ORAÇÃO PARA A NOITE DE NATAL
Não podemos esquecer Quem é a razão de ser desta noite, desta comunhão, deste misto de alegria e
preocupação… É uma noite que ninguém merece (porque Deus nasce em nós porque nos ama) mas que
ninguém pode ficar sem ela.
Posta a mesa, orientado o jantar, ou mesmo com as travessas na mesa, o convite é que rezemos um
pouco. Talvez num cantinho da sala haja um presépio. Ou podemos trazê-lo ou fazê-lo nessa noite perto da nossa mesa.
Convidamos alguém a acender uma vela junto ao Menino Jesus e alguém reza em voz alta para que todos possam acompanhar no seu coração:
A N O
I V
N Ú M E R O
3 0
D E Z E M B R O
D E
Querido Menino Jesus
nós te agradecemos esta noite
e queremos reunir-nos como se estivéssemos em Belém:
à Tua volta,
para que seja Tua a Luz que ilumina a nossa alegria.
Também não esquecemos aqueles que um dia fizeram parte desta mesa
e todos os da nossa família que estão reunidos em suas casas:
a todos e em todos faz com que seja Natal,
nasce e permanece connosco.
Te damos graças pelos alimentos que nos dais
e por quem tanto trabalho teve em prepará-los
e dai-nos o pão de cada dia,
a paz para o partilhar
e a força para nos mantermos unidos
no perdão, construindo a nossa família,
e na alegria de sabermos que vieste
para nos fazer teus.
JÁ NASCEU JESUS!
É NATAL
15º Aniversário
BOLETIM PAROQUIAL DE S. PEDRO DA COVA
Escuteiros
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P ÁGINA
2
Editorial
Pe. Fernando Rosas
P ÁGINA
Movimento Paroquial
Setembro/2012
Óbitos
TEMOS DE CELEBRAR O NATAL
Não é preciso
gastar muito
dinheiro nem nos
enchermos de
coisas. A crise está
em termos
perdido o valor e
o sentido das
coisas.
Não há, portanto,
que colocar a
nossa esperança
fora do Presépio.
É daí que nos vem
o Salvador e é aí
que havemos de
Já estamos todos fartos de ouvir e falar da crise e desconfiamos de todos os anúncios de
solução. Parece que não há solução… a não ser, talvez, os ricos ficarem menos ricos e os
pobres ficarem menos pobres, os decisores criarem empregos, os empreendedores encontrarem mercados, a educação passar a ser uma coisa séria, os marginalizados aprenderem
que devem fazer alguma coisa por si mesmos…
Mas não queria falar da crise. Queria falar do Natal que temos de celebrar. Para muitos terá
de ser um pouco diferente e talvez fosse bom que fosse diferente para todos. Não é preciso
gastar muito dinheiro nem nos enchermos de coisas. A crise está em termos perdido o valor
e o sentido das coisas.
O Natal é uma festa cheia de significados. Ainda que muito esquecido, continua a ser o Presépio a razão do ser do Natal. Para nós, é o Filho de Deus que se revela na nossa carne, na
nossa proximidade, tão claramente que até nos espanta. Para nós, como para todos, mesmo
os que não têm fé, trata-se dum homem e duma mulher e duma criança, dum resumo da
humanidade que se põe diante da nossa humanidade, uma espécie de espelho para não nos
esquecermos do que é importante: a humanidade. Aliás, foi por cauda dela que Deus veio,
para a salvar, para nos tirar do sem-sentido, do desespero, da crise.
Não há, portanto, que colocar a nossa esperança fora do Presépio. É daí que nos vem o Salvador e é aí que havemos de encontrar as certezas de viver e sair de todas as crises. A solução não virá de mais lado nenhum a não ser do cuidado pelos outros, uns pelos outros, o
reconhecimento da grandeza do Homem, o respeito pela vida do outro, o sorriso e o futuro
que um olhar de criança reclama. Está tudo lá no Presépio, está no centro do Natal que temos de celebrar. E é este Natal que temos de celebrar, é este Natal que está dentro da nossa casa todos os dias e que temos de colocar diante de nós porque somos muito esquecidos.
É por esta razão que os meninos da nossa catequese levaram um Presépio para construir e,
com ele, fazerem alguns momentos de Família. Certamente que cada um vai fazer o mais
bonito que puder, mas, o que é mesmo importante é o presépio que cada família forma à
volta do Presépio: esse é que não podemos esquecer. Afinal, Deus está mais marcado na
nossa vida do que o que pensamos… não é isso que nos ensina o Natal do Filho de Deus?
encontrar as
certezas de viver e
sair de todas as
Também é por isso que na Festa de natal de cada ano da Catequese as crianças, ricas e pobres, todas, são convidadas a levar alimentos para os pobres, para os outros que têm menos
e vivem do que lhes damos. Isso também é Natal: os outros: a nossa casa e os nossos que
não estão em nossa casa. E perceber que essa é a fonte de toda a alegria.
Baptizados
Albino Durães Monteiro – 77 anos
António Manuel da Silva Marinho – 46 anos
António José Álvaro Sousa de Oliveira – 79 anos
Maria de Fátima Almeida Vieira dos Santos – 56 anos
José Martins Ferreira de Oliveira – 81 anos
Rosalina Martins dos Santos – 84 anos
José David Teixeira Martins – 54 anos
Adão Pedro dos Santos Silva – 40 anos
Jorge Paulo dos santos França – 43 anos
Manuel Armando Gonçalves Moreira – 82 anos
António Abílio Gomes – 74 anos
Rodrigo Bonifácio Rocha Silva
Leonor Pereira Lascasas
André Susano Pinheiro
Inês Gomes Gama
Rúben Filipe Mendes Sampaio
Gabriel Neves Queirós
Matilde Messala Silva Gonçalves
Gabriel Alexandre Pinto Rodrigues
Rodrigo Manuel Gomes Moreira
Casamentos
Arnaldo Bonifácio Maia da Silva e Alexandra Sofia Antunes da Rocha
Baptizados
Letícia Pereira Alves
Gonçalo Daniel Seixas Sousa
Matilde Silva Rocha
Martim Resse Lascasas Janeiro
Sara Santos Ferreira Costa
André Silva Santos
Leonardo de Sousa Oliveira
Ana Cristina Fonseca Pinto
Iara Mónica Silva Marques
Hugo Dani Barbosa Rocha
Bruno Manuel Pereira Neves
Iara Raquel Pereira Neves
Gonçalo Gabriel Gama Lima
Beatriz Alexandra Santos Moreira
Novembro/2012
Óbitos
Herculano da Silva Moura – 75 anos
José Joaquim da Conceição de Oliveira – 64 anos
Manuel Joaquim Martins de Castro Sequeira – 76 anos
Jesuína Ramos Moutinho – 90 anos
Guilhermina Martins de Almeida – 81 anos
Delfina Martins Alves – 92 anos
António Moreira – 78 anos
Ana Aguiar das Neves – 61 anos
Rosa Maria Dias da Silva – 55 anos
António de Freitas Pinto – 62 anos
Casamentos
Daniel Filipe da Mata Janeiro e Alexandra Cristina Lascasas de Sousa Magalhães
João Filipe Sequeira da Silva França e Ana Paula Marques Rocha
Outubro/2012
Óbitos
Maria Guilhermina da Silva Ribeiro – 61 anos
José Joaquim Pereira Moreira – 65 anos
José dos Santos Rocha – 88 anos
Margarida de Jesus Sousa – 73 anos
António Martins dos Santos – 80 anos
Florinda Martins de Sousa Quelhas – 72 anos
Maria Madalena da Silva Ferreira – 73 anos
Abílio Vieira Borges – 61 anos
Domingos da Silva Cardoso – 76 anos
Manuel Domingos Coutinho Teixeira – 56 anos
Maria Alice Moreira Cancelas – 93 anos
Rosa de Castro Martins Inácio – 78 anos
Baptizados
Gabriela Filipa da Silva Monteiro
Éder Anunciação França Ramos
Sofia Maria Alves da Silva
Ricardo Filipe Carvalho Lopes
Lara Filipa Carvalho Franco
crises.
