Mensagem
ISTO É O MEU CORPO
I
niciamos o mês de junho com a
Solenidade de Corpus Christi e
para bem refletir sobre tão grande
Mistério, vou servir-me da primeira
estrofe de um dos principais hinos eucarísticos da Igreja, o Adoro te devote, atribuído a Santo Tomás de Aquino
(séc. XIII – mesmo século em que a solenidade foi instituída):
“Eu te adoro com afeto, Deus oculto/ Que
te escondes nestas aparências.
A ti submete-se o meu coração por inteiro/e desfalece ao te contemplar.”
A estrofe evoca o tipo de presença de
Cristo nas aparências eucarísticas do
pão e do vinho. Deus está realmente
presente na Santíssima Eucaristia, porém, oculto. Como Moisés, que via uma
chama de fogo a queimar, sem, contudo
consumir-se (cf. Ex 3,1-3), na Eucaristia
Deus Se faz presente, embora velado.
Se na Encarnação Deus Se humilhou
descendo da sede real da glória ao seio
da virgem Maria (cf. Fp 2,5ss), na Eucaristia, diariamente, desce até nós em Sua
humildade na frágil aparência do pão!
A razão de permanecer oculto é o Seu
desejo de ser procurado. No AT Ele prometeu: “Vocês vão me procurar e me
achar, pois vão me procurar com todo
o coração...” (Jr 29,12-14a). No NT, ga-
rantiu: “Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta
será aberta para vocês” (Mt 7,7).
A resposta de nosso coração ao convite
do Senhor em procurá-Lo é a atitude
de adoração. O canto, que começa dizendo: “Eu te adoro com afeto...”, prossegue: “A Ti submete-se o meu coração
por inteiro...”.
Na Eucaristia não temos um simbolismo da presença de Cristo; o conteúdo
da nossa fé é que o mesmo corpo histórico de Jesus, concebido pelo Espírito
em Maria, morto, ressuscitado e glorificado, é o corpo eucarístico. Na hóstia
temos a divindade e a humanidade de
Cristo verdadeiramente presente.
Adoração é a percepção da grandeza, da
beleza e da bondade de Deus e de Sua
presença que nos tira o fôlego (cf. 1Cro
29,10-14). É uma espécie de naufrágio
no oceano sem margens e sem fundo
da majestade de Deus.
A adoração é
um gesto filial,
amoroso, livre.
É um olhar do coração ao Deus que
nos vê e ama. Pode dispensar inclusive
palavras... é um “hino de silêncio” (São
Gregório Nazianzeno).
Mesmo que o exterior contenha sons
de orações e canções, o interior de
quem adora tende a silenciar, a calar,
a se submeter à Presença de Deus (cf.
Sl 95,6). O canto diz: “Eu te adoro com
afeto” (Adoro te devote). Esse afeto é
o fervor da alma acesa pelo amor de
Deus, fruto da lembrança dos Seus benefícios em nossa vida. Afeto, portanto, é a disponibilidade total e amorosa
em fazer a vontade de Deus.
Da adoração eucarística, pessoal ou comunitária – como é próprio de Corpus
Christi: a celebração, a procissão e a exposição do Santíssimo Sacramento –, o
nosso coração deve passar a outro nível
de relacionamento com o Senhor, a contemplação. Não basta estar de joelhos
diante do Cristo eucarístico, recitar
orações, cânticos. Para mergulhar no oceano de graça
que é a Presença eucarística o coração, como diz o
canto, precisa desfalecer-se
(cf. Sl 84).
2
Mensagem
No século XIII, a contemplação tinha
grande significado, pois a comunhão
eucarística do povo era um costume
raro. Comungava-se praticamente somente na Páscoa. Assim, a ausência do
contato eucarístico supria-se com a sua
contemplação, sobretudo na elevação
da hóstia no momento da consagração.
Ver era como que receber, comungar,
desfrutar do Mistério!
