Acontece
16
R
AGROECOLOGIA, UM MODO DE VIDA
eunidos no dia 14 de março, na cidade
de Capinzal, aproximadamente 50 pessoas, em sua maioria mulheres agricultoras,
camponesas,
participaram de uma
oficina de agroecologia
planejada através do
projeto FORTEES, patrocinado pela Petrobrás, no programa
Desenvolvimento e Cidadania e executado na
região em parceria com a CPT, a EPAGRI e a
Secretaria da Agricultura.
Contando com a Assessoria de Lourdes
Bodaneze e Rosalina da Silva, do Movimento
de Mulheres Camponesas - MMC, de Chapecó, as participantes refletiram sobre a vivência da agroecologia, desde o melhoramento do
solo até chegar à produção na horta, a impor-
tância do trabalho comunitário e também o cultivo e uso de plantas medicinais.
Na parte da tarde, nos deslocamos até a
propriedade de uma família que possui um
horto e lá conversamos
sobre a organização de
hortas, com o aproveitamento do espaço para a
produção, tanto de hortaliças, como de ervas
medicinais.
Ao final, em breve avaliação do dia de
formação na questão agroecológica, encaminhamos, conjuntamente, dar seguimento ao estudo sobre a temática, pois como destacou uma
das participantes: “o aprendizado foi grande,
mas o conteúdo é muito extenso”, dando ênfase à continuidade da formação.
Estela Maia – Articuladora.
ABRIL
2012
CONVITE I SEMINÁRIO
DE CONTROLE SOCIAL
“A
Pastoral da Saúde representa a atividade desempenhada pela Igreja no setor da saúde. É
expressão de sua missão e manifesta a ternura
de Deus para com a humanidade que sofre. No Documento de Aparecida a Pastoral da Saúde foi compreendida
como sendo, “a resposta às grandes interrogações da
vida, como o sofrimento e a morte, à luz da morte e ressurreição do Senhor” (DAp. nº 418). Ela empenha-se em
evangelizar com renovado ardor missionário no mundo
da saúde, e contribuir para a construção de uma sociedade
justa e solidária, a serviço da vida. (Texto Base da CF
2012. p. 94)
Tendo presente as propostas da CF 2012 no que se
refere a dimensão político-institucional, e garantido o
compromisso assumido diante da complexa realidade da
saúde na Diocese de Caçador, a coordenação diocesana
da Pastoral da Saúde convida para o I Seminário de Controle Social que acontecerá no Centro de Formação João
Paulo II – Castelhano, Caçador, nos dias 27 e 28 de abril
de 2012, com início 19h da sexta-feira e término às 16h
do sábado. A assessoria do seminário será de Lúcia Lima
Girardi.
Para cada paróquia são disponibilizadas quatro
vagas para agentes da Pastoral da Saúde e mais duas vagas
para membros dos Conselhos Municipais de Saúde e outras lideranças interessadas. Para boa organização deste
encontro, pedimos a confirmação da presença até o dia 25
de abril junto ao secretariado diocesano de pastoral.
Lembramos que os valores de diárias serão custeados por uma parceria entre a Pastoral da Saúde Regional
e o Fundo Diocesano de Solidariedade. Trabalhando juntos para “que a saúde se difunda sobre a terra”, contamos
com sua presença e participação.
C
Inez Brunetta
Coordenadora da Pastoral da Saúde
Pe. João Cláudio Casara
Coordenador Diocesano de Pastoral
CEBI EM MONTE CASTELO
om muita
alegria reiniciamos
nos dias 17 e 18
de março, na Paróquia São José
Operário
de
Monte Castelo, a
Escola Bíblica do
CEBI (Centro de
Estudos Bíblicos).
Este ano, com o
estudo do Segundo
Testamento, contamos
com a participação de mais lideranças – são
os novos ministros extraordinários da comunhão- que terão o CEBI como parte de sua
formação. Somos oitenta alunos divididos
em dois setores (Matriz e Residência Fuck).
Foi muito bom perceber o entusiasmo e a dedicação de todos nos estudos, já ansiosos
pela próxima etapa. Que o divino Espírito
Santo ilumine a todos!
Elaine Cristina Demetrio
Secretária do CEBI – Setor Matriz
DIOCESE DE CAÇADOR
ANO XV
CRISTO
RESSUSCITOU,
ALELUIA!
Nº 164
ABRIL
CENTENÁRIO DO
CONTESTADO
2012
DESTAQUES
DIMENSÃO
MISSIONÁRIA DA
IGREJA
A missão a partir de
Jesus
Pág 03
FUNDO DIOCESANO
DE SOLIDARIEDADE
Lançado Edital para
novos projetos
Pág 07
CAMPANHA DA
FRATERNIDADE
2ª parte: A Ação dos
Profetas e a Saúde do
Povo no Antigo
Testamento
Págs 08 e 09
INICIAÇÃO À VIDA
CRISTÃ:
Para quem?
Pág 12
DIA MUNDIAL DA
SAÚDE
Em busca da
garantia de Direitos
Pág 13
Igreja
2
EDITORIAL
Paz no Cristo Ressuscitado!
Na manhã da Páscoa, confirmou-se que
a vida venceu a morte.
Saudações a todas as irmãs e os irmãos
cristãos da Diocese de Caçador.
É forte a emoção e contentamento no coração para
partilhar a grande alegria e certeza da nossa fé em Jesus
Cristo. Ele venceu a morte, razão de nossa alegria eterna.
Que os sentimentos das celebrações pascais confirmem em
cada um de nós os sentimentos de amor, de sensibilidade
humana, de esperança para cuidarmos da vida e sustentar a
saúde para todos, pois a participação ativa e efetiva, nas celebrações da Semana Santa, nos introduzam para uma vida
em Deus e morte para o pecado.
Os céus, pela força de Deus, removeu a pedra que
ocultara a morte, abriu a caverna para devolver a vida à humanidade. Eis o grande e entusiástico motivo de nossa alegria. Que a grandeza do feito divino nos encante na fé e na
esperança, e cheios de motivação façamos a nossa parte
pela força da solidariedade, nos mobilizando para que todos
tenham vida e a “saúde se difunda sobre a terra”.
A Páscoa é a marca divisória do tempo que nos compromete a sermos mais solidários, responsáveis e participantes na construção de um mundo que gera vida, alegria,
prosperidade e felicidade. Aceleremos as boas relações e
agucemos nossas inteligências para criarmos estruturas de
apoio para que todos os humanos deixem refletir em cada
rosto a luz do Ressuscitado, pois em cada um brilha o amor
de Deus que nenhum pecado pode apagar, pois Deus é
maior do que os nossos pecados, portanto, desistamos do
pecado e deixemo-nos iluminar por Deus. Que seu Espírito
esteja sempre presente em nossa vida para que a mensagem
de Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitado seja a fonte e
ponto de partida de todas as nossas ações no mês de abril.
Com a luz do Ressuscitado, nos dediquemos com coragem,
para darmos passos firmes, corajosos e ousados na construção da Assembleia do Povo de Deus em nossa Diocese
nesse ano.
Peço orações para que a 50º Assembleia Geral dos
Bispos do Brasil, dias 17 a 26 de abril, em Aparecida do
Norte, seja coroada de êxitos para o bem de toda a Igreja
no Brasil. E que a Romaria das Famílias do Brasil, no final
do mês, no Santuário Mariano Nacional, renove o compromisso para fortalecer a família e devolver a paz, harmonia
em cada lar e seja de fecunda sensibilidade humana em defesa da vida. Que a Assembleia da Pastoral Familiar na
nossa Diocese, dias 14 e 15 de abril, reúna todos os movimentos envolvidos pela família, possa fazer ressuscitar em
cada lar o amor, a compreensão, a oração, o diálogo, o trabalho, a confiança, devolvendo a vida, alegria e amor nas
famílias.
Que a Sagrada Família seja a todo instante, convidada,
pela devoção e oração, para participar das alegrias e desafios de nossos lares.
Um fraterno abraço e que ressoe forte em seu coração
a bela saudação: “Feliz Páscoa”!
Dom Frei Severino Clasen, OFM
Bispo de Caçador
Expediente
Jornal de Circulação Interna - Tiragem: 15 mil exemplares
MITRA DIOCESANA DE CAÇADOR
Rua Mafra, 235 - Bairro Bom Jesus - C.P. 227 - 89.500-000 - Caçador - SC
Editorial: Coordenação Diocesana de Pastoral
FONE/FAX: (49) 3563-2045
e-mail: [email protected]
DIAGRAMAÇÃO: Felipe Pelegrinello Caipers ([email protected])
JORNALISTA: Pe. Dr. Gilberto Tomazzi
IMPRESSÃO: Diário Catarinense
ABRIL
2012
“NA VOSSA RESSURREIÇÃO, Ó CRISTO,
ALEGREM-SE OS CÉUS E A TERRA”
A
manhã de Páscoa trouxe-nos este anúncio antigo e sempre novo: Cristo ressuscitou! O eco deste acontecimento, que
partiu de Jerusalém há vinte séculos, continua
a ressoar na Igreja, que traz viva no coração a
fé vibrante de Maria, a Mãe de Jesus, a fé de
Madalena e das primeiras mulheres que
viram o sepulcro vazio, a fé de Pedro e dos
outros Apóstolos.
Até hoje – mesmo em nossa era
de comunicações supertecnológicas
– a fé dos cristãos assenta naquele
anúncio, no testemunho daquelas
irmãs e daqueles irmãos que viram
primeiro, a pedra removida e o túmulo vazio e, depois, os misteriosos mensageiros que atestavam que
Jesus, o Crucificado, ressuscitara; em seguida,
o Mestre e Senhor em pessoa, vivo e palpável,
apareceu a Maria de Magdala, aos dois discípulos de Emaús e, finalmente, aos onze, reunidos
no Cenáculo (cf.Mc 16, 9-14).
A ressurreição de Cristo não é fruto de
uma especulação, de uma experiência mística:
é um acontecimento, que ultrapassa certamente
a história, mas verifica-se num momento concreto da história e deixa nela uma marca permanente. A luz, que iluminou os guardas de
sentinela ao sepulcro de Jesus, atravessou o
tempo e o espaço. É uma luz diferente, divina,
que fendeu as trevas da morte e trouxe ao
mundo o esplendor de Deus, o esplendor da
Verdade e do Bem.
Tal como os raios do sol, na primavera,
fazem brotar e desabrochar os rebentos nos
ramos das árvores, assim também a irradiação
que flui da Ressurreição de Cristo dá força e
significado a cada esperança humana, a cada expectativa, desejo, projeto. Por isso, hoje, o universo inteiro se alegra, implicado na primavera
da humanidade, que se faz intérprete do tácito
hino de louvor da criação. O aleluia pascal, que
ressoa na Igreja peregrina no mundo, exprime
a exultação silenciosa do universo e, sobretudo
o anseio de cada alma humana aberta sincera-
mente a Deus, mais ainda, agradecida pela sua
infinita bondade, beleza e verdade.
“Na vossa ressurreição, ó Cristo, alegremse os céus e a terra”. A este convite ao louvor,
que hoje se eleva do coração da Igreja, os
“céus” respondem plenamente: as multidões
dos anjos, dos santos e dos beatos unem-se
unânimes à nossa exultação. No Céu, tudo é
paz e alegria. Mas, infelizmente, não é assim
sobre a terra! Aqui, neste nosso mundo,
o aleluia pascal contrasta ainda com os
lamentos e gritos que provêm de tantas situações dolorosas: miséria,
fome, doenças, guerras, violências.
E, todavia, foi por isto mesmo que
Cristo morreu e ressuscitou! Ele
morreu também por causa dos nossos
pecados de hoje, e também para a redenção da
nossa história de hoje Ele ressuscitou. Por isso,
esta minha mensagem quer chegar a todos e,
como anúncio profético, sobretudo aos povos e
às comunidades que estão a sofrer uma hora de
paixão, para que Cristo Ressuscitado lhes abra
o caminho da liberdade, da justiça e da paz.
Alegrem-se os céus e a terra pelo testemunho de quantos sofrem contrariedades ou
mesmo perseguições pela sua fé no Senhor
Jesus. O anúncio da sua ressurreição vitoriosa
neles infunda coragem e confiança.
Queridos irmãos e irmãs! Cristo ressuscitado caminha à nossa frente para os novos céus
e a nova terra (cf. Ap 21, 1), onde finalmente viveremos todos como uma única família, filhos
do mesmo Pai. Ele está conosco até o fim dos
tempos. Sigamos as suas pegadas, neste mundo
ferido, cantando o aleluia. No nosso coração, há
alegria e sofrimento; na nossa face, sorrisos e
lágrimas. A nossa realidade terrena é assim.
Mas Cristo ressuscitou, está vivo e caminha conosco. Por isso, cantamos e caminhamos fiéis
ao nosso compromisso neste mundo, com o
olhar voltado para o Céu.
Boa Páscoa a todos!
Papa Bento XVI
Mensagem de Páscoa(Ano de 2011)
Fonte: Vatican.va
Na certeza da vida nova, o Secretariado Diocesano de Pastoral e a Equipe do
Jornal Fonte desejam a todos os assinantes, familiares e amigos uma Santa,
Abençoada e Feliz Páscoa, celebrada na alegria e na paz do Ressuscitado!
TUDO COMEÇA...
Senhor, em tua santa Páscoa,
Assumindo nossa cruz, permita-nos viver a ressurreição.
Ajuda-nos a vencer a cruz do
acumular e ensina-nos a viver a
Graça da partilha
Fortalece-nos para superar a
cruz do querer ser servido, e
ensina-nos a Graça de servir.
Ilumina-nos para que vençamos a cruz do ódio e rancor, e ensina-nos a
viver a Graça de amar o outro, nosso
irmão.
Senhor, todos os passos foram percorridos.
Chegamos junto contigo.
No seu madeiro reconhecemos
nossas cruzes.
Na sua ressurreição a certeza de
sermos, também nós, ressuscitados
no amor que não se cansa de nos
amar.
Onde tudo foi consumado... Tudo
começa... “ressuscita-nos, Senhor”
Cremos que em ti nada termina,
mas sim, tudo começa...
Que nesta páscoa saibamos viver “o começo” de uma nova vida!
Ederson Iarochevski
ABRIL
2012
Atualidades
L
OS SETE PECADOS SOCIAIS DA
HUMANIDADE MODERNA
embrando o saudoso papa João Paulo II, refletimos sobre
os sete pecados sociais da humanidade moderna: “política
sem princípios; riqueza sem trabalho; prazer sem consciência; conhecimento sem caráter; economia sem ética; ciência
sem humanidade e religião sem sacrifício”.
