Norma Técnica Interna SABESP NTS 034 Soldagem Especificação São Paulo Dezembro - 1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP SUMÁRIO 1 PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM .................................................................................. 1 1.1 OBJETIVO......................................................................................................................... 1 1.2 REFERÊNCIAS NORMATIVAS.......................................................................................... 1 1.3 DEFINIÇÕES...................................................................................................................... 1 1.4 APLICAÇÃO...................................................................................................................... 1 1.5 CONDIÇÕES ESSENCIAIS................................................................................................. 1 1.6 ALTERNATIVA .................................................................................................................. 2 2 QUALIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM............................................... 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 OBJETIVO......................................................................................................................... 2 ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO PARA SOLDAGEM DE ESTRUTURAS ............................... 2 ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO PARA SOLDAGEM DE CHAPAS........................................ 3 ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO PARA SOLDAGEM EM TUBOS.......................................... 7 CONSIDERAÇÕES GERAIS ..............................................................................................13 3 QUALIFICAÇÃO DE SOLDADOR.................................................................................. 14 3.1 OBJETIVO........................................................................................................................14 3.2 REGISTRO DE QUALIFICAÇÃO........................................................................................14 3.3 NOTAS PRELIMINARES ...................................................................................................14 3.4 ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO PARA SOLDADOR............................................................14 3.5 CRITÉRIOS PARA QUALIFICAÇÃO DE SOLDADOR ........................................................21 3.6 INTERVALO DE VALIDADE DA QUALIFICAÇÃO POR ESPESSURA DO METAL BASE ...22 3.7 PRAZO DE VALIDADE ......................................................................................................22 3.8 REQUALIFICAÇÃO DE SOLDADORES.............................................................................22 4 INSPEÇÃO DE ELETRODOS......................................................................................... 22 4.1 OBJETIVO........................................................................................................................22 4.2 TESTES PRELIMINARES..................................................................................................22 4.3 TESTES OPCIONAIS ........................................................................................................24 5 PREPARAÇÃO E EXECUÇÃO DE JUNTAS SOLDADAS ............................................ 24 5.1 OBJETIVO........................................................................................................................24 5.2 CONDIÇÕES GERAIS .......................................................................................................24 5.3 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS PARA SOLDAS EM ESTRUTURAS.......................................25 5.4 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS PARA JUNTA DE TOPO EM TUBO .......................................26 5.5 CUIDADOS ESPECIAIS.....................................................................................................27 5.6 INSPEÇÃO E TESTES DE SOLDAS ..................................................................................27 5.7 CONTROLE ESTATÍSTICO ...............................................................................................28 5.8 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................28 ANEXO A - CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO ........................................................................ 29 A1 A2 A3 A4 A5 A6 EXAME VISUAL (NORMA API 1104)..................................................................................29 ENSAIO RADIOGRÁFICO (NORMA ANSI B 31.3)..............................................................29 ENSAIO DE TRAÇÃO........................................................................................................30 ENSAIO DE DOBRAMENTO GUIADO (NORMA ASME V ).................................................30 ENSAIO DE FRATURA COM ENTALHE (NORMA API 1104) ..............................................30 ENSAIO POR ULTRA-SOM (NORMA ASME V)...............................................................30 ANEXO B – FORMULÁRIOS ............................................................................................. 34 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Soldagem 1 PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM 1.1 OBJETIVO Estabelecer a metodologia a ser empregada bem como os padrões mínimos de qualidade a serem exigidos na execução de soldas de metais ferrosos ou não, para assentamento de tubulações, fabricação de tubos, peças, vasos de pressão, reservatórios e estruturas. 1.2 REFERÊNCIAS NORMATIVAS As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta norma, e devem ser consideradas em suas versões mais recentes. NTS 035 – Consumíveis de soldagem. NTS 038 – Testes ultra-sônicos de juntas soldadas. NBR 5874 – Terminologia de soldagem elétrica. ANSI B.31.3 – Critérios de aceitação para ensaios radiográficos ASME V - Exames não destrutivos ASME IX – Qualificação de soldagem API Standard 1104 – Welding of pipelines and related facilities 1.3 DEFINIÇÕES Executante : empresa responsável pela execução dos serviços de soldagem. Corpo-de-prova (CP): peça onde serão executados os cordões de solda e da qual serão retiradas seções para a execução dos ensaios destrutivos de tração, dobramento, macrografia e outros. 1.4 APLICAÇÃO O procedimento de soldagem proposto deverá ser emitido pelo executante e enviado para análise à unidade de controle tecnológico da Sabesp, que será responsável pelo acompanhamento dos testes de qualificação descritos no item 2 - Qualificação de Procedimento de Soldagem. A Sabesp poderá exigir um novo procedimento de soldagem sempre que considerar que o proposto não atende às exigências de qualidade dos serviços, ou quando forem alteradas as condições essenciais de qualificação. Uma vez qualificado o procedimento, o executante não poderá promover alterações na sistemática de execução das soldas, sob qualquer pretexto, sem que se execute nova qualificação. 