitanas do País, de acordo com as estimativas de desemprego publicadas pelo IBGE. A inflação, conforme medida pelo IPCA e pelo IGP-M, foi de 3,7% e 3,3%, respectivamente, nos últimos 12 meses encerrados em setembro de 2006. No período de nove meses findo em 30 de setembro de 2006, a SELIC média foi de 15,9%. A tabela a seguir fornece dados do crescimento do PIB, inflação, taxas de juros e taxa de câmbio do real em relação ao dólar norte-americano nos períodos indicados: (Em %, exceto quando indicado de outra forma) Crescimento (redução) do PIB ..................................... IGP-M(1)........................................................................ IPCA(1) .......................................................................... INCC-DI(1)(2)................................................................. SELIC(3) ......................................................................... LIBOR(4)........................................................................ Desvalorização (valorização) do real em relação ao dólar no período............................................................... Taxa de câmbio no final do período - US$1,00 .......... Taxa de câmbio média do período - US$1,00............. Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 0,6 4,9 2,3 8,7 12,4 1,2 9,3 7,6 5,7 14,4 11,0 6,8 23,5 16,4 19,1 1,2 1,6 3,6 (22,4) R$2,89 R$3,07 (1) Os dados referem-se ao acumulado de 12 meses. (2) Índice Nacional de Custo da Construção, medido pela FGV. (3) Média da taxa SELIC diária do período. (4) Taxa média da LIBOR de três meses em US$ no período. Fontes: IBGE, FGV, BACEN e Bloomberg. 60 (8,9) R$2,66 R$2,92 (13,7) R$2,34 R$2,43 Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 2,6 2,5 2,2 3,3 6,0 3,7 8,5 5,1 19,3 15,9 3,3 5,1 (19,2) 2,23 2,50 (7,7) 2,17 2,18 EFEITOS DO CENÁRIO MACROECONÔMICO SOBRE O SETOR IMOBILIÁRIO E SOBRE OS NOSSOS RESULTADOS O setor imobiliário é afetado substancialmente pela conjuntura econômica do País. A demanda por novas unidades residenciais é influenciada por diversos fatores, incluindo o crescimento do nível de empregos, disponibilidade de financiamento a compradores de residências, taxas de juros de longo e curto prazo desses financiamentos e programas de financiamento hipotecário, confiança do consumidor, políticas governamentais, fatores demográficos e, em menor intensidade, mudanças em impostos prediais, custos de energia e regulamentação de IRPJ. O lançamento de novas unidades, por outro lado, é influenciado pelo estoque de unidades existentes, restrições na legislação de zoneamento, políticas governamentais para habitação, custo e disponibilidade de terrenos, custos diversos de construção e vendas, disponibilidade de financiamento às incorporadoras, dentre outros fatores. Existem incertezas econômicas e políticas consideráveis que podem vir a prejudicar o comportamento de compra dos clientes, os custos de construção, a disponibilidade de mão-de-obra e matéria-prima e demais fatores que afetam o setor imobiliário de modo geral. Taxas de juros mais altas podem afetar a capacidade dos compradores de residências de obter financiamentos e, dessa forma, podem reduzir a demanda por novas residências. A falta de disponibilidade de financiamento a compradores residenciais é outro fator que pode afetar a demanda por novas residências, causando uma redução nas nossas vendas. A inflação também teve e poderá continuar a ter efeito sobre a nossa situação financeira e resultados operacionais. Quase todas as nossas despesas operacionais são denominadas em reais, e os fornecedores e prestadores de serviços relacionados a tais despesas, de modo geral, tentam reajustar seus preços para refletir a inflação brasileira. Alterações nos preços dos insumos que utilizamos e mão-de-obra que contratamos para o desenvolvimento de nossas atividades podem ocasionar um aumento no preço final de nossos produtos, afetando a demanda por nossos empreendimentos. Nossos resultados operacionais também podem ser afetados indiretamente por flutuações cambiais. Embora nossas receitas sejam denominadas em reais, desvalorizações do real em relação ao dólar podem vir a criar pressões inflacionárias adicionais no Brasil e desencadear aumentos das taxas de juros. Por outro lado, valorizações do real em relação ao dólar podem conter a alta da inflação e conseqüentemente o aumento das taxas de juros, fatores que podem provocar uma demanda crescente no setor imobiliário. Em períodos de desaceleração da economia, clientes e investidores compram um número menor de propriedades imobiliárias, as taxas de aluguel diminuem e o número de imóveis vagos aumenta, o que afeta nossos resultados operacionais. 61 LANÇAMENTOS E CARTEIRA DE VENDAS CONTRATADAS Lançamentos A tabela a seguir apresenta informações detalhadas sobre o total dos nossos lançamentos de empreendimentos residenciais nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, e nos períodos de nove meses encerrados em 30 de setembro de 2005 e 2006: (Em milhares de R$) Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2003 2004 Número de empreendimentos lançados.. Área útil lançada (em m²)(1)..................... Unidades lançadas(1)................................. Preço médio de venda (R$/ m2)(2) ............ Participação da Companhia no total dos lançamentos (em %)(3) ................. 2005 Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 4 50.960 735 R$1.834 3 32.538 270 R$2.392 2 26.655 311 R$2.116 2 26.655 311 R$2.116 3 42.305 462 R$1.881 31,7% 40,8% 37,8% 37,8% 40,5% (1) Foram desprezadas as unidades objeto de permuta. (2) Os valores do preço médio de venda desta linha referem-se apenas aos empreendimentos lançados. (3) Os percentuais de participação foram calculados com base na nossa participação societária em cada empreendimento. No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, lançamos três empreendimentos nas cidades de São José do Rio Preto, Campinas e Santana do Parnaíba, totalizando 15.280 e 27.025 m2 e 173 e 289 unidades lançadas de produtos no Novo Segmento e Segmento Tradicional respectivamente. No mesmo período de 2005 lançamos dois empreendimentos nas cidades de São José do Rio Preto e Rio de Janeiro, totalizando 26.655 m2 e 311 unidades lançadas de produtos somente no Segmento Tradicional. O preço médio de venda por metro quadrado no lançamento dos nossos produtos no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006 foi de R$1.881 em relação a R$2.116 no mesmo período de 2005, representando uma redução de 11,1%, em função do lançamento do empreendimento Jardim de Athenas em 2006 com um valor por metro quadrado de R$1.122 no Novo Segmento. Em 2005, lançamos dois empreendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e de São José do Rio Preto, ambos no Segmento Tradicional, totalizando 26.655 m² e 311 unidades lançadas. Em 2004, lançamos três empreendimentos nas cidades de São Paulo, Nova Lima e Ribeirão Preto, todos também no Segmento Tradicional, totalizando 32.538 m² e 270 unidades lançadas. Em 2003, lançamos quatro empreendimentos nas cidades de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Fortaleza e Santo André, totalizando 50.960 m² e 735 unidades lançadas neste ano. Dos quatro empreendimentos lançados em 2003, dois foram no Novo Segmento, totalizando 479 unidades, e dois foram no Segmento Tradicional, totalizando 256 unidades. O preço médio de venda por metro quadrado dos produtos lançados em 2005 foi de R$2.116 comparado a R$2.392 em 2004, apresentando uma redução de 11,5% em função do lançamento do empreendimento Bosque São Francisco, lançado em 2004 com valor por metro quadrado acima da média de 2005. Em 2003, lançamos mais unidades em empreendimentos no Novo Segmento e, em 2004, lançamos somente empreendimentos no Segmento Tradicional, o que resultou em um preço médio de venda por metro quadrado em 2004, superior em 30,4% ao valor médio lançado em 2003. Em novembro de 2006, lançamos cinco empreendimentos, sendo dois no Novo Segmento e três no Segmento Tradicional. Para mais informações vide seção “Nossos Negócios – Empreendimentos em Andamento”. 62 Carteira de Vendas Contratadas Como apropriamos a receita somente de acordo com a evolução financeira da obra (medida com base no percentual de execução financeira de cada empreendimento, sendo esse percentual mensurado em razão do custo incorrido em relação ao custo total orçado dos respectivos empreendimentos), mesmo que já tenhamos comercializado totalmente o empreendimento, mas não tenhamos concluído totalmente a obra, constituímos uma carteira de vendas contratadas a serem apropriadas no futuro. No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, comercializamos 58,4% das 462 unidades lançadas nesse período que, em conjunto com a venda de unidades lançadas e não comercializadas em períodos anteriores, resultaram em um total de vendas contratadas de R$93,4 milhões, representando uma queda de 14% sobre o valor total de vendas contratadas no mesmo período de 2005, que foi de R$108,6 milhões. Foram comercializadas 517 unidades durante o período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006 e no mesmo período de 2005, foram comercializadas 526 unidades. A participação média da Companhia nos empreendimentos vendidos no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006 foi de 37,9% e, no mesmo período de 2005, foi de 37,4%. A redução do valor total de vendas contratadas deveu-se ao aumento das vendas nos empreendimentos nos quais detemos menor participação, bem como à redução das vendas nos empreendimentos de maior participação. Em 2005, comercializamos 63,3% das 311 unidades lançadas nesse ano que, em conjunto com a venda de unidades lançadas e não comercializadas em períodos anteriores, resultaram em um total de vendas contratadas de R$148,0 milhões e 710 unidades. Desse total, nossa participação média nos empreendimentos referentes às unidades comercializadas foi de 42,8% no período. Em 2004, comercializamos 62,9% das 270 unidades lançadas que, em conjunto com a venda de unidades lançadas e não comercializadas em períodos anteriores, resultaram em um total de vendas contratadas de R$192,8 milhões em 2004 e 738 unidades. Desse total, nossa participação média nos empreendimentos referentes às unidades comercializadas no referido período foi de 41,5%. A queda apresentada em 2005 de 23,2% sobre o total de vendas contratadas em relação ao ano de 2004 decorreu, basicamente, dos seguintes fatores: (i) o menor número de empreendimentos lançados ocorridos em 2005 em relação a 2004; e (ii) o maior foco no planejamento de empreendimentos do Novo Segmento em 2005. Em 2003, comercializamos 29,4% das 735 unidades lançadas (das quais 312 unidades foram lançadas em agosto daquele ano) que, em conjunto com a venda de unidades lançadas e não comercializadas em períodos anteriores, resultaram em um total de vendas contratadas de R$133,2 milhões e 632 unidades. Desse total, nossa participação média nos empreendimentos referentes às unidades comercializadas no referido período foi de 38,1%. O crescimento de 42,7% do total de vendas contratadas em 2004 em relação a 2003 decorreu da grande quantidade de lançamentos realizados durante o segundo semestre de 2003, que resultou em um maior volume de vendas no ano de 2004. A tabela abaixo apresenta a evolução da nossa carteira de vendas contratadas, a serem apropriadas em nosso resultado, para os exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e para os períodos de nove meses encerrados em 30 de setembro de 2005 e 2006: 63 (Em milhares de R$) Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 Receita de vendas a apropriar no início do período................................ 55.502 40.585 40.036 40.036 40.648 Vendas contratadas no período(1) ....... Receitas apropriadas no período(1)...... 47.509 62.426 58.645 59.194 45.568 44.956 34.503 36.211 36.915 35.774 Receita de vendas a apropriar no final do período ................................. 40.585 40.036 40.648 38.328 41.789 (1) Valores líquidos de cancelamentos ocorridos no período. A seguir, demonstramos os saldos de receitas de vendas a apropriar em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e em 30 de setembro de 2005 e 2006, bem como o montante do custo das unidades vendidas a apropriar, das despesas comerciais e com vendas a apropriar, incluindo comissões sobre vendas, stands de vendas, propaganda e publicidade, e do resultado a apropriar: (Em milhares de R$) 2003 Receitas dos empreendimentos a apropriar........................................... Custo dos empreendimentos vendidos a apropriar........................................... Despesas comerciais e com vendas a apropriar........................................... Resultado a apropriar .............................. Margem do resultado a apropriar .......... Em 31 de dezembro de 2004 Em 30 de setembro de 2006 2005 40.585 40.036 40.648 41.789 (26.832) (29.157) (29.804) (28.245) (3.687) 10.066 24,8% (4.528) 6.351 15,9% (4.212) 6.633 16,3% (4.260) 9.284 22,2% Receita Operacional A receita operacional decorre da comercialização das unidades dos nossos empreendimentos residenciais, incluindo os juros referentes às vendas a prazo e correção monetária. Deduções da Receita As deduções da receita incluem “impostos incidentes” sobre vendas (PIS e COFINS) e os descontos incondicionais que são concedidos nos casos de quitação antecipada pelos clientes do saldo a pagar pela compra do imóvel. Custo dos Empreendimentos Vendidos O custo dos empreendimentos vendidos é relacionado à atividade de incorporação imobiliária residencial. Como percentual da receita operacional, tiveram a seguinte composição, nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e nos períodos de nove meses encerrados em 30 de setembro de 2005 e 2006: (Em %) Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 Custos de construção ............................... Aquisição de terrenos.............................. Total ................................................... 63,1 6,6 69,7 51,0 11,3 62,3 64 53,6 11,7 65,3 Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 52,3 10,6 62,9 50,3 8,7 59,0 Os custos dos empreendimentos vendidos compreendem os custos de aquisição de terrenos e os custos de construção, que incluem: mão-de-obra própria e terceirizada, aquisição de matérias-primas, fundação, estrutura e acabamento, bem como despesas financeiras de financiamentos bancários e de empréstimos de mútuo aplicados nos empreendimentos durante a fase de construção. Nos períodos de nove meses encerrados em 30 de setembro de 2005 e 2006, as despesas relativas à mãode-obra representou, em média, 46,6% e 47,7%, respectivamente, do custo total de incorporação (custo de construção somado ao custo de aquisição do terreno), quando calculado por amostragem do total de nossos empreendimentos. No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, a variação do custo de mão-de-obra no setor de construção civil calculada pelo Sinduscon foi de 5,5%, ficando acima da inflação medida no mesmo período, que apresentou variação acumulada de 2,0% medida pelo IPCA. O custo da mão-de-obra, que representou em média, 46,2% do nosso custo total de incorporação nos três exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2005, teve aumento acumulado de 33,0% no mesmo período, segundo o cálculo do Sinduscon, permanecendo acima da inflação. Nenhuma das matérias-primas isoladamente tem participação significativa nos nossos custos totais, mas na sua totalidade, representaram, em média, nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2006 e nos últimos três exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2005, 38,9% e 39,3%, respectivamente, do custo total de incorporação. Algumas das principais matérias-primas tiveram aumentos significativos e muito acima da inflação nos últimos três exercícios. O INCC, índice que mede a variação do custo de construção, teve uma variação acumulada de 4,2% e 35,7%, respectivamente, nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2006 e nos últimos três exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2005. Durante os últimos cinco anos, trabalhamos no desenvolvimento e utilização de novas técnicas de construção mais eficientes, bem como em seu processo e na utilização de materiais alternativos com o intuito de reduzir o crescimento dos principais custos. Em média, nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2006 e nos últimos três exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2005, a aquisição de terrenos representou, respectivamente, 14,8% e 14,6% do custo de incorporação. No entanto, tal participação é bastante variável em função das características dos terrenos, região e segmento do empreendimento a ser lançado. Os terrenos podem ser adquiridos: (i) mediante pagamento em dinheiro, em montante previamente determinado, (ii) percentual sobre o VGV Lançado do empreendimento ou, (iii) através de permuta por unidades do próprio empreendimento a ser lançado, conforme acordado com o proprietário do terreno adquirido. (Despesas) Receitas Operacionais As (despesas) receitas operacionais incluem “despesas comerciais e com vendas”, “despesas gerais e administrativas e honorários da administração”, bem como “outras receitas operacionais”. Despesas Comerciais e com Vendas As despesas comerciais e com vendas incluem gastos com montagem dos plantões de vendas (stands de vendas), decoração de unidade modelo, comissões sobre vendas, propaganda e publicidade. Essas despesas são diferidas para serem apropriadas ao resultado com base no percentual de evolução financeira de cada empreendimento que as gerou. Despesas Gerais e Administrativas e Honorários da Administração As despesas gerais e administrativas incluem, principalmente, os seguintes itens: despesas com pessoal e encargos sociais, despesas de funcionamento, despesas com serviços terceirizados (auditoria, consultoria, honorários advocatícios e outros), honorários da administração, despesas legais (cartórios, tabelião, junta comercial, etc.) e outras despesas. 65 Outras Receitas Operacionais As outras receitas operacionais são constituídas por: (i) comissões que cobramos de nossos parceiros nas SPEs por nossos serviços de gestão de carteira de recebíveis e de administração de obra, (ii) recuperação de despesas e (iii) reversão de provisão para devedores duvidosos. Imposto de Renda e Contribuição Social O IRPJ e a CSLL são calculados observando-se os critérios estabelecidos pela legislação fiscal vigente. Nós, nossa subsidiária Rodobens Prestadora de Serviços e seis das SPEs em que participamos na data deste Prospecto, realizamos a apuração desses tributos através do método do lucro real. As demais SPEs das quais participamos, adotam o método do lucro presumido. As sociedades que utilizam o método do lucro real são tributadas pelo IRPJ à alíquota de 15%, sendo que a parcela do lucro real que exceder o resultado da multiplicação de R$20 mil pelo número dos meses do respectivo período de apuração sujeita-se à incidência do adicional, à alíquota de 10%, e pela CSLL à alíquota de 9%, aplicados sobre a base de cálculo do lucro tributável. As sociedades que optam por utilizar o método do lucro presumido, conforme faculdade conferida pela legislação tributária a sociedades cujo faturamento anual do exercício imediatamente anterior tenha sido inferior a R$48,0 milhões, apuram as bases de cálculo do IRPJ e da CSLL nos percentuais de 8,0% e 12,0%, respectivamente, incidentes sobre as receitas brutas, sobre as quais se aplicam as alíquotas regulares do IRPJ e da CSLL. A partir de 1º de janeiro de 2006, essa sistemática passou a ser aplicável também em relação às receitas financeiras das pessoas jurídicas cujo objeto seja a incorporação imobiliária e que tenham optado pelo regime tributário do lucro presumido, quando as receitas financeiras sejam decorrentes da comercialização de imóveis e forem apuradas por meio de índices ou coeficientes previstos em contrato. Até a implementação dessa nova sistemática, a totalidade das receitas financeiras de referidas pessoas jurídicas compunha a base de cálculo do IRPJ e da CSLL para fins de tributação. Adicionalmente, são contabilizadas como impostos diferidos as diferenças a tributar em exercícios futuros, decorrentes de lucros nas atividades imobiliárias tributados pelo regime de caixa e dos lucros registrados pelo regime de competência. PERÍODO DE NOVE MESES ENCERRADO EM 30 DE SETEMBRO DE NOVE MESES ENCERRADO EM 30 DE SETEMBRO DE 2005 2006 COMPARADO AO PERÍODO DE Análise das Contas de Resultado Receita Operacional. A nossa receita operacional diminuiu R$0,4 milhão, ou 1,2%, passando de R$36,2 milhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$35,8 milhões no mesmo período de 2006. A receita manteve-se praticamente estável devido à venda em 2006 de unidades em estoque de empreendimentos concluídos em 2005 e ao reconhecimento de receita por percentual da evolução financeira de obras no período de 2006. 66 A evolução financeira das obras e sua respectiva apropriação de receita encontram-se descritas abaixo: Empreendimento(1) Maxim´s ....................... Bosque São Francisco.. South Valley ................ Parc Belle Vue ............. Green Village III .......... Belas Artes .................. Tamboré 7 ................... Villa Jardim ................. Dolce Vitta .................. Barra Central Park ...... Altos do Campolim ..... San Remo I .................. Tamboré 5 ................... Jardins de Barcelona... North Valley ................ Alto da Serra ............... Fontana di Trevi.......... Ano do lançamento 2002 2004 2002 2004 2005 2004 2002 2003 2004 2005 2002 2003 2000 2003 2000 2002 2002 Evolução financeira acumulada(2) em 30 de setembro de Percentual vendido acumulado em 30 de setembro de 2005 2006 (Em %) 2005 2006 (Em %) 91 3 69 16 37 52 56 6 50 83 100 100 100 100 100 100 32 94 79 37 82 72 95 20 9 85 100 100 100 100 100 100 91 77 100 58 64 46 74 6 60 94 99 84 97 95 89 Receita apropriada no período encerrado em 30 de setembro de 99 77 100 83 89 93 54 83 21 54 75 99 99 100 97 99 86 Demais Empreendimentos .......................................................................................... 2005 2006 (Em milhares de R$) 6.696 6.474 637 5.245 9.018 3.637 627 3.587 3.586 1.968 3.456 3.450 2.011 1.672 1.894 77 883 674 347 650 2.243 637 88 617 1.461 535 1.418 499 1.322 199 4.000 (386) 1.187 Total dos Empreendimentos ............................................................................ 36.211 Percentual da Companhia no empreendimento(3) (Em %) 41 42 100 33 50 30 25 30 33 30 22 33 25 33 100 33 30 1.576 35.774 (1) Em ordem decrescente de valor da receita apropriada no período encerrado em 30 de setembro de 2006. (2) A apropriação da receita de empreendimentos é feita com base na evolução financeira das obras de acordo com a Resolução CFC 963, conforme descrito em “__Principais Práticas Contábeis e Estimativas – Resolução CFC 963”. (3) Percentual da participação líquida da Companhia. Deduções da Receita. As deduções da receita aumentaram em R$0,1 milhão, ou 7,9%, passando de R$1,9 milhão no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$2,0 milhões no mesmo período de 2006. Como percentual da receita operacional, as deduções da receita aumentaram, passando de 5,2% no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para 5,7% no mesmo período de 2006, devido ao aumento de R$0,2 milhão nos impostos incidentes sobre as vendas. Tal aumento foi resultado, principalmente, do aumento da alíquota, de 3,65% para 9,25%, dos impostos incidentes sobre vendas (PIS/COFINS) contratadas a partir de outubro de 2003. Receita Operacional Líquida. A nossa receita operacional líquida diminuiu R$0,6 milhão, ou 1,7%, passando de R$34,3 milhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$33,7 milhões no mesmo período de 2006, em decorrência da diminuição da receita operacional de vendas e do aumento dos impostos incidentes sobre as vendas. Custo dos Empreendimentos Vendidos. O custo dos empreendimentos vendidos diminuiu R$1,7 milhão, ou 7,4%, passando de R$22,8 milhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$21,1 milhões no mesmo período de 2006. Como percentual da receita operacional líquida, representava 66,4% no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005, e 62,6% no mesmo período de 2006. A diminuição dos custos deveu-se a novas vendas contratadas, no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, de unidades prontas, que já haviam sido contratadas em períodos anteriores e que foram reintegradas ao estoque por motivo de rescisão contratual. As vendas de unidades que haviam sido reintegradas ao estoque foram realizadas, no período mais recente analisado, por um valor inferior ao da sua venda inicial, mas contabilizadas, em sua revenda, a um custo igual ao da sua venda inicial passada, resultando em uma melhor margem bruta na revenda dessas unidades. 67 Resultado Operacional Bruto. O resultado operacional bruto aumentou R$1,1 milhão, ou 9,5%, passando de R$11,5 milhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$12,6 milhões no mesmo período de setembro de 2006. Como percentual da receita operacional líquida, o resultado bruto passou de 33,6% no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para 37,4% no mesmo período de 2006, em decorrência da redução de custos ocorrida no período. (Despesas) Receitas Operacionais. As (despesas) receitas operacionais, excluindo o resultado financeiro líquido e o resultado da equivalência patrimonial, aumentaram R$2,7 milhões, ou 57,4%, passando de R$4,7 milhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$7,4 milhões no mesmo período de 2006, conforme comentamos a seguir: Despesas Comerciais e com Vendas. As despesas comerciais e com vendas aumentaram R$0,2 milhão, ou 10,0%, passando de R$2,2 milhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$2,4 milhões no mesmo período de 2006, em função principalmente do reconhecimento de despesas com propaganda e publicidade e comissões de vendas resultante de uma maior evolução financeira de obras situadas na região metropolitana de São Paulo, onde as despesas comerciais e com vendas costumam ser maiores em comparação a outras cidades. Nossas despesas comerciais e com vendas, como percentual da receita operacional, representaram 6,0% no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005, enquanto que no mesmo período de 2006 representaram 6,7%. Despesas Gerais e Administrativas e Honorários da Administração. As nossas despesas gerais e administrativas e honorários da administração aumentaram R$1,8 milhão, ou 28,5%, passando de R$6,3 milhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$8,1 milhões no mesmo período de 2006, principalmente em função do: (i) aumento de despesas com pessoal em R$0,7 milhão; (ii) aumento de R$0,8 milhão referente a gastos com reclamações de clientes no período de validade da garantia de qualidade de obra de nossos empreendimentos; e (iii) aumento de R$0,3 milhão na provisão para devedores duvidosos. Gastos com Reestruturação Societária. No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006 contabilizamos gastos de R$0,5 milhão relacionados à reestruturação societária iniciada no segundo semestre de 2006. Outras Receitas Operacionais. As outras receitas operacionais diminuíram R$0,2 milhão, ou 4,8%, passando de R$3,8 milhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$3,6 milhões no mesmo período de 2006. Essa redução deveu-se, principalmente, a um menor montante de reversão de provisão para devedores duvidosos devido ao menor recebimento de créditos vencidos nos nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006 em relação aos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2005. Resultado Financeiro Líquido. O resultado financeiro líquido aumentou R$0,6 milhão, passando de um resultado negativo de R$2,3 milhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para um resultado negativo de R$1,7 milhão no mesmo período de 2006, em função do aumento da receita de variação monetária ativa sobre a carteira de recebíveis de R$1,8 milhão no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$2,1 milhões no mesmo período de 2006, e da redução das despesas financeiras de variação monetária sobre contratos de mútuo e financiamento de R$1,7 milhão em 2005 para R$1,4 milhão em 2006. Resultado da Equivalência Patrimonial. O resultado de equivalência patrimonial aumentou R$0,6 milhão, ou 66,7%, passando de R$0,9 milhão no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$1,5 milhão no mesmo período de 2006. Essa variação decorreu do aumento de receita de taxa de administração de cartas de crédito e de receita financeira resultante do crescimento das operações da subsidiária indireta Companhia Hipotecária Unibanco-Rodobens. 68 Imposto de Renda e Contribuição Social. O valor total de IRPJ e de CSLL aumentou R$0,2 milhão, ou 22,9%, passando de R$0,9 milhão no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$1,1 milhão no mesmo período de 2006. O aumento foi resultado de R$0,4 milhão de imposto de renda diferido, compensado por uma redução de R$0,2 milhão no imposto de renda e contribuição social provisionado. Lucro Líquido. O lucro líquido diminuiu R$0,9 milhão, ou 20,9%, passando de R$4,3 milhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 para R$3,4 milhões no mesmo período de 2006, devido ao aumento das despesas operacionais e, em menor grau, da maior incidência de IRPJ e CSLL. Principais Alterações nas Contas Patrimoniais Ativo Caixa e Bancos e Aplicações Financeiras. O caixa e bancos e aplicações financeiras diminuíram R$0,5 milhão, ou 10,4%, passando de R$5,1 milhões em 31 de dezembro de 2005 para R$4,6 milhões em 30 de setembro de 2006. A redução decorreu principalmente do fato de que, no final do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2005, havíamos recebido recursos provenientes de cessões de recebíveis junto ao Unibanco, o que não se repetiu no mesmo período de 2006. Créditos Perante Clientes. Os créditos perante clientes totalizaram R$88,4 milhões em 30 de setembro de 2006, representando um aumento de 9,6% em relação ao saldo existente em 31 de dezembro de 2005, que era de R$80,7 milhões, em decorrência da receita apropriada pelo método de evolução de obras ter sido sensivelmente superior aos valores recebidos de clientes referentes a empreendimentos lançados em 2004 e 2005. Imóveis a Comercializar. Os imóveis a comercializar totalizaram R$22,3 milhões em 30 de setembro de 2006, totalizando 14,2% dos nossos ativos totais naquela data, apresentando um aumento de 36,0% em relação ao saldo existente em 31 de dezembro de 2005, que era de R$16,4 milhões. O principal motivo para esse acréscimo foi o aumento de 53,7% de imóveis em construção e terrenos. Do total de imóveis a comercializar em 30 de setembro de 2006, 90,5% referem-se a imóveis em construção e terrenos, em comparação a 80,0% em 31 de dezembro de 2005. Partes Relacionadas. Representam mútuos concedidos às SPEs e outras empresas do grupo Rodobens. Em 30 de setembro de 2006, possuíamos um valor de R$18,1 milhões, representando 11,5% do ativo total, e em 31 de dezembro de 2005 totalizavam R$10,0 milhões, representando 7,4% do ativo total. As principais razões para essa variação foram: (i) a aplicação de sobra de caixa de R$4,7 milhões, proveniente da integralização de capital, em mútuos de liquidez imediata concedidos para empresas do grupo Rodobens e remunerados pela variação do CDI; e (ii) o aumento de R$2,8 milhões em recursos aplicados nas SPEs, nas fases de pré-lançamento e de construção de empreendimentos que antecedem a liberação dos financiamentos à construção. Investimentos. O saldo de investimento estava zerado em 30 de setembro de 2006 por conta da venda da participação de 99,9% que a Companhia possuía na empresa Rodobens Participações Ltda. no mês de agosto de 2006. Tal participação em 31 de dezembro de 2005 estava contabilizada em R$6,3 milhões, representando 4,7% do ativo total. Passivo e Patrimônio Líquido Empréstimos e Financiamentos. Os empréstimos e financiamentos à construção totalizaram R$57,6 milhões em 30 de setembro de 2006, representando 36,7% do passivo total, enquanto que, em 31 de dezembro de 2005, totalizaram R$51,0 milhões, representando 38,0% do passivo total. Houve um aumento de R$6,6 milhões em comparação ao total apresentado em 31 de dezembro de 2005. Tal aumento decorreu principalmente de novas contratações de empréstimos para financiamento à construção. 69 Contas a Pagar por Aquisição de Imóveis. Representam basicamente as dívidas contraídas com aquisições de terrenos. Essas contas totalizaram R$4,9 milhões em 30 de setembro de 2006, representando 3,1% do passivo total naquela data enquanto que, em 31 de dezembro de 2005, totalizaram R$6,6 milhões, representando 4,9% do passivo total. Essa redução deve-se a pagamentos efetuados no período. Partes Relacionadas. Representam empréstimos tomados com empresas coligadas, totalizando R$12,2 milhões em 30 de setembro de 2006, contra R$22,1 milhões em 31 de dezembro de 2005, apresentando uma redução de R$9,9 milhões devido à amortização de principal realizado com recursos oriundos de aumento de capital realizado em 15 de setembro de 2006. Capital Social. Em 30 de setembro de 2006, o capital social subscrito era de R$63,9 milhões, sendo R$11,5 milhões a integralizar comparado a R$18,2 milhões em 31 de dezembro de 2005. Em setembro de 2006, foi aprovado um aumento de capital de R$45,8 milhões, composto por (i) utilização de saldo de reserva de retenção de lucros de R$0,03 milhão, (ii) incorporação de saldo de lucros acumulados de R$15,7 milhões e (iii) eram subscrição de capital, por parte de acionistas pessoas físicas, de R$30,0 milhões, dos quais R$11,5 milhões a integralizar. EXERCÍCIO ENCERRADO EM 2005 COMPARADO AO EXERCÍCIO ENCERRADO EM 2004 Análise das contas de resultado Receita Operacional. A receita operacional diminuiu R$14,2 milhões, ou 24,1%, passando de R$59,2 milhões em 2004 para R$45,0 milhões em 2005. Tal variação deveu-se, principalmente, ao término de obras, no segundo semestre de 2004, de empreendimentos de significativa contribuição de receita até o exercício de 2004, e que não foram substituídos por empreendimentos com igual escala de evolução de obras durante o ano de 2005. Três empreendimentos concluídos no ano de 2004 - “West Valley”, “Green Place”, e “Tamboré 6” – que juntos somaram R$14,6 milhões de receita apropriada em 2004, contribuíram somente com R$0,4 milhão em 2005, uma redução de R$14,2 milhões, conforme ilustrado na tabela abaixo. Já os três empreendimentos que tiveram o maior aumento em receita apropriada no exercício de 2005 - “Belas Artes”, “South Valley” e “Parc Belle Vue” - representaram, em conjunto, um aumento de R$6,4 milhões em receita apropriada em 2005 em relação a 2004. 70 A evolução financeira das obras e sua respectiva apropriação de receita resumem-se a seguir: Empreendimento(1) South Valley................ Maxim’s ....................... Fontana di Trevi.......... Tamboré 7................... San Remo I .................. Belas Artes .................. Villa Jardim ................. Jardins de Barcelona .. Alto da Serra............... Parc Belle Vue ............. Bosque São Francisco . Green Village III .......... Altos do Campolim..... Tamboré 6................... Tamboré 5................... North Valley................ Caribe Village ............. Maria Stella................. West Valley ................. Dolce Vitta .................. San Francisco Village .. Barra Central Park ...... Alto da Boa Vista........ Green Place ................. Subtotal....................... Ano do lançamento Evolução financeira acumulada(2) em 31 de dezembro de Percentual vendido – acumulado em 31 de dezembro de 2002 2002 2002 2002 2003 2004 2003 2003 2002 2004 2004 2005 2002 2001 2000 2000 2002 2003 2001 2004 2000 2005 2001 2001 2004 2005 (Em %) 42 76 54 95 68 100 35 61 51 93 14 55 22 62 93 100 83 100 31 7 11 47 58 100 100 100 100 100 100 40 63 100 100 100 100 10 100 100 3 100 100 100 100 2004 2005 (Em %) 63 100 84 93 80 88 52 53 77 95 36 72 61 79 71 96 93 97 58 77 67 47 67 99 100 100 99 94 96 21 25 96 97 100 100 8 99 99 47 84 90 100 99 Receita apropriada exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2004 2005 (Em milhares de R$) 7.358 9.949 6.913 6.822 6.528 5.032 5.524 3.745 2.800 3.388 600 3.208 1.007 2.189 3.277 2.170 2.730 1.315 1.228 1.040 928 775 558 4.325 393 1.091 347 209 328 485 277 (74) 185 5.594 185 163 220 145 136 202 95 4.713 (218) 54.277 43.609 Demais empreendimentos ......................................................................................... 4.916 1.347 Total dos empreendimentos..................................................................................... 59.194 44.956 Percentual da Companhia no empreendimento(3) (Em %) 100 41 30 25 33 30 30 33 33 33 42 50 22 25 25 100 59 33 100 33 33 30 33 100 (1) Em ordem decrescente de valor da receita apropriada em 31 de dezembro de 2005. (2) A apropriação da receita de empreendimentos é feita com base na evolução financeira das obras de acordo com Resolução CFC 963, conforme descrito em “Principais Práticas Contábeis e Estimativas – Resolução CFC 963”. (3) Percentual da participação líquida da Companhia. Deduções da Receita. As deduções da receita diminuíram em R$0,3 milhão, ou 11,2%, passando de R$2,8 milhões em 2004 para R$2,5 milhões em 2005. Como percentual da receita operacional, as deduções da receita aumentaram, passando de 4,7% em 2004 para 5,5% em 2005, devido ao aumento de descontos incondicionais no valor de R$0,3 milhão, passando de R$0,3 milhão em 2004 para R$0,6 milhão em 2005. Esse aumento decorreu do maior volume de quitações antecipadas de contratos de clientes em 2005. Receita Operacional Líquida. A receita operacional líquida diminuiu R$13,9 milhões, ou 24,7%, passando de R$56,4 milhões em 2004 para R$42,5 milhões em 2005, em função, principalmente, da diminuição de 24,0% da receita operacional de 2004 em relação a 2005. 71 Custo dos Empreendimentos Vendidos. O custo dos empreendimentos vendidos diminuiu R$7,5 milhões, ou 20,4%, passando de R$36,9 milhões em 2004 para R$29,4 milhões em 2005, decorrente do menor número de obras em construção. Como percentual da receita líquida, o custo dos empreendimentos vendidos aumentou de 65,4% em 2004 para 69,1% em 2005, em função, principalmente, do incremento do custo de juros para financiamento das obras. Resultado Operacional Bruto. O resultado bruto diminuiu R$6,4 milhões, ou 32,7%, passando de R$19,5 milhões em 2004 para R$13,1 milhões em 2005. Como percentual da receita líquida, o resultado operacional bruto diminuiu, passando de 34,6% em 2004 para 30,9% em 2005. (Despesas) receitas Operacionais. As (despesas) receitas operacionais, excluindo resultado financeiro líquido e equivalência patrimonial, diminuíram R$1,0 milhão, ou 11,3%, passando de R$8,6 milhões em 2004 para R$7,6 milhões em 2005. Como percentual da receita líquida, as (despesas) receitas operacionais, excluindo resultado financeiro líquido e equivalência patrimonial, aumentaram, passando de 15,3% em 2004 para 17,9% em 2005, em decorrência da redução das despesas comerciais e com vendas e em menor proporção em relação à receita operacional e do aumento de despesas gerais e administrativas e honorários da administração. Despesas Comerciais e com Vendas. As despesas comerciais e com vendas diminuíram R$0,7 milhão, ou 17,7%, passando de R$4,1 milhões em 2004 para R$3,4 milhões em 2005, devido ao menor volume de apropriação de receita em função da evolução financeira de obras no período. Nossas despesas comerciais e com vendas, como percentual das receitas apropriadas, foi de 7,5% em 2005, enquanto que em 2004 essa relação representou 6,9%, pois em 2005 houve a necessidade de um incremento nos investimentos de publicidade e um aumento nas comissões sobre vendas, na razão de 0,5% sobre as vendas contratadas. Despesas Gerais e Administrativas e Honorários da Administração. As despesas gerais e administrativas e honorários da administração aumentaram R$0,9 milhão, ou 11,3%, passando de R$8,3 milhões em 2004 para R$9,2 milhões em 2005, em função, sobretudo, do aumento no valor de R$0,6 milhão em despesas administrativas não recorrentes relacionadas aos esforços de ampliação da rede de representantes de venda de cartas de crédito e , em menor proporção, do aumento de R$0,3 milhão nos gastos com reclamações de clientes no período de validade da garantia de qualidade de obra de nossos empreendimentos, do aumento de R$0,2 milhão em despesas com pessoal devido a reajuste salarial. O aumento nas despesas gerais e administrativas e honorários da administração foi parcialmente compensado pela redução de R$0,2 milhão nos honorários da administração. Outras Receitas Operacionais. As outras receitas operacionais aumentaram R$1,2 milhão, ou 31,8%, passando de R$3,7 milhões em 2004 para R$4,9 milhões em 2005. O aumento foi devido principalmente à receita de prestação de serviços de gestão de carteira de recebíveis e de administração de obras de R$0,9 milhão, e ao reembolso de despesas no valor de R$0,2 milhão, por parte de nossos parceiros em empreendimentos, incorridas pela Companhia na administração da cobrança de recebíveis de imóveis vendidos. Resultado Financeiro Líquido. O resultado financeiro líquido aumentou R$4,8 milhões, passando de um resultado negativo de R$7,7 milhões em 2004 para um resultado negativo de R$2,9 milhões em 2005, motivado pelos seguintes fatores: (i) as despesas financeiras apresentaram uma queda de R$8,7 milhões, devido principalmente a não incidência de juros na cessão de recebíveis em 2005, em relação a 2004, quando houve incidência de juros no valor de R$7,6 milhões; (ii) redução de R$0,8 milhão no pagamento de juros sobre empréstimos e financiamentos à construção; (iii) redução de R$0,3 milhão na concessão de descontos sobre quitações antecipadas de contratos de clientes; (iv) redução nas variações monetárias líquidas no montante de R$4,6 milhões em 2005 em decorrência da queda do índice IGP-M, que em 2004 acumulou 12,4%, contra 1,2% em 2005, sendo essa variação o resultado da correção dos contratos de clientes; (v) as receitas financeiras em 2005 aumentaram R$0,7 milhão em relação a 2004, devido a rendimentos financeiros com partes relacionadas e com rendimentos de aplicações financeiras. 72 Resultado da Equivalência Patrimonial. O resultado de equivalência patrimonial foi R$1,3 milhão no exercício de 2005, contra um resultado negativo de R$0,1 milhão em 2004. Essa variação decorreu do início das operações da subsidiária indireta Companhia Hipotecária Unibanco-Rodobens no último trimestre de 2004, marcado por despesas com a implantação de sua estrutura de geração de negócios, enquanto que, durante o exercício de 2005, iniciou-se a geração de receita e de lucros provenientes do crescimento das operações comerciais dessa subsidiária indireta. Imposto de Renda e Contribuição Social. O valor total de IRPJ e de CSLL diminuiu R$1,5 milhão, ou 58,2%, passando de R$2,5 milhões em 2004 para R$1,0 milhão em 2005, principalmente devido à alteração no regime tributário de lucro presumido para lucro real em seis SPEs, das 41 SPEs existentes em 31 de dezembro de 2005, o que acarretou a redução da base de cálculo do IRPJ e CSLL. Adicionalmente, em 2005, a Companhia (como controladora), que utiliza o regime tributário de lucro real, apresentou prejuízo operacional (antes da equivalência patrimonial) no montante de R$1,5 milhão, resultando em uma menor tributação. Lucro Líquido. O lucro líquido aumentou R$2,5 milhões, passando de R$0,04 milhão em 2004 para R$2,5 milhões em 2005. A redução do resultado operacional bruto e a redução do resultado operacional antes do resultado financeiro líquido e da equivalência patrimonial foram compensadas, principalmente, pela melhora do resultado financeiro líquido e, em menor grau, pela melhora do resultado de equivalência patrimonial e menor tributação sobre o lucro. Principais Alterações nas Contas Patrimoniais Ativo Caixa e Bancos e Aplicações Financeiras. Caixa e bancos e aplicações financeiras aumentaram R$1,2 milhão, ou 30,6%, passando de R$3,9 milhões em 31 de dezembro de 2004 para R$5,1 milhões em 31 de dezembro de 2005. A principal razão desse crescimento foi o aumento dos saldos em contas de aplicação financeira, decorrentes do excedente de caixa originário dos recursos das cessões de recebíveis realizadas no segundo semestre de 2005. Créditos Perante Clientes. Os créditos perante clientes totalizaram R$81,2 milhões em 31 de dezembro de 2005, representando um aumento de 10,5% em relação ao saldo existente em 31 de dezembro de 2004, que era de R$73,5 milhões, em decorrência da receita apropriada pelo método de evolução de obras ter sido superior aos valores recebidos de clientes. Imóveis a Comercializar. Os imóveis a comercializar totalizaram R$16,4 milhões em 31 de dezembro de 2005, totalizando 12,2% dos nossos ativos totais naquela data, permanecendo-se estável em relação ao percentual de 12,1% apresentado em 31 de dezembro de 2004, que totalizou R$14,4 milhões. Do total de imóveis a comercializar em 31 de dezembro de 2005, 80,0% referem-se a imóveis em construção e terrenos, contra 87,1% em 31 de dezembro de 2004. Partes Relacionadas. Representam mútuos concedidos às SPEs e outras empresas ligadas. Em 31 de dezembro de 2005, possuíamos um saldo credor de R$10,0 milhões, representando 7,4% do ativo total, e em 2004 um saldo credor de R$9,3 milhões, representando 7,8% do ativo total, mantendo-se estável entre os dois períodos. Investimentos. O saldo de investimentos aumentou R$2,4 milhões, ou 59,5%, passando de R$3,9 milhões em 31 de dezembro de 2004 para R$6,3 milhões em 31 de dezembro de 2005, sendo representado pela participação de 50% que a Companhia possuía na subsidiária indireta Companhia Hipotecária Unibanco-Rodobens. Este aumento decorreu da apropriação do lucro realizado na subsidiária indireta. 73 Passivo e Patrimônio Líquido Empréstimos e Financiamentos. Os saldos devedores de empréstimos e financiamentos à construção totalizaram R$51,0 milhões em 31 de dezembro de 2005, representando 38,0% do passivo total, enquanto que, em 31 de dezembro de 2004, totalizaram R$31,5 milhões representando 26,4% do passivo total. O aumento de R$19,5 milhões entre as datas comparadas foi devido a aumento do saldo devedor de principal de financiamentos à construção iniciados anteriormente ao exercício de 2005 e a novas contratações de financiamentos à construção. Contas a Pagar por Aquisição de Imóveis. Representam basicamente as dívidas contraídas com aquisições de terrenos. Essas contas totalizaram R$6,6 milhões em 31 de dezembro de 2005, representando 4,9% do passivo total naquela data enquanto que, em 31 de dezembro de 2004, totalizaram R$6,3 milhões, representando 5,3% do passivo total, permanecendo relativamente estável entre os dois períodos. Partes Relacionadas. Representam empréstimos de mútuo tomados com empresas do grupo Rodobens, totalizando R$22,1 milhões em 31 de dezembro de 2005, contra R$23,1 milhões em 31 de dezembro 2004, apresentando uma redução de R$1,0 milhão devido à amortização de principal. EXERCÍCIO ENCERRADO EM 2004 COMPARADO AO EXERCÍCIO ENCERRADO EM 2003 Análise das Contas de Resultado Receita Operacional. A receita operacional diminuiu R$3,2 milhões, ou 5,2%, passando de R$62,4 milhões em 2003 para R$59,2 milhões em 2004. Tal variação deveu-se, principalmente, à diminuição do volume de apropriação de receita dos empreendimentos como resultado de um volume de evolução financeira de obras nesse período 15,3% inferior ao que no período anterior, passando de R$43,5 milhões em 2003 para R$36,9 milhões em 2004. 74 A evolução financeira das obras e sua respectiva apropriação de receita resumem-se a seguir: Empreendimento(1) Ano do lançamento South Valley................ Maxim’s....................... Fontana di Trevi ......... West Valley ................. Tamboré 7................... Green Place................. Tamboré 6................... Jardins de Barcelona .. San Remo I .................. Alto da Serra............... Porto Ville Galeria ...... Tamboré 5................... Villa Jardim ................. Altos do Campolim..... Belas Artes .................. Caribe Village ............. San Francisco Village.. North Valley................ Alto da Boa Vista........ Porto Ville ................... Maria Stella................. 2002 2002 2002 2001 2002 2001 2001 2003 2003 2002 2001 2000 2003 2002 2004 2002 2000 2000 2001 2000 2002 Evolução Percentual financeira vendido – acumulada(2) acumulado Exercícios encerrados em 31 de 2003 2004 2003 2004 (Em %) (Em %) 16 42 24 63 8 54 85 84 2 68 63 80 80 100 95 100 12 35 21 52 73 100 89 100 76 100 100 99 6 93 38 71 14 51 46 77 38 83 83 93 65 100 94 100 99 100 99 980 22 61 12 47 39 47 14 36 8 40 19 21 100 100 100 99 100 100 96 94 94 100 81 84 100 100 100 100 100 100 99 96 Demais empreendimentos ........................................................................................... Receita apropriada dezembro de 2003 2004 (Em milhares de R$) 902 728 2.548 8.847 899 5.834 12.175 106 791 1.675 1.367 7.917 171 38 1.997 3.996 768 803 4.341 7.358 6.913 6.528 5.594 5.524 4.713 4.325 3.277 2.800 2.730 1.157 1.091 1.007 775 600 485 220 209 202 (74) 6.523 3.759 Total dos empreendimentos........................................................................................ 62.426 Percentual da Companhia no empreendimento(3) (Em %) 100 41 30 100 25 100 25 33 33 33 30 25 30 22 30 59 33 100 33 30 33 59.194 (1) Em ordem decrescente de valor da receita apropriada em 31 de dezembro de 2004. (2) A apropriação da receita de empreendimentos é feita com base na evolução financeira das obras de acordo com Resolução CFC 963, conforme descrito em “Principais Práticas Contábeis e Estimativas – Resolução CFC 963”. (3) Percentual da participação líquida da Companhia. Deduções da Receita. As deduções da receita diminuíram R$0,3 milhão, ou 9,6%, passando de R$3,1 milhões em 2003 para R$2,8 milhões em 2004. Como percentual da receita operacional, as deduções da receita também diminuíram, passando de 4,9% em 2003 para 4,7% em 2004 devido, principalmente, à redução dos descontos incondicionais concedidos em R$0,5 milhão, passando de R$0,8 milhão em 2003 para R$0,3 milhão em 2004. Essa redução decorreu do menor volume de quitações antecipadas de contratos de clientes em 2004. A redução das deduções foi parcialmente compensada pelo aumento nos impostos no valor de R$0,2 milhão, ou 10,4%, passando de R$2,2 milhões em 2003 para R$2,4 milhões em 2004. Esses acréscimos foram decorrentes do aumento da alíquota de PIS e COFINS para as empresas que estão no regime tributário do lucro real, como a Companhia. Referida alíquota passou de 3,65% do faturamento, sob o regime cumulativo, em 2003 para 9,25% do faturamento, sob o regime não cumulativo, em 2004. Receita Operacional Líquida. A receita operacional líquida diminuiu R$2,9 milhões, ou 4,9%, passando de R$59,4 milhões em 2003 para R$56,4 milhões em 2004. Essa diminuição deveu-se, principalmente, à queda de 5,2% da receita operacional bruta de 2004 em relação a 2003. 75 Custo dos Empreendimentos Vendidos. O custo dos empreendimentos vendidos diminuiu R$6,6 milhões, ou 15,2%, passando de R$43,5 milhões em 2003 para R$36,9 milhões em 2004, decorrente do menor número de obras em construção. Como percentual da receita operacional líquida, o custo dos empreendimentos vendidos diminuiu, passando de 73,3% em 2003 para 65,4% em 2004, devido à conclusão dos empreendimentos Tamboré 4 e San Francisco Village em 2003 nos quais o custo incorrido foi superior ao custo orçado. Resultado Operacional Bruto. O resultado operacional bruto aumentou R$3,7 milhões, ou 23,4%, passando de R$15,8 milhões em 2003 para R$19,5 milhões em 2004. Como percentual da receita operacional líquida, o resultado operacional bruto aumentou, passando de 26,7% em 2003 para 34,6% em 2004, decorrente da menor apropriação de custo em 2004, resultado do menor número de obras em construção em 2004. (Despesas) Receitas Operacionais. As (despesas) receitas operacionais, excluindo resultado financeiro líquido e equivalência patrimonial, aumentaram R$2,7 milhões, ou 47,0%, passando de R$5,9 milhões em 2003 para R$8,6 milhões em 2004. Essa variação foi devida, principalmente, ao aumento de R$1,5 milhão nas despesas comerciais e com vendas e R$1,6 milhão nas despesas gerais e administrativas e honorários da administração. Como percentual da receita operacional líquida, as (despesas) receitas operacionais, excluindo resultado financeiro líquido e equivalência patrimonial, aumentaram, passando de 9,9% em 2003 para 15,3% em 2004. Despesas Comerciais e com Vendas. As despesas comerciais e com vendas aumentaram R$1,5 milhões, ou 60%, passando de R$2,6 milhões em 2003 para R$4,1 milhões em 2004, em função dos maiores gastos realizados com publicidade e comissões sobre vendas em empreendimentos que demandaram maior investimento em marketing, em razão das dificuldades de mercado no setor imobiliário daquele período. Nossas despesas comerciais e com vendas, como percentual da receita operacional, foram de 6,9% em 2004, enquanto em 2003 essa relação representou 4,1%. Despesas Gerais e Administrativas e Honorários da Administração. As despesas gerais e administrativas e honorários da administração aumentaram R$1,6 milhão, ou 23,3%, passando de R$6,7 milhões em 2003 para R$8,3 milhões em 2004, em função, sobretudo, do aumento de (i) despesas relacionadas à manutenção de obras no valor de R$0,8 milhão, (ii) despesas referentes à manutenção de sistemas de tecnologia no valor de R$0,3 milhão, (iii) despesas tributárias, no valor de R$0,3 milhão, devido ao aumento da base de cálculo da CPMF e do IOF em decorrência do incremento das operações de cessão de recebíveis e (iv) provisão para devedores duvidosos no valor de R$0,2 milhão. Outras Receitas Operacionais. As outras receitas operacionais aumentaram R$0,3 milhão, ou 9,8%, passando de R$3,4 milhões em 2003 para R$3,7 milhões em 2004. O aumento foi devido à receita de prestação de serviços aos empreendimentos que realizamos em parceria. Resultado Financeiro Líquido. O resultado financeiro líquido diminuiu R$5,3 milhões, passando de um resultado negativo de R$2,4 milhões em 2003 para um resultado negativo de R$7,7 milhões em 2004, em função da incidência de juros na cessão de recebíveis de empreendimentos no final de 2004, que totalizou R$7,6 milhões. O efeito dessa incidência de juros no resultado financeiro líquido foi parcialmente compensado pelo resultado das variações monetárias líquidas, que aumentou em R$2,7 milhões em 2004 em relação a 2003 e pela elevação das receitas financeiras que apresentaram um aumento de R$0,4 milhão em 2004 em relação a 2003 devido a uma menor incidência de impostos sobre as receitas financeiras, em decorrência de alteração na legislação do PIS e da COFINS. Imposto de Renda e Contribuição Social. O valor total de IRPJ e de CSLL aumentou R$0,9 milhão, ou 57,9%, passando de R$1,6 milhão em 2003 para R$2,5 milhões em 2004, principalmente em razão do aumento da base tributável resultante do aumento do resultado operacional bruto da Companhia, ocasionado pela diminuição do custo dos empreendimentos vendidos no exercício encerrado em 2004 em relação ao exercício encerrado em 2003 em que o custo incorrido foi superior ao custo orçado. Lucro Líquido. O lucro líquido diminuiu, passando de R$4,7 milhões em 2003 para R$0,04 milhão em 2004, principalmente devido ao resultado financeiro líquido e, em menor grau, ao aumento das despesas operacionais. 76 Principais Alterações nas Contas Patrimoniais Ativo Caixa e Bancos e Aplicações Financeiras. Caixa e bancos e aplicações financeiras aumentaram R$0,9 milhão, ou 29%, passando de R$3,0 milhões em 31 de dezembro de 2003, para R$3,9 milhões em 31 de dezembro de 2004. A principal razão desse crescimento foi a realização de operações de cessão de recebíveis. Crédito Perante Clientes. Os créditos perante clientes diminuíram R$12,8 milhões, passando de R$86,3 milhões em 31 de dezembro de 2003 representando 70,6% do total do ativo, para R$73,5 milhões em 31 de dezembro de 2004, representando 61,6% dos ativos. A principal razão dessa queda foi a realização de várias operações de cessão de recebíveis no último trimestre de 2004. Imóveis a Comercializar. Os imóveis a comercializar totalizaram R$14,4 milhões em 31 de dezembro de 2004, representando 12,1% dos nossos ativos totais naquela data, permanecendo estáveis em relação ao percentual de 11,5% apresentado em 31 de dezembro de 2003, que totalizaram R$14,0 milhões. Do total de imóveis a comercializar em 31 de dezembro de 2004, 87,1% referem-se a imóveis a construir, em relação a 81,8% em 31 de dezembro de 2003. Partes Relacionadas. Representam mútuos concedidos às SPEs. Em 31 de dezembro de 2004 possuíamos um valor de R$9,3 milhões, representando 7,8% do ativo total e em 2003 R$6,4 milhões, representando 5,2% do ativo total. A principal razão para essa variação foi o aumento de valores aplicados na fase de pré-lançamento de empreendimentos e na fase que antecede a liberação de recursos de financiamentos à construção. Investimentos. O saldo de investimentos era de R$3,9 milhões em 31 de dezembro de 2004, sendo representado pela participação de 50% que a Companhia possuía na subsidiária indireta Companhia Hipotecária Unibanco-Rodobens, a qual foi constituída no quarto trimestre de 2004. Em 31 de dezembro de 2003 possuíamos um saldo de R$0,1 milhão referente a investimentos realizados no FINAM (Fundo de Investimento da Amazônia), no qual empresas tributadas pelo lucro real podem ter aplicações por meio de incentivos fiscais originados da destinação de parte de IRPJ para tais fundos. Passivo e Patrimônio Líquido Empréstimos e Financiamentos. Os empréstimos e financiamentos à construção totalizaram R$31,5 milhões em 31 de dezembro de 2004, representando 26,4% do total do passivo naquela data, enquanto que, em 31 de dezembro de 2003, representavam 33,4% do passivo. Houve uma diminuição de R$9,3 milhões em comparação com o total apresentado em 31 de dezembro de 2003, que era de R$40,8 milhões. Tal diminuição deveu-se principalmente à amortização de empréstimos e de financiamentos à construção decorrente da cessão de recebíveis ocorrida no final de 2004. Contas a Pagar por Aquisição de Imóveis. Representam basicamente as dívidas contraídas com aquisições de terrenos. Essas contas totalizaram R$6,3 milhões em 31 de dezembro de 2004, representando 5,3% do passivo total naquela data, enquanto que, em 31 de dezembro de 2003 essa verba totalizava R$10,4 milhões e representava 8,5% do passivo total. Essa redução foi ocasionada pelo pagamento antecipado dos terrenistas em decorrência da cessão de recebíveis ocorrida no final de 2004. Partes Relacionadas. Representam empréstimos tomados com empresas coligadas, totalizando R$23,1 milhões em 31 de dezembro de 2004, contra R$13,4 milhões em 31 de dezembro de 2003, apresentando um aumento de R$9,7 milhões, ocasionado principalmente pelo aumento de valores tomados pela Companhia, considerada individualmente (controladora), para fazer frente às necessidades das SPEs na fase de pré-lançamento de empreendimentos e na fase que antecede a liberação de recursos de financiamentos à construção. 77 Liquidez e Recursos de Capital Nossas principais fontes de liquidez derivam do caixa gerado por meio de financiamentos e pelo caixa gerado pelas nossas operações, neste último caso, representado pelo produto da venda dos imóveis que comercializamos. O acesso ao financiamento à construção, no âmbito do SFH, e ao financiamento para vendas a prazo para os nossos clientes são cruciais em uma atividade de longo ciclo operacional como a nossa. O recebimento do produto das vendas de nossos imóveis pode ser antecipado quando realizamos operações de cessão de nossos créditos perante clientes para instituições financeiras, como freqüentemente realizamos. Além dessas fontes de liquidez, adotamos algumas estratégias para reduzir o montante de fluxo de caixa exigido para cada empreendimento, tais como: (i) entrada de sócios-parceiros em empreendimentos selecionados; e (ii) financiamento da totalidade ou de parte do preço de compra de terrenos por meio de permuta, mediante outorga, ao vendedor do terreno, de certo número de unidades a serem construídas no terreno ou de um percentual do produto da venda das unidades no empreendimento. Quando necessário, contratamos empréstimos para capital de giro que podem ser garantidos pelos recebíveis de nossos clientes. Avaliamos periodicamente oportunidades de compra de terrenos e novos projetos de incorporação residencial, e poderemos vir a financiar tais investimentos com o nosso caixa e disponibilidades, com o caixa gerado pelas nossas operações, com a captação de dívidas, com aporte de capital ou pela combinação desses métodos. Temos como política possibilitar a venda a longo prazo de nossos imóveis, sendo que, à medida que os lançamentos ocorrem, o saldo da nossa carteira a receber cresce significativamente. Aproximadamente 30% do preço da unidade é pago antes da entrega das chaves e 70% após a entrega das chaves, geralmente ao longo de um prazo de dez anos, dependendo dos termos do financiamento oferecido aos clientes. A tabela a seguir demonstra os saldos totais de nossos créditos perante clientes, incluindo montantes realizados e montantes não realizados, em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e em 30 setembro de 2006: (Em milhares de R$) Em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 Montantes realizados e registrados nas demonstrações financeiras Circulante...................................................... Longo prazo.................................................. Saldo.............................................................. Montantes realizados e ainda não registrados nas demonstrações financeiras ............................................... Circulante...................................................... Longo prazo.................................................. Saldo.............................................................. Total .............................................................. Em 30 de setembro de 2006 60.802 25.510 86.312 28.153 45.337 73.490 33.372 47.801 81.173 48.989 40.430 89.419 23.525 17.060 40.585 126.897 20.411 19.625 39.736 113.226 24.844 15.804 40.648 121.821 32.033 9.756 41.789 131.208 Relativamente aos valores constantes de nossos contratos de venda a longo prazo, nossos créditos perante clientes são, em sua maior parte, reajustados da seguinte forma: (i) até a entrega das chaves, pelo INCC; e (ii) após a concessão do Habite-se, à taxa de juros de 12,0% ao ano mais IGP-M. Após a entrega das chaves, podemos optar por repassar financiamentos de nossos clientes com um histórico de adimplência a instituições financeiras. Nessa hipótese, passamos a ser co-responsáveis pelo crédito concedido pela instituição financeira ao cliente até (i) o transcurso do 24o mês após a contratação do imóvel pelo cliente ou (ii) a data em que a soma dos desembolsos efetuados pelo cliente para a aquisição do imóvel alcançar o valor correspondente a 30% de seu valor de venda, o que ocorrer por último. Para maiores informações, ver “__Operações Não Registradas nas Demonstrações Financeiras”. 78 No mês de setembro de 2006, o Índice de Inadimplência dos nossos clientes alcançou 3,9%, tendo atingido a média mensal de 2,9% em 2005, e de 3,2% em 2004. Tais índices são reduzidos à medida que retomamos os imóveis dos clientes inadimplentes e os comercializamos com terceiros, eliminando nossas perdas eventuais. Em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, a nossa provisão para devedores duvidosos foi de R$0,2 milhão, R$0,6 milhão e R$0,5 milhão, respectivamente, sendo que em 30 de setembro de 2006, era de R$1,1 milhão. À medida que os nossos clientes efetuam pagamentos, os recursos que recebemos são utilizados principalmente para amortizar financiamentos à construção, sendo que o excedente é aplicado no mercado financeiro local em instrumentos financeiros de liquidez imediata. (Em milhões de R$) Em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 Fluxo de Caixa Caixa líquido gerado (utilizado) nas atividades operacionais Caixa líquido gerado (utilizado) nas atividades de investimento Caixa líquido gerado (utilizado) nas atividades de financiamento (=) Variação da posição de caixa (29,5) 14,5 (16,4) (9,7) (28,6) (0,1) (4,4) (1,5) (0,4) 6,5 30,0 0,3 (9,2) 0,9 19,0 1,2 11,4 1,3 21,6 (0,5) 2,7 3,0 3,0 3,9 3,9 5,1 3,9 5,2 5,1 4,6 Caixa e bancos e aplicações financeiras No início do exercício No final do exercício Fluxo de Caixa Operacional Em 2005 e em 2003, nossos fluxos de caixa operacionais foram negativos em R$16,4 milhões e em R$29,5 milhões, respectivamente. Esses resultados deveram-se principalmente à utilização de capital de giro para o financiamento aos nossos clientes, conforme refletido nos saldos de Créditos Perante Clientes ao fim daqueles períodos. Durante o ano de 2005, também tivemos uma redução no montante de recursos aplicados por nossos parceiros nos empreendimentos em que atuamos em sociedade. No ano de 2004, nosso fluxo de caixa operacional foi de R$14,5 milhões. Esse resultado deve-se principalmente às nossas operações de cessão de recebíveis a instituições financeiras, com a finalidade de amortizar financiamentos à construção e aumentar a nossa disponibilidade de capital de giro. O resultado destas operações de cessão é refletido na expressiva diminuição dos saldos de Créditos Perante Clientes, de R$60,8 milhões em 31 de dezembro de 2003 para R$28,2 milhões em 31 de dezembro de 2004. No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, nosso fluxo de caixa operacional foi negativo em R$28,6 milhões, devido, principalmente, à utilização de capital de giro para a amortização de empréstimos junto a partes relacionadas e à utilização de capital de giro para o financiamento de longo prazo aos nossos clientes. Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento Os investimentos em ativo imobilizado em 2003, 2004 e 2005 totalizaram, respectivamente, R$0,1 milhão, R$0,4 milhão e R$0,5 milhão. Estes investimentos foram basicamente em tecnologia da informação (software e equipamentos de informática). 79 Os elevados valores de investimentos em 2004 e 2005, quando comparados a 2003, referem-se aos aportes de capital efetuados em nossa subsidiária Rodobens Participações Ltda., por meio da qual detínhamos 50,0% da Companhia Hipotecária Unibanco-Rodobens. Tal investimento foi alienado no segundo semestre de 2006. Para maiores informações sobre esse investimento e sua alienação, ver Notas Explicativas nº. 2(q) e nº. 22 de nossas demonstrações financeiras consolidadas presentes no “Item 4 – Demonstrações Financeiras” deste Prospecto. No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, o fluxo de caixa das atividades de investimento foi positivo em R$6,5 milhões, como resultado da alienação da Rodobens Participações Ltda. no valor de R$7,8 milhões, deduzidos os investimentos em ativo imobilizado no montante de R$1,3 milhão. Tais investimentos em imobilizado devem-se principalmente à construção da nossa nova sede, onde investimos R$1,1 milhão. Além disso, realizamos investimentos em tecnologia no montante de R$0,2 milhão. Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento O fluxo de caixa líquido de nossas atividades de financiamento foi positivo em 2005 e 2003, em R$19,0 milhões e R$30,0 milhões, respectivamente, e negativo em 2004, em R$9,2 milhões. A variação explicase pela maior necessidade de financiamento em 2003, que foi revertida em 2004 em função das operações de cessão de recebíveis realizadas naquele exercício, que nos possibilitaram amortizar financiamentos em volume superior à contratação. Em 2005, o fluxo de caixa voltou a ser negativo em razão do menor volume de operações de cessão de recebíveis realizadas em comparação com 2004, e da necessidade de novas contratações de financiamento para a atividade operacional. No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, o fluxo de caixa líquido de nossas atividades de financiamento foi de R$21,6 milhões, em razão da necessidade de novas contratações de financiamento para a atividade operacional. Investimentos de Capital No curso normal de nossos negócios, não realizamos investimentos relevantes em ativos imobilizados. No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, investimos R$1,1 milhão em instalações administrativas. Em 2003, 2004 e 2005, investimos, respectivamente, R$0,1 milhão, R$0,2 milhão e R$0,2 milhão em tecnologia da informação para melhoria e adequação de controles internos. Em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, o total de imobilizado representava, respectivamente, 0,5%, 0,7% e 0,8% do total do ativo. No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, o total de imobilizado representava 1,4% do total do ativo. Esperamos realizar, entre 2008 e 2010, investimentos em tecnologia significativamente superiores aos realizados nos períodos anteriores. ENDIVIDAMENTO Em função da nossa necessidade de capital de giro para operações, tomamos empréstimos junto a instituições financeiras, preferencialmente através do SFH, que oferece taxas de juros mais baixas em relação ao mercado bancário comum, e opções de pagamento antecipado desses empréstimos com a cessão dos recebíveis de clientes originados em nossas operações. Veja seção “Nossos Negócios - Clientes” para maiores informações. Sempre buscamos manter em um nível reduzido a nossa exposição a riscos das taxas de juros. Em 30 de setembro de 2006, o saldo de empréstimos e financiamentos era de R$57,6 milhões, e em 31 de dezembro de 2005 o saldo de empréstimos e financiamentos era de R$51,1 milhões. Comparando os períodos, tivemos um aumento de 12,7%, em função de novas contratações de empréstimos para financiamento à construção. O saldo de empréstimos e financiamentos em 31 de dezembro de 2004 teve uma diminuição de 22,7% frente aos R$40,8 milhões em 2003, em função da quitação de empréstimos proporcionada pela cessão de recebíveis ocorrida no final do ano de 2004. Nosso endividamento em 31 de dezembro de 2005 constituía-se exclusivamente de financiamentos em moeda nacional de 18 empreendimentos junto ao SFH, no valor total de R$51,0 milhões. 80 Passamos a celebrar os contratos acima referidos em 2000, no âmbito da linha de crédito denominada Plano Empresário-SFH, destinada ao financiamento de obras decorrentes de incorporações imobiliárias. Todos eles foram contratados junto ao UNIBANCO, e são remunerados por juros que variam de 12 a 13% ao ano e corrigidos mensalmente pelo índice de remuneração básica dos depósitos em caderneta de poupança livre – pessoa física, atualmente TR, com vencimento final entre 2008 e 2014. O saldo devedor desses contratos em 30 de setembro de 2006 era de R$57,6 milhões. Na fase de liberação dos recursos pelo banco, que ocorre em parcelas mensais de acordo com a execução física da obra, os juros são todos pagos mensalmente, e após a conclusão da obra são amortizados juntamente com o principal em parcelas mensais no prazo de até 60 meses. Esses contratos são garantidos por: (i) fiança por parte dos nossos Acionistas Controladores, (ii) hipoteca sobre os imóveis que estão sendo incorporados e (iii) penhor e cessão fiduciária dos recebíveis e do produto da venda de nossos imóveis. Para maiores informações a respeito de nossos contratos de financiamento, ver Nota Explicativa n. 7, “Empréstimos e Financiamentos” às Demonstrações Financeiras consolidadas anexas a este Prospecto. O nosso endividamento é composto da seguinte forma em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e em 30 de setembro de 2006: 2005 Em 30 de setembro de 2006 51,0 51,0 57,6 57,6 (Em milhões de R$) 2003 Crédito imobiliário – financiamentos para construção SFH............................. Capital de giro .................................. Total.............................................. Em 31 de dezembro de 2004 40,8 40,8 31,3 0,2 31,5 A tabela abaixo apresenta o cronograma para pagamento da nossa dívida no valor total de R$57,6 milhões, conforme apurado em 30 de setembro de 2006: Ano 2006 ..................................................................................................................... 2007 (a partir de outubro) ................................................................................. 2008 ..................................................................................................................... 2009 ..................................................................................................................... 2010 ..................................................................................................................... Após 2010............................................................................................................ Endividamento Total .......................................................................................... Valor total (em milhões de R$) 11,5 3,5 13,8 11,0 9,1 8,7 57,6 OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS Nossas obrigações contratuais não passíveis de cancelamento, em 30 de setembro de 2006, estão assim resumidas: (Em milhões de R$) Aquisição de terrenos – curto prazo ........ Aquisição de terrenos - longo prazo ........ Total..................................................... Total 2,2 2,7 4,9 Menos de 1 ano 2,2 2,2 1-3 anos 1,6 1,6 3-4 anos 0,5 0,5 Mais de 4 anos 0,6 0,6 Tais valores referem-se a contratos de aquisição de terrenos financiados. Não há outras obrigações contratuais não passíveis de cancelamento. 