1. Introdução 2. Currículo do Curso 3. Matrícula 4. Assistência Estudantil 5. Caminhos na Universidade 6. Estágio 7. Estudando Fora 8. Eventos Acadêmicos de Engenharia Mecânica 9. Perguntas Mais Frequentes Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica Contato: [email protected] 2 Manual do Calouro 2011 Introdução Prezado Calouro, Certamente você está muito ansioso por essa nova etapa da sua vida. Você não sabe nada sobre o funcionamento da faculdade, costuma andar em “bandos” (por que calouro só anda em grupos numerosos?) e está se achando o máximo por ter passado no vestibular da UFBA, não é? Pois é. A intenção do Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica (DAEM), através deste manual, é dar-lhe as boas vindas ao curso de Engenharia Mecânica e tentar responder a uma série de questionamentos que todo calouro tem. Aqui, você terá acesso a informações que nem mesmo o professor da disciplina Introdução à Engenharia Mecânica saberia dar. A intenção é tentar tornar o seu caminho na faculdade um pouco mais ameno. De antemão, saiba que a sua caminhada será difícil. Muitas vezes, você ficará desmotivado e terá que suportar a pressão de estudar uma quantidade exorbitante de assuntos. Você achará que não dará conta. Você, que era o melhor aluno de matemática da sala, vai pensar que não sabe nada de matemática. Muitos pensarão em desistir. Mas não desista. No início do curso há uma grande quantidade de disciplinas de matemática e física, em detrimento das poucas disciplinas de Engenharia Mecânica, e tudo isso não motiva o aluno, porém, é algo necessário. Nos semestres mais à frente do curso, você terá disciplinas técnicas e poderá trabalhar em algum laboratório, o que certamente te deixará mais empolgado. Pode ter certeza de que, no final do curso, você verá que todo o esforço valeu a pena. Sabemos que esse manual é apenas uma tentativa de te deixar mais ambientado à UFBA e ao curso de Engenharia Mecânica. Caso tenha alguma dúvida mais específica, não hesite em mandar um e-mail ao Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica (DAEM): [email protected]. Ajudaremos em tudo que pudermos. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 3 Manual do Calouro 2011 O que é o Diretório Acadêmico Recorrendo a uma frase bem clichê, podemos dizer que o Diretório Acadêmico é a VOZ do aluno frente ao Departamento e à Universidade como um todo. Cabe ao Diretório Acadêmico participar do julgamento de processos de alunos (aproveitamento de estudos, jubilamento, trancamento, etc), defender os anseios e necessidades do Corpo Estudantil durante as reuniões de Departamento, promover Seminários, Cursos de Extensão, etc, que complementem as atividades acadêmicas, entre outros. É preciso desmistificar a idéia de que “D.A é coisa de vagabundo”. O Diretório Acadêmico é formado por alunos NORMAIS, que tem várias outras atividades NORMAIS, como IC, Baja, Fórmula SAE, TM Jr., estágio, etc, mas que querem dar a sua contribuição para a melhoria do seu curso. Ele possui um Estatuto e uma organização bem definida, sendo subdividido em Coordenações. Gerenciadas pelo Presidente, cada Coordenação é composta pelo Diretor e demais membros. São elas: 1. Coordenação de Organização; 2. Coordenação de Articulação Política; 3. Coordenação de Imprensa e Comunicação; 4. Coordenação de Assistência Estudantil; 5. Coordenação de Cultura; 6. Coordenação de Finanças. Se você é uma pessoa pró-ativa e que tem interesse em participar de atividades que ajudem a melhorar o nosso curso, entre no D.A. As atividades do Diretório também são atividades extra curriculares e trazem uma valiosa vivência para o futuro, o que muito valorizado na atividade profissional do engenheiro. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 4 Manual do Calouro 2011 Currículo do Curso CURRÍCULO DE CURSO :: COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS Natureza 1º Sem. 2º Sem. 4º Sem. 5º Sem. 6º Sem. 7º Sem. 8º Sem. 9º Sem. 10º Sem. Componente Curricular Pré-requisitos CM ARQ013 DESCRITIVA I A -- CO ENG033 -- CO MATA01 GEOMETRIA ANALÍTICA -- CM MATA02 CÁLCULO A -- CM QUI029 -- CM ARQ011 DESENHO TECNICO I CM 3º Sem. Código FIS121 INTRODUÇÃO À ENGENHARIA MECANICA QUIMICA GERAL FISICA GERAL E EXPERIMENTAL I-E --- CM MATA03 CÁLCULO B MATA01,MATA02 CM MATA07 ÁLGEBRA LINEAR A CM ENG041 MATERIAIS DE CONSTRUCAO MECANICA I CO ENG207 METROLOGIA INDUSTRIAL CM FIS122 FISICA GERAL E EXPERIMENTAL II-E CM MAT045 PROCESSAMENTO DE DADOS CM MATA04 CÁLCULO C CM ENG001 MECANICA GERAL I CM ENG042 MATERIAIS DE CONSTRUCAO MECANICA II CM ENG314 PROCESSOS DE FABRICACAO I CM ENG370 FENÔMENOS DE TRANSPORTES I CM FIS123 FISICA GERAL E EXPERIMENTAL III-E CM MAT174 CALCULO NUMÉRICO I CM ENG002 MECANICA GERAL II ENG001 CM ENG285 RESISTENCIA DOS MATERIAIS I A ENG001 CO ENG315 PROCESSOS DE FABRICACAO II ENG314 CM FIS124 FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL IV-E FIS123 CM MAT236 MÉTODOS ESTATÍSTICOS CM ENG003 ELETRICIDADE FIS123 CO ENG110 RESISTENCIA DOS MATERIAIS III ENG285 CO ENG309 FENOMENOS DE TRANSPORTE III CM ENG323 TERMODINÂMICA APLICADA I FADIGA MATA01 FIS121,QUI029 FIS121 FIS121,MATA01,MATA02 MATA03 MATA03 FIS121,MATA03 ENG041 ENG041 FIS122,MATA04 FIS122,MATA03 MATA04,MATA07,MAT045 MATA03 ENG370 ENG002,FIS122,MAT174 CO ENG441 CM ECO151 ECONOMIA E FINANÇAS ENG042,ENG285 CM ENG269 CIÊNCIAS DO AMBIENTE CM ENG324 TERMODINÂMICA APLICADA II CO ENG443 CONTROLE DE VIBRAÇÕES ENG110,ENG441 CO ENG444 ELEMENTOS DE MÁQUINAS I ENG110,ENG441 CO ENG445 ELEMENTOS DE MÁQUINAS II ENG110,ENG441 CM ADM012 ADMINISTRACAO CM DIR175 LEGISLAÇÃO SOCIAL CO ENG312 PROJETOS MECANICOS I CM ENG318 SISTEMAS FLUIDOMECANICOS CM ENG319 SISTEMAS TERMICOS CO ENG320 TRANSPORTE MECANICO ENG443,ENG444,ENG445 CO ENG220 MAQUINAS OPERATRIZES ENG315,ENG444,ENG445 CO ENG442 MECANISMOS ENG041,ENG285,ENG323 CO ENG034 TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO CO ENG374 ESTÁGIO INDUSTRIAL MAT236 -ENG323 --ARQ011,ARQ013,ENG315 ENG323,ENG370 ENG309,ENG324 Todas exceto: ENG318,ENG441,ENG442 Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 5 Manual do Calouro 2011 1º SEMESTRE Quais os pré-requisitos desta disciplina? Disciplina Para quais disciplinas esta é prérequisito? - Descritiva I A ENG312 (8ºsem) - Introdução à Engenharia Mecânica - - Geometria Analítica MATA03 (2ºsem); MATA07 (2ºsem); FIS122 (3ºsem) - Cálculo A MATA03 (2ºsem); FIS122 (3ºsem) - Química Geral ENG041 (3ºsem) No primeiro semestre, tudo parece lindo. Mas logo, logo você vai aprender que não é. Você, recémaprovado no vestibular, acha que pode tudo, que é um aluno brilhante. Entretanto, prepare-se psicologicamente para tirar notas abaixo de 5, principalmente nas primeiras provas de Cálculo A e Geometria Analítica. Fique tranqüilo, pois não é o fim do mundo. Nesse primeiro semestre, você irá descobrir que a quantidade de horas de estudo em um curso de engenharia é muito superior à do ensino médio. Temos certeza que depois da primeira “porrada” você vai se adaptar! Cálculo A: É uma disciplina fundamental. É importante que seja dado o devido valor aos conceitos matemáticos de derivadas e integrais, conceitos estes que serão usados em quase todo o curso de Engenharia Mecânica. Muitos alunos reprovam nas disciplinas do curso por não ter adquirido uma boa base nas disciplinas de Cálculo A, B e C. Geometria Analítica: Nessa disciplina, você aprenderá conceitos de planos, vetores e superfícies, os quais serão importantes, principalmente na disciplina Mecânica Geral I (4º sem). Descritiva I A: Não existe uma aplicação imediata, mas ajuda a desenvolver a noção espacial, muito importante na hora de desenhar elementos de máquinas. Introdução a Engenharia Mecânica: Importante para fazer o aluno entender um pouco sobre o funcionamento da universidade e promover o primeiro contato do aluno com a Escola Politécnica - Poli. Química Geral: É abordado de maneira aprofundada temas de química básica vistos no ensino médio. Não ache que você já sabe tudo, pois, dependendo do professor, essa disciplina pode ser tão difícil quanto Cálculo A ou Geometria Analítica. Todo o cuidado com Geometria Analítica (G.A). Essa disciplina é pré-requisito para duas disciplinas do 2º semestre. Reprovar em G.A significa deixar de pegar duas disciplinas no próximo semestre e complicar um pouco o bom andamento do curso. Vale a pena comprar um livro de cálculo. Volta e meia, durante o curso, você precisará rever conceitos básicos, e um livro de cálculo ajudará bastante. Entretanto, opte por comprar um livro que possa ser usado tanto em Cálculo A quanto em Cálculo B. Vale lembrar que nas bibliotecas existem muitos livros que cumprem essa função. Cabe a você ponderar o que vale mais a pena. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 6 Manual do Calouro 2011 2º SEMESTRE Quais os pré-requisitos desta disciplina? Disciplina Para quais disciplinas esta é prérequisito? - Desenho Técnico ENG312 (8ºsem) - Física Geral e Experimental I-E ENG041 (3ºsem); ENG207 (3ºsem); FIS122 (3ºsem); ENG001 (4ºsem) MATA01 Geom Analítica; MATA02 Cálc A Cálculo B MATA04 (3ºsem); MAT045 (3ºsem); ENG001 (4ºsem); FIS123 (4ºsem); MAT236 (5ºsem) MATA01 Geom Analítica Álgebra Linear MAT174 (4ºsem) Ok. Você sobreviveu ao 1º semestre. Já é um grande feito. Mas fique certo que ainda há coisa MUITO PIOR pelo caminho. O 2º semestre é mais tranqüilo que o primeiro. Agora você já entendeu um pouco melhor como funciona a universidade e certamente terá um semestre um pouco menos tumultuado, dependendo, é claro, de quem serão seus professores. Cálculo B: Você percebeu a quantidade de disciplinas que dependem de cálculo B? É isso mesmo, meu amigo. Estude na faculdade, vire madrugadas, brigue com seu pai, com sua mãe, mas não perca em Cálculo B. Reprovar em cálculo B significa deixar um pouco mais tumultuado seu caminho no curso. Desenho Técnico: Exija do seu professor que dê ênfase às aplicações de desenho técnico na Engenharia Mecânica. Muitos professores passam a disciplina toda falando de projeto de casas, planta baixa e outras aplicações na Engenharia Civil. Apesar da necessidade do engenheiro em ter uma noção geral, é preciso que haja uma ênfase na Mecânica. Física Geral e Experimental I-E: Aqui você começará a ver conceitos já vistos no ensino médio, porém com uma abordagem matemática mais sofisticada, usando é claro, o cálculo diferencial e integral. Um bom curso de Física I te dará uma base na hora de cursar Mecânica Geral I (4º sem). A disciplina é dividida em prática e teórica e, geralmente, são professores diferentes. Álgebra Linear: É uma disciplina abstrata e considerada difícil. Por muitas vezes você vai se perguntar: “Que p* é essa que eu estou estudando?”. Respire fundo, estude e PASSE. Você pode não acreditar (eu também não acreditava), mas Álgebra Linear é importante. Boa parte dos métodos numéricos e computacionais utilizados na Engenharia Mecânica (Elementos Finitos, Diferenças Finitas e Volumes Finitos) utiliza os conceitos de matrizes, inversas e determinantes que são vistos aqui. O MAIOR ERRO que um estudante de Engenharia Mecânica pode cometer no início do curso é fazer somente as 4 disciplinas obrigatórias do 2º semestre. O aluno bem planejado adianta 1 ou 2 matérias neste semestre, visando uma “folga” no fim do curso, quando provavelmente já estará estagiando e terá um tempo escasso. O ideal é que, até o 5º semestre, você curse sempre 5 ou 6 disciplinas por semestre, possibilitando assim que no 8º, 9º e 10º semestres, quando você já estiver estagiando, possa se dar ao luxo de cursar apenas 4, permitindo uma maior flexibilidade no estágio. No 2º semestre, você já poderá pegar antecipadamente as seguintes disciplinas: ADM012 – Administração, DIR175 – Legislação Social e ENG269 – Ciências do Ambiente. São disciplinas que não demandam uma grande carga horária de estudo, porém Administração e Legislação não são oferecidas na Escola Politécnica (ao menos, até 2011.1) e sim na Escola de Administração e no Prédio de Direito, respectivamente – ambos no Canela. Ainda assim, vale muito a pena pegar 2 delas no 2º semestre. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 7 Manual do Calouro 2011 3º SEMESTRE Quais os pré-requisitos desta disciplina? Disciplina Para quais disciplinas esta é prérequisito? QUI029 Quím Geral; FIS121 Física I Materiais de Construção Mecânica I ENG314 (4ºsem); ENG042 (4ºsem); ENG442 (9ºsem) FIS121 Física I Metrologia Industrial - FIS121 Física I; MATA01 Geom Analítica; MATA02 Cálc A Física Geral e Experimental II-E ENG370 (4ºsem); FIS123 (4ºsem); ENG323 (6ºsem) MATA03 Cálc B Processamento de Dados MAT174 (4ºsem) MATA03 Cálc B Cálculo C ENG370 (4ºsem); MAT174 (4ºsem) Diga adeus às suas noites de segunda e quarta-feira. Você deixará de ver os jogos do Campeonato Brasileiro e ficará estudando. Vai ficar feito um louco, desesperado, morrendo de medo das temidas 07h de terça e quinta-feira – horário das aulas de Metrologia. Cálculo C: Assim como os cálculos A e B, é importantíssimo. Aqui você aprenderá o assunto Equações Diferenciais Ordinárias (EDO), que será usado em Fenômenos I e III e, principalmente, na temida Controle de Vibrações. Todos os alunos, ao chegar em Controle de Vibrações (uma das disciplinas que mais reprovam no curso), já pensaram: “Devia ter estudado bem EDO.” Metrologia Industrial: Todo cuidado é pouco. A matéria é composta de seminários todas as terças e quintas. O professor irá indicar o assunto a ser abordado na aula e, no dia, sorteará alguém para ir à frente da sala e responder a algumas perguntas. Parece fácil? Mas não é. Nem sempre as perguntas são óbvias; muitas delas requerem que você demonstre perspicácia como engenheiro. Sabe tudo o que está na apostila não é suficiente para tirar um 10. Bom senso é pré-requisito. Pode ter certeza que todo dia de aula você vai acordar e pensar: “Tomara que eu não seja chamado hoje!” Materiais de Construção Mecânica I: Os alunos do 3º semestre podem não perceber, mas é uma das mais importantes disciplinas do curso. Para fazer qualquer máquina, entender o porquê de alguma máquina falhar ou fabricar qualquer tipo de componente é preciso saber de Materiais. Algo que deve ser pontuado é que essa disciplina é a que tem a maior incidência nos concursos para Engenheiro Mecânico da Petrobrás. Muitos alunos em processo de formatura repetem a disciplina para refrescar a memória e se sair bem nas provas de concurso. Processamento de Dados: Aqui você aprenderá um pouco de lógica de programação. Uma das grandes deficiências do nosso curso é que o Engenheiro Mecânico da UFBA não sabe programar. Portanto, fique ligado nos cursos de extensão que são ministrados na Poli, em especial os cursos de C++ e MATLAB. Física Geral e Experimental II-E: Nesta disciplina você aprenderá conceitos básicos de Física (fluidos, oscilações e termodinâmica) que serão aprofundados em outras disciplinas do curso tais como: Fenômenos de Transporte I e III, Termodinâmica e Controle de Vibrações. Exigir do professor uma abordagem mais voltada à Eng. Mecânica na termodinâmica é algo válido. Nas práticas, serão cobrados relatórios mais rigorosos em relação ao semestre anterior. Construí-los corretamente é uma boa fonte de estudo. Vale a pena comprar um livro de Materiais de Construção Mecânica. Em geral, o livro utilizado é “Introdução a Ciência e Engenharia dos Materiais”, de William Callister. Você utilizará o livro diretamente em Materiais I e II, e como livro complementar em outras disciplinas do curso. Recentemente a Biblioteca da Poli renovou seu acervo com novas edições dele. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 8 Manual do Calouro 2011 4º SEMESTRE Quais os pré-requisitos desta disciplina? Disciplina Para quais disciplinas esta é prérequisito? FIS121 Física I; MATA03 Cálc B Mecânica Geral I ENG002 (5ºsem); ENG285 (5ºsem) ENG041 Materiais I Materiais de Construção Mecânica II ENG441 (6ºsem) ENG041 Materiais I Processos de Fabricação I ENG315 (5ºsem) FIS122 Física II; MATA04 Cálc C Fenômenos de Transporte I ENG309 (6ºsem); ENG318 (8ºsem) FIS122 Física II; MATA03 Cálc B Física Geral e Experimental III-E FIS124 (4ºsem); ENG003 (6ºsem) MATA07 Álg Linear; MATA04 Cálc C; MAT045 Proc Dados Cálculo Numérico ENG323 (6ºsem) Você está aliviado. Finalmente passou em Metrologia (ou não!) e agora acha que terá um semestre mais tranqüilo. Ledo engano. O 4º semestre é o semestre de MAIOR CARGA HORÁRIA do curso de Engenharia Mecânica. São 493h. No 4º semestre, não estão as disciplinas com maior índice de reprovação, mas certamente é um dos semestres mais “corridos” do curso. Cálculo Numérico: Aqui você vai aprender como um computador calcula numericamente expressões e termos matemáticos. Como a disciplina é ministrada no Instituto de Matemática, em geral é visto pouca aplicação prática na Engenharia. Fique atento quando tiver cursos na Poli de MATLAB, que é um programa utilizado em Cálculo Numérico e que provavelmente (e infelizmente) você não aprenderá nesta disciplina. Fenômenos de Transporte I: Dependendo do professor, ela pode ser a disciplina mais difícil do curso, mas também pode ser uma disciplina fácil, baseando-se na quantidade de Cálculo A , B e C abordada ao longo do semestre. Mecânica Geral I: A disciplina BASE do curso de Engenharia Mecânica. Aqui, você aprenderá conceitos que serão muito importantes nas disciplinas Resistência dos materiais I e III e Elementos de Máquinas. Fazer bem esta disciplina pode facilitar muito o seu trabalho mais à frente. Certamente, você ouvirá durante as aulas de Resistência dos Materiais: “Isso aqui vocês viram em Mecânica Geral.” Processos de Fabricação I: Você estudará os vários processos de Conformação Metal-Mecânica. Como, infelizmente, não se utilizam laboratórios para auxiliar a disciplina, cobre do professor a realização de visitas técnicas. Física Geral e Experimental III-E: Você estudará Eletromagnetismo. Em geral, também é necessária uma boa base de Cálculo. Materiais de Construção Mecânica II: Em materiais I, você aprendeu os fundamentos; agora estudará conceitos mais práticos, como aços, polímeros e corrosão. É uma disciplina importantíssima. Dê o valor que ela merece. Boa parte dos formandos, ao fazer o ENADE ou a prova de Engenheiro da Petrobrás, pensa: “Eu devia ter estudado melhor Materiais I e II.” Vale a pena comprar o livro de Mecânica Geral I. Como a disciplina será a base para várias outras, volta e meia você precisará relembrar alguns conceitos. Pesquise bem com qual livro se sentirá mais confortável ao estudar. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 9 Manual do Calouro 2011 5º SEMESTRE Quais os pré-requisitos desta disciplina? Disciplina Para quais disciplinas esta é prérequisito? ENG001 Mec Geral I Mecânica Geral II ENG323 (6ºsem) ENG001 Mec Geral I Resistência dos Materiais I A ENG110 (6ºsem); ENG441 (6ºsem); ENG442 (9ºsem) ENG314 Processos I Processos de Fabricação II ENG312 (8ºsem); ENG220 (9ºsem) FIS123 Física III Física Geral e Experimental IV-E - MATA03 Cálc B Métodos Estatísticos ECO171 (7ºsem) Agora você vai enfrentar a primeira grande pedreira do curso: Resistência dos Materiais I. Se você fez um bom curso de Mecânica I, certamente seu trabalho será menor. Se “mangueou”, você vai ter que estudar dobrado. Esse será seu último semestre no PAF (adeus Escada do Zodíaco) e você, finalmente, vai terminar as disciplinas de Física! (É muito chato fazer os relatórios, hein?) Resistência dos Materiais I A: É uma disciplina chave no curso. Ela é pré-requisito para Resistência III e Fadiga, as quais são pré-requisito para Elementos de Máquinas I e II e Controle de Vibrações. Isso significa que você deve se esforçar ao máximo para passar nessa disciplina. Caso reprove, não é o fim do mundo (MUITA gente reprova), entretanto comece a pensar na possibilidade (ou realidade) de se formar com 6 meses de atraso. Mecânica Geral II: Essa disciplina tem aplicação direta em uma das mais difíceis disciplinas do curso (e com maior índice de reprovação), Controle de Vibrações. Física Geral e Experimental IV-E: Se livre logo das Físicas. Apesar de Física IV não ser pré-requisito para nenhuma outra disciplina, o ideal é você cursá-la logo. Alguns alunos deixam para cursar no fim do curso e se arrependem enormemente. Métodos Estatísticos: Como é dada pelo Instituto de Matemática, em geral pouca ou nenhuma aplicação prática na engenharia é vista. Essa disciplina é pré-requisito principalmente para as disciplinas optativas na área de Engenharia de Produção. Processos de Fabricação II: Infelizmente, você vai conviver com máquinas muito antigas. Máquinas modernas comandadas por computador (tais como CNC) não serão abordadas. Sugira ao professor uma abordagem mais contextualizada da disciplina. Vale a pena comprar o livro de Resistência dos Materiais I (R1). Você usará esse livro tanto em R1 como em R3. Finalmente você deixou de ser calouro, hein? Acabaram as disciplinas de Matemática e Física. Então, acabou a mamata. Nada mais de dicas. Hora de se virar sozinho! Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 10 Manual do Calouro 2011 Matrícula A matrícula é o primeiro passo do início de cada semestre. Deve ser feita sempre algumas semanas antes do início das aulas e segue uma sequência de procedimentos que devem ser cumpridos à risca. A não realização da mesma por mais de um semestre pode implicar no jubilamento do aluno. Basicamente, podemos resumir matrícula como o processo no qual o aluno escolhe as disciplinas, horários e professores que vai cursar no semestre seguinte. Diferentemente do ensino médio, temos diversas opções de turmas em cada disciplina para escolher; algumas delas misturam alunos de vários cursos de graduação e separam os colegas do mesmo curso, o que por um lado te afasta dos que entraram contigo na faculdade, e por outro promove uma grande integração e troca de experiências com os outros cursos da UFBA. Escalonamento Infelizmente, nem todas as disciplinas e turmas correspondem ao número total de alunos que desejam cursá-las. Por isso, então existe uma “ordem preferencial” de alunos. Essa ordem é o que chamamos de escalonamento e segue uma série de requisitos, dentre os quais podemos destacar: - Coeficiente de rendimento (CR) - média ponderada das médias das disciplinas por sua carga horária; - Número de disciplinas cursadas; - Semestre de alocação; - Número de disciplinas com reprovação por falta. O escalonamento muda a cada semestre e deve sempre ser divulgado antes do período de matrícula. Matrícula Web O primeiro passo do aluno, a partir do segundo semestre, é realizar a matrícula web. Para isso, deve-se acessar o site do SIAC – Sistema Acadêmico (www.siac.ufba.br). Dentro do sistema, você seguirá as instruções para solicitar as disciplinas e suas respectivas turmas. Vale lembrar que existe um período, divulgado no calendário acadêmico, dentro do qual se deve realizar esta etapa. Passando do prazo, não é mais possível efetuar a matrícula web. Há também uma data estipulada para a divulgação do resultado. O aluno deve conferir se todas as suas solicitações foram atendidas. Em caso positivo, pode considerar a sua matrícula concluída e imprimir seu comprovante. Em caso negativo, deve partir para as outras opções: Matrícula Presencial e Ajuste de Matrícula - ou Lixão. Matrícula presencial Em um determinado dia, o aluno deve comparecer ao departamento de Engenharia Mecânica para resolver algumas questões que ficaram pendentes na Matrícula Web, por exemplo, adicionar, remover ou trocar disciplinas e/ou turmas. Neste dia, o Colegiado tem autonomia apenas para adicionar as turmas que estão reservadas para Engenharia Mecânica. Caso o aluno deseje incluir turmas de outros colegiados, pode colocar na lista de espera (demanda extra) e/ou comparecer no dia do Lixão. Ajuste de Matrícula (Lixão) Lixão, como é popularmente conhecido o Ajuste de Matrícula, é a etapa na qual são ofertadas todas as vagas que sobraram de todos os Colegiados da UFBA. O aluno pode se matricular em qualquer disciplina, desde que haja vagas disponíveis. É normalmente onde os alunos que não conseguiram um horário muito bom tentam ajustá-lo de forma a torná-lo mais adequado. Muitas vezes, é uma questão de sorte conseguir algumas vagas, pois, como muitos alunos fazem trocas de disciplinas ou turmas, é possível aparecer uma turma que se encaixe perfeitamente no horário exatamente o horário exatamente no momento em que você está fazendo sua matrícula. Exemplo prático: o Colegiado do curso de Engenharia Mecânica pede 2 turmas de Cálculo B (Turma 01 – 7h às 9h e Turma 02 – 9h às 11h); o Colegiado do curso de Engenharia Ambiental tem a disciplina Cálculo B das 15h às 17h. Você tentará pegar a disciplina nos horários