TURISMO
deLISBOA
Nº 23 - Novembro de 2005
Concorrência nos Short e City Breaks
Lisboa penalizada
pelo transporte aéreo
Ministro Mário Lino
afasta low cost
de Lisboa
OBSERVATÓRIO
do TURISMO de LISBOA
NO INTERIOR
Índice LISBOA
1343
Outubro de 2005
Lisboa vista de fora
New York Times elogia
animação lisboeta
MTV dá “Best Host City
Award” a Lisboa
Audiência atinge mil milhões
de telespectadores
ÍNDICE
LISBOA-DAKAR
Editorial, por Carlos Ornelas Monteiro .............................. 6
Noticiário Nacional ........................................................................ 8
Pela primeira vez nos 28 anos de
existência da prova, o Rali Dakar ficou
com as inscrições fechadas a seis meses
da partida.
Pág. 4
Noticiário Internacional .............................................................. 18
Observatório .................................................................................... 21
Entrevista ............................................................................................. 33
Boletim Interno ................................................................................ 36
Market Place ...................................................................................... 40
Custo do transporte aéreo
penaliza Lisboa
Um estudo realizado pelo Observatório
do Turismo de Lisboa concluiu que
Lisboa fica a perder para a concorrência
mais directa nos short city breaks, em
grande parte pelo peso do transporte no
custo final da viagem.
Pág. 16
A Fechar, por Vítor Costa ............................................................ 50
Visões por João Lagos, Manuel Graça Dias e Fernando Nobre
Lisboa vai ter 132 novos hotéis?
Até 2010, vão ser
construídas 132 novas
unidades hoteleiras na
região da Grande Lisboa,
que constituem a maioria
dos 179 hotéis a instalar
no país.
Segundo um estudo da
consultora imobiliária
Cushman & Wakefield
Healy & Baker, citado pela
revista Visão, Lisboa tem a
maior fatia, a que se segue
o Algarve, com 32 novos
hotéis. Os Açores recebem
seis novas unidades,
tantas como a região do
Alentejo, e a Madeira, as
restantes três.
Entrevista
com Mário Assis Ferreira
Quando já falta menos de meio ano para
o Casino Lisboa abrir as portas, a RTL quis
saber, junto do presidente da Estoril-Sol,
o que este novo equipamento vai trazer
para a cidade e para a Região de Lisboa.
Pág. 33
3
VISÕES
Lisboa-Dakar
motiva entusiasmo sem prec
João Lagos
Presidente da João
Lagos Sports
4
Que benefícios vai trazer o Rali Dakar
a Lisboa e a Portugal, nomeadamente
em termos turísticos?
O rali Dakar já realizou 27 edições e é, sem
dúvida, um dos eventos mais mediáticos no
mundo. O facto inédito da partida para a 28ª
edição ser organizada em Lisboa, põe o rali mais
perto de África e obriga a que a concentração
dos cerca de 700 concorrentes e de milhares de
pessoas ligadas à organização, se faça na nossa
cidade.
A João Lagos Sports ao concretizar este
desejo de milhares de aficionados e dos
praticantes portugueses de Todo Terreno,
põe estas máquinas do deserto ao alcance
de todos quantos as queiram visitar na zona
de concentração (junto ao Mosteiro dos
Jerónimos donde, no dia 31 de Dezembro,
será dada também a partida), ou que queiram
acompanhar as duas provas especiais que se
irão realizar, pela primeira vez em território
europeu, em dois troços, o primeiro situado
entre Lisboa ao Algarve e o segundo, com saída
de Portimão, no dia 1 Janeiro, até à fronteira,
já que a caravana embarcará para Marrocos a
partir de Málaga. O programa completo e os
horários previstos poderão ser consultados
atempadamente na abundante documentação
impressa e electrónica que na altura estará
disponível.
Um evento desta envergadura traz benefícios
à cidade, desde logo os directos, na hotelaria,
comércio, serviços, bastando calcular que se
cada pessoa, directamente ligada ao evento
e que aqui se desloca, gastar um mínimo de
150 euros por dia entre dormida, refeições e
compras durante os 4/5 dias da concentração
antes da partida, teremos, por alto, um valor não
inferior a 2.000.000 de euros, provavelmente
muito superior, se considerarmos os custos com
os serviços diversos necessários à organização
e os gastos daqueles que aqui se deslocarão
apenas para ver as “máquinas” e a partida.
Por outro lado, os benefícios mediáticos serão
tremendos: o nome da cidade estará sempre
ligado ao rali designado “Lisboa-Dakar” e
figurará nas centenas de horas de emissão de
televisão para todo o mundo, nas reportagens,
artigos e crónicas que serão enviados para todo
o mundo, ajudando a consolidar a imagem
de Lisboa, como uma cidade aberta, atlântica,
desde sempre ponto de partida para grandes
aventuras, e de convergência para os viajantes
de todo o mundo.
Pela primeira vez nos 28 anos de
existência da prova, o Rali Dakar
ficou com as inscrições fechadas
a seis meses da partida.
O director daquele que é considerado o rali mais duro do mundo, Etiénne Lavigne, está
consciente de que muita gente ficou “insatisfeita e decepcionada”, já que “o Dakar nunca
tinha conhecido um tal entusiasmo desde a sua criação, não só em França mas também
noutros países estrangeiros, que constituem 70 por cento das inscrições”. Foram muitos
os pedidos que continuaram a chegar, mesmo depois de ter sido anunciado que o
Dakar já estava “esgotado”.
De facto, em Julho, já não havia lugares disponíveis em qualquer uma das categorias
automóveis, motos, camiões e assistência. No total, estão inscritos 748 veículos, 508 dos
quais em prova (240 motos, 188 automóveis e 80 camiões), numa edição que envolve
1700 concorrentes, 300 organizadores, 250 jornalistas (contando apenas os que estão
integrados na caravana), 90 pilotos de aviação e pessoal de manutenção que vão
garantir a operacionalidade de 19 aviões e dez helicópteros.
Com 40 nações representadas, o rali confirma o seu carácter internacional. Os franceses
serão o maior lote, com 33% dos inscritos, diante dos espanhóis, belgas, holandeses
e italianos. Observa-se o reforço de outra tendência: o Dakar abre-se um pouco mais
cada ano às mulheres. Serão 23 na partida de Lisboa: 8 em moto e 15 para as categorias
Carro e Camião.
Noutra vertente, muitos serão os que tentam a aventura pela primeira vez. Com efeito,
estarão presentes 38% de caloiros em moto e 8% em automóvel.
Visibilidade de Lisboa assegurada
A palavra “LISBOA” estará presente em toda a comunicação da prova, que vai ser
acompanhada por milhões de pessoas em todo o mundo.
Para ter uma ideia mais aproximada do que a partida do Dakar vai representar para
Lisboa e para o País, os números de 2005 ajudam a perceber que se trata de um evento
catalisador de atenções, com uma forte mediatização.
Na última edição, a prova foi acompanhada por mais de 780 representantes de meios de
comunicação social dos cinco continentes, com 25 nacionalidades representadas. Apenas
para a cobertura da “Grande Partida”, a organização acreditou mais de 440 pessoas ligadas
aos media. Só em França, país de origem da prova, foram escritos mais de 2400 trabalhos
jornalísticos sobre o Dakar, no período entre 20 de Dezembro de 2004 e 1 de Fevereiro de
2005, o que representa uma difusão acumulada de 186 milhões de exemplares.
No que diz respeito às transmissões televisivas, em 2005, 84 canais difundiram programas
dedicados ao rali, em 187 países, num total acumulado de 563 horas de emissão (mais
30% do que em 2004).
Para além o site oficial do Dakar regista um grande número de visitas (2,7 milhões em
2005), especialmente durante os dias da prova.
edentes
Lisboa é escolha natural
Portugal torna-se, este ano, no terceiro país a receber a partida do
principal rali de todo-o-terreno, depois da França e de Espanha, de
onde já saíram quatro edições e no 24.º país a ser atravessado pela
prova.
A escolha de Portugal passou pelo facto de, pela sua localização
geográfica e antecedentes históricos, se encontrar numa posição
privilegiada para ser um traço de união entre a Europa e África.
Por outro lado, o entusiasmo pelo fenómeno desportivo, como
ficou provado com o Euro 2004, é outra garantia de que o Dakar
vai ser recebido de forma entusiástica, nomeadamente durante as
verificações, três dias antes da partida.
A concentração das centenas de veículos vai ser feita a partir de
28 de Dezembro, no espaço entre o Centro Cultural de Belém e as
instalações da Universidade Moderna, o que promete um período de
verificações animado, com os muitos entusiastas que certamente não
vão querer perder a oportunidade de assistir ao vivo ao trabalho das
equipas.
A partida está marcada para 31 de Dezembro, na Praça do Império,
frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e a chegada ao Lac
Rose, em Dakar, no Senegal, vai acontecer dia 15 de Janeiro de 2006.
A lista de participantes portugueses é extensa. Dela fazem parte, em
automóveis, Carlos Sousa, Paulo Marques, Ricardo Leal dos Santos,
Francisco Inocêncio, Nuno Inocêncio, Hélder Oliveira, Pedro Grancha,
Pedro Gameiro, Rui Sousa, Miguel Barbosa, Luís Costa, Madalena
Antas e Céu Pires de Lima. Nas motos, Ruben Faria, Paulo Gonçalves e
Rodrigo Amaral. Elisabete Jacinto volta entrar na prova ao volante de
um camião.
Percurso final (etapas)
DATA
PARTIDA
CHEGADA
LIGAÇÃO
ESPECIAL
LIGAÇÃO
TOTAL
31/01/05
LISBOA
PORTIMAO
186 km
83 km
101 km
370 km
01/01/06
PORTIMAO
MALAGA
65 km
115 km
387 km
567 km
02/01/06
NADOR
ER RACHIDIA
237 km
314 km
121 km
672 km
03/01/06
ER RACHIDIA
OUARZAZATE
56 km
386 km
197 km
639 km
04/01/06
OUARZAZATE
TAN TAN
187 km
350 km
282 km
819 km
05/01/06
TAN TAN
ZOUERAT
336 km
444 km
12 km
792 km
06/01/06
ZOUERAT
ATAR
10 km
499 km
12 km
521 km
07/01/06
ATAR
NOUAKCHOTT
34 km
508 km
26 km
568 km
Jornada de repouso em NOUAKCHOTT
08/01/06
09/01/06
NOUAKCHOTT
KIFFA
30 km
599 km
245 km
874 km
10/01/06
KIFFA
KAYES
1 km
km
49 km
333 km
11/01/06
KAYES
BAMAKO
50 km
231 km
424 km
705 km
12/01/06
BAMAKO
LABE
197 km
368 km
307 km
872 km
13/01/06
LABE
TAMBACOUNDA
7 km
348 km
212 km
567 km
14/01/06
TAMBACOUNDA
DAKAR
107 km
254 km
273 km
634 km
15/01/06
DAKAR
DAKAR
38 km
31 km
41 km
110 km
TOTAL
1 541 km
4 813 km
2 689 km
9 043 km
5
EDITORIAL
AL
Por falar em
competitividade
6
Numa altura em que o Governo acaba de anunciar os planos para o novo
aeroporto internacional, com localização na Ota, convém relembrar o que temos
vindo a defender sobre a necessidade de o Turismo, na Região de Lisboa, se
manter competitivo.
É preciso clarificar, definitivamente, o que se pretende com a criação de novas
infra-estruturas de transportes, nomeadamente com um novo aeroporto.
Não basta substituir a Portela pela Ota. É preciso analisar cuidadosamente o
que acontece quando se afasta de Lisboa a infra-estrutura aeroportuária mais
importante do País.
O facto de o Aeroporto da Portela estar, para todos os efeitos, dentro de Lisboa,
tem sido ao longo dos últimos anos uma vantagem competitiva quase imbatível
sobre outros destinos concorrentes. É um facto que em nenhuma outra cidade
europeia se pode chegar tão rapidamente ao centro depois de sair do avião.
É assim que Lisboa tem conseguido ultrapassar a sua localização periférica, apesar
de o custo dos transportes aéreos ser, por essa mesma razão, mais caro do que
acontece com a nossa concorrência directa.
De resto, isso mesmo é comprovado pelo estudo do Observatório Turismo
de Lisboa, que publicamos nesta edição, segundo o qual Lisboa perde
competitividade, no conjunto de sete cidades da Europa, pelo facto de as
tarifas aéreas serem bastante penalizadoras, em particular quando falamos de
companhias aéreas clássicas.
A situação só melhora com a entrada em cena dos voos low-cost. No entanto,
e mesmo depois de ter sido admitida oficialmente a possibilidade de criar um
aeroporto dedicado para estas companhias, algumas das localizações entretanto
apontadas não servem, de todo, a Região de Lisboa.
Se actualmente já é assim, imagine-se com um aeroporto que fica a quase 50
quilómetros da capital, com as consequências que se adivinham, principalmente
nos city e short-breaks, bem como no Turismo de congressos e de eventos.
Num tempo em que a procura da competitividade está na ordem do dia, sinais
como os que são dados pela Ota não podiam ir mais em sentido contrário.
Tudo isto leva-nos a uma conclusão muito simples.
O Turismo de Lisboa só pode continuar a ser competitivo se o transporte aéreo e,
por maioria de razão, as infra-estruturas que o permitem também o forem.
Não querer entender isto é condenar o sector turístico à condição de actividade
subalterna, totalmente contrária à importância que efectivamente tem para a
economia nacional.
Carlos Ornelas Monteiro
Presidente Adjunto do Turismo de Lisboa
“
O facto de o Aeroporto
da Portela estar, para
todos os efeitos, dentro
de Lisboa, tem sido
ao longo dos últimos
anos uma vantagem
competitiva quase
imbatível sobre outros
destinos concorrentes.
“
HOTEL TORRE
D
A
CONSISTE
Uma Parceria
de
Sucesso
7
O
s Hotéis Alexandre Almeida comunicam
a selecção da empresa Consiste para a
remodelação interior do Hotel da Torre, situado
na zona histórica de Belém, junto ao Mosteiro
dos Jerónimos, em Lisboa.
Alexandre de Almeida
Director Geral
E
m resultado da experiência adquirida nos
últimos 20 anos, a Consiste encara a remodelação do Hotel da Torre como uma excelente
oportunidade para demonstrar como a área da
hotelaria se enquadra perfeitamente na sua
actividade central de negócio, constituída pelas
novas tecnologias e remodelação de edifícios.
Fernando Costa Freire
Chief Executive Officer
Consiste: Beloura Office Park, Edifício 10, Quinta da Beloura, 2710-693 Sintra – Tel. 21 910 02 00 – Fax 21 910 02 99
Reabertura Prevista em Abril de 2006
• NOTICIÁRIO
NACIONAL
Agências e hoteleiros contra Ota
t
“Ota mata
Turismo de Lisboa”
A Associação Portuguesa das Agências de
Viagens e Turismo (APAVT) e a Associação dos
Hoteleiros de Portugal (AHP), numa posição
conjunta, garantem que “o aeroporto da Ota
vai comprometer o mercado de short breaks
e de congressos na cidade de Lisboa”.
Estes dois segmentos representam cerca
de 77% das receitas da hotelaria na região
da capital, pelo que se prevê um impacto
negativo da deslocalização da maior
infraestrutura aeroportuária para fora de
Região de Lisboa.
Segundo a APAVT e a AHP, a opção pela
Ota vai traduzir-se “num aumento de custos
e de tempo, agravando o carácter periférico
de Lisboa”. Por isso, estas duas associações
defendem que é preciso repensar esta
decisão que “não é irreversível”.
8
Para o presidente da APAVT, Vítor Filipe, “a
solução passa pela ampliação da Portela e
pela instalação de um aeroporto secundário
na base do Montijo”. Vítor Filipe acrescenta
que a Ota “além de matar o Turismo em
Lisboa, mata também o aeroporto do Porto”,
numa reacção defendida também pelo
presidente da AHP, Alves de Sousa.
Por outro lado, a hipótese de enviar os voos
das companhias low-cost para a base de Beja,
admitida pelo Ministério das Obras Públicas,
motiva uma reacção igualmente negativa
por parte das duas entidades pois, “Beja não
resolve os problemas de Lisboa nem do
Algarve. Resolve mal os do Alentejo litoral,
servindo apenas para o Alentejo interior e
para o Alqueva. Não podemos aceitar que
seja esta a segunda infraestrutura”.
Estas associações lamentam ainda que o
sector não tenha sido ouvido pelo executivo
sobre esta matéria.
Mário Lino em entrevista ao Diário Económico
Não se justifica fazer um aeroporto especial
em Lisboa para as low-cost
Que infra-estrutura é que vai ser
o suporte das low-cost?
As companhias low-cost ou outros param nos
aeroportos que quiserem. É natural que as
low-cost, que são companhias que prestam
serviços com menos qualidade ou menos
pessoal de cabine e que se destinam a
praticar preços mais baixos possíveis no voo,
nos serviços que prestam a bordo e outros,
também no que diz respeito às taxas vão
para aeroportos que pratiquem taxas mais
baixas. E esses normalmente estão situados
longe dos centros urbanos, com menos
qualidade ou maior distância.
Por estes factores qual é a estratégia?
Não estamos a pensar interferir nessa
matéria. Os voos de low-cost uns vêm para
Lisboa, outros para Faro, outros para o Porto e
depois, com o aeroporto de Beja, se quiserem
vão para lá. É uma opção deles.
O sector turismo continua a dizer ser
importante ter infra-estrutura deste tipo…
Vendo a questão do outro lado, se viermos
a ter, no processo de desenvolvimento do
novo aeroporto da Ota, um desfasamento
temporal entre o seu início da Ota e o
esgotamento de capacidade da Portela,
logo veremos. Ou seja, se o crescimento
do tráfego for mais acelerado do que está
previsto, vamos ter o aeroporto da Portela
esgotado antes do outro estar pronto. Nesse
contexto, podemos incentivar e não obrigar,
que uma fatia dos voos para a Portela vão
para outro lado.
Como?
Promovendo uma oferta de aeroporto
susceptível de atrair interessados, e é aqui
entram as ‘low-cost. Mas sempre numa base
provisória enquanto o da Ota não estiver
pronto, porque não nos parece fazer
sentido fazer um investimento significativo
para ter um segundo aeroporto em Lisboa
para as low-cost. Se houver necessidade,
podemos destacar uma infra-estrutura
aeroportuária existente na zona de Lisboa
em termos de oferta. Mas nada obriga as
low-cost a ir para lá.
Não há portanto uma
lógica específica para este segmento…
Não, as companhias é que têm de escolher.
Posso é promover. Mas não se justifica fazer
um aeroporto especial em Lisboa para as
low-cost.
Quais as alternativas?
Há várias que estão a ser estudadas. Há umas
falsas alternativas como Alverca, uma vez
que o enfiamento da pista na Portela é o
mesmo e portanto ou pára num ou noutro.
Mas já Montijo não é assim. Mas é preciso
não esquecer que esses aeroportos já têm
outras utilizações, até com compromissos
internacionais. Mas a filosofia não é construir
um aeroporto para as low-cost, até porque
são conceitos muito dinâmicos e os grandes
aeroportos e companhias também sabem
reagir a estas mudanças do mercado.
Excerto da entrevista de Mário Lino, Ministro
das Obras Públicas, Transportes e
Comunicações, publicada no jornal Diário
Económico em 22 de Novembro de 2005
SET esteve presente
Novas rotas easyJet
apresentadas em Lisboa
A companhia aérea low-cost
easyJet e o Turismo de Lisboa
apresentaram oficialmente, dia
25 de Outubro, duas novas rotas
para Lisboa, a partir da Suíça,
a primeira de Genebra, já em
funcionamento, e logo a seguir
de Basileia, a partir de Março
de 2006.
A directora de marketing da easyJet, Cristina
Bernabé, adiantou que o objectivo da
companhia consiste em lançar doze novas
rotas para Lisboa, durante os próximos cinco
anos, período em que vigora o acordo de
parceria estabelecido com o Turismo de
Lisboa.
Só nestas duas novas rotas, a companhia
líder europeia do sector low-fare quer trazer,
anualmente, 173 mil turistas para a capital
portuguesa.
Para o Secretário de Estado do Turismo,
Bernardo Trindade, que fez questão de
estar presente, a estimativa de 492 milhões
de euros de acréscimo anual nas receitas
turísticas, originado por estas 12 novas rotas,
indicia que “esta é uma realidade e uma
tendência que Portugal e a Região de Lisboa,
em particular, têm de seguir de perto”.
Bernardo Trindade acrescentou que “o
Governo reconhece que é preciso dar a
devida atenção a estas novas dinâmicas do
Turismo, cujas respostas, estamos certos,
constituirão um importante contributo para
o crescimento desta actividade em Portugal”,
reforçando a ideia de que “a importância das
companhias aéreas low-cost no crescimento
e, acima de tudo, na criação de novos
destinos turísticos tem merecido especial
empenho pelo actual Governo”.
Em representação do Turismo de Lisboa,
o Presidente Adjunto, Carlos Ornelas
Monteiro, sublinhou a importância do
acordo celebrado com a easyJet, que prevê
o investimento em publicidade de 558
mil euros em 5 anos (pouco mais de 2,50
euros por cada turista novo e menos de
90 cêntimos por cada nova dormida na
hotelaria da Região de Lisboa) que, “apesar
de significativo é muito pouco se comparado
com o retorno em novas receitas de Turismo,
estimado em 82 milhões de euros por ano só
com estas duas novas rotas”.
O director do Aeroporto de Lisboa,
Francisco Severino, também presente nesta
conferência de Imprensa, assegurou que
a Portela “tem capacidade para receber
