TURISMO deLISBOA Nº 23 - Novembro de 2005 Concorrência nos Short e City Breaks Lisboa penalizada pelo transporte aéreo Ministro Mário Lino afasta low cost de Lisboa OBSERVATÓRIO do TURISMO de LISBOA NO INTERIOR Índice LISBOA 1343 Outubro de 2005 Lisboa vista de fora New York Times elogia animação lisboeta MTV dá “Best Host City Award” a Lisboa Audiência atinge mil milhões de telespectadores ÍNDICE LISBOA-DAKAR Editorial, por Carlos Ornelas Monteiro .............................. 6 Noticiário Nacional ........................................................................ 8 Pela primeira vez nos 28 anos de existência da prova, o Rali Dakar ficou com as inscrições fechadas a seis meses da partida. Pág. 4 Noticiário Internacional .............................................................. 18 Observatório .................................................................................... 21 Entrevista ............................................................................................. 33 Boletim Interno ................................................................................ 36 Market Place ...................................................................................... 40 Custo do transporte aéreo penaliza Lisboa Um estudo realizado pelo Observatório do Turismo de Lisboa concluiu que Lisboa fica a perder para a concorrência mais directa nos short city breaks, em grande parte pelo peso do transporte no custo final da viagem. Pág. 16 A Fechar, por Vítor Costa ............................................................ 50 Visões por João Lagos, Manuel Graça Dias e Fernando Nobre Lisboa vai ter 132 novos hotéis? Até 2010, vão ser construídas 132 novas unidades hoteleiras na região da Grande Lisboa, que constituem a maioria dos 179 hotéis a instalar no país. Segundo um estudo da consultora imobiliária Cushman & Wakefield Healy & Baker, citado pela revista Visão, Lisboa tem a maior fatia, a que se segue o Algarve, com 32 novos hotéis. Os Açores recebem seis novas unidades, tantas como a região do Alentejo, e a Madeira, as restantes três. Entrevista com Mário Assis Ferreira Quando já falta menos de meio ano para o Casino Lisboa abrir as portas, a RTL quis saber, junto do presidente da Estoril-Sol, o que este novo equipamento vai trazer para a cidade e para a Região de Lisboa. Pág. 33 3 VISÕES Lisboa-Dakar motiva entusiasmo sem prec João Lagos Presidente da João Lagos Sports 4 Que benefícios vai trazer o Rali Dakar a Lisboa e a Portugal, nomeadamente em termos turísticos? O rali Dakar já realizou 27 edições e é, sem dúvida, um dos eventos mais mediáticos no mundo. O facto inédito da partida para a 28ª edição ser organizada em Lisboa, põe o rali mais perto de África e obriga a que a concentração dos cerca de 700 concorrentes e de milhares de pessoas ligadas à organização, se faça na nossa cidade. A João Lagos Sports ao concretizar este desejo de milhares de aficionados e dos praticantes portugueses de Todo Terreno, põe estas máquinas do deserto ao alcance de todos quantos as queiram visitar na zona de concentração (junto ao Mosteiro dos Jerónimos donde, no dia 31 de Dezembro, será dada também a partida), ou que queiram acompanhar as duas provas especiais que se irão realizar, pela primeira vez em território europeu, em dois troços, o primeiro situado entre Lisboa ao Algarve e o segundo, com saída de Portimão, no dia 1 Janeiro, até à fronteira, já que a caravana embarcará para Marrocos a partir de Málaga. O programa completo e os horários previstos poderão ser consultados atempadamente na abundante documentação impressa e electrónica que na altura estará disponível. Um evento desta envergadura traz benefícios à cidade, desde logo os directos, na hotelaria, comércio, serviços, bastando calcular que se cada pessoa, directamente ligada ao evento e que aqui se desloca, gastar um mínimo de 150 euros por dia entre dormida, refeições e compras durante os 4/5 dias da concentração antes da partida, teremos, por alto, um valor não inferior a 2.000.000 de euros, provavelmente muito superior, se considerarmos os custos com os serviços diversos necessários à organização e os gastos daqueles que aqui se deslocarão apenas para ver as “máquinas” e a partida. Por outro lado, os benefícios mediáticos serão tremendos: o nome da cidade estará sempre ligado ao rali designado “Lisboa-Dakar” e figurará nas centenas de horas de emissão de televisão para todo o mundo, nas reportagens, artigos e crónicas que serão enviados para todo o mundo, ajudando a consolidar a imagem de Lisboa, como uma cidade aberta, atlântica, desde sempre ponto de partida para grandes aventuras, e de convergência para os viajantes de todo o mundo. Pela primeira vez nos 28 anos de existência da prova, o Rali Dakar ficou com as inscrições fechadas a seis meses da partida. O director daquele que é considerado o rali mais duro do mundo, Etiénne Lavigne, está consciente de que muita gente ficou “insatisfeita e decepcionada”, já que “o Dakar nunca tinha conhecido um tal entusiasmo desde a sua criação, não só em França mas também noutros países estrangeiros, que constituem 70 por cento das inscrições”. Foram muitos os pedidos que continuaram a chegar, mesmo depois de ter sido anunciado que o Dakar já estava “esgotado”. De facto, em Julho, já não havia lugares disponíveis em qualquer uma das categorias automóveis, motos, camiões e assistência. No total, estão inscritos 748 veículos, 508 dos quais em prova (240 motos, 188 automóveis e 80 camiões), numa edição que envolve 1700 concorrentes, 300 organizadores, 250 jornalistas (contando apenas os que estão integrados na caravana), 90 pilotos de aviação e pessoal de manutenção que vão garantir a operacionalidade de 19 aviões e dez helicópteros. Com 40 nações representadas, o rali confirma o seu carácter internacional. Os franceses serão o maior lote, com 33% dos inscritos, diante dos espanhóis, belgas, holandeses e italianos. Observa-se o reforço de outra tendência: o Dakar abre-se um pouco mais cada ano às mulheres. Serão 23 na partida de Lisboa: 8 em moto e 15 para as categorias Carro e Camião. Noutra vertente, muitos serão os que tentam a aventura pela primeira vez. Com efeito, estarão presentes 38% de caloiros em moto e 8% em automóvel. Visibilidade de Lisboa assegurada A palavra “LISBOA” estará presente em toda a comunicação da prova, que vai ser acompanhada por milhões de pessoas em todo o mundo. Para ter uma ideia mais aproximada do que a partida do Dakar vai representar para Lisboa e para o País, os números de 2005 ajudam a perceber que se trata de um evento catalisador de atenções, com uma forte mediatização. Na última edição, a prova foi acompanhada por mais de 780 representantes de meios de comunicação social dos cinco continentes, com 25 nacionalidades representadas. Apenas para a cobertura da “Grande Partida”, a organização acreditou mais de 440 pessoas ligadas aos media. Só em França, país de origem da prova, foram escritos mais de 2400 trabalhos jornalísticos sobre o Dakar, no período entre 20 de Dezembro de 2004 e 1 de Fevereiro de 2005, o que representa uma difusão acumulada de 186 milhões de exemplares. No que diz respeito às transmissões televisivas, em 2005, 84 canais difundiram programas dedicados ao rali, em 187 países, num total acumulado de 563 horas de emissão (mais 30% do que em 2004). Para além o site oficial do Dakar regista um grande número de visitas (2,7 milhões em 2005), especialmente durante os dias da prova. edentes Lisboa é escolha natural Portugal torna-se, este ano, no terceiro país a receber a partida do principal rali de todo-o-terreno, depois da França e de Espanha, de onde já saíram quatro edições e no 24.º país a ser atravessado pela prova. A escolha de Portugal passou pelo facto de, pela sua localização geográfica e antecedentes históricos, se encontrar numa posição privilegiada para ser um traço de união entre a Europa e África. Por outro lado, o entusiasmo pelo fenómeno desportivo, como ficou provado com o Euro 2004, é outra garantia de que o Dakar vai ser recebido de forma entusiástica, nomeadamente durante as verificações, três dias antes da partida. A concentração das centenas de veículos vai ser feita a partir de 28 de Dezembro, no espaço entre o Centro Cultural de Belém e as instalações da Universidade Moderna, o que promete um período de verificações animado, com os muitos entusiastas que certamente não vão querer perder a oportunidade de assistir ao vivo ao trabalho das equipas. A partida está marcada para 31 de Dezembro, na Praça do Império, frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e a chegada ao Lac Rose, em Dakar, no Senegal, vai acontecer dia 15 de Janeiro de 2006. A lista de participantes portugueses é extensa. Dela fazem parte, em automóveis, Carlos Sousa, Paulo Marques, Ricardo Leal dos Santos, Francisco Inocêncio, Nuno Inocêncio, Hélder Oliveira, Pedro Grancha, Pedro Gameiro, Rui Sousa, Miguel Barbosa, Luís Costa, Madalena Antas e Céu Pires de Lima. Nas motos, Ruben Faria, Paulo Gonçalves e Rodrigo Amaral. Elisabete Jacinto volta entrar na prova ao volante de um camião. Percurso final (etapas) DATA PARTIDA CHEGADA LIGAÇÃO ESPECIAL LIGAÇÃO TOTAL 31/01/05 LISBOA PORTIMAO 186 km 83 km 101 km 370 km 01/01/06 PORTIMAO MALAGA 65 km 115 km 387 km 567 km 02/01/06 NADOR ER RACHIDIA 237 km 314 km 121 km 672 km 03/01/06 ER RACHIDIA OUARZAZATE 56 km 386 km 197 km 639 km 04/01/06 OUARZAZATE TAN TAN 187 km 350 km 282 km 819 km 05/01/06 TAN TAN ZOUERAT 336 km 444 km 12 km 792 km 06/01/06 ZOUERAT ATAR 10 km 499 km 12 km 521 km 07/01/06 ATAR NOUAKCHOTT 34 km 508 km 26 km 568 km Jornada de repouso em NOUAKCHOTT 08/01/06 09/01/06 NOUAKCHOTT KIFFA 30 km 599 km 245 km 874 km 10/01/06 KIFFA KAYES 1 km km 49 km 333 km 11/01/06 KAYES BAMAKO 50 km 231 km 424 km 705 km 12/01/06 BAMAKO LABE 197 km 368 km 307 km 872 km 13/01/06 LABE TAMBACOUNDA 7 km 348 km 212 km 567 km 14/01/06 TAMBACOUNDA DAKAR 107 km 254 km 273 km 634 km 15/01/06 DAKAR DAKAR 38 km 31 km 41 km 110 km TOTAL 1 541 km 4 813 km 2 689 km 9 043 km 5 EDITORIAL AL Por falar em competitividade 6 Numa altura em que o Governo acaba de anunciar os planos para o novo aeroporto internacional, com localização na Ota, convém relembrar o que temos vindo a defender sobre a necessidade de o Turismo, na Região de Lisboa, se manter competitivo. É preciso clarificar, definitivamente, o que se pretende com a criação de novas infra-estruturas de transportes, nomeadamente com um novo aeroporto. Não basta substituir a Portela pela Ota. É preciso analisar cuidadosamente o que acontece quando se afasta de Lisboa a infra-estrutura aeroportuária mais importante do País. O facto de o Aeroporto da Portela estar, para todos os efeitos, dentro de Lisboa, tem sido ao longo dos últimos anos uma vantagem competitiva quase imbatível sobre outros destinos concorrentes. É um facto que em nenhuma outra cidade europeia se pode chegar tão rapidamente ao centro depois de sair do avião. É assim que Lisboa tem conseguido ultrapassar a sua localização periférica, apesar de o custo dos transportes aéreos ser, por essa mesma razão, mais caro do que acontece com a nossa concorrência directa. De resto, isso mesmo é comprovado pelo estudo do Observatório Turismo de Lisboa, que publicamos nesta edição, segundo o qual Lisboa perde competitividade, no conjunto de sete cidades da Europa, pelo facto de as tarifas aéreas serem bastante penalizadoras, em particular quando falamos de companhias aéreas clássicas. A situação só melhora com a entrada em cena dos voos low-cost. No entanto, e mesmo depois de ter sido admitida oficialmente a possibilidade de criar um aeroporto dedicado para estas companhias, algumas das localizações entretanto apontadas não servem, de todo, a Região de Lisboa. Se actualmente já é assim, imagine-se com um aeroporto que fica a quase 50 quilómetros da capital, com as consequências que se adivinham, principalmente nos city e short-breaks, bem como no Turismo de congressos e de eventos. Num tempo em que a procura da competitividade está na ordem do dia, sinais como os que são dados pela Ota não podiam ir mais em sentido contrário. Tudo isto leva-nos a uma conclusão muito simples. O Turismo de Lisboa só pode continuar a ser competitivo se o transporte aéreo e, por maioria de razão, as infra-estruturas que o permitem também o forem. Não querer entender isto é condenar o sector turístico à condição de actividade subalterna, totalmente contrária à importância que efectivamente tem para a economia nacional. Carlos Ornelas Monteiro Presidente Adjunto do Turismo de Lisboa “ O facto de o Aeroporto da Portela estar, para todos os efeitos, dentro de Lisboa, tem sido ao longo dos últimos anos uma vantagem competitiva quase imbatível sobre outros destinos concorrentes. “ HOTEL TORRE D A CONSISTE Uma Parceria de Sucesso 7 O s Hotéis Alexandre Almeida comunicam a selecção da empresa Consiste para a remodelação interior do Hotel da Torre, situado na zona histórica de Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Alexandre de Almeida Director Geral E m resultado da experiência adquirida nos últimos 20 anos, a Consiste encara a remodelação do Hotel da Torre como uma excelente oportunidade para demonstrar como a área da hotelaria se enquadra perfeitamente na sua actividade central de negócio, constituída pelas novas tecnologias e remodelação de edifícios. Fernando Costa Freire Chief Executive Officer Consiste: Beloura Office Park, Edifício 10, Quinta da Beloura, 2710-693 Sintra – Tel. 21 910 02 00 – Fax 21 910 02 99 Reabertura Prevista em Abril de 2006 • NOTICIÁRIO NACIONAL Agências e hoteleiros contra Ota t “Ota mata Turismo de Lisboa” A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) e a Associação dos Hoteleiros de Portugal (AHP), numa posição conjunta, garantem que “o aeroporto da Ota vai comprometer o mercado de short breaks e de congressos na cidade de Lisboa”. Estes dois segmentos representam cerca de 77% das receitas da hotelaria na região da capital, pelo que se prevê um impacto negativo da deslocalização da maior infraestrutura aeroportuária para fora de Região de Lisboa. Segundo a APAVT e a AHP, a opção pela Ota vai traduzir-se “num aumento de custos e de tempo, agravando o carácter periférico de Lisboa”. Por isso, estas duas associações defendem que é preciso repensar esta decisão que “não é irreversível”. 8 Para o presidente da APAVT, Vítor Filipe, “a solução passa pela ampliação da Portela e pela instalação de um aeroporto secundário na base do Montijo”. Vítor Filipe acrescenta que a Ota “além de matar o Turismo em Lisboa, mata também o aeroporto do Porto”, numa reacção defendida também pelo presidente da AHP, Alves de Sousa. Por outro lado, a hipótese de enviar os voos das companhias low-cost para a base de Beja, admitida pelo Ministério das Obras Públicas, motiva uma reacção igualmente negativa por parte das duas entidades pois, “Beja não resolve os problemas de Lisboa nem do Algarve. Resolve mal os do Alentejo litoral, servindo apenas para o Alentejo interior e para o Alqueva. Não podemos aceitar que seja esta a segunda infraestrutura”. Estas associações lamentam ainda que o sector não tenha sido ouvido pelo executivo sobre esta matéria. Mário Lino em entrevista ao Diário Económico Não se justifica fazer um aeroporto especial em Lisboa para as low-cost Que infra-estrutura é que vai ser o suporte das low-cost? As companhias low-cost ou outros param nos aeroportos que quiserem. É natural que as low-cost, que são companhias que prestam serviços com menos qualidade ou menos pessoal de cabine e que se destinam a praticar preços mais baixos possíveis no voo, nos serviços que prestam a bordo e outros, também no que diz respeito às taxas vão para aeroportos que pratiquem taxas mais baixas. E esses normalmente estão situados longe dos centros urbanos, com menos qualidade ou maior distância. Por estes factores qual é a estratégia? Não estamos a pensar interferir nessa matéria. Os voos de low-cost uns vêm para Lisboa, outros para Faro, outros para o Porto e depois, com o aeroporto de Beja, se quiserem vão para lá. É uma opção deles. O sector turismo continua a dizer ser importante ter infra-estrutura deste tipo… Vendo a questão do outro lado, se viermos a ter, no processo de desenvolvimento do novo aeroporto da Ota, um desfasamento temporal entre o seu início da Ota e o esgotamento de capacidade da Portela, logo veremos. Ou seja, se o crescimento do tráfego for mais acelerado do que está previsto, vamos ter o aeroporto da Portela esgotado antes do outro estar pronto. Nesse contexto, podemos incentivar e não obrigar, que uma fatia dos voos para a Portela vão para outro lado. Como? Promovendo uma oferta de aeroporto susceptível de atrair interessados, e é aqui entram as ‘low-cost. Mas sempre numa base provisória enquanto o da Ota não estiver pronto, porque não nos parece fazer sentido fazer um investimento significativo para ter um segundo aeroporto em Lisboa para as low-cost. Se houver necessidade, podemos destacar uma infra-estrutura aeroportuária existente na zona de Lisboa em termos de oferta. Mas nada obriga as low-cost a ir para lá. Não há portanto uma lógica específica para este segmento… Não, as companhias é que têm de escolher. Posso é promover. Mas não se justifica fazer um aeroporto especial em Lisboa para as low-cost. Quais as alternativas? Há várias que estão a ser estudadas. Há umas falsas alternativas como Alverca, uma vez que o enfiamento da pista na Portela é o mesmo e portanto ou pára num ou noutro. Mas já Montijo não é assim. Mas é preciso não esquecer que esses aeroportos já têm outras utilizações, até com compromissos internacionais. Mas a filosofia não é construir um aeroporto para as low-cost, até porque são conceitos muito dinâmicos e os grandes aeroportos e companhias também sabem reagir a estas mudanças do mercado. Excerto da entrevista de Mário Lino, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, publicada no jornal Diário Económico em 22 de Novembro de 2005 SET esteve presente Novas rotas easyJet apresentadas em Lisboa A companhia aérea low-cost easyJet e o Turismo de Lisboa apresentaram oficialmente, dia 25 de Outubro, duas novas rotas para Lisboa, a partir da Suíça, a primeira de Genebra, já em funcionamento, e logo a seguir de Basileia, a partir de Março de 2006. A directora de marketing da easyJet, Cristina Bernabé, adiantou que o objectivo da companhia consiste em lançar doze novas rotas para Lisboa, durante os próximos cinco anos, período em que vigora o acordo de parceria estabelecido com o Turismo de Lisboa. Só nestas duas novas rotas, a companhia líder europeia do sector low-fare quer trazer, anualmente, 173 mil turistas