Isso também é
Natal: os outros: a
nossa casa e os
nossos que não
estão em nossa
casa. E perceber
que essa é a fonte
de toda a alegria.
Mais do que os presentes e a super-abundância destes tempos, devíamos perceber que os
dons que temos ou trocamos são sinal do cuidado uns pelos outros, são sinais das dádivas
de Deus que são mais do que aquelas que podemos contar, mas, devem conduzir-nos à fonte de tudo. Por isso, celebrar o Natal é, finalmente, feito todo este caminho, voltarmo-nos
para Jesus que nos dado, acolhê-Lo como nosso, amá-Lo como nosso.
Horário da
Secretaria Paroquial
De Segunda a Sábado das 15.00
Horas às 19.00 Horas
Atendimento do Pároco é de
Terça a Sexta-feira das 16.30
Horas às 18.30 Horas.
(Se houver necessidade de atender noutro horário, pode-se
combinar com o Pároco qualquer outra hora mais conveniente.)
Contactos
Igreja Paroquial de São Pedro da Cova
Rua da Igreja
4510-283 SÃO PEDRO DA COVA
Tel.: 938 539 139
e-mail da Paróquia:
[email protected]
e-mail do Pároco:
[email protected]
e-mail do Boletim Paroquial:
[email protected]
Página Web da Paróquia:
www.paroquiasaopedrodacova.org
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Contas Paroquiais—3º Trimestre
Entradas
Intenções
Ofertórios Missa
Ofertas Diversas
Apuro do Centro
Total
Resumo
Saldo anterior
Entradas
Saídas
Saldo final
Entradas
Intenções
Ofertórios Missa
Ofertas Diversas
Total
Resumo
Saldo anterior
Entradas
Saídas
Saldo final
Entradas
Ofertórios
Intenções
Casamentos
Funerais
Sagrada Família
Batizados
Srª Fatima
Catequese
Secretaria
Esmolas
Bodas de Prata
Bar
Jornal
Côngrua
Fados
Pereg. Santiago
Comp. Srª Fátima
Comp. SrªMercês
Velas
Bodas de Ouro
Cinema
Oferta Obras
Teatro
Venda viatura
Reembolso de Iva
Mensagem Fátima
Cubos
Oferta Pedrocas
Cantar Portugal
Valor consignado obras
Total
Resumo
Saldo anterior
Entradas
Saídas
Saldo final
Nossa Senhora das Mercês
Saídas
2.061,00€
Comparticipação Paroquial
400,00€
Telefone e TV Cabo
50,50€
Electricidade
2731,00€
Água/Saneamento
Gastos diversos
Culto
Limpeza
Liturgia
5242,00€
Total
1.200,00€
105,90€
851,78€
214,70€
471,16€
430,00€
175,00€
168,43€
3616,97
5.933,17€
5.242,00€
3.616,97
7.558,20€
Nossa Senhora de Fátima
Saídas
1.190,00 €
Comparticipação Paroquial
608,87 €
Telefone e TV Cabo
229,60 €
Electricidade
Água/Saneamento
Material de escritório
Culto
Comparticipação Flores
2.028,47 €
Total
600,00 €
110,07 €
145,96 €
68,67 €
30,59 €
15,00 €
325,00 €
1.295,29 €
4964,90
10485,00
355,00
2430,00
728,84
885,00
438,69
680,00
905,00
109,06
135,00
845,00
20,00
10,00
450,00
80,00
600,00
1200,00
5,00
50,00
315,00
1270,00
575,00
1400,00
6117,28
100,00
200,00
60,00
180,00
17000,00
52593,77
657,57
52,593,77
44655,04
8596,30
Vida Paroquial
ADVENTO
5.145.14 €
2.028,47 €
1.295,29 €
5.878,32 €
Igreja Matriz
Saídas
Electricidade
Gasolina
Água
Material escritório
Produtos limpeza
Serviço Sacerdotal
Reparações diversas
Telefone
Obras Residência
Saneamento
Catequese
Liturgia
Diversos
Projector
Electrodomésticos
Jardineiro
Renumerações
Seg. Social
P ÁGINA
517,50
387,51
318,70
1406,07
207,81
3701,75
439,81
771,66
14953,94
280,80
2789,79
218,59
1351,78
3000,00
1600,18
1160,00
11040,00
509,15
Tempo de esperar aquele que há de vir… O Messias prometido!
Termina este fim de semana mais um Tempo de Advento… Um tempo de preparação interior,
um tempo de anunciação! Em todas as igrejas da nossa paróquia construiu-se uma coroa de
advento, uma espécie de calendário que marca as quatro semanas antes do Natal de forma
decrescente… A coroa circular lembra-nos a necessidade de nos unirmos em torno da mesma
Luz! Por isso, cada semana, uma vela foi acesa, recordando-nos que o Menino está prestes a
visitar-nos!
Saibamos preparar-nos para a sua vinda e aclamar o seu nascimento à meia noite do dia 24,
em família, na grande família cristã que se reunirá na nossa Igreja Matriz para festejar a sua
vinda! Nesse dia e nesse lugar será verdadeiramente Natal!