estas novas ligações da easyJet” e lembrou
que está em curso, até 2009, um plano de
expansão deste aeroporto que vai permitir
atingir os 40 movimentos por hora, em vez
dos 34 actuais.
Poucos dias antes da entrada em
funcionamento da rota Genebra-Lisboa,
a easyJet já tinha vendido mais de 16 mil
lugares, sendo que 75% das reservas tiveram
origem na Suíça, o que demonstra o interesse
gerado por esta nova ligação, esperando-se
um resultado idêntico na rota Basileia-Lisboa.
Ligação Lisboa-Varsóvia
aumenta turistas da Polónia
O número de turistas polacos que visitaram
Lisboa subiu 64 por cento relativamente ao
ano passado, depois de ter sido inaugurada
a ligação directa entre Lisboa e Varsóvia,
assegurada pela companhia low-cost
Centralwings.
Estes dados, segundo os quais a Região de
Lisboa registou 16.790 dormidas de turistas
vindos daquela cidade, foram adiantados
à agência Lusa pela delegação do ICEP na
capital polaca.
A região foi, em 2004, o destino mais
visitado pelos turistas da Polónia,
representando 45 por cento do total de
dormidas realizadas pelos visitantes polacos
em Portugal (35.585).
Rui Almas, o delegado do ICEP em Varsóvia,
destacou o papel das acções promocionais
do destino Lisboa que têm sido conduzidas
naquele país, pelo Turismo de Lisboa e pela
Centralwings, com o apoio do ICEP e do
Instituto de Turismo de Portugal.
9
• NOTICIÁRIO
NACIONAL
Pousadas de Portugal
crescem 50%
O grupo Pestana Pousadas, que gere a
rede das Pousadas de Portugal, vai fechar
este ano com resultados operacionais que
ultrapassam em 50% os de 2004.
Só nos primeiros nove meses do ano
em curso, a facturação das Pousadas
representou um total de 3,7 milhões
de euros, em grande medida devido
ao facto de se ter conseguido triplicar a
rentabilidade por quarto, em apenas três
anos.
Pelo que adianta a revista Prémio, até
2010, o grupo Pestana Pousadas pretende
disponibilizar 563 novos quartos.
AHP e APAVT
criam Centro
de Arbitragem
10
Portugal e Brasil
cooperam no sector
do Turismo
Portugal e Brasil consolidaram, no final do mês passado, as relações na área do Turismo
com a assinatura de um acordo de cooperação, no âmbito da visita oficial do Secretário de
Estado do Turismo, Bernardo Trindade, ao Brasil, de 28 a 31 de Outubro.
Este acordo, que revela a importância do sector do turismo para o reforço das relações
económicas e políticas entre os dois países, foi assinado pelo Secretário de Estado do
Turismo, Bernardo Trindade, e pelo Ministro do Turismo do Brasil, Walfrido Mares Guia, no
âmbito do III Congresso Empresarial Brasil-Portugal, que decorreu em Salvador da Baía,
promovido pelo Conselho Nacional das Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil.
O acordo prevê a cooperação entre o turismo português e brasileiro com vista a um
incremento dos fluxos turísticos entre os dois países e a uma agilização dos investimentos
de capitais, portugueses, brasileiros ou conjuntos, no domínio do turismo.
Esta cooperação envolve empresas, organizações e instituições, e concretiza-se nas áreas de
intercâmbio de informação sobre a actividade turística (estatística, legislação), intercâmbio
de experiências e boas práticas; cooperação na promoção (com a criação de redes de
promoção e a organização de iniciativas promocionais conjuntas em mercados externos).
SET testemunha internacionalização
das Pousadas de Portugal
Nesta deslocação, Bernardo Trindade presidiu à inauguração da Pousada do Convento do
Carmo, localizada em Salvador da Baía, e que é a primeira unidade internacional da rede
Pousadas de Portugal. Representando um investimento de seis milhões de euros, a abertura
deste empreendimento turístico resulta da aposta da marca Pousadas de Portugal na
internacionalização e, em particular, no mercado brasileiro. A importância do investimento
foi sublinhada pela presença, nesta cerimónia, de membros do governo Brasileiro: o
ministro do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior, Luís Fernando Furlan, o
ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, o ministro da Cultura, Gilberto Gil e o governador
do Estado da Baía, Paulo Souto. A nova unidade do grupo Pestana Pousadas está situada no
centro monumental de Salvador, num antigo convento carmelita reabilitado, o que a torna
no primeiro hotel histórico do Brasil.
A Associação dos Hotéis de Portugal (AHP)
e a Associação Portuguesa das Agências
de Viagens e Turismo (APAVT) vão criar
um Centro de Arbitragem, resultado do
protocolo que celebraram no passado dia
2 de Novembro.
Este centro vai ser um elemento facilitador
da resolução de eventuais diferendos
entre as empresas que integram estas
duas associações do sector do Turismo.
O protocolo de cooperação agora
assinado prevê, acima de tudo, o reforço
da parceria e da cooperação entre a AHP
e a APAVT, tendo em conta a relevância de
ambas em termos nacionais.
INFTUR
galardoado em concurso
europeu
Carolina Sena, representante do Instituto
de Formação Turística (INFTUR), recebeu
a medalha de bronze no Concurso
de Recepção, realizado no âmbito do
Encontro Anual da Associação Europeia
de Escolas de Hotelaria e Turismo, que
este ano decorreu entre os dias 22 e 27 de
Outubro, em Antalya, na Turquia.
Esta aluna, que frequenta o segundo ano
do Curso de Alojamento Hoteleiro da
Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve,
integrou um grupo de 42 alunos de várias
nacionalidades, num evento que juntou
650 participantes em representação de
130 escolas de hotelaria de 30 países.
Programa vasto vai até 2006
Câmara de Lisboa
evoca Terramoto
Na evocação dos 250 anos
do Terramoto de Lisboa, a
autarquia lisboeta convocou
um conjunto de iniciativas,
realizadas por várias entidades,
assumindo o protagonismo
desta efeméride.
11
Iniciativas diversificadas
O projecto-âncora do programa das
comemorações é a animação virtual
da maqueta da Lisboa pré-Terramoto,
entretanto sujeita a conservação e restauro.
Esta peça, que pode ser vista em exposição
permanente no Museu da Cidade, ao
Campo Grande, serviu de ponto de partida
para a valorização de informação relevante
sobre uma Lisboa que já não existe.
Com recurso a novas tecnologias de
informação, foi possível tirar partido dos
dados fornecidos pela maqueta para, por
exemplo estabelecer um confronto entre
a cidade antes do Terramoto e a cidade
actual. Assim, ao seleccionar um local, ou
monumento, é-se transportado para o local
no modelo virtual do passado.
Esta animação vai permitir, ainda,
visualizar cenas históricas e momentos
do quotidiano do séc. XVIII, em três
dimensões.
Entre as dezenas de iniciativas que vão assinalar
os 250 anos do Terramoto podemos encontrar
também a exposição “O Terramoto de 1755 na
Hemeroteca de Lisboa: Fontes & Bibliografia”,
em exibição até 15 de Dezembro, para além de
visitas guiadas e itinerários culturais, em que se
vai ficar a conhecer, por exemplo, a origem da
famosa expressão “Rés-vés Campo de Ourique”.
São também várias as conferências e palestras
sobre o Terramoto de Lisboa e outras de cariz
didáctico sobre o que fazer se ocorrer um
sismo.
Durante o próximo ano vai ainda ser publicado
um álbum de banda desenhada sobre o
Terramoto de 1755, com autoria de Felipe
Abranches, entre muitas outras iniciativas
que vão analisar este fenómeno que mudou
para sempre a face da capital portuguesa,
sob os mais variados ângulos, que vão do
social ao artístico, passando pelo técnico e
arquitectónico, entre muitos outros
Museu Militar
evoca Terramoto de Lisboa
Numa exposição que pretende lembrar o papel do Exército
na reconstrução de Lisboa após o Terramoto de Lisboa, o
Museu Militar promove, até dia 4 de Dezembro a exposição
“Os Engenheiros Militares e o Terramoto e 1755 – Trabalhos
e Consequências”.
De 24 a 28 de Novembro
Arte Lisboa quer
distinguir-se
pela qualidade
Vai já na quinta edição a Arte Lisboa,
que agora iniciou uma nova etapa,
com propostas de maior alcance e
o objectivo de elevar os critérios de
qualidade alcançados por este certame
de arte contemporânea.
Entre 24 e 28 de Novembro, 60
galerias ocuparam os 10 mil m2 do
Pavilhão 4 da FIL, no Parque das
Nações, em Lisboa.
Das galerias representadas, 42 são
portuguesas, a que se juntaram 13
galerias espanholas, duas alemãs, outras
duas brasileiras e uma galeria russa.
Esta mostra, destinada a profissionais
e ao público em geral, contou com
obras de pintura, escultura, desenho,
instalações, fotografia e vídeo.
Pela primeira vez, a Arte Lisboa teve
o Alto Patrocínio do Presidente da
República, que presidiu à Comissão de
Honra. A Associação Turismo de Lisboa
integrou a Comissão Consultiva deste
certame.
• NOTICIÁRIO
NACIONAL
Mais 12,7% em 2006
Turismo de Portugal reforça promoção
para travar perda de competitividade
Em 2006, as verbas destinadas à
promoção turística vão registar um
aumento de 12,7% relativamente a
este ano, com um valor global de
30.598.500 euros.
12
A intenção é travar a quebra de
competitividade que se regista no sector
desde 2001, comparativamente à Europa e
aos principais concorrentes, essencialmente
pela desvalorização do segmento “Sol e Mar”,
o produto turístico tradicional português.
No caso do orçamento do Instituto de
Turismo de Portugal, (ITP), a evolução é de
21,56%, enquanto que no Programa de
Intervenções para a Qualificação do Turismo
(PIQTUR) se regista um aumento zero.
Do montante global para promoção,
40%, aproximadamente 11.440.000€, são
destinados ao programa “Marca Portugal”. Os
restantes 60 por cento vão ser distribuídos
pelas Agências Regionais, com o Algarve a
receber a maior fatia (6.177.276€), seguido de
Lisboa (4.804.584€) e da Madeira (2.402.274€).
Marca Lisboa reforçada
Captação de eventos
prioritária
A juntar à promoção turística, o investimento
a realizar em 2006 contempla um montante
adicional especificamente destinado
à captação e promoção de eventos
com capacidade de projectar o País
internacionalmente.
No Planeamento da Promoção Turística
para 2006, do ITP, fica ainda a saber-se que o
principal objectivo é manter o crescimento
da geração de riqueza, aumentando o
contributo do turismo para o Produto Interno
Bruto e para o crescimento do saldo da
Balança Turística. O caminho passa não só
por captar mais turistas, internos e externos,
mas também por reforçar a valorização dos
fluxos captados.
Por isso, nas áreas de intervenção
prioritárias para 2006, vai ser privilegiado
o desenvolvimento de novos produtos,
o acesso a novos mercados, o reforço da
imagem e da notoriedade do destino
Portugal, fazendo esforços no sentido de
captar eventos de forte impacto mediático.
Mercados diferentes,
promoção distinta
Quanto às acções a desenvolver nos
mercados emissores, vão ser diferenciadas,
tendo em conta as perspectivas de
desenvolvimento económico de cada um,
para maximizar as receitas turísticas.
A título de exemplo, se na Holanda e
Noruega se vai optar por produtos nos quais
Portugal apresenta vantagens competitivas
relativamente a outros destinos, nos casos
do Japão, Áustria e Rússia, a estratégia passa
por desenvolver a notoriedade e imagem
da oferta portuguesa, nomeadamente
através de parcerias estratégicas e do
aproveitamento de novas oportunidades de
operação.
A par deste conjunto de iniciativas, o ITP vai
também dar prioridade à aposta nas novas
tecnologias como um meio para divulgar
e melhorar o acesso dos turistas ao que
Portugal tem para oferecer.
Partindo da avaliação do desempenho turístico
das sete regiões do País, que ficou globalmente
aquém das metas traçadas, o documento
aponta para o reforço da imagem de marca de
Lisboa e, também, do Porto e Norte. Já nos casos
do Algarve e da Madeira, aponta-se para um
reposicionamento da marca, enquanto que nas
Beiras e no Alentejo a imagem de marca ainda
tem de ser desenvolvida.
Da lista de acções prioritárias para o próximo
ano fazem também parte a captação de
operações aéreas low-cost para as regiões de
Lisboa e do Porto, bem como a continuação
desta estratégia no Algarve, o destino
nacional com maior número de passageiros
transportados por estas companhias.
Assim, em 2006, Portugal vai concentrar os
esforços da promoção turística em produtos e
mercados prioritários, que permitam um retorno
a curto prazo, flexibilizando a acção promocional
para conseguir aproveitar as oportunidades
que possam surgir e ajustando a promoção aos
vários públicos-alvo. De resto, esta opção pela
concentração em mercados mais relevantes é
assumida como estratégica pelo ITP.
Rock in Rio Lisboa
vai ter novos espaços
A edição de 2006, do Rock in Rio Lisboa, vai voltar a realizar-se no Parque
da Bela Vista, na zona oriental da cidade, mas com novas estruturas e
com um desenho diferente.
Desta vez foi dado um especial relevo aos espaços de entretenimento
para toda a família.
Os vários palcos vão ser reposicionados para aumentar o conforto dos
milhares de participantes e permitir uma circulação mais cómoda.
Foi criado um novo espaço, o palco Futuro, para divulgar novos talentos
portugueses e internacionais. Com um visual que pretende ilustrar uma
garagem, vai receber 15 novas bandas.
As crianças também vão ter um espaço próprio, o “Kids”, onde as
esperam várias actividades, animadores, educadores, teatro de
fantoches, pinturas faciais e contadores de histórias. Este espaço foi
também pensado para que os pais possam assistir descansados aos
concertos enquanto os filhos se divertem.
Entretanto, já se sabe que a artista brasileira Ivete Sangalo vai abrir o
evento no Palco Mundo, pelo qual vão passar mais 19 das melhores
bandas nacionais e internacionais.
Outros regressos são o da Tenda Electrónica, do Espaço Radical, que
desta vez até tem neve (100 m3 por dia) e a Tenda VIP.
Está também de volta a campanha “EU VOU”, que apela à participação,
na primeira pessoa e faz alusão visual às novidades desta edição,
marcada para 26 e 27 de Maio e 2,3 e 4 de Junho.
13
• NOTICIÁRIO
NACIONAL
“Valência Summit”
Cascais vence prémio internacional
Cascais
conquistou, no
passado dia 18
de Outubro,
o prémio
“Valencia Summit
International
Awards”, um
galardão que
destaca iniciativas
internacionais na
área da gestão de
grandes eventos
desportivos.
Duarte Nobre Guedes recebe prémio das mãos de Iñaki Urgandarin
14
Cascais foi distinguido não só graças à
captação de grandes eventos desportivos,
mas também pela forma como foram
organizados e promovidos de forma
estratégica, com projecção mundial,
associada ao desenvolvimento e
requalificação de Cascais. Este ano, a JTCE
investiu, neste segmento, cerca de 8,7
milhões de euros, sendo que as receitas para
a hotelaria desta região devem rondar os 9,4
milhões de euros, em 2005, não contando
com as despesas adicionais feitas pelos
participantes nestes eventos, estimadas em 7
milhões de euros.
Ao acolher competições como o Estoril
Open de Ténis, Open de Portugal de
Golfe, Concurso Internacional de Saltos,
Campeonato do Mundo de Bridge, o Laureus
World Sport, o Campeonato do Mundo de
Windsurf, o Grande Prémio de Portugal de
Motociclismo ou o Campeonato de Vela, que
terá lugar em 2007, o Estoril posiciona-se
como destino de referência no calendário
desportivo, continuando a assegurar
um elevado fluxo turístico e projecção
internacional.
O galardão foi entregue ao presidente da JTCE,
Duarte Nobre Guedes, por Iñaki Urgandarin,
duque de Palma e marido da princesa Cristina
de Espanha, no Hemisféric da Cidade das Artes
e das Ciências de Valência, onde decorreu a
gala de entrega prémios.
A par de Cascais, foram ainda premiadas
outras sete entidades que, em 2004, se
afirmaram no âmbito desportivo: a cidade
de Auckland, na Nova Zelândia; a UBS; Tony
Meenaghan, da Universidade de Dublin, um
dos maiores peritos mundiais em estudos
de patrocínio; a revista Sport Business; Klaus
Heinemann, catedrático de sociologia do
desporto; a Fundação Seawater e a Homeless
World Cup.
Este encontro internacional assumese como um espaço de debate e
reflexão sobre a organização de eventos
desportivos enquanto impulsionadores
do desenvolvimento das cidades que os
acolhem e o impacto que nelas geram. Para
melhor reflectir essa realidade, a organização
instituiu estes galardões que, para além de
premiarem boas práticas empresariais e
promocionais, pretendem desempenhar
um papel activo na construção de uma
sociedade mais responsável e solidária.
Subordinada ao tema “Novas Tendências na
Gestão de Grandes Eventos Desportivos”,
a segunda edição da “Valência Summit”,
reuniu em Espanha, até dia 21 de Outubro,
um painel que integrou mais de 200 peritos
internacionais da área académica e de
investigação, empresários, gestores públicos
e patrocinadores, organizações desportivas,
consultores de topo e representantes do
meios de comunicação.
O Estoril posiciona-se
como destino de referência
no calendário desportivo,
continuando a assegurar
um elevado fluxo turístico
e projecção internacional.
Empresas de animação turística
IGAE alerta para falta de licenciamento
No final do passado mês de Outubro, a
Inspecção-Geral das Actividades Económicas
(IGAE), lançou uma chamada de atenção para
o facto de se ter vindo a constatar o exercício
da actividade de animação turística “por
entidades que não se encontram licenciadas
para o efeito”.
Nesta advertência, a IGAE esclarece que estas
empresas estão abrangidas por legislação
específica, com o objectivo de defender “os
interesses dos turistas que utilizam serviços
prestados” por este sub-sector da actividade
turística.
Assim, ao abrigo do Decreto-Lei 204/2000
de 1 de Setembro, posteriormente alterado
pelo Decreto-Lei 108/2002, de 16 de Abril, há
regras que têm de ser observadas por estes
operadores, como são os casos de marinas,
autódromos, balneários termais, campos
de golfe, embarcações, aeronaves centros
equestres, passeios pedestres, entre outros
equipamentos que sirvam de suporte a
actividades de natureza cultural, desportiva,
temática e de lazer.
Licença é obrigatória
Qualquer uma destas empresas de animação
turística precisa de uma licença e de alvará, a
conceder pela Direcção-Geral do Turismo, e
só nesse caso podem usar tal denominação,
sob pena de utilização abusiva e enganosa.
A IGAE lembra ainda a obrigatoriedade de
um seguro que cubra de forma adequada
os riscos decorrentes da actividade exercida,
e da existência de um livro de reclamações
no qual possam ser registadas quaisquer
anomalias nos serviços prestados.
A violação destas e de outras normas
estabelecidas, que podem ser consultadas
em www.igae.pt, é punida com coimas que
vão dos 249,40 euros aos 3.740,98 euros no
caso de pessoa singular, e dos 498,80 euros
aos 14.963,94 euros caso se trate de pessoa
colectiva.
APAVT com reunião em Maputo
Falta de coordenação no Turismo
Congresso debateu
cooperação e
desenvolvimento
CPLP preocupada
A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo
(APAVT) realizou, de 26 de Novembro a 1 de Dezembro, o XXXI
Congresso Nacional, desta vez em Maputo.
O ponto de partida para a discussão foi “Turismo: Cooperação e
Desenvolvimento” e a escolha de Moçambique para a realização
do congresso, neste contexto, não aconteceu por acaso.
Para o presidente da APAVT, Vítor Filipe, esta associação
promoveu “a redescoberta de Moçambique”, como destino com
grande significado para muitos portugueses e que “faz parte
do imaginário dos que ainda não tiveram a oportunidade de
conhecer este País”.
Durante este congresso, foi dado especial relevo ao papel que o
Turismo pode desempenhar no desenvolvimento das economias
e na promoção do bem-estar social, tão necessários à grande
maioria dos países africanos, como é o caso de Moçambique.
Vítor Filipe lembrou ainda que “o Turismo aproxima os povos e as
culturas e, por isso, é um factor determinante para a promoção
da Paz”, tão importante para os povos deste país que viveu, até há
poucos anos, a experiência da guerra.
Os temas em debate passaram pelo Turismo como factor de
desenvolvimento económico e social e como desígnio nacional, e
pela defesa do consumidor, entre outros.
Os ministros do Turismo da Comunidade de Países de Língua
Portuguesa (CPLP), reunidos no terceiro encontro organizado
para o efeito, desta vez em Luanda, entre 11 e 13 de Outubro,
manifestaram “preocupação pelo reduzido incumprimento das
acções planeadas na II Conferência, realizada durante o ano