1 Política sem princípios - Os pilares éticos da política são: a
justiça, a verdade, a liberdade e o amor. Uma política sem
princípios éticos transforma-se em disputa de interesses pessoais, oligarquias, fraudes e corrupção. A política que não estiver alicerçada no princípio do bem comum, da solidariedade,
dos direitos humanos e na dignidade da pessoa, certamente
contribuirá para o aumento da violência, da fome, da exclusão
e da marginalidade social.
2 Riqueza sem trabalho - O sistema neoliberal reforça a pirâmide social perversa onde os ricos se tornam cada vez mais
ricos e os pobres cada vez mais pobres. A técnica e a informática desligadas dos valores fortalecem o “apartheid social”, em que muitos trabalham, mas a riqueza se concentra
nas mãos de poucos - O desemprego resulta também de uma
opção pela tecnologia que aumenta a riqueza, diminui o trabalho e exclui o trabalhador.
3 Prazer sem consciência - O prazer é dom do criador em favor
da vida. Não podemos ser contra o sexo, nem contra o prazer,
muito menos contra o corpo. Somos contra o prazer absolutizado, “sem consciência”. O prazer desordenado tem causado
injustiça, violência, doença mental, desagregação da personalidade. Já o prazer ordenado, vivido com gratidão e consciência, é meio saudável de doação, criatividade, entusiasmo
e gosto de viver.
4 Conhecimento sem caráter - Tal conhecimento é apenas erudição sem sabedoria, sem mudança de vida, sem a conscientização. É o mesmo que dizer “saber é poder”. Um saber que
não serve mais à vida e, sim, à morte - Em contrapartida, devemos procurar o conhecimento enquanto amadurecimento,
crescimento e mudança para possibilitar um nascer de novo.
5 Economia sem ética - É o livre mercado, onde o dinheiro é a
“nova providência” e a propaganda a “nova evangelização”.
Onde o mercado tomou o lugar da religião e comanda a massificação das mentes. Economia sem ética é levar vantagem
em tudo, é vender e lucrar, e mais valia, consumismo sem se
preocupar com os pobres, desempregados, excluídos, marginalizados.
6 Ciência sem humanidade - É a ciência nas mãos de uma minoria que tudo sabe e tudo controla. Ciência sem humanidade
é ciência sem consciência, desligada dos valores da fé e a serviço de interesses egocêntricos. É a ciência a serviço das ideologias e interesses pessoais e corporativistas.
7 Religião sem sacrifício - É a religião sem testemunho, prédica
sem prática, oração sem fraternidade, o culto só dos lábios.
A pior das corrupções é a corrupção religiosa, em que se usa
o nome de Deus e se manipula o povo, em busca de lucros.
Religião sem sacrifício é religião sem cruz, sem o seguimento
de Cristo pobre, casto e obediente. É pregar sem viver o que
se fala; é ajustar a palavra de Deus segundo nossos interesses,
elevar nossos caprichos à esfera da vontade de Deus. Religião
sem sacrifício é querer que Deus faça o que nós queremos. É
querer Deus sem se envolver com o mundo.
Idlauson Pitt
Seminarista do 3º Ano de Teologia
Adaptação do artigo de Dom Orlando Brandes,
Arcebispo de Londrina, (as partes em itálico são dele),
conforme www.catedrallondrina.com.br/jornal/fevereiro09/01.htm
15
AGENDA DIOCESANA
MAIO
1
2
2
3
4-6
4-6
5
5
5-6
5-6
Dia do Trabalhador
Reunião Secretariado Diocesano de Pastoral - SDP
Reunião CAED
Centenário da Paróquia Santa Cruz de Canoinhas
Cursilho de Homens Micro de Canoinhas
Capacitação Comunicador Multiplicador
Reunião da Coordenação Diocesana do SAV
Reunião do Conselho Diretor da Cáritas Diocesana
7° Fórum Regional de Assessores das PJs de SC
4ª Etapa - Formação de Agentes da CPT
20ª Romaria ao Santuário Diocesano
6
Nossa Senhora de Fátima, Mãe dos Pobres
8 Conselho de Presbíteros
8 Reunião do Clero
13
16
16-18
17
17-20
18
18-20
20
20
20-27
22
22-24
22-24
25
Dia das Mães
Reunião da Microrregião de Santa Cecília
Curso Regional para Formadores
Reunião da Microrregião de Arroio Trinta
Escola Catequética Regional
Reunião da Microrregião de Porto União
Seminário Nacional Juventude e Comunicação
Celebração Ascensão do Senhor
III Interdiocesano dos Grupos de Reflexão e Família
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Reunião SDP
CONSEP (Conselho Episcopal Pastoral da CNBB)
Capacitação: Missão e Gestão para Coordenadores
Diocesanos
Fórum Diocesano das Pastorais Sociais
26 e 27 2ª Etapa Escola Diocesana da Juventude - EDIJUV
26 e 27
26 e 27
27
27
28
Escola Catequética Região Centro/Sul e Escola de
Ética e Cidadania
Reunião Regional da Pastoral do Menor
Pentecostes
Encontro da Pastoral Familiar Região Sul
Reunião CAED
ANIVERSÁRIO
Pe. Almedo Diedrich
Pe. Celso C. P. dos Santos
Pe. Márcio Renato Bartel
Pe. Irineu Maia
Diác. Marlon Malacoski
Pe. José Juan da Misericórdia
Pe. Valcir Baronchello
Pe. João Alceu Perin
Pe. Lindsay Hendrick
Diácono Everaldo Antonio
Pe. Rogério Esmeraldino
Pe. Fábio Costa Farias
ORDENAÇÃO
SDP – 9h
SDP – 14h
Canoinhas
Canoinhas
Pastoral da Criança
Caçador
Videira
Castelhano/Caçador
Fraiburgo
Castelhano – 9h
Castelhano –
13h30min
Timbó Grande – 9h
Brusque
Arroio Trinta
Lages
Irineópolis – 19h
Xaxim
SDP – 14h
Brasília/DF
Pastoral da Criança
SDP – 14h
Canoinhas
Castelhano
Lages
SDP – 9h
07/05/51
09/05/67
11/05/62
13/05/74
15/05/85
15/05/67
04/05/91
08/05/94
17/05/81
27/05/10
30/05/93
30/05/09
Espiritualidade
4
RITO PARA APAGAR DO CÍRIO PASCAL
(Domingo de Pentecostes)
Terminado o Rito da Comunhão,
aquele que preside se dirige
junto ao Círio ainda aceso e faz
uma breve introdução à liturgia da luz:
Irmãos e irmãs, na noite na
qual se deu vida ao alegre
Tempo Pascal, o “dia
de cinquenta
dias”, no momento de acender o Círio, nós
aclamamos a
Cristo, nossa
Luz. E a luz do
Círio pascal nos acompanhou
nestes cinqüenta dias e contribuiu
não pouco a nos fazer recordar a
grande realidade do Mistério pascal.
Hoje, no dia de Pentecostes, ao
fechar-se o Tempo da Páscoa, o
Círio é apagado, este sinal nos é
tirado, também porque, educados
na escola pascal do mestre Ressuscitado e cheios do fogo dos
dons do Espírito Santo, agora, devemos ser nós, “Luz de Cristo”
que se irradia, como uma coluna
luminosa que passa no mundo,
em meio aos irmãos, para guiá-los
no êxodo em direção ao céu, à
“terra prometida” definitiva.
Veremos agora, no desenrolar do
ano litúrgico, resplender a luz do
Círio Pascal, sobretudo em dois
momentos importantes do caminhar da Igreja: Na primeira Páscoa, que viveram os seus filhos
com a recepção do Batismo, e por
ocasião da última Páscoa, quando,
com a morte, ingressarão na verdadeira vida.
O cantor dirige-se ao ambão, e
de lá canta as invocações a
Cristo.
Cantor: Cristo, Luz do mundo!
Todos: Demos graças a Deus!
Presidente: Ó Sol da justiça, raio
bendito, primeira fonte de luz, o
ardentemente desejado, acima de
tudo e de todos; poderoso, inescrutável e inefável; alegria do
bem, visão da esperança satisfeita, louvado e celeste, Cristo
criador, Rei da glória, certeza da
vida/, preenche os vazios da nossa
voz com a Tua Palavra onipotente, oferecendo-a como súplica
agradável ao teu Pai altíssimo/.
Cantor: Cristo, Luz do mundo!
Todos: Demos graças a Deus!
Presidente: Esplendor da glória
do Pai, que difunde a claridade
da verdadeira luz, raio da
luz, fonte de todo esplendor/. Tu, dia que ilumina o
dia, Tu, verdadeiro sol, penetra com a tua luz
constante e infunde nos nossos sentidos a
chama do teu
Espírito/.
C a n t o r :
Cristo, Luz do
mundo!
Todos: Demos graças a Deus!
Presidente: Sois a lâmpada da
casa paterna que ilumina com luz
ardente/. Sois o sol da justiça, o
dia que jamais escurece, a luminosa estrela da manhã/.
Cantor: Cristo, Luz do mundo!
Todos: Demos graças a Deus!
Presidente: Sois do mundo o verdadeiro doador da Luz, mais luminoso que o sol pleno, todo luz
e dia/, ilumina os profundos sentimentos do nosso coração/.
Cantor: Cristo, Luz do mundo!
Todos: Demos graças a Deus!
Presidente: Ó Luz dos meus
olhos, doce Senhor, defesa dos
meus dias, ilumina, Senhor, o
meu caminho, pois sois a esperança na longa noite/. Ó chama
viva da minha vida, ó Deus,
minha luz/.
Cantor: Cristo, Luz do mundo!
Todos: Demos graças a Deus!
O Presidente faz a inclinação ao
Círio Pascal, e o apaga. Depois,
voltado para o povo, canta a oração.
Digna-Te, ó Cristo, nosso dulcíssimo Salvador, de acender as nossas lâmpadas da fé; que em Teu
templo elas refuljam constantemente, alimentadas por Ti, que és
a luz eterna; sejam iluminados os
ângulos escuros do nosso espírito
e sejam expulsas para longe de
nós as trevas do mundo/.Faz que
vejamos, contemplemos, desejemos somente a Ti, que só a Ti
amemos, sempre no fervente
aguardo de Ti, que vives e reinas
pelos séculos dos séculos/.
E toda a assembleia aclama,
cantando:
Amém! Amém! Amém!
Fonte: Presbiteros.com.br
H
ABRIL
2012
OFERECER E RESGATAR
á um tipo de resgate que todos nós
podemos fazer e que se dá através
do nosso oferecimento temporal,
que se faz diariamente através de todas as
nossas ações, sejam elas na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença. Esse resgate se
dá sempre em benefício dos outros (mas tem
reflexos em nossa vida), principalmente daqueles que mais necessitam, independente
do lugar em que se encontrem, pois para isso
não há fronteiras.
Oferecer nosso dia em prol de uma boa
causa – ou pessoas – é entrar em harmonia
com as forças do bem que estão pelo mundo
e que podem ser acessadas a qualquer momento, através das nossas intenções retas e
puras, que partem de nosso coração. É também uma forma de prece que fazemos com
todo o nosso ser, permanecendo ligados a
Deus.
Jesus mesmo disse a respeito de si que
ele veio ‘para servir e dar a sua vida como
A
resgate de muitos’, e de fato, até hoje – e
sempre – seu oferecimento de vida tem esse
poder, porque ele muito amou a humanidade.
Somos, assim, co-participantes com
Deus na história da salvação, tanto da nossa
quanto na de nossos irmãos. Oferecendo
nossas ações de forma consciente, verdadeira e desinteressada, estamos servindo de
uma forma mais profunda ao nosso criador,
movendo forças que nem imaginamos existir
e isso faz um bem enorme em nossa vida,
pois o bem feito no silêncio alcança proporções maiores para todas as partes envolvidas.
E não nos preocupemos em alardear o benefício que fazemos em favor dos outros, basta
somente Deus saber... e Ele sabe!
Na certeza e na alegria do Cristo Ressuscitado, a Paróquia Santa Cruz, de Canoinhas, deseja a todos uma Páscoa contínua em
suas vidas, com sabedoria e paz que emanam
desse tempo de graça!
Adriana Bueno de Oliveira
Paróquia Santa Cruz - Canoinhas
GRUPOS DE REFLEXÃO EM IRINEÓPOLIS
conteceu, no dia 22 de fevereiro de
2012, Quarta-feira de Cinzas, a abertura dos grupos de Reflexão 2012, na
comunidade Matriz de Irineópolis. Na celebração que dá início à Quaresma e Campanha da Fraternidade, a Igreja, que se reúne
nas casas, é convidada a percorrer o caminho
que leva ao Cristo Ressuscitado. Para isso, é
preciso viver intensamente três atitudes: a
oração, o jejum e a caridade, conclamou o
celebrante, Pe. Silvio Marciniak. Fomos desafiados por ele a escolher o caminho de uma
vida saudável e a renunciarmos a tudo o que
leva à morte.
Nosso agradecimento a todos os animadores que colaboraram e às comunidades do
interior que também fizeram a celebração de
abertura dos Grupos de Reflexão. Que nosso
Padroeiro, Senhor Bom Jesus, abençoe a
todos!
Eliza Maidel
Pela Coordenação paroquial dos Grupos de Reflexão.
PÁSCOA É VIDA
É tempo de renovar nossa fé
cristã e renascer.
Lembrar do infinito amor que
Deus teve pela humanidade,
quando nos enviou seu Filho para
nos salvar.
Inspirados neste amor, reexaminemos nossas atitudes, nossas intenções.
Deus nos permite força para enfrentarmos nossas batalhas, ou
seja, Ele nos ressuscita de nossas
crucificações diariamente.
Pratiquemos a ressurreição pelo
amor,
Pelo perdão,
Pela Palavra de Deus,
E principalmente, pela nossa fé.
Amemos nossa vida, este maravilhoso milagre.
É assim que fazemos a verdadeira
Páscoa.
Que a alegria da ressurreição de
Jesus Cristo
Invada nossos corações, para que
sejamos pessoas melhores a cada
dia!
Juliana Rodrigues
Paróquia Santo Antônio - Rio das Antas
ABRIL
Pastorais
2012
PASTORAL FAMILIAR
E
ntre os dias 02 a 04 de março,
no Centro de Evangelização
Angelino Rosa, na cidade de
Governador Celso Ramos (SC), participaram os integrantes do Regional
Sul IV da Pastoral Familiar de Santa
Catarina, três padres, o bispo referencial da Pastoral Familiar em SC, Dom
Severino Clasen, OFM, e o assessor
da Comissão Episcopal Pastoral para
a Vida e Família da CNBB, padre
Wladimir Porreca. Estiveram reunidos
cerca de 60 agentes da Pastoral Familiar, que vieram de diversas cidades,
localizadas nas sete dioceses do Estado. Foram abordados temas atuais e
relevantes para todas as famílias cristãs.
