Ano 5 - nº 29 - Março de 2003
Distribuição Interna
Aniversário do GD
página 5
Torne-se um atleta
página 15
Grito de Carnaval
página 4
Nova Iguaçu: 170 anos
páginas 8 a 14
2003!
Utilidade Pública Municipal - Lei 298/79
Rua João Cândido, 220, Posse
Nova Iguaçu - Rio de Janeiro
Tel./Fax: (21) 2667-3291 / 2667-8160
www.gd.g12.br
Direção
Prof. Letício Luiz / Prof. Elane Corrêa
Assessoria de Comunicação
Lucio Luiz
Assessoria de Assuntos Pedagógicos
Prof. Maxilena Aguiar
Assessoria de Documentação e Arquivo
Prof. Lusimary Góes
Assessoria de Administração
Prof. José Alves
Assessoria de Finanças
Ediméa Corrêa
Órgão Cultural e Informativo do
Colégio Gonçalves Dias
E
ste jornal é uma produção da Assessoria
de Comunicação do Colégio Gonçalves
Dias. Estamos abertos a colaborações, como
textos de alunos, professores, pais e funcionários, que podem entregá-las na Secretaria
da escola. As matérias assinadas são de total
responsabilidade de seus autores, não traduzindo, em princípio, a posição do GDestaque
sobre o assunto em questão.
Colaborou nesta edição:
Luciane Silva
Capa: Luciane Silva e Lucio Luiz
e-mail: [email protected]
2
Estamos de volta para mais um ano de
GDestaque e trazemos logo “de cara” uma
pesquisa especial de sete páginas em
homenagem aos 170 anos de Nova Iguaçu.
Nas páginas 8 a 14 contamos toda a
hsitória de nosso município, desde que era
habitadoapenaspelosíndiosjacutingasaté
uma rápida análise do que o futuro reserva
paraacidade.
Além disso, ainda pode ser encontrada
umarelaçãodosprincipaispontosturísticos
de Nova Iguaçu... Isso mesmo: pontos
turísticos históricos, ecológicos e culturais
que existem na cidade, alguns desconhecidos da maioria dos iguaçuanos.
Claroquetambémfalamossobreoque
aconteceu no Colégio Gonçalves Dias, como
o aniversário da escola (página 5) e o Grito
deCarnaval(página4).
Enquanto as novas competições esportivas estudantis ainda não começam,
mostramos como os alunos podem fazer
parte das equipes desportivas do GD.
Paraconcluir,umainformação: o GD terminou ano
passado como primeiro
colocado da Baixada no
20ºInter,na14ªposição
geral, ao invés da 24ª
colocação, como foi informado na última
ediçãode2002.
Há um caminho a percorrer
Luciane Silva (2002)
Prof. Letício Luiz
N
essa edição do GDestaque queremos divul-
gar o discurso que proferimos quando da formatura do
Ensino Médio/2002. Certeza
temos de que os nossos alunos são bem encaminhados
pelos professores e isso fica
bem claro com os resultados
que apresentam não só em
concursos e vestibulares mas na vida
desviar ninguém do seu caminho; deve-
produtiva.
mos, outrossim, respeitar a liberdade e
Assim falamos naquela oportunidade:
distribuir com todos os frutos das
nossas conquistas. Adubando a terra
“Ninguém é responsável pelos
ela nos brindará com esses frutos;
nossos destinos senão nós mesmos e
fazendo o bem, no mundo brotará a
quando a nossa luz interior brilhar, ilumi-
felicidade, mas a paz só pode nascer
nando a todos através de nossos atos
apenas dentro de cada um de nós.
e palavras, teremos sido um exemplo
de fé e de otimismo.
Não ficaremos em trevas jamais
se mantivermos esta luz acesa porque
Existe o hoje e o amanhã; este
cria aquele que, ao nascer, arquiva o
passado. Sigamos pois, em frente, com
ânimo e coragem.
a nossa estrada estará iluminada. Se
Dificuldade superada - problema
porventura tropeçarmos saberemos nos
resolvido. E os problemas se resolvem
erguer e recomeçaremos quantas vezes
com amor ao próximo que é a forma mais
forem necessárias. O desânimo deve
simples de amar a Deus. E quem ama
dar lugar sempre à confiança e quem
a Deus não odeia nem fere a ninguém.
confia vence, de cabeça erguida.
