LEILAINE SABURI CINTAS RUIZ DANÇA: POSSIBILIDADES E ACEITAÇÃO COMO PRODUTO TURÍSTICO Dissertação apresentada como requisito a obtenção do título de Mestre no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Turismo e Hotelaria – Mestrado Acadêmico MINTER – UNINORTE/Laureate, realizado na Universidade do Vale do Itajaí – SC. Área de Concentração: Planejamento e Gestão do Turismo e da Hotelaria Linha de Pesquisa: Planejamento e Gestão dos Espaços Para o Turismo Orientadora: Profª. Drª. Yolanda Flores e Silva Manaus 2012 LEILAINE SABURI CINTAS RUIZ DANÇA: POSSIBILIDADES E ACEITAÇÃO COMO PRODUTO TURÍSTICO Dissertação submetida em apresentação pública à banca examinadora abaixo para a obtenção do título de Mestre no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Turismo e Hotelaria – Mestrado Acadêmico MINTER – UNINORTE/Laureate, realizado na Universidade do Vale do Itajaí (SC). Área de Concentração: Planejamento e Gestão do Turismo e da Hotelaria Linha de Pesquisa: Planejamento e Gestão dos Espaços Para o Turismo Data de aprovação: Profª. Drª. Yolanda Flores e Silva [Orientadora / UNIVALI] Profª. Drº. Paulo dos Santos Pires [Membro MTH / UNIVALI] Profª. Drª Elisabete Tamanini [Membro Convidada/ PMJ/FCJ] AGRADECIMENTOS No momento de escrever essa parte do trabalho me questionei como poderia ser sucinta sem parecer ingrata. Tantas pessoas que participaram dessa jornada que escrever apenas o necessário me leva a pensar na possibilidade de esquecer alguém, e isso seria injusto, visto que não cheguei aqui sozinha. Contudo, decidi que começaria não por alguém, mais algo que se esquecesse com certeza me perdoaria, mas não poderia deixar de citar, Deus. Força divina que me trouxe anjos maravilhosos para iluminar e consagrar essa vitória. Desta forma, agradeço não a simples pessoas comuns que passaram por essa construção, mas sim, aos anjos em forma de pais, familiares, amigos, professores e orientadores que fortaleceram essa vitória. Além destes, não poderia deixar de agradecer os seres que direta ou indiretamente contribuíram com formas, gestos, atitudes e até mesmo pensamentos nas várias fases que sucederam. Pois acredito, que até as falas mais doloridas e os termos mais cruéis que me atingiram nessa trajetória, construíram o alicerce necessário a minha confiança. Termino então, dizendo obrigada, simplesmente grata por todas as inspirações e contribuições. RUIZ, Leilaine Saburi Cintas. Dança: possibilidades e aceitação como produto turístico. Dissertação, 165p. Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Turismo e Hotelaria – Mestrado Acadêmico MINTER-UNINORTE/Laureate, realizado na Universidade do Vale do Itajaí – SC., 2012. RESUMO A dança, em suas diferentes modalidades, tem com o turismo uma relação direta e forte, fundamentada nas questões de caráter cultural e social que a mesma possui. Podemos então, enquadrar a dança como um produto turístico, no que tange à produção de atratividade local. Identificamos, inclusive, uma favorável relação entre o setor hoteleiro e a dança como atrativo turístico, visto que o hotel pode ser considerado um elemento de grande significado dentro da estratégia de desenvolvimento turístico. Considerando as inúmeras possibilidades de sua aplicação, acreditamos que a dança pode ser melhor aproveitada como produto turístico. Desta forma, essa pesquisa teve como objetivo, a partir de uma análise qualitativa da realidade da oferta de atrativos dos hotéis e do mercado da dança em Manaus, identificar as possíveis aplicações da dança como atrativo turístico em hotéis de Manaus e sua aceitação como produto turístico. Para tanto, os procedimentos metodológicos adotados tiveram como base a abordagem qualitativa com profissionais de dança e gestores de hotéis, tendo a análise metodológica dos dados desenvolvida a partir da utilização da técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), desenvolvida por Fernando Lefèvre e Ana Maria Cavalcanti Lefèvre. Ao final, são descritos os discursos sobre os gêneros, tipos e estilos de dança encontrados em Manaus e os possíveis usos da dança, bem como, sua aceitação como um atrativo turístico em hotéis de primeira classe em Manaus. Palavras-Chave: Turismo. Cultura. Dança. Hotelaria. Atrativo Turístico. Marketing Turístico. RUIZ, Leilaine Saburi Cintas. Dance: opportunities and acceptance as a tourism product. Dissertation, 165p. Postgraduate Stricto Sensu Program in Tourism and Hotel Management – Master‘s Degree MINTER-UNINORTE/Laureate, carried out at the University of Vale do Itajaí – SC., 2012. ABSTRACT Dance, in its different modalities, is directly and closely related to tourism, due to aspects of a culture and social nature inherent to it. We can therefore classify dance as a tourism product, in terms of the production of local attractiveness. We also identify a favorable relationship between the hotel sector and dance as a tourism attraction, as the hotel can be considered an element of great significance within the strategy of tourism development. Considering the numerous possibilities of its application, we believe that better use could be made of dance, as a tourism product. This research therefore sought, based on a qualitative analysis of the reality of the offer of attractions by hotels and the dance market in Manaus, to identify possible uses of dance as a tourism attraction in hotels in Manaus, and its acceptance as a tourism product. For this, the methodological procedures adopted were based on the qualitative approach with dance professionals and hotel managers, through methodological analysis of the data based on the use of the technique of Discourse of the Collective Subject (DCS), developed by Fernando Lefèvre and Ana Maria Cavalcanti Lefèvre. At the end, the types and styles of dance found in Manaus are described, and the possible uses of dance, as well as its acceptance as a tourism attraction in top class hotels in Manaus. Keywords: Tourism. Culture. Dance. Hotel Manaus. Tourism Attraction. Tourism Marketing. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 9 2. TURISMO, HOSPITALIDADE E DANÇA .............................................................. 24 2.1 Turismo e Hospitalidade.................................................................................. 24 2.2 Turismo Cultural e Sustentabilidade ............................................................... 26 2.3 Marketing turístico ........................................................................................... 32 2.4 A dança ........................................................................................................... 37 2.4.1 História da Dança no Mundo ........................................................................ 39 2.4.2 A Dança no Brasil ........................................................................................ 42 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES .......................................................................... 47 3.1 Dança em Manaus (AM): uma contextualização histórica............................... 47 3.2 Gêneros, tipos e estilos de dança em Manaus-AM ......................................... 54 3.3 Aplicações da dança como atrativo turístico ................................................... 72 3.4 Aceitação da aplicação da dança como produto turístico ............................... 98 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 113 REFERÊNCIAS........................................................................................................116 APÊNDICE A - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO...........122 APÊNDICE B - ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA GESTORES HOTELEIROS...........124 APÊNDICE C - ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA PROFISSIONAIS DA DANÇA .........125 APÊNDICE D - ANÁLISE DAS ENTREVISTAS COM PROFISSIONAIS DE DANÇA .....127 APÊNDICE E - ANÁLISE DAS ENTREVISTAS COM GESTORES DE HOTÉIS ............154 LISTA DE QUADROS QUADRO 1: UNIVERSO DE ESTUDO (HOTÉIS) ................................................................. 18 QUADRO 2: PERFIS DOS ENTREVISTADOS – GESTORES DE HOTÉIS .................................. 21 QUADRO 3: PERFIS DOS ENTREVISTADOS – PROFISSIONAIS DA DANÇA ............................. 22 QUADRO 4: AMEAÇAS E ASPECTOS NEGATIVOS DO TURISMO CULTURAL ........................... 31 QUADRO 5: ANÁLISE DO DISCURSO PARTE I - GÊNEROS, TIPOS E ESTILOS DE DANÇA EM MANAUS-AM ......................................................................................................... 64 QUADRO 6: POSSÍVEIS CLASSIFICAÇÕES DA DANÇA. ....................................................... 65 QUADRO 7: ANÁLISE DO DISCURSO PARTE II - APLICAÇÕES DANÇA COMO ATRATIVO TURÍSTICO ............................................................................................................. 91 QUADRO 8: ANÁLISE DO DISCURSO PARTE III – ACEITAÇÃO DAS APLICAÇÕES DANÇA COMO PRODUTO TURÍSTICO ............................................................................................ 108 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1: CLASSIFICAÇÃO DE HOTÉIS ........................................................................... 17 FIGURA 2: LOCALIZAÇÃO DOS HOTÉIS PESQUISADOS ....................................................... 19 FIGURA 3: O SISTEMA DO TURISMO CULTURAL ............................................................... 29 FIGURA 4: RECURSOS DO TURISMO CULTURAL ............................................................... 30 FIGURA 5: ILUSTRAÇÃO COM AS PRINCIPAIS DANÇAS CONHECIDAS E DIVULGADAS NO BRASIL ............................................................................................................................ 45 FIGURA 6: FOTO DANÇARINOS - DANÇA DO CACETINHO .................................................. 68 FIGURA 7: FOTO RITUAL DAS TUCANDEIRAS COM ÍNDIA SATERE MAUÉ ............................. 68 FIGURA 8: QUADRILHA NO FESTIVAL FOLCLÓRICO .......................................................... 68 FIGURA 9: DANÇA DO CANGAÇO ................................................................................... 68 FIGURA 10: FOTO CIRANDA TRADICIONAL NO FESTIVAL FOLCLÓRICO DE MANAUS ............ 68 FIGURA 11: FOTO CARIMBÓ .......................................................................................... 68 FIGURA 12: APRESENTAÇÃO DO GARANTIDO.................................................................. 69 FIGURA 13: BOI E SINHAZINHA DO GARANHÃO ............................................................... 69 FIGURA 14: BOI CAPRICHOSO NAS RUAS ....................................................................... 69 FIGURA 15: FIGURAS DO BOI BRILHANTE ....................................................................... 69 FIGURA 16: BOI CORRE CAMPO E SINHAZINHA ............................................................... 69 FIGURA 17: FOTO DANÇARINA DE BOI ........................................................................... 95 FIGURA 18: POSSÍVEIS APLICAÇÕES DA DANÇA EM HOTÉIS COM RELAÇÃO A SUA FINALIDADE ............................................................................................................................ 97 FIGURA 19: POSSÍVEIS APLICAÇÕES DA DANÇA EM HOTÉIS VOLTADOS PARA O TURISMO DE NEGÓCIOS E LAZER ................................................................................................ 97 9 1 INTRODUÇÃO1 Embora com formação em Administração e Dança, atuamos no Turismo como docente e, ao longo dessa experiência, foi possível reconhecê-lo como uma das mais importantes atividades econômicas em todo o mundo, gerador de mudanças sociais significativas e desenvolvimento. Trata-se de uma atividade que sofre influências de múltiplos elementos, dentre os quais podemos citar política, sociedade, cultura, religião, meio ambiente, entre outros. Considerando esse rol de influências, temos que concordar com Beni (2003) quando este afirma que o Turismo não é mais uma atividade de amadores, em face de sua expansão, dos novos segmentos que surgem no mercado e, é claro, das necessidades e exigências dos clientes. Como aluna do Mestrado em Turismo e Hotelaria da UNIVALI fazendo parte da área de concentração 'Planejamento e Gestão dos Espaços Turísticos', percebemos que não apenas o turismo mudou, mas também a clientela, que procura de espaços de lazer, recreação e outros elementos que façam diferença com relação ao cotidiano de trabalho. Esses elementos podem ser observados pela ótica da transformação das necessidades humanas que, ao longo do tempo, viabilizam alternativas de sobrevivência e consequentemente, alteram todas as atividades que compõem as relações sociais e econômicas, bem como, as exigências referentes às mesmas. Tais especificações constroem um novo perfil de demanda, caracterizadas pela busca constante de experiências inovadoras, em suas mais variadas formatações. Com essa diversidade de demanda, o mercado amplia seu potencial de oferta por meio das novas possibilidades de exploração do fluxo turístico e intensifica a disputa pela presença dos turistas nos espaços urbanos e rurais das muitas localidades que compõem a grande diversidade natural e edificada das cidades do Brasil e do mundo. No Brasil, essa dinâmica mercadológica não é diferente, ou seja, as localidades regionais buscam incessantemente diversificar seus atrativos turísticos, com o objetivo de ganhar a preferência do turista. E diante da pluralidade cultural 1 A proposta aqui apresentada está escrita na terceira pessoal do plural seguindo a proposta de nossa orientadora de uma investigação onde todos os envolvidos [mestranda, orientadora, informantes e autores referenciados] são autores e co-autores num entrelaçar de idéias e compartilhamento de responsabilidades e respostas aos objetivos elaborados. 10 existente em seu território, criam-se atrativos focados nos mais distintos gostos. Como alternativa de atrativo turístico, os eventos culturais, de lazer e entretenimento se destacam e atraem milhares de turistas às diversas localidades brasileiras. A música, as festas culturais, a gastronomia, as edificações patrimoniais são hoje referências de entretenimento e atrativo em quase todos os lugares do mundo. As danças, sejam clássicas, folclóricas, regionais ou reconhecidas como referência de um lugar ou povo, são comprovadamente um possível instrumento de lazer e entretenimento, bem como um elemento social que fortalece a identidade e a história de um povo, algo que pode ser ―vivenciado‖ e/ou praticado por moradores ou visitantes. Nesse sentido, podemos afirmar que, a dança - em suas diferentes modalidades - tem com o turismo uma relação direta e forte, fundamentada nas questões de caráter cultural e social que a mesma possui. Como exemplos, temos os eventos culturais que têm na dança uma das atrações principais, como é o caso do carnaval de Olinda (PE), o Festival dos Bois-Bumbás de Parintins (AM), a Oktoberfest de Blumenau (SC): festas que anualmente movimentam uma grande quantidade de pessoas de Norte a Sul do Brasil e, neste sentido, reforçam a ideia de que a dança pode ser um atrativo turístico por si só ou um elemento que reforça determinado atrativo, ‗chamando‘ o turista para certo destino. Desta forma, percebemos como a dança pode se tornar relevante para o mercado turístico e seus atores, numa relação direta que existe entre a movimentação de um local turístico e a oferta de atratividades desenvolvidas pelo mesmo. Podemos então, enquadrar a dança como um produto e/ou serviço turístico, no que tange à produção de atratividade local. Identificamos, inclusive, uma favorável relação entre o setor hoteleiro e a dança como atrativo turístico, visto que o hotel pode ser considerado um elemento de grande significado dentro da estratégia de desenvolvimento turístico, conforme afirma Castelli: A indústria hoteleira não pode mais ser considerada como sendo uma atividade marginal, mas sim como um elemento de grande significado dentro de uma estratégia e de uma política de desenvolvimento turístico de uma região ou país. Efetivamente não existe, hoje em dia, desenvolvimento turístico, comercial ou industrial sem uma hotelaria forte, tanto em seus aspectos de confortabilidade, como naqueles referentes à qualidade dos serviços, através de mão-de-obra especializada. (CASTELLI, 2006, p.102) 11 Contudo, poucos empresários da hotelaria vêem a utilização do produto e/ou serviço turístico ―dança‖ como um fator importante e viável enquanto estratégia gerencial hoteleira para atrair turistas e fidelizá-los. Raramente encontramos, na hotelaria, um gestor que veja a dança no âmbito da expressão artística em performances exclusivas que sejam atrativos e um elemento facilitador de interação social em eventos sociais. Podemos acrescentar, neste ponto, o uso da dança em atividades internas de integração entre funcionários ou como fator de desenvolvimento humano para qualificação destes; como fator de vetor de qualidade de vida como atividade física para funcionários e hóspedes; como terapia e/ou atividades relacionadas a workshops, congressos, festivais, encontros, cursos e palestras direcionadas a públicos gerais ou específicos de determinada área do viver humano. Considerando o cenário turístico mundial e as buscas por modelos diferenciais de aproveitamento do tempo livre, acreditamos que a dança pode se tornar uma ferramenta que seja um diferencial competitivo nos hotéis, pelas possibilidades que a mesma traz em sua aplicação. Esse diferencial pode ser analisado não somente de forma direta, no qual os resultados estão associados com a tomada de decisão do hóspede a partir de um produto e/ou serviço oferecido, mas também pela construção de uma imagem institucional diferenciada. Entendendo a função do Gerenciamento do Marketing Turístico em desenvolver estratégias focando resultados, a construção dessa imagem diferenciada se dará no âmbito da Gestão Contemporânea de Qualidade, conforme a visão de Bravo (2007), que abrange os interesses de todas as partes (sociedade, acionistas, sócios, clientes, fornecedores e colaboradores) e não somente os resultados financeiros atingidos meramente por determinadas negociações-padrão. A empresa se transforma num agente social que, sob a ótica moral, minimiza os impactos das exigências impostas pela organização econômica do capitalismo através do foco na relevância do fazer cultural/social. Ou seja, investe-se em ações e atividades que viabilizem o acesso e a disponibilidade à dança enquanto arte – e aos diversos benefícios que a dança em sua gama de aplicações pode promover a todos os envolvidos–, elas favorecem positivamente sua imagem, que segundo Kotler (1993) é capaz de diferenciar produtos e serviços similares entre 12 concorrentes, e que para Silva (2009, p.19) ―é um fator extremamente importante na definição de um destino turístico‖. Tal afirmação pode ser reforçada na teoria de Guardani (2006), ao observar que cada estratégia possui impactos diferentes no público que se deseja atingir e na imagem que será gerada pelo meio de hospedagem no mercado e perante a concorrência. A escolha do tema proposto tem como uma de suas justificativas a área de formação acadêmica da pesquisadora, que contempla – em nível de graduação – a Dança e a Administração, esta com ênfase em Marketing; e a Gestão Cultural e Eventos, em nível de especialização. Esta formação permite um olhar comprometido com os elementos que permeiam essas áreas do conhecimento, compondo suas respectivas conexões com estudo na área de Turismo e Hotelaria. Somando isso à formação da orientadora deste trabalho, propomos um exercício multidisciplinar acerca do fenômeno turístico, associando os conhecimentos em dança, gestão e marketing a uma abordagem qualitativa de natureza antropológica, área contemplada na linha de pesquisa deste mestrado e em todo o referencial utilizado, a fim de não só observar as possibilidades e potencialidades da dança enquanto instrumental artístico, mas também considerar seus aspectos culturais e as especificidades da região Norte. Ainda citamos a limitação da oferta de dança, dentro do mercado turístico, a eventos específicos de danças folclóricas e/ou universais de iniciativa pública. Sendo assim, Manaus – onde está localizada a primeira faculdade de Dança da região Norte, capacita diversos profissionais em dança semestralmente – não possui serviços contínuos de dança como parte da oferta de produtos turísticos. Outro fato relevante refere-se ao cenário atual do ramo hoteleiro de Manaus, que apresenta uma reação passiva frente às ações externas de atração do turista, necessitando de alternativas de atrativos para estratégias concorrenciais. O contexto apresentado qualifica o projeto do ponto de vista social. Contudo, não obstante do compromisso com a pesquisa científica, entendemos a relevância do tema proposto a partir da comprovação, por meio de pesquisa bibliográfica, da 13 ausência de publicações2 específicas, nas áreas de dança e turismo, relativas às possibilidades dos usos da dança como um produto turístico em hotéis. Diante dos pressupostos apresentados, construímos a seguinte questão norteadora: Quais as aplicações da dança como atrativo turístico em hotéis de primeira classe em Manaus e sua aceitação como produto turístico? A partir da formulação da questão/problema, o objetivo geral deste estudo foi identificar as possíveis aplicações da dança como atrativo turístico em hotéis de Manaus e sua aceitação como produto turístico. Para o atendimento de nosso objetivo geral, foram elaborados alguns objetivos específicos, são eles: 1. Caracterizar os gêneros, tipos e estilos de dança encontrados em Manaus; 2. Identificar as possíveis aplicações da dança como um atrativo turístico sob a ótica de gestores de hotéis e profissionais de dança. 3. Analisar a aceitação das aplicações da dança como produto turístico por gestores de hotéis e profissionais da dança em Manaus. A pesquisa ocorreu no segundo semestre de 2011 e utilizou a abordagem qualitativa como modelo de referência metodológica, com uso das técnicas de trabalho de campo, entrevistas e observação. Para apresentarmos nossos caminhos e escolhas metodológicas, citamos Queiróz, que afirma que: o estudo científico das ciências ―culturais‖ não pode ter por finalidade estabelecer generalizações universais para as diferentes culturas e os atores que as constituem. Sua meta, ao contrário, deve ser compreender, de forma ―interpretativa‖, a individualidade de cada sistema e/ou contexto cultural estabelecido pelas interações do homem consigo mesmo e com o mundo. (QUEIRÓZ, 2006, p. 87) Diante da afirmação e entendendo que o estudo qualitativo é comumente empregado por pesquisadores que buscam compreender como as pessoas entendem a realidade na qual se inserem, afastando-se o mínimo possível da situação natural (MERRIAM, 1998 apud SGARBI, 2009), a proposta desta investigação é o tipo de abordagem qualitativa pautada no método interpretativo básico, que, segundo Merriam (1998 apud BRUNSTIN, 2007), procura entender um fenômeno, um processo ou a perspectiva e visão de mundo das pessoas envolvidas 2 Nas pesquisas feitas nas diversas bases de dados internacionais de publicações científicas, não foram identificadas publicações relativas a temática escolhida, em virtude da existência de poucos programas de Pós-graduações Stricto Sensu em Dança no mundo. 14 no contexto investigado. Seguindo essa premissa, a coleta de dados pode ser feita por meio de entrevistas, observações e análise de documentos e a construção dos achados da pesquisa serão um misto de descrição associada a explicação, interpretação e análise. Merriam (2002 apud BRUNSTIN, 2007) aponta que o estudo qualitativo interpretativo está interessado em investigar: a) como as pessoas interpretam suas experiências; b) como as pessoas constroem seu mundo; e c) que significados as pessoas atribuem a esta experiência. Nesse sentido, definimos os envolvidos na investigação: gestores de hotéis de primeira classe em Manaus e profissionais de dança da região para que, por meio da interpretação da coleta de dados realizada com os mesmos, pudéssemos compreender a temática abordada no estudo. Para Caelli, Razu e Mill (2003, apud BRUNSTIN, 2007), a compreensão da experiência ou do fenômeno neste tipo de pesquisa nem sempre é orientada por pressupostos filosóficos explícitos (ontológicos e epistemológicos), tradicionalmente considerados nas pesquisas qualitativas. Tendo em vista a ausência de material científico que descreva e explique determinados fenômenos e características do cenário da dança conectados ao turismo, desenvolvemos uma pesquisa que, no que tange ao seu fim, se caracteriza como exploratória, visto que essa classificação, segundo Vergara (2007), se define por ser realizada em área na qual há pouco conhecimento acumulado e sistematizado. Por sua natureza de sondagem, este trabalho não comportou hipóteses, desta forma, serão apresentados também aspectos descritivos e explicativos, com o objetivo de esclarecer e fundamentar a exploração do tema. Sendo assim, buscando explorar as possibilidades do uso da dança como produto e/ou serviço turístico nos hotéis de primeira classe em Manaus, bem como sua aceitação pelos administradores hoteleiros e profissionais da dança, buscamos revelar nesse trabalho as especificidades da área da dança aplicada ao segmento turístico hoteleiro, através do detalhamento das considerações feitas pelos próprios 15 envolvidos nesse processo. Tal cuidado faz-se necessário no sentido de expor as características relacionadas à dança enquanto área de conhecimento, bem como ao turismo e sua vasta gama de possibilidades, no sentido de fundamentar nossos resultados e considerações finais. Nesse mesmo contexto, buscamos esclarecer os motivos que levam à aceitação do conceito de dança como um elemento de diferencial competitivo em suas mais diversas aplicações por membros da gestão do ramo hoteleiro e dos profissionais de dança da região, podendo assim também caracterizar a pesquisa como explicativa. Para realizar o embasamento teórico e balizar a linha de pesquisa desenvolvida, houve inicialmente uma revisão bibliográfica, na qual foram levantados dados relativos à dança e sua história geral, no Brasil e na região estudada. Buscamos entender, também através da pesquisa bibliográfica, o turismo, sua conexão com a dança, e as relações entre cultura, lazer e entretenimento no cenário de desenvolvimento do turismo. Seguindo a taxonomia adotada por Vergara (2007), quanto aos meios, a pesquisa é bibliográfica, documental e de campo. Bibliográfica porque, para a fundamentação teórico-metodológica da pesquisa desenvolvida, foram levantadas – a partir de material já publicado, principalmente livros, artigos de periódicos e materiais disponibilizados na Internet – informações pertinentes à temática relativas às seguintes áreas de estudo: dança, turismo, cultura, lazer, entretenimento, qualidade de vida, marketing turístico e metodologia científica. A pesquisa também será documental, porque se valeu de documentos internos de hotéis de primeira classe em Manaus e de determinados registros de profissionais de dança. Buscando realizar o levantamento envolvendo a interrogação direta dos profissionais da dança e dos gestores de hotéis, cujas opiniões desejávamos conhecer, a investigação desenvolvida através de dados primários serviu como base arcabouço do estudo e/ou trabalho de campo. No campo, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com profissionais da área de dança e gestão hoteleira da região, buscando obter as seguintes informações: formas e possibilidades do uso da dança como um produto turístico nos hotéis de primeira classe e superior (classificação hotéis.com conforme figura 5) em Manaus, assim como a aceitação dessa aplicação pelos mesmos. 16 Antes de cada entrevista foi explicitada a relevância dos dados coletados, a importância da sua colaboração, bem como a confidencialidade, tal ação pode ser evidenciada pelos termos de consentimento livre e esclarecido assinados pelos respectivos entrevistados. Nas entrevistas, foram feitas perguntas abertas, buscando captar não somente a leitura interpretativa do discurso registrado, mas também a través da observação, registrar expressões corporais, gestos, tonalidade de voz e demais demonstrações emocionais do entrevistado que puderam contribuir para o entendimento e interpretação da investigação. As pesquisas bibliográficas e documentais também se justificam ao considerarmos sua contribuição para o levantamento das possíveis divergências entre o discurso coletado nas entrevistas e os serviços propostos e registrados, e também no auxílio da interpretação dos dados coletados e no desenvolvimento das conclusões. O período de coleta de dados foi de três meses a partir da data de aprovação do processo de qualificação pela banca examinadora da UNIVALI. Para definição do universo e dos sujeitos do estudo, considerando a importância do reconhecimento dos meios de hospedagem pela ótica do mercado, foi feito o levantamento de hotéis existentes na região a partir da classificação três estrelas3, adotada pelo site Hoteis.com e o pelo Guia Quatro Rodas, por se tratar de fontes reconhecidas pelos profissionais do turismo e pela sociedade em geral. 3 Diferentemente da classificação proposta pelo Ministério, onde os hotéis com três estrelas são classificados com a nomenclatura ―turístico‖, pelo site Hoteis.com, essa simbologia é reconhecida pela nomenclatura ―primeira classe‖. Ver figura 1 e quadro 1. 17 Cinco Estrelas (Delux) Quatro Estrelas (Superior) • Estes hotéis oferecem apenas o nível mais alto de acomodações e serviços. Os estabelecimentos oferecem um alto nível de serviço pessoal. Embora a maioria dos hotéis cinco estrelas seja de estabelecimentos grandes, às vezes hotéis pequenos e independentes (não pertencentes a nenhuma rede) oferecem uma intimidade e elegância que não são encontradas em um ambiente maior. As localizações dos hotéis podem variar de locais muito exclusivos em uma área suburbana a locais no coração da cidade. Os lobbies dos hotéis são suntuosos e os quartos completos com móveis elegantes e jogos de cama de qualidade. As comodidades normalmente incluem: videocassete, aparelho de som com CD, banheira ou Jaccuzi, videoteca nos quartos, piscina aquecida e muito mais. Os hotéis contam com até três restaurantes, todos com menus requintados. O serviço de quarto normalmente funciona 24 horas por dia e geralmente há fitness centers e estacionamento com manobrista e/ou em garagem disponíveis. Um concierge também fica à disposição para lhe ajudar. • A maioria é de hotéis grandes e formais com atendimento inteligente, serviço de recepção e de carregador. Os hotéis estão em sua maioria localizados perto de outros hotéis do mesmo porte e normalmente ficam perto de lojas, restaurantes e outras grandes atrações. O nível de serviço está bem acima da média e os quartos são bem iluminados e equipados. Normalmente há restaurante disponível e pode incluir mais de uma opção. Alguns estabelecimentos oferecerão café-da-manhã continental e/ou happy hour. O serviço de quarto normalmente está disponível na maior parte do tempo. O serviço de estacionamento com manobrista e/ou em garagem normalmente também é disponibilizado. Serviços de concierge, fitness centers e uma ou mais piscinas frequentemente são oferecidos. • Normalmente estes hotéis oferecem acomodações mais espaçosas que incluem quartos bem equipados e lobby decorado. O serviço de carregador normalmente não está disponível. Eles frequentemente estão localizados perto de grandes vias Três Estrelas expressas ou áreas de negócios, próximos a lojas e de atrações de preço (Primeira Classe) moderado a alto. Os hotéis normalmente contam com restaurantes de porte médio que oferecem café-da-manhã a jantar. A disponibilidade de serviço de quarto pode variar. Estacionamento com manobrista, fitness centers e piscinas são oferecidos. • Normalmente hotéis menores gerenciados pelo proprietário. O hotel frequentemente tem de 2 a 4 andares e normalmente apresenta uma atmosfera mais pessoal. Normalmente está localizado perto de atrações com bom preço, Duas grandes interseções e com acesso a transporte público. Os móveis e facilidades Estrelas são limpos, mas básicos. A maioria não terá restaurante no local, mas (Moderado) normalmente ficará a uma curta distância de alguns restaurantes bons e baratos. O acesso público depois de uma certa hora poderá ser restrito. • Normalmente denota hotéis independentes e de rede com reputação de oferecer comodidades de qualidade consistente. O hotel normalmente é de pequeno a Uma médio porte e localizado próximo a atrações de preço moderado. As comodidades Estrela normalmente incluem telefone e TV no quarto. Alguns hotéis oferecem serviço de (Moderado) restaurante limitado. No entanto, os serviços de quarto e de carregador normalmente não são fornecidos. Figura 1: Classificação de hotéis Fonte: www.hoteis.com, 2011 Neste levantamento, foi verificado o registro com classificação de 24 hotéis, sendo que, destes, apenas 12 contemplam classificação a partir de três estrelas. Tentamos realizar a coleta de dados nesse universo, contudo, os gestores de hotéis foram selecionados a partir do critério de acessibilidade, sendo o resultado de 04 hotéis entrevistados, conforme quadro 01 onde pode ser visto também, as redes 18 hoteleiras as quais tivemos acesso e em sequência apresentamos mapa (figura 2) com a localização dos mesmos. Rede Hotel Classificação Endereço Novotel Manaus Mercure Manaus Park Suites Manaus Comfort Hotel Manaus Avenida Mandii, 4 69075-140 Rua Recife, 1000 69057-000 Avenida Coronel Teixeira, 69029-120 Avenida Mandii, 263 Dist. Industrial 69075-140 Rua Ramos Ferreira, 1115 69020-080 Rua Salvador, 195 Adrianópolis - 69057090 Rua Paraiba, 817 Adrianopolis - 69057021 Av. Darcy Vargas, 354 Chapada Av. Rodrigo Otávio, 377Japiim - 69077000 Av. Coronel Teixeira, 1320 Ponta Negra 69037-000 Av Getulio Vargas, 741 69020-010 Av. Djalma Batista, 1661 - 69050-010 Saint Paul Adrianópolis Hotel Blue Tree Premium Manaus Caesar Business Holiday Inn Manaus Tropical Manaus Taj Mahal Continental Hotel Century Apart Service Quadro 1: Universo de Estudo (Hotéis) Fonte: dados de pesquisa, 2011 Situação das entrevistas Realizada Não realizada Realizada Não realizada Não realizada Não realizada Não realizada Realizada Não realizada Não realizada Realizada Não realizada Figura 2: Localização dos hotéis pesquisados Fonte: SOUZA, 2012 19 20 Importante mencionar que em 16 de junho de 2011, o Ministério do Turismo através da portaria número 100, instituiu o Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem (SBClass), estabeleceu os critérios de classificação destes e criou o Conselho Técnico Nacional de Classificação de Meios de Hospedagem (CTClass). Apesar da classificação ser clara, com objetivos importantes para a sociedade, conforme pode ser visto no artigo a seguir da portaria 100: Art. 2º A classificação constitui referência de caráter oficial sobre tipos e categorias dos empreendimentos de hospedagem, com o objetivo de informar e orientar o mercado turístico e os consumidores. No Artigo 5º do mesmo regulamento, é colocada a seguinte definição: ―A adesão ao SBClass e sua adoção são de natureza voluntária, cabendo ao MTur a exclusão dos utentes que estiverem em desacordo com os preceitos desta Portaria‖. Desta forma, os meios de hospedagem não são obrigados a passarem pelo processo oficial de classificação, o que impede a geração de um banco de dados relativo aos hotéis e sua classificação para que se tenha uma referência oficial sólida. Não havendo a obrigatoriedade de adesão na busca dos associados à Cadastur e principalmente, não havendo representação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) em Manaus, não foi possível utilizar tal classificação e possível listagem como fonte para a nossa pesquisa. Após a seleção e contato com os hotéis apontados, apresentamos o resumo do perfil dos entrevistados no quadro 2. 21 PERFIS DOS ENTREVISTADOS – GESTORES DE HOTÉIS DADOS / GESTORES DE 4 HOTÉIS SEXO (MJPC) (JB) (MOP) (FBFA) Masculino Feminino Masculino Masculino IDADE 43 anos CARGO Gerente Geral NACIONALIDADE REGIÃO DE ORIGEM PERÍODO QUE RESIDE EM MANAUS Brasileiro Manaus - AM 37 anos 53 anos 26 anos Assistente Gerente Gerente Geral da Gerência Geral Brasileira Brasileiro Brasileiro Paraíba Cambará do São Paulo - SP PB Sul - RS - 12 anos 12 anos 1 ano e cinco meses ESCOLARIDADE Doutorando Especialista Superior Completo Superior Completo FORMAÇÃO Graduação em Administração/ Mestrado em Engenharia de Produção e Doutorado em Turismo e Desenvolvimento Sustentável. Graduação em Turismo/ Graduação Especialização em Turismo em Gestão TEMPO EM QUE TRABALHA NO 20 anos 12 anos RAMO HOTELEIRO Quadro 2: Perfis dos entrevistados – Gestores de Hotéis Fonte: dados de pesquisa, 2011 33 anos Graduação em Direito 10 anos Os sete profissionais de dança selecionados (ver resumo do perfil quadro 3) foram profissionais que residem na cidade de Manaus com experiência em diversos gêneros, tipos e estilos, a fim de alcançar a abrangência necessária dos tipos de atuação e oferta de dança no mercado manauense. Tais profissionais foram selecionados a partir dos registros bibliográficos citados ao longo do trabalho, considerando as principais figuras representativas da região. Contudo, não pretendendo fechar as possibilidades de investigação, também foram aceitas indicações feitas a partir da recomendação dos próprios entrevistados, configurandose no escopo de amostragem não-probabilística tipo ―bola de neve5‖. 4 Apesar da autorização explicita e registrada através do termo de consentimento livre esclarecido, por cada um dos entrevistados, optou-se por utilizar apenas as iniciais dos nomes dos mesmos, conforme legislação do Brasil. 5 Nesta técnica, escolhe-se inicialmente um grupo aleatório de entrevistados. Após serem entrevistados, eles identificam outros elementos que pertençam à população-alvo de interesse. Esse processo pode ser executado em ondas sucessivas, obtendo-se referências ou informações a partir de referências ou informações. (MARCONI, 1990 p.37-56) 22 PERFIS DOS ENTREVISTADOS – PROFISSIONAIS DA DANÇA DADOS / PROFISSION AIS DA DANÇA SEXO RRA DHRG MM MA EFSP EM YSC Masculino Masculino Feminino Feminino Feminino Feminino Feminino IDADE 43 anos 34 anos 57 anos 40 anos 32 anos 28 anos FUNÇÃO Proprietário, Diretor e coreógrafo e Coreógrafo Cia professor de de Dança academia de Privada dança privada 42 anos Diretora, Coreógrafa, Diretora de Diretora de Coreógrafa, Coreógrafa, professora Grupo de uma Cia de professora e professora e universitária e Dança Dança intérprete intérprete interprete de Cia Comunitário Estatal independente independente de Dança Privada e Organização Pública. NACIONA LIDADE Brasileiro Brasileiro Brasileira Brasileira Brasileira Brasileira Brasileira REGIÃO DE ORIGEM Belém Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Manaus Campina Grande Manaus Uricurituba PERÍODO QUE RESIDE EM MANAUS 10 anos 14 anos 36 anos - 11 anos - 39 anos ESCOLARIDADE Superior Completo Superior Completo Superior Completo Superior Completo Superior Completo Superior Completo Superior Completo FORMAÇÃO Medicina Licenciatura em Dança Educação Física Publicidade Bacharel em Dança Licenciatura em Dança Mestrado em Dança 14 anos 8 anos 22 anos TEMPO EM QUE TRABALHA 27 anos 22 anos 33 anos 21 anos COM A DANÇA Quadro 3: Perfis dos entrevistados – Profissionais da dança Fonte: dados de pesquisa, 2011 Em constância com a intenção de não restringir o pensar das coletividades apenas em limitadas categorias previamente definidas pelos pesquisadores, como técnica de análise dos resultados, optamos por utilizar o procedimento metodológico conhecido como Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), que nos auxiliou à medida que por princípio, procura recuperar e reconstruir, na escala coletiva, a natureza discursiva e argumentativa do pensamento. (LEFÈVRE, 2003) No DSC, as categorias continuam agrupando os discursos de conteúdo semelhante, mas o sentido destes discursos não fica restrito à categoria, incorporando, além dela, os respectivos conteúdos discursivos e argumentativos presentes nos discurso individuais. (LEFÈVRE, 2004) Essa orientação nos favoreceu a definição da estrutura de perguntas abertas para os roteiros de entrevistas definidos (APÊNDICES B e C), pois: quando se quer fazer uma pesquisa empírica sobre o pensamento coletivo a respeito de um dado tema, deve-se, entre outras coisas, elaborar um 23 conjunto de perguntas abertas sobre o tema, para que cada membro de uma coletividade possa sobre ele falar, ou seja discursar. (LEFÈVRE, 2004) Desta forma, para atingir nossos objetivos optamos por analisar os dados coletados reconstruindo as falas, registradas nas entrevistas estruturadas, em discursos. Tal direcionamento de abordagem foi formatado pelo DSR, por meio da reunião num discurso síntese, das Expressões Chave das Ideias Centrais ou Ancoragens de sentido semelhante ou complementar, emitidas como respostas as questões da pesquisa, por distintos indivíduos, contemplando os aspectos descritos diretamente pelo discurso e os aspectos indiretos apresentados por indicações registradas pela observação das expressões corporais dos entrevistados. Para garantir uma conduta pautada na ética, a pesquisa de campo com os entrevistados foi feita a partir de um termo de consentimento, em anexo, para que a finalidade do uso dos dados coletados fosse de conhecimento dos sujeitos e a autorização de sua participação na pesquisa fosse devidamente registrada. Pois, segundo Araújo: A resolução CNS 196 (1996) define o consentimento livre e esclarecido como ―anuência do sujeito da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação, após explicação completa e pormenorizada sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais de riscos e o incômodo que esta possa acarretar, formula da em um termo de consentimento, autorizando sua participação voluntária no experimento‖. O consentimento livre e esclarecido do participante é uma exigência não só do Brasil, mas de todos os códigos internacionais e é, sem dúvida, um dos pilares da ética nas pesquisas científicas. (ARAÚJO, 2003, p. 59) Acreditando não existir, nesta pesquisa, nenhum aspecto que pudesse vir a denegrir a imagem de qualquer dos participantes ou que pudesse vir de encontro à moral da sociedade foco de pesquisa, acreditamos que o único recurso aplicável, além da postura ética do pesquisador, é o termo já citado. Finalizando nossa contextualização introdutória, daremos continuidade aos registros da nossa pesquisa começando por apresentar os referenciais teóricos, em seguida nossos resultados sendo subdivididos em histórico da dança em Manaus, gêneros, tipos e estilos de dança em Manaus, aplicações da dança como atrativo turístico e possibilidades e aceitação dança como atrativo turístico e concluindo teremos as considerações finais sobre todo o processo e resultados obtidos. 24 2. TURISMO, HOSPITALIDADE E DANÇA 2.1 Turismo e Hospitalidade É muito difícil limitar as definições do Turismo, em virtude da sua vasta abrangência e conexão com os mais diferentes ramos de atividades econômicos, bem como, com as mais diversas áreas do conhecimento atreladas ao mesmo. Dentro dessa consciência estabelecemos uma caracterização simples da atividade turística com duas subdivisões: a sociocultural, que envolve prática social e cultural, adicionando-se o atendimento às necessidades psicossociológicas; e a econômica, que engloba o sistema econômico-industrial, enfatizando a integração de várias empresas (serviços e bens materiais). A partir desta subdivisão escolhemos o conceito teórico sobre a atividade turística, segundo, Torres que afirma: O turismo é um fenômeno social que consiste no deslocamento voluntário e temporário de indivíduos ou de grupos de pessoas que, fundamentalmente, por motivos de recreação, descanso, cultura ou saúde, saem do seu local de residência habitual para outro, no qual não exercem nenhuma atividade lucrativa nem remunerada, gerando múltiplas inter-relações de importância social, econômica e cultural. (TORRES, 1992) Em leituras realizadas (ANSARAH, 2001; BENI, 2003; BRASIL, 2010; CAMARGO, 2009; CHAGAS, 2008; DIAS, 2005) o turismo é apontado como um dos setores mais globalizados, perdendo apenas para o setor de serviços financeiros. Como face da globalização ele traz uma série de impactos sociais, como: aproximação dos indivíduos de lugares distantes; intensificação da mudança de hábitos; comunicação facilitada entre os diferentes povos; estabelecimento de regras de convivência e compreensão. Neste sentido, Dias (2005, p.02), afirma que podemos falar do turismo como uma face da globalização que: ―diminui a opressão de culturas dominantes que se estabelecem nos atuais estados nacionais e que sufocam as manifestações culturais que expressam a diversidade cultural‖. Compreendendo esse valor social positivo se faz necessário salientar a importância da questão da hospitalidade para o estudo da atividade turística, pois a mesma cuidará justamente do entendimento das questões além das estruturas materiais: 25 Na ótica da hospitalidade e do dom, há dois coletivos comuns, aquele que recebe (anfitrião) e aquele que é recebido (hóspede). Como na chegada a um destino quem recebe são pessoas (taxistas, recepcionistas de hotéis, garçons, maîtres, entre outros da chamada ―linha de frente‖), não basta ter uma excelente infra-estrutura de acolhimento, mas também o dom e a vontade do bem receber (hospitalidade). (BRASIL, 2010, p. 15) Podemos entender, assim, que turismo e hospitalidade estão intrinsecamente ligados na relação de troca entre turista, trade e comunidade. Diante desta perspectiva focados no entendimento dessa relação sistemática especificamente ocorrida nos hotéis, encontramos a afirmação de Wanderley (2004, p.16): o turismo é a atividade responsável pelo desenvolvimento dos meios de hospedagem em todo o mundo. Mais do que isso, podemos dizer que hotéis e restaurantes, sobretudo aqueles que atendem aos variados segmentos do turismo de lazer — mas sem excluir hotéis e instâncias turísticas de negócios —, fazem parte de uma estrutura receptiva mais ampla, que é a cidade ou o território de uma estação turística. (CAMARGO, 2006, p. 23) Decorre daí que um hotel não apenas deva zelar para que um hóspede desfrute de tudo o que a cidade pode oferecer, como adicionalmente, investir em recursos na saúde turística do espaço, também citada por Camargo (2006), no qual se insere atrações, os eventos e as animações locais. Falando em hospitalidade, não podemos deixar de visualizar a cultura, que justifica a forma como esse ―dom6‖ é trabalhado nas mais diversas regiões e nas mais diferentes localidades que são o grande objeto de estudo do turismo. A maneira de receber o turista vai ser diferenciada justamente a partir das percepções e referências de cada destino, diante do contexto cultural de seus habitantes e profissionais do trade. E é justamente esse diferencial que é buscado pelo turista ao chegar a uma nova localidade, as características próprias da região. Buscando sintetizar os conteúdos, tentando não nos aprofundar em assuntos por demais abrangentes sem foco direto com o nosso estudo, faremos mais um recorte da nossa pesquisa, direcionando o olhar para um tipo de turismo especifico que justifica a problemática desenvolvida, o Turismo Cultural. 6 Conforme a convidada da Banca Elizabete Tamanini, o termo dom deve ser entendido como patrimônio imaterial conforme já reconhecido em nossa Constituição de 1988. 26 2.2 Turismo Cultural e Sustentabilidade O Turismo Cultural tem sido considerado o setor de maior crescimento no turismo global e, cada vez mais, tem atraído os olhares de pesquisadores e do mercado que busca alternativas de produtos e serviços para um segmento altamente competitivo e complexo. O desejo pelo ―turismo de qualidade‖, a necessidade de encontrar recursos para apoiar a cultura e a pronta disponibilidade de recursos culturais tornam o Turismo Cultural uma opção atrativa. (RICHARDS, 2009, p.25) Alguns pesquisadores defendem que o Turismo Cultural responde por 70% do mercado do turismo no mundo, o equivalente a 500 milhões de viagens internacionais. Já a Organização Mundial de Turismo (OMT) estima, no entanto, que esse mercado abarcou 37% do turismo global, ou cerca de 265 milhões de viagens internacionais em 2003. Contudo, tais afirmações são imprecisas e de difícil mensuração, pois a proporção de Turismo Cultural em qualquer destino depende da natureza do produto, tanto quanto a definição do conceito do mesmo. (RICHARDS, 2009, p.28) Tais afirmações são reforçadas em trecho do artigo de Filippou e colaboradores: It is widely acceptable that culture constitutes a lever of tourism development not only in Western Europe but also worldwide. Studies have been carried out by travel agencies, university departments of tourism management or individual researchers that aimed to investigate those cultural elements which prompt and simultaneously urge people to travel in order to visit and get to know new places 7 better. (2010, p. 63) No Brasil não é diferente. A situação de desenvolvimento e crescimento desse segmento é forte e representativo, conforme pode ser visto na afirmação de Caio Luiz de Carvalho8: ―O turismo cultural, que há pouco tempo atrás sofria de um exaustivo processo de concepção e aproveitamento, hoje apresenta-se como o segmento passível de ser um dos diferenciais brasileiros frente aos nossos mercados concorrentes internacionais‖. 