FUNDAÇÃO EDUCACIONAL LUIZ REID
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé
Relatório do Processo de Avaliação Institucional 2013
COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO – CPA
Março/2014
SUMÁRIO
1. Dados da Instituição
2. Avaliação Institucional
2.1 Introdução
2.2 Objetivo Geral
2.3 Objetivos Específicos
2.4 Metodologia
3. Dimensões
3.1 Dimensão 1: A missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional
3.1.1 Curso de Pedagogia
3.1.2 Curso de Letras
3.1.3 Curso de História
3.1.4 Curso de Tecnólogo em Segurança no Trabalho
3.1.5 Curso de Geografia
3.1.6 Curso de Matemática
3.2 Dimensão 2: Ensino, a pesquisa e a extensão
3.3 Dimensão 3: Responsabilidade social da IES
3.4 Dimensão 4: Comunicação com a sociedade
3.5 Dimensão 5: Políticas de pessoal, carreira, aperfeiçoamento, condições de
trabalho
3.6 Dimensão 6- Organização e gestão da Instituição
3.7 Dimensão 7- Infraestrutura física e recursos de apoio
3.8 Dimensão 8- Planejamento e avaliação
3.8.1 Processos, resultados e eficácia da autoavaliação
3.8.2 Síntese dos Resultados da Avaliação de 2010/11
3.9 Dimensão 9- Políticas de atendimento aos estudantes
3.10 Dimensão 10- Sustentabilidade financeira
4. Considerações Finais
5. Referências Bibliográficas
Apêndices
I - Programa FAFIMA Social
1. DADOS DA INSTITUIÇÃO
Nome: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé - FAFIMA
Código da IES: MANT 084
Caracterização das IES: Instituição privada, sem fins lucrativos.
Estado: Rio de Janeiro
Município: Macaé - RJ
Composição da CPA (membros designados conforme Portaria nº. 04 de 17 de setembro
de 2013)
I. Presidente
Prof. Alfredo Manhães - RG n° 04752562-1 (IFP)
II - Representantes Docentes
Profª Sandra Matsumura
Profª Fernanda Antunes Gomes da Costa
III - Representantes Discentes
Fernando Carone Bodard
Thiago Tomaz Domingues
IV - Representantes Técnico- administrativos
Denise Manhães de Moura
Sônia Ferreira de Marins
V - Representantes da Sociedade Civil
Márcia Franco de Azevedo Curvello
Cláudia Maria Damasceno Peixoto
Duração do mandato: 01 (um) ano.
2. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
2.1. Introdução
A expansão das Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil é para a sociedade em
geral um importante elemento de reflexão, haja vista a necessidade da aquisição do conhecimento
nas mais diversas áreas e sua posterior aplicação em iniciativas que promovam o bem comum.
Reis (2003) trata dessa realidade e enfatiza que um dos papéis mais importantes do gestor
universitário é entender como funciona esse mecanismo de expansão, representado pelo aumento
na oferta de instituições e cursos, e definir (ou redefinir) qual é o real papel da IES no cenário no
qual ela está inserida.
O atual contexto das IES vem influenciando os seus gestores no sentido de
desenvolver planos estratégicos que as viabilizem de modo que haja qualidade em suas
atividades, haja vista o acirrado nível de competição decorrente deste processo expansionista. Os
efeitos deste cenário aparecem sob as mais variadas formas, como por exemplo, a evasão de
alunos, o incentivo crescente ao ensino à distância, o fechamento de instituições e cursos, dentre
outros, os quais precisam ser analisados e tratados. A avaliação institucional é uma das maneiras
de se realizar a análise de aspectos relevantes para a gestão de uma IES, embora receba críticas
que a apontem, em alguns casos, como medida quantitativa e não qualitativa (Boclin, 2005).
Embora questionada em diversos aspectos a avaliação institucional vem a contribuir na
identificação de pontos positivos e negativos da IES, servindo como um dos instrumentos para
que gestor possa entender a realidade de sua instituição e tomar decisões que dêem a ela
condição necessária para desempenhar seu papel no contexto no qual está inserida.
O presente relatório apresenta o resultado da avaliação institucional realizado pela
Comissão Própria de Avaliação (CPA) da FAFIMA no ano de 2013. Contando com a participação
de funcionários, professores e alunos, procurou-se promover a discussão sobre diversos aspectos
da instituição e levar à reflexão sobre o papel da FAFIMA na região de Macaé e seu entorno. Os
apontamentos feitos pelos participantes servirão de base para a tomada de decisão da Direção,
apoiando estrategicamente a gestão da instituição.
A CPA, instituída pelo Ministério da Educação (MEC), procura contribuir com a IES no
sentido de viabilizar a reflexão sobre as instâncias e relações complexas que existem entre as
atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão. Os dados coletados durante o trabalho da CPA no
processo de avaliação institucional permitem o apontamento de fragilidades e potencialidades da
IES, como se poderá constatar nas colocações que seguem.
2.2. A FAFIMA
A FAFIMA é uma IES que em 2014 completa 40 anos, tendo iniciado suas atividades
em 1974 com os cursos de Pedagogia e Letras. À época matricularam-se inicialmente cerca de
200 alunos.
É uma instituição de tradição na formação de educadores, reconhecida pela
comunidade loco-regional e que gradualmente tem ampliado a oferta de cursos e vagas.
Além dos cursos já citados, ambos reconhecidos pelo MEC e em pleno funcionamento,
estão em andamento os cursos de Licenciatura em Geografia, História, Matemática e Tecnólogo
em Segurança do Trabalho, contando atualmente com cerca de 346 alunos.
Muitas são as dificuldades de uma instituição privada, principalmente numa região que
é fomentada pela extração do petróleo e em uma cultura que a formação na área da educação
cede lugar àquela voltada à formação do profissional específico da área petrolífera.
No entanto, seguimos com o mesmo compromisso de oferecer uma educação superior
de qualidade e acreditamos que a educação é o portal para dias melhores. Por ocasião das crises
visualizamos oportunidades de crescimento. Esta avaliação está servindo para rever e reajustar
diversos aspectos, como se poderá constatar na leitura do presente relatório.
2.3. A CPA
A avaliação permanente de todas as atividades desenvolvidas pela FAFIMA, sejam
estas realizadas pelos docentes, discentes ou técnico-administrativos, emerge como uma
atividade de corresponsabilidade. Uma ação pedagógica integrada, que contribuirá para o
redirecionamento das ações desenvolvidas por todos, na intenção de minimizar fragilidades e
descobrir potencialidades.
A CPA é responsável pela coordenação, condução e articulação do processo interno de
Avaliação Institucional da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé. Sua função é
coordenar e articular tal processo em todas as suas modalidades de ação, de modo a fornecer à
comunidade acadêmica e à sociedade uma visão sobre o desenvolvimento da instituição, sua
qualidade educativa e sua contribuição para o desenvolvimento da Região Norte-Fluminense.
A lei nº. 10.861, de 14 de abril de 2004, relativa à criação do Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior – SINAES institucionaliza a criação da CPA no contexto das
universidades brasileiras.
O presente Relatório de Avaliação Institucional, organizado pela Comissão Própria de
Avaliação institucional, num trabalho de interlocução da atual comissão e da anterior, apresentará,
de forma sucinta e conforme anexos, a leitura dos questionários aplicados e das ações realizadas
durante o ano de 2013.
Mais que atender à orientação legislativa, a FAFIMA compreende que a realização
dessa tarefa permite o conhecimento amplo do interior institucional, com o levantamento de dados
e informações que contribuirão para o planejamento e a gestão da instituição.
Assim pensando, há que se considerar que a autoavaliação não deixa de ser um
trabalho permeado de aspectos ideológicos, políticos e culturais entre outros e que, ao ser
iniciado, gerará sempre mais reflexões na intencionalidade maior que é a busca pela excelência
pedagógica.
2.4. Objetivo Geral
Apresentar os resultados da avaliação institucional referentes ao ano de 2013,
atendendo o que propõe o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).
2.5. Objetivos Específicos

Sensibilizar a comunidade acadêmica da FAFIMA para a construção de um processo
permanente e participativo de auto-avaliação;

Disponibilizar dados e informações sobre os vários aspectos da IES;

Promover uma maior integração entre os vários segmentos da instituição, com vistas à
implementação e efetivação do processo auto-avaliativo;

Elaborar metodologias de coleta e análise dos dados da avaliação da IES;

Identificar pontos fortes e fragilidades da IES;

Estimular o contato com o ambiente externo à academia para, por meio do diálogo e
reflexão, elaborar e reelaborar as suas ações institucionais;

Difundir na Instituição a cultura da avaliação permanente como meio de informações para
pensar e planejar as atividades de ensino, iniciação a pesquisa e extensão;

Incentivar um processo permanente de autocrítica da Instituição, fortalecendo as relações
de cooperação entre os diversos atores institucionais;

Fornecer dados objetivos e instrumentos para a verificação da eficiência e da eficácia,
referenciada no principio de relevância social e científica;

Prestar contas à sociedade das ações da instituição, tornando mais efetiva a vinculação
entre elas;