Da Diocese de Caçador participaram do Encontro: Pe. Valmor (Assessor Eclesiástico Diocesano), João
Ramos e Marilene (Coordenadores
Diocesanos), Itacir Colussi e Maria
Lecir (Setor Pós-Matrimônio), Darci
e Marcia (Setor Pré-Matrimonio).
Durante o encontro, as lideranças
conheceram com detalhes o Plano Regional da Pastoral Familiar para 2012,
apresentado pelo formador da Comissão Regional de Pastoral Familiar do
Regional Sul IV, Felipe Neri Tavares. Ele expôs os novos dados estatísticos da pastoral nas 10 dioceses e
revelou o plano de ação aos agentes.
“A clareza com que Felipe nos apontou os objetivos, metas e tarefas, nos
ajudará a traçar um caminho bem definido para a Pastoral Familiar em
Santa Catarina nos próximos anos”,
afirmou Jacinta Wiggers, de Ituporanga, Diocese de Rio do Sul.
Nos intervalos das palestras, os
agentes anotaram as luzes e sombras
(sucessos e problemas) dos setores
pré-matrimônio, pós-matrimônio e
casos especiais nas paróquias. A ausência de representantes de três dioceses foi lamentada pelos participantes
e organizadores. O bispo referencial
da Família em SC, Dom Severino Clasen, elogiou os trabalhos e as apresentações, e enfatizou que cada agente
deve olhar a Pastoral Familiar com
mais esperança e otimismo. “Devemos trabalhar, olhando para as boas
ações das nossas comunidades e paróquias, pois há muita gente boa para
nos ajudar. O pessimismo e as críticas
nos paralisam. É preciso que tenhamos um novo olhar para as nossas famílias e trabalhar para ajudá-las”.
No sábado (03/03), Felipe Neri
Tavares apresentou os objetivos e as
funções do INAPAF (Instituto Nacional da Pastoral Familiar), além de explicar aos agentes a maneira de
implantar os estudos em suas dioceses. A apresentação agradou os participantes que se comprometeram a
efetivar as propostas de estudos para
as paróquias. No domingo (04/03),
Dom Severino Clasen repassou aos
agentes as Diretrizes Gerais da Ação
Evangelizadora da Igreja no Brasil
2011 - 2015. De um modo fácil e simples de entender, o bispo de Caçador
encheu as lideranças de esperança ao
revelar que, nas diretrizes gerais, a
preocupação com a família é ponto
central. “A Igreja em todo o Brasil entende que a família precisa estar bem
estruturada e baseada nos valores cristãos, contudo, só poderemos amparar
e ajudar todas as famílias, que passam
por dificuldades, se estivermos devidamente preparados e bem organizados”.
O assessor da CNBB, Pe. Wladimir Porreca, participou do encontro
durante os três dias. Destacou para
todos os casais que é um adepto da catequese familiar. “Nós temos que devolver às famílias o que é próprio
delas. Nós estamos terceirizando tudo,
até a educação dos filhos. Nós precisamos retomar o modelo de catequese
familiar, onde pai, mãe e filhos trabalham juntos na evangelização dos filhos”, enfatizou. Para Porreca, todos
os agentes da Pastoral Familiar devem
ajudar a desenvolver a catequese familiar para que a igreja doméstica e,
por consequência, toda a nossa Igreja
seja cada vez mais forte e presente.
Reportagem: Ruy Ferrari, da Pastoral Familiar
Fonte: noticias.cnbbsul4.org.br
13
O
DIA MUNDIAL DA SAÚDE
dia Mundial da Saúde é comemorado no dia 7 de abril,
com o objetivo de as pessoas se conscientizarem sobre
a importância da saúde nas suas vidas e no dia-a-dia,
além de descobrirem formas de se cuidarem.
O Dia Mundial da Saúde foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948, devido à preocupação de seus
integrantes em manter o bom estado de saúde das pessoas em
todo o mundo, e também alertar a todos sobre os principais problemas que podem atingir a população mundial.
O Ministério da Saúde foi instituído em 1953. É um órgão
do Governo, responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltadas para a promoção, prevenção e
assistência à saúde dos brasileiros. Deve oferecer condições para
a proteção e recuperação da saúde da população, reduzir as enfermidades, controlar doenças e melhorar a vigilância em saúde,
dando assim mais qualidade de vida aos brasileiros.
Saúde é um direito de todos e dever do Estado. Este direito
é garantido mediante Políticas Sociais e Econômicas que visam
à prevenção e ao acesso universal à saúde. A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, alimentação,
moradia, saneamento básico, meio ambiente, trabalho, renda,
educação, transporte, lazer e acesso aos bens e serviços essenciais.
Uma das
grandes
conquistas da saúde
pública do Brasil foi a instituição do controle
social, que representa a capacidade
da
sociedade civil
organizada de interagir e compartilhar com as instâncias governamentais na busca de políticas públicas saudáveis. Ter acesso
aos serviços de saúde (como atendimento médico de qualidade
e hospitais bem equipados) e a condições sanitárias e de higiene
adequadas é um direito de todas as pessoas, por isso, é importante que cada cidadão busque informações sobre higiene, doenças, lixões, aterros sanitários e sobre outras questões ligadas à
saúde.
Quanto mais conhecimento, mais podemos cuidar da nossa
própria saúde e, ao mesmo tempo, cobrar dos governantes, serviços que garantam a saúde pública de qualidade.
Mas, para melhorar a saúde da população, o governo precisa
prevenir e controlar as doenças e prolongar a vida das populações. Para isso, é preciso controlar as irregularidades e desperdícios.
A Igreja no Brasil, para enfrentar os grandes desafios à ação
evangelizadora e buscando contribuir para uma melhor e necessária Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência
Social) no País, vem conclamando a sociedade para uma grande
mobilização em prol de uma saúde pública mais digna, solidária,
acessível e consolidada aos usuários.
Mesmo após 1981, com a Campanha da Fraternidade “Saúde e
Fraternidade” e em 1984, com “Fraternidade e Vida”, ainda se
faz necessária uma defesa mais consistente do sistema público
de saúde do Brasil. Com a Campanha da Fraternidade de 2012,
“Fraternidade e Saúde Pública”, a Pastoral da Saúde, bem como
a Igreja Católica no País, buscam garantir este direito tão vital e
reivindicado pelos cidadãos.
Inez L. Brunetta
Coordenação Diocesana da Pastoral da Saúde
Notícias
6
MISSÃO POPULAR NA
MICRORREGIÃO DE PORTO UNIÃO
A
Aconteceu no domingo dia 04 de março, na paróquia Senhor Bom
Jesus de Irineópolis, a pré-missão em preparação às Missões que
acontecerão no mês de outubro de 2012.
microrregião de Porto União elegeu como uma de suas prioridades a
família, em sintonia com a diocese, cuja prioridade é a família. A missão
ocorreu nos quatros setores da paróquia com o tema – FAMÍLIA: SANTUÁRIO DE VIDA E FÉ – “Eu e minha família serviremos ao Senhor” (Js 2415). A paróquia Senhor Bom Jesus recebeu os missionários e respectivos párocos
das paróquias Nossa Senhora das Vitórias, de Porto União, que missionou o
setor IV na comunidade do Bairro São Francisco e o setor I na comunidade de
São Pascoal; a paróquia São Pedro e São Paulo, de Porto União, foi até a comunidade da Pedra Branca missionando as comunidades do setor III; e a paróquia
São João Batista, de Matos Costa, missionou as comunidades do setor II.
Foi um dia dedicado à família. Momentos fortes de oração, reflexão, testemunhos de vida, com atenção especial aos casais, jovens e crianças. Como foi
no período da Quaresma – tempo de penitência e conversão – proporcionaramse confissões aos participantes.
A equipe de missionários da Paróquia São Pedro e São Paulo formada por
29 pessoas do ECC (Encontro de Casais com Cristo), RCC (Renovação Carismática Católica), JAVEC (Grupo de Jovens), Catequese e o Pároco Pe. Lourenço
conduziram as atividades na Comunidade Pedra Branca e escreveram um breve
relato de como foi a Pré-missão:
Chegamos ao local por volta das nove horas e fomos recepcionados com
muita alegria pelos adultos, jovens e crianças das comunidades de Pedra
Branca, Santo Antonio I, Santo Antonio II, São José, Campinas, Boa Vista, Bom
Sossego, Pé da Serra e São Sebastião. Ressaltamos que a participação das comunidades foi muito boa, dando-se destaque para grande participação de jovens, tanto dos missionários quanto do local. Praticamente, todos os adultos
receberam o Sacramento do Perdão com o Pe. Lourenço, e, em um lugar bem
especial, ao ar livre, em frente à gruta de Nossa Senhora Aparecida, no pátio
da Igreja.
Com a experiência de forte oração e cantos de reflexão, a RCC e o JAVEC
trabalharam com os jovens. Foram quebrados muitos ressentimentos e houve
pedidos de perdão entre os jovens e os seus pais, com um momento de muita
emoção e abraços entre os familiares. Com os adultos, o ECC trabalhou o pecado e o perdão; o perdão com Deus (Confissão Sacramental), o perdão entre
o casal e o perdão na família entre pais e filhos, tendo a participação de todos.
A catequese, com catequistas experientes e muitas catequistas que estão iniciando seu trabalho esse ano, acompanhou as atividades com as crianças, com
brincadeiras, dinâmicas, pintura e desenhos voltados para o tema família. A
atividade encerrou-se com a Santa Missa, com a Celebração da Reconciliação,
na qual o Pe. Lourenço, em sua homilia, fortaleceu o que foi visto durante o
dia e a importância do perdão entre as pessoas e entre a família.
A equipe de missionários da Paróquia São Pedro e São Paulo agradece a
Deus por ter proporcionado a vivência de momentos tão bons entre as comunidades, o esforço do Pe. Silvio, na organização para receber essa equipe e, é
claro, a ótima alimentação oferecida a todos pela Comunidade da Pedra
Branca.
Foi um dia dedicado à família. Momentos fortes de oração, reflexão, testemunhos de vida, com atenção especial aos casais, jovens e crianças, foram
realizados em todas as comunidades. Como era Quaresma – tempo de penitência
e conversão – proporcionou confissões aos participantes.
Sentimo-nos agraciados com a presença dos missionários, bem como, das
famílias de nossa paróquia que foram ao encontro, levando para suas casas uma
bonita lição de vida em família, e as bênçãos da Sagrada Família.
Às comunidades que receberam os participantes, preparam o ambiente, os alimentos e aos que trouxeram os mesmos para a partilha, nosso muito obrigado.
Que Senhor Bom Jesus abençoe a todos!
Pe. Silvio Marciniak
Pároco da Paróquia Senhor Bom Jesus
2012
ABRIL
A
COMIRE
conteceu, nos dias 06 e 07 de março de 2012, nas dependências
do seminário de Blumenau, a reunião do COMIRE (Conselho Missionário Regional). Estavam presentes, na reunião, vinte pessoas
que representavam suas dioceses. Entre elas a diocese de Caçador, representada por cinco participantes. Sentimos a ausência de quatro dioceses.
A participação de Dom José Negri, padres, diácono, Coordenação do
COMIRE e dos Conselhos Missionários das Dioceses, Coordenação e Assessores da Infância, Adolescência e Juventude Missionárias e do Secretário Executivo do Regional Sul 4, foram uma forte presença no repasse das
atividades de 2012, que serão realizadas nas dioceses.
Agradecemos aos que nos acolheram e a todos que
participaram deste encontro.
A
Suzana Nadal
Assessora e Coordenação da Infância e Adolescência Missionária de Videira
MOVIMENTO DA MÃE RAINHA
paróquia São José Operário de Monte Castelo convida para o Encontro
Diocesano do Movimento da Mãe
Rainha e Vencedora Três Vezes
Admirável de Schoenstatt. O encontro será realizado no dia 22 de
abril de 2012, com início às 08h e
término às 15h com missa. Durante
o encontro acontecerá palestra com
Ir. Helena, momento de adoração,
terço missionário, relato de como surgiu o Movimento e celebração.
A coordenação solicita a confirmação de participação até o dia 15 de abril, pelo
telefone 47 3654 0105 (Secretaria Paroquial). Os participantes devem trazer as capelinhas e talheres. O valor do almoço é de R$ 10,00 (dez reais).
D
CARTILHA - ELEIÇÕES 2012
ando continuidade à experiência realizada em anos anteriores, organismos
vinculados à CNBB já disponibilizam
a cartilha “Eleições Municipais 2012: cidadania para a democracia”. A publicação foi elaborada numa parceria entre o Conselho
Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), o
Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder
Câmara” (CEFEP) e as Pastorais Sociais.
A proposta é ajudar o eleitor a realizar uma boa reflexão em vista do voto consciente. “Colocar na urna não só o nosso voto pessoal, mas a consciência de que o
nosso voto tem consequências para a vida do povo, para o futuro do país”, afirmam
os organizadores na apresentação da cartilha.
Fundamentado na metodologia ver-julgar-agir, o material traz uma análise
sobre a crise do Estado, da democracia, a responsabilidade de cada cidadão e os desafios para o cristão na política. A terceira parte é dedicada ao “agir atentos aos sinais
do Espírito”, e chama a atenção para a ação coletiva, a importância da participação
e do voto cidadão, além de diretrizes para a construção de projetos interessantes e
úteis para as cidades e o país.
O subsídio, de 35 páginas, pode ser um instrumento útil para a reflexão em
grupos, movimentos e paróquias. Cada exemplar custa R$ 1,50 (um real e cinquenta
centavos) e pode ser adquirido através do Centro de Pastoral Popular, pelo telefone
0800-703-8353 ou www.cpp.com.br.
www.cnbb.org.br
ABRIL
Pastorais
2012
JORNADA MUNDIAL DA
JUVENTUDE — RIO 2013
O
O QUE DEVERIA TER NA MALA DO
“JORNADEIRO” JOVEM?
que imaginamos que pode estar ou deveria estar na
mochila do “jornadeiro” jovem de 2013? A resposta
é de cada um, mas nos permitimos expressar nossa
opinião em forma de pequenas cartas.
1. Vontade de sentir-se jovem.
Ouvi dizer
que está de mala
pronta para ir ao
Rio de Janeiro.