Para nós, no século XXI, que temos tão
presente a comunhão em nossas celebrações, parece não ter sentido tal prática. Mas é exatamente o contrário. Por
estarmos habituados com a Missa e a
comunhão, corremos o risco de vivê-las
“no automático”, sem reconhecer a presença e a santidade do Senhor entre nós.
Portanto, acorrer aos sacrários de nos-
sas igrejas para a adoração e a contemplação deve ser um gesto concreto
na vida de um católico, de alguém que
conscientemente toma parte no sacrifício eucarístico, sobretudo aos domingos; deve ser uma extensão de seu amor
à Eucaristia. Na adoração e contemplação interiorizamos o Mistério e nos
deixamos afetar por Ele. Contemplar é
olhar a Jesus e estabelecer um contato
de coração a coração, é olhar para Ele
e ser olhado por Ele. Ali esquecemos
tudo, exceto Ele. Ali, como quem está
exposto ao sol, somos “queimados” ou
transformados Naquele que contemplamos, isto é, assimilamos em nós a mente
e o coração de Cristo (cf. Fl 2,5; Gl 3,27),
somos transfigurados na imagem do
Seu glorioso rosto (2Cor 3,18), porque
cada ser é aquilo que contempla.
FESTA DE CORPUS CHRISTI
Corpus Christi: momento de agradecer
o dom da Eucaristia
E
ste mês celebraremos a Festa de
Corpus Christi, que é a Festa do
Santíssimo Sacramento – a Eucaristia, que é a fonte e o centro de toda a
vida cristã, uma vez que nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja:
o próprio Cristo.
Corpus Christi (Corpo de Cristo) é uma
festa móvel da Igreja Católica que celebra
a presença de Jesus Cristo na Eucaristia,
na qual o pão e o vinho se transformam
no corpo e sangue de Cristo. Porque a
Eucaristia foi celebrada pela primeira vez
na Quinta-feira Santa, Corpus Christi é
festejado sempre numa quinta-feira após
o domingo seguinte a Pentecostes.
Origem – Foi a partir das visões de uma
freira agostiniana que surgiu a ideia da
proclamação da fé e afirmação do culto público ao Santíssimo Sacramento.
Santa Juliana de Mont Cornillon, como
ficou posteriormente conhecida, nasceu em Liège, na Bélgica, e entrou para
o convento aos 14 anos de idade. Em
1209, aos 17 anos, ela começou a ter
visões que mostravam que era necessário criar uma festa no ano litúrgico em
agradecimento à Eucaristia.
A data da festa de Corpus Christi foi ofi-
cializada em 11 de agosto de 1264 pelo
Papa Urbano IV, mas sua morte, no dia
2 de outubro do mesmo ano, pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Seu sucessor, o
Papa Clemente V, tomou o assunto em
suas mãos e, no concílio geral de Viena,
em 1311, ordenou mais uma vez a adoção dessa festa. Em 1317, foi promulgada – por João XXII – uma nova compilação de leis e, assim, a comemoração
estendida a toda a Igreja.
Procissão – A primeira procissão eucarística aconteceu em 1247, nas ruas de Liège. Em 1317, o Papa João XXII publicou
o dever de levar a Eucaristia em cortejo
pelas ruas, estabelecendo, então, uma das
tradições do dia de Corpus Christi. Com
o passar do tempo, em diversos lugares
do mundo, incluindo o Brasil, criou-se o
hábito de cobrir as ruas por onde as procissões vão passar com tapetes artesanais
preparados com flores, serragem, pó de
café e outros materiais.
Essa é a procissão mais importante de
todas que acontecem durante o ano, já
que é a única na qual o próprio Senhor
sai às ruas para abençoar as pessoas, as
famílias e a comunidade.
Por fim, na contemplação eucarística,
temos um meio privilegiado para a cura.
Se Israel, contemplando a serpente de
bronze suspensa na estaca, pôde desfrutar dessa bênção (cf. Nm 21,4-9), quanto mais podemos nós alcançar de Deus
na adoração e contemplação tudo o que
necessitamos para viver em plenitude a
nossa vida e a nossa fé (cf. Jo 3,14-16)!