Fernanda Albertina
BÊNÇÃO DA SEDE DA JUNTA DE FREGUESIA E CONCERTO DE ANO NOVO
Depois da inauguração da Sede da Junta de Freguesia no passado dia 8 de Dezembro, vamos
agora celebrar a Bênção. A Celebração da Bênção é o reconhecimento de que nas nossas atividade e locais de cada dia acontece a nossa vida cristã, se realiza o nosso encontro com Cristo. No próximo dia 1 de Janeiro, às 16.30 H. reunimo-nos para dar graças a Deus e pedir o
Seu Bem(çâo) para o espaço da nova Junta de Freguesia.
Depois, a exemplo doutros anos, a Banda Musical de São Pedro da Cova vai oferecer-nos um
Concerto de Ano Novo no auditório da Nova Junta. Ficará, assim, bem marcado esse dia.
Não terão melhor fim de tarde para o primeiro dia do ano.
Fica o convite a todos para este momento solene. A entrada é livre!
Pe. Fernando Rosas
44655,04
Janeiras está
sempre aberto a
todos os que
quiserem vir. Não
JANEIRAS
Já é uma tradição fazermos frente ao frio para anunciar o Natal, para cantar a todos que o
Menino nasceu, para levar um pouco de música às nossas ruas. O nosso grupo de Janeiras
está sempre aberto a todos os que quiserem vir. Não é preciso saber cantar nem tocar porque há muitas coisas que se pode fazer. É claro que agradecemos a todos os que poderem
trazer os seus instrumentos musicais para acompanhar as músicas. Temos feito uma dúzia de
noites mas não é possível passar por todas as ruas. Este ano vamos organizar-nos de modo a
manter e, se possível, melhorar a nossa prestação.
Assim, teremos um primeiro ensaio no dia 28 de Dezembro, quinta-feira, para afinar a alegria, os instrumentos, marcarmos a nossa agenda e conhecer novas músicas. Quem tiver novos êxitos pode trazer para ensaiarmos. Vamos lá lutar contra o frio e ajudar a pagar o que
falta das nossas obras. É verdade, ainda não estão pagas…!
Pe. Fernando Rosas
CONCERTO DE REIS
Total
O nosso grupo de
No próximo dia 6, Domingo de Reis, teremos o nosso Concerto de Reis. Este ano vai ser um
pouco diferente dos outros anos. Com a colaboração do Srº Alberto Vieira vamos ter a presença Banda de Lagares, Orfeão S. Pedro da Cova, Coro da Universidade Sénior de Valongo,
Grupo Coral de Lagares e o Coro de alunos e pais da Banda de Lagares. Portanto, uma superorganização de boa música para esta tarde em honra do Menino Jesus. Não lhe damos ouro,
incenso e mirra como os Magos do Oriente, vamos elevar as nossas vozes e sons para elevar
para ele a nossa alma e a nossa alegria.
O Concerto será na cripta da Igreja Matriz às 15.00 H. do dia 6 de Janeiro e, para ajudar as
nossas obras, vamos vender bilhetes ao preço do costume: 4,00 €, muito pouco para a quantidade de músicos que vamos apreciar. Mesmo assim, quem não puder pagar e tiver muita
vontade em vir, basta falar com o Pároco. Agradecemos a todos os que organizam esta tarde
de boa música a presença, a ajuda e a arte e contamos com a assistência de todos.
Pe. Fernando Rosas
é preciso saber
cantar nem tocar
porque há muitas
coisas que se pode
fazer.
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P ÁGINA
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P ÁGINA
Vida Paroquial (…)
MISSA DO GALO
Mais uma vez, iremos todos festejar o Natal em união e verdadeiramente em família,
celebrando a Missa do Galo! Uma tradição recuperada na nossa paróquia que já não
dispensámos. Sem ela, não é Natal…
À meia-noite, Noite de Natal, o ponto de encontro é, está claro, a nossa bela igreja matriz que abrirá as suas portas de par em par para acolher todos os que desejam festejar
verdadeiramente o Natal em família! Em família, sim! Uma família muito grande: a
nossa e a de todos os outros nossos irmãos cristãos que, reunidos em torno da mesma
Luz, vêm saudar o Deus Menino.
Nessa noite, enchemo-nos de uma luz especial que faz com que esta quadra não seja
apenas a dos presentes, a das pressas e correrias, enfim, a do consumismo exagerado
que mesmo em tempos de crise não deixa de dominar a nossa sociedade…
Que bela prenda dão os pais que trazem os seus filhos à Missa do Galo! Uma prenda
que lhes ficará na memória para sempre!
Nessa noite,
Esperamos muitas famílias, para fazermos um encontro de muitas gerações em torno
do Verbo eterno que se fez carne e veio habitar entre nós! Feliz Natal!
Fernanda Albertina
enchemo-nos de
VAI E CONSTROI
uma luz especial
Foi na primeira semana de outubro que os adolescentes da nossa catequese se reuniram no adro da Igreja Matriz para mais um início de ano!
que faz com que
esta quadra não
seja apenas a dos
presentes, a das
pressas e
correrias, ...
Catequistas e catequizandos dos três centros organizaram-se num grande círculo e foi
distribuído a cada um uma peça de um puzzle… De forma a todos se conhecerem melhor, os catequizandos foram convidados a procurar colegas que tivessem uma peça do
puzzle igual à sua. Em seguida, esses pequenos grupos tiveram de se apresentar, dialogar e trocar opiniões sobre o facto de se terem juntado a colegas que tinham uma peça
do puzzle exatamente igual à sua… Concluíram que, se nos juntássemos apenas àqueles que são parecidos connosco, nunca conseguiríamos formar o puzzle…
Depois desta dinâmica, todos entraram na igreja. O grupo de jovens tinha preparado
um momento de reflexão… Sentámo-nos no chão, em frente ao altar…. Cantámos, lemos o evangelho, pensámos e rezamos… Nas escadas de mármore estava um pano
cheio de pedrinhas brancas …. Cada uma tinha uma mensagem: “Vai e constrói!”… No
final, todos foram convidados a levantar-se e a retirar uma pedra… À medida que o
íamos fazendo, fomos também descobrindo o rosto de Jesus! Era Ele a solução do enigma! De volta ao nosso lugar, formámos novamente pequenos grupos e fomos convidados a construir o Puzzle… Desta vez com a ajuda de todos! Percebemos que juntos
somos muito mais fortes e eficazes e que a Igreja precisa de todos porque a nossa diferença é o segredo da nossa unidade!
Levámos para casa a pedrinha e de certeza que ela está por aí, em muitas casas, em
muitos quartos, pousadas em muitas estantes, lembrando adultos e graúdos que cada
um de nós é uma pedra viva do templo de Deus e que Ele precisa da nossa ajuda! Por
isso…. “Vai e constrói!”