Possibilitar a reflexão e revisão das políticas, programas e projetos institucionais,
referenciados na missão, de acordo com as características loco-regionais.
2.6. Metodologia
O processo de avaliação foi dividido nas seguintes etapas:
a) Planejamento do processo com a Direção da IES.
b) Definição do formato dos questionários.
c) Elaboração dos questionários em ambiente virtual contendo questões para avaliar a IES,
corpo docente e técnico-administrativo, e serviços oferecidos em geral.
d) Recadastramento de e–mails de do corpo docente, discente e técnico-administrativo.
e) Divulgação do processo de avaliação em quadros de aviso e por e–mail.
f) Visita às dependências da IES (departamentos, salas de aula etc) em período anterior à
aplicação dos questionários como forma de sensibilizar a comunidade acadêmica sobre a
importância da avaliação.
g) Envio de e-mail para o corpo discente, contendo orientações de preenchimento e o link das
questões para (1) avaliar aspectos diversos da IES e (2) o desempenho dos docentes.
h) Envio de e-mail para o corpo docente, contendo orientações de preenchimento e o link das
questões para (1) avaliar aspectos diversos da IES e (2) autoavaliação.
i) Envio de e-mail para o corpo técnico-administrativo, contendo orientações de
preenchimento e o link das questões para (1) avaliar aspectos diversos da IES e (2)
autoavaliação.
j) Apuração dos resultados obtidos e divulgação dos mesmos junto à Direção.
k) Produção do relatório final do processo de avaliação e divulgação junto à comunidade
acadêmica.
Os questionários são divididos em três grupos: Corpo Técnico-Administrativo, Corpo
Docente e Corpo Discente, sendo que este último separado por curso. As questões estiveram
disponíveis em ambiente digital online pela internet com uso do serviço gratuito Google
Documents até o dia 11 de dezembro de 2013. Foi considerada desnecessária a identificação de
cada participante.
É importante ressaltar que:
a) O processo contemplou a participação dos vários segmentos institucionais, de forma
que toda a comunidade acadêmica pudesse opinar e oferecer propostas de solução que possam
viabilizar ações interventivas.
b) Os computadores da Biblioteca e do Laboratório de Informática ficaram disponíveis
durante o período da avaliação para possibilitar a maior participação da comunidade acadêmica.
A tabela 1 apresenta o total de participantes, o total de questionários respondidos e o
percentual de participação de cada grupo.
TABELA 1 – TOTALIZAÇÃO DE RESPOSTAS NA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL 2013
Participantes
Corpo Técnico-Administrativo
Corpo Docente
Corpo Discente
Total de
Pessoas
17
35
300
Total de
Questionários
Respondidos
16
21
87
Percentual
94 %
60 %
29 %
Os resultados da avaliação institucional foram organizados na forma de planilhas,
sendo que os resultados referentes aos discentes foram organizados de forma separada por
curso.
Para cada grupo foram gerados gráficos que estão relacionados às principais
fragilidades acompanhadas de algumas sugestões de melhoria, a partir de comentários dos
participantes. Estes resultados estão apresentados no item 3.8.2.3.
3. DIMENSÕES
Dimensão 1: A missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional
Inicialmente foi realizada a leitura e análise dos Projetos Pedagógicos da IES. A
FAFIMA apresenta pontos de relevância no que se refere a essa dimensão, dentro de cada um
dos seus cursos. Isso foi verificado por meio de uma avaliação dos Projetos Pedagógicos dos
Cursos e a sua articulação com o Plano de Desenvolvimento Institucional.
A análise dos documentos legais da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de
Macaé – FAFIMA (PDI, PPI e Regimento Interno) permitem o conhecimento dos elementos
destacados acima. A seguir as considerações dos aspectos analisados de cada um dos
documentos.
1) REGIMENTO INTERNO - Nossa Faculdade possui esse documento, o qual foi estudado e
reformulado no ano de 2008. Direção, coordenações e professores discutiram e aprovaram
alterações.
2) PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL 2011-2015 – Documento que planeja
e concebe todas as atividades da instituição. Inicia por refletir sobre os desafios de uma
Faculdade privada, com o objetivo de oferecer educação superior de qualidade. Destaca a
produção de conhecimentos como atividade precípua, apresenta algumas ações públicas
no âmbito da educação, apresenta dados históricos do município, destacando alguns
órgãos públicos cujas relações vinculam-se à Faculdade, dados de sua mantenedora, a
fundação Educacional Luiz Reid, caracteriza a mantida e aspectos relevantes de sua
inserção na comunidade local e de seu entorno. Percebemos, pela leitura reflexiva
empreendida, que a missão da Faculdade está bem circunscrita àquilo que se concebe
para a educação superior e que se tem envidado esforços para atingir as proposições.
Pautada pelos princípios da Ética, do Pluralismo e da Participação, compromete-se como
crescimento da região.
Observa-se a necessidade de que os colegiados se reúnam e o documento seja
discutido e socializado com os demais professores, para que, tendo conhecimento da política mais
ampla que os sustenta possam melhor comprometer-se com seus respectivos cursos e projetos
pedagógicos.
Ao focar os documentos dos cursos oferecidos pela IES destacam-se as
informações:
3.1.1.
Curso de Pedagogia
Observando-se a integração do Curso de Pedagogia com as balizas orientadoras que
se centram na missão da IES e em seus documentos norteadores, temos pontos interessantes
que demonstram o seu potencial. Entre eles:
a) Por meio da realização dos Estágios Supervisionados, os alunos e docentes do Curso têm
detectado problemas sócio-culturais que podem ser solucionados, ou, pelo menos,
amenizados, com a ajuda da IES;
b) Há projetos de intervenção pedagógica que trabalham a teoria e a prática numa relação
unívoca;
c) O Curso oferta minicursos (Alfabetização, Ação continuada), em algumas escolas;
d) Reformulação da matriz curricular, repensando pressupostos éticos e filosóficos;
e) Disponibilidade de um laboratório de informática, com livre acesso à Internet;
Para a implementação das ações propostas e um trabalho mais proveitoso junto à
comunidade acadêmica e extra-acadêmica faz-se necessário considerar com mais rigor alguns
pontos, como:
a) Continuar o processo de implementação de políticas de incentivo à leitura e conhecimento
do acervo da biblioteca da IES, com vistas à importância da participação na atualização
das literaturas de todas as áreas ali existentes;
b) Realização de Simpósios de Educação.
3.1.2. Curso de Letras
O Curso de Letras apresenta como forças potencializadoras:
a) Desenvolvimento de projetos de extensão para o atendimento à comunidade acadêmica e
não-acadêmica;
b) Desenvolvimento de atividades interdisciplinares;
c) As disciplinas que compõem a matriz curricular buscam atender o objetivo geral, bem
como o perfil do egresso proposto;
d) O corpo docente referente às disciplinas que compõem a formação básica na área de
letras tem conhecimentos e experiência profissional capazes de promover a articulação
entre os conteúdos desenvolvidos em suas disciplinas e a aplicação de novas tecnologias;
e) Disponibilidade de um laboratório de informática, com livre acesso à internet;
f) A biblioteca dispõe de um acervo que contempla os títulos adotados da bibliografia básica.
Alguns pontos ainda requerem atenção. Dentre eles:
a) A criação da escola de idiomas, necessidade e anseio da comunidade macaense;
b) Implementação de projetos que promovam a integração entre os diferentes cursos da ies,
assim como de outras instituições de ensino;
c) Necessidade de implementação de atividades extracurriculares e/ou complementares
capazes de oferecer maiores informações a respeito das atividades exercidas na atuação
do profissional em letras.
d) Projetos que envolvam visitas a possíveis locais de atuação do graduado em letras, tais
como : centrais de jornalismo, gráficas, editoras, etc.
Por sugestão de alguns professores a Direção está buscando credenciamento junto
aos órgãos competentes para atuar na prestação de serviços de tradução (língua inglesa) de
publicações, palestras, etc, para atender a empresas da região e comunidade em geral.
3.1.3. Curso de História
Considerando os eixos norteadores da IES e sua missão institucional, o Curso de
História apresenta potencialidades significativas. Apontamos algumas a seguir:
a) A elaboração do Projeto Pedagógico do Curso contou com a participação do Colegiado de
Curso e demais professores, permitindo que todos tivessem conhecimento de suas metas
e ações;
b) Há uma política definida de reflexão e análise dos Planos de Ensino, com vistas a sua
reelaboração, quando for necessário;
c) A estrutura curricular do Curso fundamenta-se numa perspectiva interdisciplinar e
transdisciplinar, favorecendo um alinhamento das disciplinas, de acordo com as Diretrizes
Curriculares dos Cursos de História;
Fragilidades do Curso:
a) Implementar e incentivar a iniciação à pesquisa;
b) Há necessidade de novas aquisições para o acervo bibliográfico;
3.1.4. Curso de Tecnólogo em Segurança no Trabalho
Os pontos referenciais de forças no Curso de Tecnólogo são:
a) Continuidade do convênio firmado em 2008 com a Westgroup, empresa especializada em
Cursos referentes à segurança no trabalho;
b) O Curso realiza palestras para a comunidade com assuntos da sua área e que são de
interesse público;
c) O Curso dispõe de um convênio com CIEE – Centro de Integração Empresa/ Escola,
d) A maioria dos docentes possuem formação na área específica e atuam em empresas de
grande porte como a Petrobras, Acergy. Dentre outras.
Alguns pontos precisam ser fortalecidos, para que o Curso continue desenvolvendo
melhor as suas proposições educativas. Citamos a seguir:
a) Estabelecer mais parcerias com empresas que favoreçam o acesso dos discentes ao
mercado de trabalho;
b) Criar parcerias que estabeleçam a interlocução teoria-prática;
c) Implementar projetos interdisciplinares, já previstos na matriz do curso, voltados para o
atendimento à sociedade civil.
3.1.5. Curso de Geografia
A IES assumiu seu compromisso com a comunidade macaense e mesmo com um
número abaixo do esperado manteve o Curso de Geografia. O Curso passa por um momento de
fortalecimento e a FAFIMA, entendendo sua relevância na área educacional, investe neste campo.
Pontos que poderiam contribuir para o crescimento do Curso são atividades intercursos.
Entendemos que o Curso é um parceiro interessante nas discussões relativas às áreas de
Turismo, atividades auto-sustentáveis, dentre outras.
Enfim, são potencialidades do Curso de Geografia da FAFIMA um currículo moderno e
atividades extracurriculares que contemplam: compreensão e análise crítica atualizada sobre
transformações mundiais; interações entre local/global e realidade dinâmica sócio-ambiental;
articulação entre conceitos e práticas dos processos de ocupação/produção espacial, geração de
novos conhecimentos resultantes das dimensões social, política, econômica, cultural, capacitação
dos acadêmicos para intervirem pedagogicamente na sociedade; desenvolvimento de
interpretações de interfaces da Geografia como outros saberes científicos; promoção de trabalhos
de campo investigativos partindo da escala local para mais abrangentes.
3.1.6. Curso de Matemática
A área de formação de professores passa por um período difícil, são poucos aqueles
que se candidatam a abraçar a carreira do magistério. No campo da matemática percebe-se um
número ainda menor de acadêmicos.
A FAFIMA investe também nessa área e acredita no potencial de seus alunos. Uma
matriz curricular que contempla a parte teórica e a possibilidade da prática são os diferenciais
deste Curso. Está pautada no incentivo ao desenvolvimento de
capacidades de aprender
matemática como ciência e aplicar o raciocínio lógico-exato de forma criativa para a resolução de
problemas.
O Curso de Licenciatura em Matemática da FAFIMA tem a intenção de formar
professores que vivenciem na escola a produção de conhecimento, a investigação científica,
fornecendo sólida formação teórica.
Preocupa-se em subsidiar atividades que possibilitem o domínio dos conteúdos
básicos de áreas afins, articulando e construindo conhecimentos que contribuam para a formação
de profissionais qualificados que atendam às demandas do mercado de trabalho.
A grande fragilidade do curso é não possuir um número significativo de interessados
em concluir essa licenciatura. A IES tem investido na divulgação para alcançar os objetivos
propostos.
3.2. Dimensão 2: Perspectiva científica e pedagógica formadora: políticas, normas e
estímulos para o ensino, a pesquisa e a extensão.
A Política para o Ensino, a Pesquisa, a pós-graduação, a extensão e as respectivas
normas de operacionalização, incluídos os procedimentos para estímulo à produção acadêmica,
as bolsas de pesquisa de monitoria e demais modalidades. (INEP)
O projeto político pedagógico da Faculdade concebe o currículo como um conjunto de
conhecimentos a serem construídos pela comunidade acadêmica. Nesse sentido as diretrizes
curriculares dos cursos têm como objetivo propiciar uma formação geral, humana e profissional.
Dentro desse contexto, as práticas pedagógicas na instituição estão voltadas para o
