Ano 5 - nº 29 - Março de 2003 Distribuição Interna Aniversário do GD página 5 Torne-se um atleta página 15 Grito de Carnaval página 4 Nova Iguaçu: 170 anos páginas 8 a 14 2003! Utilidade Pública Municipal - Lei 298/79 Rua João Cândido, 220, Posse Nova Iguaçu - Rio de Janeiro Tel./Fax: (21) 2667-3291 / 2667-8160 www.gd.g12.br Direção Prof. Letício Luiz / Prof. Elane Corrêa Assessoria de Comunicação Lucio Luiz Assessoria de Assuntos Pedagógicos Prof. Maxilena Aguiar Assessoria de Documentação e Arquivo Prof. Lusimary Góes Assessoria de Administração Prof. José Alves Assessoria de Finanças Ediméa Corrêa Órgão Cultural e Informativo do Colégio Gonçalves Dias E ste jornal é uma produção da Assessoria de Comunicação do Colégio Gonçalves Dias. Estamos abertos a colaborações, como textos de alunos, professores, pais e funcionários, que podem entregá-las na Secretaria da escola. As matérias assinadas são de total responsabilidade de seus autores, não traduzindo, em princípio, a posição do GDestaque sobre o assunto em questão. Colaborou nesta edição: Luciane Silva Capa: Luciane Silva e Lucio Luiz e-mail: [email protected] 2 Estamos de volta para mais um ano de GDestaque e trazemos logo “de cara” uma pesquisa especial de sete páginas em homenagem aos 170 anos de Nova Iguaçu. Nas páginas 8 a 14 contamos toda a hsitória de nosso município, desde que era habitadoapenaspelosíndiosjacutingasaté uma rápida análise do que o futuro reserva paraacidade. Além disso, ainda pode ser encontrada umarelaçãodosprincipaispontosturísticos de Nova Iguaçu... Isso mesmo: pontos turísticos históricos, ecológicos e culturais que existem na cidade, alguns desconhecidos da maioria dos iguaçuanos. Claroquetambémfalamossobreoque aconteceu no Colégio Gonçalves Dias, como o aniversário da escola (página 5) e o Grito deCarnaval(página4). Enquanto as novas competições esportivas estudantis ainda não começam, mostramos como os alunos podem fazer parte das equipes desportivas do GD. Paraconcluir,umainformação: o GD terminou ano passado como primeiro colocado da Baixada no 20ºInter,na14ªposição geral, ao invés da 24ª colocação, como foi informado na última ediçãode2002. Há um caminho a percorrer Luciane Silva (2002) Prof. Letício Luiz N essa edição do GDestaque queremos divul- gar o discurso que proferimos quando da formatura do Ensino Médio/2002. Certeza temos de que os nossos alunos são bem encaminhados pelos professores e isso fica bem claro com os resultados que apresentam não só em concursos e vestibulares mas na vida desviar ninguém do seu caminho; deve- produtiva. mos, outrossim, respeitar a liberdade e Assim falamos naquela oportunidade: distribuir com todos os frutos das nossas conquistas. Adubando a terra “Ninguém é responsável pelos ela nos brindará com esses frutos; nossos destinos senão nós mesmos e fazendo o bem, no mundo brotará a quando a nossa luz interior brilhar, ilumi- felicidade, mas a paz só pode nascer nando a todos através de nossos atos apenas dentro de cada um de nós. e palavras, teremos sido um exemplo de fé e de otimismo. Não ficaremos em trevas jamais se mantivermos esta luz acesa porque Existe o hoje e o amanhã; este cria aquele que, ao nascer, arquiva o passado. Sigamos pois, em frente, com ânimo e coragem. a nossa estrada estará iluminada. Se Dificuldade superada - problema porventura tropeçarmos saberemos nos resolvido. E os problemas se resolvem erguer e recomeçaremos quantas vezes com amor ao próximo que é a forma mais forem necessárias. O desânimo deve simples de amar a Deus. E quem ama dar lugar sempre à confiança e quem a Deus não odeia nem fere a ninguém. confia vence, de cabeça erguida. Cada um segue o seu caminho Assim deve ser a nossa filosofia de vida. e se o caminho é do bem, embora dife- Assim deve ser o caminho dos rente do nosso, nos encontramos no formandos para os quais desejamos to- mesmo ponto de encontro das almas das as alegrias que a vida lhes possa dar. enobrecidas. Não queiramos, portanto, Parabéns!” 