É este Mistério que nossas comunidades
são chamadas a viver no seu dia a dia
e a testemunhar, de modo solene, pelas
ruas de nossa paróquia, sobretudo na
procissão de Corpus Christi, nossa profissão pública de fé na Presença real de
Jesus na Santíssima Eucaristia.
Pe. Augusto César
Pároco
DIA 4 – QUINTA-feira
Corpus Christi
9h – Hora Santa Eucarística na
Capela Imaculada Conceição.
10h – Missa na Capela Imaculada
Conceição.
15h – Hora Santa Eucarística na
Paróquia Nossa Senhora de Fátima.
16h – Missa seguida de Procissão do
Santíssimo Sacramento na Paróquia
Nossa Senhora de Fátima.
19h30 – Missa na Paróquia Nossa
Senhora de Fátima.
Vida Cristã
3
A NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA E
SUA MISSÃO COMO PRECURSOR
24
de junho é o dia em que celebramos o nascimento de São João
Batista, filho de Isabel, prima de Maria, a
mãe de Jesus. Essas informações iniciais
já dão o tom máximo da importância daquele que foi o primeiro apóstolo e único
profeta do Salvador que abriu as portas
para vinda do Messias, tão aguardada
pelos judeus de sua época.
SANTO ANTÔNIO
E O SACRAMENTO
DO MATRIMÔNIO
ATUALMENTE
O
dia 13 de junho celebra Santo
Antônio, que, dentre outros
títulos, recebe a etiqueta de
“santo casamenteiro”. Apesar do teor
descontraído da legenda, a máxima toca
em um preocupante cenário apresentado por casais espalhados pelo mundo
inteiro: a banalização do Matrimônio.
É importante, por isso, entender e pôr
em prática os conhecimentos de que a
aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si
Os autores dos Evangelhos apresentam
com todo rigor a figura de João como
precursor do Messias. O dia de seu
nascimento é chamado de “Aurora da
Salvação”. João Batista é o único santo, além de Nossa Senhora, festejado
por seu nascimento. A Igreja vê nele a
preanunciação do Natal de Cristo.
Ele era um filho muito desejado por
seus pais, Isabel e Zacarias. Ela era estéril e ele, mudo. Ambos de estirpe sacerdotal e já com idade bastante avançada.
Então, o anjo Gabriel alertou Zacarias
de que Isabel haveria de dar à luz um
menino, o qual deveria receber o nome
de João, que significa “Deus é propício”.
O sobrinho da Virgem Maria foi o último profeta e o primeiro apóstolo. Com
palavras firmes, São João Batista pregava a conversão e a necessidade do Batismo de Penitência. Anunciava a vinda do
uma comunhão total de vida, recebe a
sua força e vigor da própria Criação e
para os cristãos é elevada a uma dignidade ainda mais elevada.
O Matrimônio é constituído pela aliança conjugal, isto é, pelo consentimento
irrevogável de ambos os cônjuges que
livremente se entregam e se recebem.
Esta singular união do homem e da
mulher, assim como o bem dos filhos,
exige e requer a plena fidelidade dos
esposos e a unidade indissolúvel do
vínculo matrimonial.
Os que casam em Cristo procuram, em
fidelidade à palavra de Deus, celebrar
frutuosamente, viver retamente e testemunhar publicamente o mistério da
união de Cristo e da Igreja. Esse Matrimônio desejado à luz da fé, preparado,
celebrado e assumido na vida cotidiana,
“é unido pela Igreja, confirmado pela
oblação eucarística, selado pela bênção,
anunciado pelos anjos e ratificado pelo
Pai, qual jugo de dois fiéis numa única
esperança, numa única observância,
num mesmo serviço! São irmãos que vivem juntamente, sem qualquer divisão
quanto ao espírito ou quanto à carne.
Mais: são verdadeiramente dois numa
só carne e, onde a carne é única, único é
também o espírito”.
