UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS RACHEL DOURADO DA SILVA Mulheres em movimentos: Conselho Municipal de Políticas Culturais de Rio Branco - Acre Rio Branco-Acre 2012 RACHEL DOURADO DA SILVA Mulheres em movimentos: Conselho Municipal de Políticas Culturais de Rio Branco - Acre Monografia apresentada ao Programa de PósGraduação em Educação para a Diversidade da Universidade Federal de Ouro Preto, como requisito parcial à obtenção do grau de Especialista em Gestão de Políticas Públicas. Orientador: Ms. Germano Moreira Campos Rio Branco – Acre 2012 Agradecimentos Agradeço a vida e as pessoas que dividem esse período de provas e expiações na terra. Agradeço ao meu filho, Jean Felipe, meus sobrinhos, Kauã e Sarah pela linda lição de amor, paciência, tolerância, humildade e solidariedade. A minha mãe, Maria Sevy por sua perseverança em perdoar sempre. Agradeço a Fundação Garibaldi Brasil, ao Centro dos Trabalhadores da Amazônia, Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular pela disponibilidade em trocar, e doar informação. Agradeço ao Conselho Municipal de Políticas Culturais. Agradeço ao Polo de Apoio Presencial da Universidade Aberta do Brasil em Rio Branco e aos amigos de curso que em diferentes momentos estimularam a minha participação no curso, em especial a Suzanna Dourado, Jaycelene Brasil, José Arimatéia e Lucia Ribeiro. Todos juntos contribuíram para a conclusão deste trabalho. Maria, Maria Maria, Maria, É um dom, Uma certa magia Uma força que nos alerta Uma mulher que merece Viver e amar Como outra qualquer Do planeta Maria, Maria, É o som, é a cor, é o suor É a dose mais forte e lenta De uma gente que rí Quando deve chorar E não vive, apenas aguenta Mas é preciso ter força, É preciso ter raça É preciso ter gana sempre Quem traz no corpo a marca Maria, Maria, Mistura a dor e a alegria Mas é preciso ter manha, É preciso ter graça É preciso ter sonho sempre Quem traz na pele essa marca Possui a estranha mania De ter fé na vida... Milton Nascimento. RESUMO Essa pesquisa teve como objetivo investigar a atuação das mulheres nos movimentos sociais e nas instâncias de participação e de consolidação de políticas públicas, no âmbito do conselho Municipal de Políticas Culturais – CMPC, no Município de Rio Branco-Acre. Verificar o que impulsionou as mudanças no modelo de gestão colaborativa, sociedade e gestão pública, analisando as memórias de reuniões, além de coletar com algumas mulheres que são referências no processo o seu fazer cotidiano, o engajamento social e suas praticas de cidadania, com recortes das motivações que impulsiona a luta por direitos, negação de direitos, abusos físicos, psicológicos, violência sexual entre outros. O recorte que será apresentando faz referência a mulher em sua atuação na sociedade. PALAVRAS-CHAVES: Mulheres; Movimentos e Conquista. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 7 2. BREVE HISTÓRICO: CONQUISTA DAS MULHERES NO BRASIL ..................... 10 3. MULHERES DO ACRE ...................................................................................... 17 4. CONSELHO MUNICIPAL DE POLITICAS CULTURAIS .................................... 20 5. CONCLUSÃO .................................................................................................... 28 6. ANEXOS ............................................................................................................ 29 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: .................................................................. 44 7 1. INTRODUÇÃO A Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, junto com a sociedade desde 2005, trabalhou na consolidação do Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco – SMC, Lei 1.676, instituído em 20 de dezembro 2007, marco que estabelece diretrizes para as políticas de cultura do município. O sistema foi elaborado por diversos atores, inserindo neste contexto não só artistas, como a comunidade rio-branquense em seu fazer cultural e o cotidiano. No fazer cotidiano, muitas mulheres foram excluídas ao longo do processo político no Brasil. Na estrutura do SMC buscaram incluir também as mulheres que em diversos momentos suas atividades não foram reconhecidas como produção cultural, a exemplo as tacacazeiras, benzedeiras, rezadeiras, artesãs entre outras. A concepção de Lúcia Avelar em Mulheres na Elite Política Brasileira (2001, p.131), sobre a participação diferencial da mulher na política afirma que: Na maioria dos estudos e pesquisas sobre a participação das mulheres na elite política, são enfatizados os aspectos singulares do estilo feminino de fazer política. Apesar nas múltiplas identidades femininas, das diferentes origens de classe, de ideologia, falasse de uma “perspectivas social” (YOUNG, 2000, MIGUEL, 2001) com um ponto de partida comum, que caracteriza a contribuição da mulher na política. O SMC institui instâncias de participação efetiva para controle social, em uma de suas atribuições prevê “mobilizar a sociedade, mediante a adoção de mecanismos que lhe permitam, por meio da ação comunitária, definir prioridades e assumir co-responsabilidade no desenvolvimento e na sustentação das manifestações e projetos culturais.” O Sistema Municipal de Cultura prevê um Cadastro Cultural do Município - CCM, que é instrumento de reconhecimento da cidadania cultural, as áreas estabelecidas do CCM foram defendidas e aprovadas por maioria, que indicaram que seguissem as áreas de atuação da Fundação Garibaldi Brasil, que são: 1. Arte a) Artes visuais; b) Música; 8 c) Artesanato e artes aplicadas; d) Artes Cênicas; e) Literatura; f) Culturas Urbanas; g) Audiovisual; h) Artes digitais; i) Agente cultural; j) Arte educação; k) Produtor Cultural; l) Cidadãos. 2. Patrimônio Cultural a) Comunidades tradicionais; b) Tradições populares; c) Culturas ayahusqueiras; d) Culturas afrobrasileiras em suas diversas manifestações; e) Culturas populares; f) Arquivos, museus, salas de memória, centros culturais e coleções particulares; g) Historiografia acreana, incluindo produções de outro conhecimento: hemerografia, antropologia, geografia, sociologia etc. h) Patrimônio material; i) Patrimônio imaterial; j) Turismo; k) Jornalismo; l) Movimentos sociais; m) Cidadãos. 3. Esporte a) Futebol; b) Voleibol; c) Basquetebol; d) Handebol; campo 9 e) Esportes aquáticos; f) Atletismo; g) Ciclismo; h) Esportes radicais; i) Jogos de mesa; j) Artes marciais; k) Pessoas com necessidades especiais; l) Profissionais de educação física, do esporte, do lazer e suas representações; m) Agentes comunitários do esporte e do lazer; n) Atividades físico-esportivas e de lazer para grupos especiais; o) Usuários do sistema. O Sistema Municipal de Cultura - SMC prevê e estabelece o Conselho Municipal de Políticas Culturais – CMPC, órgão de caráter normativo, consultivo, deliberativo e fiscalizador, que institucionaliza e organiza a relação entre a administração e a sociedade civil e integra o SMC. Está organizado em 4 instâncias de participação: Conferência, Comissão Executiva, Fóruns setoriais e Câmaras temáticas. A participação da sociedade no Conselho Municipal de Políticas Culturais tem como base as câmaras temáticas, momento em que diferentes atores com interesses em uma temática mobilizam-se para proporem, trabalhares, articularem as prioridades para a gestão pública, momento em que a sociedade demanda para a gestão. Nas instâncias de participação é notável o número significativo de mulheres, na Câmara Temática Turismo, participam 77 mulheres e na Câmara Temática de Culturas Afrobrasileiras 45, colaborando com o processo, bem como o engajamento social destas, além disso, verificasse o número de mulheres na gestão pública atuando de forma aberta junto com a sociedade. Vale ressaltar que o esporte já desmembrou do Sistema de Cultura, atualmente tem sistema próprio, aparece aqui para fazer contextualização histórica, porém não será pesquisada a participação das mulheres da área de esporte. Em alguns momentos da história as mulheres tiveram sua voz silenciada por opressão feita por homens, essa ação realizada continuamente criou marcas e passou a ser 10 “cultural” a mulher permitir que a voz do homem a silencie, na atualidade podemos verificar em alguns espaços de reunião diferentes mulheres discutindo uma metodologia de abordagem e ao um homem interferir e opinar as mulheres acatarem e silenciarem, muitas não percebem, porém essa prática arcaica ainda é atual, mas o recorte que pretendo apresentar é o contrário, é o da mulher discutindo, debatendo, propondo, reconhecendo, é a mulher atual desconstruindo essa marca “cultural” em que ela ouve e fala. Segundo o pensamento de Lúcia Avelar, (2001,p.25), afirma que: São, enfim, situações de “déficit de reconhecimento” que apenas poderão ser superados coletivamente, por meio da estruturação de identidades coletivas que possibilitam lutar contra essas condições. 