28/08/2014
Em
Mateus
se
dá
uma
importante
evolução
na
percepção da Mãe do Senhor e
de seu papel. O que percebemos
nos dois primeiros capítulos da
“infância de Jesus”.
Maria em Mateus
Observação*:
Um dos aspectos que devolveu o valor aos evangelhos
da infância foi a descoberta dos laços que eles têm
com o resto do evangelho e notadamente com os
capítulos da paixão e da ressurreição
Infância
Paixão
Ressurreição
como para dizer que aquele que morreu na cruz, aquele
que ressuscitou no dia da Páscoa, já é Senhor desde o
dia de seu nascimento, permanecendo a mesma pessoa.
Mateus: sequência harmoniosa
entre os capítulos da infância e da
paixão-ressurreição:
A Infância
A paixão-redenção
“O Rei dos Judeus”
2,2
27,37
“Ele salva dos pecados”
1,21
26,28
“O anjo do Senhor”
1,20-24;2,13-19
28,2
Jerusalém e comoção
2,3
21,10
A adoração de Jesus
2,11
28,17
A Galileia
1,22-23
28,7-16
Emanuel, Deus conosco
1,22-23
28,20
Síntese: O Jesus da ressurreição e aquele da conceição é o mesmo.
*Bigotto, Giovanni Maria. Maria: a mãe de Jesus. Paulinas, p. 100.
1. Concepção virginal e união com o filho
Mateus dá um passo a mais
descoberta da figura de Maria:
na
Ela é a mãe virginal do Messias,
sob a ação do Espírito Santo.
Diminuição a oposição entre a
família sanguínea e o grupo dos
seguidores de Jesus.
a) A genealogia (Mt 1,1-17)
É o cartão de identidade.
Para o judeu, mais do que a precisão de detalhes
históricos, é importante a mensagem e o sentido.
A intenção de Mateus é afirmar que Jesus é
descendente de Abraão e de Davi. Por quê?
Legítimo filho do seu povo segundo os laços
de sangue, é filho da promessa iniciada em
Abrão e realizador da profecia do Messiasrei, descendente de Davi.
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Está constituída em três blocos de quatorze gerações;
recorda as grandes etapas da constituição e da
caminhada do Povo de Deus:
Abraão e a busca da terra prometida;
Davi e o reinado;
o exílio e o retorno à Palestina.
Jesus está enraizado no povo de Israel: é filho de Davi e
filho de Abraão (Mt 1,1).
Porém, porque Mateus cita cinco mulheres – Tamar, Raab,
Rute, Betsabéia e Maria (Mt 1,3.5.6.16) – quando na
Bíblia, normalmente elas são baseadas no nome do pai?
Ele quer sinalizar a atuação gratuita e surpreendente de
Deus, que se serve de situações fora do normal para
realizar seu projeto de salvação.
b. O anúncio a José (Mt 1,18-25)
O anúncio acontece através de um sonho, o qual nos revela
elementos consideráveis para a Mariologia.
No versículo 18 temos quatro importantes informações:
Origem
Mãe
José
Espírito Santo
1. “a origem de Jesus foi assim...”
2. “Maria, sua mãe”;
3. “Comprometida em casamento, com José, antes que
coabitassem”;
4. “achou-se grávida pelo Espírito Santo”.
• O Espírito Santo age em Maria, antes do casamento;
• José pode ter passado por um momento de crise, mas
age sempre buscando o bem, inspirado por Deus;
• José é chamado de “homem justo”. Sua justiça não se
baseia na lei, mas na misericórdia. Ele acolhe
humildemente o mistério, que está além de sua
compreensão (Mt 1,20.24).
• Jesus procede de Deus, mas ao mesmo tempo é
realmente filho de Davi, membro do povo eleito e da
promessa do Messias, pois é adotado por José.
c. Adoração dos Magos, fuga e volta do Egito (Mt 2,10-19)
Adoração = universalidade
A fuga e o retorno = promessas
“a mãe e o menino” = participação
• Maria é virgem quando concebe por obra do Espírito
Santo e assim permanece até o nascimento de Jesus
(Mt 1,18.24).
O relato da adoração dos Magos tem
a finalidade de mostrar que Jesus é o
Senhor de todos os povos. Isto é, há
um processo de ruptura onde Jesus já
não pertence ao, judaísmo, haja vista
que sua pessoa e mensagem se
destinam a todos as nações (2,1-12 e
28,19).
A fuga e o retorno do Egito nos
dizem, por sua vez, que Jesus refaz
o grande itinerário da fé de seu
povo, de José do Egito a Moisés. É
como se ele, na infância, revivesse a
história da infância do Povo de
Israel. Jesus realiza os sonhos do
seu povo “Para se cumprir as
Escrituras” (2,15.17.23).
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A expressão “o menino e sua mãe” aparecem quatro
vezes nos relatos da adoração dos Magos, na saída e
no retorno do Egito:
2,11; 2,14 (2x); 2,20
Este fato que pode até passar despercebido é de
grande importância para a Mariologia Mateana, pois
para o evangelista Mateus, ao afirmar quatro vezes,
está nos dizendo que Maria de fato é mãe de Jesus. E
que mãe e filho estão intimamente associados. Ele
chama atenção para a participação intensa de Maria no
início da vida de Jesus.
2. Maria na vida pública de Jesus
O relato sobre a nova família dos seguidores
(Mt 12,46-50) está num contexto diferente de
Marcos. Situa-se no final do capítulo 12, que
narra os sinais libertadores operados por Jesus.
Mateus retira o versículo que fala da
incompreensão dos seus familiares. Nesse
contexto, Jesus chama sua família a fazer parte
da comunidade dos seguidores. Convoca todos,
indistintamente, a fazerem a vontade do Pai.
O principal protagonista é José.
Síntese:
Mateus dá os primeiros passos na
compreensão bíblica sobre Maria.
Apresenta-a como a mãe virginal do
Messias,
unida
a
seu
filho.
Sutilmente, reduz a oposição dos
familiares com Jesus, mostrando
que também eles são chamados a
fazer parte da “nova família” dos
seus seguidores.
Caminhada
Marcos
Familia de Jesus
“seguidores, aqueles que fazem a
vontade do Pai”.
Mateus
Virgindade de Mãe –
presença – convite.
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