Cada um segue o seu caminho
Assim deve ser a nossa filosofia de vida.
e se o caminho é do bem, embora dife-
Assim deve ser o caminho dos
rente do nosso, nos encontramos no
formandos para os quais desejamos to-
mesmo ponto de encontro das almas
das as alegrias que a vida lhes possa dar.
enobrecidas. Não queiramos, portanto,
Parabéns!”
3
M
ais uma vez o Carnaval
“agitou” os alunos do
Colégio Gonçalves Dias.
Tudo começou no
dia 26 de fevereiro com uma
grande festa que foi preparada para todos os alunos,
com um DJ que tocou marchinhas e muito axé, além
de um pouco de dance. Era
impossível encontrar alguém que estivesse parado.
4
Fotos: Lucio Luiz
Grito de Carnaval “agita” o GD!
A segunda grande festa
de Carnaval na escola ocorreu no dia seguinte, quando
os alunos do 2º Ciclo participaram de um “bloquinho” de
Carnaval. As crianças se
fantasiaram e, acompanhadas pelos professores, “desfilaram” em volta da escola.
Os professores utilizaram
uma camiseta em homenagem ao artista plástico Romero Britto.
O
Colégio Gonçalves Dias completou 37 anos no dia 14 de março,
mas as comemorações foram realizadas na segunda-feira, dia 17. Alunos de
diversas turmas apresentaram-se no palco do Espaço Cultural, no térreo do
prédio GD II.
As homenagens ocorreram em três momentos. A
primeira parte, logo após a
entrada dos alunos da manhã, envolveu os alunos da
Educação Infantil à 3ª série. Inicialmente, foram
cantados os
Hinos Nacional e da escola e, em seguida, um
aluno do C.A. recitou a
poesia que o diretor da
escola, Letício Luiz, escrevera em homenagem
à turma.
Entre outras apresentações, ainda houve um Hino de louvor em gratidão
a Deus, cantado pelas crianças
da Pré-escola, e jogral e músicas
apresentadas pelos estudantes
do 2º Ciclo. As ex-alunas Iracema
e Verônica, atualmente mães de
alunos, ainda ofertaram um bolo
para o professor Letício e sua esposa, Ediméa.
Mais festa
Logo depois
do recreio da manhã, mais algumas apresentações ocorreram,
dessa vez protagonizadas pelos
alunos do 3º Ciclo
em diante. Foi lida
a história da escola e houve o desfi-
le das bandeiras do Estado do Rio,
do GD e do
Brasil.
A veia
artística dos
alunos do
GD se mostrou bem afiada, já que,
além de apresentações de dança, também houve uma nova apresentação do
Hino da escola, dessa vez acompanhado por violão, e um pagode criado pelos
alunos em
homenagem
ao colégio.
À tarde,
as últimas
homenagens
foram feitas
por todos os alunos do turno, envolvendo poesias, dança e uma música
também criada pelos alunos para os 37
anos do Colégio
Gonçalves Dias.
37 anos
Fundado em
1966, o GD nunca
parou de inovar.
Pioneiro no estado
do Rio nos cursos
técnicos de Educação Física e Informática, além da primeira Pista de Atletismo
da Baixada Fluminense.
O GD
não pára de
surpreender
mesmo após
37 anos, sempre mostrando porquê somos uma família.
5
Fotos: Luciane Silva
37 anos do Colégio Gonçalves Dias
Últimas de 2002
Festas de Fim de Ano
Sopa de Letrinhas 2
último dia de aulas das turmas do
3º ao 5º Ciclo (4ª série a Ensino
Médio), foi comemorado pelos alunos
com uma grande festa no Pátio da escola. A atividade, realizada no dia 25 de
novembro, contou com a presença de
grande parte dos alunos, que dançaram
animadamente sob o comando de um
DJ. Os alunos do 2º Ciclo tiveram sua
festa de encerramento no dia 28.
ais uma vez o GD mostrou que é
palco de futuros escritores de sucesso com o lançamento do livro “Sopa
de Letrinhas 2”. Dessa vez, a participação foi estendida para os alunos do C.A.