Messias prometido e esperado, enquanto de si mesmo deu esse testemunho:
“Eu sou a voz do que clama no deserto:
endireitarei o caminho do Senhor...”.
São João Batista é um dos santos mais
populares em todo o mundo cristão. A
sua festa é muito alegre e até folclórica.
Com muita música e danças, o ponto
central é a fogueira, lembrando aquela
primeira feita por seus pais para comunicar o seu nascimento: anel de ligação
entre a antiga e a nova aliança.
DIA 13 – sábado
Sábado da Solenidade
do Imaculado Coração
de Maria, Dia de Santo
Antônio
8h – Missa e bênção dos pães na
Paróquia Nossa Senhora de Fátima.
17h – Missa e bênção dos pães
na Comunidade Nossa Senhora
Aparecida e Santo Expedito.
18h – Missa e bênção dos pães na
Capela Imaculada Conceição.
19h – Missa e bênção dos pães na
Paróquia Nossa Senhora de Fátima.
4
notícias
Junho:
MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E DO DÍZIMO
J
unho é considerado o mês do Sagrado Coração de Jesus. Também é
a época do ano de refletirmos sobre
esse ato de amor e gesto de partilha que
é o dízimo. Conheça abaixo suas origens e significados.
ZELANDO PELO SAGRADO
CORAÇÃO DE JESUS – A origem dessa devoção vem de muitos
séculos e, através dos tempos, sempre
contou com devotos fervorosos. Mas
foi Santa Margarida Maria Alacoque,
na França do século XVIII, a escolhida pelo Senhor como instrumento
para difundir o culto ao Seu Coração
misericordioso. A então freira teve
uma visão de Jesus, que lhe mostrava
o coração e dizia: “Eis o coração que
J
tanto amou os homens e por eles é tão
pouco amado. Tu, pelo menos, dá-me
este conforto de suprir suas ingratidões quando fores capaz”. A partir
daí, a jovem cristã – que tinha como
diretor espiritual o jesuíta Cláudio
de la Colombière – começou a viver
uma série de graças que marcou a
espiritualidade do Coração de Jesus e que depois tanto se difundiria,
como o oferecimento do dia e das
obras e a reparação às ofensas feitas
ao Coração de Jesus.
Entre as práticas que compreendem
a devoção, de acordo com uma das
doze promessas feitas pelo próprio
Sagrado Coração de Jesus a San-
PARTILHA
unho é também o mês do dízimo. Mas, afinal, o que é dízimo?
A palavra dízimo quer dizer 10%
ou dez em cada cem. Significa a entrega de 10% dos 100% que Deus nos
dá. O dízimo é devolução, contribuição, ato de amor e gesto de partilha.
Não pagamos o dízimo, nós o devolvemos, já que tudo o que somos
e temos pertence a Deus. Quando
ofertamos o dízimo devemos fazê-lo como oração e agradecimento a
Deus, no íntimo do nosso coração, e
não apenas pagar como um carnê de
prestações.
Hoje, quando se fala em dízimo, antes
da contribuição em dinheiro, devemos entender a participação do cristão no desenvolvimento da comunidade. O dízimo não pode ser o que
sobra, mas, sim, a primeira coisa a ser
paga, pois para Deus não podemos
dar o resto, devemos dar as primícias,
como diz a Bíblia no Gênesis (4, 1-8),
na passagem de Caim e Abel.
Antes de definir o quanto devolver,
devemos pedir inspiração a Deus,
para fazermos justiça com a comunidade. Aquele que tem pouco dê
pouco, mas aquele que tem muito,
não precisa ter medo de dar muito.
Conforme a Bíblia, ele vai receber
de Deus a recompensa. Não é que
Deus Se deixa comprar, mas quem
dá de coração, mora no coração de
Deus. Quem dá cálculos recebe só
o calculado no que ele mesmo deu.
O dízimo não foi inventado: ele
nasceu espontaneamente, como
resposta do homem e da mulher à
bondade e misericórdia de Deus.