Na nossa Paróquia recomeçamos, nos últimos anos, a celebrar convenientemente o Natal. Não
apenas nas nossas casas, com as nossas famílias - que isso já o fazíamos, e muito bem - mas em
comunidade, saindo do conforto dos nossos lares, do aconchego dos nossos e enfrentando o
frio noturno para rumarmos à nossa Igreja Matriz. É uma Missa do Galo sempre muito bela,
muito festiva, muito alegre, que nos ajuda a reconhecermo-nos uns nos outros e a formarmos
Igreja. Para os que não o podem fazer – este tempo pode ser implacável para com os mais novinhos e os mais idosos – existe sempre uma oração para se fazer, em família, antes do início da
Ceia.
Quantos de nós o fazemos? Quantos de nós, no meio daquela feliz azáfama familiar ou dolorosa solidão (sim, há quem passe o Natal na maior solidão!), nos lembramos que é o Seu nascimento que celebramos? Quantos de nós paramos para rezar antes daquela refeição? São pequenos sinais, pequenas celebrações, pequenos gestos, insignificantes aos olhos de muitos,
nem sempre bem entendidos por tantos outros. Mas são um testemunho vivo e importante
que, tal como o fizeram os pastores e os reis, tal como o fizeram os animais que estavam no
estábulo, tal como o fizeram tantos homens e mulheres antes de nós e outros continuam a
fazer, também nós queremos acolher Jesus no meio de nós.
E Ele não veio senão para ser acolhido por nós para que possamos, nós próprios, ser um dia
acolhidos pelo Pai.
13
É uma Missa do
Galo sempre muito
bela, muito festiva,
muito alegre, que
nos ajuda a
reconhecermo-nos
uns nos outros e a
formarmos Igreja.
Feliz Natal
Cada dia pode e deve ser Natal
João Paulo II
Diante da manjedoura de Belém — como depois diante da cruz no Gólgota — a humanidade
faz já uma sua opção de fundo em relação a Jesus; uma opção que, em última análise, é a que o
homem deve fazer sem o adiar, dia após dia, em relação a Deus, Criador e Pai. E isto realiza-se,
antes de tudo e sobretudo, no âmbito do íntimo da consciência pessoal. É aqui que se verifica o
encontro entre Deus e o homem. (…)
Para nós cristãos cada dia pode e deve ser Advento; pode e deve ser Natal! Porque, quanto
mais purificarmos as nossas almas, quanto mais dermos espaço ao amor de Deus no nosso coração, tanto mais Cristo poderá vir e nascer em nós. (…)
Não podemos portanto transformar e degradar o Natal numa festa de inútil desperdício, numa
manifestação assinalada pelo fácil consumismo: o Natal é a festa da humildade, da pobreza, do
despojamento (...) do Filho de Deus, que vem para nos dar o seu infinito Amor; deve portanto
ser celebrada com autêntico espírito de partilha, de comparticipação com os irmãos, que têm
necessidade da nossa ajuda afetuosa.
Deve ser uma etapa fundamental para a meditação sobre o nosso comportamento para com o
"Deus que vem"; e este Deus que vem podemos encontrá-lo numa criança indefesa que chora;
num doente que sente faltarem-lhe inexoravelmente as forças do próprio corpo; num ancião,
que depois de ter trabalhado durante toda a vida, se encontra de facto marginalizado e tolerado na nossa sociedade moderna, baseada sobre a produtividade e sobre o êxito. (…)
A Igreja eleva a Cristo esta esplêndida oração: (…) Ó Cristo, Rei das nações, esperado e desejado durante séculos pela humanidade ferida e dividida pelo pecado; tu que és a pedra angular
sobre a qual a humanidade pode reconstruir-se e receber uma definitiva e iluminadora guia
para o seu caminho na história; tu que uniste, mediante a tua doação sacrificial ao Pai, os povos
divididos; vem e salva o homem, miserável e grande, feito por ti "com o pó da terra" e que traz
em si a tua imagem e semelhança!
Não podemos
portanto
transformar e
degradar o Natal
numa festa de
inútil desperdício,
numa
manifestação
assinalada pelo
fácil consumismo:
o Natal é a festa
da humildade, da
pobreza, do
despojamento (...)
do Filho de Deus.
P ÁGINA
12
Celebrar o Natal
José Armando Pinho
E, no Natal
como na vida, o
importante é o
Menino, que
vem ao nosso
encontro.
Mesmo para
Parece que este será um Natal um pouco fora do comum. A palavra crise foi a mais dita e escrita
ao longo deste ano, todos estamos com receio do ano que vem e aqueles que ainda veem sobrar algum dinheiro ao fim do mês preocupam-se mais em poupar que em gastar o pouco disponível em coisas que farão parte do baú das recordações antes ainda do Ano Novo.
Qualquer pessoa de bom senso poderá afirmar que esta alteração de comportamentos, ainda
que seja uma consequência de uma sociedade que persiste em viver apoiada no medo do futuro, não será de todo negativa. Principalmente se as dificuldades nos derem a capacidade de
redirecionar o nosso olhar para aquilo que é verdadeiramente importante. E, no Natal como na
vida, o importante é o Menino, que vem ao nosso encontro.
Habituados que estamos às efémeras sensações provocadas pela espuma dos dias, chegamos a
um ponto em que nos deixamos interpelar com maior facilidade pela “notícia” que, ao que parece, o burro e a vaca não estiveram na gruta com Jesus, que com o facto de o nosso Deus se ter
feito de tal forma pequenino que quis precisar de se refugiar nos nossos cuidados. Nós, que
vivemos na era da informação, que andamos atentos a tudo o que se passa à nossa volta e do
outro lado do mundo, perdemos a capacidade de nos espantarmos com aquilo que é verdadeiramente significativo para a nossa vida: Deus acampou no meio de nós.
aqueles que
não têm fé, o
nascimento de
Jesus não é
irrelevante.
Mesmo para aqueles que não têm fé, o nascimento de Jesus não é irrelevante. De facto, todos
os valores que qualquer pessoa razoável defende, particularmente no mundo ocidental, enraízam nesse acontecimento de absoluta simplicidade e despojamento. Por muita irritação que
provoque a todos aqueles que prefeririam que assim não tivesse sido, se Deus não Se tivesse
feito Menino, haveria palavras cujo significado permaneceria perfeitamente vazio de significado. Palavras como solidariedade, dignidade, humildade, que são em si muito mais que meras
palavras, espelham ações efetivas, atitudes quotidianas, opções de vida, nas comunidades cristãs espalhadas pelo mundo. De uma forma que escapa ao entendimento de muitos, aqueles que
as praticam preferem ficar no anonimato, permanecer fora das luzes da ribalta, agir no silêncio
do compromisso com os outros, acolhendo-os nas suas vidas como os pastores acolheram o
Menino: na simplicidade do seu trabalho, na disponibilidade dos seus corações.