2. BREVE HISTÓRICO: CONQUISTA DAS MULHERES NO BRASIL Na atualidade é notada a participação das mulheres em diferentes movimentos sociais e políticos, hora lutando por direito à educação, moradia, segurança, ou por direitos específicos como o direito ao aborto, recente a aprovação da lei em que da o direito a mulher do aborto ao feto anencefálico, ou em causas como o fim da violência contra mulher. As mulheres estiveram e estão liderando movimentos, na luta por direito e justiça, uma vez que, sempre tiveram seus direitos violados. Não estamos mais na Idade Média, mas é comum nas rodas de discussão, a revolta de homens ao perceberem que as mulheres se posicionam no que pensam e propõe. Ainda podemos ouvir ecoar pelos cantos o famoso “não é a caça as bruxas não”. Resistir às pressões diárias em casa, no local de trabalho nos pontos de ônibus, nas escolas, ainda hoje, é difícil, é “comum” escutar que “as mulheres gostam mesmo de apanhar, até mesmo as letradas”. Maria Betânia Ávila, em O Brasil que temos e o Brasil que queremos: uma reflexão feminista, (2000, p. 29) diz: É comum se verificar que os homens despossuídos de condições políticas e sociais exercem a violência na vida privada sobre as mulheres e as crianças. Os homens de classe abastada 11 também exercem violência sexual e domestica. A diferença é que nas classes média e alta, essa violência é mais encoberta pelo circulo familiar. Sendo, portanto essa uma relação de violência de gênero que atravessa as inserções de classe. Nos locais de trabalho é “comum” homens e mulheres, com mesmo nível de instrução e responsabilidades terem salários diferentes, é “comum” em rodadas de trabalho diferentes mulheres divergindo e com o posicionamento de um homem calarem-se e acatarem sem dar continuidade ao debate anterior. Na página eletrônica “História Digital”, artigo intitulado “50 Conquistas Históricas das Mulheres no Brasil e no Mundo” apresenta um apanhado dessas conquistas, inicia com a data de 08 de março, em que diz: A data foi escolhida a partir da manifestação de mulheres operárias, nos Estados Unidos, por melhores condições de trabalho. O movimento, ocorrido no dia em 8 de março de 1857, foi duramente reprimido. Não bastasse a violência, ocorreu um incêndio na fábrica que causou a morte de mais de 100 operárias que trabalhavam na fábrica. Décadas depois, o 08 de março ficou reconhecido oficialmente como o dia da mulher.1 Quando há interesses, aliam-se às mulheres, quando não, às condenam antes de julgar, porém é muito útil ter uma em casa, para lavar, passar, cuidar dos meninos, ela só não pode pensar demais, se for letrada então o problema é grave. No trabalho, na hora de dizer não, que elas digam, na hora das mídias que apareçam os homens, no cotidiano, quando você se propõe a observar nota em pequenos gestos grandes marcas entranhadas nos seres, gestos que vão saindo em formatos de piadas, em avisos escolares “reunião de pais e mestres”. As lutas não cessaram. Tomemos como exemplo as mães da Argentina, hoje encontramos uma praça que as homenageiam, Praça das Mães de Maio, local onde as mulheres encontravam-se para chorar pela volta dos filhos desaparecidos durante a ditadura militar Argentina. No Brasil, tivemos a estilista Zuzu Angel, mãe de Stuart Jones, filiado ao movimento MR-8, torturado, morto e desaparecido, Zuzu é um icone na luta contra o regime militar, provocou através da moda, não silenciou, “foi silenciada”. Outra mãe popular foi a mãe de Carlos 1 http://www.historiadigital.org/curiosidades/50-conquistas-historicas-das-mulheres-no-brasil-e- no-mundo/ 12 Prestes, que não cansou de lutar pela liberdade do filho, a de sua esposa Olga Benário e de ter o direito a cuidar de sua neta, nascida na prisão alemã onde estava Olga detida. O movimento da mãe de Prestes fez com que Olga vivesse mais tempo com sua filha, todo o periodo da amamentação. Essas mulheres são lembradas pois não perdemos essa memória, mas temos muitas em que seus atos não foram mencionados na história. Na página eletrônica “História Digital”, artigo intitulado “50 Conquistas Históricas das Mulheres no Brasil e no Mundo” Maria Leopoldina Josefa Carolina, ao enviar uma carta no período em que exerce a regência, na ausência de D. Pedro I, em que diz: A imperatriz envia-lhe uma carta, juntamente com outra de José Bonifácio, além de comentários a Portugal criticando a atuação do marido e de dom João VI. Ela exige que D. Pedro proclame a independência do Brasil e, na carta, adverte: “O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece.”2 Diante das desigualdades, as mulheres foram organizando-se e alcançando algumas conquistas, como acesso à educação, o direito ao voto são entre outros, mas outras não foram “digeridas”, mesmo com leis severas. É comum encontrar mulheres com direitos violados, vivenciando as agressões físicas e psicológicas em seus lares, nos ambientes de trabalho etc. A luta incansável por direitos, tolerância e respeito são cotidianas. As mulheres, essa atuante, mesmo envolvidas em movimentos e contribuindo com a consolidação de políticas, criação de leis, esteve sempre a margem, sem visibilidade e esquecidas. Michelle Perrot, em Os Excluídos da História, (2010, pg. 185) diz: O positivismo opera um verdadeiro recalcamento do tema feminino e, de modo mais geral, do cotidiano. O austero Seignobos, grão-mestre dos estudos históricos na universidade, põe Eva porta afora, enquanto as paredes da Sorbone se recobrem de afrescos onde flutuam diáfanas alegorias femininas. “Santa Genoveva vela por Paris”, “o Arqueólogo contempla a Grécia”, ele abotoado até o colarinho justo do seu sobretudo, ela vaporosa em seus véus... O “oficio do historiador” é um oficio de homens que escrevem a história no masculino. Os campos que abordam são os da ação e do poder masculino, mesmo quando 2 http://www.historiadigital.org/curiosidades/50-conquistas-historicas-das-mulheres-no-brasil-e- no-mundo/ 13 anexam novos territórios. Economia, a história ignora a mulher improdutiva. Social, ela privilegia as classes e negligencia os sexos. Em diversos momentos da história tivemos o uso de uma representação feminina, mas utilizada em algumas vezes de forma negativa. Publicações até a década de 90, onde as campanhas em busca de combater a não exploração sexual de mulheres e crianças não era tão efetiva, muitas publicações, em especial as com foco para o turismo utilizavam mulheres seminuas ou nuas. Uma imagem clássica são as garotas de Copacabana, quatro mulheres deitadas de costas, utilizando biquíni na praia de Copacabana. Esse tipo de comercialização “indireta” era uma pratica comum, em placas de motéis, hotéis, manuais e guias de bolso turístico. Na atualidade é uma vitória do movimento feminista o rompimento dessas publicações, mas os efeitos da divulgação anterior ainda são “frutos” que coletamos, infelizmente falta muito para combatermos a exploração sexual de mulheres e crianças. Maria Betânia Ávila, em O Brasil que temos e o Brasil que queremos: uma reflexão feminista, (2000, pg. 24) diz que “As mulheres que se destacaram na história pelo exercício do poder político são, como raras exceções, tratadas geralmente como pessoas de conduta desviante, ou uma excepcionalidade da condição feminina, e não como excepcionalidade das possibilidades históricas”. A condição de produto foi dada à mulher, mas a condição de ser protagonista de sua histórica é duvidosa para a sociedade dos intolerantes. As conquistas das mulheres ao longo de períodos históricos foram boas, a exemplo direito a estudar conquistado somente em 1827, e somente em 1879 tiveram autorização para frequentar escolas de nível superior, mesmo assim sofrendo manifestações preconceituosas e excludentes. Segundo publicado na website da História Digital à mulher só teve direito de votar, que somente em 1927: O Governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, consegue uma alteração da lei eleitoral dando o direito de voto às mulheres. O primeiro voto feminino no Brasil – e na América Latina! – foi em 25 de novembro, no Rio Grande do Norte. Quinze mulheres votaram, mas seus votos foram anulados no ano seguinte. No entanto, foi eleita a primeira prefeita da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages – RN. 14 A participação da mulher no movimento social é crescente, elas estão em conselhos, organizações não governamentais, associações de classes, entre outros. Lúcia Avelar, em Mulheres na elite política brasileira (2001, pg 58) Tabela 6, apresenta a evolução da participação das mulheres na Câmara dos Deputados, Brasil, 1932 – 1998. ANO CANDIDATAS ELEITAS 1932 1 1 1935 - 2 1946 18 0 1950 9 1 1954 13 3 1958 8 2 1962 9 2 1965 13 6 1970 4 1 1974 4 1 1978 - 4 1982 58 8 1986 166 26 1990 - 29 1994 189 32 1998 352 29 Apesar do número de mulheres candidatas ter evoluído, não é a mesa proporção de eleitas. Lúcia Avelar aponta ainda que somente após o período militar que tivemos no Brasil uma mulher chefiando um ministério, Esther de Figueiredo Ferraz. Nesse processo a mulher vem ao longo desses períodos construindo e colaborando com um verdadeiro processo participativo, junto a isso trabalham continuam no exercício de informar quais não os seus direitos, e as reivindicações são uma constante no processo de reconhecimento e valorização da mulher. Ao percorrer os livros de história, verificamos