Laboratorio de Física I - EAD- UESC 2011 Equipe: 1. Nome: .................................................................................................... 2. Nome: .................................................................................................... 3. Nome: .................................................................................................... Pólo: .................................................................................................... Data: .................................................................................................... Experiência 1: CANHÃO DE BORRACHINHA Relatório Programado: Guia para tomada e análise de dados Prazo: 1 semana Visto ..................... 1. Introdução O presente experimento pertence ao estudo realizado pelo grupo de ensino de Física do Depto de Física da UNESP, Campus de Baurú, para o projeto “Experimentos de Física para o ensino médio e fundamental com materiais do dia-a-dia.” [1]. O Princípio da Conservação do Movimento Linear diz que "todo sistema sempre conserva constante a sua quantidade de movimento linear", esta podendo ser inicialmente nula ou não. Neste experimento, o sistema considerado é todo o conjunto da base que sustenta o "canhão" mais os lápis de rolagem, para o qual a quantidade de movimento linear inicial é nula. 2. Objetivos Mostrar que num sistema onde inicialmente não existe movimento nenhum e então 2 partes diferentes do sistema começam a se movimentar, existe uma compensação deixando o momento inicial do sistema com seu valor nulo. O que acontece é que os movimentos ocorrem na mesma direção, porém em sentidos opostos. 3. Preparação (3.0) Usando a Ref.[1] temos que: “O experimento consiste em construir um sistema muito similar a um canhão real. Uma borrachinha de dinheiro é disposta sobre a base de madeira como se fosse uma atiradeira que está prestes a impulsionar o projétil (veja a figura abaixo). A linha de costura e o palito de fósforo servem para disparar o "tiro" com a menor interferência possível. Depois de armado o sistema, dispara-se o "tiro" simplesmente queimando a linha que mantém a borrachinha esticada. O que se observa é que enquanto o projétil é lançado num sentido, o resto do sistema se move noutro sentido, ou seja, recua. A idéia é a de explorar a compensação de quantidades de movimentos bastante visível que ocorre neste experimento. O projétil, mais leve, se desloca com velocidade maior; o resto do sistema, mais pesado, se desloca noutro sentido com velocidade menor. 1 Tabela do Material Ítem Observações Uma tábua leve Pode ser, por exemplo, obtida de uma caixa de uva, da parte da madeira de 15x10 cm mais fina que a compõe. Três parafusos ou pregos pequenos Um elático de dinheiro Linha de costura Fósforos Projétil Pode ser qualquer coisa passível de ser atirada pela borracha: um apontador de lápis, uma borracha de apagar lápis, dessas que têm uma capa plástica de proteção (só a borracha ofereceria muito atrito), etc.... Lápis A quantidade deve ser tal que permita a base de madeira se deslocar por toda a distância que esta conseguir se mover após o tiro. Algo como uma dúzia ou mais deve resolver. Montagem Prepare a madeira, de forma que ela fique a mais lisa possível, retirando todas as farpas e possíveis defeitos. Numa das bordas de menor largura fixe dois parafusos nos cantos da placa, e no centro da borda oposta, o outro parafuso. Passe cada uma das pontas da borrachinha pelos parafusos da extremidade que contém dois parafusos. Amarre no centro do elástico um pedaço de linha. Puxando a borrachinha pela linha, estique-a na direção do parafuso que está no centro da outra extremidade, e enrole a linha nele, para que fique preso e esticado. Não encoste a borrachinha no parafuso deixe uma folga de mais ou menos um centímetro. Coloque algo que sirva de projétil dentro do vértice em V formado pela borrachinha esticada. Coloque os lápis sobre a mesa, um paralelo ao outro formando uma espécie de caminho por onde o canhão deverá se deslocar após o tiro. Coloque o conjunto já montado sobre a esteira de lápis, e com o fósforo queime a linha, sem que o palito ou você encoste no experimento. Comentários O peso do canhão é importante para se observar um bom recuo. Portanto, escolha bem a madeira que vai servir de base para o canhão. 2 Figura 1: Esquema Geral de Montagem. 4. Fundamentação teórica Nosso sistema físico está constituído por uma borracha de massa conhecida m (a medir), uma base móvel de massa desconhecida M. O momento inicial do sistema com seu valor nulo (Pi=0). Depois de ter queimado o fio, temos os que os movimentos ocorrem na mesma direção, porém em sentidos opostos. A massa m vai se deslocar para a esquerda com velocidade -v, e a base vai se deslocar para a direita com velocidade V, conforme o sistema de referência da Fig. (2). Usando o principio de conservação do momento linear, temos: Pf Pi 0, p BALA PCANHÃO 0, m.v M .V 0, m.v M .V , (1) O movimento é efetuado num só direção* (em x, por exemplo) e a equação (1) resulta: mv MV . (2) Podemos supor que as velocidades v e V correspondem as velocidades médias nos x X , eV . Finalmente, da equação (2) intervalos de tempo t e T, ou seja v t T resulta: *O movimento na realidade é bidimensional (x,y) e corresponde a um lançamento oblíquo. 3 x X M , t T x m t M, X T m (3) Aqui x e X correspondem aos deslocamentos indicados na Figura (2) e os intervalos de tempo t e T. Figura 2: Esquema da situação antes e depois do lançamento. Objetivo: Com a equação (3) vamos obter um valor teórico para a massa Mth da base usando as medidas de cumprimento (x,X ) e tempos (t,T). Deve-se estimar as velocidades: x X v , eV . t T O valor teórico Mth poderá ser comparado com uma medição direta da massa M numa balança de precisão. 4 5. Preparação Trata-se de medidas direitas de comprimento, tempo, e peso. Usaremos o Sistema Internacional de Unidades (S.I.) para as medidas. Dependendo do tamanho da peça (projétil) e da distância percorrida, usaremos o centímetro cm ou milímetro mm, grama gr para a massa, e segundos s para os tempos. Os alunos deveram prover uma trena para medir as distâncias e um par de cronômetros para medir os tempos (t,T). Serão realizados 10 lançamentos do projétil medindo em cada um deles os comprimentos (x,X ) e tempos (t,T) . # (2,0) Resuma na Tabela 1.1, os valores obtidos para (x,X ) e (t,T) para lançamentos da massa m. Tabela 1 x v V t X T (cm) (cm/s) (cm/s) (s) (cm) (s) 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (3,0) Calcule a massa Mth usando as medidas para (x,X ) e (t,T). Anote estes valores na Tabela 1.Estime uma média para a massa Mth e calcule a incerteza. Explicite as fórmulas utilizadas e os cálculos necessários no quadro abaixo. 5 Mth (g) (2.0) Com uma balança, pese a massa da base utilizada para o experimento Mexp. Compare o valor medido com o valor estimado do experimento realizado Mth. Anote os resultados obtidos na Tabela 2. Tabela 2 Mth (gr) Mth (gr) M exp Que vocês podem concluir das comparações realizadas na Tabela 2? 6. Sugestão Montem os seus experimentos em casa e testem como mostrado na vídeo aula para não perderem muito tempo montando o experimento na aula. 7. Referências bibliográficas 1] Experimentos de física para o ensino médio e fundamental com Materiais do dia-a-dia, Departamento de Física, Faculdade de Ciências, Campus de Baurú, UNESP, http://www2.fc.unesp.br/experimentosdefisica/; "Experimentos de Física para o Ensino Médio com materiais do dia-a-dia", Welber Gianini Quirino e F.C. Lavarda. [2] Teoria de erros: Conceitos básicos e aplicações, A.R. Samana e D. Sande, EAD, UESC, Ilhéus-BA, 2010. 6