UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” AVM FACULDADE INTEGRADA EVENTOS - UM TRUNFO DA COMUNICAÇÃO INTERNA Por: Nathalia de Aguiar Batista do Nascimento Orientador Prof. Fernando Alves Rio de Janeiro 2012 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” AVM FACULDADE INTEGRADA EVENTOS - UM TRUNFO DA COMUNICAÇÃO INTERNA Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Comunicação Empresarial. Por: Nathalia de Aguiar Batista do Nascimento 3 AGRADECIMENTOS Ao meu Deus que tem possibilitado cada passo da minha caminhada e a toda minha família e meu namorado Vinicius que tem me dado o apoio necessário e me acompanhado em todos os momentos. 4 DEDICATÓRIA Dedico aos meus pais e ao meu namorado Vinicius essa valiosa conquista para minha vida acadêmica e profissional. E aos queridos amigos que fiz na pós: Nathali, Mariana, Ivan e João Paulo. 5 RESUMO Este trabalho tem por objetivo mostrar o valioso papel que o evento desempenha dentro das corporações. Ao longo do estudo vamos mostrar como foi a evolução do processo da comunicação nas corporações e como hoje ela adquiriu seu espaço. Veremos também as teorias que mostram a necessidade do ser humano em se sentir valorizado e reconhecido. Os eventos de premiação dedicados aos melhores funcionários são um grande trunfo da comunicação para a manutenção de um favorável clima organizacional. Pois funcionários satisfeitos trabalham melhor. E para ilustrar nosso estudo, traremos também um exemplo de evento corporativo, um case de sucesso. 6 METODOLOGIA Para execução deste trabalho foi feita uma vasta pesquisa bibliográfica, leitura de livros, revistas, jornais, artigos da web e entrevistas com pessoas que têm vivenciado a realizada estudada, além de sites especializados da área. Para uma base teórica abrangente foram utilizados alguns importantes nomes de estudiosos do assunto, como Jonnhy Allen, William O´Toole, Ian McDonnell, Robert Harris, Marlene Matias, entre outros. Após a etapa de leituras, fiz uma pesquisa de campo e trouxe o case de um evento de sucesso realizado em uma empresa na cidade do Rio de Janeiro. 7 SUMÁRIO • INTRODUÇÃO 08 • CAPÍTULO I 10 A História da Comunicação empresarial CAPÍTULO I . I – A História no Brasil • CAPÍTULO II 14 20 O evento – Importância e formatação Capitulo II . I – O evento corporativo • CAPÍTULO III 23 25 Case de sucesso • CONCLUSÃO 35 • BIBLIOGRAFIA 37 8 INTRODUÇÃO “Evento – Eventualidade, acontecimento, sucesso”. É com a definição do nosso conhecido dicionário Aurélio, que início meu trabalho. Neste estudo vamos abordar um tema muito comentado no momento. Mais especificamente, afim de direcionar nossa análise, iremos tratar sobre os eventos corporativos, que as empresas realizam para seus próprios funcionários. Este é um tema muito atual e que merece mais atenção e deve ser trabalhado e discutido. O assunto é estudado desde muito tempo, conforme cita a autora Marlene Matias, no livro “Organização de eventos”, de 2010. Os eventos são acontecimentos que possuem suas origens na Antiguidade e que atravessaram diversos períodos da história da civilização humana, atingindo os dias atuais. Nessa trajetória, foram adquirindo características econômicas, sociais e políticas das sociedades representativas de cada época. Está na própria natureza humana, o gosto pelo evento, como muito bem menciona a escritora Maria Cecília Giacaglia. Com a finalidade de ampliar a esfera de seus relacionamentos inerentes ao convívio em família, no trabalho, na escola ou no lazer, e de quebrar a rotina dos afazeres diuturnos, o homem cria, organiza e participa de reuniões, que são genericamente chamadas de eventos. Vamos começar relembrando um pouco da História e trajetória da comunicação empresarial. Veremos que muitos anos e acontecimentos foram necessários para a comunicação corporativa se estruturar e ser formatada. No começo do século passado, as empresas não davam a devida importância à 9 questão da comunicação com um dos seus públicos, talvez o mais importante, dado o fato de refletir sua própria imagem, o público interno. Porém, felizmente essa história mudou e hoje vemos setores e até diretorias inteiras de micro e grandes empresas dedicadas exclusivamente à comunicação. Obviamente, esse setor cuida da interação da empresa com seus variados stakeholders, mas o público interno tem grande atenção dessa área. Os eventos são de suma importância para a manutenção de um clima organizacional interno favorável. Funcionários que têm seu trabalho reconhecido, sentem-se valorizados pela empresa e consequentemente trabalham melhor. As empresas só têm a ganhar com a realização de eventos corporativos para premiação dos melhores colaboradores. Veremos algumas teorias que ratificam essa afirmação. Pessoas satisfeitas, bem-resolvidas e realizadas são mais felizes e tendem a ser melhores profissionais, o que é sempre benéfico para a corporação. Apresentaremos também um estudo de caso, um evento corporativo para reconhecimento dos funcionários que se destacam em uma empresa no Rio de Janeiro. Vamos analisar cada detalhe de preparação da grande noite e como tem sido a percepção dos funcionários ao Clube da Excelência, nome dado ao evento pela empresa. Apesar de não possuirmos uma bibliografia muito extensa sobre o assunto, a organização de eventos é um tema que vem ganhando muita notoriedade e o mercado em torno disso vem crescendo constantemente. As áreas estruturadas dentro das próprias empresas para cuidar especificamente dos eventos ganham cada vez mais destaque e visibilidade, tudo isso por conta do resultado positivo que gera para o clima da organização. Afinal, funcionário que é reconhecido, comemora e se diverte, trabalha mais satisfeito. 