Queria perguntar
se na sua mochila
está, de fato, a
vontade de sentirse jovem. Olha
bem... Ser jovem
não é qualquer
coisa. É mais do que ter de 15 a 30 anos. Sua mala, sem
isso, vai deixá-lo vazio. Não quero dizer o que é ser jovem,
mas queria dizer algumas coisas:
1) não se deixe manipular. Não seja uma barata tonta
levada pela multidão. Ser jovem é quem aprendeu ou está
aprendendo a ser ele. Ao seu redor vai ver muitos se deixando levar, porque “é bom sentir-se massa”, ser como é
todo mundo... É grande a força da mídia; é bonito ser desejado porque você tem um corpo novo; até é bonito ver-se
“valorizado” pela Igreja... A vocação de todo jovem não é
ser um “Maria vai com as outras”; no fundo do seu baú, espera ansiosamente um cabrito montês que sobe morros e perigos e não uma pessoa sem personalidade, dizendo “amém”
para o que a sociedade (e, muitas vezes) as próprias igrejas
oferecem. Não se deixe manipular.
2) seja um jovem “do mundo”, alguém que vai muito
além do umbigo. Vá além dos exotismos. Seja capaz de perguntar, do seu jeito, o que vai naquele africano, naquele europeu, naquele menino, naquela menina, naquele
americano, naquele de outra nação. Não estás na Jornada
para ser Igreja, mas para ser do Reino. Não estás aí para ser
bonito, mas para começar a gritar ao mundo que muita coisa
precisa mudar.
3) não tenha medo da novidade. Talvez estranhe que
eu diga isso para você. É que, além de você ser um sacramento da novidade, a novidade não é qualquer coisa e muitas vezes não é aquilo que é apresentado como novo. Modo
novo de comprometer-se, de comunicar-se; modo novo de
amar e de tratar o universo. Parece até, que hoje em dia, é
preciso ter mais coragem para assumir o outro; até de assumir-se. Por isso não é velho falar para a juventude e para
você da necessidade de ser novo.
Escrevendo estas coisas, vocês percebem que não há
nenhuma novidade. A novidade talvez seja a vontade que
há de não deixar vocês serem vocês, mas tentando segurálos para que continuem numa submissão que não tem nada
de Deus. O apóstolo Pedro fala que precisamos esforçar-nos
para que ponhamos mais virtude na fé (mais disposição para
saber o que acreditamos), mais conhecimento na virtude
(mais vontade de ler a realidade segundo os olhos de Deus),
mais autodomínio no conhecimento (não só olhar as coisas
que aparecem na internet, mas saber o que está por detrás
da notícia), mais perseverança no autodomínio (ter convicções), mais piedade na perseverança (ter uma mística de
viver), mais fraternidade na piedade (ser irmão de fato, não
só ter pena) e mais amor na fraternidade. (2 Ped 1, 5-7).
Padre Hilário Dick
11
N
REUNIÃO DAS PASTORAIS DA JUVENTUDE
os dias 25 e 26 de fevereiro de
2012, na chácara dos padres, em
Caçador, aconteceu a primeira
reunião da nova Coordenação Diocesana das Pastorais da Juventude
(CDPJs). Com a participação dos Jovens das Microrregiões de Videira, Arroio Trinta, Porto União, Canoinhas e
Caçador, também das específicas Pastoral da Juventude do Meio Popular - PJMP e
Pastoral da Juventude - PJ., sendo que esses
15 jovens fazem parte da nova coordenação
Diocesana das PJs.
Jovens das diferentes realidades e das
microrregiões tiveram a oportunidade de partilhar seus trabalhos, anseios, alegrias e angústias, fortalecendo o interesse de trabalhar
na construção de um mundo melhor, mostrando para a sociedade que o jovem de hoje
está sedento de Deus e busca constantemente
amar, rezar e viver como Jesus viveu.
Durante a reunião, foi revisto o cronograma de ações para os anos de 2012 e 2013,
levando em conta a sede e a ansiedade de sermos Igreja jovem, capaz de estar presente em
E
cada coração jovem e em toda a nossa Diocese. Grandes desafios foram lançados. É preciso ter a consciência de que muitos dos
jovens que estão em nossas comunidades, são
necessitados de carinho, de cuidado, de mostrar seu rosto e de que sua existência é importante para a construção do Reino de Deus
desta forma podemos firmar o objetivo geral
das Pastorais da Juventude na Diocese de Caçador: “Comprometer-se com a Evangelização da Juventude nas diferentes realidades,
por meio de um processo de formação integral e libertadora, garantindo o protagonismo juvenil, rumo ao Reino de Deus”.
Mara Regina Cesca.
Microrregião de Arroio Trinta – P/ Coordenação Diocesana das PJs
PJ NA MICRORREGIÃO DE CAÇADOR
Aconteceu no dia 11 de março de 2012, na Catedral São Francisco de Assis, reunião com os
jovens e padres de nossa microrregião.
stavam presentes na reunião Pe. Valmor e Pe. Márcio, Edenilson, Scheila,
André, Viviane, Sidinei, José Fernando, Franciele, Evelyn, Manuelle, Claudio,
Johnatan e o Secretário Diocesano das PJs,
Carlos. Pe. Francisco justificou ausência devido a muitos trabalhos neste dia, pois é o
único padre na paróquia Nossa Senhora Rainha.
Diversas atividades serão realizadas pela
Pastoral da Juventude da Microrregião de Caçador durante o ano de 2012. Dia Nacional da
Juventude e Semana do Estudante: Conversamos
e decidimos que estas atividades devem ser
assumidas pela PJ, porém construída em comunhão com o Setor Juventude que está
sendo articulado na microrregião. Bingo:
Acontecerá no dia 09 de junho de 2012, na
paróquia Nossa Senhora Rainha, a partir das
19h. Sugeriu-se a proximidade com os grupos
de Apostolado da Oração, Caçador Atlético
Clube (CAC), Lareira e Pastoral Familiar;
montou-se uma equipe com um representante
de cada paróquia para articular e dinamizar a
realização do bingo. Esta equipe deve pensar
maiores detalhes e apresentar aos padres para
alterações, sugestões e mudanças, para então
encaminhar às comunidades a divulgação.
Retiro da Microrregião: Acontecerá nos dia
02 a 04 de novembro de 2012 no Centro de
Formação João Paulo II – Castelhano, tendo
35 vagas, destas, cinco para cada paróquia e
as demais devem ser preenchidas com jovens
dos Grupos de Jovens ou indicações de jovens
da coordenação e/ou padres. No sábado, dia
03 de novembro, das 10h às 12h, acontecerão
confissões e, às 21h, celebração com os retirantes; a missa de encerramento será no domingo, dia 4 de novembro, às 15h. A
assessoria do retiro continua a cargo do Andevir, da Diocese de Joaçaba. Com relação à
Escola Diocesana da Juventude - EDIJUV:Repassamos aos coordenadores e padres as datas
e vagas para Escola que acontece entre abril
e julho de 2012.
Durante a reunião, também se falou
sobre a organização da PJ em cada Paróquia.
A Catedral São Francisco de Assis tem dois
Grupos de Jovens, iniciando na Matriz com
12 jovens e no Gioppo com 4 jovens. Na paróquia Cristo Redentor, realizou-se uma reunião com Pe. Márcio e catequistas para criar
um grupo de pós-crisma na matriz, com prazo
até junho deste ano, a pr´qouia tem um grupo
na comunidade do CAIC. Na Paróquia Nossa
Senhora Rainha, já está marcado o primeiro
encontro com um Grupo de Jovens na Matriz.
A equipe agradece a disponibilidade dos padres e ressalta, que estamos melhorando cada
vez mais e assim garantindo a proximidade
dos jovens com a Igreja.
Edenilson Perego
Assessor PJ Micro de Caçador
8
L
Especial
ABRIL
2012
CAMPANHA DA FRA
2ª PARTE: A AÇÃO DOS PROFETAS E A SAÚ
Continuação do subsídio “Os Profetas e a Saúde do Povo”, escrito por Frei Carlos Mesters. Este subsídio foi dividido em três partes, que estão sendo
publicadas entre os meses de março e maio de 2012, pois fazem referência ao tema da Campanha da Fraternidade 2012 – Fraternidade e Saúde Pública.
Introduzindo o assunto
embremos duas coisas. De um lado, devido
ao ambiente religioso e quase mágico em que
se colocava o problema da doença e da sua
cura, o povo da Bíblia procurava o profeta para ele
rezar pelos seus doentes e assim obter a cura. (Hoje,
o que o povo mais procura nos santuário é a cura das
suas doenças. Basta você olhar as salas dos milagres
e pensar um pouco na história de sofrimento que está
atrás de cada objeto ali pendurado nas paredes). Por
outro lado, a ação do profeta, como profeta, só tocava no problema da saúde do povo enquanto este
estava ligado ao equilíbrio da justiça, da fraternidade
e da partilha exigido pela observância da aliança. Ou
seja, a defesa da saúde do povo não era um problema
especifico que preocupava o profeta, mas se situava
no contexto mais amplo da defesa que ele fazia da
vida do povo e da aliança.
Para poder descobrir melhor a ligação entre a
ação profética propriamente dita e o trabalho em
favor da saúde do povo, convém ampliar o quadro e
ver, brevemente, o contexto maior da ação dos profetas. Em vista disso, vamos ver três coisas: 1) A origem da ação profética, isto é, o seu começo e a sua
evolução através da história do povo; 2) O quadro
de referências da ação do profeta, aquilo que o ajudava a discernir a palavra de Deus presente na vida;
3) Os três caminhos para onde os profetas procuravam encaminhar a mudança e a conversão que eles
pediam.
1) OS COMEÇOS DO PROFETISMO E A
SUA EVOLUÇÃO
No começo da história do povo de Deus,
havia profeta para tudo, como hoje é possível encontrar padre para celebrar qualquer coisa. Esta
ambivalência obriga a gente a olhar mais de perto
as origens do profetismo.
Profetismo, enquanto profetismo, não surge
tanto do lado do poder, da hierarquia, da organização, da ciência, do planejamento, do governo, do racional. Surge muito mais do lado do carisma, da
poesia, da inspiração, do transe, da música, do
sonho, da beleza, da arte, da intuição, do oráculo, da
religião, da divindade, da oração, da mística. São
muitas palavras para indicar uma determinada maneira de se captar a realidade.
Em quase todos os povos da antiguidade, e
também no povo da Bíblia, havia esses grupos de artistas, cantantes, videntes ou poetas, grupos populares, misturados com religião, chamados profetas (1
Sam. 10, 10; 19, 20-24), muito procurados pelo povo
para resolver os problemas domésticos através de
um recurso à divindade: problema de perda de um
jumento (1 Sam. 9, 6-10), problema de saúde (1 Reis
17, 17-18), problema de insalubridade na água (2
Reis 2, 19-22).
Os reis e os governantes procuravam o apoio
destes grupos. O apoio do profeta significa o apoio
da divindade; era uma confirmação divina do poder
humano, pois em geral, os governantes sempre pretendem exercer o poder em nome de Deus. Deste
modo, eles garantem para si a obediência total do
povo, assim se faz até hoje: os políticos vão à Aparecida do Norte, fazem fotografar-se com frei Damião, visitam os terreiros e consultam cartomantes.
O mesmo acontecia na história do povo da Bíblia. No começo, todas as mulheres no poder tiveram apoio de algum profeta. O profeta Samuel foi
procurado pelos chefes que queriam a mudança do
sistema tribal para a monarquia (Sam. 8,4-5); os reis
Saul, Davi e Salomão surgem apoiados por um profeta (1 Sam. 10,1; 10,24; 16,12-13; 2 Sam. 7,1-17; )
Reis 1,34). O próprio rei Jeroboão, que provocou a
separação entre Judá e Israel, teve apoio de um profeta (1 Reis 11, 29-31).
Como nos outros povos, também em Israel, os
profetas surgem como pessoas ou grupos de pessoas
ligadas à divindade do povo e aos líderes do povo.
Mas o Deus do povo de Israel não era uma divindade
qualquer. Ele era e é Javé, o Deus vivo e verdadeiro,
Deus libertador. Aqui está a semelhança e também
a diferença!
Nos outros povos, os profetas nunca chegaram
a ser um grupo independente frente ao poder, pois a
divindade por eles representada era uma divindade
legitimadora do poder. Na Bíblia, porém, o Deus do
povo não é uma instância legitimadora do poder,
mas uma instância crítica do poder.
No início, a monarquia teve o apoio dos profetas por ela ser, naquele momento, a expressão da
vontade de Javé, o Deus do povo. Mas quando a monarquia se desviou da aliança para criar um sistema
contrário ao que Deus queria, aí, aos poucos, do
fundo da consciência do povo, a profecia irrompeu
e surgiu como força independente e crítica, livre
frente ao poder, expressão da liberdade de Deus
frente aos seus lugar-tenentes. Começou a eterna luta
entre carisma e poder!
Esta separação entre profetismo e poder aconteceu, pela primeira vez, bem claramente, na época
de Elias (1 Reis 17 até 19 e 21). Com Elias, o profetismo tomou o rumo da defesa da aliança e da vida
do povo contra a prepotência do poder exercido com
a pretensão de ser um poder dado por Javé. É desta
época que vem a independência e o incômodo da
profecia, contra a tentativa do poder de marginalizar
o profeta como herético e como contrário a Deus (1
Reis 18,17; Am. 7, 12-13; Jer. 18, 18; 26,11).
Mas, nem todos os profetas foram assim. A am-
bivalência inicial continuou e continua sempre.
Sempre houve e haverá os profetas ligados ao poder
opressor, os “falsos” profetas, que contestam e criticam os “verdadeiros” (Jer. 28,1-17; 14,13-16; 23,940). O próprio Jeremias sofre a dúvida (Jer. 17, 15).
O discernimento nem sempre é fácil (Deut. 18,1522; Jer. 14,13-14; 28,9; Ez. 33,30-33).
2) O QUADRO DE REFERÊNCIAS DOS
PROFETAS
Para poder anunciar e denunciar, o profeta tem
um duplo quadro de referências: 1) de um lado, uma
experiência profunda de
Deus, não de qualquer
Deus, mas do Deus do
povo, Deus libertador, vivo
e verdadeiro; 2) do outro
lado, uma experiência profunda da realidade do
povo, não do povo em
geral, mas do povo enquanto chamado a ser povo
de Deus; experiência daquilo que o povo deveria
ser e não é. São como dois
lados da mesma medalha.
Vejamos alguns aspectos
de cada um.
Experiência de Javé,
Deus do povo
1) A experiência de
Deus traz consigo a sua
própria evidência: nela está
a fonte da liberdade do profeta frente aos poderosos.
2) É uma experiência
do Deus dos pais: por isso mesmo, ela traz consigo
tudo o que Deus fez no passado. O profeta torna-se,
assim, de certo modo, a memória crítica do povo.
Lembra coisas incômodas que muitos gostariam de
esquecer.