Podemos, e devemos, por isso, colocar uma questão que nos é tão incómoda: como é que chegamos aqui? Como é que nós, cristãos, permitimos que a celebração do nascimento do Menino
Deus se transformasse numa correria desenfreada que tem como fim último comprar coisas?
Como pudemos colaborar ativamente para se desvirtuar, como se foi desvirtuando, um acontecimento que nos deveria levar a agir em sentido contrário, a olhar para os mais humildes, a estar com os mais indefesos? Como é que nós, que noutros dias até conseguimos escapar à lógica
consumista em nome de uma sobriedade de vida que nos é pedida, não conseguimos resistir à
tentação de fazermos exatamente o que todos fazem?
Ao longo deste
ano, em conversa
com várias
crianças e jovens,
apercebi-me que
muitos deles,
apesar de
pertencerem a
famílias católicas,
não tinham
presépio em casa.
Ao longo deste ano, em conversa com várias crianças e jovens, apercebi-me que muitos deles,
apesar de pertencerem a famílias católicas, não tinham presépio em casa. Seja porque dá muito
trabalho, seja porque não passam lá muito tempo, seja porque a Árvore e o Pai Natal ocuparam
o seu espaço, o que é um facto é que o Menino Jesus, nesses lares, continua com os seus pais à
procura de um espaço onde possa ficar. De porta em porta, de coração em coração, aquela Família de Nazaré continua a não encontrar um lugar, ainda que singelo, em casas recheadas de
ausências.
Alguns dirão que se trata apenas de uma tradição, que não passarão de meros bonecos vazios
de significado. Que o que importa verdadeiramente são as ações. Esquecem contudo que, para
além das ações, nós vivemos também de sinais, de tradições, de símbolos que nos identificam e
com os quais nos identificamos. Que esses sinais, essas tradições e esses símbolos fazem parte
da nossa herança cultural e religiosa que importa preservar e transmitir àqueles que verdadeiramente amamos pois resultam da escolha que Deus fez de vir ao nosso encontro. E que, se não
os assumirmos como nossos, rapidamente serão substituídos por outros sem sentido, sem significado, como substituímos o Presépio pelo Pai Natal porque simplesmente não conseguimos
viver sem símbolos, sem tradições… sem sinais!
P ÁGINA
Vida Paroquial (…)
FESTAS DE NATAL DA CATEQUESE
Mais uma vez, realizaram-se as festas de Natal da Catequese em cada centro da nossa
paróquia. Na Igreja Matriz e na Senhora de Fátima, as festas decorreram no dia 15 de
dezembro e na Senhora das Mercês no dia 22.
Estes são momentos importantes da vida da comunidade, em que as crianças e adolescentes da catequese fazem festa em torno da comemoração do nascimento de Jesus,
juntamente com os seus catequistas, pais e familiares. Momentos importantes de convívio, de alegria e de partilha, em que se procura exaltar os valores cristãos e promover
o verdadeiro espírito natalício.
Este ano, todos os que entraram na festa tiveram de entregar uma “multa”: massa,
arroz, óleo, ou seja, produtos de mercearia que serão organizados em cabazes de Natal
pelos nossos vicentinos. Os grupos de catequese da adolescência foram chamados a
colaborar nesta nobre missão e irão ajudar a distribuir esses bens alimentares por todos aqueles que na nossa paróquia mais precisam. Os meninos e meninas que não tiveram oportunidade de colaborar nesta campanha poderão ainda fazê-lo, através dos
seus catequistas.
Estes são
momentos
É assim que se faz Natal…. É assim que se aprende a viver o Natal…
importantes da vida
As festas de Natal não são, no entanto, nem pretendem ser, o início das férias, pois,
embora coincidam com a interrupção da catequese, não é concebível que a partir desse dia de festa, as crianças, adolescentes e suas famílias se eclipsem e façam férias da
Igreja….
da comunidade, em
Que pena que tantos e tantos não vivam intensa e verdadeiramente o Natal… Sairiam
todos a ganhar e espiritualmente muito mais ricos… Quando os catequizandos regressam, em janeiro, não sabem contar o brilho e a Paz da Missa do Galo… Não viveram a
experiências ternurenta do “beijar do Menino”, não viram a exposição dos presépios
construídos em família… Não sabem falar de NATAL… Contarão as peripécias das prendas efémeras, mas não saberão falar de NATAL…
Que neste Ano Pastoral da Fé, seja realmente NATAL…
que as crianças e
adolescentes da
catequese fazem
festa em torno da
comemoração do
nascimento de
Jesus, juntamente
com os seus
Fernanda Albertina
familiares.
CATEQUESE 2012/2013
Findo o 1º trimestre de catequese, é altura de fazer um balanço e olhar para os números e constatar alguns factos… O abandono após a Festa da Eucaristia continua a ser
notório, mas o nº de catequizandos inscritos nos 4º, 5º e 6ºanos parece estar a aumentar e a estabilizar… É animador o nº de inscritos no 7º ano (início da catequese da adolescência) e o nº daqueles que chegam ao 10º ano é superior ao ano anterior.
Anos
1º
2º
3º
4º
5º
6º
Igreja Matriz
84
67
83
40
22
18
7º
8º
9º
10º
30
--9
7
catequistas, pais e
Catequese da Infância
Srª de Fátima
Srª das Mercês
22
21
17
18
18
19
9
14
12
20
4
21
Catequese da Adolescência
2
3
--3
8
3
--6
Total paróquia
127
102
120
53
54
43
35
3
20
13
5
P ÁGINA
6
P ÁGINA
Vida Paroquial (…)
O nosso Lema é
Atualmente a chefe de agrupamento é a dirigente Marlene Resende.
“Servir – Um
JORNADAS VICARIAIS DA FÉ
O propósito deste
Ano da Fé, foi
tentar dar um
impulso renovado
à missão da Igreja,
de conduzir o
homem à amizade
de Cristo.
Foi num Domingo, na homilia de uma Eucaristia celebrada na Basílica de S. Pedro, no âmbito do primeiro encontro, promovido pela “Nova Evangelização”, que Sua Santidade o Papa
Bento XVI, decretou “UM ANO DA FÉ “, com o início em 11 de Outubro de 2012, até 24 de
Novembro de 2013.
O propósito deste Ano da Fé, foi tentar dar um impulso renovado à missão da Igreja, de
conduzir o homem à amizade de Cristo. Será um tempo de graça e de comprometimento,
para uma conversão a Deus, reforçando a nossa fé, para junto dos outros o fazermos com
mais alegria.
Entretanto, sobre toda esta dinâmica do Ano da Fé, foi publicada uma Carta Apostólica por
Sua Santidade o Papa Bento XVI, intitulada “Porta Fidei“ (Porta da Fé). As Dioceses, agarraram este anúncio de Bento XVI, estudaram e desenvolveram um “programa“ publicado
numa Carta dos Bispos. A nossa Diocese do Porto, publicou esta carta dos Bispos, dirigida a
todos nós, diocesanos do Porto.
