UnG – UNIVERSIDADE DE GUARULHOS ALUNA: FERNANDA MÔNICA VICTOR DO OURO ORIENTADORA: MSC. VANDA DOS SANTOS SILVA LEVANTAMENTO FLORÍSTICO E FITOSSOCIOLÓGICO DAS ESPÉCIES ABÓREAS E HERBÁCEAS DE UM FRAGMENTO URBANO LOCALIZADO NO MUNICÍPIO DE GUARULHOS – SP RELATÓRIO PARCIAL GUARULHOS Estado de São Paulo - Brasil Agosto/2005 1 1. INTRODUÇÃO Grandes extensões florestais começaram a ser reduzidas em São Paulo no início da segunda metade do século XIX, com o estabelecimento da cultura cafeeira através de extensas plantações no Vale do Paraíba (César, 1978). As atividades agrícolas e industriais aliada a expansões dos centros urbanos fizeram com que na década de 70 a devastação florestal alcançasse níveis alarmantes. As matas naturais de São Paulo foram reduzidas a apenas 6,13% da sua área original em 1981. Mesmo assim, segundo o relatório do IBT (2005) a vegetação de São Paulo ainda é muito diversificada, estando presente no Estado, a Floresta Atlântica, que ocorre na Serra do Mar (“Floresta Ombrófila Densa”), e se estende para o planalto interior com fisionomias variadas de tipos de Florestas Mesófilas semidecíduas. As áreas abertas da região central e do oeste são dominadas pelos Cerrados, incluindo Campos Sujos e até Cerradões. Destacam-se também Restingas, Dunas e Manguezais, na região costeira. Pela posição geográfica do Estado, ocorrem associados elementos de floras tipicamente tropicais e de floras mais característica de regiões subtropicais. Esses ecossistemas desempenham serviços ambientais importantes dentre eles a depuração do ar e da água, o controle de cheias e da erosão do solo, o tamponamento climático e a oferta de recursos naturais (De Groot, 1992). Apesar da grande importância, a floresta tropical continua sofrendo forte pressão em sua estrutura e composição. Devido ao intenso ritmo de 2 devastação das áreas de florestas primária, a maior parte da vegetação das zonas tropicais é constituída por florestas secundárias (Mendonça et al, 1992), isto é, uma vegetação que não é a original, e sim que cresceu após a remoção desta. Dessa maneira, estando submetidos às mais variadas formas de intervenções antrópicas, a maioria dos remanescentes florestal junto aos centros urbanos já é de florestas secundárias apresentando uma distribuição bastante descontínua. A floresta secundária jamais se igualará a floresta primária (floresta intocada ou aquela em que a ação humana não provocou significativas alterações), em termos de biodiversidade. A afirmação é dos pesquisadores Eric Davidson, da Woods Hole Research Center, e Plínio Barbosa de Camargo, da Universidade de São Paulo. Segundo os cientistas, embora a floresta secundária tenha papel fundamental no que diz respeito aos efeitos climáticos, em termos de biodiversidade, o novo ecossistema tem até 50% menos espécies em relação ao cenário original (Ministério da Ciência e Tecnologia, 2004). Tal ritmo de destruição da cobertura vegetal tem levado a degradação dos solos, dos recursos biológicos e dos recursos estéticos da paisagem natural, empobrecendo a capacidade das áreas de fornecer benefícios à sociedade e, comprometendo em maior ou menor escala a sua característica mais notável, a biodiversidade (UNESCO –PNUNMA & FAO, 1980; Jesus, 1992). Devido a estas grandes explorações, surgiu a necessidade de serem criadas áreas de preservação. Segundo Pádua & Coimbra Filho (1979) a 3 primeira idéia de preservação de uma área natural no país partiu de André Rebouças em 1876, sugerindo a proteção da Ilha do Bananal e Sete Quedas. Porém somente em 1937 foi criado o primeiro Parque Nacional, o de Itatiaia. O rápido desenvolvimento das cidades trouxe como algumas de suas conseqüências: aumento na demanda por áreas de lazer, tornando estas áreas protegidas locais de intensa visitação (Negreiros et al, 1974b; César, 1978; Quintão, 1983); além de um alarmante ritmo no desmatamento das florestas restringido as formações vegetacionais a fragmentos isolados menores que 100 hectares. Estes fragmentos são os últimos refúgios de muitas espécies ameaçadas de extinção. Entretanto estes fragmentos de pequena extensão, importantes como depósitos da biodiversidade, carecem de estudos que determinem seu estado atual de conservação, grau de diversidade e práticas conservacionistas adequadas para o manejo (Viana et al, 1992). Observa-se que a redução do habitat disponível e o isolamento em graus variados são os fatores da fragmentação que mais influenciam na perda da biodiversidade (Harris & Silva Lopez, 1992). Vale ressaltar que o número e o grau de isolamento é importante, mas a freqüência e a intensidade da ação antrópica, e a vegetação natural em volta do fragmento podem ter um papel ainda mais importante (Turner & Corlett, 1996). Assim, o grau de isolamento não depende apenas da distância entre os fragmentos, mas também do tipo de vizinhança, do tempo de 4 isolamento e da conectividade entre os fragmentos (Forman & Godron, 1986; Saunders et al, 1991). Caso a distância entre fragmentos seja muito grande, ou inexistam outros fragmentos que possam ser utilizados, ou ainda os fragmentos se tornem isolados por barreiras, as populações podem se desequilibrar (Ishihata, 1999).Pequenos fragmentos têm menor número de espécies do que fragmentos maiores (Turner, 1996). No entanto, estudos indicam que mesmo os fragmentos menores que 100 hectares