1.5 CONDIÇÕES ESSENCIAIS São consideradas condições essenciais, cuja modificação implicará em requalificação do procedimento: a) Mudança no tipo de junta; b) Mudança no processo de soldagem: eletrodo revestido, MIG, MAG, TIG, arco submerso, arame tubular e outros; c) Mudança de grupo de material de base (ou “P number" da norma ASME IX art. IV QW-422) ou solda de dois materiais de base pertencentes a grupos diferentes, mesmo que a qualificação tenha sido feita para cada grupo separadamente; d) Uso de eletrodo classificado em outro grupo, conforme tabela A4 do anexo A; e) Mudança da composição química do material depositado; 30/12/1999 1 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP f) Exigência de nova posição de soldagem diferente de outras já qualificadas (ver figura A2 do anexo A ); g) No caso de solda executada por equipamento automático: mudança de passe simples para múltiplo, de arco simples para múltiplo ou mudança no sentido de progressão dos passes; h) Diminuição da temperatura de pré-aquecimento; i) Mudança do tipo de fluxo empregado no processo de soldagem com arco submerso, podendo haver variação de granulometria sem necessidade de requalificação; j) Alteração no sentido de progressão da solda; k) Alteração do tipo de chanfro adotado (ver tabela A2 do anexo A). Nota: Variação nas dimensões do chanfro (ângulo, ombro) é desconsiderada; l) Utilização de metal base cuja espessura esteja fora do intervalo de validade da qualificação do procedimento de soldagem apresentado; m) Utilização de espaçamento entre os elementos a soldar acima dos limites da tabela A2 do anexo A. 1.6 ALTERNATIVA A critério exclusivo da Sabesp poderá ser dispensada a qualificação do procedimento de soldagem, desde que o executante adote o padrão 1 (ver formulário B2 no anexo B), o que não dispensa a qualificação dos soldadores e dos consumíveis de soldagem . 2 QUALIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM 2.1 OBJETIVO Verificar a viabilidade técnica do procedimento de soldagem proposto pelo executante. O executante deverá fornecer todo o material necessário para a confecção dos corposde-prova assim como se encarregará da usinagem dos mesmos, dentro das dimensões indicadas para cada caso, conforme descrito adiante. A soldagem dos CP deverá ser efetuada em local apropriado, ao abrigo de chuva e vento e com luz natural ou artificial adequada, com equipamento de soldagem em boas condições, sendo obrigatória a apresentação dos certificados de aferição dos instrumentos de controle antes do início da soldagem. Os ensaios deverão ser executados às expensas do executante, em laboratórios aprovados previamente pela Sabesp. 2.2 ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO PARA SOLDAGEM DE ESTRUTURAS 2.2.1 Preparação do CP: Soldar duas chapas na forma de junta em “T” conforme indicado na figura 2.1. O sentido de progressão deve ser o indicado no procedimento de soldagem. 2.2.2 Exame visual: Os critérios de avaliação estão descritos no anexo A. 2.2.3 Exame macrográfico: Retirar cinco seções dos locais e nas dimensões indicadas na figura 2.1, através de corte com serra. Limpar cada seção com solvente removedor de gordura; não utilizar querosene, gasolina ou qualquer outro produto que deixe resíduos oleosos. Lixar sucessivamente com lixas finas (granulação 120, 280, 0 e 00), uma face de cada seção. Mergulhar as faces preparadas num recipiente contendo ácido clorídrico comercial e água, misturados em igual volume. A solução deverá ser mantida em temperatura próxima daquela de sua ebulição durante a imersão das seções. 2 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Manter a face das seções em contato com a solução por tempo suficiente para revelar qualquer imperfeição que porventura haja na solda. O exame visual da estrutura do metal soldado e da zona adjacente afetada pelo calor deverá mostrar fusão completa na raiz e ausência de trincas em todas as seções. 50 t 25 50 50 50 50 25 120 t t 4 t 5 3 2 1 300 120 SEÇÃO 1 9,5mm ≤ t ≤ 12,7mm Notas: Dimensões em milímetros Soldar na posição 2 F – figura A2 do anexo A Material: O mesmo indicado no procedimento de soldagem Figura 2.1 – Corpo-de-prova para solda em ângulo 2.3 ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO PARA SOLDAGEM DE CHAPAS 2.3.1 Solda de topo em chapas 2.3.1.1 Preparação do CP a) Tomar dois segmentos de chapa do mesmo material previsto no procedimento de soldagem. b) Executar chanfro em uma das bordas de cada segmento com as dimensões previstas na figura 2.2 e no procedimento de soldagem. c) Posicionar as chapas para a soldagem mantendo o espaçamento previsto no procedimento de soldagem. Não é permitido o ponteamento da junta. d) Executar a solda dentro das condições indicadas no procedimento de soldagem levando em conta todas as exigências, por exemplo: posição, tensão e corrente elétrica. 2.3.1.2 Inspeção preliminar a) Exame visual Vide anexo A para critérios de aceitação. b) Ensaio radiográfico A solda do CP será radiografada em toda sua extensão, dentro das técnicas previstas para a obtenção de radiografias no padrão 2- 2T, conforme ASME IX. Os critérios de aceitação de defeitos em solda são os previstos na norma ANSI B 31.3 transcritos no anexo A . 30/12/1999 3 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 180 c) Ensaio por ultra-som A solda do CP será examinada em toda sua extensão dentro das técnicas previstas no procedimento de inspeção NTS 038 - Testes ultra-sônicos de juntas soldadas da Sabesp. Os critérios de aceitação de defeitos em solda são os previstos pela norma ASME V, transcritos no anexo A . * t 150 * * Notas: Dimensões em milímetros Material: o mesmo indicado no procedimento de soldagem. Soldar na posição indicada no procedimento de soldagem. * Dimensões dos chanfros conforme croqui do procedimento de soldagem. t = 4,7 a 19,0mm (espessura da chapa) Figura 2.2 – Preparação do corpo-de-prova 2.3.1.3 Ensaios mecânicos Do CP aprovado preliminarmente, serão retiradas três seções dos locais indicados na figura 2.3. a) Ensaio de tração Usinar as seções conforme indicado na figura 2.4. Submeter a seção à tração em equipamento apropriado. Os critérios de aceitação são os transcritos no anexo A. b) Ensaio de dobramento guiado As duas seções retiradas do CP, destinadas ao ensaio de dobramento, devem ser usinadas conforme indicado na figura 2.5 e ensaiadas no dispositivo indicado na figura A1 do anexo A, à temperatura ambiente. Em cada seção deverão ser gravadas em baixo-relevo as posições relativas da face (F), da raiz (R) e do ponto médio da seção do cordão de solda. Os critérios de aceitação são os transcritos no anexo A. 4 30/12/1999 Norma Técnica Interna SABESP para ensaio de tração para ensaio de dobramento de face de dobramento de raiz 10 seção para ensaio 45 seção 45 180 seção 70 10 NTS 034 : 1999 t 303 Nota: Dimensões em milímetros Figura 2.3 – Corpo-de-prova para solda de topo em chapas 50 7 30 7 R= 25 100 (mínimo) t 303 Nota: Dimensões em milímetros 1 peça Figura 2.4 - Seção para ensaio de tração 30/12/1999 5 Norma Técnica Interna SABESP 25 NTS 034 : 1999 r=3 t 303 Nota: Dimensões em milímetros 2 peças Figura 2.5 – Seção para ensaio de dobramento contra raiz e face 2.3.2 Solda em ângulo - Junta sobreposta em chapas. 2.3.2.1 Preparação do CP a) Tomar dois segmentos de chapa do mesmo material previsto no procedimento de soldagem com as dimensões indicadas na figura 2.6. b) Posicionar para a soldagem mantendo a sobreposição. Pontear para fixação no local indicado na figura 2.6. c) Executar a solda dentro de todas as condições indicadas no procedimento de soldagem, por exemplo: posição, tensão e corrente elétrica. 2.3.2.2 Exame visual Os critérios de aceitação estão descritos no anexo A. Soldar pontear 150 150 30 180 pontear Nota: Dimensões em milímetros Figura 2.6 – Preparação do corpo-de-prova 6 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 2.4 ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO PARA SOLDAGEM EM TUBOS 2.4.1 Solda de topo em tubos 2.4.1.1 Preparação do corpo de prova: a) Tomar dois segmentos de tubo do mesmo material previsto no procedimento de soldagem com diâmetro mínimo de 150mm e espessura de 11,1mm com 150mm de comprimento cada (figura 2.7). b) Executar chanfro em uma das bordas de cada segmento nas dimensões previstas no procedimento de soldagem. c) Posicionar para a soldagem mantendo o espaçamento previsto no procedimento de soldagem. Não é permitido o ponteamento da junta. d) Fixar os segmentos de forma a manter o tubo distante, no mínimo, 1,0m do solo. e) Executar a solda dentro das condições indicadas no procedimento de soldagem (posição, eletrodo, tensão e corrente). f) A solda deve ser executada de tal forma a simular todas as posições de soldagem previstas, não sendo permitido alterar a posição original do tubo. g) Na execução do CP não será permitida a execução do passe de selagem. 