COMO DEFINIR A RAÇA E O MODELO IDEAL PARA CRIA, RECRIA E ENGORDA? PARQUE GOV. NEY BRAGA É ENDEREÇO CERTO PARA REALIZAÇÃO DE LEILÕES PG. 22 PG. 6 projeto_jornal_dezembro.indd 1 11/26/15 10:29 AM EDITORIAL Os produtores rurais brasileiros têm demonstrado sua competência, colocando o Agronegócio em destaque e apresentando um superávit de 383,1 bilhões de dólares entre 2010 e 2014. Em 2014 ultrapassamos 1 trilhão de reais, representou 22,5% do PIB e 43% das exportações brasileiras. A safra 2014/2015 já está consolidada e a de 2015/2016 iniciando bem e com boas expectativas de produção e preços. O potencial brasileiro impressiona pelos seus números. Estamos sendo reconhecidos como o celeiro do mundo para produção de grãos, leite, carnes, papel e celulose, cana de açúcar etc. Nossa cadeia do mundo animal é mais extraordinária ainda: censo de 2013 aponta que possuímos (em milhões de cabeças) 211.764.292 bovinos, (sendo 22.924.914 de vacas ordenhadas), 1.261.922 bubalinos, 5.363.188 equinos, 1.221.756 muares, 902.716 asininos, 38.956.758 suínos, 21.282.919 ovinos e 9.312.784 caprinos. Abatemos 5.041.186.963 de frangos e produzimos 37.245.133.103 de ovos. Em animais de estimação, pesquisa recente indica que possuímos 55 milhões de cães e 27 milhões de gatos. É por este potencial de consumo que fábricas de ração, sal mineral, laboratórios de medicamentos/vacinas, Pet Shops e outros segmentos consideram o Brasil atraente para novos investimentos. Até admitimos que o Brasil está fragilizado com o atual cenário político e a economia desarrumada. Já estamos pagando por isso, principalmente com a depreciação cambial, perdendo seu grau de investimento e penalizando algum segmento, principalmente industrial, mas, as ligadas ao agronegócio continuam acreditando no mercado e no potencial do Brasil. Diversas empresas multinacionais estão investindo milhões de reais em novas plantas de produção, pesquisas, tecnologias e modernização de suas máquinas, reduzindo com isso perdas de produção e ganho na hora máquina para o produtor. A Sociedade Rural do Paraná continuará defendendo os interesses e acreditando nos produtores rurais. Trabalhamos também para aproximar cada vez mais o campo à cidade, demonstrando ações de boas práticas, palestras técnicas e diversidade através da organização anual da Exposição Agropecuária e Industrial, a EXPOLONDRINA. Nós acreditamos no trabalho e nas parcerias de anos já consolidadas para promover este que é o maior evento da agropecuária brasileira. Os números são invejáveis e teremos que trabalhar muito para superá-los, o que estamos dispostos a fazer com determinação e apoio da sociedade. Feliz final de 2015 e um ano de 2016 cheio de grandes realizações, com saúde, paz, harmonia familiar e ótimos negócios. Deus ajuda quem trabalha! Saudações, Moacir Sgarioni · Diretor presidente EXPEDIENTE INFORMATIVO DA SOCIEDADE RURAL DO PARANÁ Av. Tiradentes, 6275 – CEP 86072-000 Parque de Exposições Governador Ney Braga · Londrina-PR-Brasil Fone (43) 3378-2000/Fax (43) 3378-2030 www.srp.com.br e-mail: [email protected] Nivaldo Benvenho Diretor Comercial Silvana Kantor Diretora de Relação Social Adauto Quintanilha Diretor de Manutenção e Obras Luiz Roberto Ferrari Diretor de Fomento Bernardo Garcia de Araújo Jorge Diretor de Pecuária de Leite Diretoria Executiva Moacir Norberto Sgarioni Diretor Presidente José Henrique Cavicchioli Diretor de Equinocultura e Melhoramento Genético Alcides Spoladore Filho Diretor de Avicultura e Melhoramento Genético Octávio Cesário Pereira Neto Diretor Vice-Presidente Luiz Fernando Coelho da Cunha Filho Diretor Ovinocultura, Caprinocultura e Melhoramento Genético Wanderley Batista da Silva Diretor Secretário Roberta Meneghel Vilela Diretora Administrativo e Financeiro Paulo Afonso Magalhães Nolasco Diretor Jurídico projeto_jornal_dezembro.indd 2 Luly Barbero Turquino Diretora de Relação Internacional Luigi Carrer Filho Diretor de Atividade Agroindustrial Ricardo Neukirchner Diretor de Aquicultura e Melhoramento Genético José Luiz Vicente da Silva Diretor de Suinocultura Pedro Favoretto Filho Diretor de Atividade Agrícola Gilberto Martins Diretor de Horticultura Humberto de Almeida Barros Junior Diretor de Atividade Pecuária Osmar Ceolin Alves Diretor de Patrimônio CONSELHO SUPERIOR Afranio Eduardo Rossi Brandão Antonio de Oliveira Sampaio Eloy Spagnolo Junior Ilson Romanelli José Tavares de Paiva Junior Luiz Roberto Neme Oezir Marcello Kantor Oswaldo Pitol Paulo Bento Paulo Roberto de Oliveira Vilela Filho Pedro Garcia Pagan Ricardo Hoefel Rezende CONSELHO FISCAL Jadir Fernandes de Miranda Bruno Ribas Bonalumi João Massarutti Ademar Ajimura Alvino Aparecido Filho José Edson Baggio CONSELHO TÉCNICO Célio Arantes Heim Luis Guilherme Braga Gimenez Guilherme da Motta Torres Fernando Humberto Mesquita de A. Barros Flavio Antonio Baccarin Costa Gil Abelin Representante Ministério da Agricultura Dr. Juarez José de Santana Representante SEAB Antonio Carlos Barreto PRODUÇÃO Alea Comunicação Máxima Comunicação Jornalistas responsáveis: Andrea Monclar – MTb: 15-823/SP Benê Bianchi – MTb: 2621/PR Publicidade: [email protected] tel. 43 3378-2020 Diagramação e design Egg Comunicação www.eggcomunicacao.com.br Sugestões: [email protected] IMPRESSÃO Tiragem: 3 mil exemplares Midiograf Gráfica e Editora 11/26/15 10:29 AM PG 4 SRP: Sempre ao lado de quem PRODUZ. PG 7 Estamos entre as marcas mais lembradas no Top Nikkey 2015 PG 11 37ª Expo Nacional · As qualidades do Mangalarga em destaque PG 12 Rural Corre, mais uma edição de sucesso PG 13 ACONTECEU PG 17 PG 18 PG 19 Integrada inaugura nova Unidade Industrial de Milho Horizon inaugura nova sede Integração pode trazer bons resultados, mas é preciso planejamento projeto_jornal_dezembro.indd 3 11/26/15 10:29 AM BANDEIRAS SRP: SEMPRE AO LADO DE QUEM PRODUZ, ESPECIALMENTE DOS PRODUTORES RURAIS, CONTRIBUINDO PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL PARANAENSE E BRASILEIRO Neste segundo semestre de 2015, a Sociedade Rural do Paraná teve participação ativa em discussões importantes no segmento do agronegócio e de questões que possam contribuir para o desenvolvimento da região. Foram debatidas e cobradas soluções para invasões de terra pelo MST; segurança no campo e discutido, junto com outras entidades e autoridades, a duplicação da BR-369, de Jataizinho até a divisa com Ourinhos (SP). Dia 19 de setembro, por ocasião da realização da Exposição Nacional do dos deputados estaduais Tercílio Turini e Tiago Amaral, ambos sócios da entidade, do deputado federal Marcelo Belinati e, representando o deputado federal Alex Canziani, João Gonçalves de Souza Jr. Foi uma visita de cortesia, e os convidados foram recebidos pelo vice-presidente, Octávio Cesário Pereira Neto, e diretores da SRP que aproveitaram para reforçar o pedido da Rural, que solicitou ajuda dos parlamentares em questões como direito à propriedade, invasões e segurança no campo, justificando que a entidade enviou carta MANIFESTO a todas as autoridades competentes do Cavalo Mangalarga no Parque Gov. Ney Braga, a SRP recebeu a visita Paraná sobre o assunto. CONFIRA A ÍNTEGRA DO MANIFESTO projeto_jornal_dezembro.indd 4 11/26/15 10:29 AM MANIFESTO Nós da Sociedade Rural do Paraná, independentemente do partido que governa Londrina, o Paraná e o Brasil, acreditamos no trabalho. Acostumamos a enfrentar as crises produzindo, com destaque para a produção de alimentos para toda a população, oferecemos empregos, pagamos impostos e ajudamos a desenvolver o Estado e a economia do país. O cenário atual tem provocado desgastes na imagem do Brasil, mas juntos, governos, empresários, produtores rurais e sociedade, podem conquistar melhores resultados se tiverem políticas adequadas e gestão mais competentes. Rendemos homenagens a todos que produzem neste país, em especial os produtores rurais do nosso Estado. Possuímos apenas 2,3% do território nacional e produzimos mais de 20% dos grãos do país, com alta produtividade por hectare, com tecnologia de ponta e principalmente com sustentabilidade, colocando o Paraná em 1º lugar na produção nacional de milho, frango, feijão, papel e celulose, alevinos; em 2º na produção de mandioca e de grãos; em 3º na produção de leite e suínos e 4º em cana de açúcar. O agronegócio brasileiro bateu novo recorde de produção e apresentou em 2014 um superávit de 80,1 bilhões de dólares, acumulando nos últimos cinco anos 383,1 bilhões de dólares de superávit. O que seria do Brasil se não fosse o agronegócio? Senhor governador, senhores deputados e senhores prefeitos, temos que melhorar as condições de moradias no campo, principalmente a segurança, estradas, escolas, postos de saúde, etc. O Paraná em 1970 tinha 63,8% da população morando no campo, em 2006 era 13,8% e hoje provavelmente uns 7%. Precisamos rever a política de distribuição de renda no Brasil, considerada crítica e polêmica. Dados do IBGE em julho de 2013 indicam que os estados da região norte e nordeste possuem uma população de 70 milhões de habitantes e 36% (25,2 milhões) recebem o benefício da bolsa família. A região sul do Brasil possui 29 