à 5ª série. O livro foi o resultado de projeto pedagógico da Coordenadoria de
Linguagens. Foram selecionados 46
textos para o livro a partir de redações
desenvolvidas em sala de aula pelos
alunos das séries participantes do projeto. A tarde de autógrafos do livro “Sopa
de Letrinhas 2” foi realizada no dia 16
de dezembro, no Centro Cultural GTS,
com grande presença de pais e mães
bastante orgulhosos.
Formaturas
A
Luciane Silva
s formaturas do Jardim II e do C.A.
ocorreram, respectivamente, nos
dias 14 e 15 de dezembro. Este ano, o
tema das solenidades das crianças foi
o Natal. Ambas formaturas foram bastante divertidas, tendo apresentações
de mágica, além da participação dos coleguinhas das outras turmas da Educação Infantil. Os próprios formandos
também se apresentaram no palco, em
homenagens aos pais e aos professores. Já os alunos do 3º ano do Ensino
Médio comemoraram sua formatura no
dia 20 de dezembro. A solenidade teve
vários momentos emocionantes protagonizados pelos formandos; entre eles,
uma música apresentada por duas alunas emocionou a todos.
6
M
Lucio Luiz
O
Alunos “destaque”
A
festa para homenagear os alunos
“destaque” foi no dia 16 de dezembro. Sessenta e três alunos receberam
medalhas, além de professores e funcionários. A seleção dos destaques do
ano é feita pelos professores, que não
levam em conta apenas as notas, mas
sim o desempenho dos estudantes
como um todo, desde a disciplina até a
participação. Como prova de que o esporte em nada atrapalha os estudos,
boa parte dos premiados era de atletas
de equipes vencedoras do GD.
Primeiras de 2003
Passeio pela escola
O
s alunos da Educação Infantil fizeram um passeio pela escola em um
“carrinho” confeccionado por eles. A atividade foi realizada no dia 19 de março
e teve como objetivo, além de conhecer
melhor os ambientes do colégio, desenvolver noções de localização espacial,
cor, tamanho e quantidade. Como o GD
é muito grande e possui vários espaços
que são utilizados pelos estudantes da
Pré-escola e do 2º Ciclo, o passeio também é interessante para que as crianças se habituem com esses locais.
Piquenique
N
o dia 21 de março, os alunos da
Educação Infantil fizeram um piquenique com frutas trazidas de casa.
Os alimentos foram inicialmente explorados para a aula do dia. Em seguida,
as crianças lavaram as frutas e prepararam um coquetel com leite condensado.
O gostoso resultado desse trabalho foi
distribuído para os professores e funcionários da escola.
Sais de banho
Lucio Luiz
N
Lucio Luiz
o dia 12 de março, as crianças da
Educação Infantil fizeram sais de
banho artesanais. A atividade foi acompanhada pelas professoras e orientada
por Mônica Souza, que também é mãe
de um aluno do C.A..
Churrasco dos professores
N
Luciane Silva
o dia 25 de janeiro, os professores
novos e antigos se reuniram no
colégio para o tradicional almoço de
confraternização que ocorre antes do
reinício do período letivo.
Dia das Mulheres
A
s mulheres foram homenageadas
pelo Colégio Gonçalves Dias no dia
12 de março. Uma das atividades foi a
apresentação de estandes de alunos do
Centro Técnico Oswaldo Cruz (Cetoc),
que trouxeram temas como câncer de
mama, pressão arterial, glicose, saúde
mental, DST, entre outros. A importância
do dia das mulheres é muito grande e o
GD nunca deixa de homenageá-las.
7
NOVA IGU
N
ova Iguaçu completou 170 anos no
último dia 15 de janeiro, data em que
a antiga Freguesia de Nossa Senhora da
Piedade do Iguassú tornou-se município,
em 1833. Para quem vê Nova Iguaçu hoje
em dia, como Pólo Industrial, provavelmente não imagina quão rica e complexa é a
história da cidade.
Antes de tudo
Antes dos portugueses chegarem
ao Rio de Janeiro, os índios jacutingas já
habitavam a margem direita do rio Iguaçu.
Esses índios ajudaram os portugueses
quando eles chegaram à região, que foi
povoada aproximadamente na mesma
época da cidade do Rio.
Em torno de 1560, os colonizadores começaram a se fixar às margens dos
rios (especialmente do rio Iguaçu) e ocuparam os vales do Meriti, Sarapuí, Saracuruna, Jaguaré e Pilar e as zonas do Marapicu, Jacutinga, Mantiqueira e Inhomirim.