passado, em Lisboa”.
Esta falha foi atribuída, em grande parte, à “falta de coordenação
do secretariado executivo da CPLP”, o que constituiu um “entrave à
adequada operacionalização do plano de acção”.
Desta forma, foram mantidos os objectivos traçados em 2004, dos
quais fazem parte o incremento da cooperação empresarial entre
os agentes do sector (agências de viagens, operadores turísticos
e hoteleiros, companhias aéreas e associações empresariais), bem
como a troca de experiências entre os oito países lusófonos da CPLP,
nomeadamente no que diz respeito aos aspectos fiscais e financeiros,
e de planeamento e gestão de recursos.
Nesta III Conferência, na qual apenas não esteve o representante de
Timor-Leste, foi também decidida a criação de uma imagem turística e
cultural da CPLP, através de programas bilaterais e multilaterais.
Os ministros do Turismo da comunidade de países lusófonos
congratularam-se ainda com o apuramento das selecções de
Angola, Brasil e Portugal para a fase final do Campeonato do Mundo
de Futebol – 2006, na Alemanha, sublinhando o facto de “pela
primeira vez, três selecções do universo lusófono estarem presentes,
em simultâneo, neste evento, o que constitui uma oportunidade
para a promoção da imagem turística da comunidade”.
15
Custo d
do tr
transporte aér
Low-cost ajustam custos
Por outro lado, concluiu-se que a existência
de voos low-cost induz um ajustamento
dos preços oferecidos pelas chamadas
companhias clássicas, no sentido da
redução. Embora esta descida tenha vindo
a ser gradual, ela é notória, de acordo com
as características de cada mercado, sendo
particularmente expressiva no caso do Reino
Unido.
No mercado britânico e futuramente
no alemão, a tendência passa por uma
aproximação cada vez maior dos preços, à
medida que cresce o número de destinos
oferecidos pelas low-cost e que vão entrar
em concorrência directa com os já operados
pelas companhias clássicas.
Quanto aos preços do alojamento mais baixo,
eles podem servir de factor concorrencial,
ainda que não de forma sustentável a longo
prazo, já que o mercado se encarrega de
nivelar os custos na hotelaria, tal como já
acontece com o transporte aéreo.
Desta forma, a promoção turística dos
destinos ganha ainda mais importância,
nomeadamente no que diz respeito à
imagem e à presença junto do potencial
turista.
16
Um estudo realizado pelo
Observatório do Turismo
de Lisboa concluiu que
Lisboa fica a perder para a
concorrência mais directa
nos short e city breaks, em
grande parte pelo peso do
transporte no custo final
da viagem. As companhias
low-cost vieram melhorar
a situação, mas há
destinos em que a capital
portuguesa é ultrapassada
nomeadamente nos casos
em que as ligações de baixo
custo têm uma presença
forte.
O Observatório do Turismo de Lisboa fez a
comparação e apurou que a competitividade
de Lisboa relativamente a outras seis cidades
europeias está a ser travada pelos custos do
transporte aéreo.
Nesta análise, Lisboa foi colocada lado a
lado com Madrid, Barcelona, Amesterdão,
Viena, Praga e Varsóvia, considerando um
alojamento em quarto duplo, com taxas
incluídas, para uma estadia de duas pessoas,
de 25 a 27 de Novembro de 2005, com
transporte de ida e volta, também com taxas
incluídas.
Uma das primeiras conclusões aponta para
o facto de os custos de transporte serem
a principal parcela a determinar o custo
final da viagem, independentemente do
mercado emissor ou da cidade de destino,
o que, naturalmente, influencia de forma
determinante a escolha do destino para
viajar.
O fenómeno das low-cost, na maioria dos
casos, veio alterar o processo de formação
dos preços, reduzindo o peso do transporte
aéreo e melhorando a posição competitiva
dos destinos com unidades hoteleiras mais
acessíveis.
Lisboa nos diversos
mercados
No caso dos turistas provenientes da
Alemanha, Lisboa só consegue competir
com outras cidades caso o transporte para
a capital portuguesa possa ser feito por
uma companhia low-cost e por companhias
clássicas para as restantes cidades do estudo.
Se a origem for o Reino Unido, Lisboa não é
competitiva entre as companhias clássicas,
mas oferece um preço que se situa na média
dos praticados para as restantes cidades se o
voo for feito numa low-cost.
Já no que diz respeito ao caso da França,
Lisboa apresenta alguma competitividade,
se considerarmos apenas o transporte em
companhia clássica.
Nos mercados de Itália e da Holanda, em
grande medida pela inexistência de rotas
operadas por companhias low-fare, Lisboa é
o destino mais caro dos sete analisados.
Este estudo analisou também a
competitividade de Lisboa quando se
tem em conta o custo global da viagem
(viagem+alojamento), registando
comportamentos distintos consoante o
mercado emissor.
eo penaliza Lisb
Lisboa
Na Alemanha, Lisboa pode considerar-se um destino caro para as
categorias de alojamento mais baixas, sendo mais competitivo na
hotelaria de cinco estrelas.
No Reino Unido, a competitividade de Lisboa é mediana na
generalidade das categorias, crescendo de forma significativa quando
o alojamento é de cinco estrelas e a viagem é feita numa low-cost.
Em França, Lisboa é igualmente concorrencial na categoria mais
elevada, embora o seja menos nas restantes categorias de alojamento.
No mercado italiano, Lisboa é fortemente penalizada pela
concorrência, apresentando apenas uma competitividade média no
alojamento de cinco estrelas.
No entanto, o caso de maior gravidade é o da Holanda, onde Lisboa
é o destino mais caro dos sete analisados e o segundo mais caro na
categoria de cinco estrelas.
Analisando apenas os preços praticados pelas 704 unidades hoteleiras
em consideração neste estudo (com categorias que vão das duas
às cinco estrelas), Lisboa encontra-se numa posição favorável, no
conjunto das sete cidades consideradas, sendo apenas ultrapassada
por Varsóvia.
Genericamente, quanto mais alta é a categoria dos hotéis, maior é a
competitividade de Lisboa.
No entanto, os autores do estudo concluem que a vantagem
competitiva de Lisboa nos preços do alojamento não constitui, a
prazo, um benefício para a economia turística, sendo desejável que
haja margem para a subida das tabelas, o que só será possível se
os custos de transporte forem diminuindo e os níveis de procura
aumentarem, em consequência disso mesmo.
É importante prosseguir com acções que levem à
redução dos preços do transporte aéreo, ao mesmo
tempo em que se actua junto do potencial visitante,
promovendo o destino Lisboa.
Neste quadro podemos verificar que os custos médios do alojamento em
Lisboa apenas são ultrapassados pelos de Varsóvia
17
Acções prioritárias para Lisboa
Desta forma, é importante prosseguir com acções que levem à
redução dos preços do transporte aéreo, ao mesmo tempo em que
se actua junto do potencial visitante, promovendo o destino Lisboa,
para aumentar as possibilidades de esta cidade ser visitada face aos
destinos concorrentes.
Se estes dois objectivos forem alcançados, cresce a margem para que
as receitas da actividade turística de Lisboa subam, sem perda ou até
mesmo com ganhos de competitividade.
À primeira vista, o posicionamento relativamente bom que Lisboa
tem no mercado britânico deve-se ao desenvolvimento do transporte
aéreo com origem no Reino Unido.
Os preços das tarifas são mais reduzidos, quer no caso das low-cost,
quer nas companhias clássicas, em reacção às primeiras.
Desta forma, e antes de tudo, o estudo sugere que é preciso
encontrar formas de, num curto prazo, ser estabelecida uma ligação
low-cost entre Lisboa e Paris já que, pelos dados apurados, o actual
posicionamento de Lisboa no mercado francês seria extremamente
melhorado. Isto porque a capital francesa apresenta condições para
uma emissão de turistas semelhante à de Londres.
Quanto aos preços praticados pelas companhias low-cost alemãs,
poderiam ser mais baixos, pelo que devem ser criadas condições que
o tornem possível.
Nos mercados italiano e holandês, especialmente no primeiro, a
distância geográfica (Lisboa é o destino mais periférico) combinada
com a ausência de voos low-cost resulta num claro prejuízo para a
capital portuguesa.
Como o nível de desenvolvimento do transporte aéreo nestes países
não deve evoluir nos próximos anos, é preciso investir mais na
promoção turística.
No mercado britânico é notória a influência das low-cost na redução
geral das tarifas aéreas, ao contrário do que acontece com a Itália e com a
Holanda, onde, inclusive, Lisboa é o destino mais caro
• INTERNACIONAL
LISBOA VISTA DE FORA
Uma
questão
pessoal
18
Em espanhol, no
suplemento distribuído
com o jornal ABC, “Lisboa,
uma questão pessoal” é o
título do artigo publicado na
edição de Outubro de 2005.
Continuando em espanhol,
na revista 2010, Sintra é
o tema de artigo de três
páginas na edição de
Setembro de 2005.
“Experimenta Design 05” é
o título da notícia publicada
na revista espanhola Ronda
Iberia, onde a bienal é um
dos destaques na agenda
internacional da revista.
Em italiano, Quality Travel,
o turismo de negócios na
região de Lisboa é o tema de
um artigo que ocupa quatro
páginas da revista, na edição
de Setembro de 2005.
Na edição de 9 de Setembro
do jornal inglês Times
Educational Supplement,
Lisboa é tema do artigo
intitulado “Lisbon? Hop on
the number 28”.
Ainda em inglês, The Sunday
Times Travel Magazine, o
novo Hotel Bairro Alto, Hotel
As Janelas Verdes e Hotel
Metrópole são destaque na
publicação de Outubro.
Terminando em alemão,
Revista Young Woman´s
Magazine, Lisboa é sugestão
de visita.
ABC – Despegue Vertical
Lisboa, uma questão pessoal em destaque
no suplemento espanhol
Quality Travel
Turismo de Negócios na região de Lisboa
em destaque na publicação italiana
Ronda Iberia
Experimenta Design 2005
em destaque na revista espanhola
Times Educational Supplement
Lisboa em inglês
New York Times
recomenda vida
nocturna lisboeta
Revista 2010
Sintra em destaque
na revista espanhola
Young Woman´s Magazine
Lisboa é sugestão de visita na publicação alemã
The Sunday Times Travel Magazine
Hotéis Bairro Alto, Janelas Verdes
e Metrópole na revista inglesa
Num texto publicado a 30
de Outubro passado, no
prestigiado New York Times,
o jornalista Andrew Ferren
elogia a animação nocturna
de Lisboa e escolhe o Bairro
Alto como ponto de partida.
Com edifícios “grandes mas
delapidados”, as ruas deste bairro
ganham uma nova vida quando o sol
se põe, numa imagem completamente
oposta à que se pode ver durante o
dia.
O repórter do Times nova-iorquino
alerta, por isso, os visitantes para que
“não se deixem enganar”, pois as
artérias do Bairro Alto, à noite, tornamse num desafio a qualquer passante.
Sublinhando que “beber na rua é legal”,
Andrew Ferren dá particular destaque
às decorações dos intermináveis bares
e ao facto de, como diz Vasco Sousa,
do Club 43, “o espírito do Bairro Alto
passar por sair de casa e conhecer
pessoas”.
E não falta oportunidades para isso,
pois “este é o local onde todos – ricos,
pobres, heterossexuais, homossexuais,
portugueses ou estrangeiros – são
bem-vindos. Ao descer para a zona
de Alcântara, são destacadas as
conhecidas casas de diversão onde
também se podem encontrar todos os
tipos de pessoas”.
De saída para o fim da noite, o
jornalista escolheu a zona de Santa
Apolónia, marcada por um estilo
diferente do que foi descrito no Bairro
Alto, com a diversão a acontecer
dentro de portas.
Com o nascer do dia, Lisboa é descrita
como uma cidade caracterizada pela
sua “beleza de cortar a respiração” e
comparada com a norte-americana
São Francisco, com as suas colinas, as
vistas de rio e até uma ponte quase
igual.
Este destaque é o segundo que o New
York Times dedica a Lisboa, depois
de, em Maio deste ano, ter também
chamado a atenção para a vida
nocturna da capital portuguesa, com
o artigo “In Two Lively Districts In Lisbon
(Chiado e Bairro Alto), Every Night Is a
Block Party”.
19
• INTERNACIONAL
VISÕES
Johansens
distingue
hotéis
portugueses
Manuel Graça Dias
Arquitecto
20
O que pensa do turismo em Lisboa e dos turistas
que nos visitam?
Uma tarde, em Manhattan, depois de uma visita a um qualquer
museu e entusiasmados com que víramos, deambulámos, sem
rumo certo, durante um bom bocado. A certa altura, estávamos
em frente ao Hudson, virados para Brooklin, quando topámos
um extravagante teleférico que corria em paralelo com a
enorme ponte. Que divertido - dissemos - e, dez minutos depois,
estávamos dentro de uma das cápsulas, de pé, com muita gente à
volta, a caminho da outra margem.
O passeio foi deslumbrante. A “cápsula” começou por elevar-se,
sobrevoou coberturas e terraços (alguns com carros estacionados
em cima, mistérios da elevação), ruas e avenidas, antes de se
sobrepor ao rio. Ao lado, a ponte, atulhada de automóveis, já
parecia pequena e longe. A meio, o teleférico parou numa ilha
com uma escola e uma revoada de garotos, com mochilas e
ar de fim de aulas, entrou em conversa e risotada. A travessia
prosseguiu e pude assistir depois à rápida dispersão dos nossos
diversos companheiros de viagem pelas ruas dessa outra
margem da grande maçã. Turistas, ficámos só nós, sem saber
muito bem o que fazer, na terra alheia, a indagar da partida para
o outro lado.
É notável - lembro-me de ter pensado -, este transporte tão
“divertido” e, simultaneamente tão útil, para cá e para lá tão
razoavelmente cheio de nova-iorquinos autênticos, gente
que vem do trabalho, da escola ou das compras, e eu (nós)
aqui,“roubando-lhes” estes instantes deles, por momentos
compartilhando um troço das suas vidas,“imitando-as”, como
se fizéssemos parte da metrópole, como se no-la tivessem,
generosamente, emprestado.
O discreto teleférico não vem (não vinha) nos guias turísticos,
creio - embora eu não seja um leitor assíduo e fiel de semelhante
literatura. Pelo menos não fará parte dos standards, como
o Empire State, a Estátua da Liberdade, a Times Square, o
Guggenheim de Wright ou uma noite no Blue Note.
E é isto que é maravilhoso nas cidades, em qualquer cidade.
Se não quisermos um turismo arregimentado pelos clichés, uma
cidade verdadeira surpreender-nos-á a cada esquina.
Tudo tão diferente dos estúpidos eléctricos vermelhos com
bancos de veludo que percorrem Lisboa, autistas em relação a
nós, lisboetas, oferecendo ao turista uma imagem congelada
e absurda porque, ao lado, andam outros iguais, mas amarelos,
a transportar ainda cidadãos teimosos. Preferia que os turistas
os descobrissem sozinhos, que não fosse necessário falsear as
estruturas de transporte, que não chegassem, também, à carreira
do 28 com o “compêndio” nas mãos para observar a “espécie em
extinção”.
Disto me lembrei, nessa tarde em Nova Iorque, numa carlinga de
teleférico bamboleante, por cima da massa líquida que reflectia
bocados de sol encrespado verde e azul.
A Condé Nast Johansens, o guia
ilustrado mais completo sobre as
melhores unidades de alojamento
Britania e Cascais
e de eventos da Grã-Bretanha,
Miragem integram
Europa e América do Norte, acaba
de distinguir dois hotéis da Região
lista de hotéis
de Lisboa.
O Hotel Britania, antigo Hotel
recomendados.
do Império, foi nomeado para a
categoria “Most Excellent Hotel for
Design and Innovation”.
Na base da nomeação estiveram os trabalhos de restauro
recentemente realizados no edifício projectado pelo arquitecto
Cassiano Branco, nos anos 40, mantendo intactas as linhas art déco
e o toque de modernidade que já ostentava na altura, ao conforto
correspondente aos padrões quotidianos.
O Hotel Cascais Miragem passou também a integrar a lista de
hotéis recomendados pelo guia da Johansens, nomeadamente pela
qualidade da arquitectura e “pelo serviço de cinco estrelas que se
pode encontrar em todas as dependências deste hotel”, indica o site
oficial www.johansens.com.
Todos os anos, e sem aviso prévio, os “inspectores” desta instituição
fazem visitas às unidades recomendadas para garantir que se
mantêm as condições que originaram a distinção aos hotéis que
constam neste guia internacional.
China vai liderar Turismo
dentro de 15 anos
A China vai ser o principal mercado emissor mundial de turistas
em 2020.
De acordo com um estudo publicado pela corretora CLSA Asia Pacific
Markets, dentro de pouco mais de uma década, mais de
115 milhões de chineses vão viajar anualmente para o estrangeiro.
No ano passado, 29 milhões de chineses decidiram viajar para outros
países, o que representou um crescimento de 43% em relação a 2003.
OBSERVATÓRIO
do
TURISMO
No mês de Outubro, fruto dos valores obtidos na
hotelaria de 3 estrelas de Lisboa e de Leiria Fátima,
assistiu-se a um agravamento dos níveis de ocupação
na Região, quer face a 2004, quer a 2003. Em termos
acumulados, este indicador denota uma quebra de 5%
em comparação com o ano passado e de cerca de 1%
face a 2003. É contudo de referir que estas perdas são
francamente inferiores à taxa de aumento da oferta de
quartos de hotel registada nestes últimos dois anos.
No que diz respeito ao nível de preços do alojamento,
assistiu-se neste mês à continuação de uma tendência
de ligeira baixa em relação a 2004 e 2003, sendo este
comportamento fundamentalmente devido à situação
verificada em Lisboa Cidade. Em termos acumulados,
a comparação com o ano passado é naturalmente
penalizada em virtude dos valores praticados durante
o período do Euro 2004.
Em termos económicos, os valores por quarto
disponível reflectem a soma dos dois efeitos anteriores,
sendo que o RevPAR acumulado deste ano se situa
cerca de 20% abaixo de 2004 e 4% abaixo de 2003. Em
Lisboa Cidade, as quebras são ligeiramente superiores.
Nas vendas totais por quarto disponível, as perdas face
a 2003 são de igual magnitude, embora face a 2004
sejam menos pronunciadas, rondando apenas os 15%.
de
LISBOA
ANÁLISES DESTA EDIÇÃO
AEROPORTOS E CRUZEIROS
REGIÃO DE LISBOA
HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA
HOTELARIA DO ESTORIL
HOTELARIA DA COSTA AZUL
ÍNDICE LISBOA (VTQD-96)
HOTELARIA DE LEIRIA FÁTIMA
HOTELARIA DO OESTE
ÍNDICES POR REGIÃO E OBJECTIVOS 2006
Índice Lisboa (VTQD-96): 1343
Este índice é baseado no valor médio de Vendas Totais por Quarto Disponível
do ano de 1996, ano zero da InfoGest Lisboa Cidade
INQUÉRITO AO CONGRESSISTA
INFOGOLFE
21
AEROPORTOS & CRUZEIROS
OBSERVATÓRIO
AEROPORTOS
CRESCIMENTO PRÓXIMO AO DOS ÚLTIMOS MESES
O movimento comercial de passageiros
no Aeroporto de Lisboa em Outubro
cresceu 4,7% face a igual período de 2004,
melhorando ligeiramente a situação do
acumulado que se situa com uma variação
de +4,4%. O número de voos foi muito
semelhante ao registado em 2004 (+0,2%),
para uma variação no acumulado de 2005
ligeiramente superior (0,7%).
TRÁFEGO COMERCIAL EM 2005
NÚMERO DE VOOS
Outubro
2005
NÚMERO DE PASSAGEIROS
Acumulado 2005
Var% 05/04
2005
Var% 05/04
Outubro
2005
Acumulado 2005
Var% 05/04
2005
Var% 05/04
Lisboa
10.372
0,2%
103.945
0,7%
956.104
4,7%
9.650.320
4,4%
Porto
3.705
4,8%
37.552
1,7%
240.876
9,1%
2.672.640
4,4%
Faro
3.677
7,3%
30.814
3,5%
520.579
4,0%
4.404.409
1,7%
P. Delgada
907
1,2%
9.818
2,7%
68.003
11,7%
771.958
5,7%
S. Maria
166
28,7%
1.641
14,2%
6.790
40,4%
72.436
27,0%
Horta
328
-1,2%
3.866
-1,3%
12.601
7,3%
168.555
-3,5%
Flores
78
-23,5%
1.130
0,4%
2.075
-16,0%
32.393
1,8%
2.174
10,5%
20.317
2,3%
196.090
3,7%
1.992.779
2,2%
562
-2,3%
5.165
-0,3%
10.802
-23,1%
137.606
-9,1%
Funchal
Porto Santo
Total
21.969
214.248
2.013.920
19.903.096
Fonte: ANA Aeroportos
CRUZEIROS
TURNAROUND RESISTE A QUEBRA GENERALIZADA
O número de passageiros de cruzeiro
em Outubro decresceu 17,8% proporção idêntica à do mês anterior.
Registaram-se menos 3 escalas de navios,
correspondentes a uma variação de
-13%. Em acumulado, a situação é menos
acentuada, com quebras de 8% nas escalas
e de 3,1% no número total de passageiros.
Os passageiros em turnaround evidenciam
ainda assim um crescimento anual de 7,5%.
MOVIMENTO DE CRUZEIROS NO PORTO DE LISBOA
Outubro
2004
No de navios
No Passageiros Totais
Em Tournaround
Em trânsito
Fonte: Administração Porto de Lisboa
2005
ACUMULADO ANUAL
Var%
2004
2005
Var%
23
20
-13,0%
239
220
-7,9%
27.210
22.354
-17,8%
214.137
207.521
-3,1%
952
838
-12,0%
28.891
31.062
7,5%
26.258
21.516
-18,1%
185.246
176.459
-4,7%
REGIÃO DE LISBOA
Médias Gerais em Outubro 2005
Ocupação por Quarto em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
 -14,9%
65,5% 55,73% 64,3% -13,3%