milhões de habitantes e somente 12% (3,48 milhões) recebem o beneficio. Será que não é melhor incentivar o trabalho ao invés de estimular a dependência? Agradecemos todas as políticas de apoio ao agronegócio. Os números comprovam que o Brasil não deve ignorar o potencial de sua área, seu clima, suas tecnologias e a vocação e capacidade dos produtores rurais em contribuir com a alimentação humana mundial, prevista para 2050 em 9,2 BETO RICHA ANUNCIA DUPLICAÇÃO DA BR-369 DE JATAIZINHO A CORNÉLIO 5 bilhões de pessoas e as Nações Unidas esperam que o Brasil produza 40% de toda a necessidade alimentar do planeta. Capacidade nós temos! Pedimos também estudos de viabilidade para possível redução da carga tributária que causa impacto na produção e ao consumidor final. No Brasil os alimentos processados têm alíquota de 35% e os in natura 22% enquanto a média internacional é próxima de 7%. A Sociedade Rural do Paraná sempre procurou contribuir sugerindo e cobrando das autoridades competentes políticas de resultados, direito da propriedade e estabilidade no campo. Pedimos a cada um dos representantes políticos que não ignorem este nosso potencial de produção e para isso, o mínimo que os produtores rurais brasileiros precisam ter é segurança, no mais amplo sentido da palavra. Temos péssimos exemplos de invasões de propriedades produtivas pelo MST e também pelos indígenas, com índios até do Paraguai e Bolívia sobre terras com documentação familiar centenária. O Paraná tem um modelo de reforma agrária exemplar, possui 395.000 propriedades rurais sendo que 93% delas são consideradas de agricultura familiar. Também questionamos o modelo de assentamentos no Brasil, parte das terras são ocupadas por pessoas que não possuem vocação e não produzem o suficiente para o próprio sustento. Muitos depois de assentados repassam os seus lotes vendendo seu direito de uso e voltam aos seus grupos de origem para organizarem novas invasões. O governo exige produtividade dos verdadeiros produtores rurais e não cobra o mesmo dos produtores do MST. A índia possui um controle rigoroso sobre os assentados. A transgressão às leis deveria ser punida pelas autoridades competentes e não negociadas com privilégios. Acreditamos que a lei proíbe negociar terras para assentar pessoas que estão em terras invadidas. O diálogo pode e deve existir para permitir o entendimento entre as partes, mas, jamais ignorar o direito de propriedade, devendo prevalecer à reintegração de posse. Moacir Norberto Sgarioni Diretor presidente da Sociedade Rural do Paraná estudo e negociação com as concessionárias em parceria com o Governo do Estado, 62 km de contornos para a cidade de Londrina. Segundo o Governador Richa, as negociações com a concessionária que administra o trecho foram concluídas e a elaboração dos projetos já está em andamento. O Governador Beto Richa anunciou, no início de outubro, investimentos de R$ 1 bilhão em obras rodoviárias em 2016 e reservou R$ 480 milhões para aplicar em duplicações e outras melhorias de rodovias, como os 30 km de duplicação A Sociedade Rural do Paraná, junto com outras entidades e prefeituras da AMUNORPI e AMUNOP, iniciou um movimento em junho passado, formalizando ações conjuntas, e reivindicou ao Governo do Paraná e à concessionária Econorte, responsável pelo trecho, a duplicação da BR-369 da BR-369 de Jataizinho a Cornélio Procópio. A obra estava prevista, pelos contratos anteriores, para 2021. O trecho de Cornélio até a divisa de São Paulo receberá melhorias com terceiras faixas e outros. Também está em como um todo, sugerindo antecipação das negociações e início das obras de imediato, informando à população o modelo de contrato do Anel de Integração em vigor desde 1997. projeto_jornal_dezembro.indd 5 11/26/15 10:29 AM BOAS NOTÍCIAS NACIONAL DA RAÇA SUFFOLK PODE TER AGENDA NA EXPOLONDRINA 2016 o convite oficial ao presidente da ABCOS, Bruno Garcia Moreira, para a realização da Exposição Nacional da Raça Suffolk em Londrina, durante a Exposição Agropecuária e Industrial de 2016.”, explica Cunha. Segundo o diretor, o presidente da ABCOS se mostrou bastante interessado na realização do evento na ExpoLondrina e fez alguns comentários que os animais apresentados na Expointer estavam bem próximos do Suffolk que se busca, ou seja, um animal bastante carniceiro, baixo, harmonioso. “Tenho certeza que estamos contribuindo para a ovinocultura do Brasil. A carne de cordeiro é de excelente qualidade e a do Suffolk melhor ainda. Há um mercado imenso a ser explorado”, projeta. Bruno Garcia Moreira e Luiz Fernando O diretor de ovinocultura da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Luiz Fernando Coelho da Cunha Filho, esteve na Expointer 2015, em Esteio (RS) acompanhando a exposição, julgamento e leilão da raça Suffolk. O objetivo da visita foi manter contato com os representantes da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Suffolk (ABCOS). “Na Expointer fizemos A última exposição nacional da raça Suffolk foi realizada no Estado de São Paulo, em outubro de 2014. Luiz Fernando explica que a possibilidade da realização da nacional em Londrina será um grande incentivo para os criadores de ovinos da região e do estado. O convite contou com o apoio do presidente da SRP, Moacir Sgarioni, que também visitou a Expointer e fez diversos contatos com empresas expositoras e organizadores da exposição, trocando experiências para melhorias de gestão em ambas as exposições, Esteio e Londrina. INVESTIMENTOS NO PARQUE O presidente Moacir Sgarioni costuma dizer que manutenção é tão importante quanto investimentos. Ao prestar conta aos sócios da entidade, referente aos seus 36 meses de gestão, enviando carta e planilha detalhada das receitas, despesas (com manutenção), investimentos e posição financeira da SRP, aponta investimentos de R$ 3.493.681,25 em melhorias das benfeitorias e paisagismo no parque Ney Braga. Moacir Sgarioni e toda a sua diretoria estão empenhados em viabilizar um mega projeto de reocupação do parque Gov. Ney Braga, transformando-o em um centro internacional de eventos. O Projeto foi desenvolvido por engenheiros e arquitetos de uma grande empresa de São Paulo, já foi apresentado para a diretoria da entidade. Hoje, está em fase de ajustes finais de ocupação e criando o modelo de parceria entre a SRP e a empresa investidora. PARQUE É ENDEREÇO CERTO PARA REALIZAÇÃO DE LEILÕES projeto_jornal_dezembro.indd 6 Em apenas quatro meses (setembro a dezembro de 2015), oito leilões foram realizados nos recintos do parque. Com estrutura adequada, o parque Ney Braga é, hoje, o principal espaço para realização de leilões na região. “Nossos recintos contam com instalações adequadas, uns com ar-condicionado, suficientes para grandes quantidades de animais e de fácil manejo”, comenta o diretor de Manutenção e Obras do parque, Adauto Quintanilha 11/26/15 10:30 AM 7 ESTAMOS ENTRE AS MARCAS MAIS LEMBRADAS NO TOP NIKKEY 2015 A Sociedade Rural do Paraná foi vencedora da 11ª edição da Pesquisa Top Nikkey 2015 realizada pela Origem e Crcom. O evento de premiação foi em agosto no Buffet Planalto. Mariana Zorzato, do departamento de marketing da SRP, e Vânia Vargas, do departamento comercial, representaram a entidade e receberam os certificados e troféus. A SRP foi premiada no setor Turismo e Lazer, nas categorias “Festa Popular” e “Local para Eventos”, ficando em primeiro lugar nas duas com a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina) e o Parque de Exposições Ney Braga, respectivamente. A pesquisa, realizada pela Litz Estratégia e Marketing avalia as marcas mais lembradas pelos nipo-brasileiros. A equipe ouviu 603 representantes locais da comunidade nikkey, de ambos os sexos, variadas faixas etárias e classes sociais. CELEBRANDO 30 ANOS A cooperativa de crédito Sicredi União PR/SP reuniu parceiros, associados, fundadores, imprensa e amigos para celebrar os 30 anos de sua fundação. A festa da Regional Norte foi em Londrina, no dia 23 de setembro, no Buffet Planalto, com a participação de cerca de mil pessoas. O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Moacir Sgarioni, representou a entidade. Em seu discurso, o presidente da Sicredi União, Wellington Ferreira (na foto ao lado, com Sgarioni), destacou o crescimento da cooperativa - que vem dobrando de tamanho a cada três anos; o foco no relacionamento com os associados – que são os donos do negócio; e a perspectiva de que o cooperativismo de crédito vai ainda crescer muito no país. “O cooperativismo pode mudar o mundo e cada um de nós precisa pensar nisso”, enfatizou o presidente. Ele ainda destacou que a grande base de sustentação deste crescimento sólido é a união de pessoas. “Ninguém faz nada sozinho”, disse ele. Ferreira também fez um agradecimento aos parceiros e citou, em seu discurso, a importante parceria com a SRP. “Participamos há vários anos da ExpoLondrina, que é um importante evento de nosso Estado”, comentou. A Sicredi é sócia da SRP. MÉRITO AGROPECUÁRIO O sócio da SRP Abelardo Lupion recebeu o Prêmio Mérito Agropecuário Homero Pereira, da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. A