COMO DEFINIR A RAÇA E O MODELO IDEAL
PARA CRIA, RECRIA E ENGORDA?
PARQUE GOV. NEY BRAGA É ENDEREÇO
CERTO PARA REALIZAÇÃO DE LEILÕES
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EDITORIAL
Os produtores rurais brasileiros têm demonstrado sua competência,
colocando o Agronegócio em destaque e apresentando um superávit de
383,1 bilhões de dólares entre 2010 e 2014. Em 2014 ultrapassamos 1 trilhão
de reais, representou 22,5% do PIB e 43% das exportações brasileiras. A
safra 2014/2015 já está consolidada e a de 2015/2016 iniciando bem e com
boas expectativas de produção e preços.
O potencial brasileiro impressiona pelos seus números. Estamos sendo
reconhecidos como o celeiro do mundo para produção de grãos, leite,
carnes, papel e celulose, cana de açúcar etc. Nossa cadeia do mundo
animal é mais extraordinária ainda: censo de 2013 aponta que possuímos
(em milhões de cabeças) 211.764.292 bovinos, (sendo 22.924.914 de vacas
ordenhadas), 1.261.922 bubalinos, 5.363.188 equinos, 1.221.756 muares,
902.716 asininos, 38.956.758 suínos, 21.282.919 ovinos e 9.312.784
caprinos. Abatemos 5.041.186.963 de frangos e produzimos 37.245.133.103
de ovos. Em animais de estimação, pesquisa recente indica que possuímos
55 milhões de cães e 27 milhões de gatos. É por este potencial de consumo
que fábricas de ração, sal mineral, laboratórios de medicamentos/vacinas,
Pet Shops e outros segmentos consideram o Brasil atraente para novos
investimentos.
Até admitimos que o Brasil está fragilizado com o atual cenário político
e a economia desarrumada. Já estamos pagando por isso, principalmente
com a depreciação cambial, perdendo seu grau de investimento e
penalizando algum segmento, principalmente industrial, mas, as ligadas
ao agronegócio continuam acreditando no mercado e no potencial do
Brasil. Diversas empresas multinacionais estão investindo milhões de reais
em novas plantas de produção, pesquisas, tecnologias e modernização de
suas máquinas, reduzindo com isso perdas de produção e ganho na hora
máquina para o produtor.
A Sociedade Rural do Paraná continuará defendendo os interesses e
acreditando nos produtores rurais. Trabalhamos também para aproximar
cada vez mais o campo à cidade, demonstrando ações de boas práticas,
palestras técnicas e diversidade através da organização anual da Exposição
Agropecuária e Industrial, a EXPOLONDRINA. Nós acreditamos no trabalho
e nas parcerias de anos já consolidadas para promover este que é o maior
evento da agropecuária brasileira. Os números são invejáveis e teremos
que trabalhar muito para superá-los, o que estamos dispostos a fazer com
determinação e apoio da sociedade.
Feliz final de 2015 e um ano de 2016 cheio de grandes realizações, com
saúde, paz, harmonia familiar e ótimos negócios. Deus ajuda quem
trabalha!
Saudações,
Moacir Sgarioni · Diretor presidente
EXPEDIENTE
INFORMATIVO DA SOCIEDADE
RURAL DO PARANÁ
Av. Tiradentes, 6275 – CEP 86072-000
Parque de Exposições Governador Ney
Braga · Londrina-PR-Brasil
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Nivaldo Benvenho
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Diretora de Relação Social
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Diretor de Manutenção e Obras
Luiz Roberto Ferrari
Diretor de Fomento
Bernardo Garcia de Araújo Jorge
Diretor de Pecuária de Leite
Diretoria Executiva
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Diretor Presidente
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Genético
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Diretor de Avicultura e Melhoramento
Genético
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Diretor Vice-Presidente
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Diretor Ovinocultura, Caprinocultura e
Melhoramento Genético
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Diretora Administrativo e Financeiro
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Diretor Jurídico
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Diretora de Relação Internacional
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Diretor de Atividade Agroindustrial
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Diretor de Aquicultura
e Melhoramento Genético
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Diretor de Suinocultura
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Diretor de Horticultura
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Diretor de Atividade Pecuária
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Diretor de Patrimônio
CONSELHO SUPERIOR
Afranio Eduardo Rossi Brandão
Antonio de Oliveira Sampaio
Eloy Spagnolo Junior
Ilson Romanelli
José Tavares de Paiva Junior
Luiz Roberto Neme
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Oswaldo Pitol
Paulo Bento
Paulo Roberto de Oliveira Vilela Filho
Pedro Garcia Pagan
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CONSELHO FISCAL
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Bruno Ribas Bonalumi
João Massarutti
Ademar Ajimura
Alvino Aparecido Filho
José Edson Baggio
CONSELHO TÉCNICO
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Luis Guilherme Braga Gimenez
Guilherme da Motta Torres
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Representante SEAB
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PRODUÇÃO
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Máxima Comunicação
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Diagramação e design Egg Comunicação
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IMPRESSÃO
Tiragem: 3 mil exemplares
Midiograf Gráfica e Editora
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PG 4 SRP: Sempre ao lado de quem PRODUZ.
PG 7
Estamos entre as marcas mais
lembradas no Top Nikkey 2015
PG 11
37ª Expo Nacional · As qualidades
do Mangalarga em destaque
PG 12 Rural Corre, mais uma edição de sucesso
PG 13
ACONTECEU
PG 17
PG 18
PG 19
Integrada inaugura nova Unidade
Industrial de Milho
Horizon inaugura nova sede
Integração pode trazer bons
resultados, mas é preciso planejamento
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BANDEIRAS
SRP: SEMPRE AO LADO DE QUEM PRODUZ,
ESPECIALMENTE DOS PRODUTORES RURAIS,
CONTRIBUINDO PARA O DESENVOLVIMENTO
REGIONAL PARANAENSE E BRASILEIRO
Neste segundo semestre de 2015, a Sociedade Rural do Paraná teve
participação ativa em discussões importantes no segmento do agronegócio
e de questões que possam contribuir para o desenvolvimento da região.
Foram debatidas e cobradas soluções para invasões de terra pelo MST;
segurança no campo e discutido, junto com outras entidades e autoridades,
a duplicação da BR-369, de Jataizinho até a divisa com Ourinhos (SP).
Dia 19 de setembro, por ocasião da realização da Exposição Nacional do
dos deputados estaduais Tercílio Turini e Tiago Amaral, ambos sócios
da entidade, do deputado federal Marcelo Belinati e, representando o
deputado federal Alex Canziani, João Gonçalves de Souza Jr. Foi uma visita
de cortesia, e os convidados foram recebidos pelo vice-presidente, Octávio
Cesário Pereira Neto, e diretores da SRP que aproveitaram para reforçar o
pedido da Rural, que solicitou ajuda dos parlamentares em questões como
direito à propriedade, invasões e segurança no campo, justificando que a
entidade enviou carta MANIFESTO a todas as autoridades competentes do
Cavalo Mangalarga no Parque Gov. Ney Braga, a SRP recebeu a visita
Paraná sobre o assunto.
CONFIRA A ÍNTEGRA DO MANIFESTO
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MANIFESTO
Nós da Sociedade Rural do Paraná, independentemente do partido que
governa Londrina, o Paraná e o Brasil, acreditamos no trabalho. Acostumamos
a enfrentar as crises produzindo, com destaque para a produção de alimentos
para toda a população, oferecemos empregos, pagamos impostos e ajudamos
a desenvolver o Estado e a economia do país. O cenário atual tem provocado
desgastes na imagem do Brasil, mas juntos, governos, empresários,
produtores rurais e sociedade, podem conquistar melhores resultados se
tiverem políticas adequadas e gestão mais competentes.
Rendemos homenagens a todos que produzem neste país, em especial os
produtores rurais do nosso Estado. Possuímos apenas 2,3% do território
nacional e produzimos mais de 20% dos grãos do país, com alta produtividade
por hectare, com tecnologia de ponta e principalmente com sustentabilidade,
colocando o Paraná em 1º lugar na produção nacional de milho, frango, feijão,
papel e celulose, alevinos; em 2º na produção de mandioca e de grãos; em 3º
na produção de leite e suínos e 4º em cana de açúcar. O agronegócio brasileiro
bateu novo recorde de produção e apresentou em 2014 um superávit de 80,1
bilhões de dólares, acumulando nos últimos cinco anos 383,1 bilhões de
dólares de superávit. O que seria do Brasil se não fosse o agronegócio?
Senhor governador, senhores deputados e senhores prefeitos, temos que
melhorar as condições de moradias no campo, principalmente a segurança,
estradas, escolas, postos de saúde, etc. O Paraná em 1970 tinha 63,8% da
população morando no campo, em 2006 era 13,8% e hoje provavelmente
uns 7%. Precisamos rever a política de distribuição de renda no Brasil,
considerada crítica e polêmica. Dados do IBGE em julho de 2013 indicam que
os estados da região norte e nordeste possuem uma população de 70 milhões
de habitantes e 36% (25,2 milhões) recebem o benefício da bolsa família. A
região sul do Brasil possui 29 milhões de habitantes e somente 12% (3,48
milhões) recebem o beneficio. Será que não é melhor incentivar o trabalho ao
invés de estimular a dependência?