2.4.1.2 Inspeção preliminar a) Ensaio por radiação penetrante A solda do CP será radiografada em toda a sua extensão, dentro das técnicas previstas para obtenção de radiografias no padrão 2 - 2T, conforme ASME IX. Os critérios de aceitação de defeitos em solda são os previstos na norma ANSI B 31.3 transcritos no anexo A. b) Ensaio por ultra-som A solda do CP será examinada em toda a sua extensão dentro das técnicas previstas no NTS 038 - Testes ultra-sônicos de juntas soldadas da Sabesp. Os critérios de aceitação de defeitos em solda são os previstos pela norma ASME V, transcritos no anexo A. NOTA: A escolha entre o ensaio por radiação penetrante ou por ultra-som para os corpos-de-prova será definida na análise do procedimento de soldagem. 2.4.1.3 Ensaios mecânicos Do CP aprovado preliminarmente, serão retiradas seis seções dos locais indicados na figura 2.7. a) Ensaio de tração Tomar as duas seções destinadas ao ensaio de tração (figura 2.7) e usiná-las conforme indicado na figura 2.8. Submeter as seções à tração em equipamento apropriado. Os critérios de aceitação são os transcritos no anexo A. b) Ensaio de dobramento guiado As quatro seções retiradas do CP, destinadas ao ensaio de dobramento devem ser usinadas conforme indicado na figura 2.9 e ensaiadas no dispositivo esquematizado na figura A1 do anexo A, à temperatura ambiente. Em cada seção deverão ser gravadas em baixo-relevo as posições relativas da face (F), da raiz (R) e do ponto médio da seção do cordão de solda. Os critérios de aceitação são os transcritos no anexo A. 30/12/1999 7 Norma Técnica Interna SABESP 150 NTS 034 : 1999 Ver Det. A 150 Soldar na posição indicada no procedimento de soldagem Geratriz Superior Seção para ensaio de tração Seção para dobramento de face 4 Seção para dobramento de raiz 1 Seção para dobramento de raiz 3 Seção para dobramento de face 2 Seção para ensaio de tração Geratriz Inferior * t * * Detalhe - A Nota: Dimensões em milímetros ∗Conforme o procedimento de soldagem Figura 2.7 – Corpo-de-prova para ensaios mecânicos 8 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 50 7 30 7 R= 25 100 (mínimo) t 303 2 peças 25 Nota: Dimensões em milímetros. Figura 2.8 - Seção para ensaio de tração r=3 t 303 Nota: Dimensões em milímetros. 4 peças Figura 2.9 - Seção para ensaio de dobramento 2.4.2 Soldagem de flanges em tubos 2.4.2.1. Preparação do corpo-de-prova a) Soldar duas chapas do material indicado no procedimento de soldagem, conforme indicado na figura 2.10. b) As chapas devem ser posicionadas de maneira que seja possível a execução dos cordões de solda na posição sobre cabeça. 2.4.2.2 Inspeção preliminar a) Exame visual Os critérios de aceitação estão descritos no anexo A. b) Ensaio de fratura com entalhe Do CP serão retiradas quatro seções dos locais indicados na figura 2.10. Usinar as seções conforme figura 2.11. Cada seção deverá ser submetida a golpes de martelo conforme indicado na figura 2.11 até a ruptura, sendo observada segundo os critérios descritos no anexo A. 30/12/1999 9 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 20 55 55 55 20 55 150 t 4 3 f t 2 1 * 260 150 4,7mm ≤ t ≤ 9,5mm Notas: Dimensões em milímetros. Soldar na posição 4 F ∗Conforme o procedimento de soldagem f: conforme tabela A3 do anexo A. Material: o mesmo indicado no procedimento de soldagem. Figura 2.10 – Corpo-de-prova para solda em ângulo 10 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 150 45° t Executar corte com serra Sentido de solicitação 3,2 150 3,2 50 25 Fixador Nota: Dimensões em milímetros Figura 2.11 - Seção para ensaio de fratura com entalhe 30/12/1999 11 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 2.4.3 Solda em Derivação 2.4.3.1 Preparação do corpo-de-prova a) Soldar dois segmentos de tubo do mesmo material indicado no procedimento de soldagem, conforme indicado na figura 2.12. b) A solda deverá ser executada com os eixos de simetria dos tubos na posição horizontal (posição 5 G) distantes 1m do solo, de tal forma que se permita a sua execução nas posições plana, vertical e sobre cabeça. c) O posicionamento dos segmentos a serem soldados poderá ser feito com o auxílio de ponteamento. 2.4.3.2 Inspeção preliminar a) Exame visual Examinar a solda segundo os critérios de aceitação descritos no anexo A. b) Ensaio de fratura com entalhe Do CP serão retiradas quatro seções dos locais indicados na figura 2.12. Usinar as seções conforme figura 2.13. Submeter cada seção a golpes de martelo conforme indicado na figura 2.13 até a fratura, sendo observada segundo os critérios de aceitação descritos no anexo A. 300 Ver Det. A 1e3 4 2 150 Tubo 1 Soldar na Tubo 2 posição 5G Tubo 1 - Ø 12" - Sch. 40 ( 10,31 mm ) Tubo 2 - Ø 6" - Sch. 80 ( 10,97 mm ) 3 30° Material base : O mesmo indicado no procedimento de soldagem Dimensões em milímetros Det. A Roteiro de soldagem: 1 - Preparar o tubo 2, executando o corte com maçarico 2 - Executar o furo no tubo 1 3 - Soldar conforme procedimento de soldagem 4 - Não executar selagem Figura 2.12 – Corpo-de-prova para solda em derivação 12 30/12/1999 Norma Técnica Interna SABESP Executar corte com serra 3,2 NTS 034 : 1999 3,2 Sentido de solicitação Detalhe A A 50 = = 1 2 50 25 Fixador 100 Nota: Dimensões em milímetros Figura 2.13 - Seção para ensaio de fratura com entalhe 2.5 CONSIDERAÇÕES GERAIS Se qualquer seção submetida a teste apresentar falha não admitida pelo critério de aceitação específico do ensaio, será considerado reprovado todo o corpo-de-prova. Neste caso, o executante deverá providenciar a execução de um novo teste. Será considerado reprovado o procedimento de soldagem que não conseguir aprovação em três tentativas consecutivas de qualificação, devendo o executante elaborar outro procedimento e submetê-lo a novos testes. Os dados obtidos nos testes serão relatados no formulário “Qualificação de Procedimento de Soldagem” . O procedimento qualificado será registrado junto à Sabesp. 30/12/1999 13 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 3 QUALIFICAÇÃO DE SOLDADOR 3.1 OBJETIVO Estabelecer as exigências mínimas para a qualificação de soldadores e operadores que executarão as juntas soldadas. 3.2 REGISTRO DE QUALIFICAÇÃO O executante deve elaborar o seu registro de qualificação, conforme formulário do anexo B, em 4 vias, e agendar as datas dos ensaios com a unidade de inspeção da Sabesp. 3.3 NOTAS PRELIMINARES A soldagem dos CP será executada segundo a metodologia descrita no procedimento de soldagem elaborado pelo executante e qualificado pela Sabesp. O executante deverá fornecer todo o material necessário para a confecção dos corposde-prova, assim como se encarregará da usinagem dos mesmos dentro das dimensões indicadas para cada caso. A execução da soldagem dos CP será efetuada em local apropriado, ao abrigo de chuva e vento e com iluminação adequada, com equipamento de soldagem em boas condições, sendo obrigatória a apresentação dos certificados de aferição dos instrumentos de controle antes do início da soldagem. A confecção dos CP, sua usinagens e a execução dos testes de qualificação só terão validade se acompanhadas desde o início por um inspetor da Sabesp. Os ensaios serão executados às expensas do executante, em laboratórios aprovados previamente pela Sabesp. Para efeito de classificação serão considerados quatro tipos de serviços de solda, que requerem qualificação em separado: a) Soldador para estruturas: executará soldas exclusivamente em elementos estruturais, apoios, suportes, pontes metálicas, treliças, chapas planas ou xadrez de até 4,7mm de espessura. Admitem-se todas as posições de soldagem. b) Soldador para chapas: executará todas as soldas previstas no item (a) e soldas em chapas planas ou xadrez acima de 4,7mm, tanques, reservatórios e vasos de pressão formados a partir de chapas. Admitem-se todas as posições de soldagem. c) Soldador de tubos: executará todas as soldas previstas nos itens (a) e (b) e soldas em tubos, flanges e derivações. Admitem-se todas as posições de soldagem. d) Operador de máquinas automáticas de soldagem: executará soldas na confecção de tubos, tanques e vasos de pressão. 