A ocupação da bacia do rio Iguaçu
começou a se efetivar a partir do século
XVII, depois que Garcia Rodrigues Paes
ligou Paraíba do Sul ao Porto do Pilar (do rio
Iguaçu) para o escoamento do ouro trazido
de Minas Gerais. Essa ligação foi chamada
Caminho do Pilar ou Caminho Novo das Minas (pois substituíra o Caminho de Paraty).
Logo em seguida, foram também
abertos o Caminho da Terra Firme e a Variante do Proença, visando facilitar o caminho do ouro, já que o trânsito no Caminho
do Pilar tinha diversos problemas. Com a
8
redução de seu uso, o Caminho
Novo logo passou a ser chamado
de Caminho Velho.
Os povoados concentravam-se principalmente às margens dos rios, mas também havia
alguns nos entroncamentos das
estradas. Seu crescimento foi motivado pela abertura da Estrada Real do
Comércio, primeira via aberta no Brasil para o escoamento do café do interior do país.
Vila de Iguassú
Até o início do século XIX, a Freguesia de Nossa Senhora da Piedade do
Iguassú (principal povoado da região) era
dependente administrativa e politicamente
da cidade do Rio de Janeiro, embora já
demonstrasse um bom desenvolvimento
econômico, além do aumento da população e do crescimento do comércio.
Graças à Estrada Real do Comércio e às ótimas condições para a criação
de um entreposto
comercial, foi necessária a criação de
um município. Em
15 de janeiro de
1833, portanto, foi
criada a Vila de
Iguassú a partir de
decreto assinado
por Nicolau Pereira
de Campos Vergueiro. Em 29 de julho do mesmo ano,
foi instalada a Câmara dos Vereadores, com sete representantes.
O novo município foi formado
pelas freguesias de
Nossa Senhora da
UAÇU : 170 anos de História
Piedade do Iguassú, Santo Antônio de Jacutinga, Nossa Senhora do Pilar, São João
de Meriti e Nossa Senhora da Conceição
do Marapicu.
A área total da Vila de Iguassú era,
à época de sua criação, de 1.305,47 km2.
Na sede, havia um quartel com uma cadeia
anexa, a Câmara de Vereadores, o Fórum,
casas comerciais e cerca de cem casas.
Nos portos eram embarcadas mercadorias
em direção ao Rio de Janeiro. A população
em 1879 era estimada em 21.703 pessoas,
sendo 7.622 escravos.
Apesar do grande progresso em
seus primeiros anos de independência administrativa (embora até 1919 as funções
de Executivo fossem de responsabilidade
do Intendente, representado pelo presidente da Câmara), a Vila de Iguassú entrou
em decadência na segunda metade do século XIX. Alguns fatores podem ser citados,
como a criação das estradas de ferro, a
construção de uma ponte sobre o rio Igua-
çu e epidemias de cólera, varíola e malária.
A abolição da escravatura também
ajudou no declínio da economia do Município, que se sustentava na agricultura da
cana-de-açúcar. Havia canaviais por todo
o município, além de plantações de milho,
feijão, mandioca, café e arroz.
Maxambomba
A importância que o rio Iguaçu tinha
para a comunicação entre a Vila e o Rio
de Janeiro diminuiu com a implantação das
estradas de ferro, que eram um meio de
transporte mais barato e seguro. A ponte
construída em 1886 na localidade de São
Bento acabou de vez com a importância
do rio, pois impediu o tráfego de embarcações. Já as epidemias de cólera, varíola e
malária fizeram com que a população da
Vila de Iguassú abandonasse o local,
transferindo-se para o arraial de Maxambomba.
Devido especialmente a esses fatores, em 1º de maio
de 1891, através de
decreto assinado por
Francisco Portela, a
sede do município foi
Divisão administrativa
transferida definitivade Nova Iguaçu
mente para Maxambomba, que foi eleSetor de Planejamento Centro
vada à categoria de
Vila. A antiga Vila de
Setor de Planejamento Sudoeste
Iguassú passou a ser
Setor de Planejamento Noroeste
conhecida por Iguassú Velha.