entrega foi em 27 de outubro, em Brasilia, em reconhecimento de suas contribuições ao desenvolvimento do setor agropecuário nacional. “A Sociedade Rural do Paraná também reconhece seu apoio incondicional aos produtores rurais do Paraná e à nossa entidade ao longo da sua carreira política”, comentou o presidente Moacir Sgarioni. projeto_jornal_dezembro.indd 7 11/26/15 10:31 AM PELO PARQUE COMEMORAÇÃO DOS 120 ANOS DE AMIZADE BRASIL- JAPÃO O III Japan Fest Cultural do Paraná reuniu a comunidade japonesa do estado para comemorar os 120 anos de Relações Diplomáticas entre Brasil e Japão. A festa, realizada entre os dias 9 e 11 de outubro, no Parque Ney Braga, foi promovida pela Aliança Cultural Brasil-Japão do Paraná e suas 56 entidades filiadas. O evento também celebrou o centenário da colonização japonesa no Paraná e os 45 anos de Irmandade entre o estado e a Província de Hyogo. “Hoje somos a maior colônia de japoneses fora do Japão”, explica o coordenador geral da festa, Luiz Kuromoto. O III Japan Fest contou também com mais de vinte estandes comerciais, além de quatro restaurantes de comida japonesa, food trucks, barracas de alimentação, área com mostras de quadros, fotos e cerimônia do chá. A intensa programação cultura contou com o 6° Concurso de Oratória Infantil Japonesa, que atraiu comitivas de várias regiões, inclusive do Paraguai. Não faltou Bon Odori e Matsuri Dance, Karaokê, shows musicais, taikô, Cosplays. O destaque do evento foi a 33ª edição do Festival Gueinosai do Paraná, com mais de 40 atrações de dança e músicas típicas com artistas de Londrina, Rolândia, Paranavaí, Maringá, Curitiba e Assaí. ESCOTEIROS ACAMPAM NO NEY BRAGA O Parque de Exposições Ney Braga se transformou em agosto em um Acampamento de Escoteiros. O “Grupo de Escoteiros Vale Verde em Ação”, formado por 120 jovens de 7 a 21 anos, acampou durante três dias no Parque e realizou diversas atividades diurnas e noturnas que envolviam cuidados com o meio ambiente, integração, ajuda ao próximo, liderança, jogos, palestras, entre outras. Ao todo, 70 jovens participaram da atividade. Segundo o diretor técnico do grupo, Rafael Perricelle, o acampamento anual é o Ápice do aprendizado de um escoteiro. “Durante o acampamento verificamos se a filosofia do escotismo foi compreendida e está surtindo efeito”, explica Perricelle. O grupo Vale Verde achou o Parque Ney Braga fantástico para a atividade e em carta assinada por Ricardo José, presidente do grupo, agradeceu a parceria e atendimento que tiveram da equipe da SRP. projeto_jornal_dezembro.indd 8 11/26/15 10:31 AM 9 MUSEU DA SRP RECEBE VISITA DE ESTUDANTES O Museu da Sociedade Rural do Paraná está no roteiro de visitas das escolas municipais de Londrina e também de escolas particulares. No início de agosto o espaço ficou movimentado com a visita de crianças do Colégio PGD. Cerca de 50 estudantes de três turmas de terceiro ano (fundamental) conheceram o Museu. Os alunos estavam acompanhados de professores e a visita faz parte do Projeto Londrina, que durante o primeiro semestre trabalha nas escolas informações sobre a cidade e no segundo semestre iniciam-se as visitas. Em novembro, mais um grupo de estudantes passou pelo Museu. Foram três turmas da Escola Municipal Américo Sabino Coimbra, do 4º e 5º anos, com idades entre oito e 12 anos. Isabel Pasello, de oito anos, estava em um dos grupos do PGD, gostou muito da visita.”Tem várias coisas que eu não sabia e que aprendi, como coisas do passado”, explica. O Museu da Sociedade Rural do Paraná foi criado em abril de 2011, guarda todo acervo histórico da entidade desde a fundação, exposições e sua participação na historia de Londrina. Nos arquivos possui o relatório de gestão de todas as diretorias da entidade. O Museu pode ser visitado de segunda a sexta, das 14h às 17h30. As agendas podem ser feitas através do site da SRP ou pelo telefone: (43) 3378.2000. Leilão da Polícia Federal No dia 11 de novembro, a Polícia Federal realizou leilão de 30 viaturas, no Recinto Horácio Sabino Coimbra. Os carros eram viaturas da frota da PF, que foram substituídos por veículos novos. O delegado da PF Nilson Antunes da Silva esteve na Sociedade Rural para definir detalhes do uso do espaço e foi recebido pelo conselheiro Oezir Marcello Kantor e o presidente da SRP, Moacir Sgarioni. Oezir Kantor, Sgarioni e o delegado Nilson Antunes projeto_jornal_dezembro.indd 9 11/26/15 10:31 AM PELO PARQUE A FORÇA DA AVICULTURA DO PARANÁ LEILÃO ARAVET: MAIS UM SUCESSO EM PROL DO HOSPITAL DO CÂNCER A edição 2015 do Leilão Solidário Aravet foi um sucesso e superou os valores obtidos no ano passado. Este ano, foram arrecadados cerca de R$ 521 mil, segundo informações do professor Werner Okano, um dos organizadores do evento. Ano passado, foram cerca de R$ 456 mil. O leilão chegou em sua 10º edição. Foi realizado no dia 24 de outubro, no Recinto José Garcia Molina, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, sede da Sociedade Rural do Paraná. É organizado pelos estudantes de Medicina Veterinária da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) e tem o apoio da SRP e Rural Business Leilões (RBL Leilões). O objetivo é arrecadar fundos para a humanização do atendimento do Hospital do Câncer de Londrina. O evento é um dos mais esperados pelos dirigentes do HCL. Os valores arrecadados nas dez edições realizadas ultrapassam R$ R$ 2,2 milhões. Com as doações o hospital já construiu a rampa de acesso ao ambulatório, cobertura para as ambulâncias, reforma e reestruturação de ambulatórios, consultórios, banheiros, passarela de ligação ao novo Anexo, construção da sala de ressonância magnética com paredes de aço, reforma do Centro Cirúrgico e da UTI, entre outros. Segundo Okano, os valores deste ano serão usados em obras de reforma do terceiro andar do hospital, onde funciona o setor de quimioterapia. São levados a leilão animais e objetos doados pela comunidade: bovinos, equinos, ovinos e outros animais, além de insumos agropecuários, obras de artes, móveis e outros. projeto_jornal_dezembro.indd 10 A Sociedade Rural do Paraná sediou, no dia 28 de agosto, evento em comemoração ao Dia do Avicultor, realizado pela Avinorte. A SRP sempre apoiou a Associação, por meio de sua Diretoria de Avicultura, hoje exercida por Alcides Spoladore Junior, e também do conselheiro técnico da SRP Gil Abelin, que assessora a entidade como extensionista da Emater. O início da associação foi em 2009 com 10 avicultores. Hoje estão próximos de 500 associados, além de seis outras associações municipais. ”O numero de sócios poderá ser maior e seguiremos auxiliando na busca de mais produtores para uma competição mais justa, tendo em vista existirem 19 mil produtores em todas as regiões do Paraná”, informa Abelin. “Muito nos orgulha dizer que somos os maiores produtores de aves de corte do Brasil, e esta parceria com a AVINORTE é uma maneira de participar na organização dos produtores, pois os demais segmentos da cadeia produtiva mostram a força da avicultura brasileira no mundo”, destaca o conselheiro. A Avicultura é responsável por 14% do volume financeiro arrecadado pela agropecuária no Estado e a que mais gera emprego no agronegócio do Paraná. “São 20.000 produtores, o que coloca o Estado como o maior produtor nacional, abatendo, em 2014, 5 milhões de cab/dia; e representa 31% das exportações. O Brasil hoje é o 3º produtor mundial de frango, com 13.115 milhões de toneladas. Em 1º lugar está os USA e em 2º a China. Nosso consumo per capta é 41,8 kg/hab/ano. Vale destacar também que o segmento produz bilhões de ovos anualmente”, informa Moacir Sgarioni, presidente da SRP. Na abertura do evento, Sgarioni propôs uma discussão ampla entre a SRP, a AVINORTE e as Integradoras para que haja um pavilhão com diversos segmentos da cadeia produtiva da avicultura na ExpoLondrina 2016, sugerindo inclusive um setor gourmet, onde podem ser comercializados diversos quitutes a base de frango. “Seria uma grande forma de mostrar à população urbana quanto somos importantes na geração de empregos, renda e divisas para o Brasil,”, disse. 11/26/15 10:31 AM 11 Londrina recebeu, entre os dias 18 e 26 de setembro, a 37ª Exposição Nacional da Raça Mangalarga. O evento, considerado um dos mais tradicionais da equinocultura brasileira, aconteceu nas dependências do Parque de Exposições Governador Ney Braga, contando com julgamentos, provas, leilões e uma movimentada agenda social. De acordo com Mário Barbosa, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM), uma série de fatores contribuiu para o êxito do evento. “Eu acredito que esta Nacional confirmou que o nível dos animais vem subindo cada vez mais. Os julgamentos foram difíceis, com pequenos detalhes definindo os campeões. Os jurados, por sua vez, cumpriram o seu papel enquanto a plateia esteve bastante entusiasmada, aplaudindo as decisões de uma maneira geral. Por tudo isso, eu vejo com bastante entusiasmo essa exposição.” Em pista, cerca de 500 animais, provenientes de 130 conceituados criatórios da raça, participaram dos julgamentos que elegeram os Campeões Nacionais de 2015. Para avaliar os concorrentes, foi escalada a dupla de jurados composta por José Rodolfo Brandi, a quem coube a análise do quesito andamento, e Marcelo Leite Vasco de Toledo, responsável pela avaliação do item morfologia. 