para a capital portuguesa. Para o Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, que fez questão de estar presente, a estimativa de 492 milhões de euros de acréscimo anual nas receitas turísticas, originado por estas 12 novas rotas, indicia que “esta é uma realidade e uma tendência que Portugal e a Região de Lisboa, em particular, têm de seguir de perto”. Bernardo Trindade acrescentou que “o Governo reconhece que é preciso dar a devida atenção a estas novas dinâmicas do Turismo, cujas respostas, estamos certos, constituirão um importante contributo para o crescimento desta actividade em Portugal”, reforçando a ideia de que “a importância das companhias aéreas low-cost no crescimento e, acima de tudo, na criação de novos destinos turísticos tem merecido especial empenho pelo actual Governo”. Em representação do Turismo de Lisboa, o Presidente Adjunto, Carlos Ornelas Monteiro, sublinhou a importância do acordo celebrado com a easyJet, que prevê o investimento em publicidade de 558 mil euros em 5 anos (pouco mais de 2,50 euros por cada turista novo e menos de 90 cêntimos por cada nova dormida na hotelaria da Região de Lisboa) que, “apesar de significativo é muito pouco se comparado com o retorno em novas receitas de Turismo, estimado em 82 milhões de euros por ano só com estas duas novas rotas”. O director do Aeroporto de Lisboa, Francisco Severino, também presente nesta conferência de Imprensa, assegurou que a Portela “tem capacidade para receber estas novas ligações da easyJet” e lembrou que está em curso, até 2009, um plano de expansão deste aeroporto que vai permitir atingir os 40 movimentos por hora, em vez dos 34 actuais. Poucos dias antes da entrada em funcionamento da rota Genebra-Lisboa, a easyJet já tinha vendido mais de 16 mil lugares, sendo que 75% das reservas tiveram origem na Suíça, o que demonstra o interesse gerado por esta nova ligação, esperando-se um resultado idêntico na rota Basileia-Lisboa. Ligação Lisboa-Varsóvia aumenta turistas da Polónia O número de turistas polacos que visitaram Lisboa subiu 64 por cento relativamente ao ano passado, depois de ter sido inaugurada a ligação directa entre Lisboa e Varsóvia, assegurada pela companhia low-cost Centralwings. Estes dados, segundo os quais a Região de Lisboa registou 16.790 dormidas de turistas vindos daquela cidade, foram adiantados à agência Lusa pela delegação do ICEP na capital polaca. A região foi, em 2004, o destino mais visitado pelos turistas da Polónia, representando 45 por cento do total de dormidas realizadas pelos visitantes polacos em Portugal (35.585). Rui Almas, o delegado do ICEP em Varsóvia, destacou o papel das acções promocionais do destino Lisboa que têm sido conduzidas naquele país, pelo Turismo de Lisboa e pela Centralwings, com o apoio do ICEP e do Instituto de Turismo de Portugal. 9 • NOTICIÁRIO NACIONAL Pousadas de Portugal crescem 50% O grupo Pestana Pousadas, que gere a rede das Pousadas de Portugal, vai fechar este ano com resultados operacionais que ultrapassam em 50% os de 2004. Só nos primeiros nove meses do ano em curso, a facturação das Pousadas representou um total de 3,7 milhões de euros, em grande medida devido ao facto de se ter conseguido triplicar a rentabilidade por quarto, em apenas três anos. Pelo que adianta a revista Prémio, até 2010, o grupo Pestana Pousadas pretende disponibilizar 563 novos quartos. AHP e APAVT criam Centro de Arbitragem 10 Portugal e Brasil cooperam no sector do Turismo Portugal e Brasil consolidaram, no final do mês passado, as relações na área do Turismo com a assinatura de um acordo de cooperação, no âmbito da visita oficial do Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, ao Brasil, de 28 a 31 de Outubro. Este acordo, que revela a importância do sector do turismo para o reforço das relações económicas e políticas entre os dois países, foi assinado pelo Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, e pelo Ministro do Turismo do Brasil, Walfrido Mares Guia, no âmbito do III Congresso Empresarial Brasil-Portugal, que decorreu em Salvador da Baía, promovido pelo Conselho Nacional das Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil. O acordo prevê a cooperação entre o turismo português e brasileiro com vista a um incremento dos fluxos turísticos entre os dois países e a uma agilização dos investimentos de capitais, portugueses, brasileiros ou conjuntos, no domínio do turismo. Esta cooperação envolve empresas, organizações e instituições, e concretiza-se nas áreas de intercâmbio de informação sobre a actividade turística (estatística, legislação), intercâmbio de experiências e boas práticas; cooperação na promoção (com a criação de redes de promoção e a organização de iniciativas promocionais conjuntas em mercados externos). SET testemunha internacionalização das Pousadas de Portugal Nesta deslocação, Bernardo Trindade presidiu à inauguração da Pousada do Convento do Carmo, localizada em Salvador da Baía, e que é a primeira unidade internacional da rede Pousadas de Portugal. Representando um investimento de seis milhões de euros, a abertura deste empreendimento turístico resulta da aposta da marca Pousadas de Portugal na internacionalização e, em particular, no mercado brasileiro. A importância do investimento foi sublinhada pela presença, nesta cerimónia, de membros do governo Brasileiro: o ministro do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior, Luís Fernando Furlan, o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, o ministro da Cultura, Gilberto Gil e o governador do Estado da Baía, Paulo Souto. A nova unidade do grupo Pestana Pousadas está situada no centro monumental de Salvador, num antigo convento carmelita reabilitado, o que a torna no primeiro hotel histórico do Brasil. A Associação dos Hotéis de Portugal (AHP) e a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) vão criar um Centro de Arbitragem, resultado do protocolo que celebraram no passado dia 2 de Novembro. Este centro vai ser um elemento facilitador da resolução de eventuais diferendos entre as empresas que integram estas duas associações do sector do Turismo. O protocolo de cooperação agora assinado prevê, acima de tudo, o reforço da parceria e da cooperação entre a AHP e a APAVT, tendo em conta a relevância de ambas em termos nacionais. INFTUR galardoado em concurso europeu Carolina Sena, representante do Instituto de Formação Turística (INFTUR), recebeu a medalha de bronze no Concurso de Recepção, realizado no âmbito do Encontro Anual da Associação Europeia de Escolas de Hotelaria e Turismo, que este ano decorreu entre os dias 22 e 27 de Outubro, em Antalya, na Turquia. Esta aluna, que frequenta o segundo ano do Curso de Alojamento Hoteleiro da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, integrou um grupo de 42 alunos de várias nacionalidades, num evento que juntou 650 participantes em representação de 130 escolas de hotelaria de 30 países. Programa vasto vai até 2006 Câmara de Lisboa evoca Terramoto Na evocação dos 250 anos do Terramoto de Lisboa, a autarquia lisboeta convocou um conjunto de iniciativas, realizadas por várias entidades, assumindo o protagonismo desta efeméride. 11 Iniciativas diversificadas O projecto-âncora do programa das comemorações é a animação virtual da maqueta da Lisboa pré-Terramoto, entretanto sujeita a conservação e restauro. Esta peça, que pode ser vista em exposição permanente no Museu da Cidade, ao Campo Grande, serviu de ponto de partida para a valorização de informação relevante sobre uma Lisboa que já não existe. Com recurso a novas tecnologias de informação, foi possível tirar partido dos dados fornecidos pela maqueta para, por exemplo estabelecer um confronto entre a cidade antes do Terramoto e a cidade actual. Assim, ao seleccionar um local, ou monumento, é-se transportado para o local no modelo virtual do passado. Esta animação vai permitir, ainda, visualizar cenas históricas e momentos do quotidiano do séc. XVIII, em três dimensões. Entre as dezenas de iniciativas que vão assinalar os 250 anos do Terramoto podemos encontrar também a exposição “O Terramoto de 1755 na Hemeroteca de Lisboa: Fontes & Bibliografia”, em exibição até 15 de Dezembro, para além de visitas guiadas e itinerários culturais, em que se vai ficar a conhecer, por exemplo, a origem da famosa expressão “Rés-vés Campo de Ourique”. São também várias as conferências e palestras sobre o Terramoto de Lisboa e outras de cariz didáctico sobre o que fazer se ocorrer um sismo. Durante o próximo ano vai ainda ser publicado um álbum de banda desenhada sobre o Terramoto de 1755, com autoria de Felipe Abranches, entre muitas outras iniciativas que vão analisar este fenómeno que mudou para sempre a face da capital portuguesa, sob os mais variados ângulos, que vão do social ao artístico, passando pelo técnico e arquitectónico, entre muitos outros Museu Militar evoca Terramoto de Lisboa Numa exposição que pretende lembrar o papel do Exército na reconstrução de Lisboa após o Terramoto de Lisboa, o Museu Militar promove, até dia 4 de Dezembro a exposição “Os Engenheiros Militares e o Terramoto e 1755 – Trabalhos e Consequências”. De 24 a 28 de Novembro Arte Lisboa quer distinguir-se pela qualidade Vai já na quinta edição a Arte Lisboa, que agora iniciou uma nova etapa, com propostas de maior alcance e o objectivo de elevar os critérios de qualidade alcançados por este certame de arte contemporânea. Entre 24 e 28 de Novembro, 60 galerias ocuparam os 10 mil m2 do Pavilhão 4 da FIL, no Parque das Nações, em Lisboa. Das galerias representadas, 42 são portuguesas, a que se juntaram 13 galerias espanholas, duas alemãs, outras duas brasileiras e uma galeria russa. Esta mostra, destinada a profissionais e ao público em geral, contou com obras de pintura, escultura, desenho, instalações, fotografia e vídeo. Pela primeira vez, a Arte Lisboa teve o Alto Patrocínio do Presidente da República, que presidiu à Comissão de Honra. A Associação Turismo de Lisboa integrou a Comissão Consultiva deste certame. • NOTICIÁRIO NACIONAL Mais 12,7% em 2006 Turismo de Portugal reforça promoção para travar perda de competitividade Em 2006, as verbas destinadas à promoção turística vão registar um aumento de 12,7% relativamente a este ano, com um valor global de 30.598.500 euros. 12 A intenção é travar a quebra de competitividade que se regista no sector desde 2001, comparativamente à Europa e aos principais concorrentes, essencialmente pela desvalorização do segmento “Sol e Mar”, o produto turístico tradicional português. No caso do orçamento do Instituto de Turismo de Portugal, (ITP), a evolução é de 21,56%, enquanto que no Programa de Intervenções para a Qualificação do Turismo (PIQTUR) se regista um aumento zero. Do montante global para promoção, 40%, aproximadamente 11.440.000€, são destinados ao programa “Marca Portugal”. Os restantes 60 por cento vão ser distribuídos pelas Agências Regionais, com o Algarve a receber a maior fatia (6.177.276€), seguido de Lisboa (4.804.584€) e da Madeira (2.402.274€). Marca Lisboa reforçada Captação de eventos prioritária A juntar à promoção turística, o investimento a realizar em 2006 contempla um montante adicional especificamente destinado à captação e promoção de eventos com capacidade de projectar o País internacionalmente. No Planeamento da Promoção Turística para 2006, do ITP, fica ainda a saber-se que o principal objectivo é manter o crescimento da geração de riqueza, aumentando o contributo do turismo para o Produto Interno Bruto e para o crescimento do saldo da Balança Turística. O caminho passa não só por captar mais turistas, internos e externos, mas também por reforçar a valorização dos fluxos captados. Por isso, nas áreas de intervenção prioritárias para 2006, vai ser privilegiado o desenvolvimento de novos produtos, o acesso a novos mercados, o reforço da imagem e da notoriedade do destino Portugal, fazendo esforços no sentido de captar eventos de forte impacto mediático. Mercados diferentes, promoção distinta Quanto às acções a desenvolver nos mercados emissores, vão ser diferenciadas, tendo em conta as perspectivas de desenvolvimento económico de cada um, para maximizar as receitas turísticas. A título de exemplo, se na Holanda e Noruega se vai optar por produtos nos quais Portugal apresenta vantagens competitivas relativamente a outros destinos, nos casos do Japão, Áustria e Rússia, a estratégia passa por desenvolver a notoriedade e imagem da oferta portuguesa, nomeadamente através de parcerias estratégicas e do aproveitamento de novas oportunidades de operação. A par deste conjunto de iniciativas, o ITP vai também dar prioridade à aposta nas novas tecnologias como um meio para divulgar e melhorar o acesso dos turistas ao que Portugal tem para oferecer. Partindo da avaliação do desempenho turístico das sete regiões do País, que ficou globalmente aquém das metas traçadas, o documento aponta para o reforço da imagem de marca de Lisboa e, também, do Porto e Norte. Já nos casos do Algarve e da Madeira, aponta-se para um reposicionamento da marca, enquanto que nas Beiras e no Alentejo a imagem de marca ainda tem de ser desenvolvida. Da lista de acções prioritárias para o próximo ano fazem também parte a captação de operações aéreas low-cost para as regiões de Lisboa e do Porto, bem como a continuação desta estratégia no Algarve, o destino nacional com maior número de passageiros transportados por estas companhias. Assim, em 2006, Portugal vai concentrar os esforços da promoção turística em produtos e mercados prioritários, que permitam um retorno a curto prazo, flexibilizando a acção promocional para conseguir aproveitar as oportunidades que possam surgir e ajustando a promoção aos vários públicos-alvo. De resto, esta opção pela concentração em mercados mais relevantes é assumida como estratégica pelo ITP. Rock in Rio Lisboa vai ter novos espaços A edição de 2006, do Rock in Rio Lisboa, vai voltar a realizar-se no Parque da Bela Vista, na zona oriental da cidade, mas com novas estruturas e com um desenho diferente. Desta vez foi dado um especial relevo aos espaços de entretenimento para toda a família. Os vários palcos vão ser reposicionados para aumentar o conforto dos milhares de participantes e permitir uma circulação mais cómoda. Foi criado um novo espaço, o palco Futuro, para divulgar novos talentos portugueses e internacionais. Com um visual que pretende ilustrar uma garagem, vai receber 15 novas bandas. As crianças também vão ter um espaço próprio, o “Kids”, onde as esperam várias actividades, animadores, educadores, teatro de fantoches, pinturas faciais e contadores de histórias. Este espaço foi também pensado para que os pais possam assistir descansados aos concertos enquanto os filhos se divertem. Entretanto, já se sabe que a artista brasileira Ivete Sangalo vai abrir o evento no Palco Mundo, pelo qual vão passar mais 19 das melhores bandas nacionais e internacionais. Outros regressos são o da Tenda Electrónica, do Espaço Radical, que desta vez até tem neve (100 m3 por dia) e a Tenda VIP. Está também de volta a campanha “EU VOU”, que apela à participação, na primeira pessoa e faz alusão visual às novidades desta edição, marcada para 26 e 27 de Maio e 2,3 e 4 de Junho. 13 • NOTICIÁRIO NACIONAL “Valência Summit” Cascais vence prémio internacional Cascais conquistou, no passado dia 18 de Outubro, o prémio “Valencia Summit International Awards”, um galardão que destaca iniciativas internacionais na área da gestão de grandes eventos desportivos. Duarte Nobre Guedes recebe prémio das mãos de Iñaki Urgandarin 14 Cascais foi distinguido não só graças à captação de grandes eventos desportivos, mas também pela forma como foram organizados e promovidos de forma estratégica, com projecção mundial, associada ao desenvolvimento e requalificação de Cascais. Este ano, a JTCE investiu, neste segmento, cerca de 8,7 milhões de euros, sendo que as receitas para a hotelaria desta região devem rondar os 9,4 milhões de euros, em 2005, não contando com as despesas adicionais feitas pelos participantes nestes eventos, estimadas em 7 milhões de euros. Ao acolher competições como o Estoril Open de Ténis, Open de Portugal de Golfe, Concurso Internacional de Saltos, Campeonato do Mundo de Bridge, o Laureus World Sport, o Campeonato do Mundo de Windsurf, o Grande Prémio de Portugal de Motociclismo ou o Campeonato de Vela, que terá lugar em 2007, o Estoril posiciona-se como destino de referência no calendário desportivo, continuando a assegurar um elevado fluxo turístico e projecção internacional. O galardão foi entregue ao presidente da JTCE, Duarte Nobre Guedes, por Iñaki Urgandarin, duque de Palma e marido da princesa Cristina de Espanha, no Hemisféric da Cidade das Artes e das Ciências de Valência, onde decorreu a gala de entrega prémios. A par de Cascais, foram ainda premiadas outras sete entidades que, em 2004, se afirmaram no âmbito desportivo: a cidade de Auckland, na Nova Zelândia; a UBS; Tony Meenaghan, da Universidade de Dublin, um dos maiores peritos mundiais em estudos de patrocínio; a revista Sport Business; Klaus Heinemann, catedrático de sociologia do desporto; a Fundação Seawater e a Homeless World Cup. Este encontro internacional assumese como um espaço de debate e reflexão sobre a organização de eventos desportivos enquanto impulsionadores do desenvolvimento das cidades que os acolhem e o impacto que nelas geram. Para melhor reflectir essa realidade, a organização instituiu estes galardões que, para além de premiarem boas práticas empresariais e promocionais, pretendem desempenhar um papel activo na construção de uma sociedade mais responsável e solidária. Subordinada ao tema “Novas Tendências na Gestão de Grandes Eventos Desportivos”, a segunda edição da “Valência Summit”, reuniu em Espanha, até dia 21 de Outubro, um painel que integrou mais de 200 peritos internacionais da área académica e de investigação, empresários, gestores públicos e patrocinadores, organizações desportivas, consultores de topo e representantes do meios de comunicação. O Estoril posiciona-se como destino de referência no calendário desportivo, continuando a assegurar um elevado fluxo turístico e projecção internacional. Empresas de animação turística IGAE alerta para falta de licenciamento No final do passado mês de Outubro, a Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE), lançou uma chamada de atenção para o facto de se ter vindo a constatar o exercício da actividade de animação turística “por entidades que não se encontram licenciadas para o efeito”. Nesta advertência, a IGAE esclarece que estas empresas estão abrangidas por legislação específica, com o objectivo de defender “os