Setor de Planejamento Nordeste
Setor de Planejamento Norte
Reserva Biológica do Tinguá (norte) e
Parque Municipal de Nova Iguaçu (sul)
Nova Iguaçu
A Vila de Maxambomba recebeu
oficialmente o nome
de Nova Iguassú em
9 de novembro de
1916, através de de9
creto do deputado Manuel Reis. A grafia
do nome da cidade só mudou para Iguaçu tempos depois, após reformas ortográficas da língua portuguesa.
Após o declínio da agricultura da
cana-de-açúcar, a cultura da laranja
passou a ser a mais importante para o
município. Vinda de São Gonçalo, a
laranja encontrou solo ideal em Nova
Iguaçu. Apenas para citar um exemplo,
todo o bairro da Posse era, antigamente, uma grande fazenda produtora de
laranjas.
Praticamente toda a produção
de laranjas era exportada, trazendo para o município um grande desenvolvimento econômico. A exportação começou a ocorrer no ano de 1891, juntamente
com o desmatamento (lenha e carvão,
madeiras de lei).
O auge da citricultura em Nova
Iguaçu foi dos anos trinta a 1956. De
1930 a 1940, a cidade de Nova Iguaçu
era chamada de “Cidade Perfume”,
porque as laranjeiras, em floração, perfumavam todo o roteiro das ferrovias.
A construção de casas de beneficiamento e embalagem da produção
na segunda metade do século XX trouxe novo fôlego para a exportação. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, houve interrupção do transporte marítimo, impedindo a exportação das laranjas. Com isso, as áreas dos antigos laranjais começaram a ser loteadas e novos bairros surgiram.
A partir da “crise da laranja”, Nova Iguaçu passou a se concentrar num
processo de industrialização, beneficiado pela facilidade de escoamento da
produção graças, especialmente, às rodovias que cortam o município, entre
elas a BR-116 (Rio-São Paulo). Além
disso, nessa época era possível encon-
Mapa da Vila de Iguassú (1837)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
- Morro da Cadeia
- Caminho da Serra
- Porto do Pinto
- Porto do Viana
- Porto Soares e Mello
- Porto dos Passageiros
- Porto dos Saveiros
- Câmara (Paço) Municipal
- Cadeia de Iguassú
10 - Largo dos Ferreiros
11 - Armazém Soares e Mello
12 - Porto de Iguassú
13 - Morro do Pessoa
14 - Morro do Marinho
15 - Largo do Vítor
16 - Largo Lava-pés
17 - Matriz de N.S. da Piedade
18 - Morro M. Lima
19
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26
27
- Morro Demetriano
- Brejo Cambambé
- Marambaia
- Caminho dos Velhacos
- Caminho para Tinguá
- Estrada do Comércio
- Estrada do Cambambé
- Córrego Mangangá
- Estrada da Olaria
trar com facilidade amplos terrenos a
preço baixo e mão-de-obra barata. Nova Iguaçu passou então a contar com
um significativo parque industrial e uma
grande atividade comercial.
Reprodução
dustrialização, Nova Iguaçu era uma cidade-dormitório, designação dada aos
municípios cuja maior parte da população trabalha em outra cidade (no caso,
o Rio de Janeiro). Além disso, praticamente não havia infra-estrutura urbana,
Emancipações
já que a cidade acabara de sair de um
Nova Iguaçu já foi muito maior período dedicado apenas à citricultura.
do que é hoje. Porém, diversas emanciMesmo com as emancipações
pações de
dos anos 40,
distritos que
Nova Iguaqueriam inçu tornoudependên-se ao longo
cia adminisdos anos utrativa marma das princaram a hiscipais cidatória do mudes do estanicípio. O prido, tanto em
meiro despopulação
membraquanto em
mento ocorgeração de
reu em 31
renda. Mas
de dezemessa realiVista da cidade de Nova Iguaçu, mostrando a Matriz de
bro de 1943, Santo Antônio de Jacutinga e vários laranjais (1932).
dade foi abaquando foi
lada após as
ratificada pela Câmara dos Vereadores emancipações de importantes distritos.
a emancipação de Duque de Caxias.
Em 1990, houve a emancipação
São João de Meriti também integrava de Belford Roxo (segundo menor distriesse novo município. Em 1947 foi a vez to, porém um dos mais populosos), sede Nilópolis se emancipar, no mesmo guido por Queimados (no qual estava
ano em que São João se separou de localizado o Pólo Industrial de Nova
Caxias. Contudo, as emancipações que Iguaçu que, logicamente, passou para
mais marcaram a economia de Nova o novo município). No ano seguinte, foi
Iguaçu foram as ocorridas no início dos a vez de Japeri. Mais recentemente,
anos 90.