7 ―É amplamente aceitável que a cultura constitui uma alavanca de desenvolvimento do turismo não só na Europa Ocidental, mas também em todo o mundo. Estudos têm sido realizados por agências de viagens, departamentos universitários de gestão turística ou pesquisadores individuais, que tiveram como objetivo investigar os elementos culturais que levam e, simultaneamente, exortar as pessoas a viajar para visitar e conhecer novos lugares melhores.‖ (tradução livre, 2012) 8 Advogado, presidente da EMBRATUR e vice-presidente do Conselho Executivo da OMT no ano de 2000. (SWARBROOKE, 2000, p.xii) 27 Isso demonstra o cuidado que se deve ter ao avaliar o mercado de turismo cultural e a importância da clareza quanto à definição que está sendo utilizada. ―[...] mas não há ainda uma definição única aceita por todos e, notadamente, até mesmo dados suficientes sobre o mercado do turismo cultural‖ (RICHARDS, 2009, p. 29). Reafirmando tal colocação, Filippou e colaboradores nos evidencia que: Even though many studies have been carried out in the area of cultural tourism, it has not been possible yet to provide a definition of cultural tourism acceptable by all. This is probably due to the multidimensional and diverse character of the term. This diversity constitutes a state of confusion which 9 prevents the formulation of a uniform definition. (2010, p. 64) A concepção de Turismo Cultural é tão vasta que muitas vezes se torna extremamente difícil definir o que seja realmente. Buscando definições claras e objetivas, que pudessem facilitar o entendimento e fundamentação da nossa investigação, encontramos a definição proposta pela OMT, a qual inclui movimentos de pessoas em busca de motivações essencialmente culturais, tais como excursões de estudo, teatralizações e excursões culturais; viagens para festivais e outros eventos culturais; visitas a localidades e monumentos; viagens para estudar a natureza, folclore ou arte; e peregrinações. Um aspecto importante nessa definição é que o Turismo Cultural envolve essencialmente motivações culturais. Nem todo consumo cultural feito por turistas é estimulado por motivações culturais – muitas viagens e eventos ou atrações culturais têm a cultura como um objeto secundário. ―[...] Esses turistas culturais ‗por acidente‘ podem ser diferentes, em termos de motivação e comportamento, em relação àqueles ‗aficionados por cultura‘‖ (RICHARDS, 2009, p. 27). Reforçando essa distinção e considerando a relevância do estudo das motivações, Filippou e colaboradores (2010) esclarecem ainda que, segundo pesquisas mencionadas pelos mesmos, a motivação pelo entretenimento e lazer do turista se sobressai aos que buscam a vivência apenas cultural, descrevendo que: At this point it is important to mention the difference between tourists who travel exclusively to participate in cultural events and those who simply include visits to places of culture during their stay. Many tourist agents claim 9 ―Apesar de muitos estudos terem sido realizados na área do turismo cultural, não foi ainda possível fornecer uma definição de turismo cultural aceitável por todos. Isto provavelmente é devido ao caráter multidimensional e diverso do termo. Essa diversidade constitui um estado de confusão que impede a formulação de uma definição uniforme.‖ (tradução livre, 2012) 28 that in reality cultural tourism does not exist, since only a low percentage of international tourists would be induced to join a trip with the only motive being their participation in cultural events. On the contrary, leisure cultural tourism, including cultural activities, is more widespread. Moreover, they claim that international tourists are prompted to travel by the total of 10 proposed activities which may include cultural activities. (2010, p.65) A partir desses conceitos, entende-se que, para os turistas entusiastas por cultura, assistir ou vivenciar as danças populares de comunidades diversas é um meio de satisfazer suas expectativas ao viajar. Neste caso, o turista se integra com os habitantes da localidade, conhece sua cultura e também se diverte ao assistir apresentações populares. Já os que buscam apenas prazer se distanciam das manifestações populares por preferir o descanso e/ou o divertimento. No entanto, as danças técnicas e profissionais podem funcionar como um atrativo, pois elas proporcionam entretenimento num ambiente confortável. E por serem técnicas com metodologia e objetivos bem definidos enquanto estética, apresentam um nível de dificuldade em configuração diferenciada. Outra definição considerada é a de Camargo (2008 apud CAMARGO, 2009, p.15) que define Turismo Cultural como o deslocamento de pessoas interessadas por destinos de vocação cultural ou atraídas por certos aspectos da oferta que se possam considerar como culturais. Diante dessas definições fica clara a necessidade de se avaliar quais conteúdos controláveis ou mensuráveis devem ser identificados, para servir como norteadores das ações advindas dos atores sociais envolvidos nesse segmento. Pois, pautados apenas nas definições genéricas, ficam passíveis ao grave erro de se acreditar que, por se tratar de assuntos ligados a motivação e emoção, tal movimento se dá apenas de forma natural e espontânea. Para tanto, nos aprofundando nas definições já citadas como referência, apresentamos duas ilustrações propostas por Swarbrooke (2000), que indicam: primeiro, a existência de um sistema de turismo cultural (figura 3), que visa a 10 ―Neste ponto é importante mencionar a diferença entre os turistas que viajam exclusivamente para participar em eventos culturais e aqueles que simplesmente incluem visitas a lugares de cultura durante a sua estadia. Muitos agentes turísticos afirmam que, na realidade, o turismo cultural não existe, uma vez que apenas uma pequena percentagem de turistas internacionais seria induzida a participar de uma viagem com o único motivo de participar de eventos culturais. Pelo contrário, o turismo de lazer cultural, incluindo atividades culturais, é mais difundido. Além disso, eles afirmam que os turistas internacionais são motivados a viajar pelo total de atividades propostas que podem incluir atividades culturais‖. (tradução livre, 2012) 29 operacionalização das atividades através dos agentes sociais pertencentes ao mesmo; e, em segundo lugar, a existência do modelo apresentado por meio da representação dos tipos de recursos do turismo cultural (figura 4). Serviços de Apoio Meios de hospedagem Lojas Recursos Culturais (Dança) Serviços de transporte Bares e Restaurantes Intermediários: Agências de marketing da destinação Operadores de viagens Pontos de venda de viagens Mídia Turistas: Individuais Grupos Figura 3: O Sistema do turismo Cultural Fonte: Adaptado de Swarbrooke (2000, p.38) Diante dessas figuras, fica clara a evidência de que os diferentes tipos de recursos estão inter-relacionados e que dentro do sistema de turismo cultural cada elemento tem seu papel a desempenhar. 30 Cultura popular moderna: Locações para filmes e Locações feitas para a TV Locais Associados a acontecimentos históricos e pessoas famosas Comidas e bebidas tradicionais Passeios e itinerários temáticos Férias com algum interesse especial Atrações históricas: Museus e centros históricos; castelos, casas majestosas e monumentos antigos; jardins históricos; paisagens históricas; vilarejos históricos e vistas de cidades Atividades de esporte e lazer: RECURSOS DO TURISMO CULTURAL Participantes; Espectadores; Jogos e Esportes Tradicionais Ofícios tradicionais Festivais e eventos especiais: Folclore; artes performáticas; esportes e interesse especial Tipos de arquitetura Indústria e comércio: Visitas a locais de trabalho; atrações rurais; lojas famosas; mercados e complexos de lojas; e atividades de lazer Artes: Teatros e galerias de arte Linguagem: Idioma nativo predominante; línguas minoritárias regionais; e escolas de línguas Locais religiosos: santuários, igrejas e catedrais Figura 4: Recursos do turismo cultural Fonte: Adaptado de Swarbrooke (2000, p. 36) Apesar da forma simples e da dinâmica aparentemente fácil, os autores já citados destacam uma grande dificuldade em acionar e manter o fluxo dessas atividades de forma sustentável. Tal dificuldade é alimentada por algumas ameaças e aspectos negativos do Turismo Cultural apontadas também por Swarkbrooke (2000), conforme quadro a seguir: 31 Ameaças ao Futuro do Turismo Cultural Pressões sobre a Diversidade Cultural * Homogeneização da cultura em todo o mundo: Ações de grandes corporações multinacionais; fracasso de alguns governos; e culturas minoritárias sendo anuladas. * Mudanças na Educação. * Preservação de Culturas Antigas, Desestímulo a Novas Culturas. * Mudanças Sociais. Pressões sobre o Futuro do Turismo Cultural * A concorrência de outras atividades de lazer. * Risco da Sobrecarga do Turismo Cultural. * Padronização do Produto. * Pobreza de Qualidade. * Segurança. * Excessiva Comercialização. Aspectos Negativos do Turismo Cultural A Superutilização de Sítios Culturais e Localidades. Falta de Controle Local. Trivialização ou Perda de Autenticidade. Fossilização de Culturas. Turismo Polêmico e Moralmente Problemático. Quadro 4: Ameaças e aspectos negativos do Turismo Cultural Fonte: Conteúdo adaptado de Swarbrooke (2000) Não obstante de apontar as dificuldades em se manter um turismo cultural sustentável, Swarkbrooke (2000) também nos favorece a leitura de abordagens potenciais para o desenvolvimento de um turismo cultural mais sustentável, como: antimarketing, incentivo a iniciativas locais, projetos no setor público, celebração de culturas emergentes, maximização de benefícios locais e preços justos aos turistas. Já Mckercher e colaboradores (2004 apud CAMARGO, 2008), por exemplo, apontam para a emergência de novas atrações culturais populares como o principal desenvolvimento no mercado de Turismo Cultural sustentável. Ainda sobre essa questão, Richards (2009, p.39) afirma que não há entendimento entre pessoas dos setores de Turismo e de Cultura, o que torna bem difícil o gerenciamento sustentável dos recursos culturais e dos produtos turísticos. Ele alega que ―[...] o resultado da falta de cooperação entre os dois setores pode reduzir seriamente o potencial dos benefícios do turismo cultural e, às vezes, impedir o argumento básico para o desenvolvimento do turismo cultural como um todo‖. 32 Em certo sentido, a cultura tornou-se integrada a um sistema de consumo de lazer e é oferecida apenas como mais um produto a ser consumido. (RICHARDS, 2009, p.38) Existem produtos diversos sendo comercializados, como espetáculos, ensino de dança por meio de palestras, oficinas e cursos, projetos sociais de dança, pesquisa de dança. Enfim, contamos com ramificações da arte da dança que lidam com diferentes sistemas de contratação de serviços. (GUARATO, 2010, p.36) Com relação ao campo artístico, é fundamental admitir que ele está imerso num amplo e conflituoso contexto, no qual se delineiam situações múltiplas que permeiam a vida cultural. Raymond Williams (apud GUARATO, 2010, p.43) ressalta a importância de levar em conta as ligações entre produtores e instituições, de perceber se o artista é instituído, contratado, se produz por encomenda, se recebe patrocínio, bem como observar as formas de manutenção e as relações entre artista e mercado, considerando que em cada caso se forjam diferentes pressões e diálogos que interferem nas condições de vida e no fazer artístico, influenciam e impõem valores à produção das obras em arte. Diante desse cenário, onde encontramos mercado, oferta, produtos, posicionamento e ações necessárias ao desenvolvimento do Turismo Cultural, entendemos que, para continuarmos a visualização adequada da cultura em relação ao turismo sustentável, precisaremos identificar alguns conceitos conexos ao marketing turístico. 2.3 Marketing turístico Segundo Guarato, ―uma das grandes inquietações que permeiam a vida artística em dança é sua relação com o mercado11‖ (2010, p.35). Falar de Marketing é falar de mercado, e sendo assim, estamos observando ofertas e demandas, num 11 Há certo consenso em vincular os termos mercado e comércio em arte com a reflexão marxista dos filósofos Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, segundo a qual a arte deveria estar desvinculada das exigências e extravagâncias exigidas pelo mercado. Lidamos em nosso cotidiano com valores e preços que envolvem toda e qualquer prática humana. O meio artístico da dança não foge à regra, ao menos no Brasil; ele é pensado, organizado, movimentado e produzido de acordo com relações que envolvem o ganho e o gasto de dinheiro. O artista, seja ele um dançarino de uma banda de axé ou de dança contemporânea, em maior ou menor grau, lida diretamente com instâncias que, por meio da aprovação ou desaprovação do artista, gera modos de legitimação sociocultural em seu meio. (GUARATO, 2010, p.35) 33 jogo de ―puxa e empurra‖ que instiga os aficionados por desafios nessa guerra de percepção. É nesse caminho que iniciamos nossa análise do Marketing turístico a partir da oferta, com duas frases registradas por Ruschmann: A característica mais marcante da oferta turística é sua heterogeneidade, e se constitui da justaposição de bens e serviços oferecidos aos turistas e consumidos por eles (1997, p.139); e A oferta turística de uma localidade é constituída da soma de todos os produtos e serviços adquiridos ou consumidos pelo turista durante a sua estada em uma destinação (1997, p.138). Porém, uma das questões mais importantes para o ponto de vista do Marketing turístico – ou do gerenciamento do turismo cultural – é a motivação dos turistas culturais. A motivação mais importante tende a ser ―aprender coisas novas‖. [...] Parece que o turismo cultural está se tornando um produto da experiência, segundo a qual a visita é julgada em termos de todos os atributos da atração, não apenas em termos do seu valor cultural. (RICHARDS, 2009, p. 33) E para gerar o estímulo necessário a essa motivação, ou seja, propor eventuais estratégias a serem implementadas, é necessário que o gestor turístico tenha claro o seu posicionamento, diante da análise dos aspectos que envolvem a gestão de marketing de um estabelecimento, bem como sua comparação com as características da concorrência. No conceito de Promoção12 apresentado por Guardani (2006, p.8), encontramos as estratégias utilizadas para se promover um determinado bem ou serviço junto ao público-alvo, no sentido de atrair seu interesse e despertar o desejo de compra. Essa promoção para gerar a atratividade desejada, em sua maioria, está relacionada com a imagem que o consumidor tem como referência de um determinado produto, local ou serviço. Barich e Kotler (1991) explicam que essa imagem genericamente é definida como a soma das crenças, atitudes e impressões que uma pessoa ou um grupo de 12 Segundo Guardani (2006, p.8) o composto de marketing refere-se à sistematização das ações que envolvem o marketing de produtos (bens físicos) ou serviços (ações e atividades prestadas). Originou-se na década de 1960, proposto inicialmente por MAcCarthy, que sugeriu o que se convencionou chamar de os quatro Ps – Produto, Preço, Promoção e Praça 34 pessoas tem de um objeto. Mais especificamente, imagem institucional, para Barich e Srinivasan (1993), é a forma com que os indivíduos enxergam a empresa como um todo, incluindo o relacionamento que ela estabelece com a sociedade, sua interação com o meio ambiente, seu envolvimento com questões sociais e os benefícios oferecidos por ela à comunidade, a seus funcionários e aos demais públicos envolvidos. Já a imagem de marca, segundo Keller (1993), é o resultado das atividades de marketing que geram percepções sobre uma marca, refletindo as associações que os consumidores mantêm na memória. É essencial entender as particularidades desses conceitos, todos se baseiam nas percepções do mercado e podem ser influenciados pela comunicação que é estabelecida com ele, seja no caso da imagem institucional, mais voltada para a comunicação da empresa como um todo, ou no caso da imagem de marca, mais voltada para a comunicação da própria marca, que, por sua vez, pode estar relacionada a um produto, a uma linha de produtos ou até mesmo a uma marca corporativa, que, nesse caso, pode coincidir com a imagem institucional de uma localidade, por exemplo. Tornou-se perceptível que a imagem forte junto ao mercado pode contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável de um destino turístico. Este fato deve-se em razão da diminuição da dependência dos agentes intermediários da comercialização daquela localidade como, por exemplo, agências e operadoras, no processo de divulgação e venda do destino, o que, por sua vez, aumenta o poder de barganha do destino com relação à implementação de políticas de desenvolvimento em bases sustentáveis. (CHAGAS, 2008, p.18) Então, focando-se a estratégia do produto, que, conforme nos explica Guardani (2006, p. 8), envolve a criação e o desenvolvimento das características dos bens e serviços que serão oferecidos no mercado, é importante que uma localidade possua vários atrativos complementares entre si, possibilitando que se ofereçam diferentes opções de lazer aos turistas, bem como reduzindo o problema da sazonalidade acentuada. Neste mix de atrativos, podemos englobar a infraestrutura e os serviços locais disponíveis, incluindo-se os meios de hospedagem, as opções para alimentação, o comércio e os serviços de apoio, bem como as formas de entretenimento local. Nesse roteiro de preocupações estratégicas, não podemos nos distanciar da relevante perspectiva da sustentabilidade: 35 A viabilização econômica da infra-estrutura turística pode ser estimulada pela indução a um tempo de permanência maior, a programas específicos para a baixa estação e a um estímulo para o aumento do consumo dos turistas nas localidades receptoras. (RUSCHMANN, 1997, p. 136) Em termos de gestão de marketing em hotelaria, Guardani (2006, p.79) expõe que um fator muito importante é a criação de serviços complementares entre si, para atrair clientes, dando como exemplo a colocação de um bar aberto ao público dentro de um hotel, que pode levar ao interesse do cliente em frequentar o restaurante. Além disso, um cliente que frequente o restaurante de um hotel pode se interessar em hospedar-se nele na próxima vez em que retornar à localidade. Dentre as principais estratégias competitivas citadas por Guardani (2006) que são utilizadas pela hotelaria, destacamos também: preços baixos, qualidade superior, garantias, relacionamento, diferenciação, inovação, diversificação, ampla distribuição, rapidez em copiar, estabelecimento de franquias, parcerias com outros meios de hospedagem e parcerias com associações e prefeituras locais. Para fundamentar essa construção de estratégias e possibilitar a criação de novos atrativos, Guardani (2006, p.13) nos apresenta diversos tipos de atrativo turístico, são eles: naturais, históricos, arquitetônicos, atividades econômicas, culturais, entretenimento e eventos. Sendo que, em virtude do foco da nossa investigação, nos ateremos aos três últimos, para respectivas definições: Culturais: envolvem a cultura e o folclore de uma região e caracterizam-se pela gastronomia típica local, pelos costumes, pelo idioma, pelo vestuário, pelo artesanato regional, pela música local, pelas danças típicas e pelas manifestações folclóricas. Entretenimento: atrativos criados especificamente para atrair os turistas, por meio de atividades relacionas à diversão, como danceterias, casas de espetáculos, cassinos e parques temáticos; Eventos: são atividades programadas que podem envolver vários tipos: direcionados a lazer, atividades voltadas a promover transações comerciais e divulgação de produtos, e eventos científicos. Para esclarecer nosso entendimento sobre atrativos turísticos, C.A. Gwenn (1988 apud RUSCHMANN, 1997, p.142) propõe que se estabeleça a distinção entre as ―atrações turísticas básicas‖ (destination attractions) e as ―complementares‖ 36 (tourist attractions). As primeiras constituem o suporte da atividade e são responsáveis pelo afluxo de turistas ao local; é onde se instalam os equipamentos e serviços para o turista. As segundas têm uma força de atratividade menor, porém são importantes no processo de desenvolvimento, pois complementam e proporcionam a diversidade das atividades realizadas pelos turistas que visitam os atrativos básicos. Neste sentido, ajudando a exemplificar a distinção proposta, Andrade (1992, apud RUSCHMANN, 1997, p.140) afirma que a organização para recreação, esportes e outros equipamentos instalados para o entretenimento dos turistas durante seu tempo de permanência na destinação, se constitui em um dos elementos da infraestrutura turística, ou seja, atrações turísticas básicas. Richards e Raymond (2000 apud RICHARDS, 2009, p. 43) defendem que, uma vez que os destinos buscam novas formas de distinção num mercado saturado e os consumidores buscam experiências de turismos mais realizadoras, caberá um desenvolvimento distanciado das formas tradicionalmente passivas de gestão, direcionado para um envolvimento mais ativo dos turistas em termos da vida cultural dos lugares que estão visitando, ou o que se chama de ―turismo criativo‖. Em consequência da soma de componentes criativos a um turismo de arte ou a um produto do Turismo Cultural, por exemplo, os visitantes podem ser movidos a ficar mais tempo, gastar mais e retornar à região com mais frequência. Desta forma, a criatividade, tanto do turista quanto do produtor, se fundem para desenvolver novas oportunidades de vivência. Para tornar essas iniciativas [rotas turísticas definidas pelo produtor] bem sucedidas, dois aspectos são importantes. Primeiro, a criatividade do turista tem de ser o centro da experiência. Segundo, a destinação também tem de ser criativa, particularmente no que se refere a encontrar formas pelas quais a experiência criativa seja característica da destinação. (RICHARDS, 2009, p. 47) E justamente direcionado a questões de inovação e criatividade, nosso objeto de estudo, encontramos a seguinte afirmação de Richards: As experiências de aprender dança e música também se expandiram nesses últimos anos, como é ilustrado por mais oportunidades de aprender formas específicas de dança em locais já tradicionais – por exemplo, Tango na Argentina, Salsa em Cuba, Sevillanas e Flamengo na Andaluzia, Dança do Ventre na Turquia, Egito e Tunísia, Dança de Salão no Reino Unido e Samba no Brasil. Uma vez que as danças estão se tornando híbridas devido às inovações, as experiências turísticas baseadas na aprendizagem de 37 dança – particularmente relacionadas a festivais de fusão de diferentes tipos de danças. (2009, p. 46) Pautados nessas perspectivas de promoção e produto na visão do marketing turístico é que buscamos a dança tanto como uma ferramenta auxiliar no sentido de buscar alternativas criativas diretas para atrativos turísticos sustentáveis, quanto para um instrumento fomentador de uma imagem reconhecidamente positiva pelo mercado. Sua potencialidade deve-se à expressão de sentimentos, opiniões e a própria história que é transmitida através do corpo, um instrumento que revela por meio da dança uma mensagem distinta, dependendo dos anseios de quem a pratica e percebe. Além deste argumento, pode ser também atraente a beleza da apresentação e a possibilidade de integração do turista nessa prática. ―Nota-se então, a existência do lazer, do entretenimento e das experiências singulares‖. (SILVA, 2009, p.5) 2.4 A dança Falar sobre dança não é fácil. Tal afirmação não se dá pelo fato já apontado da triste realidade da falta de trabalhos científicos e registros nesta área de conhecimento, mas pelo vasto campo de possibilidades que nos propomos e, com isso, a dificuldade em focar apenas parte de seu conteúdo. Poderíamos falar do verbo, do substantivo e – porque não – dos tantos adjetivos apropriados à mesma? Como decifrar e delimitar o tão interessante e instigante mundo da dança? Como propor um único foco, sem empobrecer o olhar de quem desconhece esse universo de possibilidades? Desculpe se a emoção nos interrompe nessa ora. Sem medo de tropeçar na parcialidade tão temida na ciência, ousamos buscar nos apropriar das experiências vividas por tão nobre arte, na tentativa de somar esforços para abrir novos olhares e conhecimentos, tanto para os que já amam, quanto para os que ainda desconhecem o verdadeiro e maior significado da dança. Ligada à questão de parcialidade acima apontada, também têm sido polemizadas, no repertório dos Métodos de Pesquisa Antropológica, questões relativas à subjetividade e à legitimidade científica. O antropólogo sempre se deparou com uma situação delicada em relação aos pesquisadores das demais 38 áreas científicas, porque diferentemente destes, que procuram estar ausentes da análise e exposição dos dados, para este essa posição é impraticável. Ele é o produtor dos dados e a produção do conhecimento antropológico encontra-se baseada também na sua experiência pessoal. Como lidar com a ambiguidade desta presença obrigatória sem prejudicar o conteúdo da pesquisa? As críticas a essa postura, bem como as soluções apontadas, são diversas e não cabe aqui discorrer sobre elas, o importante é deixar claro que partimos da premissa de que a emoção é um dado muito importante na descrição e análise da dança, por que conforme Cruz (2001): o sentimento é cultural. À luz desse direcionamento, para amenizar nossas inquietações e dar início às descrições necessárias, chegamos ao conteúdo teórico da Antropologia. Royce (2002) nos sugere, então, estudarmos a dança como um evento cultural levando em conta a sua preparação, comportamento e os sentimentos dos participantes a bem de podermos entendê-la satisfatoriamente estética e socialmente. Sob a ótica do antropólogo Santiago da Cruz (2001), a dança é uma das vias dos códigos culturais. O andar, os gestos, as mímicas, os ornamentos e os adereços, dentre outros componentes do dançar, dizem tanto do sagrado como do profano, sendo instrumentos da expressão cultural das sociedades. Nessa linha de entendimento, na Antropologia da Dança13, o corpo ocupa um espaço muito expressivo. Para Blacking (1977), o corpo humano é uma parte entre a natureza e a cultura. Assim, a sociedade é formada não apenas pela razão, mas também por fatores que incluem os fenômenos biológicos (como o próprio corpo) e os fenômenos chamados ―não-verbais‖, que fundamentam a sociedade num complexo mente-corpo. 13 A antropologia da dança centra-se no estudo das performances que usam o movimento do corpo como meio privilegiado de expressão e comunicação. A sua fundação e o seu desenvolvimento são sustentados pelo recurso a teorias e métodos formulados ao longo do século XX e considerados hoje paradigmas de referência no seio da disciplina de antropologia. Eles fornecem ao observador as lentes necessárias para compreender a complexidade das práticas da dança nos seus diferentes contextos e propósitos e permitem traçar o quadro interpretativo que nos conduz ao coração – responsável pelo fluxo de ideias, emoções e movimentos – dessas práticas. A abordagem da dança enquanto fenômeno artístico (Franz Boas), a demonstração da relevância da história para a explicação das singularidades dos movimentos (Robert Lowie), a consideração de que a dança não só assinala as formas de organização social e proporciona uma experiência de grupo, como também abre espaço à experiência da individualidade (Evans-Pritchard), ou a percepção da arte enquanto forma de cultura posta em ação pelos agentes sociais (Clifford Geertz) são alguns dos contributos teóricos históricos fundamentais que se propõe avaliar. (FAZENDA, 2009) 39 Como podemos observar, a Antropologia da Dança e o Estudo do Corpo podem ser subsídios para esta oportunidade que temos de investir no estudo das danças. A pesquisa nesse segmento pode contribuir muito com o entendimento das culturas com as quais convivemos sem mesmo perceber, provavelmente por não possuirmos os elementos teóricos necessários. Para darmos início a esse mergulho cultural, iremos começar com um pouco da história desse substantivo tão rico em significações e tão complexo em termos de interpretações e conceituações. 2.4.1 História da Dança no Mundo Satisfazer as questões estéticas e vaidades não foi a única função da dança ao longo dos tempos; ela desempenhou, desde sua obscura origem, um papel respeitável na vida religiosa e na evolução psíquica da humanidade, pois configura um recurso inigualável para transpor os limites impostos pela consciência humana e realidade cotidiana. Segundo Portinari (1989) e Bourcier (1978), a dança transcende diversos significados, desde as figuras pré-históricas encontradas em diversas cavernas até a contemporaneidade. Seus primeiros vestígios apareceram no período Mesolítico em uma imagem na caverna de Cogul, província de Lérida, Espanha. Para essa realidade, Portinari (1989, p.17) descreve uma cerimônia que ―mostra nove mulheres em torno de um homem despido, indicando um ritual de fertilidade.‖ Durante a fase Neolítica, a dança também se tornou muito comum entre as mulheres para a fecundidade, assim como Bourcier evidencia: Quelques auteurs décrivaient, naguère, une <<cérémonie dansée>> de la préhistoire: dans la grotte de Pech-Merle (Lot), des femmes, il y a une dizaine de milliers d‘années, venaient, accompagnées de leurs enfants, 14 danser pour obtenir une fécondité nouvelle . (1978 apud SILVIA, 2007, p. 9) Ainda no século XXI, a prática simbólica associada à fecundidade e à feminilidade prevalece. A Dança do Ventre, por exemplo, tem suas raízes nos tempos primitivos e continua sendo praticada em seu sentido original por algumas 14 ―Alguns autores descreveram, anteriormente, a <<cérémonie dansée>> da pré-história: na caverna de Pech-Merle (Lot), as mulheres, há dezenas de milhares de anos, vinham acompanhada por seus filhos, dançar para obter uma nova fertilidade. (tradução livre, 2012) 40 profissionais ao redor do mundo. Relativo a isso, Portinari nos revela que a dança do ventre: entre alguns povos da Ásia e da África, está associada às dores do parto, ou seja, à continuidade da vida. Também entre os índios Canela e Gê, do Brasil, as mulheres pintam seu corpo com pequenos círculos coloridos antes de executá-la na primeira noite de lua cheia. (1989, p.19) A dança também pode estar associada à religião. Em inúmeros registros históricos podemos encontrá-la como uma manifestação sagrada, estando presente entre antigas civilizações como ritual de adoração a deuses, como no Egito. O principal centro do culto de Osíris ficava em Abydos. Ali, todos os anos, antecedendo a época da cheia do rio Nilo, realizava-se um festival que dramatizava o mito diante de milhares de fiéis. Em procissão solene, os sacerdotes entravam no templo, acompanhados por músicos e dançarinas. (PORTINARI, 1989, p. 21). Na Índia, a dança aparece como atributo de Shiva que, junto com Brahma e Vishnu, forma a trindade básica do hinduísmo. Já na Grécia antiga, além das manifestações artísticas e religiosas, a dança era associada também à educação e formação do indivíduo. Para os chineses, a dança estava integrada a ―dois princípios básicos da cultura: Yo (a música) e Li (os ritos)‖ e, no Japão, ―a dança nasceu de um estratagema divino para atrair o sol que havia desaparecido‖. (PORTINARI, 1989). Na Idade Média, nascia um grande movimento humanista, o Renascimento. Teóricos deste grupo ideológico retrataram diversas manifestações artísticas da época, em que se incluía a dança representando simultaneamente religião e ideias pagãs. Essa análise, onde a dança se conecta com a realidade do período, pode ser retratada na dança macabra da Guerra dos Cem Anos, que Bourcier (1978, p. 59) comenta: ―La danse ne fait pas exception aux grandes tendances de l‘époque: extrême raffinement de la forme, sens de la mort dans sa réalité la plus brutale‖.15 Tempos depois, durante o movimento romântico dos séculos XVIII e XIX, a dança tornou-se um instrumento fundamental para a difusão de pensamentos nacionalistas defendidos por filósofos da época. O reconhecimento e afirmação das características nacionais se tornaram uma preocupação social e, nesse sentido, Pereira (2003, p. 53) ressalta que as noções de: ―exotismo e pitoresco tomam perfis bastante particulares ao se discutirem questões como raça e etnia, por exemplo, no 15 "Dança não é uma exceção para as principais tendências da época: refinamento extremo da forma, significado da morte na sua realidade mais brutal." (tradução livre, 2012) 41 mesmo período. Questões que estão no corpo. Nada mais apropriado, portanto, que observá-las na dança‖. E foi nesse contexto que as grandes companhias profissionais de balé apresentavam histórias que insinuavam a cultura sul-americana: povos peculiares, com um exotismo atraente que não existia antes na Europa do balé clássico do ―Ópera de Paris16‖, onde se buscava a perfeição dos movimentos altamente técnicos dos bailarinos. (SILVIA, 2007, p. 10) Neste período, filósofos e artistas apoiavam o movimento romântico e expressavam suas opiniões por meio de poemas, músicas e também da dança. Cada país teria suas características delimitadas e as tipologias europeias não seriam mais copiadas em outros países, como era comum na época. Os países latinoamericanos eram conhecidos pelo seu exotismo e peculiaridade, fato que pode ser explicado pela existência ainda expressiva de índios, que sustentavam hábitos e tradições muito diferentes dos europeus. (PEREIRA, 2003). Pereira (2003, p. 25) afirma também que ―talvez valha a pena observar como essas danças eram aprendidas por quem as executava, apontando sua autenticidade ou sua transformação no e pelo corpo do bailarino‖. Ou seja, um fator importante que deve ser considerado no âmbito cultural é que o indivíduo que pratica a dança já possui fortes características do seu país de origem e as retrata através de seu corpo independentemente das diferentes técnicas utilizadas. A dança Moderna fez e ainda faz com que a expressão de sentimentos e opiniões seja transmitida. Sua prática explicitava a reação contra o sistema social vigente e buscava reflexões para novos pensamentos de acordo com o momento histórico de cada época (SILVA, 2007, p. 11). Para Portinari (1989, p. 133), ―tomando por base a liberdade expressiva do corpo, a dança Moderna reflete o contexto histórico que a gerou: um mundo governado por máquinas, no qual o ser humano se debate em busca de novas relações consigo mesmo e com a sociedade‖. A dinâmica das composições coreográficas e das produções culturais se diferenciava notavelmente do balé clássico. A busca contínua em transmitir, por 16 Companhia de dança clássica francesa inaugurada em 1669 por Luís XIV, marcando o início da dança Clássica no mundo. (SILVA, 2007, p. 10) 42 meio de novas formas, ritmos ou estilos, os pensamentos dos coreógrafos unidos aos dos bailarinos permanece até os dias atuais. A dança possui diversas características do povo que as prática e também está inserida ao fenômeno folclórico, como Monica explica: Elemento dinâmico da cultura, modifica-se e se transforma de região a região, de acordo com os meios e sua funcionalidade. De aceitação coletiva, não perde seu caráter, seu valor, sua autenticidade. E, por caracterizar-se pela espontaneidade e poder de motivação sobre os componentes da respectiva comunidade, pode resultar tanto da invenção como da difusão, sempre subordinado aos processos da dinâmica cultural. (1999 apud SILVIA 2007, p. 11) Considerando esse elemento da dinâmica cultural, entendemos que essa manifestação sofre influências diversas. Muitas danças folclóricas fazem parte do cotidiano de muitas comunidades contemporâneas, seja como ritual cultural histórico, seja por entretenimento local ou apresentação para visitantes. O que ainda gera bastante polêmica é se essas danças folclóricas e populares são de fato espontâneas, ou se dependem de incentivos de outros setores de desenvolvimento socioeconômico, como o turismo, para se manter. E, indo mais além, outra preocupação que permeia as discussões entre os teóricos seria se recebendo incentivos do setor turístico as manifestações em forma de apresentações estariam perdendo seu sentido cultural ―original‖ a partir da teatralização. Contundo, na análise da construção histórica apresentada pelos teóricos citados, a dança pressupõe uma relação com pensamentos, ideologias e situações sociais e econômicas vigentes em cada região, visto que a dança é uma manifestação do homem por meio de seu corpo, fazendo parte de sua cultura. A dança, em seus diferentes estilos, adota formas de expressão e estruturas simbólicas da época e cultura em que está inserida, e situá-la no período histórico e ambiente social é também estabelecer suas relações com os pensamentos, formas de agir e ideologia de um momento da civilização humana (VILELA, 1998, apud GUARATO, 2010, p. 7). 2.4.2 A Dança no Brasil Nas últimas décadas, a pesquisa em dança no Brasil teve um grande avanço a partir do surgimento de diversas companhias de dança reconhecidas 43 internacionalmente, bem como o surgimento e consolidação de universidades que contemplam, em sua oferta de cursos, a faculdade de Dança17. No entanto, pesquisas que tratam de dança em termos históricos, no Brasil, limitam-se a abordar temas como o corpo, utilizando-se de aspectos biológicos, técnicas de movimentos e gestos para o corpo em cena, analisar as relações entre corpo e cidade, processos de transmissão do conhecimento em dança e principalmente histórias de vida dos grandes coreógrafos, diretores e bailarinos brasileiros ou estrangeiros que se 18 destacaram em nosso país ·. (GUARATO, 2010, p.25) Tal afirmação, vinda de um historiador e resultado de um trabalho bem fundamentado e estruturado, nos faz buscar outro olhar nas pesquisas relativas às descrições sobre a história da dança no Brasil. O cuidado com a forma como abordar essa parte da contextualização vem justamente com esse novo foco, a responsabilidade de não abordar um roteiro sistematizado que englobe apenas fatos históricos marcantes de indivíduos atuantes na área da dança, mas sim apenas abordar, o que de fato nos interessa para a realização deste projeto, em termos de construção cultural de uma nação relativa à dança. 17 Universidades Públicas: UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas - CAMPINAS (SP); UFRGS - Univ. Federal do Rio Grande do Sul - PORTO ALEGRE (RS); UERGS - Univ. Estadual do Rio Grande do Sul - MONTENEGRO (RS); UFPel/IAD - Fundação Universidade Federal de Pelotas PELOTAS (RS); FAP - Faculdade de Artes do Paraná - CURITIBA (PR); UFPA - Universidade Federal do Pará - BELEM (PA); UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - NATAL (RN); UFAL - Universidade Federal de Alagoas - MACEIÓ (AL); UFS - Universidade Federal de Sergipe LARANJEIRAS (SE); UFBA - Universidade Federal da Bahia - SALVADOR (BA); UFV - Fundação Universidade Federal de Viçosa - VIÇOSA (MG); UEA - Universidade do Estado do Amazonas MANAUS (AM); UFPE - Universidade Federal de Pernambuco - RECIFE (PE); UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - RIO DE JANEIRO (RJ). Universidades Particulares: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - SÃO PAULO (SP); Comunicação das Artes do Corpo; UniverCidade - Centro Universitário da Cidade - RIO DE JANEIRO (RJ); FAV - Faculdade Angel Vianna - RIO DE JANEIRO (RJ); UNESA - Universidade Estácio de Sá - (RJ); Universidade de Cruz Alta - CRUZ ALTA (RS); Universidade Anhembi Morumbi - SÃO PAULO (SP); Faculdade Tijucussu SÃO CAETANO DO SUL (SP); Universidade Luterana do Brasil - CANOAS (RS); Faculdade Padrão – GOIÂNIA (GO); Faculdade Paulista de Artes - SÃO PAULO (SP). Fonte: Inep. Acesso em 05 de janeiro de 2010 <http://www.educacaosuperior.inep.gov.br> 18 A esse respeito, ver: BRITTO, Fabiana D. (org.) Cartografia da Dança: Criadores Intérpretes Brasileiros. São Paulo: Itaú Cultural, 2001; CAMINADA, Eliana. História da Dança: Evolução Cultural. São Paulo: Sprint, 1999; FREIRE, Ana Vitória. Angel Vianna: Uma Biografia da Dança Contemporânea. Rio de Janeiro: Dublin, 2005; KATZ, Helena. O Brasil Descobre a Dança, a Dança Descobre o Brasil. São Paulo: DBA, 1994; NAVAS, Cássia e DIAS, Linneu. Dança Moderna. Secretaria Municipal de Cultura, São Paulo, 1992; STRAZZACAPPA HERNÁNDEZ, Márcia Maria. O Corpo Em-Cena. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Educação, Univ. Estadual de Campinas, Campinas, SP, 1994; KLAUSS, Vianna. A Dança. 2. ed. São Paulo: Siciliano, 1991. 44 O Brasil se construiu com base em diversas influências advindas de diferentes lugares do mundo. Misturas decorrentes da Europa, África, Oriente, montaram a história cultural do nosso país, desenvolvendo hábitos, pensamentos e, consequentemente, formas de expressão. Diante dessa pluralidade cultural, se torna muito difícil afirmar, principalmente quando abordamos danças populares, que sua origem seja essencialmente brasileira. Essa realidade brasileira pode ser explicada por fatos históricos repetidamente apontados em estudos específicos. Tais como a vinda da família real portuguesa para o Brasil em 1808, já trazendo a influência europeia para as culturas existentes no período; a escravidão africana e o tráfico de negros para o Brasil, que trouxeram consigo costumes, culinária, religião, língua etc, fomentando novas formas de expressão corporal; e as posteriores imigrações italianas, alemães, holandesas e japonesas, que formaram colônias estrangeiras que até hoje buscam manter características representativas de seus países de origem. Dessa formação histórica relativa à cultura podemos entender como as manifestações populares no país são tão ricas em diversidade e também como foram desenvolvidas a partir da distribuição desses fatos pelo território nacional. Não esquecendo que a dança não nasceu no país por meio dessas influências, apesar das mesmas ainda serem cultuadas em várias regiões por meio de festivais, apresentações e festas populares. Inúmeros registros afirmam a prática da dança pelos povos indígenas habitantes da nação pré-colonizada. Diante desse cenário, podemos entender que as danças populares do Brasil são baseadas na história de uma determinada localidade e ocorrem de forma espontânea, sofrendo alterações ao longo do tempo. Conforme determinada manifestação ganha mais popularidade, ou seja, quanto maior o número de praticantes, mais destaque a mesma recebe na mídia. Desta forma, danças ditas de massa, que são muito populares, atraem turistas internos e externos às diversas regiões do país em busca da vivência dessas manifestações. No Brasil, há diversas danças que são muito populares, como o samba, o frevo e o forró. E devido a toda essa popularidade, muitos turistas são atraídos para determinadas localidades para vivenciar essas manifestações culturais, em que podemos citar as escolas de samba, que lotam suas quadras de turistas e comunidade em seus ensaios e festas. Essas danças 45 também se tornam mais populares devido aos grandes festivais que ocorrem em diversas regiões do Brasil. (SILVA, 2009, p. 14) Desse modo, as danças populares são, de fato, um atrativo com grande potencial para o turismo, sobretudo quando atreladas a grandes eventos. Com base nas informações19 relatadas por Silva (2009), foi adaptada a ilustração a seguir, com o intuito de apresentar as principais danças conhecidas e divulgadas no Brasil de acordo com a mídia e com os grandes eventos que ajudam a sustentá-las. Tais eventos estão divididos por regiões para reafirmar que as danças populares têm a potencialidade de atrair turistas, contudo vale ressaltar, que tal apresentação não referencia as principais danças encontradas nas regiões citadas, apenas teve como base a leitura mercadológica no âmbito da promoção da imagem turística atrelada à cultura feita pela mídia de massa, relatada pela autora supracitada. BOI-BUMBÁS DE PARINTINS CATIRA FREVO E FORRÓ SAMBA NO PÉ DANÇAS TÍPICAS ALEMÃS Figura 5: Ilustração com as principais danças conhecidas e divulgadas no Brasil Fonte: Adaptado de Silva (2009, p.15) Fica claro que as danças populares expressam um pouco da cultura de cada região, sua história e tradições. Contudo, a partir do estudo realizado por Silva 19 O carnaval, evento originalmente relacionados a cultos agrários na Grécia, surgido no IV milênio antes de Cristo, adaptado ao Brasil, ressalta danças como o samba, no Rio de Janeiro e São Paulo, e o Frevo, em Pernambuco. Também há eventos como a Oktoberfest, em Santa Catarina (PR), onde são ressaltadas as danças populares originárias da Alemanha e difundidas no Brasil devido a processos migratórios; a festa do Boi-bumbá, no Nordeste, em que se destaca a dança Bumba-meuboi; e a festa de São João, em Campina Grande (PB), que é considerada pela mídia a maior festa de São João do Mundo. 46 (2009) sobre a imagem da dança no turismo no Brasil, apesar de algumas danças serem mais expressivas, não é possível definir quais os tipos de dança praticados no Brasil baseando-se apenas em algumas manifestações culturais, para que não se crie uma imagem deturpada tanto do país, quanto do tipo de vivência exercida através dos praticantes da dança em cada região. Nessa perspectiva, devido à grande diversidade de danças encontradas no país, muitas delas são pouco conhecidas pelos turistas que visitam a nação e pelo próprio povo brasileiro, como evidencia o crítico em dança Roberto Pereira (2007 apud Silva 2009). As danças populares são divulgadas por região, em detrimento das outras localidades do país. E internacionalmente, essas danças, por vezes, são interpretadas de forma poética. O que geralmente ocorre é que as grandes metrópoles, com intensa notoriedade na mídia, recebem a maior parte de turistas, pois possuem sua 20 cultura mais divulgada, como é o caso do samba no Rio de Janeiro, em que ganha ainda mais destaque no carnaval. Em análise da revista francesa ―Danser‖ especializada em dança, se percebe grande entusiasmo e admiração ao relatar uma festa na quadra da escola de samba carioca Mangueira. A reportagem conta o engajamento social contido na escola e salienta o samba como elemento cultural da população carioca. É ao mesmo tempo uma manifestação cultural e arte. O samba, englobando juntamente a música e a dança ganhou ainda mais destaque esse ano devido a uma iniciativa em prol da memória da cultura brasileira. (SILVA, 21 2009, p.18) Alguns grupos independentes, locais de apresentações e festivais isolados contribuem para difundir uma parte da cultura brasileira que não recebe tantos incentivos para sua prática. E parte do desenvolvimento da história da dança em nosso país emerge do surgimento de grupos brasileiros que se especializaram em diversos tipos de danças e mantiveram a preocupação em transmitir algumas características nacionais, como o Ballet Stagium (SP), Grupo Corpo (MG) e o coreógrafo Ângelo Madureira (PE), exemplos de profissionais brasileiros que evidenciam referências da cultura nacional. 20 O IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional reconheceu, no dia 09 de outubro de 2007, o samba carioca como patrimônio cultural do Brasil. Assim como o samba, outras danças populares também são consideradas pelo IPHAN como patrimônio cultural, como o frevo, o jongo e o samba-de-roda da Bahia, que mantém o status de ―obra-prima do patrimônio oral e imaterial da humanidade‖ pela UNESCO (SILVA, 2009). 21 Os possíveis erros ortográficos e gramaticais não foram ajustados, considerando a transcrição direta do texto original. 