podem conter uma proporção relativamente grande de sua biodiversidade por décadas após o isolamento (Turner & Corlett, 1996). Em geral fragmentos pequenos de habitats naturais também são mais suscetíveis à invasão biológica do que grandes áreas contínuas (Cronk & Fuller, 1995; Laurance & Bierregaard, 1997). As florestas urbanas são ecossistemas compostos pela interação entre sistemas naturais e sistemas antropogênicos (Nowak et al 2001). Diante das fortes pressões exercidas sobre as comunidades naturais, devido principalmente ao rápido aumento da população humana no planeta, têm-se apressado as pesquisas, visando documentar e preservar a diversidade biológica, na tentativa de reconhecer nas comunidades naturais, aspectos essenciais ao seu desenvolvimento (Winemiller, 1992). A verdade é que, em um país onde a biodiversidade é pouco conhecida como o nosso, há espécies que podem ter sido extintas antes mesmos de serem catalogadas e outras que, ao serem descobertas, entram imediatamente para a trágica lista das ameaçadas de extinção (Apremavi, 2005). 5 Nas regiões mais densamente povoadas, onde a paisagem foi fortemente alterada, as mudanças florísticas e estruturais das comunidades vegetais podem ter sido definidas por fatores “externos” ao ecossistema, como as características da circunvizinhança, em especial quando há grande dependência de recursos alóctones para a regeneração ou quando a matriz serve como fonte de propágulos de espécies exóticas (Wunderle Jr.1997, Horvitz et al. 1998, Tabarelli et. al. 1999, Metzger 2000, Laurance 1999). A magnitude de todas essas alterações tem sido associada, principalmente, ao tamanho dos remanescentes florestais (Turner, 1996). Fragmentos pequenos englobariam menor heterogeneidade ambiental do que fragmentos grandes e, devido à sua área reduzida, suportariam um menor número de espécies, as populações seriam menores e, portanto, mais sujeitas à extinção (Hill & Curran, 2001). Além disso, fragmentos pequenos seriam mais afetados pelo efeito de borda devido à sua maior razão borda; interior (Kapos, 1989). A perda de espécies não se daria simplesmente por um efeito de redução de área ou perda de heterogeneidade ambiental. Algumas espécies não persistiriam em fragmentos devido às alterações das condições microclimáticas em relação à floresta contínua, resultantes do efeito de borda (Lovejoy et al. 1996, Kapos et al. 1997). Outras se extinguiriam devido a eventos genéticos ou demográficos (Shafer, 1981), perda de variabilidade genética (Lande, 1988) e declínio da reprodução devido à perda de polinizadores (Aizen & Feisinger, 1994). 6 A alteração da composição original ocorreria porque muitas espécies se beneficiariam das condições do ambiente fragmentado. Espécies associadas às atividades antrópicas e espécies características de ambientes perturbados, como lianas e espécies dos estádios sucessionais iniciais, teriam suas capacidades de colonização e expansão aumentadas (Tabarelli et al., 1999; Laurence et al., 2001). As espécies que são dispersas pelo vento (anemocóricas) também poderiam ser beneficiadas em paisagens fragmentadas. Em ambientes mais abertos (matriz), suas chances de atingirem longas distâncias são maiores (Howe & Smallwood, 1982), enquanto para as espécies zoocóricas, a matriz, muitas vezes, constitui um obstáculo intransponível. A penetração e/ou o aumento excessivo da abundância dessas espécies alteraria gradualmente a composição original (Terborgh, 1992). Espécies invasoras também teriam suas oportunidade de expansão aumentadas nesses fragmentos (Gómez-Pompa, 1971; Brown & Brown, 1992; Laurence et al., 1998). Espécies invasoras são aquelas que alcançaram determinadas áreas em conseqüência de atividades humanas (Pysek 1995 ; Dilich et al. 2002). Segundo Janzen (1983), Bierregaard et al. (1992) e Gascon et al. (1999), tais espécies viriam, principalmente do entorno dos fragmentos, dominado por atividades antrópicas.Espécies pioneiras são componentes naturais dessas florestas, mas regeneram somente sob altas intensidades de luz, situação que, em florestas naturais, só ocorrem em grandes clareiras ou bordas de mata (Budowski, 1965, Hartshom 1978, Swaine & Whitmore 1988). A penetração e/ou o aumento excessivo da abundância dessas espécies alteraria gradualmente a 7 composição original das florestas fragmentadas e também influenciaria a abundância e persistência de espécies da composição original (Terborgh, 1992). Nas áreas de borda dos remanescentes, ocorreriam alterações abióticas e bióticas. Dentre as abióticas podemos citar: aumento na penetração de luz e da temperatura e redução da umidade relativa do ar e do solo (Kapos, 1989; Matlack, 1993; Didhan & Lawton, 1999). Os efeitos bióticos referem-se a mudanças na composição, distribuição e abundância dos organismos (Lovejoy et al., 1996; Willians-Linera, 1990, Che et al. 1992). As bordas dos fragmentos de mata são mais atingidas pelo vento e pela insolação do que o interior da floresta. Entre outros impactos que recebem, as bordas ficam mais secas, com isso, são abertos caminhos para a invasão de espécies não nativas da região. As espécies exóticas, como as gramíneas, impedem a regeneração da mata no local em que se instalam. O efeito pode ser devastador, porque o ciclo de maior luminosidade e menor umidade na borda se repete, assim como a invasão de espécies