Assim, o Senhor nos diz: “Pagai integralmente o dízimo ao tesouro do
templo, para que haja alimento em
Minha casa. Fazei a experiência, diz
o Senhor dos exércitos, e vereis se
não vos abro os reservatórios dos
céus e se não derramo as Minhas
bênçãos sobre vós, muito além do
necessário...” (Malaquias 3, 10-12).
Você já é um dizimista?
Procure a Secretaria da
Paróquia e das Capelas
ta Margarida Maria, destaca-se a da
comunhão das nove primeiras sextas-feiras do mês para obter, além da
graça da penitência final, a salvação
eterna para seus devotos.
DIA 12 – SEXTA-feira
Solenidade do Sagrado
Coração de Jesus
8h – Missa na Capela Imaculada
Conceição.
15h – Missa na Paróquia Nossa
Senhora de Fátima.
DOZE MOTIVOS PARA
CONTRIBUIR COM O DÍZIMO:
1. Dízimo é reconhecer que tudo é de Deus;
2. O dízimo é bíblico;
3. O dízimo é um ato de amor que nos
aproxima de Deus;
4. O dízimo é partilha que vence o
egoísmo;
5. O dízimo não é esmola, é dever de
justiça;
6. Pelo dízimo ajudamos a Igreja em sua
missão evangelizadora;
7. Dízimo ajuda a formar a comunidade;
8. Dízimo é celebração da vida e da fé;
9. Pelo dízimo os pobres são assistidos e
promovidos;
10.Todas as pastorais dependem do
dízimo;
11. É do dízimo que os padres e agentes
pastorais retiram seu sustento;
12.O dízimo suprime as taxas por ocasião
da administração dos sacramentos.
notícias
5
DIA 19 – SEXTA-feira
19h30 – Missa em
louvor a Santo
Expedito
na Comunidade Nossa Senhora
Aparecida e Santo Expedito – Jd. Três
Marias.
Quermesse na paróquia
Nossa Senhora de Fátima se
estenderá até 5 de julho
Aos sábados e domingos, a partir das
18h30. Participe!
Quermesse na Capela
Imaculada Conceição
De 30 de maio a 28 de junho.
Aos sábados e domingos, a partir das
18h30. Não perca!
FESTA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
E
m maio, celebramos a Festa
de Nossa Senhora de Fátima.
A novena contou com a presença significativa de fiéis e de diversos sacerdotes. Agradecemos a
presença calorosa da comunidade e
a todos os fiéis que – direta ou indiretamente – contribuíram para
essa grande festa em tributo à sua
Padroeira. Acompanhe aqui os
momentos marcantes do dia 13 de
maio. A missa solene das 19h foi seguida de procissão e encerrada com
queima de fogos de artifício.
6
Paróquia em Ação
A SOLENIDADE DE SÃO
PEDRO E SÃO PAULO
A
solenidade de São Pedro e de
São Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior
até mesmo à comemoração do Natal.
Já no século IV havia a tradição de,
nesse dia, celebrar três Missas: a primeira na Basílica de São Pedro, no
Vaticano; a segunda na Basílica de
São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas Catacumbas de São Sebastião,
onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação em tempos difíceis.
E mais: depois da Virgem Santíssima e de São João Batista, Pedro e
Paulo são os santos que têm mais
datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho
há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22
de fevereiro, quando temos a festa
da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das
basílicas de São Pedro e São Paulo.
Antigamente, julgava-se que os
martírios dos dois apóstolos tinham
ocorrido no mesmo dia e ano e que
seria a data que hoje comemoramos. Porém, os martírios de ambos
devem ter ocorrido em ocasiões diferentes, com São Pedro crucificado
de cabeça para baixo na colina Vaticana e São Paulo decapitado nas
chamadas Três Fontes. Mas não há
certeza quanto ao dia, nem quanto
ao ano desses martírios.
A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de
cristãos foram sacrificados após o
incêndio de Roma, enquanto a de
Paulo, no ano 67. Mas, com certeza, os martírios deles aconteceram
em Roma, durante a perseguição de
Nero.