3 M ais uma vez o Carnaval “agitou” os alunos do Colégio Gonçalves Dias. Tudo começou no dia 26 de fevereiro com uma grande festa que foi preparada para todos os alunos, com um DJ que tocou marchinhas e muito axé, além de um pouco de dance. Era impossível encontrar alguém que estivesse parado. 4 Fotos: Lucio Luiz Grito de Carnaval “agita” o GD! A segunda grande festa de Carnaval na escola ocorreu no dia seguinte, quando os alunos do 2º Ciclo participaram de um “bloquinho” de Carnaval. As crianças se fantasiaram e, acompanhadas pelos professores, “desfilaram” em volta da escola. Os professores utilizaram uma camiseta em homenagem ao artista plástico Romero Britto. O Colégio Gonçalves Dias completou 37 anos no dia 14 de março, mas as comemorações foram realizadas na segunda-feira, dia 17. Alunos de diversas turmas apresentaram-se no palco do Espaço Cultural, no térreo do prédio GD II. As homenagens ocorreram em três momentos. A primeira parte, logo após a entrada dos alunos da manhã, envolveu os alunos da Educação Infantil à 3ª série. Inicialmente, foram cantados os Hinos Nacional e da escola e, em seguida, um aluno do C.A. recitou a poesia que o diretor da escola, Letício Luiz, escrevera em homenagem à turma. Entre outras apresentações, ainda houve um Hino de louvor em gratidão a Deus, cantado pelas crianças da Pré-escola, e jogral e músicas apresentadas pelos estudantes do 2º Ciclo. As ex-alunas Iracema e Verônica, atualmente mães de alunos, ainda ofertaram um bolo para o professor Letício e sua esposa, Ediméa. Mais festa Logo depois do recreio da manhã, mais algumas apresentações ocorreram, dessa vez protagonizadas pelos alunos do 3º Ciclo em diante. Foi lida a história da escola e houve o desfi- le das bandeiras do Estado do Rio, do GD e do Brasil. A veia artística dos alunos do GD se mostrou bem afiada, já que, além de apresentações de dança, também houve uma nova apresentação do Hino da escola, dessa vez acompanhado por violão, e um pagode criado pelos alunos em homenagem ao colégio. À tarde, as últimas homenagens foram feitas por todos os alunos do turno, envolvendo poesias, dança e uma música também criada pelos alunos para os 37 anos do Colégio Gonçalves Dias. 37 anos Fundado em 1966, o GD nunca parou de inovar. Pioneiro no estado do Rio nos cursos técnicos de Educação Física e Informática, além da primeira Pista de Atletismo da Baixada Fluminense. O GD não pára de surpreender mesmo após 37 anos, sempre mostrando porquê somos uma família. 5 Fotos: Luciane Silva 37 anos do Colégio Gonçalves Dias Últimas de 2002 Festas de Fim de Ano Sopa de Letrinhas 2 último dia de aulas das turmas do 3º ao 5º Ciclo (4ª série a Ensino Médio), foi comemorado pelos alunos com uma grande festa no Pátio da escola. A atividade, realizada no dia 25 de novembro, contou com a presença de grande parte dos alunos, que dançaram animadamente sob o comando de um DJ. Os alunos do 2º Ciclo tiveram sua festa de encerramento no dia 28. ais uma vez o GD mostrou que é palco de futuros escritores de sucesso com o lançamento do livro “Sopa de Letrinhas 2”. Dessa vez, a participação foi estendida para os alunos do C.A. à 5ª série. O livro foi o resultado de projeto pedagógico da Coordenadoria de Linguagens. Foram selecionados 46 textos para o livro a partir de redações desenvolvidas em sala de aula pelos alunos das séries participantes do projeto. A tarde de autógrafos do livro “Sopa de Letrinhas 2” foi realizada no dia 16 de dezembro, no Centro