preferenciais de Mecânica durante a matrícula WEB. Quando sair o resultado, caso você tenha ficado com o horário de 7h às 9h e queira mudar para 9h às 11h, você deverá comparecer à Matricula Presencial, uma vez que os dois horários haviam sido alocados Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 11 Manual do Calouro 2011 preferencialmente para o curso de Engenharia Mecânica. Caso você prefira o horário de 15h às 17h, você deverá comparecer ao Ajuste de Matrícula – Lixão, pois este horário foi alocado preferencialmente para outro curso. Dicas importantes: - Adiantar algumas matérias pode significar um ganho de posições no escalonamento, além de proporcionar um final de curso mais suave. As disciplinas mais comumente adiantadas pelos alunos de Mecânica são: Ciências do Ambiente, Administração, Legislação Social e Economia e Finanças. - Um semestre com muitas disciplinas pode resultar num baixo aprendizado, enquanto que o inverso pode atrapalhar o curso. Indicamos 6 disciplinas por semestre para quem ainda não está estagiando. - Procure se informar sobre os professores. Alguns podem ministrar a disciplina de maneira mais interessante. O DAEM dispõe-se para ajudá-los com isso. Mas é válido também conversar com alunos mais adiantados no curso, para conhecer um pouco a experiência pessoal de cada um. Cuidado com quem está se informando, é bom sempre recolher mais de uma opinião. Assistência Estudantil A unidade responsável pela Assistência Estudantil e pelas ações afirmativas na Universidade é a PróReitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil – PROAE, que fica na Rua João das Botas, n° 27, Canela (próximo à Reitoria). Dentre os serviços oferecidos pela PROAE, destacam-se os de RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA, BOLSA MORADIA, BOLSA ALIMENTAÇÃO, CRECHE e BOLSA DE IDIOMAS. Além dos serviços citados, a PROAE também é responsável pelo PROGRAMA PERMANECER. Contato E-mail: [email protected] Telefones: 3283-7800 ou 3283-7803 Residência Universitária A residência é uma casa onde vivem estudantes da Universidade, a maioria do interior do Estado. Além da moradia na residência, o aluno que consegue esse serviço tem direito a alimentação gratuita no Restaurante Universitário (RU), no Campus de Ondina. A Universidade possui 5 residências, sendo 1 masculina, 1 feminina e 3 mistas. Elas estão localizadas nos bairros da Vitória (1 masculina e 1 mista), Graça (1 feminina e 1 mista) e Federação (1 mista), ou seja, todos próximos aos campi da UFBA. Caso haja interesse em conhecer as residências, os alunos devem entrar em contato com a PROAE para mais informações. Bolsa Moradia Consiste em uma bolsa mensal, no valor de R$ 250,00, para custear a moradia do estudante. Além da bolsa, o estudante que consegue esse serviço tem direito a alimentação gratuita no Restaurante Universitário (RU), no Campus de Ondina. Bolsa Alimentação O estudante que consegue a bolsa alimentação tem direito a alimentação gratuita no Restaurante Universitário (RU), no Campus de Ondina. Bolsa de Idiomas O Instituto de Letras da Universidade oferece os cursos de inglês, espanhol, francês e alemão. Esses cursos tem duração de 3 (três) anos e são pagos, porém os estudantes podem solicitar uma bolsa junto à PROAE. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 12 Manual do Calouro 2011 Creche A Universidade possui uma creche gratuita para os filhos de servidores, professores e alunos de graduação e pós-graduação. A creche recebe crianças na faixa etária de 4 meses a 3 anos e 11 meses. O prédio da creche está situado na Rua Padre Feijó, n° 57 (Vale do Canela, próximo à Faculdade de Educação). Contato Telefones: (71) 3283-7765 ou 3283-7779 Como conseguir esses serviços? Para conseguir os serviços de RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA, BOLSA MORADIA E BOLSA ALIMENTAÇÃO os interessados devem se inscrever na PROAE, no período de matrícula. Para isso, devem atender aos seguintes requisitos: 1. Estar regularmente matriculado em curso de graduação da UFBA; 2. Não ter concluído outra graduação; 3. Pertencer a família em situação de vulnerabilidade socioeconômica; 4. Não ter pais ou responsáveis residentes em Salvador (apenas para pleiteantes à vaga no serviço de RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA E BOLSA MORADIA). Caso atenda aos requisitos acima, é preciso apresentar uma série de documentos. Alguns documentos demandam tempo para serem providenciados, portanto pesquise com antecedência e evite problemas em cima da hora. Programa Permanecer O Programa Permanecer faz parte das ações da Coordenadoria de Ações Afirmativas, Educação e Diversidade da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil da UFBA, e seu objetivo é assegurar a permanência bem sucedida de estudantes em vulnerabilidade sócio-econômica. O programa foi criado porque entende-se que esses alunos tem maior probabilidade de precisar adiar, ou mesmo interromper sua trajetória acadêmica. Ele funciona da seguinte forma: 1. A PROAE abre o edital para admitir projetos; 2. Professores e/ou funcionários submetem projetos nas áreas do Programa; 3. Divulgação do resultado do edital; 4. Escolha dos bolsistas para trabalhar nos projetos aprovados; 5. Implementação das bolsas por período de 1 ano; 6. Bolsista desenvolve o projeto, que é acompanhado através de relatórios; 7. Passados 1 ano, o bolsista entrega o relatório final. Número de bolsas e valor São concedidas 600 bolsas, no valor de R$ 300,00 (trezentos reais) mensais, pelo período de um ano (12 meses). Destas, 500 são destinadas ao campus de Salvador, 65 ao de Barreiras e 35 ao de Vitória da Conquista. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 13 Manual do Calouro 2011 Serviço Médico Universitário O Serviço Médico Universitário Rubens Brasil – SMURB, situado na Rua Caetano Moura, nº 99, Federação (próximo à Faculdade de Arquitetura), é o órgão pericial da UFBA e o centro de atenção primária e secundária à saúde. Ele presta serviços à comunidade acadêmica (estudantes, funcionários e professores) e a outras clientelas dirigidas. Contato Telefax: (71) 3283-5800, 3283-585806, 3283-5815 e 3283-5835 Site: www.smurb.ufba.br O SMURB oferece os atendimentos: Médico (Cardiologia, Clínica Geral, Dermatologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Ginecologia, Oftalmologia, Ortopedia, Pediatria, Psiquiatria e Saúde Ocupacional). Odontológico Psicológico Enfermagem Nutricional Fisioterápico Serviço Social Cadastramento Para ter direito a quaisquer dos atendimentos que o SMURB oferece, o estudante deverá estar devidamente cadastrado e ter realizado a TRIAGEM. Para tanto, deverá comparecer ao serviço, de acordo com o agendamento realizado ou logo após seu ingresso na UFBA, munido dos seguintes documentos: comprovante de matrícula do semestre em curso, carteira de identidade, cartão de vacinação e exames de laboratório. O estudante deve comparecer ao CRIE para obter ou atualizar o Cartão de Vacinação, pois este é exigido durante a realização da Triagem. Programa de Triagem O Programa tem como objetivo conhecer as condições de saúde dos estudantes ingressos na UFBA. Através da entrevista realizada com a enfermeira, os problemas de saúde existentes e os que possam advir poderão ser identificados. O programa funciona no setor de enfermagem, andar térreo, das 8h às 12h e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira, e o atendimento é realizado por ordem de chegada. Ao final desse procedimento, será aberto o prontuário médico, que dá ao estudante o direito aos serviços oferecidos pelo Serviço. Agendamento de Consultas As consultas poderão ser programadas através do Setor de Marcação de Consultas do SMURB, de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 18h30min. O estudante deverá comparecer ao Serviço ou entras em contato pelos telefones (71) 3283-5835/3283-5836, fornecendo o número de matrícula. As consultas poderão ser adiadas para o mesmo dia (de acordo com disponibilidade), ou até 8 dias após a data de marcação. No dia da consulta, compareça ao SMURB 20 minutos antes do horário previsto, para confirmar seu atendimento com a recepcionista. Na impossibilidade de comparecer à consulta, solicite cancelar o agendamento com a antecedência de, no mínimo, uma hora, possibilitando assim o atendimento a outra pessoa. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 14 Manual do Calouro 2011 O atendimento pelos especialistas são realizados no próprio SMURB e, se necessário, serão encaminhados ao Hospital Universitário Professor Edgard Santos – HUPES, ou Hospital Ana Nery, com relatório médico e ofício expedido pela Direção. Caminhos na Universidade AeroUFBA O AERO-UFBA é um projeto voltado para a difusão e o desenvolvimento das ciências aeronáuticas na UFBA. Seu objetivo principal é promover a formação integral dos alunos de Engenharia, através da aplicação dos conhecimentos adquiridos em sala de aula, na concepção, projeto, fabricação e testes de aeronaves controladas por rádio. Esse projeto surgiu em 2001, em uma iniciativa de alunos e professores para representar a UFBA na Competição Nacional SAE Brasil de AeroDesign. Como decorrência do trabalho em equipe, voltado para o desenvolvimento e materialização de seus projetos, os estudantes tem também a oportunidade de exercitar conhecimentos que usualmente não fazem parte dos currículos acadêmicos e que, não obstante, se revelam preciosas para um bom desempenho de profissionais da Engenharia, tais quais espírito de equipe, liderança, planejamento e capacidade de vender idéias e projetos. A competição SAE AeroDesign, realizada pela SAE (Society of Automotive Engineers) e apoiada por empresas como a Embraer, Rolls-Royce, General Eletric e a Parker Hannfin, é um desafio de projeto aeronáutico voltado para estudantes universitários de graduação em Engenharia e Física. A competição internacional é realizada nos Estados Unidos e envolve representantes de Escolas de Engenharia de vários países. A partir de 1999, teve inicio a edição nacional da competição em São José dos Campos, sede até hoje. A competição acontecerá este ano no final de setembro e contará com a participação aproximada de 60 equipes, de 45 instituições de ensino, de 12 estados brasileiros e um país da América Latina. O campeão e vice irão disputar o mundial, representando o seu país. Baja SAE O projeto SAE Baja foi criado na Universidade da Carolina do Sul por Dr. John Stevens. A primeira competição no Brasil ocorreu em 1995 e cresce gradativamente com o passar dos anos. Nesta competição, alunos de Instituições de Ensino Superior, dos cursos de Engenharia ou Física, simulam um desenvolvimento de projeto, desde o planejamento até a aquisição de recursos e construção, aplicando os conhecimentos obtidos em sala de aula. O objetivo de cada equipe é projetar e construir um veículo recreativo, fácil de dirigir e robusto o suficiente para suportar qualquer terreno ou condição climática. Além disso, o carro deve ser seguro, de fácil fabricação e manutenção, confortável, atrativo e barato. Os alunos competem para ter seu projeto aceito por um fabricante fictício, sendo necessário muito trabalho em equipe para fazer um carro capaz de vencer provas estáticas, como inspeção de segurança e apresentação de projeto, e provas dinâmicas, como aceleração, velocidade final, suspension and traction e tração, além de um enduro, no qual correrá, por 4 horas, numa pista com todo tipo de adversidade. Para que tudo isso se concretize, a equipe é dividida em subsistemas, de tal forma que determinado grupo fique responsável somente por uma parte do carro, e cada subsistema tenha uma pessoa na liderança. Os subsistemas são: Suspensão e Direção, Linha de Tração, Estrutura, Freio, Eletrônica, Miscelâneas, Finanças e Marketing. O esquema de hierarquia/subordinação é dado por: Capitão Líder de Subsistema demais componentes do Subsistema. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 15 Manual do Calouro 2011 O processo de desenvolvimento envolve as etapas de planejamento – dimensionamento, cálculos de desempenho e ergonomia e análises de resistência e dinâmica da suspensão, através de ferramentas como CAD e CAE –, fabricação – realizada pelos próprios alunos, os quais executam processos de soldagem, furação, limadura e torneamento – e testes – posteriores à construção, são realizados com a finalidade de verificar relações entre o teórico e o prático e fazer os ajustes finais antes das competições. A equipe de Baja SAE participa de duas competições: Regional, atualmente realizada em Camaçari-BA, e Nacional, Piracicaba-SP. Eliakim Araújo Ex-capitão da Equipe CarPoeira de Baja SAE da UFBa Empresa Júnior Empresa Júnior (EJ) é uma associação civil, sem fins econômicos, constituída e gerida exclusivamente por alunos de graduação de estabelecimentos de ensino superior, que presta serviços e desenvolve projetos para empresas, entidades e sociedade em geral, nas suas áreas de atuação, sob a orientação de professores e profissionais especializados. A Empresa Júnior tem a natureza de uma empresa real, com diretoria executiva, conselho de administração, estatuto e regimentos próprios. A UFBA foi uma das Universidades pioneiras a possuir empresas Júnior no Brasil, em 1988, e hoje já conta com 12 empresas Júnior em funcionamento e outras em processo de abertura. Todas elas estão em constante troca de tecnologia, estimuladas pelo Núcleo de Empresas Juniores da UFBA (www.nejufba.blogspot.com), o que favorece ainda mais o desenvolvimento das EJs. Algumas EJs são formadas por mais de um curso de graduação, mas a maioria é formada exclusivamente por um curso. A TM Jr. – Empresa Júnior de Engenharia Mecânica – é uma das que possui essa exclusividade. Essa exclusividade torna a TM Jr. a única EJ de engenharia mecânica da Bahia e uma das poucas EJs de engenharia mecânica do país. A TM Jr. atua na área de gerenciamento de projetos e modelagem computadorizada, além de prestar consultoria em projetos de inovação. Para garantir a qualidade em seus serviços, a TM Jr. prepara seus membros para lidar com os processos e ferramentas necessários em seus serviços, além de capacitá-los na parte administrativa da empresa e em outros softwares que auxiliam no gerenciamento e execução de suas atividades. Além do gerenciamento, a TM também realiza eventos ligados à Engenharia Mecânica, como o Ciclo de Engenharia Mecânica, a fim de promover um retorno à sociedade e aos graduandos da área e afins. Ao ingressar na TM Jr., através de processo seletivo semestral, o estudante passa pela etapa de treinamentos (Programa Trainee), onde conhece mais sobre a parte administrativa e participa de um projeto para poder praticar a Metodologia de Gerenciamento de Projetos da empresa – baseada no PMBOK. Além disso, o estudante entra em contato com outras empresas júnior e, ao fim da etapa de treinamento, o estudante pode desenvolver um plano de carreira similar aos das empresas de mercado. Para saber mais sobre a TM Jr. acesse www.tmjr.ufba.br Fórmula SAE Fórmula SAE é uma competição de desenvolvimento de produto, na qual os estudantes devem conceber, projetar, fabricar e competir com pequenos carros de corrida, estilo fórmula. Iniciada no Texas em 1981, esta competição foi criada para promover uma oportunidade aos estudantes de nível superior de ganhar experiência no gerenciamento do projeto e construção, e para aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso de Engenharia. No ano de 2009, 21 equipes participaram da competição no Brasil, ocorrida no campo de provas da Goodyear em Americana – SP. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 16 Manual do Calouro 2011 Durante 3 dias de evento, os carros passam por provas estáticas e dinâmicas, avaliando a performance de cada projeto na pista, assim como as apresentações técnicas das equipes, que incluem projeto, custo, e uma apresentação de marketing. As provas dinâmicas consistem em uma prova de aceleração em uma reta de 75 metros, uma prova de skid-pad, na qual o objetivo é avaliar a aceleração lateral do veículo, uma prova de autocross, que objetiva medir a dirigibilidade do veículo e uma prova de enduro, que faz uma avaliação de desempenho geral e durabilidade, além de economia de combustível. A Equipe KRT da UFBA é composta de 27 integrantes, no momento, que estão divididos em 6 subsistemas: Powertrain, Direção, Elétrica, Gerenciamento de Projeto, Suspensão e Freios. Cada subsistema é liderado por um aluno que possua mais conhecimento na área, e a liderança da equipe fica a cargo do capitão. O professor orientador é Ailton de Souza Silveira Lima Junior. Para um aluno que está começando o curso de Engenharia Mecânica e pensa em seguir carreira no ramo automotivo, o Fórmula SAE é um canal para adquirir conhecimento e desenvolver pesquisas relativas ao tema. No Fórmula SAE, a liberdade de projeto é o diferencial da competição. Não há restrições quanto a uso de novos materiais, preparação de motor, tipo de suspensão e ECT, incentivando bastante a pesquisa de novas soluções em todos os sistemas. Para ser um integrante do Fórmula SAE, o aluno precisa ser comprometido com os prazos, ser planejado e estar sempre estudando. É essencial que o aluno dedique tempo ao aprendizado e consequente domínio de softwares de projeto. Enfim, ser integrante do Fórmula SAE é uma experiência única e de muito valor. Felipe Silva Membro da equipe KRT de Fórmula SAE da UFBA Iniciação Científica A Iniciação Cientifica é um instrumento que permite introduzir os estudantes de graduação na pesquisa cientifica. É a possibilidade de colocar o aluno, desde cedo, em contato direto com a atividade e engajá-lo na pesquisa. Nesta perspectiva, a iniciação caracteriza-se como um instrumento de apoio teórico e metodológico à realização de um projeto e constitui um canal adequado de auxílio para a formação de uma nova mentalidade no aluno. Os principais laboratórios que abrigam alunos de Iniciação Cientifica de Engenharia Mecânica são: - LABSIN (Laboratório de Simulação Numérica – coordenado pelo professor Armando Sá Ribeiro) - LEN (Laboratório de Energia – coordenado pelo professor Ednildo Torres) - CTAI (Centro Tecnológico de Automação Industrial – coordenado pelo professor Herman Lepikson) Existem muitas maneiras de entrar em um grupo de pesquisa. As principais são: - O Grupo de pesquisa coloca avisos no mural sobre a seleção de novos membros. - O próprio professor convida os melhores alunos de determinada disciplina. - O aluno vai atrás do professor e se propõe a ajudar no projeto. A última é a principal porta de entrada dos alunos nos laboratórios. Caso você tenha interesse, converse com o professor e se proponha a ajudar. Em geral, muitos alunos começam os projetos de Iniciação Cientifica como voluntários e, pouco tempo depois, são contemplados com bolsa-auxilio Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 17 Manual do Calouro 2011 Estágio O estágio é o primeiro contato prático com a profissão escolhida, sendo, para muitos, a primeira experiência de trabalho. Sem muita experiência – ou, em alguns casos, nenhuma – o início do estágio é permeado por novos e grandes desafios. É neste momento que o aluno tem a oportunidade de aplicar na prática o que foi aprendido na universidade. O aprendizado com profissionais experientes é essencial na formação de um engenheiro. O contato com a área industrial, aliado a um bom supervisionamento, proporciona ao estudante uma experiência única em seu currículo. Você agora faz parte de uma empresa – suas ações não mais refletem unicamente em você; elas contribuem para o crescimento ou fracasso de todos. Essa responsabilidade é algo novo e, até então, desconhecido e exige muito mais seriedade da sua parte. A relação de subordinação – de receber e dar ordens – é um grande desafio para os novos profissionais, ainda não familiarizados com a situação. Saber dialogar com um superior que tem visão diferente sobre um problema e cobrar os serviços a um subordinado começam a fazer parte da rotina e devem ser tratados com naturalidade. Entretanto, o maior desafio encontrado é utilizar os conhecimentos apreendidos em sala em situações reais. Este desafio, num primeiro momento, causa um pouco de decepção e ansiedade, pois os problemas não são tão diretos como se imaginava, ou são muito mais complexos que o esperado. A sensação de falta de conhecimento e o sentimento de não estar preparado para se tornar um engenheiro é frustrante. Com o passar do tempo e com a ajuda de profissionais mais experientes, torna-se possível aplicar os conhecimentos adquiridos na universidade. Neste ponto, torna-se claro o principal objetivo do estágio: adquirir experiência. A nova Lei de Estágio traz alguns benefícios para o estagiário, como férias remuneradas, bolsa-auxílio (para estágios não-obrigatórios, ou seja, aquele que não faz parte da sua grade curricular) e seguro de vida. Os valores da bolsa-auxílio variam muito e não devem ser fator decisivo na sua escolha. Deve-se optar pela empresa que mais lhe agregará conhecimento e que esteja na sua área de interesse, bem como aquela que lhe proporciona o “trabalhar como um engenheiro”. Algumas empresas pagam por hora – algo em torno de R$3,00 a R$7,00 a hora. Os estágios de horário fixo variam de R$450,00 a R$900,00 para uma escala de 30h semanais – a máxima permitida. O mercado de atuação na Bahia é um pouco restrito, sendo manutenção e projeto as áreas que mais empregam. Esta última tem a Petrobrás como maior cliente. Outra coisa que deve ficar bem clara é que ter um ótimo CR não te garante a vaga de estágio. É comum vermos alunos de CR mais baixo sendo aprovados, e alunos de alto CR sendo reprovados em vários processos seletivos. Mais importante do que ter um desempenho acadêmico fantástico é fazer cursos de extensão e ter certas competências como: liderança, proatividade e capacidade de comunicação. Na maioria dos processos seletivos para estágio, existem dinâmicas de grupo para você tentar demonstrar que detém tais competências. O mural de Mecânica avisa sobre processos seletivos; sites como IEL (www.iel.org.br) e CIEE (ciee.org.br) sempre disponibilizam vagas para estágio e as maiores empresas dos ramos divulgam suas vagas e oportunidades em seus próprios sites. Avisar e distribuir currículo para amigos da área também ajuda na busca. Não se desespere; um bom estágio irá aparecer, mas corra atrás. Ficar parado esperando as coisas acontecerem não é nada bom, principalmente na engenharia. Estagiando no Exterior Este texto descreverá as etapas para se conseguir estagiar na área de Engenharia Mecânica no exterior, além de detalhar como proceder em algumas das situações que serão enfrentadas. O principal perfil procurado pelos contratantes no exterior é um aluno que tenha fluência em inglês, que fale outros idiomas, que tenha boas notas na faculdade, que tenha boas referências profissionais e que tenha uma boa desenvoltura para se comunicar, além de facilidade para aprender. Outra característica desejada e que pode Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 18 Manual do Calouro 2011 ser considerada como diferencial é experiência na área de atuação da vaga disponível e já ter tido uma experiência internacional. Normalmente, o que acontece é que o aluno tem vontade de ter uma experiência internacional, mas não sabe ao certo como fazer. Existem três maneiras principais de se obter esta experiência: trabalho convencional no exterior, intercâmbio em uma universidade e estágio em uma empresa, indústria ou instituto de pesquisa. De início, devemos diferenciar estas possibilidades. Na primeira – trabalho no exterior –, a pessoa consegue um emprego convencional, em diferentes empresas (exemplo: trabalho em estações de ski, lanchonetes, lojas e hotéis). Neste caso, existem empresas especializadas que intermediam o processo, basta pesquisar na internet. A segunda maneira é o intercâmbio estudantil, no qual o aluno procura a Assessoria de Assuntos Internacionais (AAI) da UFBA (www.aai.ufba.br), com o objetivo de passar um período estudando em uma universidade fora do país. E a terceira maneira é conseguir um estágio, na área de Engenharia Mecânica, em alguma empresa, indústria ou instituto de pesquisa no exterior. As principais vantagens desta oportunidade são: obtenção de uma experiência internacional na área de engenharia, contato profissional com engenheiros de vários lugares do mundo, aprimoramento de um ou mais idiomas, contar com um salário oferecido pelo contratante, possibilidade de retorno após a conclusão da graduação para a realização de cursos de extensão (mestrado, doutorado) ou para contratação profissional, dentre outras vantagens relacionadas