81 OPERAÇÕES NÃO REGISTRADAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Atualmente a Companhia mantém co-responsabilidade por recebíveis de seus clientes por aquisição de imóveis que foram objeto de operações de cessão de recebíveis junto ao Unibanco. Essas operações ocorreram em duas modalidades, sendo que a primeira consiste na co-responsabilidade sobre 5% dos saldos devedores dos clientes até o prazo final de vencimento dos recebíveis; a segunda modalidade consiste na co-responsabilidade sobre 10% dos saldos devedores dos clientes até o prazo de 24 meses a contar da data da contratação por parte do cliente ou até que o mesmo atinja 30% do valor do imóvel transacionado, sendo considerado o prazo que por último ocorrer. Também nesta segunda modalidade de co-responsabilidade, temos a obrigação de constituir uma caução que é representada por penhor de aplicação financeira em Certificado de Depósito Bancário (CDB) no valor de 10% sobre os valores cedidos a fim de garantir a co-responsabilidade. Esse valor de caução decresce no tempo, à medida que o saldo devedor dos clientes diminui. O valor do saldo devedor dos clientes cedidos em 30 de setembro de 2006 era de R$61,4 milhões na primeira modalidade e R$20,5 milhões na segunda modalidade. Naquela mesma data, as respectivas co-obrigações assumidas pela Companhia e seus parceiros nos empreendimentos totalizavam R$5,1 milhões. AVALIAÇÃO QUANTITATIVA E QUALITATIVA DOS RISCOS DO MERCADO Nós estamos expostos a riscos de mercado advindos do curso normal de nossas atividades. Estes riscos de mercado envolvem principalmente a possibilidade de que mudanças nas taxas de juros possam afetar adversamente a nossa condição financeira. Veja os itens “Riscos Relacionados ao Setor” e “Riscos Relacionados a Fatores Macroeconômicos” da seção “Fatores de Risco” deste Prospecto para mais informações. Risco de Taxas de Juros e Indexador Nossos resultados estão indiretamente sujeitos à mudanças nos índices de indexação devido ao seu impacto sobre as despesas financeiras decorrentes de dívidas com taxas de juros pré-fixadas, mas com indexação variável e com receitas de aplicações financeiras geradas a partir dos saldos de caixa, remuneradas por taxas de juros variáveis. Em 30 de setembro de 2006, apresentamos um endividamento de longo prazo com taxas de juros pré-fixadas, mas com indexador variável na ordem de R$57,6 milhões. Nosso endividamento é totalmente contratado com taxas de juros pré-fixadas e com indexação baseada na variação do índice de remuneração básica dos depósitos em caderneta de poupança livre – pessoa física, atualmente TR. Captamos recursos a diferentes taxas e indexadores daqueles que cobramos de nossos clientes nos financiamentos que lhes concedemos. O descasamento de taxas, indexadores e prazos, existente entre a nossa captação de recursos e os financiamentos por nós concedidos poderá vir a afetar adversamente o nosso resultado. Risco Cambial. Nenhuma de nossas dívidas e nenhum de nossos custos são denominados em dólares, por isso, não celebramos contratos de derivativos para administrar o risco cambial. EVENTOS SUBSEQUENTES Em novembro de 2006, lançamos cinco empreendimentos, sendo dois no Novo Segmento e três no Segmento Tradicional. Para mais informações vide seção “Nossos Negócios – Empreendimentos em Andamento”. Em 30 de setembro de 2006, nosso capital social era de R$63.938.000,00 dos quais R$11.500.000,00 encontravam-se pendentes de integralização. Em 21 de dezembro de 2006 tal montante foi integralizado. 82 VISÃO GERAL DO SETOR IMOBILIÁRIO INTRODUÇÃO A construção civil tem exercido ao longo dos anos papel fundamental na economia do País. Essa importância está relacionada, entre outros fatores, ao alto índice de urbanização do Brasil. Segundo dados do IBGE, de 1940 a 2000, o índice de urbanização no País passou de cerca de 30% para 81,2%. Esse crescimento fez com que o Brasil atingisse um nível de urbanização superior à média dos países desenvolvidos, que é de 75%, segundo a Organização das Nações Unidas. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, o setor de construção civil, incluindo projetos de infra-estrutura e empreendimentos residenciais e comerciais, representou aproximadamente 7,2% do PIB em 2003. Segundo pesquisa elaborada pela FGV, a cadeia produtiva da construção civil teve participação média de 13,2% na formação do PIB no período compreendido entre 2000 e 2005. Entretanto, os investimentos no setor imobiliário brasileiro não têm sido suficientes para atender à carência de moradia da população. De acordo com os dados do SECOVI, em 2000, o Brasil apresentou um déficit de aproximadamente 6,7 milhões de unidades habitacionais. Além disso, conforme estudo realizado pela Fundação João Pinheiro, instituto de pesquisa ligado ao Governo do Estado de Minas Gerais, o déficit era de 7,2 milhões de unidades habitacionais em 2000. O déficit é a soma do número estimado de famílias que vivem em moradias de baixa qualidade, novas moradias necessárias devido ao aumento no tamanho das famílias e famílias atualmente sem casa. Essa escassez é crítica nos setores habitacionais destinados às classes de média e baixa rendas. O quadro abaixo mostra as estimativas do déficit habitacional brasileiro por faixas de renda familiar em 2000: Déficit habitacional por renda familiar em números de salários mínimos (em milhares de unidades)(1) Região geográfica Norte ................. Nordeste ........... Sudeste.............. Sul...................... Centro-Oeste .... Déficit habitacional Total aproximado ...... Déficit habitacional regional Até 3 704 2.603 1.805 532 411 3-5 81 157 269 78 47 5-10 48 66 192 50 31 10 + 16 26 75 19 14 849 2.851 2.342 679 502 6.055 632 386 149 7.223 Fonte: Estimativas da Fundação João Pinheiro (1) A partir de 1º de abril de 2006, o salário mínimo vigente é de R$350,00. Dentre os diversos fatores que afetam o mercado imobiliário de incorporação e construção civil podemos apontar: (i) fatores macroeconômicos; (ii) fatores demográficos e sócio-culturais; (iii) política de crédito para o setor; e (iv) regulamentação do setor (vide seção “Nossos Negócios - Regulamentação do Setor Imobiliário”). 83 FATORES MACROECONÔMICOS A renda, a oferta de crédito, as taxas de juros e a inflação, dentre outros fatores macroeconômicos, estão diretamente relacionados ao mercado imobiliário. O favorável ambiente macroeconômico verificado recentemente no Brasil reuniu condições positivas para os mais diversos setores econômicos, inclusive o setor imobiliário. O controle da inflação a partir de 1994 gerou benefícios significativos e generalizados para a economia e para a população brasileira (particularmente as camadas com menor renda) e permitiu que o Brasil voltasse a se inserir de forma mais representativa no contexto econômico global. Com o significativo influxo de investimentos estrangeiros verificado durante o processo de liberalização da economia e privatização de serviços públicos promovidos na segunda metade da década de 90, referida inserção do Brasil na economia global consolidou-se. Tal ambiente gerou entre os diversos agentes econômicos pressões por uma gestão pública responsável, transparente e promotora da estabilidade econômica. O atual Governo Federal e o anterior, em geral, adotaram políticas econômicas mais austeras, com maior independência do BACEN e transparência e controle das contas públicas. Outro efeito importante desse cenário de maior inserção global e estabilidade macroeconômica foi o aumento da competitividade de diversos setores econômicos, com uma notável melhora nos padrões de administração e governança empresarial. Esse quadro, aliado a condições favoráveis na economia global, tem resultado em indicadores econômicos muito positivos para o Brasil, como o aumento do superávit em operações correntes que, segundo o BACEN, foi equivalente a 1,8% do PIB em 2005, ante 1,9% do PIB em 2004 e a queda da inflação, com o IPCA caindo de 9,3% em 2003 para 3,7% em setembro de 2006 no acumulado de 12 meses. Essa conjuntura favoreceu a evolução do risco-país, que atualmente está em um de seus menores níveis históricos, conforme medido pelo índice Embi+, calculado pelo JPMorgan Securities Inc., que passou de 382 pontos em 31 de dezembro de 2004 para 303 pontos em 31 de dezembro de 2005 e 232 pontos em 30 de setembro de 2006. A soma desses avanços eleva o poder de previsibilidade dos agentes, favorece o aumento do nível de investimento doméstico e externo e justifica uma expectativa de gradual e contínua melhora, com reflexo inclusive na redução das taxas de juros e aumento do nível de crédito. Segundo o BACEN, em dezembro de 2003, o total de créditos concedidos pelo Sistema Financeiro Nacional foi de 25,8% do PIB, enquanto em novembro de 2006 esse volume atingiu a proporção de 33,7% do PIB. 84 IPCA % Últimos 12 meses Créditos Totais do SFN - % do PIB 20% 40% 15% 30% 10% 20% 5% 10% 0% Jan-02 0% Mar-03 Jun-04 Aug-05 Nov-06 Jan-02 Fonte: Bloomberg May-04 Jul-05 Sep-06 Jun-04 Aug-05 Nov-06 Fonte: BACEN SELIC Embi 30% 2,500 2,000 1,500 1,000 500 0 20% 10% 0% Jan-02 Mar-03 Mar-03 Jun-04 Aug-05 Nov-06 Jan-02 Fonte: BACEN Mar-03 Fonte: Bloomberg Esse progresso na estabilidade econômica teve reflexos positivos em diversos indicadores sócio-econômicos, que ilustram a diminuição da desigualdade social e o aumento do poder aquisitivo da população brasileira. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (“PNAD”) divulgada pelo IBGE em setembro de 2004, o Brasil atingiu, em 2003, o seu menor Índice de GINI, que mede a concentração dos rendimentos médios do trabalho assalariado: 0,555. Em 1993, esse índice era de 0,600 e vem caindo desde então, segundo informações da mesma pesquisa. Ainda segundo a PNAD, a proporção de pobres (assim considerados aqueles em condições de habilitação para o programa Bolsa-Família, ou seja, indivíduos de famílias com renda mensal por pessoa de até R$120,00) para o total da população brasileira caiu de 37% em 2001 para 24% em 2004. FATORES DEMOGRÁFICOS E SÓCIO-CULTURAIS O crescimento da população brasileira, a elevada porcentagem de jovens (em relação ao total da população), a tendência de envelhecimento da população, o declínio do número de habitantes por domicílio e a preferência sócio-cultural pela casa própria são elementos combinados que suportam um elevado potencial de demanda por imóveis residenciais no Brasil. De acordo com o IBGE, de 1991 a 2000 a população do Brasil cresceu de 146,8 milhões para 186,7 milhões de habitantes, representando uma taxa de crescimento anual composta (“Taxa de Crescimento”) de 1,6%. Historicamente, contudo, a Taxa de Crescimento da população brasileira tem diminuído. De 1970 a 1980, a Taxa de Crescimento da população brasileira foi de 2,4% e, de 1980 a 1991, essa taxa diminuiu para 1,9%. Apesar da tendência de diminuição, a Taxa de Crescimento da população brasileira ainda é substancialmente superior às Taxas de Crescimento da população dos principais países ocidentais europeus (Alemanha, Reino Unido, Itália, França e Espanha), que foram, em média, de 0,3% de 1990 até 2000 de acordo com o IFC e da população dos Estados Unidos da América, que foi de 1,2% a partir de 1990 até 2000, de acordo com censo realizado (US Census Bureau). 85 Apesar da diminuição do número percentual de jovens da população total, o crescimento da população jovem do Brasil em termos absolutos proporciona um potencial de elevação de demanda por imóveis nas próximas décadas. Em 2000, a população com menos de 25 anos representava 49,7% da população total do Brasil quando comparado a 35,4% nos Estados Unidos da América e a média de 28,9% nos principais países da Europa ocidental. Segundo estimativa do IBGE, em 2030 o Brasil deverá ter 36,1% de sua população com idade entre 25 e 49 anos, que é uma faixa com alto potencial de aquisição de imóveis. De acordo com a Fundação João Pinheiro, devido ao perfil etário e a Taxa de Crescimento da população brasileira, há uma demanda no Brasil por 900 mil novas unidades residenciais por ano. Os gráficos abaixo demonstram o perfil de idade da população brasileira em 2005 e sua projeção para 2030: Outro indicador positivo para o mercado imobiliário é a diminuição no número de habitantes por domicílio. De acordo com o IBGE, de 1991 a 2000, o número de domicílios brasileiros aumentou em 12,4 milhões, representando uma Taxa de Crescimento de 3,6%, comparado a um crescimento populacional de 1,6% no período. Quando comparados, os indicadores refletem uma redução no número médio de habitantes por domicílio. Em 1970, o número médio de habitantes por domicílio era de 5,3. Em 2000, esse número caiu para 3,8. O aumento do número de domicílios com um único habitante também contribuiu para a redução da média. De 1991 a 2000, a porcentagem dos domicílios com um único habitante aumentou de 7,5% para 10,2% do número total de domicílios. Conforme ilustrado no gráfico abaixo, a concentração de renda é alta no Brasil. De acordo com o IBGE, em 2000, apenas 18% das residências brasileiras eram habitadas por famílias com renda mensal superior a 12 salários mínimos, sendo que tais famílias responderam por mais da metade do total do consumo anual do País. Já o percentual de residências habitadas por famílias com renda mensal entre 4 e 12 salários mínimos era de 30% do total das residências brasileiras e, portanto, substancialmente maior que o percentual de residências habitadas por famílias com renda mensal acima de 12 salários mínimos. Nossa estratégia de crescimento é focada no desenvolvimento de nossos empreendimentos do Novo Segmento, que são voltados justamente para essa faixa da população brasileira que responde por aproximadamente 30% do total de residências brasileiras. 86 Consumo A/ B Residências Renda 18% > 12 salários mínimos 28% 30% 4-12 salários mínimos 20% 52% < 4 salários mínimos 52% C D/ E 49,5 milhões Fonte: IBGE Finalmente, a representativa participação de moradias próprias no total de moradias no Brasil ilustra preferência sócio-cultural da população brasileira por moradias próprias. Apesar da elevada taxa de juros na década de 90, de acordo com IBGE, o percentual de moradias próprias no total de moradias aumentou de 70,8% para 73,7% entre 1993 e 2003, enquanto o percentual de moradias alugadas diminuiu de 15,3% para 15,0% e o de moradias cedidas (que envolvem a transferência da propriedade de uma parte à outra, por doação, herança ou outros motivos) caiu de 13,4% para 10,7%. PRINCIPAIS MERCADOS ONDE ATUAMOS O acentuado processo de urbanização do Brasil, a partir da década de 50, modificou o cenário da ocupação do território nacional, concentrando grande parte da população em grandes centros urbanos. Segundo estudo do IBGE, em 1950 o Brasil tinha 36% de sua população vivendo em áreas urbanas, enquanto em 2002 esse percentual chegou a 82%. Geograficamente, o Brasil é dividido em cinco regiões: Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Essas regiões apresentam diferenças significativas entre si em termos de população absoluta, densidade populacional, atividade econômica, desenvolvimento e déficit habitacional. A região Sudeste, onde se situa a maior parte de nossos empreendimentos, é a região brasileira de maior concentração de população e atividade econômica, reunindo aproximadamente 42% da população do País e sendo responsável por cerca de 58% do PIB nacional. Além disso, a região Sudeste apresenta um elevado déficit habitacional em regiões urbanas, principalmente nas faixas populacionais a que se destinam os nossos empreendimentos do Novo Segmento. O gráfico abaixo ilustra a distribuição do déficit populacional brasileiro nas diversas regiões do País. Déficit Habitacional por Tipo de Moradia e Região 70% 59% 60% 50% 40% 40% 33% 30% 20% 20% 10% 10% 9% 10% 6% 8% 4% 0% Norte Nordeste Urbana Fonte: Fundação João Pinheiro 87 Sudeste Rural Sul Centro-Oeste De acordo com o IBGE, São Paulo e Rio de Janeiro em 2005 são as duas maiores e mais densamente povoadas cidades do Brasil. Em 2005, de acordo com o IBGE, a população nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro era de 10,9 milhões e 6,1 milhões de habitantes, representando 5,9% e 3,3%, respectivamente, do total da população brasileira. Em 2002, segundo o IBGE, o PIB das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro foi de R$140 bilhões e R$63 bilhões, representando 10,4% e 4,7% do PIB nacional, respectivamente. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, outras regiões do País apresentam, igualmente, alta densidade demográfica e grande potencial de desenvolvimento econômico. Atualmente, há no Brasil 150 cidades com população acima de 150 mil habitantes, dentre as quais identificamos ao menos 70 cidades com potencial para a incorporação de nossos empreendimentos do Novo Segmento. Entre as 15 cidades em que já lançamos empreendimentos, nove delas são cidades do interior paulista e seis capitais ou regiões metropolitanas de capitais de importantes Estados brasileiros, incluindo São Paulo. As cidades em que atuamos apresentam, em média, renda familiar acima da média nacional e percentual significativo de famílias com renda mensal superior a R$1.750,00 mensais, representando regiões com bom potencial para desenvolvimento do mercado imobiliário e pouca concorrência, principalmente nos segmentos em que atuamos. Além disso, as cidades do interior do Estado de São Paulo em que estamos presentes são regiões de grande potencial econômico e apresentam índices de crescimento demográfico, em média, superiores ao da capital paulista, o que favorece a demanda por unidades residenciais. A tabela abaixo apresenta informações sócio-econômicas sobre algumas das localidades em que atuamos: Municípios com população acima de 150 mil Habitantes em que atuamos São Paulo(1) Guarulhos Campinas Santo André Ribeirão Preto Sorocaba São José do Rio Preto Guarujá Porto Alegre Rio de Janeiro Curitiba Belo Horizonte(2) Fortaleza Total Brasil Estado SP SP SP SP SP SP SP SP RS RJ PR MG CE --- População Crescimento demográfico (% ao ano) Renda média mensal familiar % participação renda familiar entre R$1.750,00 e R$3.500,00 % participação renda familiar acima de R$3.500,00 10.927.985 1.251.179 1.045.706 669.592 565.180 551.312 406.826 299.023 1.428.696 6.094.183 1.757.904 2.375.329 2.374.944 186.286.453 0,13 3,38 1,09 -0,02 2,14 0,86 2,30 1,17 0,94 0,75 2,13 1,16 2,17 0,99 R$1.240,34 R$1.180,73 R$1.214,26 R$1.131,45 R$1.303,83 R$1.147,60 R$1.112,49 R$957,31 R$1.230,31 R$1.172,21 R$1.402,50 R$1.200,08 R$1.076,11 R$1.092,23 25 20 20 15 20 20 20 15 22 20 22 18 10 18 18 16 16 10 16 16 16 10 14 16 15 12 5 12 Fonte: IBGE (1) Santana do Parnaíba. (2) Nova Lima. 88 Nosso foco estratégico no Novo Segmento está alinhado ao perfil de consumo diferenciado das cidades em que atuamos. Segundo a CRECI-SP, aproximadamente 69,1% das aquisições do setor nas cidades do interior do Estado de São Paulo foram de imóveis com valores de até R$100 mil. Nossos empreendimentos do Novo Segmento oferecem unidades com preço de venda entre R$50 mil e R$120 mil, atendendo a forte demanda nessa faixa de preço. O gráfico abaixo ilustra os percentuais do total de aquisições de imóveis residenciais no Estado de São Paulo em função das regiões do Estado e preço dos imóveis. 25% 23% 21% 20% 19% 20% 15% 15% 15% 15% 16% 15% 18% 16% 10% ABCDGO Interior Litoral 47% 59% 54% 45% 16% 12% 10% Capital Entre 40-100: 9% 10%11% 10% 9% 7% 9% 8% 8% 6% 5% 5% 5% 10% 9% 7% 4% 5% 3% 3% 3% 3% 4% 10% 5% 6% 2% 0% até 40 de 41 a 60 de 61 a 80 de 81 a 100 de 101 a 120 de 121 a 140 de 141 a 160 de 161 a 180 de 181 a 200 mais de 201 Fonte: CRECI-SP Estado de São Paulo – 1º semestre de 2006 (1) A região ABCDGO é formada pelos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Guarulhos e Osasco. Além disso, o financiamento que disponibilizamos a nossos clientes também é adequado às características e demanda do mercado imobiliário do interior do Estado de São Paulo. Segundo a CRECI-SP, as locações de imóveis com valor de aluguel mensal entre R$200.00 e R$800.00 representaram 85,4% do mercado no Estado de São Paulo durante o primeiro semestre de 2006. O valor das prestações dos financiamentos que oferecemos aos nossos clientes do Novo Segmento varia, geralmente, entre R$450.00 e R$700.00, aproximadamente. Assim sendo, uma parcela significativa das famílias que vivem em residências alugadas no interior do Estado de São Paulo poderia comprar nossos empreendimentos do Novo Segmento, pagando prestações mensais de valor igual ou próximo ao valor que despendem para pagamento mensal de aluguel. O gráfico abaixo ilustra os percentuais do total das locações de imóveis residenciais no Estado de São Paulo em função das regiões do Estado e valor dos aluguéis pagos. 60% Capital ABCDGO 50% 47% 50% 40% 33% 34% 30% Interior Litoral 35% 34% 30% 29% 20% 14% 10% 4% 7% 7% 10% 6% 6% 9% 9% 3% 3% 7% 0% até 200 201 a 400 401 a 600 601 a 800 801 a 1000 Fonte: CRECI-SP Estado de São Paulo – 1º semestre de 2006 (1) A região ABCDGO é formada pelos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Guarulhos e Osasco. 89 POLÍTICA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO BRASILEIRA No Brasil, historicamente, houve escassez de linhas de crédito ao consumidor final adequadas à aquisição de imóveis. A falta de crédito foi constituída pelas altas taxas de juros e escassez de financiamento de longo prazo, dificultando o acesso da população a financiamentos para adquirir novas residências. Além disso, por causa da dificuldade de execução de direitos dos credores, como, por exemplo, a retomada do imóvel em caso de inadimplemento por parte do comprador do imóvel, e também pelos altos retornos obtidos com outros tipos de investimentos, os bancos não demonstravam muito interesse em conceder financiamentos imobiliários. Atualmente, no entanto, com a criação de mecanismos jurídicos que asseguram maior proteção aos financiadores e incentivos à concessão de crédito nos últimos anos, estamos vivendo um cenário de maior disponibilidade de crédito imobiliário para financiamento da aquisição de imóveis, com destaque para os imóveis com valor de até R$120 mil, para os quais existe hoje o maior incentivo à construção. Vide seção “Nossos Negócios – Regulamentação - Regulamentação Relativa à Política de Crédito”. O volume de financiamento destinado aos empreendimentos imobiliários, bem como o interesse por parte dos compradores de imóveis, têm variado historicamente de acordo com as oscilações das taxas de juros e dos requisitos impostos pelo CMN em relação à utilização, por parte dos bancos, de recursos de aplicação em caderneta de poupança. A partir de 1997, tanto os bancos privados quanto a CEF, por meio do SFH, voltaram a desempenhar um papel importante na concessão de financiamento imobiliário, particularmente para as classes de média e baixa renda. Naquele ano, foi criado o SFI e no seu âmbito foram subseqüentemente instituídas e reguladas ferramentas inovadoras, como a alienação fiduciária de imóveis, facilitando a retomada do imóvel em caso de inadimplemento por parte do comprador, e a securitização de créditos imobiliários, resultando na criação de modalidades de captação de recursos para o setor imobiliário que hoje são amplamente utilizadas (CRI, CCI, letras de crédito imobiliário e fundos imobiliários, entre outros). Esses mecanismos ampliaram significativamente a oferta de crédito para empreendimentos imobiliários, fenômeno que se verificou de forma mais intensa a partir de 2002. Apesar de determinados fatores terem periodicamente afetado de forma negativa a concessão de crédito imobiliário e a comercialização de imóveis, particularmente junto às faixas de menor renda da população, tais como turbulências nas condições políticas ou econômicas do País e a introdução pela CEF de sistemas de seleção e análise de crédito mais rigorosos, desde 2002 o volume de financiamentos concedidos ao setor imobiliário vem aumentando de forma consistente. Um dos principais motivos para esse crescimento foram as medidas do BACEN, que aumentaram o direcionamento compulsório de parcela dos recursos captados por entidades do SBPE ao financiamento imobiliário. Vide seção “Nossos Negócios – Regulamentação Relativa à Política de Crédito”. Além disso, a partir de junho de 2003, o Governo Federal iniciou um processo de abrandamento da política monetária e redução das taxas de juros, o que gerou uma ampliação geral do crédito no País. Assim, com a melhora de variáveis determinantes para os negócios do setor imobiliário nacional, taxas de juros menores e aumento de renda da população, observou-se uma recuperação na atividade imobiliária durante o ano de 2004. Entretanto, nos primeiros cinco meses de 2005, diante de expectativa de aumento de inflação para o ano, o COPOM voltou a promover a elevação das taxas de juros, que apenas a partir de setembro de 2005 voltaram a ser reduzidas. Já no segundo semestre de 2005, a partir da retomada da tendência de queda das taxas de juros, o financiamento ao setor imobiliário apresentou sinais de aquecimento. De acordo com dados do BACEN, o financiamento para o setor cresceu 60% em 2005 em relação a 2004. Com isso, a busca por clientes acirrou-se e as condições dos financiamentos bancários concedidos a empresas do setor imobiliário melhoraram, com redução das taxas de juros e extensão dos prazos. 90 Outros fatores que, principalmente a partir de 2005, têm favorecido o financiamento imobiliário, em geral, são: (1) a redução da remuneração paga pelo BACEN aos bancos sobre os recursos de poupança não aplicados em operações de crédito imobiliário, de forma a induzir o financiamento habitacional; (2) simplificação das leis para retomada de imóvel em caso de inadimplência (alienação fiduciária); (3) isenção de imposto sobre a renda na venda de imóvel, em caso de compra de outro imóvel de maior valor no prazo de 180 dias; e (4) aumento da disponibilidade de recursos para crédito imobiliário do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) e da Caixa Econômica Federal. Além disso, o Fator Multiplicador, conforme explicado abaixo, incentivou a concessão de crédito a baixo custo para a aquisição de imóveis com valor de venda de até R$120 mil. A legislação brasileira prevê que, pelo menos, 65% dos depósitos em conta de poupança sejam utilizados para financiamento imobiliário, dos quais, no mínimo, 80% do financiamento deve ser destinado a empréstimos residenciais pelo SFH. A fim de facilitar a concessão de financiamentos mais acessíveis, o SFH estipula taxas de juros e valor de principal máximos. Em dezembro de 2005, havia quase R$136 bilhões no sistema de poupança, dos quais apenas 37,9% foi utilizado para empréstimos residenciais. Seriam necessários mais R$36 bilhões de empréstimos para atingir o valor mínimo de 65%. Como forma de incentivar o financiamento imobiliário, principalmente para imóveis destinados às classes de menor poder aquisitivo, o CMN, por meio da Resolução 3.259 de 28 janeiro de 2005, criou um sistema de contabilização dos recursos de poupança utilizados pelos bancos para financiamento imobiliário. De acordo com a mencionada Resolução e alterações posteriores, os bancos estão autorizados a aplicar um Fator Multiplicador aos recursos da poupança efetivamente utilizados para financiamentos imobiliários a taxas de juros que variam entre 8 a 12% ao ano. Esse Fator Multiplicador varia de acordo com o valor do imóvel financiado e a taxa de juros oferecida ao mutuário. Quanto menor o valor do imóvel financiado e a taxa de juros, maior será o Fator Multiplicador. Para fins de se computar o valor a ser considerado pela instituição financeira como tendo sido destinado a financiamento imobiliário, a instituição financeira multiplica o valor do financiamento concedido pelo Fator Multiplicador. Ou seja, quanto menor o valor do imóvel financiado e menor a taxa de juros, maior será o benefício concedido por meio do Fator Multiplicador na determinação do valor a ser considerado como tendo sido investido por determinada instituição financeira em financiamento imobiliário. Outros importantes fatores relacionados à legislação brasileira contribuíram para o crescimento do financiamento imobiliário no Brasil, tais como a popularização da utilização do instituto da alienação fiduciária como garantia nas transações imobiliárias e os benefícios previstos pela chamada “lei do incontroverso”, descritas na seção “Nossos Negócios - Regulamentação”, permitindo assim maior segurança na concessão de crédito para a aquisição de imóveis. Mesmo com a implementação do Fator Multiplicador, em função das taxas de juros atuais, a demanda por financiamento imobiliário ainda se encontra aquém de seu potencial. Espera-se que, em caso de queda sustentada das taxas de juros, uma maior parcela desses recursos seja efetivamente destinada ao financiamento imobiliário. Acreditamos que a queda nas taxas de juros no futuro aumentará o poder aquisitivo das classes média e média baixa. A título de ilustração, nas condições atuais, é possível contratar um financiamento de 15 anos no valor de R$48.000,00 a uma taxa de 12% ao ano, com prestações mensais de R$557,27. Assumindo a redução da taxa de juros para 9% ao ano, o que já é possível para imóveis do Novo Segmento, essa prestação seria reduzida para R$476,80 mensais. Essa diferença de R$80,40 corresponde a uma redução de 14,5% no valor da prestação mensal, ampliando significativamente o universo de potenciais compradores. 91 Além do Fator Multiplicador, o Governo Federal implementou no mês de setembro de 2006 um pacote de medidas visando a estimular o setor da construção civil e o financiamento imobiliário. Dentre as medidas anunciadas, encontram-se a redução de alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados aplicáveis a certos produtos utilizados na construção civil, a permissão do uso de crédito consignado na aquisição da casa própria e a permissão da adoção de taxas de juros pré-fixadas no SFH desvinculadas da TR. Também como parte do pacote de incentivos à construção civil, a CEF anunciou a reabertura de linhas de financiamento direto a construtores, aumentando o limite de financiamento de 50% para 85% do custo da obra. Igualmente, o BNDES anunciou a abertura de uma linha de crédito para empresas que fazem projetos de investimento que incluam também moradias para os funcionários. Esse pacote de medidas ajudou a aumentar o crédito imobiliário em 2006 em comparação a 2005. Sob a perspectiva das instituições financeiras, observamos, nos últimos anos, um gradativo aumento do interesse por parte dos bancos com quem trabalhamos em aumentar suas atividades no segmento de financiamentos imobiliários. Esse interesse pode se justificar, entre outros motivos, pelo relacionamento de longo prazo que instituições financeiras podem desenvolver com os clientes que contratam linhas de financiamento imobiliário, possibilitando a venda e prestação de outros tipos de produtos e serviços bancários ao cliente. Por esses motivos, acreditamos que possa haver um aumento no interesse dos bancos em participar de forma mais intensa do mercado de financiamento imobiliário no Brasil. Entre janeiro e agosto de 2006, o montante de financiamentos habitacionais contratados pelos agentes financeiros atingiu R$5,94 bilhões, o que representa um crescimento superior a 105% em relação aos R$2,89 bilhões registrados em igual período de 2005, segundo dados divulgados pela ABECIP. Em relação ao número de unidades financiadas, em agosto de 2006, 11.600 unidades foram financiadas, uma elevação de 213% sobre agosto de 2005. O quadro abaixo detalha o volume de crédito proveniente de instituições financeiras disponibilizado para empresas do setor imobiliário de 2001 a 2005: Ano 2002 2003 2004 2005 Unidades financiadas Variação sobre ano Número de unidades anterior (em %) 28.902 36.446 53.787 61.121 (19,2) 26,1 47,6 13,6 Volume financiado Volume financiado Variação sobre ano (em R$ milhões) anterior (em %) 1.768 2.217 3.000 4.852 (5,4) 25,4 35,3 61,73 Fonte: BACEN e estimativas do SECOVI. O crescimento no volume de financiamento imobiliário tem continuado em 2006. As operações de financiamento habitacional do SBPE aumentaram aproximadamente 98% no período de 11 meses encerrado em 30 de novembro de 2006, comparativamente ao mesmo período de 2005, segundo os dados compilados pela ABECIP, atingindo, aproximadamente, R$8,4 bilhões, que permitiram o financiamento de 103.970 unidades. Nos 12 meses anteriores a novembro de 2006, foram financiadas 115.000 unidades, contra 55.491 nos 12 meses encerrados em novembro de 2005. Ainda segundo a ABECIP, o volume de recursos aplicados evoluiu, nos mesmos períodos, de R$4,6 bilhões para R$9,0 bilhões, com aumento de, aproximadamente, 94% no volume de recursos e 107% no número de unidades financiadas, mantendo a tendência de crescimento das operações que vem ocorrendo de forma ininterrupta nos anos de 2003, 2004 e 2005. O gráfico abaixo indica a evolução dos financiamentos imobiliários disponíveis por meio do SBPE, em termos de unidades financiadas e valores contratados, desde janeiro de 2005. 92 1.000 12.000 898,7 826,1 10.000 800 700 610,1 617,7 8.000 600 590,2 6.000 518,7 479,1 900 R$ Milhões Unidades Financiamento Imobiliário - Número de Unidades e Valores Contratados 500 400 4.000 310,2 289,7 275,7 300 200 2.000 100 - Unid jun/06 mai/06 abr/06 mar/06 fev/06 jan/06 dez/05 nov/05 out/05 set/05 ago/05 jul/05 jun/05 mai/05 abr/05 mar/05 fev/05 jan/05 0 R$ MM Fonte: Bacen e ABECIP Apesar das melhoras observadas, o nível de financiamento imobiliário no Brasil ainda é baixo se comparado ao de outros países. Em 2004, de acordo com o IFC, o total da dívida imobiliária brasileira representava aproximadamente apenas 5% do PIB. Acreditamos que, se mantida a tendência de queda nas taxas de juros, o nível de financiamento imobiliário poderá crescer no Brasil, passando a representar um percentual mais significativo do PIB, a exemplo do que ocorre em países mais desenvolvidos, como demonstra o gráfico abaixo. Financiamento Imobiliário/PIB (2004) 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% E U UA E C H an 15 on ad k- á M Kon al g ás E s ia Ta tôn ilâ ia nd i C a hi La le tív C ia h M in a éx i Jo co rd C ân ro i H ác a un ia gr R Bo ia ep l í . C via h M ec ar a ro Tu co s Es nís lo ia vá Po qu lô ia Jo nia rd â B nia ra s B an Ín il gl di ad a es h Ira n P Ar A er áb rg u ia éli Sa a Pa ud q u ita i Tu stã rq o G u ia an a 0% Fonte: IFC 93 NOSSOS NEGÓCIOS INTRODUÇÃO Somos uma incorporadora imobiliária com mais de 15 anos de atuação e foco em cidades do interior brasileiro com mais de 150 mil habitantes. Desde o início de nossas atividades em 1991, lançamos 52 empreendimentos em 15 cidades de seis Estados, com 8.913 unidades e área construída de 1.129.626 m². Nossa atividade de incorporação imobiliária envolve a aquisição de terrenos e o desenvolvimento, construção e comercialização de empreendimentos residenciais. Nossos produtos são direcionados para dois segmentos principais e destinados a públicos-alvo distintos: Novo Segmento e Segmento Tradicional. No Novo Segmento, desenvolvemos principalmente empreendimentos com valor de venda entre R$50 mil e R$120 mil, com área entre 45 m2 e 90 m2, compostos prioritariamente por casas, destinados a famílias com renda média entre R$1.750,0 e R$3.500,0 mensais, que normalmente estão comprando a primeira casa própria ou imóvel novo de melhor padrão e/ou localização. No Segmento Tradicional, desenvolvemos principalmente empreendimentos com valor de venda entre R$120 mil e R$350 mil, com área entre 75 m2 e 200 m2, que incluem tanto apartamentos como casas, destinados a famílias com renda média acima de R$3.500,00 mensais, que normalmente já possuem um imóvel próprio, mas estão em busca de um imóvel residencial novo e de melhor padrão e/ou localização. Todos os nossos empreendimentos são desenvolvidos na forma de condomínios fechados que oferecem soluções integradas de qualidade, lazer, segurança e serviços, além de avançados conceitos urbanísticos e estéticos e condições de financiamento adequadas. A maioria dos empreendimentos desenvolvidos por nós até hoje se enquadra no Segmento Tradicional, sendo que, a partir do final de 2002, intensificamos a nossa atuação no Novo Segmento, com lançamentos nas cidades de São José do Rio Preto e Santo André, no interior do Estado de São Paulo. Na data deste Prospecto, possuíamos 18 empreendimentos em andamento, sendo 14 em fase de construção, totalizando 2.828 novas unidades autônomas e 375.816 m² lançados a serem entregues nos próximos seis a 30 meses. Na data deste Prospecto, o preço médio de venda dessas unidades era de R$206 mil, variando entre R$76 mil (Terra Nova Garden Village I) e R$530 mil (Tamboré 7). Entre estes empreendimentos em andamento, a segmentação do VGV Lançado por faixa de preço unitário dos imóveis residenciais indicava 16,8% no Novo Segmento e 83,2% no Segmento Tradicional. Acreditamos que o Novo Segmento apresenta grande potencial de crescimento em cidades do interior do País com mais de 150 mil habitantes devido à maior disponibilidade de terrenos a custos mais baixos, menores custos de construção, incluindo mão-de-obra, demanda reprimida por empreendimentos residenciais de qualidade em condomínios fechados, além de reduzida concorrência se comparada às grandes cidades brasileiras. Tais fatores, combinados com (i) ambiente de crescimento econômico, (ii) aumento do poder aquisitivo, (iii) redução das taxas de juros, (iv) prolongamento dos prazos de financiamento disponíveis a nossos clientes e (v) conseqüente aumento da oferta de crédito, tornam o mercado do interior brasileiro atrativo para o desenvolvimento do Novo Segmento. Acreditamos ser uma das únicas incorporadoras com amplo conhecimento das preferências da população de regiões do interior do País apta a oferecer produtos que atendam às exigências de qualidade dos clientes com preço e condições de financiamento acessíveis. Acreditamos que experiência nesse mercado coloca-nos em posição privilegiada para identificar áreas e criar as parcerias necessárias para o desenvolvimento de nossos empreendimentos. Além de atuarmos no interior do Estado de São Paulo e de outros Estados do País, também atuamos nas principais capitais do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Fortaleza. 94 De nossas receitas operacionais líquidas totais nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, 93,3% foram originadas da venda de unidades em imóveis que nós incorporamos e nesses mesmos três exercícios, a maioria dos empreendimentos lançados teve mais do que 90% das unidades vendidas antes da conclusão da construção. Além disso, em nossos empreendimentos, geralmente conseguimos vender em torno de 50% das unidades da etapa lançada em até 180 dias do lançamento. De nossas receitas operacionais líquidas totais nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, 6,7% resultaram de serviços de gestão de carteiras de recebíveis e administração de obra. A tabela abaixo apresenta determinadas informações financeiras e operacionais nos períodos indicados: (em milhares de R$) Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2003 2004 2005 Receita Operacional Líquida............... Outras Receitas Operacionais(1)......... Lucro Líquido ....................................... EBITDA Ajustado(2) ............................. Margem EBITDA Ajustado(2).............. 59.356 3.398 4.698 8.865 14,9% 56.419 3.731 41 10.475 18,6% 42.492 4.919 2.461 5.274 12,4% Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 2006 34.331 3.795 4.343 6.705 19,5% 33.746 3.615 3.403 5.311 15,7% (1) Inclui as receitas de prestação de serviços. (2) Nós utilizamos o EBITDA ajustado como uma medida suplementar do nosso desempenho operacional. Nós calculamos nosso EBITDA ajustado utilizando itens das nossas demonstrações de resultado, preparadas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, da seguinte forma: realizamos a soma do lucro líquido ao IRPJ, CSLL, efeitos do resultado financeiro, amortização e depreciação gastos com reestruturação societária e subtraímos a equivalência patrimonial. O EBITDA ajustado não é medida de desempenho financeiro segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, tampouco deve ser considerado isoladamente, ou como alternativa ao lucro líquido, ou alternativa aos fluxos de caixa operacionais, ou como medida de liquidez. O EBITDA ajustado apresenta limitações que prejudicam a sua utilização como medida de nossa lucratividade, incluindo, entre outras, o fato de não considerar determinados custos decorrentes de nossos negócios, que poderiam afetar, de maneira significativa, os nossos lucros, tais como despesas financeiras, impostos sobre lucro, despesas de capital e outros encargos relacionados. O EBITDA ajustado não possui significado padronizado e nossa definição de EBITDA ajustado pode não ser comparável àquelas utilizadas por outras sociedades. Para informações adicionais sobre nosso EBITDA ajustado, vide “Sumário das Informações Financeiras e Operacionais” e “Informações Financeiras e Operacionais Selecionadas”. Em 1991, ano de constituição da nossa Companhia, criamos o Sistema Fácil, programa através do qual aprovamos crédito e financiamento para aquisição de unidades de nossos empreendimentos. O Sistema Fácil, com seu procedimento simplificado de obtenção de financiamento sem a necessidade de comprovação de renda, proporcionou acesso à aquisição de casa própria a um amplo universo de potenciais compradores que até então enfrentava dificuldades na obtenção de financiamentos. Para maiores informações sobre o Sistema Fácil, vide “Financiamento a Clientes”. Todas as unidades residenciais lançadas desde nossa constituição eram parte do Sistema Fácil. Das 8.913 unidades residenciais, 5.917 unidades foram no interior do Estado de São Paulo e 904 na capital desse Estado, 1.118 unidades no Estado do Rio Grande do Sul, 446 unidades no Estado do Rio de Janeiro, 128 unidades no Estado do Paraná, 152 unidades no Estado de Minas Gerais e 248 unidades no Estado do Ceará. Acreditamos que o Sistema Fácil contribuiu de forma significativa para a expansão de nossas atividades. Na data deste Prospecto, havíamos lançado mais de 8.900 unidades com a marca Sistema Fácil, perfazendo um total de mais de R$1,5 bilhão de VGV Lançado. Para maiores informações sobre o Sistema Fácil, vide “Financiamento a Clientes”. No final do ano de 2002 e no ano de 2003, lançamos os empreendimentos Maria Stella e Jardins de Barcelona, ambos na cidade de São José do Rio Preto, os quais nos ajudaram a desenvolver a nossa percepção sobre a existência de uma oportunidade específica no mercado imobiliário residencial brasileiro, a qual viemos a denominar, apenas recentemente, de Novo Segmento. A nossa conceituação do Novo Segmento resultou de um dedicado estudo sobre as necessidades emergentes e mais atuais do mercado brasileiro, particularmente nas cidades do interior. 95 Apesar de estarmos presentes nos mais importantes centros urbanos do País, tais como as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza e Porto Alegre, mantemos nossa sede na cidade de São José do Rio Preto, como reflexo de nosso foco de atuação no interior do Estado de São Paulo e de outros importantes Estados do País. A fim de maximizar o nosso aproveitamento das diferentes oportunidades de mercado, desenvolvemos nossas atividades em parceria em vários de nossos empreendimentos, dentre os quais estão outros incorporadores, investidores financeiros, proprietários de terrenos e construtoras. Essas parcerias são geralmente estruturadas por meio de SPEs e consórcios constituídos com o propósito específico de desenvolver determinado empreendimento imobiliário. Temos parcerias estratégicas com empreendedores locais nos diversos municípios onde atuamos, o que nos dá flexibilidade operacional e nos permite aproveitar oportunidades específicas em regiões diversas, que vão desde a compra de terrenos com alto potencial de valorização em locais estratégicos até a personalização de empreendimentos para atender necessidades pontuais de determinados mercados. HISTÓRICO Somos parte das Empresas Rodobens, grupo empresarial que se encontra entre os 100 maiores grupos empresariais do Brasil, em patrimônio, de acordo com o Anuário Gazeta Mercantil 2005/2006. As atividades das Empresas Rodobens foram iniciadas em 1949 em São José do Rio Preto por Waldemar de Oliveira Verdi atuando, inicialmente, na área de revenda de caminhões Mercedes-Benz. Em 1966, as Empresas Rodobens passaram a atuar na administração de consórcio de caminhões, tornando-se o primeiro consórcio brasileiro de abrangência nacional. Atualmente, além de nossas atividades na área imobiliária, as Empresas Rodobens atuam igualmente nas áreas de venda e locação de veículos, consórcios de veículos e imóveis, instituições financeiras, corretagem de seguros, serviços de comunicação corporativa, soluções de logística e distribuição em transporte, entre outras. As Empresas Rodobens estão presentes em aproximadamente 185 cidades de todos os Estados brasileiros, contando com aproximadamente 700 mil clientes. Atualmente, as Empresas Rodobens detêm a maior rede de distribuição de caminhões Mercedes-Benz e a quarta maior companhia de consórcios do País. Além da atuação no Brasil, as Empresas Rodobens atuam na Argentina, com re-venda de automóveis e caminhões Mercedes Benz, e no Chile, com terminais de cargas. As atividades das Empresas Rodobens no setor imobiliário tiveram início há 23 anos em Cuiabá, no Estado do Mato Grosso, inicialmente como um departamento, atuando na construção de empreendimentos para as empresas do grupo e posteriormente em incorporações imobiliárias. O crescimento das atividades imobiliárias das Empresas Rodobens levou à constituição da Companhia em 1991. No mesmo ano, com o objetivo de contornar o problema da escassez de crédito imobiliário, criamos o Sistema Fácil. No período entre os anos de 1991 e 1999, aproximadamente 85% de nossas unidades lançadas eram de prédios de apartamento. A partir de 1997, além da incorporação e construção de edifícios de apartamentos, passamos a atuar também na realização de condomínios fechados de casas e, no período entre os anos de 2000 e 2006, 50% de nossas unidades lançadas já eram de condomínios fechados de casas. Também no ano de 1997, a Companhia iniciou com o Unibanco parceria pioneira no ramo da incorporação imobiliária que lhe assegurou acesso a condições únicas de financiamento. A partir de 2002, iniciamos nossa expansão no Novo Segmento. 96 Nossos Pontos Fortes Acreditamos possuir os seguintes pontos fortes: Capacidade de Aproveitamento do Potencial de Crescimento do Setor Imobiliário no Interior. Acreditamos que somos uma das únicas incorporadoras imobiliárias no Brasil bem posicionadas para aproveitar o potencial de crescimento do Novo Segmento no interior do País. • Diversificação Geográfica com Foco no Interior Atuamos no interior brasileiro e também nas principais capitais há mais de 15 anos. Acreditamos que nossa diversificação geográfica minimiza a nossa exposição ao risco de crises em mercados imobiliários locais e confere-nos experiência na realização de empreendimentos particulares a cada cidade, com níveis de qualidade e preços compatíveis com as necessidades, os hábitos e o poder aquisitivo da população dos locais dos empreendimentos. Nossa experiência coloca-nos em posição de vantagem para atender o aumento de demanda por empreendimentos que ofereçam soluções integradas de qualidade, financiamento atrativo, lazer, segurança e serviços nessas regiões. Acreditamos que somos distintos de nossos principais concorrentes já estabelecidos no interior, particularmente em razão de nosso histórico de atuação no interior, acesso a capital para financiamento e a experiência e qualidade de nossa administração e funcionários. Ademais, nosso foco de atuação no interior também nos confere uma vantagem competitiva face às grandes incorporadoras que atuam principalmente nas grandes capitais e não possuem experiência em cidades menores e/ou não possuem estrutura de custos compatível com a realidade do interior. • Experiência no Desenvolvimento de Produtos no Interior Nossa alta administração conta, em média, com mais de 15 anos de experiência no setor imobiliário. Acreditamos ser uma das únicas incorporadoras que possui amplo conhecimento de diferentes regiões do Brasil e experiência quanto às particularidades em se operar no interior do País, tanto no Novo Segmento quanto no Segmento Tradicional. A experiência e o conhecimento que nossa administração adquiriu no tocante às preferências da população do interior e à administração de empreendimentos com grande carteira de clientes, colocam-nos em posição de vantagem para desenvolver produtos que atendam às necessidades de nossos públicos-alvo, incluindo acabamento de qualidade, funcionalidade, projetos atualizados e conceitos urbanísticos modernos, com preços acessíveis e facilidade de pagamento compatíveis com a renda de nossos potenciais clientes. Nossa experiência permite-nos, igualmente, identificar regiões brasileiras com tendência de valorização e novas áreas para a manutenção de um estoque de terrenos adequado para o desenvolvimento de empreendimentos rentáveis. Oferta de Crédito Adequada ao Nosso Público-Alvo Fomos pioneiros no desenvolvimento de mecanismos de oferta de crédito para financiar a aquisição de imóveis residenciais no Segmento Tradicional e no Novo Segmento. Valendo-nos de nossa experiência, criamos uma modalidade inovadora de financiamento denominada Sistema Fácil, que dispensa formalidades e burocracias para a concessão de crédito, sem prejuízo de uma análise adequada de risco de crédito. O Sistema Fácil permite a entrega do imóvel em curto prazo com financiamento de longo prazo com taxas atrativas, permitindo parcelas de financiamento cujos valores são muito próximos aos aluguéis pagos por nossos clientes em suas residências, possibilitando, dessa forma, a opção da compra da casa própria. Por meio do Sistema Fácil, atualmente somos capazes de oferecer a certos clientes linha de crédito para o financiamento da compra de nossos imóveis à taxa de juros de 9% ao ano acrescida de TR, que acreditamos ser inferior à média do mercado. Acreditamos que o Sistema Fácil contribui para melhorar significativamente a velocidade de nossas vendas, ampliando a nossa base de clientes e apresentando baixo Índice de Inadimplência. Nosso índice de Inadimplência foi da ordem de 3,0%, em média, nos últimos três exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2005. (para informações sobre a metodologia de cálculo de nosso Índice de Inadimplência, vide seção “Nossos Negócios - Financiamento a Clientes”). 97 Estoque Estratégico de Terrenos no Interior e Opções de Compra Possuímos estoque e opções de compra de mais de 5,6 milhões de m2 de terrenos localizados em mais de 15 cidades do interior do Brasil, incluindo os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Essas áreas no interior permitem o desenvolvimento de nossos empreendimentos em etapas, contribuindo para a redução dos riscos do empreendimento. Ao desenvolvermos um projeto em etapas, buscamos uma valorização das etapas posteriores, que se beneficiam do desenvolvimento geral da região em decorrência da conclusão das etapas iniciais. Acreditamos que nosso estoque de terrenos no interior confere-nos uma vantagem competitiva, pois o desenvolvimento de empreendimentos em etapas nem sempre é viável nas áreas metropolitanas das grandes capitais por apresentarem maior escassez de áreas disponíveis e preços de terrenos mais elevados. Experiência e Reputação do Grupo Controlador As Empresas Rodobens possuem mais de 50 anos de experiência, atuando em uma grande variedade de negócios, contando com aproximadamente 700 mil clientes e operações em aproximadamente 185 cidades e em todos os Estados brasileiros. A sólida reputação das Empresas Rodobens no território brasileiro contribuem para a formação de novas parcerias estratégicas com empreendedores locais ou em regiões ainda não exploradas por nós, e para uma percepção de confiabilidade do nosso produto no interior do País. As Empresas Rodobens contam também com larga experiência em consórcios, especificamente no segmento imobiliário, o que propicia sinergias em todas as etapas de nosso negócio, desde a incorporação de empreendimentos até a venda de unidades. NOSSAS PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS Nossas principais estratégias comerciais e financeiras estão relacionadas abaixo: Forte Crescimento no Novo Segmento Pretendemos adotar uma estratégia de crescimento significativo de nossa atuação no Novo Segmento, prioritariamente no desenvolvimento de casas. O público-alvo do Novo Segmento é formado por famílias com renda mensal entre R$1.750,00 e R$3.500,00, que representa, aproximadamente, 18% dos domicílios brasileiros (ou nove milhões de famílias), de acordo com dados do IBGE. Acreditamos que significativa parcela dos potenciais clientes desse segmento não é adequadamente atendida em suas expectativas de qualidade e condições de financiamento de produtos imobiliários. Esse segmento da população é normalmente composto de indivíduos com alto grau de instrução e cultural, mas de poder aquisitivo limitado. Nos últimos anos, os financiamentos disponíveis (por exemplo, pela CEF) para a aquisição de imóveis não eram adequados às exigências desse segmento da população. Acreditamos que os produtos e condições de financiamento que oferecemos atendem à demanda dessa classe da população e que estamos bem posicionados para explorar o grande potencial de crescimento desse segmento. Na data deste Prospecto, tínhamos 14 empreendimentos em fase de planejamento, destinados a empreendimentos no Novo Segmento. Crescimento Contínuo no Segmento Tradicional Pretendemos continuar a expandir nossas atividades no Segmento Tradicional, onde temos experiência e histórico de sucesso. Nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2006, vendemos 438, 538, 502 e 295 unidades, respectivamente, no Segmento Tradicional. Acreditamos que esse segmento também apresenta um significativo potencial de crescimento, devido à tendência de queda nas taxas de juros e de aumento da disponibilidade de recursos para financiamento residencial. Acreditamos igualmente que nossa atuação nesse segmento, juntamente com a estratégia de continuarmos nossa expansão no Novo Segmento, assegurará um crescimento à Companhia em bases sólidas e uma carteira diversificada de clientes e produtos. 98 Expansão Geográfica de Nosso Negócio Pretendemos aproveitar nossa experiência em empreendimentos realizados no interior dos Estados brasileiros para expandirmos geograficamente nossos negócios para mercados com mais de 150 mil habitantes e com grande potencial de crescimento da demanda. Atualmente, estamos presentes em 15 cidades, de seis Estados brasileiros, e acreditamos que existe um potencial de demanda no Novo Segmento em pelo menos 70 cidades de 15 Estados. A concorrência nessas localidades tende a ser mais fragmentada, além de menos sofisticada e intensa se comparada à concorrência existente nas grandes capitais. Pretendemos expandir e solidificar nossa atuação nessas regiões, atendendo à demanda reprimida existente, lançando empreendimentos que ofereçam soluções integradas de qualidade, financiamento, lazer, segurança e serviços. Além disso, pretendemos aproveitar o menor custo dos terrenos no interior, o que nos possibilita a aquisição de áreas maiores e, conseqüentemente, de maior potencial de valorização. Também pretendemos reforçar nossa presença em diversas regiões do País, a fim de mitigar os efeitos do ciclo de oferta e demanda do mercado imobiliário de diferentes regiões. Expansão de Nosso Estoque de Terrenos no Interior Nosso estoque de terrenos é determinante para nossa capacidade de desenvolver empreendimentos atrativos aos nossos públicos-alvo a preços acessíveis e com margens de rentabilidade adequadas. Pretendemos aumentar e diversificar nosso estoque de terrenos em regiões do interior do Brasil onde pretendemos realizar empreendimentos futuros destinados particularmente para o Novo Segmento. Para tanto, iremos utilizar nossa experiência em diversas regiões do País, bem como nossas diversas parcerias, que nos permitem identificar novas oportunidades de negócio. Contínuo Desenvolvimento de Soluções de Financiamento Atrativo ao Nosso Público-Alvo Acreditamos que nosso público-alvo é sensível à disponibilidade de soluções de financiamento que viabilize o acesso à casa própria. Pretendemos continuar desenvolvendo e oferecendo soluções de financiamento para facilitar a aquisição de nossos produtos por nossos clientes e, para tanto, manteremos parcerias e bom relacionamento com agentes financiadores, desenvolvendo soluções de financiamento inovadoras e aproveitando a tendência atual do mercado financeiro de expandir suas atividades de financiamento imobiliário tanto em termos do aumento dos volumes disponíveis quanto de redução das taxas de juros e alongamento de prazos. O sucesso que obtivemos com o Sistema Fácil demonstra que planos de financiamento que supram as necessidades específicas de nossos clientes e estejam ao seu alcance facilitam e aumentam a velocidade de nossas vendas, o que também se traduz em maior retorno para nossos empreendimentos. Manutenção de Gestão Eficiente, Reduzindo Riscos Continuaremos a operar com forte controle de custos, priorizando projetos com alto potencial de retorno e velocidade de venda, que nos permitem reduzir nossa exposição a riscos, minimizar a necessidade de capital de giro e financiamento à construção por meio do estabelecimento de nossas parcerias locais com proprietários de terrenos e construtoras, quando necessário, e por meio de parceiros financeiros. ESTRUTURA SOCIETÁRIA ATUAL E RECENTES ALTERAÇÕES Em 25 de setembro de 2006, a Companhia alienou sua participação de 99,9% no capital da Rodobens Participações Ltda., e consequentemente a sua participação indireta de 50,0% no capital da Companhia Hipotecária Unibanco-Rodobens. Ainda resta pendente a aprovação dessa alienação pelo BACEN. Referidas sociedades não foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir de 31 de dezembro de 2004. Para informações adicionais sobre a alienação de tais investimentos, ver Notas Explicativas 2(q) e 22 de nossas demonstrações financeiras presentes no Item III – “Demonstrações Financeiras” deste Prospecto. 99 Atualmente, a Rodobens Prestadora de Serviços é nossa única subsidiária, além das SPEs por meio das quais desenvolvemos nossos empreendimentos. O organograma abaixo apresenta nossa atual estrutura societária. GV Holding S.A. 47,8% Giuliano Finimundi Verdi Waldemar Verdi Jr. 21,1% Outros Eduardo Gorayeb 13,3% 7,8% 10,0% Rodobens Negócios Imobiliários S.A. (1) 99,9% SPEs Rodobens Prestadora de Serviços e Intermediação de Vendas Ltda. (1) Para uma melhor descrição das SPEs em que participamos, vide“—Empreendimentos Envolvendo SPEs” abaixo. NOSSAS ATIVIDADES E PRODUTOS Nosso negócio principal é a atividade de incorporação de empreendimentos imobiliários residenciais em dois segmentos que denominamos Novo Segmento e Segmento Tradicional. Além disso, também prestamos serviços de gestão de empreendimentos que incorporamos com parceiros, que incluem gestão de carteira de recebíveis e a gestão de obras. Nossas receitas são provenientes da venda de unidades dos empreendimentos que incorporamos, cobrança de taxa de administração de carteiras de recebíveis dos nossos empreendimentos e, quando realizamos as obras diretamente, cobrança de taxas de administração de obras. A tabela a seguir apresenta nossas receitas operacionais referentes a cada uma de nossas atividades nos períodos indicados. (Em milhares de R$, exceto quando de outra forma indicado) Receita Operacional Receita relativa à venda de unidades .. Receita de serviços de administração de carteira de recebíveis Receitas de serviços de administração de obras ................... Total ............................. Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2003 (%) 2004 (%) 2005 (%) Período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2005 (%) 2006 (%) 62.426 96,0% 59.194 95,8% 44.956 92,9% 35.211 93,0% 35.774 93,3% 2.585 4,0% 2.492 4,0% 3.083 6,4% 2.421 6,4% 1.897 4,9% 24 65.035 0,0% 100,0% 101 61.787 0,2% 100,0% 359 48.398 0,7% 100,0% 234 37.866 0,6% 100,0% 674 38.345 1,8% 100,0% 100 As tabelas abaixo mostram a evolução das vendas dos nossos empreendimentos em 2003, 2004 e 2005, considerando o valor de vendas contratadas e a quantidade de unidades vendidas: 2004 2003 Vendas contratadas classificação conforme preços por unidade De R$50 mil a R$120 mil De R$120 a R$350 mil ... Acima de R$350 mil ...... Total ..................................... Nº de unidades Vendas contratadas R$ (mil) Nº de unidades Vendas contratadas R$ (mil) 194 409 29 632 20.613 99.826 14.642 135.081 200 277 261 738 22.702 60.440 109.636 192.778 2004 2003 Vendas contratadas classificação por municípios São José do Rio Preto .... Santana do Parnaíba ..... São Paulo ....................... Santo André .................. Ribeirão Preto ............... Sorocaba ........................ Indaiatuba ..................... Jaboticabal .................... Guarujá .......................... Campinas ....................... Rio de Janeiro ................ Fortaleza ........................ Nova Lima ...................... Total ..................................... Nº de unidades Vendas contratadas R$ (mil) 211 70 129 39 72 4 3 3 54 31 16 632 26.579 27.738 32.605 4.109 16.717 527 613 587 16.371 4.751 4.484 135.081 Nº de unidades 197 84 155 89 64 10 2 1 3 3 38 57 35 738 Vendas contratadas R$ (mil) 36.001 42.198 53.566 9.378 14.221 1.317 957 136 613 587 11.521 8.736 13.548 192.778 2005 Vendas Nº de contratadas unidades R$ (mil) 208 402 100 710 23.033 82.969 41.951 147.954 2005 Vendas contratadas Nº de unidades R$ (mil) 251 39 53 127 41 23 3 2 1 109 45 16 710 47.199 16.937 16.534 13.382 8.917 3.030 1.436 272 204 26.793 6.897 6.354 147.954 Em 30 de setembro de 2006, tínhamos direito, em média, a aproximadamente 42% da receita operacional decorrente das nossas incorporações, sendo o restante detido por parceiros. Podemos alterar as porcentagens que detemos nos respectivos empreendimentos ao longo do tempo, em função da entrada de novos parceiros que venham a agregar conhecimento e experiência. Em nossos empreendimentos futuros, pretendemos aumentar nossa participação para 60% em média no Segmento Tradicional e para 75% no Novo Segmento. A seguir, detalhamos cada um dos dois segmentos de mercado em que focamos nossa atuação, na forma por nós definidos. Novo Segmento Este segmento caracteriza-se principalmente por empreendimentos com valor de venda entre R$50 mil e R$120 mil, com unidades com área útil entre 45 m2 e 90 m2, destinados a um público-alvo com renda familiar entre R$1.750,00 e R$3.500,00 mensais (cinco a dez salários mínimos), que geralmente estão em busca de seu primeiro imóvel novo, ou de um imóvel de melhor qualidade e/ou localização, com uma solução integrada de moradia, lazer, segurança e serviços, em condomínio fechado, e que tradicionalmente não tinham acesso a crédito em condições favoráveis. De modo geral, os empreendimentos do Novo Segmento são destinados a satisfazer os desejos de jovens profissionais e/ou famílias recém constituídas que desejam comprar sua primeira casa própria ou imóvel novo de melhor padrão e/ou localização. Por apresentar alto grau de instrução e elevados padrões de exigência, esse público demanda empreendimentos de qualidade que apresentem conceitos diferenciados de arquitetura e urbanismo, infra-estrutura de qualidade, incluindo áreas de lazer, a custos baixos e com facilidade de financiamento. 101 Neste segmento, acreditamos que a decisão de nossos clientes pela aquisição do imóvel é fortemente orientada pela possibilidade de receber o imóvel em um curto prazo de entrega e assim substituir o pagamento de aluguel pelo pagamento das parcelas de compra de imóvel financiado. Dessa forma, os nossos empreendimentos no Novo Segmento são (i) planejados de forma a assegurar a entrega em prazos de oito a 12 meses do lançamento, para condomínios horizontais, e 24 a 36 meses para condomínios verticais e (ii) financiados, por meio de nosso Sistema Fácil, com valor de prestação definido o mais próximo possível do valor mensal de aluguel médio pago por nosso público-alvo, conforme identificado por pesquisas de mercado. Nossos empreendimentos neste segmento são preferencialmente condomínios fechados de casas localizados em regiões mais afastadas do centro das cidades, onde existe disponibilidade de aquisição de áreas com tamanho e custo adequados para esse tipo de produto. Quando não existe infra-estrutura ideal na área do empreendimento, nós desenvolvemos, de acordo com as exigências municipais, planos de desenvolvimento da infra-estrutura urbana, tais como avenidas, pontes, infra-estrutura de saneamento básico e parques. Também reservamos áreas e construímos prédios para a instalação de serviços essenciais, tais como creches e escolas, bem como pontos comerciais, nas cercanias de nossos empreendimentos, criando novos bairros. A ocupação e o desenvolvimento dessa infra-estrutura normalmente valorizam as regiões em que estão localizados os nossos empreendimentos, o que aumenta a percepção de qualidade de nossos produtos e o valor de venda das etapas subseqüentes. Os empreendimentos desse segmento são tipicamente lançados em etapas com número de unidades que varia entre 200 e 500. As casas que construímos neste segmento seguem um dos seguintes padrões: (i) casas de dois dormitórios, com área útil entre 45 m2 e 56 m2, construídas em terrenos com área entre 130 m2 e 170 m2, (ii) casas de três dormitórios, sem suíte e área útil entre 58 m2 e 65 m2, construídas em terrenos com área entre 130 m2 e 170 m2 e (iii) casas de três dormitórios, com suíte e área útil entre 66 m2 e 90 m2, construídas em terrenos com área entre 170 m2 e 220 m2. Os condomínios apresentam alto valor agregado em termos urbanísticos e atualidade de projetos, o que permite a diferenciação arquitetônica (fachadas, pintura e telhados) entre as diversas casas, e são entregues com infra-estrutura urbana completa, áreas de lazer, como quadras de esporte e piscina, sistemas e serviços de segurança e jardinagem, usualmente disponíveis apenas em produtos mais sofisticados. Essas características distinguem nossos produtos dos de nossos concorrentes em patamares similares de preço, os quais normalmente são padronizados e não têm os nossos diferenciais. A diferenciação em termos de qualidade e estética constitui um grande atrativo para o nosso público-alvo que, combinado com a facilidade de crédito e a velocidade de entrega, permite que nossos clientes adquiram um imóvel de qualidade com mínimo impacto em seu orçamento. Em regiões onde detectamos demanda por produtos do Novo Segmento, mas nas quais as grandes áreas de terrenos são escassas e têm custo maior do que o aceitável para o produto condomínio de casas, podemos desenvolver empreendimentos na forma de condomínios fechados de prédios de apartamentos. Os empreendimentos desenvolvidos nesse formato enquadram-se nos conceitos de moradia, qualidade, lazer e segurança similares aos oferecidos pelos condomínios fechados de casas. A aceitação dos nossos produtos do Novo Segmento foi inicialmente testada na cidade de Porto Alegre em 1993, com o lançamento dos condomínios de apartamentos Jardins Norte e Piratini, que somaram 1.084 unidades lançadas. Nessa mesma faixa de preço e de área útil de unidade, lançamos, em 1996, o condomínio de apartamentos Nova Brasília na cidade de Curitiba. Esses empreendimentos são condomínios verticais e tiveram em comum o fato de seus compradores terem sido financiados com recursos próprios da Rodobens, por meio do Sistema Fácil, e com prazo de pagamento de 100 meses. 102 Em novembro de 2002, o lançamento do condomínio de casas Maria Stella na cidade de São José do Rio Preto, que teve 100% de suas 180 unidades vendidas em apenas quatro meses, marca o que hoje consideramos a segunda fase de nossa atuação no Novo Segmento. Esta fase diferencia-se da fase inicial mencionada no parágrafo anterior, por termos oferecido financiamento de 120 a 180 meses com recursos provenientes do SFH e fruto de uma parceria com um agente financiador (Unibanco), beneficiando a velocidade de vendas devido ao menor valor das prestações. Nesta mesma fase, no ano de 2003, foram lançados os empreendimentos Jardins de Barcelona (com 198 unidades), na cidade de São José do Rio Preto, e Belas Artes (com 336 unidades), na cidade de Santo André. Também na cidade de São José do Rio Preto, foi lançado em junho de 2006 o empreendimento Jardins de Athenas, atualmente em fase de construção, que teve aproximadamente 80% das suas 173 unidades vendidas em apenas cinco meses contados do lançamento. Esses empreendimentos contribuíram para desenvolvermos a nossa percepção sobre a existência de uma oportunidade única de crescimento em um segmento específico do mercado imobiliário residencial brasileiro, o qual viemos a denominar desde então de Novo Segmento, e para o qual acreditamos ter uma destacada e comprovada vantagem competitiva, entre outros, pelo nosso conhecimento de mercado do interior. A partir de 2005, a tendência de aumento da oferta de crédito imobiliário, com menores taxas de juros e maiores prazos, levou-nos a atualizar o nosso plano de negócios para uma expansão significativa da Companhia nos próximos anos baseada em uma maior atuação no Novo Segmento. Segmento Tradicional Este segmento caracteriza-se principalmente por empreendimentos com valor de venda entre R$120 mil e R$350 mil, com unidades com área útil entre 75 m2 e 200 m2, destinados a um público-alvo composto por famílias com renda média acima de R$3.500,00 mensais (mais de dez salários mínimos) e que normalmente já possuem um imóvel próprio, mas estão em busca de um imóvel residencial novo e de melhor padrão e/ou localização. Neste segmento, a decisão de nossos clientes pela aquisição do imóvel é geralmente orientada pelas características do empreendimento, incluindo qualidade, acabamento e localização. A disponibilidade de crédito, por meio do Sistema Fácil, também é determinante, pois possibilita aos nossos clientes deste segmento adquirir um imóvel de melhor padrão sem um grande impacto sobre o orçamento familiar. Nossos empreendimentos neste segmento são condomínios fechados de casas ou prédios de apartamentos, localizados em regiões nobres e mais valorizadas, desenvolvidas e urbanizadas, se comparadas às áreas dos empreendimentos do Novo Segmento. Os locais escolhidos para a implantação de empreendimentos no Segmento Tradicional normalmente já contam com infra-estrutura completa de comércio, serviços e transportes. Os empreendimentos neste segmento atendem aos seguintes padrões: (i) casas com três dormitórios, com uma a duas suítes e área útil entre 95 m2 e 130 m2, construídas em terrenos com área entre 180 m2 e 260 m2; (ii) casas com quatro dormitórios, com duas a quatro suítes e área útil entre 160 m2 e 250 m2, construídas em terrenos com área entre 250 m2 e 350 m2; e (iii) apartamentos com dois a quatro dormitórios, com uma a três suítes e área útil entre 80 m2 e 150 m2 e área total entre 120 m2 e 230 m2. Nossas ações de desenvolvimento de produtos no Segmento Tradicional partem de estudos destinados a identificar particularidades regionais, como população, níveis de renda, demanda e a oferta de produtos na mesma linha e a preferência por prédios de apartamento ou condomínios fechados de casas. Esses elementos determinam a aquisição de terrenos e dos tipos de empreendimentos que melhor se adequariam aos locais disponíveis, em termos de lazer, serviços e segurança, padrão de acabamento, área da unidade, preço de venda, condições de pagamento e formato. Os empreendimentos desse segmento são tipicamente lançados em etapas com número de unidades que varia entre 40 e 300 e o prazo de entrega de 15 a 36 meses. 103 Durante os anos de 2003 a 2005, inclusive, lançamos sete empreendimentos no Segmento Tradicional, totalizando 954 unidades e uma área de construção total de 132.110 m2. Desse total, 324 unidades foram lançadas em municípios do interior do Estado de São Paulo, 204 unidades na cidade de São Paulo, 206 unidades no Estado do Rio de Janeiro, 160 unidades no Estado do Ceará, e 60 unidades no Estado de Minas Gerais. EMPREENDIMENTOS LANÇADOS A tabela abaixo mostra os dados dos 52 empreendimentos de que participamos, incluindo empreendimentos em andamento e empreendimentos lançados, desde o início de nossas atividades até a data deste Prospecto. 