Mesquita, distrito de apenas 31 km2,
Antes de iniciar seu ciclo de in- também se emancipou, tendo sua pri-
Alguns dados sobre Nova Iguaçu
População: 750.485 habitantes / 364.085 homens / 386.400 mulheres
Densidade demográfica: 1.413,8 hab/km²
Número de eleitores: 433.515 / Zonas 10 / Seções 1.377 (dados da eleição de 2000)
Área do Município: 524,04 km² | Extensão: Norte-Sul - 36 km / Leste-Oeste - 19 km
Rios: Iguaçu, Guandu, Rio da Bota, Sarapuí e Tinguá
Temperatura média anual: 21,8ºC | Precipitação média anual: 2.105 mm
Altitude: 25 m | Latitude: 22º 45‘33" | Longitude: 43º 27‘04"
Feriados municipais: 15 de janeiro (aniversário da cidade), 13 de junho (dia do padroeiro, Sto. Antônio)
Principais acessos rodoviários: BR-116 (Rod. Presidente Dutra), BR-465 (Antiga Rod. Rio-São
Paulo), RJ-105 (Est. de Madureira), RJ-113, (Est. Zumbi dos Palmares), RJ-111 (Est. de Madureira)
PIB: R$ 3.571,82
fonte: Site da Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu (www.pmni.com.br)
11
Reprodução
des como a recente reforma do centro
comercial da cidade (o segundo maior
do estado) e a criação de um pólo logístico são as principais ações voltadas para trazer novos investidores para a região, e conseqüentemente mais oferta
de empregos e geração de renda para a população.
Apenas como
exemplo, a indústria
de cosméticos da
cidade tem a segunFuturo
Apesar de
da maior concentração de fábricas
todas as dificuldaEmbalagem de laranja produzida no “auge”
dessa área no país.
des, Nova Iguaçu da citricultura em Nova Iguaçu.
Se antigamencontinua sendo
considerada uma das cidades mais te Nova Iguaçu era uma cidade-dormitório,
atrativas da região metropolitana. Vá- agora grande parcela da população trarios projetos estão sendo realizados pa- balha na própria cidade. O potencial de
crescimento é muito grande. Provavelra melhorar o município.
Em 1999, por exemplo, foi lan- mente o bicentenário do município será
çado um Plano Estratégico, que fez um comemorado daqui a trinta anos com
diagnóstico dos problemas de Nova muitas razões para os iguaçuanos se orIguaçu e suas possíveis soluções. Atitu- gulharem ainda mais de sua cidade.
meira eleição para prefeito no último
pleito municipal, em 2000.
As emancipações trouxeram um
“baque” econômico para o município de
Nova Iguaçu, que teve população e, conseqüentemente, arrecadação reduzidas, apesar de ter
mantido praticamente o mesmo volume de gastos públicos.
Brasão de Nova Iguaçu
O Brasão do Município de Nova Iguaçu foi idealizado pelo pesquisador Waldick Pereira,
tendo recebido tratamento heráldico de Alberto Lima. Foi adotado oficialmente pelo
decreto n.º 72, de 31 de março de 1970, e é usado nos edifícios municipais e em
papéis oficiais.
Significados do Brasão:
- A roda dentada é o símbolo da cidade industrial;
- O caduceu é o símbolo da cidade comercial;
- A cana e a laranja são as riquezas do passado;
- O lírio é o orago de Santo Antônio de Jacutinga;
- A faixa ondulada representa o rio Iguaçu;
- A cadeia de montanhas simboliza a Serra do Mar, por
onde passava a Estrada Real do Comércio;
- O ano de 1833 marca a criação da Vila de Iguaçu e o
ano de 1891 marca a transferência da sede da vila para
Maxambomba e elevação desta a cidade;
- O Escudo Português evidencia a origem da nossa Pátria;
- As estrelas pequenas representam as antigas freguesias de Nossa Senhora da Piedade
de Iguaçu, Santo Antônio de Jacutinga, Nossa Senhora do Pilar, São João de Meriti e
Nossa Senhora da Conceição de Marapicu;
- A estrela maior representa o município de Nova Iguaçu;
- As cores significam: ouro (força), prata (candura), vermelho (intrepidez), azul (serenidade), verde (abundância).