Nesta Carta os nossos Bispos delinearam um programa de preparação do Ano da Fé, especialmente, no âmbito das vigararias. Estas reuniões são sempre acompanhadas por um dos
nossos Bispos, que apoiam e vão esclarecendo o muito que ainda há de desconhecido sobre a Fé e a sua propagação na sociedade e no mundo em geral.
Neste âmbito, a nossa vigararia organizou as reuniões previstas, tendo sido realizadas, até
esta data, quatro reuniões, umas com mais presenças outras com menos, como é normal,
onde têm estado representadas quase todas as paróquias. O desconhecimento de tudo
isto, não proporciona que os presentes façam muitas sugestões ou dêem muitas opiniões,
mas vai-se progredindo, lentamente.
O grande encontro
está a ser
preparado para o
fim-de-semana de
23 e 24 de
Fevereiro de 2013,
no salão municipal
de Fânzeres.
O nosso Lema é “Servir – Um passo para a realização da felicidade dos outros, dez passos para a
realização da nossa própria felicidade”.
O nosso Grito é “Ninguém nos mete medo, viemos e somos, 892 S. Pedro”.
Esta data comemora, também, os cinquenta anos do Concílio Vaticano II (1962/1965) e os
vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. São efemérides importantes,
especialmente, porque nos dias de hoje poucos se lembram e os mais jovens não tiveram
conhecimento das grandes mudanças da Igreja Católica, através das suas directrizes que
provocaram uma maior abertura da Igreja à sociedade.
Estas primeiras reuniões serviram para uma apresentação geral de todo o programa bem
como a caminhada a fazer, a disponibilidade para os encontros e um convite a todos para
um ano da fé vivido com intensidade de modo a deixar um rasto nítido na nossa vida de
cristãos.
No sentido de cada vez mais se poder aprofundar o nosso conhecimento, vão-se desenvolvendo, em diversas paróquias, iniciativas de vária ordem, estando anunciada a próxima
para o dia 18 de Dezembro de 2012, na capela da Ressurreição, em S. Cosme. O grande
encontro está a ser preparado para o fim-de-semana de 23 e 24 de Fevereiro de 2013, no
salão municipal de Fânzeres.
O que será mais importante, em todo este percurso, será a nossa capacidade de repensar
e reviver a fé, testemunhando e vivendo autenticamente. São duas ideias que permanecem sempre ligadas e serão um bom suporte para uma vivência cristã e humana, que ajudarão, por certo, a transformar esta nossa sociedade tão pobre de “valores“.
Deste modo, também, conseguiremos ultrapassar muitas das pressões que hoje, todos
vamos sentindo, na nossa vida do dia – a - dia, onde o que parece ser mais importante,
são as relações e as vivencias económico/financeiras. O testemunho de cada um de nós,
nos nossos ambientes e em comunidade, será sempre um valor a estimular, acabando, ao
longo do tempo, por deixar “pequenas sementes”, cujo fruto, não nos compete colher.
Damião França
11
Durante estes anos de vida, o nosso agrupamento teve vários chefes de agrupamento: Jorge Costa, Carlos Sousa, Luís Barbosa, José Almeida. Também passou por várias sedes, até que este ano
a 18 de março foram benzidas as instalações da sua nova sede.
passo para a
realização da
felicidade dos
outros, dez passos
para a realização
Mesa de São Pedro
Zé Armando Pinho
da nossa própria
felicidade”.
Começaram por ser meia dúzia que, envergonhados, deslizavam sob a penumbra e se sentavam,
fixando os seus olhares algures no chão do improvisado refeitório. Agora, passadas escassas semanas, já se contaram setenta refeições, servidas numa só noite, na Mesa de São Pedro. É muita
gente, convenhamos! Demasiada! Por todos os motivos.
Esta é uma daquelas ações que preferíamos todos que nunca tivessem que acontecer no meio de
nós, e que ansiamos que algum dia tenha que fechar por falta de utentes. Sendo um ato de pura
disponibilidade – de tempo, de trabalho, de bens, de entrega pessoal – não deixa, contudo, de
ser um ato que envolve alguma dor: a dor natural de quem é íntimo da necessidade absoluta de
ser servido une-se, como que paradoxalmente, com a dor de quem serve e se confronta com o
sofrimento que os seus olhos refletem.
A Mesa de São Pedro não é, por isso, um ato de caridadezinha piedosa de pessoas que têm que
encontrar forma de ocupar as suas vidas: é tempo roubado ao tempo para dar a quem precisa, é
o arregaçar das mangas e passar das palavras aos atos, é fazer alguma coisa que de alguma forma consiga romper com o intolerável ciclo descendente que a vida reservou para alguns de nós.
A mesa sempre foi, para Jesus, um lugar especial. Sendo o espaço da confraternização (com +
frater = junto do irmão), foi por isso pretexto de milagre quando Jesus transformou a água em
vinho; lugar de escândalo quando comia com os excluídos; lugar de serviço quando lavou os pés
aos discípulos; lugar de entrega absoluta quando celebrou a Última Ceia… Assim pretende ser, de
alguma forma, a nossa Mesa de São Pedro. Necessariamente limitada às capacidades de cada
um, prefere imitar Jesus e ignorar o escândalo que ainda é proferido à boca fechada e empenhar
-se no serviço e na entrega ao outro como forma de contribuir para a restauração da dignidade
daqueles que, porventura, terão dificuldade em encontrá-la neste período tão difícil das suas
vidas.
Não sendo uma iniciativa agradável - nunca o poderia ser, quando temos que lidar com o sofrimento alheio – a Mesa de São Pedro pretende ser uma resposta, concreta e definida, ao inquietamento que o outro nos provoca, desinstalando-nos e forçando-nos a abandonar a nossa zona
de conforto. Infelizmente, não acreditamos que a necessidade se esgote em pouco tempo. Por
isso, precisamos sempre de ajuda, estamos sempre abertos ao contributo de todos aqueles que
preferem fazer a opinar.
As portas continuam abertas.
Esta é uma
daquelas ações que
preferíamos todos
que nunca tivessem
que acontecer no
meio de nós, e que
ansiamos que
algum dia tenha
que fechar por
falta de utentes.
P ÁGINA
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Cne—Agrupamento 892
Vida Paroquial (…)
P ÁGINA
São Pedro da Cova
CNE- Agrupamento 892 S. Pedro da Cova
Estávamos no ano de 1988 e o nosso Núcleo (Núcleo Centro-Norte) tentava expandir o Escutismo.