Há outras raízes ainda envolvendo a
data. A festa seria a cristianização de
um culto pagão a Remo e Rômulo,
os mitológicos fundadores pagãos
de Roma. São Pedro e São Paulo não
fundaram a cidade, mas são considerados os “Pais de Roma”. Embora
não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu
sangue “fundaram” a Roma cristã.
Os dois são considerados os pilares
que sustentam a Igreja tanto por sua
fé e pregação como pelo ardor e zelo
missionários, sendo glorificados
com a coroa do martírio, no final,
como testemunhas do Mestre.
São Pedro é o apóstolo que Jesus
Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da
Igreja. A ele Jesus disse: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra fundarei a
minha Igreja”. São Pedro é o pastor
do rebanho santo. É na sua pessoa
e nos seus sucessores que temos o
sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.
São Paulo, que foi arrebatado para o
colégio apostólico de Jesus Cristo na
estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o Seu nome
diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado
dos pagãos, o “Apóstolo dos Gentios”.
São Pedro e São Paulo, juntos, fizeram
ressoar a mensagem do Evangelho no
mundo inteiro e o farão para todo o
sempre, porque assim quer o Mestre.
Em 2015, a Solenidade de São Pedro
e São Paulo será celebrada no dia 28
de junho – e também a Coleta para
o Óbolo de São Pedro, definido pela
Santa Sé em seu site oficial como “a
ajuda econômica que os fiéis oferecem ao Santo Padre, como sinal
de adesão à solicitude do Sucessor
de Pedro relativamente às múltiplas carências da Igreja universal e
às obras de caridade em favor dos
mais necessitados”.
Fonte: Portal Paulinas
Para saber mais:
São Pedro, antes de se tornar um
dos doze apóstolos de Cristo, ainda
conhecido por seu primeiro nome,
Simão, era pescador. É o primeiro
Papa da Igreja Católica e tornou-se,
como um dia prometeu-lhe Jesus,
um “pescador de homens”, levando
o Evangelho de Jesus Cristo a todos
os povos. O nome “Pedro” significa
“rocha” (o que explica de maneira
sublime a inteligência de Cristo ao
dizer“Tu és Pedro, e sobre esta pedra
edificarei a minha Igreja”).
São Paulo foi um escritor do cristianismo primitivo. Treze epístolas do
Novo Testamento são atribuídas a
ele. Foi o maior propagador do cristianismo depois de Cristo. Antes de
se converter, era conhecido como
Saulo e perseguia os discípulos de
Jesus nos arredores de Jerusalém,
quando teve uma visão de Jesus envolto numa luz incandescente e, desde então, começou a seguir o Mestre
dos mestres.
Catequese
7
8
EXPEDIENTE
Celebrando
Mês de JUNHO
Aniversariantes
da Paróquia
1 Berenice Silveira Kunimura
4 Djalma Moreira
4 Diego Burque Moreira
4 Stephaanie Sanches Ribeiro
5 Eladia Gallego Carvalho
5 Maria Lourdes
5 Beatriz Peinado Molina
10 Leila Garcia de Freitas Santos
10 Martha Laurindivicius
12 Luzia Framesqui da Silva
13 Mariana Helena Ribeiro
15 Dimitri Mendes Ganizev
15 Mikail Mendes Ganizev
15 Maria de Lourdes de Araújo Santos
16 Emeli Andraus Carnielli
16 Fernanda de Almeida Braga Pacheco
16 Milton Buissa
17 Gildo Guimarães dos Santos