Agradecemos todas as políticas de apoio ao agronegócio. Os números
comprovam que o Brasil não deve ignorar o potencial de sua área, seu
clima, suas tecnologias e a vocação e capacidade dos produtores rurais em
contribuir com a alimentação humana mundial, prevista para 2050 em 9,2
BETO RICHA ANUNCIA
DUPLICAÇÃO DA BR-369
DE JATAIZINHO A CORNÉLIO
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bilhões de pessoas e as Nações Unidas esperam que o Brasil produza 40% de
toda a necessidade alimentar do planeta. Capacidade nós temos! Pedimos
também estudos de viabilidade para possível redução da carga tributária que
causa impacto na produção e ao consumidor final. No Brasil os alimentos
processados têm alíquota de 35% e os in natura 22% enquanto a média
internacional é próxima de 7%.
A Sociedade Rural do Paraná sempre procurou contribuir sugerindo e
cobrando das autoridades competentes políticas de resultados, direito da
propriedade e estabilidade no campo. Pedimos a cada um dos representantes
políticos que não ignorem este nosso potencial de produção e para isso, o
mínimo que os produtores rurais brasileiros precisam ter é segurança, no
mais amplo sentido da palavra.
Temos péssimos exemplos de invasões de propriedades produtivas pelo MST
e também pelos indígenas, com índios até do Paraguai e Bolívia sobre terras
com documentação familiar centenária. O Paraná tem um modelo de reforma
agrária exemplar, possui 395.000 propriedades rurais sendo que 93% delas
são consideradas de agricultura familiar.
Também questionamos o modelo de assentamentos no Brasil, parte das
terras são ocupadas por pessoas que não possuem vocação e não produzem
o suficiente para o próprio sustento. Muitos depois de assentados repassam
os seus lotes vendendo seu direito de uso e voltam aos seus grupos de
origem para organizarem novas invasões. O governo exige produtividade dos
verdadeiros produtores rurais e não cobra o mesmo dos produtores do MST. A
índia possui um controle rigoroso sobre os assentados.
A transgressão às leis deveria ser punida pelas autoridades competentes e
não negociadas com privilégios. Acreditamos que a lei proíbe negociar terras
para assentar pessoas que estão em terras invadidas. O diálogo pode e deve
existir para permitir o entendimento entre as partes, mas, jamais ignorar o
direito de propriedade, devendo prevalecer à reintegração de posse.
Moacir Norberto Sgarioni
Diretor presidente da Sociedade Rural do Paraná
estudo e negociação com as concessionárias em parceria com o Governo do
Estado, 62 km de contornos para a cidade de Londrina. Segundo o Governador
Richa, as negociações com a concessionária que administra o trecho foram
concluídas e a elaboração dos projetos já está em andamento.
O Governador Beto Richa anunciou, no início de outubro, investimentos de R$
1 bilhão em obras rodoviárias em 2016 e reservou R$ 480 milhões para aplicar
em duplicações e outras melhorias de rodovias, como os 30 km de duplicação
A Sociedade Rural do Paraná, junto com outras entidades e prefeituras
da AMUNORPI e AMUNOP, iniciou um movimento em junho passado,
formalizando ações conjuntas, e reivindicou ao Governo do Paraná e à
concessionária Econorte, responsável pelo trecho, a duplicação da BR-369
da BR-369 de Jataizinho a Cornélio Procópio. A obra estava prevista, pelos
contratos anteriores, para 2021. O trecho de Cornélio até a divisa de São
Paulo receberá melhorias com terceiras faixas e outros. Também está em
como um todo, sugerindo antecipação das negociações e início das obras
de imediato, informando à população o modelo de contrato do Anel de
Integração em vigor desde 1997.
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BOAS NOTÍCIAS
NACIONAL DA RAÇA SUFFOLK PODE
TER AGENDA NA EXPOLONDRINA 2016
o convite oficial ao presidente da ABCOS, Bruno Garcia Moreira, para a
realização da Exposição Nacional da Raça Suffolk em Londrina, durante a
Exposição Agropecuária e Industrial de 2016.”, explica Cunha.
Segundo o diretor, o presidente da ABCOS se mostrou bastante interessado
na realização do evento na ExpoLondrina e fez alguns comentários que os
animais apresentados na Expointer estavam bem próximos do Suffolk
que se busca, ou seja, um animal bastante carniceiro, baixo, harmonioso.
“Tenho certeza que estamos contribuindo para a ovinocultura do Brasil. A
carne de cordeiro é de excelente qualidade e a do Suffolk melhor ainda. Há
um mercado imenso a ser explorado”, projeta.
Bruno Garcia Moreira e Luiz Fernando
O diretor de ovinocultura da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Luiz
Fernando Coelho da Cunha Filho, esteve na Expointer 2015, em Esteio
(RS) acompanhando a exposição, julgamento e leilão da raça Suffolk. O
objetivo da visita foi manter contato com os representantes da Associação
Brasileira de Criadores de Ovinos Suffolk (ABCOS). “Na Expointer fizemos
A última exposição nacional da raça Suffolk foi realizada no Estado de
São Paulo, em outubro de 2014. Luiz Fernando explica que a possibilidade
da realização da nacional em Londrina será um grande incentivo para os
criadores de ovinos da região e do estado. O convite contou com o apoio
do presidente da SRP, Moacir Sgarioni, que também visitou a Expointer
e fez diversos contatos com empresas expositoras e organizadores da
exposição, trocando experiências para melhorias de gestão em ambas as
exposições, Esteio e Londrina.
INVESTIMENTOS
NO PARQUE
O presidente Moacir Sgarioni costuma dizer que manutenção é tão
importante quanto investimentos. Ao prestar conta aos sócios da entidade,
referente aos seus 36 meses de gestão, enviando carta e planilha detalhada
das receitas, despesas (com manutenção), investimentos e posição
financeira da SRP, aponta investimentos de R$ 3.493.681,25 em melhorias
das benfeitorias e paisagismo no parque Ney Braga.
Moacir Sgarioni e toda a sua diretoria estão empenhados em viabilizar um
mega projeto de reocupação do parque Gov. Ney Braga, transformando-o
em um centro internacional de eventos. O Projeto foi desenvolvido por
engenheiros e arquitetos de uma grande empresa de São Paulo, já foi
apresentado para a diretoria da entidade. Hoje, está em fase de ajustes
finais de ocupação e criando o modelo de parceria entre a SRP e a empresa
investidora.
PARQUE
É ENDEREÇO
CERTO PARA
REALIZAÇÃO
DE LEILÕES
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Em apenas quatro meses (setembro a dezembro de 2015),
oito leilões foram realizados nos recintos do parque. Com
estrutura adequada, o parque Ney Braga é, hoje, o principal
espaço para realização de leilões na região. “Nossos
recintos contam com instalações adequadas, uns com
ar-condicionado, suficientes para grandes quantidades
de animais e de fácil manejo”, comenta o diretor de
Manutenção e Obras do parque, Adauto Quintanilha
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ESTAMOS ENTRE AS MARCAS MAIS LEMBRADAS NO TOP NIKKEY 2015
A Sociedade Rural do Paraná foi vencedora da 11ª edição da Pesquisa Top
Nikkey 2015 realizada pela Origem e Crcom. O evento de premiação foi em
agosto no Buffet Planalto. Mariana Zorzato, do departamento de marketing
da SRP, e Vânia Vargas, do departamento comercial, representaram a
entidade e receberam os certificados e troféus. A SRP foi premiada no setor
Turismo e Lazer, nas categorias “Festa Popular” e “Local para Eventos”,
ficando em primeiro lugar nas duas com a Exposição Agropecuária e
Industrial de Londrina (ExpoLondrina) e o Parque de Exposições Ney Braga,
respectivamente. A pesquisa, realizada pela Litz Estratégia e Marketing
avalia as marcas mais lembradas pelos nipo-brasileiros. A equipe ouviu 603
representantes locais da comunidade nikkey, de ambos os sexos, variadas
faixas etárias e classes sociais.
CELEBRANDO 30 ANOS
A cooperativa de crédito Sicredi União PR/SP reuniu parceiros, associados,
fundadores, imprensa e amigos para celebrar os 30 anos de sua fundação.
A festa da Regional Norte foi em Londrina, no dia 23 de setembro, no Buffet
Planalto, com a participação de cerca de mil pessoas. O presidente da
Sociedade Rural do Paraná, Moacir Sgarioni, representou a entidade. Em seu
discurso, o presidente da Sicredi União, Wellington Ferreira (na foto ao lado,
com Sgarioni), destacou o crescimento da cooperativa - que vem dobrando
de tamanho a cada três anos; o foco no relacionamento com os associados
– que são os donos do negócio; e a perspectiva de que o cooperativismo de
crédito vai ainda crescer muito no país. “O cooperativismo pode mudar o
mundo e cada um de nós precisa pensar nisso”, enfatizou o presidente. Ele
ainda destacou que a grande base de sustentação deste crescimento sólido
é a união de pessoas. “Ninguém faz nada sozinho”, disse ele. Ferreira também
fez um agradecimento aos parceiros e citou, em seu discurso, a importante
parceria com a SRP. “Participamos há vários anos da ExpoLondrina, que é um
importante evento de nosso Estado”, comentou. A Sicredi é sócia da SRP.
MÉRITO AGROPECUÁRIO
O sócio da SRP Abelardo Lupion recebeu o Prêmio Mérito Agropecuário
Homero Pereira, da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento
e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. A entrega foi em
27 de outubro, em Brasilia, em reconhecimento de suas contribuições ao
desenvolvimento do setor agropecuário nacional. “A Sociedade Rural do
Paraná também reconhece seu apoio incondicional aos produtores rurais
do Paraná e à nossa entidade ao longo da sua carreira política”, comentou o
presidente Moacir Sgarioni.