Cultural GTS, com grande presença de pais e mães bastante orgulhosos. Formaturas A Luciane Silva s formaturas do Jardim II e do C.A. ocorreram, respectivamente, nos dias 14 e 15 de dezembro. Este ano, o tema das solenidades das crianças foi o Natal. Ambas formaturas foram bastante divertidas, tendo apresentações de mágica, além da participação dos coleguinhas das outras turmas da Educação Infantil. Os próprios formandos também se apresentaram no palco, em homenagens aos pais e aos professores. Já os alunos do 3º ano do Ensino Médio comemoraram sua formatura no dia 20 de dezembro. A solenidade teve vários momentos emocionantes protagonizados pelos formandos; entre eles, uma música apresentada por duas alunas emocionou a todos. 6 M Lucio Luiz O Alunos “destaque” A festa para homenagear os alunos “destaque” foi no dia 16 de dezembro. Sessenta e três alunos receberam medalhas, além de professores e funcionários. A seleção dos destaques do ano é feita pelos professores, que não levam em conta apenas as notas, mas sim o desempenho dos estudantes como um todo, desde a disciplina até a participação. Como prova de que o esporte em nada atrapalha os estudos, boa parte dos premiados era de atletas de equipes vencedoras do GD. Primeiras de 2003 Passeio pela escola O s alunos da Educação Infantil fizeram um passeio pela escola em um “carrinho” confeccionado por eles. A atividade foi realizada no dia 19 de março e teve como objetivo, além de conhecer melhor os ambientes do colégio, desenvolver noções de localização espacial, cor, tamanho e quantidade. Como o GD é muito grande e possui vários espaços que são utilizados pelos estudantes da Pré-escola e do 2º Ciclo, o passeio também é interessante para que as crianças se habituem com esses locais. Piquenique N o dia 21 de março, os alunos da Educação Infantil fizeram um piquenique com frutas trazidas de casa. Os alimentos foram inicialmente explorados para a aula do dia. Em seguida, as crianças lavaram as frutas e prepararam um coquetel com leite condensado. O gostoso resultado desse trabalho foi distribuído para os professores e funcionários da escola. Sais de banho Lucio Luiz N Lucio Luiz o dia 12 de março, as crianças da Educação Infantil fizeram sais de banho artesanais. A atividade foi acompanhada pelas professoras e orientada por Mônica Souza, que também é mãe de um aluno do C.A.. Churrasco dos professores N Luciane Silva o dia 25 de janeiro, os professores novos e antigos se reuniram no colégio para o tradicional almoço de confraternização que ocorre antes do reinício do período letivo. Dia das Mulheres A s mulheres foram homenageadas pelo Colégio Gonçalves Dias no dia 12 de março. Uma das atividades foi a apresentação de estandes de alunos do Centro Técnico Oswaldo Cruz (Cetoc), que trouxeram temas como câncer de mama, pressão arterial, glicose, saúde mental, DST, entre outros. A importância do dia das mulheres é muito grande e o GD nunca deixa de homenageá-las. 7 NOVA IGU N ova Iguaçu completou 170 anos no último dia 15 de janeiro, data em que a antiga Freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Iguassú tornou-se município, em 1833. Para quem vê Nova Iguaçu hoje em dia, como Pólo Industrial, provavelmente não imagina quão rica e complexa é a história da cidade. Antes de tudo Antes dos portugueses chegarem ao Rio de Janeiro, os índios jacutingas já habitavam a margem direita do rio Iguaçu. Esses índios ajudaram os portugueses quando eles chegaram à região, que foi povoada aproximadamente na mesma época da cidade do Rio. Em torno de 1560, os colonizadores começaram a se fixar às margens dos rios (especialmente do rio Iguaçu) e ocuparam os vales do Meriti, Sarapuí, Saracuruna, Jaguaré e Pilar e as zonas do