3) É a experiência do mesmo Deus que tirou o
povo do Egito: Deus libertador, Deus da aliança,
chamado Javé. O profeta torna-se assim o homem
que encarna as exigências da aliança e da lei de
Deus.
Experiência da realidade do povo de Deus
1) A experiência da santidade de Deus e das
suas exigências é, ao mesmo tempo, a experiência
do pecado, da quebra da aliança, das falhas que existem no povo; experiência daquilo que o povo deveria ser e não é (Is. 6, 5)
2) Onde aparece caco de vidro no chão, a gente
ABRIL
Especial
2012
9
ATERNIDADE — 2012
ÚDE DO POVO NO ANTIGO TESTAMENTO
para, olha e diz: “Alguma janela foi quebrada!”
Onde aparece o pobre na meio do povo, o profeta
para, capta a mensagem e diz: “A aliança foi quebrada!” Alguns se acostumam com os cacos e os ignoram. O profeta, porém, faz o contrário. Confronta
o povo com os pobres que sobraram do desastre da
quebra, e exige mudança em nome de Deus e em
nome da origem do próprio povo.
3) Os “cacos” que, no Antigo Testamento, revelavam a quebra da aliança, eram os empobrecidos”, os “órfãos”, as “viúvas”, os “estrangeiros”. A
presença destes grupos de pessoas marginalizadas
dentro da comunidade revelava que algo estava errado. O povo estava ferido, uma chaga viva (cf. Is.
1, 6; Jer. 30, 12-15; 14, 17-18; 15, 18)
Desta dupla experiência nasce no profeta o impulso de gritar, de
denunciar. É uma denúncia
carregada pela fé. Por isso,
ela é ao mesmo tempo
anúncio de Deus e apelo à
conversão, à mudança, à
observância da lei e da
aliança. Apelo a voltar para
Deus, para as origens do
povo.
3) OS TRÊS CAMINHOS DA MUDANÇA E
DA CONVERSÃO
O apelo à mudança e à
conversão, feito pelo profeta, passa por três caminhos, ligados entre si: 1)
Caminho da justiça: procura
promover a mudança das
estruturas da sociedade; 2)
caminho da solidariedade:
procura a conversão ou a renovação da comunidade; 3) Caminho da mística:
procura a renovação ou mudança da consciência.
Vamos ver de perto cada um destes três caminhos:
1) O caminho da justiça
Justiça existe quando tudo está no lugar onde
Deus o quer; quando tudo é como deve ser. Os profetas lutam para que tudo e todos ocupem novamente seu lugar conforme o projeto da Aliança. Não
são pregadores teóricos, mas denunciam bem claramente as injustiças e apontam as causas. Não têm
medo de dizer o que está errado na organização do
país, tanto por parte das pessoas responsáveis, como
por parte das instituições.
A denúncia dos profetas, feita a partir da retomada da Aliança, levou a fazer novas leis, a fim de,
por meio delas, criar uma ordem que favorecesse a
vida do povo e o levasse à observância plena da
aliança. Uma destas leis, por exemplo, é a Lei do
Ano Jubilar ou do Ano Sabático (Lev. 25; Deut. 15)
que visa a criar uma estrutura agrária mais justa no
país. .
2) O caminho da solidariedade
Nem toda a pobreza é fruto da injustiça, mas
todos os pobres merecem ser acolhidos. A comunidade do povo de Deus deve ser uma amostra daquilo
que Deus quer para todos. Ela deve ser a aliança de
Deus com os homens contra tudo aquilo que estraga
a vida e marginaliza as pessoas. Ela deve saber acolher as vítimas do empobrecimento, causado tanto
pela injustiça, como por outras causas.
Na comunidade do povo de Deus, não pode
haver pobres (Deut. 15,4). Todos devem poder viver
da partilha perfeita dos bens. Mesmo assim, “pobres
sempre vão existir” (Deut. 15,11; Mat. 26,11), pois
a comunidade, sendo pequena, não controla a vida
do mundo, nem consegue eliminar todas as causas
econômicas, sociais e políticas que produzem a pobreza. Mas, na medida em que estes pobres do
mundo entrarem em contato com a comunidade,
esta, sem diminuir em nada a luta pela justiça, deverá acolhê-los, pois dentro da comunidade “não
pode haver pobre” (Deut. 15,4).
3) O caminho da mística
A injustiça básica é a consciência roubada aos
pobres. Neles foi colocada uma consciência de inferioridade. O sistema injusto, procurando neutralizar
o grito do pobre, fez do pobre um ser inferior, um
preguiçoso e até um pecador, que não merece vida
melhor do que a que tem. Sendo assim, o rico pode
continuar tranquilo na posse da sua riqueza, sem ser
incomodado pelo grito do pobre, pois o pobre é, ele
mesmo, o culpado por sua própria pobreza!
Enquanto perdurar no pobre esta falsa consciência de inferioridade e de pecado, qualquer trabalho de mudança, tanto na linha da justiça, como
da solidariedade, não passará de uma ilusão. Será
como um enxerto em galho morto, reboco em parede
rachada, operação plástica em cadáver! Então, como
fazer para tirar esta injustiça básica? Quem é capaz
de devolver ao pobre a consciência roubada? Os
ricos podem devolver o dinheiro roubado. Não
podem devolver a consciência roubada!
Aqui entra a certeza básica da fé do povo da
Bíblia, a saber, Deus ouve o grito dos pobres! O
pobre já não grita para o rico, mas grita para Deus,
e Deus ouve o seu grito e lhe diz: -“Eu estou com
vocês”! É daí, desta certeza de Deus, que nasce nele
a nova consciência de gente e de filho de Deus,
consciência da própria dignidade. É como se fosse
uma nova criação! (Sobre estes três caminhos, veja
na revista Convergência, n° 171 de abril de 1984,
páginas 184-189).
Não se trata de três caminhos distintos, como
se cada um pudesse escolher o caminho que mais lhe
agrada, deixando de lado os outros dois. Não! Os
três devem estar unidos entre si. Um caminho não é
possível sem os outros dois. Justiça, sem solidariedade e sem mística, torna-se mera ação política sem
humanidade e não atinge o mais profundo do ser humano. Politiza e endurece a ação: vence a razão, mas
não convence o coração! Solidariedade, sem justiça
e sem mística torna-se mera filantropia de clubes humanitários a serviço dos sistemas que geram o empobrecimento. Este tipo de filantropia engana a
consciência, neutraliza o grito do pobre e impede o
surgimento da consciência crítica dos oprimidos.
Mística, sem justiça e sem solidariedade, torna-se
piedade alienada, sem fundamento na realidade e
sem fundamento na tradição da Bíblia. Ofende a
Deus, pois o transforma num ídolo, e engana os pobres, pois os faz submissos à injustiça.
CONCLUINDO E RESUMINDO
O Antigo Testamento não oferece muitas pistas
sobre a dimensão profética do trabalho em favor da
saúde do povo. Alguns pontos, porém, merecem um
destaque:
1° Saúde = Reorganizar a sociedade
O trabalho em favor da saúde do povo faz parte da
ação mais ampla da organização da sociedade e tem
a ver com justiça, partilha, distribuição da terra, etc.
2° Defender a Vida = Atacar as causas da Morte
A preocupação maior dos profetas está na linha da
medicina preventiva, pois eles defendem a vida e a
aliança e denunciam claramente as causas da marginalização e do empobrecimento do povo.
3° Solidariedade = Acolher e Denunciar para
Reorganizar
O trabalho em favor dos doentes está mais na linha
da solidariedade. Mas a solidariedade não pode ser
desvinculada da estrutura e da consciência. (Ou seja,
o trabalho nos hospitais não pode ser separado do
trabalho preventivo nas comunidades e do trabalho
de evangelização e de denúncia dos erros da sociedade).
4° Saúde=Fé em Deus, nos Irmãos
Compromisso com a saúde do povo e com Deus são
como dois lados da mesma medalha, ou seja, temos
que reaprender dos profetas a “re-ligião”, isto é,
aprender deles como ‘re-ligar” novamente a observância das leis de saúde com o nosso compromisso
de fé com Deus e com as irmãos. Não numa linha
moralizante, individualista e alienante, mas numa
linha bem realista e evangélica que identifica amor
a Deus com amor ao próximo.
Continua na próxima edição
Autor: Frei Carlos Mesters.
Bíblia
10
ABRIL
2012
NOS PASSOS DE JESUS: APRENDER COM ELE
- A boa notícia para os discípulos missionários de Jesus (3ª parte) –
Irmãos e irmãs muito amados!
O amor de Deus por todos nós se manifestou plenamente na vida e na missão de Jesus. Ele veio oferecer a todos os seres humanos o caminho de total realização. Seguindo a pessoa de Jesus nos tornamos novas criaturas e
colaboradores na construção de um novo mundo que ele chamou de Reino de
A casa é lugar para promover a vida
A maior parte da atividade pública de Jesus
acontece na região da Galileia, lugar de gente
empobrecida. Passou a morar na cidade de Cafarnaum, à beira do Mar da Galileia. A casa de
Jesus é lugar de acolhida de todos os que o procuram. A casa é um lugar muito especial de ouvir
os ensinamentos de Jesus. O ensino vem junto
com o amor que liberta de tudo o que oprime a
pessoa. O evangelista Marcos tem a preocupação
de contar em detalhes como Jesus age. Os discípulos precisam aprender com Jesus não apenas
teorias, mas a prática na defesa e na promoção
da vida das pessoas sofredoras.
Um tipo de sofrimento que afetava muita
gente na época de Jesus provinha da ideia dominante de que toda doença era consequência de
algum pecado. A doença era um sinal de castigo
de Deus e tornava a pessoa impura. Essa ideia
era colocada na cabeça do povo pela elite religiosa representada pelos escribas ou doutores da
lei. Para receber o perdão dos pecados, a pessoa
devia apresentar-se no templo, submeter-se aos
rituais ministrados pelos sacerdotes e pagar as
taxas exigidas pelas leis religiosas oficiais.
Jesus não segue leis e doutrinas que discriminam e excluem. A casa de Jesus é um espaço
diferente. Ali não há discriminação: todos são
bem vindos. Sabendo desta prática de Jesus, quatro pessoas (olha o número 4 ali de novo!)
tomam a iniciativa de levar um paralítico até a
casa dele. Demonstram muita ousadia e criatividade. Diante da impossibilidade de entrar pela
porta, eles introduzem o paralítico pelo telhado!
A fé deles impressiona o próprio Jesus. Essas
quatro pessoas solidárias com o sofrimento dos
outros retratam a atitude dos verdadeiros discípulos. A situação do paralítico é transformada
pela acolhida carinhosa e pela palavra de Jesus.
Ele o chama de “filho”, perdoa-lhe os pecados e
o liberta de sua paralisia. Agora ele pode levantar-se, ir para casa e viver sua vida com liberdade
e alegria. Quem segue a Jesus, liberta-se de todo
tipo de opressão, sente-se amado por Deus e vive
este mesmo amor a partir do ambiente onde
mora.
Aparecem os conflitos
A proposta de Jesus não agrada aos que controlam o sistema religioso. Os escribas ou doutores da lei logo se opõem ao modo de Jesus
ensinar e agir. De fato, o Deus de Jesus não é o
mesmo que os doutores da lei pregam. A interpretação que Jesus faz da Sagrada Escritura não
Deus. O Evangelho de Marcos relata que uma das primeiras iniciativas de Jesus,
logo após o seu batismo, foi escolher quatro discípulos: duas duplas de irmãos.
Como vimos no encontro passado, eles representam todos os que seguem a
Jesus. Todos nós precisamos aprender do Mestre o que devemos fazer para que
o Reino de Deus aconteça. Antes do comentário, vamos ler Marcos 2,1 a 3,6.
concorda com a dos escribas. Jesus busca a companhia das pessoas consideradas impuras e revela-lhes o amor de Deus. Convida-as para
segui-lo como fez com Levi, um cobrador de impostos. Os cobradores de impostos tinham fama
de desonestos e exploradores. Levi aceita imediatamente o convite de Jesus e oferece uma refeição em sua casa. Jesus senta-se à mesa e come
junto com cobradores de impostos e pecadores.
É com esta gente que Jesus se solidariza e declara: “Os sãos não precisam de médico, mas os
enfermos. Não vim chamar os justos, mas os pecadores”.
Conforme ensinavam os escribas, os “justos” eram os que cumpriam as leis que eles estabeleceram. Para Jesus, “justiça” é outra coisa:
tem a ver com a promoção da vida digna sem exclusão. Por isso, para Ele não tem problema nenhum se os discípulos deixam de jejuar
conforme as exigências legais. Jesus não nega a
importância do jejum. O que Ele condena, é a
atitude legalista que desconsidera a lei maior que
é a lei do amor. Para Jesus, também não tem nenhum problema de permitir que os discípulos recolham no dia de sábado os grãos de trigo para
matar a fome. O que realmente importa para
Jesus, é agir todos os dias em favor da vida das
pessoas. Este é o verdadeiro sentido da lei. Por
isso, “o sábado foi feito para o ser humano” e
não o contrário. Em outras palavras, a lei é boa
quando garante a vida e vida em abundância para
todos.
Os escribas e fariseus não conseguem aceitar a proposta de Jesus, pois isso significaria perder seus privilégios, descer de seus pedestais e
relacionar-se fraternalmente com os pequenos e
pobres. Jesus exige total mudança: “Ninguém
põe remendo de pano novo em roupa velha...
Ninguém coloca vinho novo em barris velhos...”.
Fica claro que o projeto novo de Jesus não se encaixa nos velhos esquemas.
Liberdade para agir
A novidade que Jesus vem trazer rompe
com a mentalidade legalista e excludente. Por
onde Ele vai, encontram-se espiões para surpreendê-lo em alguma transgressão. Jesus não se
intimida. Possui a liberdade de agir sem medo,
pois Ele fez a vontade de Deus. Ele entra novamente numa sinagoga. Novamente é sábado. Encontra-se lá uma pessoa com a mão seca. Jesus a
chama para o meio. E dirige a todos uma pergunta que determina o sentido de toda lei sintetizada na lei do sábado: “Fazer o bem ou fazer o
mal, salvar uma vida ou matá-la?” Nesta pergunta Jesus jogou sua própria vida e missão.
Ninguém responde. Certamente estão entendendo o sentido da pergunta, mas não querem se
comprometer. O olhar de ira e de tristeza que
Jesus lança sobre todos revela, de um lado, a intensidade de amor com que realiza sua missão e,
de outro, a dureza de coração dos que deviam ser
os primeiros a acolhê-Lo. O poder religioso, representado pelos fariseus e o poder político, representado pelos herodianos, fazem a escolha
pelo projeto de morte. Decidem matar Jesus.