3.4 ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO PARA SOLDADOR 3.4.1 Soldador de estruturas 3.4.1.1 Junta de topo na posição horizontal Soldar 2 chapas na forma de junta de topo na posição horizontal, conforme indicado na figura 3.1. Exame Visual A solda será aprovada se estiver de acordo com o anexo A – Critérios de aceitação. O soldador, cuja solda tiver satisfeito às condições acima, deverá então prosseguir no teste descrito a seguir, realizando a solda no CP 02. 14 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 3.4.1.2 CP 02 - Junta em T na posição vertical. Soldar duas chapas na forma de junta em T na posição vertical. As dimensões das chapas são mostradas na figura 3.2, a direção de soldagem deve ser a mesma indicada no procedimento de soldagem. Exame Visual A solda será aprovada se: - a diferença entre os comprimentos das pernas do cordão for no máximo de 1,5mm. - não apresentar concavidade ou convexidade além de 1,5mm. - não apresentar mordeduras adjacentes ao passe de cobertura. Exame de Fratura Com auxílio de uma prensa ou de golpes de martelo, tombar a chapa 1 sobre a chapa 2, de forma que o vértice da raiz do cordão de solda seja tracionado. Para satisfazer ao exame de fratura, o CP não deve apresentar indicações de trincas ou fusão incompleta na raiz da solda. O limite máximo admissível da somatória dos comprimentos das bolhas e inclusões de escória é de 20mm em todo o CP. 80 Interromper e reiniciar a soldagem neste ponto 80 Ver detalhe A 300 t * Soldar na posição 1 G Detalhe A * t: a mesma utilizada no procedimento de soldagem * Conforme o procedimento de soldagem * Notas: Dimensões em milímetros Material base: o mesmo indicado no procedimento de soldagem Figura 3.1 – Junta de topo 30/12/1999 15 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP ão licitaç de so o d ti n Se t chapa 1 80 t t chapa 2 300 80 t : a mesma utilizada no procedimento de soldagem Nota: Dimensões em milímetros Material base: O mesmo indicado no procedimento de soldagem Figura 3.2 – Junta em T 3.4.2 Soldador de chapas 3.4.2.1 Preparação do CP Tomar dois segmentos de chapa do mesmo material previsto no procedimento de soldagem com as dimensões mostradas na figura 3.3. Executar chanfro em uma das bordas de cada segmento nas dimensões previstas no procedimento de soldagem. Posicionar as chapas para a soldagem, mantendo o espaçamento previsto no procedimento de soldagem. Não é permitido o ponteamento da junta. Executar a solda dentro das condições indicadas no procedimento de soldagem. A solda deve ser executada de tal forma a simular todas as posições de soldagem previstas, não sendo permitido alterar a posição original do CP. Na execução do CP não será permitida a selagem. 3.4.2.2 Inspeção preliminar a) Exame visual Examinar a solda segundo os critérios descritos no anexo A. b) Ensaio radiográfico A solda do CP deverá ser radiografada em toda a sua extensão dentro das técnicas previstas para a obtenção de radiografias no padrão 2-2T, conforme ASME IX. Os critérios de aceitação de defeitos em solda são os previstos pela norma ANSI B-31.3 transcritos no anexo A. 3.4.2.3 Ensaio de dobramento guiado Do CP aprovado preliminarmente, serão retiradas quatro seções dos locais e nas dimensões indicadas na figura 3.4. As seções devem ser usinadas conforme indicado na figura 3.5 e ensaiadas no dispositivo esquematizado na figura A1 do anexo A, à temperatura ambiente. 16 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Em cada seção deverão ser gravadas em baixo-relevo: - as iniciais do nome do soldador; - a posição relativa da face (F2 e F4); - a posição relativa da raiz (R1 e R3). As seções devem ser dobradas de forma que duas sejam tracionadas na face e duas na raiz. Os critérios de aprovação do ensaio são os transcritos no anexo A. 150 Interromper e reiniciar a soldagem neste ponto 150 Ver detalhe A 200 t * * Detalhe A * Notas: Dimensões em milímetros ∗Conforme o procedimento de soldagem 150 Figura 3.3 – Junta de topo F2 R3 30 30 F4 150 R1 10 30 20 20 30 10 t Nota: Dimensões em milímetros Figura 3.4 – Seções para ensaios 30/12/1999 17 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Região p/ gravar a posição relativa da face ou raiz Região p/ gravar as iniciais do soldador 25 r=3 t 300 (mínimo) Notas: Dimensões em milímetros 4 peças As gravações em baixo-relevo deverão ser feitas sempre no lado da face do CP. Figura 3.5 - Seção para ensaio de dobramento 3.4.3 Soldador de tubos 3.4.3.1 Preparação do CP - Tomar dois segmentos de tubo do mesmo material previsto no procedimento de soldagem, com diâmetro mínimo de 150mm, espessura máxima de parede de 11,1mm e com 150mm de comprimento cada (figura 3.6). - Executar chanfro em uma das bordas de cada segmento nas dimensões previstas no procedimento de soldagem. - Posicionar para a soldagem, mantendo o espaçamento previsto no procedimento de soldagem. Não é permitido o ponteamento da junta. - Fixar os segmentos de forma a mantê-los distante, no mínimo, 1,0m do solo. - Executar a solda dentro das condições indicadas no procedimento de soldagem. - A solda deve ser executada de tal forma a simular todas as posições de soldagem previstas, não sendo permitido alterar a posição original do tubo. - Na execução do CP não será permitida a selagem. 3.4.3.2 Inspeção preliminar a) Exame visual Examinar a solda segundo o critério descrito no anexo A . b) Ensaio radiográfico ou por ultra-som A solda do CP será examinada em toda a sua extensão conforme uma destas técnicas. Para soldas em aço inoxidável deve ser feito ensaio radiográfico. Os critérios de aceitação de defeitos em solda são os previstos pela norma ASME V para ensaio por ultra-som ou ANSI B31.3 para ensaio por radiografia, transcritos no anexo A. 3.4.3.3 Ensaio de dobramento guiado Do CP aprovado preliminarmente, serão retiradas quatro seções dos locais e nas dimensões indicadas na figura 3.6. As seções devem ser usinadas conforme indicado na figura 3.7 e ensaiadas no dispositivo esquematizado na figura A1 do anexo A, à temperatura ambiente. 18 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Ver Det. A Para dobram. de face (F 2) 45° 45° Para dobram. de raiz (R 1) 150 150 Para dobram. de face (F 4) Para dobram. de raiz (R 3) * Soldar na posição indicada no procedimento t Detalhe A Material base: O mesmo indicado no procedimento de soldagem Dimensões em milímetros * Conforme indicado no procedimento de soldagem * * Figura 3.6 – Corpo-de-prova para solda em tubo Em cada seção deverão ser gravadas em baixo-relevo: - as iniciais do soldador; - a posição relativa da face (F2 e F4); - a posição relativa da raiz (R1 e R3). Os critérios de aprovação do ensaio são os transcritos no anexo A. 3.4.4 Operador de máquinas automáticas de soldagem. 3.4.4.1 Preparação do CP Tomar dois segmentos de chapa do mesmo material previsto no procedimento de soldagem conforme a figura 3.8. Posicionar o CP no equipamento de soldagem junto à peça a ser soldada, de modo que o CP venha se tornar uma chapa apêndice da peça. Executar a solda dentro das condições indicadas no procedimento de soldagem. 3.4.4.2 Inspeção preliminar Os critérios de aceitação são aqueles descritos no item 4.3.2. 3.4.4.3 Ensaio de dobramento guiado Do CP aprovado preliminarmente, serão retiradas duas seções dos locais e nas dimensões indicadas na figura 3.9. As seções devem ser usinadas conforme indicado na figura 3.10 e ensaiadas no dispositivo esquematizado na figura A1 do anexo A, à temperatura ambiente. 