104 Nome do empreendimento Green Garden Jardins Norte I, II & III Piratini II & III Green Park Porto Seguro Nova América Nova Escócia Acapulco Sol de Espanha Pantheon Nova Brasília Encosta Verde Monte Carlo New York Green Village I Green Village II Tamboré 4 Green Island North Valley Tamboré 5 Porto Ville São Francisco Villagio Tamboré 6 West Valley Porto Ville Galeria Green Place Alto da Boa Vista Alto da Serra Altos do Campolim Caribe Village Tamboré 7 South Valley Fontana di Trevi Maxim´s Maria Stella San Remo Jardins de Barcelona Villa Jardim I Belas Artes Bosque de São Francisco Dolce Vitta Parc Belle Vue Green Village III Barra Central Park Garden Club Jardins de Athenas Green Tamboré (1ª fase) Quintas de Tamboré San Remo II (1ª. Fase) Espaço Jardim (1ª. Fase) Garden Village I Guarapiranga Park (1ª. Fase) Total Localização S. J. Rio Preto Porto Alegre Porto Alegre S. J. Rio Preto Ribeirão Preto São Paulo São Paulo Ribeirão Preto Guaruja S. J. Rio Preto Curitiba Porto Alegre Ribeirão Preto São Paulo S. J. Rio Preto S. J. Rio Preto Santana do Parnaíba S. J. Rio Preto S. J. Rio Preto Santana do Parnaíba Campinas Ribeirão Preto Santana do Parnaíba S. J. Rio Preto Campinas S. J. Rio Preto Jaboticabal Nova Lima Sorocaba Indaiatuba Santana do Parnaíba S. J. Rio Preto Rio de Janeiro São Paulo S. J. Rio Preto Ribeirão Preto S. J. Rio Preto Fortaleza Santo André São Paulo Ribeirão Preto Nova Lima S. J. Rio Preto Rio de Janeiro Campinas S. J. Rio Preto Santana do Parnaíba Santana do Parnaíba Ribeirão Preto Fortaleza S.J. Rio Preto São Paulo Lançamento (1ª Fase) nov-91 mar-93 mar-93 jun-93 dez-93 set-94 dez-94 out-94 jan-95 dez-95 dez-96 dez-96 mar-97 jun-97 jul-98 jul-98 dez-99 dez-99 abr-00 ago-00 dez-00 set-00 mar-01 abr-01 ago-01 dez-01 dez-01 abr-02 fev-02 jul-02 jul-02 jun-02 mai-02 nov-02 nov-02 abr-03 ago-03 ago-03 nov-03 abr-04 jun-04 ago-04 fev-05 mai-05 abr-06 jun-06 mai-06 nov-06 nov-06 nov-06 nov-06 nov-06 Entrega(1) jan-96 jul-97 mai-97 jun-97 fev-98 set-98 dez-98 out-98 mar-99 dez-99 dez-99 ago-01 set-01 jul-01 dez-01 jan-03 out-02 nov-02 jul-03 fev-04 dez-03 out-03 set-04 set-04 nov-04 set-04 set-03 ago-05 dez-06 set-05 dez-08 dez-06 out-05 mar-06 dez-03 mai-06 abr-05 jun-07 mar-07 set-07 nov-07 mai-07 jan-08 fev-08 nov-08 ago-07 jun-09 set-08 mai-08 ago-09 dez-07 nov-08 Unidades lançadas(2) 192 484 600 192 180 168 140 180 126 272 128 34 200 288 68 136 318 120 116 262 40 120 322 109 60 96 35 92 132 31 182 76 240 216 198 124 198 160 336 204 56 60 144 206 136 190 176 92 82 88 360 148 8.913 VGV Lançado (em R$ milhões)(3) 38,261 34,713 19,060 48,410 25,863 34,206 31,312 24,388 22,462 46,239 10,100 4,984 24,182 35,671 8,116 15,774 105,002 12,065 28,573 88,518 6,600 29,093 102,560 24,660 9,974 13,287 4,209 21,019 15,017 12,441 97,227 29,833 57,603 44,512 16,164 28,959 22,366 20,232 31,506 62,626 8,880 20,931 24,501 38,048 27,174 17,142 41,994 32,292 16,121 10,722 25,205 15,815 1.586,611 VGV Lançado participação Rodobens (em R$ milhões)(4) 38,261 17,356 9,530 48,410 12,931 17,103 15,656 12,194 11,231 46,239 10,100 4,984 12,091 8,918 8,116 15,774 31,501 12,065 28,573 22,129 1,980 9,698 25,640 24,660 2,992 13,287 1,403 7,006 3,379 6,532 24,307 29,833 17,281 18,112 5,388 9,653 7,455 6,070 9,452 26,303 4,440 6,977 12,250 11,414 14,946 5,714 14,278 14,531 8,061 3,753 12,602 15,815 758,372 (1) As datas futuras apresentadas nessa coluna são meras estimativas e estão sujeitas a alterações. (2) Representa a totalidade das unidades dos empreendimentos, independentemente da nossa participação e inclui as unidades objeto de permuta. (3) Representa o total do VGV Lançado dos empreendimentos, independentemente da nossa participação nos empreendimentos. (4) Resultado da multiplicação do VGV Lançado total pelo nosso percentual de participação nos empreendimentos. 105 EMPREENDIMENTOS EM ANDAMENTO Empreendimentos do Novo Segmento Na data deste Prospecto, possuíamos em carteira quatro empreendimentos já lançados e em andamento, situados na faixa de preço médio por unidade entre R$50 mil e R$120 mil. Segue abaixo tabela que mostra os empreendimentos acima referidos. Participação da Rodobens na receita bruta do empreendimento VGV Lançado (em milhares de R$)(2) Casa 33,3% 17.142 4 Jun-06 80 Apartamento 30,0% 31.506 89 Abr-03 93 Casa 50,0% 25.205 - nov-06 - Apartamento 99,9% 15.815 - nov-06 - Empreendimento(1) Localização Tipo Jardins de Athenas Belas Artes Terra Nova Garden Village I Guarapiranga Park (1ª. Fase) S.J. Rio Preto Santo André S.J. Rio Preto São Paulo % de % da obra Data do unidades executada(3) lançamento vendidas(3) (1) O mesmo empreendimento pode ser lançado em várias fases. (2) Excluindo unidades em permuta. (3) Data base 30 de setembro de 2006. O conceito e a marca “Terra Nova” Dentre nossos empreendimentos em andamento, destacamos o Terra Nova Garden Village I, lançado em novembro de 2006 em São José do Rio Preto, por ter sido o nosso primeiro empreendimento com a marca “Terra Nova”, que a partir de agora será utilizada em nossos empreendimentos do Novo Segmento. O Terra Nova Garden Village I é um condomínio fechado de 360 casas, de dois ou três dormitórios, com área útil de 47 m2 a 60 m2 e preço de venda entre R$60 mil e R$84 mil. A criação e o lançamento da marca “Terra Nova” foram conseqüências dos resultados de pesquisas realizadas com compradores atuais e potenciais de nossos imóveis do Novo Segmento. Com a utilização da marca “Terra Nova” pretendemos identificar nossos empreendimentos do Novo Segmento com um conceito de produto representado por condomínios residenciais fechados de casas com qualidade superior, segurança, lazer, serviços e condições de pagamento adequadas para indivíduos com renda familiar mensal entre R$1.750,00 a R$3.500,00, características típicas de nossos emprrendimentos do Novo Segmento. O Terra Nova Garden Village foi nosso primeiro empreendimento financiado no âmbito da parceria estabelecida com o ABN AMRO por meio de Memorando de Entendimentos celebrado em outubro de 2006. Para mais informações sobre nossa parceria com o ABN AMRO, vide “Financiamento a Clientes”. O Terra Nova Garden Village contou com financiamento pós-chaves por um prazo de 20 anos com taxa de juros de 9% ao ano acrescida de TR e atingiu a mais rápida velocidade de vendas da nossa história, com todas as suas 360 unidades vendidas em 23 dias. 106 Empreendimentos no Segmento Tradicional Na data deste Prospecto, possuíamos em carteira 14 empreendimentos já lançados e em andamento, situados, em sua maioria, na faixa de preço médio por unidade entre R$120 mil e R$350 mil. Segue abaixo tabela que mostra os empreendimentos acima referidos. Empreendimento(1) Localização Tipo Altos do Campolim Tamboré 7 South Valley Villa Jardim Bosque de São Francisco Parc Belle Vue Dolce Vitta Green Village III Barra Central Park Garden Club Green Tamboré (1ª fase) Quintas de Tamboré San Remo II (1ª fase) Espaço Jardim (1ª fase) Participação da VGV Rodobens na Lançado receita bruta do (em milhares % da Obra Data do % unidades executada(3) lançamento vendidas(3) empreendimento de R$)(2) Sorocaba Apartamento 22,5% 15.017 89 fev-02 75 Santana do Parnaíba S.J. Rio Preto Fortaleza São Paulo Casa 25,0% 97.227 66 jul-02 54 Casa 100,0% 29.833 96 jun-02 100 Apartamento Apartamento 30,0% 42,0% 20.232 62.626 94 48 ago-03 abr-04 83 77 Apartamento Apartamento 33,3% 50,0% 20.931 8.880 81 25 ago-04 jun-04 83 21 Casa 50,0% 24.501 25 fev-05 89 Apartamento 30,0% 38.048 14 mai-05 54 Apartamento Apartamento 55,0% 34,0% 27.174 41.994 0 0 abr-06 mai-06 35 32 Casa 45% 32,292 - nov-06 - Casa 50% 16,121 - nov-06 - Apartamento 35% 10,722 - nov-06 - Nova Lima Ribeirão Preto S.J. Rio Preto Rio de Janeiro Campinas Santana do Parnaíba Santana do Parnaíba Ribeirão Preto Fortaleza (1) O mesmo empreendimento pode ser lançado em várias fases. (2) Excluindo unidades em permuta. (3) Data base 30 de setembro de 2006. 107 EMPREENDIMENTOS EM FASE DE PLANEJAMENTO Consideramos empreendimentos em fase de planejamento pela Companhia aqueles empreendimentos ainda não lançados cujos terrenos tenham sido comprados ou sejam objeto de opção de compra, mas, que ainda estão sujeitos a aprovações internas definitivas e/ou de autoridades locais. Estes empreendimentos em fase de planejamento pela Companhia podem não ser realizados e, se realizados, suas características e valores podem diferir significativamente daqueles descritos na tabela abaixo. Na data deste Prospecto, tínhamos em processo de planejamento e/ou aprovação municipal os seguintes empreendimentos: 108 Empreendimento ou Localidade SEGMENTO TRADICIONAL - INTERIOR Santana do Parnaíba/SP Apartments I SPE - Tamboré Quadra R (1a. Fase) Apartments I SPE - Tamboré Quadra R (2a. Fase) Houses I SPE - Tamboré Gleba Q (1a. Fase) Houses I SPE - Tamboré Gleba Q (2a. Fase) São José do Rio Preto/SP S. J. Rio Preto IV SPE - Bosque Vivendas (1a. Fase) S. J. Rio Preto IV SPE - Bosque Vivendas (2a. Fase) Anisio Haddad (1a. Fase) Anisio Haddad (2a. Fase) Ribeirão Preto/SP Ribeirão Preto VII SPE – San Diego I Ribeirão Preto VII SPE – San Diego II Ribeirão Preto VII SPE – San Diego III Ribeirão Preto III SPE – San Remo II (2a. Fase) Nova Lima/MG Vila da Serra 1 Vila da Serra 2 Vila da Serra 3 Outros Helbor - Mogi das Cruzes/SP Participação da Companhia Previsão de Lançamento 45% 45% 45% 45% set/07 mai/08 abr/08 abr/09 100% 100% 100% 100% jan/07 ago/07 mai/07 mai/08 50% 50% 50% 50% jan/07 ago/07 ago/08 ago/07 33% 33% 33% mar/07 mar/08 mar/09 50% ago/07 Casa Apart VGV Estimado da Companhia x x x x 34.731.896 34.731.896 48.000.000 48.000.000 15.629.353 15.629.353 21.600.000 21.600.000 146 146 168 168 x 20.708.000 16.700.000 24.000.000 24.000.000 20.708.000 16.700.000 24.000.000 24.000.000 124 100 96 96 30.500.000 33.500.000 31.500.000 14.040.000 15.250.000 16.750.000 15.750.000 7.020.000 122 134 126 72 20.150.000 17.856.000 23.026.000 6.716.667 5.952.000 7.675.333 62 36 58 15.523.488 7.761.744 106 x x x x x x x x x x x Sub-total Segmento Tradicional - Interior NOVO SEGMENTO - INTERIOR São José do Rio Preto Garden Village II Parque da Liberdade I Parque da Liberdade II Parque da Liberdade III Parque da Liberdade IV Parque da Liberdade V Parque da Liberdade VI Belvedere I (1a. Fase) Belvedere I (2a. Fase) Outros - Interior de São Paulo Estrada do Ipatinga (1ª. Fase) - Sorocaba/SP Estrada do Ipatinga (2ª. Fase) - Sorocaba/SP São José dos Campos/SP (1a. Fase) São José dos Campos/SP (2a. Fase) Camargo - Osasco/SP Outros Estados Cascavel/PR (1a. Fase) Cascavel/PR (2a. Fase) Cascavel/PR (3a. Fase) Uberlândia/MG 436.967.280 242.742.450 1.760 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50% mai/07 mar/07 mar/08 mar/09 mar/10 mar/11 mar/12 abr/07 abr/08 x x x x x x x x x 7.253.371 21.692.000 30.113.600 30.496.400 25.919.000 21.379.000 30.459.000 21.560.000 13.200.000 3.626.686 10.846.000 15.056.800 15.248.200 12.959.500 10.689.500 15.229.500 10.780.000 6.600.000 112 340 472 478 451 372 530 196 120 100% 100% 100% 100% 50% mai/07 jun/08 2007 2008 a definir x x x x 28.134.300 25.777.500 24.812.299 24.812.299 181.720.000 28.134.300 25.777.500 24.812.299 24.812.299 90.860.000 382 350 337 337 1.652 100% 100% 100% 100% 2o.Sem/2007 2o.Sem/2008 2o.Sem/2009 2o.Sem/2007 x x x x 34.457.436 36.813.500 32.395.880 25.396.112 34.457.436 36.813.500 32.395.880 25.396.112 468 500 440 392 x Sub-total Novo Segmento - Interior SEGMENTO TRADICIONAL - CAPITAIS Espaço Jardim (2a. Fase) - Fortaleza/CE Nº Unidades Estimadas(1) VGV Estimado Total 616.391.697 33% out/07 x 424.495.512 7.929 7.484.415 2.494.805 53 7.484.415 2.494.805 53 14.819.413 22.229.120 14.819.413 22.229.120 148 222 37.048.533 37.048.533 370 Sub-total Segmento Tradicional Sub-total Novo Segmento 444.451.695 653.440.231 245.237.255 461.544.045 1.813 8.299 TOTAL 1.097.891.925 706.781.300 10.112 Sub-total Segmento Tradicional - Capitais NOVO SEGMENTO - CAPITAIS Guarapiranga Park (2a. Fase) - São Paulo/SP Guarapiranga Park (3a. Fase) - São Paulo/SP 100% 100% 2o.Sem/07 2o.Sem/08 Sub-total Novo Segmento - Capitais (1) x x O número de unidades pode variar para mais ou para menos ao, longo do planejamento do empreendimento em razão de ajustes necessários nos mesmos. 109 TERRENOS Na data deste Prospecto, além dos terrenos referentes aos empreendimentos em fase de planejamento descritos acima, tínhamos também os seguintes terrenos disponíveis em estoque, sob opção de compra para os nossos próximos projetos de incorporação: Localidade UF 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. SP SP GO GO SP SP PR SP RJ SP SP PR RS SP SP MT Nova Odessa Bady Bassit Goiânia Goiânia Limeira Marília Maringá Mogi Guaçu Nova Iguaçu Pindamonhangaba Piracicaba Ponta Grossa Porto Alegre São Carlos São José do Rio Preto Várzea Grande Total Nº de unidades potencial 600 2.200 866 1.650 398 750 1.500 398 530 1.356 1.000 526 1.088 860 1.500 648 15.870 Área (Alq.) 9,77 27,90 11,55 25,41 5,30 10,00 22,45 7,67 5,67 18,08 12,93 9,59 2,38 11,5 18,98 7,65 205,39 2 (m ) 236.524 675.158 279.505 614.939 128.262 242.000 543.290 185.682 137.277 437.432 313.000 232.167 57.601 278.300 459.250 185.053 4.462.150 Validade da Opção 23/01/2007 19/05/2008 03/04/2007 05/02/2007 19/01/2007 24/01/2007 04/01/2007 22/03/2007 03/04/2007 24/01/2007 06/02/2007 24/01/2007 28/01/2007 20/01/2007 28/09/2007 18/01/2007 Os terrenos com opções assinadas estão em fase de análise preliminar pelo Departamento de Planejamento dos Municípios em que se encontram e a maioria possui pré-projetos submetidos para consultas preliminares por parte de autoridades governamentais. EMPREENDIMENTOS ENVOLVENDO SPES Na maior parte de nossos empreendimentos no Segmento Tradicional e em alguns de nossos empreendimentos no Novo Segmento, atuamos por meio de parcerias locais com os objetivos de: (i) buscar gestão eficiente de custos de obra por meio da utilização de capacidade operacional instalada do parceiro na região do empreendimento; (ii) compartilhar o conhecimento das especificidades do mercado local; e (iii) nos beneficiar de eventual vantagem representada pelo reconhecimento local das marcas de nossos parceiros. Procuramos sempre a solução que possa gerar a maior lucratividade esperada do empreendimento, aliada aos nossos rigorosos padrões de qualidade. Nossas parcerias são sempre estruturadas por meio de SPEs ou consórcios, constituídos com participações igualitárias ou minoritárias de nossos parceiros (normalmente construtores, proprietários de terrenos e/ou corretoras de imóveis). No Segmento Tradicional, em função da maior necessidade de adaptação dos empreendimentos aos mercados locais, continuaremos a manter uma postura ativa na busca de parcerias para o desenvolvimento de nossos empreendimentos. Já no Novo Segmento, devido à nossa intenção de adotar em larga escala um sistema construtivo que dispense mão-deobra especializada e os equipamentos necessários na alvenaria tradicional, pretendemos diminuir a participação de nossos parceiros nas SPEs e restringir tais parcerias apenas aos empreendimentos em localidades onde os benefícios da parceria, principalmente mercadológicos, sejam avaliados como fundamentais para seu êxito. Mesmo nos empreendimentos em que atuamos sozinhos, a implementação dos mesmos através de SPEs possibilita-nos maximizar as nossas atividades e os nossos resultados porque nos permite contratar financiamento à construção mais facilmente, já que o patrimônio da Companhia é segregado do patrimônio da SPE, minimizando o risco do agente financiador e delimitando esse risco para cada empreendimento específico. 110 Os investimentos em nossas SPEs totalizaram R$8,3 milhões, R$9,7 milhões e R$15,7 milhões em 2003, 2004 e 2005, respectivamente. Em 30 de setembro de 2006, detínhamos participação em 45 SPEs, com investimentos totalizando R$15,5 milhões. Em vários de nossos empreendimentos no Segmento Tradicional, nossas SPEs celebraram contratos de consórcio ou condomínio com o Unibanco Negócios Imobiliários, sociedade de investimentos coligada ao nosso agente financiador Unibanco. Sob essas formas de associação, o parceiro é co-proprietário ou condômino do empreendimento, na proporção da quota-parte dos consórcios ou da sua participação no condomínio, e compartilha conosco, nessas mesmas proporções, os custos e resultados do empreendimento objeto do consórcio ou condomínio. Essa estrutura permite também que as instituições financeiras que façam parte do mesmo grupo econômico de nossos consortes financiem as SPEs. A tabela abaixo indica as SPEs em operação nas quais detínhamos participação em 30 de setembro de 2006, os empreendimentos aos quais estão relacionadas, nosso percentual de participação e de consolidação, e identificação de nossos parceiros, se houver: Percentual de participação da Companhia no empreendimento Parceiros Investida Empreendimento Percentual de participação da Companhia na SPE Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Ribeirão Preto IV SPE Ltda. - 50,0% 50,0% Stefani Nogueira Engenharia Ltda. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária São José do Rio Preto I SPE Ltda. Maria Stella 50,0% 33,3% Unibanco Negócios Imobiliários e Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Ribeirão Preto VII SPE Ltda. San Diego I Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Ribeirão Preto VIII SPE Ltda. San Diego II Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Ribeirão Preto IX SPE Ltda. San Diego III Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária São José do Rio Preto II SPE Ltda. Jardins de Barcelona 50,0% Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária São José do Rio Preto III SPE Ltda. Jardins de Athenas 50,0% Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária São José do Rio Preto IV SPE Ltda. - 99,9% 99,9% Eduardo Gorayeb Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária São José do Rio Preto V SPE Ltda. Garden Village 50,0 50,0% Encalso Construções Ltda. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Guarapiranga Park SPE Ltda. - 99,9% 99,9% Eduardo Gorayeb Encalso Construções Ltda. 50,0% 33,3% Unibanco Negócios Imobiliários e Stefani Nogueira Engenharia Ltda. 50,0% 33,3% Unibanco Negócios Imobiliários e Stefani Nogueira Engenharia Ltda. 50,0% 33,3% Unibanco Negócios Imobiliários e Stefani Nogueira Engenharia Ltda. 33,3% Unibanco Negócios Imobiliários e Encalso Construções Ltda. 33,3% Unibanco Negócios Imobiliários e Encalso Construções Ltda. 111 Investida Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Empreendimento Condomínio de Construção do EmpreendimentoTa mboré 5 Villaggio Percentual de participação da Companhia na SPE Percentual de participação da Companhia no empreendimento 33,3% 25,0% Parceiros Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda., Lúcio Engenharia e Construções Ltda., Unibanco Negócios Imobiliários, Romeu Chap Chap Desenvolvimento e Consultoria Imobiliária S/C Ltda. e Ric Desenvolvimento e Consultoria Imobiliária S/C Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Tamboré 6 33,3% 25,0% Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda., Lúcio Engenharia e Construções Ltda., Unibanco Negócios Imobiliários, Romeu Chap Chap Desenvolvimento e Consultoria Imobiliária S/C Ltda. e Ric Desenvolvimento e Consultoria Imobiliária S/C Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Exclusive House 33,3% 25,0% Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda., Lúcio Engenharia e Construções Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Green Tamboré 45,2% 33,9% Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda., Lúcio Engenharia e Construções Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Indaiatuba I SPE Ltda. Caribe Village Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Rio de Janeiro I SPE Ltda. Fontana Di Trevi 84,0% 58,8% Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. 42,9% 30,0% Dominus Engenharia Ltda., Ampla Investimentos Imobiliários S.A., Isa Participações S.A. e Unibanco Negócios Imobiliários. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Rio de Janeiro II SPE Ltda. Barra Central Park 42,9% 30,0% Dominus Engenharia Ltda., Metro Participações Imobiliárias S.A. e Unibanco Negócios Imobiliários. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Sorocaba I SPE Ltda. Altos do Campolim 32,1% 22,5% Engenharia Costa & Hirota Ltda., Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda., Luizana – Empreendimentos Imobiliários Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Tamboré Apartments I SPE Ltda. Apartament’s I Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Tamboré Apartments II SPE Ltda. Apartament’s II 81,8% 45,0% Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. 81,8% 45,0% Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. 112 Percentual de participação da Companhia no empreendimento 45,0% Investida Empreendimento Percentual de participação da Companhia na SPE Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Tamboré Apartments III SPE Ltda. Apartament’s III 81,8% Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Belo Horizonte I SPE Ltda. Alto da Serra Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Belo Horizonte II SPE Ltda. Parc Belle Vue Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Belo Horizonte III SPE Ltda. Belo Horizonte III Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Belo Horizonte IV VSPE Ltda. - 50,0% 50,0% Construtora Lincoln Veloso Ltda. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Belo Horizonte V SPE Ltda. - 50,0% 50,0% Construtora Lincoln Veloso Ltda. Sistema Fácil Incorporadora Marília I SPE Ltda. - 42,8% 42,8% Incorporadora Central Park Ltda., Parceiros Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. 50,0% 33,3% Construtora Lincoln Veloso Ltda. e Unibanco Negócio Imobiliários. 50,0% 33,3% Construtora Lincoln Veloso Ltda. e Unibanco Negócio Imobiliários. 50,0% 33,3% Construtora Lincoln Veloso Ltda. e Unibanco Negócio Imobiliários. Menin Engenharia Ltda. e José Augusto de Ávila. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Tamboré Houses I SPE Ltda. Houses I 81,8% 45,0% Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. – Unibanco Negócios Imobiliários. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Tamboré Houses II SPE Ltda. Houses II 81,8% 45,0% Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. – Unibanco Negócios Imobiliários. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Santo André I SPE Ltda. Belas Artes 42,9% 30,0% Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda., Unibanco Negócios Imobiliários e Posi Engenharia e Construções Ltda. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Campinas I SPE Ltda. Porto Ville 42,9% 30,0% Construtora Nogueira Porto Ltda., Unibanco Negócios Imobiliários, Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Campinas II SPE Ltda. Consórcio Sistema Fácil Garden Club 81,8% 55,0% Construtora Nogueira Porto Ltda., Unibanco Negócios Imobiliários e Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Campinas III SPE Ltda. Porto Ville Galeria 42,9% 30,0% Construtora Nogueira Porto Ltda., Unibanco Negócios Imobiliários e Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. 113 Investida Empreendimento Percentual de participação da Companhia na SPE Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Campinas IV SPE Ltda. - 42,9% Percentual de participação da Companhia no empreendimento Parceiros 30,0% Construtora Nogueira Porto Ltda., Unibanco Negócios Imobiliários e Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Maxim’s 60,3% 40,7% Lúcio Engenharia e Construções Ltda., Unibanco Negócios Imobiliários e Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Lê Parc 33,3% 25,0% Lúcio Engenharia e Construções Ltda., Unibanco Negócios Imobiliário e Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. Sistema Fácil São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Fortaleza I SPE Ltda. Bosque de São Francisco 72,4% Villa Jardim 42,9% 42,0% Unibanco Negócios Imobiliários e Fernandez & Bogossian Desenvolvimentos Imobiliários Ltda. 30,0% SM Desenvolvimento e Incorporações. Ltda., Oregon Incorporações e Construções Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Fortaleza II SPE Ltda. Espaço Jardim 53,8% 35,0% SM Desenvolvimento e. Incorporações. Ltda. e Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Jaboticabal I SPE Ltda. Alto da Boa Vista Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Ribeirão Preto I SPE Ltda. San Francisco Village Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Ribeirão Preto II SPE Ltda. San Remo I Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Ribeirão Preto III SPE Ltda. San Remo II 50,0% 50,0% Construtora Stefani Nogueira Engenharia Ltda. Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Ribeirão Preto V SPE Ltda. Dolce Vita 50,0% 33,3% Stefani Nogueira Engenharia Ltda e Sistema Fácil Incorporadora Imobiliária Sorocaba II SPE Ltda. - Unibanco Negócios Imobiliários. 50,0% 33,3% Construtora Stefani Nogueira Engenharia Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. 50,0% 33,3% Construtora Stefani Nogueira Engenharia Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. 50,0% 33,3% Construtora Stefani Nogueira Engenharia Ltda. e Unibanco Negócios Imobiliários. Unibanco Negócios Imobiliários. 99,9% 99,9% Eduardo Gorayeb A participação de cada acionista na SPE e a respectiva participação nos lucros é definida de acordo com o valor atribuído à contribuição desse acionista em relação à totalidade do investimento necessário para o empreendimento em questão. Ao final do empreendimento, após a venda da totalidade das unidades construídas, a totalidade da receita líquida apurada é distribuída aos parceiros de acordo com as respectivas contribuições, sendo extintas as respectivas SPEs. 114 MERCADO GEOGRÁFICO DE ATUAÇÃO Apesar de estarmos presentes nos grandes centros urbanos do País, tais como São Paulo e Rio de Janeiro, e capitais de outros Estados do Brasil, o nosso foco de atuação sempre foi o interior do Estado de São Paulo, principalmente as cidades com mais de 150 mil habitantes. Atualmente, temos empreendimentos lançados em 15 cidades localizadas em seis Estados brasileiros. Temos uma forte presença no interior do Estado de São Paulo, tendo atuado em nove de suas principais cidades, onde lançamos, até a data deste Prospecto, 36 empreendimentos, totalizando 5.657 unidades, correspondentes a um VGV Lançado de, aproximadamente, R$1,1 bilhão. Nos últimos três anos, 39,6% de nosso VGV Lançado de R$334 milhões foi proveniente de empreendimentos localizados no interior do Estado de São Paulo. Atuamos também na capital do Estado de São Paulo há mais de 10 anos, tendo lançado, até a data deste Prospecto, um total de 1.164 unidades em empreendimentos na cidade com VGV Lançado de R$222,7 milhões. Mantemos na cidade de São Paulo um escritório para o desenvolvimento de nossas atividades na região metropolitana, incluindo os municípios vizinhos à capital, tais como Santana do Parnaíba, Osasco e Santo André. Além do Estado de São Paulo, estamos presentes na região metropolitana das capitais dos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, e Ceará, onde lançamos nove empreendimentos, totalizando 2.092 unidades, com um VGV Lançado de R$260,0 milhões. Acreditamos que, para as empresas que desenvolvem atividades de incorporação, o conhecimento do mercado onde realizam empreendimentos é fator crítico de sucesso, já que as características econômicas e sociais do local onde está situado o terreno destinado à incorporação definem o potencial consumidor de tal produto, caracterizando, assim, o padrão da obra. Dessa forma, torna-se essencial que as empresas do setor possuam pessoal apto a identificar e a concretizar a aquisição dos terrenos pretendidos e implementação dos empreendimentos adequados. Nesse sentido, acreditamos possuir profundo conhecimento sobre nossos mercados de atuação. Isso se deve ao fato de possuirmos profissionais altamente qualificados, com experiência no setor imobiliário das regiões em que atuamos e por trabalharmos com parceiros estratégicos locais, que conhecem profundamente suas respectivas regiões e nos auxiliam a transformar o nosso produto em um empreendimento viável, de acordo com os costumes e padrões de consumo locais. Além disso, contamos com a força de nossa marca e a presença das Empresas Rodobens em todos os Estados do Brasil para a busca de novos empreendimentos e para a prospecção de novos terrenos a serem adquiridos. Pela capilaridade do grupo de empresas ao qual pertencemos, temos maior facilidade em estabelecer alianças com parceiros regionais estratégicos para atuarmos em mercados locais de acordo com suas peculiaridades e características. Temos observado que essa estratégia tem sido muito eficiente para a prospecção de bons negócios imobiliários e para a expansão geográfica de nossa atuação para áreas de grande potencial para o desenvolvimento de nossos empreendimentos e ainda pouco exploradas por nossos concorrentes. Além da manutenção da presença nas regiões em que já atuamos, pretendemos expandir nossos negócios para outras regiões do Brasil ou do Estado de São Paulo, com foco principal em cidades com mais de 150 mil habitantes que apresentem características de incorporação imobiliária e padrões de renda compatíveis com a estratégia de expansão de nossos empreendimentos do Novo Segmento. 115 PROCESSO DE INCORPORAÇÃO O diagrama abaixo demonstra as etapas do nosso processo de incorporação: AQUISIÇÃO DE TERRENO PROJETOS E APROVAÇÕES Prospecção dos Terrenos Desenvolvimento dos Produtos e Projetos Pesquisa de Mercado Análise de Negócios (Estudo de Viabilidade) Consultas Municipais e Estaduais Aprovações Legais e Municipais MARKETING E VENDAS CONSTRUÇÃO Estratégia de Vendas Campanha de Marketing Vendas Memorial de Incorporação Gestão de Carteira CONCLUSÃO Habite-se Planejamento Execução da Obra Supervisão e Controle de Qualidade Entrega das Unidades Cessão dos Recebíveis Garantias de Obra As etapas do nosso processo de incorporação encontram-se descritas a seguir: Identificação, Avaliação e Aquisição de Terrenos Realizamos contínuas pesquisas de mercado com consumidores em potencial com o objetivo de orientar nosso processo de escolha de terrenos (indicando regiões específicas com potencial) e de determinar as características de cada um de nossos produtos. Na aquisição de terrenos, levamos em consideração sua localização e adequação ao tipo de empreendimento que pretendemos desenvolver, preço e potencial de valorização. Tomamos conhecimento dos terrenos disponíveis para incorporação no mercado por meio de (i) corretores autônomos, orientados por nós a buscar áreas em regiões específicas em que verificamos que há carência de empreendimentos e demanda por produtos, (ii) pesquisas e monitoramento constante do mercado; (iii) proprietários de terrenos interessados em ter um parceiro experiente e capacitado em incorporação imobiliária; e (iv) outros incorporadores que nos procuram para formar parcerias. A presença das Empresas Rodobens no interior dos principais Estados do Brasil favorece nossa prospecção de terrenos já que, muitas vezes, as Empresas Rodobens são procuradas, nas localidades em que atuam, por proprietários de terrenos e imobiliárias locais interessados em nos oferecer terrenos e outras oportunidades de negócios imobiliários. Além disso, a força de nossa marca no interior dos principais Estados do Brasil confere-nos a credibilidade necessária para realizarmos negócios que possivelmente não estariam disponíveis a nossos concorrentes que têm menor exposição e experiência no mercado imobiliário do interior do País. 116 Ao identificarmos um terreno que possa representar uma boa oportunidade de incorporação, realizamos uma pesquisa de mercado para avaliar o potencial de demanda e o tipo de produto mais adequado àquela região. Essa pesquisa consiste em analisar a demanda da área específica e suas características mercadológicas, tais como, renda da região, perfil de ocupação e oferta de produtos concorrentes. Concluída essa pesquisa, é elaborado estudo de viabilidade econômica, compreendendo um orçamento preliminar com previsão de custos, receitas e previsão de resultados do empreendimento. Esse estudo de viabilidade é fundamental para que a compra do terreno venha a se concretizar. Uma vez elaborados a pesquisa e o estudo acima referidos, discutimos os riscos do negócio e também os aspectos jurídicos da aquisição para tomarmos nossa decisão final sobre a compra do terreno. Deliberada a continuidade do negócio, celebramos um contrato de opção de compra do terreno, mediante o pagamento de uma quantia em dinheiro ao proprietário correspondente a parte do valor do terreno, a ser realizado no fluxo de caixa do próprio empreendimento ou em permuta de unidades a serem construídas na própria área. Por meio desse instrumento, adquirimos a opção de celebrar a escritura definitiva de compra e venda do terreno no momento em que julgarmos conveniente, ou até o término do prazo estabelecido no referido contrato de opção de compra do terreno. Em seguida, um estudo da situação jurídica do imóvel é realizado. Tal estudo consiste basicamente na verificação, em cartórios e órgãos públicos, da existência ou não de eventuais gravames em relação ao terreno ou restrições à realização do projeto. Não sendo constatada nenhuma restrição à realização do empreendimento, é celebrada a escritura definitiva de venda e compra do terreno. Com esse contrato, mediante o pagamento de uma quantia adicional em dinheiro ao vendedor do terreno, adquirimos a propriedade do imóvel sujeita, na maior parte dos casos, à condição de que todas as aprovações e licenças governamentais necessárias sejam devidamente obtidas. Somente após a obtenção dessas licenças é efetuado o pagamento do saldo do preço de compra do imóvel. Dessa maneira, buscamos evitar o risco de adquirir um terreno que não esteja apto a receber o empreendimento a que se destina. Caso tais licenças não sejam obtidas, o vendedor poderá ou não estar contratualmente obrigado, de acordo com os termos de cada contrato, a restituir a quantia paga no momento da celebração do contrato de opção de compra do terreno. A compra do imóvel pode ser estruturada tanto como uma compra e venda propriamente dita ou uma permuta por imóveis. Neste último caso, a fim de adquirir o imóvel, ao invés de um pagamento em dinheiro, efetuamos a transferência ao vendedor de algum imóvel que tenhamos no estoque ou acordamos a transferência futura de unidades do empreendimento que será construído no terreno. Adquirindo terrenos por meio de permuta, reduzimos nossa necessidade de caixa, aumentamos a taxa interna de retorno de nossos empreendimentos e, em geral, não contraímos dívidas para adquirir terrenos. Quando não é possível implementar essa estratégia, ou para obter melhores preços, também adquirimos terrenos com pagamento em dinheiro, à vista ou de forma parcelada, diretamente ou por meio de parcerias com outros investidores e/ou incorporadores. Para a relação completa de nosso estoque de terrenos vide “Terrenos” acima. Definição e Desenvolvimento dos Projetos e Aprovações Contamos com uma equipe composta por engenheiros e arquitetos altamente capacitados, responsável pela pesquisa de novos materiais e tecnologias, e pelo desenvolvimento de serviços e produtos com alta performance e flexibilidade. Durante anos, focamos nossa estratégia na formação de preços finais extremamente competitivos, o que nos levou a adotar uma cultura focada na eficiência de gestão, com base no uso de tecnologia, na eficiência logística e na integração entre vários processos. Assim, desenvolvemos uma plataforma de inteligência que tem nos permitido desenvolver produtos com projetos de arquitetura e design, acabamentos e serviços diferenciados, a preços extremamente competitivos. 117 Após a definição do produto, nossa área de planejamento, em conjunto com a área de arquitetura, coordena o desenvolvimento dos projetos legais, arquitetônicos e complementares a serem aprovados pelas autoridades municipais e estaduais competentes. Os projetos de arquitetura do empreendimento, assim como os projetos de paisagismo e de arquitetura de interiores, são realizados por empresas de arquitetura e paisagismo terceirizadas, cujo trabalho e desenvolvimento nossas equipes próprias orientam e acompanham. Após as aprovações dos projetos, institui-se o memorial de incorporação do empreendimento e o quadro de áreas é então submetido ao Cartório de Registro. O gerenciamento das aprovações nos órgãos públicos também é de responsabilidade de nossa área de planejamento. Paralelamente, nossa área jurídica é responsável pela elaboração dos documentos necessários para o registro do memorial de incorporação em cartório de registro de imóveis. Para a relação completa de nossos empreendimentos em desenvolvimento vide “Empreendimentos em Fase de Planejamento” acima. Marketing, Comercialização e Gerenciamento de Vendas O gerenciamento de nossos empreendimentos é conduzido por uma equipe própria, em regime de dedicação exclusiva, e a venda das unidades propriamente dita é normalmente realizada por prestadores de serviços terceirizados (grandes imobiliárias e imobiliárias locais), por meio de corretores localizados nos stands de vendas dos diversos empreendimentos. As imobiliárias terceirizadas atuam, durante toda a fase de vendas dos empreendimentos, em regime de exclusividade, em cada empreendimento, contratadas através de nossa equipe de gerenciamento de venda dos nossos empreendimentos. A publicidade utilizada para divulgação de nossos lançamentos é bastante diversificada, pois de acordo com pesquisas que realizamos antes de cada empreendimento, procuramos determinar as mídias mais apropriadas para cada região e para o tipo de produto que divulgaremos. De uma maneira geral, é indispensável a implantação de um ponto de venda no próprio local do empreendimento, o que chamamos de stand de vendas, onde montamos uma unidade padrão decorada, com a finalidade de apresentar o produto da forma como ele será entregue ao cliente no que diz respeito ao acabamento, bem como para demonstrar uma visão de aproveitamento do espaço decorado. Utilizamos como meio de publicidade de nossos empreendimentos folhetos, jornais, revistas, outdoors e placas fixas no local de nossos empreendimentos e em áreas próximas aos nossos empreendimentos, bem como anúncios em TV e rádio. A maior parte das vendas dos imóveis é realizada pelas imobiliárias, que participam do desenvolvimento do empreendimento, trazendo-nos sua sensibilidade de mercado e colocando seus corretores em contato com o empreendimento desde o início. Acreditamos que nosso trabalho em parceria com corretores locais traz-nos os seguintes benefícios: (i) inexistência de custos fixos para manutenção de uma equipe de corretores, que são remunerados por uma comissão sobre as vendas geradas; (ii) maior facilidade de vendas, em função do conhecimento do mercado local da equipe de corretores contratados por bairro/região; e (iii) bom relacionamento com os corretores, importantes fontes de informações sobre o mercado e a respeito das necessidades e preferências de clientes potenciais, o que contribui para as atividades relacionadas à aquisição de terrenos e ao desenvolvimento de projetos. Apesar de darmos uma importância estratégica aos serviços prestados por nossos corretores parceiros locais, não somos dependentes de nenhuma imobiliária em especial. Um dos mais importantes diferenciais em nossa estratégia de vendas é o fato de a contratação da venda e do posterior financiamento, após a entrega das chaves, ser feito diretamente com os incorporadores, ou seja, sem a necessidade do comprador manter contato com os agentes financiadores. Para mais informações, vide “Financiamento a Clientes”. 118 Adotamos como política que a decisão de construir um determinado empreendimento deve ser condicionada à venda de pelo menos 40% das unidades em até 180 dias contados do registro da incorporação. No caso de desistência da incorporação, devolvemos o dinheiro aos clientes que já haviam comprado suas unidades, atualizado monetariamente pelo mesmo índice de atualização do contrato (INCC). No entanto, os clientes não têm direito de receber eventuais indenizações por perdas e danos e o terreno volta para o nosso estoque de terrenos. Até a presente data, essa situação existiu em apenas um dos empreendimentos que já lançamos. Nossa equipe comercial e de vendas e os corretores externos são treinados quanto ao perfil de clientes alvo, atendimento ao cliente, cronogramas de obras e diferentes planos disponíveis. Em todas as fases de nossos esforços de comercialização e venda, enfatizamos nosso compromisso com a entrega no prazo de apartamentos construídos com materiais de alta qualidade, fornecidos por fabricantes confiáveis. Também realizamos eventos promocionais especiais quando lançamos novos empreendimentos. Adotamos um sistema de vendas transparente, de forma a desenvolver um senso de confiança, parceria e lealdade com o cliente. A documentação de compra é padronizada de modo a permitir um processamento rápido, eficiente e conveniente ao comprador. Além disso, os contratos e toda a documentação pertinente são escritos em linguagem simples e acessível. Temos uma equipe responsável pela revisão de toda a documentação gerada pela imobiliária, verificando a capacidade de pagamento do cliente por meio do Sistema Fácil, restrições cadastrais e documentação acessória. Acreditamos que parte de nosso baixo Índice de Inadimplência seja atribuído ao nosso sistema de vendas e, em especial, ao Sistema Fácil. Processo de Construção Desde o início das nossas atividades, realizamos uma avaliação criteriosa na fase de planejamento de cada um de nossos empreendimentos para decidirmos o método de construção mais adequado para o empreendimento e se a construção será realizada por nós ou por terceiros contratados. Para essa decisão, levamos em conta as características do empreendimento, tais como número de unidades, localização, segmento ao qual se destina, entre outras, e aspectos de logísticas associados ao desenvolvimento do empreendimento visando à solução que apresente maior rentabilidade do capital investido, sem o comprometimento de nossos padrões de qualidade. Focamos sempre na inteligência do processo de incorporação, acompanhando o desenvolvimento dos projetos executivos, o planejamento de nossos empreendimentos e a logística de execução das nossas obras. Com essa estratégia, buscamos manter uma estrutura eficiente, ágil e dedicada que nos possibilite manter nossos padrões de qualidade em todas as regiões onde atuamos com a melhor rentabilidade possível em cada empreendimento que desenvolvemos, seja no Segmento Tradicional ou no Novo Segmento. Em geral, damos início às obras entre seis e dez meses após o lançamento de um empreendimento, em cada uma de suas etapas. Durante este prazo são desenvolvidos os projetos executivos. Nosso prazo médio de construção para obras verticais é de 18 meses, e nas obras horizontais, o prazo médio é de seis a 12 meses por etapa, podendo ser abreviado para menos de seis meses se utilizado o processo que envolve formas de moldagem e concreto celular descrito abaixo. As etapas são definidas com base em nossa sensibilidade da demanda para cada empreendimento, sempre com o objetivo de acelerar a velocidade de vendas do empreendimento e valorizar as etapas subseqüentes com o desenvolvimento trazido à região pela ocupação das primeiras etapas. Procuramos imprimir um ritmo acelerado na construção de nossos empreendimentos, o que é possível em grande parte graças à padronização de muitos de nossos projetos de engenharia, permitindo-nos realizar obras em larga escala em um intervalo de tempo reduzido. 119 Estamos comprometidos com a entrega das unidades de nossos empreendimentos aos clientes no prazo estabelecido. De acordo com nossos contratos de venda, nossos clientes têm o direito de rescindir o contrato de venda, sem que incorram em multas, e de serem reembolsados por uma parcela dos valores pagos, com correção monetária, na hipótese de atraso na entrega em prazo superior a 120 dias a contar da data programada (exceto em casos de força maior). A tabela abaixo apresenta informações sobre os nossos empreendimentos em que realizamos os serviços de construção, em fase de lançamento ou de construção. Área construída (em m2) Início de construção Entrega ou previsão de entrega Empreendimento Localização Green Garden Green Park Pantheon Green Village I Green Village II Green Island North Valley Porto Ville West Valley Porto Ville Galeria Green Place São José do Rio Preto São José do Rio Preto São José do Rio Preto São José do Rio Preto São José do Rio Preto São José do Rio Preto São José do Rio Preto Campinas São José do Rio Preto Campinas São José do Rio Preto 26.212 28.727 28.327 6.406 12.634 10.255 14.936 4.564 12.684 7.364 9.909 dez-01 mai-93 dez-95 jul-98 out-98 dez-99 abr-00 nov-00 abr-01 ago-01 dez-01 jan-96 jun-97 dez-99 jul-01 dez-01 nov-02 jul-03 dez-03 set-04 nov-04 set-04 Caribe Village South Valley Maria Stella Jardins de Barcelona Bosque São Francisco Green Village III Jardins de Athenas Garden Club Terra Nova Garden Village I Guarapiranga Park (1ª. Fase) Indaiatuba São José do Rio Preto São José do Rio Preto São José do Rio Preto São Paulo São José do Rio Preto São José do Rio Preto Campinas São José do Rio Preto São Paulo 3.418 14.997 13.479 12.687 43.491 14.560 16.782 17.130 22.753 18.487 nov-03 dez-04 nov-02 jul-03 jun-05 abr-06 set-06 out-06 dez-06 ago-07 set-05 dez-06 dez-03 abr-05 set-07 jan-08 ago-07 mai-08 dez-07 nov-08 Quando decidimos pela contratação de uma construtora, realizamos criteriosa avaliação de nossas parceiras potenciais com base em seu histórico de relacionamento conosco, situação financeira, qualidade dos serviços e procedimentos de trabalho. Exigimos de todas as nossas construtoras parceiras o mesmo padrão de qualidade que imprimimos quando somos os responsáveis pela construção. Somos encarregados por assegurar a qualidade dos serviços, pelo cumprimento das metas financeiras da obra e pela execução dos serviços dentro dos padrões de qualidade e prazos esperados. Após o término da construção e antes da entrega da obra aos clientes, realizamos criteriosa vistoria com a construtora, apontando todos os vícios aparentes que devem sofrer ajustes. Ademais, temos um comitê interno que avalia a obra em termos de qualidade e as condições para entrega de chaves, que pode também apontar ajustes a serem realizados pela construtora. 120 Nos termos da legislação brasileira, fornecemos garantia limitada de dois anos contados da entrega das chaves para materiais e vícios aparentes, e de cinco anos contados a partir da autorização municipal de ocupação do imóvel, para vícios estruturais. Adicionalmente, estabelecemos no manual do proprietário, que é entregue aos nossos clientes no momento da entrega de chaves, e parte integrante do contrato de venda e compra com o nosso cliente, os prazos de garantia de cada item da construção. Essas garantias e prazos são também estabelecidos no contrato de prestação de serviços que celebramos com as construtoras. Assim, para atender eventuais reclamações relacionadas a quaisquer vícios na construção, nos valemos da garantia contratual prestada pela construtora do empreendimento. Até o momento, não tivemos nenhum processo ou reclamação relevante sobre as garantias prestadas e relacionadas à construção de nossos empreendimentos. Atualmente, utilizamos processos de construção padronizados, que foram desenvolvidos por nós, utilizando as mais recentes tecnologias, e fazendo uso dos mais modernos recursos disponíveis no mercado. Os nossos arquitetos e engenheiros complementam nossa experiência e treinamento com o estudo das condições sociais, econômicas e ambientais de cada região. Os imóveis são construídos segundo rigorosos padrões de segurança e qualidade. Em conseqüência de nossos rigorosos padrões de qualidade, recebemos importantes prêmios, tais como o Máster Imobiliário em 1997, conferido pelo FIABIC-Brasil, o Top Imobiliário em 2002, conferido pelo jornal O Estado de São Paulo, a Folha de Qualidade Imobiliária em 2003 e 2004, conferidos pelo Jornal Folha de São Paulo e o Prêmio Minerva, conferido pela Sociedade dos Engenheiros de São José do Rio Preto em 2006. Além disso, estamos em processo de renovação de nossa certificação ISO 9000 para a área de engenharia e sua ampliação para as outras áreas da Companhia. Novo Processo de Construção - Novo Segmento Nossos primeiros quatro empreendimentos do Novo Segmento (Maria Stella, Jardins de Barcelona, Jardins de Athenas e Belas Artes) foram construídos por meio de processos de construção convencionais (estruturas de concreto e paredes de alvenaria). Apesar do sucesso comercial obtido com esses empreendimentos, percebemos que poderíamos ganhar algumas vantagens competitivas se passássemos a adotar métodos de construção mais modernos em nossos empreendimentos do Novo Segmento. Por esse motivo e pelo fato de atuarmos em diversos Estados, procuramos estudar e adotar técnicas de construção que possam simplificar o processo de forma a abreviar os prazos de conclusão de nossas obras, reduzir a necessidade de mão-de-obra especializada, controlar custos por meio da padronização de procedimentos e geração de economias de escala e garantir o padrão de qualidade de nossos empreendimentos. Optamos por adotar técnica de construção de casas com a utilização de formas de moldagem de plástico reciclável com preenchimento de concreto aerado auto-adensável moldado in loco. Ao mesmo tempo em que nos garante a segurança e durabilidade de nossas construções, as espessuras e características do concreto aerado também garantem o isolamento acústico das unidades e nos permitem exercer um melhor controle de nossa base de custos, tendo em vista ser um produto padronizado que não engloba muitos insumos em sua produção. Essa técnica de construção elimina várias etapas presentes nos processos de construção convencionais, reduzindo o número de pedreiros e eliminando a necessidade de contratação de mão-de-obra especializada de carpinteiros, eletricistas e encanadores, e permitindo a utilização de mão-de-obra não especializada disponível no local dos empreendimentos. Trata-se de técnica de larga aplicação em vários países do mundo. Por meio desse processo de construção, somos capazes de construir uma casa em 30 dias a partir da conclusão da terraplanagem. 121 Com a adoção dessa técnica de construção no Novo Segmento, procuramos desenvolver um processo construtivo em série, com padrão de qualidade homogêneo, que nos permite replicar nossos projetos arquitetônicos e urbanísticos em larga escala e em tempo reduzido em todas as regiões em que atuamos, com rígido controle de custos proporcionado pela pouca utilização de mão-de-obra especializada, redução significativa do risco de erro na execução das obras e do desperdício de materiais e aproveitamento de economias de escala. A nova técnica já está sendo utilizada em um de nossos empreendimentos, o Terra Nova Garden Village, que foi lançado em novembro de 2006. Na data deste Prospecto, dez unidades do Terra Nova Garden Village já estavam prontas, com sua respectiva infra-estrutura elétrica e hidráulica instalada e em funcionamento, e os serviços de terraplanagem de todo o empreendimento já se encontravam em estágio avançado de execução. Até o momento, apesar de ainda incipiente, nossa experiência na utilização do novo método de construção tem sido positiva. Por esse motivo, acreditamos que a adoção dessa nova técnica de construção facilitará a expansão de nossa atuação no Novo Segmento. Administração dos Empreendimentos Dentro de nossa atividade de incorporação imobiliária, prestamos serviços de gestão de nossos empreendimentos. Esses serviços podem compreender a gestão de lançamento, marketing e vendas, administração da construção, administração de clientes, gestão da carteira de recebíveis, contabilidade, atividades de cobrança e pagamento de fornecedores e clientes e gestão de SPEs, entre outros. Em muitos de nossos empreendimentos, parte desses serviços também pode ser prestada por nossos parceiros regionais. Pós-Venda e Atendimento ao Cliente Desde a nossa constituição, desenvolvemos uma cultura de prioridade ao atendimento de nossos clientes. Nossas equipes são treinadas e instruídas a atuarem com cordialidade e eficiência, devendo ser capazes de procurar soluções criativas para as demandas dos clientes e oferecer justificativas fundamentadas quando tais demandas não podem ser integralmente atendidas. Buscamos o intercâmbio com o cliente, procurando compreender suas preocupações e criar um relacionamento visando à sua satisfação e ao aprimoramento de nossos serviços. Desde 2005, mantemos sistemas de atendimento ao cliente por meio de um software que nos permite oferecer atendimento rápido e personalizado. Nesse sistema, cada cliente possui seu próprio histórico, o que além de possibilitar um atendimento personalizado, individualizado, também permite à diretoria periodicamente avaliar, aferir e quantificar a eficiência do nosso atendimento e a satisfação do nosso cliente. Por meio desse sistema de atendimento, nossos colaboradores têm acesso à base de dados de cada cliente, incluindo pedidos solicitados, produtos adquiridos e outras informações relevantes. Dessa forma, disponibilizamos aos nossos clientes canais de comunicação de fácil acesso, com profissionais informados e capacitados a oferecer soluções individualizadas e eficientes. Priorizamos a transparência de informações no decorrer de todas as etapas do relacionamento com nossos clientes. Nossos clientes podem acompanhar o desenvolvimento da construção de seu empreendimento pela internet em nosso site, por meio de filmes atualizados periodicamente. Nossa equipe de atendimento ao cliente fica disponível durante a obra para prestar informações referentes ao seu desenvolvimento, seu cronograma e responder a qualquer dúvida que nossos clientes possam ter. Nossas áreas financeira, administrativa e comercial também estão prontas a atender os clientes em suas demandas pontuais, tais como renegociações, documentação para escritura e documentação para financiamento. Mantemos um programa de monitoramento da satisfação de nossos clientes por meio de pesquisas realizadas periodicamente, com base nas quais procuramos aprimorar nossos serviços. 122 FINANCIAMENTO A CLIENTES Acreditamos que um dos nossos mais relevantes diferenciais é nosso sistema de financiamento a clientes por meio do Sistema Fácil, um sistema de financiamento imobiliário custeado com recursos dos próprios incorporadores e seus parceiros financeiros que possibilita o financiamento de clientes na compra das unidades de empreendimentos lançados. O Sistema Fácil proporciona relevantes vantagens aos nossos clientes, pois (i) não exige comprovação de renda, bastando não estar inscrito no Serviço de Proteção ao Crédito ou SERASA para que o financiamento seja comprometido no ato da compra e sem burocracia; (ii) o financiado sabe, no ato da compra, quanto terá que desembolsar até a quitação do imóvel; (iii) o financiado paga de 20 a 30% do valor do imóvel antes do recebimento da chave e o saldo pode ser financiado em até 180 meses com juros que variam atualmente de 8% até 12% ao ano, dependendo do valor do imóvel financiado, acrescido de correção mensal pela variação do índice de poupança, atualmente TR; (iv) o aumento do valor das parcelas a serem pagas após a entrega das chaves é limitado a 20% em relação ao valor das parcelas mensais durante o período de poupança; e (v) oferece o Seguro Prestamista, que quita o imóvel financiado no caso de morte do titular. Realizamos a análise de crédito de nossos clientes com base nos pagamentos realizados entre o lançamento do empreendimento e a entrega da chave (período de 12 a 24 meses). Após a entrega das chaves de determinado empreendimento, cedemos às instituições financeiras parceiras nossa carteira de recebíveis relacionada a tal empreendimento, ficando a Rodobens e seus parceiros co-responsáveis pelos créditos da carteira pelo período de 24 meses, contados da data da contratação do cliente ou até o cliente atingir 30% de amortização do valor contrato, aquele que for maior. Nas mesmas condições de co-responsabilidade e de aprovação de crédito descritas acima, podemos também optar pelo repasse do montante do saldo devedor do financiamento após entrega das chaves para as instituições financeiras parceiras, com outorga da escritura definitiva, com cláusula de alienação fiduciária em favor da própria instituição financeira. O adiantamento dos recebíveis por meio da cessão da carteira às instituições financeiras parceiras ou o repasse do financiamento, permite-nos realizar novos investimentos em outros empreendimentos. Nosso relacionamento com as instituições financeiras permitem-nos oferecer produtos imobiliários com condições de financiamento bastante atrativas a nossos clientes. Atualmente, por meio do Sistema Fácil, em alguns de nossos empreendimentos do Novo Segmento, somos capazes de oferecer financiamentos a uma taxa de juros de 9% ao ano acrescida de TR, com prazo de amortização de 20 anos e poupança de 20% do valor da unidade comprada. Já no Segmento Tradicional, somos capazes de oferecer financiamentos a uma taxa de juros de 11% ao ano acrescida de TR, com prazo de amortização de 15 anos e poupança de 30% do valor da unidade comprada. Tradicionalmente, os financiamentos oferecidos pelas instituições financeiras ao público alvo formado por indivíduos com renda média familiar mensal a partir de R$1.700,00 (população com alto nível cultural e grau de instrução, mas de poder aquisitivo limitado) não são suficientes para a aquisição de produtos imobiliários que atendam seu grau de exigência. Tendo em vista esse descasamento entre os níveis de exigência desse público e os produtos imobiliários a ele disponível, oferecemos por meio do Sistema Fácil principalmente através de nossos produtos do Novo Segmento, bons padrões de qualidade, estética e serviços que, ao mesmo tempo, atendem às expectativas e ao poder aquisitivo desse público. O sucesso do Sistema Fácil é comprovado pelo baixo Índice de Inadimplência, da ordem de 3,0% 3,2%, e 2,9 %, respectivamente, de média mensal nos anos de 2003, 2004 e 2005. Esses Índices de Inadimplência são calculados dividindo-se o total de recebíveis não pagos durante um período de três meses e vencidos até 90 dias, pelo valor total dos recebíveis emitidos para cobrança durante o mesmo período de três meses. 123 Não possuímos histórico de perdas em relação às nossas unidades vendidas devido à garantia real que lastreia nossas vendas. De qualquer forma, procuramos combater a inadimplência por meio do trabalho de nossa equipe de relacionamento com clientes, seja em nossos escritórios regionais, seja através de nossa Central de Relacionamento. Nossa equipe de relacionamento com clientes atende, recebe e acompanha os clientes, a partir do momento da assinatura do contrato até o momento da quitação de tal contrato. Essa equipe também atua junto ao cliente durante o período de obra nas antecipações de pagamento das parcelas mensais e saldo devedor. O acompanhamento de todos os pagamentos é monitorado por um rígido procedimento de cobrança, que a partir do 15º dia de atraso inicia diversas ações ativas de recuperação da carteira. Nossa experiência e estrutura para gerenciamento de carteira possibilita-nos atender até 30 mil clientes. O foco principal é renegociar as condições de pagamento, buscando apresentar ao cliente alternativas que lhe permitam pagar o saldo devido. Para isso, procuramos negociar com o cliente o atraso devido, podendo até mesmo trocar a sua unidade por unidade de menor valor, e se isso não for possível no momento, podemos conceder ao cliente, uma carta de crédito no valor de seu saldo contratual deduzido de uma taxa de até 8% (recuperação de custos de venda) do valor do imóvel, que o cliente poderá utilizar a qualquer tempo, para aquisição de um outro imóvel do Sistema Fácil. Em caso de falta de pagamento de parcelas por três meses consecutivos, ajuizamos ação judicial de cobrança do valor da dívida ou para a retomada da unidade, mesmo que o cliente já esteja na posse do imóvel. Porém, essa medida apenas é tomada após termos esgotado as tentativas de acordo e termos dado ao cliente inadimplente diversas oportunidades para quitação de seus débitos. Como parte de nossa estratégia de ampliação de nossas alternativas de financiamento, celebramos, em outubro de 2006, um memorando de entendimentos com o ABN AMRO que acreditamos ser um importante parceiro para a expansão de nossas atividades. Por meio deste memorando de entendimentos, observadas determinadas condições, o ABN AMRO compromete-se a financiar até 80% das obras necessárias para construção de empreendimentos que pretendemos lançar nos próximos cinco anos a uma taxa de juros de 9% ao ano acrescida de TR, observadas determinadas condições. Adicionalmente, o acordo prevê a emissão de CRIs lastreados pelos recebíveis oriundos da comercialização de nossos empreendimentos. Pelo acordo, observadas determinadas condições, o ABN compromete-se a adquirir a totalidade dos CRIs emitidos com lastro nos recebíveis de nossos empreendimentos. Acreditamos que a implementação dessa parceria nos permitirá expandir nossa capacidade de oferecer financiamento a nossos clientes. Por meio de nossa parceria com o ABN AMRO pretendemos financiar a compra de 38.000 unidades com valor de venda de até R$120 mil a serem lançadas até o ano 2010. Nosso empreendimento Terra Nova Garden Village, lançado em novembro de 2006, contou com financiamento do ABN AMRO e foi o primeiro empreendimento lançado por nós a oferecer o financiamento pós-chaves por um prazo de 20 anos com taxa de juros de 9% ao ano acrescida de TR, o que acreditamos ter sido um fator de grande contribuição para o sucesso das vendas. O empreendimento, lançado para vendas ao público em 25 de novembro de 2006, atingiu a mais rápida velocidade de vendas da nossa história, com todas as suas 360 unidades vendidas em 23 dias. CLIENTES Historicamente, a grande maioria de nossos clientes é formada por pessoas físicas que desejam adquirir imóveis de tamanhos que variam entre 60 m² e 200 m², com condições diferenciadas de financiamento (sem burocracia relacionada à exigência de comprovação de renda e com longos prazos de pagamento) e que procuram produtos com conceitos que valorizem a qualidade de vida. Com o nosso maior foco voltado ao Novo Segmento, projetamos uma maior expansão da participação de clientes interessados em imóveis entre 45 m² e 90 m² em relação à participação de clientes interessados em imóveis acima dos 90 m². Para maiores informações sobre o perfil sócio-econômico de nossos clientes no Novo Segmento e no Segmento Tradicional, ver “Nossas Atividades e Produtos – Novo Segmento” e “Nossas Atividades e Produtos – Segmento Tradicional”, respectivamente. 124 Na data deste Prospecto, tínhamos aproximadamente 3.800 clientes ativos. São considerados clientes ativos os adquirentes de nossos imóveis, desde a data de assinatura do contrato até o final do período da garantia de vícios aparentes (de dois anos contados da entrega das chaves) ou até a quitação integral do imóvel, se ainda existirem parcelas pendentes dois anos após a entrega do empreendimento. PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS E FORNECEDORES Nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, 39% do nosso custo total correspondeu a gastos relacionados à obtenção de material de construção. Apesar de nossa atividade de construção abranger uma variedade extremamente grande de insumos, nenhum deles representa, isoladamente, parcela significativa do custo total da obra. Dessa forma, a flutuação do preço de qualquer material isolado não causa efeito relevante nos nossos resultados. Há um grande número de empresas no mercado aptas a nos fornecer material de construção, o que nos permite não depender de nenhum fornecedor específico. Apesar da abundância de potenciais fornecedores, buscamos otimizar nossos custos, optando por manter relação de parceria com determinados fornecedores. Temos um bom relacionamento com os nossos fornecedores e nos últimos anos não experimentamos quaisquer atrasos significativos de obras devido à escassez de materiais. Não mantemos estoques significativos de materiais de construção. Na compra de materiais para cada um de nossos empreendimentos, procuramos fazer cotações com vários de nossos fornecedores, pautando nossa decisão de compra em preços, prazo de entrega e qualidade dos materiais. Durante os últimos anos, trabalhamos no desenvolvimento e na utilização de novas técnicas de construção, bem como em seu processo e na utilização de materiais alternativos com intuito de reduzir o crescimento dos principais custos, e temos obtido resultados satisfatórios. Utilizamos como parte de nossa estratégia de marketing o fato de utilizarmos marcas de qualidade reconhecida e especificações rigorosas na seleção de nossos fornecedores. Em alguns casos, principalmente em nossos empreendimentos do Novo Segmento, participamos do desenvolvimento de produtos e materiais de construção em associação com o respectivo fornecedor. Esse rígido controle de qualidade garante que os materiais estejam de acordo com as especificações exigidas antes de sua instalação e nos permite realizar a construção de um grande número de unidades em tempo bastante reduzido. Temos especificações rigorosas quanto à escolha dos nossos fornecedores, baseadas não somente na qualidade e preço dos produtos, mas também na reputação e situação financeira dos fornecedores. Periodicamente avaliamos nossos fornecedores com base em notas atribuídas por departamento técnico e em relatórios elaborados pelo nosso departamento de atendimento ao cliente, que resumem as avaliações e as reclamações de nossos clientes. Caso haja problemas, optamos entre substituir o fornecedor ou trabalhar junto a ele para solucionar os problemas que tenham ocorrido em obras anteriores, evitando repeti-los. CONCORRÊNCIA O mercado de incorporação imobiliária no Brasil é altamente pulverizado e competitivo. Por exemplo, de acordo com dados da EMBRAESP, em 2005, as dez maiores incorporadoras da cidade de São Paulo detinham, em conjunto, uma participação de mercado baseada em vendas brutas de apenas 23% na região metropolitana de São Paulo, a maior do País em volume de negócios. Os principais fatores que determinam a intensidade da concorrência nos negócios de incorporação incluem: preço de venda e condições de financiamento, características físicas do projeto, campanha de publicidade e marketing, capacidade financeira, reputação do incorporador, parcerias com outras incorporadoras e outras corretoras de imóveis e disponibilidade de terrenos. 125 A concorrência é mais intensa nas capitais dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Já no interior do Estado de São Paulo, onde mantemos o foco de nossa atuação, a concorrência é menor e a presença das maiores incorporadoras da cidade de São Paulo ainda é limitada, sendo inexistente na grande maioria das cidades do interior. O desenvolvimento de empreendimentos residenciais no interior exige conhecimentos específicos relacionados ao mercado local, hábitos de consumo, parcerias estratégicas e controle de custos. Acreditamos que esses fatores, entre outros, foram responsáveis pelo insucesso de alguns empreendimentos lançados por grandes incorporadoras da cidade de São Paulo em cidades do interior paulista. Com base em nossa observação, no que diz respeito às faixas de preços, grande parte das maiores incorporadoras do Brasil tem foco de atuação em empreendimentos cujas unidades são vendidas a preços superiores a R$200 mil. Já o segmento representado por empreendimentos que se enquadram em nossas definições de Segmento Tradicional e, principalmente, de Novo Segmento, não tem sido, até agora, o foco de atuação das maiores incorporadoras do País. O desenvolvimento de empreendimentos que se enquadram em nossa definição de Novo Segmento – com preço de venda por unidade geralmente entre R$50 mil e R$120 mil – exige experiência e conhecimento de mercado específico, apresentando desafios adicionais se comparado ao desenvolvimento de empreendimentos do Segmento Tradicional (preço por unidade geralmente entre R$120 mil e R$350 mil), e mesmo de empreendimentos com preço de venda acima de R$350 mil. O mercado de empreendimentos do Novo Segmento deve apresentar padrões de qualidade e de diferenciação de produto cada vez mais elevados em razão do grau de instrução cada vez mais alto do público ao qual se destinam, ao mesmo tempo que exigem rigoroso controle de custos, para que possam apresentar preços adequados ao seu público-alvo e margens de rentabilidade aceitáveis para a incorporadora. Até a presente data, já lançamos sete empreendimentos do Novo Segmento e pudemos notar, pelos motivos mencionados acima, que a concorrência nesse segmento do mercado é menos intensa. No interior do Estado de São Paulo, dentre as grandes incorporadoras baseadas na capital do Estado de São Paulo, apenas algumas poucas já lançaram empreendimentos nesse segmento do mercado. CONTRATOS RELEVANTES No desenvolvimento de nossas atividades celebramos diversos contratos com prestadores de serviços, construtoras, arquitetos, entre outros. Nos contratos celebrados com empresas prestadoras de serviços relativos aos nossos empreendimentos, estamos sujeitos a responsabilidade subsidiária pelo não cumprimento, por parte dessas empresas, de suas obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais. Os contratos dos quais somos parte, quando considerados em conjunto, são relevantes para o desenvolvimento de nossas atividades e manutenção de operações. No entanto, apesar da relevância do conjunto desses contratos para o desenvolvimento de nossas atividades, acreditamos não sermos parte de nenhum contrato que, individualmente, possa ser considerado relevante e cuja renegociação individual possa afetar nossos negócios de forma material. Nós e nossas SPEs somos partes de diversos contratos financeiros, todos celebrados com o Unibanco. Somos co-devedores em todos os contratos, que contam também com garantia de hipoteca de uma fração do terreno do empreendimento a que se referem. O saldo devedor desses contratos em 30 de setembro de 2006 era de R$57,6 milhões, aproximadamente. Para uma descrição dos nossos contratos financeiros, vide seção “Análise e Discussão da Administração sobre a Situação Financeira e os Resultados Operacionais – Endividamento – Contratos de Financiamento”. ATIVO IMOBILIZADO Em 30 de setembro de 2006, nosso ativo imobilizado totalizava R$2,2 milhões e era representado principalmente por prédios, sistema de informática e móveis e utensílios. O total de imobilizado representava, aproximadamente, 1,4% do total do nosso ativo naquela data. 126 INVESTIMENTOS E DESINVESTIMENTOS DE CAPITAL No curso normal de nossas atividades, não realizamos investimentos de montantes significativos em ativos imobilizados. Em 2003, 2004, 2005 e nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2006, investimos respectivamente, R$0,1 milhão, R$0,4 milhão, R$0,4 milhão e R$1,1 milhão. ASPECTOS AMBIENTAIS Estamos sujeitos a diversas leis e regulamentos federais, estaduais e municipais relativos à proteção do meio ambiente. Vide seção “Visão Geral do Setor Imobiliário – Aspectos Ambientais”. A legislação e a regulamentação ambiental variam de acordo com a localização do empreendimento, as condições ambientais e os usos do terreno. A legislação ambiental, quando aplicável, pode acarretar atrasos, significativos custos para sua observância e outros custos, podendo, também, proibir ou restringir amplamente nossas incorporações. Ao adquirir terrenos para o desenvolvimento de nossos empreendimentos, procuramos considerar todos os aspectos ambientais necessários e aplicáveis. Contratamos assessoria de empresa especializada e de primeira linha, que, por meio de uma equipe de engenheiros agrônomos e biólogos, auxilia-nos no momento da compra do terreno, realizando os estudos necessários do solo, detectando se a área possui alguma restrição ambiental, histórico de podas, maciços significativos, cursos de água, dentre outros, avaliando as condições do imóvel e identificando os riscos potenciais e reais que a alteração do solo possa causar, fornecendo laudos ambientais que baseiam a decisão de aquisição ou não do terreno. Durante o processo de aprovação do memorial de incorporação nos nossos projetos junto aos órgãos competentes, a empresa contratada assessora-nos com relação ao cumprimento da legislação ambiental vigente e a respostas às eventuais solicitações dessas autoridades. Na data deste prospecto não possuíamos certificado de adesão a padrões internacionais relativos a proteção ambiental. PROPRIEDADE INTELECTUAL Somos proprietários, no Brasil, de duas importantes marcas para a condução de nossas atividades: “Rodobens Engenharia” e “Sistema Fácil”. Acreditamos que nossas atividades dependam em grande parte dessas marcas, em razão da forte reputação que construímos no decorrer dos anos. Em 4 de dezembro de 2006, realizamos pedido de registro junto ao INPI da marca “Terra Nova”, que pretendemos utilizar para nossos empreendimentos do Novo Segmento. SEGUROS Mantemos apólices de seguro para todas as nossas obras contratadas junto a companhias seguradoras de primeira linha. Nossas apólices de seguro cobrem, desde o início das obras, riscos de engenharia, responsabilidade civil por danos causados a terceiros e de acidentes de trabalho, danos materiais, inclusive danos causados a propriedades circunvizinhas, incêndio, quedas, desmoronamento, raios, explosão de gás e eventuais erros de construção, desde que relacionados com a obra segurada. Nossas apólices de seguro apresentam especificações, limites e franquias usuais no local em que o imóvel estiver situado. Não mantemos nenhuma apólice de seguro para nossos imóveis após o encerramento das obras, assim como apólice de seguro garantia (performance bond) para os nossos empreendimentos em construção. Nossa administração acredita que a cobertura de seguro para nossos imóveis é adequada. Contudo, não podemos garantir que o valor de seguro que mantemos será suficiente para nos proteger de perdas relevantes. EMPREGADOS Em 30 de setembro de 2006, contávamos com 131 empregados e 12 estagiários, alocados em nossas áreas administrativa, comercial, financeira e técnica. 