17 Carlos Soares Peixinho
19 Ademir Machado de Barros
21 Zeneide Leite
22 Kazuko Takagi de Aquino
23 Agostinho Pereira Pacheco Neto
24 Benjamim Souza Loureiro
25 Elizene Ferreira do Nascimento
25 Maria de Lourdes Viana Pires
27 Paulo João Marques Trovão
28 Michelle Talhiari Karpe
29 Alene Elise Gerbelli Belini
29 Elaine de Souza Alves Guimarães
Aniversariantes
da Capela Imaculada
2 Helena Grassi
3 Lúcio Simionato
3 José Carlos de Abreu
3 Sônia Maria Lopreto
7 Edimilson Rui Viana
7 Nícia Evanora Lopes Kresch
10 Miguel Chinato
12 Erlene Peres Christiano
12 Lourdes Dascanio Simionato
12 Neusa Luiz da Silva
20 Jessica Haruna Yoshida Inazumi
23 Gabriel Villar Rosa
23 João Gaspareto Gabriel
24 Waldeci Martins Chinato
24 Maria Stela Rosa de Paula
24 Juliana Maia Catalani dos Santos
25 Marcella Maia Mestre
26 Pedro Alcaide Fernandes
28 Ivone Greghy
30 Paulo Oto Copriva
Aniversário de Casamento da Paróquia
6 Benjamim Souza Loureiro e Ionildes Aparecida B. Loureiro
14 Antônio Cruz Malassise e Maria Dorothéa Mazzotti Cruz
16 Guilherme Santos Brandão e Ludovina da Silva Roda Brandão
22 Antônio Aparecido de Oliveira e Silmara Aparecida Bertozzi de Oliveira
25 Cândido do Vale Sampaio e Lúcia Helena Rebelo Sampaio
27 Gernaldo Saturno Mendes e Eva Vilma Cardoso de Souza
28 Isabel Aparecida da Silva e Reinaldo Tadeu Domingues da Silva
Aniversário de Casamento
da Capela Imaculada
9 Moacir Silveira e Sueli Silveira
24 Eduardo Aparecido Fenile e Roberta Mazzola Fenile
25 Abdenago Esperidião da Silva e Almir Rosa de Lima Silva
29 Carlos Alberto Motta e Luceli Teixeira Motta
Paróquia Nossa Senhora de Fátima
Rua Flávio Fongaro, 126
Vila Marlene, CEP 09726-430
São Bernardo do Campo, SP
Tels.: (11) 4332 6953 / 4332 2772
Atendimento da secretaria
De terça a sexta, das 14 às 20h
Sábado, das 9h às 20h
Atendimento do padre
Quinta-feira, das 15 às 17h.
Santa Missa
Domingo: 10 e 19h.
Segunda-feira: 15h (pelas almas).
Quinta-feira: 19h30 (pela saúde).
Sábado: 19h.
Primeira sexta-feira do mês
Missa do Sagrado Coração de Jesus: 15h.
Vigília dos Grupos de Oração: 22h.
Primeiro sábado do mês
Missa do Imaculado Coração de Maria: 8h.
Todo dia 10
Missa de Santa Filomena com bênção
e entrega do cordão e do óleo, às 15h e
19h30
Adoração Eucarística
Quinta-feira, das 8 às 19h.
SOS Oração
Quinta-feira, das 10 às 12h e das 16 às 19h.
Grupo de Oração Magnificat
Segunda-feira: 19h30.
Grupo de Oração Maria Passa na Frente
Terça-feira: 15h.
Capela Imaculada Conceição
Rua Copacabana, 720, Jd. Hollywood
São Bernardo do Campo, SP
Tel.: (11) 4362 2360
Atendimento da secretaria
De terça a sábado, das 8 às 12h e
das 14 às 17h.
Atendimento do padre
Terça-feira, das 15 às 17h.
Santa Missa
Domingo: 8 e 10h.
Terça-feira: 19h30 (pela saúde).
Primeira sexta-feira do mês
Missa do Sagrado Coração de Jesus: 8h.
NÚMERO XII
TIRAGEM: 2.000 EXEMPLARES
Publicação oficial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima São Bernardo do Campo, SP
Tel.: (11) 4332 6953 / 4332 277
RESPONSÁVEL:
Pe. Augusto César C. de Andrade
[email protected]
Informativo produzido em parceria com
Download

ISTO É O MEU CORPO