Introdução à Tecnologia de Satélites – CSE-200-4 S b i t Subsistema d de C Controle t l Té Térmico i Petrônio Noronha de Souza Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE São José dos Campos, SP Maio de 2012 Unidade 2/Parte 2.8/Versão 3.2 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Conceitos básicos (*) A complexidade e a longa vida dos satélites atuais exigem uma análise detalhada, um projeto cuidadoso e testes extensivos que garantam que cada parte do mesmo permaneça dentro das suas faixas de temperatura em todos os modos de operação e ambientes. Equipamentos considerados “termicamente termicamente críticos” críticos são aqueles que possuem uma faixa muito estreita de temperaturas aceitáveis: p.ex: q com hidrazina e componentes p internos. tanques Componentes e equipamentos externos costumam tolerar faixas largas de temperatura. Todo o calor contido no satélite deve ser, em última instância, emitido por radiação térmica para o espaço. Satélites (*) Com contribuições do Curso de Tecnologia de Satélites do INPE 2 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Conceitos básicos (cont.) Os dados a serem considerados para a análise térmica são: – – – – – As temperaturas admissíveis para os equipamentos. Os modos de operação ao longo da missão missão. A energia absorvida do meio externo. A energia gerada internamente. A energia irradiada para o meio externo. As fontes de calor incluem: – – – – – Satélites Equipamentos eletrônicos Sol Terra Motores de foguete Reações químicas 3 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Conceitos básicos (cont.) Temperature Stability – maximum allowable temperature variation over time of a given component or subsystem. T Temperature t Uniformity U if it – maximum i allowable ll bl ttemperature t gradient within the component or subsystem. Operating Temperature Range – temperature upper and lower limits within which the equipment fulfills all specified operating performance and life requirements. Switch-on Temperature Limit – lowest temperature for activating q p without damage. g equipment Non-operating Temperature – temperature limits within which the equipment must survive in the “off” condition without any performance degradation once it reaches its operating temperature range Satélites Fonte: ISU, SSP’07 4 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Requisitos Sistemas eletrônicos e mecanismos têm uma vida mais longa se mantidos a temperaturas “moderadas” e estáveis. No espaço não há atmosfera para reduzir os extremos de frio e calor: – Fonte solar a 149 oC – Espaço p ç frio a -273 oC Sistemas eletrônicos geram calor quando operam: – Não há atmosfera para remover o calor gerado gerado. – O calor precisa ser transferido para radiadores exposto ao espaço frio. Satélites Fonte: ISU, SSP’07 5 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Modos de troca de calor A transferência de calor dentro do satélite ocorre por três modos distintos: p – Radiação: o calor se transfere por meio de ondas eletromagnéticas emitidas por uma fonte fonte, e que se propagam em um meio ou pelo vácuo. – Condução: o calor se transfere de um ponto a outro por um meio sólido, líquido ou gasoso. – Convecção: C ã o calor l d deixa i um ffonte t por iintermédio t édi d de um fluido em movimento, ou de um gás, que flui pela f t de fonte d calor l (somente ( t em missões i õ ttripuladas). i l d ) Satélites 6 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Modos de troca de calor (cont.) Radiação térmica: A energia emitida por uma superfície é proporcional à sua temperatura absoluta elevada à quarta potência. Fluxo de Radiação = – – – – Satélites Aa a (Ta ) 4 [W] Aa = área da superfície “a” [m2] = constante de Stefan-Boltzman [[5,67 , x 10-8 W/m2 K4] a = emissividade da superfície “a” [-] Ta = temperatura absoluta da superfície “a” [K] 7 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Modos de troca de calor (cont.) Condução Térmica: A energia que flui entre duas regiões é proporcional à diferença da temperatura entre elas. O fluxo depende da condutividade térmica do material, da área de contato e da distância entre os pontos. Fluxo de Condução = – – – – Satélites KAc (Ti T j ) l [W] K = condutividade térmica do material [W/m K] Ac = seção ã transversall [[m2] (Ti – Tj) = diferença de temperatura entre os pontos i e j [K] l = distância entre os pontos i e j [m] 8 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Modos de troca de calor (cont.) Convecção Térmica: No vácuo espacial a convecção só ocorre em recipientes fechados onde exista um fluido (líquido ou gás) em movimento. Neste caso o fluxo térmico é p proporcional p à diferença ç de temperatura p entre o fluido e a superfície p q que está cedendo