37ª EXPONACIONAL AS QUALIDADES DO MANGALARGA EM DESTAQUE projeto_jornal_dezembro.indd 11 A 37ª Nacional contou ainda com uma importante inovação, o Concurso do Cavalo Completo. Esta diferenciada competição, composta pelo somatório do desempenho do animal na prova de maneabilidade à classificação do mesmo nos quesitos andamento e morfologia, ofereceu uma oportunidade ímpar para que os criadores comprovassem a versatilidade de sua tropa. Promovida pela ABCCRM, com o apoio da Sociedade Rural do Paraná e do Núcleo Mangalarga Norte do Paraná, a mais importante mostra do cavalo de sela brasileiro contou com os patrocínios de Stella Artois e Johnnie Walker. Confira os resultados completos do evento no portal oficial da Associação: www.cavalomangalarga.com.br. 11/26/15 10:31 AM ESPORTE TERCEIRA RURAL CORRE TEM MAIS DE 800 INSCRITOS A 3ª edição da Rural Corre teve mais de 800 inscritos, em três modalidades masculina e feminina e cerca de 20 categorias; além da prova Kids. As provas aconteceram no dia 13 de setembro, no parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, sob a coordenação da diretora de Relação Internacional da Sociedade Rural do Paraná, Luly Barbero, e organização da Capa Marketing Esportivo. O evento foi patrocinado por Super Muffato, Construtora Thá, Suferraço, Grupo Cimed, Unimed/Londrina, Mccain, Café Itamaraty, Romanelli, Frisco, Mais Saúde, Rhio Casual e Fitness e Rede Massa/SBT. A premiação foi aberta com entrega de troféus para a assessoria esportiva campeã R80. Confira abaixo os resultados gerais. Feminino 9 km 1º lugar – Renata Moreno – equipe Pileu Team/Isabella/Londrina com tempo de 40,25 minutos 2º lugar – Lourdes Maria de Jesus Oliveira – equipe Pé-Vermelho/Londrina, com tempo de 43,57 min. 3º lugar – Maria Aldenice Hilário Martins – equipe Golden Runners/Cambé, com 45,51 min. Masculino 9 Km 1º lugar – Elton Wander Sales – equipe Acorremar-Usaçucar/Ibiporã, com tempo de 31,48 min. 2ª lugar – Cláudio da Silva – equipe Avícola Astorga, com tempo de 32,35 min. 3º lugar – Olesh Iwanowytsch Kadlubitshkyi Kindra – equipe Corpo de Bombeiros/Londrina, com tempo de 35,55 min. projeto_jornal_dezembro.indd 12 Feminino 6 Km 1º lugar – Sirlei Batista do Amaral – equipe Rhio Casual e Fitness/Londrina, com tempo de 26,39 min. 2º lugar – Renata Karolina Aparecida Sales – equipe Core Inteligência Esportiva/Londrina, com tempo de 30,37 min 3º lugar – Adriana Siqueira Paulão – equipe Pileu Team/Londrina, com tempo de 31,02 min. Masculino 6 km 1º lugar – Alan Matias – equipe Tucanos/Rolândia, com tempo de 20,39 min. 2º lugar – Rubens de Abreu Paulino Junior – equipe Pileu Team/Isabella/ Londrina, com tempo de 21,38 min 3º lugar – Vanderlei Soares – equipe Prefeitura de Marilândia do Sul, com 21,48 min. Feminino 3 Km 1ª lugar – Pâmela de Carvalho Dias – equipe Golden Runners/Londrina, com 12,01 min 2º lugar – Thalis Camila Oliveira Domingos – equipe Pileu Team/Isabella/ Londrina, com 13,08 min 3º lugar – Fabiana de Campos da Fonseca – equipe Radical/Londrina, com 13,31 min Masculino 3 Km 1º lugar – Victor Santos Gomes – equipe Tucanos/Rolândia, com 9,37 min 2º lugar – Pedro Ludgero Cianca – equipe Perfect Running/ Londrina, com 10,12 min 3º lugar – Arthur Luiz Scalassara Balan – equipe Pileu Team/Londrina, com 10,20 min 11/26/15 10:31 AM ACONTECEU 1 2 3 4 5 13 1 · Portugal O presidente da SRP, Moacir Sgarioni, já conhecia alguns países europeus e agora cumpriu uma promessa de dever ao povo português e conheceu Portugal no início de agosto. Passou por Lisboa, Coimbra, Porto, Leiria, Torres Vedras, Nazaré, Santuário de Fátima, Sintra, entre outras cidades do interior. Sgarioni ficou encantado com as obras, os valores culturais, as colonizações de muitas nações pelos portugueses, um mega oceanário em Lisboa, onde se pode conhecer toda a história e a vida marinha, e também pode constatar que a agricultura ainda é de exploração absolutamente familiar, às vezes cultivada por homens, mulheres e os filhos trabalhando juntos. “Vale destacar a qualidade das rodovias e das ferrovias”, disse ele. 2 · Uberaba O Presidente da Sociedade Rural do Paraná, Moacir Sgarioni, visitou a ExpoGenética em Uberaba, no último dia 21 de agosto e esteve também na sede da ABCZ onde se reuniu com o presidente da entidade Luiz Claudio Paranhos e tratou de interesse entre as duas entidades. A SRP foi delegada da ABCZ no Paraná para realização dos serviços de registros genealógicos das raças zebuínas de abril de 1962 até 30 de agosto de 2013, totalizando o registro de 1.304.521 animais. Esteve também com seus grandes amigos e destacados selecionadores de Nelore, Duda Biagi, de Ribeirão Preto (ex-presidente da ABCZ), e Leda Garcia, de Três Lagoas. 3 · Inaugurado novo posto rodoviário em Cornélio O sócio da SRP, Oezir Marcelo Kantor e membro do Conselho Superior da SRP participou, no dia 2 de outubro, da solenidade de inauguração do novo Posto Policial Rodoviário de Cornélio Procópio, na Rodovia Estadual PR 160, Km 57. Ele representou a SRP. Participaram da solenidade o comandante Geral da Policia Militar do Paraná, Coronel Maurício Tortato, o Diretor Geral do Departamento de Estradas de Rodagem, Nelson Leal Junior, o Subcomandante Geral da Policia Militar do Paraná, Coronel Carlos Alberto Bührer Moreira e o Comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária Tenente Coronel Daniel dos Santos, entre outros representantes de comandos. E ainda o Secretário de Segurança do Estado, Wagner Mesquita de Oliveira, o Secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Pepe Richa, e os deputados estaduais, Luiz Cláudio Romanelli, Pedro Lupion, Tiago Amaral, além do prefeito de Cornélio Frederico Carlos de Carvalho Alves. 4 · Expocop O presidente da SRP, Moacir Sgarioni, representou a entidade na abertura da 18ª Expocop Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial da região de Cornélio Procópio. A solenidade foi realizada em 6 de outubro, e contou com a presença de cerca de 300 pessoas, entre prefeitos da região da Amunop (Associação dos Municípios do Norte do Paraná) e demais autoridades políticas e do setor agropecuário locais e regionais. A Expocop é realizada pela Sociedade Rural de Cornélio Procópio. 5 · Ceal O presidente Moacir Sgarioni representou a SRP em evento de comemoração de 62 anos do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal). A foto traz Sgarioni com Antonio Galindo Moreno, Osmar Ceolin Alves, Maria Clarice de Oliveira Rabelo Moreno e Ney Humberto Secco. 6 6 · Desafios do agronegócio O Grupo Folha de Comunicação, em parceria com a Fundação Dom Cabral(FDC), realizou, no dia 21 de outubro, a 5ª edição do EncontrosFolha, com o tema “Desafios do agronegócio no Paraná: Produzir, transformar e exportar”. O evento contou com a participação do agrônomo, doutor em economia aplicada e professor da FDC, Alexandre Mendonça de Barros, que falou sobre as perspectivas da economia e dos mercados agrícolas. Vários diretores da SRP participaram do evento e consideraram a iniciativa uma excelente oportunidade para debater o setor . Na foto Francisco Galli e Moacir Sgarioni. projeto_jornal_dezembro.indd 13 11/26/15 10:31 AM AF_AN_SRP_3.pdf 1 24/11/15 projeto_jornal_dezembro.indd 14 12:58 PM 11/26/15 10:32 AM 15 projeto_jornal_dezembro.indd 15 11/26/15 10:32 AM RECONHECIMENTO SÓCIO DA SRP ALCANÇA NOVE PREMIAÇÕES NA PISTA DE UBERABA O sócio da Sociedade Rural do Paraná e importante criador de Brahman Antonio Carlos Andrade retornou da ExpoBrahman, realizada em setembro, em Uberaba, feliz com os resultados de seus animais na pista. Os animais conseguiram nove premiações: Grande Campeão e Campeão Touro Senior Expoinel 2015, com Dilan da Canaã; Campeã Novilha Menor e 3ª Melhor Grande Campeã, com Miss Samantha 63; Reservada Grande Campeã e Campeã Fêmea Jovem, com Sweet Heart; Reservada Campeã Novilha Menor, com Miss Sheila FIV 67; Reservado Campeão Touro Senior, com Abiel da Canaã; e 3ª Melhor Vaca Adulta, com Miss Lince 1619. “Esses prêmios são a concretização de nosso objetivo, que é o reconhecimento de nosso trabalho numa das melhores pistas do país”, disse DIRETORIA JOVEM INCENTIVA INTEGRAÇÃO DOS FILHOS DE SÓCIOS projeto_jornal_dezembro.indd 16 o criador, que começou a criar Brahman há cerca de 20 anos. “Já trabalhei com muitas raças zebuínas, mas vendo o resultado do Brahman nas pistas e nas fazendas extensivas pude comprovar o quanto a raça é produtiva, tanto o reprodutor quanto a matriz”, comenta ele. Sweet Heart, Miss Samantha e Miss Sheila são do próprio criatório do selecionador. Os demais animais chegaram à Fazenda Caymã, em Londrina, ainda bezerros. A Expoinel fecha, todos os anos, o ano calendário de exposições da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). Este ano chegou à 44ª edição e há três anos, abriga também a ExpoBrahman, realizada pela Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB). Com o objetivo de estimular novas lideranças e incitar o interesse de filhos de sócios pela entidade, em 2012, durante a reforma estatutária, foi aprovada a criação da Diretoria Jovem da Sociedade Rural do Paraná, composta por até seis integrantes de 16 a 24 anos, de ambos os sexos. “Eu tinha esta ideia desde 2006, mas só foi possível colocar em prática após o novo estatuto”, conta Moacir Sgarioni, presidente da SRP. Para fazer parte da diretoria o jovem tem que ser convidado pelo diretor presidente e referendado pelos membros do Conselho Superior. Os atuais integrantes da Diretoria Jovem são Rodrigo Kalinowski, Mário Vanzela Bonalumi e João Inocente Neto. Já fizeram parte da diretoria jovem, na gestão anterior, Giovana Piazzalunga Pereira, Natália Romanelli, Heloisa Vieira Vasconcelos e Daniel Favoretto. 