Marapicu, Jacutinga, Mantiqueira e Inhomirim. A ocupação da bacia do rio Iguaçu começou a se efetivar a partir do século XVII, depois que Garcia Rodrigues Paes ligou Paraíba do Sul ao Porto do Pilar (do rio Iguaçu) para o escoamento do ouro trazido de Minas Gerais. Essa ligação foi chamada Caminho do Pilar ou Caminho Novo das Minas (pois substituíra o Caminho de Paraty). Logo em seguida, foram também abertos o Caminho da Terra Firme e a Variante do Proença, visando facilitar o caminho do ouro, já que o trânsito no Caminho do Pilar tinha diversos problemas. Com a 8 redução de seu uso, o Caminho Novo logo passou a ser chamado de Caminho Velho. Os povoados concentravam-se principalmente às margens dos rios, mas também havia alguns nos entroncamentos das estradas. Seu crescimento foi motivado pela abertura da Estrada Real do Comércio, primeira via aberta no Brasil para o escoamento do café do interior do país. Vila de Iguassú Até o início do século XIX, a Freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Iguassú (principal povoado da região) era dependente administrativa e politicamente da cidade do Rio de Janeiro, embora já demonstrasse um bom desenvolvimento econômico, além do aumento da população e do crescimento do comércio. Graças à Estrada Real do Comércio e às ótimas condições para a criação de um entreposto comercial, foi necessária a criação de um município. Em 15 de janeiro de 1833, portanto, foi criada a Vila de Iguassú a partir de decreto assinado por Nicolau Pereira de Campos Vergueiro. Em 29 de julho do mesmo ano, foi instalada a Câmara dos Vereadores, com sete representantes. O novo município foi formado pelas freguesias de Nossa Senhora da UAÇU : 170 anos de História Piedade do Iguassú, Santo Antônio de Jacutinga, Nossa Senhora do Pilar, São João de Meriti e Nossa Senhora da Conceição do Marapicu. A área total da Vila de Iguassú era, à época de sua criação, de 1.305,47 km2. Na sede, havia um quartel com uma cadeia anexa, a Câmara de Vereadores, o Fórum, casas comerciais e cerca de cem casas. Nos portos eram embarcadas mercadorias em direção ao Rio de Janeiro. A população em 1879 era estimada em 21.703 pessoas, sendo 7.622 escravos. Apesar do grande progresso em seus primeiros anos de independência administrativa (embora até 1919 as funções de Executivo fossem de responsabilidade do Intendente, representado pelo presidente da Câmara), a Vila de Iguassú entrou em decadência na segunda metade do século XIX. Alguns fatores podem ser citados, como a criação das estradas de ferro, a construção de uma ponte sobre o rio Igua- çu e epidemias de cólera, varíola e malária. A abolição da escravatura também ajudou no declínio da economia do Município, que se sustentava na agricultura da cana-de-açúcar. Havia canaviais por todo o município, além de plantações de milho, feijão, mandioca, café e arroz. Maxambomba A importância que o rio Iguaçu tinha para a comunicação entre a Vila e o Rio de Janeiro diminuiu com a implantação das estradas de ferro, que eram um meio de transporte mais barato e seguro. A ponte construída em 1886 na localidade de São Bento acabou de vez com a importância do rio, pois impediu o tráfego de embarcações. Já as epidemias de cólera, varíola e malária fizeram com que a população da Vila de Iguassú abandonasse o local, transferindo-se para o arraial de Maxambomba. Devido especialmente a esses fatores, em 1º de maio de 1891, através de decreto assinado por Francisco Portela, a sede do município foi Divisão administrativa transferida definitivade Nova Iguaçu mente para Maxambomba, que foi eleSetor de Planejamento Centro vada à categoria de Vila. A antiga Vila de Setor de Planejamento Sudoeste Iguassú passou a ser Setor de Planejamento Noroeste conhecida