10 CAPÍTULO I A HISTÓRIA DA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Para se compreender melhor o desenvolvimento da comunicação empresarial, e mais especificamente no nosso caso de estudo, os eventos empresariais, comecemos conhecendo como tudo iniciou. O feito é concedido ao profissional de comunicação, o estadunidense Ivy Ledbetter Lee (1877 - 1934). Foi ele quem, no início do século XX, teve a iniciativa da inserção da comunicação dentro das empresas de forma dirigida e organizada. Ele criou o primeiro escritório de relações públicas, em Nova York, EUA, de onde prestava serviço para o empresariado. No site da Sinprorp (Sindicato dos profissionais liberais de relações públicas no estado de São Paulo) www.sinprorp.org.br 1 pode-se encontrar descrito um pouco do início da carreira do jornalista. Em 1904, Ivy começou a trabalhar na agência de publicidade de George Parker e a transformou na terceira maior agência do país. Durante uma greve de mineradores a agência George Parker & Associates pediu a ajuda de Ivy Lee para resolver o conflito. A solução para esta greve levou Ivy Lee a criar a sua frase inesquecível: *The publics have to be informed* (O público tem que ser informado). E para ganhar a confiança das mídias elaborou e distribuiu a sua famosa *Declarations of Principles* (Declaração dos princípios) aos editores dos jornais em 1906. Uma das razões pela qual o trabalho de Ivy ganhou notoriedade e credibilidade dos veículos de imprensa foi a elaboração desta Declaração. Nestes conjuntos de conceitos formulados por ele mesmo, Ivy queria deixar claro qual era o tipo de seu trabalho. Com essa Declaração ele fortalecia a 1 http://www.sinprorp.org.br/Noticias_das_Assessorias/2003/Jornal_das_Relacoes_Pu blicas/jornal01-00.htm (Acessado em 28/01/2012). 11 marca das empresas para qual exercia a função de relações públicas e de mediador das relações imprensa versus empresa. No site `o xis da questão´ www.oxisdaquestao.com.br2, encontra-se traduzido um trecho dessa Declaração, em forma de carta, que foi endereçada aos veículos de imprensa americanos da época, marcando assim a história da relações públicas. Segue: Este não é um serviço de imprensa secreto. Todo nosso trabalho é feito às claras. Nós pretendemos fazer a divulgação de notícias. Isto não é um agenciamento de anúncios. Se acharem que o nosso assunto ficaria melhor na seção comercial, não o usem. Nosso assunto é exato. Maiores detalhes sobre qualquer questão serão dados prontamente e qualquer diretor de jornal interessado será auxiliado, com o maior prazer, na verificação direta de qualquer declaração de fato. Em resumo, nosso plano é divulgar, prontamente, para o bem das empresas e das instituições públicas, com absoluta franqueza, à imprensa e ao público dos Estados Unidos, informações relativas a assuntos de valor e de interesse para o público. Na declaração, Ivy recomendava aos jornalistas, que se percebessem que os informes que ele transmitia ficava melhor na parte comercial, então que não publicassem. Com um bom feeling, Ivy buscava criar uma nova imagem sobre os empresários frente a grande imprensa. Mostrando que eles não eram apenas comerciantes ávidos pelo lucro, mas que também se importavam com a sociedade. Em 1906, o seu trabalho chamou atenção de John D. Rockfeller, conhecido na época, como um dos mais inescrupulosos empresários dos EUA e por isso odiado pela opinião pública. A missão de Lee então seria transformar essa visão do público. 2 http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=105 - (Acessado em 28/01/2012). 12 Segundo o jornalista Manuel Carlos Chaparro, em O Processo de Relações Públicas, livro de autoria da pesquisadora norte-americana Hebe Wey, é possível ler que "denunciados, acusados e acuados" pela imprensa, os grandes capitalistas dos Estados Unidos encontraram uma saída: contratar o jornalista Ivy Lee. Para eles, Lee era o único caminho que imaginavam para evitar novas denúncias, "a partir de uma nova atitude de respeito pela opinião pública". O trabalho de Lee junto a Rockfeller, o transformou de o “patrão sanguinário” para o “benfeitor da humanidade”. Com o trabalho que desenvolveu, o jornalista conseguiu transformar a visão que a imprensa tinha, e conseqüentemente o público, sobre o empresariado da época. O que Ivy realizou no passado, e assim marcou o início da era de se pensar comunicação dentro das empresas, nos dias atuais seria realizado por um, ou por uma