Jesus veio para resgatar a vida de todos. As
pessoas excluídas têm prioridade. São chamadas
ao centro e convidadas a estender a mão para
serem libertadas da dependência dos que acumulam o poder. O Reino de Deus pertence aos que
se dispõem a seguir a Jesus, fazer o bem e salvar
vidas. Será que Levi e os demais discípulos estão
entendendo a proposta de Jesus? Será que nós,
discípulos missionários de Jesus, entendemos o
que o Evangelho de Marcos está querendo nos
dizer?
Celso Loraschi
[email protected]
Para dialogar e agir
* Reler Mc 2,1-12
1. Como o paralítico foi levado até Jesus? Como aconteceu
a sua cura? O que isso significa para nós hoje?
2. Por que as ações de Jesus provocaram conflitos e perseguição? Nós enfrentamos conflitos hoje? Por quê?
3. Que outros pontos nos chamaram a atenção no encontro
de hoje? Que compromissos podemos assumir?
- Ler e repetir Mc 2,17 e concluir com preces espontâneas –
Para o próximo encontro: ler os capítulos 3 e 4 do Evangelho
de Marcos.
ABRIL
O
2012
Cidadania
7
EDITAL FUNDO DIOCESANO DA SOLIDARIEDADE — 2012
FRATERNIDADE E SAÚDE PÚBLICA
s Fundos, Nacional e Diocesano de Solidariedade
foram instituídos pela CNBB em 1998. O Fundo
Diocesano é composto por 60% da coleta realizada no Domingo de Ramos. A soma dos 40% restantes
constitui o Fundo Nacional de Solidariedade. Essa foi a
forma de resgatar a intenção original do gesto concreto
da Campanha da Fraternidade.
Em nossa Diocese o Fundo Diocesano de Solidariedade foi constituído, com equipe gestora, a partir da
CF de 2011. Tem sido uma prática inovadora de ação de
solidariedade no apoio aos mais diversos projetos de enfrentamento à exclusão social.
Seguindo os princípios e objetivos já divulgados no
Edital de 2011 (cf. Jornal Fonte Ed. Junho, Ano XIV
n°155), apresentamos o Edital para 2012, que tem como
eixo a Campanha da Fraternidade de 2012 – Fraternidade
e Saúde Pública. A Campanha sensibiliza a todos sobre a
dura realidade de pessoas enfermas que não têm acesso à
assistência de saúde pública condizente com suas necessidades e dignidade. A Campanha visa ações de atendimento às necessidades dos enfermos, bem como, a
prevenção de doenças e realização de atividades que proporcionem o bem estar e uma vida saudável. É uma realidade que clama por ações transformadoras que
garantam melhorias das condições de vida da população.
Objetivo Geral da Campanha da Fraternidade 2012
é “Refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista
de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e
comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde”. Além
disso, a Campanha possui objetivos específicos que são:
• Disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para
a prática de hábitos de vida saudável; • Sensibilizar as
pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de
suas necessidades e a integração na comunidade; • Alertar
para a importância da organização da pastoral da Saúde
nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde
está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe; • Difundir
dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos socioculturais de nossa sociedade; • Despertar nas comunidades
a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando a
defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento; • Qualificar a comunidade para acompanhar as
ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos
públicos com transparência, especialmente na saúde.
SOBRE OS PROJETOS
1. Podem enviar Projetos:
a) Paróquias – Pastorais sociais, associações ou grupos locais organizados que trabalham em conjunto com
a Paróquia.
b) A Cáritas Diocesana - Entidades membro da Cáritas Diocesana de Caçador, Cáritas Paroquiais, entidades
beneficentes e pastorais sociais diocesanas.
c) Outras associações, organizações ou movimentos
sociais que atuam dentro dos princípios norteadores do
Fundo Diocesano de Solidariedade. Para estes projetos é
necessário o conhecimento do pároco.
Todos os projetos deverão ter carta de apresentação ou recomendação do Pároco e, da coordenação/presidência da instituição ou movimento, quando for o caso.
2. Coerência com o Tema da CF
Serão considerados, em todos os anos, os projetos que
atendam prioritariamente aos objetivos da Campanha da
Fraternidade. Poderão também ser aplicados, excepcionalmente, em projetos sociais que visem a defesa da vida
e o acesso aos direitos de uma economia de solidariedade,
de partilha, que atenda a aos mais excluídos.
3. Contra Partida
Os projetos deverão apresentar uma contra partida
e viabilidade de continuidade após o apoio do Fundo Dio-
cesano de Solidariedade. A Contra partida pode ser monetária ou em recursos humanos (voluntariado) e/ou na
estrutura local.
4. Eixos de Atuação
Os projetos deverão contemplar um dos eixos abaixo:
Eixo 1: Formação e Capacitação
• Este eixo observa os projetos que visem processos
formativos, nas bases, no sentido de fortalecer ações
transformadoras e concretas em prol da defesa, do cuidado e da promoção da vida, em vista de melhores condições de atendimento de saúde para todos, em especial
para os mais necessitados.
• Projetos de formação para agentes pastorais e sociais, a partir da reflexão temática do cuidado com a
saúde, para o fortalecimento da consciência das comunidades.
• Projetos de formação/capacitação para conscientização e formação política, que visem desenvolver a participação cidadã cada vez mais responsável dos cristãos.
• Projetos de formação para as práticas de economia
solidária, com o fortalecimento do consumo consciente e
organização de redes de comercialização de produtos locais.
• Projetos de que incentivem uma vida saudável,
exercícios, dança, alimentação de qualidade.
Eixo 2: Mobilização para Conquista e Efetivação de
Direitos
• Serão observados os projetos que criem condições
para que as comunidades e grupos populares exerçam sua
cidadania na conquista e acesso aos direitos sociais.
• Projetos na linha do Controle Social: sobre políticas
públicas, conselhos paritários, conselhos de desenvolvimento local, conselhos de saúde, de segurança alimentar,
pastoral da saúde.
• Projetos com incidência direta na atuação da conquista de direitos, na realização de atividades socioeducativas com grupos de gênero, etnia, faixa etária, tendo
por problematização a saúde pública.
• Projetos que tornem conhecidos os direitos dos
usuários do SUS, o pacto pela saúde, etc.
Eixo 3: Superação de Vulnerabilidade Econômica e
Geração de Renda
Este eixo observa os projetos que visem o desenvolvimento territorial sustentável e solidário, envolvendo
as comunidades e os sujeitos sociais como protagonistas
principais da economia, com respeito a natureza e a biodiversidade, no fortalecimento da rede de economia solidária.
Serão considerados projetos de geração de trabalho
e renda na perspectiva da economia solidária aqueles que
incorporarem:
• Redes de produção, comercialização e consumo
solidários.
• Experiências de gestão compartilhada de projetos
com recursos públicos de desenvolvimento local e fomento à economia solidária.
• Processos e práticas de feiras comunitárias para
comercialização.
• Produção de alimentos orgânicos e cuidados com
o meio ambiente.
• Apoio a grupos de famílias para produção e fornecimento de alimentos para merenda escolar.
• Apoio a iniciativas agroecológicas coletivas, de
cultivo e recuperação do meio ambiente.
• Produção de plantas medicinais, hortas comunitárias.
Requisitos:
• O projeto deverá ser essencialmente coletivo. Para
isso será levado em consideração o número de pessoas
envolvidas (mínimo de três núcleos familiares);
• É necessário apresentar regimento interno que ex-
plicite as condições de participação dos membros no
grupo, esclarecendo a forma de organização dos horários,
as funções, a forma de partilha da renda, o uso e destino
dos equipamentos de produção;
• Compromisso de devolução de 50% dos recursos
solicitados (aprovados) através de contrato firmado no
ato do recebimento dos recursos, tendo o período de 12
meses de carência, e posteriormente 24 meses para a devolução.
Eixo 4: Emergências
Em relação às emergências serão observados os
projetos que desenvolvam um trabalho junto às famílias
que sofreram com ações da natureza (enchentes, vendavais, tornados, estiagem, granizo, etc) em decorrência das
mudanças climáticas. Serão atendidos projetos em duas
linhas:
• Prevenção às catástrofes – trabalho socioeducativo:
Projetos que visem um trabalho formativo com comunidades e indivíduos com o intuito da prevenção às catástrofes ambientais a partir da conscientização e mudança
de estilo de vida.
• Reconstrução da Vida: Projetos de atuação imediata
à emergência sofrida pela comunidade, que contribuam
na reorganização familiar e comunitária a partir da doação de materiais para a reconstrução da vida (alimentos,
agasalhos, cobertores, material de construção, etc).
Os indicativos de cada eixo devem seguir as indicações do AGIR do Texto Base da Campanha da Fraternidade de cada ano.
5. Apresentação do Projeto
Os projetos deverão ser encaminhados seguindo o
roteiro proposto pelo FDS, que, por meio do Fórum das
Pastorais Sociais se propõe, além de fornecer os recursos,
assegurar o acompanhamento e orientação sobre elaboração de relatórios simples de atividades e prestação de
contas e a participar de processos de formação e articulação dos grupos.
O projeto é um instrumento pedagógico para ajudar
a organizar coletivamente as ideias sobre os objetivos
pretendidos, as ações a serem desenvolvidas, os resultados esperados e os custos necessários, bem como sobre
as fontes apoiadoras.
6. Valores dos projetos
O Fundo Diocesano de Solidariedade destinará até
10% dos recursos às ações informativas e administrativas
(materiais de divulgação, formulários, despesas com visitas e deslocamento dos membros da comissão).
1 No eixo I, o valor destinado para cada projeto será
de até R$ 1.000,00 (20% dos recursos).
2 No eixo II, o valor destinado para cada projeto será
de até R$ 1.500,00 (20% dos recursos).
3 No eixo III, o valor destinado para cada projeto será
de até R$ 2.000,00 (35% dos recursos).
4 No eixo IV, o valor destinado para cada projeto será
de até R$ 2.000,00 (15% dos recursos).
Caso o recurso não seja acessado dentro do seu
eixo, pode ser acessados por outro.
7. Reuniões para análise de Projetos:
Haverá reuniões de avaliação e aprovação de projetos nos meses de maio, agosto e novembro. Quanto
aos projetos do Eixo IV, considerados emergentes, a aprovação poderá ser imediatamente após a apresentação do
mesmo, pela coordenação do Fundo Diocesano de Solidariedade – FDS. Através de visitas e formulários a Coordenação do FDS acompanhará os projetos e encaminhará
a avaliação através dos responsáveis ou coordenadores.
O os critérios de seleção, o acompanhamento, a avaliação
e prestação de contas dos projetos seguem as orientações
do Edital de 2011.
Pastorais
12
E
Maria Rosa Schafaschek
Pela Equipe de Coordenação Diocesana de Catequese
2012
ENCONTRO DE FORMAÇÃO NA
MICRORREGIÃO DE SANTA CECÍLIA
INICIAÇÃO À VIDA
CRISTÃ... PARA QUEM?
ntre a diversidade dos que procuram saciar sua sede na “Fonte” que a Igreja
oferece, o Documento de Aparecida
prevê duas maneiras de percorrer o caminho da
Iniciação à Vida Cristã: catecumenato batismal
para os não batizados e catecumenato pós-batismal para os já batizados, mas não suficientemente catequizados.
Considerando as várias situações em que se encontram as pessoas a serem atendidas nos processos de iniciação, temos, entre outros, grupos:
a) Adultos e jovens não batizados;
b) Adultos e jovens batizados que desejam
completar a iniciação cristã: querem voltar à
Igreja depois de terem se afastado. Alguns necessitam completar sua iniciação sacramental
(Primeira Eucaristia e Crisma);
c) Adultos e jovens com prática religiosa, mas
insuficientemente evangelizados;
d) Pessoas de várias idades, marcadas por um
contexto desumano ou problemático:
e) Grupos específicos, em situações variadas;
f) Casais em situação matrimonial irregular;
g) Adolescentes e jovens;
h) Crianças não batizadas e inscritas na catequese;
i) Crianças e adolescentes batizados que seguem o processo tradicional de iniciação cristã.
Este é o povo que a Igreja tem a missão de acolher e servir, pois procuram uma resposta para
suas buscas. A Igreja é chamada e enviada para
ir ao encontro, a dialogar, a acolher, sobretudo
os afastados, os jovens, os pobres, os excluídos.
A exemplo de Jesus, que no diálogo com a Samaritana sonda seu coração, sua vida, sua
mente, sua fé, somos convidados a ouvir e sentir a realidade dos que nos procuram, seus sonhos e projetos, valorizá-los e anunciar o
Evangelho como meta e caminho da verdade
que nos conduz.
Arregacemos as mangas com o objetivo de formar discípulos/missionários de Jesus Cristo,
comprometidos com a vida e o dinamismo da
Igreja e engajados generosamente na construção do Reino de Deus na História.
Fica um questionamento para todos os evangelizadores.
1 Quais são as “sedes” que você identifica em
sua comunidade? Que “água” a comunidade
tem oferecido a quem vem até a fonte?
2 Quais as motivações das pessoas que procuram a catequese?
3 Como a realidade de cada pessoa, e sua experiência, é valorizada em sua comunidade, sobretudo na catequese?
ABRIL
N
o dia 11 de março, as lideranças das
paróquias: Santa Cecília, de Santa
Cecília, Santo Antônio, de Lebon
Régis e São José, de Timbó Grande, reuniram-se para estudar o tema Iniciação à Vida
Cristã. O tema, que já havia sido estudado em
outras ocasiões com catequistas, desta vez foi,
além dos catequistas, refletido com outras lideranças, visto que a Iniciação à Vida Cristã
é responsabilidade da Pastoral Orgânica. O
encontro aconteceu na matriz da Paróquia São
José, de Timbó Grande, e teve início com a
F
celebração da missa. Logo após, os assessores
Ederson Iarochevski e Vanessa Petrykowski
provocaram uma reflexão sobre a realidade
vivida e a mudança de época. A prática da leitura orante mostrou a importância da leitura
e da oração da Palavra de Deus na vida da
pessoa e da Pastoral. O encontro pessoal com
Jesus, a interação entre catequese e liturgia e
a metodologia com inspiração catecumenal
também foram itens importantes nesta formação.
Vanessa Petrykowski
Pela coordenação Diocesana de Catequese.
O BATISMO, SINAL DA PAIXÃO DE CRISTO
ostes conduzidos à santa fonte do divino Batismo, como Cristo, descido da
cruz, foi colocado diante do sepulcro.
A cada um de vós foi perguntado se acreditáveis no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Vós professastes a fé da salvação
e fostes por três vezes mergulhados na água e
por três vezes dela saístes; deste modo, significastes, em imagem e símbolo, os três dias
da sepultura de Cristo.