127 A tabela abaixo apresenta nosso número de empregados e estagiários nas datas indicadas: Em 31 de dezembro de Administrativa ................................. Comercial ......................................... Financeira ........................................ Técnica ............................................. Estagiário ......................................... Total ............................................ 2003 2004 2005 32 6 22 47 22 129 54 4 24 41 17 140 54 14 21 39 20 148 Em 30 de setembro de 2006 54 5 23 37 12 131 A área administrativa engloba os setores de relacionamento com clientes, recursos humanos, tecnologia da informação (TI) e assessoria jurídica. A área comercial engloba as atividades de planejamento estratégico de negócios, prospecção de novos negócios, marketing e vendas. A área financeira engloba os setores de finanças, contabilidade e fiscal, controladoria e relação com investidores. A área técnica engloba os processos de inteligência construtiva, desenvolvimento de projetos executivos, contratação de fornecedores e a aquisição de insumos para as obras, planejamento e coordenação de obras e serviços de arquitetura. Nos últimos quatro anos, não houve a saída de nenhum membro do nosso corpo gerencial. Além disso, terceirizamos grande parte da mão-de-obra utilizada em nossos canteiros de obra, que é contratada diretamente pelas empreiteiras contratadas por nós, cabendo-nos a responsabilidade pela sua supervisão. Existe uma supervisão permanente, pelos nossos engenheiros residentes nas obras, das tarefas realizadas pelos operários terceirizados. De acordo com a jurisprudência predominante, somos solidariamente responsáveis em relação a questões trabalhistas e previdenciárias que eventualmente venham a ser levantadas por empregados de terceiros contratados. Relacionamento com Sindicatos Cerca de 80% de nossos empregados são filiados ao Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e Imobiliária de São José do Rio Preto – SICISRP (“SICISRP”). Acreditamos ter bom relacionamento com os nossos empregados e com o sindicato que os representa. Nos últimos três anos, não tivemos nenhuma greve ou paralisação de trabalho. Benefícios e Plano de Participação no Resultado Concedemos aos nossos empregados os seguintes benefícios: vale-refeição, vale-transporte, plano de saúde e seguro de vida. Dos benefícios mencionados, apenas o seguro de vida não está previsto na convenção coletiva de trabalho firmada entre o SINDUSCON e o SICISRP. Desde 2001, possuímos um plano de participação nos resultados para nossos empregados, que conta com metas pré-estabelecidas e aprovadas pelo sindicato dos empregados. O valor total da gratificação semestral é aprovado por nossa diretoria até o limite de 7% do nosso lucro líquido apurado no período. No ano de 2005, pagamos aos nossos empregados R$0,4 milhão a título de participação nos resultados. 128 Segurança e Medicina do Trabalho Todos os cuidados que envolvem a segurança e saúde no trabalho de nossos empregados estão inseridos no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO e no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. Além dos programas mencionados, contamos com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, a qual realiza periodicamente a Semana Interna de Prevenção de Acidentes - SIPAT. A prevenção de acidentes do trabalho em nossas construções sempre foi prioritária para nós. Assim, durante todas as fases de construção, exigimos das empreiteiras contratadas a observância estrita das normas de segurança e medicina do trabalho das pessoas alocadas em nossas obras e exigimos e fiscalizamos a adoção do Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção Civil previsto na legislação aplicável. PRÊMIOS Top Imobiliário Em 2002, recebemos o prêmio Top Imobiliário concedido pelo jornal O Estado de São Paulo na categoria “Condomínios Horizontais”. Criado em 1993, fruto da parceria com a EMBRAESP, o prêmio Top Imobiliário destaca as construtoras, incorporadoras e vendedoras mais atuantes na região metropolitana de São Paulo. Prêmio Máster Imobiliário Em 1997, fomos premiados com o Prêmio Máster Imobiliário concedido pela FIABCI/Brasil – Capítulo Brasileiro da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias e pelo Secovi –SP – Sindicato da Habitação. Este prêmio é destinado aos melhores empreendimentos, profissionais e cases de maior destaque na atividade imobiliária, valorizando e homenageando os grandes mestres do mercado e o alto nível de nossa arquitetura, engenharia e construção. O prêmio foi ganho em decorrência da criação do Sistema Fácil, que permitiu acesso à casa própria a um segmento do mercado até então com grande dificuldade de obtenção de crédito imobiliário. Este prêmio tem a função de divulgar nacional e internacionalmente os conceitos inovadores e as experiências bem sucedidas que possam servir de modelo para o desenvolvimento global das atividades do setor. Folha de Qualidade Imobiliária Nos anos de 2003 e 2004, fomos premiados pelo jornal Folha de São Paulo com o prêmio Folha qualidade imobiliário, criado em 2001. O Datafolha usa os seguintes critérios para atribuir as notas classificatórias: (i) incorporadoras: são consideradas as notas médias atribuídas à incorporadora, construtora, área interna e externa e à vendedora; (ii) construtoras: avalia-se a nota média atribuída à construtora e a média das notas médias das áreas internas e externas do imóvel; e (iii) imobiliárias: o estudo considera a nota média atribuída à vendedora e a nota média atribuída ao corretor. Prêmio Minerva Em maio de 2006, recebemos o Prêmio Minerva na categoria Melhor Empreendimento com o Green Edge Valley Edge City. O prêmio foi outorgado pela Sociedade dos Engenheiros de São José do Rio Preto, em reconhecimento à inovação representada pela introdução do conceito de cidades de contorno, que unem condomínios residenciais, áreas de lazer, comércio e serviços nas proximidades. 129 Responsabilidade Social Realizamos um trabalho ativo na área social e ambiental, que reflete um compromisso com a qualidade de vida não só de nossos clientes, como também da comunidade e de nossos colaboradores. O compromisso de responsabilidade social inclui projetos de educação, melhorias do campo ambiental, projetos comunitários e políticas de redução de resíduos e de reciclagem. Dentre nossas iniciativas, destaca-se a “Escola no Canteiro de Obras”, um projeto piloto em parceria com a Construtora SM, com a Universidade Estadual do Ceará e com o Governo do Ceará para a escolarização de jovens e adultos que, por algum motivo, estiveram longe das escolas. Esse trabalho é realizado nos canteiros de obra em Fortaleza, através do projeto Brasil Alfabetizado. Ainda no campo da educação, em 2004, criamos o Instituto Rodobens, uma associação sem fins econômicos que tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo de graduação para funcionários das Empresas Rodobens nas áreas de Administração, Economia, Tecnologia da Informação e Marketing. Na área de meio ambiente mantemos, sob a coordenação da Prefeitura de São José do Rio Preto, um programa de reciclagem de entulhos e aproveitamento materiais. Além disso, em nossos empreendimentos procuramos soluções de construções e projetos que valorizem o meio ambiente, não só por meio da manutenção de áreas verdes, como também pela criação de benfeitorias comunitárias de praças e bosques. CONTINGÊNCIAS JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS Geral Atualmente, somos parte em diversos processos administrativos e judiciais envolvendo questões tributárias, trabalhistas e cíveis no curso normal de nossos negócios. Em 30 de setembro de 2006, os processos tributários, trabalhistas e cíveis em que éramos réus envolviam um valor total de aproximadamente R$6,4 milhões, dos quais R$0,8 milhão encontravam-se provisionados dos quais R$0,7 milhão depositados em juízo. Nossas provisões foram constituídas com base em estimativas de êxito de nossos advogados externos. Apenas provisionamos quantias que representem perdas prováveis de acordo com os relatórios de nossos advogados externos. Acreditamos que nossas provisões para processos judiciais e administrativos são suficientes para atender prováveis prejuízos. Exceto pela ação de reintegração de posse descrita no item “Processos de Natureza Cível e Trabalhista” abaixo, não acreditamos que qualquer ação judicial ou processo administrativo individual pendente, se decidido de maneira desfavorável, afetará de maneira relevante nossas atividades, finanças e imagem corporativa. Apresentamos a seguir uma breve descrição dos processos relevantes de que somos parte, de acordo com sua natureza. 130 Processos de Natureza Fiscal Em 30 de setembro de 2006, discutíamos judicialmente a incidência do PIS sobre a venda de bens imóveis. No período anterior a abril de 1996, alegamos que os Decretos 2445/88 e 2449/88 foram julgados inconstitucionais e, portanto, por sermos empresa imobiliária, os valores devidos a título de PIS nesse período deveriam ter sido calculados sob o regime da legislação anterior, que previa uma sistemática de recolhimento mais favorável. Com relação ao PIS incidente sobre a alienação de imóveis a partir de abril de 1996, alegamos que a receita decorrente da venda de bens imóveis não compõe a base de cálculo dessa contribuição, na medida em que, com a publicação da Medida Provisória nº 1.212 e suas posteriores reedições, a base de cálculo do PIS passou a ser o faturamento, cujo conceito acreditamos não abranger as receitas auferidas nas vendas de bens imóveis, por não se tratarem de mercadorias. Obtivemos liminar suspendendo a exigibilidade do tributo mediante depósito judicial, mas a decisão de primeira instância nos foi desfavorável. O montante de R$683,0 mil, que corresponde ao valor envolvido na ação, foi depositado judicialmente. De acordo com nossos advogados externos, a possibilidade de perda desses processos é possível. Impetramos mandado de segurança para garantir nossa manutenção na anistia instituída pela Medida Provisória nº 38/02 e solicitar que o valor dos encargos devidos seja apurado em conformidade com o Decreto-Lei 1.025/69. Obtivemos parcialmente a liminar para que fôssemos mantidos na anistia, a qual foi confirmada na decisão de primeira instância. Atualmente aguardamos o julgamento das apelações interpostas por nós e pela União Federal. O valor original da dívida consolidada em execução fiscal e que foi objeto da anistia era de R$2.920,7 mil. Deste montante, recolhemos R$1.930,7 mil por termos calculado os encargos nos termos do Decreto-Lei 1.025/69, sendo que essa diferença continua sujeita à execução fiscal, atualmente suspensa em função da liminar obtida neste mandado de segurança. Caso venhamos a ter uma decisão final desfavorável, poderemos ser obrigados a recolher os encargos em conformidade com a Medida Provisória nº 38/02. Nossos advogados externos consideram possível a probabilidade de perda nesta ação. Não realizamos provisão para essa ação. Requeremos judicialmente a repetição de indébito por via de compensação de valores indevidamente pagos por força do Decreto-Lei 1.940/82, da Lei 7.689/89 (FINSOCIAL) e da Lei Complementar 70/91 (COFINS), pois entendemos que a venda de bens imóveis não configura fato gerador previsto na citada legislação. Os valores em discussão correspondem a aproximadamente R$302,0 mil. Somos ainda parte em outros processos judiciais questionando a incidência de outros tributos ou pleiteando a emissão de certidões negativas, nos quais entendemos não estarem envolvidos valores que possam impactar negativamente os nossos resultados, e para os quais não mantemos provisão. Processos de Natureza Cível e Trabalhista Em 30 de setembro de 2006, éramos parte em 165 ações cíveis, sendo que em 68 ações figurávamos como réus, envolvendo o valor total de aproximadamente R$1,8 milhão relativo aos processos judiciais em que éramos réus, relacionados principalmente a ações indenizatórias por perdas e danos, oriundos de reclamações relacionadas aos nossos empreendimentos, não amparados por nossa cobertura de seguro. A Companhia figura como ré, junto com outras partes, em ação movida por herdeiros do proprietário original do terreno em que construímos nossos empreendimentos North Valley, South Valley e West Valley, na cidade de São José do Rio Preto. Os autores pedem a declaração de nulidade dos atos jurídicos que determinaram a transferência da propriedade das áreas em que hoje se encontram localizados tais empreendimentos e, por conseguinte, a reintegração na posse da respectiva área pelos herdeiros. A ação tem como fundamento a alegada invalidade da procuração que o proprietário original do terreno recebeu de sua esposa conferindo-lhe poderes para vendê-lo em seu nome. Com base na opinião de nossos advogados externos, acreditamos que o risco de perda dessa ação é remoto, razão pela qual nenhum provisionamento foi feito em relação a ela. Uma decisão desfavorável nesse caso poderia causar um impacto adverso relevante na Companhia. 131 Em 30 de setembro de 2006, éramos réus em 253 ações judiciais de natureza trabalhista, cujo valor total demandado atingia o montante de, aproximadamente, R$3,7 milhões. Dentre essas ações, há somente uma em que somos demandados diretamente, cujo valor pleiteado na petição inicial é de R$197 mil. Os principais pedidos dessa ação são horas extras e indenização por danos morais e materiais. Essa ação aguarda realização de prova pericial. Relativamente às demais ações trabalhistas, nossa responsabilidade é subsidiária, em razão da terceirização de atividades. Todas pleiteiam pagamento de verbas rescisórias. Houve acordo na maior parte dessas ações, de forma que, atualmente, das 253 ações em curso, 189 aguardam apenas recurso relativo à contribuição previdenciária ou levantamento de depósito recursal para serem arquivadas. O valor das perdas prováveis envolvido na totalidade das ações reclamatórias trabalhistas (considerando-se a existência de outras empresas demandadas nas reclamatórias em que a responsabilidade é subsidiária) e cíveis pode ser estimado em, aproximadamente, R$0,1 milhão, valor que se encontra integralmente provisionado. REGULAMENTAÇÃO A incorporação e a construção de projetos residenciais estão sujeitas a leis, normas e regulamentos federais, estaduais e municipais, relativos a aspectos como o uso e ocupação do solo, zoneamento, construção, crédito ao consumidor, código de defesa do consumidor, criação de garantais reais, emissão de valores mobiliários e medidas governamentais relativas à correção das prestações de vendas de imóveis a prazo, entre outras. Tais normas aplicam-se a dois aspectos principais do setor imobiliário: (i) a regulamentação das atividades no setor imobiliário, incluindo as normas aplicáveis à qualificação de uma sociedade como incorporadora e/ou construtora e às atividades de incorporação e/ou construção e (ii) a política de crédito, englobando as regras relativas ao financiamento e à venda de imóveis. Regulamentação do Setor Imobiliário A regulamentação do setor imobiliário inclui matérias tais como as obrigações das incorporadoras, as normas de uso e ocupação do solo e de zoneamento e as leis ambientais, as quais podem determinar o perfil dos produtos oferecidos no mercado. Os principais aspectos legais de propriedade, posse, uso e alienação de imóveis são regidos pelo Código Civil. Em razão da importância atribuída aos bens imóveis, a transferência de sua propriedade somente é possível através de certas formalidades legais, dentre elas o registro da escritura pública de transferência de bem imóvel no Cartório de Registro de Imóveis competente. O procedimento de registro em Cartório de Registro de Imóveis é regulado pela Lei de Registros Públicos. Além disso, toda e qualquer imposição de ônus de qualquer natureza sobre o imóvel está sujeita à averbação na matrícula do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis competente. Incorporação A incorporação imobiliária é regida pela Lei de Incorporação. Nos termos da Lei de Incorporação, a incorporação imobiliária é definida como a atividade exercida com o intuito de promover e realizar a construção, para alienação total ou parcial, de edificações ou conjunto de edificações compostas de unidades autônomas. Os principais deveres do incorporador são (i) obter todas as aprovações e autorizações dos órgãos competentes necessárias à implementação do empreendimento; (ii) registrar o empreendimento no Cartório de Registro de Imóveis competente, sem o que não poderá negociar as unidades autônomas; (iii) indicar, nos documentos preliminares, o prazo para que o incorporador desista da realização do empreendimento; (iv) indicar o número de registro do empreendimento nos materiais de publicidade e contratos celebrados com os adquirentes das unidades; (v) providenciar a construção da edificação, dentro do prazo ajustado no contrato e de acordo com os projetos aprovados pelas autoridades competentes (exceção feita aos casos de desistência do empreendimento, nos termos da Lei de Incorporações); (vi) entregar aos adquirentes as unidades prontas e acabadas, de acordo com as especificações contratadas, e transferir ao adquirente a propriedade da unidade vendida, firmando a respectiva escritura definitiva de venda; e (vii) providenciar a averbação da construção e o registro da especificação e convenção do condomínio no Cartório de Registro de Imóveis competente. 132 O incorporador poderá fixar prazo de carência para a efetivação da incorporação, dentro do qual lhe será permitido desistir do empreendimento, prazo este que não poderá ultrapassar o termo final do prazo da validade do registro (180 dias) ou, se for o caso, de sua revalidação. Em até 60 dias após o termo final do prazo de carência, o incorporador deverá promover a celebração do competente contrato relativo à fração ideal do terreno, do contrato de construção e da convenção de condomínio. A obrigação principal do adquirente, por sua vez, consiste no pagamento do preço relativo à fração ideal do terreno e à construção. A construção da edificação pode ser contratada e paga pelo incorporador ou pelos proprietários finais das unidades. A legislação brasileira prevê dois regimes de construção de edificações em uma incorporação: (i) construção sob o regime de empreitada e (ii) construção sob o regime de administração. A construção sob o regime de empreitada pode ser de duas espécies diferentes, uma a preço fixo, convencionado antes do início da construção e a outra a preço reajustável, por índices previamente determinados pelas partes contratantes. No caso de construção contratada sob o regime de administração, os adquirentes das unidades da edificação em construção pagam o custo integral da obra em bases proporcionais e mensais. Portanto, os contratos de compra e venda não prevêem o preço de venda unitário. Não possuímos qualquer construção sob o regime de administração. O Regime de Afetação A Lei n . 10.931, de 2 de agosto de 2004, alterou a Lei de Incorporação, criando o Regime Especial Tributário do Patrimônio de Afetação. Nos termos desta legislação, os incorporadores podem optar por submeter um empreendimento ao Regime Especial Tributário do Patrimônio de Afetação mediante (i) a entrega do termo de opção ao regime especial tributário na Secretaria da Receita Federal e (ii) a averbação de termo firmado pelo incorporador junto ao Cartório de Registro de Imóveis competente, afetando o terreno e as acessões objeto da incorporação. A opção pelo Regime Especial Tributário do Patrimônio de Afetação é irretratável enquanto perdurarem direitos creditórios ou obrigações do incorporador junto aos adquirentes do imóvel objeto da incorporação. De acordo com esse regime, o terreno, qualquer obra nele executada, a construção, quaisquer contribuições financeiras, bem como os demais bens e direitos relativos ao projeto serão mantidos apartados do patrimônio remanescente do incorporador. Assim, o patrimônio afetado só responde por dívidas e obrigações vinculadas à incorporação respectiva, não se vinculando aos demais bens, direitos e obrigações de outro patrimônio do incorporador, nem com outros patrimônios afetados anteriormente. Na hipótese de decretação da falência ou da insolvência civil do incorporador, deverá ser instituído o condomínio da construção, por deliberação do condomínio dos adquirentes em assembléia geral, convocada pela Comissão de Representantes, por determinação do juiz prolator da decisão ou pela instituição financiadora, no caso de a construção contar com financiamento. O condomínio da construção deliberará sobre a continuação da obra ou liquidação do patrimônio de afetação. Os efeitos da falência ou da insolvência civil do incorporador não atingem os patrimônios de afetação constituídos, não integrando a massa concursal o terreno, qualquer obra nele executada, bens, direitos, obrigações e encargos da incorporação. O Regime Especial Tributário do Patrimônio de Afetação tem sido utilizado por algumas companhias de nosso setor como um instrumento de segregação de riscos e tem, desta forma, contribuído para a expansão do crédito ao setor imobiliário. Nossa companhia até hoje não tem utilizado esse regime, pois segregamos os riscos do empreendimento através da constituição de SPEs, o que traz conforto aos nossos parceiros e agentes financiadores. Para empreendimentos a serem lançados no futuro, particularmente aqueles que não sejam constituídos sob a forma de SPE, poderemos vir a utilizar o regime do Patrimônio de Afetação. 133 A Alienação Fiduciária A alienação fiduciária de bens imóveis foi uma importante inovação trazida pela Lei nº 9.514, de 20 de outubro de 1997, que a definiu como “negócio jurídico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com escopo de garantia, contrata a transferência a credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel”. A alienação fiduciária de bem imóvel não é privativa de entidades que operam no SFI, podendo ser contratada por quaisquer pessoas físicas ou jurídicas. Na alienação fiduciária, se a dívida é paga no modo ajustado, o financiador perde o domínio que lhe fora transferido, voltando o financiado a ser o proprietário do bem imóvel dado em garantia. Do contrário, vencida e não paga a dívida, consolida-se a propriedade fiduciária em nome do financiador, o qual deverá, entretanto, alienar o bem imóvel em leilão público no prazo de 30 dias para realizar seu crédito. Diferentemente do que ocorre na alienação fiduciária de bem móvel, a dívida do financiado se extingue mesmo que o valor do imóvel não baste para satisfazê-la. De outro lado, o valor obtido com a alienação do imóvel em leilão público, na parte que exceder o valor da dívida, deve ser devolvido ao financiado em cinco dias. Estando em processo de consolidação como a principal forma de garantia utilizada em financiamentos imobiliários, a alienação fiduciária é um fator determinante do recente aumento do volume do crédito imobiliário. Iniciamos a adoção da alienação fiduciária nos contratos de vendas de unidades em dois de nossos empreendimentos lançados no ano de 2006 – o Garden Club (cidade de Campinas) e o Jardins de Athenas (cidade de São José do Rio Preto) – e pretendemos expandir a utilização desse mecanismo de garantia a todos os nossos empreendimentos a serem lançados no futuro. Lei do Incontroverso Uma importante inovação que contribuiu para melhorar o volume e o custo do financiamento ao setor imobiliário é a Lei nº. 10.931/2004, conhecida por “lei do incontroverso”, segundo a qual, nas ações judiciais que tenham por objeto obrigação decorrente de empréstimo, financiamento ou alienação imobiliários, o autor deverá discriminar, dentre as obrigações contratuais, aquelas às quais pretende se opor ou impugnar, quantificando o valor incontroverso, e continuar pagando este último no tempo e modo contratados. Securitização de Créditos Outra matéria de relevância tratada pela Lei nº 9.514, de 20 de outubro de 1997, é a securitização de créditos imobiliários. Embora já fosse possível realizar operações de securitização de créditos imobiliários antes do SFI, a disciplina introduzida pela referida lei permitiu a criação de um veículo específico para essa modalidade de securitização, com características próprias como o regime fiduciário, tornando a estrutura menos custosa e mais eficiente. A securitização de créditos no âmbito do SFI é feita por meio de companhias securitizadoras de créditos imobiliários, instituições não financeiras constituídas sob a forma de sociedades por ações e registradas perante a CVM como companhias abertas. Tais companhias têm a finalidade de adquirir e securitizar créditos imobiliários por meio da emissão de CRIs ou outros títulos e valores mobiliários (debêntures, notas promissórias, dentre outras). Os CRIs são títulos de crédito de emissão exclusiva das companhias securitizadoras imobiliárias, com lastro em créditos imobiliários, livremente negociáveis, constituindo promessa de pagamento em dinheiro. Dentre as características desses títulos, destacam-se: (i) a emissão em forma escritural; (ii) a possibilidade de pagamento parcelado; (iii) a possibilidade de estipulação de taxas de juros fixas ou flutuantes; (iv) a possibilidade de previsão de reajuste; (v) o registro e negociação por meio de sistemas centralizados de custódia e liquidação financeira de títulos privados; (vi) a possibilidade de instituição de regime fiduciário, afetando os créditos a determinados CRIs emitidos (constituindo, assim, um patrimônio separado similar ao existente na incorporação imobiliária); (vii) a estipulação de garantia flutuante sobre o ativo da companhia emissora; e (viii) a isenção de imposto de renda sobre rendimentos auferidos por pessoas físicas. 134 Regulamentação Relativa à Política de Crédito Sistema Financeiro da Habitação - SFH As atividades de incorporação e construção foram historicamente influenciadas por políticas governamentais de crédito imobiliário, uma vez que o setor imobiliário de modo geral depende em larga escala da disponibilidade de crédito. Em 1964, através da Lei nº 4.380, de 21 de agosto de 1964, foi criado o SFH para viabilizar e promover a construção e aquisição da casa própria, especialmente para a população de baixa renda. Os recursos para financiamento no âmbito do SFH são originários do FGTS e de depósitos em contas de poupança. São integrantes do SFH, na qualidade de agentes financeiros: (i) bancos múltiplos com carteira de crédito imobiliário; (ii) a CEF; (iii) sociedades de crédito imobiliário; (iv) associações de poupança e empréstimo; (v) companhias de habitação; (vi) fundações habitacionais; (vii) institutos de previdência; (viii) companhias hipotecárias; (ix) carteiras hipotecárias dos clubes militares e caixas militares; (x) montepios estaduais e municipais; e (xi) entidades e fundações de previdência privada. Os financiamentos realizados através do SFH geralmente oferecem taxas de juros fixas inferiores àquelas oferecidas pelo mercado, já que estão limitadas a 12% ao ano. O prazo dos contratos de financiamento realizados pelo SFH normalmente varia entre 15 e 20 anos. Já os financiamentos realizados através de carteira hipotecária apresentam taxas de juros livremente fixadas pelas instituições financeiras, as quais variam entre 12% e 14% ao ano, e o prazo dos contratos varia de 3 a 20 anos. Os financiamentos que realizamos por meio do Sistema Fácil apresentam taxas de juros que variam entre 8% e 12%, em contratos com prazos de 3 a 15 anos. A Resolução CMN nº. 3.347, de 8 de fevereiro de 2006, que dispõe sobre o direcionamento dos recursos captados em depósitos de poupança pelas entidades integrantes do SBPE, regulamenta as principais condições a serem observadas no direcionamento de recursos para o financiamento imobiliário. Com relação às operações de financiamento no âmbito do SFH, podemos destacar os seguintes requisitos: • • • • • o empréstimo, que compreende principal e despesas correlatas, fica limitado a R$245,0 mil; o valor máximo de avaliação está limitado a R$350,0 mil; o custo efetivo máximo para o mutuário final, que compreende encargos, como juros, comissões e outros encargos financeiros, exceto seguro, não deverá ultrapassar 12% ao ano; se houver saldo devedor no final do prazo negociado, poderá haver prorrogação do prazo de pagamento por metade do prazo inicialmente acordado; e o tomador deverá prestar uma ou mais das seguintes garantias, conforme o caso: (i) hipoteca em primeiro grau sobre o bem objeto do financiamento; (ii) alienação fiduciária do bem objeto do financiamento; (iii) hipoteca em primeiro grau ou alienação fiduciária de outro bem imóvel do tomador ou de terceiros; ou (iv) outras garantias, a critério do agente financeiro. Carteira Hipotecária Conforme mencionado acima, os recursos do SFH são originários do FGTS e de depósitos em contas de poupança. No entanto, nem todos os recursos provenientes de depósitos em contas de poupança são alocados ao SFH. Em decorrência do disposto na Resolução CMN nº 3.005, de 30 de julho de 2002, e posteriores alterações, o montante de novos financiamentos imobiliários aumentou de R$2 bilhões em 2003 para R$3 bilhões em 2004, dado o direcionamento compulsório de determinada parcela dos recursos captados por entidades do SBPE. De acordo com tais regras, que permaneceram inalteradas na Resolução do CMN nº 3.347, de 8 de fevereiro de 2006, no mínimo 65% dos depósitos captados pelas entidades integrantes do SBPE devem ser destinados a operações de financiamento imobiliário, sendo: 135 • • no mínimo 80% para empréstimos no âmbito do SFH, incluindo os investimentos em títulos como Letra de Crédito Imobiliário - LCI, Cédula de Crédito Imobiliário - CCI, Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI e Letra Hipotecária - LH, derivadas de créditos decorrentes de financiamentos concedidos no âmbito do SFH; e o saldo remanescente para financiamentos imobiliários concedidos a taxas usuais de mercado, envolvendo operações de financiamento habitacional. O saldo remanescente referido acima, utilizado para empréstimos concedidos a taxas usuais de mercado, compreende a carteira hipotecária utilizada pelos bancos para a concessão de empréstimos habitacionais. Nesse tipo de empréstimo, as taxas e os valores são usualmente superiores em relação àqueles praticados pelo SFH. Contudo, em circunstâncias de excesso de demanda por crédito imobiliário, as instituições integrantes do SBPE optaram pelo simples recolhimento de valores ao BACEN ou, ainda, por investir os recursos em outras áreas que não o setor imobiliário, quando permitido. Nesse contexto, o Governo Federal vem introduzindo medidas, dentre elas a Resolução CMN nº 3.259, de 28 de janeiro de 2005, com o objetivo de aprimorar a regulamentação do direcionamento dos recursos captados em depósito de poupança, de modo a promover o fomento do setor imobiliário. Sistema Financeiro Imobiliário - SFI O SFI foi criado em 1997 pela Lei nº 9.514/97 a fim de fomentar mercados primários (empréstimos) e mercados secundários (negociação de valores mobiliários lastreados em recebíveis) para o financiamento de bens imóveis, por meio da criação de condições vantajosas de remuneração e instrumentos especiais de proteção de direitos de credores. Uma das principais inovações foi a admissão de capitalização de juros, que era anteriormente vedada. Além disso, a vedação em relação à estipulação de correção monetária com periodicidade inferior a 12 meses deixou de ser aplicável aos financiamentos imobiliários com prazo superior a 36 meses. As condições de crédito imobiliário podem ser livremente pactuadas entre as partes, observados os seguintes princípios: (i) reposição integral do valor empregado e respectivo reajuste; (ii) remuneração do capital empregado às taxas convencionadas no contrato; (iii) capitalização dos juros; e (iv) contratação, pelos tomadores de financiamento, de seguros contra os riscos de morte e invalidez permanente. As operações que envolvem a venda de imóveis com pagamento a prazo, arrendamento e financiamento de bens imóveis, de modo geral, podem ser convencionadas mediante as mesmas condições de remuneração de capital determinadas para o financiamento de imóveis. Nesses casos, entidades não financeiras estão autorizadas a cobrar taxas de juros capitalizados superiores a 12% ao ano sobre as parcelas. As seguintes espécies de garantias são aplicáveis a empréstimos enquadrados no SFI: (i) hipoteca; (ii) cessão fiduciária de direitos creditórios decorrentes de contratos de alienação de imóveis; (iii) penhor de direitos creditórios decorrentes de contratos de venda ou promessa de venda de imóveis; (iv) alienação fiduciária de coisa imóvel; e (v) anticrese. LEGISLAÇÃO MUNICIPAL Empreendimentos imobiliários são objeto de vasta regulamentação municipal. As legislações municipais normalmente disciplinam o parcelamento, uso e ocupação do solo. O conteúdo dessas legislações varia de município para município mas, em geral, engloba regras gerais e específicas a serem seguidas no planejamento, licenciamento, execução, manutenção e uso de obras e edificações em imóveis, bem como sanções e multas aplicáveis nos casos de descumprimento dessas regras. Legislações municipais podem dispor, ainda, sobre exigências técnicas e de planejamento urbano para parcelamentos, desmembramentos e separação de glebas para loteamento, condicionando tais projetos à autorização prévia da prefeitura do município. 136 Alguns municípios adotam um plano diretor para ordenar o desenvolvimento urbano do município. O plano diretor de um município é o instrumento norteador utilizado em áreas urbanas e procedimentos de transformação de zoneamento, sendo utilizado como referência por todos os agentes públicos e privados que atuam em determinado município. Nesse sentido, ele estabelece as metas estratégicas e diretrizes gerais de edificações urbanas, os objetivos e diretrizes de áreas diferenciadas de planejamento e os instrumentos para sua implementação. Alguns municípios adotam, ainda, legislações específicas para determinados tipos de construções e empreendimentos imobiliários. O município do Rio de Janeiro, por exemplo, adotou regras específicas para a construção de flats de serviço. Outros municípios podem implementar regras específicas para determinados tipos de construções com base em sua metragem, destinação ou outros fatores. Além da legislação específica de cada município, o processo de planejamento municipal é disciplinado pelos artigos 182 e 183 da Constituição Federal e pela Lei Federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001, conhecida como Estatuto da Cidade. ASPECTOS AMBIENTAIS Panorama Estamos sujeitos a leis e regulamentações federais, estaduais e municipais que regem a proteção do meio ambiente. Estas leis e regulamentações estabelecem diversas obrigações de cunho ambiental, incluindo o atendimento a padrões para o lançamento de efluentes e emissões gasosas no meio ambiente, o armazenamento e destinação final adequada de resíduos industriais e a proibição de suprimir a vegetação em áreas especialmente protegidas. Responsabilidade Ambiental Apesar de nunca termos sofrido sanção ambiental que pudesse impactar de maneira relevante os nossos negócios, as violações à legislação ambiental podem consistir em crime, atingindo tanto nós como os nossos administradores como a própria pessoa jurídica. Podem, ainda, acarretar penalidades administrativas, como multas de até R$50 milhões (aplicáveis em dobro ou no seu triplo em caso de reincidência), suspensão temporária ou definitiva da atividade poluidora e a perda de benefícios e incentivos fiscais. Ressalte-se que tais sanções serão aplicadas independentemente da obrigação de reparar a degradação imposta ao meio ambiente. Na esfera civil, os danos ambientais, tais como contaminação de solo e águas subterrâneas, implicam responsabilidade solidária e objetiva, direta e indireta. Isso significa que a obrigação de reparação poderá afetar a todos os direta ou indiretamente envolvidos, independentemente da comprovação de culpa dos agentes. Dessa forma, tanto as atividades potencialmente poluidoras do meio ambiente desenvolvidas pelas SPEs, assim como a contratação de terceiros para proceder a qualquer serviço em nossos empreendimentos, incluindo, por exemplo, a supressão de vegetação, a realização de terraplanagens e a disposição de resíduos, não nos isenta de responsabilidade por eventuais danos ambientais causados pelas SPEs e pelos terceiros contratados, caso estes não desempenhem suas atividades em conformidade com as normas ambientais. Adicionalmente, a legislação ambiental prevê a possibilidade de desconsideração da personalidade jurídica, relativamente ao controlador, sempre que esta for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados ao meio ambiente. 137 Licenças e Autorizações Ambientais A política nacional do meio ambiente determina que a instalação de empreendimentos que, de qualquer forma, causem degradação do meio ambiente está condicionada ao prévio licenciamento ambiental. Esse procedimento é necessário tanto para as fases de instalação inicial do empreendimento, quanto para as ampliações nele procedidas, sendo que as licenças emitidas precisam ser renovadas periodicamente. Para os empreendimentos de impacto ambiental regional ou realizados em áreas de interesse da União, a competência para licenciar é atribuída ao IBAMA. Nos empreendimentos localizados ou desenvolvidos em mais de um município de unidades de conservação de domínio dos Estados, a competência é dos órgãos ambientais estaduais. Havendo impacto estritamente local, o município será competente para proceder ao licenciamento ambiental. O processo de licenciamento ambiental segue, basicamente, três estágios: licença prévia, licença de instalação e licença de operação. É importante destacar que se exige a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA/RIMA) para empreendimentos cujos impactos sejam considerados significativos. Nesses casos, é obrigatória a realização de investimentos em unidades de conservação, de modo a compensar o impacto ambiental. O valor do investimento em compensação ambiental deve ser equivalente a, pelo menos, 0,5% do custo total do empreendimento. Quando obrigatória, a ausência de licença ambiental, independentemente de a atividade estar ou não causando danos efetivos ao meio ambiente, consiste em crime ambiental, além de sujeitar o infrator a penalidades administrativas, tais como multas de até R$10 milhões e a interdição da atividade de construção do empreendimento cuja licença não foi obtida. Demoras ou indeferimentos, por parte dos órgãos ambientais licenciadores, na emissão ou renovação dessas licenças, assim como eventual impossibilidade de atendermos às exigências estabelecidas por órgãos ambientais no curso de processo de licenciamento ambiental, poderão prejudicar, ou mesmo impedir, conforme o caso, a instalação e manutenção desses empreendimentos. A implantação de empreendimentos imobiliários normalmente acarreta a execução de terraplanagens, assim como, em muitos casos, a supressão ou poda de vegetação. Quando não sumariamente proibidas por lei, a realização de tais atividades em áreas especialmente protegidas ou mesmo o corte ou a poda de árvores isoladas que estão sujeitas a resguardo legal específico, dependem da prévia autorização dos órgãos ambientais competentes. Para emitir tais autorizações, os órgãos ambientais competentes poderão exigir o plantio de novas árvores e até mesmo a aquisição de áreas de florestas com extensão, no mínimo, equivalente às áreas impactadas. Intervenções não autorizadas nessas áreas ou o corte ou poda de árvores protegidas caracterizam infração e crime ambiental, sujeitando o responsável a sanções administrativas e penais, além da obrigação de recuperar o ambiente degradado. Resíduos Sólidos A legislação ambiental brasileira estabelece regras para a disposição adequada de resíduos, incluindo aqueles oriundos da construção civil, os quais contam com regras específicas. A disposição inadequada dos resíduos que venha a causar dano sujeita o infrator às penalidades mencionadas no subitem “Responsabilidade Ambiental”, acima. 138 Áreas Contaminadas Os órgãos ambientais estaduais, especialmente a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – CETESB, ligada à referida secretaria, têm adotado posturas cada vez mais severas em relação ao gerenciamento de áreas contaminadas, inclusive com o estabelecimento de padrões ambientais orientadores para a qualidade do solo e águas subterrâneas. O não cumprimento das diretrizes estabelecidas pelos órgãos ambientais e de saúde para a realização de estudos e análises em áreas suspeitas de contaminação ou a exposição de pessoas a riscos de intoxicação nesses locais poderá sujeitar o responsável pela construção de empreendimentos imobiliários nessas áreas a sanções penais e administrativas. Além disso, o proprietário do imóvel localizado em área contaminada poderá ser obrigado a arcar com o custo da descontaminação do local, ainda que não seja ele o causador da contaminação. Áreas de Preservação É importante mencionar que a legislação brasileira estabelece que determinadas áreas, como a margem de rios e topo de morros, são consideradas áreas de preservação permanente, onde a degeneração somente é permitida em caso de utilidade pública ou interesses sociais, ou quando venham a causar um impacto ambiental baixo. Em qualquer um desses casos excepcionais, é exigida uma autorização prévia por parte da entidade ambiental competente. Em áreas rurais, pelo menos 20% de cada propriedade não pode ser explorada de forma a preservar a flora e fauna. Adicionalmente, os governos federal, estaduais e municipais podem criar unidades de conservação nas quais as atividades humanas poderão ser severamente restritas. 139 INFORMAÇÕES SOBRE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS EMITIDOS Anteriormente à presente Oferta não emitimos publicamente quaisquer títulos ou valores mobiliários, nem tampouco realizamos oferta pública para aquisição de títulos ou valores mobiliários de outra companhia. Em [y] de [y] de 2007, obtivemos o nosso registro de companhia aberta junto à CVM sob o número [y]. Não havia mercado de bolsa ou de balcão organizado para as nossas Ações previamente à presente Oferta. O principal mercado de negociação de nossas Ações será a BOVESPA, onde serão listadas as nossas Ações. Em 04 de janeiro de 2007, celebramos com a BOVESPA o Contrato de Participação no Novo Mercado, o qual entrará em vigor na data de publicação do Anúncio de Início da Oferta, de acordo com o qual nossas Ações serão admitidas à negociação no Novo Mercado. As Ações passarão a ser negociadas no Novo Mercado da BOVESPA no dia útil seguinte à data de publicação do Anúncio de Início, sob o código RDNI3. Com o intuito de promover um melhor ambiente para a negociação das nossas ações, poderemos vir a contratar uma corretora de valores membro da BOVESPA como formador de mercado, por um período a ser determinado e definido em contrato de prestação de serviços de acordo com regulamentação específica da BOVESPA, CVM, e/ou outras entidades reguladoras. O formador de mercado é um agente que se compromete a manter ofertas de compra e venda de forma regular e contínua a um spread máximo estabelecido, facilitando os negócios e atenuando movimentos bruscos no preço da ação causados por falta de liquidez. 140 ADMINISTRAÇÃO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO O Conselho de Administração é o nosso órgão de deliberação colegiada, responsável pelo estabelecimento das nossas políticas e diretrizes gerais de negócio, incluindo a nossa estratégia de longo prazo, o controle e a fiscalização de nosso desempenho. É responsável também, dentre outras atribuições, pela supervisão da gestão dos nossos diretores. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, cada conselheiro deve ser titular de, pelo menos, uma ação de nossa emissão. Nosso Estatuto Social estabeleceu um número mínimo de seis e máximo de oito conselheiros, dos quais um será o Presidente e outro o Vice-Presidente, todos acionistas. Os conselheiros são eleitos em Assembléia Geral para um mandato unificado de dois anos, podendo ser reeleitos e destituídos a qualquer momento, devendo permanecer em exercício nos respectivos cargos, até a investidura de seus sucessores. Segundo o Regulamento do Novo Mercado, no mínimo, 20% de nossos conselheiros deverão ser conselheiros independentes. Para mais informações sobre os conselheiros independentes, vide seção “Práticas de Governança Corporativa”. A posse de novos membros do Conselho de Administração estará condicionada à prévia subscrição do Termo de Anuência dos Administradores previsto no Regulamento do Novo Mercado. Na data desse Prospecto, o nosso Conselho de Administração é formado por oito membros, eleitos na Reunião de Sócios para Transformação de Sociedade Limitada em Sociedade por Ações realizada em 25 de setembro de 2006, com mandato até a Assembléia Geral Ordinária que ocorrer em 2008, para examinar nossas demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2007. Os membros do nosso Conselho de Administração possuem endereço comercial na Avenida Francisco das Chagas de Oliveira, nº 2500, 15085-485, em São José do Rio Preto, SP. A tabela a seguir apresenta os nomes, cargos e mandato dos atuais membros de nosso Conselho de Administração. Membros do conselho de administração Cargo Waldemar Verdi Júnior Waldemar de Oliveira Verdi Hamilton Sebastião Farinazzo José Alceu Signorini Milton Jorge de Miranda Hage Vitor Cesar Bonvino Alcides Lopes Tápias Mailson Ferreira da Nóbrega Presidente Conselheiro Conselheiro Conselheiro Conselheiro Conselheiro Conselheiro Independente Conselheiro Independente Data de eleição 141 25.09.2006 25.09.2006 25.09.2006 25.09.2006 25.09.2006 25.09.2006 06.11.2006 06.11.2006 Término do mandato AGO de 2008 AGO de 2008 AGO de 2008 AGO de 2008 AGO de 2008 AGO de 2008 AGO de 2008 AGO de 2008 Apresentam-se a seguir breves informações biográficas dos membros de nosso Conselho de Administração: Waldemar Verdi Júnior é Presidente do nosso Conselho de Administração desde 2006. Sr. Verdi é Presidente do Conselho de Administração do Banco Rodobens S.A.; Vice-Presidente do Conselho de Administração da Companhia Hipotecária Unibanco – Rodobens; Vice Presidente da GV Holding; Presidente da Automotores Juan Manuel Fangio S/A – Argentina; Membro dos Conselhos de Administração do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e Associação Comercial de São Paulo; Membro do Conselho de Administração da COMGÁS – Companhia de Gás de São Paulo; Membro do Conselho de Administração da TAM S.A.; Membro do CDES (Conselho do Desenvolvimento Econômico e Social do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva). Foi eleito líder empresarial do Setor de Distribuição de Veículos pelos leitores da Gazeta Mercantil nos anos de 1999 a 2002. É bacharel em Direito pela Sociedade Rio-Pretense de Educação e Ensino, especializou-se em administração de empresas por: Advanced Management for Brazilian Executives na University of Southern Califórniaem 1977, Séminaire de Gestion Generale pour Dirigeants Brésiliens em INSEAD (França) em 1982, Gestão Estratégica para Dirigentes Empresariais em INSEAD (França) em 2004. Waldemar de Oliveira Verdi é membro do nosso Conselho de Administração desde 2006. Sr. Verdi é fundador e Presidente da GV Holding. Exerce também as atividades de Diretor do SINCOVESP (Sindicato do Comércio Varejista de Veículos no Estado de São Paulo); Presidente Emérito e Membro Nato do Conselho Consultivo da ACIRP (Associação Comercial e Industrial de São José do Rio Preto); Conselheiro Nato da Delegacia Regional do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em São José do Rio Preto e Membro do Conselho Superior da Associação Comercial de São Paulo. Hamilton Sebastião Farinazzo é membro do nosso Conselho de Administração desde 2006. Sr. Farinazzo possui mais de 30 anos de experiência nas áreas de gestão administrativa e financeira, atualmente exercendo o cargo de Diretor de Controladoria da Rodobens Corporativa S.A., além de ser membro da diretoria de 22 das Empresas Rodobens e também membro do Conselho de Administração da Rodobens Administração e Promoções Ltda. e Rodobens Administradora e Corretora de Seguros Ltda. É bacharel em Administração de Empresas e Ciências Contábeis pela Faculdade de Administração de Empresas Riopretense de São José do Rio Preto, São Paulo, bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade de Ciências Contábeis e Administração de Votuporanga, São Paulo. José Alceu Signorini é membro do nosso Conselho de Administração desde 2006 e possui vasta experiência em gestão financeira, exercendo atualmente a Diretoria Financeira da Rodobens Corporativa S.A., sendo responsável pelo relacionamento com instituições financeiras, definição de estratégia de investimentos, decisão de tomada de recursos (leasing, compror, finame, securitização de recebíveis, financiamentos imobiliários) além da política de crédito e cobrança. É bacharel em Economia pela Faculdades Integradas D. Pedro II – São José do Rio Preto – São Paulo. Milton Jorge de Miranda Hage é membro do nosso Conselho de Administração desde 2006 e ocupa o cargo de Diretor Superintendente da Rodobens Corporativa S.A., Diretor Presidente do Banco Rodobens S.A. e membro do Conselho de Administração das empresas Rodobens Administração e Promoções Ltda., Rodobens Administradora e Corretora de Seguros Ltda.; Companhia Hipotecária Unibanco – Rodobens e Belém Diesel S.A. Possui formação técnica em Contabilidade. É bacharel em Direito pela Faculdade de Direito Rio-Pretense e é graduado em Administração de Empresas pela Faculdade RioPretense de Administração de Empresas. Vitor Cesar Bonvino é membro do nosso Conselho de Administração desde 2006. Sr. Bonvino também é Diretor Jurídico da Rodobens Corporativa S.A., e Diretor de outras Empresas Rodobens, Membro do Conselho de Administração do Consórcio Rodobens, Membro do Conselho de Administração do Banco Rodobens S.A. Foi Presidente da ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, de 1995 a 1999, e atualmente é 2º Vice-Presidente da entidade. Foi Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, 22ª Subseção de São José do Rio Preto, de 1987 a 1989. É bacharel em Direito pela Faculdade de Direito Rio-Pretense. 142 Alcides Lopes Tápias é membro independente do nosso Conselho de Administração desde 2006. O Sr. Tápias foi designado Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, cargo em que permaneceu até julho de 2001. Foi também presidente dos Conselhos de Administração da Alpargatas S.A. (até setembro 1999) e da USIMINAS (1997). Em 1996, assumiu a Presidência do Grupo Camargo Corrêa, sendo Presidente do Conselho de Administração da empresa holding do grupo. Em 1995, foi eleito membro do Conselho de Administração da Tubos e Conexões Tigre. Entre 1991 e 1994, foi Presidente da Federação Brasileira de Bancos (“FEBRABAN”) e membro do CMN. Ingressou no Bradesco em 1957, até tornar-se Vice-Presidente da Diretoria Executiva e do Conselho Superior de Administração, permanecendo na instituição até 1996. Representou o Bradesco nos Conselhos de Administração da Ericsson, CSN, Latasa, Monteiro Aranha entre outras. É bacharel em Direito pela Faculdades Metropolitanas Unidas e é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie. Mailson Ferreira da Nóbrega é membro independente do nosso Conselho de Administração desde 2006. O Sr. Ferreira da Nóbrega, foi ministro da fazenda no período de 1988 a 1990, depois de longa carreira no Banco do Brasil e no Setor Público, da qual destacam-se os seguintes cargos: Consultor Técnico e Chefe da Divisão de Análise de Projetos do Banco do Brasil; Chefe da Coordenadoria de Assuntos Econômicos do Ministério da Indústria e do Comércio; Secretário Geral do Ministério da Fazenda. Foi Diretor Executivo do European Brazilian Bank, Eurobraz, em Londres. Como ministro, presidiu vários órgãos, entre os quais o CMN e CONFAZ. Na qualidade de Ministro da Fazenda, foi membro do Board de Governadores do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento; chefe da delegação brasileira na negociação do acordo bilateral Brasil-Japão, no âmbito do Clube de Paris; membro do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre um Código de Conduta para as Empresas Transnacionais. É bacharel em Economia pela Universidade Centro Universitário de Brasília. Nosso Conselho de Administração reúne-se, ordinariamente, três vezes por ano, e extraordinariamente, sempre que necessário mediante convocação de seu Presidente ou de seu Vice-Presidente. As reuniões do Conselho de Administração somente se instalarão com a presença da maioria de seus membros em exercício, sendo que qualquer deliberação deverá ser tomada mediante o voto favorável da maioria dos membros em exercício, observados os casos de ausências temporárias e vacâncias, nos termos do nosso Estatuto Social, cabendo ao Presidente do nosso Conselho de Administração o voto de qualidade. A Assembléia Geral determinará, pelo voto da maioria absoluta, não se computando os votos em branco, previamente à sua eleição, o número de membros do nosso Conselho de Administração a serem preenchidos em cada exercício, observado o mínimo de seis membros. A Lei das Sociedades por Ações e a Instrução CVM nº 282, de 26 de junho de 1998, permitem a adoção do processo de voto múltiplo, mediante requerimento por acionistas que representem, no mínimo, 5% de nosso capital social votante. A Lei das Sociedades por Ações permite que acionistas minoritários que, individualmente ou em grupo, detenham pelo menos 15% de nossas ações ordinárias subscritas e integralizadas indiquem, em votação em separado, um membro do Conselho de Administração e o seu respectivo suplente em nossa Assembléia Geral Ordinária. Nosso Estatuto Social não permite que seja eleito para o Conselho de Administração, salvo dispensa da Assembléia Geral, aquele que (i) for empregado ou ocupar cargo em sociedades consideradas nossas concorrentes; ou (ii) tiver ou representar interesse conflitante com a nossa Companhia. COMITÊS DE ASSESSORAMENTO AO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Nosso Conselho de Administração, para seu assessoramento, poderá estabelecer a formação de comitês técnicos e consultivos, com objetivos e funções definidos, sendo integrados por membros dos órgãos de nossa administração ou não, observado que caberá ao nosso Conselho de Administração estabelecer as normas aplicáveis aos comitês, incluindo regras sobre composição, prazo de gestão, remuneração e funcionamento. Atualmente não temos comitês técnicos ou consultivos. 143 DIRETORES Nossa Diretoria é composta por no máximo cinco membros, acionistas ou não, residentes no País, eleitos pelo Conselho de Administração. Atualmente , nossa Diretoria é composta por três membros, sendo um Diretor Presidente, um Diretor Financeiro e de Relação com Investidores e um Diretor Administrativo. Cabe ao Conselho de Administração escolher um dos Diretores para o exercício das funções de Diretor de Relações com Investidores. O mandato dos Diretores é de dois anos, admitida a recondução. Os Diretores deverão permanecer em seus cargos até a eleição e posse de seus sucessores. A posse de novos membros da Diretoria estará condicionada à prévia subscrição do Termo de Anuência dos Administradores previsto no Regulamento do Novo Mercado. Os membros da nossa Diretoria possuem endereço comercial na Avenida Francisco das Chagas de Oliveira, nº 2500, 15085-485, em São José do Rio Preto, SP. A tabela a seguir apresenta os nomes, cargos e mandato dos atuais membros de nossa Diretoria: Diretores Eduardo Gorayeb Jamil Pedrozo Nassif Orlando Viscardi Neto Cargo Diretor Presidente Diretor Administrativo Diretor Financeiro e de Relações com Investidores Data de eleição Término do mandato 25.09.2006 25.09.2006 AGO de 2008 AGO de 2008 25.09.2006 AGO de 2008 Apresentam-se a seguir breves informações biográficas sobre cada um de nossos diretores estatutários: Eduardo Gorayeb é nosso Diretor Presidente desde 2006. Ingressou nas Empresas Rodobens em 1983 com a função de criar e liderar a área de Engenharia. Em 1991 fundou a Companhia, ocupando o cargo de Diretor Executivo. Atualmente exerce também o cargo de Diretor Presidente da Companhia Hipotecária Unibanco – Rodobens. Exerceu a diretoria executiva de diversas associações de classe, tais como Sociedade de Engenharia, SIDUSCON-SP e SECOVI – São Paulo. É Engenheiro Civil formado pela Faculdade de Engenharia de Barretos-SP e como engenheiro foi responsável pela execução de aproximadamente 380.000 m² de obras. Jamil Pedrozo Nassif é nosso Diretor Administrativo desde 2006. Ingressou nas Empresas Rodobens em 1985. Atua na Companhia desde 1994. Já atuou em diversas áreas das Empresas Rodobens, com destaque para a atuação na nossa gestão administrativa nos últimos seis anos. Exerce também o cargo de Diretor na Companhia Hipotecária Unibanco – Rodobens. Possui formação técnica em Contabilidade e Transações Imobiliárias e formação superior em Gestão e Operacionalização em Marketing pela UNIRP – Centro Universitário de Rio Preto. Orlando Viscardi Neto é nosso Diretor Financeiro e de Relações com Investidores desde 2006. Acumula 12 anos de experiência profissional em bancos corporativos e de investimento multinacionais, nas áreas de Mercado de Capitais e de Fusões e Aquisições, com passagens pelo Citigroup, BBVA, e Banco InterAtlântico. Atuou por dois anos no Citigroup em Nova York como diretor do departamento de American Depositary Receipts, nas áreas de relacionamento com clientes institucionais globais e com clientes emissores latino-americanos. É bacharel em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas, com pós-graduação em Administração de Empresas – especialização em Finanças também pela Fundação Getulio Vargas em São Paulo. Nossa Diretoria é responsável pela administração dos negócios em geral e pela prática de todos os atos necessários ou convenientes para tanto, ressalvados aqueles para os quais seja por lei ou pelo nosso Estatuto Social atribuída competência à Assembléia Geral ou ao Conselho de Administração. 144 A Diretoria reúne-se, ordinariamente, pelo menos uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que assim exigirem os negócios sociais. As reuniões da Diretoria são convocadas pelo Diretor Presidente ou por dois terços dos Diretores, somente sendo instaladas com a presença da maioria de seus membros. As deliberações de nossa Diretoria serão tomadas por maioria de votos dos presentes na reunião ou que tenham manifestado seu voto na forma de nosso Estatuto Social, observados os casos de vacância ou ausência temporária previstos em nosso Estatuto Social, cabendo ao Diretor Presidente o voto de qualidade. As responsabilidades individuais de nossos Diretores são atribuídas pelo nosso Conselho de Administração e pelo Estatuto Social. CONSELHO FISCAL Atualmente, não temos um Conselho Fiscal instalado. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, o Conselho Fiscal é um órgão independente da administração e da auditoria externa de uma companhia. A responsabilidade principal do Conselho Fiscal é fiscalizar os atos dos administradores e analisar as demonstrações financeiras, relatando suas observações aos acionistas. Nosso Conselho Fiscal não é permanente, mas pode ser instalado em qualquer exercício social nos termos da legislação vigente, sendo seus membros eleitos pela Assembléia Geral Ordinária. Sempre que instalado, será constituído de três a cinco membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não. Nos termos da Lei das Sociedades por Ações, quando seu funcionamento não for permanente, o Conselho Fiscal poderá ser instalado pela Assembléia Geral, a pedido de acionistas que representem, no mínimo, 10% das ações ordinárias, com mandato até a primeira Assembléia Geral Ordinária seguinte à sua instalação. A posse dos membros do Conselho Fiscal estará condicionada à prévia subscrição do Termo de Anuência dos membros do Conselho Fiscal previsto no Regulamento do Novo Mercado. Adicionalmente, acionistas minoritários que representem, no mínimo, 10% das ações ordinárias, também têm direito de eleger separadamente um membro do Conselho Fiscal e seu suplente. O Conselho Fiscal não pode ter membros que façam parte do Conselho de Administração, da Diretoria ou do nosso quadro de empregados ou do quadro de empregados de uma empresa controlada ou de uma empresa do mesmo grupo, tampouco um cônjuge ou parente dos nossos administradores. Além disso, a Lei das Sociedades por Ações exige que os membros do Conselho Fiscal recebam, a título de remuneração, no mínimo, 10% da média da remuneração paga aos Diretores, excluindo benefícios, verbas de representação e participações nos lucros e resultados. REMUNERAÇÃO De acordo com o nosso Estatuto Social e observados os limites previstos na legislação aplicável, a Assembléia Geral poderá determinar o pagamento aos administradores, a título de participação nos lucros, de até 10% do resultado do exercício, depois de deduzidos do resultado do exercício os prejuízos acumulados, a provisão para o imposto sobre a renda e a provisão para a CSLL, e de acordo com o critério determinado pelo nosso Conselho de Administração. O pagamento de participação nos lucros aos administradores da Companhia somente poderá ocorrer após o pagamento do dividendo obrigatório aos nossos acionistas. No caso de ser fixada remuneração global caberá ao Conselho de Administração deliberar sobre a sua distribuição entre seus membros e os membros da Diretoria. Nossa Assembléia Geral Extraordinária realizada em 25 de setembro de 2006 aprovou o valor correspondente a R$200,0 mil como remuneração global de nossos administradores, com relação ao período de setembro a dezembro de 2006, sendo que nosso Conselho de Administração deverá deliberar sobre a distribuição de referida remuneração global entre nossos administradores. 145 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES De acordo com o nosso Estatuto Social, por deliberação do Conselho de Administração e de acordo com as Diretrizes para a Estruturação de Plano de Opção de Compra de Ações e/ou de Plano de Concessão de Ações Restritas aprovado em Assembléia Geral de 4 de janeiro de 2007, podemos outorgar opção de compra ou subscrição de nossas ações, sem direito de preferência para os acionistas, em favor de nossos administradores, empregados e colaboradores, podendo essa opção ser estendida aos administradores e empregados das sociedades por nós controladas, direta ou indiretamente. Temos um plano de opção de compra de ações e de concessão e ações de nossa emissão aprovado em Reunião do Conselho realizada em 4 de janeiro de 2007. Este plano é administrado por nosso Conselho de Administração, que pode, a seu exclusivo critério, outorgar opções de compra ou conceder ações restritas a quaisquer de nossos executivos e profissionais ou executivos e profissionais de nossas controladas. As opções de compra de ações e as concessões de ações restritas a serem oferecidas nos termos deste Plano representarão até 3% do total de nossas ações. Os termos e condições das opções e das ações restritas são definidos pelo Conselho de Administração no momento da outorga ou concessão. Os acionistas, nos termos do que dispõe o art. 171, § 3°, da Lei das Sociedades por Ações, não terão preferência no exercício da opção de compra de ações ou de ações restritas negociadas. Por deliberação tomada por nosso Conselho de Administração em 4 de janeiro de 2007, foram outorgadas a alguns membros da nossa administração opções de compra de ações representando, no caso de seu exercício integral, 2% do total das Ações Ordinárias representativas de nosso capital social após a conclusão da Oferta. CONTRATOS COM ADMINISTRADORES Para uma descrição dos contratos com nossos administradores, vide seção “Operações com Partes Relacionadas”. AÇÕES DE TITULARIDADE DE NOSSOS ADMINISTRADORES A tabela abaixo indica a quantidade de ações detidas diretamente pelos nossos Conselheiros e Diretores, e o percentual que suas participações individuais representam na quantidade total de ações ordinárias emitidas, antes e após a Oferta: Nome Cargo Waldemar Verdi Júnior Waldemar de Oliveira Verdi(2) Hamilton Sebastião Farinazzo José Alceu Signorini Milton Jorge de Miranda Hage Vitor Cesar Bonvino Eduardo Gorayeb Alcides Lopes Tápias Conselheiro Conselheiro Conselheiro Conselheiro Conselheiro Conselheiro Diretor Conselheiro Independente Conselheiro Independente Mailson Ferreira da Nóbrega Quantidade de Ações antes da Oferta 5.400.000 01 01 01 01 01 2.557.520 Total % 21,1 10,0 Quantidade de Ações após a Oferta(1) % 5.400.000 01 01 01 01 01 2.557.520 11,8 5,6 01 01 - 01 7.957.527 01 7.957.527 31,1% 17,5% (1) Sem considerar o exercício da Opção de Ações Suplementares. (2) O Sr. Waldemar de Oliveira Verdi é usufrutuário de 282.100.000 ações ordinárias de emissão da nossa Companhia, com direito de voto, sendo (i) 98.735.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Ena Lucia Escobar Verdi Caldeira; (ii) 98.735.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Alessandra Escobar Verdi; (iii) 28.210.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Beny Maria Verdi Haddad; (iv) 28.210.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Rosy Lavinia Roquette Verdi; e (v) 28.210.000 ações ordinárias de titularidade do Sr. Waldemar Verdi Junior. 146 OPERAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS No curso normal de nossos negócios, nossa Companhia, nossos atuais Acionistas Controladores e nossas subsidiárias realizam operações comerciais e financeiras entre si, a preços, prazos, encargos financeiros e demais condições usualmente praticadas no mercado de incorporação imobiliária. Essas operações incluem a disponibilização de recursos para nossos empreendimentos, contratos de prestação de serviços, outorga de garantias dos nossos Acionistas Controladores, alguns dos quais também são nossos administradores, em contratos de financiamento e venda de unidades residenciais a prazo para alguns de nossos atuais Acionistas Controladores indiretos em condições de mercado. A disponibilização de recursos às nossas SPEs durante a fase de lançamento e início das vendas, bem como durante o período das obras, quando os recursos das vendas se mostram insuficientes para manutenção do fluxo de caixa dos respectivos empreendimentos, é feita por meio de aportes realizados por todos os parceiros, de forma proporcional à sua participação no empreendimento. Os recursos aportados não estão sujeitos a qualquer remuneração ou à correção monetária. Adicionalmente, para atender a necessidades temporárias dos nossos empreendimentos, temos contas correntes e/ou contratos de mútuo entre nós e nossas SPEs e parceiros, entre nossas SPEs e entre nossas SPEs e parceiros. Os saldos relativos a essas contas correntes são remunerados à variação do CDI. Em 30 de setembro de 2006, tínhamos crédito de R$14,8 milhões com nossas SPEs e parceiros e de R$3,3 milhões com outras sociedades das Empresas Rodobens. Em 30 de setembro de 2006, tínhamos débito de R$12,2 milhões com nossas SPEs e parceiros e não tínhamos débitos com outras sociedades das Empresas Rodobens. Muitos dos contratos financeiros em vigor que celebramos com instituições financeiras para o financiamento de nossos empreendimentos contam com aval ou fiança de nossos Acionistas Controladores. Atualmente, não pagamos qualquer remuneração aos nossos Acionistas Controladores pela prestação de garantias em nossos contratos de empréstimo. Entretanto, não podemos assegurar que novas garantias como essas continuarão a ser prestadas sem qualquer remuneração no futuro. Em 30 de setembro de 2006, 54,29% da nossa d-ívida de curto prazo (R$6,3 milhões) e 27,07% da nossa dívida de longo prazo (R$12,5 milhões) era garantida por nossos acionistas controladores. Normalmente, celebramos contratos com nossas SPEs pelos quais prestamos serviços de administração de obras e gestão de carteira de recebíveis. Tais contratos são celebrados em condições usualmente praticadas no mercado. Em 30 de setembro de 2006, temos receitas futuras contratadas de R$12,4 milhões relativos a esses contratos de serviço. Adicionalmente, em 25 de setembro de 2006, alienamos nossa participação de 99,99% no capital social da Rodobens Participações Ltda. e, consequentemente, nossa participação indireta de 50,0% no capital social da Companhia Hipotecária Unibanco – Rodobens. O preço de venda, no total de R$7,8 milhões, já foi integralmente pago. Para informações adicionais sobre as operações entre partes relacionadas realizadas em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e em 30 de setembro de 2006, vide nota 14 às nossas demonstrações financeiras consolidadas, Anexo E deste prospecto. 147 DESCRIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL DESCRIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Geral Somos uma sociedade por ações de capital aberto, constituída de acordo com as leis do Brasil, registrada junto à CVM sob o nº [•], e perante a JUCESP sob o NIRE 35.300.335.210, desde 02 de outubro de 2006. Na data deste Prospecto, o nosso capital social é constituído de 25.575.200 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal. Capital Social Na data deste Prospecto, o nosso capital social era de R$63.938.000,00, totalmente subscrito e integralizado, dividido em 25.575.200 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. De acordo com o nosso Estatuto Social, por deliberação do Conselho de Administração, nosso capital social poderá ser aumentado, independentemente de reforma estatutária, até o limite de 25.575.200 novas ações ordinárias, totalizando um capital social representado por até 51.150.400 ações ordinárias nominativas. Os nossos acionistas deverão aprovar em Assembléia Geral qualquer aumento de capital que exceda o limite do capital autorizado acima mencionado. De acordo com as regras do Novo Mercado, nosso capital social deve ser representado exclusivamente por ações ordinárias e, portanto, não estamos autorizados a emitir ações preferenciais. Em 06 de novembro de 2006, realizamos uma Assembléia Geral Extraordinária que aprovou as últimas alterações em nosso Estatuto Social, o qual reflete as regras do Novo Mercado. Em 4 de janeiro de 2007, celebramos um contrato com a BOVESPA, regulando a listagem das nossas ações ordinárias no Novo Mercado da BOVESPA. 148 HISTÓRICO DO CAPITAL SOCIAL A tabela a seguir apresenta as alterações de nosso capital social nos três últimos exercícios sociais, bem como as alterações ocorridas até a data deste Prospecto: Data Valor da alteração Valor do capital social 20.12.2006 - R$63.938.000,00 Doação de 3.400.000 ações de titularidade de Waldemar Verdi Júnior a Giuliano Finimundi Verdi e doação de 2.000.000 de ações de titularidade do Sr. Waldemar Oliveira Verdi à Maria Ignez Escobar Verdi, Beny Maria Haddad Verdi, Rosy Lavinia Roquette Verdi, Ena Lucia E. Verdi Caldeira e Alessandra Escobar Verdi. 06.11.2006 - R$63.938.000,00 Grupamento das ações em que se divide o capital social da nossa Companhia, na proporção de duas ações para cada cinco ações existentes. Após referido grupamento nosso capital social passou a ser composto por 25.575.200 ações ordinárias. 25.09.2006 - R$63.938.000,00 Transformação da sociedade anônima. 15.09.2006 R$45.750.000,00 R$63.938.000,00 Aumento do nosso capital social mediante a emissão de 45.750.000 quotas. 28.04.2006 - R$18.188.000,00 Transferência das quotas de nossa Companhia detidas pela Rodobens Administração Promoções Ltda., Rodobens Corporativa S.A., Waldemar Verdi Junior e Waldemar de Oliveira Verdi para a GV Holding. Após referida transferência nosso controle passou a ser exercido pela GV Holding. 30.09.2003 - R$18.188.000,00 Incorporação da Promobens Promotora de Vendas e Prestação de Serviços Ltda. pela GV Holding, com a transferência das quotas de nossa Companhia detidas por aquela sociedade para GV Holding. Alteração nossa Companhia em Objeto Social De acordo com o artigo 3º de nosso Estatuto Social, temos como objeto social (i) a compra e venda de imóveis, (ii) o desmembramento ou loteamento de terrenos, (iii) a incorporação imobiliária ou construção de imóveis destinados à venda, (iv) prestação de serviços a terceiros, e (v) a administração de carteira de recebíveis de financiamentos imobiliários ou de empreendimentos imobiliários próprios ou de terceiros. 