equipe de assessoria de imprensa. O pesquisador Julio Afonso Pinho, descreve em um de seus ensaios o tipo de trabalho desenvolvido por Ivy Lee, publicado no site Almanaque de Comunicação - www.almanaquedacomunicacao.com.br 3 . Segue: Em 1909 Ivy Lee tornou-se o responsável pelo setor de “divulgação e propaganda” da Pennsylvannia Railroad, empresa onde permaneceu até 1914. Fica claro que a atividade desenvolvida por Lee não pode ser considerada uma “extensão” dos serviços de publicidade e propaganda da época. Até mesmo porque o seu cunho é político; trata-se de um métier preocupado em manter um relacionamento satisfatório com seus diferentes públicos. Tal ação é desenvolvida de forma profissional, capaz de dar um direcionamento lógico e ordenado a partir de um conjunto de estratégias, previamente planejadas, com o objetivo de compor uma política 3 http://w3z.com.br/almanaque/artigos/592.html (Acessado em 28/01/2012) 13 de comunicação direcionada para os públicos de uma organização. O jornalista, que morreu em 1934, deixou com seu legado a implementação da cadeira de Relações Públicas nas faculdades norteamericanas e européias e a instalação dos serviços de relações públicas dentro das empresas. Em 1970 já era quase de 100% o número de empresas dos EUA que adotavam este serviço. 14 I.I A HISTÓRIA NO BRASIL No Brasil, a comunicação empresarial ganhou força no governo de Juscelino Kubitchek. A partir da segunda metade do século XX, o presidente abriu as portas não só para os produtos norte-americanos, mas também como para suas notícias e propagandas e conseqüentemente para suas agências de notícias bem organizadas e assessorias eficientes e preparadas para as demandas. O presidente assumiu o governo com o objetivo de revolucionar a economia, seu principal slogan de campanha, era que faria “50 anos 5”, ou seja que faria o Brasil crescer o equivalente a meio século em seus cinco anos de mandato. E por conta desse objetivo ele abriu as portas do país para as maiores empresas, com marcas consolidadas na América do Norte, aqui no Brasil, como a Colgate Palmolive e as principais montadoras de automóveis. O primeiro nome que se destacou no ramo das relações públicas/assessoria de imprensa e comunicação empresarial aqui no Brasil foi o jornalista Antônio de Salvo (1937-2008). Em 1971 ele fundou a ADS (ADS – Assessoria de Comunicação – Ltda), uma das principais agências de comunicação do país. Porém, antes um pouco da criação de sua própria agência, em 1960, De Salvo percorria as redações de jornais do interior e da capital de São Paulo para convencer os editores para que publicassem as notícias sobre as empresas para as quais prestava serviço. Ele fazia o trabalho de ´formiguinha´, batendo de porta em porta para conseguir divulgar seu trabalho. E foi a partir de 1960 também, que a atividade de comunicação empresarial começou a se fortalecer aqui no país. Os profissionais das principais marcas norte-americanas automobilísticas começaram promover eventos para atrair a comunidade jornalista da época e assim conseguir se comunicar com a sociedade. Foi a partir de então que também surgiram as entrevistas coletivas e as reuniões/almoços ou comemorações de fim de ano. Para esses eventos eram 15 convidados os profissionais das redações para que assim fosse possível estreitar a relação empresa versus imprensa/sociedade. Uma observação que deve ser feita da história da comunicação empresarial no Brasil, é que em alguns momentos suas atribuições se confundem com a dos relações públicas. Em muitos livros há o registro da história da comunicação empresarial no Brasil, relacionada a grandes profissionais rp´s. Esse fato é explicado pelo período de Ditadura Militar vivido no Brasil, entre os anos de 1964 até 1985. Nesta época os jornalistas foram perseguidos pela censura e assim muitas redações foram fechadas e jornais alternativos extintos. Quem não estava a favor do governo não conseguiu existir, pelo menos não legalmente. Porém dentro do governo havia as atribuições que deveriam ser exercidas por jornalistas e publicitários. Mas quem cumpria essas funções eram os relações públicas. Eram eles os responsáveis por cuidar da imagem dos militares e por criar as campanhas institucionais, como a famosa do governo Médici - “Brasil, ame-o ou deixe”. No site sobre relações públicas: www.portal-rp.com.br 4, há uma breve análise da comunicação social no governo Médici (1969-1974). Segue: Tomando como primeira referência o modelo de comunicação pública vigente no Brasil durante a ditadura militar, mais especialmente no período de governo do general Médici, podemos vislumbrar uma sólida política de comunicação social, assim podendo ser denominada por estar integrada à estrutura administrativa daquele governo e, mais ainda, aos objetivos da política estatal, além de ocupar espaço 4 http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual/projetosdepesquisa01/0078.htm. (Acessado em 28/01/2012) 16 significativo no próprio mercado de comunicação. A comunicação política de então, com o intuito de legitimar um exercício de