-2,2%
65,8% 64,34% 65,6% -1,9%

-6,7%
63,1% 58,90% 60,3% -2,4%
Síntese -7,1%
65,1% 60,54% 64,1% -5,6%
Acumulado de Janeiro a Outubro

-4,2%
61,1% 58,53% 62,6% -6,5%

0,1%
60,7% 60,73% 62,8% -3,3%

0,4%
51,7% 51,86% 55,0% -5,6%
Síntese -1,2%
58,9% 58,18% 61,2% -4,9%
VALORES INFERIORES A 2004 E 2003
Como era de prever, face aos comportamentos das diversas zonas, os valores
atingidos este mês são quase universalmente inferiores a 2004 e 2003.
Quase todos os acumulados apresentam perdas superiores às mensais, indiciando
algum abrandamento da actividade. A ocupação parece ser a excepção.
Por outro lado, são unicamente os hotéis de 5 estrelas que apresentam valores
positivos, o que acontece por duas vezes, ambas em vendas totais no mês.
No entanto, mesmo com o peso acrescido da sua influência nos indicadores
económicos, não é suficiente para fazer inverter a situação geral.
Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04

-0,2%
45,81 45,70 46,97 -2,7%

-5,1%
67,56 64,12 67,27 -4,7%

-6,4%
163,91 153,47 155,06 -1,0%
Síntese -4,4%
79,99 76,48 77,02 -0,7%
Acumulado de Janeiro a Outubro

-0,2%
46,59 46,48 51,90 -10,4%

-4,4%
66,02 63,12 75,05 -15,9%

-4,9%
151,34 143,90 179,68 -19,9%
Síntese -3,2%
75,54 73,16 86,35 -15,3%
Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
 -15,1%
29,99 25,47 30,19 -15,6%

-7,2%
44,46 41,26 44,15 -6,5%
 -12,6%
103,45 90,40 93,57 -3,4%
Síntese -11,1%
52,11 46,30 49,41 -6,3%
Acumulado de Janeiro a Outubro

-4,4%
28,47 27,21 32,50 -16,3%

-4,3%
40,05 38,33 47,14 -18,7%

-4,6%
78,18 74,62 98,74 -24,4%
Síntese -4,3%
44,50 42,56 52,82 -19,4%
Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04

-4,7%
68,02 64,80 66,93 -3,2%

-2,5%
100,37 97,85 99,80 -2,0%

-4,8%
291,75 277,77 270,60
2,6%
Síntese -3,6%
128,53 123,91 120,90
2,5%
Acumulado de Janeiro a Outubro

-3,6%
68,21 65,74 72,19 -8,9%

-3,4%
97,43 94,10 107,99 -12,9%

-4,1%
268,96 257,84 293,99 -12,3%
Síntese -3,0%
119,72 116,10 129,81 -10,6%
Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
 -18,9%
44,54 36,12 43,01 -16,0%

-4,7%
66,05 62,96 65,49 -3,9%
 -11,1%
184,14 163,62 163,29
0,2%
Síntese -10,4%
83,73 75,02 77,55 -3,3%
Acumulado de Janeiro a Outubro

-7,7%
41,68 38,48 45,20 -14,9%

-3,3%
59,11 57,14 67,82 -15,7%

-3,8%
138,94 133,70 161,56 -17,2%
Síntese -4,2%
70,52 67,55 79,41 -14,9%
Outubro 2005
Valores Máximos,
Médios e Mínimos Mensais
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - REGIÃO DE LISBOA
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
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13
29
2187
5199
4146
10407
Outubro de 2005

Total
35
77
3370
10756
6798
21351
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
• totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
• receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
• receitas totais da operação sem IVA.
23
HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA
INDICADORES REVELAM TRAVAGEM NAS PERDAS
Médias Gerais em Outubro 2005
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OBSERVATÓRIO
Síntese

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Síntese

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Síntese

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Síntese

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
Síntese
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Síntese
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Síntese
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Síntese
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Síntese
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Síntese
Ocupação por Quarto em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-15,4%
85,9% 72,62% 82,5% -11,9%
-3,5%
73,2% 70,65% 72,8% -2,9%
-8,0%
66,9% 61,56% 61,0% 1,0%
-7,5%
74,1% 68,49% 71,6% -4,3%
Acumulado de Janeiro a Outubro
-9,1%
79,1% 71,87% 79,7% -9,8%
2,0%
62,4% 63,69% 66,0% -3,5%
2,2%
51,6% 52,67% 55,1% -4,4%
-0,6%
62,6% 62,20% 65,9% -5,7%
Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-6,0%
51,36 48,27 50,94 -5,2%
-8,1%
74,21 68,23 70,99 -3,9%
-10,2%
163,16 146,59 157,14 -6,7%
-10,0%
92,94 83,67 86,83 -3,6%
Acumulado de Janeiro a Outubro
-4,5%
49,35 47,12 54,43 -13,4%
-3,6%
69,44 66,93 80,44 -16,8%
-6,0%
149,83 140,87 179,89 -21,7%
-4,7%
84,46 80,50 97,39 -17,3%
Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-20,5%
44,11 35,05 42,00 -16,5%
-11,3%
54,35 48,21 51,66 -6,7%
-17,3%
109,13 90,24 95,80 -5,8%
-16,7%
68,83 57,31 62,14 -7,8%
Acumulado de Janeiro a Outubro
-13,2%
39,04 33,86 43,38 -21,9%
-1,7%
43,36 42,63 53,07 -19,7%
-3,9%
77,24 74,20 99,12 -25,1%
-5,3%
52,87 50,07 64,22 -22,0%
Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-7,1%
71,48 66,39 68,60 -3,2%
-6,4%
105,85 99,13 99,66 -0,5%
-13,3%
276,09 239,45 253,91 -5,7%
-11,5%
144,06 127,47 129,27 -1,4%
Acumulado de Janeiro a Outubro
-5,6%
68,12 64,32 71,50 -10,0%
-1,8%
97,75 96,04 111,20 -13,6%
-8,8%
254,05 231,74 277,24 -16,4%
-5,7%
129,45 122,10 140,52 -13,1%
Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-21,5%
61,39 48,21 56,56 -14,8%
-9,7%
77,53 70,04 72,52 -3,4%
-20,2%
186,67 147,40 154,79 -4,8%
-18,2%
106,70 87,31 92,51 -5,6%
Acumulado de Janeiro a Outubro
-14,2%
53,88 46,22 56,99 -18,9%
0,2%
61,04 61,16 73,37 -16,6%
-6,8%
130,97 122,05 152,77 -20,1%
-6,3%
81,03 75,95 92,66 -18,0%
xL
71,8%
70,3%
64,4%
69,3%
71,4%
61,7%
55,6%
62,5%
xL
50,69
66,14
123,45
74,62
50,28
66,16
124,98
74,12
A quase totalidade dos indicadores para a cidade de Lisboa é negativa relativamente a
período homólogo. As únicas situações em que isso não acontece nem sequer são coincidentes entre 2003 e 2004, sucedendo nos hotéis de 5 estrelas, na ocupação mensal
para 2004, e nos hotéis de 4 e 5 estrelas, no acumulado da ocupação, mas para 2003.
Tal pode indiciar as dificuldades sentidas em contrariar os efeitos da actual situação.
Mesmo assim, no cômputo geral da amostra, as perdas acumuladas são relativamente
pequenas, cerca de 5,7%. De resto, comparativamente a 2004, todos os indicadores
mensais perdem menos que os acumulados, revelando alguma travagem nas quebras.
Outubro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais
Lx
xL
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
xL
36,38
46,46
79,49
51,68
35,89
40,83
69,49
46,33
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
xL
66,23
95,55
213,48
113,59
65,29
93,55
205,70
109,25
xL
47,52
67,12
137,45
78,67
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
46,61
57,74
114,37
68,30
AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE LX
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
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6
11
1545
2698
2978
5382
Outubro de 2005

Total
9
26
1183
5426
2428
10788
AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE XL
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
 
8
24
2040
4831
3840
9561
Outubro de 2005

Total
20
52
2059
8930
4131
17532
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
A amostra Lx Cidade tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
A amostra xLtem como base o Universo de Hotéis da Zona, é fixa e é composta por Hotéis Full Service e
Residênciais, independentemente da sua data de abertura.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
- totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
- receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
- receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA DO ESTORIL
Médias Gerais em Outubro 2005
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Síntese
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Síntese
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Síntese
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Síntese
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Síntese
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Síntese
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Síntese
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Síntese
Ocupação por Quarto em Outubro
2005
56,4%
60,4%
56,7%
58,7%
Acumulado de Janeiro a Outubro
59,4%
59,4%
49,4%
58,0%
VALORES PRÓXIMOS DOS VERIFICADOS NA REGIÃO
Os valores de ocupação encontram-se em posição intermédia entre os registados na
Cidade e nas outras zonas, com valores muito próximos dos da Região. Este parece
ser o ponto de destaque em Outubro, situação que também é recorrente dada a
proximidade dos valores acumulados.
No capítulo económico, esta convergência de valores verifica-se de forma mais
marcada nas categorias mais baixas, dado que, com o aumento do número de
estrelas, os resultados começam a distanciar-se, melhorando.
Também aqui os valores mensais são próximos dos valores da região, sendo no
entanto os acumulados inferiores. Este facto pode indiciar, uma travagem nas perdas,
com algum paralelismo com outras zonas.
Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro
2005
46,92
63,98
176,53
73,73
Acumulado de Janeiro a Outubro
51,66
56,41
162,32
67,31
Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro
2005
26,46
38,67
100,04
43,25
Acumulado de Janeiro a Outubro
30,69
33,52
80,19
39,06
Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro
2005
62,43
109,89
343,19
126,46
Acumulado de Janeiro a Outubro
69,64
90,36
301,87
108,67
Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro
2005

35,20

66,43

194,49
Síntese
74,18
Acumulado de Janeiro a Outubro

41,37

53,69

149,13
Síntese
63,07
Outubro 2005
Valores Máximos,
Médios e Mínimos Mensais
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - ESTORIL
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
 
3
6
188
969
373
2038
Outubro de 2005

Total
6
15
479
1636
953
3364
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
• totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
• receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
• receitas totais da operação sem IVA.
25
HOTELARIA DA COSTA AZUL
OBSERVATÓRIO
Médias Gerais em Outubro 2005
Ocupação por Quarto em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04

-1,8%
29,0% 28,5% 34,1% -16,3%

-8,1%
37,8% 34,8% 38,6% -9,9%
Síntese -5,8%
34,3% 32,3% 36,8% -12,2%
Acumulado de Janeiro a Outubro
 -16,7%
44,5% 37,1% 45,1% -17,9%
 -13,3%
45,8% 39,7% 45,7% -13,2%
Síntese -14,6%
45,3% 38,7% 45,5% -15,0%
VALORES ECONÓMICOS COM MAIOR PERDA
FACE A 2004
Os valores de ocupação são baixos, quer em termos comparativos com outras zonas,
quer em relação a anos anteriores. No entanto essa parece ser actualmente a situação
generalizada.
No capítulo económico, os valores são quase genericamente inferiores a 2003 e 2004
mesmo que, como é natural, as perdas sejam maiores face a 2004. De realçar que os
hotéis de 3 estrelas apresentam, para os dois anos e para o mês, crescimento positivo
nos indicadores por quarto vendido, preço médio e vendas totais.
Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04

0,2%
42,81 42,89 38,60 11,1%

-1,9%
52,75 51,74 56,29 -8,1%
Síntese -1,5%
49,35 48,63 49,67 -2,1%
Acumulado de Janeiro a Outubro

-2,5%
45,83 44,70 48,96 -8,7%

-3,3%
59,80 57,83 66,07 -12,5%
Síntese -2,5%
54,26 52,88 59,22 -10,7%
Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04

-1,6%
12,43 12,23 13,15 -7,0%

-9,8%
19,95 17,99 21,71 -17,1%
Síntese -7,2%
16,91 15,69 18,25 -14,0%
Acumulado de Janeiro a Outubro
 -18,7%
20,38 16,56 22,10 -25,0%
 -16,2%
27,41 22,97 30,22 -24,0%
Síntese -16,8%
24,57 20,45 26,94 -24,1%
Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04

0,1%
58,65 58,72 52,17 12,6%

-0,2%
82,15 81,98 96,70 -15,2%
Síntese -0,4%
74,11 73,78 80,03 -7,8%
Acumulado de Janeiro a Outubro

2,5%
57,92 59,35 62,17 -4,5%

-1,2%
85,13 84,14 89,26 -5,7%
Síntese
0,6%
74,34 74,81 78,41 -4,6%
Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04

-1,7%
17,03 16,74 17,77 -5,8%

-8,3%
31,07 28,50 37,30 -23,6%
Síntese -6,3%
25,40 23,81 29,41 -19,0%
Acumulado de Janeiro a Outubro
 -14,6%
25,76 22,00 28,06 -21,6%
 -14,4%
39,02 33,42 40,83 -18,1%
Síntese -14,1%
33,66 28,93 35,67 -18,9%
Outubro 2005
Valores Máximos,
Médios e Mínimos Mensais
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - COSTA AZUL
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa

6
989
2078
Outubro de 2005

Total
7
13
630
1619
1406
3484
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
• totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
• receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
• receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA DE LEIRIA FÁTIMA
Médias Gerais em Outubro 2005










Ocupação por Quarto em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-28,6%
64,6% 46,1% 59,3% -22,2%
Acumulado de Janeiro a Outubro
-3,3%
52,0% 50,3% 54,5% -7,7%
Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
5,3%
41,80 44,02 37,64 16,9%
Acumulado de Janeiro a Outubro
9,3%
41,81 45,72 46,64 -2,0%
OCUPAÇÃO AFASTA-SE DE ANOS ANTERIORES
Em Outubro a ocupação da zona atingiu valores de ocupação muito penalizadores
que, sendo recorrentes há algum tempo, fazem os comparativos homólogos cair
progressivamente, afastando-se dos valores de anos anteriores.
Tal como na Costa Azul, os indicadores de quarto vendido, são os que melhor
resistem, mantendo-se o preço médio acima dos valores homólogos de 2003 e 2004
e as vendas totais significativamente positivos face a 2004, mas ligeiramente abaixo
em comparação com 2003. Nos acumulados, salvo dois casos relativamente a 2003,
todos eles são inferiores a 2004, revelando deste modo as dificuldades sentidas.
Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-24,8%
27,00 20,30 22,30 -9,0%
Acumulado de Janeiro a Outubro
5,7%
21,76 23,00 25,43 -9,6%
Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-2,1%
66,83 65,44 56,62 15,6%
Acumulado de Janeiro a Outubro
-0,1%
65,70 65,66 66,19 -0,8%
Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-30,1%
43,16 30,18 33,55 -10,0%
Acumulado de Janeiro a Outubro
-3,4%
34,19 33,03 36,09 -8,5%
Outubro 2005
Valores Máximos,
Médios e Mínimos Mensais
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - LEIRIA FÁTIMA
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
Outubro de 2005