que as mulheres estão em foco, em um dado momento pela opressão vida, já em outro pelo engajamento por direitos, a exemplo de divorcio e voto, assim sendo capazes de reagir e resistir as opressões. Na atualidade, infelizmente vivemos grandes conflitos de 15 violência contra a mulher, apesar de leis estruturadas que garantem o livre viver e a punição dos violadores desses direitos. Na sociedade contemporânea ainda é um exercício informar quais não nossos direitos, e as reivindicações são uma constante no processo de reconhecimento e valorização da mulher. Segundo Ana Alice Alcântara em A Mulher no Poder Político, afirma que: O movimento feminista tem procurado demonstrar que a mudança nas leis por si só não é suficiente para promover uma mudança nos comportamentos, nas mentalidades e na estrutura social e que mesmo com a conquista do sufrágio, as mulheres permaneceram subjugadas à estrutura patriarcal da sociedade. (COSTA, 1996, p.62) As mulheres colaboram, regulam e criam marcos legais para a reorganização da sociedade de forma justa e igualitária. No âmbito do Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco, nas instâncias de participação as mulheres atuam de forma diferenciada, pensando e organizando o construto de idéias que “abarquem” o todo, o fazer cultural e cotidiano de toda a comunidade RioBranquense, porém esse engajamento nem sempre foi reconhecido, o movimento cultural por si só é excluído por ser reconhecido por “grandes homens” como “a cereja do bolo” e o movimento cultural que tem como protagonistas mulheres, mulheres que exercem diferentes funções no seu viver diário, com dupla jornada de trabalho, acompanhamento da vida escolar, manutenção das atividades domesticas. Ana Alice Alcântara, (1996, p.62) afirma que: Pode-se dizer que de um modo geral, mesmo quando as mulheres, “remando contra a maré”, conseguem ultrapassar as barreiras educacionais e os padrões de socialização existentes, tornando-as profissionais especializadas e competentes, raramente conseguem romper com a lógica patriarcal dominante nas estruturas do Estado que privilegiam os homens e, com eles, os acordos oligárquicos. Após grandes batalhas travadas na luta por direitos, as mulheres continuam excluídas, é constante e evidente o despreparo social para aceitar mulheres no poder. São inúmeros os casos de preconceitos ao deparar-se com mulheres dirigindo ônibus, caminhão, ou com mulheres no poder, é recente a eleição da primeira mulher a presidir o Brasil, momento em que tivemos as 16 opções que contavam com o nome de duas mulheres, engajadas e militantes do movimento social. Mesmo com todo engajamento e militância das mulheres, elas ainda não são reconhecidas e valorizadas. Em diversas instâncias de participação à mesma mulher que contribui e colabora é excluída, para servir de base para um “bom nome”, masculino. Em ambientes de trabalho é frequente ouvir piadinhas de homens ao deparar-se com mulheres que se destacam, utilizam sempre a mesma justificativa, “é apenas brincadeira” e dão as sugestões de que o lugar da mulher é na cozinha, do tanque, entre outros absurdos usados em nome da brincadeira. Além dos abusos de trabalho ocorrem com frequência os maus tratos a mulheres em oficinas mecânicas, espaços “masculinos” excluidores de mulheres que ao questionarem qualquer informação sobre o veiculo são ridicularizadas com a resposta do valor a ser pago. Ana Alice Alcântara Costa, (1996, p.62) afirma que: Dessa maneira, se por um lado podemos dizer que já somos cidadãs na grande maioria dos países, por outro, sabemos que trata-se de uma cidadania formal e, assim mesmo conquistada através de muitas batalhas em uma estrutura de poder onde as tarefas e qualidades das mulheres não são valorizadas. Conquistamos a igualdade jurídica, mas essa igualdade não existe na prática. Seguimos fora das instâncias de decisão do poder. Seguimos excluídas. Na Amazônia, as mulheres aparecem em diferentes momentos liderando processos ou escondidas por blocos masculinos, algumas entidades como o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular- CDDHEP e o Centro dos Trabalhadores da Amazônia-CTA são as duas organizações não governamentais de origem acreana e com maior tempo de atuação, com destaque de atuação das mulheres é valoroso serviços prestados as mulheres em situações de risco e mulheres na floresta, dentro dos seringais. Cristina Scheibe Wolff, (1999, p.69) indica que: Uma questão que chama atenção em todos os relatos sobre o período é a acentuada diferença de número entre a população masculina e a feminina na região dos altos rios. Os autores que escreveram sobre o período de formação dos seringais e sobre a vida dos seringueiros são unânimes em afirmar que a presença feminina nos seringais era mínima ou então inexistente. 17 3. MULHERES DO ACRE Viver nas florestas da Amazônia requer aos habitantes certa organização para minimizar as dificuldades e articular melhorias. No Acre da década de 80 a pressão dos pecuaristas foi grande nos moradores da floresta, que tiveram que se organizar para garantir a sua permanência da floresta, assim junto com o Sindicato dos Trabalhares Rurais de Xapuri/Acre, fundaram o Projeto Seringueiro, que tinha como objetivo formar politicamente os trabalhadores do campo, extrativistas, e alfabetizar crianças, jovens e adultos, assim foram aglutinando pessoas ao movimento, fortalecendo o “caldo” para os famosos empates e vencendo a pressão do “desenvolvimento” que era utilizado através de derrubadas. Durante esse período mulheres seringueiras, foram fortalecendo a luta, a exemplo temos a senhora Marina Silva, nascida na capital, Rio Branco e criada no seringal, trabalhando para ajudar na composição da renda familiar. Mariana só foi alfabetizada aos 18 anos, assim como ela, mulher de destaque e com sede por responsabilidade com os trabalhadores da floresta outras mulheres anônimas contribuíram e ainda contribuem com os movimentos. Nos diversos núcleos de reuniões (associação, cooperativas entre outros) analisando os relatórios de campos do Centro dos Trabalhadores da Amazônia – CTA verifica-se que a participação das mulheres é destacada. Segue relato extraído da página do CTA, sessão artigos da técnica Maria da Graça, abordando a participação feminina nas atividades do campo.3 Mulher extrativista: quebrando paradigmas, construindo o futuro Maria da Graça Nas comunidades extrativistas do Acre e em boa parte do meio rural de todo o Brasil observa-se uma submissão histórica e cultural da mulher, diante da sociedade. Muitas famílias que moram na floresta têm a figura da mulher muito alheia aos processos de desenvolvimento da comunidade. A figura masculina ainda se sobressai e domina as decisões na família e consequentemente na comunidade, visto que a cultura local ainda vê na mulher o 3 http://www.cta-acre.org/pg_artigo4.htm 18 ser indefeso e incapaz de galgar espaços sociais. Isso implica no pouco envolvimento das mulheres residentes nessas comunidades em atividades produtivas coletivas ou participando dos espaços de discussão e tomada de decisão na comunidade, visto que para essa prática é necessário momentos “extra-casa”, o que ainda é um desafio moral pra muitas famílias. Apesar das mulheres terem um papel importante na unidade familiar agroextrativista, como esposas e mães, responsáveis pela saúde, bem estar de toda família e em algumas localidades sendo responsáveis por 80 % da produção de alimentos da família, elas ainda participam pouco da tomada de decisão. Em muitas iniciativas de desenvolvimento local elas não são consultadas sobre suas necessidades, sobre os objetivos e sobre a visão de desenvolvimento. Nos últimos anos CTA vem assumindo o compromisso de tratar as relações de gênero e o empoderamento das mulheres em todos os seus trabalhos de desenvolvimento e assistência técnica. O trabalho a partir do viés produtivo e econômico tem possibilitado a reflexão entre homens e mulheres e o estabelecimento de novas relações sociais, com a valorização do trabalho e opinião das mulheres. Em todo este trabalho de base organizativa e de fomento, uma ideia que se formou e tomou corpo ao longo do tempo foi a pratica de produção artesanal por parte deste grupo, ideia essa que, apoiada pelo CTA, passou a tomar corpo e produzir resultados, ainda que discretos. Estes resultados foram de significativa importância para estes grupos, seja de cunho econômico (pois propiciou renda, ainda que pequena), seja de cunho social (com uma aproximação da mulher nas discussões e decisões locais quanto a produção e gestão). Em algumas comunidades grupos de artesãs foram formadas, iniciativa esta das próprias comunidades que viram este caminho como forma de desenvolverem melhor suas atividades. Por estes motivos assumimos o desafio de inserir a formação de gênero no nosso contexto para propor e influenciar em políticas que levem à busca da igualdade de gênero, tanto em nossos programas, como influenciando as políticas públicas do Estado, buscando por igualdade de gênero e pelo direito das mulheres e homens. Na atualidade analisando as atuais experiências de campo do CTA a participação