poder específico e um determinado projeto de desenvolvimento, utilizou-se de técnicas de propaganda discurso ideológico. Como frisou Caparelli, a campanha de propaganda política do regime militar foi a mais "bem organizada, sistematizada, ampla e total jamais vista no Brasil”. Ao fim do governo esses profissionais (RP´s) estavam com a imagem manchada, eram apontados como os que apoiaram o governo militar e todas as sua arbitrariedades. Por isso então, que a partir da segunda metade da década de 80, que a comunicação empresarial ganhou ainda mais força no Brasil, sendo exercida por profissionais formados em comunicação social e que cumpriam a função de cuidar da imagem das empresas com todos seus públicos, não só o interno, como também o externo. Voltando a citar o portal dos relações públicas, www.portal-rp.com.br 5, podemos analisar algumas ações desenvolvidas pelo profissional de comunicação empresarial. Segue: • Eles criam e organizam eventos, os mais diferentes; • Geram fatos; • Elaboram notícias; Fazem com que essas notícias sejam veiculadas por jornais, revistas, agências noticiosas, emissoras de rádio e televisão, nos fac-símiles como Jornalistas & Cia., na Internet e até em painéis eletrônicos (como o que temos na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, na esquina das • 5 http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual/memoria/0095.htm. (Acessado em 28/01/2012) 17 Ruas da Mooca e José Antônio de Oliveira, na Mooca, em São Paulo); Como podemos ver os profissionais de comunicação devem atuar buscando sempre por novidades dentro da empresa. A criatividade é sua maior aliada. A equipe precisa estar muito interada para buscar sempre em conjunto novas idéias no interior da própria empresa, para atrair sempre a atenção dos funcionários. E no portal, ainda há listadas mais atribuições dos comunicadores. É importante ressaltar, que levando em conta o porte da empresa, a equipe deve ser formada por mais de um comunicador, para conseguir dar conta de todo trabalho. Segue: Criam e veiculam campanhas institucionais; • • Formulam e executam políticas, planos e estratégias de comunicação para governos, empresas e entidades do terceiro setor (ONGs, sindicatos patronais e de trabalhadores, partidos políticos etc.); • Estruturam e administram serviços de atendimento ao consumidor; • Planejam e editam publicações as mais variadas, em forma de revistas, boletins e jornais, além de programas internos de rádio e televisão; Idealizam e produzem clippings impressos e eletrônicos; alguns com mais de uma edição por dia e não raro ao longo dos sete dias da semana, incluindo feriados e dias santos, natal e ano-novo (como o que a Imprensa Oficial está fazendo para o Governador de São Paulo); • • Atuam ombudsman; • como lobistas e Escrevendo discursos e artigos; • Criando e atualizando páginas na Internet. 18 Dentre a lista de funções citadas acima pode-se perceber o quão abrangente foi e, ainda o é, o papel do comunicador dentro da empresa. Desde a segunda metade do século XX, quando a comunicação dentro das corporações começou a ganhar força e espaço, os profissionais têm se aprimorado e absorvido as mais diversas funções relacionadas à comunicação dentro das instituições para qual trabalham. Um outro grande divisor de águas na história da comunicação empresarial aqui no Brasil, foi a última greve dos jornalistas, ocorrida em São Paulo, em 1978, ainda época de dura Ditadura no país. Por conta das contínuas paralisações que os profissionais faziam por melhores condições de trabalho, aconteceram muitas demissões e os jornalistas sem emprego precisaram buscar outras áreas para continuar trabalhando. Alguns migraram para agências de comunicação, empresas de assessoria de imprensa e outros até montaram seus próprios negócios para viver de comunicação. Com isso, importantes nomes e conhecidos da classe jornalística passaram ´para o outro lado da bancada´, ou seja, agora precisavam convencer aos coleguinhas que suas notícias eram relevantes. Com a chegada desses profissionais já renomados para o setor, a comunicação empresarial ganhou força e mais credibilidade. Carvalho e Reis (2009, p. 86) explicam em seu livro como se iniciou essa fase do reconhecimento da importância da comunicação no interior das empresas por parte das corporações. No Brasil, nos anos 80, com o fim da ditadura e o país vivendo um processo de redemocratização, as empresas brasileiras iniciam uma fase de “portas abertas”, usando a transparência como forma de angariar a simpatia e a confiança dos seus públicos. E é a Rhodia a empresa responsável pela publicação e divulgação de sua “Política de Portas Abertas” na qual estabelece um projeto inovador na área da Comunicação Corporativa. Esse processo foi extremamente importante 19 na formação dos assessores de imprensa e na consolidação dessa atividade no mercado. Como podemos ver a comunicação empresarial ainda é um setor recente dentro das empresas, principalmente no Brasil, onde ganhou maior notoriedade e importância a partir da segunda metade da década de 80. Por isso, nós profissionais de comunicação, percebemos que este é um mercado em ascensão e que precisa da nossa mão-de-obra para dar continuidade a essa história. 