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PELO PARQUE
COMEMORAÇÃO DOS 120 ANOS DE AMIZADE BRASIL- JAPÃO
O III Japan Fest Cultural do Paraná reuniu a comunidade japonesa do estado para comemorar os 120 anos de Relações Diplomáticas entre Brasil e Japão. A
festa, realizada entre os dias 9 e 11 de outubro, no Parque Ney Braga, foi promovida pela Aliança Cultural Brasil-Japão do Paraná e suas 56 entidades filiadas.
O evento também celebrou o centenário da colonização japonesa no Paraná e os 45 anos de Irmandade entre o estado e a Província de Hyogo. “Hoje somos a
maior colônia de japoneses fora do Japão”, explica o coordenador geral da festa, Luiz Kuromoto. O III Japan Fest contou também com mais de vinte estandes
comerciais, além de quatro restaurantes de comida japonesa, food trucks, barracas de alimentação, área com mostras de quadros, fotos e cerimônia do chá.
A intensa programação cultura contou com o 6° Concurso de Oratória Infantil Japonesa, que atraiu comitivas de várias regiões, inclusive do Paraguai. Não
faltou Bon Odori e Matsuri Dance, Karaokê, shows musicais, taikô, Cosplays. O destaque do evento foi a 33ª edição do Festival Gueinosai do Paraná, com
mais de 40 atrações de dança e músicas típicas com artistas de Londrina, Rolândia, Paranavaí, Maringá, Curitiba e Assaí.
ESCOTEIROS
ACAMPAM NO
NEY BRAGA
O Parque de Exposições Ney Braga se transformou em agosto em um Acampamento de Escoteiros. O “Grupo de Escoteiros Vale Verde em Ação”, formado
por 120 jovens de 7 a 21 anos, acampou durante três dias no Parque e realizou diversas atividades diurnas e noturnas que envolviam cuidados com o meio
ambiente, integração, ajuda ao próximo, liderança, jogos, palestras, entre outras. Ao todo, 70 jovens participaram da atividade. Segundo o diretor técnico do
grupo, Rafael Perricelle, o acampamento anual é o Ápice do aprendizado de um escoteiro. “Durante o acampamento verificamos se a filosofia do escotismo
foi compreendida e está surtindo efeito”, explica Perricelle. O grupo Vale Verde achou o Parque Ney Braga fantástico para a atividade e em carta assinada
por Ricardo José, presidente do grupo, agradeceu a parceria e atendimento que tiveram da equipe da SRP.
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MUSEU DA SRP RECEBE VISITA DE ESTUDANTES
O Museu da Sociedade Rural do Paraná está no roteiro de visitas das escolas municipais de Londrina e também de escolas particulares. No início de agosto
o espaço ficou movimentado com a visita de crianças do Colégio PGD. Cerca de 50 estudantes de três turmas de terceiro ano (fundamental) conheceram
o Museu. Os alunos estavam acompanhados de professores e a visita faz parte do Projeto Londrina, que durante o primeiro semestre trabalha nas escolas
informações sobre a cidade e no segundo semestre iniciam-se as visitas.
Em novembro, mais um grupo de estudantes passou pelo Museu. Foram três turmas da Escola Municipal Américo Sabino Coimbra, do 4º e 5º anos, com
idades entre oito e 12 anos. Isabel Pasello, de oito anos, estava em um dos grupos do PGD, gostou muito da visita.”Tem várias coisas que eu não sabia e que
aprendi, como coisas do passado”, explica. O Museu da Sociedade Rural do Paraná foi criado em abril de 2011, guarda todo acervo histórico da entidade
desde a fundação, exposições e sua participação na historia de Londrina. Nos arquivos possui o relatório de gestão de todas as diretorias da entidade. O
Museu pode ser visitado de segunda a sexta, das 14h às 17h30. As agendas podem ser feitas através do site da SRP ou pelo telefone: (43) 3378.2000.
Leilão da Polícia Federal
No dia 11 de novembro, a Polícia Federal
realizou leilão de 30 viaturas, no Recinto
Horácio Sabino Coimbra. Os carros eram
viaturas da frota da PF, que foram substituídos
por veículos novos. O delegado da PF Nilson
Antunes da Silva esteve na Sociedade Rural
para definir detalhes do uso do espaço e foi
recebido pelo conselheiro Oezir Marcello
Kantor e o presidente da SRP, Moacir Sgarioni.
Oezir Kantor, Sgarioni e o delegado Nilson Antunes
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PELO PARQUE
A FORÇA DA AVICULTURA
DO PARANÁ
LEILÃO ARAVET:
MAIS UM SUCESSO EM PROL
DO HOSPITAL DO CÂNCER
A edição 2015 do Leilão Solidário Aravet foi um sucesso e superou os
valores obtidos no ano passado. Este ano, foram arrecadados cerca de
R$ 521 mil, segundo informações do professor Werner Okano, um dos
organizadores do evento. Ano passado, foram cerca de R$ 456 mil. O
leilão chegou em sua 10º edição. Foi realizado no dia 24 de outubro,
no Recinto José Garcia Molina, no Parque de Exposições Ney Braga,
em Londrina, sede da Sociedade Rural do Paraná. É organizado pelos
estudantes de Medicina Veterinária da Universidade Norte do Paraná
(UNOPAR) e tem o apoio da SRP e Rural Business Leilões (RBL Leilões).
O objetivo é arrecadar fundos para a humanização do atendimento do
Hospital do Câncer de Londrina.
O evento é um dos mais esperados pelos dirigentes do HCL. Os valores
arrecadados nas dez edições realizadas ultrapassam R$ R$ 2,2
milhões. Com as doações o hospital já construiu a rampa de acesso ao
ambulatório, cobertura para as ambulâncias, reforma e reestruturação
de ambulatórios, consultórios, banheiros, passarela de ligação ao novo
Anexo, construção da sala de ressonância magnética com paredes
de aço, reforma do Centro Cirúrgico e da UTI, entre outros. Segundo
Okano, os valores deste ano serão usados em obras de reforma do
terceiro andar do hospital, onde funciona o setor de quimioterapia. São
levados a leilão animais e objetos doados pela comunidade: bovinos,
equinos, ovinos e outros animais, além de insumos agropecuários,
obras de artes, móveis e outros.
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A Sociedade Rural do Paraná sediou, no dia 28 de agosto, evento em
comemoração ao Dia do Avicultor, realizado pela Avinorte. A SRP
sempre apoiou a Associação, por meio de sua Diretoria de Avicultura,
hoje exercida por Alcides Spoladore Junior, e também do conselheiro
técnico da SRP Gil Abelin, que assessora a entidade como extensionista
da Emater.
O início da associação foi em 2009 com 10 avicultores. Hoje estão
próximos de 500 associados, além de seis outras associações
municipais. ”O numero de sócios poderá ser maior e seguiremos
auxiliando na busca de mais produtores para uma competição mais
justa, tendo em vista existirem 19 mil produtores em todas as regiões
do Paraná”, informa Abelin.
“Muito nos orgulha dizer que somos os maiores produtores de aves
de corte do Brasil, e esta parceria com a AVINORTE é uma maneira de
participar na organização dos produtores, pois os demais segmentos da
cadeia produtiva mostram a força da avicultura brasileira no mundo”,
destaca o conselheiro.
A Avicultura é responsável por 14% do volume financeiro arrecadado
pela agropecuária no Estado e a que mais gera emprego no agronegócio
do Paraná. “São 20.000 produtores, o que coloca o Estado como o
maior produtor nacional, abatendo, em 2014, 5 milhões de cab/dia; e
representa 31% das exportações. O Brasil hoje é o 3º produtor mundial
de frango, com 13.115 milhões de toneladas. Em 1º lugar está os USA
e em 2º a China. Nosso consumo per capta é 41,8 kg/hab/ano. Vale
destacar também que o segmento produz bilhões de ovos anualmente”,
informa Moacir Sgarioni, presidente da SRP.
Na abertura do evento, Sgarioni propôs uma discussão ampla entre
a SRP, a AVINORTE e as Integradoras para que haja um pavilhão com
diversos segmentos da cadeia produtiva da avicultura na ExpoLondrina
2016, sugerindo inclusive um setor gourmet, onde podem ser
comercializados diversos quitutes a base de frango. “Seria uma grande
forma de mostrar à população urbana quanto somos importantes na
geração de empregos, renda e divisas para o Brasil,”, disse.
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Londrina recebeu, entre os dias 18 e 26 de setembro, a 37ª Exposição
Nacional da Raça Mangalarga. O evento, considerado um dos mais
tradicionais da equinocultura brasileira, aconteceu nas dependências
do Parque de Exposições Governador Ney Braga, contando com
julgamentos, provas, leilões e uma movimentada agenda social.
De acordo com Mário Barbosa, presidente da Associação Brasileira de
Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM), uma série de fatores
contribuiu para o êxito do evento. “Eu acredito que esta Nacional confirmou
que o nível dos animais vem subindo cada vez mais. Os julgamentos foram
difíceis, com pequenos detalhes definindo os campeões. Os jurados,
por sua vez, cumpriram o seu papel enquanto a plateia esteve bastante
entusiasmada, aplaudindo as decisões de uma maneira geral. Por tudo isso,
eu vejo com bastante entusiasmo essa exposição.”
Em pista, cerca de 500 animais, provenientes de 130 conceituados
criatórios da raça, participaram dos julgamentos que elegeram os
Campeões Nacionais de 2015. Para avaliar os concorrentes, foi escalada a
dupla de jurados composta por José Rodolfo Brandi, a quem coube a análise
do quesito andamento, e Marcelo Leite Vasco de Toledo, responsável pela
avaliação do item morfologia.