interesses dos turistas que utilizam serviços prestados” por este sub-sector da actividade turística. Assim, ao abrigo do Decreto-Lei 204/2000 de 1 de Setembro, posteriormente alterado pelo Decreto-Lei 108/2002, de 16 de Abril, há regras que têm de ser observadas por estes operadores, como são os casos de marinas, autódromos, balneários termais, campos de golfe, embarcações, aeronaves centros equestres, passeios pedestres, entre outros equipamentos que sirvam de suporte a actividades de natureza cultural, desportiva, temática e de lazer. Licença é obrigatória Qualquer uma destas empresas de animação turística precisa de uma licença e de alvará, a conceder pela Direcção-Geral do Turismo, e só nesse caso podem usar tal denominação, sob pena de utilização abusiva e enganosa. A IGAE lembra ainda a obrigatoriedade de um seguro que cubra de forma adequada os riscos decorrentes da actividade exercida, e da existência de um livro de reclamações no qual possam ser registadas quaisquer anomalias nos serviços prestados. A violação destas e de outras normas estabelecidas, que podem ser consultadas em www.igae.pt, é punida com coimas que vão dos 249,40 euros aos 3.740,98 euros no caso de pessoa singular, e dos 498,80 euros aos 14.963,94 euros caso se trate de pessoa colectiva. APAVT com reunião em Maputo Falta de coordenação no Turismo Congresso debateu cooperação e desenvolvimento CPLP preocupada A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT) realizou, de 26 de Novembro a 1 de Dezembro, o XXXI Congresso Nacional, desta vez em Maputo. O ponto de partida para a discussão foi “Turismo: Cooperação e Desenvolvimento” e a escolha de Moçambique para a realização do congresso, neste contexto, não aconteceu por acaso. Para o presidente da APAVT, Vítor Filipe, esta associação promoveu “a redescoberta de Moçambique”, como destino com grande significado para muitos portugueses e que “faz parte do imaginário dos que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer este País”. Durante este congresso, foi dado especial relevo ao papel que o Turismo pode desempenhar no desenvolvimento das economias e na promoção do bem-estar social, tão necessários à grande maioria dos países africanos, como é o caso de Moçambique. Vítor Filipe lembrou ainda que “o Turismo aproxima os povos e as culturas e, por isso, é um factor determinante para a promoção da Paz”, tão importante para os povos deste país que viveu, até há poucos anos, a experiência da guerra. Os temas em debate passaram pelo Turismo como factor de desenvolvimento económico e social e como desígnio nacional, e pela defesa do consumidor, entre outros. Os ministros do Turismo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), reunidos no terceiro encontro organizado para o efeito, desta vez em Luanda, entre 11 e 13 de Outubro, manifestaram “preocupação pelo reduzido incumprimento das acções planeadas na II Conferência, realizada durante o ano passado, em Lisboa”. Esta falha foi atribuída, em grande parte, à “falta de coordenação do secretariado executivo da CPLP”, o que constituiu um “entrave à adequada operacionalização do plano de acção”. Desta forma, foram mantidos os objectivos traçados em 2004, dos quais fazem parte o incremento da cooperação empresarial entre os agentes do sector (agências de viagens, operadores turísticos e hoteleiros, companhias aéreas e associações empresariais), bem como a troca de experiências entre os oito países lusófonos da CPLP, nomeadamente no que diz respeito aos aspectos fiscais e financeiros, e de planeamento e gestão de recursos. Nesta III Conferência, na qual apenas não esteve o representante de Timor-Leste, foi também decidida a criação de uma imagem turística e cultural da CPLP, através de programas bilaterais e multilaterais. Os ministros do Turismo da comunidade de países lusófonos congratularam-se ainda com o apuramento das selecções de Angola, Brasil e Portugal para a fase final do Campeonato do Mundo de Futebol – 2006, na Alemanha, sublinhando o facto de “pela primeira vez, três selecções do universo lusófono estarem presentes, em simultâneo, neste evento, o que constitui uma oportunidade para a promoção da imagem turística da comunidade”. 15 Custo d do tr transporte aér Low-cost ajustam custos Por outro lado, concluiu-se que a existência de voos low-cost induz um ajustamento dos preços oferecidos pelas chamadas companhias clássicas, no sentido da redução. Embora esta descida tenha vindo a ser gradual, ela é notória, de acordo com as características de cada mercado, sendo particularmente expressiva no caso do Reino Unido. No mercado britânico e futuramente no alemão, a tendência passa por uma aproximação cada vez maior dos preços, à medida que cresce o número de destinos oferecidos pelas low-cost e que vão entrar em concorrência directa com os já operados pelas companhias clássicas. Quanto aos preços do alojamento mais baixo, eles podem servir de factor concorrencial, ainda que não de forma sustentável a longo prazo, já que o mercado se encarrega de nivelar os custos na hotelaria, tal como já acontece com o transporte aéreo. Desta forma, a promoção turística dos destinos ganha ainda mais importância, nomeadamente no que diz respeito à imagem e à presença junto do potencial turista. 16 Um estudo realizado pelo Observatório do Turismo de Lisboa concluiu que Lisboa fica a perder para a concorrência mais directa nos short e city breaks, em grande parte pelo peso do transporte no custo final da viagem. As companhias low-cost vieram melhorar a situação, mas há destinos em que a capital portuguesa é ultrapassada nomeadamente nos casos em que as ligações de baixo custo têm uma presença forte. O Observatório do Turismo de Lisboa fez a comparação e apurou que a competitividade de Lisboa relativamente a outras seis cidades europeias está a ser travada pelos custos do transporte aéreo. Nesta análise, Lisboa foi colocada lado a lado com Madrid, Barcelona, Amesterdão, Viena, Praga e Varsóvia, considerando um alojamento em quarto duplo, com taxas incluídas, para uma estadia de duas pessoas, de 25 a 27 de Novembro de 2005, com transporte de ida e volta, também com taxas incluídas. Uma das primeiras conclusões aponta para o facto de os custos de transporte serem a principal parcela a determinar o custo final da viagem, independentemente do mercado emissor ou da cidade de destino, o que, naturalmente, influencia de forma determinante a escolha do destino para viajar. O fenómeno das low-cost, na maioria dos casos, veio alterar o processo de formação dos preços, reduzindo o peso do transporte aéreo e melhorando a posição competitiva dos destinos com unidades hoteleiras mais acessíveis. Lisboa nos diversos mercados No caso dos turistas provenientes da Alemanha, Lisboa só consegue competir com outras cidades caso o transporte para a capital portuguesa possa ser feito por uma companhia low-cost e por companhias clássicas para as restantes cidades do estudo. Se a origem for o Reino Unido, Lisboa não é competitiva entre as companhias clássicas, mas oferece um preço que se situa na média dos praticados para as restantes cidades se o voo for feito numa low-cost. Já no que diz respeito ao caso da França, Lisboa apresenta alguma competitividade, se considerarmos apenas o transporte em companhia clássica. Nos mercados de Itália e da Holanda, em grande medida pela inexistência de rotas operadas por companhias low-fare, Lisboa é o destino mais caro dos sete analisados. Este estudo analisou também a competitividade de Lisboa quando se tem em conta o custo global da viagem (viagem+alojamento), registando comportamentos distintos consoante o mercado emissor. eo penaliza Lisb Lisboa Na Alemanha, Lisboa pode considerar-se um destino caro para as categorias de alojamento mais baixas, sendo mais competitivo na hotelaria de cinco estrelas. No Reino Unido, a competitividade de Lisboa é mediana na generalidade das categorias, crescendo de forma significativa quando o alojamento é de cinco estrelas e a viagem é feita numa low-cost. Em França, Lisboa é igualmente concorrencial na categoria mais elevada, embora o seja menos nas restantes categorias de alojamento. No mercado italiano, Lisboa é fortemente penalizada pela concorrência, apresentando apenas uma competitividade média no alojamento de cinco estrelas. No entanto, o caso de maior gravidade é o da Holanda, onde Lisboa é o destino mais caro dos sete analisados e o segundo mais caro na categoria de cinco estrelas. Analisando apenas os preços praticados pelas 704 unidades hoteleiras em consideração neste estudo (com categorias que vão das duas às cinco estrelas), Lisboa encontra-se numa posição favorável, no conjunto das sete cidades consideradas, sendo apenas ultrapassada por Varsóvia. Genericamente, quanto mais alta é a categoria dos hotéis, maior é a competitividade de Lisboa. No entanto, os autores do estudo concluem que a vantagem competitiva de Lisboa nos preços do alojamento não constitui, a prazo, um benefício para a economia turística, sendo desejável que haja margem para a subida das tabelas, o que só será possível se os custos de transporte forem diminuindo e os níveis de procura aumentarem, em consequência disso mesmo. É importante prosseguir com acções que levem à redução dos preços do transporte aéreo, ao mesmo tempo em que se actua junto do potencial visitante, promovendo o destino Lisboa. Neste quadro podemos verificar que os custos médios do alojamento em Lisboa apenas são ultrapassados pelos de Varsóvia 17 Acções prioritárias para Lisboa Desta forma, é importante prosseguir com acções que levem à redução dos preços do transporte aéreo, ao mesmo tempo em que se actua junto do potencial visitante, promovendo o destino Lisboa, para aumentar as possibilidades de esta cidade ser visitada face aos destinos concorrentes. Se estes dois objectivos forem alcançados, cresce a margem para que as receitas da actividade turística de Lisboa subam, sem perda ou até mesmo com ganhos de competitividade. À primeira vista, o posicionamento relativamente bom que Lisboa tem no mercado britânico deve-se ao desenvolvimento do transporte aéreo com origem no Reino Unido. Os preços das tarifas são mais reduzidos, quer no caso das low-cost, quer nas companhias clássicas, em reacção às primeiras. Desta forma, e antes de tudo, o estudo sugere que é preciso encontrar formas de, num curto prazo, ser estabelecida uma ligação low-cost entre Lisboa e Paris já que, pelos dados apurados, o actual posicionamento de Lisboa no mercado francês seria extremamente melhorado. Isto porque a capital francesa apresenta condições para uma emissão de turistas semelhante à de Londres. Quanto aos preços praticados pelas companhias low-cost alemãs, poderiam ser mais baixos, pelo que devem ser criadas condições que o tornem possível. Nos mercados italiano e holandês, especialmente no primeiro, a distância geográfica (Lisboa é o destino mais periférico) combinada com a ausência de voos low-cost resulta num claro prejuízo para a capital portuguesa. Como o nível de desenvolvimento do transporte aéreo nestes países não deve evoluir nos próximos anos, é preciso investir mais na promoção turística. No mercado britânico é notória a influência das low-cost na redução geral das tarifas aéreas, ao contrário do que acontece com a Itália e com a Holanda, onde, inclusive, Lisboa é o destino mais caro • INTERNACIONAL LISBOA VISTA DE FORA Uma questão pessoal 18 Em espanhol, no suplemento distribuído com o jornal ABC, “Lisboa, uma questão pessoal” é o título do artigo publicado na edição de Outubro de 2005. Continuando em espanhol, na revista 2010, Sintra é o tema de artigo de três páginas na edição de Setembro de 2005. “Experimenta Design 05” é o título da notícia publicada na revista espanhola Ronda Iberia, onde a bienal é um dos destaques na agenda internacional da revista. Em italiano, Quality Travel, o turismo de negócios na região de Lisboa é o tema de um artigo que ocupa quatro páginas da revista, na edição de Setembro de 2005. Na edição de 9 de Setembro do jornal inglês Times Educational Supplement, Lisboa é tema do artigo intitulado “Lisbon? Hop on the number 28”. Ainda em inglês, The Sunday Times Travel Magazine, o novo Hotel Bairro Alto, Hotel As Janelas Verdes e Hotel Metrópole são destaque na publicação de Outubro. Terminando em alemão, Revista Young Woman´s Magazine, Lisboa é sugestão de visita. ABC – Despegue Vertical Lisboa, uma questão pessoal em destaque no suplemento espanhol Quality Travel Turismo de Negócios na região de Lisboa em destaque na publicação italiana Ronda Iberia Experimenta Design 2005 em destaque na revista espanhola Times Educational Supplement Lisboa em inglês New York Times recomenda vida nocturna lisboeta Revista 2010 Sintra em destaque na revista espanhola Young Woman´s Magazine Lisboa é sugestão de visita na publicação alemã The Sunday Times Travel Magazine Hotéis Bairro Alto, Janelas Verdes e Metrópole na revista inglesa Num texto publicado a 30 de Outubro passado, no prestigiado New York Times, o jornalista Andrew Ferren elogia a animação nocturna de Lisboa e escolhe o Bairro Alto como ponto de partida. Com edifícios “grandes mas delapidados”, as ruas deste bairro ganham uma nova vida quando o sol se põe, numa imagem completamente oposta à que se pode ver durante o dia. O repórter do Times nova-iorquino alerta, por isso, os visitantes para que “não se deixem enganar”, pois as artérias do Bairro Alto, à noite, tornamse num desafio a qualquer passante. Sublinhando que “beber na rua é legal”, Andrew Ferren dá particular destaque às decorações dos intermináveis bares e ao facto de, como diz Vasco Sousa, do Club 43, “o espírito do Bairro Alto passar por sair de casa e conhecer pessoas”. E não falta oportunidades para isso, pois “este é o local onde todos – ricos, pobres, heterossexuais, homossexuais, portugueses ou estrangeiros – são bem-vindos. Ao descer para a zona de Alcântara, são destacadas as conhecidas casas de diversão onde também se podem encontrar todos os tipos de pessoas”. De saída para o fim da noite, o jornalista escolheu a zona de Santa Apolónia, marcada por um estilo diferente do que foi descrito no Bairro Alto, com a diversão a acontecer dentro de portas. Com o nascer do dia, Lisboa é descrita como uma cidade caracterizada pela sua “beleza de cortar a respiração” e comparada com a norte-americana São Francisco, com as suas colinas, as vistas de rio e até uma ponte quase igual. Este destaque é o segundo que o New York Times dedica a Lisboa, depois de, em Maio deste ano, ter também chamado a atenção para a vida nocturna da capital portuguesa, com o artigo “In Two Lively Districts In Lisbon (Chiado e Bairro Alto), Every Night Is a Block Party”. 19 • INTERNACIONAL VISÕES Johansens distingue hotéis portugueses Manuel Graça Dias Arquitecto 20 O que pensa do turismo em Lisboa e dos turistas que nos visitam? Uma tarde, em Manhattan, depois de uma visita a um qualquer museu e entusiasmados com que víramos, deambulámos, sem rumo certo, durante um bom bocado. A certa altura, estávamos em frente ao Hudson, virados para Brooklin, quando topámos um extravagante teleférico que corria em paralelo com a enorme ponte. Que divertido - dissemos - e, dez minutos depois, estávamos dentro de uma das cápsulas, de pé, com muita gente à volta, a caminho da outra margem. O passeio foi deslumbrante. A “cápsula” começou por elevar-se, sobrevoou coberturas e terraços (alguns com carros estacionados em cima, mistérios da elevação), ruas e avenidas, antes de se sobrepor ao rio. Ao lado, a ponte, atulhada de automóveis, já parecia pequena e longe. A meio, o teleférico parou numa ilha com uma escola e uma revoada de garotos, com mochilas e ar de fim de aulas, entrou em conversa e risotada. A travessia prosseguiu e pude assistir depois à rápida dispersão dos nossos diversos companheiros de viagem pelas ruas dessa outra margem da grande maçã. Turistas, ficámos só nós, sem saber muito bem o que fazer, na terra alheia, a indagar da partida para o outro lado. É notável - lembro-me de ter pensado -, este transporte tão “divertido” e, simultaneamente tão útil, para cá e para lá tão razoavelmente cheio de nova-iorquinos autênticos, gente que vem do trabalho, da escola ou das compras, e eu (nós) aqui,“roubando-lhes” estes instantes deles, por momentos compartilhando um troço das suas vidas,“imitando-as”, como se fizéssemos parte da metrópole, como se no-la tivessem, generosamente, emprestado. O discreto teleférico não vem (não vinha) nos guias turísticos, creio - embora eu não seja um leitor assíduo e fiel de semelhante literatura. Pelo menos não fará parte dos standards, como o Empire State, a Estátua da Liberdade, a Times Square, o Guggenheim de Wright ou uma noite no Blue Note. E é isto que é maravilhoso nas cidades, em qualquer cidade. Se não quisermos um turismo arregimentado pelos clichés, uma cidade verdadeira surpreender-nos-á a cada esquina. Tudo tão diferente dos estúpidos eléctricos vermelhos com bancos de veludo que percorrem Lisboa, autistas em relação a nós, lisboetas, oferecendo ao turista uma imagem congelada e absurda porque, ao lado, andam outros iguais, mas amarelos, a transportar ainda cidadãos teimosos. Preferia que os turistas os descobrissem sozinhos, que não fosse necessário falsear as estruturas de transporte, que não chegassem, também, à carreira do 28 com o “compêndio” nas mãos para observar a “espécie em extinção”. Disto me lembrei, nessa tarde em Nova Iorque, numa carlinga de teleférico bamboleante, por cima da massa líquida que reflectia bocados de sol encrespado verde e azul. A Condé Nast Johansens, o guia ilustrado mais completo sobre as melhores unidades de alojamento Britania e Cascais e de eventos da Grã-Bretanha, Miragem integram Europa e América do Norte, acaba de distinguir dois hotéis da Região lista de hotéis de Lisboa. O Hotel Britania, antigo Hotel recomendados. do Império, foi nomeado para a categoria “Most Excellent Hotel for Design and Innovation”. Na base da nomeação estiveram os trabalhos de restauro recentemente realizados no edifício projectado pelo arquitecto Cassiano Branco, nos anos 40, mantendo intactas as linhas art déco e o toque de modernidade que já ostentava na altura, ao conforto correspondente aos padrões quotidianos. O Hotel Cascais Miragem passou também a integrar a lista de hotéis recomendados pelo guia da Johansens, nomeadamente pela qualidade da arquitectura e “pelo serviço de cinco estrelas que se pode encontrar em todas as dependências deste hotel”, indica o site oficial www.johansens.com. Todos os anos, e sem aviso prévio, os “inspectores” desta instituição fazem visitas às unidades recomendadas para garantir que se