exóticas. O processo de estrangulamento da mata pode levar vários dos fragmentos florestais à extinção. Por isso, não adianta criar reservas que sejam artificialmente isoladas, degradando suas fronteiras (Gottlieb, 1999). O potencial de recursos inaproveitados do bioma Mata Atlântica e ecossistemas associados, pode ser revelado através de estudos florísticos e fitossociológicos. Estes estudos podem ocorrer em diferentes níveis e, dependendo da atividade envolvida, proporcionar diretrizes para uma 8 política de conservação realista, bem como fornecer uma gama de informações aplicáveis em diferentes campos de conhecimento.Estes campos em especial são: manejo de áreas silvestres, recuperação de áreas degradadas, produção de sementes e mudas, avaliação de impactos, licenciamento ambiental, indicação correta de espécies para revegetação, determinação de endemismos, localização de espécies para prospecção química, determinação de espécies raras, identificação de habitats preferenciais das espécies, entre outros (Aguiar, 2003). As florestas tropicais são, entre os maiores “habitats”, os mais ricos em espécies e os que estão em maior perigo pela constante exploração dos seus recursos. Desse modo, a diversidade biológica deve ser tratada como um assunto global para ser classificada, utilizada e, acima de tudo preservada (Wilson & Peter, 1995). A MATA ATLÂNTICA O início da destruição da Mata Atlântica data da chegada dos portugueses em 1500. Embora ocupada por grupos indígenas tupis relativamente numerosos, como os Tupinambás, que já praticavam a agricultura, os relatos dos viajantes e estudiosos do século XVI não registram qualquer sinal de destruição da cobertura florestal. Ao contrário, segundo Holanda (1995), as descrições são de uma floresta intocada, de enorme riqueza natural e que levaram muitos dos que aqui chegaram no início da colonização a "acreditarem seriamente estar nas Américas o paraíso terrestre". 9 Segundo os resultados do mais recente estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Instituto Socioambiental, publicado em 1998, entre os anos de 1990 e 1995 mais de meio milhão de hectares de florestas foram destruídos em nove estados nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, que concentram aproximadamente 90% do que resta da Mata Atlântica no País. Um valor equivalente a mais de 714 mil campos de futebol literalmente eliminados do mapa em apenas cinco anos, a uma velocidade de um campo de futebol derrubado a cada quatro minutos. Uma destruição proporcionalmente três vezes maior do que a verificada na Amazônia no mesmo período. As matas atlânticas assemelham-se às matas amazônicas em fisionomia e em composição florística, deferindo delas tanto quanto distarem do Equador. Em todas as florestas do tipo pluvial perenifólio, latifoliado, do Brasil, onde quer que ocorram, sobressaem muitas características comuns: todas são densas, escuras e mal ventiladas, e, por isso, contêm bastante umidade em seu interior. Há, todavia algo de essencial comum a quase todas estas matas: elas são ecossistemas extremamente complexos, com grande número de nichos ecológicos, de modo que quase não faz muito sentido falar no clima geral sob qual crescem, nem sob o solo em que se desenvolvem (Ferri, 1980). A cobertura da Mata Atlântica antes da chegada dos europeus durante o século XVI era de aproximadamente 1,0 a 1,5 milhões de quilômetros quadrados estendendo-se do Rio Grande do Norte (6°N) ao Rio 10 Grande do Sul (30ºS) sendo a floresta tropical com maior gradiente latitudinal (Brown & Brown, 1992) . Atualmente as somas das parcelas dispersam da floresta atlântica não alcança mais do que 10.000 km², ou seja, menos do que 3% da sua área original. Praticamente desapareceu nos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe onde restam apenas algumas áreas com florestas secundárias. Reduziu-se a poucas áreas na Bahia e no Espírito Santo, sendo que com diversos graus de alteração ou degradação remanesce nas encostas mais inacessíveis da Serra do Mar nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, praticamente não existindo mais no Rio Grande do Sul. Nas restingas, de norte a sul, é formada por árvores altas com até 25 m de altura com copas extensas e regulares que se tocam e se fecham. Entre a copa e o solo cobertos com detritos vegetais, existe um estrato inferior pouco denso, com arvoretas, arbustos, palmeiras e grande quantidade de epífitas. Entre outras árvores dominam as canelas, leiteiras, figueiras, paineiras e angicos; dentre o estrato arbustivo, aparecem as sorocas, muricis, abaneiros, angelins, arcode-pipa, folha-redonda, tento e pitangas; gravatás, orquídeas, cactos e caetés embelezam o estrato inferior (AC & M, 1984). As diversas divisões fitogeográficas do Brasil tiveram início, segundo Ferri (1974), com Martius, em 1837, que utilizou nomes da mitologia grega para caracterizar as várias províncias fitogeográficas do Brasil. Toda a faixa de vegetação a que chamamos atlântica foi denominada de “Região das Dríades” (ninfa dos bosques). Recebendo mais tarde outras denominações. 