37ª EXPONACIONAL
AS QUALIDADES DO
MANGALARGA EM DESTAQUE
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A 37ª Nacional contou ainda com uma importante inovação, o Concurso do
Cavalo Completo. Esta diferenciada competição, composta pelo somatório
do desempenho do animal na prova de maneabilidade à classificação do
mesmo nos quesitos andamento e morfologia, ofereceu uma oportunidade
ímpar para que os criadores comprovassem a versatilidade de sua tropa.
Promovida pela ABCCRM, com o apoio da Sociedade Rural do Paraná e do
Núcleo Mangalarga Norte do Paraná, a mais importante mostra do cavalo
de sela brasileiro contou com os patrocínios de Stella Artois e Johnnie
Walker. Confira os resultados completos do evento no portal oficial da
Associação: www.cavalomangalarga.com.br.
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ESPORTE
TERCEIRA RURAL CORRE
TEM MAIS DE 800 INSCRITOS
A 3ª edição da Rural Corre teve mais de 800 inscritos, em três modalidades
masculina e feminina e cerca de 20 categorias; além da prova Kids. As
provas aconteceram no dia 13 de setembro, no parque de Exposições
Ney Braga, em Londrina, sob a coordenação da diretora de Relação
Internacional da Sociedade Rural do Paraná, Luly Barbero, e organização
da Capa Marketing Esportivo. O evento foi patrocinado por Super Muffato,
Construtora Thá, Suferraço, Grupo Cimed, Unimed/Londrina, Mccain, Café
Itamaraty, Romanelli, Frisco, Mais Saúde, Rhio Casual e Fitness e Rede
Massa/SBT.
A premiação foi aberta com entrega de troféus para a assessoria
esportiva campeã R80.
Confira abaixo os resultados gerais.
Feminino 9 km
1º lugar – Renata Moreno – equipe Pileu Team/Isabella/Londrina com tempo
de 40,25 minutos
2º lugar – Lourdes Maria de Jesus Oliveira – equipe Pé-Vermelho/Londrina,
com tempo de 43,57 min.
3º lugar – Maria Aldenice Hilário Martins – equipe Golden Runners/Cambé,
com 45,51 min.
Masculino 9 Km
1º lugar – Elton Wander Sales – equipe Acorremar-Usaçucar/Ibiporã, com
tempo de 31,48 min.
2ª lugar – Cláudio da Silva – equipe Avícola Astorga, com tempo de 32,35
min.
3º lugar – Olesh Iwanowytsch Kadlubitshkyi Kindra – equipe Corpo de
Bombeiros/Londrina, com tempo de 35,55 min.
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Feminino 6 Km
1º lugar – Sirlei Batista do Amaral – equipe Rhio Casual e Fitness/Londrina,
com tempo de 26,39 min.
2º lugar – Renata Karolina Aparecida Sales – equipe Core Inteligência
Esportiva/Londrina, com tempo de 30,37 min
3º lugar – Adriana Siqueira Paulão – equipe Pileu Team/Londrina, com
tempo de 31,02 min.
Masculino 6 km
1º lugar – Alan Matias – equipe Tucanos/Rolândia, com tempo de 20,39 min.
2º lugar – Rubens de Abreu Paulino Junior – equipe Pileu Team/Isabella/
Londrina, com tempo de 21,38 min
3º lugar – Vanderlei Soares – equipe Prefeitura de Marilândia do Sul, com
21,48 min.
Feminino 3 Km
1ª lugar – Pâmela de Carvalho Dias – equipe Golden Runners/Londrina, com
12,01 min
2º lugar – Thalis Camila Oliveira Domingos – equipe Pileu Team/Isabella/
Londrina, com 13,08 min
3º lugar – Fabiana de Campos da Fonseca – equipe Radical/Londrina, com
13,31 min
Masculino 3 Km
1º lugar – Victor Santos Gomes – equipe Tucanos/Rolândia, com 9,37 min
2º lugar – Pedro Ludgero Cianca – equipe Perfect Running/ Londrina, com
10,12 min
3º lugar – Arthur Luiz Scalassara Balan – equipe Pileu Team/Londrina, com
10,20 min
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ACONTECEU
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1 · Portugal
O presidente da SRP, Moacir Sgarioni, já conhecia alguns países europeus e agora cumpriu uma
promessa de dever ao povo português e conheceu Portugal no início de agosto. Passou por Lisboa,
Coimbra, Porto, Leiria, Torres Vedras, Nazaré, Santuário de Fátima, Sintra, entre outras cidades do
interior. Sgarioni ficou encantado com as obras, os valores culturais, as colonizações de muitas
nações pelos portugueses, um mega oceanário em Lisboa, onde se pode conhecer toda a história e
a vida marinha, e também pode constatar que a agricultura ainda é de exploração absolutamente
familiar, às vezes cultivada por homens, mulheres e os filhos trabalhando juntos. “Vale destacar a
qualidade das rodovias e das ferrovias”, disse ele.
2 · Uberaba
O Presidente da Sociedade Rural do Paraná, Moacir Sgarioni, visitou a ExpoGenética em Uberaba,
no último dia 21 de agosto e esteve também na sede da ABCZ onde se reuniu com o presidente da
entidade Luiz Claudio Paranhos e tratou de interesse entre as duas entidades. A SRP foi delegada
da ABCZ no Paraná para realização dos serviços de registros genealógicos das raças zebuínas de
abril de 1962 até 30 de agosto de 2013, totalizando o registro de 1.304.521 animais. Esteve também
com seus grandes amigos e destacados selecionadores de Nelore, Duda Biagi, de Ribeirão Preto
(ex-presidente da ABCZ), e Leda Garcia, de Três Lagoas.
3 · Inaugurado novo posto rodoviário em Cornélio
O sócio da SRP, Oezir Marcelo Kantor e membro do Conselho Superior da SRP participou, no dia 2 de
outubro, da solenidade de inauguração do novo Posto Policial Rodoviário de Cornélio Procópio, na
Rodovia Estadual PR 160, Km 57. Ele representou a SRP. Participaram da solenidade o comandante
Geral da Policia Militar do Paraná, Coronel Maurício Tortato, o Diretor Geral do Departamento de
Estradas de Rodagem, Nelson Leal Junior, o Subcomandante Geral da Policia Militar do Paraná,
Coronel Carlos Alberto Bührer Moreira e o Comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária Tenente
Coronel Daniel dos Santos, entre outros representantes de comandos. E ainda o Secretário de
Segurança do Estado, Wagner Mesquita de Oliveira, o Secretário de Infraestrutura e Logística do
Paraná, Pepe Richa, e os deputados estaduais, Luiz Cláudio Romanelli, Pedro Lupion, Tiago Amaral,
além do prefeito de Cornélio Frederico Carlos de Carvalho Alves.
4 · Expocop
O presidente da SRP, Moacir Sgarioni, representou a entidade na abertura da 18ª Expocop Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial da região de Cornélio Procópio. A solenidade foi
realizada em 6 de outubro, e contou com a presença de cerca de 300 pessoas, entre prefeitos da
região da Amunop (Associação dos Municípios do Norte do Paraná) e demais autoridades políticas
e do setor agropecuário locais e regionais. A Expocop é realizada pela Sociedade Rural de Cornélio
Procópio.
5 · Ceal
O presidente Moacir Sgarioni representou a SRP em evento de comemoração de 62 anos do Clube
de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal). A foto traz Sgarioni com Antonio Galindo Moreno,
Osmar Ceolin Alves, Maria Clarice de Oliveira Rabelo Moreno e Ney Humberto Secco.
6
6 · Desafios do agronegócio
O Grupo Folha de Comunicação, em parceria com a Fundação Dom Cabral(FDC), realizou, no dia
21 de outubro, a 5ª edição do EncontrosFolha, com o tema “Desafios do agronegócio no Paraná:
Produzir, transformar e exportar”. O evento contou com a participação do agrônomo, doutor
em economia aplicada e professor da FDC, Alexandre Mendonça de Barros, que falou sobre
as perspectivas da economia e dos mercados agrícolas. Vários diretores da SRP participaram
do evento e consideraram a iniciativa uma excelente oportunidade para debater o setor .
Na foto Francisco Galli e Moacir Sgarioni.
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RECONHECIMENTO
SÓCIO DA SRP ALCANÇA NOVE PREMIAÇÕES NA PISTA DE UBERABA
O sócio da Sociedade Rural do Paraná e importante criador de Brahman
Antonio Carlos Andrade retornou da ExpoBrahman, realizada em setembro,
em Uberaba, feliz com os resultados de seus animais na pista.
Os animais conseguiram nove premiações: Grande Campeão e Campeão
Touro Senior Expoinel 2015, com Dilan da Canaã; Campeã Novilha Menor
e 3ª Melhor Grande Campeã, com Miss Samantha 63; Reservada Grande
Campeã e Campeã Fêmea Jovem, com Sweet Heart; Reservada Campeã
Novilha Menor, com Miss Sheila FIV 67; Reservado Campeão Touro Senior,
com Abiel da Canaã; e 3ª Melhor Vaca Adulta, com Miss Lince 1619.
“Esses prêmios são a concretização de nosso objetivo, que é o
reconhecimento de nosso trabalho numa das melhores pistas do país”, disse
DIRETORIA
JOVEM INCENTIVA
INTEGRAÇÃO DOS
FILHOS DE SÓCIOS
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o criador, que começou a criar Brahman há cerca de 20 anos. “Já trabalhei
com muitas raças zebuínas, mas vendo o resultado do Brahman nas pistas e
nas fazendas extensivas pude comprovar o quanto a raça é produtiva, tanto
o reprodutor quanto a matriz”, comenta ele.
Sweet Heart, Miss Samantha e Miss Sheila são do próprio criatório do
selecionador. Os demais animais chegaram à Fazenda Caymã, em Londrina,
ainda bezerros.