20 CAPÍTULO II O EVENTO CORPORATIVO – IMPORTÂNCIA E FORMATAÇÃO Neste capítulo trataremos especificamente sobre os eventos corporativos para reconhecimento dos funcionários. Festas que são feitas para homenagear aqueles que mais se destacaram no desempenho de suas funções. Ao falarmos da importância do reconhecimento do indivíduo, não podemos deixar de mencionar a Pirâmide de Maslow, psicólogo americano, que nasceu em 1908 e veio a falecer em 1970. Durante seu período de estudos sobre a psicologia humana, ele lista as necessidades do homem em uma pirâmide, desde as básicas até as de realização pessoal. No caso do nosso estudo, o evento corporativo estaria localizado na faixa de Estima, onde Maslow cita a auto-estima, confiança, conquista, respeito dos outros e respeito aos outros. Fatores estes que são de suma importância para o bem-estar pessoal do funcionário. Segundo Maslow, o indivíduo deve “escalar” as hierarquias de necessidades para conseguir sua auto-realização. 21 No livro “Organização e gestão de eventos”, temos a seguinte afirmação a respeito do tema. Essencialmente, a teoria de Maslow propõe que as necessidades das ordens inferiores devem ser satisfeitas primeiro, para que as pessoas sejam motivadas a satisfazer as necessidades das ordens mais altas. Ou seja, as pessoas que estão tentando satisfazer as necessidades psicológicas de fome e sede não têm interesse em satisfazer a necessidade por segurança, até que suas necessidades psicológicas sejam atendidas. As primeiras três necessidades são vistas como deficiências; elas têm que ser satisfeitas a fim de preencher a falta de algo. Por outro lado, a satisfação das duas necessidades mais altas é necessária para que o indivíduo cresça emocional e psicologicamente. As necessidades de estima, passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos, que é justamante o que ocorre quando um funcionário é aclamado e premiado pela corporação que atua. Ao ser convidado para um evento corporativo, cuja finalidade é reconhecer seu trabalho em um período determinando o funcionário sentir-se-á respeitado e verá o quanto é admirado pelos seus pares, subordinados e superiores. Além da teoria de Maslow, podemos citar as Teorias de conteúdo, também mencionadas no livro “Organização e gestão de eventos”. As teorias de conteúdo se concentram no que inicialmente motiva as pessoas a agirem de determinada forma ou, como observa Mullins (1999:415), “estão interessadas em identificar as necessidades das pessoas e suas forças relativas, bem como os obejtivos almejados a fim de satisfazer tais necessidades””. A figura a seguir representa a característica essencial das teorias desse tipo. 22 Base da teoria motivacional de conteúdo: IMPULSÃO Tensões ou impulsão para satisfazer a necessidade NECESSIDADE carência CONDUTA Comportamento direcionado aos objetivos SATISFAÇÃO Redução do impulso e satisfação da necessidade original. Fonte – Peach & Murrell, 1995. Ao vermos esses pontos fica claro notar que o evento corporativo, realizado para homenagear os melhores funcionários da empresa, gera resultados positivos para a corporação. Os funcionários reconhecidos como destaques da empresa, sentindo-se respeitados, têm sua auto-estima elevada e trabalham melhor e os que não o foram, podem ver que com empenho e dedicação também é possível chegar a esse patamar e buscam os bons resultados. A empresa só tem a ganhar. É válido ressaltar que a métrica, para realização desse tipo de evento, deve estar sempre muito bem esclarecida para todos. As regras para saber quem será ou não o merecedor de tal honraria deve estar explicada e para conhecimento de todos. Seja por indicadores, mensurados por sistemas numéricos ou por mérito – definido pelos gestores diretos – o funcionário deve sempre ter a clara noção de como será definido o merecedor do prêmio. 23 II.I EVENTO CORPORATIVO E para dar continuidade ao nosso tema, é necessário conceituar o nosso objeto de estudo – O Evento. Segundo Simões (1995), “o evento é um acontecimento criado com a finalidade específica de alterar a história da relação organização-público, em face das necessidades observadas. Caso esse acontecimento não ocorresse, a relação tomaria rumo diferente, e certamente problemático”. Vamos considerar também a conceituação sobre o tema de Giácomo (1993), “evento é componente do mix da comunicação, que tem por objetivo minimizar esforços, fazendo uso da capacidade sinérgica da qual dispõe o poder expressivo no intuito de engajar pessoas numa ideia ou ação”. É válido ressaltar que evento é um assunto muito dinâmico, dada sua natureza, onde a diferença e o fator surpresa é que o faz ser melhor um após o outo. Visto isso, listaremos em seguida, algumas definições para o assunto na visão dos profissionais da área, apresentadas pela autora Marlene Matias, (2010): • Ação do profissional mediante pesquisa, planejamento, organização, coordenação, controle e implantação