30/12/1999 19 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Em cada seção deverá ser gravado em baixo-relevo: - as iniciais do soldador; - a posição relativa da face (F2); - a posição relativa da raiz (R1). Os critérios de aprovação do ensaio são os transcritos no anexo A. Região p/ gravar a posição relativa da face ou raiz Região p/ gravar as iniciais do soldador 25 r=3 t 300 (mínimo) Notas: Dimensões em milímetros As gravações em baixo-relevo deverão ser feitas sempre no lado da face do CP. ∗ Conforme o procedimento de soldagem 80 Figura 3.7 – Seção para ensaio de dobramento * 150 * * Notas: Dimensões em milímetros Material e dimensões marcadas com * conforme procedimento de soldagem Figura 3.8 – CP para soldagem em máquina automática 20 30/12/1999 Norma Técnica Interna SABESP 30 10 NTS 034 : 1999 de dobramento de face seção para ensaio seção para ensaio 30 F2 de dobramento de raiz 10 R1 t 303 Notas: Dimensões em milímetros Figura 3.9 – Divisão do corpo-de-prova Região p/ gravar a posição relativa da face ou raiz Região p/ gravar as iniciais do soldador 25 r=3 t 300 (mínimo) Notas: Dimensões em milímetros As gravações em baixo-relevo deverão ser feitas sempre no lado da face do CP. Figura 3.10 – Seção para ensaio de dobramento 3.5 CRITÉRIOS PARA QUALIFICAÇÃO DE SOLDADOR Será aprovado o soldador que cumprir todo o programa de ensaios recomendados para cada especialidade, sem que qualquer seção submetida a teste apresente falha não admitida pelo critério de aceitação específico do ensaio. 30/12/1999 21 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP O soldador que for reprovado numa primeira prova, em qualquer dos testes previstos, poderá ser submetido a outra, a ser executada em condições idênticas à primeira. O intervalo mínimo para a realização da terceira prova será de três meses contados a partir da data da segunda prova. O soldador qualificado será cadastrado junto à Sabesp, com um número de identificação inalterável que irá identificar o profissional em qualquer obra ou serviço de soldagem dentro da Sabesp. 3.6 INTERVALO DE VALIDADE DA QUALIFICAÇÃO POR ESPESSURA DO METAL BASE TIPO DE JUNTA ESPESSURA DO MATERIAL DO CORPO-DE-PROVA Mínima Máxima DE TOPO DE TOPO 3,0 a 9,5mm 9,5 a 19,0mm 3,0mm 4,7mm DE TOPO ≥ 19,0mm 4,7mm 2t 2t até 19mm máximo a ser soldado EM ÂNGULO INTERVALO DE VALIDADE todas as espessuras 3.7 PRAZO DE VALIDADE É considerado expirado todo certificado de qualificação de soldador quando decorrer um prazo superior a três meses após o último ensaio de solda (ultra-som ou radiografia) aprovado em obras da Sabesp, ou de terceiros comprovado por documentação aceita previamente pela área de qualificação da Sabesp. 3.8 REQUALIFICAÇÃO DE SOLDADORES Será exigida requalificação de soldador se: - houver alteração em qualquer das condições essenciais do procedimento de soldagem no qual ele é qualificado (ver item 1). - o índice de reparo de soldas for superior a 10% no período de um mês. - o soldador se apresentar com certificado de qualificação com prazo expirado. 4 INSPEÇÃO DE ELETRODOS 4.1 OBJETIVO Alertar, prevenir e evitar que o executante utilize eletrodos defeituosos ou em más condições. A iniciativa desta inspeção deverá partir do executante para o seu próprio benefício. A Sabesp, no entanto, se reserva o direito de exigir esta inspeção quando julgar necessário. 4.2 TESTES PRELIMINARES 4.2.1 Inspeção visual Deverá ser feita em uma ou mais embalagens, a critério da fiscalização, de onde se retirará uma amostra de eletrodos para se observar: a) Pega de eletrodos 22 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 80 As pegas de eletrodos deverão estar isentas de revestimentos. b) Ausência de trincas Os eletrodos não deverão apresentar trincas nos revestimentos, em particular nas pontas, o que implicará na rejeição do lote considerado. c) Corrosão na alma do eletrodo Os eletrodos da amostra serão dobrados em arco e se o revestimento de um se destacar, apresentando corrosão na alma, o lote será rejeitado. 4.2.2 Soldabilidade Satisfeitas as condições do item 4.2.1, retira-se uma nova amostra de eletrodos de uma ou mais embalagens, com os quais se executará um cordão de solda em posição plana numa peça como mostrado na figura 4.1. A solda deverá ser realizada por soldador qualificado segundo a Qualificação de Soldador da Sabesp e em local apropriado. Ao usar os eletrodos, deve ser verificado se a abertura do arco é fácil em virtude do estado de revestimento na ponta. Ao usar cada eletrodo, deve-se interromper o arco em vários pontos a fim de se verificar se o seu consumo é uniforme. Se for verificado o aparecimento de unha, rejeitar o lote. Se aparecer porosidade superficial na solda, verificar a umidade do revestimento do eletrodo. Caso constatada alguma irregularidade, rejeitar o lote. 80 Ver detalhe A 6,35 300 35º Detalhe A 2 Soldar na posição 1 G Material base: Aço de baixo carbono Dimensões em milímetros 3 max. Figura 4.1 – Corpo-de-prova para teste de soldabilidade 4.2.3 Estocagem As latas abertas devem ser estocadas conforme as indicações do fabricante, sendo passível de rejeição todo o eletrodo do tipo celulósico encontrado fora da estufa por um período superior a 12 horas. Os eletrodos do tipo básico devem ser utilizados imediatamente após a retirada da estufa. 30/12/1999 23 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 4.2.4. Manuseio Os eletrodos que apresentarem sinais evidentes de manuseio violento ou inadequado devem ser rejeitados. 4.3 TESTES OPCIONAIS 4.3.1 Teste de rendimento dos eletrodos O rendimento do eletrodo é a relação entre o peso do metal depositado pelo eletrodo e o correspondente peso do eletrodo aplicado. Determina-se praticamente efetuando a soldagem sobre uma chapa, operando em posição plana, com cinco eletrodos de mesma bitola e utilizando a corrente elétrica média indicada pelo fabricante. Antes de iniciar a soldagem, a chapa deve ser cuidadosamente pesada. Analogamente para os cinco eletrodos. Completada a solda, esta deve ser limpa da escória e dos respingos eventuais, e em seguida efetua-se uma segunda pesagem. Indicando-se por D o peso do material depositado obtido pela diferença das duas pesagens, por S o peso das cinco pontas que sobraram e por A o peso dos cinco eletrodos obtido inicialmente, o valor do rendimento R será: R= 100 D % A-S 4.3.2 Teste de velocidade de deposição Velocidade de deposição V é a relação entre o peso do material D, utilizando-se uma corrente elétrica média, e o tempo T de manutenção do arco elétrico necessário à deposição. Normalmente a velocidade de deposição é dada em kg/h. V= D T 5 PREPARAÇÃO E EXECUÇÃO DE JUNTAS SOLDADAS 5.1 OBJETIVO Estabelecer as exigências para a execução de soldas, definindo parâmetros de referência para servir de base tanto para o executante como para a fiscalização da Sabesp. 5.2 CONDIÇÕES GERAIS 5.2.1 Introdução A soldagem deverá ser realizada por soldadores qualificados conforme item 3 Qualificação de Soldador, dentro das condições estabelecidas pelo procedimento de soldagem qualificado, conforme item 2 - Qualificação de Procedimento de Soldagem, empregando-se eletrodos qualificados ou homologados. 5.2.2 Condições climáticas Em condições climáticas adversas, as soldas somente poderão ser executadas sob proteção de abrigos apropriados que impeçam a penetração de chuva e ventos fortes prejudiciais à qualidade final da solda. 5.2.3 Área de trabalho Para as soldas executadas no nível do solo ou acima, a área de trabalho em torno da solda não deverá ter menos que 600mm de raio. Quando a solda for executada dentro de valas, o local de soldagem deverá ter dimensões suficientes para que um ou mais soldadores possam ter livre acesso ao local, assim como devem ser retirados todos os pedaços de ferro, madeira, pedra ou qualquer outro objeto que ponham em risco a integridade física do soldador. 24 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Para a execução de soldas em ambientes fechados, é obrigatória a instalação de exaustores ou insufladores de ar e a garantia de acesso seguro e desimpedido à distância máxima de 60 metros, mantendo as condições mínimas de segurança e salubridade. 