9
599
1116
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
• totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
• receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
• receitas totais da operação sem IVA.
27
HOTELARIA OESTE
Médias Gerais em Outubro 2005
Síntese
OBSERVATÓRIO
Síntese
Síntese
Síntese
Síntese
Síntese
Síntese
Síntese
Ocupação por Quarto em Outubro
2005
32,7%
Acumulado de Janeiro a Outubro
39,7%
VALORES MÍNIMOS ABAIXO DA MÉDIA
Uma unidade em remodelação, conjuntamente com a época baixa, coloca os valores
mínimos desta zona em áreas muito baixas. A ocupação é das mais baixas da região
de Lisboa.
Os valores económicos são mistos, com o preços por quarto acima de Leiria/Fátima e
da Costa Azul, mas os valores de vendas totais abaixo dos verificados naquelas duas
zonas.
Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro
2005
64,28
Acumulado de Janeiro a Outubro
62,55
Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro
2005
20,99
Acumulado de Janeiro a Outubro
24,85
Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro
2005
133,42
Acumulado de Janeiro a Outubro
113,59
Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro
2005
Síntese
43,57
Acumulado de Janeiro a Outubro
Síntese
45,13
Outubro 2005
Valores Máximos,
Médios e Mínimos Mensais
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - OESTE
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
Outubro de 2005
Síntese
13
980
1951
Esta amostra tem como base o Universo da hotelaria do Oeste, é fixa e foi formada com base numa proposta
da respectiva Região de Turismo.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
• totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
• receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
• receitas totais da operação sem IVA.
ÍNDICES POR REGIÃO
OBJECTIVOS 2006
No mês de Outubro assistiu-se à continuação de quebras. A quase totalidade dos gráficos apresenta evidências de que estamos abaixo dos valores
de referência, que são os acumulados de 2003. É certo que se está a assistir a uma estabilização relativa nos indicadores, mas isso está a acontecer
abaixo da linha de água em quase todos os casos.
Os objectivos, mesmo considerando o aumento da oferta, apresentam-se actualmente abaixo do ponto de partida, pelo que a possível
recuperação terá de ser efectuada de forma mais abrupta. Os indícios de inversão de comportamento mantêm-se. Nos últimos meses o percurso é
quase horizontal, mas a subida, que indiciaria uma recuperação, continua a não se verificar.
LISBOA CIDADE
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 1000
Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 956
Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 948
VALORES DE OCUPAÇÃO
O Objectivo para Outubro de 2005 era de: 55,87%
O valor atingido foi de: 55,50%, -0,67% abaixo do objectivo
ESTORIL E SINTRA
VALORES DE PREÇO MÉDIO QUARTO VENDIDO - ADR
29
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 948
Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 974
Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 941
COSTA AZUL
Objectivo para Outubro de 2005 era de: 81,42 €. O valor atingido foi de: 72,31 €, -12,60%
abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo era em
Dezembro de 2003: 0,31 €. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é
actualmente de: 0,96 €.
Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 18,6%.
VALORES DE VENDAS TOTAIS QUARTO DISPONÍVEL
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 863
Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 989
Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 872
LEIRIA E FÁTIMA
Objectivo para Outubro de 2005 era de: 72,94 €. O valor atingido foi de: 64,35 €,
-13,34% abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo
era em Dezembro de 2003: 0,28 €.
O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente de: 0,89 €.
Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 19,4%.
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 966
Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 1057
Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 970
Todos os índices são a média móvel a 12 meses em função dos resultados acumulados
do ano 2003.
Percurso linear para atingir o objectivo. Valor inicial de Dezembro de 2003
Percurso real, valores mensais com base nos últimos doze meses
Percurso linear para atingir o objectivo partindo do valor real actual
Cada valor corresponde à média móvel a 12 meses do indicador no mês de referência.
INQUÉRITO AO CONGRESSISTA
OBSERVATÓRIO
No seguimento ao estudo realizado o ano passado, o Observatório do Turismo de Lisboa realizou uma nova edição do inquérito direccionado ao
Congressista Internacional, com o objectivo de analisar o seu perfil específico. Para o efeito, foi desenhado um questionário, aplicado pela empresa
2ii – Informática e Informação no Centro de Congressos de Lisboa, durante os meses de Junho e Setembro, num total de 888 entrevistas em três
congressos médicos. Salvaguardando as particularidades dos congressos seleccionados, é possível retirar um conjunto de conclusões a partir dos
dados recolhidos.
PERFIL
A nacionalidade dos congressistas é mais diversificada este ano,
mantendo-se o domínio dos países europeus, com destaque para o
Reino Unido com 13,1%. Alemanha e Espanha surgem em seguida,
com 7,7% e 7,1%, respectivamente. Estes congressos foram numa
ligeira maioria assistidos por congressistas do sexo masculino (54,7%),
com relevância para a faixa etária dos 36 aos 55 (36,3%). Quanto ao
nível de habilitações, 67,5% possui uma pós-graduação, mestrado
ou doutoramento, e apenas 2,4% não possui uma frequência
universitária. Ao contrário do ano passado, a percentagem de
estudantes foi bastante mais reduzida (0,6% contra os 16,1% em
2004).
TRANSPORTES
A quase totalidade dos congressistas chega a Lisboa por via aérea,
e 90,3% fá-lo através de voos directos ou com apenas uma escala.
As três companhias aéreas mais utilizadas garantem o transporte de
19,8% dos congressistas (contra 25,3% em 2004), e
a TAP vê a sua percentagem baixar de 25,3% para 11,1%, como
reflexo da crescente importância das companhias low-cost, que
representam globalmente 2,2% dos voos. Analisando apenas a última
ligação a Lisboa, directa ou indirecta, a TAP aumenta o seu peso para
33,4%.
ALOJAMENTO
A preferência de alojamento mantém-se nos hotéis, que totalizam
78,9%. Tanto os 4 estrelas como os 5 estrelas viram o seu peso
aumentar face ao ano passado. Do total de participantes, 86,1%
ficaram alojados na cidade de Lisboa.
ALOJAMENTO
TOTAL
Hotel 5 *****
23,6%
Hotel 4 ****
41,1%
Hotel 3 ***
12,6%
Hotel 2 **
1,6%
Outros hotéis
1,0%
Hotel-Apartamento 4 ****
4,3%
Hotel-Apartamento 3 ***
0,2%
Hotel-Apartamento s/cat
0,2%
Pensão 1a cat.
0,6%
Pensão 2a cat.
0,5%
Pensão 3a cat.
1,6%
Pensão s/ cat. atribuída
1,1%
Casa amigos, familares
0,3%
Apartamento arrendado
0,2%
NS/NR
11,0%
TOTAL
100,0%
ESTADIA MÉDIA POR PARTICIPANTE: 4,95 DIAS
COMPANHIAS AÉREAS
A utilização de taxis
domina quer o percurso
entre o aeroporto e o hotel,
quer entre o hotel e o
centro de congressos. Em
segundo e terceiro lugares
surgem, respectivamente,
os transfers da organização
e os restantes transportes
públicos.
ASSISTÊNCIA A CONGRESSOS
34,7% dos congressistas pretende permanecer em Lisboa para
além do tempo de duração do congresso. Em média, 34,1% dos
congressistas entrevistados vão apenas a um congresso por ano
e 24,2% assistem a dois. De salientar a elevada percentagem que
assiste a mais de 3 congressos por ano (22,9% contra os 14,7% de
2004). 69,4% não tinha anteriormente visitado Lisboa, reforçando
a importância deste tipo de eventos para dar a conhecer a cidade
também como um destino turístico.
2005
AVALIAÇÃO
Os critérios mais valorizados pelos congressistas foram a qualidade
dos equipamentos no centro de congressos, a funcionalidade dos
equipamentos de apoio e a qualidade do alojamento, sendo os
critérios com menor classificação o preço do hotel e da restauração e
a qualidade de serviços no aeroporto.
Os congressistas que mais valorizaram em média a sua experiência
no congresso foram os gregos e finlandeses. De notar que a
avaliação global de Lisboa como destino de congressos (8,5 em 10)
é consideravelmente superior ao valor médio das avaliações por
categorias (7,9), ambos superando os do ano passado (8,2 e 7,4;
respectivamente.)
AVALIAÇÃO DO CONGRESSO
(escala de 1 a 10)
TOTAL
Qualidade dos serviços do aeroporto
7,5
Qualidade do transporte do aeroporto para o hotel
7,7
Qualidade do transporte do hotel para o centro de congressos
7,8
Qualidade do hotel
8,0
Qualidade dos serviços de restauração
7,9
Nível de preços de Lisboa
7,7
Preço do hotel
7,3
Preço da restauração
7,6
Preço dos transportes
8,1
Qualidade dos equipamentos do centro de congressos
8,2
Funcionalidade do equipamento de apoio no centro de congressos
8,0
DESPESAS
No que respeita às despesas efectuadas pelos participantes,
foram consideradas 6 componentes: Transporte e Inscrição no
congresso (pagamento único); Alojamento (pagamento por noite); e
Deslocações, Alimentação e Outros (por dia). Dada a possibilidade de
haver algum tipo de financiamento de despesas, os valores médios
têm apenas em conta as verbas efectiva e directamente suportadas
pelos congressistas.
Apenas 37,8% dos congressistas afirmou ter tido gastos de transporte
para vir a Lisboa. Esses, pagaram em média 374,87€. 30,7% do total
afirmou ter pago inscrição no congresso, numa média de 219,80€.
39,6% teve encargos com o alojamento, num valor médio de 104,04€
por noite. No que respeita a alimentação, o valor médio por dia foi
de 37,79€, para 63,2% dos congressistas. Os 59,3% que afirmaram ter
tido gastos com as deslocações na cidade, pagou em média 20,31€
euros por dia. Os outros gastos, admitidos por 57,8% atingem o valor
diário de 41,02€.
Apesar do valor global ligeiramente inferior ao do ano passado
(1.445,40€), todas as componentes diárias desta despesa
são superiores às de 2004. De referir ainda que a estadia média de
4,95 dias é inferior à verificada no estudo do ano passado – 5,91 dias.
Assumindo um congressista tipo, que contribuiria directamente para
cada componente com o seu valor médio, obtemos uma despesa
média por participante na ordem dos 1.426,00€ pela sua presença
num dos congressos analisados.
Despesa média por participante
Qualidade do programa extra-congresso
7,8
Pagamento único:
Avaliação global da organização do congresso (excepto avaliação científica)
8,0
Transporte
374,87 €
Avaliação global de Lisboa como cidade para congressos
8,5
Inscrição no congresso
219,80 €
VALOR MÉDIO
7,9
Pagamento por noite:
RECOMENDAÇÃO DE LISBOA COMO CIDADE
DE CONGRESSOS: 96,2%
Lisboa surge como a 13a cidade onde, segundo os entrevistados,
se realizaram os melhores congressos. Quando inquiridos sobre
a probabilidade de regresso a Lisboa, 83,1% dos congressistas
classifica-a como provável ou muito provável.
RECOMENDAÇÃO DE LISBOA
COMO DESTINO TURÍSTICO: 96,4%
(para uma estadia média de 4,95 dias estimou-se 4 noites de alojamento)
Alojamento
104,04 €
Pagamento por dia:
(estadia média de 4,95 dias)
Alimentação
37,79 €
Deslocações
20,31 €
Outros
41,02 €
TOTAL
1.426,00 €
31
INFOGOLFE
OBSERVATÓRIO
Ocupação em Outubro
2005
2004
Variação
Volt. Possível
66.305
65.184
1,7%
2005
2004
Variação
Volt. Possível
705.986
661.568
6,7%
26.999
29.805
-9,4%
Total
40,7%
45,7%
7.840
9.553
-17,9%
Sócio
11,8%
14,7%
Não Sócio
19.115
28,8%
20.271
31,1%
-5,7%
13,7%
15,1%
Não Sócio
162.797
23,1%
145.911
22,1%
11,6%
2005
2004
Variação
Resultados de Janeiro a Outubro por volta
GreenFee
Receita total
Realizada Não Sócio
Realizada
2005
21,20
33,81
36,23
2004
21,05
35,52
36,22
Variação
0,7%
-4,8%
0,0%
Ocupação em Outubro
259,679
246.249
5,5%
Total
36,8%
37,2%
SÓCIOS COM QUEBRA MAIS
ACENTUADA
Este mês assiste-se a uma perda mais ou
menos generalizada dos indicadores de golfe.
Quer a ocupação, que desce quase 10%, quer
os indicadores económicos, um pouco acima
dos 3%, apresentam quebras, cujo motivo será
previsivelmente as condições atmosféricas.
De acordo com esta interpretação, parecem
ser os indicadores de presença de sócios que
apresentam uma quebra maior.
Como consequência desta situação os
valores económicos do mês foram todos
negativos, puxando os acumulados no sentido
negativo e levando a que a receita total esteja
precisamente equiparada com os valores
verificados em 2004, pelo que será dependente
do tempo a evolução próxima desta actividade
turística.
96.664
100.164
-3,5%
Sócio
Resultados em Outubro por volta
GreenFee
Receita total
Realizada Não Sócio
Realizada
23,47
33,15
34,99
24,91
36,62
36,10
-5,8%
-9,5%
-3,1%
NÚMERO DE VOLTAS POR MÊS
VOLTAS POR CAMPO EM OUTUBRO
Realizadas
Possíveis
PERCENTAGEM
ABSOLUTA
SÓCIO/NSÓCIO
RECEITA POR VOLTA REALIZADA
R/Sócios
R/n Sócios
NÚMERO DE VOLTAS EM OUTUBRO
POR NACIONALIDADE
Nº DE VOLTAS ACUMULADO EM
OUTUBRO % POR NACIONALIDADES
COMPOSIÇÃO DA AMOSTRA
Outubro de 2005
Campos
Amostra Fixa
9 buracos
4
2
50,0%
18 buracos
13
12
92,3%
Total
17
14
82,4%
Campos de Golfe disponíveis na Região de Lisboa (9 e 18 buracos).
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
- capacidade máxima de saídas indicadas
pelos campos para o mês;
- número de saídas e nacionalidades fornecidos pelos campos;
- receitas de Fee, sem IVA;
- receitas Totais, sem IVA.
LEGENDA:
VP/Dia
VR/Dia
VSR/Dia
VnSR/Dia
Voltas possíveis, por dia
Voltas realizadas, por dia
Voltas de sócios realizadas, por dia
Voltas de não sócios realizadas, por dia
P-Portugal; GB-Grã-Bretanha;
IR-Irlanda; E-Espanha;
D-Alemanha; F-França; Bx-Benelux; EUAEstados Unidos; Esc-Escandinávia;
Out-Outras Nações.
UMA PUBLICAÇÃO DO TURISMO DE LISBOA • EDIÇÃO E PRODUÇÃO LPMCom
Tel. 21 031 27 00 - Fax 21 031 28 99
e-mail: [email protected] • www.visitlisboa.com
• ENTR
ENTREVISTA
NTRE TA
Casino Lisboa
assume-se como referência
internacional
Quando já falta menos de meio
ano para o Casino Lisboa abrir as
portas, a RTL quis saber, junto do
presidente da Estoril-Sol, o que
este novo equipamento vai trazer
para a cidade e para a Região de
Lisboa. Para Mário Assis Ferreira,
o novo casino, pelas soluções
inovadoras e pela originalidade
do conceito, vai ser uma
surpresa capaz de o tornar num
padrão a seguir, até em termos
internacionais. Nesta conversa,
somos conduzidos pelos espaços
do Casino Lisboa, sem esquecer o
papel importante que o mesmo
vai ter na geração de receitas
destinadas, nomeadamente, à
promoção turística de Lisboa.
Já se falou muito do processo que levou à
construção do Casino Lisboa. Agora que as
obras do novo casino estão a aproximar-se
da fase de conclusão já é possível saber
quando vai ser inaugurado?
Tudo se encaminha para assegurar que
a abertura do Casino Lisboa ocorra no
primeiro trimestre de 2006. Desde que
foi obtida a primeira licença de obras,
emitida pela Câmara Municipal de
Lisboa, o cronograma tem vindo a ser
escrupulosamente respeitado e assim
continuará até ao momento da cerimónia
inaugural. Os únicos factores que justificaram
uma fase de contenção no avanço do
projecto decorreram da providência cautelar
accionada pelo arquitectos autores do exPavilhão do Futuro que a Estoril-Sol adquiriu
e que, como é sabido, tinha natureza precária
e sempre se destinou a ser demolido. O
Tribunal reconheceu em plenitude a nossa
razão mas, a verdade, é que o tempo
decorrido no decurso da referida providência
cautelar, nos obrigou a um esforço
redobrado, com consequente acréscimo
de custos, para tentar não comprometer
irremediavelmente o prazo previsto.
Ao aprofundamento da atmosfera de glamour do Casino
Estoril corresponderá, em contraponto, o vanguardismo
exaltante do Casino Lisboa.
Mário Assis Ferreira
Presidente da Estoril-Sol
Num primeiro olhar, e em jeito de visita
guiada, como é arquitectonicamente o
edifício em que vai ficar instalado o Casino
Lisboa e que áreas vai ter?
O Casino Lisboa obedecerá a uma
arquitectura exterior extremamente
impressiva que privilegiará a ampla
transparência para os espaços interiores
na visão abrangente das áreas de lazer,
restauração, animação, arte e cultura,
mas sempre em coerente relação com a
estética arquitectónica da zona envolvente.
Internamente, será dividido em três
grandes espaços funcionais, interactivos
e intercomunicáveis. A entrada principal
desembocará num grande espaço central,
um gigantesco cilindro em vidro que se
desenvolverá em três andares concêntricos,
com vista panorâmica, e nos quais se
situarão os vários restaurantes, lounges,
bares e espaços de animação, com ofertas e
níveis de preços amplamente diversificados.
Quanto à sala de espectáculos, para além
da originalidade de dispor de um tecto
escamoteável, será dotada da mais moderna
tecnologia e dos equipamentos mais
sofisticados, de molde a privilegiar a sua
interactividade com o espaço cilíndrico
central onde se desenvolverão acções
complementares de animação musical e
acrobática. Essa sala será um anfiteatro com
layouts variáveis e disporá de um fundo
de palco que tanto poderá funcionar com
cortinas opacas como sem elas, revelando,
através da transparência do fundo de cena,
os espaço contíguos, nomeadamente
o cilindro do vidro central e as cenas
acrobáticas que nele se desenvolvam.
33
Captar público
mais jovem
34
Quais vão ser as
principais diferenças
relativamente ao
Casino Estoril, para
além da dimensão e da
localização?
São múltiplas as
diferenças valorizáveis:
ao aprofundamento
da atmosfera de
glamour do Casino
Estoril corresponderá, em contraponto, o
vanguardismo exaltante do Casino Lisboa;
ao predomínio de um público de meiaidade no Casino Estoril, corresponderá,
em Lisboa, um claro direccionamento
para uma faixa etária entre os 25 e os 40
anos; à concepção estética de interiores,
luxuosamente intemporal, do Casino Estoril,
corresponderá, em Lisboa, o minimalismo
de uma arquitectura depurada; à excelência
clássica da gastronomia do Casino Estoril,
corresponderá, em Lisboa, a multiplicidade
de quatro espaços de restauração,
privilegiando diferentes estilos de culinária
de fusão e uma diversificada gama de
preços; à produção própria de espectáculos
originais no Casino Estoril, para longos
períodos de exibição, corresponderá, em
Lisboa, a contratação de grandes produções
da Broadway, de teatros londrinos, e de
produções internacionais independentes,
para períodos de exibição que não excederão
as três semanas; às galas do Casino Estoril,
com os mais mediáticos nomes do musichall mundial corresponderá, em Lisboa, a
realização de ciclos temáticos em que o
jazz, a música erudita, os grandes nomes
da música portuguesa e os concertos com
músicos internacionais de vanguarda, terão
o seu espaço de referência; à magnificência
de um Salão Preto e Prata do Casino Estoril
corresponderá, em Lisboa, a sofisticação
tecnológica de um grande auditório, com
o ineditismo de soluções que passam por
tectos escamoteáveis e a transparência,
em vidro, de um palco, através do qual a
visão dos espectadores se poderá projectar
até cenas de acrobacia aérea exibidas nos
espaços adjacentes.
Que efeitos terá, para o Casino Estoril, a
abertura do Casino Lisboa, e como pensa
a Estoril-Sol evitar que um acabe por
“canibalizar” o outro?
Os efeitos estão estudados e tudo foi
planeado para que essa possibilidade de
“canibalização” seja reduzida a proporções
residuais e, para além disso, transitórias.
É evidente que a curiosidade inicial irá
provocar naturais oscilações nos fluxos