da mulher é outra, verificou-se também e em alguns casos, aquela mulher “omissa” sempre foi a parte produtiva, porém pelo aspecto cultural os homens, maridos, quem as representavam nas reuniões. A autora Cristiana Wolf, desenvolveu uma pesquisa, intitulada Mulheres da Floresta, uma história do alto Juruá no período de 1890 a 1945, em 1999 publicou a pesquisa realizada na região do vale do Juruá, focando a participação da mulher na constituição do seringal, a mulher nordestina vindas do sertão com as expectativas de uma vida na floresta. Cristina Scheibe Wolff indica que: 19 Quanto aos “motivos de expulsão”, não e pode deixar de mencionar a trágica seca de 1877, que praticamente se estendeu até 1880. Estima-se que só em 1878 que praticamente emigraram para a Amazônia em torno de cinquenta mil homens, mulheres e crianças, e outros tantos pereceram de fome, sede e epidemias no Ceará. (Wolff, 1999, p. 47) As relações entre mulheres nordestinas e as mulheres indígenas, a mediação das dores, doenças e conflitos, a violência, resistência entre outros, formaram esse cenário de luta e movimentos. Durante a pesquisa a autora deparasse com a diversidade de brasis, na situação de ser estrangeira em sua pátria. Rosali Scalabrin, (2006, p.22) diz que: As mulheres do Acre sempre tiveram presentes nas lutas de resistência contra todo tipo de opressão e maus tratos, desde as correrias, em que as índias eram pegas à força, passando pela luta da conquista do território, pelo período da borracha, seguindo da resistência ao modelo de ocupação da década de 70, quando surgem os conflitos da luta pela terra. Por meio da organização sindical, da luta constante que as tivemos consolidada as Reservas Extrativistas, a primeira no território do Acre, além das mulheres que já estavam na terra o Acre teve a participação de outras mulheres ativistas como a Mary Alegrette, que foi presença significativa no movimento dos trabalhadores da floresta na década de 80. Assim traçamos um cenário conflituoso em que a mulher sempre esteve presente e nem sempre em destaque. Foto: Oficina – Intercâmbio – Santa Quitéria, 2008 – Assis Brasil/AC – Acervo CTA 20 4. CONSELHO MUNICIPAL DE POLITICAS CULTURAIS Em dezembro de 2007 foi criada a Lei nº1.676 de instituiu o Sistema Municipal de Cultura – SMC, com a finalidade de “proporcionar efetivas condições para o exercício da cidadania cultural a todos os rio-branquenses, estabelece novos mecanismos de gestão pública das políticas culturais e cria efetiva participação de todos os segmentos sociais atuantes no meio cultural compreendido em seu sentido amplo”. Na realização da pesquisa com mulheres que atuam no Conselho Municipal de Cultura verificou-se o perfil da mulher casada, mãe, acompanha a vida escolar dos filhos, com faixa etária de 23 a 48 anos com nível superior. Mulheres com atuação em até duas Câmaras Temáticas do Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC) de Rio Branco desde 2008. Ao questionar a atuação feminina, obtivemos a informação que a presença das mulheres é marcante/participativa no CMPC. Acreditam que a participação feminina é ou deveria ser uma preocupação para o conselho por diversas razões “a mulher tem uma visão social mais ampliada também pelo motivo de que o mercado hoje está cada vez mais presente a figura feminina sendo assim necessária para contribuição em qualquer conselho” O que as motivam a “participar é o desejo por viver em uma cidade boa para morar e visitar”, além da “oportunidade de prestar contribuição cidadã para a melhoria da política pública, troca de conhecimentos e participação social”. As entrevistas acreditam que participar é um exercício de cidadania, e acredita que colaboram com a consolidação de políticas públicas, enxergam avanços, e reafirmam que estão em consolidação. “A política é do interesse do cidadão, não pode ser delegada somente na mão de terceiros, ela tem que ser construída a partir de um conjunto de pessoas.” As entrevistadas atuam em outros espaços, como Conselho de Mulheres, atuam em cooperativas, Grupos de Trabalho entre outros. E essa atuação feminina fora do campo doméstico provoca da maioria dos familiares o descontentamento, “poucos são os que nos elogiam, somos mais respeitados pelos de fora do que pelos de nossa casa.”, outras já respondem que é uma relação positiva. 21 Questionando a mulher na atual sociedade brasileira e o espaço político e social as entrevistadas responderam que a mulher não tem esse espaço, que apesar dos avanços falta muito para a mulher ser respeitada efetivamente, “esse espaço é um dos muitos leões que precisamos matar diariamente para continuar nos mantendo nos locais já conquistados, alguns já garantido por lei através do esforço de muitas mulheres aguerridas que já entenderam que a política que queremos temos que arregaçar as mangas e ajudar a construir” Na proposta do Plano Municipal de Cultura, deliberado e aprovado na III Conferência Municipal de Cultura realizada em 2011 os segmentos que compõe o CMPC elaboraram junto com aos gestores municipais textos de referência dos segmentos, segue tabela para conhecimento com texto de dois segmentos para conhecimento: Turismo e Culturas Afrobrasileiras. Turismo A região do Vale do Acre, onde o município de Rio Branco está localizado, possui enorme potencial turístico, em razão da diversidade cultural e, principalmente, das belezas naturais de seu território. Esse potencial, se utilizado de maneira equilibrada e consciente, com a participação da comunidade receptora, poderá contribuir diretamente para o desenvolvimento econômico e social da região, gerando receita e postos de trabalho, contribuindo com a valorização e o fortalecimento das identidades culturais locais, estimulando a preservação do meio ambiente. O potencial turístico do Vale do Acre começou a ganhar destaque a partir de 2003, com a criação da Secretaria de Estado de Esporte, Turismo e Lazer – SETUL e com a consolidação das primeiras rotas turísticas. Nesse momento, teve início uma discussão no sentido de destacar não apenas o ecoturismo, até então preponderante na Amazônia, mas também o turismo cultural, dando ênfase aos “saberes e fazeres” dos povos da floresta. No âmbito municipal, desde 2004 a gestão do turismo está a cargo da Fundação Garibaldi Brasil – FGB, que também tem sob sua responsabilidade Arte, Esporte e Patrimônio Cultural. Dentro da estrutura organizacional da FGB, o turismo possui uma coordenação, que até 2005 encontrava-se bastante enfraquecida no que se refere à implementação de ações e projetos que visassem o desenvolvimento do setor. Os profissionais do turismo também estavam pouco articulados. Não havia um espaço comum onde gestores públicos, empresários, guias e turismólogos pudessem discutir seu fazer diário. Destacam-se, nesse período, a atuação do Sindicato dos Guias de Turismo, com ações voltadas para a valorização do trabalho dos guias e para a inserção dos profissionais no cadastro da Embratur, e o Centro Acadêmico de Turismo Thomas Cook da Faculdade da Amazônia 22 Ocidental – FIRB/FAAO, com atuação mais voltada para os interesses dos estudantes, apesar de realizar diálogos com a SETUL e com a Prefeitura. Cabe destacar que o primeiro curso de bacharelado em Turismo do Acre teve início em 2003, na FIRB/FAAO. Em 2005, momento em que a FGB realiza o I Fórum Municipal de Cultura de Rio Branco, convidando os diversos “fazedores culturais” para discutir e planejar conjuntamente os rumos da gestão, o turismo não aparece como um dos grupos convidados. No entanto, algumas de suas demandas podem ser identificadas nas discussões do Artesanato e dos Centros de Preservação. Observadas essas demandas e o gradativo espaço que começava a ocupar, contribuindo para o desenvolvimento econômico, cultural e ambiental do município, o turismo foi incluído como um dos segmentos da área de Patrimônio Cultural na minuta do Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco – SMC elaborada em 2006, em parceria com o movimento cultural rio-branquense. Ainda no ano de 2006, destaca-se a criação da Cooperativa dos Profissionais de Turismo do Acre, entidade formal que ampliou as possibilidades de captação de recursos. Os Fóruns Preparatórios para a I Conferência Municipal de Cultura contaram com expressiva participação de representantes do turismo. A principal demanda apresentada era que o turismo passasse a se configurar como uma área, e não como um segmento dentro da área de Patrimônio Cultural, conforme propunha a minuta do SMC. A justificativa se pautava no forte potencial turístico de nossa região e no grande montante de recursos disponibilizados pelo Governo Federal para ser aplicado especificamente em atividades turísticas. Nesse sentido, segundo os defensores dessa proposta, o turismo mereceria tratamento diferenciado. Foi somente durante a realização da I Conferência, em 2007, que houve a deliberação sobre esse tema. Em um processo de votação bastante acirrado, os participantes optaram por manter o turismo como um segmento da área de Patrimônio Cultural, entendendo que não havia argumentos suficientes para transformá-lo em uma área. O