11/26/15 10:32 AM REFERÊNCIA INTEGRADA INAUGURA NOVA UNIDADE INDUSTRIAL DE MILHO A Cooperativa Integrada inaugurou em Andirá (PR), uma das mais modernas plantas industriais do Brasil para processamento de milho. Com investimentos de R$ 100 milhões, a nova Unidade Industrial de Milho (UIM) foi projetada com o que existe de mais moderno em equipamentos e tecnologia para produção de derivados de milho no país. A cerimônia de inauguração contou com a presença do Governador do Paraná, Beto Richa, do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, de toda diretoria da Cooperativa Integrada e da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), além de lideranças políticas da região, clientes da indústria e agricultores associados de toda área de atuação da cooperativa. “A Integrada é pioneira na verticalização da cadeia do milho no Paraná. Os investimentos em agroindustrialização fazem parte do nosso planejamento estratégico, que busca agregar valor aos produtos dos associados e diversificar as receitas da cooperativa”, explica o presidente da Integrada, Jorge Hashimoto. Os produtos da UIM são utilizados em diversos setores da indústria de alimentos e bebidas, como cereal matinal, cervejaria, panificação, biscoitos, massas, gorduras vegetais, rações e até mesmo na mineração e na produção de papel. Com a conclusão das obras, a nova indústria terá condições de atender com mais eficiência a demanda das empresas nacionais e multinacionais de produtos alimentícios. A nova UIM foi construída em virtude das limitações estruturais da antiga unidade, que tinha capacidade de produção limitada e não estava conseguindo atender a demanda. Na nova unidade, a capacidade de produção poderá praticamente dobrar, passando das 150 mil toneladas anuais para 360 mil toneladas de derivados de milho por ano. “Vamos elaborar produtos com alto padrão de qualidade, visando aumentar nossa participação no mercado interno a ainda buscar novos clientes fora do país”, explica o gerente da Unidade Industrial de Milho, Aldo Alves. Com excelência em segurança alimentar e ambiental, a unidade promete inaugurar um novo conceito para produção de derivados de milho no país. O projeto foi elaborado com alta tecnologia e foram planejados prédios funcionais, que atendem a todas as exigências das legislações vigentes para indústrias de alimentos. projeto_jornal_dezembro.indd 17 17 Construído em uma área de 340 mil metros quadrados, o complexo industrial conta com cinco silos de concreto e três prédios onde vão funcionar os setores de moagem de milho, produção de amido, armazenamento e expedição. O mais alto deles, onde funcionará o setor de moagem, tem 45 metros de altura, o equivalente a um edifício residencial de 15 andares. “A matéria prima vai passar por silos herméticos de concreto, que serão totalmente vedados. Não vai haver nenhum contato manual com os produtos e todos os ambientes serão isolados para evitar qualquer tipo de contaminação”, explica o gerente da Qualidade e Produção, Glauco Tironi Garcia. Na nova planta, foram construídos ainda dois laboratórios para atestar a qualidade e a segurança alimentar em todos os níveis de produção. Esses laboratórios farão todas as análises necessárias para garantir a máxima qualidade dos produtos. Um moderno sistema de controle de passivos ambientais também foi instalado. Todos resíduos sólidos, líquidos ou gasosos gerados no processo industrial serão tratados antes de serem lançados no ambiente. Além da Estação para Tratamento de Efluentes, a nova indústria contará com sistema de reaproveitamento de águas pluviais, além do controle de emissões de gases e redução das emissões de ruídos. A rastreabilidade da produção é hoje um dos principais focos das indústrias de alimentos. Esse é um dos diferenciais da nova UIM, já que a Integrada é responsável por todo o processo produtivo, da produção no campo até a entrega do produto final. Ou seja, a cooperativa terá o conhecimento de todo o processo produtivo, desde o acompanhamento técnico da lavoura do produtor que cultiva o milho até a indústria que processa o alimento para a mesa do consumidor final. Localizada em região com abundante matéria prima, a indústria vai processar grande parte da produção dos associados dos municípios do norte do Paraná. “Teremos informações sobre todo o processo, desde a semente plantada até o produto final”, explica o gerente da UIM, Aldo Alves. A nova UIM conta com localização estratégica. Construída em Andirá, às margens da BR 369, a indústria está situada próxima da divisa com o estado de São Paulo e com facilidade de acesso para a região Sudeste do Brasil, onde estão 80% dos clientes.O presidente da SRP, Moacir Sgarioni, prestigiou a inauguração da nova planta industrial da Integrada, que é sócia da entidade e grande parceira da ExpoLondrina. 11/26/15 10:32 AM REFERÊNCIA HORIZON INAUGURA NOVA SEDE A Horizon Comercial Agrícola, concessionária dos equipamentos agrícolas John Deere, inaugurou em setembro a nova matriz com a participação de mais de 700 convidados. A empresa é sócia e parceira da Sociedade Rural de Londrina (SRP) e tem estado presente com estandes nas Exposições Agropecuárias (ExpoLondrina). Com 5.448 metros quadrados de área construída, num terreno de 20 mil metros quadrados, a nova matriz Horizon está localizada no município de Cambé, à Rodovia Celso Garcia Cid, Km 87, saída para Sertanópolis e Assis, atendendo aos vinte e cinco municípios da grande região de Londrina. A Horizon, além da sede, possui mais três filiais nas cidades de Apucarana, Cornélio Procópio e Ivaiporã (www.horizonweb.com.br). Durante o evento de inauguração foi apresentado o mais novo integrante da linha de tratores John Deere, o 8R, de 270 a 300 cavalos. Segundo o gerente da Horizon, Milton Garcez, este é o maior trator da marca produzido no Brasil. Ele será oferecido em cinco versões (produzidos na fábrica de Montenegro- RS), que combinam potência e eficiência com alta reserva de torque, aumentando ainda mais a produtividade. Trazem câmbio automático, conseguem puxar grandes plantadeiras e exigem baixa manutenção. projeto_jornal_dezembro.indd 18 O diretor da Horizon, Martin Stremlow, afirma que a abertura da nova matriz representa um estreitamento de laços e “o comprometimento com nossos clientes e parceiros, oferecendo um local à altura da amizade que nos une, com amplos espaços, muito conforto e excelente atendimento”. O presidente da SRP, Moacir Sgarioni, que participou da inauguração da nova sede, parabeniza aos diretores e equipe da Horizon - John Deere, “nossos sócios e parceiros, pela linda história familiar construída ao longo de 20 anos atendendo ao produtor rural com serviços, máquinas e implementos funcionais de última geração”. John Deere A John Deere, representada pela Horizon, é a maior fabricante de maquinário agrícola do Brasil, com cinco fábricas no País. Com seus 178 anos de existência e com mais de 60 mil profissionais distribuídos estrategicamente em cinco continentes, oferece um portfólio de produtos, como tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores e outros equipamentos. 