de frequentadores, mas em percentagens
não apreciáveis. Por outras palavras: sendo
o projecto do Casino Lisboa em tudo
Uma alternativa
projectada
para o futuro
complementar e em nada concorrencial
com o modelo e prestígio já consagrados
do Casino Estoril, confiamos que essa oferta
diversificada contribua para atrair novos
públicos, designadamente uma faixa etária
predominante entre os 25 e 40 anos, para
além de um turismo de negócios cada
vez mais activo em Lisboa e, até à data,
sem grandes alternativas de ocupação dos
chamados tempos livres, face a uma oferta
tendencialmente massificada de discotecas e
espaços similares.
Contrapartidas para a
promoção de 4 milhões
Qual vai ser o aumento previsível do
montante global das contribuições do jogo
para a área de promoção, do Instituto de
Turismo de Portugal, considerando a abertura
do novo casino, e quais os recursos que vão
ser gerados para a animação e promoção
turística de Lisboa?
É cedo para arriscar previsões, sem um
prévio rastreio de estabilidade. Um novo
casino, situado a 30 quilómetros do Estoril,
é obviamente uma equação sempre sujeita
a incógnitas. Todavia, apesar dos critérios
de distribuição não dependerem de nós,
mas decorrerem exclusivamente da lei e da
tutela, é nossa convicção que, para além
das contrapartidas iniciais de 30 milhões de
euros, a média de verbas a recolher ao longo
dos primeiros cinco anos de arranque e
funcionamento do casino, permitirão atribuir
à promoção turística de Lisboa algo que se
situa em torno dos 4 milhões de euros/ano.
Por outro lado e no que concerne à dotação
para as obras de interesse para o Turismo em
Lisboa, estima-se que possam ascender, no
mesmo período dos primeiros cinco anos de
funcionamento, a uma verba média anual de
cerca de 18 a 20 milhões de euros.
Após esse período inicial, a tendência
apontará para o seu progressivo crescimento.
Este novo Casino da Estoril-Sol é comparável
com qualquer outro já existente, ou
obedece a um conceito novo, pensado
exclusivamente para Lisboa?
O novo Casino Lisboa deverá surpreender,
em vários planos, pela sua originalidade
O Parque das Nações e a
cidade vão mudar muito,
a partir do dia em que
o Casino Lisboa abrir as
portas?
Ao acolher o novo
Casino Lisboa, o Parque
das Nações transforma o
que era um pavilhão precário e condenado
à demolição, num casino projectado para
o futuro, como centro polivalente de
cultura, de espectáculos, de promoção
turística, enfim, como o núcleo de uma
oferta lúdica diversificada que constituirá,
assim o espero, uma alternativa de grande
qualidade para ser desfrutada por toda a
população de Lisboa, concelhos limítrofes
e pelos turistas que nos visitam.
E poucos meses faltam já para fazer a
prova!
conceptual e por um conjunto de soluções
absolutamente inovadoras quer em relação
ao próprio Casino Estoril, quer em relação
a qualquer outro casino internacional.
Estamos, aliás, habituados a que as nossas
experiências pioneiras no Casino Estoril,
sejam, depois, “importadas” por outros
casinos, o que só nos honra e ao mesmo
tempo, demonstra o acerto do risco e da
coragem de ousar. Este novo projecto é o
de um casino pensado para Lisboa e, mais
concretamente, diria até que é um casino
concebido em função de uma nova filosofia
de interacção de espaços e de convivência
lúdica para o seu interior, do mesmo passo
que a sua concepção arquitectónica exterior
privilegia a respectiva integração com o
perímetro envolvente, onde se encontram
já equipamentos de referência, como é o
caso do Pavilhão Atlântico ou do Oceanário,
ou mesmo do Teatro Camões. Confio que
esta preocupação, que esteve patente nas
intenções do autor do projecto, o Atelier de
Arquitectura de Fernando Jorge Correia, seja
unanimemente reconhecida.
Confiamos que essa oferta
diversificada contribua para atrair
novos públicos, designadamente
uma faixa etária predominante
entre os 25 e 40 anos, para além
de um turismo de negócios cada
vez mais activo em Lisboa.
35
• BOLETIM INTERNO
A pensar nos turistas da cidade
Lisboa aposta no Natal
e Fim de Ano
36
Lisboa irá receber o ano 2006 em apoteose,
com milhares de pessoas em festa na Praça
do Comércio. Como já vem sendo habitual,
ao bater das doze badaladas, a praça mais
emblemática da cidade será inundada por um espectáculo de fogode-artifício a iluminar o Tejo e o céu de Lisboa.
O evento, numa organização conjunta da Câmara e do Turismo de
Lisboa, realiza-se junto ao ponto mais luminoso do país: a maior
árvore de Natal da Europa, que, este ano, está instalado na Praça do
Comércio.
O monumento natalício tem 72 metros de altura, mais dez do que no
ano passado, quando esteve junto aos Jerónimos, o equivalente a um
prédio com mais de 20 andares. Para iluminar este símbolo natalício
monumental, com 180 toneladas, foram instaladas 2,2 milhões de
microlâmpadas, 15 mil minilâmpadas, 18 mil metros de mangueira
luminosa e 320 metros de néon.
A árvore de Natal, uma iniciativa do Millennium bcp, com o apoio da
Feedback
Agradecimento
de Zaragoza
De: Silvia Gimenez Uliaque
Enviada: sexta-feira, 28 de Outubro
de 2005 11:23
Para: [email protected]
Assunto: Thank you for the information
Thank you for the tourist information
that you sent me, is very interesting
and complete. I hope to visit Lisboa
in the next days and I think it will be
fantastic. Thank you very much.
Silvia Giménez Uliaque
(Zaragoza, Spain)
Câmara Municipal de Lisboa, foi, em 2004, visitada pessoalmente por
cerca de 80 mil pessoas.
À maior árvore de Natal da Europa, junta-se, ainda, o colorido e a
magia dos milhares de luzinhas que decoram toda a cidade e criam
um verdadeiro cenário de conto. A decoração e a iluminação de
Natal, patrocinadas pela Câmara de Lisboa e pelas associações de
comerciantes, estendem-se do Rossio e da zona da Baixa/Chiado às
Avenidas Novas e até Belém.
A preparação da cidade para o Natal e Ano Novo ganha este ano
um novo alento do ponto de vista turístico, devido à realização do
Rali Dakar, que parte da capital no dia 31 de Dezembro e que traz
consigo uma enorme afluência de visitantes, para além da exposição
mediática que a cidade terá no último dia do ano.
Turismo de Lisboa
apresenta nova
publicação
O Turismo de Lisboa acaba de lançar a “My Own Lisboa”,
uma publicação essencialmente destinada a promover
os City Breaks.
A nova brochura, publicada em seis línguas (português,
espanhol, inglês, francês, alemão e italiano), apresenta
temas genéricos sobre a cidade, opiniões de
personalidades, guias de percurso, restaurantes, hotéis,
monumentos, museus, bares, discotecas e outros
equipamentos de turismo e lazer de que os visitantes
podem usufruir durante a estada em Lisboa.
A “My Own Lisboa” segue uma linha editorial que
conjuga o cuidado estético com informações turísticas
objectivas, estabelecendo, como o próprio nome indica, uma relação de
intimidade e de cumplicidade entre Lisboa e o leitor.
A grafia do nome “Lisboa” foi mantida propositadamente, para vincar a
personalidade da capital portuguesa e as características que a tornam única.
Com uma tiragem de 100 mil exemplares por semestre, esta nova publicação
vai ser um instrumento privilegiado de promoção da Cidade nas acções do
Turismo de Lisboa e dos seus associados.
Planeamento de recursos melhorado
Turismo de Lisboa
adopta nova solução
informática
A Associação Turismo de Lisboa (ATL), acaba de adquirir e instalar uma
plataforma informática cujo objectivo passa por optimizar a gestão de
processos e da informação.
A ATL e a ATLx Comercial, que desenvolve e comercializa produtos
turísticos, optaram pelo Enterprise Resource Planning (ERP) da Primavera
Software, que vai permitir um planeamento de recursos mais eficaz,
nomeadamente no que diz respeito aos módulos de Gestão Comercial,
Pontos de Venda, Recursos Humanos e Contabilidade.
Para além disso, foram desenvolvidas aplicações específicas, para permitir
a actualização da base de dados de hotéis, de modo a que a mesma possa
ser pesquisada nos postos de informação turística.
Assim, os visitantes podem pesquisar o hotel que pretendem, de acordo
com vários critérios, que vão desde o montante que pretendem gastar até
ao número de estrelas, passando pela localização, entre outros.
Esta solução permite ainda centralizar e gerir toda a informação dos postos
de venda, independentemente do local onde eles se encontrem.
Em suma, a ATL consegue uma melhor organização interna, ao mesmo
tempo que oferece aos turistas um serviço de qualidade, que certamente
vai originar elevados níveis de satisfação.
37
Vantagens para sócios da ATL
Ofertas
dos Hotéis Heritage
Durante o próximo ano, os Hotéis Heritage Lisboa vão passar
a conceder aos sócios da Associação Turismo de Lisboa
descontos nas tarifas de alojamento, que vão dos 15% aos 25%.
Para além deste desconto, é feita a oferta de pequenoalmoço americano buffet ou continental no quarto, acesso
Internet wireless em todos os quartos e zonas públicas e
estacionamento automóvel (excepto no Solar do Castelo).
Estas vantagens são válidas n’As Janelas Verdes, Hotel Britania,
Hotel Lisboa Plaza e Solar do Castelo.
Appetites
de Lisboa
com descontos
Os associados do Turismo de Lisboa (ATL) passaram a beneficiar de um desconto
de 15% na aquisição do Kit Appetites de Lisboa.
Lançado pela Making Moments, este kit é o produto central do Clube Appetites de
Lisboa, cuja finalidade é promover e divulgar os restaurantes da cidade de Lisboa.
Diário de Bordo
dos Órgãos
Sociais
Reunião da Direcção do Turismo
de Lisboa de 28 de Outubro
• Aprovação da Acta da Reunião
de Direcção de 30 de Setembro
• Aprovação do Plano de Promoção
da Área Promocional de Lisboa
para 2006
Novos sócios admitidos
• Rupauto - Automóveis de Aluguer
sem Condutor
Rent-a-car
• ANTLITUR - Associação Nacional
de Transportes Ligeiros de Turismo
• Associação Empresarial
• Restaurante Índia Gate
Restaurante
PROMOÇÃO
PLANO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO
DA REGIÃO DE LISBOA - Outubro de 2005
MULTIPRODUTOS
Fam Trips com o Trade (5 visitas - 137 participantes)
Participação em Encontros, Feiras e Workshops
ÁUSTRIA “V.E. Autocarristas Austríacos”, em colaboração
com Associado Ultratur Portugal. Programa realizado
na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril e Sintra).
Presentes 30 elementos.
ÁUSTRIA “V.E. EUROTOURS / Citur”, em colaboração
com a Citur. Programa realizado na Região de Lisboa
(Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra e Costa Azul). Presentes
55 elementos.
EUA “V.E. Petrabax Tours”, em colaboração com o ICEP.
Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de
Lisboa, Estoril, Sintra, Costa Azul, Templários, Leiria/
Fátima e Mafra). Presentes 16 elementos.
FRANÇA “V.E. Selectour”, em colaboração com o ICEP.
Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de
Lisboa e Sintra). Presentes 6 elementos.
REPÚBLICA CHECA “V.E. Mercado Checo”, em
colaboração com a Oásis Travel. Programa realizado
na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra e
Leiria/ Fátima). Presentes 30 elementos.
BRASIL Participação da ARPT – Lisboa na feira de
turismo da ABAV no Rio de Janeiro. Evento destinado
essencialmente ao trade. Presentes 10 empresas da
Região.
BRASIL Continuação da organização e coordenação da
participação do trade da ARPT – Lisboa nos workshops
de Portugal a realizar nas cidades de Curitiba e S. Paulo.
PAÍSES DE LESTE e ÁUSTRIA Continuação da
organização e coordenação da participação do trade
da ARPT – Lisboa nos workshops de Portugal a realizar
nas cidades de Praga, Varsóvia, Budapeste e Viena.
MULTIMERCADOS Gestão da organização da
participação da ARPT Lisboa e respectivo trade em
certames internacionais, através no novo portal das
feiras de 2006 e envio do material promocional para as
feiras do primeiro trimestre.
Press Trips (14 visitas – 95 participantes)
38
ÁUSTRIA Freelancer, Mr. Strouhal, em colaboração com
o ITP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade
de Lisboa, Sintra, Estoril). Presente 1 elemento.
ARGENTINA Diário Clarín, em colaboração com o ITP.
Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de
Lisboa, Estoril, Sintra, Leiria/Fátima e Oeste). Presentes
2 elementos.
JAPÃO Canal de TV – WOWOW. Directo. Programa
realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa e
Leiria/Fátima). Presentes 5 elementos.
BÉLGICA Revista Feeling. Programa realizado na Região
de Lisboa (Cidade de Lisboa; Oeste; Sintra e Estoril.
Presentes 2 elementos.
RÚSSIA Canal TV Roussiya, em colaboração com o ITP.
Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de
Lisboa; Sintra; Estoril). Presentes 5 elementos.
BRASIL Turismo Cultural, em colaboração com o ITP. O
programa da visita foi realizado na Região de Lisboa
(Cidade de Lisboa, Sintra, Estoril, Cascais). Presentes 6
elementos dos seguintes meios de comunicação: O
Estado de São Paulo, Diário Grande ABC, Jornal Correio
da Bahia, Revista Panrotas.
BRASIL Missa da Esperança, em colaboração com o ITP.
Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de
Lisboa e Leiria/Fátima). Presentes 18 elementos – ex:
revista Caras, Rede Globo/GNT, cantoras Joanna e Maria
Bethânia.
NORUEGA Tique + Jazzforum em colaboração com
o ITP. O programa da visita foi realizado na Região de
Lisboa (Cidade de Lisboa, Costa Azul, Sintra). Presentes
2 elementos.
NORUEGA Produtora Glefs em colaboração com o
ITP. O programa de visita foi realizado na Região de
Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra). Presentes 2
elementos.
ITÁLIA Rete 4 / Pianeta Mare. O programa da visita
foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa,
Sintra). Presentes 6 elementos.
ITÁLIA Mige le Televacanze em colaboração com o ITP
e a King Holidays. O programa da visita foi realizado
na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Sintra, Estoril,
Cascais, Oeste, Leiria, Fátima). Presentes 4 elementos.
MULTIMERCADOS Evento. Doc Lisboa 2005. Contacto
directo. O programa da visita foi realizado na Região
de Lisboa (Cidade de Lisboa, Sintra). Presentes 25
elementos provenientes dos seguintes mercados:
Espanha, Itália, França, Rússia, Bélgica, Áustria,
Alemanha, Rep. Checa.
MULTIMERCADOS Grupo Romance I. Programa
realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa,
Sintra e Estoril). Presentes 11 elementos dos seguintes
mercados e meio de comunicação: BÉLGICA – Metro;
ESPANHA – Lunas de Miel, Mucho Viaje, Teleindiscreta,
Telenovela, Supertele; FRANÇA – France Soir, Courrier
Picard, L’Est Républicain, Républicain Lorrain.
MULTIMERCADOS Grupo Romance II. Programa
realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Leiria/
Fátima e Oeste). Presentes 6 elementos dos seguintes
mercados e meios de comunicação: ALEMANHA
– Westdeutsche Zeitung, News Wiresrt ; BENELUX
– Libelle, Yes.
CITY BREAKS
Press Trips (22 visitas – 135 participantes)
BÉLGICA Freelancer, Mr. John Jeanquart, em
colaboração com o ITP. Programa realizado na Cidade
de Lisboa. Presente 1 elemento.
REINO UNIDO Sunday Mirror, em colaboração com
o ITP. Programa realizado em Lisboa. Presente 1
elemento.
REINO UNIDO TNT. Programa realizado na cidade de
Lisboa. Presente 1 elemento.
REINO UNIDO Scottish Herald. Programa realizado na
Região de Lisboa (Cidade de Lisboa e Sintra). Presente
1 elemento.
EUA Frommer´s Budget Travel. Directo. Programa
realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos.
EUA Vibe Magazine. Directo. Logística para entrevista
com Nelly Furtado. Presentes 3 elementos.
EUA Last Day: Ruin and Reason in the Great Lisbon
Earthquake of 1755, em colaboração com o ITP.
Programa realizado na cidade de Lisboa. Presente 1
elemento.
ÁUSTRIA Magistrados Austríacos, em colaboração
com o ITP. Programa realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 42 elementos.
ESPANHA Canal de Rádio – Libertad. Entrevista sobre o
destino Lisboa.
ESPANHA Diseño Interior. Programa realizado na cidade
de Lisboa. Presente 1 elemento.
ESPANHA Programa de TV - Terras d’Acolá. Contacto
directo. O programa, da visita foi realizado na Cidade de
Lisboa. Presentes 4 elementos.
REPÚBLICA CHECA Canal TV Prima, em colaboração
com o ITP. Programa realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 2 elementos.
SUÉCIA Mari Janson em colaboração com o ITP. O
programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa.
Presente 1 elemento. Meio de comunicação : Elle.
BÉLGICA Genieten. O programa da visita foi realizado
na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos.
CANADÁ Fashion TV. O programa da visita foi realizado
na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos.
ITÁLIA Andrea Battaglini. O programa da visita foi
realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento.
FRANÇA Chaiers du Cinema em colaboração com a
DOC Lisboa 2005. O programa da visita foi realizado na
Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento.
FRANÇA Grupo Jornalistas Franceses – Bairro Alto
em colaboração com o ITP. O programa da visita foi
realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 8 elementos.
BRASIL A noite é uma criança. Contacto directo. O
programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 5 elementos.
MULTIMERCADOS Evento. Moda Lisboa, 25ª Edição.
Presentes 16 elementos dos seguintes países e
meios de comunicação: FRANÇA, Dedicate; Mr. Kai
Junemann/freelance; Surface; ITÁLIA, CNBC TV; Kult;
Sports & Streets; Collezioni; ESPANHA Yodona; Studio 6;
Neo 2; ALEMANHA, Cream; CANADÁ, Fashion TV.
MULTIMERCADOS Evento. Rock in Rio Lisboa 2006. O
programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 6 elementos.
MULTIMERCADOS Evento. MTV Europe Music Awards.
Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 44
elementos das seguintes MTV regionais: Adria; Base
Africa; Central; Emerging Markets; França; Holanda;
Nordic; Polónia; Rússia; Líbano; Espanha e Reino
Unido.
Fam Trips com o Trade (8 visitas – 112 participantes)
ALEMANHA V.E. “DERTOUR – Städtreisen” em
colaboração com o operador turístico. Produção
e organização e acompanhamento. Programa
realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2
elementos.
ALEMANHA “V.E. Studdytrip TAP”, em colaboração
com a TAP - NL. Programa realizado na Cidade de
Lisboa. Presentes 12 elementos.
FRANÇA “V.E. Carlson Wagonlit I”, em colaboração
com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 12 elementos.
FRANÇA “V.E. Carlson Wagonlit II”, em colaboração
com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 12 elementos.
FRANÇA “V.E. Carlson Wagonlit III”, em colaboração
com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 12 elementos.
FRANÇA “V.E. Rev Vacances”, em colaboração com
o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 11 elementos.
ITÁLIA “V.E. Allegro Viaggi”, em colaboração com
o Associado Top Atlântico. Programa realizado na
Cidade de Lisboa. Presentes 9 elementos.
CHINA “Grupo Douro Azul - Operadores turísticos
e Imprensa”, em colaboração com a Douro Azul.
Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes
42 elementos.
GOLFE
Press Trips (1 visitas – 2 participantes)
FRANÇA “Driver Mag Golf”. O programa da visita foi
realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa,
Estoril, Sintra, Oeste). Presentes 2 elementos.
TURISMO DE NEGÓCIOS
Participação em Feiras e Workshops
BTC Feira internacional de MICE realizada em
Florença de 25 a 27 de Outubro. Estiveram presentes
15 expositores no stand do Portugal, entre eles
sete associados do Turismo de Lisboa. No total a
feira contou com 740 expositores, dos quais 96 de