por Iguassú Velha. Setor de Planejamento Nordeste Setor de Planejamento Norte Reserva Biológica do Tinguá (norte) e Parque Municipal de Nova Iguaçu (sul) Nova Iguaçu A Vila de Maxambomba recebeu oficialmente o nome de Nova Iguassú em 9 de novembro de 1916, através de de9 creto do deputado Manuel Reis. A grafia do nome da cidade só mudou para Iguaçu tempos depois, após reformas ortográficas da língua portuguesa. Após o declínio da agricultura da cana-de-açúcar, a cultura da laranja passou a ser a mais importante para o município. Vinda de São Gonçalo, a laranja encontrou solo ideal em Nova Iguaçu. Apenas para citar um exemplo, todo o bairro da Posse era, antigamente, uma grande fazenda produtora de laranjas. Praticamente toda a produção de laranjas era exportada, trazendo para o município um grande desenvolvimento econômico. A exportação começou a ocorrer no ano de 1891, juntamente com o desmatamento (lenha e carvão, madeiras de lei). O auge da citricultura em Nova Iguaçu foi dos anos trinta a 1956. De 1930 a 1940, a cidade de Nova Iguaçu era chamada de “Cidade Perfume”, porque as laranjeiras, em floração, perfumavam todo o roteiro das ferrovias. A construção de casas de beneficiamento e embalagem da produção na segunda metade do século XX trouxe novo fôlego para a exportação. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, houve interrupção do transporte marítimo, impedindo a exportação das laranjas. Com isso, as áreas dos antigos laranjais começaram a ser loteadas e novos bairros surgiram. A partir da “crise da laranja”, Nova Iguaçu passou a se concentrar num processo de industrialização, beneficiado pela facilidade de escoamento da produção graças, especialmente, às rodovias que cortam o município, entre elas a BR-116 (Rio-São Paulo). Além disso, nessa época era possível encon- Mapa da Vila de Iguassú (1837) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 - Morro da Cadeia - Caminho da Serra - Porto do Pinto - Porto do Viana - Porto Soares e Mello - Porto dos Passageiros - Porto dos Saveiros - Câmara (Paço) Municipal - Cadeia de Iguassú 10 - Largo dos Ferreiros 11 - Armazém Soares e Mello 12 - Porto de Iguassú 13 - Morro do Pessoa 14 - Morro do Marinho 15 - Largo do Vítor 16 - Largo Lava-pés 17 - Matriz de N.S. da Piedade 18 - Morro M. Lima 19 20 21 22 23 24 25 26 27 - Morro Demetriano - Brejo Cambambé - Marambaia - Caminho dos Velhacos - Caminho para Tinguá - Estrada do Comércio - Estrada do Cambambé - Córrego Mangangá - Estrada da Olaria trar com facilidade amplos terrenos a preço baixo e mão-de-obra barata. Nova Iguaçu passou então a contar com um significativo parque industrial e uma grande atividade comercial. Reprodução dustrialização, Nova Iguaçu era uma cidade-dormitório, designação dada aos municípios cuja maior parte da população trabalha em outra cidade (no caso, o Rio de Janeiro). Além disso, praticamente não havia infra-estrutura urbana, Emancipações já que a cidade acabara de sair de um Nova Iguaçu já foi muito maior período dedicado apenas à citricultura. do que é hoje. Porém, diversas emanciMesmo com as emancipações pações de dos anos 40, distritos que Nova Iguaqueriam inçu tornoudependên-se ao longo cia adminisdos anos utrativa marma das princaram a hiscipais cidatória do mudes do estanicípio. O prido, tanto em meiro despopulação membraquanto em mento ocorgeração de reu em 31 renda. Mas de dezemessa realiVista da cidade de Nova Iguaçu, mostrando a Matriz de bro de 1943, Santo Antônio de Jacutinga e vários laranjais (1932). dade foi abaquando foi lada após as ratificada pela Câmara dos Vereadores emancipações de importantes distritos. a emancipação de Duque de Caxias. Em 1990, houve a emancipação São João de Meriti também integrava