à experiência de viver e trabalhar fora do país. A procura por estas vagas pode ser iniciada por dois caminhos distintos: contato com a pessoa responsável pela área de recursos humanos da empresa ou contato com um aluno ou professor que está ou esteve no local. O caminho mais interessante é o segundo, pois, com uma indicação, tudo acontecerá mais facilmente. Caso não seja possível a indicação, o único caminho é procurar o RH da empresa em que se deseja estagiar e se oferecer para a vaga, disponibilizando os dados pessoais, situação em que se encontra na faculdade e, principalmente, Curriculum Vitae e cartas de recomendação. Na grande maioria dos casos, tudo deve estar em inglês, porém, se o país em questão não tiver como idioma principal o inglês e o aluno for fluente no idioma local, será visto com bons olhos a comunicação através deste. Nas situações em que o aluno não dispõe de uma indicação, será necessária muita força de vontade e interesse para buscar vagas em várias empresas. A sugestão é não se abalar quando receber um "não" e continuar correndo atrás em outros lugares. Vários alunos e professores de Engenharia Mecânica da UFBA já estiveram ou estão em empresas ou institutos de pesquisa no exterior e estes poderão ajudar na sua busca. A primeira informação que você deve procurar é em que área ele estagiou neste local. Se houver um interesse da parte, você deve perguntar se haveria a possibilidade de esta pessoa intermediar uma comunicação entre você e a empresa ou instituto. Caso isto seja possível, você deve perguntar quais informações e documentos serão necessários para o primeiro contato – são estes geralmente os já mencionados neste texto. Na maioria dos casos, após este primeiro contato, caso haja vaga e interesse por parte da empresa em sua contratação, haverá uma entrevista, em geral em inglês e/ou no idioma local, com o responsável pela sua contratação. Este é um momento chave, logo, esteja preparado e confiante. Essas entrevistas podem acontecer pelos mais variados meios: webcam, telefone, etc. Por isso, sempre garanta que todos os dados enviados para a empresa estejam atualizados e corretos, como número de telefone e email. Após a etapa de aceitação da empresa, indústria ou instituto, enviarão para você o procedimento padrão de cada lugar. Em geral, é enviada uma Carta Convite e informações sobre o local, as quais serão necessárias para o processo de pedido do visto e trancamento da faculdade. Esta etapa varia em cada país; em alguns lugares, você poderá ir inicialmente como turista e quando chegar ao país transformará seu visto em visto de estudante ou de visto para trabalho, porém, alguns países, como os EUA, são mais rígidos e exigem que você tenha o visto antes de chegar. Todos estes processos são muito bem descritos na internet, no site de cada embaixada. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 19 Manual do Calouro 2011 Como depoimento pessoal, posso dizer que estagiar em uma empresa de engenharia, indústria ou centro de tecnologia, é uma experiência fantástica e que te fará ver o mundo com olhos totalmente diferentes, além de te fazer crescer profissionalmente, abrindo as portas para várias outras oportunidades. E posso garantir que há um interesse muito grande por parte das empresas no exterior em contratar estagiários de países emergentes, como o Brasil, devido ao fato de termos uma expectativa de crescimento econômico muito positiva. Além disso, me deixo aqui à disposição para fornecer mais informações sobre oportunidades de estágio em engenharia mecânica no exterior. Para tal, sinta-se à vontade para me enviar um email ([email protected]), com dúvidas e questionamentos. Alexandre Amorim Souza, vulgo BROZ Alexandre é veterano de 2004.1 e, apesar de não ser membro do DA, aceitou colaborar conosco na elaboração deste texto, visto que tem experiência para falar sobre o assunto. Estudando Fora Intercâmbio Dentre as atividades extracurriculares presentes na vida estudantil, o intercâmbio se destaca como uma das formas mais enriquecedoras de o aluno absorver conhecimentos técnicos, práticos e culturais. Ao se sujeitar à imersão numa cultura diferente, o aprendizado vai além da língua estrangeira, surgindo oportunidade para a superação de paradigmas e limitações da sua criação. A quebra de vícios nos permite crescer, expandindo nossa visão crítica do mundo e, especialmente, do país onde nascemos. Acredito que esta é a maior contribuição que o intercâmbio pode trazer. Aliado à imersão cultural, está o propósito didático desta experiência. O intercâmbio estudantil pode ser feito através de convênios já existentes com a UFBA (www.aai.ufba.br) ou a partir de parcerias de pesquisa desenvolvidas por professores entre faculdades de países diferentes. As faculdades conveniadas com a UFBA oferecem, em diversas cidades de diversos países, a oportunidade para o aluno da UFBA se matricular como aluno regular, cursando disciplinas que não são lecionadas na UFBA, assim como disciplinas que poderão ser aproveitadas para a integralização curricular do seu curso. Os programas de intercâmbio mediados pela UFBA costumam ser de 6 meses ou 1 ano de duração, não havendo necessidade de trancamento do semestre por parte do aluno. Os pré-requisitos para o intercâmbio incluem ter cursado o 4º semestre do seu curso e ter o escore (CR) acima de sete. Os demais pré-requisitos (conhecimento da língua estrangeira, por exemplo) dependem do país e da faculdade para onde o estudante pretende ir. Atividades práticas como iniciação científica e até mesmo estágio podem ser realizadas no exterior. Alguns professores da UFBA mantêm relações de parceria com professores em outros países, o que facilita o engajamento do aluno intercambista em pesquisas. Já o estágio vai depender do país, do tipo de visto e do tempo que o aluno despenda no seu intercâmbio. Na Alemanha, por exemplo, é muito comum que os estudantes intercambistas (com o visto normal de estudante) se engajem em estágios remunerados nas mais diversas empresas alemãs (por exemplo, Mercedes-Benz, Bosch e Volkswagen) no segundo semestre do seu intercâmbio. Essas empresas apresentam uma grande abertura para os alunos estrangeiros, proporcionando-lhes uma oportunidade ímpar de aprendizado prático e crescimento profissional. Acredito ser de grande valor que o aluno, diante de um interesse, mesmo que mínimo, no intercâmbio, procure se informar junto à Assessoria de Assuntos Internacionais (AAI) da UFBA, localizada no subsolo da Reitoria, sobre as possibilidade e oportunidades de intercâmbio. Como já dito antes, a gama de universidades estrangeiras é muito abrangente. É recomendável também que o aluno se informe junto ao colegiado do seu curso sobre a possibilidade de aproveitamento de disciplinas cursadas no exterior. Rodrigo Nunes de Melo, vulgo PATO Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 20 Manual do Calouro 2011 Rodrigo é veterano de 2004.1 e, apesar de não ser membro do DA, aceitou colaborar conosco na elaboração deste texto, visto que tem experiência para falar sobre o assunto. Mobilidade Acadêmica Embora ainda pouco praticada no país, a Mobilidade Acadêmica é um programa extremamente interessante no âmbito de formação acadêmica e pessoal, pois permite que o aluno conheça outras culturas e aprenda a conviver com outras comunidades e grupos. Afinal, no mundo globalizado em que vivemos hoje, e ainda mais na área de Engenharia, a probabilidade de trabalhar em outros locais do país ou mesmo no exterior é grande; daí a importância de aprender desde antes a conviver com as diferenças e longe do seu, digamos, habitat natural. A Mobilidade é uma espécie de “intercâmbio nacional”, ou seja, o aluno poderá cursar disciplinas do seu curso – obrigatórias ou optativas – em outra Instituição Federal de Ensino Superior do país, sendo estas disciplinas posteriormente integralizadas ao seu currículo. Na UFBA, informações sobre o programa podem ser encontradas no site www.prograd.ufba.br. Poderão participar da Mobilidade Estudantil alunos regularmente matriculados em cursos de graduação de Instituições Federais de Ensino Superior brasileiras, que tenham integralizado todas as disciplinas previstas para o primeiro ano ou 1º e 2º