A Expoinel fecha, todos os anos, o ano calendário de exposições da
Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). Este ano chegou à
44ª edição e há três anos, abriga também a ExpoBrahman, realizada pela
Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB).
Com o objetivo de estimular novas lideranças e incitar o interesse de filhos de
sócios pela entidade, em 2012, durante a reforma estatutária, foi aprovada a
criação da Diretoria Jovem da Sociedade Rural do Paraná, composta por até
seis integrantes de 16 a 24 anos, de ambos os sexos.
“Eu tinha esta ideia desde 2006, mas só foi possível colocar em prática
após o novo estatuto”, conta Moacir Sgarioni, presidente da SRP. Para fazer
parte da diretoria o jovem tem que ser convidado pelo diretor presidente e
referendado pelos membros do Conselho Superior. Os atuais integrantes
da Diretoria Jovem são Rodrigo Kalinowski, Mário Vanzela Bonalumi e
João Inocente Neto. Já fizeram parte da diretoria jovem, na gestão anterior,
Giovana Piazzalunga Pereira, Natália Romanelli, Heloisa Vieira Vasconcelos
e Daniel Favoretto.
11/26/15 10:32 AM
REFERÊNCIA
INTEGRADA INAUGURA NOVA
UNIDADE INDUSTRIAL DE MILHO
A Cooperativa Integrada inaugurou em Andirá (PR), uma das mais
modernas plantas industriais do Brasil para processamento de milho.
Com investimentos de R$ 100 milhões, a nova Unidade Industrial de Milho
(UIM) foi projetada com o que existe de mais moderno em equipamentos
e tecnologia para produção de derivados de milho no país. A cerimônia de
inauguração contou com a presença do Governador do Paraná, Beto Richa,
do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, de
toda diretoria da Cooperativa Integrada e da Organização das Cooperativas
do Paraná (Ocepar), além de lideranças políticas da região, clientes da
indústria e agricultores associados de toda área de atuação da cooperativa.
“A Integrada é pioneira na verticalização da cadeia do milho no Paraná. Os
investimentos em agroindustrialização fazem parte do nosso planejamento
estratégico, que busca agregar valor aos produtos dos associados e
diversificar as receitas da cooperativa”, explica o presidente da Integrada,
Jorge Hashimoto.
Os produtos da UIM são utilizados em diversos setores da indústria
de alimentos e bebidas, como cereal matinal, cervejaria, panificação,
biscoitos, massas, gorduras vegetais, rações e até mesmo na mineração
e na produção de papel. Com a conclusão das obras, a nova indústria
terá condições de atender com mais eficiência a demanda das empresas
nacionais e multinacionais de produtos alimentícios.
A nova UIM foi construída em virtude das limitações estruturais da
antiga unidade, que tinha capacidade de produção limitada e não estava
conseguindo atender a demanda. Na nova unidade, a capacidade de
produção poderá praticamente dobrar, passando das 150 mil toneladas
anuais para 360 mil toneladas de derivados de milho por ano.
“Vamos elaborar produtos com alto padrão de qualidade, visando aumentar
nossa participação no mercado interno a ainda buscar novos clientes fora
do país”, explica o gerente da Unidade Industrial de Milho, Aldo Alves.
Com excelência em segurança alimentar e ambiental, a unidade promete
inaugurar um novo conceito para produção de derivados de milho no país.
O projeto foi elaborado com alta tecnologia e foram planejados prédios
funcionais, que atendem a todas as exigências das legislações vigentes
para indústrias de alimentos.
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Construído em uma área de 340 mil metros quadrados, o complexo
industrial conta com cinco silos de concreto e três prédios onde
vão funcionar os setores de moagem de milho, produção de amido,
armazenamento e expedição. O mais alto deles, onde funcionará o setor de
moagem, tem 45 metros de altura, o equivalente a um edifício residencial
de 15 andares.
“A matéria prima vai passar por silos herméticos de concreto, que serão
totalmente vedados. Não vai haver nenhum contato manual com os
produtos e todos os ambientes serão isolados para evitar qualquer tipo de
contaminação”, explica o gerente da Qualidade e Produção, Glauco Tironi
Garcia.
Na nova planta, foram construídos ainda dois laboratórios para atestar a
qualidade e a segurança alimentar em todos os níveis de produção. Esses
laboratórios farão todas as análises necessárias para garantir a máxima
qualidade dos produtos.
Um moderno sistema de controle de passivos ambientais também foi
instalado. Todos resíduos sólidos, líquidos ou gasosos gerados no processo
industrial serão tratados antes de serem lançados no ambiente. Além
da Estação para Tratamento de Efluentes, a nova indústria contará com
sistema de reaproveitamento de águas pluviais, além do controle de
emissões de gases e redução das emissões de ruídos.
A rastreabilidade da produção é hoje um dos principais focos das indústrias
de alimentos. Esse é um dos diferenciais da nova UIM, já que a Integrada
é responsável por todo o processo produtivo, da produção no campo até
a entrega do produto final. Ou seja, a cooperativa terá o conhecimento de
todo o processo produtivo, desde o acompanhamento técnico da lavoura do
produtor que cultiva o milho até a indústria que processa o alimento para a
mesa do consumidor final.
Localizada em região com abundante matéria prima, a indústria vai
processar grande parte da produção dos associados dos municípios do norte
do Paraná. “Teremos informações sobre todo o processo, desde a semente
plantada até o produto final”, explica o gerente da UIM, Aldo Alves. A nova
UIM conta com localização estratégica. Construída em Andirá, às margens
da BR 369, a indústria está situada próxima da divisa com o estado de São
Paulo e com facilidade de acesso para a região Sudeste do Brasil, onde
estão 80% dos clientes.O presidente da SRP, Moacir Sgarioni, prestigiou a
inauguração da nova planta industrial da Integrada, que é sócia da entidade
e grande parceira da ExpoLondrina.
11/26/15 10:32 AM
REFERÊNCIA
HORIZON INAUGURA
NOVA SEDE
A Horizon Comercial Agrícola, concessionária dos equipamentos agrícolas
John Deere, inaugurou em setembro a nova matriz com a participação de
mais de 700 convidados. A empresa é sócia e parceira da Sociedade Rural
de Londrina (SRP) e tem estado presente com estandes nas Exposições
Agropecuárias (ExpoLondrina).
Com 5.448 metros quadrados de área construída, num terreno de 20 mil
metros quadrados, a nova matriz Horizon está localizada no município de
Cambé, à Rodovia Celso Garcia Cid, Km 87, saída para Sertanópolis e Assis,
atendendo aos vinte e cinco municípios da grande região de Londrina. A
Horizon, além da sede, possui mais três filiais nas cidades de Apucarana,
Cornélio Procópio e Ivaiporã (www.horizonweb.com.br).
Durante o evento de inauguração foi apresentado o mais novo integrante
da linha de tratores John Deere, o 8R, de 270 a 300 cavalos. Segundo o
gerente da Horizon, Milton Garcez, este é o maior trator da marca produzido
no Brasil. Ele será oferecido em cinco versões (produzidos na fábrica de
Montenegro- RS), que combinam potência e eficiência com alta reserva
de torque, aumentando ainda mais a produtividade. Trazem câmbio
automático, conseguem puxar grandes plantadeiras e exigem baixa
manutenção.
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O diretor da Horizon, Martin Stremlow, afirma que a abertura da nova matriz
representa um estreitamento de laços e “o comprometimento com nossos
clientes e parceiros, oferecendo um local à altura da amizade que nos une,
com amplos espaços, muito conforto e excelente atendimento”.
O presidente da SRP, Moacir Sgarioni, que participou da inauguração
da nova sede, parabeniza aos diretores e equipe da Horizon - John Deere,
“nossos sócios e parceiros, pela linda história familiar construída ao
longo de 20 anos atendendo ao produtor rural com serviços, máquinas e
implementos funcionais de última geração”.
John Deere
A John Deere, representada pela Horizon, é a maior fabricante de
maquinário agrícola do Brasil, com cinco fábricas no País. Com seus
178 anos de existência e com mais de 60 mil profissionais distribuídos
estrategicamente em cinco continentes, oferece um portfólio de produtos,
como tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores e outros
equipamentos.
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LAVOURA E PECUÁRIA
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INTEGRAÇÃO PODE TRAZER BONS
RESULTADOS, MAS É PRECISO PLANEJAMENTO
A Integração Lavoura Pecuária (ILP) traz diversos benefícios ao produtor.
O primeiro deles é a diversificação da atividade. O pecuarista não fica
dependente só da pecuária e o agricultor não fica dependente só da lavoura.
Ambos passam a ter renda em mais de uma atividade, diversificando a
economia, além de diminuírem riscos como questões hídricas, oscilações
de preços, foco único, entre outros.
mangueira, bebedouros, alimentação, enfim, infraestruturas fundamentais
que devem ser planejadas. Por outro lado, na transição Pecuária – Lavoura
é preciso avaliar investimentos em sementes, adequação de solo para
plantio, adubação, maquinário específico, colheita e até arrendamento,
além da definição de área.
Este é o argumento do engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Ciências
do Solo, Osmar Conte, pesquisador da área de Transferências e Tecnologias
da Embrapa Soja, em Londrina. O engenheiro orienta como primeiro
passo para esta diversificação de atividade, que o produtor busque uma
assessoria técnica que tenha expertise no assunto devido a complexidade
da mudança, que exige maior interação entre os sistemas de produção. “É
necessário assistência para alguém que vai mudar o perfil econômico da
propriedade”, reforça.