origem internacional. Foram convidados 500 hosted
buyers internacionais e outros tantos italianos.
A representante do Lisboa Convention Bureau
recebeu 27 visitas entre hosted buyers e buyers
individuais.
MOULDEN Marketing International Destination
Workshop, realizado no dia 28 de Outubro no
Millenium Gloucester Hotel, Londres. Estiveram
presentes cerca de 50 representantes de 12 países/
destinos entre os quais Lisboa com cinco associados
e o Estoril&Sintra Convention Bureau. Os 80/90
buyers convidados tinham reuniões pré-marcadas,
a representante do Lisboa Convention Bureau
recebeu 19 reuniões confirmadas.
Fam Trips com o Trade (2 visitas – 14 participantes)
FRANÇA Patrocínio e acompanhamento de um
jantar. Estiveram presentes 5 representantes “event
organisers” a convite da agência Top Atlântico, Hotel
D. Pedro e Air Luxor. Programa realizado na Cidade
de Lisboa, Estoril e Sintra.
HUNGRIA Patrocínio de um tour de eléctrico.
Estiveram presentes 9 representantes de agências
a convite da Oásis Travel. Programa realizado na
Cidade de Lisboa, Estoril e Sintra.
39
• MARKET PLACE
Fátima
integra projecto europeu
de turismo religioso
A Região de Turismo de Leiria Fátima (RTL/F) é
uma das entidades que faz parte do Projecto
COESIMA – Cooperação Europeia dos Locais
Maiores de Acolhimento, cujo objectivo consiste
em projectar e concretizar um plano de promoção
do turismo religioso.
O projecto integra ainda os santuários de Lourdes
(França), Loreto (Itália), Altotting (Alemanha),
Czestochowa (Polónia), Santiago de Compostela
(Espanha) e Patmos (Grécia), que, juntamente com o Santuário de Fátima, representam o
acolhimento de um número superior a 20 milhões de peregrinos por ano, provenientes de 160
países.
O programa COESIMA prevê a realização de acções para melhorar a recepção dos visitantes
nestes sete locais de peregrinação e a promoção turística dos santuários.
Uma das acções prioritárias passa pela definição do perfil do “peregrino europeu”, adaptando as
infraestruturas às suas necessidades e objectivos, como é o caso dos visitantes com mobilidade
reduzida.
O segundo seminário internacional deste projecto, com o tema “Turismo Religioso – Promoção
e Marketing Intercomunitário”, realizou-se em Fátima, no final do mês passado e juntou todos
os parceiros do COESIMA.
Região apresenta-se em Espanha
40
A Região de Turismo de Leiria Fátima participou na VIII edição da Expogalaecia, Feira de
Turismo, Gastronomia e Artesanato, que se realizou de 29 de Outubro a 1 de Novembro, em
Vigo, Espanha.
A presença, integrada na Região de Lisboa, inseriu-se na estratégia de promoção da RTL/F no
mercado espanhol.
Com um público maioritariamente constituído por profissionais do sector, esta mostra acolheu
mais de 68 mil visitantes e cerca de 500 expositores dos cinco continentes.
CP e Avis
alargam parceria
aos Intercidades
A CP – Comboios de Portugal e a Avis Rent-a-Car decidiram
alargar ao serviço Intercidades a parceria que permite aos
passageiros realizar uma viagem de ida e volta e garantir uma
viatura por 24 horas, na estação de destino, tudo incluído no
preço do bilhete.
O Kit CP/AVIS já está disponível nas estações de Braga, PortoCampanhã, Aveiro, Coimbra, Guarda, Covilhã, Castelo Branco,
Lisboa Oriente, Beja e Faro, para os comboios Alfa Pendular e
Intercidades.
Para usufruir das vantagens desta parceria, basta adquirir o
bilhete até 18 horas antes da viagem.
A título de exemplo, o percurso de ida e volta entre Lisboa
Oriente e Porto Campanha, com viatura AVIS, está disponível por
51 euros.
“Escapadinha
de Inverno”
A Região de Turismo de Leiria Fátima
acaba de apresentar uma nova
sugestão chamada “Escapadinha
de Inverno” e que, como o nome
indica, pretende convidar a descobrir
os locais mais emblemáticos desta
região, numa altura do ano que,
geralmente, é menos propícia a
momentos de lazer.
Com um novo folheto promocional,
em português e em espanhol, a
RTL/F oferece um voucher de 20%
de desconto em várias entidades
aderentes.
A brochura está já a ser distribuída
nas feiras internacionais de turismo e
pode ser encontrada nos postos de
turismo da Região.
CNC lança guia sobre presença
de Portugal no Mundo
O Centro Nacional de Cultura, que completou, em 2005, 60 anos
de actividade, acaba de lançar mais um guia destinado “a conhecer,
estudar, divulgar, apreciar, recuperar e utilizar” o património resultante
do “vasto e longo relacionamento entre Portugal e muitos outros
povos”.
Com o nome “Portugal e o Mundo, O Futuro do Passado – De
Cabo Verde a São Tomé”, este livro, profusamente ilustrado, é uma
edição bilingue, patrocinada pelo Instituto Português de Apoio ao
Desenvolvimento, que apoiou também a edição dos cinco guias
anteriores, dedicados à Indonésia, Timor, Marrocos, Japão e Brasil.
O próximo guia a ser lançado vai ser dedicado à Índia.
Lisboa Vista do Tejo
“lança amarras” a clientes nacionais
Os cruzeiros Lisboa Vista do Tejo estão a apostar na captação
de novos clientes, nomeadamente no mercado nacional,
fidelizando os clientes internacionais, que têm demonstrado a
sua preferência por este serviço.
Reconhecidos principalmente junto do segmento corporate,
estes cruzeiros assumem-se também como uma alternativa
à restauração convencional, proporcionando momentos
diferentes com uma vista privilegiada e única sobre Lisboa.
Com um percurso entre a Torre de Belém e o Parque das
Nações, esta é uma solução ideal para reuniões de empresa,
festas familiares, casamentos, ou simplesmente para almoçar
ou jantar.
Os jantares-cruzeiro têm a duração de três horas (das 20:00h
às 23:00h) e, para além de música ao vivo, oferecem uma
perspectiva diferente sobre o Mosteiro dos Jerónimos, a Ponte
25 de Abril, o Castelo de São Jorge e o bairro de Alfama, ou
ainda o Parque das Nações e a Ponte Vasco da Gama, entre
muitas outras atracções.
Passeios Lisbon Walker
começaram este mês
Arrancaram no passado dia 1 de Novembro, os passeios guiados, a pé, Lisbon Walker. O
primeiro passeio, com o nome “O Terramoto de 1755”, tem vindo a decorrer na zona da Baixa
lisboeta, todas as terças, quintas, Sábados e Domingos, às 14:30h, em inglês e às terças, quintas
e Domingos, às 17:00h, em português. Este passeio foi lançado precisamente no dia em que
foram assinalados os 250 anos do Terramoto de Lisboa.
O segundo passeio chama-se “A Cidade Velha” e acontece todas as segundas, quartas, sexta e
Domingos, a partir das 10:00h, em inglês. O percurso passa pelos bairros históricos de Alfama,
Castelo e Mouraria.
Cada um destes dois passeios dura aproximadamente duas horas, sempre com partida
da Praça do Comércio, junto aos Sightseeing Tours, independentemente das condições
climatéricas e sem necessidade de marcação prévia. No entanto, os bilhetes podem ser
comprados antecipadamente aos balcões Ask Me Lisboa, ou na loja Lisbon Walker, na Rua dos
Remédios, em Alfama, por 15 euros (10 euros, para os passeios em português). Os portadores
do Lisboa Card têm desconto de 5 euros.
LPM
representa Turismo
da Tailândia
A LPM Comunicação, através da LPMJervis, representa,
desde o início de Novembro, em Portugal, o Turismo da
Tailândia.
No âmbito do plano de marketing já elaborado, prevê-se a
realização de várias campanhas de publicidade na Imprensa,
Rádio, Outdoors, direct mailing para agentes de viagens e
ainda a participação na Bolsa de Turismo de Lisboa.
Estas acções vão incidir, em particular, sobre os operadores
turísticos especializados na comercialização de destinos
asiáticos.
Taça Nacional Kart
na Batalha
Dias 3 e 4 de Dezembro, vai realizar-se no
Kartódromo da Batalha, a Taça Nacional
Kart.
Trata-se de três provas consecutivas, de
240 minutos cada, nas quais vão participar
22 karts, de 270cc, a quatro tempos e com
cinco a sete pilotos por equipa.
Esta taça vai ter três traçados distintos,
dentro do mesmo circuito.
41
• MARKET PLACE
Gulbenkian
renova auditórios
A Fundação Calouste Gulbenkian concluiu, este Verão, uma intervenção profunda no Auditório
2 – conhecido pela sua enorme parede envidraçada - e nas áreas de congressos adjacentes, do
seu edifício-sede, em Lisboa
Estes espaços, apesar de uma manutenção cuidada, ao longo dos últimos 40 anos,
necessitavam de uma actualização técnica e funcional, que foi supervisionada pela arquitecta
Teresa Nunes da Ponte.
Agora com maior conforto e versatilidade, estas salas passaram a permitir uma programação
mais abrangente.
No Auditório 2, as cadeiras foram restauradas, mantendo-se a cor original dos tecidos, e o palco
foi ampliado. Foi ainda criada uma concha acústica no tecto, com instalação de iluminação
indirecta.
As cabines de tradução estão agora dotadas de equipamentos que vão ao encontro das mais
recentes exigências neste capítulo.
A instalação eléctrica foi integralmente substituída, tendo sido instaladas três câmaras fixas, de
alta resolução, para gravar os diferentes eventos.
Pavilhão
Atlântico
já vende
bilhetes on-line
42
A partir de agora já é possível
comprar bilhetes para os
espectáculos no Pavilhão Atlântico
através da página desta sala na
Internet.
Esta é a principal novidade do
site www.pavilhaoatlantico.pt,
entretanto reformulado, para
facilitar a navegação e melhorar a
versatilidade.
Para além de consultar os eventos
em agenda, os visitantes “virtuais”
do Pavilhão Atlântico podem agora
comprar os bilhetes e marcar os
lugares que desejam, para além de
escolherem o local de entrega dos
ingressos.
Padrinhos do Zoo
quase triplicam
O Jardim Zoológico de Lisboa conseguiu aumentar em
260% o número de padrinhos dos animais, em grande
parte devido às novas regalias oferecidas a todos os que
quiserem apoiar o animal preferido.
Este crescimento exponencial foi registado entre os meses
de Março e de Setembro deste ano, o que leva a direcção
do Jardim Zoológico a concluír que “são resultados
excelentes para um produto bastante recente”.
Recentemente foi mesmo criada a Pérgola dos Padrinhos,
junto à zona dos felinos, onde podem ser encontrados os
nomes de todos os que decidiram colaborar com o Zoo
de Lisboa nesta iniciativa.
Cursos de desenho e pintura
no Palácio da Ajuda
O Palácio Nacional da Ajuda está a promover cursos de desenho e de pintura, orientados
por Graça Moncada.
Os cursos de desenho, iniciados em Outubro e que decorrem até Junho de 2006,
decorrem todas as terças-feiras, das 14h00 às 17h00, com um custo de 90 euros, valor
que inclui os materiais necessários.
Os cursos de pintura, com a mesma duração, acontecem às quintas-feiras, também das
duas às sete da tarde, por 100 euros por mês, no primeiro trimestre e 85 euros nos dois
trimestres seguintes.
Seminário
de Estudos Camonianos em Sintra
A Fundação Cultursintra está a promover, até 10 de Dezembro, um Seminário de Estudos
Camonianos – Introdução à Epopeia e sua Actualidade.
Com sessões que acontecem todos os Sábados, das 10h30 às 12h30, na Sala da
Renascença, da Quinta da Regaleira, este curso vai ao encontro (ou reencontro) d’Os
Lusíadas, do Velho do Restelo, do monstro Adamastor, da Ilha dos Amores e da vida do
próprio Camões.
Artistas do Rock in Rio
ficam no Hotel Dom Pedro
Através da celebração de um protocolo, o Hotel Dom Pedro vai ser o
hotel oficial dos artistas do Rock in Rio 2006.
O acordo, assinado em Outubro, entre Stefano Saviotti, presidente do
grupo hoteleiro, e o fundador do Rock in Rio, Roberto Medina, renova a
experiência de 2004 e confirma a preferência da organização do evento
por esta unidade hoteleira.
Na mesma linha do apoio que será prestado à organização do Rock in
Rio, o Hotel Dom Pedro vai ser a unidade oficial da cidade de partida do
rali Lisboa-Dakar. Para assinalar este acordo, o Dom Pedro vai oferecer
pacotes especiais aos clientes.
Câncio Martins
testa funcionalidade
do Heritage
O arquitecto Miguel Câncio Martins, responsável pela decoração do
Heritage Av. Liberdade Hotel, fez questão de testar pessoalmente a
ergonomia e funcionalidade dos quartos desta nova unidade.
Com abertura prevista para 2006, o Heritage está instalado num
edifício recuperado, dos finais do séc. XVIII, na Avenida da Liberdade,
em Lisboa.
Desde o início, a preocupação passou por aliar a tradição e a
modernidade, tornando os quartos simultaneamente confortáveis e
práticos.
Miguel Câncio Martins tornou-se conhecido pelas intervenções que
já fez noutros espaços internacionais, tais como o Thiou e o Budha Bar,
em Paris, o Strictly Hush, em Londres,e o Man Ray, em Nova Iorque.
43
“Grupo K” faz 17 anos
Santiago Alquimista com
dois meses cheios de música
O espaço Santiago Alquimista apresentou uma farta agenda
de concertos para Novembro e Dezembro. Durante este mês já
passaram por esta antiga fábrica de ferragens artística nomes
como os Fade Out, ou os Terrakota.
A 1 de Dezembro, o Santiago traz a Lisboa J.Rawls. Segue-se, dias
2 e 3, uma mostra de novos talentos, com Arte Non Stop, e dia 8
o palco é de Armando Teixeira, mais conhecido por Bulllet, com o
DJ Nel Assassin.
A 9, é a vez de Jim Dungo e dia 10, Garoto, um projecto de novo
fado. Os dias 15 e 16 vão ser, respectivamente de Cubo e de Luiz
e a Lata.
O Santiago Alquimista é um espaço que passou por um processo
de recuperação arquitectónica, que manteve a traça original,
mas que também acabou por revelar uma enorme capacidade
de acolher os mais variados eventos artísticos. Para além dos
espectáculos, quem for ao Santiago Alquimista vai poder ver
como foram preservados os vestígios de arqueologia industrial e
da muralha de contenção da Colina do Castelo de Lisboa.
O “Grupo K”, conhecido pelas várias estruturas ligadas à diversão
nocturna e à restauração, como são a “Kapital”, o “Kremlin”, ou ainda
o “Kais”, entre outros, comemora dia 7 de Dezembro, o seu décimo
sétimo aniversário, numa festa que vai encher o Pavilhão de Portugal,
no Parque das Nações, em Lisboa
Tal como aconteceu em 2003 e no ano passado, prevê-se que
estejam presentes cerca de 16 mil pessoas nesta festa, dos mais
variados quadrantes da sociedade portuguesa, desde a política às
artes, passando ainda pela moda e desporto.
Nuts Club
promove nova imagem
O Nuts Club, herdeiro da tradição do conhecido Coconuts, em Cascais,
apostou numa nova imagem, através da redecoração do espaço, que
lhe confere um maior conforto.
A animação mantém a mesma qualidade. Às quartas há “Bad Girls
Night”, às quintas DJ’s convidados, nacionais e internacionais e às
sextas o espaço está reservado às festas temáticas.
• MARKET PLACE
Corinthia Alfa Hotel
com nova Account Executive
Paula Martins é a nova Corporate Account Executive do Corinthia
Alfa Hotel, de Lisboa. Licenciada em Gestão Turística e Hoteleira pela
Universidade Internacional, estagiou no Hotel Palácio Estoril, tendo
passado a trabalhar como promotora de vendas do Lisboa Marriot Hotel,
funções que desempenhava quando aceitou o convite para integrar a
equipa de vendas do Corinthia Alfa Hotel.
Sheraton
tem nova Relações Públicas
44
Lisboa Marriot Hotel
com novos sabores
O Lisboa Marriot Hotel acaba de apresentar uma nova carta
de restaurante, elaborada pelo Chefe de Cozinha Thomas
Prenneis.
Nas entradas, a sugestão vai para o Carpaccio de Novilho,
marinado com molho balsâmico e Pesto de basílico e
limão; Espetadas de Novilho à Marroquino, com Fattoush e
molho de grão; e Crepe de Alface à vietnamita com Bife de
Novilho grelhado, do Chile.
Nos pratos principais o destaque vai para a salada
tailandesa de novilho, cogumelos cantarelos com
Strogonoff de Novilho e massa de ovo, entre muitos outros,
sempre tendo como base a carne de novilho.
Para sobremesa, o Lisboa Marriot Hotel propõe Crocante de
Maçã com molho de baunilha, Banana Assada com torta de
chocolate e Tiramisú com chocolate negro.
Estalagem Vale Manso
com pacote de Natal
A pensar nas empresas, instituições, ou simplesmente em
grupos de amigos, a Estalagem Vale Manso apresenta um
conjunto de sugestões de buffets e menus para festas de
Natal, limitadas a um máximo de 500 pessoas.
Localizada junto à albufeira do Castelo do Bode, entre Tomar
e Abrantes, oferece condições especiais para este tipo de
eventos.
O Sheraton Lisboa Hotel & Towers anunciou recentemente a promoção
de Vanda Carvalho para o cargo de Coordenadora de Relações Públicas e
Vendas.
Depois de ter ingressado na equipa desta unidade hoteleira, em 2001,
como secretária de Direcção, no Departamento Comercial, Vanda
Carvalho foi promovida a Coordenadora de Vendas e Marketing, cargo
que ocupou até agora.
Em breve a nova Relações públicas do Sheraton vai iniciar uma pósgraduação na área da Comunicação Estratégica e Assessoria Mediática.
O sheraton anunciou também a promoção de Sílvia Frango para as
funções de Account Manager, depois de ter desempenhado o cargo de
Promotora e, posteriormente, de Coordenadora de Grupos.
Sílvia Frango é licenciada em Organização e Gestão de Empresas, pelo
ISCTE, tendo já sido assistente comercial na Air France.
Outra promoção foi a de Marco Faria, para a posição de coordenador de
Marketing & E-Commerce para o Sheraton Lisboa e Sheraton Porto.
Licenciado em Ciências da Comunicação e da Cultura pela Universidade
Lusófona, Marco Faria desempenhava anteriormente as funções de
Coordenador de Grupos.
Novas “caras”
no Marriot
O Lisboa Marriot Hotel acaba de fazer três novas
contratações.
Peter Reischl passou a ser o novo Director de
Operações, depois de uma vasta experiência numa
outra unidade do grupo, em Maiorca. Peter Reischl
é sueco e formou-se na Escola de Hotelaria e
Restauração de Alingsas, na Suécia.
Na área dos Eventos, Susana Magalhães é a nova Coordenadora. Formada
pela Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, tem vindo a ser promovida
no Marriot, desde 1996, ano em que ingressou na recepção desta
unidade.
Este hotel tem também uma nova Promotora de Vendas. Chama-se Cláudia Fernandes e iniciou a carreira em França, tendo sido, anteriormente,
agente de reservas do Hotel Lutetia, em Paris.
Mosteiro dos Jerónimos
abre exposição permanente
Por ocasião das Comemorações dos 500 anos do Mosteiro
dos Jerónimos, foi criada uma exposição documental
permanente sobre este monumento, intitulada “Um Lugar
no Tempo – A Place in Time”.
A mostra, em português e em inglês, narra de forma
simples a história do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de
Belém, inserindo-os na história dos últimos cinco séculos.
A exposição é o resultado da recolha feita por uma equipa
multidisciplinar, constituída por historiadores, jornalistas
e designers, que seleccionaram e trataram informações
e imagens que mostram não só as transformações
sofridas pelo Mosteiro dos Jerónimos mas também os
acontecimentos mais importantes de que foi palco.
Em complemento à exposição, foi já editado um catálogo,
também bilingue, que serve de suporte à mostra e que se
assume como um instrumento didáctico para professores,
alunos, investigadores, ou simplesmente para todos os
visitantes interessados em conhecer melhor a História de
Portugal e o seu lugar no mundo.
Esta exposição está patente todos os dias, excepto
à segunda-feira, na antiga Livraria do Mosteiro dos
Jerónimos.
Ciclo de Música
nos Jerónimos
Está a decorrer, até final de Dezembro o ciclo “Jovens Músicos,
Novos Ouvintes”, na Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos.
Ainda em Novembro, dia 27, o Conservatório Regional de Setúbal
apresenta a Orquestra de Violinos “Paganinus” e um Ensemble de
Clarinetes.
Em Dezembro, dia 4, o Conservatório Regional de Palmela leva
aos Jerónimos o Coro da instituição, Classes de Música de Câmara,
e um Ensemble de Saxofones.