11 O mapa da vegetação brasileira de Andrade-Lima (1966), a Mata Atlântica está distribuída desde próximo a 25º de latitude sul, apresentando, porém, uma interrupção, compreendida entre 14º 27’ no sul da Bahia e 17º 41’ no norte do Espírito Santo, onde cede lugar à chamada “Hiléia Baiana”, encarada como um enclave amazônico, de idêntica composição e estrutura às matas de terra firme. Numa outra interrupção localizada entre 27º 7’ (Itapemirim) e 22º nas proximidades de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, ela é substituída por uma “floresta estacional subcaducifólia tropical”. Mata Atlântica ainda é a terceira maior formação vegetal do Brasil (depois da Amazônia e do Cerrado) ocupando 13% do território nacional e sendo a segunda de maior diversidade biológica depois da região Amazônica. Ela está entre as florestas mais ricas do mundo em biodiversidade e também em endemismo, além disso, está também entre as florestas mais ameaçadas do mundo, já tendo perdido 93% de sua cobertura original, sendo considerada pela Conservation International um dos cinco principais hotspots (região de extrema diversidade biológica que se encontram sobre alto grau de ameaça) do planeta, de acordo com o Conselho Federal de Biologia (CFBIO, 2005). Conforme Leitão Filho (1982), no estado de São Paulo, a mata atlântica está situada nas encostas da Serra do Mar, com penetrações mais para o interior, parcialmente no Sul do Estado, onde adquire dimensões razoavelmente grandes representa a maior área de floresta natural remanescente existente, como também corresponde à área menos desenvolvida. 12 Romariz (1968) chama esta vegetação de floresta latifoliada úmida de encosta e informa que outros autores chamam-na de mata atlântica. Outros autores ainda dão-lhe outros nomes, como Coutinho (1962) que adota o nome de mata pluvial tropical concordando com Wettstein (1904). Andrade–Lima (1966) apresentou um mapa do Conselho Nacional de Geografia, no qual as florestas costeiras fazem parte das formações florestais perinifólias latifoliadas, juntamente com as matas amazônicas de terra firma, a hiléia sul-baiana, as caatingas amazônicas, o mangue, as matas de igapó e de várzea da Amazônia, acentuando mais ainda uma semelhança entre a mata atlântica de encosta com as matas amazônicas de terra firma, fazendo uma distinção, ao denominar de “formação florestal higrófila costeira” a mata atlântica e de “formação florestal higrófila hileiana” as matas amazônicas de terra firme. Para Walter (1971), o que delimita a floresta pluvial tropical é a zona climática equatorial, que se estende, aproximadamente, de 10ºN a 10ºS, fato que deixaria a mata atlântica, em sua maior distribuição, fora desta classificação. Mas a sua localização costeira, o seu relevo propicia a existência destas matas costeiras além do Trópico de Capricórnio. As divergências de opiniões sobre a utilização do termo mata atlântica foram, incansavelmente, discutidos durante XLVII Congresso Nacional de Botânica, realizado em 1996 em Nova Friburgo-Rio de Janeiro. Naquela oportunidade científica parece ter chegado a um consenso de que o termo mata atlântica seja usado sob duas denominações: mata atlântica sensu lato e mata atlântica sensu stricto. 13 Os grupos ecológicos, geralmente formados por formas de vida similares, que ocupam o mesmo nicho e tem semelhantes papéis funcionais, são denominados de sinúsias (Gams, 1918; Saxton, 1924; Richards, 1952). De acordo com Veloso & Klein (1957), a Floresta Atlântica, no sul do Brasil, apresenta-se com diversas sinúsias organizadas em estratos lenhosos (árvores, arvoretas e arbustos) bastante desenvolvidos e densos, acompanhados por um estrato arbóreo bastante diversificado, ambos floristicamente muito heterogêneos, e aliados a uma profusão de epífitas e lianas. ESPÉCIES HERBÁCEAS As espécies herbáceas compreendem o estrato inferior das comunidades vegetais, sendo erva, caracterizada pela morfologia em si, principalmente pela consistência e estrato herbáceo, o termo empregado com base na altura que as ervas atingem, a maioria dos autores considera até 1 m, no máximo 2 m. Contudo, as características destas plantas podem ser bastante apropriadas à sua utilização como indicadores de condições ambientais. Schutz (1969) refere-se às ervas como “plantas cormófitas com caules herbáceos, isto é, não lenhosos” e aos caules como sendo geralmente verdes, menos resistentes e pouco lignificados. Mueller-Dombois & Ellenberg (1974) subdividem o estrato herbáceo, considerando: H1- estrato herbáceo superior, com ervas maiores que 30 cm de altura; H2- estrato herbáceo médio, de 10-30cm de altura e H3 – estrato herbáceo inferior, com até 10 cm de altura. 14 Richards (1952) aborda aspectos da floresta pluvial tropical e divide a comunidade vegetal em sinúsias; referindo-se às espécies herbáceas, agrupa-as em seduzia das ervas do solo. Explica que esta sinúsia não é sinônimo de “field layer”, pois grandes partes das plantas que constituem esta camada são indivíduos jovens de árvores, arbustos e trepadeiras lenhosas. Cain & Castro (1959), estudando a floresta tropical no Brasil e baseados em Richards (1952), dividiram as plantas em sinúsias de acordo com a exigência de assimilar carboidratos, colocando-as em plantas autotróficas ou nutricionalmente independentes; subdividiram-nas em: a) pequenos arbustos e ervas altas com aproximadamente 1 a 1,5m de altura; b) ervas pequenas, incluindo duas sociedades diferentes de ervas e plântulas: 1-sociedade tolerante à luz; 2- sociedade dos fetos, com relação luminosa intermediária, recebendo esparsos raios solares. Uma outra sinúsia é constituída pelas plantas saprófitas. De acordo com Silvestre,L.S. & Rosa,M.M.