Conte explica que o período de transição é muito importante. Que o
pecuarista deve transformar uma área pequena da propriedade para se
familiarizar com o cultivo. Inicia com o plantio de culturas anuais (usuais),
principalmente no período do verão (cultivares). Esta destinação de área,
não se torna exclusiva da agricultura. Exemplo, o ciclo da soja é de 100
a 120 dias. Após este período, o espaço permite semear uma pastagem
com resultados de melhor qualidade, em um período crítico (inverno),
em um solo melhor preparado, em condição de fertilidade diferenciada,
sustentando animais de março, até um novo ciclo de lavoura, em outubro.
Avaliar a imobilização de capital e adequar a propriedade para a pecuária ou
a lavoura são fatores a serem levados em conta. A integração feita de forma
alternada e rotacionada nas atividades da propriedade também são ideais
para um bom resultado. Na transição Lavoura-Pecuária, o agricultor tem
que pensar se adquiri os animais ou se faz parceria dividindo a rentabilidade
do animal. Outros pontos a serem pensados são cercar a área, curral,
O engenheiro ainda reforça: a Integração Lavoura Pecuária é uma excelente
ferramenta para recuperação de áreas degradadas e ajuda no combate a
pragas, mas é necessário cuidados. Áreas melhores, resultados melhores
e menos custos. Os resultados melhoram a cada ano. Tempo e custos
dependem da situação da propriedade, tamanho da área e da condução do
sistema ILP.
Osmar Conte
EMBRAPA MANTÉM SISTEMA
EM PROPRIEDADE EXPERIMENTAL.
Há seis anos, a Embrapa Soja iniciou em sua propriedade experimental no
Distrito de Maravilha o Sistema de Integração Lavoura Pecuária e Floresta
(ILPF). Em uma área exclusivamente de lavoura, inseriu eucaliptos (não
adensados) e diversificou, passando também a cultivar braquiária, soja,
milho e trigo.
No local, os animais estão em pastejo contínuo, com pastagens rotacionadas
e altamente produtivas, que segundo o engenheiro agrônomo Osmar Conte
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suporta muitas cabeças por hectare. Na propriedade, o animal se beneficia
do sistema ILPF que possibilita melhores condições de sombreamento.
Deve-se ficar atendo, que na medida em que o eucalipto cresce, passa a
competir com a lavoura e com a pastagem, gerando na faixa próxima às
árvores um decréscimo de produtividade. No entanto, se tem uma fonte a
mais de rentabilidade na área, ainda que a colheita florestal leve no mínimo
sete anos para iniciar. Tudo vai depender do planejamento definido para a
propriedade.
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EXPOLONDRINA
EXPOLONDRINA
DE CARA NOVA
Veja como ficou a nova
comunicação da melhor do Brasil.
A Expolondrina, realizada pela Sociedade Rural do Paraná (SRP), trouxe
uma nova cara para o evento de 2016. A marca e toda a comunicação foram
renovadas para continuar sendo a melhor do Brasil.
O sucesso desse evento é tão grandioso que ano passado recebeu mais 500
mil visitantes de todo o mundo. Para conseguir uma comunição eficaz, foi
necessário um estudo publicitário para conhecer o que mais interessa ao
perfil daqueles que visitam a exposição.
Antes da criação do logotipo, uma pesquisa de referências relacionadas
ao meio agropecuário e industrial foi feita, selecionando elementos que
representam Londrina, cidade onde acontece o grande evento. Dentre os
elementos visuais escolhidos: prédios históricos, Estádio do Café, muitos
animais, campos de soja e claro, o Parque Governador Ney Braga. Outro
ponto importante foi a criação do globo que une todas as características da
Expolondrina em um só lugar.
Logo após a montagem, veio a preocupação de como se deve apresentar
o nome do evento na marca. Começando pelas cores, o azul representa o
céu, natureza e é cor oficial da Sociedade Rural; já o vermelho, presente no
nome da cidade, representa nossa terra e raízes. E o escudo com o nome da
Exposição, completando a marca do melhor evento agropecuário do país.
Uma marca desenvolvida para abranger toda a diversidade cultural da
grandiosa Expolondrina, que pretende superar ainda mais os seus números
e cuja venda de espaços já se iniciou.
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GESTÃO
Por
Moacir Sgarioni,
Selecionador de
Raças Zebuínas
em Pecuária de
Corte, Gestor de
Agronegócio e
presidente da SRP
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COMO DEFINIR
A RAÇA E O
MODELO IDEAL
PARA CRIA,
RECRIA E
ENGORDA?
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Qual a raça ideal para cria, recria e engorda nas diferentes regiões do Brasil?
Temos acertos e exemplos mal sucedidos por escolhas erradas. As raças
zebuínas, principalmente a Nelore, representam 80% do rebanho de corte
nacional. Predominam, principalmente, pela pelagem branca, fertilidade,
longevidade e rusticidade para o clima tropical brasileiro. Os cruzamentos,
quando bem conduzidos, são benéficos e apresentam ótimos resultados,
mas dependem do modelo de exploração e exigem conhecimentos
técnicos para escolha das raças e do manejo a serem adotados para a cria,
recria ou engorda.
Seja qual for o modelo de exploração, o pecuarista deve usar ferramentas
de controle da produção e dos seus custos, usando a melhor tecnologia
disponível, métodos de controle mensal dos seus rebanhos nas
propriedades, controle no uso adequado e de consumo do sal mineral,
apuração anual dos índices de natalidade, mortes, taxa de desfrute, idade
de abate e seus rendimentos, produção de kg/vaca/ano, @/ha/ano e outros.
Conhecemos criadores que se preocupam e até praticam uma boa
seleção, entretanto pecam muito no manejo do rebanho e das pastagens.
É fundamental dispor de solos corrigidos, boas variedades de pastagens,
controle da altura do capim e usá-los de acordo com a idade do animal.
Também conhecemos criadores que entendem melhor do solo e da
estrutura corporal.
• Touros – Eficientes: para se obter sucesso com alta taxa de natalidade nas
estações de monta, é preciso conhecimento de raça e das características
de produção na hora de selecionar também os touros, possuir um bom
manejo das pastagens e um bom sal mineral. A revista Nelore divulgou
em fevereiro de 2000, trabalho realizado por pesquisadores da EMBRAPA
sobre a eficiência de reprodutores, levando em consideração o tamanho
dos testículos, e resumiu: O exame andrológico é a primeira ferramenta,
também sabemos que a libido é fundamental e sobre o tamanho dos
testículos existem divergências, descreveu que a CE sofre influência da
sazonalidade, efeito da nutrição e do clima (temperatura e chuvas), que
afetam as dimensões testiculares. Existem diferenças entre touros criados
a pasto e suplementados com ração. Além do mais, em animais jovens, de 12
e 18 meses de idade, não há relação da CE com a função do tecido testicular,
portanto somente a CE não é suficiente para medir a funcionalidade dos
testículos. As associações Americana e Canadense de Angus sugerem usar
touros considerando as características de Peso ao nascer, Peso ao ano,
Peso ao Desmama, Frama, Fertilidade, AOL e Musculosidade.
• Técnica – a adotar: Trabalho divulgado também por pesquisadores
da Embrapa gado de corte em fevereiro de 2008 aborda resultados
pastagem do que dos rebanhos, priorizam a pastagem em detrimento dos
animais.
Existem criadores que usam sistemas de exploração da atividade diferente,
mesmo estando na mesma região. Como definir qual é o melhor modelo?
Depende de fatores climáticos, solo e principalmente das chuvas, assim
podemos entender como padrão:
• Raças – Rebanhos: vou citar como exemplo um projeto que participei
durante 16 anos como técnico de seleção e gestor, no vale do Guaporé,
Mato Grosso, em 12 fazendas,121.000 hectares com documentação
ambiental correta, já com 30.000 hectares de lavoura de soja, milho
para grãos e sorgo para silagem, atendendo aos confinamentos próprios e
também usado para reforma das pastagens e no inverno como integração
lavoura pecuária. Em 1993 tínhamos 1.000 cabeças e em 2009, 72 mil
cabeças, 90% de Nelore, sendo 11.000 cabeças de PO e LA registrados e o
restante nelore sem registro, porém de alto valor genético. O processo de
melhoramento, partindo da vacada, era priorizado na fertilidade, habilidade
materna, pigmentação, porte, padronização e caráter (descarte de animais
bravos). A seleção dos touros sempre criteriosa por raça, porte, DEPs e
demais características de melhoramento era indispensável. Todos os
animais indesejáveis eram descartados e o descarte das vacas também era
por idade e quando elas atingiam uma RD - Relação de peso na desmama
dos filhos abaixo de 40%.
• Custo – Benefício do rebanho: mesmo o projeto de cria, recria e engorda
representando 80% do total, também eram feitas aquisições e nem sempre
a qualidade dos animais comprados eram iguais à crioula. Em alguns
anos, após as compras, fazíamos uma seleção, inclusive dos crioulos e em
cerca de 10% a 12% considerados inferiores davam uma suplementação
de recuperação do seu estado corporal e vendíamos sem recriá-los - era
mais vantajoso vender os animais considerados inferiores do que recriá-los,
dando preferência aos animais com melhor potencial de genética, saúde e
comparativos usando monta natural, IA ou IATF. Eles simularam o estudo
em uma fazenda hipotética de 1.200 há de pastagem, um rebanho de 2.500
cabeças sendo 790 vacas de cria, recria dos machos com sal proteico no
período seco e ração para acabamento (com 30 a 36 meses de idade).
Adotando dados de custo médio de 10 anos, chegaram à conclusão de que
a relação da eficiência dos touros/vaca/ano, o preço e qualidade do sêmen,
os métodos de IATF, ou IATF + IA, IATF + RT e IATF + IA + RT é impactante no
resultado final. Pode chegar a 20% de diferença anual no resultado final de
produção e financeiro.
