A doutrina bíblica “Passou a noite toda em
da oração
oração a Deus”
Estudo 05
A oração no Novo Testamento
(De João a Jesus)
Textos bíblicos:
Lc 1,2,3,4,6,19,22; Mc 1
Texto áureo: Lucas 6.12
“Naqueles dias retirou-se
para o monte a fim de orar; e
passou a noite toda em oração
a Deus.”
Virou-se a página central da
história da oração na Bíblia.
Depois de Malaquias o último
personagem que vimos em nossa
jornada de oração pelo Antigo
Testamento, 400 anos se passam
sem que tenhamos notícia sobre
como o povo de Deus lidou com a
oração neste período.
Como a palavra profética calouse, supõe-se por extensão que a
busca pelo contato com o Senhor
também silenciou, minguou ou
mesmo, extinguiu-se. .
A doutrina bíblica
da oração
Introdução I
A doutrina bíblica
da oração
Introdução II
É verdade que os livros
apócrifos ou deuterocanônicos,
se historicamente válidos, nos
dão alguns lampejos da busca
pelo Senhor, mas tendo sido
rejeitados pelos próprios judeus
em seu cânon da Palavra de
Deus, não temos como recorrer
a eles para ver a jornada da
oração nesta sua época. Embora
os dois livros de Macabeus nos
contem a história da resistência
do povo de Deus à colonização
estrangeira, a verdade é que
não temos neles momentos de
oração que nos indiquem uma
vida de devoção por parte dele.
A verdade é que nestes quatro
séculos, vivendo entre as
conquistas dos gregos (Alexandre
e seus tetrarcas), dos reis
selêucidas (os Antíocos) e dos
reis egípcios (os Ptolomeus), e
ficando a Terra Prometida,
geograficamente situada entre a
Ásia e a África, os dois polos
norteadores da época, Israel ia
perdendo a sua identidadede
nacional e religiosa, restando ao
povo esperar que a promessa de
Malaquias se cumprisse:
“Eis que eu vos enviarei o
profeta Elias, antes que venha o
grande e terrível dia do Senhor”
(Ml 4.5)
A doutrina bíblica
da oração
Introdução III
A doutrina bíblica
da oração
Introdução IV
Este tempo prometido pelo
profeta vai começar a acontecer
quando uma página basilar da
História secular se vira: o
surgimento do Império Romano
que passa como que um rodo em
toda a volta do Mediterrâneo,
tornando-se dominador de todo
o mundo conhecido da época.
Com a conquista de Jerusalém
em 61 a.C, por Pompeu, as leis
do Império, trouxeram à região
da Palestina as condições
necessárias para que o povo de
Deus começasse a se voltar para
a promessa de Malaquias.
A ordem que o Império Romano
trazia ao mundo que conquistava
foi a oportunidade para que em
Israel se começasse a voltar ao
cultivo da vida religiosa. Roma,
diferentemente dos outros
conquistadores não impunha os
seus deuses. Pelo contrário
permitia que cada povo
cultivasse a sua religião sem
intervenções. Com isto o
sacerdócio em Israel vai voltar
ao seu trabalho regular,
permitindo assim a Zacarias, o
pai de João Batista ser o
intérprete do primeiro momento
de oração no Novo Testamento.
A doutrina bíblica
da oração
Primeiro momento
1. A proximidade do reino de Deus - Lc 1.8-17
•
1 Então disse Salomão: O Senhor disse 8 Ora, estando ele a exercer as funções sacerdotais
perante Deus, na ordem da
8 Ora estando ele a exercer as funções sacerdotais perante Deus na ordem
de sua turma, turma,
9 segundo o costume do sacerdócio, coube-lhe por sorte entrar no santuário
do Senhor, para oferecer o incenso;
10 e toda a multidão do povo orava da parte de fora, à hora do incenso.
11 Apareceu-lhe, então, um anjo do Senhor, em pé à direita do altar do
incenso.