149 Direitos das Ações Ordinárias Cada Ação Ordinária confere ao respectivo titular direito a um voto nas nossas assembléias gerais ordinárias e extraordinárias de acionistas. De acordo com o Regulamento do Novo Mercado, o nosso capital social deve ser representado exclusivamente por ações ordinárias. No caso da nossa liquidação, é conferido aos titulares das Ações Ordinárias direito ao recebimento do capital, na proporção das ações detidas por cada um, após o cumprimento de todas as obrigações sociais. Os titulares das Ações Ordinárias têm o direito de participar dos aumentos do nosso capital social, na proporção das ações detidas por cada um deles. Exceto em situações específicas, previstas na Lei das Sociedades por Ações e em “Direito de Preferência” abaixo, referido direito de preferência na subscrição de ações dos acionistas titulares de Ações Ordinárias poderá ser excluído ou ter seu prazo de exercício reduzido. Nossas ações ordinárias têm direito de serem incluídas em oferta pública de aquisição de ações em decorrência da alienação do nosso controle, nas mesmas condições obtidas pelo acionista controlador alienante, de forma a assegurar a nossos demais acionistas tratamento igualitário àquele dado ao acionista controlador alienante. As Ações garantirão aos seus titulares o direito de recebimento integral dos dividendos que venham a ser por nós distribuídos. Opções Por deliberação tomada por nosso Conselho de Administração em 4 de janeiro de 2007, foram outorgadas a alguns membros da nossa administração opções de compra de ações representando, no caso de seu exercício integral, um total de 2% do total das Ações Ordinárias representativas de nosso capital social após a conclusão da Oferta. Acordos de Acionistas Em 4 de janeiro de 2007, os nossos acionistas GV Holding, Waldemar de Oliveira Verdi, Eduardo Gorayeb, Maria Ignez Escobar Verdi, Beny Maria Verdi Haddad, Rosy Lavinia Roquette Verdi, Ena Lucia Escobar Verdi Caldeira, Alessandra Escobar Verdi, Giuliano Finimundi Verdi e Waldemar Verdi Junior, celebraram um acordo de acionistas (“Acordo de Acionistas”), com prazo de dez anos, prorrogáveis por sucessivos prazos de cinco anos se nenhuma das partes se manifestar em sentido contrário. O Acordo de Acionistas tem o objetivo de regular o exercício do direito de voto e a transferência das ações de nossa emissão. Na data de celebração do Acordo de Acionistas, tais acionistas detinham, em conjunto, a totalidade das ações de nossa emissão. De acordo com o Acordo de Acionistas, para toda e qualquer questão ou deliberação que venha a ser discutida em assembléia geral e em reunião de Conselho de Administração da nossa Companhia, os Acionistas comprometem-se a realizar uma reunião prévia, na qual decidirão a posição a ser tomada em referida assembléia ou reunião, conforme o caso, de acordo com orientação dos acionistas Waldemar Verdi Júnior, Eduardo Gorayeb e a GV Holding (“Acionistas do Grupo B”). Os Acionistas obrigam-se a exercer seus direitos de voto em assembléias gerais e fazer com que os membros do Conselho de Administração por eles indicados exerçam seus direitos de voto nas Reuniões do Conselho de Administração de acordo com a orientação recebida dos Acionistas do Grupo B nas reuniões prévias, sendo que, em caso de divergência entre estes acionistas, prevalecerá a orientação defendida pela maioria do capital social detida pelos Acionistas do Grupo B. Os Conselheiros Independentes não estão vinculados às disposições do Acordo de Acionistas e podem exercer seu direito de voto livremente. 150 Durante o prazo de vigência do Acordo de Acionistas, os Acionistas do Grupo B terão o direito de preferência na aquisição das ações ofertadas por qualquer dos demais acionistas. Os Acionistas do Grupo B exercerão seus direitos de preferência proporcionalmente às suas respectivas participações em nosso capital social. Adicionalmente, nenhum dos acionistas poderá criar qualquer ônus em suas ações sem a prévia aprovação dos Acionistas do Grupo B. Essas restrições relacionadas à venda e à criação de ônus sobre nossas ações não se aplicam, respeitadas certas condições, a (i) operações entre um acionista e seus descentes, ascendentes, sucessores ou pessoa jurídica controlada por tal acionista, no caso de acionistas pessoas físicas, e (ii) operações entre um acionista e qualquer pessoa jurídica que seja sua controlada, controlador ou esteja sob controle comum, no caso de acionistas pessoas jurídicas. Assembléias Gerais Nas assembléias gerais regularmente convocadas e instaladas, nossos acionistas estão autorizados a decidir sobre todos os negócios relativos ao nosso objeto e a tomar todas as deliberações que julgarem convenientes aos nossos interesses. Compete exclusivamente aos nossos acionistas aprovar, em Assembléia Geral Ordinária, as nossas demonstrações financeiras, e deliberar sobre a destinação do nosso lucro líquido e o pagamento de dividendos relativos ao exercício social imediatamente anterior. Nossos conselheiros são, em regra, eleitos em Assembléias Gerais Ordinárias, ainda que de acordo com a Lei das Sociedades por Ações eles possam também ser eleitos em Assembléia Geral Extraordinária. Os membros do Conselho Fiscal, na hipótese em que a sua instalação tenha sido solicitada por número suficiente de acionistas, podem ser eleitos em qualquer assembléia geral. Uma Assembléia Geral Extraordinária pode ser realizada ao mesmo tempo que a Assembléia Geral Ordinária. Compete aos nossos acionistas decidir em Assembléia Geral sobre as matérias abaixo relacionadas, sem prejuízo de outras matérias de sua competência: • • • • • • • • • • • • • • • • reforma do nosso Estatuto Social; eleição e destituição dos membros do nosso Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, se instalado; fixação dos honorários globais dos membros do nosso Conselho de Administração e da nossa Diretoria, assim como da remuneração dos membros do Conselho Fiscal, quando instalado; atribuição de bonificações em ações; desdobramentos ou grupamentos de ações de nossa emissão; aprovação de planos de opção de compra de ações; tomada das contas dos administradores e deliberação sobre as demonstrações financeiras por eles apresentadas; destinação do lucro líquido do exercício e pagamento de dividendos, de acordo com proposta apresentada pela nossa administração; eleição do liquidante, bem como dos membros do Conselho Fiscal, o qual deverá funcionar no período de liquidação; saída do Novo Mercado; escolha de empresa especializada responsável pela determinação do valor econômico da nossa Companhia para fins das ofertas públicas previstas no nosso Estatuto Social, dentre as empresas indicadas pelo nosso Conselho de Administração; emissão de debêntures conversíveis e/ou com garantia real de nossa emissão; suspensão do exercício dos direitos de acionista que deixou de cumprir obrigação prevista em lei ou em nosso Estatuto Social; avaliação de bens através dos quais um acionista pretende subscrever ações do nosso capital social; nossa transformação em uma sociedade limitada ou qualquer outra forma prevista na legislação societária; nossa fusão e incorporação em outra sociedade ou cisão; 151 • • nossa dissolução e liquidação, eleição e destituição dos liquidantes, bem como aprovação das contas por estes apresentadas; e autorização para que nossos administradores confessem nossa falência ou requeiram nossa recuperação judicial ou extrajudicial. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, o nosso Estatuto Social e as deliberações aprovadas em assembléia geral não podem privar os nossos acionistas dos seguintes direitos: • • • • • direito de votar nas assembléias gerais; direito de participar na distribuição dos lucros; direito de participar, na proporção da sua participação no nosso capital social, na distribuição de quaisquer ativos remanescentes na hipótese da nossa liquidação; direito de preferência na subscrição de ações, debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição, exceto em determinadas circunstâncias previstas na Lei das Sociedades por Ações descritas em “Direito de Preferência”; e direito de retirar-se da nossa Companhia nos casos previstos na Lei das Sociedades por Ações, conforme descrito em “Direito de Retirada e Resgate”. Quorum Como regra geral, a Lei das Sociedades por Ações prevê que a assembléia geral será instalada, em primeira convocação, com a presença de acionistas que detenham, pelo menos, 25% do capital social com direito a voto e, em segunda convocação, com qualquer número de acionistas titulares de ações com direito a voto. Caso os acionistas tenham sido convocados para deliberar sobre a reforma do nosso Estatuto Social, o quorum de instalação em primeira convocação será de pelo menos dois terços dos acionistas titulares de Ações Ordinárias e, em segunda convocação, de qualquer número de acionistas. De modo geral, para a aprovação de qualquer matéria pela Assembléia Geral, são necessários votos favoráveis da maioria absoluta dos acionistas presentes na Assembléia Geral, sendo que as abstenções não são levadas em conta para efeito deste cálculo. Destacamos que os acionistas devem comparecer pessoalmente à Assembléia Geral ou serem representados por procurador constituído de acordo com as exigências da Lei das Sociedades por Ações Contudo, as matérias descritas abaixo, dependem da aprovação de acionistas que representem metade, no mínimo, das Ações Ordinárias: • • • • • • • • • redução do dividendo obrigatório a ser distribuído aos nossos acionistas; mudança do nosso objeto social; nossa fusão ou incorporação em outra sociedade; nossa cisão; nossa participação em um grupo de sociedades (conforme definido da Lei das Sociedades por Ações); cessação do nosso estado de liquidação; nossa dissolução; incorporação de todas as nossas ações por outra sociedade brasileira, de modo a nos tornarmos uma subsidiária integral da mesma; e saída do Novo Mercado. Enquanto estivermos no Novo Mercado, o nosso capital social deve ser representado exclusivamente por Ações Ordinárias e, para sairmos do Novo Mercado e passarmos a ter registro para negociação fora do Novo Mercado, o nosso acionista controlador deverá efetivar uma oferta pública de aquisição das ações dos demais acionistas. Vide “Saída do Novo Mercado”. 152 Convocação De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, as nossas assembléias gerais são convocadas mediante anúncio publicado por três vezes no Diário Oficial do Estado de São Paulo, veículo oficial do Governo do Estado de São Paulo, bem como em outro jornal de grande circulação. A primeira convocação deve ser feita, no mínimo, quinze dias antes da realização da assembléia geral, e a segunda convocação deve ser feita com, no mínimo, oito dias de antecedência. A CVM poderá, todavia, a pedido de qualquer acionista e ouvida a nossa Companhia, em determinadas circunstâncias, requerer que a primeira convocação para nossas assembléias gerais seja feita em até trinta dias antes da realização da respectiva assembléia geral. Local da Realização de Assembléia Geral Nossas assembléias gerais são realizadas em nossa sede, na cidade de São José do Rio Preto, no Estado de São Paulo. A Lei das Sociedades por Ações permite que nossas assembléias gerais sejam realizadas fora de nossa sede, nas hipóteses de força maior, desde que elas sejam realizadas na localidade da sede e a respectiva convocação contenha uma indicação expressa e inequívoca do local em que a assembléia geral deverá ocorrer. Competência para Convocar Assembléias Gerais Compete, ordinariamente, ao nosso Conselho de Administração convocar as assembléias gerais, ainda que as mesmas possam ser convocadas pelas seguintes pessoas ou órgãos: • • • • • qualquer acionista, quando nossos administradores retardarem a convocação por mais de 60 dias da data em que deveriam tê-la realizado, nos termos da Lei das Sociedades por Ações; acionistas que representem 5%, no mínimo, do nosso capital social, caso nossos administradores deixem de convocar, no prazo de oito dias, uma assembléia solicitada pelos mesmos, através de pedido que apresente as matérias a serem tratadas e esteja devidamente fundamentado; acionistas que representem 5%, no mínimo, do nosso capital social quando nossos administradores não atenderem, no prazo de oito dias, um pedido de convocação de assembléia que tenha como finalidade a instalação do Conselho Fiscal; e Conselho Fiscal, quando instalado, caso os órgãos da administração retardarem a convocação da Assembléia Geral Ordinária por mais de um mês da data prevista para a sua realização; Conselho Fiscal, quando instalado, poderá, ainda, convocar Assembléia Geral Extraordinária, sempre que ocorrerem motivos graves ou urgentes a serem tratados. Legitimação e Representação Os acionistas presentes à assembléia geral deverão provar a sua qualidade de acionista e sua titularidade das ações com relação às quais pretendem exercer o direito de voto. Nossos acionistas podem ser representados na assembléia geral por procurador constituído há menos de um ano, que seja nosso acionista, nosso administrador ou advogado, ou ainda por uma instituição financeira. Fundos de investimento devem ser representados pelo seu administrador. 153 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Eleição De acordo com o nosso Estatuto Social, nosso Conselho de Administração deve ser composto de, no mínimo seis e, no máximo, oito membros, todos acionistas, eleitos em Assembléia Geral para um mandato de dois anos. O número dos membros do Conselho de Administração será definido nas assembléias gerais pelo voto majoritário dos titulares das nossas Ações Ordinárias. Com base em nosso capital social atual, a Lei das Sociedades por Ações, em conjunto com a Instrução CVM nº 282, de 26 de junho de 1998, permite a adoção do processo de voto múltiplo, mediante requerimento por acionistas representando, no mínimo, 7% do nosso capital votante. Em não sendo solicitada a adoção do voto múltiplo, os conselheiros serão eleitos pelo voto majoritário de acionistas titulares de nossas Ações Ordinárias, presentes ou representados por procurador, sendo assegurado aos acionistas que detenham, individualmente ou em bloco, pelo menos 15% de nossas Ações Ordinárias (excluído o acionista controlador), o direito de indicar, em votação em separado, um conselheiro e seu suplente. Esses direitos somente poderão ser exercidos pelos acionistas que comprovarem a titularidade ininterrupta da participação acionária exigida durante o período de três meses, no mínimo, imediatamente anterior à realização da assembléia geral. Nos termos do Regulamento do Novo Mercado, no mínimo 20% dos membros do Conselho de Administração de uma companhia listada no Novo Mercado devem ser “independentes”. O Regulamento do Novo Mercado define como “independente” o membro do Conselho de Administração que: (i) não tem qualquer vínculo com a companhia, exceto participação de capital; (ii) não é acionista controlador, cônjuge ou parente até segundo grau daquele, ou não é ou não foi, nos últimos três anos, vinculado a sociedade ou entidade relacionada ao acionista controlador (à exceção de pessoas vinculadas a instituições públicas de ensino e/ou pesquisa); (iii) não foi, nos últimos três anos, empregado ou diretor da companhia, do acionista controlador ou de sociedade controlada pela companhia; (iv) não é fornecedor ou comprador, direto ou indireto, de serviços e/ou produtos da companhia, em magnitude que implique perda de independência; (v) não é funcionário ou administrador de sociedade ou entidade que esteja oferecendo ou demandando serviços e/ou produtos à companhia; (vi) não é cônjuge ou parente até segundo grau de algum administrador da companhia; (vii) não recebeu outra remuneração da companhia além da remuneração de conselheiro (proventos em dinheiro oriundos de participação no capital estão excluídos desta restrição). Operações nas Quais os Conselheiros tenham Interesse A Lei das Sociedades por Ações proíbe o membro do Conselho de Administração de: • • • realizar qualquer ato de liberdade às custas da companhia, bem como tomar por empréstimo recursos ou bens da companhia ou usar, em proveito próprio, de sociedade em que tenha interesse ou de terceiros, os seus bens, serviços ou crédito, sem prévia autorização da assembléia geral ou do Conselho de Administração; receber, em razão do exercício de seu cargo, qualquer tipo de vantagem pessoal direta ou indireta de terceiros, sem autorização estatutária ou concedida através de assembléia geral; e intervir em qualquer operação social em que tiver interesse conflitante com o da companhia, ou nas deliberações que a respeito tomarem os demais administradores da companhia. 154 DIREITO DE RETIRADA E RESGATE Direito de Retirada Quaisquer de nossos acionistas dissidentes de certas deliberações tomadas em assembléia geral poderá retirar-se da nossa Companhia, mediante o reembolso do valor patrimonial de suas ações. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, o direito de retirada poderá ser exercido, dentre outras, nas seguintes circunstâncias: • • • • • • • • nossa cisão (em situações específicas, conforme descritas no parágrafo abaixo); redução do dividendo obrigatório a ser distribuído aos nossos acionistas; mudança do nosso objeto social; nossa fusão ou incorporação em outra sociedade (em situações específicas, conforme descritas no parágrafo abaixo); nossa participação em um grupo de sociedades (conforme definido na Lei das Sociedades por Ações, e em situações específicas, conforme descritas abaixo); nossa transformação societária; incorporação de todas as nossas ações por outra sociedade brasileira, de modo a nos tornar uma subsidiária integral da mesma; e aquisição do controle de outra companhia por um preço que exceda determinados limites previstos em lei. A Lei das Sociedades por Ações estabelece que a nossa cisão somente ensejará direito de retirada nos casos em que ela ocasionar: • • • a mudança do nosso objeto, salvo quando o patrimônio cindido for vertido para sociedade cuja atividade preponderante coincida com a decorrente do nosso objeto social; a redução do dividendo obrigatório a ser distribuído aos nossos acionistas; ou a nossa participação em um grupo de sociedades (conforme definido na Lei das Sociedades por Ações). Caso ocorra a (i) nossa fusão ou incorporação em outra companhia; ou (ii) nossa participação em um grupo de sociedades (conforme definido na Lei das Sociedades por Ações), nossos acionistas não terão direito de retirada caso as Ações Ordinárias tenham as seguintes características: • • liquidez, ou seja, integrem o índice geral da BOVESPA ou o índice de qualquer outra bolsa, conforme definido pela CVM; e dispersão no mercado, de forma que o nosso acionista controlador, a sociedade controladora ou outras sociedades sob seu controle detenham menos da metade das nossas Ações Ordinárias. O direito de retirada deverá ser exercido no prazo de 30 dias, contados da publicação da ata da assembléia geral que tiver aprovado o ato que deu origem ao recesso. Adicionalmente, temos o direito de reconsiderar qualquer deliberação que tenha ensejado direito de retirada nos dez dias subseqüentes ao término do prazo de exercício desse direito, se entendermos que o pagamento do preço do reembolso das ações aos acionistas dissidentes colocaria em risco nossa estabilidade financeira. No caso de exercício do direito de retirada, os nossos acionistas terão o direito de receber o valor patrimonial de suas ações, com base no nosso último balanço aprovado pela assembléia geral. Se, todavia, a deliberação que ensejou o direito de retirada tiver ocorrido há mais de 60 dias da data do último balanço aprovado, o acionista poderá solicitar, juntamente com o reembolso, o levantamento de balanço especial em data que atenda tal prazo, para avaliação do valor de suas ações. Neste caso, devemos pagar imediatamente 80% do valor de reembolso calculado com base no último balanço aprovado por nossos acionistas, e o saldo no prazo de 120 dias a contar da data da deliberação da assembléia geral. 155 Resgate De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, nossas ações podem ser resgatadas mediante determinação dos nossos acionistas em Assembléia Geral Extraordinária. DIREITO DE PREFERÊNCIA Exceto conforme descrito no parágrafo abaixo, nossos acionistas possuem direito de preferência na subscrição de Ações Ordinárias em qualquer aumento de capital, na proporção de sua participação acionária, à época do referido aumento de capital. Nossos acionistas também possuem direitos de preferência na subscrição de debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição. Concede-se prazo não inferior a 30 dias contados da publicação do aviso aos acionistas referente ao aumento de capital, para o exercício do direito de preferência, sendo que este direito pode ser alienado pelo acionista. Contudo, de acordo com a Lei das Sociedades por Ações e com o nosso Estatuto Social, o nosso Conselho de Administração poderá excluir o direito de preferência ou reduzir o prazo do exercício do direito de preferência dos nossos acionistas, nos aumentos de capital mediante emissões de ações, emissão de debêntures conversíveis em ações e emissão de bônus de subscrição dentro do limite do capital autorizado e, cuja colocação seja feita mediante venda em bolsa de valores ou subscrição pública ou através de permuta por ações, em oferta pública de aquisição de controle. REGISTRO DE NOSSAS AÇÕES ORDINÁRIAS Nossas Ações Ordinárias são mantidas sob a forma escritural junto ao Banco Bradesco S.A. A transferência de nossas ações é realizada por meio de um lançamento pelo Banco Bradesco S.A. em seus sistemas de registro a débito da conta das ações do alienante e a crédito da conta das ações do adquirente, mediante ordem por escrito do alienante ou mediante ordem ou autorização judicial. NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE NOSSA EMISSÃO PELOS CONTROLADORES, CONSELHEIROS E DIRETORES E PELA NOSSA COMPANHIA NOSSOS ACIONISTAS Estamos sujeitos às regras estabelecidas na Instrução CVM 358, quanto à negociação de valores mobiliários de nossa emissão. Sendo assim, a nossa Companhia, nossos Acionistas Controladores, diretos ou indiretos, membros do nosso Conselho de Administração, nossos diretores e membros do nosso Conselho Fiscal, quando instalado, membros dos nossos comitês e de quaisquer órgãos com funções técnicas ou consultivas, criados por disposição estatutária (considerados “insiders” para efeito da Lei do Mercado de Valores Mobiliários) são impedidos de negociar valores mobiliários de nossa emissão, incluindo operações com derivativos que envolvam valores mobiliários de emissão da nossa Companhia, nas seguintes condições: • • • • • antes da divulgação ao mercado de ato ou fato relevante ocorrido nos nossos negócios; que se afastarem de cargos na nossa administração anteriormente à divulgação de informações relevantes relativas à nossa Companhia, originadas durante o seu período de gestão, estendendo-se a proibição de negociação (i) por um período de seis meses a contar da data em que tais pessoas se afastaram de seus cargos, ou (ii) até a divulgação do fato relevante ao mercado, salvo se a negociação puder interferir nas condições dos referidos negócios, em prejuízo da nossa Companhia ou dos nossos acionistas; sempre que estiver em curso processo de aquisição ou venda de ações de nossa emissão pela nossa Companhia, suas controladas, coligadas ou outra sociedade sob controle comum, ou se houver sido outorgada opção ou mandato para o mesmo fim, bem como se existir a intenção de promover a nossa incorporação, cisão total ou parcial, fusão, transformação ou reorganização societária; durante o período de 15 dias anteriores à divulgação de nossas informações trimestrais (ITR) e anuais (IAN e DFP) exigidas pela CVM; e relativamente aos nossos Acionistas Controladores, membros do nosso Conselho de Administração e diretores, sempre que estiver em curso a aquisição ou a alienação de ações de nossa emissão pela própria Companhia, ou por qualquer uma das nossas controladas, coligadas ou outra companhia sob controle comum ao da nossa Companhia. 156 Além do disposto acima, nós, os nossos diretores, membros do nosso Conselho de Administração e Acionistas Controladores celebramos acordos de restrição à venda de Ações Ordinárias, por meio dos quais concordamos, sujeitos a algumas exceções, em não emitir, oferecer, vender, contratar a venda ou dar em garantia ou de outra forma alienar, direta ou indiretamente, dentro de até 180 dias contados da data do Prospecto Definitivo, qualquer Ação, qualquer valor mobiliário conversível em Ação, ou que represente um direito de receber Ações. Adicionalmente, de acordo com as regras do Novo Mercado, o acionista controlador e os administradores de companhia listada no Novo Mercado não podem vender e/ou ofertar à venda ações de emissão da companhia, ou derivativos lastreados nestas ações, durante os primeiros seis meses subseqüentes à primeira distribuição pública de ações da companhia após a assinatura do Contrato de Participação no Novo Mercado. Após este período inicial de seis meses, o acionista controlador e os administradores não podem vender ou ofertar mais do que 40% de suas ações ordinárias, ou derivativos lastreados em ações de emissão da companhia de que eram titulares imediatamente após a efetivação da distribuição anteriormente mencionada, por seis meses adicionais. Operações de Compra de Ações de Nossa Própria Emissão Nosso Estatuto Social autoriza o nosso Conselho de Administração a aprovar a compra, pela nossa Companhia, de ações de nossa própria emissão. A decisão de comprar ações de nossa própria emissão para manutenção em tesouraria ou para cancelamento não pode, dentre outras coisas: • • • • • resultar na redução do nosso capital social; requerer a utilização de recursos superiores ao saldo de lucros ou reservas disponíveis, constantes do último balanço; criar por ação ou omissão, direta ou indiretamente, condições artificiais de demanda, oferta ou preço das ações ou envolver práticas não eqüitativas; ter por objeto ações não integralizadas ou pertencentes ao nosso acionista controlador; ou ocorrer, enquanto estiver em curso oferta pública de aquisição das nossas ações. Não podemos manter em tesouraria mais do que 10% da totalidade das ações de nossa emissão, excluídas as ações de titularidade do nosso acionista controlador, incluindo as ações detidas por nossas subsidiárias e coligadas. Qualquer compra de ações de nossa emissão pela Companhia deve ser realizada em bolsa, exceto se as ações somente estiverem admitidas à negociação em mercado de balcão, não podendo tal compra ser feita por meio de operações privadas, exceto se previamente aprovada pela CVM. Podemos também comprar ações de nossa emissão na hipótese de deixarmos de ser uma companhia aberta. Adicionalmente, podemos comprar ou emitir opções de compra ou de venda das ações de nossa emissão, observada a regulamentação aplicável. Divulgação de Informações Como somos uma companhia aberta, devemos atender às exigências relativas a divulgação, previstas na Lei das Sociedades por Ações e nos normativos expedidos pela CVM. Ainda, em função da listagem das nossas ações no Novo Mercado, devemos seguir, também, as exigências relativas à divulgação de informações contidas no Regulamento do Novo Mercado. Divulgação de Informações Eventuais e Periódicas A legislação do Mercado de Valores Mobiliários estabelece que uma companhia aberta deve fornecer à CVM e à BOVESPA determinadas informações periódicas, que incluem as informações anuais, as informações trimestrais e os relatórios trimestrais da administração e dos auditores independentes. A Lei do Mercado de Valores Mobiliários prevê também a obrigação de arquivarmos junto à CVM acordos de acionistas e avisos de convocação de assembléias gerais, bem como as atas destas assembléias. 157 Além dos requisitos de divulgação da legislação societária e da CVM, devemos observar também os seguintes requisitos de divulgação: • • • no máximo seis meses após a obtenção de autorização para negociar no Novo Mercado, devemos apresentar demonstrações financeiras consolidadas após o término de cada trimestre (excetuado o último) e de cada exercício social, incluindo a demonstração de fluxo de caixa que deverá indicar, no mínimo, as alterações ocorridas no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregados em fluxos operacionais, financiamentos e investimentos; a partir da divulgação das demonstrações financeiras referentes ao segundo exercício após a obtenção de autorização para negociar nossos valores mobiliários no Novo Mercado, devemos, no máximo quatro meses após o encerramento do exercício social, (i) elaborar demonstrações financeiras e demonstrações consolidadas de acordo com os padrões internacionais U.S. GAAP ou IFRS, em reais ou dólares, que deverão ser divulgadas na íntegra, no idioma inglês, acompanhadas (a) do relatório da administração, (b) das notas explicativas que informem, inclusive, o lucro líquido e o patrimônio líquido apurados ao final do exercício, segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil e a proposta da destinação do resultado, e (c) do parecer dos auditores independentes; ou (ii) divulgar, em idioma inglês, a íntegra das demonstrações financeiras, relatório da administração e as notas explicativas, preparadas de acordo com a Lei das Sociedades por Ações, acompanhadas (a) de nota explicativa adicional que demonstre a conciliação do resultado do exercício e do patrimônio líquido apurados segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil e segundo os padrões internacionais U.S. GAAP ou IFRS, conforme o caso, evidenciando as principais diferenças entre os critérios contábeis aplicados, e (b) do parecer dos auditores independentes; e no máximo 15 dias após o prazo estabelecido pela legislação para divulgação das informações trimestrais, devemos (i) apresentar, na íntegra, as informações trimestrais traduzidas para o idioma inglês; ou (ii) apresentar as demonstrações financeiras e demonstrações consolidadas de acordo com os padrões internacionais US GAAP ou IFRS, acompanhadas de parecer ou relatório de revisão especial dos auditores independentes. Esta apresentação de informações deverá ocorrer após a divulgação da primeira demonstração financeira elaborada de acordo com padrões internacionais. Divulgação de Informações Trimestrais Em suas informações trimestrais, além das informações exigidas pela legislação aplicável, uma companhia listada no Novo Mercado, como nós, deverá: • • • • • • • apresentar o balanço patrimonial consolidado, demonstração de resultado consolidado, e comentário de desempenho consolidado, caso a companhia esteja obrigada a apresentar demonstrações consolidadas ao fim do exercício social; informar a posição acionária de todo aquele que detiver mais do que 5% do capital social da companhia, de forma direta ou indireta, até o nível da pessoa física; informar de forma consolidada a quantidade e características dos valores mobiliários de emissão da companhia de que sejam titulares, direta ou indiretamente, o acionista controlador, os administradores e os membros do Conselho Fiscal, se instalado; informar a evolução da participação do acionista controlador, dos membros do Conselho de Administração, da Diretoria e do Conselho Fiscal, se instalado, em relação aos respectivos valores mobiliários, nos 12 meses imediatamente anteriores; incluir em notas explicativas a demonstração de fluxo de caixa; informar a quantidade de ações em circulação e sua porcentagem em relação ao total de ações emitidas; e informar a existência e a vinculação à cláusula compromissária de arbitragem. As informações previstas no segundo, terceiro, quarto, sexto e sétimo itens acima deverão também ser incluídas na seção “Outras Informações que a Companhia Entenda Relevantes” das Informações Trimestrais – ITR, bem como as informações previstas no terceiro, quarto e sétimo itens acima deverão ser incluídas nas Informações Anuais – IAN da Companhia, na seção “Outras Informações Consideradas Importante para Melhor Entendimento da Companhia”. 158 Divulgação de Negociação por Acionista Controlador, Membro do Conselho de Administração, Diretor ou Membro do Conselho Fiscal Nossos administradores e membros do Conselho Fiscal, quando instalado, ou de qualquer outro órgão técnico ou consultivo devem informar a nós, à CVM e à BOVESPA o número, tipo e a forma de aquisição dos valores mobiliários de emissão da Companhia, das sociedades controladas por nós e das sociedades que detêm nosso controle, que são detidos por eles e por seus cônjuges, companheiros (as), dependentes incluídos em sua declaração anual de imposto sobre a renda e de sociedades controladas direta ou indiretamente, bem como quaisquer alterações nas suas respectivas participações. As informações relativas à aquisição de tais valores mobiliários (como, por exemplo, nome do adquirente, quantidade e característica dos valores mobiliários, preço e data de compra) devem ser fornecidas a nós dentro do prazo de dez dias a contar do final do mês em que tais movimentações ocorreram. Além disso, as regras do Novo Mercado obrigam o nosso acionista controlador, os membros do nosso Conselho de Administração, a nossa Diretoria e o Conselho Fiscal, quando instalado, a divulgar as informações acima à BOVESPA, incluindo informação relativa a derivativos. De acordo com a Instrução CVM 358, sempre que restar elevada ou reduzida em pelo menos 5% do nosso capital social a participação dos nossos Acionistas Controladores, direta ou indiretamente, ou de acionistas que elegem membros do nosso Conselho de Administração, tais acionistas ou grupo de acionistas deverão comunicar à BOVESPA e à CVM as seguintes informações: • • • • nome e qualificação do adquirente das ações; objetivo da participação e quantidade visada; número de ações, bônus de subscrição, bem como de direitos de subscrição de ações e de opções de compra de ações, por espécie e classe, debêntures conversíveis em ações já detidas, direta ou indiretamente, pelo adquirente ou por pessoa a ele ligada; e indicação de qualquer acordo ou contrato regulando o exercício do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários de emissão da companhia. Divulgação de Ato ou Fato Relevante A Instrução CVM 358 dispõe sobre a divulgação e uso de informações sobre ato ou fato relevante relativo às companhias abertas, regulando o seguinte: • • • • • • • estabelece o conceito de fato relevante, estando incluído nesta definição qualquer decisão de acionista controlador, deliberação de assembléia geral ou dos órgãos da administração de companhia aberta, ou qualquer outro ato ou fato de caráter político-administrativo, técnico, negocial ou econômico-financeiro ocorrido ou relacionado aos negócios da companhia, que possa influir de modo ponderável na (i) cotação dos valores mobiliários; (ii) decisão de investidores em comprar, vender ou manter tais valores mobiliários; e (iii) na decisão dos investidores de exercer quaisquer direitos inerentes à condição de titulares de valores mobiliários emitidos pela companhia; dá exemplos de ato ou fato potencialmente relevante que incluem, entre outros, a assinatura de acordo ou contrato de transferência do controle acionário da companhia, ingresso ou saída de sócio que mantenha com a companhia contrato ou colaboração operacional, financeira, tecnológica ou administrativa, incorporação, fusão ou cisão envolvendo a companhia ou sociedades ligadas; obriga o Diretor de Relações com Investidores, os Acionistas Controladores, diretores, membros do conselho fiscal e de quaisquer órgãos com funções técnicas ou consultivas a comunicar qualquer fato relevante à CVM; requer a divulgação simultânea de fato relevante em todos os mercados onde a companhia tenha as suas ações listadas para negociação; obriga o adquirente do controle acionário de companhia aberta a divulgar fato relevante, incluindo a sua intenção de cancelar o registro de companhia aberta no prazo de um ano da aquisição; estabelece regras relativas à divulgação de aquisição ou alienação de participação relevante em companhia aberta; e restringe o uso de informação privilegiada. 159 Nos termos da Instrução CVM 358, em circunstâncias excepcionais, podemos submeter à CVM um pedido de tratamento confidencial com relação a um ato ou fato relevante, quando nossos Acionistas Controladores ou administradores entenderem que a divulgação colocaria em risco interesse legítimo da nossa Companhia. Cancelamento do Registro de Companhia Aberta O cancelamento do registro de companhia aberta só pode ocorrer caso o controlador ou a própria companhia realize uma oferta pública de aquisição de todas as ações de sua emissão em circulação, sendo observados os seguintes requisitos: • • que o preço ofertado seja justo, na forma estabelecida na Lei das Sociedades por Ações e no Regulamento do Novo Mercado; e que os acionistas titulares de mais de dois terços das ações em circulação tenham concordado expressamente com o cancelamento do registro ou aceitado a oferta pública, sendo que, para tanto, considera-se ações em circulação apenas aquelas ações cujos titulares tiverem concordado expressamente com o cancelamento do registro ou tiverem se habilitado para o leilão de oferta pública. A Lei das Sociedades por Ações define preço justo como sendo aquele apurado com base nos critérios, adotados de forma isolada ou combinada, de patrimônio líquido contábil, de patrimônio líquido avaliado a preço de mercado, de fluxo de caixa descontado, de comparação por múltiplos, de cotação das nossas ações no mercado ou com base em outro critério aceito pela CVM. De acordo com o Regulamento do Novo Mercado e o nosso Estatuto Social, o preço mínimo das ações na oferta pública de aquisição de ações a ser efetuada para o cancelamento do registro de companhia aberta deverá corresponder ao valor econômico apurado em laudo de avaliação elaborado por empresa especializada e independente quanto ao nosso poder de decisão, nossos administradores e/ou nossos acionistas controladores, com experiência comprovada, que será escolhida pela assembléia geral a partir de lista tríplice apresentada pelo nosso Conselho de Administração. É assegurada a revisão do valor da oferta, no caso de titulares de no mínimo 10% das ações em circulação no mercado requererem aos nossos administradores que convoquem assembléia especial dos acionistas para deliberar sobre a realização de nova avaliação, pelo mesmo ou por outro critério, para determinação do valor da nossa Companhia. Tal requerimento deverá ser apresentado no prazo de 15 dias, contados da divulgação do valor da oferta pública, devidamente fundamentado. Os acionistas que requisitarem a realização de nova avaliação, bem como aqueles que votarem a seu favor, deverão nos ressarcir pelos custos incorridos, caso o novo valor seja inferior ou igual ao valor inicial da oferta pública. Caso o valor apurado na segunda avaliação seja maior, a oferta pública deverá obrigatoriamente adotar esse valor maior, ou ser cancelada. Juízo Arbitral Nossa Companhia, nosso acionistas, nossos administradores e os membros do nosso Conselho Fiscal (quando instalado), obrigam-se a resolver, por meio de arbitragem, toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre nós, relacionada ou oriunda, em especial, da aplicação, validade, eficácia, interpretação, violação e seus efeitos, das disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, no nosso Estatuto Social, nas normas editadas pelo CMN, pelo BACEN e pela CVM, bem como nas demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, além daquelas constantes do Regulamento do Novo Mercado, do Regulamento de Arbitragem da Câmara de Arbitragem do Mercado e do Contrato de Participação no Novo Mercado, perante a Câmara de Arbitragem do Mercado da BOVESPA, de acordo com seu respectivo Regulamento de Arbitragem. 160 Saída do Novo Mercado Podemos, a qualquer momento, requerer o cancelamento da negociação das nossas Ações Ordinárias no Novo Mercado, desde que tal deliberação seja aprovada em assembléia geral por acionistas que representem a maioria das Ações Ordinárias com direito a voto, e desde que a BOVESPA seja informada por escrito, com no mínimo 30 dias de antecedência. Quando ocorrer a nossa saída do Novo Mercado, para que as Ações Ordinárias passem a ter registro de negociação fora do Novo Mercado, nosso acionista controlador deverá efetivar oferta pública de aquisição das ações dos demais acionistas, respeitadas as normas legais e regulamentares aplicáveis, no mímino, pelo valor econômico apurado, mediante elaboração de laudo de avaliação por empresa especializada e independente com experiência comprovada, que será escolhida pela assembléia geral a partir de lista tríplice apresentada pelo nosso Conselho de Administração. O cancelamento da listagem das Ações Ordinárias no Novo Mercado não implica no cancelamento da negociação das Ações Ordinárias na BOVESPA. Na hipótese da nossa saída do Novo Mercado, em razão de reorganização societária, na qual a companhia resultante não seja admitida à negociação no Novo Mercado, o nosso acionista controlador deverá, respeitadas as normas legais e regulamentares aplicáveis, efetivar oferta pública de aquisição das ações pertencentes aos nossos demais acionistas, no mínimo, pelo valor econômico das ações. Na hipótese de haver controle difuso, a saída de nossa Companhia do Novo Mercado, seja por registro para negociação das ações fora do Novo Mercado, seja por reorganização societária, ensejará a realização de oferta pública de aquisição de ações pelos acionistas que tenham votado a favor da respectiva deliberação. Para mais informações sobre o controle difuso vide seção “Práticas de Governança Corporativa – Controle Difuso”. Caso o nosso controle seja alienado nos 12 meses subseqüentes à nossa saída do Novo Mercado, o nosso acionista controlador alienante e o adquirente do controle deverão, conjunta e solidariamente, oferecer aos demais acionistas a aquisição de suas ações, nas mesmas condições e pelo mesmo preço pago ao acionista controlador alienante na alienação de suas próprias ações, devidamente atualizado. Mediante o cancelamento da listagem das Ações Ordinárias no Novo Mercado, não poderemos solicitar a listagem das Ações Ordinárias no Novo Mercado no período de dois anos subseqüentes ao cancelamento, salvo se ocorrer uma mudança no nosso controle acionário após o cancelamento. 161 DIVIDENDOS E POLÍTICA DE DIVIDENDOS VALORES DISPONÍVEIS PARA DISTRIBUIÇÃO Em cada Assembléia Geral Ordinária, o nosso Conselho de Administração deverá fazer uma recomendação sobre a destinação do lucro líquido do exercício social anterior, que será objeto de deliberação por nossos acionistas. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, o lucro líquido é definido como o resultado do exercício deduzidos os prejuízos acumulados de exercícios sociais anteriores, a provisão para o imposto sobre a renda, a provisão para CSLL e quaisquer valores destinados ao pagamento de participações estatutárias de empregados e administradores. Em linha com a Lei das Sociedades por Ações, nosso Estatuto Social prevê que uma quantia equivalente a, no mínimo, 25% do nosso lucro líquido anual ajustado, conforme reduzido pelas destinações à nossa reserva legal e reserva para contingências (se houver), e conforme acrescido mediante a reversão de valores das nossas reservas de lucros (exceto os valores alocados à nossa reserva legal e reserva estatutária (se houver) e da reserva para contingências (se houver), deverá estar disponível para distribuição aos nossos acionistas, a título de dividendo ou pagamento de juros sobre o capital próprio em cada ano). Tal quantia distribuída ou paga representa o dividendo mínimo obrigatório. Além disso, o dividendo obrigatório estará limitado à porção do lucro líquido realizado. Adicionalmente, o montante de dividendos deve ser posteriormente acrescido da quantidade realizada da reserva de lucros a realizar. Nossos cálculos relativos ao lucro líquido e alocações para reservas referentes a qualquer exercício social, bem como aos valores disponíveis para distribuição, são determinados com base em nossas demonstrações financeiras não consolidadas preparadas de acordo com a Lei das Sociedades por Ações. RESERVAS De acordo com a legislação brasileira, as companhias geralmente apresentam duas principais contas de reservas – as reservas de lucros e as reservas de capital. Reservas de Lucros Nossas reservas de lucros compreendem a reserva legal, a reserva de lucros a realizar, a reserva para contingências, a reserva de retenção de lucros e a reserva estatutária. Reserva legal. Estamos obrigados a manter reserva legal, à qual devemos destinar 5,0% do lucro líquido de cada exercício social até que o valor da reserva seja igual a 20,0% do nosso capital integralizado. Não obstante, não somos obrigados a fazer qualquer destinação à reserva legal com relação a qualquer exercício social em que a reserva legal, quando acrescida às outras reservas de capital constituídas, exceder 30% do nosso capital social. Eventuais prejuízos líquidos poderão ser levados a débito da reserva legal. Os valores a serem alocados à reserva legal devem ser aprovados em assembléia geral e só podem ser utilizados para compensar prejuízos ou aumentar o nosso capital social. Dessa forma, os recursos da Reserva Legal não são disponíveis para pagamento de dividendos. Como a Companhia foi transformada em sociedade por ações em 25 de setembro de 2006, em 30 de setembro de 2006, não detínhamos quaisquer valores em reserva legal. Reserva de lucros a realizar. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, no exercício social em que o valor do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido, o excesso poderá ser destinado à constituição de reserva de lucros a realizar. Nos termos da Lei das Sociedades por Ações, considera-se realizada a parcela do lucro líquido do exercício que exceder a soma dos seguintes valores (i) o resultado líquido positivo, se houver, da equivalência patrimonial; e (ii) o lucro, ganho ou rendimento em operações cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte. Os lucros registrados na reserva de lucros a realizar, quando realizados e se não tiverem sido absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser acrescidos ao primeiro dividendo declarado após a sua realização. Em 30 de setembro de 2006, não havia sido constituída reserva de lucros a realizar. 162 Reserva para contingências. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, parte do lucro líquido poderá ser destinada à reserva para contingências com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado. Qualquer valor destinado à reserva para contingências deverá ser revertido no exercício social em que a perda que tenha sido antecipada não venha, de fato, a ocorrer, ou deverá ser baixado na hipótese de a perda antecipada efetivamente ocorrer. A alocação de recursos destinados à reserva para contingências está sujeita à aprovação dos acionistas em assembléia geral. Em 30 de setembro de 2006, não contabilizamos reserva para contingências. Reserva de retenção de lucros. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, a Assembléia Geral poderá deliberar reter parcela do lucro líquido do exercício prevista em orçamento de capital que tenha sido previamente aprovado. Em 30 de setembro de 2006, não detínhamos reserva de retenção de lucros. Reserva estatutária. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, nosso Estatuto Social poderá criar reservas para onde poderemos alocar parte do nosso lucro líquido, devendo indicar a finalidade, critério de cálculo e limite máximo da reserva. A alocação dos recursos para reservas estatutárias não poderá ocorrer caso tal alocação afete o pagamento do dividendo obrigatório. Nosso Estatuto prevê a “Reserva para Efetivação de Novos Investimentos” que terá por finalidade preservar a integridade do patrimônio social, reforçando nosso capital social e de giro, com vistas a nos permitir realizar novos investimentos e será formada com até 100% do lucro líquido que remanescer após todas as deduções legais e estatutárias. O limite máximo desta reserva será de até 100% do capital social. Em 30 de setembro de 2006, não tínhamos contabilizado reserva de expansão. O saldo das contas de reservas de lucros somado ao saldo da reserva estatutária, com exceção da reserva para contingências e reserva de lucros a realizar, não podem exceder o nosso capital social. Caso isso ocorra, a Assembléia Geral Ordinária deverá decidir se o excedente será utilizado no pagamento de capital subscrito e não integralizado, no aumento e subscrição de capital social ou no pagamento de dividendos. Reservas de Capital. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, as reservas de capital somente poderão ser utilizadas, entre outras coisas, para (i) absorção de prejuízos que excedam os lucros acumulados e as reservas de lucros; (ii) resgate, reembolso, ou compra das nossas próprias ações; e (iii) incorporação ao nosso capital social. As parcelas eventualmente destinadas à nossa reserva de capital não são consideradas no cálculo do dividendo obrigatório. Em 30 de setembro de 2006, não tínhamos contabilizado reserva de capital. PAGAMENTO DE DIVIDENDOS E JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO A Lei das Sociedades por Ações determina que o estatuto social de uma sociedade anônima brasileira especifique um percentual mínimo do lucro disponível para pagamento aos acionistas, a título de dividendos, em cada exercício social, ainda que ele possa ser pago sob a forma de juros sobre o capital próprio, denominado dividendo obrigatório. O dividendo obrigatório tem como base um percentual do lucro líquido ajustado nos termos da Lei das Sociedades por Ações, ao invés de um valor monetário fixo por ações. De acordo com o nosso Estatuto Social e de acordo com a Lei das Sociedades por Ações, devemos destinar, no mínimo, 25% do nosso lucro líquido ajustado, conforme explicado acima em “Valores Disponíveis para Distribuição”, ao pagamento de dividendos aos nossos acionistas. 163 A Lei das Sociedades por Ações permite, entretanto, que uma companhia aberta suspenda a distribuição obrigatória de dividendos, caso o Conselho de Administração informe à Assembléia Geral Ordinária que a distribuição seria incompatível com a situação financeira da companhia. O Conselho Fiscal, se em funcionamento, deve dar parecer sobre a informação do Conselho de Administração. Nessa hipótese, a nossa administração deverá encaminhar exposição justificativa para a suspensão à CVM. Os lucros não distribuídos em razão da suspensão na forma acima mencionada serão registrados como reserva especial e, caso não sejam absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser pagos, a título de dividendos, tão logo a condição financeira da companhia assim o permita. Segundo a Lei das Sociedades por Ações, a assembléia geral de uma companhia aberta, tal como nós, pode deliberar, desde que não haja oposição de qualquer acionista presente, pelo pagamento de dividendos em um montante inferior ao dividendo obrigatório, ou decidir reter o total do lucro líquido, exclusivamente para o pagamento de créditos representados por debêntures vencíveis e que não sejam conversíveis em ações. O dividendo obrigatório pode ser pago também a título de juros sobre o capital próprio, tratado como despesa dedutível para fins de IRPJ e CSLL. Dividendos Somos obrigados pela Lei das Sociedades por Ações e por nosso Estatuto Social a realizar Assembléia Geral Ordinária até 30 de abril de cada exercício social, para deliberar, dentre outras coisas, sobre o pagamento de dividendos, que toma por base as demonstrações financeiras auditadas não consolidadas, referentes ao exercício social imediatamente anterior. Os titulares de ações na data em que o dividendo for declarado farão jus ao recebimento dos dividendos. Nos termos da Lei das Sociedades por Ações, o dividendo anual deve ser pago no prazo de 60 dias a contar de sua declaração, a menos que a deliberação de acionistas estabeleça outra data de pagamento. Em qualquer hipótese, o pagamento de dividendos deverá ocorrer antes do encerramento do exercício social em que tenham sido declarados. Os acionistas têm prazo de três anos, contados da data de pagamento de dividendos, para reclamar dividendos, ou pagamentos de juros sobre o capital próprio, referentes às suas ações, após o qual o valor dos dividendos não reclamados reverterá em nosso favor. De acordo com o nosso Estatuto Social, nosso Conselho de Administração pode declarar dividendos intercalares ou intermediários baseado em balanços semestrais ou períodos menores. Os dividendos intermediários e intercalares podem ser abatidos do valor do dividendo obrigatório relativo ao lucro líquido do final do exercício em que os dividendos intermediários foram pagos. Juros sobre o Capital Próprio Desde 1o de janeiro de 1996, as sociedades brasileiras estão autorizadas a pagar juros sobre o capital próprio aos seus acionistas e considerar tais pagamentos dedutíveis do lucro para fins de cálculo do IRPJ e, a partir de 1997, também para fins de cálculo da CSLL. A dedução fica, de modo geral, limitada, em relação a um determinado exercício, ao que for maior entre (i) 50% do nosso lucro líquido (após as deduções de provisões para a CSLL, mas antes de se considerar a provisão para o IRPJ e juros sobre o capital próprio) do período com relação ao qual o pagamento seja efetuado; e (ii) 50,0% de nossos lucros acumulados e reservas de lucros no início do exercício social em relação ao qual o pagamento seja efetuado. Os juros sobre o capital próprio ficam limitados à variação pro rata die da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). O valor pago a título de juros sobre o capital próprio, líquido de IRRF, poderá ser imputado como parte do valor do dividendo obrigatório. De acordo com a legislação aplicável, somos obrigados a pagar aos acionistas valor suficiente para assegurar que a quantia líquida recebida por eles a título de juros sobre o capital próprio, descontado o pagamento do IRRF, acrescida do valor dos dividendos declarados, seja equivalente ao menos ao montante do dividendo obrigatório. 164 Qualquer pagamento de juros sobre o capital próprio aos acionistas, sejam eles residentes ou não no Brasil, está sujeito ao IRRF à alíquota de 15%, sendo que esse percentual será de 25% caso o acionista que receba os juros seja residente em um paraíso fiscal (i.e., um país onde não exista imposto sobre a renda ou que tenha imposto de renda com percentual máximo fixado abaixo de 20% ou onde a legislação local imponha restrições à divulgação da composição dos acionistas ou do proprietário do investimento). De acordo com o artigo 32 da Lei nº 4.357, de 16 de julho de 1964, as pessoas jurídicas brasileiras que estiverem em débito não garantido para com a União e suas autarquias de Previdência e Assistência Social, por falta de recolhimento de tributos, não poderão distribuir quaisquer bonificações a seus acionistas ou dar ou atribuir participação de lucros a seus sócios ou quotistas, bem como a seus diretores e demais membros de órgãos dirigentes, fiscais ou consultivos. A multa aplicável à pessoa jurídica que deixar de observar tal determinação é 50% sobre o valor distribuído ou pago aos beneficiários, tendo sido recentemente limitada pela Lei nº 11.051, de 29 de dezembro de 2004 (“Lei nº 11.051/04”), ao percentual de 50% do valor do débito de tributo. Devido ao fato de que a Lei nº 11.051/04 foi editada recentemente, não havendo, até o momento, manifestação em âmbito judicial sobre a sua aplicação, não é possível prever se uma eventual interpretação de que tal dispositivo é aplicável para o pagamento de dividendos prevalecerá nos tribunais do País. POLÍTICA DE DIVIDENDOS Nós pretendemos declarar e pagar dividendos e/ou juros sobre o capital próprio, em cada exercício social, no montante de no mínimo 25% do nosso lucro líquido ajustado de acordo com a Lei das Sociedades por Ações e o nosso Estatuto Social. A declaração anual de dividendos, incluindo o pagamento de dividendos além do dividendo obrigatório, exige aprovação em Assembléia Geral Ordinária por maioria de votos de acionistas titulares de nossas Ações e irá depender de diversos fatores. Dentre estes fatores estão nossos resultados operacionais, condição financeira, necessidades de caixa, perspectivas futuras e outros fatores que nosso Conselho de Administração e acionistas julguem relevantes. Nos últimos três exercícios fiscais, realizamos distribuição de lucro apenas no exercício de 2005 no valor de R$469,0 mil, referente aos exercícios fiscais encerrados em 2003 e 2004. Até 30 de setembro de 2006, havíamos realizado a distribuição de lucro no valor de R$521,7 mil, também referente aos exercícios fiscais encerrados em 2003 e 2004. 165 PRÁTICAS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA Esta seção contém informações sobre nossas práticas de Governança Corporativa e deve ser analisada conjuntamente com as Seções “Descrição do Capital Social”, “Administração” e “Informações sobre Títulos e Valores Mobiliários Emitidos”. Governança Corporativa é o sistema pelo qual as companhias são dirigidas e monitoradas e envolve os relacionamentos entre acionistas, Conselho de Administração, Diretoria, auditores independentes e Conselho Fiscal. O Novo Mercado é um segmento de listagem da BOVESPA destinado à negociação de ações emitidas por companhias que se comprometem, voluntariamente, com a adoção das práticas de governança corporativa e a divulgação de informações adicionais em relação ao que é exigido pela legislação vigente. A BOVESPA possui três níveis diferentes de práticas de governança corporativa, Nível 1, Nível 2 e Novo Mercado. Eles diferenciam-se pelo grau das exigências destas práticas, sendo o Novo Mercado o mais rigoroso deles e ao qual estamos sujeitos, uma vez que em 04 de janeiro de 2007, celebramos o Contrato de Participação no Novo Mercado reforçando nosso comprometimento com boas práticas de governança corporativa. O Contrato de Participação no do Novo Mercado entrará em vigor na data de publicação do Anúncio de Início. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO O Conselho de Administração de companhias listadas no Novo Mercado deve ser composto por, no mínimo, seis, e, no máximo, oito membros, eleitos pela Assembléia Geral, com mandato unificado de, no máximo, dois anos, sendo permitida a reeleição. Segundo o Regulamento do Novo Mercado, no mínimo, 20% de nossos conselheiros deverão ser Conselheiros Independentes. Possuímos dois membros independentes em nosso no Conselho de Administração, os Srs. Alcides Lopes Tápias e Maílson Ferreira da Nóbrega, e que não possuem nenhuma ligação conosco além da sua participação no Conselho de Administração. Todos os membros do Conselho de Administração e da Diretoria devem subscrever um Termo de Anuência dos Administradores, condicionando a posse nos respectivos cargos à assinatura desse documento. Por meio do Termo de Anuência, os administradores da companhia responsabilizam-se pessoalmente a agir em conformidade com o Contrato de Participação no Novo Mercado, com o Regulamento da Câmara de Arbitragem do Mercado e com o Regulamento do Novo Mercado. Para mais informações sobre nosso Conselho de Administração, vide Seção “Administração”. CONSELHO FISCAL De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, o Conselho Fiscal é um órgão independente da administração e da auditoria externa de uma companhia. A responsabilidade principal do Conselho Fiscal é fiscalizar os atos dos administradores e analisar as demonstrações financeiras, relatando suas observações aos acionistas. O Conselho Fiscal não pode ter membros que façam parte do Conselho de Administração, da Diretoria ou do quadro de empregados de uma empresa controlada ou de uma empresa do mesmo grupo, tampouco um cônjuge ou parente dos nossos administradores. Adicionalmente, a Lei das Sociedades por Ações exige que os membros do Conselho Fiscal recebam, a título de remuneração, no mínimo, 10% da média da remuneração paga aos Diretores, excluindo benefícios, verbas de representação e participações nos lucros e resultados. 166 Nosso Conselho Fiscal não é permanente, mas pode ser instalado em qualquer exercício social caso haja requisição por parte de certo número de acionistas, como descrito abaixo. Sempre que instalado, será constituído de três a cinco membros e igual número de suplentes, sendo, obrigatoriamente, de acordo com norma do Estatuto Social, um membro e seu respectivo suplente, independente. O conceito de conselheiro independente do Conselho Fiscal será o mesmo estabelecido para o conselheiro independente eleito para nosso Conselho de Administração. Nos termos da Lei das Sociedades por Ações, quando seu funcionamento não é permanente, o Conselho Fiscal poderá ser instalado pela Assembléia Geral, a pedido de acionistas que representem, no mínimo, 10% das ações ordinárias, com mandato até a primeira Assembléia Geral Ordinária seguinte à sua instalação. Ademais, acionistas minoritários que representem, no mínimo, 10% das ações ordinárias, também têm direito de eleger separadamente um membro do Conselho Fiscal e seu suplente. Atualmente não temos Conselho Fiscal em funcionamento. Todos os membros do Conselho Fiscal devem subscrever um Termo de Anuência dos Administradores, condicionando a posse nos respectivos cargos à assinatura desse documento. PERCENTUAL MÍNIMO DE AÇÕES EM CIRCULAÇÃO APÓS AUMENTO DE CAPITAL De acordo com as regras do Novo Mercado, nosso capital social deve ser representado exclusivamente por Ações Ordinárias e, portanto, não estamos autorizados a emitir ações preferenciais. Em 06 de novembro de 2006, realizamos uma Assembléia Geral Extraordinária que aprovou as alterações no nosso Estatuto Social, o qual reflete as regras do Novo Mercado. Em 04 de janeiro de 2007, celebramos um contrato com a BOVESPA, regulando a listagem das nossas Ações Ordinárias no Novo Mercado da BOVESPA. Para que sejamos admitidos ao Novo Mercado, é necessário que tenhamos no mínimo 25% de nossas ações em circulação. O Regulamento do Novo Mercado determina que, na ocorrência de um aumento de capital que não tenha sido integralmente subscrito por quem tinha direito de preferência ou que não tenha contado com número suficiente de interessados na respectiva distribuição pública, a subscrição total ou parcial de tal aumento de capital pelo acionista controlador obrigá-lo-á a tomar as medidas necessárias para recompor o percentual mínimo de ações em circulação, de 25% do total das ações de nosso capital social, dentro dos seis meses subseqüentes à homologação da subscrição. RESTRIÇÕES À REALIZAÇÃO DE DETERMINADAS OPERAÇÕES POR ACIONISTAS CONTROLADORES, CONSELHEIROS E DIRETORES Nossos Acionistas Controladores, conselheiros, diretores e membros do conselho fiscal (considerados “insiders” para efeito da Lei do Mercado de Valores Mobiliários) devem abster-se de negociar valores mobiliários de nossa emissão, inclusive no contexto de operações com derivativos que envolvam valores mobiliários de emissão de nossa Companhia, nas seguintes condições, dentre outras: • • • • anteriormente à divulgação ao público de qualquer ato ou fato relevante que diga respeito aos nossos negócios; na hipótese de nossa fusão, incorporação ou cisão de parte ou a totalidade de nossos ativos ou ainda de nossa reorganização; durante o período de 15 dias anteriores à divulgação de nossas informações trimestrais e anuais; ou relativamente aos nossos Acionistas Controladores, conselheiros e diretores, na hipótese de comprarmos ou vendermos ações de nossa própria emissão ou na hipótese de compra ou venda de ações de nossa própria emissão por qualquer uma de nossas sociedades controladas ou coligadas ou por qualquer outra sociedade sob controle comum com a nossa Companhia. 167 De acordo com o disposto na Lei das Sociedades por Ações, é vedado aos nossos administradores: • • • • • • • praticar ato de liberalidade às nossas custas; sem prévia autorização da assembléia geral ou do conselho de administração, tomar por empréstimo nossos recursos ou bens, ou usar, em proveito próprio, de sociedade em que tenha interesse, ou de terceiros, os nossos bens, serviços ou crédito; receber de terceiros, sem autorização estatutária ou da assembléia geral, qualquer modalidade de vantagem pessoal, direta ou indireta, em razão do exercício de seu cargo; intervir em qualquer operação social em que tiver interesses conflitantes com os nossos, ou nas deliberações que os demais conselheiros tomarem a respeito; usar, em seu benefício ou de terceiros, as oportunidades comerciais de que tenha conhecimento em razão do exercício de seu cargo; omitir-se no exercício ou proteção de nossos direitos ou, visando à obtenção de vantagens, para si ou para terceiros, deixar de aproveitar oportunidades de negócio de nosso interesse; e adquirir, para revender com lucro, bem ou direito que sabe necessário a nossas operações ou que nós tenhamos intenção de adquirir. A remuneração de nossos administradores em determinado exercício social é fixada pelos acionistas na assembléia geral ordinária que aprova as demonstrações financeiras do exercício social anterior. VEDAÇÃO À NEGOCIAÇÃO DE NOSSAS AÇÕES De acordo com as regras do Novo Mercado, o acionista controlador e os administradores de companhia listada no Novo Mercado não podem vender e/ou ofertar à venda ações de emissão da companhia, ou derivativos lastreados nestas ações, durante os primeiros seis meses subseqüentes à primeira distribuição pública de ações da companhia após a assinatura do Contrato de Participação no Novo Mercado. Após este período inicial de seis meses, o acionista controlador e os administradores não podem vender ou ofertar mais do que 40% de suas ações ordinárias, ou derivativos lastreados em ações de emissão da companhia de que eram titulares imediatamente após a efetivação da distribuição anteriormente mencionada, por seis meses adicionais. Sem prejuízo de lock-ups adicionais celebrados no âmbito da Oferta e que não são relacionados às regras do Novo Mercado, a vedação não se aplicará: (i) na hipótese de ingresso de companhia no Novo Mercado que já possua ações de sua emissão cotadas na BOVESPA ou no mercado de balcão organizado administrado pela BOVESPA, desde que, nessa última hipótese, a companhia já tenha realizado distribuição pública de ações; (ii) na hipótese de empréstimo de ações que vise a permitir a antecipação do início da negociação das ações em bolsa, sujeito à aprovação da BOVESPA; e (iii) na hipótese de cessão ou empréstimo de ações que vise ao desempenho da atividade de formador de mercado credenciado pela BOVESPA, nesse caso limitado a 15% da quantidade total de ações cuja negociação esteja vedada. Para mais informações, vide Seção “Informações Relativas à Oferta Primária – Restrições à Negociação das Ações (Lock-Up)”. CANCELAMENTO DE REGISTRO DE COMPANHIA ABERTA O cancelamento do registro de companhia aberta por decisão do Controlador ou Grupo de Acionistas Controladores só pode ocorrer caso o Controlador, Grupo de Acionistas Controladores, ou a nossa própria Companhia efetive uma OPA de todas as ações em circulação, de acordo com as disposições da Lei das Sociedades por Ações e observados os regulamentos e normas da CVM e o Regulamento do Novo Mercado. O preço mínimo ofertado pelas ações na OPA corresponderá, obrigatoriamente, no mínimo, ao valor econômico dessas ações, conforme determinado por laudo elaborado por empresa especializada. 168 O laudo de avaliação será elaborado por instituição ou empresa especializada e independente quanto ao poder de decisão da Companhia, seus administradores e/ou Acionista Controlador, com experiência comprovada, que será escolhida pela Assembléia Geral a partir de lista tríplice apresentada pelo nosso Conselho de Administração, devendo a respectiva deliberação ser tomada por maioria dos votos das ações em circulação dos acionistas presentes, não se computando os votos em branco, ações em tesouraria, ações detidas por sociedades controladas ou coligadas de nossa Companhia e outras sociedades que integrem o mesmo grupo econômico de fato ou de direito, que, se instalada em primeira convocação, deverá contar com a presença de acionistas que representem, no mínimo, 20% do total de ações em circulação, ou que, se instalada em segunda convocação, poderá contar com a presença de qualquer número de acionistas representantes das ações em circulação. Os custos de elaboração de referido laudo deverão ser integralmente suportados pelo ofertante, conforme o caso. É assegurada a revisão do valor da oferta, no caso de titulares de no mínimo 10% das ações em circulação no mercado requererem aos nossos administradores que convoquem assembléia especial dos acionistas para deliberar sobre a realização de nova avaliação pelo mesmo ou por outro critério, para efeito de determinação do valor de avaliação da nossa Companhia. Tal requerimento deverá ser apresentado no prazo de 15 dias da divulgação do valor das ações da OPA, devidamente fundamentado. Os ustos de elaboração da nova avaliação deverão ser assumidos integralmente pelo Controlador ou por nós, conforme o caso, sendo que os acionistas que requisitarem a realização de nova avaliação, bem como aqueles que votarem a seu favor, deverão nos ressarcir, ou ressarcir o Acionista Controlador, conforme o caso, pelos custos incorridos, caso o novo valor seja inferior ou igual ao valor inicial da oferta. No entanto, caso o valor apurado na segunda avaliação seja maior, a OPA deverá obrigatoriamente adotar esse maior valor ou cancelála, devendo tal decisão ser divulgada ao mercado. Na hipótese em que nossa saída do Novo Mercado ocorra em virtude do cancelamento de nosso registro de companhia aberta, deveremos, além de observar todos os procedimentos previstos na legislação pertinente, efetivar OPA tendo como preço mínimo ofertado o valor econômico da ação. SAÍDA DO NOVO MERCADO Podemos, a qualquer momento, requerer o cancelamento de nossa listagem no Novo Mercado, desde que tal deliberação seja aprovada em Assembléia Geral por acionistas que representem a maioria das nossas ações, e desde que a BOVESPA seja informada por escrito com, no mínimo, 30 dias de antecedência. Tal deliberação deverá especificar se a saída ocorre porque os valores mobiliários por nós emitidos passarão a ter registro para negociação fora do Novo Mercado, ou se em razão do cancelamento do nosso registro de companhia aberta. Nossa saída do Novo Mercado não implicará a perda da nossa condição de companhia aberta registrada na BOVESPA. Se ocorrer a nossa saída do Novo Mercado por deliberação dos acionistas reunidos em Assembléia Geral, para que nossas ações passem a ter registro de negociação fora do Novo Mercado, o Acionista Controlador ou Grupo de Acionistas Controladores deverá efetivar OPA se a saída ocorrer para a negociação das ações fora do Novo Mercado ou se decorrer de deliberação aprovando a reorganização societária na qual as ações de nossa Companhia resultante de tal reorganização não sejam admitidas para negociação no Novo Mercado. O preço da OPA corresponderá, no mínimo, ao valor econômico apurado, mediante elaboração de laudo de avaliação por sociedade especializada e independente quanto ao poder de decisão da Companhia, seus administradores e/ou Acionista Controlador, com experiência comprovada, que será escolhida pela Assembléia Geral a partir de lista tríplice apresentada pelo nosso Conselho de Administração, que se instalada em primeira convocação, deverá contar com a presença de acionistas que representem, no mínimo, 20% do total de ações em circulação, ou que se instalada em segunda convocação poderá contar com a presença de qualquer número de acionistas representantes das ações em circulação, devendo a respectiva deliberação ser tomada por maioria absoluta de votos das ações em circulação dos acionistas presentes, ações em tesouraria, ações detidas por sociedades controladas ou coligadas de nossa Companhia e outras sociedades que integrem o mesmo grupo econômico de fato ou de direito. Os custos de elaboração de referido laudo deverão ser integralmente suportados pelo ofertante. 