47 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES 3.1 Dança em Manaus (AM): uma contextualização histórica De acordo com o levantamento bibliográfico realizado, existem escassas publicações sobre a trajetória da dança em Manaus, e que ainda se restringem a determinados períodos do século XX: os livros de Ida Vicenzia, Dança no Brasil (1997); de Eliana Caminada, História da Dança: Evolução Cultural (1999); e de Adalton Xavier, Dançando Conforme a Música (2002), bem como a publicação organizada por Roberto Pereira, Sandra Meyer e Sigrid Nora, Seminários de Dança – História em Movimento: Biografias e Registros em Dança, que contempla o artigo de Ítala Clay, Narrativas de uma Cidade: o Jornal e a Dança. Não considerando as manifestações populares em sua narrativa, Xavier (2002) inicia a descrição do processo de desenvolvimento histórico da dança no Amazonas a partir da vinda a Manaus de uma companhia de dança sueca, cujo coreógrafo fixou residência na cidade por alguns meses com intuito de ministrar aulas de balé no Luso Sporting Club22. Seguindo sua descrição, Xavier (2002) destaca que, desta época em diante, uma sucessão de manifestações artísticas tentava fazer com que a dança fincasse raízes na capital do Amazonas. Pontuando como marcos a vinda do professor de balé Odair de Palma, que chegou a Manaus no início dos anos 70 para fundar uma academia de balé, e de Helena Corrêa, bailarina portuguesa que se tornou professora no Teatro Amazonas e teve uma breve passagem como vários outros exbailarinos. Apesar destes e de outros episódios semelhantes, a dança no Amazonas, enquanto expressão artística, somente ganhou impulso a partir dos anos 70, com o retorno do bailarino José Rezende para Manaus, sua terra natal, onde fundou a Academia de Ballet Clássico José Rezende, de onde saíram vários discípulos, como a coreógrafa Conceição Souza, uma das pioneiras da difusão da dança contemporânea. Desde então, a dança tem alternado fases produtivas com momentos de estagnação. (XAVIER, 2002, p. 80) 22 O Luso Sporting Club é um clube brasileiro de futebol da cidade de Manaus, no Estado do Amazonas. Foi fundado em 1º de maio de 1912. ―O Luso surge num momento em que a borracha, ou látex, estava em sua decadência. A partir de 1910, Manaus, Belém e o Acre sentiram essa retração: a queda da borracha e dos negócios. [...] O Luso criou uma banda de música, uma escola primária, uma escola de dança, criou um teatro‖. Informações retiradas de entrevista da Câmara Amazonense do Livro e Leitura, por Tony Santos, com o autor do livro ―Luso Sporting Club – A Sociedade Portuguesa no Amazonas‖ (2007), de Abrahim Sena Baze. 48 No final da década de 70, surgiu o primeiro grupo de dança contemporânea. Criado por Conceição Souza, o ―Dançaviva‖ trazia como proposta de trabalho unir a dança a outros meios de expressão artísticos, especialmente a música e o teatro, utilizando como pano de fundo as músicas popular brasileira e latino-americana, constituindo, assim, um discurso estético contra o autoritarismo.23 Tendo seu último espetáculo apresentado em 17 de dezembro de 1982, o Dançaviva cedeu espaço para o surgimento do Grupo Movimento. O Grupo Movimento, liderado por Francisco Cardoso juntamente com exbailarinos do Grupo Dançaviva, apresentava, segundo Xavier (2002, p. 92), um ―discurso‖ ainda mais agressivo em relação ao que acontecia no seio da sociedade brasileira. Apesar de um fértil trabalho, o grupo foi desfeito em um breve espaço de tempo. Neste mesmo período, existiu o Grupo Origem, cuja história se confunde com a do Dançaviva e também do Grupo Experimental de Dança do Amazonas, visto que as pessoas envolvidas no primeiro também estavam na formação dos demais. Ao final das atividades do Grupo Movimento, houve uma audição para a seleção dos bailarinos que formariam o corpo de baile do Teatro Amazonas. Nesta, conforme registrado por Xavier (2002, p. 93), muitos rostos já eram conhecidos desde os tempos do Dançaviva.24 Apesar de sua formação oficial, o primeiro Grupo Experimental de Dança do Teatro Amazonas apresentou apenas duas coreografias em 1984, e suas atividades foram suspensas por falta de estrutura na direção do Teatro Amazonas. Com essa situação, a grande maioria dos bailarinos do Grupo Experimental acabou engajada nas aulas e ensaios do Grupo Origem, que, neste período, buscava apresentar em seus repertórios temas amazônicos que se transformavam na medida em que as necessidades do público e do grupo se modificavam. 23 Segundo Xavier (2002, p. 87), no período de desenvolvimento desse projeto, o Brasil ainda vivia sob a égide da censura prévia imposta pela ditadura militar e qualquer incentivo a uma arte contestadora estava fora de cogitação, pois tinha como resultado, na maioria das vezes, ―visitas‖ aos porões da repressão. Esse foi um dos primeiros entraves que o grupo enfrentou, pois não se queria um trabalho com espetáculos de final de ano. 24 Bailarinos citados: Ana Mendes, Cláudia Rocha, Djalma Cosmos, Cláudia Batista, Paulo Baraúna, Socorro Andrade, José Montenegro, Joffre Santos, Andréa Ricieri, Aura Ismênia, Celi de Azevedo, Jaqueline Costa, Jorge Kennedy, Natividade Passos, Sílvia Denise, Socorro Riela e Selma Lopes. 49 Em 1986, o grupo encerrou suas atividades com a saída de praticamente todos os seus membros. No mesmo ano, Conceição Souza retorna a Manaus, depois de dois anos em Itacoatiara, cidade onde fundou e dirigiu o Grupo Experimental de Dança de Itacoatiara (Gedi), e assume a direção do Ballet da Cidade, um dos vários núcleos estudantis formados com o incentivo da Coordenadoria de Assuntos Culturais25 (CAC) da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEDUC), a qual, segundo Xavier (2002, p. 96), chegou a coordenar cerca de 40 grupos de teatro e dança estudantis nas escolas estaduais de Manaus, dentre eles o Grupo de Teatro e Dança Jurupari, fundado em 1983 e dirigido pelo ator Herculano Silva. Tendo o Ballet da Cidade a duração de pouco mais de dois meses, Conceição Souza foi convidada a criar o segundo Grupo Experimental de Dança do Teatro Amazonas, com os mesmos bailarinos26 do grupo extinto. Nesta segunda tentativa, a estrutura foi melhorada na tentativa de se criar o primeiro corpo de baile do Teatro Amazonas, onde a direção decidiu remunerar os bailarinos, contratar professores e investir em aulas especiais. Contudo, por interferências políticas, em pouco tempo o grupo também encerrou suas atividades. Apesar das dificuldades, Conceição Souza não desistiu de investir seus esforços no desenvolvimento do seu trabalho em dança e criou o Grupo Experimental de Dança do Amazonas (GEDAM), que posteriormente sofreu mais duas alterações de denominação: Grupo Espaço de Dança (GEDAN) e Grupo Espaço de Dança do Amazonas (GEDAM). Tal projeto resiste até hoje, apesar da alta rotatividade de seus membros. Com a inauguração do Teatro dos Artistas e dos Estudantes (TAE), no ano de 1987, atualmente chamado de Teatro Américo Alvarez (TAA), crianças e adolescentes carentes tiveram a oportunidade de desenvolver seu potencial artístico 25 Segundo Xavier (2002, p. 106), apesar de ter sido criada para atender a comunidade estudantil de rede pública de ensino, a CAC implantou uma política de apoio mais ampla às produções cênicas locais, beneficiando vários grupos amadores de dança, teatro e música, entre os quais os grupos Dançaviva e Origem. O responsável por essa ampliação do papel original da Coordenadoria foi Sergio Vieira Cardoso, que, sendo ele próprio um artista, tornou-se um dos principais incentivadores da dança local de 1981 a 1990. 26 Bailarinos pertencentes ao grupo Ballet da Cidade: Marco de Castro, Narda Telles, Fernanda Souza, Francisco Rider, Adalto Xavier, Macos Veniciu, Cléia Nery Alves, Cilene Chagas, Janne, Mônica, Jaime Tribuzzy, Paulo Henrique Torres, Ana Mendes, Cláudia Rocha, Jorge Kennedy, Augusto Domingues e Eleusa Quevedo. 50 por meio dos vários cursos oferecidos pelo mesmo. Com a intensa mobilização somada ao desenvolvimento de vários projetos fomentados pela SEDUC, a dança teve uma grande expansão, o que favoreceu o surgimento do Grupo de Dança do Teatro dos Artistas e dos Estudantes, coordenado por Marta Martí. Acompanhando a alteração do nome do espaço, posteriormente passou a se chamar Grupo de Dança do Teatro Américo Alvarez. No mesmo período existia o Ballet dos Estudantes, criado pela CAC e coordenado por Ana Mendes, com o fundamento de socializar a arte dentro dos ambientes educacionais. Após o período descrito, entre os anos 1997 e 1998, houve uma tentativa de se criar uma tradição e temporadas regulares de espetáculos de balés do período romântico no Teatro Amazonas. Tal movimento foi em grande parte desenvolvido pelo bailarino Eliezer Rabello, apaixonado pela dança clássica, que influenciou o desenvolvimento da Cia. Ballet da Barra, fundada em 1995, contando com o apoio do também bailarino Flávio Soares. Posteriormente, Marta Martí, defensora da dança educacional, completou o quadro de direção, coordenando diversos trabalhos sociais, como a Escola de Artistas, que tinha como proposta a preparação de bailarinos de origem carente. Importante verificar que, fora do panorama da dança clássica, surgia também um movimento importante para as artes cênicas: a interação entre dança e teatro, através da participação de bailarinos em espetáculos, bem como o reconhecimento da ampliação das possibilidades do ator, enquanto expressão corporal, através de aulas de dança. Foi nessa conjuntura que surgiu o Grupo Renascença – criado pelo coreógrafo e bailarino Jorge Kennedy em 1990 –, abrindo caminho para os trabalhos da dança-teatro. Logo em seguida, em 1993, surge a Cia. De Dança do SESC, que ainda permaneceu ativa por cerca de três anos após a saída do seu coordenador. Assumindo seu lugar, a bailarina Carmen Arce cria o grupo Gitanos Del Fuego, inspirado na tradição de sapateado flamenco, que mesmo após curta temporada fora de circulação, retomou suas atividades independentes da estrutura do SESC, em 2000, se apresentando em eventos particulares. 51 Outro gênero desenvolvido num cenário paralelo foi o Contemporâneo, por meio dos grupos criados dentro da Universidade do Amazonas (UA)27, que, apesar de não ter uma política cultural definida, vivendo constantes conflitos internos, foi um grande celeiro de grupos, profissionais e pesquisas em dança, criando uma tradição dentro da própria universidade e fomentando a criação de diversos grupos por seus participantes. Participante desse processo e uma das coordenadoras do grupo universitário, Lia Sampaio coordenou com sucesso a Cia. de Dança Lia Sampaio, que findou para a realização do projeto de um livro sobre suas experiências com a dança dentro e fora da universidade, juntamente com Andréa Arruda. Outro grupo representante desse período foi o Grupo Experimental de Dança da Educação Física (Gedef), criado em 1987 pela professora Chang Yen Yin. Chang permaneceu em sua direção até 1991 e foi substituída por Yara Costa e Adalto Xavier, que introduziram as aulas de balé clássico, neoclássico e moderno. Posteriormente, Yara Costa deu lugar a Tania Moço, que incorporou aulas e coreografias de jazz nos trabalhos do grupo. Dessa nova formação, após problemas internos, foi criado, em 1994, o Balé Habeas Corpus, que buscava a independência da UA, como uma nova proposta de trabalho. Essa competência se traduzia não somente na criação de um espetáculo, mas principalmente na nova proposta de produção em dança que o Balé Habeas Corpus introduzia no meio artístico local: a manutenção de repertório. Por essa razão, Vozes de Soror Saudade ficou em cartaz por mais de um ano, sendo apresentado em diversos locais: Teatro Amazonas, Fecani, Centro Cultural Palácio Rio Negro, Centro de Artes Bandeirantes, Parque do Mindu e Escola de Dança Lílian Neves. (XAVIER, 2002, p. 135) Tal atuação favoreceu o reconhecimento, pelos grupos locais, da importância histórica e artística de se manter um repertório de coreografias e, dessa maneira, favorecer a evolução dos profissionais envolvidos e da própria obra, através do seu amadurecimento. No desenvolvimento das atividades, além da questão de manutenção das temporadas, o grupo também contribuiu para a quebra de paradigmas entre os diversos gêneros de dança e expressões artísticas criando espetáculos com 27 Atualmente denominada Universidade Federal do Amazonas (Ufam) 52 diversos estilos, como dança do ventre, dança de salão, dança de rua, capoeira, dança folclórica, kung-fu e ginástica olímpica. Além da criação de grupos independentes, espetáculos e formação de bailarinos, outra iniciativa importante no mundo da dança, conduzida pela professora Ana Mendes, foi a criação da Mostra de Dança de Manaus (Modama), que ainda promove a oportunidade para que grupos e profissionais da dança divulguem seus trabalhos e um espaço alternativo para dançar, visto que as precárias condições das casas de espetáculo em Manaus – com exceção do Teatro Amazonas e sua lotada agenda – não favorecem a difusão e consolidação da oferta permanente de apresentações artísticas. Outras iniciativas no sentido de criar alternativas para o desenvolvimento de apresentações, reflexões e qualificação dos profissionais locais foram criadas por grupos independentes. Como Contemporâneo‖, festival de exemplos, dança podemos contemporânea citar o ―Laboratório criado por um grupo independente de artistas28 e que se findou em uma única versão no ano de 2007, e o Festival ―Mova-se‖, idealizado pela Companhia de Idéias, realizado em 2010. Em meio a tantas atuações, iniciativas, batalhas, conquistas e frustrações, um marco importante para a profissionalização da dança, no final da década de 90, foi a criação, pelo governo estadual, do primeiro corpo de baile oficial do Estado, através de audição pública para composição do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) 29. Com os bailarinos recebendo remuneração fixa, começa o processo de profissionalização artística da dança no Amazonas. Juntamente com essa ação pública, foi criado o Centro Cultural Cláudio Santoro30, responsável pela preparação dos futuros bailarinos da região. Mantido até os dias atuais com o principal objetivo de estimular o estudo nas mais diversas 28 Ricardo Risuenho, Yara Costa, Leilaine Saburi, Francisco Rider e Francy Balber. Bailarinos Selecionados: Elson Laufer, Eliezer Rabelo, Flávio Soares, Wallace Jhones, Monique Andrade, Yara Costa, Ana Mendes, Marcela Ribeiro, Angela Duarte, Fabian Moreira Costa, Robson Tadeu, Getúlio Henrique Lima, Ellen Christine de Menezes, Meire Jane Oliveira, Sarene Borges, Augusto Domingos Silva, Heleno de Macedo, Eduardo Amaral e Adriana Góes. 30 O Centro Cultural Cláudio Santoro deu início às suas atividades em novembro de 1997, permanecendo como Centro Cultural até 28 de fevereiro de 2007, passando a ser chamado Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro a partir de 1º de março de 2010. Hoje, com a transformação do Centro Cultural Cláudio Santoro em Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro e, por terem sido unificadas as atribuições, houve um acréscimo em suas demandas, pois foram absolvidas também as atividades que eram desenvolvidas pelo Centro Cultural. Disponível no portal do governo em < http://www.culturamazonas.am.gov.br>. Acesso em 10.01.2011. 29 53 manifestações artísticas, o centro oferece à população amazonense sua integração com a cultura local. Ainda diante das ações públicas relevantes ao desenvolvimento do segmento artístico foco dessa pesquisa – a dança –, temos a criação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), integrada ao Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia, composto atualmente por Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT), entidade gestora; Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM); e Centro de Educação Tecnológica do Estado do Amazonas (CETAM). Instituída pela Lei n.º 2.637, de 12 de janeiro de 2001, a UEA ofertou o primeiro curso superior em dança da região Norte do país31, marcando o início de debates, encontros e eventos importantes para a valorização dos profissionais da área. No mesmo sentido, almejando o reconhecimento da profissão, foi fundada, em 2002, a Associação dos Profissionais de Dança do Amazonas (APRODAM) 32, uma entidade de classe sem fins lucrativos onde seus principais objetivos são: contribuir com a organização dos profissionais de dança do Estado, promover a regulamentação jurídica do profissional da dança, difundir o ensino e o aprendizado, oportunizar a qualificação e capacitação do profissional para que o mesmo contribua com desenvolvimento sociocultural do Amazonas. Por iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), na pessoa do então secretário de Cultura Robério Braga, juntamente com o apoio da APRODAM, em 2009, foi criado o 1º Festival Amazonas de Dança (FAD)33, buscando satisfazer as expectativas do público e dos próprios profissionais de dança. Estes últimos, inclusive, tiveram o importante papel de escolher democraticamente, através da representação via CDA e APRODAM, as companhias e grupos de dança que fariam parte deste momento inicial do festival. Outro aspecto que contribuiu para o caráter popular do evento foi a descentralização dos espetáculos, que foram levados para diversos bairros de Manaus e inclusive para o interior, no município de Codajás. 31 Disponível na apresentação e dados institucionais da UEA em <http://www.uea.edu.br>. Acesso em 10.01.2011. 32 Disponível em <http://pt-br.facebook.com/pages/Associacao-dos-Profissionais-da-Danca-doAmazonas-APRODAM>. Acesso em 07.01.2011. 33 O FAD já se tornou parte do calendário de programações anuis da SEC. Informações retiradas do portal do governo disponível em <http://www.culturamazonas.am.gov.br>. Acesso em 10.01.2011. 54 Apesar dos dados oficiais apresentados com relação aos objetivos da APRODAM, foi possível identificar pelas entrevistas realizadas que não há um reconhecimento total dos profissionais de dança, da representação imparcial e ética da classe pela associação. 3.2 Gêneros, tipos e estilos de dança em Manaus-AM Procurando alcançar nosso primeiro objetivo específico que é caracterizar os gêneros, tipos e estilos de dança localizadas em Manaus, encontramos as principais idéias a seguir: 34 Entrevistado Análise do Discurso – Parte I Ancoragens de Expressões Chave sentido Idéia Central das Idéias Centrais semelhante ou complementar "Acho que em Manaus, quase todos, assim. Já assisti desde balé Desde balé clássico, clássico... desde as as danças populares; danças populares.‖ danças indígenas, ―Das danças indígenas, que é o foco da minha que é o foco da minha pesquisa; o folclore; pesquisa. Desde danças dança moderna, indígenas, e... danças dança neoclássica, clássicas, e... o folclore" dança "Desde o ―Em várias cidadezinhas, contemporânea, da Laboratório então bastante coisa de mais conceitual; Contemporâneo folclore, dança moderna, YSC nessas várias que a gente vem dança neoclássica, dança linguagens; muita bebendo mais da contemporânea, da mais coisa, com essas arte conceitual" amostras mais contemporânea" "mas em Manaus eu já vi recentes, desde o também muita coisa, com Laboratório essas amostras mais Contemporâneo que recentes, desde o a gente vem bebendo Laboratório mais da arte mais Contemporâneo que a contemporânea mais gente vem bebendo mais conceitual. da arte mais contemporânea mais conceitual" dança de salão, "Dentro da dança de "Apesar de ter tango, bolero, forró, salão, do bolero mas de visto a Lia soltinho; Não conheço apresentações, e... salsa, Rodrigues, no muitos nomes; Dentro acho que tango" grupo dela vindo YSC da dança de rua, os "Bolero, forró, soltinho que aqui em Manaus estilos que também vocês falam" eu acho, na estão se "Dentro da dança de época ela deu um desenvolvendo mais, rua... aí tem os estilos que curso, mas que é uma mistura também estão se também ainda era 34 A análise completa do discurso está disponível em forma de apêndice. Discurso Individual DISCURSO INDIVIDUAL 50: Em Manaus existem quase todos os gêneros de dança desde o balé clássico, passando pelas danças populares, indígenas e folclóricas. Desde o Laboratório Contemporâneo que a região vem desenvolvendo mais arte contemporânea conceitual. DISCURSO INDIVIDUAL 51: Em Manaus dentro da dança de salão para apresentações encontramos o bolero, a salsa, o forró, o soltinho e o tango. Já, dentro da dança de 55 acho que de estilos. desenvolvendo mais, que Do hip hop, daí eu é uma mistura acho que não saberia também de estilos dentro da dança te pontuar. O jazz, de rua" aquele jazz mais "Do hip hop, dentro do antigo, não o jazz movimento da cultura hip mais contemporâneo, hop... daí eu não saberia Lia Rodrigues, mas também te pontuar." também ainda era um "O jazz, aquele jazz mais jazz bem clássico; antigo, não o jazz mais dentro da dança contemporâneo, apesar de moderna, algo que ter visto a Lia Rodrigues, esteja mais próximo no grupo dela vindo aqui de Martha Graham; em Manaus eu acho, na do estilo da estética época ela deu um curso, do balé Stagium; O mas também ainda era um grupo GEDAM; do jazz bem, bem clássico Nudak que assim." "Dentro da dança trabalhava muito com moderna, algo que esteja a coisa da mais próximo de Martha improvisação; A partir Graham, eu leio assim, da improvisação que ai beberam muito do.. criava seus estilo da estética do balé espetáculos, seus Stagium" trabalhos; que "O grupo GEDAM e também é um foco; outras, outras crias a partir mais perfeitamente do GEDAM" "Ai tem o técnico, mas é lance do Nudak que veio... complicado falar esse trabalhava muito com a termo ―técnico‖; coisa da improvisação. ― improvisar também é Porque pra mim, uma técnica. improvisar também é uma técnica" um jazz bem, bem clássico assim." "mais próximo de Martha Graham, eu leio assim, que ai beberam muito do estilo da estética do balé Stagium. O grupo GEDAM ai tem o lance do Nudak trabalhava muito com a coisa da improvisação também" "estilos pra mim são dentro... a dança de salão é complicado isso; Eu tem várias, mas aí são YSC não saberia. ritmos, que aí ao mesmo tempo é complicado isso." "Eu não saberia" alguns artistas; a "de dança contemporânea coisa mais conceitual a gente tem alguns artistas o Francisco Ríder; como... a coisa mais pontuais que ta entre conceitual que eu ainda as duas; que tem um vejo que é o Francisco pouco da visão Ríder" estética mais "a gente tem pontuais que moderna tradicional é assim que é uma coisa Índios.com, o Ricardo mais que ta entre as YSC Risuenho; Todos têm duas... que tem um pouco um trabalho autoral, da visão estética mais isso é bem moderna tradicional que ai contemporâneo; vão vem a Índios.com, o em cima, trabalham Ricardo Risuenho" "Todos os elementos cênicos têm um trabalho autoral, de forma que não é isso é bem tão conceitual; eu não contemporâneo, porque consigo expressar; vão em cima, mas explicitar mais, mas trabalham os elementos "a coisa mais conceitual que eu ainda vejo que é o Francisco Ríder‖ "que tem um pouco da visão estética mais moderna tradicional que ai vem a Índios.com, o Ricardo Risuenho" "uma referência – o Rumos Itaú Cultural seleciona trabalhos nessa linha, com esse foco." rua estão sendo desenvolvidos estilos através de misturas. O jazz é trabalhado o mais antigo e não o contemporâneo, tendo recebida a influência pela visita de Lia Rodrigues. Na dança moderna, é trabalhado o estilo da estética do balé Stagium, próximo de Martha Graham, a exemplo do grupo GEDAM. É possível também encontrar o trabalho com a improvisação, que pode ser considerada uma técnica dentro do trabalho com dança como no grupo NUDAK. DISCURSO INDIVIDUAL 55: É complicado para o profissional de dança definir o que seria gênero, tipos e estilos de dança. Ainda não se sabe diferenciar. DISCURSO INDIVIDUAL 53: Com relação a dança contemporânea existem alguns artistas apontados como o Francisco Ríder que trabalha com a questão mais conceitual, existem aqueles com uma visão estética mais moderna tradicional, preocupados com os elementos cênicos, porém ainda com um trabalho autoral considerados contemporâneos, 56 EM enfim, não é uma cênicos de forma que não dança conceitual; é tão conceitual, no pesquisas mais sentido, eu não consigo autorais como o expressar.. explicitar mais, Odacir, o Professor mas enfim, não é uma Valdemir, a Francis dança conceitual do estilo Baiardi; temos os do.. do que o artista neoclássicos, que Francisco Ríder trabalha ainda estão muito aqui em Manaus" "Tem presos à estética do outros artistas que, belo; Entrecorpos, do desenvolvem suas André Duarte, a pesquisas mais autorais própria companhia de como o Odacir, o dança do Amazonas; Professor Valdemir fez muita aula de balé também, a Francis Baiardi" clássico; muita "Temos os neoclássicos, influência na base que ainda estão muito técnica russa foi um presos à estética do belo búlgaro, foi uma mesmo, que aí tem o pessoa que veio e foi Entrecorpos, do André o primeiro metre, foi Duarte, a própria quem colocou a companhia de dança do gente, assim; padrão Amazonas, da qual eu fiz de corpo de uma parte." companhia; hoje já ta "muita influência do muito mais método russo, no balé diversificado dentro clássico, porque foi um dessa companhia; búlgaro, foi uma pessoa Balé Folclórico, que que veio e foi o primeiro também trabalha com miétre, foi quem colocou a mais questões gente, assim, mais ou regionais, mas com menos no padrão de corpo uma estética no de uma companhia, que pensamento da dança uma companhia estatal moderna; tem várias precisa" academias, um mais "tem o Balé Folclórico, que pra formação outro também trabalha com mais pra uma coisa mais questões regionais, social, de inclusão mas com uma estética no social, outros pra pensamento da dança qualidade de vida. moderna" "na própria dança de salão tem várias academias que agora tão desenvolvendo, eu vejo um pouquinho do trabalho de cada uma, um mais pra formação outro mais pra uma coisa social, de inclusão social, outros pra qualidade de vida... " Você não pode dizer "Eu assisti diversos que que você é até tentei participar especialista em tudo, também mas não sei... é... é impossível; tem como um especialista, uma turma muito você não pode dizer que grande que migra pro você é especialista em lado do hip-hop; uma tudo, é impossível." dança muito "Então eu verifiquei que específica, que é a tem uma turma muito dança ministerial dos grande que migra pro lado "pesquisas mais como Ricardo autorais como o Risuenho e a Cia Odacir, o Índios.com., e outros Professor que desenvolvem Valdemir também, pesquisas autorais a Francis Baiardi como Odacir, agora" Professor Valdemir e "temos os Francis Baiard. neoclássicos, tem o Entrecorpos, do DISCURSO André Duarte, a INDIVIDUAL 54: própria Em Manaus temos os companhia de neoclássicos, que dança do ainda estão muito Amazonas" presos à estética do "o Balé Folclórico, belo, a exemplo temos que também Entrecorpos, do André trabalha com mais Duarte e a própria questões Companhia de Dança regionais" do Amazonas (CDA) que sofreu influência do método russo, porque foi um búlgaro o primeiro metre. Além disto, há o Balé Folclórico, que trabalha com mais questões regionais, mas com uma estética no pensamento da dança moderna e na dança de salão tem várias academias que estão desenvolvendo formação, outras mais de inclusão social e outras qualidade de vida. DISCURSO INDIVIDUAL 40: Apesar da importância de se abrir o leque de opções, é impossível o profissional de dança se especializar em tudo. DISCURSO 57 evangélicos; do hip-hop, de uma dança muitos muito específica, que é a academicamente não dança ministerial dos chamariam de dança, evangélicos, que eles mas as danças também são um grupo populares, as bastante grande na canções que viram cidade" hits e que o povo "Extremamente específico acaba elaborando dessas características coreografias mesmo ministeriais dele." sem nunca saber "Eu acredito que tem muita dançar; como eu vou coisa que muitos dizer que não é academicamente não dança; chamariam de dança, mas julgando qualidade; as danças populares, as acontece no Brasil canções que viram hits e inteiro, aqui em que o povo acaba Manaus, por ser um elaborando coreografias foco de encontro de mesmo sem nunca saber pessoas com diversas dançar, eles têm ritmo, características, de eles têm movimento, eles diversas culturas, dançam sincronizado, acaba acontecendo como eu vou dizer que que a gente vê de não é dança." tudo, aquele forró "Eu não tô julgando arretado que você qualidade, a origem, nada, não sabe como eles né... Mas como, eu acho fazem aqueles pas de que, como acontece no deux incríveis que a Brasil inteiro, aqui em gente, estudando, Manaus, por ser um foco acha muito difícil, e de encontro de pessoas eles fazem com diversas naturalmente; a gente características, de perde um pouco o diversas culturas, acaba controle no momento acontecendo que a gente que a gente quer vê de tudo, a gente vê as classificar as coisas. coisas mais absurdas, vê pessoas que gostam do, de boi-bumbá, pessoas que gostam de xote, pessoas que gostam do forró, aquele forró arretado que você não sabe como eles fazem aqueles pas de deux incríveis que a gente, estudando, acha muito difícil, e eles fazem naturalmente." "Então eu acho que nós somos um povo que gosta bastante de dançar, gosta bastante de música, e acaba que a gente perde um pouco o controle no momento que a gente quer classificar as coisas." INDIVIDUAL 41: É possível verificar em Manaus, que um grupo grande de profissionais estão voltados para o hiphop, há um outro grupo específico com um número considerável está relacionado a dança ministerial dos evangélicos. DISCURSO INDIVIDUAL 42: Há muita coisa que muitos academicamente não chamariam de dança, mas as danças populares, as canções que viram hits e que o povo acaba elaborando coreografias mesmo sem nunca saber dançar, eles têm ritmo, eles têm movimento, eles dançam sincronizado, como podemos dizer que não é dança. Neste caso não está sendo julgada a qualidade, nem mesmo a origem, mas como, acontece no Brasil inteiro, em Manaus, por ser um foco de encontro de pessoas com diversas características, de diversas culturas, se vê de tudo, se vê pessoas que gostam de boi-bumbá, pessoas que gostam de xote, pessoas que gostam do forró, aquele "forró arretado" que você não sabe como eles fazem aqueles pas de deux que alguns profissionais, estudando, acham muito difícil, e eles fazem naturalmente. Desta forma, sendo um povo que gosta bastante de dançar, 58 gosta bastante de música, se acaba perdendo um pouco o controle no momento em que se quer classificar as coisas. "Olha, gênero, eu acho que a coisa ela vai... afunilando não... ela vai abrindo mais, a partir do gênero, tipo, amplia um pouquinho mais, e estilo vai ser uma coisa um pouco mais, como eu sou dizer, pessoal." "As pessoas tem um estilo próprio de dançar Ela vai abrindo mais, determinado tipo de dança a partir do gênero, que está dentro do gênero. tipo, amplia um ― O gênero ele vem pouquinho mais, e determinando a base estilo vai ser uma daquele tipo de dança, coisa um pouco mais como o balé, tem a pessoal; as pessoas academia clássica, tem têm um estilo próprio uma academia de balé um de dançar pouquinho mais moderno. EM determinado tipo de "Tipo... dentro daí, dentro dança que está desse balé clássico, se ela dentro do gênero; eu vai ter um tipo com vejo desse modo. Do determinada formação, menor, da origem, determinado professor que das bases pra o teve aula como da produto final, que academia tal." somos nós que "E o pobre do aluno o que estamos executando. sobrou pra ele executar vai ser o estilo dele, o que, depois que chegou até ele, o que ele executa, o que ele vai apresentar pra fora, já vai ser o estilo." "Eu vejo desse modo. Do menor, do mais... da origem, das bases pra o produto final, que somos nós que estamos executando." Gênero é um "Complementando que pra universo, em que a mim o gênero é um gente tem universo, em que a gente subuniversos; tem subuniversos dentro, gêneros como as que eu chamo de tipos." danças urbanas, "Gêneros como as danças danças de salão, urbanas, danças de salão, EFSP danças populares, as danças populares, as danças danças internacionais... internacionais, ahn... danças clássicas, ou danças clássicas; balé clássico, como a tipos de dança são os gente costuma dizer... segmentos que a dança do ventre." gente fala; Na dança "Dentro de cada gênero a DISCURSO INDIVIDUAL 43: As pessoas têm um estilo próprio de dançar determinado tipo de dança que está dentro do gênero. Já este último determina a base daquela dança como o balé. DISCURSO INDIVIDUAL 28: Gênero em dança pode ser entendido como um universo que tem subdivisões, como exemplo temos: danças urbanas, danças de salão, danças populares, danças internacionais, danças clássicas. Suas subdivisões seriam entendidas 59 de salão o bolero, a gente tem os tipos de salsa, o tango, o dança, que são os samba de gafieira, segmentos que a gente dentre outros. Danças fala. Na dança de salão urbanas hip-hop, por exemplo a gente tem o street dance, estileto, bolero, a salsa, o tango, o e dentre outras que samba de gafieira, dentre vem surgindo outros, então esses eu ultimamente; As considero os tipos de danças dança." "Danças urbanas internacionais: a gente tem, por exemplo, hip-hop, street dance, danças árabes, danças indianas, estileto, e dentre outras como danças que vem surgindo populares, o boi, a ultimamente." "As danças ciranda, que além de internacionais: aí a gente, populares; gênero aí a gente pontua danças como danças árabes, danças indianas" regionais, porque "Como danças populares, cada região tem a eu eu vou pontuar é... o sua, que faz parte da boi, a ciranda, que além sua cultura; estilo de de populares, eu não sei danças é uma nem se populares é o característica do correto mas, são danças profissional que regionais. Eu acho que a trabalha com a dança; gente poderia colocar aí Balé clássico da um gênero como danças escola Bolshoi, do regionais, porque cada balé clássico da região tem a sua, que faz escola Royal. parte da sua cultura" "Estilo o de danças, eu vejo que é uma característica do profissional que trabalha com a dança, então a pessoa que vê a dança como ferramenta de, que tem a dança como ferramenta de trabalho e coloca características suas, peculiares mesmo, no desenvolvimento dessa dança." "Dentro do balé clássico é claro da gente perceber isso quando a gente fala do balé clássico da escola Bolshoi, do balé clássico da escola Royal, então são... é balé, balé de repertório, balé moderno, mas cada um deles tem as peculiaridades referentes a cada escola, então isso a gente já chama de estilo." como tipos, enquanto segmentos poderíamos citar como exemplos: na dança de salão, o bolero, a salsa, o tango e o samba de gafieira; já nas danças urbanas podemos citar hip-hop, street, dance e estileto; nas danças internacionais temos: danças árabes e indianas; nas regionais temos o boi e a ciranda. Estilo de danças,seria uma característica do profissional que trabalha com a dança, peculiares do profissional no desenvolvimento de um tipo de dança. 60 "Eu já ouvi todos esses aqui em Manaus. As danças urbanas a gente vê festivais de danças urbanas, a gente tem o Jazz também, o balé de repertório, o balé Eu já ouvi todos moderno, o balé clássico, esses aqui em a dança contemporânea. Manaus; as danças Todas as danças de salão urbanas a gente vê a gente tem hoje em festivais de danças Manaus, inclusive o forró urbanas; o Jazz que é fortíssimo, já foi também, o balé de incutido nele repertório, o balé características daqui moderno, o balé mesmo de Manaus, então clássico, a dança a gente não tem mais só o contemporânea. forró vindo do nordeste, a Todas as danças de gente já tem um forró que salão a gente tem é característico de hoje em Manaus; o Manaus. " forró que é fortíssimo, "a gente tem aqui, EFSP já tem um forró que é inclusive, é... o balé estilo característico de Royal, o balé estilo Manaus; balé estilo Bolshoi, os bois que já Royal, o balé estilo nem é mais só Garantido e Bolshoi, os bois que Caprichoso, tem outros já nem é mais só bois que eu já vi também Garantido e nem vou lembrar o nome Caprichoso, tem deles, mas eles existem outros bois; As (risos). As cirandas, que cirandas, que também também estão ficando estão ficando bem bem sofisticadas, bem sofisticadas;. mais modernizadas e, e daí a sofisticadas; muita gente começa a entender coisa já tem na região novos estilos. Pessoas hoje. que estão trabalhando sobre e em cima dos temas das cirandas e as tornando cada vez mais ricas... mais sofisticadas. Então muita coisa eu acho que a gente já tem na região hoje." Minha experiência; No final de 70 pra 80 era total formação; clássico, com José clássico; Resende. maleabilidade; Jazz; Na época já existia uma histórico inicial; rotatividade muito grande, ginasta; dança principalmente das moderna, dança meninas de classe média contemporânea, alta em relação ao balé, MA linguagem do porque de certa forma não Kennedy; imagem, era todos que tinham um construção de poder aquisitivo pra fazer. movimento, gênero Na mesma época, tinha contemporâneo; troca Arnaldo Peduto com Jazz. do coreógrafo com o Para entender a interpretes; dança linguagem do Kennedy na moderna; época se tornava um DISCURSO INDIVIDUAL 29: Hoje já se encontra em Manaus todos os gêneros e tipos citados a exemplo anteriormente, sendo que podemos encontrar características próprias em suas aplicações que diferem os estilos encontrados na região, desde o balé clássico até as danças mais populares como no caso do forró e da ciranda. Rezende; Kennedy; Arnaldo Peduto DISCURSO INDIVIDUAL 15: A forma mesclada e pouco definida, como as técnicas de dança começaram a ser desenvolvidas em Manaus, ajudaram a tornar complexa a distinção, delimitação e conceituação das mesmas na região. 61 MA MM MM coreograficamente pouco difícil. Na época, ele transformava seus não trabalhava dança anseios. moderna, pelo menos tecnicamente falando. Ele trabalhava a técnica de clássico, mas coreograficamente ele já transformava até mesmo seus anseios, dentro de todo um estudo que ele teve na Bahia de tudo que ele construiu. Sempre ficou um pouco nublado o que era o que e o que exatamente... até mesmo porque nós não temos, nunca tivemos uma escola definida. O próprio Rezende nunca determinou que tipo de escola ele usava. Assim como o Arnaldo Peduto tinha também no seu estúdio de Jazz, algo parecido, e foi fundindo essa forma de ensinar aqui. Então a gente sempre teve essa dificuldade. ―Depois de muito tempo se começou a observar a Dança do ventre; dança do ventre, um foco dança de salão; um pouco maior da dança danças de salão. Por incrível que internacionais; próprio pareça, ha um foco muito folclore. grande nas danças internacionais e do próprio folclore‖ Os estilos de dança são Tradicionais que não aqueles tradicionais que vão mudar; balé não vão mudar: o balé clássico, o balé clássico, o balé moderno e moderno e o Jazz; O o Jazz. gênero. dança-teatro; O gênero que pode ser, a modernoso; dança-teatro, pode ser contemporâneo; vou chamada até de inventando, vou modernoso. Um balé criando; não tá dentro modernoso, acontece a do próprio estilo, ele media em que o tem só uma base, coreógrafo vai inventando, mas ele já é uma onde eu ele vai criando, criação própria;não não é errado, mas aí ele já sustentam; não não tá dentro do próprio procuram estilo, ele tem só uma embasamento. balé base, mas ele já é uma cômico;‖ hilário; boa criação própria, já é uma aceitação. coisa inventada. Não consigo ―Não sei, eu não consigo diferenciar o gênero e diferenciar o gênero e o o tipo; não sei. tipo. O que seria, o que eu DISCURSO INDIVIDUAL 13: Não a clareza quanto a diferenciação ou definição entre gêneros, tipos e etilos de dança. 62 tô inventando aqui, que eu tô chamando de gênero, poderia ser o tipo, não sei‖ MM DHRG DHRG DHRG RRA No último seminário, nós discutimos muito sobre o Último Seminário, que é a dança conceitual, dança conceitual, o o balé clássico e o balé balé clássico e o balé jazz, e depois o folclore. jazz, e depois o Então esses estilos que folclore. As pessoas estão vigorando na vão mudando o atualidade em Manaus. nome, a dança é a A dança vai passando e as mesma; dança-teatro, pessoas vão mudando o o balé clássico nome, a dança é a ninguém muda; mesma. sapateado sumiu, O balé jazz em Manaus hoje em dia não ele é bem fraquinho, tem existe quase em pouca coisa. O sapateado Manaus, a gente tá sumiu, ainda até 80, até querendo até início dos anos 90, a gente revigorar. ainda tinha, hoje em dia não existe. Todos os estilos de "Todos os estilos de dança dança de salão, de salão, já pude ver... bolero, Fox, samba, bolero, Fox, samba, tango, tango, valsa, forrós valsa, forrós variados, variados, brega, já vi brega, já vi dança dança contemporânea, balé contemporânea, balé clássico, danças regionais clássico, danças como ciranda, dança do regionais como Cacetinho, boi-bumbá, é... ciranda, dança do o que mais? Eu acho que Cacetinho, boi-bumbá é só." "Danças de rodas são diversas, mas eu não As danças regionais; saberia dizer entre as danças de rodas; não danças de roda qual é saberia dizer qual é qual. Eu não saberia qual; qual tipo de também ver uma dança ritual eles estão indígena e saber dizer dançando; mas as qual tipo de dança eles danças de salão eu estão dançando, qual tipo sei distinguir de ritual eles estão dançando, mas as danças de salão eu sei distinguir." Gênero é a Gênero é a diferenciação diferenciação dos dos ritmos. Etilos são as ritmos... se é bolero, formas diferentes que se é samba. E estilos você pode dançar o formas diferentes que mesmo gênero. você pode dançar; a Eu não sei te definir o que salsa cubana, a salsa seriam os tipos. porto-riquenha Dança clássica; O ―Existem somente duas balé clássico; A danças definidas por dança moderna eu técnicas: o balé clássico e nunca vi em Manaus; a dança moderna, contudo Jazz em Manaus não existe Dança dança moderna. Existem Contemporânea; outras linguagens não DISCURSO INDIVIDUAL 11: Os estilos que estão vigorando em Manaus são o balé clássico, o balé jazz, a dança conceitual e o folclore. DISCURSO INDIVIDUAL 05: Em Manaus existem todas as danças de salão, dança contemporânea, balé clássico e danças regionais. DISCURSO INDIVIDUAL 06: Gênero é a diferenciação dos ritmos; estilos são as formas diferentes para dançar o mesmo gênero. 63 Dança folclórica técnicas como o Jazz, dança contemporânea e as danças folclóricas.‖ arte é um produto; artes plásticas; ―Vender a dança como quadro é um produto, arte é uma opção e isto como se define isso? independe de conceitos já Como se define uma que não se conseguiu até pintura? Difícil. É um hoje definir as artes produto; extrapola o RRA plásticas, um quadro, uma conceito; aí tu vais ter pintura, tudo extrapola o que encontrar conceito.Depende de você elementos que encontrar elementos para possam definir o teu que o Gestor veja como entendimento sobre usar a dança.‖ dança; a arte tem isso. "Os tipos de dança que já tive oportunidade de ver foi "Dança com teatro" e dança com teatro, que não dança de salão, com sei o nome se é JB as Cia de Interpretes moderno?" de Dança e Ritmo E já fiz e participei de Quente. dança de salão com o Douglas, da Ritmo Quente. "Se você for pensar no lado popular, forró, pagode" Lado popular, forró, "Se você for pensar... pagode, boi como tipo forró, pagode e boi são os de dança; dança de três tipos de dança que a MJPC salão muito restrita; gente mais vê aqui." não muito "Em alguns locais existe desenvolvida; outras dança de salão, mas coisas alternativas. assim, muito restrita ainda.Não muito desenvolvido." "Tem o enfoque no boi, que é o regional, e também o forró, ele tem um atrativo que é uma dança, eu diria, do povo, e Enfoque no boi, que é as pessoas quando vem o regional; forró é pra uma localidade, pra uma dança do povo; uma determinada região, as pessoas quando elas querem se misturar, vem pra uma elas querem saber o que localidade querem se as pessoas comuns da MJPC misturar; Manaus tem cidade fazem." uma influência "Manaus tem uma nordestina; muita influência nordestina muito gente goste e dance grande e essa influência forró; estilo diferente; nordestina faz com que forró pé-de-serra; muita gente saiba, goste e dança mais sensual. dance forró." "Mas aqui, o forró dançado aqui, é um estilo diferente, por exemplo, do forró dançado em Recife, ou o forró dançado nas capitais DISCURSO INDIVIDUAL 02: não há necessidade de classificar a dança ou escolher um gênero ou Abraçar a água estilo para vendê-la na piscina como como um produto exemplo de que é turístico. Esta oferta impossível pode deve ser vinculada a ser possível. idéia de dança como arte corporal que oferece prazer, entretenimento e beleza visual; Cia de Intérpretes Independentes e Ritmo Quente. DISCURSO INDIVIDUAL G1: AS duas danças conhecidas em Manaus são dançateatro e dança de salão. DISCURSO INDIVIDUAL G10: O forró, o pagode e boi são os três tipos de danças populares que mais se vê em Manaus, tendo alternativas menos conhecidas. DISCURSO INDIVIDUAL G12: O boi se torna um atrativo por ser regional, e o forró por se tratar de uma dança comum ao cotidiano dos habitantes da região. Recife; Capitais Nordestinas; DISCURSO INDIVIDUAL G13: Manaus tem uma influência nordestina muito grande, fazendo do forró uma dança conhecida e praticada pelo povo. DISCURSO INDIVIDUAL G14: O estilo do forró dançado em Manaus é diferente 64 nordestinas que lá é um dos praticados nas forró que chamam, no capitais nordestinas, Recife, por exemplo, tendo a sensualidade chamam forró pé-de-serra, como uma e é diferente do forró daqui característica que é um pouco mais diferenciadora. sensual do que o dançado nessas outras capitais, nordestinas." "Olha que eu vejo muito aqui, que é muito forte é o forró, o forró aqui que é DISCURSO um forro diferenciado, que INDIVIDUAL G29: O Muito forte é o forró; o é bem regional" forró de Manaus é forró aqui que é um "Não é o forró que eu tô uma manifestação forro diferenciado, acostumado, de São muito forte, dançada que é bem regional Paulo, de outras regiões." de forma diferenciada né; algumas tribos "O que eu vi também, já de São Paulo e de indígenas que fazem conheço algumas tribos Forró de São outras regiões do país. FBFA também rituais e indígenas que fazem Paulo e outras danças; Eu até gosto também rituais e danças, regiões DISCURSO de dança, mas o forró conhecendo também mais INDIVIDUAL G30: É daqui não é o tipo de como turista, que eu possível encontrar dança que eu, acabei conhecendo" . algumas tribos normalmente eu "Eu até gosto de dança, indígenas que fazem danço. mas o forró daqui não é o rituais e danças em tipo de dança que eu, Manaus. normalmente eu danço, mas eu vejo que aqui o mais forte é o forró." Quadro 5: Análise do Discurso Parte I - Gêneros, tipos e estilos de dança em Manaus-AM Fonte: dados de pesquisa, 2011 Nas diversas pesquisas realizadas em bibliografia científica, não foi possível encontrar nenhum registro que contemplasse algum tipo de classificação específica que pudesse subsidiar ou direcionar nossa investigação. Muitos e diferentes são os critérios de avaliação e categorização passíveis de aplicação. Buscando informações em sites35 relativos à práxis da dança, foi possível identificar algumas possibilidades de classificação, resumidas no quadro 6. 35 Principais sites pesquisados: http://www.pesnochao.org.br/linksdanse.htm, www.conexaodanca.art.br, www.dancecom.com.br, www.andanca.art.br, www.anabotafogo.com.br, www.uol.com.br/baledacidade, www.caxias.rs.gov.br/sec/cultura/danca/dhome.htm, www.ciadeborahcolker.com.br, www.grupocorpo.com.br, www.grupocorpo.com.br, http://www.contredanse.org/, http:// www.crosswinds.net/corpoemdanca, www.criticaldance.com/, http://www.dancaecia.com.br/, http://www.dancebooks.co.uk/, http://www.dancemagazine.com/, http://www.dances.net/, http://www.danceonline.com/, http://www.dancer.com/, http://www.danceronline.com/, http://www.festivaldedanca.com.br/, http://www.fid.com.br/, www.idance.hpg.ig.com.br/index.htm, www.geocities.com/mundodanca, http://www.sinddanca.com.br/, http://www.voiceofdance.org/, http://dancasite.hostoi.com. 65 Quanto ao modo de dançar Quanto à origem Quanto à finalidade • Dança solo (ex.: coreografia de solista no balé, sapateado); • Dança em dupla (ex.: tango, salsa, valsa, forró etc); • Dança em grupo (ex.: danças de roda); • Dança em mídias ex.: vídeo dança). • Dança folclórica (ex.: catira, carimbó, reisado etc); • Dança histórica (ex.: sarabanda, bourré, gavota etc); • Dança cerimonial (ex.: danças rituais indianas); • Dança étnica (ex.: danças tradicionais de países ou regiões). • Dança erótica (ex.: can can, striptease, pole dance); • Dança cênica ou performática (ex.: balé, dança do ventre, sapateado); • Dança social (ex.: dança de salão, axé); • Dança religiosa (ex.: dança sufi); • Dança esportiva (ex.: dança de salão esportiva); • Dança educação (ex.: consciência corporal); • Dança terapia (ex.: eutonia). Quadro 6: Possíveis classificações da dança. Fonte: Adaptado de <http://dancasite.hostoi.com> Interessante se faz citar a existência de diversas denominações para classificações, como no caso dos termos: gênero, tipo e estilo. Diante das entrevistas foi possível encontrar que gênero em dança pode ser entendido como um universo que tem subdivisões, como exemplo temos: danças urbanas, danças de salão, danças populares, danças internacionais, danças clássicas. Suas subdivisões seriam entendidas como tipos, enquanto segmentos: na dança de salão, o bolero, a salsa, o tango e o samba de gafieira; já nas danças urbanas podemos citar hip-hop, street, dance e estileto; nas danças internacionais: danças árabes e indianas; nas regionais temos o boi e a ciranda. No estilo de dança encontramos uma característica do profissional que trabalha com a dança, peculiares do profissional no desenvolvimento de um tipo de dança. Ou seja, as pessoas têm um estilo próprio de dançar determinado tipo de dança que está dentro do gênero, este último, determina a base daquela dança. Para seguir uma ordem de nomenclatura, facilitando o entendimento do leitor e posteriores usos dos registros feitos, a abordagem que adotamos foi a seguinte: Gênero: modalidade (Exemplo: Dança de Salão); Tipo: classe (Exemplo: Tango); e Estilo: modo (Exemplo: Clássico). 