Dia 11, actua o Quarteto de Clarinetes do Centro de Formação
Artística da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, de Tomar e, por
fim, dia 18, a Escola de Música Leal da Câmara, de Rio de Mouro
apresenta duas classe, uma de Coro e outra de Música de Câmara.
Todos os espectáculos decorrem entre as 11:00h e o meio-dia,
com entrada livre.
Museu de
Marinha
apresenta
“Viagem aos
Mares Boreais”
Até 30 de Dezembro, o Museu de
Marinha, em Lisboa, tem patente a
exposição de fotografia “Viagem aos
Mares Boreais”, de Eduardo Lopes.
Esta mostra, com imagens fixadas
entre 1951 e 1953, traz à memoria
a epopeia da pesca do bacalhau
nos bancos da Terra Nova e da
Gronelândia.
Eduardo Lopes acompanhou e
registou imagens das duras condições
em que trabalhavam todos os que
partiam para as campanhas do
bacalhau.
Esta exposição, realizada em
colaboração com o Centro Português
de Fotografia, vai poder ser vista até
ao fim do ano, na sala de exposições
temporárias “Henrique Maufroy de
Seixas”.
A 7 minutos de Lisboa
Cozinha conventual
4 quartos • 1 suite
Quinta de Santo António de Bolonha
Av. D. Eduardo Veiga Araújo. Ap. 43. Póvoa de Santa Iria
Tel.: 21 959 79 96 • Fax: 21 953 03 76
Email: [email protected] • www.portugalinsite.pt
45
• MARKET PLACE
Museu das
Comunicações
com novidades
Num espaço permanentemente renovado, o Museu
das Comunicações abriu recentemente duas novas
exposições.
A primeira, sobre os Correios On-line, está patente até
31 de Dezembro, e mostra como as tecnologias da
informação alteraram por completo a actividade postal.
A segunda, lança um olhar para o passado, ao assinalar os
200 anos da Mala-Posta, através da recriação do ambiente
de chegada e partida do correio, numa mostra que vai
estar aberta até Março de 2006.
Paralelamente, a Casa do Futuro, sempre sujeita à
evolução dos tempos, passou a apresentar novas
soluções e equipamentos de automação, comunicações
e entretenimento, tornando-se também mais acessível a
pessoas com mobilidade reduzida.
Em parceria com os Correios, a Fundação Portuguesa das
Comunicações inaugurou outra exposição permanente denominada
“Cinco Séculos de Comunicações em Portugal” que descreve a
evolução e o aperfeiçoamento das técnicas que permitiram ao
Homem uma comunicação cada vez mais rápida e fiável.
Para além destas exposições, o Museu das Comunicações promove
vários ateliers e oficinas pedagógicas sobre escrita, a Casa do Futuro,
a Mala-Posta e as comunicações.
46
José Coelho expõe
no Museu do Traje
O escultor José Coelho tem patente no
Museu do Traje uma exposição, com cinco
núcleos distintos, intitulada “Via Profana
– Cinco Sentidos”.
No primeiro núcleo, “Sobretudo-Alma” o
destaque vai para uma escultura metálica
que evoca o já célebre sobretudo do
treinador português do Chelsea Football
Club, José Mourinho.
Segue-se o núcleo “Caixa dos Segredos”,
com um conjunto de peças escultóricas
de grandes proporções, relacionadas
com o acto de coser, e que o artista
quis dignificar. “Frutos”, sugere o acto de
colher e “Caixa das Memórias” dá sentido
às pequenas grandes caixas onde se
guardam preciosidades e nadas que para
nós são tudo.
Por fim, “Mitolurgias”, é um núcleo
composto também por várias peças
metálicas alusivas a figuras mitológicas
tais como Ulisses e Penélope, remetendo
para a lenda sobre a criação de Lisboa, ou
Olissipo. Esta esposição pode ser visitada
até final de Janeiro de 2006.
Obras de William
Kentridge no Museu
do Chiado
Até 31 de Dezembro, o Museu do Chiado
tem patente a exposição “Viagem à Lua”; “Sete
fragmentos para Georges Méliès”; e “O Dia
pela Noite”, de William Kentridge. Nascido em
Joanesburgo, África do Sul, em 1955, Kentridge
proporciona uma visão muito própria da
história recente daquele país e do legado do
apartheid, em particular.
Integrada no Festival Europeu Temps d’Images,
esta mostra traz a Lisboa os mais recentes
trabalhos deste autor.
“Enigma” de Luís de Matos
no Casino Estoril
O Casino Estoril vai apresentar, no próximo dia 1 de Dezembro,
“Enigma”, o novo espectáculo de magia de Luís de Matos, no TeatroAuditório.
Esta nova produção do mágico português, recentemente distinguido em
Hollywood, é o resultado da conjugação entre a ilusão, o humor, o som, a
luz, o sonho e a realidade. A cada momento, o espectador é convidado a
decifrar este “Enigma”.
Depois de ter esgotado esta mesma sala do Casino Estoril, em Outubro
passado, com o espectáculo “Close-Up”, Luís de Matos vai provar, uma vez
mais, que o impossível não existe, num desafio às convicções da assistência.
As sessões, com a duração de hora e meia, começam às 21:30h, com
excepção para os Domingos, em que estão marcadas para as 17 horas.
Com apenas duas interrupções, dias 24 e 25 de Dezembro, este espectáculo
vai decorrer até ao final do mês e o preço dos bilhetes é de 15€.
Isaac Hayes
no “reveillon”
do Casino
Estoril
Isaac Hayes, um dos mais
prestigiados compositores
norte-americanos, vai ser a
atracção principal da festa de
fim-de-ano, no Casino Estoril.
Com uma influência decisiva
em áreas musicais que vão do
disco ao hip hop, passando
pela soul music e também
pelo funk, Isaac Hayes vai
actuar no Salão Preto e Prata,
durante a Passagem de Ano 2005/2006, depois de uma carreira
com dezenas de álbuns editados e de um Óscar para a melhor
Banda Sonora Original, com “Theme of Shaft”, em 1971.
Conhecido pela versatilidade musical, não só como músico
e compositor, mas também como intérprete, Isaac Hayes é
garantia suficiente para um “reveillon” inesquecível no maior
casino da Europa.
Nessa noite, e antes do grande concreto, vão também passar
pelo palco do Salão Preto e Prata, José Cid e o seu Quinteto,
José Cabeleira e Companhia, e a Orquestra “6 Latinos”.
47
MTV Europe Music Awards
TURISMO
deLISBOA
Revista dirigida aos associados
do Turismo de Lisboa,
empresários, decisores
e estudiosos da indústria turística.
Director
Vítor Costa
[email protected]
TURISMO DE LISBOA
Tel: 21 031 27 00
Fax: 21 031 28 99
www.visitlisboa.com
[email protected]
•
Lisboa nos olhos
do mundo
A cerimónia de entrega dos MTV
Europe Music Awards Lisboa
concentrou a atenção mediática
internacional, de resto, previsível,
uma vez que tinham sido
acreditados cerca de 800 jornalistas
para fazer a cobertura do maior
evento musical do ano. As audiências
televisivas e a cobertura feita pela
imprensa internacional confirmaram
a dimensão planetária de um
acontecimento que colocou o nome
de Lisboa no topo das atenções.
Editor
20
48
ano
s de influên
ci
a
Edifício Lisboa Oriente,
Avenida Infante D. Henrique, 333 H
Escritório 49 • 1800-282 Lisboa
Tel. 21 850 81 10 - Fax 21 853 04 26
Email: [email protected]
Directora de Marketing
JOANA MACHADO
[email protected]
Secretariado
ANA PAULA PAIS
[email protected]
Director Comercial
NUNO MIGUEL DUARTE
[email protected]
Tel.: 96 214 93 40
Tel.: 21 850 81 10 • FAX: 21 853 04 26
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Mensal
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RPO
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do artigo 9º da Lei de Imprensa
nº2/99 de 13 de Janeiro
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
AOS ASSOCIADOS
DO TURISMO DE LISBOA
•
Assinatura anual
24 euros
As melhores expectativas em torno dos MTV
Europe Music Awards Lisboa concretizaram-se em
pleno, a avaliar pela forma como esta cerimónia foi
recebida em todo o mundo.
Com uma audiência global estimada de mil
milhões de telespectadores, só em Portugal este
evento chegou a cerca de um milhão e 300 mil
pessoas, com cada espectador a ver, em média
mais de 40 minutos da duração total do evento.
Pelos dados da Media Monitor, a audiência média
do canal MTV, apenas disponível por cabo, foi de
261 mil espectadores, cuja maioria tinha entre 15
e 24 anos
Em termos mundiais, este evento chegou a 300
milhões de casas em todo o mundo, estimando-se
que o efeito gerado por estes prémios, em Lisboa,
tenha correspondido a 8 milhões de euros.
A cerimónia vista de fora
Para além de Portugal, a Espanha foi um dos
países que mais atenção dedicou aos prémios
MTV.
O diário “El Mundo”, por exemplo, escreveu: “Os
Prémios MTV enchem Lisboa de Música”.
A presença do nome de Lisboa, em primeiro
lugar no próprio nome da cerimónia, catapultou
o nome da capital portuguesa para os títulos da
imprensa estrangeira, como aconteceu também
com o brasileiro “Estado de São Paulo”, que
escrevia, ainda antes da cerimónia: “Prémios da
MTV europeia serão entregues em Lisboa”.
Em países tão distantes como a Austrália, a festa
manteve o mesmo brilho que teve em Lisboa,
com destaque para a entrada de Madonna numa
bola de espelhos, “in Lisbon’s Atlantic Pavillion”,
como descreveu o “Sidney Morning Herald”.
O Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações,
tornou-se, de facto, num enorme palco televisivo
que chegou mesmo a bater recordes, de que
foi exemplo a passadeira “vermelha” (desta vez
branca às bolas azuis), a maior alguma vez usada
nas 12 edições dos prémios.
A presença de inúmeras estrelas, entre as
quais Madonna e Robbie Williams, garantiu
uma visibilidade só dantes conseguida com o
Euro2004.
A propósito de futebol, Luís Figo e Nuno Gomes
também estiveram presentes na gala, tendo sido
apresentados como “heróis de Portugal”.
A pretexto dos MTV Awards, o britânico Sunday
Mirror deu mesmo uma volta de 48 horas pela
noite de Lisboa, “uma das cidades europeias com
mais estilo”.
MTV dá “Best Host City
Award” a Lisboa
A cadeia de televisão MTV atribuiu à Cidade
de Lisboa o prémio “Best Host City Award”, em
resultado do sucesso obtido com a organização
dos MTV Europe Music Awards Lisboa 2005.
O galardão, entregue no dia 15 de Novembro
ao Presidente da Câmara de Lisboa, Carmona
Rodrigues, é uma distinção especial já que, como
sublinhou Rui Ventura, director de Marketing da
MTV Portugal, se trata de “prémios excepcionais”.
A comprovar isso mesmo está o facto de o “Best
Host City Award” apenas ter sido concedido a
outras duas cidades além de Lisboa, ao longo dos
12 anos de realização desta importante gala de
prémios musicais.
Rui Ventura acrescentou que a intenção da MTV
é premiar Lisboa pela “forma fantástica” como
recebeu a organização deste evento de projecção
mundial.
VISÕES
Fernando
de La Vieter Nobre
Presidente Fundação AMI
Centralwings patrocinou
Campanha polaca deu bilhetes
para MTV Music Awards
Uma campanha difundida em duas rádios da Polónia ofereceu bilhetes
para os ouvintes poderem vir a Lisboa assistir à gala dos MTV Europe
Music Awards.
A iniciativa foi patrocinada pela companhia aérea low-cost Centralwings
sob o lema: “Voa para Lisboa nas asas da Centralwings”.
A campanha consistiu num concurso em que os prémios eram bilhetes
para o espectáculo, que se realizou no dia 3 de Novembro, no Pavilhão
Atlântico.
Ao todo viajaram para Lisboa 21 pessoas, entre as quais seis jornalistas
polacos e os vencedores do concurso.
O que pensa do turismo em Lisboa e dos
turistas que nos visitam?
Como português viajante que sou, embora
profano sobre política de turismo, gostaria que
puséssemos em evidência o nosso património
histórico e linguístico a fim de atrairmos um
turismo interessado e de qualidade de todo o
mundo. É nessa matéria que Portugal e Lisboa
têm trunfos ímpares para fazer valer. Sem
descurarmos as praias belas, seguras e cada vez
mais limpas que possuímos, nem sempre temos
sabido aproveitar o turismo temático onde a
nossa história e a nossa língua têm um papel
fundamental. Explico-me. Portugal é um dos
poucos países do mundo que marcou a História
Mundial! E depois? Que mais-valias temos sabido
tirar para o nosso turismo? Tantas efemérides
esquecidas... Saberão os leitores que há
exactamente 500 anos D. Lourenço de Almeida
aportou na mítica ilha da Taprobana (futura
Ceilão, hoje Sri Lanka)? Promovemos algo que
se visse? Em breve haverá muitas datas de que
legitimamente nos devemos orgulhar: Malaca
(Malásia) atingida em 1511, 500 anos em 2011!
Fomos os primeiros a chegar ao Bangladesh, à
Tailândia, Indonésia, Papua, ao Japão e à China...
Em todos esses países deixámos monumentos,
cidades, palavras, apelidos, culinária e afectos; que
fazemos nós para que os seus povos nos visitem,
estreitando os nossos laços históricos, afectivos,
linguísticos e culturais? Macau foi uma oferta
chinesa por actos heróicos de portugueses!
Na Tailândia a primeira feitoria ocidental foi
portuguesa e é hoje a nossa embaixada! Os
povos asiáticos, tais como os africanos e latinoamericanos (e não só!) recordam a nossa
passagem. Saibamos atraí-los, assim como as
nossas comunidades luso-descendentes, e
ofereçamos-lhes nos nossos museus, nos nossos
castelos, nas nossas igrejas, praças e ruas, pedaços
da nossa história comum e reforcemos os nossos
afectos.
O turismo pode e deve ser uma componente
essencial da nossa representação e afirmação
externas. Numa altura em que tantos países
já tentam atrair o turismo asiático, com uma
tónica especial para o chinês, seria de uma total
incompetência não jogarmos os trunfos tão
importantes que possuímos.
Espero que, como há 500 anos, saibamos estar na
vanguarda. Os nossos antepassados semearam
e mostram-nos o caminho. Saibamos segui-los...
com inteligência e afecto!
49
• A FECHAR
O milagre da Ota
e outras questões menores
50
Para consolidar a decisão política sobre os
Aeroportos, o Governo organizou uma sessão
de divulgação dos vários estudos que a
fundamentaram.
A estratégia é clara: o Governo quer arrumar
a questão, transmitindo a ideia que o assunto
está fechado e que estamos no ponto zero
da implementação. Teríamos agora tempo
suficiente para tratar dos pormenores, para
minorar os impactos, para nos ocuparmos das
questões menores, a começar pelo Turismo.
E que o Turismo é uma questão menor para
o Governo prova-o o facto de não ter sido
incluído na agenda do referido debate.
Também é significativo que, para tentar
desmentir um estudo já feito, a NAER tenha
anunciado à comunicação social (mas não ao
Turismo) que encomendou, apenas há um par
de semanas, um novo estudo sobre os impactos
do novo Aeroporto no Turismo.
É igualmente significativo que o Ministro
das Obras Públicas (porque o seu colega
da Economia não considerou o debate
suficientemente importante para a economia
portuguesa e, portanto, não esteve presente)
se envolva numa polémica para minorar as
conclusões do estudo feito há cinco anos sobre
a matéria, como se fosse importante saber se o
prejuízo para o Turismo é de x ou de y.
Esperar-se-ia que, ao contrário, demonstrasse
que a nova infra-estrutura turística, o Aeroporto,
iria beneficiar e não prejudicar o turismo em vez
de – erradamente aliás – perder tempo a discutir
o grau de prejuízo.
É, ainda, significativo, que além do Turismo,
também tenham sido excluídos do debate os
pontos de vista de players fundamentais como
as companhias low-cost.
Apesar de tudo, os responsáveis pelo Turismo
convidados assistiram ao debate de espírito
aberto, para ouvir e ponderar os argumentos
apresentados.
Lamentavelmente há que reconhecer que não
foram convencidos.
Crescimento do número de passageiros
Persistem as dúvidas sobre o esgotamento da
capacidade da Portela, porque as previsões de
crescimento não parecem realistas.
Sabe-se que, segundo inquéritos da ANA, 42%
dos passageiros da Portela são residentes, 37%
não residentes e 21% em trânsito.
Considerando os dados de 2004, isso significa
que cerca de 2,2 milhões de residentes
utilizaram o Aeroporto da Portela para saírem
e entrarem. Tendo em conta a população da
Área Metropolitana de Lisboa, não é crível
que seja este o segmento que mais vá crescer,
por muito que os Portugueses possam ser
estimulados a ir passar férias ao Brasil em vez
do Algarve.
Assim sendo, apenas se podem considerar
como passíveis de crescimento significativo os
dois restantes segmentos, o que significa que
o aumento anual do Turismo e dos passageiros
em trânsito terá que ser de cerca de 5 a 6% em
média nos próximos 35 anos, para se atingirem
os números previstos. E, note-se, à medida em
que a base for crescendo, mais difícil se vai
tornando atingir a percentagem de aumento.
Apesar destas dúvidas, há que ultrapassar a
fase da discussão sobre a saturação da Portela e
aceitar que isso vai acontecer, até porque, como
todos sabemos, construir um novo Aeroporto
demora anos.
A solução dual
Aceite a inevitabilidade da saturação da Portela
há que olhar para as alternativas.
O mais lógico seria manter a Portela que, aliás,
vai beneficiar de um investimento de 400 mil
euros e de uma linha de Metro, e encontrar um
novo Aeroporto para a complementar.
Esta alternativa é possível, tal como foi
amplamente afirmado pelos peritos no debate
e, obviamente, incomensuravelmente mais
barata.
Simplesmente, a alternativa foi afastada com
vagos argumentos sobre custos operacionais
acrescidos e com um argumento muito
concreto.
Pode ler-se, a este respeito, na apresentação
do convidado Chevalier dos Aéroports de Paris:
“- The one acceptable split would be between
short and long haul flights;
- Such split would be a disaster for Tap Air
Portugal, then unable to built a competitive
hub between continental and intercontinental
services”.
No mesmo sentido se pronunciou o outro
convidado Gerry O’ Shaughnessy, da IATA,
afirmando que:
“- Operating from two ou more airports is
undesirable for airlines;
- Particularly so for hub or based carriers…”.
Palavras para quê?
O milagre das rosas
Verdadeiramente miraculosa é a solução project
finance para o novo aeroporto da Ota.
Segundo o Banco Efisa, o Estado não só não
porá um único cêntimo no projecto como irá,
no final da concessão, receber de volta um
Aeroporto que valerá, a preços de hoje, mil
milhões de euros, apoderando-se, assim, dos
650 milhões que se espera que a EU subsidie o
projecto e de uma mais valia considerável.
Isto, claro, se se confirmarem as previsões de
crescimento do número de passageiros, ou
certamente o Estado terá então que pagar a
diferença.
Nas previsões do Efisa há ainda uma pequena
factura a pagar, de cerca de 500 milhões de
euros, para os quais defendem uma solução.
O dark side
Como “não há bela sem senão” a solução
defendida pelo Efisa passa pela criação de uma
taxa suplementar de 7,85 euros, a pagar pelos
passageiros da Portela para financiar o Aeroporto
da Ota, a partir do início das obras.
Algo cinicamente, o Efisa defende que se trata
da aplicação do princípio do “utilizador-pagador”.
Neste caso talvez se aplicasse melhor o princípio
do “pré-pagamento”…
Também ficou esclarecido que não vai ser a ANA
– privatizada ou não – a construir e a gerir o novo
Aeroporto. O que ninguém disse, mas pode-se
adivinhar, é o que vai acontecer à ANA depois de
perder a gestão do único Aeroporto lucrativo, a
Portela, e de ver agravado o défice do aeroporto
do Porto, outro prejudicado pela Ota.
Neste verdadeiro negócio da China também
ninguém falou das facturas a pagar pelas novas
acessibilidades e pelo encerramento da Portela,
incluindo a perda dos investimentos efectuados,
a deslocalização de cinco mil trabalhadores e de
todos os serviços.
Assunto arrumado?
Neste quadro, o assunto não pode considerar-se
definitivamente arrumado. Se a construção da
Ota está decidida e se vai tornar irreversível a
partir da assinatura do contrato, não é irreversível
o encerramento da Portela.
As contas têm que ser refeitas e os interesses
reequilibrados. Não pode ser o Turismo a pagar
a factura.
Vítor Costa
Director-Geral do Turismo de Lisboa
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Lisboa penalizada pelo transporte aéreo