12 E Zacarias, vendo-o, ficou turbado, e o temor o assaltou.
13 Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi
ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de
João;
14 e terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento;
15 porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida
forte; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe;
16 converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus;
17 irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações
dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, a fim de preparar
para o Senhor um povo apercebido.
A doutrina bíblica
da oração
Segundo momento
O filho de Zacarias, tal como
previsto na profecia de Isaías,
vai ser o precursor do Messias.
A palavra final do AT com
Malaquias se cumpre na vida de
João, que será chamado “o
Batista” pelo anúncio que vai
fazer do novo nascimento. Sua
vida de oração é claramente
vislumbrada quando lemos em
Lucas 1.80: “Ora, o menino
crescia, e se robustecia em
espírito, e habitava nos
desertos até o dia da sua
manifestação a Israel”. Esta
vida de meditação e oração vai
torná-lo capaz para:
2. A profecia que se cumpre - Lc 3.1-7,15-18
•
8 1 No décimo quinto ano do reinado d
1 No décimo quinto ano do reinado de
Tibério César, sendo Pôncio Pilatos
governador da Judéia, Herodes tetrarca
da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da
região da Ituréia e de Traconites, e
Lisânias tetrarca de Abilene,
2 sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes,
veio a palavra de Deus a João, filho de
Zacarias, no deserto.
3 E ele percorreu toda a circunvizinhança
do Jordão, pregando o batismo de
arrependimento para remissão de
pecados;
4 como está escrito no livro das palavras
do profeta Isaías: Voz do que clama no
deserto: Preparai o caminho do Senhor;
endireitai as suas veredas.
5 Todo vale se encherá, e se abaixará
todo monte e outeiro; o que é tortuoso
se endireitará, e os caminhos escabrosos
se aplanarão;
6 e toda a carne verá a salvação de
Deus.
7 João dizia, pois, às multidões que
saíam para ser batizadas por ele: Raça
de víboras, quem vos ensina a fugir da
ira vindoura?vantou-se, pois, e comeu e
bebeu; e
15 Ora, estando o povo em
expectativa e arrazoando todos em
seus corações a respeito de João,
se porventura seria ele o Cristo,
16 respondeu João a todos, dizendo:
Eu, na verdade, vos batizo em água,
mas vem aquele que é mais poderoso
do que eu, de quem não sou digno de
desatar a correia das alparcas; ele
vos batizará no Espírito Santo e em
fogo.
17 A sua pá ele tem na mão para
limpar bem a sua eira, e recolher o
trigo ao seu celeiro; mas queimará a
palha em fogo inextinguível.
18 Assim pois, com muitas outras
exortações ainda, anunciava o
evangelho ao povo.
m fogo, porém o Senhor
De João em diante, a vida de
meditação e reflexão vai ser
ensinada e vivida pelo Mestre
dos mestres.
Jesus Cristo, desde o início de
seu ministério vai ensinar aos
seus seguidores o caminho que
devemos trilhar para entender
em toda a sua profundidade e
extensão o significado da oração
na vida do crente.
O Evangelho de Lucas nos
ensina, com o procedimento do
Senhor Jesus em face do mal,
como devemos agir diante de
desafios que tenhamos a
enfrentar.
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da oração
Terceiro momento
3. Como agir diante do mal - Lc 4.1-13
uando o Senhor estava para tomar
1 Jesus, pois, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão; e era levado pelo
Espírito no deserto,
2 durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. E naqueles dias não comeu
coisa alguma; e terminados eles, teve fome.
3 Disse-lhe então o Diabo: Se tu és Filho de Deus, manda a esta pedra que se
torne em pão.
4 Jesus, porém, lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem.
5 Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos
os reinos do mundo.
6 E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me
foi entregue, e a dou a quem eu quiser;
7 se tu, me adorares, será toda tua.
8 Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele
servirás.
9 Então o levou a Jerusalém e o colocou sobre o pináculo do templo e lhe disse:
Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;
10 porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito, que te
guardem;
11 e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.
12 Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor teu Deus.
13 Assim, tendo o Diabo acabado toda sorte de tentação, retirou-se dele até
ocasião oportuna.