11/26/15 10:32 AM LAVOURA E PECUÁRIA 19 INTEGRAÇÃO PODE TRAZER BONS RESULTADOS, MAS É PRECISO PLANEJAMENTO A Integração Lavoura Pecuária (ILP) traz diversos benefícios ao produtor. O primeiro deles é a diversificação da atividade. O pecuarista não fica dependente só da pecuária e o agricultor não fica dependente só da lavoura. Ambos passam a ter renda em mais de uma atividade, diversificando a economia, além de diminuírem riscos como questões hídricas, oscilações de preços, foco único, entre outros. mangueira, bebedouros, alimentação, enfim, infraestruturas fundamentais que devem ser planejadas. Por outro lado, na transição Pecuária – Lavoura é preciso avaliar investimentos em sementes, adequação de solo para plantio, adubação, maquinário específico, colheita e até arrendamento, além da definição de área. Este é o argumento do engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Ciências do Solo, Osmar Conte, pesquisador da área de Transferências e Tecnologias da Embrapa Soja, em Londrina. O engenheiro orienta como primeiro passo para esta diversificação de atividade, que o produtor busque uma assessoria técnica que tenha expertise no assunto devido a complexidade da mudança, que exige maior interação entre os sistemas de produção. “É necessário assistência para alguém que vai mudar o perfil econômico da propriedade”, reforça. Conte explica que o período de transição é muito importante. Que o pecuarista deve transformar uma área pequena da propriedade para se familiarizar com o cultivo. Inicia com o plantio de culturas anuais (usuais), principalmente no período do verão (cultivares). Esta destinação de área, não se torna exclusiva da agricultura. Exemplo, o ciclo da soja é de 100 a 120 dias. Após este período, o espaço permite semear uma pastagem com resultados de melhor qualidade, em um período crítico (inverno), em um solo melhor preparado, em condição de fertilidade diferenciada, sustentando animais de março, até um novo ciclo de lavoura, em outubro. Avaliar a imobilização de capital e adequar a propriedade para a pecuária ou a lavoura são fatores a serem levados em conta. A integração feita de forma alternada e rotacionada nas atividades da propriedade também são ideais para um bom resultado. Na transição Lavoura-Pecuária, o agricultor tem que pensar se adquiri os animais ou se faz parceria dividindo a rentabilidade do animal. Outros pontos a serem pensados são cercar a área, curral, O engenheiro ainda reforça: a Integração Lavoura Pecuária é uma excelente ferramenta para recuperação de áreas degradadas e ajuda no combate a pragas, mas é necessário cuidados. Áreas melhores, resultados melhores e menos custos. Os resultados melhoram a cada ano. Tempo e custos dependem da situação da propriedade, tamanho da área e da condução do sistema ILP. Osmar Conte EMBRAPA MANTÉM SISTEMA EM PROPRIEDADE EXPERIMENTAL. Há seis anos, a Embrapa Soja iniciou em sua propriedade experimental no Distrito de Maravilha o Sistema de Integração Lavoura Pecuária e Floresta (ILPF). Em uma área exclusivamente de lavoura, inseriu eucaliptos (não adensados) e diversificou, passando também a cultivar braquiária, soja, milho e trigo. No local, os animais estão em pastejo contínuo, com pastagens rotacionadas e altamente produtivas, que segundo o engenheiro agrônomo Osmar Conte projeto_jornal_dezembro.indd 19 suporta muitas cabeças por hectare. Na propriedade, o animal se beneficia do sistema ILPF que possibilita melhores condições de sombreamento. Deve-se ficar atendo, que na medida em que o eucalipto cresce, passa a competir com a lavoura e com a pastagem, gerando na faixa próxima às árvores um decréscimo de produtividade. No entanto, se tem uma fonte a mais de rentabilidade na área, ainda que a colheita florestal leve no mínimo sete anos para iniciar. Tudo vai depender do planejamento definido para a propriedade. 11/26/15 10:32 AM EXPOLONDRINA EXPOLONDRINA DE CARA NOVA Veja como ficou a nova comunicação da melhor do Brasil. A Expolondrina, realizada pela Sociedade Rural do Paraná (SRP), trouxe uma nova cara para o evento de 2016. A marca e toda a comunicação foram renovadas para continuar sendo a melhor do Brasil. O sucesso desse evento é tão grandioso que ano passado recebeu mais 500 mil visitantes de todo o mundo. Para conseguir uma comunição eficaz, foi necessário um estudo publicitário para conhecer o que mais interessa ao perfil daqueles que visitam a exposição. Antes da criação do logotipo, uma pesquisa de referências relacionadas ao meio agropecuário e industrial foi feita, selecionando elementos que representam Londrina, cidade onde acontece o grande evento. Dentre os elementos visuais escolhidos: prédios históricos, Estádio do Café, muitos animais, campos de soja e claro, o Parque Governador Ney Braga. Outro ponto importante foi a criação do globo que une todas as características da Expolondrina em um só lugar. Logo após a montagem, veio a preocupação de como se deve apresentar o nome do evento na marca. Começando pelas cores, o azul representa o céu, natureza e é cor oficial da Sociedade Rural; já o vermelho, presente no nome da cidade, representa nossa terra e raízes. E o escudo com o nome da Exposição, completando a marca do melhor evento agropecuário do país. Uma marca desenvolvida para abranger toda a diversidade cultural da grandiosa Expolondrina, que pretende superar ainda mais os seus números e cuja venda de espaços já se iniciou. projeto_jornal_dezembro.indd 20 11/26/15 10:32 AM 21 projeto_jornal_dezembro.indd 21 11/26/15 10:32 AM GESTÃO Por Moacir Sgarioni, Selecionador de Raças Zebuínas em Pecuária de Corte, Gestor de Agronegócio e presidente da SRP projeto_jornal_dezembro.indd 22 COMO DEFINIR A RAÇA E O MODELO IDEAL PARA CRIA, RECRIA E ENGORDA? 11/26/15 10:33 AM 23 Qual a raça ideal para cria, recria e engorda nas diferentes regiões do Brasil? Temos acertos e exemplos mal sucedidos por escolhas erradas. As raças zebuínas, principalmente a Nelore, representam 80% do rebanho de corte nacional. Predominam, principalmente, pela pelagem branca, fertilidade, longevidade e rusticidade para o clima tropical brasileiro. Os cruzamentos, quando bem conduzidos, são benéficos e apresentam ótimos resultados, mas dependem do modelo de exploração e exigem conhecimentos técnicos para escolha das raças e do manejo a serem adotados para a cria, recria ou engorda. Seja qual for o modelo de exploração, o pecuarista deve usar ferramentas de controle da produção e dos seus custos, usando a melhor tecnologia disponível, métodos de controle mensal dos seus rebanhos nas propriedades, controle no uso adequado e de consumo do sal mineral, apuração anual dos índices de natalidade, mortes, taxa de desfrute, idade de abate e seus rendimentos, produção de kg/vaca/ano, @/ha/ano e outros. Conhecemos criadores que se preocupam e até praticam uma boa seleção, entretanto pecam muito no manejo do rebanho e das pastagens. É fundamental dispor de solos corrigidos, boas variedades de pastagens, controle da altura do capim e usá-los de acordo com a idade do animal. Também conhecemos criadores que entendem melhor do solo e da estrutura corporal. • Touros – Eficientes: para se obter sucesso com alta taxa de natalidade nas estações de monta, é preciso conhecimento de raça e das características de produção na hora de selecionar também os touros, possuir um bom manejo das pastagens e um bom sal mineral. A revista Nelore divulgou em fevereiro de 2000, trabalho realizado por pesquisadores da EMBRAPA sobre a eficiência de reprodutores, levando em consideração o tamanho dos testículos, e resumiu: O exame andrológico é a primeira ferramenta, também sabemos que a libido é fundamental e sobre o tamanho dos testículos existem divergências, descreveu que a CE sofre influência da sazonalidade, efeito da nutrição e do clima (temperatura e chuvas), que afetam as dimensões testiculares. Existem diferenças entre touros criados a pasto e suplementados com ração. Além do mais, em animais jovens, de 12 e 18 meses de idade, não há relação da CE com a função do tecido testicular, portanto somente a CE não é suficiente para medir a funcionalidade dos testículos. As associações Americana e Canadense de Angus sugerem usar touros considerando as características de Peso ao nascer, Peso ao ano, Peso ao Desmama, Frama, Fertilidade, AOL e Musculosidade. • Técnica – a adotar: Trabalho divulgado também por pesquisadores da Embrapa gado de corte em fevereiro de 2008 aborda resultados pastagem do que dos rebanhos, priorizam a pastagem em detrimento dos animais. Existem criadores que usam sistemas de exploração da atividade diferente, mesmo estando na mesma região. Como definir qual é o melhor modelo? Depende de fatores climáticos, solo e principalmente das chuvas, assim podemos entender como padrão: • Raças – Rebanhos: vou citar como exemplo um projeto que participei durante 16 anos como técnico de seleção e gestor, no vale do Guaporé, Mato Grosso, em 12 fazendas,121.000 hectares com documentação ambiental correta, já com 30.000 hectares de lavoura de soja, milho para grãos e sorgo para silagem, atendendo aos confinamentos próprios e também usado para reforma das pastagens e no inverno como integração lavoura pecuária. Em 1993 tínhamos 1.000 cabeças e em 2009, 72 mil cabeças, 90% de Nelore, sendo 11.000 cabeças de PO e LA registrados e o restante nelore sem registro, porém de alto valor genético. O processo de melhoramento, partindo da vacada, era priorizado na fertilidade, habilidade materna, pigmentação, porte, padronização e caráter (descarte de animais bravos). A seleção dos touros sempre criteriosa por raça, porte, DEPs e demais características de melhoramento era indispensável. Todos os animais indesejáveis eram descartados e o descarte das vacas também era por idade e quando elas atingiam uma RD - Relação de peso na desmama dos filhos abaixo de 40%. • Custo – Benefício do rebanho: mesmo o projeto de cria, recria e engorda representando 80% do total, também eram feitas aquisições e nem sempre a qualidade dos animais comprados eram iguais à crioula. Em alguns anos, após as compras, fazíamos uma seleção, inclusive dos crioulos e em cerca de 10% a 12% considerados inferiores davam uma suplementação de recuperação do seu estado corporal e vendíamos sem recriá-los - era mais vantajoso