(2002), o levantamento de plantas herbáceas, incluindo as plântulas de espécimes lenhosos, constitui informação complementar de extrema importância no estudo da estrutura de comunidades florestais, fornecendo também dados referentes aos mecanismos de regeneração da floresta. LEVANTAMENTO FITOSSOCIOLÓGICO A fitossociologia, segundo Rodrigues & Gandolfi (1998), é o ramo da Ecologia Vegetal que procura estudar, descrever e compreender a associação de espécies vegetais na comunidade, que por sua vez 15 caracterizam as unidades fitogeográficas, como resultado das interações destas espécies entre si e com o seu meio. No Congresso Internacional de Botânica de Paris, em 1954, a definição de Guinochet, Lebrun e Molinier foram mundialmente aceita (Martins, 1989): “Fitossociologia é o estudo das comunidades vegetais do ponto de vista florístico, ecológico, corológico e histórico”. Para Martins (1989), a Fitossociologia envolve o estudo das interrelações de espécies vegetais dentro da comunidade vegetal no espaço e no tempo. Refere-se ao estudo quantitativo da composição, estrutura, funcionamento, dinâmica, historia, distribuição e relações ambientais da comunidade vegetal. Apoia-se muito sobre a Taxonomia Vegetal e tem estreitas relações com a Fitogeografia e as Ciências Florestais. Trabalhos como de Mueller-Dombois & Ellenberg (1974) e BraunBlanquet (1983) são alguns dos comumente citados como referência na elaboração de trabalhos de fitossociologia. A disciplina presta-se, conforme Rodrigues & Gandolfi (1998), para identificar os parâmetros quantitativos de uma comunidade vegetal, definindo parâmetros de abundância e relações de dominância e importâncias relativas; permite ainda interferências sobre a distribuição espacial de cada espécie. Estes estudos utilizam métodos fundamentados em características fisionômicas e estruturais da vegetação, e são os que melhor atende os requisitos de simplicidade de aplicação e de análise de um maior número de informações conjuntas (Patonja et al., 1997). 16 A fitossociologia nasceu no continente europeu (Braun –Blanquet, 1996). Conforme sua expansão e os problemas de análise de vegetação, presentes em cada região, seus termos e conceitos diversificaram-se, os maiores contrastes ocorrendo entre a Europa e os Estados Unidos da América do Norte. Também a Grã-Bretanha adotou termos e conceitos diferentes das demais escolas de Fitossociologia (Poore, 1995). Nos Estados Unidos, a distribuição natural e a diversidade de espécies arbóreas apresentaram os maiores problemas de análise. Preocupados com as mudanças temporais e com a dinâmica das florestas sobre uma grande área, os fitossociologistas, dos Estados Unidos desenvolveram muitas técnicas de análise quantitativa da vegetação, principalmente a partir dos métodos empregados pelos agrimensores do U.S. Land Survey Service, nos levantamentos florestais antigos. Portanto, na América do Norte, os métodos fitossociológicos nasceram, principalmente, a partir de levantamentos florestais, para estudar, predominantemente, o componente arbóreo de florestas, em áreas de grande extensão (MuellerDombois & Ellenberg, 1974). De acordo com Martins (1989) a primeira fase da fitossociologia no Brasil ocorreu a partir de 1930, caracterizando por estar ligada ao renomado Instituto Oswaldo Cruz, incumbido de buscar informações fundamentadas das epidemias de febre amarela e de malária. Tal como na Europa, a Fitossociologia surgiu no Brasil com a aplicação do método de parcelas, utilizando as técnicas de análise de Braun-Blanquet (1966). Somente a partir de 1969, começaram a ser feitos 17 levantamentos de composição florística e de estrutura fitossociológica de comunidades vegetais com o emprego de um método de distâncias, o de quadrantes (Goodland, 1969). Segundo Martins (1989), os primeiros trabalhos de fitossociologia florestal no Brasil foram os de Davis (1945) e Veloso (1945), realizados na Serra dos Órgãos, no Estado do Rio de Janeiro. Davis (1945) tentou estabelecer relações entre o ambiente da floresta, hospedeiros, vetores, e o vírus da febre amarela silvestre, em duas localidades diferentes do município de Teresópolis, Estado do Rio de Janeiro. Nestas mesmas localidades, Veloso (1945) desenvolveu estudos mais detalhados sobre o clima, o solo e a vegetação. Para estudar a vegetação, utilizou as mesmas picadas feitas por Davis (1945), porém com algumas mudanças. A fitossociologia como ciência, refere-se ao estudo das comunidades vegetais, do ponto de vista florístico e estrutural, conforme proposto por Braun Blanquet (1979). O levantamento fitossociológico tem por objetivo a quantificação da composição florística, estrutura, funcionamento, dinâmica e distribuição de uma determinada vegetação. A estes trabalhos seguiram-se os de Veloso & Klein (1957, 1961, 1963, 1968a, 1968b) realizados principalmente, na encosta atlântica no Estado de Santa Catarina, aliados às descrições florísticas e estruturais de associações vegetais. Dentre os procedimentos de amostragem adotados nos levantamentos fitossociológicos no Brasil destacam-se: (a) os de dois 18 estágios-sistemático entre linhas e aleatório dentro da linha (Jardim, Hosokawa, 1986/87 e Calegário et al., 1993); (b) o de amostragem em conglomerados