turismo começou a ganhar espaço mais amplo no âmbito da gestão municipal a partir da criação do Conselho Municipal de Políticas Culturais - CMPC, uma das ferramentas previstas no SMC. A partir de fevereiro de 2008 a Câmara Temática de Turismo inicia seu funcionamento, reunindo empresários, gestores, guias, acadêmicos e turismólogos. Inicialmente, seu principal objetivo era fortalecer o segmento em Rio Branco, identificando e desenvolvendo suas potencialidades, e garantindo a criação de políticas públicas específicas. A Câmara participou ativamente das pautas gerais do SMC, como a apresentação de propostas acerca do formato dos mecanismos municipais de financiamento do SMC, e a elaboração do diagnóstico para a organização do Plano Municipal de Cultura de Rio Branco – PMC. Em 2008, o Ministério do Turismo iniciou a implantação do projeto “65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional”, através do Programa de Regionalização do Turismo. Rio Branco está incluído nesse projeto, como destino indutor no estado do Acre, o que, na prática, significaria a destinação de investimentos técnicos e financeiros para o município. Para garantir esses investimentos, ainda em 2008 foi criado um “Grupo Gestor”, com a responsabilidade de trabalhar para o fortalecimento do município como destino indutor, com a participação da FGB. Em 2009 a Câmara Temática conquistou um assento no Grupo Gestor. 23 Também em 2008, a Fundação Getúlio Vargas – FGV realizou em Rio Branco, em parceria com o Ministério do Turismo, a primeira pesquisa de campo do “Estudo de Competitividade Turística”. Essa pesquisa gerou um relatório apontando as ações a serem priorizadas para fins de investimento. A Câmara foi convidada a acompanhar e dar suas sugestões para esse estudo. Outra ação de destaque levada a cabo no âmbito da Câmara Temática foi a organização e publicação da revista “Uirapuru – Turismo & Cultura”, um instrumento estratégico para contribuir com reflexões acerca das relações entre turismo e cultura. A primeira edição saiu em outubro de 2009, e hoje a revista já está no seu quarto número. Os conselheiros participaram da avaliação do SMC, construíram um diagnóstico para o segmento e apresentaram suas propostas para o formato dos mecanismos de financiamento. Na realização da II Conferência Municipal de Cultura, em 2009, a Câmara Temática se articulou e mais uma vez apresentou a proposta de transformar o Turismo em uma área dentro do SMC. A justificativa se pautava em uma demanda do Ministério do Turismo, através de seu Projeto de Municipalização e Regionalização, que exigia a ampliação dos mecanismos de participação, incluindo um conselho e um cadastro específico. As discussões e deliberações da plenária apontaram mais uma vez para a manutenção do turismo como segmento da área de Patrimônio Cultural, mas com a ressalva de que o mesmo deveria possuir um cadastro específico. Apesar de alguns conselheiros não terem se sentido contemplados com essa decisão, a Câmara Temática prosseguiu os seus trabalhos. Em 2011 aprovou projeto na Lei Municipal de Incentivo para a realização do “Seminário de Turismo: Construindo Políticas Públicas de Turismo para Rio Branco” e iniciou, em parceria com o Ministério do Turismo, SETUL, FUNTAC, UFAC e Instituto Dom Moacyr o projeto “Inventário de Oferta Turística”. O projeto foi lançado em Rio Branco no mês de agosto e cabe ressaltar que todo o levantamento será inserido em um banco de dados, que propiciará o nivelamento das informações entre empresários, governos estaduais e governo federal. O Acre é o primeiro Estado brasileiro a implantar esse sistema de gestão otimizando esforços feitos no setor turístico. A Câmara Temática de Turismo, portanto, tem apresentado resultados positivos. Em seus principais objetivos figura o desafio de fortalecimento da Câmara Temática de Turismo como espaço de diálogo e de articulação entre os três níveis (municipal, estadual e federal), as instâncias de representação regionais e macrorregionais e o setor privado, com vistas à elaboração de políticas para o segmento. Coloca-se como necessária também a integração de toda a cadeia produtiva, buscando a ampliação da visão de mercado e de negócios. A regulamentação da atuação do profissional do turismo, a realização de pesquisas e estudos acerca das atividades turísticas locais e a formatação de novos roteiros municipais também são demandas apontadas como prioritárias. E por fim, com uma visão mais geral, existem apontamentos para a elaboração do Plano de Marketing Turístico do Município, do Plano Municipal de Turismo, e de um Cadastro Municipal de Turismo. 24 Culturas Afrobrasileiras O estado do Acre foi constituído através da participação de diferentes grupos étnicos e sociais, todos fundamentais para a construção de suas identidades culturais. Merece destaque a importância e diversidade da cultura negra nessa construção, expressa na musicalidade, na dança, na capoeira, na culinária e na religiosidade, entre outros aspectos. Em Rio Branco, os grupos que atuam nas diversas manifestações que compõem a chamada “Cultura Afro-Brasileira” sempre estiveram presentes no cenário cultural local, mas não organizados em uma entidade que os reunisse e os representasse nos diálogos e articulações junto aos órgãos públicos e à iniciativa privada. A Liga Acreana de Capoeira, por exemplo, realizava seus batizados, encontros e rodas, sempre voltada para os interesses dos capoeiristas. As diversas casas das religiões de matriz africana não dialogavam entre si com vistas a uma ação sistematizada dentro do município, no sentido de ressaltar os valores da religiosidade de matriz africana e alavancar a repercussão necessária para uma articulação política junto aos poderes públicos. Desta forma, havia em Rio Branco e no Acre a forte presença da Cultura AfroBrasileira, mas era notória a falta de um espaço de diálogo e articulação, onde as demandas e interesses comuns pudessem ser discutidos. A realização das Conferências Municipal, em 2009, e Estadual, em 2003, pela Promoção da Igualdade Racial, a qual abriu caminho para o início das articulações. Os debates iniciados no âmbito da Secretaria Especial dos Direitos das Mulheres resultaram na organização de um grupo que começa a debater a questão do negro no Acre e em Rio Branco, buscando superar a visão folclórica, ainda bastante forte, do negro como “espetáculo”. Em dezembro de 2005, após a participação de representantes do Acre e de Rio Branco na I Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, foi criado o Centro de Estudos e Referências da Cultura Afro-Brasileira do Acre – CERNEGRO/AC. A ideia era formar uma entidade que produzisse e referenciasse os debates estadual e municipal articulados ao debate nacional, e com isso, congregasse todo o movimento, pautando interesses gerais e comuns junto ao poder público, nas suas diversas esferas, e a iniciativa privada. Ainda em 2005, foi realizado o I Fórum Municipal de Cultura, coordenado pela FGB. As diversas representações das culturas afro-brasileiras participaram do fórum, pautando demandas como a necessidade de uma maior articulação entre as várias manifestações da Cultura Afro-Brasileira em Rio Branco e a realização de pesquisas e mapeamentos sobre essa temática. Era esse o embrião de um movimento novo, aglutinador, que reuniria todas as manifestações do movimento negro no estado e no município, trazendo a oportunidade de um diálogo mais amplo. A partir de então, ficou claro que a Cultura Afro-Brasileira deveria continuar a compor um grupo próprio, o que foi contemplado na minuta de Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco – SMC, construída em 2006. Este grupo participou ativamente dos Fóruns Preparatórios e da I Conferência Municipal de Cultura, pautando questões como o preconceito e a “invisibilidade” da cultura negra no Acre. 25 Com a implementação do SMC em 2008, a Câmara Temática de Culturas Afro-Brasileiras iniciou suas reuniões. A primeira missão de seus conselheiros foi justamente fazer com que as diversas manifestações que a integravam (capoeira, religiosidade, música, entre outras), além de representações de órgãos públicos, interagissem e dialogassem em prol de objetivos comuns. Esse trabalho inicial, por si só, já representou seu primeiro avanço concreto. Posteriormente, foram realizados debates acerca da implementação da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatória a temática "História e Cultura Afro-Brasileira" no currículo oficial da Rede de Ensino. Partiu da Câmara Temática a iniciativa de abordar essa questão junto aos órgãos públicos responsáveis pela educação e pela cultura, nos níveis municipal e estadual. E foi também no âmbito desta Câmara Temática que surgiu a ideia da criação do Fórum Permanente de Educação Étnico Racial e da Rede Amazônia Negra, além das várias articulações para a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial. A Câmara Temática de Culturas Afro-Brasileiras também se tornou parceria, ao lado da FGB e da FEM, na realização da Semana da Consciência Negra, culminando na realização de um trabalho ao longo de todo o mês de novembro