• Monta Natural: Normalmente, em regiões com período de seca
prolongado de cinco meses, como é o caso do Vale do Guaporé (MT),
a vacada poderá ser estourada após 15 dias da primeira boa chuva, ou
ignorando, se possuir um bom manejo das pastagens, colocarem os touros
de 15 de agosto a 15 de dezembro. A relação costumeira é de um touro para
cada 30 vacas, podendo variar de acordo com a capacidade dos touros. O
uso do sal mineral para o período de monta deve começar uns 30 dias antes
da estação de monta.
• Inseminação Artificial: recomendamos observar a vacada e,
quando constatar uma boa presença de cios, liberarem o serviço de
I.A, preferencialmente agosto ou setembro. A qualidade do sêmen, do
inseminador e dos seus ajudantes deve ser muito bem avaliada e de total
confiança. Neste grande projeto fazíamos os lotes de 200 a 220 vacas
paridas de acordo com a ordem de nascimentos e 15 dias após soltávamos
a inseminação por 70 dias, equivalente a três cios, depois soltávamos os
touros para repasse por mais 45 dias ou até completar a estação de monta
de preferência. A distância dos lotes dos currais de manejo também
contribuiu nos resultados.
• IATF: Esta ferramenta da reprodução vem crescendo muito no Brasil.
Em 2006/2007 eram 1.650.000 vacas; hoje devemos ter 5.000.000
de matrizes sendo trabalhadas com a IATF. Acredito que se tivéssemos
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GESTÃO
corporalmente, reduzindo a concepção em sua segunda cria. Outros fazem
• Natalidade e Nascimentos: Qual o critério indicado para apurar
anualmente a taxa de natalidade? Já vimos criador dizendo que considera
o total de bezerros nascidos no ano e divide pela quantidade de vacas que
possui em dezembro, errado. O correto é dividir o total de bezerros nascidos
no ano pela população média de fêmeas com idade acima de 34 meses
existentes na propriedade, retroagindo o período de gestação que é de 290
dias, ou seja, uma fêmea coberta a partir de abril vai parir no ano seguinte.
Respeitando as estações de monta acima, teremos a maior quantidade de
bezerros nascendo entre junho e setembro, datas reconhecidas como ideal
para a saúde e desenvolvimento dos bezerros.
• Desmamas: o manejo dos bezerros nas desmamas é importantíssimo
para o seu desenvolvimento. Reservar bons pastos, disponibilizar de ótima
mineralização e boa aguada. Testes comprovaram que colocando algumas
vacas madrinhas em cada lote desmamado ajuda no comportamento dos
bezerros, diminuindo o estresse.
• Castração: Trabalho divulgado em 1974 com 55 bezerros recriados em
pasto cultivado, com PMI de 78 Kg, separados em 5 lotes: A - Castração
parcial até 2 meses de idade com remoção apenas do parênquima
testicular; B - Castração à faca aos 2 meses; C - Castração normal aos
12 meses; D - Castração normal aos 24 meses; e o lote E testemunha com
animais inteiros. Em 1º lugar ganhou o LT E, os inteiros, com PVI 78 kg, PVF
503 KG, ganho de 405 kg. Em 2º lugar, o LT A com PVI 79 kg, PVF 484 kg,
ganho de 405 KG. Em 3º o LT D com PVI 74 Kg, PVF 464 kg e ganho de 390
kg. Em 4º lugar o LT B com PVI 82 kg, PVF 442 kg e ganho de 360 kg. E em
5º lugar ficou o LT C com PVI 75 kg, PVF 420 kg e ganho de 345 kg.
• Trabalho divulgado em 1993 – 1996 para lotes criados e recriados em
pastos cultivados apresentou melhor resultado de ganho de peso para
machos inteiros, com 459 kg PV com 1,03 kg/dia, consumiram 8,87 de MS/
kg e tiveram conversão de 8,47 kg MS/kg GPV. Os machos castrados com
427 kg PV apresentaram ganho de 0,76 kg/dia, consumiram 8,87 kg MS/kg
e tiveram uma conversão de 10,51 kg de MS/kg de GPV. Os animais inteiros
têm um maior ganho de peso devido ao hormônio masculino (anabolizante
natural), que atua diretamente sobre o músculo causando seu crescimento.
Ultimamente muitos pecuaristas deixaram de castrar, principalmente os
que trabalham com alta tecnologia, boas pastagens ou confinamento.
• Idade de abate: não temos dúvidas sobre as vendas de animais para
abate com engorda em confinamento ou em pastagens no caso de vacas
vazias e animais descarte, entretanto, decidir sobre a idade e peso ideal
para vender os machos requer um pouco de engenharia de resultado, e em
confinamento pode variar dependendo se o confinador travou suas vendas
antes de colocá-los para engorda. Com a oscilação nos preços, pode ocorrer
que um animal com potencial genético para chegar facilmente em 20 - 21
arrobas, com 36 meses de idade e inclusive, dependendo do ano, obter
melhor preço. Vendê-lo antes com 17 arrobas e às vezes com preço menor
por arroba pode representar prejuízo. A diferença de 3,5 @ a mais e com
possível diferença de preço a maior pode representar 40% a 50% do valor
de um bezerro desmamado para reposição.
uma ou duas inseminações ou IATF na vaca nelore e depois soltam os touros,
muitas vezes nelore. Assim sendo, estaria repondo a sua vacada partindo de
fêmeas menos desejáveis.
• Vaca – Bezerro: Considerando um sistema de cria, recria e engorda
qual o critério mais indicado para apurar a relação vaca – produto - ano?
Estabelecemos os dados do projeto citado com índices de nascimentos de
sêmen sexado só para machos a preços mais baratos, principalmente para
os serviços de cruzamentos industriais, poderia ser ainda maior. Temos
conhecimento de criadores que não aplicam as boas práticas de manejo,
resultando em um custo maior e correndo o risco de multiplicar problemas
de saúde da reprodução na vacada. A estação de monta deve ser a mesma
adotada para os casos de MN e IA. Conhecemos exemplos que retardaram
o início dos serviços e se perderam na estação de monta, complicando e
muito o resultado anual. Também temos informação de projetos bem
sucedidos usando a técnica em até 17.000 vacas anualmente, atingindo
60% de prenhez e outros que variam de 55% a 65% e até de 75% com a
resincronização.
• Seleção das Matrizes – Conhecemos criadores que fazem cruzamento
industrial em novilhas nelore, o que não recomendamos, pois o bezerro
cruzado é mais exigente para um bom desenvolvimento. A novilha, se
zebuína de primeira cria, produz menos leite e irá se desgastar mais
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83,5% ao ano (-) abortos e natimortos de 0,9% e mortes acidental e natural
na recria de 1,65%, teremos 2,55% ao ano com saldo recriado de 80,85% e
assim um custo de manutenção de 1,24 vacas por animal recriado ao ano. A
produção de kg/vaca/ano, considerando mais de 25.000 vacas no projeto
e em pastagens novas em formação, média de 15 anos foi de 174,5 kg/vaca/
ano considerando a média de machos e fêmeas.
• Idade para reprodução: Conhecemos projetos que usam uma forte
pressão de seleção sobre as fêmeas, colocando-as para monta ou primeiro
serviço com 15 a 16 meses de idade. Concordamos quando se trata de fêmeas
cruzadas e mesmo assim com um ótimo manejo de recria e reprodução,
entretanto, questionamos quando se trata de fêmea Nelore, criação 100%
a pasto, cuja longevidade reprodutiva atinge facilmente 12 anos. Neste
caso, antecipar seis meses no primeiro parto pode não significar ganho.
Existem outras ferramentas de controle para aprimorar a fertilidade e
precocidade das fêmeas. Também pode prejudicar o calendário da estação
de monta, o desenvolvimento da mãe como futura matriz, sua habilidade
materna normalmente é mais baixa quando muito nova e reduz o índice de
natalidade para a segunda cria. Alimentá-las pode ser uma ferramenta para
compensar seu desgaste corporal, porém o ganho pode não compensar os
custos adicionais.
• Raças – Consumo: Com o passar dos anos e com as exigências dos
frigoríficos e aprimoramento na seleção dos rebanhos, os criadores
brasileiros já sabem diferenciar as melhores raças puras e seus
cruzamentos que apresentam melhor rendimento de carcaça, precocidade,
fertilidade, menos osso e carne mais desejáveis ao consumidor. Tudo deve
ser minuciosamente calculado, levar em consideração as exigências das
raças europeias para clima e alimentação. Trabalhos realizados nos anos
90 apontam que os animais europeus são mais exigentes para engorda,
são eficientes com ração rica em proteínas de grãos e necessitam
aproximadamente 10 kg de Matéria Seca (MS) para produzir um kg de
carne, enquanto os zebuínos são menos exigentes na qualidade do trato e
com 8,0 kg de MS produzem um kg de carne.
• Abates Técnicos: ultimamente, alguns frigoríficos já estão bonificando
os pecuaristas pelo fornecimento de animais com bom ou alto rendimento
de carcaças, menos mal, a seleção continua evoluindo para este caminho,
e é sem dúvida um fator importantíssimo no aprimoramento dos rebanhos.