com quatro sub-unidades em cruz (Rosot, Machado e Figueiredo, 1982); (c) o procedimento sistemático com parcelas lançadas ao longo de um transecto (França, 1991), e parcelas a ser distribuídas sistematicamente na área a ser estudada (Scolforo, Lima e Silva, 1993; Soares, Dias e Silva, 1993); (d) o método dos quadrantes lançados sistematicamente na área, com o objetivo de encontrar parâmetros fitossociológicos, para fins de manejo em cerrado (Costa Neto et al, 1991). No Estado de São Paulo, um dos primeiros a efetuar levantamentos fitossociológicos foi Martins (1978,1979), no Parque Estadual de Vassununga, município de Santa Rita do Passa Quatro, em floresta estacional semidecidual. Descreveu a origem dos métodos baseados em distâncias e aplicou o método de quadrantes.Dos dados obtidos, o autor fez uso como material de tese como, também, colaborou com sugestões para o aperfeiçoamento do método.Em 2003, Martins descreve a fitossociologia como sendo o estudo das causas e efeitos da coabitação de plantas em um determinado ambiente, do surgimento, constituição e estrutura dos agrupamentos vegetais e dos processos que implicam em sua continuidade ou em sua mudança ao longo do tempo. Portanto, prossegue o autor, o objeto do estudo da fitossociologia é a comunidade vegetal. O MUNICÍPIO DE GUARULHOS Guarulhos localiza-se na região metropolitana de São Paulo, fazendo divisa com os municípios de Mairiporã, Nazaré Paulista e Santa 19 Isabel ao norte, Arujá e Itaquaquecetuba a leste e São Paulo ao sul e a oeste (IBGE, 2001). O Trópico de Capricórnio divide Guarulhos em duas partes, marcando sua passagem cartográfica no bairro de Vila Galvão, no sentido W-E (oeste-leste). O município situa-se na faixa de latitude do Trópico de Capricórnio, 23º27’-S e 23º24”-S, na porção central da cidade, e, 46º25”-W (longitude oeste) e possui uma área de 341 km², sendo 174 km² correspondentes à zona urbana e 146 km² correspondente à zona rural. Os 21km² restantes são ocupados pela área do Aeroporto Internacional de Cumbica. Com um crescimento médio de 4,31% ao ano, verificado entre 1991 e 1996, Guarulhos já é a segunda maior cidade em número de habitantes no Estado de São Paulo e a 13º do País segundo dados do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístico). Guarulhos teve sua origem como elemento de defesa do povoado de São Paulo. Pois se acredita que existiram povoados posicionados estrategicamente na defesa de São Paulo, sendo Guarulhos um deles. Seu crescimento econômico deu-se inicialmente em função da mineração do ouro. O início do século XX foi marcado pela chegada da estrada de ferro, da energia elétrica (Light & Power), dos pedidos de instalação de rede telefônica, licenças para implantações de indústrias de atividades comerciais e dos serviços de transportes de passageiros. Na década de 40, chegaram ao Município indústrias do setor elétricas, metalúrgicas, plásticas, alimentício, borracha, calçados, peças para automóveis, relógios e couros (Câmara Municipal de Guarulhos). Com a inauguração da Via Dutra em 1952, ligando os dois pólos de desenvolvimento cultural e populacional mais importantes da Nação – de um lado São Paulo, no 20 momento histórico de aceleração industrial, e de outro lado o Rio de Janeiro, ainda Capital Federal e centro de decisões políticas e econômicas , Guarulhos teve então o impulso necessário para o seu desenvolvimento. O processo de urbanização de Guarulhos devastou a biota ao longo dos anos. Da fauna original restaram poucas espécies mais resistentes, que sobreviveram às ações antrópicas e a um processo de redução drástica de seus habitats, fatores que levaram a uma conseqüente redução de seu potencial genético, em decorrência, reduziram a diversidade de espécies que ali conviviam (Prefeitura de Guarulhos, 2005). Com base na evolução, percebemos que a estruturação do espaço físico territorial e sócio-econômico está intimamente ligada à questão ambiental, como comenta Marcondes (1999): “a configuração entre a cidade e recursos naturais existentes no presente podem ser remetida às formas de definição da estrutura fundiária no século passado”. BOSQUE MAIA Os parques são áreas relativamente extensas de terra ou água, que contém formações ou paisagens de significado nacional, onde espécies de plantas ou animais, sítios geomorfológicos e habitats são de grande interesse científico, educacional e recreacional (IBAMA, 1989). O Bosque Maia implantado na Avenida Paulo Faccini, no bairro Cidade Maia, se constitui num fragmento florestal, em meio à cidade de Guarulhos. É uma área municipal sob a administração da Secretaria do Meio Ambiente. A área do parque é de 170 mil m², tem a forma aproximadamente triangular, é cercado por alambrado e recortado 21 internamente por passeio interligados e pavimentados de largura entre 2 e 5 m, delimitando canteiros onde a vegetação é mantida. Segundo Putinati e Nunes (2000), quando a cidade de Guarulhos findava na atual Praça Getúlio Vargas, cujos terrenos prestava-se a um campo esportivo, ocupado pelo Paulista Futebol Clube, tudo o que ficava ao redor era quase inabitado. O local onde hoje se localiza a Cidade Maia fazia parte de uma pequena fazenda de propriedade de Renato Andrade Maia, um advogado da capital. Ele ocupou o cargo de componente da Comissão Municipal de Agricultura, oportunidade em que chegou a propor