Assim como nosso Senhor passou três
dias e três noites no seio da terra, também vós,
na primeira emersão, imitastes o primeiro dia
em que Cristo esteve debaixo da terra; e na
imersão, a primeira noite. De fato, como
aquele que vive nas trevas não enxerga nada,
pelo contrário, aquele que anda de dia está envolvido em plena luz. Assim também vós, na
imersão, como que mergulhados na noite,
nada vistes; mas na emersão, fostes como que
restituídos ao dia. Num mesmo instante, morrestes e nascestes, e aquela água de salvação
tornou-se para vós, ao mesmo tempo, sepulcro e mãe.
Apesar de situar-se em outro contexto, a
vós se aplica perfeitamente o que disse Salomão: Há um tempo para nascer e um tempo
para morrer (Ecl 3,2). Convosco sucedeu o
contrário: houve um tempo para morrer e um
tempo para nascer. Num mesmo instante, realizaram-se ambas as coisas e, com a vossa
morte, coincidiu o vosso nascimento.
Ó fato novo e inaudito! Na realidade, não
morremos nem fomos sepultados, nem crucificados, nem ainda ressuscitamos, no entanto,
a imitação desses atos foi expressa através de
uma imagem e daí brotou realmente a nossa
salvação.
Cristo foi verdadeiramente crucificado,
verdadeiramente sepultado e ressuscitou verdadeiramente. Tudo isto foi para nós um dom
da graça, a fim de que, participando da sua
paixão através do mistério sacramental, obtenhamos na realidade a salvação.
Ó maravilha de amor pelos homens! Em
seus pés e mãos inocentes, Cristo recebeu os
cravos e suportou a dor; e eu, sem dor nem
esforço, mas apenas pela comunhão em suas
dores, recebo gratuitamente a salvação.
Ninguém, portanto, julgue que o batismo
consista apenas na remissão dos pecados e na
graça da adoção final. Assim era o batismo de
João que concedia tão-somente o perdão dos
pecados. Pelo contrário, sabemos perfeitamente que o nosso Batismo não só apaga os
pecados e confere o dom do Espírito Santo,
mas é também o exemplar e expressão dos sofrimentos de Cristo. É por isso mesmo que
Paulo exclama: Será que ignorais que todos
nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua
morte que fomos batizados? Pelo batismo na
sua morte, fomos sepultados com ele (Rm 6,
3-4)
Das Catequeses de Jerusalém
(Cat. 20, Mystagogica 2, 4-6: PG 33, 1079-1082) (Séc. IV)
ABRIL
2012
2º DOMINGO DA PÁSCOA
15 de abril de 2012
1ª Leitura - At. 4,32-35
Salmo - 118(117)
Daí Graças ao Senhor, porque ele é bom.
2ª Leitura - 1 Jo. 5,1-5
Evangelho - Jo. 20,19-31.
Nesta aparição aos discípulos reunidos, por
três vezes Jesus dá a paz
aos discípulos. Durante
a última Ceia Jesus já
lhes concedera, de maneira expressiva, a paz
(Jo. 14,27), e agora, na
condição de Ressuscitado, a renova. A paz do
mundo se perde na ilusão das disputas de poder
e riqueza, e os discípulos, de sua parte, vivem a
perturbação de momentos de perseguição. A paz
de Jesus, que se faz presente entre seus discípulos, fortalece os corações firmando-os no amor
e na vida eterna de Deus.
3º DOMINGO DA PÁSCOA
22 de abril de 2012
1ª Leitura - At. 3, 1315.17-19
Salmo - 4
Sobre nós fazei brilhar
o esplendor da vossa
face!
2ª Leitura - 1 Jo. 2, 1-5
P
áscoa é passagem para uma situação melhor,
da morte para vida, do pecado para graça, da
escravidão para liberdade, baseado não em
nossas forças, mas na fé em Jesus Cristo. Páscoa se
dá não só no rito da Liturgia; deve acontecer em cada
instante da vida do homem em busca da terra prometida, da vida nova da felicidade. O Tempo Pascal
acontece do Domingo da Ressurreição até o Domingo de Pentecostes, por isso, cinquenta dias na
presença do Ressuscitado nos preparando para receber o Espírito Santo prometido.
Nas leituras bíblicas, sobretudo nos Evangelhos
do Tempo Pascal, percebemos que Jesus se dá a conhecer, que Ele ressuscita lá onde existe acolhimento,
lá onde se presta serviço ao próximo. Podemos dizer
que Cristo ressuscita lá onde se vive o novo mandamento do amor, da caridade. Primeiramente Jesus se
dá a conhecer às mulheres que vão ao sepulcro para
ungir com aromas o Seu Corpo. Jesus se dá a conhecer a Madalena, que vai em busca do Seu Corpo. O
Senhor se manifesta a Pedro e a João que vão ao sepulcro. Jesus aparece à comunidade reunida no cenáculo. Tomé, que não está presente, não usufrui da
presença do Senhor; tornando-se presente, no entanto, também O reconhece.
O Evangelho mais significativo nesta linha é
certamente o Evangelho dos discípulos de Emaús
Celebrações Litúrgicas
Evangelho – Lc. 24, 35-48
Os dois discípulos retornam a Jerusalém para
contar o que havia acontecido no caminho, e comunicam aos apóstolos reunidos o reconhecimento de Jesus na partilha do pão. Quando estão
falando, o próprio Jesus aparece no meio deles.
O encontro com Jesus é o encontro com a paz. É
a paz em plenitude, a paz da participação da vida
eterna do Pai, que Jesus traz a todos.
4º DOMINGO DA PÁSCOA
29 de abril de 2012
1ª Leitura - At. 4,8-12
Salmo - 118(117)
Tu és meu Deus e te
rendo graças.
2ª Leitura - 1 Jo.3,1-2
Evangelho – Jo. 10,1118
Jesus se identifica com o Bom Pastor. Firma-se
como o modelo para os que têm a responsabilidade de estar à frente das comunidades.
5º DOMINGO DA PÁSCOA
06 de maio de 2012
1ª Leitura - At. 9, 2631
Salmo - 22(21)
Senhor, sois meu louvor
em meio à grande assembleia!
Leitura – 1 Jo. 3,18-24
O TEMPO PASCAL
Cristo ressuscita naqueles que sabem partir o pão!
(Cf. Lc 24, 13-35), aos quais Cristo se dá a conhecer
pela Sua Palavra e pela fração do pão (Eucaristia).
Os quais, a Seu exemplo, acolhem os irmãos na caridade e compartilham com eles sua vida, constituem
o Cristo ressuscitado entre os homens. Cristo ressuscita os que andam à procura; Cristo ressuscita os que
vivem os acontecimentos à luz da Escritura; Cristo
ressuscita nos que acolhem e nos que servem; Cristo
ressuscita nos que sabem partir o pão. À medida que
existir entre os homens a atitude hospitaleira, isto é,
de serviço, a exemplo dos discípulos de Emaús,
Cristo vai ressuscitando através da história dos homens.
É preciso, pois, a exemplo de Cristo, partir o
pão e servir, ou seja, colocar-se a serviço do próximo,
tornando-se pão e alimento para a vida do mundo.
Eis o sentido atual do milagre da multiplicação dos
pães.
Cristo está ressuscitando em sua vida?
Quando os discípulos O reconhecem na fração
do pão, Ele desaparece. Não é mais necessidade de
Cristo permanecer entre os homens de maneira corpórea, pois Ele continua presente de maneira sacramental nos Seus discípulos, na Sua Igreja, naqueles
que vivem o serviço do amor, pois o novo mandamento tudo renova, faz reviver todas as coisas.
“Ide dirá Ele, vós sereis minhas testemunhas até
5
Evangelho - Jo. 15, 1-8
No Antigo Testamento, a Videira é uma imagem
clássica para designar o povo de Israel. João, usa
com outro significado: a vinha é Jesus, e o novo
povo de Deus, os ramos.
6º DOMINGO DA PÁSCOA
13 de maio de 2012
1ª Leitura - At. 10,25-26.34-35.44-48
Salmo - 98(97)
O Senhor fez conhecer
a salvação.
2ª Leitura - 1 Jo. 4,710
Evangelho – Jo. 15,917
Agora os discípulos
são estimulados a permanecerem no amor de Jesus. Compreendemos
que o amor de Jesus por nós é o mesmo amor do
Pai por ele, em uma plenitude transbordante. A
fonte do amor é o amor entre o Pai e o Filho, que
é o amor apropriado ao Espírito Santo. Permanecer no amor de Jesus é inserir-se nesta comunhão de amor e vida entre o Pai e o Filho.
Partindo de uma adesão pessoal, o permanecer
no amor de Jesus significa inserir-se na comunidade de discípulos e irradiar este amor, envolvendo a outros, ampliando a comunidade de
amor e prolongando-a no tempo.
Fonte: Liturgia Dia a Dia – Paulinas.
Dia do Senhor – Paulinas.
os confins da terra”. Vós sereis meus continuadores
no meio dos homens. Isso vem expresso no que
segue: “Levantaram na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Eles, por sua vez, contaram o que havia
acontecido no caminho e como o tinham reconhecido
ao partir o pão” (Cf. Lc 24, 33-35).
Pela caridade os cristãos se apresentam no
mundo como chagas do Cristo ressuscitado, no qual
o homem, a exemplo de Tomé, poderá perceber e
apalpar o amor de Cristo e n’Ele crer; e, acreditando,
tenha a vida eterna. Cada cristão é convidado para se
tornar presença do Cristo ressuscitado entre os irmãos, de tal sorte que os homens reconheçam Sua
face na caridade do irmão.
Soltemos o nosso grito: ALELUIA! Pois Cristo
ressuscitou e nos deu vida nova. Este é um canto litúrgico muito antigo, que se reza em todas as grandes
solenidades de nossa fé, cantemos os louvores do Senhor:
Oração: Ó Deus, que fazeis crescer a vossa Igreja
dando-lhe sempre novos filhos e filhas, concedei que
por toda a sua vida estes vossos servos sejam fiéis
ao sacramento do batismo que receberam professando a fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Padre Luizinho
blog.cancaonova.com/padreluizinho
www.cancaonova.com
Espaço da Criança
14
Os Ramos
Com o Domingo de Ramos, iniciaQueridos
mos a Semana Santa. A festa dos
amiguinhos! A
ramos relembra o dia em que
Páscoa está chegando.
Jesus entrou festivamente em
Vamos recordar um pouco o Jerusalém, pouco antes de
que acontece na Semana Santa sua morte.
em nossa Igreja, lembrando a Jesus nascera em Belém, na
Judéia, mas passara a maior
última semana que Jesus
parte de sua vida na Galiléia,
viveu aqui na terra como em Nazaré, Cafarnaum e outras
homem.
cidades, fazendo sua pregação
sobre o Reino de Deus. Poucos
dias antes de ser preso, julgado e
condenado à morte, Jesus dirigiu-se a Jerusalém com seus discípulos, justamente para comemorar a Páscoa (a
Páscoa judaica). Pois foi nesse dia que
o povo o aclamou nas ruas, agitando no
ar ramos de palmeira e oliveira, e gritando “Hosana (que quer dizer
Necessitamos encontrar Deus e não o en“Salve!”) ao Filho de Davi”.
contraremos em meio ao ruído e à agitação. Deus é amigo do silêncio. (Teresa de
O Lava-Pés - Durante a Semana Santa, a
Calcutá)
Quinta-feira é um dia importante, no qual
O matrimônio não é uma casa terminada,
se realiza uma celebração bastante
mas sim um edifício em constante conssignificativa. Nesse dia, relembra-se
trução. (J. Gabin)
a última ceia de Cristo com seus disA arrogância gera divisão. A caridade, a
cípulos, ocasião em que Jesus instituiu
comunhão. (Santo Agostinho)
a Eucaristia, isto é, o pão e o vinho passaram a simboliQue nos dirá Deus se chegarmos a Ele, uns
zar seu corpo e seu sangue. Foi também, durante a úlsem os outros? (Charles Péguy)
tima ceia que Cristo lavou os pés de seus discípulos.
No vasto universo, você é um minúsculo
ser, mas na imensidão do amor de Deus,
Pondo uma toalha na cintura, Jesus despejou água numa
você ocupa o centro. (Aderb)
bacia, começou a lavar os pés de cada um dos apóstolos
O mundo se tornou perigoso porque os
e enxugou-os com a toalha. Jesus fez isso como sinal de
seres humanos aprenderam a dominar a
humildade, simplicidade, igualdade, solidariedade, amor
natureza antes de dominar a si mesmo.
e serviço aos irmãos, que nada mais é do que a grande
(Albert Schweitzer)
lição pascal.
Em um lar no qual o pai está sempre auSexta-feira Santa - É a Sexta-feira antes do Domingo
sente, a educação dos filhos costuma ser
de Páscoa. Neste dia, nós, cristãos, lembramos do julincompleta. (Segismundo Paulik)
gamento, crucificação, morte e sepultura de Jesus. A
Vale mais para um filho, um dos pais (pai
ou mãe) com Deus, do que os dois juntos,
mas sem Deus. (Autor desconhecido)
A oração faz desaparecer a distância entre
o ser humano e Deus. (São Pio de Pietrelcina)
Círio Pascal - Círio é uma vela grande, que se acende,
A riqueza do diálogo não consiste em ter
todos os anos, pela primeira vez, no Sábado da Vigília
dito a última palavra, mas em ter comPascal. O Círio representa a luz de Cristo, pois que o
preendido melhor as razões do outro.
próprio Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo!” No Círio,
(Juan Bosh Navarro)
há duas letras gregas - o alfa e o ômega -, a primeira e a
última
letra do alfabeto grego. O alfa representa o prinFrases Engraçadas
cípio e o ômega, o fim, uma vez que Jesus falou: “Eu
“Se você está triste, eu fico triste... Se
sou o princípio e o fim”. Na grande vela, há ainda a invocê esta alegre, eu fico alegre... Por
dicação
do ano em curso, simbolizando a presença viva
favor, fique rico...” (Para-choque de cade Jesus junto a todos os povos do mundo.
minhão)
“Não é triste mudar de ideia; triste é não
O Cordeiro - Simboliza Cristo, sacrificado em favor
ter ideias para mudar.” (Barão de Itararé)
do seu rebanho.