de um projeto visando atingir seu público-alvo com medidas concretas e resultados projetados. • Realização de um ato comemorativo, com finalidade mercadológica ou não, visando apresentar, conquistar ou recuperar o seu público-alvo. • Soma de ações previamente planejadas com objetivo de alcançar resultados definidos perante seu público-alvo. Como neste estudo, estamos abordando especificamente os eventos corporativos, vamos analisar mais uma definição da profissional e estudiosa do assunto, Marlene Matias: Os eventos corporativos geralmente referem-se às áreas de: alta gerência, vendas, acionistas, produção etc. Suas principais características são: 24 • comparecimento obrigatório dos seus participantes na maioria das vezes; • número relativamente pequeno de comparecimento de público neste tipo de evento, mas com presença garantida; • evento financiado por recursos econômicos preestabelecidos pela empresa ao começar seu ano fiscal, por conta desse planejamento de verba, não há portanto problemas de recursos econômicos para iniciar as ações; • vários eventos realizados pelas empresas no transcorrer do ano nos diversos níveis executivos, conforme planejamento anual da empresa e também m função de necessidades emergentes. Por conta de algumas características peculiares do evento corporativo, ele apresenta algumas facilitações para seu planejamento, tais como: • a obrigatoriedade de participação do público facilita a negociação com restaurantes, hotéis ou resorts, entre outros. • a pré-definição orçamentária, apesar de por vezes limitar os planos, promove um norteamento do evento que será viabilizado. Visto isso, o evento corporativo tem o tempo de planejamento relativamente curto e os recursos humanos para tal também são escassos. 25 CAPÍTULO III CASE DE SUCESSO Para ilustrar este estudo, neste capítulo vamos trazer um case de sucesso. Vamos conhecer com detalhes a última edição do evento de reconhecimento da empresa BrasilCenter Comunicações do Rio de Janeiro, realizado em setembro no ano passado. Apresentação da empresa A BrasilCenter Comunicações (BCC), fundada em 1998, é a empresa de call center que atende os produtos da Embratel. são seis centros instalados em diferentes cidades do Brasil, dois no Rio de Janeiro, um na capital (RJ) e outro em Macaé, um em Minas Gerais, outro em são Paulo, um no Espírito Santo e um em Goiânia. No total são quase 10 mil funcionários. Com objetivo de reconhecer os funcionários que se destacam nas suas áreas e manter o clima organizacional interno satisfatório, a empresa realiza o evento Clube de Excelência, uma vez por ano. Desta forma, os melhores funcionários participam de uma festa pelo reconhecimento do seu esforço diário, sentem-se valorizados pela empresa e servem de espelho e exemplo a ser seguido pelos demais. A BCC do Rio de Janeiro está localizada no Centro da cidade e possui 300 funcionários, incluindo área administrativa e a área de atendimento. Os representantes são treinados para atender os produtos da Embratel com um diferencial, via web. Este é um centro de atendimento mais recente, fundado em 2008 e por isso essa é a quarta vez que o evento é realizado para os funcionários. 26 Justificativa corporativa Estratégia para manutenção de um favorável clima organizacional interno • Realização de evento corporativo interno para reconhecimento dos funcionários que mais se destacaram no desempenho de suas funções. A festa do ano de 2011 aconteceu em setembro. • No evento, realizado a noite, com cerimônia de premiação seguida de serviço de jantar e pista de dança, foram distribuídas lembranças com a logo do evento e da empresa para os convidados. O traje dos convidados é esporte fino completo (damas de longo ou longuete e cavalheiros de terno e gravata). • Após o evento, foram divulgadas fotos e depoimentos dos participantes, além de postagem de matéria sobre a festa na intranet e no jornal mural da empresa, para que os demais funcionários sintam-se motivados a trabalhar melhor, pois sabem que têm seu esforço reconhecido. 27 O evento ● Data A noite escolhida foi a de uma quinta-feira, dia 22 de setembro de 2011, pois trata-se de um evento de reconhecimento aos melhores do ano e, por isso, o ideal é fazer próximo ao fim do ano. Evitamos realizar no último trimestre do ano, por conta das festividades do fim de ano e fechamento de muitos relatórios e balanços da empresa e também para não ser confundida com a festa de confraternização de fim de ano. ● Local Restaurante Pistache Endereço - Rua Marquês de Olinda, nº 11, Botafogo - Rio de Janeiro. O principal motivo da escolha do local é sua proximidade com o Centro da cidade e a facilidade de acesso, com variadas linhas de ônibus e metrô, e fácil acesso de carro e táxi. Além disso, o estabelecimento é um restaurante que oferece todo o serviço de buffet, com a qualidade peculiar da casa, além de mobiliário ímpar e característico, por sua proximidade com a praia de Botafogo. 