5.2.4 Equipamentos de solda As máquinas e equipamentos de solda deverão estar em boas condições, observando-se que os instrumentos de controle estejam em perfeito funcionamento e sejam aferidos periodicamente. Os equipamentos movidos a energia elétrica devem ser instalados em redes livres de queda de tensão acentuada. As conexões entre o equipamento e os cabos devem ser feitas através de dispositivo apropriado, cuidando-se para que haja bom contato elétrico entre as partes e com garantias de segurança para o soldador e demais pessoas. 5.2.5 Identificação do soldador Cada soldador identificará seu trabalho, anotando seu número de registro com tinta, ao lado do cordão de solda, em local de fácil visualização. 5.2.6 Pré e pós aquecimento O procedimento de soldagem qualificado especificará as práticas de pré ou pós aquecimento que devem ser realizadas para materiais com carbono equivalente maior ou igual a 0,4%, ver item 5.8. 5.2.7 Limpeza inicial e entre passes A região a ser soldada deve apresentar superfície lisa, estar rigorosamente limpa, livre de carepas de oxidação, tintas, graxa e pites de corrosão profundos e generalizados. As chapas devem estar isentas de trechos com dupla laminação nessa área. A escória deve ser retirada após cada passe de solda com o auxílio de ferramentas mecânicas ou manuais. 5.2.8 Fixação As partes a serem soldadas devem ser fixadas de forma a evitar-se o movimento relativo entre elas. 5.2.9 Intervalo entre passes de solda O intervalo máximo entre a execução do passe de raiz e o passe de solda subseqüente não deverá exceder 30 minutos, sendo que a solda deverá ser completada na mesma jornada de trabalho. Caso, por força maior, a solda seja interrompida no primeiro passe (de 30 minutos a 8 horas), aplicar "quebra-gelo" (aquecimento a 60ºC com maçarico a GLP) antes de continuar a soldagem. Se a demora for superior a 8 horas, destruir a solda. Para os demais passes, aplicar "quebra-gelo". 5.2.10 Acabamento Todo o cordão de solda mais 100mm para cada lado, deve ser cuidadosamente limpo, retirando-se toda escória, respingos de solda, restos de revestimento ou quaisquer outras imperfeições ou sujeiras provenientes da soldagem. 5.2.11 Normas de segurança Devem ser observados todos os procedimentos de segurança pertinentes ao trabalho executado, sob pena de imediata interdição dos trabalhos. 5.3 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS PARA SOLDAS EM ESTRUTURAS A solda deve ser executada de maneira a impedir ou minimizar possíveis deformações provocadas pela variação de temperatura, quer desenvolvida pela própria soldagem, como pelo meio ambiente. 30/12/1999 25 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP 5.4 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS PARA JUNTA DE TOPO EM TUBO 5.4.1 Bisel de fábrica As extremidades do tubo devem ser providas com biséis, conforme formato especificado no procedimento de soldagem. 5.4.2 Biselamento na obra Os biséis devem ficar razoavelmente lisos e uniformes e as dimensões deverão estar de acordo com o procedimento de soldagem especificado. 5.4.3 Cruzetas As cruzetas devem ser retiradas apenas no momento da montagem da tubulação, após toda a movimentação ter sido efetuada. 5.4.4 Diâmetro do tubo Deve ser programada a instalação de tubos consecutivos de mesmo diâmetro externo, admitindo-se uma variação máxima igual ao estabelecido no item 5.4.6 Alinhamento. 5.4.5 Espessura do tubo Deve ser programada a instalação de tubos consecutivos de mesma espessura, admitindo-se uma variação máxima igual ao estabelecido no item 5.4.6 Alinhamento. 5.4.6 Alinhamento O desalinhamento entre os topos não deve exceder a 3,0mm ou t/3 (t= espessura da chapa), o que for menor. Qualquer desnivelamento causado por variações dimensionais deve ser igualmente distribuído em torno da circunferência do tubo. É proibido o uso de calor ou golpes de martelo na chapa para a obtenção do alinhamento. 5.4.7 Uso de alinhadores Podem ser usados alinhadores do tipo espaçadores com cunhas ou acopladoras pneumáticas. É proibido o uso de alinhadores soldados ao tubo (cachorro ou sargento). 5.4.8 Identificação dos tubos Todos os tubos possuem um número de identificação gravado em baixo-relevo na face interna de uma das pontas. Esse número deverá ser marcado com tinta alquídica em três pontos da face externa, de tal forma que se torne visível qualquer que seja a posição que o tubo se encontre após a movimentação. Quando não for possível a localização do número fornecido pelo fabricante do tubo, devese atribuir uma nova identificação precedida pela letra A, por exemplo: A-001, A-106, etc. 5.4.9 Afastamento entre soldas O afastamento mínimo entre as soldas longitudinais ou espirais das chapas dos tubos de dois elementos consecutivos deverá ser superior a 50mm. 5.4.10 Anéis de ajuste (Niples) O comprimento mínimo admissível será de 500mm ou um diâmetro (o que for menor). 5.4.11 Número de soldadores Para tubos com diâmetro nominal maior ou igual a 500mm é obrigatório o emprego de dois soldadores por junta, que executarão a solda simultaneamente e em lados opostos. 5.4.12 Seqüência de soldagem a - Ponteamento b - Passe de raiz 26 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP c - Passe de enchimento d - Passe de cobertura e - Passe de selagem Nota: Deve ser prevista limpeza entre cada passe da solda. 5.4.13 Quantidade de passes Deverá ser tal que a solda completa tenha uma forma uniforme na circunferência do tubo. Em nenhum ponto a superfície do passe de cobertura ou da selagem deve estar abaixo da superfície da chapa, nem mais saliente que esta além de 1,5mm. O passe de cobertura deve exceder em 3mm a largura original do chanfro. Tanto o passe de cobertura como o de selagem devem apresentar concordância suave com a chapa do tubo. Dois passes seguidos não devem ser iniciados no mesmo local. 5.4.14 Sentido de progressão da solda Ver procedimento de soldagem. 5.5 CUIDADOS ESPECIAIS a) Na execução do passe de selagem ou qualquer outro tipo de solda interna, as sobras dos eletrodos devem obrigatoriamente ser recolhidas, evitando-se danos ao revestimento interno do elemento. b) A entrada dos alinhadores, assim como a deposição de objetos dentro dos tubos devem ser feitas cuidadosamente, sendo obrigatório o uso de lençol de borracha sob os objetos a fim de se evitar danos ao revestimento interno. 5.6 INSPEÇÃO E TESTES DE SOLDAS 5.6.1 Direito de inspeção A Sabesp terá o direito de inspecionar todas as soldas por meio de ensaio não destrutivo ou por qualquer outro método que julgar necessário, conduzindo-os conforme as normas específicas. A inspeção pode ser feita durante ou após a realização da solda. A freqüência da inspeção será especificada pela Sabesp. 5.6.2 Preparativos para a inspeção O executante deverá preparar a junta para inspeção, conforme as orientações fornecidas pela fiscalização da Sabesp, atendendo no mínimo ao seguinte: • Facilidade de acesso ao local de inspeção. • Condições de segurança que garantam a integridade física do pessoal envolvido, levando-se em conta largura, profundidade e escoramento da vala, andaimes e guarda-corpos quando for o caso. • Espaço livre sem interferências na área onde houver inspeção. • Iluminação adequada do local. 5.6.3 Método de inspeção O teste não destrutivo pode constar de inspeção visual, radiográfica, por ultra-som, por líqüido penetrante, ou por qualquer outro método que a Sabesp julgar necessário para a perfeita avaliação da junta. Os ensaios serão realizados por inspetores especializados da Sabesp ou contratados junto às prestadoras de serviços de inspeção. Os critérios de aceitação das soldas estão descritos no anexo A. 30/12/1999 27 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Os resultados obtidos nos testes serão informados por relatório técnico específico a fim de que sejam tomadas as medidas cabíveis. 