semestres letivos do curso, na Instituição de origem, e possuam, no máximo, uma reprovação por período letivo. O aluno poderá se afastar da Instituição de origem, para participar do Programa, sob o amparo do vínculo temporário previsto no Convênio, pelo prazo de um ano letivo, ou seja, dois semestres. Durante este período, a sua vaga está assegurada no curso de origem, devendo o período de afastamento ser computado na contagem do tempo máximo disponível para a integralização do respectivo currículo pleno. Os interessados em participar deverão consultar o Coordenador do Colegiado e elaborar um plano de estudos com base nas ementas dos componentes curriculares ofertados pela IFES receptora para aproveitamento quando do retorno à IFES de origem. Em seguida, deve preencher o requerimento (que pode ser encontrado no site) e entregar ao Colegiado, o qual se responsabilizará pelo encaminhamento do processo. Os prazos de solicitação são 31 de maio para os interessados em participar a partir do 2º semestre letivo e 31 de outubro para os participantes do 1º semestre do ano subseqüente. Não esquecendo que estes prazos são os da UFBA; cada Instituição tem prazos próprios que devem ser observados e obedecidos. Vale a pena ressaltar que o prazo de permanência vale para a Universidade receptora, ou seja, o programa pode ser feito para diferentes Instituições, cada qual com permanência máxima de dois semestres. Eventos Acadêmicos de Engenharia Mecânica CREEM: O Congresso Nacional de Estudantes de Engenharia Mecânica é um evento bienal promovido pela Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM) desde 1998. O CREEM visa contribuir com a formação dos graduandos em Engenharia Mecânica, promovendo um ambiente de discussão e troca de experiências. Além disso, propõem-se à comunidade estudantil debates que contribuam a posteriores decisões na sua carreira profissional. CONEM: O Congresso Nacional de Engenharia Mecânica é um evento que ocorre desde 1990, de dois em dois anos. O CONEM ocorre sempre numa cidade do Norte ou Nordeste e tem a participação dos setores de ensino e pesquisa, de forma a abranger todas as áreas de atuação das Ciências Mecânicas. Em 2008, Salvador o sediou. COBEM: O Congresso Internacional de Engenharia Mecânica é o evento internacional mais importante do tema na América Latina, sendo realizado desde 1971, a cada dois anos. O congresso, originalmente chamado de Congresso Brasileiro de Engenharia Mecânica, obteve o status de evento internacional em 2001, com o aumento significativo de participantes de publicações de outras nacionalidades. Ciclo de palestras de Engenharia Mecânica/UFBA: pelo menos uma vez a cada ano, a empresa júnior do nosso curso promove um ciclo de palestras, a fim de informar os graduandos sobre temas como mercado de Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 21 Manual do Calouro 2011 trabalho, áreas de atuação e oportunidades de crescimento. O Ciclo conta com diversos palestrantes, na maioria das vezes alunos veteranos ou professores da casa. Ciclo de palestras de Engenharia Mecânica/UFBA: pelo menos uma vez a cada ano, a empresa júnior do nosso curso promove um ciclo de palestras, a fim de informar os graduandos sobre temas como mercado de trabalho, áreas de atuação e oportunidades de crescimento. O Ciclo conta com diversos palestrantes, na maioria das vezes alunos veteranos ou professores da casa. Perguntas Mais Frequentes 1º - Quantos dos que entram se formam em 5 anos? Entram 45. Vão se formar no tempo correto (5 anos) menos de 15 pessoas. Outros se formarão em 5 anos e meio e outros.. só Deus sabe... 2º - É normal perder matérias? Normal é. Mas evite perder nas disciplinas que são pré-requisitos para muitas outras, como por exemplo, Cálculo B e Resistência dos Materiais I. Se perder, tudo bem, não é o fim do mundo. Menos de 20% dos alunos termina o curso de engenharia sem nenhuma reprovação. 3º - Só os alunos com maiores CR conseguem estagiar nas melhores empresas? Não. Em 90% dos processos seletivos de estágio, não é requerido o histórico acadêmico. Nas seleções de estágio, procuram-se alunos proativos, que saibam trabalhar em equipe e que tenham desenvoltura ao se comunicar. Isso significa que você não deve viver para só estudar. Participar de atividades na universidade, tais como Fórmula SAE, Baja e Empresa Junior é de grande importância. 4º - Eu só vou conseguir fazer intercâmbio para uma universidade fora do país se eu tiver um CR altíssimo? Em geral, é necessário um CR 7,0. Estivemos conversando com o pessoal da Assessoria de Assuntos Internacionais (AAI), e eles estão estudando esse requisito na nossa nova situação de média 5,0. 5º - O aluno que faz Iniciação Cientifica é mais preparado que os outros? Não. Quem faz IC escolheu um dos caminhos da universidade. O importante é que você escolha algum caminho. Participe da Empresa Junior, do Fórmula SAE, do Baja, do AEROUFBA... É preciso que você desfrute das oportunidades que a universidade te oferece. 7º - Eu vou sair da universidade entendendo de carros? Não. Você não terá nenhuma disciplina obrigatória do curso sobre carros. No curso, você aprende sobre as máquinas de maneira geral, sem se aprofundar em carros, navios ou muito menos aviões. Caso queira aprender mais sobre o assunto (carros), as únicas alternativas são Fórmula SAE e Baja. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 22 Manual do Calouro 2011 As Mentiras do Aluno de Engenharia Mecânica Vou pegar a disciplina X, com o professor Y, uma vez que esse professor é mais “fácil”, MAS eu vou estudar a matéria. MENTIRA. O aluno estuda no ritmo do professor. Se seu professor não exigir nada, certamente você não se dedicará. É a lei do menor esforço e não adianta você achar que será exceção. Geralmente, o aluno desavisado faz isso e ainda se vangloria: “Me armei, peguei um professor massa!”. Mas, esse mesmo aluno vai se arrepender, ou na hora de estagiar, ou quando estiver prestando concursos depois de formado. Vou pegar o professor Z. Ele é o professor mais difícil que ensina a disciplina, mas é “só” estudar que passa. MENTIRA. Não é SÓ estudar. Você terá que ESTUDAR MUITO. Mais do que o convencional. E o principal – estudar adequadamente. Tem professor que baseia suas avaliações em determinados livros (que, obviamente, muitos deles não dizem qual), o que significa que, se você estudar 1 mês com outro livro, que tenha um outro foco, provavelmente não terá um bom resultado. Certifique-se de qual o foco do professor, buscando provas antigas, os livros mais utilizados, comentários em sala de aula e informações com alunos que já cursaram a disciplina. Grupos de estudos com alguns amigos também serão de grande utilidade. A disciplina Y é fácil. MENTIRA. Não existe disciplina fácil. Existe professor mais ou menos exigente. Você logo vai perceber que disciplinas aparentemente fáceis podem ser muito complicadas, dependendo do professor. Apesar de Cálculo A, em tese, ser muito mais difícil que Química Geral, em alguns semestres, o número de reprovações em Química é muito maior que em Cálculo. As disciplinas de Matemática (Cálculos, Álgebra, Estatística, etc) não servem para nada. Nunca vou usar isso. MENTIRA. Obviamente, ao se tornar Engenheiro, você não ficará horas e horas fazendo cálculos de derivadas e integrais. Os computadores farão isso. Mas essas ferramentas matemáticas serão muito importantes para as outras disciplinas profissionalizantes do curso e para interpretar os resultados que os softwares computacionais te darão. Outro fato importante é que, em seleções de mestrado e em concursos públicos, essa matemática mais rebuscada será exigida. Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected] 23 Manual do Calouro 2011 Ficha Técnica Membros do DA envolvidos na elaboração do Manual GESTÃO 2010 Alexandre Cavalcanti Camilla Franco Danilo Gomes Dennison dos Santos Fernanda Aquino Lucas Valente Rodrigo Mac-Culloch Colaboradores externos Alexandre Amorim Souza Eliakim Araújo Felipe Silva Rodrigo Nunes de Melo Revisão e Formatação GESTÃO 2010 Alexandre Cavalcanti Fernanda Aquino Mayne Lima Atualização GESTÃO 2011 Jonathan Pedreira Realização: Diretório Acadêmico de Engenharia Mecânica – DEM/EPUFBa Contato: [email protected]