nas escolas e nos espaços públicos, com debates, seminários e exposições sobre a Cultura Afro-Brasileira. A Semana da Consciência Negra acontece desde 2006, e em 2008 a Câmara Temática de Culturas Afro-Brasileiras passou a ser um dos parceiros envolvidos na elaboração e na execução das atividades. Os conselheiros participaram da avaliação do SMC, da II Conferência Municipal de Cultura, atualizaram seus diagnósticos e apresentaram suas propostas para o formato dos mecanismos de financiamento. Em 2010, por iniciativa do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN foi realizado o Encontro Nacional Pró-Capoeira. O evento foi organizado de forma regional, onde cada região sistematizou suas demandas e ações para o Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró-Capoeira. Rio Branco realizou um encontro preparatório, o PróCapoeira Acre, que foi organizado pela Câmara Temática de Culturas Afro-Brasileiras em parceria com a FEM e FGB. O encontro gerou um documento final contendo as propostas acordadas, que foram encaminhadas, através de representantes, para o Encontro Pró-Capoeira da Região Norte, realizado em Brasília. Outro destaque é a criação, em maio de 2011, do Comitê Gestor de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, no âmbito da Prefeitura Municipal de Rio Branco. O Comitê tem a missão de propor, articular e acompanhar atividades voltadas para a população negra e indígena, bem como planejar e avaliar atividades executadas pelo Poder Público Municipal. A criação do Comitê é fruto das articulações do movimento negro acreano e riobranquese, do qual a Câmara Temática de Culturas Afro-Brasileiras é parte, e deu maior visibilidade para a causa e para as demandas postas. Além disso, as articulações realizadas são permanentemente divulgadas através da participação de representantes em encontros, fóruns e conferências, de âmbito municipal, estadual e federal. Entre os desafios colocados pelo segmento, figura como ponto estratégico a criação de um órgão gestor municipal voltado especificamente para as questões relacionadas às populações 26 afro-descendentes, e o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para o combate ao racismo, à discriminação e à intolerância religiosa. Além disso, os conselheiros destacam a necessidade de criação de programas específicos para implementação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008. O perfil das gestoras da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, que cederam entrevista são mulheres com faixa etária de 27 a 32 anos, com nível superior, casadas, com média de dois filhos, acompanha a vida escolar dos filhos e sem religião definida. Para as gestora, trabalhar na consolidação de políticas públicas em um conselho tão amplo é realizar um sonho de um processo participativo, e colher frutos de um trabalho árduo, porem gratificante. Acreditam que a participação feminina no CMPC é efetiva. Quando questionadas quando a participação da mulher neste conselho é ou deveria ser uma preocupação importante? Obtivemos a informação que “o CMPC tem como pilar a auto representação, sendo homem ou mulher tem o mesmo peso, porém as políticas de formação a serem trabalhadas junto com os conselheiros do CMPC podem ter um olhar diferenciado para a atuação da mulher enquanto protagonista no processo de implementação e gestão de políticas culturais”. Como se dá a sua atuação enquanto gestora pública no processo de consolidação de políticas públicas no âmbito do Municipal de Políticas Culturais de Rio Branco? “Atualmente trabalho mais internamente na produção de documentos que venham subsidiar o andamento e deliberações do CMPC, da FGB e da gestão em geral. Além disso, neste segundo semestre estarei no dia-a-dia direcionada a trabalhar no funcionamento do CMPC.” Você enxerga sua participação com prática de cidadania, e acredita que colabora com a consolidação de políticas públicas? “Sim, pois no meu caso buscar a consolidação dessas políticas é buscar pelo olhar comum, construído coletivamente e colaborativo, é a implementação de um novo jeito de fazer gestão pública.” Ao questionar a atuação dessas gestoras em outro espaço, percebemos que elas atuam em partidos, em conselhos no âmbito do estado e do município e em fóruns. Relatam que a relação familiar quanto a participação é ótima e 27 acreditam que a mulher na atual sociedade brasileira estão com espaço político e social, ressalta uma entrevistada que “dependendo da competência dela e se ela não for estereotipada como sombra de terceiros, atualmente, essa questão de gênero já está em processo de superação” Você enquanto mulher e gestora sente que seu papel é importante no processo participativo, sua atuação se equipara a participação masculina? “Sim. Minha atuação profissional é igual. Talvez não seja única e exclusivamente no momento em que minhas filhas ficam doente, pois aí não tem ninguém para acompanhar, resta somente eu. Neste caso, tenho que me ausentar do trabalho e isso difere de meus colegas/masculinos de trabalhos, pois quando isso acontece suas esposas é que cuidam de seus filhos e os mesmos continuam sua rotina.” Foto: III Conferência Municipal de Cultura, 2011 – Acervo FGB 28 5. CONCLUSÃO Verificou-se que a mulher, as pesquisadas em questão, sabem da importância dos processos participativos e atuam com intuito de consolidar políticas de longo prazo, pensando num estado de bem estar social. Constatouse que essa mesma mulher que atua no âmbito do CMPC atua também em outros espaços de discussão e deliberação, que são mães, trabalham em expediente de dupla jornada e com atividades domésticas, além de acompanhar o rendimento escolar dos filhos. Apesar da política especificas para as mulheres essas atuam em diferentes segmentos, como artesanato, turismo, culturas afrobrasileiras, literatura, movimento social entre outros. Ao longo da pesquisa constatei o inconveniente de ouvir muitas piadas preconceituosas vindas de homens e acredito que isso reflete os longos períodos em que as mulheres viveram oprimidas. Percebesse que essa mulher atuante encontra obstáculo em seu lar, mas mesmo assim atuam nos processos. 29 6. ANEXOS Relação de Mulheres Cadastradas no Sistema Municipal de Cultura Nome completo AUCIETE ROCHA CAMPOS Segmento prioritário Área prioritária Cidadãos (Patrimônio Cultural) Patrimônio Cultural JANOA SUELA FERNANDES SILVA Cidadãos (Patrimônio Cultural) Patrimônio Cultural DALVA DINIZ ROCHA AMARAL Cidadãos (Patrimônio Cultural) Patrimônio Cultural MARISA BAPTISTA DE CARVALHO Cidadãos (Patrimônio Cultural) Patrimônio Cultural NIVEA ANDREA DE ALMEIDA COSTA Cidadãos (Patrimônio Cultural) Patrimônio Cultural SILZETE LIMA TEIXERA Cidadãos (Patrimônio Cultural) Patrimônio Cultural YASMIN LEMKULL DAMASCENO Cidadãos (Patrimônio Cultural) Patrimônio Cultural DAIANE MACEDO DE MEDEIROS Cidadãos (Patrimônio Cultural) Patrimônio Cultural DIANES DE MENEZES ALENCAR Cidadãos (Patrimônio Cultural) Patrimônio Cultural MAYARA DOS SANTOS SANTIAGO Cidadãos (Patrimônio Cultural) Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / IVONILDE BRANDAO BORGES Comunidades Indígenas ADRIANA DOS SANTOS FELIX Comunidades Tradicionais / APURINA Comunidades Indígenas MARINES FRANCISCA DOS Comunidades Tradicionais / SANTOS Comunidades Indígenas ANTONIA CALAZA DE MEDEIROS Comunidades Tradicionais / APURINA Comunidades Indígenas ALESSANDRA SEVERINO DA Comunidades Tradicionais / SILVA MANCHINERY Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / PATRICIA GERMANO DA SILVA Comunidades Indígenas MICHELE MATOS FERREIRA DE Comunidades Tradicionais / LIMA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / AUTUMN JOY FLORENCIO WAIN Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / IVONILDES BRANDAO BORGES Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / JOANA DARC VALENTE SANTANA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural GERMINA BRANDAO BORGES Comunidades Tradicionais / Patrimônio Cultural 30 Comunidades Indígenas LAURITA MARQUES DA SILVA Comunidades Tradicionais / APURINA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / COSMA CRUZ Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / WILLIANE SILVA DE SOUZA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / DANIELLE MOREIRA BRASILEIRO Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / LETICIA LUIZA YAWANWA Comunidades Indígenas MARIA DAS GRAÇAS COSTA Comunidades Tradicionais / SILVA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / LETICIA LUIZA YANANAWA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / RUTHE GOLDSTEIN Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / MIRALDA DA SILVA LOPES Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / FRANCISCA YAWANAWA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / EDINA CARLOS BRANDAO Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / DALVANIR JUSTINO DE ARAUJO Comunidades Indígenas FRANCISCA OLIVEIRA DE LIMA Comunidades Tradicionais / COSTA Comunidades Indígenas FRANCISCA ALCIRENE Comunidades Tradicionais / NASCIMENTO DE OLIVEIRA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / ALDENIRA DE SOUZA