12
GD comemora aniversário de Nova Iguaçu
Luciane Silva
O
GD não esqueram contato com a
ceu desse aniverhistória de Nova Iguasário tão importante e
çu, já que ela está prepreparou diversos prosente no currículo do
jetos que serão desen2º Ciclo. Este ano, convolvidos em homenatudo, todas as turmas
gem aos 170 anos de
do colégio estão aprenNova Iguaçu.
dendo um pouco mais
Logo de cara,
sobre nosso município.
os alunos conheceram
Em breve, será
os modelos 2003 das
promovida uma expocamisetas de verão.
sição sobre a história
Tanto a versão infantil
e a cultura da cidade,
Versão
2003
das
“camisetas
de
verão”
quanto a juvenil tradesenvolvida pelos
em homenagem a Nova Iguaçu.
zem estampas relatialunos do 2º Ciclo,
vas ao aniversário da cidade.
sem contar outros acontecimentos que,
Os alunos do GD sempre tive- por enquanto, ficarão como “surpresa”.
Pontos turísticos de Nova Iguaçu
N
ova Iguaçu possui um potencial
turístico muito forte, contando com
diversas áreas de interesse histórico,
ecológico e cultural. Como não temos
espaço para citar todos os locais, selecionamos alguns dos mais representativos:
Fazenda São Bernardino:
A Fazenda São Bernardino está
localizada nas localidades de Cava e
Tinguá, próxima à Reserva Biológica.
Sua construção terminou em 1875 e foi
feita em estilo neoclássico. Seu primeiro
proprietário foi o português Bernardino
José de Souza e Melo. A fazenda produziu café, açúcar, aguardente, farinha de
mandioca e extraiu muita madeira e exportou carvão. Foi tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional em 1951, no Livro de Belas
Artes. Hoje ela está em ruínas, pois foi
Reprodução
Serra do Vulcão:
A Serra do Vulcão localiza-se
em uma das abas do Maciço de Gericinó, de origem vulcânica. Apresenta crateras, chaminés e vestígios diversos de
muitas erupções que, segundo pesquisadores, entraram em intensa atividade entre 73 e 48 milhões de anos
atrás. O maciço era uma ilha e a permanente erosão aterrou suas margens, apenas seccionadas pelo curso do rio Guandu, que desemboca
na Baía de Sepetiba. Correntes favoráveis propiciam atualmente a
prática de asa delta, sendo este considerado o segundo melhor ponto do
país (e melhor no estado) para a prática desse esporte.
Parque Municipal de Nova Iguaçu.
13
Reprodução
vítima de um incêndio na
década de 80. A Grande
Casa situa-se num outeiro e, na parte mais baixa
do terreno, existiram construções como cavalariças, garagem para carruagens, estribaria, senzala, habitações para escravos domésticos e engenhos de cana e de mandioca.
Ruínas da Fazenda São Bernardino, em Tinguá.
Igreja de Santo Antônio de Jacutinga:
A primeira pia batismal do município foi no lugar denominado Jambuí,
atualmente no município de Belford Roxo. Esta pia foi transferida para o outeiro
de Jacutinga (onde é hoje o bairro da
Prata). Assim como a sede do município, a sede da Matriz de Jacutinga também foi transferida para Maxambomba (atual Nova Iguaçu).
giaram-se, no século XVI, alguns velhos
e crianças da tribo indígena tupinambá.
Áreas de Proteção Ambiental:
O território de Nova Iguaçu possui atualmente uma área de 524,04 km²,
sendo que 198 km², ou seja, 35% da cidade é coberta pela Mata Atlântica. Há
na cidade duas importantes áreas de
preservação ecológica: A Reserva Biológica de Tinguá (reconhecida pela Unesco como patrimônio da humanidade) e a área de proteção ambiental da Serra de Madureira (considerada pela Unesco como Reserva de Biosfera). Além disso,
o chamado “turismo ecológico”
também conta com o recente
Parque Municipal de Nova Iguaçu, na divisa com o município de
Mesquita, que ocupa uma área
de 1.100 hectares.