mantêm as condições que originaram a distinção aos hotéis que constam neste guia internacional. China vai liderar Turismo dentro de 15 anos A China vai ser o principal mercado emissor mundial de turistas em 2020. De acordo com um estudo publicado pela corretora CLSA Asia Pacific Markets, dentro de pouco mais de uma década, mais de 115 milhões de chineses vão viajar anualmente para o estrangeiro. No ano passado, 29 milhões de chineses decidiram viajar para outros países, o que representou um crescimento de 43% em relação a 2003. OBSERVATÓRIO do TURISMO No mês de Outubro, fruto dos valores obtidos na hotelaria de 3 estrelas de Lisboa e de Leiria Fátima, assistiu-se a um agravamento dos níveis de ocupação na Região, quer face a 2004, quer a 2003. Em termos acumulados, este indicador denota uma quebra de 5% em comparação com o ano passado e de cerca de 1% face a 2003. É contudo de referir que estas perdas são francamente inferiores à taxa de aumento da oferta de quartos de hotel registada nestes últimos dois anos. No que diz respeito ao nível de preços do alojamento, assistiu-se neste mês à continuação de uma tendência de ligeira baixa em relação a 2004 e 2003, sendo este comportamento fundamentalmente devido à situação verificada em Lisboa Cidade. Em termos acumulados, a comparação com o ano passado é naturalmente penalizada em virtude dos valores praticados durante o período do Euro 2004. Em termos económicos, os valores por quarto disponível reflectem a soma dos dois efeitos anteriores, sendo que o RevPAR acumulado deste ano se situa cerca de 20% abaixo de 2004 e 4% abaixo de 2003. Em Lisboa Cidade, as quebras são ligeiramente superiores. Nas vendas totais por quarto disponível, as perdas face a 2003 são de igual magnitude, embora face a 2004 sejam menos pronunciadas, rondando apenas os 15%. de LISBOA ANÁLISES DESTA EDIÇÃO AEROPORTOS E CRUZEIROS REGIÃO DE LISBOA HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA HOTELARIA DO ESTORIL HOTELARIA DA COSTA AZUL ÍNDICE LISBOA (VTQD-96) HOTELARIA DE LEIRIA FÁTIMA HOTELARIA DO OESTE ÍNDICES POR REGIÃO E OBJECTIVOS 2006 Índice Lisboa (VTQD-96): 1343 Este índice é baseado no valor médio de Vendas Totais por Quarto Disponível do ano de 1996, ano zero da InfoGest Lisboa Cidade INQUÉRITO AO CONGRESSISTA INFOGOLFE 21 AEROPORTOS & CRUZEIROS OBSERVATÓRIO AEROPORTOS CRESCIMENTO PRÓXIMO AO DOS ÚLTIMOS MESES O movimento comercial de passageiros no Aeroporto de Lisboa em Outubro cresceu 4,7% face a igual período de 2004, melhorando ligeiramente a situação do acumulado que se situa com uma variação de +4,4%. O número de voos foi muito semelhante ao registado em 2004 (+0,2%), para uma variação no acumulado de 2005 ligeiramente superior (0,7%). TRÁFEGO COMERCIAL EM 2005 NÚMERO DE VOOS Outubro 2005 NÚMERO DE PASSAGEIROS Acumulado 2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04 Outubro 2005 Acumulado 2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04 Lisboa 10.372 0,2% 103.945 0,7% 956.104 4,7% 9.650.320 4,4% Porto 3.705 4,8% 37.552 1,7% 240.876 9,1% 2.672.640 4,4% Faro 3.677 7,3% 30.814 3,5% 520.579 4,0% 4.404.409 1,7% P. Delgada 907 1,2% 9.818 2,7% 68.003 11,7% 771.958 5,7% S. Maria 166 28,7% 1.641 14,2% 6.790 40,4% 72.436 27,0% Horta 328 -1,2% 3.866 -1,3% 12.601 7,3% 168.555 -3,5% Flores 78 -23,5% 1.130 0,4% 2.075 -16,0% 32.393 1,8% 2.174 10,5% 20.317 2,3% 196.090 3,7% 1.992.779 2,2% 562 -2,3% 5.165 -0,3% 10.802 -23,1% 137.606 -9,1% Funchal Porto Santo Total 21.969 214.248 2.013.920 19.903.096 Fonte: ANA Aeroportos CRUZEIROS TURNAROUND RESISTE A QUEBRA GENERALIZADA O número de passageiros de cruzeiro em Outubro decresceu 17,8% proporção idêntica à do mês anterior. Registaram-se menos 3 escalas de navios, correspondentes a uma variação de -13%. Em acumulado, a situação é menos acentuada, com quebras de 8% nas escalas e de 3,1% no número total de passageiros. Os passageiros em turnaround evidenciam ainda assim um crescimento anual de 7,5%. MOVIMENTO DE CRUZEIROS NO PORTO DE LISBOA Outubro 2004 No de navios No Passageiros Totais Em Tournaround Em trânsito Fonte: Administração Porto de Lisboa 2005 ACUMULADO ANUAL Var% 2004 2005 Var% 23 20 -13,0% 239 220 -7,9% 27.210 22.354 -17,8% 214.137 207.521 -3,1% 952 838 -12,0% 28.891 31.062 7,5% 26.258 21.516 -18,1% 185.246 176.459 -4,7% REGIÃO DE LISBOA Médias Gerais em Outubro 2005 Ocupação por Quarto em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -14,9% 65,5% 55,73% 64,3% -13,3% -2,2% 65,8% 64,34% 65,6% -1,9% -6,7% 63,1% 58,90% 60,3% -2,4% Síntese -7,1% 65,1% 60,54% 64,1% -5,6% Acumulado de Janeiro a Outubro -4,2% 61,1% 58,53% 62,6% -6,5% 0,1% 60,7% 60,73% 62,8% -3,3% 0,4% 51,7% 51,86% 55,0% -5,6% Síntese -1,2% 58,9% 58,18% 61,2% -4,9% VALORES INFERIORES A 2004 E 2003 Como era de prever, face aos comportamentos das diversas zonas, os valores atingidos este mês são quase universalmente inferiores a 2004 e 2003. Quase todos os acumulados apresentam perdas superiores às mensais, indiciando algum abrandamento da actividade. A ocupação parece ser a excepção. Por outro lado, são unicamente os hotéis de 5 estrelas que apresentam valores positivos, o que acontece por duas vezes, ambas em vendas totais no mês. No entanto, mesmo com o peso acrescido da sua influência nos indicadores económicos, não é suficiente para fazer inverter a situação geral. Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -0,2% 45,81 45,70 46,97 -2,7% -5,1% 67,56 64,12 67,27 -4,7% -6,4% 163,91 153,47 155,06 -1,0% Síntese -4,4% 79,99 76,48 77,02 -0,7% Acumulado de Janeiro a Outubro -0,2% 46,59 46,48 51,90 -10,4% -4,4% 66,02 63,12 75,05 -15,9% -4,9% 151,34 143,90 179,68 -19,9% Síntese -3,2% 75,54 73,16 86,35 -15,3% Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -15,1% 29,99 25,47 30,19 -15,6% -7,2% 44,46 41,26 44,15 -6,5% -12,6% 103,45 90,40 93,57 -3,4% Síntese -11,1% 52,11 46,30 49,41 -6,3% Acumulado de Janeiro a Outubro -4,4% 28,47 27,21 32,50 -16,3% -4,3% 40,05 38,33 47,14 -18,7% -4,6% 78,18 74,62 98,74 -24,4% Síntese -4,3% 44,50 42,56 52,82 -19,4% Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -4,7% 68,02 64,80 66,93 -3,2% -2,5% 100,37 97,85 99,80 -2,0% -4,8% 291,75 277,77 270,60 2,6% Síntese -3,6% 128,53 123,91 120,90 2,5% Acumulado de Janeiro a Outubro -3,6% 68,21 65,74 72,19 -8,9% -3,4% 97,43 94,10 107,99 -12,9% -4,1% 268,96 257,84 293,99 -12,3% Síntese -3,0% 119,72 116,10 129,81 -10,6% Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -18,9% 44,54 36,12 43,01 -16,0% -4,7% 66,05 62,96 65,49 -3,9% -11,1% 184,14 163,62 163,29 0,2% Síntese -10,4% 83,73 75,02 77,55 -3,3% Acumulado de Janeiro a Outubro -7,7% 41,68 38,48 45,20 -14,9% -3,3% 59,11 57,14 67,82 -15,7% -3,8% 138,94 133,70 161,56 -17,2% Síntese -4,2% 70,52 67,55 79,41 -14,9% Outubro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - REGIÃO DE LISBOA (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa 13 29 2187 5199 4146 10407 Outubro de 2005 Total 35 77 3370 10756 6798 21351 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: • totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; • receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; • receitas totais da operação sem IVA. 23 HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA INDICADORES REVELAM TRAVAGEM NAS PERDAS Médias Gerais em Outubro 2005 OBSERVATÓRIO Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Ocupação por Quarto em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -15,4% 85,9% 72,62% 82,5% -11,9% -3,5% 73,2% 70,65% 72,8% -2,9% -8,0% 66,9% 61,56% 61,0% 1,0% -7,5% 74,1% 68,49% 71,6% -4,3% Acumulado de Janeiro a Outubro -9,1% 79,1% 71,87% 79,7% -9,8% 2,0% 62,4% 63,69% 66,0% -3,5% 2,2% 51,6% 52,67% 55,1% -4,4% -0,6% 62,6% 62,20% 65,9% -5,7% Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -6,0% 51,36 48,27 50,94 -5,2% -8,1% 74,21 68,23 70,99 -3,9% -10,2% 163,16 146,59 157,14 -6,7% -10,0% 92,94 83,67 86,83 -3,6% Acumulado de Janeiro a Outubro -4,5% 49,35 47,12 54,43 -13,4% -3,6% 69,44 66,93 80,44 -16,8% -6,0% 149,83 140,87 179,89 -21,7% -4,7% 84,46 80,50 97,39 -17,3% Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -20,5% 44,11 35,05 42,00 -16,5% -11,3% 54,35 48,21 51,66 -6,7% -17,3% 109,13 90,24 95,80 -5,8% -16,7% 68,83 57,31 62,14 -7,8% Acumulado de Janeiro a Outubro -13,2% 39,04 33,86 43,38 -21,9% -1,7% 43,36 42,63 53,07 -19,7% -3,9% 77,24 74,20 99,12 -25,1% -5,3% 52,87 50,07 64,22 -22,0% Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -7,1% 71,48 66,39 68,60 -3,2% -6,4% 105,85 99,13 99,66 -0,5% -13,3% 276,09 239,45 253,91 -5,7% -11,5% 144,06 127,47 129,27 -1,4% Acumulado de Janeiro a Outubro -5,6% 68,12 64,32 71,50 -10,0% -1,8% 97,75 96,04 111,20 -13,6% -8,8% 254,05 231,74 277,24 -16,4% -5,7% 129,45 122,10 140,52 -13,1% Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -21,5% 61,39 48,21 56,56 -14,8% -9,7% 77,53 70,04 72,52 -3,4% -20,2% 186,67 147,40 154,79 -4,8% -18,2% 106,70 87,31 92,51 -5,6% Acumulado de Janeiro a Outubro -14,2% 53,88 46,22 56,99 -18,9% 0,2% 61,04 61,16 73,37 -16,6% -6,8% 130,97 122,05 152,77 -20,1% -6,3% 81,03 75,95 92,66 -18,0% xL 71,8% 70,3% 64,4% 69,3% 71,4% 61,7% 55,6% 62,5% xL 50,69 66,14 123,45 74,62 50,28 66,16 124,98 74,12 A quase totalidade dos indicadores para a cidade de Lisboa é negativa relativamente a período homólogo. As únicas situações em que isso não acontece nem sequer são coincidentes entre 2003 e 2004, sucedendo nos hotéis de 5 estrelas, na ocupação mensal para 2004, e nos hotéis de 4 e 5 estrelas, no acumulado da ocupação, mas para 2003. Tal pode indiciar as dificuldades sentidas em contrariar os efeitos da actual situação. Mesmo assim, no cômputo geral da amostra, as perdas acumuladas são relativamente pequenas, cerca de 5,7%. De resto, comparativamente a 2004, todos os indicadores mensais perdem menos que os acumulados, revelando alguma travagem nas quebras. Outubro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais Lx xL OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO xL 36,38 46,46 79,49 51,68 35,89 40,83 69,49 46,33 PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL xL 66,23 95,55 213,48 113,59 65,29 93,55 205,70 109,25 xL 47,52 67,12 137,45 78,67 VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 46,61 57,74 114,37 68,30 AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE LX (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa 6 11 1545 2698 2978 5382 Outubro de 2005 Total 9 26 1183 5426 2428 10788 AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE XL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa 8 24 2040 4831 3840 9561 Outubro de 2005 Total 20 52 2059 8930 4131 17532 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados A amostra Lx Cidade tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. A amostra xLtem como base o Universo de Hotéis da Zona, é fixa e é composta por Hotéis Full Service e Residênciais, independentemente da sua data de abertura. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA DO ESTORIL Médias Gerais em Outubro 2005 Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Ocupação por Quarto em Outubro 2005 56,4% 60,4% 56,7% 58,7% Acumulado de Janeiro a Outubro 59,4% 59,4% 49,4% 58,0% VALORES PRÓXIMOS DOS VERIFICADOS NA REGIÃO Os valores de ocupação encontram-se em posição intermédia entre os registados na Cidade e nas outras zonas, com valores muito próximos dos da Região. Este parece ser o ponto de destaque em Outubro, situação que também é recorrente dada a proximidade dos valores acumulados. No capítulo económico, esta convergência de valores verifica-se de forma mais marcada nas categorias mais baixas, dado que, com o aumento do número de estrelas, os resultados começam a distanciar-se, melhorando. Também aqui os valores mensais são próximos dos valores da região, sendo no entanto os acumulados inferiores. Este facto pode indiciar, uma travagem nas perdas, com algum paralelismo com outras zonas. Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro 2005 46,92 63,98 176,53 73,73 Acumulado de Janeiro a Outubro 51,66 56,41 162,32 67,31 Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro 2005 26,46 38,67 100,04 43,25 Acumulado de Janeiro a Outubro 30,69 33,52 80,19 39,06 Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro 2005 62,43 109,89 343,19 126,46 Acumulado de Janeiro a Outubro 69,64 90,36 301,87 108,67 Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro 2005 35,20 66,43 194,49 Síntese 74,18 Acumulado de Janeiro a Outubro 41,37 53,69 149,13 Síntese 63,07 Outubro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - ESTORIL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa 3 6 188 969 373 2038 Outubro de 2005 Total 6 15 479 1636 953 3364 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: • totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; • receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; • receitas totais da operação sem IVA. 25 HOTELARIA DA COSTA AZUL OBSERVATÓRIO Médias Gerais em Outubro 2005 Ocupação por Quarto em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -1,8% 29,0% 28,5% 34,1% -16,3% -8,1% 37,8% 34,8% 38,6% -9,9% Síntese -5,8% 34,3% 32,3% 36,8% -12,2% Acumulado de Janeiro a Outubro -16,7% 44,5% 37,1% 45,1% -17,9% -13,3% 45,8% 39,7% 45,7% -13,2% Síntese -14,6% 45,3% 38,7% 45,5% -15,0% VALORES ECONÓMICOS COM MAIOR PERDA FACE A 2004 Os valores de ocupação são baixos, quer em termos comparativos com outras zonas, quer em relação a anos anteriores. No entanto essa parece ser actualmente a situação generalizada. No capítulo económico, os valores são quase genericamente inferiores a 2003 e 2004 mesmo que, como é natural, as perdas sejam maiores face a 2004. De realçar que os hotéis de 3 estrelas apresentam, para os dois anos e para o mês, crescimento positivo nos indicadores por quarto vendido, preço médio e vendas totais. Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 0,2% 42,81 42,89 38,60 11,1% -1,9% 52,75 51,74 56,29 -8,1% Síntese -1,5% 49,35 48,63 49,67 -2,1% Acumulado de Janeiro a Outubro -2,5% 45,83 44,70 48,96 -8,7% -3,3% 59,80 57,83 66,07 -12,5% Síntese -2,5% 54,26 52,88 59,22 -10,7% Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -1,6% 12,43 12,23 13,15 -7,0% -9,8% 19,95 17,99 21,71 -17,1% Síntese -7,2% 16,91 15,69 18,25 -14,0% Acumulado de Janeiro a Outubro -18,7% 20,38 16,56 22,10 -25,0% -16,2% 27,41 22,97 30,22 -24,0% Síntese -16,8% 24,57 20,45 26,94 -24,1% Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 0,1% 58,65 58,72 52,17 12,6% -0,2% 82,15 81,98 96,70 -15,2% Síntese -0,4% 74,11 73,78 80,03 -7,8% Acumulado de Janeiro a Outubro 2,5% 57,92 59,35 62,17 -4,5% -1,2% 85,13 84,14 89,26 -5,7% Síntese 0,6% 74,34 74,81 78,41 -4,6% Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -1,7% 17,03 16,74 17,77 -5,8% -8,3% 31,07 28,50 37,30 -23,6% Síntese -6,3% 25,40 23,81 29,41 -19,0% Acumulado de Janeiro a Outubro -14,6% 25,76 22,00 28,06 -21,6% -14,4% 39,02 33,42 40,83 -18,1% Síntese -14,1% 33,66 28,93 35,67 -18,9% Outubro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - COSTA AZUL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa 6 989 2078 Outubro de 2005 Total 7 13 630 1619 1406 3484 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: • totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; • receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; • receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA DE LEIRIA FÁTIMA Médias Gerais em Outubro 2005 Ocupação por Quarto em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -28,6% 64,6% 46,1% 59,3% -22,2% Acumulado de Janeiro a Outubro -3,3% 52,0% 50,3% 54,5% -7,7% Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 5,3% 41,80 44,02 37,64 16,9% Acumulado de Janeiro a Outubro 9,3% 41,81 45,72 46,64 -2,0% OCUPAÇÃO AFASTA-SE DE ANOS ANTERIORES Em Outubro a ocupação da zona atingiu valores de ocupação muito penalizadores que, sendo recorrentes há algum tempo, fazem os comparativos homólogos cair progressivamente, afastando-se dos valores de anos anteriores. Tal como na Costa Azul, os indicadores de quarto vendido, são os que melhor resistem, mantendo-se o preço médio acima dos valores homólogos de 2003 e 2004 e as vendas totais significativamente positivos face a 2004, mas ligeiramente abaixo em comparação com 2003. Nos acumulados, salvo dois casos relativamente a 2003, todos eles são inferiores a 2004, revelando deste modo as dificuldades sentidas. Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -24,8% 27,00 20,30 22,30 -9,0% Acumulado de Janeiro a Outubro 5,7% 21,76 23,00 25,43 -9,6% Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -2,1% 66,83 65,44 56,62 15,6% Acumulado de Janeiro a Outubro -0,1% 65,70 65,66 66,19 -0,8% Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -30,1% 43,16 30,18 33,55 -10,0% Acumulado de Janeiro a Outubro -3,4% 34,19 33,03 36,09 -8,5% Outubro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - LEIRIA FÁTIMA (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa Outubro de 2005 9 599 1116 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: • totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; • receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; • receitas totais da operação sem IVA. 27 HOTELARIA OESTE Médias Gerais em Outubro 2005 Síntese OBSERVATÓRIO Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Síntese Ocupação por Quarto em Outubro 2005 32,7% Acumulado de Janeiro a Outubro 39,7% VALORES MÍNIMOS ABAIXO DA MÉDIA Uma unidade em remodelação, conjuntamente com a época baixa, coloca os valores mínimos desta zona em áreas muito baixas. A ocupação é das mais baixas da região de Lisboa. Os valores económicos são mistos, com o preços por quarto acima de Leiria/Fátima e da Costa Azul, mas os valores de vendas totais abaixo dos verificados naquelas duas zonas. Preço Médio por Quarto Vendido em Outubro 2005 64,28 Acumulado de Janeiro a Outubro 62,55 Preço Médio por Quarto Disponível em Outubro 2005 20,99 Acumulado de Janeiro a Outubro 24,85 Vendas Totais por Quarto Vendido em Outubro 2005 133,42 Acumulado de Janeiro a Outubro 113,59 Vendas Totais por Quarto Disponível em Outubro 2005 Síntese 43,57 Acumulado de Janeiro a Outubro Síntese 45,13 Outubro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - OESTE (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa Outubro de 2005 Síntese 13 980 1951 Esta amostra tem como base o Universo da hotelaria do Oeste, é fixa e foi formada com base numa proposta da respectiva Região de Turismo. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: • totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; • receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; • receitas totais da operação sem IVA. ÍNDICES POR REGIÃO OBJECTIVOS 2006 No mês de Outubro assistiu-se à continuação de quebras. A quase totalidade dos gráficos apresenta evidências de que estamos abaixo dos valores de referência, que são os acumulados de 2003. É certo que se está a assistir a uma estabilização relativa nos indicadores, mas isso está a acontecer abaixo da linha de água em quase todos os casos. Os objectivos, mesmo considerando o aumento da oferta, apresentam-se actualmente abaixo do ponto de partida, pelo que a possível recuperação terá de ser efectuada de forma mais abrupta. Os indícios de inversão de comportamento mantêm-se. Nos últimos meses o percurso é quase horizontal, mas a subida, que indiciaria uma recuperação, continua a não se verificar. LISBOA CIDADE Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 1000 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 956 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 948 VALORES DE OCUPAÇÃO O Objectivo para Outubro de 2005 era de: 55,87% O valor atingido foi de: 55,50%, -0,67% abaixo do objectivo ESTORIL E SINTRA VALORES DE PREÇO MÉDIO QUARTO VENDIDO - ADR 29 Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 948 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 974 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 941 COSTA AZUL Objectivo para Outubro de 2005 era de: 81,42 €. O valor atingido foi de: 72,31 €, -12,60% abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,31 €. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente de: 0,96 €. Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 18,6%. VALORES DE VENDAS TOTAIS QUARTO DISPONÍVEL Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 863 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 989 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 872 LEIRIA E FÁTIMA Objectivo para Outubro de 2005 era de: 72,94 €. O valor atingido foi de: 64,35 €, -13,34% abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,28 €. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente de: 0,89 €. Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 19,4%. Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 966 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 1057 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Outubro de 2005: 970 Todos os índices são a média móvel a 12 meses em função dos resultados acumulados do ano 2003. Percurso linear para atingir o objectivo. Valor inicial de Dezembro de 2003 Percurso real, valores mensais com base nos últimos doze meses Percurso linear para atingir o objectivo partindo do valor real actual Cada valor corresponde à média móvel a 12 meses do indicador no mês de referência. INQUÉRITO AO CONGRESSISTA OBSERVATÓRIO No seguimento ao estudo realizado o ano passado, o Observatório do Turismo de Lisboa realizou uma nova edição do inquérito direccionado ao Congressista Internacional, com o objectivo de analisar o seu perfil específico. Para o efeito, foi desenhado um questionário, aplicado pela empresa 2ii – Informática e Informação no Centro de Congressos de Lisboa, durante os meses de Junho e Setembro, num total de 888 entrevistas em três congressos médicos. Salvaguardando as particularidades dos congressos seleccionados, é possível retirar um conjunto de conclusões a partir dos dados recolhidos. PERFIL A nacionalidade dos congressistas é mais diversificada este ano, mantendo-se o domínio dos países europeus, com destaque para o Reino Unido com 13,1%. Alemanha e Espanha surgem em seguida, com 7,7% e 7,1%, respectivamente. Estes congressos foram numa ligeira maioria assistidos por congressistas do sexo masculino (54,7%), com relevância para a faixa etária dos 36 aos 55 (36,3%). Quanto ao nível de habilitações, 67,5% possui uma pós-graduação, mestrado ou doutoramento, e apenas 2,4% não possui uma frequência universitária. Ao contrário do ano passado, a percentagem de estudantes foi bastante mais reduzida (0,6% contra os 16,1% em 2004). TRANSPORTES A quase totalidade dos congressistas chega a Lisboa por via aérea, e 90,3% fá-lo através de voos directos ou com apenas uma escala. As três companhias aéreas mais utilizadas garantem o transporte de 19,8% dos congressistas (contra 25,3% em 2004), e a TAP vê a sua percentagem baixar de 25,3% para 11,1%, como reflexo da crescente importância das companhias low-cost, que representam globalmente 2,2% dos voos. Analisando apenas a última ligação a Lisboa, directa ou indirecta, a TAP aumenta o seu peso para 33,4%. ALOJAMENTO A preferência de alojamento mantém-se nos hotéis, que totalizam 78,9%. Tanto os 4 estrelas como os 5 estrelas viram o seu peso aumentar face ao ano passado. Do total de participantes, 86,1% ficaram alojados na cidade de Lisboa. ALOJAMENTO TOTAL Hotel 5 ***** 23,6% Hotel 4 **** 41,1% Hotel 3 *** 12,6% Hotel 2 ** 1,6% Outros hotéis 1,0% Hotel-Apartamento 4 **** 4,3% Hotel-Apartamento 3 *** 0,2% Hotel-Apartamento s/cat 0,2% Pensão 1a cat. 0,6% Pensão 2a cat. 0,5% Pensão 3a cat. 1,6% Pensão s/ cat. atribuída 1,1% Casa amigos, familares 0,3% Apartamento arrendado 0,2% NS/NR 11,0% TOTAL 100,0% ESTADIA MÉDIA POR PARTICIPANTE: 4,95 DIAS COMPANHIAS AÉREAS A utilização de taxis domina quer o percurso entre o aeroporto e o hotel, quer entre o hotel e o centro de congressos. Em segundo e terceiro lugares surgem, respectivamente, os transfers da organização e os restantes transportes públicos. ASSISTÊNCIA A CONGRESSOS 34,7% dos congressistas pretende permanecer em Lisboa para além do tempo de duração do congresso. Em média, 34,1% dos congressistas entrevistados vão apenas a um congresso por ano e 24,2% assistem a dois. De salientar a elevada percentagem que assiste a mais de 3 congressos por ano (22,9% contra os 14,7% de 2004). 69,4% não tinha anteriormente visitado Lisboa, reforçando a importância deste tipo de eventos para dar a conhecer a cidade também como um destino turístico. 2005 AVALIAÇÃO Os critérios mais valorizados pelos congressistas foram a qualidade dos equipamentos no centro de congressos, a funcionalidade dos equipamentos de apoio e a qualidade do alojamento, sendo os critérios com menor classificação o preço do hotel e da restauração e a qualidade de serviços no aeroporto. Os congressistas que mais valorizaram em média a sua experiência no congresso foram os gregos e finlandeses. De notar que a avaliação global de Lisboa como destino de congressos (8,5 em 10) é consideravelmente superior ao valor médio das avaliações por categorias (7,9), ambos superando os do ano passado (8,2 e 7,4; respectivamente.) AVALIAÇÃO DO CONGRESSO (escala de 1 a 10) TOTAL Qualidade dos serviços do aeroporto 7,5 Qualidade do transporte do aeroporto para o hotel 7,7 Qualidade do transporte do hotel para o centro de congressos 7,8 Qualidade do hotel 8,0 Qualidade dos serviços de restauração 7,9 Nível de preços de Lisboa 7,7 Preço do hotel 7,3 Preço da restauração 7,6 Preço dos transportes 8,1 Qualidade dos equipamentos do centro de congressos 8,2 Funcionalidade do equipamento de apoio no centro de congressos 8,0 DESPESAS No que respeita às despesas efectuadas pelos participantes, foram consideradas 6 componentes: Transporte e Inscrição no congresso (pagamento único); Alojamento (pagamento por noite); e Deslocações, Alimentação e Outros (por dia). Dada a possibilidade de haver algum tipo de financiamento de despesas, os valores médios têm apenas em conta as verbas efectiva e directamente suportadas pelos congressistas. Apenas 37,8% dos congressistas afirmou ter tido gastos de transporte para vir a Lisboa. Esses, pagaram em média 374,87€. 30,7% do total afirmou ter pago inscrição no congresso, numa média de 219,80€. 39,6% teve encargos com o alojamento, num valor médio de 104,04€ por noite. No que respeita a alimentação, o valor médio por dia foi de 37,79€, para 63,2% dos congressistas. Os 59,3% que afirmaram ter tido gastos com as deslocações na cidade, pagou em média 20,31€ euros por dia. Os outros gastos, admitidos por 57,8% atingem o valor diário de 41,02€. Apesar do valor global ligeiramente inferior ao do ano passado (1.445,40€), todas as componentes diárias desta despesa são superiores às de 2004. De referir ainda que a estadia média de 4,95 dias é inferior à verificada no estudo do ano passado – 5,91 dias. Assumindo um congressista tipo, que contribuiria directamente para cada componente com o seu valor médio, obtemos uma despesa média por participante na ordem dos 1.426,00€ pela sua presença num dos congressos analisados. Despesa média por participante Qualidade do programa extra-congresso 7,8 Pagamento único: Avaliação global da organização do congresso (excepto avaliação científica) 8,0 Transporte 374,87 € Avaliação global de Lisboa como cidade para congressos 8,5 Inscrição no congresso 219,80 € VALOR MÉDIO 7,9 Pagamento por noite: RECOMENDAÇÃO DE LISBOA COMO CIDADE DE CONGRESSOS: 96,2% Lisboa surge como a 13a cidade onde, segundo os entrevistados, se realizaram os melhores congressos. Quando inquiridos sobre a probabilidade de regresso a Lisboa, 83,1% dos congressistas classifica-a como provável ou muito provável. RECOMENDAÇÃO DE LISBOA COMO DESTINO TURÍSTICO: 96,4% (para uma estadia média de 4,95 dias estimou-se 4 noites de alojamento) Alojamento 104,04 € Pagamento por dia: (estadia média de 4,95 dias) Alimentação 37,79 € Deslocações 20,31 € Outros 41,02 € TOTAL 1.426,00 € 31 INFOGOLFE OBSERVATÓRIO Ocupação em Outubro 2005 2004 Variação Volt. Possível 66.305 65.184 1,7% 2005 2004 Variação Volt. Possível 705.986 661.568 6,7% 26.999 29.805 -9,4% Total 40,7% 45,7% 7.840 9.553 -17,9% Sócio 11,8% 14,7% Não Sócio 19.115 28,8% 20.271 31,1% -5,7% 13,7% 15,1% Não Sócio 162.797 23,1% 145.911 22,1% 11,6% 2005 2004 Variação Resultados de Janeiro a Outubro por volta GreenFee Receita total Realizada Não Sócio Realizada 2005 21,20 33,81 36,23 2004 21,05 35,52 36,22 Variação 0,7% -4,8% 0,0% Ocupação em Outubro 259,679 246.249 5,5% Total 36,8% 37,2% SÓCIOS COM QUEBRA MAIS ACENTUADA Este mês assiste-se a uma perda mais ou menos generalizada dos indicadores de golfe. Quer a ocupação, que desce quase 10%, quer os indicadores económicos, um pouco acima dos 3%, apresentam quebras, cujo motivo será previsivelmente as condições atmosféricas. De acordo com esta interpretação, parecem ser os indicadores de presença de sócios que apresentam uma quebra maior. Como consequência desta situação os valores económicos do mês foram todos negativos, puxando os acumulados no sentido negativo e levando a que a receita total esteja precisamente equiparada com os valores verificados em 2004, pelo que será dependente do tempo a evolução próxima desta actividade turística. 96.664 100.164 -3,5% Sócio Resultados em Outubro por volta GreenFee Receita total Realizada Não Sócio Realizada 23,47 33,15 34,99 24,91 36,62 36,10 -5,8% -9,5% -3,1% NÚMERO DE VOLTAS POR MÊS VOLTAS POR CAMPO EM OUTUBRO Realizadas Possíveis PERCENTAGEM ABSOLUTA SÓCIO/NSÓCIO RECEITA POR VOLTA REALIZADA R/Sócios R/n Sócios NÚMERO DE VOLTAS EM OUTUBRO POR NACIONALIDADE Nº DE VOLTAS ACUMULADO EM OUTUBRO % POR NACIONALIDADES COMPOSIÇÃO DA AMOSTRA Outubro de 2005 Campos Amostra Fixa 9 buracos 4 2 50,0% 18 buracos 13 12 92,3% Total 17 14 82,4% Campos de Golfe disponíveis na Região de Lisboa (9 e 18 buracos). Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - capacidade máxima de saídas indicadas pelos campos para o mês; - número de saídas e nacionalidades fornecidos pelos campos; - receitas de Fee, sem IVA; - receitas Totais, sem IVA. LEGENDA: VP/Dia VR/Dia VSR/Dia VnSR/Dia Voltas possíveis, por dia Voltas realizadas, por dia Voltas de sócios realizadas, por dia Voltas de não sócios realizadas, por dia P-Portugal; GB-Grã-Bretanha; IR-Irlanda; E-Espanha; D-Alemanha; F-França; Bx-Benelux; EUAEstados Unidos; Esc-Escandinávia; Out-Outras Nações. UMA PUBLICAÇÃO DO TURISMO DE LISBOA • EDIÇÃO E PRODUÇÃO LPMCom Tel. 21 031 27 00 - Fax 21 031 28 99 e-mail: [email protected] • www.visitlisboa.com • ENTR ENTREVISTA NTRE TA Casino Lisboa assume-se como referência internacional Quando já falta menos de meio ano para o Casino Lisboa abrir as portas, a RTL quis saber, junto do presidente da Estoril-Sol, o que este novo equipamento vai trazer para a cidade e para a Região de Lisboa. Para Mário Assis Ferreira, o novo casino, pelas soluções inovadoras e pela originalidade do conceito, vai ser uma surpresa capaz de o tornar num padrão a seguir, até em termos internacionais. Nesta conversa, somos conduzidos pelos espaços do Casino Lisboa, sem esquecer o papel importante que o mesmo vai ter na geração de receitas destinadas, nomeadamente, à promoção turística de Lisboa. Já se falou muito do processo que levou à construção do Casino Lisboa. Agora que as obras do novo casino estão a aproximar-se da fase de conclusão já é possível saber quando vai ser inaugurado? Tudo se encaminha para assegurar que a abertura do Casino Lisboa ocorra no primeiro trimestre de 2006. Desde que foi obtida a primeira licença de obras, emitida pela Câmara Municipal de Lisboa, o cronograma tem vindo a ser escrupulosamente respeitado e assim continuará até ao momento da cerimónia inaugural. Os únicos factores que justificaram uma fase de contenção no avanço do projecto decorreram da providência cautelar accionada pelo arquitectos autores do exPavilhão do Futuro que a Estoril-Sol adquiriu e que, como é sabido, tinha natureza precária e sempre se destinou a ser demolido. O Tribunal reconheceu em plenitude a nossa razão mas, a verdade, é que o tempo decorrido no decurso da referida providência cautelar, nos obrigou a um esforço redobrado, com consequente acréscimo de custos, para tentar não comprometer irremediavelmente o prazo previsto. Ao aprofundamento da atmosfera de glamour do Casino Estoril corresponderá, em contraponto, o vanguardismo exaltante do Casino Lisboa. Mário Assis Ferreira Presidente da Estoril-Sol Num primeiro olhar, e em jeito de visita guiada, como é arquitectonicamente o edifício em que vai ficar instalado o Casino Lisboa e que áreas vai ter? O Casino Lisboa obedecerá a uma arquitectura exterior extremamente impressiva que privilegiará a ampla transparência para os espaços interiores na visão abrangente das áreas de lazer, restauração, animação, arte e cultura, mas sempre em coerente relação com a estética arquitectónica da zona envolvente. Internamente, será dividido em três grandes espaços funcionais, interactivos e intercomunicáveis. A entrada principal desembocará num grande espaço central, um gigantesco cilindro em vidro que se desenvolverá em três andares concêntricos, com vista panorâmica, e nos quais se situarão os vários restaurantes, lounges, bares e espaços de animação, com ofertas e níveis de preços amplamente diversificados. Quanto à sala de espectáculos, para além da originalidade de dispor de um tecto escamoteável, será dotada da mais moderna tecnologia e dos equipamentos mais sofisticados, de molde a privilegiar a sua interactividade com o espaço cilíndrico central onde se desenvolverão acções complementares de animação musical e acrobática. Essa sala será um anfiteatro com layouts variáveis e disporá de um fundo de palco que tanto poderá funcionar com cortinas opacas como sem elas, revelando, através da transparência do fundo de cena, os espaço contíguos, nomeadamente o cilindro do vidro central e as cenas acrobáticas que nele se desenvolvam. 33 Captar público mais jovem 34 Quais vão ser as principais diferenças relativamente ao Casino Estoril, para além da dimensão e da localização? São múltiplas as diferenças valorizáveis: ao aprofundamento da atmosfera de glamour do Casino Estoril corresponderá, em contraponto, o vanguardismo exaltante do Casino Lisboa; ao predomínio de um público de meiaidade no Casino Estoril, corresponderá, em Lisboa, um claro direccionamento para uma faixa etária entre os 25 e os 40 anos; à concepção estética de interiores, luxuosamente intemporal, do Casino Estoril, corresponderá, em Lisboa, o minimalismo de uma arquitectura depurada; à excelência clássica da gastronomia do Casino Estoril, corresponderá, em Lisboa, a multiplicidade de quatro espaços de restauração, privilegiando diferentes estilos de culinária de fusão e uma diversificada gama de preços; à produção própria de espectáculos originais no Casino Estoril, para longos períodos de exibição, corresponderá, em Lisboa, a contratação de grandes produções da Broadway, de teatros londrinos, e de produções internacionais independentes, para períodos de exibição que não excederão as três semanas; às galas do Casino Estoril, com os mais mediáticos nomes do musichall mundial corresponderá, em Lisboa, a realização de ciclos temáticos em que o jazz, a música erudita, os grandes nomes da música portuguesa e os concertos com músicos internacionais de vanguarda, terão o seu espaço de referência; à magnificência de um Salão Preto e Prata do Casino Estoril corresponderá, em Lisboa, a sofisticação tecnológica de um grande auditório, com o ineditismo de soluções que passam por tectos escamoteáveis e a transparência, em vidro, de um palco, através do qual a visão dos espectadores se poderá projectar até cenas de acrobacia aérea exibidas nos espaços adjacentes. Que efeitos terá, para o Casino Estoril, a abertura do Casino Lisboa, e como pensa a Estoril-Sol evitar que um acabe por “canibalizar” o outro? Os efeitos estão estudados e tudo foi planeado para que essa possibilidade de “canibalização” seja reduzida a proporções residuais e, para além disso, transitórias. É evidente que a curiosidade inicial irá provocar naturais oscilações nos fluxos de frequentadores, mas em percentagens não apreciáveis. Por outras palavras: sendo o projecto do Casino Lisboa em tudo Uma alternativa projectada para o futuro complementar e em nada concorrencial com o modelo e prestígio já consagrados do Casino Estoril, confiamos que essa oferta diversificada contribua para atrair novos públicos, designadamente uma faixa etária predominante entre os 25 e 40 anos, para além de um turismo de negócios cada vez mais activo em Lisboa e, até à data, sem grandes alternativas de ocupação dos chamados tempos livres, face a uma oferta tendencialmente massificada de discotecas e espaços similares. Contrapartidas para a promoção de 4 milhões Qual vai ser o aumento previsível do montante global das contribuições do jogo para a área de promoção, do Instituto de Turismo de Portugal, considerando a abertura do novo casino, e quais os recursos que vão ser gerados para a animação e promoção turística de Lisboa? É cedo para arriscar previsões, sem um prévio rastreio de estabilidade. Um novo casino, situado a 30 quilómetros do Estoril, é obviamente uma equação sempre sujeita a incógnitas. Todavia, apesar dos critérios de distribuição não dependerem de nós, mas decorrerem exclusivamente da lei e da tutela, é nossa convicção que, para além das contrapartidas iniciais de 30 milhões de euros, a média de verbas a recolher ao longo dos primeiros cinco anos de arranque e funcionamento do casino, permitirão atribuir à promoção turística de Lisboa algo que se situa em torno dos 4 milhões de euros/ano. Por outro lado e no que concerne à dotação para as obras de interesse para o Turismo em Lisboa, estima-se que possam ascender, no mesmo período dos primeiros cinco anos de funcionamento, a uma verba média anual de cerca de 18 a 20 milhões de euros. Após esse período inicial, a tendência apontará para o seu progressivo crescimento. Este novo Casino da Estoril-Sol é comparável com qualquer outro já existente, ou obedece a um conceito novo, pensado exclusivamente para Lisboa? O novo Casino Lisboa deverá surpreender, em vários planos, pela sua originalidade O Parque das Nações e a cidade vão mudar muito, a partir do dia em que o Casino Lisboa abrir as portas? Ao acolher o novo Casino Lisboa, o Parque das Nações transforma o que era um pavilhão precário e condenado à demolição, num casino projectado para o futuro, como centro polivalente de cultura, de espectáculos, de promoção turística, enfim, como o núcleo de uma oferta lúdica diversificada que constituirá, assim o espero, uma alternativa de grande qualidade para ser desfrutada por toda a população de Lisboa, concelhos limítrofes e pelos turistas que nos visitam. E poucos meses faltam já para fazer a prova! conceptual e por um conjunto de soluções absolutamente inovadoras quer em relação ao próprio Casino Estoril, quer em relação a qualquer outro casino internacional. Estamos, aliás, habituados a que as nossas experiências pioneiras no Casino Estoril, sejam, depois, “importadas” por outros casinos, o que só nos honra e ao mesmo tempo, demonstra o acerto do risco e da coragem de ousar. Este novo projecto é o de um casino pensado para Lisboa e, mais concretamente, diria até que é um casino concebido em função de uma nova filosofia de interacção de espaços e de convivência lúdica para o seu interior, do mesmo passo que a sua concepção arquitectónica exterior privilegia a respectiva integração com o perímetro envolvente, onde se encontram já equipamentos de referência, como é o caso do Pavilhão Atlântico ou do Oceanário, ou mesmo do Teatro Camões. Confio que esta preocupação, que esteve patente nas intenções do autor do projecto, o Atelier de Arquitectura de Fernando Jorge Correia, seja unanimemente reconhecida. Confiamos que essa oferta diversificada contribua para atrair novos públicos, designadamente uma faixa etária predominante entre os 25 e 40 anos, para além de um turismo de negócios cada vez mais activo em Lisboa. 