de Belford Roxo (segundo menor distriesse novo município. Em 1947 foi a vez to, porém um dos mais populosos), sede Nilópolis se emancipar, no mesmo guido por Queimados (no qual estava ano em que São João se separou de localizado o Pólo Industrial de Nova Caxias. Contudo, as emancipações que Iguaçu que, logicamente, passou para mais marcaram a economia de Nova o novo município). No ano seguinte, foi Iguaçu foram as ocorridas no início dos a vez de Japeri. Mais recentemente, anos 90. Mesquita, distrito de apenas 31 km2, Antes de iniciar seu ciclo de in- também se emancipou, tendo sua pri- Alguns dados sobre Nova Iguaçu População: 750.485 habitantes / 364.085 homens / 386.400 mulheres Densidade demográfica: 1.413,8 hab/km² Número de eleitores: 433.515 / Zonas 10 / Seções 1.377 (dados da eleição de 2000) Área do Município: 524,04 km² | Extensão: Norte-Sul - 36 km / Leste-Oeste - 19 km Rios: Iguaçu, Guandu, Rio da Bota, Sarapuí e Tinguá Temperatura média anual: 21,8ºC | Precipitação média anual: 2.105 mm Altitude: 25 m | Latitude: 22º 45‘33" | Longitude: 43º 27‘04" Feriados municipais: 15 de janeiro (aniversário da cidade), 13 de junho (dia do padroeiro, Sto. Antônio) Principais acessos rodoviários: BR-116 (Rod. Presidente Dutra), BR-465 (Antiga Rod. Rio-São Paulo), RJ-105 (Est. de Madureira), RJ-113, (Est. Zumbi dos Palmares), RJ-111 (Est. de Madureira) PIB: R$ 3.571,82 fonte: Site da Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu (www.pmni.com.br) 11 Reprodução des como a recente reforma do centro comercial da cidade (o segundo maior do estado) e a criação de um pólo logístico são as principais ações voltadas para trazer novos investidores para a região, e conseqüentemente mais oferta de empregos e geração de renda para a população. Apenas como exemplo, a indústria de cosméticos da cidade tem a segunFuturo Apesar de da maior concentração de fábricas todas as dificuldaEmbalagem de laranja produzida no “auge” dessa área no país. des, Nova Iguaçu da citricultura em Nova Iguaçu. Se antigamencontinua sendo considerada uma das cidades mais te Nova Iguaçu era uma cidade-dormitório, atrativas da região metropolitana. Vá- agora grande parcela da população trarios projetos estão sendo realizados pa- balha na própria cidade. O potencial de crescimento é muito grande. Provavelra melhorar o município. Em 1999, por exemplo, foi lan- mente o bicentenário do município será çado um Plano Estratégico, que fez um comemorado daqui a trinta anos com diagnóstico dos problemas de Nova muitas razões para os iguaçuanos se orIguaçu e suas possíveis soluções. Atitu- gulharem ainda mais de sua cidade. meira eleição para prefeito no último pleito municipal, em 2000. As emancipações trouxeram um “baque” econômico para o município de Nova Iguaçu, que teve população e, conseqüentemente, arrecadação reduzidas, apesar de ter mantido praticamente o mesmo volume de gastos públicos. Brasão de Nova Iguaçu O Brasão do Município de Nova Iguaçu foi idealizado pelo pesquisador Waldick Pereira, tendo recebido tratamento heráldico de Alberto Lima. Foi adotado oficialmente pelo decreto n.º 72, de 31 de março de 1970, e é usado nos edifícios municipais e em papéis oficiais. Significados do Brasão: - A roda dentada é o símbolo da cidade industrial; - O caduceu é o símbolo da cidade comercial; - A cana e a laranja são as riquezas do passado; - O lírio é o orago de Santo Antônio de Jacutinga; - A faixa ondulada representa o rio Iguaçu; - A cadeia de montanhas simboliza a Serra do Mar, por onde passava a Estrada Real do Comércio; - O ano de 1833 marca a criação da Vila de Iguaçu e o ano de 1891 marca a transferência da sede da vila para Maxambomba e elevação desta a cidade; - O Escudo Português evidencia a origem da nossa Pátria; - As estrelas pequenas representam as antigas freguesias de Nossa Senhora da Piedade de Iguaçu, Santo Antônio de Jacutinga, Nossa Senhora do Pilar, São João de Meriti e Nossa Senhora da Conceição de Marapicu; - A estrela maior representa o município de Nova Iguaçu; - As cores significam: ouro (força), prata (candura), vermelho (intrepidez), azul (serenidade), verde (abundância). 