a construção de um Mercado Municipal no local onde hoje é ocupado pelo Bosque Maia (Figura 1), assim registrado nos anais da Câmara Municipal. Dessa pequena fazenda de Renato Maia - cujo único acesso era pela Estrada do Cocaia, hoje chamada Avenida Tiradentes. Figura 1 - Bosque maia – 1979 22 Com a morte de Renato Maia, os herdeiros dele resolveram, de 1961 a 1996, promover o loteamento da pequena fazenda. O prefeito da cidade era Mário Antonelli, que condicionou a aprovação do projeto de loteamento à criação de uma reserva preservando a área coberta de Mata Atlântica, como área institucional da Prefeitura. E assim foi feito (Putinati e Nunes, 2002). Demarcado o Bosque Maia, os lotes foram sendo vendidos e surgiu, então, a Cidade Maia, destinada a quem tivesse recursos para a edificação de moradias de alta categoria. Na gestão de Waldomiro Pompêo, a referida área passou a ter oficialmente, o nome de Recanto Municipal da Árvore, mas não conseguiu desassociar o nome de Maia do referido recanto, razão pela qual consagrou-se o nome de Bosque Maia para a área pública (Lopes e Ranaldi, 1999). Em cinco de abril de 1990, com a promulgação da Lei Orgânica do Município, ficou instituída que o Bosque Maia é área de Preservação do Patrimônio Cultural de Guarulhos (Lopes e Ranaldi, 1999). O parque oferece trechos de Mata Atlântica com diversas árvores, entre elas: o pau-óleo, pau-ferro, pau-jacaré, copaíba, jacarandá-mimoso, ingá, ipê-amarelo, entre outras, que abrigam animais de pequeno porte e aves, faz parte da sua paisagem o lago, e as nascentes (Putinati e Nunes, 2002).O parque é utilizado para práticas de caminhadas, ginásticas e lazer. Oferece dois “playgrounds” para as crianças, pista de “Cooper”, equipamentos para ginástica, quatro quadras poliesportivas, uma pista de “bicicross”, ciclovia, um campo de areia, quiosques, trilhas, pistas para 23 caminhadas, uma pista de “skate” e mesas para jogos de dama e pingpong (Putinati e Nunes, 2002). PARÂMETROS FITOSSOCIOLÓGICOS Os termos genericamente referidos como parâmetros fitossociológicos são: 1. Densidade. Densidade por área é o número de indivíduos, quer de uma espécie, quer de todas as espécies em conjunto, por unidade de área. Densidade relativa é a proporção do número de indivíduos de uma espécie em relação ao número total de indivíduos amostrados, em porcentagem. 2. Abundância é uma estimativa visual da densidade, em que as espécies são grupadas em classes de abundância: abundante, comum, freqüente, ocasional, rara. Alguns autores chamam-na de freqüência. 3. Freqüência. Freqüência absoluta é a porcentagem de unidades de amostragem com ocorrência da espécie, em relação ao número total de unidades de amostragem. Freqüência relativa é a proporção da freqüência absoluta de uma espécie em relação à soma das freqüências absolutas de todas as espécies em porcentagem. 4. Presença é uma outra forma de exprimir a freqüência, em que as espécies são agrupadas em classes: classe 5 – espécies que ocorrem em 80% a 100% das unidades de amostragem; classe 4 – 60% a 80%; classe 3 – 40% a 60%; classe 2 – 20% a 40%; classe 1 - 0% a 20%. 5. Dominância é o parâmetro que busca expressar a influência de cada espécie na comunidade através de sua biomassa. A dominância absoluta 24 é obtida através da soma das áreas transversais (g) dos indivíduos de uma mesma espécie, por hectare. A dominância relativa corresponde à participação, em percentagem, em relação à área basal total (G). 6. Importância é representada pela soma dos valores relativos de densidade, freqüência e dominância. Também se diz que as espécies de maiores valores não relativos daqueles parâmetros têm maior importância na comunidade estudada. 7. Regeneração natural consiste no levantamento dos descendentes das plantas arbóreas, envolvendo geralmente as plantas entre 10 cm de altura até o limite de diâmetro estabelecido arbitrariamente no levantamento estrutural. Os resultados das análises estruturais, principalmente a estrutura horizontal (densidade, dominância, freqüência, índice de valor de importância) permitem fazer deduções sobre origem, características ecológicas, dinamismo e tendências do futuro desenvolvimento da floresta (Hosokawa et al., 1998). FORMAS DE CRESCIMENTO As formas de crescimento são as diferentes classes da estrutura visível das plantas e constituem um componente importante da estrutura física da comunidade (Krebs, 1994). De acordo com o trabalho de Teixeira (1998), baseado em Krebs (1994), são considerados: 1. Erva: plantas sem ramos lenhosos perenes acima do solo, incluindo gramíneas; 25 2. Arbusto: são plantas lenhosas de porte pequeno, a maioria com altura inferior a 3m (Krebs, 1994), as quais apresentam ramificações desde a base, desprovidas total ou quase totalmente de tronco (Ferri et al., 1981); 3. Árvore: definidas como plantas lenhosas de maior porte, a maioria com altura superior a 3m (Krebs,1994), providas de tronco que se ramifica na parte superior, formando uma copa(Ferri et al,1981); 4. Feto arborescente: pteridófitas de hábito arborescente; 5. Lianas: são as plantas cujo crescimento em altura depende da sustentação mecânica fornecida por outras plantas (Morellato, 1991) e se apóiam ou por enrolamento (cipós), ou por meio de gavinhas e órgãos semelhantes (trepadeiras) (Ferreira, 1988). O estudo entre tamanho e forma em árvores