35 • BOLETIM INTERNO A pensar nos turistas da cidade Lisboa aposta no Natal e Fim de Ano 36 Lisboa irá receber o ano 2006 em apoteose, com milhares de pessoas em festa na Praça do Comércio. Como já vem sendo habitual, ao bater das doze badaladas, a praça mais emblemática da cidade será inundada por um espectáculo de fogode-artifício a iluminar o Tejo e o céu de Lisboa. O evento, numa organização conjunta da Câmara e do Turismo de Lisboa, realiza-se junto ao ponto mais luminoso do país: a maior árvore de Natal da Europa, que, este ano, está instalado na Praça do Comércio. O monumento natalício tem 72 metros de altura, mais dez do que no ano passado, quando esteve junto aos Jerónimos, o equivalente a um prédio com mais de 20 andares. Para iluminar este símbolo natalício monumental, com 180 toneladas, foram instaladas 2,2 milhões de microlâmpadas, 15 mil minilâmpadas, 18 mil metros de mangueira luminosa e 320 metros de néon. A árvore de Natal, uma iniciativa do Millennium bcp, com o apoio da Feedback Agradecimento de Zaragoza De: Silvia Gimenez Uliaque Enviada: sexta-feira, 28 de Outubro de 2005 11:23 Para: [email protected] Assunto: Thank you for the information Thank you for the tourist information that you sent me, is very interesting and complete. I hope to visit Lisboa in the next days and I think it will be fantastic. Thank you very much. Silvia Giménez Uliaque (Zaragoza, Spain) Câmara Municipal de Lisboa, foi, em 2004, visitada pessoalmente por cerca de 80 mil pessoas. À maior árvore de Natal da Europa, junta-se, ainda, o colorido e a magia dos milhares de luzinhas que decoram toda a cidade e criam um verdadeiro cenário de conto. A decoração e a iluminação de Natal, patrocinadas pela Câmara de Lisboa e pelas associações de comerciantes, estendem-se do Rossio e da zona da Baixa/Chiado às Avenidas Novas e até Belém. A preparação da cidade para o Natal e Ano Novo ganha este ano um novo alento do ponto de vista turístico, devido à realização do Rali Dakar, que parte da capital no dia 31 de Dezembro e que traz consigo uma enorme afluência de visitantes, para além da exposição mediática que a cidade terá no último dia do ano. Turismo de Lisboa apresenta nova publicação O Turismo de Lisboa acaba de lançar a “My Own Lisboa”, uma publicação essencialmente destinada a promover os City Breaks. A nova brochura, publicada em seis línguas (português, espanhol, inglês, francês, alemão e italiano), apresenta temas genéricos sobre a cidade, opiniões de personalidades, guias de percurso, restaurantes, hotéis, monumentos, museus, bares, discotecas e outros equipamentos de turismo e lazer de que os visitantes podem usufruir durante a estada em Lisboa. A “My Own Lisboa” segue uma linha editorial que conjuga o cuidado estético com informações turísticas objectivas, estabelecendo, como o próprio nome indica, uma relação de intimidade e de cumplicidade entre Lisboa e o leitor. A grafia do nome “Lisboa” foi mantida propositadamente, para vincar a personalidade da capital portuguesa e as características que a tornam única. Com uma tiragem de 100 mil exemplares por semestre, esta nova publicação vai ser um instrumento privilegiado de promoção da Cidade nas acções do Turismo de Lisboa e dos seus associados. Planeamento de recursos melhorado Turismo de Lisboa adopta nova solução informática A Associação Turismo de Lisboa (ATL), acaba de adquirir e instalar uma plataforma informática cujo objectivo passa por optimizar a gestão de processos e da informação. A ATL e a ATLx Comercial, que desenvolve e comercializa produtos turísticos, optaram pelo Enterprise Resource Planning (ERP) da Primavera Software, que vai permitir um planeamento de recursos mais eficaz, nomeadamente no que diz respeito aos módulos de Gestão Comercial, Pontos de Venda, Recursos Humanos e Contabilidade. Para além disso, foram desenvolvidas aplicações específicas, para permitir a actualização da base de dados de hotéis, de modo a que a mesma possa ser pesquisada nos postos de informação turística. Assim, os visitantes podem pesquisar o hotel que pretendem, de acordo com vários critérios, que vão desde o montante que pretendem gastar até ao número de estrelas, passando pela localização, entre outros. Esta solução permite ainda centralizar e gerir toda a informação dos postos de venda, independentemente do local onde eles se encontrem. Em suma, a ATL consegue uma melhor organização interna, ao mesmo tempo que oferece aos turistas um serviço de qualidade, que certamente vai originar elevados níveis de satisfação. 37 Vantagens para sócios da ATL Ofertas dos Hotéis Heritage Durante o próximo ano, os Hotéis Heritage Lisboa vão passar a conceder aos sócios da Associação Turismo de Lisboa descontos nas tarifas de alojamento, que vão dos 15% aos 25%. Para além deste desconto, é feita a oferta de pequenoalmoço americano buffet ou continental no quarto, acesso Internet wireless em todos os quartos e zonas públicas e estacionamento automóvel (excepto no Solar do Castelo). Estas vantagens são válidas n’As Janelas Verdes, Hotel Britania, Hotel Lisboa Plaza e Solar do Castelo. Appetites de Lisboa com descontos Os associados do Turismo de Lisboa (ATL) passaram a beneficiar de um desconto de 15% na aquisição do Kit Appetites de Lisboa. Lançado pela Making Moments, este kit é o produto central do Clube Appetites de Lisboa, cuja finalidade é promover e divulgar os restaurantes da cidade de Lisboa. Diário de Bordo dos Órgãos Sociais Reunião da Direcção do Turismo de Lisboa de 28 de Outubro • Aprovação da Acta da Reunião de Direcção de 30 de Setembro • Aprovação do Plano de Promoção da Área Promocional de Lisboa para 2006 Novos sócios admitidos • Rupauto - Automóveis de Aluguer sem Condutor Rent-a-car • ANTLITUR - Associação Nacional de Transportes Ligeiros de Turismo • Associação Empresarial • Restaurante Índia Gate Restaurante PROMOÇÃO PLANO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO DA REGIÃO DE LISBOA - Outubro de 2005 MULTIPRODUTOS Fam Trips com o Trade (5 visitas - 137 participantes) Participação em Encontros, Feiras e Workshops ÁUSTRIA “V.E. Autocarristas Austríacos”, em colaboração com Associado Ultratur Portugal. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril e Sintra). Presentes 30 elementos. ÁUSTRIA “V.E. EUROTOURS / Citur”, em colaboração com a Citur. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra e Costa Azul). Presentes 55 elementos. EUA “V.E. Petrabax Tours”, em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra, Costa Azul, Templários, Leiria/ Fátima e Mafra). Presentes 16 elementos. FRANÇA “V.E. Selectour”, em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa e Sintra). Presentes 6 elementos. REPÚBLICA CHECA “V.E. Mercado Checo”, em colaboração com a Oásis Travel. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra e Leiria/ Fátima). Presentes 30 elementos. BRASIL Participação da ARPT – Lisboa na feira de turismo da ABAV no Rio de Janeiro. Evento destinado essencialmente ao trade. Presentes 10 empresas da Região. BRASIL Continuação da organização e coordenação da participação do trade da ARPT – Lisboa nos workshops de Portugal a realizar nas cidades de Curitiba e S. Paulo. PAÍSES DE LESTE e ÁUSTRIA Continuação da organização e coordenação da participação do trade da ARPT – Lisboa nos workshops de Portugal a realizar nas cidades de Praga, Varsóvia, Budapeste e Viena. MULTIMERCADOS Gestão da organização da participação da ARPT Lisboa e respectivo trade em certames internacionais, através no novo portal das feiras de 2006 e envio do material promocional para as feiras do primeiro trimestre. Press Trips (14 visitas – 95 participantes) 38 ÁUSTRIA Freelancer, Mr. Strouhal, em colaboração com o ITP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Sintra, Estoril). Presente 1 elemento. ARGENTINA Diário Clarín, em colaboração com o ITP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra, Leiria/Fátima e Oeste). Presentes 2 elementos. JAPÃO Canal de TV – WOWOW. Directo. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa e Leiria/Fátima). Presentes 5 elementos. BÉLGICA Revista Feeling. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa; Oeste; Sintra e Estoril. Presentes 2 elementos. RÚSSIA Canal TV Roussiya, em colaboração com o ITP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa; Sintra; Estoril). Presentes 5 elementos. BRASIL Turismo Cultural, em colaboração com o ITP. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Sintra, Estoril, Cascais). Presentes 6 elementos dos seguintes meios de comunicação: O Estado de São Paulo, Diário Grande ABC, Jornal Correio da Bahia, Revista Panrotas. BRASIL Missa da Esperança, em colaboração com o ITP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa e Leiria/Fátima). Presentes 18 elementos – ex: revista Caras, Rede Globo/GNT, cantoras Joanna e Maria Bethânia. NORUEGA Tique + Jazzforum em colaboração com o ITP. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Costa Azul, Sintra). Presentes 2 elementos. NORUEGA Produtora Glefs em colaboração com o ITP. O programa de visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra). Presentes 2 elementos. ITÁLIA Rete 4 / Pianeta Mare. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Sintra). Presentes 6 elementos. ITÁLIA Mige le Televacanze em colaboração com o ITP e a King Holidays. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Sintra, Estoril, Cascais, Oeste, Leiria, Fátima). Presentes 4 elementos. MULTIMERCADOS Evento. Doc Lisboa 2005. Contacto directo. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Sintra). Presentes 25 elementos provenientes dos seguintes mercados: Espanha, Itália, França, Rússia, Bélgica, Áustria, Alemanha, Rep. Checa. MULTIMERCADOS Grupo Romance I. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Sintra e Estoril). Presentes 11 elementos dos seguintes mercados e meio de comunicação: BÉLGICA – Metro; ESPANHA – Lunas de Miel, Mucho Viaje, Teleindiscreta, Telenovela, Supertele; FRANÇA – France Soir, Courrier Picard, L’Est Républicain, Républicain Lorrain. MULTIMERCADOS Grupo Romance II. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Leiria/ Fátima e Oeste). Presentes 6 elementos dos seguintes mercados e meios de comunicação: ALEMANHA – Westdeutsche Zeitung, News Wiresrt ; BENELUX – Libelle, Yes. CITY BREAKS Press Trips (22 visitas – 135 participantes) BÉLGICA Freelancer, Mr. John Jeanquart, em colaboração com o ITP. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. REINO UNIDO Sunday Mirror, em colaboração com o ITP. Programa realizado em Lisboa. Presente 1 elemento. REINO UNIDO TNT. Programa realizado na cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. REINO UNIDO Scottish Herald. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa e Sintra). Presente 1 elemento. EUA Frommer´s Budget Travel. Directo. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. EUA Vibe Magazine. Directo. Logística para entrevista com Nelly Furtado. Presentes 3 elementos. EUA Last Day: Ruin and Reason in the Great Lisbon Earthquake of 1755, em colaboração com o ITP. Programa realizado na cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. ÁUSTRIA Magistrados Austríacos, em colaboração com o ITP. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 42 elementos. ESPANHA Canal de Rádio – Libertad. Entrevista sobre o destino Lisboa. ESPANHA Diseño Interior. Programa realizado na cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. ESPANHA Programa de TV - Terras d’Acolá. Contacto directo. O programa, da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 4 elementos. REPÚBLICA CHECA Canal TV Prima, em colaboração com o ITP. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. SUÉCIA Mari Janson em colaboração com o ITP. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. Meio de comunicação : Elle. BÉLGICA Genieten. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. CANADÁ Fashion TV. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. ITÁLIA Andrea Battaglini. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. FRANÇA Chaiers du Cinema em colaboração com a DOC Lisboa 2005. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. FRANÇA Grupo Jornalistas Franceses – Bairro Alto em colaboração com o ITP. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 8 elementos. BRASIL A noite é uma criança. Contacto directo. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 5 elementos. MULTIMERCADOS Evento. Moda Lisboa, 25ª Edição. Presentes 16 elementos dos seguintes países e meios de comunicação: FRANÇA, Dedicate; Mr. Kai Junemann/freelance; Surface; ITÁLIA, CNBC TV; Kult; Sports & Streets; Collezioni; ESPANHA Yodona; Studio 6; Neo 2; ALEMANHA, Cream; CANADÁ, Fashion TV. MULTIMERCADOS Evento. Rock in Rio Lisboa 2006. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 6 elementos. MULTIMERCADOS Evento. MTV Europe Music Awards. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 44 elementos das seguintes MTV regionais: Adria; Base Africa; Central; Emerging Markets; França; Holanda; Nordic; Polónia; Rússia; Líbano; Espanha e Reino Unido. Fam Trips com o Trade (8 visitas – 112 participantes) ALEMANHA V.E. “DERTOUR – Städtreisen” em colaboração com o operador turístico. Produção e organização e acompanhamento. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. ALEMANHA “V.E. Studdytrip TAP”, em colaboração com a TAP - NL. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 12 elementos. FRANÇA “V.E. Carlson Wagonlit I”, em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 12 elementos. FRANÇA “V.E. Carlson Wagonlit II”, em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 12 elementos. FRANÇA “V.E. Carlson Wagonlit III”, em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 12 elementos. FRANÇA “V.E. Rev Vacances”, em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 11 elementos. ITÁLIA “V.E. Allegro Viaggi”, em colaboração com o Associado Top Atlântico. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 9 elementos. CHINA “Grupo Douro Azul - Operadores turísticos e Imprensa”, em colaboração com a Douro Azul. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 42 elementos. GOLFE Press Trips (1 visitas – 2 participantes) FRANÇA “Driver Mag Golf”. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra, Oeste). Presentes 2 elementos. TURISMO DE NEGÓCIOS Participação em Feiras e Workshops BTC Feira internacional de MICE realizada em Florença de 25 a 27 de Outubro. Estiveram presentes 15 expositores no stand do Portugal, entre eles sete associados do Turismo de Lisboa. No total a feira contou com 740 expositores, dos quais 96 de origem internacional. Foram convidados 500 hosted buyers internacionais e outros tantos italianos. A representante do Lisboa Convention Bureau recebeu 27 visitas entre hosted buyers e buyers individuais. MOULDEN Marketing International Destination Workshop, realizado no dia 28 de Outubro no Millenium Gloucester Hotel, Londres. Estiveram presentes cerca de 50 representantes de 12 países/ destinos entre os quais Lisboa com cinco associados e o Estoril&Sintra Convention Bureau. Os 80/90 buyers convidados tinham reuniões pré-marcadas, a representante do Lisboa Convention Bureau recebeu 19 reuniões confirmadas. Fam Trips com o Trade (2 visitas – 14 participantes) FRANÇA Patrocínio e acompanhamento de um jantar. Estiveram presentes 5 representantes “event organisers” a convite da agência Top Atlântico, Hotel D. Pedro e Air Luxor. Programa realizado na Cidade de Lisboa, Estoril e Sintra. HUNGRIA Patrocínio de um tour de eléctrico. Estiveram presentes 9 representantes de agências a convite da Oásis Travel. Programa realizado na Cidade de Lisboa, Estoril e Sintra. 