12 GD comemora aniversário de Nova Iguaçu Luciane Silva O GD não esqueram contato com a ceu desse aniverhistória de Nova Iguasário tão importante e çu, já que ela está prepreparou diversos prosente no currículo do jetos que serão desen2º Ciclo. Este ano, convolvidos em homenatudo, todas as turmas gem aos 170 anos de do colégio estão aprenNova Iguaçu. dendo um pouco mais Logo de cara, sobre nosso município. os alunos conheceram Em breve, será os modelos 2003 das promovida uma expocamisetas de verão. sição sobre a história Tanto a versão infantil e a cultura da cidade, Versão 2003 das “camisetas de verão” quanto a juvenil tradesenvolvida pelos em homenagem a Nova Iguaçu. zem estampas relatialunos do 2º Ciclo, vas ao aniversário da cidade. sem contar outros acontecimentos que, Os alunos do GD sempre tive- por enquanto, ficarão como “surpresa”. Pontos turísticos de Nova Iguaçu N ova Iguaçu possui um potencial turístico muito forte, contando com diversas áreas de interesse histórico, ecológico e cultural. Como não temos espaço para citar todos os locais, selecionamos alguns dos mais representativos: Fazenda São Bernardino: A Fazenda São Bernardino está localizada nas localidades de Cava e Tinguá, próxima à Reserva Biológica. Sua construção terminou em 1875 e foi feita em estilo neoclássico. Seu primeiro proprietário foi o português Bernardino José de Souza e Melo. A fazenda produziu café, açúcar, aguardente, farinha de mandioca e extraiu muita madeira e exportou carvão. Foi tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1951, no Livro de Belas Artes. Hoje ela está em ruínas, pois foi Reprodução Serra do Vulcão: A Serra do Vulcão localiza-se em uma das abas do Maciço de Gericinó, de origem vulcânica. Apresenta crateras, chaminés e vestígios diversos de muitas erupções que, segundo pesquisadores, entraram em intensa atividade entre 73 e 48 milhões de anos atrás. O maciço era uma ilha e a permanente erosão aterrou suas margens, apenas seccionadas pelo curso do rio Guandu, que desemboca na Baía de Sepetiba. Correntes favoráveis propiciam atualmente a prática de asa delta, sendo este considerado o segundo melhor ponto do país (e melhor no estado) para a prática desse esporte. Parque Municipal de Nova Iguaçu. 13 Reprodução vítima de um incêndio na década de 80. A Grande Casa situa-se num outeiro e, na parte mais baixa do terreno, existiram construções como cavalariças, garagem para carruagens, estribaria, senzala, habitações para escravos domésticos e engenhos de cana e de mandioca. Ruínas da Fazenda São Bernardino, em Tinguá. Igreja de Santo Antônio de Jacutinga: A primeira pia batismal do município foi no lugar denominado Jambuí, atualmente no município de Belford Roxo. Esta pia foi transferida para o outeiro de Jacutinga (onde é hoje o bairro da Prata). Assim como a sede do município, a sede da Matriz de Jacutinga também foi transferida para Maxambomba (atual Nova Iguaçu). giaram-se, no século XVI, alguns velhos e crianças da tribo indígena tupinambá. Áreas de Proteção Ambiental: O território de Nova Iguaçu possui atualmente uma área de 524,04 km², sendo que 198 km², ou seja, 35% da cidade é coberta pela Mata Atlântica. Há na cidade duas importantes áreas de preservação ecológica: A Reserva Biológica de Tinguá (reconhecida pela Unesco como patrimônio da humanidade) e