CUNHA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / NEUZA AUGSTO JAMINAWA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / MARINA MARTINS JAMINAWA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / CARLINEIDE NUNES KAXINAWA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / EUCILENE PEREIRA KAXINAWA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural 31 MARIA LIBIA ALBERTO PEREIRA Comunidades Tradicionais / KAXINAWA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / NEUZA BATISTA JAMINAWA Comunidades Indígenas LANA RODRIGUES DA SILVA Comunidades Tradicionais / JAMINAWA Comunidades Indígenas MARIA MADALENA DA SILVA Comunidades Tradicionais / JAMINAWA Comunidades Indígenas MARIA OCINEIDE BARBOSA Comunidades Tradicionais / APURINÃ Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Comunidades Tradicionais / MARIA MEIRELES JAMINAWA Comunidades Indígenas IARA LEILA DA SILVA BRANDÃO Comunidades Tradicionais / CHANENAWA Comunidades Indígenas Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Culturas Afro-brasileiras em suas ALCIONE RODRIGUES LOPES diversas denominações Patrimônio Cultural MARIA DAS GRAÇAS RODRIGUES Culturas Afro-brasileiras em suas DA CUNHA diversas denominações Patrimônio Cultural Culturas Afro-brasileiras em suas GARDENIA RODRIGUES diversas denominações Patrimônio Cultural Culturas Afro-brasileiras em suas CAMILA BISPO DE LIMA diversas denominações Patrimônio Cultural Culturas Afro-brasileiras em suas ELIENE OLIVEIRA DA SILVA diversas denominações ELIANE DE OLIVEIRA PERREIRA Culturas 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ALENCAR DA SILVA diversas denominações Patrimônio Cultural Culturas Afro-brasileiras em suas ANA CLAUDIA DE OLIVEIRA diversas denominações Patrimônio Cultural Culturas Afro-brasileiras em suas MARIA DE FATIMA LIMA DA SILVA diversas denominações Patrimônio Cultural Culturas Afro-brasileiras em suas MARIA DE JESUS DOS SANTOS diversas denominações MARIA DANIELA FERREIRA Culturas Afro-brasileiras em suas MOURA diversas denominações MARIA FRANCISCA ALEXANDRE Culturas Afro-brasileiras em suas DOS SANTOS diversas denominações MARILENE RODRIGUES DE Culturas Afro-brasileiras em suas SOUZA diversas denominações ROSIANE SILVA DE OLIVEIRA Culturas Afro-brasileiras em suas BANDEIRA diversas denominações Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Culturas Afro-brasileiras em suas SUEILA PINHEIRO DE ALMEIDA diversas denominações Patrimônio Cultural Culturas Afro-brasileiras em suas NEDIA SILVA LIMA diversas denominações Patrimônio Cultural 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FABIANA GOMES PINHEIRO diversas denominações Patrimônio Cultural Culturas Afro-brasileiras em suas AIARA ALEXANDRE VALENTE diversas denominações Patrimônio Cultural Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural ALMEIDA Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural EDENILCE DA SILVA DAMACENO Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural REGINA COELI DE SOUZA ROCHA Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural RAQUEL FROTA RODRIGUES Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural LAUANA MARIA LIMA DO NASCIMENTO MARIA DE LOURDES SILVA DE DEBORA SOUZA DO NASCIMENTO VANYA REGINA RODRIGUES DA SILVA FRANCISCA SANTIAGO DOS SANTOS BRAZ 34 FRANCISCA CAMPOS DO NASCIMENTO Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural FLAVIA BURLAMAQUI MACHADO Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural EDIANE DA CUNHA OLIVEIRA Culturas Ayahuasqueiras Patrimônio Cultural IRLLA NAREL LEAO OLIVEIRA 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Cultural KELLYANE DOS SANTOS SOUZA Culturas Populares Patrimônio Cultural NASCIMENTO Culturas Populares Patrimônio Cultural GLEICIANI DA SILVA FELIX Culturas Populares Patrimônio Cultural OTAIRLIANE DA SILVA MOURA Culturas Populares Patrimônio Cultural OLIVEIRA Culturas Populares Patrimônio Cultural NAIARA SILVA PINHEIRO Culturas Populares Patrimônio Cultural VANEYDE MIRANDA DA SILVA Culturas Populares Patrimônio Cultural Culturas Populares Patrimônio Cultural MARIANA SILVA DO NASCIMENTO Culturas Populares Patrimônio Cultural ANDREIA VIEIRA DE PAIVA Culturas Populares Patrimônio Cultural MARIA SOCORRO DE OLIVEIRA Culturas Populares Patrimônio Cultural CLAUDIA ANTONIA DE SOUZA Culturas Populares Patrimônio Cultural VILCERLANDIA DE SOUZA LIMA Culturas Populares Patrimônio Cultural GREYCE KELLY DA SILVA Culturas Populares Patrimônio Cultural LUANA QUARESMA DA SILVA Culturas Populares Patrimônio Cultural MARIA DA CONCEIÇAO FERREIRA Culturas Populares Patrimônio Cultural KEILA CRISTINA SILVA DO NARRAIANE DUARTE DE DAYANA ROSS SILVA DO NASCIMENTO SARAYANE DE OLIVEIRA DA SILVA Culturas Populares Patrimônio Cultural TAYNA GOMES SILVA MORAIS Culturas Populares Patrimônio Cultural ELINE CRISTINA DA COSTA Culturas Populares Patrimônio Cultural ANA JOICE VIERA DA SILVA Culturas Populares Patrimônio Cultural ANDRESSA DE SOUZA SILVA Culturas Populares Patrimônio Cultural MARIA LEITE DA COSTA Culturas Populares Patrimônio Cultural MAYANE CARVALHO QUEIROZ Culturas Populares Patrimônio Cultural FONSECA Culturas Populares Patrimônio Cultural INGRID BRAGA DE SOUZA Culturas Populares Patrimônio Cultural BRUNA CASSILA DE SOUZA Culturas Populares Patrimônio Cultural RAMOS Culturas Populares Patrimônio Cultural SUSIE LAMAS Culturas Populares Patrimônio Cultural MARISA LIMA DE SOUZA Culturas Populares Patrimônio Cultural RAQUEL CABRAL SILVA Culturas Populares Patrimônio Cultural LEILA MARIZA DOS SANTOS MARIA DO SOCORRO PEREIRA 37 MARIA DE JESUS DA SILVA ARAUJO Culturas Populares Patrimônio Cultural ANDREIA DE ASSIS BORGES Culturas Populares Patrimônio Cultural JAIANA DE OLIVEIRA SALES Culturas Populares Patrimônio Cultural Culturas Populares Patrimônio Cultural SILVA Culturas Populares Patrimônio Cultural ARINEIDE DA SILVA ARAUJO Culturas Populares Patrimônio Cultural KAMILLA DOS ANJOS FERREIRA Culturas Populares Patrimônio Cultural TATIANE OLIVEIRA QUEIROZ Culturas Populares Patrimônio Cultural VANESSA LIMA DE SOUZA Culturas Populares Patrimônio Cultural ANDRESSA ARAUJO SOUZA Culturas Populares Patrimônio Cultural NASCIMENTO Culturas Populares Patrimônio Cultural MARIA LEUDES DA SILVA SOUZA Espaços de Memória Patrimônio Cultural ROQUE Espaços de Memória Patrimônio Cultural VERONICA MOURA DA COSTA Espaços de Memória Patrimônio Cultural LIMA Espaços de Memória Patrimônio Cultural MANOELA COSTA DE ARAUJO Espaços de Memória Patrimônio Cultural GEANIA ALVES DIAS Espaços de Memória Patrimônio Cultural CLEUNILDE SILVA DOS SANTOS Espaços de Memória Patrimônio Cultural ANA PAULA SANTOS DE ARAUJO Espaços de Memória Patrimônio Cultural FERNANDES DA COSTA Espaços de Memória Patrimônio Cultural LIDIANNE LIMA CABRAL Espaços de Memória Patrimônio Cultural MARIA MATILDE MOLLINETTI Espaços de Memória Patrimônio Cultural MENDES Espaços de Memória Patrimônio Cultural VANGLEIA GERMANA COSTA Espaços de Memória Patrimônio Cultural DIANA DA SILVA DANTAS Espaços de Memória Patrimônio Cultural WILCIENE CORDEIRO SANTOS Espaços de Memória Patrimônio Cultural ANA JASMINA Espaços de Memória Patrimônio Cultural JULLY JOICE SPECHT LEAL Espaços de Memória Patrimônio Cultural GOMES Espaços de Memória Patrimônio Cultural JULLY JOYCE SPECHT LEAL Espaços de Memória Patrimônio Cultural ANA CAROLINA SILVA DE FREITAS MARIA LUCIANA SALAZAR DA JAMISSA VITORIA ALVES DO MARIA DE LOURDES BANDEIRA MARIA DAS GRAÇAS SILVA DE ANA LUCIA REIS MELO ANGELA MARISE BOTELHO MARIA MARLUCIA FERREIRA 38 ALDERICE ROSAS DE LIMA Espaços de Memória Patrimônio Cultural VALDENIRA DA SILVA MORAES Espaços de Memória Patrimônio Cultural GRACIENE MOURA LIMA Espaços de Memória Patrimônio Cultural BARROS Espaços de Memória Patrimônio Cultural MARIA VALNISE SOUZA Espaços de Memória Patrimônio Cultural Espaços de Memória Patrimônio Cultural ARRUDA Espaços de Memória Patrimônio Cultural LILIAN FERNANDA SOUZA Espaços de Memória Patrimônio Cultural ANA JASMINA GONDIM HILUEY Espaços de Memória Patrimônio Cultural ANA MARIA GORETE DE SOUZA LUCINEIDE ALENCAR DOS SANTOS MARIA ONEIDE DA COSTA Humanidades e Historiografia LUCINEIDE DA COSTA MIRANDA Acriana Patrimônio Cultural Humanidades e Historiografia ROSANA SOUZA DE MESQUITA Acriana Patrimônio Cultural Humanidades e Historiografia VERANILDE ALVES DE LIMA Acriana Patrimônio Cultural Humanidades e Historiografia TALITA PAULA DE ALMEIDA Acriana SUZANA PATRICIA NOBREGA DE Humanidades e Historiografia MEDEIROS Acriana Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Humanidades e Historiografia ROZAMELIA SOUZA DE MISQUITA Acriana ARETUZA BANDEIRA DE ARAUJO Humanidades e Historiografia BATISTA Acriana Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Humanidades e Historiografia PEDRO BONIFACIO DE LIMA Acriana Patrimônio Cultural Humanidades e Historiografia ERLENILCE LOPES FERREIRA Acriana Patrimônio Cultural Humanidades e Historiografia KARINE LOPES NARAHARA Acriana ANA CRISTINA COSTA Humanidades e Historiografia GUILHERME Acriana Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Humanidades e Historiografia MARIA LIZIANE SOUZA SILVA Acriana Patrimônio Cultural Humanidades