39 • MARKET PLACE Fátima integra projecto europeu de turismo religioso A Região de Turismo de Leiria Fátima (RTL/F) é uma das entidades que faz parte do Projecto COESIMA – Cooperação Europeia dos Locais Maiores de Acolhimento, cujo objectivo consiste em projectar e concretizar um plano de promoção do turismo religioso. O projecto integra ainda os santuários de Lourdes (França), Loreto (Itália), Altotting (Alemanha), Czestochowa (Polónia), Santiago de Compostela (Espanha) e Patmos (Grécia), que, juntamente com o Santuário de Fátima, representam o acolhimento de um número superior a 20 milhões de peregrinos por ano, provenientes de 160 países. O programa COESIMA prevê a realização de acções para melhorar a recepção dos visitantes nestes sete locais de peregrinação e a promoção turística dos santuários. Uma das acções prioritárias passa pela definição do perfil do “peregrino europeu”, adaptando as infraestruturas às suas necessidades e objectivos, como é o caso dos visitantes com mobilidade reduzida. O segundo seminário internacional deste projecto, com o tema “Turismo Religioso – Promoção e Marketing Intercomunitário”, realizou-se em Fátima, no final do mês passado e juntou todos os parceiros do COESIMA. Região apresenta-se em Espanha 40 A Região de Turismo de Leiria Fátima participou na VIII edição da Expogalaecia, Feira de Turismo, Gastronomia e Artesanato, que se realizou de 29 de Outubro a 1 de Novembro, em Vigo, Espanha. A presença, integrada na Região de Lisboa, inseriu-se na estratégia de promoção da RTL/F no mercado espanhol. Com um público maioritariamente constituído por profissionais do sector, esta mostra acolheu mais de 68 mil visitantes e cerca de 500 expositores dos cinco continentes. CP e Avis alargam parceria aos Intercidades A CP – Comboios de Portugal e a Avis Rent-a-Car decidiram alargar ao serviço Intercidades a parceria que permite aos passageiros realizar uma viagem de ida e volta e garantir uma viatura por 24 horas, na estação de destino, tudo incluído no preço do bilhete. O Kit CP/AVIS já está disponível nas estações de Braga, PortoCampanhã, Aveiro, Coimbra, Guarda, Covilhã, Castelo Branco, Lisboa Oriente, Beja e Faro, para os comboios Alfa Pendular e Intercidades. Para usufruir das vantagens desta parceria, basta adquirir o bilhete até 18 horas antes da viagem. A título de exemplo, o percurso de ida e volta entre Lisboa Oriente e Porto Campanha, com viatura AVIS, está disponível por 51 euros. “Escapadinha de Inverno” A Região de Turismo de Leiria Fátima acaba de apresentar uma nova sugestão chamada “Escapadinha de Inverno” e que, como o nome indica, pretende convidar a descobrir os locais mais emblemáticos desta região, numa altura do ano que, geralmente, é menos propícia a momentos de lazer. Com um novo folheto promocional, em português e em espanhol, a RTL/F oferece um voucher de 20% de desconto em várias entidades aderentes. A brochura está já a ser distribuída nas feiras internacionais de turismo e pode ser encontrada nos postos de turismo da Região. CNC lança guia sobre presença de Portugal no Mundo O Centro Nacional de Cultura, que completou, em 2005, 60 anos de actividade, acaba de lançar mais um guia destinado “a conhecer, estudar, divulgar, apreciar, recuperar e utilizar” o património resultante do “vasto e longo relacionamento entre Portugal e muitos outros povos”. Com o nome “Portugal e o Mundo, O Futuro do Passado – De Cabo Verde a São Tomé”, este livro, profusamente ilustrado, é uma edição bilingue, patrocinada pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, que apoiou também a edição dos cinco guias anteriores, dedicados à Indonésia, Timor, Marrocos, Japão e Brasil. O próximo guia a ser lançado vai ser dedicado à Índia. Lisboa Vista do Tejo “lança amarras” a clientes nacionais Os cruzeiros Lisboa Vista do Tejo estão a apostar na captação de novos clientes, nomeadamente no mercado nacional, fidelizando os clientes internacionais, que têm demonstrado a sua preferência por este serviço. Reconhecidos principalmente junto do segmento corporate, estes cruzeiros assumem-se também como uma alternativa à restauração convencional, proporcionando momentos diferentes com uma vista privilegiada e única sobre Lisboa. Com um percurso entre a Torre de Belém e o Parque das Nações, esta é uma solução ideal para reuniões de empresa, festas familiares, casamentos, ou simplesmente para almoçar ou jantar. Os jantares-cruzeiro têm a duração de três horas (das 20:00h às 23:00h) e, para além de música ao vivo, oferecem uma perspectiva diferente sobre o Mosteiro dos Jerónimos, a Ponte 25 de Abril, o Castelo de São Jorge e o bairro de Alfama, ou ainda o Parque das Nações e a Ponte Vasco da Gama, entre muitas outras atracções. Passeios Lisbon Walker começaram este mês Arrancaram no passado dia 1 de Novembro, os passeios guiados, a pé, Lisbon Walker. O primeiro passeio, com o nome “O Terramoto de 1755”, tem vindo a decorrer na zona da Baixa lisboeta, todas as terças, quintas, Sábados e Domingos, às 14:30h, em inglês e às terças, quintas e Domingos, às 17:00h, em português. Este passeio foi lançado precisamente no dia em que foram assinalados os 250 anos do Terramoto de Lisboa. O segundo passeio chama-se “A Cidade Velha” e acontece todas as segundas, quartas, sexta e Domingos, a partir das 10:00h, em inglês. O percurso passa pelos bairros históricos de Alfama, Castelo e Mouraria. Cada um destes dois passeios dura aproximadamente duas horas, sempre com partida da Praça do Comércio, junto aos Sightseeing Tours, independentemente das condições climatéricas e sem necessidade de marcação prévia. No entanto, os bilhetes podem ser comprados antecipadamente aos balcões Ask Me Lisboa, ou na loja Lisbon Walker, na Rua dos Remédios, em Alfama, por 15 euros (10 euros, para os passeios em português). Os portadores do Lisboa Card têm desconto de 5 euros. LPM representa Turismo da Tailândia A LPM Comunicação, através da LPMJervis, representa, desde o início de Novembro, em Portugal, o Turismo da Tailândia. No âmbito do plano de marketing já elaborado, prevê-se a realização de várias campanhas de publicidade na Imprensa, Rádio, Outdoors, direct mailing para agentes de viagens e ainda a participação na Bolsa de Turismo de Lisboa. Estas acções vão incidir, em particular, sobre os operadores turísticos especializados na comercialização de destinos asiáticos. Taça Nacional Kart na Batalha Dias 3 e 4 de Dezembro, vai realizar-se no Kartódromo da Batalha, a Taça Nacional Kart. Trata-se de três provas consecutivas, de 240 minutos cada, nas quais vão participar 22 karts, de 270cc, a quatro tempos e com cinco a sete pilotos por equipa. Esta taça vai ter três traçados distintos, dentro do mesmo circuito. 41 • MARKET PLACE Gulbenkian renova auditórios A Fundação Calouste Gulbenkian concluiu, este Verão, uma intervenção profunda no Auditório 2 – conhecido pela sua enorme parede envidraçada - e nas áreas de congressos adjacentes, do seu edifício-sede, em Lisboa Estes espaços, apesar de uma manutenção cuidada, ao longo dos últimos 40 anos, necessitavam de uma actualização técnica e funcional, que foi supervisionada pela arquitecta Teresa Nunes da Ponte. Agora com maior conforto e versatilidade, estas salas passaram a permitir uma programação mais abrangente. No Auditório 2, as cadeiras foram restauradas, mantendo-se a cor original dos tecidos, e o palco foi ampliado. Foi ainda criada uma concha acústica no tecto, com instalação de iluminação indirecta. As cabines de tradução estão agora dotadas de equipamentos que vão ao encontro das mais recentes exigências neste capítulo. A instalação eléctrica foi integralmente substituída, tendo sido instaladas três câmaras fixas, de alta resolução, para gravar os diferentes eventos. Pavilhão Atlântico já vende bilhetes on-line 42 A partir de agora já é possível comprar bilhetes para os espectáculos no Pavilhão Atlântico através da página desta sala na Internet. Esta é a principal novidade do site www.pavilhaoatlantico.pt, entretanto reformulado, para facilitar a navegação e melhorar a versatilidade. Para além de consultar os eventos em agenda, os visitantes “virtuais” do Pavilhão Atlântico podem agora comprar os bilhetes e marcar os lugares que desejam, para além de escolherem o local de entrega dos ingressos. Padrinhos do Zoo quase triplicam O Jardim Zoológico de Lisboa conseguiu aumentar em 260% o número de padrinhos dos animais, em grande parte devido às novas regalias oferecidas a todos os que quiserem apoiar o animal preferido. Este crescimento exponencial foi registado entre os meses de Março e de Setembro deste ano, o que leva a direcção do Jardim Zoológico a concluír que “são resultados excelentes para um produto bastante recente”. Recentemente foi mesmo criada a Pérgola dos Padrinhos, junto à zona dos felinos, onde podem ser encontrados os nomes de todos os que decidiram colaborar com o Zoo de Lisboa nesta iniciativa. Cursos de desenho e pintura no Palácio da Ajuda O Palácio Nacional da Ajuda está a promover cursos de desenho e de pintura, orientados por Graça Moncada. Os cursos de desenho, iniciados em Outubro e que decorrem até Junho de 2006, decorrem todas as terças-feiras, das 14h00 às 17h00, com um custo de 90 euros, valor que inclui os materiais necessários. Os cursos de pintura, com a mesma duração, acontecem às quintas-feiras, também das duas às sete da tarde, por 100 euros por mês, no primeiro trimestre e 85 euros nos dois trimestres seguintes. Seminário de Estudos Camonianos em Sintra A Fundação Cultursintra está a promover, até 10 de Dezembro, um Seminário de Estudos Camonianos – Introdução à Epopeia e sua Actualidade. Com sessões que acontecem todos os Sábados, das 10h30 às 12h30, na Sala da Renascença, da Quinta da Regaleira, este curso vai ao encontro (ou reencontro) d’Os Lusíadas, do Velho do Restelo, do monstro Adamastor, da Ilha dos Amores e da vida do próprio Camões. Artistas do Rock in Rio ficam no Hotel Dom Pedro Através da celebração de um protocolo, o Hotel Dom Pedro vai ser o hotel oficial dos artistas do Rock in Rio 2006. O acordo, assinado em Outubro, entre Stefano Saviotti, presidente do grupo hoteleiro, e o fundador do Rock in Rio, Roberto Medina, renova a experiência de 2004 e confirma a preferência da organização do evento por esta unidade hoteleira. Na mesma linha do apoio que será prestado à organização do Rock in Rio, o Hotel Dom Pedro vai ser a unidade oficial da cidade de partida do rali Lisboa-Dakar. Para assinalar este acordo, o Dom Pedro vai oferecer pacotes especiais aos clientes. Câncio Martins testa funcionalidade do Heritage O arquitecto Miguel Câncio Martins, responsável pela decoração do Heritage Av. Liberdade Hotel, fez questão de testar pessoalmente a ergonomia e funcionalidade dos quartos desta nova unidade. Com abertura prevista para 2006, o Heritage está instalado num edifício recuperado, dos finais do séc. XVIII, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Desde o início, a preocupação passou por aliar a tradição e a modernidade, tornando os quartos simultaneamente confortáveis e práticos. Miguel Câncio Martins tornou-se conhecido pelas intervenções que já fez noutros espaços internacionais, tais como o Thiou e o Budha Bar, em Paris, o Strictly Hush, em Londres,e o Man Ray, em Nova Iorque. 43 “Grupo K” faz 17 anos Santiago Alquimista com dois meses cheios de música O espaço Santiago Alquimista apresentou uma farta agenda de concertos para Novembro e Dezembro. Durante este mês já passaram por esta antiga fábrica de ferragens artística nomes como os Fade Out, ou os Terrakota. A 1 de Dezembro, o Santiago traz a Lisboa J.Rawls. Segue-se, dias 2 e 3, uma mostra de novos talentos, com Arte Non Stop, e dia 8 o palco é de Armando Teixeira, mais conhecido por Bulllet, com o DJ Nel Assassin. A 9, é a vez de Jim Dungo e dia 10, Garoto, um projecto de novo fado. Os dias 15 e 16 vão ser, respectivamente de Cubo e de Luiz e a Lata. O Santiago Alquimista é um espaço que passou por um processo de recuperação arquitectónica, que manteve a traça original, mas que também acabou por revelar uma enorme capacidade de acolher os mais variados eventos artísticos. Para além dos espectáculos, quem for ao Santiago Alquimista vai poder ver como foram preservados os vestígios de arqueologia industrial e da muralha de contenção da Colina do Castelo de Lisboa. O “Grupo K”, conhecido pelas várias estruturas ligadas à diversão nocturna e à restauração, como são a “Kapital”, o “Kremlin”, ou ainda o “Kais”, entre outros, comemora dia 7 de Dezembro, o seu décimo sétimo aniversário, numa festa que vai encher o Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa Tal como aconteceu em 2003 e no ano passado, prevê-se que estejam presentes cerca de 16 mil pessoas nesta festa, dos mais variados quadrantes da sociedade portuguesa, desde a política às artes, passando ainda pela moda e desporto. Nuts Club promove nova imagem O Nuts Club, herdeiro da tradição do conhecido Coconuts, em Cascais, apostou numa nova imagem, através da redecoração do espaço, que lhe confere um maior conforto. A animação mantém a mesma qualidade. Às quartas há “Bad Girls Night”, às quintas DJ’s convidados, nacionais e internacionais e às sextas o espaço está reservado às festas temáticas. • MARKET PLACE Corinthia Alfa Hotel com nova Account Executive Paula Martins é a nova Corporate Account Executive do Corinthia Alfa Hotel, de Lisboa. Licenciada em Gestão Turística e Hoteleira pela Universidade Internacional, estagiou no Hotel Palácio Estoril, tendo passado a trabalhar como promotora de vendas do Lisboa Marriot Hotel, funções que desempenhava quando aceitou o convite para integrar a equipa de vendas do Corinthia Alfa Hotel. Sheraton tem nova Relações Públicas 44 Lisboa Marriot Hotel com novos sabores O Lisboa Marriot Hotel acaba de apresentar uma nova carta de restaurante, elaborada pelo Chefe de Cozinha Thomas Prenneis. Nas entradas, a sugestão vai para o Carpaccio de Novilho, marinado com molho balsâmico e Pesto de basílico e limão; Espetadas de Novilho à Marroquino, com Fattoush e molho de grão; e Crepe de Alface à vietnamita com Bife de Novilho grelhado, do Chile. Nos pratos principais o destaque vai para a salada tailandesa de novilho, cogumelos cantarelos com Strogonoff de Novilho e massa de ovo, entre muitos outros, sempre tendo como base a carne de novilho. Para sobremesa, o Lisboa Marriot Hotel propõe Crocante de Maçã com molho de baunilha, Banana Assada com torta de chocolate e Tiramisú com chocolate negro. Estalagem Vale Manso com pacote de Natal A pensar nas empresas, instituições, ou simplesmente em grupos de amigos, a Estalagem Vale Manso apresenta um conjunto de sugestões de buffets e menus para festas de Natal, limitadas a um máximo de 500 pessoas. Localizada junto à albufeira do Castelo do Bode, entre Tomar e Abrantes, oferece condições especiais para este tipo de eventos. O Sheraton Lisboa Hotel & Towers anunciou recentemente a promoção de Vanda Carvalho para o cargo de Coordenadora de Relações Públicas e Vendas. Depois de ter ingressado na equipa desta unidade hoteleira, em 2001, como secretária de Direcção, no Departamento Comercial, Vanda Carvalho foi promovida a Coordenadora de Vendas e Marketing, cargo que ocupou até agora. Em breve a nova Relações públicas do Sheraton vai iniciar uma pósgraduação na área da Comunicação Estratégica e Assessoria Mediática. O sheraton anunciou também a promoção de Sílvia Frango para as funções de Account Manager, depois de ter desempenhado o cargo de Promotora e, posteriormente, de Coordenadora de Grupos. Sílvia Frango é licenciada em Organização e Gestão de Empresas, pelo ISCTE, tendo já sido assistente comercial na Air France. Outra promoção foi a de Marco Faria, para a posição de coordenador de Marketing & E-Commerce para o Sheraton Lisboa e Sheraton Porto. Licenciado em Ciências da Comunicação e da Cultura pela Universidade Lusófona, Marco Faria desempenhava anteriormente as funções de Coordenador de Grupos. Novas “caras” no Marriot O Lisboa Marriot Hotel acaba de fazer três novas contratações. Peter Reischl passou a ser o novo Director de Operações, depois de uma vasta experiência numa outra unidade do grupo, em Maiorca. Peter Reischl é sueco e formou-se na Escola de Hotelaria e Restauração de Alingsas, na Suécia. Na área dos Eventos, Susana Magalhães é a nova Coordenadora. Formada pela Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, tem vindo a ser promovida no Marriot, desde 1996, ano em que ingressou na recepção desta unidade. Este hotel tem também uma nova Promotora de Vendas. Chama-se Cláudia Fernandes e iniciou a carreira em França, tendo sido, anteriormente, agente de reservas do Hotel Lutetia, em Paris. Mosteiro dos Jerónimos abre exposição permanente Por ocasião das Comemorações dos 500 anos do Mosteiro dos Jerónimos, foi criada uma exposição documental permanente sobre este monumento, intitulada “Um Lugar no Tempo – A Place in Time”. A mostra, em português e em inglês, narra de forma simples a história do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, inserindo-os na história dos últimos cinco séculos. A exposição é o resultado da recolha feita por uma equipa multidisciplinar, constituída por historiadores, jornalistas e designers, que seleccionaram e trataram informações e imagens que mostram não só as transformações sofridas pelo Mosteiro dos Jerónimos mas também os acontecimentos mais importantes de que foi palco. Em complemento à exposição, foi já editado um catálogo, também bilingue, que serve de suporte à mostra e que se assume como um instrumento didáctico para professores, alunos, investigadores, ou simplesmente para todos os visitantes interessados em conhecer melhor a História de Portugal e o seu lugar no mundo. Esta exposição está patente todos os dias, excepto à segunda-feira, na antiga Livraria do Mosteiro dos Jerónimos. Ciclo de Música nos Jerónimos Está a decorrer, até final de Dezembro o ciclo “Jovens Músicos, Novos Ouvintes”, na Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos. Ainda em Novembro, dia 27, o Conservatório Regional de Setúbal apresenta a Orquestra de Violinos “Paganinus” e um Ensemble de Clarinetes. Em Dezembro, dia 4, o Conservatório Regional de Palmela leva aos Jerónimos o Coro da instituição, Classes de Música de Câmara, e um Ensemble de Saxofones. Dia 11, actua o Quarteto de Clarinetes do Centro de Formação Artística da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, de Tomar e, por fim, dia 18, a Escola de Música Leal da Câmara, de Rio de Mouro apresenta duas classe, uma de Coro e outra de Música de Câmara. Todos os espectáculos decorrem entre as 11:00h e o meio-dia, com entrada livre. Museu de Marinha apresenta “Viagem aos Mares Boreais” Até 30 de Dezembro, o Museu de Marinha, em Lisboa, tem patente a exposição de fotografia “Viagem aos Mares Boreais”, de Eduardo Lopes. Esta mostra, com imagens fixadas entre 1951 e 1953, traz à memoria a epopeia da pesca do bacalhau nos bancos da Terra Nova e da Gronelândia. Eduardo Lopes acompanhou e registou imagens das duras condições em que trabalhavam todos os que partiam para as campanhas do bacalhau. Esta exposição, realizada em colaboração com o Centro Português de Fotografia, vai poder ser vista até ao fim do ano, na sala de exposições temporárias “Henrique Maufroy de Seixas”. A 7 minutos de Lisboa Cozinha conventual 4 quartos • 1 suite Quinta de Santo António de Bolonha Av. D. Eduardo Veiga Araújo. Ap. 43. Póvoa de Santa Iria Tel.: 21 959 79 96 • Fax: 21 953 03 76 Email: [email protected] • www.portugalinsite.pt 45 • MARKET PLACE Museu das Comunicações com novidades Num espaço permanentemente renovado, o Museu das Comunicações abriu recentemente duas novas exposições. A primeira, sobre os Correios On-line, está patente até 31 de Dezembro, e mostra como as tecnologias da informação alteraram por completo a actividade postal. A segunda, lança um olhar para o passado, ao assinalar os 200 anos da Mala-Posta, através da recriação do ambiente de chegada e partida do correio, numa mostra que vai estar aberta até Março de 2006. Paralelamente, a Casa do Futuro, sempre sujeita à evolução dos tempos, passou a apresentar novas soluções e equipamentos de automação, comunicações e entretenimento, tornando-se também mais acessível a pessoas com mobilidade reduzida. Em parceria com os Correios, a Fundação Portuguesa das Comunicações inaugurou outra exposição permanente denominada “Cinco Séculos de Comunicações em Portugal” que descreve a evolução e o aperfeiçoamento das técnicas que permitiram ao Homem uma comunicação cada vez mais rápida e fiável. Para além destas exposições, o Museu das Comunicações promove vários ateliers e oficinas pedagógicas sobre escrita, a Casa do Futuro, a Mala-Posta e as comunicações. 