estabelecimento de relações necessárias entre a teoria e a prática, favorecendo a construção de
conhecimentos que permitam ao acadêmico perceber e vivenciar o aprender a conviver, aprender
a aprender, aprender a ser, tendo em vista também o atendimento às demandas sociais
(científicas, econômicas, culturais e necessidades individuais).
Para que seja possível uma aproximação dessas intenções propostas em seu projeto
pedagógico, são realizadas pela Direção, junto às coordenações e estas, ao corpo docente,
reuniões periódicas para discussão e estudo de temas relacionados às necessidades e
fragilidades detectadas no decorrer dos trabalhos pedagógicos em torno dos cursos
de
graduação e pós-graduação lato sensu.
Ainda em relação aos cursos de graduação, são oferecidos subsídios pedagógicos e
leituras sobre temas relacionados a questões metodológicas e didático-pedagógicas, bem como
de reflexão sobre a prática docente no decorrer do semestre, via assessoria pedagógica. Os
coordenadores de cursos realizam uma reunião semestral com todos os professores dos cursos,
assim como reuniões no decorrer do semestre letivo de acordo com a especificidade e
necessidade de cada curso. Em relação à formação continuada dos professores a instituição
ainda não tem nenhuma política mais consistente.
O trabalho pedagógico voltado para uma prática interdisciplinar ainda é desafio ao
corpo pedagógico da instituição, ressalvando-se as iniciativas já realizadas entre professores que
desenvolvem alguns projetos integradores entre duas ou três disciplinas no interior dos Cursos e
intercursos.
Como é o caso de disciplinas de Fundamentos da Língua Portuguesa, do Curso de
Pedagogia, que desenvolve atividades de iniciação científica integrando disciplinas como
Metodologia da Pesquisa e Ensino e Aprendizagem em LP, do Curso de Letras, quando os
acadêmicos realizam um projeto de teatro e encenação de textos clássicos. O Curso de História
desenvolve a pesquisa e estrutura uma parceria com a municipalidade (alunos bolsistas que
atuam na recuperação de documentos históricos do município). No curso de Segurança do
Trabalho, houve a participação dos acadêmicos em atividades referentes à prevenção de doenças
ocupacionais.
No curso de Geografia, os alunos continuam a desenvolvem pesquisas sobre o
potencial turístico da região, organizam pesquisa de levantamento (inventário das potencialidades
turísticas), desenvolvem projetos para sensibilização turística com a comunidade.
A partir da prática curricular, os cursos de Letras e Pedagogia vêm promovendo a
interdisciplinaridade entre as áreas que trabalham nos semestres letivos, o estudo é desenvolvido
pelos grupos de alunos, que têm os professores como orientadores, ressalvando-se que há um
orientador que fica responsável pela discussão em torno do ajuste de temas, foco da pesquisa,
encaminhamento de leituras e outros para cada linha de pesquisa. O momento da socialização é
muito rico e compartilhado com todos, trata-se da Semana Acadêmica, realizada no segundo
semestre. Estes são alguns exemplos, há outras atividades dessa natureza que também são
desenvolvidas, mas ainda são ações pontuais na instituição. A partir de 2010 foi instituída a
Semana Acadêmica, com participação de todos os cursos oferecidos pela IES.
Quanto à política de pesquisa, a Faculdade oferece Bolsas de Monitoria, projeto esse
idealizado e em fase de implementação. Essas bolsas foram direcionadas para acadêmicos dos
Cursos de Graduação oferecidos pela instituição, visando à inserção do acadêmico na área de
pesquisa, que não deve estar dissociada com as áreas de ensino e extensão.
Foram selecionados, para atividades de monitoria no ano de 2013, 02 acadêmicos dos
Cursos de Letras e Pedagogia. A Faculdade pretende dar continuidade em outros cursos,
identificando acadêmicos com potencial em áreas como Matemática, Língua Portuguesa e outras,
a fim de oferecer um número igual desse tipo de bolsa em cada um dos cursos da instituição.
Em relação à pós-graduação, a instituição oferece cursos próprios apenas nas áreas
de Letras e Pedagogia, embora haja a uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) que
oferece cursos em outras áreas, como Gestão de Projetos e MBA.
No ano de 2013, os Cursos de Pós-Graduação oferecidos pela IES foram os seguintes:
Psicopedagogia e Língua Portuguesa Contemporânea.
Em relação aos cursos de extensão, estes são oferecidos de acordo com as áreas dos
cursos, atendendo a comunidade acadêmica e comunidade em geral, todavia é necessário que
haja rigor quanto à regularidade nesse oferecimento. Outro aspecto que ainda apresenta
fragilidades é a produção acadêmica tanto dos discentes como dos docentes, os entraves podem
estar relacionados à falta de um programa melhor estruturado de iniciação científica.
A Revista AO PÉ DA LETRA está em fase de fechamento de novo número, atendendo
a necessidade de haver uma publicação que contemplasse os trabalhos de iniciação científica dos
acadêmicos.
Enfim, as Instituições que trabalham com o ensino orientam as suas ações dentro de
um contexto social, a partir de uma concepção de Educação, de homem e de vida. Considerando
essas questões, consequentemente, planejam e executam suas metas e objetivos norteadores de
seus trabalhos com o ensino, a pesquisa e a extensão.
Dessa maneira, a FAFIMA, que é uma IES que trabalha com cursos de licenciatura na
sua maioria, apresenta, quanto a essa dimensão, pontos de grande relevância: concepção de
currículo que orienta com base numa visão reflexiva, interpretativa e crítica, que deve considerar a
historicidade e a cultura da região e dos indivíduos que compõem a sociedade.
A IES entende a Extensão como fator de inserção da comunidade acadêmica na
sociedade; portanto, estimula a participação da comunidade interna em projetos sociais, em
parceria com a comunidade externa; desenvolve, por meio das Coordenações, projetos que visam
ao atendimento da comunidade regional em termos sociais, culturais e outros.
Contudo, há necessidade de desenvolver e implantar instrumentos que permitam
verificar se as ações de extensão nas diferentes áreas estão alcançando o impacto proporcional
ao apoio da IES e fortalecer, assim, as atividades de extensão, bem com as do ensino.
A Coordenação de Pós-Graduação tem como objetivo principal ampliar e consolidar o
trabalho pedagógico desenvolvido nos cursos de graduação, de forma a responder às exigências
do desenvolvimento regional, articulando ensino, pesquisa e extensão.
3.3.
Dimensão 3: Responsabilidade social da IES
Em relação aos elementos centrais dessa dimensão – inclusão social, desenvolvimento
econômico e social, meio-ambiente e preservação da memória e do patrimônio cultural, a IES
apresenta os seguintes pontos fortes:
a) Implementação de um projeto de responsabilidade social voltado a proporcionar acesso às
pessoas com menor poder aquisitivo ao ensino superior (FAFIMA SOCIAL - projeto em
anexo).
b) O Curso de História participa com monitores de um Projeto Municipal desenvolvido no
Centro de memórias.
c) O Curso de Pedagogia desenvolve, no estágio supervisionado, atividades voltadas à
discussão de temas referentes à docência.
d) Há projetos de estágio interdisciplinar, com atividades em escolas públicas do município,
sob a supervisão dos professores da IES.
3.4. Dimensão 4: Comunicação com a sociedade
Embora possamos considerar como razoável a comunicação da FAFIMA com a
sociedade, foi apontado no relatório anterior que seria interessante trabalhar mais sua imagem
institucional, de forma estratégica, incorporando mensagens com conteúdos sobre a visão a
missão e valores.
A instituição está desenvolvendo uma maior veiculação de informações utilizando
meios de comunicação local (rádios e jornais), não tão somente para as ocasiões de abertura de
inscrições para vestibulares (propaganda).
O informativo mensal sugerido desde 2009 para
circulação interna e externa ainda não foi criado.
A Instituição poderia estender suas atividades no campo da linguística, criando um
Centro de Assessoria nas questões relativas à produção e revisão textual devidamente
estruturado para atendimento nos diversos segmentos com apoio do governo Municipal. Tal
iniciativa, se colocada em prática, permitirá uma maior identificação com a comunidade local,
serviço de extensão do ensino aprendizagem, entre outros ganhos com reflexos positivos em sua
imagem.
Salientamos que a instituição goza de uma boa imagem nos meios de comunicação
social face aos profissionais que formou na área educacional e o fato de ser a primeira faculdade
da cidade.
São pontos positivos:
a) Existem canais de comunicação entre a comunidade externa e a academia que são
representados por informativo da imprensa escrita (Jornal O Debate) e por informativos
da imprensa falada e televisionada;
b) Os coordenadores de curso atendem a comunidade acadêmica no período noturno e
por meio de seus endereços eletrônicos.
c) Existem murais disponíveis no pátio e nos corredores da Instituição para a
comunicação e a manifestação dos discentes, docentes e funcionários da IES;
d) A IES disponibiliza os projetos pedagógicos dos cursos, o Plano de Desenvolvimento
Institucional e o Projeto Pedagógico da Instituição na Biblioteca, para consulta do
público interessado;
e) A secretaria acadêmica oferece um serviço de atendimento ao estudante (ouvidoria),
possibilitando o envio de sugestões e questionamentos e retornando as respostas aos
interessados;
f)
A IES disponibiliza aos acadêmicos um manual que os orienta quanto aos seus
deveres e direitos, normas e legislação.
g) “Ao pé-da-letra” é a revista científica da IES, indexada pelo ISSN, com edição
anual, apresenta à comunidade loco-regional os resultados das pesquisas e
atividades de iniciação científica realizadas e transformadas em artigos pelos
docentes.
Sabemos que essa dimensão é de extrema relevância uma vez que se faz necessário:
Levantamento das expectativas de cidadãos, comunidades e
sociedade civil organizada em termo de comunicação com a
faculdade. Avaliar todos os meios factíveis de comunicação
com a sociedade, referindo as formas de
viabilização,
incluindo canais de comunicação permanente, no âmbito de
influência da instituição, com associações, ONGs¸ poderes
constituídos, Igrejas, Instituições de Ensino, Sindicatos e
Conselhos Municipais. Verificar a viabilidade de implantação
de programas formais de divulgação de atividades da
instituição junto à mídia estabelecida (jornais e emissoras de
rádio e televisão) e divulgação permanente em páginas
eletrônicas. (INEP)
Desde 2010 foram realizadas iniciativas no sentido de melhorar alguns aspectos da
IES, como o site da instituição, que passou a funcionar adequadamente e é um instrumento de
apoio à gestão, fornecendo informações à comunidade acadêmica e ao público em geral. A página
da CPA existente no site passará por modificações para atender melhor seus objetivos e facilitar o
acesso aos resultados do processo de avaliação institucional.
A Direção organizou a publicação do jornal interno e foram retomadas as parcerias com
os jornais locais dando visibilidade às atividades desenvolvidas na faculdade. A Revista Científica
também recebeu atenção e um dois novos números foram disponibilizados.
O ato de avaliar deve ser um procedimento sistêmico e rotineiro dentro das IES de
forma a visualizar as situações de erros/acertos que ocorrem e propor soluções. Assim, concluída
a avaliação institucional, os seus gestores terão um banco de dados (os dados trabalhados
estatisticamente), informações estas capazes de subsidiar decisões, sejam elas de melhoria dos
aspectos negativos, ou continuidade de ações avaliadas de forma positiva. Eis o intuito maior da
avaliação institucional.
3.5. Dimensão 5: Políticas de pessoal, carreira, aperfeiçoamento, condições de trabalho
A FAFIMA conta com um quadro de professores, em sua maioria, mestres e doutores.
Com relação ao desenvolvimento pessoal, é necessária a reunião dos professores para troca de
conhecimentos científicos e pedagógicos, a efetivação de convênios para capacitação em forma
de pós-graduação e mestrado, a institucionalização de projetos de extensão envolvendo o
professor e a elaboração do Plano de Cargos, Carreira e Salário para os professores.
Consideramos a necessidade de qualificação do corpo técnico- administrativo, visando
melhorar o desenvolvimento das funções e consequentemente agilizar os serviços prestados. Em
especial, cursos sobre gestão de pessoas e atendimento ao público, tendo em vista a baixa
pontuação observada na avaliação dos serviços da secretaria.
Em relação à coerência entre os objetivos e compromissos institucionais e políticas de
admissão,
acompanhamento
e
desenvolvimento
profissional
dos
docentes
e
técnico-
administrativos, a IES apresenta os seguintes pontos de relevância:
a) O quadro docente da Instituição em 2013 como descrito na tabela 2.
TABELA 2 - QUADRO DOCENTE
TITULAÇÃO
DOCENTES
Graduação
-
Especialista
13
Mestre
20
Doutor
06
Total
39
OBS.: Vale ressaltar que 08 especialistas cursam o mestrado e 04 mestres cursam o
doutorado, observando dessa forma um aumento substancial na formação dos seus
docentes.
b) Atualmente, há no quadro de professores da Instituição as seguintes distinções quanto à
carreira do Magistério Superior, que estão em funcionamento:

Professor Titular – constituído por aqueles remanescentes do reconhecimento
da Instituição e por aqueles que, com o passar do tempo, atingiram
especialização, mestrado ou doutorado, e foram automaticamente elevados
pela instituição à classe de Titular; esse professor tem uma hora/aula 5% maior
do que o professor Adjunto.

Professor Adjunto – constituído por aqueles que possuem mestrado;

Professor Assistente – constituído por aqueles que apenas apresentam
graduação ou titulações de pós-graduação incompleta. Na IES, não há
profissionais com essas características.
Em relação à valorização salarial por titulação, é estabelecido que o professor com
Doutorado recebe 15% a mais sobre o salário bruto, o professor com Mestrado recebe a mais
10% sobre o salário bruto, o professor com Especialização não recebe nenhum acréscimo.
c) Sobre as políticas de carreira do corpo docente, o plano de carreira da IES tem como
fundamento: I – a exigência de titulação específica e processo seletivo para o ingresso nas
diversas categorias funcionais (tal processo é realizado pela Direção e coordenação de
área); II – estímulo ao aperfeiçoamento continuado, com ênfase na titulação adquirida
pelo docente; III – estímulo à produção acadêmica;
d) A carreira de professor do ensino superior da IES é constituída por três categorias
funcionais que são subdivididas em classe, conforme apresentado na tabela 3.
TABELA 3 - CATEGORIAS FUNCIONAIS
CATEGORIAS
CLASSE
Professor Titular
Doutorado
Professor Adjunto
Mestrado
Professor Assistente
Especialista
e) A promoção e a evolução do docente na carreira se dá por titulação acadêmica formal e
por avaliação de desempenho;
f) Os critérios de admissão do corpo docente são os seguintes: ocorre por processo seletivo,
utilizando as técnicas de seleção, análise de currículo documentado e entrevista em
banca;
g) O quadro técnico-administrativo da IES apresenta-se conforme a tabela 4.
TABELA 4 – QUADRO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
FORMAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS
2013
Ensino Fundamental
05
Ensino Médio
12
Ensino Superior
07
Pós-Graduação
04
Total
28
h) Para a admissão do pessoal técnico-administrativo ocorre um processo seletivo, utilizandose as técnicas de seleção: análise do currículo, entrevista, checagem de referências.
Com relação à algumas questões que precisavam ser revistas, foi desenvolvido um
plano de cargos e carreira para os profissionais da área técnica-administrativa. Também foram
implementadas reuniões pedagógicas bimestrais entre coordenadores de cursos e docentes. A
implantação da ficha de desempenho funcional está em estudo.
Atendendo uma necessidade apontada no relatório anterior, os quadros negros de giz
foram substituídos por quadro branco com pincel marcador.
3.6.
Dimensão 6: Organização e gestão da Instituição
No que se refere à organização e gestão da IES, é importante ressaltar que ela ocorre
da seguinte forma:
a) A Instituição está estruturada de maneira simples, eficiente, dirigida por um Mantenedor
que agrega à Fundação o Diretor, Vice-Diretor, os coordenadores de curso e o colegiado;
b) A gestão está orientada por um trabalho que se processa, visando resultados. Como
processo, entende-se um ato contínuo, que revela necessidade de momentos reflexivos
para que se possa replanejar as ações;
c) A Diretoria é o órgão executivo máximo da faculdade, e é exercida por um Diretor e ViceDiretor;
d) Na IES existem órgãos responsáveis pela tomada de decisões, como por exemplo: a) o
Conselho Acadêmico; b) o Conselho Superior ; c) o Conselho Diretor;
e) As Coordenações de Pós-graduação, iniciação científica e extensão são responsáveis por
atividades de pesquisa, por meio da concessão de auxílios a projetos científicos,
concessão de bolsas especiais, promoção de congressos, intercâmbios com outras
instituições, divulgação dos resultados das pesquisas realizadas e outros meios a seu
alcance;
f) Existem na IES órgãos de apoio que são os seguintes:
I–
Secretaria – órgão de assessoria técnico-administrativa;
II –
Tesouraria e Contabilidade – responsável pelos recebimentos e pagamentos,
prestações de contas à Mantenedora;
III – Biblioteca – órgão responsável pela conservação e controle, divulgação e atualização
do acervo bibliográfico;
g) Todos os órgãos de execução e apoio da IES são regulamentados pelo Regimento Interno
da Instituição.
Embora contando com os órgãos responsáveis pela execução e apoio ao
desenvolvimento de todas as atividades da IES, observa-se que:
a) Há necessidade de maior participação e envolvimento da comunidade acadêmica;
b) É necessário desenvolver estratégias de documentação, que visem ao conhecimento e
divulgação dos documentos oficiais no meio acadêmico, no que se refere ao PDI (Plano de
Desenvolvimento Institucional) e os Projetos Pedagógicos dos Cursos.
Estão em funcionamento, a partir de sugestões apresentadas pela CPA no ano anterior,
o Núcleo de comunicação, responsável pelo setor comunicacional da IES (marketing institucional,
vestibular, jornal e revista eletrônica dos cursos e demais atividades pertinentes à área) e a
Assessoria Psicopedagógica.
3.7.
Dimensão 7: Infraestrutura física e recursos de apoio
Para a concretização de todos os seus objetivos e metas, a infraestrutura física da IES
é ponto de essencial. Mediante isso, temos pontos potenciais que favorecem o desenvolvimento
pedagógico, político e administrativo da Instituição. Enumeramos a seguir:
a) Manutenção constante das instalações: o que alonga a vida útil da estrutura física da
Instituição;
b) As dependências, como um todo, são cedidas constantemente à comunidade externa
(Prefeitura, sindicato, escolas) para realização de palestras, cursos, conferências, etc.;
c) As salas pedagógico-administrativas da Faculdade são adequadas, oferecendo conforto
necessário para desenvolvimento de trabalhos inerentes aos respectivos setores;
d) Há estacionamento para docentes e administrativos;
e) Há estacionamento com sinalização para portadores de necessidades especiais;
f) Há rampa com acesso ao prédio central;
g) Há instalações sanitárias especiais;
h) Os equipamentos existentes no Laboratórios de Informática atendem às configurações
mínimas exigidas para o aprendizado acadêmico;
i) 08 aparelhos de datashow para atendimento dos cursos e aluguel de equipamentos sempre
que necessário.
j) 02 aparelhos de retroprojetor e 02 rádio-cd;
k) 02 aparelhos de TV de 29 polegadas, 01 de 42 polegadas e 02 vídeos cassetes, 03 DVD;
l) Há a aquisição de equipamentos e softwares conforme a necessidade do momento;
m) A Biblioteca possui uma área total de 156,48m², bem iluminada e com boa distribuição
interna;
n) O atendimento ao público, interno e externo, ocorre no período da tarde e noite;
o) Existem normas de orientação ao usuário da Biblioteca;
p) A conservação das instalações está a cargo de um encarregado da infraestrutura e sua
equipe. Quando é necessária uma reforma mais ampla ou técnica, esse serviço é
terceirizado;
q) A expansão do espaço físico obedece ao planejamento das Mantenedoras da Instituição e
às legislações vigentes sobre o assunto (registro no CREA, normas de seguranças, etc);
r) A Instituição está se adequando à nova Legislação de Segurança Contra Incêndio e Pânico
do Estado do Rio de janeiro, participando inclusive de palestras sobre o assunto, junto à
empresa parceira - Westgroup;
A solicitação dos alunos para a melhor distribuição dos bebedouros nos blocos foi
atendida, assim como a instalação de ar-condicionado em algumas salas. O planejamento de
2012 prevê a substituição dos ventiladores por ares-condicionados nas salas restantes e a troca
das carteiras de madeira por estofadas.
3.7.1. Biblioteca
Um dos espaços mais importantes de uma instituição de ensino certamente é sua
biblioteca, que tem acompanhado as necessidades de comunidade acadêmica e vem adquirindo
itens para seu acervo, como mostrado na tabela 5.
TABELA 1 – ACERVO NO PERÍODO DE 18/11/2010 À 30/12/2013
A biblioteca está informatizada, tendo todo seu acervo catalogado em base de dados,
permitindo agilidade e precisão nos serviços de catalogação, consulta, empréstimo, devolução e
reserva de materiais. O software gerenciador do acervo disponibiliza diversas opções que atuam