169 Nos termos do Regulamento do Novo Mercado, caso o nosso controle seja alienado nos 12 meses subseqüentes à nossa saída do Novo Mercado, o acionista controlador alienante e o comprador, solidariamente, deverão oferecer aos demais acionistas a aquisição de suas ações pelo preço e nas condições obtidas pelo acionista controlador alienante, devidamente atualizado. Após uma eventual saída do Novo Mercado, não poderemos solicitar a listagem de valores mobiliários de emissão de nossa Companhia no Novo Mercado pelo período de dois anos subseqüentes ao cancelamento, a menos que ocorra uma alienação do nosso controle após nossa saída do Novo Mercado. ALIENAÇÃO DE CONTROLE De acordo com o Regulamento do Novo Mercado, a alienação de nosso controle, tanto por meio de uma única operação, como por meio de operações sucessivas, deverá ser contratada sob condição suspensiva ou resolutiva, de que o adquirente se obrigue a efetivar OPA das demais ações dos nossos outros acionistas nos mesmos termos e condições concedidas ao controlador alienante. A OPA é exigida, ainda: • • • quando houver cessão onerosa de direitos de subscrição de ações e de outros títulos ou de direitos relativos a valores mobiliários conversíveis em ações, que venha a resultar na alienação do nosso controle; quando, sendo o controlador uma sociedade, o controle de tal sociedade controladora for ransferido, sendo que, neste caso, o Acionista Controlador alienante ficará obrigado a declarar à Bovespa o valor atribuído à Companhia nessa alienação e anexar documentação que comprove; e quando aquele que já detiver nossas ações, adquirir o poder de controle em razão de contrato particular de compra de ações. Nesse caso, o acionista adquirente estará obrigado a efetivar OPA pelos mesmos termos e condições oferecidos ao acionista alienante e ressarcir os acionistas de quem tenha comprado ações em bolsa, nos seis meses anteriores à data da alienação do controle. O valor do ressarcimento é a diferença entre o preço pago ao acionista controlador alienante e o valor pago em bolsa, por ações, nesse período, devidamente atualizado. O comprador, quando necessário, deverá tomar as medidas cabíveis para recompor, dentro dos seis meses subseqüentes, o percentual mínimo de 25% de ações em circulação no mercado. O Controlador não poderá efetuar a transferência das nossas ações por ele detidas, nem tampouco poderá a nossa Companhia efetuar nenhum registro de transferências destas ações, até que o comprador assine o Termo de Anuência do Controlador ao Regulamento do Novo Mercado e ao Regulamento da Câmara de Arbitragem do Mercado. CONTROLE DIFUSO Nosso Estatuto Social, em conformidade com o Regulamento do Novo Mercado, prevê a ocorrência de controle difuso na hipótese de o poder de controle sobre nossas atividades ser exercido por um acionista detentor de menos de 50% de nosso capital social ou, ainda, por grupo de acionistas detentor de percentual superior a 50% do capital social em que cada acionista detenha individualmente menos de 50% do capital social e desde que estes acionistas não sejam signatários de acordo de votos, não estejam sob controle comum e nem atuem representando um interesse comum. Na hipótese de haver controle difuso, sempre que for aprovado em Assembléia Geral o cancelamento de registro de companhia aberta, a OPA deverá ser efetivada pela própria Companhia, observadas as limitações legais, sendo que, neste caso, a nossa Companhia somente poderá adquirir ações de titularidade dos acionistas que tenham votado a favor do cancelamento de registro na deliberação em Assembléia Geral, após ter adquirido as ações dos demais acionistas que não tenham votado a favor da referida deliberação e que tenham aceitado a referida OPA. 170 Na hipótese de haver controle difuso, a saída de nossa Companhia do Novo Mercado, seja por registro para negociação das ações fora do Novo Mercado, seja por reorganização societária, em que as ações da companhia resultante não sejam admitidas à negociação no Novo Mercado, ensejará a efetivação de OPA pelos acionistas que tenham votado a favor da respectiva deliberação. Na hipótese de alienação de nosso controle, caso haja controle difuso, o acionista adquirente do controle será obrigado a efetivar uma OPA caso haja a venda de ações de nosso capital social que assegurem o poder de efetivamente dirigir as atividades sociais e orientar o funcionamento dos nossos órgãos, de forma direta ou indireta, de fato ou de direito, cuja verificação somente pode ser realizada caso a caso, mediante análise da situação concreta. MECANISMO DE PROTEÇÃO À DISPERSÃO ACIONÁRIA Nosso Estatuto Social contém disposição que tem o efeito de evitar a concentração de nossas ações nas mãos de um grupo pequeno de investidores, de modo a promover uma base acionária mais dispersa. A disposição neste sentido exige que qualquer acionista, que adquira ou se torne titular de ações de emissão de nossa Companhia, no que se inclui, sem limitação o usufruto ou fideicomissio, em quantidade igual ou superior a 15% do total de ações de emissão de nossa Companhia deverá, no prazo máximo de 60 dias a contar da data de aquisição ou do evento que resultou na titularidade de ações em quantidade igual ou superior a 15% do total de ações de emissão de nossa Companhia, efetivar uma OPA da totalidade das ações de emissão de nossa Companhia, observando-se o disposto na regulamentação aplicável da CVM, inclusive quanto a necessidade ou não de registro de tal OPA, os regulamentos da BOVESPA e os termos do nosso Estatuto Social. Estão excluídos destas obrigações os acionistas que na data de encerramento da primeira oferta pública de ações de nossa Companhia sejam detentores de quantidade superior a 15% do total de nossas ações e que venham a adquirir novas ações da Companhia, seja ou não no exercício do direito de preferência, desde que, após essas novas aquisições, esse acionista não venha a deter uma participação no nosso capital total superior à participação por ele detida na data de encerramento de nossa primeira oferta pública de ações. A obrigação de efetivar uma OPA nos termos aqui descritos não se aplica na hipótese de uma pessoa tornarse titular de ações de emissão de nossa Companhia em quantidade superior a 15% do total das ações de sua emissão em decorrência (i) de sucessão legal, sob a condição de que o acionista aliene o excesso de ações em até 60 dias contados do evento relevante; (ii) da incorporação de uma outra sociedade pela nossa Companhia, e (iii) da subscrição de ações de nossa Companhia, realizada em uma única emissão primária, que tenha sido aprovada em Assembléia Geral de acionistas de nossa Companhia. Para fins do cálculo do percentual de 15% do total de ações de emissão de nossa Companhia, não serão computados os acréscimos involuntários de participação acionária resultantes de cancelamento de ações em tesouraria ou de redução do capital social de nossa Companhia com o cancelamento de ações. A OPA deverá ser (i) dirigida indistintamente a todos os acionistas de nossa Companhia, (ii) efetivada em leilão a ser realizado na BOVESPA, (iii) lançada pelo preço determinado de acordo com o procedimento a seguir, e (iv) paga à vista, em moeda corrente nacional, contra a aquisição na OPA de ações de emissão de nossa Companhia. O preço de aquisição na OPA de cada ação de emissão de nossa Companhia não poderá ser inferior ao maior valor entre (i) o valor econômico apurado em laudo de avaliação; (ii) 130% do maior preço de emissão das ações em qualquer aumento de capital realizado mediante distribuição pública ocorrido no período de 12 meses que anteceder a data em que se tornar obrigatória a realização da OPA, devidamente atualizado pelo IGPM/FGV até o momento do pagamento; e (iii) 130% da cotação unitária média das ações de emissão de nossa Companhia durante o período de 90 dias anterior à realização da OPA na bolsa de valores. 171 Caso a regulamentação da CVM aplicável à OPA prevista neste caso determine a adoção de um critério de cálculo para a fixação do preço de aquisição de cada ação de nossa Companhia na OPA que resulte em preço de aquisição superior, deverá prevalecer na efetivação da OPA prevista aquele preço de aquisição calculado nos termos da regulamentação da CVM. A realização da OPA não exclui a possibilidade de outro acionista de nossa Companhia, ou, se for o caso, nossa própria Companhia, formular uma OPA concorrente, nos termos da regulamentação aplicável. A alteração que limite o direito dos acionistas à realização da OPA ou a exclusão deste mecanismo obrigará o(s) acionista(s) que tiver(em) votado a favor de tal alteração ou exclusão na deliberação em Assembléia Geral a efetivar a OPA. OFERTAS PÚBLICAS DE AQUISIÇÃO DE AÇÕES Nosso Estatuto Social prevê que a configuração em um mesmo momento de mais de uma das situações acima descritas ensejam a realização de oferta publica de aquisição de ações, será facultada a formulação de uma única OPA visando a mais de uma finalidade, desde que seja possível compatibilizar os procedimentos de todas as modalidades de OPA, e não haja prejuízo para os destinatários da oferta e seja obtida a autorização da CVM quando exigida pela legislação aplicável. Adicionalmente, nosso Estatuto Social permite que a nossa Companhia ou os acionistas responsáveis pela realização de qualquer das OPAs assegurem sua efetivação por intermédio de qualquer acionista, terceiro e conforme o caso, nossa própria Companhia. Nossa Companhia ou o acionista responsável, conforme o caso, não se eximem de responsabilidade de efetivar a OPA até que a mesma seja concluída com observância das regras aplicáveis. SUSPENSÃO DOS DIREITOS DE ACIONISTA ADQUIRENTE POR INFRAÇÃO AO NOSSO ESTATUTO SOCIAL Na hipótese de descumprimento de regras estabelecidas em nosso Estatuto Social, o acionista adquirente que deixar de efetivar a OPA prevista na hipótese de alienação de controle e de aquisição de ações representativas de 15% ou mais do capital de nossa Companhia estará sujeito à suspensão do exercício dos seus direitos de acionista por deliberação em Assembléia Geral, cuja convocação é obrigatória na hipótese dos referidos descumprimentos. O acionista adquirente não poderá votar na Assembléia que deliberar sobre a suspensão do exercício dos seus direitos. AQUISIÇÃO DE CONTROLE POR MEIO DE AQUISIÇÕES SUCESSIVAS Segundo o Regulamento do Novo Mercado, aquele que já detiver nossas Ações e que venha a adquirir o nosso controle acionário, em razão de contrato particular de compra e venda de ações celebrado com o Acionista Controlador, envolvendo qualquer quantidade de ações, deverá concretizar OPA nos moldes acima descritos e ressarcir os acionistas de quem tenha comprado ações em bolsa nos seis meses anteriores à ata da alienação de controle, a quem deverá pagar a diferença entre o preço pago ao Acionista Controlador alienante e o valor pago em bolsa, por nossas ações neste período, devidamente atualizado. Fica estipulado ainda que para ocorrer a transferência da propriedade das ações de controle, o comprador deve subscrever o Termo de Anuência do Controlador, devendo o mesmo ser ainda encaminhado à BOVESPA. O comprador deve ainda, quando necessário, tomar as medidas necessárias para recompor o percentual mínimo de Ações em Circulação, consistente em 25% do total de ações do capital social, dentro dos seis meses subseqüentes à aquisição do controle. 172 REALIZAÇÃO, PELA NOSSA COMPANHIA, DE OPERAÇÕES DE COMPRA DE AÇÕES DE EMISSÃO PRÓPRIA Nosso Estatuto Social autoriza nosso Conselho de Administração a aprovar a compra, pela Companhia, de ações de emissão própria, ou a lançar opções de venda e compra referenciadas em nossas ações. A decisão de comprar ações de emissão própria para manutenção em tesouraria ou para cancelamento não pode, dentre outras coisas: • • • • resultar na redução do nosso capital social; fazer com que seja necessária a utilização de recursos maiores do que o saldo de lucros ou reservas disponíveis constantes do último balanço; criar, direta ou indiretamente, qualquer demanda, oferta ou condição do preço por ação artificial, ou utilizar-se de qualquer prática injusta, como conseqüência de uma ação ou omissão nossa; ou ser utilizada para a compra de ações detidas por nosso acionista controlador. Não podemos manter em tesouraria mais do que 10% de nossas ações em circulação no mercado, incluindo as ações detidas por nossas subsidiárias e coligadas. Qualquer compra de ações de emissão própria pela nossa Companhia deve ser realizada em bolsa, exceto se as ações somente estiverem admitidas à negociação em mercado de balcão, e não pode ser feita por meio de operações privadas exceto se previamente aprovada pela CVM. Podemos também comprar ações de emissão própria, na hipótese em que a Companhia deixe de ser uma companhia aberta. Adicionalmente, podemos comprar ou emitir opções de compra ou de venda relacionadas às ações de emissão da Companhia. AQUISIÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS E SEUS DERIVATIVOS ADMINISTRADORES E MEMBROS DO CONSELHO FISCAL POR ACIONISTA CONTROLADOR. De acordo com o Regulamento do Novo Mercado e Instrução CVM 358, nosso Acionista Controlador, nossos administradores e membros do Conselho Fiscal devem comunicar à BOVESPA, logo após a aquisição do poder de nosso controle ou investidura no cargo, a quantidade e as características dos valores mobiliários de nossa emissão de que seja titular, direta ou indiretamente, inclusive seus derivativos. DIVULGAÇÃO DE NEGOCIAÇÕES CONSELHO FISCAL COM AÇÕES REALIZADAS POR ADMINISTRADORES OU MEMBROS DO De acordo com o Regulamento do Novo Mercado e Instrução CVM 358, nosso Acionista Controlador, nossos administradores e membros do conselho fiscal ou de qualquer outro órgão técnico ou consultivo devem informar divulgar à CVM e à BOVESPA, a quantidade e espécie de valores mobiliários de emissão de nossa Companhia, de nossas controladas e controladoras que sejam companhias abertas, incluindo derivativos, que são detidos por eles ou por pessoas ligadas, bem como quaisquer alterações nas suas respectivas posições. As informações relativas às movimentações de tais valores mobiliários (como, por exemplo, quantidade, preço e data de compra) devem ser fornecidas à CVM e à BOVESPA dentro do prazo de dez dias a contar do final do mês em que tais movimentações ocorreram. 173 DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES Tão logo nos tornemos uma companhia aberta, deveremos atender às exigências relativas à divulgação previstas na Lei das Sociedades por Ações e nos normativos expedidos pela CVM. Ainda, em função de nossa listagem no Novo Mercado, deveremos também seguir as exigências relativas à divulgação contidas no Regulamento do Novo Mercado. Divulgação de Informações Eventuais e Periódicas A legislação do mercado de valores mobiliários estabelece que uma companhia aberta deve fornecer à CVM e à BOVESPA determinadas informações periódicas, que incluem as informações anuais, as informações trimestrais e os relatórios trimestrais da administração e dos auditores independentes. Esta legislação prevê também a obrigação de arquivarmos junto à CVM acordos de acionistas e avisos de convocação de assembléias gerais, bem como as cópias das atas destas assembléias. Além dos requisitos de divulgação da legislação societária e da CVM, devemos observar também os seguintes requisitos de divulgação: • • • no máximo seis meses após a obtenção de autorização para listagem de ações de nossa emissão no Novo Mercado, devemos apresentar demonstrações financeiras consolidadas após o término de cada trimestre (excetuado o último) e de cada exercício social, incluindo a demonstração de fluxo de caixa, a qual deverá indicar, no mínimo, as alterações ocorridas no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregados em fluxos operacionais, financiamentos e investimentos; a partir da divulgação das demonstrações financeiras referentes ao segundo exercício social após a obtenção de autorização para listar nossas ações no Novo Mercado, devemos, no máximo quatro meses após o encerramento do exercício social: (i) divulgar demonstrações financeiras ou demonstrações consolidadas conforme os padrões internacionais U.S. GAAP ou IFRS, em reais ou dólares norte-americanos, que deverão ser divulgadas na íntegra, no idioma inglês, acompanhadas do relatório da administração, das notas explicativas que informem, inclusive, o lucro líquido e o patrimônio líquido apurados ao final do exercício, segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil bem como a proposta da destinação do resultado e parecer dos auditores independentes; ou (ii) divulgar, em idioma inglês, a íntegra das demonstrações financeiras, relatório da administração e as notas explicativas, preparadas de acordo com a Lei das Sociedades por Ações, acompanhadas de nota explicativa adicional que demonstre a conciliação do resultado do exercício e do patrimônio líquido apurados segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil e conforme os padrões internacionais U.S. GAAP ou IFRS, conforme o caso, evidenciando as principais diferenças entre os critérios contábeis aplicados, e do parecer dos auditores independentes; e no máximo 15 dias após o prazo estabelecido pela legislação para divulgação das informações trimestrais, devemos: (i) apresentar, na íntegra, as informações trimestrais traduzidas para o idioma inglês; ou (ii) apresentar as demonstrações financeiras e demonstrações consolidadas de acordo com os padrões internacionais U.S. GAAP ou IFRS, acompanhadas de parecer ou relatório de revisão especial dos auditores independentes. Esta apresentação de informações deverá ocorrer após a divulgação da primeira demonstração financeira elaborada de acordo com padrões internacionais. Divulgação de Ato ou Fato Relevante De acordo com a Lei do Mercado de Valores Mobiliários, devemos informar à CVM e à BOVESPA a ocorrência de qualquer ato ou fato relevante que diga respeito aos nossos negócios. Devemos também publicar um aviso sobre tal ato ou fato. Um ato ou fato é considerado relevante se tiver o efeito de influenciar o preço dos valores mobiliários de emissão da Companhia, a decisão de investidores de negociar os valores mobiliários de emissão da Companhia ou a decisão de investidores de exercer quaisquer direitos na qualidade de titulares de valores mobiliários de emissão da Companhia. Em circunstâncias especiais, podemos submeter à CVM um pedido de tratamento confidencial com relação a um ato ou fato relevante. 174 Política de Divulgação de Informações Possuímos ainda, conforme a Instrução CVM 358, uma Política de Divulgação de Informações, aprovada em Reunião de nosso Conselho de Administração realizada em 4 de janeiro de 2007, que consiste na divulgação de informações relevantes e na manutenção de sigilo acerca destas informações que ainda não tenham sido divulgadas ao público. Informação relevante consiste em qualquer decisão de acionista controlador, deliberação de Assembléia Geral ou de nossos órgãos de administração, ou qualquer outro ato ou fato de caráter políticoadministrativo, técnico, negocial ou econômico-financeiro ocorrido ou relacionado aos nossos negócios da Companhia, que possa influir de modo ponderável (i) na cotação dos valores mobiliários; (ii) na decisão dos investidores de comprar, vender ou manter os valores mobiliários; ou (iii) na determinação de os investidores exercerem quaisquer direitos inerentes à condição de titulares de valores mobiliários. É de responsabilidade da Companhia, por meio de seu Diretor de Relações com Investidores, divulgar e comunicar à CVM e às Bolsas de Valores qualquer ato ou fato relevante ocorrido ou relacionado aos nossos negócios que seja considerado informação relevante, bem como zelar pela ampla e imediata disseminação da informação relevante nas bolsas de valores e ao público em geral (por meio de anúncio publicado no jornal, etc). INFORMAÇÕES PERIÓDICAS Demonstrações de Fluxos de Caixa Estipula o Regulamento do Novo Mercado que as demonstrações financeiras da Companhia e as demonstrações consolidadas a serem elaboradas ao término de cada trimestre e de cada exercício social, devem incluir as demonstrações de fluxo de caixa, as quais indicarão, no mínimo, as alterações ocorridas no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregadas em fluxos das operações, dos financiamentos e dos investimentos. Segundo o Regulamento do Novo Mercado a Companhia deve apresentar as demonstrações de fluxos de caixa após seis meses da data de publicação do Anúncio de Início. Demonstrações Financeiras Elaboradas de Acordo com Padrões Internacionais Dispõe o Regulamento do Novo Mercado que após o encerramento de cada exercício social a Companhia deverá elaborar (i) demonstrações financeiras ou demonstrações consolidadas conforme os padrões internacionais US GAAP ou IFRS, em reais ou dólares americanos, as quais deverão ser divulgadas na íntegra, no idioma inglês e deverão ser acompanhadas do relatório de administração, de notas explicativas, que informem inclusive o lucro líquido e o patrimônio líquido apurados ao final do exercício segundo os princípios contábeis brasileiros e a proposta de destinação do resultado, e do parecer dos auditores independentes; ou (ii) divulgar, no idioma inglês, a íntegra das demonstrações financeiras, relatório da administração e notas explicativas, elaboradas de acordo com as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, acompanhada de nota explicativa adicional que demonstre a conciliação do resultado do exercício e do patrimônio líquido apurados segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil e segundo os padrões internacionais US GAAP ou IFRS, evidenciando as principais diferenças entre os critérios contábeis, e do parecer dos auditores independentes, que devem ser registrados na CVM e devem possuir experiência comprovada no exame de demonstrações financeiras elaboradas de acordo com os padrões internacionais US GAAP ou IFRS. De acordo com o Novo Mercado a adoção destes critérios deve ocorrer a partir da divulgação das demonstrações financeiras referentes ao segundo exercício após a publicação do Anúncio de Início. 175 Informações Trimestrais em Inglês ou elaborada de Acordo com os Padrões Internacionais Conforme o Regulamento do Novo Mercado, a Companhia deverá apresentar a íntegra das informações trimestrais traduzida para o idioma inglês ou, então, apresentar demonstrações financeiras ou demonstrações consolidadas conforme os padrões internacionais US GAAP ou IFRS. Esta apresentação de informações, a qual deverá ser acompanhada de parecer ou de relatório de revisão especial dos auditores independentes, deverá ocorrer após a divulgação da primeira demonstração financeira elaborada de acordo com padrões internacionais. Requisitos Adicionais para as Informações Trimestrais – ITR O Regulamento do Novo Mercado estipula algumas informações complementares que deverão conter no ITR. São elas: (i) apresentar o balanço patrimonial consolidado, a demonstração do resultado consolidado e o comentário de desempenho consolidado, se estiver obrigada a apresentar demonstrações consolidadas ao final do exercício social; (ii) informar a posição acionária de todo aquele que detiver mais de 5% do capital social da Companhia, direta ou indiretamente, até o nível da pessoa física; (iii) informar de forma consolidada a quantidade e as características dos valores mobiliários de emissão da Companhia de que sejam titulares, direta ou indiretamente, os grupos de acionista controlador, administradores e membros do Conselho Fiscal; (iv) informar a evolução da participação das pessoas mencionadas no item iii, em relação aos respectivos valores mobiliários, nos doze meses anteriores; (v) incluir, em notas explicativas, a demonstração dos fluxos de caixa; (vi) informar a quantidade de ações em circulação e sua porcentagem em relação ao total de ações emitidas; (vii) informar a existência e a vinculação à Cláusula Compromissória de arbitragem. Requisitos adicionais para as Informações Anuais – IAN São também requisitos do Novo Mercado a inclusão dos itens (iii), (iv) e (vii) do tópico “Requisitos Adicionais para as Informações Trimestrais” nas Informações Anuais da Companhia no Quadro “Outras Informações Consideradas Importantes para Melhor Entendimento da Companhia”. Reunião Pública com Analistas O Regulamento do Novo Mercado estipula que, pelo menos uma vez ao ano, a Companhia e os administradores devem realizar reunião pública com analistas e quaisquer outros interessados para divulgar informações quanto à sua respectiva situação econômico-financeira, projetos e perspectivas. Calendário Anual Fica estipulado pelo Regulamento do Novo Mercado que a Companhia e os administradores deverão enviar à BOVESPA e divulgar, até o fim de janeiro de cada ano, um calendário anual, informando sobre eventos corporativos programados, contendo informações sobre a Companhia, o evento, data e hora de sua realização, a publicação e o envio do documento de que trata o referido evento à BOVESPA. Contratos com o mesmo grupo Segundo o Regulamento do Novo Mercado, a Companhia deve enviar à BOVESPA e divulgar informações de todo qualquer contrato celebrado entre a Companhia, e suas sociedades controladas e coligadas, seu acionista controlador e seus administradores, bem como entre a Companhia e sociedades controladas e coligadas dos administradores e do acionista controlador, assim como com outras sociedades que com qualquer dessas pessoas integre um mesmo grupo de fato ou direito, sempre que for atingido, num único contrato ou em contratos sucessivos, com ou sem o mesmo fim, em qualquer período de um ano, valor igual ou superior a R$200 mil, ou valor igual ou superior a 1% sobre o patrimônio líquido da Companhia, considerando o maior. Essas informações divulgadas deverão conter o objeto do contrato, o prazo, o valor, as condições de rescisão ou de término e a eventual influência do contrato sobre a administração ou a condução dos negócios da Companhia. 176 ARBITRAGEM Pelo Regulamento do Novo Mercado e pelo nosso Estatuto Social, os acionistas, os administradores, a própria Companhia e os membros do nosso Conselho Fiscal, quando instalado, obrigam-se a resolver, por meio de arbitragem, toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada ou oriunda, em especial, da aplicação, validade, eficácia, interpretação, violação e seus efeitos, das disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, no Estatuto Social da Companhia, nas normas editadas pelo CMN, pelo BACEN e pela CVM, bem como nas demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, além daquelas constantes do Regulamento do Novo Mercado, do Contrato de Participação do Novo Mercado e do Regulamento da Câmara de Arbitragem do Mercado. INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA – IBGC O “Código de Melhores Práticas de Governança Corporativa”, editado pelo IBGC, objetiva indicar os caminhos para todos os tipos de sociedade visando (i) aumentar o valor da sociedade; (ii) melhorar seu desempenho; (iii) facilitar seu acesso ao capital a custos mais baixos; e (iv) contribuir para sua perenidade; sendo que os princípios básicos inerentes a esta prática são a transparência, a eqüidade, a prestação de contas e a responsabilidade corporativa. Dentre as práticas de governança corporativa recomendadas pelo IBGC em tal código, adotamos: (i) (ii) (iii) emissão exclusiva de ações ordinárias; política “uma ação igual a um voto”; contratação de empresa de auditoria independente para a análise de balanços e demonstrativos financeiros, sendo que esta mesma empresa não é contratada para prestar outros serviços, assegurando a total independência; (iv) Estatuto Social claro quanto à (i) forma de convocação da Assembléia Geral; (ii) competências do Conselho de Administração e da Diretoria; (iii) sistema de votação, eleição, destituição e mandato dos membros do Conselho de Administração e da Diretoria; (v) transparência na divulgação dos relatórios anuais da administração; (vi) convocações de assembléia e documentação pertinente disponíveis desde a data da primeira convocação, com detalhamento das matérias da ordem do dia, sem a inclusão da rubrica "outros assuntos" e sempre visando a realização de assembléias em horários e locais que permitam a presença do maior número possível de acionistas; (vii) fazer constar votos dissidentes nas atas de assembléias ou reuniões, quando solicitado; (viii) vedação ao uso de informações privilegiadas e existência de política de divulgação de informações relevantes; (ix) previsão estatutária de arbitragem como forma de solução de eventuais conflitos entre acionistas e Companhia; (x) dispersão de ações (free float), visando à liquidez dos títulos; (xi) composição do Conselho de Administração deve ter ao menos 20% de membros independentes (sem vínculos com a companhia e com o acionista controlador); e (xii) conselheiros com experiência em questões operacionais e financeiras e experiência em participação em outros conselhos de administração. 177 PRINCIPAIS ACIONISTAS PRINCIPAIS ACIONISTAS A tabela abaixo contém informações sobre a titularidade das nossas ações ordinárias na data deste Prospecto por cada um dos titulares de 5,0% ou mais das nossas ações ordinárias e por todos os membros do nosso Conselho de Administração e da Diretoria como um grupo, bem como ações ordinárias em tesouraria, antes e depois da oferta de 20.000.000 de Ações Ordinárias, sem levar em conta o exercício da Opção de Ações Suplementares. Ações Ordinárias antes da Oferta Acionistas Ações Ações Ordinárias após a Oferta (3) (Em %) Ações (Em %) GV Holding S.A ......................................... Waldemar Verdi Junior(1)........................ Giuliano Finimundi Verdi......................... Eduardo Gorayeb ..................................... Waldemar de Oliveira Verdi(2)................ Conselheiros.............................................. Tesouraria ................................................. Demais partes do Acordo de Acionistas ............................................. Outros........................................................ 12.217.673 5.400.000 3.400.000 2.557.520 1 6 - 47,8 21,1 13,3 10,0 - 12.217.673 5.400.000 3.400.000 2.557.520 1 6 - 26,8 11,8 7,5 5,6 - 2.000.000 - 7,8 - 2.000.000 20.000.000 4,4 43,9 Total ................................................................. 25.575.200 100,0 45.575.200 100,0 (1) Nosso acionista e conselheiro Waldemar Verdi Júnior é detentor de 44,9% do capital social da GV Holding. (2) Nosso acionista e conselheiro Waldemar de Oliveira Verdi é usufrutuário de 52% das ações ordinárias da GV Holding. (3) Após a Oferta sem levar em conta o exercício da Opção de Ações Suplementares. GV Holding Nosso principal acionista é a GV Holding, uma sociedade de participação (holding) não operacional constituída em 1 de outubro de 1979, que detém o controle direto ou indireto de todas as Empresas Rodobens, incluindo a Companhia. A GV Holding é controlada pelo Sr. Waldemar de Oliveira Verdi por meio do usufruto de 52% das ações ordinárias da GV Holding. O quadro abaixo indica a quantidade de ações detidas por acionistas titulares de 5% ou mais das ações do nosso principal acionista, GV Holding, detentora de 47,8% de nossas ações na data deste Prospecto: Acionista Waldemar Verdi Junior Waldemar de Oliveira Verdi Outros(2) Total Quantidades de Ações da GV Holding e porcentagens Ações Total de Ações Ordinárias Preferenciais Ações (%) 260.400.000 282.100.000(1) 2.589.748 542.500.000 407.482.526 46 599.583.634 696.092.526 282.100.046 602.173.382 1.007.066.206 1.549.566.206 44,9 18,2 38,9 100,0 (1) O Sr. Waldemar de Oliveira Verdi é usufrutuário destas ações, detendo usufruto e direito de voto sobre (i) 98.735.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Ena Lucia Escobar Verdi Caldeira; (ii) 98.735.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Alessandra Escobar Verdi; (iii) 28.210.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Beny Maria Verdi Haddad; (iv) 28.210.000 ações ordinárias de titularidade da Sra. Rosy Lavinia Roquette Verdi; e (v) 28.210.000 ações ordinárias de titularidade do Sr. Waldemar Verdi Junior. (2) Incluídas as ações em tesouraria. 178 ANEXO A Estatuto Social (Esta página foi intencionalmente deixada em branco) ESTATUTO SOCIAL APROVADO NA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 15 DE DEZEMBRO DE 2006 RODOBENS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS S.A. CNPJ/MF nº 67.010.660/0001-24 NIRE 35.300.335.210 ESTATUTO SOCIAL DA RODOBENS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS S.A. CAPÍTULO I DA DENOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO E DURAÇÃO Artigo 1º A Rodobens Negócios Imobiliários S.A. é uma sociedade por ações (a “Companhia”), regida pelo disposto neste Estatuto Social e pelas disposições legais aplicáveis, incluindo a Lei 6.404 de 15 de dezembro de 1.976, conforme alterada (a “Lei das Sociedades por Ações”). Parágrafo Único Com a admissão da Companhia no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (“BOVESPA”), sujeitam-se, a Companhia, seus acionistas, administradores e membros do Conselho Fiscal quando instalado, às disposições do Regulamento de Listagem do Novo Mercado da BOVESPA (o “Regulamento do Novo Mercado”). Artigo 2º São Paulo. A Companhia tem sede e domicílio legal na Cidade de São José do Rio Preto, Estado de Parágrafo Único Mediante deliberação da Diretoria, a Companhia pode abrir, mudar, fechar ou alterar os endereços de filiais, sucursais, agências, escritórios ou representações da Companhia em qualquer parte do País ou do exterior, observadas as formalidades legais. Artigo 3º A Companhia tem por objeto social: (i) a compra e venda de imóveis; (ii) o desmembramento ou loteamento de terrenos; (iii) a incorporação imobiliária ou construção de imóveis destinados à venda; (iv) a prestação de serviços a terceiros; e (v) a administração de carteira de recebíveis de financiamentos imobiliários ou de empreendimentos imobiliários próprios ou de terceiros. Artigo 4º O prazo de duração da Companhia é indeterminado. A-1 CAPÍTULO II DO CAPITAL SOCIAL E DAS AÇÕES Artigo 5º O capital social da Companhia, totalmente subscrito, é de R$63.938.000,00 (sessenta e três milhões, novecentos e trinta e oito mil reais), dividido em 25.575.200 (vinte e cinco milhões, quinhentos e setenta e cinco mil e duzentas) ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal. Parágrafo 1º ordinárias. O capital social da Companhia será representado exclusivamente por ações Parágrafo 2º Cada ação ordinária nominativa dá direito a um voto nas deliberações das Assembléias Gerais da Companhia. Parágrafo 3º Todas as ações da Companhia são escriturais e serão mantidas em conta de depósito, em nome de seus titulares, em instituição financeira autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) com quem a Companhia mantenha contrato de custódia em vigor, sem emissão de certificados. Parágrafo 4º A instituição depositária poderá cobrar dos acionistas o custo do serviço de transferência e averbação da propriedade das ações escriturais, assim como o custo dos serviços relativos às ações custodiadas, observados os limites máximos fixados pela CVM. Parágrafo 5º beneficiárias. Fica vedada a emissão pela Companhia de ações preferenciais ou partes Parágrafo 6º As ações serão indivisíveis em relação à Companhia. Quando a ação pertencer a mais de uma pessoa, os direitos a ela conferidos serão exercidos pelo representante do condomínio. Artigo 6º A Companhia está autorizada a aumentar o capital social até o limite de 25.575.200 (vinte e cinco milhões, quinhentos e setenta e cinco mil e duzentas) novas ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, totalizando um capital social representado por até 51.150.400 (cinqüenta e um milhões, cento e cinqüenta mil e quatrocentas) ações ordinárias nominativas, independentemente de reforma estatutária, por deliberação do Conselho de Administração, a quem competirá, também, estabelecer as condições da emissão, inclusive preço, prazo e forma de sua integralização. Parágrafo 1º A Companhia poderá emitir ações ordinárias, debêntures conversíveis em ações ordinárias e bônus de subscrição dentro do limite do capital autorizado. Parágrafo 2º A critério do Conselho de Administração, poderá ser excluído o direito de preferência ou reduzido o prazo para seu exercício, nas emissões de ações ordinárias, debêntures conversíveis em ações ordinárias e bônus de subscrição, cuja colocação seja feita mediante (i) venda em bolsa ou por meio de subscrição pública, ou (ii) permuta de ações, em oferta pública de aquisição de controle, nos termos da lei, e dentro do limite do capital autorizado. Artigo 7º A Companhia poderá, por deliberação do Conselho de Administração e de acordo com plano aprovado pela Assembléia Geral, outorgar opção de compra ou subscrição de ações, sem direito de preferência para os acionistas, em favor dos administradores, empregados ou a pessoas naturais que prestem serviços à Companhia ou a sociedades controladas pela Companhia, direta ou indiretamente. A-2 CAPÍTULO III ASSEMBLÉIAS GERAIS Artigo 8º A Assembléia Geral reunir-se-á, ordinariamente, dentro dos 04 (quatro) meses seguintes ao término de cada exercício social e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem, observadas em sua convocação, instalação e deliberação as prescrições legais pertinentes e as disposições do presente Estatuto. Parágrafo Único As Assembléias Gerais serão convocadas com, no mínimo, 15 (quinze) dias corridos de antecedência, e presididas pelo Presidente do Conselho de Administração ou, na sua ausência, por seu substituto, e secretariadas por um acionista escolhido pelo Presidente da Assembléia dentre os presentes à reunião. Artigo 9º Para tomar parte na Assembléia Geral, o acionista deverá depositar na Companhia, com antecedência mínima de 03 (três) dias corridos, contados da data da realização da respectiva assembléia: (i) comprovante expedido pela instituição financeira depositária das ações escriturais de sua titularidade ou em custódia, na forma do Artigo 126 da Lei das Sociedades por Ações; e (ii) instrumento de mandato, devidamente regularizado na forma da lei e deste Estatuto, na hipótese de representação do acionista. O acionista ou seu representante legal deverá comparecer à Assembléia Geral munido de documentos que comprovem sua identidade. Parágrafo Único O acionista poderá ser representado na Assembléia Geral por procurador constituído há menos de 01 (um) ano, que seja acionista, administrador da Companhia, advogado, instituição financeira ou administrador de fundos de investimento que represente os condôminos. Artigo 10 As deliberações da Assembléia Geral, ressalvadas as hipóteses especiais previstas em lei e neste Estatuto, serão tomadas por maioria absoluta de votos, não se computando os votos em branco. CAPÍTULO IV DA ADMINISTRAÇÃO Artigo 11 A Companhia será administrada por um Conselho de Administração e por uma Diretoria, com os poderes conferidos pela lei aplicável e de acordo com o presente Estatuto Social. Parágrafo Único A posse dos administradores estará condicionada à prévia subscrição do Termo de Anuência dos Administradores previsto no Regulamento do Novo Mercado. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Artigo 12 O Conselho de Administração será composto por no mínimo 06 (seis) e no máximo 08 (oito) membros, dos quais um será o seu Presidente e outro o seu Vice-Presidente, todos acionistas, eleitos pela Assembléia Geral e por ela destituíveis a qualquer tempo. Parágrafo 1º A Assembléia Geral determinará, pelo voto da maioria absoluta, não se computando os votos em branco, previamente à sua eleição, o número de cargos do Conselho de Administração da Companhia a serem preenchidos em cada exercício, observado o mínimo de 06 (seis) membros. A-3 Parágrafo 2º O Conselho de Administração será composto por, no mínimo, 20% (vinte por cento) de conselheiros independentes, os quais devem ser expressamente declarados como tais na Assembléia que os eleger. Considera-se independente o conselheiro que (i) não tiver qualquer vínculo com a Companhia, exceto participação no capital social; (ii) não for acionista controlador, cônjuge ou parente até segundo grau do acionista controlador, não for e não tiver sido nos últimos 3 (três) anos vinculado a sociedade ou entidade relacionada ao acionista controlador (excluem-se desta restrição pessoas vinculadas a instituições de ensino e/ou pesquisa); (iii) não tiver sido nos últimos 3 (três) anos empregado ou diretor da Companhia, do acionista controlador ou de sociedade controlada pela Companhia; (iv) não for fornecedor ou comprador, direto ou indireto, de serviços ou produtos da Companhia, em magnitude que implique perda de independência; (v) não for funcionário ou administrador de sociedade ou entidade que esteja oferecendo ou demandando serviços e/ou produtos à Companhia; (vi) não for cônjuge ou parente até segundo grau de algum administrador da Companhia; ou (vii) não receber outra remuneração da Companhia além da de conselheiro (excluem-se desta restrição proventos em dinheiro oriundos de eventual participação no capital). Parágrafo 3º Quando a aplicação do percentual definido no Parágrafo 2º acima resultar em número fracionário de conselheiros, proceder-se-á ao arredondamento para o número inteiro: (i) imediatamente superior se a fração for igual ou superior a 0,5 (cinco décimos); ou (ii) imediatamente inferior, se a fração for inferior a 0,5 (cinco décimos). Parágrafo 4º Serão também considerados conselheiros independentes aqueles eleitos mediante a faculdade prevista no Artigo 141, §§ 4º e 5º, da Lei das Sociedades por Ações. Parágrafo 5º Assembléia, aquele que: Não poderá ser eleito para o Conselho de Administração, salvo dispensa da (i) for empregado ou ocupar cargo em sociedade que possa ser considerada concorrente da Companhia; ou (ii) tiver ou representar interesse conflitante com a Companhia. Parágrafo 6º O mandato dos membros do Conselho de Administração será unificado de 02 (dois) anos, salvo destituição, podendo os mesmos serem reeleitos. Os membros do Conselho de Administração permanecerão no exercício de seus cargos até a eleição e posse de seus sucessores. Parágrafo 7º Compete ao Presidente do Conselho de Administração, além das atribuições próprias a seu cargo e das demais atribuições previstas neste Estatuto Social: (i) coordenar as atividades dos dois órgãos de administração da Companhia; e (ii) convocar, em nome do Conselho de Administração, a Assembléia Geral e presidi-la. Parágrafo 8º Compete ao Vice-Presidente do Conselho de Administração, além das atribuições próprias do seu cargo: (i) substituir o Presidente, nos casos de impedimento, vaga ou ausência, conforme disposto neste Estatuto Social; e (ii) acompanhar a gestão dos Diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e papéis da Companhia, solicitar esclarecimentos sobre negócios, contratos e quaisquer outros atos, antes ou depois de celebrados, para o fim de apresentar estas matérias à deliberação do Conselho. Artigo 13 Os membros do Conselho de Administração tomarão posse mediante assinatura do respectivo termo nos livros das Atas do Conselho de Administração, permanecendo sujeitos aos requisitos, impedimentos, deveres, obrigações e responsabilidades previstos nos Artigos 145 a 158 da Lei das Sociedades por Ações. A-4 Artigo 14 A remuneração global ou individual do Conselho de Administração será anualmente fixada pela Assembléia Geral. Parágrafo Único No caso da Assembléia fixar a remuneração global caberá ao Conselho de Administração deliberar sobre a respectiva distribuição. Artigo 15 O Conselho de Administração reunir-se-á, ordinariamente, 03 (três) vezes por ano, e extraordinariamente, sempre que necessário. Artigo 16 As reuniões do Conselho de Administração poderão ser convocadas por seu Presidente ou por seu Vice-Presidente, mediante notificação escrita entregue com antecedência mínima de 05 (cinco) dias corridos, e com apresentação da pauta dos assuntos a serem tratados. Em caráter de urgência, as reuniões do Conselho de Administração poderão ser convocadas por seu Presidente sem a observância do prazo acima, desde que inequivocamente cientes todos os demais integrantes do Conselho. Parágrafo Único Independentemente das formalidades previstas neste Artigo, será considerada regular a reunião a que comparecerem todos os Conselheiros por si ou representados na forma do Parágrafo 2º do Artigo 17 deste Estatuto. Artigo 17 As reuniões do Conselho de Administração somente se instalarão com a presença da maioria de seus membros em exercício. Parágrafo 1º As reuniões do Conselho de Administração serão presididas pelo Presidente do Conselho de Administração e secretariadas por quem ele indicar. No caso de ausência temporária do Presidente do Conselho de Administração, essas reuniões serão presididas pelo Vice-Presidente do Conselho de Administração ou, na sua ausência, por Conselheiro escolhido por maioria dos votos dos demais membros do Conselho de Administração, cabendo ao presidente da reunião indicar o secretário. Parágrafo 2º No caso de ausência temporária de qualquer membro do Conselho de Administração, o membro do Conselho de Administração poderá, com base na pauta dos assuntos a serem tratados, manifestar seu voto por escrito, por meio de carta ou fac-símile entregue ao Presidente do Conselho de Administração, na data da reunião, ou ainda, por correio eletrônico digitalmente certificado, com prova de recebimento pelo Presidente do Conselho de Administração. Parágrafo 3º Em caso de vacância do cargo de qualquer membro do Conselho de Administração, o substituto será nomeado, para completar o respectivo mandato, por Assembléia Geral Extraordinária. Parágrafo 4º Os membros do Conselho de Administração não poderão afastar-se do exercício de suas funções por mais de 30 (trinta) dias corridos consecutivos sob pena de perda de mandato, salvo caso de licença concedida pelo próprio Conselho de Administração. Artigo 18 As deliberações do Conselho de Administração serão tomadas mediante o voto favorável da maioria dos membros em exercício, computados os votos proferidos na forma do Artigo 17, Parágrafo 2º deste Estatuto, sendo que, no caso de empate, caberá ao Presidente do Conselho de Administração o voto de qualidade. Artigo 19 As reuniões do Conselho de Administração serão realizadas, preferencialmente, na sede da Companhia. Serão admitidas reuniões por meio de teleconferência ou videoconferência, admitida a gravação destas. Tal participação será considerada presença pessoal em referida reunião. Nesse caso, os membros do Conselho de Administração que participarem remotamente da reunião do Conselho poderão expressar seus votos, na data da reunião, por meio de carta ou fac-símile ou correio eletrônico digitalmente certificado. A-5 Parágrafo 1º Ao término da reunião, deverá ser lavrada ata, a qual deverá ser assinada por todos os Conselheiros fisicamente presentes à reunião, e posteriormente transcrita no Livro de Registro de Atas do Conselho de Administração da Companhia. Os votos proferidos por Conselheiros que participarem remotamente da reunião do Conselho ou que tenham se manifestado na forma do Artigo 15, Parágrafo 2º deste Estatuto, deverão igualmente constar no Livro de Registro de Atas do Conselho de Administração, devendo a cópia da carta, fac-símile ou mensagem eletrônica, conforme o caso, contendo o voto do Conselheiro, ser juntada ao Livro logo após a transcrição da ata. Parágrafo 2º Deverão ser publicadas e arquivadas no registro público de empresas mercantis as atas de reunião do Conselho de Administração da Companhia que contiverem deliberação destinada a produzir efeitos perante terceiros. Parágrafo 3º O Conselho de Administração poderá convidar, em suas reuniões, outros participantes, com a finalidade de prestar esclarecimentos de qualquer natureza, vedado a estes, entretanto, o direito de voto. Artigo 20 Compete ao Conselho de Administração: a) fixar a orientação geral dos negócios da Companhia; b) aprovar os planos de negócios e orçamentos anuais, e os planos plurianuais, operacionais e de investimento da Companhia, em especial o Plano Anual de Investimentos da Companhia, nos termos do Artigo 29, parágrafos 1º e 2º, deste Estatuto Social (o “Plano Anual de Investimentos”); c) eleger e destituir a Diretoria da Companhia, fixando as atribuições dos seus membros, observadas as disposições aplicáveis deste Estatuto Social; d) convocar a Assembléia Geral nos casos previstos em lei ou quando julgar conveniente; e) atribuir, do montante global da remuneração fixada pela Assembléia Geral, os honorários mensais a cada um dos membros da administração e dos comitês de assessoramento da Companhia, na conforme o disposto nos Artigos 14 e 24 deste Estatuto Social; f) fixar os critérios gerais de remuneração e as políticas de benefícios (benefícios indiretos, participação no lucro e/ou nas vendas) dos administradores e dos funcionários de escalão superior (assim entendidos os gerentes ou ocupantes de cargos de gestão equivalentes) da Companhia ou de suas subsidiárias; g) atribuir aos administradores da Companhia sua parcela de participação nos lucros apurados, conforme determinado pela Assembléia Geral, nos termos do Parágrafo Único do Artigo 33; h) fiscalizar a gestão da Diretoria, examinar a qualquer tempo os livros e papéis da Companhia, solicitar informações sobre contratos celebrados ou em vias de celebração pela Companhia, e praticar quaisquer outros atos necessários ao exercício de suas funções; i) deliberar sobre os assuntos que lhe forem submetidos pela Diretoria; j) manifestar-se sobre o relatório e as contas da Diretoria, bem como sobre as demonstrações financeiras do exercício que deverão ser submetidas à Assembléia Geral Ordinária; k) propor à deliberação da Assembléia Geral a destinação a ser dada ao saldo remanescente dos lucros de cada exercício; A-6 l) escolher e destituir auditores independentes; m) autorizar qualquer mudança nas políticas contábeis ou de apresentação de relatórios da Companhia, exceto se exigido pelos princípios contábeis geralmente aceitos nas jurisdições em que a Companhia opera; n) deliberar, ad referendum da Assembléia Geral, os dividendos a serem pagos aos acionistas, inclusive os intermediários à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes, nos termos do Artigo 35 deste Estatuto Social; o) deliberar sobre a aquisição de ações de emissão da Companhia para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria, bem como sobre sua revenda ou recolocação no mercado, observadas as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM e demais disposições legais aplicáveis; p) submeter à Assembléia Geral propostas de aumento de capital, ou com integralização em bens, bem como de reforma do Estatuto Social; q) aprovar a criação e extinção de subsidiária e controladas no País ou no exterior, bem como deliberar, por proposta da Diretoria, sobre a aquisição, cessão, transferência, alienação e/ou oneração, a qualquer título ou forma, de participações societárias e valores mobiliários de outras sociedades no País ou no exterior, exceto, apenas, em relação às sociedades de propósito específico que venham a ser formadas para fins exclusivamente de empreendimentos imobiliários nos quais a Companhia venha a participar; r) deliberar, por proposta da Diretoria, sobre a prestação pela Companhia de garantia real ou fidejussória em favor de terceiros que não a própria Companhia ou subsidiária desta, bem como a concessão de garantia em favor de subsidiária da Companhia cujo valor exceda a participação da Companhia, conforme o caso, na referida subsidiária; s) deliberar, por proposta da Diretoria, sobre contratos de empréstimos, financiamentos e demais negócios jurídicos a serem celebrados pela Companhia, exceto (i) empréstimos ou financiamentos contraídos no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação – SFH ou (ii) negócios cujo valor, considerado individualmente ou juntamente com outros negócios realizados no mesmo exercício social, não resultem em um endividamento total da Companhia em valor superior a 120% (cento e vinte por cento) do montante máximo de endividamento da Companhia autorizado no Plano Anual de Negócios para o período; t) deliberar sobre a emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações e sem garantia real, para distribuição pública ou privada, bem como dispor sobre os termos e as condições da emissão; u) deliberar sobre a emissão de notas promissórias (commercial papers) e de outros títulos de dívida para distribuição pública ou privada no Brasil ou no exterior, bem como dispor sobre os termos e as condições da emissão; v) realização de operações e negócios de qualquer natureza com o acionista controlador, suas sociedades controladas, coligadas ou detidas, direta ou indiretamente, nos termos da regulamentação aplicável, que não estejam previstas no Plano Anual de Investimentos aprovado, bem como qualquer operação ou negócio de qualquer natureza envolvendo qualquer administrador da Companhia; e w) dispor a respeito da ordem de seus trabalhos e estabelecer as normas regimentais de seu funcionamento, observadas as disposições deste Estatuto Social. A-7 Artigo 21 O Conselho de Administração, para seu assessoramento, poderá estabelecer a formação de Comitês técnicos e consultivos, com objetivos e funções definidos, sendo integrados por membros dos órgãos de administração da Companhia ou não. Parágrafo Único Caberá ao Conselho de Administração estabelecer as normas aplicáveis aos Comitês, incluindo regras sobre composição, prazo de gestão, remuneração e funcionamento. DIRETORIA Artigo 22 A Diretoria será composta por até 05 (cinco) membros, acionistas ou não, residentes no país, eleitos pelo Conselho de Administração, sendo obrigatórias as seguintes designações: (i) Diretor Presidente, (ii) Diretor Financeiro e de Relações com Investidores; e (iii) Diretor Administrativo. Fica autorizada a cumulação de funções por um mesmo Diretor. Os demais Diretores, quando eleitos, não terão designação específica. Artigo 23 O mandato dos membros da Diretoria será de 02 (dois) anos, podendo ser reconduzidos. Os Diretores permanecerão no exercício de seus cargos até a eleição e posse de seus sucessores. Artigo 24 A remuneração global ou individual da Diretoria será anualmente fixada pela Assembléia Geral. Parágrafo único No caso da Assembléia fixar a remuneração global caberá ao Conselho de Administração deliberar sobre a respectiva distribuição. Artigo 25 Os membros da Diretoria tomarão posse mediante assinatura do respectivo termo no livro de Atas da Diretoria, permanecendo sujeitos aos requisitos, impedimentos, deveres, obrigações e responsabilidades previstos nos Artigos 145 a 158 da Lei das Sociedades por Ações. Artigo 26 A Diretoria reunir-se-á ordinariamente pelo menos 01 (uma) vez por mês e, extraordinariamente, sempre que assim exigirem os negócios sociais, sendo convocada pelo Diretor Presidente, com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas, ou por 2/3 (dois terços) dos Diretores, neste caso, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, e a reunião somente será instalada com a presença da maioria de seus membros. Parágrafo 1º No caso de ausência temporária de qualquer Diretor, este poderá, com base na pauta dos assuntos a serem tratados, manifestar seu voto por escrito, por meio de carta ou fac-símile entregue ao Diretor Presidente, ou ainda, por correio eletrônico digitalmente certificado, com prova de recebimento pelo Diretor Presidente. Parágrafo 2º Ocorrendo vaga na Diretoria, compete à Diretoria como colegiado indicar, dentre os seus membros, um substituto que acumulará, interinamente, as funções do substituído, perdurando a substituição interina até o provimento definitivo do cargo a ser decidido pela primeira reunião do Conselho de Administração que se realizar, atuando o substituto então eleito até o término do mandato da Diretoria. Parágrafo 3º Os Diretores não poderão afastar-se do exercício de suas funções por mais de 30 (trinta) dias corridos consecutivos sob pena de perda de mandato, salvo caso de licença concedida pela própria Diretoria. Parágrafo 4º As reuniões da Diretoria poderão ser realizadas por meio de teleconferência, videoconferência ou outros meios de comunicação. Tal participação será considerada presença pessoal em referida reunião. Nesse caso, os membros da Diretoria que participarem remotamente da reunião da Diretoria deverão expressar seus votos por meio de carta, fac-símile ou correio eletrônico digitalmente certificado. A-8 Parágrafo 5º Ao término da reunião, deverá ser lavrada ata, a qual deverá ser assinada por todos os Diretores fisicamente presentes à reunião, e posteriormente transcrita no Livro de Registro de Atas da Diretoria da Companhia. Os votos proferidos por Diretores que participarem remotamente da reunião da Diretoria ou que tenham se manifestado na forma Parágrafo 1º deste Artigo, deverão igualmente constar no Livro de Registro de Atas da Diretoria, devendo a cópia da carta, fac-símile ou mensagem eletrônica, conforme o caso, contendo o voto do Diretor ser juntada ao Livro logo após a transcrição da ata. Artigo 27 As deliberações nas reuniões da Diretoria serão tomadas por maioria de votos dos presentes em cada reunião, ou que tenham manifestado seu voto na forma do Artigo 26, Parágrafo 1º deste Estatuto, sendo que, no caso de empate, caberá ao Diretor Presidente o voto de qualidade. Artigo 28 Compete à Diretoria a administração dos negócios sociais em geral e a prática, para tanto, de todos os atos necessários ou convenientes, ressalvados aqueles para os quais seja por lei ou pelo presente Estatuto atribuída a competência à Assembléia Geral ou ao Conselho de Administração. No exercício de suas funções, os Diretores poderão realizar todas as operações e praticar todos os atos de ordinária administração necessários à consecução dos objetivos de seu cargo, observadas as disposições do presente estatuto quanto à forma de representação e à alçada para a prática de determinados atos, e a orientação geral dos negócios estabelecida pelo Conselho de Administração, incluindo resolver sobre a aplicação de recursos, transigir, renunciar, ceder direitos, confessar dívidas, fazer acordos, firmar compromissos, contrair obrigações, celebrar contratos, adquirir, alienar e onerar bens móveis e imóveis, prestar caução, avais e fianças, emitir, endossar, caucionar, descontar, sacar e avalizar títulos em geral, assim como abrir, movimentar e encerrar contas em estabelecimentos de crédito, observadas as restrições legais e aquelas estabelecidas neste Estatuto Social. Parágrafo 1º Compete ao Diretor Presidente, além de coordenar a ação dos Diretores e de dirigir a execução das atividades relacionadas com o planejamento geral da Companhia: (i) convocar e presidir as reuniões da Diretoria; (ii) exercer a supervisão geral das competências e atribuições da Diretoria; (iii) manter os membros do Conselho de Administração informados sobre as atividades da Companhia e o andamento de suas operações; e (iv) exercer outras atividades que lhe forem atribuídas pelo Conselho de Administração. Parágrafo 2º Compete ao Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, dentre outras atribuições que lhe venham a ser estabelecidas: (i) planejar, coordenar, organizar, supervisionar e dirigir as atividades relativas às operações de natureza financeira da Companhia, (ii) gerir as finanças consolidadas da Companhia; (iii) propor as metas para o desempenho e os resultados das diversas áreas da Companhia, o orçamento da Companhia, acompanhar os resultados da Companhia, preparar as demonstrações financeiras e o relatório anual da administração da Companhia; (iv) coordenar a avaliação e implementação de oportunidades de investimentos e operações, incluindo financiamentos, no interesse da Companhia; e (v) representar a Companhia perante a Comissão de Valores Mobiliários, acionistas, investidores, bolsas de valores, Banco Central do Brasil e demais órgãos relacionados às atividades desenvolvidas no mercado de capitais. Parágrafo 3º Compete ao Diretor de Administrativo, dentre outras atribuições que lhe venham a ser estabelecidas, (i) avaliar e acompanhar políticas, estratégias e a implementação de projetos na área de comercialização e vendas de unidades de empreendimentos imobiliários; e (ii) realizar o monitoramento de mercado, gerenciamento e performance de vendas de unidades de empreendimentos imobiliários da Companhia. Parágrafo 4º Compete aos Diretores assistir e auxiliar o Diretor Presidente na administração dos negócios da Companhia e exercer as atividades referentes às funções que lhes tenham sido atribuídas pelo Conselho de Administração. A-9 Artigo 29 Compete à Diretoria, como colegiado: a) cumprir e fazer cumprir este Estatuto Social e as deliberações do Conselho de Administração e da Assembléia Geral; b) deliberar sobre a abertura, mudança, encerramento ou alteração de endereços de filiais, sucursais, agências, escritórios ou representações da Companhia, em qualquer parte do País ou do exterior, observadas as formalidades legais; c) submeter à apreciação do Conselho de Administração deliberação sobre a criação e extinção de subsidiárias e controladas no País ou no exterior, bem como sobre a aquisição, cessão, transferência, alienação e/ou oneração, a qualquer título ou forma, de participações societárias e valores mobiliários de outras sociedades no País ou no exterior, em qualquer caso apenas em relação às sociedades de propósito específico que venham a ser formadas para fins exclusivamente de empreendimentos imobiliários nos quais a Companhia venha a participar; d) submeter, anualmente, à apreciação do Conselho de Administração, o Relatório da Administração e as contas da Diretoria, acompanhados do relatório dos auditores independentes, bem como a proposta de destinação dos lucros apurados no exercício anterior; e) elaborar e propor, ao Conselho de Administração, os planos de negócios, operacionais e de investimento da Companhia, em especial o Plano Anual de Investimentos da Companhia, conforme definido no Parágrafo Único deste Artigo; f) praticar todos os atos necessários à execução do Plano Anual de Investimentos da Companhia, conforme aprovado pelo Conselho de Administração, nos termos do presente Estatuto; g) definir as diretrizes básicas de provimento e administração de pessoal da Companhia; h) elaborar o plano de organização da Companhia e emitir as normas correspondentes; i) propor, sem exclusividade de iniciativa, ao Conselho de Administração a atribuição de funções a cada Diretor no momento de sua respectiva eleição; aprovar o plano de cargos e salários da Companhia e seu regulamento; j) aprovar a contratação da instituição depositária prestadora dos serviços de ações escriturais; k) propor ao Conselho de Administração a criação, fixação de vencimentos e a extinção de novo cargo ou função na Diretoria da Companhia; e l) decidir sobre qualquer assunto que não seja de competência privativa da Assembléia Geral ou do Conselho de Administração. Parágrafo 1º A elaboração do Plano Anual de Investimentos pela Diretoria será feita anualmente durante o último trimestre do exercício social, para submissão ao Conselho de Administração até no máximo o dia 15 de dezembro de cada ano, e deverá conter, pelo menos, as seguintes informações: (i) a orientação geral dos negócios da Companhia, contendo diretrizes, política e objetivos básicos para todas as áreas da Companhia para um período mínimo de 1 (hum) ano e máximo de até 5 (cinco) anos; e (ii) a aprovação dos planos de trabalho e orçamentos dos planos de investimento e administração da Companhia e os novos programas de expansão e limites de endividamento da Companhia; e A-10 Parágrafo 2º Caso o Plano Anual de Investimentos não seja aprovado pelo Conselho de Administração nos termos do Artigo 20(b) acima, a Diretoria deverá elaborar um novo Plano Anual de Investimentos conforme a orientação do Conselho de Administração, e enquanto tal novo Plano Anual de Investimentos não for aprovado pelo Conselho de Administração, continuarão sendo aplicáveis os montantes e limites estabelecidos no Plano Anual de Investimentos então em vigor. Artigo 30 A Companhia considerar-se-á obrigada quando representada: a) pelo Diretor Presidente em conjunto com outro Diretor ou com 01 (um) procurador com poderes especiais, devidamente constituído; b) por 02 (dois) Diretores, indistintamente, ou por 01 (um) Diretor em conjunto com 01 (um) procurador devidamente constituído; c) por 03 (três) procuradores, indistintamente, com poderes especiais, em conjunto; d) por 01 (um) só Diretor ou 01 (um) procurador com poderes especiais, devidamente constituído, para a prática dos seguintes atos: (i) representação da Companhia perante quaisquer órgãos públicos federais, estaduais e municipais, entidades de classes, bem como nas Assembléias Gerais de Acionistas das sociedades nas quais a Companhia participe; (ii) de representação da Companhia perante sindicatos ou Justiça do Trabalho, para matérias de admissão, suspensão ou demissão de empregados, e para acordos trabalhistas; e (iii) de representação da Companhia em juízo, ativa e passivamente Parágrafo Único As procurações serão outorgadas em nome da Companhia pela assinatura de 02 (dois) Diretores, devendo especificar os poderes conferidos e, com exceção daquelas para fins judiciais, terão período de validade limitado a, no máximo, 01 (um) ano. CAPÍTULO V DO CONSELHO FISCAL Artigo 31 A Companhia terá um Conselho Fiscal que funcionará em caráter não permanente, e terá de 03 (três) a 05 (cinco) membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não, eleitos pela Assembléia Geral Ordinária. O Conselho Fiscal terá as atribuições e os poderes conferidos por lei. O período de funcionamento do Conselho Fiscal terminará na primeira Assembléia Geral Ordinária realizada após a sua instalação. Parágrafo 1º A posse dos membros do Conselho Fiscal estará condicionada à prévia subscrição do Termo de Anuência dos Membros do Conselho Fiscal aludido no Regulamento do Novo Mercado. Parágrafo 2º A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será fixada pela Assembléia Geral que os eleger, respeitados os limites legais. Parágrafo 3º No caso de ausência temporária de qualquer membro do Conselho Fiscal, este será substituído pelo respectivo suplente. Parágrafo 4º Ocorrendo vaga no Conselho Fiscal, este órgão deverá convocar Assembléia Geral Extraordinária, com base na prerrogativa do Artigo 163, V da Lei das Sociedades por Ações, com o objetivo de eleger um substituto e respectivo suplente para exercer o cargo até o término do mandato do Conselho Fiscal. A-11 Parágrafo 5º As reuniões do Conselho Fiscal poderão ser realizadas por meio de teleconferência, videoconferência ou outros meios de comunicação. Tal participação será considerada presença pessoal em referida reunião. Nesse caso, os membros do Conselho Fiscal que participarem remotamente da reunião deverão expressar e formalizar seus votos, ou pareceres por meio de carta, fac-símile ou correio eletrônico digitalmente certificado. Parágrafo 6º Ao término da reunião, deverá ser lavrada ata, a qual deverá ser assinada por todos os Conselheiros Fiscais fisicamente presentes à reunião, e posteriormente transcrita no Livro de Registro de Atas do Conselho Fiscal da Companhia. Os votos ou pareceres manifestados pelos Conselheiros que participarem remotamente da reunião ou que tenham se manifestado na forma do Parágrafo 5º in fine deste Artigo, deverão igualmente constar no Livro de Registro de Atas do Conselho Fiscal, devendo a cópia da carta, fac-símile ou mensagem eletrônica, conforme o caso, contendo o voto ou parecer do Conselheiro Fiscal, ser juntada ao Livro logo após a transcrição da ata. CAPÍTULO VI DO EXERCÍCIO SOCIAL, LUCROS E DIVIDENDOS Artigo 32 O exercício social terá início em 1º de janeiro e encerrar-se-á em 31 (trinta e um) de dezembro de cada ano, quando serão elaboradas as demonstrações financeiras previstas na legislação aplicável. Artigo 33 Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos acumulados, se houver, e a provisão para o imposto de renda e contribuição social sobre o lucro. Os lucros líquidos apurados serão destinados sucessivamente e nesta ordem, da seguinte forma: a) 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá 20% (vinte por cento) do capital social; b) uma parcela, por proposta dos órgãos da administração poderá ser destinada à formação de Reservas para Contingências, na forma prevista no Artigo 195 da Lei das Sociedades por Ações; c) uma parcela, por proposta dos órgãos da administração, poderá ser retida com base em orçamento de capital previamente aprovado, nos termos do art. 196 da Lei das Sociedades por Ações; d) a parcela correspondente a, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) do lucro liquido, calculado sobre o saldo obtido com as deduções e acréscimos previstos no Artigo 202 II e III da Lei das Sociedades por Ações, será distribuída aos acionistas como dividendo obrigatório; e) no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro do exercício, a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição de Reserva de Lucros a Realizar, observado o disposto no Artigo 197 da Lei das Sociedades por Ações; e A-12 f) a parcela remanescente do lucro líquido, por proposta dos órgãos da administração, poderá ser total ou parcialmente destinada à constituição da “Reserva para Efetivação de Novos Investimentos”, observado o disposto no Artigo 194 Lei das Sociedades por Ações, que tem por finalidade preservar a integridade do patrimônio social, reforçando o capital social e de giro da Companhia, com vistas a permitir à Companhia a realização de novos investimentos. O limite máximo desta reserva será de até 100% (cem por cento) do capital social, observado que o saldo desta reserva, somado aos saldos das demais reservas de lucros, excetuadas as reservas de lucros a realizar e as reservas para contingências, não poderá ultrapassar 100% (cem por cento) do valor do capital social. Uma vez atingido esse limite máximo, a Assembléia Geral poderá deliberar sobre a aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social, ou na distribuição de dividendos. Parágrafo 1º A Assembléia Geral poderá atribuir aos administradores da Companhia uma participação nos lucros, nos termos do § 1º, do Artigo 152, da Lei das Sociedades por Ações. Parágrafo 2º A destinação dos lucros para constituição da “Reserva para Efetivação de Novos Investimentos” de que trata o item “f” do artigo 33 acima e a retenção de lucros nos termos do artigo 196 da Lei das Sociedades por Ações não poderão ser aprovadas, em cada exercício social, em prejuízo da distribuição do dividendo obrigatório. Artigo 34 A Companhia poderá pagar aos seus acionistas juros sobre o capital próprio, os quais poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório. Artigo 35 A Companhia poderá levantar balanços semestrais e/ou trimestrais, podendo com base neles declarar, por deliberação do Conselho de Administração, dividendos intermediários e intercalares ou juros sobre o capital próprio. Os dividendos intermediários e intercalares e juros sobre o capital próprio previstos neste Artigo poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório. Artigo 36 Revertem em favor da Companhia os dividendos e juros sobre o capital próprio que não forem reclamados dentro do prazo de 03 (três) anos após a data em que forem colocados à disposição dos acionistas. Artigo 37 A Companhia poderá conceder doações e subvenções a entidades beneficentes, desde que previamente autorizada pela Assembléia Geral, justificadamente. CAPÍTULO VII DA RESPONSABILIDADE DOS ADMINISTRADORES Artigo 38 Os administradores respondem perante a Companhia e terceiros pelos atos que praticarem no exercício de suas funções, nos termos da lei, do Regulamento do Novo Mercado e do presente Estatuto. Artigo 39 A Companhia, nos casos em que não tomar o pólo ativo das ações, assegurará aos membros do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e da Diretoria, por meio de terceiros contratados, a defesa em processos judiciais e administrativos propostos por terceiros contra seus administradores, durante ou após os respectivos mandatos, até o final do prazo prescricional de responsabilidade desses administradores, por atos relacionados com o exercício de suas funções próprias. Parágrafo 1º A garantia prevista no caput deste Artigo estende-se aos empregados da Companhia e a seus mandatários legalmente constituídos, que atuarem em nome da Companhia. Parágrafo 2º Se o membro do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal, o Diretor ou o empregado for condenado, com decisão transitada em julgado, baseada em violação de lei ou do estatuto ou em decorrência de sua culpa ou dolo, este deverá ressarcir a Companhia de todos os custos, despesas e prejuízos a ela causados. A-13 Parágrafo 3º A Companhia poderá, por deliberação do Conselho de Administração, contratar em favor dos membros do seu Conselho de Administração e de seus Diretores, seguro para a cobertura de responsabilidade decorrente do exercício de seus cargos. CAPÍTULO VIII DA ALIENAÇÃO DO CONTROLE ACIONÁRIO, DO CANCELAMENTO DO REGISTRO DE COMPANHIA ABERTA E DA SAÍDA DO NOVO MERCADO Artigo 40 A alienação do controle da Companhia, direta ou indiretamente, tanto por meio de uma única operação, como por meio de operações sucessivas, deverá ser contratada sob condição suspensiva ou resolutiva de que o adquirente se obrigue a efetivar oferta pública de aquisição das demais ações dos outros acionistas da Companhia, observando–se as condições e os prazos previstos na legislação vigente e no Regulamento do Novo Mercado, de forma a assegurar-lhes tratamento igualitário àquele dado ao acionista controlador alienante. Parágrafo 1º Para fins deste Estatuto Social, os termos abaixo indicados em letras maiúsculas terão o seguinte significado: “Acionista Controlador” – significa o acionista ou o grupo de acionistas vinculado por acordo de acionistas ou sob controle comum que exerça o Poder de Controle da Companhia. “Acionista Adquirente” – significa qualquer pessoa (incluindo, sem limitação, qualquer pessoa natural ou jurídica, fundo de investimento, condomínio, carteira de títulos, universalidade de direitos, ou outra forma de organização, residente, com domicílio ou com sede no Brasil ou no exterior), ou grupo de pessoas vinculadas por acordo de voto e/ou que atue representando um mesmo interesse, que venha a subscrever e/ou adquirir ações da Companhia. Incluem-se no conceito de Acionista Adquirente qualquer pessoa (i) que seja, direta ou indiretamente, controlada ou administrada pelo Acionista Adquirente; (ii) que controle ou administre sob qualquer forma o Acionista Adquirente; (iii) que seja, direta ou indiretamente, controlada ou administrada por qualquer pessoa que controle ou administre, direta ou indiretamente, o Acionista Adquirente; (iv) na qual o controlador do Acionista Adquirente tenha, direta ou indiretamente, uma participação societária igual ou superior a 15% (quinze por cento) do capital social; (v) na qual o Acionista Adquirente tenha, direta ou indiretamente, uma participação societária igual ou superior a 15% (quinze por cento) do capital social; ou (vi) que tenha, direta ou indiretamente, uma participação societária igual ou superior a 15% (quinze por cento) do capital social do Acionista Adquirente. “Ações em Circulação” – significa todas as ações emitidas pela Companhia, excetuadas as ações detidas pelo Acionista Controlador, por pessoas a ele vinculadas, por administradores da Companhia e aquelas em tesouraria. “Controle” – (bem como seus termos correlatos, “Controlador”, “Controlado”, “sob Controle comum” ou “Poder de Controle”) significa o poder efetivamente utilizado de dirigir as atividades sociais e orientar o funcionamento dos órgãos da Companhia, de forma direta ou indireta, de fato ou de direito. Há presunção relativa de titularidade do controle em relação à pessoa ou ao grupo de pessoas vinculado por acordo de acionistas ou sob controle