e Historiografia ELIZABETH MIRANDA DE LIMA Acriana Patrimônio Cultural ANDREA MARIA LOPES DANTAS Humanidades e Historiografia Patrimônio Cultural 39 Acriana Humanidades e Historiografia GEORGIA PEREIRA LIMA Acriana LELCIA MARIA MONTEIRO DE Humanidades e Historiografia ALMEIDA Acriana FRANCEMILDA LOPES DO Humanidades e Historiografia NASCIMENTO Acriana Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Patrimônio Cultural Humanidades e Historiografia CELY MELO DE ALMEIDA Acriana Patrimônio Cultural SHAYENNA PERLA DE LIMA Humanidades e Historiografia GALVÃO SABOIA Acriana Patrimônio Cultural LUCENA Jornalismo Patrimônio Cultural JAMILSSA DE ALMEIDA MELO Jornalismo Patrimônio Cultural ROBERTA DA COSTA SILVA Jornalismo Patrimônio Cultural DAYANE DE LIMA LEITE Jornalismo Patrimônio Cultural SACHA MONICA CANIZO Jornalismo Patrimônio Cultural PEDROSA Jornalismo Patrimônio Cultural DANIA DE OLIVEIRA MENDES Jornalismo Patrimônio Cultural ALETA TEREZA DREVES Jornalismo Patrimônio Cultural ILANA ZANNINI ALMADA Jornalismo Patrimônio Cultural JYALHA MAGDA ALMEIDA TOMAZ Jornalismo Patrimônio Cultural JACIRA MARIA ABDON FERREIRA Jornalismo Patrimônio Cultural ELEANE NASCIMENTO DE AS Jornalismo Patrimônio Cultural ARAUJO Jornalismo Patrimônio Cultural NATTERCIA LIMA DAMASCENO Jornalismo Patrimônio Cultural EDNILCE FERNANDES DE SOUZA Jornalismo Patrimônio Cultural EMANUELLY SILVA FALQUETO Jornalismo Patrimônio Cultural ANDREIA ZILIO Jornalismo Patrimônio Cultural SOUZA Jornalismo Patrimônio Cultural ANAIS CORDEIRO DE MEDEIRO Jornalismo Patrimônio Cultural MARIA EUNICE BRAGA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural Movimentos Sociais Patrimônio Cultural MARIA ELIANE LOPES DA SILVA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural ROZA LUCIA LUCAS GOUVEIA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural MARIA DA CONCEICAO SOUSA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural GISELLE XAVIER D´AVILA ANTONIA ANAILDA COELHO RAYANE PRISCILA MARTINS DE MARIA DE FATIMA BANDEIRA DE 40 DE FREITAS ANTONIA HELENA DA SILVA DUARTE Movimentos Sociais Patrimônio Cultural LIGIA KLOSTER APEL Movimentos Sociais Patrimônio Cultural DENISE CARVALHO DE SOUZA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural Movimentos Sociais Patrimônio Cultural JANETE DE CASTRO FIGUEIREDO Movimentos Sociais Patrimônio Cultural ANNE VANESSA LEITAO DE SOUZA ELAIANE NUNES DO NASCIMENTO Movimentos Sociais Patrimônio Cultural Movimentos Sociais Patrimônio Cultural Movimentos Sociais Patrimônio Cultural CUNHA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural SILVANIA OLIVEIRA DA SILVA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural TEREZA PRUDENCIO DA SILVA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural TEREZA DA SILVA DEGUIA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural Movimentos Sociais Patrimônio Cultural MIGUEIS Movimentos Sociais Patrimônio Cultural FRANCISCA SILVA DE SOUZA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural MONICA CABRAL FERREIRA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural DE OLIVEIRA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural VILCYA FEITOSA DE CARVALHO Movimentos Sociais Patrimônio Cultural QUESIA DO NASCIMENTO LOPES Movimentos Sociais Patrimônio Cultural MARIA TAYRA LIMA FURTADO Movimentos Sociais Patrimônio Cultural ROSIANE NASCIMENTO DA SILVA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural ANTONIA SOARES DA SILVA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural FRANCISCA SOARES DA SILVA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural MARIA DA CONCEIÇAO SOARES Movimentos Sociais Patrimônio Cultural Movimentos Sociais Patrimônio Cultural SOUZA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural CLEICIANE CASTRO DA COSTA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural MARIA DE NAZARE DA SILVA DELAGUILA MARIA DO CARMO CAMPOS GADELHA MARIA DO CARMO FERREIRA DA MAGDA ANAJARA BRANDAO DOS SANTOS MARIA GABRIELLE MARTINS VALSILANDIA MARIA RODRIGUES ARNALDA MARIA SOUZA DA SILVA JANE APARECIDA DA SILVA 41 NADIA FRANÇA DA COSTA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural MARIA ZUILA DOS SANTOS SILVA Movimentos Sociais Patrimônio Cultural MACLANE PAULINO SOLON Movimentos Sociais Patrimônio Cultural Movimentos Sociais Patrimônio Cultural NASCIMENTO Tradições Populares Patrimônio Cultural KAMILE SANTOS SIQUEIRA Tradições Populares Patrimônio Cultural ALDENISSE SILVA DOS SANTOS Tradições Populares Patrimônio Cultural EUNA PAULA DANTAS DE FARIAS Tradições Populares Patrimônio Cultural GELIANE SANTOS DA COSTA Tradições Populares Patrimônio Cultural REINALDO Tradições Populares Patrimônio Cultural DEISE SALIM PINHEIRO DE LIMA Tradições Populares Patrimônio Cultural NORMELI DE ARAUJO Tradições Populares Patrimônio Cultural FREITAS Tradições Populares Patrimônio Cultural NORMELI DE ARAUJO Tradições Populares Patrimônio Cultural VALMIRA ALVES DE ANDRADE Turismo Patrimônio Cultural SOLEANE DE SOUZA BRASIL Turismo Patrimônio Cultural Turismo Patrimônio Cultural NASCIMENTO Turismo Patrimônio Cultural JANE LILIANE SILVA BRAGA Turismo Patrimônio Cultural FERREIRA Turismo Patrimônio Cultural IZAELA ROMENIA DA SILVA Turismo Patrimônio Cultural Turismo Patrimônio Cultural ADALGISA BANDEIRA DE ARAUJO Turismo Patrimônio Cultural GITANA ARAUJO BARBOZA Turismo Patrimônio Cultural VERA LUCIA DA SILVA SANTOS Turismo Patrimônio Cultural NASCIMENTO Turismo Patrimônio Cultural TAYGRA DA SILVA DANTAS Turismo Patrimônio Cultural VICTOR ADATIVA FERREIRA Turismo Patrimônio Cultural Turismo Patrimônio Cultural FELOMENA LEDUINO DO NASCIMENTO LARISSA OLIVEIRA DO JOCINEIDE DO NASCIMENTO MARIA LUDUINA RICARDO DE SIMONE SANTOS DE OLIVEIRA SILVA VELISSA RACHID DO JAQUELINE M RODRIGUES IRLEIDE MARIA PORTELA DA COSTA TAYANE ARAUJO DO ZAIDA FRANCESCA BARROSO RODRIGUES 42 ALINE FELIPE DE SOUZA Turismo Patrimônio Cultural ANA LUCIA CUNHA E SILVA Turismo Patrimônio Cultural SPINA Turismo Patrimônio Cultural ANALU DA SILVA Turismo Patrimônio Cultural Turismo Patrimônio Cultural SOUSA Turismo Patrimônio Cultural COMILA ALMEIDA DE SOUZA Turismo Patrimônio Cultural CYNTHIA PINHEIRO DE ANDRADE Turismo Patrimônio Cultural DAMARIS MENDES DA SILVA Turismo Patrimônio Cultural ERENICE GOMES PINHEIRO Turismo Patrimônio Cultural FLAVIA INGRID DA SILVA Turismo Patrimônio Cultural FRANCISMAY MOURA DA COSTA Turismo Patrimônio Cultural GABRIELLE LIMA DA SILVA Turismo Patrimônio Cultural GERIANES DAS CHAGAS Turismo Patrimônio Cultural FRINEIDA NOBRE Turismo Patrimônio Cultural ARINE MOURA DE ARAUJO Turismo Patrimônio Cultural THALITA DA SILVA SANLOS Turismo Patrimônio Cultural FRANCISCA PEREIRA DA COSTA Turismo Patrimônio Cultural RACHEL DOURADO DA SILVA Turismo Patrimônio Cultural KATIA NUBIA GUEDES DA COSTA Turismo Patrimônio Cultural KETLLI ARAUJO ALMADA Turismo Patrimônio Cultural FRANCIELIA OLIVEIRA DE SOUZA Turismo Patrimônio Cultural SOUZA Turismo Patrimônio Cultural ANGREA GOULART SILVA Turismo Patrimônio Cultural PATRICIA PAULA VIEIRA Turismo Patrimônio Cultural Turismo Patrimônio Cultural VICENTE Turismo Patrimônio Cultural RAFFAELLE LIMA DA SILVA Turismo Patrimônio Cultural D'ALBUQUERQUE BARBOSA Turismo Patrimônio Cultural PAULA PITTA DE ANDRADE Turismo Patrimônio Cultural Turismo Patrimônio Cultural ANA PAULA MACEDO FERREIRA ANGELA MARIA DOS SANTOS OLIVEIRA BRUNA POLIANA GALDINO DE SANDRA ALVES BARBOSA DE MARIA ROSA DO NASCIMENTO LOPES MARIA DA LIBERDADE OLIVEIRA MARIA DO PERPETUO SOCORRO MARIA JUCILEIA FERREIRA DE MOURA 43 MARIA TARGINO DO SACRAMENTO Turismo Patrimônio Cultural MICHELLE PONTES BARBOSA Turismo Patrimônio Cultural KARINA CARNEIRO DE SOUZA Turismo Patrimônio Cultural OZENIRA BARBOSA MONTEIRO Turismo Patrimônio Cultural SAFIRA SOPHIA SILVA MEDIM Turismo Patrimônio Cultural RITERLANIA DA SILVA RAMOS Turismo Patrimônio Cultural RISOLETA DE QUEIROZ COSTA Turismo Patrimônio Cultural KATIANA COSTA LAMEIRA Turismo Patrimônio Cultural SILMARA LIMA ALVES Turismo Patrimônio Cultural KRUSKAYA DIJSSELBLOEM Turismo Patrimônio Cultural KARINA REZENDE SILVA Turismo Patrimônio Cultural KARINE MARTINS TABORGA Turismo Patrimônio Cultural NEILIANE BARBOSA Turismo Patrimônio Cultural MIRYAN CRISTINA SALOMAO Turismo Patrimônio Cultural LAIS DE SOUZA MARQUES Turismo Patrimônio Cultural LIMA Turismo Patrimônio Cultural MARCELA FIGUEIREDO RIBEIRO Turismo Patrimônio Cultural LUZIMEIRE NOBRE DE SOUZA Turismo Patrimônio Cultural LUCIENE HENRIQUE GALVAO Turismo Patrimônio Cultural MARCIA FARIAS DE OLIVEIRA Turismo Patrimônio Cultural LIVIA MARIA OLIVEIRA NERIS Turismo Patrimônio Cultural LIVIA MARCELY RAMOS Turismo Patrimônio Cultural LARISSA DA SILVA RODRIGUES Turismo Patrimônio Cultural ROSIMEIRE ROCHA DE ARAUJO Turismo Patrimônio Cultural AZEVEDO Turismo Patrimônio Cultural SANIELE SOUZA ALMEIDA Turismo Patrimônio Cultural OLIVEIRA Turismo Patrimônio Cultural VALDIRENE ALVES DE LIMA Turismo Patrimônio Cultural Turismo Patrimônio Cultural MARIA APARECIDA TEIXEIRA ANNA CAROLINE MESQUITA DE PAULA FAGLIA ARAUJO DE ROSICLEIA CAVALCANTE DE SOUZA 44 7. 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