5.6.4 Rejeição As juntas que apresentarem defeitos fora da faixa de aceitação descrita no anexo A devem ser reparadas através da remoção da área defeituosa com o auxílio de disco abrasivo, eletrodo de grafite ou oxi-corte e posterior execução de novo cordão de solda. Os reparos devem ser inspecionados em toda a sua extensão e mais 100mm de cada lado sobre a solda remanescente. Caso o reparo não seja aprovado pelo critério de aceitação do ensaio, será permitida nova tentativa, seguindo-se o procedimento indicado acima. Na hipótese de outra reprovação, a junta será considerada totalmente reprovada, devendo, neste caso, ser eliminada, sendo obrigatório o corte de um anel do tubo com comprimento de 250mm de cada lado da solda, a fim de evitar-se danos à chapa. Quando se tratar de tanque, as chapas envolvidas devem ser totalmente substituídas. 5.7 CONTROLE ESTATÍSTICO Mensalmente o executante deve realizar o controle estatístico de juntas soldadas através de ensaio radiográfico e ultra-som, e enviá-lo à Sabesp para acompanhamento da performance dos soldadores e identificação das possíveis causas de rejeição de soldas. 5.8 CONSIDERAÇÕES FINAIS a) Sempre que o ângulo formado entre o eixo longitudinal da tubulação e do plano horizontal for igual ou superior a 45º, é exigível que o procedimento de soldagem e o soldador sejam qualificados na posição 6 G. b) Após a soldagem, a dureza da junta deverá ficar dentro dos limites estabelecidos para o tipo de material empregado. c) A determinação do carbono equivalente (CE) em porcentagem deve ser calculada pela equação: Mn CE = % C + % 28 4 Ni + % 20 Cr + % 10 Cu + % 40 Mo - % 50 V - % 10 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP ANEXO A - CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO A1 EXAME VISUAL (norma API 1104) a) Aspecto O cordão de solda deve ter aspecto e dimensões uniformes em toda sua extensão e não pode apresentar salpicos excessivos, trincas ou crateras. b) Mordeduras O comprimento não pode exceder o menor valor entre 0,8mm e 12,5% de t em 4t de solda, com entalhe máximo de 0,8mm (t= espessura da chapa). c) Concavidade A concavidade da raiz ou da face não pode provocar na junta uma redução de espessura abaixo da do menor dos componentes soldados. d) Reforço excessivo ou excesso de penetração O reforço externo e a saliência interna da solda devem ser bem fundidos, com boa concordância com a chapa do metal base, e não podem exceder os valores descritos na tabela A1. Tabela A1 – Reforços e saliências Espessura do material (mm) 1,6 à 2,4 à 4,8 à 25,0 à 2,4 4,8 25,0 57,0 Reforço ou saliência (máximo) (mm) 0,8 1,6 2,4 3,2 A2 ENSAIO RADIOGRÁFICO (Norma ANSI B 31.3) a) Trincas Não são aceitas. b) Falta de fusão e penetração Não são aceitas. c) Porosidade A porosidade individual não pode exceder o menor valor entre t/3 (t = espessura da chapa) e 3mm, na sua maior dimensão. A área total da porosidade projetada radialmente através da solda não pode exceder uma área equivalente a três vezes a área de um simples poro permissível em qualquer 4t de comprimento projetado da solda. d) Inclusão de escória O comprimento de qualquer inclusão de escória ou defeito alongado não pode exceder t/3 (t = espessura da chapa). O comprimento total de inclusões de escória e/ou defeito alongado não pode exceder a t em qualquer 12t de comprimento de solda. A largura da inclusão de escória não pode exceder ao menor valor entre 2,4mm e t/3. e) Mordedura O comprimento de mordedura não pode exceder o menor valor entre 0,8mm e t/4. 30/12/1999 29 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP f) Concavidade A concavidade da raiz ou da face não pode provocar na junta uma espessura abaixo da do menor dos componentes soldados. A3 ENSAIO DE TRAÇÃO A resistência à tração da solda incluindo a zona de fusão de cada seção deve ser igual ou maior que a mínima resistência à tração especificada para o material do tubo. Se a seção se romper fora da solda ou da zona de fusão e a resistência for igual ou superior à especificada para o metal base, a seção será aprovada. Se a seção se romper na solda ou na zona de fusão e a resistência observada for igual ou maior que a especificada para o metal base, a seção será considerada aprovada. Se a seção se romper na solda ou na zona de fusão, com resistência abaixo da especificada para o metal base, a seção será reprovada. A4 ENSAIO DE DOBRAMENTO GUIADO (norma ASME V ) A seção colocada centrada entre os apoios será submetida à carga do cutelo até que sua curvatura seja tal que se torne impossível inserir um fio de um milímetro de diâmetro entre as extremidades da seção e as superfícies laterais do cutelo. Para satisfazer o ensaio de dobramento não devem ser observadas, em nenhuma seção, trincas ou falhas medindo mais que 3mm em qualquer direção na superfície convexa. Não serão, contudo, consideradas as trincas que eventualmente ocorram junto às bordas, desde que não ultrapassem 6mm e exista evidência de que foram provocadas por inclusão de escória ou por outros defeitos internos do material. Caso uma das seções apresente falha com dimensão acima do permitido, o soldador será considerado reprovado. A5 ENSAIO DE FRATURA COM ENTALHE (norma API 1104) a) A superfície exposta de cada corpo-de-prova deve mostrar completa penetração e fusão. b) O valor máximo permissível para um poro será de 1,6mm medido na sua maior dimensão. c) O número máximo permissível de poros por centímetro quadrado será dois, desde que nenhum deles exceda o valor máximo permissível de 1,6mm. d) Inclusões de escória não podem ter mais que 0,8mm de espessura e 3,2mm de comprimento. Para chapas delgadas, adota-se como comprimento máximo de inclusão 0,5t (t = espessura da chapa). Deve existir, pelo menos, 10mm de solda perfeita entre as inclusões. A6 ENSAIO POR ULTRA-SOM (norma ASME V) a) Todos os ecos que excederem a curva de 20% da curva de referência primária, estando a sensibilidade do aparelho ajustada conforme NTS 038, deverão ser pesquisados e avaliados. b) Quando a inspeção for executada por apenas um lado da solda, todos os ecos que ultrapassarem a curva de 50% da curva de referência primária, estando a sensibilidade do aparelho ajustada conforme NTS 038, serão considerados defeitos. c) Quando a inspeção for executada por ambos os lados da solda, todos os ecos de descontinuidade que ultrapassarem a curva de 50% da curva de referência primária, estando a sensibilidade do aparelho ajustada conforme NTS 038, devem ser registrados no formulário padronizado. 30 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP d) Quando a inspeção for executada pelos dois lados da solda, somente serão considerados defeitos os ecos que ultrapassarem a curva de referência primária, estando a sensibilidade do aparelho ajustada conforme NTS 038. t Tabela A2 - Chanfros para soldagem em tubulações na forma de junta de topo t < 4,7mm t= espessura da chapa 4,7mm t α= 37,5º ± 2,5º β= 10° ± 1° a= 19,0mm e=t/3 até 3,0mm R=3,0mm (mínimo) e t α β R 19,0mm e a t α t > 19,0mm Tabela A3 - Espaçamento necessário para junta de topo em soldagens de tubulações de aço carbono Espessura da chapa (mm) Espaçamento necessário (f) (mm) Até 2,5 De 3,0 a 5,5 Acima de 6,0 1,5 a 2,0 2,0 a 3,0 3,0 a 4,0 Tabela A4 - Correspondência entre grupos de eletrodo e material base (ASME) Número de classificação dos eletrodos Grupo Grupo E - xx20 do do E - xx24 E - xx12 E - xx10 metal metal E - xx27 E - xx13 E - xx11 depositado base E - xx28 E - xx14 E - xx30 A-1 P-1 F-1 F-2 F-3 G-1 G-2 G-3 solda solda solda plana horizontal vertical F ⇒ indica solda em Junta “T ” G ⇒ indica solda em Junta de Topo 30/12/1999 E - xx15 E - xx16 E - xx18 F-4 G-4 solda cabeça sobre 31 Norma Técnica Interna SABESP 25 ±5 ,0 a/ 2 NTS 034 : 1999 C/2 C/2 e (mm) a (mm) c (mm) 3,2 ± 0,2 13,0 22,8 3,7 ± 0,2 15,0 25,8 6,2 ± 02 25,0 40,8 7,5 ± 0,2 30,8 48,4 10,0 ± 0,2 40,0 63,4 e = espessura do corpo-de-prova Figura A1 - Dispositivo para ensaio de dobramento 32 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Figura A2 - Posições de soldagem a) SOLDAS EM CHAPAS 4G 1G 2G 3G b) SOLDAS EM TUBOS 1G 5G 2G V 45°±5° H 6G c) SOLDAS EM FILETE Eixo da solda vertical Eixo da solda horizontal Eixo da solda horizontal Garganta da solda vertical 1F 30/12/1999 2F 3F 4F 33 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP ANEXO B – FORMULÁRIOS COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO sabesp PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM IDENTIFICAÇÃO EXECUTANTE:____________________________________________________________________ OBRA __________________________________________________________________________ Nº REGISTRO_______________DATA ____/_____/____ OBS:________________________________ CONDIÇÕES GERAIS CROQUIS PROCESSO:____________________________ TIPO: ( ) Automática ( ) Manual ( ) Outro METAL BASE: P _______ ∅ TUBO:____________________________ mm Nº PASSES:_________SELAGEM ( ) Sim ( ) Não ESPESSURA :_________________________ mm POSIÇÃO DE SOLDAGEM: ___________________ (Ver Anexo I fig.2) CONSUMÍVEL CLASSIFICAÇÃO: ABNT-_______________________ AWS-__________________________________ NOME COMERCIAL: ________________________ QUALIFICAÇÃO Nº __________________________ ∅ ARAME: ____________________________ MARCA DO FLUXO __________________________ GÁS DE PROTEÇÃO: _______________________ COMPOSIÇÃO _____________________________ PRÉ - AQUECIMENTO: _______________ºC VELOC. DE SOLDAGEM ___________________m/min CORRENTE:( ) CA ( ) CC TENSÃO:__________V POLARIDADE: ( ) Direta ( ) Inversa PASSE 1 2 3 4 Selagem TIPO ELETRODO ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ∅ ELETRODO (mm) CORRENTE ( A ) ____________ ____________ ____________ ____________ ____________ ______________ ______________ ______________ ______________ ______________ CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS Nº DE SOLDADOR POR JUNTA: _________________ PROGRESSÃO DA SOLDA : _____________________ MÉTODO DE LIMPEZA:_______________________ TIPO DE ALINHAMENTO: _____________________________________________________________ EQUIPAMENTO DE SOLDA :____________________________________________________________ Indicar com N.A. os itens não aplicáveis. OBSERVAÇÕES ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ EXECUTANTE ENG.º RESPONSÁVEL-SABESP ______________________________ DATA ______/______/________ __________________________________ DATA _______/_______/_______ Formulário B1 – Procedimento de soldagem 34 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP sabesp COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM IDENTIFICAÇÃO EXECUTANTE:____________________________________________________________________ OBRA __________________________________________________________________________ Nº REGISTRO Padrão 1 DATA ____/_____/____ OBS: para tubos e curvas . CONDIÇÕES GERAIS Revestido METAL BASE: P- 1 . ∅ TUBO: de 500 a 2100 mm CROQUIS 37° sim Nº PASSES: 3 SELAGEM ESPESSURA de 4,7 a 19,0 POSIÇÃO DE SOLDAGEM: 5 G mm conf. tab. 3 . 3,0 Eletrodo TIPO: Manual t PROCESSO: CONSUMÍVEL CLASSIFICAÇÃO: ABNTNOME COMERCIAL: ∅ ARAME: GÁS DE PROTEÇÃO: PRÉ AQUECIMENTO: CORRENTE: CC PASSE 1 2 3 4 SELAGEM 4410 - C ver AWS - relação E - 6010 . anexa II . QUALIFICAÇÃO Nº . N.A N.A N.A MARCA DO FLUXO: N.A COMPOSIÇÃO: N.A ºC VELOC. DE SOLDAGEM: N.A TENSÃO: 22 V POLARIDADE : TIPO ELETRODO ∅ELETRODO (mm) 6010 6010 6010 _______________ 6010 3,25 4,0 4,0 ___________ 3,25 . . m/min + . CORRENTE (A) 70 a 120 . 100 a 180 . 100 a 180 . _____________ 70 a 120 . CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS Nº DE SOLDADOR POR JUNTA: PROGRESSÃO DA SOLDA : TIPO DE ALINHAMENTO: EQUIPAMENTO DE SOLDA : 2 . ascendente MÉTODO DE LIMPEZA: esmerilhadeira . espaçador e cunhas . Gerador CC ou Conversor CA/CC . OBSERVAÇÕES ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ EXECUTANTE ENGº RESPONSÁVEL-SABESP __________________________ DATA ______/______/________ ______________________________ DATA _______/_______/_______ Formulário B2 – Procedimento de soldagem – Padrão 1 30/12/1999 35 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO sabesp QUALIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM CERTIFICADO Nº___________/_______ IDENTIFICAÇÃO EXECUTANTE: OBRA: Nº DE REGISTRO DO PROCEDIMENTO: INSPEÇÃO PRELIMINAR VISUAL: MACROGRAFIA: A R OBS.: CP 1- A R OBS.: CP 2- A R OBS.: CP 3- A R OBS.: CP 4- A R OBS.: CP 5- A R OBS.: ENSAIOS MECÂNICOS CP ESCOAMENTO RUPTURA LOCAL DA FRATURA 1 _______________MPa __________________MPa _________________________________ 2 _______________MPa __________________MPa _________________________________ ENSAIO DE DOBRAMENTO FACE TRINCA__________________________mm FACE TRINCA__________________________mm RAIZ TRINCA__________________________mm RAIZ TRINCA__________________________mm ENSAIO DE FRATURA COM ENTALHE CP 1- A R OBS.: CP 2- A R OBS.: CP 3- A R OBS.: CP 4- A R OBS.: CP 5- A R OBS.: CERTIFICAMOS QUE O PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM PROPOSTO FOI AVALIADO CONFORME OS TESTES ACIMA DESCRITOS, SENDO APROVADO TESTE ACOMPANHADO POR: ENG.º RESPONSÁVEL - DATA ________/________/________ Formulário B3 – Qualificação do procedimento de soldagem 36 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Empresa Norma Técnica Interna SABESP Obra Data Registro de Qualificação de Soldador Qualificação Novo Soldador Requalificação Tipo de Qualificação Chapa Estrutura / Tem ou teve Registro Sabesp? Não Sim. Qual? Qualificação em Novo Procedimento Tubulação / Prova nº Operador Nome RG Eixo CP 1F 2F Tipo de Junta Topo 3F 4F 5F 1G 2G 3G 4G 5G 6G Tipo Ângulo / Sobreposta Processos SMAW (Eletr. Rev.) Automático Manual SAW (Arco / Submerso) FCAW (Arame Tub.) Semi – Automático GTAW (TIG) GMAW (MIG/MAG) __________________________________________________________________ Procedimento de Soldagem Eletrodo Metal Base (ASME) p/espec. Metal adição (ASME) F/SFA Progressão da Solda Tipo de Chanfro Nº de Passes Espessura do CP. Tensão Corrente Nº de Identificação do CP. Polaridade Local dos Testes Observação RESULTADOS CHAPA Visual Dobramento Lateral Obs. Aprovado Reprovado END 1 2 Obs. Aprovado Reprovado ESTRUTURA Visual Ensaio de Fratura Obs. Aprovado Reprovado Concavidade Máxima Fratura Convexidade máxima mm Falha Sim mm Não 1 Sim 2 Não 3 Diferença entre as pernas do cordão mm END Obs. Aprovado Reprovado TUBULAÇÃO Visual Ensaio de Dobramento Obs. Aprovado Gamagrafia Aprovado Ultra-som Aprovado Raiz Reprovado Obs. 1 Obs. 3 Reprovado Face 2 mm Reprovado mm 4 mm mm LAUDO Aprovado Nº Registro - Sabesp Nº Certificado Reprovado Data Validade / Empresa Acompanhado por / / / Responsável Sabesp Formulário B4 – Registro de qualificação do soldador 30/12/1999 37 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Página em branco 38 30/12/1999 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Soldagem Considerações finais: 1) Esta norma técnica, como qualquer outra, é um documento dinâmico, podendo ser alterada ou ampliada sempre que for necessário. Sugestões e comentários devem ser enviados à Divisão de Normalização Técnica - TDSN. 2) Tomaram parte na elaboração desta Norma: ÁREA UNIDADE DE TRABALHO T T T I A M TC TDP TDSN IPEP AGMC MOPO 30/12/1999 NOME Adilson Menegatte de Melo Campos Alex Cury Airton Checoni David Carlos Almir Dias James Shiromoto João Ricardo Turati 39 NTS 034 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo Diretoria Técnica e Meio Ambiente - T Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico - TD Departamento de Serviços Tecnológicos e Acervo - TDS Divisão de Normalização Técnica - TDSN Rua Dr. Carlos Alberto do Espírito Santo, 105 - CEP 05429-100 São Paulo - SP - Brasil Telefone: (011) 3030-4839 / FAX: (011) 3030-4091 E-MAIL : [email protected] - Palavras Chave: Solda, Soldagem, Soldadores - 38 páginas 14/10/1999