Após conversações com o nosso pároco (Padre Mendes) e o então Chefe de Núcleo (José Fernando Alves) resolveu-se então formar um Agrupamento em S. Pedro da Cova.
Por esta altura existia na nossa paróquia um grupo de jovens chamado JUP (Jovens Unidos na
Paz), do qual saíram vários elementos que viriam a constituir a Direcção do Agrupamento – o
António Neves, a Olívia, a Isabel, a Josefina e a Fernanda.
Estes elementos tiveram algum tempo de preparação para poderem fazer as suas promessas
de Dirigentes, fizeram um CI e um CIP. A chefiar estes elementos ficou um dirigente do Núcleo, o Chefe Albino Pedro que foi o nosso primeiro Chefe de Agrupamento.
Enquanto estes elementos se preparavam para ser Dirigentes foram abertas as inscrições
para Lobitos, Exploradores e Caminheiros e muitos foram aqueles que se inscreveram. Passamos então a ter reuniões ao Sábado à tarde numa sala por baixo da Igreja, mais tarde e porque esta sala já não era suficiente foram-nos cedidas as instalações que existiam ao lado da
Casa Paroquial.
O nosso
Agrupamento foi
filiado com o
O nosso Agrupamento foi filiado com o número 892, o patrono escolhido foi S. Pedro e o Padrinho do Agrupamento, o Sr. Alfredo.
A Alcateia foi filiada com o número 89, o seu patrono, S. Francisco de Assis, e o seu Padrinho,
Rui Baltazar, o grupo Explorador foi filiado com o número 89, com S. Luís de Gonzaga como
patrono e o seu padrinho, Benjamin Portela. O clã ficou filiado com o número 89 e apadrinhado por Manuel Baltazar
número 892, o
patrono escolhido
foi S. Pedro e o
Padrinho do
Agrupamento, o
Sr. Alfredo
Como Chefes de Alcateia e sua Adjunta ficaram a Chefe Isabel e a Chefe Josefina. Nos Exploradores ficaram o Chefe António e Olívia como Chefe e Adjunta, respectivamente. A Chefe Fernanda ficou como Secretária de Agrupamento.
A ajudar estes Dirigentes tínhamos uma Equipa de Caminheiros que era constituída pelo Jorge
Costa, Luís Barbosa, Filomena, Augusto, Paulo Nogueira e o Luís.
Depois de alguns meses de reuniões fizemos o nosso 1º Acampamento na Sta. Justa.
Depois de um longo percurso percorrido surgiu o momento que todos esperavam – as Promessas. Foram realizadas no dia 12 de dezembro de 1989 e foi uma grande festa, com a fanfarra de Fânzeres e vários Agrupamentos convidados: no Sábado tivemos um jogo, onde participaram todos os Agrupamentos. À noite fizemos a nossa Vigília de Oração, seguida de um
pequeno Fogo de Conselho. No Domingo chegou a tão desejada Promessa após a qual se realizou uma grande festa na Cripta da Igreja Matriz.
Sendo assim, o nosso agrupamento foi fundado a 12 de Dezembro de 1989 e todos os anos
desde então festejamos o nosso aniversário. Se não for possível na data de fundação festejase no fim de semana a seguir, contando sempre com a presença dos elementos do agrupamento.
No ano seguinte abriram-se as inscrições para os Pioneiros, pois alguns Exploradores já tinham idade para mudar de secção. Nesta altura houve necessidade de reestruturar os Dirigentes do Agrupamento. O Chefe Albino tinha de sair porque já haviam Dirigentes investidos
no Agrupamento, e por isso para o seu lugar passou o Chefe António Neves. A Alcateia manteve-se com os mesmos Dirigentes, para a II Secção passou o Caminheiro Jorge Costa, mantendo-se a Olívia, e para os Pioneiros passaram os Caminheiros Luís Barbosa e Filomena que
mais tarde fizeram a sua Promessa de Dirigentes.
15º ANIVERSÁRIO DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS
Um grupo de pessoas obreiras e suas continuadoras, desta grande obra que foi a construção da
IGREJA de Nossa Senhora das Mercês e Centro Social, manifestou o desejo de todos comemorarmos os quinze anos da Bênção, Dedicação e Sagração do altar, desta bonita e muito querida
Igreja de Nossa Senhora das Mercês.
Foi no dia vinte e um de Dezembro de mil novecentos e noventa e sete que, Sua Ex.ª Rev. ma o
Senhor D. Armindo Lopes Coelho, Bispo da nossa diocese, já falecido, que com o nosso anterior
pároco e com quase todos os párocos das Paróquias da nossa Vigararia e os Padres Capuchinhos de Gondomar, presidiu à Eucaristia solene, benzeu, dedicou e sagrou esta nossa Igreja e
seu Altar.
Foi, como é natural, um acontecimento de muita alegria, pelo objectivo alcançado, com paz e
harmonia, de toda a Paróquia, onde todos louvamos o Senhor por tão grande acontecimento.
Foi muito curto o espaço de tempo que mediou o início da sua construção e a sua inauguração.
Apenas três anos. Nessa data, dezanove de Dezembro de mil novecentos e noventa e quatro,
foi benzido o Centro Social e lançada a Primeira Pedra da construção desta Igreja, por Sua Ex.ª
Rev. ma o Senhor D. José Pedreira, então Bispo auxiliar da nossa diocese e um grande e assíduo
acompanhante de toda a construção.
Foi um tempo de muito trabalho, de muita dedicação e sobretudo de formação da comunidade. Neste momento, lembramos, com muita saudade, aquele que foi o seu grande mentor, o
Rev. Senhor padre frei Mário Rito Dias. A ele e aos restantes Padres Capuchinhos, se deve o
que hoje somos. Acreditamos que o Frei Mário, como ele gostava de ser tratado, continua connosco. Embora quando este boletim paroquial sair esta celebração aniversária já tenha acontecido, vamos querer que fiquem registados os principais momentos desta grande festa. Assim
temos:
 Às 20 horas, Eucaristia presidida pelo nosso pároco e concelebrada por outros sacerdotes que possam estar disponíveis.
 Convívio no Centro, com jantar partilhado e alguns momentos de animação.
 Edição de uma medalha comemorativa.
 Edição de uma colecção de postais, com motivos da Igreja.
 Edição de calendários.
Pensamos assim deixar marcada esta data de tão grande regozijo para todos nós às gentes vindouras, de toda a nossa Paróquia.
Damião França
BÊNÇÃO DAS GRÁVIDAS
Se em todas as Eucaristias se celebra a vida, a do dia 8 de Dezembro era particularmente rica
na sua simbologia: rodeadas pelos soldados da paz, que tantas vezes dão a sua vida para proteger a vida alheia, as jovens mães, que carregavam os seus amados filhos como Maria carregou
Jesus no seu ventre, pediam à Mãe do Céu a luz e a sabedoria para a sua maternidade.