66 Apesar da nomenclatura adotada, vale ressaltar que não há um consenso entre os profissionais da dança entrevistados sobre a utilização dos termos escolhidos, em sua maioria os mesmos não reconhecem a diferença entre as denominações, tendo inclusive algumas resistências com relação à necessidade de enquadramento acreditando que a oferta da dança como um produto turístico deva ser vinculado à idéia de dança como arte corporal que oferece prazer, entretenimento e beleza visual. Conforme o discurso encontrado a forma mesclada e pouco definida, como as técnicas de dança começaram a ser desenvolvidas em Manaus, ajudaram a tornar complexa a distinção, delimitação e conceituação das mesmas na região. Especificamente em Manaus, conforme pesquisa de campo podemos afirmar que quanto a modo, temos todas as possibilidades de dança citadas na quadro 6, da mesma forma que quanto à sua origem. Contudo, com relação a finalidade não foi possível identificar o tipo de dança esportiva. Em consonância ao primeiro de nossos objetivos destacamos as diversas danças relativas a gêneros, tipos e estilos encontradas em Manaus, segundo o discurso registrado: dança clássica ou balé clássico, tendo em sua variação o balé clássico de repertório tanto com o estilo Royal36 quanto Bolshoi37; balé moderno; e balé jazz. Vale enfatizar que, o jazz que é trabalhado em Manaus, é no estilo mais antigo e não o contemporâneo Dança moderna, onde é trabalhado o estilo da estética do balé Stagium38, próximo de Martha Graham39, a exemplo do grupo GEDAM; é possível também 36 O Balé Real, em inglês Royal Ballet, é a primeira e dominante companhia de balé do Reino Unido. Tem sua base em Royal Opera House (Teatro de Ópera Real), em Covent Garden (distrito no centro de Londres) e em Birmingham. Adota uma técnica em que as candidatas aprendem como interpretar, ter noção do espaço, aprendem Character (danças representando um povo, provenientes da Hungria Rússia ou Polônia, dependendo do grau de ensino), a parte forte do ballet, e o Free Movement, um bloco mais puxado para o ballet contemporâneo, onde a candidata aprende a soltar o próprio corpo, além do Ballet Clássico. 37 O Ballet Bolshoi é a Companhia do Grande Teatro Acadêmico para Ópera e Ballet de Moscou que com o movimento nacionalista do balé russo abandonou a herança do balé francês com suas mitologias e começou a valorizar a literatura e os costumes russos na criação de novas composições coreográficas. 38 O Ballet Stagium foi fundado em Outubro 1971 na cidade de São Paulo, sob a direção de Marika Gidali e Décio Otero. Contou com o apoio e influência da classe teatral local e ficou reconhecido nacionalmente por seu projeto de engajamento político, desenvolvendo um programa de pesquisas em várias linguagens de dança. Disponível em <http://stagium.esfera.mobi/companhia/sobre-ostagium/o-nascimento> acesso em 10.01.2012. 67 encontrar o trabalho com a improvisação, que pode ser considerada uma técnica como no grupo NUDAK. Os neoclássicos, que segundo o registro, ainda estão muito presos à estética do belo, a exemplo temos a Cia Entrecorpos, do André Duarte e a própria Companhia de Dança do Amazonas (CDS) que sofreu influência do método russo, porque foi um búlgaro seu primeiro Maître40. Desde o Laboratório Contemporâneo (festival de dança contemporânea, contendo mostras, curadoria e discussões, ocorrido em 2007) que a região vem desenvolvendo mais arte contemporânea conceitual, porém, nos discurso foram apontados alguns artistas como o Francisco Ríder que trabalha com a questão mais conceitual, existem aqueles com uma visão estética mais moderna tradicional, preocupados com os elementos cênicos, porém ainda com um trabalho autoral considerados contemporâneos, como Ricardo Risuenho e a Cia Índios.com. com o uso de técnicas verticais, e outros que desenvolvem pesquisas autorais como Odacir, Professor Valdemir e Francis Baiard. Dentre as danças folclóricas, regionais e populares, destacam-se, Carimbó, Garrote, Cangaço, as quadrilhas, as cirandas, Bois de Manaus: Garanhão,Corre Campo e Brilhante, Bois de Parintins: Garantido e Caprichoso, Dança do Cacetinho, a Dança do Ventre, Dança Cigana, as danças gaúchas e indígenas com seus vários tipos de rituais e etilos definidos por suas etnias. Entendendo terem sido citadas, muitas danças específicas regionais deixamos, em anexo, alguns vídeos relacionados às danças citadas nas entrevistas para facilitar a visualização do leitor, bem como, adicionamos algumas fotos na sequência para registro visual da caracterização das mesmas. 39 (1893 – 1991) Coreógrafa, professora e famosa bailarina estadunidense nascida em Allegheny County, próximo a Pittsburgh, Pensilvânia, que com suas inovações técnicas exerceu enorme influência no mundo inteiro e revolucionou a dança moderna e tornou-se conhecida como a mãe da dança moderna. Disponível em <http://biografias.netsaber.com.br/ver_biografia_c_2698.html> acesso em 10.01.2012. 40 Termo francês utilizado na dança para denominar o responsável pelo nível da competência dos bailarinos de uma companhia. Hoje, os mestres do Balé são encarregados geralmente de ministrar aulas diárias de balé da companhia e ensaiar os bailarinos para novos ou já existentes balés de repertório. Pode ser também encontrado como: Ballet Master, Balletmaster, Mistress do Ballet. Premier Maître de ballet ou Chef do Premier Maître de ballet en. (tradução livre, 2012) 68 Figura 11: Foto Carimbó Fonte: VESSONI, 2009 Figura 7: Foto Ritual das Tucandeiras com Índia Satere Maué Fonte: QUEIROZ, 2011 Figura 9: Dança do Cangaço Fonte: AFINSOPHIA, 2011 Figura 10: Foto Ciranda Tradicional no Festival Folclórico de Manaus Fonte: MIRANDA, 2011 Figura 6: Foto Dançarinos - Dança do Cacetinho Fonte: GOMES, 2011 Figura 8: Quadrilha no Festival Folclórico Fonte: MANAUS NHIGHT, 2011 69 Figura 15: Figuras do Boi Brilhante Fonte: SANTOS, 2011 Figura 16: Boi Corre Campo e Sinhazinha Fonte: SANTOS, 2008 Figura 13: Boi e Sinhazinha do Garanhão Fonte: RAMOS, 2011 Figura 14: Boi Caprichoso nas Ruas Fonte: BAHIA, 2010 Figura 12: Apresentação do Garantido Fonte: ESPAÇO TURISMO, 2010 Ainda dentro do movimento popular Manaus possui uma grande variedade de Danças Internacionais41, oriundas de Etnias dos países do Egito, Israel, Índia, Líbano, Síria e Palestina, bem como, China e África. Importante mencionar que apesar dos movimentos populares acontecerem de forma variada e esparzida, em Manaus há três eventos importantes relacionados ao 41 Disponível em < http://dancaspopularesmanaus.blogspot.com/> acesso em 01.12.2011 70 mesmo, Festival Folclórico do Amazonas, que teve sua primeira edição em 1957, Circuito de Festivais Folclóricos de Manaus, que iniciou em 2010 em 12 bairros de Manaus)42 e para a valorização e desenvolvimento dessa categoria específica, foi criado o Festival Folclórico de Manaus43, com sua primeira edição realizada em 03 de julho de 2011. Até o início dos anos 90, ainda existia, o sapateado, hoje já não há mais. O gênero existente que mais se aproxima é o flamenco que hoje é desenvolvido num projeto de extensão específico na UEA, que dá continuidade ao processo de muitos anos da professora e coreógrafa Carmem Arce. Atualmente se vê um movimento muito grande das danças urbanas, realçando muito misturas de técnicas, mas se ressaltam o hip-hop, o street dance e o estileto. Outra vertente que vêm ganhando força e se destacando é a dança ministerial dos evangélicos, que tem características bem específicas. Temos ainda as danças de salão, com os tipos bolero, tango, valsa, soltinho (Fox), samba de gafieira, brega, salsa, merengue, zoulk, e forrós variados. Sendo este último, especificamente o estilo local, reconhecido tanto para gestores de hotéis quanto para profissionais da dança como uma dança popular, com características regionais que o diferem de qualquer outra manifestação encontrada nas diferentes regiões do país. Inclusive vale ressaltar algumas expressões relatadas, por uma profissional da dança: ―aquele forró arretado que você não sabe como eles fazem aqueles pas de deux44 que alguns profissionais, estudando, acham muito difícil, e eles fazem naturalmente‖ (EM), se referindo as manifestações populares, e por gestores de hotéis: ―Olha que eu vejo muito aqui, que é muito forte é o forró, o forró aqui que é um forro diferenciado, que é bem regional. Não é o forró que eu tô acostumado, de São Paulo, de outras regiões‖ (FBFA) e ―o forró dançado aqui, é um estilo diferente, por exemplo, do forró dançado em Recife, ou o forró dançado nas capitais nordestinas que lá é um forró que chamam, no Recife, por exemplo, chamam forró pé-de-serra, e é diferente do forró daqui que é um pouco mais sensual do que o dançado nessas outras capitais, nordestinas." (MJPC) 42 Disponível em< http://www.blogdouakti.com.br/2011/06/festival-folclorico-do-amazonasconheca.html>, acesso em 28.07.2011 43 O evento foi realizado pela Prefeitura de Manaus, através da Manaustur. Disponível em < http://d24am.com/plus/artes-shows/festival-folclorico-de-manaus-comeca-domingo-nosambodromo/27850> acesso em 01.07.2011. 44 Termo francês utilizado na técnica de balé clássico que significa passo de dois ou passo a dois. 71 No discurso foi possível destacar ainda que, há muita coisa que alguns profissionais academicamente não chamariam de dança, mas existem, e representam à cultura local como, as danças populares, as canções que viram hits e que o povo acaba elaborando coreografias mesmo sem nunca ter feito uma aula ou técnica específica de dança. Neste caso não está sendo julgada a qualidade, nem mesmo a origem, mas como, acontece no Brasil inteiro, em Manaus, por ser um foco de encontro de pessoas com diversas características, de diversas culturas, se vê muita coisa extravagante. Desta forma, sendo um povo que gosta bastante de dançar, gosta bastante de música, com sua heterogeneidade reconhecida se torna complexo quando se quer classificar as coisas. Contudo, não se deve perder o foco na qualidade conforme citado por um gestor de hotel: “As pessoas aqui gostam muito de dança e não se preocupam muito com o perfeccionismo. Eles querem dançar e se divertir, eu acho que falta assim esse foco pra dança como atração turística, ou como evento turístico." (MOP). Da mesma forma na fala o mesmo pensamento pode ser visto pelos profissionais da dança: ―Quantidade se tem bastante, até pessoas que se preocupam com, de repente um enredo bom, mas aí aquele foco sempre acaba na mesmice e a gente não sai daquilo, poderia ter um melhor direcionamento pra isso.‖ (MA) Neste sentido, vale ressaltar a validade dos trabalhos focados em desenvolver as habilidades dos profissionais da dança em planejar, dirigir e controlar suas atividades buscando a melhoria contínua de suas atividades, como exigido em qualquer outra profissão. 72 3.3 Aplicações da dança como atrativo turístico Buscando encontrar respostas para o nosso segundo objetivo que é identificar as possíveis aplicações da dança como um atrativo turístico sob a ótica de gestores de hotéis e profissionais de dança, temos os seguintes resultados das entrevistas: Entrevistado 45 Expressões Chave das Idéias Centrais Análise do Discurso – Parte II Ancoragens de sentido Idéia Central semelhante ou complementar Sim, aqui em Manaus; não somente o hotel, ―A oferta de Dança para mas eu vejo em alguns turistas existe em bares; linha mais Manaus,em alguns bares folclórica; navio que é e um Hotel - Navio. Nunca um hotel; nunca assisti; RRA vi, mais soube que a linha não posso dizer de de trabalho mescla-se qualidade; mesclam com várias linguagens várias linguagem; a embora a base seja linha de movimento folclórica.‖ não é só uma linha folclórica setor hoteleiro da cidade de Manaus, produto é viável. função de acomodação ―O setor hoteleiro de única e exclusivamente Manaus não tem nada todos os hotéis da que o diferencie, ele cidade passarem a ter somente oferece um quase um mesmo acomodação, o mesmo padrão Diferencial? E a padrão. O que faria a dança diferença seria a dança, sair da linha comum só que para isso tem que a dança pode ser um ter investimento como é o produto tem que ter caso do Iberostar‖ investimento ―Ainda que qualquer outra Iberostar; pode ser coisa possa ser um RRA qualquer outra coisa?‖; produto turístico, a dança a dança ela tem uma e diferencia pela sua qualidade; uma linguagem não vocal, pela linguagem não vocal; troca energética e troca energética muito visualmente sensual e forte e a visualidade sexual grande que ocorre muito grande conexões via movimentos do corpo. sensuais, sexuais; A dança possibilita o corpo que se prazer e o entretenimento movimenta; possibilita se for ‗vendida‘ por quem a quem compra isso, abe vender e para o um prazer; cliente certo‖. entretenimento; produto de grande qualidade; é saber o 45 ANCORAGEM DA IDÉIA CENTRAL DESTE PARÁGRAFO: HOTEL NAVIO IBEROSTAR A análise completa do discurso está disponível em forma de apêndice. Discurso Individual 73 RRA RRA RRA RRA MM que você vende e pra quem você vende; Todos podem ser vistos como atrativo Toda dança pode ser um turístico; depende atrativo turístico, depende muito da forma como de como for vendida, isso for vendido; entendendo a venda entenda-se por venda como permuta. a própria permuta Não descobriram a ―A dança não foi dança; atrativo descoberta ainda em turístico; Em algumas Manaus como atrativo cidades do país isso já turístico, sei que existe acontece; em Manaus em outros lugares do não país, mais, aqui os pouco à visão que os gestores desconhecem ou gestores ; sobre o que tem pouca visão deste é a dança e como ela potencial para a dança‖ pode ser vendida . produto turístico; Festival de Dança de Joinville; exatamente ―A dança é um produto aquele festival que turístico que pode impulsionou a cidade a impulsionar um grande economicamente uma crescimento; fez com cidade e uma região. que a cidade pudesse Como prova temos o prosperar; fez com que Festival de Dança de a cidade pudesse Joinvile que mudou o prosperar panorama e impulsionou o isso impulsiona o setor turismo na região com um financeiro da cidade; é Festival de vinte dias no uma mina; um meio do ano. Isto mostra diamante; pode ser que a dança é uma mina, lapidado; ela pode ser um diamante a ser um grande produto lapidado, depende da turístico sim forma como vende e da várias outras coisas estrutura.‖ podem ser; depende da forma como você vende estrutura; espaço físico adequado; trabalho de ―para ofertar a dança qualidade; uma arte como produto turístico, circense faz-se necessário ter Cirque du Soleil é a estrutura, somente assim prova viva disso; se se chega a algo de você tem estrutura; qualidade. Uma prova produto final de disto é o Cirque Du Soleil. qualidade; possibilita o Uma arte circense que aumento do turismo atrai turistas.‖ local Geralmente o convite chega até nós procurando bailarinos e então nós Convite para bailarinos; encaminhamos os hotéis de selva e bailarinos pra participar comerciais. dos shows que tem nos hotéis de selva ou comerciais. DISCURSO INDIVIDUAL 01: é possível tornar a dança um produto turístico; FESTIVAL DE DANÇA DE JOINVILLE CIRQUE DU SOLEIL IBERO STAR. 74 MM MM MM MM Os shows são seriíssimos, eles são bem produzidos, eles são rigorosos, inclusive com a participação do bailarino. O bailarino é protegido Shows seriíssimos; para que não fique uma bem produzidos; coisa escachada, pra que rigorosos; bem ele seja realmente protegido; navios de respeitado como turismo, coisa profissional, então ele tem escachada; área restrita, onde ele se respeitados como movimenta, e o contato Os bailarinos do profissional; área dele com o turista é um Balé da Barra restrita; contato contato totalmente totalmente profissional; profissional. salário gratificante; O salário é gratificante. preocupação do Existe preocupação do empresário; é bem empresário em relação ao feliz; se sente bem profissional; trabalhando. Conforme declarações dos bailarinos o profissional que trabalha nessa área, é bem feliz, se sente muito bem trabalhando. A dança poderia ser oferecida de uma forma Performance; educativa, mas só que educativa; não existe não existe quem faça. quem faça; atividade Também poderia, ser física; não tem quem ofertada como atividade produza. física, porém não tem quem produza. Para que o empresário Ser capacitada. possa acreditar que, o Capacitação que o profissional está profissional pra fazer. vendendo é uma coisa Curso superior, tem boa, é necessário que o que saber falar, saber profissional seja escrever; vender o capacitado. Ele deverá produto. Empresário saber se portar e preparar acredite; roupinha de uma boa apresentação do índio e um papelzinho produto para poder na mão; vender Para se aproveitar o Incentivar a produção; mercado existente é forma de criar necessário incentivar a produtores.Tem produção, formando mercado mas não tem produtores qualificados, o produtor; que hoje são inexistentes, qualificação, com profissionalismo para profissionalismo, realizar um trabalho trabalho interessante; interessante e de de aceitação. aceitação. DISCURSO INDIVIDUAL 12: Os profissionais de dança são utilizados com funções específicas e bem estruturadas em shows existentes em hotéis de selva e comerciais, tendo o respeito e aceitação plena dos empresários do ramo hoteleiro. DISCURSO INDIVIDUAL 14: Em Manaus não existe a figura do produtor cultural relativo a dança que teria a função de estabelecer a criação e preparação da oferta do produto numa linguagem acessível e qualificada para o mercado. 75 MA MA MA MA A dança de salão é um foco tremendo, em Dança de salão. Minha relação à questão ousadia, pela primeira turística. E falando do vez coreografado o folclore também tem, CDA; dentro do poderia ser um pouco contemporâneo, que se melhor direcionado pra propõe a companhia; que se tenha um foco tremendo; questão pouquinho mais de turística. nosso folclore qualidade. Quantidade se também; o melhor tem bastante, até pessoas direcionado; mais que se preocupam com, qualidade. Quantidade de repente um enredo tem bastante,um bom, mas aí aquele foco enredo bom; mesmice; sempre acaba na melhor direcionamento mesmice e a gente não pra isso; próprio sai daquilo, poderia ter um Clássico ou melhor direcionamento Contemporâneo, pra isso. Até mesmo o poderia ser muito próprio Clássico ou melhor direcionado pra Contemporâneo, isso. poderiam ser muito melhor direcionados pra isso. CDA Nunca tive essa oportunidade; não em No Sul se faz muitos Manaus; grupos eventos voltados para paralelos em Curitiba; cabelos, de cabeleireiros, questão turística tendências de moda, a Grupos paralelos voltada para hóspedes parte estética em que se em Curitiba de hotéis; eventos de utiliza a dança como cabelos, cabeleireiros, instrumento, em Manaus, tendências de moda; não. parte estética. Houve uma união de Próprio hotel; ambas as partes, eles academia de dança; criaram um roteiro pra união de ambas as isso, então o que nós Hotel e academia partes; coreografia dançamos já foi uma de Curitiba específica; direcionado coreografia específica, já para o evento. estava direcionado pro evento. CDA; SEC-AM; evento, O CDA uma vez CDA e Secretaria desfile, jóais, desfile de participou de um evento de Cultura do modas, performances, aonde a Secretaria de Estado do criasse um ambiente. Cultura também Amazonas DISCURSO INDIVIDUAL 16: A dança de salão e a dança folclórica, bem como, a dança clássica e contemporânea são potenciais ofertas turísticas, contudo se faz necessário um melhor direcionamento para melhoria da qualidade do produto ofertado. DISCURSO INDIVIDUAL 17: A dança pode ser trabalhada junto à diversos eventos como instrumento de consolidação e diferenciação dos mesmos. Tal utilização pode ser feita com a união da visão técnica do grupo de profissionais da dança com a visão empresarial dos gestores dos eventos, através de performances e intervenções programadas criando ambientes diferenciados para apreciação dos itens específicos. 76 intercedeu. Era um evento, um desfile de moda de joias e foram performances, como se o bailarino criasse um ambiente pra que aquela modelo entrasse mostrando a jóia. DISCURSO INDIVIDUAL 18: A dança contemporânea por conta de sua maleabilidade é reconhecida como atrativo turístico em performances direcionadas. Já com relação ao balé clássico, em virtude do preconceito existente por parte dos próprios profissionais da dança não se tem certezas. Contudo, se acredita que a partir do direcionamento organizado e com foco qualquer trabalho com dança contribui. MA A dança contemporânea, que nos dá essa maleabilidade de como compor isso, até no próprio hotel, no próprio evento de um hotel, funcionaria perfeitamente como atrativo turístico. Não se sabe como seria construir ou como seria recebido o clássico, até mesmo pelo preconceito existente em relação ao mesmo. Qualquer coisa relativa a Dança contemporânea; dança que você organize compor no próprio que tenha o foco principal, hotel; como seria com certeza contribui. recebido o clássico; A própria Secretaria de foco principal, Cultura tem eventos contribuição; eventos específicos com dança e específicos; pacotes Secretaria de o hotel Taj Mahall, oferece para turísticas; Cultura; Hotel Taj pacotes pra que o turista DISCURSO Concerto de Natal e Mahall; Concerto se hospede no hotel e INDIVIDUAL 19: Os Festival de Ópera; foco de Natal e tenha um lugar, no próprio eventos regionais que para dentro do hotel; Festival de Ópera. hotel, para ver, mesmo de utilizam a dança direcionamento; elenco longe, o Concerto de como instrumento se propor a fazer; Natal, ou o Festival de como, Festival de condições do espaço; Ópera. Óperda e Concerto de valorização do Se o foco fosse pra dentro Natal, já são trabalho; trabalho de do hotel daria certo, é ofertados como qualidade. uma questão de diferenciais em direcionamento. O elenco, empreendimentos que fosse trabalhar nesse hoteleiros. tipo de evento teria que se propor a fazer, pois as DISCURSO condições desse espaço INDIVIDUAL 20: nem sempre ajudam ou Tendo em vista o podem até atrapalhar a reconhecimento da performance. utilização dos eventos A partir do momento que com dança externos passa a ser um serviço, como um diferencial tem que haver uma troca; competitivo, crê-se por um lado a valorização que os utilizando por parte hotel e por outro internamente os o trabalho com qualidade. resultados seriam bem proveitosos. Contudo, a estrutura existente nos hotéis 77 nem sempre favorecem o trabalho com qualidade e os profissionais da dança devem estar preparados e dispostos para fazer as adaptações necessárias, com a devida contrapartida relativa a valorização dos gestores. MA MA É preciso fazer os gestores acreditarem no projeto, pra poder criar um bom ambiente, não só para o elenco que vai Acreditar no projeto; dançar, mas pra que bom ambiente; até todos possam ver, e, de participar; dependendo repente, até participar, da condução; dependendo da alternativa do navio; condução. solta; não existe O elenco deve acreditar valorização; questão no projeto, porque, se financeira; não, não se sustenta desenvolvimento da dentro de nenhum lado. performance; Nos navios, existe algo sobrevivência; mais direcionado, existe fortalecimento; algo um espaço mais concreto, superficial; pra se fazer as performances, mas eu ainda vejo a alternativa do navio pra esses bailarinos, ainda muito solta. A loja Bemol, assim como ela cria palestras de diversas áreas chamando os clientes, não só dos produtos que tem na loja, chamando os cliente; coisas até que não tem tenha a ver com o di-a- nada a ver com a loja, dia do cliente; formas mas que tenha a ver com mais didáticas; clientes o dia-a-dia do cliente, eles participarem ou não; já estão fazendo isso com não tem um espaço dança. Trabalham coisas adequado; buscando com formas mais alternativas; foco na didáticas, o próprio dança de salão e professor transcreve folclore; técnica aquilo que se faz, clássica; dança chamando atenção dos contemporânea as clientes ou fazendo os pessoas se assustam; clientes participarem ou direcionado; didático. não, porque a própria Bemol ainda não tem um espaço adequado pra isso, mas eles estão buscando alternativas. Dentro de um hotel, se DISCURSO INDIVIDUAL 21: Para que se desenvolva um projeto com dança em hotéis e necessário que tanto os gestores quanto os bailarinos acreditem no mesmo para que a estrutura e o trabalho tenham a qualidade necessária. Lojas BEMOL DISCURSO INDIVIDUAL 23: A dança pode ser ofertada de maneira mais didática, trazendo o cliente para a participação opcional, buscando alternativas para espaços inadequados. 78 poderia dar também essa alternativa didática do que é essa dança, não só pro entretenimento, mas sim para pessoas poderem participar daquilo, por isso o foco da dança de salão, ou do próprio folclore, que é algo que se aproxima mais desse formato. Quando se fala da técnica clássica ou da própria dança contemporânea em si, as pessoas se assustam. Mas, fazendo um projeto direcionado para algo mais didático para que essas pessoas possam participar,e possa abrir pra tirar curiosidade pode funcionar. MA O universo da dança é tão grande e vasto. Dentro de teatros é uma forma do público entender como é o procedimento disso dentro de uma casa de espetáculo, fomentar essa Universo da dança; arte, formando platéias, dentro de teatros; mas essa platéia pode ter formar público; um outro foco, ela pode procedimento dentro ter um outro de uma casa de direcionamento. espetáculos; dança É muito pequeno falar que voltada para o teatro; a dança só tá voltada pra voltada para festivais; teatro, voltada pra aproveitar os festivais, ela é um profissionais que estão universo muito grande. saindo; perdidos em Aproveitar os profissionais cada bairro; HIP HOP; que tão saindo aí, que fechando em seus muitas vezes só tem um núcleos; erro muito direcionamento, é aquele grande; direcionamento foco para as academias, melhor; núcleos da foco como bailarino, periferia; cotidiano; enfim, ele pode muito reciclagem; objetivo; mais. sem sentido. Os profissionais de dança acabam se fechando muito em seus núcleos e não param pra observar, isso é um erro muito grande. DISCURSO INDIVIDUAL 24: A dança é um universo vasto que não deve ser limitado a teatros e festivais, existem outras possibilidades de desenvolvimento que inclusive poderão fomentar a criação de platéia para estes. DISCURSO INDIVIDUAL 25: É necessário aproveitar os profissionais que estão saindo para o mercado e acabam tendo uma visão limitada de atuação em academias e/ou como intérpretes. DISCURSO INDIVIDUAL 26: Os profissionais de dança acabam por se fechar em seus núcleos, sem observar o que está acontecendo com o restante da classe o que acaba por enfraquecer a classe diminuindo as possibilidades de desenvolvimento. 79 "a gente teve um contato com o ramo hoteleiro, sim. É, eu sinto... na época eu era muito imatura, então esse tratamento, esse diálogo pra acontecer e ser firmado entre Na época eu era muito profissional e hotel era imatura,esse diálogo complicado de fazer pela pra acontecer e ser imaturidade do grupo." firmado entre "Mas foi bacana porque a profissional e hotel era gente teve uma EFSP complicado de fazer assistência importante pela imaturidade do vinda do turista, as grupo; pessoas assistiram, as teve uma assistência pessoas gostaram. Fica importante vinda do perceptível que elas ficam turista, as pessoas com vontade de participar assistiram, as pessoas daquilo também. Então gostaram; Fica caso... se fosse o caso de perceptível que elas a gente fazer algum ficam com vontade de trabalho de participar daquilo entretenimento junto aos também. acho que clientes do hotel acho que funcionaria bem. funcionaria bem." "Em outra região, São Paulo. Porque eu já vi algumas parcerias nos hotéis de São Paulo com escolas de dança." "Até porque a dança hoje Outra região, São ela não tem mais só a Paulo; função de entretenimento" ela não tem mais só a "a gente invade um pouco função de a área de saúde hoje. entretenimento; Então é interessante invade um pouco a oferecer a dança pro área de saúde; é cliente do hotel até interessante oferecer a mesmo pra ele Congresso dança pro cliente do dezestressar do que ele Internacional de EFSP hotel; é o Congresso fez durante o dia." Salsa em São Nacional de Salsa, é "Mas um grande exemplo Paulo. um evento grandioso que a gente tem em São acontece num hotel, lá Paulo, por exemplo, é o em São Paulo.é um Congresso Nacional de hotel que acolhe todo o Salsa, que é um evento evento e que funciona grandioso hoje que muito bem; lucrativo acontece num hotel, lá em pra todo mundo. São Paulo. Eles têm uma parceria magnífica, é um hotel que acolhe todo o evento e que funciona muito bem e que eu acho que é lucrativo pra todo mundo." No Tropical Hotel, "eu já vi no Tropical Hotel, trabalham muito a que eles trabalham muito Tropical Hotel e EFSP dança regional; com a a dança regional." Novotel. performance foi o "O hotel que eu participei Novotel. com a performance foi o DISCURSO INDIVIDUAL 30: Na aplicação de atividades com dança em hotéis foi visível a aceitação dos turistas, as pessoas gostam e querem participar das atividades, contudo se faz necessário o profissionalismo do grupo para dialogar com os gestores de hotéis. DISCURSO INDIVIDUAL 32: A dança hoje invadi um pouco a área da saúde, não tendo apenas a função de entretenimento, podendo ser oferecida como uma alternativa para o estresse vivido pelos clientes do hotel durante o dia. DISCURSO INDIVIDUAL 33: Um exemplo que pode ser citado como referência do uso da dança com sucesso em hotéis é o Congresso Internacional de Salsa que ocorre em São Paulo, com parceria entre um hotel e profissionais de dança. DISCURSO INDIVIDUAL 34: Em Manaus podemos encontrar a dança sendo trabalhada 80 Novotel,e é só." "Primeiro como entretenimento, a gente pode oferecer ela como produto-performance, onde acontecem os shows, o turista pode simplesmente apreciar" "Segundo, como aulas, né, simplesmente aulas;" Como entretenimento; "fazer uma espécie de produto-performance, baile onde existam onde acontecem os profissionais, nesse baile, shows, o turista pode que auxiliem as pessoas a simplesmente apreciar; darem os seus primeiros como aulas; uma passinhos" espécie de baile onde "E como invadindo um existam profissionais, pouco a situação de EFSP que auxiliem as saúde, a gente tem a pessoas a darem os dança terapia, que já seus primeiros causa um alívio imenso, já passinhos; dança ajuda a pessoa a ter uma terapia, consciência consciência corporal e corporal; é sensacional isso é... eu, na minha pro turismo de visão, isso é sensacional negócios; uma oferta pro turismo de negócios maravilhosa. porque, quando o pessoal que vive sobrecarregado, então aula, aula prática, dança terapia, pra esse pessoal que vive de cabeça cheia, estressado, com relógio estourando todo o tempo, eu acho que seria uma oferta maravilhosa." "Eu acho que toda vez Toda vez que você que você pratica uma pratica uma atividade atividade que ela lhe que ela lhe propicie propicie satisfação, isso é satisfação é provável provável... se você tiver que se torne atrativo. determinada metodologia, turisticamente; pra se talvez, é provável que se tornar turisticamente torne atrativo pra muitas atrativo precisa pessoas, e se torna acrescentar a isso atrativo pra muitas EM elementos pessoas é muito provável característicos da que se torne atrativo região; quem tá aqui turisticamente." "Pra se não agüenta mais falar tornar turisticamente de índio, mas pra quem atrativo eu creio que a tá lá fora, vai ver isso gente precisa acrescentar aqui pela primeira vez, a isso, seja na música, isso se torna um seja na dança, seja no grande atrativo teatro, a gente precisa turístico. acrescentar a isso como produto através de performances com o gênero de dança regional nos hotéis Tropical e Novotel. DISCURSO INDIVIDUAL 36: A dança enquanto produto pode ser oferecida para o entretenimento dos turistas a partir de performances, ou bailes com profissionais preparados para auxiliar as pessoas nos primeiros contatos com a dança. Também pode ser oferecida em forma de aulas específicas, ou dentro da área da saúde há a dança terapia que pode dar alívio imenso, ajudando na consciência corporal. Tal oferta é interessante para o turismo de negócios porque, os profissionais vivem sobrecarregados, vivem de cabeça cheia, estressados, com relógio estourando todo o tempo. DISCURSO INDIVIDUAL 44: Quando atrelamos metodologia a qualquer atividade que lhe proporcione satisfação é provável que se torne um atrativo para muitas pessoas. Para esta atividade se tornar turisticamente atrativa é necessário acrescer elementos característicos da região para fazer com que, aos olhos de outras pessoas, aquilo seja peculiar. 81 EM elementos característicos da região, fazer com que, aos olhos de outras pessoas, aquilo seja peculiar." "Na verdade, os empreendimentos hoteleiros, eles fazem alguns eventos temáticos, não necessariamente característicos daquela região.‖ ―Um jantar dançante e dessa vez a dança escolhida vai ser a dança de salão, então eu já participei indo a hotéis fazer esses eventos com dança de salão.‖ Eventos temáticos;Não "Uma noite temática necessariamente tribal‖, e aí eu comecei a característicos daquela ensaiar, nem apresentei, região; um jantar que no fim alguma coisa dançante e dessa vez deu errado, mas a gente a dança escolhida vai ensaiava rituais e ser a dança de salão; pequenas encenações noite temática tribal; que explicavam como é ensaiava rituais e que era o cotidiano pequenas encenações; indígena." cotidiano indígena; os "Nós, como profissionais hotéis elaboravam, a performances, a gente gente trabalhava em não só dançava, tinha que cima; profissionais atuar, tinha que falar. performances; à mercê Então não era uma coisa do que está vindo, ele que surgia do profissional não cria mercado, ele da dança, não era uma espera ser absorvido coisa que ele chegava lá pelo mercado; e sugeria. Ele está mercê estrutura gestão da do que está vindo, ele não dança; não tem a é uma pessoa que cria menor ideia do que mercado, ele espera ser seja gestão de dança; absorvido pelo mercado, espera os aplausos no fica estudando a área fim. deles para ser absorvido." "Poderia haver uma estrutura se as pessoas começassem a entender um pouco dessa questão de gestão da dança, que eu acho que o profissional, mesmo dentro da faculdade não tem a menor idéia do que seja gestão de dança, ele espera ―tô no palco dançando, brilhando‖ e ponto final. Espera os aplausos no fim." DISCURSO INDIVIDUAL 45: Os empreendimentos hoteleiros fazem alguns eventos, não necessariamente característicos daquela região. Por exemplo, um jantar dançante com dança de salão, ou uma noite temática tribal, e os profissionais da dança trabalham sobre a temática escolhida.Desta forma, o trabalho não surge do profissional da dança, ele não cria mercado, ele espera ser absorvido pelo mercado, fica estudando sua área específica para ser absorvido. Neste sentido, os profissionais deveriam conhecer gestão da dança. 82 EM EM EM "Sim. Por exemplo, esses eventos temáticos, não necessariamente poderiam vir dos hotéis, mas assim, poderia ser inseridos diante de um profissional que tem uma estrutura, uma equipe e eventos temáticos; um um plano de ação, profissional que tem oferecer esse tipo de uma estrutura; eventos pra, pra hotéis, estudado, bem pra turistas" explícito, a identidade, "Só que eu acredito que uma identidade realmente pra coisa amazônica, uma dança crescer aqui é preciso que amazônica, com haja, bem estudado, bem influências de qualquer explícito, a identidade, dança que seja; uma identidade primeiro olhar para o amazônica, uma dança nosso quintal, valorizar amazônica, seja ela com o nosso quintal, e aí influências de qualquer isso se torna universal. dança que seja, que possa ser apresentada como tal, mas pra isso a gente tem que primeiro olhar para o nosso quintal, valorizar o nosso quintal, e aí isso se torna universal." "Então você precisa se posicionar como uma profissional que possui uma pesquisa, você Se posicionar como precisa se apresentar uma profissional que como um profissional que possui uma pesquisa; tá vendendo um produto. apresentar como um Você não tá vendendo um profissional que tá mero entretenimento que vendendo um produto; pode ser usado e mero entretenimento descartado, não; você vai que pode ser usado e precisar de uma estrutura descartado; precisar de mínima, você não vai uma estrutura mínima, poder levar sua equipe você precisa começar pra apresentar em a se impor; saber se qualquer lugar, então valorizar, tanto na você precisa começar a questão se impor. E precisa saber financeiramente, como se valorizar, tanto na na questão do que o questão financeiramente, que a sua equipe pode como na questão do que oferecer pra aquele o que a sua equipe pode determinado evento; oferecer pra aquele determinada região, determinado evento, pra não só na região Norte, aquela determinada mas como qualquer região, não só na região região. Norte, mas como qualquer região, de repente a empresa vira uma multinacional" Inúmeras "A dança, possui DISCURSO INDIVIDUAL 47: Os eventos temáticos poderiam ser estruturados não necessariamente pelos hotéis, mas sim por profissionais da dança. Mas para que essa oferta possa crescer no mercado turístico é necessário que se estude uma identidade amazônica, para que esta possa ser valorizada. DISCURSO INDIVIDUAL 48: Para conseguir superar as dificuldades é necessário se posicionar como um profissional que possui uma pesquisa e que está vendendo um produto. Para tanto será necessária uma estrutura mínima, e para tanto terá que se valorizar, tanto na questão financeira quanto na oferta dos produtos diante dos eventos encontrados para qualquer região. DISCURSO 83 possibilidades; nós nos inúmeras possibilidades, e limitamos; uma coisa muitas vezes nós nos diferente da outra; limitamos. Hoje eu não trabalhar a dança sem consigo mais ver, pela junto trabalhar a minha própria experiência música, interpretação profissional, uma coisa dos meus diferente da outra." personagens; ele tem "Eu não consigo mais que entender que trabalhar a dança sem canção; que junto trabalhar a música, mensagem ele tá sem junto trabalhar a transmitindo; dominar interpretação dos meus completamente todos personagens, eu não os instrumentos que consigo mais." fazem parte da "Ele vai ser um intérprete, performance; vai ser ele vai ser um performancer, entende?" um intérprete, um performancer; "a gente precisa começar, investigar diversos como profissional, a outros universos, eles investigar diversos outros caminham juntos, são universos, porque eles inevitáveis. caminham juntos, são inevitáveis." trabalhos que a Índios "Os dois trabalhos que a fez, que foi ―Rito de Índios fez, que foi ―Rito de Passagem‖ e ―Rastros Passagem‖ e ―Rastros Híbridos‖ eles vão em Híbridos‖ eles vão em cima da questão cima da questão indígena indígena; que ocorre eles vêm trazer uma na cultura indígena; reflexão, eu busco uma enquanto cultura, da reflexão a partir do que eu região, da Amazônia entendo que ocorre na isso um atrativo; ele cultura indígena. E aí, quer entender melhor enquanto cultura, aquele povo, formação enquanto nossa, assim, dele, a história dele, da região, da Amazônia... como ele ta se eu acho isso um atrativo" desenvolvendo; é um "Porque quando ele vem povo que foi pro Amazonas ele quer... ―Rito de colonizado; eu gosto ele quer entender melhor Passagem‖ e de ver um pouco desse aquele povo, a formação ―Rastros Híbridos‖ YSC patrimônio; esse dele, a história dele, como eles vão em cima patrimônio imaterial; o ele ta se desenvolvendo, da questão som da música; tem a que ele é hoje, após indígena coisa do tambor; que esses contatos, é um acaba chamando povo que foi colonizado, atenção, pela questão então eu acho" das influências "eu, como turista, quando africanas; em relação à vou pros locais eu gosto questão indígena, de ver um pouco desse regional; não só pro patrimônio todo, o que tá turista mas pra acontecendo com esse qualquer pessoa que, patrimônio imaterial. E aí mais popular; vários eu penso que ―Rastros‖ e tipos de turistas; tem ―Rito de Passagem‖ um apelo; esse discutem isso, de uma trabalho com a vertical, forma eh... não tão ele tem um apelo pra narrativa, que aí dificulta a chamar a atenção das leitura pra alguns" pessoas, de qualquer "ontem mesmo tinham INDIVIDUAL 49: A dança possui inúmeras possibilidades, mas muitas vezes os profissionais se limitam. Hoje o bailarino deve ser compreendido como um intérprete que deve investigar diversos universos artísticos, como a música e o teatro, pois eles caminham juntos. DISCURSO INDIVIDUAL 56: O turista quando vai para o Amazonas quer entender melhor aquele povo, sua formação, seu desenvolvimento, desta forma espetáculos que vão em cima da questão indígena como "Rito de Passagem" e "Rastros Híbridos" se tornam um atrativo tanto pela dança em si como pela composição do som da música que chama a atenção das pessoas. DISCURSO INDIVIDUAL 57: Existem vários tipos de turistas, e quando o mesmo chega não é possível ter certeza do seu perfil, mas o trabalho com a vertical, ele tem um apelo pra chamar a atenção das pessoas, de qualquer tipo de pessoa. 84 tipo de pessoa. muitos turistas no. "eu acho que ele é atrativo pra turista, e não só pro turista mas pra qualquer pessoa que, mais popular. ―tem várias, vários tipos de turistas" "E aí, eu penso que ele tem um apelo; esse trabalho com a vertical, ele tem um apelo pra chamar a atenção das pessoas, de qualquer tipo de pessoa." "Foi feito num hotel, mas não exatamente partiu do feito num hotel, mas hotel. Então era um não exatamente partiu evento no Tropical há do hotel; evento no muitos anos que eu fiz,foi Tropical há muitos YSC com o GEDAM inclusive, anos; com o GEDAM; eu dançava pra eles, e era uma coisa regional era uma coisa regional de de índio, vestido de índio, e era de índio índio. mesmo, assim, vestido de índio..." "Eu acho que o Tropical Hotel, não tenho certeza, no Tropical Hotel, não tinha uma coisa de festas tenho certeza; festas que eles promoviam, com que eles promoviam; muito boi, mas aí tem com muito boi; mas aí essa questão do boi, das tem essa questão do meninas vestidas, com boi, das meninas corpos esculturais e tudo vestidas, com corpos e no navio, só de navio." esculturais e tudo e no "Mas também essa dança navio, só de navio; pra turista mesmo, essa YSC dança pra turista dança que... que... é uma mesmo, essa dança é representação bem, bem uma representação superficial da... da cultura" bem superficial; "Só... as vestimentas, e vestimentas; se aquela, esse, se repete, repete, se prega, se prega, prende muito na prende muito na dança dança de boi." de boi; talvez de dança "Eu não sei se eles já de salão, mas isso no oferecem alguma coisa, navio. talvez de dança de salão, mas isso no navio." principalmente quando Eu acho que é bem tá a trabalho; é muito interessante quando as legal quando tem uma pessoas vem, academia no hotel; às principalmente quando tá vezes a gente fica com a trabalho... então é muito horários livres grandes, legal quando tem uma YSC ociosos; algum estilo academia no hotel" de dança; consciência "às vezes a gente fica, corporal; qualidade de com horários livres vida; geralmente há um grandes, ociosos, aí é fluxo de pessoas; o muito interessante quando profissional que tá de tem. E se tivesse um... negócios aqui na algo, algum estilo de "um evento no Tropical " "foi com o GEDAM" DISCURSO INDIVIDUAL 58: A dança pode ser percebida como uma oferta para eventos que ocorrem dentro dos hotéis mas não exatamente por iniciativa dos mesmos. Tropical Hotel com festas DISCURSO INDIVIDUAL 59: É possível encontrar algumas festas promovidas pelo Hotel Tropical com a questão do boi, que trabalha uma representação superficial da cultura regional, se utilizando e vestimentas repetidas e exposição dos corpos esculturais das meninas. Já nos navios é possível encontrar a dança de salão. DISCURSO INDIVIDUAL 60: Quando a pessoa vem a trabalho, o profissional que vêm a negócios, às vezes ele fica com horários livres, que poderiam ser utilizados em espaços como academias no próprio hotel oferecendo danças como a dança 85 cidade acaba se dança que fosse, sabe, só tornando um turista de consciência corporal, também; seria um bom que fosse uma coisa pra atrativo, a própria qualidade de vida, eu dança de salão; o cara acho, acho que isso é que veio a passeio, importante, porque aí veio pra lazer; vai geralmente há um fluxo querer aprender o boi; de pessoas." uma dança mais "Ou o profissional que tá popular, uma ciranda de negócios aqui na nossa;são estilos de cidade acaba se tornando dança; um trabalho um turista também. E eu mais de corpo, assim, acho que seria um bom mais solto, mais livre, atrativo, a própria dança tem muita gente que de salão... e aí a dança de procura isso. salão eu acho que ela tem uma coisa a mais pro turista mesmo... o cara que veio a passeio, veio pra lazer... Aí eu acho que é interessante, ele vai querer aprender o boi também né, uma dança mais popular, uma ciranda nossa..." "Acho que a dança de salão é interessante, acho que consciência corporal é interessante... um trabalho mais de corpo, assim, mais solto, mais livre, tem muita gente que procura isso também" "oficinas, apresentações" "Palestras, eu acho que oficinas; sim. Acho que palestras apresentações; são bem interessantes YSC palestras; instalações assim, nesse sentido. É... se torna apresentação. Instalações e aí no caso se torna apresentação também mas..." um debate ontem "Nessa situação, acho sobre o espetáculo que até a partir do que eu ―Rastros Híbridos‖; é escutei num debate ontem uma preocupação que sobre o espetáculo eu venho tendo quando ―Rastros Híbridos‖, que é me envolvi com a uma preocupação que eu questão indígena; o venho tendo quando me YSC produto não ser tão envolvi com a questão superficial; o artista indígena, no caso, que eu tem que conhecer um acho que é muito turística pouco mais a fundo é de... o produto que eu tô realmente a cultura vendendo pro turista não amazonense; falar com ser tão superficial." "o mais propriedade;não artista, o cara que tá vender um produto apresentando essas de salão e a consciência corporal, voltadas para qualidade de vida. Por outro lado a pessoa que veio a passeio,veio para o lazer, poderá querer aprender o boi, a ciranda ou uma dança mais popular. DISCURSO INDIVIDUAL 61: A dança como um produto turístico além das apresentações pode ser trabalhada em forma de oficinas, palestras e até instalações, esta última podendo ser também considerada uma apresentação. DISCURSO INDIVIDUAL 65: Uma preocupação que deve existir quando "a partir do que eu se trabalha com a escutei num questão indígena é se debate ontem conhecer um pouco sobre o mais a fundo a cultura espetáculo amazonense, para se ―Rastros falar com mais Híbridos‖. propriedade oferecendo um produto fundamentado. Se uma comunidade 86 sem fundamento; uma propostas, tem que vestimenta de conhecer um pouco mais indígena; o único a fundo realmente a apelo que eu faço; cultura amazonense, pra procurando trabalhar falar com mais com isso; nessa propriedade e não vender questão do boi; vou um produto que é só convidar uma vender um produto, comunidade indígena aquela coisa sem pra trazer pra uma fundamento onde eu só apresentação no hotel; coloco uma vestimenta de trabalhar com essa indígena" comunidade; "é o único apelo que eu corrompê-la com esse faço às pessoas que contato; Tem muitos estão procurando indígenas; não é a trabalhar com isso, assim, ideia romântica do bom nessa questão do boi, de selvagem; eles como eu vou agregar: se pensam; só esclarecer, eu vou convidar uma conduzir de uma forma comunidade indígena pra que o próprio, a própria trazer pra uma cultura indígena não se apresentação no hotel, perca nesse meio todo. como é que eu vou trabalhar com essa comunidade, pra não também corrompê-la com esse contato, eu acho que aí é o ponto.