vender os animais considerados inferiores do que recriá-los, dando preferência aos animais com melhor potencial de genética, saúde e comparativos usando monta natural, IA ou IATF. Eles simularam o estudo em uma fazenda hipotética de 1.200 há de pastagem, um rebanho de 2.500 cabeças sendo 790 vacas de cria, recria dos machos com sal proteico no período seco e ração para acabamento (com 30 a 36 meses de idade). Adotando dados de custo médio de 10 anos, chegaram à conclusão de que a relação da eficiência dos touros/vaca/ano, o preço e qualidade do sêmen, os métodos de IATF, ou IATF + IA, IATF + RT e IATF + IA + RT é impactante no resultado final. Pode chegar a 20% de diferença anual no resultado final de produção e financeiro. • Monta Natural: Normalmente, em regiões com período de seca prolongado de cinco meses, como é o caso do Vale do Guaporé (MT), a vacada poderá ser estourada após 15 dias da primeira boa chuva, ou ignorando, se possuir um bom manejo das pastagens, colocarem os touros de 15 de agosto a 15 de dezembro. A relação costumeira é de um touro para cada 30 vacas, podendo variar de acordo com a capacidade dos touros. O uso do sal mineral para o período de monta deve começar uns 30 dias antes da estação de monta. • Inseminação Artificial: recomendamos observar a vacada e, quando constatar uma boa presença de cios, liberarem o serviço de I.A, preferencialmente agosto ou setembro. A qualidade do sêmen, do inseminador e dos seus ajudantes deve ser muito bem avaliada e de total confiança. Neste grande projeto fazíamos os lotes de 200 a 220 vacas paridas de acordo com a ordem de nascimentos e 15 dias após soltávamos a inseminação por 70 dias, equivalente a três cios, depois soltávamos os touros para repasse por mais 45 dias ou até completar a estação de monta de preferência. A distância dos lotes dos currais de manejo também contribuiu nos resultados. • IATF: Esta ferramenta da reprodução vem crescendo muito no Brasil. Em 2006/2007 eram 1.650.000 vacas; hoje devemos ter 5.000.000 de matrizes sendo trabalhadas com a IATF. Acredito que se tivéssemos projeto_jornal_dezembro.indd 23 11/26/15 10:33 AM GESTÃO corporalmente, reduzindo a concepção em sua segunda cria. Outros fazem • Natalidade e Nascimentos: Qual o critério indicado para apurar anualmente a taxa de natalidade? Já vimos criador dizendo que considera o total de bezerros nascidos no ano e divide pela quantidade de vacas que possui em dezembro, errado. O correto é dividir o total de bezerros nascidos no ano pela população média de fêmeas com idade acima de 34 meses existentes na propriedade, retroagindo o período de gestação que é de 290 dias, ou seja, uma fêmea coberta a partir de abril vai parir no ano seguinte. Respeitando as estações de monta acima, teremos a maior quantidade de bezerros nascendo entre junho e setembro, datas reconhecidas como ideal para a saúde e desenvolvimento dos bezerros. • Desmamas: o manejo dos bezerros nas desmamas é importantíssimo para o seu desenvolvimento. Reservar bons pastos, disponibilizar de ótima mineralização e boa aguada. Testes comprovaram que colocando algumas vacas madrinhas em cada lote desmamado ajuda no comportamento dos bezerros, diminuindo o estresse. • Castração: Trabalho divulgado em 1974 com 55 bezerros recriados em pasto cultivado, com PMI de 78 Kg, separados em 5 lotes: A - Castração parcial até 2 meses de idade com remoção apenas do parênquima testicular; B - Castração à faca aos 2 meses; C - Castração normal aos 12 meses; D - Castração normal aos 24 meses; e o lote E testemunha com animais inteiros. Em 1º lugar ganhou o LT E, os inteiros, com PVI 78 kg, PVF 503 KG, ganho de 405 kg. Em 2º lugar, o LT A com PVI 79 kg, PVF 484 kg, ganho de 405 KG. Em 3º o LT D com PVI 74 Kg, PVF 464 kg e ganho de 390 kg. Em 4º lugar o LT B com PVI 82 kg, PVF 442 kg e ganho de 360 kg. E em 5º lugar ficou o LT C com PVI 75 kg, PVF 420 kg e ganho de 345 kg. • Trabalho divulgado em 1993 – 1996 para lotes criados e recriados em pastos cultivados apresentou melhor resultado de ganho de peso para machos inteiros, com 459 kg PV com 1,03 kg/dia, consumiram 8,87 de MS/ kg e tiveram conversão de 8,47 kg MS/kg GPV. Os machos castrados com 427 kg PV apresentaram ganho de 0,76 kg/dia, consumiram 8,87 kg MS/kg e tiveram uma conversão de 10,51 kg de MS/kg de GPV. Os animais inteiros têm um maior ganho de peso devido ao hormônio masculino (anabolizante natural), que atua diretamente sobre o músculo causando seu crescimento. Ultimamente muitos pecuaristas deixaram de castrar, principalmente os que trabalham com alta tecnologia, boas pastagens ou confinamento. • Idade de abate: não temos dúvidas sobre as vendas de animais para abate com engorda em confinamento ou em pastagens no caso de vacas vazias e animais descarte, entretanto, decidir sobre a idade e peso ideal para vender os machos requer um pouco de engenharia de resultado, e em confinamento pode variar dependendo se o confinador travou suas vendas antes de colocá-los para engorda. Com a oscilação nos preços, pode ocorrer que um animal com potencial genético para chegar facilmente em 20 - 21 arrobas, com 36 meses de idade e inclusive, dependendo do ano, obter melhor preço. Vendê-lo antes com 17 arrobas e às vezes com preço menor por arroba pode representar prejuízo. A diferença de 3,5 @ a mais e com possível diferença de preço a maior pode representar 40% a 50% do valor de um bezerro desmamado para reposição. uma ou duas inseminações ou IATF na vaca nelore e depois soltam os touros, muitas vezes nelore. Assim sendo, estaria repondo a sua vacada partindo de fêmeas menos desejáveis. • Vaca – Bezerro: Considerando um sistema de cria, recria e engorda qual o critério mais indicado para apurar a relação vaca – produto - ano? Estabelecemos os dados do projeto citado com índices de nascimentos de sêmen sexado só para machos a preços mais baratos, principalmente para os serviços de cruzamentos industriais, poderia ser ainda maior. Temos conhecimento de criadores que não aplicam as boas práticas de manejo, resultando em um custo maior e correndo o risco de multiplicar problemas de saúde da reprodução na vacada. A estação de monta deve ser a mesma adotada para os casos de MN e IA. Conhecemos exemplos que retardaram o início dos serviços e se perderam na estação de monta, complicando e muito o resultado anual. Também temos informação de projetos bem sucedidos usando a técnica em até 17.000 vacas anualmente, atingindo 60% de prenhez e outros que variam de 55% a 65% e até de 75% com a resincronização. • Seleção das Matrizes – Conhecemos criadores que fazem cruzamento industrial em novilhas nelore, o que não recomendamos, pois o bezerro cruzado é mais exigente para um bom desenvolvimento. A novilha, se zebuína de primeira cria, produz menos leite e irá se desgastar mais projeto_jornal_dezembro.indd 24 11/26/15 10:33 AM 25 83,5% ao ano (-) abortos e natimortos de 0,9% e mortes acidental e natural na recria de 1,65%, teremos 2,55% ao ano com saldo recriado de 80,85% e assim um custo de manutenção de 1,24 vacas por animal recriado ao ano. A produção de kg/vaca/ano, considerando mais de 25.000 vacas no projeto e em pastagens novas em formação, média de 15 anos foi de 174,5 kg/vaca/ ano considerando a média de machos e fêmeas. • Idade para reprodução: Conhecemos projetos que usam uma forte pressão de seleção sobre as fêmeas, colocando-as para monta ou primeiro serviço com 15 a 16 meses de idade. Concordamos quando se trata de fêmeas cruzadas e mesmo assim com um ótimo manejo de recria e reprodução, entretanto, questionamos quando se trata de fêmea Nelore, criação 100% a pasto, cuja longevidade reprodutiva atinge facilmente 12 anos. Neste caso, antecipar seis meses no primeiro parto pode não significar ganho. Existem outras ferramentas de controle para aprimorar a fertilidade e precocidade das fêmeas. Também pode prejudicar o calendário da estação de monta, o desenvolvimento da mãe como futura matriz, sua habilidade materna normalmente é mais baixa quando muito nova e reduz o índice de natalidade para a segunda cria. Alimentá-las pode ser uma ferramenta para compensar seu desgaste corporal, porém o ganho pode não compensar os custos adicionais. • Raças – Consumo: Com o passar dos anos e com as exigências dos frigoríficos e aprimoramento na seleção dos rebanhos, os criadores brasileiros já sabem diferenciar as melhores raças puras e seus cruzamentos que apresentam melhor rendimento de carcaça, precocidade, fertilidade, menos osso e carne mais desejáveis ao consumidor. Tudo deve ser minuciosamente calculado, levar em consideração as exigências das raças europeias para clima e alimentação. Trabalhos realizados nos anos 90 apontam que os animais europeus são mais exigentes para engorda, são eficientes com ração rica em proteínas de grãos e necessitam aproximadamente 10 kg de Matéria Seca (MS) para produzir um kg de carne, enquanto os zebuínos são menos exigentes na qualidade do trato e com 8,0 kg de MS produzem um kg de carne. • Abates Técnicos: ultimamente, alguns frigoríficos já estão bonificando os pecuaristas pelo fornecimento