comum (grupo de controle) que seja titular de ações que lhe tenham assegurado a maioria absoluta dos votos dos acionistas presentes nas três últimas Assembléias Gerais da Companhia, ainda que não seja titular das ações que lhe assegurem a maioria absoluta do capital votante. A-14 “Grupo de Acionistas” – significa o grupo de duas ou mais pessoas que sejam (a) vinculadas por contratos ou acordos de qualquer natureza, inclusive acordo de acionistas, orais ou escritos, seja diretamente ou por meio de sociedades Controladas, Controladoras ou sob Controle comum; ou (b) entre os quais haja relação de Controle, seja direta ou indiretamente; ou (c) que estejam sob Controle comum; ou (d) que atuem representando interesse comum. Incluem-se, sem limitação, nos exemplos de pessoa representando um interesse comum (i) uma pessoa que detenha, direta ou indiretamente, uma participação societária igual ou superior a 15% (quinze por cento) do capital social da outra pessoa; e (ii) duas pessoas que tenham um terceiro investidor em comum que detenha, direta ou indiretamente, uma participação societária igual ou superior a 15% (quinze por cento) do capital social das duas pessoas. Quaisquer joint-ventures, fundos ou clubes de investimento, fundações, associações, trusts, condomínios, cooperativas, carteiras de títulos, universalidades de direitos, ou quaisquer outras formas de organização ou empreendimento, constituídos no Brasil ou no exterior, serão considerados parte de um mesmo Grupo de Acionistas sempre que duas ou mais entre tais entidades; (x) forem administradas ou geridas pela mesma pessoa jurídica ou por partes relacionadas a uma mesma pessoa jurídica; ou (y) tenham em comum a maioria de seus administradores. “Controle Difuso” – significa o Poder de Controle exercido por acionista detentor de menos de 50% (cinqüenta por cento) do capital social. Significa, ainda, o Poder de Controle quando exercido por acionistas que, em conjunto, sejam detentores de percentual superior a 50% do capital social e que cada acionista detenha individualmente menos de 50% do capital social, desde que estes acionistas não sejam signatários de acordo de votos, não estejam sob controle comum e nem atuem representando um interesse comum. “Valor Econômico” – significa o valor da Companhia e de suas ações que vier a ser determinado por empresa especializada, mediante a utilização de metodologia reconhecida ou com base em outro critério que venha a ser definido pela CVM. Parágrafo 2º Caso a aquisição do Controle também sujeite o adquirente do Controle à obrigação de realizar a oferta pública de aquisição exigida pelo Artigo 43 deste Estatuto Social, o preço de Aquisição na oferta pública de aquisição será o maior entre os preços determinados em conformidade com este Artigo 40 e o Artigo 43, Parágrafo 2º, deste Estatuto Social. Parágrafo 3º O(s) Acionista(s) Controlador(es) alienante(s) ou o Grupo de Acionistas Controlador alienante não poderá(ão) transferir a propriedade de suas ações, nem a Companhia poderá registrar qualquer transferência de ações representativas do Controle para o Acionista Adquirente, enquanto este último não subscrever o Termo de Anuência dos Controladores a que alude o Regulamento do Novo Mercado. Parágrafo 4º A Companhia não registrará qualquer transferência de ações para aquele(s) que vier(em) a deter o Poder de Controle, enquanto este(s) não subscrever(em) o Termo de Anuência dos Controladores aludido no Regulamento do Novo Mercado. Parágrafo 5º Nenhum Acordo de Acionistas que disponha sobre o exercício do Poder de Controle poderá ser registrado na sede da Companhia sem que os seus signatários tenham subscrito o Termo de Anuência referido no Parágrafo 3º deste Artigo. Artigo 41 A oferta pública de aquisição disposta no Artigo 40 também deverá ser realizada (i) nos casos em que houver cessão onerosa de direitos de subscrição de ações e de outros títulos ou direitos relativos a valores mobiliários conversíveis em ações, que venha a resultar na alienação do Controle acionário da Companhia; e (ii) em caso de alienação do Controle de sociedade que detenha o Poder de Controle da Companhia, sendo que, neste caso, o Acionista Controlador alienante ficará obrigado a declarar à CVM e à BOVESPA o valor atribuído à Companhia nessa alienação e anexar documentação que o comprove. A-15 Artigo 42 Aquele que já detiver ações da Companhia e venha a adquirir o Poder de Controle desta, em razão de contrato particular de compra de ações celebrado com o(s) Acionista(s) Controlador(es) ou Grupo de Acionista Controlador, envolvendo qualquer quantidade de ações, estará obrigado a: (i). efetivar a oferta pública de aquisição referida no Artigo 40 deste Estatuto Social; (ii). ressarcir os acionistas de quem tenha comprado ações em bolsa nos 06 (seis) meses anteriores à data de Alienação de Controle, a quem deverá pagar a diferença entre o preço pago ao Acionista Controlador alienante e o valor pago em bolsa, por ações da Companhia neste período, devidamente atualizado pela variação positiva do Índice Geral de Preços de Mercado, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas – IGP-M/FGV. (iii). tomar medidas cabíveis para recompor o percentual mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) do total das ações da Companhia em circulação, dentro dos 06 (seis) meses subseqüentes à aquisição do Controle. Artigo 43 A partir da data em que o Controle da Companhia passe a ser qualificado como Controle Difuso, conforme definido no Parágrafo 1º do Artigo 40 acima, qualquer Acionista Adquirente, que adquira ou se torne titular de ações de emissão da Companhia, em quantidade igual ou superior a 15% (quinze por cento) do total de ações de emissão da Companhia, deverá, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias a contar da data de aquisição ou do evento que resultou na titularidade de ações em quantidade igual ou superior a 15% (quinze por cento) do total de ações de emissão da Companhia, realizar uma oferta pública de aquisição da totalidade das ações de emissão da Companhia, observando-se o disposto na regulamentação aplicável da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, inclusive quanto à necessidade ou não de registro de tal oferta pública, os regulamentos da BOVESPA e os termos deste Artigo 43, estando o Acionista Adquirente obrigado a atender as eventuais solicitações ou as exigências da CVM com base na legislação aplicável, relativas à oferta pública de aquisição, dentro dos prazos máximos prescritos na regulamentação aplicável. Parágrafo 1º A oferta pública de aquisição deverá ser (i) dirigida indistintamente a todos os acionistas da Companhia; (ii) efetivada em leilão a ser realizado na BOVESPA; (iii) lançada pelo preço determinado de acordo com o previsto no Parágrafo 2º deste Artigo; e (iv) para pagamento à vista, em moeda corrente nacional, contra a aquisição na oferta pública de aquisição de ações de emissão da Companhia. Parágrafo 2º O preço de aquisição na oferta pública de aquisição de cada ação de emissão da Companhia não poderá ser inferior ao maior valor entre (i) o Valor Econômico apurado em laudo de avaliação; (ii) 130% (cento e trinta por cento) do maior preço de emissão das ações em qualquer aumento de capital realizado mediante distribuição pública ocorrido no período de 12 (doze) meses que anteceder a data em que se tornar obrigatória a realização da oferta pública de aquisição nos termos deste Artigo 43 devidamente atualizado pelo IGPM/FGV até o momento do pagamento; e (iii) 130% (cento e trinta por cento) da cotação unitária média das ações de emissão da Companhia durante o período de 90 (noventa) dias anterior à realização da oferta pública de aquisição. Parágrafo 3º A realização de oferta pública de aquisição mencionada no caput do presente Artigo não excluirá a possibilidade de outro acionista da Companhia, ou se for o caso, a própria Companhia, formular uma oferta pública de aquisição concorrente, nos termos da regulamentação aplicável. Parágrafo 4º No caso do Acionista Adquirente não cumprir com qualquer das obrigações impostas por este Artigo, o Conselho de Administração da Companhia convocará Assembléia Geral Extraordinária, na qual o Acionista Adquirente não poderá votar, para deliberar sobre a suspensão do exercício dos direitos do Acionista Adquirente que não cumpriu qualquer obrigação imposta por este Artigo, de acordo com os termos do Artigo 120 da Lei das Sociedades por Ações, sem prejuízo da responsabilidade do Acionista Adquirente por perdas e danos causados aos demais acionistas em decorrência do descumprimento das obrigações impostas por este Artigo. A-16 Parágrafo 5º O Acionista Adquirente que adquira ou se torne titular de outros direitos relacionados com as ações de emissão da Companhia, incluindo, sem limitação, usufruto ou fideicomisso, em quantidade igual ou superior a 15% (quinze por cento) do total de ações de emissão da Companhia estará igualmente obrigado a realizar a oferta pública de aquisição, registrada ou não na CVM, conforme regulamentação aplicável, nos termos deste Artigo 43, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. Parágrafo 6º O disposto neste Artigo não se aplica na hipótese de uma pessoa se tornar titular de ações de emissão da Companhia em quantidade superior a 15% (quinze por cento) do total das ações de sua emissão em decorrência (i) de sucessão legal, sob a condição de que o acionista aliene o excesso de ações em até 60 (sessenta) dias contados do evento que foi atingida tal participação; (ii) incorporação de uma outra sociedade pela Companhia; (iii) incorporação de ações de uma outra sociedade pela Companhia; ou (iv) da subscrição de ações da Companhia, realizada em uma única emissão primária, que tenha sido aprovada em Assembléia Geral de acionistas da Companhia. Parágrafo 7º O disposto neste Artigo não se aplica aos Acionistas Adquirentes que, na data em que o controle da Companhia passe a ser Controle Difuso, sejam detentores de quantidade superior a 15% (quinze por cento) do total de ações de emissão da Companhia e que venham a adquirir novas ações da Companhia, seja ou não no exercício do direito de preferência, desde que, após essas novas aquisições, esse Acionista Adquirente não venha a deter uma participação no capital total da Companhia superior à participação por ele detida na data em que o controle da Companhia passe a ser Controle Difuso. Parágrafo 8º Não serão computados os acréscimos involuntários de participação acionária resultantes de cancelamento de ações em tesouraria ou de redução do capital social da Companhia com o cancelamento de ações, para fins do cálculo do percentual de 15% (quinze por cento) do total de ações. Parágrafo 9º Caso a regulamentação da CVM aplicável à oferta pública de aquisição prevista neste Artigo determine a adoção de um critério de cálculo para a fixação do preço de aquisição de cada ação da Companhia na oferta pública de aquisição que resulte em preço de aquisição superior àquele determinado nos termos do Parágrafo 2º deste Artigo, deverá prevalecer na efetivação da oferta pública de aquisição prevista neste Artigo aquele preço de aquisição calculado nos termos da regulamentação da CVM. Parágrafo 10 Qualquer alteração deste Estatuto Social que limite o direito dos acionistas à realização da oferta pública de aquisição prevista neste Artigo ou a exclusão deste Artigo, incluindo, sem limitação, a redução do percentual de 130% (cento e trinta por cento) a que se refere o Parágrafo 2º do artigo 43, obrigará o(s) acionista(s) que tiver(em) votado a favor de tal alteração ou exclusão na deliberação em Assembléia Geral a realizar, de forma conjunto e solidária, a oferta pública de aquisição prevista neste Artigo. Artigo 44 Na oferta pública de aquisição de ações a ser realizada pelo(s) Acionista(s) Controlador(es), Grupo de Acionistas Controlador ou pela Companhia para o cancelamento do registro de companhia aberta da Companhia, o preço mínimo a ser ofertado deverá corresponder ao Valor Econômico apurado em laudo de avaliação, de acordo com o Artigo 46 deste Estatuto Social. Artigo 45 O(s) Acionista(s) Controlador(es) ou o Grupo de Acionistas Controladores da Companhia deverá(ão) efetivar oferta pública de aquisição de ações pertencentes aos demais acionistas seja porque a saída da Companhia do Novo Mercado ocorra em virtude de: (i) os valores mobiliários por ela emitidos passarem a ter registro para negociação fora do Novo Mercado; ou (ii) operação de reorganização societária na qual as ações da Companhia resultante de tal reorganização não sejam admitidas para negociação no Novo Mercado. O preço a ser ofertado deverá corresponder, no mínimo, ao Valor Econômico apurado em laudo de avaliação, referido no Artigo 46 deste Estatuto Social, respeitadas as normas legais e regulamentares aplicáveis. A-17 Parágrafo Único A notícia da realização da oferta pública mencionada no Artigo 44 e 45 acima, deverá ser comunicada à BOVESPA e divulgada ao mercado imediatamente após a realização da Assembléia Geral da Companhia que houver aprovado a saída ou aprovado referida reorganização. Artigo 46 Os laudos de avaliação previstos neste Estatuto Social deverão ser elaborados por empresa especializada, com experiência comprovada e independência quanto ao poder de decisão da Companhia, seus administradores e controladores, devendo o laudo também satisfazer os requisitos do § 1º do artigo 8º da Lei das Sociedades por Ações e conter a responsabilidade prevista no § 6º do mesmo dispositivo legal. Parágrafo 1º A escolha da empresa especializada responsável pela determinação do Valor Econômico da Companhia é de competência da Assembléia Geral, a partir da apresentação, pelo Conselho de Administração, de lista tríplice, devendo a respectiva deliberação, não sendo computados os votos em branco, ser tomada pela maioria dos votos dos acionistas representantes das Ações em Circulação presentes na Assembléia Geral, que se instalada em primeira convocação, deverá contar com a presença de acionistas que representem, no mínimo, 20% (vinte por cento) do total de Ações em Circulação, ou que se instalada em segunda convocação poderá contar com a presença de qualquer número de acionistas representantes das Ações em Circulação. Parágrafo 2o Os custos de elaboração do laudo de avaliação deverão ser assumidos integralmente pelo ofertante. Artigo 47 Caso haja Controle Difuso: (i) sempre que for aprovado, em Assembléia Geral, o cancelamento de registro de companhia aberta, a oferta pública de aquisição de ações deverá ser efetivada pela própria Companhia, sendo que, neste caso, a Companhia somente poderá adquirir as ações de titularidade dos acionistas que tenham votado a favor do cancelamento de registro na deliberação em Assembléia Geral após ter adquirido as ações dos demais acionistas que não tenham votado a favor da referida deliberação e que tenham aceitado a referida oferta pública; (ii) sempre que for aprovada, em Assembléia Geral, a saída do Novo Mercado, seja por registro das ações fora do Novo Mercado, seja por reorganização societária conforme previsto no Artigo 45 deste Estatuto Social, a oferta pública de aquisição de ações deverá ser efetivada pelos acionistas que tenham votado a favor da respectiva deliberação em Assembléia Geral. Artigo 48 Na hipótese de haver Controle Difuso e a BOVESPA determinar que as cotações dos valores mobiliários de emissão da Companhia sejam divulgadas em separado ou que os valores mobiliários emitidos pela Companhia tenham a sua negociação suspensa no Novo Mercado em razão do descumprimento de obrigações constantes do Regulamento do Novo Mercado, o Presidente do Conselho de Administração deverá convocar, em até 02 (dois) dias da determinação, computados apenas os dias em que houver circulação dos jornais habitualmente utilizados pela Companhia, uma Assembléia Geral Extraordinária para substituição de todo o Conselho de Administração. Parágrafo 1º Caso a referida Assembléia Geral Extraordinária referida no caput deste Artigo não seja convocada pelo Presidente do Conselho de Administração no prazo estabelecido, a mesma poderá ser convocada por acionista da Companhia. Parágrafo 2º O novo Conselho de Administração eleito na Assembléia Geral Extraordinária referida no caput e no Parágrafo 1º deste Artigo deverá sanar o descumprimento das obrigações constantes do Regulamento do Novo Mercado no menor prazo possível ou em novo prazo concedido pela BOVESPA para esse fim, o que for menor. A-18 Artigo 49 Na hipótese de haver Controle Difuso e a saída da Companhia do Novo Mercado ocorrer em razão do descumprimento de qualquer obrigação constante do Regulamento do Novo Mercado: (i) caso o descumprimento decorra de deliberação em Assembléia Geral, a oferta pública de aquisição de ações deverá ser efetivada pelos acionistas que tenham votado a favor da deliberação que implique o descumprimento; e (ii) caso o descumprimento decorra de ato ou fato da administração da Companhia, a Companhia deverá realizar OPA para cancelamento de registro de companhia aberta dirigida a todos os acionistas da Companhia. Caso seja deliberada, em Assembléia Geral, a manutenção do registro de companhia aberta da Companhia, a oferta pública de aquisição deverá ser efetivada pelos acionistas que tenham votado a favor dessa deliberação. Artigo 50 É facultada a formulação de uma única oferta pública de aquisição, visando a mais de uma das finalidades previstas neste Capítulo VIII, no Regulamento do Novo Mercado ou na regulamentação emitida pela CVM, desde que seja possível compatibilizar os procedimentos de todas as modalidades de oferta pública de aquisição e não haja prejuízo para os destinatários da oferta e seja obtida a autorização da CVM quando exigida pela legislação aplicável. Artigo 51 A Companhia ou os acionistas responsáveis pela realização da oferta pública de aquisição prevista neste Capítulo VIII, no Regulamento do Novo Mercado ou na regulamentação emitida pela CVM poderão assegurar sua efetivação por intermédio de qualquer acionista, terceiro e, conforme o caso, pela Companhia. A Companhia ou o acionista, conforme o caso, não se eximem da obrigação de realizar a oferta pública de aquisição até que seja concluída com observância das regras aplicáveis. Artigo 52 A partir da data em que o Controle da Companhia passe a ser qualificado como Controle Difuso, conforme definido no Parágrafo 1º do Artigo 40 acima, qualquer Acionista Adquirente que atingir, direta ou indiretamente, participação em Ações em Circulação igual ou superior a 5% (cinco por cento) do capital social da Companhia, e que deseje realizar uma nova aquisição de Ações em Circulação, estará obrigado a (i) realizar cada nova aquisição na BOVESPA, vedada a realização de negociações privadas ou em mercado de balcão; (ii) previamente a cada nova aquisição, comunicar por escrito ao Diretor de Relações com Investidores da Companhia e ao Diretor do pregão da BOVESPA, por meio da sociedade corretora a ser utilizada para adquirir as ações, a quantidade de Ações em Circulação que pretende adquirir, com antecedência mínima de 03 (três) dias úteis da data prevista para a realização da nova aquisição de ações, de tal modo que o diretor de pregão da BOVESPA possa previamente convocar um leilão de compra a ser realizado em pregão da BOVESPA do qual possam participar terceiros interferentes e/ou eventualmente a própria Companhia, observados sempre os termos da legislação vigente, em especial a regulamentação da CVM e os regulamentos da BOVESPA aplicáveis. Parágrafo Único Na hipótese do Acionista Adquirente não cumprir com as obrigações impostas por este Artigo, o Conselho de Administração da Companhia convocará Assembléia Geral Extraordinária, na qual o Acionista Adquirente não poderá votar, para deliberar sobre a suspensão do exercício dos direitos do Acionista Adquirente, conforme disposto no Artigo 120 da Lei das Sociedades por Ações, sem prejuízo da responsabilidade do Acionista Adquirente por perdas e danos causados aos demais acionistas em decorrência do descumprimento das obrigações impostas por este Artigo. Artigo 53 Não obstante o previsto nos artigos 43, 50 e 51 deste Estatuto Social, as disposições do Regulamento do Novo Mercado prevalecerão nas hipóteses de prejuízo dos direitos dos destinatários das ofertas mencionadas em referidos artigos. A-19 CAPÍTULO X JUÍZO ARBITRAL Artigo 54 A Companhia, seus acionistas, Administradores e membros do Conselho Fiscal (quando instalado), obrigam-se a resolver, por meio de arbitragem, toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada ou oriunda, em especial, da aplicação, validade, eficácia, interpretação, violação e seus efeitos, das disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, no Estatuto Social da Companhia, nas normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários, bem como nas demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, além daquelas constantes do Regulamento do Novo Mercado, do Regulamento de Arbitragem da Câmara de Arbitragem do Mercado e do Contrato de Participação no Novo Mercado, perante a Câmara de Arbitragem do Mercado da BOVESPA, de acordo com seu respectivo Regulamento de Arbitragem. CAPÍTULO XI DA LIQUIDAÇÃO Artigo 55 A Companhia será liquidada nos casos previstos em lei, sendo a Assembléia Geral o órgão competente para determinar a forma de liquidação e nomear o liquidante e o Conselho Fiscal que deverá funcionar no período de liquidação. CAPÍTULO XII DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 56 Os casos omissos neste Estatuto Social serão resolvidos pela Assembléia Geral e regulados de acordo com o que preceitua a Lei das Sociedades por Ações. Artigo 57 As disposições contidas (A) no Parágrafo Único do Artigo 1º, (B) no Parágrafo único do Artigo 11, (C) nos Parágrafos 2º, 3º e 4º do Artigo 12, (D) no Capítulo VIII e (E) no Artigo 54 deste Estatuto Social somente terão eficácia a partir da data de publicação do Anúncio de Início de Distribuição Pública de Ações referente à primeira distribuição pública de ações de emissão da Companhia objeto do pedido de registro nº RJ/2006-08832, protocolado na CVM em 21 de novembro de 2006. São José do Rio Preto, 15 de dezembro de 2006. ________________________________ Vitor Cesar Bonvino Secretário A-20 ANEXO B A t a d e Reu n iã o d o Co ns e lh o d e A d m i n is tra çã o d a C o mp a n h ia a p rov a nd o a rea l iza çã o d a Ofe rt a (Esta página foi intencionalmente deixada em branco) B-1 B-2 B-3 B-4 B-5 B-6 B-7 (Esta página foi intencionalmente deixada em branco) ANEXO C M in ut a d a A t a d e Reu n iã o d o Co ns e lh o d e A d m i n is tra çã o d a C o mpan h ia qu e de l i be ra r á so br e o pr e ç o de e m i ss ã o (Esta página foi intencionalmente deixada em branco) C-1 C-2 C-3 C-4 ANEXO D D e c la ra çõ e s da Co m pa nh i a e d o C oo rd e n a d or L í de r , d e q ue trat a o a r t ig o 5 6 da I ns tr u ção C VM 4 0 0 (Esta página foi intencionalmente deixada em branco) D-1 D-2 D-3 (Esta página foi intencionalmente deixada em branco) ANEXO E D e m on st ra ç õe s F in a nc e ir a s I nd iv id ua i s ( Co nt ro l a d ora ) e C on sol i d a d a s d a C o mpan h ia e s ua s c on tr o lad a s re fer e n te a o s e x e rc í c i os soc i a is e ncer ra dos e m 3 1 de deze mbro de 20 03 , 20 04 e 200 5 e Par ecer da Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes (Esta página foi intencionalmente deixada em branco) Rodobens Negócios Imobiliários S.A. (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) Demonstrações Financeiras Referentes ao Período de Seis Meses Findo em 30 de Junho de 2006 e Para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2005, de 2004 e de 2003 e Parecer dos Auditores Independentes Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes E-1 E-2 E-3 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. TOTAL DO ATIVO PERMANENTE Investimentos Imobilizado REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Créditos perante clientes Depósitos judiciais Partes relacionadas CIRCULANTE Caixa e bancos Aplicações financeiras Créditos perante clientes Provisão para créditos de liquidação duvidosa Imóveis a comercializar Créditos com terceiros Despesas a repassar a SPE's Despesas comerciais a apropriar Despesas antecipadas Outros créditos ATIVO 15.754.774 1.017.410 16.772.184 84.584.617 89.686.356 22.960.895 18.348.668 41.309.563 785.616 460.694 16.865.971 (368.732) 2.868.670 3.340.887 1.794.043 755.721 26.502.870 84.095.704 9.690.903 780.062 10.470.965 28.015.073 10.000 16.831.341 44.856.414 484.729 190.169 18.043.559 (419.647) 4.044.405 4.409.918 1.416.936 292.466 67.533 238.257 28.768.325 Controladora 2005 2004 20.118.036 1.858.610 21.976.646 13.142.562 21.224.279 34.366.841 307.245 646.209 23.572.559 (465.462) 3.524.854 3.490.341 1.329.299 438.097 338.772 160.955 33.342.869 2006 BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 30 DE JUNHO DE 2006, 31 DE DEZEMBRO DE 2005, DE 2004 E DE 2003 (Expressos em reais - R$) RODOBENS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS S.A. E CONTROLADAS (ANTERIORMENTE DENOMINADA RODOBENS INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO LTDA.) 87.842.971 8.346.117 530.500 8.876.617 21.257.586 10.000 11.453.730 32.721.316 907.816 80.726 30.306.984 (172.564) 7.375.068 6.602.016 657.408 478.842 8.742 46.245.038 2003 146.216.078 7.383.008 2.024.211 9.407.219 40.737.326 11.782.912 52.520.238 1.122.506 2.736.334 45.226.883 (715.673) 18.508.527 10.586.661 1.822.744 3.896.751 816.961 286.927 84.288.621 2006 134.430.199 6.273.877 1.099.772 7.373.649 47.801.430 9.959.117 57.760.547 2004 119.244.630 3.933.025 871.988 4.805.013 45.336.860 10.000 9.306.897 54.653.757 1.638.237 2.281.677 28.153.064 (575.380) 14.453.515 6.759.065 2.273.114 4.527.872 6.654 268.042 59.785.860 Consolidado 1.676.176 3.442.231 33.371.800 (519.239) 16.384.141 7.902.436 2.327.694 4.211.648 466.568 32.548 69.296.003 2005 122.186.100 108.061 624.056 732.117 25.510.160 10.000 6.376.041 31.896.201 2.118.252 921.249 60.802.439 (207.352) 13.995.531 6.864.366 909.674 3.686.738 442.641 24.244 89.557.782 2003 E-4 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Reserva de retenção de lucros Lucros acumulados PARTICIPAÇÃO DE ACIONISTAS MINORITÁRIOS EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Impostos diferidos Empréstimos e financiamentos Provisão para contingências Contas a pagar por aquisição de imóveis CIRCULANTE Fornecedores Empréstimos e financiamentos Obrigações sociais Obrigações tributárias Recursos de parceiros Contas a pagar por aquisição de imóveis Impostos diferidos Provisão para garantia Adiantamento de clientes Partes relacionadas Provisão para perdas em controladas Participação de funcionários nos resultados Lucros a distribuir Outras contas a pagar PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 18.188.000 25.234 14.293.071 32.506.305 84.584.617 89.686.356 - 3.131.134 15.638.837 40.564 2.677.687 21.488.222 348.717 5.302.493 731.125 320.021 1.483.393 1.966.900 2.066.901 657.438 178.852 12.548.885 3.587.466 685.526 489.662 222.711 30.590.090 84.095.704 18.188.000 25.234 12.300.967 30.514.201 - 3.654.418 15.238.504 77.450 2.671.631 21.642.003 570.393 5.110.213 415.694 455.553 1.712.578 1.720.707 2.120.608 1.100.669 219.856 14.401.851 2.818.071 685.526 489.662 118.119 31.939.500 Controladora 2005 2004 18.188.000 25.234 15.887.057 34.100.291 - 2.053.136 12.738.747 40.564 1.922.937 16.755.384 561.287 5.814.544 678.560 560.803 2.544.353 1.469.100 2.981.614 646.150 219.661 17.560.547 3.937.821 919.515 507.166 429.560 38.830.681 2006 BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 30 DE JUNHO DE 2006, 31 DE DEZEMBRO DE 2005, DE 2004 E DE 2003 (Expressos em reais - R$) RODOBENS INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO LTDA. E CONTROLADAS (ANTERIORMENTE DENOMINADA RODOBENS INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO LTDA.) 87.842.971 18.188.000 25.234 12.259.706 30.472.940 - 2.162.223 21.571.167 59.369 2.184.811 25.977.570 890.576 4.539.023 377.923 595.888 7.502.709 3.114.270 2.848.993 844.642 716.999 7.237.097 1.416.220 685.526 489.662 132.933 31.392.461 2003 146.216.078 18.188.000 25.234 15.887.057 34.100.291 - 3.958.690 41.946.476 89.495 2.927.780 48.922.441 1.627.108 11.147.052 886.496 967.029 8.205.047 2.398.094 4.611.293 1.468.068 2.165.959 26.539.325 1.132.318 507.166 1.538.391 63.193.346 2006 134.430.199 18.188.000 25.234 14.293.071 32.506.305 20.733 4.964.178 41.959.733 89.495 3.852.411 50.865.817 2004 119.244.630 18.188.000 25.234 12.300.967 30.514.201 - 5.272.111 25.823.846 118.338 4.151.428 35.365.723 1.850.493 5.713.391 566.198 1.815.089 8.274.961 2.151.389 3.064.741 1.901.388 3.437.224 23.131.288 685.526 489.662 283.356 53.364.706 Consolidado 1.230.909 9.086.894 872.859 805.335 4.772.533 2.717.849 3.282.353 1.521.157 2.959.560 22.052.833 685.526 489.662 559.874 51.037.344 2005 122.186.100 18.188.000 25.234 12.259.706 30.472.940 - 2.481.873 25.569.150 74.611 2.838.229 30.963.863 1.794.261 15.217.939 499.942 810.956 9.909.757 7.526.732 5.140.864 1.653.881 3.518.190 13.350.152 685.526 489.662 151.435 60.749.297 2003 RODOBENS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS S.A. E CONTROLADAS (ANTERIORMENTE DENOMINADA RODOBENS INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO LTDA.) DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA O PERÍODO DE SEIS MESES FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2006 E PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005, DE 2004 E DE 2003 (Expressos em reais - R$) Controladora RECEITA OPERACIONAL Receita dos empreendimentos (-) DEDUÇÕES DA RECEITA Descontos concedidos Impostos incidentes 31.12.2005 31.12.2004 31.12.2003 30.06.2006 31.12.2005 7.895.084 7.895.084 12.504.423 12.504.423 21.633.311 21.633.311 26.100.838 26.100.838 24.002.236 24.002.236 44.956.078 44.956.078 59.193.721 59.193.721 62.425.675 62.425.675 (317.785) (938.833) (1.256.618) (650.016) (931.426) (1.581.442) (203.239) (1.178.078) (1.381.317) (563.467) (1.900.160) (2.463.627) (330.256) (2.444.916) (2.775.172) (855.228) (2.214.822) (3.070.050) (76.703) (456.781) (533.484) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA CUSTO DOS EMPREENDIMENTOS VENDIDOS RESULTADO OPERACIONAL BRUTO (DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS Comerciais e vendas Gerais e administrativas Honorários da administração Outras receitas operacionais LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL RESULTADO FINANCEIRO Variações monetárias, líquidas Receitas financeiras Despesas financeiras LUCRO (PREJUÍZO) ANTES DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 20.376.693 24.519.396 22.620.919 42.492.451 56.418.549 59.355.625 (4.676.579) (8.881.810) (11.582.679) (18.686.231) (15.143.467) (29.355.911) (36.895.620) (43.533.268) 2.685.021 2.680.189 8.794.014 5.833.165 7.477.452 13.136.540 19.522.929 15.822.357 (546.527) (3.484.273) (124.041) 386.689 (3.768.152) (672.756) (6.880.687) (237.373) 5.360.099 (2.430.717) (1.128.605) (6.338.380) (395.075) 4.643.406 (3.218.654) (961.229) (5.573.326) (462.235) 4.268.178 (2.728.612) (1.696.387) (4.847.073) (124.041) 2.098.031 (4.569.470) (3.351.837) (8.965.901) (237.373) 4.918.906 (7.636.205) (4.073.517) (7.873.792) (395.075) 3.731.182 (8.611.202) (2.546.113) (6.245.842) (462.235) 3.397.703 (5.856.487) 5.575.360 3.104.553 2.907.982 5.500.335 10.911.727 9.965.870 (1.083.131) (511.264) 3.888.910 (5.091.179) (1.713.533) 3.072.552 2.378.283 (6.015.371) (564.536) 2.002.993 1.616.350 (5.054.287) (1.434.944) 687.543 1.964.849 (3.412.704) (760.312) (105.159) 2.321.860 (5.152.879) (2.936.178) 4.541.283 1.551.020 (13.828.242) (7.735.939) 1.817.525 1.117.152 (5.387.591) (2.452.914) (993.051) (1.464.061) 5.010.824 1.669.609 2.147.670 2.564.157 3.175.788 7.512.956 5.541.410 1.109.131 1.340.850 - - - - 6.483.881 3.256.801 3.905.007 3.107.815 7.512.956 - - - 6.483.881 3.256.801 3.905.007 2.948.591 (1.034.888) (1.483) (1.584.088) (897.980) LUCRO OPERACIONAL PARTICIPAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO/EXERCÍCIO LUCRO POR AÇÃO AO FINAL DO PERÍODO/EXERCÍCIO (543.511) (2.053.395) 2.317.558 2.847.903 2.413.918 - - 2.317.558 2.847.903 2.342.673 (209.482) PARTICIPAÇÃO DOS ACIONISTAS MINORITÁRIOS 5.377.173 (1.065.209) 25.115 LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES DE FUNCIONÁRIOS E DOS ACIONISTAS MINORITÁRIOS 249.472 631.393 1.539.711 (2.081.024) 90.080 (476.719) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Corrente Diferido 31.12.2003 11.561.999 3.787.328 LUCRO DO EXERCÍCIO ANTES DOS IMPOSTOS (348.510) (593.914) (942.424) 31.12.2004 7.361.600 RESULTADO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL PROVISÃO PARA PASSIVO A DESCOBERTO DE CONTROLADAS E CONTROLADAS EM CONJUNTO RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS Receitas não operacionais Despesas não operacionais Consolidado 30.06.2006 (243.094) 243.094 2.847.903 (386.799) 5.476 (270.912) (265.436) 2.148.482 (685.550) (996.409) (727.138) (465.710) (18.135) 466.523 6.000.036 (425.262) (1.301.612) (493.891) (207.434) 2.555.476 (422.285) - - - - - 2.133.191 2.461.104 41.261 4.698.424 2.133.191 0,1173 0,1353 0,0023 0,2583 22.000.000 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. E-5 2.868.636 (386.799) (20.733) 2.461.104 (67.973) 111.688 (270.912) (159.224) - 59.002 59.002 7.571.958 (838.098) (733.824) 466.523 6.000.036 (425.262) (1.301.612) - - 41.261 4.698.424 E-6 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. SALDOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 Lucro líquido do período Lucros distribuídos SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005 Lucro líquido do exercício Lucros distribuídos SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2004 Lucro líquido do exercício SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 Lucro líquido do exercício Lucros a distribuir SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 18.188.000 - 18.188.000 - 18.188.000 - 18.188.000 - 18.188.000 Capital social 25.234 - 25.234 - 25.234 - 25.234 - 25.234 Reserva de retenção de lucros DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADORA) PARA O PERÍODO DE SEIS MESES FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2006 E PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005, DE 2004 E DE 2003 (Expressas em reais - R$) RODOBENS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS S.A. E CONTROLADAS (ANTERIORMENTE DENOMINADA RODOBENS INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO LTDA.) 15.887.057 2.133.191 (539.205) 14.293.071 2.461.104 (469.000) 12.300.967 41.261 12.259.706 4.698.424 (489.662) 8.050.944 Lucros acumulados - 34.100.291 2.133.191 (539.205) 32.506.305 2.461.104 (469.000) 30.514.201 41.261 30.472.940 4.698.424 (489.662) 26.264.178 Total RODOBENS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS S.A. E CONTROLADAS (ANTERIORMENTE DENOMINADA RODOBENS INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO LTDA.) DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS PARA O PERÍODO DE SEIS MESES FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2006 E PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005, DE 2004 E DE 2003 (Expressas em reais - R$) 30.06.2006 ORIGENS DOS RECURSOS De terceiros Redução do realizável a longo prazo: Depósitos judiciais Partes relacionadas Créditos perante clientes Aumento do exigivel a longo prazo: Liberação de financiamentos Contingências Contas a pagar por aquisição de imóveis Lucros recebidos das subsidiárias Total das origens Controladora 31.12.2005 31.12.2004 31.12.2003 30.06.2006 Consolidado 31.12.2005 31.12.2004 31.12.2003 6.448.218 2.175.701 10.000 1.454.166 5.644.292 - 4.548 - 8.276.275 - 10.000 884.274 152.444 - 4.548 - 1.043.722 9.667.641 4.948.037 12.056.495 2.095.354 18.081 1.197.337 3.310.772 19.039.774 59.369 55.723 19.159.414 6.859.357 15.135.632 25.246.246 26.292.964 11.056.477 43.727 1.051.640 12.151.844 29.182.236 74.611 531.140 29.792.535 3.862.146 921.780 734.827 5.979.787 431.656 1.001.500 1.616.680 400.202 4.008.089 7.768.558 66.344 - 1.305.402 1.017.522 - 2.102.399 450.834 1.000.002 4.289.494 400.202 4.000.999 2.588.122 124.870 - - - 3.062.329 3.077.894 4.077.981 2.046.567 1.088.745 - - 1.690.409 12.947.990 2.211.096 5.568.298 4.090.065 920.210 539.205 5.039.931 13.782 36.884 469.000 8.716.076 453.254 - 3.304.036 489.662 7.311.493 1.036.649 539.205 10.085.528 318.853 28.843 469.000 11.210.081 - 12.617.624 489.662 Total das aplicações 11.068.233 12.972.540 21.334.524 17.753.148 12.299.016 14.455.459 34.539.175 23.599.672 AUMENTO (REDUÇÃO) DO CAPITAL CIRCULANTE (1.400.592) (916.045) (18.023.752) 1.406.266 2.836.616 11.837.505 (22.387.331) 6.192.863 VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE REPRESENTADAS POR: (Redução) aumento do ativo circulante (Redução) aumento do passivo circulante (Redução) aumento do capital circulante líquido 6.839.999 8.240.591 (1.400.592) (2.265.455) (1.349.410) (916.045) (17.476.713) 547.039 (18.023.752) (3.307.286) (4.713.552) 1.406.266 14.992.618 12.156.002 2.836.616 9.510.143 (2.327.362) 11.837.505 (29.771.922) (7.384.591) (22.387.331) 14.481.561 8.288.698 6.192.863 2.133.191 2.461.104 4.698.424 2.133.191 2.461.104 (2.640.089) 141.636 (20.733) (1.005.488) 90.193 APLICAÇÕES DE RECURSOS Nas operações sociais (vide abaixo) Aquisições de bens do imobilizado Aplicações em investimentos permanentes Aumento do realizável a longo prazo: Partes relacionadas Créditos perante clientes Redução do exigivel a longo prazo: Transferências de financiamento para curto prazo Contas a pagar por aquisição de imóveis Contingências Lucros distribuídos/a distribuir RECURSOS APLICADOS NAS OPERAÇÕES Lucro líquido do exercício Itens que não representam movimento de capital circulante: Participação dos acionistas minoritários Impostos diferidos Depreciações do imobilizado Encargos financeiros de financiamentos e empréstimos Variação monetária de contas a pagar por aquisição de imóveis Variação monetária de créditos perante clientes Encargos financeiros de partes relacionadas Baixa do ativo imobilizado Resultado de equivalência patrimonial (1.077.998) 77.690 146.253 165.460 (439.085) (1.083.219) 2.890 (3.787.328) (3.862.146) (523.284) 153.291 492.227 19.836 (590.114) (2.656.691) 41.017 (5.377.173) (5.979.787) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. E-7 41.261 1.492.195 145.207 288.059 940.074 (3.679.593) (1.392.827) 5.433 543.511 (1.616.680) 444.798 261.559 (3.336.210) (1.797.266) (5.541.410) (7.768.558) 438.879 112.018 (1.212.171) (735.050) 2.890 (1.109.131) (1.305.402) 20.733 (307.933) 182.033 975.169 19.836 (2.617.014) (1.536.494) 41.017 (1.340.850) (2.102.399) 41.261 2.790.238 146.837 408.300 261.559 (6.878.710) (1.132.385) 5.433 67.973 (4.289.494) 4.698.424 (3.353.250) 141.636 751.426 261.560 (4.161.651) (926.267) (2.588.122) RODOBENS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS S.A. E CONTROLADAS (ANTERIORMENTE DENOMINADA RODOBENS INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO LTDA.) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O PERÍODO DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 E AO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005, DE 2004 E DE 2003 (Valores expressos em reais, exceto quando indicado de outra forma) 1. CONTEXTO OPERACIONAL A Sociedade tem como objeto social a compra e venda de imóveis, o desmembramento ou loteamento de terrenos, a incorporação imobiliária ou a construção de imóveis destinados à venda, a prestação de serviços a terceiros e a administração de carteira de recebíveis de financiamentos imobiliários ou de empreendimentos próprios ou de terceiros. Os produtos são direcionados para dois segmentos principais, destinados a públicos-alvo distintos, sendo empreendimento de até R$ 120.000 com área entre 45 e 90 m2 para famílias com renda média acima de R$ 1.750 e entre R$ 120.000 e R$ 350.000 com área entre 75 e 200 m2 para famílias com renda média acima de R$ 3.500. O desenvolvimento de empreendimentos de incorporação imobiliária é geralmente realizado em parceria, através de sociedades constituídas com propósito específico (“SPE”), mediante participações diretas nos empreendimentos ou por meio de consórcios, com o objetivo de maximizar o aproveitamento das diferentes oportunidades de mercado. Conforme comentado na nota explicativa no 22, em 25 de setembro de 2006, através de Reunião de Sócios, foram aprovadas: (a) a transformação do tipo jurídico da Sociedade, a qual passou a ser uma sociedade por ações e; (b) a alteração de sua razão social, de Rodobens Incorporação e Construção Ltda. para Rodobens Negócios Imobiliários S.A.. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, em consonância com os requerimentos da Comissão de Valores Mobiliários - CVM. As principais práticas contábeis adotadas para a elaboração das demonstrações financeiras são descritas a seguir: a) Aplicações financeiras São representadas por títulos de renda fixa, remunerados com base em 100% da variação do Certificado de Depósito Interbancário - CDI, demonstradas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do encerramento dos balanços, não excedendo os seus valores de mercado. b) Créditos perante clientes Os créditos perante clientes (circulante e realizável a longo prazo) são provenientes das vendas de unidades dos empreendimentos residenciais já concluídas e entregues, sendo o valor do saldo devedor dos contratos atualizado em conformidade com suas respectivas cláusulas contratruais. Para os créditos decorrentes de contratos de venda de unidades não concluídas (em construção) e conseqüentemete não entregues, são aplicados os procedimentos descritos no item 2.h. E-8 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) c) Provisão para créditos de liquidação duvidosa É constituída, quando aplicável, com base na avaliação da Administração quanto a expectativa de eventuais perdas na realização dos créditos perante clientes. d) Imóveis a comercializar São representados por unidades construídas ou em construção ainda não comercializadas, bem como por terrenos para futuras incorporações. São avaliados pelo custo de aquisição, adicionado pelos custos incorridos com a evolução da obra, os quais não excedem o valor de mercado. e) Ativos e passivos sujeitos à indexação Os ativos e passivos são atualizados, quando sujeitos à indexação, conforme as respectivas cláusulas contratuais. Os efeitos são reconhecidos no resultado de acordo com o regime de competência. f) Despesas comerciais a apropriar Incluem os gastos com comissões diretamente relacionados a cada empreendimento e que são apropriados ao resultado, adotando-se o mesmo critério das receitas descrito no item 2.h. Também incluem as despesas com propaganda e publicidade, além de construção e manutenção do “stand” de vendas, enquanto não for auferida receita de vendas dos respectivos empreendimentos. g) Despesas a repassar a SPEs Representadas por gastos pré-operacionais com empreendimentos em fase de lançamento, os quais são repassados para as SPEs quando da constituição das mesmas, sendo apropriados ao custo dos imóveis comercializados adotando-se o mesmo critério de formação do custo dos imóveis mencionado no item 2.h. h) Apuração do resultado de incorporação e venda de imóveis Nas vendas a prazo de unidade concluída, o resultado é apropriado no momento em que a venda é efetivada, independentemente do prazo de recebimento do valor contratual. Os juros prefixados são apropriados ao resultado observando o regime de competência, independentemente de seu recebimento. Nas vendas de unidades não concluídas, o resultado é apropriado de acordo com os critérios estabelecidos pela Resolução nº 963/03 do Conselho Federal de Contabilidade CFC, a saber: (i) As receitas de vendas e as despesas com comissões inerentes às respectivas incorporações são apropriadas ao resultado utilizando-se o método do percentual de conclusão de cada empreendimento, sendo esse percentual mensurado em razão do custo incorrido em relação ao custo total orçado dos respectivos empreendimentos. E-9 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) (ii) O custo incorrido das unidades vendidas, incluindo o terreno e os encargos de financiamento diretamente relacionados ao empreendimento, é apropriado integralmente aos resultados dos exercícios ou períodos a que se referem. (iii) As receitas de vendas apuradas, conforme o item (ii), incluindo a atualização monetária, líquida das parcelas já recebidas, são contabilizadas como contas a receber (créditos perante clientes). Valores recebidos superiores às receitas contabilizadas são registrados como adiantamento de clientes no passivo circulante. (iv) As demais receitas e despesas, inclusive propaganda e publicidade, são apropriadas ao resultado de acordo com o regime de competência. As informações dos saldos das operações de incorporação imobiliária e venda de imóveis em construção que, de acordo com os critérios estabelecidos pela referida Resolução do CFC, deixaram de compor os saldos das contas patrimoniais estão detalhadas na nota explicativa nº 13. i) Investimentos Os investimentos em controladas e controladas em conjunto são avaliados pelo método de equivalência patrimonial, com base em balanços levantados pelas respectivas investidas nas mesmas datas-base dos balanços da Sociedade. É constituída provisão para perdas para aquelas controladas em conjunto que apresentam saldo de passivo a descoberto (patrimônio líquido negativo), a qual é classificada no passivo circulante. j) Imobilizado Está registrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações registradas pelo método linear, de acordo com a vida útil estimada dos bens conforme as taxas mencionadas na nota explicativa nº 6. k) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social são calculados observando os critérios estabelecidos pela legislação vigente, sendo as alíquotas regulares de 15% (acrescida de adicional de 10%, quando aplicável) e de 9%, respectivamente. Determinadas Sociedades efetuam apuração com base no regime de lucro real e outras com base no regime do lucro presumido. No regime do lucro real, as alíquotas do imposto de renda e da contribuição social são aplicadas sobre o resultado dos exercícios ou períodos ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação fiscal. No regime de lucro presumido, a base de cálculo do imposto de renda é calculada à razão de 8% e da contribuição social à razão de 12% sobre as receitas brutas de vendas de imóveis e de 32% sobre as receitas de prestação de serviços para ambos os tributos (100% para os ganhos de capital e as receitas financeiras). A Sociedade e suas controladas optaram por não reconhecer os efeitos fiscais sobre os prejuízos fiscais acumulados, tendo em vista a dificuldade de estimar o prazo de realização dos mesmos. E-10 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) O imposto de renda e a contribuição social diferidos passivos, são reconhecidos no curto e longo prazos conforme projeção de realização da receita a realizar. O saldo a realizar no exercício ou período seguinte é reconhecido no passivo circulante. l) Demais ativos circulante e realizável a longo prazo São apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias incorridos. m) Capitalização de juros Os juros dos empréstimos diretamente ligados aos empreendimentos imobiliários são capitalizados como custo dos imóveis e apropriados ao resultado, de acordo com o item 2.h acima. n) Provisão para contingências Refere-se a questões trabalhistas, tributárias e cíveis e está registrada de acordo com a avaliação de risco efetuada pela Administração e por seus consultores jurídicos, inclusive quanto à sua classificação no longo prazo. Em atendimento às disposições da Deliberação CVM nº 489/05, o saldo da provisão para contingências está sendo apresentado líquido dos respectivos depósitos judiciais para as causas de natureza tributária. o) Passivos circulante e exigível a longo prazo São apresentados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos financeiros e das variações monetárias incorridos. p) Estimativas contábeis A preparação das demonstrações financeiras exige o uso de estimativas. As estimativas contábeis foram baseadas em fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento da Administração para determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações financeiras. Os itens significativos sujeitos às estimativas e premissas incluem a provisão para créditos de liquidação duvidosa, as provisões para perdas em outros ativos operacionais, a expectativa de vida útil de bens imobilizados, provisão para garantias e a provisão para contingências. A Sociedade e suas controladas revisam suas estimativas e premissas regularmente; entretanto, os resultados a serem apurados quando da concretização dos fatos que resultaram no reconhecimento dessas estimativas poderão ser diferentes dos valores reconhecidos nas presentes demonstrações. q) Critérios de consolidação As demonstrações consolidadas compreendem a Sociedade, controladas e controladas em conjunto (individualmente ou sob controle comum, criadas para o propósito específico de desenvolvimento do empreendimento imobiliário), relacionadas na nota explicativa nº 5. Na consolidação são eliminados os investimentos nas controladas e coligadas, assim como os saldos a receber e a pagar e as receitas, as despesas e os lucros não realizados, decorrentes de transações entre as Sociedades. E-11 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) Para as controladas em conjunto mediante acordo de sócios, a consolidação incorpora as contas de ativos, passivos e resultados, proporcionalmente à respectiva participação da Sociedade no seu capital social. Na consolidação proporcional foram eliminadas as parcelas correspondentes aos saldos proporcionais dos ativos e passivos, bem como as receitas e despesas decorrentes de transações entre as Sociedades. Eventuais diferenças de registro e critérios de apropriação contábil foram apuradas e devidamente ajustadas nas demonstrações financeiras, visando à uniformidade do critério aplicado às demonstrações consolidadas. Conforme disposto no artigo 32 da Instrução CVM no 247/96, a Sociedade efetuou consolidação proporcional das demonstrações financeiras das controladas em conjunto listadas a seguir, cujas principais informações são as seguintes: E-12 E-13 Percentual 50,00% 42,86% 42,86% 50,00% 50,00% 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. 42,86% 33,33% 33,33% 33,33% 45,17% Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. 81,82% 81,82% 81,82% Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House II SPE Ltda. 81,82% 72,41% Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. 81,82% 33,33% Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments II SPE Ltda. 60,28% Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments I SPE Ltda. 50,00% 32,14% 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. 711.657 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto III SPE Ltda. 750 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IX SPE Ltda. 58.850.722 113.756 101.730 95.656 88.495 98.744 1.311.322 7.744.838 1.349.573 2.889.702 5.988.579 4.734.080 2.564.123 5.002.343 508.632 399.633 1.016.287 750 131.067 50,00% 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIIl SPE Ltda. 1.751.651 2.941 659.289 1.321.466 1.127.904 995.666 5.321.694 573.021 1.969.831 43.485 2.508.339 20.168 420.011 1.183.769 696.436 41.889 3.933.546 1.427.899 Ativo - - - - - - 2.901.934 564.849 845.540 - 342 540 7.042.158 931.449 - 2.133.487 1.522.208 - - 24 - - - 2.780.729 68.236 - 4.971.586 - 1.016.627 - 1.512.443 - 516.280 - 35.324 - - 1.879.210 Realizável 32.167.055 - - - - - - 4.338.538 133.670 116.151 3.221.381 3.204.506 - 5.910.178 248.665 - 879.218 424.546 - - - - - - 535.012 25.030 - 5.500.884 - 63.629 - 2.647.650 - 190.892 - 1.209 - 2.750.980 1.974.916 Exigível Longo prazo 48.775.236 28.722.966 131.670 113.567 106.698 99.350 110.026 701.166 5.317.022 1.758.218 3.218.059 2.051.452 1.328.537 3.405.554 3.356.806 1.064.193 427.703 750.902 1.093.905 - - 180.505 1.860.867 7.754 787.712 2.982.265 1.113.028 1.184.781 4.583.529 1.433.519 2.593.150 49.172 883.467 34.920 855.604 1.930.665 1.590.668 72.886 815.004 780.912 Passivo Circulante Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIl SPE Ltda. 50,00% 84,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. 42,86% Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. 50,00% 42,86% Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lV SPE Ltda. 42,86% 42,86% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas IV SPE Ltda. 81,82% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. 50,00% 81,82% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte III SPE Ltda. 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. societária participação Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Empreendimento 30 de junho de 2006 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 165.603 - - - - - 4.512 7.094 1.721 2.658 - 6.451 2.566 4.488 205 11.840 1.375 4.271 - - - 8.033 - 15.531 1.537 4.506 559 4.353 - 1.204 - 2.924 - - 62.732 2.942 - 13.450 651 Permanente 6.797.002 (17.914) (11.837) (11.042) (10.855) (11.282) 614.668 998.306 24.255 403.692 715.746 207.830 (838.325) 2.782.005 127.428 (16.230) 1.521.029 719.685 750 750 (49.414) (101.183) (4.813) (112.892) 586.455 62.588 (188.556) 213.220 (860.498) 330.883 (5.687) 492.589 (14.752) (110.205) (684.164) (857.175) (30.997) 381.012 551.932 líquido Patrimônio 15.393.006 - - - - - - 1.467.351 198.250 366.972 2.084.825 2.494.912 - 2.841.719 379.856 - 310.146 109.121 - - - 601.578 - - 542.913 104.917 267.404 (307.542) - 524.306 - 1.284.369 - (5.967) - - - 1.939.556 188.320 líquidas Vendas 4.255.863 - - - - - - 407.370 (232.854) (63.615) 550.660 605.652 - 1.543.849 110.398 - 166.328 50.821 - - - 34.336 - - 113.700 55.504 52.776 (186.739) - 402.599 - 287.876 - (5.967) - - - 391.634 (28.465) bruto Lucro Despesas (2.459.995) (8.221) (3.293) (3.165) (3.151) (3.409) (20.206) (269.143) (147.907) (117.585) (165.009) (346.174) (409) (200.333) (30.389) (6.715) (145.550) (128.010) - - (1.763) (67.596) (672) (3.077) (169.875) (12.937) (68.912) (107.587) (25.034) (40.510) (1.616) (128.728) (556) (3.851) (13.563) (5.296) (25.424) (189.361) 5.032 líquidas operacionais Resultado (918.666) (3.358) (2.600) (2.214) (2.014) (2.229) 2.777 (9.048) (179.456) (21.031) 6.905 56.864 (167.264) (22.135) 13.968 (7.224) (96.702) 66.609 - - (6.945) 857 (377) (24.340) (90.103) 7.805 9.526 (339.881) 30.389 16.041 (1.598) (23.175) (2.568) (6.890) (86.087) (5.821) (694) (18) (26.635) líquido financeiro renda (466.608) - - - - - (77) (41.551) - - (62.101) (105.958) (1) (109.237) (14.176) - 23.287 12.613x - - - (14.581) - - (13.759) (12.089) (8.766) (1.783) (7.338) (16.449) - (32.140) - - (2) - - (57.638) (6.862) social e contribuição Lucro 408.593 (11.579) (5.893) (5.379) (5.165) (5.638) (17.506) 87.628 (560.217) (202.231) 330.455 210.384 (167.674) 1.212.144 79.801 (13.939) (52.637 2.033 - - (8.708) (46.986) (1.049) (27.417) (160.037) 38.283 (15.376) (635.990) (1.983) 361.681 (3.214) 103.833 (3.124) (16.708) (99.652) (11.117) (26.118) 144.618 (56.930) exercício liquido do E-14 Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas IV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Vl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IX SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto IV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House II SPE Ltda. 31 de dezembro de 2005 Empreendimento 50,00% 50,00% 50,00% 81,82% 81,82% 42,86% 42,86% 42,86% 42,86% 84,00% 50,00% 42,86% 42,86% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 99,90% 32,14% 60,28% 33,33% 72,41% 42,86% 33,33% 33,33% 33,33% 45,17% 81,82% 81,82% 81,82% 81,82% 81,82% Percentual participação societária 145.201 4.894 6.982 856.112 967.087 502.550 32.297 117.963 14.204 2.132.356 1.196.239 1.365.827 425.260 3.028.250 455.051 6.172 1.050.385 152.233 575.007 115.464 35.271 497.079 359.982 2.147.848 560 446.039 272.098 137.108 3.908.162 561.052 18.484 18.466 18.539 23.643 38.374 21.632.239 Longo prazo Realizável Exigível 1.267.498 2.802.323 2.288.140 1.771.585 1.640.279 109.035 2.445 342 665.368 699.696 41.109 748.936 384.206 410.420 565.093 563.726 20.781 112 2.054.153 2.496.322 945.669 17.311 5.580 1.781.808 225.865 544.241 338.361 75.237 74.601 5.278.912 9.377.398 6.308.560 535.215 708.986 767.710 352.353 29.218 1.365.315 377.593 2.785.363 369.852 275 2.409 1.069.127 81.522 111.561 34 750 750 544.845 776.016 1.519.165 1.177.901 1.384.934 1.894.691 70.593 38.363 605.367 563.682 502.765 4.649.125 7.425.089 4.700.963 2.554.235 1.080.333 501 3.897.080 3.906.308 310 4.329.003 3.497.672 3.060.981 2.625.432 439.497 1.422.905 1.272.610 569.372 7.163.107 4.653.043 2.301.029 304.408 305.354 67.311 54.469 67.245 54.469 67.360 54.484 56.969 39.270 82.699 50.661 48.701.401 47.575.405 25.617.955 Circulante Ativo Passivo Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 746 947 3.273 18.213 3.131 1.375 4.962 898 4.990 1.659 8.584 4.665 1.472 258 4.843 2.794 6.916 2.975 1.914 7.747 460.095 542.457 Permanente Vendas líquidas Lucro bruto 608.862 1.255.551 544.445 236.394 1.183.219 425.298 (4.879) (846.058) (584.144) (93.497) 2.742 (6.049) (11.628) 388.668 2.109.342 610.305 (2.473) (30.797) 267.354 79.882 (858.514) 85.824 (21.034) 849.210 4.744.829 1.345.110 (172.873) 130.642 27.547 24.305 138.375 63.613 746.493 3.251.626 869.645 (85.475) (3.764) (54.197) 156.797 13.377 (40.706) 750 750 717.652 170.302 155.727 1.573.666 2.037.287 1.261.969 (3.041) 47.626 536.964 175.575 1.613.562 6.572.909 2.009.887 (661.677) (2.562) 1.002.418 257.644 385.291 3.091.147 833.629 605.923 321.615 250.343 584.472 377.012 175.049 910.678 3.628.365 1.376.252 (101.903) (5.644) (5.690) (5.663) (5.944) (6.336) 5.706.839 31.064.320 10.448.214 Patrimônio líquido (151.315) (163.988) (2.296) (24.151) (29.114) (8.358) (1.143) (211.961) (1.674) (158.182) (46.793) (812.497) (205.757) (30.327) (441.348) 6.157 (1.086) (49.520) (2.011) (71.455) (154.295) (2.652) (23.757) (822.804) (38.885) (268.142) (330.113) (304.718) (276.115) (731.721) (49.258) (2.714) (2.749) (2.719) (2.732) (3.397) (5.423.590) Despesas operacionais líquidas (139.591) 16.596 (1.062) 10.612 (142.663) (24.340) (5.242) 14.805 (821) (756) 24.807 20.636 5.337 133.936 (167.597) (37.569) (531) (1.287) (12.335) (53.631) (316.152) (389) (13.475) (19.144) (299.662) 62.049 (18.432) 38.634 70.683 (334.982) (16.804) (2.669) (2.675) (2.894) (3.172) (3.100) (1.222.880) Resultado financeiro líquido Lucro liquido do exercício (33.070) 220.467 (30.223) 247.681 (3.358) (13.539) (5) (171.782) (38.746) (6.385) (70.190) 342.959 (2.495) (10.071) (89.126) (43.020) (169.199) 384.049 (172.873) (40.133) 127.088 (92.183) 168.519 (31.412) (1.617) (5.125) (42.555) (1) (14.347) (10.386) 20.254 (64.375) 727.147 (3.041) (14.176) 124.168 (213.488) 954.451 (24) (338.5720) (49.007) 2.544 (97.703) 387.381 (15.741) (30.383) (116.511) 193.038 (66.062) (5.384) (5.425) (5.613) (5.904) (6.497) (1.015.870) 2.785.870 Imposto de renda e contribuição social E-15 Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas IV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Itu I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Vl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IX SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House II SPE Ltda. 31 de dezembro de 2004 Empreendimento 50,00% 50,00% 50,00% 81,82% 81,82% 42,86% 42,86% 42,86% 42,86% 60,00% 50,00% 50,00% 42,86% 42,86% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 50,00% 32,14% 60,28% 33,33% 72,41% 42,86% 33,33% 33,33% 33,33% 33,33% 81,82% 81,82% 81,82% 81,82% 81,82% Percentual participação societária 1.378.349 1.827.451 382.468 393.825 3.947 666.167 745.756 572.171 286.067 889.210 671.206 22.343 425 836.470 827.729 233 211 803.767 173.864 1.747 1.908 495.384 1.332.851 4.606.820 4.954.768 630.647 722.190 1.103.070 436.488 338.974 9.022 1.907 526 471.366 98.739 95.849 140 94.530 291 750 750 981.898 1.411.960 3.110.946 2.105.847 585.225 682.070 3.690.183 5.151.673 2.525.562 1.449.392 2.273.184 1.673.145 831.036 271.179 3.380.622 2.815.852 2.390.529 2.099.890 2.398.671 665.311 74.621 19.387 60.826 50.716 60.767 50.715 60.770 50.715 35.033 28.462 26.918 31.997 35.888.789 31.036.489 Circulante Ativo Passivo Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 1.675.999 839.439 183 5.467 51.891 808.897 719.208 267.690 540.445 27.161 411.978 378.553 376.836 966.301 25.662 3.689 2.863.493 2.056.330 9.453 26.652 1.489.780 1.580.290 384.014 3.528 393.957 117.311 120.598 1.551.166 429.158 342.219 502.336 419.510 399.571 2.900.826 839.630 726 1.446.711 611.269 184.463 746.410 288.955 235.670 509.038 140.147 4.175.646 5.198.032 81.682 10.110 10.110 10.105 6.446 4.774 17.545.331 19.644.185 Longo prazo Realizável Exigível 937 255 4.076 20.742 3.543 1.226 5.946 5.959 1.902 9.686 5.452 1.539 365 8.225 3.249 6.124 3.609 2.424 6.666 91.925 Permanente 388.395 (11.287) (1.520) (832.519) (412.362) (54.751) (5.243) 45.709 22 41.663 (162) (815.494) 465.161 (102.783) 577.974 (54.062) (2.147) (11.642) (21.602) (26.359) 750 750 697.398 846.519 (76.541) 691.849 (366.561) (5.106) (2.090) 621.664 661.954 717.640 (26.448) (58) (50) 127 303 2.929.092 Patrimônio líquido 2.625.622 (6.536) 1.114.710 970.204 467.177 195.107 6.292.723 212.889 2.705.420 (83.420) 3.157.726 746.405 6.660.672 578.433 1.056.850 4.139.006 5.351.382 36.184.370 Vendas líquidas 844.797 (6.536) 272.132 205.208 189.385 8.882 1.564.242 214.638 699.048 (10.545) 1.339.314 141.252 1.777.791 126.374 221.863 1.606.887 1.477.863 10.672.595 Lucro bruto (267.740) (10.137) (1.676) (120.706) (6.683) (82.207) (237) (122.451) (525) (147.165) (85.006) (813.354) (35.475) (175.288) (2.075) (1.418) (7.556) (736) (2.570) (169.837) (401.362) (118.243) (743.396) (5.982) (25.913) (100.190) (653.510) (621.342) (564.825) (3.001) (245) (229) (223) (192) (72) (5.241.794) Despesas operacionais líquidas (43.632) (668) (594) (482.292) (117.950) (187.895) (3.769) (4.577) (19) 398 (319.951) (19.428) (983.763) 223.030 (21.821) (341) (786) (10.943) (14.611) (360.195) (10.156) (10.250) (46.893) (172.122) (5.100) (8.325) (2.055.953) (2.491.625) (9.179) (9.184) (573) (648) (645) (500) (443) (7.171.404) Resultado financeiro líquido (77.431) (1.232) (265) (32.490) (24.731) (12.001) (6.789) (189.825) 125.743 (164.973) (142) (1) (9.593) (99.375) (18.220) (265.391) (21) (4.255) (15.946) 197.466 (102.375) (146.802) (848.640) Imposto de renda e contribuição social 455.996 (12.037) (2.270) (540.435) (124.898) (30.460) (4.006) 53.449 (544) 30.617 (402.864) 541.637 (677.413) 581.815 (23.896) (1.759) (8.482) (11.679) (17.182) (550.170) 828.421 (5.461) 725.979 (178.125) 408 1.913 (2.290.134) (1.608.455) 757.057 (12.185) (818) (876) (869) (691) (515) (2.532.801) Lucro liquido do exercício E-16 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. 40,69% 33,33% 33,33% 42,86% 33,33% 33,33% 33,33% 33,33% Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. 50,00% 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Vil SPE Ltda. 32,14% 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Vl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. 50,00% 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lV SPE Ltda. 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. 50,00% 50,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. Itu I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. 60,00% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. 50,00% 42,86% Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. 42,86% Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. 42,86% 42,86% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas IV SPE Ltda. 42,86% 42,86% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro II SPE Ltda. 81,82% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. 50,00% 42,86% Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. societária participação Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Empreendimento 31 de dezembro de 2003 Percentual 7.933 485.667 7.975.994 7.853.712 139.992 63.236 1.765.917 1.710.931 335.947 123.207 2.566.835 82 86 56.673 100 8.795 341.413 2.953.756 - 1.940.567 594.700 1.909 118.415 - 167.590 - 871.763 567 716.804 1.033.826 Passivo 46.555.988 31.836.467 36.806 1.893.975 11.577.744 11.698.515 355.259 259.182 2.523.244 1.575.160 405.822 280.089 2.722.482 69.921 49.353 274.652 1.659 70.173 905.186 4.727.156 - 1.894.426 1.352.273 1.747 313.822 566 320.715 16.036 981.107 522.361 1.122.972 603.585 Ativo Circulante Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 43.136 1.889.569 392.861 961.360 272.100 198.484 908.634 36.785 154.967 166.793 554.145 79.015 59.190 236.592 1.947 91.545 757.441 967.478 - 1.121.849 1.170.202 - 237.989 - 164.821 17.274 138.790 832.530 561.727 331.263 Exigível 4.304.366 12.348.487 - 435.299 22.524 24.113 - - - 116.240 13.540 25.426 1.639.829 - - - - - 187.680 - - 1.088.359 - - 52.299 - - - 5.154 - - 693.903 Realizável Longo prazo 146.386 - 6.545 2.936 4.242 52.830 - 3.705 6.261 472 2.583 6.239 - - 15.453 - - 2.146 8.706 - 3.155 - - 1.330 - 3.956 - - 23.271 2.556 - Permanente 6.821.837 (14.263) (39.417) 3.234.349 2.911.798 (4.003) (2.538) (147.600) (50.055) (71.080) 18.098 1.247.568 (9.176) (9.923) (3.160) (388) (30.167) (3.842) 814.630 - (76.476) (412.631) (162) 11.047 566 (7.740) (1.238) (24.291) (287.465) (153.003) (67.601) líquido Patrimônio 34.914.588 - 870.630 11.719.767 7.610.620 - - (8.112) 701.759 165.195 101.873 4.182.602 - - - - - 764.452 1.898.150 - 2.457.651 740.165 - 37.072 - - - 1.310.386 - 767.726 1.594.652 líquidas Vendas 10.059.662 - 190.841 4.293.622 2.673.798 - - (8.112) 134.755 (557) 42.557 1.722.579 - - - - - 113.729 8.619 - 464.922 (145.208) - 38.503 - - - 147.641 - 36.660 353.199 bruto Lucro (3.255.603) (351) (119.023) (902.242) (479.790) (3.553) (1.453) (9.179) (180.400) (35.703) (15.700) (381.648) (563) (348) (2.086) (283) (9.129) (73.599) (115.809) - (431.234) (117.881) - (15.211) - (11.138) (923) (76.293) (20.630) (32.627) (218.807) líquidas operacionais Despesas (996.534) (7.401) (24.290) (291.793) (41.068) (508) (125) (114.774) 48.395 (8.999) (6.063) (11.988) (8.140) (7.844) (475) (417) (16.734) (13.500) (236.849) - 1.881 863 - 2.296 (77) 4.013 (956) 9.348 (133.478) (6.595) (131.257) líquido financeiro Resultado (1.088.078) - (21.395) (340.324) (211.724) (5) (52) (186) (38.816) (8.475) (3.446) (130.814) (58) (38) (12) - - (20.888) (88.930) - (86.973) (24.917) - (7.291) - (1.258) - (38.852) - (18.803) (44.821) social contribuição renda e Imposto de Lucro 4.792.838 (7.752) 26.132 2.794.018 1.941.216 (4.064) (1.630) (153.688) (36.064) (53.732) 17.348 1.198.131 (8.761) (8.230) (2.573) (700) (25.862) 5.742 (427.523) - (51.404) (240.408) - 18.297 (77) (8.383) (1.881) 41.844 (154.108) (21.365) (41.686) exercício liquido do Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) Para as demais Sociedades foram destacadas as participações minoritárias. Conforme comentado na nota explicativa nº 22, em 2006, em agosto de 2006, a Sociedade alienou seu investimento na subsidiária integral Rodobens Participações Ltda. (holding não operacional) e na sua controlada indireta Companhia Hipotecária Unibanco Rodobens (ambas constituídas em 2004) e, dessa forma, conforme facultado no artigo 23 da Instrução Normativa nº 247/96 da CVM, as referidas Sociedades não foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de junho de 2006 e em 31 de dezembro de 2005 e de 2004, apresentadas para fins comparativos. As principais informações sobre essas controladas em 30 de junho de 2006 e em 31 de dezembro de 2005 e de 2004 são as seguintes (informações consolidadas): 30.06.06 Circulante: Ativo Passivo Longo prazo: Realizável Exigível Permanente Patrimônio líquido Montantes proporcionais no resultado: Vendas líquidas Despesas operacionais, líquidas Resultado financeiro, líquido Resultado não operacional Imposto de renda e contribuição social Lucro (prejuízo) líquido do período/ exercício 31.12.05 31.12.04 6.827.307 (6.287.913) 3.586.015 3.169.947 (4.904.282) (30.282) 19.431.256 (12.784.300) 196.658 7.383.008 17.147.000 1.508.500 (9.870.860) (842.800) 316.004 127.661 6.273.877 3.933.026 3.304.752 (1.610.238) (10.023) (939) (574.421) 1.109.131 5.469.000 (4.799.682) 1.369.532 (698.000) 1.340.850 454.500 (417.853) (104.620) (67.973) r) Lucro líquido por ação Calculado com base na quantidade de ações existentes nas datas de encerramento dos exercícios ou períodos. 3. CRÉDITOS PERANTE CLIENTES Estão assim representados: Controladora Ativo circulante Consolidado 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 23.572.559 16.865.971 18.043.559 30.306.984 45.226.883 33.371.800 28.153.064 60.802.439 Provisão para créditos de liquidação duvidosa Realizável a longo prazo (368.732) (419.647) (172.564) (519.239) (575.380) (207.352) 13.142.562 (465.462) 22.960.895 28.015.073 21.257.586 40.737.326 47.801.430 45.336.860 25.510.160 36.249.659 39.458.134 45.638.985 51.392.006 85.248.536 80.653.991 72.914.544 86.105.247 E-17 (715.673) Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) Em 30 de junho de 2006 e em 31 de dezembro de 2005, 2004 e de 2003, os saldos de curto prazo estão compostos pelos seguintes vencimentos: Controladora 30.06.06 Vencidos 31.12.05 Consolidado 31.12.04 465.462 368.732 Até 30 dias 2.383.151 31 a 60 dias 897.585 31.12.03 30.06.06 31.12.05 31.12.04 575.380 31.12.03 419.647 172.564 715.673 519.239 207.352 2.173.289 672.812 1.232.393 7.903.811 4.872.549 1.438.814 2.025.043 1.137.760 1.911.010 1.283.728 2.454.071 2.767.259 3.209.910 1.967.920 A vencer: 61 a 90 dias 870.856 921.058 1.182.070 1.427.800 1.766.970 2.133.580 1.654.875 2.084.923 91 a 120 dias 880.572 910.045 1.122.493 1.284.936 2.168.574 1.693.998 2.484.764 1.889.192 18.074.933 11.355.087 12.735.527 24.905.563 30.217.784 21.385.175 18.789.321 52.628.009 23.572.559 16.865.971 18.043.559 30.306.984 45.226.883 33.371.800 28.153.064 60.802.439 121 a 360 dias Os saldos do longo prazo, em 30 de junho de 2006, estão compostos pelos seguintes vencimentos: Vencimento 2007 (após julho) 2008 2009 2010 Após 2010 Total Controladora Consolidado 1.697.770 3.186.554 2.889.347 2.563.441 2.805.450 13.142.562 6.154.017 8.472.745 7.991.743 7.119.865 10.998.956 40.737.326 x Até a entrega das chaves dos imóveis comercializados, pela variação do Índice Nacional de Construção Civil - INCC ou pela variação do Custo Básico da Construção - CUB. x Após a entrega das chaves dos imóveis comercializados, pela variação do Índice Geral de Preços de Mercado - IGP-M. Conforme determinado pela Resolução nº 963/03 do CFC, os valores de contas a receber devem ser registrados até o montante da receita reconhecida no período e os recebimentos superiores aos saldos reconhecidos devem ser registrados como adiantamento de clientes. Em 30 de junho de 2006 e em 31 de dezembro de 2005, de 2004 e de 2003 os saldos de adiantamento de clientes decorrentes da aplicação desse critério estão classificados integralmente no passivo circulante na conta “Adiantamento de clientes”. 4. IMÓVEIS A COMERCIALIZAR São representados por imóveis a serem vendidos e terrenos para futuras incorporações, assim distribuídos: Controladora Imóveis concluídos Imóveis em construção Terrenos para futuras incorporações Consolidado 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.1203 1.027.780 1.726.401 1.256.368 250.743 1.388.889 889.056 2.553.015 2.176.943 770.673 3.524.854 1.361.559 2.868.670 1.766.460 4.044.405 2.645.110 7.375.068 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 3.923.831 13.814.023 3.267.984 11.754.598 1.871.275 10.815.780 2.553.015 6.619.796 770.673 18.508.527 1.361.559 16.384.141 1.766.460 14.453.515 4.822.720 13.995.531 O valor contábil do terreno de um empreendimento é transferido para a conta “Imóveis em construção” no momento em que o empreendimento é lançado. E-18 E-19 5. 