28 Fotos do local • Público-alvo Os funcionários que mais se destacaram no desempenho de suas funções em áreas que houver ranking (mensuração dos indicadores de absenteísmo, aderência, qualidade e vendas). Serão convidados 20% dos melhores. Nas áreas sem algum tipo de indicador mensurável, serão convidados por mérito de acordo com o gestor. Critérios de elegibilidade para participação no evento ü Ter no mínimo seis meses de ranking ü Não ter recebido algum tipo de medida disciplinar no período avaliado até a data do evento; ü Ter média igual ou maior que 85 na Monitoria da Qualidade, considerando todo o período avaliado. ü Não apresentar reclamação procedente no período avaliado até a data do evento; ü Não ter ultrapassado 15 dias de absenteísmo justificado no período avaliado; ü Não apresentar registro de falta não justificada no período avaliado. 29 Percentual de convidados: 20% de Representantes de atendimento 50% dos Supervisores de atendimento 50% da Área administrativa (funcionários eleitos por meritocracia) 100% dos Gerentes Quantidade estimada – 100 convidados Premiados com troféu – 10 representantes de atendimento 4 funcionários da área administrativa 2 supervisores 1 gerente Formato do evento Restaurante Para premiação, utilizaremos somente a parte interna do restaurante, com todos os convidados acomodados. Para tal, foi utilizado: No deck do restaurante: • 3 lounges com mobiliário em madeira • Open bar • Mesa de frios • Duas TV´s de plasma com clipes • Mesa para recepcionista • Decoração com velas • Iluminação especial no jardim • Ambientação com quatro adesivos nos vidros No interior do restaurante: • Ambiente totalmente refrigerado • Palco • Equipamento de som e áudio: 30 - 3 microfones sem fio - Projetor - Notebook • Mesa com tampo de vidro para troféus • Mesa para self-service do jantar • Mesa de doces • 3 banners • 1 fundo de palco • 25 velas para mesa dos convidados • Velas e arranjos de flores para as mesas do jantar e doces • 25 mesas com quatro lugares cada para os convidados Dinâmica do evento • Apresentadora A cerimônia de premiação será conduzida pela analista de comunicação da empresa, por ter desenvoltura e estar próxima de todos os níveis hierárquicos da empresa. • Pista de dança No decorrer da festa, após as premiações, o DJ, previamente orientado com as músicas que deverão ser tocadas, conduzirá o evento, animando o púbico. Horário Atividade 19h Início do evento 19h15 Coquetel receptivo com mesa de frios no deck do restaurante 20h Cerimônia de premiação 21h Jantar 21h30 Pista de dança 23h30h Encerramento da festa e entrega de caixa com trufas na saída 00h Término do evento 31 Material gráfico / Recursos humanos ● Banner Formato: 80 X 120 cm Cores: 4/0 Acabamento: lona, tubete e corda. Quantidade: 3 ● Fundo de palco Formato: 400,0 X 250,0 cm Cores: 4/0, em lona 440g Acabamento: Ilhós ao redor da lona + estrutura de metalon Quantidade: 1 ● Convite eletrônico Enviado por email para todo o grupo de funcionários convidado para a festa, com antecedência de 20 dias do evento. O mailing foi concedido pela empresa. ● Troféu Quantidade - 17 ● Brinde Uma caixa com quatro trufas de sabores sortidos personalizada com a logo do evento. ● Telhadinhos para as mesas dos convidados Formato: a4 Tipo - Vergê Dobra: 1 Cores: 4/0 Quantidade: 25 ● Cartaz Formato: a3 32 Cores: 4/0 Tipo: Couchê 230 gr Quantidade: 10 ● Recursos humanos - Programação visual – criação de todas as peças gráficas e eletrônicas. - Fotógrafo para cobertura do evento. Comunicação visual e Divulgação A divulgação e comunicação do evento são realizadas somente dentro da empresa, pois o objetivo é alcançar o público-interno, o corpo de funcionários da empresa, tanto os que irão quanto os que não irão para a festa. Serão utilizados antes do evento: • Teasers eletrônicos que serão enviados por e-mail um mês antes do evento. • Matéria na intranet da empresa sobre a realização da festa. • Cartaz com dicas pré-festa (vestimenta, acessibilidade) em pontos estratégicos. • Camiseta com logo do evento para os convidados utilizarem no trabalho no dia da festa. Pós- evento: • Divulgação de matéria na intranet sobre a festa. • Exposição das fotos da festa nos principais canais de comunicação da empresa. • Camisas: Em meia malha, com a logo do evento e o ano vigente na frente. No verso, a frase - “Eu faço parte desse Clube” (impressão duas cores). 33 Entrevista / Percepção do público-alvo Convidamos para participar dessa entrevista uma das representantes de atendimento que participou pela primeira vez do evento e foi uma das premiadas para ratificarmos a percepção positiva que os funcionários têm de um evento de reconhecimento. Perfil da funcionária: Nome – Ana Cláudia Macedo Oliveira Tempo de empresa – 1 ano e 6 meses Função – Representante de atendimento web Entrevistadora - Como se sentiu ao receber o convite para a festa? Ana Cláudia - Me senti muito feliz em receber o convite e saber que estou fazendo meu trabalho de forma correta. Em qualquer coisa que atuo, procuro sempre dar o meu melhor e aqui na empresa não é diferente. O Clube é uma forma de reconhecimento de todo esse meu esforço e me sinto muito bem. Na minha equipe eu me tornei um