ou absorvendo calor. Fluxo de Convecção = hA (T T f ) [W] – h = coeficiente de transferência de calor [[W/m2 K]] – A = área “molhada” [m2] – (T-Tf) = diferença de temperatura entre pontos de interesse e o fluido em circulação [K] Satélites 9 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Balanço energético de um satélite Radiação Solar direta: 1.358 +/- 5 W/m2 Albedo: Alb d (30 +// 5)% d da Radiação Solar incidente na Terra Infra-vermelho terrestre: 237 +/- 21 W/m2 Dissipação interna Rejeição de calor para o espaço Satélites 10 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Balanço energético de um satélite (cont.) Satélites Fonte: ISU, SSP’07 11 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Balanço da Radiação Radiação Recebida Radiação Refletida () ++=1 Radiação Absorvida () Radiação Transmitida () A radiação refletida () é uma fração da energia recebida recebida, que depende da temperatura da superfície, da emissividade e da área da superfície. A radiação absorvida é medida pelo parâmetro , dado pela razão entre a energia absorvida e a recebida. Depende da superfície do material que absorve e do comprimento d onda de d d da radiação di ã que chega. h Emissividade () é a razão entre o calor emitido pelo corpo e aquele emitido por um corpo negro à mesma temperatura. Depende da superfície do material que emite e do comprimento de onda da radiação emitida. Um corpo negro é um emissor de calor ideal para uma dada temperatura (=1, =1) Satélites Fonte: ISU, SSP’07 12 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Características de recobrimentos Satélites Fonte: ISU, SSP’07 13 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Absortividade e Emissividade, [3] Satélites 14 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Temperaturas típicas O ambiente bi t espacial i l (Kelvin (K l i = C Celsius l i + 273 273,15) 15) – Fonte quente: – Sumidouro: Temperat ras de uma Temperaturas ma esfera no espaço [oC]: C] – – – – Sol a 5.700 K Espaço a 4 K Tinta Branca: Tinta Negra: Alumínio Polido: Ouro Polido: -58 6 94 223 Requisitos típicos de temperaturas de operação [oC]: – – – – – – – – – – Satélites Eletrônica digital: Eletrônica analógica: Baterias: Rodas de reação reação, motores elétricos: Detectores infravermelhos: Painéis solares: Detectores de partículas Propelentes Estruturas convencionais Estruturas s u u as de p precisão ec são 0 a 50 0 a 40 10 a 20 (até -5 em alguns casos) 0 a 50 -200 a -80 -100 a 125 -35 35 a 0 7 a 55 -45 a 65 18 8 a 22 15 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Técnicas de Controle Térmico Passiva – Utiliza radiadores, placas condutoras (“doublers”), recobrimentos superficiais, isoladores absorvedores isoladores, absorvedores, persianas persianas, tubos de calor simples simples, uma configuração favorável do satélite, o lay-out dos equipamentos e as propriedades térmicas da estrutura. Exemplo: Radiação para o espaço Radiador Placa fria Dispositivo de interface Equipamento Satélites 16 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Técnicas de Controle Térmico (cont.) Ativa – Utiliza aquecedores termostáticos, tubos de calor de condutância variável, sistemas de bombeamento mecânico com circuitos dotados de irradiadores e trocadores de calor, geometrias móveis. Exemplo: Radiação para o espaço Radiador Bomba Placa fria Equipamento Satélites 17 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Exemplo, [10] Satélite recoberto por manta de MLI (“Multi Layer Insulation”) Satélites 18 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Tubo de calor simples, [3] Satélites 19 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Tubo de calor de condutância variável, [3] Satélites 20 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Exemplos de Tubos de Calor, [12] Tubo de Calor Satélites Radiador “Cold Plate” 21 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Exemplos de análise Divisão nodal do SACI-2 Distribuição de temperaturas em um satélite Satélites Divisão nodal do CIMEX Fator de forma entre superfícies de satélite e o espaço em uma posição p ç da órbita 22 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Especificação Definição das temperaturas de um TCS – thermal control system/subsystem Satélites 23 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Modelo Térmico (TM) do CBERS-3&4 (2009) Satélites 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Thermal Balance Test do CBERS-3&4 (2009) CBERS-3&4 TM Satélites 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Thermal Balance Test do CBERS-3&4 (2009) CBERS-3&4 TBT http://www.lit.inpe.br/node/197 Satélites 2.8 – Subsistema de Controle Térmico: SAC-D/Aquarius (2010) Satélites 27 2.8 – Controle Térmico: Normalização Satélites