‖ indígena for convidada, para fazer uma apresentação no hotel, deve existir a preocupação de como é que a mesma será trabalhada, para não corrompê-la através deste contato. JB Oferecido para os funcionários aulas de dança de salão. "Atualmente não mas já foi oferecido anteriormente aulas de dança de salão para os funcionários do Novotel" Novotel JB Jantar dançante do Tropical Hotel "Sim, no Tropical, jantar dançante Jantar dançante no Tropical Hotel JB "Como um atrativo que Atrativo que representa representa a cultura de a cultura; interesse em uma região" conhecer região e sua "Para turistas que tem cultura. interesse em conhecer a região e sua cultura" Existem vários "Existem vários segmentos diferentes segmentos diferentes do do turismo; turismo de turismo, dentro dos lazer; maior diversos segmentos Hotel Tropical; probabilidade de possíveis na nossa Ariaú; Jungle MJPC encontrar clientes que cidade, os mais influentes, Palace; Ecopark; gostariam de ter os mais fortes, são Jungle Palace; alguma atração turismo de negócios, que Golf Resort; regional; Hotel hoje representa algo Tropical, na cidade; como, no mínimo, 80% da Ariaú, na selva; Jungle demanda do turismo da DISCURSO INDIVIDUAL G2: Existe oferta de dança em estabelecimentos de Hotel em Manaus, a exemplo do Tropical Hotel. DISCURSO INDIVIDUAL G3: A dança é como um atrativo que representa a cultura de uma região, apenas para turistas interessados em conhecer sobre uma região. DISCURSO INDIVIDUAL G17: Dos diversos segmentos de turismo existentes, os mais fortes em Manaus, são o de negócios e de lazer, sendo nesse último a maior probabilidade de encontrar clientes 87 Palace, alguns hotéis cidade." de selva que colocam "Em segundo lugar, dentro das atividades; distante, aí vem o turismo eles fazem algum tipo de lazer." de dança; selva "Hotéis de selva tradicionais, Ariaú, do tradicionais, caso no Ecopark, do próprio Ariaú, do Ecopark, do Jungle Palace; o Golf; próprio Jungle Palace, e tem utilizado a dança e tem hotel novo, que é o a música como Golf... o Golf é um hotel atividades pra entreter por exemplo, que tem o cliente. noite utilizado, por ser um hotel caribenha; vários de lazer, ele tem utilizado outros tipos de noites, a dança e a música como com músicas e danças atividades pra entreter o específicas. cliente." "Então, por exemplo, recentemente teve uma noite caribenha, depois teve vários outros tipos de noites, com músicas e danças específicas." Enquadraria como uma "Normalmente ela(dança) atividade que precisam se enquadraria como uma preencher o tempo do atividade nos hotéis que cliente; hotéis muito precisam preencher o específicos; a dança tempo do cliente" pode ser utilizada "A dança pode ser MJPC como um fator pra utilizada como um fator atrair cliente para um pra atrair cliente para um restaurante ou para um restaurante ou para um serviço, ou pra serviço, ou pra preencher preencher um tempo um tempo daquele daquele momento do momento do cliente cliente dentro do hotel. dentro do hotel." "A gente na verdade não teve um trabalho específico pra dança, nós A gente na verdade temos algumas festas que não teve um trabalho nem o réveillon que a específico pra dança, gente faz." nós temos algumas "Por exemplo esse ano a festas; e nisso a gente gente vai fazer o réveillon vai ter um grupo de que é uma noite em Las dançarinos fazendo Vegas, e nisso a gente vai uma apresentação de ter um grupo de can can;é um trabalho dançarinos fazendo uma FBFA específico, não tenho apresentação de can can" nada periódico ou "Mas é um trabalho eventos durante todo o específico, não tenho ano; nada periódico ou eventos consequentemente durante todo o ano, mais dança também que a o réveillon que eu tenho gente sempre traz que trabalho com alguma apresentação, música." alguma coisa pra atrair "E aí consequentemente os clientes aqui. dança também que a gente sempre traz alguma apresentação, alguma coisa pra atrair os clientes interessados em atrações regionais. DISCURSO INDIVIDUAL G18: Existem hotéis de selva e na cidade de Manaus que já oferecem a dança como forma de entretenimento para o hóspede. DISCURSO INDIVIDUAL G19: A dança pode ser utilizada como fator para atrair clientes para um restaurante, para um serviço, ou para preencher o tempo daquele momento do cliente dentro do hotel. DISCURSO INDIVIDUAL G31: Não existe um trabalho periódico com dança ofertado pelos hotéis, existem eventos específicos que a dança é trabalhada como um atrativo. 88 aqui." Dança envolve tudo isso, envolve desde o "Eu acho que a dança lazer ao fitness e a envolve tudo isso, envolve terapia;Quem gosta de desde o lazer ao fitness e dançar fica realizado a terapia" em todos esses "Quem gosta de dançar e aspectos; sabe que é quem dança, eu acho que uma atividade física, fica realizado em todos então, faz bem pro esses aspectos, sabe que organismo e além é uma atividade física, FBFA disso também é uma então, faz bem pro terapia; pra um dia de organismo e além disso estresse, também é uma terapia principalmente falando também, pra um dia de de hóspede é uma estresse, principalmente válvula de escape bem agora falando de bacana pra quem hóspede, de cliente que utiliza; nunca tive um tem no trabalho." trabalho paralelo com hotel e dança. tem um público estrangeiro muito grande; estamos cheios de estrangeiros que vieram pra pesca; mas a dança acaba não sendo algo inserido nesse dia a dia deles; tem muitos que "Eles tem várias vão pros hotéis de finalidades, mas a dança selva; lá funcionaria acaba não sendo algo muito bem como inserido nesse dia a dia atração;como deles. E tem muitos que integração de todos vão pros hotéis de selva, FBFA esses hóspedes; eu acho que lá funcionaria seria até interessante muito bem como atração pra eles também ter e até como integração de algo no final da noite, todos esses hóspedes ter algo depois do esse tipo de trabalho." expediente pra que eles; como forma de terapia; eu iniciaria se eu tivesse num hotel de selva, num hotel de lazer; seria um atrativo, um diferencial interessante pra todo mundo. No Hotel Tropical eles "No Hotel Tropical eles tem uma noite temática tem uma quinta-feira, uma uma apresentação do noite temática que eles boi; grupos fazem uma apresentação Hotel Tropical, estrangeiros pediram do boi. Eu já tive grupos Rio de Janeiro e MOP uma apresentação de estrangeiros aqui que Rio Grande do boi; o boi tem que ser pediram uma Sul mais valorizado como apresentação de boi." dança; como "Eu acho que assim, o boi tradicionalista tento tem que ser mais valorizar as danças valorizado como dança." DISCURSO INDIVIDUAL G33: A dança envolve desde o lazer ao fitness e a terapia. É uma atividade física que faz bem para o organismo, uma terapia para um dia de estresse, servindo como uma válvula de escape dos problemas que os hóspedes tem no trabalho. DISCURSO INDIVIDUAL G37: Existem muitos turistas estrangeiros em Manaus, que visitam a cidade por diversos motivos mas não encontram a dança inserida nas atividades. Ela poderia ser trabalhada para integração dos hóspedes em hotéis de selva e lazer, bem como, no final do expediente nos hotéis de executivos, servindo como um atrativo e até mesmo um diferencial interessante. DISCURSO INDIVIDUAL G39: Em Manaus existe a oferta de apresentação do boi que é uma dança regional pelo Hotel Tropical, contudo as danças regionais deveriam ser mais valorizadas, pois os 89 locais; "Eu como tradicionalista uma recepção uma tento valorizar as, as apresentação de tango; (danças tradicionais) as seria melhor se fosse danças locais também, e uma coisa da terra; no acho que aqui pra região Rio de Janeiro, as o que precisa é isso." casas noturnas fazem "Eu fiquei sabendo que apresentações do tem um hotel, não vi isso samba, uma atração ainda, é o Golf Resort, turística; as danças no que eles fazem uma Rio Grande são recepção uma atrações turísticas, apresentação de tango. precisa valorizar mais Acho valorizado, mas isso aqui nessa região. seria melhor se fosse uma coisa da terra." "Falando em terra, você vai no Rio de Janeiro, as casas noturnas fazem apresentações do samba, que é uma atração turística, as nossas danças no Rio Grande são atrações turísticas, acho que precisa valorizar mais isso aqui, nessa região." "Onde eu trabalhei, em Foz do Iguaçu, no Paraná, nós tínhamos um dos salões do Hotel, não sei Foz do Iguaçu, no se hoje eles ainda Paraná, nós tínhamos mantém essa, que tinha o um dos salões do espetáculo das três Hotel, que tinha o fronteiras, uma peça espetáculo das três teatral que tinha dança, fronteiras, uma peça mas sempre tinha uma teatral que tinha dança, atração de balé, naquele MOP mas sempre tinha uma tempo era o auge da atração de balé; tinha Lambada, tinha apresentação de apresentação de Lambada; em Angra Lambada" dos Reis, um hotel "Quando eu trabalhei em mais voltado pra Angra dos Reis, que era turismo, era o samba. um hotel mais voltado pra turismo, é, uma vez por semana sempre tinha, porque o foco lá, claro, era o samba." As academias e a "As academias e a faculdade de dança faculdade de dança deveriam ter um corpo deveriam ter um corpo de de dança pra essas dança pra essas apresentações; a apresentações que fosse academia, ela tem um, poderia ser com um MOP como fonte de renda o objetivo comercial aluno; se ela tivesse (certo)." "No Teatro um corpo de dança Amazonas, eu fui no, essas apresentações durante o festival de poderiam ser um dança e um evento que as atrativo dos hotéis; os academias fizeram, cada próprios turistas pedem para conhecer atrativos regionais, como pode ser evidenciado em outras localidades como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. DISCURSO INDIVIDUAL G42: Em outras localidades como Foz do Iguaçu e Foz do Iguaçu, no Angra dos Reis existe Paraná e Angra a oferta da dança dos Reis no Rio como um atrativo nos de Janeiro. hotéis, através de espetáculos teatrais com dança como balé, lambada e samba. DISCURSO INDIVIDUAL G43: As academias de dança e faculdades Teatro Amazonas, trabalham com festival de dança apresentações de e evento de dança, como no dança de festival de dança no academias. Teatro Amazonas, com foco no cliente que é o seu aluno. Contudo, poderiam 90 turistas pagassem pra uma fez uma ver, ou que o próprio apresentação, eu achei hotel pagasse pra muito bonito, só que, a oferecer uma opção a academia, ela tem como mais de lazer; a dança fonte de renda o aluno." é uma atividade física, "E se ela tivesse um que faz as pessoas corpo de dança essas mais elegantes e até apresentações poderiam mais felizes. ser um atrativo dos hotéis, que os turistas pagassem pra ver, ou que o próprio hotel pagasse pra oferecer uma opção a mais de lazer." "A dança é uma atividade física, e a tendência das pessoas é cuidarem bem do corpo, e a dança é uma excelente maneira das pessoas ficarem mais elegantes, mais felizes até." Potencial turístico enorme; Danças regionais; característica da nossa Todos eles tem um região;biodiversidade, potencial turístico da floresta, de DHRG enorme. Principalmente sossego, de coisas as danças regionais com diferentes, do a identidade da terra. diferencial; potencial muito grande; identidade da terra são as danças regionais. Dança de salão; atividade de Dança de salão, como recreação pra atividade de recreação crianças; Novotel, pra crianças em hotéis, Novotel, Tropical Tropical Hotel; DHRG voltado para público Hotel; Amazonia público adulto no adulto e como atividade Golf Resort Amazonia Golf de entretenimento pra Resort, atividade de pros hóspedes. entretenimento pra pros hóspedes. Tanto a dança como Performance; aula; performance, quanto em formas são bem forma de aula são bem aceitas. formação de aceitas pelos turistas. A platéia; sentar e performance é para o DHRG observar, apreciar; turista sentar, observar e participar; interação apreciar já em forma de diretamente com a aula é para participar, é pessoa. Atividade de uma atividade que interação social. promove a interação social. trabalhar um corpo de dança que fizesse um atrativo para os hotéis, onde os turistas ou o próprio hotel pagasse para oferecer. DISCURSO INDIVIDUAL G44: A dança pode ser vista como uma atividade física que promove elegância e torna as pessoas mais felizes. DISCURSO INDIVIDUAL 07: Todas as danças têm um potencial turístico enorme em especial as danças regionais. DISCURSO INDIVIDUAL 08: A dança nos hotéis pode ser oferecida como performance, em forma de aulas e/ou como terapia. DISCURSO INDIVIDUAL 09: O trabalho com dança para turistas não tem continuidade, é um trabalho específico. Portanto é necessário fazer uma adaptação dos variados tipos de dança pra esse público. 91 A forma como é abordada, a linguagem da dança utilizada, em Manaus ainda tem que hóspede; convidado. amadurecer bastante. ainda tá tem que Seria proveitoso um amadurecer bastante estudo para entender nesse sentido. as quais são as pessoas não necessidades descobriram ainda, específicas ou o que não fiz um estudo pra especificamente você trabalhar dessa forma tem que levar pra aquela também, pessoa que vai passar DHRG necessidades uma temporada. Esse específicas; não é um não é um trabalho de trabalho de continuidade, é um continuidade; é um trabalho específico que trabalho específico; tem que ter início, meio extremamente e fim naquele momento prazerosa. um estudo e tem que ser pra voltado pra fazer extremamente a adaptação; não vai prazerosa. Portanto é ver outra vez. necessário fazer uma adaptação dos variados tipos de dança pra esse público. A dança pode ser Atividade de ofertada como atividade relaxamento, de relaxamento, Atividade de atividade de qualidade qualidade de vida, de vida e como terapia. como terapia, A dança como um inversão dos instrumento pode ser valores,instrumento modificada de acordo que a é a dança; com um objetivo da tua modificar de acordo aula, de acordo com um com um objetivo da público. Para pessoas tua aula; de acordo DHRG com problemas de com um público, tem estresse, querendo fugir vários públicos; de diversas situações público específico você coloca uma aula de interessado naquilo; dança com fins problema de terapêuticos, ou uma estresse; fugir disso e aula de relaxamento, ou daquilo; dança com uma aula de fins terapêuticos, uma alongamento, qualquer aula de relaxamento, uma dessas vertentes uma aula de utilizando a dança como alongamento. instrumento. Quadro 7: Análise do Discurso Parte II - Aplicações dança como atrativo turístico Fonte: dados de pesquisa, 2011 Iniciando nossas análises relativas às aplicações da dança como atrativo turístico, destacamos a seguinte afirmação de uma profissional da dança: ―Quando atrelamos metodologia a qualquer atividade que lhe proporcione satisfação é provável que se torne um atrativo para muitas pessoas. Para esta atividade se tornar turisticamente atrativa é necessário acrescer 92 elementos característicos da região para fazer com que, aos olhos de outras pessoas, aquilo seja peculiar.” (EM) Tal olhar nos desperta uma preocupação relativa à diferenciação e relevância da dança como um produto turístico. Neste sentido, complementando esse pensamento, encontramos a fala de RRA que valoriza o produto-dança: “Ainda que qualquer outra coisa possa ser um produto turístico, a dança se diferencia por sua linguagem não vocal, pela troca energética e visualidade sensual e sexual grande que ocorre via movimentos do corpo. Ela possibilita o prazer e o entretenimento se for vendida por quem sabe vender e para o cliente certo.‖ (RRA) Buscando entender a relação da dança com o entretenimento e o prazer conforme destacado por RRA, encontramos uma pesquisa desenvolvida por Volp e outros (1995) que faz as seguintes constatações: Os resultados mostram que muitos são os motivos que levam as pessoas a dançar. Dentre eles podemos identificar a busca da experiência social (oportunidade de iniciar, manter ou expandir relacionamentos; a liberação de tensão (oportunidade de relaxar as tensões e buscar estabilidade emocional, descontração); o prazer (oportunidade de satisfazer-se, gostar do que faz, sentir-se bem); ocupação do tempo livre (oportunidade de preencher o tempo disponível - não trabalho/não compromisso social) entre outros, como a oportunidade de sentir-se feliz, de se distrair, de conquistar a admiração, de aprender, de manter o físico saudável, de dançar com quem gosta de dançar. (VOLP, 1995, p.3) Este estudo comparativo foi feito a partir do gênero da dança de salão e demonstrou que ―entre os vários tipos de dança, a dança de salão é uma atividade, cuja complexidade pode se adaptar às habilidades individuais é acessível a qualquer sexo e faixa etária podendo proporcionar situações de experiência máxima.‖ (VOLP, 1995, p.1). Em consonância a essa constatação nos discursos localizamos essa mesma percepção nos entrevistados: “A dança de salão é um foco tremendo, em relação à questão turística.” (MA) e “eu acho que seria um bom atrativo, a própria dança de salão... e aí a dança de salão eu acho que ela tem uma coisa a mais pro turista mesmo.” (YSC) Como exemplo de suas aplicações, temos as seguintes descrições: “Dança de salão, como atividade de recreação pra crianças em hotéis, voltado para público adulto e como atividade de entretenimento pra pros hóspedes.” (DHRG). Ela pode ser ofertada em forma de apresentações, aulas ou bailes. Neste sentido confirmamos: “tanto a dança como performance, quanto em forma de aula são bem aceitas pelos turistas. A performance é para o turista sentar, observar e apreciar já 93 em forma de aula é para participar, é uma atividade que promove a interação social.” (DHRG) Tais declarações não invalidam a aplicação de outros gêneros, tipos e estilos como atrativos turísticos, apenas destacam a relevância dessa modalidade como possível produto turístico. Outro gênero citado enfatizado com semelhança na questão da flexibilidade de adaptações é o contemporâneo, que pode ser trabalhado buscando a consciência corporal, o alongamento, o relaxamento, não necessitando de grandes estruturas, apenas uma sala pequena, com som e talvez até alguns colchonetes: “essa infra-estrutura dentro de um hotel, eu acho muito possível de se adaptar” (YSC) Curioso foi a ressalva feita sobre o gênero balé clássico que, mesmo sendo relatada por uma profissional com vasta experiência e prática na modalidade, acredita-se que pelo preconceito existente em relação ao mesmo, não se tem certeza de como seria a construção de um trabalho como esse. Contudo, a própria destaca: ―Qualquer coisa relativa à dança que você organize que tenha o foco principal, com certeza contribui.” (MA) Diante dessas afirmações é possível entender que a dança possui inúmeras possibilidades, mas muitas vezes, os próprios profissionais se limitam. ―Os profissionais de dança acabam se fechando muito em seus núcleos e não param pra observar, isso é um erro muito grande.‖ (MA) Assim sendo: ―Hoje o bailarino deve ser compreendido como um intérprete que deve investigar diversos universos artísticos, como a música e o teatro, pois eles caminham juntos.” (EM) Além do conjunto de aptidões técnicas o bailarino também deve se preparar para atuar no mercado turístico na área de produção, pois, ―para que o empresário possa acreditar que, o que o profissional está vendendo é uma coisa boa, é necessário que o profissional seja capacitado. Ele deverá saber se portar e preparar uma boa apresentação do produto para poder vender”. (MM) Neste aspecto uma lacuna grande encontrada em Manaus, diz respeito aos profissionais: produtor e gestor culturais. Estes seriam responsáveis em fazer a ponte entre o profissional da dança e o empresário. ―Para se aproveitar o mercado existente é necessário incentivar a produção, formando produtores qualificados, que 94 hoje são inexistentes, com profissionalismo para realizar um trabalho interessante e de aceitação.” (MM) Após essas considerações, abordaremos as aplicações já evidenciadas, para posteriormente apontarmos as possibilidades levantadas pelo discurso e em pesquisas em sites diversos. Como referência do uso da dança com sucesso em hotéis, no exterior, podemos citar hotéis na Argentina que fazem pacotes com grupos de dança no ensino e performances de Tango, pousadas em Lisboa, que são oferecidas pela proximidade da Escola de Dança do Conservatório Nacional. Hotéis do Havaí que recebem seus hóspedes por meio de dançarinas caracterizadas e dançando de havaianas. Ainda fora de Manaus, podemos citar em São Paulo, o Congresso Internacional de Salsa que ocorre anualmente, em parceria entre um hotel e profissionais de dança; Hotel Fazenda Solar das Andorinhas que oferece dança para melhor idade. Em outras localidades como Foz do Iguaçu e Angra dos Reis existe a oferta da dança como um atrativo nos hotéis, através de espetáculos teatrais com dança como balé, lambada e samba. Temos ainda, falando em Rio de Janeiro, a Lapa que é um lugar específico com vários locais onde o turista pode apreciar o samba de gafieira e os hotéis oferece ingressos junto ao pacote fechado. No Sul, conforme declaração de um dos gestores de hotel, especificamente em Curitiba, existem grupos alternativos de dança que participam de muitos eventos voltados a estética e tendências de moda em que se utiliza a dança como instrumento, tal associação poderia ser estudada através do turismo de negócios e eventos. Conforme citado temos: “A dança é um produto turístico que pode impulsionar economicamente uma cidade e uma região. Como prova temos o Festival de Dança de Joinvile que mudou o panorama e impulsionou o turismo na região46.”(RRA). 46 Vale ressaltar que essa afirmação é uma opinião do entrevistado (profissional de dança), contudo, não foram identificados registros acadêmicos que fundamentem ou comprovem tal afirmação. 95 Considerando Manaus, existem eventos regionais, o Festival de Ópera e o Concerto de Natal, que utilizam a dança como instrumento, e já são ofertados como diferenciais em empreendimentos hoteleiros, a exemplo do Taj Mahal. Encontramos também, a dança sendo trabalhada como produto através de performances com o gênero de dança regional, mais especificamente o boi, no Hotel Tropical e esporadicamente no Novotel e Taj Mahal. Outras aplicações citadas foram à apresentação de dança de salão no Novotel e Tropical, bem como, a mesma modalidade sendo desenvolvida, em forma de aulas como benefícios, para os funcionários do hotel, onde esta última serviria para ampliar a qualidade de vida dos funcionários, refletindo diretamente no atendimento e desenvolvimento dos serviços prestados aos hóspedes. A respeito destas manifestações regionais encontramos nos discursos dos profissionais da dança, a preocupação da representação superficial da cultura regional, se utilizando de vestimentas repetidas e exposição dos corpos esculturais das meninas, como pode ser visto na foto (figura 17) a seguir: Figura 17: Foto Dançarina de Boi Fonte: FILHO, 2011 Tendo o profissional da dança essa visão clara da importância das características regionais, os eventos temáticos poderiam ser estruturados não necessariamente pelos hotéis, mas sim por profissionais da dança. Mas para que essa oferta possa crescer no mercado turístico é necessário que se estude uma identidade amazônica, para que esta possa ser valorizada. 96 Nessa perspectiva vale ressaltar a importância de zelar pelo patrimônio imaterial da região, considerando que em algumas citações o próprio indígena é convidado a participar de mostras de seus rituais, temos que ter o devido cuidado na condução dessas atividades, conforme validamos na fala: “se eu vou convidar uma comunidade indígena pra trazer pra uma apresentação no hotel, como é que eu vou trabalhar com essa comunidade, pra não também corrompê-la com esse contato, eu acho que aí é o ponto.” (YSC) Já nos navios, a exemplo do Iberostar Gran Amazon47, hotéis de selva e comerciais, é possível encontrar a dança de salão e danças regionais, onde conforme depoimento: “os profissionais de dança são utilizados com funções específicas e bem estruturadas em shows existentes, tendo o respeito e aceitação plena dos empresários do ramo hoteleiro.” Reforçando os discursos apresentados, a dança é um universo vasto que não deve ser limitado a teatros e festivais, existem outras possibilidades de desenvolvimento que inclusive poderão fomentar a criação de plateia para estes. Como um produto turístico, além das apresentações, ela pode ser trabalhada em forma de oficinas, palestras e até instalações, esta última podendo ser também considerada uma apresentação. Enquanto produto, a dança pode ser oferecida para o entretenimento dos turistas a partir de performances, ou bailes com profissionais preparados para auxiliar as pessoas nos primeiros contatos com a dança. Também pode ser oferecida em forma de aulas específicas, de maneira mais didática, tendo a participação opcional do hóspede, ou dentro da área da saúde há a dança terapia que pode dar alívio imenso, ajudando na consciência corporal, alongamento e tonicidade. Tal oferta é interessante para o turismo de negócios porque, os profissionais vivem sobrecarregados, vivem de cabeça cheia e estressados. Quando a pessoa que viaja a trabalho, ou o profissional a negócios, às vezes fica com horários livres, que poderiam ser utilizados em espaços como academias no próprio hotel oferecendo danças como, a dança de salão e a consciência 47 O Iberostar Grand Amazon é um navio hotel de luxo que realiza um cruzeiro pelo Amazonas. Sua rota começa na cidade de Manaus, fazendo escala em diversos pontos da floresta amazônica. Disponível em <http://www.iberostar.com.br> acesso em 13.01.2012. 97 corporal, voltadas para qualidade de vida. Por outro lado a pessoa que viaja a passeio vai para o lazer, poderá querer aprender o boi, a ciranda ou uma dança mais popular. Sintetizando os resultados obtidos, propomos duas abordagens: uma relacionada a sua finalidade, que apresentamos na figura 18, e outra voltada para sua aplicação diferenciada conforme o tipo de turismo, lazer ou negócios, resumidamente apresentada na figura 19. Entretenimento • a partir de performances; • em bailes com profissionais preparados para auxiliar as pessoas nos primeiros contatos com a dança; • instalações Conhecimento Saúde • aulas específicas de maneira mais didática, tendo a participação opcional do hóspede. • oficinas • palestras • dançaterapia que pode dar alívio imenso, ajudando na consciência corporal, alongamento e tonicidade. Figura 18: Possíveis aplicações da dança em hotéis com relação a sua finalidade Fonte: dados de pesquisa, 2011. Lazer Negócios Aprender a dançar Atividade Física Contato com outras culturas Qualidade de Vida Apresentações Artísticas Performances Adaptadas Bailes Contra estresse Figura 19: Possíveis aplicações da dança em hotéis voltados para o turismo de negócios e lazer Fonte: dados de pesquisa, 2011. A flexibilidade de sua aplicação pode ser evidenciada quando encontramos a dança junto a diversos eventos como instrumento de consolidação e diferenciação dos mesmos, como citado nas próprias entrevistas. Tal utilização pode ser feita com 98 a união da visão técnica do grupo de profissionais da dança com a visão empresarial dos gestores dos eventos, por meio de performances e intervenções programadas criando ambientes diferenciados para apreciação dos itens específicos Tal visão é bem clara para os profissionais de dança, contudo, para os gestores de hotéis fica explícita a resistência e falta de compreensão das possibilidades de adaptação que a dança pode oferecer para adequação à realidade e necessidades dos hóspedes. E diante disto encontramos a sugestão de um gestor hoteleiro, que para atender a demanda de turistas de lazer interessados em conhecer a cultura local poderiam ser criados espaços específicos de dança na cidade, que oferecessem danças regionais com qualidade num ambiente adequado para turistas. Fica claro no discurso que ―o trabalho com dança para turistas não tem continuidade, é um trabalho específico. Portanto é necessário fazer uma adaptação dos variados tipos de dança pra esse público.” Além do estudo e adaptação por parte dos profissionais de dança, é válido avigorar a importância de investimento em estruturas adequadas para o desenvolvimento das atividades, pois conforme afirma RRA: “para ofertar a dança como produto turístico, faz-se necessário ter estrutura, somente assim se chega a algo de qualidade.” Com as evidências apresentadas podemos afirmar sem sombra de dúvidas, que para aplicarmos a dança como um atrativo turístico é necessário uma preparação por parte dos profissionais para que as adaptações necessárias sejam feitas com foco no público definido. Da mesma forma, que se faz necessária a estruturação dos empreendimentos, tanto da parte física, quanto da de gestão para uma visão mais abrangente do universo da dança. 3.4 Aceitação da aplicação da dança como produto turístico Em consonância com nosso último objetivo específico que é analisar a aceitação das aplicações da dança como produto turístico por gestores de hotéis e profissionais da dança em Manaus, temos os seguintes discursos destacados: 99 Entrevistado 48 JB 48 Expressões Chave das Idéias Centrais Análise do Discurso – Parte III Ancoragens de sentido Idéia Central semelhante ou complementar Discurso Individual DISCURSO "Atualmente não seria INDIVIDUAL G4: Não viável implantar um seria viável implantar projeto com dança pelos um projeto com dança custos envolvidos.‖ pelos custos "Não seria vantagem envolvidos. gastar o valor necessário para desenvolver as DISCURSO atividades necessárias." INDIVIDUAL G5: O "O perfil do público do público de hotéis hotel não se interessa voltados para negócios pela dança, são não se interessa por empresários que se atividades com dança hospedam aqui por ser por não terem tempo. próximo ao Distrito, e que não têm tempo de fazer DISCURSO qualquer outra atividade." INDIVIDUAL G6: A "A dança é uma dança é vista pelo ferramenta positiva gestor como uma quando trabalhada em ferramenta positiva atividades com os Custos envolvidos; para o funcionários, mas eles interesses dos desenvolvimento e mesmos não reconhecem clientes; perfil do integração dos o valor da atividade, Parceria fechada cliente; não seria funcionários, porém achando besteira as com a Atletica, vantagem; falta de ainda não é atividades já oferecidas" atividades valorização por parte reconhecida como um "Interessante que nas desenvolvidas no dos funcionários; benefício pelos confraternizações de final Novotel e serviços ferramenta positiva; próprios funcionários. de ano e até mesmo na oferecidos pela resistência da época de festa junina, Ritmo Quente. gerência; nível das DISCURSO existem iniciativa dos aulas; quadrilhas; INDIVIDUAL G7: Os próprios funcionários em trabalho do boi; hotéis associados a realizar atividades com redes hoteleiras dança, como quadrilhas seguem padrões e apresentação de boi." existe resistência nas "O Novotel faz parte da alterações destes. rede Acoor por isso ele tem um padrão, desta DISCURSO forma, certas atividades INDIVIDUAL G8: A que exijam alteração no dança é vista como layout ou produtos uma ferramenta de diferenciados, são entretenimento pelos altamente evitados." funcionários, que se "Há muita resistência da utilizam da mesma nos gerência." momentos de "O nível das aulas integração e oferecidas pelo descontração sendo já estabelecimento não praticadas como eram tão bons quanto da exemplo, as quadrilhas Ritmo Quente, isso e o trabalho com o boi. também acredito que cause desinteresse." DISCURSO A análise completa do discurso está disponível em forma de apêndice. 100 INDIVIDUAL G9: O nível dos serviços oferecidos por um estabelecimento especializado em atividades físicas é diferente de uma casa especializada em dança, isso pode gerar desinteresse. "Não, porque é um hotel estritamente de negócios." "Esse é um hotel voltado pro segmento de negócios, aqui grande parte dos nossos clientes, chega, se hospeda, normalmente chega de madrugada, se hospeda, toma café da manhã, vai pra fábrica, volta no finalzinho da noite, só dorme, janta, dorme, às vezes nem janta no hotel.‖ ―Um cliente que saia, na Estritamente de cidade, aí sim, é onde negócios; Hotel entra talvez algum voltado pro segmento atrativo turístico, vai em de negócios; talvez MJPC algum local da cidade, algum atrativo turístico, normalmente um vai em algum local da restaurante, depois volta, cidade, normalmente dorme e vai embora." um restaurante; "Na verdade ele fica pouco tempo dentro do espaço do hotel" "Não compensa investir neste, em nenhum tipo de atrativo, porque o cliente não fica aqui dentro." "Os hotéis de negócios são mais usados, ou pra reuniões de negócios, e aí uma área de eventos grande, ou apenas como um local seguro de descanso, um local onde o cliente vai realmente pra descansar." Existem vários "O turismo de lazer é segmentos diferentes onde haveria maior do turismo; turismo de probabilidade de lazer; maior encontrar clientes que Hotel Tropical; probabilidade de gostariam de ter alguma Ariaú; Jungle MJPC encontrar clientes que atração regional e aí você Palace; Ecopark; gostariam de ter tem hotéis que se Jungle Palace; Golf alguma atração interessam, como é o Resort; regional; Hotel caso do Hotel Tropical, na Tropical, na cidade; cidade, como é o caso do Ariaú, na selva; Jungle Ariaú, na selva, como é o DISCURSO INDIVIDUAL G15: O hotel não oferece nenhum programa relacionado à dança por entender que no segmento de negócios a rotina dos seus clientes, não comporte tais atividades. DISCURSO INDIVIDUAL G16: Não compensa investir em atrativos para clientes de hotéis de negócios, pois os mesmos não permanecem no ambiente do hotel, a menos que seja para ter o conforto do descanso ou para reuniões de trabalho. DISCURSO INDIVIDUAL G17: Dos diversos segmentos de turismo existentes, os mais fortes em Manaus, são o de negócios e de lazer, sendo nesse último a maior probabilidade de encontrar clientes interessados em 101 Palace, alguns hotéis caso do Jungle Palace, de selva que colocam que alguns hotéis de dentro das atividades; selva que colocam dentro eles fazem algum tipo das atividades, eles de dança; selva fazem algum tipo de tradicionais, Ariaú, do dança" Ecopark, do próprio Jungle Palace; "O hotel dispões de uma, de um fitness center completo, bem equipado e uma sauna." "E o fitness center é muito utilizado, ou seja o cliente Fitness center que vem para o hotel, ele completo, bem normalmente é o típico equipado e uma homem e mulher de sauna. muito utilizado; negócios, numa típico homem e mulher determinada faixa etária, MJPC de negócios; e que se preocupa, sim, preocupa, sim, com a com a sua saúde, e que sua saúde; reserva um normalmente reserva um espaço do dia, pra espaço do dia, uns 15, 20 fazer algum tipo de minutos pra fazer uma, atividade física. algum tipo de atividade física, por isso que nós temos um fitness bem equipado que consegue atender bem essa demanda." "Aí entraria um fator muito importante que é o fator custo, ou seja, por que ele vai no fitness? Porque não tem custo." Fator custo; fitness é "Pra eles o fitness é mais mais um serviço do um serviço do hotel, se a hotel, se a dança for dança for oferecida como oferecida como um um serviço do hotel é serviço do hotel; um possível que ele faça" controle do tempo dele "Mas como ele tem um muito rígido; problema, um controle do complicado estipular tempo dele muito rígido, horários; tem horários quem controla é ele, seria que a probabilidade é um pouco complicado de MJPC maior do cliente estar você estipular horários do aqui; não sabe se que você teria uma nesse horário ele vai atividade que ele poderia estar disponível. uso participar" flutuante; as pessoas "Só que a gente sabe que têm uma agenda muito tem horários que a apertada, mas sempre probabilidade é maior do encontram uma cliente estar aqui; Mesmo brechinha; é uma assim, a gente não sabe forma de manter a se nesse horário ele vai forma física. estar disponível." "O uso da academia é muito flutuante‖ ―mas sempre encontram uma brechinha, vai lá porque é atrações regionais. DISCURSO INDIVIDUAL G20: O cliente do hotel de negócios se preocupa com saúde e que normalmente reserva um espaço do dia para algum tipo de atividade física, por isso o hotel disponibiliza um espaço bem equipado para atender essa demanda. DISCURSO INDIVIDUAL G21: Um fator importante com relação a oferta da dança como uma alternativa relacionada a atividade física é o custo. Se a dança por oferecida como um serviço do hotel é possível que a mesma seja aceita pelos hóspedes. DISCURSO INDIVIDUAL G22: Uma dificuldade na implantação de uma atividade com dança para clientes de hotéis de negócios seria a condição do tempo, pois é complicado estipular horários, visto que o próprio uso da academia, que hoje já é utilizada, é flutuante. Apesar de saber que existem horários com maior probabilidade do 102 uma forma de manter a forma física." MJPC "E você teve a oportunidade de ver alguma pesquisa nesse sentido, feita aqui, no hotel, ou em algum outro lugar? Não, não." "Eu acho que o público que mais interesse teria, neste tipo de atividade, seria o público dos hotéis de lazer, hotéis de selva, hotéis de natureza. É onde você poderia ter uma maior aceitação desse tipo de serviço.‖ "Olha pra mim, na verdade, até hoje, eu não vi um grande impacto na pro tipo de hotel que eu trabalhei, que foi um público muito executivo, sempre trabalhei muito em hotéis com esse porte aqui, que são hotéis com publico de executivos que vem pro distrito, que vem trabalhar durante a Não vi um grande semana e, aos finais de impacto; um público semana, fica o hotel mais muito executivo; são vazio." hotéis com publico de "Mas, por outro lado, eu executivos que vem acho que é uma pro distrito; aos finais oportunidade pra atrair de semana, fica o hotel até um público diferente mais vazio. FBFA do que, de repente, a oportunidade pra atrair gente tá acostumado a um público diferente; trabalhar, então inclusive alguma outra atividade aos finais de semana, diferente que faça a alguma outra atividade pessoa se prender diferente que faça a aqui; é um diferencial pessoa se prender aqui, pouco trabalhado; é porque realmente nesse uma oportunidade. tipo de hotel as pessoas vem passar a semana pro trabalho, e sexta-feira, sábado a maioria vão embora, mas é um diferencial pouco trabalhado, na minha opinião, e nesse tempo que eu tenho, pouco trabalhado nos hotéis, mas que é uma oportunidade, acredito Mais interesse teria, neste tipo de atividade, seria o público dos hotéis de lazer, hotéis MJPC de selva, hotéis de natureza; maior aceitação desse tipo de serviço; Lapa no Rio de Janeiro; casas de tango em Buenos Aires; casas de samba de gafieira no Rio de Janeiro hóspede estar presente no hotel, não é possível saber se o mesmo estará disponível. DISCURSO INDIVIDUAL G23: Não houve a oportunidade de se observar alguma pesquisa feita com os clientes relativa ao assunto abordado. DISCURSO INDIVIDUAL G24: O público com maior aceitação desse tipo de serviço seriam os clientes de hotéis de lazer, de selva e de natureza. DISCURSO INDIVIDUAL G28: Nos hotéis voltados para o público executivo a oferta de serviços com dança poderia servir como uma oportunidade tanto para atrair um público diferente, quanto para prender esse público no hotel aos finais de semana. 103 FBFA FBFA FBFA FBFA que seja." "Vi em Recife também, Um apoio legal num em Porto de Galinhas hotel que eles até também, eles também estavam fazendo tinham, lá era um resort, apresentação no hotel e lá também tinha aulas pros clientes; em de dança, tinha também Recife, em Porto de apresentações, tinha uma Brasília; Recife; Galinhas também, série de gêneros lá em Porto de Galinhas tinha aulas de dança, Recife também, mas São Paulo em tinha também foram hotéis que eu vi Alphaville. apresentações, tinha mais voltado pro lazer, uma série de gêneros; agora o executivo que é hotéis voltado pro onde eu mais trabalhei eu lazer, agora o vi muito pouco, na executivo nunca vi; verdade, na verdade eu nunca vi." "Uma restrição talvez Uma restrição talvez seria o espaço, que o seria o espaço; não espaço aqui, apesar de tenho tanta área pra ser um hotel grande não fazer esse tipo de tenho tanta área pra fazer evento de dança; mas esse tipo de evento de acho que isso a gente dança, mas acho que isso conseguiria ajustar. a gente conseguiria ajustar." "Na Rede Atlântica, que é a rede na qual eu trabalho, não teria nada que teria impeditivo uma norma ou alguma coisa, Na Rede Atlântica não desde que, ah claro que a teria impeditivo ou dança não, a gente sabe uma norma; uma que seja algo bacana, dança que não seja uma dança que não seja nada pejorativo pra nada pejorativo pra mulher ou pra qualquer mulher ou pra qualquer outra coisa não tem outra coisa não tem nenhum tipo de nenhum tipo de restrição, restrição; super aberto não." até pra idéias "A gente, na verdade, é diferentes, cada região super aberto até pra normalmente costuma idéias diferentes, cada trabalhar com as região normalmente diferenças regionais; costuma trabalhar com as empecilho, de repente, diferenças regionais, com o horário, que eu tenho a cultura local, então se muitos moradores; tivesse algo diferente aqui teria que ser algo em em Manaus, não teria consenso com todos nenhum problema de ser os moradores. aceito." "Talvez o que eu veja de empecilho, de repente, o horário, que eu tenho muitos moradores também‖ tem um público "Eles tem várias estrangeiro muito finalidades, mas a dança grande; estamos acaba não sendo algo cheios de estrangeiros inserido nesse dia a dia DISCURSO INDIVIDUAL G32: É possível observar o apoio dos hotéis de lazer em regiões do país como Brasília, Recife, Porto de Galinhas, sendo a dança ofertada em aulas e apresentações em vários estilos, não sendo evidenciado em hotéis voltados para executivos. DISCURSO INDIVIDUAL G34: Uma restrição para realização de um projeto com dança seria o espaço para realizar eventos deste tipo, mas poderia ser ajustado. DISCURSO INDIVIDUAL G35: Na rede Atlântica não há impeditivo para realização de atividades com dança, desde que não sejam pejorativas, inclusive a rede normalmente trabalha com as diferenças regionais. DISCURSO INDIVIDUAL G36: Talvez um empecilho para a implantação de um projeto com dança em hotéis com moradores, além dos hóspedes seria com relação ao horário, teria que ser um consenso. DISCURSO INDIVIDUAL G37: Existem muitos turistas estrangeiros em 104 que vieram pra pesca; deles. E tem muitos que mas a dança acaba vão pros hotéis de selva, não sendo algo eu acho que lá inserido nesse dia a funcionaria muito bem dia deles; tem muitos como atração e até como que vão pros hotéis de integração de todos selva; lá funcionaria esses hóspedes esse tipo muito bem como de trabalho." atração;como "No nosso hotel também, integração de todos executivo, não vejo esses hóspedes; problema também de ter, seria até interessante acho que seria até pra eles também ter interessante pra eles algo no final da noite, também..não vejo ter algo depois do empecilho, mas eu acho expediente pra que que, com certeza, eu eles; como forma de iniciaria se eu tivesse terapia; eu iniciaria se num hotel de selva, num eu tivesse num hotel hotel de lazer, voltado pra de selva, num hotel de esse público, com certeza lazer; seria um eu acho que seria um atrativo, um diferencial atrativo, um diferencial interessante pra todo interessante pra todo mundo. mundo." "A estrutura física do hotel, eu não tenho um Não tenho um espaço espaço que possa ser que possa ser dedicado, que foi dedicado, que foi construído direcionado construído direcionado especificamente pra essa especificamente; tenho atividade. Mas quando MOP um espaço que são os tem um determinado salões de eventos, que grupo que pede, aí eu eles podem ser tenho um espaço que são adaptados pra essas os salões de eventos, que apresentações. eles podem ser adaptados pra essas apresentações." No Taj Mahal ―Então, claro, o início de especificamente é eu um evento desse seria não ter um espaço; o um investimento, e eu início de um evento não consigo atender desse seria um todos os meus clientes investimento; tenho hoje, eu tenho uma uma procura muito MOP procura muito grande de Taj Mahal e Plaza grande de eventos, eventos, então a então a dificuldade dificuldade hoje seria em hoje seria em ter esse ter esse espaço, a espaço; depois aí principal, claro; depois aí preciso o projeto, o preciso o projeto, o início, início, a finalidade, o a finalidade, o tempo." tempo. "Com certeza, com Qualquer atrativo que certeza. Qualquer atrativo tenha vai fazer a MOP que tenha vai fazer a diferença na escolha diferença na escolha do do hotel. hotel." Manaus, que visitam a cidade por diversos motivos mas não encontram a dança inserida nas atividades. Ela poderia ser trabalhada para integração dos hóspedes em hotéis de selva e lazer, bem como, no final do expediente nos hotéis de executivos, servindo como um atrativo e até mesmo um diferencial interessante. DISCURSO INDIVIDUAL G41: O Hotel Taj Mahal não tem um espaço direcionado especificamente para atividades com dança, mas quando necessário existem salões de eventos que são adaptados para apresentações. DISCURSO INDIVIDUAL G45: dentre as dificuldades para implantação da oferta de dança encontramos a falta de espaço, de investimento e de projetos com início, finalidade e tempo determinado. DISCURSO INDIVIDUAL G48: Qualquer atrativo que tenha faz diferença na escolha do hotel. 105 ―mas o Teatro Amazonas é o cartão postal de Manaus, certo? Então ele DISCURSO não deveria não ter INDIVIDUAL G47: Uma atração nenhum dia, E sugestão para ele é uma casa que está desenvolver e valorizar ali e precisa sempre de Reuniões da a dança criando essa mais atrações." ABAV, da ABIH, cultura seria criar "Eu acho que, por eventos de jazz, de atrações no próprio exemplo, poderia um dia dança e filmes da Teatro Amazonas, da semana, ter um série o Guaraná. onde já existe um espetáculo de dança, não espaço apropriado e tem que construir nada poderia servir de (certo... tem um espaço atrativo para os lá) seria uma maneira de turistas. valorizar, de desenvolver, de criar essa cultura." DISCURSO INDIVIDUAL 01: é possível tornar a dança um produto turístico; Não descobriram a DISCURSO ―A dança não foi dança; atrativo INDIVIDUAL 03: O descoberta ainda em turístico; Em algumas gestor deve ser Manaus como atrativo cidades do país isso já convencido com turístico, sei que existe acontece; em Manaus argumentos técnicos e RRA em outros lugares do não instrumentos que país, mais, aqui os pouco à visão que os possam fazer com que gestores desconhecem gestores ; sobre o que este veja na dança um ou tem pouca visão deste é a dança e como ela investimento rentável, potencial para a dança‖ pode ser vendida . uma vez que para uma produção desta natureza faz-se necessário uma grande infra-estrutura; A oferta da dança DISCURSO interessa tanto para os interessa tanto para os INDIVIDUAL 10: São hotéis, quanto para os hotéis, quanto para os inúmeras as turistas; problema que turistas de Manaus, o dificuldades para não não há uma oferta; problema que não há projetos com dança em não há um um grupo uma oferta específica. hotéis: a especializado que Pode ser que tenha desvalorização do tenha uma boa alguém desenvolvendo profissional, as proposta bem um trabalho nesse pessoas que formulada; cadeia sentido, mas não desvirtuam o mercado, desses de hotéis; amplamente divulgado. DHRG a falta de preparo dos trabalho de qualidade, Não há um grupo profissionais, a falta de um trabalho bem especializado que tenha elaboração de formatado, bem uma boa proposta bem pesquisas, de projetos, estruturado e formulada, bem falta de um espaço específico pro público; elaborada com estudo específico pra Tem pessoas que voltado para hotéis, desenvolver atividade, trabalham com dança apresentando um de material de de salão ou com trabalho de qualidade, um divulgação, de pessoas danças folclóricas de trabalho bem formatado, que acreditem no valor várias vertentes bem estruturado e da dança. específico para o público. O Teatro Amazonas, eles tem o evento de Jazz, de dança, tem a série Guaraná, tem vários eventos durante o ano; ele não deveria não ter atração nenhum dia; MOP poderia um dia da semana, ter um espetáculo de dança, não tem que construir nada (certo... tem um espaço lá); uma maneira de valorizar até de desenvolver, criar essa cultura. 