A doutrina bíblica
da oração
Em diversos momentos de seu
ministério Cristo vai nos ensinar
sobre ujm aspecto fundamental
na vida de oração de qualquer
crente.
A necessidade de momentos de
solidão e de isolamento para que
possamos ter a necessária
concentração espiritual para
entrar em conexão com o Pai.
Quarto momento
Na oração modelo ele nos ensina
que devemos ir ao nosso
aposento e isolar-nos para isto.
Ele como não tinha o seu
aposento, ia para os montes.
4. Uma oração solitária - Mc 1.29-37
uao Senhor estava para tomar
29 Em seguida, saiu da sinagoga e foi a casa de Simão e André com
Tiago e João.
30 A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo lhe falaram a
respeito dela.
31 Então Jesus, chegando-se e tomando-a pela mão, a levantou; e a
febre a deixou, e ela os servia.
32 Sendo já tarde, tendo-se posto o sol, traziam-lhe todos os
enfermos, e os endemoninhados;
33 e toda a cidade estava reunida à porta;
34 e ele curou muitos doentes atacados de diversas moléstias, e
expulsou muitos demônios; mas não permitia que os demônios falassem,
porque o conheciam.
35 De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um
lugar deserto, e ali orava.
36 Foram, pois, Simão e seus companheiros procurá-lo;
37 quando o encontraram, disseram-lhe: Todos te buscam.
Cristo além de ensinar aos seus
discípulos, como temos visto em
alguns momentos, sobre a
importância da oração a sós,
também deu importância à
oração em lugar público.
A doutrina bíblica
da oração
Ele nos ensina isto, quando
percebe que o seu povo estava
desvirtuando o templo como local
de oração e transformando-o em
lugar de negócios e de comércio.
Lucas nos conta sobre isto
quando nos narra o episódio da
entrada de Cristo no templo em
Jerusalém.
Quinto momento
5. O templo como lugar de oração - Lc 19.45-48
uaenho estava para tomar
45 Então, entrando ele no templo, começou a expulsar os que ali
vendiam,
46 dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de
oração; vós, porém, a fizestes covil de salteadores.
47 E todos os dias ensinava no templo; mas os principais
sacerdotes, os escribas, e os principais do povo procuravam
matá-lo;
48 mas não achavam meio de o fazer; porque todo o povo ficava
enlevado ao ouvi-lo.
A doutrina bíblica
da oração
Uma das maiores descobertas da
vida cristã é o fato de sabermos
que nos momentos de angústia
temos a quem recorrer.
Sem dúvida, as orações de
júbilo, de louvor, de gratidão,
de intercessão, têm o seu lugar.
Estes foram por certo as razões
motivadoras dos muitos
momentos de oração do Senhor
Jesus.
Sexto momento
No entanto, ele também nos
ensina a orar no momento de
preocupação e ansiedade como
nos conta Lucas.
6. A oração no momento da angústia - Lc 22.39-46
uaenho estava para tomar
39 Então saiu e, segundo o seu costume, foi para o Monte das
Oliveiras; e os discípulos o seguiam.
40 Quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não
entreis em tentação.
41 E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e pondo-se
de joelhos, orava,
42 dizendo: Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia
não se faça a minha vontade, mas a tua.
43 Então lhe apareceu um anjo do céu, que o confortava.
44 E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o seu suor
tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o
chão.
45 Depois, levantando-se da oração, veio para os seus
discípulos, e achou-os dormindo de tristeza;
46 e disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai,
para que não entreis em tentação.
1.Você sente necessidade de
orar?
2. Se você ficar sem orar um dia
isto altera o seu viver?
3. Faça um exercício dividindo
percentualmente o seu tempo
de oração:
Por você mesmo - ___ %
Por seus queridos - ___ %
Por sua igreja - ___ %
Por seus pastores - ___%
Pelo trabalho missionário - ___ %
4. Quanto isto dá? 100%?
5. Cá entre nós, este seu 100%
de oração equivale a quantos
minutos por dia?
A doutrina bíblica
da oração
Conclusão
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