a área de proteção ambiental da Serra de Madureira (considerada pela Unesco como Reserva de Biosfera). Além disso, o chamado “turismo ecológico” também conta com o recente Parque Municipal de Nova Iguaçu, na divisa com o município de Mesquita, que ocupa uma área de 1.100 hectares. Reprodução Maciço de Tinguá: Embora ligado à chamada Serra do Mar, o Maciço de Tinguá teve origem anterior. De uma das suas abas, nasce o rio Iguaçu. Durante o Segundo Reinado foram construídas várias represas para Praça do Skate: o abastecimento Apesar das recentes pistas da Corte, na cidade skate da Via Light terem a de do Rio de Japreferência dos praticantes desReserva Biológica de Tinguá. neiro. A ferrovia se esporte radical, a antiga pista Rio do Ouro foi construída para a manu- da Praça do Skate, em frente ao viaduto tenção dos aquedutos. A partir daí, a Padre João Müsch tem sua importância, Mata Atlântica foi sendo reconstituída pois foi a primeira pista de skate da Aménaturalmente. Nesta destacada eleva- rica Latina. Seu formato continua o mesção encontra-se hoje a Reserva Biológi- mo de quando foi feita, pouco “radical” ca do Tinguá (Mata Atlântica). Na aba para os padrões atuais mas ainda consdenominada Serra dos Caboclos refu- tituindo-se em importante marco. 14 E m março, o treinamento desportivo no GD iniciou uma nova fase com a implantação do SeAtEx (Setor de Atividades Extra-escolares). Isso só vem reforçar os ótimos resultados das equipes do Colégio Gonçalves Dias, que podem ser conferidos nas últimas edições do GDestaque em 2002. Qualquer aluno da escola pode se inscrever nas escolinhas do SeAtEx que, atualmente, contam com treinamento de basquete, handebol, vôlei, futsal, natação e atletismo. Em breve, estão previstas escolinhas de artes marciais, tênis de mesa e outras modalidades desportivas, de acordo com o interesse dos alunos e disponibilidade. Informações sobre o que é necessário para se inscrever podem ser obtidas na Secretaria do colégio. Natação No dia 22 de março foi realizado o teste para a obtenção do grau de peixinho ou tubarão. Peixinho é o grau conferido a quem nada corretamente três estilos, já tubarão é quem sabe nadar todos. Quem ainda não sabe nadar, deve fazer o cur- Fotos: Lucio Luiz (2002) GD: “Fábrica” de atletas so de natação com o qual receberá, automaticamente, ao final do curso, o grau respectivo. É oferecido um desconto especial para os alunos que pertencem à escolinha de esportes. Horários Basquete, handebol e vôlei possuem dois períodos de treinamento: antes e depois das 17 horas. Após as 17 horas a prioridade de treinamento é para os alunos que estudam à tarde, mas nada impede que participem alunos do turno da manhã, a critério do SeAtEx. Cada período tem duração de duas a duas horas e meia e o treino referente a uma modalidade ocorre duas ou três vezes na semana, de segunda a sexta, conforme o calendário estipulado. O treinamento de futsal, por enquanto, será realizado aos sábados, juntamente com as demais atividades previamente programadas. Os treinos de atletismo e natação ocorrem durante a semana em horários diferenciados, sendo que o treino de futsal está concentrado aos sábados. Os dias e horários específicos de cada modalidade podem ser conferidos na Secretaria. 15 QUE LIVRO VOCÊ ESTÁ LENDO, TININHA? UM LIVRO SOBRE A HISTÓRIA DE NOVA IGUAÇU. PELO VISTO, VOCÊ ESTÁGOSTANDO MUITO DO LIVRO. ACHOQUETODO IGUAÇUANOTEMA “OBRIGAÇÃO”DECONHECER AHISTÓRIADACIDADE. EAÍ,GEDERUGA? JÁ SE IMAGINOU DAQUI A 170 ANOS? 16 LEGAL!ACIDADE ACABOUDEFAZER170 ANOS,NÃOÉ? ISSO MESMO! NOSSA CIDADE SURGIU EM 1833 E JÁ FOI CHAMADA ATÉ DE “MAXAMBOMBA”! COMO SERÁ QUE NOVA IGUAÇUESTARÁDAQUI A MAIS 170 ANOS? ACHO QUE SÓ A GEDERUGA VAI CONSEGUIR VER! ASILO DAS TARTARUGAS