106 Para o desenvolvimento dos projetos a dificuldade é de conseguir proposta nova, descobrir o que estão fazendo em termos de dança pra o Proposta nova; seguimento hoteleiro. descobrir o que tão Com relação ao fazendo; dança para o relacionamento com os seguimento hotéis existem trabalhos hoteleiro;trabalhos mal mal elaborados que são elaborados; os feitos no mercado e representantes de acabam de certa forma, hotel, o pessoal de RH deixando os de hotel, pé atrás em representantes de hotel, relação a contratar o desconfiados com relação teu trabalho, a contratar o teu trabalho. experiências ruins com O mal profissional ele não outros profissionais. se queima mal profissional; classe particularmente, ele leva junto; a falta de toda a classe junto‖ valorização;não Existem inúmeras DHRG querem pagar; fazer dificuldades: a falta de permuta; expor a tua valorização por parte dos marca no hotel; um hotéis, os que concordam pagamento por aquele em fazer trabalhos com esforço que você fez. dança geralmente não A desvalorização, as querem pagar, querem pessoas que te fazer permuta ou antecederam, a falta acreditam que expor a tua de preparo dos marca no hotel deles é profissionais, a falta de mais que suficiente‖ elaboração de A desvalorização, as pesquisa, de projetos pessoas que te as dificuldades são antecederam, a falta de inúmeras, falta de um preparo dos profissionais, espaço específico; a falta de elaboração de pessoas que pesquisas, de projetos, acreditem. falta de um espaço específico pra desenvolver atividade, de material de divulgação, de pessoas que acreditem. É preciso fazer os gestores acreditarem no Acreditar no projeto; projeto, pra poder criar bom ambiente; até um bom ambiente, não só participar; dependendo para o elenco que vai da condução; dançar, mas pra que alternativa do navio; todos possam ver, e, de solta; não existe repente, até participar, MA valorização; questão dependendo da financeira; condução. desenvolvimento da O elenco deve acreditar performance; no projeto, porque, se sobrevivência; não, não se sustenta fortalecimento; algo dentro de nenhum lado. superficial; Nos navios, existe algo mais direcionado, existe DISCURSO INDIVIDUAL 21: Para que se desenvolva um projeto com dança em hotéis e necessário que tanto os gestores quanto os bailarinos acreditem no mesmo para que a estrutura e o trabalho tenham a qualidade necessária. DISCURSO INDIVIDUAL 22: Por não se ter a estrutura necessária os 107 EFSP um espaço mais concreto, pra se fazer as performances, mas eu ainda vejo a alternativa do navio pra esses bailarinos, ainda muito solta. Não existe uma valorização ainda disso, os bailarinos acabam aceitando por uma questão financeira mas não acreditam num projeto maior de desenvolvimento da performance. O bailarino precisa sobreviver e ele vai buscar sua sobrevivência. Não que ele vai chegar lá e fazer qualquer coisa, mas ainda precisa um pouco de fortalecimento desses, de tudo, pra que realmente, as pessoas que vejam, não digam que é simplesmente algo superficial. "Você considera possível Considera possível que algum desses que algum desses gêneros possa ser vistos gêneros possam ser como atrativo turístico? vistos como atrativo Nossa, sempre. turístico. Todos eles? Todos eles." bailarinos acabam não podendo externar sua potencialidade, minimizando os trabalhos e gerando um certo posicionamento negativo da classe com relação a essa atividade, não compreendendo o contexto e a necessidade de sobrevivência desse profissional. DISCURSO INDIVIDUAL 31: Todos os gêneros citados anteriormente podem ser vistos como atrativos turísticos. A dança é um produto, a dança é vendável, ela tem como ser EFSP oferecida pra qualquer lugar, inclusive pra hotel. "Gente, oferta... A dança é um produto, a dança é vendável, ela tem como ser oferecida pra qualquer lugar, inclusive pra hotel." DISCURSO INDIVIDUAL 35: A dança pode ser reconhecida como um produto de comercialização em qualquer lugar incluindo hotéis. Amadorismo de todo mundo; aceitação da equipe do hotel; conseguir convencer; equipe que consiga EFSP fazer um projeto coeso acreditando nesse projeto;a gestão desse projeto, a maior dificuldade hoje que a gente tem na região. "Hoje eu acredito que o amadorismo de todo mundo. A aceitação da equipe do hotel" Conseguir convencer... E obter uma equipe que consiga fazer um projeto coeso acreditando nesse projeto, sabendo desenvolver a área, a gestão desse projeto, pra conseguir fazer essa ponte, eu acho que é a maior dificuldade hoje que a gente tem na região." DISCURSO INDIVIDUAL 37: A maior dificuldade que se tem na região para desenvolver projetos relacionados a dança como produto em hotéis é o amadorismo, onde faltam equipes que consigam fazer um projeto coeso, acreditando no mesmo e sabendo fazer sua gestão para convencer a equipe do hotel. 108 "E acredito que sim, eu acredito que sempre vai DISCURSO Sempre vai ter; os ter. A maioria dos INDIVIDUAL 46: A produtos são muito produtos que são muito maioria dos produtos consumidos; o produto consumidos, se você vê, muito consumidos no de mercado da dança; como o produto de EM mercado da dança, não não é que o publico mercado da dança, a era um produto que o estava esperando, maioria dos produtos são público esperava ou desejando, você criou muito consumidos, não é desejava, foi criada a a necessidade neles. que o publico estava necessidade neles. esperando, desejando, você criou a necessidade estrutura mais simples "eu acho que a pra começar a dificuldade maior, alguns DISCURSO trabalhar; a dificuldade gerentes de hotéis ainda, INDIVIDUAL 63: Uma maior talvez seria, talvez não olhassem, não dificuldade seria a alguns gerentes de vissem isso como um visão dos gerentes dos hotéis ainda;não produto que fosse gerar hotéis com relação ao vissem isso como um capital pra ele" produto dança e seu produto que fosse "Porque aí, é isso, é YSC retorno financeiro. É gerar capital; é capitalista mesmo, raro encontrar gestores capitalista, maioria dos maioria dos hotéis..." que invistam em arte, hotéis; Muito raro um "Muito raro um cara que no máximo eles cara que invista em invista em arte; aqui eu contratam músicos arte; aqui eu não vejo; não vejo" para tocar no ambiente no máximo eles "no máximo eles do bar do hotel. contratam um músico contratam um músico pra pra tocar no bar deles. tocar no bar deles" Assim, se eu tivesse DISCURSO tempo, eu ia tentar INDIVIDUAL 64: É essa comunicação; trabalhar um portfólio preciso ter mais que trabalhar um portfólio interessante pra fazer uma boa idéia, é interessante; toda essa uma apresentação necessária trabalhar a base que é necessária; interessante... Toda essa comunicação com os convencer um possível base que é necessária gestores, preparar um YSC patrocinador; parceiro pra poder convencer um portfólio para fazer uma de um projeto; ter uma possível patrocinador de apresentação apresentação bem um projeto, parceiro de interessante, bacana; Não só a idéia um projeto. Tem que ter conseguindo convencer boa. uma apresentação bem um possível bacana. ―Não só a idéia patrocinador de um boa‖ projeto. "a importância de o DISCURSO governo atuar nesse INDIVIDUAL 66: governo atuar intercâmbio entre o É importante o governo intercâmbio entre o profissional de dança e a atuar no intercâmbio profissional de dança e rede de hotéis, porque aí entre o profissional de a rede de hotéis; tem ele tem um peso talvez dança e a rede de um peso; fazendo esse maior pra estar fazendo hotéis, porque tem um link e tem todos os YSC esse link e tem todos os peso maior e tem todos contatos; um meio que contatos, então talvez os contatos. Talvez o artista tenha que esse seja um meio que o esse seja um meio que sensibilizar, o governo, artista tenha que o artista tenha para através da sua sensibilizar, o governo, sensibilizar, associação, através da sua primeiramente o representação. associação, governo, através da representação." sua representação. Quadro 8: Análise do Discurso Parte III – Aceitação das aplicações dança como produto turístico Fonte: dados de pesquisa, 2011 109 Diante das expressões registradas tanto diretamente relacionada a sua aceitação, quanto anteriormente descritas com relação a sua aplicação, fica comprovado que é possível tornar qualquer dança, principalmente as regionais, num produto turístico de comercialização em qualquer lugar incluindo hotéis. Apesar de não ter sido encontrada nenhuma pesquisa científica, ou até mesmo uma pesquisa mercadológica que comprovasse a aceitação por parte dos próprios consumidorturistas da dança como um atrativo turístico, no relato das aplicações de atividades com dança em hotéis foi visível a aceitação dos turistas: ―as pessoas gostam e querem participar das atividades” (EFSP). Uma das referências, que subsidiam a idéia da utilização proveitosa da dança como um diferencial competitivo dentro dos hotéis de Manaus é o fato de que os eventos externos, oferecidos pela localidade, que utilizam a dança como instrumento, como o Festival de Ópera e o Concerto de Natal, já são ofertados nos pacotes promocionais como uma vantagem em relação a sua localização aproximada. Desta forma, acredita-se que já sendo a dança um produto chamativo, com as adaptações necessárias nos hotéis, a mesma poderia render bons resultados. Nada obstante, ao se analisar as condições para essa adaptação, percebe-se grande debilidade estrutural que acaba desfavorecendo o trabalho com qualidade, desta forma, por não ter a estrutura necessária nos hotéis, os bailarinos findam por não poder exteriorizar sua potencialidade, minimizando os trabalhos e gerando certo posicionamento negativo da categoria com relação a essa atividade, não compreendendo o contexto e a necessidade de sobrevivência desse profissional. Outro olhar apresentado sobre esses profissionais que já atuam em eventos dessa natureza e que não sustentam suas atividades em condições favoráveis foi: ―Com relação ao relacionamento com os hotéis existem trabalhos mal elaborados que são feitos no mercado e acabam de certa forma, deixando os representantes de hotel, desconfiados com relação a contratar o teu trabalho. O mal profissional ele não se queima particularmente, ele leva toda a classe junto” (DHRG) A classe por sua vez aparece desunida, mostrando-se segmentada e bastante fragilizada. Os profissionais acabam se restringindo aos seus núcleos de atuação não atuando no fortalecimento e qualificação da categoria. Assim, apontamse os profissionais que estão saindo para o mercado como alienados, possuindo 110 uma visão limitada dos possíveis campos de atuação, restringindo-se a academias e apresentações em companhias. Essa desunião traz outra implicação negativa, para que o governo possa atuar como intercessor, promovendo a dança como citado em relato, seria necessária uma representatividade coletiva, que apresentasse para o Estado condições de viabilização de projetos, subsidiando assim recursos para a defesa e posicionamento a favor do mesmo. Para tanto se faz necessário o profissionalismo do grupo para dialogar tanto com o Estado, quanto com os gestores de hotéis, pois esses últimos são coresponsáveis pela implantação e sucesso de atividades alternativas dentro dos hotéis. E nesse ponto se apresenta outra grande dificuldade na implantação de atividades com dança em hotéis de Manaus, a visão limitada dos gestores com relação às possibilidades das mesmas gerarem retorno para os hotéis. Em sua totalidade os gestores entrevistados acreditam ser interessante a aplicação do produto-dança em hotéis de lazer, de natureza ou de selva, pois nestes os turistas estariam mais aptos com relação à disponibilidade de tempo, a conhecer a cultura local e voltados para o entretenimento e o lazer. Mas quando se trata de hotéis de negócios, essa visão limitada fica bastante evidente nos discursos dos gestores hoteleiros, que muitas vezes se tornam contraditórias, por reforçarem a dança como uma atividade importante, mas com inúmeras dificuldades de implantação. Essa contradição fica evidente principalmente no discurso dos gestores de hotéis do segmento de negócios, que descrevem o perfil de seus clientes com clareza, inclusive coincidindo com a abordagem dos profissionais da dança: turistas ansiosos, cansados, com pouco tempo, estressados, mas quando na aplicação efetiva da dança, os gestores, mesmo sem nenhuma pesquisa realizada, afirmam não ser de interesse ou não ser possível alegando ser a atividade inconsistente com esse mesmo perfil. A grande reincidência desse pensamento, não oponente a posição capitalista que o cargo lhes impõe, está diretamente ligada aos custos envolvidos com a implantação de um projeto com dança. Por não entender das possíveis adaptações práticas da dança, o gestor acaba por acreditar ser inviável e sem retorno de investimento. 111 Contudo, com base nas declarações feitas pelos próprios gestores, nos hotéis voltados para o público executivo a oferta de serviços com dança poderia servir como uma oportunidade tanto para atrair um público diferente, quanto para prender esse público no hotel aos finais de semana. Desta forma, sua aplicação se justificaria em termos de retorno para o empreendimento, visto que um de seus objetivos é aumentar o tempo de permanência de seus hóspedes. Outro fator impeditivo com relação à implantação de projetos em alguns empreendimentos hoteleiros são os padrões adotados por algumas redes que impedem as mudanças no atendimento e serviços prestados, principalmente com relação ao layout, como é o caso da Rede Accor. Já na Rede Atlântica não há limitações relativas a normas e padrões para realização de atividades com dança, desde que não sejam pejorativas, inclusive a rede normalmente trabalha com as diferenças regionais e tendo um projeto bem estruturado e com boas justificativas seria facilmente aceito. Porém, vale a ressalva de que dentro desta mesma rede há hotéis que oferecem não só alojamento para hóspedes temporários, como existem também, os moradores que deverão ser considerados no momento da sensibilização e definição do formato das atividades. Reconhecendo essa resistência por parte dos empreendimentos hoteleiros, uma das profissionais se posiciona com a seguinte frase: ―a maioria dos produtos que são muito consumidos, não é que o publico estava esperando, desejando, você criou a necessidade neles‖ (EM), nesta é explicita a relação do assunto com teorias do marketing, reforçando o referencial teórico escolhido. Para minimizar as lacunas existentes entre o profissional de dança e os gestores de hotéis, é necessária a atuação efetiva de um profissional com uma visão mercadológica, que consiga trabalhar todo o mix de marketing a favor da adaptação do produto, adequação da logística, composição do preço e construção de uma imagem positiva para o que tanto o consumidor final (turista) quanto o cliente (gestores de hotéis) assimilem o desejo da compra. Os trabalhos elaborados e apresentados nos hotéis de Manaus, conforme relatos, não surgem do profissional da dança. Este profissional não cria mercado, ele espera ser absorvido pelo mercado, fica estudando sua área específica para ser absorvido, não conseguindo ampliar sua visão sobre sua atuação. 112 Ainda nesse mesmo contexto, outra profissional da dança reconhece: “Para que o empresário possa acreditar que, o que o profissional está vendendo é uma coisa boa, é necessário que o profissional seja capacitado. Ele deverá saber se portar e preparar uma boa apresentação do produto para poder vendê-lo.” (MM) Como complemento, a esse pensamento foi citada a necessidade de argumentos técnicos e instrumentos que possam fazer com que o gestor veja a dança como um investimento rentável, enfatizando que é preciso ter mais que boas idéias, é indispensável trabalhar a comunicação com os gestores, comercializando o produto-dança com bons portfólios e projetos bem elaborados. Conforme apontado são inúmeras as dificuldades para projetos com dança em hotéis: a desvalorização do profissional, as pessoas que desvirtuam o mercado, a inexistência de profissionais preparados, fragilidade na elaboração de projetos e pesquisas, a falta de um espaço específico para desenvolver atividades e de material para divulgação, bem como, de pessoas que acreditem no valor da dança. Apesar disso, foi unânime o posicionamento relativo ao papel do profissional da dança como sujeito ativo na mudança desse cenário. Sendo fundamental para isso pesquisa para conhecer as características do consumidor-turista e consciência de que está vendendo um produto. Nessa dimensão terá que se valorizar tanto na questão financeira sabendo estabelecer preços justos, compatíveis com a realidade do mercado, quanto na oferta qualificada dos produtos, fortalecendo a imagem da dança e conferindo aos gestores elementos de comprovação da solidez das propostas para uma aceitação plena de sua utilização. 113 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Realizar essa pesquisa foi uma experiência altamente recompensadora não somente pelos objetivos explícitos citados em seu roteiro, mas primordialmente pela transformação que a mesma promoveu na minha maneira de refletir e organizar minhas atividades, tanto como docente, quanto profissional da dança e agora pesquisadora iniciante. Até porque, mesmo entendendo a importância do rigor cientifico no sentido da imparcialidade do pesquisador, nossos filtros perceptivos não têm como ser anulados no momento em que estamos analisando os dados obtidos, pois afinal o que enxergamos do mundo é resultado da integralidade dos nossos papéis e saberes. Os desafios encontrados, desde o início de sua construção, promoveram uma corrida pela superação dos olhares de descrédito, das dúvidas com relação ao valor da pesquisa, da resistência dos entrevistados e do medo contínuo do novo, reflexo da nossa humanidade. A medida que as informações iam sendo conquistadas e o conhecimento assimilado, a transformação desse medo deu espaço a um grande sentimento de realização por finalmente compreender o valor da pesquisa e principalmente do tema escolhido e nesse ambiente em que me reconheci, percebi que a minha responsabilidade com essa pesquisa, supera os rótulos a que me queiram enquadrar, ela está a encargo da minha função como cidadã. Tal consciência se dá pelo reconhecimento das dificuldades encontradas e já citadas, bem como, do registro que se faz da ausência de pesquisas similares e infelizmente não só similares, mas pautadas no universo da dança. Em consonância aos resultados das entrevistas é nítida a necessidade de se pensar melhor a dança. Somente nesse caminho se terá condições de elevar o profissional da dança a outro patamar de reconhecimento e aplicabilidade social, pois o valor de qualquer indivíduo se dá pela sua própria valorização. Como em qualquer área do conhecimento é impossível o profissional da dança se especializar em tudo. Contudo, para que a dança se desenvolva e se consolide como um diferencial competitivo no ramo hoteleiro é importante que os profissionais ampliem seus campos de atuação, não se restringindo aos seus 114 núcleos específicos, mas conhecendo as varias vertentes da dança existentes e formando uma classe mais unida e competente. É necessário aproveitar os novos olhares oportunizados e mudar a mentalidade dos profissionais que estão saindo para o mercado e acabam tendo uma visão limitada de suas atuações, pensando ser possível apenas se inserir em academias e/ou em companhias públicas como intérpretes e professores. Diante do exposto, valido as justificativas expostas esclarecendo a importância desse trabalho, não com a pretensão de apresentá-lo como solucionador ou ainda como um processo findado, mas sim, como mais um apoio e incentivo as pesquisas que se fazem necessárias até mesmo para completá-lo. Acreditando ter alcançado nosso objetivo geral que era ―identificar as possíveis aplicações da dança como atrativo turístico em hotéis de Manaus e sua aceitação como produto turístico‖, frisamos alguns pontos importantes que devem ser ressaltados nos resultados obtidos. Primeiramente ao tentarmos definir a diferenciação entre gêneros, tipos e estilos de dança percebemos que não há um consenso entre os profissionais, e que para os mesmos há muito dificuldade de conceituar tais nomenclaturas. Neste sentido, foi reforçado que a arte em si não precisa ser conceituada de forma rotulada, mas é necessário se justificar os trabalhos realizados buscando elementos para se conseguir vender a dança enquanto arte. Não obstante a essa visão, entendemos que à medida que se padroniza a linguagem associada a uma boa base conceitual coerente e consistente, se dá subsídios ao reconhecimento social de um determinado fenômeno e permite sua consolidação na esfera políticoinstitucional. Porém, deixando de lado as prerrogativas emocionais e filosóficas das indagações feitas, e tendo foco numa leitura mercadológica, faz-se necessário ajustar alguns conceitos para facilitar a comercialização do protuto-dança para pessoas que não são do meio artístico, até mesmo, porque, mediante os resultados obtidos de suas possíveis aplicações, ela não obrigatoriamente será usada apenas como uma obra de arte. 115 Assim sendo, adotamos a seguinte terminologia: gênero para denominação das modalidades de dança existentes; tipo para designar as classes relativas aos gêneros de dança encontrados; e estilo para modo de se dançar cada tipo de dança. A respeito das possíveis aplicações da dança como um atrativo turístico vimos que todos os gêneros, com seus tipos e estilos de dança podem ser aproveitados pelos turistas a medida que forem adaptados e formatados para as necessidades de cada segmento consumidor-turista com seus respectivos perfis. A dança poderá ser utilizada como entretenimento e lazer em performances, apresentações, instalações, festivais, aulas, workshops, oficinas e bailes. Poderá também, ser usada como instrumento de qualidade de vida para prática de atividade física, ou até mesmo, na área da saúde para consciência corporal, redução do estresse e fadiga, controle emocional, integração e socialização. Outro ponto de destaque foi que mesmo considerando que todos os gêneros de dança são passíveis de transformação para se tornar um produto turístico, a dança de salão é reconhecida como um gênero favorável pela sua flexibilidade e abrangência nas possibilidades de aplicações. Com essa declaração, e considerando o valor das danças regionais para o reconhecimento do valor cultural pelos turistas, foi possível identificar também, que o gênero de dança de salão, voltada para o tipo forró e estilo característico manauara, pode ser considerado como um grande potencial atrativo oferecido pelos hotéis de Manaus. Foi possível detectar, além disso, que há uma tendência maior de aceitação por partes dos gestores, do produto-dança para os hotéis de lazer e natureza, contudo, as possíveis aplicações da dança descritas pelos profissionais da área incluem sua aplicação a hotéis do ramo de negócios. Tal afirmação nos leva a crer na necessidade de se desenvolver projetos e de se aplicar pesquisas voltadas para testes de aplicação e laboratórios de criação para aplicação desses possíveis usos para empreendimentos hoteleiros, dos mais diversos segmentos para que se possa evidenciar a adaptabilidade desse objeto de estudo. Além desse estudo direcionado percebemos outros assuntos relevantes que poderão ser foco de futuras pesquisas a complemento desta, como: o olhar dos turistas com relação aos usos da dança como um produto turístico; a viabilidade 116 financeira das diversas aplicações da dança como um atrativo turístico nos hotéis de Manaus; a aceitação dos hóspedes das diversas aplicações da dança como produto turístico; como promover a imagem da dança como produto turístico para hóspedes e gestores hoteleiros; os papéis e perfis do gestor e produtor cultural em Manaus; as possíveis intervenções do poder público no desenvolvimento de atividades artísticas nos empreendimentos hoteleiros; o perfil dos profissionais de dança em Manaus; atualização e adequação da grade do curso de dança oferecido na região; formação da representação da classe no Estado e até mesmo a aplicação da dança nos empreendimentos hoteleiros com outros fins, como forma de benefício e/ou desenvolvimento dos funcionários. 117 REFERÊNCIAS AFINSOPHIA. 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Analisar a aceitação das aplicações da dança como produto e/ou serviço turístico para gestores de hotéis e profissionais da dança em Manaus. A justificativa para a realização dessa investigação apoia-se na premissa de que, a partir da identificação das possibilidades do uso da dança como produto e/ou serviço turístico, estaremos subsidiando o desenvolvimento de atividades culturais relacionadas à dança e fomentando a utilização da dança como uma estratégia competitiva para os hotéis de Manaus. Quanto a sua participação, sinta-se completamente livre para decidir participar ou não, mas ressaltamos a importância de sua contribuição. Igualmente esclarecemos que: seu anonimato está garantido; as informações serão sigilosas; a não-participação não acarretará nenhum prejuízo a sua pessoa; as informações e resultados obtidos ficarão à sua disposição e sua participação não acarretará qualquer desconforto, risco, dano ou ônus a sua pessoa. Os benefícios esperados no estudo relacionam-se à avaliação de um fenômeno que tem por meta contribuir para a nossa dissertação, podendo ainda fornecer subsídios para a tomada de decisão quanto a projetos de pesquisa futuros e programas de capacitação para o trabalho. Os dados coletados serão utilizados para fins acadêmicos de pesquisa e divulgação de conhecimento sobre o tema. Caso concorde com estes termos, solicitamos o preenchimento e assinatura neste documento, conforme segue. Eu, ________________________________________________________________, portador do documento de identidade nº______________________ declaro que, de forma livre e esclarecida, aceito participar do estudo ―DANÇA COMO PRODUTO TURÍSTICO: POSSIBILIDADES E ACEITAÇÃO‖ desenvolvido pela mestranda Leilaine Saburi Cintas Ruiz com a coordenação e orientação da Profª. Drª Yolanda 124 Flores e Silva49, na modalidade de Projeto de Pesquisa Científico, vinculada ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Turismo e Hotelaria – Mestrado Acadêmico MINTER/UNINORTE. ASSINATURA: LOCAL e DATA: 49 Yolanda Flores e Silva – orientadora responsável pela pesquisa junto à Univali / Comitê de Ética e SISNEP/ Ministério da Saúde. Contato: [email protected] / Telefone: 55 47 3261 1220. 125 APÊNDICE B UNIVALI – UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS – COMUNICAÇÃO, TURISMO E LAZER – CECIESA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM TURISMO E HOTELARIA – MESTRADO ACADÊMICO MINTER/UNINORTE ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA GESTORES HOTELEIROS PESQUISA: “DANÇA COMO PRODUTO TURÍSTICO: POSSIBILIDADES E ACEITAÇÃO” DADOS DE IDENTIFICAÇÃO NOME DATA/LOCAL SEXO IDADE CARGO NACIONALIDADE REGIÃO DE ORIGEM PERÍODO QUE RESIDE EM MANAUS ESCOLARIDADE FORMAÇÃO TEMPO EM QUE TRABALHA NO RAMO HOTELEIRO PERGUNTAS RELATIVAS AO OBJETO DE ESTUDO 1. Quais os gêneros, tipos e estilos de dança que o Sr.(a) já teve a oportunidade de participar, assistir ou conhecer de alguma forma em Manaus? 2. O Sr.(a) consegue enxergar algum desses gêneros como um atrativo turístico? 3. No empreendimento hoteleiro em que atua existe algum programa relacionado à dança ofertado aos clientes e/ou funcionários? Em caso afirmativo, descreva-o. 4. O Sr.(a) já teve oportunidade de observar a oferta desse tipo de programa em algum outro estabelecimento? Em caso afirmativo, em que região e como? 5. Existe algum tipo de oferta relacionada a dança que o Sr.(a) acreditaria ser de interesse para o empreendimento e seus clientes? 6. O Sr.(a) considera a dança como um tipo de produto e/ou serviço turístico? Em caso afirmativo, como? 7. O Sr.(a) implantaria um projeto relacionado a dança como um atrativo turístico para seus clientes? 8. Quais as dificuldades que o Sr.(a) avalia que existiriam para o desenvolvimento de um projeto como esses nesse empreendimento? 9. Alguma outra sugestão ou colocação sobre o tema abordado? 126 APÊNDICE C UNIVALI – UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS – COMUNICAÇÃO, TURISMO E LAZER – CECIESA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM TURISMO E HOTELARIA – MESTRADO ACADÊMICO MINTER/UNINORTE ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA PROFISSIONAIS DA DANÇA PESQUISA: “DANÇA COMO PRODUTO TURÍSTICO: POSSIBILIDADES E ACEITAÇÃO” DADOS DE IDENTIFICAÇÃO NOME DATA/LOCAL SEXO IDADE NACIONALIDADE REGIÃO DE ORIGEM PERÍODO QUE RESIDE EM MANAUS ESCOLARIDADE FORMAÇÃO TEMPO EM QUE TRABALHA COM DANÇA PERGUNTAS RELATIVAS AO OBJETO DE ESTUDO 1. Quais os gêneros, tipos e estilos de dança que o Sr.(a) já teve a oportunidade de participar, assistir ou conhecer de alguma forma em Manaus? 2. O Sr. (a) considera possível que algum desses gêneros possam ser vistos como um atrativo turístico? 3. O Sr. (a) já desenvolveu alguma atividade com dança junto a um empreendimento hoteleiro? Em caso afirmativo, descreva-o. 4. O Sr. (a) já teve oportunidade de observar a oferta desse tipo de programa em algum estabelecimento? Em caso afirmativo, em que região e como? 5. Existe algum tipo de oferta relacionada a dança que o Sr.(a) acreditaria ser de interesse para hotéis e turistas de Manaus? 6. O Sr.(a) considera a dança como um tipo de produto e/ou serviço turístico? Em caso afirmativo, como? 7. O Sr.(a) elaboraria uma proposta de trabalho relacionada a dança como atrativo para turistas em hotéis? 8. Quais dificuldades que o Sr.(a) encontraria para o desenvolvimento de um projeto como esses? 9. Alguma outra sugestão ou colocação sobre o tema abordado? 127 APÊNDICE D ANÁLISE DAS ENTREVISTAS COM PROFISSIONAIS DE DANÇA Análise das Entrevistas com Profissionais de Dança Ancoragens de Expressões Chave Pessoa Idéia Central sentido semelhante das Idéias Centrais ou complementar ―Existem somente duas danças definidas por Dança clássica; O balé técnicas: o balé clássico e a clássico; A dança dança moderna, contudo em moderna eu nunca vi Manaus não existe dança RRA em Manaus; Jazz moderna. Existem outras Dança Contemporânea; linguagens não técnicas Dança folclórica como o Jazz, dança contemporânea e as danças folclóricas.‖ Todos podem ser vistos como atrativo turístico; Toda dança pode ser um depende muito da atrativo turístico, depende de RRA forma como isso for como for vendida, vendido; entenda-se entendendo a venda como por venda a própria permuta. permuta Sim, aqui em Manaus; não somente o hotel, mas eu vejo em alguns ―A oferta de Dança para bares; linha mais turistas existe em folclórica; navio que é Manaus,em alguns bares e um hotel; nunca assisti; um Hotel - Navio. Nunca vi, RRA não posso dizer de mais soube que a linha de qualidade; mesclam trabalho mescla-se com várias linguagens; a várias linguagens embora a linha de movimento não base seja folclórica.‖ é só uma linha folclórica Não descobriram a ―A dança não foi descoberta dança; atrativo turístico; ainda em Manaus como Em algumas cidades atrativo turístico sabe que do país isso já existe em outros lugares do RRA acontece; em Manaus país, mais, aqui os gestores não há visão que os desconhecem ou tem pouca gestores; sobre o que é visão deste potencial para a a dança e como ela dança‖ pode ser vendida . produto turístico; Festival de Dança de Joinville; exatamente ―A dança é um produto aquele festival que turístico que pode impulsionou a cidade a impulsionar um grande economicamente uma crescimento; fez com cidade e uma região. Como que a cidade pudesse prova temos o Festival de prosperar; fez com que Dança de Joinvile que a cidade pudesse FESTIVAL DE mudou o panorama e RRA prosperarisso DANÇA DE impulsionou o turismo na impulsiona o setor JOINVILLE região com um Festival de financeiro da cidade; é vinte dias no meio do ano. uma mina; um Isto mostra que a dança é diamante; pode ser uma mina, um diamante a lapidado; ela pode ser ser lapidado, depende da um grande produto forma como vende e da turístico simvárias estrutura.‖ outras coisas podem ser; depende da forma como você vende Discurso Individual DISCURSO INDIVIDUAL 01: é possível tornar a dança um produto turístico; DISCURSO INDIVIDUAL 02: não há necessidade de classificar a dança ou escolher um gênero ou estilo para vendê-la como um produto turístico. Esta oferta deve ser vinculada a idéia de dança como arte corporal que oferece prazer, entretenimento e beleza visual; DISCURSO INDIVIDUAL 03: O gestor deve ser convencido com argumentos técnicos e instrumentos que possam fazer com que este veja na dança um investimento rentável, uma vez que para uma produção desta natureza faz-se necessário uma grande infra-estrutura; DISCURSO INDIVIDUAL 04: Você como pesquisadora e o resultado de sua pesquisa deve ser apresentado aos gestores como algo a ser realizado em Manaus. Esta é a sua responsabilidade como profissional que realiza uma pesquisa desta natureza. 128 RRA RRA estrutura; espaço físico adequado; trabalho de ―para ofertar a dança como qualidade; uma arte produto turístico, faz-se circense necessário ter estrutura, Cirque du Soleil é a somente assim se chega a prova viva disso; se algo de qualidade. Uma você tem estrutura; prova disto é o Cirque Du produto final de Soleil. Uma arte circense qualidade; aumento do que atrai turistas.‖ turismo setor hoteleiro da cidade de Manaus,produto é viável. função de acomodaçãoúnica e exclusivamentetodos os hotéis da cidade passarem a ter um quase um mesmo ―O setor hoteleiro de Manaus padrãoDiferencial? E a não tem nada que o dança sair da linha diferencie, ele somente comuma dança pode oferece acomodação, o ser um produto tem que mesmo padrão. O que faria a ter investimento diferença seria a dança, só IberoStar; pode ser que para isso tem que ter qualquer outra coisa?‖ ; investimento como é o caso a dança ela tem uma do Iberostar‖ qualidade; uma ―Ainda que qualquer outra linguagem não vocal; coisa possa ser um produto troca energética muito turístico, a dança e forte e a visualidade diferencia pela sua muito grandeconexões linguagem não vocal, pela sensuais, sexuais; troca energética e corpo que se visualmente sensual e movimenta; possibilita sexual grande que ocorre via a quem compra isso, movimentos do corpo. A um prazer; dança possibilita o prazer e entretenimento; produto o entretenimento se for de grande qualidade; é ‗vendida‘ por quem abe saber o que você vender e para o cliente vende e pra quem você certo‖. vende; Com relação ao teu trabalho; ele pode elencar fatores e dar instrumentos e ferramentas a gestores do setor hoteleirodefinir características e levantar dados substanciais definir, hoje, a dançaa ―NÃO HÁ COMO DEFINIR A definição de Deuso DANÇA, NÃO EXISTE UM próprio conceito de CONCEITO FECHADO, dança, ele nunca foi... ASSIM COMO NÃO HÁ DE fechado... não tem uma GÊNERO E ESTILO, ASSIM conceituação concreta COMO DE TEATRO QUE de dançaé dual, ele é NO DICIONÁRO É DUAL, dúbioo de dança alguns DÚBIO. POR ISSO ALGUNS pesquisadores nem NEM ARRISCAM arriscamconceituar os CONCEITUAR. EXISTEM estilos e gêneros dessa AÇÕES / ATIVIDADES QUE matriz se torna VOCÊ SABE O QUE É E impossível,palavra COMPREENDE, MAS NÃO ainda não abarca na CONSEGUE ABARCAR sua totalidade, e a COM PALAVRAS O SEU dança infelizmente é SIGNIFICADO‖ uma delas . CIRQUE DU SOLEIL ANCORAGEM DA IDÉIA CENTRAL DESTE PARÁGRAFO: HOTEL NAVIO IBEROSTAR Santo Agostinho fala que, ―Se me perguntarem, eu não sei, mas, ao mesmo tempo, eu sei o seu significado, mas eu não sei o seu conceito.‖ Dentro do dicionário do Patrício Favi , ele é dual, ele é dúbio, você não consegue fechar muito bem 129 RRA RRA arte é um produto; artes plásticas; quadro é um produto, como se define isso? Como se define uma pintura? Difícil. É um produto; extrapola o conceito; aí tu vais ter que encontrar elementos que possam definir o teu entendimento sobre dança a arte tem isso . grande briga; concepção de dança; professores de educação física profissionais de dança expressão, de um corpoforma criada por este corpo, ou por outro corpo aparato; um grande mote que fez com que a dança deixasse de ser uma atividade física. A dança ela não e somente uma atividade física.outros elementos que a fazem ser arte; melhorar a sua função cardíaca, quer melhorar a sua musculatura. Ninguém busca a dança por isso; é aí que a dança deixa de ser atividade físicaela não é somente isso,isso não é do teu setor, isso é do meu setor‖. E a dança passou a não ser uma prerrogativa dos profissionais de educação física; como isso pode ser vendido como produto? como arte, classificar a dança, eu acho que é caminhar contra, nadar contra a correnteza; as artes como um todo, elas confluem pra algo que infelizmente ninguém sabe o que é; vende um produto, que não é só circense, arte circense; amplifica o conceito de arte circense, como hoje a dança contemporânea faz, como hoje o teatro contemporâneo faz; mutação atualidade, do contemporâneo; efemeridade das coisas, da confluência... hoje você ―Vender a dança como arte é uma opção e isto independe de conceitos já que não se A ABRAÇAR A conseguiu até hoje definir as ÁGUA NA PISCINA artes plásticas, um quadro, COMO EXEMPLO uma pintura, tudo extrapola DE QUE O o conceito.Depende de você IMPOSSÍVEL PODE encontrar elementos para SER POSSÍVEL! que o Gestor veja como usar a dança.‖ José Limon pro Jazztécnica de Luigi pro Jazz 130 clica e você tem milhões de informaçõestudo é muito rápidoPra que, hoje, eu dividir e classificar essa dança? Qual a função disso?Eu não posso vender isso como dança? Eu não preciso dizer, existe um conceito maior, e esse conceito maior pode ser vendido. Ele pode, é como um guardachuva, então esse guarda-chuva maior abarca tudo Então pra que dividir se eu posso somar? É dança porque está sendo produzido por pessoas de dança, é teatro porque está sendo produzido por pessoas de teatro; ―O que é isso que ele me apresenta? É dança, teatro?‖ ; dança contemporânea não é mais só feita por pessoas que fazem dança, tem outros elementos Todos os estilos de dança de salão, bolero, Fox, samba, tango, valsa, forrós variados, brega, já vi dança DHRG contemporânea, balé clássico, danças regionais como ciranda, dança do cacetinho, boi-bumbá DHRG DHRG ―OS FESTIVAIS, ASSIM COMO OSTEATROS, PODEM RECEBER ESPETÁCULOS EM QUE A DANÇA PARECE NÃO SER Yara Costa, Francis DANÇA, MAIS SE TORNA Mulolo, Monique DANÇA PORQUE É Andrade, Getúlio APRESENTADA POR Lima, Eduardo PESSOAS DA DANÇA. DA Amaral , MESMA FORMA O TEATRO. A QUESTÃO FICA: É DANÇA OU TEATRO? COMO CONCEITUAR?‖ "Todos os estilos de dança de salão, já pude ver... bolero, Fox, samba, tango, valsa, forrós variados, brega, já vi dança contemporânea, balé clássico, danças regionais como ciranda, dança do cacetinho, boibumbá, é... o que mais? Eu acho que é só." "Danças de rodas são diversas, mas eu não As danças regionais; saberia dizer entre as danças de rodas; não danças de roda qual é qual. saberia dizer qual é Eu não saberia também ver qual;. qual tipo de ritual uma dança indígena e saber eles estão dançando; dizer qual tipo de dança eles mas as danças de estão dançando, qual tipo de salão eu sei distinguir ritual eles estão dançando, mas as danças de salão eu sei distinguir." Gênero é a Gênero é a diferenciação diferenciação dos dos ritmos. Etilos são as ritmos... se é bolero, se formas diferentes que você é samba. E estilos ; pode dançar o mesmo formas diferentes que gênero. você pode dançar; a Eu não sei te definir o que salsa cubana, a salsa seriam os tipos. porto-riquenha DISCURSO INDIVIDUAL 05: Em Manaus existem todas as danças de salão, dança contemporânea, balé clássico e danças regionais. DISCURSO INDIVIDUAL 06: Gênero é a diferenciação dos ritmos; estilos são as formas diferentes para dançar o mesmo gênero. DISCURSO INDIVIDUAL 07: Todas as danças têm um potencial turístico enorme em especial as danças regionais. DISCURSO INDIVIDUAL 08: A dança nos hotéis pode ser oferecida como performance, em forma de aulas e/ou como terapia. DISCURSO INDIVIDUAL 09: O trabalho com dança para turistas não tem 131 Potencial turístico enorme; Danças regionais; característica da nossa região;biodiversidade, DHRG da floresta, de sossego, de coisas diferentes, do diferencial; potencial muito grande; identidade da terra são as danças regionais. Dança de salão; atividade de recreação pra crianças; Novotel, Tropical Hotel; público DHRG adulto no Amazonia Golf Resort, atividade de entretenimento pra pros hóspedes. DHRG Performance; aula; formas são bem aceitas. formação de platéia; sentar e observar, apreciar; participar; interação diretamente com a pessoa. Atividade de interação social. hóspede; convidado. ainda tá tem que amadurecer bastante nesse sentido. as pessoas não descobriram ainda, não fiz um estudo pra trabalhar dessa forma também, necessidades DHRG específicas; não é um trabalho de continuidade; é um trabalho específico; extremamente prazerosa. um estudo pra voltado pra fazer a adaptação; não vai ver outra vez. DHRG interessa tanto para os hotéis, quanto para os turistas; problema que não não há uma oferta; não há um um grupo especializado que tenha uma boa proposta bem formulada; cadeia desses de hotéis; trabalho de qualidade, um trabalho bem formatado, bem estruturado e específico pro público; Tem pessoas que Todos eles tem um potencial turístico enorme. Principalmente as danças regionais com a identidade da terra. Dança de salão, como atividade de recreação pra crianças em hotéis, voltado para público adulto e como atividade de entretenimento pra pros hóspedes. Tanto a dança como performance, quanto em forma de aula são bem aceitas pelos turistas. A performance é para o turista sentar, observar e apreciar já em forma de aula é para participar, é uma atividade que promove a interação social. A forma como é abordada, a linguagem da dança utilizada, em Manaus ainda tem que amadurecer bastante. Seria proveitoso um estudo para entender quais são as necessidades específicas ou o que especificamente você tem que levar pra aquela pessoa que vai passar uma temporada. Esse não é um trabalho de continuidade, é um trabalho específico que tem que ter início, meio e fim naquele momento e tem que ser extremamente prazerosa. Portanto é necessário fazer uma adaptação dos variados tipos de dança pra esse público. A oferta da dança interessa tanto para os hotéis, quanto para os turistas de Manaus, o problema que não há uma oferta específica. Pode ser que tenha alguém desenvolvendo um trabalho nesse sentido mas não amplamente divulgado. Não há um um grupo especializado que tenha uma boa proposta bem formulada, bem elaborada com estudo voltado para hotéis, apresentando um trabalho de qualidade, um continuidade, é um trabalho específico. Portanto é necessário fazer uma adaptação dos variados tipos de dança pra esse público. DISCURSO INDIVIDUAL 10: São inúmeras as dificuldades para projetos com dança em hotéis: a desvalorização do profissional, as pessoas que desvirtuam o Novotel, Tropical mercado, a falta de Hotel; Amazonia Golf preparo dos profissionais, Resort a falta de elaboração de pesquisas, de projetos, falta de um espaço específico pra desenvolver atividade, de material de divulgação, de pessoas que acreditem no valor da dança. 132 trabalham com dança trabalho bem formatado, de salão ou com bem estruturado e específico danças folclóricas de para o público. várias vertentes A dança pode ser ofertada Atividade de como atividade de relaxamento, Atividade relaxamento, atividade de de qualidade de vida, qualidade de vida e como como terapia, inversão terapia. A dança como um dos valores,instrumento instrumento pode ser que a é a dança; modificada de acordo com modificar de acordo um objetivo da tua aula, de com um objetivo da tua acordo com um público. aula; de acordo com DHRG Para pessoas com um público, tem vários problemas de estresse, públicos; público querendo fugir de diversas específico interessado situações você coloca uma naquilo; problema de aula de dança com fins estresse; fugir disso e terapêuticos, ou uma aula de daquilo; dança com fins relaxamento, ou uma aula de terapêuticos, uma aula alongamento, qualquer uma de relaxamento, uma dessas vertentes utilizando a aula de alongamento. dança como instrumento. Para o desenvolvimento dos projetos a dificuldade é de conseguir proposta nova, descobrir o que estão Proposta nova; fazendo em termos de dança descobrir o que tão pra o seguimento hoteleiro. fazendo; dança para o Com relação ao seguimento relacionamento com os hoteleiro;trabalhos mal hotéis existem trabalhos mal elaborados; os elaborados que são feitos no representantes de mercado e acabam de certa hotel, o pessoal de RH forma, deixando os de hotel, pé atrás em representantes de hotel, relação a contratar o desconfiados com relação a teu trabalho, contratar o teu trabalho. O experiências ruins com mal profissional ele não não outros profissionais. se queima particularmente, mal profissional; classe ele leva toda a classe junto. junto; a falta de Existem inúmeras valorização;não DHRG dificuldades: a falta de querem pagar; fazer valorização por parte dos permuta; expor a tua hotéis, os que concordam marca no hotel; um em fazer trabalhos com pagamento por aquele dança geralmente não esforço que você fez. querem pagar, querem fazer A desvalorização, as permuta ou acreditam que pessoas que te expor a tua marca no hotel antecederam, a falta de deles é mais que suficiente preparo dos pra você. profissionais, a falta de A desvalorização, as elaboração de pessoas que te pesquisa, de projetos antecederam, a falta de as dificuldades são preparo dos profissionais, a inúmeras, falta de um falta de elaboração de espaço específico; pesquisas, de projetos, falta pessoas que acreditem. de um espaço específico pra desenvolver atividade, de material de divulgação, de pessoas que acreditem. 133 MM MM MM Último Seminário, dança conceitual, o balé clássico e o balé jazz, e depois o folclore. As pessoas vão mudando o nome, a dança é a mesma; dança-teatro, o balé clássico ninguém muda; sapateado sumiu, hoje em dia não existe quase em Manaus, a gente tá querendo até revigorar. Convite para bailarinos; hotéis de selva e comerciais. Shows seriíssimos; bem produzidos; rigorosos; bem protegido; navios de turismo, coisa escachada; respeitados como profissional; área restrita; contato totalmente profissional; salário gratificante; preocupação do empresário; é bem feliz; se sente bem trabalhando. MM Performance; educativa; não existe quem faça; atividade física; não tem quem produza. MM não tenho mais interesse de fazer nada disso; dei a minha contribuição como profissional; a coordenação desse Balé; pra dança não morrer; começar um empreendimento, não quero mais. Total capacidade e vontade de ajudar. colaborar em todos os aspectos, com No último seminário, nós discutimos muito sobre o que é a dança conceitual, o balé clássico e o balé jazz, e depois o folclore. Então esses estilos que estão vigorando na atualidade em Manaus. A dança vai passando e as pessoas vão mudando o nome, a dança é a mesma. O balé jazz em Manaus ele é bem fraquinho, tem pouca coisa. O sapateado sumiu, ainda até 80, até início dos anos 90, a gente ainda tinha, hoje em dia não existe. Geralmente o convite chega até nós procurando bailarinos e então nós encaminhamos os bailarinos pra participar dos shows que tem nos hotéis de selva ou comerciais. Os shows são seriíssimos, eles são bem produzidos, eles são rigorosos, inclusive com a participação do bailarino. O bailarino é protegido para que não fique uma coisa escachada, pra que ele seja realmente respeitado como profissional, então ele tem área restrita, onde ele se movimenta, e o contato dele com o turista é um contato totalmente profissional. O salário é gratificante. Existe preocupação do empresário em relação ao profissional; Conforme declarações dos bailarinos o profissional que trabalha nessa área, é bem feliz, se sente muito bem trabalhando. A dança poderia ser oferecida de uma forma educativa, mas só que não existe quem faça. Também poderia, ser ofertada como atividade física, porém não tem quem produza. Não tenho mais interesse de fazer nada disso.A pessoa com 57 anos acredita já ter dado sua contribuição como profissional, sua atuação atual é simplesmente para não deixar a dança morrer. Acredita ter total capacidade e vontade de ajudar alguém tiver com o intuito de fazer um trabalho como esse, contudo não como mentora. IBERO STAR. DISCURSO INDIVIDUAL 11: Os estilos que estão vigorando em Manaus são o balé clássico, o balé jazz, a dança conceitual e o folclore. DISCURSO INDIVIDUAL 12: Os profissionais de dança são utilizados com funções específicas e bem estruturadas em shows existentes em hotéis de selva e comerciais, tendo o respeito e aceitação plena dos empresários do ramo hoteleiro. Os bailarinos do Balé da Barra DISCURSO INDIVIDUAL 13: Não a clareza quanto a diferenciação ou definição entre gêneros, tipos e etilos de dança. DISCURSO INDIVIDUAL 14: Em Manaus não existe a figura do produtor cultural relativo a dança que teria a função de estabelecer a criação e preparação da oferta do produto numa linguagem acessível e qualificada para o mercado. 134 MM MM todas as informações; tomar a frente, não. Ser capacitada. Capacitação profissional pra fazer. Curso superior, tem que saber falar, saber escrever; vender o produto. Empresário acredite; roupinha de índio e um papelzinho na mão; Tradicionais que não vão mudar; balé clássico, o balé moderno e o Jazz; O gênero. dança-teatro; modernoso; contemporâneo; vou inventando, vou criando; não tá dentro do próprio estilo, ele tem só uma base, mas ele já é uma criação própria;não sustentam; não procuram embasamento; balé cômico; hilário; boa aceitação. MM Não consigo diferenciar o gênero e o tipo; não sei. MM Incentivar a produção; forma de criar produtores.Tem mercado mas não tem o produtor; qualificação, profissionalismo, trabalho interessante; de aceitação. MA Minha experiência; total formação; clássico; maleabilidade; Jazz; histórico inicial; ginasta; dança moderna, dança contemporânea, linguagem do Kennedy; imagem, construção de movimento, gênero contemporâneo; troca do coreógrafo com o interpretes; dança moderna; coreograficamente transformava seus anseios. Para que o empresário possa acreditar que, o que o profissional está vendendo é uma coisa boa, é necessário que o profissional seja capacitado. Ele deverá saber se portar e preparar uma boa apresentação do produto para poder vendê-lo. Os estilos de dança são aqueles tradicionais que não vão mudar: o balé clássico, o balé moderno e o Jazz. O gênero que pode ser, a dança-teatro, pode ser chamada até de modernoso. Um balé modernoso, acontece a media em que o coreógrafo vai inventando, onde eu ele vai criando, não é errado, mas aí ele já não tá dentro do próprio estilo, ele tem só uma base, mas ele já é uma criação própria.