também é importante no entendimento da estrutura dinâmica das florestas (King, 1996; Sposito & Santos, 2001). CATEGORIAS SUSSECIONAIS Os grupos ecológicos adotados na tentativa de classificar as plantas identificadas foram baseados no trabalho de Teixeira (1998) e Knobel (1995), considerando nesta primeira fase, as plântulas e indivíduos jovens na sua forma adulta o que será reparado na segunda fase, de fitossociologia. As principais características dos grupos para a classificação sucessional são: 1. Pioneiras (P): inclui as espécies herbáceas e arbustivas (principalmente), heliófitas que requerem alta luminosidade em todas as 26 fases do seu ciclo de vida. Possui um ciclo de vida curto, crescimento rápido, madeira com baixa densidade, grandes quantidades de sementes e germinam após algum tipo de perturbação colonizando normalmente grandes clareiras. 2. Secundárias iniciais (SI): constitui um grupo bastante heterogêneo, que inclui as espécies arbustivas e arbóreas que podem germinar condições de alta e média luminosidade, podendo estabelecer-se no sub-bosque da floresta em estádios sucessionais iniciais, em clareiras, borda de matas e beira de rios..Seus indivíduos podem ser ciófitos ou heliófitos, estabelecendo-se no sub-bosque da floresta, enquanto os indivíduos adultos são heliófitos e encontrados apenas em clareiras e locais com alta luminosidade. Produzem sementes em abundância, com dormência mais longa do que as climácicas e que germinam após algum tipo de perturbação. 3. Secundárias tardias (ST): têm as mesmas características das secundárias iniciais diferindo destas por terem ciclo de vida mais longo e se estabelecerem na floresta em um estágio posterior, dentro do processo de sucessão secundária. Inclui espécies que podem germinar em condições de baixa luminosidade, e podem estabelecer-se no subbosque de florestas em estádios sucessionais intermediário ou em pequenas clareiras. . A distinção entre as espécies secundárias iniciais e tardias é realizada também pela ordem cronológica de estabelecimento dentro do processo de sucessão secundária e na duração média do ciclo de vida (Tabarelli, 1994). 27 4. Climácicas (C): inclui espécies que germinam, estabelecem-se e desenvolve-se no subosque de florestas climácicas, em condições de baixa luminosidade, apresentando crescimento lento e ciclos de vida longos. 5. Exóticas (Ex): não constitui uma categoria sucessional, mas apresentam caráter funcional, e constituem espécies que foram introduzidas, plantadas ou que ocorrem de forma subespontânea. 2. OBJETIVOS Este projeto tem como objetivo geral conhecer a composição florística arbórea herbácea do Bosque Maia, um fragmento de floresta urbana localizado no município de Guarulhos exposto a fortes pressões decorrentes de ações antrópicas. Como objetivo específico este trabalho visa conhecer a composição das espécies florestais em regeneração, a estrutura fitossociológica das plantas invasoras, estudo dos processos de sucessão florestal neste fragmento urbano, fornecer dados para a elaboração de medidas de manejo adequadas para a conservação dessa área. 3. MATERIAIS E MÉTODOS O presente trabalho tem como área de estudo o Recanto Municipal da Árvore, mais conhecido como Bosque Maia (Anexo 1) que possui uma área de 170 mil m², e fica localizado na Av. Paulo Faccini sem número. Este se constitui num fragmento florestal, com uma vegetação remanescente de floresta atlântica, em meio à cidade de Guarulhos. 28 INVENTÁRIO DE ESPÉCIES Foram coletados indivíduos jovens, arbóreos e herbáceos com PAP (perímetro do tronco à altura do peito – aproximadamente 1,30m acima do solo) < 15 cm de diâmetro em toda a área do bosque, sendo coletados no mínimo três indivíduos de cada espécie. Estes foram etiquetados de acordo com a ordem de coleta, tendo como propósito fazer um inventário das espécies presentes no Parque. Quando presentes, as amostras de flores, inflorescências e frutos foram fixadas em álcool 70° GL para posteriormente servirem como dados na caracterização das espécies, sendo estudados morfologicamente. O material coletado foi colocado entre folhas de jornal em prensas de madeira e posto para secar em estufas elétricas a uma temperatura aproximada de 70ºC, por cerca de 48 horas, ou de acordo com o grau de sensibilidade peculiar a cada espécie. Após a secagem foram montadas as exsicatas, fixando as amostras em cartolina com etiquetas de identificação contendo dados de família, gênero e espécie (quando possível) e nome popular regional. Estas foram envolvidas em papel Kraft para uma melhor conservação. 4. RESULTADOS PARCIAIS A relação das espécies coletadas para a elaboração do inventário foi concluída com auxílio de bibliografias específicas e um especialista na área. Foram coletados 288 indivíduos distribuídos em 31 famílias e 50 gêneros, sendo as famílias Myrtaceae, Euphorbiaceae e Asteraceae 29 melhores representadas nesta primeira etapa (anexo 3). Peixoto (1991/92), afirma que quando se analisa a biodiversidade da mata atlântica comparando-a com outras regiões tropicais os dados mais surpreendentes é o grande número de Myrtaceae. Alguns materiais botânicos não puderam, nesta etapa, serem identificados por não terem florido até a presente data. Segue abaixo a tabela 1 (anexo 2) com a relação das espécies. 30 5. 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