de animais com bom ou alto rendimento de carcaças, menos mal, a seleção continua evoluindo para este caminho, e é sem dúvida um fator importantíssimo no aprimoramento dos rebanhos. Gostaria de citar dados de alguns abates técnicos para justificar melhor o quanto é importante o criador saber escolher a raça e seus cruzamentos: • Em julho de 1989 na EXPOCRUZA de Uberaba tivemos abates técnicos de alguns cruzamentos industriais, tendo como coordenador o Dr. João Barrison Vilares, cujas raças prefiro não citar. O macho classificado em 1º lugar foi um animal com 15 meses de idade, 59,1% RC, peso do couro 39,4 Kg = 8,87% do PV, Vísceras 116,0 Kg = 26,1% PV; o 2º lugar, com 22,0 meses de idade, apresentou 55,2% RC, peso do couro 61,0 Kg = 12,1% e vísceras 133,4 kg = 26,4%. Fêmeas: em 1º lugar com 31,0 meses de idade, com 61,3% RC, peso do couro 36,0 kg = 6,92% PV e Vísceras 132,9 KG = 25,5%. O 2º lugar apresentou 56,1% RC, peso do couro 42,7 kg = 7,26% PV e Vísceras 181,3 KG = 30,8% PV. • Em maio de 1992 foram divulgados abates técnicos com destaque para um zebu engordado a pasto, com 470 kg PV e 256,6 kg PM = 54,6% projeto_jornal_dezembro.indd 25 RC, apresentou de carnes comestíveis 191,4 kg equiv. a 74,5%, miúdos e outros 21,2 kg = 8,29%, ossos na carcaça p/ ind. 55,6 kg = 21,6%, sebo 16,0 kg = 6,23%, gordura p/ Ind. 18,6 kg = 7,2%, couro 33,0 kg = 7,0%, soma de carnes e miúdas 212,5 kg representando 83,1% de aproveitamento. As importações de raças zebuínas da India muito contribuíram para a evolução da nossa pecuária de corte. • Em novembro de 1999, em Lins SP, ocorreu um grande julgamento de carcaças com 679 bovinos, sendo 625 machos castrados, 18 machos inteiros e 36 novilhas, de 20 criadores diferentes, idade entre 18 a 30 meses, média de 18,9 meses, dente de leite, com peso vivo médio de 479,8 kg, peso morto 279,4 kg, 18,6 @, 75,3% de carne aproveitável, 58,1% RC, 127,2 cm de comprimento das carcaças, 72,4 cm área de lombo, 5,17 mm espessura gordura e 43,1 kg de carne a cada 100 kg de carcaça. A carcaça campeã do nelore PO foi um garrote de 19,7 meses, dente de leite, 509 kg PV, 312,0 KG carcaça quente = 20,8@ e 61,3% RC, 124,1 cm de comprimento, 77,4 cm, área de lombo, 7,0 mm, 74,3% de carne aproveitável, com 44,9 kg de carne a cada 100 kg de carcaça. • Em abril de 2010 na ExpoLondrina, a maioria com animais de cruzamento industrial, ganhou em 1º lugar um macho de 18 a 24 meses, dente de leite, com 471 kg PV, que apresentou 54,3% RC, 84,3% de carnes comestíveis com ossos, 6,51% de miúdos comestíveis e 40,1 kg = 15,7% de ossos na carcaça para indústria. A fêmea em 1º lugar, também de cruz. Industrial, 18 a 24 meses, dente de leite, com 523 kgpv, apresentou 53,9% RC, 84,6% de carnes comestíveis com ossos, 6,5% de miúdos comestíveis e 43,3 kg = a 15,3% de ossos para indústria. 11/26/15 10:33 AM GESTÃO • Consumo – Confinamento: no projeto mencionado no Mato Grosso, com aproximadamente 22 mil animais anualmente, 80% de machos e 20% de fêmeas, sendo 90% Nelore de boa genética, durante cinco anos, os machos apresentaram uma média de consumo de 4,35% de Matéria Verde e 2,28% de Matéria Seca em relação ao peso vivo. Com média de permanência no confinamento de 68 dias, os machos apresentaram um ganho médio diário de 1, 530 kg, equivalentes a 3,67 @ e custo de 3,13 @ boi, lucro médio de 17,2%. As fêmeas, vacas e novilhas, ganharam 1.127 Kg equivalência 2,37 @ e custo de 2,23 @ boi e lucro de 6,2%. Vale destacar que o confinamento no Vale do Guaporé (MT), onde normalmente tem seca de maio a setembro, esta ferramenta se torna indispensável para melhorar a taxa de desfrute da propriedade, retirando do pasto os bois erados e as vacas vazias, permitindo assim uma melhor recria dos animais jovens. • Trato – Confinamento - Consumo: no mesmo projeto, a alimentação dos confinamentos foi basicamente composta de silagem de sorgo, milho moído, (produzidos na propriedade com reforma de pastagem) farelo ou resíduos de soja da região e núcleo mineral especial. O total consumido diariamente pelos bois, com cinco tratos ao dia, apresentou uma média de 13,4 kg de silagem + 7,4 kg de ração seca, para um PVE - Peso Vivo de Entrada - 421,8 kg = 15,1 @, PMS – Peso Médio de Saída- 522,00 kg = 18,77 @, ganho de 3,67@. O consumo de água é aproximadamente 1% do peso vivo, neste caso 471,9 kg aproximadamente 47,1 litros/cab/dia. Oscila de acordo com o clima de cada região e até do trato que os animais recebem. O consumo de sal mineral na cria e recria a pasto, também oscila de acordo com a fórmula e fornecedor do produto, o valor nutricional das pastagens e o manejo. A média no projeto em questão oscilou de 39 a 42 gramas/UA/dia. Tivemos um experimento no Norte do Paraná, em área de pastagem cultivada e adubada utilizando apenas sal comum durante um ano. Constatamos que a diferença nos índices de produção durante o ano foi mínima, apesar disso sempre utilizamos fórmulas e sal mineral de total confiança. • Custo e Produção: este projeto com 72 mil cabeças, no modelo de cria, recria e engorda, sendo explorado com 70% em propriedades próprias, muitas recém-formadas e 30% em arrendamentos, as vezes de difícil manejo, composto de 90% de Nelore com boa genética, apresentou uma HISTORICAMENTE, A PECUÁRIA DE CORTE APRESENTA MELHORES RESULTADOS QUANDO O PECUARISTA CONSEGUE RATEAR OS SEUS CUSTOS INDIRETOS COM REBANHO SUPERIOR A 5.000 CABEÇAS. projeto_jornal_dezembro.indd 26 taxa de desfrute média de 25,85%, natalidade média de 83,5% ao ano, mortalidade de 1,65%, produção de 170,7 kg/vaca/ano, peso médio das vacas na desmama 467,8 kg e RD - relação da habilidade materna - de 38,5%, peso desmama machos e fêmeas de 212 kg, com idade média de 238 dias. O custo médio do projeto em manutenção dos rebanhos em 10 anos de exploração foi o equivalente a US$ 39,80/cab/ano e 1,82 @/cab/ ano, sem considerar o valor da terra, cujo resultado final financeiro médio para a atividade representou lucro aproximado de 30,5% ao ano. Neste projeto de cria e recria, uma cabeça representava o equivalente a 0,93 unidades animal. A produção de KG/HÁ/ANO é uma excelente ferramenta de avaliação da capacidade de produção, mas varia muito de criador para criador, modelo de exploração, região do Brasil com seus diferentes tipo de solo e clima, pode variar de 7 até 24@/ha/ano. • ILP - Integração Lavoura Pecuária: costumamos dizer que em propriedades com solo, topografia e clima com chuvas regulares onde se podem produzir grãos, cana, mandioca, laranja, ou até mesmo reflorestamento, a pecuária de corte em larga escala não consegue competir. Podemos citar apenas dois exemplos de regiões que historicamente eram consideradas a terra do boi: Barretos, que perdeu espaço para exploração de laranja; e Araçatuba, para a cana. A matemática é muito simples, arrendatários pagam ao proprietário em torno de 30 a 35% por ano livre de despesas, em equivalência produto ou em saca de soja. Em alguns casos onde o proprietário desmanchou cercas e vendeu o gado para renovar suas pastagens com lavoura, se torna ainda mais difícil voltar a investir em gado e cercas e esperar por no mínimo 24 meses para recuperar 11/26/15 10:33 AM 27 o dinheiro investido de volta. Como regra base a atividade apresenta de 25 a 35% de lucro anual, sem considerar o valor da terra, já que ela se corrige de acordo com o mercado. • Pastagens: Definitivamente os criadores precisam reconhecer que pastagem é uma cultura e como tal merece toda atenção e investimentos. É preciso conhecimento técnico para decidir sobre as melhores variedades indicadas para cada região, época do plantio, manejo e adubação. Vale destacar que o governo militar de 1976 tinha um programa de financiamento para adução de pastagem. O produtor podia comprar adubo e calcário com cinco anos de prazo, dois de carência e pagando no vencimento tinha 40% de desconto. Diversos criadores adubaram suas pastagens com calcário, fosfatados e super simples granulado, aumentando a capacidade de produção. Também conheço estudos em uma fazenda de 850 hectares, topografia mecanizada e solo fértil do Norte do Paraná, onde se realizou a reforma das pastagens, com correção do solo, adubando adequadamente e utilizando sal mineral de ótima qualidade e um ano após, os índices de produção de carne e fertilidade da vacada pouco mudou. • Rentabilidade: É normalmente o modelo de gestão que define a eficiência na pecuária ou em outra atividade. Para ser competitivos, produtores de carne devem investir cada vez mais na elevação dos índices de produtividade. Também deve obedecer toda legislação de produção ambientalmente correta, pois pode agregar valor a seus produtos. Historicamente, a pecuária de corte apresenta melhores resultados quando o pecuarista consegue ratear os seus custos, principalmente os indiretos, com rebanho superior a 5.000 cabeças, quanto maior melhor. Dependendo da região, defendo a cria, recria e engorda, conseguindo assim reduzir algum custo e podendo trabalhar com animais geneticamente superiores. projeto_jornal_dezembro.indd 27 11/26/15 10:33 AM projeto_jornal_dezembro.indd 28 11/26/15 2:46 PM