Não é difícil perceber a importância da Bênção das Grávidas, particularmente nos dias de hoje,
tão propensos ao individualismo. Até os argumentos difundidos pelos órgãos de comunicação
social para se ter filhos têm uma raiz individualista defendendo que eles são a garantia do nosso futuro. No fundo, relegam para segundo plano a conceção de um filho como o maravilhoso
resultado de uma dádiva mútua de amor que tem o Amor de Deus como origem e testemunha.
Esquecemos demasiadas vezes que cada vida gerada é um sinal de esperança e um testemunho
de confiança. Um sinal que, afinal, nós ainda esperamos em Deus, ainda Lhe confiamos o nosso
futuro, ainda acreditamos, no mais íntimo e profundo do nosso ser, que o Amor suplanta o
dinheiro, a lógica e a tecnologia.
E que cada criança gerada é um motivo para dizermos que o Senhor faz em nós Maravilhas.
Santo é o Seu nome.
Zé Armando Pinho
Não é difícil
perceber a
importância da
Bênção das
Grávidas,
particularmente
nos dias de hoje,
tão propensos ao
individualismo.
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P ÁGINA
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Vida Paroquial (…)
TODOS OS SANTOS E FIEIS DEFUNTOS
Para os que temos
fé, sabemos que
A celebração de Todos os Santos confunde-se sempre com a dos Fiéis Defuntos. Não é
grave. Para os que temos fé, sabemos que celebramos o fim sem nos esquecermos do
agora; celebramos o Céu sem nos esquecermos que a morte é uma porta estreita, muitas vezes dura, por onde havemos de sair deste mundo e nos encontrarmos definitivamente com Deus.
celebramos o fim
sem nos
esquecermos do
agora; celebramos
o Céu sem nos
esquecermos que a
morte é uma porta
estreita, muitas
vezes dura, por
onde havemos de
sair deste mundo...
Durante os próximos 5 anos não teremos feriado no dia 1 de Novembro. Não sabemos
ainda muito bem como serão as nossas celebrações mas teremos sempre de as fazer
porque não podemos esquecer os que nos precederam nem podemos esquecer para
onde vamos. Logo veremos como vamos fazer.
As celebrações nos Cemitérios são o característico dessa quadra. E é bom termos essa
oportunidade de falar e refletir sobre a Ressurreição, sobre o Céu, no mesmo lugar
onde muitas vezes choramos a saudade e a falta que nos fazem os nossos. É claro que a
noite vai descendo, o dia terminando, como há-de terminar a nossa vida, mesmo sim, a
luz da fé é mais forte que a luz do sol. Não podemos perder a certeza que esses lugares, os Cemitérios, são lugares muito especiais. Não são só aterros que tentamos florir:
são lugares de respeito, dos restos dos nossos que são nossos. Era bom que pensássemos um pouco nisso e aumentasse o respeito com que entramos e com que estamos
nesse lugar.
P ÁGINA
Vida Paroquial (…)
VI FEIRA DE ARTESANATO
As feiras de
artesanato
O Corpo Nacional de escutas – Agrupamento 892 S. Pedro da Cova, promoveu a VI Feira de
Artesanato nos dias 8 e 9 de dezembro.
representam
uma parte
As feiras de artesanato representam uma parte importante na vida dos artesãos uma vez
que é desta forma que mostram o seu trabalho e contactam diretamente com o público
A iniciativa decorreu das 10 às 19 horas do dia 8 e às 08:45 e 16 horas das referidas datas no
largo da Igreja e contou com o apoio da Junta de Freguesia de S. Pedro da Cova.
Esta feira, contou com a presença de 9 artesãos, com os mais variados produtos do distrito
do Porto e ainda tinha uma tômbola organizado pelo nosso agrupamento. Na abertura da
feira estiveram presentes o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Gondomar Major Valentim Loureiro, os vereadores: Dr. Fernando Paulo e Dr. Castro Neves e ainda o presidente da
Junta de Freguesia de S. Pedro da Cova acompanhado por um representante da Junta Miguel Vieira.
Esta iniciativa foi interessante para o nosso agrupamento, para a nossa freguesia e para os
artesãos também. Para o ano cá estaremos para VII Feira de Artesanato.
André Gaspar
importante na
vida dos
artesãos uma
vez que é desta
forma que
mostram o seu
trabalho e
contactam
diretamente
com o público
RECOLHA DE ÓLEO USADO PARA RECICLAR
O Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento 892 S. Pedro da Cova está a realizar uma campanha de recolha de óleos alimentares usados.
INFORMAÇÕES PAROQUIAIS
ALTERAÇÕES DO HORÁRIOS DA CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA
Dia 24 de Dezembro:
Missa às 09.00 H.
Dia 25 de Dezembro – Dia de Natal:
Missa às 00.00H (Missa do Galo)
Não há Missa às 08.00H.
Missa às 09:30—Igreja de N. Senhora de Fátima
Missa às 10:00—Igreja de Nossa Senhora das Mercês
Missa às 11:00h—Igreja Matriz
Missa às 19.00 H.
Dia 31 de Dezembro:
Missa às 09.00 H.
Dia 01 de Janeiro – Dia de Ano Novo:
Não há Missa às 08.00 H.
Missa às 09:30—Igreja de N. Senhora de Fátima
Missa às 10:00—Igreja de Nossa Senhora das Mercês
Missa às 11:00h—Igreja Matriz
Missa às 19.00 H.
Depositar o óleo alimentar usado no oleão é um simples gesto que pode ser adotado no diaa-dia e que contribui para um melhor ambiente. Ao depositar os óleos usados nos respetivos
óleões estamos a colaborar para a diminuição da emissão de gases com efeito estufa, para a
redução da contaminação dos lençóis freáticos e da quantidade de óleos e gorduras nas
águas residuais.
Depositar o
óleo
Com esta ação estamos também a valorizar o óleo vegetal usado que pode ser convertido
em biodiesel, diminuindo assim a dependência externa de combustíveis fósseis. Assim a recolha de óleo alimentar é uma forma de ajudar o nosso agrupamento e também de proteger
o meio ambiente.
alimentar
Caso pretenda colaborar connosco nesta campanha, pode deixar o seu óleo alimentar usado
durante a semana na secretaria da Igreja Paroquial ou se preferir ao sábado à tarde na nossa
sede. Desde já agradecemos a vossa colaboração neste nosso novo projeto.
André Gaspar
simples gesto
usado no
oleão é um
que pode ser
adotado no
dia-a-dia e
que contribui
para um
melhor
ambiente.
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O Poço nº30 Dezembro de 2012 - Paróquia de S. Pedro da Cova