46 José Coelho expõe no Museu do Traje O escultor José Coelho tem patente no Museu do Traje uma exposição, com cinco núcleos distintos, intitulada “Via Profana – Cinco Sentidos”. No primeiro núcleo, “Sobretudo-Alma” o destaque vai para uma escultura metálica que evoca o já célebre sobretudo do treinador português do Chelsea Football Club, José Mourinho. Segue-se o núcleo “Caixa dos Segredos”, com um conjunto de peças escultóricas de grandes proporções, relacionadas com o acto de coser, e que o artista quis dignificar. “Frutos”, sugere o acto de colher e “Caixa das Memórias” dá sentido às pequenas grandes caixas onde se guardam preciosidades e nadas que para nós são tudo. Por fim, “Mitolurgias”, é um núcleo composto também por várias peças metálicas alusivas a figuras mitológicas tais como Ulisses e Penélope, remetendo para a lenda sobre a criação de Lisboa, ou Olissipo. Esta esposição pode ser visitada até final de Janeiro de 2006. Obras de William Kentridge no Museu do Chiado Até 31 de Dezembro, o Museu do Chiado tem patente a exposição “Viagem à Lua”; “Sete fragmentos para Georges Méliès”; e “O Dia pela Noite”, de William Kentridge. Nascido em Joanesburgo, África do Sul, em 1955, Kentridge proporciona uma visão muito própria da história recente daquele país e do legado do apartheid, em particular. Integrada no Festival Europeu Temps d’Images, esta mostra traz a Lisboa os mais recentes trabalhos deste autor. “Enigma” de Luís de Matos no Casino Estoril O Casino Estoril vai apresentar, no próximo dia 1 de Dezembro, “Enigma”, o novo espectáculo de magia de Luís de Matos, no TeatroAuditório. Esta nova produção do mágico português, recentemente distinguido em Hollywood, é o resultado da conjugação entre a ilusão, o humor, o som, a luz, o sonho e a realidade. A cada momento, o espectador é convidado a decifrar este “Enigma”. Depois de ter esgotado esta mesma sala do Casino Estoril, em Outubro passado, com o espectáculo “Close-Up”, Luís de Matos vai provar, uma vez mais, que o impossível não existe, num desafio às convicções da assistência. As sessões, com a duração de hora e meia, começam às 21:30h, com excepção para os Domingos, em que estão marcadas para as 17 horas. Com apenas duas interrupções, dias 24 e 25 de Dezembro, este espectáculo vai decorrer até ao final do mês e o preço dos bilhetes é de 15€. Isaac Hayes no “reveillon” do Casino Estoril Isaac Hayes, um dos mais prestigiados compositores norte-americanos, vai ser a atracção principal da festa de fim-de-ano, no Casino Estoril. Com uma influência decisiva em áreas musicais que vão do disco ao hip hop, passando pela soul music e também pelo funk, Isaac Hayes vai actuar no Salão Preto e Prata, durante a Passagem de Ano 2005/2006, depois de uma carreira com dezenas de álbuns editados e de um Óscar para a melhor Banda Sonora Original, com “Theme of Shaft”, em 1971. Conhecido pela versatilidade musical, não só como músico e compositor, mas também como intérprete, Isaac Hayes é garantia suficiente para um “reveillon” inesquecível no maior casino da Europa. Nessa noite, e antes do grande concreto, vão também passar pelo palco do Salão Preto e Prata, José Cid e o seu Quinteto, José Cabeleira e Companhia, e a Orquestra “6 Latinos”. 47 MTV Europe Music Awards TURISMO deLISBOA Revista dirigida aos associados do Turismo de Lisboa, empresários, decisores e estudiosos da indústria turística. Director Vítor Costa [email protected] TURISMO DE LISBOA Tel: 21 031 27 00 Fax: 21 031 28 99 www.visitlisboa.com [email protected] • Lisboa nos olhos do mundo A cerimónia de entrega dos MTV Europe Music Awards Lisboa concentrou a atenção mediática internacional, de resto, previsível, uma vez que tinham sido acreditados cerca de 800 jornalistas para fazer a cobertura do maior evento musical do ano. As audiências televisivas e a cobertura feita pela imprensa internacional confirmaram a dimensão planetária de um acontecimento que colocou o nome de Lisboa no topo das atenções. Editor 20 48 ano s de influên ci a Edifício Lisboa Oriente, Avenida Infante D. Henrique, 333 H Escritório 49 • 1800-282 Lisboa Tel. 21 850 81 10 - Fax 21 853 04 26 Email: [email protected] Directora de Marketing JOANA MACHADO [email protected] Secretariado ANA PAULA PAIS [email protected] Director Comercial NUNO MIGUEL DUARTE [email protected] Tel.: 96 214 93 40 Tel.: 21 850 81 10 • FAX: 21 853 04 26 Powered by Boston Media Tiragem 2500 exemplares Periodicidade Mensal Impressão RPO Depósito Legal 206156/04 Isento de registo no ICS ao abrigo do artigo 9º da Lei de Imprensa nº2/99 de 13 de Janeiro DISTRIBUIÇÃO GRATUITA AOS ASSOCIADOS DO TURISMO DE LISBOA • Assinatura anual 24 euros As melhores expectativas em torno dos MTV Europe Music Awards Lisboa concretizaram-se em pleno, a avaliar pela forma como esta cerimónia foi recebida em todo o mundo. Com uma audiência global estimada de mil milhões de telespectadores, só em Portugal este evento chegou a cerca de um milhão e 300 mil pessoas, com cada espectador a ver, em média mais de 40 minutos da duração total do evento. Pelos dados da Media Monitor, a audiência média do canal MTV, apenas disponível por cabo, foi de 261 mil espectadores, cuja maioria tinha entre 15 e 24 anos Em termos mundiais, este evento chegou a 300 milhões de casas em todo o mundo, estimando-se que o efeito gerado por estes prémios, em Lisboa, tenha correspondido a 8 milhões de euros. A cerimónia vista de fora Para além de Portugal, a Espanha foi um dos países que mais atenção dedicou aos prémios MTV. O diário “El Mundo”, por exemplo, escreveu: “Os Prémios MTV enchem Lisboa de Música”. A presença do nome de Lisboa, em primeiro lugar no próprio nome da cerimónia, catapultou o nome da capital portuguesa para os títulos da imprensa estrangeira, como aconteceu também com o brasileiro “Estado de São Paulo”, que escrevia, ainda antes da cerimónia: “Prémios da MTV europeia serão entregues em Lisboa”. Em países tão distantes como a Austrália, a festa manteve o mesmo brilho que teve em Lisboa, com destaque para a entrada de Madonna numa bola de espelhos, “in Lisbon’s Atlantic Pavillion”, como descreveu o “Sidney Morning Herald”. O Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações, tornou-se, de facto, num enorme palco televisivo que chegou mesmo a bater recordes, de que foi exemplo a passadeira “vermelha” (desta vez branca às bolas azuis), a maior alguma vez usada nas 12 edições dos prémios. A presença de inúmeras estrelas, entre as quais Madonna e Robbie Williams, garantiu uma visibilidade só dantes conseguida com o Euro2004. A propósito de futebol, Luís Figo e Nuno Gomes também estiveram presentes na gala, tendo sido apresentados como “heróis de Portugal”. A pretexto dos MTV Awards, o britânico Sunday Mirror deu mesmo uma volta de 48 horas pela noite de Lisboa, “uma das cidades europeias com mais estilo”. MTV dá “Best Host City Award” a Lisboa A cadeia de televisão MTV atribuiu à Cidade de Lisboa o prémio “Best Host City Award”, em resultado do sucesso obtido com a organização dos MTV Europe Music Awards Lisboa 2005. O galardão, entregue no dia 15 de Novembro ao Presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, é uma distinção especial já que, como sublinhou Rui Ventura, director de Marketing da MTV Portugal, se trata de “prémios excepcionais”. A comprovar isso mesmo está o facto de o “Best Host City Award” apenas ter sido concedido a outras duas cidades além de Lisboa, ao longo dos 12 anos de realização desta importante gala de prémios musicais. Rui Ventura acrescentou que a intenção da MTV é premiar Lisboa pela “forma fantástica” como recebeu a organização deste evento de projecção mundial. VISÕES Fernando de La Vieter Nobre Presidente Fundação AMI Centralwings patrocinou Campanha polaca deu bilhetes para MTV Music Awards Uma campanha difundida em duas rádios da Polónia ofereceu bilhetes para os ouvintes poderem vir a Lisboa assistir à gala dos MTV Europe Music Awards. A iniciativa foi patrocinada pela companhia aérea low-cost Centralwings sob o lema: “Voa para Lisboa nas asas da Centralwings”. A campanha consistiu num concurso em que os prémios eram bilhetes para o espectáculo, que se realizou no dia 3 de Novembro, no Pavilhão Atlântico. Ao todo viajaram para Lisboa 21 pessoas, entre as quais seis jornalistas polacos e os vencedores do concurso. O que pensa do turismo em Lisboa e dos turistas que nos visitam? Como português viajante que sou, embora profano sobre política de turismo, gostaria que puséssemos em evidência o nosso património histórico e linguístico a fim de atrairmos um turismo interessado e de qualidade de todo o mundo. É nessa matéria que Portugal e Lisboa têm trunfos ímpares para fazer valer. Sem descurarmos as praias belas, seguras e cada vez mais limpas que possuímos, nem sempre temos sabido aproveitar o turismo temático onde a nossa história e a nossa língua têm um papel fundamental. Explico-me. Portugal é um dos poucos países do mundo que marcou a História Mundial! E depois? Que mais-valias temos sabido tirar para o nosso turismo? Tantas efemérides esquecidas... Saberão os leitores que há exactamente 500 anos D. Lourenço de Almeida aportou na mítica ilha da Taprobana (futura Ceilão, hoje Sri Lanka)? Promovemos algo que se visse? Em breve haverá muitas datas de que legitimamente nos devemos orgulhar: Malaca (Malásia) atingida em 1511, 500 anos em 2011! Fomos os primeiros a chegar ao Bangladesh, à Tailândia, Indonésia, Papua, ao Japão e à China... Em todos esses países deixámos monumentos, cidades, palavras, apelidos, culinária e afectos; que fazemos nós para que os seus povos nos visitem, estreitando os nossos laços históricos, afectivos, linguísticos e culturais? Macau foi uma oferta chinesa por actos heróicos de portugueses! Na Tailândia a primeira feitoria ocidental foi portuguesa e é hoje a nossa embaixada! Os povos asiáticos, tais como os africanos e latinoamericanos (e não só!) recordam a nossa passagem. Saibamos atraí-los, assim como as nossas comunidades luso-descendentes, e ofereçamos-lhes nos nossos museus, nos nossos castelos, nas nossas igrejas, praças e ruas, pedaços da nossa história comum e reforcemos os nossos afectos. O turismo pode e deve ser uma componente essencial da nossa representação e afirmação externas. Numa altura em que tantos países já tentam atrair o turismo asiático, com uma tónica especial para o chinês, seria de uma total incompetência não jogarmos os trunfos tão importantes que possuímos. Espero que, como há 500 anos, saibamos estar na vanguarda. Os nossos antepassados semearam e mostram-nos o caminho. Saibamos segui-los... com inteligência e afecto! 49 • A FECHAR O milagre da Ota e outras questões menores 50 Para consolidar a decisão política sobre os Aeroportos, o Governo organizou uma sessão de divulgação dos vários estudos que a fundamentaram. A estratégia é clara: o Governo quer arrumar a questão, transmitindo a ideia que o assunto está fechado e que estamos no ponto zero da implementação. Teríamos agora tempo suficiente para tratar dos pormenores, para minorar os impactos, para nos ocuparmos das questões menores, a começar pelo Turismo. E que o Turismo é uma questão menor para o Governo prova-o o facto de não ter sido incluído na agenda do referido debate. Também é significativo que, para tentar desmentir um estudo já feito, a NAER tenha anunciado à comunicação social (mas não ao Turismo) que encomendou, apenas há um par de semanas, um novo estudo sobre os impactos do novo Aeroporto no Turismo. É igualmente significativo que o Ministro das Obras Públicas (porque o seu colega da Economia não considerou o debate suficientemente importante para a economia portuguesa e, portanto, não esteve presente) se envolva numa polémica para minorar as conclusões do estudo feito há cinco anos sobre a matéria, como se fosse importante saber se o prejuízo para o Turismo é de x ou de y. Esperar-se-ia que, ao contrário, demonstrasse que a nova infra-estrutura turística, o Aeroporto, iria beneficiar e não prejudicar o turismo em vez de – erradamente aliás – perder tempo a discutir o grau de prejuízo. É, ainda, significativo, que além do Turismo, também tenham sido excluídos do debate os pontos de vista de players fundamentais como as companhias low-cost. Apesar de tudo, os responsáveis pelo Turismo convidados assistiram ao debate de espírito aberto, para ouvir e ponderar os argumentos apresentados. Lamentavelmente há que reconhecer que não foram convencidos. Crescimento do número de passageiros Persistem as dúvidas sobre o esgotamento da capacidade da Portela, porque as previsões de crescimento não parecem realistas. Sabe-se que, segundo inquéritos da ANA, 42% dos passageiros da Portela são residentes, 37% não residentes e 21% em trânsito. Considerando os dados de 2004, isso significa que cerca de 2,2 milhões de residentes utilizaram o Aeroporto da Portela para saírem e entrarem. Tendo em conta a população da Área Metropolitana de Lisboa, não é crível que seja este o segmento que mais vá crescer, por muito que os Portugueses possam ser estimulados a ir passar férias ao Brasil em vez do Algarve. Assim sendo, apenas se podem considerar como passíveis de crescimento significativo os dois restantes segmentos, o que significa que o aumento anual do Turismo e dos passageiros em trânsito terá que ser de cerca de 5 a 6% em média nos próximos 35 anos, para se atingirem os números previstos. E, note-se, à medida em que a base for crescendo, mais difícil se vai tornando atingir a percentagem de aumento. Apesar destas dúvidas, há que ultrapassar a fase da discussão sobre a saturação da Portela e aceitar que isso vai acontecer, até porque, como todos sabemos, construir um novo Aeroporto demora anos. A solução dual Aceite a inevitabilidade da saturação da Portela há que olhar para as alternativas. O mais lógico seria manter a Portela que, aliás, vai beneficiar de um investimento de 400 mil euros e de uma linha de Metro, e encontrar um novo Aeroporto para a complementar. Esta alternativa é possível, tal como foi amplamente afirmado pelos peritos no debate e, obviamente, incomensuravelmente mais barata. Simplesmente, a alternativa foi afastada com vagos argumentos sobre custos operacionais acrescidos e com um argumento muito concreto. Pode ler-se, a este respeito, na apresentação do convidado Chevalier dos Aéroports de Paris: “- The one acceptable split would be between short and long haul flights; - Such split would be a disaster for Tap Air Portugal, then unable to built a competitive hub between continental and intercontinental services”. No mesmo sentido se pronunciou o outro convidado Gerry O’ Shaughnessy, da IATA, afirmando que: “- Operating from two ou more airports is undesirable for airlines; - Particularly so for hub or based carriers…”. Palavras para quê? O milagre das rosas Verdadeiramente miraculosa é a solução project finance para o novo aeroporto da Ota. Segundo o Banco Efisa, o Estado não só não porá um único cêntimo no projecto como irá, no final da concessão, receber de volta um Aeroporto que valerá, a preços de hoje, mil milhões de euros, apoderando-se, assim, dos 650 milhões que se espera que a EU subsidie o projecto e de uma mais valia considerável. Isto, claro, se se confirmarem as previsões de crescimento do número de passageiros, ou certamente o Estado terá então que pagar a diferença. Nas previsões do Efisa há ainda uma pequena factura a pagar, de cerca de 500 milhões de euros, para os quais defendem uma solução. O dark side Como “não há bela sem senão” a solução defendida pelo Efisa passa pela criação de uma taxa suplementar de 7,85 euros, a pagar pelos passageiros da Portela para financiar o Aeroporto da Ota, a partir do início das obras. Algo cinicamente, o Efisa defende que se trata da aplicação do princípio do “utilizador-pagador”. Neste caso talvez se aplicasse melhor o princípio do “pré-pagamento”… Também ficou esclarecido que não vai ser a ANA – privatizada ou não – a construir e a gerir o novo Aeroporto. O que ninguém disse, mas pode-se adivinhar, é o que vai acontecer à ANA depois de perder a gestão do único Aeroporto lucrativo, a Portela, e de ver agravado o défice do aeroporto do Porto, outro prejudicado pela Ota. Neste verdadeiro negócio da China também ninguém falou das facturas a pagar pelas novas acessibilidades e pelo encerramento da Portela, incluindo a perda dos investimentos efectuados, a deslocalização de cinco mil trabalhadores e de todos os serviços. Assunto arrumado? Neste quadro, o assunto não pode considerar-se definitivamente arrumado. Se a construção da Ota está decidida e se vai tornar irreversível a partir da assinatura do contrato, não é irreversível o encerramento da Portela. As contas têm que ser refeitas e os interesses reequilibrados. Não pode ser o Turismo a pagar a factura. Vítor Costa Director-Geral do Turismo de Lisboa