Reprodução
Maciço de Tinguá:
Embora ligado à chamada
Serra do Mar, o
Maciço de Tinguá
teve origem anterior. De uma das
suas abas, nasce
o rio Iguaçu. Durante o Segundo
Reinado foram
construídas várias represas para
Praça do Skate:
o abastecimento
Apesar das recentes pistas
da Corte, na cidade skate da Via Light terem a
de do Rio de Japreferência dos praticantes desReserva Biológica de Tinguá.
neiro. A ferrovia
se esporte radical, a antiga pista
Rio do Ouro foi construída para a manu- da Praça do Skate, em frente ao viaduto
tenção dos aquedutos. A partir daí, a Padre João Müsch tem sua importância,
Mata Atlântica foi sendo reconstituída pois foi a primeira pista de skate da Aménaturalmente. Nesta destacada eleva- rica Latina. Seu formato continua o mesção encontra-se hoje a Reserva Biológi- mo de quando foi feita, pouco “radical”
ca do Tinguá (Mata Atlântica). Na aba para os padrões atuais mas ainda consdenominada Serra dos Caboclos refu- tituindo-se em importante marco.
14
E
m março, o treinamento desportivo
no GD iniciou uma nova fase com
a implantação do SeAtEx (Setor de Atividades Extra-escolares). Isso só vem reforçar os ótimos resultados das equipes
do Colégio Gonçalves Dias, que podem
ser conferidos nas últimas edições do
GDestaque em 2002.
Qualquer aluno da escola pode
se inscrever nas escolinhas do SeAtEx
que, atualmente, contam com treinamento de
basquete,
handebol,
vôlei, futsal, natação e atletismo. Em
breve, estão previstas escolinhas de artes marciais, tênis de mesa
e outras modalidades desportivas, de
acordo com o interesse dos alunos e
disponibilidade.
Informações sobre
o que é necessário para se
inscrever podem ser obtidas na Secretaria do colégio.
Natação
No dia 22 de março
foi realizado o teste para a
obtenção do grau de peixinho ou tubarão. Peixinho é o grau conferido a quem
nada corretamente três estilos, já
tubarão é
quem sabe nadar
todos.
Quem
ainda não
sabe nadar, deve
fazer o cur-
Fotos: Lucio Luiz (2002)
GD: “Fábrica” de atletas
so de natação com o
qual receberá, automaticamente, ao
final do curso, o grau
respectivo.
É oferecido um desconto especial para
os alunos que pertencem à escolinha
de esportes.
Horários
Basquete, handebol e
vôlei possuem dois períodos de
treinamento: antes e depois das
17 horas. Após as 17 horas a
prioridade de treinamento é
para os alunos que estudam à
tarde, mas nada impede que
participem alunos do turno da manhã,
a critério do SeAtEx.
Cada período tem duração de
duas a duas
horas e meia
e o treino referente a uma
modalidade
ocorre duas
ou três vezes
na semana,
de segunda
a sexta, conforme o calendário estipulado. O treinamento de futsal, por enquanto, será realizado aos sábados, juntamente com as
demais atividades previamente programadas.
Os treinos de atletismo e natação ocorrem durante a semana em horários diferenciados, sendo que o treino
de futsal está concentrado aos sábados. Os dias e horários específicos de
cada modalidade podem ser conferidos
na Secretaria.
15
QUE LIVRO
VOCÊ ESTÁ LENDO,
TININHA?
UM LIVRO SOBRE
A HISTÓRIA DE
NOVA IGUAÇU.
PELO VISTO, VOCÊ
ESTÁGOSTANDO
MUITO DO LIVRO.
ACHOQUETODO
IGUAÇUANOTEMA
“OBRIGAÇÃO”DECONHECER
AHISTÓRIADACIDADE.
EAÍ,GEDERUGA?
JÁ SE IMAGINOU DAQUI
A 170 ANOS?
16
LEGAL!ACIDADE
ACABOUDEFAZER170
ANOS,NÃOÉ?
ISSO MESMO! NOSSA
CIDADE SURGIU EM 1833
E JÁ FOI CHAMADA ATÉ
DE “MAXAMBOMBA”!
COMO SERÁ QUE NOVA
IGUAÇUESTARÁDAQUI
A MAIS 170 ANOS?
ACHO QUE SÓ
A GEDERUGA VAI
CONSEGUIR VER!
ASILO DAS
TARTARUGAS
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GDestaque 29