como aspectos fundamentais para o dinamismo da gestão da Biblioteca, dentre as quais, citamos:
controle de empréstimo e devolução; consulta por título, autor e assunto; consulta por CDD,
relatórios estatísticos, histórico de empréstimo e devolução, ampla planilha de catalogação que
segue os padrões da Biblioteconomia, cujos itens estão de acordo com a AACR2 (Código de
Catalogação Anglo-Americano).
A Biblioteca está ligada ao IBCT através do sistema COMUT (Comut on line), que
possibilita a consulta à base de dados do CCN (Catálogo Coletivo Nacional), localizando assim
em qual biblioteca o documento pode ser encontrado para que possa ser feita a solicitação de
cópias de artigos publicados em periódicos técnico-científicos, teses e anais de congressos.
Oferece recursos de acesso à Internet, além de indicação e orientação para pesquisa
em bibliotecas virtuais e bases de dados.
3.7.1.1.
Jornais e revistas
Dispõe da assinatura dos principais jornais regionais (modo impresso) e em razão da
localização regional, permite o acesso aos principais jornais nacionais e internacionais através do
modo on line (via Internet).

Gazeta

Jornal O Globo

Jornal Le Monde

Jornais locais: O Debate e Folha da Manhã
3.7.1.2.
Política de aquisição, expansão e atualização
A política de aquisição, expansão e atualização do acervo visa à evolução quantitativa
e qualitativa deste acervo, além de objetivar a facilitação no acesso às fontes de informação.
Todo início de semestre são adquiridos livros. Esta política leva em conta os seguintes
critérios: título condizente com a proposta pedagógica dos cursos oferecidos, demanda, relação
de quantidade de títulos e volumes por quantidade de alunos, condições físicas dos materiais,
solicitação de alunos, professores e coordenação, atualizações através de datas de publicações e
lançamentos de novas edições.
A política de aquisição aplicada prevê uma concentração maior de aquisições no início
de cada semestre, entretanto, isto não impede que sejam efetuadas aquisições esporádicas
mensais em decorrência de demanda, indicação de professores/alunos e lançamentos de novas
edições. Esta política é discutida durante reuniões de colegiado e reuniões de coordenações de
cursos que contam com a participação da bibliotecária responsável.
3.7.1.3.
Serviços
Dentre os serviços oferecidos pela Biblioteca da FAFIMA, destacamos:

Pesquisa Bibliográfica
Levantamento de bibliografias/informações solicitadas por usuários.

Orientação para pesquisa em bibliotecas virtuais
Orientação e indicação de bibliotecas virtuais, periódicos eletrônicos, sites, bases de dados
via Internet.

Serviço de referência
Atendimento ao usuário, prestando informações e auxiliando-o na recuperação de
informações, inclusive, com orientação em referenciação bibliográfica.

Intercâmbio entre bibliotecas
Efetua intercâmbio de informações e até mesmo de materiais com outras bibliotecas,
auxiliando ainda mais o usuário na recuperação da informação.

Comutação Bibliográfica
Pesquisa e obtenção de materiais bibliográficos ou cópias junto a outras instituições de
ensino. A Comutação Bibliográfica pode ser feita através do COMUT (via IBICT).
3.8. Dimensão 8: Planejamento e avaliação
A autoavaliação deve ser vista como positiva e precisa ser incentivada no âmbito da
FAFIMA, no sentido de identificar fragilidades e potencialidades, na própria revisão de critérios
utilizados.
Entre 2012 e 2013, a Direção observou as dez dimensões, bem como diversos dados
relevantes coletados. Toda essa documentação será disponibilizada à comunidade interna e
externa na página web da FAFIMA, dando transparência ao processo de autoavaliação e
apoiando alguns pontos importantes:
a) Há necessidade de maior implementação e fortalecimento no que tange ao trabalho com
os resultados obtidos por meio da autoavaliação e com a divulgação desses dados
coletados, tendo em vista uma melhor socialização dos mesmos e promoção de
momentos reflexivos para toda a comunidade acadêmica;
b) Replanejamento contínuo das ações avaliativas, para que o próprio processo de
autoavaliação tome de fato um caráter formativo e não, apenas, diagnóstico.
c) Criação de um calendário próprio para as atividades de autoavaliação, mas que esteja
vinculado ao calendário pedagógico.
3.8.1. Processos, resultados e eficácia da autoavaliação institucional
Planejamento
e
avaliação,
especialmente
resultados e eficácia da auto-avaliação.
os
processos,
Propostas de
formulários e roteiros para levantamento de dados quantitativos
e qualitativos universais e amostrais. Tratamento e estudo dos
resultados quantitativos e qualitativos de auto-avaliação através
de métodos estatísticos. Organização de dados e resultados.
A avaliação interna da FAFIMA foi organizada inicialmente com a discussão sobre as
dimensões, em seguida, a composição de comissões que observassem essas dimensões. Como
resultado dessas atividades, construir o documento final sobre as dimensões avaliadas e as
atividades envolvidas nesse processo.
Os grupos que formaram as comissões foram formados de modo a ter representações
de toda a comunidade acadêmica, elegendo-se dentre eles um responsável pela elaboração do
documento final.
Quando se pensa em avaliar, pensa-se em planejar e executar, e devem-se criar
mecanismos para tanto, a FAFIMA executa sua atividade avaliadora contando com um
direcionamento do MEC, o que nos facilita o trabalho de pensar em quais critérios e atividades
avaliar. A partir das dimensões colocadas pelo sistema nacional de avaliação, foi possível andar
por caminhos desconhecidos de modo mais seguro e aprender no processo o como fazer.
Como resultado final podemos avaliar que muito há que se fazer. Documentos de base
devem ser revistos, repensados e reformulados, outros devem ser construídos, de modo a
registrar atividades desenvolvidas e que não estão clarificadas para a comunidade como um todo.
A compreensão das competências internas de cada setor, da missão, dos objetivos da instituição,
dos seus desafios e vitórias, torna possível retomar os trabalhos numa perspectiva de futuro, o
que acaba por motivar a comunidade.
Foi possível com esse trabalho de autoavaliação identificar pontos frágeis na estrutura
institucional em várias áreas: física, organizacional, pessoal, mercadológica, dentre outras. Foi
possível também trazer o professor, principalmente àqueles que participaram das comissões e se
envolveram com a avaliação, para contribuir com a reflexão sobre o trabalho que se desenvolveu
até agora.
A FAFIMA tem esse perfil quando percebe a grande responsabilidade que assumiu e
todos os compromissos que advém do fato de ter escolhido o ensino como produto
mercadológico. Não podemos mais agir como empresa que visa apenas o movimento de entrada
de mensalidades e saída de serviço numa relação custo x beneficio isenta de responsabilidades
sócio-políticas num sentido ampliado. Estamos construindo profissionais, formas de agir, formas
de atuar social e individualmente, estamos contribuindo com a construção de seres humanos e
isso faz com que nos preocupemos para além do movimento do lucro material. Todas as políticas
de ensino e todas as ações envidadas a partir desse momento autoavaliador terão, como
fundamento, as experiências que esse processo desencadeou.
Portanto, a partir da autoavalição, cada segmento envolvido parece ter sentido o peso
da responsabilidade por executar um trabalho unificador que deve girar em torno da proposta e da
missão institucional.
Assim esta comissão entende de fundamental importância a construção de uma
ferramenta, utilizando softwares, que possa otimizar os trabalhos futuros de avaliação, agregando
seus vários setores, evitando o desperdício de papéis e pessoas. Essa ferramenta já existe no
mercado e poderá ser adequada às nossas necessidades, tendo a característica de flexibilizar-se
para ampliar as ações demandadas pelo natural crescimento da instituição e as atividades que
desenvolve. Assim, sugerimos à instituição que estabeleça parceria com empresas que lidam com
Tecnologia da Informática para dar conta do processo avaliador de modo mais sistematizado e
facilitado.
3.8.2. Síntese do Processo Avaliatório 2013
O processo avaliatório de 2013 foi desenvolvido em etapas, como mostrado a seguir:

Revisão da composição da Comissão Própria de Avaliação – CPA.

Análise dos questionários dos semestres anteriores.

Definição das questões a serem avaliadas e os grupos.

Montagem dos questionários em ambiente digital.

Comunicação interna (setores e salas de aula) para todos os envolvidos no processo de
avaliação.

Coleta dos emails de todos os envolvidos junto à Secretaria.

Envio dos questionários por email.

Comunicação do término da Avaliação Institucional.

Compilação dos resultados para apresentação à Direção.

Redação do Relatório do Processo de Avaliação Institucional.
3.8.2.1.
Questionários
Cada grupo recebeu um questionário contendo questões compatíveis com suas
atribuições e competências.
3.8.2.2. Resultados dos Questionários
A seguir são apresentados os dados do PAI 2013 organizados em tabelas e gráficos.
TABELA 7 – TOTAL DE PARTICIPANTES
ORIGEM
Corpo Técnico-Administrativo
Corpo Docente
Corpo Discente
Total
TOTAL
16
21
87
124
Dados relativos à avaliação realizada pelo Corpo Discente
TABELA 7 – CORPO DISCENTE – NÚMERO DE PARTICIPANTES POR CURSO
Curso
Geografia
História
Letras
Matemática
Pedagogia
Tecn. Seg. do Trabalho
CND*
Total
Número de Participantes
7
13
25
9
25
1
7
87**
%
8,0
14,9
28,7
10,3
28,7
1,1
8,0
100,0
** CND – curso não definido
GRÁFICO 1 – CORPO DISCENTE – PERCENTUAL DE PARTICIPANTES POR CURSO
1%
8%
8%
15%
29%
29%
10%
Geografia
Matem ática
CND*
História
Pedagogia
Letras
Tecn. Seg. do Trabalho
Obs:
* CND – curso não definido.
** O PAI 2013 contou com as opiniões de 87 alunos. A edição anterior do processo (2012)
teve a participação de 77 alunos.
Corpo Discente – Média das Notas da IES por Curso
TABELA 8A – CORPO DISCENTE – MÉDIA DAS NOTAS DA IES POR CURSO
A. Qual é seu curso?
1.
Direção
2.
Secretaria
3.
Coordenação
4.
CPA
5.
Biblioteca
Geografia
8,0
7,9
8,3
7,7
7,9
História
7,9
7,2
8,1
7,2
7,8
Letras
8,4
8,6
8,5
8,1
9,0
Matemática
8,3
8,1
8,7
7,0
7,2
Pedagogia
5,9
7,1
6,2
6,0
8,0
Tecn. em Segurança do Trabalho
9,0
9,0
10,0
9,0
6,0
CND*
6,7
7,3
7,0
6,9
9,1
*CND – curso não definido.
GRÁFICO 2A – CORPO DISCENTE – MÉDIA DAS NOTAS DA IES POR CURSO
10
9
1. Direção
8
2. Secretaria
7
6
3. Coordenação
5
4
4. CPA
3
2
5. Biblioteca
1
CND*
Tecn. em
Seg. do
Trabalho
Pedagogia
Matemática
Letras
História
Geografia
0
TABELA 8B – CORPO DISCENTE – MÉDIA DAS NOTAS DA IES POR CURSO
A. Qual é seu curso?
6.
Tesouraria
8,3
8,5
8,6
8,0
7,6
Geografia
História
Letras
Matemática
Pedagogia
Tecn. em Segurança do
10,0
Trabalho
CND*
7,7
*CND – curso não definido.
7.
Mecanografia (xerox)
8,9
7,8
9,3
8,8
8,3
8.
Pós-Graduação
7,1
7,2
8,0
6,3
6,9
9.
Extensão
8,1
7,2
7,8
6,4
6,6
10.
DAC
6,1
6,2
6,8
6,9
5,1
7,0
10,0
5,0
8,0
7,6
6,9
6,1
5,7
GRÁFICO 2B – CORPO DISCENTE – MÉDIA DAS NOTAS DA IES POR CURSO
10
6. Tesouraria
9
8
7. Mecanografia
(xerox)
7
6
8. PósGraduação
5
4
9. Extensão
3
2
10. DAC
1
CND*
Tecn. em
Seg. do
Trabalho
Pedagogia
Matemática
Letras
História
Geografia
0
TABELA 8C – CORPO DISCENTE – MÉDIA DAS NOTAS DA IES POR CURSO
A. Qual é seu curso?
11.
Laboratório de
Informática
12.
Cantina
13.
Salas
de aula
14.
Recursos
multimídia
6,4
5,4
6,8
7,3
5,2
8,0
6,8
8,6
8,2
7,1
5,7
5,8
6,6
5,6
4,4
7,3
6,5
6,9
6,7
5,2
15.
Iluminação
(interna e
externa)
7,3
7,3
7,3
6,1
5,9
5,0
7,0
5,0
7,0
7,0
7,0
7,1
4,7
6,0
5,0
Geografia
História
Letras
Matemática
Pedagogia
Tecn. em Segurança do
Trabalho
CND*
* CND – curso não definido
GRÁFICO 2C – CORPO DISCENTE – MÉDIA DAS NOTAS DA IES POR CURSO
10
11. Laboratório
de Inform ática
9
8
12. Cantina
7
6
13. Salas de aula
5
4
14. Recursos
m ultim ídia
3
2
15. Ilum inação
1
CND*
Tecn. em
Segurança
do Trabalho
Pedagogia
Matemática
Letras
História
Geografia
0
* CND – curso não definido
TABELA 8D – CORPO DISCENTE – MÉDIA DAS NOTAS DA IES POR CURSO
A. Qual é seu
curso?
16.
Segurança
17.
Áreas de
convivência
18.
Acessibilidade
para deficientes
5,7
7,4
7,4
7,1
6,6
5,7
6,8
6,4
6,2
5,4
2,1
1,7
4,0
3,4
1,4
19.
Imagem
institucional
da FAFIMA
5,6
5,3
6,2
7,2
4,8
8,0
6,0
1,0
7,0
5,7
4,6
2,3
3,9
Geografia
História
Letras
Matemática
Pedagogia
Tecn. em
Segurança
do Trabalho
CND*
* CND – curso não definido
GRÁFICO 2D – CORPO DISCENTE – MÉDIA DAS NOTAS DA IES POR CURSO
10
16. Segurança
9
8
6
17. Áreas de
convivência
5
18. Acessibilidade
7
4
3
19. Im agem
institucional da
FAFIMA
2
1
CND*
Tecn. em
Segurança
do Trabalho
Pedagogia
Matemática
Letras
História
Geografia
0
Dados relativos ao Corpo Técnico Administrativo
Participantes: 16 pessoas.
- Autoavaliação
1. Procura conduzir suas funções com responsabilidade e senso de cooperação?
2. É assíduo e pontual?
3. Tem boas relações interpessoais com os colegas de equipe?
4. Tem iniciativa e está sempre pronto para executar as tarefas que lhe são propostas?
5. Sente-se bem em relação ao seu superior dentro da equipe?
6. Sente que a instituição oferece condições para que você desenvolva seu trabalho e cresça
(profissional e pessoalmente) utilizando todas as suas potencialidades?
7. No seu setor, o clima de trabalho é agradável?
8. Envolve-se com a instituição e com o desenvolvimento de seus eventos?
9. Está satisfeito com sua remuneração?
10. Procura conduzir suas funções com responsabilidade e senso de cooperação
11. Que nota daria a você como funcionário?
TABELA 10 – RESULTADO DA AUTOAVALIAÇÃO
1.
S
S
S
S
S
S
S
S
S
S
S
S
S
S
S
S
2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.
S
S
S
S
S
S
S
S
S QS AV N. QS QS
S
S
S AV N. AV S
S
S
S QS QS S QS
QS QS QS QS QS QS S
S QS S QS AV QS S
S
S
S
S QS S
S
S
S QS S
S
S QS
QS S
S
S N. QS QS
QS S
S QS QS S
S
QS S QS S AV S
S
S
S
S QS S QS QS
S
S
S
S QS S
S
S
S
S
S QS S
S
S QS S
S AV QS QS
S
S
S AV N. AV S
Legenda:
S - Sempre
QS - Quase Sempre
AV - Algumas Vezes.
R - Raramente.
N - Nunca.
- Avaliação da IES
12. Que nota daria à FAFIMA?
13. Equipamentos para a realização do seu trabalho.
14. Disponibilidade de materiais de consumo.
15. Mobiliário
16. Climatização e circulação de ar no ambiente
17. Iluminação interna
18. Iluminação externa
19. Manutenção dos equipamentos
20. Segurança no trabalho
21. Serviço de limpeza
9. 10. 11.
AV S
9
N. S
7
N. S
9
QS S
9
QS S
9
R. S
9
QS S
9
S
S
8
N. S
9
QS S
8
N. S
8
AV S
8
AV S
9
QS S
9
QS QS 9
N. S
8
22. Áreas de convivência
23. Acessibilidade para deficientes
24. Segurança interna
25. Serviços de alimentação
26. Imagem da FAFIMA veiculada em meios externos de comunicação (jornal impresso, TV, rádio,
internet etc).
TABELA 11 - RESULTADO DA AVALIAÇÃO DA IES
12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26.
9
9
9
8
7
9
7
7
8
9
9
7
8
9
9
3
5 10
1
5
4
5
3
1
6
3
3
2
3
3
7
9
9 10
7 10
9 10
5 10
5
6
5
4
8
8
8
8
8
8
9
8
7
9
9
9
8
9
1
8
7 10 10 10 10 10 10 10 10
7 10 10 10 10
7
8
1
5
5
1
4
1
5
5
8
5
1
3
5
3
8
8
8
7
7
7
6
7
7
5
6
6
7
7
7
8
8 10
9
8 10
8
9
7
8
7
5
9
9
8
5
6
7
8
3
8
5
8
7
6
3
6
7
7
7
5
8
8
8
2
8
3
8
6
4
6
3
6
1
4
8
5
8
9
8
9 10
5 10
8
1
5
7
6
8