‖ ―Não sei, eu não consigo diferenciar o gênero e o tipo. O que seria, o que eu tô inventando aqui, que eu tô chamando de gênero, poderia ser o tipo, não sei‖ Para se aproveitar o mercado existente é necessário incentivar a produção, formando produtores qualificados, que hoje são inexistentes, com profissionalismo para realizar um trabalho interessante e de aceitação. No final de 70 pra 80 era clássico, com José Resende. Na época já existia uma rotatividade muito grande, principalmente das meninas de classe média alta em relação ao balé, porque de DISCURSO INDIVIDUAL uma certa forma não era 15: A forma mesclada e todos que tinham um poder pouco definida, como as aquisitivo pra fazer.Na técnicas de dança mesma época, tinha Arnaldo começaram a ser Rezende;Kennedy;A Peduto com Jazz. Para desenvolvidas em rnaldo Peduto entender a linguagem do Manaus, ajudaram a Kennedy na época se tornar complexa a tornava um pouco difícil. Na distinção, delimitação e época, ele não trabalhava conceituação das mesmas dança moderna, pelo menos na região. tecnicamente falando. Ele trabalhava a técnica de clássico mas coreograficamente ele já transformava até mesmo seus anseios, dentro de todo 135 MA MA MA MA MA um estudo que ele teve na Bahia de tudo que ele construiu.Sempre ficou um pouco nublado o que era o que e o que que exatamente... até mesmo porque nós não temos, nunca tivemos uma escola definida. O próprio Rezende nunca determinou que tipo de escola ele usava. Assim como o Arnaldo Peduto tinha também no seu estúdio de Jazz, algo parecido, e foi fundindo essa forma de ensinar aqui. Então a gente sempre teve essa dificuldade. ―Depois de muito tempo se começou a observar a dança do ventre, um foco um Dança do ventre; dança pouco maior da dança de de salão; danças salão. Por incrível que internacionais; próprio pareça, ha um foco muito folclore. grande nas danças internacionais e do próprio folclore‖ Dança de salão. Minha ousadia, pela primeira vez coreografado o A dança de salão é um foco CDA; dentro do tremendo, em relação à contemporâneo, que se questão turística. E falando propõe a companhia; do folclore também tem, foco tremendo; questão poderia ser um pouco turística. nosso folclore melhor direcionado pra que também; o melhor se tenha um pouquinho mais direcionado; mais de qualidade. Quantidade se qualidade. Quantidade tem bastante, até pessoas tem bastante,um que se preocupam com, de enredo bom; mesmice; repente um enredo bom, melhor direcionamento mas aí aquele foco sempre pra isso; próprio acaba na mesmice e a gente Clássico ou não sai daquilo, poderia ter Contemporâneo, um melhor direcionamento poderia ser muito pra isso. melhor direcionado pra isso. Nunca tive essa oportunidade; não em No Sul se faz muitos eventos Manaus; grupos voltados para cabelos, de paralelos em Curitiba; cabeleireiros, tendências de questão turística moda, a parte estética em voltada para hóspedes que se utiliza a dança como de hotéis; eventos de instrumento, em Manaus, cabelos, cabeleireiros, não. tendências de moda; parte estética. Houve uma união de ambas Próprio hotel; academia as partes, eles criaram um de dança; união de roteiro pra isso, então o que ambas as partes; nós dançamos já foi uma coreografia específica; coreografia específica, já direcionado para o estava direcionado pro evento. evento. CDA; SEC-AM; evento, O CDA uma vez participou desfile, jóias, desfile de de um evento aonde a modas, performances, Secretaria de Cultura CDA Grupos paralelos em Curitiba Hotel e academia de Curitiba CDA e Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas DISCURSO INDIVIDUAL 16: A dança de salão e a dança folclórica, bem como, a dança clássica e contemporânea são potenciais ofertas turísticas, contudo se faz necessário um melhor direcionamento para melhoria da qualidade do produto ofertado. DISCURSO INDIVIDUAL 17: A dança pode ser trabalhada junto à diversos eventos como instrumento de consolidação e diferenciação dos mesmos. Tal utilização pode ser feita com a união da visão técnica do grupo de profissionais da dança com a visão empresarial dos gestores dos eventos, através de performances e intervenções programadas criando ambientes diferenciados para apreciação dos itens específicos. 136 criasse um ambiente. MA MA Meu universo; acabo não sabendo; direcionamentos para outros tipos de atividades. Dança contemporânea; compor no próprio hotel; como seria recebido o clássico; foco principal, contribuição; eventos específicos; pacotes para turísticas; Concerto de Natal e Festival de Ópera; foco para dentro do hotel; direcionamento; elenco se propor a fazer; condições do espaço; valorização do trabalho; trabalho de qualidade. também intercedeu. Era um evento, um desfile de moda de jóias e foram performances, como se o bailarino criasse um ambiente pra que aquela modelo entrasse mostrando a jóia. A Ritmo Quente sempre tem esses direcionamentos pra outros tipos de atividades, mas quanto à parte hoteleira não há certeza. Ritmo Quente A dança contemporânea, que nos dá essa maleabilidade de como compor isso, até no próprio hotel, no próprio evento de um hotel, funcionaria perfeitamente como atrativo turístico. Não se sabe como seria construir ou como seria recebido o clássico, até mesmo pelo preconceito existente em relação ao mesmo. Qualquer coisa relativa a dança que você organize que tenha o foco principal, com certeza contribui. A própria Secretaria de Cultura tem eventos Secretaria de específicos com dança e o Cultura; Hotel Taj hotel Taj Mahall, oferece Mahall; Concerto de pacotes pra que o turista se Natal e Festival de hospede no hotel e tenha um Ópera. lugar, no próprio hotel, para ver, mesmo de longe, o Concerto de Natal, ou o Festival de Ópera. Se o foco fosse pra dentro do hotel daria certo, é uma questão de direcionamento. O elenco, que fosse trabalhar nesse tipo de evento teria que se propor a fazer, pois as condições desse espaço nem sempre ajudam ou podem até atrapalhar a performance. A partir do momento que passa a ser um serviço, tem que haver uma troca; por um lado a valorização por parte hotel e por outro o trabalho com qualidade. DISCURSO INDIVIDUAL 18: A dança contemporânea por conta de sua maleabilidade é reconhecida como atrativo turístico em performances direcionadas. Já com relação ao balé clássico, em virtude do preconceito existente por parte dos próprios profissionais da dança não se tem certezas. Contudo, se acredita que a partir do direcionamento organizado e com foco qualquer trabalho com dança contribui. DISCURSO INDIVIDUAL 19: Os eventos regionais que utilizam a dança como instrumento como, Festival de Ópera e Concerto de Natal, já são ofertados como diferenciais em empreendimentos hoteleiros. DISCURSO INDIVIDUAL 20: Tendo em vista o reconhecimento da utilização dos eventos com dança externos como um diferencial competitivo, crê-se que os utilizando internamente os resultados seriam bem proveitosos. Contudo, a estrutura existente nos hotéis nem sempre favorecem o trabalho com qualidade e os profissionais da dança devem estar preparados e dispostos para fazer as adaptações necessárias, com a devida contrapartida relativa a valorização dos gestores. 137 MA Acreditar no projeto; bom ambiente; até participar; dependendo da condução; alternativa do navio; solta; não existe valorização; questão financeira; desenvolvimento da performance; sobrevivência; fortalecimento; algo superficial; MA chamando os cliente; tenha a ver com o di-adia do cliente; formas mais didáticas; clientes participarem ou não; não tem um espaço adequado; buscando alternativas; foco na dança de salão e folclore; técnica clássica; dança contemporânea as pessoas se assustam; direcionado; didático. É preciso fazer os gestores acreditarem no projeto, pra poder criar um bom ambiente, não só para o elenco que vai dançar, mas pra que todos possam ver, e, de repente, até participar, dependendo da condução. O elenco deve acreditar no projeto, porque, se não, não se sustenta dentro de nenhum lado. Nos navios, existe algo mais direcionado, existe um espaço mais concreto, pra se fazer as performances, mas eu ainda vejo a alternativa do navio pra esses bailarinos, ainda muito solta. Não existe uma valorização ainda disso, os bailarinos acabam aceitando por uma questão financeira mas não acreditam num projeto maior de desenvolvimento da performance. O bailarino precisa sobreviver e ele vai buscar sua sobrevivência. Não que ele vai chegar lá e fazer qualquer coisa, mas ainda precisa um pouco de fortalecimento desses, de tudo, pra que realmente, as pessoas que vejam, não digam que é simplesmente algo superficial. As lojas Bemol, assim como ela cria palestras de diversas áreas chamando os clientes, não só dos produtos que tem na loja, coisas até que não tem nada a ver com a loja, mas que tenha a ver com o dia-a-dia do cliente, eles já estão fazendo isso com dança. Trabalham coisas com formas mais didáticas, o próprio professor transcreve aquilo que se faz, chamando atenção dos clientes ou fazendo os clientes participarem ou não, porque a própria Bemol ainda não tem um espaço adequado pra isso, mas eles estão buscando alternativas. Dentro de um hotel, se poderia dar também essa alternativa didática do que é essa dança, não só pro entretenimento, mas sim para pessoas poderem participar daquilo, por isso o foco da dança de salão, ou do próprio folclore, que é DISCURSO INDIVIDUAL 21: Para que se desenvolva um projeto com dança em hotéis e necessário que tanto os gestores quanto os bailarinos acreditem no mesmo para que a estrutura e o trabalho tenham a qualidade necessária. DISCURSO INDIVIDUAL 22: Por não se ter a estrutura necessária os bailarinos acabam não podendo externar sua potencialidade, minimizando os trabalhos e gerando certo posicionamento negativo da classe com relação a essa atividade, não compreendendo o contexto e a necessidade de sobrevivência desse profissional. Lojas BEMOL DISCURSO INDIVIDUAL 23: A dança pode ser ofertada de maneira mais didática, trazendo o cliente para a participação opcional, buscando alternativas para espaços inadequados. 138 MA EFSP Universo da dança; dentro de teatros; formar público; procedimento dentro de uma casa de espetáculos; dança voltada para o teatro; voltada para festivais; aproveitar os profissionais que estão saindo; perdidos em cada bairro; HIP HOP; fechando em seus núcleos; erro muito grande; direcionamento melhor; núcleos da periferia; cotidiano; reciclagem; objetivo; sem sentido. Gênero é um universo, em que a gente tem subuniversos; gêneros algo que se aproxima mais desse formato. Quando se fala da técnica clássica ou da própria dança contemporânea em si, as pessoas se assustam. Mas, fazendo um projeto direcionado para algo mais didático para que essas pessoas possam participar,e possa abrir pra tirar curiosidade pode funcionar. O universo da dança é tão grande e vasto. Dentro de teatros é uma forma do público entender como é o procedimento disso dentro de uma casa de espetáculo, fomentar essa arte, formando platéias, mas essa platéia pode ter um outro foco, ela pode ter um outro direcionamento. É muito pequeno falar que a dança só tá voltada pra teatro, voltada pra festivais, ela é um universo muito grande. Aproveitar os profissionais que tão saindo aí, que muitas vezes só tem um direcionamento, é aquele foco para as academias, foco como bailarino, enfim, ele pode muito mais. Existe um universo que a gente desconhece que estão perdidos em cada bairro, a gente tem um desenvolvimento tão grande na cidade agora de Hip Hop. Os profissionais de dança acabam se fechando muito em seus núcleos e não param pra observar, isso é um erro muito grande. Principalmente os núcleos da periferia, precisam ter um direcionamento melhor porque é um desenvolvimento de dança de um cotidiano que não existe uma reciclagem. Então quando eles começarem a se voltar pra um foco desse dentro de uma rede hoteleira, precisaram trabalhar e estudar um pouco mais pra poder realmente dizer aquilo que eles estão fazendo, ou que eles querem, qual é o objetivo daquilo, porque se não, fica sem sentido. "Complementando que pra mim o gênero é um universo, em que a gente tem DISCURSO INDIVIDUAL 24: A dança é um universo vasto que não deve ser limitado a teatros e festivais, existem outras possibilidades de desenvolvimento que inclusive poderão fomentar a criação de platéia para estes. DISCURSO INDIVIDUAL 25: É necessário aproveitar os profissionais que estão saindo para o mercado e acabam tendo uma visão limitada de atuação em academias e/ou como intérpretes. DISCURSO INDIVIDUAL 26: Os profissionais de dança acabam por se fechar em seus núcleos, sem observar o que está acontecendo com o restante da classe o que acaba por enfraquecer a classe diminuindo as possibilidades de desenvolvimento. DISCURSO INDIVIDUAL 27: Em Manaus existe um movimento crescente relacionado do HIP HOP na periferia, que poderia ser direcionado ao trabalho com turistas, contudo seria necessária a capacitação desses profissionais para um trabalho direcionado. DISCURSO INDIVIDUAL 28: Gênero em dança pode ser entendido como 139 como as danças urbanas, danças de salão, danças populares, as danças internacionais, danças clássicas; tipos de dança são os segmentos que a gente fala; Na dança de salão o bolero, a salsa, o tango, o samba de gafieira, dentre outros. Danças urbanas hiphop, street dance, estileto, e dentre outras que vem surgindo ultimamente; As danças internacionais: danças árabes, danças indianas, como danças populares, o boi, a ciranda, que além de populares; gênero como danças regionais, porque cada região tem a sua, que faz parte da sua cultura; estilo de danças é uma característica do profissional que trabalha com a dança; Balé clássico da escola Bolshoi, do balé clássico da escola Royal. EFSP subuniversos dentro, que eu chamo de tipos." "Gêneros como as danças urbanas, danças de salão, danças populares, as danças internacionais,danças clássicas, ou balé clássico, como a gente costuma dizer... dança do ventre." "Dentro de cada gênero a gente tem os tipos de dança, que são os segmentos que a gente fala. Na dança de salão por exemplo a gente tem o bolero, a salsa, o tango, o samba de gafieira, dentre outros, então esses eu considero os tipos de dança." "Danças urbanas a gente tem, por exemplo, hiphop, street dance, estileto, e dentre outras que vem surgindo ultimamente." "As danças internacionais: aí a gente, aí a gente pontua danças árabes, danças indianas" "Como danças populares, eu eu vou pontuar é... o boi, a ciranda, que além de populares, eu não sei nem se populares é o correto mas, são danças regionais. Eu acho que a gente poderia colocar aí um gênero como danças regionais, porque cada região tem a sua, que faz parte da sua cultura" "Estilo o de danças, eu vejo que é uma característica do profissional que trabalha com a dança, então a pessoa que vê a dança como ferramenta de, que tem a dança como ferramenta de trabalho e coloca características suas, peculiares mesmo‖ "Dentro do balé clássico é claro da gente perceber isso quando a gente fala do balé clássico da escola Bolshoi, do balé clássico da escola Royal, então são... é balé, balé de repertório, balé moderno, mas cada um deles tem as peculiaridades referentes a cada escola, então isso a gente já chama de estilo." Eu já ouvi todos esses "Eu já ouvi todos esses aqui aqui em Manaus; as em Manaus. As danças danças urbanas a urbanas a gente vê festivais gente vê festivais de de danças urbanas, a gente danças urbanas; o Jazz tem o Jazz também, o balé também, o balé de de repertório, o balé um universo que tem subdivisões, como exemplo temos: danças urbanas, danças de salão, danças populares, danças internacionais, danças clássicas. Suas subdivisões seriam entendidas como tipos, enquanto segmentos poderíamos citar como exemplos: na dança de salão, o bolero, a salsa, o tango e o samba de gafieira; já nas danças urbanas podemos citar hip-hop, street, dance e estileto; nas danças internacionais temos: danças árabes e indianas; nas regionais temos o boi e a ciranda. Estilo de danças, seria uma característica do profissional que trabalha com a dança, peculiares do profissional no desenvolvimento de um tipo de dança. DISCURSO INDIVIDUAL 29: Hoje já se encontra em Manaus todos os gêneros e tipos citados a exemplo anteriormente, sendo que podemos 140 repertório, o balé moderno, o balé clássico, a dança contemporânea. Todas as danças de salão a gente tem hoje em Manaus; o forró que é fortíssimo, já tem um forró que é característico de Manaus; balé estilo Royal, o balé estilo Bolshoi, os bois que já nem é mais só Garantido e Caprichoso, tem outros bois; As cirandas, que também estão ficando bem sofisticadas;. mais sofisticadas; muita coisa já tem na região hoje. EFSP Na época eu era muito imatura,esse diálogo pra acontecer e ser firmado entre profissional e hotel era complicado de fazer pela imaturidade do grupo; teve uma assistência importante vinda do turista, as pessoas assistiram, as pessoas gostaram; Fica perceptível que elas ficam com vontade de participar daquilo também. acho que funcionaria bem. EFSP Considera possível que algum desses gêneros possam ser vistos como atrativo turístico. EFSP Outra região, São Paulo; ela não tem mais só a função de entretenimento; invade um pouco a moderno, o balé clássico, a dança contemporânea. Todas as danças de salão a gente tem hoje em Manaus, inclusive o forró que é fortíssimo, já foi incutido nele características daqui mesmo de Manaus, então a gente não tem mais só o forró vindo do nordeste, a gente já tem um forró que é característico de Manaus. " "A gente já... a gente tem aqui, inclusive, é... o balé estilo Royal, o balé estilo Bolshoi, os bois que já nem é mais só Garantido e Caprichoso, tem outros bois que eu já vi também nem vou lembrar o nome deles, mas eles existem (risos). As cirandas, que também estão ficando bem sofisticadas, bem modernizadas e, e daí a gente começa a entender novos estilos. Pessoas que estão trabalhando sobre e em cima dos temas das cirandas e as tornando cada vez mais ricas, mais sofisticadas. Então muita coisa eu acho que a gente já tem na região hoje." "a gente teve um contato com o ramo hoteleiro, sim. É, eu sinto... na época eu era muito imatura, então esse tratamento, esse diálogo pra acontecer e ser firmado entre profissional e hotel era complicado de fazer pela imaturidade‖ "Mas foi bacana porque a gente teve uma assistência importante vinda do turista, as pessoas assistiram, as pessoas gostaram. Fica perceptível que elas ficam com vontade de participar daquilo também. Então caso... se fosse o caso de a gente fazer algum trabalho de entretenimento junto aos clientes do hotel acho que funcionaria bem." "Você considera possível que algum desses gêneros possam ser vistos como atrativo turístico? Nossa, sempre. Todos eles? Todos eles." "Em outra região, São Paulo. Porque eu já vi algumas Congresso parcerias nos hotéis de São Internacional de Paulo com escolas de Salsa em São Paulo. dança." "Até porque a dança hoje encontrar características próprias em suas aplicações que diferem os estilos encontrados na região, desde o balé clássico até as danças mais populares como no caso do forró e da ciranda. DISCURSO INDIVIDUAL 30: Na aplicação de atividades com dança em hotéis foi visível a aceitação dos turistas, as pessoas gostam e querem participar das atividades, contudo se faz necessário o profissionalismo do grupo para dialogar com os gestores de hotéis. DISCURSO INDIVIDUAL 31: Todos os gêneros citados anteriormente podem ser vistos como atrativos turísticos. DISCURSO INDIVIDUAL 32: A dança hoje invadi um pouco a área da saúde, não tendo apenas a função de entretenimento, podendo 141 área de saúde; é ela não tem mais só a interessante oferecer a função de entretenimento" dança pro cliente do "a gente invade um pouco a hotel; é o Congresso área de saúde hoje. Então é Nacional de Salsa, é interessante oferecer a um evento grandioso dança pro cliente do hotel acontece num hotel, lá até mesmo pra ele em São Paulo.é um desestressar do que ele fez hotel que acolhe todo o durante o dia." evento e que funciona "Mas um grande exemplo muito bem; lucrativo que a gente tem em São pra todo mundo. Paulo, por exemplo, é o Congresso Nacional de Salsa, que é um evento grandioso hoje que acontece num hotel, lá em São Paulo. Eles têm uma parceria magnífica, é um hotel que acolhe todo o evento e que funciona muito bem e que eu acho que é lucrativo pra todo mundo." EFSP No Tropical Hotel, trabalham muito a dança regional; com a performance foi o Novotel. "eu já vi no Tropical Hotel, que eles trabalham muito a dança regional." "O hotel que eu participei com a performance foi o Novotel,e é só." EFSP A dança é um produto, "Gente, oferta... A dança é a dança é vendável, ela um produto, a dança é tem como ser oferecida vendável, ela tem como ser pra qualquer lugar, oferecida pra qualquer lugar, inclusive pra hotel. inclusive pra hotel." EFSP "Primeiro como entretenimento, a gente pode oferecer ela como produtoperformance, onde acontecem os shows, o turista pode simplesmente apreciar" Como entretenimento; "Segundo, como aulas, produto-performance, simplesmente aulas;" onde acontecem os "fazer uma espécie de baile shows, o turista pode onde existam profissionais, simplesmente apreciar; nesse baile, que auxiliem as como aulas; uma pessoas a darem os seus espécie de baile onde primeiros passinhos" existam profissionais, "E como invadindo um pouco que auxiliem as a situação de saúde, a gente pessoas a darem os tem a dançaterapia, que já seus primeiros causa um alívio imenso, já passinhos; ajuda a pessoa a ter uma dançaterapia, consciência corporal e isso consciência corporal; é é... eu, na minha visão, isso é sensacional pro turismo sensacional pro turismo de de negócios; uma negócios porque, quando o oferta maravilhosa. pessoal que vive sobrecarregado, então aula, aula prática, dançaterapia, pra esse pessoal que vive de cabeça cheia, estressado, com relógio estourando todo o tempo, eu acho que seria ser oferecida como uma alternativa para o estresse vivido pelos clientes do hotel durante o dia. DISCURSO INDIVIDUAL 33: Um exemplo que pode ser citado como referência do uso da dança com sucesso em hotéis é o Congresso Internacional de Salsa que ocorre em São Paulo, com parceria entre um hotel e profissionais de dança. Tropical Hotel e Novotel. DISCURSO INDIVIDUAL 34: Em Manaus podemos encontrar a dança sendo trabalhada como produto através de performances com o gênero de dança regional nos hotéis Tropical e Novotel. DISCURSO INDIVIDUAL 35: A dança pode ser reconhecida como um produto de comercialização em qualquer lugar incluindo hotéis. DISCURSO INDIVIDUAL 36: A dança enquanto produto pode ser oferecida para o entretenimento dos turistas a partir de performances, ou bailes com profissionais preparados para auxiliar as pessoas nos primeiros contatos com a dança. Também pode ser oferecida em forma de aulas específicas, ou dentro da área da saúde há a dançaterapia que pode dar alívio imenso, ajudando na consciência corporal. Tal oferta é interessante para o turismo de negócios porque, os profissionais vivem sobrecarregados, vivem de cabeça cheia, estressados, com relógio estourando todo o tempo. 142 EFSP EFSP EM EM uma oferta maravilhosa." "Hoje eu acredito que o amadorismo de todo mundo. Amadorismo de todo A aceitação da equipe do mundo; aceitação da hotel" equipe do hotel; Conseguir convencer... E conseguir convencer; obter uma equipe que equipe que consiga consiga fazer um projeto fazer um projeto coeso coeso acreditando nesse acreditando nesse projeto, sabendo projeto;a gestão desse desenvolver a área, a gestão projeto, a maior desse projeto, pra conseguir dificuldade hoje que a fazer essa ponte, eu acho gente tem na região. que é a maior dificuldade hoje que a gente tem na região." "Eu acho que o roteiro está bem completo, eu acho que Roteiro completo; a gente consegue abordar abordar tudo o que o tudo o que o nosso estado nosso estado oferece oferece hoje, infelizmente hoje; uma gama de muitas pessoas não vêem, coisas pra trabalhar e muitas não estudam, muitas oferecer um serviço falam besteira, mas a gente bacana pra todos tem uma gama de coisas pra mundo. trabalhar e oferecer um serviço bacana pra todos mundo." "Fora a grade dessa formação, eu tive experiência em dança experiência em dança de de salão, em danças salão, em danças folclóricas folclóricas e e experiência em dança experiência em dança flamenca, que inclusive me flamenca; um leque de abriu um leque de possibilidades como possibilidades como organizar e como organizar e como começar a começar a praticar as praticar as aulas de dança aulas de dança aqui na aqui na nossa região, porque nossa região; porque se você não consegue, não se você não começa a começa a abrir um leque abrir um leque dessas dessas opções de danças opções de danças variadas, os espaços variadas, os espaços acabam sendo muito acabam sendo muito limitados pra você que é limitados. profissional de dança, muito limitados mesmo." Você não pode dizer "Eu assisti diversos que até que você é especialista tentei participar também mas em tudo, é impossível; não sei... é... como um tem uma turma muito especialista, você não pode grande que migra pro dizer que você é especialista lado do hip-hop; uma em tudo, é impossível." dança muito específica, "Então eu verifiquei que tem que é a dança uma turma muito grande que ministerial dos migra pro lado do hip-hop, de evangélicos; uma dança muito específica, muitos que é a dança ministerial dos academicamente não evangélicos, que eles chamariam de dança, também são um grupo mas as danças bastante grande na cidade" populares, as canções "Extremamente específico que viram hits e que o dessas características povo acaba elaborando ministeriais dele." coreografias mesmo "Eu acredito que tem muita sem nunca saber coisa que muitos dançar; como eu vou academicamente não DISCURSO INDIVIDUAL 37: A maior dificuldade que se tem na região para desenvolver projetos relacionados a dança como produto em hotéis é o amadorismo, onde faltam equipes que consigam fazer um projeto coeso, acreditando no mesmo e sabendo fazer sua gestão para convencer a equipe do hotel. DISCURSO INDIVIDUAL 38: O estado do Amazonas oferece muita coisa e tem muita coisa boa a ser trabalhada, mas muitas pessoas não enxergam, não estudam e acabam falando besteira. DISCURSO INDIVIDUAL 39: Além da grade de formação da graduação em dança (dança clássica, moderna e contemporânea) os profissionais de dança da região tem que abrir seu leque de opções de danças variadas, pois caso contrário os espaços ficam muito limitados. DISCURSO INDIVIDUAL 40: Apesar da importância de se abrir o leque de opções, é impossível o profissional de dança se especializar em tudo. DISCURSO INDIVIDUAL 41: É possível verificar em Manaus, que um grupo grande de profissionais estão voltados para o hiphop, há um outro grupo específico com um número considerável está relacionado a dança ministerial dos evangélicos. DISCURSO INDIVIDUAL 143 dizer que não é dança; chamariam de dança, mas as julgando qualidade; danças populares, as acontece no Brasil canções que viram hits e que inteiro, aqui em o povo acaba elaborando Manaus, por ser um coreografias mesmo sem foco de encontro de nunca saber dançar, eles têm pessoas com diversas ritmo, eles têm movimento, características, de eles dançam sincronizado, diversas culturas, como eu vou dizer que não é acaba acontecendo dança." que a gente vê de tudo, "Eu não estou julgando aquele forró arretado qualidade, a origem, nada... que você não sabe Mas como, eu acho que, como eles fazem como acontece no Brasil aqueles pas de deux inteiro, aqui em Manaus, por incríveis que a gente, ser um foco de encontro de estudando, acha muito pessoas com diversas difícil, e eles fazem características, de diversas naturalmente; a gente culturas, acaba acontecendo perde um pouco o que a gente vê de tudo, a controle no momento gente vê as coisas mais que a gente quer absurdas, vê pessoas que classificar as coisas. gostam do, de boi-bumbá, pessoas que gostam de xote, pessoas que gostam do forró, aquele forró arretado que você não sabe como eles fazem aqueles pas de deux incríveis que a gente, estudando, acha muito difícil, e eles fazem naturalmente." "Então eu acho que nós somos um povo que gosta bastante de dançar, gosta bastante de música, e acaba que a gente perde um pouco o controle no momento que a gente quer classificar as coisas." EM Ela vai abrindo mais, a partir do gênero, tipo, amplia um pouquinho mais, e estilo vai ser uma coisa um pouco mais pessoal; as pessoas tem um estilo próprio de dançar determinado tipo de dança que está dentro do gênero; eu vejo desse modo. Do menor, da origem, das bases pra o produto final, que somos nós que estamos executando. "Olha, gênero, eu acho que a coisa ela vai... afunilando não... ela vai abrindo mais, a partir do gênero, tipo, amplia um pouquinho mais, e estilo vai ser uma coisa um pouco mais, como eu sou dizer, pessoal." "As pessoas tem um estilo próprio de dançar determinado tipo de dança que está dentro do gênero. " "O gênero ele vem determinando a base daquele tipo de dança, como o balé, tem a academia clássica, tem uma academia de balé um pouquinho mais moderno." "Tipo... dentro daí, dentro desse balé clássico, se ela vai ter um tipo com determinada formação, determinado professor que teve aula como da academia 42: Há muita coisa que muitos academicamente não chamariam de dança, mas as danças populares, as canções que viram hits e que o povo acaba elaborando coreografias mesmo sem nunca saber dançar, eles têm ritmo, eles têm movimento, eles dançam sincronizado, como podemos dizer que não é dança. Neste caso não está sendo julgada a qualidade, nem mesmo a origem, mas como, acontece no Brasil inteiro, em Manaus, por ser um foco de encontro de pessoas com diversas características, de diversas culturas, se vê de tudo, se vê pessoas que gostam de boi-bumbá, pessoas que gostam de xote, pessoas que gostam do forró, aquele "forró arretado" que você não sabe como eles fazem aqueles pas de deux (passo de dois ou passo a dois) que alguns profissionais, estudando, acham muito difícil, e eles fazem naturalmente. Desta forma, sendo um povo que gosta bastante de dançar, gosta bastante de música, se acaba perdendo um pouco o controle no momento em que se quer classificar as coisas. DISCURSO INDIVIDUAL 43: As pessoas têm um estilo próprio de dançar determinado tipo de dança que está dentro do gênero. Já este último determina a base daquela dança como o balé. 144 EM Toda vez que você pratica uma atividade que ela lhe propicie satisfação é provável que se torne atrativo turisticamente; pra se tornar turisticamente atrativo precisa acrescentar a isso elementos característicos da região; quem está aqui não agüenta mais falar de índio, mas pra quem está lá fora, vai ver isso aqui pela primeira vez, isso se torna um grande atrativo turístico. EM Eventos temáticos;Não necessariamente característicos daquela região; um jantar dançante e dessa vez a dança escolhida vai ser a dança de salão; noite temática tribal; ensaiava rituais e pequenas encenações; cotidiano indígena; os hotéis elaboravam, a gente trabalhava em cima; profissionais performances; à mercê do que está vindo, ele não cria mercado, ele espera ser absorvido pelo mercado; estrutura gestão da dança; não tem a menor ideia do que seja gestão de dança; espera os aplausos no fim. tal." "E o pobre do aluno o que sobrou pra ele executar vai ser o estilo dele, o que, depois que chegou até ele, o que ele executa, o que ele vai apresentar pra fora, já vai ser o estilo." "Eu vejo desse modo. Do menor, do mais... da origem, das bases pra o produto final, que somos nós que estamos executando." "Eu acho que toda vez que você pratica uma atividade que ela lhe propicie satisfação, isso é provável... se você tiver determinada metodologia, talvez, é provável que se torne atrativo pra muitas pessoas, e se torna atrativo pra muitas pessoas é muito provável que se torne atrativo turisticamente." "Pra se tornar turisticamente atrativo eu creio que a gente precisa acrescentar a isso, seja na música, seja na dança, seja no teatro, a gente precisa acrescentar a isso elementos característicos da região, fazer com que, aos olhos de outras pessoas, aquilo seja peculiar." "Atualmente, quem está aqui não agüenta mais falar de índio, mas pra quem está lá fora, vai ver isso aqui pela primeira vez, isso se torna um grande atrativo turístico" "Na verdade, os empreendimentos hoteleiros, eles fazem alguns eventos temáticos, não necessariamente característicos daquela região." "Um jantar dançante e dessa vez a dança escolhida vai ser a dança de salão, então eu já participei indo a hotéis fazer esses eventos com dança de salão." "Uma noite temática tribal‖, e aí eu comecei a ensaiar, nem apresentei, que no fim alguma coisa deu errado, mas a gente ensaiava rituais e pequenas encenações que explicavam como é que era o cotidiano indígena." "Nós, como profissionais performances, a gente não só dançava, tinha que atuar, tinha que falar. Então não era uma coisa que surgia do DISCURSO INDIVIDUAL 44: Quando atrelamos metodologia a qualquer atividade que lhe proporcione satisfação é provável que se torne um atrativo para muitas pessoas. Para esta atividade se tornar turisticamente atrativa é necessário acrescer elementos característicos da região para fazer com que, aos olhos de outras pessoas, aquilo seja peculiar. DISCURSO INDIVIDUAL 45: Os empreendimentos hoteleiros fazem alguns eventos, não necessariamente característicos daquela região. Por exemplo, um jantar dançante com dança de salão, ou uma noite temática tribal, e os profissionais da dança trabalham sobre a temática escolhida.Desta forma, o trabalho não surge do profissional da dança, ele não cria mercado, ele espera ser absorvido pelo mercado, fica estudando sua área específica para ser absorvido. Neste sentido, os profissionais deveriam conhecer gestão da dança. 145 EM Sempre vai ter; os produtos são muito consumidos; o produto de mercado da dança; não é que o publico estava esperando, desejando, você criou a necessidade neles. EM eventos temáticos; um profissional que tem uma estrutura; estudado, bem explícito, a identidade, uma identidade amazônica, uma dança amazônica, com influências de qualquer dança que seja; primeiro olhar para o nosso quintal, valorizar o nosso quintal, e aí isso se torna universal. EM Se posicionar como uma profissional que possui uma pesquisa; apresentar como um profissional que tá vendendo um produto; mero entretenimento que pode ser usado e descartado; precisar de profissional da dança, não era uma coisa que ele chegava lá e sugeria. Ele está mercê do que está vindo, ele não é uma pessoa que cria mercado, ele espera ser absorvido pelo mercado, fica estudando a área deles para ser absorvido." "Poderia haver uma estrutura se as pessoas começassem a entender um pouco dessa questão de gestão da dança, que eu acho que o profissional, mesmo dentro da faculdade não tem a menor idéia do que seja gestão de dança, ele espera ―tô no palco dançando, brilhando‖ e ponto final. Espera os aplausos no fim." "E acredito que sim, eu acredito que sempre vai ter. A maioria dos produtos que são muito consumidos, se você vê, como o produto de mercado da dança, a maioria dos produtos são muito consumidos, não é que o publico estava esperando, desejando, você criou a necessidade neles" "Sim. Por exemplo, esses eventos temáticos, não necessariamente poderiam vir dos hotéis, mas assim, poderia ser inseridos diante de um profissional que tem uma estrutura, uma equipe e um plano de ação, oferecer esse tipo de eventos pra, pra hotéis, pra turistas" "Só que eu acredito que realmente pra coisa crescer aqui é preciso que haja, bem estudado, bem explícito, a identidade, uma identidade amazônica, uma dança amazônica, seja ela com influências de qualquer dança que seja, que possa ser apresentada como tal, mas pra isso a gente tem que primeiro olhar para o nosso quintal, valorizar o nosso quintal, e aí isso se torna universal." "Então você precisa se posicionar como uma profissional que possui uma pesquisa, você precisa se apresentar como um profissional que está vendendo um produto. Você não está vendendo um mero entretenimento que pode ser DISCURSO INDIVIDUAL 46: A maioria dos produtos muito consumidos no mercado da dança, não era um produto que o público esperava ou desejava, foi criada a necessidade neles. DISCURSO INDIVIDUAL 47: Os eventos temáticos poderiam ser estruturados não necessariamente pelos hotéis, mas sim por profissionais da dança. Mas para que essa oferta possa crescer no mercado turístico é necessário que se estude uma identidade amazônica, para que esta possa ser valorizada. DISCURSO INDIVIDUAL 48: Para conseguir superar as dificuldades é necessário se posicionar como um profissional que possui uma pesquisa e que está vendendo um produto. Para tanto será necessária uma estrutura 146 EM YSC uma estrutura mínima, usado e descartado, não; você precisa começar a você vai precisar de uma se impor; saber se estrutura mínima, você não valorizar, tanto na vai poder levar sua equipe questão pra apresentar em qualquer financeiramente, como lugar, então você precisa na questão do que o começar a se impor. E que a sua equipe pode precisa saber se valorizar, oferecer pra aquele tanto na questão determinado evento; financeiramente, como na mas como qualquer questão do que o que a sua região. equipe pode oferecer pra aquele determinado evento, pra aquela determinada região, não só na região Norte, mas como qualquer região, de repente a empresa vira uma multinacional" "A dança, possui inúmeras possibilidades, e muitas vezes nós nos limitamos. Hoje eu não consigo mais ver, pela minha própria experiência profissional, uma Inúmeras coisa diferente da outra." possibilidades; nós nos "Eu não consigo mais limitamos; uma coisa trabalhar a dança sem junto diferente da outra; trabalhar a música, sem junto trabalhar a dança sem trabalhar a interpretação dos junto trabalhar a meus personagens, eu não música, interpretação consigo mais." dos meus "Então se a gente chega pra personagens; ele tem um profissional bailarino e que entender que fala que ele vai dançar esse canção; que tipo de música, ele tem que mensagem ele está entender que canção é essa; transmitindo; dominar ele tem que entender que completamente todos mensagem ele está os instrumentos que transmitindo; ele tem que fazem parte da dominar completamente performance; vai ser todos os instrumentos que um intérprete, um fazem parte da performance performancer; dele; ele não vai ser mais um investigar diversos bailarino." outros universos, eles "Ele vai ser um intérprete, ele caminham juntos, são vai ser um performancer, inevitáveis. entende?" "a gente precisa começar, como profissional, a investigar diversos outros universos, porque eles caminham juntos, são inevitáveis." desde balé clássico, as "Acho que em Manaus, danças populares; quase todos, assim. Já danças indígenas, que assisti desde balé clássico... é o foco da minha desde as danças populares." pesquisa; o folclore; "Das danças indígenas, que "Desde o Laboratório dança moderna, dança é o foco da minha pesquisa. Contemporâneo que neoclássica, dança Desde danças indígenas, e... a gente vem contemporânea, da danças clássicas, e... o bebendo mas da arte mais conceitual; nessas folclore" contemporânea" várias linguagens; "Em várias cidadezinhas, muita coisa, com essas então bastante coisa de amostras mais folclore, dança moderna, recentes, desde o dança neoclássica, dança mínima, e para tanto terá que se valorizar, tanto na questão financeira quanto na oferta dos produtos diante dos eventos encontrados para qualquer região. DISCURSO INDIVIDUAL 49: A dança possui inúmeras possibilidades, mas muitas vezes os profissionais se limitam. Hoje o bailarino deve ser compreendido como um intérprete ou performancer que deve investigar diversos universos artísticos, como a música e o teatro, pois eles caminham juntos. DISCURSO INDIVIDUAL 50: Em Manaus existe quase todos os gêneros de dança desde o balé clássico, passando pelas danças populares, indígenas e folclóricas. Desde o Laboratório Contemporâneo (festival de dança contemporânea, contendo mostras, curadoria e discussões ocorrido em 2007) que a 147 Laboratório Contemporâneo que a gente vem bebendo mais da arte mais contemporânea mais conceitual. YSC dança de salão, tango, bolero, forró, soltinho; Não conheço muitos nomes; Dentro da dança de rua, os estilos que também estão se desenvolvendo mais, que é uma mistura acho que de estilos. Do hip hop, daí eu não saberia também te pontuar. O jazz, aquele jazz mais antigo, não o jazz mais contemporâneo, Lia Rodrigues, mas também ainda era um jazz bem clássico; dentro da dança moderna, algo que esteja mais próximo de Martha Graham; do estilo da estética do balé Stagium; O grupo Gedam; do Nudak que trabalhava muito com a coisa da improvisação; A partir da improvisação criava seus espetáculos, seus trabalhos; que também é um foco; não se preocupavam tanto com essa questão mais de fazer uma aula de balé clássico, de ter essa rigidez do corpo, mais perfeitamente técnico, mas é complicado falar esse termo ―técnico‖; improvisar também é uma técnica. contemporânea, da mais conceitual " "mas em Manaus eu já vi também muita coisa, com essas amostras mais recentes, desde o Laboratório Contemporâneo que a gente vem bebendo mais da arte mais contemporânea mais conceitual" "Dentro da dança de salão, do bolero mas de apresentações, e... salsa, acho que tango" "Bolero, forró, soltinho que vocês falam" "Não conheço muitos nomes, acho que esses cinco pelo menos eu já assisti." "Dentro da dança de rua... aí tem os estilos que também estão se desenvolvendo mais, que é uma mistura acho que de estilos dentro da dança de rua" "Do hip hop, dentro do movimento da cultura hip hop... daí eu não saberia também te pontuar." "O jazz, aquele jazz mais antigo, não o jazz mais contemporâneo, apesar de ter visto a Lia Rodrigues, no grupo dela vindo aqui em Manaus eu acho, na época ela deu um curso, mas também ainda era um jazz bem, bem clássico assim." "Dentro da dança moderna, algo que esteja mais próximo de Martha Graham, eu leio assim, que ai beberam muito do.. também do estilo da estética do balé Stagium" "O grupo Gedam e outras, outras crias a partir do Gedam" "Ai tem o lance do Nudak que veio... trabalhava muito com a coisa da improvisação também, né? A partir da improvisação criava seus espetáculos, seus trabalhos... que também é um foco" "Não se preocupavam tanto com essa questão mais de fazer uma aula de balé clássico, de ter essa rigidez do corpo mais, vamos dizer assim, mais perfeitamente técnico, mas é complicado falar esse termo ―técnico‖ Porque pra mim, improvisar também é uma técnica" região vem desenvolvendo mais arte contemporânea conceitual. "Apesar de ter visto a Lia Rodrigues, no grupo dela vindo aqui em Manaus eu acho, na época ela deu um curso, mas também ainda era um jazz bem, bem clássico assim." "mais próximo de Martha Graham, eu leio assim, que ai beberam muito do estilo da estética do balé Stagium. O grupo Gedam ai tem o lance do Nudak trabalhava muito com a coisa da improvisação também" DISCURSO INDIVIDUAL 51: Em Manaus dentro da dança de salão para apresentações encontramos, o bolero, a salsa, o forró, o soltinho e o tango. Já, dentro da dança de rua estão sendo desenvolvidos estilos através de misturas. O jazz é trabalhado o mais antigo e não o contemporâneo, tendo recebida a influência pela visita de Lia Rodrigues. Na dança moderna, é trabalhado o estilo da estética do balé Stagium, próximo de Martha Graham, a exemplo do grupo GEDAM. É possível também encontrar o trabalho com a improvisação, que pode ser considerada uma técnica dentro do trabalho com dança como no grupo NUDAK. 148 YSC preocupados com aquele biótipo perfeito, com aquele estereótipo da bailarina; acho muito louvável do trabalho do Nudak que durou muito tempo com Lia Sampaio; alguns artistas; a coisa mais conceitual o Francisco Rider; pontuais que ta entre as duas; que tem um pouco da visão estética mais moderna tradicional Índios.com, o Ricardo Risuenho; Todos têm um trabalho autoral, isso é bem contemporâneo; vão em cima, trabalham os elementos cênicos de forma que não é tão conceitual; eu não consigo expressar; explicitar mais, mas enfim, não é uma dança conceitual; referência – o Rumos Itaú cultural, seleciona trabalhos nessa linha, com esse foco; pesquisas mais autorais como o Odacir, o Professor Valdemir, a Francis Baiardi; temos os neoclássicos, que ainda estão muito presos à estética do belo; Entrecorpos, do André Duarte, a própria companhia de dança do Amazonas; fez muita aula de balé clássico; muita influência na base técnica russa foi um búlgaro, foi uma pessoa que veio e foi o primeiro Maître, foi quem colocou a gente, assim; padrão de corpo de uma companhia; hoje já ta muito mais diversificado dentro dessa companhia; Balé Folclórico, que também trabalha com mais questões regionais, mas com uma estética no pensamento da dança moderna; tem várias academias, um mais pra formação outro mais pra uma coisa social, de inclusão social, outros pra qualidade de vida. "eu acho legal do Nudak é que eles estavam preocupados com aquele com aquele biótipo perfeito, com aquele estereótipo da bailarina" "Com as linhas perfeitas, que eu acho muito louvável do trabalho do Nudak que durou muito tempo com Lia Sampaio." "de dança contemporânea a gente tem alguns artistas como... a coisa mais conceitual que eu ainda vejo que é o Francisco Rider" "a gente tem pontuais que é assim que é uma coisa mais que ta entre as duas... que tem um pouco da visão estética mais moderna tradicional que ai vem a Índios.com, o Ricardo Risuenho" "Todos têm um trabalho autoral, isso é bem contemporâneo, porque vão em cima, mas que ainda gostam de uma luz, de um jeito, um cenário, os elementos... trabalham os elementos cênicos de forma que não é tão conceitual, no sentido, eu não consigo expressar.. explicitar mais, mas enfim, não é uma dança conceitual do estilo do.. do que o artista Francisco Rider trabalha aqui em Manaus ou que - uma referência – o Rumos do Itaú Cultural também trabalha no Brasil" "Tem outros artistas que fazem, desenvolvem suas pesquisas mais autorais como o Odacir, o Professor Valdemir também, a Francis Baiardi" "Temos os neoclássicos, que ainda estão muito presos à estética do belo mesmo, que aí tem o Entrecorpos, do André Duarte, a própria companhia de dança do Amazonas, da qual eu fiz parte." "lá a gente também fez muita aula de balé clássico, muita influência do método russo, no balé clássico, muita influência na base técnica, e a minha também é influenciada pela técnica russa porque foi um búlgaro, foi uma pessoa que veio e foi o primeiro Maître, foi quem colocou a gente, assim, mais ou menos no DISCURSO INDIVIDUAL 52: Ainda há o reconhecimento positivo pelo profissional da dança da preocupação com o biotipo perfeito, com o estereótipo da bailarina. "Nudak é que eles estavam preocupados com aquele biótipo, com Lia Sampaio." "a coisa mais conceitual que eu ainda vejo que é o Francisco Rider" "que tem um pouco da visão estética mais moderna tradicional que ai vem a Índios.com, o Ricardo Risuenho" "uma referência – o Rumos Itaú Cultural -seleciona trabalhos nessa linha, com esse foco." "pesquisas mais autorais como o Odacir, o Professor Valdemir também, a Francis Baiardi agora" "temos os neoclássicos, tem o Entrecorpos, do André Duarte, a própria companhia de dança do Amazonas" "o Balé Folclórico, que também trabalha com mais questões regionais" DISCURSO INDIVIDUAL 53: Com relação a dança contemporânea existem alguns artistas apotados como o Francisco Rider que tra alha com a questão mais conceitual, existem aqueles com uma visão estética mais moderna tradicional, procupados com os elementos cênicos, porém ainda com um trabalho autoral considerados contemporâneos, como Ricardo Risuenho e a Cia Índios.com., e outros que desenvolvem pesquisas autorais como Odacir, Professor Valdemir e Francis Baiard. DISCURSO INDIVIDUAL 54: Em Manaus temos os neoclássicos, que ainda estão muito presos à estética do belo, a exemplo temos Entrecorpos, do André Duarte e a própria Companhia de Dança do Amazonas (CDS) que sofreu influência do método russo, porque foi um búlgaro o primeiro Maître. Além disto, há o Balé Folclórico, que trabalha com mais questões regionais, mas com uma estética no pensamento da dança moderna e na dança de salão tem várias academias que estão desenvolvendo formação, outro mais de inclusão social e outros qualidade de vida. 149 padrão de corpo de uma companhia, que uma companhia estatal precisa" "tem o Balé Folclórico, que também trabalha com mais questões regionais, mas com uma estética no pensamento da dança moderna" "na própria dança de salão tem várias academias que agora tão desenvolvendo, eu vejo um pouquinho do trabalho de cada uma, um mais pra formação outro mais pra uma coisa social, de inclusão social, outros pra qualidade de vida... " YSC YSC "estilos pra mim são dentro... a dança de salão tem várias, é complicado isso; Eu mas aí são ritmos, né, que aí não saberia. ao mesmo tempo é complicado isso." "Eu não saberia" trabalhos que a Índios fez, que foi ―Rito de Passagem‖ e ―Rastros Híbridos‖ eles vão em cima da questão indígena; que ocorre na cultura indígena; enquanto cultura, da região, da Amazônia isso um atrativo; ele quer entender melhor aquele povo, formação dele, a história dele, como ele ta se desenvolvendo; é um povo que foi colonizado; eu gosto de ver um pouco desse patrimônio; esse patrimônio imaterial; o som da música; tem a coisa do tambor; que acaba chamando atenção, pela questão das influências africanas; em relação à questão indígena, regional; não só pro turista mas pra qualquer pessoa que, mais popular; vários tipos de turistas; tem um apelo; esse trabalho com a vertical, ele tem um apelo pra chamar a atenção das pessoas, de qualquer tipo de pessoa. "Os dois trabalhos que a Índios fez, que foi ―Rito de Passagem‖ e ―Rastros Híbridos‖ eles vão em cima da questão indígena eles vêm trazer uma reflexão, eu busco uma reflexão a partir do que eu entendo que ocorre na cultura indígena. E aí, enquanto cultura, enquanto nossa, assim, da região, da Amazônia... eu acho isso um atrativo" "Porque quando ele vem pro Amazonas ele quer... ele quer entender melhor aquele povo, a formação dele, a história dele, como ele ta se desenvolvendo, que que ele é hoje, após esses contatos, ―Rito de Passagem‖ é um povo que foi e ―Rastros Híbridos‖ colonizado‖ eles vão em cima da "eu, como turista, quando questão indígena vou pros locais eu gosto de ver um pouco desse patrimônio todo, o que tá acontecendo com esse patrimônio imaterial. E aí eu penso que ―Rastros‖ e ―Rito de Passagem‖ discutem isso, de uma forma eh... não tão narrativa, que aí dificulta a leitura pra alguns" "ontem mesmo tinham muitos turistas no ―Rastros Híbridos‖ e no ensaio geral também tinha, alguns ficaram escutando lá o som da música, então tem esse... no ―Rastros‖ tem a coisa do tambor, também, que acaba chamando atenção, pela DISCURSO INDIVIDUAL 55: É complicado para o profissional de dança definir o que seria gênero, tipos e estilos de dança. Ainda não se sabe diferenciar. DISCURSO INDIVIDUAL 56: O turista quando va para o Amazonas quer entender melhor aquele povo, sua formação, seu desenvolvimento, desta forma espetáculos que vão em cima da questão indígena como "Rito de Passagem" e "Rastros Híbridos" se tornam um atrativo tanto pela dança em si como pela composição do som da música que chama a atenção das pessoas. DISCURSO INDIVIDUAL 57: Existem vários tipos de turistas, e quando o mesmo chega não é possível ter certeza do seu perfil, mas o trabalho com a vertical, ele tem um apelo pra chamar a atenção das pessoas, de qualquer tipo de pessoa. 