Gostaria de citar dados de alguns abates técnicos para justificar melhor o
quanto é importante o criador saber escolher a raça e seus cruzamentos:
• Em julho de 1989 na EXPOCRUZA de Uberaba tivemos abates técnicos
de alguns cruzamentos industriais, tendo como coordenador o Dr. João
Barrison Vilares, cujas raças prefiro não citar. O macho classificado em 1º
lugar foi um animal com 15 meses de idade, 59,1% RC, peso do couro 39,4
Kg = 8,87% do PV, Vísceras 116,0 Kg = 26,1% PV; o 2º lugar, com 22,0 meses
de idade, apresentou 55,2% RC, peso do couro 61,0 Kg = 12,1% e vísceras
133,4 kg = 26,4%. Fêmeas: em 1º lugar com 31,0 meses de idade, com 61,3%
RC, peso do couro 36,0 kg = 6,92% PV e Vísceras 132,9 KG = 25,5%. O 2º
lugar apresentou 56,1% RC, peso do couro 42,7 kg = 7,26% PV e Vísceras
181,3 KG = 30,8% PV.
• Em maio de 1992 foram divulgados abates técnicos com destaque
para um zebu engordado a pasto, com 470 kg PV e 256,6 kg PM = 54,6%
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RC, apresentou de carnes comestíveis 191,4 kg equiv. a 74,5%, miúdos
e outros 21,2 kg = 8,29%, ossos na carcaça p/ ind. 55,6 kg = 21,6%, sebo
16,0 kg = 6,23%, gordura p/ Ind. 18,6 kg = 7,2%, couro 33,0 kg = 7,0%, soma
de carnes e miúdas 212,5 kg representando 83,1% de aproveitamento. As
importações de raças zebuínas da India muito contribuíram para a evolução
da nossa pecuária de corte.
• Em novembro de 1999, em Lins SP, ocorreu um grande julgamento
de carcaças com 679 bovinos, sendo 625 machos castrados, 18 machos
inteiros e 36 novilhas, de 20 criadores diferentes, idade entre 18 a 30 meses,
média de 18,9 meses, dente de leite, com peso vivo médio de 479,8 kg, peso
morto 279,4 kg, 18,6 @, 75,3% de carne aproveitável, 58,1% RC, 127,2 cm
de comprimento das carcaças, 72,4 cm área de lombo, 5,17 mm espessura
gordura e 43,1 kg de carne a cada 100 kg de carcaça. A carcaça campeã do
nelore PO foi um garrote de 19,7 meses, dente de leite, 509 kg PV, 312,0
KG carcaça quente = 20,8@ e 61,3% RC, 124,1 cm de comprimento, 77,4 cm,
área de lombo, 7,0 mm, 74,3% de carne aproveitável, com 44,9 kg de carne
a cada 100 kg de carcaça.
• Em abril de 2010 na ExpoLondrina, a maioria com animais de
cruzamento industrial, ganhou em 1º lugar um macho de 18 a 24 meses,
dente de leite, com 471 kg PV, que apresentou 54,3% RC, 84,3% de carnes
comestíveis com ossos, 6,51% de miúdos comestíveis e 40,1 kg = 15,7% de
ossos na carcaça para indústria. A fêmea em 1º lugar, também de cruz.
Industrial, 18 a 24 meses, dente de leite, com 523 kgpv, apresentou 53,9%
RC, 84,6% de carnes comestíveis com ossos, 6,5% de miúdos comestíveis
e 43,3 kg = a 15,3% de ossos para indústria.
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GESTÃO
• Consumo – Confinamento: no projeto mencionado no Mato Grosso, com
aproximadamente 22 mil animais anualmente, 80% de machos e 20% de
fêmeas, sendo 90% Nelore de boa genética, durante cinco anos, os machos
apresentaram uma média de consumo de 4,35% de Matéria Verde e 2,28%
de Matéria Seca em relação ao peso vivo. Com média de permanência no
confinamento de 68 dias, os machos apresentaram um ganho médio diário
de 1, 530 kg, equivalentes a 3,67 @ e custo de 3,13 @ boi, lucro médio de
17,2%. As fêmeas, vacas e novilhas, ganharam 1.127 Kg equivalência 2,37 @
e custo de 2,23 @ boi e lucro de 6,2%. Vale destacar que o confinamento
no Vale do Guaporé (MT), onde normalmente tem seca de maio a setembro,
esta ferramenta se torna indispensável para melhorar a taxa de desfrute da
propriedade, retirando do pasto os bois erados e as vacas vazias, permitindo
assim uma melhor recria dos animais jovens.
• Trato – Confinamento - Consumo: no mesmo projeto, a alimentação
dos confinamentos foi basicamente composta de silagem de sorgo, milho
moído, (produzidos na propriedade com reforma de pastagem) farelo ou
resíduos de soja da região e núcleo mineral especial. O total consumido
diariamente pelos bois, com cinco tratos ao dia, apresentou uma média de
13,4 kg de silagem + 7,4 kg de ração seca, para um PVE - Peso Vivo de Entrada
- 421,8 kg = 15,1 @, PMS – Peso Médio de Saída- 522,00 kg = 18,77 @, ganho
de 3,67@. O consumo de água é aproximadamente 1% do peso vivo, neste
caso 471,9 kg aproximadamente 47,1 litros/cab/dia. Oscila de acordo com o
clima de cada região e até do trato que os animais recebem. O consumo de
sal mineral na cria e recria a pasto, também oscila de acordo com a fórmula
e fornecedor do produto, o valor nutricional das pastagens e o manejo. A
média no projeto em questão oscilou de 39 a 42 gramas/UA/dia. Tivemos
um experimento no Norte do Paraná, em área de pastagem cultivada e
adubada utilizando apenas sal comum durante um ano. Constatamos que
a diferença nos índices de produção durante o ano foi mínima, apesar disso
sempre utilizamos fórmulas e sal mineral de total confiança.
• Custo e Produção: este projeto com 72 mil cabeças, no modelo de cria,
recria e engorda, sendo explorado com 70% em propriedades próprias,
muitas recém-formadas e 30% em arrendamentos, as vezes de difícil
manejo, composto de 90% de Nelore com boa genética, apresentou uma
HISTORICAMENTE, A PECUÁRIA
DE CORTE APRESENTA MELHORES
RESULTADOS QUANDO O
PECUARISTA CONSEGUE RATEAR
OS SEUS CUSTOS INDIRETOS
COM REBANHO SUPERIOR A
5.000 CABEÇAS.
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taxa de desfrute média de 25,85%, natalidade média de 83,5% ao ano,
mortalidade de 1,65%, produção de 170,7 kg/vaca/ano, peso médio das
vacas na desmama 467,8 kg e RD - relação da habilidade materna - de
38,5%, peso desmama machos e fêmeas de 212 kg, com idade média de
238 dias. O custo médio do projeto em manutenção dos rebanhos em 10
anos de exploração foi o equivalente a US$ 39,80/cab/ano e 1,82 @/cab/
ano, sem considerar o valor da terra, cujo resultado final financeiro médio
para a atividade representou lucro aproximado de 30,5% ao ano. Neste
projeto de cria e recria, uma cabeça representava o equivalente a 0,93
unidades animal. A produção de KG/HÁ/ANO é uma excelente ferramenta
de avaliação da capacidade de produção, mas varia muito de criador para
criador, modelo de exploração, região do Brasil com seus diferentes tipo de
solo e clima, pode variar de 7 até 24@/ha/ano.
• ILP - Integração Lavoura Pecuária: costumamos dizer que em
propriedades com solo, topografia e clima com chuvas regulares onde
se podem produzir grãos, cana, mandioca, laranja, ou até mesmo
reflorestamento, a pecuária de corte em larga escala não consegue
competir. Podemos citar apenas dois exemplos de regiões que
historicamente eram consideradas a terra do boi: Barretos, que perdeu
espaço para exploração de laranja; e Araçatuba, para a cana. A matemática
é muito simples, arrendatários pagam ao proprietário em torno de 30 a 35%
por ano livre de despesas, em equivalência produto ou em saca de soja. Em
alguns casos onde o proprietário desmanchou cercas e vendeu o gado para
renovar suas pastagens com lavoura, se torna ainda mais difícil voltar a
investir em gado e cercas e esperar por no mínimo 24 meses para recuperar
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o dinheiro investido de volta.
Como regra base a atividade apresenta de 25 a 35% de lucro anual, sem
considerar o valor da terra, já que ela se corrige de acordo com o mercado.
• Pastagens: Definitivamente os criadores precisam reconhecer que
pastagem é uma cultura e como tal merece toda atenção e investimentos.
É preciso conhecimento técnico para decidir sobre as melhores variedades
indicadas para cada região, época do plantio, manejo e adubação. Vale
destacar que o governo militar de 1976 tinha um programa de financiamento
para adução de pastagem. O produtor podia comprar adubo e calcário com
cinco anos de prazo, dois de carência e pagando no vencimento tinha 40%
de desconto. Diversos criadores adubaram suas pastagens com calcário,
fosfatados e super simples granulado, aumentando a capacidade de
produção. Também conheço estudos em uma fazenda de 850 hectares,
topografia mecanizada e solo fértil do Norte do Paraná, onde se realizou a
reforma das pastagens, com correção do solo, adubando adequadamente
e utilizando sal mineral de ótima qualidade e um ano após, os índices de
produção de carne e fertilidade da vacada pouco mudou.
• Rentabilidade: É normalmente o modelo de gestão que define a
eficiência na pecuária ou em outra atividade. Para ser competitivos,
produtores de carne devem investir cada vez mais na elevação dos índices
de produtividade. Também deve obedecer toda legislação de produção
ambientalmente correta, pois pode agregar valor a seus produtos.
Historicamente, a pecuária de corte apresenta melhores resultados quando
o pecuarista consegue ratear os seus custos, principalmente os indiretos,
com rebanho superior a 5.000 cabeças, quanto maior melhor. Dependendo
da região, defendo a cria, recria e engorda, conseguindo assim reduzir
algum custo e podendo trabalhar com animais geneticamente superiores.
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como definir a raça e o modelo ideal para cria, recria e engorda?