7
6
6
5
9
8
8
7
8
7
4
7
9
6
6
8
8
7
3 10
4
9 10
8
8
4 10
9
9
9
10
7
8
8
7
9
8
8
6
9
9
7
7 10
8
8
7
8
8
9
9
8
8
7
8
7
6
6
6
6
7
8 10 10 10 10
8 10
7 10 10
9
7
5
9
* Destaque em vermelho para nota menor ou igual a 5.
Dados relativos ao Corpo Docente
Participantes: 21 pessoas.
- Avaliação da IES
- Autoavaliação
3.8.2.3.
Críticas ao Processo Avaliatório
O PAI passou pela revisão e modificação do questionário, de forma a agilizar o
processo de resposta e tabulação de resultados.
A participação do corpo discente foi um pouco melhor que a avaliação realizada em
2012 (aumento de 12%). Houve um número expressivo de mensagens que retornaram como
conta inexistente ou com erro (128 mensagens), embora tenha sido realizado um recadastramento
de emails. Observou-se que há um número considerável de alunos que não utilizam à internet
com freqüência ou a utilizam com dificuldades.
O corpo docente não teve o mesmo nível de participação que o processo de 2012, ao
passo que o corpo técnico-administrativo participou em sua totalidade.
Sugere-se à Direção para o próximo semestre:
a) Analisar todos os comentários recebidos.
b) Promover novo cadastramento de endereços eletrônicos de toda a comunidade
acadêmica, se possível com criação de email no domínio fafima.br.
c) Verificar as razões pelas quais alguns alunos ainda não utilizam internet, de maneira a
promover a inclusão digital desses alunos.
d) Sugerir aos professores que participem mais ativamente do PAI.
Com estas ações espera-se que a participação de discentes seja estimulada e que os
resultados sejam mais significativos.
3.9. Dimensão 9: Políticas de atendimento aos estudantes
Quanto às formas de atendimento ao corpo discente e a sua vivência acadêmica,
constatamos as potencialidades a seguir:
a) Os cursos oferecidos pela IES incentivam os discentes à participação em eventos
científicos,
culturais,
de
estágios,
apresentações
públicas,
com
vistas
ao
desenvolvimento intelectual;
b) Os critérios de admissão aos cursos são divulgados e conhecidos por meio de
portarias fixadas em locais públicos e de fácil acesso à comunidade;
c) O acadêmico pode usufruir de tecnologias em seu processo de ensino-aprendizagem,
por meio de laboratórios de informática, datashow e outros;
d) Há programas de apoio (PROUNI, FIES e bolsas institucionais) ao aluno, por meio de
bolsas que facilitem o seu ingresso e permanência no ensino de graduação;
e) Há políticas de incentivo à participação dos estudantes em projetos com os docentes,
por meio da bolsa-monitoria;
f) Há política de educação continuada por meio de cursos de extensão e de pósgraduação em nível de especialização;
É interessante, porém, que alguns pontos das políticas de atendimento aos estudantes
e aos egressos sejam fortalecidos:
a) Implementação de uma política de desenvolvimento e acompanhamento dos egressos
no que se refere à sua educação permanente;
b) Incentivo por parte das coordenações de curso da IES para a participação mais efetiva
do diretório dos estudantes;
c) Fortalecer o desenvolvimento de trabalhos de iniciação científica, para formar futuros
pesquisadores e incentivar a publicação de trabalhos acadêmico-científicos produzidos
por alunos e professores;
3.10. Dimensão 10: Sustentabilidade financeira
No ano de 2013, a tesouraria da instituição forneceu os seguintes dados a fim de que
se tenha um melhor retrato financeiro1:
a) Receitas (+) = R$ 4.274.524,15 C
b) Despesas (-) = R$ 3.130.094,61 D
c) Resultado do período = R$ 1.144.429,54 C
Diante dos dados apresentados, alguns aspectos devem ser considerados. A instituição
recebeu ajuda de custo da Prefeitura municipal de Macaé no ano de 2013 no valor de
R$170.517,85.
Trata-se de um incentivo significativo que auxilia a instituição frente à
inadimplência e atraso no reembolso de convênios firmados com outras prefeituras. A
inadimplência no ano de 2013 foi, em média, 10% .R$ Tendo em vista o exposto, registra-se a
dificuldade de investimentos, porém salientam-se ações como atendimento aos alunos através de
bolsas da instituição, do Prouni e FIES. A tabela 12 traz esta descrição, de um total de 100 alunos
beneficiados com bolsa da própria instituição.
TABELA 12 – BOLSAS OFERECIDAS
Percentual
10%
12%
15%
20%
25%
30%
50%
100%
Total
Acadêmicos
02
01
05
27
09
05
02
01
52
Ainda, registra-se:
a) Bolsa do Educa+ Brasil – 25 alunos com 50%;
b) Bolsa do FAFIMA Social – 10 alunos com 41% do Salário Mínimo;
c) Bolsa do ProUni – 05 alunos com 50% e 26 com 100%;
1
Os valores referentes às despesas e receitas poderão sofrer algum ajuste após auditoria do Ministério Público.
Diante do exposto, caracteriza-se na instituição um perfil filantrópico e humanitário. A
importância de participação mais efetiva, no que se refere à parte social na Região do Norte
Fluminense, denota a necessidade da IES redefinir-se quanto aos aspectos financeiros e
orçamentários, para que estes possam ter a flexibilidade necessária a maiores investimentos.
3.11. Ações recomendadas
A CPA, com base nos dados presentes neste relatório, verificou que diversas ações
recomendadas no relatório anterior foram realizadas:

A cantina passou por reforma, alterando o layout, instalações e cardápio, que
foram vistas de forma extremamente positiva pela comunidade acadêmica.

O currículo de cada curso foi revisto pelo respectivo Núcleo Docente
Estruturante (NDE) e atualizado.

O acervo bibliográfico foi revisto e ampliado de acordo com as necessidades
dos cursos.

O Laboratório de Informática recebeu 8 computadores novos.

A produção de trabalhos de pesquisa por parte de alunos e professores para
publicação na revista acadêmica Ao Pé da Letra reforça a ideia de formar
futuros pesquisadores e incentivar a publicação de trabalhos acadêmicocientíficos.
Seguem algumas sugestões que devem ser analisadas pela Direção da instituição:

Priorizar a contratação de um profissional de arquitetura para replanejar o
espaço ocupado pela IES, adequando-a as reais necessidades do momento.
Sugere-se dar prioridade aos seguintes aspectos: segurança, rampas de
acesso, elevadores, guarita, áreas de convivência, jardins, espaço cultural e
laboratórios.

Estabelecer novas parcerias com empresas que tenham interesse em realizar
investimentos na FAFIMA.

Priorizar o desenvolvimento de um ambiente virtual para ensino à distância
(EAD) de forma a oferecer serviços educacionais com maior abrangência.

Favorecer a capacitação e valorização dos docentes em função das
necessidades da instituição.

Viabilizar a participação do corpo discente em atividades envolvendo a FAFIMA
e sociedade local.

Estabelecer uma linha de comunicação efetiva com órgãos regulamentadores
profissionais, como CREA e CBO.

Estimular a participação de alunos no Diretório Acadêmico.

Aperfeiçoar o sistema acadêmico associando-o ao processo de avaliação
institucional.