150 YSC feito num hotel, mas não exatamente partiu do hotel; evento no Tropical há muitos anos; com o GEDAM; era uma coisa regional de índio, vestido de índio. YSC no Tropical Hotel, não tenho certeza; festas que eles promoviam; com muito boi; mas aí tem essa questão do boi, das meninas vestidas, com corpos esculturais e tudo e no navio, só de navio; dança pra turista mesmo, essa dança é uma representação bem superficial; vestimentas; se repete, se prega, prende muito na dança de boi; talvez de dança de salão, mas isso no navio. YSC principalmente quando tá a trabalho; é muito legal quando tem uma academia no hotel; às vezes a gente fica com horários livres grandes, ociosos; algum estilo de dança; consciência corporal; qualidade de vida; geralmente há um questão das influências africanas também e tal." "Então eu acho que, que esses dois trabalhos, eles são atrativos por esse, nesse viés, né, em relação à questão indígena, regional." "eu acho que ele é atrativo pra turista, e não só pro turista mas pra qualquer pessoa que, mais popular. O turista vem, eu não sei se ele vai ser um cara, um... sei lá, um artista, que entende muito de arte, pode ser um casal que ta na aposentadoria e ta querendo só conhecer a cidade, tem várias, vários tipos de turistas" "E aí, eu penso que ele tem um apelo; esse trabalho com a vertical, ele tem um apelo pra chamar a atenção das pessoas‖ "Foi feito num hotel, mas não exatamente partiu do hotel. Então era um evento no Tropical há muitos anos que "um evento no eu fiz,foi com o GEDAM Tropical " inclusive, eu dançava pra "foi com o GEDAM" eles, e era uma coisa regional de índio, e era de índio mesmo, assim, vestido de índio..." "Eu acho que o Tropical Hotel, não tenho certeza, tinha uma coisa de festas que eles promoviam, com muito boi, mas aí tem essa questão do boi, das meninas vestidas, com corpos esculturais e tudo e no navio, só de navio." "Mas também essa dança pra turista mesmo, essa dança Tropical Hotel com que... que... é uma festas representação bem, bem superficial da... da cultura" "Só... as vestimentas, e aquela, esse, se repete, se prega, prende muito na dança de boi." "Eu não sei se eles já oferecem alguma coisa, talvez de dança de salão, mas isso no navio." Eu acho que é bem interessante quando as pessoas vem, principalmente quando está a trabalho... então é muito legal quando tem uma academia no hotel" "às vezes a gente fica, com horários livres grandes, ociosos, aí é muito interessante quando tem. E DISCURSO INDIVIDUAL 58: A dança pode ser percebida como uma oferta para eventos que ocorrem dentro dos hotéis mas não exatamente por iniciativa dos mesmos. DISCURSO INDIVIDUAL 59: É possível encontrar algumas festas promovidas pelo Hotel Tropical com a questão do boi, que trabalha uma representação superficial da cultura regional, se utilizando e vestimentas repetidas e exposição dos corpos esculturais das meninas. Já nos navios é possível encontrar a dança de salão. DISCURSO INDIVIDUAL 60: Quando a pessoa vem a trabalho, o profissional que vêm a negócios, às vezes ele fica com horários livres, que poderiam ser utilizados em espaços como academias no próprio hotel oferecendo danças 151 fluxo de pessoas; o profissional que tá de negócios aqui na cidade acaba se tornando um turista também; seria um bom atrativo, a própria dança de salão; o cara que veio a passeio, veio pra lazer; vai querer aprender o boi; uma dança mais popular, uma ciranda nossa;são estilos de dança; um trabalho mais de corpo, assim, mais solto, mais livre, tem muita gente que procura isso. se tivesse um... algo, algum estilo de dança que fosse, sabe, só de consciência corporal, que fosse uma coisa pra qualidade de vida, eu acho, acho que isso é importante, porque aí geralmente há um fluxo de pessoas." "Ou o profissional que está de negócios aqui na cidade acaba se tornando um turista também. E eu acho que seria um bom atrativo, a própria dança de salão... e aí a dança de salão eu acho que ela tem uma coisa a mais pro turista mesmo... o cara que veio a passeio, veio pra lazer... Aí eu acho que é interessante, ele vai querer aprender o boi também, uma dança mais popular, uma ciranda nossa..." "Acho que a dança de salão é interessante, acho que consciência corporal é interessante... um trabalho mais de corpo, assim, mais solto, mais livre, tem muita gente que procura isso também" YSC "oficinas, apresentações" "Palestras, eu acho que sim. oficinas; Acho que palestras são bem apresentações; interessantes assim, nesse palestras; instalações sentido. É... Instalações e aí se torna apresentação. no caso se torna apresentação também mas..." YSC "eu penso que se você tiver uma sala de cinco por cinco, quatro por quatro, é mais do que suficiente, geralmente esses hotéis disponibilizam um local assim" "um microsystem" "Ter talvez alguns colchonetes pra fazer um trabalho de chão" "Espelho não é necessário... Essa infra estrutura dentro de um hotel, eu acho muito possível de se adaptar" "eu acho que a dificuldade maior talvez seria, talvez, alguns gerentes de hotéis ainda, talvez não olhassem, não vissem isso como um produto que fosse gerar capital pra ele" "Porque aí, é isso, é capitalista mesmo, maioria dos hotéis..." "Muito raro um cara que invista em arte; estrutura mais simples pra começar a trabalhar; a dificuldade maior talvez seria, alguns gerentes de hotéis ainda;não vissem isso como um produto que fosse gerar capital; é capitalista, maioria dos hotéis; Muito raro um cara que invista em arte; aqui eu não vejo; no máximo eles contratam um músico pra tocar no bar deles. como a dança de salão e a consciência corporal, voltadas para qualidade de vida. Por outro lado a pessoa que veio a passeio, veio para o lazer, poderá querer aprender o boi, a ciranda ou uma dança mais popular. DISCURSO INDIVIDUAL 61: A dança como um produto turístico além das apresentações pode ser trabalhada em forma de oficinas, palestras e até instalações, esta última podendo ser também considerada uma apresentação. DISCURSO INDIVIDUAL 62: Para começar um projeto com dança em hotel é necessário uma estrutura simples que geralmente os próprios hotéis já disponibilizam, como uma sala, um micorsystem e alguns colchonetes. Essa infra estrutura dentro de um hotel é possível de se adaptar. DISCURSO INDIVIDUAL 63: Uma dificuldade seria a visão dos gerentes dos hotéis com relação ao produto dança e seu retorno financeiro. É raro encontrar gestores que invistam em arte, no máximo eles contratam músicos para tocar no ambiente do bar do hotel. 152 YSC essa comunicação; trabalhar um portfólio interessante; toda essa base que é necessária; convencer um possível patrocinador; parceiro de um projeto; ter uma apresentação bem bacana; Não só a idéia boa. YSC um debate ontem sobre o espetáculo ―Rastros Híbridos‖; é uma preocupação que eu venho tendo quando me envolvi com a questão indígena; o produto não ser tão superficial; o artista tem que conhecer um pouco mais a fundo realmente a cultura amazonense; falar com mais propriedade;não vender um produto sem fundamento; uma vestimenta de indígena; o único apelo que eu faço; procurando trabalhar com isso; nessa questão do boi; vou convidar uma comunidade indígena pra trazer pra uma apresentação no hotel; trabalhar com essa comunidade; corrompêla com esse contato; Tem muitos indígenas; não é a idéia romântica do bom selvagem; eles pensam; só esclarecer, conduzir de uma forma que o próprio, a própria cultura indígena não se perca nesse meio todo. YSC governo atuar aqui eu não vejo" "no máximo eles contratam um músico pra tocar no bar deles" "Trabalhar essa comunicação e aí também tem um outro... Assim, se eu tivesse tempo, eu ia tentar trabalhar um portfólio interessante pra fazer uma apresentação interessante... toda essa base que é necessária pra poder convencer um possível patrocinador de um projeto, parceiro de um projeto. Tem que ter uma apresentação bem bacana.‖ "Nessa situação, acho que até a partir do que eu escutei num debate ontem sobre o espetáculo ―Rastros Híbridos‖, que é uma preocupação que eu venho tendo quando me envolvi com a questão indígena, no caso, que eu acho que é muito turística é de... o produto que eu tô vendendo pro turista não ser tão superficial." "o artista, o cara que tá apresentando essas propostas, tem que conhecer um pouco mais a fundo realmente a cultura amazonense, pra falar com mais propriedade e não vender um produto que é só vender um produto, aquela coisa sem fundamento onde "a partir do que eu eu só coloco uma vestimenta escutei num debate de indígena" ontem sobre o "é o único apelo que eu faço espetáculo ―Rastros às pessoas que estão Híbridos‖. procurando trabalhar com isso, assim, nessa questão do boi, de como eu vou agregar: se eu vou convidar uma comunidade indígena pra trazer pra uma apresentação no hotel, como é que eu vou trabalhar com essa comunidade, pra não também corrompê-la com esse contato, eu acho que aí é o ponto." "Tem muitos indígenas – não que eles... não é a idéia romântica do bom selvagem, não é essa que eu tenho; eles pensam, pensam muito também. É só esclarecer, conduzir de uma forma que o próprio, a própria cultura indígena não se perca nesse meio todo." "a importância de o governo DISCURSO INDIVIDUAL 64: É preciso ter mais que uma boa idéia, é necessário trabalhar a comunicação com os gestores, preparar um portfólio para fazer uma apresentação interessante, conseguindo convencer um possível patrocinador de um projeto. DISCURSO INDIVIDUAL 65: Uma preocupação que deve existir quando se trabalha com a questão indígena é se conhecer um pouco mais a fundo a cultura amazonense, para se falar com mais propriedade oferecendo um produto fundamentado. Se uma comunidade indígena for convidada, para fazer uma apresentação no hotel, deve existir a preocupação de como é que a mesma será trabalhada, para não corrompê-la através deste contato. DISCURSO INDIVIDUAL 153 intercâmbio entre o profissional de dança e a rede de hotéis; tem um peso; fazendo esse link e tem todos os contatos; um meio que o artista tenha que sensibilizar, o governo, através da sua associação, representação. atuar nesse intercâmbio entre o profissional de dança e a rede de hotéis, porque aí ele tem um peso talvez maior pra estar fazendo esse link e tem todos os contatos, então talvez esse seja um meio que o artista tenha que sensibilizar, o governo, através da sua associação, representação." 66: É importante o governo atuar no intercâmbio entre o profissional de dança e a rede de hotéis, porque tem um peso maior pra estar fazendo esse link e tem todos os contatos. Talvez esse seja um meio que o artista tenha para sensibilizar, primeiramente o governo, através da sua associação, representação. 154 APÊNDICE E ANÁLISE DAS ENTREVISTAS COM GESTORES DE HOTÉIS Análise das Entrevistas com Gestores de Hotéis Ancoragens de Expressões Chave Pessoas Idéia Central sentido semelhante das Idéias Centrais ou complementar "Os tipos de dança que já "Dança com teatro" e tive oportunidade de ver foi dança de salão, com dança com teatro, que não Cia de Intérpretes JB as Cia de Interpretes sei o nome se é moderno?" Independentes e de Dança e Ritmo E já fiz e participei de dança Ritmo Quente. Quente. de salão com o Douglas, da Ritmo Quente. JB Oferecido para os funcionários aulas de dança de salão. "Atualmente não mas já foi oferecido anteriormente aulas de dança de salão para os funcionários do Novotel" JB Jantar dançante do Tropical Hotel "Sim, no Tropical, jantar dançante JB "Como um atrativo que Atrativo que representa a cultura de uma representa a cultura; região" interesse em conhecer "Para turistas que tem região e sua cultura. interesse em conhecer a região e sua cultura" JB "Atualmente não seria viável implantar um projeto com dança pelos custos envolvidos""Não seria vantagem gastar o valor necessário para desenvolver as atividades necessárias.""O perfil do público do hotel não se interessa pela dança, são empresários que se hospedam aqui por ser próximo ao Distrito, e que não teem tempo de fazer qualquer outra atividade." "A dança é uma ferramenta positiva quando trabalhada em atividades com os funcionários, mas eles mesmos não reconhecem o valor da atividade, achando besteira as atividades já oferecidas""Interessante que nas confraternizações de final de ano e até mesmo na época de festa junina, existem iniciativa dos próprios funcionários em realizar atividades com dança, como quadrilhas apresentação de boi.""O Novotel faz parte da rede Acoor por isso ele tem um padrão, desta forma, certas atividades que exijam alteração no layout ou Custos envolvidos; interesses dos clientes; perfil do cliente; não seria vantagem; falta de valorização por parte dos funcionários; ferramenta positiva; resistência da gerência; nível das aulas; quadrilhas; trabalho do boi; Novotel Jantar dançante no Tropical Hotel Parceria fechada com a Atlética, atividades desenvolvidas no Novotel e serviços oferecidos pela Ritmo Quente. Discurso Individual DISCURSO INDIVIDUAL G1: AS duas danças conhecidas em Manaus são dança-teatro e dança de salão. DISCURSO INDIVIDUAL G2: Existe oferta de dança em estabelecimentos de Hotel em Manaus, a exemplo do Tropical Hotel. DISCURSO INDIVIDUAL G3: A dança é como um atrativo que representa a cultura de uma região, apenas para turistas interessados em conhecer sobre uma região. DISCURSO INDIVIDUAL G4: Não seria viável implantar um projeto com dança pelos custos envolvidos. DISCURSO INDIVIDUAL G5: O público de hotéis voltados para negócios não se interessa por atividades com dança por não terem tempo. DISCURSO INDIVIDUAL G6: A dança é vista pelo gestor como uma ferramenta positiva para o desenvolvimento e integração dos funcionários, porém ainda não é reconhecida como um benefício pelos próprios funcionários. DISCURSO INDIVIDUAL G7: Os hotéis associados a redes hoteleiras seguem padrões e existe resistência nas alterações destes. DISCURSO INDIVIDUAL G8: A dança é vista como uma ferramenta de entretenimento pelos funcionários, que se utilizam da mesma nos momentos de integração e descontração sendo já praticadas como exemplo, 155 produtos diferenciados, são altamente evitados.""Há muita resistência da gerência.""Já foi oferecida dança para os hóspedes do formato de aulas em parceria com a rede de academia Atletica, como forma de atividade física, contudo os hóspedes não aproveitaram.""O nível das aulas oferecidas pelo estabelecimento não eram tão bons quanto da Ritmo Quente, isso também acredito que cause desinteresse." MJPC MJPC "Se você for pensar no lado popular, forró, pagode""Se você for pensar... forró, pagode e boi são os três tipos de dança que a gente Lado popular, forró, mais vê aqui.""Em alguns pagode, boi como tipo locais existe dança de de dança; dança de salão, mas assim, muito salão muito restrita; restrita ainda.Não muito não muito desenvolvido." "Sei que desenvolvida; outras existem outros, você vai em coisas alternativas. locais como o Porão do Alemão, você vai encontrar outras coisas, assim, alternativas, de dança, eu diria que são essas três." "Tem o enfoque no boi, que é o regional, e também o forró, ele tem um atrativo que é uma dança, eu diria, do povo, e as pessoas quando vem pra uma localidade, pra uma determinada região, elas querem se misturar, elas Enfoque no boi, que é querem saber o que as o regional; forró é pessoas comuns da cidade uma dança do povo; fazem." as pessoas quando "Manaus tem uma influência vem pra uma nordestina muito grande e localidade querem se essa influência nordestina misturar; Manaus tem faz com que muita gente uma influência saiba, goste e dance forró." nordestina; muita "Mas aqui, o forró dançado gente goste e dance aqui, é um estilo diferente, forró; estilo diferente; por exemplo, do forró forró pé-de-serra; dançado em Recife, ou o dança mais sensual. forró dançado nas capitais nordestinas que lá é um forró que chamam, no Recife, por exemplo, chamam forró pé-de-serra, e é diferente do forró daqui que é um pouco mais sensual do que o dançado nessas outras capitais‖ as quadrilhas e o trabalho com o boi. DISCURSO INDIVIDUAL G9: O nível dos serviços oferecidos por um estabelecimento especializado em atividades físicas é diferente de uma casa especializada em dança, isso pode gerar desinteresse. Porão do Alemão DISCURSO INDIVIDUAL G10: O forró, o pagode e boi são os três tipos de danças populares que mais se vê em Manaus, tendo outras alternativas menos conhecidas. DISCURSO INDIVIDUAL G11: Em alguns lugares se vê a manifestação da dança de salão, mas ainda considerada pouco desenvolvida. DISCURSO INDIVIDUAL G12: O boi se torna um atrativo por ser regional, e o forró por se tratar de uma dança comum ao cotidiano dos habitantes da região. Recife; Capitais Nordestinas; DISCURSO INDIVIDUAL G13: Manaus tem uma influência nordestina muito grande, fazendo do forró uma dança conhecida e praticada pelo povo. DISCURSO INDIVIDUAL G14: O estilo do forró dançado em Manaus é diferente dos praticados nas capitais nordestinas, tendo a sensualidade como uma característica diferenciadora. 156 MJPC Estritamente de negócios; Hotel voltado pro segmento de negócios; talvez algum atrativo turístico, vai em algum local da cidade, normalmente um restaurante; MJPC Existem vários segmentos diferentes do turismo; turismo de lazer; maior probabilidade de encontrar clientes que gostariam de ter alguma atração regional; Hotel Tropical, na cidade; Ariaú, na selva; Jungle Palace, alguns hotéis de selva que colocam dentro das atividades; eles fazem algum tipo de dança; selva tradicionais, Ariaú, do Ecopark, do próprio Jungle Palace; o Golf; tem utilizado a dança e a música como atividades pra entreter o cliente. noite caribenha; vários outros tipos de noites, com músicas e danças específicas. "Não, porque é um hotel estritamente de negócios." "Esse é um hotel voltado pro segmento de negócios, aqui grande parte dos nossos clientes, chega, se hospeda, normalmente chega de madrugada, se hospeda, toma café da manhã, vai pra fábrica, volta no finalzinho da noite, só dorme, janta, dorme, às vezes nem janta no hotel." "Um cliente que saia, na cidade, aí sim, é onde entra talvez algum atrativo turístico, vai em algum local da cidade, normalmente um restaurante, depois volta, dorme e vai embora." "Não compensa investir neste, em nenhum tipo de atrativo, porque o cliente não fica aqui dentro." "Os hotéis de negócios são mais usados, ou pra reuniões de negócios, e aí uma área de eventos grande, ou apenas como um local seguro de descanso, um local onde o cliente vai realmente pra descansar." "Existem vários segmentos diferentes do turismo, dentro dos diversos segmentos possíveis na nossa cidade, os mais influentes, os mais fortes, são turismo de negócios, que hoje representa algo como, no mínimo, 80% da demanda do turismo da cidade." "Em segundo lugar, distante, aí vem o turismo de lazer." "O turismo de lazer é onde haveria maior probabilidade Hotel Tropical; de encontrar clientes que Ariaú; Jungle Palace; gostariam de ter alguma Ecopark; Jungle atração regional e aí você Palace; Golf Resort; tem hotéis que se interessam, como é o caso do Hotel Tropical, na cidade, como é o caso do Ariaú, na selva, como é o caso do Jungle Palace, que alguns hotéis de selva que colocam dentro das atividades, eles fazem algum tipo de dança" "Hotéis de selva tradicionais, caso no Ariaú, do Ecopark, do próprio Jungle Palace, e tem hotel novo, que é o Golf... o Golf DISCURSO INDIVIDUAL G15: O hotel não oferece nenhum programa relacionado a dança por entender que no segmento de negócios a rotina dos seus clientes, não comporte tais atividades. DISCURSO INDIVIDUAL G16: Não compensa investir em atrativos para clientes de hotéis de negócios, pois os mesmos não permanecem no ambiente do hotel, a menos que seja para ter o conforto do descanso ou para reuniões de trabalho. DISCURSO INDIVIDUAL G17: Dos diversos segmentos de turismo existentes, os mais fortes em Manaus, são o de negócios e de lazer, sendo nesse último a maior probabilidade de encontrar clientes interessados em atrações regionais. DISCURSO INDIVIDUAL G18: Existem hotéis de selva e na cidade de Manaus que já oferecem a dança como forma de entretenimento para o hóspede. 157 é um hotel por exemplo, que tem utilizado, por ser um hotel de lazer, ele tem utilizado a dança e a música como atividades pra entreter o cliente." "Então, por exemplo, recentemente teve uma noite caribenha, depois teve vários outros tipos de noites, com músicas e danças específicas." MJPC MJPC MJPC Enquadraria como uma atividade que "Normalmente ela(dança) precisam preencher o se enquadraria como uma tempo do cliente; atividade nos hotéis que hotéis muito precisam preencher o específicos; a dança tempo do cliente" pode ser utilizada "A dança pode ser utilizada como um fator pra como um fator pra atrair atrair cliente para um cliente para um restaurante restaurante ou para ou para um serviço, ou pra um serviço, ou pra preencher um tempo preencher um tempo daquele momento do cliente daquele momento do dentro do hotel." cliente dentro do hotel. "O hotel dispões de uma, de um fitness center completo, bem equipado e uma sauna." "E o fitness center é muito utilizado, ou seja o cliente Fitness center que vem para o hotel, ele completo, bem normalmente é o típico equipado e uma homem e mulher de sauna. muito utilizado; negócios, numa típico homem e mulher determinada faixa etária, e de negócios; que se preocupa, sim, com preocupa, sim, com a a sua saúde, e que sua saúde; reserva um normalmente reserva um espaço do dia, pra espaço do dia, uns 15, 20 fazer algum tipo de minutos pra fazer uma, atividade física. algum tipo de atividade física, por isso que nós temos um fitness bem equipado que consegue atender bem essa demanda." Fator custo; fitness é "Aí entraria um fator muito mais um serviço do importante que é o fator hotel, se a dança for custo, ou seja, por que ele vai no fitness? Porque não oferecida como um serviço do hotel; um tem custo." "Pra eles o fitness é mais controle do tempo dele muito rígido; um serviço do hotel, se a complicado estipular dança for oferecida como horários; tem horários um serviço do hotel é que a probabilidade é possível que ele faça" maior do cliente estar "Mas como ele tem um aqui; não sabe se problema, um controle do nesse horário ele vai tempo dele muito rígido, estar disponível. uso quem controla é ele, seria flutuante; as pessoas um pouco complicado de têm uma agenda muito você estipular horários do apertada, mas sempre que você teria uma encontram uma atividade que ele poderia brechinha; é uma participar" DISCURSO INDIVIDUAL G19: A dança pode ser utilizada como fator para atrair clientes para um restaurante, para um serviço, ou para preencher o tempo daquele momento do cliente dentro do hotel. DISCURSO INDIVIDUAL G20: O cliente do hotel de negócios se preocupa com saúde e que normalmente reserva um espaço do dia para algum tipo de atividade física, por isso o hotel disponibiliza um espaço bem equipado para atender essa demanda. DISCURSO INDIVIDUAL G21: Um fator importante com relação a oferta da dança como uma alternativa relacionada a atividade física é o custo. Se a dança por oferecida como um serviço do hotel é possível que a mesma seja aceita pelos hóspedes. DISCURSO INDIVIDUAL G22: Uma dificuldade na implantação de uma atividade com dança 158 forma de manter a forma física. MJPC MJPC "Só que a gente sabe que tem horários que a probabilidade é maior do cliente estar aqui; Mesmo assim, a gente não sabe se nesse horário ele vai estar disponível." "O uso da academia é muito flutuante, então começa a atividade lá pelas 5 da tarde, aí vai um, dois, três... depois tem momentos que tem muita gente, tem momentos que não tem ninguém." "Tem dia que não dá ninguém, tem dia que fica lotado, é assim, as pessoas elas têm uma agenda muito apertada, mas sempre encontram uma brechinha, vai lá porque é uma forma de manter a forma física." "E você teve a oportunidade de ver alguma pesquisa nesse sentido, feita aqui, no hotel, ou em algum outro lugar? Não, não." para clientes de hotéis de negócios seria a condição do tempo, pois é complicado estipular horários, visto que o próprio uso da academia, que hoje já é utilizada, é flutuante. Apesar de saber que existem horários com maior probabilidade do hóspede estar presente no hotel, não é possível saber se o mesmo estará disponível. DISCURSO INDIVIDUAL G23: Não houve a oportunidade de se observar alguma pesquisa feita com os clientes relativa ao assunto abordado. "Eu acho que o público que mais interesse teria, neste tipo de atividade, seria o público dos hotéis de lazer, hotéis de selva, hotéis de Mais interesse teria, natureza. É onde você DISCURSO neste tipo de poderia, se pensar em INDIVIDUAL G24: O atividade, seria o turismo, poderia ter uma público com maior público dos hotéis de maior aceitação desse tipo aceitação desse tipo de lazer, hotéis de selva, de serviço." serviço seriam os hotéis de natureza; "Há também uma outra clientes de hotéis de maior aceitação desse alternativa muito importante lazer, de selva e de tipo de serviço; outra que é um espaço específico Lapa no Rio de natureza. alternativa muito só pra dança, é muito Janeiro; casas de importante que é um comum ter, por exemplo, se tango em Buenos DISCURSO espaço específico só você for pensar em termos Aires; casas de INDIVIDUAL G25: Outra pra dança;no Rio de de Brasil, você tem no Rio samba de gafieira no alternativa importante Janeiro, um espaço, de Janeiro, um espaço, na Rio de Janeiro seria a criação de na Lapa; em Buenos Lapa, se fomenta bastante espaços específicos só Aires, tem várias a dança como, realmente para dança, a exemplo casas específicas de um atrativo turístico. Isso de casos que já deram tango. no Rio, tem também acontece em certo como as casas de várias casas Buenos Aires, acontece em gafieira no Rio de específicas de samba vários lugares." Janeiro e de tango em de gafieira "Se você for em Buenos Buenos Aires. Aires, tem várias casas específicas de tango. Se você for no Rio, tem várias casas específicas de samba de gafieira." 159 MJPC As pessoas vão lá pra dançar, elas tão lá por causa desse ritmo; É algo que está falando um pouquinho da cultura da região e os turistas eles gostam disso; algo focado na nossa cultura ou até mesclado com algo como o forró; as danças do povo; algo que as pessoas estão participando de uma coisa mais autêntica. FBFA Não vi um grande impacto; um público muito executivo; são hotéis com publico de executivos que vem pro distrito; aos finais de semana, fica o hotel mais vazio. oportunidade pra atrair um público diferente; alguma outra atividade diferente que faça a pessoa se prender aqui; é um diferencial pouco trabalhado; é uma oportunidade. FBFA Muito forte é o forró; o forró aqui que é um forro diferenciado, que é bem regional; algumas tribos indígenas que fazem também rituais e danças; Eu até gosto "Então isso é muito interessante porque as DISCURSO pessoas vão lá pra dançar, INDIVIDUAL G26: Um elas tão lá por causa desse local específico para ritmo, e veja que não é dança fala um pouco como uma danceteria que sobre a cultura da você encontra em qualquer região e os turistas lugar do mundo." gostam disso. "É algo que está falando um pouquinho da cultura da DISCURSO região e os turistas eles INDIVIDUAL G27: Em gostam disso." Manaus poderia se ―A gente poderia pensar pensar em algo focado em ter algo focado na para a própria cultura, nossa cultura ou até mesclando um pouco mesclado com algo como o com o forró, com forró, com as danças do danças do povo, onde o povo, porque você teria turista se sentiria algo que as pessoas iriam participando de uma se sentir que estão coisa autêntica. participando de uma coisa mais autêntica." "Olha pra mim, na verdade, até hoje, eu não vi um grande impacto na pro tipo de hotel que eu trabalhei, que foi um público muito executivo, sempre trabalhei muito em hotéis com esse porte aqui, que são hotéis com publico de executivos que vem pro distrito, que vem trabalhar durante a semana e, aos finais de semana, fica o hotel mais DISCURSO vazio." INDIVIDUAL G28: Nos "Mas, por outro lado, eu hotéis voltados para o acho que é uma público executivo a oportunidade pra atrair até oferta de serviços com um público diferente do dança poderia servir que, de repente, a gente tá como uma oportunidade acostumado a trabalhar, tanto para atrair um então inclusive aos finais de público diferente, semana, alguma outra quanto para prender atividade diferente que faça esse público no hotel a pessoa se prender aqui, aos finais de semana. porque realmente nesse tipo de hotel as pessoas vem passar a semana pro trabalho, e sexta-feira, sábado a maioria vão embora, mas é um diferencial pouco trabalhado, na minha opinião, e nesse tempo que eu tenho, pouco trabalhado nos hotéis, mas que é uma oportunidade, acredito que seja." "Olha que eu vejo muito DISCURSO aqui, que é muito forte é o INDIVIDUAL G29: O forró, o forró aqui que é um forró de Manaus é uma forro diferenciado, que é Forró de São Paulo e manifestação muito bem regional" outras regiões forte, dançada de forma "Não é o forró que eu estou diferenciada de São acostumado, de São Paulo, Paulo e de outras de outras regiões." regiões do país. 160 de dança, mas o forró daqui não é o tipo de dança que eu, normalmente eu danço. FBFA A gente na verdade não teve um trabalho específico pra dança, nós temos algumas festas; e nisso a gente vai ter um grupo de dançarinos fazendo uma apresentação de can can;é um trabalho específico, não tenho nada periódico ou eventos durante todo o ano; consequentemente dança também que a gente sempre traz alguma apresentação, alguma coisa pra atrair os clientes aqui. FBFA Um apoio legal num hotel que eles até estavam fazendo apresentação no hotel pros clientes; em Recife, em Porto de Galinhas também, tinha aulas de dança, tinha também apresentações, tinha uma série de gêneros; hotéis voltado pro lazer, agora o executivo nunca vi; de São Paulo em Alphaville, menos residencial, que tem mais empresas, não trabalhava com esse tipo de público também. "O que eu vi também, já conheço algumas tribos indígenas que fazem também rituais e danças, conhecendo também mais como turista, que eu acabei conhecendo" . "Eu até gosto de dança, mas o forró daqui não é o tipo de dança que eu, normalmente eu danço, mas eu vejo que aqui o mais forte é o forró." "A gente na verdade não teve um trabalho específico pra dança, nós temos algumas festas que nem o réveillon que a gente faz." "Por exemplo esse ano a gente vai fazer o réveillon que é uma noite em Las Vegas, e nisso a gente vai ter um grupo de dançarinos fazendo uma apresentação de can can" "Mas é um trabalho específico, não tenho nada periódico ou eventos durante todo o ano, mais o réveillon que eu tenho que trabalho com música." "E aí consequentemente dança também que a gente sempre traz alguma apresentação, alguma coisa pra atrair os clientes aqui." "Quando eu estive passando em Brasília, eu vi um apoio legal num hotel lá uma época que eu viajava fazendo auditoria nos hotéis, e eu vi um apoio que eles até estavam fazendo apresentação no hotel pros clientes." "Vi em Recife também, em Porto de Galinhas também, eles também tinham, lá era um resort, e lá também tinha aulas de dança, tinha também apresentações, tinha uma série de gêneros lá em Recife também, mas foram hotéis que eu vi mais voltado pro lazer, agora o executivo que é onde eu mais trabalhei eu vi muito pouco, na verdade, na verdade eu nunca vi." "No hotel que eu vim de São Paulo também, que era Alphaville, que é uma região, vamos dizer, menos residencial, que tem mais empresas, lá também a gente não trabalhava com esse tipo de público‖ DISCURSO INDIVIDUAL G30: É possível encontrar algumas tribos indígenas que fazem rituais e danças em Manaus. DISCURSO INDIVIDUAL G31: Não existe um trabalho periódico com dança ofertado pelos hotéis, existem eventos específicos que a dança é trabalhada como um atrativo. Brasília; Recife; Porto de Galinhas São Paulo em Alphaville. DISCURSO INDIVIDUAL G32: É possível observar o apoio dos hotéis de lazer em regiões do país como Brasília, Recife, Porto de Galinhas, sendo a dança ofertada em aulas e apresentações em vários estilos, não sendo evidenciado em hotéis voltados para executivos. 161 FBFA Dança envolve tudo isso, envolve desde o lazer ao fitness e a terapia;Quem gosta de dançar fica realizado em todos esses aspectos; sabe que é uma atividade física, então, faz bem pro organismo e além disso também é uma terapia; pra um dia de estresse, principalmente falando de hóspede é uma válvula de escape bem bacana pra quem utiliza; nunca tive um trabalho paralelo com hotel e dança. FBFA Uma restrição talvez seria o espaço; não tenho tanta área pra fazer esse tipo de evento de dança; mas acho que isso a gente conseguiria ajustar. FBFA Na Rede Atlântica não teria impeditivo ou uma norma; uma dança que não seja nada pejorativo pra mulher ou pra qualquer outra coisa não tem nenhum tipo de restrição; super aberto até pra ideias diferentes, cada região normalmente costuma trabalhar com as diferenças regionais; empecilho, de repente, o horário, que eu tenho muitos moradores; teria que ser algo em consenso com todos os moradores. FBFA tem um público "Eu acho que a dança envolve tudo isso, envolve desde o lazer ao fitness e a terapia" "Quem gosta de dançar e quem dança, eu acho que fica realizado em todos esses aspectos, sabe que é uma atividade física, então, faz bem pro organismo e além disso também é uma terapia também, pra um dia de estresse, principalmente agora falando de hóspede, de cliente que tem no trabalho." "Então eu acho que é uma válvula de escape bem bacana pra quem utiliza. Eu, no caso, gosto de dançar, eu adoro, mas eu nunca vi, nunca tive um trabalho paralelo com hotel e dança." "Uma restrição talvez seria o espaço, que o espaço aqui, apesar de ser um hotel grande não tenho tanta área pra fazer esse tipo de evento de dança, mas acho que isso a gente conseguiria ajustar." "Na Rede Atlântica, que é a rede na qual eu trabalho, não teria nada que teria impeditivo ou uma norma ou alguma coisa, desde que, ah claro que a dança não, a gente sabe que seja algo bacana, uma dança que não seja nada pejorativo pra mulher ou pra qualquer outra coisa não tem nenhum tipo de restrição, não." "A gente, na verdade, é super aberto até pra ideias diferentes, cada região normalmente costuma trabalhar com as diferenças regionais, com a cultura local, então se tivesse algo diferente aqui em Manaus, não teria nenhum problema de ser aceito." "Talvez o que eu veja de empecilho, de repente, o horário, que eu tenho muitos moradores também, aqui no caso não é um condomínio, no meu caso." "Teria que ser algo em consenso com todos os moradores, com todos os hóspedes pra que não tivesse nenhuma barreira‖ "Eu acho que aqui em DISCURSO INDIVIDUAL G33: A dança envolve desde o lazer ao fitness e a terapia. É uma atividade física que faz bem para o organismo, uma terapia para um dia de estresse, servindo como uma válvula de escape dos problemas que os hóspedes tem no trabalho. DISCURSO INDIVIDUAL G34: Uma restrição para realização de um projeto com dança, seria o espaço para realizar eventos deste tipo, mas poderia ser ajustado. DISCURSO INDIVIDUAL G35: Na rede Atlântica não há impeditivo para realização de atividades com dança, desde que não sejam pejorativas, inclusive a rede normalmente trabalha com as diferenças regionais. DISCURSO INDIVIDUAL G36: Talvez um empecilho para a implantação de um projeto com dança em hotéis com moradores, além dos hóspedes seria com relação ao horário, teria que ser um consenso. DISCURSO 162 estrangeiro muito grande; estamos cheios de estrangeiros que vieram pra pesca; mas a dança acaba não sendo algo inserido nesse dia a dia deles; tem muitos que vão pros hotéis de selva; lá funcionaria muito bem como atração;como integração de todos esses hóspedes; seria até interessante pra eles também ter algo no final da noite, ter algo depois do expediente pra que eles; como forma de terapia; eu iniciaria se eu tivesse num hotel de selva, num hotel de lazer; seria um atrativo, um diferencial interessante pra todo mundo. MOP MOP Manaus, tem um público estrangeiro muito grande, se você olhar aqui no lobby estamos cheios de estrangeiros que vieram pra pesca." "Eles tem várias finalidades, mas a dança acaba não sendo algo inserido nesse dia a dia deles. E tem muitos que vão pros hotéis de selva, eu acho que lá funcionaria muito bem como atração e até como integração de todos esses hóspedes esse tipo de trabalho." "No nosso hotel também, executivo, não vejo problema também de ter, acho que seria até interessante pra eles também ter algo no final da noite, ter algo depois do expediente pra que eles, como forma de terapia eu acho que seria bacana, não vejo empecilho, mas eu acho que, com certeza, eu iniciaria se eu tivesse num hotel de selva, num hotel de lazer, voltado pra esse público, com certeza eu acho que seria um atrativo, um diferencial interessante pra todo mundo." "Bom, eu sou um fascinado pelas nossas danças Danças gaúchas, gaúchas, as danças danças tradicionais, as tradicionais, as danças de danças de salão; eu salão e aqui em Manaus eu gosto do boi. gosto do boi, mas eu tenho um critério, eu não danço sozinho" No Hotel Tropical eles "No Hotel Tropical eles tem tem uma noite uma quinta-feira, uma noite temática uma temática que eles fazem apresentação do boi; uma apresentação do boi. grupos estrangeiros Eu já tive grupos pediram uma estrangeiros aqui que apresentação de boi; o pediram uma apresentação boi tem que ser mais de boi." valorizado como "Eu acho que assim, o boi dança; como tem que ser mais valorizado tradicionalista tento como dança." valorizar as danças "Por exemplo, nós vamos locais; fazer o quarto encontro de uma recepção uma Festival de tradição gaúcha apresentação de da Amazônia Ocidental, tango; seria melhor se começa agora dia 29, e nós fosse uma coisa da vamos abrir fazendo uma terra; no Rio de apresentação de boi com as Janeiro, as casas nossas crianças, as noturnas fazem mesmas que apresentam apresentações do as nossas danças samba, uma atração gaúchas." turística; as danças "Eu como tradicionalista INDIVIDUAL G37: Existem muitos turistas estrangeiros em Manaus, que visitam a cidade por diversos motivos mas não encontram a dança inserida nas atividades. Ela poderia ser trabalhada para integração dos hóspedes em hotéis de selva e lazer, bem como, no final do expediente nos hotéis de executivos, servindo como um atrativo e até mesmo um diferencial interessante. DISCURSO INDIVIDUAL G38: Em Manaus é possível identificar danças gaúchos e tradicionais, dança de salão e boi. Hotem Tropical, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul DISCURSO INDIVIDUAL G39: Em Manaus existe a oferta de apresentação do boi que é uma dança regional pelo Hotel Tropical, contudo as danças regionais deveriam ser mais valorizadas, pois os próprios turistas pedem para conhecer atrativos regionais, como pode ser envidenciado em outras localidades como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. 163 no Rio Grande são atrações turísticas, precisa valorizar mais isso aqui nessa região. MOP MOP MOP MOP tento valorizar as, as (danças tradicionais) as danças locais também, e acho que aqui pra região o que precisa é isso." "Eu fiquei sabendo que tem um hotel, não vi isso ainda, é o Golf Resort, que eles fazem uma recepção uma apresentação de tango. Acho valorizado, mas seria melhor se fosse uma coisa da terra." "Falando em terra, você vai no Rio de Janeiro, as casas noturnas fazem apresentações do samba, que é uma atração turística, as nossas danças no Rio Grande são atrações turísticas, acho que precisa valorizar mais isso aqui. Dança do ventre, dança árabe, as "Vi dança do ventre, dança pessoas aqui gostam árabe, as pessoas aqui muito de dança e não gostam muito de dança e se preocupam muito não se preocupam muito com o perfeccionismo; com o perfeccionismo. Eles querem dançar e se querem dançar e se divertir, divertir; falta assim eu acho que falta assim esse foco pra dança esse foco pra dança como como atração turística, atração turística, ou como ou como evento evento turístico." turístico. "A estrutura física do hotel, Não tenho um espaço eu não tenho um espaço que possa ser que possa ser dedicado, dedicado, que foi que foi construído construído direcionado direcionado especificamente; especificamente pra essa tenho um espaço que atividade. Mas quando tem são os salões de um determinado grupo que eventos, que eles pede, aí eu tenho um podem ser adaptados espaço que são os salões pra essas de eventos, que eles podem apresentações. ser adaptados pra essas apresentações." "Onde eu trabalhei, em Foz do Iguaçu, no Paraná, nós Foz do Iguaçu, no tínhamos um dos salões do Paraná, nós tínhamos Hotel, não sei se hoje eles um dos salões do ainda mantém essa, que Hotel, que tinha o tinha o espetáculo das três espetáculo das três fronteiras, uma peça teatral fronteiras, uma peça que tinha dança, mas teatral que tinha sempre tinha uma atração dança, mas sempre de balé, naquele tempo era tinha uma atração de o auge da Lambada, tinha balé; tinha apresentação de Lambada" apresentação de "Quando eu trabalhei em Lambada; em Angra Angra dos Reis, que era um dos Reis, um hotel hotel mais voltado pra mais voltado pra turismo, é, uma vez por turismo, era o samba. semana sempre tinha, porque o foco lá, claro, era o samba." As academias e a "As academias e a DISCURSO INDIVIDUAL G40: É possível encontrar várias danças como dança do ventre, dança árabe, em Manaus, reconhecendo que as pessoas gostam muito de dança, contudo falta um foco maior para o trabalho como oferta turística. DISCURSO INDIVIDUAL G41: O Hotel Taj Mahal não tem um espaço direcionado especificamente para atividades com dança, mas quando necessário existem salões de eventos que são adaptados para apresentações. Foz do Iguaçu, no Paraná e Angra dos Reis no Rio de Janeiro. DISCURSO INDIVIDUAL G42: Em outras localidades como Foz do Iguaçu e Angra dos Reis existe a oferta da dança como um atrativo nos hotéis, através de espetáculos teatrais com dança como balé, lambada e samba. Teatro Amazonas, DISCURSO 164 MOP MOP faculdade de dança faculdade de dança deveriam ter um corpo deveriam ter um corpo de de dança pra essas dança pra essas apresentações; a apresentações que fosse academia, ela tem um, poderia ser com um como fonte de renda o objetivo comercial (certo)." aluno; se ela tivesse "No Teatro Amazonas, eu um corpo de dança fui no, durante o festival de essas apresentações dança e um evento que as poderiam ser um academias fizeram, cada atrativo dos hotéis; os uma fez uma apresentação, turistas pagassem pra eu achei muito bonito, só ver, ou que o próprio que, a academia, ela tem hotel pagasse pra como fonte de renda o oferecer uma opção a aluno." mais de lazer; a dança "E se ela tivesse um corpo é uma atividade física, de dança essas que faz as pessoas apresentações poderiam mais elegantes e até ser um atrativo dos hotéis, mais felizes. que os turistas pagassem pra ver, ou que o próprio hotel pagasse pra oferecer uma opção a mais de lazer." "A dança é uma atividade física, e a tendência das pessoas é cuidarem bem do corpo, e a dança é uma excelente maneira das pessoas ficarem mais elegantes, mais felizes até." "A dificuldade, no Taj Mahal especificamente é eu não ter um espaço que... eu No Taj Mahal tenho quatro salões de especificamente é eu eventos, entre aqui e o não ter um espaço; o Plaza, que também é início de um evento nosso, e a agenda deles é desse seria um muito lotada, é muito." investimento; tenho "Então, claro, o início de um uma procura muito evento desse seria um grande de eventos, investimento, e eu não então a dificuldade consigo atender todos os hoje seria em ter esse meus clientes hoje, eu espaço; depois aí tenho uma procura muito preciso o projeto, o grande de eventos, então a início, a finalidade, o dificuldade hoje seria em ter tempo. esse espaço, a principal, claro; depois aí preciso o projeto, o início, a finalidade, o tempo." Na Argentina tem o tango à noite, no Rio tem o Samba, lá no Rio Grande tem a nossa; é fazer com que as pessoas que vem aqui, queiram voltar. "Na Argentina tem o tango à noite, no Rio tem o Samba, lá no Rio Grande tem a nossa... Manaus precisa ter isso como opção." "Eu acho que a melhor maneira de gerar proveito (da copa do mundo) é fazer com que as pessoas que vem aqui, queiram voltar. Tão simples isso." festival de dança e evento de dança de academias. INDIVIDUAL G43: As academias de dança e faculdades trabalham com apresentações de dança, como no festival de dança no Teatro Amazonas, com foco no cliente que é o seu aluno. Contudo, poderiam trabalhar um corpo de dança que fizesse um atrativo para os hotéis, onde os turistas ou o próprio hotel pagasse para oferecer. DISCURSO INDIVIDUAL G44: A dança pode ser vista como uma atividade física que promove elegância e torna as pessoas mais felizes. Taj Mahal e Plaza DISCURSO INDIVIDUAL G45: dentre as dificuldades para implantação da oferta de dança encontramos a falta de espaço, de investimento e de projetos com início, finalidade e tempo determinado. DISCURSO INDIVIDUAL G46: Com a ocorrência da copa do mundo a melhor maneira de tirar proveito é fazer com que as pessoas queiram voltar, e a Argentina e Rio de exemplo de outras Janeiro. localidades como Rio de Janeiro e Argentina, que se utilizam do tango e do samba, respectivamente, Manaus precisa ter uma opção relacionada a dança. 165 MOP "Uma sugestão que eu sempre pensei em dar até nas nossas reuniões, da ABAV, da ABIH, é... o Teatro Amazonas, eles tem o evento de Jazz, de dança, O Teatro Amazonas, tem a série Guaraná, tem eles tem o evento de vários eventos durante o Jazz, de dança, tem a ano e... mas o Teatro série Guaraná, tem Amazonas é o cartão postal vários eventos durante de Manaus, certo? Então o ano; ele não deveria ele não deveria não ter não ter atração atração nenhum dia, né? E nenhum dia; ele é uma casa que está ali poderia um dia da e precisa sempre de mais semana, ter um atrações." espetáculo de dança, "Eu acho que, por exemplo, não tem que construir poderia um dia da semana, nada (certo... tem um ter um espetáculo de espaço lá); uma dança, não tem que maneira de valorizar construir nada (certo... tem até de desenvolver, um espaço lá) E que criar essa cultura. também é preciso, então, acho que um dia da semana, né, seria uma maneira de valorizar, de desenvolver, de criar essa cultura." MOP Qualquer atrativo que tenha vai fazer a diferença na escolha do hotel. "Com certeza, com certeza. Qualquer atrativo que tenha vai fazer a diferença na escolha do hotel." Reuniões da ABAV, da ABIH, eventos de jazz, de dança e filmes da série o Guaraná. DISCURSO INDIVIDUAL G47: Uma sugestão para desenvolver e valorizar a dança criando essa cultura, seria criar atrações no próprio Teatro Amazonas, onde já existe um espaço apropriado e poderia servir de atrativo para os turistas. DISCURSO INDIVIDUAL G48: Qualquer atrativo que tenha faz diferença na escolha do hotel.