“Paraquedas é o único meio de transporte
A Cruz - Significado da Páscoa, na ressurreição e tamque, quando enguiça, você chega mais debém no sofrimento de Cristo. A cruz é o símbolo oficial
pressa.” (Jô Soares)
do cristianismo. Então não somente um símbolo da Pás“Na hora de beber, nós bebemos. Na hora
coa, mas o símbolo primordial da fé católica.
de comer, nós comemos. Na hora de traO Pão e o Vinho - Simbolizando a vida eterna, o corpo
balhar, nós dormimos, porque ninguém é
e o sangue de Jesus, oferecidos aos seus discípulos.
de ferro!” (Para-choque de caminhão)
Ovo de Páscoa - O ovo também simboliza o nasci“Você não pode ter tudo. Onde você colomento, a vida que retorna. O ovo é um símbolo de vida
caria?”
nova, de vida que está para nascer; é um símbolo de co-
Sabedoria e Humor
ABRIL
2012
cruz pode parecer loucura, mas não é. A cruz é sabedoria
de Deus. Talvez a cruz possa nos deixar com medo, mas
quando falamos da cruz de Jesus Cristo, estamos falando
de uma cruz que nos dá força e coragem para que todos
nós possamos enfrentar as nossas dificuldades. Quando
a gente enfrenta a cruz, o sofrimento, ele nos ensina que
a vida é o melhor presente que ganhamos. E uma vida
não pode estacionar na cruz do sofrimento. Ela tem seu
destino traçado rumo à ressurreição.
A Vigília Pascal – Uma celebração luminosa realizada
no Sábado anterior a Páscoa, para viver a doce espera
da verdadeira Luz: a Ressurreição de Nosso Senhor
Jesus Cristo. É uma celebração longa em
forma de verdadeira vigília: é o tempo necessário para a gente compreender o
quanto Deus nos ama. São propostas
nove leituras (sete do Antigo Testamento
e duas do Novo Testamento). A Palavra
de Deus recorda a história da salvação
começando pela criação, passando por
todas as alianças até chegar à aliança
eterna e definitiva em Cristo. As pessoas
devem estar preparadas para viver
esta celebração sem pressa e nem atropelo. É uma celebração repleta de símbolos e elementos da natureza: fogo,
água, velas, flores, incenso.
Domingo da Páscoa - Celebramos a
Ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz,
seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição, assim como a
“passagem” de Cristo, da morte para a vida. A decisão
de Jesus de enfrentar o sofrimento da cruz o levou à ressurreição. Jesus não está morto, está vivo. Jesus revela
na ressurreição que Deus nos quer sempre vivos, por
isso o Domingo da Páscoa é o dia em que afirmamos
que a vida é mais que a morte. Que o amor é maior que
a dor. Que a alegria da vida vence as tristezas que nos
assombram. E para comemorar a vida, vamos ficar junto
da nossa família, dos nossos amigos, das pessoas que
nos fazem bem.
SIMBOLOS DA PÁSCOA
meço. Daí sua associação à Páscoa: a Ressurreição de
Jesus também indica o princípio de uma nova vida.
Coelhinho da Páscoa - Coelho é um dos primeiros animais que saem das tocas ao chegar a primavera, após
um longo inverno de recolhimento. No hemisfério norte,
a Páscoa ocorre nos primeiros dias da primavera (para
nós, do hemisfério sul, a Páscoa é no outono) e os coelhos logo se põem a correr pelos campos verdes, repletos
de flores, dando, portanto, a ideia de renovação da vida,
que parecia estar morta durante o inverno. O que mais
interessa, religiosamente, é que os coelhos são animais
que se reproduzem com extrema facilidade e em grande
quantidade. Vem daí a identificação com uma vida abundante, um processo de restauração, um ciclo que se renova todos os anos.
E é isto exatamente que se relembra na Páscoa: a Ressurreição de Jesus, que traz consigo um novo tempo de
paz e de esperança a toda a humanidade.
Feliz Páscoa!
Que a luz de Jesus Ressuscitado ilumine sua vida!
ABRIL
2012
O
Evangelização
DIMENSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA
simpósio de antropólogos realizado
em Barbados, Caribe, em 1971,
olhando para os erros do passado já
afirmava: “Chegamos à conclusão de que o
melhor para as populações indígenas é acabar com toda a atividade missionária”. Isso
na prática seria a condenação do método
missionário até então aplicado.
Como resposta, os missionários, em vez de
bater “retirada”, o que seria uma atitude irresponsável, resolveram redefinir as linhas da
ação missionária. No nível político, passou-se
de uma perspectiva colonialista para uma atitude de respeito à alteridade e autonomia dos
povos. Em nível religioso, abandonou-se a
prática da evangelização imposta, que demonizava as outras expressões religiosas e abriuse para o diálogo, escuta e respeito aos
diferentes.
Essa nova postura foi favorecida pelo
Concílio Vaticano II e pela Conferência Episcopal Latino Americana de Medelín, Colômbia, em 1968, que destacou a importância de
respeitar, na missão, os valores próprios da
cultura, sem negar a possibilidade de diálogo
criador com outras culturas e denominações
religiosas. Em 1979, o Episcopado reunido em
Puebla, México, fez outra maravilhosa afirmação: “Finalmente chegou a hora para a America Latina de intensificar os serviços
recíprocos entre as Igrejas particulares e de
estas se projetarem para além de suas fronteiras, missão “Ad Gentes”. Todas as dioceses
precisam de missionários, mas isso não as impede de dar de sua pobreza.
A Conferência de Aparecida, e mais recentemente as Diretrizes Gerais da Ação
Evangelizadora da Igreja no Brasil, conscientiza os batizados de sua vocação missionária
e os convoca a uma atitude: Ser uma Igreja em
estado permanente de missão para responder
aos desafios do mundo atual. Igreja será missionária ou então não será a Igreja de Jesus
Cristo, de Paulo e dos discípulos todos missionários.
Missão a partir de Jesus Cristo.
A missão traz, em si, o sonho de Deus
para com a humanidade e para com o mundo.
O sonho de Deus é de que todos tenham vida
em plenitude. Os missionários colaboram para
que este sonho de Deus se realize, contudo, o
projeto de Deus encontra resistência, há quem
o rejeite e negue. O ser humano com sua liberdade muitas vezes se coloca a serviço dos
projetos de morte. Quando o ser humano opta
por estes caminhos, o ódio, o egoísmo, a injustiça, a corrupção, a cobiça, tomam parte na
vida e atrapalham o plano de Deus. No contexto do mundo atual, Deus é facilmente substituído pelos ídolos que causam sofrimento e
opressão, marcando as culturas com falsos valores. Isso vem acontecendo ao longo da história até os dias de hoje. Deus que vê e escuta
o clamor do povo, envia seu Filho ao mundo
para instituir o Reino da Justiça e da Paz, mudando a ordem das coisas. Jesus é o primeiro
missionário enviado para restaurar o Projeto,
Reino de Deus. Jesus morreu por amor e assim
introduziu todos os povos e culturas na liberdade e vida nova.
Jesus, para continuar sua missão no
mundo, instituiu a Igreja. Assim como Jesus é
o missionário do Pai, a Igreja é missionária
dEle. Nós, Igreja, povo de Deus, por força do
batismo e pela força do Espírito Santo, dado
por Jesus Ressuscitado, somos instrumentos
do Reino. A Igreja missionária existe para cuidar de todos, mas deve dedicar atenção maior
aos pobres e sofredores. Trata-se de missão
“Ad Gentes”. O Papa João Paulo II, em sua
Encíclica “A Missão do Redentor” (31-40),
afirma que a Igreja deve realizar o serviço
evangelizador em lugares onde o Evangelho
não é conhecido, nem penetrou na vida e cultura dos povos. A missão evangelizadora nestes locais é fundamental para reavivar a vida
e a esperança. Antes de voltar Jesus confiou a
nós essa mesma missão: cuidar da edificação
do reino de vida, justiça e paz. Deus, como
Pai, deu esse serviço missionário aos seus filhos e filhas.
Qual é a sua atitude? Com qual proposta você está comprometido?
A missão “Ad Gentes” não se limita a
acompanhar a vida pastoral das comunidades.
Ela se dirige aos que ainda não simpatizaram
com o Projeto de esperança do Reino trazido
por Jesus. Ela exige opção pela periferia do
mundo que é vista como lugar de vagabundos.
Precisamos chegar à consciência verdadeira
de que são os excluídos que produzem as riquezas concentradas pelos ricos do mundo
que bandidamente os tratam com absurda injustiça. Não estou exagerando... Procure em
todo o mundo saber se há algum rico que
tenha acumulado riquezas trabalhando dia a
dia, assim como trabalham os que eles chamam de bandidos e vagabundos. A prova disso
é o fato de que ninguém trabalhando consegue
acumular milhões para investir em mega projetos (isso só é possível, quando tomamos
“emprestado” de instituições financeiras o dinheiro de muitos, para colocar a serviço do interesse de um só). O verdadeiro missionário
trabalha com coragem na edificação do Reino
que provoca o transtorno e inversão desta
ordem de coisas, para estabelecer a justiça que
assegura a vida e dignidade para todos.
Conforme proclama o Documento de
Aparecida no Nº 11 de sua introdução: “A
Igreja é chamada a repensar profundamente e
a relançar com fidelidade e audácia sua missão
nas novas circunstâncias da América Latina e
do mundo. Ela não pode fechar-se frete a
aqueles que só vêem confusão ou aqueles que
pretendem cobrir a variedade e complexidade
das situações com uma capa de ideologias gastas e até com agressões. Trata-se de confirmar
e revitalizar a novidade do Evangelho a partir
de um encontro pessoal com Cristo que desperte discípulos missionários.
Estaremos no decorrer das próximas
edições tratando da dimensão missionária da
Igreja. Acompanhe!
Inspirado na obra de Valdeci Antônio Ferreira
A MISSÃO NA PERIFERIA DO MUNDO.
Organizado por Pe. Moacir da Silva Caetano.
N
3
EVANGELIZAÇÃO NO
REGIONAL SUL 4
O Plano Regional de Pastoral do Regional Sul 4 2012-2015 foi aprovado na
44ª Assembleia Regional de Pastoral da CNBB, realizada nos dias 23 e 24 de
setembro de 2011, em Lages/SC.
a apresentação do Plano, Dom Wilson Tadeu Jönck,
SJC, arcebispo de Florianópolis e Presidente da
CNBB Regional Sul 4 destaca que “O Plano
Regional de Pastoral quer repercutir as metas traçadas
pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da
Igreja do Brasil 2011 – 2015. Representa a leitura que
a Igreja de Santa Catarina faz da realidade presente.
Expressa também a vantagem de apresentar o mundo
como dom. A Igreja em SC se edifica, aceitando os desafios de estar presente nos cenários que emergem na atualidade”.
Dividido em oito capítulos, o Plano Regional de Pastoral apresenta, primeiramente, um olhar sobre a realidade do estado catarinense, a partir dos aspectos culturais, econômicos e ecológicos, políticos, religiosos e eclesiais. Partindo desta
realidade, indica caminhos onde precisa estar, ou seja, mostra a necessidade de se
ter os olhos no infinito, na perspectiva de construir o Reino de Deus, o horizonte da
missão, desafiando-se a construir uma nova realidade, um “lugar de Deus”. Assim,
destaca as urgências pastorais diante das realidades que a interpelam para uma atuação conjunta dos cristãos em Santa Catarina e assume como ação e reflexão as urgências das Diretrizes Gerais da CNBB: Igreja em estado permanente de Missão;
Igreja, casa da iniciação à vida cristã; Igreja, lugar de animação bíblica da vida e da
pastoral; Igreja, comunidade de comunidades; Igreja a serviço da vida plena. O próprio plano ressalta que “estas urgências estão sempre presentes na vida da Igreja.
Elas se completam entre si: têm em comum a vida dos cristãos, com suas dores e
alegrias; Jesus Cristo, a meta a ser alcançada...”.
O plano apresenta ainda, aquilo que a Igreja quer alcançar, isto é, o objetivo
da missão e assume o Objetivo Geral da Igreja no Brasil “Evangelizar, a partir de
Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção
preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino
Definitivo”, a partir desta missão, assume objetivos específicos para as cinco urgências da evangelização, atendendo a quatro critérios de ação, baseados na pedagogia
de Jesus: o diálogo, o serviço, o anúncio e o testemunho de comunhão que orientaram
as ações no sentido de favorecer a conversão das pessoas, renovar a comunidade e
transformar a sociedade; seguindo estes critérios, indica perspectivas de ação para
cada um dos âmbitos da missão: pessoa, comunidade e sociedade. Enfim, a Igreja
de Santa Catarina assume como prioridades pastorais: Juventude, Família e Pastorais
Sociais, perpassadas pela Animação Vocacional.
Segundo o Plano, a Juventude foi priorizada, pois sentiu-se a necessidade de
“renovar a opção afetiva e efetiva de toda a Igreja pela juventude na busca conjunta
de propostas concretas que favoreçam uma verdadeira evangelização desta parcela
da sociedade”, citando o Doc. 85. Além da Pastoral da Juventude, e em sintonia com
ela é urgente uma pastoral infanto-juvenil consistente e efetiva na Igreja. As metas
de ação são: Organização do Setor Juventude no Regional; Fortalecimento das Pastorais da Juventude e Formação Integral da Juventude à luz do Documento 85 da
CNBB.
A Família é prioridade, pois é um dos tesouros mais importantes do patrimônio
da humanidade. Precisa ser considerada um dos eixos transversais de toda a ação
evangelizadora, e assim respaldar uma Pastoral Familiar intensa, vigorosa e frutuosa.
As metas de ação são: Investimento na Formação e Preparação dos Agentes da Pastoral Familiar; Implantação e/ou fortalecimento da Pastoral Familiar no regional e
em todas as dioceses e Organização do Setor Vida e Família no Regional, integrando
às pastorais e movimentos.
As Pastorais Sociais foram priorizadas para garantir a opção pelos pobres, afirmada em Aparecida. As condições de vida de milhões de abandonados, excluídos e
ignorados em sua miséria e dor, contradizem o projeto de Deus e desafiam os cristãos
a um compromisso efetivo em prol da vida e por uma sociedade melhor. As metas
de ação são: Organização e Fortalecimento do Fórum das Pastorais Sociais nas Dioceses; Realização da 5ª Semana Social Brasileira no Regional e Celebração dos 100
anos do Contestado.
Na realização destas metas e em todas as atividades, é preciso voltar a atenção
ao despertar e à formação de vocações religiosas, consagradas, matrimoniais, familiares, missionárias e laicais. Para que se garanta a realização destas ações, o Plano
conclama a todos para o empenho na Pastoral Orgânica, evitando a fragmentação e
o desperdício de forças e recursos, estabelecendo uma programação pastoral nas diversas instâncias e setores, que respondam às necessidades da Ação Evangelizadora
no estado de Santa Catarina.
Divanete Eloisa Bachi
Agente da Pascom
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AGROECOLOGIA, UM MODO DE VIDA CEBI EM MONTE CASTELO