referencial, meus colegas costumam me perguntar quando têm dúvidas e me indicam como líder da equipe, pois eles me me veem como um diferencial. E - Você se sente valorizada pela empresa? A - Acho que a festa é uma das formas de reconhecimento, no dia a dia de trabalho as pessoas não sabem o que você tem feito de diferente e nessas ocasiões as pessoas passam a te conhecer e veem seu trabalho. Meus colegas ficaram curiosos e no dia seguinte ao evento todos me perguntaram como tinha sido e o que aconteceu na festa. Os que não foram convidados, comentaram ainda que também querem participar do próximo evento e me questionam o que eu faço de diferente para estar lá. 34 E - O que achou do evento de 2011? A – Esta foi a primeira vez que eu participei, não sabia como era o evento, e só tenho a dizer que foi muito bom em todos os quesitos. E a surpresa de ser premiada foi melhor ainda, tudo foi uma grande surpresa. Percebi o quanto meu trabalho é valorizado. Nessa festa pude perceber que faço parte da história e que estou contribuindo para a corporação, e o melhor, que ela tem visto isso. Enfim, tudo foi muito bom, desde a música até o local da festa. Ana Cláudia com seu o troféu de Destaque da BCC 35 CONCLUSÃO Ao chegar ao final deste trabalho, verificamos o quanto a comunicação tem mostrado sua força e como sua necessidade e importância dentro das empresas têm sido notada cada vez mais. Os eventos como forma de reconhecimento e aclamação aos funcionários que mais se destacam no desempenho de suas funções já provaram que são uma ferramenta indispensável e valiosa para as grandes e pequenas empresas. Antes sem valor e desnecessária, mas hoje já reconhecida, a comunicação interna, para os próprios funcionários, um dos stakeholders mais importantes para a corporação, é indispensável para uma empresa que deseja se manter no mercado. No século atual não é possível vermos sucesso em uma instituição que não se preocupa com a comunicação interna entre seus colaboradores. As informações devem estar claras, os ruídos nas notícias dissipados e o funcionário sentindo-se parte necessária ao negócio. Teorias de estudiosos e psicólogos renomados no assunto comprovam que pessoas auto-realizadas sentem-se melhor e mais felizes. Funcionários satisfeitos e valorizados pelo bom desempenho que têm, no local de trabalho, serão cada vez mais eficientes e, melhor ainda, servirão de exemplo a ser seguido pelos outros colegas de trabalho. O evento de reconhecimento funciona como uma grande oportunidade de exaltação de talentos e aspiração para os que ainda não conseguiram se superar. O desejo de participar dessas celebrações contribuirá implicitamente para a empresa em seus resultados finais. Pois cada trabalhador que procura se superar e dar o seu melhor ajudará para uma ascensão da empresa como um todo. O exemplo trazido do evento Clube de Excelência é para ratificar a relevância da implementação dos eventos para reconhecimento dos funcionários. A entrevista como uma das premiadas mostra o quanto o resultado é positivo e satisfatório. Ela mesma conta que só ao receber o 36 convite para o evento já teve que responder inúmeras perguntas em sua própria equipe, sobre como chegou até ali e o que eles deveriam fazer para participar também. Além disso, no dia seguinte ao evento, quando chegou para trabalhar, seus colegas a questionaram como tinha sido a festa e lhe contaram o quanto gostaria de estar lá também. Obviamente que faziam planos de melhorar e se superar para que no próximo também recebam o tal sonhado convite. Nas primeiras páginas deste estudo mostramos teoricamente o quanto é valoroso e crucial para uma empresa que deseja crescer e se manter no mercado a realização dos eventos corporativos e ao final comprovamos o quanto são válidos ao relatar uma grande case de sucesso. 37 BIBLIOGRAFIA 1 - ALLEN, Johnny / O´TOOLE, William / MCDONNELL, Ian / HARRIS, Robert. “Organização e gestão de eventos”, 2ª edição, RJ: Editora Campus, 2003. 2 - GIACAGLIA, Maria Cecília. “Organização – Teoria e prática de eventos”, 1ª edição, SP: Cengage Learning, 2003. 3 - MATIAS, Marlene. “Organização de eventos – Procedimentos e Técnicas”, 5ª edição, Barueri, SP: Manoele, 2010. 4 - ZOBARAN, Sérgio. “Evento é assim mesmo – Do conceito ao brinde”, 2ª edição, RJ, SENAC Rio, 2008. 5– http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIR242696-5027,00.html (Acessado em 17/08/2011) 6– http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI114206-17152,00BOAS+IDEIAS+DE+NEGOCIOS+EM+DIVERSOS+SETORES.html (Acessado em 17/08/2011) 7http://www.sinprorp.org.br/Noticias_das_Assessorias/2003/Jornal_das_Relaco es_Publicas/jornal01-00.htm (Acessado em 28/01/2012). 8– http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=105 – (Acessado em 28/01/2012). 38 9– http://w3z.com.br/almanaque/artigos/592.html (Acessado em 28/01/2012) 10 – http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual/projetosdepesquisa01/0078.htm. (Acessado em 28/01/2012) 11 – http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual/memoria/0095.htm. (Acessado em 28/01/2012)