50 50 60 42,86 32,14 50 50 42,86 50 50 50 50 33,33 33,33 33,33 33,33 81,82 81,82 42,86 40,69 33,33 42,86 42,86 7.383.008 2.000.205 9.383.213 719.685 1.521.029 330.883 213.220 127.428 551.932 381.012 62.588 586.455 750 750 403.692 24.255 998.306 614.668 715.746 2.782.005 207.830 492.589 10.734.823 30.06.06 (9.480.897) 6.273.877 15.754.774 6.273.877 186.595 6.460.472 717.652 1.573.666 849.210 47.627 608.862 236.394 24.305 746.492 750 750 605.923 584.472 910.678 385.291 1.613.562 388.668 9.294.302 (5.757.878) 3.933.025 9.690.903 3.933.025 3.933.025 697.398 846.519 41.663 465.161 388.395 577.974 750 750 621.664 661.954 717.640 127 303 691.849 45.709 22 5.757.878 Investimento da Controladora 31.12.05 31.12.04 (8.238.056) 108.061 108.061 8.346.117 - 1.247.568 18.098 11.047 814.630 2.911.798 3.234.349 566 8.238.056 31.12.03 (2.678.197) 1.109.131 3.787.328 1.109.131 1.792.885 2.902.016 2.033 (52.637) 361.681 (635.990) 79.801 (56.930) 144.618 38.283 (160.037) (202.231) (560.217) 87.628 (17.506) 330.455 1.212.144 210.384 103.833 885.312 (4.036.323) 1.340.850 5.377.173 475.538 (67.973) (543.511) (67.973) (67.973) 53.449 (544) (475.538) 342.959 3.851.078 1.340.850 185.245 1.526.095 725.979 20.254 727.147 384.049 124.168 220.467 247.681 127.088 168.519 (15.741) (30.383) 193.038 387.381 954.451 (550.170) 828.421 30.617 541.637 455.996 581.815 (2.290.134) (1.608.455) 757.057 (691) (515) (5.541.410) - 5.541.410 - 1.198.131 17.348 18.297 (427.523) 1.941.216 2.794.018 (77) 5.541.410 Resultado da participação e da equivalência patrimonial 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 O saldo dos investimentos e o resultado de equivalência patrimonial, apresentados nos balanços patrimoniais consolidados e nas demonstrações do resultado consolidadas para o período findo em 30 de junho de 2006 e para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2005 e de 2004, respectivamente, são decorrentes, substancialmente, da participação da Sociedade no patrimônio líquido da controlada Rodobens Participações Ltda. e sua controlada indireta Companhia Hipotecária Unibanco Rodobens, não consolidadas naqueles exercícios devido à alienação dos referidos investimentos em agosto de 2006, conforme comentado na nota explicativa nº 22. (12.735.028) 7.383.008 100 50 50 60 42,86 32,14 50 50 42,86 50 50 50 50 33,33 33,33 33,33 33,33 81,82 81,82 42,86 60,28 72,41 42,86 42,86 31.12.03 Movimentação dos investimentos consolidados: Eliminações do consolidado Saldo dos investimentos consolidados 100 90 50 50 84 42,86 32,14 50 50 42,86 50 50 50 50 33,33 33,33 33,33 45,17 81,82 81,82 42,86 60,28 72,41 42,86 42,86 Participação - % 31.12.05 31.12.04 20.118.036 100 100 50 50 84 42,86 32,14 50 50 42,86 50 50 50 50 33,33 33,33 33,33 45,17 81,82 81,82 42,86 60,28 72,41 42,86 42,86 30.06.06- Outros investimentos Total dos investimentos Controladas: Rodobens Participação Ltda. Rodobens Prest.Serviços e Interm. Vendas Ltda. Total controladas Controladas em Conjunto: Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IX SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Total controladas em conjunto Investimentos com saldos positivos a) Os investimentos em controladas e controladas em conjunto são representados por: INVESTIMENTOS Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) E-20 Rodobens Participação Ltda. (controlada) Total dos investimentos Controladas em conjunto Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas IV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Vl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIl SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Itu I SPE Ltda. Total controladas em conjunto Investimentos com saldos negativos (provisão para perdas) 50 84 42,86 42,86 32,14 50 50 50 81,82 81,82 42,86 42,86 50 50 50 50 50 50 50 50 33,33 45,17 81,82 81,82 81,82 81,82 81,82 42,86 60,28 33,33 72,41 42,86 42,86 50 30.06.0650 84 42,86 42,86 32,14 50 50 50 81,82 81,82 42,86 42,86 50 50 50 50 50 50 50 50 33,33 45,17 81,82 81,82 81,82 81,82 81,82 42,86 60,28 33,33 72,41 42,86 42,86 50 50 60 42,86 42,86 32,14 50 50 50 81,82 81,82 42,86 42,86 50 50 50 50 50 50 50 50 33,33 33,33 81,82 81,82 81,82 81,82 81,82 42,86 60,28 33,33 72,41 42,86 42,86 50 Participação - % 31.12.05 31.12.04 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 50 60 42,86 42,86 32,14 50 50 50 42,86 81,82 42,86 42,86 50 50 50 50 50 50 50 50 33,33 33,33 81,82 81,82 81,82 81,82 81,82 42,86 40,69 33,33 33,33 42,86 42,86 50 31.12.03 (3.937.821) (16.230) (188.556) (30.997) (857.175) (684.164) (110.205) (14.752) (860.498) (112.892) (4.813) (101.183) (49.414) (11.282) (10.855) (11.042) (11.837) (17.914) (838.325) (5.687) (3.937.821) 30.06.06(76.541) (11.287) (1.521) (832.519) (412.362) (54.751) (5.243) (815.495) (102.784) (54.063) (2.147) (11.643) (21.602) (26.359) (26.448) (58) (50) (2.090) (355.840) (5.106) (162) (2.818.071) (2.818.071) (3.041) (30.798) (172.873) (4.879) (846.058) (584.144) (93.497) (11.628) (858.515) (85.475) (3.764) (54.197) (40.706) (101.903) (5.644) (5.690) (5.663) (5.944) (6.335) (661.677) (2.562) (2.473) (3.587.466) (3.587.466) Investimento da Controladora 31.12.05 31.12.04 (1.416.220) (76.476) (71.080) (67.601) (153.003) (287.465) (24.291) (1.238) (412.631) (3.842) (30.167) (388) (3.160) (9.923) (9.177) (39.417) (14.263) (4.003) (50.055) (147.600) (2.538) (7.740) (162) (1.416.220) 31.12.03 (476.719) (13.939) (15.376) (26.118) (11.117) (99.652) (16.708) (3.124) (1.983) (27.417) (1.049) (46.986) (8.708) (5.638) (5.165) (5.379) (5.893) (11.579) (167.674) (3.214) (476.719) (1.065.209) (3.041) (89.127) (172.873) (3.358) (13.539) (171.782) (38.746) (6.385) (43.020) (31.412) (1.617) (42.555) (14.347) (66.062) (5.384) (5.425) (5.613) (5.904) (6.496) (338.572) 2.544 (2.495) (1.065.209) (2.053.395) (2.053.395) 1.913 (178.125) 408 - (5.461) (12.037) (2.271) (540.435) (124.897) (30.460) (4.006) (402.864) (677.413) (23.896) (1.759) (8.483) (11.679) (17.183) (12.185) (818) (876) (868) (727.138) (727.138) 5.742 (25.863) (700) (2.574) (8.230) (8.761) 26.132 (7.752) (4.064) (36.064) (132.251) (1.630) (8.383) (51.404) (53.732) (41.686) (21.365) (154.108) 41.844 (1.881) (240.408) Resultado da participação e da equivalência patrimonial 30.06.0631.12.05 31.12.04 31.12.03 E-21 30.06.2006 1.439.370 3.042.060 (32.460) 393.908 497.480 (32.460) 396.477 1.043.864 762.023 (61.993) (1.047.635) (836.182) (257.129) (34.420) (1.720.995) 125.175 1.172.910 (225.783) (9.625) (202.366) (98.828) 1.500 1.500 1.211.086 72.766 2.994.949 1.360.789 (13.789) (13.267) (13.495) (14.467) Controladas em conjunto: Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas IV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Vl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IX SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House I SPE Ltda. 1.435.304 3.147.332 (6.082) (36.664) 1.981.357 (403.344) 148.185 1.217.723 472.788 (9.757) (1.034.047) (713.938) (218.146) (27.131) (1.717.029) 48.609 1.492.985 (170.949) (7.528) (108.394) (81.412) 1.500 1.500 1.817.786 1.753.434 2.732.061 (225.598) (6.898) (6.954) (6.921) (7.265) 1.394.795 1.693.038 69.439 1.085.302 (238.149) 776.789 (22.574) (3.041) (1.017.500) (503.987) (127.744) (12.234) (1.630.990) (205.567) 1.155.948 (108.125) (4.294) (23.285) (43.204) (52.718) 1.500 1.500 1.865.010 1.985.883 2.152.942 (79.346) (71) (61) 155 Patrimônio Líquido 2005 2004 b) Informações relevantes das controladas e controladas em conjunto: Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 2.495.136 36.196 18.411 (178.433) (221.157) (135.202) (356.983) (351.338) (56.676) (2.888) (825.262) 1.629.259 (7.683) (60.334) (776) (6.320) (19.846) (18.353) 8.735.481 9.619.816 (118.253) (42.792) - 2003 4.066 (105.274) (27.878) 430.573 (1.483.877) (35.876) 248.292 (113.860) 289.235 (52.235) (13.587) (121.794) (38.983) (7.290) (3.966) 76.566 (320.074) (54.833) (2.097) (93.972) (17.416) (606.700) (1.680.668) 262.888 (38.755) (6.891) (6.313) (6.574) (7.203) 40.509 1.454.294 (6.082) (106.103) 896.055 (403.344) 386.334 440.934 495.362 (6.716) (16.547) (209.951) (90.402) (14.897) (86.039) 254.176 337.037 (62.824) (3.234) (85.109) (28.694) (47.224) (91.151) 579.119 (146.252) (6.580) (6.630) (6.860) (7.216) (1.100.341) 1.656.842 51.028 1.263.735 (16.992) 911.991 (24.074) (4.541) (660.517) (152.649) (71.068) (9.346) (805.728) (1.354.826) 1.163.631 (47.791) (3.518) (16.965) (23.358) (34.365) (6.870.471) (4.825.413) 2.271.195 (36.554) (1.000) (1.071) (1.061) (845) 2.396.262 34.696 30.495 (119.935) (167.181) (83.372) (49.848) (188.350) 97.629 (4.388) (480.816) (855.046) 11.484 (51.725) (1.399) (5.147) (16.460) (17.522) 5.823.706 8.298.333 78.396 (23.258) - Lucro (prejuízo) do período/exercício 30.06.2006 2005 2004 2003 E-22 7.383.008 2.000.205 (21.895) 1.669.963 4.615.137 (2.515.000) 287.008 1.149.281 (13.269) 15.072.188 Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Itu I SPE Ltda. Sistema Fácil Mooca I SPE Ltda. Controladas Rodobens Participação Ltda. Rodobens Prest.Serviços e Interm. Vendas Ltda. 30.06.2006 Controladas em conjunto: Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 6.273.877 207.328 (7.743) 898.953 2.604.281 (1.854.113) (3.538) 906.832 (5.771) 14.001.408 2003 3.933.026 - - 370 (4.876) (9.339) 1.078.122 (123.015) (941.742) (359.508) (7.051) (7.615) 106.648 (18.059) 51 1.320 (324) (324) 1.000 8.341.609 19.615.463 Patrimônio Líquido 2005 2004 1.109.131 1.792.885 (14.152) 771.010 2.010.856 (503.026) 290.546 242.260 (7.499) (744.501) 1.340.851 205.828 (7.939) 903.829 1.526.159 (912.278) 3.513 800.184 (5.822) 5.759.611 (67.973) - - (630) 4.463 (9.482) 1.201.137 (88.632) (528.589) (312.990) 564 (4.890) 124.707 (19.559) (1.269) (180) (7.943.689) 14.270.821 Lucro (prejuízo) do período/exercício 30.06.2006 2005 2004 2003 E-23 Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas IV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IX SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments III SPE Ltda. Controladas em conjunto: 30 de junho de 2006 c) A movimentação dos investimentos é representada por: Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 717.652 1.573.666 (3.041) (30.798) 849.210 (172.873) 47.627 608.862 236.394 (4.879) (846.058) (584.144) (93.497) (11.628) (858.515) 24.305 746.492 (85.475) (3.764) (54.197) (40.706) 750 750 605.923 584.472 910.678 (101.903) (5.644) (5.690) (5.663) Saldos no início do período 750 734.077 - Subscrição de capital 2.033 (52.637) (13.939) 361.681 (635.990) (15.376) 79.801 (56.930) 144.618 (26.118) (11.117) (99.652) (16.708) (3.124) (1.983) 38.283 (160.037) (27.417) (1.049) (46.986) (8.708) (202.231) (560.217) 87.628 (17.506) (5.638) (5.165) (5.379) Equivalência patrimonial (307) (368) - Outros 719.685 1.521.029 (16.230) 330.883 213.220 (188.556) 127.428 551.932 381.012 (30.997) (857.175) (684.164) (110.205) (14.752) (860.498) 62.588 586.455 (112.892) (4.813) (101.183) (49.414) 750 750 403.692 24.255 998.306 614.668 (11.282) (10.855) (11.042) Saldos no fim do período E-24 Controladas Rodobens Participação Ltda. Rodobens Prest.Serviços e Interm. Vendas Ltda. Total controladas Total controladas em conjunto Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Controladas em conjunto: 30 de junho de 2006 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 6.273.877 186.595 6.460.472 12.167.308 (5.944) (6.335) 385.291 1.569.861 (617.976) (2.562) 388.668 (2.473) 5.706.836 Saldos no início do período 734.827 734.827 Subscrição de capital 1.109.131 1.792.885 2.902.016 3.310.609 (5.893) (11.579) 330.455 1.212.144 (167.674) 210.384 103.833 (3.214) 408.593 Equivalência patrimonial 20.733 20.733 (32.529) (52.675) 88 (53.262) Outros 7.383.008 2.000.213 9.383.221 16.180.207 (11.837) (17.914) 715.746 2.782.005 (838.325) 207.822 492.589 (5.687) 6.796.986 Saldos no fim do período E-25 Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas IV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Vl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IX SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Controladas em conjunto: 31 de dezembro de 2005 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 697.398 846.519 41.663 465.161 (76.541) 388.395 (11.287) (1.521) (832.519) (412.362) (54.751) (5.243) (815.495) (102.784) 577.974 (54.063) (2.147) (11.643) (21.602) (26.359) 750 750 621.664 661.954 717.640 (26.448) Saldos no início do exercício - 21.602 (47.099) - 20.254 727.147 (3.041) (89.127) 384.049 (172.873) 124.168 220.467 247.681 (3.358) (13.539) (171.782) (38.746) (6.385) (43.020) 127.088 168.519 (31.412) (1.617) (42.555) (14.347) (15.741) (30.383) 193.038 (66.062) Subscrição Equivalência de capital Dividendos patrimonial 16.665 (9.392) Outros 717.652 1.573.666 (3.041) (30.798) 849.210 (172.873) 47.627 608.862 236.394 (4.879) (846.058) (584.144) (93.497) (11.628) (858.515) 24.305 746.492 (85.475) (3.764) (54.197) (40.706) 750 750 605.923 584.472 910.678 (101.903) Saldos no fim do exercício E-26 Controladas Rodobens Participação Ltda. Rodobens Prest. Serviços e Interm. Vendas Ltda. Total controladas Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Itu I SPE Ltda. Total controladas em conjunto Controladas em conjunto: 31 de dezembro de 2005 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 3.933.026 3.933.026 6.872.832 (58) (50) 127 303 (2.090) 649.892 (313.885) (5.106) 45.709 23 (162) 2.939.806 Saldos no início do exercício 1.000.000 1.500 1.001.500 1.001.500 (25.958) (167) (294) (25.958) 1.340.851 185.095 1.525.946 4.311.964 (5.384) (5.425) (5.613) (5.904) (6.344) 387.381 919.969 (304.092) 2.544 342.959 (2.496) 2.786.018 Subscrição Equivalência de capital Dividendos patrimonial 6.968 (260) (207) 162 6.968 Outros 6.273.877 186.595 6.460.472 12.167.308 (5.644) (5.690) (5.663) (5.944) (6.335) 385.291 1.569.861 (617.976) (2.562) 388.668 (2.473) 5.706.836 Saldos no fim do exercício E-27 Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas IV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Vl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IX SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments I SPE Ltda. Controladas em conjunto: 31 de dezembro de 2004 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 1.247.568 18.098 11.047 (76.476) (71.080) (67.601) (153.003) (287.465) (24.291) (1.238) (412.631) 814.630 (3.842) (30.167) (388) (3.160) (9.923) (9.177) 2.911.798 3.206.573 (39.417) (14.263) - 750 750 750 750 818 (240.000) (936.164) - (550.170) 828.421 30.617 541.637 (5.461) 455.996 (12.037) (2.271) (540.435) (124.897) (30.460) (4.006) (402.864) (677.413) 581.815 (23.896) (1.759) (8.483) (11.679) (17.183) (2.290.134) (1.608.455) 757.057 (12.185) (818) Saldos no início Subscrição Equivalência do exercício de capital Dividendos patrimonial (139.081) - Outros 697.398 846.519 41.663 465.161 (76.541) 388.395 (11.287) (1.521) (832.519) (412.362) (54.751) (5.243) (815.495) (102.784) 577.974 (54.063) (2.147) (11.643) (21.602) (26.359) 750 750 621.664 661.954 717.640 (26.448) - Saldos no fim do exercício E-28 (4.003) (50.055) (119.825) (2.538) (7.740) 567 (162) 6.821.836 108.061 6.929.897 Rodobens Participação Ltda. Outros investimentos 4.000.999 4.008.089 (1.197.337) 818 818 818 818 (21.173) 7.090 (1.197.337) (67.973) (108.061) (2.704.967) (876) (868) (691) (515) 1.913 720.741 (172.887) 408 53.449 (544) (2.528.933) Saldos no início Subscrição Equivalência do exercício de capital Dividendos patrimonial Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Itu I SPE Ltda. Total controladas em conjunto Controladas em conjunto: 31 de dezembro de 2004 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) (162.852) (20.795) (2.976) (162.852) Outros 3.933.026 6.872.832 (58) (50) 127 303 (2.090) 649.892 (313.885) (5.106) 45.709 23 (162) 2.939.806 Saldos no fim do exercício E-29 Controladas em conjunto Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas IV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Vl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto VIl SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Itu I SPE Ltda. Total controladas em conjunto 1.985.542 49.437 (5.179) (25.072) (17.520) (25.915) (131.638) (133.357) (66.135) 643 (172.223) 1.242.153 (9.584) (4.305) 312 (587) (1.520) (416) 970.582 440.490 (65.549) (6.511) (13.990) (38.897) (908) 643 588 1.985.542 31 de dezembro de 2003 Outros investimentos Saldos no início do exercício Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 108.061 108.592 750 (173) 61 643 (750) 531 21.489 (2.071) 172 23.388 21.489 Subscrição (redução) de capital Dividendos 4.814.272 1.198.131 17.348 18.297 (51.404) (53.732) (41.686) (21.365) (154.108) 41.844 (1.881) (240.408) (427.523) 5.742 (25.863) (700) (2.574) (8.230) (8.761) 1.941.216 2.766.083 26.132 (7.752) (4.064) (36.064) (104.316) (1.630) (8.383) (77) 4.814.272 Equivalência patrimonial - - Outros 108.061 6.929.896 1.247.568 18.098 11.047 (76.476) (71.080) (67.601) (153.003) (287.465) (24.291) (1.238) (412.631) 814.630 (3.842) (30.167) (388) (3.160) (9.923) (9.177) 2.911.798 3.206.573 (39.417) (14.263) (4.003) (50.055) (119.825) (2.538) (7.740) 566 (162) 6.821.835 Saldos no fim do exercício Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) A participação dos minoritários no exercício findo em 31 de dezembro de 2005, destacada no balanço patrimonial e na demonstração do resultado consolidados, é obtida pela aplicação da participação deles nos valores investidos na controlada Rodobens Prestadora de Serviços e Intermediação de Vendas Ltda. no valor de R$20.733, sendo esta a única Sociedade que possuía participação minoritária. Em 2006, a Sociedade adquiriu a parcela remanescente do capital social deste controlada, por valores contábeis na data da transação, passando a deter 100% da mesma. 6. IMOBILIZADO É composto por: Taxa anual de depreciação - % Benfeitorias em imóveis de terceiros Máquinas e equipamentos Móveis e utensílios Instalações Sistema de informática Direitos de uso Marcas e patentes Obras em andamento (*) Outros 4 10 10 10 20 20 (-) Depreciações acumuladas Total 30.06.06 Controladora 31.12.05 31.12.04 31.1203 189.999 179.968 176.771 152.507 74.918 74.918 73.668 72.168 275.207 271.598 273.381 250.176 91.221 91.221 91.221 83.512 462.504 453.322 409.709 352.023 404.165 395.241 287.334 261.323 24.095 22.280 22.280 19.430 1.360.862 475.535 253.978 51.615 51.615 51.615 70.615 2.934.586 2.015.698 1.639.957 1.261.754 (1.075.976) (998.288) (859.895) (731.254) 1.858.610 1.017.410 780.062 530.500 30.06.06 Consolidado 31.1205 31.12.04 189.999 83.252 454.911 91.221 474.745 405.351 24.339 1.360.862 65.595 3.150.275 (1.126.064) 2.024.211 179.968 176.771 152.507 83.252 82.002 81.462 369.386 373.570 337.512 91.221 91.221 83.512 465.863 419.080 360.551 396.427 288.286 261.323 22.524 22.642 19.674 475.535 253.978 53.928 51.615 73.950 2.138.104 1.759.165 1.370.491 (1.038.332) (887.177) (746.435) 1.099.772 871.988 624.056 31.12.03 (*) O saldo de obras em andamento refere-se substancialmente à aquisição de sistemas informatizados para gerenciamento imobiliário de contas a receber e gastos em imóvel. 7. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS a) Composição dos empréstimos Controladora 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 Consolidado 31.12.05 31.12.04 31.12.03 5.814.544 5.814.544 5.302.493 5.302.493 4.878.213 232.000 5.110.213 4.539.023 4.539.023 11.147.052 11.147.052 9.086.894 9.086.894 5.481.391 232.000 5.713.391 15.217.939 15.217.939 12.738.747 15.638.837 15.238.504 21.571.167 41.946.476 41.959.733 25.823.846 25.569.150 30.06.06 Passivo circulante: Crédito imobiliário Capital de giro Total Exigível a longo prazoCrédito imobiliário b) Cronograma de vencimentos em 30 de junho de 2006 das parcelas a longo prazo R$ Controladora Consolidado Ano 2007 (a partir de julho) 2008 2009 2010 2011 3.253.027 5.434.721 2.579.330 1.163.278 308.391 12.738.747 E-30 6.752.822 12.861.579 9.777.135 7.814.695 4.740.245 41.946.476 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) c) Créditos imobiliários Em moeda nacional, são captados na modalidade de financiamento do Sistema Financeiro de Habitação - SFH e são destinados para financiar a construção dos imóveis, estando sujeitos a juros entre 12% e 13% ao ano no período de seis meses findos em 30 de junho de 2006 e nos anos de 2005, 2004 e 2003, indexados pela Taxa Referencial - TR, a serem pagos em prestações com vencimento até 2011. Esses financiamentos estão garantidos por hipotecas dos respectivos imóveis. d) Empréstimos para capital de giro Em moeda nacional, eram destinados para capital de giro e estão sujeitos a juros que variam de 4% a 15% ao ano, mais variação monetária indexada pelo IGP-M ou CDI. e) Garantias Os créditos imobiliários são garantidos por hipoteca dos respectivos imóveis nos seguintes valores: 30.06.06 Controladora 31.12.05 31.12.04 18.553.290 20.941.330 20.348.717 f) 31.12.03 30.06.06 Consolidado 31.12.05 31.12.04 26.110.190 53.093.527 51.046.627 31.12.03 31.537.237 40.787.089 Co-Obrigações A Sociedade mantêm co-responsabilidade por recebíveis de seus clientes por aquisição de imóveis que foram objeto de operações de cessão de recebíveis junto ao Banco UNIBANCO-União de Bancos Brasileiros S.A.. Essas operações ocorreram em duas modalidades, sendo que a primeira consiste na co-responsabilidade sobre 5% dos saldos devedores dos clientes até o prazo final de vencimento dos recebíveis; a segunda modalidade consiste na co-responsabilidade sobre 10% dos saldos devedores dos clientes até o prazo 24 meses a contar da data da contratação por parte do cliente ou até que o mesmo atinja 30% do valor do imóvel transacionado, sendo considerado o prazo que por último ocorrer. Também nesta modalidade de co-responsabilidade, a Soceidade e suas controladas tem a obrigação de constituir uma “caução” que é representada por penhor de aplicação financeira em Certificado de Depósito Bancário (CDB) no valor de 10% sobre os valores cedidos afim de garantir a co-responsabilidade. Este valor de caução decresce no tempo, a medida que o saldo devedor dos clientes diminui. O valor do saldo devedor dos clientes, em 30 de junho de 2006, nestas modalidades é de R$ 77.801.723, sendo as respectivas co-obrigações no total de R$ 4.725.901. g) Créditos aprovados e contratados Os saldos dos financiamentos imobiliários referem-se a liberações já efetuadas por instituições financeiras, sendo o total dos créditos aprovados e contratados para conclusão dos empreendimentos assim distribuído: E-31 E-32 30.06.06 2.500.000 3.500.000 11.235.000 5.500.000 7.000.000 6.544.919 4.262.787 40.542.706 2.863.175 4.379.242 792.910 3.009.629 7.869.096 4.886.040 1.835.000 1.875.000 7.219.906 16.847.746 376.038 6.090.273 58.044.055 98.586.761 Empreendimento Controladora Casa Grupo Verdi Green Island Green Place Green Village I Green Village II Green Village III New York Condominium North Valley Pantheon South Valley Tamboré 04 Villagio West Valley Capital De Giro Total controladora Controladas Sistema Fácil Incorp. Imob. - Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Belo Horizonte II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Campinas I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Campinas III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Total controladas CONSOLIDADO Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 1.625.000 4.379.242 792.910 1.348.616 5.271.780 2.718.516 1.835.000 1.875.000 4.219.600 7.265.619 376.038 3.288.509 34.995.830 62.258.617 87.351.761 2.500.000 3.500.000 5.500.000 7.000.000 4.500.000 4.262.787 27.262.787 2.863.175 4.379.242 792.910 3.009.629 7.869.096 4.886.040 1.835.000 1.875.000 7.219.906 16.847.746 376.038 6.090.273 58.044.055 2.500.000 3.500.000 5.500.000 7.000.000 6.544.919 4.262.787 29.307.706 Crédito contratado 31.12.05 31.12.04 64.879.521 1.625.000 431.172 792.910 1.350.000 3.128.780 1.835.000 4.380.664 12.533.208 26.076.734 2.500.000 3.500.000 1.040.000 5.500.000 7.000.000 15.000.000 4.262.787 38.802.787 31.12.03 53.093.527 2.368.118 2.845.841 253.069 2.622.364 6.747.980 3.944.548 540.698 1.011.736 6.845.587 3.204.506 255.446 3.900.344 34.540.237 1.275.169 2.729.138 312.725 3.259.212 3.717.087 4.149.058 3.110.901 18.553.290 30.06.06 51.046.627 2.604.791 1.405.283 279.232 2.100.211 7.444.865 2.683.281 629.146 1.205.946 6.536.895 1.593.020 288.900 3.333.727 30.105.297 1.552.302 3.086.800 3.816.003 4.409.776 4.607.211 3.469.238 20.941.330 31.537.237 1.467.648 322.018 399.890 3.758.446 783.295 1.770.889 2.337.169 348.656 509 11.188.520 2.002.753 3.683.409 4.759.537 5.676.511 3.994.507 232.000 20.348.717 Saldo devedor das liberações 31.12.05 31.12.04 40.787.089 804.157 424.025 535.368 1.646 1.410.649 3.463 494 913.701 1.747.177 14 381 4.512.570 4.323.254 14.676.899 94.885 2.337.461 2.555.076 57.377 5.544.269 6.667.929 5.594.959 3.258.234 26.110.190 31.12.03 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 8. OBRIGAÇÕES SOCIAIS 30.06.06 Salários a pagar Férias e encargos sociais 13º. Salário e encargos sociais Seguro com pessoal Instituto Nacional do Seguro Social – INSS Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS Outras contribuições Outros 9. Controladora 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 Consolidado 31.12.05 31.12.04 31.12.03 8.940 348.078 155.957 2.795 170.044 369.706 5.759 7.280 265.367 1.669 271 269.944 1.673 27.997 429.377 189.603 3.751 179.067 436.998 6.548 26.386 319.110 1.974 12.927 311.395 2.011 119.073 117.875 93.754 87.775 184.904 176.788 166.193 151.350 24.169 2.674 16.874 678.560 30.056 3.605 34.080 731.125 24.748 1.497 21.379 415.694 18.260 377.923 28.987 3.486 18.391 886.496 35.136 4.244 34.078 872.859 29.205 1.953 21.377 566.198 22.047 212 499.942 OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS Controladora 30.06.06 Programa de Integração Social – PIS Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Imposto Sobre Serviços – ISS Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF Imposto sobre Operações Financeiras – IOF Imposto de renda e contribuição social 31.12.05 31.12.04 Consolidado 31.12.03 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 28.137 39.201 74.127 23.768 50.188 58.547 203.993 36.403 128.636 2.108 348.597 51.964 1.361 560.803 180.595 5.157 59.171 35.617 280 320.021 334.437 17.655 20.747 7.228 1.359 455.553 62.063 10.628 14.717 19.002 465.710 595.888 234.560 33.532 353.162 51.964 243.623 967.029 266.594 29.964 101.081 35.617 313.532 805.335 931.690 38.938 92.537 7.228 540.703 1.815.089 118.746 17.515 17.861 19.002 601.429 810.956 10. CRÉDITOS COM TERCEIROS E RECURSOS DE PARCEIROS Controladora Consolidado Ativo 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 Devedores por aporte (a) Devedores diversos (b) Consórcios adquiridos Cheques em cobrança Adiantamento a funcionários Adiantamento a terceiros Impostos a recuperar Adiantamento para Futuro Aumento de Capital – AFAC Devedores por empréstimos 2.081.178 75.513 91.341 3.509 763.949 82.856 69.164 1.573.455 130.845 256.672 9.673 620.860 530.583 11.674 3.466.933 151.636 174.992 7.755 573.358 23.570 1.941.068 2.758.891 14.707 253.287 853.635 533.576 7.917.023 130.017 209.351 5.540 2.157.793 135.394 1.051.235 1.889.155 233.759 492.580 9.831 3.629.400 562.722 2.890.491 230.292 389.307 7.809 3.192.480 48.686 412.093 1.879.169 42.655 456.992 69 3.189.662 557.979 391.995 3.490.341 149.635 3.340.887 4.409.918 246.852 6.602.016 31.543 10.586.661 21.825 11.929 7.902.436 6.759.065 325.747 6.864.366 (a) Representa recursos alocados nos consórcios pelas SPEs para financiar os empreendimentos. (b) Representa saldos a receber pelos cotistas relativos a recursos cedidos às SPEs, condomínios e outros. Controladora Consolidado Passivo 30.06.06 3.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 Contas a pagar – diversas Credores por devolução de aporte (a) Credores diversos (b) Terrenos Títulos a pagar Outros 356.829 13.184 1.941.373 232.967 2.544.353 219.008 644.670 274.042 345.673 1.483.393 281.770 998.878 72.758 359.172 1.712.578 183.179 946.762 4.055.882 1.034.826 1.238.788 43.272 7.502.709 316.851 349.607 6.492.390 1.046.199 8.205.047 544.415 2.703.207 1.051.427 345.673 127.811 4.772.533 507.898 1.604.516 4.526.343 1.277.031 359.173 8.274.961 334.591 5.489.567 2.610.876 1.238.788 235.935 9.909.757 E-33 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) (a) Representa saldos passivos de devedores por aporte de recursos. (b) Representa saldos a pagar aos cotistas por recursos cedidos às SPEs e condomínios. A Sociedade participa do desenvolvimento de empreendimentos de incorporação imobiliária em conjunto com outros parceiros de forma direta ou por meio de partes relacionadas, mediante participação societária ou através da formação de consórcios. A estrutura de administração desses empreendimentos e a gerência de caixa são centralizadas na Sociedade líder do empreendimento, que fiscaliza o desenvolvimento das obras e os orçamentos. Assim, o líder do empreendimento assegura que as aplicações de recursos necessários sejam feitas e alocadas de acordo com o planejado. As origens e aplicações de recursos do empreendimento estão refletidas nesses saldos, com observação do respectivo percentual de participação, os quais não estão sujeitos a atualização ou encargos financeiros e não possuem vencimento predeterminado, conforme previsto nos contratos de participação. O prazo médio de desenvolvimento e finalização dos empreendimentos em que se encontram aplicados os recursos é de dois anos e meio, sempre com base nos projetos e cronogramas físico-financeiros de cada obra. Essa forma de alocação dos recursos permite que as condições negociais acertadas com cada parceiro e em cada empreendimento fiquem concentradas em estruturas específicas e mais adequadas às suas características. 11. CONTAS A PAGAR POR AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS São compromissos assumidos na compra de terrenos em estoque para incorporação de empreendimentos imobiliários, que serão liquidados com o repasse de percentual do valor geral de venda (“VGV”) dos respectivos empreendimentos, variando entre 5% e 15%, à medida que ocorrerem os recebimentos, e estão compostos como seguem: Controladora Empreendimento Consolidado 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 West Valley 1.057.199 1.182.088 1.460.708 1.417.377 1.057.199 1.182.088 1.460.708 Green Place 302.544 324.523 403.308 412.613 302.544 324.523 403.308 412.613 North Valley 756.762 877.876 1.088.244 1.198.109 756.762 877.876 1.088.244 1.198.109 Controladora Tamboré 4 South Valley 1.417.377 75.101 82.246 140.429 1.792.905 75.101 82.246 140.429 1.792.905 1.200.431 2.177.854 1.299.649 478.077 1.200.431 2.177.854 1.299.649 478.078 - - - - 21.939 13.277 101.309 481.058 - - - - 417.052 446.233 221.767 239.692 - - - - 149.477 91.960 102.827 1.575.573 - - - - 130.772 92.019 130.202 2.205.746 Controladas Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto lI SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 7 - - - - 1.214.597 1.282.184 1.354.374 563.810 Total Villaggio SPE Ltda. 3.392.037 4.644.587 4.392.338 5.299.081 5.325.874 6.570.260 6.302.817 10.364.961 Total passivo circulante 1.469.100 1.966.900 1.720.707 3.114.270 2.398.094 2.717.849 2.151.389 7.526.732 Total exigível a longo prazo 1.922.937 2.677.687 2.671.631 2.184.811 2.927.780 3.852.411 4.151.428 2.838.229 E-34 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) Em 30 de junho de 2006, havia o seguinte cronograma de vencimentos a longo prazo: R$ Ano Controladora Consolidado 248.407 466.237 422.751 375.067 410.475 1.922.937 470.311 661.268 600.061 520.113 676.027 2.927.780 2007 (a partir de julho) 2008 2009 2010 Após 2010 A atualização do saldo a pagar é efetuada com base nas mesmas condições dos contratos de compra e venda das unidades sujeitas ao repasse de percentual de VGV. Essa atualização encontra-se descrita na nota explicativa nº 3. 12. PROVISÃO PARA GARANTIA É constituída aplicando-se o percentual entre 1% e 1,5% sobre o custo incorrido de cada obra. Esse percentual foi determinado pela Administração com base nas perdas históricas que as Sociedades possuem no reparo dos imóveis vendidos. A provisão para garantia é constituída com o objetivo de viabilizar correções de defeitos estruturais (até cinco anos) e de materiais e defeitos aparentes (até dois anos). 13. OPERAÇÕES DE INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA E VENDA DE IMÓVEIS Conforme descrito na nota explicativa nº 2.h, demonstramos a seguir os valores totais das operações de incorporação imobiliária e venda de imóveis que incluem os montantes já realizados e apresentados nas contas patrimoniais e os montantes ainda não realizados, em virtude do critério de reconhecimento da receita estabelecido pela Resolução nº 963/03 do CFC, aplicável às atividades imobiliárias: a) Créditos perante clientes Controladora Ativo circulante Consolidado 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 23.572.559 16.865.971 18.043.559 30.306.984 45.226.883 33.371.800 28.153.064 60.802.439 Crédito de clientes – montantes realizados Crédito de clientes – montantes não realizados Créditos de clientes totais 7.041.440 8.195.628 2.646.987 6.472.558 24.968.087 24.844.417 20.410.948 23.524.566 30.613.999 25.061.599 20.690.546 6.779.542 70.194.970 58.216.217 48.564.012 84.327.005 Controladora Realizável a longo prazo Consolidado 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 13.142.562 22.960.895 28.015.073 21.257.586 40.737.326 47.801.430 45.336.860 25.510.160 Crédito de clientes – montantes realizados Crédito de clientes – montantes não realizados Créditos de clientes totais 2.550.633 3.632.881 2.646.987 2.273.163 7.997.302 15.803.505 19.625.020 17.060.391 15.693.195 26.593.776 30.662.060 23.530.749 48.734.628 63.604.935 64.961.880 42.570.551 E-35 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) b) Obrigações de construir Representam as estimativas dos custos contratados a incorrer nas obras em andamento relativamente às unidades já vendidas, subtraídos dos custos já incorridos durante o processo de construção: 30.06.06 Empreendimento Consolidado 31.12.05 31.12.04 31.12.03 3.111.815 4.132.803 4.643.722 - 1.684.730 2.542.217 1.235.944 - 337.653 222.220 693.736 3.344.911 - - 1.495.524 1.669.557 670.919 487.968 445.992 - - 100.980 918.105 - 85.550 382.093 - - 66.825 11.978.645 10.523.500 - 254.508 1.531.232 1.792.503 1.956.630 - - 1.100.406 1.681.502 828.285 West Valley South Valley 1.338.654 Green Place Green Village III 4.697.987 Sistema Fácil Incorp. Imob. – Sorocaba I SPE Ltda. – Altos do Campolim 282.518 Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro II SPE Ltda. – Barra Central Park 3.615.277 Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. – Bellas Artes 1.143.767 Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto V SPE Ltda. – Dolce Vita 905.037 Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. Do Rio Preto II SPE Ltda. – Barcelona Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. – Caribe Village Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. – Alto da Boa Vista Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. – Bosque S Francisco 9.562.274 Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il SPE Ltda. – San Remo Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. – Parc Belle Vue 1.584.823 Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. – Villa Jardim 424.037 Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. – Fontana de Trevi Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. – Maxim’s Sistema Fácil Incorp. Imob. - Belo Horizonte I SPE Ltda. - Alto da Serra Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. 760.881 Total 24.315.255 284.013 1.611.026 2.491.034 4.535.616 2.143.673 113.471 5.511.257 1.318.974 29.803.850 363.558 3.787.225 29.157.098 1.593.152 2.119.700 26.832.226 Total passivo circulante Total exigível a longo prazo 18.290.330 11.513.520 14.232.989 14.924.109 14.608.691 12.223.535 18.358.855 5.956.400 No quadro a seguir demonstramos a obrigação de construir de cada empreendimento, em 31 de dezembro de 2005, em virtude do valor total do custo de construção contratado para as respectivas obras juntamente com seus percentuais de vendas, cuja relação compõe os valores de obrigações das unidades vendidas, demonstrados no quadro anterior: E-36 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) Posição em 30 de junho de 2006 - Empreendimento Custo total contratado South Valley Green Village III Sistema Fácil Incorp. Imob. - Sorocaba I SPE Ltda. - Altos do Campolim (*) Sistema Fácil Incorp. Imob. - Rio de Janeiro II SPE Ltda. - Barra Central Park (*) Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. - Bellas Artes (*) Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto V SPE Ltda. - Dolce Vita (*) Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. - Bosque S Francisco (*) Sistema Fácil Incorp. Imob. - Belo Horizonte II SPE Ltda. - Parc Belle Vue (*) Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. - Villa Jardim (*) Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. (*) Total de custo de obra 12.724.901 6.124.219 1.033.833 3.960.560 4.713.721 1.531.238 11.818.969 3.735.296 2.914.789 3.178.879 51.736.405 Vendas -% 100% 84% 51% 55% 90% 61% 72% 81% 81% 62% Custo incorrido 11.386.247 1.426.232 751.315 345.283 3.569.954 626.201 2.256.695 2.150.474 2.490.751 2.417.998 27.421.150 Obrigação de construir 1.338.654 4.697.987 282.518 3.615.277 1.143.767 905.037 9.562.274 1.584.822 424.038 760.881 24.315.255 (*) Nos empreendimentos constituídos em SPEs, as informações anteriores são proporcionais à participação da Rodobens nessas Sociedades. c) Resultado de vendas de imóveis a apropriar O saldo de resultado de vendas de imóveis a apropriar é composto pelos créditos de clientes não relizados subtraído do saldo de obrigação de construir. Abaixo são demonstrados os saldos em 31 de dezembro de 2005, de 2004 e de 2003: Empreendimentos 30.06.06 West Valley South Valley Green Place Green Village III Sistema Fácil Incorp. Imob. - Sorocaba I SPE Ltda. - Altos do Campolim Sistema Fácil Incorp. Imob. - Rio de Janeiro II SPE Ltda. - Barra Central Park Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. - Bellas Artes Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto V SPE Ltda. - Dolce Vita Sistema Fácil Incorp. Imob. - S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. - Barcelona Sistema Fácil Incorp. Imob. - Indaiatuba I SPE Ltda. - Caribe Village Sistema Fácil Incorp. Imob. - Jaboticabal I SPE Ltda. - Alto da Boa Vista Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. - Bosque S Francisco Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto Il SPE Ltda. - San Remo Sistema Fácil Incorp. Imob. - Belo Horizonte II SPE Ltda. - Parc Belle Vue Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. - Villa Jardim Sistema Fácil Incorp. Imob. - Campinas III SPE Ltda. - Porto Ville Galeria Sistema Fácil Incorp. Imob. - Rio de Janeiro I SPE Ltda. - Fontana de Trevi Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. - Maxim’s Sistema Fácil Incorp. Imob. - Belo Horizonte I SPE Ltda. - Alto da Serra Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. 601.519 2.953.912 116.548 1.120.393 1.023.701 112.386 1.515.053 740.192 190.036 276.394 8.650.134 Consolidado 31.12.05 31.12.04 1.450.932 3.132.959 154.845 887.366 471.172 81.061 2.030.144 168.579 834.112 479.764 335.975 817.163 10.844.072 650.252 118.178 533.940 85.550 82.913 31.502 1.432.333 572.224 831.009 1.240.888 2.885.954 468.042 1.946.085 10.878.870 31.12.03 1.184.402 867.527 1.230.899 29.854 380.808 852.725 46.087 64.116 526.908 377.614 1.702.592 2.257.375 79.513 2.254.654 995.065 912.592 13.762.731 14. PARTES RELACIONADAS A Sociedade, os acionistas controladores, as controladas e controladas em conjunto realizam operações comerciais e financeiras entre si, a preços, prazos, encargos financeiros e demais condições usualmente praticadas no mercado de incorporação imobiliária. Essas operações incluem a disponibilização de recursos para os empreendimentos, os contratos de prestação de serviços, as garantias dos acionistas controladores em contratos de financiamento e a venda de unidades residenciais a prazo para alguns dos atuais sócios controladores indiretos. Os contratos de mútuo existentes (ativos e passivos) são remunerados pela variação do CDI e não possuem prazo de vencimento determinado. Os saldos de partes relacionadas foram eliminados na consolidação proporcionalmente a participação da controladora. E-37 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) Os saldos das transações com partes relacionadas, efetuadas em condições usuais de mercado, são as seguintes: Ativo Cond. New York Cond. Porto Ville Cond. San Francisco Cond. Tamboré 4 Cond. Tamboré 5 Cond. Tamboré 6 Cond. Tamboré 7 Condomínio Sol de Espanha Construtora Nogueira Porto Ltda. Construtora Romeu Chap Chap Encalso Construções Ltda. Fernandez & Bogossian Des. Imob. Ltda. Green Minas Veículos Ltda. Green Veículos Com. e Imp. Ltda. GV Holding S.A. Lúcio Engenharia e Constr. Ltda. Nova América Promobens Prom de Vendas e Prest S Ric Desenv. e Cons. Imobiliária Ltda. Rodobens Adm. Corret. Prev. Privada Rodobens Adm. e Promoções Ltda. Rodobens Participações Ltda. Rodobens Prest. Serv. Interm. de Vendas Romeu Chap Chap Des. Cons. Imob. Ltda. Sistema Fácil Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Belo Horizonte II Sistema Fácil Belo Horizonte III Sistema Fácil Campinas 1 SPE Sistema Fácil Campinas 2 SPE Sistema Fácil Campinas 3 SPE Sistema Fácil Campinas IV SPE Ltda. Sistema Fácil Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Fortaleza II SPE Ltda. Sistema Fácil Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Rib. Preto 3 SPE Ltda. Sistema Fácil Rib. Preto 4 SPE Ltda. Sistema Fácil Rib. Preto 7 SPE Ltda. Sistema Fácil Rib. Preto I SPE Sistema Fácil Rib. Preto VI SPE Ltda. Sistema Fácil Ribeirão Preto 2 SPE Sistema Fácil Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil RJ l SPE -Ltda. Sistema Fácil SJ Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil S.J. Rio Preto 3 SPE Sistema Fácil S.J.Rio Preto l SPE Ltda. Sistema Fácil Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Sorocaba 1 SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villagio SPE Sistema Fácil Tamboré 6 Villagio SPE Sistema Fácil Tamboré 7 Villagio SPE Sistema Fácil Tamboré 8 Villagio SPE Sistema Fácil Tamboré Aptos I Sistema Fácil Tamboré Aptos II Sistema Fácil Tamboré Aptos III Sistema Fácil Tamboré House I Sistema Fácil Tamboré House II Sistema Fácil RJ II Spe Ltda. Cond. Belo Horizonte II Cond. Maria Stella Cond. Barra Central Park Cond. Nova Escócia Verdados Sist Proc. S/C Ltda. 30.06.06 74.078 85.585 11.398 4.173 2.231 139.461 42.958 10.917 442.329 1.183.569 497.081 41.533 130.797 40.763 2.049.324 1.191.642 835.940 9.271 199.733 354.952 135.267 2.842.877 1.740.098 982.466 130.627 389.630 783.093 2.320.330 787.878 92.594 69.058 3.396.887 36.672 31.102 35.314 46.826 55.500 325 21.224.279 Controladora 31.12.05 31.12.04 29.652 24.519 30.132 3.872 2.070 127.860 978 7.432 442.329 783.018 497.081 38.538 29.928 14.579 1.873.436 1.185.042 499.407 7.509 167.472 369.610 135.267 2.596.416 1.112.162 964.066 35.273 476.984 420.979 2.146.039 499.255 154.485 3.012.669 541.714 18.856 18.833 18.918 23.407 38.881 18.348.668 E-38 18.117 115.101 3.685 3.260 1.743 11.300 986.586 368 5.436 429.978 561.917 541.444 32.404 362.573 1.157.778 390.138 4.041 122.408 119.295 1.182.679 399.253 1.852.144 476.263 328.910 1.000.956 388.250 1.443.578 588.367 402.595 109.595 3.666.936 82.647 10.129 10.129 10.123 6.445 4.770 16.831.341 31.12.03 30.06.06 32 255 104 14 351 1.373 406.513 602.485 739.438 151.481 40.303 176.136 247.841 1.169.361 92.655 2.305 79.179 967.538 59.592 530.800 241.803 980.456 176.588 421.870 172.546 898.233 220.282 194.228 1.026.895 433.121 1.375.892 43.947 113 11.453.730 9.886 25.420 54.835 148.580 123.360 177.298 11.398 4.173 3.666 20.213 132.642 18.353 28.154 2.231 31.070 139.461 10.885 21.479 5.458 85.235 289.191 284.032 23.732 74.737 23.278 327.892 595.821 417.931 4.635 99.867 177.476 135.267 1.421.439 870.073 561.381 65.314 194.815 447.459 540 1.546.894 534.654 61.729 46.039 2.264.602 556 6.667 5.654 6.420 8.513 10.090 4.394 73.219 15.255 129.224 325 11.782.912 Consolidado 31.12.05 31.12.04 31.12.03 9.173 21.495 57.448 202.159 96.520 86.870 40.880 3.872 3.402 16.619 54.600 17.030 26.124 2.070 26.693 978 10.100 3.716 84.888 211.032 284.032 22.020 17.101 8.330 299.750 592.521 249.704 3.755 83.736 184.805 135.267 1.298.208 556.081 550.867 17.636 238.492 240.547 501 1.430.700 338.795 102.990 2.008.456 297.538 3.428 3.424 3.439 4.257 7.068 9.959.117 2.468 4.066 32 255 104 14 7.308 351 1.373 7.327 213.191 344.413 134.430 86.556 23.029 100.644 99.136 584.680 46.328 1.152 39.589 483.769 29.796 265.400 120.901 560.232 88.294 210.942 98.635 598.825 146.855 131.803 684.600 288.749 941.378 29.303 113 6.376.041 7.723 7.838 18.117 115.159 63.957 25.271 3.260 2.864 13.992 4.718 1.743 22.473 8.503 493.293 184 2.718 81.935 159.941 309.381 18.515 207.174 463.111 195.069 2.021 61.204 59.647 591.339 199.627 1.058.315 238.132 164.462 571.989 154.939 962.390 162.330 273.201 73.064 2.444.636 55.098 1.841 1.841 1.840 1.172 870 9.306.897 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 30.06.06 Controladora 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 Consolidado 31.12.05 31.12.04 31.12.03 Passivo Ampla Invest. Imob. Ltda. Auto Green Veículos Ltda. Cia. Brasileira de Truck Stop Cond Tamboré 4 Cond. Maxim's Cond. Porto Ville Galeria Cond. San Remo Cond. Tamboré 4 Cond. Tamboré 5 Cond. Tamboré 6 Cond. Tamboré 7 Condomínio Nova América Condomínio Nova Escócia Condomínio Sol de Espanha Condomínio Tamboré V Construtora Lincon Veloso Ltda. Construtora Nogueira Porto Ltda. Construtora Romeu Chap Chap Cyro Miranda Gifford Net DM Motors do Brasil Ltda. Dominus Engenharia Ltda. Encalso Construções Ltda. Engenharia Costa Hirota Ltda. Fernanda Bolonga Peretti Fernandez & Bogossian Des. Imob. Ltda. Fernandez Mera Neg. Imobiliários Ltda. Green Star Comércio Veículos Green Veículos Com. e Imp. Ltda. GV Holding S.A. Isa Participações S.A. Lúcio Engenharia e Constr. Ltda. Luizana Empr. Imobiliários Ltda. Oregon Inc. e Construção Ltda. Pará Automóveis Ltda. Posi Eng. e Construção Ltda. Postiba Adm. e Part. Empr. Com. Ltda. Prestacon Adm. Corr. Seguros de Vida Lt. Promoverdi Prom. de Vendas e Prest. Ser Ric Desenv. e Cons. Imobiliária Ltda. Rodobens Adm. Corret. Prev. Privada Rodobens Comun. Empresarial Ltda. Rodobens Locação de Imóveis Ltda. Rodobens Prest. Serv. Ger. Riscos Ltda. Rodobens Prest. Serv. Interm. de Vendas Rodobens Transp. Adm. Corr. Seguro Sistema Fácil Campinas lll SPE Ltda. Sistema Fácil SJ Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villagio SPE SM Desenv. e Inc. Ltda. Stefani Nogueira Engenharia Ltda. TV Empresarial Rodolink Ltda. VeiCom. Serviços Ltda. Rodobens Adm Corr. Seguros SC. Ltda. Delta Veículos Ltda. Cond. Alto da Serra Cond. Jardins de Barcelona Cond. Fontana di Trevi Sistema Fácil Ribeirão Preto VII SPE Lt 78.965 327 4.173 2.231 69.547 1.784.601 444.797 2.881.350 294.057 772.854 17.060 155.495 89.221 1.199.576 472.685 1.875.783 9.311 261.129 100.991 461 17.041 6.503.954 524.938 17.560.547 109.514 3.872 2.070 82.698 1.710.413 711.587 198.948 65.598 1.261.173 139.841 789.102 61.097 51.409 7.137.704 8.640 105.274 93.707 428 15.810 12.548.885 E-39 2.693 3.260 9.920 15.446 2.199.451 614.671 47.755 853.997 43.597 4.014.681 270.957 1.956 6.302.881 7.274 13.312 14.401.851 200.511 35.000 242.239 266.917 21.098 244.136 1.954.451 37.044 6.268 11.472 97.340 4.120.621 7.237.097 139.479 137.339 100.884 102.108 153.826 263.378 240.531 54.832 57.445 67.727 91.712 50.414 11.616 10.800 1.005 7.563 327 4.173 3.872 28.100 3.585 69.547 82.698 25.042 3.265 530.777 529.710 2.302 60.189 55.848 1.784.601 1.710.413 272.837 269.007 237.864 254.708 248.721 158.376 59.447 55.160 3.029.879 2.915.606 444.797 139.474 137.335 1.934.360 1.826.961 140.992 101.854 20.990 7.300 2.881.350 711.587 281.616 202.182 294.057 198.948 772.854 17.060 65.598 2.302 155.495 1.261.173 89.221 139.841 1.199.576 789.102 472.685 61.097 - 7.137.704 5.320 4.937 130.565 52.602 40.113 37.220 977 906 127 118 11.360 10.542 41.184 6.411 3.091.141 2.531.522 6.503.954 524.938 73.219 15.252 135.502 24 26.539.325 22.052.833 237.687 140.216 200.511 35.000 19.047 182.820 69.054 33.413 25.330 26.858 2.693 3.260 27.880 15.446 242.254 99.722 541.789 499.284 1.870 33.585 21.396 2.199.451 487.978 280.513 399.454 284.681 123.838 48.550 33.171 21.396 2.492.221 1.374.733 206.990 105.758 614.671 242.239 266.917 21.098 237.694 140.222 1.884.259 1.197.484 80.223 31.912 79.373 44.619 139.078 178.863 47.755 853.997 244.136 43.597 21.547 4.014.681 1.954.451 270.957 1.956 6.302.881 37.044 4.156 3.581 1.313 8.875 7.648 95.604 44.710 1.065.046 1.563.043 97.340 - 4.120.621 23.131.288 13.350.152 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 30.06.06 Controladora 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 Consolidado 31.12.05 31.12.04 31.12.03 Resultado (receitas) Sistema Fácil Incorp. Imob. - S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - S. J. do Rio Preto III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Indaiatuba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Rio de Janeiro I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Rio de Janeiro II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Sorocaba I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Belo Horizonte I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Belo Horizonte II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Belo Horizonte III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Campinas I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Campinas II SPE Ltda. Sistema Fácil Campinas 3 SPE Sistema Fácil Incorp. Imob. - Campinas IV SPE Ltda. Sistema Fácil Jaboticabal I SPE Ltda. Sistema Fácil Rib. Preto I SPE Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto Il SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto IIl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto lV SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto V SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto Vl SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. - Ribeirão Preto VIl SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villagio Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 8 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré Apartments III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Tamboré House II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza II SPE Ltda. Rodobens Participação Ltda. Unibanco D.T.V.M. Rodobens Inc. e Constr. Ltda. Rodobens Prest. Serviços e Interm. Vendas Ltda. Fernandez e Bogossian Des. Imob. Ltda. Romeu Chap Chap Des. Cons. Imob. Ltda. Construtora Romeu Chap Chap Ric Desenv. e Cons. Imobiliária Ltda. Construtora Nogueira Porto Ltda. Promoverdi Promotora Vendas Assessor Lúcio Engenharia e Constr. Ltda. Encalso Construções Ltda. 31.614 77.053 48.707 75.319 15.807 38.526 24.353 37.659 - 59.676 91.807 9.588 - 29.838 45.904 4.794 7.855 373 - - 3.927 186 - - 147.088 265.045 101.896 35.953 23.534 42.407 40.759 14.381 71.634 239.261 195.361 151.319 40.931 136.713 111.629 86.464 - 5.544 - - - 3.168 - - 47.760 76.860 39.904 36.228 32.410 52.158 27.079 24.585 - 176.308 107.361 58.128 - 88.154 53.680 29.064 1.777 3.425 84 - 888 1.713 42 - 684 1.046 436 - 342 523 218 - - 277 86.164 84.339 - 50 15.665 48.191 73.525 - 113.372 - 97.424 67.596 117.127 7.843 13.367 - 20.611 - 17.712 38.624 21.294 4.482 2.995 - 6.134 - 7.643 150.813 101.495 1.703 154.120 134.871 1.712 - 3.505 - 4.367 75.406 50.747 973 77.060 67.436 204.061 327.904 108.663 99.062 102.030 163.952 54.331 49.531 48.273 75.115 26.732 16.568 24.097 37.557 13.366 8.284 626 1.033 436 205 313 517 218 102 106.187 107.959 46.464 17.857 53.093 53.979 23.232 8.928 - 18.573 12.506 7.647 - 9.287 6.253 3.823 13.711 8.975 2.808 235.781 - 24.609 24.090 578.608 18.588 16.229 173.983 102.177 321.545 9.200 8.202 125.074 32.136 271.433 7.467 6.859 5.983 1.872 157.188 - 12.304 16.061 385.758 10.192 8.115 115.994 68.122 214.374 6.133 4.101 83.387 21.425 181.036 4.978 2.160 2.555 579 - 393 465 105 - 1.925 2.557 579 - 350 465 105 - 2.131 2.560 573 - 387 465 104 - 2.674 2.941 369 - - 535 67 - 3.499 2.953 274 - 2.112 537 50 - 40.814 167.090 136.178 132.955 299.192 66.821 33.799 174.245 6.859 44.218 159.842 22.334 39 111.394 77.812 52.928 199.472 38.182 13.425 116.169 3.919 26.226 110.707 - 108.211 81.225 24.320 - 29.855 22.410 6.710 4.869 63.238 39.666 9.728 2.782 36.133 22.668 5.559 1.594 10.002 - 839 16.435 - 1.300 1.226 - - 897 10.002 84.508 480 16.435 2.946 1.300 1.226 1.296 1.220 1.242.112 26 2.971.493 2.315.282 251 1.697.407 1.324 785 1.385 2.168 264 2.031 7.542 735.050 3 1.108 1.597 2.627 4.220 538 1.535.780 874 943 1.935 2.869 396 1.240.447 762 1.373 2.068 3.438 463 251 944.674 E-40 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 30.06.06 Controladora 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 Consolidado 31.12.05 31.12.04 31.12.03 Resultado (despesas) Sistema Fácil Incorp. Imob. - S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. Sistema Fácil São Paulo II SPE Ltda. Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Rodobens Adm Corr. Seguros SC. Ltda. Rodobens Transp. Adm. Corr. Seguro Rodobens Inc. e Constr. Ltda. Rodobens Locação de Imóveis Ltda. Rodobens Adm. Corret. Prev. Priv. Rodobens Prest. Serv. Ger. Riscos Ltda. Rodobens Comun. Empresarial Ltda. Rodobens Prest. Serv. Interm. de Vendas DM Motors do Brasil Ltda. Promoverdi Prom. de Vendas e Prest. Ser Belém Disel S.A. Green Motors Comércio Green Star Comércio Veículos Postiba Adm. e Part. Empr. Com. Ltda. Prestacon Adm. Corr. Seguros de TV Empresarial Rodolink Ltda. Auto Green Veículos Ltda. Oregon Inc. e Construção Ltda. SM Desenv. e Inc. Ltda. Construtora Nogueira Porto Ltda. Fernandez Mera Neg. Imobiliários Posi Eng. e Construção Ltda. Construtora Romeu Chap Chap Ltda. Ric Desenv. Consult. Ltda. Dominus Engenharia Ltda. Ampla Invest. Imob. Ltda. Isa Participações S.A. Cyro Miranda Gifford Net Fernanda Bolonga Peretti Construtora Lincon Veloso Ltda. Luizana Empr. Imobiliários Ltda. Engenharia Costa Hirota Ltda. Braslatex Ind. Com Borrachas Ltda. Lúcio Engenharia e Constr. Ltda. Fernandez & Bogossian Des. Imob. Ltda. Cond. Porto Ville Galeria Stefani Nogueira Engenharia Ltda. Encalso Construções Ltda. Metro Investimentos Imob. Ltda. Cond. Bosque São Francisco Pará Automóveis Ltda. Cirasa Com. Ind. Riop. de Autom. Vei-Com Serviços Ltda. Caribe Construtora Green Veículos Com. e Imp. Cond. Tamboré 7 Green Minas Veículos Green Veículos Com Imp Cuiabá Diesel S.A. Cond. Tamboré 6 Delta Veículos Cond. Tamboré 4 Green Center Rio Campos Veículos Rodorental SanDiesel Sistema Fácil Campinas lll SPE Sistema Fácil Santo André SPE Sadive S.A. Distribuidora Veículos Verdados Sist Proc S/C Nordeste Automotores Norasa Cond. Jardins de Barcelona Green Salvador Com. de Veic. Ltda. GV Holding SA Cond. Fontana di Trevi Sistema Fácil Ribeirão Preto V SPE 14.856 275 - - 7.462 137 - - 1.229 7.284 - 2.500 1.808 - 1.842 - 2.151 - 819 2.893 70 1.667 718 214 1.229 52 1.434 3.392 - 33 25.849 508.488 75.474 6.465 12.703 9.025 72.002 82.220 2.987 8.195 20.109 38.832 474 3.380 157.544 19.365 672 2.144 23.025 1.092.355 1 645.380 1.124.802 95.322 16.252 1.133 8.134 254 414.792 14.754 1.655 49.436 17.788 100.238 1.102 28.912 3.630 9.541 34.669 1.366 26 623 12.719 2.587.112 571.554 517.700 476.245 44 5.957 22.538 14.898 4 158.986 1.597 9.020 36.117 7.676 1.617 58.865 27.360 4.039 89.363 6.854 14.942 23.411 18.633 7.231 20.347 2.074 27.870 233.078 340.106 21.872 25.457 438.582 1.221 5.266 280 75 40.209 1.006 1.175 291 613 1.724.904 1.513.262 9 25.849 508.488 75.474 6.465 12.703 9.025 82.220 2.987 8.195 20.109 38.832 474 1.089 1.312 1.067 17.772 94 94 19.912 10.177 10.176 4.341 4.287 1.194 9.141 15.020 3.380 137.073 203.482 15.354 18.386 157.544 73 19.365 384 300 2.144 23.025 277 4 1.478.541 645.380 1.124.802 1.427.275 95.322 16.252 1.133 8.134 25 414.792 14.754 1.655 49.436 17.788 100.238 1.102 13.870 15.932 2.724 10.991 28.513 64.140 29.562 29.551 8.829 8.720 41.245 15.870 24.344 345.425 458.118 31.640 67.841 9.984 17.640 28.912 30 3.630 9.541 34.669 780 15 623 12.719 5.236.682 571.554 476.245 910.950 5.957 22.538 4 158.986 1.597 9.020 7.676 61.024 4.039 89.363 14.942 18.633 9.701 11.025 47.581 7.246 20.903 283 21.980 5.724 6.405 24.681 8.091 12.352 20.347 243.263 319.943 101 200.261 66.889 2.074 233.078 21.872 16.981 197 5.266 575 3.660.628 517.700 44 721.254 14.898 36.117 1.617 27.360 6.854 23.411 7.231 1.283 1.375 66.899 12.273 2.393 350 2.208 43.138 21.596 21.597 4.011 4.011 26.315 3.634 10.002 195.635 144.288 349 192.846 40.489 27.870 340.106 5.547 25.457 438.582 1.221 280 75 40.209 671 291 613 3.036.926 E-41 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) Consolidado Controladora 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 30.06.06 31.12.05 31.12.04 31.12.03 - 98.094 218.690 165.005 - 65.394 145.790 110.001 - 129.799 - - 131.466 86.531 - - SPE Ltda. - San Remo - 708.134 - - 77.016 472.078 - - Tambore 4 - - - 144.238 - - - 36.059 Sistema Fácil Tamboré 7 Villaggio SPE Ltda. - 384.496 381.216 - 137.528 96.123 285.922 - Sistema Fácil Tamboré 5 Villaggio SPE Ltda. - - 144.003 805.325 - - 108.006 604.014 Sistema Fácil Tamboré 6 Villaggio SPE Ltda. - - 838.037 1.111.475 - - 628.549 833.634 - - 7.085 79.265 - - 4.959 55.484 - 260.291 - - 267.074 153.200 - - - - 118.368 120.998 - - 82.855 84.696 - - 113.143 - - - 75.427 - - - 197.677 249.015 - 201.726 - 166.006 - - 291.152 561.270 - - 194.096 374.171 Receita com prestação de serviços Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte I SPE Ltda. - Alto da Serra Sistema Fácil Incorp. Imob. – Belo Horizonte II SPE Ltda. - Parc Belle Vue Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto Il Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas I SPE Ltda. Porto Ville Sistema Fácil Incorp. Imob. São Paulo III SPE Ltda. Bosque S. Francisco Sistema Fácil Incorp. Imob. – Campinas III SPE Ltda. - Porto Ville Galeria Sistema Fácil Incorp. Imob. – Jaboticabal I SPE Ltda. - Alto da Boa Vista Sistema Fácil Incorp. Imob. – Ribeirão Preto l SPE Ltda. - San Francisco Village Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto I SPE Ltda. - Maria Stella Sistema Fácil Incorp. Imob. – S. J. do Rio Preto II SPE Ltda. - Barcelona - 44.261 931.872 - 65.891 14.755 621.232 - Sistema Fácil São Paulo I SPE Ltda. - 321.080 266.767 289.580 74.997 190.436 193.497 210.044 - 506.204 519.435 420.754 - 354.333 430.855 294.519 - 225.803 117.534 - 89.803 143.319 82.271 - - 101.112 - - 54.083 70.776 - - - Caribe - 230.161 - - 2.193 23.335 - - Green Park - 25.403 141.305 - - - - - Rodobens Participação Ltda. - 807.832 - - - - - - Casa Bela Locação de Imóveis e Part. Ltda. - - - - 87.912 - - - Sistema Fácil Incorp. Imob. – Rio de Janeiro I SPE Ltda. - Fontana de Trevi Sistema Fácil Incorp. Imob. Fortaleza I SPE Ltda. Vila Jardim Sistema Fácil Incorp. Imob. Santo André I SPE Ltda. - Belas Artes Sistema Fácil Incorp. Imob. – Indaiatuba I SPE Ltda. Cirasa Com. e Ind. Riopretense de Automóveis Ltda. - - - - 11.341 - - 198.828 - - - 534.985 - - - Fernandez & Bogossian Desenvolvimento Ltda. - - - - 4.322 - - - Lucio Empreendimentos e Participações Ltda. - - - - 5.607 - - - Miranda Hage - Locação de Imóveis e Part. Ltda. - - - - 87.912 - - - Unibanco Negócios Imobiliários Ltda. - - - - 83.811 - - - 198.828 3.842.670 4.286.284 3.946.925 1.715.941 1.872.006 2.853.459 2.768.628 Companhia Hipotecaria Unibanco Rodobens 15. IMPOSTOS DIFERIDOS E CORRENTES a) Impostos diferidos O imposto de renda, a contribuição social sobre o lucro, o PIS e a COFINS diferidos são calculados tomando-se por base as receitas apropriadas ao resultado dos exercícios ou períodos que não foram realizadas financeiramente. O recolhimento será efetuado na medida dos respectivos recebimentos, em conformidade com o estabelecido pelo critério fiscal e adotado pela Sociedade. A base de apuração para os exercícios ou períodos, de acordo com a legislação fiscal vigente, é como segue: E-42 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 30.06.06 Passivo Receitas reconhecidas pela evolução e não realizadas financeiramente 52.838.852 Imposto de renda diferido 2.652.846 Contribuição social diferida 934.235 Cofins diferida 1.189.865 Pis diferido 257.804 5.034.750 Resultado Imposto de renda diferido Contribuição social diferida 18.467 6.648 25.115 Controladora 2005 2004 57.761.831 2.671.313 940.883 1.303.429 282.410 5.198.035 171.059 72.035 243.094 2003 55.896.340 2.842.372 1.012.918 1.577.865 341.871 5.775.026 55.338.397 2.120.484 738.397 1.769.043 383.293 5.011.217 (721.888) (274.521) (996.409) Consolidado 2005 2004 30.06.06 83.654.059 3.638.746 1.556.692 2.773.598 600.947 8.569.983 (995) (17.140) (18.135) (117.315) (90.119) (207.434) 68.261.465 3.521.430 1.466.574 2.678.242 580.284 8.246.530 2003 67.372.949 3.546.831 1.439.120 2.754.165 596.736 8.336.852 24.532 (26.018) (1.483) (626.779) (271.201) (897.980) 77.566.616 2.875.321 1.167.015 2.943.931 636.470 7.622.737 (450.574) (283.250) (733.824) b) Reconciliação do imposto de renda e contribuição social correntes O imposto de renda e contribuição social estão conciliados com a aliquota de imposto, conforme demonstrado a seguir: 30.06.06 IR e CS Lucro Real Lucro antes do imposto de renda e contribuição social – critério contábil Ajustes do lucro entre o critério contábil e o fiscal Lucro antes do imposto de renda e contribuição social – critério fiscal Adicões/(exclusões) permanentes: Equivalência patrimonial Provisão para Devedores Duvidosos Provisão para distribuição de particiação nos resultados Despesas não-dedutíveis Outras Base de cálculo Alíquota aplicável Imposto apurado pelo critério do Lucro Real Lucro Presumido Receita de vendas - contábil Ajustes das receitas de vendas entre o critério contábil e o fiscal Receita de vendas – fiscal Receita de prestação de serviços (Rodobens Prest. Serv. Vendas Ltda.) Imposto de renda Percentual para base de cálculo (SPE’s) Percentual para base de cálculo (Rodobens Prest. Serv. Vendas Ltda.) Base de cálculo para receita de vendas Ganhos de capital e receitas financeiras Ajustes entre o critério contábil e o fiscal Base de cálculo do imposto de renda Limite adicional proporcional a cada SPE (R$ 240.000 por ano) Alíquota aplicável Imposto apurado pelo critério do Lucro Presumido Contribuição social Percentual para base de cálculo (SPE’s) Percentual para base de cálculo (Rodobens Prest. Serv. Vendas Ltda.) Base de cálculo para receita de vendas Ganhos de capital e receitas financeiras Ajustes entre o critério contábil e o fiscal Base de cálculo do imposto de renda e contribuição social Alíquota aplicável Imposto apurado pelo critério do Lucro Presumido Total de Despesa com Imposto de Renda e Contribuição Social Controladora 31.12.05 31.12.04 IR e CS IR e CS 31.12.03 IR e CS 30.06.06 IR e CS Consolidado 31.12.05 31.12.04 IR e CS IR e CS 31.12.03 IR e CS 2.377.642 (325.590) 2.461.104 2.736.394 1.723.220 (2.887.551) 5.182.269 (689.508) 2.518.165 (447.891) 2.461.104 2.757.937 1.723.220 (2.887.551) 5.182.269 (689.508) 2.052.052 5.197.498 (1.164.331) 4.492.761 2.070.274 5.219.041 (1.164.331) 4.492.761 (2.880.332) 86.730 (4.338.850) (374.576) 2.756.102 (240.498) (4.829.513) (158.753) (2.880.332) 86.730 (4.338.850) (374.576) 2.756.102 (240.498) (4.829.513) (158.753) 89.844 (651.706) 34% - 325.463 (94.553) 714.982 34% 243.094 734.975 (69.924) 2.016.324 34% 685.550 685.526 1.235.046 (55.332) 1.369.735 34% 465.710 1.405 (721.923) 34% - 325.463 (94.553) 714.982 34% 243.094 734.975 (69.924) 2.016.324 34% 685.550 685.526 1.235.046 (55.332) 1.369.735 34% 465.710 - - - - 15.417.171 31.321.996 36.773.257 36.324.837 - - - - (7.683.015) 7.734.156 (7.729.713) 23.592.283 1.794.537 38.567.794 (27.183.171) 9.141.666 - - - - 2.404.338 - - - - - - - 8% 8% 8% 8% - - - - - - - - - - - - - 3.085.424 1.935.981 (1.394.213) 3.627.192 731.333 597.724 (141.417) 1.187.640 690.767 25% 1.293.460 25% 324.280 25% 544.440 25% 313.842 485.715 576.507 232.590 12% 12% 12% 12% 2.831.074 675.852 (187.439) 4.628.135 1.935.981 (1.394.213) 1.097.000 597.724 (141.417) - 2.000.544 9% 3.319.487 9% 5.169.903 9% 1.553.307 9% - - 180.049 298.754 322.031 139.798 685.550 465.710 493.891 1.034.888 1.584.088 838.098 - - - - - - - 243.094 E-43 1.887.383 675.852 (187.439) 2.375.796 32% 1.697.487 765.330 (462.273) - - 32% 1.388.121 705.917 (462.273) 1.631.765 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 16. PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIAS A Sociedade possui processos judiciais e administrativos em andamento de natureza trabalhista, tributária e cível. Em 30 de junho de 2006 e em 31 de dezembro de 2005, de 2004 e de 2003, a Sociedade constituiu provisão para contingências em montante suficiente para fazer face aos processos e às disputas que, no entender da Administração e dos seus assessores legais, podem ter desfechos desfavoráveis. Controladora 3.12.05 e 30.06.06 31.12.04 Natureza da contingência: Tributária (a) Trabalhista/cível (b) Depósitos judiciais (a) Total líquido 31.12.03 683.023 683.023 683.023 40.564 67.450 49.369 723.587 750.473 732.392 (683.023) (673.023) (673.023) 40.564 77.450 59.369 Consolidado 31.12.05 e 30.06.06 31.12.04 31.12.03 683.023 89.495 772.518 (683.023) 89.495 683.023 683.023 108.338 64.611 791.361 747.634 (673.023) (673.023) 118.338 74.611 (a) Refere-se a processo questionando a exigibilidade do não-recolhimento do PIS de acordo com a Medida Provisória nº 1.365/96, incidente sobre a venda de imóveis a partir de abril de 1996. A Sociedade obteve liminar para a qual foi efetuado depósito judicial em igual valor. (b) São representadas, principalmente, por litígios decorrentes de reclamações trabalhistas e encargos previdenciários e ações indenizatórias por perdas e danos, oriundos de relações de consumo, não amparados por cobertura de seguro. A movimentação dos saldos em 2005 é como segue: 31/12/04 Tributária Trabalhista/cível Depósitos judiciais Total Controladora Adições Baixas 31/12/05 31/12/04 Consolidado Adições Baixas 31/12/05 683.023 67.450 750.473 500 500 (27.386) (27.386) 683.023 40.564 723.587 683.023 108.338 791.361 45.345 45.345 (64.188) (64.188) 683.023 89.495 772.518 (673.023) 77.450 500 (10.000) (37.386) (683.023) 40.564 (673.023) 118.338 45.345 (10.000) (74.188) (683.023) 89.495 Não houve movimentação nos saldos acima demonstrados no período de seis meses findo em 30 de junho de 2006. A Administração da Sociedade e de suas controladas entende não haver riscos significativos futuros que não estejam cobertos por provisões suficientes em suas demonstrações financeiras. As declarações de rendimentos das Sociedades estão sujeitas à revisão e aceitação final pelas autoridades fiscais, por período prescricional de cinco anos. Outros encargos tributários e previdenciários, referentes a períodos variáveis de tempo, também estão sujeitos a exame e aprovação final pelas autoridades fiscais. E-44 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 17. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social Em 30 de junho de 2006 e em 31 de dezembro de 2005, o capital social é de R$ 18.188.000, totalmente subscrito e integralizado, dividido em 18.188.000 cotas, assim distribuídas: 30.06.06 Rodobens Administração Promoções Ltda. GV Holding S.A. Rodobens Corporativa S.A. Eduardo Gorayeb Waldemar de Oliveira Verdi Waldemar Verdi Junior 31.12.05 Cotas R$ Cotas R$ 16.369.200 1.818.800 18.188.000 16.369.200 1.818.800 18.188.000 9.976.662 5.651.700 739.300 1.818.800 769 769 18.188.000 9.976.662 5.651.700 739.300 1.818.800 769 769 18.188.000 Sócios Em 28 de abril de 2006, através da 29ª.Alteração de Contrato Social, os sócios Robens Administração e Promoções Ltda., Rodobens Corporativa S.A., Waldemar de Oliveira Verdi e Waldermar de Oliveira Verdi Junior, cederam e transferiram a totalidade de suas cotas, no montante de 10.717.500 cotas, para a sócia GV Holding S.A., através de Instrumento Particular de Permuta de Participações assinado entre as partes. Desta forma, a partir da referida data, a composição do capital social da Sociedade, no valor de R$ 18.188.000 totalmente subscrito e integralizado, dividido em 18.188.000 cotas, conforme demonstrado anteriormente. b) Distribuição de lucros Os lucros líquidos anuais terão destinação através de reunião dos sócios, podendo ser distribuídos de forma desproporcional à participação de cada sócio no capital social, dependendo da aprovação da maioria. 18. OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Estão assim representadas: 2006 Receita de prestação de serviços Outras Total 174.472 212.217 386.689 Controladora 2005 2004 4.284.649 1.075.450 5.360.099 3.761.214 882.192 4.643.406 2003 2006 3.709.382 558.796 4.268.178 1.505.738 592.293 2.098.031 Consolidado 2005 2004 3.441.635 1.477.271 4.918.906 2.593.054 1.138.128 3.731.182 2003 2.609.441 788.262 3.397.703 A receita de prestação de serviços refere-se basicamente a serviços prestados pela controladora para as controladas pela administração de carteira de recebíveis, obras e serviços administrativos. Os custos relacionados à essa atividade encontram-se registrados no grupo das “despesas gerais e admninistrativas”. E-45 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) 19. INSTRUMENTOS FINANCEIROS a) Valor de mercado dos instrumentos financeiros O valor de mercado das disponibilidades (caixa, bancos e aplicações financeiras) aproxima-se do saldo contábil. O saldo dos financiamentos e dos empréstimos é atualizado monetariamente com base em índices de inflação e juros variáveis em virtude das condições de mercado e, portanto, o saldo devedor existente nas datas dos balanços está próximo ao valor de mercado. Instrumentos financeiros que potencialmente sujeitam a Sociedade e suas controladas e controladas em conjunto a concentração de risco de crédito consistem, principalmente, em saldos em bancos, aplicações financeiras e créditos perante clientes. A totalidade do saldo a receber de clientes é denominada em reais. O saldo de contas a receber está distribuído em diversos clientes e não existe um cliente que represente concentração de 10% ou mais do total da receita operacional líquida, nem do saldo a receber. Não existe risco de crédito, pois o contas a receber é garantido pelos imóveis vendidos. Não é prática da Sociedade e de suas controladas e controladas em conjunto contratar instrumentos financeiros para fins especulativos. Em 30 de junho de 2006 e em 31 de dezembro de 2005, de 2004 e de 2003, não havia instrumentos financeiros na forma de derivativos em aberto. b) Taxa de juros A Sociedade e suas controladas e controladas em conjunto estão expostas a riscos normais de mercado em decorrência de mudanças nas taxas de juros sobre suas obrigações de longo prazo. 20. PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS Durante o período de seis meses findo em 30 de junho de 2006 e nos anos findos em 31 de dezembro de 2005, de 2004 e de 2003 a Sociedade constitui provisão para participação nos resultados nos montantes de R$ 209.482, R$ 386.799, R$ 425.262 e R$ 1.301.612, respectivamente, referentes aos desempenhos obtidos nos referidos exercícios ou períodos. Essas participações foram definidas com base em indicadores e metas de desempenho operacional, estando condicionadas aos resultados contábeis apresentados pela Sociedade. 21. SEGUROS A Sociedade e suas controladas e controladas em conjunto mantêm, em 30 de junho de 2006, os seguintes contratos de seguros, considerados pela sua Administração, em valores compatíveis com os riscos envolvidos: a) Responsabilidade civil - cobertura por danos materiais e corporais causados involuntariamente a terceiros decorrentes de execução da obra, instalações e montagens no local objeto do seguro. b) Danos físicos ao imóvel (obras financiadas) - cobertura para avarias, perdas e danos materiais decorrentes de acidentes de origem súbita e imprevista ao imóvel. c) Incêndio - raio e explosão na matriz e nos escritórios regionais. E-46 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) d) Seguro de término de obras - garante a entrega da obra aos promitentes compradores. e) “Stands” de venda - roubo, raio e explosão. 22. EVENTOS SUBSEQÜENTES a) Alterações no Capital Social, Tipo Jurídico e da Razão Social da Sociedade Em 15 de setembro de 2006, através de Reunião de Sócios, foram aprovadas as seguintes ações: - admissão de dois novos sócios; Srs. Waldemar de Oliveira Verdi e Waldemar Verdi Junior; - aumento do capital social da Sociedade, no valor de R$ 45.750.000, sendo R$ 25.234 através de incorporação de reserva de retenção de lucros, R$ 15.724.766 através da incorporação de saldo de lucros acumulados e R$ 30.000.000 a ser integralizado em espécie pelos seguintes sócios: Waldemar de Oliveira Verdi; R$ 5.000.000, Waldemar Verdi Junior, R$ 22.000.000 e Eduardo Gorayeb, R$ 3.000.000. Desta forma, a partir dessa data, o capital social, no valor de R$ 63.938.000, fica assim distribuído: Sócios GV Holding S.A. Waldemar Verdi Junior Waldemar de Oliveira Verdi Eduardo Gorayeb Cotas R$ 30.544.200 22.000.000 5.000.000 6.393.800 63.938.000 30.544.200 22.000.000 5.000.000 6.393.800 63.938.000 Adicionalmente, em 25 de setembro de 2006, através de nova Reunião de Sócios, foram aprovadas as seguintes alterações: - transformação do tipo jurídico da Sociedade, a qual passou a ser uma sociedade por ações; - aprovação do Estatuto Social da Sociedade, adaptado às regras do segmento especial de listagem da Bolsa de Valores de São Paulo (“BOVESPA”); - conversão das cotas representativas do capital social em igual número de ações ordinárias, e; - a alteração da razão social, de Rodobens Incorporação e Construção Ltda. para Rodobens Negócios Imobiliários S.A.. Em virtude dessa transformação, o capital social, no valor de R$ 63.938.000, dividido anteriormente em 63.938.000 cotas, passou a ser representado por 63.938.000 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, com direito a voto, distribuídas da mesma forma demonstrada no quadro anterior. Aos detentores das ações ordinárias é assegurado um dividendo não inferior a 25%, calculado com base no lucro líquido ajustado na forma da lei. E-47 Rodobens Negócios Imobiliários S.A. e Controladas (anteriormente denominada Rodobens Incorporação e Construção Ltda.) b) Alienação de Investimento Em 30 de agosto de 2006, a Sociedade alienou as cotas que possuía na controlada Rodobens Participações Ltda. e sua controlada indireta Companhia Hipotecária Unibanco Rodobens para a GV HOLDING S.A., sua controladora, cujo valor da transação corresponde aos valores contábeis do referido investimento. E-48 ANEXO F I n fo r ma çõe s T r imes tr a is – I TR d a C o mpan h ia , re la tiv a s a os per í od os de n ov e me ses en ce rr ado s e m 3 0 de se te mb ro de 200 5 e 200 6 e Re l at ór i o de R e v is ã o E sp e c i a l d a Deloitte Touche Tohmatsu Au d it or es In de pe nden te s (Esta página foi intencionalmente deixada em branco) F-1 F-2 F-3 F-4 F-5 F-6 F-7 F-8 F-9 F-10 F-11 F-12 F-13 F-14 F-15 F-16 F-17 F-18 F-19 F-20 F-21 F-22 F-23 F-24 F-25 F-26 F-27 F-28 F-29 F-30 F-31 F-32 F-33 F-34 F-35 F-36 F-37 F-38 F-39 F-40 F-41 F-42 F-43 F-44 F-45 F-46 F-47 F-48 F-49 F-50 F-51 F-52 F-53 F-54 F-55 F-56 F-57 F-58 F-59 F-60 F-61 F-62 F-63 F-64 F-65 F-66 F-67 F-68 F-69 F-70