Verificar junto à comunidade local e região, a necessidade de criação de novos
cursos.

Criar alternativas para fomentar a inclusão social.
As ações decorrentes destas recomendações deverão estar, logicamente, em
consonância com o Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI, estabelecendo uma relação
coerente entre os diversos instrumentos utilizados pela FAFIMA em sua busca pela excelência do
ensino.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A avaliação institucional é um instrumento para auxiliar os gestores universitários na
avaliação da eficácia e eficiência institucional, de forma promover a melhoria da qualidade das
atividades da IES. É um trabalho que deve ter a participação de todos os integrantes da
comunidade FAFIMA, pois cada um pode contribuir com sua visão particular da instituição,
obedecendo as dimensões indicadas pelo SINAES.
O processo de avaliação realizado pela CPA da FAFIMA contou com a participação de
funcionários, professores e alunos que puderam externar suas impressões sobre a instituição,
buscando fomentar a discussão sobre seu funcionamento e levar à reflexão sobre o papel da
FAFIMA no Município de Macaé e seu entorno.
Observou-se que o engajamento no processo de avaliação por parte do corpo discente
foi mais expressivo que no ano anterior. Este fato demonstra que mais pessoas sentem a
necessidade de participar da avaliação, que é um processo contínuo onde todos devem se
envolver.
A CPA percebe os esforços da Direção da IES no sentido de realizar a gestão com
eficiência e eficácia, buscando associar agilidade com seriedade. Todas as questões discutidas ao
longo do processo, assim como as respostas dos questionários, servirão de base para a
observação dos pontos fortes e frágeis, orientando a análise de desvios e a tomada de decisão.
Embora muito tenha sido conquistado pela FAFIMA em seus anos de existência, os resultados da
avaliação apontam diversos pontos que precisam ser tratados, o que demonstra a importância da
realização deste trabalho pela CPA. Espera-se ainda, nos próximos semestres, que a avaliação
conquiste mais elementos do corpo discente e docente, e os resultados sejam ainda mais
significativos que no semestre atual.
A excelência no ensino é fruto da dedicação de todos, e a FAFIMA demonstra, a partir
da análise criteriosa de sua estrutura, das pessoas e dos cursos e serviços oferecidos, que a
avaliação institucional é um instrumento importante para se atingir uma posição de destaque entre
as IES brasileiras.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOCLIN, Roberto. Avaliação Institucional: Quem Acredita? Rio de Janeiro: Espaço do Saber,
2005.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei n. 10.861, de 14 de abril de 2004, relativa à criação do
Sistema
Nacional
de
Avaliação
da
Educação
Superior
–
SINAES.
Disponível
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.861.htm
REIS, Fábio José Garcia dos. Perspectivas da Gestão Universitária. Taubaté: Cabral, 2003.
em
Apêndice I – Programa FAFIMA Social
Programa
FAFIMA SOCIAL
MACAÉ-RJ
2009
1. APRESENTAÇÃO
O Programa FAFIMA SOCIAL trata-se de um projeto de Inclusão Social destinado às
pessoas menos favorecidas economicamente.
Pretende-se, por intermédio deste programa,
possibilitar àquelas pessoas o acesso ao ensino superior, oportunizando situações de
aprendizagem significativa, de melhoria da qualidade de vida e melhor inserção no mercado de
trabalho.
A democratização do Ensino Superior é um direito de todos, assim ampliar e criar
condições para o acesso à Faculdade torna-se cada dia mais importante em nossa sociedade.
A FAFIMA, consciente de sua responsabilidade social no contexto da Região Norte
Fluminense, apresenta este programa de incentivo à comunidade loco - regional. A faculdade de
que precisamos é uma escola centrada no desenvolvimento de competências e de habilidades, na
inclusão social, na aprendizagem e no aluno - o ator, o protagonista de sua própria educação, de
sua vida.
1.1 Justificativa
Os homens almejam ser incluídos e aguardam ter assegurado seus direitos básicos,
sobretudo direito à educação. Faz-se necessário tratar, assim, a educação dos ângulos que
mais a dignificam: (1) o de direito social e da democratização de um ensino de qualidade; (2) o da
pesquisa qualificada e comprometida com os problemas sociais; (3) o da organização de homens
e instituições a serviço da reinvenção da ciência, da cultura, da política, da própria sociedade
brasileira.
A ideia de que a educação e a cultura são direitos da cidadania é recente, datando dos
meados do século XIX e vindo a consolidar-se universalmente apenas em 1948, quando da
Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU.
No caso das universidades, a ideia da formação superior como um direito do cidadão é
ainda mais recente. O direito à educação faz parte dos chamados direitos sociais, que têm como
inspiração o valor da igualdade entre as pessoas.
O Sistema Educacional é estruturado através de três níveis: o Sistema Federal de
Ensino, que congrega as unidades de ensino mantidas pela União e as instituições de ensino
superior vinculadas a mantenedoras particulares, os Sistemas Estaduais (onde se inclui o do
Distrito Federal) e os Sistemas Municipais, aos quais se subordinam as demais casas de ensino.
As universidades e os centros universitários, estatais ou privados, gozam de autonomia
administrativa, didática e financeira. Já as faculdades não possuem essa prerrogativa e seus atos
são mais dependentes do Poder Público. Porém, todos repensam a democratização do acesso ao
ensino superior.
Dos 27 milhões de jovens entre 18 e 24 anos, apenas cerca de 4 milhões estão
inseridos no contexto do ensino superior. O número de excluídos fica ainda maior se forem
consideradas as demais faixas etárias: adultos e melhor idade.
Hoje, as instituições públicas e privadas concentram esforços a fim de traçar caminhos
de inclusão para todas as pessoas com menor poder aquisitivo, estejam elas em qualquer faixa
etária. Rever paradigmas, ir além dos muros da faculdade tornou-se situação sine qua non no
processo que se inicia no interior das faculdades. Uma revolução silenciosa, empreendida por
aqueles que entendem sua responsabilidade social frente a esse novo quadro da educação
brasileira.
Muitas instituições particulares criam seus próprios programas de incentivo, sejam eles
financeiros, ou não. São programas facilitadores, ações e estágios.
Espera-se que tal projeto contribua para a superação das lacunas herdadas de um
contexto social excludente e ajude as pessoas menos favorecidas economicamente a realizar um
curso superior de qualidade na FAFIMA.
1.2 Objetivo geral
O Programa FAFIMA SOCIAL objetiva:

Oferecer aos estudantes menos favorecidos economicamente de Macaé e Região
Norte-Fluminense a possibilidade de ingressar em um curso de graduação
mediante um programa de bolsa-incentivo.
1.3 Objetivos Específicos
Ainda, são objetivos dos proponentes do Projeto (Direção e Comissão Própria de
Avaliação da FAFIMA), docentes responsáveis por esse Programa:

Possibilitar às pessoas com menor poder aquisitivo crescimento cultural e inclusão
social, ratificando a responsabilidade social da IES.

Estabelecer
relações
interdisciplinares
e
transdisciplinares,
cujo
caráter
dinamizador estimulará a compreensão do conhecimento através da leitura e
produção de texto, auxiliando-os na sua inserção social;

Promover um espaço de desenvolvimento interpessoal e de incentivo à busca pelo
conhecimento;

Disponibilizar aos participantes do programa conhecimentos necessários para fins
de melhorar as suas competências e estimular as suas habilidades.
2. METODOLOGIA
O Programa apresentará como perspectiva principal a inclusão social. Para tanto, as
etapas de implementação serão assim desenvolvidas:

Apresentação do programa ao corpo docente e discente da IES;

Marketing institucional a ser realizado nas empresas locais e regionais;

Aprovação dos interessados no processo seletivo 2009;

Inscrição dos interessados a participar do Programa;

Entrevista com assistente social e averiguação dos documentos;

Seleção e efetivação da matrícula dos aprovados no programa;

Acompanhamento do rendimento escolar destes alunos e levantamento de
expectativas no final de cada semestre.
Assim, a FAFIMA pretende disponibilizar as ferramentas necessárias para que os
novos acadêmicos concluam este Programa e terminem o Curso Superior pretendido.
3. CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO NO PROGRAMA

Aprovação no processo seletivo da FAFIMA.

Comprovação de renda per capita de um salário mínimo e meio.

Apresentação de documentos do grupo familiar.

Assinatura de termo de aceitação dos critérios definidos pela IES para participação
do programa.
4. AVALIAÇÃO
Avaliar é um processo que implica em observação, diagnóstico e intervenção. O
Programa a ser desenvolvido pautar-se-á nesta tríade, em consequência, como produto final,
apresentará um resultado dos progressos obtidos pelos participantes. Trata-se de uma avaliação
complementar que será integralizada às demais realizadas pelos acadêmicos, isto porque, tal
processo vincular-se-á as áreas de conhecimento específico de cada curso e à avaliação
institucional.
A coordenação de curso apresentará à Direção uma relação dos acadêmicos que
participarão do programa. Isso, para fins de encaminhamento destes, se necessário, ao
acompanhamento da equipe multidisciplinar formada por pedagogo, psicólogo, gestor financeiro e
assistente social.
Para documentar tal atividade, esse projeto constará no regimento interno da
instituição.
5. BIBLIOGRAFIA
FREIRE, P. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 1982.
PDI – Projeto de Desenvolvimento Institucional - 2006/2010.
PERRENOUD, Philippe. 10 Novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas do
Sul, 2000.
SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. São Paulo: Contexto, 2006.
Proponentes do Projeto:

Cláudia de Magalhães Bastos Leite - Diretora da FAFIMA

Cremilda Barreto Couto -Vice-diretora

Rosemari Glowacki - Coordenadora da CPA

Márcia Franco Azevedo Curvello – Diretora Executiva da Fundação Educacional Luiz Reid
Download

CPA_Relatório2013